Prévia do material em texto
1 Um guia para multiplicar esta idéia Parcerias na Educação Um guia para multiplicar esta idéia Parcerias na Educação Parcerias na Educação Um guia para multiplicar esta idéia 2 Uma sociedade e uma economia fortes não são possíveis sem cidadãos educados, habilitados, competentes e envolvidos. Os estudantes de hoje são os cidadãos de amanhã, e representam nossos investimentos de longo prazo para um futuro próspero. E nós devemos trabalhar juntos para garantir-lhes o êxito. Quando comunidades inteiras trabalham de forma conjunta em parceria para melhorar a educação, todos são beneficiados. As escolas se beneficiam com o aumento do ânimo entre os professores; os pais passam a ter mais consideração pelos mestres; as famílias dão mais apoio; a imagem da escola melhora junto à comunidade. Os empregadores se beneficiam com o desenvolvimento da comunidade e passam a contar com uma força de trabalho mais qualificada. E, mais importante ainda, os estudantes se beneficiam através de maior presença nas salas de aula, com notas melhores, maiores índices de aprovação nos vestibulares, passam a sentirem-se parte da comunidade em que vivem e, de maneira geral, têm um melhor aprendizado. Para que as parcerias sejam efetivamente verdadeiras, todos os cidadãos – incluindo organizações comunitárias, pais, grupos religiosos e empresas – devem fazer sua parte para melhorar a educação. Membros das famílias podem se envolver ativamente com a educação de suas crianças; comunidades religiosas podem trabalhar para melhor entender e atender às necessidades familiares e educacionais; organizações comunitárias podem patrocinar atividades importantes para a juventude e suas famílias; e as empresas podem adotar políticas de apoio às famílias no ambiente de trabalho e se envolverem com a educação escolar. Trabalhando juntos, trocando informações, compartilhando decisões e colaborando para o aprendizado das crianças, todos podem contribuir para o processo educacional e ajudar a garantir uma educação de qualidade para todos os nossos estudantes. Educação: interesse de toda a sociedade Alunos da Escola Municipal Ministro Afrânio Costa em visita à gráfica do jornal “O Globo”, Rio de Janeiro (RJ), 1999.M ar ce lo Je su s / A g. G lo bo 3 Um guia para multiplicar esta idéia Parcerias na Educação Índice Parceria, uma ferramenta valiosa 4 Os parceiros da educação estão perto de você 6 A importância dos parceiros na educação 7 Uma boa parceria não depende de recursos financeiros 8 Como cada parceiro pode ajudar 10 Como desenvolver um Plano de Parceria 12 Parcerias Básicas 14 Exemplos práticos de Planos de Parcerias 15 Instruções para utilizar os formulários das páginas 15 a 17 18 Acompanhamento de Ações da Parceria 20 Dois bons exemplos de parcerias – de lá... e de cá. 22 Parceria na Educação, palavra de nossos diretores 23 Este trabalho contou com a participação de todos nós 25 Fontes de referência 28 Agradecimentos 30 Parcerias na Educação Um guia para multiplicar esta idéia 4 Parceria, uma ferramenta valiosa. Uma forma eficiente e viável para melhorar o funcionamento da escola e resolver alguns de seus principais problemas pode estar bem mais próxima do que se imagina – logo ali, na vizinhança, através do apoio de sua própria comunidade. Esta cartilha é dirigida aos que participam e se interessam pela vida das escolas: os profissionais da comunidade escolar (diretores, coordenadores, professores, secretários, administradores, famílias de alunos etc.) e as pessoas ativas no meio em que a escola funciona – líderes comunitários, empresários, religiosos, funcionários públicos. Ela mostra que a escola pode, e deve, buscar o apoio da comunidade para resolver muitas de suas dificuldades mais comuns, através da formação de parcerias para a educação – isto é, com a ajuda de membros da sociedade que, de forma voluntária, oferecem recursos financeiros, materiais e humanos para ajudar a escola. As famílias dos alunos, as empresas locais, entidades religiosas e sociais e órgãos governamentais, entre outros, são parceiros importantes para melhorar a administração das escolas e, sobretudo, a qualidade do ensino. A união de esforços pode fazer com que a escola forme, cada vez mais, alunos capazes de compreender o mundo que os cerca, expressar- se sobre ele e tornarem-se elementos ativos na sua transformação. As idéias e sugestões aqui apresentadas são fruto da Parceria para a Educação Brasil-Estados Unidos, composto por agências governamentais e entidades da sociedade civil do Brasil e dos Estados Unidos (EUA), a partir de um acordo firmado pelos dois países em 1997. Seu objetivo é promover a melhoria do ensino em todos os níveis. Uma das prioridades dessa cooperação é estimular as escolas a desenvolverem parcerias para a educação. Com este objetivo, foi organizado um projeto especial Creche-escola pública Liberdade, Macapá (AP), 1996.Jo ão R ob er to R ip pe r 5 Um guia para multiplicar esta idéia Parcerias na Educação Sandra Aparecida Rocha Verçosa Escola Estadual Loren Rios Feres Araxá / MGPalavra de Mestre “Após visitar as escolas dos Estados Unidos, vendo e ouvindo as experiências bem sucedidas, vou implantar, juntamente com a comunidade escolar, um programa de parceria a fim de solucionar o problema de leitura e interpretação dos alunos da minha escola.” que, de 22 de abril a 5 de maio de 2000, levou 27 diretores de escolas de todos os Estados brasileiros – selecionados pelo Prêmio Nacional de Referência em Gestão Escolar 1999 – aos Estados Unidos para conhecer algumas das melhores experiências norte-americanas na formação de parcerias. A missão de estudos aos EUA foi patrocinada pela Embaixada norte-americana no Brasil, pelo Departamento de Educação do Governo daquele país (USED, que equivale ao nosso Ministério da Educação) e pela agência federal dos EUA para o Desenvolvimento Internacional, a USAID. Nesses 12 dias, os brasileiros tiveram a oportunidade de trocar idéias com seus colegas norte- americanos sobre práticas de gestão, observaram o funcionamento das escolas visitadas e puderam conhecer o trabalho das parcerias e dos voluntários que apóiam e enriquecem a educação dos alunos naquele país. Os diretores brasileiros puderam ver como seus colegas norte-americanos planejam, implementam e avaliam os trabalhos de parceria, conquistando e mantendo esses parceiros e envolvendo-os em diversas atividades de tutoria e acompanhamento de alunos, entre outros aspectos. A missão já foi, por si só, um belo exemplo de parceria. Ela foi organizada e financiada pela Embaixada dos EUA no Brasil e pela USAID, com apoio do Conselho Nacional de Secretários de Educação (CONSED) e das Secretarias de Educação Estaduais. O programa da missão foi idealizado e organizado pela Embaixada dos EUA, em articulação com o CONSED, e contou com a participação do USED, da USAID e do American Institutes for Research (AIR), organização não-governamental (ONG) com sede em Washington, DC. Temos certeza de que você fará bom uso deste livreto. E saberá usar as informações e exemplos que ele traz para transformar a parceria com a comunidade numa valiosa ferramenta de apoio a sua escola. Parcerias na Educação Um guia para multiplicar esta idéia 6 Ronildo Ramos da Silva Centro de Ensino Fundamental nº 06 Sobradinho / DFPalavra de Mestre “Não se pode entender a escola como ambiente social que tem a responsabilidade de educar e formar cidadãos sem que ela interaja com os demais segmentos sociais. Neste aspecto, nos EUA, avanços consideráveis são nítidos com o trabalho em parceria. A presença na escola de voluntários, membros da família, de igrejas e empresas públicas e/ou privadas, permite que haja efetiva melhoria na qualidade de ensino.” Diz a sabedoria popular que uma andorinha só não faz o verão. Mas um bando delas revoando contra o azul do céu anuncia a chegada da novaestação. Com a escola, não é muito diferente: ela precisa da união de esforços dos diversos setores da sociedade para cumprir seu papel de formar cidadãos aptos e capazes para transformar a realidade social em que vivem. Este é o conceito das parcerias para a educação: o envolvimento da comunidade na ajuda à escola. Nos Estados Unidos da América, os números revelam a grande vitalidade da participação da comunidade no cotidiano escolar – são centenas de milhares de parceiros e voluntários atuando junto às escolas de Ensino Fundamental e Médio, através de parcerias objetivas, que contam com forte apoio do Departamento de Educação norte-americano e dos Departamentos de Educação dos governos estaduais, sob a forma de iniciativas individuais e da participação de grupos comunitários, empresas, órgãos governamentais e ONGs. Para fazer parcerias, basta saber o que a escola precisa, e buscar na sociedade em volta quem possa e esteja disposto a ajudar. E, na prática, qualquer um pode participar desta parceria. Por exemplo: • Pessoas: Pais de alunos, vizinhos, médicos, advogados, engenheiros, dirigentes de empresas e outros profissionais. • Entidades: Igrejas, sindicatos, associações de moradores, organizações não-governamentais, grupos culturais, órgãos dos governos municipal, estadual e federal, universidades etc. • Empresas: Lojas, indústrias, supermercados, bancos, companhias de todos os tipos e tamanhos. Queremos convidar você para fazer essa idéia germinar e trazer para dentro da sua escola parceiros que poderão transformar o seu cotidiano, melhorando o desempenho não só da comunidade escolar, mas da sociedade brasileira como um todo. Você e os profissionais de educação de sua escola podem ajudar a divulgar o conceito de parcerias, buscando na sua comunidade talentos que disponham de tempo e boa vontade para realizar este trabalho de renovação da realidade escolar. A escola brasileira é como a andorinha só: precisa de muitas e muitas parcerias para fazer um verão maravilhoso para a educação de nossas crianças. Os parceiros da educação estão perto de você Projeto Renascer, de recuperação de meninas vítimas de violência, Natal (RN), 2000.Jo ão R ob er to R ip pe r 7 Um guia para multiplicar esta idéia Parcerias na Educação Raimundo Coelho Vasques Escola Estadual Augusto Nunes Macapá / APPalavra de Mestre “Uma forma de parceria que percebemos de muito sucesso é o trabalho de voluntários, tutores e mentores, que estabelecem uma relação muito próxima aos alunos e que está alcançando bons resultados; pois criam-se laços de amizade e alguns alunos, mesmo não tendo grandes dificuldades de aprendizagem, sentem-se bem com a presença e o relacionamento com outras pessoas, através de visitas às suas casas, passeios, aulas extras etc.” A importância dos parceiros na educação Ao falar da educação estamos falando também sobre o futuro da nação e a prosperidade de todos os seus cidadãos. Escolas públicas de qualidade são essenciais para desenvolver o país e criar uma sociedade mais justa. De uma boa escola saem os profissionais que constroem a economia do país e garantem sua participação em um mercado internacional cada vez mais globalizado. Por isso, ajudar a Escola Pública, e a educação como um todo, é trabalhar pelo Brasil – é fazer alguma coisa por nossa comunidade, por nossos próprios filhos, futuros cidadãos brasileiros, e melhorar a qualidade de nossa vida. Não há razão maior para se tornar um parceiro da educação. A Escola Pública está precisando – e muito – de parceiros que a apóiem. A qualidade da educação não depende apenas dos esforços governamentais - isso vale para o Brasil e para qualquer país, inclusive no chamado Primeiro Mundo, desenvolvido e mais rico. Cada vez mais, a Escola necessita do envolvimento da comunidade, das forças locais, porque ninguém melhor que elas para saber as reais necessidades dos alunos e sugerir alternativas de educação. O que se pede aos parceiros é que eles dediquem uma parte do seu tempo para ajudar a melhorar a educação dos alunos e a administração da escola. Se houver recursos materiais ou financeiros disponíveis, tanto melhor. Mas o espírito da parceria para a educação está justamente na força da participação, através de ações voluntárias e de outras contribuições que não envolvem necessariamente gastos em dinheiro. Toda a comunidade, incluindo os parceiros da educação, só tem a ganhar com essa união de forças. O país também. Parcerias na Educação Um guia para multiplicar esta idéia 8 Neli Helena Bender de Quadros Escola Municipal de Ensino Fundamental Eulália Vargas Albuquerque Carazinho / RSPalavra de Mestre Uma boa parceria não depende de recursos financeiros Dinheiro não é tudo na vida. E na escola não é diferente. É claro que, no Brasil, assim como em outros países onde existe muita pobreza, os recursos financeiros – ou melhor, a falta deles – são sempre a primeira explicação para muitos dos problemas vividos diariamente por alunos e educadores. Porém, às vezes, colocar a culpa na falta de dinheiro torna-se um lugar comum, uma queixa que acaba impedindo que se busquem alternativas criativas e inteligentes que não exigem um centavo sequer da escola. Parcerias com empresas e organizações não-governamentais, assim como o trabalho voluntário de pais e membros da comunidade, são ações que nem sempre envolvem gastos de dinheiro. E geram grandes contribuições para melhorar a qualidade do ensino e enriquecer o currículo escolar, além de atenderem a algumas necessidades educacionais especiais – como, por exemplo, a de ajudar alunos com dificuldade de aprendizagem em determinada disciplina. Com as parcerias e o trabalho voluntário, o que se busca são dois valores sociais e humanos que, bem utilizados, podem tornar-se mais úteis e valiosos que o dinheiro: tempo e talento. É importante mostrar às pessoas, empresas e instituições que as ações para a construção da escola que queremos (e que a comunidade merece!) requerem muito mais a vontade e a solidariedade dos parceiros do que sua ajuda financeira. E lembrar, sempre, que os benefícios que uma educação de qualidade oferece compensa o investimento: é, de fato, um ótimo negócio para todos. A participação não depende da “Um aspecto positivo para a minha aprendizagem nessa viagem diz respeito à organização das parcerias, ou seja, os passos pelos quais uma parceria deve seguir para que tenha maior oportunidade de êxito. Outro aspecto importante é o verdadeiro conceito de parceria. A verdadeira parceria está acima de simplesmente pedir dinheiro. Parceria é comprometimento, o restante é conseqüência automática.” Creche-escola Aconchego (privada), no bairro da Tijuca, Rio de Janeiro (RJ), 1995.Jo ão R ob er to R ip pe r 9 Um guia para multiplicar esta idéia Parcerias na Educação Fernanda Lopes Pinto Silva Escola Municipal Rosa Carelle da Costa Piraí / RJPalavra de Mestre posição social dos parceiros. Por exemplo, na Escola Estadual Halim Souki, em Divinópolis (MG), vários trabalhos de parceria, embalados pelo slogan “Esta escola é minha”, resultaram na criação da Associação de Pais e Amigos da Escola. A Associação canaliza o esforço voluntário de mães que atuam como contadoras de histórias e ajudantes da cantina e levam novas tecnologias para a escola, como jornal em cordel e aulas de psicomotricidade. Os pais voluntários realizam pequenos reparos de marcenaria e mecânica e atuam como juízes de futebol e animadores de festas. Já na Escola Estadual Juscelino Kubitschek de Oliveira, em Nova Xavantina (MT), pais, tios, avós, maridos de professoras e até vizinhos dos alunos participam da “Hora Informal” dos alunos de 1ª à 4ª Séries, onde tocam e cantam músicas, contam histórias e também ouvem histórias dos alunos. Além disso, as reformas e novas construções da escola são feitas através de mutirões com pais e alunos: a escola oferece lanchee almoço para todos e um certificado de honra ao mérito pela ajuda prestada à comunidade escolar. “Não quero só pensar em parcerias financeiras e, sim, nas que atinjam objetivos mais concretos. Quero trocar com minha equipe de trabalho as experiências que aprendi e mostrar o que pretendo, fazendo com que acreditem e vejam a importância deles nesse novo processo. Se isso for feito de forma certa poderemos mudar o mundo.” Parcerias na Educação Um guia para multiplicar esta idéia 10 Como cada parceiro pode ajudar Há várias formas de parceria e de trabalho voluntário e cada escola deve procurar as mais adequadas à sua realidade. Veja algumas sugestões, para diferentes tipos de parceiros. Com empresas e organizações não-governamentais Há inúmeras possibilidades. Por exemplo: negociar a liberação de funcionários para atuarem como mentores ou tutores de alunos, capacitadores de profissionais ou assessores em projetos especiais; doação de equipamentos e móveis de que a empresa possa dispor; financiamento de projetos especiais. Um bom exemplo: na Escola Estadual Moreira Salles, no município do mesmo nome no Paraná, a Fundação Unibanco doou os instrumentos para a escola montar uma fanfarra, atividade que ocupa o tempo livre dos alunos, reduzindo o período que eles ficam na rua. No caso das ONGs, as possibilidades também são grandes: fornecimento de material de divulgação sobre problemas ecológicos; palestras sobre a situação de meninos e meninas de rua; apoio no planejamento e desenvolvimento de projetos especiais etc. Com os membros da comunidade É importante poder contar com o auxílio de pessoas que atuem apoiando a educação em algumas disciplinas ou atividades, como aulas de apoio de matemática, ciências ou o desenvolvimento da leitura. As pessoas também podem fazer a monitoria de alunos, para auxiliá-los em suas dificuldades emocionais e fortalecimento de sua auto-imagem. Ou ainda atuarem como tutores e mentores de alunos para ajudá- los em suas dificuldades específicas de aprendizagem. Profissionais liberais também podem ajudar de várias maneiras: engenheiros, arquitetos, pedreiros, carpinteiros e mestres de obras ajudando na reforma das instalações; médicos e dentistas orientando alunos e professores sobre as doenças mais comuns; economistas explicando conceitos básicos do dia-a-dia da economia, como juros de prestações, inflação etc.; especialistas em informática ajudando a instalar e manter os microcomputadores da escola e treinando professores, funcionários e alunos para usá-los. Curso de informática gratuito promovido pelo Sindicato dos Trabalhadores de Processamento de Dados do Rio de Janeiro (RJ), 1999.Jo ão R ob er to R ip pe r 11 Um guia para multiplicar esta idéia Parcerias na Educação Com as famílias Pais e responsáveis devem ser estimulados a dar maior atenção e acompanhar mais de perto a vida escolar dos alunos; a participar mais das atividades da escola; e apoiar a realização de atividades diversas do dia- a-dia das escolas. Além disso, os pais e outros membros da família podem ser atraídos para se envolverem com programas de Parcerias, atuando como multiplicadores da idéia na comunidade. Com as entidades sociais de serviço (sindicatos, igrejas, fundações etc.) Igrejas ou comunidades religiosas podem ter papel importante no atendimento a alunos com dificuldades específicas de aprendizagem, e podem mobilizar seus fiéis para apoiar a escola e nela trabalharem como voluntários. Federações empresariais e sindicatos patronais podem servir de intermediários junto às empresas para obter diversas formas de parceria. Um bom exemplo é o projeto “Formando e Promovendo o Homem do Campo”, da Escola Estadual Santos Loureiro, na região rural de Lavras, Rio Bonito (RJ). Com o apoio do Sindicato Rural, a escola obteve para seus alunos cursos extracurriculares de cultivo de plantas ornamentais e medicinais, ranicultura, panificação, olericultura, jardinagem, viveiros e artesanato. Fátima Maria Gomes de Castro Escola de Ensino Fundamental e Médio Wilebaldo Aguiar Massapé / CEPalavra de Mestre “As experiências vividas nessa viagem nos deram a oportunidade de repensar nossa ação pedagógica-social junto a nossas comunidades. Só assim, poderemos conscientizar as pessoas da força que representamos e da capacidade que possuímos de mudar o caminho da sociedade.” Parcerias na Educação Um guia para multiplicar esta idéia 12 Qualquer pessoa da comunidade escolar (diretores, professores, coordenadores, administradores, secretários, inspetores etc.), e membros ativos da sociedade, podem tomar a iniciativa para criar um Plano de Parceria. E há várias formas de se fazer isso. Para ajudar, apresentamos aqui um roteiro com os passos mais importantes. Use-o como base para criar seus Planos de Parcerias, aprimorando e adaptando o que for necessário. Como desenvolver um Plano de Parceria 1º passo Para início de conversa, é preciso saber quais são os problemas da escola e quais dentre eles são prioritários e urgentes. A melhor forma de fazer isso é reunir os profissionais que trabalham na escola e, em conjunto, identificar os maiores problemas, tanto na parte educacional quanto na parte estrutural (administração, instalações etc.). 2º passo É importante listar os potenciais parceiros na vizinhança. São as lojas, indústrias, empresas de serviços, órgãos públicos, organizações sociais, igrejas, todos aqueles que podem emprestar algum apoio à escola. Além disso, é preciso identificar entre os pais de alunos aqueles que já mostraram interesse pelas atividades da escola e que, por isso mesmo, podem ser os primeiros parceiros. 3º passo O próximo passo é fazer o planejamento das parcerias necessárias (veja exemplos a partir da página 15), identificando as necessidades e os recursos humanos e materiais disponíveis na comunidade para cada tipo de problema. É muito importante saber selecionar bons parceiros e dedicar tempo em seu recrutamento. Valdenice de Oliveira Escola Municipal Maria de Lourdes Aquino Sotana Naviraí / MSPalavra de Mestre “O processo de aproximação pode ser lento, com dificuldades, mas deve ser iniciado e trabalhado com criatividade e persistência. Para que os pais se aproximem é importante verificar os horários de reuniões para que eles possam comparecer, falar com os empresários para que os liberem e organizar espaços para recebê- los, usando, além da escola, a igreja, o centro comunitário. Levando a escola para a comunidade e trazendo a comunidade para dentro dela.” Alunos da Escola Municipal Benjamin Constant na sala infantil da exposição de Guignard, Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro (RJ), 2000.Ca m ill a M ai a / A g. G lo bo 13 Um guia para multiplicar esta idéia Parcerias na Educação 4º passo Nesse momento, é hora de divulgar para os pais de alunos e para esses potenciais parceiros a situação da escola, relatando os principais problemas e as soluções que podem surgir através das parcerias. Essa informação irá sensibilizá-los e eles começarão a se sentir parceiros da escola. Além disso, deixará clara para a comunidade a disposição de abertura da escola para uma gestão participativa e democrática, convidando todos a participarem dos rumos da educação. Isso pode ser feito de várias maneiras. Uma boa idéia é preparar boletins regulares para distribuir aos pais de alunos e aos potenciais parceiros, relatando os problemas, mostrando como cada um pode ajudar e mostrando os resultados obtidos com parcerias já realizadas anteriormente. Também podem ser realizadas reuniões com os pais de alunos e visitas aos potenciais parceiros para falar sobre as necessidades e as possibilidades de parcerias. 5º passo O momento agora é de partir para conversar com os parceiros identificados para atuar em cada situação e sensibilizá-los para participar da solução dos problemas encontrados. No planejamento, já deverá ser decidido quem irá procurar essesparceiros. 6º passo Estabelecidas as parcerias, é preciso fazer um Plano de Parceria (veja página 15) e realizar avaliações regulares de seu andamento. Além disso, seus resultados devem ser comunicados a todos os parceiros já envolvidos e também aos potenciais parceiros que ainda não se envolveram. No caso das parcerias que não tiveram sucesso, é preciso reavaliar o planejamento e as ações efetuadas para descobrir o que saiu errado e outras formas de atuação. Parcerias na Educação Um guia para multiplicar esta idéia 14 Toda escola tem seus próprios problemas, que requerem soluções e parceiros muitos específicos. Porém, a prática tem demonstrado que algumas parcerias são básicas, podem e devem ser tentadas por praticamente todas as escolas. Aqui estão dois exemplos que podem servir de ponto de partida para sua escola iniciar um amplo programa de parcerias. Pais de alunos A primeira parceria que deve ser tentada é com os pais de alunos – que são os principais interessados numa boa educação para seus filhos. Os pais podem ajudar de muitas maneiras. O simples envolvimento nas atividades escolares, conhecendo, acompanhando e participando delas (como voluntários em atividades de leituras, por exemplo), já é um ótimo início. Podem, também, tornarem-se voluntários na busca de parceiros na comunidade. Muitos pais de alunos trabalham em empresas e órgãos públicos e podem ser emissários da escola em seu próprio ambiente de trabalho para atrair essas instituições (públicas e privadas) para uma parceria. Órgãos públicos As instituições do serviço público têm grande potencial de ajuda às escolas. Por exemplo, uma parceria que várias escolas brasileiras já realizam é com a Promotoria Pública de sua cidade ou região para reduzir a evasão escolar. A Promotoria pode fazer palestras para a comunidade escolar e para os pais de alunos, explicando as leis sobre a evasão escolar. Além disso, pode auxiliar a escola no trabalho de recuperação de crianças que abandonaram a escola, fornecendo orientação para ajudar no trabalho de convencimento dos pais para a necessidade de fazer a criança voltar ao ambiente escolar. Outro grande parceiro pode ser a universidade. Professores e estudantes de faculdades de Educação podem ajudar o corpo docente da escola a avaliar e aprimorar seus métodos de ensino. As faculdades de Medicina e Odontologia podem contribuir nos exames médicos dos alunos e também através de palestras sobre o corpo humano em aulas de ciências. Já as faculdades de Comunicação Social podem ajudar os alunos a conhecer o funcionamento dos veículos de comunicação (jornais, revistas, TVs, Internet, a propaganda etc.) e também a produzir os boletins e até mesmo um jornal da escola para os pais e a comunidade. Parcerias Básicas Dona Maria Dolores, antiga professora e líder comunitária com crianças em brincadeira de roda na Favela do Morro do Preto Forro, Rio de Janeiro (RJ), 1989.Jo ão R ob er to R ip pe r 15 Um guia para multiplicar esta idéia Parcerias na Educação15 Um guia para multiplicar esta idéia Parcerias na Educação Objetivo Alunos beneficiados Possíveis Parceiros Ações de Mobilização Recursos necessários Indicadores de resultados de Parceria Indicadores de resultado para a Educação Conscientizar os alunos e a comunidade escolar sobre a necessidade de conservar os bens não renováveis da terra. • Ensino Fundamental e Ensino Médio. • Pais de alunos e pessoas da comunidade. • Criar campanhas de conscientização sobre reaproveitamento de materiais e de coleta seletiva de lixo na escola, em casa e na comunidade. • Material de divulgação impresso (panfletos explicativos) da campanha. • Latas e latões de lixo adequados para a coleta seletiva de lixo. • Número de pais e pessoas da comunidade envolvidas no projeto e presentes às palestras e reuniões. • Os professores de Ciências e Geografia da escola criarão formas de avaliar e mensurar o aumento da conscientização dos alunos sobre o tema e o aumento de seu conhecimento sobre a questão da ecologia. • Indústrias de reciclagem de papel, alumínio, etc. • Visitar e sensibilizar os donos das indústrias para que os alunos possam visitar essas empresas. • Tentar estabelecer um acordo de fornecimento de material reciclável em troca de benefícios para a escola e a comunidade. • Disponibilidade de tempo para preparar e realizar as visitas e reuniões a fim de que se estabeleça a parceria. • Número de visitas realizadas. • Envolvimento dos alunos na campanha. • Participação dos alunos no esforço de conscientização da comunidade. • Companhia de limpeza da cidade. • Visitas a fim de sensibilizar a companhia de limpeza para o trabalho dos alunos, para dar continuidade ao projeto e ao fornecimento de latões coletores adequados para a coleta seletiva. • Disponibilidade de tempo para as visitas e reuniões a fim de que se estabeleça a parceria. • Recolhimento do material doado. • Demonstrações de boa vontade da companhia e doação de material necessário à campanha. • Continuidade do trabalho ao longo do projeto. • Grupos ecológicos atuantes na região. • Visita à sede desses grupos para obter materiais de apoio à campanha na escola e conseguir pessoal disponível para realizar palestras na escola para a comunidade. • Disponibilidade de tempo para as visitas e reuniões a fim de que se estabeleça a parceria. • Recolhimento do material doado. • Participação dos grupos no projeto. • Número de palestras agendadas. • Quantidade de material explicativo distribuído. Exemplos práticos de Planos de Parceria Exemplo 1 Parcerias na Educação Um guia para multiplicar esta idéia 16 Objetivo Alunos beneficiados Possíveis Parceiros Ações de Mobilização Recursos necessários Indicadores de resultados de Parceria Indicadores de resultado para a Educação Desenvolver o raciocínio lógico- matemático através de atividades que proporcionem aos alunos vivências com situações de contagem e cálculo e despertem seu interesse pela matemática aplicada na vida cotidiana. • 5ª, 6ª. 7ª e 8ª séries do Ensino Fundamental. • Pais de alunos. • Criação de atividades que envolvam os pais de alunos. • Pesquisas junto aos pais, através de acesso a contas, compras, extratos bancários, de cartão de crédito, dívidas familiares, cadernetas de poupança. • Participação dos pais que trabalham em comércio e bancos, demonstrando a rotina do trabalho que realizam. • Número de pais presentes nas atividades. • Os professores de Matemática incluirão, nas provas e testes regulares, questões que possam indicar o aumento da facilidade e da familiaridade dos alunos com situações envolvendo a matemática no cotidiano. Exemplo 2 • Bancos, supermercados e comércio local. • Visita a agências bancárias, lojas e supermercados, para sensibilizar gerentes e lojistas a proporcionar o acesso dos jovens às atividades realizadas dentro desses locais de trabalho. • Disponibilidade de tempo para preparar e realizar as visitas. • Fornecimento de materiais utilizados nos procedimentos bancários e em lojas, como guias de depósito, fichas de cadastro, taxas de juros, correção monetária etc. • Quantidade de material arrecadado e possibilidades de visitas dos alunos às entidades. Parcerias na Educação Um guia para multiplicar esta idéia 16 17 Um guia para multiplicar esta idéia Parcerias na Educação17 Um guia para multiplicar esta idéia Parcerias na Educação Objetivo Alunos beneficiados Possíveis Parceiros Ações de Mobilização Recursos necessários Indicadores de resultados de Parceria Indicadores de resultado para a Educação Obter estágios de capacitação para o trabalho para os alunos da escola. • 2ª e 3ª séries do Ensino Médio. • Empresas. • Profissionais liberais. • Buscar parcerias com empresas a fim de obter estágios para os estudantes inscritos no programa, mostrando a importância que sua colocação pode representar para a empresa e a comunidade. • Locais para a prática profissional nas empresas. • Número de empresas e profissionais liberais dispostosa conceder estágios. • Número de alunos que conseguiram estágio. • Número de alunos contratados após estágio. • Melhoria do desempenho escolar dos alunos que fizeram estágio. Exemplo 3 • Profissionais aposentados. • Buscar, na comunidade, profissionais aposentados para ministrar os cursos profissionalizantes e transmitir sua experiência profissional para os estagiários. • Locais na escola para montagem dos cursos. • Equipamentos. • Tempo para preparação do programa e do currículo profissionalizante. • Número de voluntários que se integraram no projeto. • Avaliação do andamento do curso e do relacionamento dos monitores com os alunos. Parcerias na Educação Um guia para multiplicar esta idéia 18 Nas páginas 15 a 17, apresentamos exemplos de atividades que podem ser desenvolvidas pelas parcerias nas escolas. Veja aqui vários desdobramentos possíveis para esses exemplos. Exemplo 1 – Atividade de ciências (página 15) • Estudo de notícias de jornal, reportagens de TV e matérias de revistas sobre esgotamento de recursos naturais da terra: efeito estufa, Amazônia, desmatamento, água etc. • Definição das metas de cada um; o que cada pessoa pode fazer para contribuir com essa causa? • Palestras com representantes de grupos ecológicos sobre educação ambiental. • Confecção de cartazes e folhetos para campanha de conscientização na escola. • Palestras dirigidas aos pais e à comunidade feitas pelos representantes de grupos ecológicos junto com os alunos e professores da escola. • Distribuição de latões para a coleta seletiva de lixo, a princípio na escola e depois nos arredores. • Visita dos alunos a indústrias de reciclagem de vidro, de papel, de alumínio, a fim de conhecer os procedimentos das fábricas na reutilização de materiais. • Oficinas de reciclagem de papel na escola. • Oficinas de aproveitamento de garrafas de plástico na escola, envolvendo a criação de brinquedos. • Campanha de arrecadação de latas de alumínio para fornecer a empresas em troca de material para a escola. • Avaliação dos resultados. Exemplo 2 – Atividades de matemática (página 16) • Estimular os alunos usando anúncios de jornal sobre promoções, parcelamentos envolvendo juros e descontos. • Visitas a lojas para observar, comparar e anotar taxas de juros, juros de atraso etc. • Comparação entre preços de artigos comprados à vista e com parcelamentos. • Pesquisa sobre orçamento familiar: quantas pessoas na casa trabalham? Quanto ganham mensalmente? Quais os gastos mensais? • Dívidas familiares: contas, extratos bancários, etc. • Visitas a bancos para conhecer procedimentos bancários para abertura de contas, tipos de contas, títulos de capitalização, cadernetas de poupança, taxas de juros que incidem sobre estas aplicações, tarifas bancárias sobre o dinheiro guardado etc. Instruções para utilizar os formulários das páginas 15 a 17 Escola estadual da Maré, Rio de Janeiro (RJ), 2000.Jo ão R ob er to R ip pe r 19 Um guia para multiplicar esta idéia Parcerias na Educação • Envolvimento da família no processo de conhecimento das vantagens e desvantagens das compras a crédito e na avaliação das propostas que melhor atendem ao consumidor. • Conscientização dos alunos sobre o trabalho com valores em dinheiro. • Preenchimento de fichas cadastrais, folhas de cheque, guias de depósito. • Cálculos variados envolvendo porcentagem como juros e descontos. • Avaliação dos resultados. Exemplo 3 – Capacitação para o trabalho (página 17) • Levantamento de carências e oportunidades profissionais na comunidade e no mercado de trabalho em geral. • Incentivo aos alunos a buscar informações sobre as profissões de nível médio. • Busca de voluntários nas empresas e comunidades locais para realizar palestras sobre as profissões que serão encampadas pelos cursos na escola. • Incentivo a visitas dos alunos a empresas e indústrias para ver de perto como profissionais desempenham seu trabalho. • Leitura dos jornais com os alunos para que eles possam ver o comportamento do mercado de trabalho e as oportunidades profissionais. • Reunião com os responsáveis para esclarecimento e busca do apoio e incentivo familiar ao programa de capacitação para o trabalho. • Acompanhamento de todo o programa junto às empresas. • Busca de auxílio junto aos órgãos do governo que regulam o exercício dos estágios profissionalizantes. • Avaliação dos resultados. Parcerias na Educação Um guia para multiplicar esta idéia 20 Acompanhamento de Ações da Parceria Você precisará criar um mecanismo para acompanhar as ações desencadeadas pelos Planos de Parcerias na Educação. Apresentamos aqui um modelo básico, que você poderá, se necessário, adaptar e aprimorar para atender às necessidades especificas de sua escola. Esse acompanhamento é importante para organizar e planejar o trabalho conjunto e, depois, facilitará a avaliação do mesmo. Exemplo de Acompanhamento de Ações da Parceria Parceiro Ações realizadas Data de realização Alunos e/ou turmas envolvidas Responsável(is) pela atividade Recursos obtidos Resultado da Parceria Benefícios p/ a Educação na escola Creche-escola mantida pela Congregação dos Sagrados Corações para a população carente da Favela do Morro do Andaraí, Rio de Janeiro (RJ), 1997.Jo ão R ob er to R ip pe r 21 Um guia para multiplicar esta idéia Parcerias na Educação Os Estados Unidos têm muitos exemplos de como as parcerias podem ajudar o seu trabalho nas escolas. Os Centros Comunitários de aprendizagem das escolas públicas da cidade norte- americana de Milwaukee, no estado do Wisconsin – denominados Milwaukee Public Schools 21st Century Community Learning Centers (CLC) – abrem caminho para a melhoria do aprendizado dos jovens e ajudam a desenvolver e fortalecer as relações familiares e da comunidade como um todo, transformando o bairro num lugar melhor para se viver. Os CLC funcionam depois do horário escolar e também à noite, nos finais de semana e durante as férias de verão, oferecendo leitura orientada e reforço de aprendizado para os alunos. Assim, eles têm oportunidade de desenvolver habilidades que os ajudarão a obter sucesso na sua vida profissional e como cidadãos, Dois bons exemplos de parcerias. De lá... através de ajuda nos trabalhos escolares, acesso à informática, tutoria de leitura, matemática e ciências, e preparação para os exames das Middle School (equivalente ao nosso antigo Ginásio) e High School (equivalente ao Ensino Médio). Na área do desenvolvimento social, eles aprendem como construir e apreciar as amizades, a fazer boas escolhas na vida, a resistir às influências e pressões negativas, e práticas de solução não-violenta para conflitos. Na área de apoio às famílias, são oferecidas oportunidades de educação para adultos, alfabetização, treinamento para subsistência econômica própria. Os CLC oferecem também informação sobre saúde e nutrição e, na área de recreação, a prática de esportes, jogos, clubes e atividades artísticas e culturais. Para tanto, contam com o apoio de voluntários, que atuam como tutores nas atividades de leitura, e de vários parceiros na comunidade. Na cidade de Kenosha, por exemplo, os CLCs têm vários apoios da Universidade de Wisconsin, que oferece um programa de prevenção da gravidez de adolescentes e aulas de natação em sua piscina. Já a biblioteca da cidade estaciona sua biblioteca ambulante na escola uma vez por semana. A Cruz Vermelha, por sua vez, dá cursos para formação de babás. Além de fortalecer suas habilidades de estudo, essas atividades são uma alternativa para manter os alunos longe de influências negativas das ruas e menos tempo diante da TV, prestando um importante serviço para o bem-estar da comunidade, com a redução dos índices de jovens envolvidos com drogas, violência e gravidez precoce. Mais informações sobre os CLCs podem ser obtidas pela Internet, no seguinte endereço: www.ed.gov/offices/OESE/21stcclc Parcerias na EducaçãoUm guia para multiplicar esta idéia 22 Tendo como lema: “Famílias fortes, alunos fortes, escolas fortes!”, o Centro de Ensino Fundamental 06, em Sobradinho, Distrito Federal, é gerenciado pela participação de vários segmentos comunitários e atende a 2.700 alunos da 1ª a 8ª séries, a maioria de baixo poder aquisitivo. Desde 1999 o Centro vem construindo parcerias para auxiliar seu projeto maior, denominado “Cidadania Ativa”, que pretende levar os alunos a uma ampla “leitura” do mundo que os ajude a vencer as dificuldades sociais e a se tornarem cidadãos completos. Entre as parcerias conquistadas está a Universidade de Brasília, que participa do projeto “Filosofando”, de iniciação dos alunos na disciplina de Filosofia. Já o ...E de cá. jornal “Correio Braziliense”, o mais importante do Distrito Federal, apóia os alunos num trabalho de leitura de jornais. Outro importante parceiro é a Polícia Militar, que fornece subsídios para o Projeto de Educação e Prevenção às Drogas (PROERD). E os pais, além de serem amplamente convidados a acompanhar de perto o desempenho escolar, ajudam nos mutirões para a melhoria do espaço escolar. Graças a doações, a escola conseguiu montar um laboratório de informática com sete microcomputadores, impressora colorida, contrato de assistência técnica e Internet grátis por um ano. Esses e outros esforços contribuíram para os ótimos resultados que o Centro de Ensino 06 vem apresentando. Dos 69 professores regentes de classe, 73,7% possuem nível superior. Em 2000, o Centro foi premiado no concurso nacional “Minha Escola a 2000 por hora”, da Fundação Ayrton Senna, e foi escolhido como Escola Referência em Gestão no Distrito Federal. “A parceria, além de ajudar a escola, se constitui em uma estratégia de formação de cidadãos críticos e exercício da cidadania”, comenta o diretor da escola Ronildo Ramos da Silva, que participou da Missão de Estudos aos Estados Unidos. O contato com o Centro de Ensino nº 06 de Sobradinho pode ser feito pelo telefone (61) 591-1362. Seu endereço é Q. 03, Área Especial 1/2, Sobradinho, DF. Escola dos índios guarani Kaiowás, em área de conflito no município Antônio João (MS), 2000.Jo ão R ob er to R ip pe r 23 Um guia para multiplicar esta idéia Parcerias na Educação As experiências de parcerias nos Estados Unidos tiveram forte impacto sobre os diretores brasileiros que participaram da missão de estudos àquele país. Confira as suas impressões. “Podemos erradicar a repetência escolar, através de ações pedagógicas como reforço escolar, para o qual podemos empregar voluntários e trabalhar mais junto das famílias. Pretendo implantar o projeto de reforço escolar também para os alunos da 5ª série, nas disciplinas matemática e português, com o objetivo de reduzir suas dificuldades nessas disciplinas. Para isto, vou recrutar voluntários (pais de alunos do 2º grau indicados pelos professores) e professores para coordenar este projeto. Irei buscar parceiros que possam fornecer o material didático necessário para implementar esta ação. (...) Parceria é a troca de interesses mútuos entre pessoas com os mesmos objetivos e metas. São necessários os seguintes elementos: interesse, conscientização, envolvimento e articulação”. Euvaldo Ferreira da Rocha – Centro Integrado de Educação Luiz Navarro de Brito, Alagoinhas, Bahia. “Se faz necessário que façamos uma avaliação daquilo de que a escola dispõe e as inúmeras possibilidades de aplicação destes recursos (humanos, físicos, intelectuais) para a partir de então tirarmos o maior proveito possível em prol do sucesso dos trabalhos desenvolvidos na escola”. Sebastião Augusto Loureiro Filho – Escola Estadual Thomé de Medeiros Raposo, Manaus, Amazonas. “Não adianta ter desejos de mudanças. É preciso definir especificamente os desejos, entender claramente as necessidades e visualizar com objetividade as possibilidades de atendê-las, de modo a construir uma nova realidade”. Fernanda Lopes Pinto Silva – Escola Municipal Rosa Carelli da Costa, Piraí, Rio de Janeiro. “O estabelecimento de padrões para a escola, para as parcerias e para o trabalho do diretor, para que seja um bom líder faz com que todo o trabalho seja impulsionado para melhor qualidade”. Ana Maria Virgínio Cavalcante Pereira – Escola Estadual do Estado de Pernambuco, Carnaíba, Pernambuco. Parceria para a educação, palavra de nossos diretores. Parcerias na Educação Um guia para multiplicar esta idéia 24 “Destaco a importância que os norte-americanos dão ao trabalho do diretor escolar. Eles acreditam que atrás de uma boa escola está sempre um bom diretor. Por isso, eles são bastante exigidos. Destaco também, a preocupação deles com a qualidade do ensino e com a formação de líderes. Os diretores das escolas americanas são críticos em relação a tudo o que fazem e por isso estão sempre se esforçando para melhorar o desempenho de suas escolas.” Raimundo Coelho Vasques – Escola Estadual Augusto Nunes, Macapá, Amapa. “As parcerias que podem ser aplicadas em minha escola são: com grupos religiosos, pessoas dispostas a se responsabilizarem por alunos que necessitem de um reforço escolar em leitura e cálculos; com empresas que possam financiar um intercâmbio entre nossos alunos e os alunos de outros países para troca de informações sobre a Amazônia (Internet); parceria com empresas que possam receber nossos alunos do turno da noite para estágios”. Sebastião Augusto Loureiro Filho – Escola Estadual Thomé de Medeiros Raposo, Manaus, Amazonas. “Atitude é contagiante: boas escolas têm bons diretores (bons líderes). Liderança é fundamental.” Amaral Crepaldi Filho – Escola Estadual Genaro Domarco de Mirassol, Mirassol, São Paulo “É importante conhecer melhor as dificuldades dos pais e conseqüentemente atraí-los de forma motivadora à escola”. Vera Lúcia Martins Silva – Escola Estadual Paraíso do Norte, Paraíso do Tocantins, Tocantins. “Devemos compartilhar as responsabilidades, ser mais objetivos e termos maior número de estratégias nas ações, além de melhor organização. A diversidade das parcerias ‘abriu horizontes’, no sentido de que temos muito a fazer. Começar pequeno.” Jaqueline Izildinha Aparecida Thomé Passos – Colégio Estadual de Terra Boa, Campina Grande do Sul, Paraná. Os diretores brasileiros que participaram da missão aos Estados Unidos. 25 Um guia para multiplicar esta idéia Parcerias na Educação Este trabalho contou com a participação de todos nós CONSED Presidente • Efrem de Aguiar Maranhão, Recife, Pernambuco. Vice-presidente • Raquel Figueiredo Alessandri Teixeira, Goiânia, Goiás. Secretária Geral • Antônia Vieira Santos, Boa Vista, Roraima. Secretária Executiva • Marília Lindinger, Brasília, Distrito Federal. Coordenadores • Heloísa Lück, Coordenadora da Rede Nacional de Referência em Gestão Educacional (RENAGESTE), Curitiba, Paraná. • Maria Aglaê de Medeiros Machado, Consultora em Gestão Educacional, Brasília, Distrito Federal. • Eugenilda Maria Lins Coimbra, Diretora do Departamento de Desenvolvimento da Escola e do Estudante e coordenadora do Prêmio de Gestão Escolar, Recife, Pernambuco. Diretores Brasileiros participantes da Missão aos Estados Unidos • Amaral Crepaldi Filho, Escola Estadual Genaro Domarco, Mirassol, São Paulo. • Ana Maria Virgínio Cavalcante Pereira, Escola Joaquim Mendes da Silva, Carnaíba, Pernambuco. • Antônio Bringhenti, C.E. Olavo Cecco Rigon, Concórdia, Santa Catarina. • Catarina Maria da Silva, Unidade Escolar Júlia Nunes, Teresina, Piauí. • Célia Maria Vilela Tavares, E.P.G. José Áureo Monjardim, Vitória, Espírito Santo. • Cícero Carneiro Aragão, Unidade Ensino Integrado Socorro Cantanhede, Pedreiras, Maranhão. • Clarinda Araújo Gomes, E.E.E.F. São Luís, Porto Velho, Rondônia. • Cleusa Bernadete Laranhagas Mamedes, E.E.E.F. Dr. Joaquim Augusto da Costa Marques, Araputanga, Mato Grosso. • Euvaldo Ferreira da Rocha, Centro Integrado Luís Navarro de Brito, Alagoinhas, Bahia.• Fátima Maria Gomes de Castro, E.E.S.M. Wilebaldo Aguiar, Massapê, Ceará. • Fernanda Lopes Pinto Silva, E.M. Rosa Carelli da Costa, Piraí, Rio de Janeiro. Parcerias na Educação Um guia para multiplicar esta idéia 26 Projeto Grupo Luar da professora bailarina Rita Serpa, no Morro da Penha, Rio de Janeiro (RJ), 1995.Jo ão R ob er to R ip pe r • Geraldina Leite Diniz, Escola Estadual Professor José Fernandes Machado, Natal, Rio Grande do Norte. • Iracema Ferreira Gomes de Oliveira, Escola de Ensino Fundamental 31 de março, Arapiraca, Alagoas. • Jaqueline Izildinha Aparecida Thomé Passos, Colégio Estadual Terra Boa, Campina Grande do Sul, Paraná. • Lídia Maria Mota Diógenes, Escola Municipal de Ensino Fundamental Álvaro Vieira da Rocha, Rio Branco, Acre. • Lucimeyre Barreto Cavalcante, Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio José Aureliano da Costa, Cantár, Roraima. • Neli Helena Bender de Quadros, Escola Municipal de Ensino Fundamental Eulália Vargas Albuquerque, Carazinho, Rio Grande do Sul. • Osvaldina Ribeiro da Cruz Melo, Escola de Primeiro Grau Professora Júlia Teles, Nossa Senhora do Socorro, Sergipe. • Raimundo Coelho Vasques, Escola Estadual Augusto Antunes, Santana, Amapá. • Rejane Maria de Carvalho Espínola, E.E.E.F.M. José Leite de Souza, Monteiro, Paraíba. • Ronildo Ramos da Silva, Centro de Ensino de 1º Grau 06 de Sobradinho, Distrito Federal. • Rosalina de Jesus da Silva Oliveira, E.R.C. Dona Alzira Teixeira de Souza, Belém, Pará. • Sandra Aparecida Rocha Verçosa, Escola Estadual Loren Rios Feres, Araxá, Minas Gerais. • Sebastião Augusto Loureiro Filho, Escola Estadual Tomé de Medeiros Raposo, Manaus, Amazonas. • Sebastião Machado de Souza, Colégio Estadual São Geraldo, Santa Terezinha de Goiás, Goiás. • Valdenice de Oliveira, Escola Municipal Maria de Lourdes Aquino Sotana, Naviraí, Mato Grosso do Sul. • Vera Lúcia Martins Silva, Escola Estadual Paraíso do Norte, Paraíso do Tocantins, Tocantins. Embaixada dos Estados Unidos no Brasil • Hope Harrington, Embaixatriz. • Michael Hahn, Adido Cultural. • Marcia Mizuno, Assessora Cultural. Escritório da USAID para América Latina e Caribe • John Hatch, Especialista em Contratos do projeto Improving Educational Quality – IEQ (Aprimoramento da Qualidade Educacional). • David Evans, Chefe da Equipe de Educação e Recursos Humanos. • Cynthia Chassy, Membro da Equipe de Educação e Recursos Humanos. • Susan Morawetz, Analista da Equipe de Educação e Recursos Humanos. • Rebecca C. Adams, Assessora de Educação Básica do Escritório de Desenvolvimento Regional Sustentável. 27 Um guia para multiplicar esta idéia Parcerias na Educação Departamento de Educação dos Estados Unidos (USED) • Terry Peterson, Conselheiro do Secretário de Educação. • Lenore Yaffee Garcia, Diretora de Assuntos Internacionais. • Lidice Rivas, Coordenadora de Parcerias. • Rafael Nevarez, Coordenador de Relações Bilaterais da Diretoria de Assuntos Internacionais. American Institutes for Research (AIR) • Jay Moskowitz, Vice-Presidente e Diretor do Center for International Research. • Rima Azzam, Analista Chefe de Pesquisas e Líder de Projeto. • Karima Barrow, Assistente de Pesquisa. • Simon Schwartzman, Diretor-Presidente do AIRBrasil. • Micheline Christophe, Diretora Executiva do AIRBrasil e Coordenadora do guia “Parcerias na Educação” no Brasil. Serviços de apoio ao AIR • Celi Carvalho, facilitadora da Missão aos Estados Unidos. • Diferencial Assessoria de Marketing, projeto gráfico, produção gráfica, edição e redação do guia “Parcerias na Educação”. • Comprehensive Language Center, serviço de tradução. • Alberto Abreu, Edméa McCarty e Timothy Yuan, tradutores. National Association of Partners in Education (NAPE) (Associação Nacional de Parceiros na Educação, EUA). • Dan Merenda, presidente. • Barbara St. Amand, diretora de Desenvolvimento. • Marjorie Sanford, coordenadora de atividades internacionais e projetos federais. • Howard Spiegelman e Lissy Runyon, instrutores. Parcerias na Educação Um guia para multiplicar esta idéia 28 No Brasil • Acorda Brasil, está na hora da escola/MEC – Esplanada dos Ministérios, bloco L, sala 932, Brasília, DF, CEP 70047-900, tel. (61) 410-8272. acordabr@acb.mec.gov.br www.mec.gov.br/acs/acorda/default.shtm • Comunidade Solidária – Esplanada dos Ministérios, bloco A, sala 407, Brasília, DF, CEP 70054-900, tel. (61) 411-4710/4733. www.comunidadesolidaria.org.br • CONSED – Secretaria Executiva, SCS Qd. 8, Ed. Venâncio 2000, Bloco B50, Salas 726/728/730/732, Brasília, DF, CEP 70312-971, tel. (61) 225-9289/226-3692 e fax (61) 225-9388. www.unb.br/consed • Federação das Entidades Assistenciais de Campinas – Rua Odila Santos de Souza Camargo 34, Vila Brandina, Campinas, SP, CEP 13093-640, Caixa Postal 5611. www.feac.org.br • Instituto Qualidade no Ensino (IQE) – Rua Antônio das Chagas, 1.196, Chácara Santo Antônio, São Paulo, SP, CEP 04714-002, tel. (11) 5180-3851, fax (11) 5182-6325. educa@iqe.org.br www.iqe.org.br • LTNet – Rede Brasil Estados Unidos de Tecnologias de Aprendizagem www.ltnet.org • Mobilização Educacional – Heloísa Lück, tel. (41) 340-1545. cedhap@terra.com.br • Portal do Voluntário www.portaldovoluntario.org.br • Programa Alfabetização Solidária www.alfabetizacao.org.br Programa de Saúde nas Escolas, Escola Cirandinha da Criança, São João de Meriti (RJ), 1999.Pe rc io C am po s / A g. G lo bo Fontes de referência 29 Um guia para multiplicar esta idéia Parcerias na Educação • Programa Crer para Ver da Fundação Abrinq www.fundabrinq.org.br/crerparaver • Programa Dinheiro Direto na Escola, do Fundo Nacional de Desenvolvimento na Educação – SBS Quadra 2, Bloco F, 6º Andar, Edifício Áurea, Brasília, DF, CEP 70070-929, tel. (61) 212-4109/ 4913, fax (61) 224-0136. pdde@fnde.gov.br www.fnde.gov.br/programas/pdde.htm • Programa Voluntários www.programavoluntarios.org.br • Projeto Amigos da Escola redeglobo.globo.com/amigosdaescola • Viva Rio – Ladeira da Glória 98, Rio de Janeiro, RJ, tel. (21) 3826-1909. www.vivario.org.br Nos Estados Unidos • United States Department of Education (USED) www.ed.gov • United States Agency for International Development (USAID) www.usaid.gov • American Institutes for Research (AIR) www.air.org • National Association of Partners in Education (NAPE) www.partnersineducation.org Parcerias na Educação Um guia para multiplicar esta idéia 30 A missão de estudos aos Estados Unidos – de onde saiu a idéia para o livreto “Parcerias na Educação” – só foi possível graças à contribuição de várias agências, empresas e pessoas, entre as quais destacamos. • John Hatch, especialista em contratos do Projeto IEQ, entidade que financiou este trabalho. • Beth Brinly, do Departamento de Educação dos EUA (USED), Regional III, que contactou as escolas e obteve seu apoio para a visita dos diretores brasileiros. • Embaixatriz Hope Harrington, que apoiou o projeto, explicou aos diretores brasileiros (antes de sua partida) como funciona o sistema de educação nos EUA e em Maryland e acertou os preparativos para a visita com o Condado de Talbot. • Gerry Tirozzi, diretor executivo da Associação Nacional dos Diretores de Escolas Secundárias (National Association of Secondary School Principals – NASSP), 1904 Association Drive Reston, VA 20191, tel. (703) 860-7206. www.nassp.org • Fred Brown, diretor executivo associado da Associação Nacional dos Diretores de Escolas Primárias (National Association of Elementary School Principals – NAESP), 1615 Duke Street, Alexandria, VA 22314, (703) 684-3345. www.naesp.org • Sam Meek (superintendente) e Thurber (diretor) da Easton High School, no Condado de Talbot, Maryland, 723 Mecklenburg Avenue Easton, MD 21601, tel. (410) 822-4180. • Robert Kemmery, diretor da Eastern Technical High School, 1100 Mace Avenue, Baltimore, MD 21221, tel. (410) 887-0190 e fax (410) 887-0424. www.easttech.org • Fred Cusimano, Assistente Executivo da Direção Acadêmicado Distrito de Baltimore, tel. (410) 396-8810 e fax (410) 396-6993. • Frank J. Whorley, Coordenador de Middle School do Distrito de Baltimore, tel. (410) 545-3306. Acampamento de sem-terra em Canoa Quebrada (RS), 1998.Jo ão R ob er to R ip pe r Agradecimentos 31 Um guia para multiplicar esta idéia Parcerias na Educação • David Clapp, diretor da Barclay Elementary/Middle School, 2900 Barclay Street, Baltimore, MD 21218, tel. (410) 396-6387 e fax: (410) 396-6200. • Mark Frankel, diretor da Mt. Royal Elementary/Middle School, 121 McMechen Street, Baltimore, MD 21217, tel. (410) 396-0864 e fax (410) 396-0309. • Maxine Wood, superintendente assistente para programas educacionais do Distrito da cidade de Alexandria, Virginia, tel. (703) 824-6655 e fax (703) 824-6699. • Howard Spiegelman, diretor de recursos comunitários do Distrito da cidade de Alexandria, Virginia, tel. (703) 824-6639. • Blanche Mays-Hutchinson, da Jefferson-Houston Elementary School, 1501 Cameron Street, Alexandria, VA 22302, tel. (703) 706- 4400 e fax: (703) 836-7923. • Lilia “Lulu” Lopez, da Mount Vernon Elementary School, 2601 Commonwealth Avenue, Alexandria, VA 22305, tel. (703) 706-4460 e fax (703) 706-4466. • Santos Negron, diretor da Junior High School 45 East Harlem, Beacons Program, NY, 2351 First Avenue, New York, NY, tel. (212) 410-4227 x226 e fax (212) 410-4885. • Arlene Chasek, diretora de treinamento de pais para atuarem como professores (Parent Teacher Trainning) do Center For Family Involvement In Schools da Rutgers State University - 4090 Livingston Campus, New Brunswick, New Jersey 08903, tel. (732) 445-1287 e fax (732) 445-0027. • Leona Forman (chefe do Serviço de Centros de Informação) e Way Gomez (do Departamento de Informação Pública) das Nações Unidas, 46th and First Avenue, New York, NY 10017, tel. (212) 963-0901. • E tantas outras pessoas que, embora não listadas aqui, contribuíram com seu tempo e esforço para o sucesso da Parceria para a Educação Brasil–Estados Unidos. Parcerias na Educação Um guia para multiplicar esta idéia 32