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DRA. JANEISA FRANCK VIRTUOSO Avaliação Fisioterapêutica DISCIPLINA: FISIOTERAPIA APLICADA À GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E UROLOGIA Avaliação em Uroginecologia Dados Pessoais Nome completo, telefone para contato, idade, médico que encaminhou.... Queixa Principal Descreva exatamente a queixa clínica da paciente. Exames Diagnósticos Exame de urina – importante para analisar se há algum sinal de infecção. IMPORTANTE: não realizar fisioterapia enquanto o quadro não solucionar-se Achados Urodinâmicos Exame solicitado pelo Urologista que estuda os mecanismo da micção Estudo Urodinâmico É um estudo funcional do aparelho urinário baixo - bexiga, uretra e estruturas envolventes. Determina a causa da incontinência urinária definição do tipo de terapêutica e prognóstico. É um exame demorado (cerca de 30 a 60 minutos) e invasivo, pois é necessário a introdução de uma sonda na bexiga e de uma sonda retal, com um pequeno balão na sua extremidade. ± R$ 500,00 Este exame está divido em 3 tempos... Primeiro Passo: Cistometria • Fase de enchimento vesical lento (com SF) • Avaliação das pressões intra-vesical (catéter vesical) e intrabdominal (catéter balão intra-rectal); • A paciente avisa: primeira sensação de desejo de urinar, quando tem forte vontade de urinar e quando sente que a micção será iminente. • Solicita-se também: tosse e esforço abdominal (manobra de Valsalva) periodicamente, de modo a verificar se há perdas urinárias com essas manobras. Segundo Passo – Fase Miccional: Fluxometria e Estudo Pressão/Fluxo • Fluxometria: medida do débito de urina, ou seja, o volume urinado por unidade de tempo (mL/s). • Estudo Pressão/Fluxo: medida das pressões intra-vesicais (através do catéter vesical) durante a micção, o que permite avaliar a força da contração do músculo da bexiga e a sua sincronização com o relaxamento do esfíncter urinário. Terceiro Passo: Perfilometria Uretral • Permite avaliar a pressão de encerramento do esfíncter uretral, através de um transdutor colocado na ponta de um catéter que percorre a uretra à medida que é recolhido. Fluxometria Fluxo máximo normal: acima de 15 mL/s. Se acima de 40 mL/s superfluxo; baixa resistência uretral (comum na IUE) Complacência normal= maior que 20 cm H2O. Contrações involuntárias do detrusor com perda urinária durante a fase de enchimento vesical. Pressão detrusor maior que 5 cm H2O Hipocontratilidade do detrusor gera um fluxo baixo (menor que 30 cm H2O). Contração do detrusor (maior que 30 cm H2O) e ausência de fluxo urinário indicativo de obstrução infravesical. PPE= 60 cmH2O indicativo de deficiência esfincteriana 90 cmH2O hipermobilidade vesical. Fatores de Risco Importante para um prognóstico do tratamento; Lembrar que alguns fatores são MODIFICÁVEIS Ficha de Avaliação Sinais e Sintomas MUITO IMPORTANTE pois nem sempre temos o diagnóstico urodinâmico em mãos e o plano de tratamento fisioterapêutico será baseado apenas na sintomatologia. Exame Físico Avaliação da postura e da marcha; Postura em anteversão ASSOALHO PÉLVICO EM CONSTANTE ALONGAMENTO comum em mulheres com fraqueza e hipotonia Postura em retroversão ASSOALHO PÉLVICO EM CONSTANTE CONTRAÇÃO comum em mulheres com vaginismo IMPORTÂNCIA DA AVALIAÇÃO POSTURAL Inspeção Avaliação abdominal: Inspeção da região genital: Visualização da vulva (uretra, vagina e anus) e da região pélvica. **Nessa etapa é possível observar sinais e sintomas que contraindiquem o toque como infecção vaginal e presença de alguma lesão ou distopia de grau acentuado**. Coloração da vulva: Período reprodutivo: rosada Climatério e pós menopausa: esbranquiçada e atrófica Colocação avermelhada intensa pode sugerir algum processo inflamatório na região. Distância Ano Vulvar ( ou que 3 cm); Tonicidade do períneo (normo, hipo ou hiper). Sinais que exigem cuidados especiais Lesão vaginal superficial, assaduras (se o tecido não estiver integro – não fazer abordagem vaginal); Presença de varizes pélvicas e/ou hemorroidas; Presença de cicatrizes (episio ou laceração); Prolapsos genitais. Avaliação Neurológica Integridade sensitiva do segmento S2-S4 Avaliação Neurológica Integridade dos reflexos: anal, bulbocavernoso e da tosse). - Reflexo anal ou anocutâneo: Ao estimular a pele próxima ao ânus, há contração do esfíncter anal. - Reflexo bulbocavernoso: Ao estimular o clitóris, há contração do músculo bulbocavernoso. -Reflexo da tosse: Contração da musculatura do assoalho pélvico durante a tosse. Esses reflexos estão ausentes em 20% das pacientes neurologicamente normais. Ainda na inspeção Contração perineal ciente; Uso de musculaturas parasitas (ou sinergistas????); Movimentos de ante ou retroversão; Palpação Toque Bidigital − Luva lubrificada, introdução do 2º e 3ª dedos até terço médio Durante o toque bidigital, observar: Simetria dos feixes laterais; Presença de aderências; Presença de pontos gatilho; Presença de prolapsos durante a manobra de Valsalva (parede anterior e posterior); Observar inversão de comando (contração X valsalva). Durante o toque bidigital Avaliação Subjetiva dos Músculos do Assoalho Pélvico. Esquema PERFECT Foi desenvolvido por Bø e Larson em 1990 e tem como objetivo quantificar a intensidade, a duração e a sustentação da contração muscular perineal. • É graduada de zero a cinco: avalia a presença e a intensidade da contração muscular voluntária, de acordo com o sistema Oxford adaptado. P - Power Sistema Oxford adaptado. Propõe-se a substituição dessa escala pela Avaliação Funcional do Assoalho Pélvico (AFA) proposta por Ortiz et al. (1994). Trata-se de uma avaliação também subjetiva da atividade contrátil da musculatura do assoalho pélvico, de fácil entendimento e amplamente utilizada (COLETTI; HADDAD; BARROS, 2005; BARBOSA et al., 2005, MORENO, 2004) • Corresponde ao tempo, em segundos, com a contração voluntária mantida e sustentada, resultado das fibras musculares lentas. Registra-se o tempo alcançado (no máximo dez segundos). E - Endurance • Correspondem ao número de contrações com sustentações satisfatórias (de cinco segundos). O número atingido sem comprometimento da intensidade é registrado (no máximo dez repetições). R - Repetition • É a medida de contratilidade das fibras musculares rápidas. Anota-se os número de contrações rápidas de um segundo sem comprometimento da intensidade (no máximo dez vezes). F - Fast Os itens com objetivo de monitorar o progresso do tratamento, E - Every; C - Contractions e T - Timed. NEW PERFECT E –Elevation C - Co-contraction T - Timing Sim / Não • Corresponde a elevação vaginal – reflete a contração consciente dos MAP. (Sim / Não) E - Elevation • Correspondem ao uso de musculatura parasita (glúteos, adutores, abdominais) durante a contração voluntária dos MAP. (Sim / Não) C - Co- contraction • Corresponde a contração simultânea dos MAP durante o esforço, sem o comando de contração voluntária. (Sim / Não) T - Timing Perineômetro - Biofeedback; A participante permanecerá na mesma posição do exame físico; A sonda vaginal, protegida com um preservativo não lubrificado, será introduzida no canal vaginal da participante; Após a introdução, a parte central da sonda será inflada. Avaliação Objetiva da Função Perineal Escala Luminosa de LEDs para leiturada função perineal em cm H2O Sonda Vaginal Inflável Insuflador Biofeedback Avaliação Objetiva da Função Perineal Escala Visual Análoga para Incontinência Urinária Auxilia na quantificação da sensação de umidade e desconforto. Grau 0: Não consegue interromper o jato urinário. Grau 1: Consegue interromper parcialmente o jato urinário, mas não consegue manter a interrupção. Grau 2: Consegue interromper parcialmente o jato urinário e mantém, por curto intervalo de tempo, a interrupção. Grau 3: Consegue interromper totalmente o jato urinário, mantendo a interrupção, mas com tônus muscular fraco. Grau 4: Consegue interromper totalmente o jato urinário, mantendo a interrupção com bom tônus muscular. Grau 5: Consegue interromper totalmente o jato urinário, mantendo a interrupção com tônus muscular forte. Stop Test O teste é realizado durante a micção da paciente, que deve ser orientada a manter a musculatura abdominal relaxada e interromper o jato urinário após cinco segundos de seu início, uma ou duas vezes. Pad Test Oferece a possibilidade de avaliar objetivamente a perda urinária. É particularmente importante quando há dificuldade em correlacionar a intensidade dos sintomas com os resultados do estudo urodinâmico. Também é útil para monitorar efeitos terapêuticos de tratamentos clínicos. Realização do Pad Test – uma hora • O teste inicia-se com a orientação para que a paciente vá ao banheiro1 • O absorvente, previamente pesado em uma balança de precisão, é posicionado;2 • A paciente consome 500 ml de líquido livre de sódio durante um período curto de tempo e aguarda 30 minutos;3 15 MINUTOS No período restante: a participante realiza as seguintes atividades: Antes do Teste Conhecer o peso inicial do absorvente 00 minutos Ingerir 500 ml de líquidos 30 minutos Caminhar e subir escadas 45 minutos Sentar e Levantar – 10X Tossir vigorosamente – 10X Correr – 1 minuto Apanhar objetos do solo – 5X Lavar as mãos – 1 minuto 60 minutos Coletar e pesar o absorvente Pesagem Sensação < 2 gramas Seca 2 a 10 gramas Perda leve a moderada 10 a 50 gramas Perda acentuada > 50 gramas Perda muito acentuada Diário Miccional PERÍODO DO DIA 1. SENTIU VONTADE? 2. DEU PARA SEGURAR? 3. AO IR AO BANHEIRO FEZ QUANTO DE XIXI? 4. O QUE FAZIA QUANDO PERDEU XIXI? 5. O QUE BEBEU E QUANTO BEBEU? EXEMPL O ( X) SIM ( ) NÃO SIM ( ) Se “sim responda numero 3 NÃO ( X ) jato( X ) gotas( ) Se “não” responda numero 4 Muito ( ) médio( ) pouco ( ) VARRIA A CASA 1 XÍCARA DE CAFÉ Objetivo: Analisar a ingestão líquida. Por no mínimo 3 dias.