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QUESTIONÁRIO COMUNICAÇÃO e EXPRESSÃO Quais são os 7 fatores da textualidade? 1. Coesão: a relação de encadeamento de partes e de unidades; 2. Coerência: o sentido atribuído por um interlocutor; 3. Intencionalidade: o que o autor quer do leitor; 4. Aceitabilidade: o que o leitor espera; 5. Informatividade: os dados novos; 6. Situacionalidade: os atores e o lugar da comunicação; 7. Intertextualidade: a referência a outros textos. A inquietação existencial do autor com a autoimagem corporal e a sua corporeidade se desdobra em questões existenciais que têm origem: a) No conflito do padrão corporal imposto contra as convicções de ser autêntico e singular. Defina texto sincrético: Texto misto é aquele que utiliza tanto a linguagem verbal (oral e escrita) quanto a não verbal. Exemplo: Filmes, histórias em quadrinhos, propagandas. Assinale a alternativa incorreta: e) Um argumento decisivo acrescenta informação com ênfase no argumento contrário. Leia o texto a seguir. Que tipo de coerência ele apresenta? “Ele ligou à noite para acalmar o desespero dela. Sentou no sofá de couro já gasto, acendeu a luz do abajur na sala já escura. Chamou por querida, clamou por perdão. Relatou o dia e prometeu reduzir os hiatos que os separava. A conversa deu fome. Ele levantou e procurou os últimos vestígios do jantar. Ela ficou saciada com um copo de leite quente preparado enquanto ele lhe fazia juras que seriam quebradas na manhã seguinte.” Fonte: 17 jun. 2018. a) Narrativa. Os FATORES PRAGMÁTICOS DE TEXTUALIDADE estão relacionados com o processo sócio comunicativo do texto, constituindo-se da intencionalidade, a aceitabilidade, a situacionalidade, o nível de informatividade e a intertextualidade. Relacione abaixo cada um dos fatores com sua explicação correspondente: INFORMATIVIDADE: Capacidade do enunciado de acrescentar alguma coisa nova. SITUACIONALIDADE: Contexto em que se realiza o texto, podendo adquirir sentidos distintos. INTERTEXTUALIDADE: Entendimento de um texto depende do conhecimento de outro texto. ACEITABILIDADE: Diz respeito à expectativa do receptor de estar diante de um texto INTENCIONALIDADE: Trata-se do que o autor quer dizer: o que, para quem e por que razão. Os fatores de textualidade são aqueles capazes de promover a interação entre o emissor e o receptor e são divididos em dois grupos, isto é, fatores pragmáticos, ou seja, aqueles relacionados com o processo sócio comunicativo do texto e os fatores centrados no texto em si, como a coerência e coesão. Analise as afirmativas abaixo, atribuindo-lhes V (verdadeiro) ou F (Falso) E DEPOIS selecione a alternativa que apresente a sequência correta: a) ( ) Coerência relaciona-se com o todo de significado que o texto apresenta. b) ( ) Coesão refere-se às formas pelas quais as palavras se ligam no texto. c) ( ) Coerência evoca nos texto os seus componentes gramaticais. d) ( ) Coesão ou articulação interna do texto é conseguida tanto pela retomada como pela sequencialidade. V, V, F, V Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava e eu furtei a flor. Trouxe-A para casa e coloquei-A no copo com água. Logo senti que ELA não estava feliz. [...] O copo destina-se a beber, e a FLOR não é para ser bebida. Passei-a para o vaso, e notei que ELA me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa FLOR, se A contemplarmos bem [...]. O trecho do poema acima intitulado “História de Flor” de Carlos Drummond de Andrade trata-se de um exemplo de como pode ocorrer a coesão de retomada por substituição gramatica. Esta afirmação é (selecione a alternativa abaixo): (x) Verdadeiro. Uma boa forma de mantermos a coesão do texto é utilizarmos a coesão por retomada ou substituição lexical, isto é, a substituição de uma palavra por SINÔNIMOS ou HIPERÔNIMOS por outra visando evitar repetir os mesmos termos utilizados. Com isso em mente, associe abaixo o significado destas duas estratégias de retomada do significado de uma palavra no texto: SINÔNIMO: Palavras com sentido semelhantes HIPERÔNIMO: Palavra com um sentido mais geral A coesão por retomada pode ser conseguida pela repetição, isto é, um processo mediante o qual uma palavra referida aparece novamente no texto e relembra o leitor acerca do tema do qual está se falando, conforme exemplificado no texto a seguir: "Saia de bolinhas, colete preto e cabelos presos, Madonna estava mais para a santa Evita que para a demoníaca material girl quando desembarcou em Buenos Aires, no sábado. [...] Madonna foi logo dizendo que estava em missão de paz.” Considerando-se os dois parágrafos acima podemos afirmar que: Escolha uma: d. A conceituação e a exemplificação estão corretas. "Graças a Deus eu não experimentei a força e eficiência do air bag, pois nunca fui vítima de um acidente. Mas sou totalmente a favor do equipamento. Jamais soube de casos em que pessoas que dirigiam um carro com esse dispositivo tiveram um ferimento mais grave [...]”. Refletindo sobre a utilização no texto acima das palavras 'air bag', 'equipamento' e 'dispositivo', marque nas afirmativas abaixo como V (verdadeira) ou F (Falsa) E DEPOIS selecione e alternativa que apresenta a sequência correta. ( ) Tais palavras são um exemplo claro da retomada por substituição lexical. ( ) Ao evitar repetir a mesma palavra o autor empregou a estratégia desinônimos. ( ) As palavras empregadas são um exemplo clássico da utilização de hiperônimos ( ) Trata-se de exemplo de retomada por substituição repetição gramatical. A que apresenta a sequência correta é: a. V, F, V, F A coesão sequencial conecta sequências próximas do texto, dando-lhe uma direção argumentativa por meio de conectores. LOGO, Os conectores ou conectivos são marcas textuais que sinalizam ao leitor a direção do texto, sendo impossível escrever sem os conectivos temporais, argumentativos, de causa e efeito além dos organizadores temporais e argumentativos. Analisando as duas afirmativas acima selecione a alternativa correta. Escolha uma: c. As duas afirmativas são verdadeiras e a segunda complementa a primeira Como fatores de textualidade relacionado com o próprio texto, a coesão refere-se a aspectos de estrutura interna do texto e a coerência relaciona-se tanto ao que foi dito quanto ao mundo exterior. Analise o texto abaixo e selecione a alternativa correta a seguir: "Diz a Bíblia que Moisés construiu uma grande arca para salvar tanto a humanidade quanto os animais”. Escolha uma: a. Trata-se de um texto coeso, porém sem coerência Considerando-se os fatores de textualidade, a construção de um texto pode ser dividida em 3 etapas: a preparação para escrita; a escrita propriamente dita e a reescrita. ANALISE AS FRASES ABAIXO, relativas a cada uma de tais etapas, classificando-as como V (verdadeira) ou F (falsa) E A SEGUIR SELECIONA a sequência correta: ( ) A fase da preparação da escrita envolve leitura e pesquisa exploratória, discussões, reflexões e amadurecimento das ideias. ( ) Na fase da escrita precisamos pensar na organização do texto, na estratégia discursiva, enfim estabelecer estratégias de reflexão sobre o que escrevemos visando controlar os sentidos do texto e torná-lo propenso à compreensão. ( ) A reescrita contempla como possibilidade uma reescrita simultânea à elaboração do texto, num trabalho permanente de escrever e reescrever. ( ) A reescrita também pode ocorrer após dar mais ou menos uma forma completa ao texto com ajustes na sua organização estrutural, visando garantir a coesão textual. Escolha a sequência correta: a) V, V, V, V Avalie as sugestões abaixo relacionadas com a produção textual assinalado V (Verdadeiro) e F (Falso) e DEPOIS escolha a sequência correta: ( ) Antes de iniciar, organize um roteiro com as ideias e a ordem em que elas serão apresentadas. Estabeleça um plano lógico para o texto.Só escreve com clareza quem tem as ideias claras na mente. ( ) Evite escrever com um dicionário e uma gramática ao seu lado, pois isto costuma gerar muitas dúvidas e o texto não evolui de forma coesa. ( ) Os parágrafos dever interligar-se de forma lógica. A primeira frase deve ser curta, enfática e, preferencialmente, conter a informação principal. As demais devem corroborar o conteúdo apresentado na primeira. A última frase deve seguir de ligação com o parágrafo seguinte. ( ) Precisamos evitar repetições. Procurar não usar verbos, substantivos aumentativos, diminutivos e superlativos mais de uma vez num mesmo parágrafo. Escolha a sequência correta: b) V. F, V, V. Podemos compreender o conceito de texto numa perspectiva ampla, pois este pode manifestar-se de diferentes formas, tais como, visualmente por meio de uma pintura, por meio da linguagem verbal, musical e escrita. Diante de tal afirmativa, assinale a resposta correta. Escolha uma: c. Um romance, uma poesia, uma ópera, uma escultura são textos, pois manifesta numa linguagem comunicativa entre os seus interlocutores. A ata é um registro escrito, objetivo e confiável. Ela tem valor administrativo e, inclusive, legal, e deve ser redigida de forma que não permita qualquer modificação posterior. Partindo desse pressuposto, analise as sentenças a seguir: I I - Não devemos utilizar parágrafos e espaços, pois esses elementos podem ser utilizados no intuito de garantir que alterações ou acréscimos aconteçam. I I I - Os números, se aparecerem, devem ser escritos por extenso. IV - Para retificar um erro, utilize palavras com o “digo”. Se o erro for notado após a redação da ata, recorre-se a expressões como. Agora, assinale a alternativa CORRETA: B) As sentenças II, III e IV estão corretas. Um relatório é um documento que descreve um acontecimento ou a maneira que um serviço fora executado. Um relatório pode conter seis partes principais. Sobre essas partes, associe os itens, utilizando o código a seguir: I - Título. I I - Vocativo. I I I - Texto. IV - Anexos. ( ) A quem se dirige o relato. ( ) É o tema do relatório. ( ) Acompanha o relatório, quando necessário. ( ) T em introdução, desenvolvimento, considerações finais, sugestões e agradecimentos. Agora, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA: c) I I - I - IV - III. Ao escrever, pode-se proceder de várias maneiras, entre as quais simplesmente colocar palavras sobre o papel. Neste caso, pode-se dizer que ter-se-á um simples amontoado de palavras e não um texto. Um texto, ao contrário, tem de apresentar sequência de ideias, encaixe entre os diferentes parágrafos, as ideias entre si devem apresentar sentido entre outros fatores. Neste caso, é com um falar-se que o texto apresenta textualidade. Por isso, para ser considera do texto, é preciso que o que se escreve apresente um conjunto tal de características que permita que ele assim possa ser visto e considerado. Eis porque se diz que texto é uma construção, é um conjunto organizado de ideias, dentro do qual podem-se identificar diferentes partes e estabelecer entre estas relações, além de se poder compreender os diferentes elementos que as compõem. Nesse sentido, assinale a alternativa CORRETA que apresenta os diferentes elementos de textualidade: B) Coesão, Coerência, Intertextualidade, Intencionalidade, Aceitabilidade, Informatividade, Situacionalidade. Ao se construir um texto, além de se observar em os diversos fatores de textualidade, há que se atentar para os aspectos atinentes à forma do texto, sua estética, a saber, a disposição em parágrafos. Há que se ressaltar que, a esse respeito, desde que a criança aprende a estruturar as primeiras frases na escola, são passadas orientações. Poder-se-ia dizer que o parágrafo constitui-se de um conjunto de frases, as quais compõem um a sequência textual lógica, separado por um espaço a partir da esquerda (no caso do texto escrito). Quando se fala em texto oral, pode-se dizer que o parágrafo é marcado por um conjunto de frases, por uma fala um tanto longa, marcada por uma pausa maior, para iniciar, em seguida, um novo assunto. Com referência à paragrafação textual, classifique V para as sentenças verdadeiras e F para as falsas: ( ) O parágrafo é a parte do texto que contém a mensagem central. ( ) O parágrafo é a unidade principal para a construção de um texto. ( ) O parágrafo é iniciado por um pequeno recuo da primeira linha, a partir da margem esquerda da folha. ( ) O parágrafo contém uma ideia central, a partir da qual são incluídas ideias ditas secundárias. ( ) O parágrafo é o corpo do texto, ou seja, é o texto inteiro, já que um texto tem que apresentar um só parágrafo. Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA: d) F - V - V - V – F O e-mail substituiu diversos modelos textuais utilizados nas empresas e/ou instituições. Ainda que tenha se proliferado de um a maneira muito marcante, as cartas, dentre elas: o ofício, a circular, o memorando, ainda fazem parte do mundo atual. No entanto, torna-se indiscutível a importância do e-mail como suporte e veículo de comunicação moderno. Ele tem por função designar tanto a mensagem enviada por meio da internet quanto o endereço para o qual enviamos a mensagem. Partindo do exposto, assinale a alternativa CORRETA acerca do modelo textual e-mail: c) O termo e-mail é a redução de eletronic mail e significa correio eletrônico. A coesão pertence ao grupo dos sete aspectos responsáveis pela textualidade, que é um conjunto de elementos que faz com que o seu texto seja considerado como tal. A coesão subdivide-se, ainda, em: sequencial, referencial e recorrencial. Sobre esses elementos, analise as seguintes sentenças: I- A adversidade define oposição (exemplo: no entanto). I I - A progressão não apresenta, necessariamente, um dado novo. I I I - A temporalidade indica tempo, tanto anterior, posterior quanto simultâneo (exemplo: antes que, depois que, no momento que). IV - A explicação confirma algo (exemplo: desse modo). Agora, assinale a alternativa CORRETA: b) As sentenças I, III e IV estão corretas. Acerca da coesão referencial, é importante que se analise a posição dos elementos de coesão no texto e seus referentes. Há ocasiões em que os elementos de coesão aparecem antes do referente. Nesse caso, tem-se a ocorrência de catáfora. Em outros momentos, o elemento coesivo aparece após o referente, que caracteriza a ocorrência de anáfora. Sobre a ocorrência de coesão por referência, leia o texto que segue e analise as sentenças a seguir: I I - Na frase “Eu até evito usar a palavra ‘sertão’ para ter um novo olhar sobre esse lugar, conta Karim”, tem-se a presença do pronome ESSE, que se refere a SERTÃO. I I I - Na frase “Eu até evito usar a palavra ‘sertão’ para ter um novo olhar sobre esse lugar, conta Karim”, tem-se a presença de ESSE, elemento coesivo que retoma o referente SERTÃO. V- Na frase “Eu até evito usar a palavra ‘sertão’ para ter um novo olhar sobre esse lugar, conta Karim”, tem-se a presença do termo SERTÃO, que é o referente de elemento coesivo ESSE. Assinale a alternativa CORRETA: c) As sentenças II, III e V estão corretas. Ao se elaborar um texto, há que se pensar, além do assunto, a maneira de expô-lo, como argumentar na estruturação dos parágrafos. Para isto, e para que tal procedimento seja mais producente, é importante que se pense na sua extensão, considerando-se o tipo de assunto, quem é o leitor, qual a função do texto etc. Isto posto, é muito importante observar-se as partes que o parágrafo precisa seguir, a saber: tópico frasal, desenvolvimento, conclusão e elemento relacionador. Importante lembrar que essa partição tem por função facilitar a estruturação para o escritor e a compreensão ao leitor. Acerca das partes de um parágrafo, associe os itens,utilizando o código a seguir: I- Tópico frasal. I I - Desenvolvimento. I I I - Conclusão. IV - Elemento relacionador. ( ) Apresenta uma síntese do conteúdo do parágrafo; localiza-se na parte final. ( ) Localiza-se no interior do parágrafo e, a partir desta parte, desenvolve-se a ideia que se deseja. ( ) Faz o encadeamento lógico entre as diversas ideias presentes no texto, nos diferentes parágrafos. ( ) É a parte do parágrafo em que se estruturam as ideias secundárias. Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA: a) III - I - IV - II. Não é possível elaborar um texto a partir da frases e palavras lançadas aleatoriamente, sem o devido ordenamento e concatenação. Este não seria um texto, mas, sim, um amontoado de palavras. Deste modo, existe um fator de textualidade que obriga o produtor do texto a ligar entre si palavras e frases, de modo que estas, entre si, apresentem relação de dependência, a fim de produz irem sentido. Além disso, é preciso que as diferentes palavras, frases e parágrafos estejam ligados, atribuindo sequência às diferentes ideias, produzindo, entre si, relações de sentido, as quais, geralmente, ocorrem por meio elementos de coesão. Entre estes estão as diferentes conjunções, que exprimem certos tipos de relações semânticas: relações de causa, contrariedade, consequência, temporalidade, conclusão etc. Acerca destes e de outros tipos de relações produzidas a partir de diferentes operadores, associe os itens, utilizando o código a seguir: I- Relação de temporalidade. I I - Relação de causa. I I I - Relação de explicação. IV - Relação de contrariedade. V - Relação de soma. ( ) Todos os convidados chegaram, PORÉM só alguns trouxeram presentes. ( ) O medo do temporal era grande, TANTO QUE muitas pessoas fecharam-se no quarto. ( ) Logo que o último cliente saiu do banco, os assaltantes entraram. ( ) O m ar ido acordou cedo, tomou um banho quente E saiu depressa. ( ) Acredita-se que os pais estejam no apartamento, PORQUE se vê a claridade das luzes acesas. Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA: a) IV - II - I - V - III. A comunicação interna é um dos maiores desafios das instituições. Desafio por que a comunicação envolve procedimentos comunicacionais que promovem interação, troca de informações, experiências e participação de todos os níveis, e ela deve ser com qualidade. Partindo do exposto, classifique V para as sentenças verdadeiras e F para as falsas: ( ) A comunicação interna deve ser pensada de maneira integrada, devendo ser vista como uma ferramenta estratégica nas empresas e/ou instituições. ( ) Comunicar-se internamente em uma empresa envolve o uso do quadro mural. E-mails, memorandos, cartas internas etc. constituem elementos que não se referem à comunicação. ( ) Há modelos, modalidades ou teorias que garantem a comunicação interna, pois ela não tem diferentes interpretações. ( ) As empresas e/ou instituições devem pautar ações comunicacionais utilizando informações claras, curtas e rápidas. Agora, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA: d) V - F - V - V. O quadro O grito, datado de 1893 e reproduzido abaixo, é uma pintura de autoria do norueguês Edvard Munch. Trata-se de uma das obras mais importantes do Expressionismo, movimento artístico de vanguarda do início do século XX. Os artistas expressionistas não procuravam retratar a realidade fielmente, mas projetar, na obra, a sua subjetividade, mostrando, assim, a realidade modificada pelo seu psiquismo. Por ter se tornado muito famoso, O grito serviu de inspiração para muitas outras produções, como a ilustrada a seguir, com o personagem Homer, do desenho animado Os Simpsons. Analise as figuras e considere as afirmações abaixo: I. No quadro original, a figura retratada passa a sensação de angústia e de desespero. II. O segundo quadro valeu-se da intertextualidade, que só é percebida se o leitor tiver a obra original como referência. Assinale a alternativa certa: B) Apenas as afirmativas I e II estão corretas. 2. Considere a charge abaixo, de autoria de Jean, (Conselho de Ética...alguma prova?) e as afirmações que seguem: I. A palavra “prova”, explorada em mais de um sentido, é essencial na construção do humor da charge. II. A charge brinca com o senso comum que diz que, no Brasil, os casos de corrupção acabam sempre em pizza. III. O título da charge faz com que o leitor situe o tema do texto na área política e entenda que, no primeiro quadrinho, está implícita a referência a alguma comprovação da acusação. Está correto o que se afirma em: E) Todas as afirmativas. Veja a figura e indique o fator de textualidade predominante: (Figura CHAPEUZINHO VERMELHO em floresta desmatada): b) Intertextualidade. Em que contexto se insere o texto acima (Chapeuzinho Vermelho) e qual a função comunicativa? Você pode ressaltar o contexto em que vivemos hoje de maior consciência sobre o meio ambiente e de grupos sociais preocupados com o ambiente, como Greenpeace, uma organização a favor do meio ambiente e da sua preservação. Devido ao desrespeito contra a natureza, a função comunicativa é, então, conseguir adesão de pessoas que também são contra o desmatamento. Dentre os fatores de textualidade que constituem o texto (Chapeuzinho Vermelho), a intertextualidade é muito relevante. Discuta o motivo: A intertextualidade trata da relação entre textos. Nós temos uma propaganda – campanha a favor da natureza – e nela encontramos outro texto: a história da Chapeuzinho Vermelho. A história (Chapeuzinho caminhar na floresta, encontrar o lobo etc.) não é possível hoje, porque estamos perdendo nossas árvores. A intertextualidade é a presença de um texto dentro do outro. No texto de Reinaldo Azevedo há referências a outro texto. Veja: Qual, dos textos a seguir, serviu de base para Reinaldo Azevedo? TEXTO/IMAGENS: A) Presente passado, futuro outrora (...) B) LIXO C) beba Babe beba (...) D) Artigo 6 – LEI E) Destino sem vida... (Ponto de interrogação) Determine a alternativa correta: e) A intertextualidade é um recurso que promove diálogo entre textos. Indique a alternativa incorreta: c) A conotação é o sentido literal das palavras. Indique a alternativa que apresenta os conectivos adequados para o procedimento argumentativo da explicitação: a) Isto é, haja vista, na verdade. Indique a alternativa incorreta: - c) A resenha é um resumo de uma obra lida. Aponte a alternativa que determina a função dos conectivos no processo lógico da disjunção argumentativa: D) Os conectivos enfatizam conclusões opostas. Determine a alternativa incorreta: B) Texto é uma unidade construída só por signos verbais. Indique a alternativa correta: D) A principal característica da língua falada é a presença do interlocutor. Indique qual alternativa define o conceito de coerência narrativa: A) Quando se respeitam as implicações lógicas do texto. A seguir, temos o início do Hino Nacional na versão original e na ordem direta: A VERSÃO NO ORIGINAL: Ouviram do Ipiranga as margens plácidas De um povo heroico o brado retumbante, E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos, Brilhou no céu da Pátria nesse instante... e na ORDEM DIRETA: As margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado retumbante de um povo heroico, e, nesse instante, o sol da Liberdade brilhou, em raios fúlgidos, no céu da Pátria. Sobre as duas versões acima, podemos considerar: C) A ordem indireta é um recurso poético e causa dificuldade para o entendimento do texto. A tirinha abaixo é de autoria do paulistano Salvador. Sobre ela, afirmamos: II. O texto é polissêmico, uma vez que a palavra “rede” assume dois significados no texto: lugar de descanso e ferramenta virtual. B) Apenas a II é correta. Feedback “b”. O termo “rede”, no texto,tem dois sentidos e, por isso, torna o texto polissêmico, ou seja, o leitor pode depreender que Ran entende de descanso ou entende que Ran conhece o mundo virtual. Analise a figura abaixo e assinale a alternativa correta: Figura 10 REAIS comemorativa B) Trata-se de um texto, porque é uma unidade de sentido com linguagem e permite, aos indivíduos, a comunicação. Assinale a alternativa em que não ocorre POLISSEMIA: E) Figura entrada universidade escrito UNIVERCIDADE - Feedback: “e”. Trata-se de erro ortográfico, e não de duplo sentido. Dentro do conhecimento da língua, há o conhecimento do LÉXICO. Indique a expressão em que o numeral indica quantidade: C) Dois litros. Feedback “c”. O numeral é definido como a palavra que indica quantidade (ordem, fração), mas nós o empregamos em outros sentidos, como vemos nas outras alternativas. Em uma situação formal de comunicação, o conhecimento linguístico é estabelecido pela padronização culta da língua. Assim, em qual das expressões abaixo o nível morfológico atende ao padrão culto da língua? d. Os relatórios estão complexos e completos. LEIA O POEMA: Cidadezinha qualquer, Casas entre bananeiras, mulheres entre laranjeiras, pomar amor cantar. Um homem vai devagar. Um cachorro vai devagar. Um burro vai devagar. Devagar... as janelas olham. Eta vida besta, meu Deus. ANDRADE, Carlos Drummond de. Antologia poética. Rio de Janeiro: Record, 1980. Sobre a segunda estrofe do poema, consideramos correta a seguinte afirmação: B) A estrutura sintática é repetida três vezes (“Um homem vai devagar/Um cachorro vai devagar/Um burro vai devagar”), mostrando a mesmice da cidade. LEIA OS POEMAS ABAIXO para indicar a resposta correta. Quadrilha - João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém. João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento, Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia, Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história. ANDRADE, Carlos Drummond de. Antologia poética. Rio de Janeiro: Record, 1980. Quadrilha da sujeira - João joga um palitinho de sorvete na rua de Teresa que joga uma latinha de refrigerante na rua de Raimundo que joga um saquinho plástico na rua de Joaquim que joga uma garrafinha velha na rua de Lili. Lili joga um pedacinho de isopor na rua de João que joga uma embalagenzinha de não sei o que na rua de Teresa que joga um lencinho de papel na rua de Raimundo que joga uma tampinha de refrigerante na rua de Joaquim que joga um papelzinho de bala na rua de J. Pinto Fernandes que ainda nem tinha entrado na história. AZEVEDO, Ricardo. Você diz que sabe muito, borboleta sabe mais! São Paulo: Moderna, 2007. II. Azevedo trata de uma problemática da nossa sociedade: a falta de cuidado com o planeta ao criarmos muito lixo. III. Ambos os poemas têm a mesma estrutura na distribuição das frases. E) A II e a III estão corretas. Para a semântica, quando alguém enuncia uma sentença, nós sabemos em que situações a sentença seria verdadeira. Essa relação da referência a situações externas à língua sugere que os significados estão, de alguma forma, ligados ao mundo. Diante dessa concepção, identifique a sentença falsa com base no mapa: e. Entre os nomes de ruas da Lapa, não existe referência à religiosidade do povo local. Para ler e produzir um texto, são necessários alguns conhecimentos, tais como: I. Conhecimento linguístico, que é saber ouvir/falar, ler/escrever com base em uma língua; II. Conhecimento de mundo, que consiste em saber assuntos que nos rodeiam; III. Conhecimento interacional, que consiste em saber como e em que situação um texto pode ser veiculado. A) Todas as afirmações estão corretas. Leia o texto a seguir: Verbo ser “QUE VAI SER quando crescer? Vivem perguntando em redor. Que é ser? É ter um corpo, um jeito, um nome? Tenho os t rês. E sou? Tenho de mudar quando crescer? Usar outro nome, corpo e jeito? Ou a gente só principia a ser quando cresce? É terrível, ser? Dói? É bom? É triste? Ser: pronunciado tão depressa, e cabe tantas coisas? Repito: ser, ser, ser. Er. R. Que vou ser quando crescer? Sou obrigado a? Posso escolhe r? Não dá para entender. Não vou ser. Não quero ser. Vou crescer assim mesmo. Sem ser. Esquecer”. ANDRADE, C. D. Poesia e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1992. A inquietação existencial do autor com a autoimagem corporal e a sua corporeidade se desdobra em questões existenciais que têm origem: a) No conflito do padrão corporal imposto contra as convicções de ser autêntico e singular. A alternativa que apresenta uma incorreção é: e) A letra “h” sempre representa um fonema. Quando vou a São Paulo, ando na rua ou vou ao mercado, apuro o ouvido; não espero só o sotaque geral dos nordestinos, onipresentes, mas para conferir a pronúncia de cada um; os paulistas pensam que todo nordestino fala igual; contudo as variações são mais numerosas que as notas de uma escala musical. Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí têm no falar de seus nativos muito mais variantes do que se imagina. E a gente se goza uns dos outros, imita o vizinho, e todo mundo ri, porque parece impossível que um praiano de beira-mar não chegue sequer perto de um sertanejo de Quixeramobim. O pessoal do Cariri, então, até se orgulha do falar deles. Têm uns tês doces, quase um the; já nós, ásperos sertanejos, fazemos um duro au ou eu de todos os terminais em al ou el – carnavau, Raqueu... Já os paraibanos trocam o l pelo r. José Américo só me chamava, afetuosamente, de Raquer. QUEIROZ, R. O Estado de S. Paulo. 09 mai 1998 (fragmento adaptado). Raquel de Queiroz comenta, em seu texto, um tipo de variação linguística que se percebe no falar de pessoas de diferentes regiões. As características regionais exploradas no texto manifestam-se: a) Na fonologia. As frases a seguir são da famosa escritora Raquel de Queiroz, em cuja linguagem impera a metáfora. Assim, nós encontramos inúmeros pensamentos metafóricos e raros não metafóricos. Assinale a opção que não apresenta metáfora: D) Mas voltando ao assunto da vocação literária: para escrever, tem que haver o dom da escrita, tal como para o cantor é preciso o dom da voz (Raquel de Queiroz). Assinale a alternativa em que não ocorre a linguagem metafórica: A - Grandes áreas de preservação no Brasil; B - Bomba: Lula lança Ciro sobre São Paulo; C – Parlamentares; D - Lavo, enxugo, tá nova; E - Univercidade CORRETA: E) ... Univercidade (“Como errado?! Vai me dizer que se escreve com dois esses”). Na tirinha a seguir, a personagem faz referência a uma das mais conhecidas figuras de linguagem para: Meu pai fica pedalando essa bicicleta mas nunca vai a lugar nenhum, deve ser uma metáfora da existência dele. e) criticar a falta de perspectiva do pai. O que não podemos pressupor com a frase “Julinha foi minha primeira filha.” e) Eu tenho filhos. O campo lexical pode indicar conjunto de palavras que designam as partes de um objeto. Para os não especialistas, é normalmente difícil enumerar todas as palavras desse campo lexical; em geral, eles lembram algumas, compreendem algumas outras quando as ouvem e desconhecem as restantes. Tente lembrar os nomes de todas as peças que compõem uma bicicleta. Escreva o nome de cada significação, sabendo que cada nome é um numeral: AS RESPOSTAS AS PALAVRAS LISTADAS SÃO: Prima - corda que emite som mais agudo como em violino, guitarra); Terço – reza; Quarto – aposento; Sesta - descanso depois do almoço; Oitava - intervalo entre notas musicais; Dízimo - contribuição (religiosa); Quaresma - período do calendário litúrgico cristão, que precede a Páscoa; Quarentena - período de isolamento de animais ou pessoas suspeitos de serem portadores de doença contagiosa. Segundo Ilari (2003), as palavras listadas eram numerais em sua origem, mas hoje essa ideia de númerofoi perdida, prevalecendo as significações atuais. Frases como “a orelha do urso rasgou” ou “a mão do santo esfarelou” não são boas se o urso for um bicho e o santo for uma pessoa; mas essas mesmas frases tornam-se perfeitamente possíveis se o urso for de pano e se o santo for uma estátua de gesso. Invente uma história em que uma das frases abaixo possa ser interpretada: • O rabo de cavalo quebrou. • A água da lagoa furou. • A fumaça do trem caiu. • O azul do céu manchou. RESPOSTA: As restrições lexicais relacionam-se ao conhecimento que nós temos sobre determinados usos da língua. No caso, não relacionamos rabo de cavalo com o verbo quebrar, a não ser que seja metaforicamente. A sua história então é metáfora para dar conta do sentido de uma das expressões propostas PIADA: “Sabe aquela da loira no estacionamento? Ela colocou a mão na cabeça e disse: ‘Não me lembro qual é o meu carro’. O rapaz do estacionamento respondeu: ‘Celta preto’. ‘É mesmo; parece que vai chover.’” Explique por que a ambiguidade de segmentação é o recurso de construção do humor da piada. RESPOSTA: A ambiguidade de segmentação ocorre na frase “Celta preto”, que, ouvida, /seutapreto/pode ser interpretada como Celta (carro) preto (cor do carro) ou céu tá (redução do verbo “está”) preto (a cor do céu indiciadora de chuva). Tanto celta quanto céu têm som /ε/, “e” aberto (é). Em muitos nomes de produtos, o consumidor encontra recurso estilístico sonoro. Qual é o recurso empregado no nome do produto abaixo? FIGURA - DA CAIXINHA DE BALAS TIC-TAC: RESPOSTA: O nome do produto é Tic-Tac que simboliza um barulho; temos, assim, no nome do produto uma onomatopeia Considere a charge do Angeli, o poema de Manuel Bandeira e as afirmações que seguem abaixo: O BICHO - Vi ontem um bicho Na imundície do pátio Catando comida entre os detritos. Quando achava alguma coisa, Não examinava nem cheirava: Engolia com voracidade. O bicho não era um cão, Não era um gato, Não era um rato. O bicho, meu Deus, era um homem. (BANDEIRA, 1993). III. Em ambos os textos, os autores evidenciam que a fome compromete a dignidade humana. Está correto somente o que se afirmar em: C) III está correta - A charge e o poema denunciam o problema da fome que aflige parte da população e faz com que as pessoas percam sua dignidade, tendo que procurar comida no lixo ou pedir esmolas. 2. Leia a charge abaixo e considere as afirmações a seguir. IV. A graça da tira está no fato de Eddie Sortudo partir da pressuposição de que Helga não estivesse se referindo a Hagar, seu único marido. Levando-se em conta os aspectos textuais e visuais da tirinha, está correto apenas o que se afirmar em: c) Justificativa: o humor está justamente na pergunta de Eddie, que deixa implícito que Hagar não é e nunca poderia ter sido “esbelto, bonito e espirituoso”. Certas frases são ambíguas e nem o contexto permite uma interpretação unívoca. Veja o caso: “O policial viu o ônibus acelerando em sua direção.” Podemos entender que: A – O policial acelerou os passos em direção ao ônibus B – O ônibus acelerou a velocidade em direção ao policial Indique a frase que pode ser entendida pelo contexto, apesar da ambiguidade: a) Ao chegar à cidade, a jovem dirigiu-se a um banco, pois precisava de dinheiro. Quando falamos que a coerência depende também de conhecimento linguístico, especificamos que esse conhecimento: d) Abrange conhecimentos ortográfico, gramatical e lexical da língua. Leia o texto a seguir: Conversinha Mineira – Fernando Sabino – É bom mesmo o cafezinho daqui, meu amigo? – Sei dizer não senhor: não tomo café. – Você é dono do café, não sabe dizer? – Ninguém tem reclamado dele não senhor. – Então me dá café com leite, pão e manteiga. – Café com leite só se for sem leite. – Não tem leite? – Hoje, não senhor. – Por que hoje não? – Porque hoje o leiteiro não veio. – Ontem ele veio? – Ontem não. – Quando é que ele vem? – Tem dia certo não senhor. Às vezes vem, às vezes não vem. Só que no dia que devia vir em geral não vem. – Mas ali fora está escrito “Leiteria”! [...]… Em relação a linguagem do texto podemos afirmar que a: c) diferença de linguagem entre os interlocutores não os impede de estabelecer um diálogo. Pode-se afirmar que, com base no texto conversinha mineira, de Fernando Sabino, que o dono da leiteria se encaixa perfeitamente na expressão “como bom mineiro que é”, pois respondeu a quase todas as perguntas de modo: d) Evasivo Ainda no texto: Conversinha Mineira - Assinale a alternativa que determina qual seria esse perfil. a) um sujeito astucioso, pois prefere não dizer algo que o comprometa ou que possa ser interpretado como uma tomada de posição. O operador de coesão grifado no texto abaixo pode ser substituído por qual outro do mesmo sentido? Em algum lugar do Oriente, onde o clima é ameno e não são necessárias muitas roupas, havia um homem que resolveu de todas as questões materiais e retirou- se para a floresta, onde construiu uma choça para morar. c) Como também. No breve diálogo entre colegas do curso de letras: - A faculdade comprará Patativa do Assaré? - Está no provão. Qual é a informação implícita contida na conversa? c) O livro de Assaré será comprado, pois consta na bibliografia do provão. Leia o texto a seguir - NÓS, OS BRASILEIROS - LYA LUFT: Uma editora europeia me pede que traduza poemas de autores estrangeiros sobre o Brasil. Como sempre, eles falam da floresta Amazônica, uma floresta muito pouco real, aliás. Um bosque poético, com “os troncos das árvores, [...]”. Não faltam flores azuis, rios cristalinos e tigres mágicos. Nas minhas idas (nem tantas) ao exterior, onde convivi, sobretudo, com escritores ou professores e [...] Assinale a alternativa em que a palavra em destaque est á interpretada de forma Incorreta: b) “Pois o que mais exportamos de nós é o exótico e o folclórico.” (PRIMITIVO) Assinale a alternativa que confirma a alegação da autora em NÓS, OS BRASILEIROS - LYA LUFT: a imagem do Brasil, exótico e folclórico, é exportada pelos próprios brasileiros: d) “(...) muita caipirinha na mesa, e televisões mostrando carnaval, futebol, praia e mato.” LEIA OS TEXTOS 1 E 2 - TEXTO 1 - CANÇÃO DO EXÍLIO: Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá; As aves, que aqui gorjeiam, Não gorjeiam como lá. Nosso céu tem mais estrelas, Nossas várzeas têm mais flores, Nossos bosques têm mais vida, Nossa vida mais amores. Em cismar, sozinho, à noite, Mais prazer eu encontro lá; Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá. TEXTO 2 - HINO NACIONAL – Parte II: Deitado eternamente em berço esplêndido, Ao som do mar e à luz do céu profundo, Fulguras, ó Brasil, florão da América, Iluminado ao sol do Novo Mundo! Do que a terra, mais garrida, Teus risonhos, lindos campos têm mais flores; “Nossos bosques têm mais vida”, “Nossa vida” no teu seio “mais amores.” A relação estabelecida entre os textos é: D) De proximidade, porque ambos os textos valorizam o país e há trecho do texto 1 copiado no texto 2. Leia o texto abaixo e assinale a alternativa correta: A massa é bem violeta, mas depois de assada, ela fica marrom, só a parte de cima continua um pouco colorida, lá no fundo, bem lá no fundo, ainda há um pouco de gosto de beterraba, mas dificilmente alguém adivinhará qual o ingrediente secreto do bolo ... O máximo que pode ser dito é que há algo diferente, pois o chocolate também não aparece muito. Preferi usar formas de muffins porque fica mais fácil congelar e guardar o bolo, só polvilhei um pouco de açúcar de confeiteiro para esconder um pouco o tom pink, mas a Ana Beatris faz sugestões interessantes de cobertura. A beterraba pode ser substituída pela cenoura sem problemas, a textura da massa é muito boa. (Já ia me esquecendo, usei farinha de trigo integral) blog http://kafka na praia.blogspot.com/2006/01 /bolo-de-beterraba-e-chocolate. Html. e) A expressão "Preferi usar formas de muffins" leva-nosa deduzir que a forma recomendada na receita não é a de muffins. Na interpretação de texto, o leitor faz um conjunto de suposições. Assim, baseado em nossos saberes, qual alternativa sugere informações adequadas ao texto? O texto é um anúncio da série "Pode imaginar. Aqui tem.", do site de vendas Submarino. "Seu ___ de pulso tocou. Ainda zonzo pelas doses de ___ da noite anterior, Luís abriu os olhos Ouviu barulho do ___ elétrico ligado vindo do banheiro. Opa, acho que me dei bem ontem, pensou. Olhou as peças de ___ espalhadas pelo chão. Que corpinho é esse, pensou. Viu os ___ de pingente, delicados. Que orelhinha é essa, pensou. Viu o ___ de barbear ... peraí, ___ de barbear?! Que pernão é esse? pensou. De repente, o ___ tocou. De dentro do banheiro, uma voz grossa disse: "Atende pra mim, garanhão." b) relógio, uísque, chuveiro, roupas, brincos, aparelho, aparelho, celular. Leia os enunciados que seguem e assinale aquele em que ocorre incoerência: A) Daniel é um adolescente encantado por filosofia e contra todas as terapias alternativas. Quando trouxe uma grafia de seu quarto para que seus professores o conhecessem, está revelava a presença de amuletos, cristais, pirâmides e pêndulos. No primeiro quadrinho, o garoto diz que não se casaria com a menina da tira a menos que ela fosse a última garota na Terra. De acordo com a continuidade da conversa entre eles, não podemos considerar: E) O termo "esperança", no último quadrinho, torna o texto incoerente, porque não tem ligação com o restante da história. Durante o desenvolvimento do texto, o produtor lança um referente e, para evitar repetição, retoma o referente, substituindo-o por outros termos da língua. Identifique os termos que retomam, respectivamente, os referentes grifados: Entre os hebreus há relatos com suspeita da ocorrência do diabetes gestacional. No entanto, somente cerca de 2000 mil anos depois, por volta de 70 d.C., o médico Areteµ da Capadócia, na Grécia, conseguiu descrever o diabetes. Areteu observou que aquele silencioso problema desenvolvia quatro complicações: muita fome (polifagia), muita sede (polidipsia), muita urina (poliúria) e fraqueza (poliastenia). Areteu observou também que, quase sempre, as pessoas com esses sintomas entravam em coma antes da morte. E) Aquele problema silencioso; Areteu. Segundo Ernani Terra: "Numa situação de caráter informal, como num bate-papo descontraído entre amigos, é 'certo', isto é, é adequado que se utilize a língua de maneira espontânea, em seu nível coloquial, portanto. Já numa situação formal, como num discurso de formatura, por exemplo, não seria 'certo', isto é, não seria adequado utilizar-se a língua em sua forma coloquial. Tal situação exige não somente uma vestimenta, mas também uma linguagem adequada." Conclui-se, diante do exposto, que a cada situação comunicativa é necessário selecionar um uso da língua portuguesa. Assinale a alternativa que não cumpre essa necessidade de adequar a língua a uma determinada situação. D) Sou seu pai, por isso perdoar-lhe-ei. - O pai em conversa com o filho. A ilustração é do site “Tsunami: des images pour le Japon” em solidariedade aos japoneses. Explica-se que no centro do peito da personagem o círculo está na cor vermelha. C) Por causa dos elementos formadores da imagem, o texto não exige um leitor c om conhecimento sócio -histórico sobre tsunami para a construção de sentido do discurso. A pressuposição faz parte dos fenômenos linguísticos a respeito da construção dos sentidos na linguagem. Marque a alternativa abaixo que traz um enunciado com pressuposição. B) “Pedro não par ou de bater na mulher.” Abaixo temos uma charge do famoso Angeli. Observe-a e indique a alternativa incorreta: A) O leitor reconhece nessa charge o contexto imediato, pois é fácil recuperar a notícia à qual a charge se vincula. O anúncio publicitário a seguir foi publicado na folha de São Paulo em 5 de setembro de 2005, e é sobre uma famosa marca de cerveja. Leia-o e assinale a alternativa que explica como o leitor entende o enunciado “Seis, de preferência”. "Olé é deixar nossos adversários vendo estrelas. Seis, de preferência Brahma, patrocinadora oficial da seleção, parabeniza o Brasil pela classificação": d) O leitor relaciona o enunciado com o conhecimento que tem sobre a copa do mundo de futebol e a chance de o Brasil obter o sexto título de campeão. Quando falamos de coerência depende também de conhecimento linguístico, especificamos que esse conhecimento: d) Abrange conhecimentos ortográfico; gramatical e lexical da língua. O trecho a seguir foi retirado do texto A ética ajuda a ser mais competitivo. Leia-o e assinale a alternativa que apresenta um substituto para o termo argumentativo “portanto” sem perda de sentido: “O capitalismo tem seu próprio sistema de valores: inclui a honestidade, a veracidade, a disposição de honrar compromissos, de cumprir contratos. Quanto mais ele se desenvolve, mais esses valores se pronunciam. No caso do brasileiro, portanto, a evolução do ambiente de negócios tende a favorecer as corporações mais íntegras.” d) por conseguinte. Em textos acadêmicos, como monografia, artigo, resenha, faz-se uso de verbos que mostram a finalidade de pesquisa. Da lista de verbos a seguir, qual não demonstra finalidade cientifica? d) Apreciar, lembrar, ver, envolver. Para entender a fala do pinheiro, na tira abaixo, é preciso que o leitor deduza que: c) Pelos cortes dos pinheiros, o pinheiro que fala estar aliviado por não ter sido cortado para se tornar árvore de Natal. Nós acessamos a internet constantemente e fazemos leitura de diversos textos e, como leitores experientes, sabemos reconhecer os objetivos de produtor do texto. Assinale o único texto cujo objetivo é informar e não vender algum produto: E) “O bulário eletrônico é um banco de dados de consulta às bulas de medicamentos que podem ser acessados tanto por profissionais de saúde como pela população em geral e fim de obter informações sobre medicamentos registrados e comercializados no Brasil. O gênero textual divulgação científica: B) Tem função essencialmente socioeducativa. Qual é a informação implícita – o subentendido – no cartum abaixo ESCRITÓRIO COM HOMENS e UMA MULHER, eles pedem, Yeda descola um cafezinho pra gente? A) No mundo dos negócios, o predomínio é masculino. Nesse universo dá-se à mulher um papel inferior, o de buscar um “cafezinho”. A pressuposição faz parte dos fenômenos linguísticos a respeito da construção dos sentidos na linguagem. Marque a alternativa abaixo que traz um enunciado com pressuposição. B) “Pedro não par ou de bater na mulher.” Abaixo temos uma charge do famoso Angeli - A flor a brasiliense Fraudulência (Vegetale corruptus) – Árvore da família das Maracutaias, suas sementes chegaram ao país com as caravelas, e hoje, mesmo com raízes espalhadas por todo o território nacional, seu caule espesso e sua copa frondosa estão fincados no Planalto Central, bem no coração do Brasil. Observe-a e indique a alternativa incorreta: A) O leitor reconhece nessa charge o contexto imediato, pois é fácil recuperar a notícia à qual a charge se vincula. Leia o texto abaixo: Aquecimento global pode acabar com o pão francês: Débora Spitzcovsky, 16 de maio de 2011. Já pensou em ter que tirar, para sempre, da sua dieta o delicioso pão francês? Pois um estudo realizado pelos pesquisadores da Science concluiu que, por culpa do aquecimento global, estamos cada dia mais perto dessa realidade. Sendo assim, a produção de todos os alimentos à base de trigo [...] O texto acima apresenta discurso de divulgação científica. Ele é constituído a partir de dois discursos, que são: E) O discurso da ciência e do jornalismo. De acordo com o texto acima sobre aquecimento global...O gênero textual divulgação científica utiliza-se de elementos didáticos. No final do terceiro parágrafodo texto, percebemos um desses elementos (“é uma das que possui maior teor de glúten: uma proteína encontrada na semente do trigo.”). O elemento utilizado aqui seria a: A) Definição. Leia o poema a seguir e responda - Eu nada entendo de Mario Quintana: “Eu nada entendo da questão social. Eu faço parte dela, simplesmente... E sei apenas do meu próprio mal. Que não é bem o mal de toda a gente, (...) "No último verso da primeiro estrofe, a palavra “bem” poderia ser substituída, sem prejuízo do sentido, por: B) Que não é exatamente o mal de toda gente. No último verso da primeiro estrofe (“que não é bem o mal de toda gente,”), do poema a seguir, a palavra “bem” pode ser substituída, sem prejuízo de sentido, por qual palavra? Eu nada entendo – Mário Quintana... b) exatamente O fragmento a seguir é do texto: A VAGUIDÃO específica, de Millor Fernandes “- Maria, ponha isso lá for a em qualquer parte - Junto com as outras? - Não ponha junto com as outras, não. Se não pode vir alguém e querer fazer coisas com elas. Ponha no lugar do outro dia.” Leia as considerações seguintes sobre a conversa e assinale a alternativa Incorreta: D) O texto de Millor Fernandes não tem coerência, pois o leitor não pode saber se ele é de ficção ou não; se tem humor ou não, fatores (Ficção e humor) que dariam coerência a ele. VIOLETAO texto a seguir é um fragmento da pesquisa realizada por Tania Maas: “Estresse é definido por SMELTZER E BARE (1998, p. 93) como "um estado produzido por uma mudança no ambiente que é percebido como desafiador, ameaçador ou perigoso para o balanço ou equilíbrio dinâmico da pessoa". Há um desequilíbrio real ou percebi do na capacidade da pessoa de atender às de mandas da nova situação. Nesse caso, o estressor é o que gera a mudança, a doença crônica e as sucessivas hospitalizações”. Com base no texto, podemos afirmar: A) Apenas a afirmativa I - No tocante à intertextualidade, há referência explícita de outro texto por meio de aspas. Quando falamos de coerência depende também de conhecimento linguístico, especificamos que esse conhecimento: D) Abrange conhecimentos ortográfico; gramatical e lexical da língua. Em uma resenha crítica, constatamos elemento s essenciais que formam o texto, exceto: B) Apresentação da obra lida, detalhando seu conteúdo. Quanto ao tema do texto À moda concretista, que conhecimento de mundo prévio o leitor precisa ter para entender o texto? PT – CUECA - PT - ECA - PETECA - TE - PECA – CLOACA. E) O leitor precisa conhecer a história da corrupção política e os escândalos advindos da corrupção, tal como o escândalo do político que escondeu dinheiro não declarado na cueca. Dados os textos...Para compreender um texto sem muita dificuldade, o leitor precisa de determinadas informações que fazem parte de seu conhecimento de língua, das coisas do mundo e de interação sócio comunicativa. Leia o texto 1 e 2, escritos, respectivamente, em língua portuguesa e língua turca: Texto 1 “Robert Recorde, matemático inglês, terá sempre seu nome apontado na história da Matemática por ter sido o primeiro a empregar o sinal de = (igual) para indicar igualdade. Em seu primeiro livro, publicado em 1540, Recorde colocava o símbolo entre duas expressões iguais; o sinal =.” Texto 2 (Texto em turco) – Bem Belen, Sara’nin Kuzeniy. Im. Gimdi 4ºD sinifindaki arkadaslarimlayim. Turkinye” dem. Belém Golpan. Sobre o conhecimento prévio acionado durante a leitura, afirma-se: I - Para a compreensão dos textos, o leitor precisa conhecer, primeiro, em que condição ou situação ambos foram produzidos. II - Os textos 1 e 2 definitivamente exigem que o leitor faça relação entre os textos e a experiência de vida do leitor. III - A compreensão dos textos exige do leitor conhecimento mínimo em língua portuguesa e em língua turca. Sobre as afirmativas, assinale a alternativa correta: E) Apenas a afirmativa III é verdadeira. Questão observe a imagem a seguir. Num primeiro momento podemos perceber marcas famosas estampadas no corpo da criança. Utilizando os seus conhecimentos de mundo, como você interpreta o texto imagem? Bebê com propaganda de empresas: E) Essa imagem interpreta uma propaganda de diversidade de mercados e produtos. (ENEM) Leia com atenção o texto - LÁ e CÁ: [Em Portugal], você poderá ter alguns probleminhas se entrar numa loja de roupas desconhecendo certas sutilezas da língua. Por exemplo, não adianta pedir para ver os ternos – peça para ver os fatos. Paletó é casaco. Meias são peúgas. Suéter é camisola – mas não se assuste, porque calcinhas femininas são cuecas. (Não é uma delícia?) - Castro, Ruy. Viaje bem, ano VIII, n. 3, 78. O texto destaca a diferença entre o português do Brasil e o de Portugal quanto: a) Ao vocabulário. (UERJ-RJ): Os homens aqui mudam de nome quando têm um filho homem. Maxi-hú é o pai de Maxi-. Teró por muito tempo foi Jaguarhú. Eu seria Luicuihí se minha filha se chamasse Luicui? Ou Mairahú se meu filho pudesse chamar-se Maíra? Será que pode? Levando em conta apenas os substantivos próprios citados no texto, é possível entender que, na língua dos mairus, o novo nome do pai de um filho homem contém: b) O nome do filho seguido do morfema –hú. (ENEM): Só falta o senado aprovar o projeto de lei [sobre o uso de termos estrangeiros no Brasil] para que palavras como shopping center, delivery e drive- through sejam proibidas em nomes de estabelecimentos e marcas. Engajado nessa valorosa luta contra o inimigo ianque, que quer fazer área de livre comércio com nosso inculto e belo idioma, venho sugerir algumas outras medidas que serão de extrema importância para a preservação da soberania nacional, a saber: Nenhum cidadão carioca ou gaúcho poderá dizer “Tu vai” em espaços públicos do território nacional; Nenhum cidadão paulista poderá dizer “Eu lhe amo” e retirar ou acrescentar o plural em sentenças como “Me vê um chopps e dois pastel”; Nenhum dono de borracharia poderá escrever cartaz com a palavra “borraxaria” e nenhum dono de banca de jornal anunciará “Vende-se cigarros”; Nenhum livro de gramática obrigará os alunos a utilizar colocações pronominais como “casar-me-ei” ou “ver-se-ão”. No texto acima, o autor: b) Ironiza o projeto de lei ao sugerir medidas que inibam determinados usos regionais e socioculturais da língua. (FUVEST-SP) Texto para as questões: São 23 horas e estou honestissimamente em casa, imagine! Mas é doença que me prende, irmão pequeno. Tomei com um gripe na semana passada, depois, desensarado, com uma chuva, domingo último, e o resultado foi uma sinusitezinha infernal que me inutilizou mais esta semana toda. [...]. Quanto a suas reservas a palavras do poema que lhe mandei, gostei da sua habilidade em pegar todos os casos “propositais”. [...] De todas as palavras que você recusou só uma continua me desagradando “lar fechadinho”, em que o carinhoso do diminutivo é um desfalecimento no grandioso do coral. Mário de Andrade, Cartas a Murilo Miranda. A) “... estou honestissimamente em casa, imagine! Mas é doença que me prende, irmão pequeno.” No trecho acima, o termo grifado indica que o autor da carta pretende: e) Enfatizar sua forçada resignação com a permanência em casa. B) No texto, as palavras “sinusitezinha” e “trabalhandinho” exprimem, respectivamente: d) Irritação e atenuação. (ENEM): Good-bye - Não é mais boa noite, nem bom dia. Só se fala good morning, good night. Já se desprezou o lampião de querosene. Lá no morro sé se usa a luz da light. Oh yes! A marchinha Good-bye, composta por Assis Valente há cerca de 50 anos, refere-se ao ambiente das favelas dos morros cariocas. A estrofe citada mostra: b) Como a modernidade, associada simbolicamente à eletrificação e ao uso de anglicismos, atingia toda a população brasileira, mas também como, a despeito disso, persistia a desigualdade social. (SARESP-SP) - Considere o fragmentoa seguir para responder à questão. Os infelizes cálculos da felicidade - Mia Couto - O homem da história é chamado Julio Novesfora. Noutras falas, o mestre Novesfora. Homem bastante matemático, vivendo na quantidade exacta, morando sempre no acertado lugar. O mundo, para ele, estava posto em equação de infinito grau. Qualquer situação lhe algebrava o pensamento. Integrais, derivadas, matrizes para tudo existia a devida fórmula [...] O trecho apresenta a personagem central do conto: o mestre NOVESFORA. Dentre as expressões utilizadas para caracterizar a personagem, está “Qualquer situação lhe algebrava o pensamento”. O verbo “algebrar” não é dicionarizado, ou seja, foi criado nesse texto, para uso específico do autor. Podemos dizer que a invenção dessa palavra: c) Enfatiza seu modo sistemático de ler a vida. (VUNESP/UFSCAR-SP – Adaptada) Leia o texto a seguir para responder à questão abaixo: Sob a ótica do senso comum, conhecimento tem a ver com familiaridade. O conhecido, diz a linguagem comum, é o familiar. Se você está acostumado com alguma coisa, se você lida e se relaciona habitualmente com ela, então você pode dizer que a conhece. O desconhecido, por oposição, é o estranho. Eduardo Giannetti. Autoengano, p. 72. A alternativa em que há palavras que apresentam o mesmo processo de derivação das palavras destacadas no trecho a seguir: ... conhecimento tem a ver com familiaridade é: c) Mas a transitoriedade lhe empresta renovado encantamento. Leia o texto argumentativo a seguir: “A leitura é uma atividade que solicita intensa participação do leitor, pois, se o autor apresenta um texto incompleto, é preciso que o leitor o complete por meio de inferências. Nesse processo ressalta-se que a compreensão não requer que os conhecimentos do texto e o do leitor coincidam, no entanto, devem agir dinamicamente. Os elementos coesivos em negritos podem ser substituídos, sem alterar o sentido do texto por: b) Porque – porém Leia os textos a seguir: Texto I - “Ler é o mais civilizado dos atos.” (Jorge Luis Borges, escritor): Texto II - “Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever – inclusive a sua própria história.” (Bill Gates, fundador da Microsoft). A partir da leitura do texto II e do texto I, é possível afirmar que: d) A leitura contribui para a formação do cidadão e da vida social. Pode-se viver sem estudos, produtos industrializados, obras de arte e, nos trópicos, até sem roupa. Impossível é prescindir de comida e bebida. A bailarina e o papa, o Nobel de Química e o encanador, o marajá e o indígena, todos diferem quanto a hábitos e costumes, equipamentos e interesses, mas coincidem num ponto: dependem de sua ração diária. (Frei Betto, O Estado de S.P. – adaptado). O conectivo mas na frase “mas coincidem num ponto” pode ser substituído por: b) Entretanto. Sobre a linguagem escrita, pode-se dizer: É o tipo de linguagem que difere da oralidade por não conter gírias e vícios da oralidade em seu texto. Em relação à linguagem oral, apresenta maior preocupação com as normas da língua portuguesa, podendo, no entanto, ser composta de neologismos. Assinale a melhor definição para a Coesão textual: a) É a ligação, a união entre partes de um texto; coerência é o sentido lógico, o nexo. Assinale a opção que complementa a seguinte afirmação: É a apresentação concisa dos pontos relevantes de um texto. c) Resumo. Avalie as frases, identificando a correta quanto ao uso da concordância: a) Férias fora de hora levam mães ao pânico. A escrita é, pois, um sistema simbólico de representação da fala. (VANOYE, Francis. Usos da linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 1998, p. 69) Diante dessa afirmação, para representar suas ideias a respeito de um livro que você leu, que texto acadêmico se presta melhor para isso? Justifique sua escolha. Resenha porque é nesse documento que podemos dar o parecer sobre a obra lida, onde é exigido que se fala do autor, etc. Escolha abaixo, a questão mais apropriada para definir o documento Ata no Serviço Social: e) Registrar as ocorrências de uma reunião de pessoas. Imagine e reflita sobre a seguinte situação e depois marque a alternativa correta: um guarda de trânsito percebe que o motorista de um carro está em alta velocidade. Faz um gesto pedindo para ele parar. Neste trecho, o gesto que guarda faz para o motorista parar, podemos dizer que : a) O código que ele utiliza. Marque a alternativa correta, no que se refere à concordância verbal, de acordo com a norma culta. e) Faz muitos anos que a família não vem aqui. Sobre as linguagens verbal e não verbal, é INcorreto afirmar que: c) A linguagem verbal, por dispor de elementos linguísticos concretos, pode ser considerada superior à linguagem não verbal. De acordo com os pressupostos dos recursos coesivos, que implementam ao texto um recurso de conectivos, para uma eficaz construção de sentido da semântica do texto. Assim, empregue corretamente os termos “mas” ou “mais” nas lacunas a seguir. I. Eles estavam felizes, _____ a chuva atrapalhou a cerimônia de casamento ao ar livre. II. Eles estavam ______ felizes do que antes, embora a chuva tenha atrapalhado a cerimônia. III. Eles se encontrariam ______ vezes, ______ Eduardo precisou partir. IV. Nós gostaríamos de voltar aqui ______ vezes, se você permitir. V. Tentei chegar na hora, ______ me atrasei. Os termos que preenchem, correta e respectivamente, as lacunas acima são: a) mas – mais – mais – mas – mais – mas Assinale a única alternativa correta quanto à correta concordância verbal: a) Choveu 10 dias seguidos no sertão. Assinale a única alternativa que apresenta erro na regência verbal: c) Há muito que não o vejo. Assinale a alternativa que indique a ordem que preenche corretamente as lacunas: A entrada é __________. A Coca-Cola é ________. Terra e clima _________. É ________ sua intervenção. e) Obrigatória – boa – desconhecidos – necessário Das alternativas a seguir, apenas uma não está correta quanto à concordância nominal. Assinale-a: c) Encaminharam, anexos aos documentos, as fotografias e as declarações anteriores. Leia o quadrinho e complete: O MELHOR DE CALVIN – Se eu _____ aprender a andar de bicicleta, eu ____ ir ____ todos os lugares. De acordo com a norma- padrão da língua portuguesa, as lacunas do texto devem ser preenchidas, respectivamente, com: a) conseguisse … poderia … a Na análise de estudiosos da língua, não existe um padrão de linguagem mais bonito ou mais feio, correto ou errado. O que existe é a variação da língua portuguesa que muda de região para região, de classe social para classe social e também de situação para situação. Levando em consideração o aspecto da variação e também reconhecendo a importância da língua para a construção da ideia de nação no Brasil, julgue os itens abaixo referentes ao argumento da personagem: MANO a MANO – Doce de abóbora é bom...Porém de jerimum é melhor...A diferença tá na pitada cultura. I. O argumento da personagem expressa a afirmação da identidade nacional por meio do reconhecimento das diferenças culturais de cada região. IV. O argumento do texto reforça o caráter plural da nossa cultura e pode ser entendido como uma apologia à existência de vários “Brasis” dentro do Brasil. Assinale a alternativa que apresenta as proposições corretas: c) Estão corretas apenas I e IV. Analise a seguinte imagem: VOCÊ VAI SER PROMOVIDO...VOU SER DEMITIDO? Leia o seguinte trecho, Para que haja comunicação, alguns elementos são essenciais. Muitas vezes não os notamos, mas cada vez que estabelecemos contato com alguém de alguma forma, eles estão presentes. Sobre o trecho, podemos afirmar que: A) O trecho está correto, pois evidência corretamente a análise sobre os elementos que compõem a comunicação.Considere o texto a seguir, para responder a questão: (...) a linguagem como capacidade de expressão dos seres humanos é natural, isto é, os humanos nascem com uma aparelhagem física, anatômica, nervosa e cerebral que lhes permite expressarem-se pela palavra: mas as línguas são convencionais, isto é, surgem de condições históricas, geográficas, econômicas e políticas determinadas, ou, em outros termos, são fatos culturais. CHAUI, Marilena. Predomina nesse excerto a seguinte função da linguagem: b) Referencial O trecho a seguir é uma entrevista da banda NX Zero à revista Capricho, sobre o novo CD, Em comum. Leia-o com atenção. Caco sobre Em Comum: “Lembro que a primeira vez que ouvi ‘Hoje o Céu Abriu’ no estúdio eu pensei ‘caramba, olha como a identidade da banda está se formando cada vez mais’. Fora a letra, a ideia, os arranjos musicais, tudo. Ficou exatamente como eu queria.” Fi sobre Em Comum: “Nossa, isso é bem difícil. Pode parecer errado o que eu vou falar, mas eu diria que ele é simples. Desde a sonoridade, a forma, o jeito que ele foi feito. Quando você ouve, sabe que é exatamente o jeito que a gente toca. Sem muita produção em cima nem nada do tipo.” Dani sobre Em Comum: “As letras estão um pouco mais sérias e isso tem a ver com o fato de que agora já passam os por muitas outras experiências desde a última vez que gravamos um álbum de inéditas.” Levando em consideração o perfil dos entrevistados e da revista, as marcas linguísticas do texto revelam: c) espontaneidade. Observe a seguinte enquete sobre a Lei Seca. Revista Época. GRÁFICO COM DADOS Nº 580. 29 de junho de 2009. p. 26. O texto é uma enquete sobre a opinião dos entrevistados sobre a eficiência da Lei Seca. Ele é importante porque informa que: a) O número de vítimas de acidentes de trânsito caiu 23% em um ano país, o que foi considerado pouco por 69% dos entrevistados. Certo homem que morava na cidade sentiu vontade de sentir o cheiro do mato. Logo que chegou ao interior, onde vivia seu compadre “Bastião”, foi encontrá-lo na roça. Depois de muitas conversas resolveu brincar de antônimo com o compadre Bastião: — Compadre sabe o que é antônimo? — “Num” sei não. — É o oposto, vou dar uns exemplos. O antônimo de alto é baixo, de grande é pequeno, de frio é quente. Entendeu? — Agora eu já sei “cumpade”! E vou lhe “progunta”, “ocê” sabe o antônimo de fumo? — Mas... fumo não t em antônimo, fumo é o que você planta. — É não sô... o contrário de FUMO é “VO RTEMO”. — É, se é assim então voltemos para casa. Ao refletir sobre o diálogo na piada, podemos deduzir que: d) Não há uma linguagem certa ou errada para se comunicar; e sim variações linguísticas regionais Leia o texto a seguir. Emergência - Quem faz um poema abre uma janela. Respira, tu que estás numa cela abafada, esse ar que entra por ela. Por isso é que os poemas têm ritmo - para que possas profundamente respirar. Quem faz um poema salva um afogado. Mario Quintana. O título do poema poderia ser substituído, sem alteração de sentido, por: a) Libertação. Analise a questão: NÃO DEIXE QUE O MOSQUITO DA DENGUE ENCONTRE VOCÊ! A erradicação da dengue – sério problema da saúde pública – é também da responsabilidade de cada indivíduo. Para o cidadão brasileiro, o cartaz da campanha tem a função de: B) educá-lo, para que entenda o problema e, consequentemente, atue no combate ao transmissor da doença. Leia o texto a seguir: Peteleco, o vira-latas parceiro. Nos anos 1950, Adoniran tinha um companheiro quase inseparável, seu cachorro Peteleco. Uma história curiosa envolve a dupla. Naquela época, havia uma sociedade de compositores. Quem era de uma, não podia trabalhar em parceria com os de outra. Quando Adoniran quis fazê-lo, como não podia assinar com seu nome, registrou várias músicas sob o pseudônimo de Peteleco. O truque traria problemas no futuro para sua filha Maria Helena. Na hora de fazer o inventário da herança, ela penou para provar que tais sambas eram de autoria de seu pai e não do vira-latas de estimação, alçado à categoria de compositor. Lucas Nobile. O Estado de S. Paulo (15 dez. 2010). As escolhas linguísticas feitas pelo autor ao elaborar o texto nos permitem afirmar que ele: a) é informativo, predominantemente denotativo, numa linguagem exclusivamente preocupada com o conteúdo da mensagem. “Proibir ou não a publicidade dirigida a crianças e adolescentes”, tal como outros temas na ordem do dia das democracias contemporâneas, é mais uma escolha que a sociedade brasileira, por meio de seus representantes eleitos, poderá fazer no futuro próximo. Uma estratégia relevante para eleger a melhor direção na encruzilhada aqui posta — vamos pela rota do “sim” ou do “não”, afinal? — se encontra na reflexão acerca de uma questão anterior: “Que crianças e adolescentes queremos formar?” Guilherme Canela. Que crianças querem os formar? Guilherme Canela, professor universitário, na seção Tendências/Debates da Folha de S.P., publica sua opinião acerca da publicidade infantil. Argumentando acerca desse tema, o autor: Indica anuência no que diz respeito à proibição da propaganda infantil. O mal banal caracteriza-se pela ausência do pensamento. Essa ausência provoca a privação de responsabilidade. O praticante do mal banal submete-se de tal forma a uma lógica externa que não enxerga a sua responsabilidade nos atos que pratica. Age como mera engrenagem. Não se interroga sobre o sentido da sua ação ou dos acontecimentos ao seu redor. Buscar o sentido não é apenas se informar, não é algo da ordem do conhecimento nem da aferição da eficácia. [...] revista Cult faz considerações a respeito da violência contemporânea. Segundo ele, a banalidade do mal decorre: e) do vazio reflexivo Os quadrinhos abaixo são caracterizados por um processo que também é muito importante na elaboração de TEXTOS ACADÊMICOS. Esse processo fala sobre a elaboração de um texto a partir de outro texto. Que nome damos a esse processo? b) Intertextualidade. Sobre a COESÃO, observe as afirmações abaixo: I – Coesão pode ser definida como articulação, ligação adequada entre palavras e parágrafos em um texto. II – A coesão está ligada à profundidade do texto; textos simples não tem coesão; textos complexos e difíceis tem coesão. III – A marca da coesão são os chamados elementos de ligação, como pronomes e conjunções. IV – A coesão é o único critério necessário para sabermos se um texto funciona, se ele tem textualidade. A alternativa que melhor se relaciona a essas informações é: a) V, F, V, F. A imagem a seguir representa uma das técnicas de leitura que nosso Material Referencial sugere. De que técnica estamos falando? b) Técnica dos mapas mentais. Para que aconteça leitura, é preciso haver um texto visual. Contudo, o texto não precisa ser verbal; ele pode também, por exemplo, ser visual (imagem), como acontece com as placas de trânsito. Além disso, um texto pode ser uma mistura de linguagens. Em uma história em quadrinhos, por exemplo, isso acontece: há mistura de linguagens. Então perguntamos, Que tipos de linguagem estão presentes? d) Linguagem verbal e linguagem visual. Como podemos definir a LEITURA INSPECIONAL de um texto e qual seu objetivo? b) A leitura inspecional é aquela leitura geral e rápida, cujo objetivo principal é a visão macro do texto. Sobre os mapas mentais, observe as afirmações abaixo: I – Mapas mentais ajudam na concentração e memorização. II – Mapas mentais estimulam a capacidade de abstração e, portanto, ajudam a estudar com mais eficiência. III – Mapas mentais devem ser elaborados em folhas brancas, sem linhas, do centro para as margens. Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmação(ões): b) Apenas I, II e III. Sobre as partes essenciais do texto, observe as seguintes informações: I – São três: introdução, desenvolvimento e conclusão (ou fechamento), necessariamente nessa ordem. II – A introduçãotraz uma apresentação do tema sobre o qual se vai falar e convida o leitor à participar da leitura. III – O desenvolvimento é o texto em si. Contém a argumentação, os fatos, os dados. IV – A conclusão (ou fechamento) contém um último argumento, fato ou dado e um resumo das ideias previamente desenvolvidas. Está correto: e) I, II e III. Quais as quatro fases que compõem o processo de leitura? c) Decodificação, intelecção, interpretação e aplicação. Sobre a leitura, observe as assertivas: II – A leitura parte de uma série de processos mentais críticos e criadores, como compreender, deduzir, inferir e transformar significados. III – Ao lermos, estamos desenvolvendo tanto nossa capacidade crítica como de raciocínio. IV – A leitura é um processo participativo, ou seja, o leitor não é um ser passivo frente ao que lê, mas um agente criador e/ou transformador. Está(ão) correta(s) apenas a(s) assertiva(s): d) II, III e IV. A técnica de sublinhar pode ser bastante útil no processo de compreensão de um texto. Ela se baseia no ato de riscar ou grifar ideias. Contudo, não se trata de um ato aleatório, ou seja, não riscamos ou grifamos qualquer coisa. Deve haver um filtro (uma seleção) para aquilo que se grifa ou não. Que filtro é esse? d) A identificação de quais são as ideias primárias e quais são as ideias secundárias de um texto. A alternativa que apresenta uma incorreção é: e) A letra “h” sempre representa um fonema. Observe a tirinha e as afirmativas a seguir:- QUEM É QUEM NO MUNDO DA FANTASIA. – A VERBA PARA A SAUDE E EDUCAÇÃO SÃO AS MIGALHAS QUE ELES SOLTAM PELO CAMINHO. – E OS PASSARINHOS QUE BICAM AS MIGALHAS...ELA CHEGAR AS ESCOLAS. I – João e Maria são o governo. II – As migalhas são a verba para a saúde e educação. III – Os passarinhos que bicam as migalhas são aqueles políticos. Há metáforas em: e) I, II e III. Saber quais são os propósitos do texto diz respeito a que tipo de conhecimento interacional? b) Ilocucional. Assinale a alternativa incorreta: d) A generalização marca uma conclusão. Dado o seguinte texto Os muitos fantasmas encontro de ontem entre o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo. Mário Amato, e o presidente da Central Única dos Trabalhadores. Jair Meneguelli, em torno de uma pauta comum de combate à inflação, é revelador do tamanho que ganhou o fantasma da disparada de preços. Meneguelli e Amato, representantes de um pedaço expressivo da sociedade, têm tão tremendas diferenças de opinião a [...] semestre começam a ser atropeladas por uma realidade ainda mais feia. (ROSSI. Clóvis - Folha de S. Paulo. :A-2. 20 jul. 1988.). De sua leitura integral pode-se concluir que: B - Apesar de um pequeno progresso, o pacto entre empresários e sindicalistas encontra sérios obstáculos pela frente. Leia o parágrafo a seguir, retirado da Introdução do artigo “Cultura da Paz”, do frei Leonardo Boff para Responder o que a questão pede: “A cultura dominante, hoje mundializada, se estrutura ao redor da vontade de poder que se traduz por vontade de dominação da natureza, do outro, dos povos e dos mercados. Essa é a lógica dos dinossauros que criou a cultura do medo e da guerra. Praticamente em todos os países as festas nacionais e seus heróis são ligados a feitos de guerra e de violência. Os meios de comunicação levam ao paroxismo a magnificação de todo tipo de antes de receber a farinha”. (Disponível em http://www.leonardo boff. com/site/lboff.htm Acesso em 08/05/2007). Da leitura desse parágrafo podemos afirmar que nele: I – o autor constata o f ato de que a sociedade atual vive uma cultura de violência, dominação e poder. A) apenas a afirmativa I está correta; Do texto abaixo podemos dizer que: “A maneira como a Prefeitura de São Paulo pretende combater a poluição visual na cidade, banindo toda propaganda externa – outdoors, cartazes, blacklights, banners, painéis, etc. – representa uma atrocidade a toda uma classe de publicitários, em especial aqueles conhecidos no meio como diretores de arte, artistas que se dedicam à publicidade, e que têm nos cartazes de rua sua mais antiga e tradicional ferramenta de trabalho. E também a mais instigante de todas”. (FRANÇÔIS PETIT, “Viva a poluição visual, F olha de S. Paulo, 10/11/06) D) é um texto predominantemente opinativo porque o autor posiciona-se contra o fato da prefeitura pretender retirar todas as propagandas externas. A revolução digital Texto e papel. Parceiros de uma história de êxitos. Pareciam feitos um para o outro. Disse “pareciam”, assim, com o verbo no passado, e já me explico: estão em processo de separação. Secular, a união não ruirá do dia para a noite. Mas o divórcio virá, certo como o pôr-do-sol a cada fim de tarde. O texto mantinha com o papel uma relação de dependência. A perpetuação da escrita parecia condicionada à produção de celulose. Súbito, a palavra abriu um novo meio de propagação: o cristal líquido. Saem as árvores. Entram as nuvens de elétrons. Com base na leitura feita, é CORRETO afirmar que o objetivo do texto é: B) discutir as implicações da era digital no uso da escrita. A revolução digital - Texto e papel. Parceiros de uma história de êxitos. Pareciam feitos um para o outro. Disse “pareciam”, assim, com o verbo no passado, e já me explico: estão em processo de separação. Secular, a união não ruirá do dia para a noite. Mas o divórcio virá, certo como o pôr-do-sol a cada fim de tarde. O texto mantinha com o papel uma relação de dependência. Súbito, a palavra abriu um novo meio de propagação: o cristal líquido. A era digital está revolucionando o uso do texto. Estamos virando uma página. Ou, por outra, estamos pressionando a tecla “enter”. (SOUZA, Josias de. A revolução digital. Considerando a argumentação do autor quanto à relação entre a palavra falada e a palavra escrita, é CORRETO afirmar que: C) na produção cultural de ciência e arte, a palavra escrita tem função marcante, porque sua permanência material independe da memória humana e sua circulação instiga a reflexão; Dados os argumentos a seguir: I - O cinema nacional conquistou nos últimos anos qualidade e faturamento nunca vistos antes. “Uma câmera na mão e uma ideia na cabeça” - a famosa frase- conceito do diretor Gláuber Rocha – virou uma fórmula eficiente para explicar os R$ 130 milhões que o cinema brasileiro faturou no ano passado. (Adaptado de Época,) II - Ao se desesperar num questionamento em São Paulo, daqueles em que o automóvel não se move nem quando o sinal está verde, o indivíduo deve saber que, por trás de sua irritação crônica e cotidiana, está uma monumental ignorância histórica. São Paulo só chegou a esse caos porque um seleto grupo de dirigentes decidiu, no início do século, que não deveríamos ter metrô. Como cresce dia a dia o número de veículos, a tendência é piorar ainda mais o congestionamento – o que leva técnicos a preverem como inevitável a implantação de perigos. (Adaptado de Folha de S.P.) III - A condescendência com que os brasileiros têm convivido com a corrupção não é propriamente algo que fale bem de nosso caráter. Conviver e condescender com a corrupção não é, contudo, praticá-la, como queria um líder empresarial que assegurava sermos todos corruptos. Somos mesmo? IV - São expedientes bem eficientes, pois, diante de fatos, não há o que questionar... No caso do Brasil, homicídios estão assumindo uma dimensão terrivelmente grave. De acordo com os mais recentes dados divulgados pelo IBGE, sua taxa mais que dobrou ao longo dos últimos 20 anos, tendo chegado à absurda cifra anual de 27 por mil habitantes. Entre homens jovens (de 15 a 24 anos), o índice sobe a incríveis 95,6 por mil habitantes. (Folha de S.P. 14/04/2004). Identifique a alternativa que identifica corretamente cada um deles, respectivamente. D) autoridade; causa/consequência; exemplificação; prova concreta Leia as afirmativas a seguir, sobre o texto argumentativo.I - devem ser apresentados argumentos favoráveis e contrários à(s) i deia(s) sobre a(s) qual(is) se está escrevendo. III - espera-se um texto em que sejam expostos e analisados, de forma coerente, alguns dos aspectos e argumentos envolvidos na questão tematizada. IV - a argumentação é um recurso que tem com o propósito convencer alguém, para que esse tenha a opinião ou o comportamento alterado. Escolha a alternativa que relaciona as afirmativas corretas: E) Apenas I, III e IV estão corretas De acordo com o estudado no conteúdo procedimentos argumentativos, vimos que uma das maneiras de provar nossa argumentação é usando o tipo de argumento que se segue: O ministro da Educação, Cristovam Buarque, lança hoje o Mapa da Exclusão Educacional. O estudo do Inep, feito a partir de dados do IBGE e do Censo Educacional do Ministério da Educação, mostra o número de crianças de sete a catorze anos que estão fora das escolas em cada Estado. Segundo o mapa, no Brasil, 1,4 milhão de crianças, ou 5,5 % da população nessa faixa etária (sete a catorze anos), para a qual o ensino é obrigatório, não frequentam as salas de aula. O pior índice é do Amazonas: 16,8% das crianças do estado, ou 92,8 mil, estão fora da escola. O melhor, o Distrito Federal, com apenas 2,3% (7 200) de crianças excluídas, seguido por Rio Grande do Sul, com 2, 7% (39 mil) e São Paulo, com 3,2% (168,7 mil). Essa argumentação é: C) de provas concretas Leia as afirmativas abaixo e, a seguir, escolha a alternativa correspondente: III – Mesmo um texto desorganizado, sem articulação lógica entre os seus segmentos, convence e persuade de pendendo do leitor. C) Apenas III está incorreta. Segundo Louis Hjelmslev, autor de Prolegômenos a uma teoria da linguagem, a linguagem é uma inesgotável riqueza de múltiplos valores. Na citação acima ocorre: C) Argumentação por autoridade QUESTÕES DISCURSIVAS O conhecimento enciclopédico refere-se a conhecimentos gerais sobre o mundo, envolvendo os conhecimentos alusivos à vivências pessoais e a eventos situados espacial e temporariamente. Todo o saber acumulado é, quando necessário, recuperado para a interpretação de um dado texto. Que conhecimentos de mundo você ativa para compreender o texto abaixo? Imagine o pai (preocupado) de um motociclista. Na tentativa de mostrar para o filho que o descontrole com a velocidade, na condução da moto, é extremamente perigoso, esse pai poderia utilizar-se de pelo menos duas formas: I – Conheci um rapaz que corria demais com sua moto. Parecia um maluco. Todo mundo lhe fazia advertências. “Cuidado com essa velocidade”. Está querendo voar? Olha que um dia você acha o seu... Mas o fulano não dava ouvidos. Em um dia de chuva, com muito trânsito nas ruas, ele acabou por chocar-se com um caminhão. Só não morreu porque não tinha chegado sua hora. Mas ficou bastante ferido e amargou dois meses na cama de um hospital. II – Velocidade na direção de motocicletas, em exagero, não combina com a vida humana. A imprudência ou a irresponsabilidade dos motociclistas podem trazer graves consequências. As duas formas de dizer do pai possuem a mesma intenção e temática, diferenciam-se quanto à argumentação. Explique o recurso argumentativo utilizado em cada uma: Confronte as três afirmações a seguir e responda: I – Fumar é prejudicial à saúde. II – Fumar durante a gravidez pode prejudicar o bebê. III - “O fumo está associado a 120.000 mortes no Brasil, 30% de doenças cardíacas, 84% dos casos de câncer na laringe, e 75% das bronquites crônicas” AS DUAS FORMAS de dizer do pai possuem mesma intenção e temática; diferenciam-se quanto a argumentação. Explicite o recurso argumentativo utilizado em cada uma. 1) A diferença se dá na maneira de apresentar os argumentos. Na primeira situação o pai expõe exemplos que irão mostrar ao filho o que acontecerá com ele caso se ande em alta velocidade: “Cuidado com essa velocidade!”, “Es tá querendo voar? “Olha, que um dia você acha o seu...” Mas o fulano não dava ouvidos. Em um dia de chuva, com muito trânsito nas ruas, ele acabou por chocar-se com um caminhão. Só não morreu porque não tinha chegado a hora. Mas ficou bastante ferido e amargou dois meses na cama de um hospital. 2) O primeiro argumento apresentado causará mais efeito no locutor, visto que há a presença de uma carga emocional aqui. O jornal Folha de São Paulo introduz com o seguinte comentário uma entrevista com o Prof. Paulo Freire: "A gente cheguemos" não será uma construção gramatical errada na gestão do Partido dos trabalhadores de São Paulo. Os fragmentos da entrevista nos quais a Folha se baseou para fazer tal comentário foram os seguintes: A criança terá uma escola na qual a sua linguagem seja respeitada [...] uma escola em que a criança aprenda a Sintaxe dominante, mas sem desprezo peia sua. Esses Oito milhões de meninos vêm da periferia do Brasil.[...] precisamos respeitar a (sua) sintaxe mostrando que a sua linguagem é bonita e gostosa, às vezes é mais bonita que a minha e, mostrando tudo isso, dizer a ele: "Mas para tua própria vida tu precisas dizer ' a gente chegou' (em vez de gente cheguemos'. Isso decorrente, (a abordagem) é diferente. E assim que queremos trabalhar, com cobertura, mas dizendo a verdade. A partir da sua leitura cuidadosa, responda o que se pede: a) Qual a posição defendida pelo Prof. Paulo Freire com relação à correção de erros gramaticais na escola? O professor defende que se deve respeitar a forma de língua em que as crianças se expressam, levando-as a perceber que essa forma, no entanto, não é a que o país considera oficial. Deve-se também ensinar a forma oficial, a norma culta, a essas crianças. (UNICAMP-SP) O jornal Folha de São Paulo introduz com o seguinte comentário uma entrevista recente (8 dez. 1988) com o professor Paulo Freire: A gente cheguemos não será uma construção gramatical errada na gestão do Partido dos trabalhadores em São Paulo. Os trechos da entrevista nos quais a Folha se baseou para fazer tal comentário foram os seguintes: A criança terá uma escola na qual a sua linguagem seja respeitada. Isso é diferente, [a abordagem] é diferente. É assim que queremos trabalhar, com abertura, mas dizendo a verdade. Responda de forma sucinta: A) Qual é a posição defendida pelo professor Paulo Freire com relação à correção de erros gramaticais na escola? A posição que implicitamente defende é a de que se devem respeitar todas as variedades linguísticas, o que, em última análise, é uma atitude de respeito aos falantes dessas variedades. Ele defende, assim, que as pessoas não sejam discriminadas pela maneira como falam. B) O comentário do jornal faz justiça ao pensamento do educador? Justifique sua resposta. Não. O comentário do jornal dá a entender que o professor Paulo Freire, por ser membro do Partido dos trabalhadores, defende uma espécie de “vale-tudo linguístico” na sociedade, o que não é, obviamente, a posição por ele defendida. Ele deixa claro que a norma culta deve ser ensinada na escola. As autoras Koch & Elias (2008), no livro Ler e compreender: os sentidos do texto, afirmam que, para o processamento textual, recorremos a três sistemas de conhecimento, a saber: conhecimento linguístico, que diz respeito aos conhecimentos da língua, conhecimento enciclopédico, que equivale aos conhecimentos acumulados de mundo, e, por fim, conhecimento interacional, que diz respeito às estratégias do sujeito produtor do texto para conseguir a adesão do seu interlocutor. LEIA O TEXTO A SEGUIR. A CAUSA DA CHUVA. Não chovia há muitos e muitos meses, de modo que os animais ficaram inquietos. Uns diziam que ia chover logo, outros diziam que ainda ia demorar. Mas não [...]. Parecem cegos! Não veem que a água cai das folhas das árvores? FERNANDES, M. Fábulas fabulosas. 12. ed. Rio de Janeiro: Nórdica, 1991. Quando interpretamos um texto, devemoslevar em consideração não apenas o ponto de vista do autor, mas também, e essencialmente, o ponto de vista do leitor, pois o seu conhecimento de mundo é fundamental para as inferências interpretativas. No texto, essa questão do ponto de vista é discutida quando os animais apresentam os seus argumentos acerca da chuva. Em sua opinião, quem está com a razão? Justifique. Ninguém está com a razão, pois o que o texto demonstra é que as aparências enganam, nem sempre o que vemos é a realidade. RESUMO COMUNICAÇÃO E EXPRESSÃO TEXTO: unidade construída e organizada por um sistema de signos que se encadeiam para a produção de sentido. SIGNOS: entidade composta por significante (imagem acústica) e significado (conceito). Pode ser verbal, palavras de uma figura, ou não verbal (imagens em uma pintura). CONTEXTO: situação ou circunstancias de uso de um texto. OS TEXTOS PODEM SER: OUVIDOS, FALADOS, LIDOS OU ESCRITOS. TEXTO VERBAL: Composto por palavras, reconhecidas como signos verbais. Possui um conjunto de regras específicas e é modalizado por diferentes tipos de gêneros. Ex: Crônicas, contos etc. TEXTO NÃO VERBAL: Composto por signos não verbais, como: as formas de um desenho, os gestos, os movimentos que compõem a dança, imagens de um filme etc. LINGUAGEM: Capacidade de nos comunicar por meio de diferentes sistemas de signos. Cada sistema é um a linguagem. CHARGE: é um estilo de ilustração que tem por finalidade satirizar, por meio de uma caricatura, algum acontecimento atual com uma ou mais personagens envolvidas. A charge é constituída pela linguagem não verbal (figuras) e, geralmente, pela linguagem verbal. Sabe-se que a língua é um sistema tríplice: compreende um sistema de formas (mórfico), um sistema de frases (sintático) e um sistema de sons (fônico). Por essa razão, a Gramática tradicionalmente divide-se em três partes básicas e em duas partes complementares: Fonética/Fonologia (focaliza o sistema fônico) - Estuda os sons da fala (fonemas), a correta pronúncia dos vocábulos (ortoépia e a prosódia, partes integrantes da ortofonia) e a escrita correta das palavras (ortografia). Morfologia (abrange o sistema mórfico) - Parte da gramática que trata do estudo da estrutura das palavras, dos processos de formação de palavras e do estudo das classes gramaticais. As classes gramaticais são as seguintes: Substantivo, Artigo, Adjetivo, Numeral, Pronome, Verbo, Advérbio, Preposição, Conjunção e Interjeição. Sintaxe (enfoca o sistema sintático) - Parte da gramática que estuda a disposição das palavras na frase e das frases no discurso, incluindo a sua relação lógica, entre as múltiplas combinações possíveis para transmitir um significado completo e compreensível. Por não estarem devidamente diferenciados ou definidos, os conceitos de semântico e lexical frequentemente são confundidos. Tanto o campo semântico quanto o campo lexical são utilizados pela linguística textual a fim do melhor e mais adequado uso das palavras da língua portuguesa. Para entendê-los melhor propomos alguns esclarecimentos e algumas conceituações: Léxico é o conjunto de palavras pertencentes a determinada língua. Por exemplo, temos um léxico da língua portuguesa que é o conjunto de todas as palavras que são compreensíveis em nossa língua. Quando essas palavras são materializadas em um texto, oral ou escrito, são chamadas de vocabulário. O conjunto de palavras utilizadas por um indivíduo, portanto, constituem o seu vocabulário. Semântica é o estudo do significado, no caso das palavras, a semântica estuda a significação das mesmas individualmente, aplicadas a um contexto e com influência de outras palavras. O campo semântico, por sua vez, é o conjunto de possibilidades que uma mesma palavra ou conceito tem de ser empregada(o) em diversos contextos. O conceito de campo semântico está ligado ao conceito de polissemia. Uma mesma palavra pode tomar vários significados diferentes em um mesmo texto, dependendo de como ela for empregada e de que palavras a acompanham para tornar claro o significado que ela assume naquela situação. Por exemplo: Conhecer: ver, aprofundar-se, saber que existe, etc. Bacia: utensílio de cozinha, parte do esqueleto humano. Brincadeira: divertimento, distração, Passa-Tempo, gozação, piada, etc. OS SETE FATORES DE TEXTUALIDADE SÃO: 1) a coesão: a relação de encadeamento de partes e de unidades; 2) a coerência: o sentido atribuído por um interlocutor; 3) a intencionalidade: o que o autor quer do leitor; 4) a aceitabilidade: o que o leitor espera; 5) a informatividade: os dados novos; 6) a situacionalidade: os atores e o lugar da comunicação e 7) a intertextualidade: a referência a outros textos. ELEMENTOS DA COMUNICAÇÃO: Emissor ou destinador / Receptor/ Mensagem/ Canal ou veículo/ Código/ Referente (contexto ou circunstancias que envolvem o ato da comunicação). TIPOS DE COMUNICAÇÃO: Unilateral (sem reciprocidade) / Bilateral (há reciprocidade) / Ruído (tudo que afeta a comunicação) Coesão: encadeamento das ideias no texto. Elementos gramaticais – conectivos – estabelecem nexo entre as ideias (de referência, de substituição e de repetição). A coesão tem elementos Anafóricos e Catafóricos. Anafóricos – quando há retomada de termos em um texto. Evita a repetição de algo que já foi escrito. Exemplo: As crianças são o espelho de uma educação. Elas nos oferecem os parâmetros para uma reflexão social. “Elas”: anáfora. Catafóricos – antecipam ou anunciam um fato a ser apresentado. Exemplo: O aluno disse isto: vale a pena estudar para saber e crescer profissionalmente. PROCESSOS LÓGICOS DETERMINADOS PELOS CONECTIVOS: - Gradação: é marcada por uma direção dos argumentos para uma determinada conclusão. O argumento mais forte será enfatizado por conectivos do tipo: até mesmo, inclusive, no mínimo etc. - Conjunção Argumentativa: determina uma relação lógica em que os conectivos dever ligar argumentos em favor de uma mesma conclusão. Utilizam-se conectivos do tipo e, também, ainda, mas também, além disso etc. - Disjunção argumentativa: determina uma relação lógica em que os conectivos enfatizam conclusões opostas. Utilizam-se conectivos como ou, ou então, caso contrário etc. - Conclusão: estabelecida entre dois enunciados. Utilizam-se conectivos do tipo logo, portanto, pois etc. - Explicação ou Justificativa sobre a informação anunciada: Utilizam-se conectivos como porque, já que, pois, etc. - Contrajunção: é a relação lógica marcada pela contraposição entre as ideias. Utilizam-se conectivos do tipo, mas, porém, entretanto etc. - Argumento decisivo: é apresentado para indicar um acréscimo de informação para enfatizar um argumento contrário. Utilizam-se conectivos como aliás, além do mais, além de tudo - Generalização ou ampliação da informação: Utilizam-se conectivos do tipo de fato, realmente, aliás etc. COERÊNCIA: É entendida como o estabelecimento do sentido no texto, construído pelas relações semânticas e pragmáticas entre os elementos de um enunciado linguístico. De maneira que não haja contradição entre tema e informação. SEMÂNTICA: meio ou regras de representação do sentido do texto. Informações que se interligam, ou seja, tema. PRAGMÁTICA: Características de utilização do texto: motivação do falante, reações do interlocutor, registros de fala (formal ou informal) etc. NIVEIS DE COERÊNCIA: Coerência narrativa: é a que ocorre quando se respeitam as implicações lógicas existentes entre as partes da narrativa. Coerência argumentativa diz respeito às relações de implicação ou adequação que se estabelecem entre certos pressupostos ou afirmações explícitas, colocadas no texto e as conclusões que se tira deles. Coerência figurativa dizrespeito à combinatória de figuras para manifestar um dado tema ou à compatibilidade de figuras entre si. Coerência temporal é aquela que respeita as leis da sucessividade dos eventos ou apresenta uma compatibilidade entre os enunciados do texto, do ponto de vista da localização no tempo. Coerência espacial diz respeito à compatibilidade entre os enunciados do ponto de vista da localização no espaço. Coerência no nível da linguagem é a compatibilidade, do ponto de vista da variante linguística escolhida, no nível do léxico e das estruturas sintáticas utilizados no texto: é incoerente colocar expressões chulas ou da linguagem informal em um texto caracterizado pela norma culta. COERÊNCIA INTRATEXTUAL: Ao apresentarmos uma verdade contextual é necessário de que todos os dados apresentados devam reforça lá, mesmo que na realidade externa ao texto tenhamos o questionamento daquela verdade textual. COERÊNCIA EXTRATEXTUAL: Quando a verdade textual conta com a apresentação de dados externos para reforça lá. ASPECTOS EXTERNOS AO TEXTO: Situacionalidade: Ocorre quando um texto aborda uma questão do mundo real (cotidiano). Exemplo: Texto jornalístico – crítico. (Texto com alguma formalidade; aborda o problema em profundidade; seleção vocabular criteriosa e distante do comum). Intencionalidade: O propósito da comunicação. Exemplo: texto que tenta esclarecer (advertir) ao leitor (consumidor) contra ciladas de publicidade enganosa. O comprador deve exercer seu direito de escolha consciente e não se iludir com “o transe, a felicidade etérea, irreal e imaterial” (BUCCI, 1998), indevidas para as qualidades do produto. Informatividade: No texto informativo, o leitor (talvez consumidor) deve ser informado para fazer escolhas (compras) de forma consciente. Intertextualidade: Presente nos textos opinativos e narrativos. Todo conhecimento, pressuposto ou implícito, faz parte do repertório de saberes do bom leitor. Tal conhecimento é resultado de leituras e experiências anteriores. Há textos em cuja leitura “conhecemos” muito do que está escrito (intertextualidade). No âmbito da intertextualidade, existem referências feitas ao que já se sabe. Referências a outros textos, anúncios, histórias, canções, entre muitos outros. (Imagem de MONALISA e MONACRESPA). Aceitabilidade: Conhecimento do leitor sobre o texto lido (autor, jornal, revista, site). O leitor espera um ponto de vista/argumentos consistentes a respeito de uma questão controvertida (unidade temática). O leitor prepara-se para aceitar o texto com base no que conhece sobre o tema, tipo de texto e interação. SISTEMA DE CONHECIMENTO E PROCESSAMENTO TEXTUAL: • Conhecimento linguístico, que abrange o léxico e a gramatica; • Conhecimento de mundo (ou enciclopédico); • Conhecimento de modelos globais de texto, que inclui as regularidades de construção dos tipos e gêneros; • Conhecimento sócio interacional, que trata do saber acerca da realização social das ações verbais ou de como as pessoas devem se comportar para interagir em diferentes situações sociais. TIPOS TEXTUAIS: caracterizados por seus aspectos lexicais, sintáticos, tempos verbais e relações lógicas, e estes estão inseridos na narração, argumentação, exposição, opinião, descrição e injunção. GÊNEROS TEXTUAIS: são textos materializados e com características sócio comunicativas existentes no dia a dia, definidos por conteúdos, propriedades, estilos e composição. Para fazer a escolha de qual gênero textual usar em determinado contexto também é necessário determinar os seguintes fatores: Sujeito enunciador (autor); Interlocutor (o público ao qual o autor se dirige; Finalidade da interação (o objetivo do autor); Lugar e momento da produção (o contexto em que o autor produz seu texto); Canal (o meio de circulação do texto). Tipo textual caracteriza-se por sequências linguísticas típicas, e gêneros textuais caracterizam-se por ação prática e fazem parte de um domínio discursivo, o lugar da atividade social em que os textos se inserem ou circulam. CONHECIMENTO LINGUISTICO: Com a formalização da alfabetização, aprendemos a ler e a escrever na língua específica da nossa comunidade. Conhecimento linguístico significa, de forma óbvia, conhecer uma língua, seja ela portuguesa, russa, tupi. OBS: Os verbos em português podem terminar em: -r, indicador de infinitivo (andar, ler...), -ndo, indicador de gerúndio (andando, lendo...) e -ido/-ado, indicadores de particípio (andado, lido...). Na construção de textos falados e escritos, a pessoa recorre aos seus conhecimentos sobre a língua, adquiridos ao longo da vida e em sua prática comunicativa, além do ensino formal na escola. O conhecimento consiste na fonética/fonologia, morfologia/ léxico, sintaxe e semântica. CONHECIMENTO LEXICAL: significa conhecer palavras da língua que falamos. Vocabulário. Um aspecto importante sobre conhecimento lexical é a caracterização de uma definição. Entre as razões para definir, apontamos para: •Aumentar o vocabulário: diante de palavras desconhecidas, a compreensão melhora se definir o que foi dito/lido. •Eliminar ambiguidades: a palavra em um contexto pode não estar empregada de forma em um sentido claro; assim, convém definir a palavra. •Tornar exatos os limites de aplicação de palavras desconhecidas, mas vagas: quando a palavra é usada em nosso cotidiano, mas é vaga (por exemplo: produto), é importante definir o sentido da palavra naquele contexto. Uma definição não pode ser mera enumeração de exemplos circular (ex.: azul é a cor do que é azul), nem obscura, com termos difíceis. Ela também não pode ser muito ampla. Por exemplo: sapato é uma coisa que se põe nos pés (as meias também cobrem os pés). Não pode ser demasiado estreita, como no caso: bonde é o veículo que circula no Parque Taquaral, em Campinas (existem outros bondes no mundo). Além disso, não pode ser figurada: uma árvore é um cabide de folhas. O léxico formado por numerais também é constantemente empregado em frases feitas. • quintos do inferno; • bater com as dez; • estar a mil; • como dois e dois são cinco; • ser um zero à esquerda. O léxico no campo de trabalho: Cada setor da vida social é marcado por diferenciações em relação a situações, objetos, mecanismos, procedimentos próprios. A especialização lexical dispõe de uma seleção de conjunto de palavras, as quais recebem um significado específico e permitem a interação entre os participantes. Assim, cada área tem suas especificidades, seja na área pedagógica, jornalística, médica, entre tantas outras. A adequação vocabular no âmbito da especialização ocorre também dentro da mesma área. Uma área como letras, por exemplo, possui várias linhas teóricas, que convergem, mas também têm divergência. Assim, a seleção lexical (estrutura, sistema, dicotomia, diacronia/sincronia etc.) faz parte da linha teórica chamada estruturalismo. Tal seleção não pode ser apresentada na análise do discurso devido à divergência de ideias. Nesta, a seleção é outra (discurso, sujeito, ideologia, opacidade, materialidade etc.). CONHECIMENTO FONÉTICO/FONOLÓGICO: fonemas são traços sonoros de uma língua, presentes nas palavras e produzidos pelo aparelho fonador. Não devem ser confundidos com letra pois uma mesma letra pode ser pronunciada por diferentes fonemas. Exemplo: inserir e casa a letra S tem pronuncias distintas. Conhecimento linguístico fonético/fonológico torna a pessoa capaz de ouvir/entender e produzir textos orais, sejam eles a conversação, piada, palestra, letra de música etc., desde textos mais informais, do dia a dia, até mais formais, em situações específicas (como palestras); textos mais práticos (conversação) até textos mais lúdicos (mitos, letras de música). O modo de articulação da consoante pode ser: • Oclusivo • Nasal • Fricativo • Lateral: Os fonemas consonantais são produzidos pelos lugaresde articulação: • Bilabial• Labiodental• Dental • Alveolar • Palatal• Velar OBS: Obviamente, a escrita ortográfica não acompanha esse conhecimento fonético/fonológico que possuímos. Outra sabedoria nossa é distinguir os fatos da fala e os fatos da escrita. Os textos literários, publicitários, letras de músicas, mitos, lendas, contos e tantos outros textos lúdicos recorrem aos processos da linguagem que aproveitam e valorizam as sonoridades do sistema fonológico, como a aliteração, assonância, homeoteleuto e a rima. ALITERAÇÃO: é a repetição dos mesmos sons consonantais. REPETE CONSOANTES. ASSONÂNCIA: é a repetição vocálica em sílabas tônicas. REPETE VOGAIS. HOMEOTELEUTO: que é a repetição de sons no final das palavras, bastante comum na enumeração. RIMA: que se trata da coincidência de sons, geralmente em final de palavras que se dá na poesia. ONOMATOPÉIA: significa a reprodução (ou a tentativa) de um ruído. CONHECIMENTO MORFOLÓGICO: O nosso conhecimento morfológico refere-se às partes constituintes das palavras e às relações entre as palavras não no que se refere aos sentidos (conhecimento semântico), mas à função gramatical. Segundo nosso conhecimento intuitivo, uma palavra em língua portuguesa pode ser feminina e masculina (MENINO OU MENINA), podem indicar uma só unidade ou várias unidades (CRIANÇAS OU CRIANÇA). Ou afixo, parte da palavra que deve ser colocada antes (prefixo) ou depois (sufixo) do radical: MENININHO (Afixo inh) FLEXÃO NOMINAL: A flexão nominal tem como centro – termo mais importante – o substantivo (a palavra nominal, que dá nome aos seres). A partir desse centro, outras palavras concordam com esse centro em gênero e número. Exemplo: OS FATOS, OS HOSTÓRICOS, OS PRIMEIROS. As palavras também podem variar em relação ao grau, ficando sem alteração (normal) ou sofrendo alteração em diminutivo ou aumentativo. Temos, então, palavra como porco (grau normal), porquinho (grau diminutivo) e Porcão/porcaço (grau aumentativo). Os nossos verbos, de modo geral, possuem esta estrutura: radical, vogal temática e terminação de pessoa e número. Como lembrete: • radical é a parte da palavra que não muda e que traz o significado dela; • vogal temática é a parte do verbo indicadora da conjugação a qual o verbo faz parte. São três vogais temáticas: a, e, i. Elas são colocadas após o radical. Exemplos: - Mergulhar, analisar, andar: vogal temática -a indica 1ª conjugação; - Compreender, oferecer, ver: vogal temática -e indica 2ª conjugação; - Atribuir, discutir, distinguir: vogal temática -i indica 3ª conjugação. • terminação de pessoa refere-se às pessoas verbais: eu/nós (1ª pessoa singular/plural); tu/vós (2ª pessoa singular/plural); ele/eles (3ª pessoa singular/plural). Não são em todas as palavras que podemos acrescentar o afixo –mente, a associação pode ocorrer com os adjetivos, que deixam de indicar uma característica do ser (João é feliz) e passam a funcionar como advérbio, modificador de uma circunstância do verbo (João fez o trabalho felizmente). A diferença entre a função atribuída ao advérbio pelas gramáticas e por nós, usuários da língua: Para a gramática, a função do advérbio é indicar uma circunstância ao verbo, seja circunstância de modo, de tempo, lugar, entre outras, e para nós, além dessa função, atribuímos aos advérbios o caráter opinativo. ADVÉRBIO: É a palavra que indica circunstância e modifica o verbo. Ex. O homem caminha devagar. LOCUÇÃO ADVERBIAL: são advérbios expressos por frases (e as vezes por orações) compostas de duas ou mais palavras e exprimem circunstância de: lugar, modo, tempo, intensidade, dúvida, negação e afirmação. CONHECIMENTO SINTÁTICO: A forma como a palavra se relaciona com os outros termos da oração. CONHECIMENTO SEMÂNTICO: Refere-se aos significados que atribuímos aos textos. O significado pode ser geral ou verificado na relação entre palavras ou entre frases. É a unidade semântica, central, que permite a elaboração de uma síntese, o entendimento dos títulos e subtítulos, o discernimento entre as ideias principais e as secundárias. Essa unidade deixa o texto como um conjunto delimitado. A semântica engloba o tema geral do texto e também a relação de sentido estabelecido entre as palavras. Entre as relações possíveis de significado entre as palavras, ocorre a polissemia. POLISSEMIA: palavras têm mais de um significado, ou seja, são polissêmicas. EX: REDE PARÁFRASE: A paráfrase volta a dizer o mesmo que se disse antes, mas com outras palavras, sob outra formulação. A paráfrase se destaca, então, como um recurso da continuidade semântica do texto. CONHECIMENTO DE MUNDO E INTERACIONAL: O nosso conhecimento prévio nos leva a compreender o que está expresso de forma explícita no texto e a completar o que não está expresso claramente. Nesse sentido, o texto pode estar estruturado adequadamente com as relações sintáticas, semânticas etc. bem-compostas, mas, ainda assim, incompreensível para o leitor. Isso ocorre porque o texto não é formado apenas do material linguístico. INFERÊNCIA: acrescentar conhecimentos extras ao que é lido para criar lógica ao texto e compreensão daquilo que o autor quer comunicar. A esse processo de elaboração ativa de conhecimentos damos o nome de inferência. A) INFERÊNCIAS LÓGICAS – dedutivas/ indutivas/condicionais: baseadas sobretudo nas relações lógicas e submetidas aos valores-verdade na relação entres as proposições (B) INFERÊNCIAS ANALÓGICO-SEMÂNTICAS - por identificação referencial/por generalização/por associações/por analogia/ por composições ou decomposições: baseadas sempre nas palavras explícitas textuais e no conhecimento de itens lexicais e relações semânticas (C) INFERÊNCIAS PRAGMÁTICO-CULTURAIS – conversacionais/ experienciais/ avaliativas/cognitivo-culturais: baseadas nos conhecimentos, experiências, crenças, ideologias e axiologias individuais. CONHECIMENTO INTERACIONAL: compreende dimensão interpessoal da linguagem, ou seja, com a realização de certas ações por meio da linguagem. • conhecimento ilocucional: meios diretos e indiretos para atingir um objetivo; • conhecimento comunicacional: meios adequados para atingir os objetivos desejados; • conhecimento metacomunicativo: meios de prevenir e evitar distúrbios na comunicação – atenuação, paráfrases, parênteses de esclarecimento etc.; • conhecimento superestrutural: modelos textuais globais que permitem aos usuários reconhecer um texto como pertencente a determinado gênero ou certos esquemas cognitivos. CONDICÕES DE PRODUÇÃO DE TEXTO: MULTIMODALIDADE: comunicação, em páginas da web, é baseada na inter-relação entre imagem, texto escrito e sons. Essa característica é nomeada multimodalidade. O conceito de escrita, devido a essa característica multimodal, passa a ser o exercício de optar pela trajetória a ser seguida, fazendo escolhas entre sons, imagens, textos escritos, vídeos. INTERTEXTUALIDADE: CITAÇÃO: Ocorre quando transpormos para o nosso texto a ideia de um autor na íntegra. Virá entre aspas quando for uma citação direta ou associada a uma reflexão. PARÁFRASE: Permite a alusão de um outro texto para reforçar uma mensagem. É permitido mudar algumas expressões para causar efeitos poético. PÁRODIA: permite alusão a outro texto, porém, utiliza da ironia para a ridicularizar. EPÍFRAFE: apresenta uma dedicatória ou referência a alguém. TRADUÇÃO: de textos em outra língua, também pressupõe a intertextualidade. A intertextualidade pode ser observada quando ao conteúdo, por exemplo, em matérias jornalísticas que ser referem a outras notícias já publicadas; textos que imitam a linguagem bíblica, jurídica ou um estilo de época. A intertextualidade pode ser qualificada como um mero processo absolutamente criativo, que exige do leitor muito conhecimento intra e extralinguístico. INFORMAÇÕES IMPLICITAS (a informação está nas entrelinhas): A elaboraçãode uma mensagem é pautada em informações que muitas vezes, não estão automaticamente desvendadas, estão implícitas e exige do leitor a tarefa de desvenda-la. PRESSUPOSTOS (a informação está escondida, mas dada anteriormente): As mensagens são construídas com base nas informações que se explicam no texto por meio de indicadores lexicais ou de outra natureza. SUBENTENDIDO (há especulação/ manipulação): A mensagem é decodificada pelo ouvinte sem expressões ou marcas no enunciado. ALTERAÇÃO DOS SENTIDOS DAS PALAVRAS: DENOTAÇÃO: Ocorre quando definimos uma palavra no sentido literal (dicionário). Esse procedimento reduz a gama de interpretação, por isso seu uso frequente em livros didáticos, textos acadêmicos. CONOTAÇÃO: Ocorre quando definimos uma palavra no sentido figurado. Os poetas, ao traduzirem o mundo, nos revelam muitas possibilidades de sentidos para as palavras. FIGURAS DE LINGUAGEM: METÁFORA: Ocorre pela justaposição de dois termos que apresentam traços em comum, é uma comparação sem o conectivo “como”. METONÍMIA: Possibilita a troca de um termo por outro de mesma similaridade. PROCESSO DE ARGUMENTAÇÃO: Tem o objetivo de convencer o indivíduo a compartilhar de uma tese proposta. As condições de argumentação iram determinar o seu poder de persuasão. Condições: definir a tese; ter uma linguagem comum com o público; causar empatia; agir de forma ética. -Exemplificação: recurso que abastece o processo de argumentação, pois é elucidativo -Explicitação: recurso utilizado para esclarecer fatos. -Enumeração: recurso utilizado para apresentar uma sequência de elementos que comprovem a tese. -Comparação: recurso para provar o que é apresentado como opinião do autor. -Síntese: recuso que retoma o que já foi dito antes. OPERAÇÕES MENTAIS IMPLICADAS NO PROCESSO DE ARGUMENTAÇÃO: INDUÇÃO (está explícito): É o raciocínio que trazemos quando analisamos fatos particulares para chegar em uma conclusão ampliada. DEDUÇÃO (subentendido/implícito): o raciocínio que fazemos quando analisamos uma verdade estabelecida (geral) para validar um fato. TIPOS DE TEXTOS ARGUMENTATIVOS: ARTIGO: veicula um ponto de vista sobre determinado tema, utiliza uma linguagem adequada ao perfil do público apresenta recursos argumentativos e a assinatura do autor. EDITORIAL: apresenta a opinião dos responsáveis pelo jornal em forma de comentário. Tem caráter opinativo, não traz assinatura do autor, utiliza uma linguagem formal, procura chamar a atenção do leitor para a linha de pensamento do jornal. CRÔNICA: é o relato dos fatos cotidiano, determinados por um contexto sócio histórico. Podem ser: Comentário: a narrativa se constrói em 1 pessoa, uso de linguagem simples. Lírica: a narrativa se constrói em 1 pessoa, uso de linguagem sentimental e coloquial, sem a presença de fatos que geram uma reflexão, com uma visão sentimental de fatos relacionados à realidade interna ou externa. Narrativa: se constrói em 1 pessoa ou 3 pessoas, linguagem humorística, irônica, predomínio do diálogo, história breve e divertida. RESENHA: Principal característica da resenha é a elaboração de resumo e reflexão de uma obra. Podem ser: ♣ RESENHA DESCRITIVA: apenas descreve os fatos, sem intervenção do autor do texto. ♣ RESENHA CRÍTICA: o autor se posiciona sobre o conteúdo do texto. ♣ ELABORAÇÃO DA RESENHA: Introdução/ Desenvolvimento e Conclusão. VALIDADE DA PREMISSA: Para que nosso ponto de vista seja validado é necessário apresentar fatos que credenciem. Nesse sentido, cabe saber se a premissa (proposição-ato ou efeito de propor) é verdadeira ou não. Para isso devemos verificar: a consistência lógica/ se pode ser verificada/ se contradiz alguma outra verdade já aceita/ se está apoiada em algum testemunho já autorizado. ESTRUTURA DO TEXTO DISSETATIVO: Introdução: Apresenta o assunto, o nosso ponto de vista ou tópico basal. Desenvolvimento: A parte em que apresentamos os argumentos para justificar a defesa. Conclusão: parte que enfatizamos o nosso ponto de vista por meio de argumentação ou proposta de solução. ESTRATÉGIAS PARA A ESCRITA: • ativação de conhecimentos sobre a situação comunicativa: interlocutores, assunto a ser desenvolvido etc.; • seleção, organização e desenvolvimento das ideias a fim de manter a continuidade do tema e sua progressão; • balanceamento entre informações explícitas e implícitas; • revisão da escrita ao longo do processo, guiada pelo objetivo da produção e pela interação que o escritor pretende estabelecer com o leitor. A escrita é evidentemente uma produção com base nos elementos da língua e na sua forma de organização, mas requer a mobilização de um vasto conhecimento compartilhado entre escritor e leitor. INTERTEXTUALIDADE STRICTO SENSU: aquela que ocorre geralmente “quando, em um texto, está inserido outro texto (intertexto) anteriormente produzido, que faz parte da memória social de uma coletividade ou da memória discursiva dos interlocutores”. INTERTEXTUALIDADE LACTO SENSU: Esse tipo de intertextualidade é mais difícil de ser percebida porque remete a outras vozes textuais de forma indireta, apresentando fragmentos textuais de diferentes gêneros, o que torna menos evidente a descoberta do texto “escondido”. INTERTEXTUALIDADE TEMÁTICA: consiste na abordagem de um mesmo assunto por vários meios ou portadores de textos (o texto científico, a mídia impressa ou televisiva, a internet etc.), em que determinado tema torna-se discurso focal e é retomado nos diferentes textos. É o que acontece, por exemplo, quando uma história é contada em versões diferentes, ou quando uma obra literária é transformada em filme: há elementos que são adicionados, outros que são subtraídos, mas o tema principal se mantém, assim como os conceitos e terminologias a ele relacionados. O texto brasileiro que mais passou pelo processo de intertextualidade, ou seja, texto que autores mais fizeram referência a ele, é o poema Canção do exílio, de Gonçalves Dias. INTERTEXTUALIDADE ESTILÍSTICA: o que acontece nesse tipo de intertextualidade é a manutenção de um determinado estilo linguístico, portanto, podemos dizer que esse tipo de intertextualidade não apresenta ligação temática com o outro texto, mas apenas utiliza sua forma. INTERTEXTUALIDADE EXPLÍCITA: caracteriza-se pela presença da citação da fonte do intertexto. É o que ocorre em resumos, resenhas, traduções ou discursos relatados, quando o autor apresenta um fragmento de um outro texto ou se refere a um outro texto. Por isso esse tipo de intertextualidade é considerado explícita, pois traz, claramente, qual a origem de determinadas informações que aparecem em uma resenha, em um resumo ou, ainda, em uma citação. INTERTEXTUALIDAE IMPLÍCITA: a aquela que recorre ao sentido figurado, em um texto, não permitindo que o leitor depreenda seu sentido de imediato. Ela ocorre quando introduzimos, no próprio texto, intertexto alheio, sem qualquer menção explícita da fonte, com o objetivo quer de seguir-lhe a orientação argumentativa, quer de contrariá-lo, colocá-lo em questão, de ridicularizá-lo ou argumentar em sentido contrário. INTERTEXTUALIDADE GENÉRICA: As estratégias de manipulação da intertextualidade intergenérica ocorrem pela seleção e troca de palavras que compõem a estrutura de um dado texto; para tanto, os recursos de formatação genérica desenvolvem um conjunto de expectativas em relação ao conteúdo da narrativa e em relação a sua forma. INTERTEXTUALIDADE TIPOLÓGICA: verifica-se teoricamente que os tipos são agrupados como narrativos, descritivos, argumentativos, expositivos ou injuntivos; dessa maneira, é enfatizado que os gêneros textuais são constituídos por dois ou mais tipos. Portanto, a presença de vários tipos textuais em um dado gênero é denominada de heterogeneidade tipológica. DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA: O texto de divulgaçãocientífica constitui-se a partir da intersecção de dois gêneros discursivos: o discurso da ciência e o discurso do jornalismo, enquanto discurso de transmissão de informação. O autor da divulgação científica “traduz”, ou seja, converte a linguagem científica em linguagem mais cotidiana, que possa ser entendida pelos leitores do jornal. OBJETIVOS GERAIS COMUNICAÇÃO E EXPRESSÃO SÃO: ampliar os conhecimentos e vivencias de comunicação e de novas leituras do mundo, por meio da relação texto/contexto; propiciar a compreensão e valorização das linguagens utilizadas nas sociedades atuais e de seu papel na produção de conhecimento; vivenciar processos específicos da linguagem e produção textual: ouvir e falar; ler e escrever – como veículos de integração social; e desenvolver recursos para utilizar a língua, por meio de textos orais e escritos, não apenas como veículo de comunicação, mas como ação e interação social. CONHECIMENTO LEXICAL LEXICO = conjunto de palavras utilizados em uma língua ou em um texto. SEMANTICA = estudo dos significados das palavras CAMPO LEXICAL = Da palavra porta deveriam: porteiro, portaria, portinhola, portão... CAMPO SEMANTICO = Conjunto dos significados que uma palavra possui. Uma palavra pode ser polissêmica (ter muitos sentidos) Exemplo: Meu pé está machucado. Ela bateu e pé e disse que não! CONHECIMENTO FONÉTICO/FONOLÓGICO Fonologia = Fono (Som) Logia (estudo). – Estudo do som da fala Fonema = menor unidade sonora, cada letra é um fonema (EX.: CASA X CAPA = mudança de apenas 1 fonema). Fonética = Estudo do som da fala Morfologia = estudo da classe gramatical (se a palavra é substantiva, adjetivo, etc) Intertextualidade = Relação entre textos Metonimia = A metonímia consiste em empregar um termo no lugar de outro, havendo entre ambos estreita afinidade ou relação de sentido. Exemplos: 1 - Autor pela obra: Gosto de ler Machado de Assis. (= Gosto de ler a obra literária de Machado de Assis.) 2 - Inventor pelo invento: Édson ilumina o mundo. (= As lâmpadas iluminam o mundo.) 3 - Símbolo pelo objeto simbolizado: Não te afastes da cruz. (= Não te afastes da religião.) 4 - Lugar pelo produto do lugar: Fumei um saboroso havana. (= Fumei um saboroso charuto.)