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AULA 1 
SISTEMA DE INFORMAÇÕES 
GERENCIAIS
Prof.ª Edicreia Andrade dos Santos 
 
 
2 
CONVERSA INICIAL 
Um dos maiores patrimônios da organização é a informação. O seu 
gerenciamento é de extrema importância para atender às necessidades dos 
gestores e da própria empresa. A área responsável pela informação, que abrange 
o universo da tecnologia de sistemas, embora extremamente técnico, é a de 
sistemas de informações. 
Um sistema de informação é formado por um conjunto de elementos, que 
podem ser pessoas, dados, recursos, atividades, dentre outros, que se relacionam 
e permitem a entrega da informação de forma apropriada, atendendo aos 
objetivos estabelecidos pela organização. 
No entanto, qual é o motivo de estudar sistemas da informação ou 
tecnologias da informação? De acordo com o O’Brien (2010), fazer esse 
questionamento é o mesmo que perguntar o porquê de estudar outras áreas, 
como a contabilidade e administração. Essa é uma área vital para que a empresa 
consiga alcançar o sucesso organizacional, e, dessa forma, conhecer os sistemas 
de informações é tão importante como estudar qualquer outra área de relevância 
da entidade. 
Tendo como base a influência dos sistemas de informações no controle das 
atividades empresariais e na condução do negócio, o objetivo desta aula é abordar 
os aspectos introdutórios dessa área, os tipos de sistemas, conceitos, além da 
relevância dos sistemas de informações na obtenção da vantagem competitiva. 
 
 
 
 
 
3 
Saiba mais 
Assista ao vídeo “Introdução aos Sistemas de Informação”. Disponível em: 
<https://www.youtube.com/watch?v=qOzfta5LsxU>. Acesso em: 15 fev. 2018. 
CONTEXTUALIZANDO 
Nenhum ser humano vive sozinho, sempre buscamos nos unir a outras 
pessoas que possuam um objetivo em comum. No mundo corporativo não é 
diferente, as empresas surgiram visando atribuir atividades e responsabilidade 
aos seus membros, de modo a atingir as metas pré-fixadas. 
Com o passar dos anos, a organização vem evoluindo, novas tecnologias 
vêm sendo criadas, novos processos, técnicas e equipamentos também vem 
surgindo, tudo para melhor atingir seus objetivos. Tais objetivos são voltados para 
o melhor atendimento dos clientes e das demandas do mercado, com vistas à 
obtenção do lucro. 
Cabe ao gerente a definição das estratégias, como o planejamento, a 
organização dos recursos necessários, e fazer com que tudo ocorra dentro do 
tempo e da forma prevista. Um fator fundamental para que tudo dê certo é a 
estipulação de um conjunto de componentes estruturados, um sistema. 
Um sistema compreende a reunião de um conjunto de informações que 
estão constantemente em contato, formando um todo. Eles envolvem dados, 
redes, pessoas, hardwares, entre outros. Normalmente, sua estruturação possui 
três componentes básicos: entrada, processamento e saída. 
Os sistemas de informações desempenham papel fundamental na 
continuidade da entidade, e são o suporte para a constituição de processos e 
operações, além de contribuírem para a tomada de decisão e a obtenção da 
vantagem competitiva. Então, vamos iniciar o estudo deste tema? 
Saiba mais 
Assista ao vídeo “Aplicação dos sistemas de informação gerenciais na prática”. 
Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=S8d4n8t7t2M>. Acesso em: 
15 fev. 2018. 
 
 
4 
TEMA 1 – A IMPORTÂNCIA DA INFORMAÇÃO PARA OBTENÇÃO DA 
VANTAGEM COMPETITIVA 
Bem-vindo ao primeiro tema sobre os sistemas de informações gerenciais! 
Esse sistema é a representação de uma importante área funcional da entidade, 
que possui tanta relevância na organização como qualquer outro setor que a 
compõe. O seu uso pode contribuir para a eficiência e eficácia operacional, já que 
permite melhorias na produtividade devido à economia de tempo no lançamento 
de dados e ao aumento da credibilidade pelo uso de um banco de dados único, 
além da satisfação e do atendimento ao consumidor. 
Entretanto, o que compõe esses sistemas? A informação. As atividades de 
gestão de qualquer tipo de organização são regidas pelas informações. Tais 
informações são obtidas interna ou externamente, tratadas, e posteriormente 
utilizadas para diversas tarefas, como alertar sobre a situação financeira da 
entidade, estimular mudanças, reduzir o nível de incertezas, apresentar 
alternativas e fornecer subsídio para tomadas de decisão. 
A informação é determinante na formação das estratégias da organização. 
A sua qualidade influencia diretamente o sucesso das ações da entidade, 
ajudando a lidar com mudanças relacionadas a fatores sociais, econômicos e 
tecnológicos, entre outros, os quais afetam a continuidade e a sobrevivência 
empresarial. 
As informações são coletadas de diferentes formas e possuem diversos 
formatos, dependendo do nível funcional e das decisões a serem tomadas 
(Laudon; Laudon, 2010; Rezende; Abreu, 2013). No nível operacional, são 
utilizadas em atividades normais da empresa, como na decisão do gerente de 
produção de adquirir mais matéria-prima. No nível tático, são aplicadas as metas 
do plano estratégico em determinado departamento, como o aumento do valor de 
vendas por meio da redução de custos fixos. No nível estratégico, estão as 
decisões relacionadas a ações de longo prazo, como a definição de valores, 
visões e a missão da empresa. 
Além de oferecer suporte à tomada de decisão, as informações podem ser 
um fator motivacional dos colaboradores. A transmissão das informações para os 
colaboradores pode contribuir para que eles se sintam à vontade para 
participarem mais, proporcionando um ambiente de trabalho melhor. Ademais, 
pessoas bem informadas compreendem melhor os aspectos relevantes do 
negócio, identificando os problemas e desafios enfrentados. 
 
 
5 
Uma informação correta no momento certo são apenas alguns dos fatores 
que afetam o desempenho da entidade. Saber proteger os dados obtidos também 
é importante, visto que a segurança é um fator essencial na preservação dos 
conhecimentos organizacionais adquiridos. A informação é ainda uma fonte de 
vantagem competitiva. 
A partir do momento em que a empresa possui informações corretas em 
tempo hábil, ela antecipa possíveis problemas internos e externos que possam vir 
a afetá-la. A vantagem competitiva obtida por meio da informação possibilita ainda 
que a organização esteja à frente de seus concorrentes em medidas relacionadas 
a custos, qualidade e velocidade. 
No próximo tópico, vamos conhecer conceitos e características das 
informações. 
Saiba mais 
Como vimos, uma informação correta no momento certo é importante, mas 
não é só isso: após a obtenção dessa informação, ela precisa estar segura. Saiba 
mais sobre isso na leitura do artigo “Segurança em banco de dados: conceitos e 
aplicações”. Disponível em: <http://intertemas.unitoledo.br/revista/index.php/ 
ETIC/article/viewFile/4412/4172>. Acesso em: 15 fev. 2018. 
Assista ao vídeo “Para entender a vantagem competitiva” para conhecer um 
pouco mais sobre esse tema. Disponível em: 
<https://www.youtube.com/watch?v=7FwKogLzJAc>. Acesso em: 15 fev. 2018. 
TEMA 2 – CONCEITOS DE INFORMAÇÃO: PROCESSO DE TOMADA DE 
DECISÃO E A UTILIDADE DA INFORMAÇÃO 
Para iniciarmos este tema, vamos entender quais são os principais 
conceitos relacionados aos níveis hierárquicos da informação: 
• Dados: são fatos brutos, em sua forma primária. Ex.: produtos em estoque. 
• Informação: é o conhecimento direcionado a uma finalidade, que em 
muitos casos busca diminuir a incerteza sobre determinado fato. O seu uso 
e os seus objetivos serão determinados partindo de um contexto 
estabelecido por seus usuários. Ex.: a informação da quantidade de 
produtos em estoque, visandoa realizar novas compras. 
• Conhecimento: é a informação valiosa da mente humana e, pode incluir a 
reflexão, síntese e contexto. 
 
 
6 
• Inteligência: Essa informação envolve o fator oportunidade, ou seja, o 
conhecimento que permite a empresa adquirir algum tipo de vantagem no 
ambiente em que atua. 
Graficamente, esses níveis ficam dispostos conforme Figura 1 a seguir. 
Figura 1 – Níveis hierárquicos da informação 
 
Fonte: Moresi, 2000, p. 18. 
A informação refere-se a um dado que possui significado, tornando-se algo 
compreensível e útil. Para isso, os dados devem conter algum tipo de estrutura ou 
contexto associado. À medida que um dado coletado é assimilado e analisado, 
ele se transforma em informação. Desse modo, dados são a representação de 
objetos ou de fatos. A figura a seguir representa a formação da informação. 
 
 
7 
Figura 2 – Formação da informação 
 
Fonte: Cassarro, 2001, p. 35. 
Conforme a imagem, vemos que a informação, para ser assim considerada, 
precisa reunir fatos e/ou números, os quais, devidamente trabalhados, 
possibilitam elaborar uma informação. No entanto, caso essa informação não seja 
comunicada a quem precisa fazer uso dela, todo o trabalho despendido terá sido 
em vão. 
As informações em âmbito organizacional podem ser classificadas em 
vários tipos: financeiras, contábeis, operacionais, de marketing etc. No entanto, 
para o propósito desta disciplina, que trata principalmente da importância dos 
sistemas de informação na tomada de decisão, podemos dividi-las em dois tipos: 
operacionais e gerenciais. 
As informações operacionais correspondem às informações necessárias 
para a realização de uma função, de uma operação. Por exemplo: atualização dos 
estoques, a requisição de um pedido de matéria-prima etc. Já a informação 
gerencial é o resumo das informações sobre as operações aos gerentes da 
entidade, permitindo, assim, que ele possa tomar uma decisão (Cassarro, 2001). 
Todas as informações produzidas pela organização apresentam diversas 
características que se referem ao custo de produção, em relação ao benefício que 
elas são capazes de trazer, à oportunidade, à correção, à relevância ou 
significado, à comparação e à tendência (Cassarro, 2001). Tais itens serão 
detalhados a seguir. 
2.1 Custos X benefícios 
A obtenção de uma informação incorre em um custo. Caso o custo de uma 
informação seja superior ao ganho que ela trará, não vale a pena adquirir essa 
 
 
8 
informação. Por exemplo, vamos supor que um gerente costume tomar 
determinada decisão com base em uma informação que custe R$ 3.000,00, sendo 
que tal decisão trará um benefício de apenas R$ 2.000,00. Vemos que o ganho 
da informação não vale o custo de obtê-la. 
Dessa forma, não buscar essa informação será mais lucrativo. Embora nem 
sempre seja fácil mensurar de forma quantitativa o ganho que a informação possa 
trazer, é sempre necessário pelo menos uma boa análise qualitativa. 
2.2 Oportunidade 
Toda tomada de decisão possui um fator chamado “oportunidade”. Ou seja, 
uma informação possui um valor máximo para a tomada de decisão em 
determinado momento. A partir daí, seu valor será conservado por determinado 
período e posteriormente o seu valor deixará de existir, sobrando apenas o custo. 
Vamos a uma situação para exemplificar melhor esse conceito. Digamos 
que o gerente precise tomar uma decisão no dia 18, e que essa decisão não possa 
ser adiada. Qual seria o valor de uma informação referente a essa decisão no dia 
19? Nenhum. E se essa informação fosse entregue no dia 2? Também nenhum. 
A informação não pode ser entregue atrasada, mas também não pode ser 
entregue com muita antecedência, ela precisa ser atual. 
2.3 Correção 
Uma informação, para ser útil, precisa ser correta. Isso não significa que 
ela precisa ser exata, basta estar certa e disponível no momento certo. O motivo? 
Uma informação exata demora muito tempo para ser obtida, além de ser muito 
fácil de ser ultrapassada, enquanto uma informação correta representa uma 
amostragem, medições e tendências, que ajudam a empresa a saber qual o 
caminho certo a seguir. 
2.4 Relevância ou significado 
As informações apresentam níveis de relevância diferentes, ou seja, umas 
são mais importantes do que outras. Dessa forma, tomando como base que os 
gerentes nunca terão 100% das informações, ele deve priorizar aquelas que serão 
mais relevantes para a organização. 
 
 
9 
2.5 Comparação e tendência 
As informações gerenciais devem ser comparáveis, ou seja, elas devem 
apresentar o desempenho real e o desempenho que havia sido planejado, além 
da variação entre os dois resultados. No entanto, basta apenas olhar de um mês 
a outro, de forma isolada? Não, e é nesse ponto que entra a tendência. É 
necessário analisar de forma mais ampla, levando em conta a sazonalidade e 
outros fatores que possam contribuir para os resultados auferidos. 
Por exemplo, no caso de uma empresa que vende sorvetes, não adianta 
comparar seus resultados de março com os resultados de abril, afinal, o verão já 
terminou, sendo inevitável uma queda no número de vendas. É preciso que seja 
comparado o resultado do mês de março em relação ao mesmo mês do ano 
anterior, a fim de identificar se houve um aumento ou uma queda de vendas, ou 
seja, a tendência. 
2.6 Importância das informações no processo de tomada de decisão 
O gerente é responsável pela tomada de decisão. Normalmente, as 
atividades passam pelo ciclo a seguir. 
Figura 3 – Ciclo atividades empresariais 
 
Fonte: Cassarro, 2001, p. 41. 
De acordo com a figura, podemos ver que as atividades envolvem um ciclo 
que é composto pelas atividades de execução, controle e decisão. Todas essas 
atividades precisam estar coordenadas, e o ponto central das atividades deve ser 
a decisão, já que a execução e o controle envolvem alternativas que, pela sua 
natureza, relacionam-se diretamente com o ato de decidir. A decisão pode ser 
 
 
10 
conceituada como uma escolha entre alternativas, levando em consideração os 
critérios pré-estabelecidos (Cassarro, 2001). 
Assim como as atividades empresariais, a tomada de decisão também 
envolve um ciclo, no qual são necessárias informações apropriadas para cada 
etapa desse ciclo, conforme a figura a seguir. 
Figura 4 – Ciclo de tomada de decisão 
 
Fonte: Cassarro (2001, p. 41). 
Conforme a figura, é possível notar que a tomada de decisão não é um 
processo único. Ela envolve um ciclo constante baseado em informações, é 
formado por uma escolha, seguida da implantação, avaliação de riscos e 
recomendações, voltando para a tomada de decisão e repetindo esse ciclo 
quantas vezes for necessário. Também é importante destacar que, no decorrer de 
todo esse processo, é preciso que os gestores efetuem um controle, visando 
averiguar se as ações estão correndo conforme o previsto. 
Após a definição dos aspectos do processo decisório, é preciso 
compreender como a decisão em si é tomada. Assim como a maioria dos 
elementos apresentados, ela se divide em estágios. Segundo Chiavenato (1997), 
esse é um processo complexo, em que as características dos gestores 
influenciam o processo. Na figura a seguir, são apresentadas as etapas da tomada 
de decisão. 
 
 
11 
Figura 5 – Etapas da tomada de decisão 
 
Conforme a imagem apresentada, é possível visualizar que o processo de 
tomada de decisão envolve quatro fases. Determinada situação apresenta um 
problema, e a partir disso é preciso fazer seu diagnóstico, partindo para a busca 
de alternativas. A partir desse ponto, as opções levantadas são analisadas, e com 
essas informações em mãos, o gestor toma sua decisão. 
A partirdas informações apresentadas sobre o processo de tomada de 
decisão, no próximo tema daremos início ao estudo das características e das 
atividades do sistema. 
 
 
 
12 
Saiba mais 
Porque a informação é importante? Saiba mais no artigo “Por que a gestão 
da informação é fundamental para as empresas”. Disponível em: 
<http://anoticia.clicrbs.com.br/sc/economia/negocios/noticia/2015/03/por-que-a-
gestao-da-informacao-e-fundamental-para-as-empresas-4728939.html>. 
Saiba mais sobre tomada de decisão no vídeo “Tomada de decisão e seu 
processo”. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=mh7EETqZEqQ>. 
Acesso em: 15 fev. 2018. 
TEMA 3 – CARACTERÍSTICAS E ATIVIDADES DOS SISTEMAS 
Para falar sobre as características e atividades dos sistemas, primeiro é 
preciso conceituar o termo sistema. Afinal, o que é exatamente um sistema? 
Segundo o O’Brien (2010, p. 7), “[...] a palavra ‘sistema’ pode ser definida 
simplesmente como um grupo de elementos inter-relacionados ou em interação 
que forma um todo. Ele se aplica a todos os campos do conhecimento, como os 
sistemas físicos, biológicos, sociais, econômicos, entre tantos outros.” 
Por exemplo, um quebra-cabeça é formado por diversas peças, que, 
separadas, são apenas peças. Unidas, elas formam uma imagem, um conjunto. 
Assim, o sistema é um grupo de elementos que, unidos, formam um todo, e que 
nesse caso, é único. 
Ao visualizar algo do ponto de vista de um sistema, adquirimos uma visão 
sistêmica desse elemento, resultando na ampliação de um conhecimento, que 
refletirá na compreensão geral do assunto. O conceito de sistema pressupõe, 
dessa forma, uma interação mútua entre seus elementos, em que esses itens não 
apenas se relacionam, mas influenciam uns aos outros. Além disso, nessa 
interação, os sistemas ganham duas importantes qualidades: unidade e 
integridade (Dietz, 2006). 
Um sistema dinâmico envolve três componentes básicos em interação: 
entrada, processamento e saída. A entrada envolve a captação e a reunião de 
elementos que serão processados. São exemplos a captação de matéria-prima, 
insumos e informações a partir do ambiente em que estão inseridos. 
O processamento envolve a transformação do insumo (entrada) nos 
produtos. Nessa etapa, as entradas são transformadas por meio de uma série de 
processos que podem acontecer dentro dos limites do sistema. Por fim, a saída 
representa a transferência dos produtos resultantes do processamento para seu 
 
 
13 
destino. De acordo com O’Brien (2010, p. 8), “além dos componentes básicos dos 
sistemas ele pode ter ainda elementos adicionais: feedback e controle. Tais 
características normalmente compõem um sistema cibernético, onde os sistemas 
são autorregulados e auto monitorados”. 
O feedback envolve as informações sobre o desempenho do sistema. 
Nessa etapa, também é realizado o controle, que envolve o monitoramento e a 
avaliação do feedback, visando determinar se as metas pretendidas estão sendo 
alcançadas. Posteriormente, se for necessário, são realizados ajustes nos 
componentes de entrada e no processamento. Na Figura 6 é apresentada a 
representação de um sistema. 
Figura 6 – Estrutura sistema 
 
Utilizando a figura como exemplo, podemos afirmar que o sistema de 
informações de uma empresa é formado por um processo contínuo no qual é 
possível visualizar os recursos econômicos, passando por processos 
organizacionais que resultarão em bens e serviços. No decorrer desse processo, 
são realizadas avaliações do desempenho do sistema (feedback), com os 
controles sendo estabelecidos pela administração. 
Também é importante destacar que o conceito de sistema não pertence a 
uma única área, ele pode envolver a análise de situações de diversas áreas de 
conhecimento. Cada sistema pode ser analisado de forma individual ou em 
conjunto com outros sistemas, como se cada método funcionasse como uma 
espécie de “caixa preta” em que as entradas e saídas estão conectadas. A visão 
sistêmica sobre determinado assunto será importante para o estudo dos Sistemas 
de Informação no próximo tema e dos sistemas de informações gerenciais, que 
veremos nos demais conteúdo desta disciplina. 
 
 
14 
TEMA 4 – COMPONENTES DOS SISTEMAS DE INFORMAÇÕES 
Como vimos no tema anterior, um Sistema de Informação consiste na 
união de elementos que interagem e formam um todo. Entretanto, como um 
sistema de informação faz isso? Como é formado um modelo de sistema de 
informação? Quais são os seus componentes? O intuito desse tópico é responder 
a todas essas questões. 
Um sistema de informações consiste em um modelo composto por 
elementos e atividades. Ele depende de recursos humanos, hardware, software, 
dados e redes com a finalidade de executar atividades de entrada, 
processamento, produção, armazenamento e controle. Tais elementos 
converterão os dados em informações (O’Brien, 2010, p. 9). Na figura a seguir, 
são apresentados os elementos do sistema de informação. 
Figura 7 – Elementos do sistema de informação 
 
Fonte: O’ Brien (2010). 
Conforme a figura apresentada, vemos que o modelo básico de sistema de 
informação apresenta a relação entre os cinco elementos apresentados: 
 
 
15 
• Os recursos humanos referem-se aos clientes e aos demais usuários 
necessários aos sistemas de informações. 
• Os recursos de hardware referem-se às máquinas, como computadores 
e impressoras, e mídias, como arquivos, formulários de papel, arquivos na 
nuvem etc. 
• Os recursos de software são os programas e procedimentos. Os 
programas referem-se aos sistemas operacionais, aos programas de 
processamento, aos módulos etc. Já os procedimentos referem-se ao 
modo como como ocorre a entrada de dados, a correção de erros, a saída 
da informação etc. 
• Os recursos de dados referem-se aos bancos de dados e bases de 
conhecimento, em que os dados são transformadas por atividades de 
processamento em informações. Podemos citar como exemplo os 
cadastros de clientes e de produtos. 
• Os recursos de rede são os meios de comunicação e suporte de rede, os 
quais podem ser exemplificados pelos processadores de comunicações e 
softwares de controle. 
Agora, vamos detalhar cada um dos elementos do sistema, discutindo de 
forma sucinta as principais características desses componentes. 
Quadro 1 – Elementos dos sistemas 
Característica Descrição 
Recursos 
Humanos 
Os recursos humanos envolvem todos os usuários necessários para a 
geração da informação. Eles se dividem normalmente em: usuários finais, 
também chamados de clientes, que são as pessoas que utilizam o sistema 
de informação ou as informações produzidas por esses sistemas; e 
especialistas em sistemas de informação, que correspondem às pessoas que 
desenvolvem e operam tais sistemas. 
Recursos de 
hardware 
Esses recursos dizem respeito a todos os equipamentos e dispositivos que 
são utilizados no processamento da informação. Nesse item, estão inclusos 
não apenas máquinas, como também mídias de dados, ou seja, objetos 
materiais em que os dados podem ser registrados, por exemplo, folhas de 
papel. 
Recursos de 
software 
Esses recursos correspondem a todos os conjuntos de instruções do 
processamento de informação, e normalmente envolvem programas e 
procedimentos. São exemplos: software de sistema, que correspondem a um 
programa operacional, software aplicativo, que correspondem a programas 
de processamento para uso particular, e os procedimentos que são nada 
menos do que as instruções de como os usuários usarão os sistemas de 
informação. 
Recursos de 
dados 
Os dados são o recurso mais valioso da organização, e sua administração da 
forma correta pode ser benéfica para todos os seus usuários. Eles podem 
envolver dados alfanuméricostradicionais, formados por números, caracteres 
alfabéticos e outras formas que descrevam transações de negócios e outras 
ações da entidade. Tais dados são divididos em bancos de dados e bancos 
de conhecimento. 
 
 
16 
(Quadro 1 – conclusão) 
Característica Descrição 
Recursos de 
redes 
Os recursos de rede fazem referência a circuitos como internet, intranets e 
extranets, que possibilitam o uso dos sistemas de comunicação 
computadorizados. Eles compreendem a mídia de comunicação, que 
envolvem o fio de par trançado, o cabo coaxial, o cabo de fibra ótica etc. O 
suporte de rede, que inclui todos os recursos humanos, de hardware, de 
software e de dados, apoiam de forma direta a operação e o uso de uma rede 
de comunicação. 
Fonte: Adaptado de O’Brien, 2010. 
Conforme o Quadro 1, é possível visualizar que a formação de um sistema 
envolve mais do que aspectos técnicos e tecnológicos. Os recursos humanos que 
são formados pelos usuários também precisam estar alinhados com o sistema 
para que a sua implantação obtenha êxito. 
No próximo tema, conheceremos os tipos de sistemas de informações. 
TEMA 5 – TIPOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÕES 
Há diversas maneiras de classificar os Sistemas de Informação, que 
mudam conforme o critério selecionado. As duas formas mais utilizadas de 
classificação referem-se aos níveis de decisão e a abrangência. A classificação 
de acordo com os níveis de decisão será trabalhada na aula 4. A segunda 
classificação referente à abrangência é apresentada na figura a seguir. 
Figura 8 – Classificação dos sistemas conforme a abrangência 
 
Conforme a figura, é possível ver que a classificação por abrangência de 
um sistema de informação trata da capacidade de ele atender a diferentes áreas 
da entidade: quanto mais áreas consegue atender, maior é a sua abrangência. 
Baseando-se nesse critério, existem três categorias: sistemas departamentais, 
sistemas integrados e sistemas interorganizacionais. 
Os sistemas departamentais referem-se ao atendimento de uma 
demanda de um departamento específico, por exemplo, o desenvolvimento de um 
programa exclusivo para o departamento de vendas. Nesse método, 
 
 
17 
normalmente, existe um banco de dados exclusivo, o que dificulta o 
compartilhamento de dados com outras áreas da organização. 
Os sistemas integrados podem ser conceituados como um conjunto que 
une informações e dados de todas as áreas da entidade. Os sistemas integrados 
são chamados de ERPs (Enterprise Resource Planning), os quais são formados 
por um banco de dados único que se divide em diferentes módulos de software, 
exclusivos para cada área da organização, que são executados de forma 
interligada (mas que também funcional de forma separada). 
Os sistemas interorganizacionais são uma categoria formada pelo sistema 
IOS (Inter-Organizational Systems), que possui como finalidade a integração de 
informações de diversas organizações. Essa metodologia é de suma importância 
para empresas que possuem filiais, ou que possuem uma relação muito próxima 
com seus fornecedores. Um exemplo desse sistema é o Amadeus, que consiste 
em um provedor de tecnologia para a indústria global de viagens, e que integra 
dados de diversas companhias aéreas, permitindo assim que os agentes de 
viagem visualizem as rotas e os preços dos voos em um único sistema. Na 
imagem a seguir estão apresentados os tipos de sistema de informação. 
Figura 9 – Tipos de sistemas de informação 
 
Conforme a Figura 9, é possível notar que existem quatro tipos de sistema, 
divididos conforme o nível organizacional alcançado. Além dos sistemas 
apresentados, existem ainda os pacotes de aplicação, utilizados para integrar as 
 
 
18 
informações. São exemplos: ERP (Sistema integrado de gestão empresarial), 
CRM (Gestão de Relacionamento com o Cliente) etc. Entretanto, a tecnologia não 
parou por aí. Novas metodologias continuam a ser desenvolvidas e um exemplo 
disso é o BI (Inteligência Empresarial), que une dados conhecimentos da 
tecnologia, dos sistemas de informações gerenciais e de integração em um único 
banco. 
Saiba mais 
Você já conhece o Sistema Amadeus? Saiba mais no site oficial desse 
sistema. Disponível em: <http://www.amadeus.com/web/amadeus/en_1A-
corporate/Amadeus-Home/1319560218660-Page-AMAD_HomePpal>. Acesso 
em: 15 fev. 2018. 
 
Assista ao vídeo “Tipos de Sistemas nas Organizações”. Disponível em: 
<https://www.youtube.com/watch?v=tJgTYgirggM>. Acesso em: 15 fev. 2018. 
FINALIZANDO 
Os sistemas de informações possuem papel fundamental no tratamento e 
na fidedignidade dos dados da organização, contribuindo para que os objetivos 
propostos pela mesma sejam alcançados. Ele é muito mais amplo do que se 
imagina, envolvendo mais do que números e documentos, como também 
processos e pessoas. 
Essa apostila foi apenas o contato inicial com essa área, em que foram 
apresentados os principais conceitos e fundamentos dos elementos que 
compõem os sistemas de informação, além da relevância do tema para a tomada 
de decisão e para a obtenção da vantagem competitiva. 
Espera-se que essa aula tenha despertado o seu interesse sobre os 
sistemas de informações gerenciais e que você esteja muito animado para os 
próximos temas. Aliás, enfatiza-se que este assunto é muito atual, necessitando 
de maior aprofundamento, exigindo treino e constante atualização. 
 
 
19 
REFERÊNCIAS 
CASSARRO, A. C. Sistemas de informações para a tomada de decisões. 3. 
ed. São Paulo: Pioneira, 2001. 
CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à teoria geral da administração. 5. ed. 
São Paulo: Ed. Makron Books, 1997. 
DIETZ, Jan L. G. Enterprise Ontology: Theory and Methodology. Berlin: 
Springer-Verlag, 2006. 
LAUDON, K. C.; LAUDON, J. P. Sistemas de informações gerenciais. 9. ed. 
São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2010. 
______. Sistemas de informação gerenciais. 11. ed. São Paulo: Pearson 
Prentice Hall, 2014. 
O’BRIEN, J. A. Sistemas de informação: e as decisões gerenciais na era da 
INTERNET. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 2010. 
REZENDE, D. A.; ABREU, A. F. Tecnologia da Informação: aplicada a sistemas 
de informação empresariais. 9. ed. São Paulo: Atlas, 2013. 
AULA 2 
SISTEMA DE INFORMAÇÕES 
GERENCIAIS 
Profª Edicreia Andrade dos Santos 
 
 
02 
CONVERSA INICIAL 
Um dos principais desafios de um sistema de informação é a geração de 
dados úteis e confiáveis, contribuindo assim para a definição de estratégias e 
metas dos gestores e para melhorias na organização. Essas informações não 
dependem somente da tecnologia e dos computadores. Afinal, o controle, seja 
financeiro operacional ou contábil, sempre existiu, só que de forma manual. 
No passado, eram utilizadas fichas de arquivamento e papéis, o que 
dificultava a localização, o controle e a análise desses dados. Na década de 1970, 
tudo mudou: surgiram os primeiros computadores nas empresas, e iniciava-se 
assim a era da informática. A organização não era mais vista como um todo, visto 
que o computador permitiu uma análise setorial, por meio do controle de estoques, 
com o controle de entradas e saídas das mercadorias, do controle do financeiro, 
com as entradas e saídas de dinheiro etc. 
Posteriormente, houve uma integração entre os sistemas, e apesar de 
continuar existindo uma análise setorial, também passou a existir uma análise que 
abrangia tudo o que ocorria dentro da empresa. As informações dessa integração 
funcionavam como uma ferramenta para a tomada de decisões dos gestores e 
forneciam subsídios para análise da situação organizacional. 
Levando em consideração a importância dos sistemas de informações 
gerenciais, esta aula tem como objetivo levá-lo a compreender a conceituação deSistema de Informações Gerenciais e o conhecimento dos seus usuários, além 
dos relatórios resultantes desses sistemas e seu processo de implantação. 
Saiba mais 
Assista ao vídeo “Sistema de Informação Gerencial (SIG)”. Disponível em: 
<https://www.youtube.com/watch?v=ahbQHnOG2XY>. 
CONTEXTUALIZANDO 
Os Sistemas de Informações Gerenciais (SIG) consistem em um conjunto 
de métodos ou processos que possuem como finalidade o fornecimento de 
informações que contribuam para o sucesso organizacional. Um SIG oferece 
suporte à tomada de decisão, além de estar ligado à geração de relatórios que 
atendam às necessidades organizacionais. 
Não existe uma única resposta no que tange aos sistemas de informações 
gerenciais, pois ele pode incluir um software, um banco de dados ou qualquer 
 
 
03 
outro tipo de sistema. A única unanimidade é que esse sistema possuirá como 
objetivo a disponibilização da informação certa, na hora certa e para a pessoa 
certa (além do modo e custo e certo). 
O SIG possui como resultado os relatórios gerenciais, que serão o suporte 
para o planejamento, o controle e a execução das atividades, e estas serão o 
suporte para qualquer caminho que a empresa queira seguir. Dessa forma, 
podemos afirmar que o SIG será de grande relevância na construção das 
estratégias traçadas pela entidade. 
Saiba mais 
 Assista ao vídeo “Sistema de Informação Gerencial”. Disponível em: 
<https://www.youtube.com/watch?v=v5rwE82Z8Kw>. 
TEMA 1 – CONCEITUAÇÃO, DEFINIÇÕES E USUÁRIOS 
A globalização trouxe mudanças significativas na forma de gerir as 
organizações. A tecnologia foi resultado disso, ela funcionou como um “divisor de 
águas” na forma de lidar com a análise de informações. Diante disso, foi preciso 
desenvolver alternativas e sistemas de apoio ao processo decisório, para que os 
gestores possam fundamentar suas atitudes em dados que estejam voltados para 
a obtenção de vantagem competitiva. 
Para iniciar esse assunto, é preciso conceituar os sistemas de informação 
(SI). Eles consistem em um modelo que oferece suporte às empresas no seu 
processo de tomada de decisão, sendo utilizados para integrar dados e 
informações que possam ser utilizados em decisões futuras relacionadas a toda 
a entidade. 
 Para Batista (2004, p. 22), sistema de informação gerencial: 
É o conjunto de tecnologias que disponibilizam os meios necessários à 
operação do processamento dos dados disponíveis. É um sistema 
voltado para a coleta, armazenagem, recuperação e processamento de 
informações usadas ou desejadas por um ou mais executivos no 
desempenho de suas atividades. É o processo de transformação de 
dados em informações que são utilizadas na estrutura decisória da 
empresa proporcionam a sustentação administrativa para otimizar os 
resultados esperados. 
Os sistemas de informação possuem seis componentes que formam sua 
estrutura básica. São eles: 
1. Os dados, que são entradas do sistema; 
2. O processamento dos dados, que corresponde ao processo de 
transformação de dados em informações; 
 
 
04 
3. As informações que são as saídas do sistema; 
4. Os padrões que indicam a qualidade da informação desejada; 
5. O controle e avaliação necessários para verificar se as informações 
processadas pelo sistema estão atendendo aos objetivos 
estabelecidos; 
6. Os objetivos do sistema de informações. (Silva, 2009) 
Como é possível ver, não é difícil identificar os componentes do sistema de 
informação. O mais importante é determinar o papel fundamental das aplicações 
desses recursos para a eficiência do seu funcionamento. Há três razões 
fundamentais para aplicação da tecnologia da informação nas organizações. Tais 
razões estão relacionadas a três papéis vitais dos sistemas de informações 
gerenciais (O’Brien, 2010): 
 suporte de seus processos, ações e operações; 
 suporte na tomada de decisões de seus colaboradores, gerentes e 
gestores; 
 suporte em suas estratégias em busca da agregação de valor e da 
vantagem competitiva. 
Os sistemas de informações, ao contrário do que alguns pensam, não está 
relacionado apenas à área de tecnologia da informação. Ele visa à integração de 
todas as áreas da organização, por meio da geração de informações em 
decorrência do processamento dos dados de todos os setores. 
Também não existe apenas um setor ou segmento específico que deva 
implantar um sistema baseado na tecnologia da informação, pois todos os tipos 
de empresas poderão ser beneficiados com as vantagens que ele oportuniza. O 
que deve ser levado em consideração é o quanto o sistema pode servir ao usuário, 
parte, essa, mais importante do processo. 
Os usuários dos sistemas são responsáveis pela geração e manipulação 
da informação. Eles podem ser conceituados como qualquer pessoa que usufrui 
dos conhecimentos resultantes desses sistemas. Eles podem ser gestores, 
colaboradores específicos, profissionais da tecnologia da informação etc. 
No próximo tema desta aula vamos ter a oportunidade de compreender 
como funciona uma das principais finalidades de um sistema de informações 
gerenciais: a integração. 
Saiba mais 
Leia o artigo “Por que utilizar Sistemas de Informação?”. Disponível em: 
<https://sistemaig.wordpress.com/por-que-utilizar-sistemas-de-informacao/>. 
 
 
05 
TEMA 2 – EIA: ENTERPRISE APPLICATION INTEGRATION (INTEGRAÇÃO 
ENTRE SISTEMAS) 
Você já deve ter percebido que existem diversos tipos de sistemas em 
diferentes níveis organizacionais. Por isso, é preciso que exista uma “ponte” de 
ligação entre os sistemas existentes, já que a saída de um sistema pode ser a 
entrada de outro, e o inverso também pode ocorrer. 
A preocupação com a integração não é nova, sempre houve o interesse 
das organizações pela criação de um programa ou um sistema que pudesse unir 
todos os dados e informações de relevância. No entanto, na época existiam 
limitações tecnológicas que impediam que esse projeto se tornasse realidade. 
Além disso, outra dificuldade encontrada era que os sistemas eram criados com 
base em necessidades que os setores tinham em determinado momento, 
impedindo assim que os gestores tivessem uma visão do todo. 
Com a evolução da tecnologia da informação ocorrida nos últimos anos, 
além de se tornar possível a existência de sistemas de informações mais 
avançados, essa conexão ficou mais fácil, rápida e barata. No entanto, apesar dos 
avanços, algumas limitações ainda permaneciam, como a falta de padronização 
nos métodos de armazenamento de dados. As diferenças entre os sistemas de 
informação acabavam dificultando a integração entre eles. 
De acordo com Rezende e Abreu (2000), a integração dos sistemas de 
informação cria uma ligação entre todos os subsistemas que compõem a 
organização, o que possibilita a troca de dados, as quais geram informações e 
dão subsídios para a tomada de decisão. Tais relações permitem o funcionamento 
efetivo e eficiente dos sistemas de informação e, consequentemente, da 
organização. 
A integração dos sistemas reflete de forma positiva na comunicação entre 
as diversas áreas da empresa, possibilitando que as informações acabem se 
tornando ações, e que essas ações provoquem melhorias significativas nos 
processos internos, fazendo com que a entidade adquira vantagem competitiva. 
A integração entre sistemas permite, ainda, a atualização dos sistemas em 
tempo real, evitando a repetição de dados e o duplo lançamento, aumentando a 
segurança e garantindo a integridade da base de dados e das informações 
organizacionais. A empresa tem muito a ganhar com a integração, principalmente 
quando ela possui filiais; dessa forma, possui um volume de dados ainda maior 
para ser analisado. 
 
 
06A conexão dos dados presentes nos sistemas de informação não se limita 
aos sistemas internos. Com a globalização, a empresa não é mais um sistema 
fechado, ela precisa estar conectada aos clientes e fornecedores que fazem parte 
da sua cadeia de valor empresarial. Por isso, precisa padronizar seus dados com 
os de seus parceiros de negócios visando à redução de custos, de tempo, e a 
garantia de fornecimento de produtos e serviços com a quantidade e a qualidade 
necessárias. 
De acordo com Hehn (1999), com a tecnologia que dispomos atualmente 
já é possível pensar em uma integração de toda a cadeia produtiva, em que o 
cliente faz um pedido em um site de uma loja de roupas, o pedido é processado, 
ele efetua o pagamento por meio de débito ou crédito bancário, ou ainda, de um 
boleto para a conta da loja, os produtos pedidos saem dos estoques do seu 
espaço físico – e a loja, caso falte algum produto, já entra em contato com seu 
fornecedor – e há a entrega dos produtos, pelos correios, na porta do cliente. 
São exemplos de sistemas que integram determinados segmentos o 
Supply Chain Management (SCM), que envolve o planejamento da demanda, 
suprimento e logística, e o Customer Relationship Management (CRM), que trata 
da gestão do relacionamento com os clientes visando melhorar o processo de 
compra e fidelização (ambos serão detalhados na aula 5). 
Atualmente, o principal exemplo de sistemas integrados é o Enterprise 
Resource Planning (ERP) – ou Sistema de Gestão Empresarial, em português –, 
que une todos os processos da empresa (também a ser detalhado na aula 5). 
Mesmo com a implantação do ERP, as empresas ainda podem passar por 
problemas de integração, já que os pacotes não são completos, e, dessa forma, 
podem existir convergências entre módulos de diferentes fabricantes (Schmitt, 
2004). 
Visando resolver os problemas de integração dos diferentes sistemas, os 
responsáveis pelo desenvolvimento de soluções corporativas estão direcionando 
os seus esforços à integração ou Enterprise Application Integration (EAI), como é 
conhecido. A figura a seguir apresenta um exemplo disso. 
 
 
07 
Figura 1 – Exemplo de integração 
 
Fonte: Schmitt, 2004. 
Conforme a imagem, podemos identificar no decorrer da execução do 
serviço se há a necessidade de um material, e emitir uma requisição de compra 
no sistema de Manutenção. Esses dados posteriormente vão para o sistema de 
Compras, no qual todo o processo de aquisição é realizado. 
Os dados da requisição de compras dão origem a uma ordem de compra; 
depois que ela ocorre, os dados vão para o sistema de Recebimento, do qual 
saem somente depois que a nota fiscal de pagamento é emitida. Dados referentes 
à quantidade, a preços e fornecedor do material são direcionados para os 
sistemas de Compras; já os dados de quantidade e custos vão para o sistema de 
Manutenção; por fim, todas essas informações são contabilizadas no sistema de 
Contabilidade (Schmitt, 2004). 
É bom lembrar que os sistemas não são baseados apenas na tecnologia. 
O fator “humano” é muito importante para a obtenção de um ganho real por meio 
da integração dos sistemas de informação, uma vez que a empresa deve adequar 
sua filosofia e cultura ao sistema que está sendo integrado. No próximo tema, 
trataremos dos relatórios gerenciais. 
Saiba mais 
Leia o artigo “Quais são os benefícios da integração de aplicações?”. 
Disponível em: <https://www.opservices.com.br/quais-os-beneficios-da-
integracao-de-aplicacoes/>. 
 
 
08 
TEMA 3 – RELATÓRIOS GERENCIAIS 
Os relatórios gerenciais emitidos pelos sistemas de informações gerenciais 
são um instrumento de suma importância para os gestores da organização no que 
tange ao desenvolvimento de planos de melhoria para a gestão da entidade. Além 
disso, tais relatórios possibilitam a obtenção de maior controle sobre as operações 
da empresa, permitindo a tomada de decisões de forma mais segura. 
Tudo começa com o processo de transformação dos dados obtidos interna 
ou externamente em informações que possam ser benéficas para empresa, a qual 
será a base para construção dos relatórios. Com base nisso, podemos afirmar que 
os relatórios produzidos pelo sistema de informação gerencial devem ser 
elaborados de acordo com as necessidades de seus usuários. 
Em relação à periodicidade, os relatórios gerenciais podem ser diários, 
semanais ou mensais. No que tange aos tipos de informações apresentadas, elas 
podem ser de cunho financeiro, operacional, administrativo e contábil. Segundo 
Stair (2004), existem três tipos de relatórios gerenciais: os relatórios programados, 
os relatórios sob demanda e os relatórios de exceção. 
Os relatórios programados consistem em documentos confeccionados 
em períodos pré-estabelecidos, com intervalos configurados em períodos de dias, 
semanas ou meses. Eles referem-se a dados sobre indicadores de performance, 
como nível de estoque, número de defeitos, número de recebimentos, número de 
vendas, volume de produção, volume de recebimentos etc. 
Imagine a seguinte situação: o gerente industrial estabeleceu que a cada 
15 dias é preciso que seja emitido um relatório apontando o número de peças 
defeituosas, com o intuito de estabelecer um controle sobre a qualidade da 
produção e buscar possíveis soluções para os problemas encontrados. Observe 
bem: independentemente do volume de peças defeituosas, o relatório será emitido 
no prazo de 15 dias. 
Há ainda um tipo especial de relatório programado, o relatório de pontos 
críticos. Ele é emitido no começo de cada dia, apresentando um resumo das 
atividades críticas do dia anterior. Vamos a um exemplo: um gerente operacional, 
em sua unidade de produção, todos os dias solicita a emissão de um relatório 
crítico sobre o volume de peças com defeito. Com essa informação em mãos, ele 
pode buscar ações corretivas. 
Os relatórios sob demanda, também chamados de relatórios por 
solicitação, são produzidos quando o usuário do sistema quer saber alguma 
 
 
09 
informação sobre determinado item específico. Por exemplo: considere que o 
gestor de vendas queira saber o número de vendas de um determinado vendedor, 
ou o número de vendas de um produto específico. 
Os relatórios de exceção consistem em relatórios gerenciais 
parametrizados para serem emitidos de forma automática, visando informar o 
gestor de uma situação anormal que precisa de interferência. Por exemplo, para 
manter o controle de estoque funcionando de forma efetiva, os gestores 
parametrizam o sistema para avisar quando o número de mercadorias chegar em 
uma quantidade considerada muito baixa. No caso citado, “avisar quando o 
estoque estiver em 10%” é o anúncio de atenção. 
Após conhecer os principais aspectos dos relatórios gerenciais, no próximo 
tema falaremos dos aspectos da decisão dos sistemas de informações gerenciais. 
Saiba mais 
Para saber mais sobre os relatórios gerenciais, assista ao vídeo “Relatórios 
Gerenciais”, que trata da importância da sua confecção. Disponível em: 
<https://www.youtube.com/watch?v=c_eBC4DIeAA>. 
TEMA 4 – ASPECTOS DA DECISÃO 
Acabamos de ver a importância das informações para a construção dos 
relatórios gerenciais. Mas seria só isso? Dispor de dados e informações já seria o 
suficiente? Não. É preciso mais, pois ter informações e não as usar da forma 
correta é pior que não as ter. O aspecto mais importante é o que é feito com as 
informações que você dispõe, ou seja, quais decisões são tomadas. 
Entretanto, no que consiste tomar uma decisão? De modo geral, decidir é 
escolher. Uma decisão é imprescindível sempre que o gestor se deparar com mais 
de uma alternativa, mas não é só isso, a simples escolha de permanecerda 
mesma forma ao invés de realizar uma mudança também é uma decisão. Tomar 
uma decisão não se limita analisar alternativas, mas sim, trata-se de escolher o 
que melhor atende aos objetivos e valores empresariais. 
Simon, um dos principais estudiosos sobre o processo decisório, conceitua 
a tomada de decisão como uma junção entre pensamento e ação que resulta em 
uma escolha (Simon, 1965). Em uma organização, esse processo é continuo; as 
decisões são tomadas a todo momento, em todos os níveis funcionais. Elas se 
referem à decisão de comprar ou não uma resma de papel em um determinado 
fornecedor, à compra de maquinários para ampliar a linha de produção, e podem 
 
 
010 
ser complexas, bem como envolverem o planejamento em longo prazo, como a 
definição da abertura de uma filial. 
As decisões podem ser definidas de acordo com sua complexidade. De um 
lado, temos as decisões mais simples, que fazem parte do dia a dia da empresa. 
Nesse tipo de decisão, as informações são bem claras, o que reduz bastante a 
possibilidade de não darem certo. Do outro lado, estão as decisões mais 
complicadas, baseadas em informações estimadas, imprecisas ou ambíguas, que 
deixam margem para incerteza. 
Quanto mais alto é o nível funcional, maior é o nível de complexidade das 
decisões gerenciais, ou seja, quanto mais alto é o nível funcional, maior é a 
incerteza. De acordo com o grau de incerteza das informações, elas podem ser 
classificadas em três tipos: estruturada, não estruturada e semiestruturada. 
Cada uma dessas decisões envolve uma quantidade maior ou menor de 
informações que, quando unidas, serão a base para a definição de escolhas e 
contribuirão para a formação de uma espécie de “modelo racional” que será de 
suma importância na definição do que será feito (Simon, 1965). 
O modelo racional de decisão faz uso de informações objetivas e críticas 
para definir a melhor opção em um processo de tomada de decisão. Simon (1965) 
divide o processo de tomada de decisão em quatro etapas: inteligência, 
concepção, seleção e revisão. Elas são detalhadas no quadro a seguir. 
Quadro 1 – Etapas do processo decisório 
Etapa Descrição 
1: 
Inteligência 
Nesse momento, o gestor e sua equipe identificam de forma clara o problema, além 
de formular os objetivos a serem atingidos. Nesse estágio ocorre o direcionamento 
do problema, ademais, a situação também é avaliada do ponto de vista estratégico, 
tendo como base informações coletadas externamente. A partir daí, o gestor 
“decidirá sobre o que será decidido”, podendo até mesmo decidir que nada precisa 
ser feito e, dessa forma, deixar tudo como está no momento. 
2: 
Concepção 
Nesse momento, as possíveis alternativas são levantadas, e os pontos positivos e 
negativos são avaliados. São levados em conta nesse estágio a viabilidade 
técnica, operacional, comportamental e financeira. Nesse estágio, as informações 
coletadas na etapa anterior são analisadas por métodos quantitativos para 
determinar os resultados de cada alternativa. Para ajudar nessa escolha, são 
utilizadas ferramentas computacionais, como planilhas de cálculo. 
3: Seleção Nessa etapa, é escolhida a melhor opção para empresa. Tal escolha deverá 
contribuir para o alcance dos objetivos pré-estabelecidos. Cada alternativa possui 
um “peso” que determina o nível de utilidade que a solução trará. A opção que 
possui maior peso será a alternativa selecionada. Em situações mais complexas, 
nas quais existem muitos critérios de seleção, são usados métodos de avaliação 
que classificam os critérios levando em consideração a relevância da decisão. O 
resultado dessa etapa é a alternativa a ser implementada. 
 
 
011 
4: Revisão Nessa etapa, a decisão tomada é monitorada para verificar se foi a melhor opção. 
Fonte: Baseado em Simon, 1965. 
Conforme o quadro, vemos que a primeira etapa pode ser considerada a 
mais relevante do processo decisório. Esse estágio determinará tudo o que será 
realizado ou não no decorrer do processo decisório. Se uma decisão errada for 
tomada na etapa 1, esse erro refletirá em todas as etapas posteriores. 
Outro ponto que deve ser extraído da obra de Simon (1965) é que ela foi 
escrita em um período muito diferente do atual. Na realidade empresarial daquela 
época, os gestores sequer sonhavam com os recursos da tecnologia que existem 
atualmente. Com a criação dos computadores e softwares, surgiram condições 
para o uso da tecnologia como ferramenta de gestão nas empresas. 
Os softwares e os bancos de dados se popularizaram rapidamente e vêm 
se mostrando muito úteis para o suporte das atividades gerenciais, principalmente 
nas tomadas de decisão. A seguir, vamos conhecer como funciona o processo de 
desenvolvimento de sistemas de informações gerenciais. 
TEMA 5 – DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS DE INFORMAÇÕES 
GERENCIAIS 
De acordo com Davis (1994), os usuários são os percussores do 
desenvolvimento de um sistema de informações gerenciais. Cabe a eles a 
responsabilidade pela identificação da necessidade de implantação de um 
sistema que apoie a solução de problemas. Essa etapa é um ponto crucial no 
desenvolvimento de um sistema, pois a identificação dos problemas de forma 
correta permite à entidade que os objetivos e a delimitação do sistema sejam feitos 
da maneira certa. 
Atualmente, alguns aspectos mudaram. Não é preciso que exista 
necessariamente um problema para que um sistema seja implantado, visto que 
eles também podem ser criados para aproveitar uma oportunidade. É desse ponto 
que partimos: foi identificada uma oportunidade, a gerência resolveu implantar um 
software, e nessa etapa a ideia de desenvolver um sistema de informação já 
possui os objetivos a serem alcançados ou alguma meta a ser atendida. 
Posteriormente, é feito um levantamento com os usuários do sistema, cuja 
finalidade é determinar se os objetivos estabelecidos estão em consonância com 
 
 
012 
as necessidades da organização. Essa ação também é uma forma de 
comprometer os usuários com o projeto. 
Todo o tipo de sistema, mesmo que não tenho sido desenvolvido da melhor 
maneira, poderá vir a ser implantado e proporcionar resultados positivos se os 
usuários que estão envolvidos em sua implantação estiverem convencidos de que 
o sistema lhes trará benefícios. O contrário também ocorre, mesmo que um 
sistema seja muito bom, se os usuários não estiverem convencidos das suas 
melhorias, ele não terá sucesso (Cassarro, 1999). 
Juntamente com a identificação das necessidades (e problemas, se for o 
caso) e definição dos objetivos é importante que seja realizado um estudo de 
viabilidade, com o intuito de determinar se existem condições de infraestrutura 
que tornem possível a implantação do sistema. Caso a entidade não possua, 
pode-se avaliar se ela conseguiria se adequar para atender às exigências 
necessárias. 
No levantamento do estudo da viabilidade, caso sejam identificadas 
deficiências que dificultem a implantação do sistema, são sugeridas várias 
alternativas de solução, incluindo os recursos necessários para desenvolver cada 
uma dessas alternativas, além da análise dos custos e benefícios envolvidos. 
Posteriormente é feita uma triagem das opções viáveis, e entre elas, qual é a 
opção mais adequada. 
Saiba mais 
O que deve ser levando em consideração para o 
desenvolvimento de um sistema? 
Deve-se levar em consideração a estrutura da organização, mas não só isso, o 
tipo de gestão também deve ser considerado, visando determinar como 
funcionará o fluxo dos dados e informações, os níveis de acesso e a filosofia 
funcional do próprio sistema, uma vez que esse sistema deverá ser coerente com 
toda a filosofia da própria empresa (Schmitt, 2004). 
 
De acordocom Laudon e Laudon (2010), o ciclo de desenvolvimento de um 
sistema pode ser dividido em: 
 
 
013 
Figura 2 – Ciclo de um sistema 
 
Fonte: Laudon; Laudon, 2010. 
Conforme a figura, vemos que o desenvolvimento de um sistema envolve 
análise e projeto do sistema, programação, teste, conversão, produção e 
manutenção, que serão detalhadas na aula 6. No próximo subtema, é 
apresentada a metodologia do desenvolvimento dos sistemas de informações 
gerenciais. 
5.1 Metodologia para o desenvolvimento dos sistemas de informações 
gerenciais 
A metodologia funciona como um guia que determina como funcionará o 
planejamento da implantação do sistema de informações gerenciais. Ele é uma 
espécie de roteiro, que utiliza diversas técnicas para o desenvolvimento 
estruturado do sistema ou software, visando à qualidade e produtividade dos 
projetos em elaboração (Rezende; Abreu, 2000). 
Segundo Schmitt (2004), a metodologia dever ser igual para toda a 
entidade, e seu desenvolvimento traz as seguintes vantagens: 
 Permite que se estime o tempo e os recursos necessários para cada etapa 
de implantação do sistema. 
 Permite controlar melhor o andamento do projeto. 
 
 
014 
 Permite a integração das várias equipes de trabalho, diferentes 
subsistemas e módulos, com a finalidade de incluir diferentes pontos de 
vista no processo de implantação. 
 Permite documentar todas as etapas de implantação. 
As metodologias tradicionais possuem como foco o processo de 
desenvolvimento. Elas dão às pessoas envolvidas no projeto uma visão geral, 
apontando como todas as etapas devem ser seguidas. Elas facilitam o 
planejamento e a estimativa de tempo, bem como os recursos despendidos. No 
entanto, ela também possui pontos negativos, como o risco de se priorizar o 
cumprimento do cronograma, em detrimento da qualidade na solução dos 
problemas ou do aproveitamento das oportunidades que surgem ao longo do 
projeto que não estavam previstas (Purba; Sawh; Shah, 1995). 
Saiba mais 
Agora que você possui uma noção de como ocorre o desenvolvimento de 
um sistema de informação, que tal dar uma olhada em um exemplo real? Saiba 
mais na leitura de “Proposta de um sistema de informação para a gestão de 
compras em uma organização de agronegócio”. Disponível em: 
<https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/19166/000734745.pdf?seque
nce=1>. 
FINALIZANDO 
Os sistemas de informações gerenciais possuem papel de relevância na 
tomada de decisão organizacional. Mais gestores têm usado a tecnologia da 
informação como uma ferramenta de auxílio empresarial, já que todos os 
processos e atividades passaram a fazer parte dos sistemas, que, unidos, 
passaram a apresentar a visão geral da situação. 
Além disso, o estudo de tema permite determinar o caminho a ser seguido, 
já que os sistemas de informações gerenciais reúnem informações essenciais 
para a resolução de problemas, além da construção de relatórios com as 
informações obtidas. 
Espera-se que essa aula tenha contribuído para a compreensão geral 
sobre os sistemas de informações gerenciais, porém, enfatizamos que esse tema 
tem ainda muito a ser estudado. 
 
 
015 
REFERÊNCIAS 
BATISTA, E. O. Sistema de informação: o uso consciente da tecnologia para o 
gerenciamento. São Paulo: Saraiva, 2004. 
CASSARRO, A. C. Sistemas de Informação para tomada de decisões. 3. ed. 
São Paulo: Pioneira, 1999. 
DAVIS, W. S. Análise e projeto de sistemas: uma abordagem estruturada. Rio 
de Janeiro: LTC, 1994. 
HEHN, H. F. Peopleware: como trabalhar o fator humano nas implementações de 
sistemas integrados de informação (ERP). São Paulo: Gente, 1999. 
LAUDON, K. C.; LAUDON, J. P. Sistemas de informações gerenciais. 9. ed. 
São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2010. 
O’BRIEN, J. A. Sistemas de informação: e as decisões gerenciais na era da 
Internet. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 2010. 
PURBA, S.; SAWH, D.; SHAH, B. How to manage a successful software 
project: methodologies, techniques and tools. New York: John Wiley & Sons, 
1995. 
REZENDE, D. A.; ABREU, A. F. Tecnologia da Informação aplicada a sistemas 
de informação empresariais. São Paulo: Atlas, 2000. 
SCHMITT, C. A. Sistemas integrados de gestão empresarial: uma contribuição 
no estudo do comportamento organizacional e dos usuários na implantação de 
sistemas ERP. 296 p. Tese (Doutorado em Engenharia da Produção) – 
Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2004. 
SILVA, P; R. Tecnologia da informação e sua utilização no processo decisório. 
Maringá Management: Revista de Ciências Empresariais, v. 6, n. 2, p. 36-44, 
jul./dez. 2009. 
SIMON, H. A. Comportamento administrativo: estudo dos processos decisórios 
nas organizações administrativas. Rio de Janeiro: Aliança para o Progresso, 1965. 
STAIR M. R. Princípios de sistemas de informação: uma abordagem gerencial. 
Rio de Janeiro: LTC, 2004. 
 
 
AULA 3 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SISTEMAS DE INFORMAÇÕES 
GERENCIAIS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Profª Edicreia Andrade dos Santos 
 
 
02 
CONVERSA INICIAL 
A tecnologia e as empresas andam lado a lado. Desde o final o século XX, 
as mudanças têm ocorrido de forma rápida, com a popularização dos 
computadores e o advento da internet. Nas organizações, o serviço que antes era 
feito em papel passou a ser realizado quase que exclusivamente por meio dessas 
máquinas. Pessoas foram substituídas por computadores, e as que 
permaneceram, tiveram que se adaptar à nova realidade. 
As práticas e os processos de trabalho também passaram por mudanças. 
Atividades que dependiam do manuseio de grande volume de dados e cálculos, 
bem como de processos demorados e repetitivos, foram substituídas por sistemas 
que poupavam tempo e esforços. Dessa forma, empresas que não evoluíram 
tecnologicamente ficaram para trás e perderam vantagem competitiva, podendo 
até mesmo, por conta disso, ir à falência. 
As empresas atuais encontram-se automatizadas, com suas atividades do 
dia a dia feitas de forma automática, de modo que os dados são disponibilizados 
em tempo real com a ajuda de sistemas bem estruturados. Essa evolução vem 
transformando as organizações, aumentando a produtividade e diminuindo os 
espaços existentes na estrutura organizacional. 
Diante da importância da tecnologia para a evolução organizacional, o tema 
desta aula refere-se às tendências organizacionais e tecnológicas dos sistemas 
de informações gerenciais, visando identificar o papel dessa ferramenta no 
alcance dos objetivos da empresa. 
Saiba mais 
Assista ao vídeo “Como utilizar a tecnologia para gerar conhecimento?”. 
Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=stULT2tb2UQ>. 
CONTEXTUALIZANDO 
No final do século XX, a evolução tecnológica trouxe inúmeros benefícios 
para as empresas, tornando o desenvolvimento das atividades mais fácil e rápido. 
No entanto, a origem do termo é bem mais antiga. De acordo com o site Conceito 
(2017), o termo tecnologia é de origem grega, formada pelos termos tekne (“arte, 
técnica ou ofício”) e logos (“conjunto de saberes”). Ele é utilizado para a definição 
dos conhecimentos que permitem a fabricação de objetos capazes de modificar o 
meio ambiente, visando à satisfação das necessidades humanas. 
 
 
03 
A tecnologia teve seu maior período de mudanças na Primeira Revolução 
Industrial, quando as empresas passaram, por assim dizer, pelo primeiro grande 
período de inovação, com o uso de maquinários para a realização de tarefas que 
até então eram manuais. 
Na gestão das empresas, o uso da tecnologia é mais atual, e remete a mais 
ou menos trinta anosatrás, quando tarefas cotidianas mais simples, como 
operações mais complexas, passaram a ser realizadas com o auxílio de sistemas 
tecnológicos. As constantes mudanças vistas no presente são sem precedentes, 
e aparentemente parecem que continuarão a acontecer. 
Não somente os profissionais da tecnologia da informação, mas os de 
todas as áreas se veem obrigados a enxergar a empresa e o próprio mercado 
como um único grande sistema. Nele, a estratégia de estrutura dos sistemas de 
informações gerenciais tornou-se fator de relevância no crescimento e na 
continuidade empresarial. 
TEMA 1 – PANORAMA TECNOLÓGICO 
A tecnologia surgiu há muito tempo, com as primeiras invenções do homem 
pré-histórico para o desenvolvimento de ferramentas que facilitassem a caça de 
alimentos. Desde então, todas as invenções criadas foram visando ao progresso 
da humanidade. 
Nos últimos anos, as empresas têm sentido as consequências da 
Revolução da Informação, que ultrapassou os limites das grandes corporações 
e teve grande impacto na sociedade como um todo. Com a diminuição das 
distâncias entre os dois polos, as barreiras geográficas desapareceram, e com 
isso a concorrência entre as entidades tornou-se cada vez maior. 
Entretanto, quando essa revolução começou? A Segunda Guerra Mundial 
foi o marco das descobertas tecnológicas, com a criação do primeiro computador 
programável. Já na década de 1970, nascia o primeiro microprocessador, que 
consistia em um computador em um único chip. 
Na década de 1980, ganhava força o fenômeno da globalização, 
impulsionado pela explosão no uso da internet. As empresas foram as primeiras 
a sentir essas mudanças, novos modelos de negócio foram criados e as 
estratégias de mercado também tiveram que ser readaptadas. A economia da Era 
Industrial, originada no século XVIII, baseada na mecanização dos processos e 
 
 
04 
na produção em massa, transformou-se em uma nova economia baseada na 
informação e no conhecimento. 
De acordo com Toffler, em sua obra intitulada A Terceira Onda, lançada em 
1980, a Revolução da Informação representa “a terceira onda econômica 
mundial”, em que o foco das empresas está na informação ao invés da produção 
de bens. Após as revoluções agrícola e industrial, nasceu uma nova espécie de 
economia, focada nos sistemas de informação, no qual o capital intelectual e a 
tecnologia tornaram-se os principais fatores de sucesso das entidades. 
É importante destacar que a Revolução da Informação não é revolucionária 
pelo uso da informação em si. A verdadeira revolução está nos novos modelos 
econômicos que passam a existir com o uso dessas novas tecnologias (Druker, 
1999). Além do mais, com o avanço tecnológico avançou também a forma de 
comunicação, como é apresentado na figura a seguir. 
Figura 1 – Avanço das tecnologias de informação para telecomunicações 
 
Fonte: Meirelles, 1994. 
O uso da internet e os avanços relacionados ao seu uso para a 
comercialização e obtenção de produtos e serviços nos meios eletrônicos são 
fatores relevantes para o momento econômico atual, criando formas de 
distribuição de produtos e serviços e novos meios de atrair e conquistar clientes. 
No próximo tema, conheceremos as diretrizes para o uso da tecnologia. 
Vamos lá? 
 
 
 
 
05 
Saiba mais 
Neste tema, tivemos a oportunidade de conhecer um pouco sobre o livro A 
Terceira Onda. Saiba mais sobre o livro lendo o artigo “Revisitando a terceira 
onda: o que Toffler tem a ensinar para as empresas proativas?”. Disponível em: 
<http://proatividademercado.com.br/site/antecipacao-do-futuro-sinais-e-imagens-
do-futuro/revisitando-a-terceira-onda-o-que-toffler-tem-a-ensinar-para-as-
empresas-proativas/>. 
Vídeos 
Assista aos vídeos: 
 “Visão do futuro. Já começou a revolução tecnológica”. Disponível em: 
<https://www.youtube.com/watch?v=-ydkGVNYhrM>. 
 “Uma visão de como será a tecnologia do futuro”. Disponível em: 
<https://www.youtube.com/watch?v=yAt6Pc2EiaY>. 
TEMA 2 – DIRETRIZES PARA USO DA TECNOLOGIA 
Parece uma missão fácil implantar um sistema de informação em uma 
empresa, mas não é tão simples assim. O primeiro passo que a empresa precisa 
tomar é o planejamento dos sistemas da informação. Ele consiste em uma 
atividade na qual são estabelecidas as diretrizes que definirão o futuro dos 
sistemas, estipulando o modo como serão utilizadas as tecnologias da 
informação. 
De acordo com Santos e Contador (2002), como motivações para esse 
planejamento evidenciam-se: 
a. A busca de maior eficiência interna, visando à criação de uma base de 
informações necessárias para garantir um bom funcionamento operacional; 
b. A administração das informações obtidas no ambiente externo, como 
variáveis de mercado, dados de consumidores, fornecedores, informações 
relacionadas ao governo, política e sociedade; 
c. O planejamento dos recursos de tecnologia da informação que fornecerão 
subsídio para o suporte dos sistemas de informação da organização, 
envolvendo quantidade e potencialidade de hardware, os softwares 
indispensáveis e os recursos de telecomunicações; e 
d. A utilização estratégica da informação, visando à obtenção da vantagem 
competitiva em relação aos concorrentes. 
 
 
06 
O planejamento da implantação do sistema de informação é tão importante 
para continuidade da entidade como qualquer outra área, sendo parte integrante 
do planejamento estratégico. Na verdade, o ideal seria que o planejamento 
iniciasse com o desenvolvimento do negócio. 
Para o planejamento do sistema de informação, deve-se levar em 
consideração os fatores críticos e as diretrizes básicas do negócio. Nessa etapa 
também ocorre a identificação de possíveis problemas e oportunidades do 
ambiente tecnológico (Santos; Contador, 2002). 
Para montar um sistema de informação, é preciso que os gestores realizem 
um estudo das necessidades da empresa. Essa pesquisa garantirá a efetividade 
do funcionamento do sistema. Para assegurar um sistema que forneça 
informações gerenciais e estratégicas, de acordo com Araújo Júnior e Alvares 
(2007), ele deverá agregar três elementos básicos: 
 Adaptação da missão e dos objetivos do sistema à missão e objetivos 
da organização em que está inserido: é preciso que a empresa realize 
avaliações periódicas referentes ao uso do sistema e da satisfação dos 
usuários em relação ao atendimento das necessidades de informação, 
além da constante coleta de dados para a atualização dos perfis de 
consumo de informações dos usuários e correções que sejam necessárias. 
 Ampla consideração das necessidades de informação dos usuários: 
para implantação do sistema, é preciso que sejam realizados 
levantamentos detalhados dos perfis dos usuários da informação das 
entidades, além dos seus colaboradores, bem como estudos referentes às 
necessidades de informação no âmbito da gestão da informação. 
 Constante atualização tecnológica, com o objetivo de equilibrar a 
relação custo versus benefício: a tecnologia encontra-se em constante 
transformação, dessa forma, ao implantar um sistema de informação, é 
preciso estabelecer métodos para sua atualização. São exemplos: os 
processos de benchmarking e de monitoramento tecnológico em uma área 
específica de negócios, monitoramento e mapeamento sistemático do 
desenvolvimento de novas tecnologias da informação e comunicação. 
Na figura a seguir é apresentado um modelo de planejamento de um 
sistema de informação. 
 
 
07 
Figura 2 – Planejamento 
 
Fonte: Araújo Júnior; Alvares, 2007, p. 13. 
Conforme a figura, vemos que o processo de planejamento é muito amplo, 
iniciando-se com a adequação da missão e dos objetivos da entidade elevando 
em consideração aspectos internos e externos. 
No próximo tema, relacionaremos o processo decisório com as tecnologias 
aplicadas. Preparado? 
TEMA 3 – PROCESSO DECISÓRIO E TECNOLOGIAS APLICADAS 
Como um sistema de informações que utiliza a tecnologia como suporte 
pode contribuir para a tomada de decisão? Para responder a essa questão, 
primeiramente é preciso saber como funcionam os sistemas da informação. 
Desde sua criação, os sistemas de informação possuem como finalidade 
automatizar as etapas que anteriormente eram feitas de forma manual, por 
exemplo, dar baixa em pagamentos. 
No entanto, atualmente a tecnologia dos sistemas da informação podem 
fazer muito mais. Eles são um instrumento de gestão estratégica que permitem às 
organizações realizar a avaliação analítica e sintética da situação do negócio. 
 
 
08 
Os sistemas de informação alteram o fluxo da informação, permitindo que 
um número maior de pessoas tenha acesso a elas. Ainda, permitem que diversas 
etapas sejam realizadas de forma simultânea, ao invés de ser necessário esperar 
que uma etapa seja realizada para que uma nova se inicie, eliminado, assim, os 
atrasos, e facilitando a tomada de decisão. 
A forma como os negócios funcionam também mudou com o uso dos 
sistemas de informação baseados na tecnologia. A venda de músicas por meio 
do iTunes, a venda de livros on-line por meio da Amazon e a disponibilização de 
cursos on-line, por exemplo, são modelos de negócio completamente novos e que 
não seriam possíveis sem a tecnologia da informação (Laudon; Laudon, 2010). 
Um dos processos criados com a evolução da tecnologia foi o Business 
Intelligence (BI). 
O BI, que pode ser traduzido literalmente como “inteligência dos negócios”, 
foi criado na década de 1990 e possui como finalidade coletar, organizar, analisar, 
compartilhar e monitorar as informações que serão a base para a tomada de 
decisão. O propósito central desse método consiste em facilitar a interpretação do 
grande volume de dados que a empresa possui, ajudando a torná-los 
compreensíveis e úteis para a estratégia empresarial. 
Uma das características mais importantes do BI é a facilidade de uso, já 
que a maioria dos usuários dessa metodologia são gestores que não possuem 
conhecimentos técnicos sobre sistemas (Caiçara Junior, 2015). Na figura a seguir 
é apresentado um modelo de BI. 
Figura 3 – Business Intelligence (BI) 
 
 
 
 
09 
Conforme a imagem, é possível auferir que o BI consiste em um grande 
banco de dados que envolve informações internas e externas. Essas informações 
passam a compor o Data Mart, que consiste em uma porção reduzida de dados 
da organização, isolada dos demais dados, e fazem parte do Data Warehouse, 
que se refere a um banco de dados que abrange dados correntes e históricos que 
podem ser do interesse dos responsáveis pela tomada de decisão (Laudon; 
Laudon, 2010). 
As informações contidas no Data Mart e no Data Warehouse são 
processadas no processamento analítico on-line (OLAP), que nós já vimos. Por 
incluir diversos sistemas e diferentes dados em um único lugar, o destaque do BI 
é a praticidade, devido à geração de relatórios abrangendo um número enorme 
de dados em um único clique. Com isso, ele torna a empresa mais eficiente ao 
permitir que ela foque nas suas reais necessidades. 
Saiba mais 
O Caso da Verizon Corporation 
Ela é uma das principais empresas prestadoras de serviços dos Estados 
Unidos. Possui um painel digital baseado na internet que oferece aos executivos 
informações precisas em tempo real a respeito da queixa dos clientes, do 
desempenho de rede em cada área servida, da interrupção de serviços e de linhas 
telefônicas danificadas. Isso permite que os reparos ocorram mais rápido, já que 
a empresa sabe mais rápido onde está o problema. No caso de os reparos não 
ocorrerem rapidamente, a empresa mantém os clientes informados (Laudon; 
Laudon, 2010). 
Em suma, Oliveira (2007) afirma que os sistemas de informação 
implementados de forma correta possibilitam aos gestores realizarem as 
atividades de forma mais benéfica, proporcionando melhoria nas decisões 
tomadas, em virtude de as informações estarem disponíveis de forma mais rápida 
e por serem precisas. 
De forma geral, a tomada de decisões envolve todos os processos do 
gerenciamento dos sistemas de informação, desde o estabelecimento de 
parâmetro à determinação dos objetivos a serem alcançados. No próximo tema, 
conheceremos o sistema de gerenciamento de banco de dados. Não perca tempo, 
vamos lá! 
 
 
 
010 
Vídeo 
Assista ao vídeo “Aula 07 – OPG – Tomada de decisões e processo 
decisório”. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=GrSI_xqSzSE>. 
TEMA 4 – SISTEMA DE GERENCIAMENTO DE BANCO DE DADOS (SGBD) 
Antes de falar sobre o sistema de gerenciamento de banco de dados 
(SGBD), é preciso trazer algumas conceituações: primeiramente, o que é banco 
de dados? “Ele consiste em um conjunto de arquivos relacionados entre si com 
registros referentes a pessoas, lugares ou coisas, um dos primeiros bancos de 
dados que deu certo foi a lista telefônica” (Laudon; Laudon, 2010, p. 144). 
Saiba mais 
Você já havia parado para pensar que a lista telefônica 
é um banco de dados? 
Atualmente ela quase não é usada, por causa da contínua evolução dos 
sistemas de informação, afinal, na dúvida sobre um número você vai correndo 
para a internet. No entanto, no passado ela era de extrema importância, ao unir 
um conjunto de informações que tratavam dos registros telefônicos das pessoas 
físicas e jurídicas que possuíam telefone. Informações sobre as categorias das 
entidades, como setor de atuação, também eram destacadas para facilitar a 
busca. 
No passado recente, a maioria dos bancos de dados eram baseados em 
papel. As fichas referentes a clientes e fornecedores eram feitas em cadastros 
que eram armazenados em pastas, gavetas ou estruturas metálicas. Não precisa 
nem dizer o quanto era difícil para os gestores encontrarem as informações de 
forma rápida; ademais, a atualização das informações também era feita de forma 
muito lenta. 
O uso desse tipo de banco de dados era muito ineficiente e caro. Nesse 
sistema, os dados tinham muita chance de estarem incorretos. Caso o gestor 
quisesse estabelecer uma lista dos fornecedores em atraso, teria que analisar 
ficha por ficha para produzir uma lista. Com a criação do banco de dados digital, 
tais problemas deixaram de existir. 
 
 
 
011 
Saiba mais 
Você já parou para pensar como é construído um banco de dados? 
A forma mais comum de elaborar um banco de dados é pelo Banco de 
Dados Relacional, que é estruturado pelo Diagrama Entidade/Relacionamento. 
Saiba mais fazendo a leitura do conteúdo disposto no link a seguir. Disponível em: 
<http://uninter.bv3.digitalpages.com.br/users/publications/9788543005850/pages
/183>. 
A obtenção de dados ficou mais fácil com uma base de dados digital, mas 
como gerenciá-los? Por onde começar? As informações referentes a clientes, 
fornecedores, colaboradores, pedidos referem-se a uma categoria genérica que 
pode representar uma pessoa, um lugar ou uma entidade; ela será denominada 
entidade (Laudon; Laudon, 2010). 
Cada entidade possui características próprias, que são denominadas 
atributos. Por exemplo, a entidade clientes possui atributos específicos, como o 
nome e endereço do cliente, incluindo estado, cidade, bairro e rua, se ele é pessoa 
física ou jurídica etc. 
Após a criação e a identificação dos dados necessários, é preciso um 
sistema de gestão de banco de dados para seu gerenciamento. Segundo Laudon 
e Laudon (2010), “um Sistema de Gerenciamento de Banco deDados – SGBD 
(em inglês Database Management System – DBMS) consiste em um software 
específico usado para criar, armazenar, organizar e acessar dados a partir de um 
banco de dados”. 
São exemplos o Microsoft Access, que é um DBMS para computadores 
pessoais, enquanto o DB2, o Oracle Database e o Microsoft SQL Server são 
exemplos de DBMSs para computadores de médio porte. Esse sistema livra o 
programador ou o usuário final de compreender como os dados são armazenados, 
separando a visão lógica e física dos dados (Laudon; Laudon, 2010). 
A visão lógica dos dados corresponde à forma como os usuários enxergam 
a organização dos dados, enquanto a visão física corresponde à forma como 
esses dados estão realmente organizados no sistema. Na figura 4 é apresentado 
um exemplo dessa situação. 
 
 
012 
Figura 4 – Banco de dados 
 
Fonte: Laudon; Laudon, 2010. 
No exemplo extraído do livro de Laudon e Laudon (2010), é expresso o 
banco de dados da área de recursos humanos. No banco de dados físico, existe 
um tipo de organização, conforme a necessidade do usuário, ou seja, as 
informações são apresentadas de acordo com a lógica do gestor. No exemplo 
apresentado, um gestor quer saber os benefícios dos colaboradores; dessa forma, 
é aplicada a lógica desse gestor no banco de dados físico para que sejam 
coletadas apenas as informações que se referem a esse interesse. 
Normalmente as operações do DBMS utilizam o modo relacional, que 
consiste na combinação de tabelas para a apresentação dos dados solicitados. 
Tal sistema pode ser representado por banco de dados como o Oracle. Ele possui 
três operações básicas: select, project e join (“selecionar”, “projetar” e “vincular”). 
A operação select consiste na criação de um subconjunto formado por todos os 
registros (linhas) da tabela que obedecem a critérios instituídos. 
A operação project cria um subconjunto composto por colunas de uma 
tabela que permitirá ao usuário a criação de novas tabelas, que fornecerão apenas 
as informações solicitadas. Por fim, a operação join combina as tabelas 
relacionais visando fornecer aos usuários mais informações do que aquelas que 
estão à sua disposição nas tabelas (Laudon; Laudon, 2010). 
 
 
 
013 
Saiba mais 
Você já ouviu falar do banco de dados na nuvem? 
Esse método está entre os serviços oferecidos pela Amazon e por outros 
prestadores de serviços de computação. Saiba mais sobre os dados em nuvem 
lendo o artigo “Use a inteligência interna para proteger e otimizar o banco de 
dados”. Disponível em: <https://azure.microsoft.com/pt-br/services/sql-database/>. 
Fora os dados relacionais que são os mais popularmente utilizados, temos 
também o banco de dados não relacionais. Eles utilizam um modelo de dados 
mais flexível e são projetados para o gerenciamento de um grande volume de 
dados (Laudon; Laudon, 2010). 
Graças aos bancos de dados, as empresas podem monitorar as 
informações do dia a dia relacionadas ao pagamento de fornecedores, 
atendimento de clientes, pagamento de colaboradores etc. Entretanto, não é só 
isso: eles também contribuem para que a empresa administre seus negócios da 
melhor maneira possível, ajudando os gestores a tomarem as melhores decisões. 
No próximo tema, continuaremos a falar sobre os sistemas informação, 
mais especificamente sobre os sistemas relacionados à internet. 
TEMA 5 – SISTEMAS DE INFORMAÇÕES DA INTERNET 
Os sistemas de informação possuem diversos tipos, mas normalmente os 
mais utilizados na entidade se dividem dois: os softwares e a internet. Nesse tema, 
nos aprofundaremos na segunda classe. 
Você consegue imaginar a sua vida sem internet? Provavelmente a sua 
resposta deve ser não. Atualmente, a internet é um instrumento que pode ser 
usado em qualquer área, seja profissional ou pessoal. Tal ferramenta é de uso 
indispensável em toda e qualquer atividade do dia a dia. Contudo, apesar de sua 
popularização, você realmente sabe o que é a internet? Vamos começar pela 
conceituação: ela consiste no sistema de comunicação público mais abrangente 
do mundo. 
A internet surgiu na década de 1970 nos Estados Unidos, com uma 
finalidade bem semelhante à utilizada atualmente. Ela foi uma invenção do 
departamento de defesa para conectar cientistas, professores e universitários ao 
redor do mundo (Laudon; Laudon, 2010). 
Essa rede promove a integração mundial por meio da transmissão de 
dados em tempo real em qualquer lugar, mudando para sempre o modo de 
 
 
014 
comunicação das organizações. E não é só isso, a internet também é barata, ou 
seja, não só grandes empresas, mas até mesmo microempresas podem fazer uso 
das oportunidades disponibilizadas por essa rede. 
Saiba mais 
O que o futuro nos reserva? O futuro da internet (e do mundo) segundo o 
Google. Disponível em: <https://super.abril.com.br/tecnologia/o-futuro-da-
internet-e-do-mundo-segundo-o-google/>. 
Um sistema de informação baseado no uso da internet refere-se a um 
método que torna possível o alcance, o processamento, a popularização e o uso 
de informações por intermédio da internet. Outro ponto relevante é a utilização do 
hipertexto/hipermídia, exibido “pela navegação do usuário entre páginas HTML 
(Hyper Text Transfer Protocol) por meio do uso de programas navegadores, que 
correspondem à interface dos sistemas de informação da internet” (Duarte, 2008, 
p. 28). No quadro a seguir são apresentados os serviços de internet mais 
importantes. 
Quadro 1 – Serviços de internet mais importantes 
E-mail Mensagem pessoa a pessoa; compartilhamento de documentos. 
Bate-papo e mensagens 
instantâneas 
Conversações interativas. 
Newsgroups Grupos de discussão em painéis eletrônicos de avisos. 
Telnet Fazer logon em um sistema de computador e trabalhar em outro. 
FTP (File Transfer 
Protocol) 
Transferir arquivos de um computador para outro. 
World Wide Web Extrair, formatar e apresentar informações (incluindo texto, áudio, 
elementos gráficos e vídeo) usando links de hipertexto. 
Fonte: Laudon; Laudon, 2010. 
Todos os serviços apresentados no quadro anterior podem ser executados 
em um único computador servidor; eles também podem ser alocados pelos 
usuários em outro computador. A internet possui grande versatilidade, 
possibilitando a integração de muitas informações em um único banco de dados 
ao alcance das mãos. Do ponto de vista do usuário, as informações estão 
disponíveis de forma on-line a qualquer momento, podendo ser encontradas 
rapidamente. 
O processo de decisão pelo uso de um sistema de internet, ao invés de um 
programa de software, é diferente. A internet faz parte de um conjunto maior de 
tecnologia que pode ser utilizado para a agregação de valor. No Quadro 2 são 
apresentadas algumas das suas vantagens. 
 
 
015 
Quadro 2 – Dimensões dos sistemas de internet 
Na 
organização 
do mercado 
A internet transformou a forma como as organizações interagem. Fornecedores, 
colaboradores, parceiros de negócios e clientes se aproximaram, se 
comunicando de forma mais rápida, a um custo bem menor e com informações 
bem mais completas. 
 
No 
ambiente da 
empresa 
A internet mudou a forma como as empresas gerem suas ações, realizam seus 
processos e efetivam as atividades das suas cadeias de valor. Tais mudanças 
criaram a possibilidade de clientes obterem informações e entrarem em contato 
com a empresa mesmo que remotamente. 
 
No produto 
Em muitos casos, a internet e a tecnologia estão mudando os produtos, 
permitindo que eles tenham cada vez mais informações incluídas, aumentando 
assim a transparência, o que possibilita aos clientes de uma organização 
pesquisarem muito mais sobre os produtos e serviços oferecidospor ela. 
Fonte: Porter, 1999. 
Com base no quadro anterior, podemos ver claramente que os sistemas de 
informação de internet fornecem suporte às necessidades informacionais da 
entidade. Para que isso dê certo, o principal foco da organização ao implantar um 
sistema deve ser levar em consideração as necessidades dos seus usuários. No 
próximo quadro são apresentadas as principais tecnologias no uso de redes e da 
internet: e-business, e–commerce e e-government. 
Quadro 3 – Principais tecnologias no uso de redes e da internet 
Tecnologia Descrição 
E-business Com o uso da internet, as relações da organização com colaboradores, 
fornecedores, clientes e demais partes interessadas passaram a estar 
relacionadas ao uso de sistemas e tecnologias. O conceito de e-business 
refere-se aos negócios eletrônicos, responsável pela execução dos 
principais processos de negócios, incluindo o e-commerce, que corresponde 
ao comercio eletrônico. 
E-commerce 
 
É responsável pela venda e compra de bens, seja na relação fornecedor-
empresa, seja na relação empresa-cliente. Também estão inclusas nessa 
modalidade as transações relacionadas à propaganda, segurança e 
facilidades no pagamento, atendimento etc. 
E-government As mudanças trazidas pelos sistemas que utilizam tecnologia não se 
limitaram ao setor privado. O setor governamental também passou a utilizar 
a tecnologia da informação. O conceito e-government refere-se à aplicação 
da internet e das tecnologias de rede nas relações entre governo e órgãos 
públicos, empresas e cidadãos. 
Fonte: Laudon; Laudon, 2010. 
A relação com os cidadãos foi a mais beneficiada, visto que os sistemas de 
informação e a tecnologia permitiram maior nível de transparência, com a 
divulgação das ações do governo nas plataformas governamentais, permitindo 
assim, que os cidadãos pudessem ter acesso às informações. 
 
 
016 
FINALIZANDO 
Com base no conteúdo apresentado nesta aula, foi possível conhecer um 
pouco mais a relação entre a tecnologia e os sistemas de informações. A partir do 
entendimento sobre o panorama e as diretrizes para o uso da tecnologia, pode-se 
estabelecer um elo com a tomada de decisão. Ademais, foi possível conhecer 
alguns tipos de sistemas tecnológicos, como o gerenciamento de banco de dados 
e de informações da internet, que contribuem para a economia de tempo e a 
precisão das informações, bem como facilitam a análise dos dados obtidos. 
Enfatizamos que esse assunto, como relaciona-se à tecnologia, encontra-
se ainda em construção e necessita de constante atualização. Por mais que novos 
sistemas venham a surgir, esperamos que esta aula tenha contribuído para a 
compreensão geral sobre as tendências organizacionais e tecnológicas. 
 
 
017 
REFERÊNCIAS 
ARAÚJO JÚNIOR, R. H. de; ALVARES, L. Planejamento de sistemas de 
informação: aspectos teóricos e elementos essenciais de estratégia e da 
implementação. In: Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação, 7., 
2007, Salvador. Anais... Salvador: UFBA, 2007, p. 6-7. 
CONCEITO de tecnologia. Conceito. Disponível em: 
<https://conceito.de/tecnologia>. Acesso em: 9 fev. 2017. 
DRUCKER, P. F. Beyond the Information Revolution. Atlantic Monthly, oct. 1999. 
Disponível em: <https://www.theatlantic.com/magazine/archive/1999/10/beyond-
the-information-revolution/304658/>. Acesso em: 9 fev. 2018. 
DUARTE, L. O. B. Fatores de influência no uso de sistemas de informação 
via internet: proposta de um modelo integrativo. 259 f. Tese (Doutorado em 
Ciências da Informação) – Universidade Federal e Minas Gerais. Belo Horizonte, 
2008. Disponível em: <http://www.bibliotecadigital.ufmg.br/dspace/bitstream/han
dle/1843/ECID-7NXJ6E/tese_luiz_otavio_final_pdf.pdf?sequence=1>. Acesso 
em: 9 fev. 2018. 
LAUDON, K. C.; LAUDON, J. P. Sistemas de informações gerenciais. 9. ed. 
São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2010. 
OLIVEIRA, D. P. R. Sistemas de informações gerenciais. 11. ed. São Paulo: 
Atlas, 2007. 
PORTER, M. Competição: estratégias competitivas essenciais. Rio de Janeiro: 
Campus, 1999. 
SANTOS, G. S.; CONTADOR, J. C. Planejamento de sistemas de informação: 
avaliação do estudo de Sullivan. Gestão e Produção, v. 9, n. 3, p. 261-275, 2002. 
TOFFLER, A. A terceira onda. São Paulo: Record, 1980. 
 
 
AULA 4 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SISTEMAS DE INFORMAÇÕES 
GERENCIAIS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Profª Edicreia Andrade dos Santos 
 
 
02 
CONVERSA INICIAL 
Atualmente, os gestores precisam compreender a relevância dos diferentes 
tipos de sistemas de informação para a tomada de decisão e o auxílio na 
realização das mais diferentes atividades operacionais. Os sistemas de 
informações são capazes de mudar o funcionamento de uma entidade, mas 
também oferecerem desafios, como a integração dos dados auferidos. 
Os sistemas de informação possuem diversas classificações; as mais 
utilizadas estão relacionadas à área funcional e ao nível organizacional (Caiçara 
Junior, 2015). Os sistemas mais tradicionais classificados como pertencentes à 
área funcional são (Caiçara Junior, 2015): 
 Sistemas de informação financeira; 
 Sistemas de informação contábil; 
 Sistemas de informação industrial (operações e produção); 
 Sistemas de informação de marketing; e 
 Sistemas de informação de recursos humanos. 
Outro modo de classificação é por meio do nível organizacional, em que 
são incluídos sistemas operacionais, táticos e estratégicos. 
Os sistemas operacionais consistem no controle das informações 
relacionadas à produtividade das atividades da organização e da alimentação dos 
sistemas com essas informações. São exemplos: o controle de estoques, de 
contas a pagar, contas a receber etc. (Caiçara Junior, 2015). Os sistemas de nível 
tático estão relacionados ao cumprimento de metas e objetivos estabelecidos; são 
exemplos o planejamento e gerenciamento de recursos. Já no nível estratégico, 
prestam suporte à tomada de decisão, como na análise da concorrência, por 
exemplo (Caiçara Junior, 2015). 
Diante disso, o objetivo desta aula é a análise dos sistemas de informações 
de acordo com sua classificação e com os níveis de decisões organizacionais que 
eles abrangem, levando em consideração suas características, estrutura e demais 
informações relevantes. 
Saiba mais 
Assista ao vídeo “Sistemas de Informação Gerencial”. Disponível em: 
<https://www.youtube.com/watch?v=stULT2tb2UQ>. 
 
 
03 
CONTEXTUALIZANDO 
As empresas correspondem a um grande sistema, formados por sistemas 
menores chamados de subsistemas. O correto gerenciamento dessa área da 
empresa garantirá sua continuidade. Em meio à globalização, a tecnologia da 
informação passou a exercer um papel de extrema importância. 
Os sistemas de informação têm como finalidade principal deixar a 
organização mais ágil e flexível. O gerenciamento correto das informações é um 
diferencial competitivo, em que os dados obtidos são transformados em relatórios 
e são capazes de refletir a real situação da empresa. 
No entanto, é preciso olhar além da empresa, visto que o mercado no qual 
ela está inserida também precisa ser analisado. Afinal, é fora dela que estão seus 
fornecedores, clientes e onde é obtida sua mão de obra. Nesse ambiente também 
são recolhidas informações, como estratégias dos concorrentes, tendências do 
mercado etc. 
Dessa forma, para garantir a sobrevivência da organização, é preciso estar 
atento às mudanças que ocorrem internamente e ao seu redor. Desse modo, 
pode-se responder às constantes exigências relacionadas à qualidade, segurança 
e à sua própria concorrência, alémde manter a competitividade. 
TEMA 1 – SISTEMA DE INFORMAÇÕES GERENCIAIS (SIG) 
Qualquer informação solicitada pelos responsáveis de uma tomada de 
decisão está diretamente relacionada a algum nível de tomada de decisão 
gerencial. Esses níveis normalmente são divididos em três: administração 
estratégica, tática e operacional. 
A administração estratégica abrange o alto escalão da organização. 
Esses gestores são responsáveis pelo desenvolvimento de estratégias e metas 
globais. Eles também monitoram o desempenho estratégico da empresa em 
relação ao ambiente dos negócios. 
A administração tática abrange os gerentes da empresa, que são 
responsáveis pelos planos de médio e curto prazo, programações, orçamentos, 
procedimentos etc. Além disso, nesse nível ocorre a distribuição de recursos e 
monitoramento de desempenho de departamentos e unidades (O’Brien, 2010). 
 
 
04 
A administração operacional refere-se aos membros de equipes ou 
gerentes operacionais que são responsáveis pelo desenvolvimento de planos de 
curto prazo, por exemplo, o planejamento de programas de produção semanal. 
As decisões tomadas no nível da administração operacional tendem a ser 
mais estruturadas, já que os procedimentos a serem seguidos são determinados 
previamente. No nível estratégico, as operações tendem a ser não estruturadas, 
por envolver situações de decisões em que não é possível determinar com 
antecedência os procedimentos. No nível tático, estão inclusos os dois tipos de 
decisões, sendo assim uma estrutura semiestruturada (O’Brien, 2010). 
Desde modo, os sistemas de informações possuem como objetivo produzir 
dados que venham a contribuir para o atendimento das necessidades dos 
responsáveis pela tomada de decisão na organização. Essas informações obtidas 
envolvem desde relatórios internos a previsões e dados externos. 
Um dos sistemas que está relacionado à área funcional da entidade é o 
Sistema de Informações Gerenciais (SIG). Ele possui como objetivo contribuir 
para o cumprimento de metas, fornecendo aos gestores uma visão das operações 
normais da empresa com a finalidade de realizá-las da maneira mais eficaz e 
eficiente possível (Caiçara Junior, 2015). 
Os relatórios gerados por esse sistema fornecem informações que os 
gerentes especificaram anteriormente, visando ao atendimento da adequação das 
necessidades de informação determinadas pelos tomadores de decisão dos níveis 
operacionais e táticos (O’Brien, 2010). 
Os relatórios do SIG abrangem relatórios periódicos, de exceção, por 
demanda, e resposta imediatas a consultas. Esses dados são compartilhados por 
navegadores de rede, programas de software, bancos de dados operacionais 
(O’Brien, 2010). As entradas do SIG são compostas por arquivos dos SPTs, no 
entanto, também podem ser digitadas pelos usuários dos sistemas (Caiçara 
Junior, 2015). São alternativas de relatórios: 
Quadro 1 – Alternativas de relatórios gerenciais 
Tipo Descrição 
Relatórios periódicos 
programados 
Esse é o método tradicional de fornecimento de informações para 
os gerentes, com um formato pré-determinado de projeção com 
elabora regular. Eles são produzidos pelo sistema, diariamente, 
semanalmente ou mensalmente. 
Relatórios de exceção Correspondem aos relatórios emitidos quando ocorrem condições 
excepcionais. Também podem ser emitidos periodicamente, mas 
ainda com informações excepcionais. Tais relatórios ajudam a 
diminuir a sobrecarga de informações, ao invés de sobrecarregarem 
os tomadores de decisão. 
 
 
05 
Informes e respostas por 
solicitação/Relatórios de 
demanda 
Esses relatórios estão disponíveis sempre que o gerente os pede. 
Eles conseguem essas informações em navegadores de rede, 
linguagens de consulta dos sistemas de gerenciamento de banco de 
dados e os geradores de relatório que possibilitam aos gerentes em 
seus computadores obter respostas imediatas e ou encontrarem 
relatórios que forneçam essas respostas. Dessa forma, os gerentes 
não precisam esperar a chegada dos relatórios periódicos no prazo 
programado. 
Relatórios em pilha Nesse relatório, as informações são empilhadas na estação de 
trabalho em rede do gerente. 
Fonte: O’Brien, 2010; Caiçara Junior, 2015. 
Tais relatórios se aplicam às mais diferentes áreas, como industriais, 
comerciais, financeiras, contábil e recursos humanos. Ademais, esses relatórios 
costumam se subdividir em sistemas menores. Umas das evoluções dos sistemas 
de informações gerenciais é o processo analítico on-line (Olap). 
Saiba mais 
Qual é o futuro dos sistemas de informação? Saiba mais lendo o artigo 
“Inteligência artificial: aprendizagem das máquinas”. Disponível em: 
<http://www.segs.com.br/info-ti/97964-inteligencia-artificial-aprendizagem-das-m 
aquinas.html>. 
O processo analítico on-line (Olap) é uma resposta às mudanças no 
mercado empresarial. Anteriormente um ambiente estável e marcado por 
mudanças lentas, com o passar dos anos tornou-se dinâmico e competitivo, 
criando a necessidade de que os gestores deem respostas a complexas questões 
de consultas de negócios em tempo hábil. 
Os sistemas de informações gerenciais têm respondido a essa demanda 
com avanços, como bancos de dados analíticos, data marts, data warehouse, 
técnicas de data mining e estruturas multidimensionais de banco de dados etc. 
Tais dados, unidos a servidores e produtos de softwares especializados, 
funcionam como apoio para o processo analítico on-line (Olap) (O’Brien, 2010). 
“Esse sistema de processamento analítico on-line permite aos gestores examinar 
de forma interativa uma grande quantidade de dados, de forma detalhada e 
consolidada a partir de muitas perspectivas” (O’Brien, 2010, p. 284). O Olap 
envolve a análise detalhada em tempo real de milhões de dados que se encontram 
no banco de dados da empresa, visando à identificação de algum padrão fora do 
comum que possa auxiliar o gestor a tomar uma decisão. 
O processamento da informação envolve normalmente as seguintes 
operações básicas: consolidação, drill-down e slicing and dicing (“fatiar em 
cubos”). A consolidação consiste na agregação de dados. Essa etapa é muito 
 
 
06 
simples e consiste apenas no agrupamento das informações coletadas, e não em 
sua inter-relação. As informações são apresentadas dessa maneira com a 
finalidade de informar os resultados de determinada região ou cidade. 
O drill-down (desagregação), como a tradução do termo sugere, funciona 
de modo inverso à consolidação. Nessa operação, os dados são apresentados de 
forma detalhada ao invés de agrupada. Ele é utilizado para saber o resultado de 
vendas de determinado vendedor, quais são as vendas de determinado produto 
etc. 
O slicing and dicing refere-se à possibilidade de observar os bancos de 
dados a partir de diferentes pontos de vista. A finalidade dessa operação é, com 
base em um limite temporal, analisar as informações para encontrar tendências e 
descobrir padrões (O’Brien, 2010). 
Vamos a uma exemplificação do slicing and dicing: Uma empresa escolhe 
um produto que tenha sido lançado recentemente e observa o seu volume de 
vendas em todas as regiões em que a entidade realiza operações, visando 
identificar em quais regiões ele possui boas vendas e em quais regiões ela não 
se sai muito bem. Posteriormente, ele foca nas regiões de menores vendas 
visando descobrir o porquê dos resultados auferidos. 
Após conhecer os sistemas de informações gerenciais (SIG). no próximo 
tema conheceremos mais um tipo de sistema, o de comércio eletrônico. 
Saiba mais 
 Assista ao vídeo “Sistema de Informação Gerencial”. Disponível em: 
<https://www.youtube.com/watch?v=v5rwE82Z8Kw>. 
TEMA 2 – E-COMMERCE (SISTEMA DE COMÉRCIO ELETRÔNICO)A internet revolucionou a forma de comunicação entre as pessoas ao 
diminuir as distâncias existentes. As empresas também sentiram o impacto dessa 
rede, visto que as formas de comprar e vender, além do relacionamento com os 
clientes, atualmente, são afetadas pela rede mundial de computadores. 
Um reflexo dessa revolução, organizacionalmente, é o e-commerce, que 
mudou as formas conhecidas de concorrência e a velocidade das operações. 
Apesar de a primeira venda virtual ter sido a comercialização de uma pizza, em 
1994, data-se como marco da criação do comércio eletrônico a fundação da 
empresa Netscape, nos Estados Unidos, responsável pela confecção de anúncios 
 
 
07 
de grandes corporações. Nascia, assim, uma nova forma de mídia para a 
publicidade e vendas de produtos e serviços. 
Em meados da década de 1990, surgiu a Amazon.com, que viria a ser 
referência no comercio eletrônico. Em 16 de julho de 1995, foi inaugurado o site 
da entidade. Logo depois, veio o eBay, chamado por seus criadores de 
“experimento”; nele, os usuários da internet tinham acesso a um mercado em que 
podiam fazer vendas entre si. 
Dessa forma, o e-commerce se tornou um método que diminuiu a distância 
entre a entidade e o cliente, aumentando a facilidade de interação, além de 
simplificar o pagamento tanto do cliente para a empresa como da empresa para 
os seus fornecedores. 
Saiba mais 
Leia o artigo “5 grandes vendedores do e-commerce que começaram do 
zero”. Disponível em: <https://uolhost.uol.com.br/academia/noticias/2014/02/24/5-
grandes-vendedores-do-e-commerce-que-comecaram-do-zero.html#rmcl>. 
As organizações que utilizam o e-commerce, seja para venda ou para 
obtenção de matéria-prima, serviços ou mercadorias, normalmente fazem uso de 
tecnologias da informação, por exemplo, a internet. Tais empresas também fazem 
uso dessas tecnologias para divulgação de seus produtos e serviços, 
manutenção, comunicação com os clientes, desenvolvimento do produto por meio 
de interações por e-mail etc. Atualmente, as organizações utilizam três 
modalidades de aplicação de e-commerce: 
 E-commerce de empresa a consumidor (B2C): nessa modalidade, é 
preciso criar um ambiente atraente para seduzir os clientes e convencê-los 
a comprar os produtos oferecidos. Fazem parte dessa estrutura sites com 
sistemas de pagamento seguros, processamentos de pedidos rápidos etc. 
 E-commerce de empresa a empresa (B2B): nesse caso, o e-commerce 
funciona como um canal direto de mercado. Essa modalidade pode ser 
utilizada para trocar informações entre empresas, uso de leilões, além de 
servirem como uma espécie de catálogo virtual seguro para a escolha de 
produtos por parte dos clientes. 
 E-commerce de consumidor a consumidor (C2C): Você conhece o 
Mercado Livre? A lógica dessa modalidade é a mesma. Em um website, 
 
 
08 
diversos clientes podem realizar vendas e compras entre si. Também são 
exemplos os leilões de produtos e as vendas em rede sociais pessoais. 
Contudo, como estruturar um sistema de comércio eletrônico? Quais 
tecnologias são necessárias para montar um e-commerce? A resposta a essas 
questões é apresentada na Figura 1. 
Figura 1 – Arquitetura de um sistema de comércio eletrônico 
 
Fonte: O’Brien, 2010. 
A imagem representa a estrutura de e-commerce desenvolvida pela Sun 
Microsystems e seus parceiros de negócios. É possível extrair dela algumas 
informações relevantes (O’Brien, 2010): 
 Os itens internet e intranet representam a base do e-commerce; 
 Os parceiros comerciais contam com a internet e com recursos adicionais 
(banco de dados multimídia, documentos etc.) para trocar informações e 
realizar transações futuras; 
 Os funcionários das empresas (remotos e internos) precisam de uma 
variedade de recursos da internet e da intranet para a realização das 
atividades de e-commerce, para se comunicarem e colaborarem entre si. 
Por fim, falta apenas o estabelecimento do processo básico de 
funcionamento do sistema de comércio eletrônico. Para isso, é preciso que alguns 
pontos sejam observados. 
 
 
09 
Quadro 2 – Categorias essenciais de processos de e-commerce 
Categorias Exemplificação 
Controle de acesso e 
segurança 
Controle de acesso; autenticação; medidas de segurança. 
Perfis personalizados Administração de perfis; personalização; inspeção de 
comportamento. 
Gerenciamento da busca Busca baseada em conteúdo; busca baseada em parâmetros; 
busca baseada nos papéis e nas regras. 
Administração de conteúdo Geração interativa de conteúdo; repositório de dados. 
Gerenciamento de 
catálogos 
Cálculo de preços; configuração do produto; produção do catálogo. 
Pagamento Carrinho de compras; método de pagamento; suporte; verificação 
do pagamento. 
Administração do fluxo de 
trabalho 
Automação do processo de compra; controle de documentos; 
envio de conteúdo com base nos papéis e nas regras. 
Notificação do evento Dirigida ao evento; mensagem sobre transação; mensagem por e-
mail; grupos de mensagens; grupo de notícias. 
Colaboração e comércio Mediação/negociação; licitações/leilões; compra colaborativa; 
comunidade on-line. 
Fonte: O’Brien, 2010. 
As informações apresentadas constituem um modelo básico, porém, não 
existe uma imposição obrigatória para que sejam utilizados todos os itens à risca. 
Ademais, podem ser incluídos novos itens se eles contribuírem para a eficiência 
do sistema. 
Agora, vamos compreender o sistema de processamento de transações. 
Preparados? 
Saiba mais 
E no Brasil? Não existe nenhum case de sucesso relacionado ao e-
commerce? Existe sim! Conheça a história da rede de lojas Magazine Luiza e sua 
relação com as transações via internet na reportagem “Aposta no e-commerce faz 
ação do Magazine Luiza saltar 550% em um ano”. Disponível em: 
<http://economia.estadao.com.br/noticias/negocios,aposta-no-e-commerce-faz-
acao-do-magazine-luiza-saltar-550-em-um-ano,70001856400>. 
Vídeo 
Assista ao vídeo “E-commerce explicado em 5 minutos”. Disponível em: 
<https://www.youtube.com/watch?v=extw77fKVPw>. 
TEMA 3 – SISTEMA DE PROCESSAMENTO DE TRANSAÇÕES (SPT) 
O sistema de processamento de transações (SPT) corresponde a um 
método de geração de informações em nível operacional. Ele foi um dos primeiros 
 
 
010 
sistemas utilizados pelas empresas, e apesar de ter sua finalidade limitada às 
transações da entidade, seu papel é indispensável. 
De acordo com Caiçara Junior (2015, p. 82), o SPT “[...] dá suporte às 
operações mais básicas da empresa, como contas a pagar e a receber, folha de 
pagamento do pessoal, entrada e saída de mercadorias. Ele possui o papel de 
monitorar, coletar, armazenar, processar e disseminar as informações para a 
empresa como um todo”. 
As transações podem ser conceituadas como qualquer troca de valor ou 
movimento de mercadorias que possa interferir na lucratividade da entidade ou no 
seu ganho global. São considerados exemplos o débito ou crédito no caixa, ou 
entradas ou saídas de mercadorias (Caiçara Junior, 2015). 
 Na Figura 2 é apresentada a representação do sistema SPT. 
Figura 2 – Componentes de um SPT 
 
Fonte: Caiçara Junior, 2015. 
Conforme a imagem, percebe-se que o SPT corresponde ao principal 
banco de dados da entidade. Ele possui como componentes a entrada de dados, 
passando pelo processamento, posteriormente para o armazenamento e voltando 
para o processamento, que dá origem aos documentos e relatórios. As entradas 
de dados do SPT costumam ser importadas de outros SPTs ou digitados 
manualmente por seus usuários. 
O processamento pode ser feito de duas formas: batch ou on-line. No 
processamento pela técnica batch, os dados coletados são agrupadosem lotes e 
posteriormente processados pelo sistema; esse método é muito comum no que 
tange aos pagamentos de fornecedores, acumulados por determinado período, e 
enviados em conjunto para o banco. No processamento on-line, os dados são 
processados à medida que as transações ocorrem. 
 
 
 
011 
Saiba mais 
Quais são as principais características dos SPTs? (Caiçara Junior, 2015) 
 Capacidade de entradas/saídas rápidas. 
 Constantes repetições no processamento. 
 Grande necessidade de espaço de armazenamento. 
 Enorme quantidade de saídas (incluindo arquivos e documentos). 
Em relação às saídas, o SPT gera documentos, arquivos e relatórios os 
quais podem ser exemplificados por relatórios de vendas do mês, lista de 
recebimentos dos clientes, lista de funcionários com férias vencidas etc. 
Constituem exemplos de SPTs o controle de estoques, o controle de contas a 
pagar, a folha de pagamento etc. 
No próximo tema, estudaremos mais um sistema relacionado à tomada de 
decisão: o SAD. 
Saiba mais 
Assista ao vídeo “Sistema de Processamento de Transações (SPT)”. 
Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=kPEPwGJxAqA>. 
TEMA 4 – SISTEMA DE APOIO À DECISÃO (SAD) 
O sistema de apoio à decisão (SAD), também conhecido como sistema de 
suporte à decisão (SSD), é utilizado pelos gerentes dos níveis tático e estratégico 
para a geração de informações referentes à análise de situações que serão a base 
para o suporte de decisão. 
O SAD possui funções muito semelhantes ao SIG, só que, enquanto o foco 
do SIG são operações rotineiras da empresa, o SAD oferece suporte para 
situações menos comuns no dia a dia da entidade. Ele é um sistema interativo 
sob o controle do usuário, o qual normalmente é o gerente, que fornece 
informações e modelos para a tomada de decisão. 
No quadro a seguir são apresentadas as principais diferenças entre os dois 
sistemas. 
 
 
 
012 
Quadro 2 – Comparação sistema de apoio a decisão e sistemas de informação 
gerencial 
Item Sistema de informação gerencial Sistemas de apoio à decisão 
Apoio à decisão 
fornecido 
São fornecidas informações sobre o 
desempenho da organização. 
Nesse sistema, são fornecidas 
informações técnicas de apoio à 
decisão para analisar problemas ou 
oportunidades específicas. 
Forma e 
frequência das 
informações 
Periódicas, de exceção, por demanda 
e relatórios e respostas em pilha. 
Consultas e respostas interativas. 
Formato das 
informações 
Formato pré-especificado (fixo). Formato ad hoc, flexível e adaptável. 
Metodologia de 
processamento 
das informações 
Informações produzidas por extração e 
manipulação de dados de negócios. 
Informações produzidas por 
modelagem analítica de dados de 
negócios. 
Fonte: O’Brien, 2010. 
No quadro anterior, observa-se claramente as principais diferenças entre 
os dois sistemas: o sistema de apoio à decisão é mais flexível, atendendo às 
necessidades na medida em que elas surgem, não seguindo um padrão pré-
fixado. 
Um SAD precisa ter uma interface de fácil gerenciamento, formada por uma 
simples planilha eletrônica relacionada aos custos de produção, como também 
pode ser estruturado como um sistema grande e complexo, formado por 
simuladores de um ambiente de produção (Caiçara Junior, 2015). 
Nos simuladores utilizados no SAD, é comum questionamentos como “e 
se”, seguidos de situações relacionadas a decisões que a empresa poderia vir a 
tomar. Por exemplo, “e se” a empresa diminuísse o valor dos seus produtos em 
8%? Conseguiria aumentar sua parcela de participação no mercado? “E se” a 
empresa diminuísse seus custos fixos em 5%? Conseguiria aumentar sua 
margem de lucro no longo prazo? 
Desse modo, de forma não antecipada, esse sistema permite à empresa 
realizar novos questionamentos, além de possibilitar a intervenção on-line para a 
realização de mudança na maneira como os dados são apresentados e 
analisados. 
Outra forma de exame é a análise de sensibilidade, em que uma única 
variável é mudada diversas vezes e o reflexo dessas mudanças em outras 
variáveis é analisado. Por exemplo, vamos aumentar o investimento em 
propagando em 20%, e agora, vamos analisar essa mudança em diversos outros 
pontos, como no número de vendas, no número de novos clientes etc. 
Há, ainda, a análise de busca de metas, em que ocorre o contrário da 
análise de sensibilidade. Uma única variável é mantida com um valor fixo, 
 
 
013 
enquanto as demais são mudadas várias vezes, até que o valor fixado na variável 
constante seja alcançado. Por exemplo, ir aumentando o valor de publicidade até 
que as vendas atinjam um aumento de 30%. 
Uma extensão mais complexa da análise de busca de metas é a análise de 
otimização. Ao invés de estipular um valor fixo a ser alcançado, é estipulado um 
valor considerado “ótimo” para uma ou mais variáveis-alvo, dada certas 
limitações. Posteriormente, são mudadas uma ou mais variáveis por diversas 
vezes até que os melhores valores para as variáveis-alvo sejam encontrados. Por 
exemplo, quanto a empresa pode investir no maquinário novo considerando que 
o número de vendas atual não vai aumentar no próximo ano? 
As entradas no SAD podem ser fontes internas, com os sistemas 
anteriormente estudados SIG e SPT, ou externas, no caso de informações obtidas 
de concorrentes ou do governo. Um dos pontos principais do SAD é a alta 
capacidade de processamento, já que ela será responsável pela formação do 
banco de dados que será o suporte para análise das informações por meio de 
modelos estatísticos e financeiros, gráficos ou tabelas dinâmicas (Caiçara Junior, 
2015). 
Saiba mais 
Nesta aula, tivemos a oportunidade de conhecer dois sistemas de 
informações gerenciais muitos semelhantes: SIG e SAD. Existe mais alguma 
diferença além das citadas no texto? Leia o artigo “Sistemas de apoio à decisão”. 
Disponível em: <http://www.profdamasco.site.br.com/SistemasApoioDecisao 
Apostila.pdf>. 
No próximo tema, vamos conhecer outros sistemas utilizados pelas 
empresas conforme a classificação por tipo de suporte: Sistema de Informação 
Executiva (EIS). 
Saiba mais 
Conheça mais sobre Sistema de apoio a decisão assistindo ao vídeo 
“SAD”. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=-whvRyoQDlc>. 
TEMA 5 – SISTEMAS DE INFORMAÇÃO EXECUTIVA (SIE) 
Na década de 1970, no Massachusetts Institute of Technology (MIT), foi 
criado o sistema de informação executiva (SIE), também chamado de sistema de 
suporte ao executivo (SSE). Desde então, grandes empresas mundiais têm 
 
 
014 
utilizado esse sistema como uma espécie de “bússola” para “guiar” as decisões 
organizacionais, além de ser uma fonte de informações para o entendimento das 
operações da entidade. 
O SIE, que pode ser utilizado por qualquer tipo de organização, é um 
método que une características dos sistemas de informações gerenciais e dos 
sistemas de apoio à decisão. A principal diferença desse sistema em relação aos 
métodos dos quais ele originou-se são seus usuários. O SIE possui como usuários 
os membros da administração executiva da organização, e tem como objetivo 
fornecer de forma tempestiva e fácil informações referentes a fatores que refletirão 
no sucesso ou no fracasso da entidade, ou seja, informações relacionadas a 
fatores decisivos na implementação dos objetivos estratégicos da organização. 
O SIE é orientado por gráficos, projetados pela alta gerência, que oferecem 
recursos de computação generalizada, além de outros recursos tecnológicos para 
o monitoramento e controle da empresa (Laudon; Laudon, 1999). O SIE deve ser 
planejado levando com consideração a direção da empresa que vai implementá-
lo, poiscada executivo tem suas preferências em relação à forma de apresentação 
das informações e quais são as ferramentas que melhor refletem a variável que 
será avaliada. 
Como os executivos não dispõem de muito tempo para a leitura de 
relatórios, que possuem dados em formato mais detalhado, a especialidade 
principal desse sistema são os gráficos, que devem ser de fácil entendimento e 
precisam sintetizar todas as informações relevantes (Caiçara Júnior, 2015). 
No entanto, atualmente, de acordo com O’Brien (2010), o SIE é conhecido 
como “sistema de informações de todo o mundo”, já que características de outros 
sistemas, como navegadores de rede, ferramentas de colaboração on-line, 
sistemas de consultas e respostas interativas estão sendo absorvidos ao SIE para 
torná-lo cada vez mais útil ao executivo. 
Um dos exemplos de aplicação do SIE são os chamados painéis de bordo, 
nos quais apenas dados no formato de sumário são apresentados. Muitas vezes, 
esses dados vêm com cores diferentes no decorrer do texto representando uma 
situação específica, por exemplo: vermelho significa perigo, amarelo significa 
atenção e verde significa normalidade (Caiçara Júnior, 2015). 
 
 
 
015 
Saiba mais 
Ficou alguma dúvida sobre o sistema de informação executiva? O vídeo 
“Sistema de Informação Executiva” ajudará a conhecer ainda melhor esse 
sistema. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=QS7I1Q_BhhQ>. 
FINALIZANDO 
De acordo com o conteúdo apresentado nesta aula, foi possível 
compreender os sistemas de informações gerenciais utilizados nas empresas, 
relacionados ao processamento de dados, à tomada de decisão, ao comércio 
eletrônico, além de outros sistemas específicos. 
Esperamos que esta aula forneça as informações necessárias para a 
compreensão sobre todos os aspectos relacionados aos sistemas de informação 
no nível organizacional. Cabe ressaltar que ela não esgota os conteúdos sobre o 
assunto, sendo indispensável a contínua pesquisa sobre o tema, bem como 
constante leitura e treino. 
 
 
016 
REFERÊNCIAS 
CAIÇARA JUNIOR, C. Sistemas integrados de gestão: ERP. 2. ed. Curitiba: 
InterSaberes, 2015. 
LAUDON, K. C.; LAUDON, J. P. Sistemas de informação. 4. ed. Rio de Janeiro: 
LTC, 1999. 
O’BRIEN, J. A. Sistemas de informação: e as decisões gerenciais na era da 
internet. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 2010. 
 
 
AULA 5 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SISTEMAS DE INFORMAÇÕES 
GERENCIAIS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof.ª Edicreia Andrade dos Santos 
 
 
02 
CONVERSA INICIAL 
Os sistemas de informação objetivam instrumentalizar os processos da 
organização visando aumentar o controle, a precisão de suas atividades, a 
produtividade, além de fornecer suporte à tomada de decisão. Para isso, são 
utilizados sistemas que possuem como finalidade o processamento das 
informações e a geração de informações gerenciais. 
Esses sistemas possuem bancos de dados próprios, que normalmente são 
independentes e não se comunicam. Isso ocorre porque normalmente os sistemas 
são utilizados de forma setorial, o que pode ser a causa de diversos problemas, 
como: a) a redundância de dados, ou seja, dados repetidos; b) o retrabalho, ou 
seja, quando a falta de integralização faz como que um mesmo dado precise ser 
lançado mais de uma vez; e c) a falta de integridade de uma informação, ou seja, 
quando a informação fornecida não é verdadeira. 
Dentre os sistemas de integração dos ciclos de operação das 
organizações, destacam-se: SCM (Gestão da Cadeia de Suprimentos), CRM 
(Gestão de Relacionamento com o Cliente), MRP (Planejamento de Necessidade 
de Materiais), MRP II (Planejamento dos Recursos de Manufatura ou 
Planejamento dos Recursos de Produção) e ERP (Sistema Integrado de Gestão 
Empresarial). O objetivo desta aula é o estudo dos principais métodos de sistemas 
de informações básicas, que contribuem para a geração de informações para a 
tomada de decisão organizacional. 
Saiba mais 
Assista ao vídeo “Entendendo ERP, MRP e outras siglas”. Disponível em: 
<https://www.youtube.com/watch?v=ii_w5wNB7mQ>. 
CONTEXTUALIZANDO 
O que torna os sistemas de informação tão importantes? É o mesmo que 
faz com que as empresas invistam cada vez mais no desenvolvimento de 
tecnologias. O uso desses sistemas é de grande relevância para que os objetivos 
organizacionais sejam alcançados, pois permitem que novos produtos sejam 
desenvolvidos, que as operações das empresas sejam otimizadas, além de 
garantir a continuidade e a sobrevivência da entidade. 
Como existem diferentes interesses dentro da organização, também 
existem diferentes sistemas. De forma isolada, eles não são capazes de fornecer 
 
 
03 
as informações que a entidade precisa. Além disso, é muito complicado 
estabelecer como eles se inter-relacionam, já que até mesmo pequenas empresas 
utilizam uma série de sistemas para o controle de contas bancárias, pagamento 
de fornecedores etc. 
Dessa forma, é importante a utilização de sistemas que reflitam a realidade 
da empresa como um todo. Na aula passada, conhecemos como são 
automatizados os processos dos sistemas de informação pela perspectiva dos 
níveis organizacionais, por meio do estudo dos sistemas de processamento de 
transação (SPT), de informações gerenciais (SIG) de apoio à decisão (SAD) e de 
informações estratégicas (SIE). 
Nesta aula, vamos estudar os sistemas empresariais criados para a 
resolução de problemas de integração: ERP (Enterprise Resource Planning), SCM 
(Supply Chain Management), CRM (Customer Relationship Management), MRP 
II (Manufacturing Resources Planning) e MRP (Material Requirement Planning). 
TEMA 1 – SCM (CADEIA DE SUPRIMENTOS) 
A cadeia de suprimentos de negócios, tradução de Supply Chain 
Management (SCM) corresponde à rede de organizações e processos para 
escolher a matéria-prima, transformá-las e distribuir os produtos acabados, 
resultantes dessa transformação, aos clientes. Além da linha de produção, a 
cadeia liga fornecedores, clientes, redes de distribuição, instalações, com a 
finalidade de fornecer produtos e serviços desde a sua origem até o ponto de 
consumo (Laudon; Laudon, 2010). 
Em muitos casos, alguns eventos causam problemas na gestão de 
suprimentos devido à imprevisibilidade de sua ocorrência. Por exemplo, a 
demanda incorreta, o atraso de fornecedores, a ausência de matéria-prima, a 
capacidade ociosa da produção, o estoque em excesso, panes no processo de 
produção etc. 
Visando lidar com eventos não previstos, muitas vezes os fabricantes 
mantêm o chamado “estoque de segurança”, que funciona como um nível de 
estoque suficiente para evitar que a empresa fique sem produtos diante da 
variação de demanda. Caso a empresa saiba exatamente quando e quantos 
produtos seus clientes desejam e em qual período esses produtos precisam ser 
fabricados, ela pode utilizar o sistema just in time, que determina que tudo deve 
ser comprado, produzido e transportado no momento certo, como estratégia. 
 
 
04 
Saiba mais 
Um problema comum na gestão de suprimentos é o efeito “chicote”. Ele 
ocorre quando uma informação é distorcida, e o erro é perpetuado ao longo da 
cadeia de suprimentos. Ele pode ser diminuído quando as informações 
disponíveis estão atualizadas, reduzindo, assim, as incertezas sobre a oferta e a 
procura. 
Atualmente, a gestão da cadeia de suprimentos é realizada por meio de 
sistemas de controle. Normalmente, dois tipos de softwares são utilizados: os que 
ajudam a empresa a planejar a cadeia de suprimentos e os que ajudam a executar 
esse planejamento. 
Quadro 1 – Sistemas de controleSistemas de ... Descrição 
planejamento da cadeia de 
suprimentos 
Permite à empresa gerar previsões de demanda para um produto 
e desenvolver planos para a compra de matéria-prima desse 
mesmo produto. Ele possibilita a empresa tomar decisões 
operacionais sobre níveis de estoque, logística e 
armazenamento. 
execução da cadeia de 
suprimentos 
Permite o gerenciamento do andamento de produtos pelos 
centros de distribuição, visando garantir que eles sejam 
entregues no local certo, da melhor maneira possível. São 
exemplos o monitoramento da situação física de produtos, a 
gestão de materiais e operações de armazenamento e 
transporte. 
Fonte: Laudon; Laudon, 2010. 
Assim como outros sistemas de informações gerenciais, a cadeia de 
suprimentos também faz uso da tecnologia da internet para a integração de dados. 
Ela utiliza intranets e extranets: o primeiro, para integração dos processos 
internos; e o último, para a integração com parceiros de negócios. Tais 
metodologias contribuem para a atualização instantânea de informações sobre 
logística, produção, compras etc. No próximo tema conheceremos o sistema de 
gestão do relacionamento com o cliente: o CRM. 
Saiba mais 
Você conhece as cadeias de suprimentos orientados por demanda? Saiba 
mais sobre a produção push e a produção pull. Disponível em: 
<http://uninter.bv3.digitalpages.com.br/users/publications/9788576059233/pages
/265>. 
 
Vídeo 
 
 
05 
 Assista ao vídeo “O que é o SCM?” Disponível em: 
<https://www.youtube.com/watch?v=uAJMcs7yvDE>. 
TEMA 2 – CRM 
Após compreender as cadeias dos suprimentos da organização, vamos a 
mais um tópico relevante, a importância do cliente, que é identificada pelo CRM 
(Customer Relationship Management, que pode ser traduzido como Gestão de 
Relacionamento com o Cliente). É muito comum que as empresas possuam 
informações desencontradas. Um dado em relação a determinado cliente pode 
estar armazenado nas contas a receber, e ao mesmo tempo, esse cliente pode 
ter dados relacionados aos produtos adquiridos, sem que esses dados estejam 
integrados. 
Quando a organização é de grande porte, a integralização das informações 
é ainda mais complicado. Qual seria a solução para desenvolver um sistema que 
garanta um relacionamento longevo e eficiente com o cliente? Nesse momento é 
que entra em cena o sistema de gestão de relacionamento com o cliente – CRM 
(Customer Relationship Management). 
O CRM busca consolidar as informações sobre os clientes de toda empresa 
e posteriormente os distribui entre vários sistemas e pontos de contato, que 
consistem em canais de interação com os clientes, como o e-mail, espalhados 
pela entidade. Isso contribui para melhorar tanto as vendas como o atendimento. 
Assim como outros sistemas de informações gerenciais, o CRM também 
utiliza pacotes comerciais de softwares. Segundo Laudon e Laudon (2010, p. 267): 
Esse sistema pode abranger desde ferramentas de nicho que executem 
apenas algumas funções, como a personalização de sites para 
determinados clientes, como também aplicativos mais sofisticados que 
consigam realizar análises mais refinadas de informações que 
contribuam para a manutenção e conquista de clientes. 
Na Figura 1 é apresentada a síntese do CRM. 
 
 
06 
Figura 1 – Gestão das Relações com o Clientes – CRM 
 
Fonte: Laudon; Laudon, 2010, p. 267. 
De acordo com Laudon e Laudon (2010, p. 267), “os pacotes de CRM mais 
abrangentes contêm módulos para a gestão do relacionamento com o parceiro 
(Partner Relationship Management – PRM) e a gestão do relacionamento com 
o funcionário (Employee Relationship Management – ERM)”. O PRM é 
basicamente igual ao sistema de relacionamento com o cliente, a principal 
diferença encontra-se no objetivo: o PRM busca melhorar a colaboração entre a 
entidade e seus parceiros de vendas. É importante destacar que esses parceiros 
podem ser tanto os clientes finais como os varejistas, que acabam funcionado 
como uma espécie de intermediário para a empresa. 
O PRM fornece uma gama de dados relevantes, por exemplo: a indicação 
de preços, promoções e configurações de pedidos. No caso dos varejistas, ele 
ajuda no canal de vendas diretas, além de buscar avaliar seu desempenho, 
visando contribuir para que eles consigam efetuar um número maior de vendas. 
Nessa direção, percebe-se que o PRM é focado na área externa da 
entidade, diferentemente do ERM, que é focado na parte interna da organização. 
O ERM lida com assuntos dos recursos humanos relacionados ao CRM, tais como 
o estabelecimento de objetivos, gestão e remuneração com base no desempenho 
dos colaboradores e treinamento. 
Os principais softwares da gestão de relacionamento com o cliente são o 
Siebel e o Peoplesoft (que pertence atualmente ao Oracle), SAP e 
Salesforce.com. Alguns dos componentes desses sistemas são (Laudon; Laudon, 
2010, p. 268): 
 
 
07 
 Automação da força de vendas: São exemplos o 
gerenciamento de contas, de vendas, de pedidos etc. 
 Atendimento ao cliente: São exemplos os atendimentos por 
telefone, e-mail, sistema de call center etc. 
 Marketing: São exemplos o gerenciamento de campanhas, de 
eventos, de promoções etc. 
Todas as informações apresentadas até aqui fazem parte do CRM 
operacional, que se relaciona com a criação e manutenção de canais de 
tecnologia. Além dele, existe o CRM analítico, que busca analisar os dados 
gerados pelo CRM operacional, visando avaliar o desempenho da empresa nessa 
área e o valor do cliente ao longo do tempo. 
Além dos dois tipos citados, temos ainda: a) o CRM estratégico, que se 
relaciona com a análise de mercado e a orientação das estratégias da empresa; 
e b) o CRM colaborativo, que envolve todas as formas de disseminação das 
informações. 
Terminamos esse tema mencionando os benefícios e as limitações desse 
sistema. Como ponto positivo, podemos destacar a maior satisfação dos clientes, 
menores gastos com marketing, além da diminuição dos custos de manutenção 
dos clientes (Laudon; Laudon, 2010). Como limitações, além do alto custo e o 
longo período para a implantação, podemos destacar a complexidade de instalar 
um sistema como esse, que envolve mudanças drásticas na forma de trabalhar 
da empresa. 
No próximo tema, vamos conhecer mais um sistema: o MRP. Vamos lá? 
Saiba mais 
Assista ao vídeo “O que é CRM – CBR Consultoria”. Disponível em: 
<https://www.youtube.com/watch?v=fpBG5fYMFnk>. 
TEMA 3 – MRP 
O cálculo do sistema MRP (Material Requirement Planning, tradução de 
“planejamento das necessidades de materiais”) é simples, além de ser um dos 
métodos mais conhecidos. Ele parte do princípio de que se sabe de todos os 
componentes do produto e o período que leva para obter cada um deles. A partir 
disso, o próximo passo é estabelecer quais serão as necessidades futuras de 
disponibilidade do produto, definindo quando e quantas quantidades serão 
indispensáveis para sua confecção sem que sobre ou falte tempo ou matéria-
prima. 
 
 
08 
O sistema MRP foi criado na década de 1960, e de forma geral, busca 
programar as atividades para o período mais tarde possível, minimizando o 
volume dos estoques. Ele estabelece uma visão de necessidade futuras e depois 
vai “explodindo” de nível a nível para períodos anteriores. Em linhas gerais, a 
lógica do MRP é “programação para trás” (backward scheduling). 
Normalmente, uma entidade possui mais de um produto, o que cria a 
necessidade da utilização de um algum sistema que leve em consideração essa 
característica do negócio. Diante disso, é preciso que a empresa crie critérios ou 
padrões os quais permitam que elementos sem as características esperadas 
sejam identificadospelo sistema (Corrêa; Gianesi; Caon, 2014). 
Os parâmetros fundamentais do MRP são: políticas e tamanho do lote, 
estoques de segurança e os lead times. 
Quadro 2 – Parâmetros 
Parâmetros Descrição 
Políticas e 
tamanho do 
lote 
Visam determinar o valor de compra, além de buscarem reduzir os custos fixos 
de produção e aquisição desses lotes. Também são definidas as quantidades 
mínimas e máximas de lotes, ademais, é estabelecido o valor de lotes fixos, em 
que são calculadas as necessidades futuras por um prazo determinado, 
concentrando no início desse período o recebimento planejado das 
necessidades futuras estabelecidas. 
Estoques de 
segurança 
Objetivam diminuir as incertezas no processo de transformação. Eles são 
usados no fornecimento de dados para os algoritmos de cálculo do MRP, para 
que esse sistema determine as ordens de compra e produção visando à 
manutenção dos estoques nos níveis definidos. 
Lead times 
Correspondem ao tempo decorrente entre a liberação de uma ordem (de 
compra ou produção) e o momento a partir do qual o material está disponível 
para uso. Estão incluídas, nessa etapa, o tempo de emissão física da ordem, o 
tempo de transmissão da ordem, o tempo de transporte de materiais, o tempo 
de processamento etc. 
Fonte: Corrêa; Gianesi; Caon, 2014. 
Agora que já sabemos sua conceituação e os parâmetros necessários, 
vamos ao seu funcionamento. Partindo do ponto em que as necessidades de 
todos os itens que compõem o produto foram calculadas, desde o nível superior 
até as matérias-primas, o próximo passo é estruturar os produtos. O MRP é 
formado por dois componentes, denominados pais e filhos. Os pais são uma 
espécie de componente matriz e os filhos são elementos oriundos diretamente 
desses elementos. Esses dois itens podem ser ordenados em uma espécie de 
organograma denominado “estrutura do produto” ou “árvore do produto”. 
Quando não for possível criar a estrutura do produto, é utilizada uma lista 
de materiais “indentada”. Uma espécie de lista, em formato de quadro, também 
 
 
09 
é utilizada para a representação dos tempos de obtenção para cada um dos itens. 
Esse tempo normalmente é dividido em semanas. 
O cálculo ou “explosão” de necessidades líquidas de materiais também 
deve ser realizado nessa fase. Ele permite saber com antecedência quais são as 
quantidades a serem obtidas com base na liberação com antecedência. Ele é 
calculado deduzindo-se as necessidades brutas das quantidades projetadas com 
antecedência naquele período (Corrêa; Gianesi; Caon, 2014). Por fim, temos o 
registro do MRP, representado na Figura 2: 
Figura 2 – Exemplo de Registro básico do MRP 
 
Fonte: Corrêa; Gianesi; Caon, 2014, p. 92. 
Na Figura 2, podemos notar que as linhas representam as necessidades 
brutas, as chegadas esperadas de material, o estoque disponível projetado, ou 
seja, o estoque ao final do período, o recebimento de ordens planejadas que 
representam a quantidade de material disponível no início do período 
correspondente à liberação das ordens disponíveis. As colunas são a 
representação numérica de cada um desses itens. 
No próximo tema, conheceremos um sistema de informações gerenciais 
que lembra muito o método que acabamos de estudar. Afinal, ele é uma evolução 
desse tema: o MRP II. 
Saiba mais 
Assista ao vídeo “Teoria do MRP”. Disponível em: <https://www.youtube. 
com/watch?v=e0HGiWpSHiI>. 
TEMA 4 – MRP II 
Com a popularização do MRP (Material Requirement Planning, tradução de 
“planejamento das necessidades de materiais”), que, como o próprio nome diz, 
consiste em um sistema de cálculo das necessidades de materiais, estudado no 
item anterior, os pesquisadores perceberam que a mesma lógica poderia ser 
 
 
010 
aplicada no planejamento de recursos de produção. Expandindo-se os conceitos 
do MRP, surgiu o MRP II. Entretanto, o que motivaria essa adoção? 
A resposta é simples. Uma empresa que utiliza apenas o MRP está focada 
apenas na compra do que é necessário no momento certo, visando eliminar os 
estoques. No entanto, a organização não é um sistema fechado, muitas vezes os 
materiais chegam antes ou depois do que era esperado, o que se reflete na 
produção. 
Essas mudanças refletem a capacidade de planejamento por meio de 
custos adicionais, seja pelo custo de manter um estoque excessivo ou pelas 
consequências do atraso da entrega dos produtos. A evidência prática desses 
problemas foi o que motivou o desenvolvimento do MRP II. 
Com esse novo cálculo, foi possível identificar com certa precisão 
problemas relacionados à falta de capacidade ou ao excesso de recursos com 
alguma antecedência. Ademais, tornou possível a redução de custos com 
ociosidade e a manutenção dos níveis de confiabilidade de entrega de 
mercadorias (Corrêa; Gianesi; Caon, 2014). Na Figura 3 é apresentada a evolução 
do antigo método para o novo. 
Figura 3 – Abrangência do MRP e do MRP II 
 
Fonte: Corrêa; Gianesi; Caon. 2014, p. 134. 
De acordo com a Figura 3, pode-se observar que o MRP II é mais do que 
um cálculo de capacidade do MRP. Ele vai muito além, consistindo em um sistema 
mais complexo e mais abrangente que o MRP. 
O MRP II é formado por uma série de procedimentos de planejamento que 
são reunidos em funções. Normalmente, para sua implementação, a empresa 
adquire softwares comerciais, em pacotes formados por módulos. No entanto, 
também é possível executar as funções do sistema de maneira manual, por meio 
de ferramentas computacionais (Corrêa; Gianesi; Caon, 2014). 
 
 
011 
Podemos definir o MRP II como um sistema de hierárquico da 
administração da produção, em que os planos de produção gerais são agrupados 
até chegar em níveis de planejamento operacional menores. Para garantir a 
eficácia do MRP II, é de suma importância que exista uma base de dados central, 
que seja formada por módulos os quais, apesar de fazerem parte de um todo, 
também funcionam de forma independente. 
O MRP II é formado por: Cadastro básico, MRP (planejamento de 
necessidade de materiais), CRP (planejamento de requisitos de necessidade), 
MPS (programa mestre de produção), RCCP (planejamento de capacidade), 
Gestão da demanda, SFC (controle de chão de fábrica) e Compras S&OP (vendas 
e planejamento das operações) (Corrêa; Gianesi; Caon, 2014). 
O cadastro básico é responsável pelo registro das informações necessárias 
para o funcionamento do sistema. Sua composição é apresentada a seguir. 
Quadro 3 – Cadastros necessários 
Tipo de 
Cadastro 
Descrição 
Cadastro 
mestre de item 
Contendo informações, como código, descrição, unidade de medida, data de 
efetividade, política de ordem, lead time, estoque de segurança, entre outros. 
Cadastro de 
estrutura de 
produto 
Contendo as ligações entre itens “pais” e itens “filhos”, quantidades necessárias 
de itens “filhos” por unidade do item “pai, unidades de medida, código de 
mudança de engenharia, datas de início e término de validade, entre outros. 
Cadastro de 
locais 
Nele são definidos os locais de armazenagem dos itens, incluindo unidades 
fabris, departamentos, corredores, prateleiras, entre outros. 
Cadastro de 
centros 
produtivos 
Inclui código, descrição, horário de trabalho, índices de aproveitamento de 
horas disponíveis, entre outros. 
Cadastros de 
calendários 
Faz a conversão do calendário de fábrica para o calendário de datas do ano e 
armazena informações de feriados, férias, entre outros. 
Cadastro de 
roteiros 
Incluindo a sequência de operações necessárias para a fabricação de cada 
item, os tempos associados de emissão de ordem, fila, preparação, 
processamento, movimentação, ferramentas necessárias, entre outros. 
Fonte: Corrêa; Gianesi; Caon,2014. 
Os demais módulos que formam o MRP II são descritos a seguir. 
Quadro 4 – Módulos 
Módulo Descrição 
MRP Módulo responsável pela verificação da viabilidade do plano de produção e das 
compras, calculando a necessidade de matérias em relação ao número e ao tempo 
que eles precisam estar disponíveis. 
CRP Utiliza informações dos centros produtivos, roteiros e tempos, calculando as 
necessidades de capacidade de cada centro, de tempos em tempos 
MPS, 
RCCP e 
Gestão de 
Demanda 
Para a elaboração do plano de produção de produtos (itens e período), é utilizado 
o módulo de planejamento mestre de produção (MPS) e o planejamento grosseiro 
de produção (RCCP). No que tange às informações referentes às vendas, ficam a 
cargo da gestão de demanda fornecer esses dados. 
 
 
012 
SFC e 
Compras 
Também temos o módulo de controle de chão de fábrica (SFC) e módulo de 
compras, que são responsáveis por garantir que o plano de materiais estipulado 
seja cumprido da maneira com o foi estruturado. 
S&OP Responsável pelo planejamento de decisões que envolvem visão de longo prazo 
da organização, ele é utilizado pelo alto escalão. 
Fonte: Corrêa; Gianesi; Caon, 2014. 
Dessa forma, sua estruturação fica da seguinte maneira. 
Figura 4 – Sistema MRP II 
 
Fonte: Corrêa; Gianesi; Caon, 2014, p. 151. 
Na Figura 4, pode-se notar que o comando abrange o nível mais alto de 
planejamento (S&OP/Gestão de Demanda/MPS/RCCP), responsável pelas 
decisões estratégicas da organização, enquanto o motor é composto pelo nível 
mais baixo de planejamento (MRP/CRP), em que são tomadas decisões 
específicas em relação às decisões gerais do nível mais alto. Por fim, as rodas 
referem-se à execução e ao controle das decisões determinadas pelo “motor” 
(Compras/SFC). 
Para eficácia da implantação do MRP II, é preciso que a empresa 
estabeleça de forma clara o objetivo do sistema e os instrumentos para medir seu 
desempenho. 
 
 
013 
Em relação aos pontos positivos, podemos destacar a natureza dinâmica 
do sistema, que permite que sejam realizadas o número de mudanças 
necessárias para adaptação ao ambiente competitivo. Por sua vez, quanto às 
limitações, podemos destacar a complexidade do sistema devido ao grande 
volume de dados. Além disso, muitas vezes sua estrutura de tomada de decisão, 
que é muito centralizada, pode dar pouca margem e ação para quem executa as 
operações. 
No próximo tema, conheceremos um dos sistemas de integração de dados 
mais famosos: o ERP. 
TEMA 5 – ERP 
As operações da empresa são suportadas por sistemas. Normalmente, a 
estrutura funcional da entidade não permite que diferentes áreas se inter-
relacionem. Dessa forma, os dados setoriais (financeiros, operacionais, vendas 
etc.) são incluídos em sistemas isolados, o que na integração pode resultar no 
retrabalho, em repetições e na falta de integridade da informação. 
Um dos maiores benefícios trazidos pela integração dos sistemas é acabar 
com os obstáculos entre diferentes setores, evitando a duplicação de esforços. 
Muito benefícios são trazidos com essa integração: 
Quadro 5 – Benefícios da integração 
Benefícios tangíveis Benefícios intangíveis 
Redução de pessoal Aprimoramento de processos 
Aumento de produtividade Padronização de processos 
Aumento de receitas/lucros Flexibilidade 
Entregas pontuais Agilidade 
Fonte: Caiçara Junior, 2015. 
Como solução para a integração dos sistemas e resolução de problemas, 
existem duas opções. A primeira consiste na construção de interfaces entre os 
sistemas que já existem na empresa, por meio da compreensão da arquitetura e 
da identificação das linguagens de programação. Para isso, é preciso saber que 
tipo de banco de dados é utilizado, além de outras características técnicas 
relevantes (Caiçara Junior, 2015). 
Uma segunda solução são os sistemas integrados de gestão, chamados 
de ERP (Enterprise Resource Planning, em português, “planejamento de recursos 
da empresa”), uma ferramenta com a finalidade de desenvolver uma empresa com 
áreas funcionais interligadas. 
 
 
014 
Antes de conhecer o sistema propriamente dito, é importante conhecer sua 
criação. No ano de 1972, a empresa SAP (Systeme, Anwendungen, Produkte, em 
português, “Sistema de desenvolvimento de programas”) foi fundada. Essa 
empresa foi responsável pelo desenvolvimento do conceito inicial do ERP, que 
inicialmente foi lançado como R/2 e atualmente é um dos líderes de mercado dos 
sistemas. 
Em sua criação, o propósito principal dessa metodologia era a integração 
de todos os sistemas da organização. Ele consiste em uma evolução dos MRPs 
(Material Requirement Planning, tradução de “planejamento das necessidades de 
materiais”), e dos MRPs II (Manufacturing Resource Planning, tradução de 
“planejamento de recursos de manufatura”), que já foram estudados nesta aula. 
A evolução do ERP levou ao lançamento do ERP2, que além de integrar os 
sistemas internos, passou a utilizar a internet para conectar processos e sistemas 
de duas ou mais organizações. Ao invés da necessidade de estar na empresa 
para acessar dados, o usuário podia estar em qualquer lugar do mundo e ainda 
assim poder acessar o sistema de forma remota. 
No início da década de 1990, o ERP começou a ser utilizado em escala 
mundial. No Brasil, isso ocorreu por volta dos anos de 1997/1998, no entanto, na 
época, somente grandes corporações tinham acesso devido ao alto valor de sua 
implementação. 
Ao longo dos anos, a conceituação desse sistema passou por 
modificações. Ele pode ser definido como um sistema de informação adquirido na 
forma de pacotes comerciais de software que possibilitam a integração entre os 
dados dos sistemas de informação transacionais e dos processos de negócios de 
uma empresa (Caiçara Junior, 2015). 
O ERP é um pacote comercial de software, ou seja, ele é adquirido pronto 
no mercado, apesar de algumas entidades buscarem soluções internas que 
imitem modelos existentes. Por isso, a empresa que o adquire precisa se adaptar 
às funcionalidades do produto e adequar seus processos à modelagem imposta 
por esse sistema. O Quadro 6 traz algumas das suas principais características 
(Caiçara Junior, 2015): 
Quadro 6 – Principais características do ERP 
Característica Descrição 
Pacote comercial de 
software 
O desenvolvimento do ERP não é simples, visto que são necessários anos 
de estudo e observação das rotinas organizacionais para que se construa 
uma estrutura a qual possa ser adaptada a qualquer organização. 
 
 
015 
Banco de dados 
único 
Essa foi considerada uma das principais evoluções em relação aos 
sistemas tradicionais, pois são integradas a diversas áreas funcionais em 
um único sistema “central”. 
Constituído de 
módulos 
Com o ERP, as áreas funcionais passaram a ser chamadas de módulos. 
Dessa forma, a empresa passou a ser constituída por um conjunto de 
módulos que compartilham informações em um mesmo banco de dados. 
Dessa forma, a empresa pode optar pela escolha dos modelos que lhe 
interessem, já que os módulos funcionam de forma independente, 
permitindo, assim, vendas parciais. 
(continua) 
(Quadro 6 – conclusão) 
Característica Descrição 
Formado com base 
nas melhores 
práticas de mercado 
Na construção do ERP, são identificadas as principais práticas aplicadas a 
cada segmento de mercado, visando identificar o que há de melhor para o 
tipo de empresa que está implementando o sistema, com vistas sempre ao 
desenvolvimento da vantagem competitiva. Dessa forma, o ERP vai além 
de um simples sistema, funcionando como uma espécie de consultoria. 
Elimina a 
redundância 
Como existe um banco de dados único, a duplicação de dados e o 
retrabalho sãoevitados. 
Integridade da 
informação 
Como existe apenas um sistema de armazenamento de dados, assim que 
uma mudança é realizada em um módulo, automaticamente há integração 
entre os outros módulos em tempo real. 
Aumenta a 
segurança entre os 
processos de 
negócios 
Os sistemas de ERP utilizam controles e permissões de acesso, ou seja, 
os usuários possuem login e senha, aumentando, assim, a segurança. 
Permite a 
rastreabilidade das 
informações 
Devido ao uso de login e senha, visando à segurança das operações, esse 
sistema também permite a identificação de quem realizou os lançamentos. 
Fonte: Adaptado de Caiçara Junior, 2015. 
De forma geral, esse sistema visa organizar, padronizar e integrar, 
permitindo o acesso em tempo real a informações confiáveis em um banco de 
dados central. A imagem a seguir exemplifica o sistema. 
 
 
016 
Figura 5 – Exemplificação do sistema ERP 
 
Fonte: Caiçara Junior, 2015, p. 98. 
Com base na Figura 5, podemos perceber que o ERP visa diminuir a 
distância entre os setores, unificando as informações com o objetivo de 
transformar a entidade em um sistema “uno”. Consequentemente, isso traz 
economia, praticidade, segurança e maior confiabilidade. 
Saiba mais 
Conheça um pouco mais a respeito do ERP assistindo ao vídeo “ERP – O 
que é?”. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=2ujdn5G7W20>. 
FINALIZANDO 
De acordo com o conteúdo apresentado nesta aula, foi possível conhecer 
os principais sistemas de informações gerenciais utilizados nas organizações, 
desde sua conceituação aos fundamentos e características, além de seu papel na 
tomada de decisão e na integração das informações. Tais sistemas são intitulados 
como SCM, CRM, MRP, MRP II e ERP. 
O estudo dessa temática ainda buscou a ampliação do conhecimento sobre 
os sistemas de informações, além do aprofundamento do conteúdo visando dar 
uma visão geral sobre o assunto. Porém, é importante destacar que esse tema é 
muito extenso, criando a necessidade de que novas pesquisas sejam realizadas 
posteriormente. 
 
 
017 
REFERÊNCIAS 
CAIÇARA JUNIOR, C. Sistemas integrados de gestão: ERP. 2. ed. Curitiba: 
InterSaberes, 2015. 
CAMPOS, R. R.; CAZARINI, E. W. Sistemas ERP de código aberto: uma opção 
para as pequenas indústrias? In: CONGRESSO INTERNACIONAL DE GESTÃO 
DA TECNOLOGIA E SISTEMAS DE INFORMAÇÃO, 2., 2005, São Paulo. Anais... 
São Paulo: TECSI/EAC/FEA/USP, 2005. 1 CD-ROM. 
CORRÊA, H. L.; GIANESI, I. G. N.; CAON, M. Planejamento, programação e 
controle da produção: MRP II/ERP. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2014. 
LAUDON, K. C.; LAUDON, J. P. Sistemas de informações gerenciais. 9. ed. 
São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2010. 
 
 
AULA 6 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SISTEMAS DE INFORMAÇÕES 
GERENCIAIS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof.ª Edicreia Andrade dos Santos 
 
 
02 
CONVERSA INICIAL 
Implantar ou não um sistema de informações gerenciais? Essa é uma 
dúvida de diversos gestores, já que atualmente a informação é um recurso de 
extrema utilidade para a organização. Essas informações compõem os sistemas, 
que podem ser um instrumento de auxílio ao gestor na tomada de decisão. 
Um sistema bem estruturado é a chave para saber exatamente o que 
ocorre na entidade, diferentemente do que ocorre em sistema com falhas, nos 
quais as informações apresentadas são imprecisas e podem levar os gestores a 
tomarem decisões erradas, o que pode ser prejudicial para o negócio. 
Devido a isso, as empresas buscam estruturar sistemas de informações 
gerenciais e de apoio à decisão, visando transformar as informações disponíveis 
sobre as operações e as estratégias da entidade em instrumentos para atender 
às necessidades organizacionais e alcançar os objetivos almejados. 
Diante desse contexto, levando em consideração a relevância do tema, o 
objetivo desta aula é o conhecimento sobre as etapas de implantação do sistema 
de informações gerenciais e as demais informações relevantes. 
 
Saiba mais 
Assista ao vídeo “Implantação de um Sistema Contábil/Sistema de 
Informação Gerencial (SIG)”. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v= 
XC-A2IJJjyM>. 
CONTEXTUALIZANDO 
Os sistemas de informações gerenciais (SIG) possuem um papel 
fundamental na gestão organizacional. Eles oferecem dados para a geração de 
relatórios, que possuem como finalidade auxiliar os gestores a explicar 
desempenhos passados e prever desempenhos futuros, a fim de direcionar a 
empresa para o caminho certo. 
De forma geral, esses sistemas prestam informações sobre as atividades 
básicas das empresas, além da elaboração de relatórios que auxiliem no 
planejamento e no controle de operações importantes. Segundo Laudon e Laudon 
(2007), o número e os tipos de sistemas de informação que podem ser utilizados 
em alguma organização varia de acordo com a informação gerada. 
 
 
03 
Os métodos vão desde modelos básicos de sistemas relacionados à 
resolução de problemas, voltados para o desenvolvimento de novos sistemas, a 
métodos relacionados ao ciclo de vida de um sistema tradicional (Laudon, Laudon, 
2007). Nos próximos temas, conheceremos melhor o funcionamento da 
implantação de um sistema de informações gerenciais. 
TEMA 1 – O ALINHAMENTO DA IMPLANTAÇÃO COM O PLANEJAMENTO 
ESTRATÉGICO 
Qualquer organização, ao implantar determinada estratégia, precisa buscar 
alinhá-la ao planejamento da organização, para que todos os setores e membros 
da organização estejam envolvidos na estratégia de implantação. A origem do 
termo estratégia remete aos tempos antigos, mais precisamente na Grécia 
Antiga, onde se originou o termo “strategos”, que significava “a arte do general de 
exército” (Mintzberg; Quinn, 2001). 
Com o passar dos anos, esse termo foi estendido a outras áreas, bem como 
para o contexto empresarial. As definições também passaram por mudanças, visto 
que nesse período não existia um consenso em relação à conceituação do termo 
planejamento estratégico visando estabelecer uma definição única. Mintzberg e 
Quinn (2001) identificaram cinco características básicas, apresentadas na Tabela 1: 
Tabela 1 – Definições de estratégia 
Estratégia Definição Características 
Plano Curso ou ação, diretriz. • Preparadas previamente às ações. 
• Desenvolvidas consciente e deliberadamente. 
Pretexto Manobra específica. • Relacionada à estratégia como plano, com 
intuito de “manobrar” a concorrência. 
Padrão Consistência de 
comportamento 
• Padrão relacionado à ação, com intenção. 
• Pode haver um plano implícito atrás do 
padrão. 
Posição Posição em relação a uma 
referência. 
• Ponto de referência: ambiente, concorrente, 
mercado. 
• Olhar para fora (posicionamento), relacionando 
à organização. 
Perspectiva Conceito da organização, 
visualizado internamente. 
• Perspectiva compartilhada. 
• Olhara para dentro (perspectiva), relacionando à 
organização. 
Fonte: Mintzberg; Quinn, 2001. 
As informações apresentadas na Tabela 1 podem vir a ser adaptadas de 
acordo com a estratégia que a organização deseja seguir, ela pode vir a adotar 
uma estratégia, duas, ou até todas. Por exemplo, uma organização pode optar por 
 
 
04 
adotar somente a estratégia de planejar com antecedência suas ações e não 
adotar mais nenhuma estratégia. 
Quando se trata da implantação de um sistema de informação, um dos 
conceitos mais significativos sobre alinhamento da estratégia refere-se ao 
alinhamento entre o plano estratégico de negócio (PEN) e o plano estratégico de 
tecnologia de informação (PETI) (King, 1988). O alinhamento entre esses dois 
elementos garantirá a adequação da estratégia empresarial coma tecnologia da 
informação disponível. 
O Planejamento Estratégico de Negócio (PEN) pode ser conceituado 
como um sistema integrado de decisões, capaz de produzir dados e informações 
que contribuam para que os gestores pensem estrategicamente, apoiando a 
construção das estratégias futuras (Mintzberg; Quinn, 2001). Esse tema é antigo, 
porém ficou por algum tempo esquecido; no final da década de 1990, ganhou 
relevância novamente, ao ser associado com um instrumento de alinhamento 
estratégico. 
O PEN está intimamente ligado com a estratégia. Ele é responsável pela 
elaboração de um plano efetivo para identificação dos pontos fortes e pontos 
fracos, objetivos, ameaças e oportunidades que compõem o negócio. Ele é 
elaborado com base em informações externas e internas, as quais são utilizadas 
para a definição dos caminhos que a entidade deve seguir. 
Enquanto o PNE está relacionado a estratégia da empresa, o Plano 
Estratégico de Tecnologia de Informação (Peti), como próprio termo já indica, 
está relacionado com a estratégia da tecnologia da informação. Ele refere-se a 
um conjunto de ferramentas e técnicas utilizadas para a identificação de dados 
relacionados à área da tecnologia da informação que possibilitam apoiar os 
negócios organizacionais e o desenvolvimento de arquiteturas de informação, 
objetivos, estratégias e aplicações estratégicas (Affeldt; Vanti, 2009). 
Assim como o PIN, o Peti também elabora um plano efetivo, só que focado 
nos aspectos relacionados à tecnologia da informação. Da união desses dois 
fatores é estabelecido o Alinhamento Estratégico (AE). 
O alinhamento estratégico refere-se à aplicação da tecnologia da 
informação no tempo e de modo correto, buscando sempre alinhar tais tecnologias 
com as estratégias da empresa. 
No próximo tema, continuaremos detalhando o processo de implantação 
dos sistemas de informação e estudaremos o ciclo de vida dos sistemas. 
 
 
05 
Saiba mais 
Que tal conhecer um exemplo prático do alinhamento da estratégia da 
empresa com o Ti? Saiba mais assistindo ao vídeo “Como alinhar TI ao negócio 
e impulsionar as métricas e a geração de valor”, com o gerente de TI do Wal-Mart. 
Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=ySqaWvkDOHo>. 
TEMA 2 – CICLO DE VIDA DOS SISTEMAS 
As dúvidas em relação aos recursos e estrutura necessária para o 
desenvolvimento dos sistemas informação estão entre as maiores causas de erros 
ou insucessos de sua implantação. Nesse contexto, as abordagens de ciclo de 
vida dos sistemas visam contribuir para a identificação das necessidades dos 
usuários dos sistemas de informação. 
De acordo com o Yourdon (1990), o planejamento do ciclo de vida de um 
sistema consiste no modo como a implantação será realizada pela entidade. Ele 
não é difícil, qualquer membro da área de desenvolvimento de sistemas com as 
devidas informações pode ser o responsável pelo desenvolvimento do projeto. 
De acordo com Alves e Vanalle (2001), estabelecer o ciclo de vida de um 
projeto de sistema é importante pelos seguintes motivos: 
• ele define as atividades a serem executadas em um projeto; 
• ele fornece consistência entre os muitos projetos em desenvolvimento em 
uma mesma empresa; 
• ele introduz mecanismos de verificação para o controle gerencial de 
decisões; 
• ele oferece facilidades para o gerenciamento de prazos. 
Os ciclos de vida se dividem em: clássico, de prototipação e em espiral. 
Esses três modelos serão detalhados nos próximos subtemas. 
2.1 Ciclo de vida clássico 
O ciclo de vida clássico ou tradicional é o método mais antigo de elaboração 
de sistemas de informação. Nesse método, a montagem do sistema é dividida em 
etapas em cascata, nas quais as tarefas de cada etapa devem estar terminadas 
antes de partir para o próximo estágio. No entanto, apesar disso, os gestores 
podem voltar ao estágio anterior, se for necessário. 
Na Figura 1 são apresentadas as etapas dessa metodologia: 
 
 
06 
Figura 1 – Ciclo de vida sistema clássico 
 
Fonte: Laudon; Laudon, 2010. 
Esse método é marcado pela formalidade na divisão de tarefas e pelas 
especificações em papéis, o que acaba gerando muitos documentos no decorrer 
do projeto. O ciclo de vida clássico é muito utilizado em sistemas complexos, que 
exigem análise e controle mais rigorosos; dessa forma, ele não é tão indicado para 
pequenas empresas que possuem sistemas mais simples. 
Como ponto negativo, podemos destacar que o ciclo de vida clássico é 
muito demorado. Como citado, uma etapa se inicia, assim que a etapa anterior 
termina, e todo esse processo gera um grande volume de documentos. Caso seja 
necessário voltar a uma etapa já terminada, toda a papelada que já havia sido 
produzida precisará ser refeita. 
2.2 Prototipagem 
A prototipagem consiste na montagem de um sistema experimental, de 
forma rápida e sem muitos gastos. Ele consiste em um modelo preliminar que 
pode representar uma parte ou o todo do sistema de informação, que pode ser 
mudado diversas vezes com a finalidade de ser convertido no modelo de sistema 
considerado ideal para os seus usuários. 
Na Figura 2 é apresentado um modelo de protótipo. 
 
 
07 
Figura 2 – Prototipagem 
 
Fonte: Alves; Vanalle, 2001. 
Conforme a Figura 2, podemos observar que esse modelo ajuda o 
desenvolvedor a estruturar o sistema que será implementado. De acordo com 
Alves e Vanalle (2001, p. 4), esse modelo pode assumir três formas: 
• Um protótipo em papel ou um modelo computacional, que 
apresente ao usuário as informações de forma clara. 
• Um protótipo de trabalho que teste algumas funções que são 
exigidas pelo sistema desejado. 
• Um programa existente que execute uma parte ou toda a função 
desejada para o novo sistema, mas com elementos que poderão 
ser melhoradas no decorrer do desenvolvimento. 
 
Assim como o modelo clássico, a prototipagem também possui limitações. 
Como é um processo realizado de forma rápida, muitas vezes motivado pela 
pressa dos usuários, pode ocorrer falhas no modelo quando implantado. Além 
disso, como a prototipagem pode ser referente a apenas uma parte do modelo, 
na junção com o resto do sistema podem ocorrer problemas no âmbito geral. 
2.3 Ciclo de vida em espiral 
O ciclo de vida em espiral busca unir as melhores características dos dois 
modelos anteriores, com a inclusão de mais um elemento: a análise de riscos. Na 
Figura 3 é apresentado um modelo de ciclo de vida em espiral. 
 
 
08 
Figura 3 – Ciclo de vida em espiral 
 
Fonte: Boehm, 1975. 
Conforme a Figura 3, vemos que esse modelo possui diversos pontos 
positivos. O principal é a possibilidade de analisar a evolução do desenvolvimento 
do sistema em cada etapa. Como ponto negativo, podemos destacar a 
impossibilidade de sua utilização em sistemas terceirizados. 
No próximo tema, avançaremos mais uma etapa conhecendo como 
funciona a implantação dos sistemas de informações. 
Saiba mais 
Assista ao vídeo “Análise de Sistemas – Aula 2 – Ciclos de Vida de 
Desenvolvimento de Software”. Disponível em: <https://www.youtube.com/ 
watch?v=4Y4O7NVDc3M>. 
TEMA 3 – A IMPLEMENTAÇÃO DE SISTEMAS DE INFORMAÇÕES 
A implantação dos sistemas de informação começa com o levantamento e 
a análise de um novo sistema; essa etapa é a fase mais importante de todo o 
projeto de desenvolvimento (Cassarro, 1999). Caso já exista um sistema em 
utilização, deve-se buscar extrair seus pontos positivos e resolver as possíveis 
 
 
09 
falhas na construção do novo projeto. Posteriormente, é realizada a definição clara 
dos objetivos que se espera alcançar com o desenvolvimento do sistema. 
A tecnologia da informação empregada é outro fator que deve ser 
observadono decorrer da implementação do sistema, visando ao estabelecimento 
das funcionalidades do sistema. Em seguida, também são identificadas as 
necessidades e as expectativas dos usuários. 
Ao longo da implementação do projeto, é possível ver que a etapa mais 
importante é o levantamento dos requisitos necessários, já que é nesse estágio 
que é discutida a necessidade de implantar um sistema, no caso de já existir outro 
sistema em funcionamento. Já que, a partir do momento em que é identificado, 
que não é necessário um novo sistema, todas as etapas posteriores são 
desnecessárias. 
A participação do usuário é outro fator importante no que tange à 
implementação de um sistema, sendo ele o mais interessado na eficiência do 
projeto. É necessário que ele possa participar de sua construção e de seu 
desenvolvimento. 
Para Purba, Sawh e Shah (1995), esse procedimento traz algumas 
vantagens, como favorecer a troca de conhecimentos e experiências entre os 
usuários para o projeto do sistema, permitindo que eles lutem a favor do sucesso 
do projeto e, também, permite que esses usuários “testem” o sistema desde o 
começo, evitando surpresas quando o projeto estiver concluído e for entregue 
para teste. 
No entanto, é preciso que os usuários estejam atentos ao relacionamento 
existente entre os componentes técnicos de um sistema e a estrutura de 
funcionamento da empresa. Os desenvolvedores de sistemas devem levar em 
consideração os objetivos de gestão e o processo decisório, bem como o impacto 
que esses sistemas terão sobre usuários, colaboradores e todo o contexto 
organizacional (Rezende; Abreu, 2000). 
Na figura a seguir, são apresentados os motivos para falhas na implantação 
dos sistemas de informações. 
 
 
010 
Figura 4 – Falhas no processo de implantação de um sistema de informação 
 
Fonte: Schmitt, 2004. 
Conforme a Figura 4, é possível inferir que a maioria das falhas está 
relacionada aos aspectos técnico do sistema, como software, hardware, 
infraestrutura, soluções técnicas etc. Em alguns casos, a equipe e os usuários 
também podem contribuir com as falhas no projeto, principalmente quando eles 
não estão comprometidos com a eficácia do desenvolvimento do sistema. 
A equipe também pode contribuir para o sucesso da implantação, 
principalmente quando existe participação efetiva de todos os usuários e quando 
há apoio da gerência. 
No próximo tema, continuaremos a tratar de conceitos relacionados ao 
sistema ao identificar o tipo que representa a empresa. 
Saiba mais 
Você já parou para pensar como ocorre a implantação de um sistema de 
informações na rede pública? Saiba mais lendo o artigo “A implementação do 
sistema de informação e gestão do SUAS na Política de Assistência Social: 
reflexos nas práticas profissionais e na democratização das políticas públicas”. 
Disponível em: <http://osocialemquestao.ser.puc-rio.br/media/OSQ_30_Garcia 
_4.pdf>. 
 
 
 
 
011 
TEMA 4 – A EMPRESA COMO UM SISTEMA 
No passado, as empresas eram consideradas um sistema fechado, 
completamente sem contato com o mundo externo. Naquela época, as mudanças 
demoravam para acontecer, e, quando ocorriam, demoravam para serem 
refletidas nas operações da organização. 
Com a globalização, tudo mudou. Os clientes passaram a dispor de maior 
número de informações e tornaram-se mais exigentes, a tecnologia da informação 
também ganhou espaço com o advento da internet, e com a popularização de 
redes sociais as distâncias diminuíram, em alguns casos simplesmente 
desapareceram. Nessa nova realidade, a visão de terceiros em relação à 
organização passou a representar fator de grande importância. 
Dessa forma, as organizações empresariais interagem com o ambiente e a 
sociedade de maneira completa. A organização é um sistema em que recursos 
são introduzidos (entrada), processados e resultam na saída de produtos ou 
serviços (Padoveze, 2007). 
Dessa forma, a organização passou a ser considerada um sistema aberto, 
já que interage com a sociedade e com o ambiente de atuação. Essa interação 
com a sociedade provoca influência tanto na empresa como na sociedade, visto 
que há o aumento nos padrões de vida dos seus colaboradores e dos familiares 
desses colaboradores, bem como o desenvolvimento da sociedade em que a 
empresa está inserida. A entidade, então, muda para se adaptar ao que os 
parceiros de negócios e clientes buscam. 
Podemos, assim, afirmar que toda organização, quando é criada, e durante 
toda sua existência possui uma missão em relação à sociedade. Essa missão 
corresponde aos seus objetivos permanentes, que buscam atender às 
necessidades de todos os elementos relacionados à empresa, sejam externos ou 
internos. 
A figura a seguir mostra a representação da empresa como um sistema 
aberto. 
 
 
012 
Figura 5 – Empresa com um sistema aberto 
 
Fonte: Padoveze, 2007. 
De acordo com a Figura 5, é possível visualizar que a empresa enquanto 
sistema aberto envolve a ideia de que elementos de entrada, como recursos 
materiais, humanos e tecnológicos, são introduzidos no sistema e, processados, 
gerando saídas que correspondem a bens e serviços. Ao seu redor, o ambiente 
interno e externo influencia todo esse processo. No próximo tema estudaremos 
os subsistemas de informações. 
Vídeo 
Assista ao vídeo “Unidade V – Empresa como sistema e seus subsistemas 
– Parte 1”. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=iH8fDyrQuKw>. 
Assista ao vídeo “Unidade V – Empresa como sistema e seus subsistemas – Parte 
2”. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=-OJptOk2sQU>. 
TEMA 5 – DIVERSOS SUBSISTEMAS DE INFORMAÇÕES 
No ambiente corporativo, a informação possui um aspecto inteiramente 
competitivo, e reflete na continuidade e na sobrevivência das organizações. Ela é 
utilizada nas negociações com fornecedores e clientes e na identificação de 
possíveis ameaças e oportunidades. De acordo com Laudon e Laudon (2007), as 
informações podem ser classificadas como apresentado no Quadro 1 a seguir. 
 
 
013 
Quadro 1 – Tipos de informação 
Informações 
seletivas 
Essa técnica busca levar à comunidade, ao governo e a outras partes 
interessadas informações sobre a empresa. É como se fosse um feedback 
tanto para o público interno quanto para o público externo. 
Informações 
obrigatórias ou 
legais 
Essas informações são caracterizadas pela sua obrigatoriedade, periodicidade 
e são impostas pelas leis e por convenções. São exemplo: notas fiscais, 
recibos, balanços financeiros, impostos etc. 
Informações 
confidenciais 
Tais informações são acessíveis a poucas pessoas. Por exemplo: fórmulas 
planos, patentes, projetos, lucros, perdas e logística. 
Informações 
complementares 
Essas informações servem como complemento a outras informações. Por 
exemplo: descrições, comentários, narrações, explicações, anexos, 
demonstrativos e gráficos. 
Informações 
arquivadas 
É a técnica de detectar até que ponto a empresa tem condições de tratar suas 
informações como algo de valor, como uma demonstração de sua organização 
em relação ao passado, presente e futuro. Uma empresa que toma decisões 
retrospectivas não trabalha com informações atualizadas. 
Fonte: Laudon; Laudon, 2007. 
De acordo com o Quadro 1, podemos inferir os tipos de classificação das 
informações, porém tão importante como defini-las é saber como elas são 
formadas. Nesse ponto, entram os subsistemas de informações. Eles podem 
ser definidos como a união de elementos visando à geração de informações que 
servirão de apoio para o processo de gestão e execução das atividades 
operacionais da organização. 
De acordo com Padoveze (2007), devido à sua complexidade, todos os 
sistemaspodem ser divididos em sistemas menores: os subsistemas, tais como a 
divisão apresentada na Figura 6 seguir. 
Figura 6 – Subsistemas da empresa 
 
Fonte: Padoveze, 2007. 
Conforme a classificação apresentada na Figura 6, podemos ver que o 
sistema poder ser dividido em seis subsistemas. O subsistema institucional é 
 
 
014 
uma espécie de “bússola” dos demais sistemas, em que são definidos a missão, 
as crenças e os valores da entidade, além de incluir um modelo de gestão que 
abrange todos os princípios que serão seguidos pela empresa. 
No subsistema de gestão é que ocorre a tomada de decisão. Ele só pode 
ser estruturado após a formação do modelo de gestão (que corre no subsistema 
institucional). Ele também se encontra diretamente ligado aos subsistemas de 
informação. O planejamento, o controle e a execução fazem parte desse 
subsistema, nele também são elaborados o planejamento e as diretrizes 
estratégicas, bem como o planejamento e o plano operacional. 
O subsistema formal abrange a divisão de tarefas de acordo com setores 
correspondentes. Ele corresponde à estrutura administrativa da organização, de 
autoridades e responsabilidades (Padoveze, 2007). O subsistema social 
abrange a cultura e todo e qualquer aspecto relacionado às pessoas que 
compõem a organização. O subsistema físico-operacional abrange as 
instalações físicas da empresa e é ele que as transações econômico-financeiras 
ocorrem. 
O subsistema de informações funciona como uma espécie de “ligação” 
entre todos os outros subsistemas existentes na entidade. Por meio dele, todos 
os dados de todas as áreas se juntam em único lugar. Posteriormente, esses 
dados transformam-se em informação, e a informação se torna conhecimento. A 
sincronia entre todos esses subsistemas são a base para a tomada de decisão 
(Rosa Filho, 2005). 
Saiba mais 
Que tal conhecer um exemplo prático dos subsistemas da informação? 
Saiba mais conhecendo um subsistema da saúde por meio da apresentação 
“Existem Subsistemas de informação em saúde que se destacam”. Disponível em: 
<https://prezi.com/tbi2tcdbvhpk/existem-subsistemas-de-informacao-em-saude-
que-destacam-se-e/>. 
FINALIZANDO 
A partir do conteúdo apresentado nesta aula, foi possível conhecer um 
pouco mais sobre como funciona a implantação de um sistema de informações 
gerenciais em uma organização e todos os aspectos que envolvem seu 
funcionamento. Além disso, foi possível conhecer as etapas e características 
desse processo. 
 
 
015 
O estudo do tema buscou a ampliação do conhecimento sobre os sistemas 
de informações gerenciais, além do aprofundamento do conteúdo anteriormente 
estudados, visando dar uma visão geral sobre o assunto. Porém, enfatiza-se que 
esse assunto é muito extenso, criando a necessidade de que novas pesquisas 
sejam realizadas posteriormente. 
 
 
 
016 
REFERÊNCIAS 
AFFELDT, F. S.; VANTI, A. A. Alinhamento estratégico de tecnologia da 
informação: análise de modelos e propostas para pesquisas futuras. Journal of 
Information Systems and Technology Management, v. 6, n. 2, p. 203-226, 
2009. 
ALVES, R. F.; VANALLE, R. M. Ciclo de vida de desenvolvimento de sistemas – 
visão conceitual dos modelos clássico, espiral e prototipação. In: ENCONTRO 
NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO, 6., 2001, Rio de Janeiro. Anais... 
Rio de Janeiro: Abepro, 2001. Disponível em: <http://www.abepro.org.br/ 
biblioteca/ENEGEP2001_TR93_0290.pdf>. Acesso em: 14 fev. 2018. 
BOEHM, B. W. The high cost of software. In: HOROWITZ, E. (Ed.). Practical 
Strategies for Developing Large Systems. Menlo Park: Addison-Wesley, 1975. 
CASSARRO, A. C. Sistemas de Informação para Tomada de Decisões. 3. ed. 
São Paulo: Pioneira, 1999. 
KING, W. R. How effective is your planning? Long Range Planning, v. 21, n. 5, 
p. 103-112, Oct. 1988. 
LAUDON, K. C.; LAUDON, J. P. Sistemas de informações gerenciais. 7. ed. 
São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2007. 
_____. Sistemas de informações gerenciais. 9. ed. São Paulo: Pearson 
Prentice Hall, 2010. 
MINTZBERG, H.; QUINN, J. B. O processo da estratégia. Porto Alegre: 
Bookman, 2001. 
PADOVEZE, C. L. Sistemas de informações contábeis: fundamentos e análise. 
5. ed. São Paulo: Atlas, 2007. 
PURBA, S.; SAWH, D.; SHAH, B. How to Manage a Successful Software 
Project: Methodologies, Techniques and Tools. New York: John Wiley & Sons, 
1995. 
REZENDE, D. A.; ABREU, A. F. Tecnologia da Informação Aplicada a 
Sistemas de Informação Empresariais. São Paulo: Atlas, 2000. 
ROSA FILHO, C. Modelo de gestão empresarial com enfoque na controladoria. 
Revista Gestão e Conhecimento, v. 3, n. 1, jan./jun. 2005. 
 
 
017 
SCHMITT, C. A. Sistemas Integrados de Gestão Empresarial: uma contribuição 
no estudo do comportamento organizacional e dos usuários na implantação de 
sistemas ERP. 296 f. Tese (Doutorado em Engenharia da Produção) – 
Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2004. 
YOURDON, E. Análise Estruturada Moderna. 3. ed. Trad. Dalton C. de Alencar. 
Rio de Janeiro: Campus, 1990.

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