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Fundamentos dos Sistemas de Informação
Sistemas de 
Informações 
Gerenciais
Diretor Executivo 
DAVID LIRA STEPHEN BARROS
Gerente Editorial 
CRISTIANE SILVEIRA CESAR DE OLIVEIRA
Projeto Gráfico 
TIAGO DA ROCHA
Autoria 
TATIANA SOUTO MAIOR DE OLIVEIRA
AUTORIA
Tatiana Souto Maior de Oliveira
Sou doutora em Administração com ênfase em tecnologia e possuo 
Mestrado em Gestão Urbana pela Pontifícia Universidade Católica do 
Paraná e especializações na área de Tecnologia da Comunicação e 
Informação. Atualmente, sou professora universitária, profissão que 
exerço há 15 anos, trabalhando com pesquisa e consultoria na área de 
administração e atuando principalmente no elo dos seguintes temas: 
informação, tecnologia e negócio.
ICONOGRÁFICOS
Olá. Esses ícones irão aparecer em sua trilha de aprendizagem toda vez 
que:
OBJETIVO:
para o início do 
desenvolvimento de 
uma nova compe-
tência;
DEFINIÇÃO:
houver necessidade 
de se apresentar um 
novo conceito;
NOTA:
quando forem 
necessários obser-
vações ou comple-
mentações para o 
seu conhecimento;
IMPORTANTE:
as observações 
escritas tiveram que 
ser priorizadas para 
você;
EXPLICANDO 
MELHOR: 
algo precisa ser 
melhor explicado ou 
detalhado;
VOCÊ SABIA?
curiosidades e 
indagações lúdicas 
sobre o tema em 
estudo, se forem 
necessárias;
SAIBA MAIS: 
textos, referências 
bibliográficas e links 
para aprofundamen-
to do seu conheci-
mento;
REFLITA:
se houver a neces-
sidade de chamar a 
atenção sobre algo 
a ser refletido ou dis-
cutido sobre;
ACESSE: 
se for preciso aces-
sar um ou mais sites 
para fazer download, 
assistir vídeos, ler 
textos, ouvir podcast;
RESUMINDO:
quando for preciso 
se fazer um resumo 
acumulativo das últi-
mas abordagens;
ATIVIDADES: 
quando alguma 
atividade de au-
toaprendizagem for 
aplicada;
TESTANDO:
quando o desen-
volvimento de uma 
competência for 
concluído e questões 
forem explicadas;
SUMÁRIO
O que são Sistemas de Informação? ................................................... 12
Conceito ................................................................................................................................................ 12
Por que os Sistemas de Informação são Necessários? ............... 17
Componentes de um Sistema de Informação ........................................................... 18
Componentes da Informação ................................................................ 21
Tipos de Sistemas de Informação ......................................................................................24
Sistemas de Informação e Estrutura Organizacional ............................................35
Estrutura Necessária para a Implementação de Sistemas de 
Informação ....................................................................................................................... 36
Gestão da Tecnologia da Informação e os Tipos de Sistemas de 
Informação .....................................................................................................40
Papel da Tecnologia da Informação nas Empresas ............................................... 41
Benefícios da Tecnologia nas Empresas ....................................................43
9
UNIDADE
01
Sistemas de Informações Gerenciais
10
INTRODUÇÃO
A tecnologia da informação está presente em nossa sociedade. 
Isso é fácil de se perceber ao analisarmos o uso e até a dependência das 
pessoas no uso de celulares, redes sociais e computadores. O mesmo 
fato ocorre com as empresas onde a maioria dos processos acontece 
por meio de sistemas tecnológicos. Você está achando exagero? Ouso 
dizer que isso não é nada. Já ouviu falar de Big Data, Indústria 4.0, Internet 
das Coisas? Com o crescimento do uso e do volume de dados que estão 
sendo gerados todo dia, é provável que a tecnologia esteja cada vez mais 
no nosso dia a dia.
A partir deste contexto, em que informação e tecnologia começam 
a ter um papel fundamental em nossa sociedade, podemos entender a 
importância do entendimento dessa área para todos os profissionais de 
hoje e de amanhã.
Assim, nesta unidade estaremos nos aproximando da lógica por 
trás da tecnologia da informação, a qual permitirá que nós, profissionais, 
consigamos fazer um melhor uso dos recursos tecnológicos de nossas 
empresas.
Agora é o momento! Vamos lá!
Sistemas de Informações Gerenciais
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OBJETIVOS
Olá! Seja muito bem-vindo à Unidade 1. Nosso objetivo é auxiliar 
você no desenvolvimento das seguintes competências profissionais até o 
término desta etapa de estudos:
1. Entender o que é e para que servem os sistemas de informação 
nas empresas.
2. Discernir sobre a importância de se implantar, manter e gerenciar 
sistemas de informação em uma empresa.
3. Entender, de forma crítica, o conceito de informação e seus 
componentes.
4. Definir o conceito de gestão da tecnologia da informação e os 
diferentes tipos de sistemas de informação.
Então? Preparado para uma viagem sem volta rumo ao 
conhecimento? Ao trabalho!
Sistemas de Informações Gerenciais
12
O que são Sistemas de Informação?
OBJETIVO:
Em época de Indústria 4.0, e-social e outras ferramentas 
baseadas em tecnologia, dominar os conceitos de sistemas 
de informações é hoje uma competência essencial para to-
do profissional. Assim, ao término deste capítulo você será 
capaz de entender os conceitos de sistemas de informa-
ção, seus componentes e sua importância, bem como os 
principais sistemas existentes nas organizações.
Conceito 
O primeiro passo para compreendermos a era da informação é 
entendermos alguns conceitos que são essenciais para o funcionamento 
dos sistemas de informação. Vamos começar a analisar o termo tecnologia. 
Você já parou para pensar no que vem a ser tecnologia?
A maioria das pessoas associa o conceito de tecnologia com 
cenários de filmes com efeitos especiais, mas na realidade o conceito de 
tecnologia é simples, nada mais é do que uma técnica, uma forma de 
se realizar algo. Desse modo, quando utilizamos alguma ferramenta para 
abrir um refrigerante, como um abridor de latas, estamos na realidade 
usando tecnologia.
Quando relacionamos tecnologia com informação, o mesmo 
acontece, e podemos ter técnicas extremamente simples até as mais 
rebuscadas. Segundo Cruz (2014), tecnologia
É todo e qualquer dispositivo que tenha capacidade para 
tratar e/ou processar dados e/ou informações, tanto de 
forma sistêmica como esporádica, quer esteja aplicada no 
produto, quer esteja aplicada no processo. (CRUZ, 2014, 
p. 6)
Sistemas de Informações Gerenciais
13
EXPLICANDO MELHOR:
Vamos imaginar uma simples calculadora, na qual inserimos 
uma série de comandos numéricos que nos retorna um 
determinado resultado. A calculadora em questão é uma 
tecnologia, da mesma forma que o ábaco também era.
A grande questão aqui é desmistificar que a tecnologia é só algo 
extremamente inovativo. Por isso, essa compreensão é importante, pois 
serve para identificarmos a tecnologia correta para cada necessidade. 
Essa simples reflexão permite otimizarmos recursos e termos projetos 
tecnológicos mais efetivos.
REFLITA:
No caso da calculadora, será que todos na organização 
necessitam de uma calculadora HP?
Entendido o conceito de tecnologia, vamos refletir sobre o conceito 
de sistemas. Mas o que vem a ser um sistema? Do ponto de vista conceitual, 
um sistema “é um conjunto de partes interagentes e interdependentes 
que, conjuntamente, formam um todo unitário com determinado objetivo 
e efetuam determinada função” (OLIVEIRA, 2002, p. 35). Sendo assim, 
vamos analisar esse conceito a partir da figura 1.
Sistemas de Informações Gerenciais
14
Figura 1 - Funcionamento de um sistema
ENTRADAS SAÍDAS
SUBSISTEMA
S
U
B
S
IS
T
E
M
A
SUBSISTEMA
SUBSISTEMA
SISTEMA
FEEDBACK
Fonte: Gonçalves (2017, p. 32).
O conceito de sistema é aplicado a todos os contextos possíveis e 
foi definido na década de 20 por Ludwig Von Bertalanffy.
SAIBA MAIS:
A TeoriaGeral dos Sistemas apareceu nos trabalhos do 
biólogo alemão Ludwig Von Bertalanffy, publicado entre 
1950 e 1968, apresentando um modelo que pode analisar 
os grupos sociais e o sistema geral, no qual a comunicação 
é uma interação de elementos, com propósito, equilíbrio, 
organização, regulação, diferenciação e complexidade.
Um sistema é definido como um conjunto de componentes inter-
relacionados que trabalham simultaneamente para alcançar objetivos 
comuns, aceitando dados de entrada (entrada) e produzindo resultados 
(saída) em processos de transformação organizados.
Na figura 1 pudemos ver como funciona um sistema, em que tudo se 
inicia a partir de uma entrada que alimenta o sistema e seus subsistemas. Os 
subsistemas processam as entradas gerando resultados, ou seja, as saídas. 
Agora vamos detalhar cada um dos componentes de um sistema 
conceitualmente.
Sistemas de Informações Gerenciais
15
 • Entradas: são todos os recursos necessários para a realização 
(processamento) de alguma tarefa, não se referindo somente 
à informação, mas a todo um conjunto de recursos. Segundo 
Gonçalves (2017, p. 32), “por exemplo, para realizar a digitação de 
informações para alimentar algum banco de dados, será preciso 
um operador, uma máquina para digitação e coleta dos dados”.
 • Processamento: essa etapa se refere a todas as atividades 
necessárias para a geração dos resultados almejados pelo sistema.
Nesse item serão feitas as atividades de produção do bem 
ou serviço, aqui, os recursos transformadores processaram 
os recursos a serem transformados, dando vida ao produto. 
Por exemplo, para fazer um relatório de dados, o recurso 
transformador (digitador) utiliza o equipamento disponível 
(computador) por intermédio da digitação dos dados 
coletados (recursos a serem transformados). O término do 
trabalho é o próprio relatório contendo os dados, ou seja, a 
informação copilada. (GONÇALVES, 2017, p. 32)
 • Saídas: são chamadas de outputs dos sistemas, ou seja, são os 
resultados dos sistemas. 
Também conhecida como output, aqui encontramos o 
produto pronto, com os atributos demandados pelo seu 
consumidor. No nosso exemplo será o relatório digitado 
com a maior brevidade possível, as melhores qualidade e 
segurança possíveis, auxiliando a gestão para a tomada de 
decisão. (GONÇALVES, 2017, p. 32)
Vamos agora imaginar o conceito de sistemas na área de produção 
de uma empresa. As entradas seriam as matérias-primas, mão de obra, 
água, energia; o processamento é a confecção do produto e a saída é o 
próprio produto.
SAIBA MAIS:
Quer saber mais sobre esse assunto? Então acesse o site 
a seguir que aborda mais a Teoria Geral dos Sistemas de 
Ludwig Von Bertalanffy, e aproveite. Disponível aqui. 
Sistemas de Informações Gerenciais
https://steemit.com/cybernetic/@charlie777pt/teoria-geral-dos-sistemas-de-ludwig-von-bertalanffy
16
RESUMINDO:
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo 
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você 
realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, 
vamos resumir tudo o que vimos. Compreendemos 
os conceitos de sistemas de informações gerenciais, 
analisando o que é tecnologia, e aprendemos como se dá 
o funcionamento de um sistema e sobre a Teoria Geral dos 
Sistemas.
Sistemas de Informações Gerenciais
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Por que os Sistemas de Informação são 
Necessários?
OBJETIVO
Seguindo a lógica conceitual de sistemas, fica fácil enten-
der o conceito de sistema de informação. Neles as saídas 
são as informações, e as entradas se referem a tudo que 
é necessário para a geração dessa informação, como da-
dos, computadores, sistemas de redes etc. E o processa-
mento seria a lógica do sistema, a programação que realiza 
as combinações corretas para gerar a informação correta. 
Sendo assim, neste capítulo, vamos conhecer os compo-
nentes dos sistemas de informação..
Segundo Gonçalves (2017), 
Os sistemas de informação são os conjuntos organizados 
de elementos, podendo ser pessoas, dados, atividades 
ou recursos em geral. Esses elementos interagem entre 
si para o processamento de informações para depois, de 
alguma forma, divulgar essas informações processadas. 
(GONÇALVES, 2017, p. 110)
Ainda nesse sentido, segundo O’Brien e Marakas (2013), 
Um sistema de informação (SI) pode ser qualquer 
combinação organizada de pessoas, hardware, software, 
redes de comunicação, recursos de dados e políticas e 
procedimentos que armazenam, restauram, transformam 
e disseminam informações em uma organização. (O’BRIEN; 
MARAKAS, 2013, p. 2)
De maneira simples, Kroenke (2012, p. 28) explica que “um sistema 
é um grupo de componentes que interagem para alcançar o mesmo 
objetivo e produzir informações”.
Sistemas de Informações Gerenciais
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Componentes de um Sistema de 
Informação
Para que um sistema de informação funcione de forma correta, são 
necessários alguns componentes básicos. Na figura 2 podemos ver esses 
componentes.
Figura 2 - Componentes dos sistemas de informação
Hardware
Peopleware Software
Rede
Banco de 
dados
Processos
Fonte: Elaborada pela autora (2021).
Para melhor entendermos o funcionamento dos sistemas de 
informação, vamos agora detalhar cada um dos componentes da figura 2.
 • Hardware: trata-se de um equipamento necessário ao processa-
mento das informações, sendo fisicamente nele que ocorre o pro-
cessamento.
Segundo Gonçalves (2017),
é o equipamento físico, o que você consegue tocar, 
é tangível, nele você tem a opção de realizar a entrada 
dos dados, o processamento e a saída dos sistemas de 
informação, ele tem necessariamente três partes, uma 
unidade de processamento chamada de Unidade Central 
de Processamento (CPU), dispositivos de entradas e 
Sistemas de Informações Gerenciais
19
saídas e os dispositivos de armazenamento (memórias e 
o disco rígido), eles variam de modelo, tamanho e função, 
de acordo com a utilização dentro das organizações, porém 
mantendo sempre essas funções. (GONÇALVES, 2017, p. 38)
 • Software: podemos entender que é o cérebro dos sistemas, que 
determina como deve ser o processamento. Trata-se do conjunto 
de regras que determinam como deve ser o processamento. 
Segundo Gonçalves (2017),
Consiste em instruções detalhadas e pré-programadas 
que controlam e coordenam os componentes (hardware). 
Também pode ser definido como uma sequência 
de instruções escritas para serem interpretadas por 
um computador, com o objetivo de executar tarefas 
específicas. (GONÇALVES, 2017, p. 38)
 • Processos: são a base para o processamento, que determina como 
deverá ser feito, ou seja, são a base para o software. Segundo 
Gonçalves (2017, p. 31), “podem ser definidos como a maneira pela 
qual se realiza uma operação”. 
 • Peopleware: todo sistema de informação necessita de pessoas 
para o seu funcionamento. Segundo Gonçalves (2017, p. 38), “são 
pessoas que trabalham diretamente, ou indiretamente, com a área 
de TI, ou mesmo com sistema de informação”.
 • Netware (Rede): os sistemas necessitam do cruzamento de 
diversos recursos, e as redes permitem o estabelecimento dessas 
conexões. Segundo Gonçalves (2017),
Aqui temos as ligações e as interligações dos diversos 
equipamentos de computação, realizando a transferência 
de dados de uma localização física para outras. Esses 
equipamentos têm conexões de voz, dados, imagens, 
sons e vídeos. (GONÇALVES, 2017, p. 38)
 • Banco de dados: é um software que tem a capacidade de armazenar 
e cruzar dados, sendo assim uma peça fundamental para a geração 
de informações. Segundo Gonçalves (2017, p. 36), “é uma coleção de 
dados organizados para atender a aplicações, tem a função de cen-
tralizar os dados organizando e evitando duplicidades”.
Sistemas de Informações Gerenciais
20
RESUMINDO:
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo 
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você real-
mente entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos re-
sumir tudo o quevimos. Conhecemos os componentes dos 
sistemas de informações e os detalhes de cada um deles.
Sistemas de Informações Gerenciais
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Componentes da Informação
OBJETIVO:
Como vimos no conceito de sistemas de informação, o ou-
tput desejado desses sistemas são informações, e o inputs 
essenciais para a geração de informação são os dados. 
Neste capítulo, vamos compreender a diferença entre da-
do e informação. Vamos estudar quais são as características 
das informações, os tipos de sistemas de informação e sua 
estrutura organizacional. Estudaremos ainda a Indústria 4.0 
e a Internet das coisas.
Mas qual é diferença entre dado e informação? É simples: 
um dado sozinho não serve para nada, já um conjunto de 
dados se transforma em informação. Vamos ver essa dife-
rença conceitualmente.
DEFINIÇÃO:
Segundo Gonçalves (2017), dados 
São um conjunto de valores ou ocorrên-
cias em um estado bruto, ou seja, podem 
ser inúmeros e não relacionados entre 
si, portanto precisam de tratamento para 
que virem uma informação e, então, des-
crevam as características de um evento 
aleatório. (GONÇALVES, 2017, p. 18)
Ainda de acordo com Gonçalves (2017), informação
Pode ser definida como um conjunto de dados organizados, 
que nos trazem uma mensagem sobre um evento ou 
fenômeno. Ela vai ser a base do conhecimento, pois acaba 
por trazer as possibilidades necessárias para a solução de 
problemas ou tomada de decisões. Outra definição indica 
que a informação é um fenômeno que confere significado 
ou sentido às coisas, já que, por meio de códigos e de 
conjuntos de dados, forma os modelos do pensamento 
humano, convertendo os dados em contexto significativo 
e útil. (GONÇALVES, 2017, p. 18)
Sistemas de Informações Gerenciais
22
Imagine que você precisa realizar o pagamento dos funcionários 
de uma empresa e, para isso, saber o total a ser pago para fazer o 
planejamento financeiro. Nesse contexto, precisamos dos seguintes 
dados:
 • Nome do empregado.
 • Número de horas trabalhadas.
 • Valor da hora trabalha.
 • Função de cada funcionário.
Esses dados isolados, do ponto de vista empresarial, não servem 
para nada, mas quando cruzados nos dá exatamente o que precisamos 
para o devido planejamento, a informação do montante necessária para 
o pagamento.
Ainda no em relação às informações, é importante analisarmos 
algumas características que devem ser consideradas e preservadas. 
Essas características são:
Figura 3 - Características das informações
Tempo
Prontidão
Aceitação
Frequência
Período
Conteúdo
Precisão
Relevância
Integridade
Concisão
Amplitude
Desempenho
Forma
Clareza
Detalhe
Ordem
Apresentação
Mídia
Fonte: O’Brien e Marakas (2013, p. 376).
Essas características são realmente importantes para a eficácia 
do sistema, pois, se não forem atendidas, os sistemas não atingirão os 
objetivos almejados. Vamos analisar as dimensões isoladamente.
 • Dimensão: tempo 
 • Prontidão: fornecida quando necessária.
 • Atualização: atualizada quando fornecida.
Sistemas de Informações Gerenciais
23
 • Frequência: número de vezes necessárias.
 • Período: fornecida em períodos desejados. 
 • Dimensão: conteúdo
 • Precisão: isenta de erros.
 • Relevância: atender às necessidades do receptor.
 • Integridade: fornecida de forma completa.
 • Concisão: apenas a informação necessária.
 • Amplitude: alcance e foco de acordo com a demanda.
 • Desempenho: mensuração de atividades concluídas, 
progresso realizado. 
 • Dimensão: forma 
 • Clareza: fácil de compreender.
 • Detalhe: no grau de detalhe desejado.
 • Ordem: na sequência desejada.
 • Apresentação: narrativa, numérica, gráfica etc.
 • Mídia: impressa, eletrônica, vídeo etc.
Vale ressaltar que a informação obtida a partir do cruzamento de 
informações já não é mais suficiente, sendo assim as empresas precisam 
de conhecimento. Segundo Gonçalves (2017), 
Pode ser considerado como um conjunto de informações 
armazenadas por intermédio da experiência ou da 
aprendizagem (a posteriori) ou através da introspecção (a 
priori). No sentido mais lato do termo, trata-se da posse de 
múltiplos dados inter-relacionados que, por si só, têm um 
menor valor qualitativo. (GONÇALVES, 2017, p. 19)
Quando fazemos cenários financeiros ou de previsão de vendas 
com base histórica, estamos cruzando uma série de informações distintas, 
que nos gera como resultado um conhecimento específico. Na figura 4 
podemos ver o relacionamento entre dados, informação e conhecimento.
Sistemas de Informações Gerenciais
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Figura 4 - Relacionamento entre dados, informação e conhecimento
Dados
Informação
Conhecimento
Fonte: Elaborada pela autora (2021).
A partir do cruzamento de dados geramos informações, e a partir 
do cruzamento de informações geramos conhecimento.
Tipos de Sistemas de Informação
Em uma organização, é possível a existência de sistemas de infor-
mação diferentes conforme os outputs desejados. Na figura 5 podemos 
ver uma série de tipos de sistemas conforme o tipo de informação que 
cada um fornece.
Sistemas de Informações Gerenciais
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Figura 5 - Classificações gerenciais e operacionais dos sistemas de informação
 
Sistemas de 
Informações
Apoio de 
operações de 
negócios
Suporte à tomada 
de decisões
Sistemas de 
suporte gerencial
Sistemas de 
processamento 
especializado
Sistemas 
especializados
Sistemas de 
informações 
gerenciais
Sistemas de 
processamento 
de transações
Sistemas de 
gestão do 
conhecimento
Sistemas 
de apoio à 
decisão
Sistemas de 
controle de 
processos
Sistemas de 
informação 
estratégicos
Sistemas de 
informação 
executiva
Sistemas de 
colaboração 
empresarial
Sistemas 
funcionais de 
negócios
Sistemas de 
processamento 
especializado
Processamento 
de transações de 
negócios
Controle de 
processos 
industriais
Colaboração 
de equipe de 
trabalho
Relatórios pré-
especificados 
para gerentes
Apoio interativo 
à decisão
Informações 
adaptadas para 
executivos
Apoio 
especializado 
para a tomada 
de decisão
Gerenciar 
conhecimento 
organizacional
Apoiar a 
vantagem 
competitiva
Apoiar as 
funções básicas 
do negócio 
Sistemas de 
suporte às 
operações
Fonte: O’Brien e Marakas (2013, p. 39).
Na figura 5, vemos duas grande divisões entre os sistemas: os 
sistemas de suporte às operações e os sistemas de suporte gerencial. 
Vamos começar analisando esses dois tipos.
Os sistemas de suporte às operações são sistemas que apoiam as 
empresas em suas atividades operacionais cotidianas, como um sistema 
de gestão de custos, que permite o registro diário dos gastos e das 
Sistemas de Informações Gerenciais
26
despesas de uma empresa, ou um sistema de atendimento ao cliente, 
que permite o cadastramento das reclamações dos clientes. Segundo 
O’Brien e Marakas (2013):
Esses sistemas de suporte às operações produzem uma 
variedade de resultados de informação para uso interno 
e externo. Entretanto, sua ênfase não recai nos produtos 
de informação que possam a ser mais bem usados pelos 
gerentes. Geralmente é necessário o processamento 
adicional pelos sistemas de informação gerencial. O papel 
dos sistemas de apoio operacional de uma empresa é 
processar eficientemente as transações de negócios, 
controlar os processos industriais, apoiar as comunicações 
e a colaboração e atualizar bancos de dados corporativos. 
(O’BRIEN; MARAKAS, 2013, p. 39)
Já os sistemas que dão suporte gerencial são sistemas que fornecem 
informações de cunho gerencial e estratégias para as empresas. Nesse 
caso, podemos pensar em um sistema de controladoria que permite 
uma análise dos gastos gerais da empresa ou um sistema que mede a 
satisfação dos clientes com base em suas reclamações. Segundo O’Brien 
e Marakas (2013, p. 40), esses sistemas “se concentram em fornecer 
informações e dar suporte para a tomada de decisão eficaz por parte da 
gerência”.
Agora, vamos analisar rapidamente cada um dos sistemas que 
aparecem na figura 5, correlacionando-oscom o nosso dia a dia, o que os 
torna assim operacionais.
 • Sistemas de processamento de transações: Os sistemas de 
processamento de transações existem praticamente em todas 
as empresas, pois são eles que efetuam a maioria das atividades 
rotineiras e controlam essas atividades. Segundo Gonçalves (2017, 
p. 110), esses sistemas “têm a função de supervisionar as atividades 
elementares e todas as transações da organização, realizando o 
registro das informações necessárias para o bom funcionamento 
da organização”. Veja um bom exemplo desses sistemas:
Os sistemas de ponto de venda (PDV) de muitas lojas de 
varejo usam terminais de registro de caixas eletrônicos, 
para capturar e transmitir eletronicamente dados 
comerciais por meio de links de telecomunicação com 
centros de computação regionais para processamento 
Sistemas de Informações Gerenciais
27
imediato (tempo real) ou à noite (lote). (O’BRIEN; MARAKAS, 
2013, p. 40)
 • Sistemas de controle de processo: segundo O’Brien e Marakas 
(2013, p. 39), “os sistemas de controle de processo monitoram 
e controlam processos físicos”. São sistemas que possibilitam o 
acompanhamento de alguns processos por meio de sensores, 
permitindo um controle remoto, como é o caso do fornecimento 
de energia.
Atualmente, estamos vivendo uma grande mudança quando 
falamos de sistemas de controle de processos, com a possibilidade de 
integrarmos máquinas e equipamentos a sistemas de informações que 
prometem - e já vem acontecendo, inclusive - um upgrade no nosso 
cenário atual. Estamos falando do advento da Internet das Coisas e da 
Indústria 4.0. 
Figura 6 - Internet das coisas e Indústria 4.0
Fonte: Pixabay (2021).
A Internet das Coisas, de maneira simples, está relacionada à 
possibilidade de máquinas e equipamentos poderem acessar e se 
conectar por meio de redes, principalmente a internet, e realizarem desde 
consultas até input de dados. Segundo Santos (2018),
o termo “internet of things” é amplamente creditado a Kevin 
Ashton [...], ele indicou que o cunhou em 1999, enquanto 
Sistemas de Informações Gerenciais
28
na Procter & Gamble, mas não decolou até 2009 com um 
artigo no RFID Journal. Em nível muito básico, “Internet das 
Coisas” significa dispositivos que podem detectar aspectos 
do mundo real – como temperatura, iluminação, presença 
ou ausência de pessoas ou objetos, etc. – e relatar dados 
do mundo real, ou agir sobre isso. Em vez de a maioria dos 
dados ser produzida e consumida pelas pessoas (texto, 
áudio, vídeo), mais e mais informações seriam produzidas 
e consumidas pelas máquinas, comunicando-se entre si 
para (esperançosamente) melhorar a qualidade de nossas 
vidas. (SANTOS, 2018, p. 21)
Com esses dois conceitos, teremos uma total mudança de 
paradigma na gestão das operações organizacionais e a base de tudo 
isso são os sistemas de processamento de transações e os sistemas de 
controle de projetos.
SAIBA MAIS:
O é a Indústria 4.0?
Foi na edição de 2011 da Feira de Hannover que o conceito 
da Indústria 4.0 começou a ser revelado ao público em 
geral. A iniciativa, fortemente patrocinada e incentivada 
pelo governo alemão em associação com empresas de 
tecnologia, universidades e centros de pesquisa do país, 
propõe uma importante mudança de paradigma em relação 
à maneira como as fábricas operam nos dias de hoje.
Nessa visão de futuro, ocorre uma  completa descentralização do 
controle dos processos produtivos e uma proliferação de dispositivos 
inteligentes interconectados, ao longo de toda a cadeia de produção e logística.
O impacto esperado na produtividade da indústria é comparável ao 
que foi proporcionado pela internet em diversos outros campos, como 
no comércio eletrônico, nas comunicações pessoais e nas transações 
bancárias.
Tornar a Indústria 4.0 uma realidade implicará a adoção gradual de 
um conjunto de tecnologias emergentes de TI e automação industrial, 
na formação de um sistema de produção físico-cibernético, com intensa 
Sistemas de Informações Gerenciais
29
digitalização de informações e comunicação direta entre sistemas, 
máquinas, produtos e pessoas; ou seja, a tão famosa Internet das Coisas 
(IoT). Esse processo promete gerar ambientes de manufatura altamente 
flexíveis e autoajustáveis à demanda crescente por produtos cada vez 
mais customizados. É importante frisar que boa parte dessas novas 
tecnologias já está disponível, mas que a transição para a Indústria 4.0 
não ocorrerá de forma repentina, e sim gradual, com uma velocidade de 
implantação que dependerá de fatores econômicos e estratégicos e da 
capacitação tecnológica da indústria presente em cada país.
Quer saber mais ainda? Acesse o vídeo “Papo de especialistas”, do 
SEBRAE, sobre Indústria 4.0, disponível aqui. 
Aplicação da Internet das Coisas em nosso dia a dia: é possível que, 
pelo menos atualmente, você não tenha muito interesse em ter uma casa 
amplamente conectada. Sob esse ponto de vista, a Internet das Coisas 
pode não parecer lá muito relevante, mas é um erro pensar que o conceito 
serve apenas para o lar: há aplicações não ligadas ao ambiente doméstico 
em que o conceito pode trazer ganho de produtividade ou diminuir 
custos de produção, só para dar alguns exemplos. Vamos a outros mais 
detalhados conforme publicado no site InfoWester, por Emerson Alecrim:
 • Hospitais e clínicas – pacientes podem utilizar dispositivos 
conectados que medem batimentos cardíacos ou pressão 
sanguínea, por exemplo, e os dados coletados serem enviados 
em tempo real para o sistema que controla os exames.
 • Agropecuária – sensores espalhados em plantações podem 
dar informações bastante precisas sobre temperatura, umidade 
do solo, probabilidade de chuvas, velocidade do vento e outras 
informações essenciais para o bom rendimento do plantio. De 
igual forma, sensores conectados aos animais conseguem ajudar 
no controle do gado: um chip colocado na orelha do boi pode 
fazer o rastreamento do animal, informar seu histórico de vacinas 
e assim por diante.
Sistemas de Informações Gerenciais
http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/inovacao-e-tecnologia-internet-das-coisas,05d99e665b182410VgnVCM100000b272010aRCRD
http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/inovacao-e-tecnologia-internet-das-coisas,05d99e665b182410VgnVCM100000b272010aRCRD
https://youtu.be/JFsYo8Q1dSQ
30
 • Fábricas – a Internet das Coisas pode ajudar a medir em tempo 
real a produtividade de máquinas ou indicar quais setores da plan-
ta precisam de mais equipamentos ou suprimentos.
 • Lojas – prateleiras inteligentes podem informar em tempo real 
quando determinado item está começando a faltar, qual produto 
está tendo menos saída (exigindo medidas como reposicionamen-
to ou criação de promoções) ou em quais horários determinados 
itens vendem mais (ajudando na elaboração de estratégias de 
vendas).
 • Sistemas de Colaboração Empresarial - esses sistemas estão re-
lacionados com o processo de comunicação interna e externa das 
organizações. Eles permitem não somente a comunicação, mas 
realmente a colaboração entre membros da empresa e seus pos-
síveis parceiros. Até recentemente, o que víamos nas organiza-
ções eram sistemas, como e-mail, chat e videoconferência, mas 
hoje temos todo um aparato que permite a comunicação, e as 
empresas começam a utilizar cada vez mais esses canais em seu 
dia a dia: são reuniões, entrevistas, treinamentos, todos eles por 
meio desses sistemas. Você já utilizou esses sistemas para realizar 
suas reuniões? Dentre os principais, podemos destacar: Google 
Hangout Meet, Skype e o próprio WhatsApp.
Entre os sistemas de apoio à decisão, podemos destacar:
 • Sistema de Informação Gerencial (SIG) - Segundo Gonçalves (2017, p. 110), 
Os sistemas de informações gerenciais são utilizados para 
desenvolver relatórios sobre desempenho, permitindo 
a monitoração e o controle empresarial com foco no 
crescimento sustentável.Suporta o trabalho que lida 
com dados e informações formadoras de conhecimento, 
também atuam no controle e na integração dos processos.
No mesmo sentido, Kroenke (2012, p. 29) afirma que os SIGs consis-
tem no desenvolvimento e uso de Sistemas de Informação que ajudam 
as empresas a alcançarem suas metas e seus objetivos. Essa definição 
contém três elementos-chave: sistemas de informação, desenvolvimento 
e uso, e metas e objetivos de negócios.
Sistemas de Informações Gerenciais
31
 • Sistemas de Apoio à Decisão (SAD) – esses sistemas têm como 
característica básica fornecer informação relevante para o setor 
gerencial e estratégico da organização que permite que eles 
tomem uma decisão estratégica. Segundo Gonçalves (2017), 
Eles são utilizados para auxiliar a gestão da empresa na 
tomada de decisões estratégicas ou operacionais, ele 
utiliza as mais diversas fontes de informações (obtidas 
pelo SPT, sistema de processamento de transações e SIG), 
além de informações externas para a análise e resolução 
de problemas.
(GONÇALVES, 2017, p. 110)
 • Sistemas de Informação Executiva (SIE) – esses sistemas são 
utilizados para o auxílio à gerência com a exposição de gráficos e 
dados com uma linguagem de fácil entendimento. Ele se vale de 
dados externos e internos (SIG, sistema de informação gerencial 
e SAD, sistema de apoio à decisão), condensando esses dados 
e mostrando ao profissional que tomará a decisão os dados mais 
importantes.
Diferentemente dos sistemas de apoio à decisão e do SIG, esses 
sistemas têm como característica fundamental o formato em que são 
entregue essas informações, normalmente em dashboard (como se fosse 
um painel gráfico com informações consolidadas) personalizado para cada 
executivo. Por exemplo, um executivo de vendas receberia um relatório 
sobre o andamento de suas vendas no trimestre, bem como a previsão 
de vendas para o próximo trimestre com base nos leads cadastradas. Da 
mesma maneira um executivo da área financeira receberia um resumo da 
situação financeira da empresa, todos os dias ao ligar o seu computador, 
de maneira intuitiva e prática para a tomada de decisão.
Sistemas de Informações Gerenciais
32
Figura 7 - Exemplo de dashboard
Fonte: Freepik (2021).
Segundo O’Brien e Marakas (2013), 
os sistemas de informação executiva (executive 
information systems – EIS) fornecem aos executivos e 
gerentes informações fundamentais a partir de uma ampla 
variedade de fontes internas e externas em exibições em 
tela de fácil utilização. Por exemplo: os altos executivos 
podem usar terminais com tela sensível ao toque para 
examinar instantaneamente textos e gráficos destacando 
áreas-chave do desempenho organizacional e competitivo. 
(O’BRIEN; MARAKAS, 2013, p. 40)
Ainda pensando em sistema de suporte à decisão, se pensarmos 
em sistemas que fornecem não só informações ao usuário, mas sobretudo 
conhecimento, podemos destacar o último nível de sistemas apresentado 
na figura 5. Esses sistemas estão relacionados ao fornecimento de 
inteligência organizacional, tema que iremos detalhar na unidade 4, 
entretanto, aproveitaremos para descrevê-lo brevemente neste momento. 
Estamos falando dos sistemas especialistas, sistemas de gestão do 
conhecimento, sistemas de informação estratégico e sistemas funcionais 
de negócio.
Sistemas de Informações Gerenciais
33
 • Sistemas especialistas: são aqueles que, com base no conheci-
mento, fornecem conselho especializado. Segundo Kroenke (2012, 
p. 206), os sistemas especialistas sintetizam o conhecimento hu-
mano específico em forma de regras “se/então”.
 • Sistemas de gestão do conhecimento: são sistemas que fornecem 
suporte aos negócios para integrar novos conhecimentos e auxiliar 
a organização a controlar o fluxo de papéis. Entre os principais 
sistemas, podemos destacar: KWA (Sistemas de Conhecimento 
do Trabalho – Knowledge Work Systems), OAS (Sistemas de 
Automação de Escritório – Office Automation Systems), Data 
Warehouse (organizar dados corporativos); Data Mining (Mineração 
de dados) e o workflow, que é definido como uma coleção de 
tarefas organizadas.
 • Sistemas de informação estratégico: são sistemas que fornecem 
informações de cunho estratégico para o alto escalão das em-
presas e que normalmente realizam um cruzamento de todas as 
informações da empresa, cruzando-as com as variáveis predefini-
das do planejamento estratégico da organização. Nesses sistemas 
é possível trabalhar também com dados externos que permitem 
a realização de análises contextuais. Um bom exemplo de siste-
ma de informação estratégico seriam os Balanced Scorecard, que 
utilizam uma série de indicadores operacionais e gerenciais para a 
análise da situação da organização.
 • Sistemas Funcionais de Negócio: são sistemas específicos em 
determinadas áreas funcionais. Esses sistemas abordam normal-
mente a especificidade informacional de cada uma das áreas, por 
exemplo, a área de recursos humanos, que tem sistemas espe-
cializados em trâmites trabalhistas e operacionais da área e in-
tegrações com os sistemas governamentais, como o e-Social. 
Sua grande característica é que são sistemas cujas informações, 
principalmente as operacionais, têm detalhes específicos. Outro 
exemplo é a área de contabilidade, que tem normalmente siste-
mas especializados para realizar os processos contábeis, como é 
o caso do sistema cordilheira.
Sistemas de Informações Gerenciais
34
O que é o e-Social? O e-Social é uma iniciativa do governo federal 
por meio da ação conjunta da Caixa Econômica Federal, do Instituto 
Nacional do Seguro Social, do Ministério da Previdência, do Ministério do 
Trabalho e da Receita Federal do Brasil, que tem o intuito de facilitar o 
processo de transmissão de informações relativas à relação trabalhista 
entre empregador e empregado.
O e-Social é lei, instituída pelo Decreto nº 6.022, de 22 de janeiro de 
2007, e regulada pelo Ato Declaratório nº 5, de 17 de julho de 2013.
O e-Social concentra todas as informações relativas às obrigações 
trabalhistas, garantindo o controle dos direitos dos trabalhadores. Assim, 
a finalidade principal do e-Social pode ser entendida como acabar 
com as divergências nos registros relacionados aos empregados e nos 
números de identificação fiscal — como CPF e NIS (NIT/PIS/PASEP) —, 
impossibilitando a ocorrência de informações incorretas nos registros de 
admissões e demissões.
A partir da eliminação das divergências de informações é possível:
 • Assegurar que os direitos previdenciários e trabalhistas sejam 
garantidos para todos os trabalhadores.
 • Simplificar o cumprimento das obrigações trabalhistas e 
previdenciárias.
 • Melhorar a qualidade das informações sobre o trabalho, a 
segurança social e as relações fiscais.
 • Diminuir a sonegação.
 • Possibilitar o cruzamento das informações, facilitando a 
fiscalização.
Sistemas de Informações Gerenciais
35
Sistemas de Informação e Estrutura 
Organizacional
Atualmente, os sistemas de informação permeiam toda a 
organização, e todos os níveis organizacionais demandam informações 
para que suas operações sejam realizadas. Na figura a seguir podemos 
ver o relacionamento entre os diferentes níveis organizacionais.
Figura 8 - Sistemas de informação e níveis organizacionais
Operacional
Sistemas de 
processamento de 
transações
Informações para 
o dia a dia da 
organização 
Tático/gerencial
Sistemas de 
informações 
gerenciais
Informações 
que amparam a 
continuidade das 
operações
Estratégicos
Sistemas de apoio 
à decisão
Informações que 
amparam decisões 
estratégicas 
Fonte: Elaborado pela autora (2021).
Dessa maneira, temos as seguintes premissas:
 • Os sistemas de apoio à decisão subsidiam o nível estratégico para 
a tomada de decisão e apoio ao planejamento estratégico da or-
ganização. Um exemplo desses sistemas é um sistema que crie 
cenários a partir de variáveis financeiras, como jurose taxa de dó-
lar com base nos dados organizacionais, permitindo que um dire-
tor financeiro tome algumas decisões estratégicas. Outro exemplo 
seria um sistema que permita um comparativo de investimentos 
em projetos que dê a sinalização de qual seria o melhor projeto 
com base em variáveis predeterminadas pelo usuário do sistema.
Sistemas de Informações Gerenciais
36
 • Os sistemas de informação gerencial têm como função alimentar 
o gerenciamento das organizações, fornecendo informações aos 
gerentes e supervisores de áreas, por exemplo, na área de produ-
ção podemos citar os sistemas de PCP (planejamento de controle 
de produção), que realizam todo o planejamento da produção cru-
zando dados oriundos da área de vendas.
 • Os sistemas operacionais têm como função atender às demandas 
operacionais, isto é, fornecer informações que permitam a opera-
cionalização diária da empresa. Por exemplo, um sistema de call 
center que gera lista de pessoas a serem contatadas para que os 
atendentes possam realizar o contato.
Dessa forma, as informações fornecidas pelos diferentes tipos de 
sistemas têm muito valor para cada um dos níveis organizacionais.
Estrutura Necessária para a Implementação de 
Sistemas de Informação
Quando pensamos em sistemas de informação, é normal imagi-
narmos que, para implementá-los, precisamos resolver questões técni-
cas, como disponibilidade de hardware, infraestrutura de rede e outros 
itens técnicos, mas na realidade é preciso mais do que questões técnicas. 
Segundo O’Brien e Marakas (2013), são necessários desenvolvimento e 
ajuste de conhecimentos de diversas áreas da organização no momento 
de se implementar um projeto de sistemas de informações. Essas áreas 
podem ser vistas na figura a seguir. Vamos analisar rapidamente cada uma 
delas.
Sistemas de Informações Gerenciais
37
Figura 9 - Sistemas de informação e aplicações organizacionais
Aplicações de negócios
Tecnologias da informação
Processos de desenvolvimento
Conceitos fundamentais
Desafios gerenciais
Sistemas de 
Informação
Fonte: Elaborada pela autora com base em O’Brien e Marakas (2013, p. 5-6).
 • Conceitos fundamentais: antes de mais nada, para o pleno desen-
volvimento de sistemas de informação, é necessário compreen-
dermos conceitos fundamentais que permitem a compreensão do 
contexto em que esses sistemas serão implementados. Trata-se 
de conhecimentos organizacionais, técnicos, negociais, compor-
tamentais e sobre estruturas organizacionais.
 • Tecnologias da informação: apesar de termos deixado claro que 
sistemas de informação não envolvem somente questões técni-
cas, é importante destacar que os conceitos da área de tecnologia 
da informação são muito importantes e devem ser analisados e 
estruturados organizacionalmente.
 • Aplicações de negócios: podemos dizer que os sistemas de infor-
mações têm como principal função aumentar a vantagem com-
petitiva das organizações, e isso se dá a partir do conhecimento 
dos processos organizacionais. O conhecimento dos processos 
organizacionais permite que a empresa e equipe tenham uma di-
mensão das aplicações que podem ser necessárias, bem como a 
viabilidade delas.
Sistemas de Informações Gerenciais
38
 • Processos de desenvolvimento: outro ponto importante para o 
entendimento dos sistemas de informação é o próprio processo de 
desenvolvimento, que, segundo O’Brien e Marakas (2013, p. 5-6), 
refere-se a “como os profissionais de negócios e especialistas de 
informação planejam, desenvolvem e implementam sistemas de 
informação para encontrar oportunidades de negócios”.
 • Desafios gerenciais: no momento de se pensar em sistemas de 
informação, há que se considerar também os desafios gerenciais, 
como questões éticas, de segurança, entre outras. Na opinião de 
O’Brien e Marakas (2013, p. 5-6), devem ser considerados “os desa-
fios de gerenciamento eficaz e ético da tecnologia da informação 
nos âmbitos de usuário final, na empresa e nos negócios globais”.
A partir desse breve relato dos pontos que devem ser estudados 
no momento da implementação de um sistema de informação, podemos 
perceber que esses projetos devem ter um caráter multidisciplinar, e não 
ter como ponto de avaliação somente as questões técnicas. Por isso, exis-
te uma série de variáveis que deve ser considerada. Conforme O’Brien e 
Marakas (2013),
Nesse ponto, você deve ser capaz de perceber que o êxito 
de um sistema de informação não deveria ser medido 
apenas por sua eficiência em termos de minimização 
de custos, tempo e uso de recursos da informação, mas 
também pela eficácia da tecnologia da informação em 
dar suporte a estratégias de negócio de uma organização, 
tornando possíveis os seus processos, aprimorando suas 
estruturas e sua cultura organizacionais, e aumentando 
o valor do cliente e do negócio da empresa. (O’BRIEN; 
MARAKAS, 2013, p. 5-6)
Sistemas de Informações Gerenciais
39
RESUMINDO:
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo 
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você real-
mente entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos 
resumir tudo o que vimos. Estudamos aqui o que é infor-
mação, dado e conhecimento, e como eles se relacionam. 
Vimos os tipos de sistemas de informação, sua estrutura 
organizacional e como ela se aplica na organização. Além 
disso, compreendemos o que é a Indústria 4.0 e Internet 
das Coisas, analisando um exemplo de dashboard.
Sistemas de Informações Gerenciais
40
Gestão da Tecnologia da Informação e os 
Tipos de Sistemas de Informação
OBJETIVO:
O modo de gerir os investimentos deve partir de modelos 
de negócios diferenciados, normalmente com base em 
tecnologia, já que os antigos modelos não funcionam mais. 
Para entendermos como a tecnologia da informação deve 
ser gerida, é importante retomarmos o processo evolutivo 
da tecnologia nas organizações. Assim, neste capítulo, 
discutiremos primeiramente sobre o papel da tecnologia 
nas organizações, na sequência, veremos o processo de 
gestão e planejamento de tecnologia da informação, e 
finalmente analisaremos o perfil profissional necessário 
para gerir a tecnologia no novo contexto organizacional..
Da mesma forma que a tecnologia vem evoluindo tecnicamente, 
a forma como ela atua nas organizações também vem sendo alterada. 
Assim, em paralelo ao fato de que a tecnologia tem se espalhado por 
todos os segmentos de mercado e por todas as áreas das empresas, a 
forma como ela vem sendo abordada pelas organizações vem mudando.
O grande impacto da mudança se reflete na migração do uso da 
tecnologia da informação (TI), inicialmente utilizada somente para fins 
operacionais e agora para fins estratégicos. Essa alteração não ocorreu 
somente quanto ao tipo de tecnologia a ser utilizada, mas sobretudo com 
relação aos investimentos que hoje são muito mais altos que antigamente. 
De acordo com IDG (2016),
Os gastos globais com TI devem crescer 2,9% em 2017 
em relação a 2016, totalizando US$ 3,4 trilhões, após 
uma pequena retração prevista para este ano, segundo 
estimativa feita pelo Gartner Group. Segundo o instituto 
de pesquisa, a área de software e serviços de TI são o 
principal responsável pela expansão dos investimentos. 
(IDG, 2016)
Sistemas de Informações Gerenciais
41
Papel da Tecnologia da Informação nas 
Empresas
A tecnologia da informação entra nas organizações na década 
de 50 com o advento dos computadores e, com eles, os sistemas de 
informação que começam a ser utilizados pontual e operacionalmente 
até chegar ao cenário de hoje, onde praticamente todas as organizações 
dependem da tecnologia.
O desenvolvimento, o crescimento e a função da tecnologia 
da informação nas organizações mudou à medida que os sistemas de 
informação foram evoluindo. Podemos perceber que inicialmente os 
sistemas de informação tinham um caráter extremamente operacional, 
ou seja, suas funcionalidades estavam concentradas em automatizar 
atividades que anteseram realizadas pelas pessoas, sem a realização 
de críticas ou melhorias. Podemos verificar esse cenário nos sistemas de 
processamentos eletrônicos de dados e de informação gerencial.
Com os sistemas de apoio à decisão, sistemas inteligentes e sistemas 
de informações executivas e estratégicas, começamos a perceber que 
estes começam a exercer uma função estratégica, já que começam 
a deixar de simplesmente trabalhar e fornecer dados e informações 
e começam a dar a seus usuários – as empresas – conhecimento. De 
acordo com Laudon e Laudon (2004),
Enquanto os primeiros sistemas produziam, em grande 
parte, mudanças técnicas que afetavam poucas pessoas 
da empresa, os atuais vêm provocando mudanças 
administrativas (que têm tal informação sobre quem, 
quando e com que frequência) e mudanças institucionais 
“centrais” (que produtos e serviços produzidos, sob que 
condições e por quem). (LAUDON; LAUDON, 2004, p. 16)
Fazendo um paralelo com a estrutura organizacional das empresas, 
a área de tecnologia da informação como função organizacional 
inicialmente estava posicionada na estrutura organizacional como uma 
das atividades do setor de administração - em alguns casos ela estava 
dentro do setor de manutenção da empresa, como podemos ver na 
figura a seguir. Ou seja, era simplesmente uma atividade administrativa e 
operacional sem grande importância para a organização.
Sistemas de Informações Gerenciais
42
Figura 10 - Estrutura organizacional I
Diretoria
RH Produção ADM
Informática 
Fonte: Elaborada pela autora (2021).
Com o desenvolvimento dos sistemas de informação mais 
inteligentes, o setor de informática assume uma função organizacional 
dissociada da área operacional, que era fortemente ligada ao hardware e 
software, e passa a estar correlacionada à informação, assumindo dessa 
forma uma posição de staff dentro das organizações, como podemos ver 
na figura a seguir.
Figura 11 - Estrutura organizacional II
Diretoria
RH Finanças Produção
Tecnologia da 
Informação
Fonte: Elaborada pela autora (2021).
Sistemas de Informações Gerenciais
43
Ao assumir a função de staff, a área de tecnologia da informação 
tem agora uma função estratégica, já que a informação é hoje um dos 
maiores recursos que a organização tem e muitas vezes pode determi-
nar a sobrevivência da empresa. Desse modo, percebemos que a forma 
como a empresa gerenciava e investia na tecnologia da informação ante-
riormente concentrada na área técnica não podia ser continuada, portanto 
urge a necessidade de uma postura diferenciada que permita à empresa 
aproveitar os benefícios que a tecnologia da informação pode oferecer.
Benefícios da Tecnologia nas Empresas
 • Eficiência operacional e redução de custos: desde o início do seu 
uso, a tecnologia da informação nas empresas sempre teve como 
objetivo a redução dos custos, principalmente pela otimização 
de recursos. Inicialmente, com a informatização dos processos, a 
TI trouxe benefícios de tempo, já que, com os sistemas de infor-
mação, os processos acontecem de maneira muito mais rápida, 
melhorando os processos. Na sequência, a automatização gerou 
uma diminuição da necessidade de mão de obra, o que repre-
sentou a primeira redução de custos. A automatização de proces-
sos, principalmente na área de produção, possibilita a redução do 
consumo de matéria-prima, visto que os sistemas de informação 
associados à robótica conseguem uma precisão que otimiza e re-
cursos materiais e reduz tempo. Outro exemplo de tecnologia da 
informação que proporciona uma redução de custos são as tec-
nologias de VoIP (Voice Over Internet), que possibilitam o uso das 
redes para a realização de ligações, sobretudo internacionais, faci-
litando os contatos comerciais internacionais das empresas. Esses 
benefícios refletem diretamente na eficiência e lucratividade das 
organizações, já que a diminuição de custos traz uma grande pro-
babilidade de aumento de margens e participação do mercado, 
e isso é proporcionado pela tecnologia da informação (LAUDON; 
LAUDON, 2014).
Sistemas de Informações Gerenciais
44
DEFINIÇÃO:
VoIP, ou Voz sobre Protocolo de Internet, é uma tecnologia 
que permite a transmissão de voz por IP (Protocolos de 
Internet), ou seja, transforma sinais de áudio analógicos, 
como em uma chamada, em dados digitais que podem ser 
transferidos pela internet. Disponível aqui. 
 • Comunicação: com o avanço das Tecnologias de Informação e Co-
municação (TICs) e o advento da internet, dos smartphones e de 
outras tecnologias modernas, o processo de comunicação inter-
na e externa das empresas foi radicalmente alterado. Hoje, com o 
amparo da TI, as empresas conseguem a velocidade comunica-
cional necessária ao andamento dos negócios. Na comunicação 
interna, a possibilidade de acessos remotos e de processos cola-
borativos proporciona às empresas a agilidade que é necessária 
para que as organizações se mantenham no mercado. Um exem-
plo simples é o uso de sistemas de mensagens instantâneas e 
videoconferência. Muitas empresas multinacionais utilizam esses 
sistemas para trocar mensagens entre filiais, resolvendo pendên-
cias e agilizando processos. Na comunicação interna por meio da 
internet e da criação de intranets ou portais, é possível a transmis-
são e o compartilhamento de informações necessárias com os co-
laboradores, onde quer que estejam. Ainda pensando em comu-
nicação, segundo Laudon e Laudon (2014, p. 6) “os gerentes usam 
costumeiramente a colaboração on-line e tecnologias sociais para 
tomar melhores decisões e de maneira mais rápida”.
 • Tomada de decisões: o avanço tecnológico dos sistemas de in-
formação e banco de dados possibilitou, por meio do cruzamento 
de informações, a sinalização de tendências, servindo como apoio 
para uma tomada de decisão mais assertiva. Na opinião de Lau-
don e Laudon (2014, p. 362), “uma das principais contribuições dos 
sistemas de informação é a melhoria na tomada de decisão, tanto 
para os indivíduos quanto para grupos”. A importância do emba-
samento informacional para a tomada de decisão é determinante 
Sistemas de Informações Gerenciais
http://www.techtudo.com.br/noticias/noticia/2015/03/entenda-o-voip-tecnologia-que-permite-apps-ligarem-pela-internet.html
45
para o direcionamento organizacional, já que uma decisão tomada 
pode mudar o rumo da empresa.
 • Competitividade:  de acordo com Porter (1989), as principais es-
tratégias competitivas têm como base o custo e a diferenciação. 
Com relação ao custo, a partir do momento que a TI aumenta a 
eficiência organizacional e consequentemente otimiza os custos, 
ela potencializa a competitividade das empresas. Se analisarmos a 
redução de custos com materiais na produção, o custo do produto 
fica menor e, dessa maneira, é possível uma melhor barganha co-
mercial, aumentando a participação de mercado sem comprome-
ter margem. A TI fornece informações que conduzem as diferen-
ciações, como é o caso das soluções de Customer Relationship 
Mangament (CRM), que, a partir do delineamento do perfil do 
cliente, direciona as ações da empresa conforme as expectativas 
dos clientes. Na área de produção, soluções tecnológicas aprimo-
ram a produção gerando também diferenciação ao produto, isso 
sem falar no processo de inovação tecnológica.
 • Novos modelos de negócios: as TICs abrem inúmeras possibilida-
des que sem ela não seriam possíveis. “Novos negócios e setores 
aparecem enquanto os antigos desaparecem, e empresas bem 
sucedidas são aquelas que aprendem a usar as novas tecnolo-
gias” (LAUDON; LAUDON, 2014, p. 4). De acordo com Osterwalder 
e Pigneur (2011, p. 14), “um modelo de negócios descreve a lógica 
de como uma organização cria, entrega e captura valor”. Com o 
uso das TICs, começam a sugir várias empresas com base total-
mente na internet, apoiando a possibilidade de customização e 
personalizações. Um bom exemplo são as plataformas negociais, 
como a daBlank Label (www.blanklabel.com), que é uma empre-
sa on-line que vende camisas totalmente personalizadas, e o Get 
Around (www.getaround.com), que é um ambiente virtual onde as 
pessoas simplesmente compartilham seus carros.
 • Relacionamento com cliente e fornecedores: o grande benefício 
da TI para o relacionamento com o público externo concentra-
se na possibilidade de uma integração interorganizacional que 
Sistemas de Informações Gerenciais
http://www.getaround.com
46
permite uma agilidade nos processos. A partir dessa integração 
é possível personalizar as ações com os parceiros como forma 
de melhorar o relacionamento e atender seus interesses. Alguns 
fabricantes já possuem sistemas de informação que automatizam 
a entrada de pedidos com os grandes atacadistas. Dessa forma, 
ambos atacadistas e fabricante conseguem criar estratégias 
conjuntas, o que perante ao mercado é sem dúvida uma estratégia 
competitiva. Com clientes, principalmente os grandes, é possível 
estabelecer um elo que, se bem explorado, pode concretizar e 
manter clientes. Nesse caso, a tecnologia possibilita também a 
integração produtiva diferenciada baseada no just in time (JIT), 
que é mais difícil de ser rompida.
DEFINIÇÃO:
O conceito do JIT é bastante simples: produzir e entregar os 
produtos a tempo (just in time) de serem vendidos. Peças a 
tempo de serem montadas e materiais a tempo de serem 
transformados em peças. A ideia dos japoneses é produzir 
pequenas quantidades para corresponder à procura, en-
quanto que os ocidentais produzem grandes quantidades 
de produtos variados para o caso serem necessários. Dis-
ponível aqui. 
RESUMINDO:
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo 
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você real-
mente entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos 
resumir tudo o que vimos. Aprendemos o papel da tecnolo-
gia da informação nas empresas, vimos o processo de ges-
tão e planejamento da tecnologia, e compreendemos os 
benefícios dos sistemas de informações nas organizações.
Sistemas de Informações Gerenciais
http://www.administradores.com.br/artigos/carreira/o-que-e-just-in-time/21936
http://www.administradores.com.br/artigos/carreira/o-que-e-just-in-time/21936
47
REFERÊNCIAS
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Disponível em: https://www.infowester.com/iot.php. Acesso em: 6 abr. 
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Sistemas de Informações Gerenciais
https://www.infowester.com/iot.php
	O que são Sistemas de Informação?
	Conceito 
	Por que os Sistemas de Informação são Necessários?
	Componentes de um Sistema de Informação
	Componentes da Informação
	Tipos de Sistemas de Informação
	Sistemas de Informação e Estrutura Organizacional
	Estrutura Necessária para a Implementação de Sistemas de Informação
	Gestão da Tecnologia da Informação e os Tipos de Sistemas de Informação
	Papel da Tecnologia da Informação nas Empresas
	Benefícios da Tecnologia nas Empresas

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