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UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA
CURSO DE DIREITO
BRENO MARTINS GUEDES
Trabalho da Disciplina [AVA 2]
Filosofia do Direito e reflexão filosófica
RIO DE JANEIRO
2019
SUMÁRIO
Introdução.......................................................................................... 03
Conceito de justiça na Filosofia Medieval de Tomas de Aquino............. 04
A influência de Augusto Comte na Teoria Pura do Direito de Hans Kelsen............................................................................................................ 05
A importância do culturalismo jurídico no pensamento de Miguel Reale.............................................................................................................. 06
Bibliografia ................................................................................................... 07
Introdução
Assim como a filosofia se relaciona com vários campos de conhecimento ela também se relaciona o Direito. Sendo assim muito importante analisar a influência e a ótica filosófica sobre o Direito. Para considerar esse nexo é de indispensável análise de alguns conceitos onde a filosofia contribuiu para elaboração de alguns estudos no cenário político-jurídico, entre essas interações serão examinados o conceito de justiça na Filosofia Medieval de Tomás de Aquino, a influência de Augusto Comte na Teoria Pura do Direito de Hans Kelsen e a importância do culturalismo jurídico no pensamento de Miguel Reale.
Conceito de justiça na Filosofia Medieval de Tomás de Aquino 
São Tomás de Aquino foi um religioso cristão que viveu no século XIII, e é conhecido por ter cristianizado a filosofia de um importante pensador grego clássico, Aristóteles. Tomás de Aquino assimilou completamente o pensamento aristotélico e o adequou à fé cristã. 
Como cristão Tomás de Aquino desenvolveu seu conhecimento sobre justiça tendo pleno comprometimento com as Sagradas Escrituras e com o pensamento aristotélico, uma vez que dá enfoque teológico às doutrinas aristotélicas. Aristóteles concebia a justiça como Virtude, assim como Tomás de Aquino, e nesse estudo, a justiça Aquino esbarra no conceito de vontade e retidão. Tais conceitos o levaram a concluir que a vontade do homem em buscar a justiça deve ser perpétua. Também afirmava que a definição de justiça só estaria correta se se compreender o “bem”. A justiça como virtude só seria hábito quando fosse o compreendido o “bem”, sendo assim ele também afirmava que qualquer ato virtuoso deveria ser voluntário, estável e firme. 
A influência de Augusto Comte na Teoria Pura do Direito de Hans Kelsen
Positivismo é uma corrente de pensamento filosófico, sociológico e político que surgiu em meados do século XIX na França. A principal ideia do positivismo era a de que o conhecimento científico devia ser reconhecido como o único conhecimento verdadeiro.
O principal idealizador do movimento positivista foi o pensador francês Auguste Comte (1798-1857), ganhando destaque internacional entre metade do século XIX e começo do XX.
O positivismo exerce até hoje grande influência no pensamento jurídico e filosófico, ligou a ciência e o direito e influenciou Hans Kelsen, jurista e filósofo austríaco considerado um dos mais importantes e influentes estudiosos do Direito.
Em sua Teoria Pura do Direito, Kelsen, procurava se afastar de elementos metajurídicos e elementos da psicologia, economia, política e sociologia, pois para ele somente evitando contaminações exteriores seria possível conferir cientificidade e autonomia às normas do direito. Kelsen, em sua obra busca mostrar o direito tal como ele é e não como ele deve ser. Neste sentido é uma teoria do Direito radicalmente realista, isto é, uma teoria do positivismo jurídico.
Não interessava ao Kelsen os problemas de como deve ser ou de como se deve elaborar o direito, sua obra não é uma teoria de mera interpretação de normas jurídicas nacionais ou internacionais. Nem se preocupa em criar normas. Quer apenas conhecê-las, explicitando assim sua base positivista. 
Desta forma, o direito positivo pode ser objeto de ciência, pois é norma. A ciência jurídica, neste sentido, é uma ciência social, do dever ser, em contraste com a ciência da natureza, que é ciência do ser. O direito, desta maneira, é um fenômeno social cujo objetivo é regular a conduta do homem, não se confundido com a conduta humana em si, já que esta seria um fenômeno natural.
O pensamento de Hans Kelsen é marcado pela tentativa de dar à ciência jurídica métodos e objeto próprios, que pudessem superar diversas confusões metodológicas e de possibilitar uma autonomia científica aos juristas.
Desta maneira, com a observação de inúmeros aspectos de sua obra Teoria Pura do Direito, é possível afirmar que a teoria kelseniana do direito se baseou, em grande parte, na corrente positivista.
A importância do culturalismo jurídico no pensamento de Miguel Reale
Para o culturalismo, a ciência jurídica é uma ciência cultural que tem o direito como objeto cultural, isto é, com a realização do espirito humano, com o substrato e um sentido. É compreendido características do culturalismo jurídico em duas principais teorias que são baseadas no substrato. Se o substrato do direito for um objeto físico, temos objeto cultural mundana ou subjetivo, sendo que a corrente que o estuda, é a teoria cultural objetiva, que são representadas principalmente por Miguel Reale. Já, se o substrato for a conduta humana será um objeto cultural egológico ou subjetivo, estudada pela teoria egológica do direito, representada por Carlos Cossio, Aftalión. O culturalismo jurídico enfatiza os valores do direito, sendo que alguns desses assumem maior importância sob a influência de conteúdos ideológicos em diferentes épocas e conforme a problemática social de cada tempo e lugar.
Quatro são as direções principais das teorias culturais do direito: a concepção raciovitalista, mencionada de Alhures, de Emil Lask, a concepção tridimensional de Miguel Reale e a Ecológica de Carlos Cossio.
Bibliografia
E Aspectos fundamentais da Teoria Pura do Direito de Hans Kelsen. 2016. Disponível em: < https://jus.com.br/artigos/49444/aspectos-fundamentais-da-teoria-pura-do-direito-de-hans-kelsen >. Acesso em: 18/10/2019.
PORFíRIO, Francisco. "Positivismo"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/positivismo.htm. Acesso em 24 de outubro de 2019.
Introdução ao estudo do direito. 2015. Disponível em: < https://www.passeidireto.com/arquivo/19788839/introducao-ao-estudo-de-direito >. Acesso em: 24/10/2019.

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