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Modelos organizacionais e reformas da administração pública Leonardo Secchi O artigo do autor Leonardo Secchi foi feito a partir de uma pesquisa bibliográfica em livros e artigos científicos, publicações em literatura de administração pública na Europa e nos Estados Unidos. Trás uma comparação dos quatro modelos organizacionais e relacionais que inspiram o desenho das estruturas e processos nas reformas da administração pública atual. Os modelos analisados são o burocrático, a administração pública gerencial, o governo empreendedor e a governança pública. Em um quadro comparativo entre os modelos mostrados no texto - Modelo Burocrático, Administração Pública Gerencial, Governo Empreendedor e Governança Pública - mostra as estruturas, os processos e reformas que a administração pública vem sofrendo com a influência dos modelos analisados. Na introdução, aborda as reformas administrativas e a forte pressão para substituição do modelo burocrático por novos e modernos modelos de gestão. Desde os anos 1980, as administrações públicas em todo o mundo realizaram mudanças expressivas na gestão pública e no desenho de organizações, as reformas administrativas consolidam novos discursos e práticas derivadas do setor privado. A pressão vinda do setor privado, fica mais acirrada com a crise fiscal do Estado e a competição territorial por investimentos e mão de obra qualificada. Considerado inadequado para o contexto institucional moderno, o modelo burocrático weberiano, mostrou-se ineficiente, moroso e longe de vislumbrar as necessidades dos cidadãos. Como alternativa ao modelo, foram apresentadas a administração pública gerencial (AGP) e o governo empreendedor (GE), por promoverem maior efetividade da gestão das organizações públicas e a governança pública (GP) que se traduz como elo de ligação entre governo e ambiente externo ao governo, onde a coordenação entre atores públicos e privados se somam na busca por soluções para problemas coletivos. Fica evidenciado no texto, que a administração pública gerencial (AGP) e governo empreendedor (GE), são modelos organizacionais pós-burocráticos (modernos), com propósito de reestruturar a “velha” administração pública. Há uma forte sensação, a princípio, da necessidade de substituição do modelo burocrático weberiano (por sua formalidade e impessoalidade), por modelos que trazem um conjunto de ferramentas que tem como ponto forte a eficiência e o desempenho (nova gestão pública). Mas não podemos descartar a importância da burocratização e controle como meio para trazer maior eficiência. Ao longo do texto, o artigo mostra que os modelos apresentados possuem pontos em comum em alguns aspectos, o que poderia ser caracterizado não como uma ruptura entre o modelo burocrático e a nova gestão pública (APG / GE / GP), mas um modelo de transição. Há também o discurso de que as reformas da administração pública são facilmente desvirtuadas para políticas de autopromoção e manipulação, uma vez que, políticos e burocratas podem enviesar a percepção do público para desmerecer a atuação dos governos, fazendo com que as reformas não saiam da teoria para a prática. Diante do exposto no texto, há ainda muito o que se trabalhar com relação ao tema reformas da administração pública, visto que, temos ainda a influência do patrimonialismo (nepotismo, corrupção, designação de cargos) e a influência dos modelos organizacionais apresentados em diferentes níveis. É preciso levar em consideração que as reformas ocorrem em diferentes contextos, escopos e valores.