Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

sumário
Modelos de Administração Pública................................................................................. 1
Organização da Administração Pública (Direta, Indireta e Divisão Político-Administra-
tiva) ................................................................................................................................. 4
Processo Administrativo na Gestão Pública ................................................................... 10
Fundamentos da Administração Pública ........................................................................ 16
Ciclo do Planejamento Estratégico................................................................................. 19
Grandes Áreas da Administração Pública (Gestão de Pessoas, Recursos Humanos, 
Marketing e Administração de Recursos Materiais, Patrimoniais e Serviços)................ 21
Ética e Compliance no Serviço Público .......................................................................... 31
Questões ........................................................................................................................ 34
Gabarito .......................................................................................................................... 38
No
çõ
es
 d
e A
dm
in
is
tr
aç
ão
 Pú
bl
ic
a
UFLA
Noções de Administração Pública
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Juylia Reis - 107.388.926-29, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua
reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
1
Modelos de Administração Pública
A Administração Pública é uma área complexa que envolve a gestão de recursos e serviços voltados para o 
bem-estar da sociedade. Ao longo da história, diversos modelos teóricos foram propostos para compreender e 
orientar a prática da administração governamental.
Neste artigo, exploraremos alguns dos principais modelos teóricos de Administração Pública, suas 
características e abordagens.
— Modelo tradicional ou burocrático
O modelo tradicional ou burocrático na Administração Pública tem suas bases na teoria proposta por Max 
Weber, um renomado sociólogo e economista alemão. Este modelo é reconhecido por sua estrutura hierárquica, 
pela formalidade dos procedimentos, racionalidade na tomada de decisões e impessoalidade nas relações 
dentro da administração.
Na abordagem burocrática, as organizações públicas são estruturadas em uma hierarquia clara de 
autoridade, onde cada nível tem suas responsabilidades e competências definidas. As regras e regulamentos 
são estabelecidos de forma precisa e objetiva, buscando garantir a previsibilidade e a uniformidade nas ações 
governamentais. Isso significa que os procedimentos são padronizados e seguidos rigorosamente, minimizando 
a margem para interpretações subjetivas.
Um dos princípios centrais desse modelo é a racionalidade na tomada de decisões. As decisões administrativas 
são baseadas em critérios objetivos e técnicos, não influenciadas por interesses pessoais ou políticos. Dessa 
forma, busca-se garantir a eficiência na execução das tarefas, evitando desvios e favorecimentos.
A impessoalidade é outro aspecto fundamental do modelo burocrático. Os funcionários públicos são tratados 
de forma igualitária, independentemente de suas características pessoais ou sociais. O mérito e a competência 
técnica são os critérios valorizados para a ascensão na carreira e a realização das atividades.
No entanto, apesar de suas vantagens em termos de eficiência e previsibilidade, o modelo burocrático 
também recebe críticas. Uma delas é a rigidez excessiva, que pode tornar o sistema lento e pouco adaptável a 
mudanças. Além disso, a burocracia pode criar distanciamento entre os órgãos governamentais e a população, 
dificultando a compreensão e o acesso aos serviços públicos.
x1y2z3 cc5b16dafb75899337acf005d23357fafff504ec8f00ec5a98a19cbf5738b4a3
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Juylia Reis - 107.388.926-29, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua
reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
2
— Modelo gerencial ou gerencialista
O modelo gerencial na Administração Pública surge como uma resposta às limitações percebidas no modelo 
burocrático tradicional. Ele representa uma tentativa de trazer princípios e práticas da gestão privada para o 
setor público, visando melhorar a eficiência, a produtividade e a qualidade dos serviços prestados.
Uma das principais características do modelo gerencial é a ênfase na descentralização e na delegação de 
autoridade. Ao descentralizar as decisões, o objetivo é permitir uma maior agilidade e flexibilidade na execução 
das tarefas, possibilitando que os gestores locais respondam de forma mais rápida e eficaz às demandas 
específicas de suas áreas de atuação.
Outro ponto central é a busca pela eficiência e pela eficácia na gestão dos recursos públicos. Os gestores são 
incentivados a adotar práticas de gestão orientadas para resultados, estabelecendo metas claras e mensuráveis 
para avaliar o desempenho das políticas e programas públicos. Isso envolve a utilização de indicadores de 
desempenho, avaliações periódicas e ajustes estratégicos para garantir que os recursos sejam alocados da 
maneira mais eficiente possível.
A flexibilidade também é uma característica importante do modelo gerencial. Diferentemente do modelo 
burocrático, que tende a ser rígido e formal, o modelo gerencial busca promover uma maior adaptabilidade 
às mudanças e às novas demandas que surgem ao longo do tempo. Isso permite uma resposta mais ágil e 
eficiente a situações emergenciais ou novas oportunidades de atuação.
Além disso, a autonomia dos gestores é valorizada no modelo gerencial. Eles são incentivados a tomar 
decisões de forma mais autônoma, levando em consideração as necessidades e peculiaridades de suas áreas 
de atuação. Isso cria um ambiente propício para a inovação e a criatividade na busca por soluções efetivas para 
os desafios enfrentados pela Administração Pública.
Um aspecto essencial do modelo gerencial é a ênfase na avaliação de desempenho. Através de sistemas 
de avaliação e monitoramento, os gestores públicos podem identificar áreas de melhoria, reconhecer boas 
práticas e tomar decisões embasadas em dados concretos. Isso contribui para uma gestão mais transparente, 
responsável e orientada para resultados tangíveis.
— Modelo de governança pública
A governança pública é um modelo relativamente recente na Administração Pública, surgindo como uma 
abordagem que busca envolver ativamente a sociedade no processo de gestão pública. Esse modelo enfatiza 
a transparência, a prestação de contas (accountability) e o diálogo entre o governo, a sociedade civil e o setor 
privado.
Uma das características fundamentais da governança pública é a abertura do processo decisório, tornando-o 
mais participativo e inclusivo. Isso significa que os cidadãos têm a oportunidade de contribuir com ideias, 
propostas e monitorar as ações do governo. A transparência é uma pedra angular desse modelo, pois visa 
garantir que as informações sobre as atividades governamentais estejam disponíveis e acessíveis ao público.
Outro aspecto importante é a accountability, ou seja, a obrigação do governo de prestar contas de suas 
ações e decisões. Isso envolve não apenas divulgar informações, mas também ser responsável por seus 
resultados e consequências. Os órgãos públicos são cobrados a explicar e justificar suas políticas e gastos, 
criando um ambiente de responsabilidade perante a sociedade.
Além disso, a governança pública promove o diálogo e a colaboração entre diferentes atores sociais, 
incluindo organizações da sociedade civil, empresas privadas e cidadãos. Essa abordagem busca criar parcerias 
e alianças que visem o interesse público e a melhoria das políticas e serviços oferecidos pelo governo.
Ao contrário do modelo burocrático, que é maisestá associada à prestação de satisfação e informação da atuação pública aos 
administrados. Via de regra é que a atuação da Administração seja pública, tornando assim, possível o controle 
da sociedade sobre os seus atos.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Juylia Reis - 107.388.926-29, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua
reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
19
Ocorre que, no entanto, o princípio em estudo não é absoluto. Isso ocorre pelo fato deste acabar por admitir 
exceções previstas em lei. Assim, em situações nas quais, por exemplo, devam ser preservadas a segurança 
nacional, relevante interesse coletivo e intimidade, honra e vida privada, o princípio da publicidade deverá ser 
afastado.
Sendo a publicidade requisito de eficácia dos atos administrativos que se voltam para a sociedade, pondera-
se que os mesmos não poderão produzir efeitos enquanto não forem publicados. 
– Princípio da Eficiência: A atividade administrativa deverá ser exercida com presteza, perfeição, 
rendimento, qualidade e economicidade. Anteriormente era um princípio implícito, porém, hodiernamente, foi 
acrescentado, de forma expressa, na CFB/88, com a EC n. 19/1998.
São decorrentes do princípio da eficiência:
a. A possibilidade de ampliação da autonomia gerencial, orçamentária e financeira de órgãos, bem como de 
entidades administrativas, desde que haja a celebração de contrato de gestão.
b. A real exigência de avaliação por meio de comissão especial para a aquisição da estabilidade do servidor 
Efetivo, nos termos do art. 41, § 4º da CFB/88. 
Ciclo do Planejamento Estratégico
O PDCA, também conhecido como Ciclo de Shewhart ou Ciclo de Deming, é uma metodologia de melhoria 
contínua nos processos de gestão empresarial que se baseia em quatro etapas: Planejamento (Plan), Execu-
ção (Do), Verificação (Check) e Ação (Action). Essa abordagem tem como objetivo promover melhorias contí-
nuas em processos e produtos, mantendo um fluxo constante e sem interrupções. O PDCA está profundamente 
associado aos princípios da Filosofia Kaizen, uma cultura japonesa centrada na melhoria dos processos de 
administração e qualidade. Ambos, o PDCA e o Kaizen, compartilham os seguintes princípios:
1) Busca constante por melhorias, identificando as causas dos problemas e propondo soluções.
2) Realização de atividades planejadas e recorrentes, sem um fim pré-determinado.
O PDCA começa com a etapa de Planejamento (Plan), na qual se desenvolve uma estratégia em etapas 
para alcançar os objetivos. Em seguida, passa-se para a fase de Execução (Do), na qual o plano é colocado em 
prática. Após a execução, segue-se para a etapa de Verificação (Check), na qual se avalia se as metas plane-
jadas foram atingidas. Por fim, a metodologia avança para a Ação (Action), que envolve a tomada de medidas 
ativas para resolver quaisquer problemas identificados durante o processo.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Juylia Reis - 107.388.926-29, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua
reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
20
Plan – Planejamento
Na fase inicial do ciclo, o foco é estabelecer um plano alinhado com as diretrizes da empresa. Aqui, é es-
sencial definir claramente os objetivos, metas e prazos para abordar eficazmente os desafios de gestão. Essa 
etapa assegura a continuidade inerente ao PDCA, dando origem a um Plano de Ação.
Neste estágio, é crucial determinar os caminhos e métodos a serem seguidos durante o processo do PDCA. 
Perguntas importantes a serem respondidas incluem: 
– Quem participará na realização das metas? 
– Quais ferramentas serão empregadas? 
– Que alterações nos processos são antecipadas? 
– Quais indicadores serão utilizados para avaliar os resultados? 
Além disso, é nesta fase que qualquer problema relacionado ao planejamento deve ser identificado e solu-
cionado, a fim de não afetar as etapas subsequentes do ciclo.
Do – Execução
A segunda fase do ciclo envolve a ação prática. Neste ponto, é hora de implementar todas as medidas 
planejadas anteriormente dentro do prazo estabelecido. É crucial seguir estritamente as etapas definidas, ga-
rantindo assim que o projeto saia do estágio de planejamento e entre em execução. Somente dessa forma será 
possível obter os indicadores essenciais para a próxima etapa do ciclo.
Check – Verificação
Após a fase de planejamento e execução, é hora de realizar uma verificação detalhada. Neste estágio, a 
comparação entre o que foi planejado e o que foi realmente alcançado é fundamental para validar a eficácia do 
processo e entender as transformações que ele gerou.
A análise dos indicadores coletados é crucial nesta etapa. Os dados devem ser minuciosamente examina-
dos com o objetivo de identificar tanto os aspectos positivos quanto os negativos, proporcionando uma visão 
abrangente dos processos da empresa.
Act – Ação
Os termos “Do” e “Act,” que podem ser traduzidos como “Fazer” e “Agir” em português, às vezes podem 
gerar confusão para os gestores. Portanto, é importante distinguir claramente essas etapas no ciclo PDCA: “Do” 
se refere à implementação do plano, enquanto “Act” envolve a correção de falhas identificadas ao longo do ciclo 
por meio de ações proativas.
Nesta fase, é fundamental identificar qualquer desvio que tenha impedido o processo de alcançar a meta 
estabelecida. Deve-se investigar as causas dessas irregularidades e encontrar soluções metodológicas ou prá-
ticas para ajustar o ciclo. Geralmente, existem duas respostas principais nesta etapa:
1) O ciclo foi eficaz: os gargalos foram reduzidos com as práticas estabelecidas, e esses processos devem 
ser integrados à cultura da empresa.
2) O ciclo não atendeu aos objetivos: nesse caso, é necessário recomeçar o PDCA a partir da etapa de 
Planejamento, revisando e redefinindo os processos para reiniciar o ciclo.
As vantagens do ciclo PDCA
O PDCA é amplamente reconhecido como uma das primeiras abordagens de gestão de qualidade, propor-
cionando eficácia e um maior controle sobre uma variedade de processos em sua empresa. Isso resulta na 
adição de confiabilidade a cada etapa do processo de tomada de decisão.
Devido à sua estrutura intuitiva, baseada em fases simples presentes em qualquer processo - Planejamen-
to, Execução, Verificação e Ação Corretiva - a aplicação do PDCA é descomplicada. Consequentemente, sua 
incorporação à cultura da empresa ocorre de maneira mais fluida do que outros métodos.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Juylia Reis - 107.388.926-29, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua
reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
21
Entre as aplicações bem-sucedidas do PDCA, destacam-se:
– Redução de acidentes;
– Diminuição de não conformidades de produtos;
– Melhoria dos indicadores de monitoramento ambiental;
– Aprimoramento na gestão de resíduos;
– Capacidade de empreender com maior confiança nos resultados;
– Aperfeiçoamento na gestão financeira;
– Aumento da eficiência no atendimento ao cliente;
– Crescimento nas vendas;
– Maior controle sobre o estoque.
Grandes Áreas da Administração Pública (Gestão de Pessoas, Recursos Humanos, 
Marketing e Administração de Recursos Materiais, Patrimoniais e Serviços)
— Gestão de pessoas 
É o método dentro da administração, que abrange um conjunto de técnicas dedicadas a extrair a máxima 
competência do indivíduo dentro da organização.
As tarefas dessa gestão são:
– Desenvolvimento de líderes 
– Atração
– Conservação 
– Administração
– Reconhecimento
– Orientação 
Utilizando uma série de estratégias administrativas, a Gestão de Pessoas compreende e ocupa-se com 
os interesses do indivíduo dentro da organização, dedicando-se principalmente pelo espírito de equipe, sua 
motivação e qualificação. É oconjunto integrado de processos dinâmicos e interativos, segundo a definição 
de Idalberto Chiavenato (escritor, professor e consultor administrativo, atua na área de administração de em-
presas e recursos humanos). Nela encontramos ferramentas que desenvolvem habilidades, comportamento 
(atitudes) e o conhecimento, que beneficiam a realização do trabalho coletivo, produzindo valor econômico 
(Capital Humano). 
Dedica-se a inserir melhoradas práticas de gestão, garantindo satisfação coletiva e produtividade otimizada 
que visa alcançar resultados favoráveis para o crescimento saudável da organização.
Histórico
O departamento pessoal foi iniciado no século XIX. Com a responsabilidade apenas de medir os custos da 
empresa, produtividade não era o foco. Os colaboradores eram apenas citados como Ativo Contábil na empre-
sa. Não havia amplas relações de motivação, ou de entendimento de ambiente organizacional com o indivíduo 
ou vice-e-versa.
A teoria clássica (mecanicista), entendia que o homem teria que ter uma organização racional no trabalho 
e seria estimulado através de recursos financeiros, falava-se mais na eficiência operacional. O homem era 
entendido como homem econômico, que seria recompensado e estimulado a partir da quantidade de recursos 
financeiros que fossem a ele fornecido.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Juylia Reis - 107.388.926-29, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua
reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
22
Após isso, a Teoria das Relações Humanas começou a compreender que o homem teria outras demandas 
e que o ambiente organizacional agora, também influenciava a sua produtividade, passou-se então, a entender 
o indivíduo a partir da teoria das relações humanas.
Iniciando a CLT, na década de 30 - 50, as leis trabalhistas deveriam ser seguidas e isso deveria ser su-
pervisionado de perto por um responsável, foi aí que a estrutura do RH (Recursos Humanos) começou a ser 
formada.
Com a evolução do RH, a partir dos anos 70 o foco voltava-se então para pessoas e não para o burocráti-
co e operacional apenas. Tornando a estrutura mais humanizada inicia-se então, o conceito do planejamento 
estratégico para conservar talentos e engajar a equipe, motivando-a; mais tarde chamaríamos de Gestão de 
Pessoas.
Processo evolutivo
1º Departamento 
pessoal
Contabilidade e processos relacionados a contratação e demissão de 
funcionários: burocracia
2º Gestão de 
pessoas
Treinamento e desenvolvimento do indivíduo e suas capacidades, 
potencializando-as: comunicação, manutenção
3º Gestão 
Estratégica De 
pessoas
Definição dos níveis de uma organização (pirâmide)
Topo: estratégico
Intermediário: tático
Base: operacional
Passam a fazer parte das decisões da organização – planejamento.
Objetivos da Gestão de Pessoas
Permitir que as metas da organização, em conjunto com os objetivos pessoais, sejam alcançadas. Visa:
– Gerir pessoas para que a organização atinja seus objetivos, missão e visão estratégica sejam atingidos 
com sucesso: Resultados satisfatórios.
– Gerir pessoas para que a manutenção dos talentos seja efetiva e contínua: Manter as pessoas motivadas, 
desenvolvidas, treinadas e principalmente atraí-las e retê-las à organização.
– Gerir pessoas de maneira a ampliar a competitividade da organização: planos de carreira.
– Gerir pessoas para aumentar a satisfação do cliente: melhora a qualidade do produto/serviço.
– Gerir pessoas melhorando a qualidade de vida: aumenta a produtividade e a satisfação do indivíduo.
– Gerir pessoas desenvolvendo culturas dentro da organização: possibilitando o desenvolvimento de mu-
danças, facilitando e agilizando a resposta da organização para com as exigências do mercado: Competência.
– Gerir pessoas mantendo condutas com base na ética: Diretrizes.
Conceitos da Gestão de Pessoas
Administração de Recursos Humanos - entendimento mais antigo (técnicas - tarefas): 
– É a Provisão, o Treinamento, o Desenvolvimento, a Motivação e a Manutenção dos empregados.
Gestão de Pessoas (relação – elemento imaterial): 
– É o elemento que constrói e é responsável pelo cuidado do capital humano.
x1y2z3 cc5b16dafb75899337acf005d23357fafff504ec8f00ec5a98a19cbf5738b4a3
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Juylia Reis - 107.388.926-29, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua
reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
23
Principais diferenças
– Gestão de Pessoas não é nomeado normalmente como departamento, como é o RH (Recursos Huma-
nos);
– A competência da Gestão de Pessoas é responsabilidade dos gestores, dos líderes, que operam em união 
com a área de Recursos Humanos; Assim, para que as atividades de Gestão de Pessoas possam acontecer da 
melhor forma, o RH disponibiliza as ferramentas e os mecanismos.
– Sendo um processo que também foca no desenvolvimento do indivíduo dentro da organização, a es-
tratégia é mais voltada para o lado humano das relações de trabalho. Portanto, a Gestão de Pessoas não se 
restringe a apenas uma área da organização, mas intercorre em todos os setores.
Desafios da Gestão de Pessoas
Uma vez que a Gestão de Pessoas tem como intuito atingir resultados favoráveis, se torna cada vez mais 
desafiador dentro do cenário empreendedor formar líderes dentro das organizações, e liderança é parte funda-
mental na Gestão de Pessoas. Desafios:
– A compreensão efetiva de adequar a necessidade da organização ao talento do indivíduo. Entender que 
dependendo do tipo de mão-de-obra que a organização necessita, ela terá um perfil específico de trabalhador. 
– Alinhar os objetivos da Organização com os do Indivíduo.
– Entender e balancear os aspectos internos e externos. Exemplo: A organização saberá o valor monetário 
do indivíduo mediante a pesquisa de mercado para aquela área específica, isso é aspecto externo. 
– Criar um ambiente de trabalho favorável ao indivíduo que pode estar descontente com sua organização 
porque seu ambiente de trabalho é ruim, isso é aspecto interno.
Características da Gestão de Pessoas
Gestão de Pessoas é Responsabilidade de Linha e Função de STAFF.
Exemplo:
Dentro do Organograma temos os conceitos funcionais da organização: Áreas e responsáveis por elas; Se 
vamos trabalhar a motivação de um determinado indivíduo dentro da organização, o responsável diretamente 
(líder) é chamado de Responsável de Linha: seria seu supervisor ou gerente direto. 
A assessoria para esse trabalho de desenvolvimento e motivação do indivíduo, fica por conta do RH (Recur-
sos Humanos) que é a Função de STAFF.
Principais Mecanismos da Gestão Estratégica de Pessoas
– Planejamento de RH (Recursos Humanos): Que pessoas devemos contratar/demitir? Que áreas temos 
a melhorar, desenvolver? Para que a organização seja mais forte, cresça e atinja seus objetivos.
– Gestão de Competências: A sinérgica relação do CHA com o atingimento dos objetivos organizacionais: 
– (CHA - Conhecimento: saber teórico, formação - Habilidade: saber prático - Atitude: vontade de exe-
cutar. Ou seja, pessoas certas nos cargos certos, gerando resultados favoráveis.
– Capacitação Contínua com base na Competência: Capacitar, desenvolver e treinar o indivíduo, am-
pliando suas habilidades para o que a organização necessita, atingindo seus resultados. 
– Avaliação de desempenho e competências (permanente).
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Juylia Reis - 107.388.926-29, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua
reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
24
Equilíbrio organizacional
É uma teoria que diz respeito a relação das Pessoas com a Organização e vice-e-versa; ou seja, a Organi-
zação e seus colaboradores, seus clientes, ou fornecedores = Pessoas. Em meio a essa relação, a Organiza-
ção entrega incentivos (produtos, serviços,salários) e recebem contribuições (pagamentos, matérias-primas 
e mão de obra) estabelecendo assim uma balança, pela necessidade de equilíbrio entre incentivos e contri-
buições, para a continuidade de operação da Organização. Ou seja, a relação entre Organização e Pessoas 
deve estar em equilíbrio para que ela continue a existir.
O sucesso desse conceito transmite o resultado da Organização quando na motivação e remuneração 
(não somente monetariamente, mas também de fins não-materiais) dos colaboradores, ferramenta da Gestão 
de Pessoas.
– Organização: Sistemas de Comportamentos Sociais, Sistema de relações de Contribuições e Incenti-
vos. É o conjunto de recursos e pessoas que estão alinhados para o alcance de um resultado.
Os participantes recebem recompensas em troca das contribuições.
Exemplo: Se o colaborador perceber, ao decorrer de sua trajetória na Organização que está fornecendo 
mais do que recebendo, a relação aqui é rompida, e a partir daí a Organização entra em Desequilíbrio Organi-
zacional.
Quanto mais a Organização se mantém em Equilíbrio organizacional, mais sucesso ela terá nos seus resul-
tados de suas relações de recompensa e motivação de Pessoas.
Comportamento organizacional
É o estudo da conduta das pessoas e suas implicações no ambiente de uma organização. Visa alcançar 
maior compreensão acerca do contexto empresarial para compor o desenvolvimento seguro e contínuo do tra-
balho. O indivíduo aqui tem um papel importante na participação da organização, contudo, ele pode ser ou não 
o protagonista nos resultados.
Aqui são abandonadas as posições prescritivas e afirmativas (de como deve ser) para uma abordagem mais 
explicativa e descritiva. A ênfase nas pessoas é mantida dentro de uma posição organizacional de forma mais 
ampla.
Os principais temas de estudos serão sobre: Estilos de administração, Processo decisório, Motivação, Lide-
rança e Negociação.
Evolução no entendimento do indivíduo:
A análise do comportamento humano garante muitos benefícios à organização no geral. Como por exemplo 
reter talentos e promover engajamento e sinergia entre os públicos alvo.
Garantir benefícios e um ambiente de trabalho harmônico que encoraje a motivação é responsabilidade da 
organização, assim como, a cocriação e o engajamento. Aplicando ações referente à essa área de conhecimen-
to fica claro para os colaboradores que a organização visa desenvolver cada indivíduo da forma mais adequada 
possível.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Juylia Reis - 107.388.926-29, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua
reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
25
Os agentes que influem no resultado satisfatório de um comportamento organizacional são diversos:
Motivação
É um fator dos principais que cooperam para atingir grandes resultados e, assim, uma boa rentabilidade 
para a organização. Uma equipe motivada se dedica mais e tem maior facilidade em entregar a demandas se-
gundo a qualidade esperada ou até acima.
Nesse ponto, para obter sucesso é indispensável que o RH (Recursos Humanos) e os líderes tenham siner-
gia. Atentando-se aos pontos vulneráveis que podem ser corrigidos com métodos e capacitações. Já os pontos 
fortes podem ser desenvolvidos de modo a se tornarem efetivamente crescentes.
Não se trata apenas de ações pontuais, as atividades precisam ser bem planejadas. É importante ter em 
mente que a continuidade traz resultados a curto, médio e longo prazo. Se torna crucial o comprometimento 
com a gestão correta para que se alcance o desenvolvimento de pessoas.
Liderança
É responsável pelo desafiador papel de gerir e conduzir pessoas à resultados satisfatórios. Nesse papel, as 
organizações consideram de extrema importância colocar um indivíduo de excelência, pois cada área necessita 
de talentos adequados.
Administrar a equipe sinergicamente, alcançando metas, cumprindo prazos, motivando e inspirando cada 
indivíduo a entregar cada vez melhor seu trabalho é função de um bom líder. Para tanto o comprometimento, 
planejamento, empatia e inteligência emocional, geram e mantêm bons relacionamentos interpessoais. 
Desempenho
É o resultado de uma liderança efetiva e equipe motivada. O RH (Recursos Humanos) junto aos líderes de 
cada área, se torna responsável por desenvolver, medir, avaliar regularmente esse desempenho, estimulando 
a melhoria contínua. As ferramentas para essa avaliação são: feedbacks periódicos, que promovem a auto 
avaliação, análise crítica de cada área e da organização no geral. O plano de carreira que considera evolução 
de cargos e salários tem esse processo como primeiro passo.
— Recursos humanos (RH)
O Recursos humanos é, dentre todos os setores de uma empresa, um dos mais relevantes e importantes, 
pois movimenta diretamente as questões dirigidas aos colaboradores. Tendo ampla influência nos resultados da 
organização. Por esse motivo, as rotinas de demandas do setor de RH necessitam estar muito bem definidas, 
organizadas e alinhadas para alcançar os objetivos mais estratégicos.
O RH tem por objetivo oferecer o bem-estar tanto da empresa, quanto dos colaboradores. Ademais, a 
contribuição para que as duas partes alcancem os objetivos necessários e se mantenham em uma relação 
trabalhista saudável, visando sempre a melhora no desempenho de toda a organização.
Organização das rotinas de RH: As inúmeras rotinas de RH, que são de extrema importância em todo seu 
contexto, deve sempre vir acompanhada de muita organização, pontualidade, cuidado e dedicação em cada 
uma delas, por isso, o trabalho de profissionais qualificados e apropriados para atuar neste setor é de extrema 
importância, munido sempre de cronogramas, fluxogramas e calendários para devida pontualidade, para não 
cometer erros e nem perder datas e prazos importantes. 
A importância do RH estratégico na empresa
O devido conhecimento das demandas e rotina de RH, sabendo organizá-las e escolhendo as ferramentas 
ideais para o auxílio nesses processos, são os fatores imprescindíveis para se ter um RH mais estratégico, o 
que o faz essencial para o mundo corporativo. 
Quais são as atividades do setor de RH: O RH é responsável por procedimentos que vão, desde a 
admissão ao desligamento de um colaborador. Sendo assim, se torna responsável por toda a jornada do 
profissional dentro da empresa. Geralmente, é dividido nos seguintes setores:
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Juylia Reis - 107.388.926-29, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua
reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
26
– Departamento pessoal: acompanha questões burocráticas e o cumprimento da legislação trabalhista;
– Recrutamento e seleção: iniciando pela atração e seleção de talentos e dos melhores profissionais para 
compor o quadro de colaboradores da organização;
– Cargos e remuneração: define os cargos e os salários mais adequados para cada função da organização;
– Segurança do trabalho: focado em garantir que a organização proporcione condições seguras de 
trabalho, para evitar acidentes e possíveis riscos de doenças laborais;
– Benefícios Corporativos: lida com todos os benefícios que a empresa proporcionará aos colaboradores, 
tais como: vale-transporte, vale-alimentação, plano de saúde, entre outros;
– Relações trabalhistas e sindicais: objetiva manter a sinergia harmônica entre a organização e os 
colaboradores, evitando possíveis conflitos e realizando negociações com sindicatos, por exemplo;
– Treinamento e desenvolvimento: acompanha o desenvolvimento e a capacitação dos colaboradores, 
bem como, cultivar melhora nos resultados e melhor retenção de talentos.
Recursos Humanos X Departamento Pessoal
O RH é um setor, dentro da administração geral que possui algumas subdivisões. Tendo seu foco na gestão 
de pessoas e na área comportamental. Assim, os profissionais de RH necessitam focarno gerenciamento das 
relações existentes no ambiente de trabalho e no alinhamento de toda a equipe junto a cultura da empresa. 
O departamento pessoal é uma subárea do setor de RH, por isso, possui uma função mais específica, como:
– Ser responsável por todas as demandas burocráticas e trabalhistas que envolvem os colaboradores;
– Garantir que sejam cumpridos todos os direitos e deveres. Os profissionais dessa área, necessitam estar 
atentos a todas as leis de rotinas trabalhistas e ter pleno conhecimento em administração. 
— Principais rotinas de RH
1. Recrutamento e seleção: O processo de recrutamento e seleção objetiva escolher os novos colaboradores 
que farão parte das equipes da empresa. Para que os gestores construam uma equipe produtiva e eficiente. 
Nesta demanda, realiza-se divulgações de vagas, testes, entrevistas, dinâmicas, análises de currículos, 
entre outros procedimentos. Tendo por objetivo atrair os talentos ideais e que também possam se adequar à 
cultura da empresa, oferecendo resultados excelentes de qualidade. 
A seleção dos profissionais tem importante influência nos resultados dos negócios, impactando diretamente 
nos custos e lucros. Por esse motivo, essa etapa exigirá muita atenção e atuação direta dos profissionais de RH 
muito bem qualificados, pois impacta também no engajamento dos colaboradores e no clima organizacional da 
organização.
2. Processos de admissão: Esse processo vem após o processo de recrutamento e seleção, exigindo 
certo cuidado e atenção, devido a existência de muitas questões burocráticas e trabalhistas. Além de se tornar 
uma das primeiras impressões que o colaborador tem da empresa, aspecto que contribui para seu engajamento 
na equipe e sua motivação na empresa. Dentro desse processo, é necessário realizar o registro trabalhista, 
preenchendo a carteira de trabalho de acordo com a lei vigente, encaminhando o colaborador para os devidos 
exames admissionais, incluindo-o no relógio de ponto da empresa e entregando seu crachá, ou identificação 
na organização. 
3. Integração dos novos colaboradores: Logo após o processo de admissão, o RH ficará responsável 
por realizar a integração desses novos colaboradores. Sendo essa demanda fundamental para acelerar o 
engajamento dos novos profissionais, podendo refletir em como ele agirá e se desenvolverá na organização, 
pois necessitam ser bem orientados, treinados, acompanhados, conhecer a equipe de trabalho e também toda 
a empresa.
4. Desenvolvimento e treinamento: A rotina de treinamentos e desenvolvimento são essenciais para 
a organização, não só no período de integração dos novos colaboradores, mas também no aumento do 
desempenho e da capacitação de toda a equipe treinada. É necessário a avaliação das necessidades da 
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Juylia Reis - 107.388.926-29, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua
reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
27
empresa, assim como, das dificuldades atuais dos colaboradores e da definição do tipo de teste a ser aplicado, 
exigindo assim, um bom planejamento e análise. O treinamento traz a possibilidade de alinhamento entre os 
profissionais com as expectativas da empresa, gerando aumento na produtividade. 
5. Avaliação de desempenho: Auxiliam na identificação e análise dos fatores em relação ao desempenho 
dos colaboradores. Elas são de grande relevância dentro das demandas de RH, pois os gestores de RH, 
muitas vezes observam um resultado não esperado e não sabem por quais motivos ele foi gerado. Assim, essa 
avaliação também permitirá o devido reconhecimento do desempenho dos colaboradores da empresa levando 
em conta questões, como: A maneira que a função é realizada; A performance do colaborador; Cumprimento 
de metas; As atitudes do mesmo em ambiente de trabalho; O potencial de desenvolvimento; Os resultados 
entregues.
6. Monitoramento de métricas e estratégias: Objetiva identificar as métricas e os resultados para assim, 
constituir novas estratégias. Não é incomum alguns processos que outrora deram certo, não funcionarem mais 
nos dias atuais, haja vista que a sociedade e o mundo corporativo estão sempre em mudança constante, 
assim, suas estratégias mais antigas podem acabar ficando ultrapassadas. Por esse motivo, o RH deverá se 
manter atento a todas essas métricas e realizar avaliação constante dos métodos vigentes, e a real eficiência 
deles. Para que assim, suas adaptações possam ser devidamente aplicadas e o setor poderá voltar a oferecer 
os resultados positivos e satisfatórios de sempre. Um outro ponto importante é manter-se sempre atento às 
inovações e avanços da tecnologia, pois assim, poderão obter estratégias essenciais para o alcance das 
melhorias necessárias.
7. Política de benefícios: São pela empresa oferecidos, aos colaboradores, fazendo parte também das 
rotinas de RH cuidar deste procedimento, aqui existem diferentes tipos de benefícios, exemplo: Vale-transporte; 
Vale-alimentação; Plano de saúde; Plano odontológico; Bolsa de estudos.
8. Processo de desligamento: É também, uma das demandas mais burocráticas dentro do setor de RH. 
Pois a organização precisa de forma assertiva, realizar todos os cálculos do tempo em que o ex-colaborador 
fez parte da empresa, todos os pagamentos, entre outros fatores de extrema importância para a realização 
de todo o processo de forma correta, para assim não sofrer processos trabalhistas. Faz parte dessa rotina 
também, a realização de uma entrevista demissional, para a verificação do motivo da saída do ex-colaborador, 
o planejamento de melhorias e assim, encaminhar um novo processo seletivo.
— Cessão
Define-se, conceitualmente, a cessão como um ação administrativa, permitindo o afastamento temporário 
de servidor público, compreendendo este, como o titular de um cargo ou um emprego público, e possibilita o 
exercício de atividades por este colaborador em órgão ou entidade (incluindo privada) distinta da sua origem.
— Descrição de empregos
É um documento confeccionado e gerido pelo setor de RH, contendo todas as informações necessárias, 
detalhadas e específicas a respeito dos cargos da organização. Nesse documento, que serve como referência 
para os colaboradores, também devem ser detalhados os direitos e deveres, para que também o empregador 
possa utilizá-lo para “cobrar” e, ou “ser cobrado” em tempo oportuno.
— Diferença de emprego e função
Emprego é o lugar que é ocupado por um empregado/colaborador, podendo atuar em empresa privada ou 
pública. 
Função é o conjunto das atribuições destinadas à esses colaboradores, abrangendo uma função temporária, 
ou uma função de confiança.
— Administração de Recursos Materiais, Patrimoniais e Serviços
O conceito de material e patrimônio na administração está ligado à gestão dos recursos físicos e financeiros 
de uma organização. Estas ideias são fundamentais para a gestão e eficiência de uma empresa, instituição ou 
entidade governamental. 
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Juylia Reis - 107.388.926-29, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua
reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
x1y2z3 cc5b16dafb75899337acf005d23357fafff504ec8f00ec5a98a19cbf5738b4a3
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Juylia Reis - 107.388.926-29, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua
reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
28
— Materiais
Definição: são os recursos físicos que uma organização usa em suas operações para produzir bens ou 
serviços. Isto inclui matérias-primas, artigos de armazenamento, ferramentas, equipamentos, móveis e outros 
itens tangíveis necessários para o funcionamento do negócio.
Classificação: os materiais podem ser categorizados em uma variedade de categorias, incluindo materiais-
primários(inputs básicos para a produção), produtos-em-processo (atualmente a ser produzidos itens), produtos 
acabados (prontos para venda), e materiais-para-consumo (currently being used items, such as paper and 
canetas).
Controle de Estoque: a gestão de materiais envolve controle de inventário, que visa garantir que uma 
organização tem a quantidade certa de materiais à mão no momento certo. Isso ajuda a evitar excessos, que 
representam custos desnecessários e deficiências, que podem prejudicar a produção.
Custos associados: os custos materiais estão ligados a custos organizacionais, tais como os associados à 
aquisição, armazenamento e obsolescência. É crucial gerir estes custos para a eficiência financeira.
— Patrimônio
Definição: a expressão patrimonial refere-se a todos os ativos, direitos e obrigações de uma organização 
em um momento específico. É uma representação do valor econômico do negócio e inclui tanto ativo (direitos 
e obrigações) e passivo (obrigações).
Ativos: os recursos que estão sob o controle da organização e têm o potencial de produzir futuros benefícios 
econômicos são referidos como ativos. Isto inclui não apenas bens tangíveis, mas também dinheiro, imóveis, 
investimentos, contas a receber, e muito mais.
Passivos: são as obrigações financeiras da organização, tais como a exigência de fazer pagamentos em 
contas e outras dívidas.
Patrimônio líquido: a distinção entre os aspectos ativos e passivos de uma organização simboliza seu 
valor líquido. Ele serve como um medidor de sua saúde financeira.
Gestão Patrimonial: a gestão adequada dos ativos e passivos é necessária para garantir a estabilidade 
financeira da organização. Isso inclui tomar decisões sobre investimentos, financiamento e estratégias para 
maximizar a utilização de recursos.
Demonstrações Financeiras: a força financeira é mostrada em demonstrações financeiras, como o balanço 
patrimonial, que mostra os ativos, passivos e líquidos da organização.
— Importância na Administração
A gestão eficaz da atividade é crucial para garantir a sustentabilidade financeira e operacional de uma 
organização.
Ela permite uma gestão adequada dos recursos, prevenindo o desperdício e otimizando o uso da atividade.
Também é essencial para a prestação de contas aos acionistas, investidores, órgãos reguladores e outras 
partes interessadas.
Em particular, a gestão do patrimônio é crucial para avaliar a saúde financeira da organização e tomar 
decisões estratégicas.
Em conclusão, o conceito de material e patrimônio na administração envolve a gestão eficaz de recursos 
financeiros e físicos para garantir o sucesso de uma organização. Isso inclui manter o controle material, gerenciar 
ativos e passivos e criar relatórios financeiros para acompanhar o desempenho financeiro da organização.
Ainda neste tema, alguns tópicos a seguir, são relevantes, como por exemplo:
1. Depreciação e Valorização de Ativos: ativos, como equipamentos e imóveis, podem perder valor 
ao longo do tempo devido ao desgaste e obsolescência. É crucial monitorizar e registar com precisão esta 
depreciação, a fim de refletir o verdadeiro valor das atividades no orçamento familiar.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Juylia Reis - 107.388.926-29, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua
reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
29
2. Contabilidade Patrimonial: a contabilidade patrimonial é o campo que se concentra na gestão e registo 
de todos os ativos de uma organização. Isto inclui uma adequada alocação de custos, a atualização dos valores 
dos ativos e passivos e a adesão às normas de contabilidade.
3. Inventário físico: é crucial realizar inventários físicos de rotina, a fim de verificar a precisão dos registos 
de inventário e garantir que não haja discrepâncias entre o que está listado e o que realmente está lá.
4. Controle de acesso e segurança: para salvaguardar as operações materiais e financeiras, as 
organizações devem implementar medidas de segurança, como controles de acesso para áreas sensíveis, 
sistemas de alarme e monitoramento por câmeras.
5. Avaliação de riscos: É necessário identificar e avaliar os riscos que possam prejudicar os ativos e 
a propriedade da organização. Isso inclui riscos como roubo, desastres naturais, flutuações de mercado e 
mudanças regulamentares.
6. Auditorias e Conformidade: As auditorias internas e externas são frequentemente utilizadas para 
garantir que os procedimentos de controle de materiais e patrimônio são realizados de acordo com as leis e 
políticas organizacionais aplicáveis.
7. Tecnologia da Informação (TI) e Sistemas de Gestão: Muitas organizações usam sistemas de gestão 
baseados em TI para atividades e recursos para rastrear e gerenciar eficientemente seus recursos. Isto pode 
envolver ferramentas para monitoramento de atividades, software de contabilidade financeira e software de 
gerenciamento de projetos.
8. Responsabilidade Socioambiental: num mundo cada vez mais consciente do ambiente, as organizações 
também levam em conta o impacto ambiental de seus produtos e atividades. Isto inclui práticas de reciclagem, 
redução de resíduos e utilização de recursos sustentáveis.
9. Estratégia de investimento: Gerenciar patrimônio envolve decidir como uma organização deve gastar 
seus recursos financeiros excessivos para gerar retornos ou benefícios a longo prazo.
10. Planejamento Financeiro: A gestão dos ativos de uma empresa é um aspecto integral do seu 
planejamento financeiro estratégico, que também inclui decisões sobre a alocação de recursos, financiamento 
e gestão de riscos.
Estes são apenas alguns fatores adicionais que devem ser tidos em conta ao lidar com a noção de bens 
materiais e patrimônio na administração. O sucesso e a viabilidade a longo prazo de qualquer organização 
dependem da sua capacidade de gerenciar os recursos de forma eficaz.
— Serviço 
A entrega eficiente, eficaz e satisfatória de serviços aos clientes ou usuários é conhecida como qualidade na 
prestação de serviços. A satisfação do cliente, a construção de uma reputação positiva e a obtenção de uma 
vantagem competitiva dependem da garantia de serviços de alta qualidade. Aqui estão alguns componentes 
essenciais de qualidade de serviço: 
1. Compreender os requisitos do cliente: para fornecer um serviço de qualidade, é necessário conhecer 
e entender as necessidades, expectativas e desejos do cliente. Isso inclui comunicação eficaz, pesquisa de 
mercado e feedback constantes.
2. Treinamento e Desenvolvimento de Equipe: a qualidade do serviço depende de uma equipe bem 
treinada e motivada. O treinamento deve incluir habilidades interpessoais, como empatia e comunicação, além 
das habilidades técnicas. 
3. Padronização de Processos: estabelecer processos padronizados ajuda a garantir consistência na 
prestação de serviços. Isso inclui práticas de qualidade, protocolos de atendimento ao cliente e procedimentos 
operacionais que são regularmente seguidos. 
4. Monitoramento e Avaliação Contínuos: o monitoramento constante dos processos e a avaliação da 
qualidade do serviço são essenciais. Isso pode ser alcançado por meio de feedback dos clientes, auditorias 
internas e análise de indicadores de desempenho.
x1y2z3 cc5b16dafb75899337acf005d23357fafff504ec8f00ec5a98a19cbf5738b4a3
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Juylia Reis - 107.388.926-29, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua
reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
30
5. Foco na Experiência do Cliente: a qualidade na prestação de serviços muitas vezes se traduz na 
experiência global do cliente. Criar uma experiência positiva, desde o primeiro contato até a conclusão do 
serviço, é crucial para construir lealdade do cliente.
6. Resolução Eficaz de Problemas: a capacidade de resolver problemas de maneira eficaz e eficiente 
contribui paraa qualidade do serviço. Isso envolve uma abordagem proativa para antecipar possíveis problemas 
e uma resposta rápida quando surgem.
7. Inovação e Adaptação: a qualidade na prestação de serviços não é estática; requer inovação e adaptação 
contínuas. Empresas que buscam constantemente melhorias e se ajustam às mudanças nas necessidades do 
cliente estão mais propensas a oferecer serviços de alta qualidade.
8. Transparência e Honestidade: a transparência e a honestidade são fundamentais para construir a 
confiança do cliente. Isso significa fornecer informações claras sobre produtos ou serviços, políticas de preços 
e quaisquer outros aspectos relevantes.
9. Sistemas de Qualidade Certificados: a certificação em sistemas de gestão da qualidade, como a ISO 
9001, pode ser uma maneira de demonstrar um compromisso formal com a qualidade na prestação de serviços. 
Esses sistemas fornecem estruturas para garantir processos consistentemente eficazes.
10. Valor Agregado: oferecer valor extra vai além do que o cliente espera. Isso pode incluir benefícios, 
brindes ou serviços adicionais que surpreendam positivamente os clientes e melhorem sua percepção de 
qualidade. 
Descobrimos assim, que a prestação de serviços de alta qualidade é uma abordagem holística que incorpora 
a compreensão das necessidades do cliente, a padronização de processos, a inovação contínua e a atenção 
constante à experiência do cliente. A empresa que prioriza a qualidade tem mais chances de estabelecer 
relacionamentos duradouros com os clientes e se destacar no mercado. 
— Fundamentos de Marketing
O marketing, como área estratégica, desempenha um papel central no sucesso de organizações ao conec-
tar empresas e consumidores de maneira direcionada e personalizada. Os fundamentos de marketing são as 
bases teóricas e práticas que guiam a criação e o posicionamento de produtos e serviços no mercado, sempre 
com o objetivo de gerar valor para o cliente e estabelecer relações duradouras. Esses fundamentos incluem o 
entendimento das necessidades do cliente, a criação de valor, a satisfação do consumidor e a importância dos 
relacionamentos no ambiente de negócios.
Necessidade e Desejo do Consumidor
O marketing começa com o entendimento das necessidades e desejos dos consumidores. Necessidades 
são requisitos fundamentais, como segurança, alimentação ou conforto, enquanto os desejos são as maneiras 
específicas e culturalmente moldadas com que essas necessidades são satisfeitas. Por exemplo, enquanto a 
necessidade é se alimentar, o desejo pode variar entre diferentes tipos de culinária. 
Compreender essa distinção é fundamental para que o marketing possa alinhar produtos e serviços às 
expectativas do consumidor, criando ofertas que satisfaçam não apenas os aspectos práticos, mas também 
emocionais e culturais.
Valor e Satisfação
O conceito de valor em marketing está intrinsicamente ligado à percepção do consumidor sobre o equilíbrio 
entre custo e benefícios de um produto. Assim, o objetivo é que o cliente sempre perceba um valor superior ao 
preço pago, o que gera satisfação e aumenta a probabilidade de recompra. 
A satisfação do cliente ocorre quando suas expectativas são atendidas ou superadas, promovendo uma 
imagem positiva da marca e aumentando as chances de fidelização. Nesse sentido, uma empresa deve estar 
constantemente analisando e ajustando suas ofertas para atender ou superar as expectativas do público.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Juylia Reis - 107.388.926-29, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua
reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
31
Para mensurar o valor e a satisfação, as empresas utilizam métricas e feedbacks que indicam o nível de 
aceitação do produto. A coleta de dados e as pesquisas de satisfação, por exemplo, ajudam a identificar pontos 
de melhoria no atendimento, na entrega ou mesmo nas funcionalidades do produto. Esses insights são valiosos 
para a inovação e o ajuste de estratégias de marketing que busquem maior conexão com o consumidor.
Trocas e Relacionamentos
No núcleo do marketing está o conceito de troca – ou seja, o processo em que duas partes oferecem algo de 
valor entre si. No contexto comercial, o cliente oferece o pagamento e recebe o produto ou serviço. Entretanto, 
o marketing moderno vai além dessa troca básica e se concentra na criação de relacionamentos duradouros 
com os consumidores. Ao estabelecer conexões de longo prazo, as empresas garantem maior retenção e leal-
dade do cliente, o que é essencial para uma vantagem competitiva.
O desenvolvimento de relacionamentos envolve entender as expectativas e preferências do cliente, bem 
como personalizar a interação com base nesses dados. Isso pode ser feito por meio de estratégias de CRM 
(Customer Relationship Management), que permitem monitorar as interações com os consumidores e identifi-
car oportunidades de melhoria na jornada do cliente. Além disso, os relacionamentos fortalecem a marca, au-
mentam a confiança e promovem o “marketing boca a boca”, onde clientes satisfeitos recomendam a empresa, 
trazendo novos clientes e reforçando a imagem da organização no mercado.
Ética e Compliance no Serviço Público
Dimensões da qualidade nos deveres dos servidores públicos 
Os direitos e deveres dos servidores públicos estão descritos na Lei 8.112, de 11 de dezembro de 1990. 
Entre os deveres (art. 116), há dois que se encaixamno paradigma do atendimentoe do relacionamento que 
tem como foco principal o usuário. 
São eles:
- “atender com presteza ao público em geral, prestando as informações requeridas” e
- “tratar com urbanidade as pessoas”.
Presteza e urbanidade nem sempre são fáceis de avaliar, uma vez que não têm o mesmo sentido para todas 
as pessoas, como demonstram as situações descritas a seguir.
– Serviços realizados em dois dias úteis, por exemplo, podem não corresponder às reais necessidades dos 
usuários quanto ao prazo. 
– Um atendimento cortês não significa oferecer ao usuário aquilo que não se pode cumprir. Para minimizar 
as diferentes interpretações para esses procedimentos, uma das opções é a utilização do bom senso: 
– Quanto à presteza, o estabelecimento de prazos para a entrega dos serviços tanto para os usuários inter-
nos quanto para os externos pode ajudar a resolver algumas questões. 
– Quanto à urbanidade, é conveniente que a organização inclua tal valor entre aqueles que devem ser po-
tencializados nos setores em que os profissionais que ali atuam ainda não se conscientizaram sobre a impor-
tância desse dever.
Não é à toa que as organizações estão exigindo habilidades intelectuais e comportamentais dos seus pro-
fissionais, além de apurada determinação estratégica. Entre outros requisitos, essas habilidades incluem: 
- atualização constante; 
- soluções inovadoras em resposta à velocidade das mudanças; 
- decisões criativas, diferenciadas e rápidas; 
- flexibilidade para mudar hábitos de trabalho; 
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Juylia Reis - 107.388.926-29, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua
reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
32
- liderança e aptidão para manter relações pessoais e profissionais; 
- habilidade para lidar com os usuários internos e externos. 
Encerramos esse tópico com o trecho de um texto de Andrés Sanz Mulas:
“Para desenhar uma ética das Administrações seria necessário realizar as seguintes tarefas, entre outras:
- Definir claramente qual é o fim específico pelo qual se cobra a legitimidade social;
- Determinar os meios adequados para alcançar esse fim e quais valores é preciso incorporar para alcan-
çá-lo;
- Descobrir que hábitos a organização deve adquirir em seu conjunto e os membros que a compõem para 
incorporar esses valores e gerar, assim, um caráter que permita tomar decisões acertadamente em relação à 
meta eleita;- Ter em conta os valores da moral cívica da sociedade em que se está imerso;
- Conhecer quais são os direitos que a sociedade reconhece às pessoas.” 
Quando falamos sobre ética pública, logo pensamos em corrupção, extorsão, ineficiência, etc, mas na reali-
dade o que devemos ter como ponto de referência em relação ao serviço público, ou na vida pública em geral, 
é que seja fixado um padrão a partir do qual possamos, em seguida julgar a atuação dos servidores públicos 
ou daqueles que estiverem envolvidos na vida pública, entretanto não basta que haja padrão, tão somente, é 
necessário que esse padrão seja ético, acima de tudo .
O fundamento que precisa ser compreendido é que os padrões éticos dos servidores públicos advêm de 
sua própria natureza, ou seja, de caráter público, e sua relação com o público. A questão da ética pública está 
diretamente relacionada aos princípios fundamentais, sendo estes comparados ao que chamamos no Direito, 
de “Norma Fundamental”, uma norma hipotética com premissas ideológicas e que deve reger tudo mais o que 
estiver relacionado ao comportamento do ser humano em seu meio social, aliás, podemos invocar a Constitui-
ção Federal. Esta ampara os valores morais da boa conduta, a boa fé acima de tudo, como princípios básicos 
e essenciais a uma vida equilibrada do cidadão na sociedade, lembrando inclusive o tão citado, pelos gregos 
antigos, “bem viver”.
Outro ponto bastante controverso é a questão da impessoalidade. Ao contrário do que muitos pensam, o 
funcionalismo público e seus servidores devem primar pela questão da “impessoalidade”, deixando claro que 
o termo é sinônimo de “igualdade”, esta sim é a questão chave e que eleva o serviço público a níveis tão inefi-
cazes, não se preza pela igualdade. No ordenamento jurídico está claro e expresso, “todos são iguais perante 
a lei”.
E também a ideia de impessoalidade, supõe uma distinção entre aquilo que é público e aquilo que é priva-
da (no sentido do interesse pessoal), que gera portanto o grande conflito entre os interesses privados acima 
dos interesses públicos. Podemos verificar abertamente nos meios de comunicação, seja pelo rádio, televisão, 
jornais e revistas, que este é um dos principais problemas que cercam o setor público, afetando assim, a ética 
que deveria estar acima de seus interesses.
Não podemos falar de ética, impessoalidade (sinônimo de igualdade), sem falar de moralidade. Esta tam-
bém é um dos principais valores que define a conduta ética, não só dos servidores públicos, mas de qualquer 
indivíduo. Invocando novamente o ordenamento jurídico podemos identificar que a falta de respeito ao padrão 
moral, implica, portanto, numa violação dos direitos do cidadão, comprometendo inclusive, a existência dos 
valores dos bons costumes em uma sociedade.
A falta de ética na Administração Publica encontra terreno fértil para se reproduzir, pois o comportamento 
de autoridades públicas está longe de se basearem em princípios éticos e isto ocorre devido a falta de preparo 
dos funcionários, cultura equivocada e especialmente, por falta de mecanismos de controle e responsabilização 
adequada dos atos antiéticos.
A sociedade por sua vez, tem sua parcela de responsabilidade nesta situação, pois não se mobilizam para 
exercer os seus direitos e impedir estes casos vergonhosos de abuso de poder por parte do Pode Público. 
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Juylia Reis - 107.388.926-29, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua
reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
33
Um dos motivos para esta falta de mobilização social se dá, devido á falta de uma cultura cidadã, ou seja, 
a sociedade não exerce sua cidadania. A cidadania Segundo Milton Santos “é como uma lei”, isto é, ela existe, 
mas precisa ser descoberta, aprendida, utilizada e reclamada e só evolui através de processos de luta. Essa 
evolução surge quando o cidadão adquire esse status, ou seja, quando passa a ter direitos sociais. A luta por 
esses direitos garante um padrão de vida mais decente. O Estado, por sua vez, tenta refrear os impulsos so-
ciais e desrespeitar os indivíduos, nessas situações a cidadania deve se valer contra ele, e imperar através de 
cada pessoa. Porém Milton Santos questiona se “há cidadão neste país”? Pois para ele desde o nascimento 
as pessoas herdam de seus pais e ao longo da vida e também da sociedade, conceitos morais que vão sendo 
contestados posteriormente com a formação de ideias de cada um, porém a maioria das pessoas não sabe se 
são ou não cidadãos.
A educação seria o mais forte instrumento na formação de cidadão consciente para a construção de um 
futuro melhor.
No âmbito Administrativo, funcionários mal capacitados e sem princípios éticos que convivem todos os dias 
com mandos e desmandos, atos desonestos, corrupção e falta de ética tendem a assimilar por este rol “cultural” 
de aproveitamento em beneficio próprio.
Todas as diretivas de leis específicas sobre a ética no setor público partem da Constituição Federal (CF), 
que estabelece alguns princípios fundamentais para a ética no setor público. Em outras palavras, é o texto 
constitucional do artigo 37, especialmente o caput, que permite a compreensão de boa parte do conteúdo das 
leis específicas, porque possui um caráter amplo ao preconizar os princípios fundamentais da administração 
pública. Estabelece a Constituição Federal:
Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito 
Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e 
eficiência e, também, ao seguinte: [...]
São princípios da administração pública, nesta ordem:
Legalidade
Impessoalidade
Moralidade
Publicidade
Eficiência
Princípios da Administração Pública
L Legalidade
I Impessoalidade
M Moralidade
P Publicidade
E Eficiência
LIMPE
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Juylia Reis - 107.388.926-29, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua
reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
34
Questões
1. No modelo burocrático de Administração Pública, proposto por Max Weber, a impessoalidade significa:
(A) Tratar os servidores com privilégios de acordo com o cargo.
(B) Garantir que as decisões sejam tomadas com base em critérios objetivos, sem favorecimentos pessoais.
(C) Permitir que decisões políticas influenciem a atuação técnica.
(D) Focar na descentralização de autoridade para maior agilidade.
2. Uma das principais críticas ao modelo burocrático é:
(A) Falta de regras formais.
(B) Rápida adaptação às mudanças sociais.
(C) Rigidez excessiva que dificulta a inovação.
(D) Ausência de hierarquia clara.
3. No modelo gerencial, a descentralização de decisões busca:
(A) Concentrar poder na alta administração.
(B) Garantir padronização absoluta de procedimentos.
(C) Dar maior agilidade e flexibilidade na execução de tarefas.
(D) Eliminar a avaliação de desempenho.
4. Na governança pública, o termo accountability refere-se a:
(A) Competição entre órgãos públicos.
(B) Obrigação de prestar contas das ações e resultados à sociedade.
(C) Padronização dos serviços públicos.
(D) Descentralização hierárquica total.
5. A Teoria da Nova Gestão Pública (NPM) aproxima a administração pública de práticas da gestão privada, 
com foco principal em:
(A) Controle centralizado.
(B) Competição e resultados.
(C) Exclusão da sociedade no processo decisório.
(D) Extinção de indicadores de desempenho.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Juylia Reis - 107.388.926-29, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua
reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
35
6. O modelo holístico de governança colaborativa busca:
(A) Reduzir a participação de atores não governamentais.(B) Soluções integradas envolvendo governo, sociedade civil e setor privado.
(C) Exclusivamente a eficiência econômica.
(D) Apenas descentralizar funções administrativas.
7. A desconcentração administrativa caracteriza-se por:
(A) Transferência de competências para outra pessoa jurídica.
(B) Distribuição interna de competências na mesma pessoa jurídica.
(C) Privatização de serviços públicos.
(D) Extinção de órgãos públicos por decreto.
8. Uma autarquia é criada:
(A) Por decreto presidencial.
(B) Por lei específica.
(C) Por contrato de gestão.
(D) Automaticamente pela Constituição.
9. Empresas públicas e sociedades de economia mista que exploram atividade econômica são regidas 
prioritariamente:
(A) Pelo direito público.
(B) Pelo direito privado.
(C) Por tratados internacionais.
(D) Pelo direito penal econômico.
10. As Organizações Sociais (OS), segundo a Lei 9.637/1998, podem receber:
(A) Recursos orçamentários e bens públicos.
(B) Apenas doações privadas.
(C) Qualificação automática sem requisitos legais.
(D) Exclusivamente recursos de fundos internacionais.
11. O processo administrativo disciplinar (PAD) é espécie de:
(A) Processo de expediente.
(B) Processo punitivo.
(C) Processo de outorga.
(D) Processo gracioso.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Juylia Reis - 107.388.926-29, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua
reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
x1y2z3 cc5b16dafb75899337acf005d23357fafff504ec8f00ec5a98a19cbf5738b4a3
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Juylia Reis - 107.388.926-29, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua
reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
36
12. O princípio da oficialidade no processo administrativo significa:
(A) Que a Administração depende do interessado para dar andamento ao processo.
(B) Que a Administração movimenta o processo independentemente da vontade do interessado.
(C) Que todos os atos precisam ser publicados em diário oficial.
(D) Que o processo só pode ser iniciado judicialmente.
13. A supremacia do interesse público impõe que:
(A) O interesse individual prevaleça quando houver conflito.
(B) O interesse coletivo prevaleça sobre o individual.
(C) O administrador possa agir sem amparo legal.
(D) Haja sempre consulta pública antes de qualquer decisão.
14. Na gestão de pessoas, o conceito de CHA significa:
(A) Conhecimento, Habilidade e Atitude.
(B) Controle, Hierarquia e Autoridade.
(C) Competência, Honestidade e Agilidade.
(D) Conhecimento, Hierarquia e Administração.
15. Uma das funções estratégicas do RH é:
(A) Apenas cuidar de rotinas trabalhistas.
(B) Focar exclusivamente em corte de custos.
(C) Recrutar, selecionar e desenvolver talentos alinhados à cultura organizacional.
(D) Substituir a liderança direta dos gestores.
16. Na administração de recursos materiais, o controle de estoque visa:
(A) Garantir excesso de materiais para evitar qualquer falta.
(B) Manter quantidade adequada de materiais, evitando desperdícios e faltas.
(C) Aumentar custos para gerar mais tributos.
(D) Reduzir compras para o mínimo possível.
17. Patrimônio líquido é definido como:
(A) Total de ativos da organização.
(B) Diferença entre ativos e passivos.
(C) Total de receitas no exercício.
(D) Conjunto de bens móveis e imóveis.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Juylia Reis - 107.388.926-29, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua
reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
37
18. Em prestação de serviços, padronizar processos tem como objetivo:
(A) Tornar o serviço mais burocrático.
(B) Garantir consistência e qualidade no atendimento.
(C) Reduzir a participação do cliente.
(D) Eliminar a necessidade de treinamento.
19. No marketing, a diferença entre necessidade e desejo é que:
(A) Necessidade é opcional, desejo é essencial.
(B) Necessidade é básica, desejo é a forma específica de satisfazê-la.
(C) Necessidade é emocional, desejo é racional.
(D) Necessidade é cultural, desejo é biológico.
20. Segundo o artigo 37 da Constituição Federal, os princípios expressos da Administração Pública são:
(A) Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência.
(B) Legalidade, Finalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência.
(C) Licitude, Impessoalidade, Moralidade, Participação e Eficiência.
(D) Legalidade, Igualdade, Moralidade, Publicidade e Eficácia.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Juylia Reis - 107.388.926-29, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua
reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
38
Gabarito
1 B
2 C
3 C
4 B
5 B
6 B
7 B
8 B
9 B
10 A
11 B
12 B
13 B
14 A
15 C
16 B
17 B
18 B
19 B
20 A
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Juylia Reis - 107.388.926-29, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua
reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.centralizado e hierárquico, a governança pública é 
vista de forma mais horizontal. Isso significa que as decisões são tomadas de maneira mais colaborativa e 
descentralizada, levando em conta as diversas perspectivas e necessidades da sociedade.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Juylia Reis - 107.388.926-29, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua
reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
3
— Modelo de novas teorias de administração
As novas teorias de administração, como a Teoria da Nova Gestão Pública (New Public Management - NPM), 
representam uma abordagem moderna e dinâmica na Administração Pública. Surgindo como uma resposta 
aos desafios enfrentados pelos governos em um ambiente cada vez mais complexo e globalizado, o NPM traz 
consigo elementos do modelo gerencial e da gestão privada.
Uma das principais características do NPM é o foco na eficiência e na qualidade dos serviços prestados 
pelo setor público. Isso significa que os órgãos governamentais são incentivados a adotar práticas e técnicas 
de gestão empresarial para melhorar a produtividade e o desempenho. A ideia é buscar a maximização dos 
recursos disponíveis, garantindo que sejam utilizados de forma eficaz e eficiente.
Além disso, o NPM valoriza a satisfação do cliente, que, no caso da Administração Pública, são os cidadãos. 
A ideia é que os serviços públicos atendam às necessidades e expectativas dos cidadãos de maneira ágil, 
eficiente e acessível. Isso envolve uma mudança de paradigma, onde os órgãos públicos passam a ser vistos 
como prestadores de serviços que devem buscar a excelência em suas entregas.
Outro aspecto importante do NPM é a introdução da competição entre os órgãos governamentais e até 
mesmo com o setor privado. A ideia é que a competição gere um ambiente de busca por melhores resultados 
e eficiência, estimulando a inovação e a busca por soluções mais eficazes para os desafios enfrentados pela 
Administração Pública.
Para orientar a gestão por resultados, o NPM também propõe o uso de indicadores de desempenho e 
avaliações periódicas. Dessa forma, os gestores públicos podem monitorar o progresso, identificar áreas de 
melhoria e tomar decisões com base em dados concretos.
— Modelo Holístico ou de Governança Colaborativa
O modelo holístico ou de governança colaborativa é uma abordagem que ganha destaque na Administração 
Pública contemporânea. Ele parte do reconhecimento da interdependência e da complexidade dos problemas 
sociais, ambientais e econômicos enfrentados pela sociedade. Diferentemente de modelos mais tradicionais, 
esse enfoque busca soluções integradas e participativas, envolvendo não apenas o governo, mas também a 
sociedade civil, o setor privado e instituições acadêmicas.
Essa abordagem se baseia na ideia de que problemas complexos exigem soluções que vão além das 
fronteiras dos órgãos públicos. Assim, a colaboração entre diferentes atores se torna essencial para identificar, 
planejar e implementar políticas públicas eficazes e sustentáveis. O diálogo entre governo e sociedade civil, por 
exemplo, permite uma compreensão mais ampla das necessidades e expectativas da população, possibilitando 
a criação de políticas mais adequadas e efetivas.
No modelo holístico, a gestão é orientada para a sustentabilidade, tanto no aspecto ambiental quanto no 
social e econômico. Isso significa que as ações governamentais buscam não apenas resultados imediatos, mas 
também o desenvolvimento de longo prazo, levando em consideração o impacto das decisões nas gerações 
futuras. Além disso, o foco no desenvolvimento humano integral visa garantir não apenas o crescimento 
econômico, mas também a promoção da qualidade de vida, da equidade e da justiça social.
Um dos pilares desse modelo é a busca por processos participativos e inclusivos, nos quais diferentes 
perspectivas e conhecimentos são considerados na formulação de políticas e projetos. 
A colaboração entre os diversos atores envolvidos não apenas aumenta a legitimidade das ações 
governamentais, mas também promove um ambiente de governança mais democrático e transparente.
Os modelos teóricos de Administração Pública oferecem diferentes abordagens para a gestão governamental. 
O modelo tradicional ou burocrático, baseado nos princípios de Max Weber, destaca a hierarquia e a 
impessoalidade nas decisões. Já o modelo gerencial enfatiza a eficiência, a descentralização e a avaliação de 
desempenho.
A governança pública, por sua vez, destaca a transparência e a participação da sociedade na gestão pública. A 
Teoria da Nova Gestão Pública (NPM) traz elementos da gestão privada, com foco em resultados e competição. 
Por fim, o modelo holístico ou de governança colaborativa valoriza a interdependência entre diferentes atores, 
buscando soluções integradas para problemas complexos, com orientação para a sustentabilidade e o 
desenvolvimento humano integral.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Juylia Reis - 107.388.926-29, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua
reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
4
Organização da Administração Pública (Direta, Indireta e Divisão Político-
Administrativa)
Administração direta e indireta
A princípio, infere-se que Administração Direta é correspondente aos órgãos que compõem a estrutura 
das pessoas federativas que executam a atividade administrativa de maneira centralizada. O vocábulo 
“Administração Direta” possui sentido abrangente vindo a compreender todos os órgãos e agentes dos entes 
federados, tanto os que fazem parte do Poder Executivo, do Poder Legislativo ou do Poder Judiciário, que são 
os responsáveis por praticar a atividade administrativa de maneira centralizada.
Já a Administração Indireta, é equivalente às pessoas jurídicas criadas pelos entes federados, que possuem 
ligação com as Administrações Diretas, cujo fulcro é praticar a função administrativa de maneira descentralizada.
Tendo o Estado a convicção de que atividades podem ser exercidas de forma mais eficaz por entidade 
autônoma e com personalidade jurídica própria, o Estado transfere tais atribuições a particulares e, ainda pode 
criar outras pessoas jurídicas, de direito público ou de direito privado para esta finalidade. Optando pela segunda 
opção, as novas entidades passarão a compor a Administração Indireta do ente que as criou e, por possuírem 
como destino a execução especializado de certas atividades, são consideradas como sendo manifestação da 
descentralização por serviço, funcional ou técnica, de modo geral.
Desconcentração e Descentralização 
Consiste a desconcentração administrativa na distribuição interna de competências, na esfera da mesma 
pessoa jurídica. Assim sendo, na desconcentração administrativa, o trabalho é distribuído entre os órgãos que 
integram a mesma instituição, fato que ocorre de forma diferente na descentralização administrativa, que impõe 
a distribuição de competência para outra pessoa, física ou jurídica.
Ocorre a desconcentração administrativa tanto na administração direta como na administração indireta de 
todos os entes federativos do Estado. Pode-se citar a título de exemplo de desconcentração administrativa no 
âmbito da Administração Direta da União, os vários ministérios e a Casa Civil da Presidência da República; 
em âmbito estadual, o Ministério Público e as secretarias estaduais, dentre outros; no âmbito municipal, as 
secretarias municipais e as câmaras municipais; na administração indireta federal, as várias agências do 
Banco do Brasil que são sociedade de economia mista, ou do INSS com localização em todos os Estados da 
Federação.
Ocorre que a desconcentração enseja a existência de vários órgãos, sejam eles órgãos da Administração 
Direta ou das pessoas jurídicas da Administração Indireta, e devido ao fato desses órgãos estarem dispostos 
de forma interna, segundouma relação de subordinação de hierarquia, entende-se que a desconcentração 
administrativa está diretamente relacionada ao princípio da hierarquia.
Registra-se que na descentralização administrativa, ao invés de executar suas atividades administrativas 
por si mesmo, o Estado transfere a execução dessas atividades para particulares e, ainda a outras pessoas 
jurídicas, de direito público ou privado. 
Explicita-se que, mesmo que o ente que se encontre distribuindo suas atribuições e detenha controle sobre 
as atividades ou serviços transferidos, não existe relação de hierarquia entre a pessoa que transfere e a que 
acolhe as atribuições.
Criação, extinção e capacidade processual dos órgãos públicos 
Os arts. 48, XI e 61, § 1º da CFB/1988 dispõem que a criação e a extinção de órgãos da administração 
pública dependem de lei de iniciativa privativa do chefe do Executivo a quem compete, de forma privada, e por 
meio de decreto, dispor sobre a organização e funcionamento desses órgãos públicos, quando não ensejar 
aumento de despesas nem criação ou extinção de órgãos públicos (art. 84, VI, b, CF/1988). Desta forma, 
para que haja a criação e extinção de órgãos, existe a necessidade de lei, no entanto, para dispor sobre a 
organização e o funcionamento, denota-se que poderá ser utilizado ato normativo inferior à lei, que se trata do 
decreto. Caso o Poder Executivo Federal desejar criar um Ministério a mais, o presidente da República deverá 
x1y2z3 cc5b16dafb75899337acf005d23357fafff504ec8f00ec5a98a19cbf5738b4a3
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Juylia Reis - 107.388.926-29, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua
reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
5
encaminhar projeto de lei ao Congresso Nacional. Porém, caso esse órgão seja criado, sua estruturação interna 
deverá ser feita por decreto. Na realidade, todos os regimentos internos dos ministérios são realizados por 
intermédio de decreto, pelo fato de tal ato se tratar de organização interna do órgão. Vejamos:
– Órgão: é criado por meio de lei.
– Organização Interna: pode ser feita por DECRETO, desde que não provoque aumento de despesas, bem 
como a criação ou a extinção de outros órgãos.
– Órgãos De Controle: Trata-se dos prepostos a fiscalizar e controlar a atividade de outros órgãos e 
agentes”. Exemplo: Tribunal de Contas da União.
Pessoas administrativas
Explicita-se que as entidades administrativas são a própria Administração Indireta, composta de forma 
taxativa pelas autarquias, fundações públicas, empresas públicas e sociedades de economia mista.
De forma contrária às pessoas políticas, tais entidades, nao são reguladas pelo Direito Administrativo, não 
detendo poder político e encontram-se vinculadas à entidade política que as criou. Não existe hierarquia entre 
as entidades da Administração Pública indireta e os entes federativos que as criou. Ocorre, nesse sentido, uma 
vinculação administrativa em tais situações, de maneira que os entes federativos somente conseguem manter-
se no controle se as entidades da Administração Indireta estiverem desempenhando as funções para as quais 
foram criadas de forma correta.
Pessoas políticas 
As pessoas políticas são os entes federativos previstos na Constituição Federal. São eles a União, os 
Estados, o Distrito Federal e os Municípios. Denota-se que tais pessoas ou entes, são regidos pelo Direito 
Constitucional, vindo a deter uma parcela do poder político. Por esse motivo, afirma-se que tais entes são 
autônomos, vindo a se organizar de forma particular para alcançar as finalidades avençadas na Constituição 
Federal.
Assim sendo, não se confunde autonomia com soberania, pois, ao passo que a autonomia consiste na 
possibilidade de cada um dos entes federativos organizar-se de forma interna, elaborando suas leis e exercendo 
as competências que a eles são determinadas pela Constituição Federal, a soberania nada mais é do que uma 
característica que se encontra presente somente no âmbito da República Federativa do Brasil, que é formada 
pelos referidos entes federativos.
Autarquias
As autarquias são pessoas jurídicas de direito público interno, criadas por lei específica para a execução de 
atividades especiais e típicas da Administração Pública como um todo. Com as autarquias, a impressão que 
se tem, é a de que o Estado veio a descentralizar determinadas atividades para entidades eivadas de maior 
especialização.
As autarquias são especializadas em sua área de atuação, dando a ideia de que os serviços por elas 
prestados são feitos de forma mais eficaz e venham com isso, a atingir de maneira contundente a sua finalidade, 
que é o bem comum da coletividade como um todo. Por esse motivo, aduz-se que as autarquias são um serviço 
público descentralizado. Assim, devido ao fato de prestarem esse serviço público especializado, as autarquias 
acabam por se assemelhar em tudo o que lhes é possível, ao entidade estatal a que estiverem servindo. Assim 
sendo, as autarquias se encontram sujeitas ao mesmo regime jurídico que o Estado. Nos dizeres de Hely Lopes 
Meirelles, as autarquias são uma “longa manus” do Estado, ou seja, são executoras de ordens determinadas 
pelo respectivo ente da Federação a que estão vinculadas.
As autarquias são criadas por lei específica, que de forma obrigacional deverá ser de iniciativa do Chefe do 
Poder Executivo do ente federativo a que estiver vinculada. Explicita-se também que a função administrativa, 
mesmo que esteja sendo exercida tipicamente pelo Poder Executivo, pode vir a ser desempenhada, em regime 
totalmente atípico pelos demais Poderes da República. Em tais situações, infere-se que é possível que sejam 
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Juylia Reis - 107.388.926-29, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua
reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
6
criadas autarquias no âmbito do Poder Legislativo e do Poder Judiciário, oportunidade na qual a iniciativa para 
a lei destinada à sua criação, deverá, obrigatoriamente, segundo os parâmetros legais, ser feita pelo respectivo 
Poder.
— Empresas Públicas 
Sociedades de Economia Mista
São a parte da Administração Indireta mais voltada para o direito privado, sendo também chamadas pela 
maioria doutrinária de empresas estatais.
Tanto a empresas públicas, quanto as sociedades de economia mista, no que se refere à sua área de 
atuação, podem ser divididas entre prestadoras diversas de serviço público e plenamente atuantes na atividade 
econômica de modo geral. Assim sendo, obtemos dois tipos de empresas públicas e dois tipos de sociedades 
de economia mista.
Ressalta-se que ao passo que as empresas estatais exploradoras de atividade econômica estão sob a 
égide, no plano constitucional, pelo art. 173, sendo que a sua atividade se encontra regida pelo direito privado 
de maneira prioritária, as empresas estatais prestadoras de serviço público são reguladas, pelo mesmo diploma 
legal, pelo art. 175, de maneira que sua atividade é regida de forma exclusiva e prioritária pelo direito público.
– Observação importante: todas as empresas estatais, sejam prestadoras de serviços públicos ou 
exploradoras de atividade econômica, possuem personalidade jurídica de direito privado.
O que diferencia as empresas estatais exploradoras de atividade econômica das empresas estatais 
prestadoras de serviço público é a atividade que exercem. Assim, sendo ela prestadora de serviço público, 
a atividade desempenhada é regida pelo direito público, nos ditames do artigo 175 da Constituição Federal 
que determina que “incumbe ao Poder Público, na forma da lei, diretamente ou sob regime de concessão ou 
permissão, sempre através de licitação, a prestação de serviços públicos.” Já se for exploradora de atividade 
econômica, como maneira de evitar que o princípio da livre concorrência reste-se prejudicado,as referidas 
atividades deverão ser reguladas pelo direito privado, nos ditames do artigo 173 da Constituição Federal, que 
assim determina:
Art. 173 Ressalvados os casos previstos nesta Constituição, a exploração direta de atividade econômica pelo 
Estado só será permitida quando necessária aos imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse 
coletivo, conforme definidos em lei. 
§ 1º A lei estabelecerá o estatuto jurídico da empresa pública, da sociedade de economia mista e de suas 
subsidiárias que explorem atividade econômica de produção ou comercialização de bens ou de prestação de 
serviços, dispondo sobre: 
I – sua função social e formas de fiscalização pelo Estado e pela sociedade; 
II – a sujeição ao regime jurídico próprio das empresas privadas, inclusive quanto aos direitos e obrigações 
civis, comerciais, trabalhistas e tributários;
III – licitação e contratação de obras, serviços, compras e alienações, observados os princípios da 
Administração Pública; 
IV – a constituição e o funcionamento dos conselhos de Administração e fiscal, com a participação de 
acionistas minoritários;
V – os mandatos, a avaliação de desempenho e a responsabilidade dos administradores
Vejamos em síntese, algumas características em comum das empresas públicas e das sociedades de 
economia mista:
– Devem realizar concurso público para admissão de seus empregados;
– Não estão alcançadas pela exigência de obedecer ao teto constitucional;
– Estão sujeitas ao controle efetuado pelos Tribunais de Contas, bem como ao controle do Poder Legislativo;
– Não estão sujeitas à falência;
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Juylia Reis - 107.388.926-29, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua
reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
7
– Devem obedecer às normas de licitação e contrato administrativo no que se refere às suas atividades-
meio;
– Devem obedecer à vedação à acumulação de cargos prevista constitucionalmente;
– Não podem exigir aprovação prévia, por parte do Poder Legislativo, para nomeação ou exoneração de 
seus diretores.
Fundações e outras entidades privadas delegatárias
Identifica-se no processo de criação das fundações privadas, duas características que se encontram 
presentes de forma contundente, sendo elas a doação patrimonial por parte de um instituidor e a impossibilidade 
de terem finalidade lucrativa.
O Decreto 200/1967 e a Constituição Federal Brasileira de 1988 conceituam Fundação Pública como sendo 
um ente de direito predominantemente de direito privado, sendo que a Constituição Federal dá à Fundação o 
mesmo tratamento oferecido às Sociedades de Economia Mista e às Empresas Públicas, que permiteautorização 
da criação, por lei e não a criação direta por lei, como no caso das autarquias.
Entretanto, a doutrina majoritária e o STF aduzem que aFundação Pública poderá ser criada de forma 
direta por meio de lei específica, adquirindo, desta forma, personalidade jurídica dedireito público, vindo a criar 
umaAutarquia Fundacionalou Fundação Autárquica.
– Observação importante: a autarquia é definida como serviço personificado, ao passo que uma autarquia 
fundacional é conceituada como sendo um patrimônio de forma personificada destinado a uma finalidade 
específica de interesse social. 
Vejamos como o Código Civil determina:
Art. 41 Sãopessoas jurídicas de direitopúblicointerno:(...)
IV - as autarquias, inclusive as associações públicas;
V - as demais entidades de caráter público criadas por lei.
No condizente à Constituição, denota-se que esta não faz distinção entre as Fundações de direito público 
ou de direito privado. O termo Fundação Pública é utilizado para diferenciar as fundações da iniciativa privada, 
sem que haja qualquer tipo de ligação com a Administração Pública.
No entanto, determinadas distinções poderão ser feitas, como por exemplo, a imunidade tributária recíproca 
que é destinada somente às entidades de direito público como um todo. Registra-se que o foro de ambas é na 
Justiça Federal.
— Delegação Social
Organizações sociais 
As organizações sociais são entidades privadas que recebem o atributo de Organização Social. Várias são 
as entidades criadas por particulares sob a forma de associação ou fundação que desempenham atividades de 
interesse público sem fins lucrativos. Ao passo que algumas existem e conseguem se manter sem nenhuma 
ligação com o Estado, existem outras que buscam se aproximar do Estado com o fito de receber verbas 
públicas ou bens públicos com o objetivo de continuarem a desempenhar sua atividade social. Nos parâmetros 
da Lei 9.637/1998, o Poder Executivo Federal poderá constituir como Organizações Sociais pessoas jurídicas 
de direito privado, que não sejam de fins lucrativos, cujas atividades sejam dirigidas ao ensino, à pesquisa 
científica, ao desenvolvimento tecnológico, à proteção e preservação do meio ambiente, à cultura e à saúde, 
atendidos os requisitos da lei. Ressalte-se que as entidades privadas que vierem a atuar nessas áreas poderão 
receber a qualificação de OSs.
Lembremos que a Lei 9.637/1998 teve como fulcro transferir os serviços que não são exclusivos do Estado 
para o setor privado, por intermédio da absorção de órgãos públicos, vindo a substituí-los por entidades privadas. 
Tal fenômeno é conhecido como publicização. Com a publicização, quando um órgão público é extinto, logo, 
outra entidade de direito privado o substitui no serviço anteriormente prestado. Denota-se que o vínculo com 
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Juylia Reis - 107.388.926-29, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua
reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
8
o poder público para que seja feita a qualificação da entidade como organização social é estabelecido com a 
celebração de contrato de gestão. Outrossim, as Organizações Sociais podem receber recursos orçamentários, 
utilização de bens públicos e servidores públicos.
Organizações da sociedade civil de interesse público 
São conceituadas como pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, nas quais os objetivos 
sociais e normas estatutárias devem obedecer aos requisitos determinados pelo art. 3º da Lei n. 9.790/1999. 
Denota-se que a qualificação é de competência do Ministério da Justiça e o seu âmbito de atuação é parecido 
com o da OS, entretanto, é mais amplo. Vejamos:
Art. 3º A qualificação instituída por esta Lei, observado em qualquer caso, o princípio da universalização dos 
serviços, no respectivo âmbito de atuação das Organizações, somente será conferida às pessoas jurídicas de 
direito privado, sem fins lucrativos, cujos objetivos sociais tenham pelo menos uma das seguintes finalidades:
I – promoção da assistência social; 
II – promoção da cultura, defesa e conservação do patrimônio histórico e artístico;
III – promoção gratuita da educação, observando-se a forma complementar de participação das organizações 
de que trata esta Lei;
IV – promoção gratuita da saúde, observando-se a forma complementar de participação das organizações 
de que trata esta Lei; 
V – promoção da segurança alimentar e nutricional; 
VI – defesa, preservação e conservação do meio ambiente e promoção do desenvolvimento sustentável; 
VII – promoção do voluntariado;
VIII – promoção do desenvolvimento econômico e social e combate à pobreza;
IX – experimentação, não lucrativa, de novos modelos socioprodutivos e de sistemas alternativos de 
produção, comércio, emprego e crédito;
X – promoção de direitos estabelecidos, construção de novos direitos e assessoria jurídica gratuita de 
interesse suplementar; 
XI – promoção da ética, da paz, da cidadania, dos direitos humanos, da democracia e de outros valores 
universais; 
XII – estudos e pesquisas, desenvolvimento de tecnologias alternativas, produção e divulgação de 
informações e conhecimentos técnicos ecientíficos que digam respeito às atividades mencionadas neste artigo. 
A lei das Oscips apresenta um rol de entidades que não podem receber a qualificação. Vejamos:
Art. 2º Não são passíveis de qualificação como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público, 
ainda que se dediquem de qualquer forma às atividades descritas no art. 3º desta Lei:
I – as sociedades comerciais;
II – os sindicatos, as associações de classe ou de representação de categoria profissional;
III – as instituições religiosas ou voltadas para a disseminação de credos, cultos, práticas e visões devocionais 
e confessionais;
IV – as organizações partidárias e assemelhadas, inclusive suas fundações; 
V – as entidades de benefício mútuo destinadas a proporcionar bens ou serviços a um círculo restrito de 
associados ou sócios; 
VI – as entidades e empresas que comercializam planos de saúde e assemelhados; 
VII – as instituições hospitalares privadas não gratuitas e suas mantenedoras;
VIII – as escolas privadas dedicadas ao ensino formal não gratuito e suas mantenedoras; 
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Juylia Reis - 107.388.926-29, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua
reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
9
IX – as Organizações Sociais; 
X – as cooperativas;
Por fim, registre-se que o vínculo de união entre a entidade e o Estado é denominado termo de parceria e 
que para a qualificação de uma entidade como Oscip, é exigido que esta tenha sido constituída e se encontre 
em funcionamento regular há, pelo menos, três anos nos termos do art. 1º, com redação dada pela Lei n. 
13.019/2014. O Tribunal de Contas da União tem entendido que o vínculo firmado pelo termo de parceria por 
órgãos ou entidades da Administração Pública com Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público não é 
demandante de processo de licitação. De acordo com o que preceitua o art. 23 do Decreto n. 3.100/1999, deverá 
haver a realização de concurso de projetos pelo órgão estatal interessado em construir parceria com Oscips 
para que venha a obter bens e serviços para a realização de atividades, eventos, consultorias, cooperação 
técnica e assessoria.
Entidades de utilidade pública
O Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado trouxe em seu bojo, dentre várias diretrizes, a publicização 
dos serviços estatais não exclusivos, ou seja, a transferência destes serviços para o setor público não estatal, 
o denominado Terceiro Setor.
Podemos incluir entre as entidades que compõem o Terceiro Setor, aquelas que são declaradas como sendo 
de utilidade pública, os serviços sociais autônomos, como SESI, SESC, SENAI, por exemplo, as organizações 
sociais (OS) e as organizações da sociedade civil de interesse público (OSCIP). 
É importante explicitar que o crescimento do terceiro setor está diretamente ligado à aplicação do princípio 
da subsidiariedade na esfera da Administração Pública. Por meio do princípio da subsidiariedade, cabe de 
forma primária aos indivíduos e às organizações civis o atendimento dos interesses individuais e coletivos. 
Assim sendo, o Estado atua apenas de forma subsidiária nas demandas que, devido à sua própria natureza 
e complexidade, não puderam ser atendidas de maneira primária pela sociedade. Dessa maneira, o limite de 
ação do Estado se encontraria na autossuficiência da sociedade.
Em relação ao Terceiro Setor, o Plano Diretor do Aparelho do Estado previa de forma explícita a publicização 
de serviços públicos estatais que não são exclusivos. A expressão publicização significa a transferência, do 
Estado para o Terceiro Setor, ou seja um setor público não estatal, da execução de serviços que não são 
exclusivos do Estado, vindo a estabelecer um sistema de parceria entre o Estado e a sociedade para o seu 
financiamento e controle, como um todo. Tal parceria foi posteriormente modernizada com as leis que instituíram 
as organizações sociais e as organizações da sociedade civil de interesse público. 
O termo publicização também é atribuído a um segundo sentido adotado por algumas correntes doutrinárias, 
que corresponde à transformação de entidades públicas em entidades privadas sem fins lucrativos.
No que condizente às características das entidades que compõem o Terceiro Setor, a ilustre Maria Sylvia 
Zanella Di Pietro entende que todas elas possuem os mesmos traços, sendo eles:
– Não são criadas pelo Estado, ainda que algumas delas tenham sido autorizadas por lei;
– Em regra, desempenham atividade privada de interesse público (serviços sociais não exclusivos do 
Estado);
– Recebem algum tipo de incentivo do Poder Público;
– Muitas possuem algum vínculo com o Poder Público e, por isso, são obrigadas a prestar contas dos 
recursos públicos à Administração
– Pública e ao Tribunal de Contas;
– Possuem regime jurídico de direito privado, porém derrogado parcialmente por normas direito público;
Assim, estas entidades integram o Terceiro Setor pelo fato de não se enquadrarem inteiramente como 
entidades privadas e também porque não integram a Administração Pública Direta ou Indireta.
x1y2z3 cc5b16dafb75899337acf005d23357fafff504ec8f00ec5a98a19cbf5738b4a3
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Juylia Reis - 107.388.926-29, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua
reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
10
Convém mencionar que, como as entidades do Terceiro Setor são constituídas sob a forma de pessoa 
jurídica de direito privado, seu regime jurídico, normalmente, via regra geral, é de direito privado. Acontece 
que pelo fato de estas gozarem normalmente de algum incentivo do setor público, também podem lhes ser 
aplicáveis algumas normas de direito público.
Esse é o motivo pelo qual a conceituada professora afirma que o regime jurídico aplicado às entidades que 
integram o Terceiro Setor é de direito privado, podendo ser modificado de maneira parcial por normas de direito 
público.
Processo Administrativo na Gestão Pública
— Conceito1
Processo administrativo é a possibilidade que tem o administrado de ver revistos os atos impostos pela 
Administração. Consiste no conjunto de atos administrativos concatenados (ordenados) e preparatórios de uma 
decisão da Administração.
Em sentido amplo
Trata-se do conjunto de medidas jurídicas e materiais praticadas com certa ordem e cronologia, necessárias 
ao registro dos atos da Administração Pública, ao controle do comportamento dos administrados e de seus 
servidores, a compatibilizar, no exercício do poder de polícia, os interesses público e privado, a punir seus 
servidores e terceiros, a resolver controvérsias administrativas e a outorgar direitos a terceiros.
O processo administrativo, que pode ser instaurado mediante provocação do interessado ou por iniciativa 
da própria Administração, estabelece uma relação bilateral, “inter partes”, ou seja, de um lado, o administrado, 
que deduz uma pretensão e, de outro, a Administração que, quando decide, não age como terceiro, estranho à 
controvérsia, mas como parte que atua no próprio interesse e nos limites que lhe são impostos por lei. É toda 
e qualquer autuação efetivada pela Administração Pública no interesse e segurança da função administrativa.
Ademais, importante destacar que uma das espécies de processo administrativo é o PAD (processo 
administrativo disciplinar), que visa apurar infrações funcionais praticadas pelos servidores públicos e que foi 
estudado no capítulo Agentes Públicos.
Dita a Lei n. 9.784/99 em seu art. 2º que:
A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade, finalidade, motivação, 
razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse público 
e eficiência.
— Princípios do Processo Administrativo2
Princípio da Legalidade 
O processo administrativo deve ser conduzido na forma da lei.A legalidade está relacionada ao dever de submissão estatal à vontade popular, já que as normas são 
feitas pelos representantes eleitos pelos cidadãos. Com isso, pode-se afirmar que o Poder Público, em virtude 
principalmente dos princípios da indisponibilidade do interesse público e da legalidade, deverá agir de acordo 
com a vontade da coletividade, evitando, assim, excessos por parte dos administradores.
Leciona Hely Lopes Meirelles: “Enquanto na administração particular é lícito fazer tudo que a lei não proíbe, 
na Administração Pública só é permitido fazer o que a lei autoriza”. Perceba que, enquanto o particular preserva 
a autonomia de sua vontade, o administrador encontra-se subordinado aos termos da lei.
1 Almeida, Fabrício Bolzan D. Manual de direito administrativo. Disponível em: Minha Biblioteca, (5th edição). Editora Saraiva, 2022.
2 Pessoa, Erick A. Direito Administrativo. (Coleção Método Essencial). Disponível em: Minha Biblioteca, (2nd edição). Grupo GEN, 2022.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Juylia Reis - 107.388.926-29, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua
reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
11
Princípio da Moralidade
O princípio da moralidade no artigo 37 da Constituição Federal e na Lei 9.784/99 traduz a ideia de que a 
Administração e seus agentes devem pautar-se pelos princípios éticos na condução do processo administrativo, 
devendo observar, outrossim, a probidade, honestidade, respeito aos valores éticos e jurídicos da sociedade. 
Logo, a moralidade aplicada ao processo impõe ao administrador o dever de conduzir o processo de forma 
íntegra, imparcial e impessoal.
O princípio da moralidade, prevista na Constituição Federal e na Lei 9784/99, é quando a Administração e 
seus agentes devem se pautar pelos princípios éticos no processo administrativo, contidos também a probidade, 
honestidade, respeito aos valores éticos e jurídicos da sociedade.
Princípio da Eficiência
A eficiência no que concerne ao processo administrativo significa não somente a prestação estatal célere, 
mas, eficiente, de acordo com os melhores instrumentos que realizem, plenamente, o fim pretendido. A 
Administração deve atuar de forma mais eficiente e célere para assegurar a justiça processual. 
O princípio da eficiência estabelece que a Administração deve atingir os resultados práticos almejados com 
o mínimo de desperdício, utilizando-se apropriadamente dos seus recursos.
Princípio da Finalidade
Na visão dominante, adotada por Hely Lopes Meirelles, o princípio da finalidade seria apenas uma faceta 
do princípio constitucional da impessoalidade. Isto ocorre em virtude de os dois buscarem o bem-estar coletivo.
Princípio da Oficialidade ou do Impulso Oficial
Informa tal princípio que, mesmo o processo sendo iniciado por motivação do administrado, compete à 
Administração movimentar o processo até o fim.
Esse princípio tem por fundamento a finalidade pública da atuação administrativa, que exige a satisfação 
do interesse público e, consequentemente, a movimentação de ofício (independentemente de requerimento 
do particular) do processo administrativo como única forma de tutelar o interesse coletivo. Se o particular que 
requereu a instauração desapareceu, isso em nada interfere no dever de a Administração dar andamento ao 
processo.
Princípio do Informalismo ou Formalismo Moderado
Os atos praticados no processo, especialmente aqueles realizados pelo administrado, não possuem maiores 
exigências formais e deverão ser sempre aproveitados.
Esse princípio legitima formas simples na composição do processo administrativo, bastando que sejam 
suficientes para garantir a segurança e o respeito aos direitos dos administrados. Ex.: deve ser escrito, datado 
e assinado pela autoridade competente.
Princípio da Verdade Material
Para o Princípio da Verdade Material, o que importa saber dentro de um processo administrativo é o fato 
que se deu no mundo real.
Em razão de a Administração tutelar o interesse público, não pode ficar aguardando as provas trazidas 
pelos administrados (verdade formal), devendo buscar o que realmente aconteceu (verdade material) durante 
o processo administrativo.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Juylia Reis - 107.388.926-29, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua
reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
12
Princípio da Celeridade Processual ou Duração Razoável do Processo
O art. 5º, LXXVIII, da CF estabelece que tanto o processo administrativo como o processo judicial deverão ter 
duração razoável. A celeridade processual deverá ser interpretada em conjunto com o princípio do contraditório 
e da ampla defesa, porque processo rápido pode não ser justo. Assim, imprescindível analisarmos alguns 
requisitos para saber se o processo teve ou não duração razoável. 
São eles: 
– Comportamento das partes no feito (se a atuação é protelatória ou não);
– A atuação das autoridades judiciais; 
– A complexidade do caso.
Princípio do Contraditório e Ampla Defesa
Por contraditório, entenda-se a possibilidade que é dada ao administrado de ter conhecimento de que está 
sendo acusado e poder se manifestar sobre tal acusação, enquanto ampla defesa é a possibilidade que tem o 
administrado de utilizar todos os meios e recursos para efetivar sua mais ampla defesa. Ambos decorrem do 
due process of law.
Princípio da Razoabilidade 
Impõe que o administrador atue dentro de critérios aceitáveis do ponto de vista racional. Augustin Gordillo8 
define que um ato será irrazoável quando: 
– Não existirem fundamentos para ampará-los; 
– Desconsiderar fatos ou circunstâncias; 
– Não guardar proporcionalidade entre meios utilizados e fins buscados pela lei com o ato (ou para prática 
do ato).
Por certo, o princípio da razoabilidade se relaciona com o princípio da proporcionalidade, havendo quem 
entenda que este integra aquele. 
Princípio da Proporcionalidade 
Exige que o administrador se paute por critérios de ponderabilidade e de equilíbrio entre o ato praticado, a 
finalidade perseguida e as consequências do ato. Afinal, mesmo o ato que cumpre sua finalidade, poderá ser 
desproporcional se trouxer consequências que contrariem ou esvaziem a finalidade buscada. Juarez de Freitas 
pondera, com muita felicidade, que o princípio da proporcionalidade exige sacrificar o mínimo para preservar o 
máximo.
A Lei Federal nº 9.784/99, no artigo 2º, Parágrafo Único, Inciso VI, consagra o princípio da proporcionalidade 
ao:
a) exigir adequação de fins e meios; e 
b) vedar o estabelecimento de obrigações, restrições e sanções superiores ao estritamente necessário.
Princípio da Publicidade
Esse princípio, agora previsto expressamente no artigo 37, caput, da Constituição, aplica-se ao processo 
administrativo. Por ser pública a atividade da Administração, os processos que ela desenvolve devem estar 
abertos ao acesso dos interessados.
Esse direito de acesso ao processo administrativo é mais amplo do que o de acesso ao processo judicial; 
neste, em regra, apenas as partes e seus defensores podem exercer o direito; naquele, qualquer pessoa é 
titular desse direito, desde que tenha algum interesse atingido por ato constante do processo ou que atue na 
defesa do interesse coletivo ou geral, no exercício do direito à informação assegurado pelo artigo 5º, inciso 
XXXIII, da Constituição.
x1y2z3 cc5b16dafb75899337acf005d23357fafff504ec8f00ec5a98a19cbf5738b4a3
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Juylia Reis - 107.388.926-29, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua
reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
13
É evidente que o direito de acesso não pode ser exercido abusivamente, sob pena de tumultuar o andamento 
dos serviços públicos administrativos; para exercer essedireito, deve a pessoa demonstrar qual o seu interesse 
individual, se for o caso, ou qual o interesse coletivo que pretende defender.
O direito de acesso ao processo não se confunde com o direito de “vista”, que somente é assegurado às 
pessoas diretamente atingidas por ato da Administração, para possibilitar o exercício do seu direito de defesa.
O direito de acesso só pode ser restringido por razões de segurança da sociedade e do Estado, hipótese em 
que o sigilo deve ser resguardado (art. 5º, XXXIII, da Constituição); ainda é possível restringir a publicidade dos 
atos processuais quando a defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem (art. 5º, LX).
Princípio da Gratuidade
Sendo a Administração Pública uma das partes do processo administrativo, não se justifica a mesma 
onerosidade que existe no processo judicial (v. item 14.1).
A regra da gratuidade está agora expressa no artigo 2º, parágrafo único, inciso XI, da Lei nº 9.784, que 
proíbe “cobrança de despesas processuais, ressalvadas as previstas em lei”. A menos que haja leis específicas 
exigindo cobrança de determinados atos, a regra é a da gratuidade dos atos processuais.
Inclusive para fins de propositura de recurso na esfera administrativa, o STJ sumulou o entendimento de 
que “é ilegítima a exigência de depósito prévio para admissibilidade de recurso administrativo” (Súmula nº 373). 
Esse também é o entendimento do Supremo Tribunal Federal, conforme visto no Capítulo 17 (item 17.3.2.1), 
agora objeto da Súmula Vinculante nº 21: “É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de 
dinheiros ou bens para admissibilidade de recurso administrativo.”
– Início do Processo
O processo tem início com despacho de autoridade competente, determinando a instauração, assim que 
tiver ciência de alguma irregularidade; ela age ex officio, com fundamento no princípio da oficialidade.3
Não havendo elementos suficientes para instaurar o processo, determinará previamente a realização de 
sindicância.
– Instauração
Determinada a instauração e já autuado o processo, é este encaminhado à comissão processante, que 
o instaura, por meio de portaria em que conste o nome dos servidores envolvidos, a infração de que são 
acusados, com descrição sucinta dos fatos e indicação dos dispositivos legais infringidos.
A portaria bem elaborada é essencial à legalidade do processo, pois equivale à denúncia do processo penal 
e, se não contiver dados suficientes, poderá prejudicar a defesa; é indispensável que ela contenha todos os 
elementos que permitam aos servidores conhecer os ilícitos de que são acusados.
Se, além da infração administrativa, a fato constituir ilícito penal, deve a comissão processante comunicar 
às autoridades policiais, fornecendo os elementos de instrução de que dispuser.
3 Pietro, Maria Sylvia Zanella D. Direito Administrativo. Disponível em: Minha Biblioteca, (36th edição). Grupo GEN, 2023.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Juylia Reis - 107.388.926-29, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua
reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
14
– Instrução
A instrução rege-se pelos princípios da oficialidade e do contraditório, este último essencial à ampla 
defesa. Com base no primeiro, a comissão toma a iniciativa para levantamento das provas, podendo realizar ou 
determinar todas as diligências que julgue necessárias a essa finalidade. O princípio do contraditório exige, em 
contrapartida, que a comissão dê ao indiciado oportunidade de acompanhar a instrução, com ou sem defensor, 
conhecendo e respondendo a todas as provas contra ele apresentadas.
O STJ, pela Súmula nº 591, decidiu que “é permitida a prova emprestada no processo administrativo 
disciplinar desde que devidamente autorizada pelo juízo competente e respeitados o contraditório e a ampla 
defesa”.
Concluída a instrução, deve ser assegurado o direito de “vista” do processo e notificado o indiciado para a 
apresentação da sua defesa. Embora esta fase seja denominada de defesa, na realidade as normas referentes 
à instauração e à instrução do processo já têm em vista propiciar a ampla defesa ao servidor. Nesta terceira 
fase, deve ele apresentar razões escritas, pessoalmente ou por advogado da sua escolha; na falta de defesa, 
a comissão designará funcionário, de preferência bacharel em direito, para defender o indiciado.
A citação do indiciado deve ser feita antes de iniciada a instrução e acompanhada de cópia da portaria para 
permitir-lhe pleno conhecimento da denúncia; além disso, é permitido a ele assistir a inquirição das testemunhas 
e reperguntar às mesmas, por intermédio da comissão, devendo comparecer acompanhado do seu defensor. 
Terminada a instrução, será dada vista dos autos a indiciado e aberto o prazo para a defesa. O princípio do 
contraditório é, pois, assegurado em toda a sua extensão.
– Relatório
Terminada a defesa, a comissão apresenta o seu relatório, no qual deve concluir com proposta de absolvição 
ou de aplicação de determinada penalidade, indicando as provas em que baseia a sua conclusão. O relatório 
é peça apenas opinativo, não obrigando a autoridade julgadora, que poderá, analisando os autos e apresentar 
conclusão diversa.
– Decisão
A fase final é a de decisão, em que a autoridade poderá acolher a sugestão da comissão, hipótese em 
que o relatório corresponderá à motivação; se não aceitar a sugestão, terá que motivar adequadamente a sua 
decisão, apontando os elementos do processo em que se baseia. É comum a autoridade julgadora socorrer-se 
de pareceres de órgãos jurídicos antes de adotar a sua decisão.
A autoridade julgadora deve fazer exame completo do processo para verificar a sua legalidade, podendo 
declarar a sua nulidade, determinar o saneamento do processo ou a realização de novas diligências que 
considere essenciais à prova. Tudo com base no princípio da oficialidade.
— Modalidades4
Nos países que acolhem a dualidade de jurisdição, ou seja, a existência de um contencioso administrativo ao 
lado da jurisdição comum, é possível falar em dois tipos de processo administrativo: o gracioso e o contencioso.
No processo gracioso, os próprios órgãos da Administração são encarregados de fazer atuar a vontade 
concreta da lei, com vistas à consecução dos fins estatais que lhe estão confiados e que nem sempre envolvem 
decisão sobre pretensão do particular. Para chegar à prática do ato final pretendido pela Administração, pratica-
se uma série de atos precedentes necessários para apuração dos fatos, averiguação da norma legal aplicável, 
apreciação dos aspectos concernentes à oportunidade e conveniência. Essa série de atos constitui o processo, 
que vai culminar com a edição de um ato administrativo. É nesse sentido que se fala em processo administrativo 
no direito brasileiro.
O processo administrativo contencioso é o que se desenvolve perante um órgão cercado de garantias 
que asseguram a sua independência e imparcialidade, com competência para proferir decisões com força de 
coisa julgada sobre as lides surgidas entre Administração e administrado. Esse tipo de processo administrativo 
só existe nos países que adotam o contencioso administrativo; nos demais, essa fase se desenvolve perante 
4 Pietro, Maria Sylvia Zanella D. Direito Administrativo. Disponível em: Minha Biblioteca, (36th edição). Grupo GEN, 2023.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Juylia Reis - 107.388.926-29, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua
reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
15
o Poder Judiciário, porque só este pode proferir decisão com força de coisa julgada; a Administração Pública, 
sendo “parte” nas controvérsias que ela decide, não tem o mesmo poder, uma vez que ninguém pode ser juiz 
e parte simultaneamente.
A Constituição de 1988 não prevê o contencioso administrativo e mantém, no artigo 5º, XXXV, a unidadede 
jurisdição, ao determinar, que “a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito”.
Portanto, no direito brasileiro, falar em processo administrativo significa falar em processo gracioso.
Ainda se pode falar em duas outras modalidades de processo administrativo: o técnico e o jurídico.
Alguns autores restringem o conceito de processo administrativo para abranger somente os que envolvem 
interesses de particulares, criando controvérsia entre Administração e administrado. Hely Lopes Meirelles, por 
sua vez, só considera como processos administrativos propriamente ditos “aqueles que encerram um litígio 
entre a Administração e o administrado ou o servidor”; os demais, ele designa de processos de expediente, “que 
tramitam pelos órgãos administrativos, sem qualquer controvérsia entre os interessados”.
No entanto, partindo-se da ideia de processo como instrumento indispensável para exercício da função 
administrativa, não há como deixar de enquadrar os processos técnicos e os chamados “de expediente”, por 
aquele autor, entre os processos administrativos, considerados em seu sentido mais amplo. Nem sempre, 
quando o particular deduz uma pretensão perante a Administração, surge uma controvérsia; nem por isso deixa 
de haver um processo administrativo.
O processo administrativo está hoje disciplinado, no âmbito federal, pela Lei nº 9.784, de 29-1-99. A 
respectiva Lei estabelece normas básicas sobre o processo administrativo no âmbito da Administração Federal 
Direta e Indireta, visando à “proteção dos direitos dos administrados e ao melhor cumprimento dos fins da 
Administração”. Estados e Municípios que queiram dispor sobre a matéria têm competência para promulgar as 
suas próprias leis. 
A lei federal disciplina os processos administrativos em geral, que tramitam perante a Administração Pública 
federal, direta e indireta, abrangendo, além do Poder Executivo, também os órgãos administrativos dos demais 
Poderes, conforme artigo 1º, § 1º. Contudo, teve o cuidado de respeitar as normas que disciplinam os processos 
específicos, aos quais a nova lei se aplicará apenas subsidiariamente (art. 69). Assim, por exemplo, as normas 
legais que disciplinam o processo disciplinar, o processo de licitação ou o processo administrativo tributário 
prevalecem, nessas matérias, sobre as normas da Lei nº 9.784/99.
A lei federal contém normas sobre os princípios da Administração Pública, direitos e deveres do administrado, 
competência, impedimento e suspeição, forma, tempo e lugar dos atos do processo, comunicação, instrução, 
decisão, motivação, anulação, revogação e convalidação, recursos administrativos e prazos. Em regra, o que 
a lei faz é colocar no direito positivo conceitos, regras, princípios já amplamente defendidos pela doutrina 
e jurisprudência. Define algumas questões controvertidas, como a dos prazos para a Administração praticar 
determinados atos, proferir decisões, emitir pareceres, anular atos administrativos. As normas da lei serão 
mencionadas nos itens pertinentes aos temas nela tratados.
— Espécies de Processo Administrativo5
Processo de Expediente
O processo de expediente é aquele que tramita pelo interior da Administração Pública, instaurado por sua 
determinação ou mediante provocação de terceiros, e que não se caracteriza como de outorga, de polícia, de 
controle ou de punição. Assim, são processos dessa espécie, por exemplo, os que objetivam a desapropriação, 
a licitação, a implantação de um novo serviço, a elaboração de uma lei e a abertura de concurso público de 
admissão de servidores, todos instaurados, pela Administração Pública. Não possuem procedimento próprio 
nem rito sacramental, seguindo pelos canais rotineiros para informações, pareceres, despacho final da chefia 
competente e subsequente arquivamento.
5 Gasparini, Diogénes. Direito administrativo. Disponível em: Minha Biblioteca, (17th edição). Editora Saraiva, 2011.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Juylia Reis - 107.388.926-29, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua
reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
16
Processo de Outorga
Processo administrativo de outorga é o que permite à Administração Pública atribuir, a quem o requer, um 
direito. É aquele em que se pleiteia algum direito ou situação individual perante a Administração. Possui rito 
especial, mas não contraditório, salvo quando há oposição de terceiros ou impugnação da própria Administração. 
Em tais casos, deve-se dar oportunidade de defesa ao interessado, sob pena de nulidade da decisão final. 
São exemplos desse tipo os processos de licenciamento de edificações, de licença de habite-se, alvará de 
funcionamento, de isenção tributária e outros que consubstanciam pretensões de natureza negocial entre o 
particular e a Administração ou abranjam atividades sujeitas à fiscalização do Poder Público.
Processo de Controle
Processo administrativo de controle é aquele que permite à Administração Pública verificar o comportamento 
ou situação de administrados ou servidores e declarar a sua regularidade ou irregularidade ante os termos e 
condições da legislação pertinente. Tais processos, normalmente, têm rito próprio e, quando neles se deparam 
irregularidades puníveis, exigem oportunidade de defesa ao interessado, antes do seu encerramento, sob pena 
de invalidade do resultado da apuração.
Processo Punitivo
É o promovido pela Administração Pública com o objetivo de apurar infração à lei ou contrato, cometida por 
servidor, administrado, contratado ou por quem estiver submetido a um vínculo especial de sujeição, e aplicar a 
correspondente penalidade. Esses processos devem ser necessariamente contraditórios, com oportunidade de 
defesa e estrita observância do devido processo legal, sob pena de nulidade da sanção imposta.
A sua instauração há que se basear em auto de infração, representação ou peça equivalente, iniciando-se 
com a exposição minuciosa dos atos ou fatos ilegais ou administrativamente ilícitos, atribuídos ao indiciado e 
indicação da norma ou convenção infringida.
O processo punitivo poderá ser realizado por um só representante da Administração ou por comissão.
Fundamentos da Administração Pública
Conceito
Administração Pública em sentido geral e objetivo, é a atividade que o Estado pratica sob regime público, 
para a realização dos interesses coletivos, por intermédio das pessoas jurídicas, órgãos e agentes públicos.
A Administração Pública pode ser definida em sentido amplo e estrito, além disso, é conceituada por Di 
Pietro (2009, p. 57), como “a atividade concreta e imediata que o Estado desenvolve, sob regime jurídico total 
ou parcialmente público, para a consecução dos interesses coletivos”. 
Nos dizeres de Di Pietro (2009, p. 54), em sentido amplo, a Administração Pública é subdividida em órgãos 
governamentais e órgãos administrativos, o que a destaca em seu sentido subjetivo, sendo ainda subdividida 
pela sua função política e administrativa em sentido objetivo.
Já em sentido estrito, a Administração Pública se subdivide em órgãos, pessoas jurídicas e agentes públicos 
que praticam funções administrativas em sentido subjetivo, sendo subdividida também na atividade exercida 
por esses entes em sentido objetivo.
Em suma, temos:
SENTIDO SUBJETIVO Sentido amplo {órgãos governamentais e órgãos administrativos}.
SENTIDO SUBJETIVO Sentido estrito {pessoas jurídicas, órgãos e agentes públicos}.
SENTIDO OBJETIVO Sentido amplo {função política e administrativa}.
SENTIDO OBJETIVO Sentido estrito {atividade exercida por esses entes}.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Juylia Reis - 107.388.926-29, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua
reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
17
Existem funções na Administração Pública que são exercidas pelas pessoas jurídicas, órgãos e agentes daAdministração que são subdivididas em três grupos: fomento, polícia administrativa e serviço público.
Para melhor compreensão e conhecimento, detalharemos cada uma das funções. Vejamos:
a. Fomento: É a atividade administrativa incentivadora do desenvolvimento dos entes e pessoas que 
exercem funções de utilidade ou de interesse público. 
b. Polícia administrativa: É a atividade de polícia administrativa. São os atos da Administração que limitam 
interesses individuais em prol do interesse coletivo.
c. Serviço público: resume-se em toda atividade que a Administração Pública executa, de forma direta 
ou indireta, para satisfazer os anseios e as necessidades coletivas do povo, sob o regime jurídico e com 
predominância pública. O serviço público também regula a atividade permanente de edição de atos normativos 
e concretos sobre atividades públicas e privadas, de forma implementativa de políticas de governo.
A finalidade de todas essas funções é executar as políticas de governo e desempenhar a função administrativa 
em favor do interesse público, dentre outros atributos essenciais ao bom andamento da Administração Pública 
como um todo com o incentivo das atividades privadas de interesse social, visando sempre o interesse público.
A Administração Pública também possui elementos que a compõe, são eles: as pessoas jurídicas de direito 
público e de direito privado por delegação, órgãos e agentes públicos que exercem a função administrativa 
estatal.
— Observação importante:
Pessoas jurídicas de direito público são entidades estatais acopladas ao Estado, exercendo finalidades 
de interesse imediato da coletividade. Em se tratando do direito público externo, possuem a personalidade 
jurídica de direito público cometida à diversas nações estrangeiras, como à Santa Sé, bem como a organismos 
internacionais como a ONU, OEA, UNESCO.(art. 42 do CC). 
No direito público interno encontra-se, no âmbito da administração direta, que cuida-se da Nação brasileira: 
União, Estados, Distrito Federal, Territórios e Municípios (art. 41, incs. I, II e III, do CC).
No âmbito do direito público interno encontram-se, no campo da administração indireta, as autarquias e 
associações públicas (art. 41, inc. IV, do CC). Posto que as associações públicas, pessoas jurídicas de direito 
público interno dispostas no inc. IV do art. 41 do CC, pela Lei n.º 11.107/2005,7 foram sancionadas para auxiliar 
ao consórcio público a ser firmado entre entes públicos (União, Estados, Municípios e Distrito Federal).
Princípios da administração pública
De acordo com o administrativista Alexandre Mazza (2017), princípios são regras condensadoras dos 
valores fundamentais de um sistema. Sua função é informar e materializar o ordenamento jurídico bem como 
o modo de atuação dos aplicadores e intérpretes do direito, sendo que a atribuição de informar decorre do fato 
de que os princípios possuem um núcleo de valor essencial da ordem jurídica, ao passo que a atribuição de 
enformar é denotada pelos contornos que conferem à determinada seara jurídica.
Desta forma, o administrativista atribui dupla aplicabilidade aos princípios da função hermenêutica e da 
função integrativa. 
Referente à função hermenêutica, os princípios são amplamente responsáveis por explicitar o conteúdo dos 
demais parâmetros legais, isso se os mesmos se apresentarem obscuros no ato de tutela dos casos concretos. 
Por meio da função integrativa, por sua vez, os princípios cumprem a tarefa de suprir eventuais lacunas legais 
observadas em matérias específicas ou diante das particularidades que permeiam a aplicação das normas aos 
casos existentes.
Os princípios colocam em prática as função hermenêuticas e integrativas, bem como cumprem o papel de 
esboçar os dispositivos legais disseminados que compõe a seara do Direito Administrativo, dando-lhe unicidade 
e coerência. 
Além disso, os princípios do Direito Administrativo podem ser expressos e positivados escritos na lei, ou 
ainda, implícitos, não positivados e não escritos na lei de forma expressa. 
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Juylia Reis - 107.388.926-29, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua
reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
18
— Observação importante: 
Não existe hierarquia entre os princípios expressos e implícitos. Comprova tal afirmação, o fato de que 
os dois princípios que dão forma o Regime Jurídico Administrativo, são meramente implícitos.
Regime Jurídico Administrativo: é composto por todos os princípios e demais dispositivos legais que 
formam o Direito Administrativo. As diretrizes desse regime são lançadas por dois princípios centrais, ou 
supraprincípios que são a Supremacia do Interesse Público e a Indisponibilidade do Interesse Público.
Supremacia do Interesse Público Conclama a necessidade da sobreposição dos 
interesses da coletividade sobre os individuais.
Indisponibilidade do Interesse Público
Sua principal função é orientar a atuação dos agentes 
públicos para que atuem em nome e em prol dos 
interesses da Administração Pública.
Ademais, tendo o agente público usufruído das prerrogativas de atuação conferidas pela supremacia do 
interesse público, a indisponibilidade do interesse público, com o fito de impedir que tais prerrogativas sejam 
utilizadas para a consecução de interesses privados, termina por colocar limitações aos agentes públicos no 
campo de sua atuação, como por exemplo, a necessidade de aprovação em concurso público para o provimento 
dos cargos públicos.
Princípios Administrativos 
Nos parâmetros do art. 37, caput da Constituição Federal, a Administração Pública deverá obedecer aos 
princípios da Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência. 
Vejamos:
– Princípio da Legalidade: Esse princípio no Direito Administrativo, apresenta um significado diverso do que 
apresenta no Direito Privado. No Direito Privado, toda e qualquer conduta do indivíduo que não esteja proibida 
em lei e que não esteja contrária à lei, é considerada legal. O termo legalidade para o Direito Administrativo, 
significa subordinação à lei, o que faz com que o administrador deva atuar somente no instante e da forma que 
a lei permitir. 
— Observação importante: O princípio da legalidade considera a lei em sentido amplo. Nesse diapasão, 
compreende-se como lei, toda e qualquer espécie normativa expressamente disposta pelo art. 59 da Constituição 
Federal.
– Princípio da Impessoalidade: Deve ser analisado sob duas óticas:
a) Sob a ótica da atuação da Administração Pública em relação aos administrados: Em sua atuação, deve 
o administrador pautar na não discriminação e na não concessão de privilégios àqueles que o ato atingirá. Sua 
atuação deverá estar baseada na neutralidade e na objetividade.
b) Em relação à sua própria atuação, administrador deve executar atos de forma impessoal, como dispõe 
e exige o parágrafo primeiro do art. 37 da CF/88 ao afirmar que: ‘‘A publicidade dos atos, programas, obras, 
serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, 
dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades 
ou servidores públicos.’’
– Princípio da Moralidade: Dispõe que a atuação administrativa deve ser totalmente pautada nos princípios 
da ética, honestidade, probidade e boa-fé. Esse princípio está conexo à não corrupção na Administração Pública. 
O princípio da moralidade exige que o administrador tenha conduta pautada de acordo com a ética, com o 
bom senso, bons costumes e com a honestidade. O ato administrativo terá que obedecer a Lei, bem como a 
ética da própria instituição em que o agente atua. Entretanto, não é suficiente que o ato seja praticado apenas 
nos parâmetros da Lei, devendo, ainda, obedecer à moralidade. 
– Princípio da Publicidade: Trata-se de um mecanismo de controle dos atos administrativos por meio 
da sociedade. A publicidade

Mais conteúdos dessa disciplina