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SUMÁRIO 
 
1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................ 3 
2 DESENVOLVIMENTO ................................................................................................... 4 
2.1. Lactose.....................................................................................................................4 
2.2. Glúten......................................................................................................................5 
2.3 Indicações de dietas..................................................................................................6 
2.4. Cuidados Do Técnico Em Enfermagem Com Pacientes Em Dietas Especiais 
(Intolerância À Lactose E Ao Glúten)......................................................................................7 
3. CONCLUSÃO ................................................................................................................... 9 
REFERÊNCIAS ..................................................................................................................... 10 
 
 
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1 INTRODUÇÃO 
A alimentação adequada é fundamental para a manutenção da saúde e para a recuperação 
dos pacientes em diferentes condições clínicas. Algumas pessoas apresentam dificuldades em 
digerir ou absorver determinados componentes dos alimentos, necessitando de dietas especiais 
adaptadas às suas necessidades. Entre essas condições estão a intolerância à lactose e a 
intolerância ao glúten, que exigem mudanças na alimentação para evitar sintomas e melhorar a 
qualidade de vida do paciente. 
A dieta para intolerância à lactose tem como objetivo reduzir ou substituir alimentos que 
contenham lactose, enquanto a dieta sem glúten tem como finalidade excluir alimentos que 
possuem essa proteína, principalmente em pessoas com doença celíaca ou sensibilidade ao 
glúten. 
 
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2 DESENVOLVIMENTO 
A alergia ao leite, a intolerância à lactose e a sensibilidade ao glúten são condições 
alimentares comuns, que afetam uma parcela significativa da população global. A alergia ao 
leite envolve uma resposta imunológica às proteínas do leite, enquanto a intolerância à lactose 
resulta da incapacidade de digerir a lactose, um açúcar encontrado no leite, devido à deficiência 
de lactase, a enzima responsável por sua digestão. Ambas podem causar desconfortos 
gastrointestinais severos e sintomas diversos, como inchaço, diarreia e cólicas. (COROZOLLA; 
RODRIGUES, 2018). 
Por outro lado, a doença celíaca e a sensibilidade não celíaca ao glúten representam 
reações adversas ao glúten, uma proteína presente no trigo, centeio e cevada. A doença celíaca 
é uma desordem autoimune que leva à inflamação intestinal e má absorção de nutrientes. Já a 
sensibilidade não celíaca ao glúten, embora não envolva uma resposta autoimune, também pode 
causar sintomas gastrointestinais e extra intestinais semelhantes aos da doença celíaca. 
(PEDROSA et al., 2022). 
As dietas para condições especiais são utilizadas como parte do tratamento nutricional 
de pacientes que apresentam alterações na digestão, absorção ou metabolismo de determinados 
nutrientes. Essas adaptações alimentares têm como finalidade promover melhor qualidade de 
vida, reduzir sintomas e prevenir complicações relacionadas ao consumo de determinados 
alimentos. Segundo Mahan e Raymond (2018), a terapia nutricional adequada é essencial para 
auxiliar no controle de doenças e garantir que o indivíduo mantenha um estado nutricional 
adequado mesmo diante de restrições alimentares. 
2.1.Lactose 
A lactose é um carboidrato (açúcar) presente naturalmente no leite e em seus derivados, 
sendo formada pela união de dois açúcares menores: glicose e galactose. Para que seja 
absorvida pelo organismo, a lactose precisa ser quebrada pela enzima lactase, produzida pelas 
células do intestino delgado. Quando existe redução ou ausência dessa enzima, a lactose não é 
digerida adequadamente e pode causar desconfortos gastrointestinais, caracterizando a 
intolerância à lactose (CUPPARI, 2019). 
A restrição de lactose é indicada principalmente para pessoas diagnosticadas com intolerância 
à lactose ou que apresentam sintomas após o consumo de alimentos ricos nesse componente. 
Nesses casos, podem ser utilizados produtos com baixo teor de lactose ou sem lactose, além de 
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alternativas alimentares que forneçam nutrientes semelhantes aos encontrados no leite, 
principalmente o cálcio e a vitamina D, essenciais para a manutenção da saúde óssea. 
Os principais alimentos que contêm lactose são o leite de vaca, queijos, iogurtes, 
manteiga e outros derivados lácteos. Para pacientes com intolerância, podem ser utilizados 
leites sem lactose, bebidas vegetais fortificadas, além de alimentos como vegetais verdes 
escuros, peixes e outros alimentos fontes de cálcio. 
O objetivo da dieta com controle de lactose é reduzir os sintomas gastrointestinais, 
melhorar a digestão, manter uma alimentação equilibrada e evitar deficiências nutricionais. 
Dessa forma, a adaptação alimentar permite que o paciente tenha melhor qualidade de vida sem 
comprometer suas necessidades nutricionais. 
2.2.Glúten 
O glúten é uma proteína encontrada naturalmente em alguns cereais, principalmente no 
trigo, cevada e centeio. Essa proteína é responsável por proporcionar elasticidade e consistência 
a diversos alimentos, sendo muito utilizada na produção de pães, massas, bolos e produtos 
industrializados. O glúten é formado principalmente por duas proteínas chamadas gliadina e 
glutenina, que conferem características importantes à massa dos alimentos (MAHAN; 
RAYMOND, 2018). 
Em algumas pessoas, o consumo do glúten pode desencadear alterações no organismo, 
principalmente em indivíduos com doença celíaca, uma condição autoimune em que a ingestão 
de glúten provoca uma resposta inflamatória no intestino delgado. Essa inflamação causa danos 
à mucosa intestinal, prejudicando a absorção de nutrientes como vitaminas, minerais e outros 
componentes essenciais para o funcionamento adequado do organismo. A dieta sem glúten 
consiste na exclusão completa de alimentos que contenham essa proteína, sendo indicada 
principalmente para pessoas diagnosticadas com doença celíaca. Também pode ser 
recomendada em casos de sensibilidade ao glúten não celíaca, quando o paciente apresenta 
sintomas relacionados ao consumo de glúten, mesmo sem alterações características da doença 
celíaca. 
Entre os principais sintomas relacionados ao consumo de glúten em pessoas sensíveis 
estão diarreia, dor abdominal, distensão abdominal, gases, perda de peso, cansaço e deficiência 
de nutrientes. Em pacientes com doença celíaca, a retirada do glúten da alimentação é 
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considerada o principal tratamento, pois permite a recuperação da mucosa intestinal e melhora 
da absorção dos nutrientes. 
Devem ser utilizados alimentos naturalmente livres dessa proteína, como arroz, milho, 
mandioca, tapioca, batata, frutas, verduras, legumes, carnes, ovos, peixes e leguminosas como 
feijão e lentilha. É importante que esses alimentos sejam preparados de forma adequada para 
evitar contaminação cruzada com produtos que contenham glúten. Devem ser evitados 
alimentos produzidos com trigo, cevada e centeio, como pães tradicionais, massas, bolos, 
biscoitos e alguns produtos industrializados que utilizem esses cereais em sua composição. 
A dieta sem glúten tem como principal objetivo, controlar os sintomas, evitar lesões 
intestinais, melhorar a absorção dos nutrientes e promover qualidade de vida ao paciente. Além 
disso, é fundamental que a dieta seja equilibrada, pois a retirada de alimentos com glúten sem 
orientação adequada pode levar à redução do consumo de fibras, vitaminas e minerais 
importantes (WAITZBERG, 2017). 
2.3.Indicações Das Dietas 
A indicação de dietas especiais, como a dieta com restrição de lactose e a dieta sem 
glúten,deve ser realizada por profissionais de saúde habilitados, principalmente quando existe 
suspeita ou diagnóstico de alguma condição clínica. A avaliação deve considerar os sintomas 
apresentados pelo paciente, exames, estado nutricional e necessidades individuais. 
O médico é o profissional responsável por realizar o diagnóstico de condições como 
intolerância à lactose e doença celíaca, podendo solicitar exames específicos e indicar o 
acompanhamento necessário. No caso da doença celíaca, por exemplo, o diagnóstico médico é 
importante antes da retirada do glúten da alimentação, pois a exclusão sem investigação 
adequada pode dificultar a confirmação da doença. 
O nutricionista é o profissional responsável por planejar e adaptar a dieta de acordo com 
as necessidades do paciente, orientando quais alimentos devem ser reduzidos, substituídos ou 
excluídos. Segundo Cuppari (2019), o acompanhamento nutricional é essencial para garantir 
que dietas restritivas não causem deficiências de nutrientes importantes, mantendo uma 
alimentação equilibrada e adequada ao estado de saúde do indivíduo. 
No ambiente hospitalar, a indicação e acompanhamento da dieta geralmente ocorre por 
meio da atuação da equipe multiprofissional, envolvendo médicos, nutricionistas e profissionais 
de enfermagem. O técnico em enfermagem, embora não seja responsável por prescrever dietas, 
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participa do cuidado ao paciente, auxiliando na oferta da alimentação prescrita, observando 
aceitação alimentar, identificando possíveis alterações e comunicando à equipe qualquer 
intercorrência. 
Dessa forma, a dieta para intolerância à lactose ou restrição ao glúten deve ser 
individualizada e realizada com acompanhamento profissional, garantindo segurança alimentar, 
prevenção de complicações e melhor qualidade de vida ao paciente. 
2.4.Cuidados Do Técnico Em Enfermagem Com Pacientes Em Dietas Especiais 
(Intolerância À Lactose E Ao Glúten) 
O técnico em enfermagem exerce uma função importante no acompanhamento de 
pacientes que necessitam de dietas especiais, como a restrição de lactose e a dieta isenta de 
glúten. Sua atuação está relacionada à promoção da segurança alimentar, observação das 
condições clínicas do paciente e auxílio na continuidade do tratamento nutricional. De acordo 
com o Conselho Federal de Enfermagem (COFEN), a equipe de enfermagem participa da 
assistência relacionada à terapia nutricional, contribuindo para a segurança do paciente e para 
a qualidade do cuidado prestado. 
Um dos principais cuidados realizados pelo técnico em enfermagem é a conferência da 
dieta prescrita no prontuário, garantindo que a alimentação oferecida esteja de acordo com as 
necessidades do paciente. É necessário verificar se a dieta está adequada à restrição indicada, 
evitando a administração de alimentos que possam causar desconfortos ou complicações. Em 
pacientes com intolerância à lactose, deve-se observar a presença de leite e derivados; em 
pacientes com restrição ao glúten, é necessário atenção aos alimentos que contenham trigo, 
cevada ou centeio. 
Além disso, o profissional deve realizar a observação da aceitação alimentar, avaliando 
se o paciente consegue ingerir a dieta adequadamente, se apresenta recusa alimentar ou 
dificuldades durante as refeições. A aceitação da dieta deve ser registrada e comunicada à 
equipe responsável, pois alterações na ingestão alimentar podem interferir na recuperação do 
paciente e favorecer o surgimento de deficiências nutricionais. 
Outro cuidado importante é a identificação de sinais e sintomas após a alimentação. O 
técnico deve observar manifestações como dor abdominal, gases, distensão abdominal, náuseas, 
vômitos, diarreia, alterações no apetite ou mal-estar. Essas informações são fundamentais para 
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que a equipe multiprofissional avalie a resposta do paciente à dieta e realize possíveis ajustes 
quando necessário. 
O profissional técnico em enfermagem também deve atuar na orientação e apoio ao 
paciente e familiares, explicando a importância de seguir corretamente a dieta prescrita e evitar 
alimentos que possam desencadear sintomas. Entretanto, orientações específicas sobre 
substituição de alimentos e planejamento nutricional devem ser direcionadas ao nutricionista, 
respeitando os limites de atuação profissional. Durante as refeições, o profissional deve garantir 
cuidados de higiene, conforto e segurança, auxiliando pacientes que apresentam dificuldades 
para se alimentar, mantendo o ambiente adequado e observando riscos relacionados à 
alimentação. A segurança do paciente envolve também uma comunicação eficiente entre os 
profissionais de saúde, evitando falhas na assistência. 
Outro cuidado essencial é o registro das informações no prontuário, incluindo a 
aceitação da dieta, queixas apresentadas, alterações observadas e qualquer intercorrência 
relacionada à alimentação. Esse registro auxilia o enfermeiro e demais profissionais na 
avaliação da evolução do paciente e na tomada de decisões. 
Portanto, o técnico em enfermagem possui papel crucial no cuidado de pacientes com 
intolerância à lactose e restrição ao glúten, pois atua diretamente na observação, 
acompanhamento e segurança durante a alimentação. Sua assistência contribui para prevenir 
complicações, melhorar a qualidade do tratamento e proporcionar um cuidado humanizado e 
individualizado ao paciente. 
 
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3 CONCLUSÃO 
As dietas para condições especiais, como a restrição de lactose e a exclusão do glúten, 
possuem grande importância no cuidado à saúde de pacientes que apresentam alterações 
relacionadas à digestão e à absorção de determinados componentes alimentares. A intolerância 
à lactose e a sensibilidade ao glúten podem causar diversos desconfortos e comprometer o 
estado nutricional quando não são identificadas e tratadas adequadamente. Dessa forma, a 
adaptação da alimentação tem como principal finalidade controlar sintomas, prevenir 
complicações e garantir que o paciente mantenha uma nutrição adequada. A dieta com restrição 
de lactose busca reduzir manifestações gastrointestinais causadas pela dificuldade de digestão 
desse açúcar, enquanto a dieta sem glúten é fundamental principalmente para indivíduos com 
doença celíaca, pois evita danos à mucosa intestinal e melhora a absorção dos nutrientes. 
Entretanto, essas dietas devem ser indicadas e acompanhadas por profissionais capacitados, 
como médicos e nutricionistas, para garantir que as necessidades nutricionais do paciente sejam 
atendidas e evitar possíveis deficiências alimentares. 
Portanto, compreender as características dessas dietas e os cuidados necessários durante 
sua aplicação é fundamental para a prática da enfermagem, pois permite que o profissional 
participe de forma ativa na recuperação e manutenção da saúde do paciente, garantindo uma 
assistência baseada em conhecimento científico e nas necessidades específicas de cada 
indivíduo. 
 
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REFERÊNCIAS 
CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM (COFEN). Resolução COFEN nº 453/2014: 
aprova a Norma Técnica para atuação da equipe de enfermagem em terapia nutricional. Brasília, 
DF: COFEN, 2014. Disponível em: https://www.cofen.gov.br. Acesso em: 29 jun. 2026. 
WORLD GASTROENTEROLOGY ORGANISATION (WGO). Dieta e o intestino: 
orientações sobre intolerâncias alimentares e condições gastrointestinais. Disponível em: 
https://www.worldgastroenterology.org. Acesso em: 29 jun. 2026. 
CUPPARI, Lílian. Nutrição clínica no adulto. 4. ed. Barueri, SP: Manole, 2019. 
MAHAN, L. Kathleen; RAYMOND, Janice L. Krause: alimentos, nutrição e dietoterapia. 14. 
ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2018. 
WAITZBERG, Dan Linetzky. Nutrição oral, enteral e parenteral na prática clínica. 5. ed. São 
Paulo: Atheneu, 2017. 
PIOVACARI, Silvia Maria Fraga; TOLEDO, Diogo; FIGUEIREDO, Eduardo José Alexandre. 
Equipe multiprofissional de terapia nutricional: EMTN na prática. Rio de Janeiro: Atheneu, 
2017.

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