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R E C O M E N D A Ç Ã O N U T R I C I O N A L N A G E S T A Ç Ã O Nut. Marina Bonelli 2009 2011 2014 NECESSIDADES NUTRICIONAIS ENERGIA • Para que a gestação transcorra normalmente, há um aumento metabólico. – Promove adequado ganho de peso gestacional; – Desenvolvimento da placenta e dos tecidos; – Reserva energética para o período da lactação. • Para suprir esse aumento, deve-se incrementar, em média, 200 a 300 kcal às refeições diárias 80.000 kcal durante toda a gestação. – 35.000 Kcal: depósito de 3,5 Kg de gordura materna. – 45.000 Kcal: aumento do metabolismo basal da gestante. (VASCONCELOS, 2011; VITOLO, 2015) Características nutricionais, constitucionais e étnicas de diferentes grupos populacionais. (VASCONCELOS, 2011; VITOLO, 2015) ENERGIA • 1º T: gestante deve manter sua ingestão energética semelhante ao período pré- gestacional, considerando que não há acréscimos nessa fase. – Enjoo e vômitos: limitam a capacidade de manter a ingestão energética mais elevada adicional energético é gradativo até o fim da gestação, levando-se em conta o ganho de peso e a atividade física. • 3º T: gestantes que precisam de repouso absoluto ou que estão internadas para tratamento quantidade de energia apenas para o metabolismo basal, considerando- se seu peso real. (VITOLO, 2015) ENERGIA • Recomendação da RDA: – GET (gasto energético total): considerar o peso pré-gestacional. – A partir do 2º T: acrescentar 300 Kcal. GET =TMB X Fator Atividade Física + 300 Kcal (2º e 3º trimestre) • Para gestantes com: • Peso adequado: usar o peso desejável ou o pré-gestacional; • Baixo peso pré-gestacional: usar o peso desejável; • Sobrepeso ou obesa: usar o peso pré-gestacional. (VASCONCELOS, 2011; VITOLO, 2015) ENERGIA • Cálculo simplificado: – Não é necessário calcular TMB e fator atividade. – Valor energético recomendado para gestante no período pré-gestacional é calculado a partir da multiplicação do valor recomendado por Kg de peso ideal para mulheres adultas, que é de 36 Kcal/Kg. – O peso ideal pré-gestacional pode ser determinado pelo método da regra de 3, utilizando a fórmula para calcular IMC. VET = 36 Kcal/Kg PESO IDEAL PRÉ-GESTACIONAL + 300 Kcal (2º e 3º trimestre) (VASCONCELOS, 2011; VITOLO, 2015) ENERGIA • Cálculo simplificado: – Adolescentes: o valor energético por Kg vai depender da idade cronológica, da idade à menarca e do intervalo entre a menarca e gestação. – Quanto mais fatores de risco > o valor energético recomendado. (VITOLO, 2015) VET = 40 a 50 Kcal/Kg + 300 Kcal (2º e 3º trimestre) PESO IDEAL PRÉ-GESTACIONAL ENERGIA • Para achar o peso ideal gestacional deve-se: 1. Utilizar a curva de IMC adotada pelo MS e, na idade gestacional em que se encontra a paciente, traçar uma linha vertical até o ponto médio da faixa de normalidade. 2. Verificar com uma linha horizontal qual IMC seria o ideal para essa idade gestacional. 3. A partir daí faz-se o cálculo inverso da mesma forma que se faz para achar o IMC pré- gestacional IMC ideal tem que ser obtido na curva de IMC para gestantes (Curva de Atalah). (VITOLO, 2015) ENERGIA • Cálculo simplificado: – Se a gestante apresentar excesso de peso com alguma patologia associada como hipertensão, diabetes, DCV ou fatores de risco para essas doenças reduzir oVET. (VITOLO, 2015) VET = 25 a 30 Kcal/Kg + 300 Kcal (2º e 3º trimestre) PESO IDEAL PRÉ-GESTACIONAL ENERGIA • Recomendação DRI: – O cálculo do valor energético de acordo com as recomendações nutricionais do IOM (2005) segue o mesmo conceito de acréscimo do valor energético para gestação sobre os valores recomendados para a mulher não gestante a partir do 2ºT. – Calcula-se o requerimento energético estimado (EER) da mulher com seu peso, altura e sua atividade física pré-gestacional e adicionam-se os valores de energia de acordo com a IG. – TEE: gasto energético total requerimento energético de mulheres que no período pré- gestacional estavam com excesso de peso. – Após os cálculos do EER ou TEE com dados do período pré-gestacional, basta adicionar os valores da fórmula a seguir que se multiplica a IG por 8 e soma 180 Kcal. (VASCONCELOS, 2011; VITOLO, 2015) ENERGIA • Recomendação DRI: – O valor energético encontrado é considerado o requerimento energético diário para gestante que seria suficiente para manter o peso que ela tem. – Se ela não tiver o IMC dentro da normalidade, deve-se reduzir ou aumentar a ingestão energética obtida para que ela aumente ou diminua a velocidade de ganho de peso. (VASCONCELOS, 2011; VITOLO, 2015) ENERGIA ENERGIA (VITOLO, 2015) ENERGIA – GESTANTES GEMELARES • Não há estudos que tenham determinado os requerimentos energéticos de gestantes gemelares. • Sabe-se que necessitam de mais energia do que aquelas com gestação única recomendação de ganho de peso maior. 150 Kcal além daquelas 300 Kcal. (VASCONCELOS, 2011; VITOLO, 2015) + importante é monitorar o ganho de peso recomendado e prescrever a ingestão energética por meio desse aspecto. PROTEÍNA • A ingestão deve ser aumentada durante a gestação em razão do crescimento fetal, da expansão acelerada do volume sanguíneo e do aumento dos anexos fetais. • A dieta equilibrada com o conteúdo proteico ideal melhora o crescimento fetal e reduz o risco de morte fetal e neonatal. • A unidade feto-placentária consome aproximadamente 1 kg de proteína durante a gestação a maior parte desta exigência é confinada ao 2º e 3º T. • Desencorajar o uso de dietas com grande aporte de proteína ou com uso de suplementos protéicos que está associado a > ocorrência de óbito neonatal. (DRI, 2006; ACCIOLY, 2009; VASCONCELOS, 2011; VITOLO, 2015; FEBRASGO, 2018) PROTEÍNA • FAO e OMS (1985): 0,75 g a 1g/Kg/dia + 6g/dia (adicional). • ADA (1989): adolescentes – ≤15 anos: 1,7 g/Kg/dia – > 15 anos: 1,5 g/Kg/dia • RDA (2006): 71 g/dia ou 1,1g/Kg/dia + 25g/dia, independente da idade. • FEBRASGO (2018): 1,1g/Kg/dia + 15g/dia (adicional a partir do 2ºT). • RDA (2006) e FEBRASGO (2018): 10% a 35% doVET devem ser reservados às proteínas. (DRI, 2006; ACCIOLY, 2009; VASCONCELOS, 2011; VITOLO, 2015; FEBRASGO, 2018) 50% de proteína de alto valor biológico. PROTEÍNA – GESTANTES GEMELARES • Gêmeos: 1,1g/Kg/dia + 50g/dia a partir da 20ª SG. • Gestação múltipla: 25g/dia para cada feto. (VASCONCELOS, 2011; VITOLO, 2015) CARBOIDRATO • De acordo com a DRI (2006) e FEBRASGO (2018): 175 g/dia. – Essa quantidade é suficiente para prevenir cetose e manter os níveis de glicose adequados durante toda a gravidez. • RDA (2006), VASCONCELOS (2011) e FEBRASGO (2018): 45% a 65% do VET devem ser reservados aos carboidratos. • Sacarose não deve ser inferior a 10% doVET. • Fibras: – DRI (2006) eVasconcelos (2011): 28 g/dia. – Accioly (2009): 25 g/dia. (DRI, 2006; ACCIOLY, 2009; VASCONCELOS, 2011; VITOLO, 2015; FEBRASGO, 2018) CARBOIDRATO – GESTANTES GEMELARES • Prescrição: deve ter o mesmo cuidado que se tem em gestações normais que é evitar situações de cetose materna. • É possível que as modificações que ocorram na gestação quanto ao metabolismo de carboidratos estejam exarcebadas, indicando, portanto, depleção mais rápida do glicogênio hepático e dos depósitos de gordura. • Cetonúria: relacionada ao aumento do risco de prematuridade comum na gestação gemelar. (VASCONCELOS, 2011; VITOLO, 2015) 20% de proteína 40% de carboidrato de baixo índice glicêmico 40% de lipídios Prevenção das flutuações dos níveis glicêmicos. LIPÍDIO • FEBRASGO (2018): lipídio não deve representar mais que 30% das calorias diárias deuma gestante. • Vasconcelos (2011): 20 a 35% doVET devem ser reservados aos lipidíos. • Accioly (2009): 15 a 30% doVET. • IOM (2002) e DRI (2006): 20 a 35% doVET. – Ácido linoleico (ômega 6): 13 g/dia ou 5 a 10% doVET. – Ácido alfa linoleico (ômega 3): 1,4 g/dia ou 0,6 a 1,2% doVET. • A ingesta de ácidos graxos poli-insaturados de cadeia longa é benéfica para o neurodesenvolvimento fetal e possui uma tendência na redução de nascimentos pré-termo. (DRI, 2006; ACCIOLY, 2009; VASCONCELOS, 2011; VITOLO, 2015; FEBRASGO, 2018) LIPÍDIO – GESTANTES GEMELARES • Recomendação de DHA: 200 a 600 mg/dia. • As necessidades de ácidos graxos essenciais aumentam nessa condição. – Menores concentrações: prejuízo na visão e no desenvolvimento neurológico do bebê. (VASCONCELOS, 2011; VITOLO, 2015) VITAMINAS E MINERAIS (FEBRASGO, 2018) Rev. Nutr., Campinas, 19(6):741-760, nov./dez., 2006 MINERAIS • Cálcio: – As modificações hormonais presentes na gestação promovem ajustes no metabolismo de cálcio: • aumento na taxa de utilização pelos ossos, • diminuição do processo de reabsorção óssea, • e aumento na absorção intestinal. – Possibilita aumentar o aproveitamento de cálcio ingerido durante o período. – Durante as 40 SG o feto acumula 30g de cálcio, sendo a > parte obtida no 3ºT 300 mg/dia são transportados para ele pela circulação placentária. – Gestantes com ingestão insuficiente de cálcio, além da Vitamina D e fósforo, podem desenvolver osteoporose futuramente e gerar RN com < densidade óssea. (VASCONCELOS, 2011; VITOLO, 2015) MINERAIS • Cálcio: – Apesar dos requerimentos de cálcio estarem aumentados durante a gestação, as recomendações dietéticas entre mulheres adultas e/ou adolescentes e gestantes são iguais. • 14 aos 18 anos: 1300 mg/dia. • 19 aos 50 anos: 1000 mg/dia. – > aproveitamento biológico que os hormônios promovem durante a gestação no metabolismo da gestante, ocorrendo > absorção do cálcio, > retenção e < excreção. – O vegetais e feijões são considerados alimentos fontes de cálcio, mas a biodisponibilidade é menor. • É necessário que as porções consumidas diariamente sejam relevantes para contribuírem com um percentual razoável em relação a recomendação. (VASCONCELOS, 2011; VITOLO, 2015) UL = 2,5 g/dia. MINERAIS • Ferro: – 3º T ocorre > requerimento de ferro pela gestante em função do aumento da massa eritrocitária para suprir as necessidades do feto. – A gestação a termo confere quantidades suficientes de ferro para o feto, mesmo em situações de anemia ou desnutrição da mãe eritropoese fetal é assegurada utilizando-se as reservas maternas, mesmo que sejam limitadas. – Deficiência é observada em prematuros: a interrupção precoce do período gestacional nos últimos meses impede a aquisição suficiente do nutriente para atender as reservas orgânicas. – Anemia materna: volume de líquido amniótico reduzido, vasodilatação cerebral fetal, riscos aumentados para parto prematuro, aborto espontâneo, baixo peso neonatal, óbito fetal e mortalidade materna. (VASCONCELOS, 2011; VITOLO, 2015; FEBRASGO, 2018) MINERAIS • Ferro: – Quantidade de ferro recomendada: 27 mg/dia no 2º e 3ºT. – OMS: recomenda que toda gestante receba suplemento no 3º T como medida profilática à mobilização dos depósitos de ferro, sendo 40 mg o valor diário. – UL: 45 mg/dia não leva em consideração a terapêutica para tratamento de anemia nem a utilização por período limitado (período gestacional). – Priorizar a ingestão de ferro heme; – Melhorar a biodisponibilidade de ferro não heme com a ingestão de alimentos fontes deVitamina C. (VASCONCELOS, 2011; VITOLO, 2015) Requer suplementação medicamentosa, pois a dieta habitual fornece 6 a 7 mg de ferro por 1000 Kcal. (Cartão da gestante, Ministério da Saúde, 2012) Para gestantes, a recomendação profilática é de 40mg/dia de ferro elementar para mulheres não anêmicas, 60-120mg/dia para gestantes com anemia, por mínimo de 60 dias. MINERAIS • Zinco: – Sua deficiência na gestação foi associada à má formação congênita, BPN e prematuridade. – Estudos apontam que suplementação diária de gestantes com baixos níveis séricos foi associada a > peso ao nascer dos RN. – A ingestão de ferro pode interferir na absorção do zinco em situações de anemia, doses maiores que 60 mg/dia de ferro devem ser acompanhadas de suplementação de zinco. – RDA: • 14 aos 18 anos: 13 mg/dia. • 19 aos 50 anos: 11 mg/dia. (VASCONCELOS, 2011; VITOLO, 2015; FEBRASGO, 2018) UL 14 aos 18 anos: 34 mg/dia. 19 aos 50 anos: 40 mg/dia. MINERAIS • Iodo: – Associação Americana deTireoide recomenda que: • Mulheres recebam 150 mcg de suplementos diários de iodo durante a gestação. • Todos os suplementos de polivitamínicos e minerais contenham pelo menos 150 mcg de iodo. – OMS e a UNICEF: aumentaram a recomendação para 250 mcg/dia iodo é essencial para a produção de hormônios tireoidianos normais necessários para o desenvolvimento do sistema nervoso e do cérebro durante a gestação. – Deficiência grave de iodo materno: déficit do desenvolvimento mental das crianças expostas, incluindo quociente de inteligência rebaixado a níveis leves a moderados, repercutindo em desempenho escolar e acurácia de leitura comprometidos. – RDA: 220 mcg/dia. (FEBRASGO, 2018) UL 14 aos 18 anos: 900 mcg/dia. 19 aos 50 anos: 1000 mcg/dia. MINERAIS • Magnésio: – Ajuda a combater o cansaço e a pirose. – Previne contrações uterinas antes da hora, pré-eclampsia e prematuridade. – RDA: • < de 18 anos: 400 mg/dia. • 19 anos a 30 anos: 360 mg/dia. • > de 31 anos: 350 mg/dia. – UL: 350 mg/dia. – Fontes: castanhas, amendoins, amêndoas, avelã, girassol, abóbora, linhaça, banana, abacate, ameixa, arroz integral, aveia, gérmen de trigo, feijão, ervilha, alcachofra, espinafre, acelga e salmão. (VASCONCELOS, 2011; VITOLO, 2015) VITAMINAS • Ácido fólico: – A necessidade de folato aumenta substancialmente durante a gestação. – É precursor de vários e importantes cofatores enzimáticos envolvidos na transferência de unidades de carbono síntese de nucleotídeos durante divisão celular. – Deficiência: • Prejudica divisão celular e síntese proteica. • A concentração sérica e eritrocitária do mineral diminuem anemia megaloblástica. • Complicações obstétricas: sangramento no 3ºT, aborto, descolamento da placenta, prematuridade, BPN e hipertensão gestacional. (VASCONCELOS, 2011; VITOLO, 2015) A suplementação é recomendada a fim de reduzir o risco de defeito do tudo neural (DTN). VITAMINAS • Ácido fólico: – Mulheres em idade fértil: 400 mcg/dia proveniente de suplementos e/ou alimentos fortificados, além de uma dieta com fontes naturais de ácido fólico. – Mulheres grávidas: 600 mcg/dia difícil somente pela alimentação habitual. – Fontes: vegetais verde-escuros, leguminosas, frutas cítricas, fígado e leite. – EUA (2008): 8% consome 400 mcg/dia. (VASCONCELOS, 2011; VITOLO, 2015) Requer suplementação medicamentosa, pois a dieta habitual fornece 125 mcg de ácido fólico por 1000 Kcal. UL 14 aos 18 anos: 800 mcg/dia. 19 aos 50 anos: 1000 mcg/dia. Ácido fólico X Metilfolato VITAMINAS • Ácido fólico: – Situações específicas: mulheres que tiveram filhos com DTN ou que apresentam ocorrência desse tipo de problema na família: • APP: 4 a 5 mg/dia sob supervisão médica, pelo menos 30 dias antes do início da gestação e nas primeiras 8 semanas gestacionais. • Essas quantidades não podem ser usadas indiscriminadamente mortalidade por câncer de mama e autismo em crianças. (VASCONCELOS, 2011; VITOLO, 2015) DTN: RN que apresentam deficiências congênitas como mielomeningocele,hidrocefalia e anencefalia. VITAMINAS • Vitamina A: – A recomendação para gestantes (770 mcg/dia) é muito próxima dos valores indicados para mulheres adultas não grávidas (700 mcg/dia). – Tem efeito protetor para anomalidades congênitas. – Apesar da sua importância, essa vitamina pode ser tóxica quando ingerida em grandes quantidades efeito teratogênico. • UL: 3000 mcg/dia ou 1000 UI. – Fontes: óleo de fígado de peixe, carnes, cenoura, brócolis, espinafre, beterraba, melancia e tomate. • Fígado e seus derivados contêm quantidades variáveis e, algumas vezes, muito elevadas de Vitamina A (10.000– 38.000 UI por porção típica de 100 g) deve ser evitado durante a gestação. (VASCONCELOS, 2011; VITOLO, 2015) 1 UI = 0,3 mcg VITAMINAS • Vitamina A: – Deficiência subclínica (retinol sérico < 20 mcg/dL ou 0,7 mcgmol/L): anemia e BPN. – Exposição fetal à hipovitaminose A possa predispor a autismo infantil. – Função antioxidante: grande importância no nascimento RN produz grande quantidade de radicais livres em resposta à exposição a elevadas concentrações de oxigênio. – RN tem baixas reservas: a transferência dessa vitamina ocorre principalmente no 3ºT mais vulneráveis aos efeitos do estresse oxidativo. (VASCONCELOS, 2011; VITOLO, 2015) > Causa do dano respiratório da criança! Suplementação da gestante com betacaroteno e zinco: RN com concentrações mais elevadas de retinol. VITAMINAS • Vitamina A: – O estado nutricional de Vitamina A é um importante fator de risco para a transmissão vertical do vírus da imunodeficiência humana (HIV) durante a gestação. • Gestantes soropositivas para HIV: associação entre os níveis séricos de Vitamina A e a taxa de transmissão para o concepto. • RR 4x maior em mães com níveis séricos de Vitamina A inferiores a 0,7 mcmol/L níveis séricos superiores a 1,4 mcmol/L. • Indicação de suplementação de Vitamina A em gestantes contaminadas pelo vírus HIV para diminuir a taxa de transmissão vertical. (VASCONCELOS, 2011; VITOLO, 2015) VITAMINAS • Vitamina D: – Na pele, sua produção alcança seu ponto máximo depois de apenas 30 min de exposição solar. – O aumento de pigmentação pelo aumento de melanina em indivíduos de pele escura reduz a eficiência da síntese deVitamina D mediada pela radiação ultravioleta. – A deficiência da vitamina D pode ocorrer quando a sua demanda é excedida, como em períodos de rápido crescimento, como os observados na fase intraútero e durante a gestação. – Reserva de vitamina D no RN: determinada pelo estado de vitamina D da mãe. – Deficiência ou insuficiência durante a gestação: ganho de peso insuficiente; DM tipo 1; distúrbios na homeostase óssea na criança; redução na mineralização óssea e aumento do risco de fraturas. (VASCONCELOS, 2011; VITOLO, 2015; FEBRASGO, 2018) VITAMINAS • Vitamina D: – Gestantes que ingeriram Vitamina D em quantidade insuficiente apresentam baixos níveis dessa vitamina no cordão umbilical. – RDA: não difere daquela para mulheres não grávidas: 5mcg/dia ou 200 UI. – UL: 50 mcg/dia ou 2000 UI. (VASCONCELOS, 2011; VITOLO, 2015) A cada 1000 UI de Vitamina D suplementada diariamente, em 8 semanas, é esperado um aumento sérico de 6 a 10 ng/ml. Arq Bras Endocrinol Metab. 2014;58/5 VITAMINAS • Vitamina B1 (tiamina): – Sua deficiência é conhecida como beribéri e pode causar alterações no sistema nervoso, sistema cardíaco e circulatório. – Sua recomendação diária é de 1,4 mg. – UL: N.D.N – Fontes: carne de porco, os legumes e os cereais. – Para a gestante com hiperêmese gravídica é fundamental a utilização de, além de um antiemético, suplementação de B1 risco de encefalopatia de Wernicke. (FEGRASGO, 2018) Ataxia, oftalmoplegia, confusão e prejuízo da memória de curto prazo. VITAMINAS • Vitamina B6 (piridoxina): – É essencial na biossíntese de ácido nucleico, de proteínas e necessária para o funcionamento adequado de inúmeras enzimas. – Entre as vitaminas do complexo B, é a única que participa do metabolismo dos três macronutrientes. – É a vitamina a mais efetiva na redução da gravidade das náuseas na gestação inicial. – RDA: 1,9 mg/dia – UL: • < de 18 anos: 80 mg/dia • > de 19 anos: 100 mg/dia (FEGRASGO, 2018) Suplementação com piridoxal-5-fosfato VITAMINAS • Vitamina B12 (cobalamina): – A deficiência de vitamina B12 aumenta no decorrer da gestação. – Um declínio fisiológico na concentração da cobalamina é observado em até 20% das gestantes. – Cobalamina sérica < de 200 pg/mL: deficiência. – Níveis superiores a 300 pg/mL: são considerados normais. – Níveis de cobalamina entre 200 e 300 pg/mL são limítrofes deficiência de cobalamina. – RDA: 2,6 mcg/dia – UL: N.D.N. (VASCONCELOS, 2011; VITOLO, 2015; FEBRASGO, 2018) VITAMINAS • Vitamina B12: – Baixos níveis dessa vitamina são um fator de risco independente para DTN. • A deficiência de B12 reduz a captação de ácido fólico pelas células, aumentando o folato plasmático e diminuindo a concentração de eritrócitos. – Atenção: • Gestantes que fizeram cirurgia bariátrica redução da secreção de ácido pelo estômago e da produção do fator intrínseco. • Gestantes vegetarianas. • Doenças infamatórias intestinais. (VASCONCELOS, 2011; VITOLO, 2015; FEBRASGO, 2018) Suplementação via oral ou intramuscular: 1000 mcg de metilcobalamina VITAMINAS • Colina: – Durante a gravidez a reserva materna de colina encontra-se diminuída. – A demanda por colina é alta nesse período grandes quantidades são necessárias para divisão celular, expansão e síntese de lipoproteínas. atua no desenvolvimento cerebral do feto. – Estudos indicam que a colina melhora a resposta do feto ao estresse níveis de cortisol reduzidos. – O reforço à ingesta de alimentos ricos em colina, bem como sua suplementação, em casos de reduzida ingesta, são intervenções possíveis para promover o desenvolvimento fetal cerebral e reduzir o risco de doença mental subsequente. – Estudos: • Melhores resultados no grupo cujas mães ingeriram 2 X a quantidade diária recomendada. • Efeito melhor quanto maior o tempo de exposição durante o pré-natal benefícios cognitivos para as crianças expostas intraútero. (FEBRASGO, 2018) VITAMINAS • Colina: – Fontes: carnes bovinas, fígado, peixes, amendoim, ovos, feijão, leite, soja, lecitina de soja, levedo, germe de trigo e lentilha. – RDA: 450 mg/dia – UL: • < de 18 anos: 3,0 g/dia • > de 19 anos: 3,5 g/dia (FEBRASGO, 2018) VITAMINAS • Vitamina C: – Auxilia no aumento da absorção do ferro. – Fontes: frutas cítricas. – A dieta sozinha é bastante capaz de suprir as necessidades dessa vitamina durante a gestação. – Sua suplementação não está indicada. – RDA: • < de 18 anos: 80 mg/dia • > de 19 anos: 55 mg/dia – UL: • < de 18 anos: 1800 mg/dia • > de 19 anos: 2000 mg/dia (DRI, 2006; FEBRASGO, 2018) INGESTÃO HÍDRICA • DRI: a ingestão total de água inclui água pura, água nas bebidas e a água presente nos alimentos. (VASCONCELOS, 2011; VITOLO, 2015) AI: 3L por dia 2,3 L na forma de líquidos, incluindo água. SUPLEMENTAÇÃO SUPLEMENTAÇÃO – GESTANTES GEMELARES • 15 mg de zinco • 2 mg de cobre • 250 mg de cálcio • 2 mg de Vitamina B6 • 300 mcg de ácido fólico • 50 mg de Vitamina C • 5 mcg de Vitamina D • 30 mg de ferro a partir do 2º T. (VASCONCELOS, 2011; VITOLO, 2015) OBRIGADA!!! Nutricionista Materno Infanto-juvenil (C R N 3438) Marina.Bonelli Email: marinabonelli@yahoo.com.br