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R E C O M E N D A Ç Ã O
N U T R I C I O N A L
N A G E S T A Ç Ã O
Nut. Marina Bonelli
2009
2011
2014
NECESSIDADES NUTRICIONAIS
ENERGIA
• Para que a gestação transcorra normalmente, há um aumento metabólico.
– Promove adequado ganho de peso gestacional;
– Desenvolvimento da placenta e dos tecidos;
– Reserva energética para o período da lactação.
• Para suprir esse aumento, deve-se incrementar, em média, 200 a 300 kcal às refeições diárias 
80.000 kcal durante toda a gestação.
– 35.000 Kcal: depósito de 3,5 Kg de gordura materna.
– 45.000 Kcal: aumento do metabolismo basal da gestante.
(VASCONCELOS, 2011; VITOLO, 2015)
Características nutricionais, constitucionais e étnicas de diferentes grupos populacionais.
(VASCONCELOS, 2011; VITOLO, 2015)
ENERGIA
• 1º T: gestante deve manter sua ingestão energética semelhante ao período pré-
gestacional, considerando que não há acréscimos nessa fase.
– Enjoo e vômitos: limitam a capacidade de manter a ingestão energética mais elevada  adicional
energético é gradativo até o fim da gestação, levando-se em conta o ganho de peso e a
atividade física.
• 3º T: gestantes que precisam de repouso absoluto ou que estão internadas para
tratamento  quantidade de energia apenas para o metabolismo basal, considerando-
se seu peso real.
(VITOLO, 2015)
ENERGIA
• Recomendação da RDA:
– GET (gasto energético total): considerar o peso pré-gestacional.
– A partir do 2º T: acrescentar 300 Kcal.
GET =TMB X Fator Atividade Física + 300 Kcal (2º e 3º trimestre)
• Para gestantes com:
• Peso adequado: usar o peso desejável ou o pré-gestacional;
• Baixo peso pré-gestacional: usar o peso desejável;
• Sobrepeso ou obesa: usar o peso pré-gestacional.
(VASCONCELOS, 2011; VITOLO, 2015)
ENERGIA
• Cálculo simplificado:
– Não é necessário calcular TMB e fator atividade.
– Valor energético recomendado para gestante no período pré-gestacional é calculado a partir da
multiplicação do valor recomendado por Kg de peso ideal para mulheres adultas, que é de 36
Kcal/Kg.
– O peso ideal pré-gestacional pode ser determinado pelo método da regra de 3, utilizando a fórmula
para calcular IMC.
VET = 36 Kcal/Kg
PESO IDEAL PRÉ-GESTACIONAL
+ 300 Kcal (2º e 3º trimestre)
(VASCONCELOS, 2011; VITOLO, 2015)
ENERGIA
• Cálculo simplificado:
– Adolescentes: o valor energético por Kg vai depender da idade cronológica, da idade à menarca e 
do intervalo entre a menarca e gestação.
– Quanto mais fatores de risco > o valor energético recomendado.
(VITOLO, 2015)
VET = 40 a 50 Kcal/Kg + 300 Kcal (2º e 3º trimestre)
PESO IDEAL PRÉ-GESTACIONAL
ENERGIA
• Para achar o peso ideal gestacional deve-se:
1. Utilizar a curva de IMC adotada pelo MS e, na idade gestacional em que se encontra a
paciente, traçar uma linha vertical até o ponto médio da faixa de normalidade.
2. Verificar com uma linha horizontal qual IMC seria o ideal para essa idade gestacional.
3. A partir daí faz-se o cálculo inverso da mesma forma que se faz para achar o IMC pré-
gestacional  IMC ideal tem que ser obtido na curva de IMC para gestantes (Curva de
Atalah).
(VITOLO, 2015)
ENERGIA
• Cálculo simplificado:
– Se a gestante apresentar excesso de peso com alguma patologia associada como
hipertensão, diabetes, DCV ou fatores de risco para essas doenças  reduzir oVET.
(VITOLO, 2015)
VET = 25 a 30 Kcal/Kg + 300 Kcal (2º e 3º trimestre)
PESO IDEAL PRÉ-GESTACIONAL
ENERGIA
• Recomendação DRI:
– O cálculo do valor energético de acordo com as recomendações nutricionais do IOM (2005) segue
o mesmo conceito de acréscimo do valor energético para gestação sobre os valores
recomendados para a mulher não gestante a partir do 2ºT.
– Calcula-se o requerimento energético estimado (EER) da mulher com seu peso, altura
e sua atividade física pré-gestacional e adicionam-se os valores de energia de acordo
com a IG.
– TEE: gasto energético total  requerimento energético de mulheres que no período pré-
gestacional estavam com excesso de peso.
– Após os cálculos do EER ou TEE com dados do período pré-gestacional, basta adicionar
os valores da fórmula a seguir que se multiplica a IG por 8 e soma 180 Kcal.
(VASCONCELOS, 2011; VITOLO, 2015)
ENERGIA
• Recomendação DRI:
– O valor energético encontrado é considerado o requerimento energético diário para gestante que seria
suficiente para manter o peso que ela tem.
– Se ela não tiver o IMC dentro da normalidade, deve-se reduzir ou aumentar a ingestão
energética obtida para que ela aumente ou diminua a velocidade de ganho de peso.
(VASCONCELOS, 2011; VITOLO, 2015)
ENERGIA
ENERGIA
(VITOLO, 2015)
ENERGIA – GESTANTES GEMELARES
• Não há estudos que tenham determinado os requerimentos energéticos de
gestantes gemelares.
• Sabe-se que necessitam de mais energia do que aquelas com gestação única 
recomendação de ganho de peso maior.
150 Kcal além daquelas 300 Kcal.
(VASCONCELOS, 2011; VITOLO, 2015)
+ importante é monitorar o ganho de peso recomendado e prescrever a ingestão energética por meio desse aspecto.
PROTEÍNA
• A ingestão deve ser aumentada durante a gestação em razão do crescimento fetal, da
expansão acelerada do volume sanguíneo e do aumento dos anexos fetais.
• A dieta equilibrada com o conteúdo proteico ideal melhora o crescimento fetal e
reduz o risco de morte fetal e neonatal.
• A unidade feto-placentária consome aproximadamente 1 kg de proteína durante a gestação 
a maior parte desta exigência é confinada ao 2º e 3º T.
• Desencorajar o uso de dietas com grande aporte de proteína ou com uso de
suplementos protéicos que está associado a > ocorrência de óbito neonatal.
(DRI, 2006; ACCIOLY, 2009; VASCONCELOS, 2011; VITOLO, 2015; FEBRASGO, 2018)
PROTEÍNA
• FAO e OMS (1985): 0,75 g a 1g/Kg/dia + 6g/dia (adicional).
• ADA (1989): adolescentes
– ≤15 anos: 1,7 g/Kg/dia
– > 15 anos: 1,5 g/Kg/dia
• RDA (2006): 71 g/dia ou 1,1g/Kg/dia + 25g/dia, independente da idade.
• FEBRASGO (2018): 1,1g/Kg/dia + 15g/dia (adicional a partir do 2ºT).
• RDA (2006) e FEBRASGO (2018): 10% a 35% doVET devem ser reservados às proteínas.
(DRI, 2006; ACCIOLY, 2009; VASCONCELOS, 2011; VITOLO, 2015; FEBRASGO, 2018)
50% de proteína de alto valor biológico.
PROTEÍNA – GESTANTES GEMELARES
• Gêmeos: 1,1g/Kg/dia + 50g/dia a partir da 20ª SG.
• Gestação múltipla: 25g/dia para cada feto.
(VASCONCELOS, 2011; VITOLO, 2015)
CARBOIDRATO
• De acordo com a DRI (2006) e FEBRASGO (2018): 175 g/dia.
– Essa quantidade é suficiente para prevenir cetose e manter os níveis de glicose adequados durante
toda a gravidez.
• RDA (2006), VASCONCELOS (2011) e FEBRASGO (2018): 45% a 65% do VET devem ser
reservados aos carboidratos.
• Sacarose não deve ser inferior a 10% doVET.
• Fibras:
– DRI (2006) eVasconcelos (2011): 28 g/dia.
– Accioly (2009): 25 g/dia.
(DRI, 2006; ACCIOLY, 2009; VASCONCELOS, 2011; VITOLO, 2015; FEBRASGO, 2018)
CARBOIDRATO – GESTANTES GEMELARES
• Prescrição: deve ter o mesmo cuidado que se tem em gestações normais que é evitar
situações de cetose materna.
• É possível que as modificações que ocorram na gestação quanto ao metabolismo de
carboidratos estejam exarcebadas, indicando, portanto, depleção mais rápida do
glicogênio hepático e dos depósitos de gordura.
• Cetonúria: relacionada ao aumento do risco de prematuridade  comum na
gestação gemelar.
(VASCONCELOS, 2011; VITOLO, 2015)
20% de proteína
40% de carboidrato de baixo índice glicêmico
40% de lipídios
Prevenção das flutuações dos níveis glicêmicos.
LIPÍDIO
• FEBRASGO (2018): lipídio não deve representar mais que 30% das calorias diárias deuma gestante.
• Vasconcelos (2011): 20 a 35% doVET devem ser reservados aos lipidíos.
• Accioly (2009): 15 a 30% doVET.
• IOM (2002) e DRI (2006): 20 a 35% doVET.
– Ácido linoleico (ômega 6): 13 g/dia ou 5 a 10% doVET.
– Ácido alfa linoleico (ômega 3): 1,4 g/dia ou 0,6 a 1,2% doVET.
• A ingesta de ácidos graxos poli-insaturados de cadeia longa é benéfica para o
neurodesenvolvimento fetal e possui uma tendência na redução de nascimentos
pré-termo.
(DRI, 2006; ACCIOLY, 2009; VASCONCELOS, 2011; VITOLO, 2015; FEBRASGO, 2018)
LIPÍDIO – GESTANTES GEMELARES
• Recomendação de DHA: 200 a 600 mg/dia.
• As necessidades de ácidos graxos essenciais
aumentam nessa condição.
– Menores concentrações: prejuízo na visão e no
desenvolvimento neurológico do bebê.
(VASCONCELOS, 2011; VITOLO, 2015)
VITAMINAS E MINERAIS
(FEBRASGO, 2018)
Rev. Nutr., Campinas, 19(6):741-760, nov./dez., 2006
MINERAIS
• Cálcio:
– As modificações hormonais presentes na gestação promovem ajustes no metabolismo de
cálcio:
• aumento na taxa de utilização pelos ossos,
• diminuição do processo de reabsorção óssea,
• e aumento na absorção intestinal.
– Possibilita aumentar o aproveitamento de cálcio ingerido durante o período.
– Durante as 40 SG o feto acumula 30g de cálcio, sendo a > parte obtida no 3ºT  300
mg/dia são transportados para ele pela circulação placentária.
– Gestantes com ingestão insuficiente de cálcio, além da Vitamina D e fósforo, podem
desenvolver osteoporose futuramente e gerar RN com < densidade óssea.
(VASCONCELOS, 2011; VITOLO, 2015)
MINERAIS
• Cálcio:
– Apesar dos requerimentos de cálcio estarem aumentados durante a gestação, as
recomendações dietéticas entre mulheres adultas e/ou adolescentes e gestantes são
iguais.
• 14 aos 18 anos: 1300 mg/dia.
• 19 aos 50 anos: 1000 mg/dia.
– > aproveitamento biológico que os hormônios promovem durante a gestação no
metabolismo da gestante, ocorrendo > absorção do cálcio, > retenção e < excreção.
– O vegetais e feijões são considerados alimentos fontes de cálcio, mas a
biodisponibilidade é menor.
• É necessário que as porções consumidas diariamente sejam relevantes para contribuírem
com um percentual razoável em relação a recomendação.
(VASCONCELOS, 2011; VITOLO, 2015)
UL = 2,5 g/dia.
MINERAIS
• Ferro:
– 3º T ocorre > requerimento de ferro pela gestante em função do aumento da massa
eritrocitária para suprir as necessidades do feto.
– A gestação a termo confere quantidades suficientes de ferro para o feto, mesmo em
situações de anemia ou desnutrição da mãe  eritropoese fetal é assegurada
utilizando-se as reservas maternas, mesmo que sejam limitadas.
– Deficiência é observada em prematuros: a interrupção precoce do período gestacional nos
últimos meses impede a aquisição suficiente do nutriente para atender as reservas orgânicas.
– Anemia materna: volume de líquido amniótico reduzido, vasodilatação cerebral fetal,
riscos aumentados para parto prematuro, aborto espontâneo, baixo peso neonatal,
óbito fetal e mortalidade materna.
(VASCONCELOS, 2011; VITOLO, 2015; FEBRASGO, 2018)
MINERAIS
• Ferro:
– Quantidade de ferro recomendada: 27 mg/dia no 2º e 3ºT.
– OMS: recomenda que toda gestante receba suplemento no 3º T como medida
profilática à mobilização dos depósitos de ferro, sendo 40 mg o valor diário.
– UL: 45 mg/dia  não leva em consideração a terapêutica para tratamento de anemia
nem a utilização por período limitado (período gestacional).
– Priorizar a ingestão de ferro heme;
– Melhorar a biodisponibilidade de ferro não heme com a ingestão de alimentos fontes deVitamina C.
(VASCONCELOS, 2011; VITOLO, 2015)
Requer suplementação medicamentosa, pois a dieta habitual fornece 6 a 7 mg de ferro por 1000 Kcal.
(Cartão da gestante, Ministério da Saúde, 2012)
Para gestantes, a recomendação profilática é de 40mg/dia de ferro elementar para
mulheres não anêmicas, 60-120mg/dia para gestantes com anemia, por mínimo de 60 dias.
MINERAIS
• Zinco:
– Sua deficiência na gestação foi associada à má formação congênita, BPN e prematuridade.
– Estudos apontam que suplementação diária de gestantes com baixos níveis séricos foi
associada a > peso ao nascer dos RN.
– A ingestão de ferro pode interferir na absorção do zinco  em situações de anemia,
doses maiores que 60 mg/dia de ferro devem ser acompanhadas de suplementação de
zinco.
– RDA:
• 14 aos 18 anos: 13 mg/dia.
• 19 aos 50 anos: 11 mg/dia.
(VASCONCELOS, 2011; VITOLO, 2015; FEBRASGO, 2018)
UL
14 aos 18 anos: 34 mg/dia.
19 aos 50 anos: 40 mg/dia.
MINERAIS
• Iodo:
– Associação Americana deTireoide recomenda que:
• Mulheres recebam 150 mcg de suplementos diários de iodo durante a gestação.
• Todos os suplementos de polivitamínicos e minerais contenham pelo menos 150 mcg de
iodo.
– OMS e a UNICEF: aumentaram a recomendação para 250 mcg/dia  iodo é essencial
para a produção de hormônios tireoidianos normais  necessários para o
desenvolvimento do sistema nervoso e do cérebro durante a gestação.
– Deficiência grave de iodo materno: déficit do desenvolvimento mental das crianças
expostas, incluindo quociente de inteligência rebaixado a níveis leves a moderados, repercutindo
em desempenho escolar e acurácia de leitura comprometidos.
– RDA: 220 mcg/dia.
(FEBRASGO, 2018)
UL
14 aos 18 anos: 900 mcg/dia.
19 aos 50 anos: 1000 mcg/dia.
MINERAIS
• Magnésio:
– Ajuda a combater o cansaço e a pirose.
– Previne contrações uterinas antes da hora, pré-eclampsia e prematuridade.
– RDA:
• < de 18 anos: 400 mg/dia.
• 19 anos a 30 anos: 360 mg/dia.
• > de 31 anos: 350 mg/dia.
– UL: 350 mg/dia.
– Fontes: castanhas, amendoins, amêndoas, avelã, girassol, abóbora, linhaça, banana, abacate, ameixa,
arroz integral, aveia, gérmen de trigo, feijão, ervilha, alcachofra, espinafre, acelga e salmão.
(VASCONCELOS, 2011; VITOLO, 2015)
VITAMINAS
• Ácido fólico:
– A necessidade de folato aumenta substancialmente durante a gestação.
– É precursor de vários e importantes cofatores enzimáticos envolvidos na transferência de
unidades de carbono  síntese de nucleotídeos durante divisão celular.
– Deficiência:
• Prejudica divisão celular e síntese proteica.
• A concentração sérica e eritrocitária do mineral diminuem  anemia megaloblástica.
• Complicações obstétricas: sangramento no 3ºT, aborto, descolamento da placenta,
prematuridade, BPN e hipertensão gestacional.
(VASCONCELOS, 2011; VITOLO, 2015)
A suplementação é recomendada a fim de reduzir o risco de defeito do tudo neural (DTN).
VITAMINAS
• Ácido fólico:
– Mulheres em idade fértil: 400 mcg/dia proveniente de suplementos e/ou alimentos
fortificados, além de uma dieta com fontes naturais de ácido fólico.
– Mulheres grávidas: 600 mcg/dia  difícil somente pela alimentação habitual.
– Fontes: vegetais verde-escuros, leguminosas, frutas cítricas, fígado e leite.
– EUA (2008): 8% consome 400 mcg/dia.
(VASCONCELOS, 2011; VITOLO, 2015)
Requer suplementação medicamentosa, pois a dieta habitual fornece 125 mcg de ácido fólico por 1000 Kcal.
UL
14 aos 18 anos: 800 mcg/dia.
19 aos 50 anos: 1000 mcg/dia.
Ácido fólico X Metilfolato
VITAMINAS
• Ácido fólico:
– Situações específicas: mulheres que tiveram filhos com DTN ou que apresentam
ocorrência desse tipo de problema na família:
• APP: 4 a 5 mg/dia sob supervisão médica, pelo menos 30 dias antes do início da gestação e
nas primeiras 8 semanas gestacionais.
• Essas quantidades não podem ser usadas indiscriminadamente  mortalidade por câncer de
mama e autismo em crianças.
(VASCONCELOS, 2011; VITOLO, 2015)
DTN: RN que apresentam deficiências congênitas como mielomeningocele,hidrocefalia e anencefalia.
VITAMINAS
• Vitamina A:
– A recomendação para gestantes (770 mcg/dia) é muito próxima dos valores indicados
para mulheres adultas não grávidas (700 mcg/dia).
– Tem efeito protetor para anomalidades congênitas.
– Apesar da sua importância, essa vitamina pode ser tóxica quando ingerida em grandes
quantidades  efeito teratogênico.
• UL: 3000 mcg/dia ou 1000 UI.
– Fontes: óleo de fígado de peixe, carnes, cenoura, brócolis, espinafre, beterraba, melancia e tomate.
• Fígado e seus derivados contêm quantidades variáveis e, algumas vezes, muito elevadas de Vitamina A
(10.000– 38.000 UI por porção típica de 100 g)  deve ser evitado durante a gestação.
(VASCONCELOS, 2011; VITOLO, 2015)
1 UI = 0,3 mcg
VITAMINAS
• Vitamina A:
– Deficiência subclínica (retinol sérico < 20 mcg/dL ou 0,7 mcgmol/L): anemia e BPN.
– Exposição fetal à hipovitaminose A possa predispor a autismo infantil.
– Função antioxidante: grande importância no nascimento  RN produz grande quantidade
de radicais livres em resposta à exposição a elevadas concentrações de oxigênio.
– RN tem baixas reservas: a transferência dessa vitamina ocorre principalmente no 3ºT
 mais vulneráveis aos efeitos do estresse oxidativo.
(VASCONCELOS, 2011; VITOLO, 2015)
> Causa do dano respiratório da criança!
Suplementação da gestante com betacaroteno e zinco: RN com concentrações mais elevadas de retinol.
VITAMINAS
• Vitamina A:
– O estado nutricional de Vitamina A é um importante fator de risco para a transmissão
vertical do vírus da imunodeficiência humana (HIV) durante a gestação.
• Gestantes soropositivas para HIV: associação entre os níveis séricos de Vitamina A e a taxa de
transmissão para o concepto.
• RR 4x maior em mães com níveis séricos de Vitamina A inferiores a 0,7 mcmol/L  níveis
séricos superiores a 1,4 mcmol/L.
• Indicação de suplementação de Vitamina A em gestantes contaminadas pelo vírus HIV para
diminuir a taxa de transmissão vertical.
(VASCONCELOS, 2011; VITOLO, 2015)
VITAMINAS
• Vitamina D:
– Na pele, sua produção alcança seu ponto máximo depois de apenas 30 min de
exposição solar.
– O aumento de pigmentação pelo aumento de melanina em indivíduos de pele escura
reduz a eficiência da síntese deVitamina D mediada pela radiação ultravioleta.
– A deficiência da vitamina D pode ocorrer quando a sua demanda é excedida, como em
períodos de rápido crescimento, como os observados na fase intraútero e durante a gestação.
– Reserva de vitamina D no RN: determinada pelo estado de vitamina D da mãe.
– Deficiência ou insuficiência durante a gestação: ganho de peso insuficiente; DM tipo 1;
distúrbios na homeostase óssea na criança; redução na mineralização óssea e aumento
do risco de fraturas.
(VASCONCELOS, 2011; VITOLO, 2015; FEBRASGO, 2018)
VITAMINAS
• Vitamina D:
– Gestantes que ingeriram Vitamina D em
quantidade insuficiente apresentam baixos
níveis dessa vitamina no cordão umbilical.
– RDA: não difere daquela para mulheres não
grávidas: 5mcg/dia ou 200 UI.
– UL: 50 mcg/dia ou 2000 UI.
(VASCONCELOS, 2011; VITOLO, 2015)
A cada 1000 UI de Vitamina D 
suplementada diariamente, em 8 
semanas, é esperado um aumento 
sérico de 6 a 10 ng/ml.
Arq Bras Endocrinol Metab. 2014;58/5
VITAMINAS
• Vitamina B1 (tiamina):
– Sua deficiência é conhecida como beribéri e pode causar alterações no sistema nervoso,
sistema cardíaco e circulatório.
– Sua recomendação diária é de 1,4 mg.
– UL: N.D.N
– Fontes: carne de porco, os legumes e os cereais.
– Para a gestante com hiperêmese gravídica é fundamental a utilização de, além de um
antiemético, suplementação de B1  risco de encefalopatia de Wernicke.
(FEGRASGO, 2018)
Ataxia, oftalmoplegia, confusão e prejuízo da memória de curto prazo.
VITAMINAS
• Vitamina B6 (piridoxina):
– É essencial na biossíntese de ácido nucleico, de proteínas e necessária para o funcionamento
adequado de inúmeras enzimas.
– Entre as vitaminas do complexo B, é a única que participa do metabolismo dos três
macronutrientes.
– É a vitamina a mais efetiva na redução da gravidade das náuseas na gestação inicial.
– RDA: 1,9 mg/dia
– UL:
• < de 18 anos: 80 mg/dia
• > de 19 anos: 100 mg/dia
(FEGRASGO, 2018)
Suplementação com piridoxal-5-fosfato
VITAMINAS
• Vitamina B12 (cobalamina):
– A deficiência de vitamina B12 aumenta no decorrer da gestação.
– Um declínio fisiológico na concentração da cobalamina é observado em até 20% das
gestantes.
– Cobalamina sérica < de 200 pg/mL: deficiência.
– Níveis superiores a 300 pg/mL: são considerados normais.
– Níveis de cobalamina entre 200 e 300 pg/mL são limítrofes  deficiência de
cobalamina.
– RDA: 2,6 mcg/dia
– UL: N.D.N.
(VASCONCELOS, 2011; VITOLO, 2015; FEBRASGO, 2018)
VITAMINAS
• Vitamina B12:
– Baixos níveis dessa vitamina são um fator de risco independente para DTN.
• A deficiência de B12 reduz a captação de ácido fólico pelas células, aumentando o folato
plasmático e diminuindo a concentração de eritrócitos.
– Atenção:
• Gestantes que fizeram cirurgia bariátrica  redução da secreção de ácido pelo estômago e
da produção do fator intrínseco.
• Gestantes vegetarianas.
• Doenças infamatórias intestinais.
(VASCONCELOS, 2011; VITOLO, 2015; FEBRASGO, 2018)
Suplementação via oral ou intramuscular: 1000 mcg de metilcobalamina
VITAMINAS
• Colina:
– Durante a gravidez a reserva materna de colina encontra-se diminuída.
– A demanda por colina é alta nesse período  grandes quantidades são necessárias para
divisão celular, expansão e síntese de lipoproteínas.
atua no desenvolvimento cerebral do feto.
– Estudos indicam que a colina melhora a resposta do feto ao estresse  níveis de cortisol
reduzidos.
– O reforço à ingesta de alimentos ricos em colina, bem como sua suplementação, em casos de
reduzida ingesta, são intervenções possíveis para promover o desenvolvimento fetal cerebral
e reduzir o risco de doença mental subsequente.
– Estudos:
• Melhores resultados no grupo cujas mães ingeriram 2 X a quantidade diária recomendada.
• Efeito melhor quanto maior o tempo de exposição durante o pré-natal  benefícios cognitivos
para as crianças expostas intraútero. (FEBRASGO, 2018)
VITAMINAS
• Colina:
– Fontes: carnes bovinas, fígado, peixes, amendoim, ovos, feijão, leite, soja, lecitina de soja,
levedo, germe de trigo e lentilha.
– RDA: 450 mg/dia 
– UL: 
• < de 18 anos: 3,0 g/dia
• > de 19 anos: 3,5 g/dia
(FEBRASGO, 2018)
VITAMINAS
• Vitamina C:
– Auxilia no aumento da absorção do ferro. 
– Fontes: frutas cítricas. 
– A dieta sozinha é bastante capaz de suprir as necessidades dessa vitamina durante a gestação.
– Sua suplementação não está indicada.
– RDA:
• < de 18 anos: 80 mg/dia
• > de 19 anos: 55 mg/dia
– UL: 
• < de 18 anos: 1800 mg/dia
• > de 19 anos: 2000 mg/dia
(DRI, 2006; FEBRASGO, 2018)
INGESTÃO HÍDRICA
• DRI: a ingestão total de água inclui água pura, água nas bebidas e a água presente
nos alimentos.
(VASCONCELOS, 2011; VITOLO, 2015)
AI: 3L por dia  2,3 L na forma de líquidos, incluindo água.
SUPLEMENTAÇÃO 
SUPLEMENTAÇÃO – GESTANTES GEMELARES
• 15 mg de zinco
• 2 mg de cobre
• 250 mg de cálcio
• 2 mg de Vitamina B6
• 300 mcg de ácido fólico
• 50 mg de Vitamina C
• 5 mcg de Vitamina D
• 30 mg de ferro a partir do 2º T.
(VASCONCELOS, 2011; VITOLO, 2015)
OBRIGADA!!!
Nutricionista Materno Infanto-juvenil
(C R N 3438)
Marina.Bonelli
Email: marinabonelli@yahoo.com.br

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