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UNIVERSIDADE CIDADE DE SÃO PAULO – UNICID ADMINISTRAÇÃO PROJETO MULTIDISCIPLINAR – AMBIENTE FINANCEIRO - EMPRESA: AMBEV SÃO PAULO – SP 2018 UNIVERSIDADE CIDADE DE SÃO PAULO – UNICID ADMINISTRAÇÃO PROJETO MULTIDISCIPLINAR – AMBIENTE FINANCEIRO EMPRESA: AMBEV Trabalho de Projeto, apresentado ao curso de Administração, como parte de requisitos para a conclusão da disciplina Projeto Multidisciplinar - Ambiente Financeiro 2018, sob a orientação do coordenador do curso professor (a) SÃO PAULO – SP 2018 RESUMO Neste projeto foi analisado o ambiente financeiro e organizacional da empresa AMBEV. Foram exploradas várias atividades no setor financeiro, no intuito de identificar, analisar e descrever a teoria e a pratica de conhecimento teóricos já estudados. Estas análises tiveram a finalidade de apresentar os resultados dos índices de liquidez, endividamento, e das análises horizontal e vertical. Foi feita a descrição dos tipos de orçamentos empresariais existentes na AMBEV. Verificamos que a empresa AMBEV possui alto grau de endividamento, o que compromete a situação da empresa. Sugerimos, então, que a empresa evite contrair novas dívidas e que mantenha os aspectos positivos identificados, como por exemplo, a folga entre o prazo médio de recebimentos e de pagamentos. Palavras chaves: AMBEV. Análise econômico-financeira. Indicadores financeiros. Introdução A preocupação com a estrutura organizacional financeira dentro de qualquer empresa é de grande importância, pois uma boa administração das finanças gera consequentemente rendimento maiores. Questões orçamentária tem se tornando cada vez mais relevantes. Segundo Silva (2006), “[...] a análise financeira de uma empresa consiste num exame minucioso dos dados financeiros disponíveis sobre a empresa, bem como das condições endógenas e exógenas que afetam financeiramente a empresa”. Assim, verificamos que a análise financeira nos permite a visualização da situação geral da empresa tanto interna quanto externamente. O produto final da análise (relatório) destina-se a vários tipos usuários internos e externos, como exemplos de usuários internos temos, a administração da empresa, acionistas e proprietários, e externos, fornecedores, clientes, investidores e instituições financeiras entre outros. Neste trabalho pretendemos fazer uma análise econômico-financeira da empresa AMBEV. Mensagem do Conselho de Administração R$ 2 bi Investidos no Brasil Em 2016 Na América Central e Caribe (CAC), tivemos um crescimento orgânico de 21,3% do nosso Ebitda, atingindo a marca de aproximadamente 430 milhões de dólares americanos. Esse resultado foi impulsionado pelos nossos volumes, que cresceram 6,2% na região com a expansão do mercado de cerveja na República Dominicana e ganho de participação de mercado na Guatemala. Na América Latina Sul (LAS), a receita líquida e o Ebitda aumentaram em 15,8% e 20,6%, respectivamente, como decorrência do sólido crescimento de volume em importantes mercados da região, como Bolívia, Chile e Paraguai. E, no Canadá, No Brasil, ao longo do ano, continuamos a fazer investimentos estruturais no nosso negócio, inclusive nas nossas plataformas comerciais. Começamos a operar com as novas marcas de bebidas mistas, cidras e cervejas especiais, o que contribuiu para entregarmos um crescimento, em moeda local, de 8,3% da receita líquida e de 3,0% do Ebitda no país. Investimos em 2016 mais de R$ 4 bilhões, dentre os quais, cerca de R$ 2 bilhões no Brasil. Para 2017, reafirmamos o nosso firme compromisso de reverter o desempenho de 2016 no Brasil, o nosso principal mercado, procurando assegurar resultados de longo prazo compatíveis com o histórico da Companhia. Victorio Carlos de Marchi Copresidente do Conselho de Administração Mensagem do CE Temos o sonho de unir as pessoas por um mundo melhor. Apesar de um ano muito desafiador, nos orgulhamos das decisões importantes que foram tomadas pelo nosso time, no médio e no longo prazo. Seguimos confiantes e focados em nossas estratégias comerciais e de relacionamento com o consumidor e em nossos investimentos em inovação. Acreditamos que momentos difíceis são propícios ao surgimento de novas ideias, processos e soluções, como uma oportunidade de fortalecer nossas bases para o futuro. É a hora de nos aproximarmos ainda mais dos nossos consumidores, oferecendo novos produtos e embalagens que atendam os mais diferentes perfis e hábitos de consumo. Em 2016, apostamos na ampliação da oferta de bebidas em garrafas de vidro retornáveis. Com essa estratégia, o volume de produtos retornáveis da Ambev vendido aos supermercados chegou a 23% no ano. Uma em cada quatro garrafas de cerveja da Ambev nos supermercados já é retornável. Ampliamos nosso portfólio de produtos em 2016, fortalecemos nossas marcas e nosso posicionamento de mercado. A chegada dos sucos Do Bem expandiu nossa atuação na divisão de produtos não alcoólicos. Também consolidamos as parcerias firmadas com Wäls e Colorado. Estamos totalmente integrados e isso nos possibilitou inovar em conjunto e ampliar cada vez mais nosso portfólio. Os Jogos Olímpicos também foram um marco para a nós. Foi uma honra apoiar e contribuir para um evento que ajudou a unir o país e as pessoas e trouxe tantas alegrias e conquistas. Temos o sonho de unir pessoas por um mundo melhor. Sabemos que é um sonho grande. Trabalhamos para isso a partir dos nossos quatro pilares: Água, Resíduos e Clima, Consumo Inteligente e Desenvolvimento. Como destaque de nossas iniciativas de mundo melhor, desenvolvemos a AMA, novo produto da Ambev, lançado no início de 2017. Trata-se de uma água mineral que podemos chamar de 200%: 100% de nutrientes fica com o consumidor e 100% do lucro vai para projetos de acesso à água potável no semiárido brasileiro. A AMA se propõe a ser uma marca que conecta as pessoas a um objetivo comum, um ponto de contato nesse mundo tão polarizado e individualizado. Formamos um Comitê Externo de Especialistas em segurança hídrica para promover discussões importantes sobre o tema e nos tornamos a primeira empresa de bens de consumo a juntar-se ao CEO Water Mandate das Nações Unidas. Além dessas iniciativas, lançamos o SAVEh (Sistema de Autoavaliação de Eficiência Hídrica), no qual compartilhamos nossos conhecimentos em gestão e eficiência hídrica para incentivar a nossa cadeia de valor e pequenas e médias empresas a reduzirem seu consumo de água. Também nos tornamos signatários do Pacto Global das Nações Unidas, dos Princípios das Nações Unidas para o Empoderamento das Mulheres e do Compromisso LGBT. Acreditamos que, junto com a sociedade, somos capazes de transformar o mundo em um lugar melhor. Ao mesmo tempo, dispomos de um time de profissionais que tem contribuído com o enfrentamento de desafios e conquistado resultados positivos em um ambiente que respeita a diversidade e estimula a inovação. Celebrar sempre é a nossa causa. E celebrar não só o hoje, mas também o amanhã. Para garantir um futuro próspero, trabalhamos sempre de forma sustentável, considerando a preservação de recursos naturais e o cuidado com as pessoas e o meio ambiente. Bernardo Paiva Diretor-geral ‘’Acreditamos que, junto com a sociedade, somos capazes de transformar o mundo em um lugar melhor.’’ A AMBEV Perfil Nossa história começa há mais de cem anos, em 1853, quando surge a primeira cervejaria do Brasil, a Bohemia. Em 1885, entra em operação a Companhia Antarctica Paulista e, 1888, a Manufactura de Cerveja Brahma & Villeger & Companhia. Juntas, há 17 anos, se tornaram a Ambev. Hoje somos a maior empresa de bebidas da América Latina, fundada a partir das então Cervejaria Brahma e Cervejaria Companhia Antarctica. Operamosem 18 países e integramos o maior grupo cervejeiro do mundo, a AnheuserBusch InBev (ABI). Fabricamos, distribuímos e comercializamos um extenso portfólio de bebidas alcoólicas, não alcoólicas e não carbonatadas, entre as quais Skol e Brahma, duas das dez cervejas mais vendidas do mundo. Hoje, comercializamos mais de 100 rótulos. Em 2016, seguimos introduzindo novas marcas e bebidas ao portfólio, como os três novos rótulos Bohemia-14 Weiss, Bohemia 838 Pale Ale, Bohemia Aura Lager, a Três Fidalgas, as novidades da Colorado, a Skol Beats Secret. Entre os produtos não alcóolicos, a Do Bem passou a fazer parte da Ambev, com seus sucos e chás, inaugurando uma nova fase na nossa história. Também desenvolvemos a AMA, água mineral com 100% do lucro destinado a projetos de acesso à água potável no semiárido brasileiro. São resultados que integram uma estratégia abrangente de mercado, atendendo demandas diferentes dos consumidores. Acompanhamos 100% da produção de nossos dois principais ingredientes: a cevada e o guaraná. Para produzir nossas cervejas, compramos nossa cevada de produtores agrícolas e fazemos todo seu processamento em nossas maltarias na região Sul do Brasil, na Argentina e no Uruguai. Já nosso guaraná é cultivado em Maués (AM) e beneficiado na Fazenda Santa Helena, propriedade que mantemos há mais de 45 anos na região. Atendemos uma complexa malha de distribuição da qual fazem parte distribuidoras de bebidas, supermercados, bares e restaurantes, além de pequenos armazéns, padarias, lanchonetes, quiosques e franquias, contabilizando no Brasil quase 1 milhão de pontos de venda. Além de nossas mais de 30 cervejarias espalhadas de norte a sul do País, operamos também fábricas verticalizadas de vidros, rótulos, tampas metálicas e concentrados. Somos, ainda, uma das maiores engarrafadoras independentes da PepsiCo do mundo. Contamos com um time de 32,55 mil colaboradores no Brasil, 3,4 mil no Canadá, 6,6 mil na América Central e no Caribe, além de 9,4 mil em outras unidades da América Latina. Nosso trabalho inspira nossos relacionamentos. Nossas crenças nos levam a desenvolver a cadeia de valor, gerando conhecimento e aprendizado, aperfeiçoando processos e metodologias. Criamos e compartilhamos valor para alcançarmos nosso sonho: unir as pessoas por um mundo melhor. ‘’O nosso compromisso é continuar presente nos momentos mais especiais dos nossos consumidores, compartilhando todas as conquistas pelos próximos cem anos e mais.’’ Obs: Brahma e Skol estão entre as dez cervejas mais vendidas do mundo. Principais Produtos: No Brasil, cervejas, refrigerantes, chá gelado e água mineral. Marcas Lançaram: Skol Beats Secret, do segmento Near Beer. Três Fidalgas Voltaram a produzir a Cerveja Adriática, que saiu do mercado na década de 1940. Ampliaram o portfólio com Bohemia-14 Weiss, Bohemia 838 Pale Ale e Bohemia Aura Lager. Lançaram o primeiro negócio social, a água AMA. Obs: Para conhecer mais das nossas marcas, visite o site: www.ambev.com.br/marcas Presenças no mercado Operam em18 países nas três Américas América Latina do Norte, da qual participa Brasil, representado pela produção e comercialização de cerveja e near beer (Cerveja Brasil) e refrigerantes e bebidas não alcoólicas e não carbonatadas (RefrigeNanc Brasil); América Central e Caribe (denominada CAC), composta pelas nossas operações na República Dominicana, Cuba, Saint Vincent, Dominica, Antígua, Guatemala (que também abastece El Salvador, Honduras e Nicarágua), Barbados e, partir de 31 de dezembro de 2016, Panamá; América Latina Sul (LAS), compostas por nossas operações de cerveja, near beer, refrigerantes e bebidas não alcoólicas e não carbonatadas na Argentina, Bolívia e Uruguai, além da produção e comercialização de cerveja no Chile, Paraguai e, até 31 de dezembro de 2016, Colômbia, Peru e Equador; e Canadá, representado principalmente pela Labatt Brewing Company Limited (Labatt) com a produção e comercialização de cerveja no país, um portfólio de marcas de bebidas mistas e cidras, e exportações para o Estados Unidos da América. Quarta maior empresa do segmento do mundo (em volume) + de 100 centros de distribuição direta. 66 cervejarias e plantas mistas, refrigeranteiras: 31 no Brasil 8 na América Central e Caribe 20 fábricas na América do Sul (exceto Brasil) 10 no Canadá. A empresa obtem prêmios e recompensas, tais como: Melhores da Dinheiro (Revista IstoÉ Dinheiro) 1ª na categoria Super 20 Valor Grandes Grupos (Valor Econômico) 4ª lugar entre as dez maiores em lucro líquido, 9º entre os 200 maiores grupos e 4º entre as maiores da indústria. Valor Carreira (Valor Econômico) Entre as 5 vencedoras na categoria Grandes Empresas. Melhores Empresas para Você Trabalhar (Revista Você S/A) Classificada entre as 150 Melhores Empresas; 3ª no setor Bens de Consumo - Alimentos e Bebidas. Entre outros... Missão, Visão e Valores Missão, visão e valores da AMBEV são as seguintes: I-Missão: Criar vínculos fortes e duradouros com os consumidores e clientes, fornecendo-lhes as melhores marcas, produtos e serviços. II-Visão: Ser a melhor empresa de bebidas do mundo em um mundo melhor. III-Valores: Nossa gente, ética e responsabilidade socioambiental. Número de Funcionários Até 2016 a Ambev tinha 53.250 funcionários no total, sendo 40.416 nas operações de Brasil e CAC, 9.421 na América Latina Sul e 3.413 no Canadá. Principais Mercados e Segmentos Principais mercados e, nos ramos de atuação, principais segmentos desses mercados onde se encontram os clientes alvo. A AmBev tem como foco de atuação o Brasil, seu principal mercado, onde a direção da Empresa identifica as maiores oportunidades de criação de valor. Isso porque, além de ser a maior economia da América do Sul, o consumo per capita de cerveja no país ainda é baixo. Porém, a empresa mantém operações nos principais mercados latino-americanos. COMITÊ DE COMPLIANCE CONCORRENCIAL Comitê de Operações, Finanças e Remuneração O Comitê de Operações, Finanças e Remuneração é o principal elo entre as políticas e decisões tomadas pelo Conselho de Administração e os administradores da Ambev. As responsabilidades do Comitê de Operações, Finanças e Remuneração são: Apresentar propostas de médio e longo-prazo ao Conselho de Administração; Analisar e emitir parecer sobre as decisões do Conselho de Administração a respeito das políticas de remuneração do Conselho de Administração e da Diretoria, inclusive seus pacotes de remuneração individual, a fim de assegurar que os membros do Conselho e da Diretoria estejam sendo adequadamente motivados a atingir um desempenho excelente em contraprestação a uma remuneração adequada; Monitorar as estratégias de Relações com Investidores e o desempenho da classificação da Companhia, conforme emitido pelas agências de classificação oficiais; Monitorar a avaliação dos Diretores, da alta administração e de seus respectivos planos de sucessão; Analisar, monitorar e propor ao Conselho de Administração sugestões relativas a assuntos legais, fiscais e regulatórios pertinentes; Analisar e monitorar o plano anual de investimentos da Companhia; Analisar e monitorar as oportunidades de crescimento; Analisar e monitorar a estrutura de capital e o fluxo de caixa da Companhia; e Analisar e monitorar a gestão do risco financeiro da Companhia, bem como a política orçamentária e de tesouraria. Os atuais membros do Comitê são: Victório Carlos De Marchi (Presidente) Luis Felipe Pedreira Dutra Leite Roberto Moses Thompson Motta No decorrer do ano, o Comitê de Operações e Finanças realiza no mínimo quatro reuniões. Os membros do Comitê são eleitos pelo Conselho de Administração. Desempenho Financeiro Em 2016, seguimos posicionados como cervejaria líder da América Latina, operando na América do Sul, América Central, Caribe e Canadá. Nossa receita líquida consolidada cresceu 1,9% no ano, resultado do sólido desempenho das nossas operações internacionais e queda no Brasil.A receita líquida gerada pelas operações de Cerveja e RefrigeNanc no Brasil reduziu 5,2%, consolidando em R$ 24.954,6 milhões. O Ebitda consolidado e o lucro líquido ajustados caíram – 6,9% e 9,7%, respectivamente –, enquanto o lucro líquido aumentou 1,6%. Isso nos desaponta pessoalmente, pois somos uma Companhia de donos, e donos assumem a responsabilidade pelos resultados. Mas acreditamos que momentos como os de 2016 estimulam novas ideias, o aperfeiçoamento de processos e a busca por soluções. Por esse motivo, investimos mais de R$ 4 bilhões, dentre os quais, cerca de R$ 2 bilhões no Brasil. Para 2017, reafirmamos o nosso compromisso de reverter o desempenho de 2016 no Brasil, nosso principal mercado, procurando assegurar resultados de longo prazo compatíveis com o nosso histórico. Tributação A fabricação e comercialização de bebidas no Brasil está sujeita à incidência de tributos federais – PIS/COFINS e IPI – e estaduais – ICMS. Em função da necessidade de aumento de arrecadação por parte dos governos estaduais, o ICMS sobre cervejas e refrigerantes sofreu aumento em 2016, impactando o preço dessas bebidas. Premium e retornáveis As cervejas premium já representam mais de 10% do nosso volume de cervejas, parte de nossa estratégia de ampliação de market share. Crescemos também o volume de vendas de garrafas retornáveis para 23% nos supermercados. Dividendos Mesmo diante dos desafios, mantivemos o nível de dividendos pagos aos acionistas. DIVIDENDOS E JUROS SOBRE CAPITAL PROPRIO PAGOS PELA AMBEV (Últimos 11 anos) DATA DATA VLR POR AÇÃO (LÍQ) MONTANTE (R$ milhões) FORMA DE APROVAÇÃO PAGAMENTO ON PN BRUTO LÍQUIDO DISTRIBUIÇÃO1 2 15-mai-18 30-jul-18 0,1600000 2.515,1 2.515,1 DIVID 21-dez-17 22-fev-18 0,0700000 1.099,8 1.099,8 DIVID 01-dez-17 28-dez-17 0,2635000 4.869,8 4.234,4 JCP 16-mai-17 17-jul-17 0,1600000 2.513,1 2.513,1 DIVID 22-dez-16 23-fev-17 0,0700000 1.098,9 1.098,9 DIVID 01-dez-16 29-dez-16 0,1870000 3.454,2 3.003,3 JCP 19-out-16 25-nov-16 0,1600000 2.512,0 2.512,0 DIVID 24-jun-16 29-jul-16 0,1300000 2.040,8 2.040,8 DIVID 15-jan-16 29-fev-16 0,1105000 2.039,2 1.774,6 JCP 01-dez-15 30-dez-15 0,1275000 2.352,8 2.047,8 JCP 28-ago-15 28-set-15 0,1500000 2.352,4 2.352,4 DIVID 13-mai-15 29-jun-15 0,0850000 1.570,6 1.367,2 JCP 23-fev-15 31-mar-15 0,0765000 1.414,4 1.231,4 JCP 31-dez-14 30-jan-15 0,0816000 1.508,4 1.313,4 JCP 22-dez-14 14-jan-15 0,1105000 2.042,6 1.778,6 JCP 15-out-14 13-nov-14 0,2200000 3.454,0 3.454,0 DIVID 14-jul-14 28-ago-14 0,0600000 941,5 941,5 DIVID 14-jul-14 28-ago-14 0,0850000 1.569,2 1.371,6 JCP 25-mar-14 25-abr-14 0,1300000 2.036,6 2.036,6 DIVID 06-jan-14 23-jan-14 0,1309000 2.412,2 2.107,6 JCP 06-jan-14 23-jan-14 0,1000000 1.566,3 1.566,3 DIVID 30-ago-13 27-set-13 0,1300000 0,1300000 2.036,0 2.036,0 DIVID 25-fev-13 28-mar-13 0,0136000 0,0149600 261,1 227,5 JCP 25-fev-13 28-mar-13 0,1136000 0,1249600 1.854,0 1.854,0 DIVID 14-dez-12 21-jan-13 0,0187000 0,0205700 359,1 312,9 JCP 14-dez-12 21-jan-13 0,1620000 0,1782000 2.643,9 2.643,9 DIVID 18-set-12 15-out-12 0,0187000 0,0205700 359,0 312,7 JCP 18-set-12 15-out-12 0,0840000 0,0924000 1.370,6 1.370,6 DIVID 30-mai-12 27-jul-12 0,0428000 0,0470800 696,6 696,6 DIVID 30-mai-12 27-jul-12 0,0100000 0,0110000 162,8 162,8 DIVID 30-mai-12 27-jul-12 0,0204000 0,0224400 390,6 340,6 JCP 17-fev-12 10-abr-12 0,1200000 0,1320000 1.952,3 1.952,3 DIVID 17-fev-12 10-abr-12 0,0306000 0,0336600 585,7 511,4 JCP 19-set-11 18-nov-11 0,1244000 0,1368400 2.023,7 2.023,7 DIVID 19-set-11 18-nov-11 0,0170000 0,0187000 325,3 284,2 JCP 27-jun-11 05-ago-11 0,0280000 0,0308000 453,6 453,6 DIVID 27-jun-11 05-ago-11 0,0425000 0,0467500 810,1 707,2 JCP 28-fev-11 22-mar-11 0,1120000 0,1232000 1.813,9 1.813,9 DIVID 26-out-10 15-dez-10 0,1120000 0,1232000 1.813,9 1.813,9 DIVID 26-out-10 15-dez-10 0,0102000 0,0112200 194,3 169,7 JCP 27-set-10 14-out-10 0,0864000 0,0950400 1.399,2 1.399,2 DIVID 27-set-10 14-out-10 0,0316200 0,0347820 602,4 526,9 JCP 01-mar-10 01-abr-10 0,0153000 0,0168300 289,5 246,1 JCP 01-mar-10 01-abr-10 0,0440000 0,0484000 707,8 707,8 DIVID 09-nov-09 18-dez-09 0,0183600 0,0201960 347,5 295,3 JCP 09-nov-09 18-dez-09 0,0592000 0,0651200 952,3 952,3 DIVID 11-ago-09 02-out-09 0,0085000 0,0093500 160,9 136,7 JCP 11-ago-09 02-out-09 0,0520000 0,0572000 836,6 836,6 DIVID 29-jun-09 31-jul-09 0,0129200 0,0142120 244,3 207,7 JCP 29-jun-09 31-jul-09 0,0312000 0,0343200 501,5 501,5 DIVID 13-abr-09 29-mai-09 0,0139400 0,0153340 262,7 223,3 JCP 22-dez-08 30-jan-09 0,0132600 0,0145860 249,9 212,4 JCP 24-set-08 13-out-08 0,0125800 0,0138400 237,1 201,6 JCP 24-set-08 13-out-08 0,0376000 0,0413600 602,4 602,4 DIVID 11-jul-08 31-jul-08 0,0129200 0,0142120 243,6 207,1 JCP 11-jul-08 31-jul-08 0,0464000 0,0510400 743,7 743,7 DIVID 03-abr-08 28-abr-08 0,0136000 0,0149600 255,3 217,0 JCP 03-abr-08 28-abr-08 0,0532000 0,0585200 848,9 848,9 DIVID 29-nov-07 18-dez-07 0,0163200 0,0179520 309,7 263,3 JCP 18-set-07 10-out-07 0,0136000 0,0149600 259,4 220,5 JCP 18-set-07 10-out-07 0,0444000 0,0488400 719,8 719,8 DIVID 18-jun-07 29-jun-07 0,0110160 0,0121176 210,9 179,3 JCP 16-mar-07 30-mar-07 0,0190400 0,0209440 369,0 313,7 JCP 16-mar-07 30-mar-07 0,0074000 0,0081400 121,9 121,9 DIVID 11-dez-06 28-dez-06 0,0268600 0,0295460 527,4 448,3 JCP 11-set-06 30-out-06 0,0221000 0,0243100 438,6 372,8 JCP 23-mai-06 30-jun-06 0,0221000 0,0243100 442,1 375,8 JCP 22-fev-06 31-mar-06 0,0230000 0,0253000 390,9 390,9DIVID 1 JCP = Juros sobre capital próprio / DIVID: Dividendos 2 Dados por ação ajustados para refletir qualquer desdobramento ou grupamento no período Indicadores consolidado Ebtida ajustado (em R$ bilhões)... Receita líquida(em R$ bilhões) Lucro líquido ajustado (em R$ bilhões) Volume de vendas (milhões de hectolitros) Indicadores BRASIL Ebtida ajustado (em R$ bilhões) Receita líquida (em R$ bilhões) Volume de vendas (milhões de hectolitros) Valor econômico direto gerado e distribuído... DESTAQUES OPERACIONAIS E FINANCEIROS Receita líquida (ROL): A receita líquida aumentou 5,8% no 3T18, uma vez que a queda de 2,4% do volume foi mais do que compensada pelo crescimento de 8,3% da receita líquida por hectolitro (ROL/hl). A receita líquida subiu em todas as nossas operações - Brasil (+2,1%), América Central e Caribe (CAC) (+16,5%), América Latina Sul (LAS)1 (+13,9%) e Canadá (+0,4%). No Brasil o volume caiu 3,3% e a ROL/hl aumentou 5,6%. Na CAC o volume e a ROL/hl cresceram 10,3% e 5,7%, respectivamente. Na LAS o volume diminuiu 5,0% e a ROL/hl aumentou 19,4%. No Canadá, enquanto o volume foi levemente negativo (-0,6%), a ROL/hl subiu 1,0%. No acumulado do ano, na visão consolidada, a receita líquida apresentou um crescimento de 7,6%, com o volume decrescendo 2,1% e ROL/hl crescendo 9,8%. Custo dos produtos vendidos (CPV): No 3T18, o CPV e o CPV excluindo depreciação e amortização cresceram 2,2% e 2,1%, respectivamente. Em uma base por hectolitro, o CPV (CPV/hl) aumentou 4,7%, enquanto o CPV excluindo depreciação e amortização cresceu 4,6%, devido principalmente a pressões inflacionárias na Argentina e a preços mais elevados das commodities, parcialmente compensados por um câmbio favorável na LAS e no Brasil. No acumulado do ano, o CPV e o CPV excluindo depreciação e amortização aumentaram 2,9% e 2,6%, respectivamente. Em uma base por hectolitro, o CPV aumentou 5,1% e o CPV excluindo depreciação e amortização cresceu 4,7%. Despesas com vendas, gerais e administrativas (SG&A): No 3T18, o SG&A e o SG&A excluindo depreciação e amortização aumentaram 4,5% e 4,1%, respectivamente, abaixo de nossa inflação média ponderada (aproximadamente 7,6%). Isso se deve, em grande parte, a uma maior concentração de despesas com marketing no segundo trimestre, explicada pela Copa do Mundo FIFA Rússia 2018® . No acumulado do ano, o SG&A e o SG&A excluindo depreciação e amortização cresceram 7,0% e 6,9%, respectivamente. EBITDA, Margem Bruta e Margem EBITDA: No 3T18, o EBITDA atingiu R$ 4.450,8 milhões, com crescimento orgânico de 9,0%, margem bruta de 60,5% (+130 pontos-base) e margem EBITDA de 40,2% (+120 pontos-base). No acumulado do ano, o EBITDA foi de R$ 13.623,5 milhões (+11,7%, organicamente), com margem bruta e margem EBITDA de 61,4% (+180 pontos-base) e 39,8% (+150 pontos-base), respectivamente. Tanto no trimestre quanto no acumulado, o EBITDA reportado inclui o impacto negativo de R$ 573,8 milhões resultante da aplicação da norma de Contabilidade e Evidenciação em Economia Altamente Inflacionária, detalhada na página 21. Lucro líquido ajustado e LPA: O lucro líquido ajustado foi de R$ 2.907,4 milhões no 3T18, 10,2% menor do que no 3T17, uma vez que o crescimento orgânico do EBITDA foi negativamente impactado pelos efeitos da norma de Contabilidade e Evidenciação em Economia Altamente Inflacionária, conforme detalhado na página 21. O lucro por ação ajustado no trimestre foi de R$ 0,18 (-8,2%). No acumulado do ano, o lucro líquido ajustado aumentou 2,2%, atingindo R$ 7.866,8 milhões, com um lucro por ação ajustado de R$ 0,49 (+3,7%). Sem os impactos da aplicação da norma de Contabilidade e Evidenciação em Economia Altamente Inflacionária, o lucro por ação ajustado seria de R$ 0,20 (+0,6%) no 3T18 e de R$ 0,50 (+7,4%) no acumulado do ano. Fluxo de caixa operacional e CAPEX: O fluxo de caixa das atividades operacionais no 3T18 foi de R$ 5.257,3 milhões (+15,2%) e os investimentos em CAPEX atingiram R$ 940,4 milhões (+29,2%). No acumulado de 2018, o fluxo de caixa das atividades operacionais totalizou R$ 9.125,0 milhões (+1,7%), enquanto o CAPEX aumentou 8,8% para R$ 2.218,2 milhões. Payout e disciplina financeira: Em 2018, pagamos/anunciamos R$ 3,6 bilhões em dividendos. Em 30 de setembro de 2018, nossa posição líquida de caixa era de R$ 7.234,3 milhões. Ex: .... DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO CONSOLIDADO AMBEV Exemplo em tabelas.... RESULTADO CONSOLIDADO AMBEV A combinação dos resultados na América Latina Norte (LAN), na América Latina Sul (LAS) e no Canadá, após a eliminação de operações entre empresas do grupo, corresponde ao nosso resultado consolidado. Os números apresentados abaixo refletem o resultado na forma como foram reportados. Exemplo em gráficos... AMBEV CONSOLIDADO Entregamos durante o trimestre R$ 11.063,7 milhões de receita líquida (+5,8%) e R$ 4.450,8 milhões de EBITDA (+9,0%). Excluindo o impacto decorrente da aplicação da norma de contabilidade e evidenciação em economia altamente inflacionária na Argentina, o EBITDA seria de R$ 5.024,6 milhões. No acumulado do ano, a receita líquida totalizou R$ 34.213,5 milhões (+7,6%) e o EBITDA foi de R$ 13.623,5 milhões (+11,7%). (Tabelas... ) .... AMÉRICA LATINA NORTE (LAN) Nossa região LAN inclui as operações de Cerveja Brasil, Bebidas Não Alcoólicas Brasil (NAB Brasil) e América Central e Caribe (CAC). No 3T18, a receita líquida da LAN foi de R$ 7.732,8 (+4,4%) e o EBITDA totalizou R$ 3.225,9 milhões (+10,2%). No acumulado de 2018 a receita líquida da LAN foi de R$ 22.263,2 (+4,6%) e o EBITDA foi de R$ 9.200,1 (+10,9%). ...BRASIL No 3T18, entregamos R$ 2.641,2 milhões de EBITDA no Brasil (+11,1%), com uma margem EBITDA de 42,9% (+350 pontos-base). A receita líquida subiu 2,1%, com a queda de 3,3% do volume sendo compensada pelo crescimento de 5,6% da ROL/hl. A ROL também foi beneficiada pela exclusão do ICMS da base de cálculo das contribuições PIS/COFINS, que foi quase totalmente compensada pelo aumento da alíquota do PIS/COFINS implementado em janeiro de 2018. O CPV e o CPV/hl, excluindo depreciação e amortização, diminuíram 6,0% e 2,7%, respectivamente, enquanto o SG&A excluindo depreciação e amortização caiu 1,5%. No acumulado do ano, a receita líquida no Brasil aumentou 2,9%, com queda do volume de 4,6%. O EBITDA aumentou 10,2%, com expansão da margem EBITDA em 280 pontos-base, para 42,0%. ...CERVEJA BRASIL No 3T18, o EBITDA de Cerveja Brasil foi de R$ 2.193,0 milhões (+0,3%), com contração da margem EBITDA em 50 pontos-base para 41,7%. A receita líquida aumentou 1,3%. O volume caiu 3,1%, ligeiramente abaixo do desempenho da indústria de cerveja, que caiu aproximadamente 2,5%. A ROL/hl cresceu 4,6%, favoravelmente impactada pelo reajuste de preços implementado no trimestre. O CPV e o CPV/hl, excluindo depreciação e amortização, cresceram 1,8% e 5,0%, respectivamente, uma vez que o câmbio favorável foi impactado pela inflação e pelos preços mais altos das commodities, especialmente do alumínio. O SG&A excluindo depreciação e amortização caiu 1,0%, já que as despesas administrativas acima da inflação, devido a maiores provisões de bônus, foram mais do que compensadas por menores despesas com vendas e marketing. No acumulado de 2018, a receita líquida de Cerveja Brasil aumentou 2,9%, impactada pela queda do volume de 3,4%. O EBITDA cresceu 5,2%, com expansão da margem EBITDA em 100 pontos-base para 42,4%. ...NAB BRASIL No 3T18, o EBITDA de NAB Brasil foi de R$ 448,2 milhões (+136,0%), com expansão da margem EBITDA em 2.710 pontos-base para 49,6%. A receita líquida subiu 7,0%, uma vez que a queda de 3,9% no volume foi mais do que compensada pelo aumento de 11,3% da ROL/hl, como resultado do carrego do reajuste de preços implementado no final de 2017. O CPV e o CPV/hl,excluindo depreciação e amortização, caíram 33,3% e 30,6%, respectivamente, beneficiados pelo câmbio favorável e pelos preços mais baixos do açúcar, entre outros fatores. O SG&A excluindo depreciação e amortização caiu 4,5%, já que as despesas administrativas acima da inflação, devido a maiores provisões de bônus, foram mais do que compensadas por menores despesas com vendas e marketing. No acumulado, a receita líquida de NAB Brasil subiu 3,1% com queda do volume de 8,2%. O EBITDA aumentou 56,7%, com expansão da margem EBITDA de 1.350 pontos-base para 39,5%. ... AMÉRICA CENTRAL E CARIBE (CAC) CAC entregou um EBITDA de R$ 584,7 milhões (+5,8%) no 3T18, com margem EBITDA de 37,2% (-380 pontos-base). A receita líquida cresceu 16,5%, impulsionada pelo aumento de volume de 10,3% combinado com o aumento de 5,7% da ROL/hl. O CPV e o CPV/hl, excluindo depreciação e amortização, cresceram 26,8% e 15,0%, respectivamente, impactados negativamente pelo Panamá, onde o forte crescimento do volume desde 2017 gerou custos adicionais temporários para garantir o abastecimento do mercado. O SG&A excluindo depreciação e amortização aumentou 6,0%, já que as despesas administrativas acima da inflação, devido a maiores provisões de bônus, foram parcialmente compensadas por menores despesas com vendas e marketing. No acumulado de 2018, a receita líquida de CAC cresceu 13,9%, com aumento do volume de 8,5%. O EBITDA aumentou 14,8%, com expansão da margem EBITDA em 40 pontos-base para 38,5%. A mudança de escopo em CAC se refere à venda da Barbados Bottling Co. Limited, uma empresa que produz e distribui bebidas não alcoólicas em Barbados, em junho de 2018. ...AMÉRICA LATINA SUL (LAS) No 3T18, LAS entregou um EBITDA reportado de R$ 572,5 milhões, que representa, em moeda local, um crescimento de 14,5%, com margem EBITDA de 44,4% (+20 pontos-base). A receita líquida cresceu 13,9%, com uma queda de 5,0% do volume, principalmente explicada pela contração do consumo na Argentina. A ROL/hl subiu 19,4%, impulsionada por nossas contínuas iniciativas de gestão da receita para acompanhar a inflação da região. O CPV e o CPV/hl, excluindo depreciação e amortização, aumentaram 7,6% e 12,8%, respectivamente, impactados positivamente pelo câmbio, enquanto o SG&A excluindo depreciação e amortização aumentou 23,4%. No acumulado do ano, a receita líquida da LAS cresceu 21,3% com aumento do volume de 2,0%. O EBITDA cresceu 24,6%, com expansão da margem EBITDA em 110 pontos-base para 42,0%. A mudança de escopo na LAS se refere à transação realizada em 2 de maio de 2018, sob a qual recebemos da Anheuser-Bush Inbev SA/NV (AB InBev) o licenciamento perpétuo da marca Budweiser, entre outras marcas, na Argentina, mediante a recuperação dos direitos de distribuição da marca pela AB InBev da Compañia Cervecerías Unidas S.A. (CCU). A transação também incluiu a transferência para a CCU de algumas marcas argentinas (Norte, Iguana e Baltica). Os números reportados são apresentados aplicando-se a norma de Contabilidade e Evidenciação em Economia Altamente Inflacionária às nossas operações na Argentina, conforme detalhado na página 21, cujos impactos estão segregados na coluna “Hiperinflação Argentina” abaixo. ...CANADÁ O Canadá entregou um EBITDA de R$ 652,3 milhões (-7,0%) no 3T18, com margem EBITDA de 32,0% (-250 pontos-base). A receita líquida aumentou 0,4%, uma vez que a queda do volume (-0,6%), impactada principalmente pela desaceleração da indústria cervejeira, foi compensada pelo crescimento da ROL/hl de 1,0%. O CPV e o CPV/hl, excluindo depreciação e amortização, aumentaram 4,3% e 5,0%, respectivamente, devido ao maior preço de commodities, especialmente o alumínio. O SG&A excluindo depreciação e amortização aumentou 4,9%, como resultado de uma maior concentração de gastos com marketing neste trimestre, somada a custos de distribuição mais altos relacionados à normalização de estoques em todo o país. No acumulado de 2018, a receita líquida no Canadá caiu 0,5%, com queda do volume de 1,4%. O EBITDA diminuiu 9,6%, com contração da margem EBITDA em 310 pontos-base para 30,4%. obs: Terá tabelas OUTRAS RECEITAS/DESPESAS OPERACIONAIS Outras receitas operacionais totalizaram R$ 198,3 milhões no 3T18 (-14,4% organicamente), explicadas principalmente por: Menor Subvenção Governamental, devido a um mix geográfico negativo; Perdas na alienação de imobilizado, intangível e ativo mantido para venda, uma vez que a aplicação retroativa da norma de Contabilidade e Evidenciação em Economia Altamente Inflacionária na Argentina desde 1º de Janeiro de 2018, conforme detalhado na página 21, resultou no ajuste do valor dos ativos fixos e, consequentemente, em maiores perdas na baixa destes ativos... Obs: Terá tabela RESULTADO FINANCEIRO LÍQUIDO O resultado financeiro líquido totalizou uma despesa de R$ 611,1 milhões (-9,5%), explicada por: Receita de juros de R$ 105,0 milhões, impulsionada por nossa posição de caixa, principalmente em reais, dólares norte-americanos e dólares canadenses; Despesas de juros de R$ 292,8 milhões, que inclui despesas com juros incorridas em conexão com o Programa Brasileiro de Regularização Tributária – PERT, bem como uma provisão, sem efeito caixa, de aproximadamente R$ 60,0 milhões relacionada à opção de venda associada ao nosso investimento na República Dominicana; R$ 181,3 milhões de perdas com instrumentos derivativos, que aumentaram ano contra ano, explicadas (i) por uma difícil base de comparação no 3T17, quando contabilizamos ganhos relacionados a equity swaps, e (ii) pelo aumento do custo de carrego de hedges cambiais vinculados à nossa exposição do CPV na Argentina. Perdas com instrumentos não-derivativos de R$ 215,4 milhões, relacionadas a despesas sem efeito de caixa, devido à variação cambial em empréstimos entre empresas do grupo, em função da desvalorização do Real e do Peso Argentino; Impostos sobre operações financeiras de R$ 38,7 milhões; R$ 103,2 milhões de outras despesas financeiras, impulsionadas, em grande parte, por juros sobre contingências; e R$115,4 milhões de receitas financeiras relacionadas a receitas, sem efeito de caixa, resultantes da norma de Contabilidade e Evidenciação em Economia Altamente Inflacionária, conforme detalhado na página 21. Obs: terá tabela DETALHAMENTO DA DÍVIDA Em 30 de setembro de 2018 tínhamos uma posição líquida de caixa de R$ 7.234,3 milhões (abaixo dos R$ 7.811,6 milhões em 31 de dezembro de 2017). Nossa dívida consolidada correspondeu a R$ 4.980,8 milhões, enquanto caixa e equivalentes de caixa líquido da conta garantida totalizaram R$ 12.202,0 milhões, acima dos R$ 10.352,7 milhões em 31 de dezembro de 2017. Obs: terá tabela PROVISÃO PARA IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL A alíquota nominal ponderada no trimestre foi de 27,9%, comparada a 27,1% do 3T17. No 3T17, a alíquota efetiva de impostos foi impactada por um item não recorrente relacionado ao Programa Especial de Regularização Tributária (PERT). Excluindo-se esse item, a alíquota efetiva de impostos normalizada do 3T18 ficou em linha com o 3T17. No acumulado de 2018, a alíquota efetiva de impostos ajustada foi de 7,7%, contra 4,8% no mesmo período de 2017, explicada, principalmente, por uma variação no reconhecimento do benefício de Juros sobre Capital Próprio ao longo do ano. A tabela abaixo demonstra a reconciliação da provisão para imposto de renda e contribuição social: Obs: Terá tabela NORMA DE CONTABILIDADE E EVIDENCIAÇÃO EM ECONOMIA ALTAMENTE INFLACIONÁRIA – ARGENTINA Após a categorização da Argentina como um país com a taxa de inflação acumulada em três anos superior a 100%, o país é considerado altamente inflacionário de acordo com o IFRS. Consequentemente, a partir do 3T18, reportaremos as operações das nossas filiais argentinas aplicando a norma de Contabilidade e Evidenciação em Economia Altamente Inflacionária (IAS29). A IAS 29 exigea divulgação dos resultados de nossas operações na Argentina como se o país fosse altamente inflacionário a partir de 1º de janeiro de 2018 (início do período em que se identifique a existência de hiperinflação). Segundo a norma, os resultados acumulados do ano devem ser corrigidos pela alteração no poder geral de compra da moeda local utilizando índices oficiais de inflação e, posteriormente, convertidos para Real pela taxa de câmbio de fechamento do período (i.e., taxa de fechamento de 30 de setembro para os resultados de 9M18). Estamos apresentando os impactos da norma de Contabilidade e Evidenciação em Economia Altamente Inflacionária separadamente em cada uma das seções aplicáveis deste press release, em uma coluna denominada “Hiperinflação Argentina”. No 3T18 e no acumulado do ano, estamos reportando impactos negativos decorrentes da observância à IAS 29 de R$ 1.242,5 milhões sobre a receita líquida e de R$ 573,8 milhões sobre o EBITDA normalizado. Os ajustes realizados são uma combinação do efeito (i) da indexação dos resultados acumulados do ano para refletir as mudanças no poder de compra nesse mesmo período, com contrapartida em uma conta dedicada no resultado financeiro, e (ii) da diferença entre a conversão destes resultados para reais pela taxa de câmbio de fechamento de 30 de Setembro de 2018 e a conversão pela taxa média do período reportado, como é feito para economias não inflacionárias. Além disso, a IAS 29 exige que ativos e passivos não monetários no balanço patrimonial das operações localizadas em economias altamente inflacionárias sejam atualizados pela inflação acumulada. O efeito resultante da atualização até 31 de Dezembro de 2017 deve ser reportado no Patrimônio Líquido e a partir dessa data em uma conta dedicada no resultado financeiro, reconhecendo-se os impostos diferidos sobre tais ajustes, quando aplicável. No 3T18 e no acumulado do ano a utilização da norma de Contabilidade e Evidenciação em Economia Altamente Inflacionária de acordo com as regras do IFRS, resultou (i) em um ajuste positivo de R$ 115,4 milhões no resultado financeiro, (ii) em um impacto negativo no Lucro Líquido de R$ 273,4 milhões, (iii) em um impacto negativo no Lucro Líquido Ajustado de R$ 275,7 milhões e (iv) em um impacto negativo no LPA, assim como no LPA ajustado, de R$ 0,02. Obs: Terá tabela RECONCILIAÇÃO ENTRE EBITDA AJUSTADO E LUCRO LÍQUIDO O EBITDA ajustado e o EBIT são medidas utilizadas pela administração da Ambev para medir seu desempenho. O EBITDA ajustado é calculado excluindo-se do lucro líquido do exercício os seguintes efeitos: (i) Participação de não controladores; (ii) Despesa com imposto de renda; (iii) Participação nos resultados de coligadas; (iv) Resultado financeiro líquido; (v) Itens não recorrentes, e (vi) Despesas com depreciação e amortização. O EBITDA e o EBIT ajustados não são medidas contábeis utilizadas nas práticas contábeis adotadas no Brasil, pelo IFRS ou nos Estados Unidos da América (US GAAP), e não devem ser considerados como uma alternativa ao lucro líquido na qualidade de indicador do desempenho operacional ou como uma alternativa ao fluxo de caixa na condição de indicador de liquidez. Nossas definições de EBITDA e EBIT ajustados podem não ser comparáveis ao EBITDA e EBIT ajustados conforme definido por outras empresas. Obs: Tabela Conclusão O EBITDA ajustado e o EBIT são medidas utilizadas pela Administração da Companhia para medir seu desempenho. O EBITDA ajustado é calculado excluindo-se do lucro líquido do exercício os seguintes efeitos: (i) Participação de não controladores; (ii) Despesa com imposto de renda; (iii) Participação nos resultados de coligadas; (iv) Resultado financeiro líquido; (v) Itens não recorrentes, e (vi) Despesas com depreciações e amortizações. O EBITDA e o EBIT ajustados não são medidas contábeis utilizadas nas práticas contábeis adotadas no Brasil, em IFRS ou nos Estados Unidos da América (US GAAP), e não devem ser considerados como uma alternativa ao lucro líquido na qualidade de indicador do desempenho operacional ou como uma alternativa ao fluxo de caixa na condição de indicador de liquidez. Nossas definições de EBITDA e EBIT ajustados podem não ser comparáveis ao EBITDA e EBIT ajustados conforme definido por outras empresas.