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André Luiz Ribeiro (FF/UFG) Prova prática 1 de Patologia Geral – Farmácia (06/10/19) 1 SUMÁRIO: • Necrose caseosa • Esteatose • Degeneração hidrópica • Aterosclerose • Calcificação distrófica • Amiloidose + Antracose • Edema pulmonar • Trombose hemorroidária • NECROSE CASEOSA: Característica de focos de tuberculose, amostra de um órgão linfóide (Baço) não preservado, corado em HE, evidenciado pela presença de linfócitos na periferia. Observa-se a presença de massa amorfa eosinofílica, de aspecto de fundo de lagoa seca, com células em alterações celulares em fase de picnose, cariorrexe e cariólise. São fatores os quais evidenciam o diagnóstico patológico de necrose caseosa, com distribuição difusa e intensidade acentuada. André Luiz Ribeiro (FF/UFG) • ESTEATOSE HEPÁTICA Observa-se uma amostra de fígado, corado em HE, o qual é evidenciado pela presença de ducto biliar, artéria hepática e veia porta. Nota-se alterações celulares citoplasmáticas, com acúmulo de lipídios (triglicerídios) no citoplasma, com aspecto óptico vazio e núcleo excêntrico, como forma de microvacúolos e macrovacúolos, lesão de distribuição difusa, intensidade acentuada, de caráter eosinofílica. Processo patológico característico de Esteatose Hepática. • DEGENERAÇÃO HIDRÓPICA André Luiz Ribeiro (FF/UFG) Observa-se uma amostra de Rim parcialmente preservado, identificado pelos glomérulos, corado em HE, com presença de alterações celulares nucleares e citoplasmáticas. Células tumefeitas devido ao acúmulo de água e eletrólitos, com presença de grânulos citoplasmáticos e formação de vacúolos. Lesão celular de coloração basofílica, amorfa, distribuição difusa e intensidade acentuada, caracterizando processo patológico de Degeneração Hidrópica. • ARTEROSCLEROSE Amostra de Artéria, parcialmente preservado, corado em HE, identificado pelas túnicas (íntimas, média e adventícia). Túnica íntima em processo de espessamento, observa-se a presença de células espumosas com depósito de lipídios no interstício, com aspecto de grão de arroz, caracterizando o processo patológico de aterosclerose. Lesão intersticial, coloração eosinofílica, distribuição multifocal e intensidade acentuada. André Luiz Ribeiro (FF/UFG) • CALCIFICAÇÃO DISTRÓFICA Lâmina de Glúteo com fibras musculares parcialmente preservadas, corado em HE, com presença de lesão intersticial de coloração basofílica, distribuição multifocal e intensidade acentuada. Observa-se pontos de fibrose (eosinofílica) próximos ao processo inflamatório, presença de cristais de hidroxiapatita, de aspecto quebradiço, caracterizando processo patológico de calcificação distrófica. • AMILOIDOSE + ANTRACOSE Lâmina de Pulmão, parcialmente preservado, identificado pela presença dos alvéolos pulmonares, corado em HE. Lesão intersticial, coloração eosinofílica, morfologia amorfa, distribuição multifocal e intensidade acentuada. Observa-se a presença de substância amiloide e de depósitos de material proteico fibrilar, com processo de infiltrado inflamatório associado a hiperemia ativa e presença de pontos de antracose (pigmento exógeno de cor enegrecida, oriundos do carvão). Caracterizando o processo patológico de Amiloidose. André Luiz Ribeiro (FF/UFG) • EDEMA PULMONAR Lâmina de pulmão, identificado pela presença de alvéolos, corado em HE. Lesão intersticial, coloração eosinofílica com aspecto amorfo opticamente vazio, distribuição difusa, com intensidade acentuada. Observa-se uma massa fracamente eosinofílica do tipo transudato e espessamento dos septos alveolares, além da presença de pigmentos exógenos enegrecidos de antracose e depósito de pigmento derivado da hemoglobina (hemossiderina). Caracterizando o processo patológico de Edema. • TROMBOSE HEMORROIDÁRIA Lâmina do plexo hemorroidário, corado em HE, identificado pela presença de mucosa. Lesão intravascular, coloração mais eosinofílica, com aspecto amorfo, distribuição multifocal e intensidade acentuada. Observa-se a presença de trombos brancos – já organizados (vasta rede de fibrinas e poucas hemácias) e trombos vermelhos – trombos recentes (vasta quantidade de hemácias e aspecto recorrente) e trombos mistos – trombos em organização (fibrinas com aspecto mais claro), além de congestão (hiperemia passiva) em alguns vasos. Caracterizando o processo patológico de trombose. André Luiz Ribeiro (FF/UFG) OBSERVAÇÕES GERAIS PELO AUTOR: - As lâminas utilizadas foram oriundos de Baço, Fígado, Pulmão, Glúteo (músculo estriado esquelético) e Plexo hemorroidário. - Reconhecer conceitos de eosinofilia e basofilia são essenciais para não se perder durante a prova. - Associar a prática com a teórica ajuda na memorização. - Lembrar-se de conceitos como “aspecto fundo de lagoa seca” e “aspecto quebradiço” é essencial para conseguir distinguir lâminas que, por vezes, são facilmente confundíveis. - Passar o material para frente para ajudar outros coleguinhas. Seja um bom veterano! REFERÊNCIAS - Livros textos presentes na ementa da disciplina - atlas patológico da UFG: https://patologia.iptsp.ufg.br/p/697-atlas - atlas patológico da UEL: http://www.uel.br/ccb/patologia/atlas/Atlas-de-Patologia.pdf