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Evolução cientifica Você viu na aula Senso comum: uma experiência puramente humana. Astronomia, física, história, biologia – o caminho percorrido pelas ciências e a unidade científica. Observação, contemplação, admiração e curiosidade: a desconfiança como principal método de investigação. A ciência antiga e a visão de Aristóteles sobre a hierarquia do Cosmos - contribuição para o avanço do pensamento científico. Questão 1 O senso comum se caracteriza por ser: um conhecimento valorativo, em que cada coisa ou fato nos afeta de maneira diferente. um conhecimento generalizador, pois reúne um certo número de fenômenos sob as mesmas leis. um conhecimento subjetivo que expressa um saber da nossa sociedade ou do nosso grupo social. Dos itens acima, pode-se concluir que Origem: UFMA a) somente I e III estão corretos. b) somente II e III estão incorretos. c) somente I está incorreto. d) todos estão incorretos. e) todos estão corretos. RESOLUÇÃO O senso comum é valorativo, subjetivo, qualitativo, heterogêneo, individualizador, pois não busca abrigar um certo número de fenômenos sob as mesmas leis, como faz a ciência, que tem tendência mais racionais. Questão 2 A física de Aristóteles […] é uma "física", isto é, uma ciência altamente elaborada, embora não o seja matematicamente. […] A distinção entre movimentos "naturais" e movimentos "violentos" se situa numa concepção de conjunto da realidade física, concepção cujos traços principais parecem ser: (a) a crença na existência de "naturezas" qualitativamente definidas; e (b) a crença na existência de um Cosmo […] Assim, mover-se é mudar, mudar em si mesmo e em relação aos outros. Por outro lado, isso implica um termo de referência em relação ao qual a coisa movida muda seu ser ou sua relação; o que implica – se examinarmos o movimento local – a existência de um ponto fixo em relação ao qual a coisa movida se move, um ponto fixo imutável que, evidentemente, só pode ser o centro do Universo. (Koyré) Dentre as proposições dadas abaixo, todas elas, exceto uma, indicam características da Revolução Científica do século XVII, que ocasionou a derrocada da física e da cosmologia aristotélicas. Assinale essa alternativa. Origem: Unioeste-PR a) O rompimento com a física qualitativa e a homogeneização do espaço, com a consequente substituição da noção de lugares naturais das coisas pela de espaço homogêneo da geometria, considerado como real. b) A consideração da lei da inércia como princípio fundamental da natureza, ela que afirma que um corpo abandonado a si mesmo permanece em seu estado de repouso ou de movimento tanto tempo quanto esse estado não for submetido à ação de uma força exterior qualquer. c) O combate ao princípio de inalterabilidade do céu e a todo o arcabouço teórico que sustentava a dicotomia entre céu e Terra. d) A destruição do Cosmo, isto é, a substituição da visão de mundo finito e hierarquicamente ordenado por uma concepção de Universo homogêneo, ligado por elementos de mesma natureza e regido por leis necessárias e universais. e) A compreensão do movimento como um tipo de mudança que depende da constituição interna do corpo, de modo que o movimento é contrário à natureza do corpo que se move. RESOLUÇÃO Somente a alternativa E é incorreta a respeito da Revolução Científica do século XVII. A lei da inércia substitui a lei dos movimentos aristotélica, contrariando a ideia de que existem movimentos naturais, movimentos violentos e que há uma relação do movimento com a constituição interna de cada corpo. Questão 1 Em 2012, o Vaticano permitiu o acesso do público a vários documentos, entre eles o “Sumário do julgamento de Giordano Bruno” e os “Atos do processo de Galileu”. As teorias desses estudiosos, juntamente com o Homem Vitruviano, são exemplos de uma profunda transformação no modo de conceber e explicar o conhecimento da natureza. Com base nos conhecimentos sobre a investigação da natureza no início da ciência moderna, particularmente em Galileu, assinale a alternativa correta. Origem: UEL-PR a) A nova atitude de investigação rendeu-se ao poder de convencimento argumentativo da Igreja, a ponto de o próprio Galileu, ao abjurar suas teses, ter se convencido dos equívocos da sua teoria. b) A observação dos fenômenos, a experimentação e a noção de regularidade matemática da natureza abalaram as concepções que fundamentavam a visão medieval de mundo. c) O abandono da especulação levou Galileu a adotar pressupostos da filosofia de Aristóteles, pois esse pensador possuía uma concepção de experimentação similar à sua. d) O método de investigação da natureza restringia-se àquilo que podia ser apreendido imediatamente pelos sentidos, uma vez que o que está além dos sentidos é mera especulação. e) Uma das razões mais fortes para a condenação de Galileu foi ele confirmar as teorias geocêntricas, contrariando os dogmas da igreja. RESOLUÇÃO Galileu foi capaz de enfrentar a autoridade religiosa de seu tempo. Ele foi um dos responsáveis pelo nascimento de uma ciência nova, baseada puramente na matemática, distante da religião e de qualquer autoridade que não seja a experiência, o que se constituiu uma nova atitude, um novo pensamento, contrário ao estilo dogmático da escolástica. Questão 2 [...] Depois de longas investigações, convenci-me por fim de que o Sol é uma estrela fixa rodeada de planetas que giram em volta dela e de que ela é o centro e a chama. Que, além dos planetas principais, há outros de segunda ordem que circulam primeiro como satélites em redor dos planetas principais e com estes em redor do Sol. [...] Não duvido de que os matemáticos sejam da minha opinião, se quiserem dar-se ao trabalho de tomar conhecimento, não superficialmente mas duma maneira aprofundada, das demonstrações que darei nesta obra. Se alguns homens ligeiros e ignorantes quiserem cometer contra mim o abuso de invocar alguns passos da Escritura (sagrada), a que torçam o sentido, desprezarei os seus ataques: as verdades matemáticas não devem ser julgadas senão por matemáticos. COPÉRNICO, N. De Revolutionibus orbium caelestium. Aqueles que se entregam à prática sem ciência são como o navegador que embarca em um navio sem leme nem bússola. Sempre a prática deve fundamentar-se em boa teoria. Antes de fazer de um caso uma regra geral, experimente-o duas ou três vezes e verifique se as experiências produzem os mesmos efeitos. Nenhuma investigação humana pode se considerar verdadeira ciência se não passa por demonstrações matemáticas. VINCI, Leonardo da. Carnets. O aspecto a ser ressaltado em ambos os textos para exemplificar o racionalismo moderno é Origem: Enem a) a fé como guia das descobertas. b) o senso crítico para se chegar a Deus. c) a limitação da ciência pelos princípios bíblicos. d) a importância da experiência e da observação. e) o princípio da autoridade e da tradição. RESOLUÇÃO A experiência ou experimentação é o estudo dos fenômenos em condições que foram determinadas pelo observador, e sua importância está no oferecimento de condições privilegiadas para a observação, podendo-se assim repetir, e várias vezes, as experiências, tornar mais rápido ou mais lento os fenômenos e até simplificá-los. Em geral, a experimentação confirma a hipótese, porém, quando isso não ocorre, é necessário repeti-la ou modificá-la. A observação científica é rigorosa, precisa, metódica e, portanto, orientada para a explicação dos fatos, e para isso se utilizam de microscópio, telescópio, sismógrafo, balança, termômetro, instrumentos que proporcionam maior rigor à observação, bem como a tornam mais objetiva porque quantificam o que está sendo observado. Você viu na aula A trajetória da ciência antiga até a concepção da ciência moderna. Nicolau Copérnico e o heliocentrismo. “Parando o Sol e movendo a Terra”. Uma mudança na concepção de “centro do Universo”. A importância do telescópio de Galileu.O movimento dos corpos e a geometrização do Universo. René Descartes e a descoberta do método. A dúvida metódica como elemento de investigação filosófica e científica. O pensamento de David Hume e a experiência que comprova. O empirismo como método – o princípio da casualidade. O falseacionismo de Karl Popper e a possibilidade de submeter a ciência a uma comprovação.