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Prof MsC. André Luiz Hoffmann 
 
FISIOTERAPIA E REABILITAÇÃO CARDÍACA NOS 
VALVOPATAS 
É necessário ao fisioterapeuta: 
• Compreender a fisiopatologia das valvopatias; 
• As diferentes formas de apresentação da patologia; 
• O grau de disfunção miocárdica a que levam, resultando em repercussões clínicas distintas e, 
portanto, em diferentes limitações ao paciente; 
Diagnóstico: 
• Anamnese e exame clínico minucioso; 
• Exames complementares: ECG, vetocardiograma, eco- Doppler-cardiograma, exames 
radiológicos, teste de esforço, ergoespirometria e estudo hemodinâmico. 
Atuação do fisioterapeuta depende: 
• Do estágio da evolução clínica do paciente: grau de disfunção miocárdica, além da presença 
ou não de pneumopatia associada. 
Os principais cuidados necessários com pacientes submetidos às cirugias de valvas: 
• Cuidados com o tubo endotraqueal e com a ventilação mecânica; 
• Com os drenos pleural e mediastinal; 
• Com a ocorrência de arritmias; 
• Com marca-passo; 
• Com drogas vasoativas; 
• Com sangramento aumentado. 
Em quadros agudos ou crônicos descompensados no lado esquerdo do coração, onde o 
paciente evolui com os sinais e sintomas clássicos de ICC, em razão das altas pressões 
pulmonares, o fisioterapeuta pode aliviar o desconforto respiratório do paciente: 
• Proporcionando-lhe decúbito mais elevado; 
• Ofertando-lhe oxigênio; 
• Instituindo e mantendo ventilação não invasiva (VNI); 
• Adequando ou otimizando a ventilação mecânica do paciente intubado; 
Em quadros agudos ou crônicos descompensados no lado direito do coração, onde o paciente 
evolui com estase julgular, hepatomegalia, ascite, derrame pleural e edema periférico, o 
fisioterapeuta encontra dificuldade em expandir os pulmões com restrição mecânica em 
consequência de elevação da pressão intra-abdominal, em decorrência do abdome globoso, 
muitas vezes distendido e com derrame pleural associado. Em casos mais graves, a 
insuficiência cardíaca direita pode acarretar insuficiência cardíaca esquerda, com redução do 
débito cardíaco. 
Em paciente valvopatas com pneumopatia associada, por exemplo: DPOC, o fisioterapeuta 
pode: 
• Realizar manobras de higiene brônquica, tais como: tapotagem, vibrocompressão, drenagem 
postural, entre outras, dependendo da estabilidade hemodinâmica do paciente. 
O paciente valvopata, fora do período de internação hospitalar, pode ser incluso em um 
programa de reabilitação cardíaca compostos por equipe multidisciplinar, com médicos, 
fisioterapeutas, educadores físicos, nutricionistas, psicólogos, entre outros. 
A indicação de treinamento físico como parte do tratamento de uma valvopatia, é considerada 
um grande avanço, porém ainda hoje há controvérsias, pois não existe padronização quanto à 
intensidade e à periodicidade. 
PRECAUÇÕES: 
• De maneira geral, o valvopata deve ser desencorajado a praticar atividade física competitiva 
para não acelerar a evolução natural da doença. 
• Mesmo o paciente assintomático, deve ser orientado precocemente a evitar esportes 
competitivos ou atividades profissionais que exijam esforço físico exagerado. 
 
https://www.trabalhosgratuitos.com/Outras/Diversos/FISIOTERAPIA-E-
REABILITA%C3%87%C3%83O-CARD%C3%8DACA-NOS-VALVOPATAS-63796.html

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