Prévia do material em texto
UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP UNIP INTERATIVA
RA:
SOUZA CRUZ
SÃO PAULO – SP
2018
RA:
SOUZA CRUZ
Projeto Integrado Multidisciplinar para obtenção do título de Gestor na área de Logística apresentado à Universidade Paulista (Unip)
Orientador: Profº Altair da Silva
SÃO PAULO – SP
2018
RESUMO
Economia e Mercado fala sobre a visão geral de como as crises econômicas podem atrapalhar ou ajudar na administração dos negócios, o reflexo de como as empresas se comportam frente a essas crises, e também como as variáveis macroeconômicas são usadas como ferramentas administrativas. No mercado financeiro tudo gira em torno da oferta e demanda tanto das empresas como dos consumidores. O mercado é formado não apenas de um panorama econômico mais também com os demais fatores com que a interagem.
É o caso da SOUZA CRUZ que precisa lutar constantemente com ilegalidade surgida devido às altas cargas tributárias, que forçam os consumidores a optar pelos produtos contrabandeados, causando grande impacto nas finanças da companhia. Trata também do entendimento da Logística tanto da integração em administração de materiais, como a distribuição física. O sucesso do negócio depende do perfeito funcionamento de pedidos e entregas, da eficiência da cadeia de distribuição e do correto gerenciamento de estoques. No modelo emergente a uma preocupação de como a matemática pode ser aplicada no cotidiano das organizações.
Mostra como os recursos materiais formam seus produtos derivados do fumo, isso mostra a interação entre a Companhia e o público, pois é vista de forma negativa, apesar de ter algumas pessoas que ainda consomem seus produtos. A economia de mercado é um cenário importante que está centrado nas organizações e de como elas podem interferir no desenvolvimento e crescimento da sociedade em geral. Metodologicamente foi adotada a técnica de coleta de dados.
Também foram utilizadas pesquisas empíricas de levantamento do patrimônio e de alguns dados administrativos e tecnológicos da SOUSA CRUZ. Considerando que a Economia e Mercado, a Matemática Aplicada e os Recursos Materiais e Patrimoniais são de extrema necessidade para o desenvolvimento e o
crescimento das organizações em suas atividades, e estas contribuindo para o fortalecimento da SOUSA CRUZ como um todo.
Portanto as empresas que desempenham sua função administrativa de uma forma geral e de forma correta e, além disso, procuram agir de forma transparente com todos os colaboradores, consumidores, com a sociedade e com o meio ambiente têm maior propensão a crescerem, sendo admiradas pelo mercado em geral. Como é o exemplo da SOUSA CRUZ.
Palavras-chaves: Economia, Mercado, Matemática Aplicada, Recursos Materiais e Patrimoniais.
SUMÁRIO
1. Introdução ................................................................................................ 7
2.1. Panorama Econômico/Financeiro do Brasil ........................................... 8
2.2. Como o Panorama Econômico do Brasil Influenciou no Segmento de Mercado da Indústria do Tabaco .................................................................. 9
2.3. Como o Panorama Econômico do Brasil Influenciou na Souza Cruz .... 10
2.4. O Impacto do Problema Econômico na Organização ............................ 10
2.5. A Dinâmica dos Mercados e seus Impactos nas Organizações ............ 11
2.6 Variáveis Macroeconômicas (juros, câmbio, salários, lucros, impostos, oferta de moeda e seus impactos no nível de preços e produção, preço e tributação) .................................................................................................... 11
3. MATEMÁTICA APLICADA ...................................................................... 13
3.1. Conjuntos ...................................................................................... 14
3.2. Relações ....................................................................................... 14
3.3. Funções ........................................................................................ 15
3.3.1. Tipos de funções ............................................................. 16
3.3.2. Paridade das funções ..................................................... 16
3.4. Juros simples e Juros Compostos ................................................ 16
4. RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS ........................................... 18
4.1. Recursos Materiais ....................................................................... 18
4.2. Recursos Patrimoniais .................................................................. 19
4.3. Recursos Humanos ...................................................................... 19
4.4. Recursos Financeiros ................................................................... 19
4.5. Recursos Tecnológicos ................................................................. 19
4.6. Planejamento e Controle de Estoques (funções, custos, políticas de estoque estocagem) ..................................................................................... 20
4.7. Processo de Compras ...................................................................... 20
4.8. Produção .......................................................................................... 21
4.9. Transporte ........................................................................................ 21
4.10. Distribuição .................................................................................... 22
4.11. Visão Logística Empregada na Organização e as Possíveis Melhorias a serem Implantadas ................................................................... 23
4.12. Atendimento ao Cliente .................................................................. 23
5. CONCLUSÃO ........................................................................................... 24
REFERÊNCIAS ............................................................................................ 257
1. INTRODUÇÃO
Para desenvolver esta pesquisa, foi realizado inicialmente um levantamento bibliográfico sobre a Economia e o Mercado, a Matemática Aplicada e os Recursos Materiais e Patrimoniais e como eles podem ser aplicados na administração dos negócios. A escolha da Souza Cruz para este trabalho se deu pelo fato de ser uma empresa que atua na produção e distribuição de cigarros e, por isso, pode ser vista de forma negativa pela sociedade, causando alguns impactos financeiros. E como a empresa é líder de mercado no país e tem uma forte atuação no exterior, deve se preocupar como a economia pode refletir nos negócios. Por isso, a escolha da empresa teve o objetivo de verificar como é trabalhado o equilíbrio entre sua atividade comercial e a imagem que projeta. Além das referências bibliográficas pesquisadas, foi desenvolvida uma análise das informações disponíveis no site da empresa, como forma de estimular a compreensão do processo de administração da Souza Cruz, através dos recursos materiais e patrimoniais, sua forma de administrar, variáveis macroeconômicas e como é usada a matemática. A partir da coleta de dados pelo site, foi possível ter maior contato com o problema de pesquisa e torná-lo mais explícito para discussões futuras. 8
2.1 Panorama Econômico/Financeiro do Brasil
O Panorama econômico e financeiro do Brasil é considerado muito otimista. Hoje ocorrem grandes desigualdades socioeconômicas por causa da má distribuição de renda existente em nosso país.
A distribuição de renda é vista de várias formas, como: A Distribuição Setorial de Renda: que representa a participação de cada setor da economia. Setor Primário: composto pela exploração de recursos da natureza, suas atividades econômicas são agricultura, mineração, pesca, pecuária, extrativismo vegetal e caça. Fornece a matéria prima para a indústria de transformação e depende dos fenômenos da natureza como o clima. A produçãoe exportação de matérias primas não geram muita riqueza para os países com economias baseadas no setor econômico, pois os produtos não possuem valor agregado como os produtos industrializados. E o setor primário (agricultura) gera 10% da renda nacional.
Setor Secundário: transforma as matérias primas produzidas pelo setor primário em produtos industrializados. Com conhecimentos tecnológicos agregados, o lucro obtido na comercialização é significativo. Neste setor, país com um bom grau de desenvolvimento possui uma significativa base econômica concentrada. A exportação dos produtos também gera riqueza. O setor secundário (indústria) gera aproximadamente de 35 a 40% da renda nacional.
Setor Terciário: relacionados aos serviços, estes serviços são produtos não materiais onde as pessoas e empresas prestam a terceiros. Suas atividades econômicas são o comércio, educação, saúde, telecomunicações, seguros, transportes, etc. Este setor é marcante em países em alto grau de desenvolvimento econômico. Com a globalização este setor da economia foi o que mais se desenvolveu no mundo. Gerando mais de 50% da renda nacional.
Divisão Regional: A região Sudeste responde por aproximadamente 42% da população brasileira e 60% da renda. A região Nordeste por aproximadamente 30% da população e menos de 15% da renda. Já as regiões Norte e Centro Oeste respondem por aproximadamente 10% da renda nacional.
Divisão Pessoal: em 1996, 20% dos mais ricos tinham quase 2/3 da renda do país e os 20% dos mais pobres tinham 2,5%,isto significa alta concentração de renda da economia brasileira. O Brasil disputa a liderança da pior distribuição de renda no mundo. Os países de baixo desenvolvimento econômico tem distribuição pessoal de renda muito melhor que a brasileira. 300 anos de escravidão, as terras estavam distribuídas em grandes latifúndios e isto não mudou até hoje. A estrutura agrária brasileira é fortemente concentrada. O processo de industrialização por substituição de importação tem cunho concentrado. Adotando mais tecnologia do que mão de obra. A economia brasileira viveu vários ciclos ao longo da História do 9
Brasil. Em cada ciclo um setor foi privilegiado em detrimento de outros e provocaram sucessivas mudanças sociais, populacionais, políticas e culturais dentro da sociedade brasileira. Como está relacionado abaixo:
1 Ciclo – extração do pau –Brasil; 2 Ciclo – plantio de cana de açúcar, adotando o latifúndio como estrutura fundiária e a monocultura como método agrícola; 3 Ciclo – metais preciosos; 4 Ciclo – café.
O chamado desenvolvimento foi a corrente econômica que prevaleceu nos anos 1950, do segundo governo de Getúlio Vargas até o Regime Militar. Através desta política o Brasil desenvolveu parte de sua infraestrutura e obteve altas taxas de crescimento econômico, mais o governo desequilibrou suas contas, multiplicando a dívida externa e desencadeando uma onda inflacionária. Um novo produto impulsionou a economia de exportação, a soja na forma de grãos tendo como principais mercados a África e os EUA. A monocultura extensiva e mecanizada foi usada para o plantio da soja, provocando desemprego no campo e altos lucros para o setor agronegócio. Neste mesmo período houve crise na agricultura familiar e desalojamento de lavradores e o surgimento dos movimentos do sem terra.
Entre 1969 e 1973 o Brasil viveu o Milagre Econômico que foi o crescimento acelerado da indústria, gerando empregos não qualificados e ampliou a concentração de renda. A industrialização continuou concentrada no eixo Rio-São Paulo atraindo pessoas das regiões mais pobres. Na década de 80, o governo brasileiro desenvolveu vários planos econômicos que visava o controle da inflação, resultando na suspensão do pagamento das dívidas com os credores internacionais que resultou em graves problemas econômicos que perdurariam por anos. Até o início dos anos 1990, o Brasil viveu uma instabilidade monetária e recessão com altos índices de inflação e o arrocho salarial, crescimento da dívida externa e crescimento pífio. Com a criação do Plano Real a economia começou a se recuperar.
2.2 Como o Panorama Econômico do Brasil Influenciou no Segmento de Mercado da Indústria do Tabaco.
O tabagismo gera uma perda mundial de 200 bilhões de dólares por ano, com metade dela ocorrendo nos países em desenvolvimento. Calculado pelo Banco Mundial é o resultado da soma de vários fatores, como o tratamento das doenças relacionadas ao tabaco, mortes de cidadãos em idade produtiva, maior índice de aposentadorias precoces, aumento no índice de faltas ao trabalho e menor rendimento produtivo. A estratégia da indústria do fumo é a mesma no mundo inteiro e vai contra a saúde pública e ao bem estar de populações do mundo. Hoje a responsabilidade corporativa esta sendo colocada em dúvida por causa do conflito das empresas de tabaco com os sistemas de saúde públicos. É inaceitável que a 10
indústria do cigarro seja um fator diferencial na economia, se na realidade ela causa a morte de 4,9 milhões anualmente. O pior é que 70% dessas mortes estão concentradas nos países em desenvolvimento, a maioria carente de financiamento público para programas sociais. O Banco Mundial estimou que as políticas de prevenção são as que têm maior custo, que é um importante componente da economia no que se refere à manutenção da saúde da população. E para as intervenções em saúde pública em que o controle do tabagismo esteja incluído, os governos gastariam em média 4 dólares per capita nos países de baixa renda e 7 dólares per capita nos países de renda média. Em relação aos custos do tratamento das doenças relacionadas ao fumo, é dividido em duas categorias: tangíveis e intangíveis.
Custos tangíveis: assistência à saúde, redução da produtividade devido a mortes e doenças, aposentadorias precoces e pensões, incêndios e outros acidentes, poluição e degradação ambiental, pesquisa e educação. Custos intangíveis: a morte e o sofrimento de fumantes, não fumantes e seus familiares.
2.3 Como o Panorama Econômico do Brasil Influenciou na Souza Cruz
O comércio ilícito de produtos falsificados, contrabandeados e fabricados no território nacional sem o pagamento dos impostos devidos representam uma ameaça para a indústria do fumo. Os produtos de tabaco estão sujeitos a elevada carga tributária, sendo por suas características foco constante que objetivam incrementar as receitas governamentais. O aumento da carga tributária e o cenário econômico mais restritivo estimulam mais consumidores a optarem por produtos ilegais, que tem preços baixos por causa do não pagamento de impostos e geram lucros significativos a contraventores e impacta no negócio da Companhia.
2.4 O Impacto do Problema Econômico na Organização
O tabaco é a mais importante cultura agrícola não - alimentícia do planeta e contribui para as economias de mais de 150 países. As taxas da indústria do Tabaco é a maior fonte de renda para quase todos os países. Poucas indústrias são tão abrangentes como a do tabaco. A maioria dos países possui fábricas de produtos de tabaco e a indústria representa parte do contexto econômico e social. Em países que não tem a industrialização do tabaco, a distribuição dos seus produtos é uma fonte de atividade econômica.
Embora 0,3% da área das plantações de tabaco do mundo sejam menos da metade do que a terra ocupada pelo café ele é importante na agroindústria de muitos países e cria empregos por hectare cultivado do que outra cultura. Um dos atrativos para os fumicultores é a estabilidade de preços, maior rentabilidade por área cultivada, e alto valor agregado às pequenas propriedades. As técnicas de cultivo do tabaco ajudam os agricultores a aproveitar sua propriedade e a cultivar 11
outras culturas alimentícias. A Souza Cruz atua para melhorar a sustentabilidade das propriedades de seus fumicultores, com Programa Propriedade Sustentável e o Programa Plante Milho e Feijão após a colheita do fumo. O impacto da produção de Fumo da Souza Cruz levou o país à posição atual de terceiromaior produtor de fumo do mundo e primeiro nas exportações mundiais. Em 2011, 96,6 mil toneladas de fumo foram vendidas para outros países pela Souza Cruz. O cenário de instabilidade econômica mundial ao longo de 2011, refletida também no mercado de ações brasileiro, a cotação das ações da Companhia apresentou um crescimento de aproximadamente 27% em relação a 2010, sendo uma das 10 mais valorizadas em 2011.
2.5 A Dinâmica dos Mercados e seus Impactos nas Organizações
2.6 Variáveis Macroeconômicas (juros, câmbio, salários, lucros, impostos, oferta de moeda e seus impactos no nível de preços e produção, preço e tributação).
Juros: O objetivo é minimizar as perdas por conta das taxas de juros que aumentem as despesas financeiras relativas a empréstimos captados no mercado. Para gerenciar os juros, a Companhia adota a estratégia de diversificação de instrumentos financeiros lastreados em taxas fixas e variáveis. A Companhia e suas controladas monitoram as taxas de juros de mercado para avaliar a necessidade de contratar operações para se protegerem contra o risco de volatilidade dessas taxas e adotam política de captação e aplicação de seus recursos financeiros com prazo máximo de 90 dias, superior a 90dias são realizadas com taxas pós-fixadas e com liquidez no momento de sua contratação. A variação de 1 ponto percentual nas taxas de juros resultaria em um aumento ou redução de R$ 15,5 milhões do resultado financeiro.
Câmbio: Parte das operações da Companhia é realizada no mercado internacional, sobretudo as exportações de fumo. A Companhia está exposta ao risco de taxa de câmbio na conversão de balanço da moeda funcional das subsidiárias do exterior para reais, moeda de reporte da Companhia. Sua estrutura patrimonial está exposta nas rubricas de caixa, contas a receber, fornecedores, empréstimos e contas de resultado operacional, denominadas em dólares dos Estados Unidos. Para reduzir esse risco a Companhia contrata derivativos financeiros para compensar esses impactos. A Tesouraria monitora e realiza operações de hedge para garantir que o caixa disponível esteja convertido para reais.
Essas operações utilizadas são NDFs ou empréstimos em dólares norte-americanos, com contratos de câmbio. A Tesouraria poderá realizar esses empréstimos quando houver necessidade de caixa até o limite máximo do total de contas a receber na mesma moeda, vencível no mês do empréstimo. A Companhia protege seu investimento líquido em subsidiárias no exterior com empréstimo em moeda estrangeira para evitar a volatilidade de seus resultados financeiros, reduzindo à variação cambial. Uma variação de 10% do real em relação ao dólar dos 12
Estados Unidos resultaria em um aumento ou redução de cerca de R$ 15,5 milhões do resultado financeiro. Salários: A partir de 1º de março de 2010, o piso salarial aplicável a todos os empregados será de R$ 661,00 para vendedores e R$ 510,00 para suporte de vendas, os empregados excluídos deste salário estão sujeitos a aprendizagem metódica, nos termos da Legislação específica.
O salário dos vendedores resulta na soma do salário base com a Remuneração Variável Mensal. Os funcionários com subordinação a horário de trabalho mensal, serão de 220 horas. A empresa concedeu a partir de 01/03/2010 a todos os empregados um reajuste salarial de 4,8% sobre os salários percebidos em 28/02/ 2010, inclusive para os vendedores. O pagamento desse índice dará quitação aos índices anteriores e a incidência sobre os salários ou sobre a RVM, quando aplicada. Nos descontos salariais são feitos na remuneração dos empregados de acordo com o Art. 462 da CLT, além dos títulos permitidos em lei, inclusive os contratados por prazo determinado, também os valores referentes a médicos, telefonemas particulares, seguro de vida em grupo, ticket refeição, vale-transporte, empréstimos para tratamentos odontológicos e de saúde não cobertos por planos, empréstimos pessoais e outros benefícios concedidos, e todos os danos e prejuízos causados por culpa ou dolo à empresa, salvo previsão expressa em contrato de trabalho, sem prejuízo nas cominações legais.
A Companhia assegura a todos os empregados contratados por prazo indeterminado, afastados da Previdência Social, por doença ou acidente de trabalho uma complementação no salário correspondente ao auxílio doença pago pela Previdência Social que deverá ser igual ao salário base líquido do empregado beneficiado, o salário base do empregado afastado incidirão índices de reajuste geral da categoria, a complementação salarial será concedida por um período máximo de 06 meses. A empresa paga a título de adiantamento de Gratificação de Natal até o dia 15 de janeiro para os empregados de suporte de vendas 50% do salário base, líquido aos contratados por prazo indeterminado, para os vendedores com Sistema de Remuneração Variável são 50% do salário base, líquido aos empregados contratados por prazo indeterminado, para os vendedores com remuneração variável mensal são 50% do salário base acrescido da média da RVM acumulada até dezembro de cada ano, líquido aos empregados contratados por prazo indeterminado. No período das férias completa o percentual anterior já pago desde que seja formalmente definida na época da política interna.
Quando a variação salarial após o adiantamento integral da Gratificação de Natal, a diferença é paga ao empregado no mês de Dezembro. Havendo rescisão antecipada a qualquer título do contrato de trabalho o adiantamento parcial ou integral da Gratificação de Natal é descontado de qualquer crédito devido ao empregado respeitados os limites legais. A tabela da Remuneração Variável Mensal foi ajustada em março de 2010, para atender as necessidades atuais, ficando mantido o modelo de remuneração variável, que foi devidamente autorizado pelos empregados abrangidos e sindicato. Lucros: A Souza Cruz registrou lucro líquido de 13
R$ 443 milhões no primeiro trimestre de 2012, 7% acima dos R$ 415,4 milhões no mesmo período do ano passado. A companhia afirma que essa variação decorre do crescimento de 8,8% do lucro operacional antes do resultado financeiro que foi de R$ 635,5 milhões. A geração de caixa medida pelo Obtida no trimestre passado ficou em R$ 679,4 milhões, 9% superior ao obtido um ano antes. A receita com vendas de produtos e serviços subiu 4,59%, de R$ 1, 348 bilhões para R$ 1,41 bilhões.
Os resultados da companhia foram influenciados pelos maiores preços dos cigarros, como consequência do reajuste ocorrido em janeiro do ano passado devido a pressões inflacionárias e de custos, assim como pelos maiores volumes de fumo exportados. Já o segmento exportações de fumo no trimestre registrou alta de 20,5% em relação ao ano anterior, totalizando em 25,9 mil toneladas, enquanto o volume de vendas alcançou 18,5 bilhões de cigarros, com a participação da empresa no mercado total de cigarros aumentando em 1,5 pontos percentual nesse período, com destaque para as marcas "Premium" do portfólio. O lucro operacional reflete no melhor mix de vendas, maior participação das marcas Premium, maiores preços dos cigarros, maiores volumes de fumo exportados, melhores preços praticados em dólares, apreciação média do real em relação ao dólar, impactando negativamente os resultados do negócio de exportação de fumo. Impostos: A Souza Cruz continua a estar entre os 10 maiores contribuintes de tributos no Brasil. Em 2011 gerou R$ 7.627,4 milhões de tributos sobre vendas, nos últimos cinco anos esses tributos aumentaram em média 10% ao ano, e totalizaram um incremento de R$ 2,5 bilhões. Oferta de moeda e seus impactos no nível de preços e produção: No segmento de cigarros houve um crescimento de aproximadamente 11% em relação a 2011 como consequências dos melhores preços praticados combinado com um perfil de vendas mais influenciado pelas marcas “Premium”, dentre elas Dunhill, Free e Lucky Strike. No segmento de exportação de fumo, apesar dos maiores volumes e melhores preços praticados em dólares, as receitas foram influenciadas negativamente pela apreciaçãomédia do real em relação à moeda americana em aproximadamente 5%.
Preço e tributação: Gerencia de forma proativa e sustentável essa relação de forma a contribuir para a otimização, a rentabilidade e a competitividade do portfólio. Nos últimos anos o aumento da carga tributária tem sido o motivo que obrigou a Souza Cruz a reajustar os preços de seus produtos. A carga tributária brasileira é bastante elevada, cerca de 65% do valor do produto, e aumentar ainda mais terá o efeito de estimular o comércio ilegal e o contrabando. A forte carga tributária sobre a produção e a venda de cigarros continua sendo o principal fator de incentivo à comercialização informal do produto no Brasil. O preço dos cigarros vendidos legalmente no Brasil é um dos mais altos do mundo.
3 MATEMÁTICA APLICADA 14
3.1 Conjuntos
É uma coleção de elementos que podem representar qualquer coisa até mesmo outros conjuntos, e possui como única propriedade os elementos que contém. Ou seja, dois conjuntos são iguais se eles têm os mesmos elementos. Representado por letra maiúscula e os elementos por letra minúscula. A representação completa envolve a colocação dos elementos entre chaves. Ex.: A = {v, x, y, z}. Existem vários tipos de conjuntos como mostra abaixo:
- Conjunto unitário: possui um único elemento. - Conjunto vazio: subconjunto do conjunto vazio {}. - Conjuntos numéricos: são os números naturais usados para contar, os principais.
Conjuntos numéricos são o Conjunto dos números inteiros para solucionar equações; Conjunto dos números racionais são os números que podem ser representados por frações; Conjunto dos números irracionais contém todos os números que não podem ser representados por frações; Conjunto dos números reais é uma expansão do conjunto dos números racionais que engloba não só os inteiros e os fracionários, positivos e negativos, mas também todos os números irracionais e podem ser dispostos ordenadamente em uma reta que é chamada reta real; Conjunto dos números complexos inclui os números que resultam de qualquer radiciação possível tendo uma parte imaginária e uma parte real onde o número complexo é a soma dos números reais e dos imaginários; Conjunto dos números imaginários inclui os números que aparecem como soluções de equações como x 2 + r = 0;
- Subconjuntos: é quando um conjunto A é subconjunto de outro conjunto B e quando todos os elementos de A também pertencem a B; Conjunto das partes ou potência com um conjunto A, definimos o conjunto das partes de A, P(A) como o conjunto que contém todos os subconjuntos de A incluindo o conjunto vazio e o próprio conjunto A, Ex. Se A = {1, 2, 3} então P(A) = {O, {1}, {2}, {3}, {1, 2}, {1, 3}, {2, 3}, {1, 2, 3}}; Conjunto universo é um conjunto que contenha todos os conjuntos considerados seriam subconjuntos de um conjunto maior, por exemplo, em um problema envolvendo conjuntos de números inteiros o conjunto dos números inteiros Z é o conjunto universo em um problema envolvendo palavras o universo é o alfabeto.
3.2 Relações
É uma correspondência existente entre conjuntos não vazios.
- Relação de inclusão: para relacionar um conjunto com outro conjunto. - Relação de pertinência: se a é um elemento de A então a pertence ao conjunto A, se a não é um elemento de A então não pertence. 15
- Subconjuntos próprios e impróprios: se A e B são conjuntos e todo o elemento x pertencente a A também pertence a B então o conjunto A é dito um subconjunto do conjunto B, todo conjunto é subconjunto dele próprio chamado de subconjunto impróprio.
- Igualdade de conjuntos: dois conjuntos A e B são ditos iguais se, e somente se, têm os mesmos elementos.
- Simetria de conjuntos: um conjunto A é dito simétrico se, para todo elemento a pertencente a ele, houver também um elemento -a pertencente a esse conjunto. Os conjuntos numéricos Z, R, Q e C são simétricos.
3.3 Funções
Dados dois conjuntos A e B não vazios, chama-se função (ou aplicação) de A em B, representada por f: A ï€ B; y = f(x), a qualquer relação binária que associa a cada elemento de A, um único elemento de B. Portanto, para que uma relação de A em B seja uma função, exige-se que a cada x ï…
A esteja associado um único y ï ï€ B, podendo, entretanto existir y ï… B que não esteja associado a nenhum elemento pertencente ao conjunto A. Obs: na notação y = f(x), entendemos que y é imagem de x pela função f, ou seja: y está associado a x através da função f.
Exemplo: f(x) = 4x+3; então f(2) = 4.2 + 3 = 11 e, portanto, 11 é imagem de dois pela função f.
Para definir uma função, necessitamos de dois conjuntos, o Domínio e o Contradomínio e de uma fórmula ou uma lei que relacione cada elemento do domínio a um e somente um elemento do contradomínio. Quando domínio D E R e contradomínio CD Eï€ R, sendo R o conjunto dos números reais, dizemos que a função f é uma função real de variável real. Na prática , costuma-se considerar uma função real de variável real como sendo apenas a lei y = f(x) que a define , sendo o conjunto dos valores possíveis para x, chamado de domínio e o conjunto dos valores possíveis para y, chamado de conjunto imagem da função. Assim, por exemplo, para a função definida por y = 1/x, temos que o seu domínio é D(f) = R**, ou seja, o conjunto dos reais diferentes de zero, e o seu conjunto imagem é também R**, já que se y = 1/x, então x = 1/y e, portanto y também não pode ser zero.
Dada uma função f: A ï€ B definida por y = f(x), podemos representar os pares ordenados (x, y) ïƒŽï€ f onde x  A e y ïƒŽï€ B, num sistema de coordenadas cartesianas. O gráfico obtido será o gráfico da função f. Assim, por exemplo, sendo dado o gráfico cartesiano de uma função f, pode-se dizer que: a projeção da curva sobre o eixo dos x dá o domínio da função, a projeção da curva 16
sobre o eixo dos y dá o conjunto imagem da função, toda reta vertical que passa por um ponto do domínio da função intercepta o gráfico da função em no máximo um ponto.
3.3.1 Tipos de funções
-Função sobrejetora: é aquela cujo conjunto imagem é igual ao contradomínio; -Função injetora: uma função y = f(x) é injetora quando elementos distintos do seu domínio possuem imagens distintas isto é: x1 ï‚¹ï€ x2  f(x1) ï‚¹ï€ f(x2); -Função bijetora: uma função é dita bijetora quando é ao mesmo tempo injetora e sobrejetora. Exemplo: Considere três funções f, g e h, tais que: a função f atribui a cada pessoa do mundo a sua idade, a função g atribui a cada país a sua capital, a função h atribui a cada número natural o seu dobro. Quais funções são injetoras? Solução: Sabe-se que numa função injetora, elementos distintos do domínio, possuem imagens distintas, ou seja: x1 ï‚¹ï€ x2  f(x1)  f(x2). Logo conclui-se que: f não é injetora, pois duas pessoas distintas podem ter a mesma idade, g é injetora, pois não existem dois países distintos com a mesma capital, h é injetora, pois dois números naturais distintos possuem os seus dobros também distintos. Então g e h são funções injetoras.
3.3.2 Paridade das funções
- Função par: a função y = f(x) é par, quando  x ïƒŽï€ D(f) , f(- x) =f(x), ou seja, para todo elemento do seu domínio, f(x) = f (- x). Portanto numa função par, elementos simétricos possuem a mesma imagem. Uma consequência desse fato é que os gráficos cartesiano das funções pares são curvas simétricas em relação ao eixo dos y ou eixo das ordenadas.
Exemplo: y = x4 + 1 é uma função par, pois f(x) = f(-x), para todo x. Por exemplo, f(2) = 24 + 1 = 17 e f(- 2) = (-2)4 + 1 = 17.
- Função ímpar: a função y = f(x) é ímpar, quando ï€¢ï€ x ïƒŽï€ D(f) , f(- x) = - f (x), ou seja, para todo elemento do seu domínio, f(- x) = - f(x). Portanto, numa função ímpar, elementos simétricos possuem imagens simétricas. Uma consequência desse fato é que os gráficos cartesianos das funções ímpares são curvas simétricas em relação ao ponto (0,0), origem do sistema de eixos cartesianos. Exemplo: y = x3 é uma função ímpar, pois para todo x, teremos f(- x) = - f(x). Por exemplo, f(- 2) = (- 2)3 = - 8 e - f(x) = - (23) = - 8.3.4 Juros simples e Juros Compostos
Os proventos pagos em dinheiro são os dividendos e os juros sobre capital próprio que são os lucros da empresa a diferença é que nos dividendos a tributação já foi deduzida e nos juros sobre capital próprio não, existe também os proventos em que o benefício ao acionista se dá na forma de ações como subscrições ou bonificações. Devendo o acionista pagar 15% de IR (tributação 17
descontada automaticamente). O dividendo mínimo é de 25%, determinado pela legislação brasileira, sendo que as ações preferenciais devem receber mais 10%.Se durante 3 anos não for distribuído lucro, as ações preferenciais ganham direito a votos. Reinvestir dividendos é uma opção para quem opera no longo prazo. O acionista que investi a longo prazo na bolsa de valores e cria uma reserva financeira para o futuro, tem no reinvestimentos dos dividendos uma grande opção.
Os juros representam a remuneração dada ao Capital e podem ser capitalizados segundo os regimes simples ou compostos (juros sobre juros). *Juros Simples: Somente o principal rende juros. Com juros simples o saldo cresce em progressão aritmética. Ou seja, como se só rendesse o principal. A fórmula dos juros simples é J = P. i. n. Na Souza Cruz a remuneração ao acionista é feita por meio de pagamento trimestral de juros sobre o capital próprio e dividendo semestral.
A Companhia tem remunerado seus acionistas em valores próximos a 100% do lucro líquido, bem acima do padrão exigido pela legislação. Nos últimos 10 anos a Souza Cruz distribuiu R$ 8,7 bilhões em remuneração aos acionistas, feito com recursos da operação, não necessários à gestão ou expansão dos negócios.
Exemplo: Um jovem resolveu investir R$ 25.000,00 nas ações da Souza Cruz durante 2 meses, a uma taxa de 1% a: m. Calcule os juros produzidos. J = P (valor principal). i (taxa de juros). n (período) então J= 25.000*0,1*2 = 5.000,00. Logo, os juros produzidos das ações investidas na Souza Cruz são de R$ 5.000,00.
*Juros Compostos: O regime de juros compostos é o mais comum no sistema financeiro e o mais útil para cálculos de problemas do dia-a-dia. Os juros gerados a cada período são incorporados ao principal para o cálculo dos juros do período seguinte, chamado de montante. Com juros compostos o saldo cresce em progressão geométrica. A fórmula dos juros compostos é dada por M = C + J onde os juros é dado por 1 + i.M (montante), C (capital), J (juros), i (taxa de juros) e n (período).
Chamamos de capitalização o momento em que os juros são incorporados ao principal. Após três meses de capitalização, temos: 1º mês: M =P.(1 + i) 2º mês: o principal é igual ao montante do mês anterior: M = P x (1 + i) x (1 + i) 3º mês: o principal é igual ao montante do mês anterior: M = P x (1 + i) x (1 + i) x (1+ i). Simplificando, obtêm-se a fórmula: M = P. (1 + i)n. A taxa i tem que ser expressa na mesma medida de tempo de n. Para calcular apenas os juros basta diminuir o principal do montante ao final do período: J = M-P.
Exemplo: Calcule o montante de um capital de R$6.000,00, aplicado a juros compostos, durante 1 ano, à taxa de 3,5% ao mês, investido nas ações da Souza Cruz. P = R$6.000,00 t = 1 ano = 12 meses i = 3,5 % a.m. = 0, 035 M ==? 18
Usando a fórmula M=P.(1+i)n, tem: M = 6000. (1+0,035)12 = 6000. (1, 035)12 Fazendo x = 1, 03512 e aplicando logaritmos, encontramos: log x = log 1, 03512 => log x = 12 log 1, 035 => log x = 0, 1788 => x = 1, 509 Então M = 6000.1,509 = 9054. Portanto o montante é R$9.054,00 Pelo histórico, as empresas do setor de tabaco pagam maiores dividendos, ou seja, maiores Yield. Empresas pontuais como Souza Cruz e outras também apresentam um ótimo histórico. A rentabilidade não dependia de colocar o melhor produto na prateleira, mas usar a matemática para ficar com o máximo de capital possível no overnight.
4- RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS
4.1 Recursos Materiais
Na Souza Cruz os ingredientes e a quantidade são diferentes para cada produto, dando uma identidade para cada marca de cigarro. A lista de ingredientes por marca descreve o que é adicionado ao fumo durante a manufatura, juntamente com outros materiais, como filtros, papéis e adesivos.
Os ingredientes que são queimados quando o produto é consumido são o fumo, aromatizantes, papel de cigarros e os materiais, e os que não são queimados são os filtros, papéis de ponteira e alguns adesivos. Os valores para cada marca são mostrados em miligramas e em percentual em relação ao produto final. Podendo haver pequenas variações entre as quantidades adicionadas ao produto final em função dos procedimentos e tolerâncias durante o processo de manufatura. Já a lista composta informa todos os ingredientes utilizados na fabricação das marcas de cigarros de propriedade da companhia, seus números no Chemical Abstract Service, Flavor and Extract Manufacturers Association e Council of Europe, além das funções e os níveis máximos de uso que é a quantidade máxima de cada ingrediente em miligramas por cigarro que pode ser adicionada nas marcas dos produtos.
Esta quantidade não reflete o nível do uso do ingrediente em uma marca, mas quer dizer que em nenhuma marca este nível é ultrapassado. Alguns ingredientes são usados em uma ou mais marcas comercializadas pela Empresa, mas nenhuma marca contém todos os ingredientes constantes da lista. Os ingredientes são as substâncias adicionadas ao fumo durante a fabricação dos cigarros e têm diferentes funções.
Conforme descrito nas embalagens de cigarros, os ingredientes são os seguintes: mistura de fumos, açúcares, papel de cigarros, extratos vegetais e 19
agentes de sabor. Esses ingredientes têm funções como: a nicotina ocorre naturalmente no tabaco, os ingredientes não fazem as pessoas a começarem a fumar e não influenciam a parar, e não são usados para atrair menores. Mas têm os seguintes objetivos: os umectantes retém a umidade do produto, as aglutinantes unem as partículas de fumo, os flavorizantes melhora o aroma da fumaça do cigarro, os açúcares homogeneízam os níveis de açúcares do fumo, os ameliorantes melhora a qualidade da fumaça. Todos os ingredientes adicionados ao cigarro são informados anualmente à ANVISA, inclusive a quantidade máxima utilizada em cada marca, e qualquer alteração também é informada. Em todo o mundo os órgãos de saúde pública estabelecem regras para a adição de ingredientes em produtos para o consumo humano. A Souza Cruz só utiliza ingredientes em acordo com as legislações específicas brasileiras de alimentos, além de obedecer a critérios de países europeus, e passa por um controle de testes internos para aprovação de uso.
4.2 Recursos Patrimoniais
A estrutura patrimonial chegou a seis usinas de beneficiamento, oito unidades fabris que produziam 21 bilhões de cigarros, 130 filiais e depósitos espalhados pelo país, com uma frota própria de cerca de 300 veículos.
4.3 Recursos Humanos
Os Recursos Humanos são responsáveis pelo patrimônio humano de qualquer negócio, na Souza Cruz tem por objetivo atrair, desenvolver e reter os recursos mais talentosos. O propósito de RH é o de ajudar a formar a cultura deste negócio dinâmico, criando um ambiente que enfatize e recompense o desempenho, enquanto apóia o processo de aprendizagem e desenvolvimento.
4.4 Recursos Financeiros
Finanças, na Souza Cruz, requer pessoas que sejam comercialmente sagazes, intelectualmente curiosas e totalmente comprometidas com o negócio, não apenas com estatísticas. A tarefa da área é a de trazer um enfoque financeiro para cada área funcional em todos os níveis, para ajudar a maximizar produtividade e lucratividade, desenvolvendo estratégias financeiras para apoiar os objetivos corporativos.
4.5 Recursos Tecnológicos
A tecnologia diz respeito ao atingimento das estratégias do negócio e da vantagem competitiva, através da implantação de soluções inovadoras e criativas. Engloba desde a assessoria às aplicações gerais de IT a consulta sobre técnicas específicas de hardware e software. Na Souza Cruz, não se acredita em tecnologiapor si mesma. 20
O mais importante é a aplicação prática das grandes ideias tecnológicas, a fim de ajudar a atingir os objetivos estratégicos da empresa.
4.6 Planejamento e Controle de Estoques (funções, custos, políticas de estoque estocagem).
Na fábrica da Souza Cruz de Minas Gerais foi implementado um sistema de controle de expedição que controla os estoques e o fluxo de produtos dentro da expedição, esse sistema foi desenvolvido pela Teológica, empresa especializada em gestão dos processos de TI que foi batizado de Scote - Sistema de Controle de Expedição, o sistema foi desenvolvido para atender as peculiaridades dos negócios da companhia. A Souza Cruz precisava garantir a distribuição de aproximadamente 200 marcas de cigarros e otimizar a expedição dos processos para os depósitos de vendas em diversos Estados do Brasil.
O desafio da Teclógica foi criar um sistema capaz de interagir os usuários e equipamentos, que atendesse a todas as necessidades da Souza Cruz e que estivesse preparado para as mudanças futuras. Com esse sistema a Souza Cruz obteve um melhor controle dos estoques por meio do rastreamento o que ajuda a determinar a data de entrada, local de armazenamento, a mudança de status e a organização da logística de entrega. O Scote está integrado ao sistema de gestão SAP, o que permite transparência e visualização a nível corporativo. Com a implementação, a Souza Cruz teve total automação do armazém de Uberlândia, integrando-o com as equipes de IT, Automação e a própria Teclógica. A Souza Cruz utilizava 13 sistemas legados, o que dificultava a comunicação e gerava grande volume de transcrição de dados e retrabalho.
Os legados não dispunham de suporte de seus fabricantes, gerando um risco de parada nas operações de armazenamento do produto acabado e embarque para os centros de distribuição, o que afetaria as operações depósito. Se qualquer problema da unidade de carga for detectado, é possível saber a localização, o destino, qual o caminhão e o horário. Uma das limitações do antigo sistema era o carregamento de quatro carretas, hoje o carregamento é de até sete, sem perda de eficiência. O tempo de carregamento foi reduzido em 20% e a capacidade diária aumentou de 15 para 18 carretas. Com as informações dentro de um só sistema e o rastreamento, eliminou-se planilhas e relatórios de conferências, aproveitou-se melhor a estrutura física já instalada e aumentou a capacidade de carregamento, resultando em mais controle e menor custo.
4.7 Processo de Compras
A área de Compras da Souza Cruz adotou a solução de e-Procurement para aumentar a eficiência dos processos de aquisição, rastreando-os e reduzindo tempo e custos. Esse projeto envolve áreas de Pré-vendas, Comercial, TI e Desenvolvimento do Mercado Eletrônico. A empresa de comércio B2B conquistou o cliente após participar de um processo de RFP, uma concorrência feita pela Souza Cruz para selecionar o fornecedor. 21
4.8 Produção
A Souza Cruz opera modernos sistemas para desenvolver e entregar produtos de qualidade ao consumidor adulto, com um modelo de logística e distribuição para atingir pontos de venda em todo o Brasil, com responsabilidade com o meio ambiente e comprometida com o desenvolvimento onde atua, obtendo resultados com o menor custo.
Na área Industrial, a capacitação da área de Operações que atende à estratégia da Souza Cruz de superar as expectativas dos consumidores através da diferenciação e de produtos de alta qualidade, para isso são necessárias as revisão permanente de processos, implantação de sistemas, inovações, preparação e valorização de recursos humanos.
A produção de cigarros com cápsulas e em versão nano foi possível devido ao investimento em novas máquinas e à gestão do processo industrial, além da interface de outras áreas da Empresa, garantindo o mais alto padrão de qualidade.
As atividades do departamento da produção de fumo da Souza Cruz envolvem fortes investimentos em novas tecnologias, da semente ao processamento do fumo, além de levar desenvolvimento sustentável a mais de 40 mil produtores integrados à companhia. Buscando a produção de fumos de qualidade superior, atendendo a um custo competitivo à crescente demanda do mercado. A Companhia mantém foco em todas as fases da cadeia de valor, aumentando a utilização dos recursos, envolvendo atenção e busca por eficiência em diversas etapas, do produtor rural integrado aos processos industriais, até a chegada do produto ao consumidor.
4.9 Transporte
O transporte é uma das principais funções logísticas que estão ligadas às dimensões de tempo e utilidade de lugar, além de representar a maior parcela dos custos logísticos com 60%, representando até três vezes o lucro da companhia e tem papel importante no Serviço ao Cliente. O transporte de mercadorias disponibiliza produtos onde existe demanda potencial, dentro do prazo adequado às necessidades do comprador. Mesmo com tecnologias o transporte continua sendo fundamental para atingir o objetivo logístico, que é o produto certo, na quantidade certa, na hora certa, no lugar certo ao menor custo possível.
A logística de transportes abtem diferencial competitivo nas operações. Para aprimorar as atividades de transporte são investidos em TI que fornece melhor planejamento e controle da operação, na busca por redução de custos. Todos os dias 2,5 mil veículos de venda e distribuição sai para abastecer os estoques de 240 mil pontos de vendas no Brasil. São poucos os locais que fogem da máquina logística da companhia. Além dos cigarros da empresa os caminhões e furgões 22
carregam outros produtos fabricados por terceiros porque garante a capilaridade da entrega, 10% das receitas da empresa do ano passado foram geradas com os serviços de distribuição para outras empresas, que ao longo prazo será um dos principais negócios da companhia no País por causa dos tributos sobre a produção de fumo. Esta área busca maneiras rápidas de alcançar o público alvo e é formado por um sistema que monitora toda frota por rádio, satélite e celular para garantir que 80% dos volumes demorem no máximo 24 horas para serem entregues. Nos últimos dois anos a empresa trabalhou na melhoria do setor para atender as regiões que ganharam destaque na receita, graças à melhor distribuição de renda no País.
Para garantir espaço nas lojas, a empresa procura estreitar relações com varejistas, para isso aumentou o número de funcionários e fez com que 85% das entregas fossem feitas pelos vendedores para manter um melhor relacionamento. A Souza Cruz investe em índice de avaliação de transportadoras, esse índice envolve qualidade em logística, o LogQi, que mede e controla a qualidade do serviço das transportadoras, o objetivo é ter um índice que fosse entendido e usado pelos departamentos envolvidos na busca do melhor serviço.
Para ter estoques menores, mais segurança no deslocamento, redução das avarias e acompanhamento dos custos. Com o LogQi pode-se avaliar com mais acuracidade e ter mais parâmetros para a melhoria do processo. A Souza Cruz mapeia as causas, consequências e a frequência que os equívocos acontecem. Passou-se a observar a hora de apresentação do motorista, da entrega, o cumprimento do plano de rota, os problemas mecânicos, entre outros itens no processo de transporte. O estado do veículo no embarque e desembarque, condições da carga, tombamentos, colisões dos caminhões foram pontos na rubrica inspeção e o amassamento das caixas. O diferencial é a análise da meta, variabilidade e incidência do erro, ou seja, os equívocos pequenos são comparados com o objetivo não alcançado e o intervalo de tempo que aconteceram.
4.10 Distribuição
A Souza Cruz possui uma complexa e sofisticada rede de distribuição que atende a 260 mil varejos. O abastecimento dos pontos de venda é realizado com cerca de 2.500 veículos de venda e distribuição, conta com mais de 2 mil colaboradores envolvidos. A Companhia foi reconhecida como um fornecedor padrão entre as empresas de bens de consumo de massa pelos varejistas porela atendidos. A estrutura de distribuição conta com seis modernas Centrais Integradas de Distribuição que ao reunir operações de atendimento ao mercado antes disperso ganha dinamismo, flexibilidade e controle, 24 Centros de Distribuição e 80 Postos de Abastecimento, que são locais próprios ou terceirizados, estrategicamente localizados. No coração deste sistema, está a CID São Paulo, o maior e mais moderno centro de distribuição de cigarros da América Latina. 23
Com um sistema informatizado de roteirização e com um monitoramento da frota por rádio, satélite e GSM, a Souza Cruz garante 80% do volume vendido, num intervalo de até 24 horas entre o pedido do varejo e a entrega do produto, com qualidade e conservação. Para isso é investido em processos de automação com tecnologia de última geração. No Brasil, a Souza Cruz é modelo de logística de distribuição de seus produtos para milhares de pontos de venda. Para reduzir seus custos de distribuição, firmou uma parceria com a TNT, um dos maiores provedores de serviços logístico do mundo para auxiliá-la na distribuição dos seus produtos visando à redução de seus custos.
4.11 Visão Logística Empregada na Organização e as Possíveis Melhorias a serem Implantadas.
A Souza Cruz traz os processos logísticos das fábricas para o centro da estratégia empresarial e dá um salto de competitividade. A logística é um capítulo do controle de custos. A concorrência deixou de ser entre empresas para ser entre redes de cadeias de suprimentos. Ganha quem for melhor no gerenciamento da logística derivada dessas relações. Quem não tiver o produto certo, na hora certa, no lugar certo e ao custo certo dança. Agilidade é a palavra. As empresas que adotam as melhores práticas em logística entregam nas mãos de operadores especializados. Nos anos de inflação alta, eficiência logística era um item que ficava lá embaixo na lista de prioridades. A ficha da logística está caindo nos mais diversos setores. A globalização da economia gerou grandes oportunidades de mercado para as empresas brasileiras e abriu portas para fornecedores localizados no outro lado do planeta. O bilhete para essa viagem é o enorme desafio logístico que isso representa. Para as empresas que querem realmente estar vivas daqui a alguns anos, a ferramenta da logística está para lidar com essa realidade. Nos últimos seis anos os processos logísticos sofreram o impacto do avanço da tecnologia. Softwares acoplados a aparelhos de GPS tornaram possível saber, em tempo real, onde estão exatamente estoques e mercadorias. Surgiram também armazéns inteligentes, dotados com sistemas de radio frequência e leitores de códigos de barras. Somente avanços como esses a plataformas tecnológicas que permitem a várias empresas fechar negócios pela internet e você chegará a um mundo logístico completamente novo, no qual os números não param de crescer.
4.12 Atendimento ao Cliente
Na Souza Cruz as relações com os clientes segue alguns objetivos como: garantir a qualidade do produto, oferecer atendimento com os melhores padrões comerciais e que não envolva discriminações, respeitar a liberdade de escolha do cliente, em todas as relações com os clientes são observadas as leis vigentes no país. 24
Na estratégia de focar a comunicação no Ponto de Venda é segmentada para os distintos comportamentos de compra dos fumantes no varejo. Alguns compram pela embalagem, outros pelo sabor e alguns por motivos de posição social. Para estudar o comportamento do consumidor e saber à hora certa de mudar a comunicação no ponto-de-venda, a Souza Cruz faz pesquisas regularmente com o público a fim de atingir o cliente certo, abordando questões sócio - demográficas, geográfica, perfil psicográfico, hábitos de compra, a relação com a marca e o motivo ou razão da escolha por uma das marcas da companhia. Com a medida de regulamentação na comunicação das indústrias de tabaco, a concorrência pelos principais pontos-de-venda cresce a cada dia e é cada vez mais difícil falar com o consumidor tabagista.
5- CONCLUSÃO
Realizar uma pesquisa sobre a Souza Cruz a Companhia supera inúmeros desafios e cenários desafiadores, reinventando e inovando sua forma de trabalhar para entregar resultados positivos, ao seus respectivos clientes visando sempre obter credibilidade e transparência aos resultados.
Os impactos financeiros causados na indústria do tabaco e na própria Souza Cruz exemplificam uma pequena parte da lista de problemas com os quais um pesquisador se depara ao tentar fazer um trabalho longitudinal no Brasil. Contudo, tais dificuldades e problemas foram superados através de um processo contínuo de tentativas e erros, como o processo de coleta de dados de algumas instituições.
Então se conclui que o panorama econômico se torna de grande importância para a Companhia, pois serve como um espelho que mostra como estão seus negócios ou como poderá agir com os problemas que virão a surgir. Numa Companhia que busca eficiência, transparência e agilidade para propiciar aos diversos públicos com os quais interage o entendimento correto de seus produtos e das diretrizes estratégicas do negócio. E como a Souza Cruz é bem conceituada no mercado, o que é uma ótima forma de mostra suas boas intenções para com seus consumidores. 25
REFERÊNCIAS -http://www.souzacruz.com.br/br/ar/2010/vetores-estrategicos-produtividade.html -http://www.souzacruz.com.br/group/sites/sou -https://institucional.me.com.br/2012/01/novos-clientes-femsa-tempo-assist-e-souza-cruz/ -http://pt.wikibooks.org/wiki/Matem%C3%A1tica_elementar/Conjuntos -http://www.algosobre.com.br/matematica/funcoes.html - http://www2.dbd.puc-rio.br/pergamum/tesesabertas - Economia e Mercado - Unip Interativa - Matemática Aplicada - Unip Interativa - Recursos Materiais e Patrimoniais - Unip Interativa