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DOENÇAS DO TGI INFERIOR Profa. Alane Bezerra
alane.bezerra@professor.unifametro.edu.br
Jejuno:
Proximal – Vit A e B, ácido 
fólico, ferro, lactose
Distal – dipeptídeos, 
isomaltose, maltose, 
trealose e sacarose
Jejuno inteiro – glicose, 
galactose, ác. ascórbico, 
AA, glicerol, AG, 
monoacilgliceróis, ácido 
fólico, biotina, ácido 
pantotênico, Zn, K+ e 
cobre
Duodeno: 
AA, AG, monoacilgliceróis, 
monossacarídeos, 
dissacarídeos (lactose), Vit
A e B, glicerol e Ca
Íleo:
Cloreto, Na,
K+, dissacarídeos, 
isomaltose, maltose e 
sacarose.
Distal – B12 (fator 
intrínseco), sais biliares 
Todo jejuno e íleo:
Vit B1, B2, B3, B6, D, E, K, 
iodo, Ca, Mg e fósforo
Ceco: 
Água e eletrólitos
INTESTINOS - REVISÃO
Cólon transverso:
Água e biotina
CONSTIPAÇÃO
Alteração no trânsito intestinal (intestino grosso)
↓ n° de evacuações, com fezes endurecidas e esforço à defecação
Ausência de evacuação por mais de 3 dias ou volume <100g/dia
CONSTIPAÇÃO
Etiologia
• Principais: 
Ausência repetida da resposta imediata ao estímulo de evacuar;
Vida moderna, alimentos fast-food, ausência de horários regulares para as 
refeições;
↓fibra; ↓líquido.
• Secundários: 
Inatividade (pacientes acamados); uso crônico de laxantes (medicações 
anticonvulsivantes, bloqueadores de canal de Ca, depressivos, AINE, anti-
heméticos, anti-Parkinson...); doenças do intestino grosso (que levam a 
insuficiência da propulsão ou da passagem do bolo fecal por obstrução), 
neuropatia (diabetes), neoplasias intestinais, gestação, síndrome do cólon 
irritável, hemorroidas, etc.
Terapia Nutricional:
> oferta de fibras na dieta
CONSTIPAÇÃO
20 a 35 g/dia
20 a 38 g/dia
♀: 25 g/dia
♂: 38 g/dia
> 
50g/dia
(ADA, 2003)
(BEYER, 2006)
(IOM, 2005)
Fibras solúveis Efeitos fisiológicos
Pectina (maçã, casca de frutas 
cítricas, morango); gomas 
(aveia, leguminosas); algumas 
hemiceluloses (psyllium)
Retardam o esvaziamento gástrico e 
diminuem a taxa de absorção de CHO;
Ligam-se aos ácidos biliares, retardando 
ou reduzindo a absorção de lipídios;
Aumentam o volume e a maciez das 
fezes;
FOS (alho, cebola, banana, 
tomate, alcachofra)
São fermentados no cólon e produzem 
AGCC (acetato, proprianato, butirato)
Efeito prebiótico
Fibras insolúveis Efeitos fisiológicos
Celulose (farinha de trigo 
integral, feijões, ervilha, maçã, 
repolho, raízes vegetais); 
hemiceluloses (cereais, soja, 
grãos integrais); lignina 
(vegetais maduros, trigo)
Aceleram o trânsito intestinal; reduzem 
obstipação
Aumentam volume e maciez das fezes
CONSTIPAÇÃO
Anamnese
Alimentar
Frequência
Fontes de 
vegetais 
(fibras)
Quantidade
Principal instrumento: A utilização de 
medicamentos é 
importante, 
entretanto, “viciam”
a mucosa intestinal, 
de modo que 
quantidades 
crescentes serão 
necessárias
↓
FIBRAS
melhor
CONSTIPAÇÃO
Alternativas para 
aumentar o 
consumo de fibras
Estimuladores 
da mobilidade 
intestinal 
(contém ácido 
di-hidroxifinil 
isotina)
Essencial a 
ingestão de 8 
copos/dia de 
líquidos para 
que as fibras 
possam alterar 
o peso e a 
maciez das fezes
Terapia Nutricional:
– 1 a 2 semanas para atingir a meta de fibras
– Líquidos: mínimo 1.600 mL/dia (8 copos de 200mL)
– FOS - Fruto-oligossacarídeos (prebiótico)
– Frutas cruas ↑ em ácidos orgânicos 
(laranja; mamão; ameixa preta/suco) 
– Alimentos como laranja, pera e água de coco → excita 
sistema nervoso parassimpático: > peristalse
Naturalmente 
presente nos 
alimentos, 
adicionados e 
sintéticos
CONSTIPAÇÃO
CONSTIPAÇÃO
Alimentos com ↑ fibras: 25 – 30g insolúveis, celulose,
hemiceluloses, lignina;
Incluir sucos de frutas e alimentos estimuladores: mamão
(papaína + AO), laranja (celulose + AO), ameixa (di-hidroxifenil
isatina), feijão, aveia, leite;
Líquidos frios pela manhã;
↓ alimentos refinados e ↑ alimentos integrais;
Incluir maior teor de lipídio;
Incluir saladas de vegetais crus e frutas com casca;
Evita-se alimentos que podem exercer efeito obstipante.
Exemplos: ameixa fresca, ameixa seca, morango, melancia,
laranja, mamão, melão, tangerina, kiwi, abacaxi, manga,
banana nanica, pinha, caqui, tamarindo, jaca, uva com casca,
agrião, couve, alface, almeirão, nabo, acelga, maxixe, palmito,
azeitona, pepino, berinjela, rúcula, tomate, cogumelo,
abóbora, abobrinha, espinafre, beterraba, folha de mostarda,
brócolis, jiló, broto de feijão, repolho, cenoura crua, quiabo,
couve-flor, vagem, chuchu, ervilhas, grão de bico, fava,
lentilha, feijão, soja, iogurte, milho, cereais integrais e farelo
de trigo
CONSTIPAÇÃO
Terapia nutricional:
Outras orientações: 
Obedecer ao menor estímulo evacuatório; 
Evitar laxantes; 
Água gelada em jejum (+ fibras insolúveis no desjejum = bolo 
fecal)
Permanecer 10 min no banheiro, 1h após o desjejum; 
Banco debaixo dos pés (evacuação + fácil); 
Atividade física (++ abdominal).
CONSTIPAÇÃO
DIARREIA
Definição:
– ↑ da frequência (> 3x/dia), fluidez com fezes semipastosas ou 
líquidas + perda excessiva de líquidos e eletrólitos (Na e K) 
ou volume das evacuações (> 300mL)
Classificação e etiologia:
Segundo início e duração:
– Aguda: início abrupto, duração < 10 dias (causas variadas) –
perda de água e eletrólitos pelas fezes.
– Crônica: duração > 2 semanas ou recidiva – perda de 
nutrientes (má digestão/absorção).
DIARREIA
Classificação e etiologia:
– Osmótica: presença de solutos osmoticamente ativos no 
intestino, inadequadamente absorvidos. Ex: síndrome de 
dumping, deficiência de lactase, uso de lactulose.
– Secretória: secreção de eletrólitos e água pelo epitélio 
intestinal. Ex: toxinas bacterianas/vírus; laxantes gordura 
não absorvida.
– Exsudativa: lesão da mucosa – extravasa muco, proteínas do 
plasma, sangue (fezes purolentas e sanguinolentas). Ex: RCU, 
Chron, enterite por radiação.
– Por medicamento: antibiótico (↓flora colônica/inibe 
recaptação/microorganismos oportunistas).
– Contato mucoso limitado: ↓ área absortiva saudável. Ex: DII.
DIARREIA
Terapia nutricional:
1º passo: identificar/tratar causa
2º passo: reposição de líquidos/eletrólitos
– Repor líquidos (> 1,2ml/kcal) e eletrólitos pela dieta (caldo, 
sopa, sucos de frutas e hortaliças, isotônicos, água de coco)
– Evitar leite e derivados (↓lactase - enterócitos).
- Normoglicídica a hipoglicídica (3,5-4,5g/kg/dia). Evitar 
dissacarídeos!!
- Hiperproteica (1,2-1,8g/kg/dia);
- Hipolipídica (0,6-1g/kg/dia).
– Dieta antifermentativa (evitar alimentos ↑enxofre = 
flatulentos (ver tolerância).
DIARREIA
Terapia nutricional:
↑Fibras solúveis: AGCC (sugere-se usar fécula (arroz polido, 
tapioca, batata), farinhas (milho, trigo, aveia)). 
↓Fibras insolúveis: Evitar!
Pectinas (maçã, morango, cascas de 
frutas cítricas)
Gomas (aveia, leguminosas secas –
lentilha, grão de bico) 
Hemicelulose (psyllium)
Prebióticos: Fruto-oligossacarídeos 
(alho, cebola, banana, tomate, 
alcachofra), lactulose, inulina, 
xilitol, lactitol. 
DIARREIA
Terapia nutricional:
 Período de recuperação: probióticos
 Excessos: 
 Sacarose >25-50g/refeição;
 Frutose: >20-25g/refeição;
 Polióis: >10g/dia.
 Retirar lactose, sacarose, suco de frutas estimulantes do 
intestino (Diluição de 25-50%); excitantes químicos: 
purinas, condimentos, xantinas, café, bebidas alcoólicas;
DIARREIA
- Volume das refeições: reduzido (produzem resposta mínima, 
promovendo maior digestão e absorção);
- Temperatura das preparações: morna (evitar gelados/frios);
- Consistência: líquida a branda, com o mínimo teor de 
resíduos;
- Diarreia crônica: há associações de deficiências nutricionais;
- SuplementarB1 (função tônica no intestino), K(se 
deficiente, aumenta trânsito intestinal e anorexia) e Fe 
(Anemia).
- Se esteatorreia, o uso de TCM é indicado;
DIARREIA
INTOLERÂNCIA À 
LACTOSE
DIFERENÇA BÁSICA
Intolerância x alergia: 
Alergia é uma resposta do sistema imunológico a algum 
componente do alimento (proteínas). 
Intolerância trata-se de uma reação adversa que envolve a 
digestão ou o metabolismo, mas não o sistema imunológico.
Incapacidade de hidrolisar a lactose em monossacarídeos, 
resultado da diminuição da atividade de enzima lactase na 
mucosa do intestino delgado. 
Prevalência mundial de hipolactasia primária: 70%.
Fato preocupante: ingestão insuficiente de cálcio, vitamina D.
TIPOS 
Congênito: alactasia ao nascimento; 
Primário: hipogalactasia – declínio predeterminado 
geneticamente da atividade da lactase durante a infância. 
 Secundário: diminuição enzimática secundária a doenças que 
causem dano na borda em escova da mucosa do intestino 
delgado ou que aumentem significativamente o tempo de trânsito 
intestinal, como nas enterites infecciosas, doença celíaca, DII 
(especialmente doença de Crohn), doença diverticular do cólon. 
Diferentemente da hipolactasia primária do adulto, a hipolactasia 
secundária é transitória e reversível.
QUADRO CLÍNICO 
A lactose não degradada é fermentada por bactérias no 
intestino grosso, produzindo ácido láctico e gases (CO2, H2). 
O volume de lactose que excede a capacidade de 
fermentação da flora intestinal aumenta a pressão osmolar 
intraluminal que leva a sintomas (↑ de motilidade intestinal -
diarreia, náuseas, flatulência).
Tolerância ao iogurte: presença de betagalactosidase!!
Sintomas mais comuns: náusea, dores abdominais, diarreia 
aquosa abundante, gases e desconforto. 
Os sintomas podem levar de alguns minutos até muitas horas 
para aparecer.
DIAGNÓSTICO 
Teste de sobrecarga à 
lactose: 
Ingestão de uma 
sobrecarga de lactose 
para avaliação da 
curva glicêmica;
Sintomas são 
exacerbados;
Má-absorção da 
lactose: aumento da 
glicemia < 20 mg.
TERAPIA NUTRICIONAL
 Pode-se utilizar dietas a base de soja e/ou isentas de 
lactose;
Verificar a tolerância individual para consumo de alimentos 
lácteos;
 Iogurtes, queijos e coalhadas (traços de lactose) podem ser 
tolerados, pois a composição é alterada no seu 
processamento. 
 β-galactosidase: kefir, produtos lácteos com bactérias.
DOENÇA 
DIVERTICULAR
DEFINIÇÃO
Presença de divertículos (bolsas) que fazem protusão da parede do 
cólon
Muito comum nos 
países 
industrializados
Prevalência maior em 
idosos (> 65 anos)
S
I
N
A
I
S
80% nunca apresentam sintomas
Quando sintomáticos:
•Dor no quadrante inferior do abdome
•Cólica
•Alteração nos hábitos intestinais
5% dos casos: complicação (infecção no 
divertículo - diverticulite → perfuração 
intestinal ou formação de abcesso e 
sangramento)
FIBRAS DIETÉTICAS E DOENÇA 
DIVERTICULAR
INFLUÊNCIA DA ALIMENTAÇÃO: 
alimentação deficiência em fibras, elevado 
consumo de carnes, de cafeína e de álcool 
são fatores de risco
DIVERTICULOSE E DIVERTICULITE
Diverticulose: presença de numerosos divertículos no
intestino. Acredita-se que grande parte da população
com mais de 60 anos seja portadora assintomática dessa
condição.
Diverticulite: quando os divertículos ficam inflamados
ou infectados, podendo apresentar abscesso ou
perfuração. Dor, distensão e desconforto abdominal,
náuseas, vômitos, calafrios, febre, diarreia ou
constipação.
Estima-se que10-20% dos indivíduos com
diverticulose evoluirão com diverticulite
SINTOMAS 
Em grande parte dos casos: assintomática.
Se sintomática: queixas inespecíficas de desconforto abdominal,
constipação e alterações dos hábitos intestinais.
Diverticulite aguda: dor abaixo do umbigo, que se desloca para o
quadrante inferior esquerdo do abdômen, constipação, diarreia,
sangue nas fezes, febre, náuseas e vômitos, sangramentos.
TERAPIA NUTRICIONAL
Diverticulose: Dieta rica em fibras (20-30g/dia) (25g/dia, 
mulheres; 38g/dia, homens).
Inclusão de alimentos com alto teor de fibras.
Ingestão adequada de água (2-3L/dia).
Evitar laxantes por conta própria para combater as crises 
de obstipação intestinal, esforço ao evacuar.
Controle do estresse ou prática de atividade física para 
acelerar o trânsito intestinal.
TERAPIA NUTRICIONAL
Diverticulite aguda não complicada: dieta líquida restrita + 
antibióticos de largo espectro.
Fibras: < 10g/dia e aumentar 5g/semana, conforme a 
recuperação do paciente.
Evitar: maracujá, kiwi, goiaba, tomate, pepino, ervilha, 
lentilha, feijões, nozes e amendoim.
DOENÇA CELÍACA
DOENÇA CELÍACA
Espru não tropical, espru celíaco, enteropatia sensível ao glúten
Intolerância ao glúten: com ou sem DC
Hipersensibilidade a alfa-gliadina (glúten): sintomas 
inespecíficos sem reposta imune ou danos intestinais
Síndrome de má absorção
Resposta de hipersensibilidade 
à gliadina (ptn do glúten)
Susceptibilidade genética
+
Fatores ambientais
(exposição ao glúten)
Ex: prolaminas (frações de glúten - nocivas): 
gliadinas , , γ e Ω e glutenina (trigo); 
hordeínas (cevada), secalinas (centeio), 
avidina (aveia).
+
Fator ambiental desencadeante (fatores 
estressores: inflamação, doença...)
+
Resposta autoimune
FATORES
Resposta imune inadequada 
– células T
Peptídeos do TRIGO, 
CENTEIO, CEVADA
CITOCINAS 
Pró-inflamatórias
RESPOSTA INFLAMATÓRIA 
(Síntese de anticorpos)
ATROFIA DA MUCOSA INTESTINAL
(achatamento das vilosidades e alongamento das 
células das criptas, com menor superfície de absorção)
FISIOPATOLOGIA
ATROFIA DA MUCOSA INTESTINAL 
proximal e média do intestino delgado 
DISSACARIDASES
PEPTIDASES
CARREADORES NECESSÁRIOS PARA TRANSPORTE DE 
NUTRIENTES
SECREÇÕES REDUZIDAS DAS VESÍCULAS BILIARES
FISIOPATOLOGIA
Obrigatório (lei federal nº 10.674, de 
16/05/2003) nos rótulos de todos os 
alimentos industrial –
“presença ou não de glúten?”
– resguardar o direito à saúde dos celíacos
RÓTULO NUTRICIONAL
•Sintomatologia confusa com SII ou outros distúrbios do TGI.
•Associada com dermatite herpetiforme.
•Sorologia: anticorpos antiendomísio (EMA), peptídeo gliadina 
desaminada, antitransglutaminase tecidual (anti-tTG).
•Padrão-ouro – Biópsia da mucosa intestinal (biópsia jejunal)
As pernas, as 
nádegas, os joelhos 
e os ombros.
DIAGNÓSTICO
Osteopenia (má 
absorção de Ca)
Osteomalácia
Artrite
Naúseas, cólicas 
abdominais, 
distensão 
abdominal, 
apatia, fadiga
Coagulopatias
(def. vit K)
Deficiência de 
lactase*
Fraqueza
Náuseas
Esteatose hepática
Hepatite
Dermatite 
herpetiforme
Ulcerações aftosas 
orais recorrentes
Anemias (má 
absorção de Fe, 
B9).
Alterações na 
menstruação
Sintomas 
neurológicos: 
ataxia, convulsões 
e polineuropatia
Diarreia (def. Zn) Perda de peso Astenia
SINAIS E SINTOMAS
DIETA constitui o elemento essencial do tratamento
PRIMÁRIO
Exclusão de trigo, centeio, cevada e 
derivados para o resto da vida (dieta 
isenta de glúten)
ATENÇÃO: “Contaminação” dos produtos 
industrializados (difícil de controlar)
Substituição: Milho, batata, arroz, soja, tapioca, araruta, 
mandioca, quinoa, amaranto, sorgo, polvilho, trigo sarraceno.
Remoção do glúten da dieta é a prevenção do desenvolvimento tardio de 
neoplasias malignas
TERAPIA NUTRICIONAL
Alimentos proibidos 
(obviamente contém glúten)
Alimentos permitidos 
(obviamente isentos de glúten)
Alimentos que precisam explicitar 
que são isentos de glúten no rótulo
Pão e farinha de trigo, centeio, 
cevada e aveia
Leite e outros laticínios Salsichas, patês, pasta dequeijo, carnes 
para lanche, carnes e aves enlatadas
Bolos, doces, biscoitos, tortas ou 
outros alimentos feitos com 
essas farinhas
Arroz, milho, trigo sarraceno e 
qualquer alimento feito com essas 
farinhas
Alimentos industrializados que podem 
conter farinhas de cereais como 
aditivos, espessantes ou aromatizantes
Massas italianas (espaguete, 
macarrão...), sêmola de trigo
Qualquer tipo de carne fresca, 
peixes ou frutos do mar e ovos
Bebidas alcoólicas derivadas de cereais 
(uísque, vodka)
Produtos industrializados com 
essas farinhas (flan, creme, 
sorvete, geleia...)
Tapioca, soja Molhos para carne (molho de soja)
Molhos para saladas, mostarda, catchup, 
molho de tomate...
Alimentos maltados (ex: leite 
maltado)
Frutas, vegetais, batatas Sopas instantâneas ou enlatadas e 
caldos em cubos
Bebidas contendo cereais 
(cerveja, cerveja sem álcool)
Manteiga, margarina, óleos e outras 
gorduras
Café ou chá instantâneo
Sal, pimenta, vinagre Balas e achocolatados
Café com grãos moídos, chá e 
infusões de ervas
Em geral, todo alimento enlatado
Bolos e doces sem as farinhas 
proibidas
Hóstia de comunhão
TERAPIA NUTRICIONAL
SECUNDÁRIO
NA PRESENÇA DE SINTOMAS:
•Restrição também de lactose 
/sacarose (retorno gradual) 
•Reposição de líquidos e eletrólitos -
diarreia grave
NA MÁ-ABSORÇÃO PERSISTENTE:
•Suplementação de vitaminas e 
minerais 
•TCM
TERAPIA NUTRICIONAL
• 1ª: Sem glúten, lactose, sacarose e 
fibra.
• 2ª: Sem glúten, baixo aporte de 
lactose. 
• 3ª: Sem glúten 
•Evolução:
•Melhora clínica, ganho ponderal e 
mudança na consistência das fezes:
•Se pastosas: Evoluir p/ 2ª fase
•Se bem formadas: Evoluir p/ 3ª fase
Melhora histológica e 
clínica após a retirada 
do glúten da dieta
Melhora clínica evidente: após de 1 ou 2 semanas
Recuperação completa: vários meses
Causa do fracasso do tratamento: 
Remoção incompleta do glúten na dieta
TERAPIA NUTRICIONAL
VCT: necessidades p/equilíbrio do EN
Hipoglicídica ou
Hipolipídica
Suplementação (micro): Mg, Ca (>1g/dia), 
Zn, Fe, Vit lipossolúveis (A, D, E, K), Ác 
Fólico, B1, B12 e outras do complexo B, 𝟂-3
↓ fibra insolúvel, fontes de enxofre, fermentadores, extremos 
de temperatura.
Fracionamento ↑
Volume ↓
Vitaminas lipossolúveis 
e TCM - esteatorreia
Líquidos: prevenir a 
desidratação
TERAPIA NUTRICIONAL
PTN: Hiperprotéica
DOENÇAS 
INFLAMATÓRIAS 
INTESTINAIS
DII
Duas formas mais comuns:
1)Retocolite ulcerativa inespecífica (RCUI)
2)Doença de Crohn (DC)
São doenças crônicas (TGI) multifatorial 
origem desconhecida
Predisposição genética + resposta imune 
anormal/autoimune na parede intestinal + alteração na 
microflora + desencadeamento ambiental/infeccioso
DII
CARACTERÍSTICAS
– RCUI
– DC
Localizada no cólon descendente, no sigmóide e 
no reto (mucosa + submucosa)
Sintomas + comuns: diarreia 
mucossanguinolenta, dor e cólica, mal estar, 
fraqueza, febre, perda de peso, alterações 
eletrolíticas e desnutrição.
Pode atingir qualquer parte do TGI (boca ao ânus) 
sendo mais comum no íleo distal e cólon
Sintomas + comuns: diarreia episódica, dor 
abdominal pós-prandial e periumbilical, febre 
baixa, perda de peso, anorexia.
• Corticosteróides (Ca e PTN); Sulfassalazina
(folato); Colestiramina (gorduras e vitaminas)
Interações drogas-nutrientes
• Sepse, febre, fístula
• Aumento do turnover celular
• Repleção das reservas orgânicas
• Terapia com substâncias (catabolismo proteico)
Aumento nas necessidades 
nutricionais
FATORES RELACIONADOS À 
DEFICIÊNCIA NUTRICIONAL
• Anorexia, náuseas, vômitos – dietas restritas
• Dor abdominal e diarreias
Diminuição da ingestão 
alimentar
• Diminuição da área absortiva (doença, 
ressecções), Supercrescimento bacteriano, 
Deficiência de sais biliares
Má absorção
• Enteropatia perdedora de proteínas; Fístulas: 
perda de eletrólitos, minerais e traços; 
Sangramento GI
Aumento das perdas 
intestinais
Recuperar e/ou manter 
o estado nutricional
Adequação da ingestão de 
nutrientes
Manter o crescimento 
em crianças
Diminuir a atividade e 
aumentar o tempo de 
remissão da doença
OBJETIVOS DA TERAPIA 
NUTRICIONAL
Aplicar as recomendações nutricionais adequadas de 
acordo com o tipo de doença e grau de atividade
– Perda de peso? (Corticosteróides – edema → retenção 
hídrica)
– Hipoalbuminemia (processo inflamatório: ptn de fase 
aguda - )
Albumina + PCR ultrassensível
– Anemia? (níveis de Fe, Ác. Fólico, B12)
– Ca: Taxa de crescimento de crianças, doenças ósseas
- Desnutrição agrava as funções digestivas e absortivas do 
TGI.
AVALIAÇÃO NUTRICIONAL
Equação de Harris Benedict: Calcula-se a TMB:
 TMB 
 Mulher: 655,1 + 9,5 x Peso (kg) + 1,8 x Altura (cm) – 4,7 
x idade (anos)
 Homem: 66,5 + 13,8 x Peso (kg) + 5 x altura (cm) – 6,8 
x idade (anos)
- Barot, 1991 = TMB x FA x 1,75 (índice de Barrot para DII)
TERAPIA NUTRICIONAL
30 a 35 kcal/kg/dia ou 30-45kcal/kg de PI GEB x 
1,75
1-1,5g (até 2g para desnutridos)/Kg PI/dia
1,3-1,5g/kg/dia → BN+
Hipolipídica < 20% VCT. Se esteatorreia, ≤
40g/dia (Usar até 50% de TCM).
Normolipídica: fase de recuperação.
VCT
PTN
LIP
Fase aguda – Ø lactose; Ø mono/dissacarídeos 
↑fibra solúvel (AGCC)/ ↓insolúvel (diarreia)
Fase remissão – ↑ gradual de fibra insolúvel 
CHO
NE 
NP
NO
TERAPIA NUTRICIONAL
Excesso de açúcar
TERAPIA NUTRICIONAL
Nutrientes específicos:
3 – 6g/dia - ↓RI. RCUI: reduz a atividade 
da doença, aumento do tempo de 
remissão, efeito poupador de fármaco; 
DC: reduz a atividade da doença.
trofismo da mucosa intestinal
Efeito benéfico na mucosa intestinal 
↑ tempo de remissão. ↓permeabilidade; 
↓atividade da doença. 
AG ω3
AGCC e GLUTAMINA 
PROBIÓTICOS 
TERAPIA NUTRICIONAL
▪Isento de purinas.
▪Suplementar: ácido fólico, B1,B6, B12, C, Zn, potássio, selênio, 
Ca, Mg, Fe, Vitaminas lipossoluveis.
▪Volume reduzido e fracionamento aumentado.
▪Consistência:
▪Fase aguda: líquida a leve.
▪Fase moderada: leve a pastosa.
▪Fase recuperação: branda a normal.
TERAPIA NUTRICIONAL
SÍNDROME DO 
INTESTINO IRRITÁVEL
DEFINIÇÃO
Associação de sintomas GI crônicos RECORRENTES não explicados 
por anormalidades estruturais ou bioquímicas
(no cólon, principalmente)
Subsíndromes:
Dor abdominal 
com 
constipação 
(alternando 
com diarreia)
- Quadro mais 
habitual
Diarreia
indolor 
(quadro 
menos 
frequente)
Distensão 
abdominal
Flatulência em 
excesso
Eliminação de 
muco nas fezes
Sensação de 
esvaziamento 
retal incompleto
DIAGNÓSTICO
Critérios de ROMA para SII
Sintomas de desconforto abdominal por pelo menos 3 dias/mês 
por 3 meses que consistem em:
• Dor abdominal, que é aliviada com a defecação ou
• Associada a alteração na consistência das fezes, ou
• Associada a alteração na frequência de evacuações
Com 2 ou mais dos seguintes achados:
Alteração da frequência de evacuações (>3x/dia ou < 3x/semana)
Alteração na consistência das fezes (pelotas fecais/duras ou semi-sólidas/aquosas)
Alteração na eliminação das fezes (esforço, urgência ou sensação de evacuação 
incompleta)
Eliminação de muco
Distensão abdominal
INTOLERÂNCIA A ALIMENTOS
LEITE OVOSMILHO
TRIGO CAFÉ NOZES
VINHO TOMATE
Frequentemente associados à exacerbação dos 
sintomas
MÁ ABSORÇÃO DE 
AÇÚCARES (lactose, 
sorbitol e frutose) 
Desenvolve os 
sintomas da SII
(↑ fermentação)
Diarreia osmótica e 
distensão abdominal Intolerância à lactose
TERAPIA NUTRICIONAL
Dieta normal
“Sem 
restrições” 
individualizar!
Balanceada 
Dietas muito ricas em fibras (Plantago ovata, 
Psyllium)
↓
Agravam ossintomas
↓
Grande produção de gases (fermentação)
Aumento gradual!!!
Identificar intolerâncias alimentares. 
Bifidobacterium (B. infantis), 
Lactobacillus, Streptococcus salivarius: 
efeitos na redução na distensão e 
flatulência. 
FODMAPS: 
Restringe alimentos com frutose, lactose, fruto e 
galacto-oligossacarídeos (rafinose), álcoois de 
açúcar (sorbitol, manitol, xilitol) → Pouco 
absorvidos no intestino delgado: osmóticos e 
rapidamente fermentados pelas bactérias.
Fase de eliminação (6-8 semanas) e de 
reintrodução (1 grupo/vez)
Reduz os sintomas GI.
TERAPIA NUTRICIONAL
TERAPIA NUTRICIONAL
FODMAP Alimentos ricos em FODMAP
Frutose Frutas: maçãs, peras, pêssegos, manga, ervilha de vagem 
comestível, melancia, frutas enlatadas em suco natural, frutas 
secas, suco de frutas, Adoçantes: mel, xarope de milho rico 
em frutose 
Lactose Leite (vaca, cabra, ovelha), sorvetes, queijos suaves (ricota, 
cottage)
Oligossacarídeos Legumes: alcachofra, aspargo, beterraba, couve de Bruxelas, 
brócolis, repolho, erva-doce, alho, alho poró, quiabo, cebola, 
ervilha.
Cereais: trigo e centeio (↑↑qtd)
Leguminosas: grão de bico, lentilhas, feijão comum, feijão 
cozido.
Frutas: melancia, maçã, pêssego, caqui, damasco, cereja, 
pitomba, lichia, pera, nectarina, ameixa seca.
Vegetais: abacate, couve-flor, cogumelos, ervilha torta. 
Adoçantes: sorbitol, manitol, maltitol, xilitol, etc.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
MUSSOI, T. D. Nutrição: Guia Prático. 1ª edição. Rio de Janeiro, 
Editora Guanabara Koogan, p. 211-216, 2017.
OLIVEIRA, A. M.; SILVA, F. M. Dietoterapia nas doenças do adulto. 1ª 
edição. Rio de Janeiro, Editora Rubio, p. 119-150, 2018.
ROSS, A. C. Nutrição Moderna na Saúde e na Doença. 11ª edição. 
Barueri, Editora Manole, p. 1054-1108, 2016.

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