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Tratamento dietético para diarréia, constipação e SII
Profa Msc. Mariana Carvalho
Breve resumo sobre 
Fibras Alimentares e Intestino
Carboidratos e Efeitos Fisiológicos
	Tipos de CHO	Efeitos fisiológicos
	Fibras solúveis	
	Pectina (maçã, casca de frutas cítricas, morango, hortaliças, batatas, açúcar de beterraba, chicória, cebola, yacón, alho, banana); 
Gomas (Extratos de sementes: alfarroba, agar, goma guar, algas, psyllium);
Algumas hemiceluloses (Aveia, cevada, vagem, abobrinha, maçã com casca, abacaxi, grãos integrais e oleaginosas, β-glucanos)	Retardam o esvaziamento gástrico e diminuem a taxa de absorção de CHO
		Ligam-se aos ácidos biliares, retardando ou reduzindo a absorção de lipídios
		Aumentam o volume e a maciez das fezes
		Formam soluções viscosas e têm a capacidade de reter moléculas orgânicas
	FOS (alho, cebola, banana, tomate, alcachofra, alimentos produzidos à base de inulina)	São fermentados no cólon e produzem ácidos graxos de cadeia curta (acetato, proprianato, butirato)
		Efeito prebiótico
	Fibras insolúveis	
	Celulose (farinha de trigo integral, feijões, ervilha, maçã, farelos, repolho, raízes vegetais); 
Hemiceluloses tipo B (farelo, cereais, soja, grãos integrais); lignina (vegetais maduros, trigo)	Não são normalmente fermentados
		Aceleram o trânsito intestinal; reduzem obstipação
		Aumentam volume e maciez das fezes
A fibra alimentar pode ser conceituada como polissacarídeos distintos do amido, mais a lignina, resistentes à ação das enzimas digestivas do homem, sendo derivados da parede celular dos vegetais26. As fibras podem ser dividi- das em solúvel e insolúvel27. Fibra solúvel, dispersível em água, inclui substâncias formadoras de gel como a hemice- lulose, pectina, gomas, mucilagens e oligosacarídeos não hidrolisáveis. A fração insolúvel, que corresponde à matriz da fibra, compreende a celulose, lignina e algumas hemice- luloses 
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Fibras Solúveis
Vários produtos que possuem exclusivamente este tipo
Aumento do tempo de exposição dos nutrientes no estômago
Provocam reações de fermentação, produzindo altas concentrações de substâncias específicas, denominadas de ácidos graxos de cadeia curta (AGCC). 
AGCC: principais promotores da motilidade do conteúdo fecal e regularizam o trânsito intestinal de forma suave. 
Funcionam como fonte de energia para a mucosa e como agentes protetores de várias doenças
Propionato, butirato, acetato
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Fibras Insolúveis
Encontradas nos farelos de cereais, facilmente disponíveis no mercado como alimentos ou cápsulas
A ação fundamental é a intestinal. 
Aumentam em volume e distendem a parede do cólon, facilitando a eliminação do bolo fecal.
Não são fermentadas pela flora intestinal e não são praticamente metabolizadas.
Dentro deste grupo, estão a lignina, a celulose e algumas hemiceluloses. 
Intestino grosso
O intestino grosso consiste do cólon ascendente (lado direito), cólon transverso, cólon descendente (lado esquerdo) e cólon sigmóide, o qual conecta-se ao reto. 
Secreta muco e é em grande parte responsável pela absorção de água e eletrólitos das fezes. 
É responsável pela absorção de alguns nutrientes e certas vitaminas, sendo habitado por rica flora bacteriana importante nesta função. 
O conteúdo intestinal é líquido ao chegar ao intestino grosso, mas normalmente é sólido ao atingir o reto, sob a forma de fezes 
As principais funções do cólon são absorver água e eletrólitos, conduzir as fezes a partir do intestino delgado e armazenar as fezes, especialmente no sigmóide, antes da evacuação 
Após as refeições podem ocorrer contrações colônicas de grande amplitude, denominadas reflexo gas- trocólico, que se propagam a partir do sigmóide proximal em direção a sua porção terminal, empurrando a massa fecal para o interior do reto. 
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Intestino grosso
Algumas doenças e alguns antibióticos podem provocar um desequilíbrio entre os diferentes tipos de bactérias do intestino grosso. 
A consequência é a irritação que acarreta a secreção de muco e água, causando a diarréia. 
No caso de maior tempo de trânsito intestinal, pode haver ressecamento do bolo fecal, com dificuldade na expulsão: constipação
Constipação
Definição:
Alteração no trânsito intestinal (intestino grosso)
↓ n° de evacuações com fezes endurecidas e esforço à defecação
Ausência de evacuação por mais de 3 dias ou volume 50g/dia
Dietoterapia:
oferta de fibras na dieta
prevalência que vai de 1% até mais de 20% nas populações ocidentais 
Constipação
(ADA, 2003)
(BEYER, 2006)
(IOM, 2005)
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Constipação
Anamnese Alimentar
Frequência
Fontes de vegetais (fibras)
Quantidade
Principal instrumento:
A utilização de medicamentos é importante, entretanto, “viciam” a mucosa intestinal, de modo que quantidades crescentes serão necessárias
↓
FIBRAS
melhor
Laxantes
Lactulona, Lactulosum, Supositório de Glicerina: laxantes osmóticos, substâncias pouco ou inabsorvíveis pelo intestino delgado que graças a sua osmolaridade, retém água na luz intestinal
Nujol, Purol, Óleo Mineral, Laxol: laxantes emolientes; lubrificam a parede intestinal e o bolo fecal facilitando sua passagem pela luz colônica.
Enterotonus Sene, Frutalax, Guttalax: laxativos catárticos ou irritantes ou estimulantes. ação se faz sobre o plexo mientérico, aumentando a motilidade colônica, assim como a secreção de água pelo íleo e cólon.
laxativos catárticos ou irritantes ou estimulantes. Substâncias derivados antraquinônicos, 
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Constipação
FARELO DE AVEIA
FARELO DE TRIGO
Alternativas para aumentar o consumo de fibras
Estimuladores da mobilidade intestinal (contém ácido di-hidroxifinil isotina)
AMEIXA E SUCO DE AMEIXA
Essencial a ingestão de 8 copos/dia de líquidos para que as fibras possam alterar o peso e a maciez das fezes
LÍQUIDOS
Dietoterapia:
– 1 a 2 semanas para atingir a meta de fibras
– Líquidos: mínimo 1.600 mL/dia (8 copos de 200mL)
– FOS (prebiótico)
– Frutas cruas ↑ em ácidos orgânicos 
(laranja; mamão; ameixa preta/suco) 
– Alimentos como laranja e mamão → excita 
SNPS (sistema nervoso parassimpático): > peristalse
Fruto-oligossacarídeos (FOS)
Naturalmente presente nos alimentos, adicionados e sintéticos
Constipação
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Dietoterapia:– Azeite de oliva e gorduras emulsionadas (ex: creme de leite, margarina)
↑ peristalse
– T°C: fria/gelada (se sem espasmo)
– ↓Alimentos ↑enxofre (ver tolerância)
feijão, ervilha, lentilha, grão de bico, milho, pipoca, coco, verduras, frutas in natura e secas, aveia em flocos, ameixa preta. As frutas, quando possível, devem ser consumidas com casca e bagaço. 
O farelo de trigo e outros produtos industrializados ricos em fibras podem ser utilizados, entretanto, nem sempre são aceitos com facilidade 
Constipação
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Dietoterapia:
– Coquetel nutricional laxativo:
	5 ameixas (ácido di-hidroxifinil isotina)
	1 colher de sopa cheia creme de leite (emulsificante)
	1 colher de sopa de farelo de aveia
	1 und M laranja (150g – ácido orgânico + celulose)
	1 fatia M de mamão (papaína e ácido orgânico)
	200 a 250mL de água gelada
Constipação
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– Outras orientações: banco debaixo dos pés (evacuação + fácil); atividade física (++ abdominal)
- Educação, desimpactação, recondicionamento do hábito intestinal normal e prevenção da reimpactação 
Constipação
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Complicações
Fissura anal é uma pequena ulceração crônica infectada da margem anal, acompanhada de crise de dor e espasmo do esfíncter. Destaca- se no tratamento clínico: Dieta laxativa 
Hemorróidas são dilatações varicosas das veias iniciais dos plexos hemorroidais do ânus e do reto inferior. Destaca-se no tratamento clínico: Dieta laxativa, sem condimentos 
* Fazer força para defecar, especialmente se as fezes são duras e secas.
* Constipação severa e crônica.
* Doença de Crohn e colite ulcerativa. 
* Músculo esfíncter anal tenso. 
* Relação sexual anal. 
Complicações da Constipação
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Outros fatores que contribuem para a hemorróida são gravidez e constipação crônica
 A hemorróida pode ser dentro do ânus (interna) ou abaixo da pele ao redor do ânus (externa). 
O sintoma mais comum da hemorróida interna é sangue vermelho vivo cobrindo as fezes, sobre o papel higiênico, ou na privada. 
Complicações da Constipação
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TRATAMENTO CLÍNICO 
A modificação dos hábitos alimentares, com maior ingestão de líquidos e de fibras, objetivando diminuir o trauma e o esforço evacuatório, representa recomendações universais a todos os portadores de doença hemorroidária
Diarréia
Definição:
– ↑ da frequência (> 3x/dia), fluidez com fezes semipastosas ou líquidas + perda excessiva de líquidos e eletrólitos (Na e K) ou volume das evacuações (> 300mL)
Classificação e etiologia:
– Osmótica (presença de solutos osmoticamente ativos no intestino, inadequadamente absorvidos – dumping/def. de lactase)
– Secretória (secreção de eletrólitos e água pelo epitélio intestinal – exotoxinas bacterianas/vírus)
– Exsudativa (lesão da mucosa – extravasa muco, PTN do plasma, sangue – RCU, Chron, enterite por radiação)
– Por medicamento – ATB (↓flora colônica/inibe recaptação/MO oportunistas)
– Contato mucoso limitado (exposição inadequada do quimo no epitélio intestinal que↓área absortiva saudável – DII; SIC)
Diarreia
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Etiologia:
Segundo início e duração:
– Aguda: início abrupto, duração 2 semanas ou recidiva – perda de nutrientes (má digestão/absorção)
Diarreia
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Dietoterapia:
1º Passo: identificar/tratar causa
2º: reposição de líquidos/eletrólitos
– Repor líquidos e eletrólitos pela dieta (caldo, sopa, sucos de frutas e hortaliças, isotônicos, água de côco)
– Evitar leite e derivados (↓lactase - enterócitos)
– Dieta antifermentativa (evitar – Alimentos ↑enxofre = flatulentos: agrião, brócolis, couve-flor, pepino, alho, batata-doce, milho-verde, repolho, nabo, rabanete, pimentão, lentilha, goiabada, melão, melancia, jaca, uva, gema de ovo, leguminosas (ver tolerância)
Diarreia
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Dietoterapia:
– +Fibras solúveis (viscosidade; AGCC – absorver H2O e eletrólitos) - fermentadas
Pectinas (maçã, morango, cascas de frutas cítricas)
Gomas (aveia, leguminosas secas – lentilha, grão de bico) 
Psyllium
Fruto-oligossacarídeos (alho, cebola, banana, tomate, alcachofra) 
Diarréia
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Dietoterapia:
Reduzir fibras insolúveis
Celulose (farinha de trigo integral, feijões, ervilhas) 
Hemiceluloses tipo B (farelos; cereais e soja)
Lignina (vegetais maduros, trigo)
Fibras solúveis (viscosidade; AGCC – absorver H2O e eletrólitos) - fermentadas
Diarreia
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Dietoterapia:
Período de recuperação: probióticos (recuperar microbiota)
Limitar lactose e açúcares se diarréia osmótica 
excessos: sacarose 3x/dia ouBalanceada em macro
Sem recomendação de micro 
Dietas ricas em fibras
↓
Agravam os sintomas
↓
Grande produção de gases (fermentação)
Detecção e tratamento de disbiose
Probióticos: lactobacilos e bifidobactérias
Manejo dietético e de estilo de vida
Dieta normal
Prébióticos
Sono
Hidratação 
Medicações
Atividade Física 
Mastigação
Escolher fontes de fibras/ prébióticos
Suplementação quando necessário
Tratamento e manutenção
Mudança de hábitos
Evitar açúcares simples, lactose (?), ultraprocessados, xenobióticos
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