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CÁLCULOS TRABALHISTAS CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles _________________________________________________________________________________________________________ Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 1 CÁLCULOS TRABALHISTAS REMUNERAÇÃO E SALÁRIO - DISTINÇÃO SALÁRIO Entende-se como salário, a contraprestação devida ao empregado, pela prestação dos serviços, em decorrência do contrato de trabalho. REMUNERAÇÃO É a soma do salário com vantagens percebidas pelo empregado em decorrência do contrato. Assim, a remuneração é o gênero do qual o salário é a espécie. O artigo 457 da CLT estabelece que, além da importância fixa estipulada, integram a remuneração do empregado as comissões, percentagens, gratificações ajustadas, diárias para viagem e abonos pagos pelo empregador. REPOUSO SEMANAL REMUNERADO Direito Todo empregado (urbano, rural, inclusive doméstico) tem direito ao repouso semanal remunerado (RSR) de 24 horas consecutivas, preferentemente aos domingos e, nos limites das exigências técnicas das empresas, nos feriados civis e religiosos, de acordo com a tradição local. Remuneração A remuneração dos dias de repouso, tanto o semanal como o correspondente aos feriados, integra o salário para todos os efeitos legais e com ele deve ser paga. CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles _________________________________________________________________________________________________________ Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 2 Valor - Cálculo Diarista, Semanalista, Quinzenalista ou Mensalista: corresponderá a um dia normal de salário. Exemplos: a) diarista: empregado que recebe R$ 30,00 por dia, terá seu RSR = R$ 30,00 b) semanalista: salário semanal = R$ 140,00 6 (dias de trabalho na semana) = R$ 23,33 (RSR) c) quinzenalista: salário quinzenal = R$ 430,00 15 dias = R$ 28,67 (RSR) d) mensalista: salário mensal = R$ 770,00 30 = R$ 25,67 (RSR) Ressalta-se que, nos casos de empregados mensalistas ou quinzenalista, consideram-se já remunerados os dias de repouso, ou seja, no salário que o empregado receber (mensal ou quinzenal), o descanso semanal remunerado já estará embutido, não havendo necessidade, por parte do empregador, calcular separadamente o repouso. Deve-se destacar o RSR nas folhas e recibos de pagamento, exceto para o mensalista e o quinzenalista. Nesse sentido, dispõe a Súmula TST nº 91: “Nula é a cláusula contratual que fixa determinada importância ou percentagem para atender englobadamente vários direitos legais ou contratuais do trabalhador.” Havendo prestação de horas extras, deve-se destacar também sua repercussão no repouso, inclusive para o mensalista e o quinzenalista. Horista: corresponderá a sua jornada normal de trabalho. Exemplo: CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles _________________________________________________________________________________________________________ Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 3 salário/hora ...................................................... R$ 13,00 jornada normal de trabalho ............................ 8 horas/diárias DSR .................................................................. R$ 13,00 X 8 = R$ 104,00 Tarefeiro ou Pecista: corresponderá ao salário estipulado por tarefa ou peças efetuadas na semana, no horário normal de trabalho, dividido pelos dias de serviço efetivamente prestados ao empregador. Exemplos: a) tarefeiro: salário/tarefa ............................................... R$ 5,00 quantidade de tarefas na semana ........... 50 salário/tarefa na semana ........................... R$ 5,00 x 50 = R$ 250,00 dias de trabalho na semana ...................... 6 DSR .......................................................... R$ 250,00 6 = R$ 41,67 b) pecista: salário/peça .................................................. R$ 0,80 quantidade de peças na semana .............. 300 salário/peça na semana ............................. R$ 0,80 x 300 = R$240,00 dias de trabalho na semana ....................... 5 DSR ............................................................. R$ 240,00 5 = R$ 48,00 Comissionista: corresponderá ao resultado da divisão do total das comissões auferidas na semana pelo dias úteis desta mesma semana. valor total das comissões recebidas na semana: ......... R$ 420,00 CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles _________________________________________________________________________________________________________ Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 4 nº de dias trabalhados na semana:.................................. 5 nº de dias úteis da semana:.............................................. 6 DSR ................................................................................. R$ 420,00 6 = R$ 70,00 Para o cálculo mensal, deve dividir o total das comissões pelo nº de dias úteis e multiplicar pelo nº de domingos e feriados do mês: valor total mensal das comissões:....................................... R$ 1.800,00 nº de dias úteis do mês:........................................................ 24 nº de feriados e domingos:................................................... 6 DSR ............................................................................ R$ 1.800,00 24 = R$ 75,00 R$ 75,00 x 6 = R$ 450,00 Os exemplos foram elaborados com base em entendimentos jurisprudenciais. Trabalho em Dias de Repouso Excetuados os casos em que a execução dos serviços seja imposta pelas exigências técnicas das empresas, é vedado o trabalho nos dias de repouso, garantida, entretanto, a remuneração respectiva. Exigências técnicas: Constituem exigências técnicas aquelas que, em razão do interesse público, ou pelas condições peculiares às atividades da empresa ou ao local onde estas se exercitarem, tornem indispensável a continuidade do trabalho, em todos ou alguns dos respectivos serviços. CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles _________________________________________________________________________________________________________ Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 5 Permissão: Às empresas em que, em razão do interesse público ou pelas condições peculiares às próprias atividades ou ao local onde as atividades são exercidas, seja indispensável a continuidade do trabalho, é concedida em caráter permanente permissão para o trabalho em dias de repouso, as quais estão relacionadas no Quadro anexo ao Decreto nº 27.048/49. Nesse caso, a empresa concederá outro dia de folga ao empregado. Pagamento em dobro O trabalho prestado em domingos e feriados, não compensado, deve ser pago em dobro, sem prejuízo da remuneração relativa ao repouso semanal, conforme Súmula nº 146 do TST. Exemplo: - salário mensal do empregado: .....................R$ 840,00 - salário/hora: ................................................... R$ 3,82 (R$ 840,00 220 horas) - nº de horas trabalhadas no feriado:............... 8 horas - valor de um dia trabalhado:............................ R$ 30,56 (R$ 3,82 x 8) - valor de um dia em dobro: ............................. R$ 61,12 (R$ 30,56 x 2) - total a receber no mês: .................................. R$ 901,00 (R$ 840,00 + R$ 61,12) Escala de revezamento Exceto os elencos teatrais e congêneres, nos serviços que exijam trabalho aos domingos, será estabelecida escala de revezamento, mensalmente organizada e constante de quadro sujeito à fiscalização. O modelo da escala de revezamento é de livre escolha da empresa, organizada de maneira que, em um período máximo CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles _________________________________________________________________________________________________________ Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 6 de 7 semanas de trabalho, cada empregado usufrua ao menos um domingo de folga (CLT, art. 67, parágrafo único e Portaria Ministerial nº 417/66, com redação da Portaria MTPS nº 509/67). Comércio varejista De acordo com a Lei nº 10.101/00 fica autorizado o trabalho aos domingos no comércio varejista em geral, observado o art. 30, inc. I da CF/88. O repouso semanal remunerado deverá coincidir com o domingo pelo menos uma vez no período máximo de 4 semanas, respeitadas as demais normas de proteção ao trabalho e outras previstas no acordo ou convenção coletiva. Mulher O trabalho da mulher aos domingos exige a organização de escala de revezamento quinzenal, que favoreça o repouso dominical (CLT, art. 386). REMUNERAÇÃO DO REPOUSO Domicílio Aos empregados que trabalham em domicílio, o DSR equivale ao resultado da divisão da importância total da produção na semana por 6: Exemplo: • valor total da produção na semana: R$ 280,00 • RSR = R$ 280,00 ÷ 6........................ R$ 46,67 Jornada reduzida O empregado contratado para trabalhar em jornada reduzida faz jus ao RSR, calculado pela divisão do ganho semanal por 6 (entendimento jurisprudencial). CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles _________________________________________________________________________________________________________ Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 7 Exemplo: - dias trabalhados na semana:......................... 3 - salário semanal:............................................... R$ 250,00 RSR (R$ 250,00 ÷ 6): ....................................... R$ 41,67 Adicionais – Cômputo Horas extras A jurisprudência consagrou, através da Súmula TST nº 172, a integração das horas extras habituais no cálculo do RSR: “Computam-se no cálculo do repouso remunerado as horas extras habitualmente prestadas.” Assim, soma-se o nº de horas extras realizadas no mês e multiplica-se pelo valor- hora acrescido do adicional de 50%. O resultado obtido será dividido pelo nº de dias úteis e multiplicado pelo nº de domingos e feriados do mês. Exemplo: • nº de horas extras prestadas no mês ................................ 48 h • valor-hora com adicional de 50% (R$ 6,00 x 1,50)........... R$ 9,00 • R$ 9,00 x 48 h................................................................... R$ 432,00 • R$ 432,00 ÷ 24 (dias úteis)................................................. R$ 18,00 • RSR = R$ 18,00 x 6 (domingos e feriados)....................... R$ 108,00 CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles _________________________________________________________________________________________________________ Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 8 Horas noturnas O adicional noturno, pago com habitualidade, integra o salário do empregado para todos os efeitos legais; portanto, repercute também na remuneração do repouso semanal (Súmula TST nº 60). Gorjetas – Não repercussão sobre o DSR Nos termos da Súmula TST nº 354 ficou estabelecido: “354. Gorjetas - Natureza jurídica - Repercussões. (Revisão da Súmula nº 290) As gorjetas, cobradas pelo empregador na nota de serviço ou oferecidas espontaneamente pelos clientes, integram a remuneração do empregado, não servindo de base de cálculo para as parcelas de aviso prévio, adicional noturno, horas extras e repouso semanal remunerado.” Gratificações Consoante a Súmula TST nº 225, há a seguinte previsão: “225. Repouso semanal - Cálculo – Gratificações de produtividade e por tempo de serviço As gratificações de produtividade e por tempo de serviço, pagas mensalmente, não repercutem no cálculo do repouso semanal remunerado.” DESCONTO DO RSR Para que o empregado tenha direito à remuneração do DSR, é necessário que o seu horário de trabalho seja integralmente cumprido, sem faltas, atrasos ou saídas durante o expediente, desde que tenham ocorrido sem motivo justificado ou em virtude de punição disciplinar (art. 11 do Decreto nº 27.048/49). CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles _________________________________________________________________________________________________________ Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 9 Mensalistas e quinzenalistas Há polêmica quanto ao desconto ou não do descanso semanal remunerado do empregado mensalista e quinzenalista, quando faltam ao serviço sem justificativa legal, em virtude do disposto nos arts. 6º e 7º, § 2º, da Lei nº 605/49: ”Art 6º - Não será devida a remuneração quando, sem motivo justificado, o empregado não tiver trabalhado durante toda a semana anterior, cumprindo integralmente o seu horário de trabalho. ..................................................................................................................................” “Art. 7º......................................................................................................................... § 2º - Consideram-se já remunerados os dias de repouso semanal do empregado mensalista ou quinzenalista, cujo cálculo de salário mensal ou quinzenal, ou cujos descontos por falta sejam efetuados na base do número de dias do mês ou de 30 (trinta) e 15 (quinze) diárias, respectivamente.” Há corrente jurisprudencial entendendo que o mensalista e o quinzenalista não estão sujeitos à assiduidade para fazer jus ao repouso remunerado, ou seja, ainda que faltar ao trabalho sem justificativa legal, desconta-se somente o valor correspondente ao dia da falta, visto os dias de repouso serem considerados já remunerados. Esse entendimento, contudo, não é pacífico, havendo que entenda que o DSR deverá ser descontado. Assim, a empresa pode adotar qualquer dos procedimentos expostos. Se, entretanto, estiver seguindo o critério de não descontar o RSR de mensalista e quinzenalista e vier a fazê-lo, poderá ser surpreendida com a arguição de nulidade dessa alteração por contrariar o artigo 468 da CLT, que considera lícitas apenas as alterações dos contratos de trabalho que não resultem, direta ou indiretamente, prejuízos ao empregado. CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles _________________________________________________________________________________________________________Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 10 Horista, diarista e semanalista Ao horista, diarista e semanalista, o direito ao repouso semanal depende de o empregado trabalhar durante toda a semana anterior, cumprindo integralmente o horário de trabalho. ADMISSÃO OU DEMISSÃO NO CURSO DA SEMANA Admissão O empregado faz jus ao RSR caso a admissão ocorra no meio da semana. Exemplo: 3ª feira .................................. (admissão) 7h20min 4ª feira ......................................................7h20min 5ª feira ..................................................... 7h20min 6ª feira ..................................................... 7h20min sábado ................................................. ....7h20min domingo .............................................. .....7h20min Total ......................................................... 44h O procedimento acima leva em consideração a doutrina trabalhista, que prevê o pagamento do repouso semanal ao empregado, admitido no curso da semana, em razão de não existir a obrigatoriedade do trabalho nos dias anteriores à admissão. Assim, a empresa por ter admitido um empregado no decorrer da semana assume, normalmente, o pagamento do respectivo repouso semanal, salvo se o empregado nos dias posteriores à admissão tiver incorrido em faltas ou atrasos injustificados. CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles _________________________________________________________________________________________________________ Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 11 Demissão Perde o direito ao RSR se o contrato for rescindido até 6ª feira, por não ter cumprido integralmente a jornada de trabalho (de 2ª a sábado). Exemplo: 2ª feira .................................................. 7h20min 3ª feira .................................................. 7h20min 4ª feira .................................................. 7h20min 5ª feira .................................................. 7h20min 6ª feira .................................................. 7h20min Total...................................................... 36h40min INTERVALO ENTRE JORNADAS É garantido ao empregado um intervalo mínimo de 11 horas consecutivas para descanso entre jornadas (art. 66 da CLT) que, somado ao descanso semanal de 24 horas, totaliza 35 horas de paralisação no trabalho. As empresas que trabalham em regime de revezamento também obedecem esse intervalo mínimo de 35 horas na troca de turno de uma semana para outra, sob pena de remunerar as horas prejudicadas, como extras, com o adicional de 50% no mínimo (CF, art. 7º, XVI, e Súmula TST nº 110). Exemplo: Turnos de trabalho: “A”: das 8 às 16 horas. CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles _________________________________________________________________________________________________________ Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 12 “B”: das 16 às 24 horas. “C”: das 24 às 8 horas. Turno “B” Saída: Sábado às 24 horas. Entrada: Segunda-feira às 8 horas. Intervalo: 32 horas (24h do RSR e 8h do intervalo entre jornadas). Remuneração extra: 3 horas (35h - 32h). EMPREGADO DOMÉSTICO A Constituição Federal, em seu art. 7º, parágrafo único combinado com o inciso XV, assegurou à categoria dos trabalhadores domésticos o repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos. Assim, salvo nas hipóteses de contratação de empregado doméstico quinzenalista e mensalista, cujas remunerações já incluem os repousos semanais, o empregador doméstico deverá pagar e discriminar separadamente a citada parcela no recibo de pagamento de salário, a fim de que possa, inequivocamente, ficar comprovada sua quitação. Para fins de cálculo, a remuneração do repouso corresponde a um dia de serviço, para os que trabalham por dia, semana, quinzena ou mês. Aos que trabalham como diaristas em alguns dias da semana, o cálculo do repouso corresponde a 1/6 do total da retribuição paga nos dias trabalhados na semana. CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles _________________________________________________________________________________________________________ Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 13 BANCÁRIO Nos termos da Súmula TST nº 113, ficou estabelecido que: “113 - Bancário – Sábado – Dia útil – O sábado do bancário é dia útil não trabalhado e não dia de repouso remunerado. Não cabe a repercussão do pagamento de horas extras habituais sobre sua remuneração.” Cumpre notar, assim, que o RSR do bancário tem as mesmas garantias de qualquer empregado, apenas com a diferença de que por não haver previsão legal de trabalho no sábado, não poderá sofrer desconto desse dia se não tiver cumprido integralmente a jornada semanal. O sábado do bancário, portanto, por não ser considerado repouso semanal remunerado, acarreta, no caso do não cumprimento da jornada integral, somente o desconto do domingo e feriado da mesma semana, se houver. FERIADO EM DOMINGO Quando o feriado incidir em domingo (ou dia de repouso durante a semana para os que trabalham em regime de escala de revezamento), o pagamento do repouso corresponderá a um só dia, não sendo cumulativas as remunerações (Decreto nº 27.048/49 - art. 11, § 3º). Outros Adicionais da Remuneração Periculosidade Conceito: são consideradas perigosas as atividades ou operações que, por sua natureza ou métodos de trabalho, impliquem contato permanente com inflamáveis ou explosivos, em condições de risco acentuado, bem como aos trabalhadores do setor de energia elétrica. CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles _________________________________________________________________________________________________________ Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 14 Adicional de Periculosidade: O trabalho em condições de periculosidade assegura ao empregado um adicional de 30% (trinta por cento) sobre o salário sem os acréscimos resultantes de gratificações, prêmios ou participações nos lucros da empresa. Caracterização da Periculosidade A caracterização e a classificação da periculosidade, faz-se por intermédio de perícia a cargo do engenheiro do trabalho ou médico do trabalho. Nesse aspecto, a Súmula nº 191 do TST dispõe: “191- Adicional de periculosidade - Incidência sobre o salário básico O adicional de periculosidade incide, apenas, sobre o salário básico, e não sobre este acrescido de outros adicionais. Em relação aos eletricitários, o cálculo do adicional de periculosidade deverá ser efetuado sobre a totalidade das parcelas de natureza salarial. (Res.121/2003 – DJ 21.11.2003).” Exemplos: a) empregado mensalista com salário básico de R$ 780,00, cujo serviço é exercido em condições de periculosidade: 30% de R$ 780,00 = R$ 234,00 b) empregado diarista com salário básico de R$ 48,00 por dia, cujo serviço é exercido em condições de periculosidade: 30% de R$ 48,00 = R$ 14,40 x quantidade de dias. c) empregado horista com salário básico de R$ 4,30 por hora, cujo serviço é exercido em condições de periculosidade: 30% de R$ 4,30 = R$ 1,29 x quantidade de horas. CÁLCULOS TRABALHISTASDra. Valéria de Souza Telles _________________________________________________________________________________________________________ Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 15 Não cumulatividade com outros adicionais O adicional de periculosidade não incide sobre o salário já acrescido de outros adicionais, exceto no caso dos eletricitários. Exemplos de cálculo para empregados que recebem adicionais: a) Supondo que um empregado com salário-hora normal de R$ 3,60 perceba 50% de adicional por hora extraordinária realizada, terá o seguinte valor-hora extraordinário: R$ 3,60 x 1,50 = R$ 5,40 Se o mesmo empregado trabalhar em condições perigosas com direito ao adicional de 30%, o cálculo incidirá sobre o salário-hora normal de R$ 3,60, ainda que esteja trabalhando em regime de horas extras. Desta forma se o empregado perfaz 2 horas extras em um dia receberá: R$ 3,60 x 1,50 = R$ 5,40 (valor da hora com o respectivo adicional de hora extra); R$ 5,40 x 2 (quantidade de horas extras efetuadas no dia) = R$ 10,80; Valor do adicional de periculosidade a ser pago em relação às 2 horas extras prestadas no dia: R$ 3,60 x 30% x 2 = R$ 2,16; Total a pagar: R$ 10,80 + R$ 2,16 = R$ 12,96 b) Eletricista - cômputo dos adicionais de periculosidade com horas extras e adicional noturno. Salário mensal = R$ 800,00 Salário hora R$ 800,00 ÷ 220h =R$ 3,64 Salário hora noturna R$ 3,64 x 1,20 (20%) = R$ 4,37 Salário hora extra noturna R$ 4,37 x 1.50 (50%) = R$ 6,56 CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles _________________________________________________________________________________________________________ Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 16 Periculosidade de 30% sobre hora extra noturna = R$ 1,96 ADMISSÃO – DISPENSA – AFASTAMENTO O empregado admitido, dispensado ou afastado no curso do mês, tem direito ao adicional calculado proporcionalmente ao número de dias efetivamente trabalhados. Exemplo: Cálculo do adicional de periculosidade (integral): Admissão: 12/04/14; Salário Contratual (mensalista – base de cálculo 220h por mês): R$ 836,00 Adicional de Periculosidade: 30% de R$ 836,00 = R$ 250,80 Cálculo de adicional de periculosidade (proporcional): R$ 250,80 ÷ 220h/m= R$ 1,14 R$ 1,14 x 7,33333h/d= R$ 8,36 R$ 8,36 x 19 dias= R$ 158,84; ou R$ 250,80 ÷ 30 dias x 19 = R$ 158,84 FALTAS INJUSTIFICADAS O empregado que injustificadamente deixar de comparecer ao serviço está sujeito, além do desconto do salário dos dias em que tiver faltado, irá sofrer, também, o desconto do adicional de periculosidade proporcionalmente àqueles dias. Exemplo: O empregado com salário mensal de R$ 800,00 em abril, falta 02 dias, injustificadamente, ao serviço; Salário mensal: R$ 800,00 Salário diário: R$ 800,00 ÷ 30 dias = R$ 26,67 Adicional periculosidade = 30% de R$ 800,00= R$ 240,00 Adicional periculosidade diário: R$ 240,00 ÷ 30 dias= R$ 8,00 CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles _________________________________________________________________________________________________________ Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 17 Salário Mensal a ser pago descontados 02 dias de ausência injustificada = R$ 26,67,00 x 28 dias= R$ 745,92 Adicional de periculosidade proporcional a ser pago no mês, descontado os 02 dias de ausência injustificada = R$ 8,00 x 28 dias = R$ 224,00 Total da remuneração a receber = R$ 745,92 + R$ 224,00 = R$ 969,92 Insalubridade Conceito: Consideram-se atividades ou operações insalubres aquelas que por sua natureza, condições ou métodos de trabalho, exponham os empregados a agentes nocivos à saúde, acima dos limites de tolerância fixados em razão da natureza, intensidade do agente e o tempo de exposição aos seus efeitos. Adicional de Insalubridade:O exercício do trabalho em condições insalubres, acima dos limites de tolerância estabelecidos pelo Ministério do Trabalho, assegura a percepção de adicional respectivamente de 40%, 20% e 10% do salário mínimo. Exemplo: Adicional de Insalubridade conforme o grau: Grau máximo: 40% x R$ 724,00 = R$ 289,60 Grau médio: 20% x R$ 724,00 = R$ 144,80 Grau mínimo: 10% x R$ 724,00 = R$ 72,40 Desta forma, o empregado que recebe um salário mensal de R$ 900,00 e que exerce atividades insalubres em grau médio, terá a seguinte remuneração: R$ 900,00 + R$ 144,80 (20% do Salário Mínimo – R$ 724,00) Total à receber = R$ 1.044,80 Admissão - Desligamento - Afastamento Empregado desligado em 25/04/03 com salário mensal de R$ 930,00 e direito ao adicional de insalubridade em grau mínimo: 10% de R$ 724,00 (salário mínimo) = R$ 72,40 R$ 72,40 ÷ 30 dias = R$ 2,41 CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles _________________________________________________________________________________________________________ Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 18 R$ 2,41 x 25 dias = R$ 60,25 TRABALHO NOTURNO O trabalho noturno exige maior esforço do indivíduo, tendo em vista que este horário normalmente é destinado ao descanso. Em função desta particularidade, a legislação determina que o trabalho noturno deve ser reduzido e ser melhor remunerado que o trabalho diurno. O trabalho noturno é assim definido, conforme o quadro abaixo: Trabalho Noturno: Atividade Horário duração adicional Urbana 22h às 5h 52min.30seg. 20% Rural 21h às 5h na lavoura 60min. 20h às 4h na pecuária 60min. 25% Adicional Noturno Exemplo: Salário mensal = R$1.100,00 Salário hora = R$5,00 (R$ 1.100,00 ÷ 220) Adicional noturno = R$1,00 (R$ 5,00 x 20%) Equivalência entre o cálculo centesimal (calculadora) e o cálculo sexagesimal (hora relógio): Para a conversão de minutos e segundos em forma centesimal para a forma sexagesimal, multiplica-se o valor por 60 Exemplo: Jornada de trabalho semanal: 44 Jornada de trabalho diária: 7,3333 44 = 7,3333 6 7,3333 – 7,00 = 0,3333 0,3333 x 60 = 20 (minutos) CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles _________________________________________________________________________________________________________ Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 19 7,3333 = 07:00 + 0:20 (minutos) 7,3333 = 7:20 horas Conversão do trabalho normal em trabalho noturno Para converter o tempo de efetivo trabalho diurno para noturno, divide-se a sua duração por : 1,1428571 (60 min. ÷ 52,5 min.) 8 horas diurnas : 1,1428571 = 7 horas noturnas (8 horas ÷ 1,1428571) Portanto, uma jornada de oito horas diurnas corresponde a 7 horas de efetivo trabalho noturno. Conversão em hora: O tempo de efetivo trabalho normal (relógio) pode ser convertido para o noturno mediante aplicação do índice: 1,1428571 Exemplo: Jornada de trabalho: 6 horas Término da jornada: 23:00 horas 1h x 1,1428571 = 1,1428571 hs 0, 1428571x 60 = 8,571426 min. 0, 571426 x 60 = 34,28556 seg. Total = 01:08:34 hora Conversão de minutos: Os minutos que efetivamente forem trabalhados no período noturno, serão convertidos pela aplicação do índice 1,1428571. Exemplo: Término da jornada de trabalho às 22:15 horas 15,00 x 1,1428571 = 17,14 CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles _________________________________________________________________________________________________________ Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 20 17,14 – 17,00 = 0,14 0,14 x 0,60 = 0,08 17,00 = 00:17:00 0,08 = 00:00:08 00:17:00 + 00:00:08 = 00:17:08 Conversão de segundos: Da mesma forma, sendo necessária a conversão de segundos normais para segundos noturnos, deverá ser multiplicado pelo índice 1,1428571. Redução: O legislador definiu a hora noturna em 52min e 30seg, como resultado de uma redução em 12,5% da hora normal (60 minutos). 60,00 – 52,50 = 7,50 7,50 60,00 x 100 = 12,5% Exemplo: Uma jornada de trabalho de 6 horas deverá ser executada em 5h e 15min do relógio: 6hs ÷ 1,1428571 = 5,25 0,25 ÷ 60 = 15 05:00:00 + 00:15:00 = 05:15:00 ou Redução de 12,5% de 6,00 6,00 x 60 = 360 360 x 12,5 % = 45 CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles _________________________________________________________________________________________________________ Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 21 360 – 45 = 315 Ou 6 hs - 12,5 % = 5,25 0,25 ÷ 60 = 15 05:00:00 + 00:15:00 = 05:15:00 Finalmente, para comprovar este cálculo, faz-se a operação inversa: 315 x 1,1428571 = 360 360 ÷ 60 = 6,00 Cada hora normal sofre redução de 7min 30seg, ou seja, 12,5%. Lembra-se que: 7min e 30seg x 8 = 60 minutos Contagem – Tabela: A jornada de trabalho no período noturno observa a seguinte tabela: Das 22:00:00 h + 52:30 às 22:52:30 1ª h. noturna Das 22:52:30 h + 52:30 às 23:45:00 2ª h. noturna Das 23:45:00 h + 52:30 às 00:37:30 3ª h. noturna Das 00:37:30 h + 52:30 às 01:30:00 4ª h. noturna Das 01:30:00 h + 52:30 às 02:22:30 5ª h. noturna Das 02:22:30 h + 52:30 às 03:15:00 6ª h. noturna Das 03:15:00 h + 52:30 às 04:07:30 7ª h. noturna Das 04:07:30 h + 52:30 às 05:00:00 8ª h. noturna MENORES O trabalho em horário noturno é proibido aos menores de 18 anos. CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles _________________________________________________________________________________________________________ Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 22 Turnos Ininterruptos de Revezamento A Constituição Federal prevê jornada de 6 horas diárias para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento, salvo negociação coletiva. Assim, tratando-se de turno ininterrupto de revezamento, cujo trabalho seja realizado em período noturno, além da hora noturna reduzida de 52min e 30seg, a jornada também é reduzida (6 horas). A referida jornada depende da ocorrência concomitante dos seguintes fatores: a) Existência de turnos Isso significa que a empresa mantém uma ordem ou alteração dos horários de trabalho prestado em revezamento; b) Turnos de revezamento Isso quer dizer que o empregado, ou turmas de empregados, trabalham alternadamente para que se possibilite, em face da ininterrupção do trabalho, o descanso de outro empregado ou turma; c) Revezamento ininterrupto Não há interrupção no período de 24 horas, independentemente de haver, ou não, trabalho aos domingos. É permitida, mediante negociação coletiva, a prorrogação da jornada de 6 horas. Nesse caso, admite-se o máximo de 2 horas extras por dia. (Artigo 7º inciso XIV da Constituição Federal) Acordo, convenção e dissídio coletivo de trabalho Por meio dos citados documentos coletivos de trabalho, pode-se estipular percentual de adicional noturno superior aos mínimos já mencionados. HORA EXTRA NOTURNA A CF assegura aos trabalhadores a remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em 50% à do normal (art. 7º, inciso XVI). Assim, o empregado que cumpre horas extraordinárias, no período noturno, faz jus a ambos adicionais mínimos, ou seja: Para qualquer hora extraordinária que for cumprida neste período há 2 adicionais: CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles _________________________________________________________________________________________________________ Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 23 22h _____________________5h período noturno • adicional de hora extra (50%, no mínimo); e • adicional noturno (20%, no mínimo, para trabalhadores urbanos e 25%, no mínimo, para trabalhadores rurais). Discriminação em folha de pagamento: Os adicionais por trabalho noturno, extraordinário, etc, devem ser discriminados em folha de pagamento. Exemplo Supondo-se que um empregado foi contratado em 1º/02/14 para exercer a função de vigia de 2ª feira a sábado, com jornada de trabalho de 7 horas e 20 minutos por dia (44 semanais) e salário mensal de R$ 1.050,00 (base 220 horas), pergunta-se: Qual deve ser o horário registrado no relógio de ponto em que o empregado completa a jornada diária de 7 horas e 20 minutos, sendo que o horário normal de entrada no serviço é às 18 horas e o intervalo para refeição das 22 às 23 horas? Sabendo-se que há acordo de prorrogação de 2 horas (extras) no período noturno, a serem cumpridas a contar do horário em que o empregado completa a jornada diária de 7 horas e 20 minutos, qual deve ser o horário final de saída do serviço? Qual a remuneração diária a ser paga, considerando-se que o adicional noturno é de 20% e o extraordinário de 50%? • Salário mensal: R$ 1.050,00 • Salário/hora normal: R$ 4,77 (R$ 1.050,00 ÷ 220) • Salário/hora noturno: R$ 5,72 (R$ 4,77 x 1,20) • Salário/hora extra noturno: R$ 8,58 (R$ 5,72 x 1,50) Entrada no serviço: 18:00h 18:00:00 h até 19:00:00 h (1ª hora - diurna) 19:00:00 h até 20:00:00 h (2ª hora - diurna) 20:00:00 h até 21:00:00 h (3ª hora - diurna) CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles _________________________________________________________________________________________________________ Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 24 21:00:00 h até 22:00:00 h (4ª hora - diurna) 22:00:00 h até 23:00:00 h (Intervalo de 60 minutos) 23:00:00 h até 23:52:30 h (5ª hora - noturna) 23:52:30 h até 00:45:00 h (6ª hora - noturna) 00:45:00 h até 01:37:30 h (7ª hora - noturna) 01:37:30 h até 01:55:00 h (20 minutos - noturnos) 01:55:00 h até 02:47:30 h (1ª extra - noturna) 02:47:30 h até 03:40:00 h (2ª extra - noturna) HORAS EXTRAS São consideradas extraordinárias as excedentes à jornada contratada e deverão ser remuneradas com adicional de no mínimo, 50% sobre o valor da hora normal. A duração normal de trabalho pode ser prorrogada em até 2 horas, mediante acordo escrito, para empregados maiores de idade de ambos os sexos, desde que não ultrapasse o limite de 10 horas. Tratando-se de acordo de prorrogação firmado simultaneamente ao de compensação de horas, a jornada diária não pode ultrapassar o limite globalde 10 horas. Os empregados que trabalham sob o regime de tempo parcial não poderão ter sua jornada alterada, conforme o disposto no artigo 59, § 4º da CLT. Exemplo: Salário mensal: R$ 2.220,00 Quantidade de dias com horas extras: 07 Quantidade de horas extras realizadas no mês: 14 Adicional de horas extras: 70% (documento coletivo de trabalho) 2.220,00 = 10,09 220 CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles _________________________________________________________________________________________________________ Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 25 10,09 x 1,70 = 17,15 14 x 17,15 = 240,10 2.220,00 + 240,10 = 2.460,10 Horas extras com adicional de periculosidade: Para o pagamento das horas extras ao empregado que recebe adicional de periculosidade serão calculadas as respectivas horas com o acréscimo de ambos os adicionais. Para o cálculo, divide-se o salário contratual acrescido do adicional de periculosidade pela jornada de trabalho mensal, multiplica-se o resultado pelo adicional de hora extra, e finalmente, multiplica-se este resultado pela quantidade de horas extras realizadas no respectivo mês. Exemplo: Salário mensal: R$ 4.000,00 Periculosidade 30%: R$ 1.200,00 Quantidade de horas extras: 36 Salário-hora: R$ 18,18 Salário-hora com periculosidade: R$ 23,63 Salário-hora extra com periculosidade: R$35,45 4.000,00 x 30% = 1.200,00 4.000,00 + 1.200,00 = 5.200,00 5.200,00 = 23,63 220 23,63 x 1,50 = 35,45 35,45 x 36 = 1.276,20 CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles _________________________________________________________________________________________________________ Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 26 Horas extras com adicional de insalubridade: Da mesma forma que no cálculo de horas extras com adicional de periculosidade, também deverá ser acrescido o adicional de insalubridade na base de cálculo das horas extras. Exemplo: Salário mensal: R$ 4.200,00 Adicional de insalubridade grau mínimo: 10% Valor do adicional de insalubridade: R$ 72,60 Adicional de hora extra: 50% Quantidade de horas extras: 36 Salário-hora: R$19,09 Insalubridade por hora: R$0,33 Salário-hora acrescido do adicional de insalubridade: R$ 19,42 Salário-hora extra acrescido do adicional de insalubridade: R$ 29,13 726,00 x 10% = 72,60 4.200,00 +72,60 = 4.272,60 4.272,60 = 19,42 220 19,42 x 1,50 = 29,13 36 x 29,13= 1.048,68 Horas extras com adicional noturno: No cálculo das horas extras realizadas no período noturno será tomado como base de cálculo o valor do salário-hora acrescido do adicional noturno. Exemplo: Salário mensal: R$ 1.870,00 CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles _________________________________________________________________________________________________________ Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 27 Jornada de trabalho mensal: 200 Adicional noturno: 20% Quantidade de horas extras noturnas: 40 Adicional de hora extra: 50% Valor total das horas extras noturnas: R$ 673,20 1.870,00 = 9,35 200 9,35 x 1,20 = 11,22 11,22 x 1,50 = 16,83 16,83 x 40 = 673,20 Supressão de Horas Extras: As horas extras prestadas durante pelo menos 1 ano, se suprimidas pelo empregador, assegura ao empregado o direito à indenização correspondente ao valor de um mês das horas suprimidas para cada ano ou fração igual ou superior a 06 meses de prestação de serviço acima da jornada normal. Para o cálculo, será efetuada a média das horas efetivamente trabalhadas nos últimos 12 meses, multiplicadas pelo valor da hora extra do dia da supressão, e o resultado será multiplicado pela quantidade de anos ou de anos e fração igual ou superior a 6 meses. Referida indenização sendo paga, não há que se falar em incorporação das horas extras ao salário do trabalhador. Exemplo: Empregado faz horas extras durante 02 anos e 06 meses. No mês da supressão o salário contratual do empregado era R$ 745,00. Nos últimos 12 meses realizou 528 horas extras: 528 = 44 12 CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles _________________________________________________________________________________________________________ Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 28 745,00 = 3,39 220 3,39 x 1,50 = 5,09 5,09 x 44 = 223,96 223,96 x 3 = 671,88 COMPENSAÇÃO DE HORAS Assim, tratando-se de acordo de compensação integral de horas do sábado, a jornada diária pode ser de 8h 48min horas de segunda à sexta ou outra qualquer, sempre ajustando a duração para totalizar as 44 horas semanais. Exemplo: 44 hs ÷ 5 = 8,8 0,80 x 0,60 = 0,48 = 08:48:00 h TRANSFERÊNCIA DE EMPREGADO Empregado transferido para outra localidade provisoriamente e com a mudança de domicílio tem direito ao adicional de 25% sobre o salário contratual. Exemplo: Empregado cujo salário é de R$ 1.640,00 foi transferido por 3 anos para outra localidade. 1.640,00 x 25% = 410,00 1.640,00 + 410,00 = 2.050,00 A empresa deverá discriminar, em folha de pagamento, cada parcela que está sendo paga, tanto do salário contratual quanto do adicional de transferência. CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles _________________________________________________________________________________________________________ Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 29 FÉRIAS Direito A Constituição Federal assegura, dentre outros direitos, o gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a mais do que o salário normal. (Artigo 7º inciso XVII da Constituição Federal) O estudo desse direito, cuja finalidade básica é a recuperação das forças gastas pelo trabalhador no decurso de cada ano de serviço prestado ao mesmo empregador, está compreendido nos artigos 129 a 153 da Consolidação das Leis do Trabalho. Portanto, todo empregado tem direito, anualmente, ao gozo de um período de férias, sem prejuízo da remuneração, o qual é concedido por decisão do empregador, que fixa a época que melhor atenda aos seus interesses, não podendo, contudo, ultrapassar o limite dos 12 meses subsequentes à aquisição do direito pelo empregado, sob pena de pagamento em dobro da respectiva remuneração e sujeição à multa administrativa. (Artigo 129 da CLT) Escala: Observados os casos específicos previstos em normas especiais, inclusive o contrato de trabalho na modalidade do regime de tempo parcial, após cada período de 12 meses de vigência do contrato de trabalho, o empregado tem direito a férias na seguinte proporção: Número de dias corridos de férias em relação ao número de faltas injustificadas ao serviço no curso do período aquisitivo: Dias de férias Faltas injustificadas 30 Até 05 24 De 06 a 14 18 De 15 a 23 12 De 24 a 32 Conclui-se que mais de 32 faltas injustificadas no curso do período aquisitivo implicam, para o empregado, a perda do direito às férias correspondentes. Falta injustificada ao serviço é a ausência do empregado para cuja ocorrência não haja motivo ou justificativa legal, não se considerando,contudo, faltas ao serviço às ausências expressamente justificadas pela lei ou abonadas por liberalidade do empregador. CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles _________________________________________________________________________________________________________ Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 30 (Artigo 130 da CLT) Faltas não computadas (justificadas ou abonadas): A própria legislação trabalhista vigente relaciona as faltas legais que não reduzem o gozo de férias do empregado. São elas: a) Até 2 dias consecutivos em caso de falecimento do cônjuge, ascendente, descendente, irmão ou pessoa que, declarada em sua CTPS, viva sob sua dependência econômica (Artigo 473 da CLT); b) Até 3 dias consecutivos, em virtude de casamento (Artigo 473 da CLT); c) Por 5 dias, como licença-paternidade, enquanto não fixado outro prazo em lei, (Artigo 7º inciso XIX da Constituição Federal c/c artigo 10 parágrafo 1º do ADCT); d) Por 1 dia, em cada período de 12 meses de trabalho, em caso de doação voluntária de sangue, devidamente comprovada (Artigo 473 inciso IV da CLT); e) Até 2 dias consecutivos ou não, para fins de alistamento eleitoral, nos termos da lei respectiva (Artigo 473 inciso V da CLT); f) No período de tempo em que tiver de cumprir as exigências do serviço militar (Artigo 473 inciso VI da CLT); g) Nos dias em que estiver comprovadamente realizando provas de exame vestibular para ingresso em estabelecimento de ensino superior (Artigo 473 inciso VII da CLT); h) Durante 120 dias de afastamento a título de licença maternidade (Artigo 392 da CLT); i) Por motivo de acidente do trabalho ou incapacidade por doença, salvo se o benefício perdurar por mais de 6 meses, ainda que descontínuos, dentro de um mesmo período aquisitivo, hipótese em que o empregado não tem direito às férias (Artigos 133 da CLT e 63 da Lei 8.213/91); j) Justificada pela empresa, ou seja, a que não tiver determinado o desconto do correspondente salário; l) Durante a suspensão preventiva para responder a inquérito administrativo ou de prisão preventiva, quando for impronunciado ou absolvido (Artigo 131 inciso V da CLT); CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles _________________________________________________________________________________________________________ Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 31 m) Nos dias em que não tenha serviço, exceto se o empregado deixar de trabalhar por mais de 30 dias, com percepção de salário, caso em que não faz jus a férias (Artigo 133 inciso II da CLT); n) Comparecimento para depor como testemunha, quando devidamente arrolado ou convocado (Artigos 822 da CLT, 419 parágrafo único do CPC e 453 parágrafo único do CPP); o) Comparecimento como parte à Justiça do Trabalho (Súmula 155 do TST); p) Para servir como jurado (Artigo 430 c/c 434 do CPP); q) Afastamento por doença ou acidente do trabalho, nos 15 primeiros dias pagos pela empresa, mediante comprovação (Artigo 60 parágrafo 3º da Lei 8.213/91); r) Convocação para serviço eleitoral (Artigo 365 da Lei 4737/65); s) Greve-desde que tenha havido acordo, convenção, laudo arbitral ou decisão da Justiça do Trabalho dispondo sobre a manutenção dos direitos trabalhistas aos grevistas durante a paralisação das atividades (Lei 7.783/89) t) Período de frequência em curso de aprendizagem (Decretos-leis 8.622/46, 4.481/42 e 9.576/46); u) Professor, por 9 dias, por motivo de casamento ou falecimento de cônjuge, pai, mãe ou filho (Artigo 320 parágrafo 3º da CLT); v) Outros motivos previstos em acordo, convenção ou dissídio coletivo de trabalho do sindicato representativo da categoria profissional. Assim, a empresa deverá verificar as faltas injustificadas ocorridas no decorrer do período aquisitivo de férias, para apurar o número de dias de férias a que o empregado terá direito e efetuará a concessão na forma e no prazo legalmente estabelecidos. As faltas justificadas pela lei ou abonadas por mera liberalidade do empregador (não sujeitas ao desconto na remuneração), não serão computadas para efeito de redução do gozo das férias. Também não se enquadra nessa situação, o acordo firmado entre empresa e empregado para que sejam descontados das férias, os dias relativos a “pontes entre feriados” em que não tenha havido expediente na empresa, nos casos das sextas e segundas-feiras que sucedem e antecedem os feriados. Perda do Direito CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles _________________________________________________________________________________________________________ Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 32 Não tem direito a férias o empregado que, no curso do período aquisitivo: a) pedir demissão e não for readmitido dentro de 60 (sessenta) dias subsequentes à sua saída. Essa situação é aplicada somente aos casos de rescisão contratual por pedido de demissão; b) permanecer em gozo de licença, com percepção de salários, por mais de 30 dias; A licença remunerada não é disciplinada por lei trabalhista, ficando a sua concessão a critério do próprio empregador. Uma vez concedida ocorrerá a suspensão do contrato de trabalho. c) deixar de trabalhar, com percepção do salário, por mais de 30 dias em virtude de paralisação total ou parcial dos serviços da empresa; d) tiver percebido da Previdência Social prestações de acidente do trabalho ou de auxílio doença por mais de 6 meses, embora descontínuos. Exemplo: Período aquisitivo: 22/04/2013 a 21/04/2014 Afastamento: 01/06/2013 a 27/09/2013 (doença) Período de afastamento: 3 meses e 27 dias Novo afastamento: 01/01/2013 a 31/03/2014 (acidente do trabalho) Período de afastamento: 3 meses Houve perda do direito por ter permanecido afastado por mais de mais de 6 meses, no mesmo período aquisitivo. Observe-se que um novo período aquisitivo terá início quando, após o implemento de qualquer das condições acima previstas, o empregado retornar ao serviço, devendo a interrupção da prestação de serviço ser anotada na Carteira de Trabalho e Previdência Social. (Artigo 133 da CLT) Serviço militar obrigatório O tempo de trabalho anterior à apresentação do empregado para prestar serviço militar obrigatório computa-se no período aquisitivo, desde que ele compareça ao CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles _________________________________________________________________________________________________________ Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 33 estabelecimento dentro do prazo de 90 dias da data em que se verificar a respectiva baixa. Portanto, o período de afastamento não é computado para efeito de férias, sendo considerado o período anteriormente trabalhado e complementado com o tempo que falta quanto o empregado retornar ao serviço. Exemplo: Início do período aquisitivo: 01/08/2012 Início do serviço militar: 01/01/2013 Término do serviço militar: 31/12/2013 Retorno ao serviço: 19/01/2014 Término do período aquisitivo: 18/09/2014 (Artigo 132 da CLT) Concessão O período concessivo é aquele em que o empregador deverá conceder as férias ao empregado, contando-se o referido período a partir do 1º dia após o empregado ter adquirido o direito, até completar 12 meses. Deve-se observar que o períodode férias (gozo e abono, se for o caso) deverá iniciar e terminar dentro dos 12 meses, pois se ultrapassar este período, o empregador pagará a remuneração em dobro. Regra geral, o gozo de férias deve ser em um só período, tendo em vista sua própria finalidade, ou seja, que o trabalhador tenha o tempo necessário para recuperar as energias despendidas durante o período de trabalho. Para tanto, poderá o empregador efetuar o controle das concessões, através da escala anual de férias. (Artigo 134 da CLT) Abono Pecuniário É facultado ao empregado converter 1/3 do período de férias a que tiver direito em abono pecuniário, no valor da remuneração que lhe seria devida nos dias correspondentes. CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles _________________________________________________________________________________________________________ Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 34 Assim, conforme o número de dias corridos de férias a que faz jus, o empregado pode pleitear a conversão e o pagamento do abono pecuniário na seguinte proporção: Abono pecuniário Férias gozadas Faltas injustificadas 10 20 30 dias – até 05 faltas 08 16 24 dias – de 06 a 14 faltas 06 12 18 dias – de 15 a 23 faltas 04 08 12 dias – de 24 a 32 faltas É ilegal aumentar o período de abono pecuniário para reduzir as férias além do terço permitido. (Artigo 143 da CLT) Prazo para requerimento: Deve ser requerido pelo empregado, até 15 dias antes do término do período aquisitivo. Se for requerido após o citado prazo, a concessão ou não do abono fica a critério exclusivo do empregador. (Artigo 143 parágrafo 1º da CLT) Férias em dobro: Nesta hipótese, se solicitado, o abono também é devido em dobro. A remuneração relativa a 10, 8, 6 ou 4 dias, conforme o caso, é paga em dobro, embora o empregado trabalhe apenas o correspondente à metade, ou seja, 10, 8, 6 ou 4 dias, conforme o limite de faltas injustificadas . (Artigo 137 da CLT) Prazo para pagamento: O pagamento do abono vincula-se à concessão das férias. Vale dizer, não há pagamento de abono sem o respectivo descanso. O prazo de pagamento é de 2 dias, no mínimo, do respectivo período, independentemente de ter concedido antes ou depois do gozo. (Artigo 145 da CLT) CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles _________________________________________________________________________________________________________ Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 35 Dispensa do empregado durante o período convertido em abono pecuniário: Nos dias a serem trabalhados durante o período convertido em abono pecuniário, o contrato de trabalho vigora plenamente, com a prestação normal dos serviços por parte do empregado. Assim, entende-se que é permitido ao empregador dispensar o empregado durante tal período, não estando afastada, contudo, a possibilidade de manifestação em sentido contrário da Justiça do Trabalho no caso de uma eventual reclamação trabalhista. Remuneração do abono - Terço constitucional: Tendo em vista os direitos sociais assegurados aos empregados, pela Constituição Federal, o abono pecuniário previsto no art. 143 da CLT deve ser calculado sobre a remuneração das férias, já acrescida de um terço. Concessão e época das férias: As férias são concedidas em um só período, nos 12 meses subsequentes à data em que o empregado completar o aquisitivo sob pena de pagamento em dobro, da respectiva remuneração, e sujeição à multa administrativa. Referido período também é chamado concessivo ou de gozo. Menores de 18 e maiores de 50 anos de idade: As férias sempre são concedidas, de uma só vez, aos menores de 18 e maiores de 50 anos de idade. Devem, portanto, gozar integralmente o período de férias, segundo a aquisição do respectivo direito: 30, 24, 18 ou 12 dias, conforme o número de faltas injustificadas no curso desse período aquisitivo. (Artigo 143 parágrafo 2º da CLT) Remuneração: O empregado perceberá, durante as férias, a remuneração que lhe for devida na data da sua concessão. Observar que, se após o pagamento da remuneração de férias (na vigência do contrato de trabalho ou na rescisão) ocorrer reajustamento salarial, respectivamente, no mês da concessão ou da indenização, o empregado terá direito às diferenças apuradas, inclusive em relação ao terço constitucional e, se for o caso, também quanto ao abono Pecuniário. CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles _________________________________________________________________________________________________________ Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 36 Exemplos: Mensalistas Remuneração mensal vigente no mês da concessão das férias acrescidas de 1/3 constitucional. Férias em fevereiro: Empregado com salário mensal de R$ 2.100,00 Gozará férias a partir do dia 01 de fevereiro até 02 de março Empregado tem 2 dependentes para imposto de renda 2.100,00 + (2.100,00 31 x 2 = 135,48) = 2.235,48 2.235,48 = 745,16 3 2.235,48 + 745,16 = 2.980,64 Desconto da contribuição previdenciária: 2.980,64 x 11% = 327,87 Desconto de Imposto de Renda Retido da Fonte: 2.980,64 - 359,42 (2 dependentes) 2.621,22 - 327,87 (INSS) 2.293,35 2.293,35 x 7,5% = 172,00 172,00 – 134,08= 37,92 Valor líquido das férias: 2.980,64 - 327,87 (INSS) CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles _________________________________________________________________________________________________________ Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 37 - 37,92 (IRRF) 2.614,85 (valor líquido) Saldo de salário do mês de março: 2.100,00 x 29 = 1.964,52 31 Horistas: Remuneração horária vigente no mês da concessão das férias, multiplicada pelo número de horas correspondentes aos dias de férias que o empregado estará gozando, acrescidas de 1/3 constitucional. Supondo que um horista, cuja jornada de trabalho diária é de 7:20 horas, e salário- hora de R$ 8,25, gozará férias no período de 01 a 30 de agosto, o cálculo deverá ser da seguinte forma: Empregado tem 01 dependente. 7:20 = 7,3333 7,3333 x 30 = 220 8,25 x 220 = 1.815,00 1.815,00 = 605,00 3 1.815,00 + 605,00 = 2.420,00 Desconto da contribuição previdenciária: 2.420,00 x 11% = 266,20 Desconto do imposto de renda retido na fonte: 2.420,00 - 179,71 (dependente) 2.240,29 - 266,20 (INSS) CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles _________________________________________________________________________________________________________ Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 38 1.974,09 1.974,09 x 7,5% = 148,06 148,06 – 134,08 = 13,98 Saldo de salário do mês de agosto: 7,3333 x R$ 8,25 = R$ 60,50 Diaristas: Remuneração diária vigente no mês da concessão das férias, multiplicada pelo número de dias de férias a que o empregado fizer jus, acrescidas de 1/3 constitucional. Admitindo que um empregado diarista perceba R$ 48,00 por dia, e tenha iniciado gozo de férias a partir de 01 de agosto/2013, por 30 dias, o cálculo da respectiva remuneração será o seguinte:Empregado tem 3 dependentes: 48,00 x 30 = 1.440,00 1.440,00 = 480,00 3 1.440,00 + 480,00 = 1.920,00 Desconto da contribuição previdenciária: 1.920,00 x 9% = 172,80 Desconto do imposto de renda retido na fonte: 1.920,00 - 539,13 (3 dependentes) 1.381,00 - 172,80 1.208,20 1.208,20 - isento de IRRF Saldo de salário do mês de agosto: 1 x 48,00 = 48,00 CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles _________________________________________________________________________________________________________ Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 39 Comissão: Apura-se a média percebida pelo empregado nos 12 meses que precederam a concessão das férias, acrescentando-se 1/3 constitucional. Quanto à atualização monetária do valor das comissões, a legislação trabalhista não faz qualquer menção, razão pela qual deve ser consultada a entidade sindical da categoria profissional respectiva. Supondo-se que um empregado comissionista goze férias de 01 a 30 de julho de 2013, relativa ao período aquisitivo vencido em 30.04.2013, tendo percebido as comissões adiante (já incluídas da integração do repouso semanal remunerado) nos 12 meses que precederem a concessão das mesmas, e que também perceba, como salário fixo, o valor de R$ 340,00: Empregado não tem dependentes para dedução do imposto de renda. MESES COMISSÕES E RSR Julho R$ 490,00 agosto R$ 580,00 setembro R$ 443,00 outubro R$ 446,00 novembro R$ 448,00 dezembro R$ 451,00 janeiro R$ 853,00 fevereiro R$ 857,00 março R$ 961,00 abril R$ 965,00 maio R$ 1.590,00 junho R$ 2.750,00 TOTAL R$ 10.834,00 10.834,00 = 902,83 12 902,83 + 340,00 = 1.242,83 1.242,83 = 414,28 3 1.242,83 + 414,28 = 1.657,11 Desconto da contribuição previdenciária: 1.657,11 x 9 % = 149,14 CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles _________________________________________________________________________________________________________ Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 40 Desconto do imposto de renda retido na fonte: 1.657,11 - 149,14 (INSS) 1.507,97 1.507,97 - isento de IRRF Saldo de salário do mês de agosto: 10,97 + comissões auferidas neste dia Adicionais Os adicionais por trabalho extraordinário, noturno, insalubre ou perigoso são computados no salário que serve de base da remuneração das férias. Também sofrem acréscimos de 1/3 constitucional na remuneração total das férias. Exemplo: Número de horas extras no período aquisitivo: 396 horas Média mensal de horas extras: 33 horas Salário mensal: R$ 1.520,00 Jornada de trabalho mensal: 180 horas Salário-hora normal: R$ 8,44 Adicional da hora extra no período: 50% Valor da hora extra: R$ 8,44 x 1,50 = R$ 12,66 Empregado tem 2 dependentes para dedução do imposto de renda. 396 h.e.= 33 12 1.520,00 = 8,44 180 CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles _________________________________________________________________________________________________________ Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 41 8,44 x 1,50 = 12,66 33 x 12,66 = 417,78 1.520,00 + 417,78 = 1.937,78 1.937,78 = 645,93 3 1.937,78 + 645,93 = 2.583,71 Desconto da contribuição previdenciária: 2.583,71 x 11% = 284,21 Desconto do imposto de renda retido na fonte: 2.583,71 - 284,21 (INSS) 2.299,50 - 359,42 (dependentes) 1.940,08 1.940,08 x 7,5 % = 145,51 145,51 – 134,08= 11,43 Trabalho intermitente: Nesta hipótese, o empregado também faz jus a 30, 24, 18 ou 12 dias de férias, conforme o número de faltas injustificadas no período aquisitivo, percebendo, neste caso, a remuneração que receberia se neste período estivesse trabalhando. Exemplo: Um empregado diarista é contratado para trabalhar às 2ªs, 4ªs e 6ªs feiras, com direito a 30 dias de férias, gozadas de 02 a 30.04.2014, percebe remuneração referente a férias de 13 dias, acrescido do respectivo repouso semanal remunerado porque seria este o número de dias que trabalharia no citado mês, como se verifica: CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles _________________________________________________________________________________________________________ Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 42 ABRIL 2014 DOM SEG TER QUA QUI SEX SÁB 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Salário-dia: R$ 62,00 Período de gozo: 01 a 30 de abril Quantidade de dias de gozo: 13 Repouso semanal remunerado: 62,00 Quantidade de repousos: 04 Remuneração dos dias trabalhados: 13 x 62,00 = 806,00 Repouso semanal remunerado: 4 x 62,00 = 248,00 Remuneração total: 806,00 + 248,00 = 1.054,00 1/3 constitucional: 1.054,00 = 351,33 3 Total geral: 1.054,00 + 351,33 = 1.405,33 Desconto da contribuição previdenciária: 1.405,33 x 9% = 126,48 Desconto do imposto de renda retido na fonte: valor não tributável CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles _________________________________________________________________________________________________________ Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 43 Salário-utilidade Computa-se na base de cálculo das férias a parte do salário paga em utilidades (alimentação, habitação e outras prestações in natura). Contudo, as utilidades usufruídas durante as férias (habitação, por exemplo) não são computadas, salvo para o cálculo do terço constitucional de férias, o qual deverá ser apurado e pago separadamente. Exemplo: Empregado que tem alimentação e habitação fornecidas pelo empregador, em forma de salário utilidade, cujo salário contratual é de R$ 800,00. Concessão de férias em maio/2014, entre os dias 01 a 30. O valor diário da alimentação é de R$ 8,00. Empregado não tem dependentes para dedução do imposto de renda. Alimentação Valor total concedido pelo empregador no mês de 21 dias úteis: 168,00 Valor custeado pelo empregado (máximo 20% salário): 60,00 Valor do salário in natura a ser acrescido: 108,00 Habitação: Valor correspondente ao aluguel do imóvel: 425,00 Valor custeado pelo empregado (máximo 25% salário): 75,00 Valor do salário in natura a ser acrescido: 350,00 Remuneração de férias: 800,00 x 30 = 774,19 31 Salário contratual acrescido do salário in natura – alimentação: 774,19 + 108,00 = 882,19 1/3 constitucional – salário contratual acrescido salário in natura alimentação: CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles _________________________________________________________________________________________________________ Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 44 882,19 = 294,06 3 1/3 constitucional – salárioin natura habitação: 350,00 x 30 = 338,71 31 338,71 = 112,90 3 1/3 constitucional total: 294,06 + 112,90 = 406,96 Remuneração de férias - total geral: 882,19 + 406,96 = 1.289,15 Desconto da contribuição previdenciária: 1.289,15 x 8 % = 103,13 Desconto do imposto de renda retido na fonte: valor não tributável Pagamento em dobro O empregado adquire direito à remuneração em dobro das férias quando o empregador não as concede nos 12 meses subsequentes à aquisição do respectivo período. Nessas condições, faz jus ao dobro da remuneração correspondente ao direito adquirido. Logo, o empregado com direito a 30 dias corridos de férias faz jus à remuneração correspondente a 60 dias, sem prejuízo do adicional de 1/3 da CF. O gozo, contudo, corresponde a 30 dias. O pagamento de férias em dobro tem, por conseguinte, caráter de penalidade, imposta ao empregador que descumpre o prazo legal de concessão. Daí o gozo simples e a remuneração dobrada. Utiliza-se a expressão pagamento em dobro, quando do vencimento do 2º período de férias, o que equivale dizer término do período concessivo, conforme quadro abaixo: CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles _________________________________________________________________________________________________________ Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 45 Período aquisitivo Período concessivo Remuneração em dobro 15/01/2012 a 14/01/2013 15/01/2013 a 14/01/2014 15/01/2014 em diante Férias parciais em dobro: Na omissão da legislação vigente, os Tribunais entendem que os dias de férias, gozados após o período legal são remunerados em dobro. Suponha-se que o gozo das férias relativas a esse período aquisitivo venha a ser concedido a partir de 10/01/2014 e que o empregado faça jus a 30 dias corridos, têm-se: 05 dias remunerados de forma simples (10 a 14/01/2014) 25 dias remunerados em dobro (15/01 a 08/02/2014) Exemplo: Empregado com salário mensal de R$ 1.560,00 Período aquisitivo: 22/08/2012 até 21/08/2013 Período concessivo: 22/08/2013 até 21/08/2014 Concessão a partir: 04/08/2013 até 02/09/2014 Período em dobro: 22/08/2014 até 02/09/2014 = 12 dias Empregado não tem dependentes para dedução do imposto de renda Remuneração de férias: 1.560,00 1/3 constitucional de férias: 1.560,00 = 520,00 3 Dobra da remuneração de férias: 1.560,00 x 12 = 624,00 30 Dobra do 1/3 constitucional: 520,00 x 12 = 208,00 CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles _________________________________________________________________________________________________________ Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 46 30 Total da remuneração principal de férias: 1.560,00 + 520,00 = 2.080,00 Total da remuneração de férias em dobro: 624,00 + 208,00 = 832,00 Desconto da contribuição previdenciária: 2.080,00 x 9 % = 187,20 Desconto do imposto de renda retido na fonte: 2.080,00 + 832,00 2.912,00 - 187,20 (INSS) 2.724,80 2.724,80 x 15% = 408,72 408,72 – 335,03 = 73,69 Abono pecuniário Na hipótese de férias devidas em dobro e tendo o empregado solicitado o abono pecuniário, este também é devido em dobro. Vale dizer: a remuneração relativa a 10, 8, 6 ou 4 dias, conforme o caso, é paga em dobro (20, 16, 12 ou 8 dias, respectivamente), sem prejuízo do acréscimo constitucional de 1/3. Contudo, o empregado trabalha apenas o correspondente à metade, ou seja, 10, 8, 6 ou 4 dias. Férias vencidas e proporcionais – Pagamento na rescisão contratual As férias proporcionais são devidas na rescisão do contrato de trabalho, nas seguintes hipóteses: a) mais de 1 ano: em qualquer caso, salvo nas dispensas com justa causa; b) menos de 1 ano: em qualquer caso, salvo nas dispensas com justa causa; c) Qualquer tempo de serviço, no término do contrato a prazo determinado. As férias proporcionais são calculadas na base de 1/12 (um doze avos) por mês de serviço ou fração igual ou superior a 15 dias. CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles _________________________________________________________________________________________________________ Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 47 Conforme a quantidade de faltas ao serviço, no período aquisitivo proporcional, terá o empregado direito a 1/12 de 30, 24, 18 ou 12 dias. Exemplo: Empregado admitido em 08/06/2012 e cumpre o último dia do aviso prévio trabalhado em 20/12/2013. Gozou férias relativas ao período aquisitivo de 08/06/2012 a 07/06/2013. No período de 08.06.2013 a 20.12.2013 faltou, injustificadamente, 7 dias ao serviço. O salário mensal, à época, era de R$ 1.500,00. Faz jus a férias proporcionais? Considerando-se que a dispensa foi motivada pela empresa, sem justa causa, que o período correspondente às férias proporcionais é de 08/06/2013 a 20/12/2013 (6 meses e 13 dias) e que o empregado teve 7 faltas injustificadas, tem-se: 08/06 a 07/07 1/12 08/07 a 07/08 2/12 08/08 a 07/09 3/12 08./09 a 07/10 4/12 08/10 a 07/11 5/12 08/11 a 07/12 6/12 08/12 a 20/12 13 dias Direito de férias proporcionais: 12 dias 24 d ÷ 12 m = 2 d 2 d x 6 m = 12 dias Remuneração de férias proporcionais: 1.500,00 x 12 = 600,00 30 1/3 constitucional: 600 = 200,00 3 Remuneração total de férias proporcionais: 600,00 + 200,00 = 800,00 Férias proporcionais na vigência de contrato de trabalho Quando da concessão de férias coletivas, os empregados com menos de 12 meses de serviço fazem jus a férias proporcionais, acrescidas de 1/3 da CF, relativas ao período de efetivo trabalho na empresa, iniciando-se, então, novo período aquisitivo. Trata-se, pois, de caso único de pagamento de férias proporcionais na vigência de contrato de trabalho. CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles _________________________________________________________________________________________________________ Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 48 (Artigo 139 da CLT) Trabalho a tempo parcial Conceito: Nos termos do art. 130-A da CLT, após cada período de doze meses de vigência do contrato de trabalho em regime de tempo parcial, o empregado terá direito a férias, na seguinte proporção: Dias de Férias Duração do Trabalho Semanal 18 De 22 a 25 horas 16 De 20 a 22 horas 14 De 15 a 20 horas 12 De 10 a 15 horas 10 De 5 a 10 horas 8 Igual ou inferior a 5 horas O empregado contratado sob o regime de tempo parcial e que tiver mais de 07 faltas injustificadas ao longo do período aquisitivo terá seu respectivo período reduzido à metade. Abono pecuniário - Não-aplicação As regras pertinentes à concessão do abono pecuniário de férias não são aplicáveis aos empregados contratados sob o regime de tempo parcial. DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO O 13° salário, devido a todos os empregados urbanos, rurais e domésticos, deve pago em 2 parcelas. A primeira parcela deve ser paga entre os meses de fevereiro e novembro de cada ano e a segunda, até o dia 20 de dezembro. Seu valor corresponde a 1/12 da remuneraçãodevida em dezembro, por mês de serviço do ano correspondente, considerando-se mês integral a fração igual ou superior a 15 dias de trabalho no mês civil. Para efeito de pagamento e cálculo do valor da gratificação natalina, é necessário apurar, mês a mês, as faltas não justificadas pelos empregados para verificar se houve pelo menos 15 dias de trabalho em cada um deles. Assim, para cada mês, restando um saldo de, no mínimo, 15 dias após o desconto das faltas injustificadas nos respectivos meses, assegura-se ao empregado o recebimento de 1/12 de 13º salário por mês. CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles _________________________________________________________________________________________________________ Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 49 1ª PARCELA O valor da 1ª parcela corresponde à metade do salário contratual do mês anterior, devendo ser paga até o dia 30 de novembro, salvo se o empregado já o recebeu por ocasião das férias. O adiantamento é efetuado ao ensejo das férias se requerido pelo empregado no mês de janeiro do correspondente ano. ADMISSÃO ATÉ 17 DE JANEIRO – EXEMPLO Mensalistas: Empregado com salário mensal de R$ 920,00: 920,00 ÷ 2 = 460,00 Horista: Empregado com salário-hora de R$ 4,80 e jornada de trabalho de 44 horas semanais (220 horas mensais): 4,80 x 220 = 1.056,00 1.056,00 ÷ 2 = 528,00 Diarista: Empregado com salário diário de R$ 44,00 44,00 x 30 = 1.320,00 1.320,00 ÷ 2 = 660,00 Salário variável: Metade da média mensal até o mês de outubro, aos que percebem salário variável (comissionistas, tarefeiros, modalidades semelhantes). Para salário variável somam-se as parcelas percebidas mensalmente, até o mês anterior ao do pagamento, dividindo-se o total pelo número de meses trabalhados somados, encontrando-se a média mensal. A 1ª parcela do 13º salário corresponde à metade dessa média mensal. Exemplo: Empregado comissionista recebe, de janeiro a outubro/2013: COMISSÕES AUFERIDAS VALORES: Janeiro 882,00 Fevereiro 747,00 Março 815,00 CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles _________________________________________________________________________________________________________ Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 50 Abril 785,00 Maio 874,00 Junho 818,00 Julho 789,00 Agosto 847,00 Setembro 829,00 Outubro 743,00 Total 8.129,00 Média mensal: 8.129,00 ÷ 10 = 812,90 812,90 ÷ 2 = 406,45 Tarefeiro: Empregado produz 5.000 peças de janeiro a outubro. Média mensal de produção de 500 peças. Salário por peça R$ 4,00 em outubro/2001. 500 x 4,00 = 2.000,00 2.000,00 ÷ 2 = 1.000,00 Salário misto: Empregado com salário misto (fixo + variável): apura-se a média mensal da parte variável e adiciona-se o salário fixo contratual vigente no mês anterior ao pagamento. Salário fixo de R$ 240,00. Comissões de janeiro a outubro: R$ 13.500,00. 13.500,00 ÷ 10 = 1.350,00 1.350,00 + 240,00 = 1.590,00 1.590,00 ÷ 2 = 795,00 ADMISSÃO APÓS 17 DE JANEIRO - EXEMPLO O valor da 1ª parcela para os empregados admitidos após 17 de janeiro corresponderá à metade de 1/12 da remuneração mensal por mês de serviço ou fração igual ou superior a 15 dias. Mensalista: Empregado admitido em 15 de março com salário de R$ 768,00 Pagamento da 1ª parcela em novembro 768,00 x 9 = 576,00 12 576,00 ÷ 2 = 288,00 CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles _________________________________________________________________________________________________________ Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 51 Comissionista: Empregado admitido em 28 de julho: Comissões pagas: Agosto 815,00 Setembro 921,00 Outubro 829,00 Total 2.565,00 Média das comissões: 2.565,00 ÷ 3 = 855,00 Cálculo da proporcionalidade – 4/12 (agosto a novembro): 855,00 ÷ 12 x 4 = 285,00 Cálculo da 1ª parcela: 285,00 ÷ 2 = 142,50 Tarefeiro: Empregado admitido em 20 de julho. Produziu 1.200 peças em agosto, setembro e outubro. O salário por peça em outubro é R$ 4,50. Média da remuneração variável: 1.200 x 4,50 ÷ 3 = 1.800,00 Cálculo da proporcionalidade - 4/12 (agosto a novembro): 1.800,00 ÷ 12 x 4 = 600,00 Cálculo da 1ª parcela: 600,00 ÷ 2 = 300,00 2ª PARCELA O pagamento da 2ª parcela deve ser efetuado até o dia 20 de dezembro, deduzindo-se, após o desconto dos encargos legais incidentes, o valor pago referente à 1ª parcela. Para os admitidos após 17 de janeiro ou que, por motivo de rescisão ou extinção do contrato de trabalho, não trabalharam todos os meses do ano, o 13º salário será pago proporcionalmente, tantos 1/12 quantos forem os meses trabalhados, contados da data da admissão até 31 de dezembro, ou até o término do contrato a prazo determinado, ou até o término do aviso prévio. CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles _________________________________________________________________________________________________________ Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 52 O valor da 2ª parcela corresponde ao salário do mês dezembro para os mensalistas, horistas e diaristas. Para os comissionistas, os tarefeiros e outros, cuja remuneração é variável, recebem, nesta oportunidade, a média mensal das importâncias percebidas de janeiro a novembro. Os empregados que tem salário misto, sendo uma parte fixa e outra variável, receberão a média da parte variável percebida de janeiro a novembro, adicionada ao fixo vigente no mês de dezembro. O pagamento da 2ª parcela, nos casos dos que tem parte variável, dependerá de um acerto posterior, dada a impossibilidade de se conhecer o resultado do trabalho relativo ao mês de dezembro até o dia 20 do próprio mês. Nesse caso, computada a parcela variável do mês de dezembro, o cálculo da gratificação deve ser revisto, acertando-se a diferença, se houver. O resultado pode ser a favor do empregado ou da empresa. Havendo diferença favorável ao empregado, entende-se que o prazo seja até o 5° dia útil de janeiro do ano seguinte, assim como o prazo de pagamento do salário mensal. ADMISSÃO ATÉ 17 DE JANEIRO – EXEMPLO: Mensalista: Empregado com salário de R$ 1.500,00. Valor da 1ª parcela: R$ 750,00 Valor da 2ª parcela: R$ 615,00 Empregado tem 2 dependentes para dedução do imposto de renda Contribuição previdenciária: 1.500,00 x 9% = 135,00 Imposto de renda retido na fonte: 1.500,00 - 359,42 (2 dependentes) 1.140,58 - 135,00 (INSS) 1.005,58 1.005,58 = não tributável CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles _________________________________________________________________________________________________________ Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 53 Cálculo da 2ª parcela: 1.500,00 - 135,00 (INSS) 1.365,00 - 750,00 (1ª parcela) 615,00 Horista: Empregado com salário-hora de R$ 15,00 Jornada mensal: 180 horas Valor da 1ª parcela: R$ 1.350,00 Valor da 2ª parcela: R$ 1.020,33 Empregado tem 1 dependente para dedução do imposto de renda Contribuição previdenciária:180 x 15,00 = 2.700,00 2.700,00 x 11% = 297,00 Imposto de renda retido na fonte: 2.700,00 - 179,71 (dependente) 2.520,29 - 297,00 (INSS) 2.223,29 2.223,29 x 7,5 % = 166,75 166,75 – 134,08 = 32,67 Cálculo da 2ª parcela: 15,00 x 180 = 2.700,00 2.700,00 - 297,00 (INSS) 2.403,00 - 32,67 (IRRF) 2.370,33 - 1.350,00 (1ª parcela) 1.020,33 Diarista: Empregado com salário-dia R$ 52,00. Valor da 1ª parcela: R$ 780,00 Valor da 2ª parcela: 639,60 Empregado tem 3 dependentes para dedução do imposto de renda CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles _________________________________________________________________________________________________________ Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 54 Contribuição previdenciária: 30 x 52,00 = 1.560,00 1.560,00 x 9 % = 140,40 Imposto de renda retido na fonte: não tributável Cálculo da 2ª parcela: 52,00 x 30 = 1.560,00 1.560,00 - 140,40 (INSS) 1.419,60 - 780,00 (1ª parcela) 639,60 Diarista: Empregado com salário-dia em abril de R$ 25,00 Salário-dia em dezembro: R$ 30,00 Valor da 1ª parcela: R$ 375,00 Valor da 2ª parcela: R$ 453,00 Empregado tem 3 dependentes para dedução do imposto de renda Contribuição previdenciária: 30 x 30,00 = 900,00 900,00 x 8 % = 72,00 Imposto de renda retido na fonte: Rendimento não tributável – valor inferior a 1.787,77 Cálculo da 2ª parcela: 30,00 x 30 = 900,00 900,00 - 72,00 (INSS) 828,00 - 375,00 (1ª parcela) 453,00 Comissionista: Empregado com salário fixo de R$ 320,00. Média de comissões-janeiro a novembro: R$ 1.589,55 Média de comissões-janeiro a dezembro: R$ 1.606,00 Valor da 1ª parcela: R$ 794,76 Valor da 2ª parcela: R$ 987,69 Valor do complemento: R$ 16,45 CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles _________________________________________________________________________________________________________ Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 55 Empregado tem 2 dependentes para dedução do imposto de renda Contribuição previdenciária 1.589,55 + 320,00 = 1.909,55 1.909,55 x 9 % = 171,86 Imposto de renda retido na fonte 1.909,55 - 359,42 (dependentes) 1.550,08 - 171,86 (INSS) 1.378,22 1.378,22 = não tributável Cálculo da 2ª parcela: 1.589,55 + 320,00 = 1.909,55 1.909,55 - 171,86 (INSS) 1.737,69 - 750,00 (1ª parcela) 987,69 Cálculo do complemento Pagamento da diferença de 13° salário: 1.606,00 + 320,00 = 1.926,00 1.926,00 – 1.909,55 = 16,45 Contribuição previdenciária do empregado: 1.606,00 + 320,00 = 1.926,00 1.926,00 x 9 % = 173,34 173,34 – 171,86 = 1,48 Imposto de Renda Retido na Fonte: 1.926,00 - 359,00 (dependentes) 1.567,00 - 173,34 (INSS) 1.393,66 CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles _________________________________________________________________________________________________________ Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 56 1.393,66 = não tributável ADMISSÃO APÓS 17 DE JANEIRO - EXEMPLO: Mensalista: Empregado admitido em 10 de julho com salário de R$ 1.090,00 Pagamento da 1ª parcela em novembro Salário mensal em dezembro: 1.300,00 Valor da 1ª parcela: R$ 227,08 Valor da 2ª parcela: R$ 370,92 Empregado tem 2 dependentes para dedução do imposto de renda Contribuição previdenciária: 650,00 x 8 % = 52,00 Imposto de renda retido na fonte: não tributável Cálculo da 2ª parcela: 1.300,00 x 6 = 650,00 12 650,00 - 52,00 (INSS) 598,00 - 227,08 (1ª parcela) 370,92 Horista: Empregado admitido 20 de setembro com salário-hora de R$ 20,00. Jornada mensal: 220 horas Valor da 1ª parcela: R$ 366,66 Valor da 2ª parcela: R$ Empregado tem 1 dependente para dedução do imposto de renda Contribuição previdenciária: 1.100,00 x 8 % = 88,00 Imposto de renda retido na fonte: não tributável Cálculo da 2ª parcela: 20,00 x 220 = 4.400,00 4.400,00 x 3 = 1.100,00 CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles _________________________________________________________________________________________________________ Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 57 12 1.100,00 - 99,00 (INSS) 1.012,00 - 366,66 (1ª parcela) 645,34 Tarefeiro: Empregado admitido 27 de julho. Salário por tarefa: R$ 6,50 Salário por tarefa em dezembro: R$ 7,50 1ª parcela foi paga em novembro Produziu 600 tarefas até outubro pelo valor de R$ 6,50 cada Média de tarefas: 200-agosto a outubro-R$ 1.300,00 Média de tarefas: 212,50-agosto a novembro-R$ 1.593,75 Média de tarefas: 209,60-agosto a dezembro-R$ 1.572,00 Valor da 1ª parcela: R$ 216,66 Valor da 2ª parcela: R$ Valor do complemento: R$ Empregado tem 1 dependente para dedução do imposto de renda Cálculo da 2ª parcela: 212,50 x 7,50 = 1.593,75 1.593,75 x 4 = 531,25 12 531,25 - 42,50 (INSS) 488,75 - 216,66 (1ª parcela) 272,09 Cálculo do complemento – dezembro: Pagamento da diferença de 13° salário: 209,60 x 7,50 = 1.572,00 1.572,00 x 5 = 655,00 12 655,00 – 531,25 = 123,75 123,75 CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles _________________________________________________________________________________________________________ Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 58 - 9,90 (INSS) 113,85 Contribuição previdenciária do empregado: 655,00 x 8 % = 52,40 531,25 x 8 % = 42,50 52,40 – 42,50 = 9,90 Imposto de Renda Retido na Fonte: não tributável Comissionista: Empregado admitido 11 de julho Salário por comissão 1ª parcela foi paga em novembro Média de comissões: agosto a novembro-R$ 1.582,25 Média de comissões: agosto a dezembro-R$ 1.676,05 Valor da 1ª parcela: R$ 329,63 Valor da 2ª parcela: R$ Valor do complemento: R$ Empregado tem 1 dependente para dedução do imposto de renda Cálculo da 2ª parcela: 1.582,25 x 6 = 791,12 12 791,12 - 63,29 (INSS) 727,83 - 329,63 (1ª parcela) 398,20 Cálculo do complemento – dezembro: Pagamento da diferença de 13° salário: 1.676,06 x 6 = 838,02 12 838,02 – 791,12 = 46,90 46,90 - 3,75 (INSS) 43,15 Contribuição previdenciária do empregado: CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles _________________________________________________________________________________________________________ Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 59 838,02 x 8 % = 67,04 791,12 x 8 % = 63,29 67,04 – 63,29 = 3,75 Imposto de Renda Retido na Fonte: não tributável Horas extras: As horas extras prestadas habitualmente integram o cálculo do 13º salário, devem ser pagas, aplicando-se o mesmo critério de cálculo adotado para as comissões. Adicional noturno: Segue o mesmo critério das horas extras. Faltas- Afastamentos – Desconto: Não se consideram faltas ao serviço para fins de apuração do 13º salário as mesmas ausências justificadas relacionadas no item de férias. Afastamento – Doença: Trata-se de afastamento por motivo de doença ou outra incapacidade não decorrente de acidente do trabalho, cujo tratamento se estende por mais de 15 dias, com suspensão contratual automática a partir do 16º dia. Durante os primeiros 15 dias de afastamento do trabalho, cabe à empresa pagar ao segurado o respectivo salário. O empregado que está ou esteve em gozo desse benefício recebe da empresa o 13º salário proporcional relativo ao período de efetivo trabalho, assim considerado até os 15 primeiros dias de ausência, e o tempo anterior e posterior ao afastamento. E a Previdência Social assume o período relativo ao afastamento, a partir do 16º dia até o retorno ao trabalho, computando-o para fins de pagamento do abono anual. Exemplo: Empregado admitido em 08/02/12 ficou afastado do trabalho por motivo de auxílio- doença não decorrente de acidente do trabalho, no ano de 2013, de 03/04 (16º dia de afastamento da atividade) até 27/05. Nesse caso, a empresa deverá calcular e quitar o 13º salário desse empregado proporcionalmente aos períodos tidos como efetivamente trabalhados antes e depois do lapso de tempo em que esteve afastado percebendo benefício previdenciário. Assim, no caso, a empresa deverá computar 10/12 relativos ao 13º proporcional em 2012, dos quais: 3/12 correspondem ao período de 01/01 a 02/04/13 (anterior ao afastamento); 7/12 relativos ao período de 28/05 a 31/12/13 (posterior ao afastamento). CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles _________________________________________________________________________________________________________ Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 60 Afastamento - Acidente do trabalho: O entendimento da Justiça do Trabalho é de que as faltas decorrentes de acidentes do trabalho não são consideradas para efeito de cálculo da gratificação natalina (Súmula TST nº 46). Portanto, as ausências ao serviço por acidente do trabalho não reduzem o cálculo e consequente pagamento do 13º salário. Entende-se que a empresa deve apenas complementar o valor do 13º salário, calculando-o como se o contrato de trabalho não tivesse sido interrompido pelo acidente. Assim, o valor do abono anual pago pela Previdência Social mais o complemento a cargo da empresa, devem corresponder ao valor integral do 13º salário do empregado supracitado. Exemplo: Empregado admitido em 10/05/06 ficou afastado do trabalho por motivo de auxílio- doença decorrente de acidente do trabalho, no período de 26.06.13 (16º dia seguinte ao do afastamento do trabalho) até 21/10/13. Nessa hipótese, a empresa deverá calcular e pagar o 13º salário de 2002 desse empregado proporcionalmente aos períodos tidos como efetivamente trabalhados antes e depois do lapso de tempo em que esteve afastado por acidente do trabalho, bem como pagar a diferença entre o efetivo valor do 13º salário no período de afastamento e o valor do abono anual pago pela Previdência Social. De acordo com o exemplo citado, a empresa deverá pagar o 13º salário de 2013 de acordo com os seguintes critérios: 6/12 período de 01/13 a 25/06/13 (anterior ao afastamento); 4/12 período de 26/06 a 21/10/13 (afastamento), a ser deduzido como abono anual 2/12 período de 22/10 a 31/12/13 (posterior ao afastamento); Serviço militar: No caso de convocação para prestação do serviço militar obrigatório, o empregado não faz jus ao 13º salário correspondente ao período de afastamento. O período referente à ausência só é computado para fins de indenização e estabilidade, não gerando qualquer outro direito. Observe-se que o cargo anterior fica à disposição do empregado afastado para cumprir as exigências do serviço militar. No entanto, para o exercício desse direito, ele deve apresentar-se à empresa, dentro do prazo de 30 dias contados da baixa. Exemplo: Empregado admitido em 11/03/12 ficou afastado do trabalho em 2013 para cumprimento das exigências do serviço militar obrigatório no período de 10/03 até CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles _________________________________________________________________________________________________________ Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 61 10/13 e retornou em 11/12/13 às atividades normais na mesma empresa em que fora admitido. Nessa hipótese, a empresa pagará 13º salário proporcional correspondente aos períodos trabalhados antes e depois do período de serviço militar. De acordo com o supracitado exemplo, a empresa pagará somente 3/12 de 13º salário em 2013, dos quais: 2/12 referem-se ao período de 01/01 a 09/03/13 (anterior ao afastamento); 1/12 referente ao período de 11/12 a 31/12/13 (posterior ao afastamento). Salário-Maternidade - 13º Salário Proporcional – Pagamento: A empresa está obrigada ao pagamento do 13º salário relativo ao período de afastamento. Portanto, 13º salário deverá ser pago integralmente à empregada. Poderá, entretanto, efetuar o reembolso do valor correspondente ao período de afastamento por licença-maternidade, na GPS do recolhimento da contribuição previdenciária incidente sobre o valor bruto do 13º salário. Para tanto, deverá observar o seguinte cálculo para apuração do valor do reembolso: VALE-TRANSPORTE O vale-transporte constitui benefício que o empregador antecipará ao trabalhador para utilização efetiva em despesas de deslocamento residência-trabalho e vice- versa. Entende-se deslocamento a soma dos segmentos componentes da viagem do beneficiário, por um ou mais meios de transporte, entre sua residência e o local de trabalho. Por ocasião da admissão do empregado, este deve informar, por escrito, ao empregador: - Endereço residencial; - Serviços e meios de transporte adequados ao deslocamento residência- trabalho e vice versa O vale-transporte é custeado; - Pelo beneficiário, na parcela equivalente a 6% do seu salário básico ou vencimento, excluídos quaisquer adicionais ou vantagens; - Pelo empregador, no que exceder à parcela mencionada anteriormente. CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles _________________________________________________________________________________________________________ Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 62 Exemplo: Custeio Fornecimento de VT = maio/2014–20 dias úteis (considerando a emenda do feriado) Deslocamento diário = 4 coletivos a R$ 3,00 cada = R$ 12,00 por dia x 20 dias = R$ 240,00 Salário mensal do beneficiário = R$ 2.000,00; Custeio: Beneficiário 6% de R$ 2.000,00 = R$ 120,00 Valor a ser descontado = R$ 120,00 Empregador – 120,00 SEGURO-DESEMPREGO: O seguro-desemprego tem por finalidade promover a assistência financeira temporária do trabalhador desempregado auxiliando-o na busca de novo emprego, realizando ações integradas de orientação, recolocação e qualificação. O benefício é devido ao trabalhador dispensado sem justa causa, inclusive por rescisão indireta, que comprove: a) ter recebido salários de pessoa jurídica ou pessoa física a ela equiparada relativos a cada um dos 6 meses imediatamente anteriores à data da dispensa. b) ter sido empregado de pessoa jurídica ou pessoa física a ela equiparada ou ter exercido atividade legalmente reconhecida como autônomadurante pelo menos 06 meses nos últimos 36 meses. c) não estar em gozo de qualquer benefício previdenciário de prestação continuada previsto no Regulamento da Previdência Social, excetuados o auxilio- acidente e a pensão por morte. d) não possuir renda própria de qualquer natureza suficiente à sua manutenção e de sua família. Observação: Considera-se mês de atividade a fração igual ou superior a 15 dias; O aviso prévio indenizado será computado como tempo de serviço para essa contagem. Número de parcelas: O seguro-desemprego é concedido ao trabalhador desempregado por um período máximo variável de 3 a 5 meses, de forma contínua ou alternada, a cada período CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles _________________________________________________________________________________________________________ Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 63 aquisitivo de 16 meses, observando-se a seguinte relação: 03 parcelas Se o trabalhador comprovar vínculo empregatício com pessoa jurídica ou pessoa física a ela equiparada de no mínimo 6 meses e no máximo 11 meses, nos últimos 36 meses. 04 parcelas: Se o trabalhador comprovar vínculo empregatício com pessoa jurídica ou pessoa física a ela equiparada de no mínimo 12 meses e no máximo 23 meses no período de referência. 05 parcelas Se o trabalhador comprovar vínculo empregatício com pessoa jurídica ou pessoa física a ela equiparada de no mínimo de 24 meses no período de referencia. Período aquisitivo: O período aquisitivo de 16 meses é contado da data da dispensa que deu origem à última habilitação, não podendo ser interrompido quando a concessão do benefício estiver em curso. A primeira dispensa que habilitar o trabalhador determinará o número de parcelas a que terá direito no período aquisitivo. Tabela para cálculo do benefício do seguro-desemprego: Calcula-se o valor do salário médio dos últimos três meses trabalhados e aplica- se na tabela abaixo: Faixas de Salário Médio Valor da Parcela Até R$ R$ 1.151,06 Multiplica-se salário médio por 0.8 (80%) De R$ 1.151,07 até R$ 1.918,62 O que exceder a 1.151,06 multiplica- se por 0.5 (50%) e soma-se a 920,85. Acima de R$ 1.918,62 O valor da parcela será de R$ 1.304,63 invariavelmente. A parcela não poderá ser inferior a um salário mínimo, atualmente R$ 726,00. CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles _________________________________________________________________________________________________________ Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 64 TABELA DE SALÁRIOS-DE-CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS EMPREGADOS (a partir de 1º/01/14) SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO (R$) ALÍQUOTA PARA FINS DE RECOLHIMENTO AO INSS (%) até 1.317,07 8,00 de 1.317,08 até 2.195,12 9,00 de 2.195,13 até 4.390,24 11,00 TABELA PROGRESSIVA – IRRF – Ano-calendário de 2014 Base de cálculo mensal em R$ Alíquota % Parcela a deduzir do imposto em R$ Até 1.787,77 - - De 1.787,78 até 2.679,29 7,5 134,08 De 2.679,30 até 3.572,43 15,0 335,03 De 3.572,44 até 4.463,81 22,5 602,96 Acima de 4.463,81 27,5 826,15 Dedução por dependente: R$ 179,71 TODOS OS DIREITOS RESERVADOS – É proibida a reprodução total ou parcial, de qualquer forma ou de qualquer meio. A violação dos direitos de autor (Lei nº 9.610/98) é crime estabelecido pelo artigo 184 do Código Penal. CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles _________________________________________________________________________________________________________ Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 65 Sites de Interesse: http://profvaleriatelles.blogspot.com www.planalto.gov.br www.mte.gov.br www.previdencia.gov.br www.receita.fazenda.gov.br www.trtsp.jus.br www.trt15.jus.br www.tst.jus.br TODOS OS DIREITOS RESERVADOS – É proibida a reprodução total ou parcial, de qualquer forma ou de qualquer meio. A violação dos direitos de autor (Lei nº 9.610/98) é crime estabelecido pelo artigo 184 do Código Penal.