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CÁLCULOS 
TRABALHISTAS 
CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles 
_________________________________________________________________________________________________________ 
Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 
 
 
 
1 
CÁLCULOS TRABALHISTAS 
REMUNERAÇÃO E SALÁRIO - DISTINÇÃO 
SALÁRIO 
Entende-se como salário, a contraprestação devida ao empregado, pela prestação 
dos serviços, em decorrência do contrato de trabalho. 
REMUNERAÇÃO 
É a soma do salário com vantagens percebidas pelo empregado em decorrência 
do contrato. Assim, a remuneração é o gênero do qual o salário é a espécie. 
O artigo 457 da CLT estabelece que, além da importância fixa estipulada, integram 
a remuneração do empregado as comissões, percentagens, gratificações 
ajustadas, diárias para viagem e abonos pagos pelo empregador. 
REPOUSO SEMANAL REMUNERADO 
Direito 
Todo empregado (urbano, rural, inclusive doméstico) tem direito ao repouso 
semanal remunerado (RSR) de 24 horas consecutivas, preferentemente aos 
domingos e, nos limites das exigências técnicas das empresas, nos feriados civis 
e religiosos, de acordo com a tradição local. 
Remuneração 
A remuneração dos dias de repouso, tanto o semanal como o correspondente aos 
feriados, integra o salário para todos os efeitos legais e com ele deve ser paga. 
CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles 
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Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 
 
 
 
2 
Valor - Cálculo 
Diarista, Semanalista, Quinzenalista ou Mensalista: corresponderá a um dia 
normal de salário. 
Exemplos: 
a) diarista: empregado que recebe R$ 30,00 por dia, terá seu RSR = R$ 30,00 
b) semanalista: salário semanal = R$ 140,00  6 (dias de trabalho na semana) = 
R$ 23,33 (RSR) 
c) quinzenalista: salário quinzenal = R$ 430,00  15 dias = R$ 28,67 (RSR) 
d) mensalista: salário mensal = R$ 770,00  30 = R$ 25,67 (RSR) 
Ressalta-se que, nos casos de empregados mensalistas ou quinzenalista, 
consideram-se já remunerados os dias de repouso, ou seja, no salário que o 
empregado receber (mensal ou quinzenal), o descanso semanal remunerado já 
estará embutido, não havendo necessidade, por parte do empregador, calcular 
separadamente o repouso. 
Deve-se destacar o RSR nas folhas e recibos de pagamento, exceto para o 
mensalista e o quinzenalista. Nesse sentido, dispõe a Súmula TST nº 91: 
“Nula é a cláusula contratual que fixa determinada importância ou percentagem 
para atender englobadamente vários direitos legais ou contratuais do trabalhador.” 
Havendo prestação de horas extras, deve-se destacar também sua repercussão 
no repouso, inclusive para o mensalista e o quinzenalista. 
Horista: corresponderá a sua jornada normal de trabalho. 
Exemplo: 
CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles 
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3 
salário/hora ...................................................... R$ 13,00 
jornada normal de trabalho ............................ 8 horas/diárias 
DSR .................................................................. R$ 13,00 X 8 = R$ 104,00 
Tarefeiro ou Pecista: corresponderá ao salário estipulado por tarefa ou peças 
efetuadas na semana, no horário normal de trabalho, dividido pelos dias de 
serviço efetivamente prestados ao empregador. 
Exemplos: 
a) tarefeiro: salário/tarefa ............................................... R$ 5,00 
 quantidade de tarefas na semana ........... 50 
 salário/tarefa na semana ........................... R$ 5,00 x 50 = R$ 250,00 
 dias de trabalho na semana ...................... 6 
 DSR .......................................................... R$ 250,00  6 = R$ 41,67 
b) pecista: salário/peça .................................................. R$ 0,80 
 quantidade de peças na semana .............. 300 
 salário/peça na semana ............................. R$ 0,80 x 300 = R$240,00 
 dias de trabalho na semana ....................... 5 
 DSR ............................................................. R$ 240,00  5 = R$ 48,00 
Comissionista: corresponderá ao resultado da divisão do total das comissões 
auferidas na semana pelo dias úteis desta mesma semana. 
valor total das comissões recebidas na semana: ......... R$ 420,00 
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4 
nº de dias trabalhados na semana:.................................. 5 
nº de dias úteis da semana:.............................................. 6 
DSR ................................................................................. R$ 420,00  6 = R$ 70,00 
Para o cálculo mensal, deve dividir o total das comissões pelo nº de dias úteis e 
multiplicar pelo nº de domingos e feriados do mês: 
valor total mensal das comissões:....................................... R$ 1.800,00 
nº de dias úteis do mês:........................................................ 24 
nº de feriados e domingos:................................................... 6 
DSR ............................................................................ R$ 1.800,00  24 = R$ 75,00 
 R$ 75,00 x 6 = R$ 450,00 
Os exemplos foram elaborados com base em entendimentos jurisprudenciais. 
Trabalho em Dias de Repouso 
Excetuados os casos em que a execução dos serviços seja imposta pelas 
exigências técnicas das empresas, é vedado o trabalho nos dias de repouso, 
garantida, entretanto, a remuneração respectiva. 
Exigências técnicas: 
Constituem exigências técnicas aquelas que, em razão do interesse público, ou 
pelas condições peculiares às atividades da empresa ou ao local onde estas se 
exercitarem, tornem indispensável a continuidade do trabalho, em todos ou alguns 
dos respectivos serviços. 
 
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5 
Permissão: 
Às empresas em que, em razão do interesse público ou pelas condições 
peculiares às próprias atividades ou ao local onde as atividades são exercidas, 
seja indispensável a continuidade do trabalho, é concedida em caráter 
permanente permissão para o trabalho em dias de repouso, as quais estão 
relacionadas no Quadro anexo ao Decreto nº 27.048/49. Nesse caso, a empresa 
concederá outro dia de folga ao empregado. 
Pagamento em dobro 
O trabalho prestado em domingos e feriados, não compensado, deve ser pago em 
dobro, sem prejuízo da remuneração relativa ao repouso semanal, conforme 
Súmula nº 146 do TST. 
Exemplo: 
- salário mensal do empregado: .....................R$ 840,00 
- salário/hora: ................................................... R$ 3,82 (R$ 840,00  220 horas) 
- nº de horas trabalhadas no feriado:............... 8 horas 
- valor de um dia trabalhado:............................ R$ 30,56 (R$ 3,82 x 8) 
- valor de um dia em dobro: ............................. R$ 61,12 (R$ 30,56 x 2) 
- total a receber no mês: .................................. R$ 901,00 (R$ 840,00 + R$ 61,12) 
Escala de revezamento 
Exceto os elencos teatrais e congêneres, nos serviços que exijam trabalho aos 
domingos, será estabelecida escala de revezamento, mensalmente organizada e 
constante de quadro sujeito à fiscalização. O modelo da escala de revezamento é 
de livre escolha da empresa, organizada de maneira que, em um período máximo 
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6 
de 7 semanas de trabalho, cada empregado usufrua ao menos um domingo de 
folga (CLT, art. 67, parágrafo único e Portaria Ministerial nº 417/66, com redação 
da Portaria MTPS nº 509/67). 
Comércio varejista 
De acordo com a Lei nº 10.101/00 fica autorizado o trabalho aos domingos no 
comércio varejista em geral, observado o art. 30, inc. I da CF/88. 
O repouso semanal remunerado deverá coincidir com o domingo pelo menos uma 
vez no período máximo de 4 semanas, respeitadas as demais normas de proteção 
ao trabalho e outras previstas no acordo ou convenção coletiva. 
Mulher 
O trabalho da mulher aos domingos exige a organização de escala de 
revezamento quinzenal, que favoreça o repouso dominical (CLT, art. 386). 
REMUNERAÇÃO DO REPOUSO 
Domicílio 
Aos empregados que trabalham em domicílio, o DSR equivale ao resultado da 
divisão da importância total da produção na semana por 6: 
Exemplo: 
• valor total da produção na semana: R$ 280,00 
• RSR = R$ 280,00 ÷ 6........................ R$ 46,67 
Jornada reduzida 
O empregado contratado para trabalhar em jornada reduzida faz jus ao RSR, 
calculado pela divisão do ganho semanal por 6 (entendimento jurisprudencial). 
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7 
Exemplo: 
- dias trabalhados na semana:......................... 3 
- salário semanal:............................................... R$ 250,00 
RSR (R$ 250,00 ÷ 6): ....................................... R$ 41,67 
Adicionais – Cômputo 
Horas extras 
A jurisprudência consagrou, através da Súmula TST nº 172, a integração das 
horas extras habituais no cálculo do RSR: 
“Computam-se no cálculo do repouso remunerado as horas extras habitualmente 
prestadas.” 
Assim, soma-se o nº de horas extras realizadas no mês e multiplica-se pelo valor-
hora acrescido do adicional de 50%. O resultado obtido será dividido pelo nº de 
dias úteis e multiplicado pelo nº de domingos e feriados do mês. 
Exemplo: 
• nº de horas extras prestadas no mês ................................ 48 h 
• valor-hora com adicional de 50% (R$ 6,00 x 1,50)........... R$ 9,00 
• R$ 9,00 x 48 h................................................................... R$ 432,00 
• R$ 432,00 ÷ 24 (dias úteis)................................................. R$ 18,00 
• RSR = R$ 18,00 x 6 (domingos e feriados)....................... R$ 108,00 
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8 
Horas noturnas 
O adicional noturno, pago com habitualidade, integra o salário do empregado para 
todos os efeitos legais; portanto, repercute também na remuneração do repouso 
semanal (Súmula TST nº 60). 
Gorjetas – Não repercussão sobre o DSR 
 Nos termos da Súmula TST nº 354 ficou estabelecido: 
“354. Gorjetas - Natureza jurídica - Repercussões. (Revisão da Súmula nº 290) 
As gorjetas, cobradas pelo empregador na nota de serviço ou oferecidas 
espontaneamente pelos clientes, integram a remuneração do empregado, não 
servindo de base de cálculo para as parcelas de aviso prévio, adicional noturno, 
horas extras e repouso semanal remunerado.” 
Gratificações 
Consoante a Súmula TST nº 225, há a seguinte previsão: 
“225. Repouso semanal - Cálculo – Gratificações de produtividade e por tempo de 
serviço 
As gratificações de produtividade e por tempo de serviço, pagas mensalmente, 
não repercutem no cálculo do repouso semanal remunerado.” 
DESCONTO DO RSR 
Para que o empregado tenha direito à remuneração do DSR, é necessário que o 
seu horário de trabalho seja integralmente cumprido, sem faltas, atrasos ou saídas 
durante o expediente, desde que tenham ocorrido sem motivo justificado ou em 
virtude de punição disciplinar (art. 11 do Decreto nº 27.048/49). 
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9 
Mensalistas e quinzenalistas 
Há polêmica quanto ao desconto ou não do descanso semanal remunerado do 
empregado mensalista e quinzenalista, quando faltam ao serviço sem justificativa 
legal, em virtude do disposto nos arts. 6º e 7º, § 2º, da Lei nº 605/49: 
”Art 6º - Não será devida a remuneração quando, sem motivo justificado, o 
empregado não tiver trabalhado durante toda a semana anterior, cumprindo 
integralmente o seu horário de trabalho. 
..................................................................................................................................” 
“Art. 7º......................................................................................................................... 
§ 2º - Consideram-se já remunerados os dias de repouso semanal do empregado 
mensalista ou quinzenalista, cujo cálculo de salário mensal ou quinzenal, ou cujos 
descontos por falta sejam efetuados na base do número de dias do mês ou de 30 
(trinta) e 15 (quinze) diárias, respectivamente.” 
Há corrente jurisprudencial entendendo que o mensalista e o quinzenalista não 
estão sujeitos à assiduidade para fazer jus ao repouso remunerado, ou seja, ainda 
que faltar ao trabalho sem justificativa legal, desconta-se somente o valor 
correspondente ao dia da falta, visto os dias de repouso serem considerados já 
remunerados. 
Esse entendimento, contudo, não é pacífico, havendo que entenda que o DSR 
deverá ser descontado. 
Assim, a empresa pode adotar qualquer dos procedimentos expostos. Se, 
entretanto, estiver seguindo o critério de não descontar o RSR de mensalista e 
quinzenalista e vier a fazê-lo, poderá ser surpreendida com a arguição de nulidade 
dessa alteração por contrariar o artigo 468 da CLT, que considera lícitas apenas 
as alterações dos contratos de trabalho que não resultem, direta ou indiretamente, 
prejuízos ao empregado. 
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10 
Horista, diarista e semanalista 
Ao horista, diarista e semanalista, o direito ao repouso semanal depende de o 
empregado trabalhar durante toda a semana anterior, cumprindo integralmente o 
horário de trabalho. 
ADMISSÃO OU DEMISSÃO NO CURSO DA SEMANA 
Admissão 
O empregado faz jus ao RSR caso a admissão ocorra no meio da semana. 
Exemplo: 
3ª feira .................................. (admissão) 7h20min 
4ª feira ......................................................7h20min 
5ª feira ..................................................... 7h20min 
6ª feira ..................................................... 7h20min 
sábado ................................................. ....7h20min 
domingo .............................................. .....7h20min 
Total ......................................................... 44h 
O procedimento acima leva em consideração a doutrina trabalhista, que prevê o 
pagamento do repouso semanal ao empregado, admitido no curso da semana, em 
razão de não existir a obrigatoriedade do trabalho nos dias anteriores à admissão. 
Assim, a empresa por ter admitido um empregado no decorrer da semana 
assume, normalmente, o pagamento do respectivo repouso semanal, salvo se o 
empregado nos dias posteriores à admissão tiver incorrido em faltas ou atrasos 
injustificados. 
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11 
Demissão 
Perde o direito ao RSR se o contrato for rescindido até 6ª feira, por não ter 
cumprido integralmente a jornada de trabalho (de 2ª a sábado). 
Exemplo: 
2ª feira .................................................. 7h20min 
3ª feira .................................................. 7h20min 
4ª feira .................................................. 7h20min 
5ª feira .................................................. 7h20min 
6ª feira .................................................. 7h20min 
Total...................................................... 36h40min 
INTERVALO ENTRE JORNADAS 
É garantido ao empregado um intervalo mínimo de 11 horas consecutivas para 
descanso entre jornadas (art. 66 da CLT) que, somado ao descanso semanal de 
24 horas, totaliza 35 horas de paralisação no trabalho. 
As empresas que trabalham em regime de revezamento também obedecem esse 
intervalo mínimo de 35 horas na troca de turno de uma semana para outra, sob 
pena de remunerar as horas prejudicadas, como extras, com o adicional de 50% 
no mínimo (CF, art. 7º, XVI, e Súmula TST nº 110). 
Exemplo: 
Turnos de trabalho: 
“A”: das 8 às 16 horas. 
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12 
“B”: das 16 às 24 horas. 
“C”: das 24 às 8 horas. 
Turno “B” 
Saída: Sábado às 24 horas. 
Entrada: Segunda-feira às 8 horas. 
Intervalo: 32 horas (24h do RSR e 8h do intervalo entre jornadas). 
Remuneração extra: 3 horas (35h - 32h). 
EMPREGADO DOMÉSTICO 
A Constituição Federal, em seu art. 7º, parágrafo único combinado com o inciso 
XV, assegurou à categoria dos trabalhadores domésticos o repouso semanal 
remunerado, preferencialmente aos domingos. 
Assim, salvo nas hipóteses de contratação de empregado doméstico quinzenalista 
e mensalista, cujas remunerações já incluem os repousos semanais, o 
empregador doméstico deverá pagar e discriminar separadamente a citada 
parcela no recibo de pagamento de salário, a fim de que possa, inequivocamente, 
ficar comprovada sua quitação. 
Para fins de cálculo, a remuneração do repouso corresponde a um dia de serviço, 
para os que trabalham por dia, semana, quinzena ou mês. 
Aos que trabalham como diaristas em alguns dias da semana, o cálculo do 
repouso corresponde a 1/6 do total da retribuição paga nos dias trabalhados na 
semana. 
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13 
BANCÁRIO 
Nos termos da Súmula TST nº 113, ficou estabelecido que: 
“113 - Bancário – Sábado – Dia útil – O sábado do bancário é dia útil não 
trabalhado e não dia de repouso remunerado. Não cabe a repercussão do 
pagamento de horas extras habituais sobre sua remuneração.” 
Cumpre notar, assim, que o RSR do bancário tem as mesmas garantias de 
qualquer empregado, apenas com a diferença de que por não haver previsão legal 
de trabalho no sábado, não poderá sofrer desconto desse dia se não tiver 
cumprido integralmente a jornada semanal. 
O sábado do bancário, portanto, por não ser considerado repouso semanal 
remunerado, acarreta, no caso do não cumprimento da jornada integral, somente 
o desconto do domingo e feriado da mesma semana, se houver. 
FERIADO EM DOMINGO 
Quando o feriado incidir em domingo (ou dia de repouso durante a semana para 
os que trabalham em regime de escala de revezamento), o pagamento do repouso 
corresponderá a um só dia, não sendo cumulativas as remunerações (Decreto nº 
27.048/49 - art. 11, § 3º). 
Outros Adicionais da Remuneração 
Periculosidade 
Conceito: são consideradas perigosas as atividades ou operações que, por sua 
natureza ou métodos de trabalho, impliquem contato permanente com inflamáveis 
ou explosivos, em condições de risco acentuado, bem como aos trabalhadores do 
setor de energia elétrica. 
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14 
Adicional de Periculosidade: O trabalho em condições de periculosidade assegura 
ao empregado um adicional de 30% (trinta por cento) sobre o salário sem os 
acréscimos resultantes de gratificações, prêmios ou participações nos lucros da 
empresa. 
Caracterização da Periculosidade 
A caracterização e a classificação da periculosidade, faz-se por intermédio de 
perícia a cargo do engenheiro do trabalho ou médico do trabalho. 
Nesse aspecto, a Súmula nº 191 do TST dispõe: 
“191- Adicional de periculosidade - Incidência sobre o salário básico 
O adicional de periculosidade incide, apenas, sobre o salário básico, e não sobre 
este acrescido de outros adicionais. Em relação aos eletricitários, o cálculo do 
adicional de periculosidade deverá ser efetuado sobre a totalidade das parcelas de 
natureza salarial. (Res.121/2003 – DJ 21.11.2003).” 
Exemplos: 
a) empregado mensalista com salário básico de R$ 780,00, cujo serviço é 
exercido em condições de periculosidade: 
30% de R$ 780,00 = R$ 234,00 
b) empregado diarista com salário básico de R$ 48,00 por dia, cujo serviço é 
exercido em condições de periculosidade: 
30% de R$ 48,00 = R$ 14,40 x quantidade de dias. 
c) empregado horista com salário básico de R$ 4,30 por hora, cujo serviço é 
exercido em condições de periculosidade: 
30% de R$ 4,30 = R$ 1,29 x quantidade de horas. 
CÁLCULOS TRABALHISTASDra. Valéria de Souza Telles 
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15 
Não cumulatividade com outros adicionais 
O adicional de periculosidade não incide sobre o salário já acrescido de outros 
adicionais, exceto no caso dos eletricitários. 
Exemplos de cálculo para empregados que recebem adicionais: 
a) Supondo que um empregado com salário-hora normal de R$ 3,60 perceba 50% 
de adicional por hora extraordinária realizada, terá o seguinte valor-hora 
extraordinário: 
R$ 3,60 x 1,50 = R$ 5,40 
Se o mesmo empregado trabalhar em condições perigosas com direito ao 
adicional de 30%, o cálculo incidirá sobre o salário-hora normal de R$ 3,60, ainda 
que esteja trabalhando em regime de horas extras. 
Desta forma se o empregado perfaz 2 horas extras em um dia receberá: 
R$ 3,60 x 1,50 = R$ 5,40 (valor da hora com o respectivo adicional de hora extra); 
R$ 5,40 x 2 (quantidade de horas extras efetuadas no dia) = R$ 10,80; 
Valor do adicional de periculosidade a ser pago em relação às 2 horas extras 
prestadas no dia: R$ 3,60 x 30% x 2 = R$ 2,16; 
Total a pagar: R$ 10,80 + R$ 2,16 = R$ 12,96 
b) Eletricista - cômputo dos adicionais de periculosidade com horas extras e 
adicional noturno. 
Salário mensal = R$ 800,00 
Salário hora R$ 800,00 ÷ 220h =R$ 3,64 
Salário hora noturna R$ 3,64 x 1,20 (20%) = R$ 4,37 
Salário hora extra noturna R$ 4,37 x 1.50 (50%) = R$ 6,56 
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16 
Periculosidade de 30% sobre hora extra noturna = R$ 1,96 
ADMISSÃO – DISPENSA – AFASTAMENTO 
O empregado admitido, dispensado ou afastado no curso do mês, tem direito ao 
adicional calculado proporcionalmente ao número de dias efetivamente 
trabalhados. 
Exemplo: 
Cálculo do adicional de periculosidade (integral): 
Admissão: 12/04/14; 
Salário Contratual (mensalista – base de cálculo 220h por mês): R$ 836,00 
Adicional de Periculosidade: 30% de R$ 836,00 = R$ 250,80 
Cálculo de adicional de periculosidade (proporcional): 
R$ 250,80 ÷ 220h/m= R$ 1,14 
R$ 1,14 x 7,33333h/d= R$ 8,36 
R$ 8,36 x 19 dias= R$ 158,84; ou 
R$ 250,80 ÷ 30 dias x 19 = R$ 158,84 
FALTAS INJUSTIFICADAS 
O empregado que injustificadamente deixar de comparecer ao serviço está sujeito, 
além do desconto do salário dos dias em que tiver faltado, irá sofrer, também, o 
desconto do adicional de periculosidade proporcionalmente àqueles dias. 
Exemplo: 
O empregado com salário mensal de R$ 800,00 em abril, falta 02 dias, 
injustificadamente, ao serviço; 
Salário mensal: R$ 800,00 
Salário diário: R$ 800,00 ÷ 30 dias = R$ 26,67 
Adicional periculosidade = 30% de R$ 800,00= R$ 240,00 
Adicional periculosidade diário: R$ 240,00 ÷ 30 dias= R$ 8,00 
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Salário Mensal a ser pago descontados 02 dias de ausência injustificada = R$ 
26,67,00 x 28 dias= R$ 745,92 
Adicional de periculosidade proporcional a ser pago no mês, descontado os 02 
dias de ausência injustificada = R$ 8,00 x 28 dias = R$ 224,00 
Total da remuneração a receber = R$ 745,92 + R$ 224,00 = R$ 969,92 
Insalubridade 
Conceito: Consideram-se atividades ou operações insalubres aquelas que por sua 
natureza, condições ou métodos de trabalho, exponham os empregados a agentes 
nocivos à saúde, acima dos limites de tolerância fixados em razão da natureza, 
intensidade do agente e o tempo de exposição aos seus efeitos. 
Adicional de Insalubridade:O exercício do trabalho em condições insalubres, 
acima dos limites de tolerância estabelecidos pelo Ministério do Trabalho, 
assegura a percepção de adicional respectivamente de 40%, 20% e 10% do 
salário mínimo. 
Exemplo: 
Adicional de Insalubridade conforme o grau: 
Grau máximo: 40% x R$ 724,00 = R$ 289,60 
Grau médio: 20% x R$ 724,00 = R$ 144,80 
Grau mínimo: 10% x R$ 724,00 = R$ 72,40 
Desta forma, o empregado que recebe um salário mensal de R$ 900,00 e que 
exerce atividades insalubres em grau médio, terá a seguinte remuneração: 
R$ 900,00 + R$ 144,80 (20% do Salário Mínimo – R$ 724,00) 
Total à receber = R$ 1.044,80 
Admissão - Desligamento - Afastamento 
Empregado desligado em 25/04/03 com salário mensal de R$ 930,00 e direito ao 
adicional de insalubridade em grau mínimo: 
10% de R$ 724,00 (salário mínimo) = R$ 72,40 
R$ 72,40 ÷ 30 dias = R$ 2,41 
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R$ 2,41 x 25 dias = R$ 60,25 
TRABALHO NOTURNO 
O trabalho noturno exige maior esforço do indivíduo, tendo em vista que este 
horário normalmente é destinado ao descanso. Em função desta particularidade, a 
legislação determina que o trabalho noturno deve ser reduzido e ser melhor 
remunerado que o trabalho diurno. 
O trabalho noturno é assim definido, conforme o quadro abaixo: 
Trabalho Noturno: 
Atividade Horário duração adicional 
Urbana 22h às 5h 52min.30seg. 20% 
Rural 21h às 5h na lavoura 60min. 
 20h às 4h na pecuária 60min. 25% 
Adicional Noturno 
Exemplo: 
Salário mensal = R$1.100,00 
Salário hora = R$5,00 (R$ 1.100,00 ÷ 220) 
Adicional noturno = R$1,00 (R$ 5,00 x 20%) 
Equivalência entre o cálculo centesimal (calculadora) e o cálculo 
sexagesimal (hora relógio): 
Para a conversão de minutos e segundos em forma centesimal para a forma 
sexagesimal, multiplica-se o valor por 60 
Exemplo: 
Jornada de trabalho semanal: 44 
Jornada de trabalho diária: 7,3333 
44 = 7,3333 
 6 
7,3333 – 7,00 = 0,3333 
0,3333 x 60 = 20 (minutos) 
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19 
7,3333 = 07:00 + 0:20 (minutos) 
7,3333 = 7:20 horas 
Conversão do trabalho normal em trabalho noturno 
Para converter o tempo de efetivo trabalho diurno para noturno, divide-se a sua 
duração por : 1,1428571 (60 min. ÷ 52,5 min.) 
8 horas diurnas : 1,1428571 = 7 horas noturnas (8 horas ÷ 1,1428571) 
Portanto, uma jornada de oito horas diurnas corresponde a 7 horas de efetivo 
trabalho noturno. 
Conversão em hora: 
O tempo de efetivo trabalho normal (relógio) pode ser convertido para o noturno 
mediante aplicação do índice: 
1,1428571 
Exemplo: 
Jornada de trabalho: 6 horas 
Término da jornada: 23:00 horas 
1h x 1,1428571 = 1,1428571 hs 
0, 1428571x 60 = 8,571426 min. 
0, 571426 x 60 = 34,28556 seg. 
Total = 01:08:34 hora 
Conversão de minutos: 
Os minutos que efetivamente forem trabalhados no período noturno, serão 
convertidos pela aplicação do índice 1,1428571. 
Exemplo: 
Término da jornada de trabalho às 22:15 horas 
15,00 x 1,1428571 = 17,14 
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20 
17,14 – 17,00 = 0,14 
0,14 x 0,60 = 0,08 
 
17,00 = 00:17:00 
0,08 = 00:00:08 
00:17:00 + 00:00:08 = 00:17:08 
Conversão de segundos: 
Da mesma forma, sendo necessária a conversão de segundos normais para 
segundos noturnos, deverá ser multiplicado pelo índice 1,1428571. 
Redução: 
O legislador definiu a hora noturna em 52min e 30seg, como resultado de uma 
redução em 12,5% da hora normal (60 minutos). 
 60,00 – 52,50 = 7,50 
7,50  60,00 x 100 = 12,5% 
Exemplo: 
Uma jornada de trabalho de 6 horas deverá ser executada em 5h e 15min do 
relógio: 
6hs ÷ 1,1428571 = 5,25 
0,25 ÷ 60 = 15 
05:00:00 + 00:15:00 = 
05:15:00 
ou 
Redução de 12,5% de 6,00 
6,00 x 60 = 360 
360 x 12,5 % = 45 
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21 
360 – 45 = 315 
Ou 
6 hs - 12,5 % = 5,25 
0,25 ÷ 60 = 15 
05:00:00 + 00:15:00 = 
05:15:00 
Finalmente, para comprovar este cálculo, faz-se a operação inversa: 
315 x 1,1428571 = 360 
360 ÷ 60 = 6,00 
Cada hora normal sofre redução de 7min 30seg, ou seja, 12,5%. Lembra-se que: 
7min e 30seg x 8 = 60 minutos 
Contagem – Tabela: 
A jornada de trabalho no período noturno observa a seguinte tabela: 
Das 22:00:00 h + 52:30 às 22:52:30 1ª h. noturna 
Das 22:52:30 h + 52:30 às 23:45:00 2ª h. noturna 
Das 23:45:00 h + 52:30 às 00:37:30 3ª h. noturna 
Das 00:37:30 h + 52:30 às 01:30:00 4ª h. noturna 
Das 01:30:00 h + 52:30 às 02:22:30 5ª h. noturna 
Das 02:22:30 h + 52:30 às 03:15:00 6ª h. noturna 
Das 03:15:00 h + 52:30 às 04:07:30 7ª h. noturna 
Das 04:07:30 h + 52:30 às 05:00:00 8ª h. noturna 
MENORES 
O trabalho em horário noturno é proibido aos menores de 18 anos. 
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Turnos Ininterruptos de Revezamento 
A Constituição Federal prevê jornada de 6 horas diárias para o trabalho realizado 
em turnos ininterruptos de revezamento, salvo negociação coletiva. 
Assim, tratando-se de turno ininterrupto de revezamento, cujo trabalho seja 
realizado em período noturno, além da hora noturna reduzida de 52min e 30seg, a 
jornada também é reduzida (6 horas). 
A referida jornada depende da ocorrência concomitante dos seguintes fatores: 
a) Existência de turnos 
Isso significa que a empresa mantém uma ordem ou alteração dos horários 
de trabalho prestado em revezamento; 
b) Turnos de revezamento 
Isso quer dizer que o empregado, ou turmas de empregados, trabalham 
alternadamente para que se possibilite, em face da ininterrupção do 
trabalho, o descanso de outro empregado ou turma; 
c) Revezamento ininterrupto 
Não há interrupção no período de 24 horas, independentemente de haver, 
ou não, trabalho aos domingos. 
É permitida, mediante negociação coletiva, a prorrogação da jornada de 6 horas. 
Nesse caso, admite-se o máximo de 2 horas extras por dia. 
(Artigo 7º inciso XIV da Constituição Federal) 
Acordo, convenção e dissídio coletivo de trabalho 
Por meio dos citados documentos coletivos de trabalho, pode-se estipular 
percentual de adicional noturno superior aos mínimos já mencionados. 
HORA EXTRA NOTURNA 
A CF assegura aos trabalhadores a remuneração do serviço extraordinário 
superior, no mínimo, em 50% à do normal (art. 7º, inciso XVI). 
Assim, o empregado que cumpre horas extraordinárias, no período noturno, faz 
jus a ambos adicionais mínimos, ou seja: 
Para qualquer hora extraordinária que for cumprida neste período há 2 adicionais: 
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23 
22h _____________________5h 
 período noturno 
• adicional de hora extra (50%, no mínimo); e 
• adicional noturno (20%, no mínimo, para trabalhadores urbanos e 25%, no 
mínimo, para trabalhadores rurais). 
Discriminação em folha de pagamento: 
Os adicionais por trabalho noturno, extraordinário, etc, devem ser discriminados 
em folha de pagamento. 
Exemplo 
Supondo-se que um empregado foi contratado em 1º/02/14 para exercer a função 
de vigia de 2ª feira a sábado, com jornada de trabalho de 7 horas e 20 minutos por 
dia (44 semanais) e salário mensal de R$ 1.050,00 (base 220 horas), pergunta-se: 
Qual deve ser o horário registrado no relógio de ponto em que o empregado 
completa a jornada diária de 7 horas e 20 minutos, sendo que o horário normal de 
entrada no serviço é às 18 horas e o intervalo para refeição das 22 às 23 horas? 
Sabendo-se que há acordo de prorrogação de 2 horas (extras) no período noturno, 
a serem cumpridas a contar do horário em que o empregado completa a jornada 
diária de 7 horas e 20 minutos, qual deve ser o horário final de saída do serviço? 
Qual a remuneração diária a ser paga, considerando-se que o adicional noturno é 
de 20% e o extraordinário de 50%? 
• Salário mensal: R$ 1.050,00 
• Salário/hora normal: R$ 4,77 (R$ 1.050,00 ÷ 220) 
• Salário/hora noturno: R$ 5,72 (R$ 4,77 x 1,20) 
• Salário/hora extra noturno: R$ 8,58 (R$ 5,72 x 1,50) 
Entrada no serviço: 18:00h 
18:00:00 h até 19:00:00 h (1ª hora - diurna) 
19:00:00 h até 20:00:00 h (2ª hora - diurna) 
20:00:00 h até 21:00:00 h (3ª hora - diurna) 
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24 
21:00:00 h até 22:00:00 h (4ª hora - diurna) 
22:00:00 h até 23:00:00 h (Intervalo de 60 minutos) 
23:00:00 h até 23:52:30 h (5ª hora - noturna) 
23:52:30 h até 00:45:00 h (6ª hora - noturna) 
00:45:00 h até 01:37:30 h (7ª hora - noturna) 
01:37:30 h até 01:55:00 h (20 minutos - noturnos) 
01:55:00 h até 02:47:30 h (1ª extra - noturna) 
02:47:30 h até 03:40:00 h (2ª extra - noturna) 
HORAS EXTRAS 
São consideradas extraordinárias as excedentes à jornada contratada e deverão 
ser remuneradas com adicional de no mínimo, 50% sobre o valor da hora normal. 
A duração normal de trabalho pode ser prorrogada em até 2 horas, mediante 
acordo escrito, para empregados maiores de idade de ambos os sexos, desde que 
não ultrapasse o limite de 10 horas. 
Tratando-se de acordo de prorrogação firmado simultaneamente ao de 
compensação de horas, a jornada diária não pode ultrapassar o limite globalde 10 
horas. 
Os empregados que trabalham sob o regime de tempo parcial não poderão ter sua 
jornada alterada, conforme o disposto no artigo 59, § 4º da CLT. 
Exemplo: 
Salário mensal: R$ 2.220,00 
Quantidade de dias com horas extras: 07 
Quantidade de horas extras realizadas no mês: 14 
Adicional de horas extras: 70% (documento coletivo de trabalho) 
2.220,00 = 10,09 
 220 
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25 
10,09 x 1,70 = 17,15 
14 x 17,15 = 240,10 
2.220,00 + 240,10 = 2.460,10 
Horas extras com adicional de periculosidade: 
Para o pagamento das horas extras ao empregado que recebe adicional de 
periculosidade serão calculadas as respectivas horas com o acréscimo de ambos 
os adicionais. 
Para o cálculo, divide-se o salário contratual acrescido do adicional de 
periculosidade pela jornada de trabalho mensal, multiplica-se o resultado pelo 
adicional de hora extra, e finalmente, multiplica-se este resultado pela quantidade 
de horas extras realizadas no respectivo mês. 
Exemplo: 
Salário mensal: R$ 4.000,00 
Periculosidade 30%: R$ 1.200,00 
Quantidade de horas extras: 36 
Salário-hora: R$ 18,18 
Salário-hora com periculosidade: R$ 23,63 
Salário-hora extra com periculosidade: R$35,45 
4.000,00 x 30% = 1.200,00 
4.000,00 + 1.200,00 = 5.200,00 
5.200,00 = 23,63 
 220 
23,63 x 1,50 = 35,45 
35,45 x 36 = 1.276,20 
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26 
Horas extras com adicional de insalubridade: 
Da mesma forma que no cálculo de horas extras com adicional de periculosidade, 
também deverá ser acrescido o adicional de insalubridade na base de cálculo das 
horas extras. 
Exemplo: 
Salário mensal: R$ 4.200,00 
Adicional de insalubridade grau mínimo: 10% 
Valor do adicional de insalubridade: R$ 72,60 
Adicional de hora extra: 50% 
Quantidade de horas extras: 36 
Salário-hora: R$19,09 
Insalubridade por hora: R$0,33 
Salário-hora acrescido do adicional de insalubridade: R$ 19,42 
Salário-hora extra acrescido do adicional de insalubridade: R$ 29,13 
726,00 x 10% = 72,60 
4.200,00 +72,60 = 4.272,60 
4.272,60 = 19,42 
 220 
19,42 x 1,50 = 29,13 
36 x 29,13= 1.048,68 
Horas extras com adicional noturno: 
No cálculo das horas extras realizadas no período noturno será tomado como 
base de cálculo o valor do salário-hora acrescido do adicional noturno. 
Exemplo: 
Salário mensal: R$ 1.870,00 
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27 
Jornada de trabalho mensal: 200 
Adicional noturno: 20% 
Quantidade de horas extras noturnas: 40 
Adicional de hora extra: 50% 
Valor total das horas extras noturnas: R$ 673,20 
1.870,00 = 9,35 
 200 
9,35 x 1,20 = 11,22 
11,22 x 1,50 = 16,83 
16,83 x 40 = 673,20 
Supressão de Horas Extras: 
As horas extras prestadas durante pelo menos 1 ano, se suprimidas pelo 
empregador, assegura ao empregado o direito à indenização correspondente ao 
valor de um mês das horas suprimidas para cada ano ou fração igual ou superior a 
06 meses de prestação de serviço acima da jornada normal. 
Para o cálculo, será efetuada a média das horas efetivamente trabalhadas nos 
últimos 12 meses, multiplicadas pelo valor da hora extra do dia da supressão, e o 
resultado será multiplicado pela quantidade de anos ou de anos e fração igual ou 
superior a 6 meses. 
Referida indenização sendo paga, não há que se falar em incorporação das horas 
extras ao salário do trabalhador. 
Exemplo: 
Empregado faz horas extras durante 02 anos e 06 meses. 
No mês da supressão o salário contratual do empregado era R$ 745,00. 
Nos últimos 12 meses realizou 528 horas extras: 
528 = 44 
12 
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28 
745,00 = 3,39 
 220 
3,39 x 1,50 = 5,09 
5,09 x 44 = 223,96 
223,96 x 3 = 671,88 
COMPENSAÇÃO DE HORAS 
Assim, tratando-se de acordo de compensação integral de horas do sábado, a 
jornada diária pode ser de 8h 48min horas de segunda à sexta ou outra qualquer, 
sempre ajustando a duração para totalizar as 44 horas semanais. 
Exemplo: 
44 hs ÷ 5 = 8,8 
0,80 x 0,60 = 0,48 
= 08:48:00 h 
TRANSFERÊNCIA DE EMPREGADO 
Empregado transferido para outra localidade provisoriamente e com a mudança de 
domicílio tem direito ao adicional de 25% sobre o salário contratual. 
Exemplo: 
Empregado cujo salário é de R$ 1.640,00 foi transferido por 3 anos para outra 
localidade. 
1.640,00 x 25% = 410,00 
1.640,00 + 410,00 = 2.050,00 
A empresa deverá discriminar, em folha de pagamento, cada parcela que está 
sendo paga, tanto do salário contratual quanto do adicional de transferência. 
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29 
FÉRIAS 
Direito 
A Constituição Federal assegura, dentre outros direitos, o gozo de férias anuais 
remuneradas com, pelo menos, um terço a mais do que o salário normal. 
(Artigo 7º inciso XVII da Constituição Federal) 
O estudo desse direito, cuja finalidade básica é a recuperação das forças gastas 
pelo trabalhador no decurso de cada ano de serviço prestado ao mesmo 
empregador, está compreendido nos artigos 129 a 153 da Consolidação das Leis 
do Trabalho. 
Portanto, todo empregado tem direito, anualmente, ao gozo de um período de 
férias, sem prejuízo da remuneração, o qual é concedido por decisão do 
empregador, que fixa a época que melhor atenda aos seus interesses, não 
podendo, contudo, ultrapassar o limite dos 12 meses subsequentes à aquisição do 
direito pelo empregado, sob pena de pagamento em dobro da respectiva 
remuneração e sujeição à multa administrativa. 
(Artigo 129 da CLT) 
Escala: 
Observados os casos específicos previstos em normas especiais, inclusive o 
contrato de trabalho na modalidade do regime de tempo parcial, após cada 
período de 12 meses de vigência do contrato de trabalho, o empregado tem direito 
a férias na seguinte proporção: 
Número de dias corridos de férias em relação ao número de faltas injustificadas ao 
serviço no curso do período aquisitivo: 
Dias de férias Faltas injustificadas 
30 Até 05 
24 De 06 a 14 
18 De 15 a 23 
12 De 24 a 32 
Conclui-se que mais de 32 faltas injustificadas no curso do período aquisitivo 
implicam, para o empregado, a perda do direito às férias correspondentes. 
Falta injustificada ao serviço é a ausência do empregado para cuja ocorrência não 
haja motivo ou justificativa legal, não se considerando,contudo, faltas ao serviço 
às ausências expressamente justificadas pela lei ou abonadas por liberalidade do 
empregador. 
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30 
(Artigo 130 da CLT) 
Faltas não computadas (justificadas ou abonadas): 
A própria legislação trabalhista vigente relaciona as faltas legais que não reduzem 
o gozo de férias do empregado. São elas: 
a) Até 2 dias consecutivos em caso de falecimento do cônjuge, ascendente, 
descendente, irmão ou pessoa que, declarada em sua CTPS, viva sob sua 
dependência econômica (Artigo 473 da CLT); 
b) Até 3 dias consecutivos, em virtude de casamento (Artigo 473 da CLT); 
c) Por 5 dias, como licença-paternidade, enquanto não fixado outro prazo em lei, 
(Artigo 7º inciso XIX da Constituição Federal c/c artigo 10 parágrafo 1º do ADCT); 
d) Por 1 dia, em cada período de 12 meses de trabalho, em caso de doação 
voluntária de sangue, devidamente comprovada (Artigo 473 inciso IV da CLT); 
e) Até 2 dias consecutivos ou não, para fins de alistamento eleitoral, nos termos 
da lei respectiva (Artigo 473 inciso V da CLT); 
f) No período de tempo em que tiver de cumprir as exigências do serviço militar 
(Artigo 473 inciso VI da CLT); 
g) Nos dias em que estiver comprovadamente realizando provas de exame 
vestibular para ingresso em estabelecimento de ensino superior (Artigo 473 inciso 
VII da CLT); 
h) Durante 120 dias de afastamento a título de licença maternidade (Artigo 392 da 
CLT); 
i) Por motivo de acidente do trabalho ou incapacidade por doença, salvo se o 
benefício perdurar por mais de 6 meses, ainda que descontínuos, dentro de um 
mesmo período aquisitivo, hipótese em que o empregado não tem direito às férias 
(Artigos 133 da CLT e 63 da Lei 8.213/91); 
j) Justificada pela empresa, ou seja, a que não tiver determinado o desconto do 
correspondente salário; 
l) Durante a suspensão preventiva para responder a inquérito administrativo ou de 
prisão preventiva, quando for impronunciado ou absolvido (Artigo 131 inciso V da 
CLT); 
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31 
m) Nos dias em que não tenha serviço, exceto se o empregado deixar de trabalhar 
por mais de 30 dias, com percepção de salário, caso em que não faz jus a férias 
(Artigo 133 inciso II da CLT); 
n) Comparecimento para depor como testemunha, quando devidamente arrolado 
ou convocado (Artigos 822 da CLT, 419 parágrafo único do CPC e 453 parágrafo 
único do CPP); 
o) Comparecimento como parte à Justiça do Trabalho (Súmula 155 do TST); 
p) Para servir como jurado (Artigo 430 c/c 434 do CPP); 
q) Afastamento por doença ou acidente do trabalho, nos 15 primeiros dias pagos 
pela empresa, mediante comprovação (Artigo 60 parágrafo 3º da Lei 8.213/91); 
r) Convocação para serviço eleitoral (Artigo 365 da Lei 4737/65); 
s) Greve-desde que tenha havido acordo, convenção, laudo arbitral ou decisão da 
Justiça do Trabalho dispondo sobre a manutenção dos direitos trabalhistas aos 
grevistas durante a paralisação das atividades (Lei 7.783/89) 
t) Período de frequência em curso de aprendizagem (Decretos-leis 8.622/46, 
4.481/42 e 9.576/46); 
u) Professor, por 9 dias, por motivo de casamento ou falecimento de cônjuge, pai, 
mãe ou filho (Artigo 320 parágrafo 3º da CLT); 
v) Outros motivos previstos em acordo, convenção ou dissídio coletivo de trabalho 
do sindicato representativo da categoria profissional. 
Assim, a empresa deverá verificar as faltas injustificadas ocorridas no decorrer do 
período aquisitivo de férias, para apurar o número de dias de férias a que o 
empregado terá direito e efetuará a concessão na forma e no prazo legalmente 
estabelecidos. 
As faltas justificadas pela lei ou abonadas por mera liberalidade do empregador 
(não sujeitas ao desconto na remuneração), não serão computadas para efeito de 
redução do gozo das férias. 
Também não se enquadra nessa situação, o acordo firmado entre empresa e 
empregado para que sejam descontados das férias, os dias relativos a “pontes 
entre feriados” em que não tenha havido expediente na empresa, nos casos das 
sextas e segundas-feiras que sucedem e antecedem os feriados. 
Perda do Direito 
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32 
Não tem direito a férias o empregado que, no curso do período aquisitivo: 
a) pedir demissão e não for readmitido dentro de 60 (sessenta) dias subsequentes 
à sua saída. Essa situação é aplicada somente aos casos de rescisão contratual 
por pedido de demissão; 
b) permanecer em gozo de licença, com percepção de salários, por mais de 30 
dias; 
 A licença remunerada não é disciplinada por lei trabalhista, ficando a sua 
concessão a critério do próprio empregador. Uma vez concedida ocorrerá a 
suspensão do contrato de trabalho. 
c) deixar de trabalhar, com percepção do salário, por mais de 30 dias em virtude 
de paralisação total ou parcial dos serviços da empresa; 
d) tiver percebido da Previdência Social prestações de acidente do trabalho ou de 
auxílio doença por mais de 6 meses, embora descontínuos. 
Exemplo: 
Período aquisitivo: 22/04/2013 a 21/04/2014 
Afastamento: 01/06/2013 a 27/09/2013 (doença) 
Período de afastamento: 3 meses e 27 dias 
Novo afastamento: 01/01/2013 a 31/03/2014 (acidente do trabalho) 
Período de afastamento: 3 meses 
Houve perda do direito por ter permanecido afastado por mais de mais de 6 
meses, no mesmo período aquisitivo. 
Observe-se que um novo período aquisitivo terá início quando, após o 
implemento de qualquer das condições acima previstas, o empregado 
retornar ao serviço, devendo a interrupção da prestação de serviço ser 
anotada na Carteira de Trabalho e Previdência Social. 
(Artigo 133 da CLT) 
Serviço militar obrigatório 
O tempo de trabalho anterior à apresentação do empregado para prestar serviço 
militar obrigatório computa-se no período aquisitivo, desde que ele compareça ao 
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33 
estabelecimento dentro do prazo de 90 dias da data em que se verificar a 
respectiva baixa. 
Portanto, o período de afastamento não é computado para efeito de férias, sendo 
considerado o período anteriormente trabalhado e complementado com o tempo 
que falta quanto o empregado retornar ao serviço. 
Exemplo: 
Início do período aquisitivo: 01/08/2012 
Início do serviço militar: 01/01/2013 
Término do serviço militar: 31/12/2013 
Retorno ao serviço: 19/01/2014 
Término do período aquisitivo: 18/09/2014 
(Artigo 132 da CLT) 
Concessão 
O período concessivo é aquele em que o empregador deverá conceder as férias 
ao empregado, contando-se o referido período a partir do 1º dia após o 
empregado ter adquirido o direito, até completar 12 meses. Deve-se observar que 
o períodode férias (gozo e abono, se for o caso) deverá iniciar e terminar dentro 
dos 12 meses, pois se ultrapassar este período, o empregador pagará a 
remuneração em dobro. 
Regra geral, o gozo de férias deve ser em um só período, tendo em vista sua 
própria finalidade, ou seja, que o trabalhador tenha o tempo necessário para 
recuperar as energias despendidas durante o período de trabalho. 
Para tanto, poderá o empregador efetuar o controle das concessões, através da 
escala anual de férias. 
(Artigo 134 da CLT) 
Abono Pecuniário 
É facultado ao empregado converter 1/3 do período de férias a que tiver direito em 
abono pecuniário, no valor da remuneração que lhe seria devida nos dias 
correspondentes. 
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34 
Assim, conforme o número de dias corridos de férias a que faz jus, o empregado 
pode pleitear a conversão e o pagamento do abono pecuniário na seguinte 
proporção: 
Abono pecuniário Férias gozadas Faltas injustificadas 
10 20 30 dias – até 05 faltas 
08 16 24 dias – de 06 a 14 faltas 
06 12 18 dias – de 15 a 23 faltas 
04 08 12 dias – de 24 a 32 faltas 
É ilegal aumentar o período de abono pecuniário para reduzir as férias além do 
terço permitido. 
(Artigo 143 da CLT) 
Prazo para requerimento: 
Deve ser requerido pelo empregado, até 15 dias antes do término do período 
aquisitivo. Se for requerido após o citado prazo, a concessão ou não do abono fica 
a critério exclusivo do empregador. 
(Artigo 143 parágrafo 1º da CLT) 
Férias em dobro: 
Nesta hipótese, se solicitado, o abono também é devido em dobro. A remuneração 
relativa a 10, 8, 6 ou 4 dias, conforme o caso, é paga em dobro, embora o 
empregado trabalhe apenas o correspondente à metade, ou seja, 10, 8, 6 ou 4 
dias, conforme o limite de faltas injustificadas . 
(Artigo 137 da CLT) 
Prazo para pagamento: 
O pagamento do abono vincula-se à concessão das férias. Vale dizer, não há 
pagamento de abono sem o respectivo descanso. 
O prazo de pagamento é de 2 dias, no mínimo, do respectivo período, 
independentemente de ter concedido antes ou depois do gozo. 
(Artigo 145 da CLT) 
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35 
Dispensa do empregado durante o período convertido em abono pecuniário: 
Nos dias a serem trabalhados durante o período convertido em abono pecuniário, 
o contrato de trabalho vigora plenamente, com a prestação normal dos serviços 
por parte do empregado. 
Assim, entende-se que é permitido ao empregador dispensar o empregado 
durante tal período, não estando afastada, contudo, a possibilidade de 
manifestação em sentido contrário da Justiça do Trabalho no caso de uma 
eventual reclamação trabalhista. 
Remuneração do abono - Terço constitucional: 
Tendo em vista os direitos sociais assegurados aos empregados, pela 
Constituição Federal, o abono pecuniário previsto no art. 143 da CLT deve ser 
calculado sobre a remuneração das férias, já acrescida de um terço. 
Concessão e época das férias: 
As férias são concedidas em um só período, nos 12 meses subsequentes à data 
em que o empregado completar o aquisitivo sob pena de pagamento em dobro, da 
respectiva remuneração, e sujeição à multa administrativa. Referido período 
também é chamado concessivo ou de gozo. 
Menores de 18 e maiores de 50 anos de idade: 
As férias sempre são concedidas, de uma só vez, aos menores de 18 e maiores 
de 50 anos de idade. Devem, portanto, gozar integralmente o período de férias, 
segundo a aquisição do respectivo direito: 30, 24, 18 ou 12 dias, conforme o 
número de faltas injustificadas no curso desse período aquisitivo. 
(Artigo 143 parágrafo 2º da CLT) 
Remuneração: 
O empregado perceberá, durante as férias, a remuneração que lhe for devida na 
data da sua concessão. 
Observar que, se após o pagamento da remuneração de férias (na vigência do 
contrato de trabalho ou na rescisão) ocorrer reajustamento salarial, 
respectivamente, no mês da concessão ou da indenização, o empregado terá 
direito às diferenças apuradas, inclusive em relação ao terço constitucional e, se 
for o caso, também quanto ao abono Pecuniário. 
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36 
Exemplos: 
Mensalistas 
Remuneração mensal vigente no mês da concessão das férias acrescidas de 1/3 
constitucional. 
Férias em fevereiro: 
Empregado com salário mensal de R$ 2.100,00 
Gozará férias a partir do dia 01 de fevereiro até 02 de março 
Empregado tem 2 dependentes para imposto de renda 
2.100,00 + (2.100,00  31 x 2 = 135,48) = 2.235,48 
2.235,48 = 745,16 
 3 
2.235,48 + 745,16 = 2.980,64 
Desconto da contribuição previdenciária: 2.980,64 x 11% = 327,87 
Desconto de Imposto de Renda Retido da Fonte: 
 2.980,64 
 - 359,42 (2 dependentes) 
 2.621,22 
 - 327,87 (INSS) 
 2.293,35 
2.293,35 x 7,5% = 172,00 
172,00 – 134,08= 37,92 
Valor líquido das férias: 
 2.980,64 
 - 327,87 (INSS) 
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37 
 - 37,92 (IRRF) 
2.614,85 (valor líquido) 
Saldo de salário do mês de março: 2.100,00 x 29 = 1.964,52 
 31 
Horistas: 
Remuneração horária vigente no mês da concessão das férias, multiplicada pelo 
número de horas correspondentes aos dias de férias que o empregado estará 
gozando, acrescidas de 1/3 constitucional. 
Supondo que um horista, cuja jornada de trabalho diária é de 7:20 horas, e salário-
hora de R$ 8,25, gozará férias no período de 01 a 30 de agosto, o cálculo deverá 
ser da seguinte forma: 
Empregado tem 01 dependente. 
7:20 = 7,3333 
7,3333 x 30 = 220 
8,25 x 220 = 1.815,00 
1.815,00 = 605,00 
 3 
1.815,00 + 605,00 = 2.420,00 
Desconto da contribuição previdenciária: 2.420,00 x 11% = 266,20 
 
Desconto do imposto de renda retido na fonte: 
 2.420,00 
 - 179,71 (dependente) 
 2.240,29 
 - 266,20 (INSS) 
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38 
 1.974,09 
1.974,09 x 7,5% = 148,06 
148,06 – 134,08 = 13,98 
Saldo de salário do mês de agosto: 7,3333 x R$ 8,25 = R$ 60,50 
Diaristas: 
Remuneração diária vigente no mês da concessão das férias, multiplicada pelo 
número de dias de férias a que o empregado fizer jus, acrescidas de 1/3 
constitucional. 
Admitindo que um empregado diarista perceba R$ 48,00 por dia, e tenha iniciado 
gozo de férias a partir de 01 de agosto/2013, por 30 dias, o cálculo da respectiva 
remuneração será o seguinte:Empregado tem 3 dependentes: 
48,00 x 30 = 1.440,00 
1.440,00 = 480,00 
 3 
1.440,00 + 480,00 = 1.920,00 
Desconto da contribuição previdenciária: 1.920,00 x 9% = 172,80 
Desconto do imposto de renda retido na fonte: 
 1.920,00 
 - 539,13 (3 dependentes) 
 1.381,00 
 - 172,80 
1.208,20 
1.208,20 - isento de IRRF 
Saldo de salário do mês de agosto: 1 x 48,00 = 48,00 
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39 
Comissão: 
Apura-se a média percebida pelo empregado nos 12 meses que precederam a 
concessão das férias, acrescentando-se 1/3 constitucional. 
Quanto à atualização monetária do valor das comissões, a legislação trabalhista 
não faz qualquer menção, razão pela qual deve ser consultada a entidade sindical 
da categoria profissional respectiva. 
Supondo-se que um empregado comissionista goze férias de 01 a 30 de julho de 
2013, relativa ao período aquisitivo vencido em 30.04.2013, tendo percebido as 
comissões adiante (já incluídas da integração do repouso semanal remunerado) 
nos 12 meses que precederem a concessão das mesmas, e que também perceba, 
como salário fixo, o valor de R$ 340,00: 
Empregado não tem dependentes para dedução do imposto de renda. 
MESES COMISSÕES E RSR 
Julho R$ 490,00 
agosto R$ 580,00 
setembro R$ 443,00 
outubro R$ 446,00 
novembro R$ 448,00 
dezembro R$ 451,00 
janeiro R$ 853,00 
fevereiro R$ 857,00 
março R$ 961,00 
abril R$ 965,00 
maio R$ 1.590,00 
junho R$ 2.750,00 
TOTAL R$ 10.834,00 
10.834,00 = 902,83 
 12 
902,83 + 340,00 = 1.242,83 
1.242,83 = 414,28 
 3 
1.242,83 + 414,28 = 1.657,11 
Desconto da contribuição previdenciária: 1.657,11 x 9 % = 149,14 
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40 
Desconto do imposto de renda retido na fonte: 
 1.657,11 
 - 149,14 (INSS) 
 1.507,97 
1.507,97 - isento de IRRF 
Saldo de salário do mês de agosto: 10,97 + comissões auferidas neste dia 
 
Adicionais 
Os adicionais por trabalho extraordinário, noturno, insalubre ou perigoso são 
computados no salário que serve de base da remuneração das férias. Também 
sofrem acréscimos de 1/3 constitucional na remuneração total das férias. 
Exemplo: 
Número de horas extras no período aquisitivo: 396 horas 
Média mensal de horas extras: 33 horas 
Salário mensal: R$ 1.520,00 
Jornada de trabalho mensal: 180 horas 
Salário-hora normal: R$ 8,44 
Adicional da hora extra no período: 50% 
Valor da hora extra: R$ 8,44 x 1,50 = R$ 12,66 
Empregado tem 2 dependentes para dedução do imposto de renda. 
396 h.e.= 33 
 12 
1.520,00 = 8,44 
 180 
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41 
8,44 x 1,50 = 12,66 
33 x 12,66 = 417,78 
1.520,00 + 417,78 = 1.937,78 
1.937,78 = 645,93 
 3 
1.937,78 + 645,93 = 2.583,71 
Desconto da contribuição previdenciária: 2.583,71 x 11% = 284,21 
Desconto do imposto de renda retido na fonte: 
 2.583,71 
 - 284,21 (INSS) 
 2.299,50 
 - 359,42 (dependentes) 
 1.940,08 
1.940,08 x 7,5 % = 145,51 
145,51 – 134,08= 11,43 
 
Trabalho intermitente: 
Nesta hipótese, o empregado também faz jus a 30, 24, 18 ou 12 dias de férias, 
conforme o número de faltas injustificadas no período aquisitivo, percebendo, 
neste caso, a remuneração que receberia se neste período estivesse trabalhando. 
Exemplo: 
Um empregado diarista é contratado para trabalhar às 2ªs, 4ªs e 6ªs feiras, com 
direito a 30 dias de férias, gozadas de 02 a 30.04.2014, percebe remuneração 
referente a férias de 13 dias, acrescido do respectivo repouso semanal 
remunerado porque seria este o número de dias que trabalharia no citado mês, 
como se verifica: 
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42 
ABRIL 2014 
DOM SEG TER QUA QUI SEX SÁB 
 01 02 03 04 05 
06 07 08 09 10 11 12 
13 14 15 16 17 18 19 
20 21 22 23 24 25 26 
27 28 29 30 
Salário-dia: R$ 62,00 
Período de gozo: 01 a 30 de abril 
Quantidade de dias de gozo: 13 
Repouso semanal remunerado: 62,00 
Quantidade de repousos: 04 
Remuneração dos dias trabalhados: 
13 x 62,00 = 806,00 
Repouso semanal remunerado: 4 x 62,00 = 248,00 
Remuneração total: 
806,00 + 248,00 = 1.054,00 
1/3 constitucional: 1.054,00 = 351,33 
 3 
Total geral: 
1.054,00 + 351,33 = 1.405,33 
Desconto da contribuição previdenciária: 1.405,33 x 9% = 126,48 
Desconto do imposto de renda retido na fonte: valor não tributável 
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43 
Salário-utilidade 
Computa-se na base de cálculo das férias a parte do salário paga em utilidades 
(alimentação, habitação e outras prestações in natura). Contudo, as utilidades 
usufruídas durante as férias (habitação, por exemplo) não são computadas, salvo 
para o cálculo do terço constitucional de férias, o qual deverá ser apurado e pago 
separadamente. 
Exemplo: 
Empregado que tem alimentação e habitação fornecidas pelo empregador, em 
forma de salário utilidade, cujo salário contratual é de R$ 800,00. 
Concessão de férias em maio/2014, entre os dias 01 a 30. 
O valor diário da alimentação é de R$ 8,00. 
Empregado não tem dependentes para dedução do imposto de renda. 
Alimentação 
Valor total concedido pelo empregador no mês de 21 dias úteis: 168,00 
Valor custeado pelo empregado (máximo 20% salário): 60,00 
Valor do salário in natura a ser acrescido: 108,00 
Habitação: 
Valor correspondente ao aluguel do imóvel: 425,00 
Valor custeado pelo empregado (máximo 25% salário): 75,00 
Valor do salário in natura a ser acrescido: 350,00 
Remuneração de férias: 
800,00 x 30 = 774,19 
 31 
Salário contratual acrescido do salário in natura – alimentação: 
774,19 + 108,00 = 882,19 
1/3 constitucional – salário contratual acrescido salário in natura alimentação: 
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44 
882,19 = 294,06 
 3 
1/3 constitucional – salárioin natura habitação: 
350,00 x 30 = 338,71 
 31 
338,71 = 112,90 
 3 
1/3 constitucional total: 
294,06 + 112,90 = 406,96 
Remuneração de férias - total geral: 
882,19 + 406,96 = 1.289,15 
Desconto da contribuição previdenciária: 1.289,15 x 8 % = 103,13 
Desconto do imposto de renda retido na fonte: valor não tributável 
Pagamento em dobro 
O empregado adquire direito à remuneração em dobro das férias quando o 
empregador não as concede nos 12 meses subsequentes à aquisição do 
respectivo período. 
Nessas condições, faz jus ao dobro da remuneração correspondente ao direito 
adquirido. Logo, o empregado com direito a 30 dias corridos de férias faz jus à 
remuneração correspondente a 60 dias, sem prejuízo do adicional de 1/3 da CF. 
O gozo, contudo, corresponde a 30 dias. 
O pagamento de férias em dobro tem, por conseguinte, caráter de penalidade, 
imposta ao empregador que descumpre o prazo legal de concessão. Daí o gozo 
simples e a remuneração dobrada. 
Utiliza-se a expressão pagamento em dobro, quando do vencimento do 2º 
período de férias, o que equivale dizer término do período concessivo, conforme 
quadro abaixo: 
 
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45 
Período aquisitivo Período concessivo Remuneração em dobro 
15/01/2012 
 a 
14/01/2013 
15/01/2013 
a 
 14/01/2014 
 
15/01/2014 em diante 
 
Férias parciais em dobro: 
Na omissão da legislação vigente, os Tribunais entendem que os dias de férias, 
gozados após o período legal são remunerados em dobro. 
Suponha-se que o gozo das férias relativas a esse período aquisitivo venha a ser 
concedido a partir de 10/01/2014 e que o empregado faça jus a 30 dias corridos, 
têm-se: 
05 dias remunerados de forma simples (10 a 14/01/2014) 
25 dias remunerados em dobro (15/01 a 08/02/2014) 
Exemplo: 
Empregado com salário mensal de R$ 1.560,00 
Período aquisitivo: 22/08/2012 até 21/08/2013 
Período concessivo: 22/08/2013 até 21/08/2014 
Concessão a partir: 04/08/2013 até 02/09/2014 
Período em dobro: 22/08/2014 até 02/09/2014 = 12 dias 
Empregado não tem dependentes para dedução do imposto de renda 
Remuneração de férias: 1.560,00 
1/3 constitucional de férias: 1.560,00 = 520,00 
 3 
Dobra da remuneração de férias: 1.560,00 x 12 = 624,00 
 30 
Dobra do 1/3 constitucional: 520,00 x 12 = 208,00 
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46 
 30 
Total da remuneração principal de férias: 1.560,00 + 520,00 = 2.080,00 
Total da remuneração de férias em dobro: 624,00 + 208,00 = 832,00 
Desconto da contribuição previdenciária: 2.080,00 x 9 % = 187,20 
Desconto do imposto de renda retido na fonte: 
2.080,00 
 + 832,00 
 2.912,00 
 - 187,20 (INSS) 
 2.724,80 
2.724,80 x 15% = 408,72 
408,72 – 335,03 = 73,69 
Abono pecuniário 
Na hipótese de férias devidas em dobro e tendo o empregado solicitado o abono 
pecuniário, este também é devido em dobro. Vale dizer: a remuneração relativa a 
10, 8, 6 ou 4 dias, conforme o caso, é paga em dobro (20, 16, 12 ou 8 dias, 
respectivamente), sem prejuízo do acréscimo constitucional de 1/3. Contudo, o 
empregado trabalha apenas o correspondente à metade, ou seja, 10, 8, 6 ou 4 
dias. 
 
Férias vencidas e proporcionais – Pagamento na rescisão contratual 
 
As férias proporcionais são devidas na rescisão do contrato de trabalho, nas 
seguintes hipóteses: 
 
a) mais de 1 ano: em qualquer caso, salvo nas dispensas com justa causa; 
b) menos de 1 ano: em qualquer caso, salvo nas dispensas com justa causa; 
c) Qualquer tempo de serviço, no término do contrato a prazo determinado. 
 
As férias proporcionais são calculadas na base de 1/12 (um doze avos) por mês 
de serviço ou fração igual ou superior a 15 dias. 
 
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47 
Conforme a quantidade de faltas ao serviço, no período aquisitivo proporcional, 
terá o empregado direito a 1/12 de 30, 24, 18 ou 12 dias. 
 
Exemplo: 
Empregado admitido em 08/06/2012 e cumpre o último dia do aviso prévio 
trabalhado em 20/12/2013. Gozou férias relativas ao período aquisitivo de 
08/06/2012 a 07/06/2013. No período de 08.06.2013 a 20.12.2013 faltou, 
injustificadamente, 7 dias ao serviço. 
 
O salário mensal, à época, era de R$ 1.500,00. Faz jus a férias proporcionais? 
 
Considerando-se que a dispensa foi motivada pela empresa, sem justa causa, que 
o período correspondente às férias proporcionais é de 08/06/2013 a 20/12/2013 (6 
meses e 13 dias) e que o empregado teve 7 faltas injustificadas, tem-se: 
 
 
08/06 a 07/07 1/12 
08/07 a 07/08 2/12 
08/08 a 07/09 3/12 
08./09 a 07/10 4/12 
08/10 a 07/11 5/12 
08/11 a 07/12 6/12 
08/12 a 20/12 13 dias 
 
Direito de férias proporcionais: 12 dias 
24 d ÷ 12 m = 2 d 
2 d x 6 m = 12 dias 
 
Remuneração de férias proporcionais: 1.500,00 x 12 = 600,00 
 30 
 
1/3 constitucional: 600 = 200,00 
 3 
 
Remuneração total de férias proporcionais: 600,00 + 200,00 = 800,00 
 
 
Férias proporcionais na vigência de contrato de trabalho 
 
Quando da concessão de férias coletivas, os empregados com menos de 12 
meses de serviço fazem jus a férias proporcionais, acrescidas de 1/3 da CF, 
relativas ao período de efetivo trabalho na empresa, iniciando-se, então, novo 
período aquisitivo. 
 
Trata-se, pois, de caso único de pagamento de férias proporcionais na vigência de 
contrato de trabalho. 
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48 
(Artigo 139 da CLT) 
 
Trabalho a tempo parcial 
 
Conceito: 
Nos termos do art. 130-A da CLT, após cada período de doze meses de vigência 
do contrato de trabalho em regime de tempo parcial, o empregado terá direito a 
férias, na seguinte proporção: 
 
Dias de Férias Duração do Trabalho Semanal 
18 De 22 a 25 horas 
16 De 20 a 22 horas 
14 De 15 a 20 horas 
12 De 10 a 15 horas 
10 De 5 a 10 horas 
8 Igual ou inferior a 5 horas 
 
O empregado contratado sob o regime de tempo parcial e que tiver mais de 07 
faltas injustificadas ao longo do período aquisitivo terá seu respectivo período 
reduzido à metade. 
 
Abono pecuniário - Não-aplicação 
As regras pertinentes à concessão do abono pecuniário de férias não são 
aplicáveis aos empregados contratados sob o regime de tempo parcial. 
 
DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO 
O 13° salário, devido a todos os empregados urbanos, rurais e domésticos, deve 
pago em 2 parcelas. 
 
A primeira parcela deve ser paga entre os meses de fevereiro e novembro de cada 
ano e a segunda, até o dia 20 de dezembro. 
 
Seu valor corresponde a 1/12 da remuneraçãodevida em dezembro, por mês de 
serviço do ano correspondente, considerando-se mês integral a fração igual ou 
superior a 15 dias de trabalho no mês civil. 
 
Para efeito de pagamento e cálculo do valor da gratificação natalina, é necessário 
apurar, mês a mês, as faltas não justificadas pelos empregados para verificar se 
houve pelo menos 15 dias de trabalho em cada um deles. 
 
Assim, para cada mês, restando um saldo de, no mínimo, 15 dias após o desconto 
das faltas injustificadas nos respectivos meses, assegura-se ao empregado o 
recebimento de 1/12 de 13º salário por mês. 
 
 
 
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49 
1ª PARCELA 
 
O valor da 1ª parcela corresponde à metade do salário contratual do mês anterior, 
devendo ser paga até o dia 30 de novembro, salvo se o empregado já o recebeu 
por ocasião das férias. 
 
O adiantamento é efetuado ao ensejo das férias se requerido pelo empregado no 
mês de janeiro do correspondente ano. 
 
ADMISSÃO ATÉ 17 DE JANEIRO – EXEMPLO 
 
Mensalistas: 
Empregado com salário mensal de R$ 920,00: 
 
920,00 ÷ 2 = 460,00 
 
Horista: 
Empregado com salário-hora de R$ 4,80 e jornada de trabalho de 44 horas 
semanais (220 horas mensais): 
 
4,80 x 220 = 1.056,00 
1.056,00 ÷ 2 = 528,00 
 
Diarista: 
Empregado com salário diário de R$ 44,00 
 
44,00 x 30 = 1.320,00 
1.320,00 ÷ 2 = 660,00 
 
Salário variável: 
Metade da média mensal até o mês de outubro, aos que percebem salário variável 
(comissionistas, tarefeiros, modalidades semelhantes). 
 
Para salário variável somam-se as parcelas percebidas mensalmente, até o mês 
anterior ao do pagamento, dividindo-se o total pelo número de meses trabalhados 
somados, encontrando-se a média mensal. 
 
A 1ª parcela do 13º salário corresponde à metade dessa média mensal. 
 
Exemplo: 
 
Empregado comissionista recebe, de janeiro a outubro/2013: 
COMISSÕES AUFERIDAS VALORES: 
Janeiro 882,00 
Fevereiro 747,00 
Março 815,00 
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50 
Abril 785,00 
Maio 874,00 
Junho 818,00 
Julho 789,00 
Agosto 847,00 
Setembro 829,00 
Outubro 743,00 
Total 8.129,00 
 
Média mensal: 
8.129,00 ÷ 10 = 812,90 
812,90 ÷ 2 = 406,45 
 
Tarefeiro: 
Empregado produz 5.000 peças de janeiro a outubro. 
Média mensal de produção de 500 peças. 
Salário por peça R$ 4,00 em outubro/2001. 
 
500 x 4,00 = 2.000,00 
2.000,00 ÷ 2 = 1.000,00 
 
Salário misto: 
Empregado com salário misto (fixo + variável): apura-se a média mensal da parte 
variável e adiciona-se o salário fixo contratual vigente no mês anterior ao 
pagamento. 
 
Salário fixo de R$ 240,00. 
Comissões de janeiro a outubro: R$ 13.500,00. 
 
13.500,00 ÷ 10 = 1.350,00 
1.350,00 + 240,00 = 1.590,00 
1.590,00 ÷ 2 = 795,00 
 
ADMISSÃO APÓS 17 DE JANEIRO - EXEMPLO 
O valor da 1ª parcela para os empregados admitidos após 17 de janeiro 
corresponderá à metade de 1/12 da remuneração mensal por mês de serviço ou 
fração igual ou superior a 15 dias. 
 
Mensalista: 
Empregado admitido em 15 de março com salário de R$ 768,00 
Pagamento da 1ª parcela em novembro 
 
768,00 x 9 = 576,00 
 12 
 
576,00 ÷ 2 = 288,00 
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51 
 
Comissionista: 
Empregado admitido em 28 de julho: 
 
 Comissões pagas: 
Agosto 815,00 
Setembro 921,00 
Outubro 829,00 
Total 2.565,00 
 
Média das comissões: 
2.565,00 ÷ 3 = 855,00 
 
Cálculo da proporcionalidade – 4/12 (agosto a novembro): 
855,00 ÷ 12 x 4 = 285,00 
 
Cálculo da 1ª parcela: 
285,00 ÷ 2 = 142,50 
 
Tarefeiro: 
Empregado admitido em 20 de julho. 
Produziu 1.200 peças em agosto, setembro e outubro. 
O salário por peça em outubro é R$ 4,50. 
 
Média da remuneração variável: 
1.200 x 4,50 ÷ 3 = 1.800,00 
 
Cálculo da proporcionalidade - 4/12 (agosto a novembro): 
1.800,00 ÷ 12 x 4 = 600,00 
 
Cálculo da 1ª parcela: 
600,00 ÷ 2 = 300,00 
 
2ª PARCELA 
 
O pagamento da 2ª parcela deve ser efetuado até o dia 20 de dezembro, 
deduzindo-se, após o desconto dos encargos legais incidentes, o valor pago 
referente à 1ª parcela. 
 
Para os admitidos após 17 de janeiro ou que, por motivo de rescisão ou extinção 
do contrato de trabalho, não trabalharam todos os meses do ano, o 13º salário 
será pago proporcionalmente, tantos 1/12 quantos forem os meses trabalhados, 
contados da data da admissão até 31 de dezembro, ou até o término do contrato a 
prazo determinado, ou até o término do aviso prévio. 
 
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52 
O valor da 2ª parcela corresponde ao salário do mês dezembro para os 
mensalistas, horistas e diaristas. 
 
Para os comissionistas, os tarefeiros e outros, cuja remuneração é variável, 
recebem, nesta oportunidade, a média mensal das importâncias percebidas de 
janeiro a novembro. 
 
Os empregados que tem salário misto, sendo uma parte fixa e outra variável, 
receberão a média da parte variável percebida de janeiro a novembro, adicionada 
ao fixo vigente no mês de dezembro. 
 
O pagamento da 2ª parcela, nos casos dos que tem parte variável, dependerá de 
um acerto posterior, dada a impossibilidade de se conhecer o resultado do 
trabalho relativo ao mês de dezembro até o dia 20 do próprio mês. 
 
Nesse caso, computada a parcela variável do mês de dezembro, o cálculo da 
gratificação deve ser revisto, acertando-se a diferença, se houver. 
 
O resultado pode ser a favor do empregado ou da empresa. Havendo diferença 
favorável ao empregado, entende-se que o prazo seja até o 5° dia útil de janeiro 
do ano seguinte, assim como o prazo de pagamento do salário mensal. 
 
ADMISSÃO ATÉ 17 DE JANEIRO – EXEMPLO: 
 
Mensalista: 
Empregado com salário de R$ 1.500,00. 
Valor da 1ª parcela: R$ 750,00 
Valor da 2ª parcela: R$ 615,00 
Empregado tem 2 dependentes para dedução do imposto de renda 
 
Contribuição previdenciária: 
1.500,00 x 9% = 135,00 
 
Imposto de renda retido na fonte: 
 
1.500,00 
 - 359,42 (2 dependentes) 
 1.140,58 
 - 135,00 (INSS) 
 1.005,58 
 
1.005,58 = não tributável 
 
 
 
 
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53 
Cálculo da 2ª parcela: 
1.500,00 
 - 135,00 (INSS) 
 1.365,00 
 - 750,00 (1ª parcela) 
 615,00 
 
Horista: 
Empregado com salário-hora de R$ 15,00 
Jornada mensal: 180 horas 
Valor da 1ª parcela: R$ 1.350,00 
Valor da 2ª parcela: R$ 1.020,33 
Empregado tem 1 dependente para dedução do imposto de renda 
 
Contribuição previdenciária:180 x 15,00 = 2.700,00 
2.700,00 x 11% = 297,00 
 
Imposto de renda retido na fonte: 
 
2.700,00 
 - 179,71 (dependente) 
 2.520,29 
 - 297,00 (INSS) 
 2.223,29 
 
2.223,29 x 7,5 % = 166,75 
166,75 – 134,08 = 32,67 
 
 
Cálculo da 2ª parcela: 
 
15,00 x 180 = 2.700,00 
 2.700,00 
 - 297,00 (INSS) 
 2.403,00 
 - 32,67 (IRRF) 
 2.370,33 
 - 1.350,00 (1ª parcela) 
 1.020,33 
 
Diarista: 
Empregado com salário-dia R$ 52,00. 
Valor da 1ª parcela: R$ 780,00 
Valor da 2ª parcela: 639,60 
Empregado tem 3 dependentes para dedução do imposto de renda 
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54 
 
Contribuição previdenciária: 
30 x 52,00 = 1.560,00 
1.560,00 x 9 % = 140,40 
 
Imposto de renda retido na fonte: não tributável 
 
Cálculo da 2ª parcela: 
 
52,00 x 30 = 1.560,00 
1.560,00 
 - 140,40 (INSS) 
 1.419,60 
- 780,00 (1ª parcela) 
 639,60 
 
Diarista: 
Empregado com salário-dia em abril de R$ 25,00 
Salário-dia em dezembro: R$ 30,00 
Valor da 1ª parcela: R$ 375,00 
Valor da 2ª parcela: R$ 453,00 
Empregado tem 3 dependentes para dedução do imposto de renda 
 
Contribuição previdenciária: 
30 x 30,00 = 900,00 
900,00 x 8 % = 72,00 
 
Imposto de renda retido na fonte: Rendimento não tributável – valor inferior a 
1.787,77 
 
Cálculo da 2ª parcela: 
 
30,00 x 30 = 900,00 
900,00 
 - 72,00 (INSS) 
 828,00 
 - 375,00 (1ª parcela) 
 453,00 
 
Comissionista: 
Empregado com salário fixo de R$ 320,00. 
Média de comissões-janeiro a novembro: R$ 1.589,55 
Média de comissões-janeiro a dezembro: R$ 1.606,00 
Valor da 1ª parcela: R$ 794,76 
Valor da 2ª parcela: R$ 987,69 
Valor do complemento: R$ 16,45 
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55 
Empregado tem 2 dependentes para dedução do imposto de renda 
 
Contribuição previdenciária 
1.589,55 + 320,00 = 1.909,55 
1.909,55 x 9 % = 171,86 
 
Imposto de renda retido na fonte 
 
1.909,55 
 - 359,42 (dependentes) 
 1.550,08 
 - 171,86 (INSS) 
 1.378,22 
 
1.378,22 = não tributável 
 
 
Cálculo da 2ª parcela: 
 
1.589,55 + 320,00 = 1.909,55 
 
1.909,55 
 - 171,86 (INSS) 
 1.737,69 
 - 750,00 (1ª parcela) 
 987,69 
 
 
Cálculo do complemento 
 
Pagamento da diferença de 13° salário: 
1.606,00 + 320,00 = 1.926,00 
1.926,00 – 1.909,55 = 16,45 
 
Contribuição previdenciária do empregado: 
1.606,00 + 320,00 = 1.926,00 
1.926,00 x 9 % = 173,34 
173,34 – 171,86 = 1,48 
 
Imposto de Renda Retido na Fonte: 
 1.926,00 
 - 359,00 (dependentes) 
 1.567,00 
 - 173,34 (INSS) 
 1.393,66 
 
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56 
1.393,66 = não tributável 
 
ADMISSÃO APÓS 17 DE JANEIRO - EXEMPLO: 
 
Mensalista: 
Empregado admitido em 10 de julho com salário de R$ 1.090,00 
Pagamento da 1ª parcela em novembro 
Salário mensal em dezembro: 1.300,00 
Valor da 1ª parcela: R$ 227,08 
Valor da 2ª parcela: R$ 370,92 
Empregado tem 2 dependentes para dedução do imposto de renda 
 
 
Contribuição previdenciária: 
650,00 x 8 % = 52,00 
 
Imposto de renda retido na fonte: não tributável 
 
Cálculo da 2ª parcela: 
 
1.300,00 x 6 = 650,00 
 12 
 
 650,00 
- 52,00 (INSS) 
 598,00 
 - 227,08 (1ª parcela) 
 370,92 
 
 
Horista: 
Empregado admitido 20 de setembro com salário-hora de R$ 20,00. 
Jornada mensal: 220 horas 
Valor da 1ª parcela: R$ 366,66 
Valor da 2ª parcela: R$ 
Empregado tem 1 dependente para dedução do imposto de renda 
 
Contribuição previdenciária: 
1.100,00 x 8 % = 88,00 
 
Imposto de renda retido na fonte: não tributável 
 
Cálculo da 2ª parcela: 
 
20,00 x 220 = 4.400,00 
4.400,00 x 3 = 1.100,00 
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57 
 12 
 
1.100,00 
- 99,00 (INSS) 
1.012,00 
 - 366,66 (1ª parcela) 
 645,34 
 
Tarefeiro: 
Empregado admitido 27 de julho. 
Salário por tarefa: R$ 6,50 
Salário por tarefa em dezembro: R$ 7,50 
1ª parcela foi paga em novembro 
Produziu 600 tarefas até outubro pelo valor de R$ 6,50 cada 
Média de tarefas: 200-agosto a outubro-R$ 1.300,00 
Média de tarefas: 212,50-agosto a novembro-R$ 1.593,75 
Média de tarefas: 209,60-agosto a dezembro-R$ 1.572,00 
Valor da 1ª parcela: R$ 216,66 
Valor da 2ª parcela: R$ 
Valor do complemento: R$ 
Empregado tem 1 dependente para dedução do imposto de renda 
 
Cálculo da 2ª parcela: 
 
212,50 x 7,50 = 1.593,75 
 
1.593,75 x 4 = 531,25 
 12 
 
 531,25 
- 42,50 (INSS) 
 488,75 
 - 216,66 (1ª parcela) 
 272,09 
 
Cálculo do complemento – dezembro: 
 
Pagamento da diferença de 13° salário: 
209,60 x 7,50 = 1.572,00 
 
1.572,00 x 5 = 655,00 
 12 
 
655,00 – 531,25 = 123,75 
 
 123,75 
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58 
 - 9,90 (INSS) 
 113,85 
 
Contribuição previdenciária do empregado: 
655,00 x 8 % = 52,40 
531,25 x 8 % = 42,50 
52,40 – 42,50 = 9,90 
 
Imposto de Renda Retido na Fonte: não tributável 
 
Comissionista: 
Empregado admitido 11 de julho 
Salário por comissão 
1ª parcela foi paga em novembro 
Média de comissões: agosto a novembro-R$ 1.582,25 
Média de comissões: agosto a dezembro-R$ 1.676,05 
Valor da 1ª parcela: R$ 329,63 
Valor da 2ª parcela: R$ 
Valor do complemento: R$ 
Empregado tem 1 dependente para dedução do imposto de renda 
 
Cálculo da 2ª parcela: 
 
1.582,25 x 6 = 791,12 
 12 
 
 791,12 
- 63,29 (INSS) 
 727,83 
 - 329,63 (1ª parcela) 
 398,20 
 
Cálculo do complemento – dezembro: 
 
Pagamento da diferença de 13° salário: 
 
1.676,06 x 6 = 838,02 
 12 
 
838,02 – 791,12 = 46,90 
 
 46,90 
 - 3,75 (INSS) 
 43,15 
 
Contribuição previdenciária do empregado: 
CÁLCULOS TRABALHISTAS Dra. Valéria de Souza Telles 
_________________________________________________________________________________________________________ 
Todos os Direitos Reservados à Autora/Instrutora. 
 
 
 
59 
838,02 x 8 % = 67,04 
791,12 x 8 % = 63,29 
67,04 – 63,29 = 3,75 
 
Imposto de Renda Retido na Fonte: não tributável 
 
Horas extras: 
As horas extras prestadas habitualmente integram o cálculo do 13º salário, devem 
ser pagas, aplicando-se o mesmo critério de cálculo adotado para as comissões. 
 
Adicional noturno: 
Segue o mesmo critério das horas extras. 
 
Faltas- Afastamentos – Desconto: 
Não se consideram faltas ao serviço para fins de apuração do 13º salário as 
mesmas ausências justificadas relacionadas no item de férias. 
 
Afastamento – Doença: 
Trata-se de afastamento por motivo de doença ou outra incapacidade não 
decorrente de acidente do trabalho, cujo tratamento se estende por mais de 15 
dias, com suspensão contratual automática a partir do 16º dia. 
 
Durante os primeiros 15 dias de afastamento do trabalho, cabe à empresa pagar 
ao segurado o respectivo salário. 
 
O empregado que está ou esteve em gozo desse benefício recebe da empresa o 
13º salário proporcional relativo ao período de efetivo trabalho, assim considerado 
até os 15 primeiros dias de ausência, e o tempo anterior e posterior ao 
afastamento. E a Previdência Social assume o período relativo ao afastamento, a 
partir do 16º dia até o retorno ao trabalho, computando-o para fins de pagamento 
do abono anual. 
 
Exemplo: 
Empregado admitido em 08/02/12 ficou afastado do trabalho por motivo de auxílio-
doença não decorrente de acidente do trabalho, no ano de 2013, de 03/04 (16º dia 
de afastamento da atividade) até 27/05. Nesse caso, a empresa deverá calcular e 
quitar o 13º salário desse empregado proporcionalmente aos períodos tidos como 
efetivamente trabalhados antes e depois do lapso de tempo em que esteve 
afastado percebendo benefício previdenciário. 
 
Assim, no caso, a empresa deverá computar 10/12 relativos ao 13º proporcional 
em 2012, dos quais: 
 
3/12 correspondem ao período de 01/01 a 02/04/13 (anterior ao afastamento); 
7/12 relativos ao período de 28/05 a 31/12/13 (posterior ao afastamento). 
 
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60 
Afastamento - Acidente do trabalho: 
O entendimento da Justiça do Trabalho é de que as faltas decorrentes de 
acidentes do trabalho não são consideradas para efeito de cálculo da gratificação 
natalina (Súmula TST nº 46). Portanto, as ausências ao serviço por acidente do 
trabalho não reduzem o cálculo e consequente pagamento do 13º salário. 
 
Entende-se que a empresa deve apenas complementar o valor do 13º salário, 
calculando-o como se o contrato de trabalho não tivesse sido interrompido pelo 
acidente. 
 
Assim, o valor do abono anual pago pela Previdência Social mais o complemento 
a cargo da empresa, devem corresponder ao valor integral do 13º salário do 
empregado supracitado. 
 
Exemplo: 
Empregado admitido em 10/05/06 ficou afastado do trabalho por motivo de auxílio-
doença decorrente de acidente do trabalho, no período de 26.06.13 (16º dia 
seguinte ao do afastamento do trabalho) até 21/10/13. Nessa hipótese, a empresa 
deverá calcular e pagar o 13º salário de 2002 desse empregado 
proporcionalmente aos períodos tidos como efetivamente trabalhados antes e 
depois do lapso de tempo em que esteve afastado por acidente do trabalho, bem 
como pagar a diferença entre o efetivo valor do 13º salário no período de 
afastamento e o valor do abono anual pago pela Previdência Social. 
 
De acordo com o exemplo citado, a empresa deverá pagar o 13º salário de 2013 
de acordo com os seguintes critérios: 
 
6/12 período de 01/13 a 25/06/13 (anterior ao afastamento); 
4/12 período de 26/06 a 21/10/13 (afastamento), a ser deduzido como abono 
anual 
2/12 período de 22/10 a 31/12/13 (posterior ao afastamento); 
 
Serviço militar: 
No caso de convocação para prestação do serviço militar obrigatório, o 
empregado não faz jus ao 13º salário correspondente ao período de afastamento. 
 
O período referente à ausência só é computado para fins de indenização e 
estabilidade, não gerando qualquer outro direito. 
 
Observe-se que o cargo anterior fica à disposição do empregado afastado para 
cumprir as exigências do serviço militar. No entanto, para o exercício desse direito, 
ele deve apresentar-se à empresa, dentro do prazo de 30 dias contados da baixa. 
 
Exemplo: 
Empregado admitido em 11/03/12 ficou afastado do trabalho em 2013 para 
cumprimento das exigências do serviço militar obrigatório no período de 10/03 até 
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61 
10/13 e retornou em 11/12/13 às atividades normais na mesma empresa em que 
fora admitido. 
 
Nessa hipótese, a empresa pagará 13º salário proporcional correspondente aos 
períodos trabalhados antes e depois do período de serviço militar. 
 
De acordo com o supracitado exemplo, a empresa pagará somente 3/12 de 13º 
salário em 2013, dos quais: 
 
2/12 referem-se ao período de 01/01 a 09/03/13 (anterior ao afastamento); 
1/12 referente ao período de 11/12 a 31/12/13 (posterior ao afastamento). 
 
Salário-Maternidade - 13º Salário Proporcional – Pagamento: 
A empresa está obrigada ao pagamento do 13º salário relativo ao período de 
afastamento. Portanto, 13º salário deverá ser pago integralmente à empregada. 
 
Poderá, entretanto, efetuar o reembolso do valor correspondente ao período de 
afastamento por licença-maternidade, na GPS do recolhimento da contribuição 
previdenciária incidente sobre o valor bruto do 13º salário. 
 
Para tanto, deverá observar o seguinte cálculo para apuração do valor do 
reembolso: 
 
VALE-TRANSPORTE 
 
O vale-transporte constitui benefício que o empregador antecipará ao trabalhador 
para utilização efetiva em despesas de deslocamento residência-trabalho e vice-
versa. 
 
Entende-se deslocamento a soma dos segmentos componentes da viagem do 
beneficiário, por um ou mais meios de transporte, entre sua residência e o local de 
trabalho. 
 
Por ocasião da admissão do empregado, este deve informar, por escrito, ao 
empregador: 
 
- Endereço residencial; 
- Serviços e meios de transporte adequados ao deslocamento residência-
trabalho e vice versa 
 
O vale-transporte é custeado; 
 
- Pelo beneficiário, na parcela equivalente a 6% do seu salário básico ou 
vencimento, excluídos quaisquer adicionais ou vantagens; 
- Pelo empregador, no que exceder à parcela mencionada anteriormente. 
 
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62 
Exemplo: 
 
Custeio 
Fornecimento de VT = maio/2014–20 dias úteis (considerando a emenda do 
feriado) 
Deslocamento diário = 4 coletivos a R$ 3,00 cada = R$ 12,00 por dia x 20 dias = 
R$ 240,00 
Salário mensal do beneficiário = R$ 2.000,00; 
 
Custeio: 
Beneficiário 6% de R$ 2.000,00 = R$ 120,00 
Valor a ser descontado = R$ 120,00 
Empregador – 120,00 
 
 
SEGURO-DESEMPREGO: 
 
O seguro-desemprego tem por finalidade promover a assistência financeira 
temporária do trabalhador desempregado auxiliando-o na busca de novo emprego, 
realizando ações integradas de orientação, recolocação e qualificação. 
 
O benefício é devido ao trabalhador dispensado sem justa causa, inclusive por 
rescisão indireta, que comprove: 
 
a) ter recebido salários de pessoa jurídica ou pessoa física a ela equiparada 
relativos a cada um dos 6 meses imediatamente anteriores à data da dispensa. 
 
b) ter sido empregado de pessoa jurídica ou pessoa física a ela equiparada ou ter 
exercido atividade legalmente reconhecida como autônomadurante pelo menos 
06 meses nos últimos 36 meses. 
 
c) não estar em gozo de qualquer benefício previdenciário de prestação 
continuada previsto no Regulamento da Previdência Social, excetuados o auxilio-
acidente e a pensão por morte. 
 
d) não possuir renda própria de qualquer natureza suficiente à sua manutenção e 
de sua família. 
 
Observação: 
Considera-se mês de atividade a fração igual ou superior a 15 dias; 
O aviso prévio indenizado será computado como tempo de serviço para essa 
contagem. 
 
Número de parcelas: 
O seguro-desemprego é concedido ao trabalhador desempregado por um período 
máximo variável de 3 a 5 meses, de forma contínua ou alternada, a cada período 
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aquisitivo de 16 meses, observando-se a seguinte relação: 
 
03 parcelas 
Se o trabalhador comprovar vínculo empregatício com pessoa jurídica ou pessoa 
física a ela equiparada de no mínimo 6 meses e no máximo 11 meses, nos últimos 
36 meses. 
 
 
04 parcelas: 
Se o trabalhador comprovar vínculo empregatício com pessoa jurídica ou pessoa 
física a ela equiparada de no mínimo 12 meses e no máximo 23 meses no período 
de referência. 
 
05 parcelas 
Se o trabalhador comprovar vínculo empregatício com pessoa jurídica ou pessoa 
física a ela equiparada de no mínimo de 24 meses no período de referencia. 
 
Período aquisitivo: 
O período aquisitivo de 16 meses é contado da data da dispensa que deu origem 
à última habilitação, não podendo ser interrompido quando a concessão do 
benefício estiver em curso. 
 
A primeira dispensa que habilitar o trabalhador determinará o número de parcelas 
a que terá direito no período aquisitivo. 
 
Tabela para cálculo do benefício do seguro-desemprego: 
Calcula-se o valor do salário médio dos últimos três meses trabalhados e aplica-
se na tabela abaixo: 
 
 
Faixas de 
Salário Médio 
 
Valor da Parcela 
Até R$ R$ 
1.151,06 
Multiplica-se salário médio por 0.8 
(80%) 
De R$ 1.151,07 
até 
R$ 1.918,62 
O que exceder a 1.151,06 multiplica-
se por 0.5 (50%) 
e soma-se a 920,85. 
Acima de R$ 
1.918,62 
O valor da parcela será de R$ 
1.304,63 invariavelmente. 
 
A parcela não poderá ser inferior a um salário mínimo, atualmente R$ 726,00. 
 
 
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64 
TABELA DE SALÁRIOS-DE-CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS 
EMPREGADOS (a partir de 1º/01/14) 
SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO (R$) 
ALÍQUOTA PARA FINS DE 
RECOLHIMENTO AO INSS (%) 
até 1.317,07 8,00 
de 1.317,08 até 2.195,12 9,00 
de 2.195,13 até 4.390,24 11,00 
 
 
TABELA PROGRESSIVA – IRRF – Ano-calendário de 2014 
Base de cálculo mensal em R$ 
 
Alíquota % Parcela a deduzir do imposto 
em R$ 
Até 1.787,77 - - 
De 1.787,78 até 2.679,29 7,5 134,08 
De 2.679,30 até 3.572,43 15,0 335,03 
De 3.572,44 até 4.463,81 22,5 602,96 
Acima de 4.463,81 27,5 826,15 
Dedução por dependente: R$ 179,71 
 
 
 
TODOS OS DIREITOS RESERVADOS – É proibida a reprodução total ou parcial, de qualquer forma ou de 
qualquer meio. A violação dos direitos de autor (Lei nº 9.610/98) é crime estabelecido pelo artigo 184 do 
Código Penal. 
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65 
 
Sites de Interesse: 
 
http://profvaleriatelles.blogspot.com 
www.planalto.gov.br 
www.mte.gov.br 
www.previdencia.gov.br 
www.receita.fazenda.gov.br 
www.trtsp.jus.br 
www.trt15.jus.br 
www.tst.jus.br 
 
 
 
 
 
 
TODOS OS DIREITOS RESERVADOS – É proibida a reprodução total ou parcial, de qualquer forma ou de 
qualquer meio. A violação dos direitos de autor (Lei nº 9.610/98) é crime estabelecido pelo artigo 184 do 
Código Penal.

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