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<p>O autor e a editora empenharam-se para citar adequadamente e dar o devido crédito a</p><p>todos os detentores dos direitos autorais de qualquer material utilizado neste livro,</p><p>dispondo-se a possíveis acertos caso, inadvertidamente, a identificação de algum deles</p><p>tenha sido omitida.</p><p>Não é responsabilidade da editora nem do autor a ocorrência de eventuais perdas ou</p><p>danos a pessoas ou bens que tenham origem no uso desta publicação.</p><p>Apesar dos melhores esforços do autor, do editor e dos revisores, é inevitável que</p><p>surjam erros no texto. Assim, são bem-vindas as comunicações de usuários sobre</p><p>correções ou sugestões referentes ao conteúdo ou ao nível pedagógico que auxiliem o</p><p>aprimoramento de edições futuras. Os comentários dos leitores podem ser</p><p>encaminhados à Editora Atlas Ltda. pelo e-mail editorialcsa@grupogen.com.br.</p><p>Direitos exclusivos para a língua portuguesa</p><p>Copyright 2017 by</p><p>Editora Atlas Ltda.</p><p>Uma editora integrante do GEN | Grupo Editorial Nacional</p><p>Reservados todos os direitos. É proibida a duplicação ou reprodução deste volume, no</p><p>todo ou em parte, sob quaisquer formas ou por quaisquer meios (eletrônico, mecânico,</p><p>gravação, fotocópia, distribuição na internet ou outros), sem permissão expressa da</p><p>editora.</p><p>Rua Conselheiro Nébias, 1384</p><p>Campos Elísios, São Paulo, SP – CEP 01203-904</p><p>Tels.: 21-3543-0770/11-5080-0770</p><p>editorialcsa@grupogen.com.br</p><p>www.grupogen.com.br</p><p>Capa: MarCom | GEN</p><p>Produção digital: Geethik</p><p>Projeto gráfico: Design Monnerat</p><p>mailto:editorialcsa@grupogen.com.br</p><p>mailto:editorialcsa@grupogen.com.br</p><p>http://www.grupogen.com.br</p><p>http://www.geethik.com</p><p>CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO</p><p>SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ</p><p>Oliveira, Aristeu de</p><p>Cálculos trabalhistas / Aristeu de Oliveira. – 29. ed. – São Paulo: Atlas, 2017.</p><p>Inclui bibliografia.</p><p>ISBN 978-85-97-01373-3</p><p>1. Remuneração – Custos. 2. Previdência social – Impostos. 3. Legislação social. 4.</p><p>Direito do trabalho. I. Título.</p><p>17-44135</p><p>CDU:331.542</p><p>CDU: 331.2</p><p>Dedico este livro aos amigos do GEN | Atlas, cujos apoio e incentivo</p><p>foram fundamentais para sua concretização. São anos de parceria</p><p>mútua. Agradeço a todos que vêm colaborando comigo direta ou</p><p>indiretamente. Reconheço a eficácia do trabalho realizado e</p><p>cumprimento a todos cordialmente.</p><p>Material Suplementar</p><p>Para acessar o material suplementar entre em contato conosco através do e-mail</p><p>gendigital@grupogen.com.br</p><p>1</p><p>1</p><p>1.1</p><p>1.2</p><p>2</p><p>2.1</p><p>3</p><p>3.1</p><p>3.2</p><p>3.3</p><p>3.3.1</p><p>4</p><p>5</p><p>6</p><p>7</p><p>7.1</p><p>8</p><p>9</p><p>9.1</p><p>9.2</p><p>10</p><p>10.1</p><p>10.2</p><p>10.3</p><p>S</p><p>Sumário</p><p>Introdução</p><p>Folha de Pagamento</p><p>Salário</p><p>Salário-hora para 40 horas semanais: divisor 200 (duzentos)</p><p>Depósito de salários em conta bancária</p><p>Horas extras</p><p>Integração das horas extras ao repouso semanal e feriado</p><p>Remuneração variável</p><p>Horas extras</p><p>Garantia de salário</p><p>Repouso semanal e feriado em comissões</p><p>Cálculo do repouso semanal remunerado em percentual</p><p>Adicional de insalubridade</p><p>Adicional de periculosidade</p><p>Adicional noturno</p><p>Desconto nos rendimentos do empregado parao INSS</p><p>Obrigatoriedade de contribuição do INSS ao aposentado</p><p>Imposto de Renda</p><p>Horista</p><p>Horas trabalhadas e repouso semanal remunerado</p><p>Rescisão do contrato de trabalho do horista: cálculode 1/12</p><p>Mensalista</p><p>Desconto do repouso semanal remunerado (RSR) para mensalista e</p><p>quinzenalista</p><p>Semana para desconto do repouso semanal remunerado (RSR)</p><p>Domingo e feriado no mesmo dia</p><p>10.4</p><p>10.5</p><p>10.5.1</p><p>10.6</p><p>10.7</p><p>11</p><p>12</p><p>13</p><p>14</p><p>14.1</p><p>14.2</p><p>14.3</p><p>15</p><p>15.1</p><p>15.2</p><p>15.3</p><p>15.4</p><p>15.5</p><p>15.6</p><p>15.7</p><p>15.8</p><p>15.9</p><p>16</p><p>2</p><p>1</p><p>2</p><p>3</p><p>1</p><p>2</p><p>Compensação do sábado, quando o sábado já é feriado</p><p>Intervalo para repouso e alimentação não concedido pelo</p><p>empregador</p><p>Intervalo intrajornada para repouso e alimentação</p><p>Requisitos para redução de intervalo intrajornada</p><p>Trabalho aos domingos nas atividades do comércio em geral</p><p>Período de descanso</p><p>Faltas e atrasos</p><p>Atestados médicos</p><p>Prática de incidências nos pagamentos feitos a empregados (INSS, FGTS e</p><p>IR)</p><p>Aviso-prévio indenizado e indenização adicional</p><p>Não incidência do INSS no pagamento do aviso-prévio indenizado</p><p>Não incidência do IRRF sobre férias indenizadas e abono</p><p>pecuniário</p><p>Modalidades de cálculos de folha de pagamentos</p><p>Mensalista com horas extras</p><p>Mensalista com desconto da contribuição sindical</p><p>Mensalista admitida no decorrer do mês</p><p>Mensalista com falta não abonada</p><p>Comissionado + fixo</p><p>Horista com falta e adicional de periculosidade</p><p>Horista com adicional de insalubridade e falta não abonada</p><p>Horista com hora extra noturna</p><p>Horista com adicional noturno</p><p>Folha de pagamento preenchida</p><p>Vale-Transporte</p><p>Controle dos vales-transportes</p><p>Base de cálculo do vale-transporte</p><p>Férias</p><p>Condições em que a ausência do empregado não é considerada falta ao</p><p>serviço</p><p>Férias: perda do direito</p><p>3</p><p>3.1</p><p>4</p><p>5</p><p>6</p><p>7</p><p>8</p><p>9</p><p>10</p><p>10.1</p><p>11</p><p>12</p><p>13</p><p>13.1</p><p>13.2</p><p>13.3</p><p>13.4</p><p>13.5</p><p>13.6</p><p>13.7</p><p>13.8</p><p>13.9</p><p>13.10</p><p>13.11</p><p>13.11.1</p><p>13.11.2</p><p>13.11.3</p><p>Prescrição das férias</p><p>Anotações de férias na CTPS e livro ou ficha de registro de</p><p>empregados</p><p>Férias: um terço a mais do que o salário normal</p><p>Férias na vigência do contrato de trabalho</p><p>Férias na rescisão do contrato de trabalho</p><p>Férias pagas na rescisão do contrato de trabalho</p><p>Desconto do INSS sobre férias indenizadas</p><p>Pagamento da primeira parcela do 13o salário por ocasião das férias</p><p>Desconto do Imposto de Renda sobre as férias</p><p>Dispensa de retenção de valor igual ou inferior a R$ 10,00</p><p>Férias coletivas</p><p>Férias proporcionais</p><p>Modalidades de cálculos de férias</p><p>Férias normais de 30 dias – mensalista</p><p>Férias normais com 15 dias de faltas não abonadas – mensalista</p><p>Férias em dobro e pagamento complementar – mensalista</p><p>Horista que recebe adicional noturno</p><p>Mensalista que recebe adicional de periculosidade, ficando afastado</p><p>por um período e recebendo auxílio-doença</p><p>Férias normais com início em um mês e término no seguinte (uma</p><p>parte em dobro)</p><p>Férias com início em um mês e término no seguinte e pagamento</p><p>complementar</p><p>Férias com início em um mês e término no seguinte, com 12 faltas</p><p>não abonadas e pagamento complementar</p><p>Férias com abono pecuniário e acréscimo de 1/3, conforme</p><p>Constituição Federal</p><p>Controvérsia de entendimento sobre abono pecuniário mais 1/3 do</p><p>salário normal</p><p>Férias de acordo com o primeiro e o segundo entendimento</p><p>Mensalista com pagamento complementar</p><p>Horista com adicional de periculosidade</p><p>Mensalista que teve férias coletivas</p><p>13.11.4</p><p>14</p><p>14.1</p><p>4</p><p>1</p><p>1.1</p><p>1.2</p><p>2</p><p>2.1</p><p>2.2</p><p>2.3</p><p>3</p><p>4</p><p>4.1</p><p>5</p><p>5.1</p><p>5.2</p><p>5.2.1</p><p>5.2.2</p><p>5.2.3</p><p>6</p><p>6.1</p><p>6.2</p><p>6.3</p><p>Horista com horas extras e 15 faltas não abonadas</p><p>Férias parceladas em três períodos</p><p>Férias em regime de tempo parcial</p><p>Rescisão do Contrato de Trabalho</p><p>Documentos a serem apresentados</p><p>Categoria diferenciada</p><p>Lista de procedimentos de desligamento</p><p>Esclarecimentos sobre os modelos, sistema e instrumentos de termos de</p><p>rescisão de contrato de trabalho</p><p>Explicações complementares</p><p>Procedimentos para assistência e homologação na rescisão de</p><p>contrato de trabalho</p><p>Sistema HOMOLOGNET de assistência na rescisão de contrato de</p><p>trabalho</p><p>Enunciados da Secretaria de Relações do Trabalho</p><p>Condições em que é vedada a dispensa sem justa causa (estabilidade</p><p>provisória)</p><p>Dispensa fictícia seguida de recontratação (ato fraudulento)</p><p>Indenização por tempo de serviço</p><p>Indenização adicional do empregado dispensado sem justa causa no</p><p>período de 30 dias antes da correção salarial (art. 9o das Leis nos</p><p>6.708/79 e 7.238/84)</p><p>Aviso-prévio proporcional ao tempo de serviço – Empregador e</p><p>empregado</p><p>Controvérsias de entendimento quando é iniciativa do</p><p>empregado</p><p>Quadro demonstrativo</p><p>Súmulas do egrégio TST sobre aviso-prévio</p><p>Causas de afastamento – direitos do empregado</p><p>Rescisão por pedido de dispensa antes de completar um ano de</p><p>serviço</p><p>Rescisão por pedido de dispensa com mais de um ano de serviço</p><p>(empregado solicitou dispensa do aviso-prévio)</p><p>Rescisão por dispensa sem justa causa antes de completar um ano</p><p>6.4</p><p>6.5</p><p>6.6</p><p>6.7</p><p>6.8</p><p>6.9</p><p>6.9.1</p><p>6.10</p><p>6.11</p><p>6.12</p><p>6.13</p><p>6.14</p><p>6.15</p><p>6.16</p><p>6.17</p><p>6.18</p><p>6.19</p><p>7</p><p>7.1</p><p>7.2</p><p>8</p><p>8.1</p><p>8.2</p><p>de serviço</p><p>Rescisão por dispensa sem justa causa com mais de um ano de</p><p>serviço</p><p>Pedido de demissão com aviso-prévio cumprido</p><p>Dispensa</p><p>ativo permanente de valor superior a R$ 57.100,07 (cinquenta e sete mil</p><p>cem reais e sete centavos); e</p><p>VII – o valor de que trata o § 3o do art. 337-A do Código Penal, aprovado</p><p>pelo Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940, é de R$ 4.883,27</p><p>(quatro mil oitocentos e oitenta e três reais e vinte e sete centavos).</p><p>Parágrafo único. O valor das demandas judiciais de que trata o art. 128 da</p><p>Lei no 8.213, de 24 de julho de 1991, é limitado em R$ 56.220,00</p><p>(cinquenta e seis mil e duzentos e vinte reais), a partir de 1o de janeiro de</p><p>2017.</p><p>Art. 9o A partir de 1o de janeiro de 2017, o pagamento mensal de benefícios</p><p>de valor superior a R$ 110.626,20 (cento e dez mil seiscentos e vinte e seis</p><p>reais e vinte centavos) deverá ser autorizado expressamente pelo Gerente-</p><p>Executivo do INSS, observada a análise da Divisão ou Serviço de</p><p>Benefícios.</p><p>Parágrafo único. Os benefícios de valor inferior ao limite estipulado no</p><p>caput, quando do reconhecimento do direito da concessão, revisão e</p><p>manutenção de benefícios serão supervisionados pelas Agências da</p><p>Previdência Social e Divisões ou Serviços de Benefícios, sob critérios</p><p>aleatórios preestabelecidos pela Presidência do INSS.</p><p>Art. 10. A Secretaria da Receita Federal do Brasil, o INSS e a Empresa de</p><p>Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev) adotarão as</p><p>providências necessárias ao cumprimento do disposto nesta Portaria.</p><p>Art. 11. Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.</p><p>Art. 12. Fica revogada a Portaria Interministerial MTPS/MF no 1, de 8 de</p><p>janeiro de 2016.</p><p>HENRIQUE DE CAMPOS MEIRELLES</p><p>ANEXO I</p><p>FATOR DE REAJUSTE DOS BENEFÍCIOS CONCEDIDOS DE ACORDO COM</p><p>AS RESPECTIVAS DATAS DE INÍCIO, APLICÁVEL A PARTIR DE JANEIRO DE</p><p>2017</p><p>Data de Início do Benefício Reajuste (%)</p><p>Até janeiro de 2016 6,58</p><p>em fevereiro de 2016 4,99</p><p>em março de 2016 4,01</p><p>em abril de 2016 3,55</p><p>em maio de 2016 2,89</p><p>em junho de 2016 1,89</p><p>em julho de 2016 1,42</p><p>em agosto de 2016 0,77</p><p>em setembro de 2016 0,46</p><p>em outubro de 2016 0,38</p><p>em novembro de 2016 0,21</p><p>em dezembro de 2016 0,14</p><p>8</p><p>•</p><p>ANEXO II</p><p>TABELA DE CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS EMPREGADO,</p><p>EMPREGADO DOMÉSTICO E TRABALHADOR AVULSO, PARA PAGAMENTO</p><p>DE REMUNERAÇÃO A PARTIR DE 1o DE JANEIRO DE 2017</p><p>Salário de contribuição (R$) Alíquota para fins de Recolhimento ao INSS</p><p>até 1.659,38 8%</p><p>de 1.659,39 até 2.765,66 9%</p><p>de 2.765,67 até 5.531,31 11%</p><p>Imposto de Renda</p><p>A tributação do Imposto de Renda sobre os rendimentos do trabalho assalariado pago</p><p>incide sobre: salários, ordenados, soldos, soldadas, subsídios, honorários, adicionais,</p><p>vantagens, extraordinários, suplementação, abonos, bonificações, gorjetas,</p><p>gratificações, 13o salário, participações, percentagens, prêmios, cotas-partes em</p><p>multas ou receitas, comissões, corretagens, vantagens por transferência de local de</p><p>trabalho, verbas de representações, e outros rendimentos admitidos em lei pela</p><p>Receita Federal.</p><p>13o salário: o art. 16 da Lei no 8.134, de 27-12-1990, preceitua:</p><p>“O imposto de renda previsto no art. 26 da Lei no 7.713, de 1988,</p><p>incidente sobre o décimo terceiro salário (art. 7, VIII, da Constituição),</p><p>será calculado de acordo com as seguintes normas:</p><p>I – não haverá retenção na fonte, pelo pagamento de antecipações;</p><p>II – será devido, sobre o valor integral, no mês de sua quitação;</p><p>III – a tributação ocorrerá exclusivamente na fonte e separadamente</p><p>dos demais rendimentos do beneficiário;</p><p>IV – serão admitidas as deduções autorizadas pelo art. 7o desta lei,</p><p>observada a vigência estabelecida no parágrafo único do mesmo artigo;</p><p>V – a apuração do imposto far-se-á na forma do art. 25 da Lei no 7.713,</p><p>de 1988, com a alteração procedida pelo art. 1o da Lei no 7.959, de 21 de</p><p>dezembro de 1989.”</p><p>Transcrevemos a seguir a Lei no 13.149, de 21-7-2015 – DOU de 22-7-2015, que</p><p>dispõe sobre o cálculo do Imposto de Renda na Fonte e recolhimento (carnê-leão) de</p><p>pessoas físicas a partir do mês de abril do ano-calendário de 2015.</p><p>LEI No 13.149, DE 21 DE JULHO DE 2015 –</p><p>DOU, DE 22-7-2015</p><p>Altera as Leis nos11.482, de 31 de maio de 2007, para</p><p>dispor sobre os valores da tabela mensal do Imposto</p><p>sobre a Renda da Pessoa Física, 7.713, de 22 de</p><p>dezembro de 1988, 9.250, de 26 de dezembro de 1995, e</p><p>10.823, de 19 de dezembro de 2003.</p><p>A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, faço saber que o Congresso</p><p>Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:</p><p>Art. 1o O art. 1o da Lei no 11.482, de 31 de maio de 2007, passa a vigorar</p><p>com as seguintes alterações:</p><p>“Art.1o .......................................................................................................</p><p>...................................................................................................................</p><p>VIII –para o ano-calendário de 2014 e nos meses de janeiro a março do</p><p>ano-calendário de 2015:</p><p>...................................................................................................................</p><p>IX –a partir do mês de abril do ano-calendário de 2015:</p><p>Tabela Progressiva Mensal</p><p>Base de Cálculo (R$) Alíquota (%) Parcela a Deduzir do IR (R$)</p><p>Até 1.903,98 – –</p><p>De 1.903,99 até 2.826,65 7,5 142,80</p><p>De 2.826,66 até 3.751,05 15 354,80</p><p>De 3.751,06 até 4.664,68 22,5 636,13</p><p>Acima de 4.664,68 27,5 869,36</p><p>............................................................................................” (NR)</p><p>Art. 2o A Lei no 7.713, de 22 de dezembro de 1988, passa a vigorar com as</p><p>seguintes alterações:</p><p>“Art.6o .......................................................................................................</p><p>...................................................................................................................</p><p>XV .............................................................................................................</p><p>...................................................................................................................</p><p>h) R$ 1.787,77 (mil, setecentos e oitenta e sete reais e setenta e sete</p><p>centavos), por mês, para o ano-calendário de 2014 e nos meses de janeiro a</p><p>março do ano-calendário de 2015; e</p><p>i) R$ 1.903,98 (mil, novecentos e três reais e noventa e oito centavos), por</p><p>mês, a partir do mês de abril do ano-calendário de 2015;</p><p>.................................................................................” (NR)</p><p>“Art. 12-A. Os rendimentos recebidos acumuladamente e submetidos à</p><p>incidência do imposto sobre a renda com base na tabela progressiva,</p><p>quando correspondentes a anos-calendário anteriores ao do recebimento,</p><p>serão tributados exclusivamente na fonte, no mês do recebimento ou</p><p>crédito, em separado dos demais rendimentos recebidos no mês.</p><p>...............................................................................” (NR)</p><p>“Art. 12-B. Os rendimentos recebidos acumuladamente, quando</p><p>correspondentes ao ano-calendário em curso, serão tributados, no mês do</p><p>recebimento ou crédito, sobre o total dos rendimentos, diminuídos do valor</p><p>das despesas com ação judicial necessárias ao seu recebimento, inclusive</p><p>de advogados, se tiverem sido pagas pelo contribuinte, sem indenização.”</p><p>Art. 3o A Lei no 9.250, de 26 de dezembro de 1995, passa a vigorar com as</p><p>seguintes alterações:</p><p>“Art.4o ........................................................................................................</p><p>...................................................................................................................</p><p>III – .............................................................................................................</p><p>...................................................................................................................</p><p>h) R$ 179,71 (cento e setenta e nove reais e setenta e um centavos), para o</p><p>ano-calendário de 2014 e nos meses de janeiro a março do ano-calendário</p><p>de 2015; e</p><p>i) R$ 189,59 (cento e oitenta e nove</p><p>reais e cinquenta e nove centavos), a</p><p>partir do mês de abril do ano-calendário de 2015;</p><p>...................................................................................................................</p><p>VI – .............................................................................................................</p><p>...................................................................................................................</p><p>h) R$ 1.787,77 (mil, setecentos e oitenta e sete reais e setenta e sete</p><p>centavos), por mês, para o ano-calendário de 2014 e nos meses de janeiro a</p><p>março do ano-calendário de 2015; e</p><p>i) R$ 1.903,98 (mil, novecentos e três reais e noventa e oito centavos), por</p><p>mês, a partir do mês de abril do ano-calendário de 2015;</p><p>...............................................................................” (NR)</p><p>“Art.8o.........................................................................</p><p>II – .............................................................................................................</p><p>...................................................................................................................</p><p>b) ...............................................................................................................</p><p>9. R$ 3.375,83 (três mil, trezentos e setenta e cinco reais e oitenta e três</p><p>centavos) para o ano-calendário de 2014; e</p><p>10. R$ 3.561,50 (três mil, quinhentos e sessenta e um reais e cinquenta</p><p>centavos), a partir do ano-calendário de 2015;</p><p>c) ..............................................................................</p><p>...................................................................................................................</p><p>8. R$ 2.156,52 (dois mil, cento e cinquenta e seis reais e cinquenta e dois</p><p>centavos) para o ano-calendário de 2014; e</p><p>9. R$ 2.275,08 (dois mil, duzentos e setenta e cinco reais e oito centavos) a</p><p>partir do ano-calendário de 2015;</p><p>...................................................................................................................</p><p>j) (VETADO).</p><p>..................................................................................” (NR)</p><p>“Art. 10 ......................................................................................................</p><p>...................................................................................................................</p><p>VIII – R$ 15.880,89 (quinze mil, oitocentos e oitenta reais e oitenta e nove</p><p>centavos) para o ano-calendário de 2014; e</p><p>IX – R$ 16.754,34 (dezesseis mil, setecentos e cinquenta e quatro reais e</p><p>trinta e quatro centavos) a partir do ano-calendário de 2015.</p><p>9</p><p>9.1</p><p>...................................................................................” (NR)</p><p>Art. 4o A Lei no 10.823, de 19 de dezembro de 2003, passa a vigorar</p><p>acrescida do seguinte art. 1o-A:</p><p>“Art. 1o-A Fica o Poder Executivo autorizado a conceder subvenção</p><p>econômica em percentual ou valor do prêmio do seguro rural contratado no</p><p>ano de 2014, na forma estabelecida no ato específico de que trata o art. 1o</p><p>desta Lei, devendo a obrigação assumida em decorrência desta subvenção</p><p>ser integralmente liquidada no exercício financeiro de 2015.</p><p>Parágrafo único. Aplicam-se as demais disposições desta Lei à subvenção</p><p>estabelecida no caput deste artigo.”</p><p>Art. 5o (VETADO).</p><p>Art. 6o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.</p><p>Art. 7o Fica revogado oart. 12 da Lei no7.713, de 22 de dezembro de 1988.</p><p>Brasília, 21 de julho de 2015; 194o da Independência e 127o da República.</p><p>DILMA ROUSSEFF</p><p>Joaquim Vieira Ferreira Levy</p><p>Kátia Abreu</p><p>Nelson Barbosa</p><p>Horista</p><p>Horas trabalhadas e repouso semanal remunerado</p><p>Como calcular os valores no caso de meses com 31, 30 e 28 dias?</p><p>Exemplos:</p><p>1o Março de 2018 = 31 dias</p><p>1a semana – de quinta a sábado: 3 dias × 7h20min = 22h</p><p>2a semana – de segunda a sábado: 6 dias × 7h20min = 44h</p><p>3a semana – de segunda a sábado: 6 dias × 7h20min = 44h</p><p>4a semana – de segunda a sábado: 6 dias × 7h20min = 44h</p><p>5a semana – de segunda a sexta: 6 dias × 7h20min = 44h</p><p>9.2</p><p>Total 198h</p><p>Total de horas efetivamente trabalhadas = 198h</p><p>(+) RSR, 4 domingos = 4 dias × 7h20min = 29h20min</p><p>Total 227h20min</p><p>Para o mês de 31 dias = 227h20min</p><p>2o Junho de 2018 = 30 dias:</p><p>1a semana – de sexta a sábado: 2 dias × 7h20min = 14h40min</p><p>2a semana – de segunda a sábado: 6 dias × 7h20min = 44h</p><p>3a semana – de segunda a sábado (quinta feriado): 5 dias × 7h20min = 36h40min</p><p>4a semana – de segunda a sábado: 6 dias × 7h20min = 44h</p><p>5a semana – de segunda a sábado: 6 dias × 7h20min = 44h</p><p>Total 183h20min</p><p>Total de horas efetivamente trabalhadas = 183h20min</p><p>(+) RSR, 4 domingos e 1 feriado = 5 dias × 7h20min = 36h40min</p><p>Total 220h</p><p>Para o mês de 30 dias = 220 horas.</p><p>3o Fevereiro de 2018 = 28 dias:</p><p>1a semana – de quinta a sábado: 3 dias × 7h20min = 22h</p><p>2a semana – de segunda a sábado: 6 dias × 7h20 = 44h</p><p>3a semana – de segunda a sábado: 6 dias × 7h20min = 44h</p><p>4a semana – de segunda a sábado: 6 dias × 7h20min = 44h</p><p>5a semana – de segunda a quarta (terça feriado): 2 dias × 7h20min = 14h40min</p><p>Total 168h40min</p><p>Total de horas efetivamente trabalhadas = 168h40min</p><p>(+) RSR, 4 domingos e 1 feriado = 5 dias × 7h20min = 36h40min</p><p>Total 205h20min</p><p>28 dias × 7h20 = 205h20min</p><p>Para o mês de 28 dias = 205h20min</p><p>Rescisão do contrato de trabalho do horista:</p><p>cálculo de 1/12</p><p>Exemplo: Um empregado que ganhe R$ 12,00 por hora:</p><p>a. 220h × R$ 12,00 = R$ 2.640,00, por mês</p><p>R$ 2.640,00 ÷ 12 = R$ 220,00</p><p>1/12 = R$ 220,00</p><p>10</p><p>b. 220h ÷ 12 = 18,3333 (18,333 é igual a 18h20min, pois a máquina de</p><p>calcular está regulada para 100 e não 60; 33,33 é 1/3 de 100, enquanto 20 é</p><p>um terço de 60). R$ 12,00 por hora × 18,3333 = R$ 220,00</p><p>1/12 = R$ 220,00</p><p>c. 220h ÷ 12 = 18,3333 que é igual a 18h20min</p><p>18h20min = 1.100min (18h × 60min + 20min)</p><p>R$ 12,00 por hora = 0,2 por minuto (R$ 12,00 ÷ 60)</p><p>1.100min × R$ 0,2 = R$ 220,00</p><p>1/12 = R$ 220,00</p><p>Mensalista</p><p>Sempre serão considerados 30 dias para o cálculo de dias de trabalho por mês (art. 64,</p><p>parágrafo único, da CLT), mesmo que o mês tenha o número inferior ou superior a 30.</p><p>Com a redução da jornada de trabalho para 44 horas semanais, o número de horas</p><p>por mês do mensalista também é de 220 horas.</p><p>Exemplo: um mensalista trabalha, de segunda a sexta-feira, 8 horas diárias</p><p>e aos sábados 4 horas, perfazendo o total de 44 horas semanais previsto na</p><p>Constituição; têm-se então:</p><p>Segunda a sexta-feira = 5 dias × 8h = 40h</p><p>Sábado = 1 dia × 4h = 4h</p><p>Domingo = 1 dia = 7h20min</p><p>Segunda a sexta-feira = 5 dias × 8h = 40h</p><p>Sábado = 1 dia × 4h = 4h</p><p>Domingo = 1 dia = 7h20min</p><p>Segunda a sexta-feira = 5 dias × 8h = 40h</p><p>Sábado = 1 dia × 4h = 4h</p><p>Domingo = 1 dia = 7h20min</p><p>Segunda a sexta-feira = 5 dias × 8h = 40h</p><p>Sábado = 1 dia × 4h = 4h</p><p>Domingo = 1 dia = 7h20min</p><p>Segunda a sexta-feira = 2 dias × 7h20min = 14h40min</p><p>Total = 30 dias = 220h</p><p>10.1</p><p>Observação: Os dois últimos dias foram considerados 7h20min; na realidade, o</p><p>empregado trabalhou 8 horas diárias compensando 80 minutos do sábado, que serão</p><p>considerados no mês seguinte.</p><p>Desconto do repouso semanal remunerado (RSR)</p><p>para mensalista e quinzenalista</p><p>Há controvérsia de entendimento sobre o desconto do Descanso Semanal Remunerado</p><p>de empregado mensalista ou quinzenalista, quando ocorre falta ao trabalho sem</p><p>justificativa legal.</p><p>Os que defendem o não desconto do RSR do mensalista ou quinzenalista</p><p>fundamentam sua justificativa no art. 7o, § 2o, da Lei no 605/49, que preceitua:</p><p>“Consideram-se já remunerados os dias de repouso semanal do</p><p>empregado mensalista ou quinzenalista cujo cálculo de salário mensal ou</p><p>quinzenal, ou cujos descontos por falta sejam efetuados na base do número</p><p>de dias do mês ou de 30 (trinta) e 15 (quinze) diárias, respectivamente.”</p><p>O que fica muito claro no art. 7o, § 2o, da Lei no 605/49 é que o mensalista ou</p><p>quinzenalista vai receber apenas 30 diárias no mês e 15 diárias na quinzena, e não 30</p><p>diárias + 4 domingos, ou 15 diárias + 2 domingos;</p><p>consideram-se já remunerados,</p><p>dentro das 30 diárias ou 15 diárias, os dias de repouso semanal.</p><p>Os que defendem o desconto do RSR do mensalista ou quinzenalista têm como</p><p>fundamento o art. 6o da Lei no 605/49 e o art. 11 do Decreto no 27.048/49, que</p><p>preceituam:</p><p>“Art. 6o Não será devida a remuneração quando, sem motivo</p><p>justificado, o empregado não tiver trabalhado durante toda a semana</p><p>anterior, cumprindo integralmente o seu horário de trabalho.”</p><p>Segundo o art. 11 do Decreto no 27.048/49, que regulamenta a Lei no 605/49,</p><p>“perderá a remuneração do dia do repouso o trabalhador que, sem motivo</p><p>justificado ou em virtude de punição disciplinar, não tiver trabalhado toda</p><p>a semana, cumprindo integralmente o seu horário de trabalho”.</p><p>Tanto o art. 6o, quanto o art. 11 do regulamento preceituam: “o empregado”, ou “o</p><p>trabalhador” que não tiver trabalhado durante toda a semana anterior, ou trabalhado</p><p>durante toda a semana cumprindo integralmente seu horário de trabalho. Em meu</p><p>entender, mensalista, quinzenalista, semanalista, diarista e horista são empregados ou</p><p>trabalhadores, não existindo discriminação ou privilégios.</p><p>Entendo ter procedimento o desconto do RSR do mensalista e quinzenalista;</p><p>todavia, se o empregador vem usando o critério de não descontar o RSR e vier a fazê-</p><p>lo, poderá ser nula essa alteração por contrariar o art. 468 da CLT, que só considera</p><p>lícita a alteração das respectivas condições do contrato individual de trabalho desde</p><p>que não resultem direta ou indiretamente prejuízos ao empregado.</p><p>Se a empresa já vinha, ou a partir de sua organização, efetuando o desconto do</p><p>Repouso Semanal Remunerado do mensalista ou quinzenalista, então será lícito seu</p><p>desconto, pois a Lei não pode ser discriminatória. Causa-me estranheza o não</p><p>desconto do RSR do mensalista ou quinzenalista, pois, se o empregado mensalista</p><p>faltar durante todo o mês (ausências não legais) e esse mês for de cinco domingos e</p><p>um feriado, o empregador deverá pagar-lhe seis dias (cinco domingos e um feriado),</p><p>por ser proibido seu desconto. Será que é isso que ocorre?</p><p>JURISPRUDÊNCIA</p><p>Entendimento jurisprudencial de que o mensalista ou quinzenalista estão sujeitos ao</p><p>desconto do Repouso Semanal Remunerado (RSR).</p><p>“Em alcançando o salário do mensalista a remuneração dos trinta dias</p><p>do mês – art. 7o, § 2o, da Lei no 605 – tem-se como pertinente o disposto no</p><p>artigo 6o, segundo o qual a falta injustificada no correr da semana torna</p><p>indevido o pagamento do repouso, autorizando, portanto, o desconto não só</p><p>do dia da ausência, como também daquele destinado ao repouso.</p><p>Entendimento diverso leva ao estabelecimento de verdadeiro privilégio,</p><p>com a manutenção, em relação aos mensalistas, do direito ao repouso,</p><p>independentemente da assiduidade, durante a semana”. (Acórdão unânime</p><p>do Plenário do TST – E – RR 4019/79 – Rel. Min. Marco Aurélio – DJU de</p><p>11-3-1983, p. 2.542)</p><p>10.2 Semana para desconto do repouso semanal</p><p>remunerado (RSR)</p><p>Segundo o art. 11, § 4o, do Decreto no 27.048/49, para efeito do pagamento da</p><p>remuneração, entende-se como semana o período de segunda-feira a domingo,</p><p>anterior à semana em que cair o dia do repouso. Assim, se o empregado faltou dia 7-</p><p>8-2017 (segunda-feira), não faz jus ao repouso do dia 20-8-2017 (domingo).</p><p>Existe, contudo, entendimento por costume e parte da doutrina de que a “semana</p><p>anterior” é aquela que inclui o repouso da semana em que ocorreu a falta, ou seja, a</p><p>falta do dia 7-8-2017 acarretou a perda do RSR do dia 13-8-2017 (domingo).</p><p>10.3</p><p>10.4</p><p>10.5</p><p>Domingo e feriado no mesmo dia</p><p>Não serão acumuladas a remuneração do repouso semanal e a de feriado civil ou</p><p>religioso que caírem no mesmo dia (art. 11, § 3o, do Decreto no 27.048/49).</p><p>Compensação do sábado, quando o sábado já é</p><p>feriado</p><p>Existem muitos acordos coletivos de compensação de horas, para que o sábado seja</p><p>livre; neste sentido trabalha-se diariamente de segunda a sexta-feira, 8h48min,</p><p>perfazendo o total de 44 horas semanais.</p><p>Quando ocorrer feriado no sábado, sugerimos mencionar no próprio acordo</p><p>coletivo que os empregados trabalharão diariamente, nessa semana, também 8h48min,</p><p>para compensar os feriados que caírem de segunda a sexta-feira, pois, sempre que o</p><p>feriado cair de segunda a sexta-feira, o empregado deixará de trabalhar 1h28min para</p><p>compensar o sábado. Para que não haja perda das partes acordadas</p><p>(empregador/empregado), os empregados trabalharão diariamente 8h48min para</p><p>compensar o sábado. Trabalhando 8h48min diariamente na semana em que o feriado</p><p>for no sábado, compensarão os feriados que caem de segunda a sexta-feira.</p><p>Decisão do Tribunal dando esse entendimento:</p><p>“O empregado que trabalha em regime de compensação de horas, para</p><p>não trabalhar aos sábados, se o feriado cai nesse dia, só tem direito a</p><p>receber a remuneração correspondente; quando o feriado cai em outro dia</p><p>da semana, a empresa só lhe paga as 8 horas normais (hoje 7h20min), com</p><p>exclusão das horas compensadas.” (Processo TRT – 2a Região no 2.934/69-</p><p>AC. 1a Turma no1.343/69 de 23-12-1969 – Relator Juiz Paulo Marques</p><p>Leite.)</p><p>Intervalo para repouso e alimentação não</p><p>concedido pelo empregador</p><p>Em qualquer trabalho contínuo, cuja duração exceda de seis horas, é obrigatória a</p><p>concessão de um intervalo para repouso e alimentação, o qual será, no mínimo, de</p><p>uma hora e, salvo acordo escrito ou convenção coletiva em contrário, não poderá</p><p>exceder de duas.</p><p>Quando o intervalo para o repouso e alimentação não for concedido pelo</p><p>empregador, este ficará obrigado a remunerar o período correspondente com um</p><p>acréscimo de no mínimo 50% (cinquenta por cento) sobre o valor da remuneração da</p><p>hora normal de trabalho, conforme preceitua o § 4o do art. 71 da CLT, parágrafo</p><p>acrescido pela Lei no 8.923, de 27-7-1994 (DOU, de 28-7-1994).</p><p>Veja a seguir o art. 71 da CLT e seus parágrafos:</p><p>“Art. 71. Em qualquer trabalho contínuo, cuja duração exceda de 6</p><p>(seis) horas, é obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou</p><p>alimentação, o qual será, no mínimo, de 1 (uma) hora e, salvo acordo</p><p>escrito ou contrato coletivo em contrário, não poderá exceder de 2 (duas)</p><p>horas.</p><p>§ 1o Não excedendo de 6 (seis) horas o trabalho, será, entretanto,</p><p>obrigatório um intervalo de 15 (quinze) minutos quando a duração</p><p>ultrapassar 4 (quatro) horas.</p><p>§ 2o Os intervalos de descanso não serão computados na duração do</p><p>trabalho.</p><p>§ 3o O limite mínimo de 1 (uma) hora para repouso ou refeição poderá</p><p>ser reduzido por ato do Ministro do Trabalho, Indústria e Comércio,</p><p>quando ouvido o Serviço de Alimentação de Previdência Social, se verificar</p><p>que o estabelecimento atende integralmente às exigências concernentes à</p><p>organização dos refeitórios, e quando os respectivos empregados não</p><p>estiverem sob regime de trabalho prorrogado a horas suplementares.</p><p>(Redação dada pelo Decreto-lei no 229, de 28-2-1967, DOU de 28-2-1967).</p><p>§ 4o A não concessão ou a concessão parcial do intervalo intrajornada</p><p>mínimo, para repouso e alimentação, a empregados urbanos e rurais,</p><p>implica o pagamento, de natureza indenizatória, apenas do período</p><p>suprimido, com acréscimo de 50% (cinquenta por cento) sobre o valor da</p><p>remuneração da hora normal de trabalho. (Nova redação dada pela Lei no</p><p>13.467, de 13-7-2017).</p><p>§ 5o O intervalo expresso no caput poderá ser reduzido e/ou fracionado,</p><p>10.5.1</p><p>e aquele estabelecido no § 1o poderá ser fracionado, quando</p><p>compreendidos entre o término da primeira hora trabalhada e o início da</p><p>última hora trabalhada, desde que previsto em convenção ou acordo</p><p>coletivo de trabalho, ante a natureza do serviço e em virtude das condições</p><p>especiais de trabalho a que são submetidos estritamente os motoristas,</p><p>cobradores, fiscalização de campo e afins nos serviços de operação de</p><p>veículos rodoviários, empregados no setor de transporte coletivo de</p><p>passageiros, mantida a remuneração e concedidos intervalos para descanso</p><p>menores ao final de cada viagem.” (Parágrafo alterado pela Lei no 13.103/</p><p>2015 – DOU de 3-3-2015)</p><p>Intervalo intrajornada para repouso e</p><p>alimentação</p><p>Súmula no 437 do TST</p><p>– INTERVALO INTRAJORNADA PARA REPOUSO E</p><p>ALIMENTAÇÃO. APLICAÇÃO DO ART. 71 DA CLT (conversão das</p><p>Orientações Jurisprudenciais nos 307, 342, 354, 380 e 381 da SBDI-1) –</p><p>Res. 185/2012, DEJT divulgado em 25, 26 e 27-9-2012.</p><p>I – Após a edição da Lei no 8.923/94, a não concessão ou a</p><p>concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo, para repouso e</p><p>alimentação, a empregados urbanos e rurais, implica o pagamento total</p><p>do período correspondente, e não apenas daquele suprimido, com</p><p>acréscimo de, no mínimo, 50% sobre o valor da remuneração da hora</p><p>normal de trabalho (art. 71 da CLT), sem prejuízo do cômputo da</p><p>efetiva jornada de labor para efeito de remuneração.</p><p>II – É inválida cláusula de acordo ou convenção coletiva de trabalho</p><p>contemplando a supressão ou redução do intervalo intrajornada porque</p><p>este constitui medida de higiene, saúde e segurança do trabalho,</p><p>garantido por norma de ordem pública (art. 71 da CLT e art. 7o, XXII,</p><p>da CF/1988), infenso à negociação coletiva.</p><p>10.6</p><p>III – Possui natureza salarial a parcela prevista no art. 71, § 4o, da</p><p>CLT, com redação introduzida pela Lei no 8.923, de 27 de julho de</p><p>1994, quando não concedido ou reduzido pelo empregador o intervalo</p><p>mínimo intrajornada para repouso e alimentação, repercutindo, assim,</p><p>no cálculo de outras parcelas salariais.</p><p>IV – Ultrapassada habitualmente a jornada de seis horas de trabalho,</p><p>é devido o gozo do intervalo intrajornada mínimo de uma hora,</p><p>obrigando o empregador a remunerar o período para descanso e</p><p>alimentação não usufruído como extra, acrescido do respectivo</p><p>adicional, na forma prevista no art. 71, caput e § 4o, da CLT.</p><p>Requisitos para redução de intervalo intrajornada</p><p>Ver art. 611-A, inciso III, da CLT, quando a convenção e o acordo coletivo de trabalho</p><p>têm prevalência sobre a lei. “III – intervalo intrajornada, respeitado o limite mínimo</p><p>de trinta minutos para jornadas superiores a seis horas (Lei nº 13.467, de 13-7-2017).</p><p>A Portaria no 1.095, de 19-5-2010 – DOU de 20-5-2010, disciplinou os requisitos</p><p>para a redução de intervalo intrajornada, como vemos a seguir:</p><p>PORTARIA No 1.095, DE 19 DE MAIO DE 2010</p><p>Disciplina os requisitos para a redução do intervalo intrajornada.</p><p>O MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO E EMPREGO, no uso da</p><p>competência que lhe confere o art. 87, parágrafo único, incisos I e II da</p><p>Constituição, resolve:</p><p>Art. 1o A redução do intervalo intrajornada de que trata o art. 71, § 3o, da</p><p>Consolidação das Leis do Trabalho – CLT poderá ser deferida por ato de</p><p>autoridade do Ministério do Trabalho e Emprego quando prevista em</p><p>convenção ou acordo coletivo de trabalho, desde que os estabelecimentos</p><p>abrangidos pelo seu âmbito de incidência atendam integralmente às</p><p>exigências concernentes à organização dos refeitórios, e quando os</p><p>respectivos empregados não estiverem sob regime de trabalho prorrogado a</p><p>horas suplementares.</p><p>§ 1o Fica delegada, privativamente, aos Superintendentes Regionais do</p><p>Trabalho e Emprego a competência para decidir sobre o pedido de redução</p><p>de intervalo para repouso ou refeição.</p><p>§ 2o Os instrumentos coletivos que estabeleçam a possibilidade de redução</p><p>deverão especificar o período do intervalo intrajornada.</p><p>§ 3o Não será admitida a supressão, diluição ou indenização do intervalo</p><p>intrajornada, respeitado o limite mínimo de trinta minutos.</p><p>Art. 2o O pedido de redução do intervalo intrajornada formulado pelas</p><p>empresas com fulcro em instrumento coletivo far-se-ão acompanhar de</p><p>cópia deste e serão dirigidos ao Superintendente Regional do Trabalho e</p><p>Emprego, com a individualização dos estabelecimentos que atendam os</p><p>requisitos indicados no caput do art. 1o desta Portaria, vedado o</p><p>deferimento de pedido genérico.</p><p>§ 1o Deverá também instruir o pedido, conforme modelo previsto no anexo</p><p>desta Portaria, documentação que ateste o cumprimento, por cada</p><p>estabelecimento, dos requisitos previstos no caput do art. 1o desta Portaria.</p><p>§ 2o O Superintendente Regional do Trabalho e Emprego poderá deferir o</p><p>pedido formulado, independentemente de inspeção prévia, após verificar a</p><p>regularidade das condições de trabalho nos estabelecimentos pela análise</p><p>da documentação apresentada, e pela extração de dados do Sistema Federal</p><p>de Inspeção do Trabalho, da Relação Anual de Informações Sociais – RAIS</p><p>e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – CAGED.</p><p>Art. 3o O ato de que trata o art. 1o desta Portaria terá a vigência máxima de</p><p>dois anos e não afasta a competência dos agentes da Inspeção do Trabalho</p><p>de verificar, a qualquer tempo, in loco, o cumprimento dos requisitos</p><p>legais.</p><p>Parágrafo único. O descumprimento dos requisitos torna sem efeito a</p><p>redução de intervalo, procedendo-se às autuações por descumprimento do</p><p>previsto no caput do art. 71 da CLT, bem como das outras infrações que</p><p>forem constatadas.</p><p>Art. 4o Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.</p><p>Art. 5o Revoga-se a Portaria no 42, de 28 de março de 2007.</p><p>CARLOS ROBERTO LUPI</p><p>ANEXO</p><p>FORMULÁRIO DE REQUERIMENTO ADMINISTRATIVO PARA</p><p>REDUÇÃO DE INTERVALO INTRAJORNADA NOS TERMOS DO</p><p>ART. 71, § 3o, CLT</p><p>Ao Senhor Superintendente Regional do Trabalho e Emprego,</p><p>_______________________________________________________________</p><p>(IDENTIFICAÇÃO DO EMPREGADOR: NOME, CNPJ/CPF) vem</p><p>solicitar, com fulcro no instrumento coletivo anexo,</p><p>______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>(IDENTIFICAÇÃO DA CLÁUSULA QUE AUTORIZA</p><p>EXPRESSAMENTE A REDUÇÃO DO INTERVALO</p><p>INTRAJORNADA), seja deferido o pedido de redução do intervalo</p><p>intrajornada dos empregados que prestam serviços no estabelecimento.</p><p>_____________________________________________________________________________.</p><p>(IDENTIFICAÇÃO DO ESTABELECIMENTO: NOME E ENDEREÇO</p><p>COMPLETO).</p><p>Para tanto, a Requerente declara, sob as penas da lei, que o estabelecimento</p><p>identificado atende as condições fixadas no art. 71, § 3o, da CLT, relativas</p><p>ao atendimento integral das exigências concernentes à organização dos</p><p>refeitórios e da não submissão dos empregados que ali prestam serviços a</p><p>regime de trabalho prorrogado a horas suplementares, conforme</p><p>10.7</p><p>documentação comprobatória acostada.</p><p>Trabalho aos domingos nas atividades do comércio</p><p>em geral</p><p>Por meio da Lei no 11.603, de 5-12-2007 – DOU de 6-12-2007, às atividades de</p><p>comércio em geral fica autorizado o trabalho aos domingos, desde que o Município</p><p>onde se encontre a sede do comércio não tenha nenhuma legislação contrária.</p><p>Para os feriados seguem o mesmo critério, desde que autorizado em convenção</p><p>coletiva de trabalho.</p><p>A seguir, Lei na íntegra:</p><p>LEI No 11.603, DE 5 DE DEZEMBRO DE 20071</p><p>Altera e acresce dispositivos à Lei no 10.101, de 19 de</p><p>dezembro de 2000.</p><p>Faço saber que o Presidente da República adotou a Medida Provisória no</p><p>388, de 2007, que o Congresso Nacional aprovou, e eu, Narcio Rodrigues,</p><p>Primeiro Vice-Presidente da Mesa do Congresso Nacional, no exercício da</p><p>Presidência, para efeitos do disposto no art. 62 da Constituição Federal,</p><p>com redação dada pela Emenda Constitucional no 32, combinado com o art.</p><p>12 da Resolução no 1, de 2002-CN, promulgo a seguinte Lei:</p><p>Art. 1o O art. 6o da Lei no 10.101, de 19 de dezembro de 2000, passa a</p><p>vigorar com a seguinte redação:</p><p>“Art. 6o Fica autorizado</p><p>o trabalho aos domingos nas atividades do</p><p>comércio em geral, observada a legislação municipal, nos termos do art. 30,</p><p>inciso I, da Constituição.</p><p>Nota do autor: O art. 30, inciso I, da Constituição preceitua:</p><p>“Art. 30. Compete aos Municípios:</p><p>I – legislar sobre assuntos de interesse local”;</p><p>Parágrafo único. O repouso semanal remunerado deverá coincidir, pelo</p><p>menos uma vez no período máximo de três semanas, com o domingo,</p><p>11</p><p>respeitadas as demais normas de proteção ao trabalho e outras a serem</p><p>estipuladas em negociação coletiva.” (NR)</p><p>Art. 2o A Lei no 10.101, de 2000, passa a vigorar acrescida dos seguintes</p><p>dispositivos:</p><p>“Art. 6o-A. É permitido o trabalho em feriados nas atividades do comércio</p><p>em geral, desde que autorizado em convenção coletiva de trabalho e</p><p>observada a legislação municipal, nos termos do art. 30, inciso I, da</p><p>Constituição.” (NR)</p><p>“Art. 6o-B. As infrações ao disposto nos arts. 6o e 6o-A desta Lei serão</p><p>punidas com a multa prevista no art. 75 da Consolidação das Leis do</p><p>Trabalho, aprovada pelo Decreto-lei no 5.452, de 1o de maio de 1943.</p><p>Parágrafo único. O processo de fiscalização, de autuação e de imposição de</p><p>multas reger-se-á pelo disposto no Título VII da Consolidação das Leis do</p><p>Trabalho.” (NR)</p><p>Art. 3o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.</p><p>Congresso Nacional, em 5 de dezembro de 2007; 186o da Independência e</p><p>119o da República.</p><p>Deputado NARCIO RODRIGUES</p><p>Primeiro Vice-Presidente da Mesa do Congresso Nacional, no exercício da</p><p>Presidência.</p><p>Período de descanso</p><p>Entre duas jornadas de trabalho haverá um período mínimo de 11 horas consecutivas</p><p>para descanso.</p><p>Todo empregado tem direito a um descanso semanal de 24 horas consecutivas.</p><p>Esse descanso, salvo motivo de conveniência pública ou necessidade imperiosa do</p><p>serviço, deverá coincidir com o domingo, no todo ou em parte.</p><p>“O trabalho em domingo, seja total ou parcial, será sempre</p><p>subordinado à permissão prévia da autoridade competente em matéria de</p><p>trabalho. A permissão será concedida a título permanente nas atividades</p><p>que, por sua natureza ou pela conveniência pública, devem ser exercidas</p><p>aos domingos, cabendo ao Ministro do Trabalho expedir instruções em que</p><p>12</p><p>sejam especificadas tais atividades. Nos demais casos, ela será dada sob</p><p>forma transitória, com discriminação do período autorizado, o qual, de</p><p>cada vez, não excederá de sessenta dias” (art. 68, parágrafo único, da CLT).</p><p>“No regime de revezamento, as horas trabalhadas em seguida ao</p><p>repouso semanal de 24 horas, com prejuízo do intervalo mínimo de 11</p><p>horas consecutivas para descanso entre jornadas, devem ser remuneradas</p><p>como extraordinárias, inclusive com o respectivo adicional” (Súmula no</p><p>110 do TST).</p><p>Salvo por motivo de conveniência pública ou necessidade imperiosa do serviço</p><p>(com autorização da autoridade competente em matéria de trabalho), é proibido o</p><p>trabalho em feriados nacionais e feriados religiosos, nos termos da legislação própria.</p><p>Conforme o regulamento do Decreto no 27.048, de 12-8-1949, todo empregado</p><p>tem direito a repouso remunerado, num dia de cada semana, preferentemente aos</p><p>domingos, nos feriados civis e nos religiosos, de acordo com a tradição local, com</p><p>exceção dos casos em que a execução dos serviços for imposta pelas exigências</p><p>técnicas das empresas.</p><p>Constituem exigências técnicas aquelas que, em razão do interesse público, ou</p><p>pelas condições peculiares às atividades da empresa ou ao local onde as mesmas</p><p>exercem suas atividades, tornem indispensável a continuidade do trabalho.</p><p>Pode ser concedida pela autoridade em matéria de trabalho uma autorização em</p><p>caráter permanente para o trabalho em feriados civis e religiosos (desde que se</p><p>estabeleça folga em outro dia da semana) nas atividades constantes da relação do</p><p>Decreto no27.048, de 12-8-1949.</p><p>Faltas e atrasos</p><p>Quando o empregado, sem motivo justificado, faltar ou chegar atrasado ao trabalho, o</p><p>empregador poderá descontar-lhe do salário quantia correspondente à falta; poderá</p><p>descontar inclusive o repouso semanal, quando o empregado não cumprir</p><p>integralmente seu horário de trabalho na semana anterior.</p><p>O art. 473 da Consolidação das Leis do Trabalho estabelece que o empregado</p><p>poderá deixar de comparecer ao serviço sem prejuízo do salário ou do repouso</p><p>semanal:</p><p>a.</p><p>b.</p><p>c.</p><p>d.</p><p>e.</p><p>f.</p><p>g.</p><p>h.</p><p>i.</p><p>j.</p><p>k.</p><p>a.</p><p>b.</p><p>c.</p><p>d.</p><p>em caso de falecimento do cônjuge, ascendente, descendente, irmão ou pessoa</p><p>que, declarada, em sua carteira de trabalho e previdência social, viva sob sua</p><p>dependência econômica, até dois dias consecutivos;</p><p>em virtude de casamento, até três dias consecutivos;</p><p>em caso de nascimento de filho, por cinco dias:2</p><p>a cada doze meses de trabalho em caso de doação voluntária de sangue</p><p>devidamente comprovada, por um dia;</p><p>para o fim de se alistar eleitor, nos termos da lei, até dois dias, consecutivos ou</p><p>não;</p><p>no período de tempo em que tiver de cumprir as exigências de Serviço Militar</p><p>referidas na letra c do art. 65 da Lei no 4.375, de 17 de agosto de 1964 (Lei do</p><p>Serviço Militar);</p><p>nos dias em que estiver comprovadamente realizando provas de vestibular para</p><p>ingresso em estabelecimento de ensino superior (acréscimo do inciso VII do art.</p><p>473 da CLT, dado pela Lei no 9.471, de 14-7-1997 – DOU de 15-7-1997);</p><p>pelo tempo que se fizer necessário, quando tiver que comparecer a juízo (inciso</p><p>VIII do art. 473 da CLT, acrescido pela Lei no 9.853, de 27-10-1999 – DOU de 28-</p><p>10-1999);</p><p>pelo tempo que se fizer necessário, quando, na qualidade de representante de</p><p>entidade sindical, estiver participando de reunião oficial de organismo</p><p>internacional do qual o Brasil seja membro (acrescentado pela Lei no 11.304, de</p><p>11-5-2006).</p><p>quando o empregado servir como testemunha, devidamente arrolada ou</p><p>convocada;</p><p>comparecimento à Justiça do Trabalho – Súmula no 155 do TST.</p><p>Além dos itens do art. 473 da CLT, são consideradas faltas legais:</p><p>se sua ausência for devidamente justificada, segundo critério da administração do</p><p>estabelecimento;</p><p>quando houver paralisação do serviço nos dias em que, por conveniência do</p><p>empregador, não tenha havido trabalho;</p><p>se a falta ao serviço estiver fundamentada na lei sobre acidente do trabalho;</p><p>em caso de doença do empregado, devidamente comprovada;</p><p>e.</p><p>13</p><p>a.</p><p>b.</p><p>c.</p><p>faltas abonadas previstas em acordo ou dissídio coletivo de trabalho.</p><p>A doença será comprovada mediante atestado fornecido por médico da instituição</p><p>de previdência social a que estiver filiado o empregado; na falta deste, será</p><p>comprovada por médico do Serviço Social do Comércio ou da Indústria; por médico</p><p>da empresa ou por ela designado; por médico a serviço da repartição federal, estadual</p><p>ou municipal, incumbida de assuntos de higiene ou de saúde pública; se não existir</p><p>nenhuma dessas possibilidades na localidade em que trabalhar, o atestado poderá ser</p><p>de médico de sua escolha.</p><p>Nas empresas em que vigorar regime de trabalho reduzido, a frequência exigida</p><p>corresponderá ao número de dias em que o empregado tiver de trabalhar.</p><p>Atestados médicos</p><p>Conforme Portaria no 3.291, de 20-2-1984, do MPAS, todos os atestados médicos,</p><p>para terem sua eficácia plena, deverão conter:</p><p>tempo de dispensa concedida ao segurado, por extenso, numericamente;</p><p>diagnóstico codificado, conforme o Código Internacional de Doença;</p><p>Obs.: A Portaria no 3.370, de 9-10-1984, do MPAS, preceitua que a inclusão do</p><p>diagnóstico codificado do Código Internacional de Doença (CID) no atestado médico</p><p>depende da expressa concordância do paciente.</p><p>assinatura do médico ou odontólogo sobre o carimbo do qual conste nome</p><p>completo e registro do respectivo Conselho Profissional.</p><p>O início da dispensa deverá coincidir obrigatoriamente com os registros que</p><p>determinaram a incapacidade.</p><p>Nos serviços próprios do SUS – Serviço Unificado de Saúde – (ex-Inamps), será</p><p>utilizado modelo padronizado para emissão dos respectivos atestados médicos.</p><p>As entidades conveniadas e/ou contratadas poderão utilizar impresso próprio</p><p>timbrado do qual conste razão social, CGC e o tipo de vínculo mantido com o SUS.</p><p>O afastamento por incapacidade além do 15o dia é de competência da Previdência.</p><p>Quando a empresa dispuser de serviços médicos, conveniados ou não, assumirá a</p><p>justificativa de falta por doença. Essa situação deverá ser comunicada ao SUS, para</p><p>14</p><p>fins administrativos.</p><p>Prática de incidências nos pagamentos feitos a</p><p>empregados (INSS, FGTS e IR)</p><p>Apresentam-se, agora, os encargos sociais incidentes sobre os pagamentos efetuados a</p><p>empregados e outros, acompanhados dos respectivos fundamentos legais.</p><p>Pagamentos</p><p>Incidências</p><p>INSS FGTS IR</p><p>Abonos e prêmios</p><p>Exceto o de férias.</p><p>NÃO</p><p>Lei no 8.212/91, art. 28, §</p><p>9o, alínea z, e § 2o do art.</p><p>457 da CLT, redação dada</p><p>pela Lei no 13.467, de 13-7-</p><p>2017.</p><p>NÃO</p><p>§ 2o do art. 457 da CLT,</p><p>redação dada pela Lei no</p><p>13.467, de 13-7-2017.</p><p>SIM</p><p>Lei no 7.713/88, arts.3o e 7o.</p><p>Abono pecuniário de férias</p><p>Concessão de 1/3 do</p><p>período em dinheiro (até 20</p><p>dias).</p><p>NÃO</p><p>Art. 28, § 9o, alínea e, item 6</p><p>da Lei no 8.212/91, com</p><p>redação dada pela Lei no</p><p>9.711, de 20-11-1998.</p><p>NÃO</p><p>CLT, art. 144.</p><p>NÃO</p><p>Solução de Divergência no</p><p>1, de 2-1-2009 – DOU de 6-</p><p>1-2009 – e Ato Declaratório</p><p>Interpretativo no 28, de 16-</p><p>1-2009 – DOU de 19-1-</p><p>2009.</p><p>Adicionais</p><p>Insalubridade,</p><p>periculosidade, noturno, de</p><p>função e as gratificações</p><p>legais.</p><p>SIM</p><p>Lei no 8.212/91, art.28,</p><p>inciso I e § 1o do art. 457 da</p><p>CLT, redação dada pela Lei</p><p>no 13.467, de 13-7-2017.</p><p>SIM</p><p>Lei no 8.036/90, art. 15 e §</p><p>1o do art. 457 da CLT,</p><p>redação dada pela Lei no</p><p>13.467, de 13-7-2017.</p><p>SIM</p><p>Lei no 7.713/88, arts. 3o e 7o.</p><p>Ajuda de custo e auxílio-</p><p>alimentação (vedado seu</p><p>pagamento em dinheiro)</p><p>NÃO</p><p>Lei no 8.212/91, art.28, § 9o,</p><p>alínea g, e § 2o do art. 457</p><p>da CLT, redação dada pela</p><p>Lei no 13.467, de 13-7-</p><p>2017.</p><p>NÃO</p><p>Lei no 8.036/90, art. 15, e §</p><p>2o do art. 457 da CLT,</p><p>redação dada pela Lei no</p><p>13.467, de 13-7-2017.</p><p>NÃO</p><p>Lei no 7.713, de 22-12-</p><p>1988, DOU de 23-12-1988,</p><p>art. 6o, incisos I e XX;</p><p>ajudas de custo destinadas a</p><p>atender às despesas com</p><p>transporte, frete e</p><p>locomoção do beneficiado e</p><p>seus familiares, em caso de</p><p>remoção de um município</p><p>para outro, sujeita à</p><p>comprovação posterior pelo</p><p>contribuinte.</p><p>SIM</p><p>Os depósitos efetuados</p><p>Auxílio-doença por</p><p>acidente do trabalho.</p><p>SIM</p><p>Como no auxílio-doença</p><p>durante os primeiros 15 dias</p><p>a cargo da empresa.</p><p>devem ser não somente dos</p><p>15 primeiros dias a cargo da</p><p>empresa, mas de todo o</p><p>tempo em que o empregado</p><p>estiver afastado – RFGTS,</p><p>art. 28, inciso III, e § 1o do</p><p>art. 4o da CLT, redação</p><p>dada pela Lei no 13.467, de</p><p>13-7-2017.</p><p>SIM</p><p>Como o auxílio-doença,</p><p>durante os primeiros 15 dias</p><p>a cargo da empresa.</p><p>Auxílio-doença</p><p>Primeiros 15 dias a cargo da</p><p>empresa.</p><p>SIM</p><p>Lei no 8.212/91, art.28,</p><p>inciso I.</p><p>SIM</p><p>Lei no 8.036/90, art. 15.</p><p>SIM</p><p>Lei no 7.713, arts.3o e 7o.</p><p>Auxílio-doença</p><p>complementar extensivo a</p><p>todos os empregados</p><p>NÃO</p><p>Lei no 8.212/91, art.28, § 9o,</p><p>alínea n.</p><p>NÃO</p><p>Art. 15, § 6o da Lei no</p><p>8.036/90, com redação dada</p><p>pela Lei no 9.711, de 20-11-</p><p>1998, elencada no § 9o,</p><p>alínea n do art. 28 da Lei no</p><p>8.212/91.</p><p>SIM</p><p>Lei no 7.713/88, arts. 3o e 7o.</p><p>Aviso-prévio indenizado</p><p>NÃO</p><p>Solução de Consulta no</p><p>99.014, de 18-10-2016</p><p>DOU de 27-3-2017 da RFB</p><p>e ADIN no 1.659-6, de 27-</p><p>11-1997 do STF.</p><p>SIM</p><p>Súmula no 305 do TST. DJU</p><p>de 5-11-1992.</p><p>NÃO</p><p>Lei no 7.713/88, art. 6o,</p><p>inciso V.</p><p>Aviso-prévio trabalhado</p><p>SIM</p><p>Lei no 8.212/91, art. 28,</p><p>inciso I.</p><p>SIM</p><p>Lei no 8.036/90, art. 15.</p><p>SIM</p><p>Lei no 7.713/88, arts. 3o e 7o.</p><p>CESTA BÁSICA</p><p>(Alimentação ao</p><p>Trabalhador)</p><p>Desde que aprovado pelo</p><p>Ministério do Trabalho</p><p>através do Programa de</p><p>Alimentação ao Trabalhador</p><p>PAT.</p><p>NÃO</p><p>Art. 28, § 9o, alínea c, da Lei</p><p>no 8.212/91, com redação</p><p>dada pela Lei no 9.528, de</p><p>10-12-1997.</p><p>NÃO</p><p>Art. 15, § 6o, da Lei no</p><p>8.036/90, com redação dada</p><p>pela Lei no 9.711, de 20-11-</p><p>1998, elencada no § 9o do</p><p>art. 28 da Lei no 8.212/91.</p><p>NÃO</p><p>Decreto no 5, de 14-1-1991</p><p>– DOU de 15-1-1991, art.</p><p>6o.</p><p>Comissões</p><p>SIM</p><p>Lei no 8.212/91, art. 28,</p><p>inciso I.</p><p>SIM</p><p>Lei no 8.063/90, art. 15.</p><p>SIM</p><p>Lei no 7.713/88, arts. 3o e 7o.</p><p>Contribuinte individual</p><p>(Trabalhadores autônomos e</p><p>equiparados, empresários e</p><p>cooperados para fins</p><p>previdenciários passaram a</p><p>chamar-se contribuinte</p><p>SIM</p><p>Lei no 8.212/91, com</p><p>redação dada pela Lei no</p><p>9.876, de 26-11-1999, art.</p><p>22, incisos I, III, IV e § 1o.</p><p>NÃO e SIM</p><p>É facultativo apenas ao</p><p>diretor não empregado, só</p><p>para esse que faculta ser sim</p><p>– Lei no 8.036/90, art. 16.</p><p>SIM</p><p>Lei no 7.713/88, arts. 3o e 7o.</p><p>individual)</p><p>Décimo terceiro salário 1ª</p><p>parcela</p><p>NÃO</p><p>Art. 216, § 1o, do Decreto no</p><p>3.048/99 do RPS.</p><p>SIM</p><p>Lei no 8.036/90, art. 15.</p><p>NÃO</p><p>Lei no 7.713/88, art.26 e IN</p><p>do SRP, item 7.4.</p><p>2ª parcela ou na rescisão</p><p>contratual</p><p>SIM</p><p>Art. 216, § 1o, do RPS,</p><p>sobre o valor integral da</p><p>remuneração.</p><p>SIM</p><p>Lei no 8.036/90, art. 15.</p><p>SIM</p><p>Lei no 8.134/90, art. 16</p><p>(veja item 2.2.2 – Imposto</p><p>de Renda), sobre o valor</p><p>integral da remuneração.</p><p>Diárias para viagem</p><p>Valor pago habitualmente</p><p>para cobrir despesas de</p><p>execução de serviço externo</p><p>realizado pelo empregado,</p><p>tais como despesas com</p><p>alojamento, transporte,</p><p>alimentação etc.</p><p>IR – as diárias, exclusivamente, ao pagamento de despesas de alimentação e pousada, por</p><p>serviço eventual realizado em município diferente do da sede de trabalho (Lei no</p><p>7.713/88, art. 6o, inciso II).</p><p>Diárias para viagem</p><p>NÃO</p><p>Lei no 8.212/91, art. 28, §</p><p>9o, alínea h e § 2o do art.</p><p>457 da CLT, redação dada</p><p>pela Lei no 13.467, de 13-7-</p><p>2017.</p><p>NÃO</p><p>Lei no 8.036/90, art. 15, § 6o</p><p>e § 2o do art. 457 da CLT,</p><p>redação dada pela Lei no</p><p>13.467, de 13-7-2017.</p><p>NÃO</p><p>Lei no 7.713/88, art. 6o,</p><p>inciso II.</p><p>Estagiários (aceitos pela</p><p>Lei no 11.788, de 25-9-</p><p>2008)</p><p>NÃO</p><p>Lei no 8.212/91, art. 28, §</p><p>9o, alínea i.</p><p>NÃO</p><p>art. 27, alínea b, do RFGTS.</p><p>SIM</p><p>Lei no 7.713/88, arts. 3o e 7o.</p><p>Férias indenizadas</p><p>(inclusive em dobro,</p><p>proporcionais e 1/3 da CF)</p><p>NÃO</p><p>Lei no 8.212/91, art. 28, §</p><p>9o, alínea d.</p><p>NÃO</p><p>Lei no 8.036/90, art. 15, §</p><p>6o.</p><p>NÃO</p><p>Solução de Divergência no</p><p>1, de 2-1-2009 – DOU de 6-</p><p>1-2009.</p><p>Férias normais</p><p>(individuais ou coletivas</p><p>proporcionais com menos</p><p>de um ano)</p><p>SIM</p><p>Lei no 8.212/91, art. 28,</p><p>inciso I.</p><p>SIM</p><p>Lei no 8.036/90, art. 15.</p><p>SIM</p><p>Lei no 7.713/88, arts. 3o e 7o.</p><p>Férias pagas em dobro, na</p><p>vigência do contrato de</p><p>trabalho</p><p>1/3 a mais do que o salário</p><p>normal (veja item 3 deste</p><p>livro).</p><p>a) excluindo o adicional</p><p>SIM</p><p>Lei no 8.212/91, art. 28,</p><p>inciso I, excluso o adicional</p><p>b) Apenas ao adicional</p><p>(valor correspondente ao</p><p>dobro das férias).</p><p>NÃO</p><p>Art. 214, § 9o, inciso IV do</p><p>RPS.</p><p>SIM</p><p>Lei no 8.036/90, art. 15.</p><p>NÃO</p><p>Instrução Normativa no</p><p>3/96, item II, alínea q.</p><p>SIM</p><p>Lei no 7.713/88, arts. 3o e 7o.</p><p>SIM</p><p>Lei no 7.713/88, arts. 3o e 7o.</p><p>Férias: concessão de 1/3 do</p><p>período em dinheiro (veja</p><p>abono pecuniário de</p><p>férias)</p><p>Gorjetas</p><p>SIM</p><p>Lei no 8.212/91, art.28,</p><p>inciso I.</p><p>SIM</p><p>Lei no 8.036/90, art. 15.</p><p>SIM</p><p>Lei no 7.713/88, arts. 3o e 7o.</p><p>Gratificações legais</p><p>SIM</p><p>Lei no 8.212/91, art. 28,</p><p>inciso I.</p><p>SIM</p><p>Lei no 8.036/90, art. 15.</p><p>SIM</p><p>Lei no 7.713/88, arts. 3o e 7o.</p><p>Gratificação de Natal (veja</p><p>décimo terceiro salário)</p><p>O art. 7o, inciso VIII, da</p><p>Constituição Federal</p><p>estabeleceu a expressão</p><p>“décimo terceiro salário”,</p><p>para a gratificação natalina.</p><p>Horas extras</p><p>SIM</p><p>Lei no 8.212/91, art.28,</p><p>inciso I.</p><p>SIM</p><p>Lei no 8.036/90, art. 15.</p><p>SIM</p><p>Lei no 7.713/88, arts. 3o e 7o.</p><p>Indenização adicional</p><p>Empregado dispensado no</p><p>período de 30 dias que</p><p>antecede a data de sua</p><p>correção salarial. Lei no</p><p>6.708/79, art. 9o ou Lei no</p><p>7.238/84, art. 9o</p><p>NÃO</p><p>Art. 28, § 9o, alínea e, item 9</p><p>da Lei no 8.212/91, com</p><p>redação dada pela Lei no</p><p>9.711, de 20-11-1998.</p><p>NÃO</p><p>Art. 15, § 6o da Lei no</p><p>8.036/90, com redação dada</p><p>pela Lei no 9.711, de 20-11-</p><p>1998, elencada no item 9,</p><p>alínea e, § 9o da Lei no</p><p>8.212/91.</p><p>NÃO</p><p>Lei no 7.713/88, art. 6o,</p><p>inciso V.</p><p>Indenização por tempo de</p><p>serviço</p><p>Inclusive acordo do tempo</p><p>anterior à opção e rescisão</p><p>antecipada do contrato de</p><p>trabalho por prazo</p><p>determinado nos termos do</p><p>art. 479 da CLT</p><p>NÃO</p><p>Lei no 8.212/91, art. 28, §</p><p>8o, alínea e, itens 2 e 3,</p><p>alterada pela Lei no 9.528,</p><p>de 10-12-1997.</p><p>NÃO</p><p>Lei no 8.036/90, art. 15.</p><p>NÃO</p><p>Lei no 7.713/88, art. 6o,</p><p>inciso V.</p><p>Menor assistido</p><p>(Programa do Bom</p><p>Menino) – Bolsa de</p><p>iniciação ao trabalho</p><p>NÃO</p><p>Decreto no 94.338/87, art.</p><p>13, parágrafo único.</p><p>NÃO</p><p>Decreto no 94.338/87, art.</p><p>13, parágrafo único.</p><p>SIM</p><p>Lei no 7.713/88, arts. 3o e 7o.</p><p>Participação nos lucros ou</p><p>resultados, desvinculada</p><p>NÃO</p><p>Quando for paga ou NÃO</p><p>SIM</p><p>Calculado em separado dos</p><p>demais rendimentos</p><p>recebidos no mês, quando</p><p>da remuneração, conforme</p><p>art.7o, inciso XI, da CF</p><p>creditada de acordo com lei</p><p>específica, § 9o, alínea j, do</p><p>art. 28 da Lei no 8.212/91.</p><p>Nos termos do art. 7o, inciso</p><p>XI, da Constituição Federal.</p><p>for nos termos do art. 7o,</p><p>inciso XI, da Constituição</p><p>Federal. Lei no 10.101/2000,</p><p>art.3o, § 5o.</p><p>Prêmios</p><p>NÃO</p><p>Lei no 8.212/91, art. 28, §</p><p>9o, alínea z.</p><p>NÃO</p><p>Lei no 8.036/90, art. 15.</p><p>SIM</p><p>Lei no 7.713/88, arts. 3o e 7o.</p><p>Quebra de caixa</p><p>Quebra de caixa (paga aos</p><p>bancários). Ver Súmula no</p><p>247 do TST</p><p>SIM</p><p>Lei no 8.212/91, art. 28,</p><p>inciso I.</p><p>SIM</p><p>Quando pago aos bancários.</p><p>Súmula no 247 do TST e IN</p><p>no 25, de 20-12-2001, item</p><p>XX.</p><p>SIM</p><p>Lei no 7.713/88, art. 7o, § 1o.</p><p>Retiradas de diretores</p><p>empregados</p><p>SIM</p><p>Lei no 8.212/91, art. 28,</p><p>inciso I.</p><p>SIM</p><p>Lei no 8.036/90, art. 15.</p><p>SIM</p><p>Lei no 7.713/88, arts. 3o e 7o.</p><p>Retiradas de diretores</p><p>proprietários</p><p>SIM (vide obs.)</p><p>Lei no 8.212/91, art. 28,</p><p>inciso III.</p><p>NÃO e SIM</p><p>É facultativo. Lei no</p><p>8.036/90, art. 16.</p><p>SIM</p><p>Lei no 7.713/88, arts. 3o e 7o.</p><p>Retiradas de titulares de</p><p>firma individual</p><p>SIM (vide obs.)</p><p>Lei no 8.212/91, art. 28,</p><p>inciso III.</p><p>NÃO e SIM</p><p>É facultativo. Lei no</p><p>8.036/90, art. 16.</p><p>SIM</p><p>Lei no 7.713/88, arts. 3o e 7o.</p><p>Salário</p><p>SIM</p><p>Lei no 8.212/91, art. 28,</p><p>inciso I.</p><p>SIM</p><p>Lei no 8.036/90, art. 15.</p><p>SIM</p><p>Lei no 7.713/88, arts. 3o e 7o.</p><p>Salário-família</p><p>NÃO</p><p>Lei no 8.212/91, art. 28, §</p><p>9o, alínea a.</p><p>NÃO</p><p>Lei no 8.036/90, art. 15.</p><p>NÃO</p><p>Lei no 8.218, de 29-8-1991</p><p>– DOU de 30-8-1990, art.</p><p>25.</p><p>Salário-maternidade</p><p>(normal)</p><p>SIM</p><p>Lei no 8.212/91, art. 28, §</p><p>2o.</p><p>SIM</p><p>RFGTS, art. 28, inciso IV.</p><p>SIM</p><p>Lei no 7.713/88, arts. 3o e 7o.</p><p>Serviços autônomos de</p><p>prestador inscrito na</p><p>Previdência Social</p><p>(Contribuinte individual)</p><p>SIM</p><p>Lei no 8.212/91, art. 28,</p><p>inciso III.</p><p>NÃO</p><p>Lei no 8.036/90, art. 15.</p><p>SIM</p><p>Lei no 7.713/88, arts. 3o e 7o.</p><p>OBS.: a) O STF deferiu o pedido de medida liminar de ação direta de inconstitucionalidade, para suspender, até a</p><p>decisão final da ação, a contribuição a cargo da empresa aos segurados empresários e autônomos, conforme Diário da</p><p>Justiça de 9-8-1994, p. 19.658;</p><p>b) Serviços prestados sem vínculo empregatício – contribuição das empresas ao INSS (trabalhadores autônomos e</p><p>equiparados, empresários e cooperados agora chamados contribuinte individual), conforme art. 22, incisos I, III, IV e §</p><p>1o da Lei no 8.212/91, com redação dada pela Lei no 9.876, de 26-11-1999.</p><p>14.1</p><p>Vale-transporte NÃO</p><p>Lei no 8.212/91, art. 28, §</p><p>9o, alínea f.</p><p>NÃO</p><p>Decreto no 95.247/87, art.</p><p>6o, inciso II.</p><p>NÃO</p><p>Lei no 7.713/88, art. 6o,</p><p>inciso I.</p><p>OBS.: a) O STF deferiu o pedido de medida liminar de ação direta de inconstitucionalidade, para suspender, até a</p><p>decisão final da ação, a contribuição a cargo da empresa aos segurados empresários e autônomos, conforme Diário da</p><p>Justiça de 9-8-1994, p. 19.658;</p><p>b) Serviços prestados sem vínculo empregatício – contribuição das empresas ao INSS (trabalhadores autônomos e</p><p>equiparados, empresários e cooperados agora chamados contribuinte individual), conforme art. 22, incisos I, III, IV e §</p><p>1o da Lei no 8.212/91, com redação dada pela Lei no 9.876, de 26-11-1999.</p><p>Significados das siglas</p><p>ADIN – Ação Direta de Inconstitucionalidade.</p><p>CF – Constituição Federal.</p><p>CLP – Consolidação da Legislação Previdenciária – Determinada pelo art. 6o da Lei no</p><p>9.032, de 28-4-1995.</p><p>CLT – Consolidação das Leis do Trabalho – Decreto-lei no 5.452/43.</p><p>CST – Coordenação do Sistema de Tributação (Secretaria da Receita Federal).</p><p>INSS – Instituto Nacional do Seguro Social.</p><p>IN – Instrução Normativa.</p><p>PN – Parecer Normativo.</p><p>RIR – Regulamento do Imposto de Renda – Decreto no 85.450/80.</p><p>RPS – Regulamento da Previdência Social.</p><p>SAF – Secretaria de Arrecadação e Fiscalização do INSS.</p><p>SPS – Secretaria da Previdência Social.</p><p>SRF – Secretaria da Receita Federal.</p><p>SRFB – Secretaria da Receita Federal do Brasil.</p><p>STF – Supremo Tribunal Federal.</p><p>TST – Tribunal Superior do Trabalho.</p><p>Aviso-prévio indenizado e indenização adicional</p><p>A partir da MP no 1.523-7, de 10-4-1997, passou a integrar o salário de contribuição o</p><p>valor pago ao aviso-prévio indenizado e indenização adicional (art. 9o das Leis nos</p><p>6.708/79 e 7.238/84), vigorando a partir da competência agosto/97. Essa determinação</p><p>prevaleceu até a MP no 1.596-14, de 10-11-1997, quando Medidas Provisórias deram</p><p>nova redação à alínea b do § 8o do art. 28 da Lei no 8.212/91, preceituando que as</p><p>parcelas indenizatórias pagas ou creditadas a qualquer título, inclusive em razão de</p><p>rescisão do contrato de trabalho, integravam o salário de contribuição pelo seu valor</p><p>total. Com a transformação da Medida Provisória na Lei no 9.528, de 10-12-1997</p><p>(DOU de 11-12-1997), a integração foi vetada na alínea b do § 8o do art. 28 da Lei</p><p>no8.212/91. Entendemos que a partir da publicação desta Lei continua a não</p><p>incidência do salário de contribuição no valor pago ao aviso-prévio indenizado e</p><p>indenização adicional (art. 9o das Leis nos 6.708/79 e 7.238/84).</p><p>Transcrevemos na íntegra a circular de Brasília do Diretor Substituto de</p><p>Arrecadação e Fiscalização, orientando a fiscalização no que concerne à incidência ou</p><p>não de contribuição previdenciária sobre valores pagos nas férias e aviso-prévio</p><p>indenizado, como vemos:</p><p>DESTINO: ORIGEM:</p><p>01-600.0</p><p>NÚMERO:</p><p>013</p><p>LOCAL E DATA:</p><p>Brasília-DF, 28 de janeiro de 1998.</p><p>CIRCULAR</p><p>Ref.: Incidência de Contribuição</p><p>Tendo em vista as diversas consultas formuladas sobre a aplicação do disposto</p><p>nas Medidas Provisórias nos 1.523-7/97 e republicações, 1.596-14/97 e na Lei no</p><p>9.528, de 10-12-1997, no que concerne à incidência ou não de contribuição</p><p>previdenciária sobre valores pagos nas férias e aviso-prévio, informamos:</p><p>Descrição/Período Antes da MP no</p><p>1.523-7/97</p><p>A partir da MP no</p><p>1.523-7/97 até a</p><p>vigência da MP no</p><p>1.596-14/97</p><p>Com a vigência da</p><p>Lei no 9.528/97</p><p>Férias gozadas (normais)</p><p>• Férias</p><p>• 1/3 constitucional</p><p>Sim</p><p>Sim</p><p>Sim</p><p>Sim</p><p>Sim</p><p>Sim</p><p>Férias indenizadas (rescisão)</p><p>• Vencidas/proporcionais</p><p>• 1/3 constitucional</p><p>Não incide</p><p>Não incide</p><p>Não incide</p><p>Não incide</p><p>Não incide</p><p>Não incide</p><p>Abono pecuniário</p><p>• Dias gozados + 1/3 constitucional</p><p>• Dias vendidos (art. 143 da CLT) + 1/3</p><p>constitucional</p><p>Sim</p><p>Não incide</p><p>Sim</p><p>Sim</p><p>Sim</p><p>Sim*</p><p>Férias com abono (20 dias)</p><p>• Férias normais</p><p>• 1/3 constitucional</p><p>• Abono não excedente de 20 dias do salário</p><p>(art. 144 da CLT)</p><p>Sim</p><p>Sim</p><p>Não incide</p><p>Sim</p><p>Sim</p><p>Sim</p><p>Sim</p><p>Sim</p><p>Sim*</p><p>Férias em dobro</p><p>• Dias gozados</p><p>• 1/3 constitucional</p><p>• Dobra + 1/3 constitucional</p><p>Sim</p><p>Sim</p><p>Não incide</p><p>Sim</p><p>Sim</p><p>Sim (*)</p><p>Sim</p><p>Sim</p><p>Não incide</p><p>Férias em dobro (rescisão)</p><p>• Vencidas</p><p>• 1/3 constitucional</p><p>• Dobra + 1/3 constitucional</p><p>Não incide</p><p>Não incide</p><p>Não incide</p><p>Não incide</p><p>Não incide</p><p>Não incide</p><p>Não incide</p><p>Não incide</p><p>Não incide</p><p>Aviso-prévio trabalhado Sim Sim Sim</p><p>Aviso-prévio indenizado Não incide Sim (*) Não incide</p><p>(*) Exigibilidade suspensa a partir de 27-11-1997 (ADIN 1.659.6) – Ver Circular 01-</p><p>600.0/002/98.</p><p>JOÃO DONADON</p><p>Diretor de Arrecadação e Fiscalização</p><p>Substituto</p><p>*Nota: Não, a partir de 28-5-1998, pela MP no 1.663-10 e reedições subsequentes,</p><p>que deram nova redação ao art. 28, § 9o, alínea e, item 6 da Lei no 8.212/91.</p><p>“AÇÃO DIRETA DE</p><p>INCONSTITUCIONALIDADE No 1.659-6 –</p><p>medida</p><p>liminar</p><p>PROCED.: UNIÃO FEDERAL</p><p>RELATOR: MIN. MOREIRA ALVES</p><p>REQTE.: CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA – CNI</p><p>ADVDOS.: ...</p><p>REQDO.: PRESIDENTE DA REPÚBLICA</p><p>14.2</p><p>Decisão: O Tribunal, por votação unânime, suspendeu o processo da</p><p>presente Ação Direta de Inconstitucionalidade quanto às alíneas d e e do §</p><p>9o do art. 28, da Lei no 8.212, de 24-7-1991, com a redação dada pela</p><p>Medida Provisória no 1.523-13, de 23-10-1997, e, ainda, por unanimidade,</p><p>deferiu o pedido de medida cautelar, para suspender, com eficácia ex nunc,</p><p>até a decisão final da ação, o § 2o do art. 22, da citada Lei no 8.212/91,</p><p>com a redação dada pela Medida Provisória no 1.596-14, de 10-11-1997.</p><p>Votou o Presidente. Ausentes, justificadamente, os Srs. Ministros Celso de</p><p>Mello, Presidente, e Nelson Jobim. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro</p><p>Carlos Velloso, Vice-Presidente. Plenário, 27-11-1997.”</p><p>Não incidência do INSS no pagamento do aviso-</p><p>prévio indenizado</p><p>O Decreto no 6.727, de 12-1-2009, revoga a alínea f do inciso V do § 9o do art.214,</p><p>aprovado pelo Decreto no 3.048, de 6-5-1999, eliminando a não integração do salário</p><p>de contribuição do valor pago do aviso-prévio indenizado.</p><p>Entendemos que continua a não integração do INSS sobre o aviso-prévio</p><p>indenizado por ser objeto de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) no</p><p>1.659-6, de 27-11-1997 – medida liminar do Supremo Tribunal Federal, sobre a não</p><p>incidência do salário de contribuição no valor pago em caso de aviso-prévio</p><p>indenizado, conforme esclarecimento no item anterior (14.1) neste livro.</p><p>Com a publicação da ADIN em 27-11-1997, foi vetada a alínea b do § 8o do art.</p><p>28 da Lei no 8.212/91, inserida pela Lei no 9.528, de 10-12-1997, que transformou em</p><p>lei a Medida Provisória no 1.596-14, de 10-11-1997, que determinava tal</p><p>procedimento.</p><p>A revogação da alínea f do inciso V do § 9o do art. 214 do RPS dá a entender que</p><p>incide o INSS sobre o aviso-prévio indenizado, mas é preciso considerar que há uma</p><p>ADIN do Supremo Tribunal Federal sobre o assunto. Revogada a alínea f, passa a ter</p><p>validade a alínea m do inciso V do § 9o do art. 214 do RPS, que dispõe: “outras</p><p>indenizações, desde que expressamente previstas em lei”. A falta do aviso-prévio do</p><p>empregador dá ao empregado o direito dos salários correspondentes ao prazo do aviso</p><p>(art. 487, § 1o, da CLT), caracterizando uma indenização prevista em lei.</p><p>Transcrevemos a seguir o Decreto no 6.727, de 12-1-2009, que revogou a alínea f</p><p>do inciso V do § 9o do art. 214 do RPS:</p><p>DECRETO No 6.727, DE 12 DE JANEIRO DE</p><p>20093</p><p>Revoga a alínea “f” do inciso V do § 9o do art. 214, o art.</p><p>291 e o inciso V do art. 292 do Regulamento da</p><p>Previdência Social, aprovado pelo Decreto no 3.048, de 6</p><p>de maio de 1999.</p><p>O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere</p><p>o art.84, inciso IV, da Constituição, e tendo em vista o disposto na Lei no</p><p>8.212, de 24 de julho de 1991, e na Lei no 11.457, de 16 de março de 2007,</p><p>DECRETA:</p><p>Art. 1o Ficam revogados a alínea “f” do inciso V do § 9o do art. 214, o</p><p>art.291 e o inciso V do art. 292 do Regulamento da Previdência Social,</p><p>aprovado pelo Decreto no 3.048, de 6 de maio de 1999.</p><p>Art. 2o Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.</p><p>Brasília, 12 de janeiro de 2009; 188o da Independência e 121o da</p><p>República.</p><p>LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA</p><p>Guido Mantega</p><p>“Boletim de Jurisprudência do Tribunal Regional do</p><p>Trabalho – São Paulo</p><p>AVISO-PRÉVIO</p><p>Contribuição previdenciária e FGTS. Incidência</p><p>AVISO-PRÉVIO INDENIZADO. ACORDO. NATUREZA</p><p>INDENIZATÓRIA. A parcela relativa ao aviso-prévio indenizado tem</p><p>14.3</p><p>natureza indenizatória, pois não visa retribuir a prestação de serviços, nos</p><p>termos do art. 487 da CLT. Neste aspecto, embora tenha sido excluído do</p><p>rol do art. 28, § 9o, da Lei no 8.212/91, em razão da edição da Lei no</p><p>9.528/97, não tem caráter de salário, mas é indenização substitutiva,</p><p>portanto, não sofre a incidência de contribuição previdenciária. Por fim,</p><p>cumpre observar que a revogação da alínea “f”, § 9o, do art. 241, V do</p><p>Decreto no 3.048/99, pelo Decreto no 6.727/09, com vigência a partir de 13-</p><p>1-2009, que excluiu o aviso-prévio indenizado do rol das parcelas não</p><p>integrantes da base de cálculo previdenciária, por si só, não tem o condão</p><p>de afastar a natureza indenizatória da verba em questão, em razão da</p><p>ausência de dispositivo normativo a definir o aviso-prévio indenizado como</p><p>parcela de natureza salarial a compor a base de cálculo dos recolhimentos</p><p>previdenciários. Desta forma, em razão da ausência de lei a estabelecer o</p><p>aviso-prévio indenizado como parcela tributável, consoante estabelece o</p><p>princípio constitucional da legalidade tributária (arts. 5o, inciso II, e 150,</p><p>ambos da Constituição Federal e no art. 97 do Código Tributário Nacional),</p><p>não se pode afastar a natureza indenizatória da verba. (TRT/SP</p><p>01947200808302000 – RO – Ac. 2ª T. 20100172568 – Rel. Odette Silveira</p><p>Moraes – DOE 19-3-2010)”</p><p>Não incidência do IRRF sobre férias indenizadas e</p><p>abono pecuniário</p><p>A Ementa no 1, de 2-1-2009, preceitua, por meio do ato declaratório editado pelo</p><p>Procurador-Geral da Fazenda Nacional, nos termos do inciso II do art. 19 da Lei</p><p>no10.522, de 19-7-2002, que fica desobrigada a fonte pagadora de reter o tributo</p><p>devido pelo contribuinte relativamente às férias indenizadas na rescisão do contrato</p><p>de trabalho, sejam elas normais, proporcionais, em dobro, bem como do adicional de</p><p>um terço previsto na Constituição Federal (art. 7o, XVII, da CF).</p><p>Nas matérias sobre isenção de retenção, é citado o abono pecuniário. O abono</p><p>pecuniário (arts. 143 e 144 da CLT) só existe durante a vigência do contrato de</p><p>trabalho; por esse motivo, entendo estar isento de retenção o abono pecuniário pago</p><p>na vigência do contrato de trabalho. O Ato Declaratório Interpretativo no 28, de 16-1-</p><p>2009 (DOU de 19-1-2009), veio confirmar a desobrigação de retenção do IRRF sobre</p><p>o valor pago ou creditado relativo a abono pecuniário, visto que dispõe serem</p><p>rendimentos isentos no preenchimento do DIRF e do comprovante Anual de</p><p>Recebimentos Pagos ou Creditados.</p><p>A seguir, transcrevemos na íntegra a solução de divergência e ato declaratório</p><p>interpretativo publicados pela Receita Federal do Brasil:</p><p>SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL DO</p><p>BRASIL4</p><p>COORDENAÇÃO-GERAL DE TRIBUTAÇÃO</p><p>SOLUÇÃO DE DIVERGÊNCIA No 1, DE 2 DE JANEIRO DE 2009</p><p>ASSUNTO: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte – IRRF</p><p>EMENTA: FÉRIAS NÃO GOZADAS CONVERTIDAS EM PECÚNIA –</p><p>Rescisão do contrato de trabalho, aposentadoria ou exoneração.</p><p>As verbas referentes a férias – integrais, proporcionais ou em dobro –, ao</p><p>adicional de um terço constitucional, e à conversão de férias em abono</p><p>pecuniário compõem a base de cálculo do Imposto de Renda. Por força do</p><p>§ 4o do art. 19 da Lei no 10.522, de 19 de julho de 2002, a Secretaria da</p><p>Receita Federal do Brasil não constituirá os créditos tributários relativos</p><p>aos pagamentos efetuados por ocasião da rescisão do contrato de trabalho,</p><p>aposentadoria, ou exoneração, sob as rubricas de férias não gozadas –</p><p>integrais, proporcionais ou em dobro – convertidas em pecúnia, de abonos</p><p>pecuniários, e de adicional de um terço constitucional quando agregado a</p><p>pagamento de férias, observados os termos dos atos declaratórios editados</p><p>pelo Procurador-Geral da Fazenda Nacional em relação a essas matérias. A</p><p>edição de ato declaratório pelo Procurador-Geral da Fazenda Nacional, nos</p><p>termos do inciso II do art. 19 da Lei no 10.522, de 19 de julho de 2002,</p><p>desobriga a fonte pagadora de reter o tributo devido pelo contribuinte</p><p>relativamente às matérias tratadas nesse ato declaratório.</p><p>DISPOSITIVOS LEGAIS: Art. 19, II, e § 4o, da Lei no 10.522, de 19 de</p><p>julho</p><p>de 2002; arts. 43, II, e 625 do Decreto no 3.000, de 26 de março de</p><p>1999; Atos Declaratórios Interpretativos SRF no 5, de 27 de abril de 2005 e</p><p>no 14, de 1o de dezembro de 2005; Atos Declaratórios PGFN nos 4 e 8,</p><p>ambos de 12 de agosto de 2002, no 1, de 18 de fevereiro de 2005, nos 5 e 6,</p><p>ambos de 16 de novembro de 2006, no 6, de 1o de dezembro de 2008, e no</p><p>14, de 2 de dezembro de 2008; e Parecer PGFN/PGA no 2.683/2008, de 28</p><p>de novembro de 2008.</p><p>OTHONIEL LUCAS DE SOUSA JÚNIOR</p><p>Coordenador-Geral</p><p>LEI No 10.522, DE 19 DE JULHO DE 2002</p><p>. . . . . . . . . .</p><p>Art. 19. Fica a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional autorizada a não</p><p>contestar, a não interpor recurso ou a desistir do que tenha sido interposto,</p><p>desde que inexista outro fundamento relevante, na hipótese de a decisão</p><p>versar sobre: (Redação dada pela Lei no 11.033, de 21-12-2004)</p><p>. . . . . . . . . .</p><p>II – matérias que, em virtude de jurisprudência pacífica do Supremo</p><p>Tribunal Federal, ou do Superior Tribunal de Justiça, sejam objeto de ato</p><p>declaratório do Procurador-Geral da Fazenda Nacional, aprovado pelo</p><p>Ministro de Estado da Fazenda.</p><p>. . . . . . . . . .</p><p>§ 4o A Secretaria da Receita Federal não constituirá os créditos tributários</p><p>relativos à matérias de que trata o inciso II do caput deste artigo. (Redação</p><p>dada pela Lei no 11.033, de 21-12-2004)</p><p>SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL DO</p><p>BRASIL5</p><p>15</p><p>ATO DECLARATÓRIO INTERPRETATIVO No 28, DE 16 DE</p><p>JANEIRO DE 2009</p><p>Dispõe sobre o preenchimento da Declaração do Imposto</p><p>de Renda Retido na Fonte (Dirf) e do Comprovante Anual</p><p>de Rendimentos Pagos ou Creditados e de Retenção de</p><p>Imposto de Renda na Fonte relativos ao ano-calendário</p><p>de 2008, na situação que especifica.</p><p>O SECRETÁRIO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL SUBSTITUTO,</p><p>no uso da atribuição que lhe confere o inciso III do art. 224 do Regimento</p><p>Interno da Secretaria Federal do Brasil, aprovado pela Portaria MF no 95,</p><p>de 30 de abril de 2007, e tendo em vista o disposto no Ato Declaratório</p><p>PGFN no 6, de 16 de novembro de 2006, e o que consta do Processo no</p><p>10168.000077/2009-77, declara: Artigo único. No preenchimento da</p><p>Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte (Dirf) e do Comprovante</p><p>Anual de Rendimentos Pagos ou Creditados e de Retenção de Imposto de</p><p>Renda na Fonte relativos ao ano-calendário de 2008, os valores pagos a</p><p>título de abono pecuniário de férias de que trata o art. 143 da Consolidação</p><p>das Leis do Trabalho (CLT), aprovada pelo Decreto-lei no5.452, de 1o de</p><p>maio de 1943, deverão ser informados na subficha “Rendimentos Isentos”,</p><p>e o Imposto Retido na Fonte (IRF), relativo a esse abono pecuniário, deverá</p><p>ser informado na subficha “Rendimentos Tributáveis” juntamente com o</p><p>IRF relativo aos demais rendimentos pagos no mesmo período.</p><p>OTACÍLIO DANTAS CARTAXO</p><p>Modalidades de cálculos de folha de pagamentos</p><p>FOLHA DE PAGAMENTO DE 1o/IX/2017 A 30/IX/2017</p><p>TABELA DO INSS</p><p>CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS EMPREGADO, EMPREGADO</p><p>DOMÉSTICO E TRABALHADOR AVULSO A PARTIR DE 1o DE JANEIRO/2017</p><p>15.1</p><p>Conforme Portaria do MEF no 8, de 13-1-2017 – DOU de 16-1-2017, a</p><p>tabela de alíquota é a seguinte:</p><p>Salário de contribuição (R$) Alíquota ao INSS</p><p>(%)</p><p>até 1.659,38</p><p>de 1.659,39 até 2.765,66</p><p>de 2.765,67 até 5.531,31</p><p>8,00</p><p>9,00</p><p>11,00</p><p>Parcela a deduzir</p><p>Até 1.903,98 Isento –</p><p>De 1.903,99 a 2.826,65 7,5% 142,80</p><p>De 2.826,66 até 3.751,05 15% 354,80</p><p>De 3.751,06 até 4.664,68 22,5% 636,13</p><p>Acima de 4.664,68 27,5% 869,36</p><p>Dependente: R$ 189,59 cada um a partir de abril/2015 a 2017</p><p>Dispensa de retenção de valor igual ou inferior a R$ 10,00</p><p>SALÁRIO-FAMÍLIA (Remuneração mensal)</p><p>Até 859,88 – R$ 44,09</p><p>+ de 859,88 até 1.292,43 – R$ 31,07</p><p>Mensalista com horas extras</p><p>1o – Maurício Antônio Silva</p><p>Salário R$ 3.300,00 por mês.</p><p>Fez uma hora extra por dia durante todo o mês.</p><p>Tem dois dependentes, sendo: esposa e um filho menor de 14 anos.</p><p>Teve R$ 1.320,00 de adiantamento por conta de salário.</p><p>Não teve faltas durante o mês.</p><p>Adicional de hora extra: 50%</p><p>Proventos</p><p>Salário R$ 3.300,00</p><p>25 horas extras a R$ 22,50 cada uma R$ 562,50</p><p>5 horas extras de RSR a R$ 22,50 cada uma R$ 112,50</p><p>Salário-família: remuneração mensal acima do valor previsto não tem</p><p>direito</p><p>R$ –</p><p>Total de proventos R$ 3.975,00</p><p>Descontos</p><p>INSS: 11% sobre 3.975,00 R$ 437,25</p><p>IRF: 3.300,00 de salário + 675,00/hora extra e RSR = 3.975,00 – 379,18 (dois dependentes) – 437,25</p><p>(INSS) = 3.158,57.</p><p>Base de cálculo:</p><p>3.158,57 × 15% = 473,79 – 354,80 (parcela a deduzir), tabela de</p><p>2015/2017</p><p>R$ 118,99</p><p>Adiantamento por conta do salário R$ 1.320,00</p><p>Total de descontos R$ 1.876,24</p><p>Total de proventos: R$ 3.975,00 – R$ 1.876,24 descontos = R$ 2.098,76</p><p>Líquido a receber R$ 2.098,76</p><p>FGTS a recolher: R$ 3.300,00 (salário) + R$ 675,00 (hora extra) = R$</p><p>3.975,00 × 8% =</p><p>R$ 318,00</p><p>15.2 Mensalista com desconto da contribuição sindical</p><p>2o – Leandro Gomes</p><p>Salário: R$ 4.050,00 por mês.</p><p>Foi admitido no dia 1o-8-2017, e não teve registro em sua carteira de</p><p>trabalho de janeiro a julho/2017.</p><p>Tem três dependentes, sendo: esposa e dois filhos menores de 14 anos.</p><p>Teve R$ 1.620,00 de adiantamento por conta de salário.</p><p>Não teve faltas durante o mês.</p><p>Proventos</p><p>Salário R$ 4.050,00</p><p>Salário-família: remuneração mensal acima do valor previsto.</p><p>Não tem direito R$ –</p><p>Total de proventos R$ 4.050,00</p><p>Descontos</p><p>INSS: 11% sobre 4.050,00 R$ 445,50</p><p>Contribuição Sindical: 1/30 de R$ 4.050,00 R$ 135,00</p><p>IRF: 4.050,00 (salário) – 568,77 (3 dep.) – 445,50 (INSS) = 3.035,73.</p><p>Base de cálculo 3.035,73 × 15% = 455,36 – 354,80 (parcela a deduzir),</p><p>tabela de 2015</p><p>R$ 100,56</p><p>Adiantamento por conta de salário R$ 1.620,00</p><p>Total de descontos R$ 2.301,06</p><p>Total de proventos: R$ 4.050,00 – R$ 2.301,06 desc. = R$ 1.748,94</p><p>Líquido a receber R$ 1.748,94</p><p>FGTS a recolher: R$ 4.050,00 (salário) × 8% = R$ 324,00</p><p>15.3 Mensalista admitida no decorrer do mês</p><p>3o – Karin Aguiar</p><p>Salário: R$ 1.292,40 por mês.</p><p>Foi admitida em 12-IX-2017, tem dois filhos menores de 14 anos.</p><p>Não teve adiantamento de salário.</p><p>Não teve faltas.</p><p>Proventos</p><p>Salário 19 dias, de 12 a 30-IX-2017 a 43,08 = R$ 818,52</p><p>Salário-família: duas cotas proporcionais 19 dias a 1,0357 = R$ 19,68 × 2</p><p>cotas (valor de janeiro/17)</p><p>R$ 39,36</p><p>Total de proventos R$ 857,88</p><p>Descontos</p><p>INSS: 8% sobre 818,52 R$ 65,48</p><p>IRF (isento) –</p><p>Total de descontos R$ 65,48</p><p>Total de proventos: R$ 857,88 – R$ 65,48 descontos = R$ 792,40</p><p>Líquido a receber R$ 792,40</p><p>FGTS a recolher: R$ 818,52 × 8% = R$ 65,48</p><p>15.4 Mensalista com falta não abonada</p><p>4o – Márcia Regina</p><p>Salário: R$ 2.700,00 por mês.</p><p>Não tem dependentes.</p><p>Teve R$ 1.080,00 de adiantamento por conta de salário.</p><p>Falta não abonada dia 18-IX-2017, descontar o RSR.</p><p>Proventos</p><p>Salário R$ 2.700,00</p><p>Total de proventos R$ 2.700,00</p><p>Descontos</p><p>INSS: 9% sobre 2.520,00 (sobre 28 dias) R$ 226,80</p><p>1 falta + 1 RSR = 2/30 de R$ 2.700,00 = R$ 180,00</p><p>IRF: 2.700,00 (salário) – 180,00 (falta + RSR) – 226,80 (INSS) = 2.293,20.</p><p>Base de cálculo: 2.293,20 × 7,5% = 171,99 – 142,80 (parcela a deduzir),</p><p>tabela de 2015 =</p><p>R$ 29,19</p><p>Adiantamento por conta de salário R$ 1.080,00</p><p>Total de descontos R$ 1.515,99</p><p>Total de proventos: R$ 2.700,00 – R$ 1.515,99 descontos = R$ 1.184,01</p><p>Líquido a receber R$ 1.184,01</p><p>FGTS a recolher: R$ 2.700,00 – R$ 180,00 (faltas) = R$ 2.520,00 × 8% = R$ 201,60</p><p>15.5 Comissionado + fixo</p><p>5o – Mário Rossi</p><p>Salário:</p><p>R$ 1.170,00 por mês.</p><p>No mês IX de 2017, vendeu R$ 117.000,00, com uma comissão de 4%</p><p>sobre o valor das vendas.</p><p>Tem quatro dependentes, sendo: esposa e três filhos menores de 14 anos.</p><p>Teve R$ 975,00 de adiantamento por conta de salário.</p><p>Não teve faltas durante o mês.</p><p>No mês IX de 2017, teve 4 domingos e 1 feriado.</p><p>Proventos</p><p>Salário R$ 1.170,00</p><p>Comissão: R$ 117.000,00 × 4% R$ 4.680,00</p><p>RSR da Comissão: 30 dias – 5 (domingos e feriado) = 25 R$ 4.680,00/25</p><p>dias = R$ 187,20 × 5 (vide obs.)</p><p>R$ 936,00</p><p>Salário-família: remuneração mensal acima do valor previsto.</p><p>Não</p><p>tem direito R$ –</p><p>Total de proventos R$ 6.786,00</p><p>Descontos</p><p>INSS: 11% sobre 5.531,31 (limite máximo de janeiro/2017) R$ 608,44</p><p>IRF: 1.170,00 salário + 4.680,00 (comissão) + 936,00 RSR = 6.786,00 –</p><p>608,44 (INSS) – 758,36 quatro dep. = 5.419,20. Base de cálculo =</p><p>5.419,20 × 27,5% = 1.490,28 – 869,36 (parcela a deduzir), tabela de</p><p>2015 =</p><p>R$ 620,92</p><p>Adiantamento por conta de salário R$ 975,00</p><p>Total de descontos R$ 2.204,36</p><p>Total de proventos: R$ 6.786,00 – R$ 2.204,36 descontos = R$ 4.581,64</p><p>Líquido a receber R$ 4.581,64</p><p>FGTS a recolher: R$ 6.786,00 × 8% = R$ 542,88</p><p>Súmula no 27 do TST</p><p>É devida a remuneração do repouso semanal e dos feriados ao</p><p>empregado comissionista, ainda que pracista. Embora exista a Súmula</p><p>201 do STF, o RSR foi acordado na convenção coletiva de trabalho.</p><p>Obs.: O repouso semanal remunerado pode ser calculado em percentual.</p><p>Considerando 30 dias no mês, sendo 25 dias úteis e 5 RSR (domingos e feriado),</p><p>temos:</p><p>15.6</p><p>5 (domingos e feriado)/25% = 20; considerar 20% para o RSR.</p><p>R$ 4.680,00 (comissão) × 20% = 936,00</p><p>RSR = R$ 936,00</p><p>Horista com falta e adicional de periculosidade</p><p>a)</p><p>b)</p><p>c)</p><p>6o – Jair Soares</p><p>Salário: R$ 5,58 por hora.</p><p>Recebe adicional de periculosidade.</p><p>Tem seis dependentes, sendo: esposa e cinco filhos menores de 14 anos.</p><p>Teve R$ 491,04 de adiantamento por conta de salário.</p><p>Falta não abonada dia 13-IX-2016, descontar o RSR.</p><p>Proventos</p><p>Salário: 25 dias a 7,3333 por dia = 183,3333 = 183h20min (vide obs.)</p><p>183,3333 × 5,58</p><p>R$ 1.023,00</p><p>RSR: 5 dias a 7,3333 = 36,6666 (vide obs.) × 5,58 R$ 204,60</p><p>Adicional de periculosidade: 30% s/ R$ 1.145,76 (salário + RSR – faltas) R$ 343,73</p><p>Salário-família: cinco cotas, acima do valor previsto.</p><p>Não tem direito R$ 00,00</p><p>Total de proventos R$ 1.571,33</p><p>Descontos</p><p>1 falta + RSR = 14h40min</p><p>14,666 × 5,58 R$ 81,84</p><p>INSS: 8% s/ 1.489,49 R$ 119,16</p><p>IRF: remuneração = R$ 1.023,00 + R$ 204,60 + R$ 343,73 – R$ 1.137,54</p><p>– (6 dep. a 189,59 cada) – 119,16</p><p>(INSS)= 314,53 (Isento) 00,00</p><p>Adiantamento por conta de salário R$ 491,04</p><p>Total de descontos R$ 692,04</p><p>Total de proventos: R$ 1.571,33 – R$ 692,04 descontos = R$ 879,29</p><p>Líquido a receber: R$ 879,29</p><p>FGTS a recolher: R$ 1.489,49 (remuneração – faltas) × 8% = R$ 119,16</p><p>Obs.: A máquina de calcular está regulada para 100 e não para 60. Então veremos:</p><p>60/20 = 3;</p><p>100/3 = 33,333.</p><p>60/40 = 1,5;</p><p>100/1,5 = 66,666.</p><p>Assim sendo, temos:</p><p>onde for 7h20min = 7,33</p><p>onde for 14h40min = 14,66</p><p>onde for 7h30min = 7,5</p><p>e assim sucessivamente.</p><p>15.7</p><p>24 dias × 7,3333 = 176h</p><p>6 RSR × 7,3333 = 44h</p><p>Horista com adicional de insalubridade e falta não</p><p>abonada</p><p>7o – Márcio Teixeira</p><p>A empresa tem adotado para cálculo do adicional de insalubridade o</p><p>vencimento ou salário-base, ou seja, R$ 6,75 x 220h = R$ 1.485,00 por</p><p>mês.</p><p>Insalubridade máxima.</p><p>Tem um dependente (esposa).</p><p>Teve R$ 594,00 de adiantamento por conta de salário.</p><p>Falta não abonada em 22-IX-2017, descontar-lhe o RSR.</p><p>Proventos</p><p>Salário: 25 dias a 7,3333 por dia = 183h20min = 183,3333 × 6,75 R$ 1.237,50</p><p>RSR: 5 dias a 7,3333 = 36h40min = 36,6666 × 6,75 R$ 247,50</p><p>Adicional de insalubridade: 440% s/1.485,00 = 594,00/30x28 dias (30 dias</p><p>– 1 falta e 1 RSR)</p><p>R$ 554,40</p><p>Total de proventos R$ 2.039,40</p><p>Descontos</p><p>INSS:9% sobre 1.940,40 R$ 174,64</p><p>IRF: 1.940,40 (remuneração) – 174,64 INSS – 189,59 um dependente =</p><p>1.576,17 base de cálculo (isento)</p><p>R$ 00,00</p><p>1 falta não abonada 7h20min = 7,3333 × 6,75 R$ 49,50</p><p>1 RSR não abonado 7h20min = 7,3333 × 6,75 R$ 49,50</p><p>Adiantamento por conta de salário R$ 594,00</p><p>Total de descontos R$ 867,64</p><p>Total de proventos: R$ 2.039,40 – R$ 867,64 descontos = R$ 1.171,76</p><p>Líquido a receber: R$ 1.171,76</p><p>FGTS a recolher: R$ 1.940,40 × 8% = R$ 155,23</p><p>Comentário do autor: ver Lei no 11.350, de 5-10-2006, art. 9o-A, § 3o e incisos I</p><p>e II, incluído pela Lei no 13.342/2016, publicada no DOU de 11-1-2017, que evocou</p><p>no inciso I do § 3o do art. 9o-A o art. 192 da CLT, determinando que, para essa Lei</p><p>específica, seja calculado o adicional de insalubridade, sobre o vencimento ou</p><p>salário-base.</p><p>Vejamos a seguir como preceitua:</p><p>LEI No 11.350, DE 5 DE OUTUBRO DE 2006</p><p>Regulamenta o § 5o do art. 198 da Constituição, dispõe</p><p>sobre o aproveitamento de pessoal amparado pelo</p><p>parágrafo único do art. 2o da Emenda Constitucional no</p><p>51 de 14 de fevereiro de 2006, e dá outras providências.</p><p>Faço saber que o PRESIDENTE DA REPÚBLICA adotou a Medida</p><p>Provisória no 297, de 2006, que o Congresso Nacional aprovou, e eu, Renan</p><p>Calheiros, Presidente da Mesa do Congresso Nacional, para os efeitos do</p><p>disposto no art. 62 da Constituição Federal, com a redação dada pela</p><p>Emenda Constitucional no 32, combinado com o art. 12 da Resolução no 1,</p><p>de 2002-CN, promulgo a seguinte Lei:</p><p>Art. 1o..........................................................................................................</p><p>[...]</p><p>Art. 9o-A. O piso salarial profissional nacional é o valor abaixo do qual a</p><p>União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios não poderão fixar o</p><p>vencimento inicial das Carreiras de Agente Comunitário de Saúde e de</p><p>Agente de Combate às Endemias para a jornada de 40 (quarenta) horas</p><p>semanais. (Incluído pela Lei no 12.994, de 2014)</p><p>§ 1o O piso salarial profissional nacional dos Agentes Comunitários de</p><p>Saúde e dos Agentes de Combate às Endemias é fixado no valor de R$</p><p>1.014,00 (mil e quatorze reais) mensais. (Incluído pela Lei no 12.994, de</p><p>2014)</p><p>§ 2o A jornada de trabalho de 40 (quarenta) horas exigida para garantia do</p><p>piso salarial previsto nesta Lei deverá ser integralmente dedicada a ações e</p><p>serviços de promoção da saúde, vigilância epidemiológica e combate a</p><p>endemias em prol das famílias e comunidades assistidas, dentro dos</p><p>respectivos territórios de atuação, segundo as atribuições previstas nesta</p><p>Lei. (Incluído pela Lei no 12.994, de 2014)</p><p>§ 3o O exercício de trabalho de forma habitual e permanente em condições</p><p>insalubres, acima dos limites de tolerância estabelecidos pelo órgão</p><p>competente do Poder Executivo federal, assegura aos agentes de que trata</p><p>esta Lei a percepção de adicional de insalubridade, calculado sobre o seu</p><p>vencimento ou salário-base: (Incluído pela Lei no 13.342, de 2016 – DOU</p><p>de 11-1-2017)</p><p>I – nos termos do disposto no art. 192 da Consolidação das Leis do</p><p>Trabalho (CLT), aprovada pelo Decreto-Lei no5.452, de 1o de maio de</p><p>1943, quando submetidos a esse regime; (Incluído pela Lei no 13.342, de</p><p>2016 – DOU de 11-1-2017)</p><p>II – nos termos da legislação específica, quando submetidos a vínculos de</p><p>outra natureza. (Incluído pela Lei no 13.342, de 2016 – DOU de 11-1-2017)</p><p>Art. 9o-B. (VETADO). (Incluído pela Lei no 12.994, de 2014)</p><p>[...]</p><p>Súmula no 228 do TST</p><p>ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. Base de cálculo (redação</p><p>alterada na sessão do Tribunal Pleno em 26-6-2008) – (Res. 148/2008,</p><p>DJ 4 e 7-7-2008 – Republicada DJ 8, 9 e 10-7-2008. SÚMULA CUJA</p><p>EFICÁCIA ESTÁ SUSPENSA POR DECISÃO LIMINAR DO</p><p>SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – Res. 185/2012, DEJT divulgado</p><p>em 25, 26 e 27-9-2012).</p><p>“A partir de 9 de maio de 2008, data da publicação da Súmula</p><p>Vinculante no 4 do Supremo Tribunal Federal, o adicional de</p><p>insalubridade será calculado sobre o salário básico, salvo critério mais</p><p>vantajoso fixado em instrumento coletivo.”</p><p>O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, suspendeu a</p><p>parte do dispositivo que permite a utilização do salário base no cálculo do adicional,</p><p>“a nova redação estabelecida para Súmula 228/TST revela aplicação indevida da</p><p>Súmula Vinculante 4, porquanto permite a substituição do salário mínimo pelo</p><p>salário básico no cálculo do adicional de insalubridade sem base normativa”.</p><p>A liminar concedida no dia 15 de julho, em atendimento à Reclamação</p><p>Constitucional no 6.266, apresentada ao STF pela Confederação Nacional da Indústria.</p><p>A CNI sustenta, entre outras</p><p>sem justa causa com aviso-prévio cumprido (comissão +</p><p>fixo)</p><p>Dispensa sem justa causa com aviso-prévio cumprido</p><p>Dispensa sem justa causa com adicional de insalubridade e aviso-</p><p>prévio cumprido (férias em dobro)</p><p>Rescisão antecipada do contrato de experiência pelo empregador</p><p>(nos termos do art. 479 da CLT)</p><p>Rescisão antecipada do contrato de experiência pelo</p><p>empregado (nos termos do art. 480 da CLT)</p><p>Rescisão por término do contrato de experiência</p><p>Dispensa sem justa causa com aviso-prévio cumprido (desligamento</p><p>antes de 30 dias da data-base)</p><p>Dispensa sem justa causa com aviso-prévio cumprido (período de</p><p>mais de seis meses em auxílio-doença)</p><p>Dispensa sem justa causa com um período de não optante</p><p>Dispensa sem justa causa, com adicional noturno e aviso-prévio</p><p>cumprido – horista</p><p>Dispensa sem justa causa, com aviso-prévio indenizado e</p><p>recebimento de adicional de periculosidade – horista</p><p>Dispensa sem justa causa com média de horas extras – horista</p><p>Morte do empregado antes de completar um ano de serviço</p><p>Morte do empregado com mais de um ano de serviço</p><p>Lei sobre pagamento aos dependentes do de cujus</p><p>Culpa recíproca</p><p>Culpa recíproca antes de completar um ano de serviço</p><p>Culpa recíproca com mais de um ano de serviço</p><p>Rescisão por dispensa com justa causa</p><p>Rescisão por dispensa com justa causa antes de completar um ano</p><p>de serviço</p><p>Rescisão por dispensa com justa causa com mais de um ano de</p><p>8.3</p><p>9</p><p>9.1</p><p>9.2</p><p>10</p><p>11</p><p>5</p><p>1</p><p>2</p><p>2.1</p><p>3</p><p>4</p><p>4.1</p><p>4.2</p><p>4.3</p><p>4.4</p><p>4.5</p><p>4.6</p><p>4.7</p><p>4.8</p><p>4.9</p><p>4.10</p><p>4.11</p><p>4.11.1</p><p>4.12</p><p>4.13</p><p>6</p><p>1</p><p>2</p><p>serviço</p><p>Transação do tempo anterior à Constituição</p><p>Manual do empregador do FGTS</p><p>Recolhimento ao FGTS e informações à Previdência Social</p><p>Recolhimento do FGTS pelo empregador doméstico – obrigatório</p><p>Código de saque – movimentação da conta vinculada</p><p>Fiscalização do FGTS e Contribuições Sociais</p><p>13o Salário – Gratificação Natalina</p><p>Esclarecimentos</p><p>Primeira parcela</p><p>Recibos da 1a parcela do 13o salário – gratificação natalina</p><p>Segunda parcela</p><p>O que integra o 13o salário</p><p>Auxílio-doença previdenciário</p><p>Auxílio-doença por acidente de trabalho</p><p>Serviço militar</p><p>Adicional noturno</p><p>Adicional de insalubridade e periculosidade</p><p>Hora extra e gratificação periódica</p><p>Salário de benefício e remuneração do 13o salário</p><p>Desconto do INSS do empregado no pagamento final</p><p>Recolhimento do INSS sobre o 13o salário</p><p>Salário variável</p><p>Salário-maternidade – mãe adotiva ou guarda judicial (pagamento</p><p>pela empresa e pelo INSS)</p><p>Reembolso do 13o salário correspondente ao período de</p><p>licença-maternidade</p><p>Imposto de Renda</p><p>Recibos da 2a parcela do 13o salário – Gratificação Natalina</p><p>Contribuição Sindical dos Empregados e Empregadores</p><p>Contribuição sindical para os empregados</p><p>Contribuição assistencial e/ou confederativa para associação sindical ou</p><p>profissional</p><p>3</p><p>7</p><p>8</p><p>1</p><p>2</p><p>3</p><p>3.1</p><p>3.2</p><p>3.3</p><p>4</p><p>5</p><p>5.1</p><p>5.2</p><p>5.3</p><p>5.4</p><p>5.5</p><p>5.6</p><p>5.7</p><p>5.8</p><p>Contribuição sindical da empresa para o sindicato patronal</p><p>FGTS: Alteração de Multa Rescisória de 40% para 50% e Contribuição de</p><p>8% para 8,5%, durante 60 Meses</p><p>eSocial – Sistema de Escrituração Fiscal Digital das Obrigações Fiscais,</p><p>Previdenciárias e Trabalhistas</p><p>Introdução</p><p>Significado das siglas</p><p>Manual de orientação do eSocial – Versão 2.1</p><p>Leiautes do eSocial – Sumário</p><p>Regras de Validação – Anexo II – Versão 2.1</p><p>Tabelas do eSocial – Sumário na íntegra</p><p>Perguntas e Respostas do eSocial Versão 2.0</p><p>Embasamento legal</p><p>Constituição Federal</p><p>Lei Ordinária</p><p>Decreto no 6.022, de 22-1-2007 – DOU dia 22-1-2007 – Edição</p><p>extra</p><p>Ato Declaratório Executivo SUFIS no 05, de 17-7-2013</p><p>Portaria no 79, de 28 de janeiro de 2015</p><p>Decreto no 8.373, de 11 de dezembro de 2014 – DOU de 12-12-</p><p>2014</p><p>Resolução no 1, de 20 de fevereiro de 2015</p><p>Caixa Econômica Federal – Circular no 761, de 12/04/2017–DOU</p><p>de 17-4-2017</p><p>Bibliografia</p><p>I</p><p>Introdução</p><p>Os antigos utilizavam pequenas pedras (calculus) nas operações aritméticas</p><p>elementares. A palavra perdeu o significado antigo e passou a significar as próprias</p><p>operações aritméticas. Modernamente, os que trabalham em escritórios de pequenas,</p><p>médias e grandes empresas às vezes aborrecem-se com um sem-número de cálculos</p><p>que devem realizar para preencher formulários da área trabalhista. A legislação na</p><p>área é farta e é alterada continuamente, e apenas os que militam cotidianamente com</p><p>tais papéis e transformam sua vida em pesquisas intermináveis podem dar conta dos</p><p>segredos de que se reveste esta parte essencial de um Departamento de Recursos</p><p>Humanos.</p><p>No Brasil, a legislação trabalhista tem características singulares, talvez em parte</p><p>devido ao meio, à cultura burocrática, herdada de Pero Vaz de Caminha, com sua</p><p>famosa carta, e em parte devido a leis elaboradas apressadamente, que muitas vezes</p><p>são insuficientes para dar conta da realidade do mundo do trabalho. Algumas delas</p><p>são bem-feitas, mas trazem uma complexidade de tal monta que só os iniciados</p><p>podem, com competência, entendê-las e praticá-las. Assim, podemos dizer que são</p><p>três, pelo menos, as características relevantes nesse meio: o excesso de leis, a</p><p>incompletude delas e a complexidade de papéis e cálculos que elas geram.</p><p>Este livro visa, sobretudo, explicitar algumas normas das relações trabalhistas,</p><p>como folha de pagamento, vales-transportes, férias, rescisão do contrato de trabalho,</p><p>décimo terceiro salário (gratificação natalina), contribuição sindical de empregados e</p><p>empregadores. Para explicitar leis, decretos, súmulas, utilizamos exercícios práticos.</p><p>Quando o comentário se faz necessário, como no caso do abono pecuniário,</p><p>abandonamos a neutralidade e expusemos nossos pontos de vista, com base em</p><p>argumentos sólidos. Este talvez seja um dos pontos mais altos deste livro: todas as</p><p>afirmações e indicações de procedimentos vêm embasadas pela legislação pertinente.</p><p>O livro é constituído de uma reunião dos instrumentos legislativos atuais que</p><p>possibilitam a prática trabalhista segura. Entendemos que o caminho mais breve para</p><p>uma empresa evitar insucessos e frustrações futuras, com ações que terminam em</p><p>multas penosas, é seguir o que estabeleceu o legislador democraticamente constituído.</p><p>Uma sociedade se faz com homens probos escolhidos para nos representar no</p><p>Congresso Nacional. As leis que dos deputados e senadores advêm são legítimas e,</p><p>portanto, merecedoras de respeito. Nossos tribunais de trabalho poderiam ater-se a</p><p>questões realmente litigiosas, oriundas de pontos falhos ou ambíguos da lei. No</p><p>entanto, o que se vê com frequência são ações, embora legítimas, originadas de ações</p><p>de má-fé. Aqueles que procuram a correção e fogem dos truques desonestos que</p><p>lesam empregadores ou empregados encontrarão neste texto um conjunto de normas</p><p>que poderão tornar seu trabalho mais ameno e não sujeito a ações trabalhistas.</p><p>No Capítulo 1, tratamos da folha de pagamentos, um dos formulários mais</p><p>comuns do mundo do trabalho. Elencamos uma série de itens que normalmente</p><p>costumam oferecer dificuldades de cálculo. Assim é que consideramos em primeiro</p><p>lugar o salário, buscando dirimir dúvida quanto ao número de horas mensais. Se, antes</p><p>da Constituição de 1988, tínhamos 240 horas, agora temos apenas e tão somente 220</p><p>horas. Evidentemente, trata-se de um número máximo; os números inferiores</p><p>dependerão de contratos específicos. No tópico em que tratamos de horas extras,</p><p>fizemos questão de transcrever a Instrução Normativa no 1, de 12-10-1988, para</p><p>esclarecer questões relativas à duração e condições do trabalho da mulher. Ainda</p><p>dentro de horas extras, apresentamos cálculo sobre a integração das horas</p><p>extraordinárias no repouso semanal e no feriado. Finalmente, por meio da citação</p><p>direta da Súmula no 291, tratamos da supressão, pelo empregador, do serviço</p><p>suplementar prestado com habitualidade.</p><p>Outros assuntos, como remuneração variável, adicional de insalubridade,</p><p>adicional de periculosidade,</p><p>alegações, que a Súmula 228 estaria em desacordo com a</p><p>Súmula Vinculante no 4 do STF, que vedou a utilização do salário mínimo como</p><p>indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado, bem</p><p>como proibiu a sua substituição por decisão judicial.</p><p>FUNDAMENTO ADOTADO PELA SÉTIMA</p><p>TURMA DO TST</p><p>4 TST – Insalubridade: Sétima Turma aplica o salário mínimo como base</p><p>de cálculo 27-5-2008.</p><p>A Súmula Vinculante no 4 do Supremo Tribunal Federal reconheceu a</p><p>inconstitucionalidade da utilização do salário mínimo como base de cálculo</p><p>do adicional de insalubridade, mas vedou a substituição desse parâmetro</p><p>por decisão judicial. Até que o novo critério seja adotado, por lei ou por</p><p>negociação coletiva, ele continuará a ser aplicado quando a categoria não</p><p>tiver piso salarial. Esse fundamento foi adotado pela Sétima Turma do</p><p>Tribunal do Trabalho em duas decisões sobre a matéria.</p><p>Diante do exposto, entendemos que quando existir salário profissional será</p><p>sobre este calculado, ou, tendo piso salarial/salário normativo também</p><p>sobre este será calculado.</p><p>Como o salário básico está suspenso pelo STF, a sétima turma do TST</p><p>aplica o salário mínimo quando não tem salário profissional, ou salário</p><p>normativo/piso salarial.</p><p>Como o assunto ficou muito controverso, embora seja uma lei específica,</p><p>sugerimos que o cálculo seja feito sobre o vencimento ou salário básico,</p><p>por evocar o art. 192 da CLT, pela Lei no 11.350/2006, no seu § 3o, incisos I</p><p>e II do art. 9o-A, com redação dada no DOU de 11-1-2017.</p><p>15.8 Horista com hora extra noturna</p><p>8o – Carlos Alberto Rizzo</p><p>Horário de trabalho: das 13h40min às 17h e das 18h às 22h; faz duas horas</p><p>extraordinárias desde sua admissão das 22h às 23h45min (hora extra</p><p>noturna).</p><p>Salário: R$ 12,00 por hora.</p><p>Tem dois dependentes, sendo: esposa e um filho menor de 14 anos.</p><p>Não teve faltas durante o mês.</p><p>Adicional de hora extra: 50%.</p><p>Adicional noturno: 20% sobre a hora diurna.</p><p>Teve R$ 1.056,00 de adiantamento por conta de salário.</p><p>Proventos</p><p>Salário: 25 dias a 7h20min por dia = 7,3333 = 183h20min 183,3333 × R$</p><p>12,00</p><p>R$ 2.200,00</p><p>RSR: 5 dias a 7,333 = 36h40min = 36,6666 × R$ 12,00 R$ 440,00</p><p>Hora extra noturna: R$ 12,00 × 1,50 hora extra = R$ 18,00 × 50h R$ 900,00</p><p>RSR: 10h × R$ 18,00 (4 domingos e 1 feriado) R$ 180,00</p><p>Adicional noturno/hora extra noturna = 60h × R$ 3,60 (20% de R$ 18,00) R$ 216,00</p><p>Ver Súmula no 264 do TST e Lei no 605/49, art. 7o, alíneas a e b</p><p>Salário-família: remuneração mensal acima do valor previsto: não tem</p><p>direito</p><p>R$ 00,00</p><p>Total de proventos R$ 3.936,00</p><p>Descontos</p><p>INSS: 11% sobre 3.936,00 R$ 432,96</p><p>IRF: 3.936,00 (remuneração) – 432,96 INSS – 379,18 (dois dep.) =</p><p>3.123,86. Base de cálculo R$ 3.123,86.</p><p>3.123,86 × 15% = 468,58 – 354,80 (parcela a deduzir). R$ 113,78</p><p>Adiantamento por conta de salário R$ 1.056,00</p><p>Total de descontos R$ 1.602,74</p><p>Total de proventos: R$ 3.936,00 – R$ 1.602,74 (descontos) = R$ 2.333,26</p><p>Líquido a receber: R$ 2.333,26</p><p>FGTS a recolher: R$ 3.936,00 remuneração × 8% = R$ 314,88</p><p>Súmula no 264 do TST</p><p>HORA SUPLEMENTAR – Cálculo – A remuneração do serviço</p><p>suplementar é composta do valor da hora normal, integrado por parcelas</p><p>de natureza salarial e acrescida do adicional previsto em lei, contrato,</p><p>acordo ou convenção coletiva ou sentença normativa (DJU, 31-10, 3 e</p><p>4-11-1986).</p><p>15.9</p><p>Lei no 605/49, art. 7o, alíneas a e b, com a nova redação dada pela Lei no 7.415, de</p><p>9-12-1985:</p><p>“A remuneração do repouso semanal corresponderá: a) para os que</p><p>trabalham por dia, semana, quinzena ou mês, à de um dia de serviço,</p><p>computadas as horas extraordinárias habitualmente prestadas; b) para os</p><p>que trabalham por hora, à sua jornada normal de trabalho, computadas as</p><p>horas extraordinárias habitualmente prestadas.”</p><p>Horista com adicional noturno</p><p>9o – Dirceu Andrade</p><p>Salário: R$ 6,48 por hora.</p><p>Horário de trabalho: das 22h à 1h30min e das 2h30min às 5h20min.</p><p>Dependente: um filho menor de 14 anos.</p><p>Teve R$ 570,24 de adiantamento por conta de salário.</p><p>Adicional noturno: 20% sobre a hora diurna.</p><p>Não teve faltas durante o mês.</p><p>Proventos</p><p>Salário: 25 dias a 7h20min por dia = 7,3333 = 183h20min</p><p>183,3333 × 6,48 R$ 1.188,00</p><p>RSR: 5 dias a 7h20min = 7,3333 = 36,6666 × 6,48 R$ 237,60</p><p>Adicional noturno: das 22h às 5h20min = 8h20min (8h de 52,5min +</p><p>20min) – 1h de descanso = 7h20min × 30 dias (25 dias + 5 RSR) = 220h</p><p>× 1,296 (20% de 6,48) =</p><p>R$ 285,12</p><p>Salário-família: uma cota, acima do valor previsto.</p><p>Não tem direito R$ 00,00</p><p>Total de proventos R$ 1.710,72</p><p>Descontos</p><p>INSS: 9% sobre 1.710,72 R$ 153,96</p><p>IRF: 1.710,72 – 153,96 (INSS) – 189,59 (1 dep.) = 1.367,17.</p><p>Base de cálculo = 1.367,17 (isento). R$ 00,00</p><p>Adiantamento por conta de salário R$ 570,24</p><p>Total de descontos R$ 724,20</p><p>Total de proventos: R$ 1.710,72 – R$ 724,20 descontos = R$ 986,52</p><p>Líquido a receber: R$ 986,52</p><p>FGTS a recolher: R$ 1.710,72 × 8% = R$ 136,86</p><p>OBS.: Neste exercício, considerei o trabalho noturno até as 5h20min e não</p><p>somente até as 5 h. Houve trabalho durante todo período noturno com uma</p><p>prorrogação de mais 20 minutos. O § 5o do art. 73 determina que quando</p><p>houver prorrogações do trabalho noturno aplica-se o disposto daquele</p><p>capítulo da duração do trabalho.</p><p>Súmula no 60 do TST</p><p>ADICIONAL NOTURNO. Integração no salário e prorrogação em</p><p>horário diurno. (Incorporada a Orientação Jurisprudencial no 6 da SDI-1</p><p>– Res.129/05 – DJ 20-4-2005)</p><p>I – O adicional noturno, pago com habitualidade, integra o salário</p><p>do empregado para todos os efeitos. (ex-Súmula no 60 – RA 105/1974,</p><p>DJ 24-10-1974)</p><p>II – Cumprida integralmente a jornada no período noturno e</p><p>prorrogada esta, devido é também o adicional quanto às horas</p><p>prorrogadas. Exegese do art. 73, § 5o, da CLT. (ex-OJ no 06 – Inserida</p><p>em 25-11-1996)</p><p>16 Folha de pagamento preenchida</p><p>____________</p><p>1 DOU de 6-12-2007.</p><p>2 Art. 10, § 1o, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição Federal e Instrução Normativa</p><p>no 01, de 12-10-1988 (DOU 21-10-1988), inciso II das Disposições Específicas, item 5.</p><p>3 DOU de 13-1-2009.</p><p>4 DOU de 6-1-2009.</p><p>5 DOU de 19-1-2009.</p><p>1</p><p>2</p><p>Vale-Transporte</p><p>Controle dos vales-transportes</p><p>Apresentam-se a seguir os modelos de controles dos vales-transportes.</p><p>As colunas são preenchidas por ocasião da solicitação dos vales-transportes.</p><p>2 Base de cálculo do vale-transporte</p><p>O entendimento sobre o desconto de 6% do salário básico ou vencimento do</p><p>empregado tem sido objeto de controvérsia. Alguns entendem que devem ser</p><p>descontados 6% apenas dos dias trabalhados no mês, ou seja, dias do mês para os</p><p>quais foi concedido o vale-transporte; outros entendem que deve o desconto ser</p><p>realizado sobre o salário básico percebido no mês, independentemente dos dias de</p><p>trabalho prestado.</p><p>Para dirimir dúvidas, transcrevemos integralmente o parecer da Secretaria de</p><p>Normas e Orientação do Tesouro Nacional, publicado no Diário Oficial da União, em</p><p>9-11-1988:</p><p>PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA</p><p>SECRETARIA DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA</p><p>Secretaria de Serviços Gerais</p><p>PARECER</p><p>Assunto: Vale-Transporte</p><p>01. Através do ofício SENOR/STN/No 2.809, de 13-9-1988, a Secretaria de</p><p>Normas e Orientação da Secretaria do Tesouro Nacional, órgão do</p><p>Ministério da Fazenda, solicita à SESG/SEDAP orientação para que “sejam</p><p>uniformizados os procedimentos a serem adotados pelos diversos órgãos da</p><p>Administração Pública Federal”, estabelecendo-se uma fórmula única para</p><p>apuração da base de cálculo objetivando a determinação da parcela a cargo</p><p>do beneficiário do Vale-transporte, constante dos arts. 9o e 10 do Decreto no</p><p>95.247, de 17-11-1987;</p><p>02. A legislação do Vale-transporte bem como a Instrução Normativa</p><p>SEDAP no 207, de 1o-6-1988, se omitem quanto à fórmula para se apurar a</p><p>parcela dedutível a cargo do beneficiário, a não ser, exclusivamente, o</p><p>percentual de</p><p>6% (seis por cento) de seu salário básico ou vencimento,</p><p>excluídos quaisquer adicionais ou vantagens;</p><p>03. Entendemos que só se deve descontar o valor da parcela do beneficiário</p><p>que exercer o respectivo direito do Vale-transporte, pois cabe ao empregado</p><p>ou servidor a faculdade de decidir sobre a concessão ou não desse benefício</p><p>exclusivamente destinado a recursos para deslocamentos por meios de</p><p>transporte entre sua residência e o local de trabalho e vice-versa nas</p><p>condições definidas em lei, cabendo ao órgão empregador, através de</p><p>normas internas, estabelecer a seus servidores ou empregados as condições</p><p>de desistência, interrupção, suspensão e o restabelecimento do benefício e</p><p>outras resoluções inerentes ao assunto;</p><p>04. Visando à uniformidade de procedimentos, e por não confrontar com o</p><p>espírito da instituição do Vale-transporte, julgamos conveniente esclarecer</p><p>que, do salário ou vencimento básico, isto é, o valor da referência ou</p><p>padrão no qual o beneficiário esteja posicionado, se estabeleça a seguinte</p><p>base de cálculo:</p><p>(Salário básico ou vencimento ÷ 30) x no de dias úteis no mês = y;</p><p>passando, assim, a MARGEM CONSIGNÁVEL, isto é, o valor que</p><p>corresponde a seis por cento da base de cálculo do beneficiário, o valor</p><p>máximo passível de consignação a ser consubstanciada no cálculo = 0,06 x</p><p>y, procedimento este já adotado ou prestes a ser adotado pelo Ministério da</p><p>Fazenda, ressaltando que o valor mínimo do cálculo do salário ou</p><p>vencimento deva ser o Piso Nacional de Salário, mesmo que este venha a</p><p>ser complementado pela Administração Pública Federal, em virtude de o</p><p>salário ou vencimento de algum servidor ou empregado não atingir o</p><p>salário mínimo vigente no país.</p><p>A superior-consideração.</p><p>ABELARDO ANTÔNIO MENDES</p><p>Assessor</p><p>De acordo.</p><p>À consideração do Senhor Secretário de Serviços Gerais, com proposta</p><p>de restituição ao órgão de origem.</p><p>Brasília, 26 de outubro de 1988</p><p>JOSÉ AILTON GONDIM SILVA</p><p>Coordenador de Transportes</p><p>COTRAN/SESG/SEDAP</p><p>Com o parecer técnico desta Secretaria, que concordo, restitua-se à</p><p>Secretaria de Normas e Orientação da S.T.N.</p><p>Brasília, 31 de outubro de 1988</p><p>URACY ALVES DA SILVA</p><p>Secretária de Serviços Gerais</p><p>Substituta”1</p><p>Diante do exposto, podemos afirmar que a base de cálculo é a seguinte:</p><p>salário básico ou vencimento ÷ 30 × número de dias úteis do mês = Y</p><p>O valor correspondente a 6% de Y é: 0,06 × Y.</p><p>Exemplo: O empregado ganha R$ 1.920,00 por mês e trabalhou 22 dias</p><p>úteis:</p><p>R$ 1.920,00/30 = R$ 64,00 × 22 dias = R$ 1.408,00 × 0,06 = R$ 84,48</p><p>O valor a ser descontado do empregado, considerando os dias de trabalho</p><p>prestado, é: R$ 84,48.</p><p>Já o Parecer no 15, da Coordenação de Análise, Orientação e Normas – Canor –,</p><p>de 28-12-1992, não publicado no Diário Oficial da União, entende que o desconto de</p><p>6% é do salário devido e pago pelo empregador, independentemente dos dias de</p><p>trabalho prestado. A seguir transcrevemos integralmente o Parecer no 15 e pedimos a</p><p>atenção principalmente do leitor para o item III, Das Conclusões.</p><p>PARECER No 15, DA COORDENAÇÃO DE ANÁLISE, ORIENTAÇÃO</p><p>E NORMAS</p><p>Ministério do Trabalho</p><p>Secretaria de Fiscalização do Trabalho</p><p>Coordenação de Análise, Orientação e Normas</p><p>PARECER No 15/CANOR</p><p>Interessado: Lojas... S/A.</p><p>Assunto: Formula consulta acerca da parcela a ser suportada pelo</p><p>beneficiário usuário do vale-transporte instituído pela Lei no 7.418, de 16-</p><p>12-1985.</p><p>Ementa: Inteligência dos arts. 9o e 10, do Decreto no 95.247, de 17 de</p><p>novembro de 1987, ante ao disposto no art. 4o da Lei no 7.418/85.</p><p>I – DA INTRODUÇÃO:</p><p>1 Lojas... S/A, sediada no Rio de Janeiro, à Rua..., através de petição</p><p>direcionada à Secretaria de Fiscalização do Trabalho, subscrita pelo seu</p><p>Supervisor de Rotinas de Pessoal, formula consulta acerca do procedimento</p><p>de desconto da parcela correspondente ao fornecimento de vale-transporte</p><p>aos seus empregados.</p><p>1.1 Objetivando demonstrar a forma de efetuar o desconto em tela devido</p><p>pelos seus empregados, a postulante apresenta exemplos em que, segundo a</p><p>orientação promanada da então Coordenadoria de Normalização da</p><p>Inspeção do Trabalho Urbano e Rural, a base de cálculo é: ‘o período a que</p><p>se refere o salário por ocasião do pagamento’, e não ‘os dias trabalhados no</p><p>mês’.</p><p>II – DO DIREITO:</p><p>2 Observa-se da leitura da exposição de motivos ora apresentada que, não</p><p>obstante a existência de uma orientação firmada pelo órgão competente,</p><p>acatada e posta em prática pela peticionária, esta estaria sendo objeto de</p><p>autuações por parte de Agentes da Inspeção do Trabalho, em exercício na</p><p>Delegacia Regional do Trabalho no Rio de Janeiro, que entendem não ser</p><p>correta a interpretação dada ao caso em exame.</p><p>2.1 Liminarmente é de bom alvitre registrar que a divergência de ponto de</p><p>vista sempre existiu e existirá, quando se pretende fazer um juízo</p><p>valorativo em torno da melhor e mais justa aplicação de uma norma legal.</p><p>E para contornar isto é que há os órgãos administrativo e judiciais,</p><p>inclusive de instância superior, que são chamados a dizer como e quando</p><p>deve ser corretamente aplicada a lei.</p><p>2.2 Acontece, todavia, que não deve prosperar é a divergência de</p><p>procedimento, posto que esta cria, de logo, uma ideia de falta de direção,</p><p>orientação ou comando, de tal modo que cada um atua à sua maneira,</p><p>ensejando uma completa falta de segurança por parte daqueles que estão</p><p>obrigados a cumprir as normas de proteção ao trabalho, no caso, os</p><p>empregadores, porquanto passam a agir de uma forma, embora receosos de</p><p>autuação, ao sabor do entendimento deste ou daquele Agente da Inspeção</p><p>do Trabalho.</p><p>2.3 E é imbuído deste propósito que passaremos a fazer uma análise</p><p>detalhada em torno da matéria submetida à apreciação desta Coordenação,</p><p>cujo resultado, uma vez aprovado pela autoridade competente, seja o</p><p>norteamento a ser seguido por todos aqueles que, dia a dia, labutam na</p><p>árdua missão de zelar pela correta aplicação das normas de proteção ao</p><p>trabalho, neste imenso solo pátrio.</p><p>2.4 Desse modo, vejamos, de princípio, o que dispõe a Lei no 7.418, de 16</p><p>de dezembro de 1985, mais precisamente o seu art. 4o, in verbis:</p><p>‘Art. 4o A concessão do benefício ora instituído implica a aquisição pelo</p><p>empregador dos vales-transportes necessários aos deslocamentos do</p><p>trabalhador no percurso residência-trabalho e vice-versa, no serviço de</p><p>transporte que melhor se adequar.</p><p>Parágrafo único. O empregador participará dos gastos de deslocamento do</p><p>trabalhador com a ajuda de custo equivalente à parcela que exceder a 6%</p><p>(seis por cento) de seu salário básico.’</p><p>2.5 Ademais, vamos ver o que diz a respeito do assunto a regulamentação</p><p>daquele dispositivo, no caso, os arts. 9o e 10 do Decreto no 95.247, de 17 de</p><p>novembro de 1987, in verbis:</p><p>‘Art. 9o O vale-transporte será custeado:</p><p>I – pelo beneficiário, na parcela equivalente a 6% (seis por cento) de seu</p><p>salário básico ou vencimento, excluídos quaisquer adicionais ou vantagens;</p><p>II – pelo empregador, no que exceder à parcela referida no item anterior.</p><p>Parágrafo único. A concessão do vale-transporte autorizará o empregador a</p><p>descontar, mensalmente do beneficiário que exercer o respectivo direito, o</p><p>valor da parcela de que trata o item I deste artigo.</p><p>Art. 10. O valor da parcela a ser suportada pelo beneficiário será</p><p>descontado proporcionalmente à quantidade de vale-transporte concedida</p><p>para o período a que se refere o salário ou vencimento e por ocasião de seu</p><p>pagamento, salvo estipulação em contrário, em convenção ou acordo</p><p>coletivo de trabalho, que favoreça o beneficiário.’</p><p>2.6 Ora, da atenta leitura dos dispositivos retrotranscritos, há de se deduzir,</p><p>forçosamente, que o legislador, tanto no parágrafo único do art. 4o, da Lei,</p><p>quanto no item II do art. 9o do</p><p>Decreto, impõe sistematicamente ao</p><p>empregador a obrigação de custear o vale-transporte dado ao beneficiário,</p><p>na parte que ‘exceder a 6% (seis por cento) do salário básico’ do</p><p>empregado.</p><p>2.7 É de notar, ainda, por outro lado, que a regra definida pelo art. 10, do</p><p>Decreto, há de ser analisada e interpretada à luz das disposições contidas no</p><p>seu artigo anterior, e sobretudo do art. 4o, parágrafo único, da Lei,</p><p>porquanto, ali está anunciado e estabelecido que o custeio do vale-</p><p>transporte por parte do empregado É DE e não ATÉ 6% (seis por cento) do</p><p>salário básico.</p><p>2.8 Daí, se prevalecente à tese, segundo a qual a proporcionalidade há de</p><p>ser considerada em razão da quantidade de vale-transporte fornecida em</p><p>face dos dias trabalhados, a regra estabelecida pela Lei (parágrafo único do</p><p>art. 4o) e no próprio Decreto (art. 9o), jamais seria observada,</p><p>transformando-se em letra morta, visto que a legislação trabalhista não</p><p>permite ao empregado o trabalho nos 28, 29, 30 ou 31 dias do mês, e, para</p><p>tanto, existe o repouso semanal remunerado de que trata a Lei no 605/49.</p><p>2.9 Vale acrescer, ainda, que a proporcionalidade indicada no art. 10 do</p><p>Decreto, pelo legislador, se estivesse vinculada aos dias de trabalho</p><p>prestado, não teria utilizado a expressão ‘para o período a que se refere o</p><p>salário básico ou vencimento’, nem teria estabelecido, na Lei e no Decreto,</p><p>‘parcela equivalente a 6% (seis por cento)’, inclusive não diria que a</p><p>parcela a ser custeada pelo empregador seria a que ‘exceder a 6% (seis por</p><p>cento)’.</p><p>2.10 Há de se perguntar, entretanto, o porquê da regra regulamentadora</p><p>contida no art. 10 do Decreto. Seria ela letra morta? Entendemos que não.</p><p>Ela pretende evitar que o empregador, diante do disposto na Lei e no</p><p>Decreto (art. 9o), na prática, venha o beneficiário do vale-transporte a sofrer</p><p>um desconto maior de 6%. E isto aconteceria, sem dúvida, toda vez que o</p><p>empregado, por um motivo ou outro, percebesse o seu salário mensal com</p><p>redução de valor, motivado por falta não justificada que determina a perda</p><p>do dia e do descanso semanal remunerado, ou no caso de gozo de férias</p><p>iniciadas na fluência do mês, como, por exemplo, no dia 21, o desconto há</p><p>de ser calculado levando-se em conta o salário dos 20 dias, e assim por</p><p>diante.</p><p>III – DAS CONCLUSÕES:</p><p>3 Em face do exposto, somos pelas seguintes conclusões:</p><p>A – O empregador concessionário de vale-transporte aos seus empregados,</p><p>por força da lei e de seu regulamento, somente é responsável pelo custeio</p><p>da parcela que ‘exceder a 6% (seis por cento) do salário básico ou</p><p>vencimento’ do respectivo beneficiário.</p><p>B – O empregado, por seu turno, tem o ônus de responder com a parcela de</p><p>6% (seis por cento) do seu salário básico ou vencimento, levando-se em</p><p>conta o deslocamento da residência-trabalho e vice-versa, ocorrido no</p><p>período a que se refere o salário devido e pago pelo empregador,</p><p>independentemente dos dias de trabalho prestado.</p><p>C – A proporcionalidade indicada no art. 10 do Decreto no 95.247/87 não</p><p>pode se vincular a dias de trabalho, pois esta não foi a intenção do</p><p>legislador, visto que se assim o fosse, a regra contida no art. 10 estaria</p><p>destoando do art.9o, do mesmo Decreto, e sobretudo do parágrafo único do</p><p>art. 4o da Lei, o que não é possível.</p><p>D – A parcela devida pelo beneficiário do vale-transporte, sem dúvida,</p><p>somente será inferior a 6% (seis por cento) do salário básico em duas</p><p>hipóteses: 1o – quando o valor dos vales-transportes for inferior a este</p><p>percentual; e 2o – quando o empregado sofrer redução de salário motivada,</p><p>por exemplo, por falta não justificada, oportunidade em que há de verificar</p><p>o período a que ele se refere, desprezando-se, portanto, o seu valor mensal</p><p>total.</p><p>3.1É o nosso parecer, salvo melhor juízo.</p><p>Brasília – DF, 28 de dezembro de 1992.</p><p>Osvaldo Martins de Morais</p><p>Coordenador de Análise, Orientação e Normas</p><p>Protocolize-se e restitua-se para esta Secretaria.</p><p>Brasília, 28 de dezembro de 1992.</p><p>Orlando Vila Nova</p><p>Secretário-Adjunto</p><p>“PROCESSO No 24000.008727/92</p><p>Ao GAB/SEFIT:</p><p>1 Elaborar Ofício-Circular às Delegacias Regionais do Trabalho remetendo</p><p>o Parecer no 15/92 da Coordenação de Análise, Orientação e Normas-</p><p>CANOR;</p><p>2 Encaminhar o presente processo à Delegacia Regional do Trabalho no</p><p>Estado do Rio de Janeiro, com a seguinte orientação:</p><p>a. determinar aos Fiscais do Trabalho a adoção do Parecer no 15/92;</p><p>b. informar à empresa que a fiscalização está orientada quanto ao</p><p>procedimento a ser adotado acerca da matéria, diante das dúvidas</p><p>suscitadas, sendo essa orientação de caráter interno. Informar, também, que</p><p>em relação aos autos de infração lavrados a empresa deve observar o rito</p><p>previsto no Título VII da Consolidação das Leis do Trabalho.</p><p>Brasília, 28 de dezembro de 1992.</p><p>Orlando Vila Nova</p><p>Secretário-Adjunto</p><p>Segundo o Parecer MTb no 15, de 28-12-1992, da Secretaria de Fiscalização do</p><p>Trabalho – Coordenação de Análise, Orientação e Normas –, a base de cálculo do</p><p>vale-transporte é de 6% sobre o salário básico mensal, mesmo que os dias de trabalho</p><p>prestados sejam inferiores a 30 dias.</p><p>Exemplo: O empregado ganha R$ 1.920,00 por mês e trabalhou 22 dias</p><p>úteis:</p><p>R$ 1.920,00 × 6% = R$ 115,20</p><p>ou</p><p>R$ 1.920,00 × 0,06 = 115,20</p><p>Valor a ser descontado: R$ 115,20</p><p>____________</p><p>1 DOU, de 9-11-1988.</p><p>1</p><p>3</p><p>Férias</p><p>Após cada período de 12 meses de vigência do contrato de trabalho, o empregado terá</p><p>direito ao gozo de um período de férias, sem prejuízo da remuneração, na seguinte</p><p>proporção, conforme estabelece o art. 130 da CLT:</p><p>“Art. 130. ...</p><p>I – 30 (trinta) dias corridos, quando não houver faltado ao serviço mais</p><p>de 5 (cinco) vezes;</p><p>II – 24 (vinte e quatro) dias corridos, quando houver tido de 6 (seis) a</p><p>14 (quatorze) faltas;</p><p>III – 18 (dezoito) dias corridos, quando houver tido de 15 (quinze) a 23</p><p>(vinte e três) faltas;</p><p>IV – 12 (doze) dias corridos, quando houver tido de 24 (vinte e quatro)</p><p>a 32 (trinta e duas) faltas.”</p><p>Condições em que a ausência do empregado não é</p><p>considerada falta ao serviço</p><p>Estabelece o art. 131 da CLT:</p><p>“Art. 131. ...</p><p>I – até 2 (dois) dias consecutivos, em caso de falecimento do cônjuge,</p><p>ascendente, descendente, irmão ou pessoa que, declarada em sua Carteira</p><p>de Trabalho e Previdência Social, viva sob sua dependência econômica;</p><p>II – até 3 (três) dias consecutivos, em virtude de casamento;</p><p>III – por cinco dias, em caso de nascimento de filho;1</p><p>IV – por um dia, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de</p><p>doação voluntária de sangue devidamente comprovada;</p><p>2</p><p>V – até 2 (dois) dias consecutivos ou não, para o fim de se alistar</p><p>eleitor, nos termos da lei respectiva;</p><p>VI – no período de tempo em que tiver de cumprir as exigências do</p><p>Serviço Militar referidas na letra c do art. 65 da Lei no 4.375, de 17 de</p><p>agosto de 1964 (Lei do Serviço Militar) (art. 473, incisos I a VI, da CLT);</p><p>VII – nos dias em que estiver comprovadamente realizando provas de</p><p>exame vestibular para ingresso em estabelecimento de ensino superior</p><p>(Inciso VII do art. 473 da CLT, acrescido pela Lei no 9.471, de 14-7-1997 –</p><p>DOU de 15-7-1997).</p><p>VIII – pelo tempo que se fizer necessário, quando tiver que comparecer</p><p>a juízo (Inciso acrescido pela Lei no 9.853, de 27-10-1999).</p><p>IX – pelo tempo que se fizer necessário, quando, na qualidade de</p><p>representante de entidade sindical, estiver participando de reunião oficial</p><p>de organismo internacional do qual o Brasil seja membro (acrescentado</p><p>pela Lei no 11.304, de 11-5-2006).</p><p>X – durante o licenciamento compulsório da empregada por motivo de</p><p>maternidade ou aborto, observados os requisitos para percepção do</p><p>salário-maternidade custeado pela Previdência Social;</p><p>XI – por motivo de acidente do</p><p>trabalho ou enfermidade atestada pelo</p><p>Instituto Nacional do Seguro Social – INSS, excetuada a hipótese de o</p><p>empregado ter percebido da Previdência Social prestação de acidente de</p><p>trabalho ou de auxílio-doença por mais de 6 (seis) meses, mesmo em</p><p>períodos descontínuos;</p><p>XII – justificada pela empresa, entendendo-se como tal a que não tiver</p><p>determinado o desconto do correspondente salário;</p><p>XIII – durante a suspensão preventiva para responder a inquérito</p><p>administrativo ou de prisão preventiva, quando for impronunciado ou</p><p>absolvido; e</p><p>XIV – nos dias em que não tenha havido serviço, salvo se o empregado</p><p>deixar de trabalhar com percepção de salários, por mais de 30 (trinta)</p><p>dias.”</p><p>Férias: perda do direito</p><p>Não terá direito a férias o empregado quando, no curso do período aquisitivo,</p><p>conforme estabelece o art. 133 da CLT:</p><p>“I – deixar o emprego e não for readmitido dentro dos 60 (sessenta)</p><p>dias subsequentes à sua saída;</p><p>II – permanecer em gozo de licença, com percepção de salários, por</p><p>mais de 30 (trinta) dias;</p><p>III – deixar de trabalhar, com percepção do salário, por mais de 30</p><p>(trinta) dias em virtude de paralisação parcial ou total dos serviços da</p><p>empresa; e</p><p>IV – tiver percebido da Previdência Social prestações de acidente de</p><p>trabalho ou de auxílio-doença por mais de 6 (seis) meses, embora</p><p>descontínuos.”</p><p>Para os fins previstos no item III a empresa comunicará ao órgão local do</p><p>Ministério do Trabalho, com antecedência mínima de quinze dias, as datas de início e</p><p>fim da paralisação total ou parcial dos serviços da empresa e, em igual prazo,</p><p>comunicará, nos mesmos termos, ao sindicato representativo da categoria profissional,</p><p>bem como afixará aviso nos respectivos locais de trabalho, conforme preceitua o § 3o</p><p>do art. 133 da CLT, parágrafo acrescido pela Lei no 9.016, de 30-3-1995 (DOU de 31-</p><p>3-95).</p><p>A lei dá ao empregador o direito de marcar a época de concessão das férias aos</p><p>seus empregados.</p><p>O empregador tem um limite de 12 meses subsequentes à aquisição do direito pelo</p><p>empregado para marcar as férias; ultrapassando esse período, o empregador deverá</p><p>pagá-las em dobro.</p><p>Súmula no 450 do TST</p><p>FÉRIAS. GOZO NA ÉPOCA PRÓPRIA. PAGAMENTO FORA DO</p><p>PRAZO. DOBRA DEVIDA. ARTS. 137 E 145 DA CLT. (conversão da</p><p>Orientação Jurisprudencial no 386 da SBDI-1) – Res. 194/2014, DEJT</p><p>divulgado em 21, 22 e 23.05.2014</p><p>É devido o pagamento em dobro da remuneração de férias, incluído</p><p>3</p><p>o terço constitucional, com base no art. 137 da CLT, quando, ainda que</p><p>gozadas na época própria, o empregador tenha descumprido o prazo</p><p>previsto no art. 145 do mesmo diploma legal.</p><p>Comentário do autor</p><p>Vencido o mencionado prazo sem que o empregador tenha</p><p>concedido as férias, o empregado tem o direito de ajuizar reclamações</p><p>pedindo a fixação, por sentença, da época do gozo das mesmas, sendo</p><p>que essa sentença cominará pena diária de 5% do salário mínimo,</p><p>devida ao empregado até que seja cumprida (art. 137, §§ 1o e 2o, da</p><p>CLT).</p><p>Desde que haja concordância do empregado, as férias poderão ser</p><p>usufruídas em até três períodos, sendo que um deles não poderá ser</p><p>inferior a quatorze dias corridos e os demais não poderão ser inferiores</p><p>a cinco dias corridos, cada um (Vide item 14 deste capítulo).</p><p>É vedado o início das férias no período de dois dias que antecede</p><p>feriado ou dia de repouso semanal remunerado. (§§ 1o e 3o do art. 134</p><p>da CLT. Redação dada pela Lei no 13.467, de 13-7-2017).</p><p>O empregado estudante, menor de 18 anos, terá o direito a fazer</p><p>coincidir suas férias com as férias escolares.</p><p>Os membros de uma família que trabalharem no mesmo</p><p>estabelecimento ou empresa terão direito a gozar férias no mesmo</p><p>período, se assim o desejarem e se disso não resultar prejuízo para o</p><p>serviço.</p><p>Prescrição das férias</p><p>Conforme o inciso XXIX do art. 7o da Constituição, prescreve em cinco anos o direito</p><p>de pleitear a reparação de crédito resultante da relação de trabalho; assim sendo, os</p><p>direitos dos empregados podem ser reclamados até cinco anos contados da época de</p><p>sua exigência. No caso das férias, a prescrição só se efetua após cinco anos do</p><p>término do prazo mencionado. Exemplo: suponhamos um empregado admitido em 5-</p><p>1-2017. O período aquisitivo é de 5-1-2017 a 4-1-2018. Período para gozar as férias:</p><p>5-1-2018 a 4-1-2019. Prescrição a partir de 5-1-2024.</p><p>3.1 Anotações de férias na CTPS e livro ou ficha de</p><p>registro de empregados</p><p>O empregado não poderá entrar em gozo de férias sem a apresentação da Carteira de</p><p>Trabalho e Previdência Social (CTPS) para a devida anotação.</p><p>ANOTAÇÕES NO LIVRO OU FICHA DE REGISTRO DE EMPREGADOS</p><p>A anotação deve ser feita também no livro ou ficha de “Registro de Empregados”.</p><p>FÉRIAS CONCEDIDAS</p><p>4 Férias: um terço a mais do que o salário normal</p><p>De acordo com o disposto no inciso XVII do art. 7o da nova Constituição, ficou</p><p>instituído o pagamento de um terço a mais do que o salário normal, por ocasião do</p><p>gozo de férias anuais remuneradas.</p><p>Deve-se entender por salário normal o salário fixo acrescido das gorjetas,</p><p>gratificações legais e comissões. Os adicionais por trabalho extraordinário, noturno,</p><p>insalubre ou perigoso serão computados no salário que servirá de base ao cálculo da</p><p>remuneração das férias. (art. 457, § 1o, e 142, § 5o, da CLT, com alteração dada pela</p><p>Lei no 13.467, de 13-7-2017).</p><p>O pagamento de um terço a mais que o salário normal também será obrigatório</p><p>5</p><p>nos casos de férias em dobro, simples ou proporcionais, observando-se o disposto nos</p><p>arts. 130, 146 e 147 da CLT.</p><p>Súmula no 328 – Férias – Terço Constitucional:</p><p>O pagamento de férias, integrais ou proporcionais, gozadas ou não, na</p><p>vigência da Constituição da República de 1988, sujeita-se ao acréscimo</p><p>do terço previsto em seu art. 7o, inciso XVII.</p><p>Esse direito é adquirido a partir do pagamento de férias (em dobro, simples ou</p><p>proporcionais), INSS, FGTS e IR para o adicional de 1/3 do salário normal, do</p><p>mesmo modo que o adota para as férias, como vemos nos itens 5 e 6 a seguir.</p><p>Férias na vigência do contrato de trabalho</p><p>Férias normais (individuais ou coletivas, inclusive coletivas proporcionais com</p><p>menos de um ano)</p><p>INSS – SIM: Lei no 8.212/91, art. 28, Inciso I.</p><p>FGTS – SIM: Lei no 8.036/90, art. 15.</p><p>IR – SIM: Lei no 7.713/88, arts. 3o e 7o.</p><p>Férias pagas em dobro, na vigência do contrato de trabalho</p><p>a. Excluindo o adicional</p><p>INSS – SIM: Lei no 8.212/91, art. 28, inciso I, excluso o adicional.</p><p>FGTS – SIM: Lei no 8.036/90, art. 15.</p><p>IR – SIM: Lei no 7.713/88, arts. 3o e 7o.</p><p>b. Apenas ao adicional (valor correspondente ao dobro das férias)</p><p>INSS – NÃO: art. 214, § 9o, inciso IV, do RPS.</p><p>FGTS – NÃO: art. 15, § 6o, da Lei no 8.036/90, com redação dada pela Lei</p><p>no9.711, de 20-11-1998, elencada no art. 28, § 9o, alínea d, da Lei</p><p>no8.212/91.</p><p>6</p><p>IR – SIM: Lei no 7.713/88, arts. 3o e 7o.</p><p>Férias na rescisão do contrato de trabalho</p><p>Férias indenizadas (inclusive em dobro e proporcionais)</p><p>INSS – NÃO: Lei no 8.212/91, art. 28, § 9o, alínea d.</p><p>FGTS – NÃO: Lei no 8.036/90, art. 15, § 6o, com redação dada pela Lei</p><p>no9.711, de 20-11-1998, elencada no art. 28, § 9o, alínea d, da Lei no</p><p>8.212/91.</p><p>NÃO: Solução de Divergência no 1, de 2-1-2009 – DOU de 6-1-2009.</p><p>Segundo o princípio do Direito, o acessório acompanha o principal, entendemos</p><p>que 1/3 da Constituição Federal sobre as férias indenizadas não incide o INSS.</p><p>A concessão das férias será participada, por escrito, ao empregado, com</p><p>antecedência de, no mínimo, trinta dias, cabendo a este assinar a respectiva</p><p>notificação (art.135 da CLT).</p><p>O pagamento da remuneração das férias será efetuado até dois dias antes do início</p><p>do respectivo período (art. 145 da CLT).</p><p>Os parágrafos do art. 142 da CLT</p><p>dispõem:</p><p>“§ 1o Quando o salário for pago por hora, com jornadas variáveis,</p><p>apurar-se-á a média do período aquisitivo, aplicando-se o valor do salário</p><p>na data da concessão de férias.</p><p>§ 2o Quando o salário for pago por tarefa, tomar-se-á por base a média</p><p>da produção no período aquisitivo do direito a férias, aplicando-se o valor</p><p>da remuneração da tarefa na data da concessão das férias.</p><p>§ 3o Quando o salário for pago por percentagem, comissão ou viagem,</p><p>apurar-se-á a média percebida pelo empregado nos 12 (doze) meses que</p><p>precederem a concessão das férias.</p><p>§ 4o A parte do salário paga em utilidades será computada de acordo</p><p>com a anotação na Carteira de Trabalho e Previdência Social.</p><p>§ 5o Os adicionais por trabalho extraordinário, noturno, insalubre ou</p><p>perigoso serão computados no salário que servirá de base no cálculo da</p><p>7</p><p>remuneração das férias.</p><p>§ 6o Se, no momento das férias, o empregado não estiver percebendo o</p><p>mesmo adicional do período aquisitivo, ou quando o valor deste não tiver</p><p>sido uniforme, será computada a média duodecimal recebida naquele</p><p>período, após a atualização das importâncias pagas, mediante incidência</p><p>dos percentuais dos reajustamentos salariais supervenientes.”</p><p>Férias pagas na rescisão do contrato de trabalho</p><p>O empregado que já tenha direito adquirido correspondente ao período de férias, por</p><p>ocasião da cessação do contrato de trabalho, não importando sua causa, terá direito a</p><p>remuneração simples ou em dobro, conforme o caso.</p><p>O empregado que for desligado por pedido de dispensa com menos de 12 meses</p><p>de serviço terá direito a férias proporcionais, fazendo jus ao seu recebimento como</p><p>aqueles que forem desligados sem justa causa ou cujo contrato de trabalho se</p><p>extinguir em prazo determinado.</p><p>“Na cessação do contrato de trabalho, após 12 (doze) meses de serviço,</p><p>o empregado, desde que não haja sido demitido por justa causa, terá direito</p><p>à remuneração relativa ao período incompleto das férias” (férias</p><p>proporcionais) (art. 146, parágrafo único, da CLT).</p><p>Súmula no 261 do TST – Nova redação pela Res.</p><p>121/2003 – DJ 19-11-2003.</p><p>O empregado que se demite antes de completar 12 (doze) meses de</p><p>serviço tem direito a férias proporcionais.</p><p>As férias proporcionais são calculadas na base de 1/12 por mês de serviço ou</p><p>fração superior a 14 dias.</p><p>A proporcionalidade é calculada sempre de acordo com o artigo 130 da CLT.</p><p>Exemplo: suponha-se um empregado que tenha sido admitido em 16-2-2017 e pedido</p><p>demissão em 20-9-2017. Desligou-se em 20-10-2017 com salário mensal de R$</p><p>8</p><p>9</p><p>1.920,00. Gozou normalmente as férias vencidas em 15-2-2017. No período de 16-2-</p><p>2017 a 20-10-2017 teve sete faltas não abonadas. Calcular o valor do salário</p><p>correspondente às férias proporcionais. São 8/12 de 24 dias:</p><p>R$ 1.920,00 /30 = R$ 64,00 p/ dia</p><p>R$ 64,00 × 24 = R$ 1.536,00</p><p>R$ 1.536,00/12 = R$ 128,00</p><p>R$ 128,00 × 8 = R$ 1.024,00</p><p>8/12 de 24 dias = R$ 1.024,00</p><p>O pagamento a mais de 1/3, conforme preceitua o art. 7o, inciso XVII, da</p><p>Constituição Federal, é também sobre R$ 1.024,00.</p><p>1/3 de R$ 1.024,00 = R$ 341,33</p><p>Conforme o art. 130 da CLT, há o seguinte quadro de faltas não justificadas:</p><p>Até 5 faltas – 30 dias corridos</p><p>De 6 a 14 faltas – 24 dias corridos</p><p>De 15 a 23 faltas – 18 dias corridos</p><p>De 24 a 32 faltas – 12 dias corridos</p><p>O empregado receberá R$ 1.365,33 correspondente a 8/12 de 24 dias de férias,</p><p>mais 1/3 da Constituição Federal (R$ 1.024,00 + R$ 341,33 = R$ 1.365,33).</p><p>Desconto do INSS sobre férias indenizadas</p><p>As férias indenizadas (inclusive em dobro ou proporcionais) não estão sujeitas à</p><p>incidência da Previdência Social (Lei no 8.212/91, art. 28, § 9o, alínea d, do Plano de</p><p>Custeio da Previdência Social, com redação pela Lei no 9.528, de 10-12-1997).</p><p>Pagamento da primeira parcela do 13o salário por</p><p>ocasião das férias</p><p>O empregado poderá receber, antecipadamente, por ocasião do gozo de suas férias a</p><p>primeira parcela do 13o salário, entre os meses de fevereiro a novembro de cada ano.</p><p>10</p><p>Para que o empregado faça jus ao recebimento da primeira parcela do 13o salário por</p><p>ocasião das férias, é necessário que redija um requerimento no mês de janeiro do</p><p>correspondente ano, conforme modelo que segue:</p><p>Modelo de comunicação de pedido de antecipação da 1ª</p><p>parcela do 13o salário</p><p>A(o)</p><p>_______________________________</p><p>(nome do empregador)</p><p>Conforme Lei no 4.749, de 12-08-1965, art. 2o, § 2o, venho requerer o pagamento da primeira parcela do 13o</p><p>salário por ocasião do gozo de minhas férias.</p><p>. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . de . . . . . . . . . . . . . . . . . . de 20. . . . .</p><p>_____________________________________ _________________________</p><p>Ciente do empregador Assinatura do empregado</p><p>Desconto do Imposto de Renda sobre as férias</p><p>As férias (remuneração, um terço a mais do salário normal previsto na Constituição e</p><p>abono pecuniário) devem sofrer tributação EM SEPARADO dos salários.</p><p>Vejamos o que preceitua a Instrução Normativa no 25, de 29-4-96 (DOU de 2-5-</p><p>1996), arts. 15, 19, 36, 37 e 47, e art. 1o da Instrução Normativa no 101, de 30-12-</p><p>1997 (DOU de 31-12-1997), que alterou o art. 23 da Instrução Normativa no 25/96, e</p><p>art.1o da MP no 22, de 8-1-2002.</p><p>Férias</p><p>“Art. 15. No caso de pagamento de férias, inclusive as em dobro, a base</p><p>de cálculo corresponde ao salário relativo ao mês de férias, acrescido,</p><p>conforme o caso, de um terço do seu valor e dos abonos previstos no § 1o</p><p>do art. 78 da Lei no 8.112, de 11 de dezembro de 1990, e no art. 143 da</p><p>Consolidação das Leis do Trabalho.</p><p>§ 1o O cálculo do imposto deve ser efetuado em separado de qualquer</p><p>outro rendimento pago no mês.</p><p>§ 2o O valor da diferença de férias decorrente de reajuste salarial em</p><p>mês posterior deve ser tributado em separado, no mês do pagamento.</p><p>§ 3o No caso de férias indenizadas, inclusive proporcionais, pagas em</p><p>rescisão de contrato de trabalho, a tributação também deve ser efetuada em</p><p>separado dos demais rendimentos do mês.</p><p>Nota do Autor: O abono pecuniário de férias (concessão de 1/3 do</p><p>período em dinheiro até 20 dias) e férias indenizadas na rescisão do contrato</p><p>de trabalho (inclusive em dobro, proporcionais e 1/3 da CF) não incide o</p><p>imposto de renda (vide item 14.3 neste livro).</p><p>§ 4o Na determinação da base de cálculo poderão ser efetuadas as</p><p>deduções previstas no art. 19, correspondentes às férias.</p><p>§ 5o Na Declaração de Ajuste Anual, as férias devem ser tributadas em</p><p>conjunto com os demais rendimentos.</p><p>[...]</p><p>Base de Cálculo do IR Fonte</p><p>Art. 19. A base de cálculo sujeita à incidência mensal do Imposto de</p><p>Renda na Fonte será determinada mediante a dedução das seguintes</p><p>parcelas do rendimento tributável:</p><p>I – contribuições para a Previdência Social da União, dos Estados, do</p><p>Distrito Federal e dos Municípios (art. 36);</p><p>II – contribuições para as entidades de previdência privada</p><p>domiciliadas no País, observado o disposto no art. 36;</p><p>III – dependentes (art. 37);</p><p>IV – pensão alimentícia (art. 47);</p><p>V – o valor de até R$ 900,00 (novecentos reais) correspondente à</p><p>parcela isenta de aposentadoria, pensão, transferência para a reserva</p><p>remunerada ou reforma (art. 51).</p><p>Nota do Autor: A Lei no 13.149, de 21-7-2015, dispõe o valor de</p><p>R$1.903,98, a partir do mês de abril do ano-calendário de 2015.</p><p>§ 1o Na determinação da base de cálculo, sujeita à incidência do</p><p>imposto, poderá ser deduzida a quantia mensal de R$ 90,00 (noventa reais)</p><p>por dependente.</p><p>Nota do Autor: A Lei no 13.149, de 21-7-2015, dispõe o valor de</p><p>R$189,59, a partir do mês de abril do ano-calendário de 2015.</p><p>§ 2o Na determinação da base de cálculo do 13o salário deverão ser</p><p>observados os seguintes procedimentos:</p><p>a) os valores relativos à pensão</p><p>alimentícia e à contribuição</p><p>previdenciária poderão ser deduzidos, desde que correspondentes a esse</p><p>rendimento, não podendo ser utilizados para a determinação da base de</p><p>cálculo de quaisquer outros rendimentos;</p><p>b) poderá ser excluída a parcela isenta de até R$ 900,00 (novecentos</p><p>reais) dos rendimentos provenientes de aposentadoria e pensão,</p><p>transferência para a reserva remunerada ou reforma, correspondente ao</p><p>13o salário pago pela Previdência Social da União, dos Estados, do Distrito</p><p>Federal e dos Municípios, por qualquer pessoa jurídica de direito público</p><p>interno ou por entidades de previdência privada, no caso de contribuinte</p><p>com idade igual ou superior a 65 anos.</p><p>Veja nota do autor: correção de R$ 900,00 para R$ 1.903,98, a partir do</p><p>mês de abril para o ano-calendário de 2015.</p><p>. . . . . . . .</p><p>A Lei nº 13.149, de 21-7-2015, publicou a tabela do Imposto de Renda</p><p>da Pessoa Física a partir do mês de abril do ano-calendário de 2015.2</p><p>Parcela a Deduzir do Imposto</p><p>em R$</p><p>Alíquota % Base de Cálculo em R$</p><p>–</p><p>142,80</p><p>354,80</p><p>636,13</p><p>869,36</p><p>Isento</p><p>7,5</p><p>15</p><p>22,5</p><p>27,5</p><p>Até 1.903,98</p><p>De 1.903,99 até 2.826,65</p><p>De 2.826,66 até 3.751,05</p><p>De 3.751,06 até 4.664,68</p><p>Acima de 4.664,68</p><p>DEDUÇÕES</p><p>Contribuição Previdenciária</p><p>Art. 36. Serão admitidas como deduções as contribuições cujo ônus</p><p>tenha sido do próprio contribuinte e desde que destinadas a seu próprio</p><p>benefício:</p><p>I – para a Previdência Social da União, dos Estados, do Distrito</p><p>Federal e dos Municípios;</p><p>II – para as entidades de previdência privada domiciliadas no País,</p><p>destinadas a custear benefícios complementares assemelhados aos da</p><p>Previdência Social.</p><p>§ 1o A dedução mensal das contribuições para as entidades de</p><p>previdência privada aplica-se, exclusivamente, à base de cálculo relativa a</p><p>rendimentos do trabalho com vínculo empregatício, bem assim de</p><p>administradores, de aposentados, de pensionistas, quando a fonte</p><p>pagadora for responsável pelo desconto e respectivo pagamento das</p><p>contribuições previdenciárias.</p><p>§ 2o Quando a fonte pagadora não for responsável pelo desconto da</p><p>contribuição previdenciária, o valor pago a esse título poderá ser</p><p>considerado para fins de dedução da base de cálculo sujeita ao imposto</p><p>mensal, desde que haja anuência da empresa e que o beneficiário lhe</p><p>forneça o original do comprovante de pagamento.</p><p>§ 3o Às contribuições não deduzidas na forma dos parágrafos</p><p>anteriores é assegurada a dedução dos valores pagos a esse título na</p><p>Declaração de Ajuste Anual.</p><p>Dependentes</p><p>Art. 37. Poderão ser considerados como dependentes:</p><p>a) o cônjuge;</p><p>b) o companheiro ou a companheira, desde que haja vida em comum</p><p>por mais de cinco anos, ou por período menor se da união resultou filho;</p><p>c) a filha, o filho, a enteada ou o enteado, até 21 anos, ou de qualquer</p><p>idade quando incapacitado física ou mentalmente para o trabalho;</p><p>d) o menor pobre, até 21 anos, que o contribuinte crie e eduque e do</p><p>qual detenha a guarda judicial;</p><p>e) o irmão, o neto ou o bisneto, sem arrimo dos pais, até 21 anos, desde</p><p>que o contribuinte detenha a guarda judicial, ou de qualquer idade quando</p><p>incapacitado física ou mentalmente para o trabalho;</p><p>[...]</p><p>10.1</p><p>Pensão Alimentícia</p><p>Art. 47. Poderão ser deduzidas as importâncias pagas a título de</p><p>pensão alimentícia em face das normas do Direito de Família, quando em</p><p>cumprimento de decisão judicial ou acordo homologado judicialmente,</p><p>inclusive a prestação de alimentos provisionais.</p><p>Parágrafo único. É vedada a dedução cumulativa dos valores</p><p>correspondentes a pensão alimentícia e a de dependente, quando se</p><p>referirem à mesma pessoa, exceto na hipótese de mudança na relação de</p><p>dependência no decorrer do ano-calendário.”</p><p>Dispensa de retenção de valor igual ou inferior a</p><p>R$10,00</p><p>Segundo o art. 67 da Lei no 9.430, de 27-12-1996 (DOU de 30-12-1996), fica</p><p>dispensada a retenção de Imposto de Renda, de valor igual ou inferior a R$ 10,00 (dez</p><p>reais), incidentes na fonte sobre rendimentos que devam integrar a base de cálculo do</p><p>imposto devido na declaração de ajuste anual.</p><p>A Receita não aceitará DARF com valor inferior a R$ 10,00 (dez reais).</p><p>Vejamos a seguir os arts. 67 e 68 da Lei no 9.430/96:</p><p>“Dispensa de Retenção de Imposto de Renda</p><p>Art. 67. Fica dispensada a retenção de Imposto de Renda, de valor</p><p>igual ou inferior a R$ 10,00 (dez reais), incidente na fonte sobre</p><p>rendimentos que devam integrar a base de cálculo do imposto devido na</p><p>declaração de ajuste anual.</p><p>Utilização de DARF</p><p>Art. 68. É vedada a utilização de Documentos de Arrecadação de</p><p>Receitas Federais para o pagamento de tributos e contribuições de valor</p><p>inferior a R$10,00 (dez reais).</p><p>§ 1o O imposto ou contribuição administrado pela Secretaria da</p><p>Receita Federal, arrecadado sob um determinado código de receita, que,</p><p>no período de apuração, resultar inferior a R$ 10,00 (dez reais), deverá ser</p><p>adicionado ao imposto ou contribuição de mesmo código, correspondente</p><p>11</p><p>aos períodos subsequentes, até que o total seja igual ou superior a R$</p><p>10,00 (dez reais), quando, então, será pago ou recolhido no prazo</p><p>estabelecido na legislação para este último período de apuração.</p><p>§ 2o O critério a que se refere o parágrafo anterior aplica-se, também,</p><p>ao imposto sobre operações de crédito, câmbio e seguro e sobre prestações</p><p>relativas a títulos e valores mobiliários – IOF.”</p><p>Férias coletivas</p><p>Conforme o art. 139 da CLT, as férias coletivas são aquelas “concedidas a todos os</p><p>empregados de uma empresa ou de determinados estabelecimentos ou setores da</p><p>empresa”.</p><p>Podem ser gozadas em até dois períodos anuais, desde que nenhum deles seja</p><p>inferior a dez dias corridos.</p><p>Conforme o art. 611 da CLT, a empresa pode conceder férias coletivas a seus</p><p>empregados por meio do sindicato representativo dos empregados pelo acordo</p><p>coletivo, ou de convenção coletiva entre sindicatos das categorias econômicas e</p><p>profissionais.</p><p>Na falta desses, cabe ao empregador determinar a época das férias dos</p><p>empregados.</p><p>Proporcionando férias coletivas adotadas por meio de convenção coletiva ou</p><p>adotadas livremente, o empregador deverá comunicar o fato ao órgão local do</p><p>Ministério do Trabalho e enviar cópia da aludida comunicação aos sindicatos</p><p>representativos da respectiva categoria profissional, com antecedência mínima de 15</p><p>dias; deverá salientar as datas de início e fim de férias, precisando quais os</p><p>estabelecimentos ou setores abrangidos pela medida, além de providenciar a fixação</p><p>de aviso nos locais de trabalho. A seguir apresenta-se um modelo de comunicação que</p><p>deverá ser feita pelo empregador.</p><p>Entendemos que um terço a mais do salário normal previsto no art. 7o, inciso</p><p>XVII, da Constituição Federal é devido também no caso de férias coletivas.</p><p>Modelo de comunicação para férias coletivas</p><p>Ao</p><p>Setor de Relações do Trabalho da SRTE</p><p>12</p><p>Nesta</p><p>A . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ., com sede</p><p>(nome da empresa)</p><p>na Rua . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . ., no . . . . . . . . . . ., inscrita no CNPJ do Ministério da Fazenda sob no . . . . . . . .,</p><p>atendendo ao disposto no § 2o do art. 139 da CLT, comunica que, no período de . . . . . . . a . . . . . . . . . ., concederá férias</p><p>coletivas a todos os empregados existentes nesta empresa (ou no setor de . . . . . . . . . . . . .)</p><p>Local e data, . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .</p><p>(carimbo e assinatura do responsável legal da empresa)</p><p>Os empregados contratados há menos de 12 meses gozarão, na oportunidade, de</p><p>férias proporcionais, principiando-se, então, novo período aquisitivo, que se inicia a</p><p>partir do primeiro dia de gozo. Exemplo:</p><p>se o período de férias coletivas é de 21-12-</p><p>2017 a 1o-1-2018, seu novo período aquisitivo começa em 21-12-2017.</p><p>Férias proporcionais</p><p>Se as férias proporcionais forem superiores às férias coletivas, o empregado fica com</p><p>um saldo favorável, cuja concessão do período de gozo fica a critério do empregador,</p><p>observando-se sempre o período aquisitivo.</p><p>12 dias</p><p>(de 24 a 32 faltas)</p><p>18 dias</p><p>(de 15 a 23 faltas)</p><p>24 dias</p><p>(de 6 a 14 faltas)</p><p>30 dias</p><p>(até 5 faltas)</p><p>Férias Proporcionais</p><p>1 dia</p><p>2 dias</p><p>3 dias</p><p>4 dias</p><p>5 dias</p><p>6 dias</p><p>7 dias</p><p>8 dias</p><p>9 dias</p><p>10 dias</p><p>11 dias</p><p>12 dias</p><p>1,5 dia</p><p>3 dias</p><p>4,5 dias</p><p>6 dias</p><p>7,5 dias</p><p>9 dias</p><p>10,5 dias</p><p>12 dias</p><p>13,5 dias</p><p>15 dias</p><p>16,5 dias</p><p>18 dias</p><p>2 dias</p><p>4 dias</p><p>6 dias</p><p>8 dias</p><p>10 dias</p><p>12 dias</p><p>14 dias</p><p>16 dias</p><p>18 dias</p><p>20 dias</p><p>22 dias</p><p>24 dias</p><p>2,5 dias</p><p>5 dias</p><p>7,5 dias</p><p>10 dias</p><p>12,5 dias</p><p>15 dias</p><p>17,5 dias</p><p>20 dias</p><p>22,5 dias</p><p>25 dias</p><p>27,5 dias</p><p>30 dias</p><p>1/12</p><p>2/12</p><p>3/12</p><p>4/12</p><p>5/12</p><p>6/12</p><p>7/12</p><p>8/12</p><p>9/12</p><p>10/12</p><p>11/12</p><p>12/12</p><p>Se as férias proporcionais forem inferiores às férias coletivas, o empregado não</p><p>faz jus a todo o período de férias coletivas, mas elas devem ser pagas como licença</p><p>remunerada para que não haja redução salarial do empregado.</p><p>Deve ser anotada na CTPS e no livro ou fichas de “Registro de Empregados” a</p><p>concessão das férias.</p><p>No caso de férias coletivas, a conversão de 1/3 do período de férias a que o</p><p>13</p><p>13.1</p><p>empregado tem direito</p><p>“deverá ser objeto de acordo coletivo entre o empregador e o sindicato</p><p>representativo da respectiva categoria profissional (sindicato dos</p><p>empregados), independendo de requerimento individual a concessão do</p><p>abono” (art. 143, § 2o, da CLT).</p><p>O pagamento das férias coletivas e do abono, se for o caso, deve ser feito também</p><p>até dois dias antes do correspondente gozo, ocasião em que o empregado quita o</p><p>pagamento em recibo com indicação do início e do término das férias.</p><p>Modalidades de cálculos de férias</p><p>Férias normais de 30 dias – mensalista</p><p>EDITORA PERCEPÇÃO S.A.</p><p>Rosana Rodrigues</p><p>CTPS no/série 062.691 – 00034 – SP.</p><p>Departamento Comercial.</p><p>Período aquisitivo: 1o-8-2016 a 31-7-2017.</p><p>Período de gozo das férias: 02-10-2017 a 31-10-2017.</p><p>Remuneração: R$ 2.475,00 por mês.</p><p>Teve cinco faltas não abonadas no período aquisitivo.</p><p>Não tem dependentes.</p><p>Cálculo para preenchimento do recibo das férias</p><p>30 dias de férias de out./2017 a R$ 82,50 = R$ 2.475,00</p><p>(+) Acréscimo (1/3 da Constituição Federal). = R$ 825,00</p><p>Total da remuneração das férias = R$ 3.300,00</p><p>(–) INSS 11% sobre R$ 3.300,00 = R$ 363,00</p><p>(–) IRF (R$ 3.300,00 férias – R$ 363,00 INSS = R$ 2.937,00).</p><p>Base de cálculo = R$ 2.937,00×15% = 440,55 – 354,80</p><p>(parcela a deduzir)</p><p>= R$ 85,75</p><p>Líquido a receber = R$ 2.851,25</p><p>Conforme Portaria do MEF no 8, de 13/1/2017 (DOU de 16-1-2017), a tabela de</p><p>alíquota é a seguinte:</p><p>TABELA DE CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS EMPREGADO,</p><p>EMPREGADO DOMÉSTICO E TRABALHADOR AVULSO, PARA PAGAMENTO</p><p>DE REMUNERAÇÃO A PARTIR DE 1o DE JANEIRO DE 2017.</p><p>Tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física a partir do mês</p><p>de abril do ano-calendário de 2015 (R$)</p><p>Alíquota para fins</p><p>de recolhimento ao</p><p>INSS (%)</p><p>Salário de contribuição</p><p>R$</p><p>Parcela a</p><p>deduzir</p><p>–</p><p>142,80</p><p>354,80</p><p>636,13</p><p>869,36</p><p>Alíquota</p><p>Isento</p><p>7,5%</p><p>15%</p><p>22,5%</p><p>27,5%</p><p>Base de Cálculo</p><p>Até 1.903,98</p><p>De 1.903,99 até 2.826,65</p><p>De 2.826,66 até 3.751,05</p><p>De 3.751,06 até 4.664,68</p><p>Acima de 4.664,68</p><p>Dependente: R$ 189,59 cada um, a partir de abril/15</p><p>Dispensa de retenção de valor igual ou inferior a R$ 10,00</p><p>8,00</p><p>9,00</p><p>11,00</p><p>até 1.659,38</p><p>de 1.659,39 até 2.765.66</p><p>de 2.765,67 até 5.531,31</p><p>AVISO DE FÉRIAS</p><p>O aviso de férias será entregue ao empregado por escrito, pelo empregador, com</p><p>antecedência mínima de 30 dias (art. 135 da CLT).</p><p>RECIBO DE FÉRIAS</p><p>O recibo de férias, documento que assegura que o empregador quitou as férias, deve</p><p>ser assinado pelo empregado até dois dias antes do início do respectivo período de</p><p>férias (art. 145 da CLT).</p><p>13.2 Férias normais com 15 dias de faltas não abonadas</p><p>– mensalista</p><p>EDITORA PERCEPÇÃO S.A.</p><p>Renata Caetano</p><p>CTPS no/série 59.336 – 00060 – MG.</p><p>Departamento Produção.</p><p>Período aquisitivo: 1o-10-2015 a 30-9-2016.</p><p>Período de gozo das férias: 1o-9-2017 a 18-9-2017.</p><p>Remuneração: R$ 1.440,00 por mês.</p><p>Teve 15 faltas não abonadas no período aquisitivo.</p><p>Não tem dependentes.</p><p>Cálculo para preenchimento do recibo das férias</p><p>18 dias de férias de set./2017a R$ 48,00 = R$ 864,00</p><p>(+) Acréscimo (1/3 da Constituição Federal). = R$ 288,00</p><p>Total da remuneração férias = R$ 1.152,00</p><p>(–) INSS 8% s/1.152,00 = R$ 92,16</p><p>(–) IRF (R$ 1.152,00 – 92,16 INSS = 1.059,84, isento). –</p><p>Líquido a receber = R$ 1.059,84</p><p>Conforme Portaria do MEF no 8, de 13-1-2017 (DOU de 16-1-2017), a tabela de</p><p>alíquota é a seguinte:</p><p>TABELA DE CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS EMPREGADO,</p><p>EMPREGADO DOMÉSTICO E TRABALHADOR AVULSO, PARA PAGAMENTO</p><p>DE REMUNERAÇÃO A PARTIR DE 1o DE JANEIRO DE 2017.</p><p>Tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física a partir do mês</p><p>de abril do ano-calendário de 2015 (R$)</p><p>Alíquota para fins</p><p>de recolhimento ao</p><p>INSS (%)</p><p>Salário de contribuição</p><p>R$</p><p>Parcela a</p><p>deduzir</p><p>–</p><p>142,80</p><p>354,80</p><p>636,13</p><p>869,36</p><p>Alíquota</p><p>Isento</p><p>7,5%</p><p>15%</p><p>22,5%</p><p>27,5%</p><p>Base de Cálculo</p><p>Até 1.903,98</p><p>De 1.903,99 até 2.826,65</p><p>De 2.826,66 até 3.751,05</p><p>De 3.751,06 até 4.664,68</p><p>Acima de 4.664,68</p><p>Dependente: R$ 189,59 cada um, a partir de abril/15</p><p>Dispensa de retenção de valor igual ou inferior a R$ 10,00</p><p>8,00</p><p>9,00</p><p>11,00</p><p>até 1.659,38</p><p>de 1.659,39 até 2.765.66</p><p>de 2.765,67 até 5.531,31</p><p>AVISO DE FÉRIAS</p><p>O aviso de férias será entregue ao empregado por escrito, pelo empregador, com</p><p>antecedência mínima de 30 dias (art. 135 da CLT).</p><p>RECIBO DE FÉRIAS</p><p>O recibo de férias, documento que assegura que o empregador quitou as férias, deve</p><p>ser assinado pelo empregado até dois dias antes do início do respectivo período de</p><p>13.3</p><p>férias (art. 145 da CLT).</p><p>Férias em dobro e pagamento complementar –</p><p>mensalista</p><p>EDITORA PERCEPÇÃO S.A.</p><p>Antônio Ramalho</p><p>CTPS no/série 086.559 – 168ª – SP.</p><p>Departamento Comercial.</p><p>Período aquisitivo: 1o-9-2015 a 31-8-2016.</p><p>Período de gozo de férias: 2-10-2017 a 31-10-2017.</p><p>Remuneração: R$ 2.059,20 por mês.</p><p>Teve três faltas não abonadas no período aquisitivo.</p><p>Teve 15% de promoção a partir de 2-10-2017; fazer recibo complementar.</p><p>Tem um dependente.</p><p>Cálculo para preenchimento do recibo das férias</p><p>30 dias de férias de out./2017 a R$ 68,64 = R$ 2.059,20</p><p>Acréscimo (1/3 da Constituição Federal). = R$ 686,40</p><p>Adicional do dobro das férias 30 dias em out./2017 = R$ 2.059,20</p><p>Acréscimo (1/3 da Constituição Federal) sobre o dobro das férias = R$ 686,40</p><p>Total da remuneração e adicional das férias = R$ 5.491,20</p><p>(–) INSS 9% sobre 2.745,60 (sem adicional, art. 214, § 9o, inciso IV, do RPS). = R$ 247,10</p><p>(–) IRF R$ 5.491,20 – R$ 247,10 (9%) INSS – R$ 189,59, 1 dep. = R$ 5.054,51.</p><p>Base de cálculo = R$ 5.054,51 × 27,5% =</p><p>R$ 1.389,99 – R$ 869,36 = R$ 520,63</p><p>Líquido a receber = R$ 4.723,47</p><p>Conforme Portaria Interministerial do MTPS/MF no 8, de 13-1-2017 (DOU de 16-</p><p>1-2017), a tabela de alíquota é a seguinte:</p><p>TABELA DE CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS EMPREGADO,</p><p>EMPREGADO DOMÉSTICO E TRABALHADOR AVULSO, PARA PAGAMENTO</p><p>DE REMUNERAÇÃO A PARTIR DE 1o DE JANEIRO DE 2017.</p><p>Tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física a partir do mês</p><p>de abril do ano-calendário de 2015 (R$)</p><p>Alíquota para fins</p><p>de recolhimento ao</p><p>INSS (%)</p><p>Salário de contribuição</p><p>R$</p><p>Parcela a</p><p>deduzir</p><p>–</p><p>142,80</p><p>354,80</p><p>636,13</p><p>869,36</p><p>Alíquota</p><p>Isento</p><p>7,5%</p><p>15%</p><p>22,5%</p><p>27,5%</p><p>Base de Cálculo</p><p>Até 1.903,98</p><p>De 1.903,99 até 2.826,65</p><p>De 2.826,66 até 3.751,05</p><p>De 3.751,06 até 4.664,68</p><p>Acima de 4.664,68</p><p>Dependente: R$ 189,59 cada um, a partir de abril/15</p><p>Dispensa de retenção de valor igual ou inferior a R$ 10,00</p><p>8,00</p><p>9,00</p><p>11,00</p><p>até 1.659,38</p><p>de 1.659,39 até 2.765.66</p><p>de 2.765,67 até 5.531,31</p><p>AVISO DE FÉRIAS</p><p>O aviso de férias será entregue ao empregado por escrito, pelo empregador, com</p><p>antecedência mínima de 30 dias (art. 135 da CLT).</p><p>RECIBO DE FÉRIAS</p><p>O recibo</p><p>de férias, documento que assegura que o empregador quitou as férias, deve</p><p>ser assinado pelo empregado até dois dias antes do início do respectivo período de</p><p>férias (art. 145 da CLT).</p><p>RECIBO COMPLEMENTAR DE FÉRIAS</p><p>O Sr. Antônio Ramalho teve uma promoção com um reajuste salarial de 15% a partir</p><p>de 02-10-2017.</p><p>Maior remuneração a partir de 2-10-2017, R$ 2.059,20 × 1,15 = R$ 2.368,08.</p><p>Cálculo do complemento de férias</p><p>30 dias de férias de out./2017 a R$ 78,93 = R$ 2.368,08</p><p>Acréscimo (1/3 da Constituição Federal). = R$ 789,36</p><p>Adicional do dobro das férias de 30 dias em out./2017 = R$ 2.368,08</p><p>Acréscimo (1/3 da Constituição Federal), sobre o dobro das férias = R$ 789,36</p><p>(–) Valor pago em 29-9-2017 = (R$ 5.491,20)</p><p>Total do complemento em out./2017 = R$ 823,68</p><p>(–) INSS 11% sobre 3.157,44 = R$ 347,32</p><p>(+) INSS valor descontado em 29-9-2017 = (R$ 247,10)</p><p>IRF sobre R$ 533,87 não incide (isento). –</p><p>Líquido a receber da remuneração complementar de férias = R$ 723,46</p><p>OBS.: IRF : R$ 723,46 – R$ 189,59 (1 dep.) = R$ 533,87 (Isento)</p><p>13.4 Horista que recebe adicional noturno</p><p>EDITORA PERCEPÇÃO S.A.</p><p>Silvano Cândido</p><p>CTPS no/série 023.432 – 00005 – SC.</p><p>Departamento de Impressão.</p><p>Período aquisitivo: 1o-7-2016 a 30-6-2017.</p><p>Período de gozo das férias: 2-10-2017 a 31-10-2017.</p><p>Horário de trabalho: das 22h às 1h30min e das 2h30min às 5h20min.</p><p>Salário: R$ 8,80 por hora e recebe adicional noturno.</p><p>Não teve faltas no período aquisitivo.</p><p>Não tem dependentes.</p><p>Cálculo para preenchimento do recibo das férias</p><p>Adicional noturno: 20% sobre a hora diurna (art. 73 da CLT)</p><p>Das 22h às 5h, são 8 horas de trabalho de 52 minutos e 30 segundos</p><p>Adicional noturno: 22h às 5h20min = 8h20min (8h de 52,5min +</p><p>20min) – 1h de descanso</p><p>(1h30min às 2h30min) = 7h20min</p><p>30 dias de férias × 7h20min = 220h de adicional noturno para as férias</p><p>R$ 8,80 hora diurna × 20% = R$ 1,76</p><p>R$ 1,76 × 220h = R$ 387,20</p><p>Adicional noturno que será computado nas férias = R$ 387,20</p><p>Salário R$ 8,80 por hora × 220h = R$ 1.936,00</p><p>(+) Adicional noturno (art. 142, § 5o, da CLT). = R$ 387,20</p><p>Maior remuneração para as férias = R$ 2.323,20</p><p>Férias 30 dias a R$ 77,44 por dia = R$ 2.323,20</p><p>(+) Acréscimo (1/3 da Constituição Federal). = R$ 774,40</p><p>Total da remuneração. = R$ 3.097,60</p><p>(–) INSS 11% s/3.097,60 = R$ 340,74</p><p>(–) IRF 3.097,60 – 340,74 = 2.756,86 × 7,5% = 206,76 – 142,80 = R$ 63,96</p><p>Líquido a receber = R$ 2.692,90</p><p>Conforme Portaria Interministerial do MTPS/MF no 8, de 13-1-2017 (DOU de 16-</p><p>1-2017), a tabela de alíquota é a seguinte:</p><p>TABELA DE CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS EMPREGADO,</p><p>EMPREGADO DOMÉSTICO E TRABALHADOR AVULSO, PARA PAGAMENTO</p><p>DE REMUNERAÇÃO A PARTIR DE 1o DE JANEIRO DE 2017.</p><p>Tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física a partir do mês</p><p>de abril do ano-calendário de 2015 (R$)</p><p>Alíquota para fins</p><p>de recolhimento ao</p><p>INSS (%)</p><p>Salário de contribuição</p><p>R$</p><p>Parcela a</p><p>deduzir</p><p>–</p><p>142,80</p><p>354,80</p><p>636,13</p><p>869,36</p><p>Alíquota</p><p>Isento</p><p>7,5%</p><p>15%</p><p>22,5%</p><p>27,5%</p><p>Base de Cálculo</p><p>Até 1.903,98</p><p>De 1.903,99 até 2.826,65</p><p>De 2.826,66 até 3.751,05</p><p>De 3.751,06 até 4.664,68</p><p>Acima de 4.664,68</p><p>Dependente: R$ 189,59 cada um, a partir de abril/15</p><p>Dispensa de retenção de valor igual ou inferior a R$ 10,00</p><p>8,00</p><p>9,00</p><p>11,00</p><p>até 1.659,38</p><p>de 1.659,39 até 2.765.66</p><p>de 2.765,67 até 5.531,31</p><p>AVISO DE FÉRIAS</p><p>O aviso de férias será entregue ao empregado por escrito, pelo empregador, com</p><p>antecedência mínima de 30 dias (art. 135 da CLT).</p><p>RECIBO DE FÉRIAS</p><p>O recibo de férias, documento que assegura que o empregador quitou as férias, deve</p><p>ser assinado pelo empregado até dois dias antes do início do respectivo período de</p><p>férias (art. 145 da CLT).</p><p>13.5 Mensalista que recebe adicional de periculosidade,</p><p>ficando afastado por um período e recebendo</p><p>auxílio-doença</p><p>EDITORA PERCEPÇÃO S.A.</p><p>Wilson de Castro</p><p>CTPS no/série 74.221 – 321ª RS.</p><p>Departamento de Abastecimento.</p><p>Admissão: 1o-6-2015, ficou afastado por motivo de auxílio-doença no</p><p>período de 1o-7-2015 a 2-3-2016, retornando ao trabalho dia 3-3-2016.</p><p>Período aquisitivo: 3-3-2016 a 2-3-2017; iniciou novo período aquisitivo,</p><p>quando de seu retorno ao serviço, por ter ficado no curso do período</p><p>aquisitivo afastado por auxílio-doença por mais de seis meses, art. 133,</p><p>inciso IV e § 2o, da CLT.</p><p>Período de gozo das férias: 6-9-2017 a 29-9-2017.</p><p>Salário: R$ 1.458,00 por mês e recebe adicional de periculosidade.</p><p>Teve oito faltas não abonadas no período aquisitivo.</p><p>Não tem dependentes.</p><p>Cálculo para preenchimento do recibo de férias</p><p>Salário = R$ 1.458,00</p><p>(+) Adicional de periculosidade (30%) = R$ 437,40</p><p>Maior remuneração = R$ 1.895,40</p><p>O cálculo deverá ser feito sobre a maior remuneração, conforme preceitua o art.</p><p>142, § 5o, da CLT Férias 24 dias (art. 130 da CLT) a R$ 63,18</p><p>= R$ 1.516,32</p><p>+ Acréscimo (1/3 da Constituição Federal) = R$ 505,44</p><p>Total da remuneração = R$ 2.021,76</p><p>(–) INSS 9% sobre R$ 2.021,76 = R$ 181,96</p><p>(–) IRF (R$ 2.021,76 – R$ 181,96 INSS = R$ 1.839,80). Isento –</p><p>Líquido a receber = R$ 1.839,80</p><p>Conforme Portaria Interministerial do MTPS/MF no 8, de 13-1-2017 (DOU de 16-</p><p>1-2017), a tabela de alíquota é a seguinte:</p><p>TABELA DE CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS EMPREGADO,</p><p>EMPREGADO DOMÉSTICO E TRABALHADOR AVULSO, PARA PAGAMENTO</p><p>DE REMUNERAÇÃO A PARTIR DE 1o DE JANEIRO DE 2017.</p><p>Tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física a partir do mês</p><p>de abril do ano-calendário de 2015 (R$)</p><p>Alíquota para fins</p><p>de recolhimento ao</p><p>INSS (%)</p><p>Salário de contribuição</p><p>R$</p><p>Parcela a</p><p>deduzir</p><p>–</p><p>Alíquota</p><p>Isento</p><p>7,5%</p><p>Base de Cálculo</p><p>Até 1.903,98</p><p>De 1.903,99 até 2.826,65</p><p>142,80</p><p>354,80</p><p>636,13</p><p>869,36</p><p>15%</p><p>22,5%</p><p>27,5%</p><p>De 2.826,66 até 3.751,05</p><p>De 3.751,06 até 4.664,68</p><p>Acima de 4.664,68</p><p>Dependente: R$ 189,59 cada um, a partir de abril/15</p><p>Dispensa de retenção de valor igual ou inferior a R$ 10,00</p><p>8,00</p><p>9,00</p><p>11,00</p><p>até 1.659,38</p><p>de 1.659,39 até 2.765.66</p><p>de 2.765,67 até 5.531,31</p><p>AVISO DE FÉRIAS</p><p>O aviso de férias será entregue ao empregado por escrito, pelo empregador, com</p><p>antecedência mínima de 30 dias (art. 135 da CLT).</p><p>RECIBO DE FÉRIAS</p><p>O recibo de férias, documento que assegura que o empregador quitou as férias, deve</p><p>ser assinado pelo empregado até dois dias antes do início do respectivo período de</p><p>férias (art. 145 da CLT).</p><p>CÁLCULO DE FÉRIAS COM PERÍODO DE GOZO</p><p>QUE TEM INÍCIO EM UM MÊS E TÉRMINO NO</p><p>SEGUINTE</p><p>Desconto do INSS</p><p>A incidência da contribuição para o INSS sobre a remuneração das férias ocorrerá no</p><p>mês a que elas se referirem, mesmo quando pagas antecipadamente na forma da</p><p>legislação trabalhista, conforme preceitua o § 14 do art. 214 do RPS, de 6-5-1999</p><p>(DOU de 12-5-1999).</p><p>Quando o período de gozo das férias tem início em um mês e término no outro,</p><p>deve-se descontar o INSS correspondente aos dias de cada mês por ocasião do dia do</p><p>pagamento das férias, por ser uma antecipação de salários.</p><p>Exemplo: O empregado entra em gozo de férias no período de 20-10-2017</p><p>a 18-11-2017: o pagamento será efetuado até o dia 17-10-2017, conforme</p><p>legislação trabalhista (art. 145 da CLT).</p><p>O pagamento das férias (antecipação de salários), com um terço a mais</p><p>determinado pela Constituição Federal, será efetuado até dois dias antes do</p><p>respectivo período. Se a empresa está pagando férias até 18-11-2017</p><p>(salários), deve descontar o INSS dos 12 dias de outubro e também dos 18</p><p>dias de novembro, separadamente; se os 12 ou 18 dias de remuneração de</p><p>férias de cada mês atingirem o limite máximo do salário de contribuição,</p><p>deve a empresa descontar dois limites máximos, sendo: um referente a 12</p><p>dias da remuneração das férias de outubro e o outro dos 18 dias das férias</p><p>de novembro; assim, haverá uma Guia de Previdência Social para cada</p><p>mês de sua respectiva competência.</p><p>Se o recolhimento não for feito dessa forma, como proceder se o</p><p>empregado, ao retornar do período de gozo de férias, solicitar demissão e</p><p>não cumprir o aviso-prévio, ou o empregador despedi-lo</p><p>sem justa causa,</p><p>com o aviso-prévio indenizado, ou o empregado vier a falecer? Como</p><p>descontar o INSS dos 18 dias de novembro se já foi efetuado esse</p><p>pagamento, acrescido de 1/3 da Constituição Federal, em 17-10-2017?</p><p>Por isso, deve-se efetuar o desconto também dos 18 dias de novembro</p><p>por ocasião do pagamento das férias até 17-10-2017, e deixá-lo</p><p>provisionado na contabilidade, para competência novembro/2017.</p><p>A seguir, para melhor compreensão e esclarecimento, apresentaremos alguns</p><p>exemplos práticos de recibos de férias que têm início em um mês e término em outro.</p><p>13.6 Férias normais com início em um mês e término</p><p>no seguinte (uma parte em dobro)</p><p>HOSPITAL PERCEPÇÃO</p><p>Luís Gonçalves</p><p>CTPS no/série: 19.837 – 00064 CE.</p><p>Departamento Administrativo.</p><p>Período aquisitivo: 1o-10-2015 a 30-9-2016.</p><p>Período de gozo das férias: 16-9-2017 a 15-10-2017.</p><p>Remuneração: R$ 1.440,00 por mês.</p><p>Teve duas faltas não abonadas no período aquisitivo.</p><p>Tem três dependentes.</p><p>Cálculo para preenchimento do recibo de férias</p><p>Período aquisitivo: 1o-10-2015 a 30-9-2016, período concessivo: 1o-10-</p><p>2016 a 30-9-2017; como o período de gozo das férias vai até 15-10-2017,</p><p>15 dias devem ser pagos em dobro.</p><p>15 dias de férias de set./2017 a R$ 48,00 = R$ 720,00</p><p>Acréscimo (1/3 da Constituição Federal). = R$ 240,00</p><p>Total da remuneração de set./2017 = R$ 960,00</p><p>(–) INSS 8% sobre 960,00 (15 dias de set./2017) = R$ 76,80</p><p>Total líquido do mês de set./2017 = R$ 883,20</p><p>15 dias de férias em out./2017 a R$ 48,00 = R$ 720,00</p><p>Acréscimo (1/3 da Constituição Federal). = R$ 240,00</p><p>Adicional do dobro das férias: 15 dias em out./2017 a R$ 48,00 = R$ 720,00</p><p>Acréscimo (1/3 da CF) sobre o dobro das férias = R$ 240,00</p><p>Total da remuneração de out./2017 = R$ 1.920,00</p><p>(–) INSS 8% s/ 960,00 (sem o adicional, art. 28, § 9o, alínea d, da Lei no</p><p>8.212/91)</p><p>= R$ 76,80</p><p>(–) IRF (R$ 960,00 de set./2017 + R$ 1.920,00 de out./2017 = R$ 2.880,00) –</p><p>INSS R$ 153,60 [8%] de set. e out. – R$ 568,77 de três dependentes = R$</p><p>2.157,63 R$ 2.157,63 × 7,5% = R$ 161,82 – R$ 142,80</p><p>= R$ 19,02</p><p>Total líquido do mês de out./2017 = R$ 1.824,18</p><p>Total líquido a receber: mês de set./2017 R$ 883,20 + R$ 1.824,18 mês de</p><p>out./2017 =</p><p>R$ 2.707,38</p><p>Conforme Portaria Interministerial do MTPS/MF no 8, de 13-1-2017 (DOU de 16-</p><p>1-2017), a tabela de alíquota é a seguinte:</p><p>TABELA DE CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS EMPREGADO,</p><p>EMPREGADO DOMÉSTICO E TRABALHADOR AVULSO, PARA PAGAMENTO</p><p>DE REMUNERAÇÃO A PARTIR DE 1o DE JANEIRO DE 2017.</p><p>Tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física a partir do mês</p><p>de abril do ano-calendário de 2015 (R$)</p><p>Alíquota para fins</p><p>de recolhimento ao</p><p>INSS (%)</p><p>Salário de contribuição</p><p>R$</p><p>Parcela a</p><p>deduzir</p><p>–</p><p>142,80</p><p>354,80</p><p>636,13</p><p>869,36</p><p>Alíquota</p><p>Isento</p><p>7,5%</p><p>15%</p><p>22,5%</p><p>27,5%</p><p>Base de Cálculo</p><p>Até 1.903,98</p><p>De 1.903,99 até 2.826,65</p><p>De 2.826,66 até 3.751,05</p><p>De 3.751,06 até 4.664,68</p><p>Acima de 4.664,68</p><p>Dependente: R$ 189,59 cada um, a partir de abril/15</p><p>Dispensa de retenção de valor igual ou inferior a R$ 10,00</p><p>8,00</p><p>9,00</p><p>11,00</p><p>até 1.659,38</p><p>de 1.659,39 até 2.765.66</p><p>de 2.765,67 até 5.531,31</p><p>AVISO DE FÉRIAS</p><p>O aviso de férias será entregue ao empregado por escrito, pelo empregador, com</p><p>antecedência mínima de 30 dias (art. 135 da CLT).</p><p>RECIBO DE FÉRIAS</p><p>O recibo de férias, documento que assegura que o empregador quitou as férias, deve</p><p>ser assinado pelo empregado até dois dias antes do início do respectivo período de</p><p>férias (art. 145 da CLT).</p><p>13.7 Férias com início em um mês e término no</p><p>seguinte e pagamento complementar</p><p>EDITORA PERCEPÇÃO S.A.</p><p>Suzy Machado</p><p>CTPS no/série: 81.412 – 00012 MG.</p><p>Departamento de Recursos Humanos.</p><p>Período aquisitivo: 2-6-2016 a 1o-6-2017.</p><p>Período de gozo das férias: 24-11-2017 a 23-12-2017.</p><p>Remuneração: R$ 2.880,00 por mês.</p><p>Não teve faltas no período aquisitivo.</p><p>Tem dois dependentes.</p><p>Teve uma promoção com 15% de reajuste a partir de 1o-12-2017; fazer</p><p>recibo complementar.</p><p>Cálculo para preenchimento do recibo de férias</p><p>7 dias de férias de nov./2017 = R$ 672,00</p><p>Acréscimo (1/3 da Constituição Federal). = R$ 224,00</p><p>Total da remuneração de nov./2017 = R$ 896,00</p><p>(–) INSS 8% s/ 896,00 (um dia de nov./2017) = R$ 71,68</p><p>Total líquido no mês de nov./2017 = R$ 824,32</p><p>23 dias de férias de dez./2017 a R$ 96,00 = R$ 2.208,00</p><p>Acréscimo (1/3 da Constituição Federal). = R$ 736,00</p><p>Total da remuneração de dez./2017 = R$ 2.944,00</p><p>(–) INSS 11% s/ 2.944,00 (tabela de agosto/17). = R$ 323,84</p><p>(–) IRF (R$ 896,00 de nov./2017 + R$ 2.944,00 de dez./2017 = R$ 3.840,00 –</p><p>INSS R$ 395,52 de nov. e dez./2017 – R$ 379,18 de 2 dependentes = R$</p><p>3.065,30. Base de cálculo: R$ 3.065,30 × 15% = R$ 459,79 – 354,80 parcela a</p><p>deduzir = R$ 104,99)</p><p>= R$ 104,99</p><p>Total líquido no mês de dez./2017 = R$ 2.515,17</p><p>Total líquido a receber no mês de nov./2017: R$ 824,32 + R$ 2.515,17 mês de</p><p>dez./2017</p><p>= R$ 3.339,49</p><p>Conforme Portaria Interministerial do MTPS/MF no 8, de 13-1-2017 (DOU de 16-</p><p>1-2017), a tabela de alíquota é a seguinte:</p><p>TABELA DE CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS EMPREGADO,</p><p>EMPREGADO DOMÉSTICO E TRABALHADOR AVULSO, PARA PAGAMENTO</p><p>DE REMUNERAÇÃO A PARTIR DE 1o DE JANEIRO DE 2017.</p><p>Tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física a partir do mês</p><p>de abril do ano-calendário de 2015 (R$)</p><p>Alíquota para fins</p><p>de recolhimento ao Salário de contribuição</p><p>Parcela a</p><p>deduzir</p><p>Alíquota</p><p>Isento</p><p>Base de Cálculo</p><p>Até 1.903,98</p><p>–</p><p>142,80</p><p>354,80</p><p>636,13</p><p>869,36</p><p>7,5%</p><p>15%</p><p>22,5%</p><p>27,5%</p><p>De 1.903,99 até 2.826,65</p><p>De 2.826,66 até 3.751,05</p><p>De 3.751,06 até 4.664,68</p><p>Acima de 4.664,68</p><p>INSS (%) R$</p><p>Dependente: R$ 189,59 cada um, a partir de abril/15</p><p>Dispensa de retenção de valor igual ou inferior a R$ 10,00</p><p>8,00</p><p>9,00</p><p>11,00</p><p>até 1.659,38</p><p>de 1.659,39 até 2.765.66</p><p>de 2.765,67 até 5.531,31</p><p>AVISO DE FÉRIAS</p><p>O aviso de férias será entregue ao empregado por escrito, pelo empregador, com</p><p>antecedência mínima de 30 dias (art. 135 da CLT).</p><p>RECIBO DE FÉRIAS</p><p>O recibo de férias, documento que assegura que o empregador quitou as férias, deve</p><p>ser assinado pelo empregado até dois dias antes do início do respectivo período de</p><p>férias (art. 145 da CLT).</p><p>RECIBO COMPLEMENTAR DE FÉRIAS</p><p>A Srª Suzy Machado teve uma promoção com um reajuste salarial de 15% a partir de</p><p>1o-12-2017. Temos então: R$ 2.880,00 × 1,15 = R$ 3.312,00.</p><p>Cálculo do complemento de férias</p><p>23 dias de férias de dez./2017 a R$ 110,40 = R$ 2.539,20</p><p>Acréscimo (1/3 da Constituição Federal). = R$ 846,40</p><p>(–) Valor pago em 21-11-2017 = (R$ 2.944,00)</p><p>Total das férias complementares em dez./2017 = R$ 441,60</p><p>– (INSS descontado sobre a diferença do valor máximo em 21-11-2017). = 48,58</p><p>– (IRF) sobre R$ 441,60; não há incidência (isento). = –</p><p>Líquido a receber das férias complementares = R$ 393,02</p><p>13.8 Férias com início em um mês e término no</p><p>seguinte, com 12 faltas não abonadas e pagamento</p><p>complementar</p><p>EDITORA PERCEPÇÃO S.A.</p><p>Abílio Soares</p><p>CTPS no/série 25.103 – 00061 BA.</p><p>Departamento Financeiro.</p><p>Período aquisitivo: 16-7-2016 a 15-7-2017.</p><p>Período de gozo de férias: 24-11-2017 a 17-12-2017.</p><p>Remuneração: R$ 1.920,00 por mês.</p><p>Teve 12 faltas não abonadas no período aquisitivo.</p><p>Teve 12% de reajuste a partir de 1o-12-2017. Fazer recibo complementar.</p><p>Não tem dependentes.</p><p>Cálculo para preenchimento do recibo de férias</p><p>7 dias de férias de nov./2017, a R$ 64,00 = R$ 448,00</p><p>Acréscimo (1/3 da Constituição Federal). = R$ 149,33</p><p>Total da remuneração de nov./2017 = R$ 597,33</p><p>(–) INSS 8% sobre 597,33 = R$ 47,79</p><p>Total líquido do mês de nov./2017 = R$ 549,54</p><p>17 dias de férias de dez./2017 a R$ 64,00 = R$ 1.088,00</p><p>Acréscimo (1/3 da Constituição Federal). = R$ 362,67</p><p>Total da remuneração de dez./2017 = R$ 1.450,67</p><p>(–) INSS 8% sobre 1.450,67 = R$ 116,05</p><p>(–) IRF (R$ 597,33 de nov./2017 + 1.450,67 de dez./2017 = 2.048,00 – INSS R$</p><p>163,84 de nov. e dez. = R$ 1.884,16) Isento</p><p>= –</p><p>Total líquido no mês de dez./2017 = R$ 1.334,62</p><p>Total líquido a receber no mês de</p><p>nov./2017: R$ 549,54 + R$1.334,62 mês de</p><p>dez./2017</p><p>= R$ 1.884,16</p><p>Conforme Portaria Interministerial do MTPS/MF no 8, de 13-1-2017 (DOU de 16-</p><p>1-2017), a tabela de alíquota é a seguinte:</p><p>TABELA DE CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS EMPREGADO,</p><p>EMPREGADO DOMÉSTICO E TRABALHADOR AVULSO, PARA PAGAMENTO</p><p>DE REMUNERAÇÃO A PARTIR DE 1o DE JANEIRO DE 2017.</p><p>Tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física a partir do mês</p><p>de abril do ano-calendário de 2015 (R$)</p><p>Alíquota para fins</p><p>de recolhimento ao</p><p>INSS (%)</p><p>Salário de contribuição</p><p>R$</p><p>Parcela a</p><p>deduzir</p><p>–</p><p>142,80</p><p>354,80</p><p>636,13</p><p>869,36</p><p>Alíquota</p><p>Isento</p><p>7,5%</p><p>15%</p><p>22,5%</p><p>27,5%</p><p>Base de Cálculo</p><p>Até 1.903,98</p><p>De 1.903,99 até 2.826,65</p><p>De 2.826,66 até 3.751,05</p><p>De 3.751,06 até 4.664,68</p><p>Acima de 4.664,68</p><p>Dependente: R$ 189,59 cada um, a partir de abril/15</p><p>Dispensa de retenção de valor igual ou inferior a R$ 10,00</p><p>8,00</p><p>9,00</p><p>11,00</p><p>até 1.659,38</p><p>de 1.659,39 até 2.765.66</p><p>de 2.765,67 até 5.531,31</p><p>AVISO DE FÉRIAS</p><p>O aviso de férias será entregue ao empregado por escrito, pelo empregador, com</p><p>antecedência mínima de 30 dias (art. 135 da CLT).</p><p>RECIBO DE FÉRIAS</p><p>O recibo de férias, documento que assegura que o empregador quitou as férias, deve</p><p>ser assinado pelo empregado até dois dias antes do início do respectivo período de</p><p>férias (art. 145 da CLT).</p><p>RECIBO COMPLEMENTAR DE FÉRIAS</p><p>O Sr. Abílio Soares teve um reajuste salarial de 12% a partir de 1o-12-2017. Temos</p><p>então: R$ 1.920,00 × 1,12 = R$ 2.150,40.</p><p>Cálculo do complemento de férias</p><p>17 dias de férias de dez./2017 a R$ 71,68 = R$ 1.218,56</p><p>Acréscimo (1/3 da Constituição Federal). = R$ 406,19</p><p>Total das férias complementares em dez./2017 = R$ 1.624,75</p><p>(–) Valor pago em 21-11-2017 = (R$ 1.450,67)</p><p>Total das férias complementares em dez./2017 = R$ 174,08</p><p>INSS 8% s/1.624,75 = R$ 129,98</p><p>(–) Valor descontado em 21-11-2017 = (R$ 116,05) = R$ 13,93</p><p>Líquido a receber das férias complementares (174,08 – 13,93). = R$ 160,15</p><p>13.9 Férias com abono pecuniário e acréscimo de 1/3,</p><p>conforme Constituição Federal</p><p>Todo empregado poderá converter 1/3 (um terço) do período de férias a que tiver</p><p>direito em abono pecuniário, no valor da remuneração das férias, já acrescida de um</p><p>terço (1/3), referido no citado artigo 7o, inciso XVII, da Constituição Federal. Para</p><p>isso é necessário que o empregado requeira tal abono até 15 dias antes do término do</p><p>período aquisitivo.</p><p>O pagamento do abono pecuniário das férias será efetuado até dois dias antes do</p><p>início do respectivo período.</p><p>Incidência do INSS, FGTS e IRF</p><p>Abono pecuniário de férias, concessão de 10 dias em dinheiro da remuneração das</p><p>férias, já acrescida do adicional de 1/3 do salário normal (até 20 dias).</p><p>INSS – Não: Lei no 8.212/91, art. 28, § 9o, alínea e, item 6, com redação</p><p>dada pela Lei no 9.711, de 20-11-1998.</p><p>FGTS – Não: CLT, art. 144.</p><p>13.10</p><p>IR – Não: Solução de Divergência no 1, de 2-1-2009, e Ato Declaratório</p><p>Interpretativo no 28, de 16-1-2009 – DOU de 19-1-2009 (vide item 14.3 do</p><p>Capítulo 1, neste livro).</p><p>Controvérsia de entendimento sobre abono</p><p>pecuniário mais 1/3 do salário normal</p><p>Após percorrer todo o Brasil, realizando cursos e palestras sobre a prática trabalhista e</p><p>considerando a Constituição Federal (inciso XVII do art. 7o), foi possível verificar que</p><p>uma das grandes controvérsias atuais da área refere-se ao abono pecuniário e ao</p><p>pagamento de 1/3 a mais do que o salário normal por ocasião do gozo de férias anuais</p><p>remuneradas. Em virtude disso, passo a demonstrar três formas de realizar o cálculo</p><p>para o pagamento do abono.</p><p>De acordo com o disposto no inciso XVII do art. 7o da Constituição brasileira,</p><p>ficou instituído o pagamento de 1/3 a mais do que o salário normal, por ocasião do</p><p>gozo de férias anuais remuneradas.</p><p>Deve-se entender por salário normal o salário fixo acrescido das gorjetas,</p><p>gratificações legais e comissões. Os adicionais por trabalho extraordinário, noturno,</p><p>insalubre ou perigoso serão computados no salário que servirá de base ao cálculo da</p><p>remuneração das férias (art. 457, § 1o, e 142, § 5o, da CLT, com alteração dada pela</p><p>Lei no 13.467, de 13-7-2017).</p><p>O pagamento de um terço a mais que o salário normal também será obrigatório</p><p>nos casos de férias em dobro, simples ou proporcionais, observando-se o disposto nos</p><p>arts. 130, 146 e 147 da CLT.</p><p>Conforme o art. 130 da CLT, o quadro de faltas não justificadas é o seguinte:</p><p>Até 5 faltas = 30 dias corridos</p><p>De 6 a 14 faltas = 24 dias corridos</p><p>De 15 a 23 faltas = 18 dias corridos</p><p>De 24 a 32 faltas = 12 dias corridos</p><p>Considerando a Instrução Normativa citada, a prescrição de pagar 1/3 a mais do</p><p>que o salário normal passou a ser 1/3 a mais da remuneração de férias de 30, 24, 18 ou</p><p>12 dias, de acordo com o número de faltas não abonadas no período aquisitivo.</p><p>Se o empregado não solicitou o abono pecuniário, não há divergência quanto ao</p><p>pagamento. Como, porém, no caso de havê-lo solicitado, podem ocorrer dúvidas,</p><p>passamos a seguir a explicitar os fatos.</p><p>PRIMEIRO EXEMPLO</p><p>A remuneração mensal de um empregado é de R$ 2.160,00; seu direito de férias é de</p><p>30 dias e vai gozar todo o período completo de férias, sem o abono pecuniário.</p><p>Temos, então:</p><p>30 dias de gozo de férias R$ 2.160,00</p><p>(+) 1/3 da remuneração, conforme art. 7o, XVII, da CF R$ 720,00</p><p>Total a receber R$ 2.880,00</p><p>A incidência do INSS, FGTS e IR deve ser sobre R$ 2.880,00.</p><p>Como dissemos, a controvérsia de entendimento existe quando o empregado</p><p>solicita o abono pecuniário de 30, 24, 18 ou 12 dias, de acordo com o número de</p><p>faltas não abonadas no período aquisitivo. Neste caso, três tipos de cálculos podem</p><p>ser realizados. Vamos apresentá-los um a um, esclarecendo o que entendemos ser o</p><p>correto.</p><p>SEGUNDO EXEMPLO</p><p>Um empregado com remuneração mensal de R$ 2.160,00, com direito a 30 dias de</p><p>gozo de férias, que tenha solicitado o abono pecuniário.</p><p>Primeiro entendimento</p><p>A Instrução Normativa no 1 (item 3) preceitua que</p><p>“o abono pecuniário, previsto no art. 143 da CLT, será calculado sobre a</p><p>remuneração das férias, já acrescida de um terço, referido no citado art. 7o,</p><p>inciso XVII, da Constituição Federal”.</p><p>Segundo o primeiro entendimento, a remuneração das férias deve ser sobre 30, 24,</p><p>18 ou 12 dias e não sobre o período de gozo das férias de 20, 16, 12 ou 8 dias. Para</p><p>calcular o abono pecuniário, conforme a Instrução Normativa citada, temos:</p><p>Remuneração de férias de 30 dias R$ 2.160,00</p><p>(+) 1/3 da remuneração, conforme art. 7o, XVII, da CF R$ 720,00</p><p>Total a receber R$ 2.880,00</p><p>Abono pecuniário = R$ 2.880,00/3 = R$ 960,00</p><p>Abono pecuniário = R$ 960,00</p><p>Esse cálculo é igual a 1/3 de R$ 2.160,00 mais 1/3 de 1/3, ou seja, o somatório de</p><p>1/3 de R$ 2.160,00 (que é igual a R$ 720,00) mais 1/3 de R$ 720,00 (que é igual a R$</p><p>240,00).</p><p>Abono pecuniário = R$ 960,00</p><p>Para o restante dos cálculos, temos:</p><p>20 dias do período de gozo de férias (20 × R$ 72,00 por dia) R$ 1.440,00</p><p>(+) Abono pecuniário de férias R$ 960,00</p><p>(+) 1/3 da remuneração integral, conforme art. 7o, XVII, da CF, e não do período</p><p>de gozo das férias (R$ 2.160,00)</p><p>R$ 720,00</p><p>Valor a ser pago R$ 3.120,00</p><p>O saldo de salários de 10 dias será pago via folha de pagamento: R$ 720,00.</p><p>Incidência de FGTS e INSS sobre Incidência de Imposto de Renda sobre</p><p>R$ 1.440,00 (20 dias de gozo de férias) R$ 1.440,00 (20 dias de gozo de férias)</p><p>R$ 720,00 (1/3, conforme CF)</p><p>R$ 720,00 (10 dias de saldo de salários) R$ 720,00 (1/3, conforme CF)</p><p>R$ 2.880,00 R$ 2.160,00</p><p>O cálculo do Imposto de Renda sobre o saldo de salário (10 dias), que é de</p><p>R$720,00, deve ser feito separadamente, conforme o art. 15, § 1o, da Instrução</p><p>Normativa no 25/96 da Receita Federal.</p><p>Esclarecimento: Esse é o procedimento que entendemos ser o correto;</p><p>respeitamos, contudo, os juristas que não pactuam com tal interpretação. Neste caso,</p><p>seguir o segundo entendimento.</p><p>Segundo entendimento</p><p>O cálculo do abono</p><p>adicional noturno, foram detidamente examinados. Nossa</p><p>preocupação foi sempre examinar a legislação do ponto de vista de cálculos a efetuar.</p><p>Se repouso semanal e feriado em comissões oferecem dificuldades de cálculo para o</p><p>profissional de recursos humanos, aí então penetramos e analisamos todas as</p><p>possibilidades. Quando súmulas são necessárias para o esclarecimento do leitor,</p><p>empreendemos criteriosa e vasta pesquisa para supri-lo da melhor informação, como</p><p>no caso de adicional noturno.</p><p>Os descontos para o INSS realizados nos rendimentos do empregado, embora</p><p>normalmente não sejam motivos de dúvida, pelo menos numa questão eles poderiam</p><p>acarretar dificuldades para quem trabalha com cálculos trabalhistas: como tratar o</p><p>aposentado que continua ou volta ao trabalho? O leitor que tiver esse tipo de dúvida</p><p>encontrará no item 7.1 do primeiro Capítulo a resposta segura: os aposentados por</p><p>idade ou por tempo de contribuição não estão isentos de contribuir para a Previdência</p><p>Social, art. 12, § 4o, da Lei no 8.212/91.</p><p>O Imposto de Renda também foi objeto de exame e mereceu de nossa parte a</p><p>citação do art. 16 da Lei no 8.134, de 27-12-1990, que trata da incidência do imposto</p><p>no décimo terceiro salário, bem como de itens da Lei no 11.482, de 31-5-2007, com</p><p>alteração dada pela Lei no 13.149, de 21-7-2015, que cuida do cálculo do Imposto de</p><p>Renda na Fonte a partir de 1o-4-2015.</p><p>Outra grande dificuldade que surge na prática trabalhista refere-se aos</p><p>procedimentos de cálculos quanto aos horistas. Vários exemplos apresentados</p><p>permitem o esclarecimento da matéria. Da mesma forma, os procedimentos relativos</p><p>aos mensalistas também foram detidamente examinados. Assim, enfocamos o</p><p>desconto do repouso semanal remunerado (RSR) para mensalista e quinzenalista.</p><p>Nessa oportunidade, além dos arts. 6o e 7o da Lei no 605/49, do art. 11 do Decreto no</p><p>27.048/49, citamos jurisprudência relativa ao desconto do repouso semanal</p><p>remunerado do mensalista ou quinzenalista. No subitem 10.2, foi objeto de estudo o</p><p>que se entende por semana. A ausência de precisão quanto ao domínio do conceito</p><p>pode levar a uma prática incorreta. Daí a nossa preocupação em citar o art. 11, § 4o, do</p><p>Decreto no 27.048/49, para dirimir dúvida no caso de falta do empregado. O domingo</p><p>e o feriado que caem no mesmo dia não levam à acumulação da remuneração. Tudo</p><p>isso pode parecer muito simples, mas onde está o fundamento legal? Nós o</p><p>oferecemos no subitem 10.3. Relativamente à compensação de sábado, quando o</p><p>sábado já é feriado, preferimos citar a decisão de um tribunal. Já em período de</p><p>repouso semanal remunerado, matéria do item 11, citamos a Súmula no 110 do TST. O</p><p>repouso do empregado, salvo motivo de conveniência pública ou necessidade</p><p>imperiosa do serviço, deverá coincidir com o domingo.</p><p>Faltas, atrasos, atestados médicos são outras questões que trazem dificuldades</p><p>para o profissional que milita na área de recursos humanos. Por isso, focalizamos a</p><p>matéria buscando esclarecer várias possibilidades.</p><p>A incidência de INSS, FGTS e Imposto de Renda na remuneração do empregado é</p><p>apresentada em quadro simples e prático, adequando-se à Lei no 13.467, de 13 de</p><p>julho de 2017 (Reforma Trabalhista). O leitor pode verificar o que estamos afirmando</p><p>correndo a vista pelo item 14 do Capítulo 1.</p><p>Para finalizar o capítulo em que tratamos da folha de pagamento, apresentamos</p><p>uma série de modalidades de cálculo de folha de pagamento, procurando focalizar</p><p>questões como: pagamento no último dia útil do mês, mensalista com desconto da</p><p>contribuição sindical, mensalista com falta não abonada, horista com adicional de</p><p>periculosidade, horista com hora extra noturna. No item 16, uma folha de pagamento</p><p>preenchida permite ao leitor tomar contato com a complexidade de todos os elementos</p><p>requeridos para o preenchimento deste importante formulário do mundo trabalhista.</p><p>No Capítulo 2, tratamos de vales-transportes, focalizamos o controle e a base de</p><p>cálculo. Como a matéria tem sido alvo de controvérsia, transcrevemos um parecer da</p><p>Secretaria de Administração Pública – Secretaria de Serviços Gerais, da Presidência</p><p>da República. Nosso objetivo foi resolver a questão sobre o entendimento quanto ao</p><p>desconto de 6% sobre o salário básico ou sobre os vencimentos do empregado. Nesse</p><p>sentido, adicionamos o Parecer no 15, da Coordenação de Análise, Orientação e</p><p>Normas (Canor), de 28-12-1992. Aqui, podemos dizer que o mundo das relações</p><p>trabalhistas é tão complexo que mesmo as normas mais simples podem oferecer</p><p>possibilidade de ambiguidade, como é o caso dos vales-transportes.</p><p>Estrategicamente, colocamos no Capítulo 3 um dos assuntos mais intrincados do</p><p>mundo do trabalho: o cálculo da remuneração das férias. Partimos de questões</p><p>elementares, como período de férias no caso de faltas do empregado e condições em</p><p>que a ausência do empregado não é considerada falta ao serviço. Também</p><p>consideramos a perda total do direito de férias e a prescrição do direito de pleitear a</p><p>reparação de crédito de férias resultante da relação de trabalho.</p><p>Um problema que enfrentamos e que tem sido objeto de controvérsias diz respeito</p><p>ao acréscimo de um terço ao salário normal quando do gozo das férias. Embasamos</p><p>nossos argumentos na Instrução Normativa no 1/1988, bem como na Súmula no 328 do</p><p>TST, que trata do terço constitucional.</p><p>Outros assuntos relativos a férias, como férias na vigência do contrato de trabalho,</p><p>férias na rescisão do contrato de trabalho, férias pagas na rescisão do contrato de</p><p>trabalho, o não desconto de INSS e IRRF sobre férias indenizadas, pagamento da</p><p>primeira parcela do 13o salário por ocasião das férias, desconto do imposto de renda</p><p>sobre férias, férias coletivas, férias proporcionais, foram examinados sempre levando</p><p>em conta possíveis dificuldades e explicitando os artigos de lei. E para facilitar a</p><p>aprendizagem nessa importante área de recursos humanos, apresentamos variadas</p><p>modalidades de cálculos: férias normais de 30 dias (mensalista), férias normais com</p><p>15 dias de faltas não abonadas (mensalista), férias em dobro e pagamento</p><p>complementar (mensalista), horista que recebe adicional noturno, horista que recebe</p><p>adicional de periculosidade e ficou afastado um período e recebeu auxílio-doença,</p><p>férias com período de gozo que tem início em um mês e término no seguinte, férias</p><p>com início em um mês e término no seguinte e pagamento complementar, férias com</p><p>início em um mês e término no seguinte com 12 faltas não abonadas e pagamento</p><p>complementar, férias com abono pecuniário e acréscimo de 1/3, conforme</p><p>Constituição Federal, inclusive em até três períodos, conforme Reforma Trabalhista</p><p>(Lei no 13.467/2017). Aqui, permita-nos o leitor, alongamos a explicitação, porque</p><p>sabemos que o assunto é por demais polêmico. Apresentamos vários exemplos e</p><p>variados entendimentos. Esperamos ter oferecido resposta segura para os que militam</p><p>na área. Ainda com relação às modalidades de férias, cuidados nos casos de horista</p><p>com adicional de periculosidade, mensalista que teve férias coletivas, horista com</p><p>horas extras e 15 faltas não abonadas. Assim, tendo apresentado um número grande</p><p>de casos práticos, estamos certos de que o leitor poderá, exercitando-se, assimilar a</p><p>matéria.</p><p>No mundo das relações do trabalho, o profissional, além de sólidos conhecimentos</p><p>matemáticos, precisa de conhecimentos legislativos, que exigem aperfeiçoamento</p><p>contínuo. Quem se dispõe a trabalhar nessa área de importância relevante para o</p><p>sucesso de uma empresa, além de habilidade no manuseio de papéis e documentos,</p><p>deve gostar de cálculo e da pesquisa legislativa. A consulta permanente de livros e de</p><p>jornais e a</p><p>pecuniário é realizado da seguinte maneira:</p><p>Remuneração do período de gozo das férias (20 dias). R$ 1.440,00</p><p>(+) 1/3, conforme art. 7o, inciso XVII, da CF, do valor total da remuneração das</p><p>férias (R$ 2.160,00).</p><p>R$ 720,00</p><p>Total R$ 2.160,00</p><p>Abono pecuniário = R$ 2.160,00/3 = R$ 720,00</p><p>Abono pecuniário = R$ 720,00</p><p>Esse cálculo refere-se apenas a 1/3 de R$ 2.160,00, sem considerar mais 1/3 do</p><p>1/3. Para o restante dos cálculos, temos:</p><p>20 dias do período de gozo das férias (20 × R$ 72,00 por dia) R$ 1.440,00</p><p>(+) Abono pecuniário das férias R$ 720,00</p><p>(+) 1/3 da remuneração integral das férias e não do período de gozo de férias</p><p>(R$ 2.160,00).</p><p>R$ 720,00</p><p>R$ 2.880,00</p><p>O saldo de salários de 10 dias será pago via folha de pagamento: R$ 720,00.</p><p>Incidência de FGTS e INSS sobre Incidência de Imposto de Renda sobre</p><p>R$ 1.440,00 (20 dias de gozo de férias) R$ 1.440,00 (20 dias de gozo de férias)</p><p>R$ 720,00 (1/3 conforme CF)</p><p>R$ 720,00 (10 dias de saldo de salários) R$ 720,00 (1/3 conforme CF)</p><p>R$ 2.880,00 R$ 2.160,00</p><p>O cálculo do Imposto de Renda sobre o saldo de salários (10 dias = R$ 720,00)</p><p>deve ser feito separadamente, conforme o art. 15, § 1o, da Instrução Normativa no</p><p>25/96 da Receita Federal.</p><p>Esclarecimento: Há diferença entre o primeiro entendimento e o segundo. Neste, o</p><p>cálculo do abono pecuniário é feito sobre a remuneração do período de gozo das férias</p><p>de 20, 16, 12 ou 8 dias, e não sobre a remuneração de férias (conforme art. 130 da</p><p>CLT) de 30, 24, 18 ou 12 dias. Neste caso, a incidência de INSS e FGTS está correta,</p><p>mas o empregado recebe menos R$ 240,00 no abono pecuniário.</p><p>Há entendimento de que este procedimento é o correto. Fica, pois, a critério de</p><p>cada empregador solicitar ao departamento jurídico de sua organização uma</p><p>apreciação da matéria e adotar o primeiro ou o segundo entendimento.</p><p>Terceiro entendimento</p><p>Cálculo do abono pecuniário, conforme a Instrução Normativa no 1:</p><p>Remuneração das férias (30 dias). R$ 2.160,00</p><p>(+) 1/3 da remuneração, conforme art. 7o, XVII, da CF R$ 720,00</p><p>Total R$ 2.880,00</p><p>Abono pecuniário = R$ 2.880,00/3 = R$ 960,00</p><p>Abono pecuniário = R$ 960,00</p><p>Esse cálculo é igual a 1/3 de R$ 2.160,00 mais 1/3 de 1/3, ou seja, o somatório 1/3</p><p>de R$ 2.160,00 = R$ 720,00 mais 1/3 de R$ 720,00 = R$ 240,00.</p><p>R$ 720,00 (1/3 de R$ 2.160,00)</p><p>R$ 240,00 (1/3 de R$ 720,00)</p><p>R$ 960,00</p><p>Abono pecuniário = R$ 960,00</p><p>Para o restante dos cálculos, temos:</p><p>20 dias do período de gozo das férias (20 × 72,00 por dia) R$ 1.440,00</p><p>(+) Abono pecuniário das férias R$ 960,00</p><p>(+) 1/3, conforme CF, da remuneração apenas do período de</p><p>gozo das férias (R$ 1.440,00) R$ 480,00</p><p>Valor a ser pago R$ 2.880,00</p><p>O saldo de salários de 10 dias será pago via folha de pagamentos: R$ 720,00.</p><p>Incidência de FGTS e INSS sobre Incidência de Imposto de Renda sobre</p><p>R$ 1.440,00 (20 dias de gozo de férias) R$ 1.440,00 (20 dias de gozo de férias)</p><p>R$ 480,00 (1/3, conforme CF)</p><p>R$ 720,00 (10 dias de saldo de salários) R$ 480,00 (1/3, conforme CF)</p><p>R$ 2.640,00 R$ 1.920,00</p><p>O cálculo do Imposto de Renda sobre o saldo de salários (10 dias), R$ 720,00,</p><p>deve ser feito separadamente, conforme art. 15, § 1o, da Instrução Normativa no 25/96</p><p>da Receita Federal.</p><p>Esclarecimento: Este cálculo diverge do cálculo feito segundo o primeiro</p><p>entendimento, uma vez que, para alguns, 1/3 (conforme prescreve o art. 7o, inciso</p><p>XVII, da Constituição Federal) deve ser sobre o valor pago referente ao período de</p><p>13.11</p><p>13.11.1</p><p>gozo das férias (20 dias), que é igual a R$ 1.440,00, e não sobre o valor da</p><p>remuneração das férias (30 dias = R$ 2.160,00), pagando apenas R$ 480,00 e não R$</p><p>720,00. Neste caso, o empregado recebe R$ 240,00 a menos. Alertamos o empregador</p><p>de que o total das incidências do FGTS e INSS, neste caso, foi de R$ 2.640,00; estão</p><p>faltando R$ 240,00, e o auditor fiscal do Trabalho vai exigir o depósito do FGTS</p><p>sobre R$ 240,00, e o fiscal da Previdência Social (INSS) vai levantar débito sobre R$</p><p>240,00. Se o empregado tivesse gozado os 30 dias de férias, o valor do FGTS incidiria</p><p>sobre R$ 2.880,00. Ora, não é porque o empregado solicitou o abono pecuniário que</p><p>este valor vai reduzir-se para R$ 2.640,00.</p><p>Férias de acordo com o primeiro e o segundo</p><p>entendimento</p><p>Mensalista com pagamento complementar</p><p>Editora Percepção S.A.</p><p>Kátia Rodrigues</p><p>CTPS no/série 35.216 – 223ª PA.</p><p>Departamento Editorial</p><p>Período aquisitivo: 18-8-2016 a 17-8-2017.</p><p>Período de gozo: 02-10-2017 a 21-10-2017.</p><p>Remuneração: R$ 1.380,00 por mês.</p><p>A empregada solicitou 1/3 em abono pecuniário, sendo-lhe concedido no</p><p>período de 22-10-2017 a 31-10-2017.</p><p>Não teve faltas.</p><p>Tem cinco dependentes.</p><p>Teve 20% de reajuste a partir de 1o-10-2017. Fazer recibo complementar.</p><p>CÁLCULO DE FÉRIAS DE ACORDO COM O PRIMEIRO</p><p>ENTENDIMENTO</p><p>1. Cálculo para preenchimento do recibo de férias</p><p>20 dias de gozo de férias a R$ 46,00 = R$ 920,00</p><p>(+) acréscimo de 1/3, conforme Constituição Federal, de 30 dias = R$ 460,00</p><p>Total da remuneração das férias = R$ 1.380,00</p><p>(–) INSS 8% s/ 1.380,00 = R$ 110,40</p><p>(–) IRF R$ 1.380,00 de férias e 1/3 da CF – R$ 110,40 INSS – R$ 947,95, 5 dep.</p><p>= R$ 321,65 (Isento).</p><p>= R$ –</p><p>Líquido a receber = R$ 1.269,60</p><p>CÁLCULO DE FÉRIAS DE ACORDO COM O SEGUNDO</p><p>ENTENDIMENTO</p><p>2. Cálculo para preenchimento do recibo de férias</p><p>20 dias de gozo de férias a R$ 46,00 = R$ 920,00</p><p>(+) acréscimo de 1/3, conforme Constituição Federal, de 20 dias = R$ 306,67</p><p>Total da remuneração das férias = R$ 1.226,67</p><p>(–) INSS 8% s/ 1.226,67 = R$ 98,13</p><p>(–) IRF (R$ 1.226,67 de férias e 1/3 da CF – R$ 98,13 INSS – R$ 947,95, 5 dep.</p><p>= R$ 180,59): Isento</p><p>= R$ –</p><p>Líquido a receber = R$ 1.128,54</p><p>Conforme Portaria Interministerial do MTPS/MF no 8, de 13-1-2017 (DOU de 16-</p><p>1-2017), a tabela de alíquota é a seguinte:</p><p>TABELA DE CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS EMPREGADO,</p><p>EMPREGADO DOMÉSTICO E TRABALHADOR AVULSO, PARA PAGAMENTO</p><p>DE REMUNERAÇÃO A PARTIR DE 1o DE JANEIRO DE 2017.</p><p>Tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física a partir do mês</p><p>de abril do ano-calendário de 2015 (R$)</p><p>Alíquota para fins</p><p>de recolhimento ao</p><p>INSS (%)</p><p>Salário de contribuição</p><p>R$</p><p>Parcela a</p><p>deduzir</p><p>–</p><p>142,80</p><p>354,80</p><p>636,13</p><p>869,36</p><p>Alíquota</p><p>Isento</p><p>7,5%</p><p>15%</p><p>22,5%</p><p>27,5%</p><p>Base de Cálculo</p><p>Até 1.903,98</p><p>De 1.903,99 até 2.826,65</p><p>De 2.826,66 até 3.751,05</p><p>De 3.751,06 até 4.664,68</p><p>Acima de 4.664,68</p><p>Dependente: R$ 189,59 cada um, a partir de abril/15</p><p>Dispensa de retenção de valor igual ou inferior a R$ 10,00</p><p>8,00</p><p>9,00</p><p>11,00</p><p>até 1.659,38</p><p>de 1.659,39 até 2.765.66</p><p>de 2.765,67 até 5.531,31</p><p>AVISO DE FÉRIAS</p><p>O aviso de férias será entregue ao empregado por escrito, pelo empregador, com</p><p>antecedência mínima de 30 dias (art. 135 da CLT).</p><p>1. RECIBO DE FÉRIAS (primeiro entendimento)</p><p>O recibo de férias, documento que assegura que o empregador quitou as férias, deve</p><p>ser assinado pelo empregado até dois dias antes do início do respectivo período de</p><p>férias (art. 145 da CLT).</p><p>* Cálculo do IRF: R$ 1.380,00 (férias + 1/3 do CF) – R$ 110,40 (INSS) – R$ 947,95</p><p>(5 dep.) = R$ 321,65 (isento).</p><p>2. RECIBO DE FÉRIAS (segundo entendimento)</p><p>Nesse recibo, calculamos o acréscimo de 1/3 do art. 7o, inciso XVII, sobre o valor do</p><p>período de gozo das férias, 20 dias, que é igual a R$ 920,00, e não sobre o valor da</p><p>remuneração das férias de 30 dias, que é igual a R$ 1.380,00. Esse cálculo reduz o</p><p>valor de depósito do FGTS e da contribuição sobre o INSS. Se o empregado tivesse</p><p>gozado 30 dias de férias, o valor do FGTS e da contribuição sobre o INSS incidiria</p><p>sobre R$ 1.840,00 (1.380,00 30 dias + 460,00 1/3, conforme Constituição Federal).</p><p>Nesse cálculo incidirá o depósito do FGTS e INSS sobre:</p><p>R$ 920,00 (20 dias de gozo de férias)</p><p>R$ 306,67 (1/3, conforme Constituição Federal, dos 20 dias)</p><p>R$ 460,00 (10 dias de saldo de salário)</p><p>R$ 1.686,67</p><p>Se o empregado tivesse gozado 30 dias de férias, o valor do FGTS e do INSS</p><p>incidiria sobre</p><p>R$ 1.840,00; esse cálculo de 1/3, conforme Constituição Federal, sobre</p><p>os 20 dias, reduz-se para R$ 1.686,67, ficando uma diferença a menor de R$ 153,33.</p><p>* Cálculo do IRF: R$ 1.226,67 (férias + 1/3 do CF) – R$ 98,13 (INSS) – R$ 947,95 (5</p><p>dep.) = R$ 180,59 (isento).</p><p>3. RECIBO DE ABONO DE FÉRIAS</p><p>Kátia Rodrigues</p><p>ABONO PECUNIÁRIO DE ACORDO COM O PRIMEIRO</p><p>ENTENDIMENTO</p><p>(Os variados entendimentos sobre o pagamento do abono pecuniário estão</p><p>explicitados no item 13.10.)</p><p>Cálculo do abono de férias</p><p>Abono de 10 dias (1/3 de 30 dias de férias) a R$ 46,00 = R$ 460,00</p><p>(+) acréscimo (1/3, conforme Constituição Federal). = R$ 153,33</p><p>Total do abono pecuniário (1/3 de 40 dias). = R$ 613,33</p><p>4. RECIBO DE ABONO DE FÉRIAS</p><p>CÁLCULOS DE ACORDO COM O SEGUNDO ENTENDIMENTO</p><p>(Os variados entendimentos sobre o pagamento do abono pecuniário estão</p><p>explicitados no item 13.10.)</p><p>Cálculo do abono de férias</p><p>Remuneração do período de gozo das férias, 20 dias a R$ 46,00 = R$ 920,00</p><p>(+) 1/3, conforme Constituição Federal, de 30 dias (1.380,00). = R$ 460,00</p><p>Total = R$ 1.380,00</p><p>Abono pecuniário: R$ 1.380,00/3 = 460,00</p><p>Abono pecuniário = R$ 460,00</p><p>5. RECIBO DE ABONO DE FÉRIAS (primeiro</p><p>entendimento)</p><p>O recibo de férias e o recibo de abono de férias, documentos que asseguram que o</p><p>empregador quitou as férias, devem ser assinados pelo empregado até dois dias antes</p><p>do início do respectivo período de férias (art. 145 da CLT).</p><p>O recibo de abono de férias não integrará a remuneração do empregado para fins</p><p>trabalhistas e previdenciários (art. 144 da CLT e Lei no 8.212/91, art. 28, § 9o, alínea e,</p><p>item 6). IRF, não há incidência, ver item 14.3 do Capítulo 1, neste livro.</p><p>6. RECIBO DE ABONO DE FÉRIAS (segundo</p><p>entendimento)</p><p>7. RECIBO COMPLEMENTAR DE FÉRIAS</p><p>Kátia Rodrigues</p><p>CÁLCULOS DE ACORDO COM O PRIMEIRO ENTENDIMENTO</p><p>(Reajuste de 20% a partir de 1o-10-2017, passando o salário de R$ 1.380,00</p><p>para R$ 1.656,00 por mês)</p><p>Cálculo do complemento de férias</p><p>20 dias de gozo de férias de out./2017 a R$ 55,20 R$ 1.104,00</p><p>(+) Acréscimo (1/3 conforme CF) de 30 dias R$ 552,00</p><p>(–) Valor pago em 29-9-2017 (R$ 1.380,00)</p><p>Total das férias complementares em out./2017 R$ 276,00</p><p>(–) INSS 8% s/ 1.656,00 em out./2017 R$ 132,48</p><p>(+) Valor desc. em 29-9-2017 R$ (110,40)</p><p>(–) IRF R$ 276,00 de complemento de férias: isento –</p><p>Líquido a receber das férias complementares R$ 253,92</p><p>7-A. RECIBO COMPLEMENTAR DE FÉRIAS</p><p>(Reajuste de 20% a partir de 1o-10-2017)</p><p>8. RECIBO COMPLEMENTAR DE FÉRIAS</p><p>CÁLCULOS DE ACORDO COM O SEGUNDO ENTENDIMENTO</p><p>(Reajuste de 20% a partir de 1o-10-2017, passando o salário de R$ 1.380,00</p><p>para R$ 1.656,00 por mês)</p><p>Cálculo do complemento de férias</p><p>20 dias de gozo de férias de out./2017 a R$ 55,20 R$ 1.104,00</p><p>(+) Acréscimo (1/3, conforme CF) de 20 dias R$ 368,00</p><p>(–) Valor pago em 29-9-2017 (R$ 1.226,67)</p><p>Total das férias complementares em out./2017 R$ 245,33</p><p>(–) INSS 8% s/ 1.472,00 em out./2017 R$ 117,76</p><p>(+) Valor desc. em 29-9-2017 R$ (98,13)</p><p>(–) IRF R$ 245,33 de complemento de férias: isento –</p><p>Líquido a receber das férias complementares R$ 225,70</p><p>8-A. RECIBO COMPLEMENTAR DE FÉRIAS</p><p>(Reajuste de 20% a partir de 1o-10-2017)</p><p>Nesse recibo, calculamos o acréscimo de 1/3 do art. 7o, inciso XVII, sobre o valor do</p><p>período de gozo das férias, 20 dias, que é igual a R$ 1.104,00, e não sobre o valor da</p><p>remuneração das férias de 30 dias, que é igual a R$ 1.656,00. Esse cálculo reduz o</p><p>valor de depósito do FGTS e da contribuição sobre o INSS. Se o empregado tivesse</p><p>gozado 30 dias de férias, o valor do FGTS e da contribuição sobre o INSS incidiria</p><p>sobre R$ 2.208,00 (1.656,00 30 dias + 552,00 1/3, conforme Constituição Federal).</p><p>Nesse cálculo incidirá o depósito do FGTS e INSS sobre:</p><p>R$ 1.104,00 (20 dias de gozo de férias)</p><p>R$ 368,00 (1/3, conforme Constituição Federal, dos 20 dias)</p><p>R$ 520,00 (10 dias de saldo de salários)</p><p>R$ 2.024,00</p><p>Se o empregado tivesse gozado 30 dias de férias, o valor do FGTS e do INSS</p><p>incidiria sobre R$ 2.208,00; esse cálculo de 1/3, conforme Constituição Federal, sobre</p><p>os 20 dias, reduz-se para R$ 2.024,00, ficando uma diferença a menor de R$ 184,00.</p><p>9. RECIBO COMPLEMENTAR DE FÉRIAS (Reajuste</p><p>de 20% a partir de 1o-10-2017)</p><p>10. RECIBO COMPLEMENTAR DE ABONO DE</p><p>FÉRIAS</p><p>CÁLCULOS DE ACORDO COM O PRIMEIRO ENTENDIMENTO</p><p>A Sra. Kátia Rodrigues teve um reajuste salarial de 20% a partir de 1o-10-</p><p>2017. O preenchimento do recibo complementar do período de gozo das</p><p>férias de 02-10-2017 a 21-10-2017, que foram pagas em 29-9-2017,</p><p>observará os seguintes cálculos:</p><p>Maior remuneração mensal = R$ 1.380,00 × 1,20 = R$ 1.656,00.</p><p>Cálculo do complemento de abono de férias</p><p>Abono de 10 dias (1/3 de 30 dias de férias) a R$ 55,20 R$ 552,00</p><p>(+) Acréscimo (1/3 conforme Constituição Federal). R$ 184,00</p><p>(–) Valor pago em 28-9-2017. (R$ 613,33)</p><p>Total do complemento do abono de férias em out./2017 R$ 122,67</p><p>10-A. RECIBO COMPLEMENTAR DE ABONO DE</p><p>FÉRIAS (PRIMEIRO ENTENDIMENTO)</p><p>(Reajuste de 20% a partir de 1o-10-2017)</p><p>11. RECIBO COMPLEMENTAR DE ABONO E DE</p><p>FÉRIAS</p><p>(Reajuste de 20% a partir de 1o-10-2017)</p><p>CÁLCULOS DE ACORDO COM O SEGUNDO ENTENDIMENTO</p><p>Recibo complementar de férias</p><p>(Os variados entendimentos sobre o pagamento do abono pecuniário estão</p><p>explicitados no item 13.10.)</p><p>Maior remuneração mensal = R$ 1.380,00 × 1,20 = R$ 1.656,00</p><p>Cálculo do complemento de abono de férias</p><p>Remuneração do período de gozo das férias, 20 dias a R$ 55,20 R$ 1.104,00</p><p>(+) 1/3, conforme Constituição Federal, de 30 dias (R$ 1.656,00/3). R$ 552,00</p><p>Valor pago em 29-9-2017 (R$ 1.380,00)</p><p>Total R$ 276,00</p><p>Complemento do abono de férias em out./2017:</p><p>R$ 276,00/3 = R$ 92,00</p><p>Complemento do abono de férias em out./2017 R$ 92,00</p><p>11-A. RECIBO COMPLEMENTAR DE ABONO DE</p><p>FÉRIAS (SEGUNDO ENTENDIMENTO)</p><p>(Reajuste de 20% a partir de 1o-10-2017)</p><p>13.11.2 Horista com adicional de periculosidade</p><p>Indústria Metalúrgica Ltda.</p><p>Paulo Alexandre</p><p>CTPS no 48.838 – 00084 PE.</p><p>Departamento de Ferramentaria.</p><p>Período aquisitivo: 1o-2-2016 a 31-1-2017.</p><p>Período de gozo das férias: 02-10-2017 a 21-10-2017</p><p>O empregado solicitou 1/3 de suas férias em abono pecuniário, que lhe foi</p><p>concedido no período de 22-10-2017 a 31-10-2017.</p><p>Salário: R$ 7,80 por hora e recebe adicional de periculosidade.</p><p>Não tem dependentes e não teve faltas no período aquisitivo.</p><p>Remuneração mensal:</p><p>Salário 220 h × R$ 7,80 por hora = R$ 1.716,00</p><p>Adicional de periculosidade 30% s/1.716,00 = R$ 514,80</p><p>Maior remuneração mensal = R$ 2.230,80</p><p>CÁLCULOS DE ACORDO COM O PRIMEIRO ENTENDIMENTO</p><p>(Os variados entendimentos sobre o pagamento do abono pecuniário estão</p><p>explicitados no item 13.10.)</p><p>1. Cálculo para preenchimento do recibo de férias</p><p>20 dias de férias a R$ 74,36 R$ 1.487,20</p><p>(+) Acréscimo (1/3, conforme CF, de 30 dias). R$ 743,60</p><p>Total da remuneração de férias R$ 2.230,80</p><p>(–) INSS 9% sobre R$ 2.230,80 R$ 200,77</p><p>(–) IRF R$ 2.230,80 de férias e 1/3 da CF – INSS de R$ 200,77 = R$ 2.230,80;</p><p>base de cálculo = R$ 2.030,03 × 7,5% = R$ 152,25 – R$ 142,80 (parcela a</p><p>deduzir) = R$ 9,45 (dispensa de retenção).</p><p>–</p><p>Líquido a receber R$ 2.030,03</p><p>CÁLCULO DE FÉRIAS DE ACORDO COM O SEGUNDO</p><p>ENTENDIMENTO</p><p>(Os variados entendimentos sobre o pagamento do abono pecuniário estão</p><p>explicitados no item 13.10.)</p><p>2. Cálculo para preenchimento do recibo de férias</p><p>20 dias de gozo de férias a R$ 74,36 R$ 1.487,20</p><p>(+) Acréscimo (1/3, conforme CF, de 20 dias). R$ 495,73</p><p>Total da remuneração de férias R$ 1.982,93</p><p>(–) INSS 9% sobre R$ 1.982,93 R$ 178,46</p><p>(–) IRF: R$ 1.982,93 (férias + 1/3 da CF) – R$ 178,46 (INSS) = R$ 1.804,47.</p><p>Base de cálculo = R$ 1.804,47 (isento).</p><p>–</p><p>Líquido a receber R$ 1.804,47</p><p>Conforme Portaria Interministerial do MTPS/MF no 8, de 13-1-2017 (DOU de 16-</p><p>1-2017), a tabela de alíquota é a seguinte:</p><p>TABELA DE CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS EMPREGADO,</p><p>EMPREGADO DOMÉSTICO E TRABALHADOR AVULSO, PARA PAGAMENTO</p><p>DE REMUNERAÇÃO A PARTIR DE 1o DE JANEIRO DE 2017.</p><p>Tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física a partir do mês</p><p>de abril do ano-calendário de 2015 (R$)</p><p>Alíquota para fins</p><p>de recolhimento ao</p><p>INSS (%)</p><p>Salário de contribuição</p><p>R$</p><p>Parcela a</p><p>deduzir</p><p>–</p><p>142,80</p><p>354,80</p><p>636,13</p><p>869,36</p><p>Alíquota</p><p>Isento</p><p>7,5%</p><p>15%</p><p>22,5%</p><p>27,5%</p><p>Base de Cálculo</p><p>Até 1.903,98</p><p>De 1.903,99 até 2.826,65</p><p>De 2.826,66 até 3.751,05</p><p>De 3.751,06 até 4.664,68</p><p>Acima de 4.664,68</p><p>Dependente: R$ 189,59 cada um, a partir de abril/15</p><p>Dispensa de retenção de valor igual ou inferior a R$ 10,00</p><p>8,00</p><p>9,00</p><p>11,00</p><p>até 1.659,38</p><p>de 1.659,39 até 2.765.66</p><p>de 2.765,67 até 5.531,31</p><p>AVISO DE FÉRIAS</p><p>O aviso de férias será entregue ao empregado por escrito, pelo empregador, com</p><p>antecedência mínima de 30 dias (art. 135 da CLT).</p><p>1. RECIBO DE FÉRIAS (primeiro entendimento)</p><p>O recibo de férias, documento que assegura que o empregador quitou as férias, deve</p><p>ser assinado pelo empregado até dois dias antes do início do respectivo período de</p><p>férias (art. 145 da CLT).</p><p>*Cálculo do IRF: R$ 2.230,80 (férias + 1/3 da CF) – R$ 200,77 (INSS) = R$</p><p>2.030,03. Base de cálculo = R$ 2.030,03 × 7,5% = R$ 152,25 – R$ 142,80 (parcela a</p><p>deduzir) = R$ 9,45 (dispensa de retenção) – R$ 10,00.</p><p>CÁLCULO DE ABONO DE FÉRIAS DE ACORDO COM O PRIMEIRO</p><p>ENTENDIMENTO</p><p>(Os variados entendimentos sobre o pagamento do abono pecuniário estão</p><p>explicitados no item 13.10.)</p><p>2. RECIBO DE ABONO DE FÉRIAS (primeiro</p><p>entendimento)</p><p>O recibo de férias e o recibo de abono de férias, documentos que asseguram que o</p><p>empregador quitou as férias, devem ser assinados pelo empregado até dois dias antes</p><p>do início do respectivo período de férias (art. 145 da CLT).</p><p>O recibo de abono de férias não integrará a remuneração do empregado para fins</p><p>trabalhistas e previdenciários (art. 144 da CLT e Lei no 8.212/91, art. 28, § 9o, alínea e,</p><p>item 6). IRF, não há incidência, ver item 14.3 do Capítulo 1, neste livro.</p><p>Cálculo do abono de férias</p><p>Remuneração do período de gozo das férias, 20 dias a R$ 74,36 R$ 1.487,20</p><p>(+) 1/3, conforme Constituição Federal, de 30 dias (2.230,80). R$ 743,60</p><p>Total R$ 2.230,80</p><p>Abono pecuniário: R$ 2.230,80/3 = R$ 743,60</p><p>Abono pecuniário R$ 743,60</p><p>2. RECIBO DE FÉRIAS (segundo entendimento)</p><p>Nesse recibo, calculamos o acréscimo de 1/3 do art. 7o, inciso XVII, sobre o valor do</p><p>período de gozo das férias, 20 dias, que é igual a R$ 1.487,20, e não sobre o valor da</p><p>remuneração das férias de 30 dias, que é igual a R$ 2.230,80. Esse cálculo reduz o</p><p>valor de depósito do FGTS e da contribuição sobre o INSS. Se o empregado tivesse</p><p>gozado 30 dias de férias, o valor do FGTS e da contribuição sobre o INSS incidiria</p><p>sobre R$ 2.974,40 (2.230,80 30 dias + 746,60 1/3, conforme Constituição Federal).</p><p>Nesse cálculo incidirá o depósito do FGTS e INSS sobre:</p><p>R$ 1.487,20 (20 dias de gozo de férias)</p><p>R$ 495,73 (1/3, conforme Constituição Federal, dos 20 dias)</p><p>R$ 743,60 (10 dias de saldo de salários)</p><p>R$ 2.726,53</p><p>Se o empregado tivesse gozado 30 dias de férias, o valor do FGTS e do INSS</p><p>incidiria sobre R$ 2.974,40; esse cálculo de 1/3, conforme Constituição Federal, sobre</p><p>os 20 dias, reduz-se para R$ 2.726,53, ficando uma diferença a menor de R$ 247,87.</p><p>RECIBO DE FÉRIAS (segundo entendimento)</p><p>Cálculo do IRF: R$ 1.982,93 (férias + 1/3 do CF) – R$ 178,46 (INSS) = R$ 1.804,47</p><p>(isento).</p><p>CÁLCULO DE ABONO DE FÉRIAS DE ACORDO COM O SEGUNDO</p><p>ENTENDIMENTO</p><p>(Os variados entendimentos sobre o pagamento do abono pecuniário estão</p><p>explicitados no item 13.10.)</p><p>Paulo Alexandre</p><p>1. RECIBO DE ABONO DE FÉRIAS</p><p>Cálculo do abono de férias</p><p>Salário mensal = R$ 7,80 por hora × 220h = R$ 1.716,00</p><p>Maior remuneração mensal = R$ 1.716,00 + R$ 514,80 (30% de adicional de</p><p>periculosidade) = 2.230,80</p><p>Abono de 10 dias a R$ 74,36 R$ 743,60</p><p>(+) Acréscimo (1/3 conforme Constituição Federal). R$ 247,87</p><p>Total do abono pecuniário (1/3 de 40 dias). R$ 991,47</p><p>1. RECIBO DE ABONO DE FÉRIAS (segundo</p><p>entendimento)</p><p>O recibo de férias e o recibo de abono de férias, documentos que asseguram que o</p><p>empregador quitou as férias, devem ser assinados pelo empregado até dois dias antes</p><p>do início do respectivo período de férias (art. 145 da CLT).</p><p>O recibo de abono de férias não integrará a remuneração do empregado para fins</p><p>trabalhistas e previdenciários (art. 144 da CLT e Lei no 8.212/91, art. 28, § 9o, alínea e,</p><p>item 6). IRF, não há incidência, ver item 14.3 do Capítulo 1, neste livro.</p><p>13.11.3 Mensalista que teve férias coletivas</p><p>Editora Percepção S.A.</p><p>André Pereira</p><p>Admitido em 4-9-2007.</p><p>CTPS no/série 00559 – 00079 GO.</p><p>Departamento Administrativo.</p><p>Período aquisitivo: 4-9-2016 a 3-9-2017.</p><p>Período de gozo das férias: 16-9-2017 a 21-9-2017.</p><p>Remuneração: R$ 1.620,00 por mês.</p><p>O empregador concedeu férias coletivas ao Sr. André Pereira no período de</p><p>24-12-2016 a 2-1-2017.</p><p>O empregado solicitou 1/3 das férias em abono pecuniário, que lhe foi</p><p>concedido no período de 22-9-2017 a 29-9-2017.</p><p>Teve 14 faltas não abonadas no período aquisitivo.</p><p>Não tem dependentes.</p><p>CÁLCULOS DE ACORDO COM O PRIMEIRO ENTENDIMENTO</p><p>(Os variados entendimentos sobre o pagamento do abono pecuniário estão</p><p>explicitados no item 13.10.)</p><p>Cálculo do abono de férias</p><p>Abono de 8 dias (1/3 de 24 dias de férias) a R$ 54,00 R$ 432,00</p><p>(+) Acréscimo (1/3 conforme Constituição Federal). R$ 144,00</p><p>Total do abono pecuniário (1/3 de 32 dias). R$ 576,00</p><p>Cálculo para o recibo de férias</p><p>O empregado teve 14 faltas; portanto, tem direito a 24 dias de férias. Como</p><p>pediu 1/3 de suas férias em abono pecuniário, elas serão de 16 dias menos</p><p>10 dias de férias coletivas. O saldo é de 6 dias de férias (24 dias – 8 dias de</p><p>abono – 10 dias de férias coletivas = 6).</p><p>6 dias de férias a R$ 54,00 R$ 324,00</p><p>(+) Acréscimo de 1/3, conforme CF, de 14 dias R$ 252,00</p><p>Nota: quando o empregado saiu em férias coletivas, durante dez dias, recebeu na ocasião 1/3 da</p><p>remuneração, conforme Constituição Federal (24 dias de férias – 10 dias de férias coletivas = 14 dias).</p><p>Total da remuneração das férias R$ 576,00</p><p>(–) INSS: 8% de R$ 576,00 R$ 46,08</p><p>(–) IRF: R$ 576,00 (férias e 1/3 da CF) – R$ 46,08 (INSS) = 529,92): isento</p><p>Líquido a receber R$ 529,92</p><p>Conforme Portaria Interministerial do MTPS/MF no 8, de 13-1-2017 (DOU de 16-</p><p>1-2017), a tabela de alíquota é a seguinte:</p><p>TABELA DE CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS EMPREGADO,</p><p>EMPREGADO DOMÉSTICO E TRABALHADOR AVULSO, PARA PAGAMENTO</p><p>DE REMUNERAÇÃO A PARTIR DE 1o DE JANEIRO DE 2017.</p><p>Tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física a partir do mês</p><p>de abril do ano-calendário de 2015 (R$)</p><p>Alíquota para fins</p><p>de recolhimento ao</p><p>INSS (%)</p><p>Salário de contribuição</p><p>R$</p><p>Parcela a</p><p>deduzir</p><p>–</p><p>142,80</p><p>354,80</p><p>636,13</p><p>869,36</p><p>Alíquota</p><p>Isento</p><p>7,5%</p><p>15%</p><p>22,5%</p><p>27,5%</p><p>Base de Cálculo</p><p>Até 1.903,98</p><p>De 1.903,99 até 2.826,65</p><p>De 2.826,66 até 3.751,05</p><p>De 3.751,06 até 4.664,68</p><p>Acima de 4.664,68</p><p>Dependente: R$ 189,59 cada um, a partir de abril/15</p><p>Dispensa de retenção de valor igual ou inferior a R$ 10,00</p><p>8,00</p><p>9,00</p><p>11,00</p><p>até 1.659,38</p><p>de 1.659,39 até 2.765.66</p><p>de 2.765,67 até 5.531,31</p><p>AVISO DE FÉRIAS</p><p>O aviso de férias será entregue ao empregado por escrito, pelo empregador, com</p><p>antecedência mínima de 30 dias (art. 135 da CLT).</p><p>RECIBO DE ABONO DE FÉRIAS</p><p>O recibo de férias e o recibo de abono de férias, documentos que asseguram que o</p><p>empregador quitou as férias, devem ser assinados pelo empregado até dois dias antes</p><p>do início do respectivo período de férias (art. 145 da CLT).</p><p>O recibo de abono de férias não integrará a remuneração do empregado para fins</p><p>trabalhistas e previdenciários (art. 144 da CLT e Lei no 8.212/91, art. 28, § 9o, alínea e,</p><p>item 6). IRF, não há incidência, ver item 14.3 do Capítulo 1, neste livro.</p><p>* Cálculo do IRF: (isento).</p><p>CÁLCULO DE DE ABONO DE FÉRIAS DE ACORDO COM O SEGUNDO</p><p>ENTENDIMENTO</p><p>(Os variados entendimentos sobre o pagamento do abono pecuniário estão</p><p>explicitados no item 13.10.)</p><p>André Pereira</p><p>Cálculo do abono de férias</p><p>Remuneração do período de gozo das férias, 16 dias a R$ 54,00 R$ 864,00</p><p>(+) 1/3, conforme</p><p>CF, de 24 dias (R$ 1.296,00). R$ 432,00</p><p>Total R$ 1.296,00</p><p>Abono pecuniário: R$ 1.296,00/3 = R$ 432,00</p><p>Abono pecuniário = R$ 432,00</p><p>RECIBO DE ABONO DE FÉRIAS</p><p>O recibo de férias e o recibo de abono de férias, documentos que asseguram que o</p><p>empregador quitou as férias, devem ser assinados pelo empregado até dois dias antes</p><p>do início do respectivo período de férias (art. 145 da CLT).</p><p>O recibo de abono de férias não integrará a remuneração do empregado para fins</p><p>trabalhistas e previdenciários (art. 144 da CLT e Lei no 8.212/91, art. 28, § 9o, alínea e,</p><p>item 6). IRF, não há incidência, ver item 14.3 do Capítulo 1, neste livro.</p><p>RECIBO DE ABONO DE FÉRIAS</p><p>O recibo de férias e o recibo de abono de férias, documentos que asseguram que o</p><p>empregador quitou as férias, devem ser assinados pelo empregado até dois dias antes</p><p>do início do respectivo período de férias (art. 145 da CLT).</p><p>O recibo de abono de férias não integrará a remuneração do empregado para fins</p><p>trabalhistas e previdenciários (art. 144 da CLT e Lei no 8.212/91, art. 28, § 9o, alínea e,</p><p>item 6). IRF, não há incidência, ver item 14.3 do Capítulo 1, neste livro.</p><p>13.11.4 Horista com horas extras e 15 faltas não</p><p>abonadas</p><p>Indústria Metalúrgica Ltda.</p><p>Francisco de Almeida</p><p>CTPS no/série 48.345 – 225ª AL.</p><p>Departamento de Produção.</p><p>Período aquisitivo: 15-4-2016 a 14-4-2017.</p><p>Período de gozo das férias: 02-10-2017 a 13-10-2017.</p><p>Salário: R$ 6,84 por hora. O empregado faz hora extra desde sua admissão</p><p>(hora extra com adicional de 50%).</p><p>O empregado solicitou 1/3 de suas férias em abono pecuniário, que lhe foi</p><p>concedido no período de 14-10-2017 a 19-10-2017.</p><p>O empregado teve 15 faltas não abonadas em fev./2017.</p><p>O empregado tem cinco dependentes.</p><p>Cálculos de acordo com o PRIMEIRO ENTENDIMENTO</p><p>(Os variados entendimentos sobre o pagamento do abono pecuniário estão</p><p>explicitados no item 13.10.)</p><p>Média de horas extras – período aquisitivo: 15-4-2016 a 14-4-2017.</p><p>A Súmula no 347 do TST preceitua:</p><p>“Horas extras habituais. Apuração. Média física. O cálculo do valor das</p><p>horas extras habituais, para efeito de reflexos em verbas trabalhistas,</p><p>observará o número das horas efetivamente prestadas e sobre ele aplica-</p><p>se o valor do salário-hora da época do pagamento daquelas verbas.</p><p>(Res. 121/2003, DJ 20 e 21-11-2003)”</p><p>Horas extras</p><p>trabalhadas</p><p>Média mensal de horas extras = 348h : 12 meses = 29 horas.</p><p>Salário mensal: R$ 6,84 × 220 horas R$ 1.504,80</p><p>(+) Média de hora extra: 29h a R$ 10,26 (adicional de 50%) R$ 297,54</p><p>Maior remuneração R$ 1.802,34</p><p>12h Abril/2016</p><p>40h Maio/2016</p><p>25h Junho/2016</p><p>26h Julho/2016</p><p>42h Agosto/2016</p><p>35h Setembro/2016</p><p>25h Outubro/2016</p><p>24h Novembro/2016</p><p>35h Dezembro/2016</p><p>26h Janeiro/2017</p><p>10h Fevereiro/2017</p><p>37h Março/2017</p><p>11h Abril/2017</p><p>348h</p><p>1. Cálculo para preenchimento do recibo de férias</p><p>O empregado teve no período aquisitivo 15 faltas não abonadas, fazendo</p><p>jus a 18 dias corridos de férias (art. 130, inciso III, da CLT).</p><p>Conversão de 1/3 em abono pecuniário (6 dias), restando-lhe 12 dias</p><p>corridos de férias.</p><p>12 dias de férias a R$ 60,08 R$ 720,96</p><p>(+) Acréscimo de 1/3, conforme Constituição Federal, de 18 dias R$ 360,48</p><p>Total da remuneração de férias R$ 1.081,44</p><p>(–) INSS 8% sobre 1.081,44 R$ 86,52</p><p>(–) IRF R$ 1.081,44 de férias e 1/3 da CF – INSS – dependentes: isento –</p><p>Líquido a receber R$ 994,92</p><p>Cálculo de férias de acordo com o SEGUNDO ENTENDIMENTO</p><p>2. Cálculo para preenchimento do recibo de férias</p><p>12 dias de gozo de férias a R$ 60,08 R$ 720,96</p><p>(+) Acréscimo de 1/3, conforme CF, de 12 dias R$ 240,32</p><p>Total da remuneração de férias R$ 961,28</p><p>(–) INSS 8% sobre 961,28 R$ 76,90</p><p>(–) IRF: isento = –</p><p>Líquido a receber = R$ 884,38</p><p>Conforme Portaria Interministerial do MTPS/MF no 8, de 13-1-2017 (DOU de 16-</p><p>1-2017), a tabela de alíquota é a seguinte:</p><p>TABELA DE CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS EMPREGADO,</p><p>EMPREGADO DOMÉSTICO E TRABALHADOR AVULSO, PARA PAGAMENTO</p><p>DE REMUNERAÇÃO A PARTIR DE 1o DE JANEIRO DE 2017.</p><p>Tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física a partir do mês</p><p>de abril do ano-calendário de 2015 (R$)</p><p>Parcela a</p><p>deduzir</p><p>–</p><p>142,80</p><p>354,80</p><p>636,13</p><p>869,36</p><p>Alíquota</p><p>Isento</p><p>7,5%</p><p>15%</p><p>22,5%</p><p>27,5%</p><p>Base de Cálculo</p><p>Até 1.903,98</p><p>De 1.903,99 até 2.826,65</p><p>De 2.826,66 até 3.751,05</p><p>De 3.751,06 até 4.664,68</p><p>Acima de 4.664,68</p><p>Alíquota para fins</p><p>de recolhimento ao</p><p>INSS (%)</p><p>Salário de contribuição</p><p>R$</p><p>Dependente: R$ 189,59 cada um, a partir de abril/15</p><p>Dispensa de retenção de valor igual ou inferior a R$ 10,00</p><p>8,00</p><p>9,00</p><p>11,00</p><p>até 1.659,38</p><p>de 1.659,39 até 2.765.66</p><p>de 2.765,67 até 5.531,31</p><p>AVISO DE FÉRIAS</p><p>O aviso de férias será entregue ao empregado por escrito, pelo empregador, com</p><p>antecedência mínima de 30 dias (art. 135 da CLT).</p><p>1. RECIBO DE FÉRIAS (primeiro entendimento)</p><p>O recibo de férias, documento que assegura que o empregador quitou as férias, deve</p><p>ser assinado pelo empregado até dois dias antes do início do respectivo período de</p><p>férias (art. 145 da CLT).</p><p>2. RECIBO DE FÉRIAS (segundo entendimento)</p><p>Nesse recibo, calculamos o acréscimo de 1/3 do art. 7o, inciso XVII, sobre o valor do</p><p>período de gozo das férias, 12 dias, que é igual a R$ 720,96, e não sobre o valor da</p><p>remuneração das férias de 18 dias, que é igual a R$ 1.081,44. Esse cálculo reduz o</p><p>valor de depósito do FGTS e da contribuição sobre o INSS. Se o empregado tivesse</p><p>gozado 18 dias de férias, o valor do FGTS e da contribuição sobre o INSS incidiria</p><p>sobre R$1.081,44 (1.081,44 18 dias + 360,48 1/3, conforme Constituição Federal +</p><p>720,96 12 dias de saldo de salário). Nesse cálculo incidirá o depósito do FGTS e</p><p>INSS sobre:</p><p>R$ 720,96 (12 dias de gozo de férias)</p><p>R$ 240,32 (1/3, conforme Constituição Federal, dos 12 dias)</p><p>R$ 1.081,44 (18 dias de saldo de salários)</p><p>R$ 2.042,72</p><p>Se o empregado tivesse gozado 18 dias de férias + 1/3 da CF + 12 dias de saldo de</p><p>salário, o valor do FGTS e do INSS incidiria sobre R$ 2.162,88; esse cálculo de 1/3,</p><p>conforme Constituição Federal, sobre os 12 dias, reduz-se para R$ 2.042,72, ficando</p><p>uma diferença a menor de R$ 120,16.</p><p>2-A. RECIBO DE FÉRIAS (segundo entendimento)</p><p>O recibo de férias, documento que assegura que o empregador quitou as férias, deve</p><p>ser assinado pelo empregado até dois dias antes do início do respectivo período de</p><p>férias (art. 145 da CLT).</p><p>CÁLCULO DE ABONO DE FÉRIAS DE ACORDO COM O PRIMEIRO</p><p>ENTENDIMENTO</p><p>(Os variados entendimentos sobre o pagamento do abono pecuniário estão</p><p>explicitados no item 13.10.)</p><p>Francisco de Almeida</p><p>1. RECIBO DE ABONO DE FÉRIAS</p><p>Cálculo do abono de férias</p><p>Abono de 6 dias (1/3 de 18 dias de férias) a R$ 60,08 R$ 360,48</p><p>(+) Acréscimo (1/3 conforme Constituição Federal). R$ 120,16</p><p>Total do abono pecuniário (1/3 de 24 dias). R$ 480,64</p><p>CÁLCULO DE ACORDO COM O SEGUNDO ENTENDIMENTO</p><p>2. RECIBO DE ABONO DE FÉRIAS</p><p>Cálculo do abono de férias</p><p>Remuneração do período de gozo das férias, 12 dias a R$ 60,08 R$ 720,96</p><p>(+) 1/3, conforme Constituição Federal, de 18 dias (R$ 1.081,44). R$ 360,48</p><p>Total R$ 1.081,44</p><p>Abono pecuniário: R$ 1.081,44/3 = R$ 360,48</p><p>Abono pecuniário R$ 360,48</p><p>1. RECIBO DE ABONO DE FÉRIAS (primeiro</p><p>entendimento)</p><p>O recibo de férias e o recibo de abono de férias, documentos que asseguram que o</p><p>empregador quitou as férias, devem ser assinados pelo empregado até dois dias antes</p><p>do início do respectivo período de férias (art. 145 da CLT).</p><p>O recibo de abono de férias não integrará a remuneração do empregado para fins</p><p>trabalhistas e previdenciários (art. 144 da CLT e Lei no 8.212/91, art. 28, § 9o, alínea e,</p><p>item 6). IRF, não há incidência, ver item 14.3 do Capítulo 1, neste livro.</p><p>RECIBO DE ABONO DE FÉRIAS (segundo</p><p>entendimento)</p><p>O recibo de férias e o recibo de abono de férias, documentos que asseguram que o</p><p>empregador quitou as férias, devem ser assinados pelo empregado até dois dias antes</p><p>do início do respectivo período de férias (art. 145 da CLT).</p><p>O recibo de abono de férias não integrará a remuneração</p><p>do empregado para fins</p><p>trabalhistas e previdenciários (art. 144 da CLT e Lei no 8.212/91, art. 28, § 9o, alínea e,</p><p>item 6). IRF, não há incidência, ver item 14.3 do Capítulo 1, neste livro.</p><p>14 Férias parceladas em três períodos</p><p>Com a reforma trabalhista, por meio da Lei no 13.467, de 13 de julho de 2017, desde</p><p>que haja a concordância do empregado, as férias poderão ser usufruídas em até três</p><p>períodos, sendo que um deles não pode ser inferior a catorze dias corridos e os</p><p>períodos restantes não sejam inferiores a cinco dias corridos cada um.</p><p>A reforma também proíbe que o início das férias ocorra no período de dois dias</p><p>que anteceda feriado ou dia de repouso semanal remunerado.</p><p>No caso de férias parceladas em até três vezes, com pagamento proporcional aos</p><p>respectivos períodos, uma das frações deve corresponder a pelo menos duas semanas</p><p>14.1</p><p>de trabalho.</p><p>Exemplo em três períodos</p><p>Para empregado que teve até cinco faltas não abonadas (injustificadas).</p><p>PRIMEIRO EXEMPLO</p><p>Os três períodos de férias devem ocorrer dentro do período concessivo (1o-8-2017</p><p>a 31-7-2018)</p><p>1o período:16 a 29-10-2017 = 14 dias</p><p>2o período:10 a 17-12-2017 = 8 dias</p><p>3o período:15 a 22-1-2018 = 8 dias</p><p>Total de 30 dias dentro do período concessivo</p><p>Lembre-se que em cada pagamento há 1/3 a mais, previsto no inciso XVII da CF.</p><p>SEGUNDO EXEMPLO (em dois períodos)</p><p>Os dois períodos de férias e abono pecuniário – período concessivo (1o-6-2017 a</p><p>31-7-2018) – com direito a 30 dias de férias.</p><p>Comentário do autor</p><p>Com o abono pecuniário, não há condições de as férias ocorrem em três períodos, e</p><p>sim em apenas dois períodos, sendo que um deles não pode ser inferior a 14 dias.</p><p>1o período: 9-4-2018 a 22-4-2018 = 14 dias</p><p>Abono pecuniário: 23-4-2018 a 2-5-2018 = 10 dias</p><p>2o período: 11-6-2018 a 16-6-2018 = 6 dias</p><p>Total de 30 dias dentro do período concessivo</p><p>Lembre-se que em cada pagamento há 1/3 a mais, previsto no inciso XVII da CF.</p><p>Férias em regime de tempo parcial</p><p>Houve alteração no período de gozo de férias para aquelas em regime de tempo</p><p>parcial.</p><p>É permitido fazer horas extras, com restrições.</p><p>Foi revogado o § 4o do art. 59 da CLT, podendo o trabalhador em regime de tempo</p><p>parcial realizar horas extras dentro das normas legais estabelecidas.</p><p>Artigos da CLT</p><p>“Art. 134. As férias serão concedidas por ato do empregador, em um só</p><p>período, nos 12 (doze) meses subsequentes à data em que o empregado tiver</p><p>adquirido o direito.</p><p>§ 1o Desde que haja concordância do empregado, as férias poderão ser</p><p>usufruídas em até três períodos, sendo que um deles não poderá ser inferior</p><p>a quatorze dias corridos e os demais não poderão ser inferiores a cinco</p><p>dias corridos, cada um.</p><p>§ 2o (Revogado).</p><p>§ 3o É vedado o início das férias no período de dois dias que antecede</p><p>feriado ou dia de repouso semanal remunerado.”</p><p>Comentário do autor</p><p>As férias em regime de tempo parcial têm os mesmos procedimentos das férias de</p><p>tempo integral.</p><p>____________</p><p>1 Art. 10, § 1 o, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição Federal e Instrução</p><p>Normativa no 01, de 12-10-1988 (DOU 21-10-1988), inciso II, das Disposições Específicas, item 5.</p><p>2 A Lei no 13.149, de 21-7-2015, é apresentada na íntegra no Capítulo 1o, item 8, neste livro.</p><p>4</p><p>Rescisão do Contrato de Trabalho</p><p>A homologação de todos os contratos individuais de trabalho vigentes há mais de um</p><p>ano, por ocasião de sua rescisão, deve ser feita obrigatoriamente no sindicato da</p><p>categoria profissional ou perante o órgão do Ministério do Trabalho e da Previdência</p><p>Social; não havendo esses órgãos, poderá prestar assistência o Representante do</p><p>Ministério Público ou, onde houver, Defensor Público, e, na falta ou impedimento</p><p>destes, Juiz de Paz. Somente serão homologadas nos órgãos acima citados as rescisões</p><p>de contratos de trabalho resultantes de acordos, dispensa sem justa causa, dispensa</p><p>com justa causa, quando houver reconhecimento expresso de culpa por parte do</p><p>empregado e pedido de demissão do empregado.</p><p>Com a Reforma Trabalhista, na “Extinção do Contrato de Trabalho”, a partir de 13</p><p>de novembro de 2017, não será necessária mais a homologação.</p><p>Por meio da Lei no 13.467, de 13 de julho de 2017, a extinção do contrato de</p><p>trabalho passa a ter o seguinte procedimento, devendo entrar em vigor a partir de 13-</p><p>11-2017:</p><p>“Art. 477. Na extinção do contrato de trabalho, o empregador deverá</p><p>proceder à anotação na Carteira de Trabalho e Previdência Social,</p><p>comunicar a dispensa aos órgãos competentes e realizar o pagamento das</p><p>verbas rescisórias no prazo e na forma estabelecidos neste artigo.</p><p>§ 1o (Revogado).</p><p>§ 2o O instrumento de rescisão ou recibo de quitação, qualquer que seja</p><p>a causa ou forma de dissolução do contrato, deve ter especificada a</p><p>natureza de cada parcela paga ao empregado e discriminado o seu valor,</p><p>sendo válida a quitação, apenas, relativamente às mesmas parcelas.</p><p>§ 3o (Revogado).</p><p>§ 4o O pagamento a que fizer jus o empregado será efetuado:</p><p>Nota do autor:</p><p>I – em dinheiro, depósito bancário ou cheque visado, conforme acordem</p><p>as partes; ou</p><p>II – em dinheiro ou depósito bancário quando o empregado for</p><p>analfabeto.</p><p>§ 5o Qualquer compensação no pagamento de que trata o parágrafo</p><p>anterior não poderá exceder o equivalente a 1 (um) mês de remuneração do</p><p>empregado.</p><p>§ 6o A entrega ao empregado de documentos que comprovem a</p><p>comunicação da extinção contratual aos órgãos competentes bem como o</p><p>pagamento dos valores constantes do instrumento de rescisão ou recibo de</p><p>quitação deverão ser efetuados até dez dias contados a partir do término do</p><p>contrato.</p><p>a) (revogada);</p><p>b) (revogada).</p><p>§ 7o (Revogado).</p><p>§ 8o A inobservância do disposto no § 6o deste artigo sujeitará o infrator</p><p>à multa de 160 BTN, por trabalhador, bem assim ao pagamento da multa a</p><p>favor do empregado, em valor equivalente ao seu salário, devidamente</p><p>corrigido pelo índice de variação do BTN, salvo quando,</p><p>comprovadamente, o trabalhador der causa à mora.</p><p>§ 9o (Vetado) (Acrescentado pela Lei no 7.855, de 24-10-89, DOU 25-</p><p>10-89)</p><p>§ 10. A anotação da extinção do contrato na Carteira de Trabalho e</p><p>Previdência Social é documento hábil para requerer o benefício do seguro-</p><p>desemprego e a movimentação da conta vinculada no Fundo de Garantia</p><p>do Tempo de Serviço, nas hipóteses legais, desde que a comunicação</p><p>prevista no caput deste artigo tenha sido realizada.” (NR)</p><p>“Art. 477-A. As dispensas imotivadas individuais, plúrimas ou coletivas</p><p>equiparam-se para todos os fins, não havendo necessidade de autorização</p><p>prévia de entidade sindical ou de celebração de convenção coletiva ou</p><p>acordo coletivo de trabalho para sua efetivação.”</p><p>PLÚRIMA, que se refere a múltiplos, vários, que abarca ou</p><p>implica vários.</p><p>“Art. 477-B. Plano de Demissão Voluntária ou Incentivada, para</p><p>Nota do autor:</p><p>1</p><p>a.</p><p>dispensa individual, plúrima ou coletiva, previsto em convenção coletiva ou</p><p>acordo coletivo de trabalho, enseja quitação plena e irrevogável dos</p><p>direitos decorrentes da relação empregatícia, salvo disposição em contrário</p><p>estipulada entre as partes.”</p><p>A alteração do artigo 477 da CLT e seus parágrafos foi</p><p>apenas do órgão de homologação, devendo o empregador</p><p>cumprir todas as obrigações legais necessárias, conforme</p><p>preceitua os artigos 477, parágrafos, 477-A e 477-B. Quando</p><p>em vigor, uma série de procedimentos será desnecessária.</p><p>Tratando-se de menor de 18 anos, a rescisão de contrato de trabalho só terá</p><p>validade mediante a assistência do pai ou da mãe, ou do responsável legal (art. 439 da</p><p>CLT).</p><p>O pagamento a que fizer jus o empregado será efetuado no ato da homologação da</p><p>rescisão do contrato de trabalho, em dinheiro ou cheque visado, ou mediante</p><p>comprovação de depósito bancário em conta-corrente do empregado, ordem bancária</p><p>de pagamento ou ordem bancária de crédito,</p><p>desde que o estabelecimento bancário</p><p>esteja situado na mesma cidade do local de trabalho, salvo se o empregado for</p><p>analfabeto, quando o pagamento somente poderá ser feito em dinheiro.</p><p>Qualquer compensação no pagamento (desconto de vales, adiantamentos,</p><p>empréstimos etc.) não poderá exceder ao equivalente a um mês de remuneração do</p><p>empregado (art. 477, § 5o, da CLT).</p><p>Documentos a serem apresentados</p><p>Para rescisão de contrato de trabalho, devem ser apresentados os seguintes</p><p>documentos:</p><p>Guia de Recolhimento Rescisório do FGTS e extrato atualizado da conta</p><p>vinculada e o comprovante de recolhimento dos valores relativos ao mês da</p><p>rescisão, imediatamente anterior se não houve recolhimento e o da multa</p><p>rescisória (40%), no caso de despedida sem justa causa ainda que indireta pelo</p><p>empregador.</p><p>NOTA</p><p>b.</p><p>c.</p><p>d.</p><p>Aumento para contribuições sociais:</p><p>A partir da competência janeiro de 2002, a multa rescisória passa de 40%</p><p>para 50%; 10% refere-se a contribuição social (veja no Capítulo 7, neste</p><p>livro, os empregadores domésticos ficaram isentos).</p><p>Carta de preposto; quem representa a empresa deve apresentar uma carta de</p><p>preposto, conforme modelo que segue:</p><p>Ao</p><p>Setor de Relações do Trabalho da SRTE</p><p>ou Sindicato dos Empregados</p><p>Seção de Homologações e Rescisões Contratuais – SHRC</p><p>Ref.: Carta de Preposição</p><p>A empresa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ., com escritório na rua .</p><p>. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . cidade . . . . . . . . . . . . Estado . . . . . .</p><p>. . . ., CGC no . . . . . . . . . . . . . . . , na presente pessoa de seu representante</p><p>legal abaixo assinado, pelo presente instrumento de carta de preposição,</p><p>nomeia o(a) . . . . . . . . . . . . . . . portador(a) da CTPS no . . . . . . . . . . série . .</p><p>. . . . empregado(a) da preponente para finalidade de representá-la perante</p><p>essa DRT ou sindicato, nos atos contratuais do(s) seguinte(s)</p><p>empregado(s).</p><p>Local e data,</p><p>O procurador ou preposto terá de levar sua carteira de trabalho para provar sua</p><p>identidade. Se o representante da empresa for o proprietário da firma, diretor ou</p><p>sócio, deverá exibir documento oficial dessa qualidade.</p><p>Carteira de trabalho e previdência social do empregado devidamente atualizada,</p><p>com todas as anotações necessárias, tais como: data da admissão; salário total</p><p>(quantum e forma de pagamento); férias; outras anotações sobre alterações do</p><p>contrato de trabalho; e data de dispensa.</p><p>Livro ou ficha de “Registro de Empregados”, ou cópia dos dados obrigatórios do</p><p>e.</p><p>f.</p><p>g.</p><p>h.</p><p>i.</p><p>j.</p><p>l.</p><p>m.</p><p>n.</p><p>o.</p><p>Nota do autor:</p><p>1.1</p><p>registro de empregados, quando informatizados, nos termos da Portaria do MTE</p><p>no41, de 28-3-2007.</p><p>Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho, modelo aprovado pelo Ministro do</p><p>Trabalho e da Previdência Social.</p><p>Comunicação de Dispensa – CD, se for o caso, para o seguro-desemprego.</p><p>Cópia do acordo coletivo ou convenção coletiva de trabalho ou sentença</p><p>normativa, se houver.</p><p>Exame médico demissional, conforme item 7.4.3.5 da Norma Regulamentadora</p><p>no7, com redação dada pela Portaria no 8, de 8-5-1996.</p><p>Guia de Recolhimento Rescisório do FGTS – GRRF –, para os depósitos do mês</p><p>da rescisão e ao imediatamente anterior, que ainda não houver sido recolhido em</p><p>outras situações necessárias para a movimentação da conta vinculada de imediato.</p><p>Comprovante do aviso-prévio ou do pedido de demissão.</p><p>Ato constitutivo do empregador com alterações ou documento de representação.</p><p>Demonstrativo de parcelas variáveis consideradas para fins de cálculo dos valores</p><p>devidos da rescisão contratual.</p><p>Prova bancária de quitação, quando for o caso.</p><p>Chave de identificação fornecida pela empresa por meio da CEF.</p><p>Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP): Embora não seja</p><p>exigido no ato da homologação por ser competência da Auditoria</p><p>Fiscal da Previdência Social, o art. 58, § 4o, da Lei no 8.213/91, e</p><p>arts. 68, § 6o, e 283, alínea h, do RPS aprovado pelo Decreto no</p><p>3.048/1999, a empresa que submeter seus empregados a agentes</p><p>nocivos prejudiciais à saúde e à integridade física deverá fornecer,</p><p>por ocasião do desligamento, o Perfil Profissiográfico</p><p>Previdenciário (PPP).</p><p>Categoria diferenciada</p><p>Súmula no 374 do TST</p><p>NORMA COLETIVA. CATEGORIA DIFERENCIADA.</p><p>1.2</p><p>ABRANGÊNCIA (conversão da Orientação Jurisprudencial no 55 da</p><p>SBDI-1 – Res. 129/2005, DJ 20, 22 e 25-4-2005.</p><p>Empregado integrante de categoria profissional diferenciada não tem o</p><p>direito de haver de seu empregador vantagens previstas em instrumento</p><p>coletivo no qual a empresa não foi representada por órgão de classe de</p><p>sua categoria. (ex-OJ no 55 da SBDI-1 – inserida em 25-11-1996)</p><p>Lista de procedimentos de desligamento</p><p>Nome: . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .</p><p>. . .</p><p>Data do desligamento: . . . . ./. . . . ./. . . . . Data da homologação: . . . . ./. . . . ./. . . .</p><p>.</p><p>DOCUMENTOS PARA HOMOLOGAÇÃO</p><p>1. ( ) Termo de Rescisão de Contrato de Trabalho (com ressalva no verso quando</p><p>for homologar na DRT)</p><p>2. ( ) GRRF paga</p><p>3. ( ) Chave de identificação + Extrato do FGTS</p><p>4. ( ) Exame médico de demissão</p><p>5. ( ) Carta de dispensa ou pedido de demissão</p><p>6. ( ) Comprovante de crédito em conta-corrente</p><p>7. ( ) Demonstrativo de parcelas variáveis consideradas para fins de cálculo dos</p><p>valores devidos na rescisão contratual</p><p>8. ( ) Espelho de ponto</p><p>9. ( ) Comunicação de Dispensa – CD e Requerimento do Seguro-desemprego</p><p>(quando houver)</p><p>10. ( ) CTPS atualizada e com baixa</p><p>11. ( ) Ficha de registro atualizada</p><p>12. ( ) Carta de preposto para homologação ou documento de representação</p><p>13. ( ) Cópia do acordo coletivo ou sentença normativa aplicáveis</p><p>14. ( ) Comprovante de recolhimento do FGTS (mês ou meses que não constem</p><p>no extrato)</p><p>2</p><p>15. ( ) Cópia do acordo de PLR (se houver)</p><p>CANCELAR</p><p>16. ( ) Seguro de vida (quando houver)</p><p>17. ( ) Convênio médico (quando houver)</p><p>18. ( ) Vale-refeição (quando houver)</p><p>19. ( ) Vale-transporte</p><p>20. ( ) Conta-corrente no Banco (comunicar)</p><p>21. ( ) E-mail corporativo</p><p>22. ( ) Exclusão de senhas pelo TI</p><p>DEVOLVER</p><p>23. ( ) Crachá</p><p>24. ( ) Carteirinhas do convênio médico</p><p>25. ( ) Chaves de armários e mesas (se houver)</p><p>26. ( ) Telefone celular da empresa (se houver)</p><p>27. ( ) Veículo da empresa (se houver)</p><p>COMUNICAR</p><p>28. ( ) Portaria</p><p>29. ( ) Recepção</p><p>30. ( ) Telefonista</p><p>DEPARTAMENTO DE RECURSOS HUMANOS</p><p>Esclarecimentos sobre os modelos, sistema e</p><p>instrumentos de termos de rescisão de contrato de</p><p>trabalho</p><p>A seguir, Portarias instituindo o Sistema Homolognet, aprovação de Modelos do</p><p>TRCT e Termos de Homologação.</p><p>PORTARIA No 1.620, DE 14 DE JULHO DE 20101</p><p>Institui o Sistema Homolognet.</p><p>O MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO E EMPREGO, no uso das</p><p>atribuições que lhe conferem o art. 87, parágrafo único, inciso II, da</p><p>Constituição Federal, e tendo em vista o disposto no art. 913 da</p><p>Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, aprovada pelo Decreto-lei no</p><p>5.452, de 1o de maio de 1943, resolve:</p><p>Art. 1o Instituir o Sistema Homolognet para fins da assistência prevista no §</p><p>1o do art. 477 da CLT, a ser utilizado conforme instruções expedidas pela</p><p>Secretaria de Relações do Trabalho – SRT.</p><p>Art. 2o Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.</p><p>CARLOS ROBERTO LUPI</p><p>PORTARIA No 1.621, DE 14 DE JULHO DE 20102</p><p>Aprova modelos de Termos de Rescisão de Contrato de</p><p>Trabalho e Termos de Homologação.</p><p>O MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO E EMPREGO, no uso das</p><p>atribuições que lhe conferem o art. 87, parágrafo único, inciso II, da</p><p>Constituição Federal, e tendo em vista o disposto no art. 913 da</p><p>Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, aprovada pelo Decreto-lei no</p><p>5.452, de 1o de maio de 1943, resolve:</p><p>Art. 1o Aprovar os modelos</p><p>de Termos de Rescisão de Contrato de</p><p>Trabalho – TRCT e Termos de Homologação, que devem ser utilizados</p><p>como instrumentos de quitação das verbas devidas nas rescisões de</p><p>contrato de trabalho.</p><p>Art. 2o Nas rescisões contratuais sem necessidade de assistência e</p><p>homologação, bem como naquelas em que não for utilizado o Homolognet,</p><p>será utilizado o TRCT previsto no Anexo I desta Portaria.</p><p>Art. 3o Serão gerados pelo Homolognet, os seguintes documentos anexos a</p><p>esta Portaria:</p><p>I – Termo de Rescisão de Contrato de Trabalho – Anexo II;</p><p>II – Termo de Homologação sem ressalvas – Anexo III; e</p><p>III – Termo de Homologação com ressalvas – Anexo IV.</p><p>Art. 4o É facultada a confecção do Termo de Rescisão de Contrato de</p><p>Trabalho previsto no Anexo I em formulário contínuo e o acréscimo de</p><p>rubricas nos campos em branco, de acordo com as necessidades das</p><p>empresas, desde que respeitada a sequência das rubricas estabelecidas no</p><p>modelo e nas instruções de preenchimento e a distinção dos quadros de</p><p>pagamentos e deduções.</p><p>Art. 5o Os documentos previstos nesta Portaria poderão ser impressos em</p><p>verso e anverso.</p><p>Art. 6o Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.</p><p>Art. 7o Revoga-se a Portaria no 302, de 26 de junho de 2002, sendo</p><p>permitida a utilização, até o dia 31 de dezembro de 2010, do TRCT por ela</p><p>aprovado.</p><p>CARLOS ROBERTO LUPI</p><p>PORTARIA DO MINISTÉRIO DO TRABALHO EMPREGO – MTE No</p><p>2.685, DE 26-12-20113</p><p>Altera a Portaria no 1.621, de 14 de julho de 2010, que</p><p>aprovou os modelos de Termos de Rescisão de Contrato</p><p>de Trabalho e Termos de Homologação.</p><p>O Ministro de Estado do Trabalho e Emprego, Interino, no uso das</p><p>atribuições que lhe conferem o art. 87, parágrafo único, inciso II, da</p><p>Constituição Federal, e tendo em vista o disposto no art. 913 da</p><p>Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, aprovada pelo Decreto-lei no</p><p>5.452, de 1o de maio de 1943,</p><p>Resolve:</p><p>Art. 1o Os arts. 2o, 3o e 4o da Portaria no 1.621, de 14 de julho de 2010,</p><p>passam a vigorar com a seguinte redação:</p><p>“Art. 2o Nas rescisões de contrato de trabalho em que não for utilizado o</p><p>sistema Homolognet, deverão ser utilizados os seguintes documentos:</p><p>I – TRCT previsto no Anexo I desta Portaria, impresso em 2 (duas) vias,</p><p>sendo uma para o empregador e outra para o empregado, acompanhado do</p><p>Termo de Quitação de Rescisão do Contrato de Trabalho, previsto no</p><p>Anexo VI, impresso em quatro vias, sendo uma para o empregador e três</p><p>para o empregado, destinadas ao saque do FGTS e solicitação do seguro-</p><p>desemprego, nas rescisões de contrato de trabalho em que não é devida</p><p>assistência e homologação; e</p><p>II – TRCT previsto no Anexo I desta Portaria, impresso em 2 (duas) vias,</p><p>sendo uma para o empregador e outra para o empregado, acompanhado do</p><p>Termo de Homologação de Rescisão do Contrato de Trabalho, previsto no</p><p>Anexo VII, impresso em quatro vias, sendo uma para o empregador e três</p><p>para o empregado, destinadas ao saque do FGTS e solicitação do seguro-</p><p>desemprego, nas rescisões de contrato de trabalho em que é devida a</p><p>assistência e homologação.</p><p>Parágrafo único. O TRCT previsto no Anexo I desta Portaria deve ser</p><p>utilizado nas rescisões de contrato de trabalho doméstico.</p><p>Art. 3o (...)</p><p>IV – Termo de Quitação de Rescisão do Contrato de Trabalho – Anexo V.</p><p>Parágrafo único. O TRCT previsto no Anexo II desta Portaria deverá ser</p><p>impresso em 2 (duas) vias, sendo uma para o empregador e outra para o</p><p>empregado, e os demais Termos deverão ser impressos em quatro vias,</p><p>sendo uma para o empregador e três para o empregado.</p><p>Art. 4o É facultada a confecção dos Termos previstos nesta Portaria com a</p><p>inserção de rubricas, de acordo com as necessidades do empregador, desde</p><p>que respeitada a sequência numérica de campos estabelecida nas Instruções</p><p>de Preenchimento, previstas no Anexo VIII, e a distinção de quadros de</p><p>pagamentos e deduções”.</p><p>Art. 2o Serão aceitos, até 31 de outubro de 2012, termos de rescisão do</p><p>contrato de trabalho elaborados pela empresa, desde que deles constem os</p><p>campos de TRCT aprovado na Portaria no 1.621, de 2010 (retificada no</p><p>DOU de 12-7-2012).</p><p>“Art. 2o Nas rescisões de contrato de trabalho em que não for utilizado o</p><p>sistema Homolognet, deverão ser utilizados os seguintes documentos:</p><p>I – TRCT previsto no Anexo I desta Portaria, impresso em 2 (duas) vias,</p><p>sendo uma para o empregador e outra para o empregado, acompanhado do</p><p>Termo de Quitação de Rescisão do Contrato de Trabalho, previsto no</p><p>Anexo VI, impresso em quatro vias, sendo uma para o empregador e três</p><p>para o empregado, destinadas ao saque do FGTS e solicitação do seguro-</p><p>desemprego, nas rescisões de contrato de trabalho em que não é devida</p><p>assistência e homologação; e</p><p>II – TRCT previsto no Anexo I desta Portaria, impresso em 2 (duas) vias,</p><p>sendo uma para o empregador e outra para o empregado, acompanhado do</p><p>Termo de Homologação de Rescisão do Contrato de Trabalho, previsto no</p><p>Anexo VII, impresso em quatro vias, sendo uma para o empregador e três</p><p>para o empregado, destinadas ao saque do FGTS e solicitação do seguro-</p><p>desemprego, nas rescisões de contrato de trabalho em que é devida a</p><p>assistência e homologação.</p><p>Parágrafo único. O TRCT previsto no Anexo I desta Portaria deve ser</p><p>utilizado nas rescisões de contrato de trabalho doméstico.</p><p>Art. 3o ..........</p><p>IV – Termo de Quitação de Rescisão do Contrato de Trabalho – Anexo V.</p><p>Parágrafo único. O TRCT previsto no Anexo II desta Portaria deverá ser</p><p>impresso em 2 (duas) vias, sendo uma para o empregador e outra para o</p><p>empregado, e os demais Termos deverão ser impressos em quatro vias,</p><p>sendo uma para o empregador e três para o empregado.</p><p>Art. 4o É facultada a confecção dos Termos previstos nesta Portaria em</p><p>formulário contínuo e a inserção de rubricas, de acordo com as</p><p>necessidades do empregador, desde que respeitada a sequência numérica de</p><p>campos estabelecida nas Instruções de Preenchimento, previstas no Anexo</p><p>VIII, e a distinção de quadros de pagamentos e deduções.”</p><p>Art. 2o Serão aceitos, até 31 de julho de 2012, termos de rescisão de</p><p>contrato de trabalho elaborados pela empresa, desde que deles constem os</p><p>campos de TRCT aprovado na Portaria no 1.621, de 2010.</p><p>Art. 3o Ficam alterados e acrescidos anexos à Portaria no 1.621, de 14 de</p><p>julho de 2010, na forma dos anexos a esta portaria.</p><p>Art. 4o Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.</p><p>PAULO ROBERTO DOS SANTOS PINTO.</p><p>PORTARIA MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO E EMPREGO No</p><p>1.057 DE 6-7-20124</p><p>Retificada no DOU de 12-7-2012 (ao final)</p><p>Altera a Portaria no 1.621, de 14 de julho de 2010, que aprovou os modelos</p><p>de Termos de Rescisão do Contrato de Trabalho e Termos de</p><p>Homologação.</p><p>O MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO E EMPREGO, no uso das</p><p>atribuições que lhe conferem o art. 87, parágrafo único, inc. II, da</p><p>Constituição Federal, e tendo em vista o disposto no art. 913 da</p><p>Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, aprovada pelo Decreto-lei no</p><p>5.452, de 1o de maio de 1943, resolve:</p><p>Art. 1o Os artigos 2o, 3o e 4o da Portaria no 1.621, de 14 de julho de 2010,</p><p>passam a vigorar com a seguinte redação:</p><p>“Artigo 2o Nas rescisões de contrato de trabalho em que não for utilizado o</p><p>sistema Homolognet, deverão ser utilizados os seguintes documentos:</p><p>I – TRCT previsto no Anexo I desta Portaria, impresso em 2 (duas) vias,</p><p>sendo uma para o empregador e outra para o empregado, acompanhado do</p><p>Termo de Quitação de Rescisão do Contrato de Trabalho, previsto no</p><p>Anexo VI, impresso em quatro vias, sendo uma para o empregador e três</p><p>para o empregado, destinadas ao saque do FGTS e solicitação do seguro-</p><p>desemprego, nas rescisões de contrato de trabalho em que não é devida</p><p>assistência e homologação;</p><p>e</p><p>II – TRCT previsto no Anexo I desta Portaria, impresso em 2 (duas) vias,</p><p>sendo uma para o empregador e outra para o empregado, acompanhado do</p><p>Termo de Homologação de Rescisão do Contrato de Trabalho, previsto no</p><p>Anexo VII, impresso em quatro vias, sendo uma para o empregador e três</p><p>para o empregado, destinadas ao saque do FGTS e solicitação do seguro-</p><p>desemprego, nas rescisões de contrato de trabalho em que é devida a</p><p>assistência e homologação.</p><p>Parágrafo único. O TRCT previsto no Anexo I desta Portaria deve ser</p><p>utilizado nas rescisões de contrato de trabalho doméstico.</p><p>Artigo 3o (...)</p><p>IV – Termo de Quitação de Rescisão do Contrato de Trabalho – Anexo V.</p><p>Parágrafo único. O TRCT previsto no Anexo II desta Portaria deverá ser</p><p>impresso em 2 (duas) vias, sendo uma para o empregador e outra para o</p><p>empregado, e os demais Termos deverão ser impressos em quatro vias,</p><p>sendo uma para o empregador e três para o empregado.</p><p>Artigo 4o É facultada a confecção dos Termos previstos nesta Portaria com</p><p>a inserção de rubricas, de acordo com as necessidades do empregador,</p><p>desde que respeitada a sequência numérica de campos estabelecida nas</p><p>Instruções de Preenchimento, previstas no Anexo VIII, e a distinção de</p><p>quadros de pagamentos e deduções.”</p><p>Art. 2o Serão aceitos, até 31 de outubro de 2012, termos de rescisão do</p><p>contrato de trabalho elaborados pela empresa, desde que deles constem os</p><p>campos de TRCT aprovado na Portaria no 1.621, de 2010 (retificada no</p><p>DOU de 12-7-2012).</p><p>Art. 2o Serão aceitos, até 31 de julho de 2012, termos de rescisão do</p><p>contrato de trabalho elaborados pela empresa, desde que deles constem os</p><p>campos de TRCT aprovado na Portaria no 1.621, de 2010 (redação</p><p>anterior).</p><p>Art. 3o Ficam alterados e acrescidos anexos à Portaria no 1.621, de 14 de</p><p>julho de 2010, na forma dos anexos a esta portaria.</p><p>Art. 4o Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.</p><p>ANEXO I</p><p>ANEXO II</p><p>ANEXO III</p><p>ANEXO IV</p><p>ANEXO V</p><p>ANEXO VI</p><p>ANEXO VII</p><p>ANEXO VIII</p><p>Instruções Gerais</p><p>Instruções de Impressão</p><p>1. O modelo deverá ser plano e impresso em papel A4, na cor branca, com</p><p>297 milímetros de altura e 210 milímetros de largura em papel com, ao</p><p>menos, 75 gramas por metro quadrado.</p><p>2. Nas áreas hachuradas, aplicar retícula positiva a 25%.</p><p>3. A utilização das fontes deverá observar o seguinte:</p><p>3.1. Os números e nomes dos campos deverão ser impressos em fonte</p><p>normal Arial 8, utilizando-se caixa alta no início e caixa baixa no</p><p>restante das palavras;</p><p>3.2. Os títulos (TERMO DE RESCISÃO DO CONTRATO DE</p><p>TRABALHO, TERMO DE QUITAÇÃO DE RESCISÃO</p><p>CONTRATUAL e TERMO DE HOMOLOGAÇÃO DE RESCISÃO</p><p>CONTRATUAL) deverão ser impressos todos em caixa alta, em fonte</p><p>negrito Arial 13;</p><p>3.3. Os demais títulos deverão ser impressos em fonte negrito Arial 9,</p><p>em caixa alta, exceção feita às palavras “Rubrica” e “Valor”, que deverão</p><p>ter apenas a letra inicial em caixa alta;</p><p>4. As linhas deverão possuir altura de:</p><p>4.1. 8 mm nos campos 1 a 20 e 23 a 32 e de 12,5 mm nos campos 21 e</p><p>22, inclusive nos TERMO DE QUITAÇÃO DE RESCISÃO</p><p>CONTRATUAL e TERMO DE HOMOLOGAÇÃO DE RESCISÃO</p><p>CONTRATUAL;</p><p>4.2. 7,5 mm nos campos 50 a 116.</p><p>5. As linhas de título deverão ter altura de 3,5 mm, salvo as destinadas ao</p><p>título do documento</p><p>(TERMO DE RESCISÃO DO CONTRATO DE TRABALHO, TERMO</p><p>DE QUITAÇÃO DE RESCISÃO CONTRATUAL e TERMO DE</p><p>HOMOLOGAÇÃO DE RESCISÃO CONTRATUAL), que deverão possuir</p><p>5 mm de altura e a linha destinada ao aviso de que “A ASSISTÊNCIA NO</p><p>ATO DA RESCISÃO CONTRATUAL É GRATUITA”, que deve possuir</p><p>13 mm.</p><p>6. As margens direita e esquerda deverão ser de 15 mm e as superior e</p><p>inferior de 10 mm.</p><p>7. Não poderá haver abreviação de palavras constantes do modelo, além</p><p>das já existentes.</p><p>8. É facultado o acréscimo de rubricas nos campos em branco, de acordo</p><p>com as necessidades das empresas, desde que respeitada a sequência</p><p>numérica das rubricas estabelecidas no modelo e nas instruções de</p><p>preenchimento e a distinção dos quadros de pagamentos e deduções, de</p><p>forma que os campos com numeração superior fiquem nos campos</p><p>seguintes.</p><p>9. Não é permitida a supressão de campos constantes do modelo.</p><p>Instruções de Preenchimento</p><p>– Os campos de número 01 a 118 e 150 serão preenchidos pelo</p><p>empregador. No preenchimento dos campos, não poderá ser utilizada fonte</p><p>de tamanho inferior à da fonte Arial 10.</p><p>– A localidade e as datas, constantes dos Termos de Quitação de Rescisão</p><p>Contratual e de Homologação de Rescisão Contratual serão preenchidas</p><p>pelo trabalhador, de próprio punho, salvo quando se tratar de analfabeto.</p><p>Campo 01 – Informar o número do Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas</p><p>– CNPJ ou do Cadastro Específico do INSS – CEI.</p><p>Campos 02 a 07 – Informar dados de identificação do empregador</p><p>constantes do CNPJ ou CEI.</p><p>Campo 08 – Informar a Classificação Nacional de Atividades Econômicas</p><p>– CNAE.</p><p>Campo 09 – Informar o número do Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas</p><p>– CNPJ ou do Cadastro Específico do INSS – CEI da empresa tomadora de</p><p>serviços ou da obra de construção civil, quando for o caso.</p><p>Campos 10 a 20 – Informar dados de identificação do trabalhador. No</p><p>Campo 19 usar o formato DD/MM/AAAA.</p><p>Campo 21 – Informar o tipo de contrato, dentre as seguintes opções:</p><p>1. Contrato de trabalho por prazo indeterminado.</p><p>2. Contrato de trabalho por prazo determinado com cláusula assecuratória</p><p>de direito recíproco de rescisão antecipada.</p><p>3. Contrato de trabalho por prazo determinado sem cláusula assecuratória</p><p>de direito recíproco de rescisão antecipada;</p><p>Campos 22 e 27 – Informar a causa e o código do afastamento do</p><p>trabalhador, conforme quadro a seguir:</p><p>Causas do Afastamento Código</p><p>Despedida sem justa causa, pelo empregador SJ2</p><p>Despedida por justa causa, pelo empregador JC2</p><p>Rescisão antecipada, pelo empregador, do contrato de trabalho por prazo determinado RA2</p><p>Rescisão do contrato de trabalho por falecimento do empregador individual sem continuação da</p><p>atividade da empresa</p><p>FE2</p><p>Rescisão do contrato de trabalho por falecimento do empregador individual por opção do</p><p>empregado</p><p>FE1</p><p>Rescisão antecipada, pelo empregado, do contrato de trabalho por prazo determinado RA1</p><p>Rescisão contratual a pedido do empregado SJ1</p><p>Rescisão do contrato de trabalho por falecimento do empregado FT1</p><p>Extinção normal do contrato de trabalho por prazo determinado PD0</p><p>Rescisão Indireta RI2</p><p>Rescisão por culpa recíproca CR0</p><p>Rescisão por força maior FM0</p><p>Rescisão por nulidade do contrato de trabalho, declarada em decisão judicial NC0</p><p>Campo 23 – Informar o valor da remuneração do trabalhador no mês</p><p>anterior ao da rescisão contratual. Caso não haja remuneração no mês</p><p>anterior, informar o valor projetado para 30 dias, no mês da rescisão.</p><p>Campo 24 – Informar a data da admissão do trabalhador, no formato</p><p>DD/MM/AAAA.</p><p>Campo 25 – Informar a data em que foi concedido o aviso-prévio, no</p><p>formato DD/MM/AAAA.</p><p>Campos 26 – Informar a data do efetivo desligamento do trabalhador do</p><p>serviço, no formato DD/MM/AAAA.</p><p>Campos 28 e 29 – Informar o percentual devido a título de pensão</p><p>alimentícia, definida em decisão judicial, mesmo que seja 0,00%.</p><p>Campo 30 – Indicar a categoria do trabalhador, de acordo com o quadro a</p><p>seguir:</p><p>Tabela de Categorias de Trabalhador</p><p>Categoria Cód.</p><p>Empregado 01</p><p>Trabalhador não vinculado ao RGPS, mas com direito ao FGTS 03</p><p>Empregado – contrato de trab. por prazo determ. (Lei no 9.601/98) 04</p><p>Empregado Doméstico 06</p><p>Menor Aprendiz (Lei 10.097/2000) 07</p><p>Campo 31 – Informar o código sindical. Em caso de não haver entidade</p><p>representativa da categoria do trabalhador, informar o código</p><p>“999.000.000.00000-3”, relativo à Conta Especial Emprego e Salário. Em</p><p>caso de trabalhador rural, o campo</p><p>deverá permanecer em branco.</p><p>Campo 32 – Informar o CNPJ e o nome da entidade sindical laboral. Em</p><p>caso de não haver entidade representativa da categoria do trabalhador,</p><p>informar: 37.115.367/0035-00 – Ministério do Trabalho e Emprego – MTE.</p><p>Campos 50 a 99 – Informar os valores das verbas rescisórias</p><p>correspondentes às rubricas conforme relação abaixo:</p><p>Campo 50 – Informar o saldo líquido de dias de salário (número de dias do</p><p>mês até o afastamento, descontadas as faltas e o DSR referente às semanas</p><p>não integralmente trabalhadas). Na coluna “Valor”, informar o valor devido</p><p>a título de Saldo líquido de Salários.</p><p>Campo 51 – Na coluna “Valor”, informar o valor referente às comissões</p><p>devidas no mês do afastamento do trabalhador.</p><p>Campo 52 – Na coluna “Valor”, informar o valor referente à gratificação</p><p>devida no mês do afastamento do trabalhador.</p><p>Campo 53 – Na coluna “Valor”, informar o valor referente ao adicional de</p><p>insalubridade devido no mês do afastamento do trabalhador.</p><p>Campo 54 – Na coluna “Valor”, informar o valor referente ao adicional de</p><p>periculosidade devido no mês do afastamento do trabalhador.</p><p>Campo 55 – Informar o total de horas noturnas trabalhadas no mês e o</p><p>percentual incidente sobre estas horas noturnas. Na coluna “Valor”,</p><p>informar o valor referente ao adicional noturno devido no mês do</p><p>afastamento do trabalhador.</p><p>Campo 56.1 – Informar total de horas extras trabalhadas no mês e o</p><p>percentual incidente sobre estas horas extras. Caso existam percentuais</p><p>diversos, poderão ser criados os subitens 56.2, 56.3... Na coluna “Valor”,</p><p>informar o valor referente às horas extras devidas no mês do afastamento</p><p>do trabalhador.</p><p>Campo 57 – Na coluna “Valor”, informar o valor referente às gorjetas</p><p>devidas no mês do afastamento do trabalhador.</p><p>Campo 58 – Na coluna “Valor”, informar o valor referente ao Descanso</p><p>Semanal Remunerado (DSR) devido no mês do afastamento do trabalhador</p><p>horista ou diarista. No caso de o salário ser mensal, informar o pagamento</p><p>do DSR devido quando da última semana integralmente trabalhada.</p><p>Campo 59 – Na coluna “Valor”, informar o valor referente ao Reflexo do</p><p>DSR sobre Salário Variável devido no mês do afastamento do trabalhador.</p><p>Campo 60 – Na coluna “Valor”, informar o valor referente à Multa prevista</p><p>no Art. 477, § 8o/CLT, se devida.</p><p>Campo 61 – Na coluna “Valor”, informar o valor referente à Multa prevista</p><p>no Art. 479/CLT, se devida.</p><p>Campo 62 – Na coluna “Valor”, informar o valor referente ao Salário-</p><p>Família devido no mês do afastamento do trabalhador.</p><p>Campo 63 – Na coluna “Valor”, informar o valor referente ao Décimo</p><p>Terceiro Salário Proporcional devido no mês do afastamento do</p><p>trabalhador.</p><p>Campo 64.1 – Informar o exercício a que se refere o Décimo Terceiro</p><p>Salário. Caso exista mais de um exercício devido, poderão ser criados os</p><p>subitens 64.2, 64.3.... Na coluna “Valor”, informar o valor devido ao</p><p>trabalhador.</p><p>Campo 65 – Na coluna “Valor”, informar o valor referente a Férias</p><p>Proporcionais devidas ao trabalhador.</p><p>Campo 66.1 – Informar o período aquisitivo a que se refere as Férias</p><p>Vencidas, no formato DD/MM/AAAA. Caso exista mais de um exercício</p><p>devido, poderão ser criados os subitens 66.2, 66.3,... Na coluna “Valor”,</p><p>informar o valor devido ao trabalhador.</p><p>Campo 67 – Rubrica Férias Vencidas (Reflexo/Dobra) Per. Aquisitivo</p><p>_________ a _________. Informar o período aquisitivo a que se refere o</p><p>Reflexo/Dobra das Férias Vencidas, no formato AAAA. Caso exista mais</p><p>de um exercício devido, criar os subitens 67.1, 67.2, 67.3... Na coluna</p><p>“Valor”, informar o valor devido ao trabalhador.</p><p>Campo 68 – Na coluna “Valor”, informar o valor correspondente a 1/3 da</p><p>soma dos valores relativos aos campos 65, 66, 67 e 71.</p><p>Campo 69 – Na coluna “Valor”, informar o valor correspondente ao Aviso-</p><p>Prévio Indenizado, se for o caso.</p><p>Campo 70 – Na coluna “Valor”, informar o valor correspondente ao</p><p>Décimo Terceiro Salário incidente sobre o Aviso-Prévio Indenizado.</p><p>Campo 71 – Na coluna “Valor”, informar o valor correspondente às Férias</p><p>incidentes sobre o Aviso-Prévio Indenizado.</p><p>Campo 72 – Percentagem. Na coluna “Valor”, informar o valor referente às</p><p>percentagens devidas no mês do afastamento do trabalhador.</p><p>Campo 73 – Prêmios. Na coluna “Valor”, informar o valor referente aos</p><p>prêmios devidos no mês do afastamento do trabalhador.</p><p>Campo 74 – Viagens. Na coluna “Valor”, informar o valor referente às</p><p>viagens devidas no mês do afastamento do trabalhador.</p><p>Campo 75 – Sobreaviso _____ horas _____%. Informar o número de horas</p><p>de sobreaviso e o percentual devido. Na coluna “Valor”, informar o valor</p><p>referente a sobreavisos devidos no mês do afastamento do trabalhador.</p><p>Campo 76 – Prontidão _____ horas _____%. Informar o número de horas</p><p>de prontidão e o percentual devido. Na coluna “Valor”, informar o valor</p><p>referente a prontidão devida no mês do afastamento do trabalhador.</p><p>Campo 77 – Adicional Tempo Serviço. Na coluna “Valor”, informar o valor</p><p>referente a adicional por tempo de serviço devido no mês do afastamento</p><p>do trabalhador.</p><p>Campo 78 – Adicional por Transferência de Localidade de Trabalho. Na</p><p>coluna “Valor”, informar o valor referente a adicional por transferência de</p><p>localidade de trabalho devido no mês do afastamento do trabalhador.</p><p>Campo 79 – Salário-Família Excedente ao Valor Legal. Na coluna “Valor”,</p><p>informar o valor referente a salário-família excedente ao valor legal devido</p><p>no mês do afastamento do trabalhador.</p><p>Campo 80 – Abono/Gratificação de Férias Excedente ______ Dias Salário.</p><p>Na coluna “Valor”, informar o valor referente a abono/gratificação de</p><p>férias, desde que excedente a 20 dias de salário, concedido em virtude de</p><p>cláusula contratual, de regulamento da empresa ou de convenção ou acordo</p><p>coletivo, devido no mês do afastamento do trabalhador.</p><p>Campo 81 – Valor Global Diárias para Viagem – Excedente 50% Salário.</p><p>Na coluna “Valor”, informar o valor referente a diárias para viagem, pelo</p><p>seu valor global, quando excederem a cinquenta por cento da remuneração</p><p>do empregado, desde que não haja prestação de contas no montante gasto,</p><p>devidas no mês do afastamento do trabalhador.</p><p>Campo 82 – Ajuda de Custo. Na coluna “Valor”, informar o valor referente</p><p>a ajuda de custo prevista no Art. 470/CLT devida no mês do afastamento do</p><p>trabalhador.</p><p>Campo 83 – Etapas. Marítimos. Na coluna “Valor”, informar o valor</p><p>referente a etapas marítimos devidas no mês do afastamento do trabalhador.</p><p>Campo 84 – Licença-Prêmio Indenizada. Na coluna “Valor”, informar o</p><p>valor referente a licença-prêmio indenizada devida no mês do afastamento</p><p>do trabalhador.</p><p>Campo 85 – Quebra de Caixa. Na coluna “Valor”, informar o valor</p><p>referente a quebra de caixa devida no mês do afastamento do trabalhador.</p><p>Campo 86 – Participação nos Lucros ou Resultados. Na coluna “Valor”,</p><p>informar o valor referente a participação nos lucros ou resultados devida no</p><p>mês do afastamento do trabalhador.</p><p>Campo 87 – Indenização a Título de Incentivo à Demissão.</p><p>Na coluna “Valor”, informar o valor referente a indenização a título de</p><p>incentivo à demissão devida no mês do afastamento do trabalhador.</p><p>Campo 88 – Salário Aprendizagem. Na coluna “Valor”, informar o valor</p><p>referente a bolsa aprendizagem devida no mês do afastamento do</p><p>trabalhador.</p><p>Campo 89 – Abonos Desvinculados do Salário. Na coluna “Valor”,</p><p>informar o valor referente a abonos desvinculados do salário devidos no</p><p>mês do afastamento do trabalhador.</p><p>Campo 90 – Ganhos Eventuais Desvinculados do Salário. Na coluna</p><p>“Valor”, informar o valor referente a ganhos eventuais desvinculados do</p><p>salário devidos no mês do afastamento do trabalhador.</p><p>Campo 91 – Reembolso Creche. Na coluna “Valor”, informar o valor</p><p>referente a reembolso creche devido</p><p>no mês do afastamento do trabalhador.</p><p>Campo 92 – Reembolso Babá. Na coluna “Valor”, informar o valor</p><p>referente a reembolso babá devido no mês do afastamento do trabalhador.</p><p>Campo 93 – Gratificação Semestral. Na coluna “Valor”, informar o valor</p><p>referente a gratificação semestral devida no mês do afastamento do</p><p>trabalhador.</p><p>Campo 94 – Salário do Mês Anterior à Rescisão. Na coluna “Valor”,</p><p>informar o valor referente a salário do mês anterior à rescisão ainda não</p><p>pago, devido no mês do afastamento do trabalhador.</p><p>Campo 95 – Na coluna “Valor”, informar o valor referente a outras verbas</p><p>devidas no mês do afastamento do trabalhador. Caso exista mais de uma</p><p>verba, criar os subitens 95.1, 95.2, 95.3.... Discriminar o nome da verba na</p><p>coluna Rubrica.</p><p>Campo 96 – Indenização Art. 9o, Lei no 7.238/84. Na coluna “Valor”,</p><p>informar o valor referente a indenização do Art. 9o, Lei no 7.238/84</p><p>(demissão na véspera da data-base) devida no mês do afastamento do</p><p>trabalhador.</p><p>Campo 97 – Indenização Férias Escolares. Na coluna “Valor”, informar o</p><p>valor referente a indenização férias escolares devida no mês do afastamento</p><p>do trabalhador.</p><p>Campo 98 – Multa do Art. 476-A, § 5o da CLT. Na coluna “Valor”,</p><p>informar o valor referente a multa do Art. 476-A, § 5o, da CLT devida no</p><p>mês do afastamento do trabalhador.</p><p>Campo 99 – Na coluna “Valor”, informar o valor referente ao saldo</p><p>devedor da rescisão contratual, a fim de que o valor rescisório não fique</p><p>negativo.</p><p>Campos 100 a 116 – Informar os valores das deduções correspondentes às</p><p>rubricas conforme relação abaixo:</p><p>Campo 100 – Na coluna “Valor”, informar o valor referente a pensão</p><p>alimentícia descontada no mês do afastamento do trabalhador.</p><p>Campo 101 – Na coluna “Valor”, informar o valor referente a adiantamento</p><p>salarial descontado no mês do afastamento do trabalhador.</p><p>Campo 102 – Na coluna “Valor”, informar o valor referente a adiantamento</p><p>de 13o salário descontado no mês do afastamento do trabalhador.</p><p>Campo 103 – Na coluna “Valor”, informar o valor referente ao aviso-prévio</p><p>indenizado descontado no mês do afastamento do trabalhador.</p><p>Campo 104 – Na coluna “Valor”, informar o valor referente a indenização</p><p>prevista no Art. 480 CLT descontada no mês do afastamento do</p><p>trabalhador.</p><p>Campo 105 – Na coluna “Valor”, informar o valor referente a empréstimo</p><p>em consignação descontado no mês do afastamento do trabalhador.</p><p>Campo 106 – Vale-Transporte. Na coluna “Valor”, informar o valor</p><p>referente a vale-transporte adiantado, não utilizado e não restituído,</p><p>descontado no mês do afastamento do trabalhador.</p><p>Campo 107 – Reembolso do Vale-Transporte. Na coluna “Valor”, informar</p><p>o valor referente a reembolso do vale-transporte descontado no mês do</p><p>afastamento do trabalhador.</p><p>Campo 108 – Vale-Alimentação. Na coluna “Valor”, informar o valor</p><p>referente a vale-alimentação adiantado e não restituído, descontado no mês</p><p>do afastamento do trabalhador.</p><p>Campo 109 – Reembolso do Vale-Alimentação. Na coluna “Valor”,</p><p>informar o valor referente a reembolso do vale-alimentação descontado no</p><p>mês do afastamento do trabalhador.</p><p>Campo 110 – Contribuição para o FAPI. Na coluna “Valor”, informar o</p><p>valor referente a contribuição para o FAPI descontado no mês do</p><p>afastamento do trabalhador.</p><p>Campo 111 – Contr. Sindical Laboral. Na coluna “Valor”, informar o valor</p><p>referente a contribuição sindical laboral descontada no mês do afastamento</p><p>do trabalhador.</p><p>Campo 112.1 – Na coluna “Valor”, informar o valor referente a Previdência</p><p>Social descontada no mês do afastamento do trabalhador.</p><p>Campo 112.2 – Na coluna “Valor”, informar o valor referente a Previdência</p><p>Social sobre o 13o Salário descontada no mês do afastamento do</p><p>trabalhador.</p><p>Campo 113 – Contr. Previdência Complementar. Na coluna “Valor”,</p><p>informar o valor referente a contribuição previdência complementar</p><p>descontada no mês do afastamento do trabalhador.</p><p>Campo 114.1 – Na coluna “Valor”, informar o valor referente a IRRF</p><p>descontado no mês do afastamento do trabalhador.</p><p>Campo 114.2 – Na coluna “Valor”, informar o valor referente a IRRF sobre</p><p>13o Salário descontado no mês do afastamento do trabalhador. Caso exista</p><p>IR sobre Participação nos Lucros ou Resultados e/ou Complem. IRRF, ref.</p><p>Rendimento Total Receb. Mês Quitação Rescisão, poderão ser criados os</p><p>subitens 114.3 e 114.4. Na coluna “Valor”, informar o valor referente a</p><p>IRRF sobre participação nos lucros ou resultados descontado no mês do</p><p>afastamento do trabalhador e/ou o valor referente a Complementação do</p><p>IRRF, referente ao rendimento total recebido no mês de quitação da</p><p>rescisão.</p><p>Campo 115.1 – Na coluna “Valor”, informar o valor referente a outros</p><p>descontos realizados no mês do afastamento do trabalhador.</p><p>Caso exista mais de um desconto, poderão ser criados os subitens 115.2;</p><p>115.3.... Discriminar o nome do desconto na coluna Desconto.</p><p>Campo 116 – Valor Líquido de TRCT Quitado – Decisão Judicial. Na</p><p>coluna “Valor”, informar o valor referente a desconto de valor líquido de</p><p>TRCT quitado – decisão judicial descontado no mês do afastamento do</p><p>trabalhador.</p><p>Campo 118 – Comp. Dias Salário Férias – Mês Anterior Rescisão. Na</p><p>coluna “Valor”, informar o valor referente a compensação de dias de salário</p><p>de férias referentes ao mês do afastamento, pagos no mês anterior à</p><p>rescisão (Art. 145/CLT).</p><p>Campo 150 – Assinatura do empregador ou de seu representante</p><p>devidamente habilitado.</p><p>Campo 151 – Assinatura do trabalhador. Em caso de analfabeto, deverá ser</p><p>inserida a digital.</p><p>Campo 152 – Assinatura do responsável legal do trabalhador.</p><p>Em caso de analfabeto, deverá ser inserida a digital.</p><p>Campo 153 – Carimbo e assinatura do assistente.</p><p>Campo 154 – Identificar o nome, endereço e telefone do órgão que prestou</p><p>a assistência ao empregado. Quando for entidade sindical, deverá, também,</p><p>ser informado o número do seu registro no Ministério do Trabalho e</p><p>Emprego.</p><p>Campo 155 – Ressalvas realizadas pelo assistente. Caso não caibam no</p><p>campo, poderão ser continuadas no verso ou em folha à parte. Constar do</p><p>Nota do autor:</p><p>campo 155 que a complementação consta em outro local.</p><p>Campo 156 – Prestar informações, conforme instruções expedidas pela</p><p>Caixa Econômica Federal.</p><p>Retificação:</p><p>A Portaria publicada no DOU de 9-7-2012 foi retificada no DOU de 12-7-</p><p>2012, nos termos abaixo:</p><p>Na Portaria no 1.057, de 6 de julho de 2012, publicada no DOU de 9 de</p><p>julho de 2012, Seção 1, páginas 108 a 118:</p><p>Onde se lê:</p><p>PORTARIA No 1.057, DE 6 DE JULHO DE 2011</p><p>Leia-se:</p><p>PORTARIA No 1.057, DE 6 DE JULHO DE 2012</p><p>Onde se lê:</p><p>Art. 2o Serão aceitos, até 31 de julho de 2012, termos de rescisão (...).</p><p>Leia-se:</p><p>Art. 2o Serão aceitos, até 31 de outubro de 2012, termos de rescisão (...).</p><p>Nos Campos 50, 58 e 59 dos Anexos I e II, entendemos</p><p>que a sigla correta é RSR (Repouso Semanal</p><p>Remunerado) e não DSR (Descanso Semanal</p><p>Remunerado).</p><p>Fundamentação legal:</p><p>Todos preceituam o termo: Repouso Semanal Remunerado (RSR)</p><p>Constituição Federal: Art. 7o, inciso XV.</p><p>Lei no 605/49 e Decreto no 27.948/49.</p><p>Supremo Tribunal Federal (STF): Súmulas 201, 462 e 464.</p><p>Tribunal Superior do Trabalho (TST): 15, 27, 113, 172, 225, 351, 354 e</p><p>360.</p><p>2.1 Explicações complementares</p><p>A Circular no 698, de 17-11-2015 (DOU de 18-11-2015), da Caixa Econômica Federal</p><p>– CEF, nos itens de nos 25 a 29, apresenta outros procedimentos necessários:</p><p>25 DO FORMULÁRIO DE RESCISÃO CONTRATUAL</p><p>O Termo de Rescisão de Contrato de Trabalho – TRCT, formulário aprovado pela</p><p>Portaria MTE 1.621, de 14/07/2010, utilizado para rescisões de contratos de trabalho</p><p>efetuadas até 31/01/2013, prazo prorrogado pela Portaria MTE no1.815, de</p><p>31/10/2012, ou o Termo de Homologação da Rescisão de</p><p>participação em cursos de treinamento para reciclagem e aprimoramento</p><p>são indispensáveis. Pouco adiantará a excelência de conhecimentos matemáticos e de</p><p>aparelhos eletrônicos, se não se dispuser a cultivar a pesquisa e decodificar as leis</p><p>trabalhistas, atuais e antigas.</p><p>Dito isso, passemos a examinar o que foi objeto de nossos estudos no Capítulo 4,</p><p>que trata da rescisão do contrato de trabalho. Como nos demais capítulos, chamamos</p><p>a atenção para os documentos a serem apresentados. Em seguida, apresentamos:</p><p>condições em que é vedada a dispensa sem justa causa (estabilidade provisória),</p><p>dispensa fictícia seguida de recontratação (ato fraudulento), bem como do prazo para</p><p>pagamento da rescisão do contrato de trabalho. No item 5 do capítulo sob enfoque,</p><p>tratamos ainda da indenização por tempo de serviço e art. 9o das Leis nos 6.708/79 e</p><p>7.238/84, que trata da indenização adicional do empregado dispensado sem justa</p><p>causa no período de 30 dias antes da correção salarial. Para resolver problemas de</p><p>entendimento, transcrevemos as Súmulas nos 182 e 314 e um parecer da Comissão de</p><p>Súmula do Tribunal Superior do Trabalho.</p><p>Mais à frente, examinamos rescisão por pedido de dispensa antes de completar um</p><p>ano de serviço, rescisão por pedido de dispensa com mais de um ano de serviço e</p><p>empregado que solicitou dispensa do aviso-prévio, rescisão por dispensa sem justa</p><p>causa antes de completar um ano de serviço, rescisão por dispensa sem justa causa</p><p>com mais de um ano de serviço, pedido de demissão com aviso-prévio cumprido,</p><p>dispensa sem justa causa com aviso-prévio cumprido (comissão + fixo), dispensa sem</p><p>justa causa, com aviso-prévio cumprido, dispensa sem justa causa, com adicional de</p><p>insalubridade, aviso-prévio proporcional ao tempo de serviço e aviso-prévio cumprido</p><p>(férias em dobro), rescisão do contrato de experiência pelo empregador (nos termos</p><p>do art. 479 da CLT), rescisão antecipada do contrato de experiência pelo empregado</p><p>(nos termos do art. 480 da CLT), rescisão por término do contrato de experiência,</p><p>dispensa sem justa causa, com aviso-prévio cumprido (desligamento com 30 dias</p><p>antes da data-base), dispensa sem justa causa, com aviso-prévio cumprido (período de</p><p>mais de seis meses em auxílio-doença), dispensa sem justa causa, com um período de</p><p>não optante, dispensa sem justa causa, com adicional noturno e aviso-prévio cumprido</p><p>(horista), dispensa sem justa causa, com aviso-prévio indenizado e recebimento de</p><p>adicional de periculosidade (horista), dispensa sem justa causa, com média de horas</p><p>extras (horista).</p><p>Foram ainda objeto de nossos cálculos: rescisão em caso de morte do empregado</p><p>antes de completar um ano de serviço, morte do empregado com mais de um ano de</p><p>serviço. Transcrevemos a Lei no 6.858, de 24-11-1980, que dispõe sobre o pagamento</p><p>aos dependentes ou sucessores de valores não recebidos em vida pelos respectivos</p><p>titulares.</p><p>Outras questões igualmente importantes foram tratadas: culpa recíproca antes de</p><p>completar um ano de serviço, culpa recíproca com mais de um ano de serviço.</p><p>Ao final do Capítulo 4, cuidamos da rescisão por dispensa com justa causa antes</p><p>de completar um ano de serviço e rescisão por dispensa com justa causa com mais de</p><p>um ano de serviço.</p><p>Embora em desuso, parece ser assunto relevante, consideramos ainda a transação</p><p>do tempo de serviço anterior à Constituição de 1988.</p><p>Os Capítulos 5 e 6 tratam, respectivamente, do 13o salário ou gratificação natalina</p><p>e contribuição sindical de empregados e empregadores. No primeiro caso,</p><p>consideramos as possibilidades mais corriqueiras, como mensalista, diarista, horista,</p><p>salário variável, salário variável mais fixo, salário por tarefa. E para fechar o Capítulo</p><p>5, examinamos os direitos que integram ou não o 13o salário, como auxílio-doença</p><p>previdenciário, auxílio-doença por acidente de trabalho, serviço militar, adicional</p><p>noturno, adicional de insalubridade e periculosidade, hora extra e gratificação</p><p>periódica, o salário de benefício, o aviso-prévio não trabalhado (indenizado). Também</p><p>foram objetos de nossas considerações o desconto do INSS do empregado no</p><p>pagamento final da gratificação natalina e o Imposto de Renda. E, com base no art.</p><p>216, § 1o, do Decreto no 3.048, de 6-5-1999 – DOU de 12-5-1999 do Regulamento da</p><p>Previdência Social, ensinamos que o recolhimento da contribuição em favor do INSS</p><p>sobre o 13o salário seja realizado até o dia 20 de dezembro ou no dia imediatamente</p><p>anterior em que haja expediente bancário.</p><p>O Capítulo 7 corresponde ao FGTS na alteração da multa rescisória de 40% para</p><p>50% sendo que 10% refere-se à contribuição social e o período de (2002 a 2006)</p><p>contribuição de 8% para 8,5%.</p><p>O capítulo final (8) refere-se ao eSocial – Sistema de Escrituração Fiscal Digital</p><p>das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas, consistindo na unificação, por</p><p>meio eletrônico, do envio de informações trabalhistas, previdenciárias, tributárias e</p><p>fiscais.</p><p>Nosso objetivo em todo o livro foi oferecer soluções práticas para cálculos muitas</p><p>vezes aparentemente complexos. Esperamos ter alcançado o objetivo de oferecer um</p><p>texto que, se seguido, evitará que o empregado recorra aos Tribunais em busca de um</p><p>direito que não foi cumprido pelo empregador, que, por meio de seu Departamento de</p><p>Recursos Humanos, veio a cometer erros por desconhecer o procedimento correto</p><p>estabelecido pelas normas trabalhistas e previdenciárias.</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>1</p><p>Folha de Pagamento</p><p>O uso da folha de pagamento é obrigatório para o empregador, conforme preceitua a</p><p>Lei no 8.212/91, art. 32, inciso I, da Consolidação da Legislação Previdenciária – CLP.</p><p>Ela pode ser feita a mão (manuscrita), ou por meio de processos mecânicos ou</p><p>eletrônicos. Nela são registrados mensalmente todos os proventos e descontos dos</p><p>empregados. Deve ficar à disposição da fiscalização, da auditoria interna e externa e</p><p>estar sempre pronta para oferecer informações necessárias à continuidade da empresa.</p><p>A folha de pagamento divide-se em duas partes distintas: proventos e descontos.</p><p>A parte de proventos engloba:</p><p>Salário.</p><p>Horas extras.</p><p>Adicional de insalubridade.</p><p>Adicional de periculosidade.</p><p>Adicional noturno.</p><p>Salário-família.</p><p>Diárias para viagem.</p><p>Ajuda de custo.</p><p>Outros proventos previstos em lei.</p><p>A parte de descontos compreende:</p><p>Quota de previdência.</p><p>Imposto de Renda.</p><p>Contribuição sindical.</p><p>Seguros.</p><p>Adiantamentos.</p><p>Faltas e atrasos.</p><p>•</p><p>•</p><p>1</p><p>Vale-transporte.</p><p>Outros descontos previstos em lei.</p><p>Algumas empresas fazem o pagamento de seus empregados no último dia do mês;</p><p>nesse caso, é necessário fechar a folha de pagamento alguns dias antes, ganhando-se</p><p>assim tempo necessário para cálculo dos devidos proventos e descontos. Outras</p><p>empresas realizam o pagamento no limite máximo exigido por lei: o quinto dia útil do</p><p>mês subsequente ao vencido, se o pagamento for mensal, ou o quinto dia subsequente,</p><p>quando o pagamento for semanal ou quinzenal, conforme Instrução Normativa</p><p>no01/89 e art.459, §1o, da CLT.</p><p>O apontamento é feito em geral por meio da folha de ponto; o sistema soma as</p><p>horas trabalhadas, inclusive as horas extras, e observam-se as faltas e os atrasos para o</p><p>não pagamento.</p><p>Salário</p><p>É a contraprestação devida e paga diretamente pelo empregador a todo empregado.</p><p>Ele pode ser pago mensal, quinzenal, semanal ou diariamente, por peça ou tarefa; o</p><p>salário nunca poderá ser inferior ao salário mínimo; ao menor aprendiz, salvo na</p><p>condição mais favorável, será garantido o salário mínimo hora (art. 428, § 2o, da CLT,</p><p>com redação dada pela Lei no 10.097/2000).</p><p>Para alguns profissionais, como médicos, dentistas, engenheiros, químicos,</p><p>arquitetos, agrônomos, veterinários, radiologista etc., o salário mínimo (salário</p><p>profissional) é maior que o salário mínimo;</p><p>Contrato de Trabalho –</p><p>THRCT ou o Termo de Quitação da Rescisão de Contrato de Trabalho – TQRCT,</p><p>aprovados pela Portaria MTE no 1.057, de 06/07/2012, utilizados nas rescisões de</p><p>contratos realizadas a partir de 01/02/2013, são os instrumentos de quitação das</p><p>verbas rescisórias, e serão utilizados para o saque da conta vinculada do FGTS, nas</p><p>hipóteses que exijam rescisão/extinção do contrato de trabalho, e deve ser apresentado</p><p>em via original.</p><p>O TRCT, o THRCT e o TQRCT devem, obrigatoriamente, ser assinados pelo</p><p>empregador/preposto, devidamente habilitado no campo “Carimbo e assinatura do</p><p>empregador ou preposto” do formulário, não sendo permitida a assinatura sobre</p><p>carbono.</p><p>O TRCT, o THRCT e o TQRCT devem, obrigatoriamente, ser assinados pelo</p><p>trabalhador no campo ”Assinatura do Trabalhador”, não sendo permitida a assinatura</p><p>sobre folha carbono.</p><p>O recibo de quitação de rescisão de contrato de trabalho – TRCT, THRCT</p><p>ouTQRCT – somente serão válidos quando formalizado de acordo com a legislação</p><p>vigente, notadamente quanto à respectiva homologação.</p><p>26 DA COMUNICAÇÃO DE MOVIMENTAÇÃO POR</p><p>MEIO ELETRÔNICO</p><p>Para os códigos de saque 01, 02, 03 ou 04, é facultado ao empregador comunicar a</p><p>movimentação dos trabalhadores pela Rede Mundial de Computadores – Internet, por</p><p>meio do canal eletrônico de relacionamento Conectividade Social, utilizando-se de</p><p>Certificação Eletrônica.</p><p>Compete ao usuário do Conectividade Social, ao se valer do canal, anotar a chave</p><p>de identificação por este gerada, no canto superior direito do TRCT ou em campo</p><p>próprio do THRCT ou do TQRCT, objetivando o registro da homologação da rescisão</p><p>contratual, via Internet, pela entidade sindical representativa da categoria profissional</p><p>do trabalhador ou Delegacia Regional do Trabalho, se for o caso.</p><p>O registro da homologação da rescisão contratual por meio do Conectividade</p><p>Social não altera ou substitui os procedimentos previstos pela CLT.</p><p>A comunicação de movimentação do trabalhador por meio da Internet não isenta o</p><p>trabalhador da apresentação dos documentos necessários à liberação dos valores do</p><p>FGTS, nos termos da legislação vigente.</p><p>Entretanto, para os códigos de saque iguais a 01, 03 ou 04, quando o valor a</p><p>receber for igual ou menor que R$ 1.500,00 (mil e quinhentos reais), é facultado ao</p><p>trabalhador dirigir-se aos serviços de autoatendimento da CAIXA ou em casas</p><p>lotéricas, desde que este tenha o Cartão do Cidadão e senha válidos.</p><p>Para o código de saque igual a 02 de qualquer valor e para os códigos de saque</p><p>iguais a 01, 03 e 04 de valor a ser recebido maior que R$ 1.500,00, permanece a</p><p>exigência de ser apresentada a documentação comprobatória do saque ao atendente da</p><p>CAIXA.</p><p>A faculdade de outorga da procuração eletrônica pelo empregador, na forma</p><p>estabelecida para uso do canal eletrônico de relacionamento Conectividade Social,</p><p>não o exime da responsabilidade civil e penal, respondendo o outorgante,</p><p>solidariamente com o outorgado, por toda e qualquer informação prestada via Internet,</p><p>bem como pelo uso indevido da aplicação.</p><p>O empregador, a entidade homologadora ou a autoridade competente é</p><p>responsável por toda e qualquer informação prestada via Internet, bem como pelos</p><p>efeitos decorrentes desta e pelo uso indevido do aplicativo.</p><p>27 COMPROVAÇÃO DOS DEPENDENTES PARA</p><p>SAQUE DO FGTS</p><p>Dependente – Documentação Comprobatória Exigida</p><p>Cônjuge: certidão de casamento</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>–</p><p>–</p><p>Companheiro, inclusive do mesmo sexo: escritura Pública de Declaração de União</p><p>Estável realizada em Cartório; e prova de Coabitação;</p><p>Filho ou enteado menor de 21 anos ou com idade até 24 anos ou absolutamente</p><p>incapaz:</p><p>filho menor de 21 anos: certidão de Nascimento ou documento de identidade;</p><p>enteado menor de 21 anos: certidão judicial de guarda, tutela ou curatela e</p><p>certidão de Nascimento ou documento de identidade;</p><p>filho com idade entre 22 e 24 anos: documento de identidade e comprovante de</p><p>que está cursando ensino superior ou escola técnica de segundo grau;</p><p>enteado com idade entre 22 e 24 anos: certidão judicial de guarda, tutela ou</p><p>curatela, documento de identidade e comprovante de que está cursando ensino</p><p>superior ou escola técnica de segundo grau;</p><p>termo de curatela para o filho ou enteado com idade superior a 21 anos, que seja</p><p>absolutamente incapaz.</p><p>Reconhecidos pela Previdência Social ou órgão equivalente:</p><p>certidão/declaração emitida pelo INSS.</p><p>Relacionados na Declaração de IRPF: declaração do IRPF do ano-base</p><p>imediatamente anterior ao ano do pedido de liberação da conta vinculada do FGTS;</p><p>Como prova de coabitação são solicitados os documentos:</p><p>cópia de certidão de nascimento de filho (só quando e se havidos da união); ou</p><p>comprovante de pagamento de conta de água, gás, luz ou telefone para demonstrar</p><p>endereço em comum.</p><p>28 DO USO DE INSTRUMENTO DE PROCURAÇÃO</p><p>Não é admissível a representação mediante instrumento de procuração, público ou</p><p>particular, no pedido de movimentação e no pagamento do saldo da conta vinculada</p><p>do FGTS para as modalidades previstas nos incisos I, II, III, VIII, IX e X do artigo 20</p><p>da Lei 8.036/1990, com as alterações introduzidas em legislação posterior.</p><p>Os citados incisos referem-se aos códigos de saque 01, 02, 03, 05, 05A, 86, 87N,</p><p>04 e 06.</p><p>Para esses códigos de saque, é admitida a representação por instrumento público</p><p>de procuração, desde que este contenha poderes específicos para este fim, nos casos</p><p>de grave moléstia, comprovada por perícia médica relatada em laudo, no qual conste a</p><p>incapacidade de locomoção do titular da conta vinculada do FGTS.</p><p>Nos termos do Parecer emitido no Processo-Consulta CFM no 752/2003, o</p><p>relatório de uma Junta Médica ou o relatório circunstanciado do médico assistente são</p><p>considerados como documentos médicos equivalentes ao laudo pericial exigido para a</p><p>outorga de procuração no caso de doença grave que impeça o comparecimento do</p><p>titular da conta, nos termos estabelecidos pela MP no2.197-43 ou no caso de este</p><p>titular se encontrar em estágio terminal em razão da doença que o acometeu,</p><p>consoante o contido no inciso IV do art. 5o do Decreto no 3.913/2001.</p><p>Para os demais códigos de saque, é admissível a representação mediante</p><p>instrumento de procuração, público ou particular, no pedido de movimentação e no</p><p>pagamento do saldo da conta vinculada do FGTS, independente do tipo da conta</p><p>vinculada, desde que contenha poderes específicos para este fim.</p><p>Para que o instrumento de procuração particular seja válido, a assinatura do</p><p>outorgante deve ser reconhecida em cartório.</p><p>29 DO PAGAMENTO DO FGTS NO EXTERIOR –</p><p>JAPÃO, ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA, CANADÁ,</p><p>EUROPA e AMÉRICA DO SUL</p><p>O titular da conta vinculada residente no Japão, nos Estados Unidos ou na Europa que</p><p>atender aos motivos do código de saque 01, 04, 05, 86 e 87N poderá solicitar a</p><p>movimentação de sua conta vinculada FGTS em uma representação consular do</p><p>Brasil naquele país, observadas as condições constantes desta Circular.</p><p>O trabalhador preenche e assina o formulário“Solicitação de Saque</p><p>FGTS”disponível no endereço www.caixa.gov.br ou www.fgts.gov.br e o apresenta</p><p>junto com a documentação necessária em uma das Representações Diplomáticas do</p><p>Brasil a seguir: Setor Consular da Embaixada do Brasil em Berlim – Alemanha,</p><p>Consulado do Brasil em Frankfurt – Alemanha, Consulado do Brasil em Munique –</p><p>Alemanha; Setor Consular da Embaixada do Brasil em Viena – Áustria; Consulado-</p><p>Geral do Brasil em Bruxelas – Bélgica; Consulado-Geral do Brasil em Barcelona –</p><p>http://www.caixa.gov.br</p><p>http://www.fgts.gov.br</p><p>Espanha; Consulado-Geral do Brasil em Madri – Espanha; Consulado-Geral do Brasil</p><p>em Atlanta – Estados Unidos; Consulado-Geral</p><p>do Brasil em Boston – Estados</p><p>Unidos; Consulado-Geral do Brasil em Chicago – Estados Unidos; Consulado-Geral</p><p>do Brasil em Hartford – Estados Unidos; Consulado-Geral do Brasil em Houston –</p><p>Estados Unidos; Consulado-Geral do Brasil em Los Angeles – Estados Unidos;</p><p>Consulado-Geral do Brasil em Miami – Estados Unidos; Consulado-Geral do Brasil</p><p>em Nova York – Estados Unidos; Consulado-Geral do Brasil em São Francisco –</p><p>Estados Unidos; Consulado-Geral do Brasil em Washington – Estados Unidos;</p><p>Consulado-Geral do Brasil em Paris – França; Consulado-Geral do Brasil em Roterdã</p><p>– Holanda; Setor Consular da Embaixada do Brasil em Dublin – Irlanda; Consulado</p><p>do Brasil em Milão – Itália; Consulado-Geral do Brasil em Roma – Itália; Consulado-</p><p>Geral do Brasil em Hamamatsu – Japão; Consulado-Geral do Brasil em Nagoya –</p><p>Japão; Consulado-Geral do Brasil em Tokyo – Japão; Consulado-Geral do Brasil em</p><p>Faro – Portugal; Consulado-Geral do Brasil em Lisboa – Portugal; Consulado-Geral</p><p>do Brasil em Porto – Portugal; Consulado-Geral do Brasil em Londres – Reino Unido;</p><p>Consulado-Geral do Brasil em Genebra – Suíça; Consulado-Geral do Brasil em</p><p>Zurique – Suíça; Consulado-Geral do Brasil em Buenos Aires – Argentina;</p><p>Consulado-Geral do Brasil em Córdoba – Argentina; Consulado-Geral do Brasil em</p><p>Mendoza – Argentina; Consulado-Geral do Brasil em Montevidéu – Uruguai;</p><p>Consulado-Geral do Brasil em Assunção – Paraguai; Vice-Consulado do Brasil em</p><p>Concepción – Paraguai; Vice-Consulado do Brasil em Encarnación – Paraguai;</p><p>embaixada do Brasil em La Paz – Bolívia; Consulado-Geral do Brasil em Santa Cruz</p><p>de La Sierra – Bolívia; Consulado-Geral do Brasil em Cochabamba – Bolívia;</p><p>Embaixada do Brasil em Camberra – Austrália; Embaixada do Brasil em Sidney –</p><p>Austrália; Consulado Geral do Brasil em Montreal – Canadá; Embaixada do Brasil em</p><p>Ottawa – Canadá; Consulado Geral do Brasil em Toronto – Canadá; Consulado Geral</p><p>do Brasil em Vancouver – Canadá; Embaixada do Brasil em Bogotá – Colômbia;</p><p>Embaixada do Brasil em Georgetown – Guiana; Consultado Geral do Brasil em</p><p>Caiena – Guiana Francesa; Embaixada do Brasil em Paramaribo – Suriname;</p><p>Consulado Geral do Brasil em Caracas – Venezuela; Consulado Geral do Brasil em</p><p>Ciudad Guayana – Venezuela; Vice-Consulado do Brasil em Puerto Ayacucho –</p><p>Venezuela. O pagamento será realizado por meio de crédito em conta da Caixa ou de</p><p>outro banco no Brasil que seja de titularidade do trabalhador.</p><p>No caso de não possuir conta bancária no Brasil, o trabalhador pode indicar</p><p>2.2</p><p>alguém de sua confiança, informando os dados bancários deste para crédito do valor.</p><p>O pagamento deverá ocorrer até 15 dias úteis após a entrega da documentação,</p><p>condicionada à certificação de que as condições exigidas para movimentação da conta</p><p>vinculada FGTS foram atendidas.</p><p>Procedimentos para assistência e homologação na</p><p>rescisão de contrato de trabalho</p><p>Transcrevemos a seguir na íntegra a Instrução Normativa SRT no 15, de 14-7-2010 –</p><p>DOU de 15-7-2010, que estabelece os procedimentos para a assistência e a</p><p>homologação na rescisão do contrato de trabalho.</p><p>INSTRUÇÃO NORMATIVA SRT No 15, DE 14</p><p>DE JULHO DE 2010</p><p>Estabelece procedimentos para assistência e</p><p>homologação na rescisão de contrato de trabalho.</p><p>A SECRETARIA DE RELAÇÕES DO TRABALHO DO</p><p>MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO, no uso da atribuição</p><p>que lhe confere o art. 5o, inciso IX, do Regimento Interno da Secretaria de</p><p>Relações do Trabalho, aprovado pela Portaria Ministerial no 483, de 15 de</p><p>setembro de 2004, e tendo em vista o disposto nas Portarias no 1.620 e no</p><p>1.621, de 14 de julho de 2010, resolve:</p><p>Capítulo I</p><p>Seção I</p><p>Disposições Preliminares</p><p>Art. 1o A assistência na rescisão de contrato de trabalho, prevista no § 1o do</p><p>art. 477 da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, aprovada pelo</p><p>Decreto-lei no 5.452, de 1o de maio de 1943, obedecerá ao disposto nesta</p><p>Instrução Normativa.</p><p>Art. 2o Na assistência à rescisão do contrato de trabalho, o Sistema</p><p>Homolognet, instituído pela Portaria no 1.620, de 14 de julho de 2010, será</p><p>utilizado gradualmente, conforme sua implantação nas Superintendências</p><p>Regionais do Trabalho e Emprego, Gerências Regionais do Trabalho e</p><p>Emprego e Agências Regionais.</p><p>§ 1o Nas rescisões contratuais em que não for adotado o Homolognet, será</p><p>utilizado o Termo de Rescisão de Contrato de Trabalho – TRCT previsto no</p><p>Anexo I da Portaria no 1.621, de 14 de julho de 2010.</p><p>§ 2o Quando for adotado o Homolognet, serão utilizados os seguintes</p><p>documentos:</p><p>I – Termo de Rescisão de Contrato de Trabalho, previsto no Anexo II da</p><p>Portaria no 1.621, de 2010;</p><p>II – Termo de Homologação sem ressalvas, previsto no Anexo III da</p><p>Portaria no1.621, de 2010;</p><p>III – Termo de Homologação com ressalvas, previsto no Anexo IV da</p><p>Portaria no1.621, de 2010;</p><p>IV – Termo de Comparecimento de uma das partes;</p><p>V – Termo de Comparecimento de ambas as partes, sem homologação da</p><p>rescisão em face de discordância quanto aos valores constantes no TRCT; e</p><p>VI – Termo de Compromisso de Retificação do TRCT.</p><p>Art. 3o O empregador, ao utilizar o Homolognet, deverá acessar o Sistema</p><p>por meio do portal do MTE na Internet: , cadastrar-se</p><p>previamente e:</p><p>I – incluir os dados relativos ao contrato de trabalho e demais dados</p><p>solicitados pelo Sistema;</p><p>II – informar-se com o órgão local do MTE, para verificar a necessidade de</p><p>agendamento da homologação; e</p><p>III – dirigir-se ao órgão local do MTE, munido dos documentos previstos</p><p>no art.22 desta Instrução Normativa.</p><p>Seção II</p><p>Disposições Gerais</p><p>Art. 4o A assistência na rescisão de contrato de trabalho tem por objetivo</p><p>http://www.mte.gov.br</p><p>orientar e esclarecer empregado e empregador acerca do cumprimento da</p><p>lei, bem como zelar pelo efetivo pagamento das parcelas rescisórias, e é</p><p>devida:</p><p>I – nos contratos de trabalho firmados há mais de um ano;</p><p>II – quando o cômputo do aviso-prévio indenizado resultar em mais de um</p><p>ano de serviço; e</p><p>III – na hipótese de aposentadoria em que ocorra rescisão de contrato de</p><p>trabalho que se enquadre nos incisos I e II deste artigo.</p><p>Parágrafo único. Conta-se o prazo de um ano e um dia de trabalho pelo</p><p>calendário comum, incluindo-se o dia em que se iniciou a prestação do</p><p>trabalho.</p><p>Art. 5o Não é devida a assistência na rescisão de contrato de trabalho em</p><p>que são partes a União, os estados, os municípios, suas autarquias e</p><p>fundações de direito público, e empregador doméstico, ainda que optante</p><p>do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS.</p><p>Capítulo II</p><p>Seção I</p><p>Da Competência</p><p>Art. 6o São competentes para prestar a assistência na rescisão do contrato</p><p>de trabalho:</p><p>I – o sindicato profissional da categoria do local onde o empregado laborou</p><p>ou a federação que represente categoria inorganizada;</p><p>II – o servidor público em exercício no órgão local do MTE, capacitado e</p><p>cadastrado como assistente no Homolognet; e</p><p>III – na ausência dos órgãos citados nos incisos I e II deste artigo na</p><p>localidade, o representante do Ministério Público ou o Defensor Público e,</p><p>na falta ou impedimentos destes, o Juiz de Paz.</p><p>Art. 7o Em função da proximidade territorial, poderão ser prestadas</p><p>assistências em circunscrição diversa do local da prestação dos serviços ou</p><p>da celebração do contrato de trabalho, desde que autorizadas por ato</p><p>conjunto dos respectivos Superintendentes Regionais do Trabalho e</p><p>Emprego.</p><p>Seção II</p><p>Dos procedimentos</p><p>Art. 8o Diante das partes, cabe ao assistente:</p><p>I – inquirir o empregado e confirmar a veracidade dos dados contidos no</p><p>TRCT; e</p><p>II – verificar a existência de dados não lançados no TRCT, observados os</p><p>prazos previstos no inciso XXIX do art. 7o da Constituição Federal.</p><p>Parágrafo único. O assistente deverá esclarecer às partes</p><p>que:</p><p>I – a homologação de rescisão por justa causa não implica a concordância</p><p>do empregado com os motivos ensejadores da dispensa; e</p><p>II – a quitação do empregado refere-se somente ao exato valor de cada</p><p>verba especificada no TRCT.</p><p>Art. 9o São itens de verificação obrigatória pelo assistente:</p><p>I – a regularidade da representação das partes;</p><p>II – a existência de causas impeditivas à rescisão;</p><p>III – a observância dos prazos legais ou, em hipóteses mais favoráveis, dos</p><p>prazos previstos em convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença</p><p>normativa;</p><p>IV – a regularidade dos documentos apresentados;</p><p>V – a correção das informações prestadas pelo empregador;</p><p>VI – o efetivo pagamento das verbas devidas;</p><p>VII – o efetivo recolhimento dos valores a título de FGTS e de</p><p>Contribuição Social, prevista no art. 1o, da Lei Complementar no 110, de 29</p><p>de junho de 2001, devidos na vigência do contrato de trabalho;</p><p>VIII – o efetivo pagamento, na rescisão sem justa causa, da indenização do</p><p>FGTS, na alíquota de 40% (quarenta por cento), e da Contribuição Social,</p><p>na alíquota de 10% (dez por cento), incidentes sobre o montante de todos</p><p>os depósitos de FGTS devidos na vigência do contrato de trabalho,</p><p>atualizados monetariamente e acrescidos dos respectivos juros</p><p>remuneratórios, não se deduzindo, para o cálculo, saques ocorridos; e</p><p>IX – indícios de qualquer tipo de fraude, especialmente a rescisão</p><p>contratual que vise somente ao saque de FGTS e à habilitação ao Seguro-</p><p>Desemprego.</p><p>Art. 10. No caso de incorreção ou omissão de parcela devida, o assistente</p><p>deve solucionar a falta ou a controvérsia, por meio de orientação e</p><p>esclarecimento às partes.</p><p>§ 1o Quando a incorreção relacionar-se a dados do contrato de trabalho ou</p><p>do empregado, tais como tipo do contrato de trabalho, categoria</p><p>profissional, causa de afastamento, data de admissão e afastamento,</p><p>percentual de pensão alimentícia a ser retida na rescisão, data do aviso-</p><p>prévio, dentre outros, o TRCT deverá ser retificado pelo empregador,</p><p>devendo o assistente lavrar o Termo de Compromisso de Retificação do</p><p>TRCT.</p><p>§ 2o Havendo incorreções não sanadas, o assistente deve comunicar o fato</p><p>ao setor de fiscalização do trabalho do órgão para as devidas providências.</p><p>§ 3o Desde que haja concordância do empregado, a incorreção de parcelas</p><p>ou valores lançados no TRCT não impede a homologação da rescisão,</p><p>devendo o assistente consignar as devidas ressalvas no Homolognet.</p><p>Art. 11. Na correção dos dados ou na hipótese do § 3o do art. 10 desta</p><p>Instrução Normativa, será impresso o Termo de Homologação gerado pelo</p><p>Homolognet, que deverá ser assinado pelas partes ou seus prepostos e pelo</p><p>assistente.</p><p>Parágrafo único. Devem constar das ressalvas:</p><p>I – parcelas e complementos não pagos e não constantes do TRCT;</p><p>II – matéria não solucionada, nos termos desta Instrução Normativa;</p><p>III – a expressa concordância do empregado em formalizar a homologação;</p><p>e</p><p>IV – quaisquer fatos relevantes para assegurar direitos e prevenir</p><p>responsabilidades do assistente.</p><p>Seção III</p><p>Dos impedimentos</p><p>Art. 12. São circunstâncias impeditivas da homologação:</p><p>I – nas rescisões de contrato de trabalho por iniciativa do empregador,</p><p>quando houver estabilidade do empregado decorrente de:</p><p>a) gravidez da empregada, desde a sua confirmação até cinco meses após o</p><p>parto;</p><p>b) candidatura para o cargo de direção de Comissões Internas de Prevenção</p><p>de Acidentes – CIPA, desde o registro da candidatura e, se eleito, ainda que</p><p>suplente, até um ano após o final do mandato;</p><p>c) candidatura do empregado sindicalizado a cargo de direção ou</p><p>representação sindical, desde o registro da candidatura e, se eleito, ainda</p><p>que suplente, até um ano após o final do mandato;</p><p>d) garantia de emprego dos representantes dos empregados, titulares ou</p><p>suplentes, em Comissão de Conciliação Prévia – CCP, instituída no âmbito</p><p>da empresa, até um ano após o final do mandato; e</p><p>e) demais garantias de emprego decorrentes de lei, convenção ou acordo</p><p>coletivo de trabalho ou sentença normativa;</p><p>II – suspensão contratual, exceto na hipótese prevista no § 5o do art. 476-A</p><p>da CLT;</p><p>III – irregularidade da representação das partes;</p><p>IV – insuficiência de documentos ou incorreção não sanável;</p><p>V – falta de comprovação do pagamento das verbas devidas;</p><p>VI – atestado de saúde ocupacional – ASO com declaração de inaptidão; e</p><p>VII – a constatação de fraude, nos termos do inciso IX do art. 9o desta</p><p>Instrução Normativa.</p><p>Seção IV</p><p>Das partes</p><p>Art. 13. É obrigatória a presença de empregado e empregador para que seja</p><p>prestada a assistência à rescisão contratual.</p><p>§ 1o Tratando-se de empregado com idade inferior a dezoito anos, será</p><p>obrigatória a presença e a assinatura de seu representante legal no Termo de</p><p>Homologação, exceto para os emancipados nos termos da lei civil.</p><p>§ 2o O empregador poderá ser representado por procurador legalmente</p><p>habilitado ou preposto designado por carta de preposição em que conste</p><p>referência à rescisão a ser homologada e os poderes para assinatura dos</p><p>documentos na presença do assistente.</p><p>§ 3o O empregado poderá ser representado, excepcionalmente, por</p><p>procurador legalmente constituído em procuração com poderes expressos</p><p>para receber e dar quitação e com firma reconhecida em cartório.</p><p>Art. 14. No caso de morte do empregado, a assistência na rescisão</p><p>contratual será prestada aos beneficiários habilitados perante o órgão</p><p>previdenciário, reconhecidos judicialmente ou previstos em escritura</p><p>pública lavrada nos termos do art. 982 do Código de Processo Civil, desde</p><p>que dela constem os dados necessários à identificação do beneficiário e à</p><p>comprovação do direito, conforme o art. 21 da Resolução no 35, de 24 de</p><p>abril de 2007, do Conselho Nacional de Justiça, e o art. 2o do Decreto no</p><p>85.845, de 26 de março de 1981.</p><p>Seção V</p><p>Do Aviso-Prévio</p><p>Art. 15. O direito ao aviso-prévio é irrenunciável pelo empregado, salvo se</p><p>houver comprovação de que ele obteve novo emprego.</p><p>Art. 16. O período referente ao aviso-prévio, inclusive quando indenizado,</p><p>integra o tempo de serviço para todos os efeitos legais.</p><p>Art. 17. Quando o aviso-prévio for indenizado, a data da saída a ser</p><p>anotada na Carteira de Trabalho e Previdência Social – CTPS deve ser:</p><p>I – na página relativa ao Contrato de Trabalho, a do último dia da data</p><p>projetada para o aviso-prévio indenizado; e</p><p>II – na página relativa às Anotações Gerais, a data do último dia</p><p>efetivamente trabalhado.</p><p>Parágrafo único. No TRCT, a data de afastamento a ser consignada será a</p><p>do último dia efetivamente trabalhado.</p><p>Art. 18. Caso o empregador não permita que o empregado permaneça em</p><p>atividade no local de trabalho durante o aviso-prévio, na rescisão deverão</p><p>ser obedecidas as mesmas regras do aviso-prévio indenizado.</p><p>Art. 19. É inválida a comunicação do aviso-prévio na fluência de garantia</p><p>de emprego e de férias.</p><p>Subseção I</p><p>Da Contagem dos Prazos do Aviso-Prévio</p><p>Art. 20. O prazo de trinta dias correspondente ao aviso-prévio conta-se a</p><p>partir do dia seguinte ao da comunicação, que deverá ser formalizada por</p><p>escrito.</p><p>Parágrafo único. No aviso-prévio indenizado, quando o prazo previsto no</p><p>art.477, § 6o, alínea “b” da CLT recair em dia não útil, o pagamento poderá</p><p>ser feito no próximo dia útil.</p><p>Art. 21. Quando o aviso-prévio for cumprido parcialmente, o prazo para</p><p>pagamento das verbas rescisórias ao empregado será de dez dias contados a</p><p>partir da dispensa de cumprimento do aviso-prévio, salvo se o termo final</p><p>do aviso ocorrer primeiramente.</p><p>Seção VI</p><p>Dos Documentos</p><p>Art. 22. Para a assistência, é obrigatória a apresentação dos seguintes</p><p>documentos:</p><p>I – Termo de Rescisão de Contrato de Trabalho – TRCT, em quatro vias;</p><p>II – Carteira de Trabalho e Previdência Social – CTPS, com as anotações</p><p>atualizadas;</p><p>III – Livro ou Ficha de Registro de Empregados;</p><p>IV – notificação de demissão, comprovante de aviso-prévio ou pedido de</p><p>demissão;</p><p>V – extrato para fins rescisórios da conta vinculada do empregado no</p><p>FGTS, devidamente atualizado, e guias de recolhimento das competências</p><p>indicadas como não localizadas na conta vinculada;</p><p>VI – guia de recolhimento rescisório do FGTS e da Contribuição Social,</p><p>nas hipóteses do art. 18 da Lei no 8.036, de 11 de maio de 1990, e do art. 1o</p><p>da Lei Complementar no 110, de 29 de junho de 2001;</p><p>VII – Comunicação da Dispensa – CD e Requerimento do Seguro-</p><p>Desemprego, nas rescisões sem justa causa;</p><p>VIII – Atestado de Saúde Ocupacional Demissional, ou Periódico, durante</p><p>o prazo de validade, atendidas as formalidades especificadas na Norma</p><p>Regulamentadora – NR 7, aprovada pela Portaria no 3.214, de 8 de junho de</p><p>1978, e alterações posteriores;</p><p>IX – documento que comprove a legitimidade do representante da empresa;</p><p>X – carta de preposto e instrumentos de mandato que, nos casos previstos</p><p>nos §§2o e 3o do art. 13 e no art. 14 desta Instrução Normativa, serão</p><p>arquivados no órgão local do MTE que efetuou a assistência juntamente</p><p>com cópia do Termo de Homologação;</p><p>XI – prova bancária de quitação quando o pagamento for efetuado antes da</p><p>assistência;</p><p>XII – o número de registro ou cópia do instrumento coletivo de trabalho</p><p>aplicável; e</p><p>XIII – outros documentos necessários para dirimir dúvidas referentes à</p><p>rescisão ou ao contrato de trabalho.</p><p>Seção VII</p><p>Do Pagamento</p><p>Art. 23. O pagamento das verbas rescisórias constantes do TRCT será</p><p>efetuado em dinheiro ou em cheque administrativo, no ato da assistência.</p><p>§ 1o O pagamento poderá ser feito, dentro dos prazos estabelecidos no § 6o</p><p>do art. 477 da CLT, por meio de ordem bancária de pagamento, ordem</p><p>bancária de crédito, transferência eletrônica ou depósito bancário em conta-</p><p>corrente ou poupança do empregado, facultada a utilização da conta não</p><p>movimentável – conta salário, prevista na Resolução no 3.402, de 6 de</p><p>setembro de 2006, do Banco Central do Brasil.</p><p>§ 2o Para fins do disposto no § 1o deste artigo:</p><p>I – o estabelecimento bancário deverá se situar na mesma cidade do local</p><p>de trabalho; e</p><p>II – o empregador deve comprovar que nos prazos legais ou previstos em</p><p>convenção ou acordo coletivo de trabalho o empregado foi informado e</p><p>teve acesso aos valores devidos.</p><p>§ 3o O pagamento das verbas rescisórias será efetuado somente em dinheiro</p><p>na assistência à rescisão contratual de empregado não alfabetizado, ou na</p><p>realizada pelos Grupos Especiais de Fiscalização Móvel, instituídos pela</p><p>Portaria MTE no 265, de 6 de junho de 2002.</p><p>Capítulo III</p><p>Seção I</p><p>Disposições Finais e Transitórias</p><p>Art. 24. Não comparecendo uma das partes, ou na falta de homologação da</p><p>rescisão em face de discordância quanto aos valores, o assistente emitirá os</p><p>Termos de Comparecimento gerados pelo Homolognet.</p><p>Art. 25. Havendo homologação do TRCT, os Termos de Homologação</p><p>serão assinados pelas partes e pelo assistente e, juntamente com as vias do</p><p>TRCT, terão a seguinte destinação:</p><p>I – três vias para o empregado;</p><p>II – uma via para o empregador.</p><p>Art. 26. A assistência prestada nas homologações de rescisões de contrato</p><p>sem utilização do Homolognet obedecerá, no que couber, ao disposto nesta</p><p>Instrução Normativa, devendo ser observado:</p><p>I – o servidor público em exercício no órgão local do MTE, mediante ato</p><p>próprio do Superintendente Regional do Trabalho e Emprego, ficará</p><p>autorizado a prestar assistência na rescisão do contrato de trabalho;</p><p>II – em caso de incorreção de parcelas ou valores lançados no TRCT, o</p><p>assistente deverá consignar as devidas ressalvas no verso;</p><p>III – é obrigatória a apresentação do demonstrativo de parcelas variáveis</p><p>consideradas para fins de cálculo dos valores devidos na rescisão contratual</p><p>e de cópia do instrumento coletivo aplicável;</p><p>IV – o assistente deverá conferir manualmente os valores das verbas</p><p>rescisórias.</p><p>2.3</p><p>Art. 27. Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação.</p><p>Art. 28. Fica revogada a Instrução Normativa no 3, de 21 de junho de 2002.</p><p>ZILMARA DAVID DE ALENCAR</p><p>Sistema HOMOLOGNET de assistência na</p><p>rescisão de contrato de trabalho</p><p>A Portaria no 1.620, de 14-7-2010 – DOU de 15-7-2010, instituiu o Sistema</p><p>Homolognet para fins de assistência na rescisão de contrato de trabalho. A Portaria no</p><p>1.621, de 14-7-2010 – DOU de 15-7-2010, aprova modelos de Termos de Rescisão de</p><p>Contrato de Trabalho (TRCT) por meio de quatro ANEXOS, sendo:</p><p>Anexo I – Nas rescisões que não for utilizado o Homolognet;</p><p>Anexo II – Modelo de Termo de Rescisão de Trabalho gerado pela</p><p>Homolognet;</p><p>Anexo III – Modelo de Termo de Homologação sem ressalvas; e</p><p>Anexo IV – Modelo de Termo de Homologação com ressalvas.</p><p>A Instrução Normativa SRT no 15, de 14-7-2010, preceitua em seu art. 2o, caput e§</p><p>1o:</p><p>Art. 2o Na assistência à rescisão do contrato de trabalho, o Sistema Homolognet,</p><p>instituído pela Portaria no 1.620, de 14 de julho de 2010, será utilizado gradualmente,</p><p>conforme sua implantação nas Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego,</p><p>Gerências Regionais do Trabalho e Emprego e Agências Regionais.</p><p>§ 1o Nas rescisões contratuais em que não for adotado o Homolognet, será</p><p>utilizado o Termo de Rescisão de Contrato de Trabalho – TRCT previsto no</p><p>Anexo 1 da Portaria no 1.621, de 14 de julho de 2010.</p><p>. . . . . . . . . . .</p><p>Diante, do exposto, vem sendo utilizado o Termo de Rescisão de Contrato de</p><p>Trabalho (TRCT), Anexo I (ver itens 6.1 a 6.19 do Capítulo 4, neste livro) até sua</p><p>total implantação nas Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego, Gerências</p><p>Regionais do Trabalho e Agências Regionais.</p><p>O empregador que for utilizar o Homolognet deverá acessar na Internet</p><p>01.</p><p>01.01</p><p>01.02</p><p>02.</p><p>e cadastrar-se previamente, como vemos a seguir:</p><p>Prezado(a) Senhor(a)</p><p>Informamos que o CPF no (número do CPF) foi inserido como usuário do</p><p>Sistema HomologNet para a Empresa:</p><p>CNPJ/CEI: (número do CNPJ ou CEI)</p><p>Razão Social: EDITORA (nome do empregador)</p><p>Dados de Acesso do Usuário:</p><p>Usuário: (número do CPF)</p><p>Senha: (senha emitida pelo MTE)</p><p>Atenciosamente,</p><p>COORDENAÇÃO-GERAL DE RELAÇÕES DO TRABALHO – CGRT</p><p>SECRETARIA DE RELAÇÕES DO TRABALHO</p><p>Favor não responder esta mensagem, pois foi gerada automaticamente pelo</p><p>sistema.</p><p>A Instrução Normativa da Secretaria de Relações do Trabalho estabelece os</p><p>procedimentos para assistência e homologação na rescisão do contrato de trabalho,</p><p>bem como sua adoção do Sistema Homolognet encontra-se transcrita na íntegra no</p><p>item 2.2 deste capítulo.</p><p>A seguir as perguntas e respostas disponibilizadas no site do MTE.</p><p>PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE O</p><p>HOMOLOGNET – VERSÃO 3.0 ÍNDICE</p><p>GENERALIDADES</p><p>Qual o significado das siglas, acrônimos e abreviaturas aqui utilizados?</p><p>Que funcionalidades o HomologNet oferece?</p><p>IMPLANTAÇÃO E ABRANGÊNCIA</p><p>http://www.mte.gov.br</p><p>02.01</p><p>02.02</p><p>02.03</p><p>02.04</p><p>02.05</p><p>03.</p><p>03.01</p><p>03.02</p><p>03.03</p><p>03.04</p><p>03.05</p><p>03.06</p><p>03.07</p><p>03.08</p><p>03.09</p><p>04.</p><p>04.01</p><p>04.02</p><p>04.03</p><p>04.04</p><p>04.05</p><p>04.06</p><p>04.07</p><p>Qual é a legislação específica do HomologNet?</p><p>O HomologNet foi implantado em todas as Unidades Federativas?</p><p>O HomologNet foi implantado no MTE e nas entidades sindicais?</p><p>O HomologNet poderá ser utilizado nas rescisões assistidas em sindicato?</p><p>A utilização do HomologNet é obrigatória?</p><p>ACESSO AO HOMOLOGNET</p><p>Como é acessado o HomologNet?</p><p>Como é feito o cadastro do Empregador no HomologNet?</p><p>Cada Usuário tem uma senha de acesso?</p><p>Como se cadastra outro Usuário para o mesmo Empregador?</p><p>O Responsável pode atuar também como Usuário do HomologNet?</p><p>Quantos Usuários podem ser cadastrados para um Empregador?</p><p>O mesmo Usuário pode ser cadastrado para mais de um Empregador?</p><p>Como alterar a senha?</p><p>Como é feita a exclusão de um</p><p>Usuário?</p><p>CADASTRO DE INFORMAÇÕES DA RESCISÃO NO HOMOLOGNET</p><p>Como é realizado o cadastro (inclusão, alteração e exclusão) das</p><p>informações referentes à rescisão de contrato de trabalho?</p><p>Como é produzido um arquivo para transmissão de informações de</p><p>rescisão de contrato de trabalho?</p><p>Como se identifica o que foi alterado no Layout do Arquivo de</p><p>Importação?</p><p>No arquivo XML de importação de dados pelo HomologNet pode ser</p><p>informado mais de um empregador?</p><p>Na página inicial do Módulo Offline de transmissão de arquivos é</p><p>requerido o preenchimento de campos contendo informações relativas às</p><p>rescisões de contrato de trabalho, conforme figura abaixo. Essas</p><p>informações devem valer para todas as rescisões incluídas no mesmo lote?</p><p>No caso de rescisões rejeitadas pelo processamento do arquivo no</p><p>momento da importação pelo HomologNet, o lote completo de rescisões</p><p>deve ser reenviado ou somente as rescisões que foram rejeitadas?</p><p>As informações de saída do HomologNet, como a discriminação das</p><p>04.08</p><p>05.</p><p>05.01</p><p>05.02</p><p>05.03</p><p>05.04</p><p>05.05</p><p>05.06</p><p>05.07</p><p>05.08</p><p>05.09</p><p>05.10</p><p>05.11</p><p>05.12</p><p>05.13</p><p>verbas rescisórias e das deduções, com seus respectivos valores, ficam</p><p>disponíveis no HomologNet após a homologação da rescisão?</p><p>Se os dados informados pelo Empregador divergem dos direitos que as</p><p>normas trabalhistas garantem ao Trabalhador, como, por exemplo, o</p><p>percentual mínimo de remuneração de horas extras, o HomologNet faz</p><p>alguma crítica?</p><p>ESPECIFICIDADES DE PREENCHIMENTO</p><p>Aba Empregador</p><p>Como informar a Contribuição Sindical Patronal de Microempresas e</p><p>Empresas de Pequeno Porte optantes pelo Simples Nacional?</p><p>Aba Contrato</p><p>Como informar a data de afastamento na hipótese de aviso-prévio</p><p>trabalhado em que o empregado faz opção por faltar os sete últimos dias do</p><p>contrato de trabalho?</p><p>Como deve ser informada a Rescisão de Contrato de Aprendizagem?</p><p>O que é contrato de trabalho por prazo determinado “com” ou “sem”</p><p>cláusula assecuratória de direito recíproco de rescisão antecipada?</p><p>Como informar o “Contrato de Experiência” no Sistema HomologNet?</p><p>Como é preenchido o campo Data-Base da Categoria Profissional?</p><p>Aba Férias</p><p>Como informar férias parcialmente quitadas?</p><p>Como informar faltas nas abas “Férias”, “13o Salário” e “Descontos”?</p><p>Aba Financeiro</p><p>Como criar e utilizar uma Rubrica Externa?</p><p>A regra de informação da remuneração do mês de afastamento é a mesma</p><p>de informação da remuneração dos meses anteriores?</p><p>Como informar a remuneração nos casos de movimentações em que a</p><p>remuneração é suportada pela Previdência Social ou por terceiros?</p><p>Quando a rubrica Garantia é considerada informação obrigatória?</p><p>Aba Dados Auxiliares</p><p>Para que é informado se “A jornada de trabalho da semana do</p><p>05.14</p><p>05.15</p><p>05.16</p><p>05.17</p><p>06.</p><p>06.01</p><p>06.02</p><p>06.03</p><p>07.</p><p>07.01</p><p>07.02</p><p>07.03</p><p>07.04</p><p>07.05</p><p>afastamento foi cumprida integralmente”?</p><p>Como informar se a jornada de trabalho da semana do afastamento foi</p><p>cumprida integralmente no caso de Escala de Revezamento?</p><p>Para que é informado se “A jornada do sábado da semana do afastamento</p><p>foi compensada durante a semana”?</p><p>Aba Desconto</p><p>Como criar e utilizar um Desconto Externo?</p><p>Para que é informada a data de quitação de verbas rescisórias?</p><p>TRCT</p><p>Como é gerado o TRCT?</p><p>O TRCT pode ser retificado após ser transmitido pelo HomologNet?</p><p>É necessário que o TRCT seja impresso com a orientação de página</p><p>Vertical?</p><p>ASSISTÊNCIA E HOMOLOGAÇÃO</p><p>O HomologNet exibe convenções e acordos coletivos de trabalho?</p><p>As homologações podem ser agendadas?</p><p>Como são colhidas as assinaturas das partes?</p><p>O HomologNet trouxe alguma alteração na forma de recolhimento do</p><p>FGTS?</p><p>O formulário do Seguro-Desemprego continua sendo pré-impresso?</p><p>01. GENERALIDADES</p><p>01.01 Qual o significado das siglas, acrônimos e abreviaturas aqui utilizados?</p><p>CEI – Cadastro Específico do INSS</p><p>CLT – Consolidação das Leis do Trabalho</p><p>CNPJ – Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica</p><p>CPF – Cadastro de Pessoas Físicas</p><p>DSR – Descanso Semanal Remunerado</p><p>FGTS – Fundo de Garantia do Tempo de Serviço</p><p>INSS – Instituto Nacional do Seguro Social</p><p>a)</p><p>b)</p><p>c)</p><p>IRRF – Imposto de Renda Retido na Fonte</p><p>MTE – Ministério do Trabalho e Emprego</p><p>SRT – Secretaria de Relações do Trabalho</p><p>SRTE – Superintendência Regional do Trabalho e Emprego</p><p>TRCT – Termo de Rescisão de Contrato de Trabalho</p><p>XML – Extensible Markup Language</p><p>01.02 Que funcionalidades o HomologNet oferece?</p><p>Permite ao Empregador o cadastro (inclusão, alteração e exclusão) das informações</p><p>referentes à rescisão de contrato de trabalho. Recebidas as informações, o</p><p>HomologNet realiza crítica, faz cálculos e gera o TRCT.</p><p>Possibilita ao Trabalhador consultar informações sobre sua rescisão de contrato</p><p>de trabalho.</p><p>Dá suporte ao MTE nos procedimentos de assistência à rescisão de contrato de</p><p>trabalho.</p><p>02. IMPLANTAÇÃO E ABRANGÊNCIA</p><p>02.01 Qual é a legislação específica do HomologNet?</p><p>A legislação específica do HomologNet encontra-se no Portal do Trabalho e</p><p>Emprego, no endereço Internet</p><p>, sendo:</p><p>Portaria no 1.620, de 14-7-2010 – Arquivo PDF (56kb), que institui o Sistema</p><p>HomologNet;</p><p>Portaria no 1.621, de 14-7-2010 – Arquivo PDF (67kb), que aprova modelos de</p><p>TRCT e Termos de Homologação; e</p><p>Instrução Normativa no 15, de 14-7-2010 – Arquivo PDF (52kb), que estabelece</p><p>procedimentos para assistência e homologação na rescisão de contrato de</p><p>trabalho.</p><p>02.02 O HomologNet foi implantado em todas as Unidades Federativas?</p><p>Foi implantado no dia 15-7-2010 nas sedes das seguintes SRTE: DF, PB, RJ, SC e</p><p>TO.</p><p>http://www.mte.gov.br/ass_homolog/leg_default.asp</p><p>3</p><p>Sua extensão para as sedes das SRTE das demais Unidades Federativas ocorreu</p><p>em 18-11-2010.</p><p>02.03 O HomologNet foi implantado no MTE e nas entidades sindicais?</p><p>Foi implantado apenas no âmbito do MTE.</p><p>02.04 O HomologNet poderá ser utilizado nas rescisões assistidas em sindicato?</p><p>Para que as entidades sindicais possam utilizar o HomologNet nas assistências é</p><p>necessário o desenvolvimento de um novo e específico módulo. Tal módulo fará uso</p><p>de Certificação Digital.</p><p>02.05 A utilização do HomologNet é obrigatória?</p><p>A utilização do HomologNet é facultativa. Nas rescisões contratuais sem necessidade</p><p>de assistência e homologação, bem como naquelas em que não for utilizado o</p><p>HomologNet, será utilizado o TRCT previsto no Anexo I da Portaria no 1.621/10. É</p><p>permitida a utilização do TRCT aprovado pela Portaria SRT no 302/02, até o dia 31-</p><p>12-2010.</p><p>03. ACESSO AO HOMOLOGNET</p><p>03.01 Como é acessado o HomologNet?</p><p>Para utilizar o HomologNet é necessário acessar o Portal do Trabalho e Emprego</p><p>na Internet, no endereço .</p><p>Enunciados da Secretaria de Relações do Trabalho</p><p>Transcrevemos a seguir na íntegra a Portaria da SRT no 4 de 16-09-2014</p><p>(DOU de 19-09-2014).</p><p>PORTARIA SECRETARIA DE RELAÇÕES DO TRABALHO – SRT</p><p>No 4 DE 16-09-2014 – DOU de 19-09-2014</p><p>Aprova, revisa e revoga enunciados da Secretaria de</p><p>Relações do Trabalho.</p><p>O Secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Trabalho e</p><p>http://www.mte.gov.br</p><p>Emprego, no uso das atribuições previstas no art. 17 do Decreto no 5.063,</p><p>de 3 de maio de 2004, e no Anexo VII, do art. 1o da Portaria no 483, de 15</p><p>de setembro de 2004.</p><p>Considerando a necessidade dar maior eficiência ao atendimento ao público</p><p>prestado pelas Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego por</p><p>meio da padronização dos procedimentos administrativos; e</p><p>Considerando as orientações e os entendimentos normativos emanados</p><p>desta Secretaria,</p><p>Resolve:</p><p>Art. 1o Revisar as ementas aprovadas pela Portaria SRT no 01, de 26 de</p><p>maio de 2006 e pela Portaria no 4, de 22 de julho de 2008, que passarão a</p><p>ser denominadas de “enunciados” e vigorarão com as redações e as</p><p>referências constantes no Anexo I.</p><p>Art. 2o Revogar os enunciados</p><p>nos 08, 36 e 40.</p><p>Art. 3o Aprovar os enunciados nos 41 a 60.</p><p>Art. 4o Os enunciados aprovados pela Secretaria de Relações do Trabalho</p><p>devem orientar a atuação e atividade dos servidores e chefes das seções ou</p><p>setores de relações de trabalho das Superintendências Regionais do</p><p>Trabalho e Emprego, e daqueles que compõem a Secretaria de Relações do</p><p>Trabalho no desempenho de suas respectivas atribuições.</p><p>Art. 5o Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.</p><p>ENUNCIADO No 01</p><p>HOMOLOGAÇÃO. EMPREGADO EMANCIPADO.</p><p>Não é necessária a assistência por responsável legal, na homologação da</p><p>rescisão contratual, ao empregado adolescente que comprove ter sido</p><p>emancipado.</p><p>Ref.: Art. 439 da CLT e art. 5o do Código Civil.</p><p>ENUNCIADO No 02</p><p>HOMOLOGAÇÃO. APOSENTADORIA.</p><p>É devida a assistência prevista no § 1o, do art. 477, da CLT, na ocorrência</p><p>da aposentadoria espontânea acompanhada do afastamento do empregado.</p><p>A assistência não é devida na aposentadoria por invalidez.</p><p>Ref.: Art. 477, § 1o, da CLT; Art. 4o, III, da IN no 10, de 2010; STF RE</p><p>449.420-5/PR</p><p>ENUNCIADO No 03</p><p>HOMOLOGAÇÃO. EMPREGADO FALECIDO.</p><p>I – No caso de falecimento de empregado, é devida a homologação e a</p><p>assistência na rescisão do contrato de trabalho aos beneficiários habilitados</p><p>perante o órgão previdenciário ou assim reconhecidos judicialmente,</p><p>porque a estes se transferem todos os direitos do de cujus.</p><p>II – No caso de haver beneficiários com idade inferior a 18 (dezoito) anos,</p><p>suas quotas deverão ser depositadas em caderneta de poupança, consoante</p><p>Lei no 6.858/1980 e Decreto no 85.845/1981, sendo imprescindível a</p><p>apresentação desta conta bancária para depósito, ou de autorização do juiz</p><p>que ampare a aquisição de imóvel destinado à residência do menor e de sua</p><p>família ou o dispêndio necessário à subsistência e educação do menor.</p><p>Ref.: Art. 477, § 1o, da CLT; Lei no 6.858, de 1980, Decreto no 85.845, de</p><p>1981; Art. 14 da IN no 15, de 2010.</p><p>ENUNCIADO No 04</p><p>HOMOLOGAÇÃO. IMPEDIMENTOS.</p><p>As seguintes circunstâncias, se não sanadas no decorrer da assistência,</p><p>impedem o assistente do Ministério do Trabalho e Emprego de efetuar a</p><p>homologação, ainda que o empregado com ela concorde:</p><p>I – a irregularidade na representação das partes;</p><p>II – a existência de garantia de emprego, no caso de dispensa sem justa</p><p>causa;</p><p>III – a suspensão contratual, exceto na hipótese do art. 476-A, da CLT;</p><p>IV – a inaptidão do trabalhador declarada no atestado de saúde ocupacional</p><p>(ASO);</p><p>V – a fraude caracterizada;</p><p>VI – a falta de apresentação de todos os documentos necessários ou</p><p>incorreção não sanável;</p><p>VII – a falta de comprovação do pagamento das verbas rescisórias;</p><p>VIII – a recusa do empregador em pagar pelo menos parte das verbas</p><p>rescisórias.</p><p>Ref.: CLT; NR-07; IN no 15, de 2010.</p><p>ENUNCIADO No 05</p><p>HOMOLOGAÇÃO. FALTA DE PAGAMENTO DE VERBA</p><p>RESCISÓRIA DEVIDA. CIÊNCIA DO EMPREGADO.</p><p>O assistente deverá informar o trabalhador quanto à existência de</p><p>irregularidades. Cientificado o empregado, caso este concorde com a</p><p>rescisão, exceto nas hipóteses relacionadas na Ementa no 4, o assistente não</p><p>poderá obstá-la, e deverá consignar aquela anuência no verso do TRCT.</p><p>Ref: arts. 10, §§ 1o, 2o e 3o, e 26, II, da IN no 15, de 2010</p><p>ENUNCIADO No 06</p><p>HOMOLOGAÇÃO. MEIOS DE PROVA DOS PAGAMENTOS.</p><p>A assistência ao empregado na rescisão do contrato de trabalho</p><p>compreende os seguintes atos: informar direitos e deveres aos interessados;</p><p>conciliar controvérsias; conferir os reflexos financeiros decorrentes da</p><p>extinção do contrato; e zelar pela quitação dos valores especificados no</p><p>Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho. Dada a natureza de ato</p><p>vinculado da assistência, o agente somente deve admitir os meios de prova</p><p>de quitação previstos em lei ou normas administrativas aplicáveis, quais</p><p>sejam: o pagamento em dinheiro ou cheque administrativo no ato da</p><p>assistência; a comprovação da efetiva transferência dos valores, para a</p><p>conta-corrente do empregado, por meio eletrônico, por depósito bancário,</p><p>transferência eletrônica ou ordem bancária ou vale postal de pagamento ou</p><p>de crédito.</p><p>Ref: Art. 477, § 4o, da CLT e art. 23 da IN no 15, de 2010.</p><p>ENUNCIADO No 07</p><p>HOMOLOGAÇÃO. DEPÓSITO BANCÁRIO. MULTAS.</p><p>Não são devidas as multas previstas no § 8o, do art. 477, da CLT quando o</p><p>pagamento integral das verbas rescisórias, realizado por meio de depósito</p><p>bancário em conta-corrente do empregado, tenha observado o prazo</p><p>previsto no § 6o, do art. 477, da CLT. Se o depósito for efetuado mediante</p><p>cheque, este deve ser compensado no referido prazo legal. Em qualquer</p><p>caso, o empregado deve ser, comprovadamente, informado desse depósito.</p><p>Este entendimento não se aplica às hipóteses em que o pagamento das</p><p>verbas rescisórias deve ser feito necessariamente em dinheiro, como, por</p><p>exemplo, na rescisão do contrato do empregado analfabeto ou adolescente e</p><p>na efetuada pelo grupo móvel de fiscalização.</p><p>Ref.: Art. 477, §§ 6o e 8o, da CLT; e art. 23 da IN no 15 de 2010.</p><p>ENUNCIADO No 08 – REVOGADO</p><p>ENUNCIADO No 09</p><p>HOMOLOGAÇÃO. FEDERAÇÃO</p><p>DE TRABALHADORES. COMPETÊNCIA.</p><p>As federações de trabalhadores são competentes para prestar a assistência</p><p>prevista no § 1o, do art. 477, da CLT, nas localidades onde a categoria</p><p>profissional não estiver organizada em sindicato.</p><p>Ref.: Art. 477, § 1o, e art. 611, § 2o, da CLT.</p><p>ENUNCIADO No 10</p><p>ASSISTÊNCIA. RESCISÃO. COMPETÊNCIA DOS SERVIDORES.</p><p>I – A assistência e a homologação de rescisão do contrato de trabalho</p><p>somente poderão ser prestadas por servidor público em exercício no MTE.</p><p>II – Compreendem-se no conceito de servidores públicos, em sentido</p><p>amplo, os servidores estatutários e ocupantes de cargo público; os</p><p>empregados públicos contratados sob regime da legislação trabalhista; e os</p><p>servidores temporários contratados à luz do art. 37, IX, da Constituição</p><p>Federal e da Lei no 8.745, de 9 de dezembro de 1993.</p><p>Ref.: Art. 477, § 1o, da CLT. Constituição Federal e Lei no 8.745, de 9 de</p><p>dezembro de 1993.</p><p>ENUNCIADO No 11</p><p>HOMOLOGAÇÃO. AVISO-PRÉVIO.</p><p>O período do aviso-prévio, mesmo indenizado, é considerado tempo de</p><p>serviço para todos os efeitos legais. Dessa forma se, quando computado</p><p>esse período, resultar mais de um ano de serviço do empregado, deverá ser</p><p>realizada a assistência à rescisão do contrato de trabalho prevista no § 1o,</p><p>do art. 477, da Consolidação das Leis do Trabalho.</p><p>Ref.: Art. 477, § 1o, e art. 487, § 1o, da CLT.</p><p>ENUNCIADO No 12</p><p>HOMOLOGAÇÃO. CONTAGEM DO PRAZO.</p><p>O prazo de um ano e um dia de trabalho, a partir do qual se torna necessária</p><p>a prestação de assistência na rescisão do contrato de trabalho, deve ser</p><p>contado pelo calendário comum, incluindo-se o dia em que se iniciou a</p><p>prestação do trabalho. A assistência será devida, portanto, se houver</p><p>prestação de serviço até o mesmo dia do começo, no ano seguinte.</p><p>Ref.: art. 132, § 3o, do CC.</p><p>ENUNCIADO No 13</p><p>HOMOLOGAÇÃO. TRCT.</p><p>Os comandos, determinações e especificações técnicas referentes ao Termo</p><p>de Rescisão do Contrato de Trabalho, aprovado pela Portaria no 302, de 26</p><p>de junho de 2002 ou pela Port. Portaria no 1.621, de 15 de julho de 2010,</p><p>não comportam alterações ou supressões, ressalvadas as permitidas na</p><p>própria regulamentação.</p><p>Ref.: Art. 477 da CLT e Portaria no 1.621, de 2010.</p><p>ENUNCIADO No 14</p><p>HOMOLOGAÇÃO.TRCT.IDENTIFICAÇÃO DO ÓRGÃO</p><p>HOMOLOGADOR</p><p>I – Devem constar, em campo reservado do TRCT, o nome, endereço e</p><p>telefone do órgão que prestou assistência ao empregado na rescisão do</p><p>contrato de trabalho.</p><p>II – Referida identificação pode ser aquela impressa automaticamente pelo</p><p>sistema Homolognet, no caso de sua utilização para a assistência à rescisão,</p><p>ou mediante outro meio, como carimbo, que contemple estas informações.</p><p>III – Tratando-se de entidade sindical, deverá</p><p>ser informado, também, o</p><p>número da carta sindical ou do processo que concedeu o registro sindical</p><p>no âmbito do Ministério do Trabalho e Emprego.</p><p>Ref.: Portaria no 1.057, de 6 de julho de 2012.</p><p>ENUNCIADO No 15 – Revogado pela Portaria no 3, de 9 de novembro de</p><p>2006, Seção 1, pág. 106.</p><p>ENUNCIADO No 16</p><p>HOMOLOGAÇÃO. PERFIL PROFISSIOGRÁFICO PREVIDENCIÁRIO.</p><p>Não compete aos assistentes do MTE exigir a apresentação do Perfil</p><p>Profissiográfico Previdenciário – PPP, previsto na Lei no 8.213, de 1991 e</p><p>no Decreto no 3048, de 1999, no ato da assistência e homologação das</p><p>rescisões de contrato de trabalho, uma vez que tal exigência é de</p><p>competência da Auditoria-Fiscal da Previdência Social.</p><p>Ref.: Art. 58, § 4o, da Lei no 8.213, de 1991; art. 68, § 2o, do Decreto no</p><p>3.048, de 1999; e Informação CGRT/SRT no 12, de 2004.</p><p>ENUNCIADO No 17</p><p>HOMOLOGAÇÃO. EMPRESA EM PROCESSO DE RECUPERAÇÃO</p><p>JUDICIAL.</p><p>As empresas em processo de recuperação judicial não têm privilégios ou</p><p>prerrogativas em relação à homologação das rescisões de contrato de</p><p>trabalho. Portanto, devem atender a todas as exigências da legislação em</p><p>vigor.</p><p>Ref.: Art. 6o da Lei no 11.101, de 2005, e art. 477 da CLT.</p><p>Ref.: Art. 6o da Lei no 11.101, de 2005, e art. 477 da CLT.</p><p>ENUNCIADO No 18 – Revogado pela Portaria no 9, publicada no DOU de</p><p>15-4-2011.</p><p>ENUNCIADO No 19</p><p>HOMOLOGAÇÃO. ART. 9o DA LEI No 7.238, de 1984. INDENIZAÇÃO</p><p>ADICIONAL. CONTAGEM DO PRAZO DO AVISO-PRÉVIO.</p><p>É devida ao empregado, dispensado sem justa causa no período de 30 dias</p><p>que antecede a data base de sua categoria, indenização equivalente ao seu</p><p>salário mensal.</p><p>I – Será devida a indenização em referência se o término do aviso-prévio</p><p>trabalhado ou a projeção do aviso-prévio indenizado se verificar em um dos</p><p>dias do trintídio;</p><p>II – O empregado não terá direito à indenização se o término do aviso-</p><p>prévio ocorrer após ou durante a data base e fora do trintídio, no entanto,</p><p>fará jus aos complementos rescisórios decorrentes da norma coletiva</p><p>celebrada.</p><p>Ref.: Art. 9o da Lei no 7.238, de 1984, e art. 487, § 1o, da CLT.</p><p>ENUNCIADO No 20</p><p>HOMOLOGAÇÃO. AVISO-PRÉVIO CUMPRIDO EM CASA. FALTA</p><p>DE PREVISÃO LEGAL. EFEITOS.</p><p>Inexiste a figura jurídica do “aviso-prévio cumprido em casa”.</p><p>O aviso-prévio ou é trabalhado ou indenizado. A dispensa do empregado de</p><p>trabalhar no período de aviso-prévio implica a necessidade de quitação das</p><p>verbas rescisórias até o décimo dia, contado da data da notificação da</p><p>dispensa, nos termos do § 6o, alínea “b”, do art. 477, da CLT.</p><p>Ref.: Art. 477, § 6o, “b”, e art. 487, § 1o, da CLT; Orientação</p><p>Jurisprudencial no 14 do TST.</p><p>ENUNCIADO No 21</p><p>HOMOLOGAÇÃO. AVISO-PRÉVIO. CONTAGEM DO PRAZO.</p><p>O prazo do aviso-prévio conta-se excluindo o dia da notificação e incluindo</p><p>o dia do vencimento. A contagem do período de trinta dias será feita</p><p>independentemente de o dia seguinte ao da notificação ser útil ou não, bem</p><p>como do horário em que foi feita a notificação no curso da jornada.</p><p>Ref.: Art. 487 da CLT; art. 132 do CC; e Súmula no 380 do TST</p><p>ENUNCIADO No 22</p><p>HOMOLOGAÇÃO. AVISO-PRÉVIO INDENIZADO. PRAZO PARA</p><p>PAGAMENTO.</p><p>No aviso-prévio indenizado, o prazo para pagamento das verbas rescisórias</p><p>deve ser contado excluindo-se o dia da notificação e incluindo-se o do</p><p>vencimento.</p><p>Ref.: Art. 477, § 6o, “b” da CLT; art. 132 do CC; e Orientação</p><p>Jurisprudencial no 162 da SBDI-1/TST.</p><p>ENUNCIADO No 23</p><p>HOMOLOGAÇÃO. AVISO-PRÉVIO. DISPENSA DO CUMPRIMENTO.</p><p>PRAZO.</p><p>No pedido de demissão, se o empregador aceitar a solicitação do</p><p>trabalhador de dispensa de cumprimento do aviso-prévio, não haverá o</p><p>dever de indenização pelo empregador, nem de cumprimento pelo</p><p>trabalhador. A quitação das verbas rescisórias será feita até o décimo dia,</p><p>contado do pedido de demissão ou do pedido de dispensa do cumprimento</p><p>do aviso-prévio.</p><p>Ref.: Art. 477, § 6o, “b” da CLT.</p><p>ENUNCIADO No 24</p><p>HOMOLOGAÇÃO. AVISO-PRÉVIO. DISPENSA DO EMPREGADO</p><p>DURANTE O CUMPRIMENTO DO AVISO. PRAZO PARA</p><p>PAGAMENTO.</p><p>Quando, no curso do aviso-prévio, o trabalhador for dispensado pelo</p><p>empregador do seu cumprimento, o prazo para o pagamento das verbas</p><p>rescisórias será o que ocorrer primeiro: o décimo dia, a contar da dispensa</p><p>do cumprimento, ou o primeiro dia útil após o término do cumprimento do</p><p>aviso-prévio.</p><p>Ref.: Art. 477, § 6o, da CLT.</p><p>ENUNCIADO No 25</p><p>HOMOLOGAÇÃO. AVISO-PRÉVIO. CONTRATO POR PRAZO</p><p>DETERMINADO.</p><p>Nos contratos por prazo determinado, só haverá direito a aviso-prévio</p><p>quando existir cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão</p><p>antecipada, uma vez que, neste caso, aplicam-se as regras da rescisão dos</p><p>contratos por prazo indeterminado.</p><p>Ref.: Art. 7o, XXI, da CF; arts. 477 e 481 da CLT.</p><p>ENUNCIADO No 26</p><p>HOMOLOGAÇÃO. RESCISÃO DE CONTRATO DE TRABALHO.</p><p>DESCANSO SEMANAL REMUNERADO.</p><p>Nos contratos por prazo indeterminado, será devido o pagamento do</p><p>descanso semanal remunerado por ocasião da rescisão do contrato de</p><p>trabalho nas seguintes hipóteses: quando o descanso for aos domingos e a</p><p>carga horária semanal tiver sido cumprida integralmente; quando o prazo</p><p>do aviso-prévio terminar em sábado ou sexta-feira e o sábado for</p><p>compensado; quando existir escala de revezamento e o prazo do aviso-</p><p>prévio se encerrar no dia anterior ao do descanso previsto.</p><p>Ref.: Arts. 67 e 385 da CLT; Lei no 605, de 1949, e Decreto no 27.048, de</p><p>1949.</p><p>ENUNCIADO No 27</p><p>HOMOLOGAÇÃO. RESCISÃO DE CONTRATO DE TRABALHO.</p><p>FÉRIAS. PARCELAS VARIÁVEIS. CÁLCULO.</p><p>Ressalvada norma mais favorável, o cálculo da média das parcelas</p><p>variáveis incidentes sobre as férias será efetuado das seguintes formas:</p><p>I – com base no período aquisitivo, aplicando-se o valor do salário devido</p><p>na data da rescisão;</p><p>II – quando pago por hora ou tarefa, com base na média quantitativa do</p><p>período aquisitivo, aplicando-se o valor do salário devido na data da</p><p>rescisão;</p><p>III – se o salário for pago por porcentagem, comissão ou viagem, com base</p><p>na média dos salários percebidos nos doze meses que precederam seu</p><p>pagamento ou rescisão contratual.</p><p>Ref.: Arts. 7o, VII e XVII, da CF; art. 142 da CLT; Súmula no 199 do STF;</p><p>e Súmula no 149 do TST.</p><p>ENUNCIADO No 28</p><p>CAPACIDADE SINDICAL. COMPROVAÇÃO.</p><p>A capacidade sindical, necessária para a negociação coletiva, para a</p><p>celebração de convenções e acordos coletivos do trabalho, para a</p><p>participação em mediação coletiva no âmbito do Ministério do Trabalho e</p><p>Emprego, para a prestação de assistência à rescisão de contrato de trabalho,</p><p>bem como para figurar como beneficiário do recolhimento da contribuição</p><p>sindical compulsória, é comprovada, sem prejuízo da necessidade de</p><p>inscrição válida e ativa no cartório de pessoas jurídicas, por meio do</p><p>registro sindical e da regularidade e atualização da diretoria no Cadastro</p><p>Nacional de Entidades Sindicais deste Ministério.</p><p>Ref.: Art. 8o, I, IV da CF; arts. 578 e 611 da CLT; Inst. Normativa no 16, de</p><p>15.10.2013; Portaria MTE no 186, de 10-4-2008 e Port. 326, de 1o-3-2013.</p><p>ENUNCIADO No 29</p><p>CONVENÇÃO OU ACORDO COLETIVO DE TRABALHO. DEPÓSITO</p><p>E REGISTRO. ANÁLISE DAS CLÁUSULAS.</p><p>I – O instrumento coletivo, para ser registrado no MTE, deve cumprir as</p><p>formalidades previstas em lei aplicáveis ao processo de negociação,</p><p>inclusive quanto à capacidade jurídica e/ou sindical daqueles que o</p><p>subscrevem, assim como quanto à correspondência de categorias e bases</p><p>territoriais.</p><p>II – Não será indeferido o registro por questões de mérito ou conteúdo das</p><p>cláusulas convencionadas, as quais poderão ser objeto de controle de</p><p>legalidade pelos órgãos competentes.</p><p>Ref.: Art. 7o, XXVI, da CF; arts. 611 e 614 da CLT; IN no 16, de 2013.</p><p>ENUNCIADO No 30 – Revogado pela Portaria no 3, de 9 de novembro de</p><p>2006, Seção 1, pág. 106.</p><p>ENUNCIADO No 31</p><p>CONVENÇÃO OU ACORDO</p><p>COLETIVO DE TRABALHO. PRAZO</p><p>PARA DEPÓSITO.</p><p>I – O instrumento coletivo de trabalho deverá observar os requisitos de</p><p>validade dos atos e negócios jurídicos em geral, razão pela qual não será</p><p>depositado quando expirada sua vigência.</p><p>II – A alteração do instrumento coletivo por Termo Aditivo deve obedecer</p><p>às mesmas regras previstas para o depósito da solicitação de registro.</p><p>Ref.: Arts. 613 e 614 da CLT; IN no 16, de 2013.</p><p>ENUNCIADO No 32</p><p>COMISSÃO DE CONCILIAÇÃO PRÉVIA – CCP E NÚCLEO</p><p>INTERSINDICAL DE CONCILIAÇÃO TRABALHISTA – NINTER.</p><p>ASSISTÊNCIA AO EMPREGADO NA RESCISÃO DO CONTRATO DE</p><p>TRABALHO.</p><p>I – A Comissão de Conciliação Prévia – CCP e o Núcleo Intersindical de</p><p>Conciliação Trabalhista – NINTER não têm competência para a assistência</p><p>e homologação de rescisão de contrato de trabalho de empregado com mais</p><p>de um ano de serviço.</p><p>II – O termo de conciliação celebrado no âmbito da CCP ou do NINTER,</p><p>ainda que ultime uma rescisão, não está sujeito à homologação prevista no</p><p>art. 477 da CLT.</p><p>Ref.: Art. 477, § 1o, e art. 625-E, parágrafo único, da CLT.</p><p>ENUNCIADO No 33</p><p>COMISSÃO DE CONCILIAÇÃO PRÉVIA – CCP E NÚCLEO</p><p>INTERSINDICAL DE CONCILIAÇÃO TRABALHISTA – NINTER.</p><p>DESCUMPRIMENTO DE PRAZO PARA PAGAMENTO DAS VERBAS</p><p>RESCISÓRIAS.</p><p>I – Os prazos para pagamento das verbas rescisórias são determinados pelo</p><p>§ 6o, do art. 477, da Consolidação das Leis do Trabalho.</p><p>II – O acordado em âmbito de CCP ou NINTER não tem o condão de ilidir</p><p>a incidência da multa prevista no § 8o do art. 477 da CLT, quando a</p><p>quitação não ocorra nos prazos previstos no § 6o do mesmo dispositivo.</p><p>Ref.: Art. 477, §§ 6o e 8o, e art. 625-D, § 1o, da CLT.</p><p>ENUNCIADO No 34</p><p>COMISSÃO DE CONCILIAÇÃO PRÉVIA – CCP E NÚCLEO</p><p>INTERSINDICAL DE CONCILIAÇÃO TRABALHISTA – NINTER.</p><p>FGTS.</p><p>Não produz efeitos o acordo firmado no âmbito de CCP e NINTER</p><p>transacionando o pagamento diretamente ao empregado da contribuição do</p><p>FGTS e da multa de quarenta por cento, prevista no § 1o, do art. 18, da Lei</p><p>no 8.036, de 11 de maio de 1990, incidentes sobre os valores acordados ou</p><p>devidos na duração do vínculo empregatício, dada a natureza jurídica de</p><p>ordem pública da legislação respectiva.</p><p>Ref.: Arts. 18 e 23 da Lei no 8.036, de 11 de maio de 1990; arts. 625-A e</p><p>625-H da CLT.</p><p>ENUNCIADO No 35</p><p>MEDIAÇÃO DE CONFLITOS COLETIVOS DE TRABALHO.</p><p>ABRANGÊNCIA.</p><p>I – A mediação coletiva será realizada pelo Ministério do Trabalho e</p><p>Emprego, observados os limites de sua competência, para:</p><p>a) Promoção de celebração de instrumentos coletivos de trabalho;</p><p>b) Resolução de conflitos nas relações de trabalho;</p><p>c) Resolução de conflitos intersindicais relativos à representação das</p><p>categorias.</p><p>II – Caso as partes não compareçam à mediação proposta ou não cheguem</p><p>a um acordo para a regularização dos conflitos existentes, o processo</p><p>poderá ser encaminhado à Seção de Fiscalização do Trabalho para as</p><p>providências cabíveis, especialmente quando versarem sobre garantias ou</p><p>direitos dos trabalhadores que estejam sendo inobservados ou</p><p>descumpridos.</p><p>Ref.: Art. 626 da CLT, art. 11, da Lei no 10.192, de 14 de dezembro de</p><p>2001; art. 4o da Lei no 10.101, de 19 de dezembro de 2000; art. 2o do</p><p>Decreto no 1.256, de 1994; art. 2o do Decreto no 1.572, de 28 de julho de</p><p>1995; art. 18 do Decreto no 4.552, de 27 de dezembro de 2002; art. 7o, da</p><p>Portaria no 343, de 23 de maio de 2000; arts. 22 e 24 da Portaria 326 de</p><p>2013; Instrução Normativa no 16, de 15 de outubro de 2013.</p><p>ENUNCIADO No 36 – REVOGADO.</p><p>ENUNCIADO No 37</p><p>MEDIAÇÃO DE CONFLITOS COLETIVOS DE TRABALHO.</p><p>TRANSAÇÃO DE DIREITOS INDISPONÍVEIS. VEDAÇÃO.</p><p>Na mediação decorrente de descumprimento de norma legal ou</p><p>convencional, os direitos indisponíveis não poderão ser objeto de transação.</p><p>Ref.: Art. 11 da Lei no 10.192, de 14 de dezembro de 2001; arts. 2o e 6o do</p><p>Decreto no 1.572, de 28 de julho de 1995.</p><p>ENUNCIADO No 38</p><p>TRABALHO TEMPORÁRIO. PRORROGAÇÃO DO CONTRATO.</p><p>LOCAL DE RECEBIMENTO DO PEDIDO.</p><p>I – Os pedidos de prorrogação do contrato de trabalho temporário devem</p><p>ser realizados até cinco dias antes do termo final inicialmente previsto,</p><p>mediante inserção da solicitação no Sistema de Registro de Empresa de</p><p>Trabalho Temporário – SIRETT.</p><p>II – Independe de autorização do órgão regional do MTE a prorrogação de</p><p>contrato de trabalho temporário, quando a duração total da contratação, já</p><p>somada a prorrogação, não exceder a três meses.</p><p>III – A análise das solicitações será feita pela Seção de Relações do</p><p>Trabalho – SERET da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego</p><p>do local da prestação do serviço.</p><p>IV – Em caso de negativa do pedido, o interessado pode, em até dez dias</p><p>daquele ato, apresentar pedido de reconsideração à autoridade que proferiu</p><p>a decisão, a qual, se não a reconsiderar, o encaminhará à autoridade</p><p>superior.</p><p>Ref.: Lei no 6.019, de 3 de janeiro de 1974; arts. 55, 56 e 59 da Lei no</p><p>9.784, de 1999, Portaria no 789, de 2 de junho de 2014.</p><p>ENUNCIADO No 39</p><p>TRABALHO TEMPORÁRIO.</p><p>PRORROGAÇÃO DO CONTRATO. PRAZOS PARA PEDIDO E PARA</p><p>ANÁLISE</p><p>I – Pedidos de registro de contratos fora dos prazos previstos na Port. no</p><p>789/2014 implicam indeferimento da solicitação.</p><p>II – A Administração tem cinco dias para analisar os pedidos, salvo motivo</p><p>de força maior. Este prazo pode ser dilatado até o dobro, mediante</p><p>comprovada justificação.</p><p>Ref.: Port. 789, de 2 de junho de 2014; arts. 24 e 48 da Lei no 9.784/1999.</p><p>ENUNCIADO No 40 – REVOGADO.</p><p>ENUNCIADO No 41</p><p>TRABALHO TEMPORÁRIO. MOTIVO JUSTIFICADOR. INDICAÇÃO.</p><p>ALTERAÇÃO.</p><p>I – O art. 2o da Lei no 6.019, de 3 de janeiro de 1974 serve apenas para</p><p>enumerar as hipóteses de contratação de trabalho temporário.</p><p>II – A empresa deve obrigatoriamente, sob pena de indeferimento,</p><p>descrever o motivo justificador, entendido como o fato determinado e</p><p>identificável que ampara a contratação temporária, não sendo suficiente a</p><p>mera referência às hipóteses legais.</p><p>III – A alteração da hipótese legal ou do motivo justificador não amparam</p><p>prorrogação do contrato de trabalho temporário, mas ensejam nova</p><p>contratação, a ser analisada à luz dos normativos vigentes.</p><p>Ref.: Lei no 6.019, de 3 de janeiro de 1974; Portaria no 789, de 2 de junho</p><p>de 2014.</p><p>ENUNCIADO No 42</p><p>EMPRESA DE TRABALHO TEMPORÁRIO. SÓCIO ESTRANGEIRO.</p><p>I – A empresa de trabalho temporário pode possuir em seu quadro sócio</p><p>estrangeiro, visto que a limitação constante no art. 6o, alínea “a” da Lei no</p><p>6.019/1974 não foi recepcionada pela Constituição Federal de 1988,</p><p>consoante Parecer CONJUR no 342/1997, aprovado em caráter normativo</p><p>pelo Sr. Ministro do Trabalho e Emprego.</p><p>II – Se um dos sócios, pessoa física ou jurídica, for estrangeiro, deve</p><p>apresentar seus documentos de identificação ou de contrato social, com</p><p>tradução juramentada, além de procuração que atribua plenos poderes a</p><p>procurador residente no Brasil para, em nome da pessoa física ou jurídica</p><p>domiciliada no exterior, tratar e resolver definitivamente quaisquer</p><p>questões perante o MTE.</p><p>Ref.: Parecer CONJUR no 342/1997, publicado no Diário Oficial da União</p><p>em 30 de junho de 1997, e Parecer CONJUR no 528/2005.</p><p>ENUNCIADO No 43</p><p>CONTRIBUIÇÃO SINDICAL. FORMA E COMPROVANTE DE</p><p>RECOLHIMENTO.</p><p>I – Considerando que o art. 583, § 1o, da Consolidação das Leis do</p><p>Trabalho – CLT, estabelece que o recolhimento da contribuição sindical</p><p>urbana, que tem natureza tributária, obedecerá ao sistema de guias, de</p><p>acordo com instruções do Ministério do Trabalho e Emprego, os</p><p>recolhimentos, seja da parte laboral ou patronal, devem observar as regras</p><p>constantes da Port. no 488, de 23 de novembro de 2005.</p><p>II – A contribuição sindical rural também é tributo, à luz do art. 149 da</p><p>Constituição Federal, e seu recolhimento é realizado em rede bancária</p><p>conforme guias emitidas pelas entidades que a administram.</p><p>III – Pagamentos efetuados de modo diverso não são considerados, posto</p><p>que, além de atentar contra a distribuição entre os beneficiários legais e</p><p>lesar a conta pública de emprego e salário do Fundo de Amparo do</p><p>Trabalhador – FAT, é uma ofensa ao princípio da legalidade.</p><p>Ref.: Art. 149 da Constituição Federal. Arts. 586 a 591 da CLT; Dec.-Lei no</p><p>1.166, de 15-4-1971; Lei no 8.847, de 28-1-1994; Lei no 9.393, de 19-12-</p><p>1996, Port. no 488, de 23-11-2005; Port. no 982, de 5-5-2010; Port. no 189,</p><p>de 5-7-2007 e Port. no 186, de 26-1-2014.</p><p>ENUNCIADO No 44</p><p>DEPÓSITO, REGISTRO E ARQUIVAMENTO DOS INSTRUMENTOS</p><p>COLETIVOS. LEGITIMAÇÃO, HABILITAÇÃO, ALTERAÇÃO E</p><p>PRAZOS</p><p>I – Consoante Instrução Normativa no 16, de 15 de outubro de 2013, os</p><p>instrumentos coletivos, como negócios jurídicos que são, devem ser</p><p>subscritos pelas pessoas legitimadas a fazê-lo, à luz dos arts. 115 a 120 da</p><p>Lei no 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil).</p><p>II – A inclusão da norma coletiva no sistema MEDIADOR deve ser feita</p><p>por pessoa habilitada pelos signatários para a realização do ato.</p><p>III – A análise formal de que trata a IN no 16/2013, para fins de registro e</p><p>depósito, demanda verificação dos documentos apresentados assinados</p><p>pelos signatários, sem rasuras; a existência de procuração, quando for o</p><p>caso; a correspondência de categorias entre as partes signatárias e a</p><p>correspondência da base territorial de abrangência do instrumento coletivo.</p><p>IV – Constatado que o requerimento não é original, encontra-se rasurado</p><p>ou sem assinatura, as partes deverão ser notificadas para as devidas</p><p>correções.</p><p>V – Verificada a ausência de procuração ou procuração inválida, as partes</p><p>deverão ser notificadas para apresentarem procurações que concedam</p><p>poderes a seus representantes legais para atuarem no instrumento coletivo.</p><p>VI – Havendo erro de categoria, as partes serão notificadas para fazer a</p><p>retificação devida por meio do sistema e transmitir novamente o</p><p>instrumento, ocasião em que será gerado um novo requerimento que deverá</p><p>ser assinado e protocolado no MTE ou em seus órgãos regionais, conforme</p><p>o caso.</p><p>VII – Enquanto o instrumento coletivo não for transmitido, via sistema,</p><p>para a base de dados do MTE, o solicitante poderá alterar cláusulas já</p><p>inseridas. No entanto, se já tiver sido feita a transmissão, a alteração das</p><p>cláusulas só poderá ser feita através de Termo Aditivo ou mediante nova</p><p>solicitação.</p><p>VIII – Quando se tratar de acordo coletivo, a categoria de trabalhadores</p><p>deverá ser equivalente à atividade econômica da empresa, e em todos os</p><p>casos a categoria deverá ser compatível com o que consta no cadastro da</p><p>entidade no CNES.</p><p>IX – O protocolo de instrumento coletivo ocorrido quando expirada sua</p><p>vigência enseja imediato arquivamento sem registro.</p><p>X – A competência para análise, registro e arquivo de instrumento coletivo</p><p>de abrangência nacional ou interestadual é da Secretaria de Relações do</p><p>Trabalho, mas quaisquer termos aditivos que possuam base estadual,</p><p>intermunicipal ou municipal serão registrados pela SRTE correspondente,</p><p>independente de onde esteja registrado o processo principal.</p><p>Referência: Instrução normativa no 16, de 15 de outubro de 2013.</p><p>ENUNCIADO No 45</p><p>HOMOLOGAÇÃO. FALTA DE PAGAMENTO DE VERBA</p><p>RESCISÓRIA DEVIDA. RESSALVA. AUTO DE INFRAÇÃO.</p><p>As irregularidades deverão ser especificamente ressalvadas no Termo de</p><p>Rescisão de Contrato de Trabalho – TRCT ou do Termo de Homologação.</p><p>I – Se o assistente for Auditor-Fiscal do Trabalho, deverá lavrar o auto de</p><p>infração cabível, consignando sua lavratura no ato da homologação;</p><p>II – Se o assistente não for Auditor-Fiscal do Trabalho, deverá comunicar a</p><p>irregularidade ao setor de fiscalização para os devidos fins.</p><p>Ref.: Arts. 10, §§ 1o, 2o e 3o, e 26, II, da IN no 15, de 2010.</p><p>ENUNCIADO No 46</p><p>ASSISTÊNCIA À HOMOLOGAÇÃO DE RESCISÃO DO TRABALHO.</p><p>MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO. Administração Pública</p><p>Indireta. Regime Jurídico.</p><p>A rescisão de contratos de trabalho com prazo superior a 01 (um) ano,</p><p>regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) está sujeita à</p><p>homologação prevista no Art. 477 da CLT, inclusive quando figure como</p><p>empregador ente pertencente à Administração Pública Indireta.</p><p>Ref.: Art. 173, § 1o, II, CF-88, e art. 477 da CLT.</p><p>Instrução Normativa no 15, de 14 de julho de 2010.</p><p>ENUNCIADO No 47</p><p>REVOGAÇÃO OU ALTERAÇÃO DO PLANO DE CARGOS E</p><p>SALÁRIOS. DIREITO ADQUIRIDO</p><p>Cláusulas do Plano de Cargos e Salários, que revoguem ou alterem</p><p>vantagens deferidas anteriormente, só atingirão os trabalhadores admitidos</p><p>após a revogação ou alteração do Plano.</p><p>Ref.: Súmula no 51, TST, inciso I. Nota Informativa CGRT SRT no</p><p>121/2014.</p><p>ENUNCIADO No 48</p><p>COEXISTÊNCIA DE PLANOS DE CARGOS E SALÁRIOS. OPÇÃO</p><p>DO EMPREGADO</p><p>Havendo a coexistência de Planos de Cargos e Salários da empresa, a</p><p>opção do empregado por um deles tem efeito jurídico de renúncia às regras</p><p>do sistema do outro.</p><p>Ref.: Súmula no 51, TST, inciso I. Nota Informativa CGRT SRT no</p><p>121/2014.</p><p>ENUNCIADO No 49</p><p>PLANO DE CARGOS E SALÁRIOS. NÃO APLICAÇÃO DE</p><p>CLÁUSULAS</p><p>Havendo reivindicação de direito estabelecido no Plano de Cargos e</p><p>Salários, ainda quando submetido à homologação no Ministério do</p><p>Trabalho e Emprego, a competência para apreciação da demanda é da</p><p>Justiça do Trabalho.</p><p>Ref.: Súmula no 19, TST. Nota Informativa CGRT SRT no 40/2014.</p><p>ENUNCIADO No 50</p><p>PLANO DE CARGOS E SALÁRIOS. EFEITOS PECUNIÁRIOS.</p><p>DIFERENÇA DO ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO</p><p>I – Promoção por antiguidade não se confunde com adicional por tempo de</p><p>serviço, sendo estes institutos distintos e independentes.</p><p>II – A promoção, tanto por antiguidade quanto por mérito, segue os</p><p>critérios estabelecidos no PCS, refletindo em efetivo aumento salarial</p><p>através da incorporação da promoção ao valor do salário-base.</p><p>III – O Adicional por Tempo de Serviço leva em consideração somente o</p><p>critério temporal e, ainda que importe em aumento da remuneração, não</p><p>altera o salário-base, nem tem o condão de alterar a classe ou o nível do</p><p>trabalhador dentro do quadro de carreira.</p><p>Ref.: Nota Informativa CGRT SRT no 40/2014.</p><p>ENUNCIADO No 51</p><p>PLANO DE CARGOS E SALÁRIOS. TRABALHADORES EM</p><p>FUNÇÃO DE CONFIANÇA OU COMISSIONADOS.</p><p>I – Empregados que estejam ocupando função de confiança ou cargo</p><p>comissionado na empresa permanecem beneficiários das progressões</p><p>previstas no PCS, conforme seus critérios.</p><p>II – Ocupantes de função de confiança, tais como diretores, conselheiros e</p><p>afins, podem ser abrangidos pelo Plano de Cargos e Salários, conforme</p><p>discricionariedade da empresa, desde que expressamente previsto neste.</p><p>Ref.: Nota Informativa CGRT SRT no 92/2014.</p><p>ENUNCIADO No 52</p><p>PLANO DE CARGOS E SALÁRIOS. IGUALDADE TEMPORAL NOS</p><p>CRITÉRIOS DE PROMOÇÃO POR MÉRITO E TEMPO DE SERVIÇO</p><p>I – O Plano de Cargos e Salários deve conter, de forma detalhada, os</p><p>critérios a serem aplicados para fins de reflexos pecuniários em favor dos</p><p>empregados contemplados pela progressão na carreira, tanto no caso de</p><p>progressão por mérito quanto por tempo de serviço.</p><p>II – A progressão deve contemplar a alternância entre as duas modalidades,</p><p>de forma que ocorra um tipo a cada período idêntico de tempo,</p><p>sucessivamente.</p><p>III – Uma vez cumpridos todos os requisitos detalhadamente previstos para</p><p>a progressão por antiguidade ou por mérito, o PCS não pode sujeitá-la a</p><p>qualquer tipo de aprovação ou aval posterior, seja de cunho subjetivo ou de</p><p>disponibilidade orçamentária.</p><p>Ref.: Nota Informativa CGRT SRT no 39/2014.</p><p>ENUNCIADO No 53</p><p>PLANO DE CARGOS E SALÁRIOS. ABRANGÊNCIA E</p><p>UNIVERSALIDADE.</p><p>I – O Plano de Cargos e Salários compreende</p><p>toda a universalidade de</p><p>empregados da empresa, independentemente de adesão.</p><p>II – Não será homologado o PCS que contenha cláusulas excludentes,</p><p>proibitivas, discriminatórias ou restritivas para promoção, progressão ou</p><p>reclassificação do empregado.</p><p>Ref.: Lei no 9.029, de 13-4-1995.</p><p>ENUNCIADO No 54</p><p>HOMOLOGAÇÃO. PLANO DE CARGOS E SALÁRIOS.</p><p>ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA INDIRETA</p><p>Quando submetidos à homologação por parte do MTE, cabe análise do</p><p>plano de cargos e salários de empresa pública ou sociedade de economia</p><p>mista, desde que se refira a relações de emprego regidas pela Consolidação</p><p>das Leis do Trabalho.</p><p>Ref.: Art. 173, § 1o, II, CF-88, e art. 461, § 2o, da CLT. Port. MTE no</p><p>02/2006.</p><p>ENUNCIADO No 55</p><p>ATOS PROCESSUAIS. MEIO ELETRÔNICO. ASSINATURA DIGITAL.</p><p>A assinatura autenticada com certificação digital ou meio equivalente que</p><p>comprove sua autenticidade é hábil a substituir firmas ou assinaturas de</p><p>declarações, requerimentos ou solicitações, constantes dos documentos em</p><p>forma eletrônica, presumindo-se verdadeira em relação aos signatários.</p><p>Ref.: Medida Provisória no 2.200-2, de 24-8-2001, Lei no 12.682, de 9-9-</p><p>2012, e art. 968, II, da Lei no 10.406, de 10-1-2002 (Código Civil).</p><p>ENUNCIADO No 56</p><p>TRABALHO PORTUÁRIO. ENQUADRAMENTO SINDICAL.</p><p>CATEGORIA DIFERENCIADA.</p><p>I – O trabalho portuário pode se dar na modalidade avulsa ou com vínculo</p><p>empregatício.</p><p>II – Para efeito do enquadramento do trabalhador na categoria diferenciada,</p><p>é suficiente a verificação do exercício de atividades tipicamente portuárias,</p><p>sendo irrelevante se a forma de contratação é avulsa ou com vínculo de</p><p>emprego, assim como independentemente das atividades serem</p><p>desempenhadas dentro ou fora da área do porto organizado.</p><p>Ref.: Art. 511, § 3o, da CLT. Lei no 12.815, de 5-6-2013. Parecer CONJUR</p><p>no 058/2011. Parecer CONJUR/CGU/AGU no 065/2013. Nota Técnica SRT</p><p>no 15/2013.</p><p>ENUNCIADO No 57</p><p>DIREITO DO TRABALHO. CATEGORIA DOS AGRICULTORES</p><p>FAMILIARES.</p><p>Não se aplica o inciso VI do art. 3o da Portaria no 326, de 1o-3-2013.</p><p>Desnecessária a apresentação da cópia da Carteira de Trabalho e</p><p>Previdência Social – CTPS, para solicitação de pedido de registro no caso</p><p>da categoria laboral dos agricultores familiares.</p><p>Ref.: Nota Técnica no 023/2013/SRT/MTE.</p><p>ENUNCIADO No 58</p><p>DIREITO CONSTITUCIONAL E DO TRABALHO. REGISTRO DE</p><p>ESTATUTOS DE ENTIDADES SINDICAIS. LIBERDADE SINDICAL.</p><p>Quando for oposto impedimento, no caso de atualização de mandato de</p><p>diretoria, de registro pelos cartórios de atas de eleição e de posse com</p><p>4</p><p>fundamento em duração de mandato superior a três anos ou inobservância</p><p>do quantitativo de dirigentes, a entidade sindical apresentará ao MTE estes</p><p>documentos, acompanhados da negativa cartorária, para depósito e registro</p><p>no CNES.</p><p>Ref.: NOTA INFORMATIVA/CGRT/SRT/no 159/2014. NOTA TÉCNICA</p><p>no 37/2014/GAB/SRT/MTE. Art. 49 da Portaria no 326, de 1o-3-2013. Art.</p><p>8o da Constituição Federal.</p><p>ENUNCIADO No 59</p><p>DIREITO CONSTITUCIONAL E DO TRABALHO. ESTATUTOS DE</p><p>ENTIDADES SINDICAIS. LIBERDADE E ORGANIZAÇÃO</p><p>SINDICAL.</p><p>No que tange à composição ou quantificação dos órgãos diretivos da</p><p>entidade sindical, assim como à duração dos mandatos de seus dirigentes, a</p><p>análise do pedido de registro sindical verificará se tais informações estão</p><p>em consonância com as disposições constantes no estatuto da entidade.</p><p>Ref.: Arts. 3o e 49 da Portaria no 326, de 1o-3-2013. Art. 8o da Constituição</p><p>Federal.</p><p>ENUNCIADO No 60</p><p>REGISTRO SINDICAL. CONTAGEM DOS PRAZOS.</p><p>A prática dos atos previstos na Port. no 326, de 1o-3-2013 deverá observar o</p><p>que segue:</p><p>I – Computar-se-ão os prazos, excluindo-se o dia do começo e incluindo-se</p><p>o do vencimento.</p><p>II – Os prazos só se iniciam e se vencem em dias úteis e/ou de expediente</p><p>normal dos órgãos do ministério.</p><p>Ref.: Portaria no 326/2013. Art. 66, § 1o, da Lei no 9.784/99. Art. 184, caput</p><p>e § 2o do Código de Processo Civil.</p><p>MANOEL MESSIAS NASCIMENTO MELO</p><p>Condições em que é vedada a dispensa sem justa</p><p>causa (estabilidade provisória)</p><p>Da empregada gestante desde a confirmação da gravidez até o quinto mês após o</p><p>parto (art. 10, inciso II, alínea b, do Ato das Disposições Transitórias da Constituição</p><p>Federal).</p><p>Empregado eleito para cargo de direção da CIPA, desde o registro de sua</p><p>candidatura até um ano após o final de seu mandato (art. 10, inciso II, alínea a, do Ato</p><p>das Disposições Transitórias da Constituição Federal).</p><p>A Súmula no 339 do TST preceitua:</p><p>No 339. CIPA. Suplente. Garantia de emprego. CF/1988. (incorporadas</p><p>as Orientações Jurisprudenciais nos 25 e 329 da SDI-1) – Res. 129/05 –</p><p>DJ 20-4-05.</p><p>I – O suplente da CIPA goza da garantia de emprego prevista no art.</p><p>10, II, “a”, do ADCT a partir da promulgação da Constituição Federal</p><p>de 1988. (ex-Súmula no 339 – Res. 39/1994, DJ 20-12-1994 e ex-OJ</p><p>no25 – Inserida em 29-3-1996)</p><p>II – A estabilidade provisória do cipeiro não constitui vantagem</p><p>pessoal, mas garantia para as atividades dos membros da CIPA, que</p><p>somente tem razão de ser quando em atividade a empresa. Extinto o</p><p>estabelecimento, não se verifica a despedida arbitrária, sendo</p><p>impossível a reintegração e indevida a indenização do período</p><p>estabilitário. (ex-OJ no 329 – DJ 9-12-2003)</p><p>Comentário do autor</p><p>Do empregado sindicalizado ou associado, a partir do momento de sua</p><p>candidatura a cargo de direção ou representação da entidade sindical ou</p><p>de associação profissional, até 1(um) ano após o final do seu mandato,</p><p>caso seja eleito, inclusive como suplente (art. 543, § 3o, da CLT).</p><p>O segurado que sofreu acidente do trabalho tem garantida, pelo</p><p>prazo mínimo de 12 (doze) meses, a manutenção de seu contrato de</p><p>trabalho na empresa, após a cessação do auxílio-doença acidentário,</p><p>independentemente de percepção do auxílio-acidente (art. 118 da Lei no</p><p>8.213, de 24-7-1991, do Plano de Benefício da Previdência Social).</p><p>Representantes dos empregados membros da Comissão de</p><p>Conciliação Prévia, titulares e suplentes, até um ano após o final do</p><p>mandato, salvo se cometerem falta grave, nos termos da lei (art. 625-B,</p><p>§ 1o, da CLT). Reiteramos que são os representantes dos empregados.</p><p>Suspensão contratual.</p><p>Demais empregados com garantia de emprego por força de acordo,</p><p>convenção coletiva, sentença normativa ou Lei.</p><p>ESTABILIDADE PROVISÓRIA</p><p>SÚMULAS DO TRIBUNAL SUPERIOR DO</p><p>TRABALHO (TST)</p><p>1 – ESTABILIDADE DA GESTANTE INCLUSIVE</p><p>NO CONTRATO A TERMO</p><p>TST No 244 – GESTANTE. ESTABILIDADE PROVISÓRIA</p><p>(redação do item III alterada na sessão do Tribunal Pleno realizada</p><p>em 14-9-2012) – Res. 185/2012, DEJT divulgado em 25, 26 e 27-9-</p><p>2012.</p><p>I – O desconhecimento do estado gravídico pelo empregador não</p><p>afasta o direito ao pagamento da indenização decorrente da estabilidade</p><p>(art. 10, II, “b”, do ADCT).</p><p>II – A garantia de emprego à gestante só autoriza a reintegração se</p><p>esta se der durante o período de estabilidade. Do contrário, a garantia</p><p>restringe-se aos salários e demais direitos correspondentes ao período de</p><p>estabilidade.</p><p>III – A empregada gestante tem direito à estabilidade provisória</p><p>prevista no art. 10, inciso II, alínea “b”, do Ato das Disposições</p><p>Constitucionais Transitórias, mesmo na hipótese de admissão mediante</p><p>contrato por tempo determinado.</p><p>2 – DIRIGENTE SINDICAL</p><p>TST No 369 – ESTABILIDADE PROVISÓRIA (redação do item I</p><p>alterada na sessão do Tribunal Pleno realizada em 14-9-2012) – Res.</p><p>185/2012, DEJT divulgado em 25, 26 e 27-9-2012.</p><p>I – É assegurada a estabilidade provisória ao empregado dirigente</p><p>sindical, ainda que a comunicação do registro da candidatura ou da</p><p>eleição e da posse seja realizada fora do prazo previsto no art. 543, § 5o,</p><p>da CLT, desde que a ciência ao empregador, por qualquer meio, ocorra</p><p>na vigência do contrato de trabalho.</p><p>II – O art. 522 da CLT foi recepcionado pela Constituição</p><p>esses valores são expressos em lei.</p><p>Exemplo: o salário mínimo de um engenheiro é seis vezes o valor do salário mínimo.</p><p>Integram o salário a importância fixa estipulada, as gratificações legais e as</p><p>comissões pagas pelo empregador.</p><p>As importâncias, ainda que habituais, pagas a título de ajuda de custo, auxílio-</p><p>alimentação, vedado seu pagamento em dinheiro, diárias para viagem, prêmios e</p><p>abonos não integram a remuneração do empregado, não se incorporam ao contrato de</p><p>trabalho e não constituem base de incidência de qualquer encargo trabalhista e</p><p>previdenciário.</p><p>O pagamento do salário, qualquer que seja a modalidade de trabalho, não deve ser</p><p>estipulado por período superior a um mês, salvo no que concerne a comissões,</p><p>percentagem e gratificações legais.</p><p>1.1</p><p>O salário-hora normal, no caso de empregado mensalista, será obtido dividindo-se</p><p>o salário mensal por 220 horas, limite máximo, ou número inferior, dependendo do</p><p>contrato. Exemplo: um empregado recebe um salário mensal de R$ 1.320,00, trabalha</p><p>7h20min de segunda a sábado, atendendo às 44 horas semanais, conforme preceitua o</p><p>art. 7o, inciso XIII, da Constituição Federal.</p><p>7h20min por dia = 440min × 30 dias = 13.200min por mês</p><p>13.200min ÷ 60min = 220h</p><p>R$ 1.320,00 ÷ 220h = R$ 6,00</p><p>Salário-hora normal = R$ 6,00</p><p>Se o número de dias for inferior a 30, adotar-se-á para o cálculo o número de dias</p><p>trabalhados no mês.</p><p>No caso de empregado diarista, o salário-hora normal será obtido dividindo-se o</p><p>salário diário, correspondente à duração do trabalho (7h20min ou menos, dependendo</p><p>do contrato), pelo número de horas efetivamente trabalhadas.</p><p>Exemplo: um empregado ganha R$ 47,80 por dia</p><p>R$ 47,80 ÷ 7,33 = R$6,52</p><p>(devemos usar como índice divisor 7,33, pois a máquina de calcular está</p><p>regulada para 100 e não para 60).</p><p>Salário-hora normal = R$ 6,52.</p><p>Salário-hora para 40 horas semanais: divisor 200</p><p>(duzentos)</p><p>Súmula no 431 do TST</p><p>SALÁRIO-HORA. EMPREGADO SUJEITO AO REGIME GERAL</p><p>DE TRABALHO (ART. 58, CAPUT, DA CLT). 40 HORAS</p><p>SEMANAIS. CÁLCULO. APLICAÇÃO DO DIVISOR 200</p><p>1.2</p><p>(REDAÇÃO ALTERADA NA SESSÃO DO TRIBUNAL PLENO</p><p>REALIZADA EM 14-9-2012) – Res. 185/2012, DEJT divulgado em 25,</p><p>26 e 27-9-2012.</p><p>Para os empregados a que alude o art. 58, caput, da CLT, quando sujeitos a 40</p><p>horas semanais de trabalho, aplica-se o divisor 200 (duzentos) para o cálculo do valor</p><p>do salário-hora.</p><p>Exemplo:</p><p>Empregado trabalha 8 (oito) horas diárias de segunda a sexta-feira,</p><p>perfazendo um total de quarenta horas semanais, seu divisor para o cálculo</p><p>de salário-hora é de 200 (duzentos); veja o cálculo a seguir:</p><p>Cálculo 40 horas × 60 minutos = 2.400 minutos</p><p>2.400 minutos : 6 dias da semana = 400 minutos</p><p>400 minutos × 30 dias no mês = 12.000 minutos</p><p>12.000 minutos : 60 minutos = 200 horas</p><p>* Nota: embora o empregado não tenha trabalhado no sábado, devo incluí-</p><p>lo e dividir por seis e não por cinco dias na semana, pois o sábado é dia útil</p><p>não trabalhado. São 40 horas semanais de trabalho e a semana trabalhista é</p><p>de segunda a domingo, excluindo apenas o domingo por ser dia de RSR</p><p>(art. 11, §4o, do Decreto no 27.048, de 12-8-1949).</p><p>Depósito de salários em conta bancária</p><p>A Lei no 9.528, de 10-12-1997, acrescentou o parágrafo único ao art. 464 e deu nova</p><p>redação ao art. 465 da CLT, dispondo que o comprovante de depósito de salários do</p><p>empregado em conta bancária terá força de recibo, como vemos a seguir:</p><p>“Terá força de recibo o comprovante de depósito em conta bancária,</p><p>aberta para esse fim em nome de cada empregado, com o consentimento</p><p>deste, em estabelecimento de crédito próximo ao local de trabalho”</p><p>(parágrafo único do art. 464 da CLT).</p><p>“O pagamento dos salários será efetuado em dia útil e no local do</p><p>2</p><p>trabalho, dentro do horário do serviço ou imediatamente após o</p><p>encerramento deste, salvo quando efetuado por depósito em conta</p><p>bancária, observado o disposto no artigo anterior” (art. 465 da CLT).</p><p>Horas extras</p><p>A Constituição determinou que o mínimo da remuneração de horas extras seja de</p><p>50%, conforme o § 1o do art. 59 da CLT, determinado pela Lei no 13.467, de 13-7-</p><p>2017.</p><p>A duração normal do trabalho poderá ser acrescida de duas horas, mediante</p><p>acordo individual entre empregador e empregado, ou mediante acordo coletivo ou</p><p>convenção coletiva de trabalho, devendo obrigatoriamente o empregador pagar, pelo</p><p>menos, mais 50% sobre a hora normal.</p><p>Exemplo:</p><p>Salário-hora normal = R$ 12,00 × 50% = R$ 6,00</p><p>R$ 12,00 + R$ 6,00 = R$ 18,00</p><p>Hora extra = R$ 18,00</p><p>Nova redação dada ao caput do art. 59 da CLT: “A duração diária do trabalho</p><p>poderá ser acrescida de horas extras, em número não excedente de duas, por acordo</p><p>individual, convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho”.</p><p>Segundo o inciso I do art. 611-A da CLT (convenção e o acordo coletivo de</p><p>trabalho têm prevalência sobre a lei). “I – pacto quanto à jornada de trabalho,</p><p>observados os limites constitucionais”.</p><p>O que determinam os limites constitucionais?</p><p>O inciso XIII do art. 7o da Constituição Federal preceitua: “duração do trabalho</p><p>normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais, facultada a</p><p>compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção</p><p>coletiva de trabalho”.</p><p>Vejamos o que preceitua a Instrução Normativa no 01, de 12-10-1988 (DOU, 21-</p><p>10-1988):</p><p>“Os empregados maiores (homens e mulheres) poderão ter a jornada</p><p>prorrogada no máximo em 2 (duas) horas, respeitado o limite de 10 (dez)</p><p>horas diárias, mediante acordo individual, coletivo, convenção ou sentença</p><p>normativa, com acréscimo de, no mínimo, 50% (cinquenta por cento) sobre</p><p>a hora normal. Aos menores é vedada a prorrogação da jornada de</p><p>trabalho, salvo para efeito de compensação.</p><p>Na ocorrência de força maior, não há limite de jornada para os</p><p>empregados maiores (homens e mulheres), cuja remuneração será a da</p><p>hora normal. Em se tratando de menores, o limite da prorrogação será de 4</p><p>(quatro) horas diárias, com adicional de, no mínimo, 50% (cinquenta por</p><p>cento) sobre a hora normal. Os casos de força maior deverão ser</p><p>comunicados ao órgão local do Ministério do Trabalho, no prazo de 10</p><p>(dez) dias para os empregados maiores, e 48 (quarenta e oito) horas no</p><p>caso dos menores.</p><p>Tratando-se de serviços inadiáveis, a jornada poderá ser aumentada em</p><p>até 4 (quatro) horas diárias, exclusivamente para os empregados maiores,</p><p>com acréscimo de, no mínimo, 50% (cinquenta por cento) da hora normal.</p><p>Os casos de serviços inadiáveis deverão ser comunicados ao órgão local do</p><p>Ministério do Trabalho, no prazo de 10 (dez) dias.</p><p>As horas não trabalhadas em decorrência de causas acidentais ou de</p><p>força maior, poderão ser repostas pelos empregados na base de 2 (duas)</p><p>horas por dia, no máximo de 45 (quarenta e cinco) dias ao ano, respeitado</p><p>o limite de 10 (dez) horas diárias. As referidas horas não sofrerão</p><p>acréscimo salarial.”</p><p>Essa Instrução Normativa, fundamentando-se na Constituição Federal, altera</p><p>vários artigos da Consolidação das Leis do Trabalho, particularmente no que se refere</p><p>a duração e condições do trabalho da mulher. Homens e mulheres devem receber</p><p>tratamento igualitário. A mulher pode fazer horas extraordinárias e compensação de</p><p>horas de trabalho mediante acordo individual, excetuando-se apenas os menores.</p><p>Em se tratando de força maior e serviços inadiáveis, o tratamento é o mesmo tanto</p><p>para homem maior quanto para mulher maior.</p><p>As horas extras pagas com habitualidade, assim como os adicionais de</p><p>insalubridade, periculosidade e noturno, integram o aviso-prévio indenizado. Se o</p><p>aviso-prévio for trabalhado, serão pagos em separado, não integrando o aviso, pois</p><p>trata-se de salário e não de indenização.</p><p>Conforme</p><p>Federal de</p><p>1988. Fica limitada, assim, a estabilidade a que alude o art. 543, § 3o, da</p><p>CLT a sete dirigentes sindicais e igual número de suplentes.</p><p>III – O empregado de categoria diferenciada eleito dirigente sindical</p><p>só goza de estabilidade se exercer na empresa atividade pertinente à</p><p>categoria profissional do sindicato para o qual foi eleito dirigente.</p><p>IV – Havendo extinção da atividade empresarial no âmbito da base</p><p>territorial do sindicato, não há razão para subsistir a estabilidade.</p><p>V – O registro da candidatura do empregado a cargo de dirigente</p><p>sindical durante o período de aviso-prévio, ainda que indenizado, não</p><p>lhe assegura a estabilidade, visto que inaplicável a regra do § 3o do art.</p><p>543 da Consolidação das Leis do Trabalho.</p><p>3 – ESTABILIDADE DE ACIDENTE DE</p><p>TRABALHO INCLUSIVE NO CONTRATO A</p><p>TERMO</p><p>TST No 378 – ESTABILIDADE PROVISÓRIA. ACIDENTE DO</p><p>TRABALHO. ART. 118 DA LEI No 8.213/1991. (inserido item III)</p><p>Res. 185/2012, DEJT divulgado em 25, 26 e 27-9-2012.</p><p>I – É constitucional o artigo 118 da Lei no 8.213/1991 que assegura</p><p>o direito à estabilidade provisória por período de 12 meses após a</p><p>cessação do auxílio-doença ao empregado acidentado. (ex-OJ no 105 da</p><p>SBDI-1 – inserida em 1o-10-1997)</p><p>II – São pressupostos para a concessão da estabilidade o</p><p>afastamento superior a 15 dias e a consequente percepção do auxílio-</p><p>4.1</p><p>doença acidentário, salvo se constatada, após a despedida, doença</p><p>profissional que guarde relação de causalidade com a execução do</p><p>contrato de emprego. (Primeira parte – ex-OJ no 230 da SBDI-1 –</p><p>inserida em 20-6-2001)</p><p>III – O empregado submetido a contrato de trabalho por tempo</p><p>determinado goza da garantia provisória de emprego decorrente de</p><p>acidente de trabalho prevista no art. 118 da Lei no 8.213/91.</p><p>4 – DISPENSA DE EMPREGADO PORTADOR DE</p><p>DOENÇA GRAVE</p><p>TST no 443 – Dispensa discriminatória. Presunção. Empregado</p><p>portador de doença grave. Estigma ou preconceito. Direito à</p><p>Reintegração. Res. 185/2012, DEJT divulgado em 25, 26 e 27-9-</p><p>2012.</p><p>Presume-se discriminatória a despedida de empregado portador do</p><p>vírus HIV ou de outra doença grave que suscite estigma ou preconceito.</p><p>Inválido o ato, o empregado tem direito à reintegração no emprego.</p><p>Dispensa fictícia seguida de recontratação (ato</p><p>fraudulento)</p><p>O Ministro de Estado do Trabalho e da Administração considera fraudulenta a</p><p>rescisão seguida de recontratação ou de permanência do trabalhador em serviço</p><p>quando ocorrida dentro dos 90 dias subsequentes à data em que formalmente a</p><p>rescisão se operou, conforme preceitua a Portaria no 384, de 19-6-1992 (DOU 22-6-</p><p>1992), como vemos na íntegra a seguir:</p><p>“PORTARIA No 384, DE 19 DE JUNHO DE 1992</p><p>O Ministro de Estado do Trabalho e da Administração, no uso das</p><p>atribuições que lhe são conferidas pelo art. 87, parágrafo único, inciso II,</p><p>da Constituição Federal, e pelo art. 6o, inciso IV, alínea ‘a’, e</p><p>CONSIDERANDO a necessidade de orientar a fiscalização do trabalho no</p><p>sentido de coibir a prática de dispensas fictícias, seguidas de recontratação,</p><p>com o único propósito de facilitar o levantamento dos depósitos da conta</p><p>vinculada do trabalhador no FGTS;</p><p>CONSIDERANDO que tal procedimento caracteriza-se como fraudulento,</p><p>não só em razão do fracionamento do vínculo de emprego, mas também em</p><p>decorrência da diminuição de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de</p><p>Serviço, o que determina correspondente redução de importâncias a serem</p><p>aplicadas na construção de habitações populares, obras de saneamento</p><p>urbano e infraestrutura, resolve:</p><p>Art. 1o A inspeção do trabalho dará tratamento prioritário, entre os atributos</p><p>de rotina, à constatação de casos simulados de rescisão do contrato de</p><p>trabalho sem justa causa, seguida de recontratação do mesmo trabalhador</p><p>ou de sua permanência na empresa sem a formalização do vínculo,</p><p>presumindo, em tais casos, conduta fraudulenta do empregador para fins de</p><p>aplicação dos §§ 2o e 3o, do art. 23, da Lei no 8.036, de 11 de maio de 1990.</p><p>Art. 2o Considera-se fraudulenta a rescisão seguida de recontratação ou de</p><p>permanência do trabalhador em serviço quando ocorrida dentro dos</p><p>noventa dias subsequentes à data em que formalmente a rescisão se operou.</p><p>Art. 3o Constatada a prática da rescisão fraudulenta, o agente da inspeção</p><p>do trabalho levantará todos os casos de rescisão ocorridos nos últimos vinte</p><p>e quatro meses para verificar se a hipótese pode ser apenada em</p><p>conformidade com o art. 1o desta Portaria.</p><p>Parágrafo único. O levantamento a que se refere este artigo envolverá</p><p>também a possibilidade de ocorrência de fraude ao seguro-desemprego,</p><p>hipótese em que será concomitantemente aplicada a sanção prevista no art.</p><p>25 da Lei no7.998, de 11 de janeiro de 1990.</p><p>Art. 4o Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as</p><p>disposições em contrário.”</p><p>JOÃO MELLÃO NETO</p><p>5 Indenização por tempo de serviço</p><p>O empregador que, sem justa causa, despedir o empregado não optante anterior à</p><p>Constituição será obrigado a pagar-lhe na rescisão do contrato a indenização de um</p><p>mês de remuneração por ano de serviço efetivo ou por fração igual ou superior a seis</p><p>meses.</p><p>Vejamos o que preceitua o art. 14, §§ 1o ao 4o, da Lei no 8.036, de 11-5-1990:</p><p>“Art. 14. Fica ressalvado o direito adquirido dos trabalhadores que, à</p><p>data da promulgação da Constituição Federal de 1988, já tinham direito à</p><p>estabilidade no emprego, nos termos do Capítulo V do Título IV da CLT.</p><p>§ 1o O tempo do trabalhador não optante do FGTS, anterior a 5 de</p><p>outubro de 1988, em caso de rescisão sem justa causa pelo empregador,</p><p>reger-se-á pelos dispositivos constantes dos arts. nos 477, 478 e 497 da</p><p>CLT.</p><p>§ 2o O tempo de serviço anterior à atual Constituição poderá ser</p><p>transacionado entre empregador e empregado, respeitando o limite mínimo</p><p>de 60% da indenização prevista.</p><p>§ 3o É facultado ao empregador desobrigar-se da responsabilidade da</p><p>indenização relativa ao tempo de serviço anterior à opção, depositando na</p><p>conta vinculada do trabalhador, até o último dia útil do mês previsto em lei</p><p>para o pagamento de salário, o valor correspondente à indenização,</p><p>aplicando-se ao depósito, no que couber, todas as disposições desta Lei.</p><p>§ 4o Os trabalhadores poderão, a qualquer momento, optar pelo FGTS</p><p>com efeito retroativo a 1o de janeiro de 1967 ou à data de sua admissão,</p><p>quando posterior àquela.”</p><p>Obs.: sobre a indenização por tempo de serviço não incide INSS, FGTS e IR (ver</p><p>prática de incidências nos pagamentos feitos a empregados).</p><p>5.1 Indenização adicional do empregado dispensado</p><p>sem justa causa no período de 30 dias antes da</p><p>correção salarial (art. 9o das Leis nos 6.708/79 e</p><p>7.238/84)</p><p>O empregador que dispensar empregado “sem justa causa, no período de 30 (trinta)</p><p>dias que antecede a data de sua correção salarial, dará direito a este à indenização</p><p>adicional equivalente a um salário mensal”.</p><p>Com referência ao Aviso-Prévio Indenizado, se o último dia do aviso-prévio cair</p><p>no período de 30 dias que antecede a correção salarial, esse fato gera direito à</p><p>indenização, posteriormente à saída física do empregado, considerando que esse</p><p>aviso-prévio fica integrado ao período de serviço, conforme art. 487, § 1o, da CLT.</p><p>Exemplo: suponha-se um empregado admitido em 1o-7-2011, cuja correção salarial</p><p>ocorra a partir de 1o-9-2012 e que tenha sido demitido sem justa causa com aviso-</p><p>prévio indenizado em 23-7-2012. Apesar de sua saída física em 24-7-2012, o período</p><p>correspondente ao prazo do aviso integra o seu tempo de serviço; portanto, o término</p><p>do aviso-prévio ocorrerá em 22-8-2012, e o empregado tem direito a uma indenização</p><p>adicional equivalente a um salário mensal. Essa indenização não sofrerá</p><p>as Súmulas nos 24, 45 e 115 do TST, também as horas extras</p><p>habitualmente prestadas são inseridas, integradas ou incluídas na indenização por</p><p>antiguidade, no cálculo da gratificação natalina (13o salário), das gratificações</p><p>semestrais e por ocasião das férias.</p><p>Quanto ao bancário, a Súmula no 102 do TST preceitua:</p><p>Súmula no 102 do TST</p><p>Bancário. Cargo de confiança (mantida) – Res. 174/2011, DEJT</p><p>divulgado em 27, 30 e 31-5-2011.</p><p>I – A configuração, ou não, do exercício da função de confiança a</p><p>que se refere o art. 224, § 2o, da CLT, dependente da prova das reais</p><p>atribuições do empregado, é insuscetível de exame mediante recurso de</p><p>revista ou de embargos. (ex-Súmula no 204 – RA 121/2003, DJ 21-11-</p><p>2003)</p><p>II – O bancário que exerce a função a que se refere o § 2o do art. 224</p><p>da CLT e recebe gratificação não inferior a um terço de seu salário já</p><p>tem remuneradas as duas horas extraordinárias excedentes de seis. (ex-</p><p>Súmula no 166 – RA 102/1982, DJ 11-10-1982 e DJ 15-10-1982)</p><p>III – Ao bancário exercente de cargo de confiança previsto no art.</p><p>224, § 2o, da CLT são devidas as 7a e 8a horas, como extras, no período</p><p>em que se verificar o pagamento a menor da gratificação de 1/3. (ex-OJ</p><p>no 288, DJ 11-8-2003)</p><p>IV – O bancário sujeito à regra do art. 224, § 2o, da CLT cumpre</p><p>jornada de trabalho de 8 (oito) horas, sendo extraordinárias as</p><p>trabalhadas além da oitava. (ex-Súmula no 232 – RA 14/1985, DJ 19-9-</p><p>1985)</p><p>V – O advogado empregado de banco, pelo simples exercício da</p><p>advocacia, não exerce cargo de confiança, não se enquadrando,</p><p>portanto, na hipótese do § 2o do art. 224 da CLT. (ex-OJ no 222 –</p><p>Inserida em 20-6-2001)</p><p>Nota do autor:</p><p>2.1</p><p>VI – O caixa bancário, ainda que caixa executivo, não exerce cargo</p><p>de confiança. Se perceber gratificação igual ou superior a um terço do</p><p>salário do posto efetivo, essa remunera apenas a maior responsabilidade</p><p>do cargo e não as duas horas extraordinárias além da sexta. (ex-Súmula</p><p>no 102 – RA 66/1980, DJ 18-6-1980 e republicada DJ 14-7-1980)</p><p>VII – O bancário exercente de função de confiança, que percebe a</p><p>gratificação não inferior ao terço legal, ainda que norma coletiva</p><p>contemple percentual superior, não tem direito às sétima e oitava horas</p><p>como extras, mas tão somente às diferenças de gratificação de função,</p><p>se postuladas. (ex-OJ no 15 – Inserida em 14-3-1994)</p><p>Banco de horas: com a nova Lei da reforma trabalhista, art. 59, § 5º,</p><p>da CLT, o banco de horas pode ser pactuado em acordo individual,</p><p>tácito ou escrito, desde que a compensação ocorra no período</p><p>máximo de seis meses. Se for pactuado via convenção coletiva, o</p><p>acordo coletivo de trabalho passa a ser anual (art. 611-A, inciso II,</p><p>da CLT).</p><p>Integração das horas extras ao repouso semanal e</p><p>feriado</p><p>De acordo com a Lei no 605/49, art. 7o, alínea b, com redação dada pela Lei no 7.415,</p><p>de 9-12-1985, computam-se no cálculo do repouso semanal remunerado as horas</p><p>extraordinárias habitualmente prestadas.</p><p>Somam-se as horas extras da semana e divide-se o resultado pelo número de dias</p><p>trabalhados; tem-se então o número de horas extras feitas por dia útil.</p><p>Exemplo: suponha-se uma empresa que trabalha de segunda a quinta-feira,</p><p>9h por dia e na sexta-feira 8h, compensando o sábado. O empregado</p><p>trabalhou extraordinariamente 1 hora na segunda-feira, 1 hora na terça, 1</p><p>hora na quarta, 1 hora na quinta e 2 horas na sexta-feira.</p><p>Somam-se: 1 + 1 + 1 + 1 + 2 = 6 horas extras.</p><p>3</p><p>3.1</p><p>Divide-se o resultado pelo número de dias úteis da semana:</p><p>6 ÷ 6 = 1</p><p>Soma-se 1 hora extra no total, 6 + 1 = 7; tem-se, portanto, direito a 7 horas</p><p>durante a semana, sendo uma de repouso remunerado ou feriado.</p><p>291 – Horas extras. Habitualidade. Supressão. Indenização. (Revisão da</p><p>Súmula no 76 – Res. 1/1989, DJ 14-4-1989. Nova redação – Res. 174/2011 – DeJT 27-</p><p>5-2011)</p><p>“A supressão total ou parcial, pelo empregador, de serviço suplementar</p><p>prestado com habitualidade, durante pelo menos 1 (um) ano, assegura ao</p><p>empregado o direito à indenização correspondente ao valor de 1 (um) mês</p><p>das horas suprimidas, total ou parcialmente, para cada ano ou fração igual</p><p>ou superior a seis meses de prestação de serviço acima da jornada normal.</p><p>O cálculo observará a média das horas suplementares dos últimos 12</p><p>(doze) meses anteriores à mudança, multiplicada pelo valor da hora extra</p><p>do dia da supressão.”</p><p>Remuneração variável</p><p>Horas extras</p><p>O empregado, sujeito a controle de horário, remunerado à base de comissões, tem</p><p>direito de, no mínimo, 50% (cinquenta por cento) pelo trabalho em horas extras,</p><p>calculado sobre o valor das comissões recebidas no mês, considerando-se como</p><p>divisor o número de horas efetivamente trabalhadas. (Súmula no 340 do TST, com a</p><p>nova redação dada pela Resolução no 121, de 28-10-2003. Revisão do Enunciado no</p><p>56)</p><p>Exemplo prático:</p><p>Total das comissões mensal: R$ 2.400,00</p><p>Jornada efetivamente trabalhada no mês: 176 horas</p><p>3.2</p><p>3.3</p><p>Horas extras realizadas no mês: 24 horas</p><p>Horas efetivamente trabalhadas no mês: 176 h + 24 h (horas extras) = 200</p><p>horas</p><p>Valor hora das comissões: R$ 2.400,00 : 200 h = R$ 12,00</p><p>Adicional da hora extra sobre comissão: R$ 12,00 × 50% (no mínimo) =</p><p>R$ 6,00</p><p>Valor hora extra da comissão: R$ 6,00</p><p>Valor a ser pago = R$ 6,00 × 24 h (número de horas extras) = R$ 144,00</p><p>Empregado tem um valor fixo de R$ 1.760,00</p><p>Valor fixo: R$ 1.760,00</p><p>Jornada mensal: 220 horas</p><p>Valor hora: R$ 1.760,00 : 220 horas = R$ 8,00</p><p>Valor da hora extra: R$ 8,00 + 50% (no mínimo) = R$ 12,00</p><p>Valor das horas extras do valor fixo: R$ 12,00 × 24 h = R$ 288,00</p><p>Valor a ser pago de horas extras: R$ 288,00 (parcela fixa) + R$ 144,00</p><p>(extras das comissões) = R$ 432,00</p><p>Garantia de salário</p><p>Garantia de salário, nunca inferior ao mínimo, para os que percebem remuneração</p><p>variável (art. 7o, inciso VII, da Constituição Federal).</p><p>Repouso semanal e feriado em comissões</p><p>É devida a remuneração do repouso semanal e dos dias feriados ao empregado</p><p>comissionista, ainda que pracista (Súmula TST no 27).</p><p>Exemplo: a comissão de um vendedor no mês foi de R$ 3.840,00; nesse</p><p>mês, houve cinco domingos e um feriado. Como calcular a remuneração do</p><p>repouso semanal e feriado?</p><p>Deduzam-se dos 30 dias (mensalista) os seis dias de repouso semanal e o</p><p>feriado = 24 dias; divide-se o valor da comissão pelos 24 dias; multiplica-</p><p>3.3.1</p><p>se o resultado pelos seis dias e soma-se o resultado com o valor da</p><p>comissão:</p><p>30 dias – 6 (repouso semanal e feriado) = 24 dias</p><p>R$ 3.840,00 ÷ 24 = R$ 160,00</p><p>R$ 160,00 × 6 = R$ 960,00</p><p>A remuneração do repouso semanal e do feriado do mês é de R$ 960,00</p><p>Valor a receber no mês: R$ 960,00 + R$ 3.840,00 = R$ 4.800,00</p><p>Cálculo do repouso semanal remunerado em</p><p>percentual</p><p>Outra forma de calcular a remuneração do repouso semanal é achar um percentual</p><p>que, multiplicado pelo valor da comissão, obtém de imediato a remuneração do</p><p>repouso semanal remunerado.</p><p>1o exemplo</p><p>No mês, o empregado teve uma comissão de R$ 3.840,00</p><p>30 dias no mês, com cinco domingos e um feriado; portanto, são 24 dias</p><p>úteis e seis dias de repouso semanal.</p><p>6 ÷ 24% = 25; considerar 25%.</p><p>Comissão de R$ 3.840,00 × 25% = R$ 960,00</p><p>Repouso semanal remunerado = R$ 960,00</p><p>Valor a receber no mês: R$ 960,00 + R$ 3.840,00 = R$ 4.800,00</p><p>2o exemplo</p><p>30 dias no mês, com cinco domingos; portanto, são 25 dias úteis e cinco</p><p>dias de repouso semanal.</p><p>5 ÷ 25% = 20; considerar 20%.</p><p>Comissão de R$ 3.840,00 × 20% = R$ 768,00</p><p>Repouso semanal remunerado = R$ 768,00</p><p>4</p><p>Valor a receber no mês: R$ 768,00 + R$ 3.840,00 = R$ 4.608,00</p><p>3o exemplo</p><p>30 dias no mês, com quatro domingos; portanto, são 26 dias úteis e quatro</p><p>dias de repouso semanal.</p><p>4 ÷ 26% = 15,384615; considerar 15,384615%.</p><p>Comissão de R$ 3.840,00 × 15,384615% = R$ 590,76</p><p>Repouso semanal remunerado = R$ 590,76</p><p>Valor a receber no mês: R$ 590,76 + R$ 3.840,00 = R$ 4.430,76</p><p>4o exemplo</p><p>Empregado trabalhou 14</p><p>dias no mês e durante este período houve dois</p><p>domingos; portanto, são 12 dias úteis e dois dias de repouso semanal. Sua</p><p>comissão nesse período foi de R$ 1.920,00.</p><p>2 ÷ 12% = 16,666666; considerar 16,666666%.</p><p>Comissão de R$ 1.920,00 × 16,666666% = R$ 320,00</p><p>Repouso semanal remunerado = R$ 320,00</p><p>Valor a receber no período: R$ 320,00 + R$ 1.920,00 = R$ 2.240,00</p><p>Adicional de insalubridade</p><p>Serão consideradas atividades ou operações insalubres aquelas que, por sua natureza,</p><p>condições ou métodos de trabalho, exponham os empregados a agentes nocivos à</p><p>saúde, acima dos limites de tolerância fixados em razão da natureza e da intensidade</p><p>do agente e do tempo de exposição a seus efeitos.</p><p>Há três graus de insalubridade: máximo, médio e mínimo; os empregados que</p><p>trabalham em condições insalubres têm assegurada a percepção de adicional</p><p>respectivamente de 40%, 20% e 10% do salário mínimo (art. 192 da CLT), salvo se,</p><p>por força de lei, convenção coletiva ou sentença normativa, percebem salário</p><p>profissional. Nesse caso, o adicional será calculado com base no salário profissional.</p><p>(Vide a seguir neste Capítulo a Súmula Vinculante no 4 do STF)</p><p>a.</p><p>b.</p><p>c.</p><p>d.</p><p>e.</p><p>Vide Lei no 11.350/2006, art. 9o-A, § 3o e incisos I e II, incluído pela Lei no</p><p>13.342/2016 – DOU de 11/1/2017, que preceitua que o cálculo do adicional de</p><p>insalubridade seja calculado sobre “vencimento ou salário-base”. Embora seja Lei</p><p>específica do órgão Competente do Poder Executivo Federal, aos agentes, evocou o</p><p>art. 192 da CLT.</p><p>As atividades e operações insalubres estão mencionadas na Portaria no 3.214, de</p><p>8-6-1978, NR 15, e obedecem a normas especiais. São elas:</p><p>exame médico a cada período ou a intervalos menores, a critério do médico</p><p>encarregado;</p><p>abreugrafia ou telerradiografia de tórax, sempre que o empregado estiver exposto</p><p>a qualquer tipo de poeira ou outro agente que possa causar danos ao aparelho</p><p>respiratório;</p><p>proibição de trabalho de menor (art. 405, inciso I, da CLT);</p><p>licença prévia das autoridades competentes em matéria de medicina do trabalho</p><p>para a realização de hora extra (art. 60 da CLT);</p><p>existência de um lavatório para cada 10 trabalhadores, conforme Portaria no 3.214,</p><p>de 8-6-1978, NR 24.1.8.</p><p>Enquanto percebido, o adicional de insalubridade integra a remuneração para</p><p>todos os efeitos legais (Súmula no 139 do TST).</p><p>O cálculo do valor da hora extra para o empregado que recebe adicional de</p><p>insalubridade é feito considerando-se o adicional de insalubridade; usa-se o mesmo</p><p>critério para o cálculo de horas extras de trabalho com adicional noturno.</p><p>Primeiro, calculam-se 40%, 20% ou 10% do salário mínimo ou salário</p><p>profissional, somando-se com o salário e, depois, a hora extra de 50% (art. 192 da</p><p>CLT).</p><p>Súmula no 448 do TST</p><p>ATIVIDADE INSALUBRE – CARACTERIZAÇÃO – PREVISÃO NA</p><p>NORMA REGULAMENTADORA No 15 DA PORTARIA DO</p><p>MINISTÉRIO DO TRABALHO No 3.214/78. INSTALAÇÕES</p><p>SANITÁRIAS. (conversão da Orientação Jurisprudencial no 4 da SBDI-</p><p>1 com nova redação do item II) – Res. 194/2014, DEJT divulgado em</p><p>21, 22 e 23.05.2014.</p><p>I – Não basta a constatação da insalubridade por meio de laudo pericial</p><p>para que o empregado tenha direito ao respectivo adicional, sendo</p><p>necessária a classificação da atividade insalubre na relação oficial</p><p>elaborada pelo Ministério do Trabalho.</p><p>II – A higienização de instalações sanitárias de uso público ou coletivo</p><p>de grande circulação, e a respectiva coleta de lixo, por não se equiparar</p><p>à limpeza em residências e escritórios, enseja o pagamento de adicional</p><p>de insalubridade em grau máximo, incidindo o disposto no Anexo 14 da</p><p>NR-15 da Portaria do MTE no 3.214/78 quanto à coleta e</p><p>industrialização de lixo urbano.</p><p>Súmula no 264 do TST</p><p>HORA SUPLEMENTAR – CÁLCULO – A remuneração do serviço</p><p>suplementar é composta do valor da hora normal, integrado das parcelas</p><p>de natureza salarial e acrescido do adicional previsto em lei, contrato,</p><p>acordo ou convenção coletiva ou sentença normativa (DJU, 30-10, 3 e</p><p>4-11-1986).</p><p>Súmula Vinculante no 4 do STF</p><p>SALVO NOS CASOS PREVISTOS NA CONSTITUIÇÃO, O</p><p>SALÁRIO MÍNIMO NÃO PODE SER USADO COMO INDEXADOR</p><p>DE BASE DE CÁLCULO E VANTAGEM DE SERVIDOR PÚBLICO</p><p>OU DE EMPREGADO, NEM SER SUBSTITUÍDO POR DECISÃO</p><p>JUDICIAL.</p><p>Fonte de Publicação</p><p>DJe no 83/2008, p. 1, em 9-5-2008.</p><p>DO de 9-5-2008, p. 1.</p><p>Legislação</p><p>Constituição Federal de 1988, art. 7o, IV e XXIII, art. 39, § 1o e § 3o,</p><p>art.42, § 1o, art. 142, § 3o, X.”</p><p>Súmula no 228 DO TST</p><p>ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. BASE DE CÁLCULO (redação</p><p>alterada na sessão do Tribunal Pleno em 26-6-2008). (Res. 148/2008,</p><p>DJ 4 e 7-7-2008 – Republicada DJ 8, 9 e 10-7-2008. SÚMULA CUJA</p><p>EFICÁCIA ESTÁ SUSPENSA POR DECISÃO LIMINAR DO</p><p>SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Res. 185/2012. DEJT divulgado em</p><p>25, 26 e 27-9-2012.)</p><p>A partir de 9 de maio de 2008, data da publicação da Súmula</p><p>Vinculante no 4 do Supremo Tribunal Federal, o adicional de</p><p>insalubridade será calculado sobre o salário básico, salvo critério mais</p><p>vantajoso fixado em instrumento coletivo.</p><p>O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar</p><p>Mendes, suspendeu a parte do dispositivo que permite a utilização do</p><p>salário base no cálculo do adicional, “a nova redação estabelecida para</p><p>Súmula 228/TST revela aplicação indevida da Súmula Vinculante 4,</p><p>porquanto permite a substituição do salário mínimo pelo salário básico</p><p>no cálculo do adicional de insalubridade sem base normativa”.</p><p>A liminar concedida no dia 15 de julho, em atendimento à</p><p>Reclamação Constitucional no 6.266, apresentada ao STF pela</p><p>Confederação Nacional da Indústria. A CNI sustenta, entre outras</p><p>alegações, que a Súmula 228 estaria em desacordo com a Súmula</p><p>Vinculante no 4 do STF, que vedou a utilização do salário mínimo como</p><p>indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de</p><p>empregado, bem como proibiu a sua substituição por decisão judicial.</p><p>FUNDAMENTO ADOTADO PELA SÉTIMA TURMA</p><p>DO TST</p><p>4 TST – Insalubridade: Sétima Turma aplica o salário mínimo como base de cálculo</p><p>27-5-2008.</p><p>A Súmula Vinculante no 4 do Supremo Tribunal Federal reconheceu a</p><p>inconstitucionalidade da utilização do salário mínimo como base de cálculo do</p><p>adicional de insalubridade, mas vedou a substituição desse parâmetro por decisão</p><p>5</p><p>judicial. Até que o novo critério seja adotado, por lei ou por negociação coletiva, ele</p><p>continuará a ser aplicado quando a categoria não tiver piso salarial. Esse fundamento</p><p>foi adotado pela Sétima Turma do Tribunal do Trabalho em duas decisões sobre a</p><p>matéria.</p><p>Diante do exposto, entendemos que quando existir salário profissional, será sobre</p><p>este calculado, ou, tendo piso salarial/salário normativo, também sobre este será</p><p>calculado.</p><p>Como o salário básico está suspenso pelo STF, a sétima turma do TST aplica o</p><p>salário mínimo quando não tem salário profissional, ou salário normativo/piso</p><p>salarial.</p><p>Como o assunto ficou muito controverso, sugerimos que deve ser objeto de</p><p>negociação entre categoria econômica e profissional.</p><p>EXCLUSÃO DO PAGAMENTO DO ADICIONAL DE</p><p>INSALUBRIDADE</p><p>Súmula no 80 do TST</p><p>A eliminação da insalubridade, pelo fornecimento de aparelhos</p><p>protetores aprovados pelo órgão competente do Poder Executivo, exclui</p><p>a percepção do adicional respectivo.</p><p>Adicional de periculosidade</p><p>São consideradas atividades ou operações perigosas, na forma da regulamentação</p><p>aprovada pelo Ministério do Trabalho, aquelas que, por sua natureza ou métodos de</p><p>trabalho, impliquem o contato permanente com inflamáveis ou explosivos, em</p><p>condições de risco acentuado.</p><p>O empregado que trabalha em condições de periculosidade recebe um adicional de</p><p>30% sobre o salário efetivo, não incidindo esse percentual sobre gratificações,</p><p>prêmios ou</p><p>participações nos lucros da empresa.</p><p>Se o empregado trabalhar em serviço insalubre e perigoso, deverá optar pelo</p><p>adicional de um dos dois.</p><p>A caracterização e a classificação de insalubridade ou periculosidade, segundo</p><p>normas do Ministério do Trabalho, serão feitas por meio de perícia a cargo de Médico</p><p>do Trabalho ou Engenheiro do Trabalho, registrado no Ministério do Trabalho.</p><p>É proibido o trabalho do menor em serviços perigosos ou insalubres, conforme</p><p>quadros aprovados pelo Ministério do Trabalho.</p><p>É importante notar que o adicional de periculosidade é de 30% sobre o salário-</p><p>base e não sobre o salário mínimo.</p><p>Exemplo:</p><p>Salário-base = R$ 1.600,00 + adicional de periculosidade</p><p>30% = R$ 480,00</p><p>Total = R$ 2.080,00</p><p>Súmula no 191 do TST</p><p>ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. INCIDÊNCIA. BASE DE</p><p>CÁLCULO (cancelada a parte final da antiga redação e inseridos os</p><p>itens II e III) Res. 214/2016, DEJT divulgado em 30-11-2016 e 1o e 2-</p><p>12-2016.</p><p>I – O adicional de periculosidade incide apenas sobre o salário básico e</p><p>não sobre este acrescido de outros adicionais.</p><p>II – O adicional de periculosidade do empregado eletricitário,</p><p>contratado sob a égide da Lei no 7.369/1985, deve ser calculado sobre a</p><p>totalidade das parcelas de natureza salarial. Não é válida norma</p><p>coletiva mediante a qual se determina a incidência do referido</p><p>adicional sobre o salário básico.</p><p>III – A alteração da base de cálculo do adicional de periculosidade do</p><p>eletricitário promovida pela Lei no 12.740/2012 atinge somente</p><p>contrato de trabalho firmado a partir de sua vigência, de modo que,</p><p>nesse caso, o cálculo será realizado exclusivamente sobre o salário</p><p>6</p><p>básico, conforme determina o § 1o do art. 193 da CLT.</p><p>A partir da no Lei 12.740, de 8-12-2012, DOU de 10-12-2012, o cálculo</p><p>será realizado exclusivamente sobre o salário básico, conforme preceitua o §</p><p>1o do art. 193 da CLT. Exemplo: o empregado eletricitário, admitido após</p><p>9/12/2012, fez 30 horas extras durante o mês e ganha por hora R$ 8,00; com</p><p>os 50% do adicional extraordinário, a hora extra é de R$ 12,00. O adicional</p><p>incide apenas sobre o valor hora base (R$ 8,00) e não sobre R$ 12,00.</p><p>Portanto, temos 30h × R$ 2,40 (30% de R$ 8,00) = 72,00 e não 30h × R$</p><p>3,60 (30% de R$ 12,00) = R$ 108,00; não devemos considerar o valor</p><p>adicional extra.</p><p>Valor correto a ser considerado: R$ 72,00.</p><p>Para o empregado eletricitário admitido sob a égide da Lei no</p><p>7.369/1985, até a Lei no 12.740/2012, aplica-se sobre o total das parcelas, ou</p><p>seja, sobre o valor-hora base, R$ 3,60, ficando o valor correto a ser</p><p>considerado: R$ 108,00.</p><p>Adicional noturno</p><p>Tem direito ao adicional noturno o empregado que trabalha no período entre as 22</p><p>horas de um dia e as 5 horas do dia seguinte:</p><p>O adicional noturno é de 20%, pelo menos, sobre a hora diurna.</p><p>Exemplo: um empregado trabalha das 15h até as 23h45min com 1h de</p><p>descanso e ganha R$ 9,00 por hora. Cálculo: 2 horas por dia com 20% de</p><p>adicional noturno. Tem-se, então, 6 horas, ganhando R$ 9,00 por hora e 2</p><p>horas, ganhando R$ 10,80 por hora, sendo: R$ 9,00 + 1,80 de adicional</p><p>noturno.</p><p>A hora do trabalho noturno é de 52 minutos e 30 segundos (art. 73, §</p><p>1o, da CLT).</p><p>Exemplo: um empregado que trabalha das 22h às 5h perfaz um total de 8</p><p>horas (7 horas × 60min = 420min ÷ 52,5 = 8). Nos horários mistos que</p><p>abrangem períodos diurnos e noturnos, aplicam-se as horas de trabalho</p><p>noturno, ou seja, a hora de 52 minutos e 30 segundos (§ 4o do art. 73 da</p><p>CLT), para período noturno.</p><p>As Súmulas nos 214 e 313, do Supremo Tribunal Federal, e as Súmulas</p><p>nos 60, 112 e 265, do Tribunal Superior do Trabalho, preceituam:</p><p>Súmula no 214 do STF</p><p>A duração legal da hora de serviço noturno (52 minutos e 30 segundos)</p><p>constitui vantagem suplementar, que não dispensa o salário adicional.</p><p>Súmula no 313 do STF</p><p>Provada a identidade entre o trabalho diurno e noturno, é devido o</p><p>adicional, quanto a este, sem a limitação do art. 73, § 3o, da CLT,</p><p>independentemente da natureza da atividade do empregador.</p><p>Súmula no 60 do TST</p><p>ADICIONAL NOTURNO. Integração no salário e prorrogação em</p><p>horário diurno. (incorporada a Orientação Jurisprudencial no 6 da SDI-1</p><p>– Res. 129/05 – DJ 20-4-2005)</p><p>I – O adicional noturno, pago com habitualidade, integra o salário</p><p>do empregado para todos os efeitos. (ex-Súmula no 60 – RA 105/1974,</p><p>DJ 24-10-1974)</p><p>II – Cumprida integralmente a jornada no período noturno e</p><p>prorrogada esta, devido é também o adicional quanto às horas</p><p>prorrogadas. Exegese do art. 73, § 5o, da CLT. (ex-OJ no 06 – Inserida</p><p>em 25-11-1996)</p><p>Súmula no 112 do TST</p><p>O trabalho noturno dos empregados nas atividades de exploração,</p><p>7</p><p>perfuração, preparação, produção e refinação de petróleo,</p><p>industrialização de xisto, indústria petroquímica e transporte de petróleo</p><p>e seus derivados por meio de dutos, é regulado pela Lei no 5.811, de</p><p>1972, não se lhe aplicando a hora reduzida de 52’30” do art. 73, § 2o da</p><p>CLT.</p><p>Súmula no 265 do TST</p><p>ADICIONAL NOTURNO – alteração do turno de trabalho –</p><p>possibilidade de supressão – A transferência para o período diurno de</p><p>trabalho implica a perda do direito ao adicional noturno.</p><p>Desconto nos rendimentos do empregado para o INSS</p><p>A contribuição de cada segurado empregado, filiado ao Instituto Nacional do Seguro</p><p>Social, inclusive o doméstico e o avulso a partir de 1o de janeiro de 2013, é de 8%, 9%</p><p>e 11%, de acordo com o salário de contribuição.</p><p>O INSS incide sobre o salário mais horas extras, adicional de insalubridade,</p><p>periculosidade, adicional noturno, diárias para viagem acima de 50% do salário</p><p>percebido, 13o salário e outros valores admitidos em lei pela previdência social. Esse</p><p>valor é descontado na folha de pagamento.</p><p>A contribuição do empregado das microempresas também será igual aos demais,</p><p>conforme art. 20, § 2o, da Lei no 8.212/91, alterada pela Lei no 8.620, de 5-1-1993.</p><p>Há um limite máximo para o desconto do INSS. Quando o empregado ganhar um</p><p>valor superior ao limite máximo (teto), só se poderá descontar-lhe do salário o limite</p><p>estabelecido.</p><p>O limite máximo é apenas para o segurado empregado; a empresa recolhe a</p><p>contribuição previdenciária sobre o total da folha de salários.</p><p>Exemplo:</p><p>CONTRIBUIÇÃO DOS EMPREGADOS E TRABALHADORES</p><p>AVULSOS</p><p>Conforme Portaria do MF no 8, de 13-1-2017 – DOU de 16-1-2017, a</p><p>7.1</p><p>tabela de alíquota é a seguinte:</p><p>CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS EMPREGADO, EMPREGADO</p><p>DOMÉSTICO E TRABALHADOR AVULSO A PARTIR DE JANEIRO/2017</p><p>Salário de contribuição (R$) Alíquota para fins de recolhimento ao INSS</p><p>(%)</p><p>até 1.659,38</p><p>de 1.659,39 até 2.765,66</p><p>de 2.765,67 até 5.531,31</p><p>8,00</p><p>9,00</p><p>11,00</p><p>Obrigatoriedade de contribuição do INSS ao</p><p>aposentado</p><p>A partir da competência agosto de 1995, o aposentado que estiver exercendo ou que</p><p>voltar a exercer atividade abrangida pelo Regime Previdenciário é segurado</p><p>obrigatório em relação a essa atividade, ficando sujeito às contribuições para fins de</p><p>custeio da Seguridade Social, conforme preceitua o art. 12, § 4o, da Lei no 8.212/91,</p><p>alterada pela Lei no 9.032, de 28-4-1995.</p><p>Diante do exposto, os aposentados por idade ou por tempo de serviço não estão</p><p>isentos de contribuir para a Previdência Social.</p><p>Transcrevemos a seguir a Portaria do Ministro de Estado da Fazenda no 8, de 13-</p><p>1-2017 – DOU de 16-1-2017, que dispõe sobre o reajuste do INSS e dos demais</p><p>valores constantes do Regulamento da Previdência Social, aplicável a partir de 1o de</p><p>janeiro de 2017.</p><p>PORTARIA No 8, DE 13 DE JANEIRO DE 2017 – DOU de 16-1-2017</p><p>Dispõe sobre o reajuste dos benefícios pagos pelo</p><p>Instituto Nacional do Seguro Social – INSS e dos demais</p><p>valores constantes do Regulamento da Previdência Social</p><p>– RPS.</p><p>O MINISTRO DE ESTADO DA FAZENDA, no uso da atribuição que</p><p>lhe confere o inciso II do parágrafo único do art. 87 da Constituição,</p><p>e</p><p>tendo em vista o disposto na Emenda Constitucional no 20, de 15 de</p><p>dezembro de 1998; na Emenda Constitucional no 41, de 19 de dezembro de</p><p>2003; na Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991; no art. 41-A da Lei no 8.213,</p><p>de 24 de julho de 1991; na Lei no 13.152, de 29 de julho de 2015; no</p><p>Decreto no 8.948, de 29 de dezembro de 2016; e no Regulamento da</p><p>Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto no 3.048, de 6 de maio de</p><p>1999, resolvem:</p><p>Art. 1o Os benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social –</p><p>INSS serão reajustados, a partir de 1o de janeiro de 2017, em 6,58% (seis</p><p>inteiros e cinquenta e oito décimos por cento).</p><p>§ 1o Os benefícios a que se refere o caput, com data de início a partir de 1o</p><p>de fevereiro de 2016, serão reajustados de acordo com os percentuais</p><p>indicados no Anexo I desta Portaria.</p><p>§ 2o Para os benefícios majorados por força da elevação do salário mínimo</p><p>para R$ 937,00 (novecentos e trinta e sete reais), o referido aumento deverá</p><p>ser descontado quando da aplicação do reajuste de que tratam o caput e o §</p><p>1o.</p><p>§ 3o Aplica-se o disposto neste artigo às pensões especiais pagas às vítimas</p><p>da síndrome da talidomida, aos portadores de hanseníase de que trata a Lei</p><p>no 11.520, de 18 de setembro de 2007, e ao auxílio especial mensal de que</p><p>trata o inciso II do art. 37 da Lei no 12.663, de 5 de junho de 2012.</p><p>Art. 2o A partir de 1o de janeiro de 2017, o salário de benefício e o salário</p><p>de contribuição não poderão ser inferiores a R$ 937,00 (novecentos e trinta</p><p>e sete reais), nem superiores a R$ 5.531,31 (cinco mil quinhentos e trinta e</p><p>um reais e trinta e um centavos).</p><p>Art. 3o A partir de 1o de janeiro de 2017:</p><p>I – não terão valores inferiores a R$ 937,00 (novecentos e trinta e sete</p><p>reais), os benefícios:</p><p>a) de prestação continuada pagos pelo INSS correspondentes a</p><p>aposentadorias, auxílio-doença, auxílio-reclusão (valor global) e pensão por</p><p>morte (valor global);</p><p>b) de aposentadorias dos aeronautas, concedidas com base na Lei no 3.501,</p><p>de 21 de dezembro de 1958; e</p><p>c) de pensão especial paga às vítimas da síndrome da talidomida;</p><p>II – os valores dos benefícios concedidos ao pescador, ao mestre de rede e</p><p>ao patrão de pesca com as vantagens da Lei no 1.756, de 5 de dezembro de</p><p>1952, deverão corresponder, respectivamente, a 1 (uma), 2 (duas) e 3 (três)</p><p>vezes o valor de R$ 937,00 (novecentos e trinta e sete reais), acrescidos de</p><p>20% (vinte por cento);</p><p>III – o benefício devido aos seringueiros e seus dependentes, concedido</p><p>com base na Lei no 7.986, de 28 de dezembro de 1989, terá valor igual a R$</p><p>1.874,00 (um mil oitocentos e setenta e quatro reais);</p><p>IV – é de R$ 937,00 (novecentos e trinta e sete reais), o valor dos seguintes</p><p>benefícios assistenciais pagos pela Previdência Social:</p><p>a) pensão especial paga aos dependentes das vítimas de hemodiálise da</p><p>cidade de Caruaru no Estado de Pernambuco;</p><p>b) amparo social ao idoso e à pessoa portadora de deficiência; e</p><p>c) renda mensal vitalícia.</p><p>Art. 4o O valor da cota do salário-família por filho ou equiparado de</p><p>qualquer condição, até 14 (quatorze) anos de idade, ou inválido de qualquer</p><p>idade, a partir de 1o de janeiro de 2017, é de:</p><p>I – R$ 44,09 (quarenta e quatro reais e nove centavos) para o segurado com</p><p>remuneração mensal não superior a R$ 859,88 (oitocentos e cinquenta e</p><p>nove reais e oitenta e oito centavos);</p><p>II – R$ 31,07 (trinta e um reais e sete centavos) para o segurado com</p><p>remuneração mensal superior a R$ 859,88 (oitocentos e cinquenta e nove</p><p>reais e oitenta e oito centavos) e igual ou inferior a R$ 1.292,43 (um mil</p><p>duzentos e noventa e dois reais e quarenta e três centavos).</p><p>§ 1o Para fins do disposto neste artigo, considera-se remuneração mensal do</p><p>segurado o valor total do respectivo salário de contribuição, ainda que</p><p>resultante da soma dos salários de contribuição correspondentes a</p><p>atividades simultâneas.</p><p>§ 2o O direito à cota do salário-família é definido em razão da remuneração</p><p>que seria devida ao empregado no mês, independentemente do número de</p><p>dias efetivamente trabalhados.</p><p>§ 3o Todas as importâncias que integram o salário de contribuição serão</p><p>consideradas como parte integrante da remuneração do mês, exceto o</p><p>décimo terceiro salário e o adicional de férias previsto no inciso XVII do</p><p>art. 7o da Constituição, para efeito de definição do direito à cota do salário-</p><p>família.</p><p>§ 4o A cota do salário-família é devida proporcionalmente aos dias</p><p>trabalhados nos meses de admissão e demissão do empregado.</p><p>Art. 5o O auxílio-reclusão, a partir de 1o de janeiro de 2017, será devido aos</p><p>dependentes do segurado cujo salário de contribuição seja igual ou inferior</p><p>a R$ 1.292,43 (um mil duzentos e noventa e dois reais e quarenta e três</p><p>centavos), independentemente da quantidade de contratos e de atividades</p><p>exercidas.</p><p>§ 1o Se o segurado, embora mantendo essa qualidade, não estiver em</p><p>atividade no mês da reclusão, ou nos meses anteriores, será considerado</p><p>como remuneração o seu último salário de contribuição.</p><p>§ 2o Para fins do disposto no § 1o, o limite máximo do valor da</p><p>remuneração para verificação do direito ao benefício será o vigente no mês</p><p>a que corresponder o salário de contribuição considerado.</p><p>Art. 6o A partir de 1o de janeiro de 2017, será incorporada à renda mensal</p><p>dos benefícios de prestação continuada pagos pelo INSS, com data de</p><p>início no período de 1o janeiro de 2016 a 31 de dezembro de 2016, a</p><p>diferença percentual entre a média dos salários de contribuição</p><p>considerados no cálculo do salário de benefício e o limite máximo em vigor</p><p>no período, exclusivamente nos casos em que a referida diferença resultar</p><p>positiva, observado o disposto no § 1o do art. 1o e o limite de R$ 5.531,31</p><p>(cinco mil quinhentos e trinta e um reais e trinta e um centavos).</p><p>Art. 7o A contribuição dos segurados empregado, inclusive o doméstico e</p><p>do trabalhador avulso, relativamente aos fatos geradores que ocorrerem a</p><p>partir da competência janeiro de 2017, será calculada mediante a aplicação</p><p>da correspondente alíquota, de forma não cumulativa, sobre o salário de</p><p>contribuição mensal, de acordo com a tabela constante do Anexo II desta</p><p>Portaria.</p><p>Art. 8o A partir de 1o de janeiro de 2017:</p><p>I – o valor a ser multiplicado pelo número total de pontos indicadores da</p><p>natureza do grau de dependência resultante da deformidade física, para fins</p><p>de definição da renda mensal inicial da pensão especial devida às vítimas</p><p>da síndrome da talidomida, é de R$ 426,53 (quatrocentos e vinte e seis</p><p>reais e cinquenta e três centavos);</p><p>II – o valor da diária paga ao segurado ou dependente pelo deslocamento,</p><p>por determinação do INSS, para submeter-se a exame médico-pericial ou</p><p>processo de reabilitação profissional, em localidade diversa da de sua</p><p>residência, é de R$ 92,43 (noventa e dois reais e quarenta e três centavos);</p><p>III – o valor da multa pelo descumprimento das obrigações, indicadas no</p><p>caput do art. 287 do Regulamento da Previdência Social (RPS), varia de R$</p><p>300,49 (trezentos reais e quarenta e nove centavos) a R$ 30.050,76 (trinta</p><p>mil e cinquenta reais e setenta e seis centavos);</p><p>IV – o valor da multa pela infração a qualquer dispositivo do RPS, para a</p><p>qual não haja penalidade expressamente cominada no art. 283 do RPS,</p><p>varia, conforme a gravidade da infração, de R$ 2.284,05 (dois mil duzentos</p><p>e oitenta e quatro reais e cinco centavos) a R$ 228.402,57 (duzentos e vinte</p><p>e oito mil quatrocentos e dois reais e cinquenta e sete centavos);</p><p>V – o valor da multa indicada no inciso II do art. 283 do RPS é de R$</p><p>22.840,21 (vinte e dois mil oitocentos e quarenta reais e vinte e um</p><p>centavos);</p><p>VI – é exigida Certidão Negativa de Débito (CND) da empresa na</p><p>alienação ou oneração, a qualquer título, de bem móvel incorporado ao seu</p>