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EXMO. SR. DR. JUIZ DA VARA DO TRABALHO DE GUARUJÁ. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 ___________________________________, 
por sua advogada infra-assinada, vem perante V. Exa. propor AÇÃO TRABALHISTA 
ajuizada contra ____________________________________________________ 
onde deverão ser citados com fundamento nas seguintes razões de fato e de 
direito articuladas. 
 
 
 1. Trabalhou para os recdos. na função 
de doméstica, no período de _____________________, quando deliberou rescindir 
o seu contrato, de forma indireta, nos termos do art. 483 letra “D” da C.L.T., em 
face das várias irregularidades cometidas pela recda: 
 
A) NÃO PAGAMENTO DOS 13ºs SALÁRIOS DE 2023, 2024 E 2025 
 
B) NÃO PAGAMENTO DAS FÉRIAS EM DOBRO DE 2020/2021, 
2021/2022, 2022/2023, E 2023/2024, SIMPLES DE 2024/2025 E 
PROPORCIONAIS; 
 
C) SALÁRIO DO MÊS DE JUNHO E JULHO DE 2025; 
 
D) NÃO PAGAMENTO DOS RECOLHIMENTOS DO F.G.T.S. POR 
TODO O CONTRATO DE TRABALHO CONFORME 
DOCUMENTO DA CAIXA ECONOMICA FEDERAL EM ANEXO; 
 
E) NÃO PROCEDIA OS RECOLHIMENTOS PREVIDENCIÁRIOS 
MENSALMENTE, CONFORME EXTRATO DO CNIS 
(CADASTRO NACIONAL DE INFORMAÇÕES SOCIAIS) DO INSS 
EM ANEXO; 
 
 
 Diante disso, postula a RESCISÃO 
INDIRETA com pagamento de aviso prévio proporcional na forma da lei nº 
12.506 de 11.10.2011, e consequente projeção no contrato de trabalho; 
pagamento das férias 2023/2024 de forma simples e 2024/2025 proporcionais, 
pagamento dos 13ºs salários de 2023, 2024 e 2025; pagamento do salário de 
junho/2025; pagamento do FGTS + 40%. 
 
 
 2. Como o recdo. não pagou as parcelas 
relativas a rescisão contratual, violaram o art. 477 § 8º da C.L.T., fazendo jus ao 
pagamento das multas previstas no § 8º da mesma norma legal, equivalente, ao 
salário percebido pelo empregado prejudicado. 
 
 
 3. Apesar do obreiro laborar por mais de 
14 (quatorze) anos, NUNCA USUFRUIU DAS FÉRIAS ANUAIS LEGAIS, 
NEM RECEBEU AS MESMAS. 
 
 
 Face a violação das normas celetistas 
(art. 129, 130 e 134), postula as férias em dobro (2020/2021, 2021/2022, 
2022/2023), (2023/2024), e simples (2024/2025) e proporcionais acrescidas de 
1/3, nos termos do art. 137 da C.L.T., bem como as vincendas. 
 
 
 4. Em consonância ao disposto da lei nº 
12.506 de 11.10.2011, o aviso prévio será acrescido 3 (três) dias por ano de 
serviço prestado na mesma empresa, até o máximo de 60 (sessenta) dias, 
perfazendo o total de 90 (noventa) dias. 
 
 
 No presente caso, o obreiro laborou por 
14 anos e 1 mês por consequência, postula aviso prévio de 72 (setenta e dois) 
dias, bem como a projeção do mesmo no contrato de trabalho (1/12 de salário; 
1/12 de férias proporcionais + 1/3) e F.G.T.S. + 40%. Postula o pagamento. 
 
 
 5. Auferia, a partir de 2019 salário 
mensal de R$ 1.163,55; em 2020 foi reajustado para R$ 1.160,00; em 
fevereiro/2022 foi reajustado para R$ 1.210,00; em março/2023 foi reajustado 
para R$ 1.320,00; em fevereiro/2024 foi reajustado para R$ 1.412,00 e em 
fevereiro/2025 foi reajustado para R$ 1.518,00. 
 
 
 6. A recte. foi contratada para trabalhar 
em dois apartamentos, nesta cidade. Os serviços compreendiam limpeza em geral 
e administração das locações como entrega e devoluções das chaves pelos 
inquilinos, através de aplicativos de internet. Além disso, vistoriava os 
apartamentos, e contratava serviços para reparos hidráulicos, elétricos de internet. 
 
 
 Cumpria jornada laboral das 08:00 às 
16:00 horas, com 1:00 hora de intervalo para refeição e descanso, cerca de três 
vezes semana. 
 
 
 Nos meses de temporada (dezembro, 
janeiro, fevereiro e março) e feriados prolongados, os apartamentos eram 
alugados ou os empregadores estavam presentes, trabalhando em média de 
segunda a sexta das 09:00 às 15:00 horas, sempre direto, sem intervalo para 
refeição e descanso. 
 
 
 7. Pelo horário exposto no item anterior, 
constata-se, portanto, o completo desrespeito ao disposto no art. 71 da C.L.T., que 
prevê no mínimo 1:00 hora, devendo ser considerada como suplementar. 
 
 
 O art. 71 da C.L.T. prevê: 
 
 
 Em qualquer trabalho contínuo, cuja duração exceda de 
seis horas, é obrigatória a concessão de um intervalo para 
repouso ou alimentação, o qual será, no mínimo, de uma 
hora e, salvo acordo escrito ou contrato coletivo em 
contrário, não poderá exceder de duas horas. 
 
 
 
 A recda. violou a referida norma legal, 
devendo contraprestacionar uma hora suplementar por dia, conforme 
entendimento pacífico do E.T.S.T., consubstanciado na Súmula nº 437 do T.S.T. 
 
 
Súmula nº 437 do T.S.T. - INTERVALO INTRAJORNADA PARA 
REPOUSO E ALIMENTAÇÃO. APLICAÇÃO DO ART. 71 DA CLT 
(conversão das Orientações Jurisprudenciais nºs 307, 342, 354, 380 e 381 
da SBDI-1) - Res. 185/2012, DEJT divulgado em 25, 26 e 27.09.2012. 
I - Após a edição da Lei nº 8.923/94, a não-concessão ou a concessão parcial 
do intervalo intrajornada mínimo, para repouso e alimentação, a empregados 
urbanos e rurais, implica o pagamento total do período correspondente, e 
não apenas daquele suprimido, com acréscimo de, no mínimo, 50% sobre o 
valor da remuneração da hora normal de trabalho (art. 71 da CLT), sem 
prejuízo do cômputo da efetiva jornada de labor para efeito de remuneração. 
II - É inválida cláusula de acordo ou convenção coletiva de trabalho 
contemplando a supressão ou redução do intervalo intrajornada porque este 
constitui medida de higiene, saúde e segurança do trabalho, garantido por 
norma de ordem pública (art. 71 da CLT e art. 7º, XXII, da CF/1988), 
infenso à negociação coletiva. 
III - Possui natureza salarial a parcela prevista no art. 71, § 4º, da CLT, com 
redação introduzida pela Lei nº 8.923, de 27 de julho de 1994, quando não 
concedido ou reduzido pelo empregador o intervalo mínimo intrajornada 
para repouso e alimentação, repercutindo, assim, no cálculo de outras 
parcelas salariais. 
IV - Ultrapassada habitualmente a jornada de seis horas de trabalho, é 
devido o gozo do intervalo intrajornada mínimo de uma hora, obrigando o 
empregador a remunerar o período para descanso e alimentação não 
usufruído como extra, acrescido do respectivo adicional, na forma prevista 
no art. 71, caput e § 4º da CLT. 
 
 
 Postula uma hora extra diária e reflexos. 
 
 
 8. Nunca recebeu as horas extras com 
50%, conforme art. 2 § 1º da Lei Complementar 150/2015. Postula as horas extras 
com 50%, inclusive a hora de intervalo para refeição e descanso, com os 
consequentes reflexos no aviso prévio, 13º salário, férias + 1/3, descansos 
semanais, feriados e F.G.T.S. 
 
 9. Inobstante a obrigatoriedade do 
registro de horário de trabalho da empregada doméstica (art. 12º da Lei 
Complementar 150/2015), a recda. sempre desrespeitou, devendo arcar com esse 
ônus. 
 
 10. Conforme descrito no item 05, a 
recda. desrespeitou as Leis Estaduais nº 16.953/2019, Lei nº 17.526/2022, Lei nº 
17.692/2023, Lei nº 17.944/2024 e Lei nº 18.153/2025, artigo 1º e inciso I, que 
prevêem, pisos salariais mensais dos trabalhadores no âmbito do Estado de São 
Paulo. 
 
 Constata-se, através, do quadro abaixo os 
valores percebidos (salário mínimo) nos extratos bancários e os pisos estaduais 
não pagos. 
 
 
 
MÊS/ANO SALÁRIO 
PERCEBIDO 
PISO 
ESTADUAL 
DIFERENÇA 
ABRIL/2022 R$ 1.210,00 R$ 1.284,00 R$ 74,00 
MAIO/2022 R$ 1.210,00 R$ 1.284,00 R$ 74,00 
JUNHO/2022 R$ 1.210,00 R$ 1.284,00 R$ 74,00 
JULHO/2022 R$ 1.210,00 R$ 1.284,00 R$ 74,00 
AGOSTO/2022 R$ 1.210,00 R$ 1.284,00 R$ 74,00 
SETEMBRO/2022 R$ 1.210,00 R$ 1.284,00 R$ 74,00 
OUTUBRO/2022 R$ 1.210,00 R$ 1.284,00 R$ 74,00 
NOVEMBRO/2022 R$ 1.210,00 R$ 1.284,00 R$ 74,00 
DEZEMBRO/2022 R$ 1.210,00 R$ 1.284,00 R$ 74,00 
 
JANEIRO/2023 R$ 1.210,00 R$ 1.284,00 R$ 74,00 
FEVEREIRO/2023 R$ 1.210,00 R$ 1.284,00 R$ 74,00 
MARÇO/2023 R$ 1.320,00 R$ 1.284,00------------ 
ABRIL/2023 R$ 1.320,00 R$ 1.284,00 ------------ 
MAIO/2023 R$ 1.320,00 R$ 1.284,00 ------------ 
JUNHO/2023 R$ 1.320,00 R$ 1.550,00 R$ 230,00 
JULHO/2023 R$ 1.320,00 R$ 1.550,00 R$ 230,00 
AGOSTO/2023 R$ 1.320,00 R$ 1.550,00 R$ 230,00 
SETEMBRO/2023 R$ 1.320,00 R$ 1.550,00 R$ 230,00 
OUTUBRO/2023 R$ 1.320,00 R$ 1.550,00 R$ 230,00 
NOVEMBRO/2023 R$ 1.320,00 R$ 1.550,00 R$ 230,00 
DEZEMBRO/2023 R$ 1.320,00 R$ 1.550,00 R$ 230,00 
 
JANEIRO/2024 R$ 1.320,00 R$ 1.550,00 R$ 230,00 
FEVEREIRO/2024 R$ 1.412,00 R$ 1.550,00 R$ 138,00 
MARÇO/2024 R$ 1.412,00 R$ 1.550,00 R$ 138,00 
ABRIL/2024 R$ 1.412,00 R$ 1.550,00 R$ 138,00 
https://www.aasp.org.br/produtos-servicos/piso-salarial-regional-sao-paulo/#lei17526
http://diariooficial.imprensaoficial.com.br/nav_v6/index.asp?c=33325&e=20230526&p=1
http://diariooficial.imprensaoficial.com.br/nav_v6/index.asp?c=33325&e=20230526&p=1
https://www.al.sp.gov.br/repositorio/legislacao/lei/2024/lei-17944-23.05.2024.html
https://doe.sp.gov.br/executivo/leis/lei-n-18153-de-02-de-junho-de-2025
 
 
 Postula as diferenças do salário mínimo 
estadual, por todo período contratual, bem como os reflexos no aviso prévio, 13º 
salário, férias +1/3, F.G.T.S. e horas extras. 
 
 
 11. A recte. sempre trabalhou nos 
feriados durante o seu contrato de trabalho de mais de 169 (cento e sessenta e 
nove) meses, porém a recda. não procedia o pagamento em dobro. 
 
 
 Postula os feriados em dobro e 
consequentes reflexos no aviso prévio, 13ºs salários, férias + 1/3 e F.G.T.S. 
 
 
 12. DA ESTIMATIVA DOS CÁLCULOS 
 DOS PEDIDOS APRESENTADOS 
 
 
 Os cálculos elaborados nesta peça 
vestibular tem como objetivo atender as exigências legais para a distribuição da 
ação, que exige do autor atribuir ao processo um determinado valor; também é 
imperativo legal a liquidação dos pedidos para determinar o rito a ser seguido 
pelo Juízo, se Ordinário ou Sumaríssimo. 
MAIO/2024 R$ 1.412,00 R$ 1.550,00 R$ 138,00 
JUNHO/2024 R$ 1.412,00 R$ 1.640,00 R$ 228,00 
JULHO/2024 R$ 1.412,00 R$ 1.640,00 R$ 228,00 
AGOSTO/2024 R$ 1.412,00 R$ 1.640,00 R$ 228,00 
SETEMBRO/2024 R$ 1.412,00 R$ 1.640,00 R$ 228,00 
OUTUBRO/2024 R$ 1.412,00 R$ 1.640,00 R$ 228,00 
NOVEMBRO/2024 R$ 1.412,00 R$ 1.640,00 R$ 228,00 
DEZEMBRO/2024 R$ 1.412,00 R$ 1.640,00 R$ 228,00 
 
JANEIRO/2025 R$ 1.412,00 R$ 1.640,00 R$ 228,00 
FEVEREIRO/2025 R$ 1.518,00 R$ 1.640,00 R$ 122,00 
MARÇO/2025 R$ 1.518,00 R$ 1.640,00 R$ 122,00 
ABRIL/2025 R$ 1.518,00 R$ 1.640,00 R$ 122,00 
MAIO/2025 R$ 1.518,00 R$ 1.640,00 R$ 122,00 
JUNHO/2025 R$ 1.518,00 R$ 1.640,00 R$ 122,00 
JULHO/2025 R$ 1.518,00 R$ 1.640,00 R$ 286,000 
 
 
 Todavia, o reclamante faz questão de 
deixar claro que os valores encontrados em cada pedido são estimativos e que 
demandam a devida liquidação em momento oportuno. Assim, não tem por 
objetivo limitar a condenação ao exato valor encontrado pelo autor, mas sim, usar 
o cálculo dos pedidos apenas como referencial para atender determinações de 
ordem legal. 
 
 
 Por outro lado, como é cedico o empregado 
na maioria dos casos, NÃO DETÉM EM SEU PODER OS DOCUMENTOS DA 
RELAÇÃO CONTRATUAL, o que o impede de formular pedidos e quantificá-los 
com exatidão, notadamente nos pleitos que demandem a análise de recibos e controles 
de frequência, bem como colheita de prova oral. 
 
 
 A instrução normativa nº 41, em seu artigo 
12 §2º ordena: 
 
 
Art. 12 - Os arts. 840 e 844, §§ 2º, 3º e 5º, da CLT , com as redações dadas pela 
Lei nº 13.467, de 13 de julho de 2017, não retroagirão, aplicando-se, 
exclusivamente, às ações ajuizadas a partir de 11 de novembro de 2017. 
§ 2º - Para fim do que dispõe o art. 840, §§ 1º e 2º, da CLT , o valor da causa será 
estimado, observando-se, no que couber, o disposto nos arts. 291 a 293 do 
Código de Processo Civil . 
 
 Na hipótese de a liquidação da sentença, 
deste ou daquele pedido ou até mesmo de todos os pedidos, levada a termo pelo 
Juízo ultrapassar o valor ora liquidado em cada pedido ou de todos os pedidos, o 
autor requer o pagamento do valor encontrado a maior pelo Juízo, até mesmo por 
razões de Direito e de Justiça, conforme Instrução Normativa n.º 41/2018, do 
TST. 
 
 13. Isto posto, postula a condenação da 
recdo., no pagamento dos seguintes títulos calculados de forma estimativa, 
conforme Instrução Normativa nº 41/2018 do C.T.S.T., frente ao número 
reduzido de documentos em posse da recte. 
 
Período = 14.06.2011 a 15.07.2025 = 14 anos e 2 meses 
 
http://www.guiatrabalhista.com.br/tematicas/clt.htm
http://www.guiatrabalhista.com.br/tematicas/clt.htm
Periodo não prescrito = julho/2020 a 15.07.2025 = 5 anos ou 60 meses 
 
Período com aviso prévio = julho/2020 a 27.09.2025 = 5 anos e 2 meses ou 62 meses 
 
Salário = R$ 1.804,00 : 220 horas = R$ 8,20 
 
Horas extras = R$ 8,20 + 50% = R$ 12,30 x 20 = R$ 246,00 
 R$ 8,20 + 100% = R$ 16,40 x 6 = R$ 98,40 
 
a) PEDIDO DE RESCISÃO INDIRETA DO CONTRATO 
 DE TRABALHO 
b) aviso prévio proporcional (72 dias) R$ 4.329,60 
c) 13º salário de 2020, 2021, 2022, 2023, 2024 e 2025 + e 
pela projeção do aviso prévio (R$ 1.804,00 + R$ 1.804,00 + 
R$ 1.804,00+ R$ 1.804,00+ R$ 1.804,00 + R$ 353,00 R$ 10.373,00 
d) férias em dobro 2020/2021, 2021/2022 e 2022/2023, 
2023/2024, simples de 2024/2025 e proporcionais 
acrescidas de + 1/3 + reflexos + projeção do aviso 
prévio (R$ 1.804,00 + 1/3 x2 = R$ 4.810,54 x 4 = 
R$ 19.242,18 + R$ 2.405,27 + R$ 1.834,95) R$ 23.451,38 
e) saldo salarial de julho de 2025 R$ 902,00 
f) multa do art. 477 da C.L.T. R$ 1.804,00 
g) diferenças salariais do piso por todo o pacto laboral 
+ reflexos R$ 5.640,00 
 h) horas extras com 50% e 100% (inclusive a hora de 
 intervalo) R$ 4.428,00 
j) feriados em dobro R$ 2.936,60 
k) reflexos dos feriados em dobro no aviso prévio, 13ºs 
 salários, férias + 1/3 R$ 1.840,55 
l) F.G.T.S. por todo o período laboral + verbas supra + 40% 
 (R$ 1.804,00 x 11,2% = R$ 202,04 x 60 = R$ 12.122,88 
 + R$ 3.215,13) R$ 15.338,01 
___________________________________________________________ 
SOMA R$ 71.043,14 
 
 Protesta por acréscimo de juros de mora, 
correção monetária e verba honorária de sucumbência à razão de 15% da 
condenação. 
 
 
 14. Postula, ainda, os benefícios da 
gratuidade, em virtude da recte. ter renda insuficiente, não tendo condições de 
arcar com as despesas processuais, sem prejuízo do seu sustento e de sua família. 
Além disso, o salário do recte. está abaixo do disposto no § 3º do art. 790 da 
C.L.T. Em consonância com o art. 1046 combinado com o art. 99 do Novo 
Código Processo Civil e com a Instrução Normativa 36/2016, presume-se 
verdadeira a inclusa, a presente alegação e declaração assinada pelo recte., nos 
termos da Súmula nº 463 do T.S.T. e art. 5º inciso XXXV da Carta Magna. 
 
 
 Junta com a presente a declaração de 
pobreza, e, atualmente, encontram-se desempregado, conforme cópias das 
C.T.P.S. em anexo. Caso V. Exa., entenda, ainda, não estar configurada, as 
condições para a concessão dos benefícios de gratuidade, colocamo-nos à 
disposição para carrear outros documentos necessários. 
 
 
 Por consequência, postula a aplicação da 
norma do § 4º do art. 791-A da C.L.T. 
 
 
 15. No tocante a incidência de Imposto 
de Renda, o recolhimento mês a mês, é mais benéfico que o regime de caixa de 
que vige quando o levantamento final de haveres no processo. Caso contrário, 
terá direito a ser indenizado pelo recolhimento por alíquota maior que aguda que 
seria aplicável, caso o credito tivesse sido regularmente satisfeito. 
 
 
 O Imposto de Renda não incidirá sobre 
as parcelas de natureza indenizatória, observada a legislação pertinente vigente na 
época da liquidação, nem sobre os juros de mora, que visamà compensação das 
perdas sofridas pelo credor em razão do pagamento extemporâneo de seu crédito, 
possuindo natureza jurídica indenizatória a partir do Código Civil de 2002 e da 
Orientação Jurisprudencial nº 400 do SBDI-I do T.S.T. 
 
 
 16. Nos termos do art. 201 §11 da 
Constituição Federal (verbas habituais) e art. 114 inciso VIII da Constituição 
Federal (competência), postula a expedição de ofício ao INSS para retificação do 
CNIS, para inclusão dos valores recebidos em ação trabalhista para fins de futuro 
benefício, em razão dos recolhimentos previdenciários extemporâneos a serem 
procedidos decorrentes da condenação, bem como em guias GEFIP. 
 
 
 17. Protesta pela produção de todos os 
meios de prova em direito admitidos, especialmente pelo depoimento pessoal das 
recdas., sob pena de confesso, oitiva de testemunhas, perícias, juntada de 
documentos e demais necessárias ao deslinde da presente demanda. 
 
 
 18. Dá à presente o valor estimativo de 
R$ 71.043,14 (setenta e um mil, quarenta e três reais e quatorze centavos), 
para efeito de custas e alçada. 
 
 
 P. deferimento. 
 
 
 Guarujá, 31 de julho de 2025.

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