Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

AULA 1 HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO
Mas você já se perguntou sobre o que é educação?
Este é um conceito bem amplo que nos remete à compreensão de muitos comportamentos. Por exemplo, alguns acreditam que uma pessoa educada é aquela que tem estudo, é bem instruída e sabe conviver em sociedade.
Dessa forma, há uma identificação da educação com os aspectos cognitivos, mas também com as perspectivas de socialização, convivência e afetividade.
Entretanto, essa noção não está necessariamente vinculada à prática pedagógica ou mesmo ao estudo sistemático. A educação está presente na vida de todas as pessoas e acontece de maneira espontânea.
Os povos primitivos tinham muito a nos ensinar acerca dessa concepçãO
Educação como condição da natureza
Jean-Jacques Rousseau 2 (1712-1778) deixou como herança a ideia de que, para criar um novo homem e uma nova sociedade, era preciso educar a criança de acordo com a natureza.
A proposta era desenvolver progressivamente seus sentidos e a razão com vistas à liberdade e à capacidade de julgar.
Evolução da História da Educação
No Brasil, esta disciplina surgiu como parte da Filosofia da Educação e se manteve dessa maneira até por volta dos anos 1960. Os cursos de formação de professores não possuíam tal cadeira, cujos temas eram trabalhados sob a perspectiva filosófica.
Vejamos, a seguir, como a História da Educação se constituiu ao longo do tempo:
Até 1950
Os programas curriculares da área destacavam em seus conteúdos os modelos de formação do homem, praticados pelas diferentes sociedades até o Período Medieval. Na época, estudavam-se os pensadores que se sobressaíam nas Idades Moderna e Contemporânea.
Década de 1950
Neste período, surgiu entre os educadores da Universidade de São Paulo (USP) a preocupação pela organização da cadeira de História da Educação Brasileira, desatrelada da Filosofia.
Seus objetivos eram estudar o sistema escolar no País, bem como definir os limites da nova disciplina e o contato com a Filosofia e a Sociologia, que também ganhava importância nos cursos de Magistério.
1970 a 1980
A disciplina consolidou-se como uma importante área do conhecimento humano, mas ainda estava vinculada apenas aos cursos de Pedagogia. Os temas se diversificavam e se aprofundavam com a intensificação das pesquisas.
Anos 2000 até a atualidade
Em pesquisas e áreas de interesse, a disciplina começou a voltar-se para temas educacionais, mas ainda carece de maior desenvolvimento nesse campo. Os estudos continuam bem vinculados ao âmbito da História Cultural. Portanto, há muito a se construir na área.
HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO
[...] deve ser justificada, em primeiro lugar, como História e [...] restituir o passado em si mesmo, isto é, nas suas diferenças com o presente.”
[...] pode ajudar a cultivar um saudável ceticismo, cada vez mais importante num universo educacional dominado pela inflação de métodos, de modas e de formas educativas.”
[...] fornece aos educadores um conhecimento do passado coletivo da profissão, que serve para formar a sua cultura profissional. Possuir um conhecimento histórico não implica ter uma ação mais eficaz, mas estimula uma atitude crítica e reflexiva.”
“[...] amplia a memória e a experiência, o leque de escolhas e de possibilidades pedagógicas, o que permite um alargamento do repertório dos educadores e lhes fornece uma visão da extrema diversidade das instituições escolares do passado”.
Com base na educação difusa, era possível transmitir, de forma oral, o conhecimento e os costumes de geração para geração. As sociedades tribais ensinavam a partir do saber mítico, que fundamentava os fenômenos naturais nos deuses da chuva, do sol etc.
AULA 2
Sócrates
Sócrates (469 a.C.-399 a.C.) entendia a Filosofia como a procura da verdade, trilhando o caminho da sabedoria.
Com a famosa frase “Conhece a ti mesmo”, o filósofo ateniense impulsionou a busca das verdades universais – o caminho para a prática do bem e da virtude. Em resumo, ele almejava que as pessoas se livrassem das falsas certezas para alcançar a verdade própria do ser humano.
Assim, no século IV a.C., Sócrates criou Maiêutica 1: método de ensino investigativo que se baseava nas interrogações para dar à luz o conhecimento.
Esse método tinha duas etapas que destruíam as falsas verdades para criar a universal. São elas
1
1ª etapa
De início, implantava-se a dúvida, de modo que o saber adquirido fosse interrogado para revelar as fraquezas e contradições na forma de pensar.
2
2ª etapa
Depois, estimulava-se a busca de novos conceitos, de novas opiniões, o pensamento por si mesmo, a fim de desvelar a verdade, livrando-se do falso conhecimento
Platão (428 a.C.-347 a.C.) valorizava a Academia como local da Filosofia. Na linha do mestre está a busca da verdade como condição do conhecimento filosófico.
Seu método separa os dois mundos: sensível e inteligível. Os fenômenos estão em constantes mudanças, mas algo nunca se modifica. A realidade está além das coisas sensíveis ou aparentes, que precisam ser descobertas pelo intelecto.
Aristóteles
Para Aristóteles (384 a.C.-322 a.C.), somente na pólis 4, o homem se realizava plenamente em busca do bem supremo.
No entanto, esse viver bem não era definitivamente alcançado, pois não estava preso a um tempo específico, mas se refazia – inclusive como sensação –, na medida em que o homem decidia por novas determinações em seu ato constitutivo e reconstitutivo
Todas as assembleias, todos os debates e todas as votações aconteciam na praça central da cidade, chamada de Ágora: um ambiente livre, ladeado por prédios públicos e por mercados, onde também ocorriam as trocas, o comércio e as feiras. Era o espaço da cidadania. Educação grega
O princípio da educação grega era a formação integral. A própria família tinha essa responsabilidade, conforme a tradição religiosa.
Muitas atividades reuniam os gregos em comemoração. Esses eram os momentos que faziam a educação acontecer naturalmente.
O ensino das letras e dos cálculos demorou um pouco mais para se difundir, pois, na formação escolar, a preocupação recaía, prioritariamente, sobre a prática esportiva. 
Os gregos tratavam a educação como um processo de preparação para a vida social. O homem era visto como um ser racional: o centro do universo.
Assim, a educação ateniense propiciou o surgimento e o desenvolvimento da Filosofia, que pode ser dividida em três fases:
1
Período pré-socrático
Aqui, buscava-se explicar as questões da natureza e a origem do mundo.
2
Período socrático
Aqui, a reflexão residia sobre o homem. Este foi o momento em os filósofos clássicos estudados se destacaram.
As mulheres também se preparavam fisicamente e eram criadas para viver de maneira saudável, a fim de conceber filhos sadios. A educação sexual fazia parte da instrução feminina a partir da puberdade e era de responsabilidade da mãe.
Em torno dos 20 anos, a moça recebia autorização do governo para casar e procriar, e era estimulada a engravidar, pois, quanto mais filhos nasciam, mais soldados havia na cidade.
A disciplina era um valor, e o respeito dos guerreiros a seus superiores era primordial. Assim, a educação moral espartana valorizava a obediência, a aceitação dos castigos e o respeito aos mais velhos, bem como privilegiava a vida comunitária (ARANHA, 2000, p. 51).
3
Período helenístico
Aqui, a Filosofia ficou marcada pela visão cristã e por soluções individuais em detrimento do coletivo.
No século II a.C., o pater familias concedeu à mãe os direitos sobre a educação de seus filhos durante a primeira infância, incluindo as meninas, que também aprendiam os elementos iniciais do alfabeto. A criança crescia em casa e com os colegas, entre os brinquedos e as aprendizagens básicas.
A mulher adquiriu uma autoridade desconhecida na Antiguidade grega. Essa tradição permaneceu por muito tempo, inclusive no século I d.C., conforme destaca Manacorda (2006, p. 75):
“Quintiliano 15 também atribui à mãe a tarefa de ensinar aos filhos os primeiros elementos do falar e do escrever”.Mas, por volta dos 7 anos de idade, essa função era de responsabilidade do pai, que deveria proporcionar ao filho a educação moral e cívica, baseada na tradição, bem como na aprendizagem de noções jurídicas e de conceitos estabelecidos na Lei das XII Tábuas 16, a fim de desenvolver sua consciência histórica e o patriotismo.
Para isso, a educação romana compreendia, também, os exercícios físicos e militares.
Em torno de 16 anos, finalmente livre da infância, o jovem dava início à aprendizagem da vida pública, militar ou política, acompanhado do pai ou, se necessário, de um parente e, até mesmo, de um escravo instruído, com o objetivo de se inserir na sociedade.
Durante cerca de um ano e antes de cumprir o serviço militar, adquiria conhecimentos de Direito, de prática pública e da eloquência 17.
Em seguida, foram criadas as cátedras de retórica nas grandes cidades. Além disso, houve favorecimento e promoção da instituição de escolas municipais de gramática e de retórica nas províncias.
Nesse contexto, pela primeira vez, os romanos desenvolveram um sistema de ensino: um organismo centralizado que coordenava inúmeras instituições escolares espalhadas por todas as províncias do império e constituídas em carácter oficial pela intervenção do Estado.
Esse processo ocorreu de forma lenta, mas, aos poucos, com o passar dos anos e até mesmo dos séculos, verificamos avanços nesse sentido
Grande parte desses escravos vieram da Grécia conquistada pelos romanos.
Assim, em Roma, esses vassalos foram gregos que, falando ou não latim, ensinaram a própria língua e transmitiram sua cultura aos romanos. Além disso, os etruscos que povoaram parte da Península foram influenciados pelos gregos, de quem buscaram o alfabeto.
De modo gradual, a educação tornou-se um ofício praticado, inicialmente, por escravos no interior da família e, em seguida, por libertos na escola.
Em resumo, observamos a influência grega e etrusca sobre a origem de uma forma de educação não familiar, mas institucionalizada na escola.
Logo, a cultura grega converteu-se em patrimônio comum dos povos do Império Romano e, depois, foi repassada durante muito tempo à Europa medieval e moderna, chegando, assim, a nossa época.
Nesse período, os mestres eram mais desprezados do que estimados e, muitas vezes, lembrados pelos castigos corporais e pela pobreza. Apesar de sua severidade, é comum encontrarmos relatos de revoltas por parte dos alunos, que até os agrediam fisicamente.
AULA 3
Idade Média
A Idade Média abrange um longo período de quase 10 séculos (V-XV). Teve início com a queda do Império Romano do Ocidente, em 476, e fim com a tomada de Constantinopla pelos turcos, em 1453.
Com o declínio do poder temporal dos papas até o início da Reforma Protestante, em 1517, veio a transição para a Idade Moderna.
Esse foi um momento de crescimento e expansão do cristianismo, que ficou conhecido como cristandade e se tornou uma grande força no mundo ocidental. Toda a vida social girava em torno da cristã.
Os historiadores dividem a Idade Média em duas partes:
Alta Idade Média (meados do século V até o fim dos séculos X e XI);
Baixa Idade Média (meados do século XV).
Os monges copistas foram os responsáveis pela armazenagem do saber, pois copiavam e guardavam os registros escritos. Assim, toda a produção de conhecimento nas civilizações antigas – principalmente dos sábios gregos – foi preservada e retomada no período do Renascimento.
A cultura também foi muito influenciada pelo catolicismo. As pinturas, as esculturas e os livros eram marcados pela temática religiosa. Os vitrais das igrejas apresentavam cenas bíblicas, pois era uma forma didática de transmitir o evangelho para uma população quase toda formada por analfabetos.
Ainda nessa época, São Gregório (papa entre os anos 590 e 604) criou o canto gregoriano – outra forma de disseminar as informações e os conhecimentos religiosos por meio de um instrumento simples e interessante: a música.
O Concílio de Niceia, realizado em 325 d.C., estabeleceu a fidelidade e a padronização nas questões de fé. Isso tornou possível à Igreja enfrentar os inúmeros desafios representados pelas dissidências internas e pelos sistemas rivais.
Após sua conversão, que aconteceu aos 32 anos, depois de uma vida pregressa e do encontro com a fé, Agostinho de Hipona (354 d.C.-430 d.C.) retomou a patrística 1, combinando elementos da fé com princípios filosóficos de nomes importantes, como Platão (428 a.C.-347 a.C.) e Plotino (204 d.C.-270 d.C.).
Essa foi a grande contribuição de Santo Agostinho para a época, que, conservando os argumentos da fé cristã, evocou a razão para manter a unidade da Igreja por longo tempo
A autoridade do grupo que comandava essa Filosofia – formado por autores eclesiásticos – em assuntos dogmáticos tinha peso especial e era utilizada de forma eficaz só quando se doutrinava por unanimidade. Os ensinos individuais não eram considerados infalíveis, mas deviam ser respeitados
Escolástica
A partir do século IX, surgiram reflexões teológicas e filosóficas que envolviam os intelectuais oriundos do clero, das escolas catedralícias e das universidades.
O foco de estudo recaiu sobre os tratados filosóficos antigos, propiciando a formação de movimentos como o escolasticismo e o humanismo.
Neste momento, vamos estudar, primeiro, a escolástica 2, que compreendia os filósofos antigos, a Bíblia e os padres da Igreja: autores dos primeiros séculos cristãos, e fontes de autoridade da fé e dNa busca da harmonização entre fé e razão, a escolástica transitou pelo pensamento de dois teólogos:
Santo Agostinho – defensor da primazia da fé, a que a razão devia se subordinar, a fim de restaurar a condição decaída da racionalidade humana;
São Tomás de Aquino – defensor de certa autonomia da razão para obter respostas (base do aristotelismo), sem negar sua subordinação à fé.
No século XIII, o filósofo que promoveu a transição real do platonismo para uma forma mais sofisticada de Filosofia foi Tomás de Aquino (1225-1274): o grande nome da escolástica. Sua obra-prima Summa Theologica (1485) é o maior exemplo desse método de aprendizagem
a santidade.
FILOSOFIA ARTICULADA À TEOLOGIA
Sob a regência normativa da Teologia – ou, como diria Tomás de Aquino, subalternada a essa ciência –, tal Filosofia era oficialmente praticada nas Faculdades de Artes das universidades. Esse era o degrau necessário para atingir a Faculdade de Teologia.
FILOSOAFIA VOLTADA À TRADIÇÃO ANTIGA
Esta Filosofia retomava, pela mediação do ideal de vida filosófica – renascido em terras do islã –, a tradição antiga do exercício de filosofar como fonte do mais alto prazer e da felicidade (VAZ, 1997, p. 294).
Renascimento
Como vimos, no século XIV, a escolástica retomou os ideais da patrística. Tendo como pontos de partida as bases dessa Filosofia elaborada pelos primeiros padres da Igreja, a escolástica aprofundou-se e expandiu a defesa da fé.
Assim, converteu-se em um método de ensino para conciliar fé e razão, protegendo os princípios teológicos defendidos pela Igreja e valorizando as contribuições primordiais da Filosofia – predominantemente da grega.
As escolas monásticas representavam o berço dessa Filosofia cristã, que se tornou a guardiã dos valores espirituais e morais de toda a cristandade
Esse momento se originou do renascimento das cidades, em consequência da recuperação dos negócios e do comércio, e de uma nova classe social (a burguesia), o que exigiu a presença de novos profissionais e o aparecimento dos colégios.
Essas instituições nasceram desvinculadas da Igreja e dos conceitos religiosos. A ideia era formar um novo homem, que passou a buscar explicação para fenômenos além das respostas baseadas unicamente na fé.
ANTROPOCENTRISMO
Em contraste com a postura medieval, em que prevalecia o teocentrismo, o Renascimento colocou o homem como o centro do universo.
HEDONISMOusca pela felicidade humana, na medida em que o ser humano readquiriu importância frente às questões religiosas.
INDIVIDUALISMO
Expressão de preponderânciado indivíduo sobre o coletivo.
RACIONALISMOO conhecimento deve ser explicado à luz da razão, que se sobrepunha às explicações divinas e religiosas
RACIONALISMO
. O conhecimento deve ser explicado à luz da razão, que se sobrepunha às explicações divinas e religiosas.
CLASSICISMO
Revalorização da cultura greco-romana, que buscou romper com os padrões medievais. Os valores da Antiguidade se expressavam nas pinturas, na arquitetura, nas esculturas, na Filosofia e na literatura.
Humanismo renascentista
Considerado uma das principais características do Renascimento, o humanismo foi fundado no século XIV, em Florença, por Francesco Petrarca (1304-1374), cuja inspiração veio da Antiguidade Clássica (greco-latina), e perpassou o século XVI, expandindo-se por toda a EuropaEntre seus seguidores estão Dante Alighieri (1265-1321) e Boccaccio (1313-1375).
Esse movimento renascentista valorizava o ser humano, como se todas as coisas pudessem ser explicadas no e pelo homem – portador de qualquer capacidade intelectual.
Outros animais tinham certos poderes inerentes a sua natureza. Por exemplo, o cavalo corria, e as aves voavam, mas o desejo de conhecer foi dado ao indivíduo. Disso resultava sua paideia ou perfeição
Muitos desenvolveram habilidades em várias áreas do conhecimento, o que gerou a noção do homem renascentista polímata 4.
A partir da crença ilimitada na capacidade humana, surgiu a proposta de educação humanista, que tinha como objetivo central desenvolver as capacidades próprias do indivíduo.
Tal forma contundente de pensar o homem na centralidade promoveu a reforma de universidades e a criação de colégios por toda a Europa em sintonia com essa causa.
No século XV, a invenção da imprensa por Johann Gutenberg (1394-1468): 
01 Acelerou a divulgação do humanismo.
02
Modificou a história da leitura e da circulação de ideias mundialmente.
03
Agilizou a expansão das línguas vernáculas em detrimento do latim 4, gerando a necessidade de padronizar e armazenar o conhecimento
. Herdadas da Antiguidade Clássica e organizadas na Idade Média, as artes liberais erTrivium (lógica, gramática e retórica) e Quadrivium (aritmética, astronomia, música e geometria)am divididas em
AULA 4
Século XVI: Reforma de Lutero e educação
A Reforma Protestante aconteceu no século XVI e foi liderada por Martinho Lutero 1 (1483-1546).
A Igreja Católica detinha a centralidade da fé e buscava maior expansão pelas descobertas ultramarinas, mas, apesar disso, já lidava com conflitos em seu cotidiano. As contestações tomaram força com a liderança de Lutero, que estabeleceu na Igreja Romana a maior crise da história – aquela que geraria a Reforma Protestante.
Contrarreforma, Companhia de Jesus e educação
A Igreja Católica respondeu aos ataques de Lutero e implantou a Contrarreforma. Para isso, o Papa João III, nomeado em 1534, convocou o Concílio de Trento, que se estendeu entre os anos 1545 e 1563.
A Companhia de Jesus ou Ordem dos Jesuítas foi fundada em 1534 por um pequeno grupo, sob a liderança de Inácio de Loyola (1491-1556), e, em 1540, foi definitivamente reconhecida pela Igreja.
Essa foi uma das estratégias para conter o avanço do protestantismo e um dos maiores movimentos de cristandade da história, que se espalhou por muitos países. Os jesuítas propagaram o catolicismo por toda a Europa, na Ásia e nas Américas.
A Companhia de Jesus era composta de membros que tinham caráter regular e secular, pois faziam parte de uma ordem religiosa com estatutos e autoridades próprias. Eram sacerdotes ordenados que exerciam todas as funções dos demais sacerdotes.
Ao contrário das outras ordens religiosas, esses membros viviam no mundo, e a Companhia de Jesus tinha natureza empreendedora e combativa.
Método Ratio Studiorum
São muitas e fecundas as contribuições dos jesuítas à educação.
O Ratio Atque Institutio Studiorum Societatis – mais conhecido como Ratio Studiorum – foi o método de ensino instituído pelo jesuíta líder da Companhia de Jesus (Inácio de Loyola), que também se baseava nas artes ensinadas nas escolas medievais:
Trivium – gramática, retórica e dialética;
Quadrivium – aritmética, geometria, astronomia e música.
O método estabelecia o currículo, as normas e as orientações nas atividades educacionais das escolas em qualquer lugar que estivessem.
Essa metodologia jesuíta de educação foi fundamentada nas teorias de Aristóteles (384 a.C.-322 a.C.) e de São Tomás de Aquino (1225-1274) e na cultura europeia, principalmente no momento em que o movimento renascentista era a centralidade da época.
Além disso, difundiu a educação humanista de caráter universal, e tinha na música e na literatura aliadas essenciais da formação humana. Seus fundamentos básicos estavam direcionados para o ensino religioso e a catequese.
Os jesuítas demonstraram em seu trabalho profundo conhecimento da alma humana e da Psicologia, buscando em suas perspectivas a adaptação do currículo proposto (SHIGUNOV NETO; BOMURA MACIEL; MAFRA LAPOLLI, 2012, p. 277).
Século XVII: Revolução Científica
A Igreja Católica teve imensa contribuição para o avanço da ciência. Muitos cientistas eram Padres ou estudiosos que se formaram em suas escolas. Foram vários séculos de apoio à pesquisa e ao estudo.
Na Idade Média, inúmeros padres eram cientistas. Isso comprova, definitivamente, que não havia para a Igreja Católica divisão entre razão e religião, e entre razão e fé.
Justamente no campo científico, foi possível verificar a grande contribuição que a Igreja Católica prestou à humanidade. Nesse contexto, os filósofos empiristas queriam provas de que a natureza está em constante movimento, causando impacto sobre a teologia.
Nos primeiros anos de pesquisa, o também cristão Galileu Galilei (1564-1642) teve o apoio incondicional da Igreja, assim como os diversos cientistas. Dois papas e os jesuítas o apoiaram em suas muitas buscas científicas e em seus grandes feitos, que, inclusive, condecoraram-no.
Esse físico e matemático continuou arduamente as investigações sobre a natureza e fez da Astronomia a ciência experimental em busca das verdades sobre o universo.
Para isso, apoiou-se na teoria de Nicolau Copérnico (1473-1543), selando para sempre a ruptura com a Igreja, que o levou à excomunhão devido à defesa do heliocentrismo 2 e a comprovação científica do equívoco do geocentrismo 3, fundamentado em ensinamentos do relato da Bíblia sobre a criação.
Somente nessa ocasião, ao contestar o geocentrismo, Galilei foi chamado pela Congregação do Santo Ofício para prestar esclarecimentos.
O sistema aristotélico, que ainda predominava e servia de base para o pensamento teológico, havia estabelecido a verdade da teoria geocêntrica. Dessa forma, conceber a natureza em constante movimento implicava perceber as instituições sociais como suscetíveis a mudanças.
O método experimental, que instalou a Revolução Científica deu origem ao racionalismo e ao empirismo, que anunciaram novos paradigmas de conhecimento dos fenômenos.
A teologia os envolveu, pois todos eles, de alguma forma, apresentaram elementos novos – alguns buscando, inclusive, nas bases do cristianismo o respaldo para suas pesquisas.
A filosofia natural nasceu, cresceu e fecundou-se nas bases do cristianismo – época em que fé e razão conviviam naturalmente.
Século XVIII: Didática moderna
Na transição do século XVI para o XVII, a história nos apresentou Iohannes Amos Comenius 5 (1592-1670), que definiu a Didática como “a arte de ensinar”, retomando os clássicos para construir sua própria Didática.
A infância era a fase privilegiada para essa formação, pois partia da vivência e das experiências. Comenius ajudou a refletir sobre a questão da seguinte forma:
Iluminismo
Desde os séculos XV e XVI, o pensamento racionalista ganhou espaço e força no mundo europeu. Além disso, exerceu profunda influência sobre a época, sobretudo nos aspectos político, social e intelectual.
No século XVIII, na França, o iluminismo se manifestou de forma radical na França, que passava por uma grande crise política,a qual inflamava o povo contra o rei Luiz XVI (1754-1793).
O iluminismo atingiu seu apogeu na luta contra a monarquia absolutista, no movimento conhecido como Revolução Francesa, que tinha como lema: Liberdade, igualdade e fraternidade.
Nesse momento, o debate acerca dos direitos humanos se fortaleceu e se concretizou por meio do texto da Declaração dos Direitos do Homem, que defendia a liberdade política e econômica, bem como a igualdade de todos perante a lei.
Em setembro de 1792, a revolução foi proclamada e, no ano seguinte, o rei foi executado.
O desejo dos iluministas era iluminar as trevas, porque identificavam todo o pensamento anterior como equivocado pelo obscurantismo do pensamento religioso.
Por isso, o século XVIII ficou conhecido como o Século das Luzes. Foi o apogeu da razão, que combatia o teocentrismo da Idade Média. Cabia à razão – e somente a ela – responder as indagações humanas.
Qualquer outra concepção, inclusive advinda da teologia, atrapalhava o desenvolvimento da humanidade. Para isso, o iluminismo colocou o homem como centro do universo e arrancou-lhe a fé.
A exaltação à razão convidava ao desprezo qualquer outra forma explicativa ou especulativa da verdade.
stabelecia-se, assim, a legitimidade científica racional como caminho de mão única, tendo o antropocentrismo como bandeira.
No homem, pelo homem, com o homem e somente nele estava a possibilidade de progresso, que aconteceria pela valorização exclusiva da razão.
 A Lição de Anatomia do Dr. Nicolaes Tulp, 1632. Disponível em: https://goo.gl/QGmEhT. Acesso em: 20 jul. 2018.
A célebre frase atribuída ao iluminista Voltaire (1694-1778) ficou muito conhecida:
“O mundo apenas estará verdadeiramente livre, quando o último rei for enforcado com as tripas do último padre”.
Voltaire foi um dos mais agressivos ao atacar o pensamento teocêntrico com base em sua opção pelo deísmo, que reconhecia a existência de Deus apenas presente na natureza. Somente o homem, pela razão, tinha capacidade de dominar o mundo e de chega à sabedoria e à verdade. A religião também devia propagar a razão.
Pensando dessa forma, Voltaire tornou-se o mais ferrenho divulgador das ideias liberais do iluminismo. Para isso, combateu a Igreja, a fé e a teologia.
Projeto de educação de Jean-Jacques Rousseau
No contexto de mudanças a que nos referimos, Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) traçou todo um projeto pedagógico que possibilitava identificar, muito mais do que um modo de educar, um sentido para a educação.
Ele questionou a postura dos educadores 6 modernos para justificar o contraste necessário ao aprendizado, pois o homem estaria cheio de paixões contraditórias que deviam ser apreendidas e compreendidas desde a infância.
aula 5
Jesuítas
É possível pensar a História da Educação no Brasil sem fazer referência e reverência aos jesuítas?
A resposta, advinda das pesquisas, inclusive as que não têm ligação religiosa, é não.
A Companhia de Jesus chega ao Brasil expandindo a busca de novos horizontes de Evangelização pela Catequese. Chegaram para difundir o cristianismo, em uma Catequese direcionada, no primeiro momento, aos Indígenas.
Junto com Tomé de Souza, Governador Geral, os jesuítas chegaram ao Brasil em 1549. Padre Manuel de Nóbrega lidera o grupo na 1ª Missão.
José de Anchieta 1 talvez não esperasse, pelo conteúdo de sua Carta, viver tanto tempo e fazer tanto, mas se tornou um referencial de grande importância para a educação.
Ficou por apenas três meses em Salvador e foi para Capitania de São Vicente, com o padre jesuíta Leonardo Nunes, lugar onde conheceu seu Mestre Manuel de Nóbrega e por 12 anos lá permaneceu produzindo conhecimento, evangelizando e aprendendo a Língua Tupi e ensinando o Latim aos índios. Um processo de enculturação no respeito aprendendo e ensinando.
Também escreveu a primeira gramática sobre uma língua do tronco tupi a Arte da Gramática da Língua Mais Falada na Costa do Brasil, publicada em Coimbra em 1595: José de Anchieta, como os demais jesuítas, deixaram heranças inesquecíveis para a educação brasileira.
A  data da fundação de São Paulo, 25 de Janeiro, fundamenta-se na carta de Anchieta aos superiores da Companhia de Jesus:
“A 25 de Janeiro do Ano do Senhor de 1554 celebramos, em paupérrima e estreitíssima casinha, a primeira missa, no dia da conversão do Apóstolo São Paulo, e, por isso, a ele dedEducação jesuítica
Como já estudado na aula anterior, o método jesuíta de educação foi fundamentado nas Teorias de Aristóteles e de São Tomás de Aquino e pela cultura europeia, principalmente no momento em que o Movimento Renascentista era a centralidade da época.
O método de Inácio de Loyola difundiu a educação humanista de caráter universal e tinha na música e na literatura aliadas essências à formação humana.
No Brasil, a atuação dos jesuítas foi extremamente fecunda no campo da educação contribuindo decisivamente com a construção de colégios, Universidades e desenvolvimento da Pedagogia. Elaboraram, tendo como base o Ratio Studiorum, um plano de estudos:
Ratio Atque Institutio Studiorum Societatis, mais conhecido por de Ratio Studiorum, foi o método de ensino instituído pelo Jesuíta líder da Companhia de Jesus, como já estudado
O método estabelecia o currículo, as normas e as orientações que todos os jesuítas deveriam seguir nas atividades educacionais das escolas em qualquer lugar que estivessem, seja na Colônia como na Metrópole.
O método jesuíta de educação foi fundamentado nas Teorias de Aristóteles e de São Tomás de Aquino e também pela cultura europeia, principalmente no momento em que o Movimento Renascentista era a centralidade da época.
O método de Inácio de Loyola difundiu a educação humanista de caráter universal e tinha na música e na literatura aliadas essências à formação humana.
Na quarta parte das Constituições, a que trata da educação, o único autor cristão que é citado como fonte de estudos tanto na universidade, no caso da Teologia, quanto nas faculdades menores, ou seja, a Filosofia, é São Tomás de Aquino.
Os outros assuntos relativos à Teologia e Filosofia são tratados de forma genérica, como, por exemplo, assegurar ao estudante a melhor doutrina com base nos melhores autores.
No caso específico da filosofia natural e moral e na metafísica, as Constituições recomendam seguir a doutrina de Aristóteles, o que na prática significa ratificar a teoria escolástica tomista.
Apenas esses dois autores, S. Tomás e Aristóteles, são citados no livro das regras e normas da Companhia de Jesus, o que por si só, poderia caracterizar como escolástica a formação do futuro jesuíta (COSTA, 2005, p. 277).
Há correntes que ocultam ou desvirtuam sobre o que realmente representaram os jesuítas para a educação no Brasil. Na busca de interação com os nativos, utilizavam elementos da cultura na qual estavam inseridos, permitindo-se entrar no processo de inculturação.
Os jesuítas aprenderam os costumes e língua dos indígenas e ensinaram seus costumes e línguas. Dessa forma didática iam também Catequizando e Evangelizando.
Além de terem inaugurado diretrizes básicas a partir do Ratio Studiorum, também organizaram uma educação estruturada e regimentar intensa, conforme um processo catequético, mas com grande êxito na formação ampla, plena e profunda.
Devemos aos jesuítas a fundação de colégios e universidades organizados em rede, método pedagógico e um currículo comum. Visão holística de Mestres que compreendiam os sentidos profundos e primeiros da educação.
Os colégios jesuítas eram classificados conforme o nível de estudos:
Cursos Inferiores
Eram as escolas elementares de ler e aprender, como uma extensão da catequese, onde se ofereciam a doutrina cristã, conhecimentos elementares e, para os alunos mais dotados, iniciação musical.
Curso Médio
Oferecia Gramática, Humanidades e Retórica para os alunos que haviam se destacado intelectualmente na fase anterior, alguns dos quais eram enviados depois à Universidade de Coimbra ou da Espanha, para realizar os estudos superiores.
A maioria dosalunos do Curso Médio era direcionada para o aprendizado profissional e agrícola, que teve início no Colégio de São Vicente.
Ciclo Superior
Era integrado pelas Faculdades de Filosofia e Teologia, criadas pela primeira vez no Brasil, em Salvador da Bahia, em 1572. A Filosofia abrangia Lógica, Física, Metafísica, Ética, Matemática e Ciências Naturais.
A Teologia abarcava a Teologia Especulativa, com o estudo dos dogmas e a Teologia Moral, com a reflexão sobre casos de consciência. Os textos para estudo eram solicitados a Portugal. O padre Antonio Vieira foi o autor do primeiro tratado filosófico escrito no Brasil (KLEIN, 1997, p. 28).
Onde serão educados os brasileiros a partir de então?
Nas Aulas Régias, cujos professores têm que ser indicados pelos Presidentes das Câmaras Municipais e aprovados pelo Rei, depois de verificada a ficha no Santo Ofício. Em outras palavras o mandonismo da sociedade impera e emperra a escola pública do Brasil.
2. Na busca de interação com os nativos os jesuítas utilizavam elementos da cultura na qual estavam inseridos e, por isso, aprenderam os costumes e língua dos indígenas e ensinaram seus costumes e línguas a eles. Esse processo é conhecido como:
Parte superior do formulário
a) Inculturação
. O método jesuíta de educação foi fundamentado nas teorias de dois grandes pensadores e também pela cultura europeia, principalmente no momento em que o Movimento Renascentista era a centralidade da época. Quais são os dois pensadores?
a) Aristóteles e São Tomás de Aquino
AULA6
Nesta aula, rExpulsão dos jesuítas
Após um estabelecimento de sucesso no Brasil, inclusive influenciando o rumo da educação, os Jesuítas passaram a ser influentes em muitos outros aspectos e dimensões, tornando-se autônomos em relação ao poder do Estado e, em alguns aspectos, do poder da Igreja.
Os colégios tinham alto número de alunos e as famílias os reconheciam como as referências para educar seus filhos. Os jesuítas também ameaçavam a Coroa pela liderança que exerciam no campo religioso e educacional, mas foi a liderança política que mais incomodou e atraiu os olhares que culminariam na expulsão dos Jesuítas e no desmantelamento da Companhia de Jesus.
Essa situação provocou a ira da Coroa portuguesa, já que ameaçam a centralidade do poder real. Para conter os jesuítas, antes que a expulsão acontecesse, foi pensada a estratégia de isolamento da Companhia com retaliações de todas as naturezas.
Além dos aspectos de liderança e de autonomia, outro ponto que deve ser lembrado foi o estabelecimento, na Europa, da política absolutista, que anunciava a ideia de que o cidadão deveria ser livre da tutela de qualquer outro poder (religioso, judicial ou legislativo), reconhecendo, dessa forma, o poder do rei como o único.
efletiremos sobre a educação no Brasil durante o Período Imperial, que sNesta aula, refletiremos sobre a educação no Brasil durante o Período Imperial, que se iniciou em 182Em 1750, D. José I assume o trono português, tendo Sebastião José de Carvalho e Melo, o marquês de Pombal, como o seu primeiro-ministro. O Absolutismo sofre variações pelo fato da Coroa não defender todos os propósitos do Iluminismo. No entanto, para manter os princípios do Absolutismo, é criado um sistema de governo conhecido como Despotismo Esclarecido. Tal sistema instala o Regalismo, determinando o rei como absoluto, que podia inclusive, interferir em assuntos internos da Igreja.
Os fatos ocorridos na Europa influenciaram o Brasil, sendo marquês de Pombal o expoente máximo do Despotismo Esclarecido em Portugal, além de ministro do Reino. Foi inevitável sua vigilância sobre os jesuítas por todo o mundo. Era preciso manter a ordem e o poder do estado absolutista, princípio não reconhecido pela Companhia de Jesus, principalmente pela grande influência na educação e na formação dos professores, que eram canais de manutenção do poder político da companhia.
2 – embora seus primeiros passos tenham sido dados a partir de 1808 – e se estendeReforma Pombalina
A chamada Reforma Pombalina almejava fazer de Portugal a grande metrópole capitalista. Para isso, deveria haver crescimento populacional, o que levou o marquês de Pombal a libertar os índios da escravidão, permitindo o casamento entre indígenas e portugueses, promovendo, dessa forma, a miscigenação e aumentando a população.
A libertação dos indígenas causou impacto na ação dos jesuítas, não pela libertação em si, pois não havia escravidão indígena antes dos portugueses chegarem ao Brasil, muito menos por parte dos religiosos, mas pela interferência direta e agressiva dos portugueses nos projetos educacionais e sociais desenvolvidos pela Companhia de Jesus.
u até 1889. Muitos fatores influenciaram o processo educacional desse período. Com a expulsão dos jesuítas por Sebastião José de Carvalho e Melo (1699-1782) – marquês de PoUma das políticas adotadas no período foi a redução da dependência de Portugal dos produtos ingleses e reforço dos laços do pacto colonial com o Brasil, colônia mais rica do decadente império português. O poder absolutista marcou a história do período que ficou conhecido como Era Pombalina. Utilizando-se das muitas artimanhas do Iluminismo, Pombal combinou Absolutismo com Despotismo Esclarecido para traçar ações que transformaram Portugal em país moderno. 
mbal –, a educação brasileira sofreu grande ruptura: a transição de uma educaPara concretizar seu plano de ataque à Companhia de Jesus, Pombal convence o rei de Portugal, José I, que o atentado que ele havia sofrido foi de responsabilidade dos jesuítas. Com o decreto régio de setembro de 1759, o rei D. José, ordenou a expulsão dos religiosos da Companhia de Jesus que estivessem em seus domínios continentais e ultramarinos. (TRIGUEIROS, 2009)
ção pautada na fé para uma voltada aos interesses econômicos do Estado.
Com a chegadDeclaro os sobreditos Regulares na referida forma corrompidos, deploravelmente alienados do seu Santo Instituto, e manifestamente indispostos com tantos, tão abomináveis, tão inveterados e tão incorrigíveis vícios para voltarem à observância dele, por notórios rebeldes, traidores, adversários e agressores, que têm sido e são atualmente, contra a minha Real Pessoa e Estados, contra a paz publicados meus reinos e domínios, e contra o bem comum dos meus fiéis vassalos; ordenando que tais sejam tidos, havidos e reputados; e os hei desde logo, em efeito desta presente lei, por desnaturados, proscritos e exterminados; mandando que efetivamente sejam expulsos de todos os meus reinos e domínios, para neles mais não poderem entrar.
a da Família Real ao País, em 1808, foram criados cursos de Formação Superior no Rio de JanAs consequências da expulsão dos jesuítas foram danosas e marcaram para sempre a história da Educação no Brasil. São elas:eiro, tais como: Academia Real Militar, Anatomia e Cirurgia, laboratório de Química, Academia Grandes prejuízos para os aldeamentos indígenas.
 Eliminação dos métodos de ensino.
 Agressão à identidade jesuítica em suas comunidades religiosas.
 Proibição do exercício do ministério sacerdotal.
 Proibição de 271 missões em todo o mundo.
dPermanência da Companhia de Jesus como oculta e inativa durante 41 anos.e Marinha, Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios, Agricultura. Na Bahia, foram criados os cursos de Agricultura, Cirurgia, Química, Desenho Técnico e cadeira de Economia.
AO objetivo de Pombal era combater severamente os jesuítas, o que representava um projeto arquitetado de avanço de poder.
lém disso, foi implementado o sistema de jornalismo por meio da fundação da Imprensa RégiReforma educacional de marquês de Pombal
Pombal tinha o objetivo de formar uma elite econômica portuguesa preparada para o comércio. Para isso, ele criou a escola de comércio e a escola náutica, onde se aprendia caligrafia, contabilidade, escritura comercial e línguas modernas.
A estrutura deixada pelo sistema único de educação dos jesuítas foi destruída pela reforma educacional de Pombal. Em junho de 1759, ele decretou, por meio do AlvaráRégio de 28 de junho de 1759, a suspensão das escolas jesuíticas de Portugal e de todas as colônias. Também criou as aulas régias ou avulsas de latim, grego, filosofia e retórica, oferecendo um esquema completamente diferente do que era oferecido pela pedagogia jesuítica.
a por Dom João (1767-1826), que também estabeleceu a primeira biblioteca pública com acervo de 60.000 volumes doados pelo Príncipe Regente. Nesse período, o Ensino SupePontos da reforma educacional de Pombal
A reforma educacional empreendida por Pombal, com a expulsão dos jesuítas do Brasil, se baseou nos seguintes aspectos:
01
Culpa dos jesuítas por todos os problemas e males da educação na metrópole e na colônia, e, inclusive, pela decadência cultural de Portugal. Tal situação era justificada pela resistência da Companhia de Jesus ao Iluminismo, ou seja, ao apogeu da razão esvaziada da fé.
02
Falta de estabelecimentos de ensino para acolher os estudantes dos colégios fechados. D. José I, no mesmo decreto da expulsão dos Jesuítas, também criou as aulas régias gratuitas de gramática latina, grego e retórica.
rior ganhou especial atenção. Já o Ensino Primário não teve grande desenvolvimento, e as iniciativas nesse As aulas régias compreendiam o estudo das humanidades, sendo pertencentes ao Estado e não mais restritas à Igreja - foi a primeira forma do sistema de ensino público no Brasil. Apesar da novidade imposta pela Reforma de Estudos realizada pelo Marquês de Pombal, em 1759, o primeiro concurso para professor somente foi realizado em 1760 e as primeiras aulas efetivamente implantadas em 1774, de Filosofia Racional e Moral.
Em 1772 foi criado o Subsídio Literário, um imposto que incidia sobre a produção do vinho e da carne, destinado à manutenção dessas aulas isoladas. Na prática o sistema das Aulas Régias pouco alterou a realidade educacional no Brasil, tampouco se constituiu numa oferta de educação popular, ficando restrita às elites locais.
Ao rei cabia a criação dessas aulas isoladas e a nomeação dos professores, que levavam quase um ano para a percepção de seus ordenados, arcando eles próprios com a sua manutenção.
AZEVEDO, Fernando. 1943. p. 289-320
03
Centralização do ensino, com a criação do cargo de diretor-geral dos estudos, que tinha como funções fazer cumprir as disposições do diploma, ficando a ele subordinados todos os professores régios das disciplinas citadas.
04
Estabelecimento de cadeiras de retórica (quatro em Lisboa, duas em Coimbra, duas em Évora, duas no Porto e uma em cada uma das cidades e vilas que eram cabeça de comarca). Dos chamados Estudos Menores fazia também parte a cadeira de filosofia, tendo sido nomeados quatro professores: um para Lisboa, um para Coimbra, um para Évora e um último para o Porto.
05
Estabelecimento da educação laica, definida como responsabilidade do governo. Assim, a educação passou a ser controlada pelo estado, com currículo centralizado.
06
Ensino feito exclusivamente em português, mesmo para os índios, aos quais era oferecido na língua Tupy pelos jesuítas.
cont07extInstituição do subsídio literário, uma espécie de imposto, para gerar recursos para o pagamento dos professores.
o foOs professores que foram nomeados para o Brasil provavelmente não tinham a formação específica para atuarem na função. As aulas régias, isoladamente, dificilmente poderiam suprir o conjunto de aulas e disciplinas aplicadas pelos jesuítas. Houve inúmeras perdas com o desmantelamento de um aparato educativo que já funcionava há mais de duzentos anos. Após a morte de Dom José I, Marquês de Pombal é destituído de seu cargo.ram lentas
e iniciou em 1822 – embora seus primeiros passos tenham sido dados a partir de 18Napoleão e o contexto europeu
As vitórias da França nas chamadatzs guerras napoleônicas atendiam aos interesses franceses de expansão territorial, bem como de uma nova ideologia burguesa, cujos princípios estavam delineados no documento Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão.
Um dos principais personagens da época, Napoleão Bonaparte era o temor de muitos reis absolutistas na Europa nos primeiros anos do século XIX. Após tomar o poder na França em 1799, ele tinha como um dos objetivos, tornar o seu país o maior Império que o mundo já tinha conhecido. Sob os símbolos da bandeira francesa, o hino revolucionário da marselhesa e o lema Liberdade, Igualdade e Fraternidade, o exército napoleônico praticamente não possuía um adversário à altura que o impedisse de avançar, invadir, derrotar e dominar aqueles países que se colocavam à frente de seus planos.
08 – e se estendeu até 1889. Muitos fatores influenciaram o processo educacional desse período. Com a expulsão dos jesuítas por Sebastião José de Carvalho e Melo (1699-1782) – marquês de Pombal –, a educação brasileira sofreu grande O grande inimigo da França de Napoleão era a Inglaterra, berço da Revolução Industrial no século XVIII e a grande fábrica da Europa, produzindo em larga escala produtos têxteis e comercializando uma série de outros, a Inglaterra era a nação mais poderosa do mundo economicamente. Por causa disso, Napoleão decretou o Bloqueio Continental, que proibia os países europeus de comercializarem com a Inglaterra.
Sem o seu principal mercado consumidor, a Inglaterra reduziria os seus lucros, abrindo espaço para a nascente manufatura francesa. Portugal e Espanha, dois tradicionais aliados comerciais da Inglaterra, se recusam a aderir ao bloqueio imposto por Napoleão e, em resposta, o imperador francês cumpre a promessa, invade a Península Ibérica e depõe as monarquias absolutistas que ali governavam, o que motivou a vinda da família real portuguesa para o Brasil.
ruptura: a transição de uma educação pautada na fé para uma voltada aos interesses econômicos do EChegada da família real portuguesa no Brasil
D. João decidiu não enfrentar o exército francês e executou uma retirada estratégica. Em 1807, ao som dos canhões e das baionetas dos soldados franceses, a família real e a corte portuguesa deixaram Lisboa. Embarcados em vários navios, levaram consigo alguns mantimentos, livros e toda a riqueza que puderam carregar. Vencendo uma longa travessia do Atlântico e uma viagem conturbada, D. João chega ao Brasil em janeiro de 1808.
staMedidas para a educação
A primeira medida de D. João VI ao chegar ao Brasil foi a abertura dos portos às nações amigas. Essa atitude foi de crucial importância para reverter a condição do Brasil como colônia de Portugal, pois rompe o monopólio de comércio da metrópole portuguesa, até então existente, caracterizado no chamado Pacto Colonial.
A partir de então, todos os países poderiam negociar livremente em portos brasileiros. As mudanças sociais, políticas e econômicas também geram mudanças na educação.
1808
Criação da Imprensa Régia
A importação de máquinas permitiu, pela primeira vez, a impressão oficial e a circulação de ideias na Corte do Rio de Janeiro. No mesmo ano, surgiu o primeiro jornal impresso no Brasil, a Gazeta do Rio de Janeiro.
Criação do Jardim Botânico
Com a sua extensa variedade de exemplares da flora tropical atraiu uma série de pesquisadores e estudiosos estrangeiros.
Criação de uma biblioteca com os quase 60 mil volumes trazidos nos navios.
Aquela biblioteca daria origem à futura Biblioteca Nacional, localizada no Rio de Janeiro, hoje uma das maiores bibliotecas do mundo.
1816
Missão Cultural Francesa
Teve como principal destaque o artista Jean Baptiste Debret, que através das suas telas retratou modos e costumes da vida urbana da cidade do Rio de Janeiro.
1818
Criação do Museu Real
Mais tarde daria origem ao Museu Nacional.
A criação de escolas de ensino superior tinha como objetivo atender às necessidades de instrução dos filhos da nobreza e da aristocracia brasileira.
do. NA BAHIA
1808 - Curso de Cirurgia.
1808 - Curso de Economia.
1812 - Curso de Agricultura, com estudos de Botânica e criação do Jardim Botânico.
1817 - Curso de Química, abrangendo Química Industrial, Geologia e Mineralogia.
1818 - Curso de Desenho Industrial.NO RIO DE JANEIRO
1808 - Academia Real de Marinha Curso de Cirurgia e Anatomia.
1810 - Academia Real Militar.
1812 - Laboratório de Química.
1814 - Curso de Agricultura.
1816 - Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios, transformada em 1820 na Real Academia de Pintura, Escultura e Arquitetura Civil.
O ensino elementar ainda sofria as consequências do período pombalino, com os chamados mestre-escola, ministrando as aulas régias, laicas e com pouca instrução e lógica do conhecimento.
Independência do Brasil (1822)
O famoso Grito do Ipiranga do imperador Pedro I pouco repercutiu na sociedade brasileira daquela época. O Brasil continuava constituído por ampla maioria de escravos, o que contrariava os princípios liberais que se espalhavam pelo mundo e influenciavam boa parte dos dirigentes políticos em nosso país.
Confira a seguir uma cronologia com fatos importantes do período.
1823
A constituinte de 1823 foi dissolvida pelo imperador, entre outras razões, por apresentar um projeto de constituição em que as ideias liberais eram predominantes, o que limitava o poder do imperador.
1824
A outorga da primeira Constituição do Brasil pode ser entendida como um ato autoritário e conservador por parte de D. Pedro I e do grupo de portugueses que o apoiava.
1827
Em outubro de 1827, é proposto a adoção do
método Lancaster 1  em escolas primárias. Foi o primeiro método oficial de ensino implementado no Brasil, o que marca o início da descolonização e da instituição do estado nacional.
Nesse ano, são criados dois novos cursos jurídicos, em São Paulo e no Recife. Além disso, ocorre a transformação de alguns cursos superiores em faculdades isoladas.
1834
Em pleno período regencial, ocorreu uma reforma na constituição, que deixou marcas na educação. No chamado Ato Adicional, foi definido que o ensino elementar, o secundário e a formação de professores seriam de responsabilidade das províncias. O ensino superior ficaria sob o encargo do poder central. Oficializou-se a descentralização do ensino. O Colégio de Pedro II passa ser estabelecimento-modelo dos estudos secundários.
1835
Em Niterói, província do Rio de Janeiro, é fundada a primeira escola normal do país. Em seguida, surgiram as escolas normais de Minas Gerais.
1836
Nesse ano, é fundada a escola normal na Bahia.
1837
A suposta descentralização de 1834 foi desrespeitada com a criação do Colégio Pedro II, pelo Regente Araújo Lima. Este colégio era um estabelecimento padrão de ensino secundário, que tinha o objetivo de atender os filhos daqueles que faziam parte da elite intelectual do país.
O ensino superior, apesar de prioritário dentro da estrutura de ensino projetada pelos políticos brasileiros, também não atingiu patamares desejáveis para um país que pretendia se tornar civilizado. Entre os maiores avanços em relação ao nível superior foram está a fundação da Escola Normal, em 1846, em São Paulo.
O ensino superior, apesar de prioritário dentro da estrutura de ensino projetada pelos políticos brasileiros, também não atingiu patamares desejáveis para um país que pretendia se tornar civilizado. Entre os maiores avanços em relação ao nível superior foram está a fundação da Escola Normal, em 1846, em São Paulo.
AULA 7
Contexto do século XIX
A partir do final do século XVIII, os movimentos revolucionários marcaram não somente a história europeia, mas de grande parte do mundo. Com o Iluminismo, as revoluções francesa e industrial e a independência das treze colônias inglesas, na América, tem início um novo processo de organização da economia e da sociedade.
As revoluções francesa e industrial, assim como o Iluminismo, encerram a Idade Moderna deixando consequências para a educação.
Como estudado na aula 4, a Idade Moderna termina com a revolução industrial, entre os séculos XVIII e XIX, ocorrendo, principalmente, a substituição do trabalho artesanal pelo assalariado com o uso das máquinas. Até então, a produção era somente para as necessidades básicas e de forma artesanal, quando o produtor dominava todo o processo produtivo.
Correntes de pensamento dos séculos XIX e XX
A transição entre os séculos XIX e XX é marcada pelas produções teóricas de muitos pensadores. É essencial realizar uma pesquisa aprofundada sobe o pensamento de cada um, pois todos, de formas específicas, deixaram suas heranças para a Educação. Nesta aula, vamos destacar as correntes chamadas Marxismo e Positivismo.
MARXISMO
As teorias criadas por Karl Marx (1818-1883) estabeleceram o conceito de luta de classes, que questionam o modo de produção capitalista. Nascido na Prússia (atual Alemanha), Marx vários livros durante sua vida, sendo O Manifesto Comunista e O Capital os mais proeminentes, que desencadearão ideias que influenciaram a educação.
POSITIVISMO
Corrente filosófica que surgiu na França no começo do século XIX. Um dos principais pensadores positivistas foi Auguste Comte, que é considerado o pai da sociologia. Ele criou uma ciência conhecida como Física Social, que depois se transformaria em Sociologia. Para organizar suas ideias acerca da sociedade, fundou uma corrente social chamada de Positivismo.
Comte vivenciou um período turbulento da história da França: a Revolução Francesa. Embora Comte tenha nascido no período do Diretório (1795-1799), terceira fase da Revolução Francesa, sua infância acompanhará o expansionismo napoleônico e suas terríveis consequências.
Foi neste contexto de crises e instabilidades que Comte buscou responder aos problemas com sua teoria positivista. O Positivismo, para ele, é a possibilidade de pensar os problemas sociais pelos critérios das ciências naturais.
Dessa forma, seria plenamente possível organizar a sociedade nas suas variadas dimensões, pois o Positivismo responde às questões sociais com um caráter de exatidão, oposto à visão de mundo da Teologia e da Metafísica. Por isso, a importância da Física Social, que explica os fatos pela lógica do conheciSéculo da pedagogia
O século XIX ficou conhecido como o século da pedagogia. Fato consolidado pela busca de um modelo educacional que respondesse de forma crítica às demandas da luta de classes, burguesia versus proletariado, que envolveu a sociedade desse tempo.
Houve uma radicalização das ideias pedagógicas, colocando-as como centro do processo de controle social, passando a ser um projeto político e da própria gestão do poder social e político (CAMBI, 1999, p. 407). Continua CAMBI (1999, p. 414) sobre o século XIX:
mento único e verdadeiro que vem da experiência, não do idealismo.
Pestalozzi
Pioneiro da reforma educacional influenciado por Rousseau, após ler a obra ”Emílio”, também se baseou no movimento naturalista. Ele foi um dos pioneiros da pedagogia moderna, influenciando profundamente todas as correntes educacionais. Fundou escolas e cativava a todos para a causa de uma educação capaz de atingir o povo, num tempo em que o ensino era privilégio exclusivo.
PPOOSFichte
Considerado como o fundador do idealismo moderno, seu pensamento se ancora na filosofia de Kant, buscando explicitar com mais clareza o pensamento do filósofo. A busca de superação do determinismo evidenciou que o "novo mundo" é o mundo da liberdade, que se evidenciava como a chave para entender toda a estrutura da razão.
ITIVISMOMARXISMO
MM4Fröbel
Pedagogo alemão fundamentado nas teorias de Pestalozzi, foi o fundador do primeiro jardim de infância. O nome Jardim da Infância se originou em seu pensamento de que as crianças são como plantas de um jardim em que o professor é o jardineiro.
Para Fröbel, a criança se expressa através das atividades de percepção sensorial, da linguagem e das brincadeiras. A linguagem oral se associaria à natureza e à vida. Para ele, o desenvolvimento ocorre segundo as seguintes etapas: infância, meninice, puberdade, mocidade e maturidade.
Com a chegaJohn Dewey
Filósofo norte-americano, Dewey ficou conhecido como o Pai da Educação Moderna. Ele defende enfaticamente que teoria e prática devem fazer parte do ensino. Foi professor de Anísio Teixeira, que,influenciado por sua teoria e metodologia, trouxe a Escola Nova para o Brasil. Dewey foi um dos principais representantes da corrente pragmatista. Seu trabalho foi influenciado por Charles Sanders, Peirce, Josiah Royce e William James.
Dewey condenava a ideia de a educação ser uma mera transmissão de conhecimentos acabados. O saber e a habilidade adquiridos pelo estudante deveriam ser integrados à sua vida como cidadão. Para colocar em prática sua metodologia, ele defendia o uso de laboratórios para que os alunos experimentassem o conhecimento.
No laboratório-escola que dirigiu junto com sua esposa Alice, na Universidade de Chicago, conduziam as crianças às novas aprendizagens e aos conceitos de física e biologia, presenciando os processos de preparo do lanch
 Bachelard | Fonte: wikipedia. Acesso em: 30 ago. 2018.
Bachelard
Filósofo e poeta francês, com o pensamento focado principalmente em questões referentes à filosofia da ciência de John Dewey. Para ele, o conhecimento não pode ser avaliado em termos de acúmulos, mas de rupturas, de retificações, num processo dialético em que o conhecimento científico é construído através da constante análise dos erros anteriores
Jean-Ovide Decroly
Médico, psicólogo, professor e pedagogista 1 belga. Para ele, o interesse é o principal e essencial canal da aprendizagem, pois permite à criança observar, associar, expressar e levar a aprendizagens espontâneas pelo contato com o meio, de onde provêm os estímulos.
Célestin Freinet
Pedagogista francês, grande referência da área, deixou como herança propostas que continuam a ter ressonância na educação dos dias atuais. Com um tipógrafo, imprimiu textos livres e jornais da classe para seus alunos. As próprias crianças compunham seus trabalhos, os discutiam e os editavam em pequenos grupos, antes de apresentar o resultado à classe. Os jornais eram trocados com os de outras escolas e os textos substituíram os livros didáticos convencionais.
O movimento da Escola Moderna na França originou-se de uma cooperativa de trabalho com professores de sua aldeia em 1924, quando também começaram as primeiras correspondências escolares. Sua metodologia criava desconforto e desconfiança por não estar de acordo com a política oficial de educação francesa, o que causa sua exoneração em 1935. A partir daí, funda com a esposa sua própria escola pouco antes do início da Segunda Guerra. Na década de 1930, a escola de Freinet é oficialmente aberta, e, com Romain Rolland, lança o projeto Frente da Infância.
Atenção
Em 1940, Freinet é preso e mandado para o campo de concentração de Var, onde fica gravemente doente. Mesmo preso, deu aulas para os companheiros. Sua esposa, Elise Freinet, depois de muita luta, conseguiu sua libertação e incorporou-se à Resistência Francesa.
No final da década de 1940, Freinet criou o ICEM, Cooperativa do Ensino Leigo, em Vence, que reunia mais de vinte mil pessoas. Em 1956, lançou uma campanha nacional para quantificar os alunos nas salas de aula. Sua meta era de vinte e cinco alunos em cada classe no máximo. Em 1957, é fundada a Federação Internacional dos Movimentos da Escola Moderna (FIMEM), pelos seus seguidores, que reúne educadores de todo o mundo.
Antonio Gramsci
Filósofo, jornalista, crítico literário e político italiano. Membro-fundador e secretário-geral do Partido Comunista da Itália, é reconhecido pela teoria da necessidade de educar os trabalhadores e de formar intelectuais provenientes da classe trabalhadora, que ele denomina intelectuais orgânicos. De acordo com Gramsci, todo homem é um intelectual, pois todos nascem com faculdades intelectuais e racionais, mas nem todos têm a função social de intelectuais.
Os conceitos relacionados à pedagogia crítica e à instrução popular foram utilizados mais tarde por Paulo Freire no Brasil. Gramsci acreditava que a tomada do poder seria precedida por uma mudança de mentalidade. Os principais agentes das mudanças, de acordo com Gramsci eram os intelectuais e o principal modo de conquista da cidadania seria a escola.
Filósofo, jornalista, crítico literário e político italiano. Membro-fundador e secretário-geral do Partido Comunista da Itália, é reconhecido pela teoria da necessidade de educar os trabalhadores e de formar intelectuais provenientes da classe trabalhadora, que ele denomina intelectuais orgânicos. De acordo com Gramsci, todo homem é um intelectual, pois todos nascem com faculdades intelectuais e racionais, mas nem todos têm a função social de intelectuais.
Os conceitos relacionados à pedagogia crítica e à instrução popular foram utilizados mais tarde por Paulo Freire no Brasil. Gramsci acreditava que a tomada do poder seria precedida por uma mudança de mentalidade. Os principais agentes das mudanças, de acordo com Gramsci eram os intelectuais e o principal modo de conquista da cidadania seria a escola.
Rudolf Steiner
Filósofo, educador, artista e esoterista. Fundador da antroposofia, da pedagogia Waldorf, da agricultura biodinâmica, da medicina antroposófica e da eurritmia. Também se tornou profundo conhecedor da obra de Goethe, escrevendo muitas obras sobre ele e dedicando-se à explicação de seu pensamento.
Makarenko
Pedagogista ucraniano que se especializou no trabalho com menores abandonados, especialmente os que viviam nas ruas e estavam associados ao crime. Demonstrou grande habilidade junto às questões educacionais, colocou em prática uma maneira revolucionária e eficaz de educar.
De acordo com sua pedagogia, o jovem deveria ser educado em uma escola baseada na vida em grupo, no autocontrole, no trabalho, e na disciplina. Concebeu um modelo de escola baseado na vida em grupo, na autogestão, no trabalho e na disciplina que contribuiu para a recuperação de jovens infratores.
Montessori
Educadora, médica e pedagoga italiana. Seu trabalho destaca a importância da liberdade, da atividade e do estímulo para o desenvolvimento físico e mental das crianças. Para ela, liberdade e disciplina se equilibraram, não sendo possível conquistar uma sem a outra. Adaptou o princípio da autoeducação, que consiste na interferência mínima dos professores, já que a aprendizagem tem como base o espaço escolar e o material didático.
A pedagogia Montessoriana insere-se no movimento das Escolas Novas, como a pedagogia Waldorf, o método João de Deus, o método Velaverde, Jena Plan ou a Escola Moderna. Busca libertar a verdadeira natureza do indivíduo para que esta possa ser observada, compreendida, para que a educação se desenvolva com base na evolução da criança.
Seu método é caracterizado pela ênfase na autonomia, liberdade com limites e respeito pelo desenvolvimento natural das habilidades físicas, sociais e psicológicas da criança. A criança é o centro do método montessoriano e o professor tem o papel de acompanhador do processo de aprendizado. Ele guia, aconselha, mas não dita e nem impõe o que vai ser aprendido pela criança. O material criado por Montessori tem papel preponderante no seu trabalho educativo, partindo do concreto (o material didático) para o pensamento abstrato. A criança literalmente vê e sente através do material didático preparado, o tema a ser aprendido e deixa de usar o material quando a abstração para o tema aprendido já é completa.
da da Família Real ao País, em 18Piaget
Biólogo, psicólogo e epistemólogo suíço, é considerado um dos pensadores mais importantes do século XX. Piaget defendeu uma abordagem interdisciplinar para a investigação epistemológica e fundou a Epistemologia Genética, teoria do conhecimento com base no estudo da gênese psicológica do pensamento humano. Observou crianças para formular sua teoria com os quatro estágios do desenvolvimento humano. Para ele, há uma lógica diferente para cada estágio mental. A lógica infantil vai amadurecendo a cada estágio vivido. O desenvolvimento cognitivo da criança amadurece em função dos desequilíbrios e equilibrações que ocorrem ao longo de seu crescimento. Dois mecanismos aparecem para alcançar um novo estado de equilíbrio: 
08, fEstágio sensório-motor(até 2 anos)
Segundo Piaget, nessa fase do desenvolvimento, o campo da inteligência da criança aplica-se a situações e ações concretas. Trata-se do período em que há o desenvolvimento inicial das coordenações e relações de ordem entre ações. É também o período da diferenciação entre os objetos e o próprio corpo.
oram criados cursos de Formação Superior no Rio de Janeiro, tais como: Academia Real Militar, Anatomia Estágio pré-operatório (dos 2 aos 6/7 anos)
Fase em que as crianças reproduzem imagens mentais. Elas usam um pensamento intuitivo que se expressa numa linguagem comunicativa - mas egocêntrica -, porque o pensamento delas está centrado nelas mesmas
e Cirurgia, laboratório de Química, Academia de Marinha, Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios, Agricultura. Na Bahia, foram criados os cursos de Agricultura, Cirurgia, Química, Desenho Técnico e cadeira de Economia.
Além disso, foi implementado o sistema de jornalismo por meio da fundação da Imprensa Régia por Dom João (1767-1826), que também eEstágio operatório concreto (dos 6/7 aos 11/12 anos)
Fase em que as crianças são capazes de aceitar o ponto de vista do outro, levando em conta mais de uma perspectiva. Podem representar transformações, assim como situações estáticas. Têm capacidade de classificação, agrupamento, reversibilidade e conseguem realizar atividades concretas, que não exigem abstração.
Estágio das operações formais (dos 11/12 até a vida adulta)
Fase de transição para o modo adulto de pensar. É durante essa fase que se forma a capacidade de raciocinar sobre hipóteses e ideias abstratas. Nesse momento, a linguagem tem um papel fundamental, pois serve de suporte conceitual.
stabeleceu a primeira biblioteca pública com acervo de 60.000 volumes doados pelo Príncipe Regente. Nesse período, o Ensino Superior ganhou especial atenção. Já o Ensino Primário não teve grande desenvolVygotsky
Psicólogo, proponente da psicologia cultural-histórica. Marxista que domina os princípios da lógica e da dialética pós Hegel, foi pioneiro no conceito de que o desenvolvimento intelectual das crianças ocorre em função das interações sociais e condições de vida.
Um de seus conceitos mais importantes é o da Zona de Desenvolvimento Proximal, que corresponde à diferença entre o que a criança consegue realizar sozinha (zona de desenvolvimento real) e aquilo que é capaz de aprender e fazer com a ajuda de uma pessoa mais experiente (zona de desenvolvimento potencial), como um adulto, uma criança mais velha ou com maior facilidade de aprendizado. Em outras palavras, a Zona de Desenvolvimento Proximal é tudo o que a criança pode adquirir em termos intelectuais quando lhe é dado o suporte educacional devido.
vimentApós a intensa transição entre os séculos XIX e XX, com a necessidade de uma educação técnico-fabril por um lado e a educação do cidadão iluminista por outro, sob uma economia com fundamentos cada vez mais liberais, surge o teor do novo processo educacional.
O imperialismo do século XIX, a Revolução Russa de 1917, as duas Guerras Mundiais e a Guerra Fria exigirão da educação uma identidade ideológica cada vez mais alinhada à formação política imperante, o que é interpretado por alguns como interferência no verdadeiro objetivo da escola. As criações da ONU e de sua agência para educação, ciência e cultura, a Unesco, tentam minimizar este impacto.
A partir da segunda metade do século XX, a didática, até então considerada tradicional, passa a se preocupar com o método mais adequado para a aprendizagem de um conteúdo específico ou de determinada habilidade. Para isso, dois grandes teóricos entram em cena: Carl Rogers (Psicologia Humanista) e Skinner (Psicologia Comportamental).
o, e as inCarl Rogers
Psicólogo americano, que desenvolveu a abordagem centrada na pessoa. A proposta defendida pela Psicologia Humanista de Rogers não considera o ensino um processo de transmissão de conteúdos prontos, nem mesmo um processo de direção da aprendizagem. Essa teoria compreende o ensino como facilitação da aprendizagem, cabendo ao professor a função de estimular o aprendizado.
iciativas nessSkinner
Psicólogo norte-americano que conduziu trabalhos pioneiros em psicologia experimental e foi o propositor do behaviorismo radical. Skinner é a expressão mais célebre do behaviorismo, corrente que dominou o pensamento e a prática da psicologia, em escolas e consultórios, até os anos 1950. Skinner conduziu trabalhos pioneiros em psicologia experimental e foi o propositor do behaviorismo radical, abordagem que busca entender o comportamento em função das inter-relações entre a filogenética, o ambiente (cultura) e a história de vida do indivíduo.
Skinner adotava práticas experimentais derivadas da física e de outras ciências. Outros importantes estudos do autor referem-se ao comportamento verbal humano e à aprendizagem. Nenhum pensador ou cientista do século XX levou tão longe a crença na possibilidade de controlar e moldar o comportamento humano como Skinner
. Escola de Frankfurt
Formada por marxistas dissidentes e agregados ao Instituto para Pesquisa Social da Universidade de Frankfurt, seus teóricos criaram um projeto fundamentado na Teoria Crítica da Sociedade.
Max Horkheimer, Jürgen Habermas, Theodor W. Adorno, Herbert Marcuse e Erich Fromm também criaram o Instituto para Pesquisa Social, instituição que moldou o pensamento cultural da Alemanha e de vários países do ocidente.
AULA 8
A Educação contemporânea
Vamos terminar a linha do tempo de transição do Brasil Império para a o Brasil República?
1850Uniformização do ensino em todo o país. A ação reformadora atingiu as Faculdades de Medicina e os cursos jurídicos, que passaram a se denominar Faculdades de Direito.
O regulamento de Instrução Primária e Secundária do Município da Corte, entre outras importantes providências, criou a Inspetoria Geral da Instrução Primária e Secundária do Município da Corte, órgão ligado ao Ministério do Império e destinado a fiscalizar e orientar o ensino público e particular dos níveis primário e médio, e estruturou em dois níveis — o elementar e o superior — a instrução primária gratuita.
1854
A administração geral do ensino primário e secundário na Corte passa ser regida por um Inspetor Geral, com a colaboração do Conselho Diretor, composto de sete membros e de Delegados de distrito.
O ensino particular só poderia exercer-se com prévia autorização do Inspetor Geral, e com relatórios trimestrais dos estabelecimentos aos respectivos delegados. Os diretores e professores dos estabelecimentos particulares ficariam igualmente obrigados a habilitar-se perante a Inspetoria da Instrução Pública, mediante a apresentação de provas de capacidade profissional e de moralidade.
1882Rui Barbosa apresentou dois Pareceres ao Parlamento: um sobre a reforma do ensino secundário e superior e outro sobre o ensino primário. Este foi publicado apenas em 1883.
1851850e contexto forOs Pareceres foram elaborados para servirem de subsídio à discussão do projeto de Reforma do Ensino Primário e Secundário do Município da Corte e Superior em todo o Império, em substituição à reforma instituída por Leôncio de Carvalho, em 1879. Esses Pareceres podem ser considerados um projeto de reforma global da educação brasileira. Como um verdadeiro tratado, compreendeu praticamente todos os aspectos da educação: filosofia, política, administração, didática, psicologia, educação comparada. Rui Barbosa fundamentou seu trabalho na análise quase exaustiva das deficiências do ensino no país e, também, no estudo da história das teorias e práticas educacionais das nações mais adiantadas, e ainda, nas contribuições teóricas dos mais eminentes educadores da época. Influenciado pelas ideias correntes no século XIX, que atribuíam fundamental importância à educação dentro da sociedade, Rui Barbosa preconizou a reforma social pela reforma da educação. Acreditava no poder da educação como meio para promover o progresso do homem e do país.
am lentas
Nesta aulaNesta Alguns pontos definidos
01
A escola popularfoi elevada à condição de redentora da nação implantando o ensino primário obrigatório, dos sete aos catorze anos, gratuito e laico. Rui Barbosa atuou para que fosse substituída a escola de primeiras letras, pela escola primária moderna, sendo componente da mesma um ensino enciclopédico que visasse o progresso do Brasil.
02
A Escola Primária passou a ter oito anos de duração e dividida em três graus: o elementar e o médio, cada um com dois anos, e o superior com quatro.
03
A jornada escolar se ficou em seis horas, sendo 4h30min para atividades de classe, se aí fossem incluídos os exercícios ginásticos.
04
Com o Decreto nº 7.247 de 19 de abril de 1879, Carlos Leôncio de Carvalho reforma o ensino primário e secundário do município da corte e o superior em todo o império. Houve a implantação do método intuitivo, conhecido também como lições de coisas, pelo qual o ensino deveria ir do particular para o geral, do conhecido para o desconhecido, do concreto para o abstrato. O princípio da educação integral através da educação física, intelectual e moral que deveria seguir as leis da natureza e a ciência seria o melhor meio para a disciplina intelectual e moral.
aula, refletiremos sobre a educação no Brasil durante o Período Imperial, que se iniciou em 1822 – embora seus primChegando ao final do século, especificamente em suas duas últimas décadas, muita difusão de ideias e de filosofias educacionais foi motivada.
Bittencourt afirma que:
As duas últimas décadas do Império constituíram um período de grande efervescência de ideias, de difusão de filosofias cientificistas e, sobretudo, de valorização da educação e com a sua problemática.
eiros passos tenham sido dados a partir de 1808 – e se estendeu até 1889. Muitos fatores influenciaram o processo educacional desse período. Com a expulsão dos jesuítas por Sebastião José de Carvalho e Melo (1699-1782) – marquês de Pombal –, a educação brasileira sofreu grande ruptura: a transição de uma educação pautada 1873 e 1888
Acontece no Rio de Janeiro as Conferências Pedagógicas, de iniciativa do Senador Manuel Francisco Correia que assim as defendia:
na fé 
(...) entreter-vos com assuntos que vos possam interessar sem transpor a região serena que se debatem as questões que a todos tocam, mas extremas das paixões políticas e de outras que se agitam no seio da sociedade e a perturbam pela divisão de crenças e princípios, tive a fortuna de vê-la benevolentemente acolhida pelo augusto protetor de todos os cometimentos úteis, que veio honrar com sua presença os esforços que fazemos a bem da causa pública, e a quem devo, assim como a Sua Majestade a Imperatriz por seu animador comparecimento, a minha primeira palavra de gratidão.para uma voltada aos interesses econômicos do Estado.
1876
Benjamin Constant criou, junto com outros adeptos, a Fundação da Sociedade Positivista do Brasil, corrente filosófica que influenciará a Proclamação da República, seus ideais e seus pensadores.
1889
A República chegou!
Em 15 de novembro de 1889, acontece a Proclamação da República Brasileira que instaurou a forma republicana presidencialista de governo no Brasil encerrando a monarquia constitucional parlamentarista do Império. Sua implantação é influenciada pelo Positivismo.
Com a chegada da Família Real ao País, em 1808, foram criados cursos de Formação Superior no Rio de Janeiro1890
Multiplicam-se pelo país as escolas privadas elementares e profissionais. A maior parte de ensino secundário. Também surgiram muitas instituições beneficentes oferecendo ensino primário e secundário.
Benjamin Constant faz uma Reforma de Instrução Pública, mesmo antes da Proclamação da República que logo aconteceria. Já era o Positivismo exercendo influência.
, tais como: Academia R“Já ficou registrado que o fim do Império e o início da República foi uma época caracterizada por grande movimentação de ideias”. (CARVALHO, 1987, p. 42)
Veja algumas ideias trazidas na Reforma de Benjamin Constant:
eal Militar, Anatomia e Cirurgia, laboratório de Química, Academia de Marinha, Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios, Agricultura. Na Bahia, foram criados os cursos de Agricultura, Cirurgia, Química, Desenho Té1
Criada a Secretaria de Estado dos Negócios da Instrução Pública, Correios de Telégrafos, extinta dois anos depois, passando os assuntos educacionais para o Ministério da Justiça e Negócios Interiores.
2
Defendia o ensino leigo e livre em todos os graus, sendo o primário, gratuito. O ensino primário não deveria ser apenas preparatório, mas uma ponte para a ascensão ao ensino superior.
3
Pretendeu executar maior atenção ao ensino científico em contraponto à orientação literária, que, para ele, impedia o avanço da educação no país.
4
Antes da promulgação da Constituição de 1891, estabeleceu o Ginásio Nacional como modelo e padrão do ensino secundário a ser ministrado em todo o país.
5
Instituiu a obrigatoriedade dos exames de madureza, que ofereceriam aos alunos o certificado de conclusão do ensino secundário, permitindo-lhes candidatarem-se ao ensino superior.
6
Estabeleceu o processo educativo sob o modelo seriado e ampliou o currículo das escolas brasileiras, incentivando o enciclopedismo.
7
Inspirado pelo positivismo de Augusto Comte, houve a substituição do ensino acadêmico por um conjunto mais amplo de ensinamentos, com a inclusão de disciplinas científicas, rompendo drasticamente com a tradição do currículo clássico jesuítico.
(BOMENY, 2014, p. 225-251)
cnico e caAugusto Comte
Augusto Comte é considerado o Pai da Sociologia por ter usado pela primeira vez o conceito de Sociologia em seu Curso de Filosofia Positiva. Elaborou de forma muito organizada suas ideias, fundamentando sua teoria nos modelos das ciências naturais, tendo como principal objetivo encontrar leis universais dos fenômenos sociais. Ele intitulou sua reflexão acerca da sociedade como uma Física Social.
Era preciso produzir um conhecimento real para compreender as leis que regem as interações sociais entre os indivíduos. Certo de seus objetivos, cria a lei dos três estados, situando, assim, os estados do conhecimento humano.
Todas as ciências e o espírito humano se desenvolvem através de três ramos do conhecimento.
deira de Economia.
Voltemos à Educação!
Veja o que Comte pensa a respeito:
Acredito ser de tal modo indispensável que vejo o ensino científico incapaz de realizar os resultados gerais mais essenciais que se destina a produzir em nossa sociedade, a fim de renovar o sistema intelectual, se os diversos ramos principais da filosofia natural não forem estudados na ordem conveniente. Não esqueçamos que, em quase todas as inteligências, mesmo as mais elevadas, as ideias permanecem ordinariamente encadeadas segundo a ordem de sua aquisição primeira, sendo, por conseguinte, um mal muitas vezes irremediável não ter começado pelo começo.
COMTE, 1978. p. 36.
Ele tem convicções claras e elaboradas acerca da Educação. Por isso, ao estudar a História da Educação, precisamos conhecer sobre Auguste Comte. O Positivismo influenciou muito a história dos brasileiros, ainda que não o escolhamos como teoria a ser admirada.
Por causa da crise que vivia a França de sua época, Comte queria encontrar soluções para resolvê-la, pois era nítido o atraso e o impedimento do progresso por causa do caos estabelecido. Ele queria reestruturar toda sua sociedade.
Além disso, foi implementado o sistema de jornalismo por meio da fundação da Imprensa Régia por Dom João (1767-1826), que também estabeleceu a primeira biblioteca pública com acervo de 60.000 volumes doadoOrdem e progresso
O Positivismo foi o canal para a reforma intelectual do homem. Para que essa reorganização acontecesse, o Positivismo anunciou que somente pela Ordem e pelo Progresso seria possível uma sociedade estruturada que pudesse ecoar e aperfeiçoar todas as estruturas permanentes: religião, família, propriedade, linguagem, acordo entre poder espiritual e temporal, e as demais dimensões.
“(...) o progresso constitui, como aordem, uma das duas condições fundamentais da civilização moderna.”
(COMTE, 1978, p. 166)
s pelo PrComte (1978. P 145) também explicita claramente o lema do Positivismo:
“O Amor por princípio, a Ordem por base, e o Progresso por fim”.
Isso mesmo! O Lema da Bandeira do Brasil é Positivista.
íncipe Regente. Nesse período, o Ensino Superior ganhou especial atenção. Já o Ensino Primário não teve grande desenvolvimento, e as iniciativas nesse contexto foram lentas, Nesta aula, refletiremos sobre a educação no Brasil durante o Período Imperial, que se iniciou em 1822 – embora seus primeiros passos tenham sido dados a partir de 1808 – e se estendeu até 1889. Muitos fatores influenciaram o processo educacional Os Republicanos assumiram o Positivismo como o ideal para a República que nascia e juraram que o bem comum seria o fundamento da mesma. Era preciso acelerar o Progresso que foi atrasado pelo Império.
O divulgador do Positivismo no Brasil foi Benjamin Constant, como já sinalizado. Ele criou junto com outros adeptos, em 1876, a Fundação da Sociedade Positivista do Brasil.
O primeiro deles foi Teixeira Mendes, que era o presidente de uma Associação Positivista chamada Apostolado Positivista do Brasil. Apostolado, pois o Positivismo ganhou status de uma “Nova Religião” e tinha seguidores.
Além dele, também são responsáveis por este lema na Bandeira Nacional dois Catedráticos: Miguel de Lemos e Manuel Pereira Reis. Eram da Escola de Astronomia da Escola Politécnica.
desse período. Com a expulsão dos jesuítas por Sebastião José de Carvalho e Melo (1699-1782) – marquês de Pombal –, a educação brasileira sofreu grande ruptura: a transição de uma educação pautada nOs anos 20 do século XX
Foram impregnados por diferentes atos políticos e culturais de contestação no cenário nacional: foram movimentos intelectuais, greves e revoltas que entraram para a nossa história.
1924
A Associação Brasileira de Educação (ABE), fundada por Heitor Lira, promoveu os primeiros grandes debates sobre a Educação.
Ainda no decorrer dos anos 1920, alguns estados realizaram reformas em seus “sistemas de ensino”, como:
A extensão do ensino
A articulação entre os diferentes níveis da escolarização
A adaptação ao meio social
A adaptação às ideias modernas de Educação
A maior parte das reformas estava impregnada pelos ideais da Escola Nova que foi trazido por Anísio Teixeira para o Brasil, influenciado por Jonh Dewey que foi seu professor.
O Escolanovismo repercutiu em 1932 por causa do Manifesto dos Pioneiros da Educação.
Veja os pensadores que levaram à frente o Escolanovismo:
a fé para uma voltada aos interesses econômicos do Estado.
Com a chegada da Família Real ao País, em 1808, foram criados cursos de Formação SuperioApesar das tentativas de reforma, a instrução pública continuava sendo destinada às camadas mais baixas da população brasileira, reforçando, assim, a velha divisão do sistema de ensino brasileiro, confundindo a ideia de que “escola Pública é para todos e não para pobres”.
Também o analfabetismo entre jovens e adultos, um problema de âmbito nacional, não foi resolvido com as reformas. As camadas mais pobres da população permaneceram em sua obscuridade educacional.
1930A crise dos anos vinte conduziu o país à denominada “Revolução de 1930” e levou Getúlio Vargas ao comando da nação.
Ao final da Primeira República, pouca coisa havia mudado em termos educacionais, nosso país continuava sem um “sistema de ensino” coerente e eficiente.
Com essa Revolução, alguns nomes de projeção na Educação (desde os anos 1920) ocuparam posições de destaque no cenário educacional. Vários “reformadores” dessa década foram convidados a ocupar cargos de relevância no interior do novo governo.
Assim, pela primeira vez em nossa história da Educação, se inicia um movimento em direção a criação de um sistema organizado de ensino.
A Revolução de 1930, no campo educacional foi fecunda, pois aconteceu a criação do Ministério da Educação, no mesmo ano e a elaboração do capítulo da Educação na Constituição de 1934. O primeiro ministro da Educação, Francisco Campos, criou o Estatuto das Universidades Brasileiras (Reforma Campos, 1930).
Assim, os Ministros da Educação Francisco Campos e Gustavo Capanema foram responsáveis por reformas no sistema de ensino em seus respectivos mandatos. Para ambos as principais funções do ensino secundário eram a “formação geral” e a “preparação para o curso superior”.
1931
Promulgaram os Estatutos das Universidades Brasileiras.
1932Um grupo de educadores apresentou ao Governo um documento que ficou conhecido posteriormente como o “Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova”. A grande fase do otimismo Pedagógico.
O documento apresentava várias propostas e defendia algumas posições que, a partir de então, ou foram colocadas em prática ou foram combatidas por grupos que não aceitavam as mudanças advindas pela Educação.
Quais os objetivos do Manifesto para a Educação?
1
Ser compreendida como canal da Democracia.
2
Consolidar-se como instrumento de Integração Social.
3
Pública, obrigatória e leiga.
4
Vínculo de comunicação com as comunidades onde está inserida.
5
Articular os vários graus do desenvolvimento humano.
6
Funcional e Ativa.
7
Todos os Professores com nível superior.
1934: A Primeira Constituição
Foi a primeira Carta Magna brasileira a incluir em seu texto um capítulo inteiro sobre a Educação. Pela primeira vez foram apontadas questões importantes em relação ao ensino no Brasil.
É necessário saber que o movimento de centralização dos poderes também fazia parte do sistema educacional em criação acompanhando as orientações e determinações do Governo Federal.
A autonomia dos estados, por exemplo, era bastante limitada e regulada. As “autoridades superiores” eram as novas mandatárias também na Educação e o sistema de ensino foi criado sob tais moldes autoritário.
Nesse período, também surgiram os primeiros cursos superiores com as “habilitações” para o Curso de Pedagogia:
Supervisão Escolas;
Administração Escolar;
Orientação Educacional.
A Educação estava burocratizada pelas muitas exigências tecnicistas envolvendo “papeladas”, carimbos, trâmites, setores etc. Educação normativa e legalista.
É Criada a Universidade de São Paulo.
1
1937
Ser compreendida como canal da Democracia.
2
1942
Foi regulamentado o Ensino Industrial, nesse mesmo ano o SENAI foi criado.
3
1943
1946
SENAC foi criado e o Ensino Normal foi regulamentado sob os mesmos padrões. Todos direcionados às camadas mais pobres da sociedade brasileira. Nesse mesmo ano o Governo Federal passou a regulamentar também o ensino primário.
Além disso, temos a Constituição de 1946, a tentativa de democratização e a Educação aparece como “um direito de todos”.
A Constituição de 1946 estabeleceu:
Anualmente, a União deveria aplicar nunca menos de dez por cento, e os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, nunca menos de vinte por cento da renda resultante dos impostos, na manutenção e desenvolvimento do ensino;
Fixação da necessidade de elaboração de novas leis e diretrizes para o ensino.
Foi regulamentado o Ensino Comercial.
1948
O Ministro da Educação, Clemente Mariani, encaminha o primeiro Projeto de Lei das Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) que só seria sancionado em 1961, depois de longa gestação em que predominaram os debates entre duas tendências: a dos defensores do ensino público e a dos defensores do ensino privado.
1950
Ao iniciar a década de 1950, surgiu no Recife (Pernambuco) A Filosofia da Educação de Paulo Freire que ficou divulgada popularmente como “Método Paulo Freire” que orientou a campanha “De pé no chão também se aprende a ler”.
A ideia central do “Método” é a adequação do processo educativo às características do meio no qual está inserido.
Até 1964
O país vivenciou talvez pela primeira vez na sua história, um período de tentativa democrática com desenvolvimento dos movimentos populares de campanhas de Educação. Houve eleições diretaspara praticamente todos os cargos: de Vereador à Presidente da República.
aula 9Objetivos
OA Educação contemporânea
1961
A primeira Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei n°4024/61) foi publicada em 20 de dezembro de 1961 pelo Presidente João Goulart, quase trinta anos após ser prevista pela Constituição de 1934. Foi a primeira na História da Educação brasileira que se abrangia todos os níveis do ensino no país.
O primeiro projeto de lei foi encaminhado pelo poder executivo ao legislativo em 1948. Foram, então, necessários treze anos de debate até o texto final.
Houve um grande movimento favorável à educação popular, à alfabetização de jovens e de adultos, ao ensino técnico-profissionalizante, que passou a ter 
IdeVeja as inovações trazidas pela Lei n°4024/61:
01
Dá mais autonomia aos órgãos estaduais, diminuindo a centralização do poder no MEC (art. 10).
02
Regulamenta a existência dos Conselhos Estaduais de Educação e do Conselho Federal de Educação (art. 8 e 9).
03
Garante o empenho de 12% do orçamento da União e 20% dos municípios com a Educação (art. 92).
04
Dinheiro público não exclusivo às instituições de ensino públicas (art. 93 e 95).
05
Obrigatoriedade de matrícula nos quatro anos do ensino primário (art. 31).
06
Formação do professor para o ensino primário no ensino normal de grau ginasial ou colegial (art. 52 e 53).
07
Formação do professor para o ensino médio nos cursos de nível superior (art. 59).
08
Ano letivo de 180 dias (art. 72).
09
Ensino religioso facultativo (art. 97).
10
Permite o ensino experimental (art. 104).
ntifAgora veja alguns detalhes importantes ainda sobre a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 1961:
Um capítulo destinado à Orientação Educacional, fixando a formação de orientadores para os cursos primários e secundários, porém com ênfase para o ensino médio.
É instituída a Orientação Educativa e Vocacional, em cooperação com a família, com a preocupação de ajustamento do indivíduo ao ambiente da escola, do trabalho e à própria sociedade.
No tocante à formação do orientador, sua fundamentação baseava-se em conteúdos psicológicos como forma de construção de uma prática voltada para uma ideologia liberal do desenvolvimento da individualidade e de aptidões.
O orientador ocupa papel central dentro do ambiente escolar para a aplicabilidade da diretriz educacional do país.
Permite a transferência de recursos públicos para as escolas particulares.
Prevê a Educação como um Direito de todos.
As campanhas educacionais
icar os faAs campanhas educacionais
Na época, ainda houve três campanhas que ganharam destaque:
1
Campanha de Aperfeiçoamento e Difusão do Ensino Secundário.
2
Campanha de Aperfeiçoamento e expansão do Ensino Comercial.
3
Campanha de Erradicação do Analfabetismo.
A partir de 1964
Após o “Golpe Militar”, a reorganização da educação escolarizada foi uma das primeiras medidas de controle do novo governo. Por meio de uma série intrincada de leis e atos burocráticos, o sistema de ensino foi conduzido aos padrões que desembocaram no caos cultural.
Nas Faculdades e Universidades, os “Diretórios Acadêmicos” foram fechados. Nas escolas secundárias, os “Grêmios Estudantis” foram transmutados em “centros cívicos”, que funcionavam sob a direção de alunos indicados pela direção.
Nos currículos, surgiram as disciplinas “Educação Moral e Cívica”, “Organização Social e Política do Brasil” (nas escolas de 1° e 2° Graus, na época) e “Estudo dos Problemas Brasileiros” (nos cursos superiores) em substituição a História do Brasil, Filosofia e Sociologia.
As novas tendências pedagógicas implantadas são pautadas no tecnicismo, no neopositivismo e no modelo behaviorista de psicologia.
 Fonte: Shuttersock
As tendências tradicionais e as ideias escolanovistas também permaneceram. Entram em cena os “testes” como, por exemplo, os de medida do “coeficiente de inteligência”, cujo objetivo principal era o de “classificar as pessoas”.
Vale ressaltar a introdução dos estudos e ideias de Jean Piaget no Brasil, pelos esforços de Lauro de Oliveira Lima. De fato ficou conhecido pela sua atuação política na Educação e pelo desenvolvimento do Método Psicogenético, estruturado a partir da Epistemologia Genética de Jean Piaget.
tos, referentes à Educação, a partir da década de 1960 até a LDB n°9394/96;
Analisar as várias reformas ocorridas na organização da Educação brasileira durante o Regime Milita;
Reconhecer a Co1968
Foi criado o Movimento Brasileiro de Alfabetização (MOBRAL) pelo então Presidente Emílio Garrastazu Médici, no Regime Militar.
Paulo Freire
Como vimos na explicação de Arlindo Lopes Correia, o MOBRAL se fundamentava na metodologia de alfabetização de Paulo Freire no sentido técnico do termo, mas se distanciava na dimensão da formação da consciência crítica-cidadã. Ao julgar a realidade, é preciso usar uma “lente” que possa compreender, em seu tempo histórico, cada situação.
O educador Paulo Freire, ao longo de sua vida educadora, divulgou e incentivou a transformação social, anunciando que a Educação é o caminho possível para tal. Como indica o autor, em Pedagogia da Autonomia:
No pensamento Freiriano, somente pode se pretender transformadora uma Educação que está transformando. Essa transformação, no entanto, deve acontecer no convívio social, na vida da comunidade.
As culturas locais e seus valores devem ser ponto de partida para o aprendizado. Todas as comunidades de vida do sujeito devem ser levadas em conta, pois são suas pequenas polis e que devem basear-se na solidariedade entre seus componentes.
Professores e alunos, educandos e educadores devem interagir com o conhecimento e aprenderem juntos. Nesse sentido, o diálogo ganha força como proposta de interação e recriação, respondendo a lógica da determinação com o poder transformador.
Para Freire, o diálogo é uma exigência existencial, pois, é o encontro dos que se solidarizam para refletir sobre o seu próprio agir, seus desejos de deliberações e construções de novas determinações. Por isso, o diálogo é um ato de criação.
Educação Dialógica x Educação Bancária
A Educação Dialógica se contrapõe à Educação Bancária. Na lógica da Educação Bancária, quanto mais conteúdo for transmitido, melhor o educador. Quanto mais passivos frente à transmissão, melhor são os alunos.
Em suma, na concepção “bancária” da Educação, os alunos recebem pacientemente e passivamente pela lógica da explicação os conteúdos. Esses devem ser memorizados e repetidos.
Nesse sentido, a Escola acaba sendo o espaço que perpetua a lógica da subordinação e do determinismo assassinando a possibilidade da Educação Escolar ser Criadora.
Freire, no trecho que segue, explicita a questão:
nstituição de 1Na visão “bancária” da educação, o “saber” é uma doação dos que se julgam sábios aos que julgam nada saber. Doação que se funda numa das manifestações instrumentais da ideologia da opressão a absolutização da ignorância, que constitui o que chamamos de alienação da ignorância, segundo a qual esta se encontra sempre no outro. O educador, que aliena a ignorância, se mantém em posições fixas, invariáveis. Será sempre o que sabe, enquanto os educandos serão sempre os que não sabem. A rigidez destas posições nega a educação e o conhecimento como processos de busca.988 como promotora de muitos avanços na Educação brasileira.
Objetivos
IdenA Educação na Constituição de 1988
É apresentada no Título VIII, que trata da Ordem Social, no Capítulo III, intitulado “Da Educação, da Cultura e do Desporto”, especificado na Seção I, chamada “Da Educação”, que se dispõe em dez artigos, entre o 205 e o 214.
No primeiro artigo, a Carta Constitucional estabelece a Educação como direito de todos e dever do Estado e da família. É interessante notar como o dever do Estado precede o da família, o que realmente demonstra a importância do poder público em garantir ensino para a população como se pode ver abai
tificar os fatos, referentes à Educação, a partir da década de 1960 até aLDB n°9394/96;
Analisar Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalhoas várias reformas ocorridas na organização da Educação brasileira durante o Regime Milita;
Reconhecer a Constituição de 1988 como promotora de muitos avanços na EducaçãOs princípios do ensino foram especificados no artigo 206, e podemos destacar:
1
A garantia de igualdade de acesso e permanência à escola.
2
Liberdade de ensinar e aprender.
3
Gratuidade nas escolas públicas.
4
Gestão democrática nas escolas da rede pública.
5
Valorização dos profissionais da Educação, que inclui plano de carreira e piso salarial para o magistério.
Já o artigo 208 especifica a obrigatoriedade e gratuidade do ensino fundamental como ação complementar ao dever do Estado, estendendo a todos aqueles não tiveram oportunidade de estudar na infância.
Percebe-se, aqui, a preocupação do poder público em garantir a escolaridade mínima para a população.
Art. 208 O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de:
I - ensino fundamental obrigatório e gratuito, assegurada, inclusive, sua oferta gratuita para todos os que a ele não tiveram acesso na idade própria (...).
As principais reformas do período militar
A Lei n°5540/68 (Lei da Reforma Universitária) 
Veja as transformações na organização das universidades do Brasil, com a Lei n°5540, de 28 de novembro de 1968:
01
Possibilitou o aumento das matrículas em instituições de ensino superior, principalmente em estabelecimentos de iniciativa privada.
02
Permitiu o prolongamento da interferência dos ideais “revolucionários” na educação superior.
03
Declarou a autonomia econômica e didático-científica das universidades públicas, estabelecendo a escolha dos Reitores pelo Presidente da República.
04
Desmobilizou o magistério por meio de abundante e confusa legislação.
05
Houve maior interação ensino-pesquisa, a criação da monitoria, o aumento de programas de extensão, atividades desportivas, culturais e cívicas, que viabilizassem a “ocupação” do corpo discente.
06
Visou fundamentalmente a modernização e a expansão das instituições públicas, destacadamente das universidades federais.
07
Instituiu a dedicação exclusiva dos docentes.
08
Institucionalizou a carreira acadêmica, já que a legislação pertinente acoplou o ingresso e a progressão docente à titulação acadêmica.
09
Institucionalizou o ensino profissionalizante.
10
Desmembrou as Faculdades de Filosofia, Ciências e Letras.
11
Valorizou o tecnicismo pedagógico.
12
Criou a unificação das unidades acadêmicas, abolindo as cátedras vitalícias e trazendo a figura do Departamento, além da anulação dos movimentos estudantis.
13
Criou vestibulares unificados e classificatórios.
14
Criou condições propícias para que determinadas instituições passassem a articular as atividades de ensino e de pesquisa, que até então, salvo raras exceções, estavam relativamente desconectadas.
15
Adotou o regime de créditos como mecanismo de integralização dos cursos.
16
Indissociou ensino e pesquisa.
17
Criou cursos de graduação divididos em duas fases: ciclo básico e especialização profissional.
18
Criou a pós-graduação composta de dois cursos distintos: mestrado e doutorado.
o brasileira.
1969
Decreto-lei Nº 869 de 12 de setembro de 1969
Dispõe sobre a inclusão da Educação Moral e Cívica como disciplina obrigatória, nas escolas de todos os graus e modalidades, dos sistemas de ensino no País, e dá outras providências:
vos
Art. 1º É instituída, em caráter obrigatório, como disciplina e, também, como prática educativa, a Educação Moral e Cívica, nas escolas de todos os graus e modalidades, dos sistemas de ensino no País (...).
Art. 3º A Educação Moral e Cívica, com disciplina e prática, educativa, será ministrada com a apropriada adequação, em todos os graus e ramos de escolarização.
§ 1º Nos estabelecimentos de grau médio, além da Educação Moral e Cívica, deverá ser ministrado curso curricular de “Organização Social e Política Brasileira.” 
Década de 1970
Ainda que de maneira muito limitada e restrita a algumas poucas universidades, começam a circular no país as ideias de autores diversos que, muito lentamente, influenciaram algumas práticas educativas.
As reformas educacionais estavam orientadas pelas seguintes diretrizes: desenvolvimento, segurança e comunidade.
1970
Foi o ano da Campanha do Civismo Brasileiro. Nesse período, a Educação Moral e Cívica ganhou destaque, acompanhada da Organização Social e Política OSPB no ensino de 2ª Grau, da época.
Nesse ano também houve a Copa do Mundo no México, e novamente os cantores Dom e Ravel conquistaram o país com o “Eu Te Amo, Meu Brasil”,  que estourou nas paradas de sucesso. Essa canção foi utilizada pelo governo militar nos eventos cívicos e cantada nas escolas.
Veja alguns versos da canção “Este é um país que vai pra frente ” que também foi muito utilizada e 
Nesse ano também houve a Copa do Mundo no México, inspirada pelos ideais do Positivismo:
Identificar os fato1970
Foi o ano da Campanha do Civismo Brasileiro. Nesse período, a Educação Moral e Cívica ganhou destaque, acompanhada da Organização Social e Política OSPB no ensino de 2ª Grau, da época.
e novamente os cantores Dom e Ravel conquistaram o país com o “Eu Te Amo, Meu Brasil”,  que estourou nas paradas de sucesso. Essa canção foi utilizada pelo governo militar nos eventos cívicos e cantada nas escolas.
Veja alguns versos da canção “Este é um país que vai pra frente ” que também foi muito utilizada e inspirada pelos ideais do Positivismo:
Este é um país que vai pra frente.
De um povo unido.
De grande valor.
É o país que canta.
Trabalha e se agiganta.
É o Brasil do nosso a
s, referentes à Educação, a partir da década de 1960 até a LDB n°9394/96;
Analisar as várias reformas ocorridas na organização da Educação brasileira durante o Regime Milita;
Reconhecer a Constituição de 1988 como promotora de muitos avanços na Educação brasileira.
Objetivos1971
A Lei n°5692/71 é frequentemente chamada de lei de diretrizes e bases de forma errônea, pois se refere exclusivamente a dois segmentos da Educação, que correspondem ao que nos dias atuais chamamos de educação básica.
Essa lei não tratava, também, dos objetivos gerais e finalidades da Educação para o país, apenas era específica para dois segmentos do ensino.
Foi criada por um grupo de trabalho instituído pelo Presidente Médici, que tinha por objetivo adequar o ensino ao momento político instaurado pelo Golpe de 1964, e às necessidades sociais e econômicas que o governo militar se empenhava em garantir. Em linhas gerais, ela criou a estrutura de ensino que se organizava em 1º e 2º graus.
Identificar os fatos, reO 1° grau passou a abranger os antigos ensino primário e ginásio, atendendo às crianças dos 7 aos 14 anos. Ampliou, então, a obrigatoriedade escolar de quatro para oito anos.
Em seguida, transformou o antigo curso secundário, que se apresentava como clássico, científico ou normal em ensino de 2º grau, nivelando todos os cursos, e possibilitando que qualquer concluinte pudesse prestar vestibular para qualquer área universitária.
Tornou, ainda, o 2º grau em obrigatoriamente profissionalizante. Essa medida se restringiu em grande parte apenas às escolas públicas que, submetidas à exigência, fizeram as adaptações, no prazo previsto na lei.
Entretanto, as escolas particulares, aproveitando-se dos prazos para a adequação, e por não sofrerem rigorosas fiscalizações, mantiveram, em sua maioria, o ensino propedêutico, até a revogação da obrigatoriedade do ensino profissionalizante.
Com a promulgação da lei, o 2° grau passava a combinar uma dupla característica:
Garantia a terminalidade para aqueles que pretendiam a formação em nível técnico;
Garantia a continuidade para os que desejavam prestar o vestibular.
Oensino profissionalizante tinha o objetivo de atender à formação de mão de obra para garantir o suporte à ampliação do parque industrial brasileiro, em reposta aos preceitos liberais de divisão internacional do trabalho.
Foi, também, a primeira legislação educacional que criou um capítulo para tratar do ensino supletivo:
CAPÍTULO IV
Do Ensino Supletivo
Art. 24. O ensino supletivo terá por finalidade:
suprir a escolarização regular para os adolescentes e adultos que não a tenham seguido ou concluído na idade própria;
proporcionar, mediante repetida volta à escola, estudos de aperfeiçoamento ou atualização para os que tenham seguido o ensino regular no todo ou em parte;
Parágrafo único. O ensino supletivo abrangerá cursos e exames a serem organizados nos vários sistemas de acordo com as normas baixadas pelos respectivos Conselhos de Educação.
Além disso, a Lei n°5692/71 introduziu algumas propostas que contribuíram para o debate pedagógico, pois previa a integração vertical, nos dois graus, entre os níveis (o primeiro e o segundo segmento do 1º grau), e entre todas as séries de ensino das atividades, áreas de estudo e disciplinas, com o propósito de garantir um trabalho de continuidade desde a 1ª série do 1º grau até a última série do 2º grau.
Previa, também, a integração horizontal, que buscava eliminar a diferença entre os antigos ramos de ensino: agrícola, comercial, industrial e normal, articulando as várias áreas do conhecimento, no interior de cada série.
Atenção
A valorização do magistério é outra questão presente na lei. Foi citada especialmente buscando a crescente profissionalização dos professores, o aperfeiçoamento daqueles já formados, e adequando os vencimentos salariais segundo os critérios do nível de formação, ao contrário do nível que ministrava:
Art. 39. Os sistemas de ensino devem fixar a remuneração dos professores e especialistas de ensino de 1º e 2º graus, tendo em vista a maior qualificação em cursos e estágios de formação, aperfeiçoamento ou especialização, sem distinção de graus escolares em que atuem.
Década de 1980
feDécada de 1980
Veja alguns fatos que marcaram essa década:
Vários profissionais da Educação se destacaram no movimento nacional para a redemocratização;
Estudos e pesquisas sobre as teorias educacionais receberam um novo impulso;
Estatísticas oficiais indicavam que, de cada 100 indivíduos que se matriculavam no ensino primário, 85 deles não chegavam ao ensino secundário (antigo segundo grau, atualmente ensino médio);
Em 1985 a Ditadura Militar foi substituída por um governo indicado pelos militares que foi denominado como “governo de transição”;
Em 1988 foi promulgada a nova Constituição Federal, prevendo inclusive a Reforma Educacional, que seria realizada somente em 1996 com a LDB n°9394/96.
 
rentes àA atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Com a promulgação da Constituição de 1988, a LDB anterior (n°4024/61) foi considerada obsoleta, mas apenas em 1996 o debate sobre a nova lei foi concluído.
A LDB atual, Lei 9394/96, foi sancionada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso e pelo ministro da Educação Paulo Renato em 20 de dezembro de 1996.
Baseada no princípio do direito universal à Educação para todos, trouxe diversas mudanças em relação às leis anteriores, tais como:
Gestão democrática do ensino público e progressiva autonomia pedagógica e administrativa das unidades escolares (art. 3 e 15).
Carga horária mínima de oitocentas horas distribuídas em cento e oitenta dias letivos na educação básica (art. 24).
Orientação para a União gastar no mínimo 18% e os estados e municípios no mínimo 25% de seus respectivos orçamentos na manutenção e desenvolvimento do ensino público (art. 69).
Criação do Plano Nacional de Educação (art. 87)
1. Essa Lei é frequentemente chamada de lei de diretrizes e bases de forma errônea, pois se refere exclusivamente a dois segmentos da Educação, que correspondem ao que nos dias atuais chamamos de educação básica. A Lei n°5692/71 não tratava, também, dos objetivos gerais e finalidades da Educação para o país. Ela era específica para dois segmentos do ensino. Este enunciado se refere à LDB:
Parte superior do formulário
a) 5692/71
	AU
Infelizmente, você errou!
A Lei n°5692/71 foi criada por um grupo de trabalho instituído pelo Presidente Médici, que tinha por objetivo adequar o ensino ao momento político instaurado pelo Golpe de 1964, e às necessidades sociais e econômicas que o governo militar se empenhava em garantir.
Previa a integração vertical, entre os dois graus, entre os níveis (o primeiro e o segundo segmento do 1º grau), e entre todas as séries de ensino das atividades, áreas de estudo e disciplinas, com o propósito de garantir um trabalho de continuidade desde a 1ª série do 1º grau até a última série do 2º grau.
Previa, também, a integração horizontal, que buscava eliminar a diferença entre os antigos ramos de ensino: agrícola, comercial, industrial e normal, articulando as várias áreas do conhecimento, no interior de cada série.
2. As transformações na organização das universidades do Brasil aconteceram pela Lei que ficou conhecida como “Lei da Reforma Universitária”. Que Lei é esta??
Parte superior do formulário
a) 5692/71
b) 4024/61
c) 9394/96
d) 5540/68
Parte inferior do formulário
Parte inferior do formulário
AULA 10
A Educação e as perspectivas para o futuro
Para projetar perspectivas futuras para a Educação, é indispensável o conhecimento dos rumos da Educação a partir da Lei das Diretrizes e Bases (LDB n°9394/96), que foi assinada pelo, então, Ministro Paulo Renato de Sousa e pelo Presidente Fernando Henrique Cardoso, em 20 de dezembro de 1996.
Essa LDB está fundamentada nos princípios da Constituição de 1988 que inaugurou o tempo da democracia, substituindo a Lei n°5692/71 que foi implementada no período da Ditadura Militar.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, 9394/96 aponta em seu artigo 22 para uma formação do indivíduo que atenda três dimensões de sua condição humana: a cidadania, o estudo e o trabalho.
 Educação, a partir da dA educação básica tem por finalidades desenvolver o educando, assegurar-lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores.
As reformas ocorridas a partir de 1996 no sistema educacional brasileiro trouxeram como novidade, a ideia de desenvolvimento de habilidades e competências:
Competência 1 e habilidade são dois conceitos que estão relacionados. A habilidade é conseguir pôr em prática as teorias e conceitos mentais que foram adquiridos, enquanto a competência é mais ampla e consiste na junção e coordenação de conhecimentos, atitudes e habilidades
Criação dos PCN 
Com a criação dos PCN, (incluindo os PCNEM: Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio) pretendeu-se apresentar, um canal de auxílio aos professores, desempenhando, assim, como afirmado na Introdução (p.2):
“(…) o duplo papel de difundir os princípios da reforma curricular e orientar o professor, na busca de novas abordagens e metodologias”.
Os mesmos foram organizados no bojo do processo de redemocratização nacional impulsionados pela Nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9394/96.
As questões envolvendo a Ética, a Cidadania e a Identidade são pontos contundentes nos mesmos, pois creditaram à educação básica, composta pela educação infantil, ensino fundamental e ensino médio, a promoção de tais comportamentos.
Os Parâmetros podem ser qualificados como orientações explicitamente práticas da Legislação, pois servem de um importante referencial para aquilo que oficialmente se espera da Educação, do professor e do aluno — muito embora a essa sua função não corresponda à necessária clareza conceitual do documentO
A chegada dos PCN marcou as reformas pensadas para a Educação Básica. Outras mudanças pensadas pelo governo de Fernando Henrique Cardoso permanecem atualmente, entre elas o aumento de vagas nas escolas, o financiamentode Projetos Educacionais, o incentivo à formação docente através do FUNDEF (Fundo de Desenvolvimento do Ensino Fundamental) — substituído pelo FUNDEB (Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica) — e o Exame Nacional do Ensino Médio.
Dentre todas as propostas, os PCN marcaram a época e, de certa forma, ainda que não tenha força de lei, permearam as ações pedagógicas ajudando a redimensionar os objetivos da Educação.
Ensino por competências e área de conhecimento
Assim como constatado na introdução, os PCNEM responderam pela intenção de estabelecer uma base curricular nacional comum e introduz o que passou a ser designado de ensino por competências.
Considerando exatamente com o termo parâmetros, os PCNEM têm como princípio servir de referência básica e geral aos professores, coordenadores pedagógicos etc. na organização e implementação do projeto educativo das escolas, no intuito de garantir uma base nacional comum ao currículo da educação básica.
Essa proposta contempla, ainda, uma parte diversificada para o desenvolvimento de projetos e atividades de acordo com as necessidades específicas de cada localidade.
Se por um lado esses parâmetros curriculares exigem que se contemplem determinados conteúdos julgados indispensáveis a uma formação que se quer básica e que prepare para o exercício da cidadania, por ouro apresenta uma flexibilidade tal que permite sua adaptação às diferentes realidades brasileiras e aos diferentes projetos educativos existentes.
1
1997
Foram lançados os Parâmetros Curriculares Nacionais referentes às quatro primeiras séries da Educação Fundamental.
2
1999
Vieram os Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental, preparado para cada disciplina.
3
2000
Foram apresentados os PCN para o Ensino Médio, configurados pelas áreas de linguagens, códigos e suas tecnologias. A Educação Infantil ainda não era legislada como componente da Educação Básica.
As disciplinas no PCNEM foram distribuídas de forma que as variadas áreas do conhecimento fossem contempladas. O próprio termo tecnologias caracteriza as contribuições de cada uma das áreas para a proposta curricular.
São elas:
écada de 1960 até a LDB n°9394/96;
Analisar as váriaLinguagens, Códigos e suas Tecnologias
Inclui as disciplinas conhecidas pelas denominações de Língua Portuguesa, Literatura e Língua Estrangeira, bem como Artes, Educação Física e Informática.
Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias
Fazem parte as disciplinas Biologia, Física, Química e Matemática.
Ciências Humanas e suas Tecnologias
Inclui o conteúdo das disciplinas de Geografia, História, Sociologia e Filosofia, dialogando metodologicamente com as demais áreas das Ciências Sociais.
A leitura interdisciplinar dos fenômenos sociais permite a articulação de fatos, conceitos
processos e tendências de forma contextualizada, ressaltando-se especificidades.
“Novos desafios do mundo contemporâneo”
A primeira e principal alusão manifestada pelos PCNEM se refere à preparação para lidar com os chamados “novos desafios do mundo contemporâneo”, que envolvem o conhecimento de novas tecnologias e a competitividade crescente no mercado de trabalho.
s reformas ocorridas na organização da Educação brasileira durante o Regime Milita;
Reconhecer a Constituição deO volume de informações, produzido em decorrência das novas tecnologias, é constantemente superado, colocando novos parâmetros para a formação dos cidadãos. Não se trata de acumular conhecimentos. A formação do aluno deve ter como alvo principal a aquisição de conhecimentos básicos, a preparação científica e a capacidade de utilizar as diferentes tecnologias reativas às áreas de atuação.
 1988 como promotora de muitos avanços na Educação brasileira.
Objetivos
Identificar osA preocupação dos PCNEM com a formação da cidadania acompanha o que prevê a LDB n° 9394/96 em seu artigo 2:
Art. 2º A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.
 fatos, referentes à Educação, a partir da década de 1960 até a LDB n°9394/96;
Analisar Os temas transversais
Os PCNEM indicaram ao professor um caminho facilitador para tornar concretos os conhecimentos mais abstratos. Neste sentido, os PCN postulam os temas transversais, que são canais para tal contextualização.
Os temas transversais devem conduzir o professor, em sua ação educativa, a sintonizar o cotidiano do aluno com a aprendizagem cognitiva.
São eles:
1
Ética
2
Pluralidade cultural
3
Meio ambiente
4
Saúde
5
Orientação sexual
6
Trabalho e consumo
Os temas transversais anunciaram a responsabilidade de formar o indivíduo para a vivência cidadã, em todas essas dimensões. A ética é compreendida como o principal tema e permeia os demais.
“Educação um Tesouro a Descobrir”
Para elucidar ainda mais a questão, vele lembrar do Documento: Educação um Tesouro a Descobrir: Relatório para a UNESCO da Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI.
Ele foi solicitado à equipe liderada por Jacques Delors, para que pudesse refletir os caminhos da nossa Educação nos anseios e fins da Educação nos países que são ligados à ONU.
O documento é de 1996 e inspirou a construção do documento que legisla e reflete a Educação por todo o mundo nos países ligados à ONU. No Brasil, o documento influenciou, de forma intensa e definitiva os rumos da nossa Educação.
 Jacques Delors, presidente da comissão do relatório. Disponível em: wikimedia. Acesso em: 14 set. 2018.
Veja o que elucida o prefácio:
Ante os múltiplos desafios do futuro, a educação surge como um trunfo indispensável à humanidade na sua construção dos ideais da paz, da liberdade e da justiça social. Ao terminar os seus trabalhos a Comissão faz, pois, questão de afirmar a sua fé no papel essencial da educação no desenvolvimento contínuo, tanto das pessoas como das sociedades. Não como um “remédio milagroso”, não como um “abre-te sésamo” de um mundo que atingiu a realização de todos os seus ideais mas, entre outros caminhos e para além deles, como uma via que conduza a um desenvolvimento humano mais harmonioso, mais autêntico, de modo a fazer recuar a pobreza, a exclusão social, as incompreensões, as opressões, as guerras... É evidente, nem seria necessário recordá-lo, que a Comissão pensou, antes de mais nada, nas crianças e nos adolescentes, naqueles que amanhã receberão o testemunho das mãos dos adultos, os quais tendem a concentrar-se demasiado sobre os seus próprios problemas. A educação é, também, um grito de amor à infância e à juventude, que devemos acolher nas nossas sociedades, dando-lhes o espaço que lhes cabe no sistema educativo, sem dúvida, mas também na família, na comunidade de base, na nação.
as várias reformas ocorridas na organização da Educação brasileira durante o Regime Milita;
ReconhQuatro pilares da Educação segundo a UNESCO
A Comissão definiu e a UNESCO aceitou e divulgou que a Educação deve ser previstaTrata-se de aprender a viver juntos, desenvolvendo o conhecimento acerca dos outros, da sua história, tradições e espiritualidade. E, a partir daí, criar um espírito novo que, graças precisamente a esta percepção das nossas crescentes interdependências, graças a uma análise partilhada dos riscos e dos desafios do futuro, conduza à realização de projetos comuns ou, então, a uma gestão inteligente e apaziguadora dos inevitáveis conflitos. Utopia, pensarão alguns, mas utopia necessária, utopia vital para sair do ciclo perigoso que se alimenta do cinismo e da resignação. Sim, a Comissão sonha com uma educação capaz de fazer surgir este espírito novo. Contudo, não esquece os três outros sustentáculos da educação que fornecem, de algum modo, os elementos básicos para aprender a viver juntos. em quatro pilares: Em primeiro lugar, aprender a conhecer. Mas, tendo em conta as rápidas alterações provocadas pelo progressocientífico e as novas formas de atividade econômica e social, há que conciliar uma cultura geral suficientemente vasta, com a possibilidade de dominar, profundamente, um reduzido número de assuntos. Esta cultura geral constitui, de certa maneira, o passaporte para uma educação permanente, na medida em que fornece o gosto e as bases para a aprendizagem ao longo de toda a vida.
Em seguida, aprender a fazer. Além da aprendizagem de uma profissão, há que adquirir uma competência mais ampla, que prepare o indivíduo para enfrentar numerosas situações, muitas delas imprevisíveis, e que facilite o trabalho em equipe, dimensão atualmente muito negligenciada pelos métodos pedagógicos. Estas competências e qualificações tornam-se, muitas vezes, mais acessíveis, se quem estuda tiver possibilidade de se pôr à prova e de se enriquecer, tomando parte em atividades profissionais e sociais, em paralelo com os estudos. Daqui, a necessidade de atribuir cada vez maior importância às diferentes formas de alternância entre escola e trabalho.
Finalmente e acima de tudo, aprender a ser. Era este o tema dominante do relatório Edgar Faure, publicado em 1972 sob os auspícios da UNESCO. As suas recomendações continuam a ter grande atualidade, dado que o século XXI exigirá de todos nós grande capacidade de autonomia e de discernimento, juntamente com o reforço da responsabilidade pessoal, na realização de um destino coletivo. E ainda, por causa de outra exigência para a qual o relatório chama a atenção: não deixar por explorar nenhum dos talentos que constituem como que tesouros escondidos no interior de cada ser humano. Memória, raciocínio, imaginação, capacidades físicas, sentido estético, facilidade de comunicação com os outros, carisma natural para animador e não pretendemos ser exaustivos. O que só vem confirmar a necessidade de cada um se conhecer e compreender melhOR
A Base Nacional Curricular Comum e as perspectivas para a Educação
Após os Parâmetros Curriculares Nacionais, a grande novidade para a Educação Brasileira se tornou a BNCC (Base Nacional Curricular Comum). Trata-se de um documento normativo para a Educação básica (educação infantil, ensino fundamental e médio).
A BNCC, ao ser elaborada, teve os PCN e as DCNEB (Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Básica) como pano de fundo. No caso das Diretrizes, qualquer documento ou legislação elaborada para a Educação brasileira deve levar em conta a mesma.
No entanto, a Base determina e explicita com mais clareza os objetivos de aprendizagem de cada ano escolar.
Ela será obrigatória em todos os currículos de todas as redes do país, públicas e particulares, ao contrário dos documentos anteriores, que devem continuar existindo, mas apenas como documentos orientadores não obrigatórios.
Atenção
Diferente da BNCC, os PCN foram Orientações e não Legislação. Eles não geraram uma Base Comum, mas apontaram sugestões para um currículo escolar diversificado e significativo, levando em conta o respeito às diversidades regionais, culturais e políticas. Após 21 anos os PCN dão lugar à BNCC.
Leia mais sobre a Base Nacional Curricular Comum e as perspectivas para a Educação.
Competências na Base Nacional Curricular Comum
A palavra-chave da Base Nacional Curricular Comum é competências 2. Ela propõe o desenvolvimento de dez competências que estão distribuídas nas disciplinas curriculares e que devem, por meio do desenvolvimento das diversas habilidades, serem respondidas pelas atitudes concretas do aluno em todos os locais de sua convivência.
Ao longo da Educação básica, as aprendizagens essenciais definidas na BNCC devem concorrer para assegurar aos estudantes o desenvolvimento de dez competências gerais, que consubstanciam, no âmbito pedagógico, os direitos de aprendizagem e desenvolvimento.
Cada área do conhecimento tem competências específicas 3 que foram traçadas a partir dessas dez Competências Gerais.
Atenção
Vale lembrar que as competências não estão separadas como um dos componentes curriculares, elas estarão na transversalidade do currículo permitindo fazer links com todo conhecimento adquirido, sejam eles teóricos ou práticos.
As dez competências gerais, conjunto de habilidades e competências que devem ser desenvolvidas, apresentadas na Introdução da BNCC, para a Educação Básica (Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio), são: Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.
Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes áreas.
Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também participar de práticas diversificadas da produção artístico-Utilizar diferentes linguagens — verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital —, bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo.cultural.
Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.
Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade.
Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta.
Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreendendo- se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas.
Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza.
1ecer a CAgir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.
onstituição de 1988 como promotora de muitos avanços na Educação brasileira.
Objetivos
Identificar os fatos, As Competências Gerais da Educação Básica estão apresentadas em cada uma das Cinco Áreas de Conhecimento de acordo com o Parecer CNE/CEB nº 11/201025:
1
Linguagem
Língua Portuguesa, Arte, Educação Física, Língua Inglesa
2
Matemática
Matemática
3
Ciências da Natureza
Ciências
4
Ciências Humanas
Geografia, História
5
Ensino Religioso
Ensino Religioso
As competências previstas devem ser desenvolvidas nas atividades que serão realizadas nas salas de aula. Dessa forma, haverá uma sintonia entre o que se espera alcançar em longo prazo e em curto prazo.
Por isso, a BNCC aponta os Eixos Estruturantes das práticas pedagógicas e as competênciasgerais da Educação Básica. Todas as competências são igualmente importantes.
 referentes Os PCN para o Ensino Médio elaboraram documentos divididos em áreas de conhecimento, como Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias; Ciências Humanas e suas Tecnologias.
Assim, os PCNEM compreenderam a formação global dos alunos como forma de preparação científica para que sejam capazes de utilizar as diferentes tecnologias relativas às áreas de atuação.
à EducGabarito
A BNCC foi elaborada à luz do que diz os PCN e as DCN (Diretrizes Curriculares Nacionais). No entanto, a Base é mais específica, determinando com mais clareza os objetivos de aprendizagem de cada ano escolar. Ela será obrigatória em todos os currículos de todas as redes do país, públicas e particulares, ao contrário dos documentos anteriores, que devem continuar existindo, mas apenas como documentos orientadores não obrigatórios.
Isso significa que a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento normativo para a Educação Básica (Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio) e os PCN são orientações e não legislação. Eles não geraram uma Base Comum, mas apontaram sugestões para um currículo escolar diversificado e significativo, levando em conta o respeito às diversidades regionais, culturais e políticas. Só após 21 anos os PCN deram lugar à BNCC.
ação, a partir da década de 1960 até a LDB n°9394/96;
Analisar as várias reformas ocorridas na organização da Educação brasileira durante o Regime Milita;
Reconhecer a Constituição de 1988 como promotora de muitos avanços na Educação brasileira.
Identificar os fatos, referentes à Educação, a partir da década de 1960 até a LDB n°9394/96;
Analisar as várias reformas ocorridas na organização da Educação brasileira durante o Regime Milita;
Reconhecer a Constituição de 1988 como promotora de muitos avanços na Educação brasileira.
r no Rio de Janeiro, tais como: Academia Real Militar, Anatomia e Cirurgia, la1930boratório de Química, Academia de Marinha, Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios, Agricultura. Na Bahia, foram criados os cursos de Agricultura, Cirurgia, Química, Desenho Técnico e cadeira de Economia.
Além disso, foi implementado o sistema de jornalismo por meio da fundação da Imprensa Régia por Dom João (1767-1826), que também estabeleceu a primeira biblioteca pública com acervo de 60.000 volumes doados pelo Príncipe Regente. Nesse período, o Ensino Superior ganhou especial atenção. Já o Ensino Primário não teve grande desenvolvimento, e as iniciativas nesse contexto foram lentas
Nesta aula, refletiremos sobre a educação no Brasil durante o Período Imperial, que se iniciou em 1822 – embora seus primeiros passos tenham sido dados a partir de 1808 – e se estendeu até 1889. Muitos fatores influenciaram o processo educacional desse período. Com a expulsão dos jesuítas por Sebastião José de Carvalho e Melo (1699-1782) – marquês de Pombal –, a educação brasileira sofreu grande ruptura: a transição de uma educação pautada na fé para uma voltada aos interesses econômicos do Estado.
Com a chegada da Família Real ao País, em 1808, foram criados cursos de Formação Superior no Rio de Janeiro, tais como: Academia Real Militar, Anatomia e Cirurgia, laboratório de uímica, Academia de Marinha, Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios, Agricultura. Na Bahia, foram criados os cursos de Agricultura, Cirurgia, Química, Desenho Técnico e cadeira de Economia.
Além disso, foi implementado o sistema de jornalismo por meio da fundação da Imprensa Régia por Dom João (1767-1826), que também estabeleceu a primeira biblioteca pública com acervo de 60.000 volumes doados pelo Príncipe Regente. Nesse período, o Ensino Superior ganhou especial atenção. Já o Ensino Primário não teve grande desenvolvimento, e as iniciativas nesse contexto foram lentas
aula, refletiremos sobre a educação no Brasil durante o Período Imperial, que se iniciou em 1822 – embora seus primeiros passos tenham sido dados a partir de 1808 – e se estendeu até 1889. Muitos fatores influenciaram o processo educacional desse período. Com a expulsão dos jesuítas por Sebastião José de Carvalho e Melo (1699-1782) – marquês de Pombal –, a educação brasileira sofreu grande ruptura: a transição de uma educação pautada na fé para uma voltada aos interesses econômicos do Estado.
Com a chegada da Família Real ao País, em 1808, foram criados cursos de Formação Superior no Rio de Janeiro, tais como: Academia Real Militar, Anatomia e Cirurgia, laboratório de Química, Academia de Marinha, Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios, Agricultura. Na Bahia, foram criados os cursos de Agricultura, Cirurgia, Química, Desenho Técnico e cadeira de Economia.
Além disso, foi implementado o sistema de jornalismo por meio da fundação da Imprensa Régia por Dom João (1767-1826), que também estabeleceu a primeira biblioteca pública com acervo de 60.000 volumes doados pelo Príncipe Regente. Nesse período, o Ensino Superior ganhou especial atenção. Já o Ensino Primário não teve grande desenvolvimento, e as iniciativas nesse contexto foram lentas
tiremos sobre a educação no Brasil durante o Período Imperial, que se iniciou em 1822 – embora seus primeiros passos tenham sido dados a partir de 1808 – e se estendeu até 1889. Muitos fatores influenciaram o processo educacional desse período. Com a expulsão dos jesuítas por Sebastião José de Carvalho e Melo (1699-1782) – marquês de Pombal –, a educação brasileira sofreu grande ruptura: a transição de uma educação pautada na fé para uma voltada aos interesses econômicos do Estado.
Com a chegada da Família Real ao País, em 1808, foram criados cursos de Formação Superior no Rio de Janeiro, tais como: Academia Real Militar, Anatomia e Cirurgia, laboratório de Química, Academia de Marinha, Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios, Agricultura. Na Bahia, foram criados os cursos de Agricultura, Cirurgia, Química, Desenho Técnico e cadeira de Economia.
Além disso, foi implementado o sistema de jornalismo por meio da fundação da Imprensa Régia por Dom João (1767-1826), que também estabeleceu a primeira biblioteca pública com acervo de 60.000 volumes doados pelo Príncipe Regente. Nesse período, o Ensino Superior ganhou especial atenção. Já o Ensino Primário não teve grande desenvolvimento, e as iniciativas nesse contexto foram lentas

Mais conteúdos dessa disciplina