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Construção de Edifícios Esquadrias Funções • Estanqueidade ao ar; • Estanqueidade à água; • Resistência a cargas uniformemente distribuídas (como pressão do vento); • Resistência a operação de manuseio; • Atenuar, quando fechada, os sons provenientes de ambientes externos. Batentes Os batentes devem ser fixados aos tacos ou fixados por chumbadores de prego ou chapa de aço, com pregos menores nos intervalos para melhor fixação. A argamassa para fixação é de cimento e areia no traço 1:3 em volume. Esquadrias de madeira (Portas) • Lisa – constituída de um núcleo e chapeada nas duas faces. • Almofadada – confeccionada com madeira maciça, com duplo rebaixo. • Calha – feita com sarrafos do tipo - macho e fêmea - presa por meio de travessas embutidas. Os núcleos de portas podem ser: • Semi-oco: - de colméia de papel kraft, para portas não sujeitas a umidade. - De lâminas compensadas, aplicado em portas utilizadas em locais não sujeitos a umidade constante. - De raspas de madeira selecionada, aglutinadas com cola sintética, secas em estufa, usadas em portas onde não estão sujeitas a umidade constante. - De sarrafos compensados, aglutinados com cola à prova de água, pode ser utilizada em locais de umidade constante. Enquadramento O enquadramento do núcleo das portas será constituído por duas peças – montantes e travessas. Guarnições Cabe à guarnição fechar a união do batente com a parede. (são as vistas). Sóculos Tem a função de dar acabamento na união da guarnição com o rodapé, quando o rodapé for diferente da guarnição. Porta pronta Para a instalação das portas prontas é deixado o vão para o encaixe da porta com medidas aproximadamente 1,5 cm nas laterais e altura para a fixação do batente. Este será fixado com espuma expansiva de poliuretano. Após a fixação esperar por 24 horas para a retirada das cunhas. Soleiras A parte inferior do vão da porta ao nível do piso. Esquadrias de ferro A fixação de esquadrias em alvenaria será feita com grapas de ferro chato bipartido tipo cauda de andorinha ou com parafusos apropriados. As grapas serão solidariamente chumbadas com argamassa de cimento e areia no traço 1:3 em volume, distante entre si não mais que 60 cm e em número mínimo de duas unidades por montante. A armadura poderá ser executada com perfis laminados de espessura nunca inferior a (1/8), com perfis de chapas no 14 a frio ou a partir das chapas perfiladas de aço e zincadas, sem utilização de soldas. Esquadrias de alumínio As esquadrias de são 2,9 vezes mais leves que as de aço, possuem maior durabilidade, melhor perfeição no acabamento e melhor estética. Contramarco (quadro fixo) Os montantes verticais precisam ser fixados perfeitamente aprumados. Os cantos deverão ser de 90o (em esquadro). A superfície do alumínio deve ser protegida, do contato com produtos tais como: argamassas, cimento e resíduos aquosos e ácidos. Esquadrias de PVC São utilizadas principalmente em venezianas. Aplica-se mais em residências de alto padrão pois o custo ainda é muito alto. Janelas É um conjunto composto por batentes (marco) e folhas, que controlam o fechamento de um vão à iluminação e à ventilação.. Podem ser fabricadas em madeira PVC, ferro ou alumínio. Tipos Projetante e de tombar = maxiar Bandeira = de abrir Pingadeiras É um acabamento externo de proteção, que serve para desviar a água da chuva impedindo que a mesma escorra ao longo da parede. Deve ser instalado na base do vão da esquadria, mas também pode ser instalada sobre uma parede ou muro, para evitar o acúmulo de água e consequente deterioração de uma alvenaria por conta da umidade acumulada.. • inclinação para o exterior de aproximadamente 2%. Alvenaria de Vedação Definição: Conjunto de paredes ligadas ou não por argamassas. As paredes utilizadas como elemento de vedação devem possuir as seguintes características técnicas: • Resistência mecânica • Isolamento térmico e acústico • Resistência ao fogo • Estanqueidade • Durabilidade O assentamento dos componentes tem de ser executado com juntas de amarração. A execução da alvenaria A execução da alvenaria deve ser iniciada pelos cantos principais ou pelas ligações com quaisquer outros componentes e elementos da edificação. A ligação com pilares de concreto armado é feita com ferros-cabelos fixados no pilar com cola epóxi. Os ferros-cabelos são de aço e tem 5,0 mm de diâmetro, distanciados na altura de cerca de 30 cm, com comprimento de 50 cm. No lugar de ferros-cabelos também pode ser utilizada a tela de aço galvanizado de malha quadrada de 15 mm x 15 mm e diâmetro dos fios de 1,5 mm. Não se deve deixar panos soltos de alvenaria por longos períodos nem executá-los com muita altura de uma só vez. Para obras com estrutura de concreto armado, a alvenaria tem de ser interrompida abaixo das vigas ou lajes. Esse espaço será preenchido após 7 dias de modo a garantir o perfeito travamento entre a alvenaria e a estrutura (encunhamento ou aperto) sendo que o pavimento superior também terá que estar com alvenaria pronta. A abertura de sulcos na alvenaria para o embutimento das tubulações para as instalações, eles só podem ser iniciados após a execução do travamento das paredes e devem ser feitas com discos de corte ou com ponteiro e talhadeira bem afiados. Equipamentos para execução da alvenaria Vãos de porta e janelas É preciso ser somado às medidas do projeto para os vãos das esquadrias, as folgas necessárias para o encaixe do marco (batente) ou contra-marco. As folgas existentes entre a alvenaria e a esquadria devem ser preenchidas com argamassa de cimento e areia. Sobre o vão de portas e janelas, deve-se moldar vergas ou colocar vergas pré-moldadas excedendo o vão de pelo menos 50 cm de cada lado. Assentamento Assentamento de lajota uma vez em paredes de divisa (muros) e paredes externas. É recomendado que a primeira fiada sobre elemento de concreto seja assentada com argamassa só de cimento e areia no traço 1:3 em volume. É preciso também chapiscar a face da estrutura (lajes, vigas, pilares) que ficam em contato com a alvenaria ou usar argamassa colante na ligação com o elemento de concreto. Argamassa de assentamento Componentes: • Cal virgem; • Água; • Cal hidratada -é proveniente da reação da cal virgem com a água; • Areia. Para argamassa de assentamento o traço normalmente utilizado é o 1:2:9 (cimento:cal:areia) para Uma vez Meia vez alvenaria de vedação de bloco cerâmico. A resistência a compressão para este traço é de aproximadamente 1,3 MPa, compatível com a resistência do bloco.. A argamassa contendo cal apresenta maior plasticidade, que dá uma condição de maior trabalhabilidade para argamassa no estado fresco. As especificações da cal hidratada para argamassa estão definidas em três tipos, do maior para o menor grau de pureza: • CH-I: cal hidratada especial (tipo I) • CH-II: cal hidratada comum (tipo II) • CH-III: cal hidratada comum com carbonatos (tipo III) Blocos Blocos silicocalcários Blocos de forma prismática, fabricados por prensagem a partir de uma mistura de cal virgem em pó e areia silicosa, submetidos a um processo de autoclavagem à alta pressão, o bloco de vedação é fabricado com dois furos com largura de 9 cm x 14 cm x 19 cm. • Deve-se fazer o encunhamento com argamassa expansiva e blocos serrados na diagonal. • O corte do bloco deve ser feito comele molhado. • Argamassa de assentamento no traço 1:5 de cal e areia, com descanso de 3 dias. Blocos vazados de concreto simples Peças regulares e retangulares (19x19x39) fabricadas com cimento, areia, pedrisco, pó de pedra e água. • Os blocos deverão ser armazenados cobertos, protegidos de chuva, em pilha não superior a 1,5m de altura. • O traço indicado é de 1 : 0,5 : 4,5 (cimento: cal: areia). Vantagens: -Mais leves; -Menor tempo de assentamento e revestimento; -Menor consumo de argamassa; -Melhor acabamento e uniformidade. Desvantagens: - Não permite cortes para dividi-los - Geralmente, em arremates do vão, pode ser necessários tijolos comuns. - Difícil para se trabalhar nas aberturas de rasgos para embutimento de tubulações; - A absorção da argamassa de assentamento é diferente da dos blocos. Tijolos maciços de barro cozido São blocos de barro comum, moldados com arestas vivas e retilíneas (190x90x57). • Devem ser molhados antes do uso. Blocos cerâmicos vazados Bloco cerâmico vazado, moldado com arestas vivas retilíneas. São produzidos a partir da cerâmica vermelha, tendo a sua conformação obtida através de extrusão. São utilizadas com a finalidade de diminuir o peso das estruturas e tem as seguintes dimensões: 9x19x19cm. Concreto celular É um tipo de concreto que faz parte dos concretos denominados leves e se caracteriza por ser bastante espumoso e poroso, devido à Introdução de ar ou outro gás na pasta de cimento, (ou de cal), misturada com areia ou outro material silicoso, com adição de pó de alumínio. As principais vantagens do concreto celular são: • Leveza; • Bom desempenho térmico e acústico; • Redução no uso de concreto; • Resistência ao fogo. Desvantagens: • São mais caros e menos resistentes Blocos estruturais São projetados para suportar outras cargas verticais além da do seu peso próprio, compondo o arcabouço estrutural da edificação. As paredes onde são utilizados não precisam ter pilares ou vigas, já que os próprios blocos seguram as estruturas. Impermeabilização O projeto de impermeabilização deverá ser desenvolvido conjuntamente com o projeto geral e os projetos setoriais do edifício. O sistema de impermeabilização pode ser classificado como rígida e flexível. Dessa forma os sistemas flexíveis devem ser utilizados em áreas expostas e mais sujeitas a fissuração e os rígidos devem ser utilizados somente em áreas com pouca ou nenhuma movimentação estrutural. Sistema de impermeabilização rígido Como os sistemas rígidos não acompanham as movimentações térmicas, pode ocorrer o surgimento de fissuras e consequentemente falhas na impermeabilização por onde a água pode se infiltrar. Usa- se concretos e argamassas impermeáveis sobre suportes não fissuráveis nesse tipo de sistemana de impermeabilização. Os sistemas de impermeabilização rígida são utilizados em fundações, subsolos, poço de elevador, reservatórios e piscinas enterradas, vigas baldrames e muros de arrimo, pisos em contato direto com o solo., que são elementos com pouquíssima exposição ao sol e/ou estão enterrados Concreto impermeável O traço deve ser dosado adequadamente, com agregados de granulometria conveniente, consumo de cimento maior que 300 kg/m³ e fator água/cimento baixo. Quanto menor a quantidade de água empregada, maior será a impermeabilidade do concreto. Alguns aditivos podem ser adicionados também. . Argamassa Impermeável É dosada e preparada na obra e é composta de cimento Portland, areia, aditivos impermeabilizantes hidrófugos e água. Vantagens: Facilidade de execução, baixo custo. Pontos a considerar: Menor resistência à movimentações. Locais indicados: Vigas baldrames e pisos em contato com o solo. Principais marcas comerciais: Vedacit (Otto Baumgart) e SIKA 1 (Sika), Masterseal® 302 (Degussa). Argamassas poliméricas: É produto composto de cimento, minerais (agregados), e aditivos poliméricos acrílicos, um cristalizante, que veda os poros da argamassa e um polímero acrílico, junto com a parte líquida, que carrega a água necessária para a cura do cimento. Sistema de impermeabilização flexível São constituídos de materiais asfálticos ou polímeros sintéticos. É o sistema mais utilizado para as coberturas e são capazes de acompanhar melhor as contrações e dilatações térmicas que as estruturas estão sujeitas. A superfície sobre a qual se aplica a impermeabilização deve preparada aplicando-se uma camada de argamassa de cimento e areia, traço 1:3 em volume, com espessura mínima de 2,0 cm, para deixar a superfície regular e lisa, com arestas e cantos arredondados e caimento mínimo de 1% em direção aos coletores de águas pluviais. Moldadas in loco (membranas) A impermeabilização moldada in loco consiste na aplicação, a frio ou a quente, de um produto impermeabilizante líquido que, depois de seco, se converte numa membrana flexível. É indicada, principalmente, para espaços pequenos ou locais de difícil acesso. • Emulsões asfálticas: É normalmente utilizada para impermeabilização de elementos de fundação e também áreas internas, como banheiros e sacadas. Não possui resistência mecânica e é aplicada a frio com o auxilio de um rolo ou broxa. • Emulsões acrílicas: Elastômeros (Neopreme e Hypalon) dispersos em água são aplicados sobre a camada de regularização em diversas demãos intercaladas por um estruturante. Não tem resistência mecânica e é indicado para coberturas e telhados. Pré-fabricadas (mantas) Nos sistemas pré-fabricados as espessuras são definidas e controladas e geralmente podem ser aplicados apenas em uma camada. São indicados para áreas com 50m² ou mais e em ambientes mais agressivos, como por exemplo reservatórios, aterros sanitários, estação de tratamento de esgoto e túneis. subsolos e coberturas. • Mantas asfálticas: aplicada à quente sob uma camada de primer com o auxilio maçarico (consumo 1,17 m2/m2.). A resistência mecânica e a abrasão são baixas, por isso deve ser feita uma camada de revestimento – contrapiso e piso. É vendida em rolos e indicado para os mais diversos elementos estruturais como lajes, vigas, reservatórios, piscinas. • Mantas poliméricas PVC e PEAD: Entre todas as opções, as membranas de PEAD são as que apresentam maior resistência à agressividade química e biológica, além de responderem melhor às solicitações de tração, perfuração e corte. • Mantas elastoméricas: Por ser um produto resistente e versátil, o EPDM é utilizado em forma de membranas de borracha destinadas aos telhados e outros lugares onde uma grande resistência à intempéries e ao ozônio são necessárias. A manta elastomérica (EPDM) e manta butílica consomem 1,1 m2/m2. Após a aplicação da manta, se faz o fechamento dos ralos e contornos abertos e coloca uma lamina de água para testar a estanqueidade do sistema e deixa por 48 horas para verificar possíveis vazamentos. Em praticamente quase todos os sistemas aderentes emprega-se uma pintura primária (imprimação), com finalidade de favorecer a aderência do material constituinte do sistema de impermeabilização. A aderência pode ser de três tipos: independente, semi- independente e aderente. Proteção mecânica Tem a finalidade de proteger a impermeabilização da ação de agentes atmosféricos ou de ação mecânica. Quando se utiliza manta em ambientes pequenos como banheiro faz-se a regularização diretamente sobre a impermeabilização, com uma camada de isolamento de argamassa no traço 1:5 de cimento e areia fina e adiciona- se um impermeabilizante líquido, para evitar manchar os pisos.Proteção térmica Tem como objetivo evitar oscilações térmicas bruscas, reduzir a influência da temperatura em deformações da construção, melhorar o conforto, além de aumentar a vida útil da impermeabilização. • Juntas de dilatação: são responsáveis por evitar rachaduras ou trincas, pois criam um espaço para que o concreto, granilite ou cimento se expandam sem danificar a estrutura. Geralmente, essas juntas são réguas muito finas de plástico, madeira ou metal. • Juntas de vedação de silicone: a principal característica é a colagem, vedação e selagem de materiais de construção como cerâmico metal, vidro, plástico, madeira, concreto, etc. O sistema mais indicado em junta é o de manta asfáltica que atendem aos movimentos de confecção e dilatação das juntas, sem rompimento. Ambiente e sua impermeabilização Caixas d’água e Piscinas • Impermeabilizações rígidas (exceto caixas d’água elevadas); • Membranas poliméricas; • Mantas poliméricas; • Mantas asfálticas (exceto para caixas d’água potáveis). Floreiras • A impermeabilização deve ultrapassar no mínimo 20 cm do nível da terra; • Em floreiras localizadas junto a paredes elevadas, o nível da impermeabilização deve subir 80 cm acima do nível da terra; • Utilizar mantas anti-raiz quando houverem plantas com raiz que podem afetar a impermeabilização. • A drenagem deve ser feita conforme a imagem: Ralos A impermeabilização deve sempre ser levada até dentro da tubulação que receberá a água, tangenciando a face superior da camada de regularização. Paredes Verticais: Nos casos de muretas a impermeabilização deverá cobrir a alvenaria passando por sobre ela. Na parede oposta quando houver a manta deve elevar-se entre 20 a 30 cm a partir do nível da mureta. Rodapés • A NBR 279/75 e NBR 9574/1986 exige que a impermeabilização se estenda verticalmente nos rodapés no mínimo 20 cm acima do piso acabado, para evitar-se o desprendimento da impermeabilização ou infiltração de água por detrás da mesma. • A borda da impermeabilização deve ser embutida, o que pode ser obtida abrindo-se uma canaleta de no mínimo 2x2 cm em toda a volta, em altura adequada. • Deve ser previsto rebaixo na parede de platibanda para que a proteção mecânica não represente acréscimo de espessura na platibanda. • Os mesmos cuidados devem ser observados nos rodapés de pilares ou paredes nas coberturas. Soleiras No caso de cômodos cobertos com acesso à área externa impermeabilizada, para evitar que a umidade penetre, a impermeabilização da soleira deve adentrar no mínimo 50 cm, elevando-se no mínimo 3 cm com caimento de 1% para área externa. Revestimento Cuidados iniciais Todos os aparelhos, válvulas embutidas, dutos e redes de gás, água, e esgoto deverão ser ensaiados sob a pressão recomendada. Todas as superfícies destinadas a receber revestimento de argamassa (ou argamassado) serão preparadas conforme a figura abaixo: Chapisco O chapisco será feito com argamassa de areia e cimento traço 1:3 em volume. Caso a superfície a ser preparada seja concreto ou isopor utiliza-se aditivo adesivo colante. !!! massa única = camada única. Taliscamento Logo depois de fazer chapisco, é preciso fazer o taliscamento que consiste no assentamento de um pedaço de madeira ou de caco de azulejo que servião como referência para o acabamento. Em seguida, com o auxilio de um nível e uma régua, preenche-se o espaço entre as taliscas com argamassa (faixas mestras). • O ideal é fazer todo o taliscamento do pavimento antes de iniciar a colocação dos batentes e contramarcos e/ou janelas. Emboço O emboço só pode ser aplicado após a pega completa do chapisco e o traço de argamassa simples com cal virgem pode ser de 1:6 de cal e areia, e a quantidade de cimento dependerá do local a ser aplicado. Tipos de juntas para revestimentos e onde usa-las Nas paredes expostas à insolação e/ou umidade devem ser executadas juntas de movimentação, sempre que a área de revestimento for igual ou maior que 24 m2, ou sempre que uma das dimensões do revestimento for igual ou maior que 6 m. Nesses casos deve ser seguida a norma NBR 13.753 – Juntas de Movimentação e de Dessolidarização. Juntas de movimentação As juntas de movimentação devem feitas em paredes internas com área igual ou maior que 32 m² ou sempre que uma das dimensões do revestimento for igual ou maior que 8 m, que devem ter largura de aproximadamente 8 mm e adentrar até a alvenaria e estar a no máximo 6 m de distância uma da outra. Juntas de dessolidarização As juntas de dessolidarização ajudam a absorver as tensões devido a movimentações na interface de diferentes elementos do sistema revestimento, por conta do comportamento diferencial entre eles. Estas devem ser dimensionadas em função das movimentações previstas para o revestimento e em função da deformabilidade admissível dos selantes. O preenchimento das juntas de movimentação ocorre em duas etapas: a) Enchimento das juntas ou limitadores de fundo (A face dos limitadores terá a forma de arco, convexa ou plana, se o limitador for compressível); !!! Material de enchimento deve ser altamente deformável, como borracha alveolar, espuma de poliuretano, manta de algodão para calefação, cortiça, aglomerado de madeira, etc; b) Acabamento de silicone, poliuretano ou mástiques elásticos. Esses materiais têm a função direta de vedar a entrada de umidade ou agentes agressivos, além de serem flexíveis, permitindo a livre movimentação das juntas. Os selantes devem aderir apenas às laterais das juntas, e não ao fundo, de forma a facilitar a acomodação das movimentações. Onde locar as juntas: • Em todo o perímetro do encontro piso/fachada; • Encontro da alvenaria com forros (ex: marquises); • Encontro de alvenaria com pilares e vigas - mudança de materiais que compõem a base; • Encontro com outros tipos de revestimento; • Encontro com outros elementos. Observações importantes: • A areia deverá ser lavada de rio e não pode conter impurezas. A quantidade de material fino de granulometria inferior a 0,075mm (Peneira nº 200) não pode ultrapassar 5% (em massa). A dimensão máxima característica da areia tem de ser de 3 mm para emboço. • No recebimento do material na obra é necessário verificar visualmente seu aspecto geral quanto à granulometria, cor, cheiro, existência de impurezas, matéria orgânica, torrões de argila ou qualquer outro tipo de impureza. • Aferição do volume da areia do caminhão fará se pelo comprimento x largura e a média das alturas no centro da carroceria e próximo dos quatro cantos. • O teste para conhecer a qualidade da areia é colocar uma porção num frasco, juntar água, agitar vigorosamente e deixar a mistura em repouso por 20 minutos. Se a água que sobrenadar o depósito for clara, a areia ensaiada é de boa qualidade, se mostrar-se turva, é possível que seja de má qualidade. • No recebimento da areia deve-se exigir que esteja o mais seca possível por razões econômicas. • A espessura recomendada para o emboço deve ser de 1,5 cm e não deve passar de 2 cm. Para espessura muito grossa deve se fazer mais de uma camada, o que acarreta um trabalho maior, pois deve se fazer à primeira camada e só após a secagem fazer a segunda camada. • O desempeno da argamassa deve ser feito após 45 minutos com régua de alumínio, tendo ela de ser apoiada nas faixas-mestras. • A argamassa contendo cimento deverá ser aplicada dentro de 2 ½ horas, a contar do primeiro contato do cimento com a água. Propriedadesque influenciam o desempenho das argamassas no estado plástico e no estado endurecido As argamassas de revestimento devem apresentar as seguintes propriedades: Estado plástico: consistência, coesão, tixotropia, plasticidade, retenção de água, conteúdo de ar incorporado, adesão inicial e trabalhabilidade; Estado endurecido: resistência à compressão, resistência à tração, resistência ao desgaste superficial, resistência ao fogo, resistência ao ataque por sulfatos ou outros ataques químicos, capacidade de deformação, aderência, permeabilidade e condutividade térmica. Plasticidade: é a propriedade pela qual a argamassa tende a reter as deformações após a redução dos esforços. Ela depende também do teor de ar e do teor de aglomerantes, bem como da intensidade de mistura das argamassas. Consistência: é a propriedade pela qual a argamassa tende a resistir às deformações que lhe são impostas, isto é, a maior ou menor facilidade de a argamassa deformar-se sob a ação das cargas durante a sua aplicação. A consistência para as argamassas pode ser dividida em três tipos distintos: seca, plástica e fluida, em relação à quantidade de pasta que envolve o agregado. • Consistência seca- a pasta de aglomerante preenche apenas os vazios entre os grãos, que permanecem em contato. As argamassas tornam-se ásperas e pouco trabalháveis. Argamassa para regularização de piso. Esta só com cimento e areia • Consistência plástica- a pasta de aglomerante forma uma película fina que molha a superfície dos grãos do agregado, criando boa aderência entre eles, propiciando argamassas de boa trabalhabilidade. • Consistência fluida- a pasta de aglomerante encontra- se com excesso de água e, com isso, perde-se a coesão interna da argamassa. Como os grãos do agregado ficam imersos no meio da pasta, não opõem nenhuma resistência ao deslizamento. Coesão: é definida como a união íntima e aglutinação entre os componentes da argamassa. Essa propriedade é resultante da ação das forças atrativas existentes entre as partículas e está ligada aos constituintes mais finos, isto é, superfície específica dos sólidos, sendo a pasta a responsável pela coesão das argamassas. Altera-se a coesão de uma argamassa variando-se a superfície específica dos sólidos ou a quantidade de água presente na mistura (BOMBLED, 1967). Tixotropia: é um fenômeno que certos líquidos apresentam, diminuindo a viscosidade quando são agitado porém seguido de uma gradual reversão quando a tensão é retirada. A viscosidade dos materiais como cal e o cimento é diminuída por agitação, a qual provoca uma diminuição na coesão entre as partículas bem como no atrito interno do volume envolvido. Assim, quanto maior a agitação menor a viscosidade, reduzindo a coesão e a consistência Viscosidade: é definida como a velocidade de deformação de um corpo e está ligada à pasta da argamassa, ao teor de água, e à forma dos grãos do agregado e ao efeito lubrificante das partículas finas. Atrito interno: está ligado aos grãos mais grossos do agregado e à sua distribuição na mistura, variando com a forma, o estado da superfície, a dimensão dos grãos, o volume da pasta interfacial e seu teor de água. Trabalhabilidade A trabalhabilidade das argamassas é uma propriedade complexa resultante da união de diversas outras propriedades tais como: consistência, plasticidade, retenção de água, coesão interna e tixotropia, adesão inicial, exsudação de água e massa específica. Uma argamassa de revestimento é considerada trabalhável quando se consegue penetrar facilmente no seu interior a colher de pedreiro, sem que a argamassa seja fluida, além de manter-se coesa ao ser transportada, não aderindo à colher de pedreiro ao ser lançada contra a base; distribui-se facilmente e possibilita o preenchimento de todas as reentrâncias da base. Não deve endurecer rapidamente quando aplicada, para poder ser espalhada, cortada na operação de.. Em termos práticos, a trabalhabilidade significa facilidade de manuseio, por parte do operário que prepara e aplica a argamassa, para o assentamento de alvenaria e de revestimento de paredes e tetos. Tecnologicamente, a trabalhabilidade é influenciada pela distribuição contínua da granulometria do agregado, pelo seu módulo de finura como também pela forma dos grãos, bem como do teor de aglomerante. Retenção de água A função da retenção de água é de evitar que durante a aplicação em superfícies absorventes, como em alvenaria e também por evaporação, não ocorra a perda da água de amassamento necessária à hidratação do cimento, bem como a de manter a consistência da argamassa. A retenção de água é de suma importância, pois interfere no tempo em que a argamassa fica exposta, desde a aplicação até o momento de regularização e desempeno e em suas propriedades no estado endurecido. A maior retenção de água se dará nas argamassas que contenham aglomerantes de alto grau de finura. O aumento do teor de finos não só aumenta a área de contato das partículas sólidas com a água, fazendo com que haja maior quantidade de ligações entre estes dois componentes da mistura, mas também diminui os espaços a serem percorridos pela água dificultando sua remoção. Massa específica e teor de ar incorporado A massa específica de uma argamassa no estado fresco é definida pela razão entre a massa do material que ocupa o volume de um determinado recipiente, e o volume desse recipiente e depende da massa específica dos materiais constituintes, da proporção desses materiais, da relação água/cimento e/ou água/cal, do teor de ar incorporado, do processo de adensamento e da distribuição granulométrica do agregado miúdo. O teor de ar incorporado presente nas argamassas é decorrente do processo de mistura e depende do índice de vazios e do teor de aglomerantes; com o aumento do teor de aglomerante, o teor de ar diminui. O uso de aditivo incorporador de ar nas argamassas deve ser limitado, porque o teor de ar incorporado afeta a aderência dos revestimentos endurecidos. Adesão inicial É definida pela capacidade de aderência da argamassa fresca à base. A adesão inicial faz parte das características de trabalhabilidade da argamassa bem como das características de porosidade ou rugosidade da base. Essa propriedade é que distingue o comportamento futuro do conjunto base-revestimento quanto ao desempenho em função da aderência. Propriedades das argamassas no estado endurecido Resistência mecânica A resistência mecânica das argamassas de revestimento é uma propriedade que envolve solicitações de naturezas distintas, tais como: resistência à compressão e à tração e resistência ao desgaste superficial e ao impacto. Essas propriedades dos revestimentos estão relacionadas à capacidade de suportar esforços mecânicos das mais diversas origens, como a movimentação da base em que estão aderidos, movimentos higroscópicos por umidade de infiltração e contração do revestimento devido às variações de temperatura. As propriedades de resistência ao impacto e ao desgaste estão relacionadas com a ação dos usuários das edificações, como a ação de cargas de impactos, de fricção e de riscamentos de argamassa. Capacidade de absorver deformações É a capacidade que o material possui de se deformar sem apresentar ruptura quando sujeito às solicitações diversas e de retornar à condição original, quando cessam essas solicitações. O aumento do teor de cal permite, em princípio, a obtenção de argamassas com maior capacidade de absorver deformações. Aderência É a capacidade da argamassa de absorver as tensões normais ou tangenciais à superfície de interface com a base de aplicação. É um fenômenoessencialmente mecânico, devido, basicamente, à penetração da pasta aglomerante ou da própria argamassa nos poros ou entre as rugosidades da base de aplicação. A resistência de aderência é diretamente proporcional à resistência à tração da argamassa, e há um aumento de resistência de aderência à medida que se aumenta a resistência à compressão axial. À medida que os poros do substrato são maiores e, consequentemente, a área específica menor, há um aumento da resistência de aderência. Permeabilidade É a propriedade que governa a taxa de fluxo de um fluido para o interior de um sólido poroso, como conseqüência de uma diferença de pressão entre as duas faces.. Para fluxo contínuo, o coeficiente de permeabilidade (k) é determinado pela expressão de Darcy, Equação 1. )/(/ LHkAdtdq µD= 1 Onde: dq/dt - taxa do fluxo de fluido; μ - viscosidade do fluido; ∆H - gradiente de pressão; A - área da superfície; L - espessura do sólido. k – permeabilidade A passagem do fluido pode ocorre por: • Infiltração sob pressão; • Capilaridade: que é a absorção e transporte de água pelos poros dos materiais, quando em contato superficial com a água, sem pressão hidrostática significativa; • Difusão de vapor de água pelos condutos capilares. Os concretos e a argamassas produzidas com uma relação água/cimento menor possuem capilares de menor diâmetro e menos intercomunicáveis, diminuindo assim a água absorvida. !!! A introdução de adições minerais em concreto ou argamassa ocorre a diminuição tanto da porosidade quanto à conectividade entre os poros. Resistência ao fogo É a propriedade segundo a qual o material não é destruído pelo fogo e pela água em casos de incêndios. De acordo com essa propriedade, os materiais se dividem em materiais incombustíveis e combustíveis. • Incombustíveis- são os materiais que não se inflamam sob a ação do fogo ou de altas temperaturas. Podem ou não se deformar. • Combustíveis- se inflamam e se consomem sob a ação do fogo ou de altas temperaturas Condutividade térmica É a propriedade que expressa a transmissão do fluxo térmico resultante de uma diferença de temperatura entre suas duas faces e é caracterizada pelo coeficiente de condutividade térmica (K em W/m.oC) que é a quantidade de calor que atravessa uma unidade de superfície do material (de face para face e não de ar para ar) durante uma unidade de tempo, por unidade de comprimento e por grau de diferença de temperatura. A condutividade térmica aumenta com o aumento da densidade, mas varia também com a temperatura, a porosidade e a umidade. Retração Os efeitos do mecanismo de retração estão relacionados a variação de volume que ocorre na argamassa devido à perda da água para a base, pela evaporação, pela hidratação dos aglomerantes e pela carbonatação. A retração por perda de água ocorre tanto no estado plástico como no estado endurecido: no estado plástico, ocorre antes da pega do cimento; no estado endurecido, após a pega do cimento. .A pasta é a parte da argamassa potencialmente responsável pela retração. Um aumento da relação água/cimento conduz ao aumento da porosidade e faz aumentar a retração por secagem. A ocorrência de fissuras decorre da elasticidade e resistência à tração inadequadas diante das tensões de tração resultantes da retração de secagem, retração térmica ou ações externas ao revestimento. Para que isso não ocorra, o material terá que possuir uma combinação favorável do módulo de deformação e da resistência à tração. A situação de favorecimento à diminuição de fissuração é aquela em que existe contribuição: • Da deformabilidade do material – evolução lenta do módulo de deformação com o tempo, possibilitando diminuição das tensões de tração; • Da resistência à tração, que deverá ser de valor superior ao das tensões que ocorrem no compósito cimentício devidas ao impedimento da retração. Essa combinação pode ser ainda favorecida pela relaxação das tensões provenientes, em alguns casos, da microfissuração interna que ocorre no material quando a retração é impedida nas primeiras idades. Vidros O vidro é um material obtido a partir da fusão a 1000ºC de areia de sílica e óxidos metálicos. O resfriamento da “massa de vidro” até à temperatura ambiente, de forma controlada, dá origem a um “Estado Vítreo” em que o vidro adquire uma rigidez adequada ao seu manuseamento, possibilitando a sua obtenção sob diversas formas que podem ter funções: térmicas, estéticas, acústicas, mecânicas, óticas e elétricas. O vidro comum, ao quebrar-se, forma fragmentos agudos e com pontas, que podem causar ferimentos graves. Já os vidros de segurança, que passam por têmpera formam cacos arredondados ou, por laminação, formam fragmentos que se mantêm unidos, evitando maiores acidentes como cortes profundos. A NBR 7199:2016 especifica o uso obrigatório dos vidros de segurança nos seguintes casos: • Parapeitos e sacadas; • Vidraças não verticais sobre passagem; • Vidros em forros ou telhados; • Vitrines e portas de vidro; • Vidraças que dão para o exterior, para pavimentos acima do térreo 0,9 m do piso quando sem proteção; • Lugares escorregadios (banheiros, duchas, piscina etc.); • Vidros de construção escolares, salas de esporte e ginástica; • Claraboias e envidraçamento em grandes alturas. Esses vidros podem ser temperados, laminados, blindados e aramados. Os vidros mais comuns usados na construção são os vidros sílico-sodo-cálcicos. Este representa cerca de 95% de todo o vidro fabricado mundialmente Resistência à compressão dos vidros A resistência à compressão é muito elevada (1000 MPa). Resistência à flexão A resistência à ruptura em flexão é da ordem dos 40 MPa, para um vidro polido recozido, e 120 a 200 MPa para um vidro temperado (variando com o tipo de bordo e o processo de fabrico). Elasticidade O vidro é um material perfeitamente elástico, não apresentando deformação permanente. No entanto, é um material frágil, ou seja, quando submetido a uma tensão crescente, parte sem apresentar sinais indicadores de que vai fraturar. Módulo de elasticidade aprox. 75 GPa. Tensões térmicas nos vidros A área do vidro diretamente exposta à radiação solar absorve o calor, esquenta e expande. As bordas do vidro protegidas da radiação solar se mantêm mais frias que a parte central não protegida. Isto provoca o aparecimento de tensões nas bordas que se ultrapassem a resistência à tração do vidro levando a ruptura da chapa, chamadas de fraturas térmicas. O valor das tensões térmicas depende: • Da diferença de temperatura entre as áreas quentes e frias do vidro, • Da distribuição do gradiente de temperatura através do vidro, • Da colocação do vidro, • Do local da exposição (latitude, altitude, orientação do edifício), • Da presença de trincas nas bordas: maior é a espessura e tamanho das chapas de vidro, maior será a problemática de existência de trincas nas bordas podendo iniciar a ruptura. Condução Os vidros são maus condutores de calor e eletricidade e apresentam alta resistência química, exceto em presença de ácido fluorídrico. Tipos de Vidros Vidros Temperados Vantagens dos vidros temperados: • Melhora a resistência a flexão; • Melhora da resistência aos choques mecânicos; • Melhora da resistência aos choques térmicos. Desvantagens dos vidros temperados: • As peças não podem ser cortadas; • As espessuras não podem ser inferior a 3mm; • Podem ocorrer marcas na chapa devido ao processo. Vidros laminados Eles são compostos por duas ou maislâminas de vidro fortemente interligadas, sob calor e pressão, por uma ou mais camadas de uma resina polimérica muito resistente e flexível (Ex. polivinil butiral – PVB). O laminado mais comum e usado é composto por duas lâminas de vidro float (Flutua sobre o estanho) de 3mm e uma película de PVB de 0,38 mm. Nos laminados, em caso de quebra, os fragmentos ficarão presos ao PVB. Eles melhoram o desempenho acústico. Vidros Blindados Composto por diversas chapas de vidro, intercaladas com películas especiais, inclusive polivinil butiral (PVB). Vidros Opacos Com polimento superficial (jatos de areia ou ácido fluorídrico), isto pode diminuir a resistência pela criação de pequenos defeitos superficiais. Vidros termoabsorventes e termorefletores Têm o objetivo de melhorar a estética e melhorar o conforto visual e térmico (diminuição do consumo de energia). Reduzem a energia transmitida pelo sol: a) Refletindo a radiação solar antes de ela entrar na habitação; b) Absorvendo a radiação solar no corpo do vidro com a maior parte reirradiada para a parte externa da construção. Os vidros termoabsorventes (coloridos) são produzidos pela introdução de óxidos metálicos que vão absorver seletivamente os comprimentos de onda da luz solar dando a coloração. Os vidros termorefletores são cristais refletivos produzidos aplicando-se numa das faces do vidro float uma camada de metal ou óxido metálico. Para que uma construção seja energeticamente adequada, tem que reduzir o consumo de energia: • Absorvendo o calor do sol para aumentar a temperatura interna nos climas frios, • Bloqueando o calor do sol para diminuir a temperatura interna nos climas quentes e, • Deixando passar o máximo possível de energia luminosa natural. Vidros Coloridos Tonalidade em verde, cinza, bronze, etc. Diminuem a entrada de calor solar e a transmissão de luz natural gerando um aumento do consumo em iluminação artificial. Vidro impresso O vidro impresso é um vidro plano translúcido, incolor ou colorido, que recebe a impressão de uma textura quando está saindo do forno. Tem a mesma composição química que o vidro comum ou float, mas saem do forno e são texturizados. Aplicação: quando se deseja obter luminosidade sem comprometer a privacidade. São painéis decorativos, janelas portas, divisórias, fachadas, boxes de banheiros, etc. Vidros aramados Composto por uma malha metálica que fica no centro do vidro, em caso de quebra, ele não estilhaça e os fragmentos mantêm-se preso à tela metálica. Utilizado em caixas de escadas, sacadas, coberturas, barreiras antifogo (antichama). Fachadas de vidro Deve-se avaliar como será a fixação do material e, eventualmente, de complementos como frisos e brises. Sistema de instalação de uma fachada convencional: O vidro também pode ser encostado nas colunas e fixado por um perfil, para esconder os parafusos. No sistema de fixação do vidro instala se a capa de acabamento Sistema pele de vidro Nos anos 80, surgiu um sistema que amenizava as saliências externas da estrutura do sistema convencional. Ele foi chamado de pele de vidro por proporcionar uma fachada mais lisa e sem aquelas saliências causadas pelas capas convencionais. Os vidros primeiramente são encaixilhados em quadros independentes e depois inseridos na estrutura. Sistema Strutural Glazing O strutural glazing em termos de estrutura, é o mesmo da pele de vidro. O grande diferencial é que no sistema pele de vidro os vidros são fixados ao quadro do caixilho por um perfil de alumínio, cujo lado externo da aba desse perfil fica visível também pelo lado externo da fachada, já o structural glazing fixa os vidros por meio de colagens só aparecem os vidros sem a presença de metais moldurando as janelas da fachada. Sistema unitizado Neste sistema, estrutura e vidros são fixados simultaneamente, porque na instalação a estrutura e os vidros já estão unidos A confecção dos quadros é realizada em módulos maiores com medidas exatas para serem fixados de uma laje a outra. Sistema exterior agrafado ou Spider A característica principal do sistema Spider é que os vidros são fixados a variadas estruturas por meio de grampos metálicos. Outro componente é a rótula. Várias unidades dela são fixadas ao vidro por meio de parafusos especiais. Ela tem a função de absorver as diferenças de dilatação e deformações causadas pelas forças adversas da natureza. Esse sistema se adapta a praticamente qualquer tipo de estrutura, desde cabos de aço, concreto, tubos metálicos e até mesmo estruturas de vidro. Paredes drywall - NBR 15758 As paredes Drywall são constituídas por chapas de gesso aparafusadas em ambos os lados de uma estrutura de aço galvanizado, que pode ser simples ou dupla. A forma de montagem e os materiais utilizados definem o nível de desempenho, que pode variar conforme o número de chapas, a dimensão e o posicionamento da estrutura e da incorporação de elementos isolantes termoacústicos em seu interior. Para áreas secas, pode-se utilizar qualquer tipo de chapa., já para áreas úmidas (áreas molhadas e molháveis), recomenda-se a utilização de chapas RU (resistente à umidade). Em casos de divisão entre ambientes secos e úmidos, pode-se utilizar a chapa RU somente no ambiente úmido. No caso de chapeamento duplo, pode-se utilizar a chapa RU somente na camada externa que tem contato com a umidade. Em todos os casos de utilização das chapas RU, o espaçamento entre montantes deve ser de 400 mm. • É importante salientar que as chapas RU (resistente à umidade) não são à prova d’ água Procedimentos para montagem paredes Drywall: Recomenda-se o uso de projeto executivo específico, elaborado por profissional especializado. Condições para início: •Todas as alvenarias, regularizações gerais e serviços brutos devem estar concluídos; •As saídas de instalações nas lajes devem estar locadas no eixo da estrutura da parede de drywall; •O local deve estar limpo, desimpedido, livre de água da chuva e/ou vazamentos; •Deve-se atentar para lajes ou vigas protendidas, demarcando-as e evitando perfurações; •Os eixos topográficos devem estar demarcados, próximos das futuras paredes de drywall. Ideal até 5 metros; •Todos os materiais devem estar em boas condições de uso e adequados para o manuseio e armazenamento, conforme averiguações com base nas normas específicas dos materiais; Marcação e fixação das guias: • A partir dos eixos topográficos da obra próximos das futuras paredes Drywall, marcar no piso a localização das guias inferiores e dos pontos de referência dos vãos de portas, conforme projeto, utilizando lápis, linha de marcação, trena e esquadro e locação pela face da guia; • No caso de interferências com pilares, vigas ou similares, verificar variações naturais de prumo, alinhamento e esquadro, antes da execução das paredes de drywall. • Analisar possíveis interferências com shafts, estruturas, instalações, etc.; • Preparar as guias, conforme tipologia estrutural, e fixar a fita banda acústica nas costas das guias, exceto na virada de 20 cm da guia em vãos de portas. A Figura abaixo apresenta o esquema de recorte do perfil para virada de 20 cm • Nos vãos de portas, realizar um corte de 45° nas abas da guia e no ponto de virada para cima, evitando sobreposição das abas e saliência, afixando a virada no montante com parafuso metal/metal conforme figura abaixo. Posicionar a guia inferior (rente ao piso) conforme a marcação de face e fixar a cada 600 mm no máximo, garantindo as extremidades com recuode 100 mm. Os elementos de fixação podem ser pinos de aço com arruela cônica, de preferência, ou parafuso com cabeça flangeada e bucha de náilon tipo S6 com aba. •Não sobrepor guias, exceto em encontros de 90°; •Não utilizar pedaço de guia menor que 60 cm como emenda; •Após fixar por completo as guias inferiores, com o auxílio de um prumo ou laser de face, transferir a marcação para a superior, repetindo o mesmo procedimento até a fixação da guia superior, garantindo o prumo com precisão; •Não demarcar os vãos de portas, pois normalmente existe uma bandeira sobre o vão de porta, onde a guia superior deve ser contínua (checar sempre o projeto executivo); •Em vãos de porta ou vãos maiores que 1 m, deve haver uma análise específica do conjunto para procedimento específico, analisando os esforços, sustentação, etc.; •Em casos de lajes nervuradas (com cabaças ou tipo colméia), ou impeditivos, desenvolver junto ao projetista uma estrutura auxiliar com perfis do próprio sistema, para atender à necessidade de pontos de fixação próximos da guia superior Montagem e fixação dos montantes Antes de iniciar o encaixe e fixação permanente dos montantes entre as guias superiores e inferiores, atentar-se para algumas considerações importantes: •Checar a real largura das chapas (uma amostra por lote) e transferir a diferença exata na locação dos montantes. •Demarcar no piso regularizado o eixo de cada montante, além do pé-direito exato, facilitando o processo e produção. •Cortar o montante no esquadro, prevendo uma folga de 7 a 10 mm superior para absorção de possíveis deformações da laje. •Encaixar os montantes específicos em cada ponto demarcado, conforme paginação e pé-direito, afixando a parte inferior na junção com a guia, em ambos os lados, com parafuso metal/metal. •Garantir o prumo em ambos os sentidos, alma e face do montante; •Garantir o alinhamento das furações de passagem de instalações. •Nas paredes com vãos grandes, travar o montante nas guias superior e inferior em ambos os lados. A guia superior deve ser afixada com dois parafusos lado a lado, próximo das abas, no máximo a cada 300 mm a figura abaixo. •Conferir o alinhamento e prumo da estrutura do drywall e realizar ajustes; •Os montantes de partida das paredes de drywall junto a alvenarias ou demais paredes de drywall são denominados “montantes mestres”. Devem ser afixados a cada 600 mm, no máximo, garantindo as extremidades com recuo de cerca de 100 mm (igual às guias inferiores e superiores) Instalações O processo de interface das instalações com as paredes de drywall demanda especial atenção e procedimentos específicos para garantir uma boa integração técnica. Toda e qualquer abertura para passagem de tubulações de elétrica, hidráulica ou similares deve ser isolada com anel plástico de isolamento, ou isolante durável similar, a fim de eliminar possíveis transferências de vibração e/ou fenômenos do tipo ação galvânica. Instalações elétricas A fixação de caixas elétricas pode ser feita diretamente na chapa de drywall (caixa elétrica para drywall) ou com utilização de estrutura auxiliar (caixa elétrica comum). • Todas as caixas elétricas comuns devem ser envelopadas com banda acústica, oferecendo maior qualidade no isolamento. • Todas as tubulações elétricas em passagem por montantes devem ser protegidas por anel plástico conforme figura. •Os conduítes devem ficar levemente esticados, evitando escapar na caixinha ou virada no cotovelo. Todas as tubulações elétricas devem ter uma transição de virada superior, próxima à laje e/ou acima do forro, e um cotovelo rígido na transição de virada, evitando riscos do conduíte dobrar e impedir a livre passagem das fiações •No caso de QDL (Quadro de Distribuição Luz) ou similares, aplicar o mesmo critério de subida das instalações e virada. Caso as tubulações venham debaixo da laje, garantir que estejam no eixo da estrutura da parede de Drywall e fora da zona de risco de perfurações, ou seja, com 20 mm de folga de cada lado até a face de chapeamento e fora da boca dos montantes. Instalações hidráulicas De acordo com o tipo de saída de hidráulica, locar o ponto exato desejado, utilizando a GTH (Guia Travessa Horizontal) e/ou GTV (Guia Travessa Vertical), O conceito é garantir que os pontos de saída de hidráulica sejam locados e afixados com rigidez, evitando movimentações que possam gerar problemas de manutenção. É importante compatibilizar sempre a profundidade correta, proporcional à quantidade de chapas para Drywall (da face da parede) e os possíveis revestimentos. Além disso, deve-se garantir a perpendicularidade da saída de registros ou similares, evitando problemas de acabamento final. Se necessário, utilizar prolongadores. Instalação dos reforços de madeira Antes do início, definir todas as zonas de reforços e instalar os mesmos nas estruturas das paredes de Drywall, analisando possíveis interferências e riscos de perfurações das tubulações (elétrica/hidráulica), pois, se há reforço, haverá furação futura para fixação de objetos. O ideal é que esse tipo de análise seja realizada em fase de projeto ou protótipo técnico na obra, a fim de antecipar os ajustes. No caso do reforço com OSB (Oriented Strand Board), este deverá ser feito em toda a parede. Caso o reforço de madeira seja outra opção constante, ele poderá ser pontual, conforme tamanhos indicados. Reforço de madeira na parede de Drywall: Telhado Estrutura do telhado A estrutura do telhado é o conjunto de elementos que irá suportar a cobertura e parte do sistema de captação de águas pluviais. Não poderão ser empregadas na estrutura, peças de madeira serrada que: • Apresentarem defeitos sistemáticos, • Sofrerem esmagamentos ou outros danos que possam comprometer a resistência da estrutura, • Apresentarem alto teor de umidade (madeira verde), • Apresentarem defeitos como nós soltos rachas, fendas, arqueamento, encurvamento ou encanoamento, • Não se ajustam perfeitamente nas ligações. • Desbitolamento, ou seja, variação na espessura ou na largura de uma mesma peça; • Apresentarem sinais de deterioração, por ataque de fungos, cupins ou outros insetos. Componentes do telhado Tesoura: A estrutura principal da cobertura. Sembladura: Ligações e emendas feitas em uma tesoura. Cavilhas: São peças de fixação ou para fechar a abertura de parafusos. Mão francesa. Terças: Se apóiam na perna da tesoura que estão separadas entre si de 1,50m a 1,80m de acordo com a telha, funcionando como sustentação dos caibros (5x6) bitola da terça 6x12 ou 6x16. Deverão ser posicionadas de maneira a transmitir as cargas diretamente sobre os nós das tesouras ou sobre os pontaletes das estruturas pontaletadas. Pontaletes: são peças de madeira dispostas verticalmente, apoiados na laje de cobertura. Ripas e Caibros: As ripas possuem bitola de 1,5cm x 5cm, com espaçamento médio de 33 cm (em função do comprimento da telha cerâmica). Os caibros devem ter espaçamento máximo de 50 cm. Cobertura Água: Superfície plana e inclinada do telhado, receptores de águas (rincão). Rufo: peça complementar de arremate entre o telhado e uma parede. Contraventamento: barra oblíqua de madeira, ou cruz de madeira com os braços dispostos obliquamente, fixada entre dois prumos, montantes etc. de uma estrutura, para tornar mais sólido o conjunto. Tipos de telhas Telhas cerâmicas As telhas devem ser fabricadas com maior cuidado que os tijolos, apresentarmenores deformações, serem mais compactas, mais leves e tão impermeáveis quanto possível. Uma boa telha em 24 horas de água sobre sua superfície, não deixa infiltrar, a umidade só aparecerá após 48 horas sem gotejamento. As telhas têm de ser estocadas na posição vertical, em até três fiadas sobrepostas. Plan conjugada=romana Telha Francesa São planas, tipo marselha, com encaixes laterais e nas extremidades, e com agarradeiras para fixação das ripas do madeiramento – quantidade 15 por m2, inclinação usual 30% ou 40%. A telha tipo francesa, fabricada por prensagem, é uma telha de encaixe. Além dos encaixes laterais, possui um ressalto na face inferior, para apoio na ripa, e outro, denominado orelha de aramar, que serve para sua eventual fixação na ripa. Telhas tipo capa e canal Também chamadas Romanas ou Coloniais, são quantificadas por m2, 30 a 32 peças sendo 50% cada – caimento mínimo 28%. É uma telha de encaixe, fabricada por prensagem. Possui uma capa e um canal interligados. As telhas cerâmicas de capa e canal são telhas com formato de meia-cana, fabricadas pelo processo de prensagem e caracterizadas por peças côncavas (canais), que se apóiam sobre as ripas, e por peças convexas (capas), que apóiam sobre os canais. Os canais apresentam um ressalto na face inferior, para apoio nas ripas, e as capas geralmente possuem reentrâncias a fim de permitir o perfeito acoplamento com os canais. Tanto as capas como os canais apresentam detalhes que visam a impedir o deslizamento das capas em relação aos canais. Telhas Tipo Plan Este tipo de telha é constituída de canal e capa em uma única peça o canal é mais amplo e de seção retangular, este tipo de telha pode ser usado caimentos menores da ordem de 25% usa-se a média de 16 telhas por m2. Telhas Portuguesa Telhas arredondadas constituídas por capa e canal ou uma única peça. Telhas de Concreto Fabricada com argamassa de cimento com pedrisco, inclinação mínima de 30%, quantidade de 10,4 telhas por m2. A Figura 25 apresenta os tipos de telhas em concreto Telhas de Fibrocimento Trata-se de produto fabricado com mistura homogênea de cimento Portland e fibras de polipropileno, celulose vegetal e carbonato de cálcio com dimensões padronizadas com • Espessura de 4,0mm; 5,0mm; 6,0mm e 8,0mm • Comprimento: 0.91m, 1,22m, 1,53m, 1,83m, 2,13m, 2,44m, 3,05m, 3,66m • Largura: 1,10m • Recobrimento lateral é de ¼ a ½ da onda para telhas de 8,0mm e de uma onda e ¼ para 6,0mm • O recobrimento mínimo longitudinal é de 14cm • As telhas com comprimento superior a 1,83m exigem terça intermediária de apoio • Fixação feita por ganchos, parafusos e grampos de ferro zincado com arruelas, massa de vedação • Tipos: telhas onduladas de poliéster reforçado com fibra de vidro, e telha ondulada de madeira revestida com alumínio • Domos – em fiberglass (resina de poliéster e fibras de vidros) em policarbonato ou em acrílico . Telhas Metálicas Comprimento e larguras variados, o comprimento pode ser de acordo com o vão. Cálculo da inclinação do telhado com ângulo: tga = a tg15º = 0,268 ou 26,8cm c = b / cosa = 100 cm / cos15º c = 103,5 cm i = a/b x 100% Porcentagem = a/b (x100%) Com inclinação de 15%: b x i (inclinação) = 100 cm x 15% = 15 cm Ondulada Modulada Vão livre máximo 3,0m Canalete 49 Vão livre máximo 5,50m Comprimento máximo 4,60m Compimento máximo 7,20m Canalete 90 Vão livre máximo 7,0m Comprimento máximo 9,20m Forros Classificação quanto a fixação Os tipos de forro arquitetônico mais comumente utilizados, quando às características de sua fixação, são três: forros colados, forros tarugados e forros suspensos. Forros colados Os forros colados tanto podem ser realmente colados por meio de adesivos sobre lajes de concreto, quanto podem ser pregados ou parafusados à estrutura principal, (o que é comum nas coberturas de telhado). Forros tarugados Os forros tarugados em madeira, PVC, gesso ou de madeira exigem a execução de uma grelha portante em madeira ou aço fixada às paredes e a estrutura do edifício. Quando de madeira as réguas são pregadas ao madeiramento, enquanto as de PVC podem ser rebitadas (em tarugamento metálico), ou grampeadas em tarugamento de madeira. Forros suspensos Os forros suspensos são fixados por tirantes metálicos reguláveis fixadas à uma grelha de suporte metálico. O espaço situado entre o forro e o plano da cobertura pode ser mais bem aproveitado como caminhamento de dutos, ralos e canalizações. Tipos de forros Forro de Gesso Em placas lisas, perfuradas ou estriadas, com porta-painel aparentes ou oclusas (escondida); Os forros de gesso absorvem e perdem umidade apresenta movimentações higroscópicas, portanto é necessário prever folga em todo o contorno do forro, capazes de absorver as movimentações do gesso ou da própria estrutura. O Gesso é um material sensível a água, e apresenta elevada resistência ao fogo (protege as instalações contra incêndio) Nos forros de gesso muito extenso, prever juntas de dilatação a cada 6m, devidamente arrematadas por meio de guarnições (normalmente perfis de alumínio, com seção em ‘T’ ou ‘L’). Nos ambientes fechados, as placas poderão ser suspensas por arames galvanizados, a serem chumbados na placa para sustentação. As placas têm de ser estruturadas (armadas com sisal ou nervuras na face superior). Por sua vez, os arames deverão ser fixados nas lajes por meio de pino de aço, cravado a revólver. Nos ambientes abertos (térreo sob pilotis), as placas têm de ser estruturadas (armadas com sisal ou nervuras na face superior) e suspensas por pendurais rígidos entre a laje e as placas, além dos arames de amarração. A instalação do gesso acartonado é realizada com tirantes metálicos reguláveis fixados a uma distancias de 1.20 m cada, e os perfis caneletas para a fixação das placas a cada 60 cm. No contorno das paredes é fixado uma cantoneira para dar inicio à colocação das placas de gesso. Forro de Fibra Mineral Pode ser encontrado em placas perfurados de lã de vidro ou aglomerado de vermiculita expandida. É constituído por fibras minerais biossolúveis, aglomerante orgânico como amido, dispersante livre de solvente, complementos naturais como argila, perlita, celulose reciclada. Possuem: • boa absorção acústica • baixa resistência à umidade • baixa resistência ao fogo. Difícil limpeza; porém é pintável. A sua estrutura é suspensa por pendurais rígidos, que suportam perfis horizontais de alumínio, onde se apoiam as placas. Forro de fibras vegetais Em placas prensadas de fibras de pinus ou eucalipto, pré-pintadas, lisas ou decoradas, perfuradas ou não, com porta-painel aparentes ou oclusos. A estrutura também é suspensa por pendurais rígidos, que suportam perfis horizontais metálicos ou de alumínio, onde se apoiam as placas. Forro de resina sintética Principalmente o de PVC e o acrílico, apresentadas em réguas ou placas opacas ou translúcidas, estas últimas resultando nos chamados forros luminosos, quando associadas à iluminação. O Forro de PVC apresenta: • Boa resistência à degradação por ação de agentes químicos • Totalmente resistente à água e à umidade • Facilidade de limpeza • Baixa absorção acústica • Baixa resistência ao fogo. Forro de Lã de vidro Baixa resistência ao fogo (placa é frágil e capa de acabamento é destruída pelo fogo) • Totalmente removível • Bom isolamento térmico • Boa absorção acústica • Menor custo entre as removíveis. Forro de Metal Principalmente alumínioe aço, apresentam-se nas mais variadas configurações. Réguas, placas, colmeias etc. Os forros suspensos de réguas metálicas são executados com régua de alumínio ou aço, obtidas pela perfilação de chapas, com padrões e dimensões variados. A estrutura de sustentação das réguas é constituída de um sistema com seção em ‘T’ invertido, em aço composto de perfil principal e de travessas. Base para aplicação: laje de concreto ou estrutura de telhado. A estrutura de sustentação, em aço ou alumínio, é composta por pendurais (reguláveis aos desníveis da base), cantoneiras e perfis de vedação (em PVC rígido), fornecidos pelo fabricante. Poderá receber manta de lã de vidro ou lã de rocha, revestida de material incombustível, sobre o forro, adquirindo então características de isolante termo acústico. Forros de Madeira Podem ser encontrados em placas, réguas, ou colmeias e possuem: • Baixa absorção acústica • Baixa resistência ao fogo; • Baixa resistência à água; • Remoção difícil – não acessível, porém pode ser desmontado. Como padrão estético é o mais valorizado em imóveis residenciais. Aplicação de Materiais de Proteção Tintas As tintas são constituídas, essencialmente, de uma suspensão de partículas opacas (pigmentos) e um veículo fluido. Os pigmentos têm a função de cobrir e de corar as superfícies; o veículo fluido serve para aglutinar as partículas, formando a camada protetora. As tintas são fabricadas, atendendo as mais diversas finalidades. Assim, existem tintas luminescentes, tintas que inibem o ataque de fungos, bactérias, algas e outros organismos, tintas resistentes ao calor e à prova de fogo etc. Tinta látex A base de água é solúvel em água, pode ser diluído com até 30% de água, para afinar ou diluir a pasta ou de acordo com o fabricante, pode ser aplicada com pincel ou rolo. Massa PVA (látex) Para aplicação se limpa a superfície, retirando-se areias soltas, a recomendação do fabricante é para aplicar o líquido selador antes da massa corrida que geralmente é aplicada com desempenadeira de aço, após secar a primeira demão, lixa-se com a lixa grossa no 40 e aplica- se a segunda demão de massa, esta deve ser feita com lixa fina nº 180, para deixar a superfície homogênea e lisa. (a necessidade de utilizar uma lâmpada durante o lixamento final para eliminar todas as imperfeições). A aplicação da massa deve ser feita em camadas finas, para um perfeito acabamento e secagem. Tinta acrílica ou sintética impermeáveis São utilizadas externamente por serem mais resistente a umidade. Deve ser utilizado o fundo selador acrílico para uniformizar a absorção das partes a serem pintadas. Massa acrílica Utilizada na parte externa da edificação, devido a sua resistência à umidade e em lugares internos onde é necessário lavar a parede periodicamente. Sua aplicação é semelhante à massa corrida, porem o lixamento é feito com água devido a sua dureza, mais resistente que a massa corrida, utiliza-se também a luz para detectar as imperfeições no lixamento. Textura acrílica Muito utilizada em superfície exterior. A aplicação é feita utilizando o fundo selador do mesmo material, porém menos concentrado e na mesma cor da textura, a aplicação da textura é feita com rolo de espuma furado em uma única demão (cruzando-se as passagens do rolo, isto é, uma vertical e a outra na horizontal e assim sucessivamente), as furações do rolo formam o alto relevo na superfície pintada, criando uma camada mais espessa que as pinturas com tintas. A última passagem do rolo deverá ser no sentido vertical, de cima para baixo, de forma que as “pontas” da textura fiquem voltadas para baixo, impedindo o acúmulo de poeira e permitindo melhor limpeza, além de melhorar o escoamento de água em superfícies externas. A textura elimina os defeitos de revestimento aramassado – camada única - sendo de maior proteção do que as tintas acrílicas. Deve se tomar o cuidado durante a aplicação para que não haja descontinuidade de cor, quanto à insolação, ventos e ar seco, outro cuidado a ser tomado é com relação às emendas. Grafiato Material semelhante à textura, com grânulos de quartzo, porém mais denso aplicado com desempenadeira de aço, sobre o revestimento argamassado – camada única desempenado - onde os grânulos formam ranhuras que devem ser trabalhadas durante a aplicação para dar melhor efeito estático. Como na textura aplica-se antes o fundo selador na mesma cor da tinta, o grafiato é um material que dá excelente acabamento com boa cobertura impermeável. Merece maiores cuidados na aplicação como na textura, quanto a insolação, ventos e ar seco, tanto quanto em relação as emendas, o ideal é prever juntas nos painéis. Granilha ou quartzo Material granular pigmentado, aplicação também com desempenadeira de aço em superfície regularizada, ou seja, revestimento de camada única desempenado, o fundo selador também é fabricado na mesma cor do material. O acabamento final da granilha ou quartzo forma uma camada regular, com aparência granular na cor desejada. A aplicação é feita em uma única demão após o fundo selador. É importante prever juntas ou divisões nos painéis para evitar defeitos de aplicação. Tinta sobre massa PVA Após a aplicação da massa corrida, aplica-se a primeira demão de tinta e faz-se a correção de massa corrida onde aparecer defeitos. Feito a correção aplica- se a ultima demão de tinta. Quando houver necessidade de aplicar uma tinta à base de solvente (ex.: esmalte sintético) sobre massa corrida, deve-se criar uma barreira com FUNDO PREPARADOR DE PAREDES ACRÍLICO, diluído em 1:1 com aguarrás, antes de aplicar o acabamento. Tinta sobre reboco de camada única Lixamento e Limpeza – Toda superfície deverá ser lixada e estar livre de pó ou qualquer outra contaminação. As paredes devem ser limpas com escova ou lixa ferro nº 40 (lixa grossa) para retirar todo o material solto, como areia e pó - 30 dias após o reboco pronto. Um reboco ou emboço será considerado curado, isto é, em condições de receber tinta após um período mínimo de 30 (trinta) dias, sendo que o tempo ideal se situa entre 45 (quarenta e cinco) e 90 (noventa) dias; Selagem da Superfície – O reboco e o concreto são superfícies bastante porosas, e por isso absorvem muita tinta e de forma irregular, aumentando o consumo e provocando manchas pela diferença de absorção. Dessa forma o uso de seladores visa à regularização e à uniformização da absorção da tinta, à melhoria da cobertura e principalmente à economia no acabamento, havendo rachaduras ou falhas no reboco, faz-se a correção; As manchas de gordura e óleo devem ser eliminadas com uma solução de detergente e água; Eliminação da Umidade - Verificar se o reboco não contém umidade interna, proveniente de tubulações furadas, infiltração pelo solo, superfícies adjacentes não protegidas, construção encostada a aterros, etc. Nestas situações as causas deverão ser totalmente sanadas e para recuperação do revestimento é necessária a aplicação de um produto que penetre e aglutine as partículas soltas. Neste caso aplica-se uma demão de FUNDO PREPARADOR DE PAREDES ACRÍLICO diluído em 1:1 (partes iguais) com aguarrás. Diluições menores que as indicadas podem causar manchas na pintura posterior ou ainda vitrificação do substrato, ocasionando falta de aderência da tinta; Com a parede pronta aplica-se à tinta em 2 (duas) ou 3 (três) demãos. Massa corrida sobre gesso Inicialmente aplica-se o liquido selador, no caso de banheiro devidoà umidade aplica-se o liquido à base óleo ou preparador de parede. Como o gesso apresenta a superfície lisa, faz-se a correção com a massa corrida, fazendo à aplicação no sentido cruzado para eliminar os defeitos de acabamentos na emenda das placas, utiliza-se também a lixa fina nº 180 para o acabamento, a pintura sobre o gesso é feita em 2 (duas) demãos. Pintura sobre Metais Procedimento: • Retirar os vestígios de ferrugem com escova de aço ou palha de aço, em caso de graxa ou gorduras, retira- se com pano embebido de aguarrás, a regularização das superfícies deve ser feita com massa plástica. • Após o emassamento e limpeza aplica-se uma demão de tinta anticorrosiva, zarcão, galvite ou similar. Para a chapa galvanizada utiliza-se o galvite. • A tinta óleo, o esmalte sintético ou acetinado é dissolvido em aguarrás, para diminuir a viscosidade, facilitando a aplicação que pode ser feita através do pincel, rolo ou a ar comprimido, após o fundo selador, aplica-se duas demãos. Aguarrás – solvente, tem a função de baixar a viscosidade do veículo, de maneira a facilitar a aplicação da tinta, em cada caso particular. Secantes – são responsáveis pelo processo de secagem, sua percentagem varia de 0.05 e 0.2%, são catalisadores de absorção química do oxigênio, portanto do processo de secagem. Pintura sobre madeiras Eliminação da resina interna. Muitos tipos de madeira são fortemente resinosos em seu interior e esse fato frequentemente provoca o aparecimento de manchas durante e após a pintura ou envernizamento. Por tal razão, deve-se eliminar essa resina interna, com a aplicação de solvente na superfície. O solvente será absorvido pelas fibras e, posteriormente, durante a evaporação, arrastará a resina para fora. Este processo deve ser repetido até que não haja mais resina no interior da madeira, o que pode ser notado pelo não aparecimento de manchas na superfície. A superfície da madeira deve ser escovada ou lixada, as manchas de gordura ou de óleo devem ser eliminadas com aguarrás (utiliza-se lixa média para madeira e faz-se a calafetação com massa óleo). Utiliza-se como fundo uma demão de óleo de linhaça ou seladora para madeira. A pintura é feita em duas demãos de tinta óleo, esmalte sintético ou metalatex acrílico. Verniz A madeira para acabamento em verniz deve ser de boa qualidade e sem qualquer defeito, pois qualquer correção a ser feita fica visível mesmo utilizando massa a base óleo. O solvente utilizado no verniz é o álcool e a aguarrás. Como fundo aplica-se seladora para madeira no interior, em seguida prepara-se a superfície com lixa fina, estando isenta de poeira aplica-se o verniz em duas camadas. O verniz pode ser aplicado a pincel ou boneca. A boneca é feita tomando-se um pedaço de pano limpo e macio envolvendo-o com um chumaço de algodão. Enverniza-se com a boneca molhando-a levemente com o verniz e passando na superfície sempre na mesma direção. • Diluição do verniz - 17 a 20% de aguarrás • Diluição da seladora - 30% de aguarrás • Utilização de Cera A superfície a ser encerada. Aplica-se uma demão de seladora diluída com 30% de aguarrás, mais 4 (quatro) demãos com 150% de laca (nitrocelulose) e 2 (duas) camadas de cera de carnaúba líquida. Para superfícies exteriores só é aplicado o verniz diluído com solvente, sem a aplicação de seladora para madeira como fundo. Resina de Silicone – é usada para impermeabilização de pedras, telhas, concretos etc. Tem resistência a altas temperaturas e é repelente à água. Repintura Preparo da superfície: • Eliminar causas de umidade interna – sanar possíveis pontos de infiltração, vazamentos, etc; • Eliminar partes soltas – Deverão ser raspadas e removidas todas as partes que se apresentarem soltas; • Eliminar manchas de mofo – Limpar a superfície com água sanitária em solução de 10% com água ou hipoclorito de sódio (cloro) diluído a 30% com água. Deixar agir por 30 (trinta) minutos e enxaguar. Em casos drásticos usar água sanitária pura ou diminuir a diluição do cloro. Independente do sistema de pintura a ser utilizado esses procedimentos deve ser seguidos. • Para ambientes como banheiros, saunas, câmaras frias, etc., onde ocorre a proliferação de fungos, indica-se o uso de tinta acrílica ANTI-MOFO, que contém fungicidas para prevenir o aparecimento de novas formações de mofo, aplicado em duas ou três demãos diluídos em 10% com água; • Eliminar trincas e rachaduras - Utilizar para essa finalidade produtos específicos; • Eliminar caiação - Lixar para tirar o excesso (partes soltas), limpar a superfície e aplicar uma demão do FUNDO PREPARADOR DE PAREDES ACRÍLICO, diluído em 1:1 com aguarrás. Obs.: Se a pintura anterior estiver em bom estado, ela servirá de base (depois do lixamento para eliminar o brilho e, limpeza para eliminação total de restos de pó ou qualquer outro contaminante). Aplicar, na sequencia, duas demãos da tinta de acabamento. Piso e pavimentação Recomendações prévias: • O solo precisa ser compactado (o ideal com equipamento mecânico - compactador mecânico); • É necessário colocar uma camada de brita para drenagem de água subterrânea antes do contrapiso; • O contrapiso tem de ser impermeabilizado, arejado e seco. Quanto à utilização da argamassa para assentamento de piso o ideal é não empregar argamassa muito rígida, sugerindo os traços 1:4 (cimento e areia) ou 1:0,25 :5 (cimento, cal e areia), em volume. Tipos de juntas para aliviar tensões Junta Estrutural É o espaço regular cuja função é aliviar tensões provocadas pela movimentação da estrutura da obra. Devem ser respeitados em posição e largura, em toda espessura do revestimento. Junta de Assentamento É o espaço regular entre duas placas cerâmicas adjacentes. Funções da junta de assentamento: • Absorver parte das tensões provocadas pela EPU (expansão por umidades) da cerâmica, pela movimentação do substrato e pela dilatação térmica, • Compensar a variação de bitola da placa cerâmica, facilitando o alinhamento; • Garantir um perfeito preenchimento e estanqueidade, • Facilitar eventuais trocas de peças cerâmicas; • Estética. Largura das juntas de assentamento para pisos cerâmicos: Áreas internas: para placas com lado maior de no máximo 20 cm, usar juntas de no mínimo 2 mm, aumentando no mínimo 1 mm para cada 10 cm de aumento da placa. Ex. uma placa com lado maior de 31 cm deve ter junta de no mínimo 4 mm. Áreas externas ou sujeitas à grande umidade: a partir de placas não teladas de lado maior 10 cm, usar juntas de no mínimo 5 mm, aumentando 1 mm para cada 10 cm de aumento do lado da placa; Grés porcelanato (argila, caulim, quartzo, feldespato): usar juntas de no mínimo 2 mm. Com baixa absorção de 0,5 a 3%. Já o porcelanato de 0 a 0,5%. * Seguir as especificações do fabricante da cerâmica. Execução de pisos cerâmicos A argamassa de regularização deve estar concluída a pelo menos 14 dias e a impermeabilização precisa estar executada e testada A camada de argamassa colante deve ser espalhada na espessura de 3 a 4 mm, a argamassa deve ser comprimida contra o substrato com o lado liso da desempenadeira de aço, passar em seguida o lado dentado, formando cordões que possibilitam o nivelamento do piso. As peças não precisam ser molhadas, mas deve ser retirada a poeira do material. Para sua aderência as peças devem ser batidas com martelo de borracha para garantir a sua aderência. Rejuntamento Para a execução do rejuntamento a recomendação é que se aguarde um período de 72 horas após o assentamento do piso. As juntas devem ser limpas, umedecida e espalhar a argamassa derejunte com rodo de borracha e em seguida frisar as juntas. Aguardar 15 minutos e limpar o excesso com um pano úmido e depois aguardar mais 15 minutos e limpar com pano seco. Deve se tomar cuidado com os elementos porosos fazendo a proteção dos componentes. A Figura 6 apresenta aplicação do rejunto com desempenadeira de PVC ou celulóide e limpeza com esponja. Junta de Movimentação para piso: é o espaço regular cuja função é subdividir o revestimento, para aliviar tensões provocadas pela movimentação do revestimento e/ou substrato. Deve ser executada em áreas acima de 20 m2 e distância não superior a 4 m, com largura de 10 mm. Em lajes muito deformáveis com grandes vãos, superior a 7 m Junta de Dessolidarização pra piso: é o espaço regular cuja função é separar a área com revestimento de outras áreas (paredes, tetos, pisos, lajes e pilares), para aliviar tensões provocadas pela movimentação do revestimento e/ou do substrato, largura 10 mm. Contrapiso de concreto Lastro de concreto, quando no solo faz-se o lastro de concreto, onde há a necessidade de colocar uma camada de brita, que tem a função de drenar e criar uma superfície adequada para o lançamento do concreto, para que este não fique em contato direto com o solo, o concreto utilizado, em condições, é o 13,5 MPa. Regularização da base sobre laje ou camada de regularização, comumente também denominado contrapiso tem a função de: • Corrigir caimentos ou regular a base, • Ajustar desníveis entre ambientes, • Permitir fixação do revestimento, • Embutimento de tubulações, • Barreira estanque, • Isolamento térmico e acústico da base. Contrapiso racionalizado A base para assentamento do piso já é regularizado juntamente com a execução do concreto. Ladrilhos hidráulicos São fabricados com cimento e areia isenta de cal, prensada, perfeitamente plana, com arestas vivas com espessura de 2cm. Normalmente assentados com argamassas nos traços 1:4 (cimento e areia) ou 1:0,25:5 (cimento, cal e areia), em volume. O solo deve ser bem compactado e a base deve ser em concreto. A Figura 11 apresenta tipos de ladrilhos hidráulicos Granilite Também chamado de marmorite. Trata-se de piso rígido e geralmente polido, com juntas de dilatação moldado in loco, à base de cimento com agregado de mármore triturado. As cores variam de acordo com a granilha e com os corantes que são colocados na sua composição. • Espessura de 12mm a 15mm sobre base regularizada. • As juntas poderão ser de perfis de PVC, com áreas limitada de 1,6 m2. • Receberá polimento em duas demãos. Cimentado externo Observar: • Apiloamento e umedecimento da superfície. • Colocação de guias removíveis, que criarão juntas de dilatação. • A espessura da camada de concreto deverá ser, no mínimo, de 6 cm e dependerá da sobrecarga que irá suportar. • A camada terá de ser feita com caimento no sentido dos locais previstos para escoamento das águas e não inferior a 0,5%. • O acabamento será obtido pelo sarrafeamento, desempeno e moderado alisamento do concreto quando ele estiver ainda no estado plástico. • Como o afloramento da argamassa deverá ser insuficiente para o bom acabamento do piso, a ela será adicionada, por polvilhamento, mais quantidade (porém seca), no traço 1:3, de cimento e areia peneirada, sem água, antes de terminada a pega do concreto. • Os cimentados precisam ser divididos em painéis, coincidindo as juntas com as da base de concreto; o afastamento máximo das juntas será de 2,5 m em cimentados externos. Execução de forma para cimentado • concretar alternadamente os quadros da forma, como em um tabuleiro de xadrez, • 2 dias após, remover as fôrmas, • utilizar as laterais das placas já concretadas como fôrma para as demais, • isolar uma placa da outra com isopor fino ou uma pintura de cal ou látex. Pavimento armado • A armadura deve ser de preferência em tela soldada. • Em caso de solo pouco confiável, utilizar armadura dupla. • O traço de concreto deve ser de acordo com a carga de serviço. Peça de Pré-moldada de concreto simples Os blocos maciços, sem armadura devem ter espessura de aproximadamente 4 cm. As peças devem ser assentadas sobre uma camada de areia de 5 cm, ou em pó de pedra em solo apiloado. Podem possuir sistema de articulação. A limitação da área será feita com guias de concreto, que impedirão que as peças se desloquem. Pedra decorativa As peças de granito, mármore, arenito, aparelhadas na espessura de 2 cm, terão de ser assentadas sobre lastro de concreto, com argamassa de cimento e areia no traço 1:4 em volume, ao assentar aplicar chapisco no traço 1:3 com cola, no tardoz da peça. As pedras frias, goiana, mineira etc, assentar na argamassa no traço 1:4 (cimento e areia) em volume, ou traço 1 : 0,25 : 5 (cimento, cal e areia) em volume. As pedras com pequenas espessuras podem ser assentadas com argamassa colante, tanto sobre argamassa regularizada ou laje regularizada tipo placas dilatadas. Mosaico Português Podem ser assentados com argamassa no traço 1:4 de cimento e areia em volume, aplicada sobre piso de concreto na espessura de 6 cm no traço 1: 4 : 5 de cimento, areia e brita (em volumes), ou podem ser assentados sobre colchão de areia ou pó de pedra, na espessura de 3cm, sendo preenchidas com mistura seca de cimento e areia no traço 1:6, as pedras, após o assentamento deverão ser molhadas e fortemente apiloadas com soquete de madeira – Este último não é um sistema muito recomendado. As pedras empregadas poderão ser basalto preto e calcário branco ou vermelho. Granitos e Mármores É recomendável, que a argamassa utilizada para execução do contrapiso, não receba cal em sua composição, pois a substância pode provocar o surgimento de eflorescências em pisos e paredes. As peças de granito, mármore, arenito, aparelhadas com espessura de 2 cm a 3 cm, terão de ser assentadas sobre lastro de concreto, com argamassa de cimento e areia no traço 1:4, em volume, segundo mesmo método e critérios estabelecidos para o assentamento de pisos cerâmicos. Pisos de Madeira Os tipos de pisos de madeira maciços são: • Tacos e Tacões • Parquete (Parquet) • Tábuas corridas (assoalho) Os tipos de piso de madeira compensada reconstituída: • Carpetes de madeira - folha de madeira natural, bastante fina, colada e prensada a uma base de madeira processada, como compensado, aglomerado, mdf ou similares. • Laminados - o piso é revestido com laminado melamínico (ou fenólico). Sua colação é feita com manta na espessura de 2 mm. A manta é composta por filme de polietileno adesivado nas bordas e filme de polietileno expandido. Assoalhos de taco ou tacão • A madeira deve estar seca em estufa. • Dimensões 1,8 cm espessura com variação de 7 à 10 cm na largura e podem variar nas dimensões de 21cm, 31cm e 41cm. • Base para aplicação: contrapiso impermeabilizado ou laje, de concreto nivelado, com camada de argamassa regularizada de cimento e areia no traço 1:3 – a cola para fixação trata-se de adesivo plástico à base de PVA (acetato de polivinila) apresenta-se em forma de líquido viscoso branco. Própria também para parquete. • Sobre a argamassa deverá ser aplicada uma película de cola com água para eliminar a poeira existente. Assoalhos de Tábuas • Tábuas corridas com sulcos longitudinais na face inferior (a fim de evitar empenamento das peças). • Largura de 10 cm a 20 cm, • Comprimento de 2,5 m a 5,5 m, • Espessura 1,8 mm, • Base para aplicação: superfície plana e sólida (laje ou contrapisoimpermeável), • Aplicação sobre barrotes de madeira espaçados a cada 35 cm, tendo seção trapezoidal de 5 cm de base maior, 3 cm na base menor e no mínimo 2,5 cm na altura, os quais se fixam à argamassa do contrapiso (a qual poderá receber vermiculita expandida, para isolamento acústico). • Sobre a argamassa regularizada entre barrotes o ideal também é aplicar impermeabilizante. • Durante o assentamento, as tábuas precisam ser fortemente apertadas umas às outras, • Utiliza-se além da fixação com prego ou parafuso uma leve camada de cola branca, para melhor aderência e amortecimento dos impactos, • O armazenamento deve ser feito por empilhamento em locais secos, tabicadas com espaçamentos de madeira uniforme para evitar empenamento. As Figuras 23 e 24 apresentam a fixação do assoalho por barrotes e também no contra piso Fixação no piso e sem cavilha: Ladrilho vinílico Ladrilho semi-flexível é uma placa quadrada, fabricada com resinas de PVC, plastificantes e pigmentos. Sua colocação é feita por colagem sobre piso alisado. Espessura 1,6 mm, 2,0 mm e 3,0 mm. Dimensão 300 cm x 30 cm. O piso de assentamento deve ter baixa rugosidade superficial, ser liso e ter baixa porosidade. É comum aplicar regularização com cola PVA e cimento pelo menos 24 horas antes. Placa de borracha sintética As utilizadas em áreas externas e rampas tem garras e são assentadas com argamassa e cimento e areia. Já as placas para áreas internas são lisas e aplicadas com cola adesiva. Propriedades: antiderrapante, amortecedora de ruídos e boa resistência ao cigarro aceso. Azulejo • A base (substrato) deve estar pronta e seca, • Os contramarcos de janelas e batentes das portas precisam estar chumbados ou com sua referência definida. • Os azulejos devem estar limpos e ser aplicados a seco, • A argamassa colante após misturada deve ficar em repouso durante 15 minutos, ao iniciar o assentamento deve ser remisturada. • A fiada mestra deve ser definida a cerca de uma fiada do piso (altura da peça), de acordo com a paginação de projeto, deve-se considerar as dimensões das peças e a espessura das juntas. • Com o nível e prumo determinado coloca-se o primeiro e o ultimo azulejo e faz se o ajuste dos demais conforme junta adotada. • Na seqüência, demarcar uma linha vertical, que servirá de gabarito. • A argamassa deve ser espalhada com o lado liso da desempenadeira em camada uniforme de 3 mm a 4 mm, numa área de aproximadamente 1 m2, passar o lado dentado da desempenadeira formando cordões que possibilitem o perfeito posicionamento do azulejo. Com os cordões de argamassa ainda frescos, bater as peças uma a uma para uma boa aderência. • O rejuntamento deve ser feito após 72 horas. Pastilhas Pastilhas são mosaicos que tem normalmente 2,55 cm x 2,55 cm e espessura variando entre 4 mm e 5 mm. Devem ser aplicadas sobre o emboço totalmente seco e com mais de 28 dias. São vendidas coladas a folha de papel Kraft, para facilitar a colocação. Esse papel deverá ser retirado posteriormente por lavagem com água levemente cáustica. A proporção de soda cáustica e água são de 1:8 (soda é água). Há pastilha de porcelana, vidrada bem como pastilha de vidro. Para assentamento de pastilha: • Molha-se o emboço com água limpa. Espalha-se a argamassa colante sobre o emboço com desempenadeira, primeiro com a parte lisa e depois com a parte dentada apropriada; • Assentam-se as placas de pastilha na parede, diretamente sobre a argamassa ranhurada; • Bater com uma desempenadeira apropriada, sobre as placas de pastilha aplicada, para obter sua total aderência. • Após 3 (três) horas, proceder a retirada do papel, aplicando, com broxa, a solução de soda cáustica molhando todo o papel Kraft. Após a secagem da argamassa de assentamento da pastilha, faz-se a limpeza da pastilha e aplica-se o rejuntamento.