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MANUAL PROFISSIONAL DE PLANEJAMENTO E CONTROLE DE OBRAS
Cronogramas, Produtividade, Dimensionamento de Equipamentos e Gestão de Prazo
Material técnico avançado destinado a engenheiros civis, engenheiros de planejamento, gestores de obras e profissionais de controle de projetos.
Este manual foi estruturado no formato de um curso profissional completo de planejamento de obras, podendo ser utilizado para treinamento técnico em empresas de engenharia e construção.
SUMÁRIO GERAL
1. Introdução ao Planejamento de Obras
2. Importância Estratégica do Planejamento
3. Papel do Engenheiro de Planejamento
4. Ciclo de Vida de Empreendimentos de Engenharia
5. Estrutura Analítica do Projeto (EAP)
6. Estrutura Analítica de Custos (EAC)
7. Levantamento de Quantidades
8. Compatibilização de Projetos
9. Planejamento Executivo
10. Métodos de Planejamento
11. Gráfico de Gantt
12. Rede de Precedência
13. Método do Caminho Crítico (CPM)
14. Linha de Balanço
15. Estimativa de Duração de Atividades
16. Planejamento de Recursos
17. Planejamento de Mão de Obra
18. Planejamento de Equipamentos
19. Planejamento de Materiais
20. Produtividade na Construção
21. Produtividade de Equipamentos
22. Dimensionamento de Frota
23. Cálculo de Ciclo Operacional
24. Planejamento de Terraplenagem
25. Planejamento de Drenagem
26. Planejamento de Obras de Arte Correntes
27. Planejamento de Pavimentação
28. Planejamento de Obras Lineares
29. Curva S
30. Controle de Avanço Físico
31. Controle de Prazo
32. Controle de Custos
33. Indicadores de Desempenho
34. Dashboards de Planejamento
35. Softwares Utilizados
36. Boas Práticas de Planejamento
37. Gestão de Riscos
38. Planejamento Integrado (Prazo + Custo + Produção)
39. Estudos de Caso
40. Exercícios Práticos
CAPÍTULO 1 — INTRODUÇÃO AO PLANEJAMENTO DE OBRAS
O planejamento de obras consiste na organização técnica da execução de um empreendimento, definindo de forma estruturada:
• sequência lógica das atividades
• prazos de execução
• recursos necessários
• metas de produtividade
• controle de custos
O planejamento transforma projetos de engenharia em planos executáveis de produção.
CAPÍTULO 2 — IMPORTÂNCIA ESTRATÉGICA DO PLANEJAMENTO
Grandes empreendimentos possuem elevada complexidade operacional. Sem planejamento adequado, os riscos de atrasos e estouros de orçamento aumentam significativamente.
Benefícios do planejamento:
• previsibilidade da execução
• redução de desperdícios
• otimização de recursos
• aumento da produtividade
• tomada de decisão baseada em dados
CAPÍTULO 3 — PAPEL DO ENGENHEIRO DE PLANEJAMENTO
O engenheiro de planejamento atua como integrador entre projeto, produção e gestão.
Responsabilidades principais:
• elaboração do cronograma executivo
• acompanhamento da produção
• análise de produtividade
• elaboração de relatórios gerenciais
• apoio à tomada de decisão
Competências fundamentais:
• visão sistêmica
• domínio de processos construtivos
• análise de dados
• comunicação com campo
CAPÍTULO 4 — CICLO DE VIDA DE PROJETOS DE CONSTRUÇÃO
As fases de um empreendimento geralmente incluem:
1. Estudos preliminares
2. Projeto básico
3. Projeto executivo
4. Planejamento
5. Execução
6. Controle
7. Encerramento
O planejamento é responsável por transformar o projeto em um plano de execução.
CAPÍTULO 5 — ESTRUTURA ANALÍTICA DO PROJETO (EAP)
A EAP representa a decomposição hierárquica do escopo da obra.
Exemplo simplificado:
Projeto
Mobilização
Terraplenagem
Drenagem
Obras de arte
Pavimentação
Sinalização
A EAP permite organizar o planejamento e o controle do projeto.
CAPÍTULO 6 — ESTRUTURA ANALÍTICA DE CUSTOS
A estrutura analítica de custos relaciona os itens do orçamento com os elementos da EAP.
Isso permite integrar:
• prazo
• custo
• produção
CAPÍTULO 7 — LEVANTAMENTO DE QUANTIDADES
O levantamento de quantidades é fundamental para o planejamento.
Fontes de dados:
• projetos executivos
• memoriais de cálculo
• planilhas orçamentárias
Exemplos de quantidades:
Volume de escavação
Área de pavimentação
Comprimento de drenagem
Volume de concreto
CAPÍTULO 8 — COMPATIBILIZAÇÃO DE PROJETOS
Antes da execução, os projetos devem ser compatibilizados.
Principais conflitos possíveis:
• interferência entre drenagem e fundações
• incompatibilidade de cotas
• interferência com redes existentes
CAPÍTULO 9 — PLANEJAMENTO EXECUTIVO
O planejamento executivo detalha o plano de execução da obra.
Etapas:
1. definição das frentes de trabalho
2. definição de recursos
3. definição de metas de produção
CAPÍTULO 10 — MÉTODOS DE PLANEJAMENTO
Principais métodos:
• Gráfico de Gantt
• Rede de precedência
• Caminho crítico
• Linha de balanço
CAPÍTULO 11 — GRÁFICO DE GANTT
Ferramenta de visualização das atividades ao longo do tempo.
Componentes:
• atividades
• duração
• datas
CAPÍTULO 12 — REDE DE PRECEDÊNCIA
A rede de precedência representa graficamente as relações entre atividades.
CAPÍTULO 13 — CAMINHO CRÍTICO
O caminho crítico representa a sequência de atividades que define o prazo total do projeto.
Atividades críticas possuem folga igual a zero.
CAPÍTULO 14 — LINHA DE BALANÇO
Ferramenta muito utilizada em obras lineares.
Permite analisar o avanço da produção ao longo da extensão da obra.
CAPÍTULO 15 — ESTIMATIVA DE DURAÇÃO
Duração = Quantidade / Produção
Exemplo:
Escavação total: 20.000 m³
Produção diária: 2.500 m³
Duração: 8 dias
CAPÍTULO 16 — PLANEJAMENTO DE RECURSOS
Recursos principais:
• mão de obra
• equipamentos
• materiais
CAPÍTULO 17 — PLANEJAMENTO DE MÃO DE OBRA
Dimensionamento de equipes baseado na produtividade esperada.
CAPÍTULO 18 — PLANEJAMENTO DE EQUIPAMENTOS
Considerações importantes:
• capacidade
• disponibilidade
• manutenção
• consumo de combustível
CAPÍTULO 19 — PLANEJAMENTO DE MATERIAIS
Planejamento logístico de fornecimento de materiais.
CAPÍTULO 20 — PRODUTIVIDADE NA CONSTRUÇÃO
Produtividade = Produção / Tempo
Unidades comuns:
m³/dia
m/dia
km/mês
CAPÍTULO 21 — PRODUTIVIDADE DE EQUIPAMENTOS
Principais equipamentos:
• escavadeira
• caminhão
• trator
• motoniveladora
• rolo compactador
CAPÍTULO 22 — DIMENSIONAMENTO DE FROTA
O dimensionamento adequado evita ociosidade de equipamentos.
CAPÍTULO 23 — CÁLCULO DE CICLO OPERACIONAL
Tempo de ciclo =
Carregamento + Transporte + Descarga + Retorno
CAPÍTULO 24 — PLANEJAMENTO DE TERRAPLENAGEM
Etapas:
• limpeza
• escavação
• transporte
• espalhamento
• compactação
CAPÍTULO 25 — PLANEJAMENTO DE DRENAGEM
Atividades:
• escavação
• assentamento
• reaterro
CAPÍTULO 26 — PLANEJAMENTO DE OBRAS DE ARTE
Inclui pontes, bueiros e viadutos.
CAPÍTULO 27 — PLANEJAMENTO DE PAVIMENTAÇÃO
Camadas:
• subleito
• sub-base
• base
• revestimento
CAPÍTULO 28 — PLANEJAMENTO DE OBRAS LINEARES
Características:
• frentes móveis
• logística extensa
• dependência entre frentes
CAPÍTULO 29 — CURVA S
Ferramenta de comparação entre planejado e executado.
CAPÍTULO 30 — CONTROLE DE AVANÇO
Monitoramento contínuo da execução.
CAPÍTULO 31 — CONTROLE DE PRAZO
Identificação de desvios do cronograma.
CAPÍTULO 32 — CONTROLE DE CUSTOS
Comparação entre orçamento previsto e realizado.
CAPÍTULO 33 — INDICADORES DE DESEMPENHO
Indicadores comuns:
• avanço físico
• produtividade
• aderência ao cronograma
CAPÍTULO 34 — DASHBOARDS DE PLANEJAMENTO
Ferramentas visuais de análise de desempenho.
Softwares utilizados:
• Excel
• Power BI
CAPÍTULO 35 — SOFTWARES DE PLANEJAMENTO
Principais softwares:
• Primavera P6
• Microsoft Project
• Power BI
CAPÍTULO 36 — BOAS PRÁTICAS DE PLANEJAMENTO
• planejamento baseado em dados reais
• integração com equipe de campo
• atualização frequente do cronograma
CAPÍTULO 37 — GESTÃO DE RISCOS
Identificação e mitigação de riscos do projeto.
CAPÍTULO 38 — PLANEJAMENTO INTEGRADO
Integração entre prazo, custo e produção.
CAPÍTULO 39 — ESTUDOS DE CASO
Análise de planejamento aplicado a obras reais.
CAPÍTULO 40 — EXERCÍCIOS PRÁTICOS
Exercícios de elaboração de cronograma e cálculo de produtividade.
CAPÍTULO 41 — TABELAS DE PRODUTIVIDADE (REFERÊNCIAS DNIT / SICRO)
As tabelas abaixo representam valores médios de produtividade utilizados em estimativaspreliminares de planejamento. Os valores podem variar conforme condições de solo, distância de transporte, organização da obra e experiência da equipe.
Escavação Mecânica
	Equipamento
	Capacidade
	Produtividade média
	Escavadeira 20 t
	caçamba 1,0 m³
	900 – 1.200 m³/dia
	Escavadeira 30 t
	caçamba 1,5 m³
	1.200 – 1.600 m³/dia
	Escavadeira 40 t
	caçamba 2,0 m³
	1.600 – 2.200 m³/dia
Transporte de Material
	Caminhão
	Capacidade
	Produção média
	10 m³
	curta distância
	300 – 500 m³/dia
	14 m³
	média distância
	500 – 700 m³/dia
	18 m³
	longa distância
	700 – 1.000 m³/dia
Compactação
	Equipamento
	Produtividade
	Rolo pé de carneiro
	4.000 – 6.000 m²/dia
	Rolo liso vibratório
	6.000 – 10.000 m²/dia
Esses valores devem sempre ser calibrados com dados reais de campo.
CAPÍTULO 42 — PRODUTIVIDADE DETALHADA DE EQUIPAMENTOS
Escavadeiras
Fatores que influenciam produtividade:
• tipo de solo
• ângulo de giro
• tempo de ciclo
• experiência do operador
Produtividade aproximada:
Produção = (Capacidade da caçamba × fator de enchimento × ciclos/hora × eficiência)
Eficiência típica: 0,75 – 0,85
Caminhões Basculantes
Tempo de ciclo típico:
Carregamento: 2 – 4 min
Transporte: depende da distância
Descarga: 1 – 2 min
Retorno: variável
Fórmula simplificada:
Produção = Capacidade × número de ciclos por hora
Tratores de Esteira
Aplicações:
• empurrar material
• espalhamento
• limpeza
Produtividade média:
300 – 600 m³/h dependendo da distância de empurramento.
CAPÍTULO 43 — EXEMPLO COMPLETO DE CRONOGRAMA DE TERRAPLENAGEM
Exemplo simplificado de planejamento para movimentação de terra em um lote de 2 km.
	Atividade
	Quantidade
	Produção
	Duração
	Limpeza
	80.000 m²
	8.000 m²/dia
	10 dias
	Escavação
	40.000 m³
	2.000 m³/dia
	20 dias
	Transporte
	40.000 m³
	2.000 m³/dia
	20 dias
	Espalhamento
	40.000 m³
	3.000 m³/dia
	14 dias
	Compactação
	80.000 m²
	8.000 m²/dia
	10 dias
Esse conjunto de atividades permite elaborar um cronograma integrado de terraplenagem.
CAPÍTULO 44 — MODELO PROFISSIONAL DE CURVA S
A Curva S representa graficamente o avanço acumulado do projeto.
Ela permite comparar:
• avanço planejado
• avanço realizado
• projeção final
Etapas para elaboração:
1. Definir pesos das atividades
2. Distribuir atividades no cronograma
3. Calcular avanço acumulado
4. Construir gráfico acumulado
Interpretação:
Se realizado planejado → adiantamento
CAPÍTULO 45 — INDICADORES UTILIZADOS EM GRANDES OBRAS
Indicadores essenciais de planejamento:
1. Avanço físico acumulado
2. Avanço físico semanal
3. Aderência ao cronograma
4. Produtividade de equipamentos
5. Produtividade de equipes
6. Desvio de prazo
7. Desvio de custo
8. Índice de desempenho de prazo (SPI)
9. Índice de desempenho de custo (CPI)
10. Produção diária média
11. Horas produtivas de equipamentos
12. Utilização de equipamentos
13. Disponibilidade mecânica
14. Retrabalho
15. Eficiência operacional
Esses indicadores são normalmente apresentados em dashboards de controle de obra.
CAPÍTULO 46 — PLANEJAMENTO DE FERROVIAS
Obras ferroviárias possuem características específicas:
• grandes extensões lineares
• logística complexa
• dependência entre frentes de produção
Principais etapas:
1. Terraplenagem
2. Drenagem
3. Obras de arte
4. Sublastro
5. Lastro
6. Lançamento de dormentes
7. Lançamento de trilhos
8. Soldagem
9. Alinhamento e nivelamento
Planejamento de Frentes de Ferrovia
Exemplo de frentes simultâneas:
Frente 1 – terraplenagem
Frente 2 – drenagem
Frente 3 – obras de arte
Frente 4 – superestrutura ferroviária
A coordenação entre frentes é fundamental para manter a produtividade.
Produtividade típica em ferrovia
	Atividade
	Produção média
	Terraplenagem
	2.000 – 5.000 m³/dia
	Drenagem
	80 – 150 m/dia
	Lançamento de dormentes
	800 – 1.200 m/dia
	Lançamento de trilhos
	1 – 2 km/dia
CAPÍTULO 47 — EXEMPLO DE CRONOGRAMA NO MS PROJECT
A elaboração de cronogramas em softwares especializados permite maior controle das dependências e dos recursos do projeto.
Estrutura básica do cronograma
Exemplo simplificado de estrutura de cronograma para obra de terraplenagem.
	ID
	Atividade
	Duração
	Predecessora
	1
	Mobilização
	5 dias
	—
	2
	Limpeza de área
	10 dias
	1
	3
	Escavação
	20 dias
	2
	4
	Transporte de material
	20 dias
	3
	5
	Espalhamento
	15 dias
	4
	6
	Compactação
	15 dias
	5
	7
	Acabamento
	5 dias
	6
Etapas para montar no MS Project
1. Inserir lista de atividades
2. Definir durações
3. Inserir predecessoras
4. Definir calendário de trabalho
5. Inserir recursos
6. Identificar caminho crítico
O software calculará automaticamente as datas de início e término.
CAPÍTULO 48 — LINHA DE BALANÇO PARA OBRA FERROVIÁRIA
A Linha de Balanço é uma ferramenta gráfica que relaciona tempo x posição ao longo da obra.
Ela é muito utilizada em obras lineares como ferrovias e rodovias.
Exemplo conceitual
Trecho ferroviário: 50 km
Frentes de trabalho:
• Terraplenagem
• Drenagem
• Sublastro
• Lançamento de trilhos
Produção típica:
Terraplenagem → 1,5 km/mês
Drenagem → 2 km/mês
Superestrutura → 3 km/mês
A Linha de Balanço permite visualizar se uma frente está alcançando ou interferindo na outra.
CAPÍTULO 49 — DIMENSIONAMENTO COMPLETO DE FROTA
Exemplo de dimensionamento para escavação e transporte de solo.
Dados:
Volume total = 50.000 m³
Capacidade da escavadeira = 1,5 m³
Tempo de ciclo escavadeira = 30 s
Eficiência = 0,80
Produção da escavadeira:
1,5 × 120 ciclos/h × 0,80 ≈ 144 m³/h
Produção diária (8 h):
≈ 1.150 m³/dia
Dimensionamento de caminhões
Capacidade caminhão = 14 m³
Tempo de ciclo transporte = 20 min
Ciclos/h = 3
Produção por caminhão:
14 × 3 = 42 m³/h
Caminhões necessários:
144 / 42 ≈ 3,4
Resultado:
4 caminhões para equilibrar a produção da escavadeira.
CAPÍTULO 50 — DASHBOARD DE PLANEJAMENTO DE OBRA
Grandes construtoras utilizam dashboards para acompanhamento gerencial da obra.
Componentes típicos
• avanço físico acumulado
• curva S
• produção diária
• produtividade de equipamentos
• aderência ao cronograma
• produção por frente de serviço
Ferramentas utilizadas
• Microsoft Excel
• Power BI
• Tableau
Estrutura típica do dashboard
Painel 1 — Resumo executivo
Painel 2 — Curva S
Painel 3 — Produção por atividade
Painel 4 — Produtividade de equipamentos
Painel 5 — Indicadores de prazo
CAPÍTULO 51 — REFERÊNCIAS TÉCNICAS DE ENGENHARIA
O planejamento de obras deve sempre utilizar referências técnicas consolidadas.
DNIT
Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes.
Publica manuais técnicos utilizados em obras rodoviárias e ferroviárias.
Principais documentos:
• Manual de Implantação Básica Rodoviária
• Especificações de Serviço
• Normas de Terraplenagem
SICRO
Sistema de Custos Referenciais de Obras.
Utilizado para:
• composições de custos
• produtividade de equipamentos
• estimativas de orçamento
TCPO
Tabela de Composições de Preços para Orçamentos.
Amplamente utilizada na construção civil brasileira para:
• composições de serviços
• consumo de materiais
• produtividade de mão de obra
CAPÍTULO 52 — BOAS PRÁTICAS UTILIZADAS EM GRANDES CONSTRUTORAS
Empresas de grande porte adotam práticas padronizadas de planejamento.
Principais diretrizes:
• integração entre planejamento e campo
• atualização semanal do cronograma
• controle sistemático de produtividade
• utilização de dashboards
• revisão contínua das metas de produção
CAPÍTULO 53 — TABELA AMPLIADA DE PRODUTIVIDADE DE EQUIPAMENTOS
Valores médios utilizados em planejamento preliminar com base em referências de mercado e manuais técnicos de infraestrutura.
Escavadeiras Hidráulicas
	Peso operacional
	Capacidade da caçamba
	Produção média (m³/h)
	Produção diária (8h)
	20 t
	1,0 m³
	90 – 120
	720 – 960
	30 t
	1,5 m³
	120 – 160
	960 – 1.280
	40 t
	2,0 m³
	160 – 220
	1.280 – 1.760
Caminhões Basculantes
	Capacidade
	Distância média
	Produção média
	10 m³
	até 1 km
	250 – 400 m³/dia
	14 m³
	até 2 km
	400 – 700 m³/dia
	18 m³
	até 3 km
	700 – 1.100 m³/dia
Tratores de Esteira
	Modelo
	Produção média
	D6
	150 – 300 m³/h
	D8
	250 – 450 m³/h
MotoniveladorasAtividade
	Produção média
	Regularização
	4.000 – 8.000 m²/dia
CAPÍTULO 54 — DIMENSIONAMENTO COMPLETO DE TERRAPLENAGEM
Exemplo prático para planejamento de produção mensal.
Dados do projeto:
Volume total de terraplenagem: 120.000 m³
Prazo desejado: 3 meses
Produção necessária:
120.000 / 90 dias ≈ 1.330 m³/dia
Equipamento de escavação
Escavadeira 30 t
Produção média: 1.100 m³/dia
Resultado:
Necessárias 2 escavadeiras para garantir margem operacional.
Transporte
Caminhões 14 m³
Produção média por caminhão: 600 m³/dia
Produção necessária: 1.330 m³/dia
1.330 / 600 ≈ 2,2
Resultado:
3 caminhões por escavadeira
Total estimado:
• 2 escavadeiras
• 6 caminhões
Produção mensal estimada:
≈ 30.000 – 35.000 m³
CAPÍTULO 55 — PLANEJAMENTO COMPLETO DE UM LOTE FERROVIÁRIO
Exemplo simplificado de planejamento para lote ferroviário de 40 km.
Etapas principais
1. Terraplenagem
2. Drenagem
3. Obras de arte
4. Sublastro
5. Lastro
6. Lançamento de dormentes
7. Lançamento de trilhos
8. Soldagem
9. Alinhamento final
Sequência típica
Terraplenagem → Drenagem → Sublastro → Superestrutura
Produções médias:
	Atividade
	Produção
	Terraplenagem
	3.000 m³/dia
	Drenagem
	100 m/dia
	Sublastro
	1 km/semana
	Lançamento de trilhos
	1,5 km/dia
Planejamento típico de frentes simultâneas:
• Frente 1 – terraplenagem
• Frente 2 – drenagem
• Frente 3 – obras de arte
• Frente 4 – superestrutura ferroviária
CAPÍTULO 56 — EXEMPLO REAL DE CURVA S
Exemplo de evolução planejada de obra ao longo de 12 meses.
	Mês
	Planejado (%)
	Realizado (%)
	1
	3
	2
	2
	7
	6
	3
	12
	10
	4
	20
	18
	5
	32
	29
	6
	45
	40
	7
	60
	55
	8
	72
	70
	9
	82
	80
	10
	90
	88
	11
	96
	95
	12
	100
	100
Interpretação:
Diferenças entre planejado e realizado indicam necessidade de ações corretivas.
CAPÍTULO 57 — MODELO DE DASHBOARD DE PLANEJAMENTO
Estrutura típica utilizada por grandes construtoras.
Painel 1 — Resumo executivo
• avanço físico total
• prazo restante
• principais riscos
Painel 2 — Curva S
Comparação entre planejado e realizado.
Painel 3 — Produção semanal
Produção de terraplenagem, drenagem e pavimentação.
Painel 4 — Produtividade de equipamentos
• escavadeiras
• caminhões
• compactadores
Painel 5 — Indicadores
• SPI (Schedule Performance Index)
• produtividade média
• utilização de equipamentos
Ferramentas recomendadas:
• Excel
• Power BI
CAPÍTULO 58 — MODELO DE DASHBOARD (ESTRUTURA PARA EXCEL / POWER BI)
Abaixo está uma estrutura recomendada de base de dados para criação de dashboards de planejamento.
Base 1 — Avanço Físico
	Data
	Atividade
	Frente
	Quantidade Planejada
	Quantidade Realizada
	05/01
	Escavação
	Frente 1
	1.200 m³
	1.050 m³
	06/01
	Escavação
	Frente 1
	1.200 m³
	1.300 m³
Essa base permite gerar gráficos de:
• produção diária
• produção acumulada
• comparação planejado x realizado
Base 2 — Equipamentos
	Data
	Equipamento
	Horas Disponíveis
	Horas Trabalhadas
	Produção
	05/01
	Escavadeira 30 t
	10
	8
	1.100 m³
Indicadores derivados:
Utilização = Horas Trabalhadas / Horas Disponíveis
Produtividade = Produção / Horas Trabalhadas
Base 3 — Cronograma
	Atividade
	Início Planejado
	Término Planejado
	Início Real
	Término Real
	Escavação
	05/01
	20/01
	06/01
	—
Essa estrutura permite gerar gráficos de atraso e aderência ao cronograma.
CAPÍTULO 59 — GLOSSÁRIO DE PLANEJAMENTO DE OBRAS
Alguns termos técnicos frequentemente utilizados por engenheiros de planejamento.
EAP (Estrutura Analítica do Projeto)
Decomposição hierárquica do escopo do projeto em partes menores e gerenciáveis.
Caminho Crítico
Sequência de atividades que determina a duração mínima do projeto.
Curva S
Gráfico que representa o avanço acumulado de produção ou custo ao longo do tempo.
Linha de Balanço
Ferramenta gráfica utilizada para controle de produção em obras lineares.
SPI (Schedule Performance Index)
Indicador de desempenho de prazo.
SPI = Avanço Real / Avanço Planejado
SPI 1 → adiantamento
CPI (Cost Performance Index)
Indicador de desempenho de custo.
CPI = Valor Agregado / Custo Real
CAPÍTULO 60 — REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Principais fontes técnicas utilizadas por engenheiros de planejamento.
DNIT — Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes
Manuais técnicos de infraestrutura rodoviária e ferroviária.
SICRO — Sistema de Custos Referenciais de Obras
Base nacional de composições de custos e produtividade.
TCPO — Tabela de Composições de Preços para Orçamentos
Referência amplamente utilizada na engenharia brasileira.
PMI — Project Management Institute
Publicação principal:
PMBOK Guide — Project Management Body of Knowledge.
Livros recomendados
Mattos, A. — Planejamento e Controle de Obras
Hendrickson — Project Management for Construction
Kerzner — Project Management
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Este manual apresenta fundamentos, métodos e aplicações práticas de planejamento e controle de obras de infraestrutura.
Os conceitos apresentados incluem:
• elaboração de cronogramas
• análise de produtividade
• dimensionamento de equipamentos
• controle de prazo e custo
• indicadores de desempenho
• dashboards de gestão
Quando utilizados de forma integrada, esses instrumentos permitem elevar significativamente o nível de gestão de obras.
Empresas de engenharia que estruturam equipes de planejamento baseadas nesses princípios tendem a apresentar:
• maior previsibilidade de prazo
• maior controle de custos
• aumento de produtividade
• melhor tomada de decisão
Este material pode servir como:
• manual técnico de engenharia
• material de treinamento corporativo
• base para cursos profissionais de planejamento de obras
• referência para engenheiros de planejamento de infraestrutura.

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