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<p>UNIVERSIDADE POLITÉCNICA – A POLITÉCNICA INSTITUTO SUPERIOR E UNIVERSITÁRIO DE TETE –ISUTE</p><p>REVESTIMENTO EM GRANILITE</p><p>TETE, MARÇO DE 2024</p><p>UNIVERSIDADE POLITÉCNICA – A POLITÉCNICA INSTITUTO SUPERIOR E UNIVERSITÁRIO DE TETE – ISUTE</p><p>REVESTIMENTO EM GRANILITE</p><p>DE:</p><p>FRANCISCO MACAMO</p><p>Primeiro Trabalho da disciplina de Estruturas e Acabamento em Edificio, do curso de Engenharia Civil 6º semestre, por orientação do Docente Eng. Nelson Luis</p><p>TETE, MARÇO DE 2024</p><p>LISTA DE ABREVIATURAS</p><p>In loco – no proprio local</p><p>OBS - Observação</p><p>n - Número</p><p>No – Número</p><p>ÍNDICE</p><p>1. INTRODUÇÃO 3</p><p>1.1. Objetivos 3</p><p>1.1.1. Objetivo geral 3</p><p>1.1.2. Objetivos específicos 3</p><p>2. Metodologia 4</p><p>3. REVESTIMENTO EM GRANILITE 5</p><p>3.1. Generalidade 5</p><p>3.2. Granitina 8</p><p>4. ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS 17</p><p>4.1. Preparação 17</p><p>4.1.1. Piso 17</p><p>4.1.2. Parede 17</p><p>4.1.3. Itens para controle de qualidade do contra piso/emboço 17</p><p>4.2. Execução 18</p><p>4.3. Acabamento 19</p><p>4.3.1. Granilite Polido 19</p><p>4.3.2. Granilite lavado tipo Fulget 19</p><p>4.4. Resina 20</p><p>4.4.1. Granilite polido 20</p><p>4.5. Observações 20</p><p>4.6. Garantias 21</p><p>4.7. Conservação 22</p><p>4.8. Granilite Polido - Acabamento aplicação de cera 22</p><p>4.9. Granilite Lavado tipo "Fulget" 22</p><p>5. PATOLOGIAS 22</p><p>6. TÉCNICAS PARA EXECUÇÃO DE PISO DE GRANILITE 24</p><p>7. CONCLUSÃO 27</p><p>8. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS 28</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>O granilite é um revestimento de concreto, mais usados em locais onde há fluxo intenso de pessoas, como escolas, aeroportos, hospitais, etc. Os tipos mais comuns de utilização são em revestimento de pisos, escadas e paredes. Apresenta uma alta durabilidade se projetado e executado de maneira criteriosa. Com os materiais que o compõe, possibilita diversas variações estéticas.</p><p>Nos granilites (também conhecidos como marmorites), são mais usados o granito e o mármore como agregados. Estes não têm só a cointribuir na resistência mecanica, assim como devem ser adequados para o projeto estético propost no que diz respeito a cores e formas.</p><p>A técnica de sua execução, diretrizes e restrições não são parametrizadas e dependem mais de quem vai executar. Não existindo padrões que determinam a produção e execução, sendo amplas as possibilidades de materiaise métodos empregues. Podem ser usados qualquer tipo de cimento, sendo comum o uso do cimento bramco.</p><p>1.1. Objetivos</p><p>1.1.1. Objetivo geral</p><p>· Estudar o revestimento em granilite.</p><p>1.1.2. Objetivos específicos</p><p>· Entender o que são granilites;</p><p>· Compreender a aplicação do granilite;</p><p>· Entender as suas patologias;</p><p>· Entender as especificações técnicas.</p><p>2. Metodologia</p><p>Este presente trabalho tem como a finalidade de pesquisa por razões puras, porque melhora o conhecimento e desenvolvimento da metodologia. Apresenta um relato de registos meticulosos e detanhados da pesquisa porque apresenta referências bibliográficas, limitações e resultados com objectividade. Quanto a natureza este trabalho e de pesquisa básica com a finalidade de gerar novos conhecimentos úteis, em torno do tema a ser abordado. Quanto a abordagem é uma pesquisa quantitativa porque compreende interpetações claras do tema dado, baseando-se no metodo indutivo. Quanto aos procedimentos técnicos é de pesquisa bibliográficas, isto é, este trabalho é elaborado a partir de materiais já publicados, consituindo artigos, normas, dissertações e teses, actualmente já disponibilizado na internet, verdadeiramente citados ao longo do trabalho.</p><p>3. REVESTIMENTO EM GRANILITE</p><p>3.1. Generalidade</p><p>O granilite é um material versátil usado no revestimento de pisos, paredes e bancadas. Composto por grânulos de minerais (mármore, granito, quartzo e calcário, misturados ou não), cimento (comum ou branco), areia e água, quando bem preparado e aplicado, pode durar mais de 40 anos. Mas para ter vida longa não pode ter contato com produtos abrasivos ou químicos, (Mapa da Obra, 2023).</p><p>Segundo (Camargo, 2010), de acordo com o estudo Subsídios para projeto e execução de revestimentos em granilite, para se produzir granilites duráveis é necessário levar em conta, na escolha dos materiais constituintes, suas características e suas interações. Os agregados utilizados para a composição do material são denominados granilhas ou granitinas. Além de auxiliarem na resistência mecânica do revestimento, eles têm também importância estética, por isso, no momento da escolha do agregado é importante se atentar aos tipos de cores, formas e granulometrias que serão oferecidos aos seus clientes, (Mapa da Obra, 2023).</p><p>A Granitina é um material composto aplicado in loco (quando fundida), como ilustra a (figura 1), ou pré-moldado (quando pré-fabricada), que é usada como pavimento ou revestimento de parede, como se pode ver na (figura 2).</p><p>Figura 1: Aplicação do granilite no local.</p><p>Fonte: https://images.app.goo.gl/DKe7CXtepjwB1xWA6.</p><p>Figura 2: Granilite pré-moldado.</p><p>Fonte: https://images.app.goo.gl/9cScHWxF2Hy5Y7587.</p><p>Os tipos de granilite são o polido e o fulgê ou lavado. Eles diferem na textura da superficie, porque o primeiro recebe acabamento liso e camada de resina, enquanto o segundo mantém o relevo dos pedriscos usados na composição. Em relação à variedade de cores, o resultado final depende da cor do cimento e dos minerais utilizados. Por ser escorregadio, o polido não é indicado para pisos. Neste caso, a melhor opção é o fulgê, naturalmente antiderrapante, (Mapa da Obra, 2023).</p><p>Figura 3: Granilite polido.</p><p>Fonte: https://images.app.goo.gl/uBS2CcyYLnQqh8Xg8.</p><p>Figura 4: Granilire fulgê ou lavado.</p><p>Fonte: https://images.app.goo.gl/T77Lpna9fCHM5agJ8.</p><p>Figura 5: Granilite lavado em escadas.</p><p>Fonte: https://images.app.goo.gl/UhFbs3csA9HMPUJ27.</p><p>Para as bancadas de cozinha, a aplicação do polido facilita a limpeza.</p><p>A mão de obra precisa ser especializada, porque o resultado final depende da mistura dos componentes e da execução correta, que exige equipamentos para aplicação, adensamento e acabamento final.</p><p>Figura 5: Granilite em bancada de cozinha</p><p>Fonte: https://images.app.goo.gl/9S8sp9VFY9xDzpeH7.</p><p>3.2. Granitina</p><p>Segundo (Camargo, 2010), as granitina, granites ou granilhas são grãos de rochas moídas, derivadas de um peocesso de moagem seletiva por cores e granulometria. Disponiveis em tonas naturais e pigmentados, são disponibilizados em tamanhos variados selecionados na moagem. Os grãos maiores conferem maior resistência à abrasão; sua resistència mecânica não depende do tamanho dos grânulos, mas sim do tipo do mineral empregue, sendo maior no quartzo e menor no mármore, tendo o granito como intermediário. A abrasão constante pode desgaatar a superfície, devendo´se incluir agregados metálicos nos pisos de alto tráfego.</p><p>Figura 6: Granitinas pó, 0,8mm. Figura 7: Granitinas 00 - 1,5mm.</p><p>Fonte: Camargo, 2010. Fonte: Camargo, 2010.</p><p>Figura 8: Granitina N°0-Fino 2,8mm. Figura 9: Granitinas N°0-Grosso3,8mm.</p><p>Fonte: Camargo, 2010. Fonte: Camargo, 2010.</p><p>Figura 10: Granitinas N° 1- 6,3mm. Figura 11: Granitinas N° 2 - 9,0mm.</p><p>Fonte: Camargo, 2010. Fonte: Camargo, 2010.</p><p>Figura 12: Granitinas N° 3 - 12,0mm. Figura 13: Granitinas N° 4 - 15,0mm.</p><p>Fonte: Camargo, 2010. Fonte: Camargo, 2010.</p><p>De acordo com (Camargo, 2010), os pigmentos aplicados não devem afetar significativamente o tempo de início de pega do cimento e a resistência final da argamassa. Os pigmentos orgânicos apresentam capacidade maior de tingimento (cadeia orgânica), embora apresentem problemas de descoloração, alteração de cor, manchamento e alteração no prazo de cura. Os pigmentos inorgânicos possuem maior durabilidade.</p><p>Ainda de acordo com o autor (Camargo, 2010), teremos uma diversidade de cores: vermelho (óxido de ferro</p><p>Fe2O3), amarelo (óxido de ferro FeOOH), preto (óxido de ferro Fe3O4), marrom (combinação de vários óxidos), verde (óxido de cromo Cr2O3), azul (óxido de cobalto Co(Al,Cr)2 O4). São produzidas também variações intermediárias de cores. Os pigmentos podem tingir tanto a argamassa preparada com cimento branco quanto com o cimento comum, e a dosagem inadequada pode causar perda de resistência à abrasão por excesso de pó na argamassa. As cores verde escuro e azul escuro não são indicadas, causando desagregação da argamassa e alteração de cor.</p><p>Figura 14: Granilite vermelho 1.</p><p>Fonte: Camargo, 2010.</p><p>Figura 15: Granilite vermelho 2.</p><p>Fonte: Camargo, 2010.</p><p>Figura 16: Granilite verde.</p><p>Fonte: Camargo, 2010.</p><p>Figura 17: Granilite bege.</p><p>Fonte: Camargo, 2010.</p><p>De acordo com (Camargo, 2010), a base sem ondulações, limpa e firme é determinante da qualidade e durabilidade do piso. Também é necessário o acabamento áspero (sarrafeado) para a aderência da massa. O marmorite não deve ser aplicado sobre gesso, cal ou fibrocimento. O contrapiso deve estar totalmente regularizado e com lastro de concreto adequado e os caimentos necessários. As juntas lineares devem estar completamente retilíneas e totalmente unidas, criando espaçamento contínuo. Os perfis para as juntas podem ser de latão, alumínio, ebonite, PVC ou outro plástico equivalente de acordo com especificação do projeto executivo. A argamassa que sustenta as juntas reduz a camada de granilite nesses pontos, mais sujeitos a fissuras.</p><p>É necessária cura úmida por um período mínimo de sete dias; no caso do fulgê, são necessários mais dias de cura. Após a limpeza das pedras em relevo, finaliza-se o revestimento. No piso polido, após a primeira cura, vem o polimento grosso e a estucagem, para preencher os poros abertos. Aguarda-se nova cura por no mínimo dois dias, quando é feito o polimento fino (com máquina manual em cantos e áreas acima de 1,60 m de altura) e, finalmente, a aplicação de resina.</p><p>A pavimentação em marmorite deve ser executada por empresa especializada, que forneça a mão de obra, máquinas e ferramentas, bem como as granitinas e juntas.</p><p>A base para aplicação do marmorite deve ser um contrapiso adequadamente limpo e nivelado, com idade superior a 14 dias e acabamento áspero. Durante a execução do contrapiso de base, devem ser chumbados, na argamassa ainda plástica, os perfis escolhidos para constituir as juntas de construção, formando painéis quadrados com área média de 1,0 m², cuidadosamente nivelados e aprumados, garantindo-se uma saliência, acima da camada de base, da ordem de 10 mm a 15 mm - a espessura da camada de marmorite. A fixação dos perfis também pode ser efetuada em sulcos abertos no contrapiso com a utilização de argamassa para chumbament.</p><p>Figura 18: Sistema de piso – granilite.</p><p>Fonte: Camargo, 2010.</p><p>De acordo com (Camargo, 2010), a dosagem recomendada do marmorite é função da granulometria do agregado:</p><p>· Agregado muito fino – nº 0 e 1, traço 1:1 (cimento e granitina);~</p><p>· Agregado fino – nº 1 e 2 ou nº 0, 1 e 2, traço 1:1, 5 (cimento e granitina);</p><p>· Agregado grosso – nº 2, 3 e 4, traço até 1:3 (cimento e granitina).</p><p>No preparo da argamassa, o cimento (branco ou cinza) deve ser misturado a seco com a granitina e com o corante. A esta mistura deve ser adicionada a água de amassamento, em quantidade suficiente para tornar a massa plástica, sem segregação de material. Esta argamassa deve ser espalhada sobre a camada de base através de réguas apoiadas sobre os perfis das juntas, e pode-se salgar a superfície com alguma quantidade de granitina para diminuir o espaçamento entre os grãos, conferindo maior homogeneidade. Em seguida, a superfície do marmorite deve ser comprimida com um pequeno rolo compressor de 50 kg (máximo), e alisada com colher, retirando todo o excesso de água e cimento que aflorar à superfície, (Camargo, 2010).</p><p>De acordo com (Camargo, 2010), o marmorite/granilite deve ser submetido à cura úmida por, no mínimo, 7 dias.</p><p>Figura 19: Piso granilite</p><p>Fonte: Camargo, 2010.</p><p>Figura 20: Piso granilite. Detalhe de coloração das juntas plásticas.</p><p>Fonte: Camargo, 2010.</p><p>O marmorite com a idade de 8 dias já pode ser polido, mecanicamente, conforme seqüência a seguir:</p><p>· 1º polimento: com esmeris de carborundum de nº 30 até o de nº 80 ou 120;</p><p>· Lavagem da superfície de modo a tornar visíveis as falhas, vazios e depressões, que são estucadas com mistura de cimento e corante (o mesmo usado no piso) aplicada com rodo;~</p><p>· Polimento final: 3 dias após o estucamento, com esmeris de carborundum cada vez mais finos (até nº 220);</p><p>· Aplicação de cera virgem ou de carnaúba branca.</p><p>De acordo com (Camargo, 2010), o piso deve ser protegido até a entrega da obra por sacos de aniagem ou filmes de polietileno, devendo-se evitar o contato com quaisquer elementos que promovam manchas no piso, tais como pontas de cigarro, massa de vidraceiro, folhas de jornal, pedaços de madeira e outros.</p><p>Em função das dimensões da área a ser pavimentada, devem ser previstas juntas de movimentação, preenchidas com material de enchimento flexível e vedada com selantes.</p><p>Juntas de dessolidarização devem ser previstas no perímetro da área revestida e em torno de barreiras, podendo ser definida por placa de isopor posicionada nestes pontos, com espessura nunca inferior a 5 mm. Estas juntas devem ser preenchidas com material de enchimento flexível e vedadas com selante.</p><p>O piso deve apresentar-se integro, sem som cavo e fissuras, ao longo de toda a superfície, e a superfície acabada deve apresentar máxima compacidade de grânulos possível e numa proporção nunca inferior a 70% de granitina.</p><p>Figura 21:Detalhe piso tipo fulgê (fulget).</p><p>Fonte: Camargo, 2010.</p><p>Figura 22:Detalhe piso tipo fulgê (fulget).</p><p>Fonte: Camargo, 2010.</p><p>Figura 23:Detalhe piso tipo fulgê (fulget).</p><p>Fonte: Camargo, 2010.</p><p>4. ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS</p><p>De acordo com a (Casa Franceza, 2018), os revestimentos de Granilite polido ou lavado tipo fulget, podem ser aplicados em qualquer tipo de superfícies horizontais ou verticais, planas ou curvas, em áreas internas ou externas. recomenda-se o granilite lavado em áreas secas ou molhadas externas e polido em áreas secas ou molhadas internas.</p><p>4.1. Preparação</p><p>É condição para aplicação do serviço que a base para o mesmo atenda às especificações técnicas descritas abaixo, (Casa Franceza, 2018).</p><p>4.1.1. Piso</p><p>· Preparar o lastro de concreto, no nível correspondente ao piso acabado, menos a espessura da camada do contra-piso/regularização e a espessura de granilite, de acordo com a granulometria da pedra determinada em projeto;</p><p>· Limpar e molhar bem o lastro de concreto;</p><p>· Aplicar a camada de contra-piso/regularização, constituída por uma argamassa de areia grossa lavada e cimento no traço (4:1 kg), bem úmida, de 3 a 5 cm de espessura. Ela deverá ser bem compactada, com acabamento sarrafeado (rústico), resultando plana, sem saliências, depressões ou cavidades, já com os desníveis necessários. O revestimento de granilite não corrige as imperfeições da camada niveladora.</p><p>4.1.2. Parede</p><p>· Limpar e molhar bem o chapisco;</p><p>· Aplicar a camada do emboço/regularização, constituída por uma argamassa de areia grossa lavada e cimento no traço (5:1 Kg), bem úmida, de 3 a 5 cm de espessura. Ela deverá ser bem batida com acabamento sarrafeado (rústico), resultando plana, aprumada, sem saliências, depressões ou cavidades. O revestimento de granilite não corrige as imperfeições da camada niveladora.</p><p>Não é recomendado a execução do revestimento em superfícies lisas, mesmo com aplicação de quaisquer produtos intermediários.</p><p>4.1.3. Itens para controle de qualidade do contra piso/emboço</p><p>· Declividade de áreas molhadas;</p><p>· Desníveis entre ambientes;</p><p>· Rugosidade superficial;</p><p>· Acabamentos de encaixe de aparelhos sanitários, grelhas e requadros;</p><p>· Planicidade de áreas secas;</p><p>· Acabamentos de arestas;</p><p>· Aderência do contra-piso/emboço à base;</p><p>· Resistência superficial ao impacto;</p><p>· Compacidade.</p><p>4.2.</p><p>Execução</p><p>Segundo (Casa Franceza, 2018), para execução do revestimento em granilite, o contra piso/emboço deverá ser muito bem limpo e lavado. Após isso, são colocados os divisores plásticos ou metálicos para posterior fundição de argamassa de granilite, de maneira a se posicionar nivelado e aprumado ao acabamento do piso/parede. A altura dos divisores deve ser determinada conforme granulometria das pedras ou conforme indicado no projeto. Os revestimentos em granilite devem ser executados em painéis de 1,20 x 1,20m, no máximo, limitados por divisores em perfilados retangulares de latão, plástico, alumínio ou materiais similares. Também pode ser em perfilados de madeira para serem retirados posteriormente. Esta última alternativa é mais trabalhosa e requer profissional mais experiente para o resultado sem os divisores aparentes. Também denominado de junta seca. A modulação de 1,00 x 1,00m garante melhor planicidade do revestimento.</p><p>Após a colocação dos divisores, a camada regularizada (contra piso/emboço) deverá ser muito bem molhada para garantir a ancoragem do revestimento à base. A argamassa de granilite será lançada e desempenada sobre a base, e, no momento certo de pega, deverá ser providenciado o espalhamento superficial da granilha adicional. Quando o traço contiver granulometrias maiores, a camada de semea será comprimida com a desempenadeira ou em alguns casos com pequeno rolo compressor. Em seguida, a argamassa de granilite será alisada com desempenadeira de aço.</p><p>Os revestimentos de granilite polido ou lavado tipo fulget, são constituídos de uma argamassa de cimento branco e ou comum e mármore moído no traço (50:80 kg) para pisos e (25:40:80 kg) para paredes, adicionado de corante se indicado em projeto e cal para paredes. A espessura mínima da camada de revestimento em granilite é de 8mm. Para o revestimento em paredes, a granulometria máxima é nº1. Para projetos especiais, poderão ser utilizados outros tipos de agregados como arenito, cristal e etc.</p><p>Para execução de revestimentos de alta resistência os agregados deverão ser de pedras do tipo quartzo, diábase e em pequena quantidade comum dolomítica.</p><p>4.3. Acabamento</p><p>4.3.1. Granilite Polido</p><p>De acordo com (Casa Franceza, 2018), após um intervalo de cura (5 a 7 dias), deverão ser feitos os primeiros polimentos mecânicos com esmeris grãos 36 a 60 (para os revestimentos de alta resistência, inicia-se com esmeris grãos 24). Concluído este primeiro polimento, o piso deverá ser completamente limpo, para efetuar o estucamento (calafetação dos poros) com cimento (branco e ou comum), corrigindo eventuais falhas. Como estas pequenas falhas serão preenchidas exclusivamente com o cimento que foi utilizado na massa original, pequenas manchas poderão ocorrer.</p><p>Após 2 dias, o excesso de estuque poderá ser retirado com esmeris grãos 120, resultando no piso polido.</p><p>O polimento manual, na fase final, só é permitido em locais inacessíveis para as máquinas grandes.</p><p>Maior polimento em casos especiais, poderá ser alcançado com esmeris grãos 220. Abrasivos especiais são utilizados para execução sem pó e para serviços com acabamento de alto brilho.</p><p>Todos os serviços deverão ser entregues com uma demão de cera para proteção ou resina caso especificados em projeto.</p><p>Este serviço é artesanal feito com máquinas convencionais, portanto o revestimento final de piso/parede poderão ter eventuais desníveis/desaprumo. A paginação dos painéis com os divisores tem o fim exclusivo de controle de planicidade.</p><p>4.3.2. Granilite lavado tipo Fulget</p><p>De acordo com (Casa Franceza, 2018), depois de um intervalo de cura, o revestimento será esponjado para retirar o excesso de cimento.</p><p>Após 2 dias, o revestimento deverá ser limpo com ácido para a limpeza das pedras na sua superfície.</p><p>Este serviço é artesanal, feito com máquinas convencionais, portanto o revestimento final de piso/parede poderão ter eventuais desníveis/desaprumo. Os serviços serão entregues com acabamento natural.</p><p>4.4. Resina</p><p>4.4.1. Granilite polido</p><p>Resina de poliuretano Bi-componente.</p><p>De acordo com (Casa Franceza, 2018), para aplicação de resina o piso deverá estar 100% limpo e seco. O prazo estimado para início de aplicação é de 05 a 07 dias (resina acrílica) e 20 a 22 dias (resina poliuretano), para a cura do cimento.</p><p>OBS.:</p><p>· O uso de materiais como sapólio, palhas de aço e álcool acima de 96%, pode prejudicar a durabilidade, a qualidade e poderão manchar a resina;</p><p>· A resina tem forte odor, não pode ser aplicada em ambientes enclausurados;</p><p>· Resinas, depois de aplicadas, realçam as cores e os veios das pedras;</p><p>· A resina pode formar pequenas “bolhinhas” que tendem a sumir com o uso;</p><p>· Eventuais defeitos de fundição ficarão realçados;</p><p>· Após a aplicação da resina, evitar o contato com fitas adesivas.</p><p>4.5. Observações</p><p>De acordo com (Casa Franceza, 2018), ocorrerão trincas de alguma forma, em quantidades e locais diferentes, independente da boa execução do serviço. Elas podem ser estruturais ou plásticas. As estruturais são decorrentes da movimentação do imóvel, eventuais eletrodutos colocados no contra piso ou mesmo problemas na execução do contra piso/emboço. As plásticas ocorrem por retração do cimento, fator natural de exudação da água, que deixa micro-vazios, que geram tensões que provocam as trincas.</p><p>Evitar colocar conduites no contra piso. Execuções do revestimento em granilite, em locais onde estão instaladas eletrocalhas, terão maior incidência de trincas. Sugerimos a colocação de tela metálica sobre as mesmas, para melhor resultado. A espessura restante sobre a eletrocalha é muito pequena e terá comportamento distinto ao restante do piso.</p><p>Para edificações com estruturas especiais, consultar um calculista para a execução da regularização.</p><p>Quando houver pisos e ou paredes de madeira vizinhos a revestimentos de granilite e ou fulget, recomendamos que os revestimentos de granilite e ou fulget sejam realizados antes dos revestimentos de madeira.</p><p>Recomenda-se para a execução de pisos brancos a utilização de pedras a partir do grão 1.</p><p>Os serviços com granulometria /8, estão sujeitos a maior demonstração de trincas. A semea de agregados maiores apresenta as pedras de forma aleatória e menos homogênea.</p><p>De acordo com (Casa Franceza, 2018), independente da boa execução do serviço, por ele ser artesanal, alguns problemas podem ocorrer, como:</p><p>· Tabeiras e rodapés ligeiramente escurecidos, pois são polidos com máquinas manuais de alta rotação;</p><p>· Variação de tonalidade do mármore (principalmente amarelo claro palha), quartzo e granito granulados, por serem produtos naturais;</p><p>· Variação da tonalidade do cimento;</p><p>· Variação entre o acabamento final do serviço e a amostra aprovada.</p><p>Nos serviços de limpeza e polimento não é possível garantir o nivelamento do revestimento existente e a eliminação total de eventuais manchas e ou trincas existentes, bem como cor igual nos remendos a executar.</p><p>4.6. Garantias</p><p>Segundo a (Casa Franceza, 2018), a boa execução dos serviços garante:</p><p>· Linearidade na colocação dos divisores plásticos e ou metálicos;</p><p>· Densidade uniforme na colocação das pedras, lembrando ser um serviço artesanal;</p><p>· Cores uniformes sem manchas em serviços policromáticos com desenhos;</p><p>· Planicidade no serviço, considerando que é um serviço artesanal e que poderão ocorrer eventuais ondulações;</p><p>· Ancoragem do revestimento na base (regularização).</p><p>4.7. Conservação</p><p>Segundo a (Casa Franceza, 2018), concluída a fundição e também após a conclusão do serviço, a obra deverá proteger o revestimento com plástico bolha e plástico preto em seguida. Caso existam ainda serviços com andaimes, também utilizar alguma proteção mecânica.</p><p>4.8. Granilite Polido - Acabamento aplicação de cera</p><p>Segundo a (Casa Franceza, 2018), a limpeza regular deverá ser feita com detergentes neutros ou sabão em pó. Não utilizar Cloro, Cândida ou Ácidos.</p><p>A freqüência de aplicação de cera será determinada em função do uso (trânsito no local). Após a aplicação da cera, executar o polimento com enceradeira, para melhor cristalização.</p><p>4.9. Granilite Lavado tipo</p><p>"Fulget"</p><p>Segundo a (Casa Franceza, 2018), a limpeza com lava-jato deverá ser usado com o bico regulado para jato em leque, jamais pontual, com detergentes neutros ou sabão em pó. Não utilizar Cloro, Cândida ou Ácidos.</p><p>5. PATOLOGIAS</p><p>De acordo com (Camargo, 2010), nos pisos do tipo marmorite e granilite, as trincas e fissuras são comuns, devido à aderência da massa à base, formando um corpo único, monolítico, suscetível a movimentações da estrutura. O tempo de cura inadequado e erro na proporção dos componentes, ou ainda uma mistura não uniforme também podem alterar o produto final. Fissuras causadas por retração durante a cura são muito comuns, e a utilização de diferentes materiais (cimentos, areia e granitinas) explicam boa parte das patologias.</p><p>No granilite tipo fulgê (fulget), as fissuras também podem surgir na massa de cimento, ficando ocultas sob as pedras da superfície. A coloração disforme costuma provir da variação do lote do cimento ou dos pedriscos no meio da execução.</p><p>Dentre as principais causas: deficiências executivas no contrapiso, cura inadequada, ausência de juntas de dilatação, retração química, retração de secagem, movimentação estrutural, movimentações térmicas, movimentações higroscópicas.</p><p>Figura 24: Recuperação piso granilite Abertura e aspiração das trincas. Aplicação de metacrilato nas trincas.</p><p>Fonte: Camargo, 2010.</p><p>Figura 24: Recuperação piso granilite Abertura e aspiração das trincas. Aplicação de metacrilato nas trincas.</p><p>Fonte: Camargo, 2010.</p><p>Figura 25: Recuperação piso granilite. Aplicação de metacrilato nas trincas.</p><p>Fonte: Camargo, 2010.</p><p>Figura 26: Recuperação piso granilite. Aplicação de metacrilato nas trincas. Fonte: Camargo, 2010.</p><p>6. TÉCNICAS PARA EXECUÇÃO DE PISO DE GRANILITE</p><p>De acordo com (Revestimentos Grani Torre LTDA), Limpeza de todas as impurezas da superfície, tanto da laje ou lastro de concreto.</p><p>Aplicação de argamassa com areia grossa lavada e cimento no traço 1x1, bastante homogênea, aplicado com vassourão para obter melhor aderência da regularização.</p><p>Em seguida: execução de argamassa; cimento e areia grossa lavada, no traço 1x3. (Não faltar e nem exceder na quantidade de água).</p><p>Colocação de juntas plásticas ou de latão para dilatação, formando quadros de acordo com o projeto.</p><p>OBS: Não ultrapassar 2x2 m.</p><p>O granilite pode ser aplicado nas seguintes granulometrias: n. 0,1,2 e 3, e nas seguintes espessuras:</p><p>08 mm para granulometria n. 0;</p><p>10 mm para granulometria n. 1;</p><p>12 mm para granulometria n. 2;</p><p>15 mm para granulometria n. 3</p><p>O granilite é confeccionado com os seguintes materiais: Agregado Minerais moídos: (Mármore, Calcário, Quartzo, etc.) e Cimento (comum ou branco) conforme proporção abaixo:</p><p>08 mm - agregado 14 kg. - cimento 08 kg.</p><p>10 mm - agregado 16 kg. - cimento 10 kg.</p><p>12 mm - agregado 18 kg. - cimento 12 kg.</p><p>15 mm - agregado 28 kg. - cimento 16 kg.</p><p>Para piso de 12 e 15 mm, acrescentar 04 kg. de agregado p/m2 para semea.</p><p>Na superfície usar rolete e desempenadeira de aço.</p><p>A cura poderá ser feita com água.</p><p>Após a cura, que deverá ser feita com água, pode-se entrar com polimento. Primeiro esmeril de grão n.36 para polimento grosso, e em seguida esmeril n.60 para calafetar com cimento da mesma marca para fechar os poros.</p><p>Após 3 a 4 dias, passar máquina com esmeril n.120 para tirar o excesso de cimento da superfície e dar o acabamento liso.</p><p>O acabamento final pode ser feito com cera à base de petróleo ou duas demãos de resina acrílica, isto já com a superfície seca.</p><p>Proteção com lona preta ou plástico bolha após resinado e aplicação de gesso para proteção.</p><p>7. CONCLUSÃO</p><p>Duma forma concisa, pude entender que o grainilite é um revestimento com base em grânulos de minerais, seja mármore, granito, quartzo e calcário. A sua aplicação é feita com argamassa, não existem restrição quanto ao tipo de cimentio, desde que atendas as necesidades precisas, e é mais comum o uso de cimento branco. O granilite pode ser aplicado no local da obro ou pode ser pré-fabricado, e isso depende mais de onde vai ser aplicado, no piso e mais comum a aplicação, ao contrario das bancadas e parede. Para atingir uma resistência, e estetica desejavel, deve-se selecionar corantes (pigmentos) e aditivos que não comporometam a resistência e a estetica do revestimento, podendo envitar patologias futuras.</p><p>Quanto ao tipo teriamos o granilite pulido e o lavado, com uma total diferença a sua aplicação, assim como na sua testura, em condições esteticas e técnicas tera uma grande diferença em sua função, ex a razão da analise do local de aplicação.</p><p>8. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS</p><p>Casa Franceza, Especificações técnicas para revestimento de granilite, São Paulo, 2018. Recuperado em: https://assets.ctfassets.net/vatnpiyci8zi/11tlX4rqkU0UEEc04cieIA/c197688e88f0994a79911ebd043c2235/especifica____es_granilite_e_fulget_-_rev.1.pdf.</p><p>Camargo, M. S., Pisos à base de cimento: Caracterização, execução e patologias, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2010. Recuperado em: https://repositorio.ufmg.br/bitstream/1843/BUOS-9A4G92/1/pisos_a_base_de_cimento_maria_de_f_tima_santos_camargo_cd.pdf.</p><p>Mapa da Obra, O que são granilites e seus materiais, 2023. Recuperado em: https://www.mapadaobra.com.br/negocios/materiais-para-fazer-granilite/.</p><p>Revestimentos Grani Torre LTDA, TÉCNICAS PARA EXECUÇÃO DE PISO DE GRANILITE, AEC web. Recuperado em : https://api.aecweb.com.br/als/catalogos/FULGET/Fulget_PISOGRANILITE.pdf.</p><p>26</p><p>image2.jpeg</p><p>image3.jpeg</p><p>image4.jpeg</p><p>image5.jpeg</p><p>image6.png</p><p>image7.jpeg</p><p>image8.png</p><p>image9.png</p><p>image10.png</p><p>image11.png</p><p>image12.png</p><p>image13.png</p><p>image14.png</p><p>image15.png</p><p>image16.png</p><p>image17.png</p><p>image18.png</p><p>image19.png</p><p>image20.png</p><p>image21.png</p><p>image22.png</p><p>image23.png</p><p>image24.png</p><p>image25.png</p><p>image26.png</p><p>image27.png</p><p>image28.png</p><p>image29.png</p><p>image1.png</p>