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REVESTIMENTOS EM PEDRAS 
PROFa EngaDra MONICA STUERMER
As rochas ornamentais e de revestimentos, também designadas como pedras naturais, rochas lapídeas, 
rochas dimensionadas e materiais de cantaria, abrangem os tipos litológicos que podem ser extraídos 
em blocos ou placas, cortados e beneficiados em formas variadas. Seus principais campos de aplicação 
incluem tanto a confecção de peças isoladas para decoração como esculturas, tampos, balcões e pés de 
mesa, quanto à confecção de lápides para arte funerária, em geral, e revestimentos internos e externos 
para construção civil.
A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) define rochas ornamentais como material rochoso 
natural submetido a diferentes tipos de beneficiamento em sua superfície (polimento, apicoamento, 
flameamento, aparelhamento, etc.), utilizadas para exercer uma função estética em diversas áreas de 
aplicação (construção civil, arte funerária e outras). 
O termo rocha para revestimentos é definido pela ABNT como rocha natural que não foi submetida a 
processos de beneficiamento em sua superfície. Seus principais campos de aplicação incluem 
especialmente pisos, paredes e fachadas, em obras de construção civil.
INTRODUÇÃO
CLASSIFICAÇÃO DAS ROCHAS
As propriedades das rochas são regidas por quatro aspectos: A composição mineralógica, 
estrutura, textura e granulometria: 
Composição mineralógica: referente à composição química, à formação e às alterações 
na estrutura de cada mineral componente. Influencia em propriedades da rocha e na sua 
durabilidade
Estrutura: está relacionada com a orientação, as posições de massas rochosas em uma 
determinada área, as feições resultantes de processos geológicos (falhamentos, 
dobramentos, intrusões ígneas, etc).
Textura: está ligada a mineralogia e as condições físicas durante a formação de cada 
rocha e diz respeito ao arranjo microscópico dos minerais que a formam. A principal 
característica referente a textura e a porosidade, permeabilidade e as resistências 
mecânicas.
Granulometria: diferencia as rochas macroscopicamente de acordo com o tamanho dos 
seus grãos.
A especificação das rochas ornamentais baseia-se no 
padrão estético e nas características tecnológicas 
constituídas pela tipologia do jazimento e 
propriedades físico-químicas e mineralógicas. Estas 
características são influenciadas pelas técnicas de 
extração e beneficiamento. As especificações são 
obtidas através de análises e ensaios:
Petrografia (análise micro e macroscópica da rocha): 
analisa a composição mineralógica, o grau de 
alteração e o estado microfissural da rocha, de forma 
a prever a durabilidade em solicitações de atrito, 
esforços flexores e compressores e na presença de 
líquidos.
Composição mineralógica (difractometria de raio X);
Composição química (análises químicas diversas);
Propriedades físico-mecânicas (resistência à 
compressão, resistência à flexão, resistência ao 
impacto, resistência ao desgaste, porosidade, etc.),
CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS
Características técnicas
Parâmetros de Qualidade
Melhor será a qualidade da rocha ou seu desempenho, quanto menor for:
- a presença e os teores de minerais alterados ou alteráveis, friáveis ou solúveis que possam 
comprometer seu uso, durabilidade e seu lustro;
- a absorção d’água; 
-a porosidade;
- o desgaste Amsler; (resistência ao atrito, por tráfego de pessoas ou veículos) 
- o coeficiente de dilatação térmica.
Melhor será a qualidade, quanto maior for: 
- a resistência à compressão uniaxial;
- o módulo de elasticidade; 
- a resistência ao impacto; 
- a resistência à flexão (módulo de ruptura); 
- a resistência ao congelamento e degelo.
Pedras brutas
ARENITO
Usado apenas no estado bruto, é comercializado em placas e em diversos 
outros tipos de corte. Quando utilizado nos calçamentos em conjunto com o 
basalto e o mármore forma o chamado mosaico português. Pode ser usado 
também em paredes, conferindo um aspecto rústico ao ambiente. Disponível 
em quatro cores: mostarda, branco, preto e vermelho. O assentamento é 
demorado e precisa de mão de obra especializada. A manutenção é fácil, mas 
precisa de limpeza e manutenção constantes, sendo que algumas pedras do 
mosaico podem descolar com o tempo. A limpeza requer apenas água e 
sabão.
Escada em Caco de Arenito Mesclado
Pedras brutas
MOSAICO PORTUGUÊS 
O revestimento em Mosaico Português resulta do 
assentamento com pedras de formato irregular, 
geralmente de calcário, arenito e basalto, que podem ser 
usadas para formar padrões decorativos pelo contraste 
entre as pedras de distintas cores. As cores mais 
tradicionais são o preto e o branco, embora sejam 
populares também o castanho e o vermelho. Em certas 
regiões brasileiras, porém, é possível encontrar pedras em 
azul e verde. 
Pedras brutas
MIRACEMA
A pedra Miracema é um granito (rocha ígnea composta de
minerais variados). Por ser resistente, antiderrapante, de baixo 
custo e de fácil manutenção, esta pedra é uma das mais usadas 
no revestimento de piso de grandes áreas externas Também é 
uma ótima opção para muros, fachadas e caminhos paisagísticos.
TAMANHO PADRÃO:
Serrada: 11,5x11,5 - 11,5x23 - 23x23 - 15x30 - 30x30 - 23x47, 47x47 
Corte manual: 50x50.
Lajotão : 50 x 50 cm
Blocos : a combinar
Pedras brutas
São Tomé, Mineira, Goiás, Itacolomy e Quartzito
São rochas flexíveis, antiderrapante, muito absorventes e que não 
propagam calor. Indicadas para o revestimento de beiras de piscinas e 
áreas de lazer. A limpeza se faz com água e sabão, ou, de forma mais 
profunda, com ácido muriático pois mancham com facilidade.
São Tomé
Sua principal característica é não absorver o calor e não reter a água.
Devido a sua beleza e resistência podem ser usados como pisos 
naturais, revestimento de paredes e detalhes em fachadas internas ou 
externas.
É um quartzito que possui nobreza de texturas, sendo anti-derrapante, 
com baixa absorção de água, atérmico (não retem calor), durável e 
prático.
Pedras brutas
Mineira
É um quartzito naturalmente belo, durável, anti derrapante e 
com baixa absorção de calor. A versatilidade da pedra mineira 
faz com que ela venha sendo cada vez mais utilizada para 
acabamentos em geral.
Pedras brutas
Goías
O Quartzito Goiás ou Pedra Goiás diferencia-se das 
demais pedras pelo seu brilho natural e firmeza. 
É antiderrapante, com adaptação ideal tanto a ambientes 
internos como externos. Devido aos seus efeitos estéticos 
variados e únicos, é uma ótima opção para revestimento de 
paredes e piso.
As pedras podem ser cortadas manualmente, serradas com 
discos diamantados ou mesmo em retalhos(cacos), tendo 
também os filetes(canjiquinha) com face serrado ou rústico.
Pedras brutas
Itacolomy
O Itacolomy é usado para a decoração interna e externa, em 
ambientes finos ou rústicos. Trata-se de uma pedra muito diversificada 
em suas cores, passando de tons azuis aos avermelhados.
Muito útil e bonita para passarelas e decoração em jardins e fachadas, 
disponível em corte serrado e cacos irregulares. Uma boa opção para 
projetos ousados e exóticos.
Pedra fria e anti-derrapante
Pedras brutas
Quartzito
Uma característica importante é que esta pedra não retém 
calor, sendo possível sua utilização em áreas expostas ao sol
Pedras brutas
Seixo rolado
Tem forma arredondada devido ao movimento das águas dos rios. Aquece 
pouco e sua utilização se dá em jardins, muros e paredes. Apesar de duro 
e resistente, é inadequado para pisos externos, a não ser como decoração 
localizada. Isto porque não dá estabilidade para a circulação e pode ficar 
escorregadio, caso não sejam previstas juntas maiores entre as pedras. A 
limpeza é fácil, mas as pedras se soltam facilmente se não forem bem 
calçadas com massa.
Pedras brutas
Canjiquinha
Também conhecida como Filete ou Pedra Palito, é derivada do corte da 
pedra natural, que pode ser Mineira, Goiás, Arenito, Miracema, 
Luminária e Madeira, sendo os de pedra Mineira os mais utilizados.
A largura, o comprimento e a profundidade são. Essasdiferenças de 
tamanhos e espessuras da pedra são distribuídas pelo profissional de 
colocação de maneira que o trabalho tenha harmonia.
A Pedra Canjiquinha, é muito utilizada em revestimentos de paredes 
internas ou externas, em painéis, colunas, fachadas, cascatas e muros. 
Ela pode ser colocada do lado rústico (cortada na prensa) ou do lado 
liso (cortada na serra).
Granitos : rocha ígnea de grão fino, médio ou grosseiro, composta essencialmente 
por quartzo, mica e feldspato. Distinguem-se pelas suas inigualáveis beleza e dureza, sendo totalmente 
recicláveis, ecológicas e de fácil manutenção. Além dos granitos tradicionais, saiba que ainda pode 
encontrar uma extensa gama de cores, tonalidades, formas e acabamentos desta rocha.
Calcários : rochas sedimentares que contêm minerais com quantidades acima de 30% de carbonato de 
cálcio . Quando o mineral predominante é a dolomita, a rocha calcária é denominada calcário 
dolomítico. tanto podem ser utilizados em áreas interiores como em espaços exteriores. Este tipo de 
pedra também se caracteriza pela sua elevada resistência ao fogo e pelas suas excelentes propriedades 
antiderrapantes. 
Mármores : rocha metamórfica originada do calcário. pedra de forte calidez e, apresenta diferentes 
acabamentos e texturas
Ardósia : rocha metamórfica sílico-argilosa . Utilizada em pavimentos, fachadas, tampos de laboratórios, 
e em decorações interiores e exteriores. Folhas finas de ardósia preta ou cinza escuro eram o material 
mais usado na produção de quadros-negros. 
PRINCIPAIS ROCHAS ORNAMENTAIS 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Rocha_%C3%ADgnea
GRANITOS
Granitos
MÁRMORE
Marmores
20
A Ardósia não é indicada para calçamento externo 
pois esquenta bastante, além de ser lisa e 
escorregadia quando molhada. Pode ser usada para 
fazer detalhes ornamentais, desde que colocada com 
grande espaço de rejunte e que seja usado rejunte 
de boa qualidade, com elasticidade.
A Ardósia é encontrada nas cores verde, preta e 
cinza, esta última a mais comum e barata. Pode ser 
fornecida em lajotas retangulares - geralmente 
40x40cm - ou em placas irregulares, para um efeito 
mais artístico.
Em termos de manutenção, precisa de limpeza 
constante, pois mancha com facilidade, recomenda-
se limpar apenas com sabão neutro, evitando 
escovas e outros abrasivos. Para selar seus poros o 
ideal é colocar uma camada de resina, mas isso deixa 
a pedra ainda mais lisa.
ARDÓSIA
ARDÓSIA
PRINCIPAIS ROCHAS ORNAMENTAIS 
Especificações, segundo ASTM, para rochas ornamentais utilizadas no revestimento 
de edificações.
a) rochas silicáticas, silicosas e síltico-argilosas, do ponto de vista físico-mecânico, mostram-se 
superiores às carbonáticas para revestimentos externos, pisos em geral e áreas de serviço;
b) rochas carbonáticas e ultramáficas são ideais para interiores, com restrições aos pisos de alto 
tráfego, às áreas de serviço e às pias de cozinha;
c) em cidades litorâneas, evitar rochas carbonáticas para fachadas e pisos, pelo ataque do aerossol 
marinho, que contém ácido clorídrico, e pela abrasividade das areias de praia que se fixam no solado 
dos calçados e riscam os pisos.
d) Não combinar duas rochas com resistências distintas à abrasão, por exemplo mármore e granito, 
para um mesmo piso em local com alto tráfego de pedestres, pois seguramente ocorrerá desgaste 
diferencial ao longo do tempo; 
e) evitar a utilização de mármores em degraus de escadas com grande volume de tráfego, pois haverá 
maior desgaste e embaciamento no centro dos degraus.
f) acabamentos apicoados, flameados, escovados e levigados, menos escorregadios, são preferíveis 
para pisos externos e com tráfego de pedestres. Porém, os acabamentos rugosos aumentam a 
superfície específica da face tratada e produzem microfissurações, ampliando assim a absorção de 
líquidos e impregnação de sujeira. Para diminuição do risco de escorregamento em pisos de face lisa de 
áreas externas, sugere-se aumentar a abertura das juntas e diminuir a dimensão individual das placas.
USOS RECOMENDADOS 
ETAPAS DE PRODUÇÃO
Extração
A lavra de rochas como mármore e granito é feita de formas 
variadas. As mais comuns são através de agentes explosivos e 
através de massa expansiva.
AGENTES EXPLOSIVOS
Primeiramente são estabelecidos furos verticais, de 7m a 8m 
de profundidade cada, sobre as rochas através de máquinas 
perfuratrizes. Em seguida, tais furos são preenchidos com 
explosivos especificados com “potência” adequada para cada 
tipo de rocha. Esta etapa é importante para que se evitem 
desperdícios na hora da explosão. 
ETAPAS DE PRODUÇÃO
Extração
MASSA EXPANSIVA
Este método consiste na aplicação de argamassa expansiva nos furos estabelecidos nas rochas. Esta 
argamassa é uma substância em pó, composta principalmente por cal virgem, que consiste em um 
agente de fragmentação não explosiva. Quando misturada com água, ela sofre um processo de 
hidratação, aumentando de volume e causando grande pressão sobre as paredes que esta em 
contato. 
Extração
Corte primário do bloco 
TECNOLOGIAS DE BENEFICIAMENTO
Serragem
Os blocos provenientes das pedreiras são selecionados e 
enviados para a indústria de beneficiamento, onde é 
realizado o desdobramento em chapas semiacabadas. A 
serragem é efetuada por equipamento denominado tear 
mecânico, que corta os blocos em chapas de 1,5 a 3cm
TECNOLOGIAS DE BENEFICIAMENTO
Acabamento superficiais
Levigamento
Processo destinado a eliminar irregularidades e 
rugosidades da superfície das chapas geradas no 
processo de serragem. Nesta etapa são utilizados 
elementos abrasivos de grãos grossos com dureza 
maior que a rocha e de grande poder de desbaste. O 
processo é a úmido e a água tem a função de 
refrigerar os equipamentos e remover os resíduos 
gerados . Trata-se de um acabamento semi-polido, 
adequado a áreas internas ou externas. Neste ponto 
a chapa já pode ser comercializada como piso anti-
derrapante ou segue para a aplicação de resina e 
posterior polimento.
TECNOLOGIAS DE BENEFICIAMENTO
Acabamento superficiais
Resinagem 
Nesta etapa a chapa recebe uma camada de resina especial para cobrir todos os poros do material e 
depois segue para um primeiro polimento ou lustração.
TECNOLOGIAS DE BENEFICIAMENTO
Acabamento superficiais
Polimento 
Consiste na abrasão da superfície, por meio do atrito 
de constituintes de dureza superior aos minerais 
presentes na rocha. 
O polimento é obtido através do fechamento dos 
poros deixados durante o levigamento, produzindo 
uma superfície espelhada que irá exibir o brilho da 
rocha. 
O abrasivo, mais utilizado no polimento, é o carbeto 
de silício, usado em diferentes granulometrias (fina a 
extrafina) e formas cristalográficas, aglomerados de 
tipos e geometrias distintas. O processo também se 
dá a úmido.
TECNOLOGIAS DE BENEFICIAMENTO
Acabamento superficiais
Flameamento
Processo de acabamento da superfície da chapa bruta, utilizando 
água e maçarico de chama com alta pressão e temperatura da 
ordem de 1.500°C 
O choque térmico dos grãos minerais provoca uma descamação 
da superfície que confere bons resultados quando o material 
contém sílica (quartzo), a exemplo de granitos em geral. Indicado 
para áreas externas. 
TECNOLOGIAS DE BENEFICIAMENTO
Acabamento superficiais
Apicoamento 
Consiste em criar uma superfície com aparência encrespada, 
através da operação básica de “martelamento” regular e 
repetido sobre a superfície da chapa com a ferramenta 
especial, fazendo com que o impacto da ferramenta sobre a 
chapa retire pequenos fragmentos, obtendo-se, assim, uma 
superfície áspera, de aspecto poroso e textura uniforme. 
Acabamento aconselhado para áreas externas
TECNOLOGIAS DE BENEFICIAMENTO
Acabamento superficiais
Jateamento 
A superfície do material é levemente desgastada com jatos 
de areia. Aplica-se o jato em granito para dar um aspecto 
fosco ou rústico, em gravações de números residenciais, 
caixa de correio, logotipo,óbitos, nomes, frases, marcação 
antiderrapanteem escadas e piscinas.
mármore travertino
TECNOLOGIAS DE BENEFICIAMENTO
Corte Longitudinal/Transversal
Máquinas que cortam as chapas polidas, primeiro em tiras 
longitudinais e, em seguida, transversalmente, dando origem, assim, 
ao produto acabado. 
TECNOLOGIAS DE BENEFICIAMENTO
Fresa, Boleamento e Bisotamento
Equipamentos de polimento em bordas externas e internas, perfis retos e modelados.
Bisotado – arremate que cria chanfros a 45°. Em peças para pisos tem a função de tirar o corte das 
arestas, evitando que as beiradas se quebrem.
Boleado – Arremate usado nas bordas das pias ou bancadas de mármores ou granito. Pode ser feito a 
90°ou 180°
TECNOLOGIAS DE BENEFICIAMENTO
Transporte 
As chapas são transportadas de duas maneiras: em posição vertical, com auxílio de 
cavaletes, ou horizontalmente, intercaladas com massa de gesso. Os ladrilhos são 
acondicionados em caixas de madeira ou papelão, com proteção às suas 
extremidades. Caminhões comuns transportam o produto final até o mercado 
consumidor. 
TECNOLOGIAS DE BENEFICIAMENTO
Cuidados com as Placas
As rochas de um modo geral, são sensíveis ao contato com
substâncias de cores escuras (tintas, graxas, ferro), pois são
materiais porosos e absorvem estas substâncias facilmente. As
rochas claras, estão mais sujeitas ao manchamento. Por isto,
deve-se tomar cuidado durante o transporte, manuseio, e
armazenamento da placa.
Principais cuidados com as placas :
· Armazenar placas de cores claras em cavaletes de madeira ou
concreto, em áreas cobertas, de modo que não tenham contato
com água. No caso de cavalete de Ferro, deve-se proteger as
placas do contato com a superfície de ferro do cavalete,
utilizando madeira, papelão ou borracha (sem tinta).
· Evitar batidas, pancadas ou choques das placas durante o
transporte. Cada rocha possui um determinado limite de
resistência ao impacto, passando-se deste limite ela quebra e os
danos são irreversíveis, gerando um elevado custo e atraso na
produção.
NORMAS VIGENTES - ABNT
• NBR 15012/03 - Rochas para revestimento de edificações: terminologia
• NBR 12763/92 - Rochas para revestimento: determinação da resistência 
à flexão
• NBR 12764/92 - Rochas para revestimento: determinação da resistência 
ao impacto de corpo duro
• NBR 12765/92 - Rochas para revestimento: determinação de coeficiente 
de dilatação térmica linear
• NBR 12766/92 - Rochas para revestimento: determinação da massa 
específica aparente, porosidade aparente e absorção d’água aparente
• NBR 12767/92 - Rochas para revestimento: determinação da resistência 
à compressão uniaxial
• NBR 12768/92 - Rochas para revestimento: análise petrográfica
• NBR 12769/92 - Rochas para revestimento: ensaio de congelamento e 
degelo conjugado à verificação de resistência à compressão
• NBR 13707/96 - Projeto de revestimento de paredes e estruturas com 
placas de rocha
• NBR 13708/96 - Execução e fiscalização de revestimento de paredes e 
estruturas com placas de rochas
Principais sistemas de revestimento
• Assentamento com argamassa (utilizando-se 
elemento de fixação mecânica auxiliar).
• Assentamento com inserts metálicos e sem 
argamassa (fachada aerada).
Assentamento com argamassa
Preparo da base (alvenaria)
• Remoção de materiais pulverulentos (pó, barro, fuligem)  vassoura e se 
necessário lavagem.
• Remoção de fungos (bolor) e microorganismos  solução de hipoclorito de sódio 
(4 a 6 % de cloro) seguida de lavagem com água.
• Remoção de substâncias gordurosas e eflorescências  solução de 5 a 10 % de 
ácido muriático seguida de lavagem com água.
• Remoção de película de desmoldante (escova de aço e detergente), remoção e/ou 
tratamento de pregos e arames (zarcão), tratamento de brocas com o próprio 
concreto ou argamassas com aditivo adesivo.
Preparo da base (alvenaria e estrutura de concreto)
Chapisco
• Na alvenaria: 
. cimento / areia lavada grossa (1 : 3) com consistência fluida.
• Na estrutura de concreto: 
. chapisco colante industrializado ou chapisco convencional (como utilizado na 
alvenaria), porém substituindo a água de amassamento por mistura de água e 
aditivo adesivo (resina).
Emboço
• Espessura inferior a 2,5 cm.
• Idade mínima de 14 dias (ideal de 30 dias).
• Textura áspera.
• Desvio de planeza inferior a 3 mm em relação a régua retilínea de 2 metros.
• Não deve apresentar som cavo sob percussão.
• Resistência de aderência à tração superior a 0,3 MPa
(industrializadas ensacadas ou preparadas no canteiro cimento/cal/areia no traço 
1:1:6).
• Limpeza.
Argamassa Colante
• Utilização de argamassa colante AC-III para introdução do sistema químico de 
aderência devido a baixa absorção d´água das rochas ornamentais (Granitos: 0,3 –
0,4 % / Mármores: 0,1 – 0,6 %).
• Sistema mecânico: Intertravamento de produtos da hidratação do cimento no 
interior dos poros do substrato.
• Sistema químico: Colagem (ligações covalentes/forças de van der Waals).
• Mistura mecânica em recipiente estanque (preferencialmente plástico), protegida 
de sol, vento e chuva.
Argamassa Colante
• Colocar água em um balde e, sob agitação de um misturador, ir acrescentando o pó até 
obter uma argamassa sem grumos, pastosa e aderente.
• Atenção a quantidade de água recomendada pelo fabricante.
• Preferencialmente utilizar sacos inteiros de argamassa colante.
• Respeito ao tempo de maturação (em torno de 15 min.) para que os aditivos se tornem 
ativos (seguido de remistura).
• Respeito ao tempo de utilização (2 horas e 30 minutos).
• Respeito ao tempo em aberto (abertura de panos pequenos, de 0,5 a 1 m2).
Argamassa Colante
• Estender a argamassa colante sobre o emboço e nas costas da rocha ornamental 
(assentamento em dupla camada) com o lado liso da desempenadeira, utilizando o lado 
denteado na aplicação da segunda camada (dentes de 8 a 12mm).
• Arrastar a rocha ornamental para romper os filetes de argamassa colante deixados pela 
desempenadeira denteada.
• Fazer percussão eficiente da rocha ornamental até o extravasamento da argamassa 
colante por sua borda, com posterior limpeza deste excesso. 
• Utilizar espaçadores para garantir a uniformidade das juntas de assentamento.
Argamassa Colante
• Verificando o tempo em aberto (o certo):
• o errado
Dispositivo de fixação mecânica auxiliar
• G-fix (aço inox 304)
Dispositivo de fixação mecânica auxiliar
Juntas de assentamento
• Materiais de preenchimento das juntas: 
. Antigamente: argamassas (2 a 5 % resilientes).
. Atualmente: selantes elastoméricos (20 a 25 % resilientes).
• Anteparo do selante elastomérico: espuma de polietileno expandido (economia, 
manutenção do fator forma – largura/profundidade 2:1, má aderência ao fundo da 
junta).
• Fita crepe nas bordas : evitar manchamentos.
• Limpeza do selante: álcool etílico ou isopropanol.
Juntas de movimentação
• Recomendações do CSTB e o CSTC : juntas horizontais a cada 3m e juntas verticais a 
cada 8m, independente do tipo de rocha, da variação térmica ou do tipo de estrutura.
• Materiais de preenchimento das juntas: 
. selantes elastoméricos (20 a 25 % resilientes).
• Anteparo do selante elastomérico: espuma de polietileno expandido (economia, 
manutenção do fator forma – largura/profundidade 2:1, má aderência ao fundo da 
junta).
• Fita crepe nas bordas : evitar manchamentos.
• Limpeza do selante : álcool etílico ou isopropanol.
Limpeza
• É recomendável que a limpeza do material de rejuntamento sobre a face da placa seja 
feita após 15 minutos, com um pano limpo e úmido e, após mais 15 minutos, finalizar 
com pano seco.
• A limpeza eficiente neste etapa evita a necessidade do uso de ácido muriático na 
limpeza final.
• Para limpezas pesadas: água + sabão neutro + palha de aço nº 0.
Assentamento em fachada aerada
Principais vantagens:
. Sistema racionalizado: redução do desperdício.
. Possibilidade de introdução de colchão de ar (isolante termo-acústico) entre o 
revestimento final e a alvenaria.
. Correção de prumo da edificação sem necessidadede engrossamento com 
argamassa.
. Redução dos riscos de manchamento da placa devido a contato com cimento.
Preparo da base
• Regularização das irregularidades puntuais (argamassa ou encasque).
• Aplicação de duas demãos de emulsão asfáltica.
• Fiadas de tijolos que receberão os inserts (preenchidas com argamassa ou substituídas 
por vergas de concreto, outras opções: utilização de chumbadores químicos ou 
utilização de sistema passante).
Colocação dos inserts
• Furos nas placas : a distância entre o furo o 
canto da placa deverá ser de 1/4 a 1/5 do 
comprimento da placa, ou 3 vezes a espessura 
da mesma. 
• Furos nas bases : evitar áreas de grande 
concentração de armaduras, dutos de instalação 
elétrica/hidráulica, furos de travamentos das 
formas e proximidades de brocas não tratadas.
Corte da placa
Detalhe do entalhe
Fixações direto com inserts
Presilha fixada a placaCorte do perfil metálico
Perfil metálico fixado na alvenaria
Perfil metálico fixado na alvenaria
Encaixe da placa nos perfis
Encaixe da placa nos perfis
Limpeza das Juntas
Introdução do limitador de profundidade do 
selante (espuma de polietileno expandido)
Aplicação do selante elastomérico
Rejuntamento pronto
Hidrofugantes
• Hidrofugantes de baixa viscosidade e de ação sub-superficial (ex.: produtos a base de silano-siloxano) promove a melhoria de desempenho em relação a manchamentos
Mineração sustentável
72
 Restringe a degradação a uma área mínima, bem delimitada
 Cria condições para a reabilitação do ecossistema
 Preserva as condições para desenvolvimento de todas as potencialidades 
regionais.
 Recuperação concomitante à extração;
 Disposição adequada de rejeitos em harmonia topográfica e paisagística;
 Recobrimento da pilha de rejeitos com solo para possibilitar a cobertura vegetal;
 Sistemas de drenagem pluvial para evitar o carreamento de sedimentos;
 Implantação de cortinas de vegetação para atenuação do impacto paisagístico;
 Compensação pela degradação: implantação de florestas em áreas de significância 
ambiental.
Mineração sustentável
73
Instrução Normativa 019/05
– Estabelece critérios e procedimentos para a emissão de Licença Ambiental para as 
atividades de beneficiamento de rochas ornamentais, visando o controle preventivo da 
degradação ambiental potencial e efetiva desta atividade tendo como objetivo:
– I. definir as diretrizes técnicas para o gerenciamento dos efluentes líquidos 
industriais e dos resíduos sólidos provenientes das indústrias de beneficiamento de 
rochas ornamentais;
– II. estabelecer critérios para concessão das licenças ambientais para as empresas de 
beneficiamento de rochas ornamentais no âmbito do Estado do Espírito Santo.
Tianjin Art Museu, China
Fachada em marmore travertino.
Hotel Alpes Austriacos, 
fachada de palcas de pedra

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