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REVESTIMENTOS EM PEDRAS PROFa EngaDra MONICA STUERMER As rochas ornamentais e de revestimentos, também designadas como pedras naturais, rochas lapídeas, rochas dimensionadas e materiais de cantaria, abrangem os tipos litológicos que podem ser extraídos em blocos ou placas, cortados e beneficiados em formas variadas. Seus principais campos de aplicação incluem tanto a confecção de peças isoladas para decoração como esculturas, tampos, balcões e pés de mesa, quanto à confecção de lápides para arte funerária, em geral, e revestimentos internos e externos para construção civil. A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) define rochas ornamentais como material rochoso natural submetido a diferentes tipos de beneficiamento em sua superfície (polimento, apicoamento, flameamento, aparelhamento, etc.), utilizadas para exercer uma função estética em diversas áreas de aplicação (construção civil, arte funerária e outras). O termo rocha para revestimentos é definido pela ABNT como rocha natural que não foi submetida a processos de beneficiamento em sua superfície. Seus principais campos de aplicação incluem especialmente pisos, paredes e fachadas, em obras de construção civil. INTRODUÇÃO CLASSIFICAÇÃO DAS ROCHAS As propriedades das rochas são regidas por quatro aspectos: A composição mineralógica, estrutura, textura e granulometria: Composição mineralógica: referente à composição química, à formação e às alterações na estrutura de cada mineral componente. Influencia em propriedades da rocha e na sua durabilidade Estrutura: está relacionada com a orientação, as posições de massas rochosas em uma determinada área, as feições resultantes de processos geológicos (falhamentos, dobramentos, intrusões ígneas, etc). Textura: está ligada a mineralogia e as condições físicas durante a formação de cada rocha e diz respeito ao arranjo microscópico dos minerais que a formam. A principal característica referente a textura e a porosidade, permeabilidade e as resistências mecânicas. Granulometria: diferencia as rochas macroscopicamente de acordo com o tamanho dos seus grãos. A especificação das rochas ornamentais baseia-se no padrão estético e nas características tecnológicas constituídas pela tipologia do jazimento e propriedades físico-químicas e mineralógicas. Estas características são influenciadas pelas técnicas de extração e beneficiamento. As especificações são obtidas através de análises e ensaios: Petrografia (análise micro e macroscópica da rocha): analisa a composição mineralógica, o grau de alteração e o estado microfissural da rocha, de forma a prever a durabilidade em solicitações de atrito, esforços flexores e compressores e na presença de líquidos. Composição mineralógica (difractometria de raio X); Composição química (análises químicas diversas); Propriedades físico-mecânicas (resistência à compressão, resistência à flexão, resistência ao impacto, resistência ao desgaste, porosidade, etc.), CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS Características técnicas Parâmetros de Qualidade Melhor será a qualidade da rocha ou seu desempenho, quanto menor for: - a presença e os teores de minerais alterados ou alteráveis, friáveis ou solúveis que possam comprometer seu uso, durabilidade e seu lustro; - a absorção d’água; -a porosidade; - o desgaste Amsler; (resistência ao atrito, por tráfego de pessoas ou veículos) - o coeficiente de dilatação térmica. Melhor será a qualidade, quanto maior for: - a resistência à compressão uniaxial; - o módulo de elasticidade; - a resistência ao impacto; - a resistência à flexão (módulo de ruptura); - a resistência ao congelamento e degelo. Pedras brutas ARENITO Usado apenas no estado bruto, é comercializado em placas e em diversos outros tipos de corte. Quando utilizado nos calçamentos em conjunto com o basalto e o mármore forma o chamado mosaico português. Pode ser usado também em paredes, conferindo um aspecto rústico ao ambiente. Disponível em quatro cores: mostarda, branco, preto e vermelho. O assentamento é demorado e precisa de mão de obra especializada. A manutenção é fácil, mas precisa de limpeza e manutenção constantes, sendo que algumas pedras do mosaico podem descolar com o tempo. A limpeza requer apenas água e sabão. Escada em Caco de Arenito Mesclado Pedras brutas MOSAICO PORTUGUÊS O revestimento em Mosaico Português resulta do assentamento com pedras de formato irregular, geralmente de calcário, arenito e basalto, que podem ser usadas para formar padrões decorativos pelo contraste entre as pedras de distintas cores. As cores mais tradicionais são o preto e o branco, embora sejam populares também o castanho e o vermelho. Em certas regiões brasileiras, porém, é possível encontrar pedras em azul e verde. Pedras brutas MIRACEMA A pedra Miracema é um granito (rocha ígnea composta de minerais variados). Por ser resistente, antiderrapante, de baixo custo e de fácil manutenção, esta pedra é uma das mais usadas no revestimento de piso de grandes áreas externas Também é uma ótima opção para muros, fachadas e caminhos paisagísticos. TAMANHO PADRÃO: Serrada: 11,5x11,5 - 11,5x23 - 23x23 - 15x30 - 30x30 - 23x47, 47x47 Corte manual: 50x50. Lajotão : 50 x 50 cm Blocos : a combinar Pedras brutas São Tomé, Mineira, Goiás, Itacolomy e Quartzito São rochas flexíveis, antiderrapante, muito absorventes e que não propagam calor. Indicadas para o revestimento de beiras de piscinas e áreas de lazer. A limpeza se faz com água e sabão, ou, de forma mais profunda, com ácido muriático pois mancham com facilidade. São Tomé Sua principal característica é não absorver o calor e não reter a água. Devido a sua beleza e resistência podem ser usados como pisos naturais, revestimento de paredes e detalhes em fachadas internas ou externas. É um quartzito que possui nobreza de texturas, sendo anti-derrapante, com baixa absorção de água, atérmico (não retem calor), durável e prático. Pedras brutas Mineira É um quartzito naturalmente belo, durável, anti derrapante e com baixa absorção de calor. A versatilidade da pedra mineira faz com que ela venha sendo cada vez mais utilizada para acabamentos em geral. Pedras brutas Goías O Quartzito Goiás ou Pedra Goiás diferencia-se das demais pedras pelo seu brilho natural e firmeza. É antiderrapante, com adaptação ideal tanto a ambientes internos como externos. Devido aos seus efeitos estéticos variados e únicos, é uma ótima opção para revestimento de paredes e piso. As pedras podem ser cortadas manualmente, serradas com discos diamantados ou mesmo em retalhos(cacos), tendo também os filetes(canjiquinha) com face serrado ou rústico. Pedras brutas Itacolomy O Itacolomy é usado para a decoração interna e externa, em ambientes finos ou rústicos. Trata-se de uma pedra muito diversificada em suas cores, passando de tons azuis aos avermelhados. Muito útil e bonita para passarelas e decoração em jardins e fachadas, disponível em corte serrado e cacos irregulares. Uma boa opção para projetos ousados e exóticos. Pedra fria e anti-derrapante Pedras brutas Quartzito Uma característica importante é que esta pedra não retém calor, sendo possível sua utilização em áreas expostas ao sol Pedras brutas Seixo rolado Tem forma arredondada devido ao movimento das águas dos rios. Aquece pouco e sua utilização se dá em jardins, muros e paredes. Apesar de duro e resistente, é inadequado para pisos externos, a não ser como decoração localizada. Isto porque não dá estabilidade para a circulação e pode ficar escorregadio, caso não sejam previstas juntas maiores entre as pedras. A limpeza é fácil, mas as pedras se soltam facilmente se não forem bem calçadas com massa. Pedras brutas Canjiquinha Também conhecida como Filete ou Pedra Palito, é derivada do corte da pedra natural, que pode ser Mineira, Goiás, Arenito, Miracema, Luminária e Madeira, sendo os de pedra Mineira os mais utilizados. A largura, o comprimento e a profundidade são. Essasdiferenças de tamanhos e espessuras da pedra são distribuídas pelo profissional de colocação de maneira que o trabalho tenha harmonia. A Pedra Canjiquinha, é muito utilizada em revestimentos de paredes internas ou externas, em painéis, colunas, fachadas, cascatas e muros. Ela pode ser colocada do lado rústico (cortada na prensa) ou do lado liso (cortada na serra). Granitos : rocha ígnea de grão fino, médio ou grosseiro, composta essencialmente por quartzo, mica e feldspato. Distinguem-se pelas suas inigualáveis beleza e dureza, sendo totalmente recicláveis, ecológicas e de fácil manutenção. Além dos granitos tradicionais, saiba que ainda pode encontrar uma extensa gama de cores, tonalidades, formas e acabamentos desta rocha. Calcários : rochas sedimentares que contêm minerais com quantidades acima de 30% de carbonato de cálcio . Quando o mineral predominante é a dolomita, a rocha calcária é denominada calcário dolomítico. tanto podem ser utilizados em áreas interiores como em espaços exteriores. Este tipo de pedra também se caracteriza pela sua elevada resistência ao fogo e pelas suas excelentes propriedades antiderrapantes. Mármores : rocha metamórfica originada do calcário. pedra de forte calidez e, apresenta diferentes acabamentos e texturas Ardósia : rocha metamórfica sílico-argilosa . Utilizada em pavimentos, fachadas, tampos de laboratórios, e em decorações interiores e exteriores. Folhas finas de ardósia preta ou cinza escuro eram o material mais usado na produção de quadros-negros. PRINCIPAIS ROCHAS ORNAMENTAIS http://pt.wikipedia.org/wiki/Rocha_%C3%ADgnea GRANITOS Granitos MÁRMORE Marmores 20 A Ardósia não é indicada para calçamento externo pois esquenta bastante, além de ser lisa e escorregadia quando molhada. Pode ser usada para fazer detalhes ornamentais, desde que colocada com grande espaço de rejunte e que seja usado rejunte de boa qualidade, com elasticidade. A Ardósia é encontrada nas cores verde, preta e cinza, esta última a mais comum e barata. Pode ser fornecida em lajotas retangulares - geralmente 40x40cm - ou em placas irregulares, para um efeito mais artístico. Em termos de manutenção, precisa de limpeza constante, pois mancha com facilidade, recomenda- se limpar apenas com sabão neutro, evitando escovas e outros abrasivos. Para selar seus poros o ideal é colocar uma camada de resina, mas isso deixa a pedra ainda mais lisa. ARDÓSIA ARDÓSIA PRINCIPAIS ROCHAS ORNAMENTAIS Especificações, segundo ASTM, para rochas ornamentais utilizadas no revestimento de edificações. a) rochas silicáticas, silicosas e síltico-argilosas, do ponto de vista físico-mecânico, mostram-se superiores às carbonáticas para revestimentos externos, pisos em geral e áreas de serviço; b) rochas carbonáticas e ultramáficas são ideais para interiores, com restrições aos pisos de alto tráfego, às áreas de serviço e às pias de cozinha; c) em cidades litorâneas, evitar rochas carbonáticas para fachadas e pisos, pelo ataque do aerossol marinho, que contém ácido clorídrico, e pela abrasividade das areias de praia que se fixam no solado dos calçados e riscam os pisos. d) Não combinar duas rochas com resistências distintas à abrasão, por exemplo mármore e granito, para um mesmo piso em local com alto tráfego de pedestres, pois seguramente ocorrerá desgaste diferencial ao longo do tempo; e) evitar a utilização de mármores em degraus de escadas com grande volume de tráfego, pois haverá maior desgaste e embaciamento no centro dos degraus. f) acabamentos apicoados, flameados, escovados e levigados, menos escorregadios, são preferíveis para pisos externos e com tráfego de pedestres. Porém, os acabamentos rugosos aumentam a superfície específica da face tratada e produzem microfissurações, ampliando assim a absorção de líquidos e impregnação de sujeira. Para diminuição do risco de escorregamento em pisos de face lisa de áreas externas, sugere-se aumentar a abertura das juntas e diminuir a dimensão individual das placas. USOS RECOMENDADOS ETAPAS DE PRODUÇÃO Extração A lavra de rochas como mármore e granito é feita de formas variadas. As mais comuns são através de agentes explosivos e através de massa expansiva. AGENTES EXPLOSIVOS Primeiramente são estabelecidos furos verticais, de 7m a 8m de profundidade cada, sobre as rochas através de máquinas perfuratrizes. Em seguida, tais furos são preenchidos com explosivos especificados com “potência” adequada para cada tipo de rocha. Esta etapa é importante para que se evitem desperdícios na hora da explosão. ETAPAS DE PRODUÇÃO Extração MASSA EXPANSIVA Este método consiste na aplicação de argamassa expansiva nos furos estabelecidos nas rochas. Esta argamassa é uma substância em pó, composta principalmente por cal virgem, que consiste em um agente de fragmentação não explosiva. Quando misturada com água, ela sofre um processo de hidratação, aumentando de volume e causando grande pressão sobre as paredes que esta em contato. Extração Corte primário do bloco TECNOLOGIAS DE BENEFICIAMENTO Serragem Os blocos provenientes das pedreiras são selecionados e enviados para a indústria de beneficiamento, onde é realizado o desdobramento em chapas semiacabadas. A serragem é efetuada por equipamento denominado tear mecânico, que corta os blocos em chapas de 1,5 a 3cm TECNOLOGIAS DE BENEFICIAMENTO Acabamento superficiais Levigamento Processo destinado a eliminar irregularidades e rugosidades da superfície das chapas geradas no processo de serragem. Nesta etapa são utilizados elementos abrasivos de grãos grossos com dureza maior que a rocha e de grande poder de desbaste. O processo é a úmido e a água tem a função de refrigerar os equipamentos e remover os resíduos gerados . Trata-se de um acabamento semi-polido, adequado a áreas internas ou externas. Neste ponto a chapa já pode ser comercializada como piso anti- derrapante ou segue para a aplicação de resina e posterior polimento. TECNOLOGIAS DE BENEFICIAMENTO Acabamento superficiais Resinagem Nesta etapa a chapa recebe uma camada de resina especial para cobrir todos os poros do material e depois segue para um primeiro polimento ou lustração. TECNOLOGIAS DE BENEFICIAMENTO Acabamento superficiais Polimento Consiste na abrasão da superfície, por meio do atrito de constituintes de dureza superior aos minerais presentes na rocha. O polimento é obtido através do fechamento dos poros deixados durante o levigamento, produzindo uma superfície espelhada que irá exibir o brilho da rocha. O abrasivo, mais utilizado no polimento, é o carbeto de silício, usado em diferentes granulometrias (fina a extrafina) e formas cristalográficas, aglomerados de tipos e geometrias distintas. O processo também se dá a úmido. TECNOLOGIAS DE BENEFICIAMENTO Acabamento superficiais Flameamento Processo de acabamento da superfície da chapa bruta, utilizando água e maçarico de chama com alta pressão e temperatura da ordem de 1.500°C O choque térmico dos grãos minerais provoca uma descamação da superfície que confere bons resultados quando o material contém sílica (quartzo), a exemplo de granitos em geral. Indicado para áreas externas. TECNOLOGIAS DE BENEFICIAMENTO Acabamento superficiais Apicoamento Consiste em criar uma superfície com aparência encrespada, através da operação básica de “martelamento” regular e repetido sobre a superfície da chapa com a ferramenta especial, fazendo com que o impacto da ferramenta sobre a chapa retire pequenos fragmentos, obtendo-se, assim, uma superfície áspera, de aspecto poroso e textura uniforme. Acabamento aconselhado para áreas externas TECNOLOGIAS DE BENEFICIAMENTO Acabamento superficiais Jateamento A superfície do material é levemente desgastada com jatos de areia. Aplica-se o jato em granito para dar um aspecto fosco ou rústico, em gravações de números residenciais, caixa de correio, logotipo,óbitos, nomes, frases, marcação antiderrapanteem escadas e piscinas. mármore travertino TECNOLOGIAS DE BENEFICIAMENTO Corte Longitudinal/Transversal Máquinas que cortam as chapas polidas, primeiro em tiras longitudinais e, em seguida, transversalmente, dando origem, assim, ao produto acabado. TECNOLOGIAS DE BENEFICIAMENTO Fresa, Boleamento e Bisotamento Equipamentos de polimento em bordas externas e internas, perfis retos e modelados. Bisotado – arremate que cria chanfros a 45°. Em peças para pisos tem a função de tirar o corte das arestas, evitando que as beiradas se quebrem. Boleado – Arremate usado nas bordas das pias ou bancadas de mármores ou granito. Pode ser feito a 90°ou 180° TECNOLOGIAS DE BENEFICIAMENTO Transporte As chapas são transportadas de duas maneiras: em posição vertical, com auxílio de cavaletes, ou horizontalmente, intercaladas com massa de gesso. Os ladrilhos são acondicionados em caixas de madeira ou papelão, com proteção às suas extremidades. Caminhões comuns transportam o produto final até o mercado consumidor. TECNOLOGIAS DE BENEFICIAMENTO Cuidados com as Placas As rochas de um modo geral, são sensíveis ao contato com substâncias de cores escuras (tintas, graxas, ferro), pois são materiais porosos e absorvem estas substâncias facilmente. As rochas claras, estão mais sujeitas ao manchamento. Por isto, deve-se tomar cuidado durante o transporte, manuseio, e armazenamento da placa. Principais cuidados com as placas : · Armazenar placas de cores claras em cavaletes de madeira ou concreto, em áreas cobertas, de modo que não tenham contato com água. No caso de cavalete de Ferro, deve-se proteger as placas do contato com a superfície de ferro do cavalete, utilizando madeira, papelão ou borracha (sem tinta). · Evitar batidas, pancadas ou choques das placas durante o transporte. Cada rocha possui um determinado limite de resistência ao impacto, passando-se deste limite ela quebra e os danos são irreversíveis, gerando um elevado custo e atraso na produção. NORMAS VIGENTES - ABNT • NBR 15012/03 - Rochas para revestimento de edificações: terminologia • NBR 12763/92 - Rochas para revestimento: determinação da resistência à flexão • NBR 12764/92 - Rochas para revestimento: determinação da resistência ao impacto de corpo duro • NBR 12765/92 - Rochas para revestimento: determinação de coeficiente de dilatação térmica linear • NBR 12766/92 - Rochas para revestimento: determinação da massa específica aparente, porosidade aparente e absorção d’água aparente • NBR 12767/92 - Rochas para revestimento: determinação da resistência à compressão uniaxial • NBR 12768/92 - Rochas para revestimento: análise petrográfica • NBR 12769/92 - Rochas para revestimento: ensaio de congelamento e degelo conjugado à verificação de resistência à compressão • NBR 13707/96 - Projeto de revestimento de paredes e estruturas com placas de rocha • NBR 13708/96 - Execução e fiscalização de revestimento de paredes e estruturas com placas de rochas Principais sistemas de revestimento • Assentamento com argamassa (utilizando-se elemento de fixação mecânica auxiliar). • Assentamento com inserts metálicos e sem argamassa (fachada aerada). Assentamento com argamassa Preparo da base (alvenaria) • Remoção de materiais pulverulentos (pó, barro, fuligem) vassoura e se necessário lavagem. • Remoção de fungos (bolor) e microorganismos solução de hipoclorito de sódio (4 a 6 % de cloro) seguida de lavagem com água. • Remoção de substâncias gordurosas e eflorescências solução de 5 a 10 % de ácido muriático seguida de lavagem com água. • Remoção de película de desmoldante (escova de aço e detergente), remoção e/ou tratamento de pregos e arames (zarcão), tratamento de brocas com o próprio concreto ou argamassas com aditivo adesivo. Preparo da base (alvenaria e estrutura de concreto) Chapisco • Na alvenaria: . cimento / areia lavada grossa (1 : 3) com consistência fluida. • Na estrutura de concreto: . chapisco colante industrializado ou chapisco convencional (como utilizado na alvenaria), porém substituindo a água de amassamento por mistura de água e aditivo adesivo (resina). Emboço • Espessura inferior a 2,5 cm. • Idade mínima de 14 dias (ideal de 30 dias). • Textura áspera. • Desvio de planeza inferior a 3 mm em relação a régua retilínea de 2 metros. • Não deve apresentar som cavo sob percussão. • Resistência de aderência à tração superior a 0,3 MPa (industrializadas ensacadas ou preparadas no canteiro cimento/cal/areia no traço 1:1:6). • Limpeza. Argamassa Colante • Utilização de argamassa colante AC-III para introdução do sistema químico de aderência devido a baixa absorção d´água das rochas ornamentais (Granitos: 0,3 – 0,4 % / Mármores: 0,1 – 0,6 %). • Sistema mecânico: Intertravamento de produtos da hidratação do cimento no interior dos poros do substrato. • Sistema químico: Colagem (ligações covalentes/forças de van der Waals). • Mistura mecânica em recipiente estanque (preferencialmente plástico), protegida de sol, vento e chuva. Argamassa Colante • Colocar água em um balde e, sob agitação de um misturador, ir acrescentando o pó até obter uma argamassa sem grumos, pastosa e aderente. • Atenção a quantidade de água recomendada pelo fabricante. • Preferencialmente utilizar sacos inteiros de argamassa colante. • Respeito ao tempo de maturação (em torno de 15 min.) para que os aditivos se tornem ativos (seguido de remistura). • Respeito ao tempo de utilização (2 horas e 30 minutos). • Respeito ao tempo em aberto (abertura de panos pequenos, de 0,5 a 1 m2). Argamassa Colante • Estender a argamassa colante sobre o emboço e nas costas da rocha ornamental (assentamento em dupla camada) com o lado liso da desempenadeira, utilizando o lado denteado na aplicação da segunda camada (dentes de 8 a 12mm). • Arrastar a rocha ornamental para romper os filetes de argamassa colante deixados pela desempenadeira denteada. • Fazer percussão eficiente da rocha ornamental até o extravasamento da argamassa colante por sua borda, com posterior limpeza deste excesso. • Utilizar espaçadores para garantir a uniformidade das juntas de assentamento. Argamassa Colante • Verificando o tempo em aberto (o certo): • o errado Dispositivo de fixação mecânica auxiliar • G-fix (aço inox 304) Dispositivo de fixação mecânica auxiliar Juntas de assentamento • Materiais de preenchimento das juntas: . Antigamente: argamassas (2 a 5 % resilientes). . Atualmente: selantes elastoméricos (20 a 25 % resilientes). • Anteparo do selante elastomérico: espuma de polietileno expandido (economia, manutenção do fator forma – largura/profundidade 2:1, má aderência ao fundo da junta). • Fita crepe nas bordas : evitar manchamentos. • Limpeza do selante: álcool etílico ou isopropanol. Juntas de movimentação • Recomendações do CSTB e o CSTC : juntas horizontais a cada 3m e juntas verticais a cada 8m, independente do tipo de rocha, da variação térmica ou do tipo de estrutura. • Materiais de preenchimento das juntas: . selantes elastoméricos (20 a 25 % resilientes). • Anteparo do selante elastomérico: espuma de polietileno expandido (economia, manutenção do fator forma – largura/profundidade 2:1, má aderência ao fundo da junta). • Fita crepe nas bordas : evitar manchamentos. • Limpeza do selante : álcool etílico ou isopropanol. Limpeza • É recomendável que a limpeza do material de rejuntamento sobre a face da placa seja feita após 15 minutos, com um pano limpo e úmido e, após mais 15 minutos, finalizar com pano seco. • A limpeza eficiente neste etapa evita a necessidade do uso de ácido muriático na limpeza final. • Para limpezas pesadas: água + sabão neutro + palha de aço nº 0. Assentamento em fachada aerada Principais vantagens: . Sistema racionalizado: redução do desperdício. . Possibilidade de introdução de colchão de ar (isolante termo-acústico) entre o revestimento final e a alvenaria. . Correção de prumo da edificação sem necessidadede engrossamento com argamassa. . Redução dos riscos de manchamento da placa devido a contato com cimento. Preparo da base • Regularização das irregularidades puntuais (argamassa ou encasque). • Aplicação de duas demãos de emulsão asfáltica. • Fiadas de tijolos que receberão os inserts (preenchidas com argamassa ou substituídas por vergas de concreto, outras opções: utilização de chumbadores químicos ou utilização de sistema passante). Colocação dos inserts • Furos nas placas : a distância entre o furo o canto da placa deverá ser de 1/4 a 1/5 do comprimento da placa, ou 3 vezes a espessura da mesma. • Furos nas bases : evitar áreas de grande concentração de armaduras, dutos de instalação elétrica/hidráulica, furos de travamentos das formas e proximidades de brocas não tratadas. Corte da placa Detalhe do entalhe Fixações direto com inserts Presilha fixada a placaCorte do perfil metálico Perfil metálico fixado na alvenaria Perfil metálico fixado na alvenaria Encaixe da placa nos perfis Encaixe da placa nos perfis Limpeza das Juntas Introdução do limitador de profundidade do selante (espuma de polietileno expandido) Aplicação do selante elastomérico Rejuntamento pronto Hidrofugantes • Hidrofugantes de baixa viscosidade e de ação sub-superficial (ex.: produtos a base de silano-siloxano) promove a melhoria de desempenho em relação a manchamentos Mineração sustentável 72 Restringe a degradação a uma área mínima, bem delimitada Cria condições para a reabilitação do ecossistema Preserva as condições para desenvolvimento de todas as potencialidades regionais. Recuperação concomitante à extração; Disposição adequada de rejeitos em harmonia topográfica e paisagística; Recobrimento da pilha de rejeitos com solo para possibilitar a cobertura vegetal; Sistemas de drenagem pluvial para evitar o carreamento de sedimentos; Implantação de cortinas de vegetação para atenuação do impacto paisagístico; Compensação pela degradação: implantação de florestas em áreas de significância ambiental. Mineração sustentável 73 Instrução Normativa 019/05 – Estabelece critérios e procedimentos para a emissão de Licença Ambiental para as atividades de beneficiamento de rochas ornamentais, visando o controle preventivo da degradação ambiental potencial e efetiva desta atividade tendo como objetivo: – I. definir as diretrizes técnicas para o gerenciamento dos efluentes líquidos industriais e dos resíduos sólidos provenientes das indústrias de beneficiamento de rochas ornamentais; – II. estabelecer critérios para concessão das licenças ambientais para as empresas de beneficiamento de rochas ornamentais no âmbito do Estado do Espírito Santo. Tianjin Art Museu, China Fachada em marmore travertino. Hotel Alpes Austriacos, fachada de palcas de pedra