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Depreciação e Imposto de Renda em Análise de 
Viabilidade 
 
 
 
 Análise de viabilidade de projetos e empreendimentos deve 
leva em consideração aspectos de legislação tributária. 
 
 O imposto de renda, por representar uma quantia de dinheiro 
paga ao governo, acaba influenciando o fluxo de caixa final dos 
projetos. 
 
 A depreciação influencia no cálculo do imposto de renda, por 
consequência, há que se considerar a depreciação em projetos. A 
importância disso, será tão maior quanto maiores os 
investimentos em Imóveis; Equipamentos e Veículos 
 
Em qualquer sistema produtivo há uma gradual perda de valor inicial dos 
bens produtivos - os ativos imobilizados da empresa (máquinas, 
equipamentos, instalações, veículos, etc.). 
 
 Esses ativos são adquiridos a um valor inicial, que ao longo da vida útil, vai 
diminuindo até atingir um valor de sucata - ou de revenda ou residual - ao 
final da vida útil. 
 
 A depreciação é definida como a diferença entre o valor inicial (VI) e o 
valor de sucata, ou residual ou de revenda (VR), ao final da vida útil. Em 
outras palavras, é a desvalorização ou perda do valor inicial ao longo da 
vida útil. 
 
 Para uma melhor ilustração do conceito, veja o seguinte exemplo: 
considere uma máquina comprada por $ 10.000,00 (VI) e após 10 anos (n) 
é vendida por $ 2.000,00 (VR) 
 
 Existem vários tipos de depreciação: 
 
1. DEPRECIAÇÃO FÍSICA é a perda de valor de um bem devido a 
ação de elementos físico-químicos, que afetam o seu bom 
desempenho. Ela pode ser dividida em: 
 
 a) Depreciação pelo uso: ação de elementos como 
vibrações, desgaste, etc. 
 
 b) Deterioração: Ação de elementos como corrosão, 
 decomposição química, etc. 
2. DEPRECIAÇÃO FUNCIONAL : é a perda de valor de um bem 
devido a alteração da demanda dos serviços que o bem 
pode prestar. Inclui : 
 
a) Obsolescência: invenções tecnológicas que tornam o bem 
economicamente inferior aos mais modernos; 
b) Insuficiência de produção: Devido ao aumento da 
demanda; 
c) Situações independentes dos bens: Resultante de uma 
alteração nas condições normais de operação que leva a 
empresa a retirar de serviço um ativo que funciona 
satisfatoriamente. 
 
3. Depreciação Contábil: para fins de cálculo de imposto de renda e 
apuração de resultado econômico, é permitido lançar como despesa 
a depreciação. 
 É a depreciação do exercício, um % sobre o valor original do bem 
que as empresas podem lançar como despesa. 
 Embora seja uma Despesa, ela não representa um desembolso. 
Ex. um veículo pode passar o ano inteiro sem manutenção e, 
mesmo assim, a empresa pode dizer que teve 20% do valor de 
aquisição como despesa. 
 A legislação fiscal regulamenta a depreciação para não acontecer de 
haver “depreciações” aceleradas e o benefício mais cedo dos efeitos 
fiscais. 
 É um expediente contábil que visa a evitar a descapitalização das 
empresas, ou seja, manter na empresa os fundos que foram nela 
aplicados. 
 POR LEI SÃO: 
 
 MOVÉIS, UTENSÍLIOS................................10 % 
 MAQUINAS E EQUIPAMENTOS.................10 % 
 VEÍCULOS..................................................20 % 
 EDIFÍCIOS E CONSTRUÇÕES............ ........04 % 
 
 DEPRECIAÇÃO REAL x TEÓRICA 
 
 É praticamente impossível calcular a depreciação real, visto que a 
determinação real do valor residual a cada período necessitaria um avaliação 
total do patrimônio da empresa, a preços constantes, descontada a inflação, 
o que seria oneroso e antieconômico. 
 Sabe-se que a depreciação real é conduzida por uma curva exponencial 
(gráfico do Valor atual x tempo) com queda acentuada nos primeiros anos e 
mais suave nos últimos anos. 
2.3 Fatores de Cálculo 
2.4 Modelos de Depreciação 
 Modelos que geram aproximações da curva, os principais 
métodos são: 
 método linear, 
 método de Cole, 
 método exponencial, 
 método da produção e, 
 o método do fundo de amortização. 
 
 Nenhum método pode depreciar mais rápido do que a 
depreciação contábil para não haver o beneficio mais cedo dos 
efeitos fiscais. 
 
 Para fins fiscais, utiliza-se o método contábil, internamente, para 
previsões de investimentos em equipamentos, as empresas 
podem utilizar outros métodos. 
 
2.4 Modelos de Depreciação 
FÓRMULA GERAL: d = P - L 
 n 
 Valor Inicial P = $ 40.000,00 
 Valor Residual L = $ 4.000,00 
 Vida Útil n = 8 anos 
 
A Depreciação anual é de $ 4.500,00. (36.000 / 8) 
 
Contabilmente: o valor residual deve ser nulo ao final da sua 
vida contábil, estabelecida pela lei. 
Ex. A depreciação de um veiculo de R$40.000, com vida 
contábil de 5 anos e valor residual contábil nulo, fica em 
R$8.000 por ano, isto é, 20% do seu valor original. 
2.5 Método Linear 
 Valor Contábil: é a diferença entre o valor original e a 
depreciação acumulada até a data em consideração. 
 
ex.: o valor contábil do veículo anterior, no ano 3: 
 
Valor Contábil = 40.000 - 3 x 8.000 = R$ 16.000 
 
 Valor Contábil # Valor de Mercado 
 
No caso do veículo, com certeza ele terá um valor residual ao 
final dos 5 anos e, para 3 anos, o valor contábil de R$16.000 
pode não coincidir com o valor de mercado. 
2.5 Método Linear/Contábil 
 
 
 
 LUCRO REAL E LUCRO PRESUMIDO 
 
A escolha do melhor regime de tributação da Pessoa Jurídica 
nas atividades industriais, comerciais e de serviço está 
relacionada com a margem de lucro que se pode obter em 
cada negócio. 
 
 LUCRO REAL: É tributado com base no Lucro Líquido 
 
 LUCRO PRESUMIDO : É tributado um lucro estimado através 
de tabelas definidas pelo governo. 
 
Para mais detalhes verificar: Decreto nº 3.000, de 26 de março 
de 1999; Lei nº 9.718, etc. 
cALsto de Renda 
O Imposto de Renda (IR) e a Contribuição Social Sobre o Lucro 
Líquido (CSLL) incidem sobre o Lucro Operacional antes do IR 
e da CSLL, calculado no DRE da empresa. 
 As alíquotas dependem do tamanho do lucro da empresa, 
sendo de 15% para empresas de Lucro Tributável até 
R$240.000 por ano. 
 Para valores superiores a este, é adicionado uma alíquota de 
10%, ficando em 25% sobre o lucro excedente. 
 Ainda, existe a alíquota da CSLL, que está em torno de 9%, 
totalizando 24% e 34%. 
 O lançamento de despesas com depreciação diminui o 
imposto pago. 
Impostos sobre o Lucro Real: 
 
Lucro Bruto Lucro Bruto 
 O lucro presumido é calculado aplicando-se uma alíquota de 
15% sobre uma base calculada através de percentuais variantes 
com o tipo de atividade: 
 
Grupo Tipos de atividade 
I Revenda para consumo de combustível derivado de petróleo, álcool etílico 
carburante e gás natural 
II Venda de mercadorias - Transporte de cargas - Serviços hospitalares - 
Atividades imobiliárias - Atividade Rural - Construção por empreitada com 
emprego de material próprio - Industrialização com material fornecido pelo 
encomendante - Outras atividades sem percentual específico. 
III Serviços de transporte (exceto cargas) - Serviços em geral cuja receita bruta 
anual seja inferior a R$ 120.000,00 (exceto hospitalares, de transporte, de 
profissão regulamentada) 
IV Serviços em geral (inclusive mão-de-obra para construção civil e profissão 
regulamentada) - Intermediação de negócios - Administração, locação ou 
cessão de bens móveis , imóveis e de direitos de qualquer natureza 
Impostos sobre o Presumido 
 O quadro a seguir mostra as alíquotas para as atividades 
mostradas. Alíquotas incidem sobre sobre RECEITA BRUTA 
 Na segunda coluna está a alíquota resultante 32%*0,15=4,8%) 
 A CSLL também incide sobre o lucro presumido, sendo 
aplicada alíquotade 9% sobre o percentual de CSLL 
 . 
 
 
 
 
 
 O IR presumido é pago trimestralmente. Caso o lucro 
presumido ultrapasse R$60.000 ao trimestre, ainda é cobrado 
IRPJ de 10% sobre o excedente. 
Alíquotas: lucro presumido 
Atividade % IRPJ (15%) CSLL CSLL (9%) 
I 1,6% 0,24% 12% 1,08% 
II 8% 1,20% 12% 1,08% 
III 16% 2,40% 12% 1,08% 
IV 32% 4,80% 32% 2,88% 
 Quem não pode optar pelo Lucro Presumido? 
 os bancos comerciais, de investimentos, factorings 
 as cooperativas, corretoras de títulos, previdência privada 
aberta 
 que usufruam de benefícios fiscais 
 que explorem compra, venda e loteamento de imóveis 
 que tenham rendimentos provenientes do exterior 
 faturamento superior a R$78.000.000 por ano. 
 
 Tributos no Brasil sempre é algo complicado, este 
material serve para termos uma ideia de como as coisas 
funcionam. Na prática há que se consultar a legislação 
específica para cada negócio ou um bom contador. 
 
 
Impostos sobre o Presumido 
 O Simples Nacional é um regime de cobrança de impostos que 
também incide dobre a Receita Bruta. 
 A diferença é que ele unifica uma boa parte dos tributos em 
uma única alíquota. 
 É aplicado a Micro Empresas (MP) e Empresas de Pequeno 
Porte (EPP). 
 ME é aquela cuja Receita Bruta anual é até R$ 240.000 e EPP do 
limite de ME até R$ 2.400.000. 
 Não pode ser S/A nem ter capital de investidores PJ e 
estrangeiros. 
 O imposto é cobrado mensalmente. 
 Engloba os seguintes impostos: IRPJ, IPI, CSLL,COFINS, 
PIS/Pasep, CSS, ICMS e ISS. 
 
 
Impostos Simples Nacional 
 As alíquotas 
variam de 
acordo com o 
a empresa ser 
Industria, 
Comércio ou 
Serviços, e são 
progressivas 
com o 
Faturamento. 
Impostos Simples Nacional 
Receita Bruta Anual (R$) COMÉRCIO INDÚSTRIA SERVIÇOS 
Até 120.000,00 4,00% 4,50% 6,00% 
De 120.000,01 a 240.000,00 5,47% 5,97% 8,21% 
De 240.000,01 a 360.000,00 6,84% 7,34% 10,26% 
De 360.000,01 a 480.000,00 7,54% 8,04% 11,31% 
De 480.000,01 a 600.000,00 7,60% 8,10% 11,40% 
De 600.000,01 a 720.000,00 8,28% 8,78% 12,42% 
De 720.000,01 a 840.000,00 8,36% 8,86% 12,54% 
De 840.000,01 a 960.000,00 8,45% 8,95% 12,68% 
De 960.000,01 a 1.080.000,00 9,03% 9,53% 13,55% 
De 1.080.000,01 a 1.200.000,00 9,12% 9,62% 13,68% 
De 1.200.000,01 a 1.320.000,00 9,95% 10,45% 14,93% 
De 1.320.000,01 a 1.440.000,00 10,04% 10,54% 15,06% 
.... 
.... 
.... 
.... .... 
.... 
.... 
.... 
De 2.040.000,01 a 2.160.000,00 11,42% 11,92% 17,13% 
De 2.160.000,01 a 2.280.000,00 11,51% 12,01% 17,27% 
De 2.280.000,01 a 2.400.000,00 11,61% 12,11% 17,42% 
 Uma máquina custa $10.000,00 e deve ser 
mantida por 5 anos, ao final dos quais será 
vendida com valor residual líquido igual a 
zero. 
 Esta máquina resultará em economia 
líquida de operação de $3.000,00 em cada 
ano de sua vida. 
 Qual é a taxa de retorno do projeto antes 
dos impostos? 
N Fluxo de Caixa 
0 - 10.000,00 
1 3.000,00 
2 3.000,00 
3 3.000,00 
4 3.000,00 
5 3.000,00 
TIR 15,24% 
 Despesa c/ depreciação $2.000 
5
0 - $10.000
 
Ano Fluxo de CX
antes dos
impostos
Despesa c/
depreciação
Renda
tributável
I.R. FL. CX.
após
impostos
0 -10.000 -10.000
1 +3.000 -2.000 1.000 300 2.700
2 +3.000 -2.000 1.000 300 2.700
3 +3.000 -2.000 1.000 300 2.700
4 +3.000 -2.000 1.000 300 2.700
5 +3.000 -2.000 1.000 300 2.700
 NOVA TIR: 10,92 
 
Se a vida contábil for maior que a vida econômica % de depreciação é 
menor, a empresa procurará anular o efeito tributário

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