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UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro 2016.1 – Fonoaudiologia Professora: Renata Mousinho Alunos: Lucyane Fernandes, Douglas Fernandes, Isadora Miranda, Pamella Anjos, Alessandra Daltro, Natália Borges, Ludmila Rocha RESUMO TLE AULA 01 - TRANSTORNOS ESPECÍFICOS DE APRENDIZAGEM LER = Segmentação da palavra em elementos fonológicos. FALAR= Seleção de estruturas fonéticas = montagem. ESCREVER= Mais difícil, pois é irregular (palavras regra e irregulares) ✓ Dislexia → específico de leitura, associado a DPAC e transtornos de escrita, a maior parte das dislexias é fonológica (déficit de decodificação fonológica e ortográfica ), não recupera informação que acabou de ler ; ✓ Disortografia → específico de escrita; ✓ Discalculia → transtorno de habilidades matemáticas; ✓ Desvio fonético: muda ponto de articulação, e nunca produz determinado fonema. Problema sistemático. ✓ Desvio Fonológico: Produz fonema vezes sim, vezes não. Problema de seleção, assistemático. SINAIS DE ALERTA Educação infantil desvio fonológico, dificuldade de nomeação - acesso lexical (dificuldade especial com cores - conceito mais abstrato) dificuldade de memória de trabalho fonológica Ensino fundamental lê segmentado e não interpreta, falhas na escrita, tentam adivinhar as palavras, dificuldade de leitura silenciosa Adolescentes e adultos dificuldade com língua estrangeira HABILIDADES FONOLÓGICAS O que é? Manifestação Consciência fonológica Conhecimento das subunidades das palavras, e capacidade de manipulação das mesmas ✓ Dificuldades com rimas e aliterações ✓ Não associa atividades motoras com segmentos de palavras Memória de trabalho Memória de curto prazo, retentor episódico ✓ Não brinca de telefone sem fio ✓ Não recupera material verbal ✓ Não junta informação já lida com o que está lendo Acesso lexical Velocidade de processamento de informação para nomeação ✓ Problemas com nomeação ✓ Usa palavras similares a palavra alvo ✓ problema em transformar informação visual em verbal NÍVEIS LINGUÍSTICOS O que é? Manifestação Fonético- Fonética é a articulação dos sons, ✓ Problemas fonológicos geram fonológico fonologia diz respeito ao inventário mental dos sons, arquivo de sons da língua atraso inicial na produção da fala ✓ Dificuldade de recuperar representação fonética das palavras ✓ dificuldade com figura fundo ✓ dificuldade de entender/ produzir configurações fonêmicas complexas ✓ fonético não afeta língua escrita, o fonológico sim Morfossintático Estrutura, formação e classificação de palavras ✓ Omissão, inversão, substituição ✓ Erros de coesão e concordância verbal (tempo verbal e pluralidade) ✓ Dificuldade na fluência de leitura e domínio ortográfico Semântico- lexical Estruturação, reconhecimento e acesso ao vocabulário ✓ Vocabulário limitado ✓ Latência de palavra-alvo ✓ Uso de termos inespecíficos (coisa, negócio…) ✓ Usa termo geral para algo específico Semantico- Pragmatico Uso social da língua, “ler” o contexto e se adequar a ele ✓ Dificuldade de tomada de turno ✓ Não entende metonímia nem metáforas ✓ Não faz mudança de enquadre (flexibilidade cognitiva) AULA 02- AVALIAÇÃO FALA 1 > ESCRITA 1 > ESCRITA 2 > FALA 2 Fala 1: Primeiro tipo de linguagem (desenvolvimento da linguagem oral). Tempo de amadurecimento de fala. Escrita 1: Na fase inicial é a escrita que tenta representar a fala, realizando-a de forma parcial. Escrita 2: Independência da língua escrita no decorrer do processo. Fala de um jeito e escreve de outro. Fala 2: Influência parcial que a escrita vai passar a ter no modo das pessoas se expressar oralmente. Aproximação lexical: Criança bate o olho e chuta o que está escrito. Precisão de leitura: Lê corretamente. Dislexia: Leve ou severo (CIF), para tal recebe influência do ambiente. A mesma pessoa pode migrar de grau. É uma questão funcional cerebral. Indivíduo normal: Identificação visual > parietotemporal > fala (área próximo a área de broca). Não tem ativação cerebral do hemisfério direito. Individuo disléxico: No cérebro do disléxico ocorre uma subativação da parte posterior do cérebro (córtex occipital e parietotemporal), além de ocorrer uma superativação da parte anterior do cérebro (área de broca) e uma compensação pelo hemisfério direito. Avaliação: Teste CELF: Lê texto para criança para ela interpretar; Habilidades fonológicas: Consciência fonológica, memoria de trabalho e acesso lexical. Nomeação automatizada rápida: Linguagem oral > semântica = vocabulário; Transferência de estimulo visual para estimulo verbal. Acesso lexical: Cor e objeto. Número e letra: automatização dos signos. Memória de trabalho fonológica: Repetição de spam e repetição de não palavras. Leitura e escrita de palavras isoladas: Frequência: Alta e baixa: Ex: bola e casa, são palavras muito utilizadas. As palavras de alta frequência são mais fáceis de ir para o léxico. AULA 3 – PROCESSAMENTO VISUAL: SACADAS: São movimentos dos olhos. Bons leitores localizam a área alvo com poucas sacadas de alta, já os maus leitores apresentam pequenas sacadas regressivas em busca da área alvo. Sacadas progressivas: Leitura da esquerda para direita. Sacadas regressivas: O leitor lê a palavra e acha incomum e relê a palavra. SUBDIVISÕES SACADAS REGRESSIVAS: Curta: Servem para revisão da palavra cuja leitura não foi bem-sucedida, ou seja, dentro de uma mesma palavra. Longas: Ajudam a compreensão redirecionando para a área alvo que precisa ser processada novamente, ou seja, ocorrem normalmente entre as linhas do texto. Os disléxicos possuem mais dificuldades nas sacadas regressivas (dificuldade de precisão), as progressivas eles conseguem fazer. NÚMERO DE FIXAÇÕES ENTRE LEITOR COM DISLEXIA E SEM DISLEXIA: A diferença entre o leitor com dislexia e o sem dislexia no que se refere ao número de fixações, é a quantidade de fixações que o leitor com dislexia faz. Ele volta muitas vezes no texto devido a uma dificuldade de precisão e consequentemente faz um número maior de fixações. Enquanto o leitor sem dislexia faz um número menor de fixações, pois não precisa retornar várias vezes ao texto. PROCESSAMENTO VISUAL DE LETRAS: DESENVOLVIMENTO: IMPRENSA MAIÚSCULA > SCRIPT > CURSIVA. Bons leitores: Todas as crianças preferem a letra de imprensa maiúscula (bastão). Leitores com dislexia: Também preferem letras de imprensa maiúscula (bastão). Script e cursiva são difíceis para os disléxicos, pois são letras menores. Espaçamento entre linhas e letra maiúscula ajudam o disléxico. PROCESSAMENTO VISUAL/FONOLÓGICO: ✓ Símbolos que mapeiam os códigos fonológicos são prejudicados, enquanto os símbolos que não mapeiam os códigos fonológicos não são prejudicados. - Ele faz uma associação do processamento visual e mostra que realmente está prejudicado na tentativa de representar sons. ✓ Mapeamento de símbolo-som prejudicado, em vez de um processamento visual-atencional. CAPACIDADE DE ATENÇÃO VISUAL: Acredita não ser problema de atenção visual e sim, fonológico. Dificuldade para processar simultaneamente vários elementos que está relacionada ao desempenho de leitura, independentemente de suas habilidades fonológicas e da língua. (Bosse, 2007). SPAN DE ATENÇÃO VISUAL: Dificuldades no processamento simultâneo visual de múltiplos elementos (também chamado de span de atenção visual) foram observados em indivíduos com dislexia do desenvolvimento. Essas dificuldades podem refletir déficits na alocação de atenção entreos distintos elementos visuais que compõem uma forma digital. ✓ Dificuldade de processar vários elementos em sequência sem ligação fonológica. ✓ Dificuldade de passar de uma informação visual para outra. NOMEAÇÃO AUTOMATIZADA RÁPIDA: ✓ Habilidade fonológica. Habilidade de acessar o léxico mental por meio da rapidez e da precisão do indivíduo para nomear uma sequência de itens familiares apresentados visualmente. ✓ Processamento serial: ordem que devemos falar. ✓ Produção oral; - Crianças que não possuem consciência fonológica muito ruim o RAN normalmente está muito ruim. AULA 4- PROCESSAMENTO DE LEITURA Três tipos de processamento temporal: ✓ Rapidez e precisão do acesso ao léxico mental: habilidade de ter acesso rápido e fácil às informações fonológicas e semânticas armazenadas na memória de longo prazo. ✓ Memória de trabalho fonológica: memória em que armazenamos temporariamente informações que serão úteis para raciocínio imediato, podendo ser descartadas logo a seguir. ✓ Consciência fonológica: Capacidade de segmentar a fala em estruturas menores e manipulá-las. Esses três tipos de processamento temporal estão relacionados com as funções de percepção, nomeação, repetição, armazenamento, recuperação e acesso à informação. Distúrbios dessas funções estão relacionados com distúrbios fonológicos. PROCESSADORES O reconhecimento de palavras ativa as unidades de reconhecimento ortográfico e, ao mesmo tempo, as unidades de reconhecimento semântico e fonológico que vão trabalhar simultaneamente para a decodificação ortográfica da palavra. Processador ortográfico: conhecimento visual da palavra, representado por feixes de traços visuais interconectados. Processador semântico: significado das palavras. Processador contextual: conhecimento do contexto que o enunciado se insere, interpretação coerente. Dá a velocidade de leitura. Processador fonológico: rede de unidades primitivas associadas. TIPOS DE PALAVRAS Fatiamento: grande quantidade de unidades significativas menores, que sobrecarrega a memória de trabalho, diminuindo a possibilidade de compreensão. ➤ Palavra falada ➔ Sistema de análise acústica ➔ Sistema auditivo de reconhecimento de palavras ➔ Sistema semântico ➔ Pronúncia ➤Palavra escrita (rota fonológica) ➔ Sistema de análise visual ➔ Sistema de correspondência grafema-fonema ➔ Construção fonêmica ➔ Pronúncia ➤Palavra escrita (rota lexical) ➔ Sistema de análise visual ➔ Sistema visual de reconhecimento de palavras ➔ Sistema semântico ➔ Pronúncia ✓ Pseudopalavras: palavras que não existem, inventadas. Erro nessas palavras identificam problemas fonológicos. ✓ Palavras Regulares: palavras simples, podem ser lidas diretamente e não tem regra específica. Ex: Pato, Gato… Erro nessas palavras identificam problemas fonológicos. ✓ Palavras do Tipo Regra: palavras em que se precisa saber a letra que vem depois para fazer a leitura/escrita. Ex: Campo. Regra do “m” antes de “p” e “b”, ou seja, precisa saber a letra que vem depois para colocar “m” ou “n”. Erro nessas palavras identificam problemas fonológicos. ✓ Palavras irregulares: palavras que não possuem uma regra específica, precisa estar no léxico para saber. Ex: Exercício. Erro nessas palavras identificam problemas lexicais. AULA 4 - PARTE DOIS Métodos de Alfabetização de acordo com a pirâmide dos níveis linguísticos: São estratégias de apropriação do sistema escrito que podem ser usadas na intervenção e podem ser de duas maneiras, de mais contexto ao de menos e de menos contexto ao de mais contexto. 1. ESTRATÉGIA ASCENDENTE “BOTTOM - UP”: A apropriação do sistema escrito ocorre da microestrutura para a macroestutura, iniciando pelo nível do fonema,passando pelo nível do morfema, da sintaxe,da semântica até chegar ao nível da pragmática. 2. ESTRATÉGIA DESCENDENTE “TOP - DOWN”: a apropriação do sistema escrito ocorre ao inverso da bottom-up iniciando da macroestutura para a microestrutura, iniciando pelo nível da pragmática, e indo em estratégia descendente passando pelos níveis da semântica, da sintaxe, dos morfemas e por último chegando ao nível do fonema. CONSTRUÇÃO MENTAL DO TEXTO: Para ter qualidade de coerência de representação do texto, ler e entender necessitamos de habilidades de nível alto e básico que são complementares entre si. 1. NÍVEL BÁSICO (EXCLUSIVO DA ALFABETIZAÇÃO): a. Decodificação. b. Fluência de leitura. c. Reconhecimento de palavras. 2. NÍVEL ALTO (INICIA NA AQUISIÇÃO MAS NECESSITA DE HABILIDADES LINGUÍSTICAS MAIS GLOBAIS): ✓ Conhecimento de mundo; ✓ Inferências; ✓ Abstrações; NOÇÃO DE TEXTO: TEXTO: Uma unidade linguística concreta que é tomada pelos seus usuários da língua, em uma situação de interação comunicativa, como uma unidade de sentido e como preenchendo uma função comunicativa reconhecível e reconhecida, independentemente da sua extensão. COERÊNCIA: É um princípio de interpretabilidade e compreensão do texto. É a coerência que possibilita encarar uma sequência linguística como um texto, ou seja, como uma unidade significativa global. Diferentes gêneros textuais requerem organizações sintático-discursivas diversas, e, de acordo a pesquisa de 1998 de Vieira, crianças de segunda série já podem diferenciar tais estilos: TEXTOS NARRATIVOS: Apresentam se como uma unidade de sentido, segmentada em unidades menores, cujos eventos se dispõem de forma temporal, interligados por elementos de coesão. TEXTOS DESCRITIVOS: Caracterizam-se pela construção de unidades maiores de sentido, através de ordenação de unidades menores, organização essa que vai depender do ponto de vista do observador. TEXTOS ARGUMENTATIVOS: Abrange a discussão de ideias que objetiva convencer, persuadir ou influenciar o leitor. Utilizam para este fim a exposição de razões e provas através de um raciocínio coerente e consistente. FIGURA-FUNDO: Fenômeno pragmático que diz sobre a transitividade da sentença. FIGURA: Pode ser comparada ao “esqueleto” de um texto, ou seja, sua estrutura base. Sentenças figura tem um grau mais elevado de transitividade, são a parte do discurso que realmente importa para o falante, onde contém as informações relevantes. FUNDO: Serve de cenário ou ilustração para os eventos principais, sentenças fundo tem menor grau de transitividade e são a parte do discurso que não contribui diretamente com aquilo que o falante quer efetivamente comunicar, são informações irrelevantes. TIPOS DE LEITORES: LEITOR CONSTRUTOR: é aquele que se utiliza basicamente de estratégias descendentes, ele é rápido, mas não é preciso, passível a erros. LEITOR ANALISADOR: é aquele que usa primordialmente estratégias ascendentes, ele lê certo, mas não lê com velocidade. LEITOR CONSTRUTOR-ANALISADOR: é aquele leitor proficiente apropriado dos processos de fluência e precisão. PAPEL DA PROSÓDIA: A prosódia é fundamental para leitura servindo para inspeção do texto, sendo mais difícil a leitura quando a prosódia não está inserida, podendo ser a solução para compreensão do texto. A prosódia depende da pontuação, além de outros fatores que podem auxiliar como, por exemplo, negrito e caixa alta, esses recursos dão vida ao texto. Ajudam na construção da imagem e desencadeiam a leitura. AMPLITUDE: Quantidade de itens do léxico. PROFUNDIDADE: É o quanto a pessoa consegue aprofundar de um conceito, entender múltiplos significados de uma mesma palavra. É a “qualidade”. ACESSO LEXICAL: Buscar rápido a palavra. PAPEL DA MEMÓRIA: O papel da memória de trabalho para a interpretação do texto é indispensável,graças a ela conseguimos sustentar as informações do texto, de forma ativa, e fazer eferência. A memória de longo prazo auxilia na interpretação, pois sem conhecimento de mundo não seríamos capazes de interpretar significado de palavras e compreender os tipos de texto. A memória de curto prazo nos auxilia na recuperação imediata das informações obtidas após uma leitura, um leitor com velocidade de leitura alterada não seria capaz de recuperar informações que foram obtidas de maneira lentificada. AULA 5- A ESCRITA NA HUMANIDADE As pinturas rupestres revelam a fase da escrita pictográfica, isto é, como desenho representando o próprio objeto, podendo ser compreendido por todos. Era uma resposta a necessidade de expressão das ideias de forma visual e duradoura. O significado do pictograma evoluiu com o tempo, é um desenho poderia representar não só um objeto, mas também conceitos a ele relacionados, nesse processo surgiu a escrita logográfica. (ou ideográfica) O logograma era uma convenção. Ele se referia ao objeto por analogia,por tanto deveria ser aprendido. Houve uma evolução na direção das escritas silábicas (fonetização). Tal processo se iniciou com outro tipo de logograma, constituído por desenhos que não se referiam ao objeto representado, mas aos seus nomes. Apenas as propriedades fonéticas dos desenhos estariam sendo utilizadas. Assim começou o uso de alfabetos de base silábica. O sistema silábico utiliza-se de sinais arbitrários, demonstrando a necessidade de se usar valores sonoros estáveis (sequência, orientação). A escrita alfabética evoluiu da fase silábica pela reflexão e pela tomada de consciência das propriedades da linguagem sinal de economia do número de símbolos a ser memorizado. TEORIAS DA APRENDIZAGEM DE LEITURA E ESCRITA LURIA Descreveu 3 etapas denominadas “pré-história da escrita”: Rabiscos mecânicos : A criança apenas imita a escrita do adulto, na tentativa de reproduzir seus aspectos perceptivos: formato das letras, linearidade…No entendo o objetivo de auxiliar a memória não é atingido. Marcas topográficas : A escrita se espalha pela distribuição espacial do papel, buscando marcas que de alguma forma representem a frase dita, por ex: marcas maiores para frases maiores, marcas menores para frases menores. O que de alguma forma, já começa a auxiliar a memória, mesmo que de forma limitada. Fase pictográfica: A criança utiliza desenhos representando frases, de modo a recuperar mais facilmente as informações. Assim, aproximando-se mais do que seria então a escrita. EMILIA FERRERO Segundo a autora, a aquisição e desenvolvimento da escrita pela criança se dá por 4 hipóteses: hipótese pré-silábica, silábica, silábico-alfabético e alfabética. HIPÓTESE PRÉ-SILÁBICA: A criança descobre que a escrita substitui o objeto. É a etapa da concepção realística da palavra (objetos pequenos têm nomes pequenos; objetos grandes têm nomes grandes) e o momento em que a criança percebe algumas características da escrita formal e constrói duas hipóteses que vão acompanhá-la ao longo do processo: ✓ Hipótese Quantitativa: Deve haver um número mínimo de letras para se escrever alguma coisa; (uma letra sozinha não pode escrever). ✓ Hipótese Qualitativa: Deve haver uma variedade de caracteres para que “sirva para ler”; (Letras iguais não escrevem nada). OBS:.A hipótese COMEÇA na pré-silábica e vai ATÉ a fase alfabética. HIPÓTESE SILÁBICA: A quantidade de letras vai corresponder à quantidade de partes que se reconhece na emissão oral da palavra, no caso as sílabas. No entanto, a criança passa a ter uma grande fonte de conflito cognitivo: o desequilíbrio causado pela contradição entre o controle silábico, a quantidade mínima de letras e a variação entre as mesmas, para que a escrita possa ser lida. HIPÓTESE SILÁBICO-ALFABÉTICA: É uma fase de transição. Quando a criança descobre que a sílaba é renovável em elementos menores, procura acrescentar letras ao esquema anterior. Hipótese alfabética: A criança vence a barreira de representação da linguagem escrita ao atingir essa fase. O sistema alfabético é o produto do esforço coletivo para representar o que se quer simbolizar: a linguagem.(Nessa fase a criança já entende que cada letra é um som). UTA FRITH Grande representante da psicologia cognitiva, descreveu 3 importantes estratégias de desenvolvimento da leitura/escrita: ✓ Estratégia logográfica: Há correspondência da palavra escrita com seu significado. Não usa nenhuma rota. A criança reconhece instantaneamente as palavras de acordo com sua característica gráfica (ex: logo de cola-cola). Esse reconhecimento só ocorre caso as palavras já fizerem parte do dicionário logográfico da criança, e a pronúncia acontece em um segundo momento, ela não percebe a diferença de transposições ou omissão das letras. A utilização dessa estratégia na escrita só é possível quando a criança atinge um grau mais avançado de leitura. ✓ Estratégia alfabética: Permitirá que a criança leia palavras desconhecidas, ela já deve ser capaz de segmentar as palavras em fonemas (rota fonologica), reconhecendo a palavra de modo analitico e sistematico. Nessa etapa já é possível ler pseudopalavras, palavras regra e regulares, mas a leitura de palavras irregulares não é possível. A escrita é feita com os grafemas já conhecidos aplicando as regras de correspondência fonema- grafema (descodificação sequencial), e também utilizando regras gramaticais geradas pelo contexto, como m antes de p e b (decodificação hierárquica). A escrita aparece nesse estágio antes da leitura, pois ainda existem crianças que utilizam a estratégia logográfica na leitura, e a alfabética na escrita. Estratégia ortográfica: Estágio do leitor competente, com acesso visual direto a palavra (endereçamento), presença de léxico visual. A leitura silenciosa é fluente,pois a criança desenvolve acesso lexical direto, reconhecendo instantaneamente morfemas ou pares da palavra, pode utilizar as analogias lexicais de palavras conhecidas para ler novas palavras. Já lê e escreve palavras irregulares. A Teoria de Frith supõe que o processamento de leitura e escrita seja por dupla rota. AULA 6- DISORTOGRAFIA/PROCESSOS FONOLÓGICOS DISORTOGRAFIA: alteração na planificação da linguagem escrita, que causa prejuízos na aprendizagem da ortografia, gramática e redação. ✓ Disortografia Fonológica: dificuldades na escrita de pseudopalavras, trocas fonológicas (omissões, substituições e inversões) ✓ Disortografia Lexical/Superficial/Ortográfica: dificuldades com palavras irregulares, mais erros na escrita devido variedade de formas que um mesmo fonema pode apresentar. HABILIDADES ENVOLVIDAS: ✓ fonológicas: domínio do sistema alfabético; condição indispensável para leitura e para aquisição da informação ortográfica; reconhecimento global da palavra. ✓ ortográficas: sensibilidade para regularidades ortograficas; reconhecimento de palavras de forma autônoma, automatizada e inconsciente. ✓ morfossintáticas: Realizam generalizações (para palavras inapropriadas, para categorias gramaticais, para certo grupo de palavras); dificuldades com flexões verbais (ex: terminam verbo com L invés de U) e com derivação lexical (ex: adjetivos quando transformados em substantivo terminam com “eza” e enquanto nobreza e nacionalidades terminam com “esa”) ✓ exposição ao material gráfico: “mais dificuldade, lê pouco. Sem dificuldade, lê muito”. Quem é muito exposto, tem menos falhas ortograficas e maior vocabulário enquanto quem é pouco exposto tem mais falhas e menor vocabulário. PROCESSOS LINGUÍSTICOS-COGNITIVOS ENVOLVIDOS NA ESCRITA ✓ planejamento da mensagem: geração e organização das ideias e revisão da mensagem ✓ construção sintática: construção da estrutura e colocaçãode palavras funcionais ✓ recuperação de elementos léxicos: recuperação dos grafemas, via fonológica ou lexical ✓ processos motores: recuperação de alógrafos e padrões motores ZORZI (CLASSIFICAÇÃO) ✓ Confusões entre letras parecidas: d b p q ✓ Substituição (múltiplas possibilidades de representação gráfica): /s/ - ss, s, ç, sc, c ✓ Escrita apoiada na oralidade: muintos bichos ✓ Omissões e acréscimos: pedala - pdala ✓ Junção e separação indevida da palavra (hiposegmentação/hipersegmentação): . Eraumavez ou mi nha a miga ✓ Substituição entre surdos e sonoros: f-v, x-j, s-z, p-b, t-d, k-g. Ex: carraffa ✓ Confusão am/ão: não percebem sílaba tônica. saíram/sairão ✓ Generalização (hipercorreção): generalização em situações não apropriadas. Chapel, bolu ✓ Inversão (transposição): geralmente ocorre em sílabas complexas. Preto-perto; praia-paria PROCESSOS FONOLÓGICOS ✓ Traço de sonoridade (sonorização/ensudercimento): quatro-quadro; sete-sede ✓ Palatalização/despalatalização: zogo-jogo; baixa-baissa ✓ Transposição (tenta simplificar sílaba)/regularização/omissão: pirncipe-principe/ chapel- chapéu/ pedala-pdala ✓ Assimilação: projeta letra de trás na frente. Lagarto-largarto Obs*: se a criança escrever como se fala/não mudou sentido - é erro irregular, pois ela precisa ter tido exposição a palavra para saber como se escreve. Se erro muda sentido - é regular. Erro regular que possui classificação. Habilidades ortográficas Habilidade fonológica: Consciência ortográfica Conhecimento morfossintático Exposição ao material gráfico Módulos da escrita Módulos de planejamento Módulos sintáticos Módulos léxicos Módulos motores Palavra Como escreveu Classificação Baleia Paleia Regular - ensurdecimento Socorro Socoro Regra Amigo Amigu Irregular Príncipe Pirncipe Regular - Transposição Lagarto Largarto Regular - Assimilação Táxi Táquissi Irregular Abajur Abazur Regular - Despalatalização Queijo Ceijo Regra Brasil Barsil Regular - Transposição Ouriço Ourisso Irregular Dente Tente Regular - ensurdecimento Cílio Silho Irregular Quente Quemte Regra AULA 7 – DISGRAFIA CONCEITO: Transtorno funcional na execução da escrita que afeta a forma, a inteligibilidade, o ritmo ou o significado da mesma sem que se encontrem alterações intelectuais, sensoriais, neurológicas, motoras ou afetivas que as justifiquem. ✓ Letra feia não é disgrafia. ✓ Afeta a forma e a inteligibilidade. ✓ Letra que o próprio indivíduo não entende perde a função, então é considerado disgrafia. ✓ Quando tenta escrever melhor, faz grande esforço motor e acaba retirando pedaços na escrita. DSM-5: ✓ Faz parte de um subgrupo motor. ✓ Não é linguístico. ✓ Existe interação entre o processo linguístico. O ato grafomotor fundamentalmente o ato linguístico de produzir os símbolos do alfabeto através do canal motor de output (Abbott & Berninger, 1993). OBS:. Antes ficava localizado nos transtornos de aprendizagem. No DSM-5 migrou para transtornos motores. CONTINUUM: Um início linguístico que vai terminar no motor. Computador facilita a vida dessas pessoas. ✓ Planejamento linguístico – Lembrar formato das letras. ✓ Recuperação visual ✓ Planejamento motor SINAIS E SINTOMAS: ✓ Alterações espaciais ✓ Pressão sobre a folha →Indivíduos que marcam a folha (tensão por pressão) →Indivíduos que controlam os movimentos e não fazem pressão sobre a folha (Tensão por retenção do movimento). OBS:. os dois são disgrafia. ✓ Lentidão ✓ Alterações nas letras ✓ Limpeza →Transpiração nas mãos por esforço. *Lentidão e alt. Nas letras podem estar associados. Sinais e sintomas (na escrita): 1. Incoordenação dos movimentos 2. Repasses e rasuras 3. Alterações direcionais das letras 4. Falhas proporcionais das letras – B e F, L e E 5. Ângulos das letras 6. Traçado muito leve ou muito forte 7. Mau uso do espaço gráfico 8. Dificuldades de copias do quadro para o caderno 9. Caderno sujo, páginas amassadas ou furadas 10.Capas despencadas 11.Lentidão na escrita 12.Omissões de letras, silabas ou palavras 13.Agregação de letras, silabas ou palavras 14.Confusão entre letras, silabas ou palavras 12 a 14 - Não é linguístico, ocorre por causa da saída motora; ocorre por causa da lentidão na escrita. Sinais e sintomas (nas pessoas): 1. Mau conhecimento do próprio corpo. 2. Lateralidade mal definida – raramente uma pessoa é bidestra. 3. Alterações na organização espacial 4. Alterações de equilíbrio, tônus e postura 5. Comportamento irrequieto e instável 6. Motricidade fina perturbada →A pessoa pode ter problema na escrita e não ter na motricidade fina. →A pessoa se tiver problema de motricidade fina vai ter problema na escrita. 7. Dificuldades metalinguísticas 8. Possíveis problemas emocionais →Não é disgrafia. →Ocorre quando a criança tem disgrafia e sofre pressão emocional. CLASSIFICAÇÃO(ANTIGO): DISGRAFIA MOTORA: alteração na qualidade e inteligibilidade da escrita. DISGRAFIA DISLÉXICA: Caracterizada por alterações no conteúdo da escrita como aglutinação, assimilação, substituições, por não conseguir manter o ritmo. MOTOR: letra ilegível DISLEXIA: Escrita lenda com trocas e aglutinações. Baseado no produto final. (ATUAL): Trabalha com processamento da informação. DISGRAFIA IDEOGRÁFICA: A criança esquece a imagem gráfica, apresentando dificuldade de escrever a letra. →Fase da recuperação visual (problema) DISGRAFIA IDEOMOTORA: Diz respeito à dificuldade na elaboração aos movimentos gráficos, provocando erros direcionais na movimentação das letras. DISGRAFIA – ETAPAS DE ELABORAÇÃO: ✓ Progressão do código grafêmico à coordenação dos movimentos. ✓ Seleção do formato das letras - Ideográfica ✓ Seleção dos padrões motores necessários para a execução do formato de letra escolhido- IDEOMOTORA ✓ Consideração dos padrões motores como sequências de movimentos- ideomotora AVALIAÇÃO GRAFOMOTORA: ✓ Desenho →1º disgrafia começa pelo desenho. ✓ Pré-escrita →movimentos pré determinados ✓ Escrita Pode ter problema apenas em um! ✓ Braço e articulação de ombro __________ ✓ Cotovelo ✓ Cotovelo e punho ✓ Movimenta a mão para todos os lados (automatismo) ✓ Inibição de gestos ______.__________.________. ✓ Parte espacial e mobilidade da mão para os dois lados AULA 8 – DISCALCULIA “Transtorno estrutural da maturação das habilidades matemáticas, referente sobretudo a crianças, e que se manifesta pela quantidade de erros variados na compreensão dos números, habilidade de Contagem, habilidades computacionais e solução de problemas verbais.” CID 10 E DSMIV ✓ Transtorno específico da habilidade em aritmética; ✓ Discalculia infantil; ✓ Discalculia do desenvolvimento (DD) - caracterizada pela discrepância entre habilidades especificamente matemáticas inteligência geral. ✓ Processamento do número e habilidades de cálculo similares a de crianças mais jovens. ✓ 6% ✓ Presença de comorbidades. ✓ 1% DD pura ✓ Déficits persistentes em 40% das Crianças aos seis anos. Dificuldades de aprendizagem da Matemática X Dificuldades de Aprendizagem da Leitura Dificuldades de aprendizagem de Matemática Dificuldades de aprendizagem de Leitura Tarefas auditivo-verbais e (HE Leitura) perceptivas Não necessariamente prejudicado Rendimento rebaixado Tarefas visuoperceptivas (HD Matemática) e visuo-espaciais Rendimento rebaixado Não necessariamente prejudicado HE - execução relativa à parte direita do corpo Não necessariamente prejudicado deficitária HD execução relativa à parte esquerda do corpo deficitária Não necessariamenteprejudicado Conceitualização não verbal deficitária Não necessariamente prejudicado Aspectos verbais adequados Não necessariamente prejudicado MODELOS DE REPRESENTAÇÕES NUMÉRICAS ✓ Noção de Senso numérico. ✓ Funções cognitivas estimuladas ✓ Aspectos genéticos. ✓ Memória operacional. ✓ Simbolização numérica. BATERIA NEUROPSICOLÓGICA ✓ Memorização de dígitos - trás para frente e vice-versa ✓ Transcodificação de número ✓ Comparação entre os números ✓ Cálculo mental - (contas + e -) com contexto vs sem contexto, oral e escrito ✓ Posicionamento numa régua ✓ Estimativa de quantidade ✓ Relógio ✓ Contexto - pouco versus muito Obs:. tdah tem dificuldades matemáticas, mas não discalculia. AULA 9 – COMORBIDADES Transtorno Específico da Aprendizagem - DSM-5 Especificar se: • Com Prejuízo na leitura (especificasse na precisão na leitura de palavras, na velocidade ou fluência da Leitura, na compreensão da leitura) • Com prejuízo Na expressão escrita (especificar se na precisão na ortografia, na precisão na gramática e na pontuação, na clareza ou na organização da expressão escrita) • Com prejuízo na matemática (especificar se no senso numérico, na memorização de fatos aritméticos, na precisão ou fluência de cálculo, na precisão no raciocínio matemático) • Especificar a gravidade atual: Leve, moderada, grave. As dificuldades na aprendizagem e no uso de habilidades acadêmicas conforme indicado pela presença de ao menos um dos sintomas a seguir que tenha persistido por pelo menos 6 meses apesar da provisão de intervenções dirigidas a essas dificuldades: 1- leitura de palavras de forma imprecisa ou lenta e com esforço Por ex. Ler palavras isoladas em voz alta de forma incorreta ou lenta e hesitante, frequentemente adivinha palavras, têm dificuldade de soletrá-las. 2- dificuldade para compreender o sentido do que é lido Por ex. pode ler o texto com precisão, mas não compreende a sequência, as relações, as inferências, ou os sentidos mais profundos do que é lido. 3 - dificuldades para ortografar (ou escrever ortograficamente) Por ex. Pode adicionar, omitir, ou substituir vogais e consoantes. 4 - dificuldades com a expressão escrita Por ex. Cometer múltiplos erros de gramática ou pontuação nas frases, emprega organização inadequada de parágrafos, expressão escrita das ideias sem clareza. 5 - dificuldades para dominar o senso numérico, fatos numéricos, ou cálculo. Por ex. entende números, sua magnitude e relações de forma insatisfatória; conta com os dedos para adicionar números de um dígito em vez de lembrar o fato aritmético como fazem os colegas; perde-se no meio de cálculos aritméticos e pode trocar as operações. 6 - dificuldades no raciocínio Por ex. tem graves dificuldades em aplicar conceitos, Fatos e operações matemáticas para solucionar problemas quantitativos. DEFICIÊNCIAS INTELECTUAIS - DSM-5 • Especificar gravidade atual: leve, moderada, grave ou profunda. • Atraso Global do Desenvolvimento • Deficiência intelectual (Transtorno do desenvolvimento intelectual) não especificada Critérios diagnósticos - DSM-5 • Déficits em funções intelectuais, raciocínio, solução de problemas, planejamento, pensamento abstrato, juízo, aprendizagem acadêmica e aprendizagem pela experiência confirmados tanto pela avaliação clínica quanto por testes de inteligência padronizados e individualizados. • Déficit em funções adaptativas que resultam em fracasso para atingir padrões de desenvolvimento e socioculturais em relação à Independência pessoal e responsabilidade social sem apoio continuado, os déficits de adaptação limitam o funcionamento em uma ou mais atividades diárias, com comunicação participação social e vida independente e em múltiplos ambientes, como em casa na escola no local de trabalho e na comunidade. • Início dos déficits intelectuais e adaptativos durante o período de desenvolvimento. TRANSTORNOS DA COMUNICAÇÃO- DSM-5 ✓ Transtornos da Fala ✓ Transtorno da fluência com início na infância ✓ Transtorno da fluência com início na idade adulta ✓ Transtorno da comunicação social ✓ Transtorno da comunicação não especificado TRANSTORNO DA FALA Dificuldades persistentes na aquisição e no uso da linguagem em suas diversas modalidades. (Falada, escrita, linguagem de sinais ou outra) devido a déficit na compreensão ou na produção inclusive: 1 . Vocabulário reduzido - conhecimento e uso de palavras. 2 . Estrutura limitada de frases - capacidade de unir palavras e terminações de palavras de modo a formar frases com base nas regras gramaticais e morfológicas. 3. Prejuízos no discurso - capacidade de usar vocabulário e unir frases para explicar ou descrever um tópico ou uma série de eventos ou ter uma conversa. O início dos sintomas ocorre precocemente no período do desenvolvimento. TRANSTORNO DO DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM - TDL Considerar: • Discrepância entre o rendimento da linguagem e de outras áreas do desenvolvimento; • PERFIL HETEROGÊNEO COMPREENSÃO • Compreensão situacional melhor do que linguística; • Dificuldades importantes em tarefas que exigem domínio em língua (Aquisição, Armazenamento e acesso lexicais, Processamento Morfossintático, Memória Fonológica e de trabalho). • Dificuldades em perceber e responder adequadamente às funções comunicativas são decorrentes das habilidades linguísticas. • Dificuldades em compreender relações causais e principalmente de compreender as partículas linguísticas que expressam estas relações (Pronomes interrogativos e advérbios). • Inabilidades para perceber o significado global de histórias - percebem as cenas mas não integram nas levando a compreensão da história como um todo. PRODUÇÃO ✓ Produção com atraso significativo; ✓ Iniciam a produção com atraso significativo; ✓ Não apresentam o Boom do vocabulário; ✓ Significativo atraso na produção de sentenças; ✓ Grande dificuldade em palavras de classe fechada, polissêmicas e com marcadores gramaticais, Por ex. número, gênero e tempo verbal. Obs:. Pela dificuldade de compreensão em língua apresenta uma enorme dificuldade em lidar com metalinguagem - dificuldade escolar. SIMILARIDADES TDL E DISLEXIA ✓ Transtornos da linguagem ✓ Trazem impactos para a vida acadêmica ✓ Desordens do desenvolvimento comuns ✓ 3% a 10% da população ✓ A proporção é maior em meninos do que meninas ✓ desordens etiologicamente complexas e com forte base genética ✓ Apresentam problemas de ordem fonológica DISLEXIA DEL Déficits sintáticos e semânticos são secundários à dislexia Déficits sintáticos são uma marca do DEL e estão associados ao déficit semântico Problema de compreensão secundário à dislexia Problema de compreensão comum ao DEL a compreensão de textos ouvidos e escritos estará prejudicada Um ponto forte dos dislexicos é a habilidade para usar o contexto na Crianças DEL apresentam dificuldades na compreensão inferencial de textos orais TRANSTORNO DA FLUÊNCIA COM INÍCIO NA INFÂNCIA - DSM-5 Perturbações na fluência normal e no padrão Temporal da fala inapropriados para a idade e para as habilidades linguísticas do indivíduo, persistentes e caracterizadas por ocorrências frequentes e marcantes de um ou mais entre os seguintes: 1. Repetições de sons e sílabas; 2. Prolongamento sonoros das consoantes e das vogais; 3. Palavras interrompidas: Por ex: pausas em uma palavra. 4. Bloqueio audível ou silencioso - pausas preenchidas ou não preenchidas na fala. 5. Circunlocuções - substituições de palavras para evitar palavras problemáticas. 6. Palavras produzidas com excesso de tensão física. 7. Repetições de palavras monossilábicas: Por ex. Eu eu eu eu eu vejo. TRANSTORNO DA COMUNICAÇÃO SOCIAL (PRAGMÁTICA)Dificuldades persistentes no uso social da comunicação verbal e não verbal como manifestado por todos os elementos a seguir: 1 - Déficit no uso da comunicação com fins sociais, como em saudações e compartilhamento de informações de forma adequada ao contexto social. 2 - Prejuízo da capacidade de adaptar a comunicação para se adequar ao contexto ou às necessidades do ouvinte, tal como falar de forma diferente em uma sala de aula do que em uma pracinha, falar de forma diferente a uma criança do que a um adulto, e evitar o uso de linguagem excessivamente formal. 3 - Dificuldades de seguir regras para conversar e contar histórias, tais como: aguardar a sua vez, reconstituir o que foi dito quando não entendido e saber como usar sinais verbais e não verbais para regular a interação. 4 - Dificuldades para compreender o que não é dito de forma explícita ( por ex fazer inferências) e sentidos não literais ou ambíguos da linguagem (por ex. expressões idiomáticas, metáforas, múltiplos significados que dependem do contexto para interpretação). TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA - DSM-5 Especificar se • Associado a alguma condição médica ou genética conhecida ou a um fator ambiental. • Associado a outro transtorno do neurodesenvolvimento, mental ou comportamental. • Com ou sem comprometimento intelectual concomitante, com ou sem comprometimento da linguagem concomitante, com catatonia. • Especificar a gravidade atual: exigindo apoio muito substancial, exigindo apoio substancial, exigindo apoio. Déficits persistentes na comunicação social e na interação social em múltiplos contextos, conforme manifestado pelo que segue, atualmente ou por história prévia (os exemplos são apenas ilustrativos, e não exaustivos): Déficits na reciprocidade socioemocional variando por exemplo de abordagem social anormal e dificuldade para estabelecer uma conversa normal a compartilhamento reduzido de interesses emoções ou afeta a dificuldade para iniciar ou responder a interações sociais. Déficit nos comportamentos comunicativos não-verbais usados para interação social variando, por exemplo, de comunicação verbal e não-verbal pouco Integradas a anormalidade no contato visual e linguagem corporal ou déficits na compreensão e uso de gestos ausência total de expressões faciais e comunicação não-verbal. Déficits para desenvolver manter e compreender relacionamentos variando, por exemplo, de dificuldade em ajustar o comportamento para se adequar a contextos sociais diversos, a dificuldade em compartilhar brincadeiras imaginativas ou em fazer amigos, a ausência de interesse por pares. Padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades, conforme manifestado por pelo menos dois dos seguintes atualmente ou por história: • Movimentos motores, uso de objetos ou fala estereotipados ou repetitivos. por exemplo: estereotipias motoras simples, alinhar brinquedos ou girar objetos, ecolalia, frases idiossincráticas. • Insistência nas mesmas coisas, adesão inflexível a rotinas ou padrões ritualizados de comportamento verbal ou não-verbal. Por exemplo: sofrimento extremo em relação a pequenas mudanças, dificuldades com transições, padrões rígidos de pensamento, rituais de saudação, necessidade de fazer o mesmo caminho ou ingerir os mesmos alimentos diariamente. • Interesses fixos e altamente restritos que são anormais em intensidade ou foco. Por exemplo: forte apego a ou preocupação com objetos incomuns, interesses excessivamente circunscritos ou perseverativos. • hiper ou hipo reatividade a estímulos sensoriais ou interesse incomum por aspectos sensoriais do ambiente. Por exemplo: indiferença aparente a dor, temperatura, reação contrária ações ou texturas específicas, cheirar ou tocar objetos de forma excessiva, fascinação visual por luzes ou movimento. A Tríade de Wing • Falha na interação social recíproca; • Dificuldade na comunicação verbal e não verbal; • Comprometimento da Imaginação - repertório restrito de interesses e atividades; PDDNOS ⇒ Asperger ⇒ Autismo (Verbal) ⇒ Autismo (Ecolalia) ⇒ Autismo (Não Verbal) TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO/HIPERATIVIDADE - DSM-5 Determinar o subtipo: ✓ Apresentação combinada ✓ Apresentação predominantemente desatenta ✓ Apresentação predominantemente hiperativa/ impulsiva ✓ Especificar se: em remissão parcial ✓ Especificar a gravidade atual : leve, moderada, grave A Desatenção e/ou Hiperatividade-impulsividade que interferem no funcionamento e no desenvolvimento, conforme caracterizado por 1 ou 2: 1 - Desatenção: 6 ou mais dos seguintes sintomas persistem por pelo menos seis meses: • Frequentemente não presta atenção em detalhes ou comete erros por descuido em tarefas escolares, no trabalho ou durante outras atividades. Por ex: negligencia ou deixa passar detalhes, o trabalho é impreciso. • Frequentemente tem dificuldade de manter a atenção em tarefas ou atividades lúdicas Por ex: dificuldade de manter o foco durante aulas, conversas ou leituras prolongadas. • Frequentemente parece não escutar quando alguém lhe dirige a palavra diretamente Por ex: parece estar com a cabeça longe, mesmo na ausência de qualquer distração óbvia • Frequentemente não segue instruções até o fim e não consegue terminar trabalhos escolares, tarefas ou deveres no local de trabalho. Por ex: começa as tarefas, mas rapidamente perde o foco e facilmente perde o rumo • Frequentemente tem dificuldade para organizar tarefas e atividades Por ex: dificuldade em gerenciar tarefas sequenciais, dificuldade em manter materiais e objetos pessoais em ordem, trabalho desorganizado e desleixado, mau gerenciamento do tempo, dificuldade em cumprir prazos. • Frequentemente perde coisas necessárias para tarefas ou atividades Por ex: materiais escolares, lápis, livros, instrumentos, carteiras, chaves, documentos, óculos, celular. • Com frequência e facilmente distraído por estímulos externos (para adolescentes e adultos, pode incluir pensamentos não-relacionados) • Com frequência é esquecido em relação a atividades cotidianas Por ex. Realizar tarefas, obrigações, para adolescentes mais velhos e adultos, retornar ligações, pagar contas, manter horários agendados. 2 - Hiperatividade e Impulsividade : 6 ou mais dos seguintes sintomas persistem por pelo menos 6 meses. • Frequentemente remexe ou batuca as mãos ou os pés ou se contorce na cadeira • Frequentemente levanta da cadeira em situações em que se espera que permaneça sentado. Por ex: sai do seu lugar em sala de aula, no escritório ou em outro local de trabalho ou em outras situações em que exijam que se permaneça em um mesmo lugar. • Frequentemente corre ou sobe nas coisas em situações em que isso é inapropriado. (Em adolescentes ou adultos pode se limitar a sensação de inquietude) • Com frequência é incapaz de brincar ou se envolver em atividade de lazer calmamente e com frequência “não para”, agindo como se estivesse “Com o motor ligado” por ex. Não consegue ou se sente desconfortável em ficar parado por muito tempo, como em restaurantes, reuniões, outros podem ver o indivíduo como inquieto ou difícil de acompanhar. Obs: Frequentemente fala demais. • Frequentemente deixa escapar uma resposta antes que a pergunta tenha sido concluída. Por ex. Termina frase dos outros, não consegue aguardar sua vez de falar. • Frequentemente tem dificuldade para esperar a sua vez. Ex. Aguardar sua vez na fila. • Frequentemente interrompe ou se intromete. Por ex. Mete-se nas conversas, jogos ou atividades, pode começar a usar as coisas de outras pessoas sem pedir ou receber permissão. Para adolescentes e adultos, pode intrometer-se em ou assumir o controle sobre o que os outros estão fazendo. • Vários sintomas de desatenção ou hiperatividade-impulsividadeestavam presentes antes de os 12 anos de idade. • Vários sintomas de desatenção ou hiperatividade- impulsividade estão presentes em dois ou mais ambientes. Por ex. Em casa, na escola, no trabalho, com amigos ou parentes, em outras atividades. • Há evidências claras de que os sintomas interferem no funcionamento social, acadêmico ou profissional ou de que reduzem sua qualidade. TRANSTORNOS MOTORES - DSM-5 • Transtorno do Desenvolvimento da Coordenação • Transtorno do Movimento Estereotipado Especificar se: Com comportamentos autolesivos, sem comportamento autolesivo. Especificar se: Associado a alguma condição médica ou genética conhecida, transtorno do neurodesenvolvimento ou fator ambiental. Especificar a gravidade atual: leve, moderada, grave. A. Aquisição e execução de habilidades motoras coordenada estão substancialmente abaixo do esperado considerando-se a idade cronológica do indivíduo e a oportunidade de aprender a usar a habilidade. As dificuldades manifestam-se por falta de jeito. Por ex: derrubar ou bater em objetos Bem como por lentidão e imprecisão no desempenho de habilidades motoras Por ex: apanhar um objeto, usar tesouras ou facas, escrever à mão, andar de bicicleta, praticar esportes. B. O déficit nas habilidades motoras do critério anterior interfere significativa e persistentemente, nas atividades cotidianas apropriadas à idade cronológica. Por ex: autocuidado e automanutenção Causando impacto na produtividade acadêmica/escolar, em atividades pré-profissionais e profissionais, no lazer e nas brincadeiras. C. O início dos sintomas ocorre precocemente no período do desenvolvimento. D. Os déficits nas habilidades motoras não são mais bem explicados por deficiência intelectual (transtorno do desenvolvimento intelectual) ou por deficiência visual e não são atribuíveis a alguma condição neurológica que afete os movimentos. Por ex: paralisia cerebral, distrofia muscular e doença degenerativa. REFLEXOS DE DIFICULDADES PSICOMOTORAS NA APRENDIZAGEM PRAXIAS ✓ Dificuldade nas realizações óculo-motoras; ✓ Dificuldades grafomotoras; TÔNUS ✓ Dificuldade no equilíbrio estático e dinâmico ✓ Má integração neurossensorial ✓ Baixa de atenção seletiva REFLEXOS DE DIFICULDADES PSICOMOTORAS NA APRENDIZAGEM ESQUEMA CORPORAL: ✓ Criança desconhece partes do corpo ✓ Criança não situa bem seus membros ao gesticular ✓ Criança não coordena bem seus movimentos ORIENTAÇÃO ESPACIAL: ✓ Ignora termos espaciais ✓ Conhece termos, mas orienta-se com dificuldades ✓ Dificuldades em aprendizagens simbólicas de leitura, escrita e cálculo. ✓ Dificuldades na apreensão de formas ORIENTAÇÃO TEMPORAL: ✓ Não percebe ordem de sucessão de acontecimentos ✓ Não percebe intervalos ✓ Não tem um ritmo regular ✓ Não prevê suas atividades ✓ Dificuldades no armazenamento e na sua rememorização de informações LATERALIDADE ✓ Dificuldade na discriminação visual ✓ Não adquire direção gráfica ✓ Números e letars em espelho TRANSTORNO DO MOVIMENTO ESTEREOTIPADO - DSM - 5 A. Comportamento motor repetitivo, aparentemente direcionado e sem propósito; Por ex: Apertar as mãos ou abanar, balançar o corpo, bater a cabeça, morder-se, golpear o próprio corpo. B. O comportamento motor repetitivo interfere em atividades sociais, acadêmicas ou outras, podendo resultar em autolesão. C. O início se dá precocemente no período do desenvolvimento D. O comportamento motor repetitivo não é atribuível aos efeitos fisiológicos de uma substância ou a condição neurológica, não sendo mais bem explicado por outro transtorno do neurodesenvolvimento ou mental. Por ex: Tricotilomania (transtorno de arrancar o cabelo) Transtorno obsessivo-compulsivo. TRANSTORNOS DE TIQUE - DSM-5 ✓ Transtorno de Tourette ✓ Transtorno de Tique Motor ou Vocal Persistente (Especificar se: apenas com tiques motores, apenas com tiques vocais) ✓ Transtorno de tique transitório ✓ Outro transtorno de Tique Especificado ✓ Transtorno de Tique não especificado TRANSTORNO DE TOURETTE DSM-5 Múltiplos tiques motores e um ou mais tiques vocais estiveram presentes em algum momento durante o quadro, embora não necessariamente ao mesmo tempo. Os tiques podem aumentar e diminuir em frequência, mas persistiram por mais de um ano desde o início do primeiro tique. O início ocorre antes dos 18 anos de idade. A perturbação não é atribuível aos efeitos fisiológicos de uma substância. Por ex. Cocaína. Ou outra condição médica. Por ex. Doença de Huntingtom, encefalite pós-viral. TRANSTORNO DE TIQUE MOTOR OU VOCAL PERSISTENTE - DSM-5 Tiques motores ou vocais únicos ou múltiplos estão presentes durante o quadro, embora não ambos. Os tiques podem aumentar e diminuir em frequência, mas persistiram por mais de um ano desde o início do primeiro tique. O início ocorre antes dos 18 anos de idade. A perturbação não é atribuível aos efeitos fisiológicos de uma substância. Por ex. Cocaína. Ou outra condição médica. Por ex. Doença de Huntingtom, encefalite pós-viral. TRANSTORNO DE TIQUE TRANSITÓRIO - DSM-5 Tiques motores e/ou vocais, únicos ou múltiplos. Os tiques estiveram presentes por pelo menos um ano desde o início do primeiro tique. O início ocorre antes dos 18 anos de idade. A perturbação não é atribuível aos efeitos fisiológicos de uma substância. Por ex. Cocaína. Ou outra condição médica. Por ex. Doença de Huntingtom, encefalite pós-viral. Jamais foram preenchidos critérios para transtorno de Tourette ou transtorno de tique motor ou vocal persistente (crônico) OUTROS TRANSTORNOS COMUNS NA ESCOLA DE OUTRAS CATEGORIAS DO DSM-5 • Depressão • Distimia • Bipolaridade • Transtorno obsessivo-compulsivo • Transtorno opositivo desafiador • Transtorno de ansiedade Transtornos do humor Depressão Na criança os sintomas são diferentes: irritabilidade, agressividade, hiperatividade, rebeldia. Algumas crianças podem apresentar os sintomas clássicos: tristeza, ansiedade, expectativa pessimista, mudanças no hábito alimentar e no sono ou, por outro lado, problemas físicos, como dores inespecíficas, fraqueza, tonturas, mal estar geral que não respondem ao tratamento médico habitual. Distimia Transtorno Bipolar do Humor Evolução circular ou bipolar onde se sucedem episódios depressivos e eufóricos. Transtorno Obsessivo-Compulsivo Presença de obsessões, compulsões ou ambas. TRANSTORNOS DE ANSIEDADE Os transtornos de ansiedade incluem transtornos que compartilham características de medo e ansiedade excessivos e perturbações comportamentais relacionados. Medo é a resposta emocional a ameaça eminente real ou percebida, enquanto a ansiedade é a antecipação de ameaça futura. Obviamente, esses dois estados se sobrepõem, mas também se diferenciam, com o medo sendo com mais frequência associado a períodos de excitabilidade autonômica aumentada, necessária para luta ou fuga, pensamentos de perigo imediato e comportamentos de fuga, e a ansiedade sendo mais frequentemente associada a tensão muscular e vigilância em preparação para perigo futuro e comportamentos de cautela ou esquiva. Às vezes, o nível de medo ou ansiedade é reduzido por comportamentos constantes de esquiva. Os ataques de pânico se destacam dentro dos transtornos de ansiedade como um tipo particular de resposta ao medo. • Ansiedade de separação • Fobia específica • Transtorno do pânico • TAG • Por medicação • Sem especificação TRANSTORNOS DISTUPTIVOS, DO CONTROLE DE IMPULSOS E DA CONDUTA • Transtorno de oposição desafiante • Transtorno explosivo intermitente • Transtorno de conduta • Piromania • Cleptomania • Outro transtorno disruptivo, do Controle De Impulsos ou Da Conduta Especificado Um padrão de comportamentonegativista, hostil e desafiador Frequentemente perde a paciência. Frequentemente discute com adultos. Com frequência desafia ou se recusa ativamente a obedecer solicitações ou regras de adultos. Frequentemente perturba as pessoas de forma deliberada. Frequentemente responsabiliza os outros por seus erros ou mau comportamento. Mostra-se frequentemente suscetível e aborrecido com facilidade pelos outros. Frequentemente enraivecido ou ressentido. Frequentemente rancoroso e/ou vingativo. Transtorno opositivo desafiador Um padrão de humor raivoso/irritável, de comportamento questionador/desafiante ou índole vingativa com duração de pelo menos seis meses, como evidenciado por pelo menos quatro sintomas de qualquer das categorias seguintes exibido na interação com pelo menos um indivíduo que não seja um irmão. Humor raivoso/irritável. • Com frequência perde a calma. • Com frequência é sensível ou facilmente incomodável. • Com frequência é raivoso e ressentido. Comportamento questionador/desafiante. • Frequentemente questiona figuras de autoridade, ou no caso de crianças e adolescentes - adultos. • Frequentemente desafia acintosamente ou se recusa a obedecer a regras ou pedidos de figuras de autoridade. • Frequentemente incomoda deliberadamente outras pessoas • Frequentemente culpa outros por seus erros ou mau comportamento. (índole vingativa) • Foi malvado ou vingativo por pelo menos duas vezes nos últimos seis meses. TRANSTORNO DE CONDUTA Um padrão de comportamento repetitivo e persistente no qual são violados direitos básicos de outras pessoas ou normas ou regras sociais relevantes e apropriadas para a idade, tal como manifestado pela presença de ao menos três dos quinze critérios seguintes, nos últimos doze meses, de qualquer uma das categorias adiante, com ao menos um critério presente nos últimos seis meses: Agressão a pessoas e animais. 1. Frequentemente provoca, ameaça ou intimida outros 2. Frequentemente inicia brigas físicas 3. Usou alguma arma que pode causar danos físicos graves a outros. Por ex. Bastão, tijolo, garrafa quebrada, faca, arma de fogo. 4. Foi fisicamente cruel com pessoas. 5. Foi fisicamente cruel com animais. 6. Roubou durante o confronto com a vítima. Por ex. Assalto, roubo de bolsa, extorsão, roubo à mão armada. 7. Forçou alguém a atividade sexual. 8. Destruição de propriedade. 9. Envolveu-se deliberadamente na provocação de incêndios com a intenção de causar danos graves. 10. Destruiu deliberadamente propriedade de outras pessoas. Excluindo provocação de incêndios. Falsidade ou furto. 11. Invadiu a casa, o edifício ou o carro de outra pessoa. 12. Frequentemente mente para obter bens materiais ou favores ou para evitar obrigações. (Trapaceia.) 13. Furtou itens de valores consideráveis sem confrontar a vítima. Por ex. Furto em lojas, mas sem invadir ou forçar a entrada. Falsificação. Violações graves de regras. 14. Frequentemente fica fora de casa à noite, apesar da proibição dos pais, com início antes dos 13 anos de idade. 15. Fugiu de casa, passando a noite fora, pelo menos duas vezes enquanto morando com os pais ou em lar substituto, ou uma vez sem retornar por um longo período. 16. Com frequência falta às aulas, com início antes dos 13 anos de idade. 17. A perturbação comportamental causa prejuízos clinicamente significativos no funcionamento social, acadêmico ou profissional. 18. Se o indivíduo tem 18 anos ou mais, os critérios para transtorno da personalidade antissocial não são preenchidos.