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UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro 
2016.1 – Fonoaudiologia 
Professora: Renata Mousinho 
Alunos: Lucyane Fernandes, Douglas Fernandes, Isadora Miranda, Pamella Anjos, 
Alessandra Daltro, Natália Borges, Ludmila Rocha 
 
RESUMO TLE 
 
AULA 01 - TRANSTORNOS ESPECÍFICOS DE APRENDIZAGEM 
 
LER = Segmentação da palavra em elementos fonológicos. 
FALAR= Seleção de estruturas fonéticas = montagem. 
ESCREVER= Mais difícil, pois é irregular (palavras regra e irregulares) 
 
✓ Dislexia → específico de leitura, associado a DPAC e transtornos de escrita, a maior parte das 
dislexias é fonológica (déficit de decodificação fonológica e ortográfica ), não recupera 
informação que acabou de ler ; 
✓ Disortografia → específico de escrita; 
✓ Discalculia → transtorno de habilidades matemáticas; 
✓ Desvio fonético: muda ponto de articulação, e nunca produz determinado fonema. Problema 
sistemático. 
✓ Desvio Fonológico: Produz fonema vezes sim, vezes não. Problema de seleção, assistemático. 
 
 
 
SINAIS DE ALERTA 
 
Educação infantil desvio fonológico, dificuldade de nomeação - acesso lexical (dificuldade 
especial com cores - conceito mais abstrato) 
dificuldade de memória de trabalho fonológica 
Ensino 
fundamental 
lê segmentado e não interpreta, falhas na escrita, tentam adivinhar as 
palavras, dificuldade de leitura silenciosa 
Adolescentes e 
adultos 
dificuldade com língua estrangeira 
 
HABILIDADES 
FONOLÓGICAS 
O que é? Manifestação 
Consciência 
fonológica 
Conhecimento das 
subunidades das palavras, e 
capacidade de manipulação 
das mesmas 
✓ Dificuldades com rimas e 
aliterações 
✓ Não associa atividades 
motoras com segmentos de 
palavras 
 
Memória de 
trabalho 
Memória de curto prazo, 
retentor episódico 
✓ Não brinca de telefone sem 
fio 
✓ Não recupera material 
verbal 
✓ Não junta informação já lida 
com o que está lendo 
Acesso lexical Velocidade de 
processamento de 
informação para nomeação 
✓ Problemas com nomeação 
✓ Usa palavras similares a 
palavra alvo 
✓ problema em transformar 
informação visual em verbal 
 
 
NÍVEIS 
LINGUÍSTICOS 
O que é? Manifestação 
Fonético- Fonética é a articulação dos sons, ✓ Problemas fonológicos geram 
fonológico fonologia diz respeito ao inventário 
mental dos sons, arquivo de sons da 
língua 
atraso inicial na produção da 
fala 
✓ Dificuldade de recuperar 
representação fonética das 
palavras 
✓ dificuldade com figura fundo 
✓ dificuldade de entender/ 
produzir configurações 
fonêmicas complexas 
✓ fonético não afeta língua 
escrita, o fonológico sim 
Morfossintático Estrutura, formação e classificação 
de palavras 
✓ Omissão, inversão, 
substituição 
✓ Erros de coesão e 
concordância verbal (tempo 
verbal e pluralidade) 
✓ Dificuldade na fluência de 
leitura e domínio ortográfico 
Semântico-
lexical 
Estruturação, reconhecimento e 
acesso ao vocabulário 
✓ Vocabulário limitado 
✓ Latência de palavra-alvo 
✓ Uso de termos inespecíficos 
(coisa, negócio…) 
✓ Usa termo geral para algo 
específico 
Semantico-
Pragmatico 
Uso social da língua, “ler” o 
contexto e se adequar a ele 
✓ Dificuldade de tomada de 
turno 
✓ Não entende metonímia nem 
metáforas 
✓ Não faz mudança de enquadre 
(flexibilidade cognitiva) 
 
AULA 02- AVALIAÇÃO 
 
FALA 1 > ESCRITA 1 > ESCRITA 2 > FALA 2 
Fala 1: Primeiro tipo de linguagem (desenvolvimento da linguagem oral). 
Tempo de amadurecimento de fala. 
 
Escrita 1: 
Na fase inicial é a escrita que tenta representar a fala, realizando-a de forma parcial. 
 
Escrita 2: 
Independência da língua escrita no decorrer do processo. Fala de um jeito e escreve de 
outro. 
 
Fala 2: 
Influência parcial que a escrita vai passar a ter no modo das pessoas se expressar oralmente. 
 
Aproximação lexical: Criança bate o olho e chuta o que está escrito. 
 
Precisão de leitura: Lê corretamente. 
 
Dislexia: 
Leve ou severo (CIF), para tal recebe influência do ambiente. 
A mesma pessoa pode migrar de grau. 
É uma questão funcional cerebral. 
 
Indivíduo normal: 
Identificação visual > parietotemporal > fala (área próximo a área de broca). Não tem 
ativação cerebral do hemisfério direito. 
 
Individuo disléxico: 
No cérebro do disléxico ocorre uma subativação da parte posterior do cérebro (córtex 
occipital e parietotemporal), além de ocorrer uma superativação da parte anterior do 
cérebro (área de broca) e uma compensação pelo hemisfério direito. 
 
Avaliação: 
 
Teste CELF: 
Lê texto para criança para ela interpretar; 
 
Habilidades fonológicas: 
Consciência fonológica, memoria de trabalho e acesso lexical. 
 
Nomeação automatizada rápida: 
Linguagem oral > semântica = vocabulário; 
Transferência de estimulo visual para estimulo verbal. 
Acesso lexical: Cor e objeto. 
Número e letra: automatização dos signos. 
 
Memória de trabalho fonológica: 
Repetição de spam e repetição de não palavras. 
Leitura e escrita de palavras isoladas: 
Frequência: Alta e baixa: 
Ex: bola e casa, são palavras muito utilizadas. 
As palavras de alta frequência são mais fáceis de ir para o léxico. 
 
AULA 3 – PROCESSAMENTO VISUAL: 
 
SACADAS: 
São movimentos dos olhos. Bons leitores localizam a área alvo com poucas sacadas de alta, 
já os maus leitores apresentam pequenas sacadas regressivas em busca da área alvo. 
 
Sacadas progressivas: Leitura da esquerda para direita. 
 
Sacadas regressivas: O leitor lê a palavra e acha incomum e relê a palavra. 
 
SUBDIVISÕES SACADAS REGRESSIVAS: 
Curta: Servem para revisão da palavra cuja leitura não foi bem-sucedida, ou seja, dentro de 
uma mesma palavra. 
Longas: Ajudam a compreensão redirecionando para a área alvo que precisa ser processada 
novamente, ou seja, ocorrem normalmente entre as linhas do texto. 
Os disléxicos possuem mais dificuldades nas sacadas regressivas (dificuldade de precisão), as 
progressivas eles conseguem fazer. 
 
NÚMERO DE FIXAÇÕES ENTRE LEITOR COM DISLEXIA E SEM DISLEXIA: 
A diferença entre o leitor com dislexia e o sem dislexia no que se refere ao número de 
fixações, é a quantidade de fixações que o leitor com dislexia faz. Ele volta muitas vezes no 
texto devido a uma dificuldade de precisão e consequentemente faz um número maior de 
fixações. Enquanto o leitor sem dislexia faz um número menor de fixações, pois não precisa 
retornar várias vezes ao texto. 
 
PROCESSAMENTO VISUAL DE LETRAS: 
DESENVOLVIMENTO: IMPRENSA MAIÚSCULA > SCRIPT > CURSIVA. 
 
Bons leitores: Todas as crianças preferem a letra de imprensa maiúscula (bastão). 
 
Leitores com dislexia: Também preferem letras de imprensa maiúscula (bastão). 
Script e cursiva são difíceis para os disléxicos, pois são letras menores. 
Espaçamento entre linhas e letra maiúscula ajudam o disléxico. 
 
PROCESSAMENTO VISUAL/FONOLÓGICO: 
✓ Símbolos que mapeiam os códigos fonológicos são prejudicados, enquanto os símbolos que 
não mapeiam os códigos fonológicos não são prejudicados. 
- Ele faz uma associação do processamento visual e mostra que realmente está prejudicado 
na tentativa de representar sons. 
✓ Mapeamento de símbolo-som prejudicado, em vez de um processamento visual-atencional. 
 
CAPACIDADE DE ATENÇÃO VISUAL: 
Acredita não ser problema de atenção visual e sim, fonológico. 
Dificuldade para processar simultaneamente vários elementos que está relacionada ao 
desempenho de leitura, independentemente de suas habilidades fonológicas e da língua. 
(Bosse, 2007). 
 
SPAN DE ATENÇÃO VISUAL: 
Dificuldades no processamento simultâneo visual de múltiplos elementos (também 
chamado de span de atenção visual) foram observados em indivíduos com dislexia do 
desenvolvimento. Essas dificuldades podem refletir déficits na alocação de atenção entreos 
distintos elementos visuais que compõem uma forma digital. 
✓ Dificuldade de processar vários elementos em sequência sem ligação fonológica. 
✓ Dificuldade de passar de uma informação visual para outra. 
 
NOMEAÇÃO AUTOMATIZADA RÁPIDA: 
✓ Habilidade fonológica. 
Habilidade de acessar o léxico mental por meio da rapidez e da precisão do indivíduo para 
nomear uma sequência de itens familiares apresentados visualmente. 
✓ Processamento serial: ordem que devemos falar. 
✓ Produção oral; 
- Crianças que não possuem consciência fonológica muito ruim o RAN normalmente está 
muito ruim. 
 
AULA 4- PROCESSAMENTO DE LEITURA 
 
Três tipos de processamento temporal: 
✓ Rapidez e precisão do acesso ao léxico mental: habilidade de ter acesso rápido e fácil 
às informações fonológicas e semânticas armazenadas na memória de longo prazo. 
✓ Memória de trabalho fonológica: memória em que armazenamos temporariamente 
informações que serão úteis para raciocínio imediato, podendo ser descartadas logo 
a seguir. 
✓ Consciência fonológica: Capacidade de segmentar a fala em estruturas menores e 
manipulá-las. 
Esses três tipos de processamento temporal estão relacionados com as funções de 
percepção, nomeação, repetição, armazenamento, recuperação e acesso à informação. Distúrbios 
dessas funções estão relacionados com distúrbios fonológicos. 
 
PROCESSADORES 
 
O reconhecimento de palavras ativa as unidades de reconhecimento ortográfico e, ao 
mesmo tempo, as unidades de reconhecimento semântico e fonológico que vão trabalhar 
simultaneamente para a decodificação ortográfica da palavra. 
 
Processador ortográfico: conhecimento visual da palavra, representado por feixes de traços visuais 
interconectados. 
Processador semântico: significado das palavras. 
Processador contextual: conhecimento do contexto que o enunciado se insere, interpretação 
coerente. Dá a velocidade de leitura. 
Processador fonológico: rede de unidades primitivas associadas. 
 
TIPOS DE PALAVRAS 
 
Fatiamento: grande quantidade de unidades significativas menores, que sobrecarrega a memória 
de trabalho, diminuindo a possibilidade de compreensão. 
 
➤ Palavra falada ➔ Sistema de análise acústica ➔ Sistema auditivo de reconhecimento de palavras 
➔ Sistema semântico ➔ Pronúncia 
 
➤Palavra escrita (rota fonológica) ➔ Sistema de análise visual ➔ Sistema de correspondência 
grafema-fonema ➔ Construção fonêmica ➔ Pronúncia 
 
➤Palavra escrita (rota lexical) ➔ Sistema de análise visual ➔ Sistema visual de reconhecimento de 
palavras ➔ Sistema semântico ➔ Pronúncia 
 
✓ Pseudopalavras: palavras que não existem, inventadas. Erro nessas palavras identificam 
problemas fonológicos. 
✓ Palavras Regulares: palavras simples, podem ser lidas diretamente e não tem regra 
específica. Ex: Pato, Gato… Erro nessas palavras identificam problemas fonológicos. 
✓ Palavras do Tipo Regra: palavras em que se precisa saber a letra que vem depois para fazer a 
leitura/escrita. Ex: Campo. Regra do “m” antes de “p” e “b”, ou seja, precisa saber a letra 
que vem depois para colocar “m” ou “n”. Erro nessas palavras identificam problemas 
fonológicos. 
✓ Palavras irregulares: palavras que não possuem uma regra específica, precisa estar no léxico 
para saber. Ex: Exercício. Erro nessas palavras identificam problemas lexicais. 
 
AULA 4 - PARTE DOIS 
Métodos de Alfabetização de acordo com a pirâmide dos níveis linguísticos: 
São estratégias de apropriação do sistema escrito que podem ser usadas na intervenção e podem 
ser de duas maneiras, de mais contexto ao de menos e de menos contexto ao de mais contexto. 
 
1. ESTRATÉGIA ASCENDENTE “BOTTOM - UP”: A apropriação do sistema escrito ocorre da 
microestrutura para a macroestutura, iniciando pelo nível do fonema,passando pelo nível 
do morfema, da sintaxe,da semântica até chegar ao nível da pragmática. 
2. ESTRATÉGIA DESCENDENTE “TOP - DOWN”: a apropriação do sistema escrito ocorre ao 
inverso da bottom-up iniciando da macroestutura para a microestrutura, iniciando pelo 
nível da pragmática, e indo em estratégia descendente passando pelos níveis da semântica, 
da sintaxe, dos morfemas e por último chegando ao nível do fonema. 
 
 
 
 
 
 
CONSTRUÇÃO MENTAL DO TEXTO: 
 
Para ter qualidade de coerência de representação do texto, ler e entender necessitamos de 
habilidades de nível alto e básico que são complementares entre si. 
 
1. NÍVEL BÁSICO (EXCLUSIVO DA ALFABETIZAÇÃO): 
a. Decodificação. 
b. Fluência de leitura. 
c. Reconhecimento de palavras. 
2. NÍVEL ALTO (INICIA NA AQUISIÇÃO MAS NECESSITA DE HABILIDADES LINGUÍSTICAS MAIS 
GLOBAIS): 
✓ Conhecimento de mundo; 
✓ Inferências; 
✓ Abstrações; 
 
NOÇÃO DE TEXTO: 
 
TEXTO: Uma unidade linguística concreta que é tomada pelos seus usuários da língua, em uma 
situação de interação comunicativa, como uma unidade de sentido e como preenchendo uma 
função comunicativa reconhecível e reconhecida, independentemente da sua extensão. 
 
COERÊNCIA: É um princípio de interpretabilidade e compreensão do texto. É a coerência que 
possibilita encarar uma sequência linguística como um texto, ou seja, como uma unidade 
significativa global. 
 
Diferentes gêneros textuais requerem organizações sintático-discursivas diversas, e, de 
acordo a pesquisa de 1998 de Vieira, crianças de segunda série já podem diferenciar tais estilos: 
 
TEXTOS NARRATIVOS: Apresentam se como uma unidade de sentido, segmentada em unidades 
menores, cujos eventos se dispõem de forma temporal, interligados por elementos de coesão. 
 
TEXTOS DESCRITIVOS: Caracterizam-se pela construção de unidades maiores de sentido, através de 
ordenação de unidades menores, organização essa que vai depender do ponto de vista do 
observador. 
 
TEXTOS ARGUMENTATIVOS: Abrange a discussão de ideias que objetiva convencer, persuadir ou 
influenciar o leitor. Utilizam para este fim a exposição de razões e provas através de um raciocínio 
coerente e consistente. 
 
FIGURA-FUNDO: Fenômeno pragmático que diz sobre a transitividade da sentença. 
 
FIGURA: Pode ser comparada ao “esqueleto” de um texto, ou seja, sua estrutura base. Sentenças 
figura tem um grau mais elevado de transitividade, são a parte do discurso que realmente importa 
para o falante, onde contém as informações relevantes. 
 
FUNDO: Serve de cenário ou ilustração para os eventos principais, sentenças fundo tem menor grau 
de transitividade e são a parte do discurso que não contribui diretamente com aquilo que o falante 
quer efetivamente comunicar, são informações irrelevantes. 
 
TIPOS DE LEITORES: 
 
LEITOR CONSTRUTOR: é aquele que se utiliza basicamente de estratégias descendentes, ele é 
rápido, mas não é preciso, passível a erros. 
 
LEITOR ANALISADOR: é aquele que usa primordialmente estratégias ascendentes, ele lê certo, mas 
não lê com velocidade. 
 
LEITOR CONSTRUTOR-ANALISADOR: é aquele leitor proficiente apropriado dos processos de 
fluência e precisão. 
 
PAPEL DA PROSÓDIA: 
 
A prosódia é fundamental para leitura servindo para inspeção do texto, sendo mais difícil a 
leitura quando a prosódia não está inserida, podendo ser a solução para compreensão do texto. A 
prosódia depende da pontuação, além de outros fatores que podem auxiliar como, por exemplo, 
negrito e caixa alta, esses recursos dão vida ao texto. Ajudam na construção da imagem e 
desencadeiam a leitura. 
 
 
 
AMPLITUDE: Quantidade de itens do léxico. 
PROFUNDIDADE: É o quanto a pessoa consegue aprofundar de um conceito, entender múltiplos 
significados de uma mesma palavra. É a “qualidade”. 
ACESSO LEXICAL: Buscar rápido a palavra. 
 
 
 
PAPEL DA MEMÓRIA: 
 
O papel da memória de trabalho para a interpretação do texto é indispensável,graças a ela 
conseguimos sustentar as informações do texto, de forma ativa, e fazer eferência. 
A memória de longo prazo auxilia na interpretação, pois sem conhecimento de mundo não 
seríamos capazes de interpretar significado de palavras e compreender os tipos de texto. 
A memória de curto prazo nos auxilia na recuperação imediata das informações obtidas após uma 
leitura, um leitor com velocidade de leitura alterada não seria capaz de recuperar informações que 
foram obtidas de maneira lentificada. 
 
AULA 5- A ESCRITA NA HUMANIDADE 
 
As pinturas rupestres revelam a fase da escrita pictográfica, isto é, como desenho 
representando o próprio objeto, podendo ser compreendido por todos. Era uma resposta a 
necessidade de expressão das ideias de forma visual e duradoura. O significado do pictograma 
evoluiu com o tempo, é um desenho poderia representar não só um objeto, mas também conceitos 
a ele relacionados, nesse processo surgiu a escrita logográfica. (ou ideográfica) 
O logograma era uma convenção. Ele se referia ao objeto por analogia,por tanto deveria 
ser aprendido. Houve uma evolução na direção das escritas silábicas (fonetização). Tal processo se 
iniciou com outro tipo de logograma, constituído por desenhos que não se referiam ao objeto 
representado, mas aos seus nomes. Apenas as propriedades fonéticas dos desenhos estariam sendo 
utilizadas. Assim começou o uso de alfabetos de base silábica. 
O sistema silábico utiliza-se de sinais arbitrários, demonstrando a necessidade de se usar 
valores sonoros estáveis (sequência, orientação). 
A escrita alfabética evoluiu da fase silábica pela reflexão e pela tomada de consciência das 
propriedades da linguagem sinal de economia do número de símbolos a ser memorizado. 
 
TEORIAS DA APRENDIZAGEM DE LEITURA E ESCRITA 
 
LURIA 
Descreveu 3 etapas denominadas “pré-história da escrita”: 
Rabiscos mecânicos : A criança apenas imita a escrita do adulto, na tentativa de reproduzir seus 
aspectos perceptivos: formato das letras, linearidade…No entendo o objetivo de auxiliar a memória 
não é atingido. 
Marcas topográficas : A escrita se espalha pela distribuição espacial do papel, buscando marcas 
que de alguma forma representem a frase dita, por ex: marcas maiores para frases maiores, 
marcas menores para frases menores. O que de alguma forma, já começa a auxiliar a memória, 
mesmo que de forma limitada. 
Fase pictográfica: A criança utiliza desenhos representando frases, de modo a recuperar mais 
facilmente as informações. Assim, aproximando-se mais do que seria então a escrita. 
EMILIA FERRERO 
Segundo a autora, a aquisição e desenvolvimento da escrita pela criança se dá por 4 hipóteses: 
hipótese pré-silábica, silábica, silábico-alfabético e alfabética. 
 
HIPÓTESE PRÉ-SILÁBICA: A criança descobre que a escrita substitui o objeto. É a etapa da 
concepção realística da palavra (objetos pequenos têm nomes pequenos; objetos grandes têm 
nomes grandes) e o momento em que a criança percebe algumas características da escrita formal e 
constrói duas hipóteses que vão acompanhá-la ao longo do processo: 
 
✓ Hipótese Quantitativa: Deve haver um número mínimo de letras para se escrever alguma 
coisa; (uma letra sozinha não pode escrever). 
✓ Hipótese Qualitativa: Deve haver uma variedade de caracteres para que “sirva para ler”; 
(Letras iguais não escrevem nada). 
 
OBS:.A hipótese COMEÇA na pré-silábica e vai ATÉ a fase alfabética. 
 
HIPÓTESE SILÁBICA: A quantidade de letras vai corresponder à quantidade de partes que se 
reconhece na emissão oral da palavra, no caso as sílabas. No entanto, a criança passa a ter uma 
grande fonte de conflito cognitivo: o desequilíbrio causado pela contradição entre o controle 
silábico, a quantidade mínima de letras e a variação entre as mesmas, para que a escrita possa ser 
lida. 
 
HIPÓTESE SILÁBICO-ALFABÉTICA: É uma fase de transição. Quando a criança descobre que a sílaba 
é renovável em elementos menores, procura acrescentar letras ao esquema anterior. 
 Hipótese alfabética: A criança vence a barreira de representação da linguagem escrita ao atingir 
essa fase. O sistema alfabético é o produto do esforço coletivo para representar o que se quer 
simbolizar: a linguagem.(Nessa fase a criança já entende que cada letra é um som). 
 
UTA FRITH 
Grande representante da psicologia cognitiva, descreveu 3 importantes estratégias de 
desenvolvimento da leitura/escrita: 
 
✓ Estratégia logográfica: Há correspondência da palavra escrita com seu significado. Não usa 
nenhuma rota. A criança reconhece instantaneamente as palavras de acordo com sua 
característica gráfica (ex: logo de cola-cola). 
 
Esse reconhecimento só ocorre caso as palavras já fizerem parte do dicionário logográfico da 
criança, e a pronúncia acontece em um segundo momento, ela não percebe a diferença de 
transposições ou omissão das letras. A utilização dessa estratégia na escrita só é possível quando a 
criança atinge um grau mais avançado de leitura. 
 
✓ Estratégia alfabética: Permitirá que a criança leia palavras desconhecidas, ela já deve ser 
capaz de segmentar as palavras em fonemas (rota fonologica), reconhecendo a palavra de 
modo analitico e sistematico. Nessa etapa já é possível ler pseudopalavras, palavras regra e 
regulares, mas a leitura de palavras irregulares não é possível. 
 
A escrita é feita com os grafemas já conhecidos aplicando as regras de correspondência fonema-
grafema (descodificação sequencial), e também utilizando regras gramaticais geradas pelo 
contexto, como m antes de p e b (decodificação hierárquica). A escrita aparece nesse estágio antes 
da leitura, pois ainda existem crianças que utilizam a estratégia logográfica na leitura, e a alfabética 
na escrita. 
 
Estratégia ortográfica: Estágio do leitor competente, com acesso visual direto a palavra 
(endereçamento), presença de léxico visual. A leitura silenciosa é fluente,pois a criança desenvolve 
acesso lexical direto, reconhecendo instantaneamente morfemas ou pares da palavra, pode utilizar 
as analogias lexicais de palavras conhecidas para ler novas palavras. Já lê e escreve palavras 
irregulares. 
A Teoria de Frith supõe que o processamento de leitura e escrita seja por dupla rota. 
 
AULA 6- DISORTOGRAFIA/PROCESSOS FONOLÓGICOS 
 
DISORTOGRAFIA: alteração na planificação da linguagem escrita, que causa prejuízos na 
aprendizagem da ortografia, gramática e redação. 
✓ Disortografia Fonológica: dificuldades na escrita de pseudopalavras, trocas fonológicas 
(omissões, substituições e inversões) 
✓ Disortografia Lexical/Superficial/Ortográfica: dificuldades com palavras irregulares, mais 
erros na escrita devido variedade de formas que um mesmo fonema pode apresentar. 
 
HABILIDADES ENVOLVIDAS: 
✓ fonológicas: domínio do sistema alfabético; condição indispensável para leitura e para 
aquisição da informação ortográfica; reconhecimento global da palavra. 
✓ ortográficas: sensibilidade para regularidades ortograficas; reconhecimento de palavras de 
forma autônoma, automatizada e inconsciente. 
✓ morfossintáticas: Realizam generalizações (para palavras inapropriadas, para categorias 
gramaticais, para certo grupo de palavras); dificuldades com flexões verbais (ex: terminam 
verbo com L invés de U) e com derivação lexical (ex: adjetivos quando transformados em 
substantivo terminam com “eza” e enquanto nobreza e nacionalidades terminam com 
“esa”) 
✓ exposição ao material gráfico: “mais dificuldade, lê pouco. Sem dificuldade, lê muito”. 
Quem é muito exposto, tem menos falhas ortograficas e maior vocabulário enquanto quem 
é pouco exposto tem mais falhas e menor vocabulário. 
 
PROCESSOS LINGUÍSTICOS-COGNITIVOS ENVOLVIDOS NA ESCRITA 
✓ planejamento da mensagem: geração e organização das ideias e revisão da mensagem 
✓ construção sintática: construção da estrutura e colocaçãode palavras funcionais 
✓ recuperação de elementos léxicos: recuperação dos grafemas, via fonológica ou lexical 
✓ processos motores: recuperação de alógrafos e padrões motores 
 
ZORZI (CLASSIFICAÇÃO) 
✓ Confusões entre letras parecidas: d b p q 
✓ Substituição (múltiplas possibilidades de representação gráfica): /s/ - ss, s, ç, sc, c 
✓ Escrita apoiada na oralidade: muintos bichos 
✓ Omissões e acréscimos: pedala - pdala 
✓ Junção e separação indevida da palavra (hiposegmentação/hipersegmentação): . 
Eraumavez ou mi nha a miga 
✓ Substituição entre surdos e sonoros: f-v, x-j, s-z, p-b, t-d, k-g. Ex: carraffa 
✓ Confusão am/ão: não percebem sílaba tônica. saíram/sairão 
✓ Generalização (hipercorreção): generalização em situações não apropriadas. Chapel, bolu 
✓ Inversão (transposição): geralmente ocorre em sílabas complexas. Preto-perto; praia-paria 
 
PROCESSOS FONOLÓGICOS 
✓ Traço de sonoridade (sonorização/ensudercimento): quatro-quadro; sete-sede 
✓ Palatalização/despalatalização: zogo-jogo; baixa-baissa 
✓ Transposição (tenta simplificar sílaba)/regularização/omissão: pirncipe-principe/ chapel-
chapéu/ pedala-pdala 
✓ Assimilação: projeta letra de trás na frente. Lagarto-largarto 
Obs*: se a criança escrever como se fala/não mudou sentido - é erro irregular, pois ela precisa ter 
tido exposição a palavra para saber como se escreve. 
Se erro muda sentido - é regular. Erro regular que possui classificação. 
 
Habilidades ortográficas 
Habilidade fonológica: 
Consciência ortográfica 
Conhecimento morfossintático 
Exposição ao material gráfico 
Módulos da escrita 
Módulos de planejamento 
Módulos sintáticos 
Módulos léxicos 
Módulos motores 
 
 
Palavra Como escreveu Classificação 
Baleia Paleia Regular - ensurdecimento 
Socorro Socoro Regra 
Amigo Amigu Irregular 
Príncipe Pirncipe Regular - Transposição 
Lagarto Largarto Regular - Assimilação 
Táxi Táquissi Irregular 
Abajur Abazur Regular - Despalatalização 
Queijo Ceijo Regra 
Brasil Barsil Regular - Transposição 
Ouriço Ourisso Irregular 
Dente Tente Regular - ensurdecimento 
Cílio Silho Irregular 
Quente Quemte Regra 
 
AULA 7 – DISGRAFIA 
 
CONCEITO: Transtorno funcional na execução da escrita que afeta a forma, a 
inteligibilidade, o ritmo ou o significado da mesma sem que se encontrem alterações 
intelectuais, sensoriais, neurológicas, motoras ou afetivas que as justifiquem. 
✓ Letra feia não é disgrafia. 
✓ Afeta a forma e a inteligibilidade. 
✓ Letra que o próprio indivíduo não entende perde a função, então é considerado disgrafia. 
✓ Quando tenta escrever melhor, faz grande esforço motor e acaba retirando pedaços na 
escrita. 
DSM-5: 
✓ Faz parte de um subgrupo motor. 
✓ Não é linguístico. 
✓ Existe interação entre o processo linguístico. 
O ato grafomotor fundamentalmente o ato linguístico de produzir os símbolos do alfabeto 
através do canal motor de output (Abbott & Berninger, 1993). 
 
OBS:. Antes ficava localizado nos transtornos de aprendizagem. No DSM-5 migrou para 
transtornos motores. 
 
CONTINUUM: 
Um início linguístico que vai terminar no motor. Computador facilita a vida dessas pessoas. 
✓ Planejamento linguístico – Lembrar formato das letras. 
✓ Recuperação visual 
✓ Planejamento motor 
 
SINAIS E SINTOMAS: 
✓ Alterações espaciais 
✓ Pressão sobre a folha 
→Indivíduos que marcam a folha (tensão por pressão) 
→Indivíduos que controlam os movimentos e não fazem pressão sobre a folha (Tensão por 
retenção do movimento). 
OBS:. os dois são disgrafia. 
✓ Lentidão 
✓ Alterações nas letras 
✓ Limpeza 
→Transpiração nas mãos por esforço. 
*Lentidão e alt. Nas letras podem estar associados. 
 
Sinais e sintomas (na escrita): 
1. Incoordenação dos movimentos 
2. Repasses e rasuras 
3. Alterações direcionais das letras 
4. Falhas proporcionais das letras – B e F, L e E 
5. Ângulos das letras 
6. Traçado muito leve ou muito forte 
7. Mau uso do espaço gráfico 
8. Dificuldades de copias do quadro para o caderno 
9. Caderno sujo, páginas amassadas ou furadas 
10.Capas despencadas 
11.Lentidão na escrita 
12.Omissões de letras, silabas ou palavras 
13.Agregação de letras, silabas ou palavras 
14.Confusão entre letras, silabas ou palavras 
12 a 14 - Não é linguístico, ocorre por causa da saída motora; ocorre por causa da lentidão na escrita. 
 
Sinais e sintomas (nas pessoas): 
1. Mau conhecimento do próprio corpo. 
2. Lateralidade mal definida – raramente uma pessoa é bidestra. 
3. Alterações na organização espacial 
4. Alterações de equilíbrio, tônus e postura 
5. Comportamento irrequieto e instável 
6. Motricidade fina perturbada 
→A pessoa pode ter problema na escrita e não ter na motricidade fina. 
→A pessoa se tiver problema de motricidade fina vai ter problema na escrita. 
7. Dificuldades metalinguísticas 
8. Possíveis problemas emocionais 
→Não é disgrafia. 
→Ocorre quando a criança tem disgrafia e sofre pressão emocional. 
 
CLASSIFICAÇÃO(ANTIGO): 
 
DISGRAFIA MOTORA: alteração na qualidade e inteligibilidade da escrita. 
DISGRAFIA DISLÉXICA: Caracterizada por alterações no conteúdo da escrita como aglutinação, 
assimilação, substituições, por não conseguir manter o ritmo. 
MOTOR: letra ilegível 
DISLEXIA: Escrita lenda com trocas e aglutinações. 
Baseado no produto final. 
 
(ATUAL): 
Trabalha com processamento da informação. 
DISGRAFIA IDEOGRÁFICA: A criança esquece a imagem gráfica, apresentando dificuldade de 
escrever a letra. 
→Fase da recuperação visual (problema) 
 
DISGRAFIA IDEOMOTORA: Diz respeito à dificuldade na elaboração aos movimentos gráficos, 
provocando erros direcionais na movimentação das letras. 
 
DISGRAFIA – ETAPAS DE ELABORAÇÃO: 
✓ Progressão do código grafêmico à coordenação dos movimentos. 
✓ Seleção do formato das letras - Ideográfica 
✓ Seleção dos padrões motores necessários para a execução do formato de letra escolhido- 
 
IDEOMOTORA 
✓ Consideração dos padrões motores como sequências de movimentos- ideomotora 
 
AVALIAÇÃO GRAFOMOTORA: 
✓ Desenho →1º disgrafia começa pelo desenho. 
✓ Pré-escrita →movimentos pré determinados 
✓ Escrita 
Pode ter problema apenas em um! 
✓ Braço e articulação de ombro __________ 
✓ Cotovelo 
✓ Cotovelo e punho 
✓ Movimenta a mão para todos os lados (automatismo) 
✓ Inibição de gestos ______.__________.________. 
✓ Parte espacial e mobilidade da mão para os dois lados 
 
 
AULA 8 – DISCALCULIA 
 
“Transtorno estrutural da maturação das habilidades matemáticas, referente sobretudo a crianças, 
e que se manifesta pela quantidade de erros variados na compreensão dos números, habilidade de 
Contagem, habilidades computacionais e solução de problemas verbais.” 
 
CID 10 E DSMIV 
 
✓ Transtorno específico da habilidade em aritmética; 
✓ Discalculia infantil; 
✓ Discalculia do desenvolvimento (DD) - caracterizada pela discrepância entre habilidades 
especificamente matemáticas inteligência geral. 
✓ Processamento do número e habilidades de cálculo similares a de crianças mais jovens. 
✓ 6% 
✓ Presença de comorbidades. 
✓ 1% DD pura 
✓ Déficits persistentes em 40% das Crianças aos seis anos. 
 
Dificuldades de aprendizagem da Matemática X Dificuldades de Aprendizagem da Leitura 
 
 
Dificuldades de 
aprendizagem de 
Matemática 
Dificuldades de 
aprendizagem de Leitura 
Tarefas auditivo-verbais e (HE 
Leitura) perceptivas 
Não necessariamente 
prejudicado 
Rendimento rebaixado 
Tarefas visuoperceptivas (HD 
Matemática) e visuo-espaciais 
Rendimento rebaixado Não necessariamente 
prejudicado 
HE - execução relativa à parte 
direita do corpo 
Não necessariamente 
prejudicado 
deficitária 
HD execução relativa à parte 
esquerda do corpo 
deficitária Não necessariamenteprejudicado 
Conceitualização não verbal deficitária Não necessariamente 
prejudicado 
Aspectos verbais adequados Não necessariamente 
prejudicado 
 
MODELOS DE REPRESENTAÇÕES NUMÉRICAS 
 
✓ Noção de Senso numérico. 
✓ Funções cognitivas estimuladas 
✓ Aspectos genéticos. 
✓ Memória operacional. 
✓ Simbolização numérica. 
 
BATERIA NEUROPSICOLÓGICA 
✓ Memorização de dígitos - trás para frente e vice-versa 
✓ Transcodificação de número 
✓ Comparação entre os números 
✓ Cálculo mental - (contas + e -) com contexto vs sem contexto, oral e escrito 
✓ Posicionamento numa régua 
✓ Estimativa de quantidade 
✓ Relógio 
✓ Contexto - pouco versus muito 
Obs:. tdah tem dificuldades matemáticas, mas não discalculia. 
AULA 9 – COMORBIDADES 
 
Transtorno Específico da Aprendizagem - DSM-5 
Especificar se: 
• Com Prejuízo na leitura (especificasse na precisão na leitura de palavras, na velocidade ou 
fluência da Leitura, na compreensão da leitura) 
• Com prejuízo Na expressão escrita (especificar se na precisão na ortografia, na precisão na 
gramática e na pontuação, na clareza ou na organização da expressão escrita) 
• Com prejuízo na matemática (especificar se no senso numérico, na memorização de fatos 
aritméticos, na precisão ou fluência de cálculo, na precisão no raciocínio matemático) 
• Especificar a gravidade atual: Leve, moderada, grave. 
As dificuldades na aprendizagem e no uso de habilidades acadêmicas conforme indicado pela 
presença de ao menos um dos sintomas a seguir que tenha persistido por pelo menos 6 meses 
apesar da provisão de intervenções dirigidas a essas dificuldades: 
1- leitura de palavras de forma imprecisa ou lenta e com esforço 
Por ex. Ler palavras isoladas em voz alta de forma incorreta ou lenta e hesitante, frequentemente 
adivinha palavras, têm dificuldade de soletrá-las. 
2- dificuldade para compreender o sentido do que é lido 
Por ex. pode ler o texto com precisão, mas não compreende a sequência, as relações, as 
inferências, ou os sentidos mais profundos do que é lido. 
3 - dificuldades para ortografar (ou escrever ortograficamente) 
Por ex. Pode adicionar, omitir, ou substituir vogais e consoantes. 
4 - dificuldades com a expressão escrita 
Por ex. Cometer múltiplos erros de gramática ou pontuação nas frases, emprega organização 
inadequada de parágrafos, expressão escrita das ideias sem clareza. 
5 - dificuldades para dominar o senso numérico, fatos numéricos, ou cálculo. 
Por ex. entende números, sua magnitude e relações de forma insatisfatória; conta com os dedos 
para adicionar números de um dígito em vez de lembrar o fato aritmético como fazem os colegas; 
perde-se no meio de cálculos aritméticos e pode trocar as operações. 
6 - dificuldades no raciocínio 
Por ex. tem graves dificuldades em aplicar conceitos, Fatos e operações matemáticas para 
solucionar problemas quantitativos. 
DEFICIÊNCIAS INTELECTUAIS - DSM-5 
• Especificar gravidade atual: leve, moderada, grave ou profunda. 
• Atraso Global do Desenvolvimento 
• Deficiência intelectual (Transtorno do desenvolvimento intelectual) não especificada 
Critérios diagnósticos - DSM-5 
• Déficits em funções intelectuais, raciocínio, solução de problemas, planejamento, 
pensamento abstrato, juízo, aprendizagem acadêmica e aprendizagem pela experiência 
confirmados tanto pela avaliação clínica quanto por testes de inteligência padronizados e 
individualizados. 
• Déficit em funções adaptativas que resultam em fracasso para atingir padrões de 
desenvolvimento e socioculturais em relação à Independência pessoal e responsabilidade 
social sem apoio continuado, os déficits de adaptação limitam o funcionamento em uma ou 
mais atividades diárias, com comunicação participação social e vida independente e em 
múltiplos ambientes, como em casa na escola no local de trabalho e na comunidade. 
• Início dos déficits intelectuais e adaptativos durante o período de desenvolvimento. 
TRANSTORNOS DA COMUNICAÇÃO- DSM-5 
✓ Transtornos da Fala 
✓ Transtorno da fluência com início na infância 
✓ Transtorno da fluência com início na idade adulta 
✓ Transtorno da comunicação social 
✓ Transtorno da comunicação não especificado 
TRANSTORNO DA FALA 
Dificuldades persistentes na aquisição e no uso da linguagem em suas diversas 
modalidades. (Falada, escrita, linguagem de sinais ou outra) devido a déficit na compreensão ou na 
produção inclusive: 
1 . Vocabulário reduzido - conhecimento e uso de palavras. 
2 . Estrutura limitada de frases - capacidade de unir palavras e terminações de palavras de modo a 
formar frases com base nas regras gramaticais e morfológicas. 
3. Prejuízos no discurso - capacidade de usar vocabulário e unir frases para explicar ou descrever 
um tópico ou uma série de eventos ou ter uma conversa. 
O início dos sintomas ocorre precocemente no período do desenvolvimento. 
TRANSTORNO DO DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM - TDL 
Considerar: 
• Discrepância entre o rendimento da linguagem e de outras áreas do 
desenvolvimento; 
• PERFIL HETEROGÊNEO 
COMPREENSÃO 
• Compreensão situacional melhor do que linguística; 
• Dificuldades importantes em tarefas que exigem domínio em língua (Aquisição, 
Armazenamento e acesso lexicais, Processamento Morfossintático, Memória Fonológica e 
de trabalho). 
• Dificuldades em perceber e responder adequadamente às funções comunicativas são 
decorrentes das habilidades linguísticas. 
• Dificuldades em compreender relações causais e principalmente de compreender as 
partículas linguísticas que expressam estas relações (Pronomes interrogativos e advérbios). 
• Inabilidades para perceber o significado global de histórias - percebem as cenas mas não 
integram nas levando a compreensão da história como um todo. 
PRODUÇÃO 
✓ Produção com atraso significativo; 
✓ Iniciam a produção com atraso significativo; 
✓ Não apresentam o Boom do vocabulário; 
✓ Significativo atraso na produção de sentenças; 
✓ Grande dificuldade em palavras de classe fechada, polissêmicas e com marcadores 
gramaticais, Por ex. número, gênero e tempo verbal. 
Obs:. Pela dificuldade de compreensão em língua apresenta uma enorme dificuldade em lidar com 
metalinguagem - dificuldade escolar. 
SIMILARIDADES TDL E DISLEXIA 
✓ Transtornos da linguagem 
✓ Trazem impactos para a vida acadêmica 
✓ Desordens do desenvolvimento comuns 
✓ 3% a 10% da população 
✓ A proporção é maior em meninos do que meninas 
✓ desordens etiologicamente complexas e com forte base genética 
✓ Apresentam problemas de ordem fonológica 
 
DISLEXIA DEL 
Déficits sintáticos e semânticos são 
secundários à dislexia 
Déficits sintáticos são uma marca do DEL e estão 
associados ao déficit semântico 
Problema de compreensão 
secundário à dislexia 
Problema de compreensão comum ao DEL a 
compreensão de textos ouvidos e escritos estará 
prejudicada 
Um ponto forte dos dislexicos é a 
habilidade para usar o contexto na 
Crianças DEL apresentam dificuldades na 
compreensão inferencial de textos orais 
 
TRANSTORNO DA FLUÊNCIA COM INÍCIO NA INFÂNCIA - DSM-5 
Perturbações na fluência normal e no padrão Temporal da fala inapropriados para a idade e 
para as habilidades linguísticas do indivíduo, persistentes e caracterizadas por ocorrências 
frequentes e marcantes de um ou mais entre os seguintes: 
1. Repetições de sons e sílabas; 
2. Prolongamento sonoros das consoantes e das vogais; 
3. Palavras interrompidas: Por ex: pausas em uma palavra. 
4. Bloqueio audível ou silencioso - pausas preenchidas ou não preenchidas na fala. 
5. Circunlocuções - substituições de palavras para evitar palavras problemáticas. 
6. Palavras produzidas com excesso de tensão física. 
7. Repetições de palavras monossilábicas: Por ex. Eu eu eu eu eu vejo. 
TRANSTORNO DA COMUNICAÇÃO SOCIAL (PRAGMÁTICA)Dificuldades persistentes no uso social da comunicação verbal e não verbal como 
manifestado por todos os elementos a seguir: 
1 - Déficit no uso da comunicação com fins sociais, como em saudações e compartilhamento de 
informações de forma adequada ao contexto social. 
2 - Prejuízo da capacidade de adaptar a comunicação para se adequar ao contexto ou às 
necessidades do ouvinte, tal como falar de forma diferente em uma sala de aula do que em uma 
pracinha, falar de forma diferente a uma criança do que a um adulto, e evitar o uso de linguagem 
excessivamente formal. 
3 - Dificuldades de seguir regras para conversar e contar histórias, tais como: aguardar a sua vez, 
reconstituir o que foi dito quando não entendido e saber como usar sinais verbais e não verbais 
para regular a interação. 
4 - Dificuldades para compreender o que não é dito de forma explícita ( por ex fazer inferências) e 
sentidos não literais ou ambíguos da linguagem (por ex. expressões idiomáticas, metáforas, 
múltiplos significados que dependem do contexto para interpretação). 
TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA - DSM-5 
Especificar se 
• Associado a alguma condição médica ou genética conhecida ou a um fator 
ambiental. 
• Associado a outro transtorno do neurodesenvolvimento, mental ou 
comportamental. 
• Com ou sem comprometimento intelectual concomitante, com ou sem 
comprometimento da linguagem concomitante, com catatonia. 
• Especificar a gravidade atual: exigindo apoio muito substancial, exigindo apoio 
substancial, exigindo apoio. 
Déficits persistentes na comunicação social e na interação social em múltiplos contextos, 
conforme manifestado pelo que segue, atualmente ou por história prévia (os exemplos são apenas 
ilustrativos, e não exaustivos): 
Déficits na reciprocidade socioemocional variando por exemplo de abordagem social 
anormal e dificuldade para estabelecer uma conversa normal a compartilhamento reduzido de 
interesses emoções ou afeta a dificuldade para iniciar ou responder a interações sociais. 
Déficit nos comportamentos comunicativos não-verbais usados para interação social 
variando, por exemplo, de comunicação verbal e não-verbal pouco Integradas a anormalidade no 
contato visual e linguagem corporal ou déficits na compreensão e uso de gestos ausência total de 
expressões faciais e comunicação não-verbal. 
Déficits para desenvolver manter e compreender relacionamentos variando, por exemplo, de 
dificuldade em ajustar o comportamento para se adequar a contextos sociais diversos, a dificuldade 
em compartilhar brincadeiras imaginativas ou em fazer amigos, a ausência de interesse por pares. 
Padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades, conforme 
manifestado por pelo menos dois dos seguintes atualmente ou por história: 
• Movimentos motores, uso de objetos ou fala estereotipados ou repetitivos. por exemplo: 
estereotipias motoras simples, alinhar brinquedos ou girar objetos, ecolalia, frases 
idiossincráticas. 
• Insistência nas mesmas coisas, adesão inflexível a rotinas ou padrões ritualizados de 
comportamento verbal ou não-verbal. Por exemplo: sofrimento extremo em relação a 
pequenas mudanças, dificuldades com transições, padrões rígidos de pensamento, rituais 
de saudação, necessidade de fazer o mesmo caminho ou ingerir os mesmos alimentos 
diariamente. 
• Interesses fixos e altamente restritos que são anormais em intensidade ou foco. Por 
exemplo: forte apego a ou preocupação com objetos incomuns, interesses excessivamente 
circunscritos ou perseverativos. 
• hiper ou hipo reatividade a estímulos sensoriais ou interesse incomum por aspectos 
sensoriais do ambiente. Por exemplo: indiferença aparente a dor, temperatura, reação 
contrária ações ou texturas específicas, cheirar ou tocar objetos de forma excessiva, 
fascinação visual por luzes ou movimento. 
A Tríade de Wing 
• Falha na interação social recíproca; 
• Dificuldade na comunicação verbal e não verbal; 
• Comprometimento da Imaginação - repertório restrito de interesses e atividades; 
PDDNOS ⇒ Asperger ⇒ Autismo (Verbal) ⇒ Autismo (Ecolalia) ⇒ Autismo (Não Verbal) 
TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO/HIPERATIVIDADE - DSM-5 
Determinar o subtipo: 
✓ Apresentação combinada 
✓ Apresentação predominantemente desatenta 
✓ Apresentação predominantemente hiperativa/ impulsiva 
✓ Especificar se: em remissão parcial 
✓ Especificar a gravidade atual : leve, moderada, grave 
 
A Desatenção e/ou Hiperatividade-impulsividade que interferem no funcionamento e no 
desenvolvimento, conforme caracterizado por 1 ou 2: 
1 - Desatenção: 6 ou mais dos seguintes sintomas persistem por pelo menos seis meses: 
• Frequentemente não presta atenção em detalhes ou comete erros por descuido em tarefas 
escolares, no trabalho ou durante outras atividades. 
Por ex: negligencia ou deixa passar detalhes, o trabalho é impreciso. 
• Frequentemente tem dificuldade de manter a atenção em tarefas ou atividades lúdicas 
Por ex: dificuldade de manter o foco durante aulas, conversas ou leituras prolongadas. 
• Frequentemente parece não escutar quando alguém lhe dirige a palavra diretamente 
Por ex: parece estar com a cabeça longe, mesmo na ausência de qualquer distração óbvia 
• Frequentemente não segue instruções até o fim e não consegue terminar trabalhos 
escolares, tarefas ou deveres no local de trabalho. 
Por ex: começa as tarefas, mas rapidamente perde o foco e facilmente perde o rumo 
• Frequentemente tem dificuldade para organizar tarefas e atividades 
Por ex: dificuldade em gerenciar tarefas sequenciais, dificuldade em manter materiais e objetos 
pessoais em ordem, trabalho desorganizado e desleixado, mau gerenciamento do tempo, 
dificuldade em cumprir prazos. 
• Frequentemente perde coisas necessárias para tarefas ou atividades 
Por ex: materiais escolares, lápis, livros, instrumentos, carteiras, chaves, documentos, óculos, 
celular. 
• Com frequência e facilmente distraído por estímulos externos (para adolescentes e adultos, 
pode incluir pensamentos não-relacionados) 
• Com frequência é esquecido em relação a atividades cotidianas 
Por ex. Realizar tarefas, obrigações, para adolescentes mais velhos e adultos, retornar ligações, 
pagar contas, manter horários agendados. 
 
2 - Hiperatividade e Impulsividade : 6 ou mais dos seguintes sintomas persistem por pelo menos 6 
meses. 
 
• Frequentemente remexe ou batuca as mãos ou os pés ou se contorce na cadeira 
• Frequentemente levanta da cadeira em situações em que se espera que permaneça 
sentado. Por ex: sai do seu lugar em sala de aula, no escritório ou em outro local de trabalho 
ou em outras situações em que exijam que se permaneça em um mesmo lugar. 
• Frequentemente corre ou sobe nas coisas em situações em que isso é inapropriado. (Em 
adolescentes ou adultos pode se limitar a sensação de inquietude) 
• Com frequência é incapaz de brincar ou se envolver em atividade de lazer calmamente e 
com frequência “não para”, agindo como se estivesse “Com o motor ligado” por ex. Não 
consegue ou se sente desconfortável em ficar parado por muito tempo, como em 
restaurantes, reuniões, outros podem ver o indivíduo como inquieto ou difícil de 
acompanhar. Obs: Frequentemente fala demais. 
• Frequentemente deixa escapar uma resposta antes que a pergunta tenha sido concluída. 
Por ex. Termina frase dos outros, não consegue aguardar sua vez de falar. 
• Frequentemente tem dificuldade para esperar a sua vez. Ex. Aguardar sua vez na fila. 
• Frequentemente interrompe ou se intromete. Por ex. Mete-se nas conversas, jogos ou 
atividades, pode começar a usar as coisas de outras pessoas sem pedir ou receber 
permissão. Para adolescentes e adultos, pode intrometer-se em ou assumir o controle sobre 
o que os outros estão fazendo. 
• Vários sintomas de desatenção ou hiperatividade-impulsividadeestavam presentes antes de 
os 12 anos de idade. 
• Vários sintomas de desatenção ou hiperatividade- impulsividade estão presentes em dois ou 
mais ambientes. Por ex. Em casa, na escola, no trabalho, com amigos ou parentes, em 
outras atividades. 
• Há evidências claras de que os sintomas interferem no funcionamento social, acadêmico ou 
profissional ou de que reduzem sua qualidade. 
TRANSTORNOS MOTORES - DSM-5 
• Transtorno do Desenvolvimento da Coordenação 
• Transtorno do Movimento Estereotipado 
Especificar se: 
Com comportamentos autolesivos, sem comportamento autolesivo. 
Especificar se: 
Associado a alguma condição médica ou genética conhecida, transtorno do neurodesenvolvimento 
ou fator ambiental. 
Especificar a gravidade atual: leve, moderada, grave. 
A. Aquisição e execução de habilidades motoras coordenada estão substancialmente abaixo do 
esperado considerando-se a idade cronológica do indivíduo e a oportunidade de aprender a usar a 
habilidade. As dificuldades manifestam-se por falta de jeito. 
Por ex: derrubar ou bater em objetos 
Bem como por lentidão e imprecisão no desempenho de habilidades motoras 
Por ex: apanhar um objeto, usar tesouras ou facas, escrever à mão, andar de bicicleta, praticar 
esportes. 
B. O déficit nas habilidades motoras do critério anterior interfere significativa e persistentemente, 
nas atividades cotidianas apropriadas à idade cronológica. 
Por ex: autocuidado e automanutenção 
Causando impacto na produtividade acadêmica/escolar, em atividades pré-profissionais e 
profissionais, no lazer e nas brincadeiras. 
C. O início dos sintomas ocorre precocemente no período do desenvolvimento. 
D. Os déficits nas habilidades motoras não são mais bem explicados por deficiência intelectual 
(transtorno do desenvolvimento intelectual) ou por deficiência visual e não são atribuíveis a alguma 
condição neurológica que afete os movimentos. Por ex: paralisia cerebral, distrofia muscular e 
doença degenerativa. 
 
REFLEXOS DE DIFICULDADES PSICOMOTORAS NA APRENDIZAGEM 
PRAXIAS 
✓ Dificuldade nas realizações óculo-motoras; 
✓ Dificuldades grafomotoras; 
 TÔNUS 
✓ Dificuldade no equilíbrio estático e dinâmico 
✓ Má integração neurossensorial 
✓ Baixa de atenção seletiva 
 
REFLEXOS DE DIFICULDADES PSICOMOTORAS NA APRENDIZAGEM 
ESQUEMA CORPORAL: 
✓ Criança desconhece partes do corpo 
✓ Criança não situa bem seus membros ao gesticular 
✓ Criança não coordena bem seus movimentos 
ORIENTAÇÃO ESPACIAL: 
✓ Ignora termos espaciais 
✓ Conhece termos, mas orienta-se com dificuldades 
✓ Dificuldades em aprendizagens simbólicas de leitura, escrita e cálculo. 
✓ Dificuldades na apreensão de formas 
ORIENTAÇÃO TEMPORAL: 
✓ Não percebe ordem de sucessão de acontecimentos 
✓ Não percebe intervalos 
✓ Não tem um ritmo regular 
✓ Não prevê suas atividades 
✓ Dificuldades no armazenamento e na sua rememorização de informações 
LATERALIDADE 
✓ Dificuldade na discriminação visual 
✓ Não adquire direção gráfica 
✓ Números e letars em espelho 
TRANSTORNO DO MOVIMENTO ESTEREOTIPADO - DSM - 5 
A. Comportamento motor repetitivo, aparentemente direcionado e sem propósito; 
Por ex: Apertar as mãos ou abanar, balançar o corpo, bater a cabeça, morder-se, golpear o próprio 
corpo. 
B. O comportamento motor repetitivo interfere em atividades sociais, acadêmicas ou outras, 
podendo resultar em autolesão. 
C. O início se dá precocemente no período do desenvolvimento 
D. O comportamento motor repetitivo não é atribuível aos efeitos fisiológicos de uma substância 
ou a condição neurológica, não sendo mais bem explicado por outro transtorno do 
neurodesenvolvimento ou mental. Por ex: Tricotilomania (transtorno de arrancar o cabelo) 
Transtorno obsessivo-compulsivo. 
TRANSTORNOS DE TIQUE - DSM-5 
 
✓ Transtorno de Tourette 
✓ Transtorno de Tique Motor ou Vocal Persistente (Especificar se: apenas com tiques 
motores, apenas com tiques vocais) 
✓ Transtorno de tique transitório 
✓ Outro transtorno de Tique Especificado 
✓ Transtorno de Tique não especificado 
TRANSTORNO DE TOURETTE DSM-5 
Múltiplos tiques motores e um ou mais tiques vocais estiveram presentes em algum momento 
durante o quadro, embora não necessariamente ao mesmo tempo. 
Os tiques podem aumentar e diminuir em frequência, mas persistiram por mais de um ano desde o 
início do primeiro tique. 
O início ocorre antes dos 18 anos de idade. 
A perturbação não é atribuível aos efeitos fisiológicos de uma substância. Por ex. Cocaína. Ou outra 
condição médica. Por ex. Doença de Huntingtom, encefalite pós-viral. 
 
TRANSTORNO DE TIQUE MOTOR OU VOCAL PERSISTENTE - DSM-5 
Tiques motores ou vocais únicos ou múltiplos estão presentes durante o quadro, embora não 
ambos. 
Os tiques podem aumentar e diminuir em frequência, mas persistiram por mais de um ano desde o 
início do primeiro tique. 
O início ocorre antes dos 18 anos de idade. 
A perturbação não é atribuível aos efeitos fisiológicos de uma substância. Por ex. Cocaína. Ou outra 
condição médica. Por ex. Doença de Huntingtom, encefalite pós-viral. 
 
TRANSTORNO DE TIQUE TRANSITÓRIO - DSM-5 
 
Tiques motores e/ou vocais, únicos ou múltiplos. 
Os tiques estiveram presentes por pelo menos um ano desde o início do primeiro tique. 
O início ocorre antes dos 18 anos de idade. 
A perturbação não é atribuível aos efeitos fisiológicos de uma substância. Por ex. Cocaína. Ou outra 
condição médica. Por ex. Doença de Huntingtom, encefalite pós-viral. 
Jamais foram preenchidos critérios para transtorno de Tourette ou transtorno de tique motor ou 
vocal persistente (crônico) 
 
OUTROS TRANSTORNOS COMUNS NA ESCOLA DE OUTRAS CATEGORIAS DO DSM-5 
• Depressão 
• Distimia 
• Bipolaridade 
• Transtorno obsessivo-compulsivo 
• Transtorno opositivo desafiador 
• Transtorno de ansiedade 
 
Transtornos do humor 
 
Depressão 
 Na criança os sintomas são diferentes: irritabilidade, agressividade, hiperatividade, rebeldia. 
Algumas crianças podem apresentar os sintomas clássicos: tristeza, ansiedade, expectativa 
pessimista, mudanças no hábito alimentar e no sono ou, por outro lado, problemas físicos, como 
dores inespecíficas, fraqueza, tonturas, mal estar geral que não respondem ao tratamento médico 
habitual. 
 
Distimia 
 
Transtorno Bipolar do Humor 
 Evolução circular ou bipolar onde se sucedem episódios depressivos e eufóricos. 
 
Transtorno Obsessivo-Compulsivo 
 Presença de obsessões, compulsões ou ambas. 
TRANSTORNOS DE ANSIEDADE 
Os transtornos de ansiedade incluem transtornos que compartilham características 
de medo e ansiedade excessivos e perturbações comportamentais relacionados. Medo é a 
resposta emocional a ameaça eminente real ou percebida, enquanto a ansiedade é a 
antecipação de ameaça futura. Obviamente, esses dois estados se sobrepõem, mas também 
se diferenciam, com o medo sendo com mais frequência associado a períodos de 
excitabilidade autonômica aumentada, necessária para luta ou fuga, pensamentos de perigo 
imediato e comportamentos de fuga, e a ansiedade sendo mais frequentemente associada a 
tensão muscular e vigilância em preparação para perigo futuro e comportamentos de 
cautela ou esquiva. Às vezes, o nível de medo ou ansiedade é reduzido por comportamentos 
constantes de esquiva. Os ataques de pânico se destacam dentro dos transtornos de 
ansiedade como um tipo particular de resposta ao medo. 
• Ansiedade de separação 
• Fobia específica 
• Transtorno do pânico 
• TAG 
• Por medicação 
• Sem especificação 
 TRANSTORNOS DISTUPTIVOS, DO CONTROLE DE IMPULSOS E DA CONDUTA 
• Transtorno de oposição desafiante 
• Transtorno explosivo intermitente 
• Transtorno de conduta 
• Piromania 
• Cleptomania 
• Outro transtorno disruptivo, do Controle De Impulsos ou Da Conduta Especificado 
Um padrão de comportamentonegativista, hostil e desafiador 
Frequentemente perde a paciência. Frequentemente discute com adultos. Com frequência desafia 
ou se recusa ativamente a obedecer solicitações ou regras de adultos. Frequentemente perturba as 
pessoas de forma deliberada. Frequentemente responsabiliza os outros por seus erros ou mau 
comportamento. Mostra-se frequentemente suscetível e aborrecido com facilidade pelos outros. 
Frequentemente enraivecido ou ressentido. Frequentemente rancoroso e/ou vingativo. 
Transtorno opositivo desafiador 
Um padrão de humor raivoso/irritável, de comportamento questionador/desafiante ou índole 
vingativa com duração de pelo menos seis meses, como evidenciado por pelo menos quatro 
sintomas de qualquer das categorias seguintes exibido na interação com pelo menos um indivíduo 
que não seja um irmão. Humor raivoso/irritável. 
• Com frequência perde a calma. 
• Com frequência é sensível ou facilmente incomodável. 
• Com frequência é raivoso e ressentido. Comportamento questionador/desafiante. 
• Frequentemente questiona figuras de autoridade, ou no caso de crianças e adolescentes - 
adultos. 
• Frequentemente desafia acintosamente ou se recusa a obedecer a regras ou pedidos de 
figuras de autoridade. 
• Frequentemente incomoda deliberadamente outras pessoas 
• Frequentemente culpa outros por seus erros ou mau comportamento. (índole vingativa) 
• Foi malvado ou vingativo por pelo menos duas vezes nos últimos seis meses. 
TRANSTORNO DE CONDUTA 
 Um padrão de comportamento repetitivo e persistente no qual são violados direitos básicos de 
outras pessoas ou normas ou regras sociais relevantes e apropriadas para a idade, tal como 
manifestado pela presença de ao menos três dos quinze critérios seguintes, nos últimos doze 
meses, de qualquer uma das categorias adiante, com ao menos um critério presente nos últimos 
seis meses: Agressão a pessoas e animais. 
1. Frequentemente provoca, ameaça ou intimida outros 
2. Frequentemente inicia brigas físicas 
3. Usou alguma arma que pode causar danos físicos graves a outros. Por ex. Bastão, tijolo, 
garrafa quebrada, faca, arma de fogo. 
4. Foi fisicamente cruel com pessoas. 
5. Foi fisicamente cruel com animais. 
6. Roubou durante o confronto com a vítima. Por ex. Assalto, roubo de bolsa, extorsão, roubo 
à mão armada. 
7. Forçou alguém a atividade sexual. 
8. Destruição de propriedade. 
9. Envolveu-se deliberadamente na provocação de incêndios com a intenção de causar danos 
graves. 
10. Destruiu deliberadamente propriedade de outras pessoas. Excluindo provocação de 
incêndios. Falsidade ou furto. 
11. Invadiu a casa, o edifício ou o carro de outra pessoa. 
12. Frequentemente mente para obter bens materiais ou favores ou para evitar obrigações. 
(Trapaceia.) 
13. Furtou itens de valores consideráveis sem confrontar a vítima. Por ex. Furto em lojas, mas 
sem invadir ou forçar a entrada. Falsificação. Violações graves de regras. 
14. Frequentemente fica fora de casa à noite, apesar da proibição dos pais, com início antes dos 
13 anos de idade. 
15. Fugiu de casa, passando a noite fora, pelo menos duas vezes enquanto morando com os 
pais ou em lar substituto, ou uma vez sem retornar por um longo período. 
16. Com frequência falta às aulas, com início antes dos 13 anos de idade. 
17. A perturbação comportamental causa prejuízos clinicamente significativos no 
funcionamento social, acadêmico ou profissional. 
18. Se o indivíduo tem 18 anos ou mais, os critérios para transtorno da personalidade 
antissocial não são preenchidos.

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