Logo Passei Direto
Buscar

Funções da Linguagem

Ferramentas de estudo

Questões resolvidas

Disparidades raciais Fator decisivo para a superação do sistema colonial, o fim do trabalho escravo foi seguido pela criação do mito da democracia racial no Brasil. Nutriu-se, desde então, a falsa ideia de que haveria no país um convívio cordial entre as diversas etnias. Aos poucos, porém, pôde-se ver que a coexistência pouco hostil entre brancos e negros, por exemplo, mascarava a manutenção de uma descomunal desigualdade socioeconômica entre os dois grupos e não advinha de uma suposta divisão igualitária de oportunidades. O cruzamento de alguns dados do último censo do IBGE relativos ao Rio de Janeiro permite dimensionar algumas dessas inequívocas diferenças. Em 91, o analfabetismo no Estado era 2,5 vezes maior entre negros do que entre brancos, e quase 60% da população negra com mais de 10 anos não havia conseguido ultrapassar a 4ª. série do 1º. grau, contra 39% dos brancos. Os números relativos ao ensino superior confirmam a cruel seletividade imposta pelo fator socioeconômico: até aquele ano, 12% dos brancos haviam concluído o 3º. Grau, contra só 2,5% dos negros. É inegável que a discrepância racial vem diminuindo ao longo do século: o analfabetismo no Rio de Janeiro era muito maior entre negros com mais de 70 anos do que entre os de menos de 40 anos. Essa queda, porém, ainda não se traduziu numa proporcional equalização de oportunidades. Considerando que o Rio de Janeiro é uma das unidades mais desenvolvidas do país e com acentuada tradição urbana, parece inevitável extrapolar para outras regiões a inquietação resultante desses dados.
Considerando as funções que a linguagem pode desempenhar, reconhecemos que, no texto acima, predomina a função:
A) apelativa: alguém pretende convencer o interlocutor acerca da superioridade de um produto.
B) expressiva: o autor tenciona apenas transparecer seus sentimentos e emoções pessoais.
C) fática: o propósito comunicativo em jogo é o de entrar em contato com o parceiro da interação.
D) estética: o autor tem a pretensão de despertar no leitor o prazer e a emoção da arte pela palavra.
E) referencial: o autor discorre acerca de um tema e expõe sobre ele considerações pertinentes.

Há o hipotrélico. O termo é novo, de impensada origem e ainda sem definição que lhe apanhe em todas as pétalas o significado. Sabe-se, só, que vem do bom português. Para a prática, tome-se hipotrélico querendo dizer: antipodático, sengraçante imprizido; ou talvez, vicedito: indivíduo pedante, importuno agudo, falta de respeito para com a opinião alheia. Sob mais que, tratando-se de palavra inventada, e, como adiante se verá, embirrando o hipotrélico em não tolerar neologismos, começa ele por se negar nominalmente a própria existência. (ROSA, G. Tutameia: terceiras estórias. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001) (fragmento).
Nesse trecho de uma obra de Guimarães Rosa, depreende-se a predominância de uma das funções da
A) metalinguística, pois o trecho tem como propósito essencial usar a língua portuguesa para explicar a própria língua, por isso a utilização de vários sinônimos e definições.
B) referencial, pois o trecho tem como principal objetivo discorrer sobre um fato que não diz respeito ao escritor ou ao leitor, por isso o predomínio da terceira pessoa.
C) fática, pois o trecho apresenta clara tentativa de estabelecimento de conexão com o leitor, por isso o emprego dos termos “sabe-se lá” e “tome-se hipotrélico”.
D) poética, pois o trecho trata da criação de palavras novas, necessária para textos em prosa, por isso o emprego de “hipotrélico”.
E) expressiva, pois o trecho tem como meta mostrar a subjetividade do autor, por isso o uso do advérbio de dúvida “talvez”.

Lusofonia rapariga: s.f., fem. de rapaz: mulher nova; moça; menina; (Brasil), meretriz. Escrevo um poema sobre a rapariga que está sentada no café, em frente da chávena de café, enquanto alisa os cabelos com a mão. Mas não posso escrever este poema sobre essa rapariga porque, no brasil, a palavra rapariga não quer dizer o que ela diz em Portugal. Então, terei de escrever a mulher nova do café, a jovem do café, a menina do café, para que a reputação da pobre rapariga que alisa os cabelos com a mão, num café de Lisboa, não fique estragada para sempre quando este poema atravessar o atlântico para desembarcar no rio de janeiro. E isto tudo sem pensar em África, porque aí lá terei de escrever sobre a moça do café, para evitar o tom demasiado continental da rapariga, que é uma palavra que já me está a pôr com dores de cabeça até porque, no fundo, a única coisa que eu queria era escrever um poema sobre a rapariga do café. A solução, então, é mudar de café, e limitar-me a escrever um poema sobre aquele café onde nenhuma rapariga se pode sentar à mesa porque só servem café ao balcão. JÚDICE, N. Matéria do Poema. Lisboa: D. Quixote, 2008.
O texto traz em relevo as funções metalinguística e poética. Seu caráter metalinguístico justifica-se pela
A) discussão da dificuldade de se fazer arte inovadora no mundo contemporâneo.
B) defesa do movimento artístico da pós-modernidade, típico do século XX.
C) abordagem de temas do cotidiano, em que a arte se volta para assuntos rotineiros.
D) tematização do fazer artístico, pela discussão do ato de construção da própria obra.
E) valorização do efeito de estranhamento causado no público, o que faz a obra ser reconhecida.

Resumo: Este artigo tem por finalidade discutir a representação da população negra, especialmente da mulher negra, em imagens de produtos de beleza presentes em comércios do nordeste goiano. Evidencia-se que a presença de estereótipos negativos nessas imagens dissemina um imaginário racista apresentado sob a forma de uma estética racista que camufla a exclusão e normaliza a inferiorização sofrida pelos(as) negros(as) na sociedade brasileira. A análise do material imagético aponta a desvalorização estética do negro, especialmente da mulher negra, e a idealização da beleza e do branqueamento a serem alcançados por meio do uso dos produtos apresentados. O discurso midiático-publicitário dos produtos de beleza rememora e legitima a prática de uma ética racista construída e atuante no cotidiano. Frente a essa discussão, sugere-se que o trabalho antirracismo, feito nos diversos espaços sociais, considere o uso de estratégias para uma “descolonização estética” que empodere os sujeitos negros por meio de sua valorização estética e protagonismo na construção de uma ética da diversidade. Palavras-chave: Estética, racismo, mídia, educação, diversidade. SANT’ANA, J. A imagem da negra e do negro em produtos de beleza e a estética do racismo. Dossiê: trabalho e educação básica. Margens Interdisciplinar. Versão digital. Abaetetuba, n.16, jun. 2017 (adaptado).
O cumprimento da função referencial da linguagem é uma marca característica do gênero resumo de artigo acadêmico. Na estrutura desse texto, essa função é estabelecida pela
A) impessoalidade, na organização da objetividade das informações, como em “Este artigo tem por finalidade.
B) seleção lexical, no desenvolvimento sequencial do texto, como em “imaginário racista” e “estética do negro”.
C) metaforização, relativa à construção dos sentidos figurados, como nas expressões “descolonização estética” e “discurso midiático-publicitário”.
D) nominalização, produzida por meio de processos derivacionais na formação de palavras, como “inferiorização” e “desvalorização”.
E) adjetivação, organizada para criar uma terminologia antirracista, como em “ética da diversidade” e “descolonização estética”.

A função emotiva ou expressiva da linguagem é usada para transmitir as emoções e sentimentos do emissor. A mensagem transmitida é subjetiva e pessoal, sendo construída conforme a visão do seu emissor. A pessoalidade da mensagem fica marcada pelo uso da 1.ª pessoa do discurso - eu.

Só não é exemplo dessa função:
(A) “Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.” (Fernando Pessoa)
(B) A característica da oralidade radiofônica, então, seria aquela que propõe o diálogo com o ouvinte: a simplicidade, no sentido da escolha lexical; a concisão e coerência, que se traduzem em um texto curto, em linguagem coloquial e com organização direta; e o ritmo, marcado pelo locutor, que deve ser o mais natural (do diálogo). É esta organização que vai “reger” a veiculação da mensagem, seja ela interpretada ou de improviso, com objetivo de dar melodia à transmissão oral, dar emoção, personalidade ao relato de fato.
(C) A Esperança não murcha, ela não cansa, Também como ela não sucumbe a Crença, Vão-se sonhos nas asas da Descrença, Voltam sonhos nas asas da Esperança. Augusto dos Anjos
(D) Se as coisas são inatingíveis... ora! Não é motivo para não querê-las... Que tristes os caminhos, se não fora A presença distante das estrelas! Mario Quintana
(E) Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo. Álvaro de Campos

Nos enunciados abaixo, a palavra destacada NÃO tem sentido conotativo em:
a) A comissão técnica está dissolvida. Do goleiro ao ponta-esquerda.
b) Indispensável à boa forma, o exercício físico detona músculos e ossos, se mal praticado.
c) O melhor tenista brasileiro perde o jogo, a cabeça e o prestígio em Roland Garros.
d) Sob a mira da Justiça, os sorteios via 0900 engordam o caixa das principais emissoras.
e) Alta nos juros atropela sonhos da classe média.

Explorando a função emotiva da linguagem, o poeta expressa o contraste entre marcas de variação de usos da linguagem em
a) situações formais e informais.
b) diferentes regiões dos pais.
c) escolas literárias distintas.
d) textos técnicos e poéticos.
e) diferentes épocas.

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Questões resolvidas

Disparidades raciais Fator decisivo para a superação do sistema colonial, o fim do trabalho escravo foi seguido pela criação do mito da democracia racial no Brasil. Nutriu-se, desde então, a falsa ideia de que haveria no país um convívio cordial entre as diversas etnias. Aos poucos, porém, pôde-se ver que a coexistência pouco hostil entre brancos e negros, por exemplo, mascarava a manutenção de uma descomunal desigualdade socioeconômica entre os dois grupos e não advinha de uma suposta divisão igualitária de oportunidades. O cruzamento de alguns dados do último censo do IBGE relativos ao Rio de Janeiro permite dimensionar algumas dessas inequívocas diferenças. Em 91, o analfabetismo no Estado era 2,5 vezes maior entre negros do que entre brancos, e quase 60% da população negra com mais de 10 anos não havia conseguido ultrapassar a 4ª. série do 1º. grau, contra 39% dos brancos. Os números relativos ao ensino superior confirmam a cruel seletividade imposta pelo fator socioeconômico: até aquele ano, 12% dos brancos haviam concluído o 3º. Grau, contra só 2,5% dos negros. É inegável que a discrepância racial vem diminuindo ao longo do século: o analfabetismo no Rio de Janeiro era muito maior entre negros com mais de 70 anos do que entre os de menos de 40 anos. Essa queda, porém, ainda não se traduziu numa proporcional equalização de oportunidades. Considerando que o Rio de Janeiro é uma das unidades mais desenvolvidas do país e com acentuada tradição urbana, parece inevitável extrapolar para outras regiões a inquietação resultante desses dados.
Considerando as funções que a linguagem pode desempenhar, reconhecemos que, no texto acima, predomina a função:
A) apelativa: alguém pretende convencer o interlocutor acerca da superioridade de um produto.
B) expressiva: o autor tenciona apenas transparecer seus sentimentos e emoções pessoais.
C) fática: o propósito comunicativo em jogo é o de entrar em contato com o parceiro da interação.
D) estética: o autor tem a pretensão de despertar no leitor o prazer e a emoção da arte pela palavra.
E) referencial: o autor discorre acerca de um tema e expõe sobre ele considerações pertinentes.

Há o hipotrélico. O termo é novo, de impensada origem e ainda sem definição que lhe apanhe em todas as pétalas o significado. Sabe-se, só, que vem do bom português. Para a prática, tome-se hipotrélico querendo dizer: antipodático, sengraçante imprizido; ou talvez, vicedito: indivíduo pedante, importuno agudo, falta de respeito para com a opinião alheia. Sob mais que, tratando-se de palavra inventada, e, como adiante se verá, embirrando o hipotrélico em não tolerar neologismos, começa ele por se negar nominalmente a própria existência. (ROSA, G. Tutameia: terceiras estórias. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001) (fragmento).
Nesse trecho de uma obra de Guimarães Rosa, depreende-se a predominância de uma das funções da
A) metalinguística, pois o trecho tem como propósito essencial usar a língua portuguesa para explicar a própria língua, por isso a utilização de vários sinônimos e definições.
B) referencial, pois o trecho tem como principal objetivo discorrer sobre um fato que não diz respeito ao escritor ou ao leitor, por isso o predomínio da terceira pessoa.
C) fática, pois o trecho apresenta clara tentativa de estabelecimento de conexão com o leitor, por isso o emprego dos termos “sabe-se lá” e “tome-se hipotrélico”.
D) poética, pois o trecho trata da criação de palavras novas, necessária para textos em prosa, por isso o emprego de “hipotrélico”.
E) expressiva, pois o trecho tem como meta mostrar a subjetividade do autor, por isso o uso do advérbio de dúvida “talvez”.

Lusofonia rapariga: s.f., fem. de rapaz: mulher nova; moça; menina; (Brasil), meretriz. Escrevo um poema sobre a rapariga que está sentada no café, em frente da chávena de café, enquanto alisa os cabelos com a mão. Mas não posso escrever este poema sobre essa rapariga porque, no brasil, a palavra rapariga não quer dizer o que ela diz em Portugal. Então, terei de escrever a mulher nova do café, a jovem do café, a menina do café, para que a reputação da pobre rapariga que alisa os cabelos com a mão, num café de Lisboa, não fique estragada para sempre quando este poema atravessar o atlântico para desembarcar no rio de janeiro. E isto tudo sem pensar em África, porque aí lá terei de escrever sobre a moça do café, para evitar o tom demasiado continental da rapariga, que é uma palavra que já me está a pôr com dores de cabeça até porque, no fundo, a única coisa que eu queria era escrever um poema sobre a rapariga do café. A solução, então, é mudar de café, e limitar-me a escrever um poema sobre aquele café onde nenhuma rapariga se pode sentar à mesa porque só servem café ao balcão. JÚDICE, N. Matéria do Poema. Lisboa: D. Quixote, 2008.
O texto traz em relevo as funções metalinguística e poética. Seu caráter metalinguístico justifica-se pela
A) discussão da dificuldade de se fazer arte inovadora no mundo contemporâneo.
B) defesa do movimento artístico da pós-modernidade, típico do século XX.
C) abordagem de temas do cotidiano, em que a arte se volta para assuntos rotineiros.
D) tematização do fazer artístico, pela discussão do ato de construção da própria obra.
E) valorização do efeito de estranhamento causado no público, o que faz a obra ser reconhecida.

Resumo: Este artigo tem por finalidade discutir a representação da população negra, especialmente da mulher negra, em imagens de produtos de beleza presentes em comércios do nordeste goiano. Evidencia-se que a presença de estereótipos negativos nessas imagens dissemina um imaginário racista apresentado sob a forma de uma estética racista que camufla a exclusão e normaliza a inferiorização sofrida pelos(as) negros(as) na sociedade brasileira. A análise do material imagético aponta a desvalorização estética do negro, especialmente da mulher negra, e a idealização da beleza e do branqueamento a serem alcançados por meio do uso dos produtos apresentados. O discurso midiático-publicitário dos produtos de beleza rememora e legitima a prática de uma ética racista construída e atuante no cotidiano. Frente a essa discussão, sugere-se que o trabalho antirracismo, feito nos diversos espaços sociais, considere o uso de estratégias para uma “descolonização estética” que empodere os sujeitos negros por meio de sua valorização estética e protagonismo na construção de uma ética da diversidade. Palavras-chave: Estética, racismo, mídia, educação, diversidade. SANT’ANA, J. A imagem da negra e do negro em produtos de beleza e a estética do racismo. Dossiê: trabalho e educação básica. Margens Interdisciplinar. Versão digital. Abaetetuba, n.16, jun. 2017 (adaptado).
O cumprimento da função referencial da linguagem é uma marca característica do gênero resumo de artigo acadêmico. Na estrutura desse texto, essa função é estabelecida pela
A) impessoalidade, na organização da objetividade das informações, como em “Este artigo tem por finalidade.
B) seleção lexical, no desenvolvimento sequencial do texto, como em “imaginário racista” e “estética do negro”.
C) metaforização, relativa à construção dos sentidos figurados, como nas expressões “descolonização estética” e “discurso midiático-publicitário”.
D) nominalização, produzida por meio de processos derivacionais na formação de palavras, como “inferiorização” e “desvalorização”.
E) adjetivação, organizada para criar uma terminologia antirracista, como em “ética da diversidade” e “descolonização estética”.

A função emotiva ou expressiva da linguagem é usada para transmitir as emoções e sentimentos do emissor. A mensagem transmitida é subjetiva e pessoal, sendo construída conforme a visão do seu emissor. A pessoalidade da mensagem fica marcada pelo uso da 1.ª pessoa do discurso - eu.

Só não é exemplo dessa função:
(A) “Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.” (Fernando Pessoa)
(B) A característica da oralidade radiofônica, então, seria aquela que propõe o diálogo com o ouvinte: a simplicidade, no sentido da escolha lexical; a concisão e coerência, que se traduzem em um texto curto, em linguagem coloquial e com organização direta; e o ritmo, marcado pelo locutor, que deve ser o mais natural (do diálogo). É esta organização que vai “reger” a veiculação da mensagem, seja ela interpretada ou de improviso, com objetivo de dar melodia à transmissão oral, dar emoção, personalidade ao relato de fato.
(C) A Esperança não murcha, ela não cansa, Também como ela não sucumbe a Crença, Vão-se sonhos nas asas da Descrença, Voltam sonhos nas asas da Esperança. Augusto dos Anjos
(D) Se as coisas são inatingíveis... ora! Não é motivo para não querê-las... Que tristes os caminhos, se não fora A presença distante das estrelas! Mario Quintana
(E) Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo. Álvaro de Campos

Nos enunciados abaixo, a palavra destacada NÃO tem sentido conotativo em:
a) A comissão técnica está dissolvida. Do goleiro ao ponta-esquerda.
b) Indispensável à boa forma, o exercício físico detona músculos e ossos, se mal praticado.
c) O melhor tenista brasileiro perde o jogo, a cabeça e o prestígio em Roland Garros.
d) Sob a mira da Justiça, os sorteios via 0900 engordam o caixa das principais emissoras.
e) Alta nos juros atropela sonhos da classe média.

Explorando a função emotiva da linguagem, o poeta expressa o contraste entre marcas de variação de usos da linguagem em
a) situações formais e informais.
b) diferentes regiões dos pais.
c) escolas literárias distintas.
d) textos técnicos e poéticos.
e) diferentes épocas.

Prévia do material em texto

FUNÇÕES DE LINGUAGEM – Lista 1
Questão 1- (Enem 2011)
É água que não acaba mais
          Dados preliminares divulgados por pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPA) apontaram o Aquífero Alter do Chão como o maior depósito de água potável do planeta. Com volume estimado em 86.000 quilômetros cúbicos de água doce, a reserva subterrânea está localizada sob os estados do Amazonas, Pará e Amapá. "Essa quantidade de água seria suficiente para abastecer a população mundial durante 500 anos", diz Milton Matta, geólogo da UFPA.  Em termos comparativos, Alter do Chão tem quase o dobro do volume de água do Aquífero Guarani (com 45 000 quilômetros cúbicos). Até então, Guarani era a maior reserva subterrânea do mundo, distribuída por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.
Época. n.623, 26 abr. 2010.
Essa notícia, publicada em uma revista de grande circulação, apresenta resultados de uma pesquisa científica realizada por uma universidade brasileira. Nessa situação específica de comunicação, a função referencial da linguagem predomina, porque o autor do texto prioriza
(A) as suas opiniões, baseadas em fatos.
(B) os aspectos objetivos e precisos.
(C) os elementos de persuasão do leitor.
(D) os elementos estéticos na construção do texto.
(E) os aspectos subjetivos da mencionada pesquisa.
Questão 2- (Enem 2014)
O telefone tocou.
— Alô? Quem fala?
— Como? Com quem deseja falar?
— Quero falar com o sr. Samuel Cardoso.
— É ele mesmo. Quem fala, por obséquio?
— Não se lembra mais da minha voz, seu Samuel?
Faça um esforço.
— Lamento muito, minha senhora, mas não me lembro. Pode dizer-me de quem se trata?
(ANDRADE, C. D. Contos de aprendiz. Rio de Janeiro: José Olympio, 1958.)
Pela insistência em manter o contato entre o emissor e o receptor, predomina no texto a função
(A) metalinguística.
(B) fática.
(C) referencial.
(D) emotiva.
(E) conativa.
Questão 3- (UFS)
Disparidades raciais
		Fator decisivo para a superação do sistema colonial, o fim do trabalho escravo foi seguido pela criação do mito da democracia racial no Brasil. Nutriu-se, desde então, a falsa ideia de que haveria no país um convívio cordial entre as diversas etnias.
		Aos poucos, porém, pôde-se ver que a coexistência pouco hostil entre brancos e negros, por exemplo, mascarava a manutenção de uma descomunal desigualdade socioeconômica entre os dois grupos e não advinha de uma suposta divisão igualitária de oportunidades.
		O cruzamento de alguns dados do último censo do IBGE relativos ao Rio de Janeiro permite dimensionar algumas dessas inequívocas diferenças. Em 91, o analfabetismo no Estado era 2,5 vezes maior entre negros do que entre brancos, e quase 60% da população negra com mais de 10 anos não havia conseguido ultrapassar a 4ª. série do 1º. grau, contra 39% dos brancos. Os números relativos ao ensino superior confirmam a cruel seletividade imposta pelo fator socioeconômico: até aquele ano, 12% dos brancos haviam concluído o 3º. Grau, contra só 2,5% dos negros.
		É inegável que a discrepância racial vem diminuindo ao longo do século: o analfabetismo no Rio de Janeiro era muito maior entre negros com mais de 70 anos do que entre os de menos de 40 anos. Essa queda, porém, ainda não se traduziu numa proporcional equalização de oportunidades.
		Considerando que o Rio de Janeiro é uma das unidades mais desenvolvidas do país e com acentuada tradição urbana, parece inevitável extrapolar para outras regiões a inquietação resultante desses dados.
(Folha de São Paulo, 9. de jun. de 1996. Adaptado).
Considerando as funções que a linguagem pode desempenhar, reconhecemos que, no texto acima, predomina a função:
(A) apelativa: alguém pretende convencer o interlocutor acerca da superioridade de um produto.
(B) expressiva: o autor tenciona apenas transparecer seus sentimentos e emoções pessoais.
(C) fática: o propósito comunicativo em jogo é o de entrar em contato com o parceiro da interação.
(D) estética: o autor tem a pretensão de despertar no leitor o prazer e a emoção da arte pela palavra.
(E) referencial: o autor discorre acerca de um tema e expõe sobre ele considerações pertinentes.
Questão 4- (Enem 2014)
Há o hipotrélico. O termo é novo, de impensada origem e ainda sem definição que lhe apanhe em todas as pétalas o significado. Sabe-se, só, que vem do bom português. Para a prática, tome-se hipotrélico querendo dizer: antipodático, sengraçante imprizido; ou talvez, vicedito: indivíduo pedante, importuno agudo, falta de respeito para com a opinião alheia. Sob mais que, tratando-se de palavra inventada, e, como adiante se verá, embirrando o hipotrélico em não tolerar neologismos, começa ele por se negar nominalmente a própria existência.
(ROSA, G. Tutameia: terceiras estórias. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001) (fragmento).
Nesse trecho de uma obra de Guimarães Rosa, depreende-se a predominância de uma das funções da
(A) metalinguística, pois o trecho tem como propósito essencial usar a língua portuguesa para explicar a própria língua, por isso a utilização de vários sinônimos e definições.
(B) referencial, pois o trecho tem como principal objetivo discorrer sobre um fato que não diz respeito ao escritor ou ao leitor, por isso o predomínio da terceira pessoa.
(C) fática, pois o trecho apresenta clara tentativa de estabelecimento de conexão com o leitor, por isso o emprego dos termos “sabe-se lá” e “tome-se hipotrélico”.
(D) poética, pois o trecho trata da criação de palavras novas, necessária para textos em prosa, por isso o emprego de “hipotrélico”.
(E) expressiva, pois o trecho tem como meta mostrar a subjetividade do autor, por isso o uso do advérbio de dúvida “talvez”.
Questão 5- (Enem-2013)
Lusofonia
rapariga: s.f., fem. de rapaz: mulher nova; moça; menina; (Brasil), meretriz.
Escrevo um poema sobre a rapariga que está sentada no café, em frente da chávena de café, enquanto alisa os cabelos com a mão. Mas não posso escrever este poema sobre essa rapariga porque, no brasil, a palavra rapariga não quer dizer o que ela diz em Portugal. Então, terei de escrever a mulher nova do café, a jovem do café,
a menina do café, para que a reputação da pobre rapariga que alisa os cabelos com a mão, num café de Lisboa, não fique estragada para sempre quando este poema atravessar o atlântico para desembarcar no rio de janeiro. E isto tudo sem pensar em África, porque aí lá terei de escrever sobre a moça do café, para evitar o tom demasiado continental da rapariga, que é uma palavra que já me está a pôr com dores de cabeça até porque, no fundo, a única coisa que eu queria
era escrever um poema sobre a rapariga do café. A solução, então, é mudar de café, e limitar-me a
escrever um poema sobre aquele café onde nenhuma rapariga se pode sentar à mesa porque só servem café ao balcão.
JÚDICE, N. Matéria do Poema. Lisboa: D. Quixote, 2008.
O texto traz em relevo as funções metalinguística e poética. Seu caráter metalinguístico justifica-se pela
(A) discussão da dificuldade de se fazer arte inovadora no mundo contemporâneo.
(B) defesa do movimento artístico da pós-modernidade, típico do século XX.
(C) abordagem de temas do cotidiano, em que a arte se volta para assuntos rotineiros.
(D) tematização do fazer artístico, pela discussão do ato de construção da própria obra.
(E) valorização do efeito de estranhamento causado no público, o que faz a obra ser reconhecida.
Questão 6-
A função referencial tem ênfase no:
(A) Contexto
(B) Emissor
(C) Receptor
(D) Mensagem
(E) Código
Questão 7-
A função emotiva tem ênfase no:
(A)	Contexto
(B)	Emissor
(C)	Receptor
(D)	Mensagem
(E)	Código
Questão 8- 
A função apelativa tem ênfase no:
(A)	Contexto
(B)	Emissor
(C)	Receptor
(D)	Mensagem
(E)	Código
Questão 9- 
A função poética tem ênfase na/no:
(A)	Contexto
(B)	Emissor
(C)	Receptor
(D)	Mensagem
(E)	Código
Questão 10- (Enem 2018)
A imagem da negra e do negro em produtos de beleza e a estética do racismo
Resumo: Este artigo tem por finalidade discutir a representação da população negra, especialmente da mulher negra, em imagens de produtos de beleza presentesem comércios do nordeste goiano. Evidencia-se que a presença de estereótipos negativos nessas imagens dissemina um imaginário racista apresentado sob a forma de uma estética racista que camufla a exclusão e normaliza a inferiorização sofrida pelos(as) negros(as) na sociedade brasileira. A análise do material imagético aponta a desvalorização estética do negro, especialmente da mulher negra, e a idealização da beleza e do branqueamento a serem alcançados por meio do uso dos produtos apresentados. O discurso midiático-publicitário dos produtos de beleza rememora e legitima a prática de uma ética racista construída e atuante no cotidiano. Frente a essa discussão, sugere-se que o trabalho antirracismo, feito nos diversos espaços sociais, considere o uso de estratégias para uma “descolonização estética” que empodere os sujeitos negros por meio de sua valorização estética e protagonismo na construção de uma ética da diversidade.
Palavras-chave: Estética, racismo, mídia, educação, diversidade.
SANT’ANA, J. A imagem da negra e do negro em produtos de beleza e a estética do racismo. Dossiê: trabalho e educação básica.
Margens Interdisciplinar. Versão digital. Abaetetuba, n.16, jun. 2017 (adaptado).
O cumprimento da função referencial da linguagem é uma marca característica do gênero resumo de artigo acadêmico. Na estrutura desse texto, essa função é estabelecida pela
(A)	impessoalidade, na organização da objetividade das informações, como em “Este artigo tem por finalidade.
(B)	seleção lexical, no desenvolvimento sequencial do texto, como em “imaginário racista” e “estética do negro”.
(C)	metaforização, relativa à construção dos sentidos figurados, como nas expressões “descolonização estética” e “discurso midiático-publicitário”.
(D)	nominalização, produzida por meio de processos derivacionais na formação de palavras, como “inferiorização” e “desvalorização”.
(E)	adjetivação, organizada para criar uma terminologia antirracista, como em “ética da diversidade” e “descolonização estética”.
Questão 11- 
No texto acima, há predominância da função
(A) metalinguística.
(B)	 fática.
(C)	 referencial.
(D) emotiva.
(E)	 conativa.
Questão 12- 
Observe as características abaixo:
· Predomina o uso de verbos no imperativo.
· Utiliza a 2.ª ou 3.ª pessoa do discurso (tu e você).
· Há a presença de vocativos que direcionam a mensagem.
· Recorre a pontos de exclamação para enfatizar o discurso.
Tais características são da função
(A) metalinguística.
(B)	 fática.
(C)	 referencial.
(D) emotiva.
(E)	 conativa.
Questão 13- 
Observe as características abaixo:
· Utiliza uma linguagem elaborada e cuidada.
· Dá importância ao ritmo, melodia e sonoridade das palavras.
· Procura o que é belo e inovador.
Tais características são da função
(A) poética.
(B)	 fática.
(C)	 referencial.
(D) emotiva.
(E)	 conativa.
Questão 14-
· Utiliza o código como tema da mensagem.
· Tem uma função explicativa.
Tais características são da função
(A) metalinguística.
(B)	 fática.
(C)	 referencial.
(D) emotiva.
(E)	 conativa.
Questão 15-
Nos gêneros poemas, obras literárias, letras de músicas, publicidade, propaganda predomina a função
(A) metalinguística.
(B)	 fática.
(C)	 referencial.
(D) poética.
(E)	 conativa.
Questão 16-
Nos cumprimentos, nas saudações, nas conversas telefônicas predomina a função
(A) metalinguística.
(B)	 fática.
(C)	 referencial.
(D) poética.
(E)	 conativa.
Questão 17-
Observe as assertivas abaixo.
I. Há a presença de vocativos que direcionam a mensagem.
II. Recorre a pontos de exclamação para enfatizar o discurso.
III. Utiliza o código como tema da mensagem.
IV. Tem uma função explicativa.
Referem-se à função metalinguística
(A) Apenas I
(B) Apenas II
(C) Apenas I e II
(D) Apenas IIII e IV
(E) Apenas II e IV 
Questão 18-
A função apelativa, também chamada de função conativa, tem como principal objetivo:
(A) influenciar e persuadir o receptor, sendo um apelo para que este faça algo. 
(B) informar sobre um determinado assunto.
(C) transmitir as emoções e sentimentos do emissor.
(D) transmitir uma mensagem elaborada, formalmente estruturada, com as palavras cuidadosamente selecionadas para produzir um resultado estético.
(E) estabelecer um canal de comunicação entre o emissor e o receptor, quer para iniciar a transmissão da mensagem, quer para assegurar a sua continuação. 
Questão 19- (ENEM 2011 – 2ª aplicação)
Sabe-se que as funções da linguagem são reconhecidas por meio de recursos utilizados segundo a produção do autor, que, nesse texto, centra seu objetivo 
(A) na linguagem utilizada, ao enfatizar a maneira como o texto foi escrito, sua estrutura e organização.
(B) em si mesmo, ao enfocar suas emoções e sentimentos diante das descobertas feitas.
(C) no leitor do texto, ao tentar convencê-lo a praticar uma ação, após sua leitura.
(D) no canal de comunicação utilizado, ao querer certificar-se do entendimento do leitor.
(E) no conteúdo da mensagem, ao transmitir uma informação ao leitor.
Questão 20- 
Pulmões
São dois órgãos de estrutura esponjosa, e têm forma de pirâmide com a base descansando sobre o diafragma. O direito é maior que o esquerdo, pois consta de três partes ou lóbulos, enquanto que o outro só tem dois.
https://sites.google.com/site/baubluesjazz/pulmoes
Nos textos acima, há predominância da função
(A) poética.
(B)	 fática.
(C)	 referencial.
(D) emotiva.
(E)	 conativa.
Qu
Questão 21-
No texto acima, há predominância da função
(A) metalinguística.
(B)	 fática.
(C)	 referencial.
(D) emotiva.
(E)	 conativa.
Questão 22-
http://consumoepropaganda.ig.com.br/index.php/2010/07/06/olha-que-couve-mais-linda/
O termo Propaganda deriva do latim propagare, que significa “reproduzir por meio de mergulhia”. Ela é um dos meios de anunciar determinado assunto, com o objetivo de convencer ou influenciar a opinião do seu receptor, embora também possa estar ligada à junção de pessoas em prol de uma causa ou campanha.
Considerando esse conceito e a imagem acima, pode-se afirmar que há o predomínio da função
(A) metalinguística.
(B)	 fática.
(C)	 referencial.
(D) emotiva.
(E)	 conativa.
Questão 23-
O texto acima é um exemplo de função
(A) poética.
(B)	 fática.
(C)	 referencial.
(D) emotiva.
(E)	 conativa.
Questão 24-
A imagem acima é um exemplo de função
(A) metalinguística.
(B)	 fática.
(C)	 referencial.
(D) emotiva.
(E)	 conativa.
Questão 25-
A função emotiva ou expressiva da linguagem é usada para transmitir as emoções e sentimentos do emissor. A mensagem transmitida é subjetiva e pessoal, sendo construída conforme a visão do seu emissor. A pessoalidade da mensagem fica marcada pelo uso da 1. ª pessoa do discurso - eu.
Só não é exemplo dessa função:
(A) “Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.” (Fernando Pessoa)
(B) A característica da oralidade radiofônica, então, seria aquela que propõe o diálogo com o ouvinte: a simplicidade, no sentido da escolha lexical; a concisão e coerência, que se traduzem em um texto curto, em linguagem coloquial e com organização direta; e o ritmo, marcado pelo locutor, que deve ser o mais natural (do diálogo). É esta organização que vai “reger” a veiculação da mensagem, seja ela interpretada ou de improviso, com objetivo de dar melodia à transmissão oral, dar emoção, personalidade ao relato de fato.
VELHO, A. P. M. A linguagem do rádio multimídia. Disponível em: www.bocc.ubi.pt. Acesso em: 27 fev. 2012.
(C)
A Esperança não murcha, ela não cansa,
Também como ela não sucumbe a Crença,
Vão-se sonhos nas asas da Descrença,
Voltam sonhos nas asas da Esperança.
Augusto dos Anjos
 (D) 
Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!
Mario Quintana
 (E) 
Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Álvaro de Campos
Questão 26-
Dentre as seis funções da linguagem definidas pelo linguista russo Roman Jackobson está a função metalinguística, cujaprincipal característica é a emissão da mensagem centrada no próprio código. Nela, o código é utilizado para falar sobre o próprio código, explicando-o e analisando-o.
Assinale a alternativa que melhor exemplifica o conceito acima.
(A) 
(B) 
(C)
(D)
(E)
Questão 27-
A imagem acima é um exemplo de função
(A) metalinguística.
(B)	 fática.
(C)	 referencial.
(D) poética.
(E)	 conativa.
Questão 28-
A imagem acima é um exemplo de função
(A) metalinguística.
(B)	 fática.
(C)	 referencial.
(D) emotiva.
(E)	 poética.
Questão 29 – (UFPE) 
Nos enunciados abaixo, a palavra destacada NÃO tem sentido conotativo em:
(A) A comissão técnica está dissolvida. Do goleiro ao ponta-esquerda.
(B) Indispensável à boa forma, o exercício físico detona músculos e ossos, se mal praticado.
(C) O melhor tenista brasileiro perde o jogo, a cabeça e o prestígio em Roland Garros.
(D) Sob a mira da Justiça, os sorteios via 0900 engordam o caixa das principais emissoras.
(E) Alta nos juros atropela sonhos da classe média.
Questão 30 – (ENEM – 2012)
Desabafo
Desculpem-me, mas não dá pra fazer uma cronicazinha divertida hoje. Simplesmente não dá. Não tem como disfarçar: esta é uma típica manhã de segunda-feira. A começar pela luz acesa da sala que esqueci ontem à noite. Seis recados para serem respondidos na secretária eletrônica. Recados chatos. Contas para pagar que venceram ontem. Estou nervoso. Estou zangado.
CARNEIRO, J. E. Veja, 11 set. 2002 (fragmento).
Nos textos em geral, é comum a manifestação simultânea de várias funções da linguagem, com o predomínio, entretanto, de uma sobre as outras. No fragmento da crônica Desabafo, a função da linguagem predominante é a emotiva ou expressiva, pois
(A) o discurso do enunciador tem como foco o próprio código.
(B) a atitude do enunciador se sobrepõe àquilo que está sendo dito.
(C) o interlocutor é o foco do enunciador na construção da mensagem.
(D) o referente é o elemento que se sobressai em detrimento dos demais.
(E) o enunciador tem como objetivo principal a manutenção da comunicação.
Questão 31 – (ENEM – 2006)
Aula de Português
A linguagem
na ponta da língua
tão fácil de falar
e de entender.
A linguagem
na superfície estrelada de letras,
sabe lá o que quer dizer?
Professor Carlos Góis, ele é quem sabe,
e vai desmatando
o amazonas de minha ignorância.
Figuras de gramática, esquipáticas,
atropelam-me, aturdem-me, sequestram-me.
Já esqueci a língua em que comia,
em que pedia para ir lá fora,
em que levava e dava pontapé,
a língua, breve língua entrecortada
do namoro com a priminha.
O português são dois; o outro, mistério.
Carlos Drummond de Andrade. Esquecer para lembrar. Rio de Janeiro: José Olympio, 1979.
Explorando a função emotiva da linguagem, o poeta expressa o contraste entre marcas de variação de usos da linguagem em
(A) situações formais e informais.
(B) diferentes regiões dos pais.
(C) escolas literárias distintas.
(D) textos técnicos e poéticos.
(E) diferentes épocas.
Questão 32 
Assinale a alternativa que contenha a sequência correta sobre as funções da linguagem, importantes elementos da comunicação:
1. Ênfase no emissor (lª pessoa) e na expressão direta de suas emoções e atitudes.
2. Evidencia o assunto, o objeto, os fatos, os juízos. É a linguagem da comunicação.
3. Busca mobilizar a atenção do receptor, produzindo um apelo ou uma ordem.
4. Ênfase no canal para checar sua recepção ou para manter a conexão entre os falantes.
5. Visa à tradução do código ou à elaboração do discurso, seja ele linguístico ou extralinguístico.
6. Voltada para o processo de estruturação da mensagem e para seus próprios constituintes, tendo em vista produzir um efeito estético.
( ) função metalinguística.
( ) função poética.
( ) função referencial.
( ) função fática.
( ) função conativa.
( ) função emotiva.
(A) 1, 2, 4, 3, 6, 5.
(B) 5, 2, 6, 4, 3, 1.
(C) 5, 6, 2, 4, 3, 1.
(D) 6, 5, 2, 4, 3, 1.
(E) 3, 5, 2, 4, 6, 1.
Questão 33 
A biosfera, que reúne todos os ambientes onde se desenvolvem os seres vivos, se divide em unidades menores chamadas ecossistemas, que podem ser uma floresta, um deserto e até um lago. Um ecossistema tem múltiplos mecanismos que regulam o número de organismos dentro dele, controlando sua reprodução, crescimento e migrações. 
DUARTE, M. O guia dos curiosos. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. 
Predomina no texto a função da linguagem:
(A) emotiva, porque o autor expressa seu sentimento em relação à ecologia. 
(B) fática, porque o texto testa o funcionamento do canal de comunicação.
(C) poética, porque o texto chama a atenção para os recursos de linguagem. 
(D) conativa, porque o texto procura orientar comportamentos do leitor. 
(E) referencial, porque o texto trata de noções e informações conceituais.
Questão 34
Bilhete
Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...
Mario Quintana
Além da função poética, outra função que se percebe no poema é:
(A) função emotiva.
(B) função conativa.
(C) função referencial.
(D) função metalinguística.
(E) função fática.
Questão 35
“Se eu não vejo a mulher que eu mais desejo, Nada que eu veja vale o que eu não vejo.”
Nesses versos do poeta provençal Bernart de Ventadorn (século XII), vertidos para o português pelo poeta Augusto de Campos, é evidente o predomínio da função poética da linguagem, notável nos ritmos, nos jogos sonoros e no fraseado. Ao lado dessa função, destaca-se a presença da:
(A) função emotiva.
(B) função conativa.
(C) função referencial.
(D) função metalinguística.
(E) função fática.
Questão 36
Assinale a alternativa em que a função apelativa da linguagem é a que prevalece:
(A) Trago no meu peito um sentimento de solidão sem fim... sem fim...
(B) “Não discuto com o destino o que pintar eu assino.”
(C) Machado de Assis é um dos maiores escritores brasileiros.
(D) Conheça você também a obra desse grande mestre.
(E) Semântica é o estudo da significação das palavras.
Questão 37
Identifique a frase em que a função predominante da linguagem é a referencial:
(A) Dona Casemira vivia sozinha com seu cachorrinho.
(B) Vem, Dudu!
(C) Pobre Dona Casemira...
(D) O que ... O que foi que você disse?
(E) Um cachorro falando?
Questão 38
A função metalinguística predomina em todos os fragmentos, exceto em:
(A) “Amo-te como um bicho simplesmente de um amor sem mistério e sem virtude com um desejo maciço e permanente.” (Vinicius de Morais)
(B) “Proponho-me a que não seja complexo o que escreverei, embora obrigada a usar as palavras que vos sustentam.” (Clarice Lispector)
(C) “Não narro mais pelo prazer de saber. Narro pelo gosto de narrar, sopro palavras e mais palavras, componho frases e mais frases.” (Silviano Santiago)
(D) “Agarro o azul do poema pelo fio mais delgado de lã de seu discurso e vou traçando as linhas do relâmpago no vidro opaco da janela.” (Gilberto Mendonça Teles)
(E) Que é Poesia? Uma ilha cercada de palavras por todos os lados.” (Cassiano Ricardo)
Questão 39
O texto seguinte também é de natureza poética. Nele, qual a função secundária da linguagem?
“Lutar com as palavras
é a luta mais vã.
Entanto lutamos
mal rompe a manhã.”
(Carlos Drummond de Andrade)
(A) Função emotiva.
(B) Função conativa.
(C) Função referencial.
(D) Função metalinguística.
(E) Função fática.
Questão 40 – (UEMG-2006)
Assinale a alternativa em que o(s) termo(s) em negrito do fragmento citado NÃO contém(êm) traço(s) da função emotiva da linguagem.
(A) Os poemas (infelizmente!) não estão nos rótulos de embalagens nem junto aos frascos de remédio.
(B) A leitura ganha contornos de “cobaia de laboratório” quando sai de sua significação e cai no ambiente artificial e na situação inventada.
(C) Outras leituras significativas são o rótulo de um produto que se vai comprar, os preços do bem de consumo, o tíquete do cinema, as placas do ponto de ônibus (...)
(D) Ler e escrever são condutas da vida em sociedade.Não são ratinhos mortos (...) prontinhos para ser desmontados e montados, picadinhos (...)
Questão 41 – (PUC/SP-2001)
A Questão é Começar
Coçar e comer é só começar. Conversar e escrever também. Na fala, antes de iniciar, mesmo numa livre conversação, é necessário quebrar o gelo. Em nossa civilização apressada, o “bom dia”, o “boa tarde, como vai?” já não funcionam para engatar conversa. Qualquer assunto servindo, fala-se do tempo ou de futebol. No escrever também poderia ser assim, e deveria haver para a escrita algo como conversa vadia, com que se divaga até encontrar assunto para um discurso encadeado. Mas, à diferença da conversa falada, nos ensinaram a escrever e na lamentável forma mecânica que supunha texto prévio, mensagem já elaborada. Escrevia-se o que antes se pensara. Agora entendo
 o contrário: escrever para pensar, uma outra forma de conversar. Assim fomos “alfabetizados”, em obediência a certos rituais. Fomos induzidos a, desde o início, escrever bonito e certo. Era preciso ter um começo, um desenvolvimento e um fim predeterminados. Isso estragava, porque bitolava, o começo e todo o resto. Tentaremos agora (quem? eu e você, leitor) conversando entender como necessitamos nos reeducar para fazer do escrever um ato inaugural; não apenas transcrição do que tínhamos em mente, do que já foi pensado ou dito, mas inauguração do próprio pensar. “Pare aí”, me diz você. “O escrevente escreve antes, o leitor lê depois.” “Não!”, lhe respondo, “Não consigo escrever sem pensar em você por perto, espiando o que escrevo. Não me deixe falando sozinho.” Pois é; escrever é isso aí: iniciar uma conversa com interlocutores invisíveis, imprevisíveis, virtuais apenas, sequer imaginados de carne e ossos, mas sempre ativamente presentes. Depois é espichar conversas e novos interlocutores surgem, entram na roda, puxam assuntos. Termina-se sabe Deus onde.
(MARQUES, M.O. Escrever é Preciso, Ijuí, Ed. UNIJUÍ, 1997, p. 13).
 Observe a seguinte afirmação feita pelo autor: “Em nossa civilização apressada, o “bom dia”, o “boa tarde” já não funcionam para engatar conversa. Qualquer assunto servindo, fala-se do tempo ou de futebol.” Ela faz referência à função da linguagem cuja meta é “quebrar o gelo”. Indique a alternativa que explicita essa função.
(A) Função emotiva
(B) Função referencial
(C) Função fática
(D) Função conativa
(E) Função poética
Questão 42 – (Enem-2007)
O canto do guerreiro
Aqui na floresta
Dos ventos batida, Façanhas de bravos
Não geram escravos,
Que estimem a vida
Sem guerra e lidar.
— Ouvi-me, Guerreiros,
— Ouvi meu cantar.
Valente na guerra,
Quem há, como eu sou?
Quem vibra o tacape
Com mais valentia?
Quem golpes daria
Fatais, como eu dou?
— Guerreiros, ouvi-me;
— Quem há, como eu sou?
(Gonçalves Dias.)
Macunaíma (Epílogo)
Acabou-se a história e morreu a vitória.
Não havia mais ninguém lá. Dera tangolomângolo na tribo Tapanhumas e os filhos dela se acabaram de um em um. Não havia mais ninguém lá. Aqueles lugares, aqueles campos, furos puxadouros arrastadouros meios-barrancos, aqueles matos misteriosos, tudo era solidão do deserto. Um silêncio imenso dormia à beira do rio Uraricoera. Nenhum conhecido sobre a terra não sabia nem falar da tribo nem contar aqueles casos tão pançudos. Quem podia saber do Herói?
(Mário de Andrade)
Considerando-se a linguagem desses dois textos, verifica-se que
(A) a função da linguagem centrada no receptor está ausente tanto no primeiro quanto no segundo texto.
(B) a linguagem utilizada no primeiro texto é coloquial, enquanto, no segundo, predomina a linguagem formal.
(C) há, em cada um dos textos, a utilização de pelo menos uma palavra de origem indígena.
(D) a função da linguagem, no primeiro texto, centra-se na forma de organização da linguagem e, no segundo, no relato de informações reais.
(E) a função da linguagem centrada na primeira pessoa, predominante no segundo texto, está ausente no primeiro.
Questão 43 - 
O que é hipercorreção?
A hipercorreção é um fenômeno de linguagem muito comum entre pessoas que se deram conta da existência de "outro falar" muito mais prestigiado que o seu. Essas pessoas também desejam ser usuárias dessa forma prestigiada, do "falar mais correto". Para tal, esforçam-se em "corrigir" sua fala e acabam incorrendo no erro de corrigi-la demasiadamente. (...).
(BORTONE, M. E. e ALVES, S. B. O fenômeno da hipercorreção. In.Bortoni-Ricardo, S. M. et all. Orgs. São Paulo: Parábola editorial, 2014, p.130)
No texto acima, a função da linguagem que predomina é a função
(A) Referencial
(B) Conativa
(C) Metalinguística
(D) Fática
(E) Poética
Questão 44 - 
O Auto Retrato
No retrato que me faço
- traço a traço -
às vezes me pinto nuvem,
às vezes me pinto árvore...
às vezes me pinto coisas
de que nem há mais lembrança...
ou coisas que não existem
mas que um dia existirão...
e, desta lida, em que busco
- pouco a pouco -
minha eterna semelhança,
no final, que restará?
Um desenho de criança...
Terminado por um louco!
Mário Quintana
No poema de Mário Quintana, há a predominância da função: 
(A) Poética, uma vez que o emissor se preocupa com o sentimentalismo, a subjetividade. 
(B) Referencial, porque o poema traz informações sobre a linguagem. 
(C) Fática, pois o emissor procura no poema estabelecer comunicação com o seu interlocutor. 
(D) Metalinguística, pois o emissor se volta para a própria linguagem para mostrar como ele faz o autorretrato.
Questão 45 –
 
Sendo mortal e, por conseguinte, imperfeito, o homem sempre se verá como parte de uma realidade infinita que o circunda e sempre se achará em luta contra ela. Volta e meia se defrontará com a contradição constituída pelo fato de ser ele um ‘eu’ limitado e, ao mesmo tempo, fazer parte de um todo ilimitado.
FISCHER, Ernest. A necessidade da arte. Rio de Janeiro: Zahar. p. 247.
Considerando o contexto do texto, assinale a alternativa correta. 
(A) Enquadra-se, pelo apelo ao entendimento, na função fática. 
(B) Trata-se de uma crônica de costumes, exemplificada principalmente pelas descrições. 
(C) A tonalidade lírica do texto aponta-o para uma emotividade propícia à função poética da linguagem. 
(D) Por ser um texto de caráter informativo-científico, apresenta elementos da função referencial da linguagem.
Questão 46 –
Não se enojem teus ouvidos
De tantas rimas em a,
Mas ouve meus juramentos,
Meus cantos, ouve, sinhá!
Te peço pelos mistérios
Da flor do maracujá!
(VARELA, F. A flor do maracujá. In: Cantos e fantasias e outros cantos. São Paulo: Martins Fontes, 2003)
O excerto do poema de Fagundes Varela utiliza-se de recurso de linguagem, especificamente no segundo verso, que se relaciona, do ponto de vista da classificação de Jakobson para as funções da linguagem, à função:
(A) referencial, pois o comentário sobre a rima tem como objetivo acrescentar informação linguística a respeito da estrutura do poema.
(B) fática, pois a alusão às constantes repetições da rima serve para testar a atenção do leitor em relação ao andamento do poema.
(C) metalinguística, pois o comentário sobre a fonética das rimas do poema é um comentário sobre o próprio código utilizado.
(D) emotiva, pois a alusão às repetições da rima está associada aos sentimentos íntimos do poeta.
Questão 47 –
A intensa chuva de granizo que caiu sobre a cidade na tarde de domingo (18) deixou a cidade em estado de atenção, que durou até as 17h35. Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), as chuvas foram mais intensas nas zonas Sul e Oeste, mas moradores da zona Leste também registraram o fenômeno climático. Placas de gelo formadas no chão chamaram a atenção dos paulistanos, que postaram fotos da neve cobrindo as ruas nas redes sociais. No bairro da Aclimação, no centro, a Rua Pedra Azul amanheceu coberta por gelo nesta segunda-feira (19). 
(Fonte: http:/ /vejasp.abril.com.br) 
Releia o texto em questão. Qual é a função da linguagem que prevalece? 
(A) Função metalinguística. 
(B) Função emotiva. 
(C) Função fática. 
(D) Função conativa. 
(E) Função referencial.
Questão 48 –
Quando aintenção do emissor está voltada para a própria mensagem, quer na seleção e combinação das palavras, quer na estrutura da mensagem, com as mensagens carregadas de significados, temos a função de linguagem denominada
(A) fática. 
(B) poética. 
(C) emotiva. 
(D) referencial. 
(E) metalinguística.
Questão 49 –
Sentavam-se no que é de graça: banco de praça pública. E ali acomodados, nada os distinguia do resto do nada. Para a grande glória de Deus.
Ele: – Pois é.
Ela: – Pois é o quê?
Ele: – Eu só disse pois é.
Ela: – Mas “pois é” o quê?
Ele: – Melhor mudar de conversa porque você não me entende.
Ela: – Entender o quê?
Ele: – Santa Virgem, Macabéa, vamos mudar de assunto e já.
Assinale a opção que apresenta a função da linguagem predominante nos fragmentos a seguir:
(A) Poética
(B) Fática
(C) Referencial
(D) Emotiva
(E) Conativa
Questão 50 –
“Abrimos o Brasil a todo o mundo: mas queremos que o Brasil seja Brasil! Queremos conservar a nossa raça, a nossa história, e, principalmente, a nossa língua, que é toda a nossa vida, o nosso sangue, a nossa alma, a nossa religião.”
(BILAC, O. Últimas conferências e discursos. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1927.)
Nessa afirmação, Olavo Bilac defende a necessidade de uma mobilização em prol da cultura brasileira. Para além da função emotiva que é fundamental na construção do texto, o tom convocatório faz com que outra função seja importante para a criação de sentido do texto em questão. Qual é ela?
(A) Fática
(B) Conativa
(C) Referencial
(D) Metalinguística
(E) Poética
 GABARITO
1- B
2- B
3- E
4- A
5- D
6- A
7- B
8- C
9- C
10- A 
11- D 
12- E
13- A 
14- A 
15- D
16- B 
17- D 
18- E
19- E
20- C
21- B
22- E 
23- A 
24- A 
25- B 
26- B
27- E
28- E
29- B
30- B
31- A
32- C
33- E
34- B
35- A
36- D
37- A
38- A
39- D
40- C
41- C
42- C
43- C
44- D
45- D
46- C
47- E
48- E
49- B
50- B
_______________________________________________________________________________________________
1	
	
image3.jpeg
image4.png
image5.jpeg
image6.png
image7.jpeg
image8.jpeg
image9.png
image10.jpeg
image11.png
image12.png
image13.png
image14.png
image1.png
image2.png

Mais conteúdos dessa disciplina