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1 1) AVALIAÇÃO LINGUAGEM ESCRITA - É muito importante que ela seja uma avaliação multidisciplinar: • Neurológica (ENE) → Avaliação clínica para descartar outros quadros patológicos que podem explicar melhor o quadro • Neuropsicológica (testes de percepção e cognição) → Qualifica e quantifica o nível de inteligência e funções executivas (identifica a questão da inteligência, qual o tipo de inteligência) • Pedagógica (Conteúdo Escolar) e psicopedagogia → Desempenho acadêmico (o que é esperado para aquele ano escolar e quais habilidades o indivíduo tem) • Terapeuta Ocupacional → Avaliação das habilidades visuomotoras • Audiológica e Oftalmológica → Identificar questões perceptivo-auditivo e descartar questões sensoriais • Fonoaudiológica → Faz uma abrangente avaliação da linguagem (sintaxe, semântica, pragmática); oralidade, processamento fonológico, processamento ortográfico, leitura e escrita) - Além da questão técnica da aplicação de testes, é importante preocupar com a abordagem do indivíduo acolhido: • Saúde física • Saúde mental • Educação • Socialização • Acolhimento / aceitação familiar • Acompanhamento - Para se efetuar satisfatória avaliação na qual o escolar possa se beneficiar e obter efetiva resposta às suas dificuldades é necessário: • Rigoroso trabalho, de preferência com equipe multidisciplinar • Observação atenta não só das dificuldades apresentadas, mas também das habilidades, para que possa haver balizamento entre ambas e, a partir dos resultados encontrados, direcionar-se a forma mais adequada de intervenção 2) FONOAUDIOLOGIA - É de competência do fonoaudiólogo, de acordo com a lei que regulamenta a profissão, participar de equipes de diagnóstico, realizando a avaliação da comunicação oral e escrita, voz e audição. (Lei n° 6965 – 9/12/1981) - Especificamente a Fonoaudiologia neste contexto é responsável pela investigação dos aspectos relacionados à linguagem, seu uso e funções a ela relacionadas, seja na modalidade escrita ou oral. - As habilidades investigadas: • Linguagem Oral → É importante investigar o que é consequência da linguagem oral e o que realmente é 2 • Processamento fonológico • Processamento ortográfico • Processamento visual • Fluência verbal e ritmo • Leitura • Avaliação audiológica e do processamento auditivo - Anamnese: • Direcionada a quem? → Cuidadores • Visita à escola → Contato com o ambiente escolar, pois estamos lidando com uma queixa acadêmica, então ir aonde as habilidades são desenvolvidas é a raiz do problema • Contato com outros profissionais envolvidos no caso • Visita à residência → quando necessário 3) SENSAÇÃO, PERCEPÇÃO E FUNÇÕES EXECUTIVAS - Exame Neurológico Evolutivo (ENE) • Prova Tátil • Propriocepção • Equilíbrio estático e propriocepção - EYE TRACKING (Avaliação do rastreamento ocular) • Não é uma avaliação cotidiana • Rastreamento ocular → identifica a atividade visual (movimentos sacádicos → como que o globo ocular se movimenta pra leitura) • É uma forma de medir a atividade visual • Medidas: Tempo, localização e pontos de fixação • Equipamentos: Computadores: + eyetracker (fonte de luz infravermelha + câmera) • Exemplo: - Cada bolinha vermelha é onde o olho para pra ler, o primeiro é um leitor fluente, sem problemas de leitura e o segundo é um leitor com alteração na linguagem escrita (dislexia). Quanto maior a bolinha, mais tempo ele ficou parado 3 - Funções executivas: 1- ATENÇÃO • Testes: - Escala SNAP • Aplicado em 2 contextos (pais e escolas) • 6 ou mais itens • 2 ou mais contextos • Presente a pelo menos 6 meses - Avaliação neuropsicológica da atenção → Realizada por psicólogos • Testes de Cancelamento - Indivíduo tem que fazer um X toda vez que ela identificar visualmente o símbolo alvo → Mede-se o tempo, distrações e erros • Testes de Trilhas - Pessoa liga os números, número e letras... 4 • Testes de Stroop - Indivíduo deve nomear as cores • Concentrada (D2) - O indivíduo deve identificar onde tem o D com dois tracinhos 5 • Código – wisc ou wais III - Embaixo de cada número deve ser colocado o símbolo correspondente 2- DEMAIS HABILIDADES DAS FUNÇÕES EXECUTIVAS • Planejamento • Flexibilidade cognitiva • Memória de trabalho • Atenção seletiva • Controle inibitório • Monitoramento - Outras habilidades: • Organização • Priorização • Manejo de tempo • Atenção sustentada • Iniciação e persistência em direção ao objetivo • Regulação emocional OBS: NEUPSILIN → Bateria de avaliação breve das funções executivas (Versão adulta e infantil) → Pode ser aplicado por fonoaudiólogos e psicólogos - Resumo: Linguagem Oral • Avaliação fonológica e morfológica • Avaliação pragmática • Organização sintática e semântica OBS: Nem sempre terá testes formais na idade do paciente para avaliar essas funções, então se usa testes informais (conversas, piadas, ironia...) 4) DISLEXIA 6 - Sinais precoces da dislexia → Na anamnese esses sinais vão nos indicar se existe uma dificuldade prévia que indica que essa linguagem pode não ter um adequado funcionamento 5) PROCESSAMENTO FONOLÓGICO - Pontos específicos que o fonoaudiólogo avalia na bateria de avaliação da linguagem escrita: OBS: Não tem um protocolo, uma bateria única para avaliação da linguagem. Utiliza-se vários testes para avaliar diferentes aspectos da linguagem escrita - COMO AVALIAR: 1- MEMÓRIA OPERACIONAL • Função neurobiológica fundamental e complexa. • É um dos grandes enigmas da natureza 7 Memória de acordo com conteúdo Memória sensorial Memória em relação ao tempo • Verbal • Não-verbal: visual, viso- espacial • Somatossensitiva (tato, olfato, gustação) • Memória ultracurta e relaciona-se aos órgãos sensoriais e às percepções registradas - Visual ou icônica ou eidética - Auditiva ou ecóica • Memória de curto prazo • Memória de longo prazo • Memória de trabalho - Modelo de Memória Operacional: 8 - Memória operacional auditiva • Índices: – Memory Span (word span e digit span) → mais longa lista de palavras ou dígitos que um indivíduo pode repetir sem erros – Repetição de palavras sem significado → memória fonológica 9 • Palavras reais: Ver quantas sequencias de palavras o paciente consegue repetir, aumentando gradativamente o grau de dificuldade gradativamente → Acesso do léxico semântico, auditivo • Não palavras: Teste de memória fonológica • Dígitos: • Dígitos em ordem inversa (MT – DIGIT SPAN) 10 - Memória visual • Apresentação de figuras sequenciais • Protocolo de habilidades linguístico-cognitivas • Blocos de Corsi → Avaliação da memória visuo-espacial • Memória de curto e médio prazo - Memória de curto prazo → pedir para o paciente visualizar a prancha, nomear e depois tiramos de 30 segundos, tiramos a prancha da frente dele. E sem visualizar a prancha, o paciente tem que dizer quais os elementos estavam na prancha → Aumento do grau de dificuldade com mais figuras na prancha, solicitando que o paciente encontre e nomeie entre elas as 10 figuras anteriores. 11 - Resultados esperados: MEMÓRIA AUDITIVA E VISUAL Médias do desempenho dos escolares do 2º ao 5º ano nas tarefas de MV e MA. Tarefa 2º ano 3º ano 4ºano 5ºano. 1º Evocação MV* 5,556 a 6,152 a 6,243 b 6,375 b 2º Evocação MV 9,222c 9,242 c 9,541 c 9,425 c MA – Palavras* 3,185 d 3,394 d 3,568 d 3,75 e MA Não-palavras 2,741f 2,576 f 2,378 f 2,5 f MA – Dígitos* 3,926 g 4,515 h 4,378 g 4,725 h Ribeiro e Alves (2008) 2- ACESSO AO LÉXICO (NOMEAÇÃO RÁPIDA) - Acesso fonológico ao léxico mental • Avaliado em provas de nomeação rápida (requerem velocidade e precisão no acesso à informação armazenada) • Capacidade de acesso à informação na memória de longo termo • Quanto maior a facilidade, a velocidade e a precisão desse acesso, maior será a facilidade para usar a informação fonológica nos processos de codificação e decodificação das palavras. - Como avaliar: Pranchas, onde será cronometrado o tempo que o indivíduo leva pra nomear cores, letras,dígitos e objetos → Habilidade do processamento fonológico relacionada à velocidade do processamento da informação • Antes de iniciar é preciso ver se o paciente consegue nomear os itens, fazendo juntos a primeira linha. Mas depois quando o paciente for nomear para avaliar, a primeira linha deve ser repetida. - Resultados esperados: NOMEAÇÃO RÁPIDA Médias obtidas na velocidade / tempo de nomeação G1 G2 G3 G4 Cores 56’97’’ 46’80’’ 36’29’’ 36’42’’ Letras 38’68’’ 29’82’’ 25’29’’ 22’92’’ Dígitos 35’57’’ 28’47’’ 23’71’’ 21’98’’ Objetos 76’09’’ 52’48’’ 47’61’’ 46’74’’ G1 = crianças da 1ª série entre 7 anos e 7 meses e 7 anos e 11 meses G2 = crianças da 2ª série entre 8 anos e 8 anos e 11 meses G3 = crianças da 3ª série entre 9 anos e 9 anos e 11 meses G4 = crianças da 4ª série entre 10 anos e 10 anos e 11 meses VELOCIDADE / TEMPOS MÍNIMO E MÁXIMO OBTIDOS PELOS SUJEITOS DOS GRUPOS G1, G2, G3 E G4 NA NOMEAÇÃO DE CORES, LETRAS, DÍGITOS E OBJETOS 12 G1 G2 G3 G4 Cores Letras Dígitos Objetos Mínimo Máximo Mínimo Máximo Mínimo Máximo Mínimo Máximo 41' 09" 28' 25' 53" 56' 87" 85' 45' 85" 50' 13" 148' 13" 39' 13" 22' 31" 26' 34" 37' 75" 78' 45' 47" 45' 07" 73' 66" 28' 82" 17' 78" 18' 35' 63" 48' 26' 29' 67' 31' 06" 17' 17' 15" 37' 22" 45' 21" 28' 52" 25' 66' Ferreira, Capellini, Ciasca e Tonelotto (2003) • É importante marcar o tempo, os erros e autocorreções. 3- CONSCIÊNCIA FONOLÓGICA - Consciência fonológica -Refere-se tanto à consciência de que a fala pode ser segmentada (entender que dentro dapalavra tem sílabas, nas sílabas tem sons, tem palavras que começam iguais, terminam iguaisou diferentes, tem tamanhos diferentes) quanto à habilidade de manipular tais segmentos. -Desenvolve-se gradualmente, à medida em que a criança vai se tornando consciente de palavras, sílabas e fonemas como unidades identificáveis. -Consciência geral de segmentos nos níveis de palavra e subpalavra (palavras, rimas, aliterações, silabas e fonemas). OBS:Consciência fonológica não é um "bloco" que ou você tem ou não tem, a consciência fonológica é um conjunto de subhabilidades → Necessário entender se ele tem o desenvolvimento dessas subhabilidades e em qual nível 13 -No conhecimento fonológico há quatro diferentes níveis: • Sensibilidade à rima • Conhecimento silábico • Conhecimento intra-silábico • Conhecimento segmental (ou fonêmico) - Principais testes: • Perfil de habilidades fonológicas; • Santos e Pereira; • Capovilla & Capovilla; • Belec; • Confias; • Prohmele; Vamos usar • Prohfon; • Seabra & Capovilla; • Adams et al. (coletiva). - A consciência fonológica não é um corpo único, uma capacidade que se tem ou não, há níveis de CF e o desempenho em tarefas metafonológicas depende do grau de dificuldade destas tarefas. - Principais críticas • Não apresentam as atividades de forma sequencial gradativa; • Desconsideram a impossibilidade da emissão dos fonemas oclusivos isoladamente→ Nunca pode fazer um teste de consciência fonológica que o paciente faça um som oclusivo, pois não é fisiológico, difícil de segmentar • Ausência de transcrição fonética adequada (enfoque sobre as representações ortográficas e não sobre as fonológicas); • Desconsideram o padrão acentual. OBS: O profissional não deve se prender a tabelas e escores pré-determinados para a análise de testes e avaliações, mas sim aliar os seus conhecimentos teóricos à sua experiência profissional, e utilizá-los considerando-se a individualidade de cada criança. - Observar: • O interesse, a distração e a fadiga; • As solicitações constantes de explicações e repetições → Demonstra que não está entendendo o que deve ser feito • Dificuldades para entender a tarefa; • Perseveração na tarefa anterior; • Opção pela última palavra ouvida, nas provas de identificação; • Escolha de palavra que mantenha relação de significado e não de som; • Atenção ao número de sílabas e/ou tonicidade nas tarefas de produção; • Dependência do apoio do concreto; • Observação do movimento dos lábios do examinador; • Utilização da escrita para resolver as tarefas. - CONFIAS: Os autores dos testes apresentam suas análises baseada nas hipóteses de escrita formuladas por FERREIRO e TEBEROSKY (1991). 14 - PROHMELE: Provas de habilidades metalinguísticas (Marcar apenas as respostas incorretas) → Indicado para os maiores por ser muito grande e cansativo 15 - Adams; Foorman; Lundeberg; Beeler (2006) Avaliação em grupo É composto por seis subtestes: 1. Identificando rimas 2. Contando sílabas 16 3. Combinando fonemas iniciais 4. Contando fonemas 17 5. Comparando o tamanho das palavras 6. Representando fonemas com letras - Cálculo dos resultados: • Questões 1 a 6: 1 ponto para cada acerto, totalizando 5 pontos • Questão 6: Para uma análise da evolução da escrita da criança, computar 1 ponto para cada grafema correto, o que totalizará 23 acertos • Determinar o resultado médio da turma para cada subteste • Realizar acompanhamentos do grupo e individuais • Encaminhar casos específicos para avaliação individual 18 - Registro de respostas teste Seabra & Capovilla → Paciente deve falar a palavra invertida 19 - FLUÊNCIA VERBAL • Avalia a maneira como os sujeitos organizam seus pensamentos envolvendo velocidade de produção lexical e acesso lexical automático → Fluidez de acesso às palavras • Avaliam: - A capacidade de armazenamento semântico, - A habilidade de recuperar as informações 20 • Testes de fluência verbal: - Semântica: • animais; frutas → Marcar um minute e solicitor que o paciente fale todos os nomes de animais, frutas ou comidas que ele conhece, sem repetir - Fonêmica: • /f/, /a/, /s/ → Pedir para o paciente falar o máximo de palavras que conseguir em 1 minuto, começadas com o som alvo → não vale nome próprio e conjugação de verbo (verifica a capacidade de fluência) - Resultados esperados: • Semântica: - Adultos:13 palavras (escolaridade de até 8 anos ou mais) e 9 palavras (escolaridade inferior a 8 anos) - Crianças até 12 anos: 13 palavras • Fonêmica: - Adultos: 30 palavras na soma das três letras - Crianças até 12 anos: 7 palavras para cada letra Butman, Allegri, Harris, Drake, 2000; Silveira , Passos, Santos, Chiappetta, 2009 - Prova de RITMO - Interpretação dos resultados É necessário 75% de êxito para que uma estrutura seja característica de uma idade determinada: - 3 e 4 batidas: de 6 anos. - 5 batidas: 8 anos. - 6 batidas: 10 anos. - 7 e 8 batidas: 12 anos (mas 50% das crianças fracassam).- PROCESSAMENTO ORTOGRÁFICO Avaliação da escrita: • Espontânea • Sob ditado • A partir de gravuras • Cópia - Análise da Produção Escrita: 21 • Organização no espaço; • Letra; • Organização do pensamento, coerência, coesão; • Questões gramaticais; • Análise dos tipos de erros; • Quantificação dos erros. • Atenção à classificação dos erros: Erros “pedagógicos” X Erros “suspeitos” Atenção aos aspectos sintáticos, semânticos, capacidade de produção de texto e criatividade 3) AVALIAÇÃO DA LEITURA - Leitura = Decodificação + compreensão - Avaliação da leitura: • Rotas, nível → • Acurácia → O tanto que a leitura é feita corretamente na leitura e decodificação • Fluência • Compreensão - Relembrando → Níveis de leitura: 1- Frith (1985): 2- EHRI (2003): Modelo baseado em itens → De acordo com a apropriação do sistema alfabético: • Fase pré-alfabética: as crianças lembram as pistas visuais associadas às palavras. • Alfabética parcial: as crianças formam conexões entre algumas letras e os seus sons. • Alfabética plena: todas as associações entre letras e sons são memorizadas. • Alfabética consolidada: as crianças utilizam mistura de informações silábicas e intra-silábicas para lerem as palavras. - Relembrando → Rotas utilizadas para a leitura: • Fonológica – acesso via decodificação → bor – bo – le – ta - Será usada diante de palavras novas 22 • Lexical – acesso visual direto → borboleta - Será usada diante de palavras já conhecidas • Direta: acesso direto ao léxico • Semântica: acesso ao significado - Leitura de lista de palavras x leitura de textos OBS: O recomendável é utilizar sempre as duas modalidades na avaliação - MEDIDAS DE FLUÊNCIA: • Taxa de leitura (ppm) • Acurácia (pcpm) - Leitura silenciosa x leitura oral • Leitura silenciosa → é possível observar a compreensão, velocidade de leitura (iniciar o cronômetro quando o paciente inicia a leitura, cronometrar 1 minuto e quando acabar o 23 tempo, solicitar que o paciente circule a palavra que parou para que seja possível contar o número de palavras lidas) OBS: As duas modalidades de leitura podem não se desenvolver da mesma forma, uma vez que nem sempre são manifestações das mesmas habilidades subjacentes de leitura. Por isso é interessante que a avaliação se dê nas duas modalidades - Avaliação palavras isoladas - Coleção Anele TCLPP - Teste Pinheiro • O que fazer: - Aplicar lista de palavras e pseudopalavras - Anotar taxa e acurácia - Computar a % de erros para as reavaliações nesta metodologia - Textos para avaliação: Avaliar - % esperada de acordo com a faixa etária: • Estudo realizado com 160 escolares – ensino público e particular (Avila, Carvalho, Kida, 2009) 24 3ª 4ª 5ª 6ª Part. Publ. Part. Publ. Part. Publ. Part. Publ. PPM 130,3 99,0 123,2 111,9 111,1 118,5 142,8 126,9 PCPM 127,1 96,1 117,9 109,0 108,0 114,7 139,5 124,2 • Além das medidas de velocidade (taxa e acurácia) temos também: - Ritmo, ênfase, acento, foco - Pausas - Enonação - Velocidade - Compreensão (macroestruturas x microestruturas, literais x inferenciais) - Avaliação da compreensão de texto: • Reconto • Respostas orais ou escritas a questões abertas • Cloze → escuta um áudio de um texto, depois aplica para o paciente o texto com lacunas que ele deve preencher de acordo com o áudio • Testes objetivos: Procomle, Compreeensão Leitora, “A coisa”, etc • Avaliar questões factuais (quem, quando, o que) e inferenciais (capacidade do leitor de associar aquilo que ele aprendeu do texto ao conhecimento de mundo e conseguir extrair e construir a partir daquele texto informações que não estão explicitas, mas que ele vai construir a partir do conhecimento de mundo e ligação de frases) OBS: Programa LEPIC → Software de análise da leitura - Avaliação Escrita - Processamento ortográfico: • Avaliação Escrita: - Espontânea - Sob ditado (palavras e pseudopalavras) - A partir de gravuras - Cópia → Observar se tem dificuldade de processamento visual, de direcionamento da escrita • Conforme Silva (2013), Zesigner (1995) e Ajuriaguerra et al. (1979), a produção de escrita abrange diferentes níveis: - Nível da letra: Caligrafia; envolve a planificação, a programação e a execução de movimentos da escrita - Nível da palavra: Ortografia; envolve operações mentais que permitem saber, por exemplo, que /mãw/ se escreve “mão” (e não “maum”) - Nível da frase: Consciência sintática; envolve a ordem das palavras, as combinações entre as palavras e a população - Nível do texto: escrever e redigir; refere-se à organização do discurso e envolve processos que não são específicos da língua escrita, como a memória episódica (memória de fatos vivenciados por uma pessoa), o processo sintático e semântico • Classificação proposta por Spinillo: 25 • Análise da produção Escrita: - Organização no espaço - Letra - Organização do pensamento, coerência, coesão - Questões gramaticais - Análise dos tipos de erros - Quantificação dos erros • Observar: - Coordenação bimanual - Destreza manual - Habilidades motoras finas - Percepção visual 26 - Processamento Auditivo: • Critério diagnóstico (?) → Muitas vezes não muda o critério diagnóstico, mas interfere como será conduzida a terapia • Direciona intervenção terapêutica • Testes relacionados à dislexia: 5) TRANSTORNO DE APRENDIZAGEM Critérios diagnósticos de Transtorno Específico de Aprendizagem segundo DSM-5 Critério A: Dificuldades na aprendizagem e no uso de habilidades acadêmicas, indicadas pela presença de pelo menos um dos sintomas seguintes, persistindo por pelo menos seis meses, apesar da intervenção dirigida a estas dificuldades: 1. Leitura de palavras de forma imprecisa ou lenta e com esforço 2. Dificuldade para compreender o sentido do que é lido 3. Dificuldade em soletrar (ou escrever ortograficamente) 4. Dificuldade com expressão escrita 5. Dificuldades para dominar o senso numérico, fatos numéricos ou cálculo 6. Dificuldade no raciocínio lógico-matemático Critério B: As habilidades acadêmicas comprometidas estão substancial e quantitativamente abaixo do esperado para idade, confirmadas por medidas individualizadas e padronizadas de desempenho e por avaliação clínica abrangente, com interferência significativa no desempenho acadêmico ou profissional, ou nas atividades cotidianas. Para indivíduos maiores ou iguais a 17 anos, história documentada das dificuldades de aprendizagem com prejuízo pode ser substituída por uma avaliação padronizada. Critério C: As dificuldades de aprendizagem iniciam-se durante os anos escolares mas podem não se manifestar completamente até que as exigências pelas habilidades afetadas excedam as capacidades limitadas do indivíduo. Critério D: As dificuldades de aprendizagem não podem ser explicadas por: • deficiências intelectuais, • problemas de acuidade visual ou auditiva não corrigida, • outros transtornos mentais ou neurológicos, 27 • adversidade psicossocial, • falta de proficiência na língua de instrução acadêmica ou instrução educacional adequada. Especificações dos domínios e sub-habilidades acadêmicos comprometidos segundo o DSM-5 Com prejuízo na leitura (315.00) • Precisão na leitura de palavras, • Velocidade ou fluência de leitura • Compreensão da leitura Com prejuízo na expressão da escrita (315.2) • Precisão na ortografia • Precisão na gramática e pontuação • Clareza e organização da expressão escritaCom prejuízo na matemática (315.1) • Senso numérico • Memorização de fatos aritméticos • Precisão ou fluência de cálculo • Precisão no raciocínio matemático Dislexia do desenvolvimento Distúrbio de Aprendizagem Déficit fonológico primário Deficit primário envolve todos os aspectos da linguagem (fonológico semântico sintático) Dificuldade de leitura em nível de decodificação de palavras isoladas Dificuldade de leitura em nível de decodificação e compreensão Outros componentes da linguagem estão intactos (Ex: sintaxe e semântica) Dificuldades de linguagem proeminentes A inteligência não é afetada, podendo estar inclusive acima da média Medidas de inteligência verbal são significativamente afetadas pelo déficit de linguagem, podendo estar abaixo da média Shaywitz (1998) - Características da atenção: • Transtorno específico de leitura (dislexia) ou Transtorno da Aprendizagem sem outra especificações (distúrbio de aprendizagem) • Apreensão em relação a tarefas difíceis; • Suscetibilidade à distração relacionada a fuga de tarefa; • Dificuldade em atenção seletiva; • Não apresenta dificuldade em atenção sustentada. • Dificuldade em aprender