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1 Camila Oliveira – D.I.P. ENDOCARDITE INFECCIOSA INTRODUÇÃO ❖ Infecção na superfície endocárdica no coração; ❖ Considera-se também como endocardite infecciosa as infecções de shunts arteriovenosos, arterioarteriais, coarctação da aorta, infecção de cabos de marca-passo e de valvas prostéticas; ❖ A apresentação clínica varia de acordo com o agente causal. ETIOLOGIA ESTREPTOCOCOS ❖ É o gênero mais frequentemente encontrado; ❖ A maioria é causada pelo grupo viridans e a minoria por S. penumoniae e S. pyogenes; ❖ Tem evolução subaguda, acometendo geralmente uma valva com lesão preexistente. ENTEROCOCOS ❖ E. faecalis e E. faecium; ❖ Tem evolução subaguda; ❖ Maior dificuldade de erradicação em relação aos estreptococos pela necessidade de associação de mais de um antibiótico. ESTAFILOCOCOS ❖ Causam a maioria dos casos de endocardite em usuários de drogas ilícitas intravenosas (S. aureus) e em próteses valvares (S. epidermidis e outros estafilococos coagulase negativos); ❖ Tem evolução aguda, com fenômenos embólicos frequentes e maior grau de lesão valvar. BACTÉRIAS GRAM-NEGATIVAS ❖ Com exceção de endocardites causadas por Salmonella e N. goorrhoeae, a maioria das infecções por gram-negativas são hospitalares; ❖ A necessidade de tratamento cirúrgico é regra. OUTROS AGENTES ❖ Fungos (principalmente Candida), ocorrem em usuários de drogas ilícitas endovenosas e em populações de pacientes internados com fatores de risco definidos; ❖ Agentes do grupo HACEK. FISIOPATOLOGIA ❖ A alteração anatômica do endocárdio ou uma superfície naturalmente irregular, como NOTA: Geralmente há uma lesão prévia nas valvas predispondo à colonização por microrganismos. A valva mitral é a mais frequentemente acometida. 2 Camila Oliveira – D.I.P. próteses ou alterações anatômicas congênitas são fatores determinantes iniciais da endocardite infecciosa; ❖ Defeito cardíaco → aumento da pressão entre dois compartimentos → turbilhonamento sanguíneo → lesão endotelial (em drogaditos, podem ocorrer repetidas lesões endoteliais) → depósito de plaquetas e fibrina → formação do trombo → bactérias se ligam ao trombo por terem fatores de adesão → bacteriemia → vegetação; ❖ A bacteriemia ocasiona febre, que terá taquipneia como consequência; QUADRO CLÍNICO ❖ O intervalo de tempo entre uma bacteriemia e o início das manifestações pode ser curto (15 dias); ❖ As manifestações clínicas são mais evidentes conforme for maior o tempo de evolução da doença; ❖ ACOMETIMENTO VALVAR: sopros cardíacos que não existiam antes (nas endocardites de valvas pulmonar e tricúspide os sopros podem estar ausentes); Insuficicência aguda é uma das principais indicações de tratamento cirúrgico; ❖ FENÔMENOS AMBÓLICOS: Podem ocorrer AVCs, IAM, infarto esplênico ou renal, etc. As infecções estafilocócicas são as mais responsáveis pelos fenômenos embólicos; ❖ BACTERIEMIA INTERMITENTE: febre, calafrios e tremores, além de perda de peso, anorexia e sudorese noturna, principalmente nas endocardites de evolução subaguda; ❖ IMUNOCOMPLEXOS CIRCULANTES: lesão de Janeway em regiões palmar e plantar; nódulos de Osler em dedos das mãos e pés; petéquias em pele e conjuntiva ocular; manchas de Roth na retina; esplenomegalia; insuficiência aguda como resultado de uma glomerulonefrite por deposição de imunocomplexos. (nódulos de Osler) DIAGNÓSTICO ❖ Deve-se utilizar os critérios de Duke, que combinam os critérios maiores e os critérios menores; 3 Camila Oliveira – D.I.P. HEMOGRAMA ❖ A maioria das vezes apresenta anemia proporcional ao tempo de evolução da doença, plaquetopenia, leucocitose, níveis elevados de PCR, mucoproteínas e aumento do VHS. SEDIMENTAÇÃO URINÁRIA ❖ Proteinúria, hematúria, decorrendo geralmente do depósito de imunocomplexos. TRATAMENTO ENDOCARDITES ESTREPTOCÓCICAS ❖ Penicilina cristalina ou ampicilina são os fármacos de escolha; ❖ Pode-se associar com algum aminoglicosídeo; ❖ Em algumas situações de resistência, pode- se usar ceftriaxona ou vancomicina. ESTAFILOCOCOS ❖ Oxacilina + aminoglicosídeos; ❖ Vancomicina deve ser reservada para cepas resistentes à oxacilina, o que é regra em endocardites de próteses, em que esta deve ser o tratamento inicial. ENTEROCOCOS ❖ Aminoglicosídeo + beta-lactâmicos (penicilina ou ampicilina); ❖ Se existir resistência aos aminoglicosídeos e às penicilinas, o fármaco de escolha é Vancomicina. FÚNGICAS ❖ Anfotericina B. TRATAMENTO CIRÚRGICO ❖ É regra em pacientes com endocardite de valva prostética; ❖ Outros fatores que podem levar à cirurgia: o Insuficiência cardíaca; o Insuficiência renal aguda; o Agentes resistentes aos antibióticos disponíveis; o Embolização séptica; o Agentes específicos (ex.: S. aureus); o Complicações intracardíacas (abcessos); o Choque séptico. GRUPOS DE RISCO 4 Camila Oliveira – D.I.P. PROCEDIMENTOS CONSIDERADOS DE RISCO