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OCLUSÃO, ATM E MOVIMENTOS MANDÍBULARES: 
 A Mandíbula é o único osso móvel da cabeça e do rosto, mas ela só pode se mover em algumas direções devido às 
limitações morfológicas e estruturais da ATM. 
 ATM – Articulação Têmporo-Mandibular: fossa mandibular do osso temporal e cabeça do côndilo da mandíbula. 
Responsável pelos movimentos da mandíbula. 
Principais Movimentos Mandibulares – Quanto à direção: 
• Abertura e Fechamento; 
• Protrusão e Retrusão; 
• Lateralidade (ou Lateroprotusão). 
Obs.: Esses movimentos são executados pelos movimentos de rotação e translação condilar. 
 
DETERMINANTES DA OCLUSÂO: 
Guia condilar 
Distância intercondilar 
Ângulo de Bennett 
Ângulo de Fischer 
DETERMINANTES VARIÁVEIS DA OCLUSÃO: 
Guia anterior (incisal e canina) 
Plano oclusal 
Altura de cúspide 
Curva de Spee 
Curva de Wilson 
Sobremordida 
Trespasse horizontal 
M O VIM ENTO DE ABERT URA E FECHAM ENT O 
Movimento de Abertura: 
• Movimento de transrotação; 
• Músculos Pterigóideos laterais tracionam o conjunto côndilo-disco articular anteriormente. 
Movimento de Fechamento: 
• Movimento de transrotação; 
• Musculos Masseteres, Temporais e Pterigóideos mediais; 
• Côndilio retorna à fossa mandibular ao final do movimento. 
M O VIM ENTO DE PROT RUSÃO E RET RUSÃO 
Movimento de Protrusão: 
• Translação anterior da Mandibula; 
• É o movimento mandibular na direção pósteroanterior, de aproximadamente 10mm; 
• Músculos: Pterigoideos Laterais e Pterigoideos Médios; 
• Guia Posterior: Côndilos deslizam sobre a eminência articular; 
• Guia Anterior: Incisivos inferiores deslizam sobre a fossa palatina dos incisivos superiores; 
• Desoclusão dos dentes posteriores. 
Movimento de Retrusão: 
• Translação Posterior da mandíbula; 
• Côndilos se deslocam posteriormente; 
• Músculos: Fibras Posteriores do músculo Temporal, com a ajuda dos músculos geniohioideo, digástrico e milohioideo; 
• Ocorrem contatos apenas nos dentes posteriores. 
M O VIM ENTO DE LAT ERAL IDADE 
Devido à forma anatômica do complexo temporo-mandibular, a mandíbula não apresenta movimento de lateralidade pura, 
desta forma, esta ação só é possível para frente e para o lado, caracterizando uma lateroprotusão. 
 
LADO DO T RABALHO ( MO VIM ENTO DE BENNET) : 
• Lado para qual a mandíbula se desloca; 
• É o movimento de deslocamento lateral realizado pelo corpo da mandíbula durante o movimento de lateralidade, que é 
observado pelo movimento do côndilo de trabalho; 
• Músculos: P. Lateral e Medial e fibras posteriores do Temporal; 
• ATM no lado de trabalho: movimento lateral (movimento Bennet); 
• Pode gerar uma guia canina; 
• Pode gerar uma função em grupo, que ocorre quando o canino, pré-molares e molares de um lado se tocam durante o 
movimento de lateralidade. 
LADO DE BALANCEIO: 
• O movimento de balanceio (ou não trabalho) é o movimento em direção ao lado contrário / oposto ao de trabalho; 
• ATM do lado de balanceio (Ângulo Bennet): diz respeito à angulação formada pelo Côndilo de Balanceio quando o côndilo 
desliza para frente, para baixo e para o meio; 
• Músculos: contração do Pterigoideo Lateral e relaxamento do Masseter, Temporal e grupo Suprah 
 
 
 
OCLUSÃO IDEAL: 
 Quando se tem um paciênte com o relacionamento 
oclusal com dentição completa; 
 Ausência de qualquer patologia; 
 Sem necessidade de se corrigir eventuais desvios da oclusão ideal e procedimentos profiláticos. 
 
Já nos casos de reconstrução oclusal extensa, observa-se os seguintes itens: 
 
- Transmissão da resultante das forças oclusais para o longo eixo dos dentes posteriores: essa característica propicia a 
manutenção da homeostasia das estruturas periodontais, mantendo-se a relação dente/osso alveolar em equilíbrio. 
 
- Contatos dentários posteriores bilaterais e simultâneos: Na posição final do fechamento mandibular deve haver contatos 
simultâneos em todos os dentes posteriores. 
 
- Dimensão vertical de oclusão adequada: não só permite a estética satisfatória, mas provê equilíbrio muscular durante 
processos de mastigação, deglutição e fala. 
 
- Guias Laterais e anterior: Normalmente, durante os movimentos excursivos da mandíbula, os dentes posteriores não 
devem participar da oclusão. Essa desoclusão deve ser obtida ás expensas de dentes anteriores. Dessa forma, durante o 
movimento protusivo da mandíbula, as bordas incisais dos incisivos inferiores deslizam nas superfícies palatinas dos 
incisivos superiores, desocluindo totalmente os posteriores. De maneira semelhante, os movimentos laterais, os caninos 
devem exercer essa função de desoclusão. 
 
MÚTUA PROTEÇÃO: 
conceitualmente diz que os dentes anteriores protegem os dentes posteriores durante os movimentos excursivos da 
mandíbula ( lateral e anterior ) e os dentes posteriores protegem os dentes anteriores durantes os movimentos de 
contenção da mandíbula. 
*Ñão apresenta contato no lado de balanceio* 
 
OCLUSÃO BALANCEADA: 
A bilateral é tida como o esquema oclusal ideal para prótese total, e consiste na obtenção de pontos de 
contato bilaterais e simultâneos entre os antagonistas, tanto em relação cêntrica quanto nos movimentos 
extrusivos; 
Na lateralidade há no mínimo três pontos e contato : um no último molar, outro no cânino, no lado de trabalho e outro no 
último molar do lado de balanceio. 
 
RELAÇÃO CÊNTRICA/CENTRAL (RC): 
- Posicão inicial para qualquer movimento. 
É a posição mais confortável que não força os côndilos na cavidade glenóide e que permite o funcionamento normal do 
sistêma estomatognático. É UMA POSIÇÃO ESTRITAMENTE CONDILAR SEM RELAÇÃO COM OS DENTES. 
*posição de referência para os paciêntes desdentados totais* 
 
RELAÇÃO DE OCLUSÃO CENTRICA (OC): 
Posição em que há a relação central e uma máxima intercuspidação de dente (MIH) , ideal, não há nenhum deslizamento 
ou prematuridade que permite a posição ideal dos côndilos, mais eficiência de mastigação. 
 
DIMENSÃO VERTICAL DE OCLUSÃO (DVO) 
Refere-se a uma medida no plano vertical; que estabelece a relação entre a maxila e mandíbula quando os dentes posteriores; 
tanto do arco superior quanto do inferior; estão ocluídos; independentemente destes serem naturais ou protéticos; hígidos ou 
restaurados. 
 
 
DIMENSÃO VERTICAL DE REPOUSO (DVR): 
posição onde a mandíbula se encontra em posição fisiológica de repouso. 
*coincide, no plano vertical, a oclusão central ou máxima intercuspidação* 
*dentes não se tocam* 
 
OCLUSÃO FISIOLÓGICA: 
Pequenas diferenças entre relação central (RC) e máxima intercuspidação de dentes (MIH); 
A maioria da população apresenta esse tipo de oclusão. 
Contatos pré- maturos (contato que impede o contato oclusal total) 
 
 
OCLUSÃO PATOLÓGICA: 
Grande discrepância entre RC e MIH, onde há presença de interferências oclusais originando os traumas oclusais. 
 
 
 
 
Oclusões: 
 Classe I: NORMOCLUSÃO Classe II: Máxila avança a mandíbula 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Classe III: Mandíbula avança a maxíla 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Mordida Cruzada: mandíbula cobre a parte da maxíla. 
Mordida Profunda: maxíla cobre muito a mandíbula. 
Mordida aberta: dentes não se tocam. 
Apinhamento: não há espaço para os dentes. 
 
 
CURVA DE SPEE 
Essa curva foi descrita por Von Spee, em 1890, como côncava, no 
 nível dos dentes inferiores, e convexa, no nível dos dentes 
 superiores, sendo o ponto mais inferior
a ponta da cúspide 
 mésio-vestibular do primeiro molar inferior. 
- Tem inicio com a erupção dos primeiros molares 
 permanentes; 
- E é definida com a erupção dos segundos molares 
 permanentes; 
- Ela representa o alinhamento da superficíe oclusal dos 
dentes posteriores; 
 
CURVA DE WILSON 
Em 1911, Wilson G. H. verificou que os dentes inferiores 
 posteriores apresentavam inclinação para lingual, 
observada como sendo uma linha que tangencia a curvatur 
a oclusal através das pontas das cúspides vestibulares 
 e linguais dos dentes inferiores posteriores no sentido transversal. 
Quanto mais acentuada a curva de Wilson, mais inclinado para a 
 lingual estará o plano oclusal dos molares inferiores. 
- O torque dos dentes posteriores inferiores devem estar em 
 harmonia com os torques dos caninos afim de apresentar boa 
 oclusão funcional – oclusão mutuamente protegida. 
 
 
ÂNGULO DE BENNET: 
Angulo formado entre a perede medial da fossa articular e o plano sagital mediano, projetado no plano horizontal. 
 
ÂNGULO DE FISHER: 
Ângulo formado entre o teto da fossa e o plano saginal mediano, projetado no plano frontal. 
 
 
 
ETIOLOGIA DAS DESORDENS CRÂNIO-MANDIBULARES 
Causas mais freqüentes das desordens que afetam o sistema mastigatório; 
 
Etiologia: 
Má-oclusão 
Stress 
Traumas 
Neoplasias 
Alterações sistêmicas 
Hábitos parafuncionais 
 
Sintomas: 
Alterações oclusais > Alteração da posição mandibular > Contração muscular imprópria > Estresse > Sintomatologia 
Dolorosa. 
 
Perda de Dentes: 
Quando vários dentes são perdidos e não reabilitados, o movimento mandibular pode alterar a mordida. Isto pode 
sobrecarregar os dentes remanescentes e com o tempo pode levar tanto a alterações na posição dos dentes como a 
problemas da articulação temporo-mandibular. 
 
O papel da parafunção: 
As parafunções podem ser definidas como transtornos involuntários e/ou inconscientes de movimentos. Dentro da 
odontologia, pode caracterizar hábitos nocivos como bruxismo, apertamento oclusal, onicofagia, hipervigilância oclusal 
sucção labial e outros. Estes transtornos podem gerar problemas severos nos dentes e nas arcadas dentárias como 
desgastes ou quebras de dentes e próteses, retrações gengivais, mal posicionamento dentários, amolecimento dos dentes 
e implantes, dores musculares na face, cabeça e pescoço, dores na articulação têmporo-mandibular, etc. 
 
Bruxismo 
Ato de apertar, cerrar ou ranger os dentes. 
Causas comuns deste sintoma: Estress e transtorno de ansiedade. 
O ranger de dentes ou bruxismo pode não ser causado por doenças subjacentes. Algumas causas comuns são 
alinhamento anormal do maxilar, concentração intensa ou ansiedade situacional (não o transtorno de ansiedade). 
Síntomas: Dentes desgastados, sensíveis, amolecimento dos dentes, dor de cabeça. 
 
Tratamento: 
placas interoclusais flexíveis de silicone ou as placas rígidas de acrílico, moldadas segundo o formato da arcada dentária 
do paciente, não mascar chicletes ou mordiscar sistematicamente objetos duros, como pontas de lápis e canetas etc. 
	DETERMINANTES VARIÁVEIS DA OCLUSÃO:
	Guia anterior (incisal e canina)
	Plano oclusal
	Altura de cúspide
	Curva de Spee
	Curva de Wilson
	Sobremordida
	Trespasse horizontal
	MOVIMENTO DE ABERTURA E FECHAMENTO
	MOVIMENTO DE PROTRUSÃO E RETRUSÃO
	MOVIMENTO DE LATERALIDADE
	LADO DO TRABALHO (MOVIMENTO DE BENNET):
	LADO DE BALANCEIO:

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