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Importancia da Administração segura de Sangue e Hemocomponentes? A transfusão de sangue e hemocomponentes é indicada para pacientes que sofreram perda sanguínea significante ou alterações hematológicas decorrentes de doenças ou procedimentos Algumas ações são sugeridas para evitar erros na administração, pois podem comprometer a segurança do paciente. O que fazer antes da administração de Sangue e Hemocomponentes? Conferir na prescrição médica a identificação do paciente e o componente sanguíneo (glóbulos vermelhos, plaquetas, fatores de coagulação, plasma fresco congelado, glóbulos brancos) que o paciente necessita receber comparando com o rótulo do hemocomponente; Confirme a identificação do paciente na pulseira, na prescrição médica e no rótulo do hemocomponente, antes da sua administração. Esta verificação deverá ocorrer DUAS vezes antes de iniciar a infusão; Mantenha o sangue e alguns componentes por no máximo 30 minutos em temperatura ambiente antes de iniciar a infusão, ou de acordo com o protocolo institucional; Avalie os sinais vitais do paciente imediatamente antes do procedimento; O que fazer durante a administração de Sangue e Hemocomponentes? Permaneça junto ao paciente nos primeiros 15 minutos após a instalação para identificar possíveis sinais de reações adversas (aumento da temperatura corpórea, exantema ou rash cutâneo, prurido, edema, vertigem, cefaleia, tremores, calafrios e dor). Após este período avalie o paciente a cada 30 minutos; Controle o gotejamento para que a infusão ocorra, em no máximo quatro horas, devido ao risco de contaminação e alterações do produto, seguindo o protocolo da instituição. O profissional biomédicos pode executar o processamento de sangue e suas sorologias; realizar exames pré e pós transfusionais; assumir chefias técnicas, assessorias e direção de unidades; manusear equipamentos de autotransfusão; o profissional legalmente habilitado nesta área poderá exercer todas as atividades inerentes a este campo, com exceção do ato transfusional. A responsabilidade técnica deve ficar a cargo de um médico especialista em hemoterapia e/ou hematologia (ACHKAR et al, 2010) O Ministério da Saúde determina que, para cada doação efetivada, sejam realizados testes sorológicos para os seguintes patógenos: HIV1 e HIV2, HTLV1 E HTLV2, HCV, HBV, T. pallidum, Plasmodium em áreas endêmicas de malaria e CMV para pacientes imunos-suprimidos (BRASIL, 2013). Com relação aos receptores de sangue, o Ministério determina a realização de testes imuno-hematológicos pré-transfusionais tais como Reclassificação ABO/Rh do doador e receptor, pesquisa de anticorpos irregulares, testes de compatibilidade e tipagem sanguínea. Alguns procedimentos são submetidos à responsabilidade do biomédico: coleta de sangue e executar os testes prévios a transfusão e a doação – a fim de verificar a compatibilidade sanguínea e a presença ou ausência de patologias, sendo estes exames imunohematológicos (tipagem sanguínea ABO, RhD, e pesquisa de anticorpos irregulares) e sorológicos (Doença de Chagas, Hepatite B, C, HIV/AIDS, HTLV I/II e Sífilis “transfusion trigger” - fatores envolvidos na oferta de O2 tecidos Hb / Ht nível O2 consumo tecidual pO2 arterial – troca gasosa pulmonar débito cardíaco (volemia, PA, FC) leito vascular - aterosclerose curva de dissociação do O2 da Hb (2,3 DPG) viscosidade sanguínea (Ht e tempo de armazenamento) Lavadas Desleucocitadas Fenotipadas Irradiadas Consiste em submeter uma unidade de concentrado de hemácias a lavagem com solução salina estéril, através de centrifugação, removendo quantidades significativas de restos celulares, potássio, plasma, plaquetas e leucócitos. O volume final do concentrado de hemácias lavadas é de aproximadamente 250 a 300ml, Indicação: •Prevenção de reação alérgica a proteínas do plasma (urticária, anafilaxia); •Pacientes portadores de deficiência de IgA. CH lavadas: retirar proteínas plasmáticas deficiência de proteínas séricas no receptor (+ frequente deficiência de IgA) transfusão não ABO idêntica (O A ou B) com títulos latos de Anti-A ou –B (O perigosos) reações alérgica graves (opção pré-medicação) FENOTIPAGEM ERITROCITÁRIA: Consiste na identificação de antígenos de outros grupos sanguíneos além do ABO e Rh (D). Os antígenos mais imunogênicos devem obrigatoriamente ser fenotipados. São eles, o sistema RH, Kell, Duffy, Kidd e MNS. Indicação: •Pacientes que iniciarão esquema de transfusão crônica e que não possuem anticorpos irregulares; CH fenotipadas: aloimunização anti-eritrocitária Profilática (Rh, Kell, Duffy, Kidd + imunogênicos) pacientes sensibilizados (até 3% pacientes) •Pacientes que possuem Pesquisa de Anticorpo Irregular (PAI) positiva devem receber sangue fenotipado com ausência do antígeno específico na hemácia fenotipada para o anticorpo existente na Amostra do receptor; • Pacientes que no passado tenham tido PAI positiva (com identificação do anticorpo irregular), mesmo que a PAI atual esteja negativa, devido ao risco de resposta anamnéstica CONGELAMENTO DE HEMÁCIAS: Consiste na adição de glicerol ao concentrado de hemácias e o seu congelamento, em Temperaturas inferiores a - 65ºC. As bolsas utilizadas devem ter até 6 dias da coleta e, após o congelamento, têm validade de até dez anos. Após o descongelamento,a bolsa é lavada para retirada do glicerol e reconstituída com solução salina estéril. Situações especiais de Transfusão de Concentrado de Hemácias: TRANSFUSÃO MACIÇA (TM) As condições mais frequentes que levam à TM são traumas, ruptura de aneurisma de aorta, hemorragias volumosas do trato gastrointestinal, hemorragias intraoperatórias e sangramento em discrasias sanguíneas A conduta em TM consiste em minimizar as complicações que possam advir. Deve-se aquecer o paciente, bem como realizar infusões de cristaloides e transfusões de componentes plasmáticos Transfusões de Plasma ou Plaquetas devem ser realizadas se houver sangramento da microvasculatura ou de acordo com os testes laboratoriais de Atividade de Protrombina (AP), Tempo de Tromboplastina Ativado (PT Ta), Contagem de Plaquetas e Fibrinogênio. A embolia gasosa pode ocorrer em Transfusões Maciças quando o sangue é infundido em sistema aber to sob pressão ou quando entra ar no circuito no momento de troca de bolsas de hemocomponentes TRANSFUSÃO DE EXTREMA URGÊNCIA Transfusão em que não é possível aguardar o término dos testes pré-transfusionais pelo risco de o paciente evoluir para o óbito. Nas transfusões de extrema urgência, recomenda-se a utilização de concentrados de hemácias do grupo O. Se possível, deve-se utilizar hemácias do grupo Rh (D) negativo em crianças e mulheres em idade fértil, visando evitar sensibilização e desenvolvimento posterior de anticorpo anti-D. DESLEUCOCITAÇÃO: Remoção de leucócitos utilizando filtros específicos. A redução deve gerar componente plaquetaférese ou pool de plaquetas com contagem final de leucócitos inferior a 5 x 106. A desleucocitação pode ser feita com uso de filtros ou pelo equipamento de aférese. Indicações: •Reação transfusional febril não hemolítica; •Prevenção da infecção pelo CMV. Candidatos à TMO ou órgãos de d. cadáver Reação Febril Não Hemolítica Programa de transfusão crônica •Recém-nascidos com peso inferior a 1500g; •Gestantes com CMV negativo; •Pacientes candidatos a transplantes ou transplantados; •Pacientes em quimioterapia ou radioterapia CH irradiado: inativação de células imunocompetentes (CIC), dose 2.500 rads, Indicações: Transfusão intra útero Transfusões RN prematuros (< 28 sem) Linfomas LA e Tu sólidos em QT altas doses 3 funções básicas: efeito oncótico coagulação e fibrinólise propriedades anti-sépticas reposição de fatores de coagulação quando a deficiência é múltipla ou não se dispõe de fatores purificados ◦ Indicações: –hepatopatias graves contém Fator VIII (70-80 UI/ Unidade), fibrinogênio (100-350 mg/Unidade), Fator XIII Indicações - EVENTUAIS: hemofilia A Tipos de trombocitopenias: por falência medular (transitória ou permanente) por aumento da destruição/consumo controle do incremento – 15 min correção da contagem relacionada com ocorrência de complicações hemorrágicas em procedimentos cirúrgicos Indicações: Exclusivamente pediatria Neonatos ou crianças com neutropenia e/ou granulocitopenia severa (<500/mm3) e sepsis bacteriana ou fúngica e falta de resposta a antibioticoterapia Albumina humana Indicações: Sd. nefrótica queimados graves Efeitos adversos: reações pirogênicas hipotensão (ativador da pré-kalicreina) Fator VIII e IX – exclusivamente em hemofílicos e portadores de dvW rhFVIIa – relato de situações de sangramento cirúrgico descontrolado com ou sem CID, resultados preliminares FXIII, gel de plaquetas e cola de fibrina – situações de sangramento=efeitos limitados e questionáveis Reações Transfusionais Reações hemolíticas: intravascular extravascular Reações Não hemolíticas: reações alérgicas e anafiláticas reações febril não hemolítica lesão pulmonar imune associada a transfusão (TRALI) contaminação microbiana sobrecarga volêmica Tardias: púrpura pós-transfusional Grave, choque séptico Maior risco: concentrado de plaquetas (TA) CQ: durante a transfusão, hipotensão, febre (> 2oC), tremores, choque séptico Complicações: choque, IRA, CID, óbito Incidência Culturas + : CP Rândomicas = 2,5% CP Aférese = 0,12% CH = 0,48% PFC = 0,1% (Illert WE et al, Transfus. Rev.,1995) Reações graves: 25% dos casos Mecanismos Doador – bacteremia e febre Coleta – anti-sepsia inadequada Manufatura das bolsas – esterilização inadequada Processamento e armazenamento – temperatura e contaminação (sistema aberto) Transfusão – tempo prolongado sistema aberto e Temperatura inadequada Prevenção / tratamento – diagnóstico diferencial principal - RFNH FIM