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RELAÇÃO CÊNTRICA
- É a posição mais superior do côndilo.
- O termo é geralmente utilizado para designar a posição da mandíbula quando os côndilos estão numa posição ortopedicamente estável. 
- Definições anteriores descreveram RC como a posição mais retruída dos côndilos.
- A posição é determinada principalmente pelos ligamentos da ATM, ela é chamada de posição ligamentosa. 
- Se tornou útil para o especialista em prótese porque era uma posição mandibular reproduzível que podia ser usada durante a execução de próteses totais. 
- Os músculos da mastigação funcionam mais harmonicamente e com menor intensidade quando os côndilos estão em RC enquanto os dentes estão em máxima intercuspidação.
- Definições anteriores descreviam os côndilos como estando em suas posições mais retruídas ou posteriores, mais recentemente tem sido sugerido que os côndilos estão em suas posições mais superiores na fossa articular. 
- O uso de uma posição ortopédica estável é essencial para o tratamento. Por esta razão, caso o profissional precise tirar as conclusões adequadas sobre as quais se basear o tratamento, é necessário examinar e avaliar toda informação disponível.
- A estabilidade posicional da articulação, no entanto, não é determinada pelo disco articular. Como em qualquer outra articulação, a estabilidade posicional é determinada pelos músculos que exercem forças de tração através da articulação e previnem o deslocamento das superfícies articulares. As forças direcionais desses músculos determinam a posição articular ideal ortopedicamente estável. 
- Quando se busca a posição mais estável das ATMs, os músculos que exercem forças de tração sobre as articulações devem ser levados em consideração. Os principais músculos que estabilizam as ATMs são os elevadores. A direção da força aplicada nos côndilos pelos masseteres e pterigóideos mediais é ântero-superior. Embora os músculos temporais possuam fibras direcionadas posteriormente, eles predominantemente elevam os côndilos para uma posição direcionada superiormente. 
- Esses 3 grupos de músculos são os responsáveis primários pela posição e estabilidade articular; no entanto, os pterigoideos laterais inferiores também ajudam.
- Na posição postural, sem qualquer influência da condição oclusal, os côndilos são estabilizados pelo tônus muscular dos elevadores e dos pterigóideos laterais inferiores. 
- Os músculos temporais posicionam os côndilos superiormente na fossa. Os masseteres e pterigóideos mediais posicionam os côndilos anterior e superiormente. O tônus muscular do pterigóideo lateral inferior posiciona os côndilos anteriormente contra a vertente posterior da eminência articular.
- A definição completa de posição articular ortopedicamente mais estável, portanto, é quando os côndilos estão em suas posições mais súpero-anteriores na fossa articular, apoiados nas vertentes posteriores das eminências articulares com os discos articulares interpostos corretamente. 
- Os côndilos assumem esta posição quando os músculos elevadores são ativados
sem interferência oclusal. 
- Quando um crânio seco é examinado, a cobertura anterior e superior da fossa mandibular pode ser vista como bem espessa e fisiologicamente capaz de suportar forças pesadas.
Contatos em Relação Cêntrica
- O exame oclusal começa com a observação dos contatos oclusais quando os côndilos estão em sua relação funcional ideal. Isto ocorre quando eles estão na posição de relação cêntrica.
- A mandíbula pode, então, ser puramente rotada, aberta e fechada aproximadamente 20 mm interincisalmente, enquanto os côndilos permanecem em suas posições ME. 
- A posição ME da mandíbula é localizada, e a mandíbula é fechada para identificar o relacionamento oclusal dos dentes nesta posição articular (RC).
Localizando a posição de relação cêntrica
- Às vezes pode ser difícil localizar a RC. Para guiar a mandíbula para esta posição deve-se primeiro compreender que o sistema de controle neuromuscular governa todo o movimento. 
- Um método para achar a posição de RC é usar os próprios músculos para posicionar os côndilos. Isto pode ser conseguido com uma folha calibradora. O conceito da folha calibradora é que, quando somente os dentes anteriores se ocluem (desocluindo os dentes posteriores), a força direcional proveniente dos músculos elevadores (temporal, masseter e pterigóideo medial) posiciona os côndilos em uma posição ântero-superior dentro da fossa.
- O contato anterior fornecido pela folha calibradora age como um fulcro, permitindo aos côndilos girarem para uma posição ME na fossa. A folha calibradora deve ser usada com cuidado para que o côndilo não seja desviado da RC. 
- Se a folha calibradora for muito rígida, ela poderá fornecer um declive posterior, o qual causará uma deflexão na mandíbula para posterior, conforme os músculos elevadores se contraem. Outro erro pode ocorrer se o paciente tentar morder a folha calibradora numa posição ligeiramente anteriorizada como se morde um sanduíche. Isso causará a protrusão da mandíbula para fora da posição de RC.
- Para o uso efetivo da folha calibradora, o paciente deve fechar os dentes com força moderada. São colocadas folhas entre os dentes anteriores suficientes para separar levemente os dentes posteriores. As folhas são removidas uma a uma até que se estabeleça o contato dentário. O primeiro contato dentário é o contato inicial na RC.
- A folha calibradora é usada para auxiliar a localização da posição RC. O paciente fecha a boca, e são colocadas folhas suficientes entre os dentes anteriores para separarem levemente os dentes posteriores. À medida que o paciente tenta fechar os dentes posteriores, os côndilos movem-se para a posição de relação cêntrica (RC). Devemos tomar cuidado para não deixar o paciente protrair a mandíbula ao fechar a boca e também para que a folha calibradora não exerça uma força retrátil nos côndilos. Uma vez que a posição tenha sido achada, as folhas são retiradas uma de cada vez para que o primeiro contato em RC seja identificado. 
Identifi cando o contato inicial em relação cêntrica
- Uma vez que a posição de RC é localizada, a mandíbula é fechada para que a oclusão seja avaliada. A mandíbula é elevada vagarosamente até que o primeiro dente contate levemente. É solicitado ao paciente que indique o local deste contato. Os dentes neste lado são secos com ar. O papel carbono é posicionado entre os dentes, e a mandíbula é novamente guiada e fechada até o contato ser restabelecido. Uma vez localizado o contato, uma leve força é aplicada pelo paciente para ajudar a marcar o contato com o carbono. É utilizada uma pinça adequada para segurar o papel ou tira de carbono. Uma vez que o contato inicial em RC tenha sido precisamente localizado, é feita uma anotação dos dentes envolvidos, assim como da exata localização dos contatos. Isto é chamado de contato inicial em RC.
- Uma vez que o contato inicial em RC tenha sido identificado, os côndilos são novamente reposicionados em RC e a mandíbula é fechada neste contato. O paciente mantém a mandíbula neste contato e a relação entre os dentes da maxila e mandíbula é anotada. Então o paciente é solicitado a aplicar força nos dentes e qualquer desvio mandibular é observado. Se a oclusão não for estável em RC, ocorrerá um desvio que desloca os côndilos fora de suas posições ME, para uma posição mais estável de MIH. 
Montagem do modelo inferior
- Um registro interoclusal é usado para montar o modelo inferior no componente mandibular do articulador. Uma lâmina de cera pode ser usada para registrar a posição
interoclusal desejada. A cera é aquecida e então os dentes são ocluídos na posição desejada. O registro de cera é então resfriado, removido da boca do paciente, colocado no modelo superior, e o modelo inferior é apropriadamente posicionado nele. Nesta relação, o modelo inferior é montado no componente mandibular do articulador.