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Um mecânico afirma ao seu assistente que é possível erguer e manter um carro no alto e em equilíbrio estático, usando-se um contra- peso mais leve do que o carro. A figura mos- tra, fora de escala, o esquema sugerido pelo mecânico para obter o seu intento. Considerando as polias e os cabos como ideais e, ainda, os cabos convenientemente presos ao carro para que não haja movimento de ro- tação, determine a massa mínima do contra- peso e o valor da força que o cabo central exerce sobre o carro, com massa de 700 kg, quando esse se encontra suspenso e em equi- líbrio estático. Dado: Adote g = 10 m/s2. Resposta As forças que atuam sobre o conjunto são dadas por: Do equilíbrio estático (R = 0), vem: • para o carro: 4T 2T T P 7T mg+ + = ⇒ = ⇒ ⇒ = ⋅ ⇒ =7T 700 10 T 1 000 N • para o contrapeso: T P T m g 1 000 m 10c c c= ⇒ = ⋅ ⇒ = ⋅ ⇒ ⇒ m 100 kgc = O valor da força que o cabo central exerce sobre o carro é 2T 2 000 N= . Em um filme sobre o rei das selvas, Tarzã está sobre uma árvore, a uma altura H do solo plano e horizontal, quando avista Jane parada sobre o solo. Agarrado a um cipó esti- cado, partindo do repouso e sem dar qualquer impulso, Tarzã avança num movimento cir- cular, em direção a Jane, alcançando-a e en- laçando-a em um choque inelástico, no ins- tante em que o cipó fica na posição vertical. Juntos, atingem o galho de outra árvore a uma altura h do solo, onde Tarzã larga o cipó, e lá permanecem. A figura mostra o movi- mento feito por Tarzã. Questão 1 Questão 2 Admitindo-se que a massa de Tarzã seja o dobro da de Jane, e desprezando-se a massa do cipó e qualquer tipo de resistência ao movimento, determine a razão entre a altu- ra H e a máxima altura h que eles podem atingir (H/h). Resposta Para o choque inelástico, sendo o sistema isola- do, temos: Q Q 2mv (2m m)Vantes depois= ⇒ = + ⇒ ⇒ =2v 3V (I) Durante a queda de Tarzã e a subida de Tarzã e Jane, o sistema é conservativo. Assim, tomando o referencial no solo, temos, respectivamente: 2mgH 2mv 2 3mV 2 3mgh v 2gH V 2gh 2 2 = = ⇒ = = Substituindo esses valores em I, vem: 2 2gH 3 2gh= ⇒ Hh 9 4 = A canaleta AB mostrada a seguir tem 20 m de comprimento e massa uniformemente dis- tribuída ao longo de toda sua extensão. Apoia- da em seu ponto médio (M), a canaleta encon- tra-se na horizontal, em equilíbrio estático, tendo, sobre ela, uma esfera de 5,0 kg em re- pouso no ponto C, a 1,0 m de M e, na extre- midade oposta (B), um balde vazio de 0,50 kg, como mostra a figura. A partir de certo instante, abre-se uma tornei- ra que derrama água dentro do balde à razão de 0,50 L/s e, nesse mesmo instante, dá-se um impulso horizontal na esfera, que a faz rolar com velocidade constante V no senti- do da extremidade A da canaleta. Conside- rando-se a densidade da água igual a 1,0 kg/L e g = 10 m/s2, determine o valor de V, em m/s, para que a canaleta permaneça na horizon- tal, em equilíbrio estático, até que a esfera atinja a extremidade A. Resposta Para que a canaleta permaneça na horizontal em equilíbrio estático, o momento gerado pelo peso da água no balde deve ser compensado pelo mo- mento gerado pelo peso da esfera em movimento. Assim, em relação ao ponto M, temos: M MB E= ⇒ ⇒ ⋅ + ⋅ ⋅ = ⋅ ⋅ ⇒(m g m g) M mB A EB g CM ⇒ + ⋅ ⋅ = ⋅ + ⇒(0,5 0,5 t) 10 5 (1 v t)Δ Δ ⇒ v 1= ,0 m/s Mesmo com as modernas furadeiras existen- tes, o arco-de-pua ainda é utilizado para fa- zer furos em madeira. Enquanto o operário apóia seu peito ou uma de suas mãos sobre o disco localizado na extremidade oposta à da broca, auxiliado pelo manete, localizado no meio da ferramenta, faz girar o conjunto e, conseqüentemente, a broca. física Questão 3 Questão 4 Compare, qualitativamente, as grandezas freqüência, período, velocidade angular e ve- locidade escalar do movimento do ponto A, lo- calizado na superfície lateral da broca, com o do ponto B, no centro geométrico do manete, justificando cada comparação. Resposta Em relação ao eixo de rotação que passa pelo centro geométrico do apoio e pelo centro geomé- trico da broca, os pontos A e B giram juntos com- pletando uma volta no mesmo intervalo de tempo (T T )A B= . Assim, temos: T T f 1 T 2 T T T f f A B A B A B A B = = = ⇒ = = = ω π ω ω Como a distância (R )B de B ao eixo de rotação é maior do que a distância (R )A de A ao mesmo eixo, temos: R R v v v B A A B B A > = = ⋅ ⇒ >ω ω ω R Um motorista, distraído, passa a toda veloci- dade sobre uma lombada. Por conta disso, os amortecedores a gás de seu carro sofrem uma compressão rápida. Nessas condições, considerando o brevíssimo intervalo de tempo em que o amortecedor esta- va distendido até o momento em que ele é com- pletamente recolhido ao absorver o impacto, nomeie o tipo de transformação que mais se aproxima da sofrida pelo gás e descreva os efei- tos que a energia absorvida pelo amortecedor durante o impacto causa na pressão, no volume e na temperatura desse gás, supondo-o ideal. Resposta Por ser muito rápida, a transformação gasosa que mais se aproxima da sofrida pelo gás é uma com- pressão adiabática, que pode ser descrita no dia- grama pressão versus volume a seguir: Da análise do diagrama, para a compressão adia- bática (1 → 2), temos: • p p2 1> (pressão aumentou); • V2 1< V (volume diminuiu); • T T2 1> (temperatura aumentou). A partir de medições da distância (p) em que um objeto está colocado diante de um espelho esférico e o correspondente valor obtido para o aumento transversal linear (A), foi elabora- do o gráfico a seguir. física Questão 5 Questão 6 Com base nos valores contidos no gráfico, es- creva o nome do espelho esférico utilizado e determine a medida de seu raio de curvatura. Resposta Com base no gráfico, o aumento transversal linear pode ser negativo, indicando a possibilidade de a imagem ser invertida. Portanto, trata-se de um es- pelho esférico côncavo. Das equações de conjugação de Gauss e do au- mento transversal linear, vem: 1 f 1 p 1 p’ A p’p A f f p = + = − ⇒ = − Assim, dessa equação e do gráfico, para A → ∞, vem p f 1 m= = . Portanto, o raio de curvatura R do espelho vale: R 2 f 2 1= = ⋅ ⇒| | R 2 m= O esquema mostra um equipamento utilizado num laboratório didático para verificar a de- pendência da resistência elétrica com o com- primento de um condutor de espessura cons- tante. Trata-se de um reostato (resistor de re- sistência variável) de grafite apoiado em su- portes isolantes. Utilizam-se, para o experi- mento, duas pilhas, um amperímetro, fios de ligação e duas garras, 1 e 2, todos ideais, e uma régua graduada em cm. A garra 1 é fixa no ponto A e a garra 2 pode ser colocada em qualquer posição ao longo do condutor de gra- fite. Quando a garra 2 é colocada na posição B, o amperímetro indica iB e quando ela é coloca- da em C, o amperímetro indica iC . Determine a relação iB /iC . Resposta Para um condutor homogêneo e de secção trans- versal constante e sendo a tensão (U) também constante, temos: i U R R A i U A i i U A U A B C B C = = ⇒ = ⋅ ⋅ ⇒ = ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⇒ ρ ρ ρ ρ � � � � ⇒ = = ⇒ i i B C C B � � 6 4 i i B C = 1,5 Fazendo girar uma espira no interior de um campo magnético uniforme constante, essa fica sujeita a uma corrente induzida, que va- ria de acordo com a inclinação da espira no interior desse campo. física Questão 7 Questão 8 Sabendo-se que a velocidade angular da espi- ra é mantida constante e que a seqüência mostrada completa-se em um ciclo de 8 s, faça um esboço do gráfico da intensidade da corrente elétrica i em função do tempo para os primeiros 8 s. Resposta Como a espira descreve um MCU, a correnteindu- zida é da forma i i sen( t )máx. 0= +ω ϕ . Para t 0 s= , temos i 0= , ou seja, ou ϕ0 0= ou ϕ π0 = . Assim, temos as duas possibilidades gráficas mostradas a seguir: física