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Memorial Descritivo Prevenção Incêndio
Prevenção e Combate à Incêndio
O projeto das instalações de prevenção e combate à incêndio foi elaborado de modo a garantir um maior nível de segurança contra risco de sinistros e permitir seu rápido, fácil e efetivo combate, com funcionamento eficiente e adequado a classe de risco representada pelos bens a serem protegidos.
As especificações e dimensionamento do sistema, estão rigorosamente afinados com as normas impostas pelo Corpo de Bombeiros do Estado de Santa Catarina.
Tipos de Prevenção e Meios de Combate Adotados.
Levando-se em conta as características físicas da construção, cuja área construída será inferior a 750 m² e tendo ainda em vista a classe de ocupação e a categoria de risco LEVE, a edificação deverá ser protegida por conjunto de extintores manuais, indicações e sinalizações específicas de prevenção e combate à incêndio e iluminação de emergência.
PLANILHA DE CÁLCULO DA CARGA DE INCÊNDIO
Nome da edificação: RENALDO SCHNEIDER
Classe de ocupação: EDIFICAÇÃO MISTA (COMERCIAL/RESIDÊNCIA UNIFAMILIAR)
A edificação foi enquadrada na classe de risco leve devido ao cálculo da carga de fogo (ver tabela de carga de fogo abaixo). 
	Material
	 
	Peso (kg)
	kcal/kg
	Quant. Calor kcal
	
	Borracha 
	
	
	15
	7.500,00
	112.500,0
	
	Móveis de Madeira
	
	
	420
	5.000,00
	2.100.000,00
	
	Plásticos
	 
	 
	60
	7.500,00
	450.000,00
	
	Papel
	 
	 
	30
	4.100,00
	123.000,00
	
	PVC Flexível 
	 
	 
	80
	5.240,00
	419.200,00
	
	PVC Rígido
	 
	 
	120
	4.310,00
	517.200,00
	
	Roupas
	 
	110
	5.000,00
	550.000,00
	
	Revestimentos
	 
	672
	3.500,00
	2.352.000,00
	
	Madeira Seca
	
	400
	5.000,00
	2.000.000,00
	
	 
	 
	 
	 
	 
	
	
	
	
	
	
	
	8.623.900,00
	kcal
	
	
	
	
	
	
	
	 Carga de incêndio específica: 8.623.900,00 kcal ÷ 399,45 m² (área total) = 21589,43 kcal/m²
Equivalente em madeira: 21589,43 kcal/ m² ÷ 4550/kcal/kg= 
4,74 Kg/m² 
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
Carga de Fogo:4,74 kg/m2
Classificação do risco de incêndio: Risco Leve, para carga de fogo até 60 kg/m2.
Prevenção e Combate à Incêndio.
Central de gás
Dados da edificação
Edificação mista (comercial/residência unifamiliar) com 2 pavimentos.
Pontos de consumo, somente cozinha:
1 Fogão residencial c/ 4 queimadores sem forno.
Consumo de gás de cada aparelho:
1 Fogão residencial c/ 4 queimadores sem forno com capacidade nominal de 84 kcal/min
Consumo total:
1 Fogão c/ 4 queimadores sem forno = 84 kcal/min Por Boca
Consumo total= 1 x 84 kcal/min
Consumo total= 84 kcal/min
Dimensionamento da central de gás
Pc = (84 x 60) / 11200
Pc = 0,45 kg/h
Utilizando a tabela do anexo b da in 008
Simultaneidade (f) = 100%
Central com tanques 
Cálculo do número de tanques:
Dados:
Consumo: 0,45 kg/h 								 simultaneidade: 100% (tabela do anexo b das nsci)
0,45* kg/h x 100/100 = 0,45 kg/h
	após calcularmos o consumo do sistema por hora, 0,45 kg/h, dividiremos o valor obtido pelo valor da vaporização do tanque escolhido, conforme a tabela de cálculo de vazão horária de vaporização (anexo c) da in 008.
Será utilizado tanques de 13 kg, teremos:
N( de tanques= 0,45 / 0,60 = 0,75 tanques 
Logo: 1 tanques de p13 kg
Dimensionamento da rede de distribuição
Rede primária
Rede primaria é o trecho da tubulação situada entre o regulador de primeiro estágio (instalado no abrigo para conjunto de controle de manobra - junto a central de glp), e o regulador de segundo estágio (instalado no abrigo de medidor – no hall de circulação dos pavimentos);
- ver esquema isométrico – pranchas de projeto preventivo contra incêndio
Onde:
Trecho = definido de acordo com o esquema isométrico;
Pc = consumo computado no trecho;
L = comprimento da tubulação no trecho;
∑pc = somatório do consumo computado no trecho;
∑l = somatório do comprimento (da central de glp até o ponto, para cada ponto);
Pa = potência adotada (anexo d da in 008);
ᴓ = diâmetro da tubulação (anexo e da in 008).
	Trecho
	Pc (kcal/min)
	L
(m)
	∑pc (kcal/min)
	∑l
(m)
	Pa (kcal/min)
	ᴓ polegada
	B – a
	84
	8,59
	84
	8,59
	918
	1/2"
Rede secundária
	rede secundária é o trechoda instalação situada entre o regulador de segundo estágio (abrigo do medidor) e o ponto de consumo (fogão).
Onde: 
B = ponto b
B’= fogão 4 bocas sem forno 
	Trecho
	Pc
(kcal/min)
	L
(m)
	ᴓ
Polegada
	B – a
	84
	0,70
	1/2"
Dimensionamento das aberturas para ventilação permanente
Para dimensionamento da área total de ventilação permanente (cm²), devem ser somadas todas as potências (em kcal/min) dos aparelhos a gás no ambiente:
1 fogão 4 queimadores sem forno = 84 kcal/min – instalado na cozinha
Somatorio das potências = 84 kcal/min
O local de instalação deve possuir aberturas superior e inferior para ventilação permanente, com área total útil em centímetros quadrados (cm²), na proporção mínima de 1,50 vez a potência nominal total dos aparelhos a gás instalados, em quilocalorias por minuto (kcal/min), constituído por duas aberturas com área total útil de no mínimo 600cm², sendo:
Uma abertura superior, situada até a altura não inferior a 1,50 m em relação ao piso do compartimento, devendo-se adotar uma área mínima de ventilação de 400cm²; e
Uma abertura inferior, situada até o máximo de 80cm de altura em relação ao piso do compartimento, com área mínima de 33% da área total útil;
Logo = área total das aberturas para ventilação = 84 x 1,5 = 126cm²
Então, será adotada uma ventilação superior com 400cm² e uma ventilação inferior com 200cm².
DIMENSIONAMENTOS DAS SAÍDAS DE EMERGÊNCIA:
Conforme Art. 62 e Anexo C da IN – 009 – SISTEMAS DE SAÍDA DE EMERGÊNCIA
 
 ANEXO C
	Classe de Ocupação
	Cálculo da População
	Capacidade (nº de pessoas por unidade de passagem)
	
	
	Corredores e Circulação
	Escadas e Rampas
	Portas
	Comercial
	1 Pessoa p/9m² de área bruta
	100
	60
	100
Desta forma temos:
	Área Bruta Total = 210,65m²
	Unidade de Passagem = 55 cm
	P = 
	Área Bruta
	> P = 
	210,65
	> P = 
	23,40
	Usado 24
	
	9
	
	9
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	N=
	P
	> N=
	24
	> N=
	0,24
	
	
	Ca
	
	100
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	N=
	0,24 x 0,55
	> N=
	0,132 m
	
	
	
Onde: 
N = Número de unidades de passagem; 
P = População; 
Ca = Capacidade da unidade de passagem
OBS:
Todas as Saídas da Edificação possuem largura mínima exigida de 1,20m.
 
SISTEMA DE ILUMINAÇÃO DE EMERGÊNCIA E DE ORIENTAÇÃO PARA ABANDONO DE LOCAL:
GENERALIDADES:
O sistema tem como finalidade fornecer iluminação suficiente para garantir a saída segura de todas as pessoas do local em caso de emergência. Desta maneira serão iluminadas e sinalizadas as rotas de saída que serão caminhos livres de obstáculos e materiais, definidos para serem percorridos em caso de abandono de local a fim de alcançar um ambiente seguro ou uma área externa da edificação. No projeto do sistema foram utilizadas luminárias autônomas com lâmpadas fluorescentes de 9W, localizados de acordo com pranchas de pavimento. As luminárias autônomas serão instalados de acordo com a cota indicada nas pranchas dos pavimentos e não devem estar acima da linha de fumaça do ambiente. As luminárias devem garantir um nível de iluminação mínimo ao nível do piso de 3 lux para locais planos e de 5 lux para escadas e rampas. 
 
OS SISTEMAS DE ILUMINAÇÃO DE EMERGÊNCIA TIPO PLACAS SINALIZADORAS DE ABANDONO DE LOCAL, TERÃO SUA ALIMENTAÇÃO INDEPENDENTE.
SINALIZAÇÃO DE SAÍDA:
Para indicação das rotas de fuga serão instaladas placas de saída luminosas, marca ENGESUL (ou similar compatível),modelo PSA – 9W com bateria incorporada 6Vcc – 4Ah e circuito de comutação automática, a lâmpada será fluorescente compacta de 9W. A altura de instalação está na cotação das pranchas de pavimento e nunca devem ser acima da linha de fumaça do ambiente. As setas das placas devem ser instaladas de acordo com o projeto. Para a alimentação do bloco deverá ser providenciado tomada 220V – AC no local de instalação, sendo que o disjuntor que protege este circuito deverá ser identificado no quadro de distribuição de energia para eventuais acionamentos de teste do funcionamento. Com autonomia de 1 hora.
MANUTENÇÃO:
Um plano de manutenção preventiva e testes de funcionamento do sistema devem ser implantados, de acordo com recomendações da NSCI pelo cliente ou empresa contratada. Todos os serviços de instalação elétrica devem ser executados por profissionais habilitados com NR – 10 e ser emitido pela empresa responsável pela instalação a ART de instalação. 
DOS MATERIAIS E DAS PROPRIEDADES
	Art. 6º Os materiais e as propriedades fiscalizados pelo CBMSC são: 
I - Revestimento de piso: antiderrapante, incombustível, retardante ou não propagante; 
II - Revestimento de parede, divisória, teto, forro, decoração e material termo-acústico: incombustível, retardante ou não propagante.
	TABELA DE MATERIAIS E REVESTIMENTOS
	LOCAIS
	POSIÇÃO
	MATERIAIS
	PROPRIEDADE
	
LOJAS
	PISO
	CERÂMICO
	INCOMBUSTÍVEL E ANTIDERRAPANTE
	
	PAREDE
	ALVENARIA
	INCOMBUSTÍVEL
	
	TETO
	CONCRETO
	INCOMBUSTÍVEL
	RESIDÊNCIA
	PISO
	CERÂMICO
	INCOMBUSTÍVEL E ANTIDERRAPANTE
	
	PAREDE
	ALVENARIA
	INCOMBUSTÍVEL
	
	TETO
	GESSO
	INCOMBUSTÍVEL
	ESCADA EXTERNA
	PISO – PATAMARES E DEGRAUS
	CIMENTADO DESEMPENADO
	INCOMBUSTÍVEL E ANTIDERRAPANTE
MEMORIAL DESCRITIVO
PREVENTIVO CONTRA INCÊNDIO
RENALDO SCHNEIDER
EDIFICAÇÃO EM ALVENARIA DE USO MISTO COMERCIAL E RESIDENCIAL UNIFAMILIAR
Chapadão do Lageado, 17 de dezembro de 2018

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