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1.2.1 Materiais e componentes Os materiais e componentes utilizados nas instalações de água não podem colocar a potabilidade da água em risco, devem manter um bom desempenho, não sendo afetados pelas características partículas da água, nem pela ação do ambiente ou solicitações a que sejam submetidos quando em uso, conforme a NBR 5626. Os materiais mais utilizados para tubos e conexões de um sistema predial de água fria são cloreto de polivinila (PVC rígido), aço carbono e ferro fundido. O Quadro 1 apresenta as vantagens e desvantagens do uso de tubos plásticos ou metálicos. Outro material que tem sido utilizado nas instalações de água fria e quente é o polietileno reticulado (PEX), originado do polietileno (PE). Esse material flexível permite que se eliminem as conexões do sistema, promovendo mais rapidez e facilidade na instalação. O PEX apresenta alta resistência à corrosão química e eletroquímica, baixas perdas de carga, memória térmica e baixo peso. 1.2.2 Dimensionamento e regulamentações de higiene e potabilidade O abastecimento de água fria, em geral, é feito por distribuidor público. Pode ser, total ou parcialmente, feito por fonte particular, como poços e nascentes, desde que seja garantida a potabilidade da água. Os sistemas de distribuição podem ser diretos, indiretos sem bombeamento e indiretos com bombeamento. SISTEMA DIRETO DE DISTRIBUIÇÃO : Nesse sistema, não há utilização de reservatório, sendo utilizado quando a pressão da rede pública é suficiente e que haja continuidade de abastecimento. O sistema de alimentação dos pontos é ascendente. SISTEMA INDIRETO DE DISTRIBUIÇÃO SEM BOMBEAMENTO : Nesse sistema, há utilização de reservatório superior para garantir a continuidade do abastecimento. É utilizado quando a pressão é suficiente para o abastecimento do reservatório e o sistema de alimentação dos pontos é descendente. Comum em residências de até dois pavimentos. SISTEMA INDIRETO DE DISTRIBUIÇÃO COM BOMBEAMENTO : Neste sistema há utilização de reservatório superior e inferior para garantir a continuidade do abastecimento. É utilizado quando a pressão não é suficiente, sendo necessário o bombeamento . A distribuição é descendente e comum em grandes edifícios, até dois pavimentos. SISTEMA HIDROPNEUMÁTICO DE DISTRIBUIÇÃO : Nesse sistema, a rede de distribuição é pressurizada por meio de um tanque de pressão contendo ar e água, sendo dispensável o uso de reservatório superior . Sob a ação de uma bomba, a água pressiona o ar existente contra as paredes do reservatório, armazenando energia potencial para recalcar a água até os pontos de utilização. É uma instalação cara, utilizada em casos especiais como legislação limitando a altura do prédio, alívio na estrutura e ganho de espaço na cobertura. Para se iniciar o dimensionamento das instalações prediais de água fria, deve-se prever o consumo que acontecerá na edificação. O consumo é calculado de acordo com a população do edifício. Em edifícios residenciais estima-se que cada quarto social é ocupado por duas pessoas e cada quarto de serviço, por uma pessoa. Em edifícios públicos ou comerciais, pode-se estimar a população conforme apresentado na Tabela 1. O cálculo do consumo (C) é feito pelo produto entre a população (P) do edifício e o consumo per capita (q). O ramal predial, abrigo e hidrômetro são dimensionados a partir de parâmetros estabelecidos pelas concessionárias , com base no consumo diário do edifício. O alimentador predial é dimensionado conforme o consumo diário. É recomendado que a velocidade máxima no alimentador predial seja de 1 m/s. A partir do cálculo do consumo, também se define a capacidade dos reservatórios . A capacidade usual utilizada para os reservatórios é de dois dias de consumo diário, sendo que três quintos desse valor é reservado no reservatório inferior Para exemplificar, podemos calcular as capacidades dos reservatórios de um edifício de sete pavimentos, com seis apartamentos por andar. Cada apartamento possui dois dormitórios sociais e nenhum de serviço. No edifício, ainda há o apartamento do zelador, de dois dormitórios. Calculando a população do edifício, tem-se: ● Cada apartamento tem dois quartos, ou seja, quatro moradores; ● O apartamento do zelador tem dois quartos, ou seja, quatro pessoas; ● População total: 24 x 7 + 4 = 172 pessoas. Conforme a Tabela 2, apartamentos têm consumo per capita de 200 L/dia. Assim, o consumo diário do edifício será o produto entre a população (172 pessoas) e o consumo por pessoa (200 litros/dia), ou seja, 34.400 litros. Ao se calcular o armazenamento de água para dois dias de desabastecimento, tem-se 68.800 litros. Assim, o reservatório inferior deve ter três quintos desse valor, ou seja, cerca de 41.300 L e o reservatório superior deve ter 27.500 L. Para o dimensionamento das tubulações , deve-se utilizar as vazões previstas de cada peça de utilização do sistema. Salvo em situações em que os horários de funcionamento são rígidos, como escolas e quartéis, o dimensionamento deve utilizar o conceito de consumo máximo provável, ou seja, as peças nunca devem funcionar simultaneamente por razões de economia. De acordo com a NBR 5626, calcula-se a vazão do sistema, conforme o método de pesos relativos, utilizando-se a equação: De acordo com a NBR 5626, calcula-se a vazão do sistema, conforme o método de pesos relativos,utilizando-se a equação: C= 0,3 . √(∑P) Onde Q é a vazão em litros por segundo do trecho e ΣP é a somatória dos pesos de todas as peças de utilização alimentadas pelo trecho analisado. e dois quintos no reservatório superior. A reserva de incêndio é definida de acordo com as leis e instruções técnicas vigentes, sendo em média 15 a 20% do consumo diário No desenvolvimento do projeto das instalações de água fria, deve-se levar em consideração os valores mínimos e máximos de pressão na tubulação, de acordo com a NBR 5626. Para pressões estáticas, a pressão máxima admissível é de 400 kPa ou 40 mca. Caso ocorra, pode-se introduzir válvulas redutoras de pressão. Também não deve ocorrer surpresa que supere 20 mca (200 kPa) a pressão estática em um ponto da rede quando for feito o fechamento de qualquer peça de utilização. As pressões mínimas dinâmicas (quando há o escoamento), segundo a NBR 5626, é de 0,5 mca (5 kPa) em todos os pontos da rede, para se Com a vazão definida, o dimensionamento da tubulação do ramal pode ser feito por meio da equação da continuidade, considerando que a velocidade do escoamento máxima recomendada é de 2,5 m/s. Limitar a velocidade do escoamento reduz ruídos da tubulação, possibilidade de corrosão e controla o golpe de aríete. O diâmetro pode ser calculado como: Onde Q é a vazão de projeto (m³/s), A ᵐᶦ é a área mínima da seção transversal do tubo (m²), v ᵐᵃ́ˣ é a velocidade máxima de escoamento no tubo e D ᵐᶦⁿ é o diâmetro interno mínimo (m). Para facilitar o dimensionamento é possível usar o ábaco ilustrado na Figura 1. A partir do valor da somatória dos pesos, obtém-se o valor da vazão em L/s e do diâmetro correspondente. Como exemplo, pode-se citar a vazão de um ramal que abastece um banheiro no qual estão instalados três vasos sanitários com caixa acoplada, três lavatórios e um chuveiro. Assim, é necessário definir os pesos de cada uma dessas peças. Com base na Tabela 4, tem-se: ● Peso de cada vaso sanitário com caixa acoplada = 0,3; ● Peso de cada lavatório = 0,5; ● Peso de cada chuveiro = 0,5; ● Somatória de pesos: 3 x 0,3 + 3 x 0,5 + 0,5 = 2,9. Para esse exemplo, o cálculo para a vazão é: Q= 0,3. √∑ P= 0,3. √2,9=0,51L/s Utilizando o ábaco da Figura 1, pode-se considerar o diâmetro do ramal como 20 mm (3/4”). A NBR 5626 estabelece os diâmetros mínimos dos sub-ramais de acordo com as peças de utilização. As colunas de distribuição dos ramais são dimensionadas trecho por trecho, por meio do método de Hunter, baseado nas peças que não são atendidas em cada coluna. Segundo Creder (2018), em trechos longos, é preferível a criação de novas colunas. Também, para banheiros com válvulas de descarga érecomendado ter uma coluna exclusiva para seu abastecimento. A norma NBR 5626 sugere uma sequência de cálculo com a finalidade de auxiliar na soma do dimensionamento das colunas de distribuição. Para explicar essa sequência de cálculo, segue um passo a passo para dimensionar a coluna de distribuição 1 de um edifício residencial de três pavimentos, como ilustrado na Figura 2, que abastece um ramal por pavimento contendo as seguintes peças: aquecedor que alimenta chuveiro e lavatório, chuveiro, lavatório e vaso sanitário com caixa de descarga. Considera-se que o pé direito é de três metros e que a tubulação é de aço carbono. Antes de iniciar os cálculos, deve-se avaliar a pressão disponível na derivação do último pavimento. A diferença de cota entre o meio do reservatório e a derivação é 6,0 m. O comprimento dessa tubulação até a derivação no terceiro pavimento é de 12,0 m. O primeiro passo é numerar as colunas, seguido da nomeação dos trechos (Passo 2).Em seguida, deve-se considerar: ● Passos 5 e 6 : com base na Figura 1, determina-se a vazão de cada trecho e o diâmetro; ● Passo 7 : determinar a velocidade e perda de carga unitária, utilizando o diâmetro e vazão indicados na Figura 2; ● Passo 8 : inserir na tabela os comprimentos reais de cada trecho; ● Passo 9 : inserir as perdas localizadas no trecho, com base na Figura 3: Trecho A-B: 0,4 + 4,3 = 4,7; Trecho B-C: 1,7; Trecho C-D: 1,7 + 0,7 = 2,4; ● Passo 10 : somar os comprimentos e determinar o comprimento total; ● Passo 11 : pressão disponível no ponto A é de 6,0 m, demais colocar a pressão a jusante acrescentado do desnível (desce +, sobe -); ● Passo 12 : inserir valor da perda de carga unitária, conforme o passo 7; ● Passo 13 : multiplicar a perda de carga unitária pelo comprimento total; ● Passo 14 : determinar a pressão a jusante (montante menos perda de carga total). https://catalogcdns3.ulife.com.br/content-cli/ENG_INSPRE_20/unidade_1/ebook/index.html# https://catalogcdns3.ulife.com.br/content-cli/ENG_INSPRE_20/unidade_1/ebook/index.html# Na Tabela 6, podemos ver os comprimentos equivalentes a perdas localizadas. Tabela 6 – Comprimentos equivalentes a perdas localizadas. A) em metros, ferro galvanizado; B) PVC rígido ou cobre. A ligação entre as colunas de distribuição e as duas câmaras do reservatório é feita pelo barrilete . Seu dimensionamento pode ser feito pelo uso do método de Hunter, fixando uma perda de carga de 8% e calculando a vazão como se metade da caixa atendesse à metade das colunas. Infográfico 1 – Barrilete ramificado e barrilete concentrado. Nos sistemas indiretos com bombeamento , é necessário dimensionar as tubulações de recalque, sucção e a bomba do sistema. Creder (2018) sugere que se adote a capacidade horária da bomba de 20% do consumo diário, de modo que a bomba funcione cinco horas por dia. A tubulação de recalque é dimensionada pela equação: D =1,3. √Q . ∜X Onde D é o diâmetro (m), Q é a vazão (m³/s) e X é a razão entre as horas de funcionamento da bomba por 24 horas. A tubulação de sucção é adotada https://catalogcdns3.ulife.com.br/content-cli/ENG_INSPRE_20/unidade_1/ebook/index.html# https://catalogcdns3.ulife.com.br/content-cli/ENG_INSPRE_20/unidade_1/ebook/index.html# https://catalogcdns3.ulife.com.br/content-cli/ENG_INSPRE_20/unidade_1/ebook/index.html# https://catalogcdns3.ulife.com.br/content-cli/ENG_INSPRE_20/unidade_1/ebook/index.html# como um diâmetro comercial acima do valor de recalque, ou seja, se a tubulação de recalque for 2”, a de sucção será 2 1/2”.A escolha da bomba de recalque de água é definida com base na vazão, altura manométrica e rendimento do conjunto motor-bomba (para instalações prediais, é da ordem de 40%). A altura manométrica é definida como a somatória da altura estática e das perdas de carga da tubulação de recalque. A potência requerida da bomba é: Onde P é a potência da bomba em cavalos, Q é a vazão (m³/s), H Man é a altura manométrica (m) e η é o rendimento do conjunto motor-bomba. Após o cálculo do sistema de recalque, deve ser feita a verificação da altura de sucção a fim de se evitar a ocorrência de cavitação. 1.3.1 Materiais e componentes Os materiais mais utilizados para tubos e conexões de um sistema predial de água quente são cobre, cloreto de polivinila pós-clorado (CPVC), polipropileno randômico (PPR) e PEX. O cobre tem como vantagens o fato de seu tubo ser totalmente moldável, durável, reciclável e por não propagar o fogo. No entanto, precisam da utilização de isolantes, pois possuem alta condutividade térmica. Os tubos e conexões de CPVC possuem as propriedades inerentes ao PVC, com o acréscimo da resistência à condução de líquidos sob pressão a altas temperaturas (CREDER, 2018). São vantagens da utilização desse material, sua montagem simples, ser um material resistente à corrosão, baixa condutividade térmica e baixo custo em comparação com tubulações metálicas. O PPR possui alta resistência à alta temperatura e à alta pressão e boa durabilidade. Seu sistema de conexão se dá por termofusão, ou seja, os tubos e conexões se fundem com o uso de termofusora, tornando-se uma tubulação contínua. Os registros, válvulas e torneiras devem ser de bronze, latão ou outros materiais adequados, desde que obedeçam às especificações aprovadas para cada material. As tubulações de água quente devem ser isoladas termicamente a fim de se evitar as perdas de calor no sistema. 1.3.2 Dimensionamento O sistema predial de água quente é separado do sistema de água fria e pode ser por aquecimento individual ou local, central privada ou do edifício. Aquecimento Individual É feito pela instalação de aquecedores localizados nos banheiros ou cozinhas e atendem poucos aparelhos. Aquecimento central privado Nesse caso, há um aquecedor central na unidade privativa (acumulação ou de passagem) de onde as tubulações saem para alimentar os diversos pontos de utilização. Os aquecedores de passagem são aquecedores nos quais a água é aquecida à medida que passa pela fonte de aquecimento, sem necessidade de reserva. Os aquecedores de acumulação reservam a água a ser aquecida. Aquecimento central coletivo Há uma instalação geral que alimenta todas as unidades do edifício. Essa instalação, geralmente, fica no térreo ou subsolo. O primeiro passo para o dimensionamento desse sistema é o cálculo do consumo de água quente necessário em função do número de pessoas e de aparelhos a serem alimentados. Como exemplo, pode-se calcular o consumo de água quente de uma residência com oito moradores. Conforme a Tabela 7, o consumo per capita para residências é de 50 L por dia. Assim, o consumo diário de água quente é: 50 x 8 = 400 L. Nas é feito pela transferência de calor ocasiões de pico, a vazão é 1/7 do consumo diário: 400 x 1/7 = 57 L/s. A capacidade do reservatório deve ser de 1/5 do consumo diário: 400 x 1/5 = 80 L, enquanto a capacidade do aquecimento por horário deve ser de 1/7 do consumo diário: 400 x 1/7 = 57 L/s. O próximo passo para o dimensionamento do sistema de água quente é a determinação do modo de aquecimento da água, que pode ser feito por meio de energia elétrica, utilização da queima de combustíveis sólidos, líquidos ou gasosos, por energia solar, água resultante da condensação de sistemas de ar condicionado, entre outros. Em edifícios, os aquecedores mais comuns são os elétricos, a gás, a óleo ou carvão e solar. O aquecimento elétrico da água de resistências metálicas imersas na água. Para a determinação da potência elétrica, utiliza-se a equação: Q = mc . (t₂ - t₁) Onde Q é a quantidade de calor necessário em kcal, m é a quantidade de água (L), c é o calor específico da água (kcal/kgºC), t ₁ é a temperatura inicial (ºC) e t ₂ é a temperatura final (ºC). O calor específico da água é 1 kcal/kgºC. O reservatório de água quente, ou boiler, deve manter a temperatura da água quente por um longo tempo. Desse modo, é importante que seja isolado termicamente, assim como as tubulações. Esse isolamento pode ser feito com lã de vidro, Eucatex, isopor etc. SegundoCreder (2018), o boiler com bom isolamento térmico pode manter a temperatura da água por um período de cerca de 12 horas, sem consumo. O aquecimento a gás é feito baseado na norma NBR 15526. O aquecedor é, geralmente, instalado na cozinha ou banheiro. Em seu interior, há uma serpentina de água que recebe o calor pelo contato direto com a chama ou gases quentes, sendo que consta um pequeno bico de gás (piloto) que é acionado quando se abre a torneira ou registro. O rendimento médio desse tipo de aquecedor é de 70% e considera-se que é consumido cerca de 1 m³ de gás para produzir 4.000 kcal (CREDER, 2018). Os sistemas de aquecimento central em edifício são utilizados quando economicamente viáveis. Nesse caso, há necessidade de reserva de água para o suprimento das diversas unidades a serem abastecidas e são utilizadas, em geral, caldeiras a gás combustível e eletricidade. Os sistemas podem ser com circulação (termossifão) ou sem circulação. A diferença básica dos sistemas é o tempo até a água quente sair pela torneira. Em sistemas com circulação, a água quente sai quase que imediatamente da torneira, enquanto nos sistemas sem circulação demora um pouco para a água quente sair pela torneira. Os sistemas podem ser: ● Ascendente sem circulação; ● Ascendente com circulação; ● Descendente com bombeamento; ● Sistema misto, com ramos ascendentes e descendentes. Para o dimensionamento das tubulações de água quente do sistema descendente, segue-se os mesmos cálculos utilizados no sistema de água fria. No dimensionamento de um sistema ascendente, as considerações são semelhantes, sendo que as vazões diminuem de baixo para cima e as tubulações aumentam de diâmetro de baixo para cima. Para um sistema de aquecimento central privativo, deve-se prever uma coluna de distribuição exclusiva do sistema de abastecimento de água fria para os aquecedores. 1.4 2.1.1 Componentes do sistema predial de esgoto sanitário ● aparelhos sanitários : equipamentos utilizados para a coleta do esgoto, como bacia sanitária, lavatório, banheira, mictório, bacias sanitárias com caixas de descarga acopladas ou com válvulas de descarga, máquina de lavar roupas e a máquina de lavar louças; ● desconectores : dispositivos utilizados para vedar a passagem dos gases oriundos das tubulações de esgoto para o ambiente. Isso é possível https://www.passeidireto.com/perfil/969839-tanise-peixoto/ devido ao seu fecho hídrico. São exemplos de desconectores o ralo sifonado, a caixa sifonada e os sifões; ● conexões : têm a função de interligar os tubos, tubos e aparelhos sanitários, tubos e equipamentos e promover mudanças de direção e diâmetro de tubulação, como tês, cotovelos, curvas, dentre outras; ● caixa de gordura : dispositivo utilizado para reter as substâncias gordurosas contidas no esgoto. Podem ser de material plástico (pré-fabricadas) ou feitas com argamassa; ● dispositivos de inspeção : caixas de inspeção utilizadas para se ter acesso ao sistema, permitindo inspeções e desobstruções eventuais; ● subsistema de ventilação : é composto pelo conjunto de tubulações e dispositivos utilizados para assegurar os fechos hídricos, conduzindo os gases para a atmosfera e impedindo sua passagem para os ambientes utilizados. A ventilação primária é composta pelo prolongamento do tubo de queda, além da cobertura do edifício, denominado ventilador primário. A ventilação secundária é composta por ramais e colunas de ventilação; ● subcoletor : tubulação horizontal que recebe os efluentes dos tubos de queda e/ou ramais de esgoto; ● coletor : tubulação horizontal que se inicia a partir da última inserção do subcoletor e estende-se até o coletor 2.1.2 Dimensionamento Segundo a NBR 8160 (ABNT, 1999), o dimensionamento das tubulações do sistema predial de esgoto sanitário é feito pelo método das unidades de Hunter de contribuição (UHC). A unidade UHC se refere a um fator numérico que representa a contribuição em função da utilização habitual de cada tipo de aparelho sanitário. (1) O diâmetro nominal (DN) mínimo para o ramal de descarga de bacia sanitária pode ser reduzido para DN 75, caso justificado pelo cálculo de dimensionamento efetuado pelo método hidráulico apresentado no Anexo B e somente depois da revisão da norma NBR 6452:1985 (aparelhos sanitários de material cerâmico), pelo qual os fabricantes devem confeccionar variantes das bacias sanitárias com saída própria para ponto de esgoto de DN 75, sem necessidade de peça especial de adaptação. (2) Por metro de calha – considerar como ramal de esgoto. (3) Devem ser consideradas as recomendações dos fabricantes. Os ramais de descarga devem ser dimensionados adotando, no mínimo, os diâmetros da Tabela 1. Se o aparelho sanitário ligado a ele não estiver relacionado na tabela, devem ser estimadas as UHC de acordo com NBR 8160. Os ramais de esgoto são dimensionados de acordo com os diâmetros da Tabela 2, somando os UHC de seu trecho. Tanto os ramais de descarga quanto os ramais de esgoto devem obedecer às declividades mínimas de 2% para tubulações com diâmetro nominal (DN) igual ou inferior a 75 e 1% para tubulações com DN igual ou superior a 100. Os tubos de queda devem ser dimensionados de acordo com a Tabela 3, com base na somatória de UHC dos ramais de esgoto ligados a ele. Se o tubo de queda apresentar desvio superior a 45º com a vertical, deve-se dimensioná-lo da seguinte forma: a parte do tubo de queda acima do desvio fica como um tubo de queda independente, com base nos UHC contribuintes acima do desvio e de acordo com a Tabela 3. A parte horizontal do desvio, por sua vez, fica de acordo com a Tabela 4, tratando esse trecho horizontal como um subcoletor. O trecho abaixo do desvio deve ser dimensionado com base no número de UHC de todos os aparelhos que descarregam nesse tubo de queda, de acordo com a Tabela 3, não se adotando diâmetro inferior ao adotado para o trecho horizontal do desvio. Os coletores e subcoletores devem ser dimensionados conforme a Tabela 4, com base na somatória de UHC, sendo que o coletor deve ter diâmetro mínimo igual a 100. Em edifícios residenciais, deve ser considerado na somatória de UHC apenas o aparelho de maior descarga de cada banheiro. Nos demais casos, considera-se todos os aparelhos contribuintes no cálculo do UHC. De acordo com a NBR 8160 (ABNT, 1999), as caixas sifonadas devem ter fecho hídrico com altura mínima de 20 centímetros. Seu dimensionamento deve obedecer aos seguintes critérios: ● DN 100 : quando receberem efluentes de aparelhos sanitários até o limite de 6 UHC; ● DN 125 : quando receberem efluentes de aparelhos sanitários até o limite de 10 UHC; ● DN 150 : quando receberem efluentes de aparelhos sanitários até o limite de 15 UHC. As caixas de gordura são dimensionadas de acordo com o número de cozinhas atendidas. Para a coleta de uma única cozinha, pode ser utilizada uma caixa de gordura pequena. Construções com duas cozinhas devem utilizar a caixa de gordura simples ou dupla. De três a doze cozinhas, utiliza-se a caixa de gordura dupla. Para a coleta de mais de 12 cozinhas ou em casos especiais, como restaurantes, cozinhas de escolas e hospitais, deve-se instalar caixas de gordura especiais, dimensionadas para o número de refeições previsto. As dimensões mínimas dessas caixas de gordura são especificadas na NBR 8160 (ABNT, 1999). Outros dispositivos complementares do sistema de coleta e transporte do esgoto sanitário são: caixas de inspeção, caixas de passagem e instalação de recalque. Para um melhor entendimento, vamos dimensionar alguns componentes do sistema predial de esgoto sanitário de um edifício residencial com 15 pavimentos e pé direito de três metros. O banheiro, analisado a seguir, possui um lavatório, um chuveiro e um vaso sanitário Ramal de descarga: de acordo com a Tabela 1, temos os diâmetros: ● Ramal de descarga dolavatório: 1 UHC - DN 40. ● Ramal de descarga do chuveiro (ralo seco): 2 UHC - DN 40. ● Caixa sifonada: 1 UHC + 2 UHC = 3 UHC – DN 100. Ramal de esgoto : ramal de esgoto entre caixa sifonada e ramal de esgoto da bacia sanitária: 3 UHC – DN 50, conforme Tabela 2. ● Ramal de esgoto da bacia sanitária (Tabela 1): 6 UHC – DN 100. Tubo de queda (considerando cinco pavimentos em única prumada) : ● UHC por banheiro: 1 + 2 + 6 = 9 UHC. ● Total: 9 ∙ 15 pavimentos = 135 UHC Observação: como se trata de um projeto residencial, na somatória entra apenas o valor do aparelho de maior UHC. Logo, não será 90 UHC. Será 6 ∙ 15 = 90 UHC, que corresponde, de acordo com a Tabela 3 a DN 100. Ramal de ventilação : banheiro possui 9 UHC, conforme mostra a Tabela 5 no campo “grupo de aparelhos com bacia sanitária”. Dessa forma, o DN corresponde a 50. Coluna de ventilação : o número de UHC do tubo de queda é igual a 90 UHC e o diâmetro do tubo de queda é 100. O comprimento do tubo (15 pavimentos multiplicado por três metros, ou seja, 15 ∙ 3 = 45 m). Fazendo a comparação com a Tabela 6, chegamos no DN 75. Em locais nos quais não há redes de esgotos públicas, é necessário o uso de instalações para a depuração biológica e bacteriana do esgoto. Um exemplo é a fossa séptica. 2.2.1 Dimensionamento Para o adequado dimensionamento das instalações de águas pluviais, a primeira determinação necessária é a intensidade pluviométrica utilizada para a determinação da vazão do sistema. Essa intensidade pluviométrica é obtida a partir da definição da duração da precipitação e do período de retorno adequado, de acordo com as características da área a ser drenada. Esse valor é característico da localidade do projeto. A NBR 10844 (ABNT, 1989) estabelece, em seu anexo, valores de intensidade pluviométrica (mm/h) para chuvas de cinco minutos nas principais cidades do Brasil. Para construções de até 100 m² de área de projeção, pode-se adotar uma intensidade pluviométrica de 150 mm/h. De acordo com a NBR 10844 (ABNT, 1989), os períodos de retorno são: ● um ano para áreas pavimentadas nas quais empoçamentos sejam tolerados; ● cinco anos para coberturas ou terraços; ● 25 anos para coberturas ou áreas nas quais não possam ocorrer empoçamentos ou extravasamento. A vazão de projeto será: Q representa a vazão de projeto em litros/min, equivale à intensidade pluviométrica em mm/h e A é a área de contribuição em m 2. Essas áreas de contribuição podem ser calculadas de acordo com as indicações de cálculos da NBR 10844 (ABNT, 1989). A norma estabelece que as superfícies horizontais das lajes, além de calhas de beiral ou platibanda, devem ter declividade mínima de 0,5%, garantindo o escoamento das águas pluviais até os pontos de drenagem. Para o dimensionamento das calhas de beiral ou platibanda, é utilizada a equação de Manning-Strickler: Em que Q é a vazão de projeto em litros/min, S é a área molhada em m², n é o coeficiente de rugosidade (para plástico, aço, cobre, alumínio e latão, ele equivale a 0,011), Rh é o raio hidráulico em m (relação entre a área molhada e perímetro molhado), d é a declividade da calha em m/m. Quando a saídas das calhas estiverem a menos de quatro metros de uma mudança de direção, deve-se corrigir o valor da vazão multiplicando pelos fatores Os coletores verticais de água pluvial devem ser projetados em uma prumada, sendo que, nos desvios, devem ser utilizados curvas de 90º raio longo ou curvas de 45º. Seu diâmetro mínimo é de 70 mm e seu dimensionamento deve ser feito a partir de dois ábacos para dois tipos de saídas: aresta viva e em funil. O valor do diâmetro será retirado do ábaco a partir dos valores da vazão de projeto (l/min), altura da lâmina d’água na calha, em mm ( H ), e o comprimento do condutor vertical, em m ( L ). Os ábacos estão representados no Gráfico 1. O procedimento de utilização dos ábacos é: entrar no eixo horizontal com o valor da vazão. Levantar uma vertical até encontrar as curvas de H e L . Se não houver curvas, deve-se interpolar as existentes. A interseção mais alta entre essas curvas e a linha vertical deve ser transportada até o eixo D para a determinação do diâmetro, lembrando que deve ser, no mínimo, 70 mm. Os condutores horizontais de água pluviais devem possuir declividade mínima de 0,5%, sendo seu dimensionamento feito de acordo com a Tabela 8, em função da vazão de projeto do trecho. De acordo com Creder (2018), devem ser instaladas inspeções nas tubulações aparentes sempre que houver conexões, mudança de declividade, mudanças de direção e a cada trecho de 20 m retilíneo. Para entender melhor, vamos dimensionar as calhas e os coletores verticais de um sistema de águas pluviais. A calha recebe a vazão de uma área de 600 m² de telhado e possui um coletor vertical com 6 m de comprimento que recebe sua vazão. Consideremos que o local do projeto é na cidade de São Paulo, com intensidade pluviométrica é de 172 mm/h. A vazão do projeto será: A calha é de chapas de aço galvanizado ( n = 0,011), retangular, tem declividade mínima de 0,5% e trabalha conforme Figura 3, em que B é o dobro de A . A área molhada dessa seção será: A = 2 ∙ A ∙ A = 2 ∙ A². O perímetro molhado é: P = 2 ∙ A + A + A = 4A . O raio molhado é a razão entre A e P, ou seja, Para se determinar o lado A: Se considerarmos uma borda livre de 8 cm, a calha terá altura de 20 cm por 24 cm de largura. O coletor vertical é dimensionado de acordo com o ábaco do Gráfico 1. Se considerarmos entrada por aresta viva, entrando com a vazão de 1720 l/min e traçando uma vertical e assumindo que L = 6 m e H = 120 mm, não conseguiremos encontrar a curva de H , mas intersecionaremos a curva L . Indo até o eixo D , obteremos o diâmetro de 100 mm. Sendo assim, o coletor vertical possuirá DN 100. 2.4.1 Aplicação da água no combate aos incêndios A água é a principal forma de combate aos incêndios, pois é de fácil utilização e pode ser armazenada em quantidades razoáveis nos reservatórios da edificação. O sistema de hidrantes para combate a incêndio é normatizado pela NBR 13714. Ele é composto por reservatório de água, sistema de pressurização (bombeamento quando o desnível geométrico não é suficiente para propiciar a pressão e vazão mínima necessária ao bom funcionamento do sistema), conjunto de peças e acessórios (válvulas, registros e esguichos), tubulação e forma de acionamento (botoeiras, pressostatos, chaves de fluxo ou bomba jockey ). O dimensionamento deste sistema, de acordo com a Instrução Técnica n. 02, é projetado com a classificação de carga de incêndio, garantindo a pressão e vazão adequadas nos hidrantes mais desfavoráveis e com uma reserva de água suficiente para o funcionamento de um número mínimo de hidrantes por um determinado tempo. Os pontos de tomada de água (compostos por abrigo ou caixa de incêndio, mangueiras e esguichos) devem ser posicionados nas proximidades das portas e acessos em até cinco metros, nas posições centrais das áreas, fora das escadas e a 1 a 1,5 metros do piso. É instalada um registro de recalque (hidrante de passeio) para que o corpo de bombeiros possa utilizar a água do reservatório da edificação no combate ao incêndio. Além disso, há hidrantes do tipo coluna, instalados e mantidos pelo serviço de água da municipalidade. Os sistemas hidráulicos são dimensionados levando em consideração as perdas de carga da instalação, como perdas localizadas nas conexões e tubulações, além da perda de carga na mangueira do hidrante. A especificação das bombas utilizadas para os sistemas de hidrantes, e também para sistemas de chuveiros automáticos, é especificada a partir da vazão, altura manométrica e as velocidades limites, conforme valores fixados pelo corpo de bombeiros das municipalidades. Outro sistema utilizado no combate ao incêndio é o sistema de chuveiros automáticos,ou sprinklers . Este sistema é composto por uma rede hidráulica sob pressão na qual são instalados dispositivos de aspersão de água, ou seja, chuveiros automáticos, que podem ser abertos ou possuir um elemento sensível que se rompe com a ação do calor, descarregando a água sobre os materiais em chamas. É o método mais eficaz quando a água é o agente extintor mais adequado. Seu dimensionamento é feito de acordo com a severidade do incêndio que se espera, garantindo as pressões e vazões adequadas para os chuveiros automáticos, distribuindo, de forma homogênea, a água na área de influência. O número de sprinklers é determinado de acordo com a área a ser protegida e a distância entre eles depende do risco da instalação. Também deve ser ativado automaticamente com rapidez para que controle e faça a extinção do foco de incêndio no seu início. Por fim, deve seguir os requisitos da NBR 10897. 2.4.2 Aplicação da espuma no combate aos incêndios Além do uso da água, a espuma mecânica é muito utilizada para o combate de incêndios nos quais estão envolvidos líquidos combustíveis e inflamáveis. Essa espuma, de acordo com a Instrução Técnica n. 02, é A espuma não é eficaz em fogos com gases, materiais que reagem com água e fogos em vazamento de líquidos sob pressão. Também não deve ser aplicada em locais eletrificados, pois é um agente extintor que conduz eletricidade. Os tipos de espuma apresentam características específicas ao tipo de fogo a combater. Podem ser classificadas de acordo com sua origem (química ou física), com a sua composição (base proteica e base sintética), com seu coeficiente de expansão (baixa, média e alta expansão) e de acordo com as características de extinção do fogo. O sistema de resfriamento por espuma é composto por reserva de extrato, elemento dosador (responsável pela mistura do líquido gerador de espuma e água na proporção adequada para a formação da espuma), bombas hidráulicas, esguichos e canhões lançadores de espuma, tubulações e acessórios. O dimensionamento do sistema de espuma varia conforme tipo, dimensão e arranjo físico dos locais que armazenam líquidos inflamáveis e combustíveis, devendo seguir as normas técnicas oficiais e instruções técnicas do corpo de bombeiros. Circuitos em série: A mesma corrente elétrica percorre todos os elementos R = R₁ + R₂ + R₃ Circuitos em paralelo: A corrente elétrica se divide na bifurcações ++ Circuitos mistos: Combinação das ligações em série e em paralelo em um mesmo circuito 1º lei : “A soma das correntes que chegam a um nó do circuito é igual à soma das correntes que se afastam”. 2º lei : “A soma dos produtos das correntes pelas resistências em cada malha do circuito é igual à soma algébrica das forças eletromotrizes dessa malha”. Como vimos, a corrente elétrica é a função de uma diferença de tensão elétrica entre dois pontos. Essa tensão elétrica é produzida por meio de dispositivos ou máquinas e, quando medida nesses terminais de geração de energia, é denominada força eletromotriz (f.e.m.). Essa força eletromotriz, de acordo com Niskier (2013, p. 12), pode ser obtida por: ● Atrito, como de um vidro contra couro; ● Ação da luz, como em células fotovoltaicas; ● Ação de compressão e de tração sobre cristais; ● Aquecimento do ponto de soldagem entre dois metais diferentes; ● Ação química, como na solução de sais ácidos e bases; ● Indução eletromagnética. Pelo movimento de um condutor em um campo magnético: Método utilizado na produção de f.em. de um gerador de corrente elétrica. A f.em. é gerada devido ao movimento de rotação de um condutor, em um campo magnético, cortando as linhas de força deste campo. Se este condutor estiver ligado a um circuito externo, circula uma corrente elétrica nele. Pelo movimento de um campo magnético no interior de um solenóide: Neste caso, a f.em. é gerada nos terminais de um solenoide pelo deslocamento de um imã em seu interior. As linhas de força do campo magnético são cortadas pelas espirais do solenóide. Ao analisarmos um circuito de corrente alternada em regime permanente, por exemplo, na produção de geradores rotativos, a tensão gerada começa do zero, passa por um valor máximo positivo, volta a zero, depois passa por um valor máximo negativo e, novamente, anula-se, iniciando um ciclo. Essa tensão alternada gerada pode ser representada pela senoide. Em um circuito com resistência ( R ), como, por exemplo, um chuveiro, a variação da forma de onda da corrente e da tensão aplicada acontece simultaneamente, significando que a tensão e a corrente estão em fase, como ilustrado no Gráfico 1. No projeto dos sistemas prediais, o enfoque deve ser no desempenho de suas funções. A preocupação com o desempenho e a qualidade na construção é antiga, tendo registros sobre o assunto há mais de quatro mil anos no Código de Hamurabi. Um marco no desenvolvimento desse conceito foi a elaboração da ISO 6241, em 1984, que estabelecia uma listagem com os requisitos funcionais dos usuários de edificações. Essa norma foi substituída pela ISO 19208, que fornece a estrutura para a avaliação do desempenho de um edifício para satisfazer as necessidades do usuário e da sociedade (LEITNER, 2019, p. 40). Gráfico 1 – Variação de U e quando a carga é ôhmica (somente resistência). Gráfico 2 – Variação de U e I quando a carga é puramente indutiva. Os pequenos geradores geram apenas uma fase, fazendo o retorno pelo condutor neutro. Esse tipo de gerador monofásico possui apenas um enrolamento que, sob indução magnética, gera uma fase. Os geradores maiores são quase sempre trifásicos, sendo as três fases geradas em tempos diferentes defasadas de 120º. Por isso que o abastecimento das cidades é feito com três fases, um fio terra ou neutro. Assim, o número de fases na edificação dependerá da demanda de carga do prédio. Para circuitos trifásicos, será resultante da composição vetorial das três fases: Os valores de fator de potência variam entre 0 e 1. O valor zero representa indutância ou capacitância pura, e o valor um, resistência pura. Nos circuitos trifásicos, as ligações são em triângulo ou em estrela. A ligação em triângulo é feita quando a associação dos enrolamentos tem um aspecto igual ao de um triângulo. Na ligação por estrela, os terminais de enrolamento são unidos em um único nó. Essas ligações são ilustradas na Figura 2. 3.2 Projeto das instalações elétricas Para iluminação , a potência a ser considerada deverá incluir a das lâmpadas, as perdas e o fator de potência de equipamentos auxiliares, como reatores. A NBR 5410 determina a adoção dos seguintes critérios: ● Em cada cômodo ou dependência de unidades residenciais e nas acomodações de hotéis e similares, deve ser previsto pelo menos um ponto de iluminação no teto fixo, com potência de 100 VA; ● Em cômodos ou dependências com área igual ou inferior a 6 m², deverá ser prevista uma carga de pelo menos 100 VA. Em áreas superiores a 6 m², deve ser prevista uma carga mínima de 100 VA para os primeiros 6 m², e acrescer 60 VA para cada aumento de 4 m² inteiros. O número mínimo de tomadas de uso geral deverá ser determinado de acordo com os critérios, conforme a NBR 5410: ● Em banheiros, deve ser previsto pelo menos um ponto de tomada próximo ao lavatório; ● Em cozinhas, copas, copas-cozinhas, áreas de serviço, lavanderias e locais análogos, deve ser previsto um ponto de tomada para cada 3,5 m ou fração de perímetro, sendo que, acima da bancada com largura igual ou maior que 0,30 m, devem ser previstas, pelo menos, duas tomadas de corrente, no mesmo ponto ou em pontos distintos; ● Em varandas, garagens, halls de escadarias e salas de manutenção, deve ser previsto um ponto de tomada; ● Em salas e dormitórios, deve ser previsto um ponto de tomada para cada 5 m ou fração de perímetro, devendo esses pontos ser espaçados tão uniformemente quanto possível; ● Em cadaum dos demais cômodos e dependências de habitação, devem ser previstos, pelo menos: ● Um ponto de tomada, se a área do cômodo ou dependência for igual ou inferior a 2,25 m²; ● Um ponto de tomada, se a área do cômodo ou dependência for superior a 2,25 m² e igual ou inferior a 6 m²; ● Um ponto de tomada para cada 5 m ou fração de perímetro, se a área do cômodo ou dependência for superior a 6 m², devendo esses pontos serem espaçados tão uniformemente quanto possível. Em instalações comerciais, a NBR 5410 estabelece recomendações em função da área dos escritórios e lojas. As potências das tomadas de uso geral devem ter valores mínimos de: ● Em banheiros, cozinhas, copas-cozinhas, áreas de serviço: 600 VA por tomada (até três), e 100 VA para as demais, considerando cada um desses ambientes separadamente; ● Outros cômodos ou dependências: 100 VA por tomada; ● Aos circuitos terminais respectivos, deve ser atribuída uma potência de 1000 VA, no mínimo. Os pontos de tomadas de uso específico devem ser previstos com potência igual à potência nominal do equipamento a ser utilizado ou igual à potência do equipamento mais potente possível de ser ligado a este ponto. Sua localização deve ser de, no máximo, 1,5 m do local previsto para o equipamento. Após a definição dos pontos de utilização, a instalação deverá ser dividida em vários circuitos a fim de facilitar ensaios, manutenção, limitar as consequências de uma falha no sistema e evitar os perigos que possam resultar da falha de um único circuito. Essa divisão deve assegurar o melhor equilíbrio entre as cargas e as fases. Para isso, os circuitos de iluminação e de tomadas devem ser separados, sendo que cada um deve possuir seu próprio condutor neutro.Em locais de maior complexidade técnica, também são instalados circuitos de segurança para garantir o abastecimento, mesmo quando houver falha da concessionária, como no caso de circuitos de alarmes de proteção contra incêndio. Em unidades residenciais, permitem-se pontos de iluminação e de tomadas em um mesmo circuito, exceto nas cozinhas, copas e áreas de serviço. Deve ser observado, nestes casos, que devem ser previstos circuitos independentes para aparelhos de potência igual ou superior a 1500VA ou para aparelhos de ar-condicionado, sendo permitida a alimentação de mais de um aparelho do mesmo tipo por meio de um só circuito. Na alimentação dos equipamentos de ar-condicionado, quando feitos pelo mesmo alimentador, deve-se instalar proteção para o alimentador geral e uma proteção junto a cada equipamento, caso este não possua proteção interna. Infográfico 1 – Tipos de alimentadores Fonte: Elaborado pela autora, em 2020. Após a definição dos equipamentos que farão uso da energia, deve-se determinar uma estimativa de carga ou de potência instalada para o cálculo da demanda máxima e verificação junto à concessionária para a instalação da entrada de energia. Considera-se que a potência demandada seja inferior à potência instalada, e a relação entre elas é denominada fator de demanda. O projeto prossegue pela definição dos pontos de tomada, números de tomadas, pontos de iluminação e carga de iluminação. Em circuitos trifásicos: Entendendo melhor : Vamos calcular a corrente de projeto do sistema de iluminação de uma sala na qual serão instalados dez aparelhos de luz fluorescente com reatores de alto fator de potência, com 4 x 40 w cada, sob tensão 220 V, trifásicas. Considere para iluminação um fator de potência de 0,92 e rendimento, devido aos reatores, de 0,65. Após a definição da corrente de projeto de um circuito, deve-se dimensionar a seção do condutor capaz de permitir a passagem da corrente elétrica sem ocorrer excessivo aquecimento e de forma que a queda de tensão esteja dentro de limites aceitáveis. Além disso, eles devem ser escolhidos de forma a serem compatíveis com a capacidade dos dispositivos de proteção contra sobrecarga e curto-circuito. Com base nessa determinação, é utilizada a NBR 5410 para escolher o fio ou o cabo adequado conforme o tipo de instalação, tipo de isolação, números de condutores carregados (por onde passa, corrente), maneira de instalar os cabos, proximidade de outros condutores ou cabos e a temperatura do ambiente ou do solo (se enterrado), como ilustra o Fluxograma 1. Fluxograma 1 – Processo para dimensionamento da seção do condutor com base na condução de corrente. Fonte: Elaborado pela autora, em 2020. A NBR 5410 estabelece que eventuais correções devem ser feitas no valor da corrente de projeto devido à correção de temperatura (quando a temperatura é diferente da encontrada nas tabelas), agrupamento de mais de três condutores carregados e quando há agrupamento de eletrodutos. O dimensionamento do condutor com base na condução de corrente deve ser verificado quanto ao critério da queda de tensão. O condutor deve ser dimensionado de forma que a redução da tensão não ultrapasse os limites estabelecidos pela NBR 5410. Esses limites são: ● Instalações alimentadas a partir de rede de alta tensão: 7%; ● Instalações alimentadas diretamente de redes de baixa tensão: 5%. Para qualquer caso, a queda de tensão deve ser, no máximo, de 4% a partir do quadro terminal até o ponto de alimentação do equipamento. Os eletrodutos são dimensionados para que, após a montagem da linha, os condutores possam ser instalados e retirados facilmente. A área máxima de ocupação interna do eletroduto, de acordo com a NBR 5410 (2004), deve ser: ● 53%, no caso de um condutor; ● 31%, no caso de dois condutores; ● 40%, no caso de três ou mais condutores. 3.3.1 Proteção das instalações elétricas e usuários Deve-se garantir o bom funcionamento das instalações elétricas, protegendo os usuários, os equipamentos e a rede elétrica de acidentes provocados por alteração de correntes, como curto-circuito e correntes de sobrecarga. Para isso, são utilizados dispositivos como disjuntores termomagnéticos e fusíveis. A função do dispositivo de proteção contra curto-circuito é interromper a corrente antes que os efeitos térmicos e mecânicos dessa corrente se tornem perigosos aos condutores e aos equipamentos. De acordo com a NBR 5410, sua capacidade de interrupção deve ser igual ou superior à corrente de curto-circuito presumida no ponto onde o dispositivo de proteção está instalado. Os disjuntores também podem proteger contra correntes de sobrecarga prolongadas. Além da proteção dos equipamentos, deve-se proteger os usuários das instalações de riscos de choque elétrico. Esse choque elétrico pode produzir efeitos extremamente prejudiciais na pessoa, podendo levar à morte, dependendo da intensidade da corrente, do percurso da corrente no corpo humano e do tempo de duração do choque. A fim de evitar que o indivíduo receba um choque elétrico ao tocar em motores ou em equipamentos elétricos, eles devem estar ligados na terra, ou seja, aterrados. Assim, quando houver algum tipo de falha no isolamento ou um contato do elemento energizado na carcaça do equipamento, a corrente elétrica irá diretamente à terra e haverá a queima do fusível ou o desligamento do disjuntor, protegendo o sistema. O aterramento é a ligação do equipamento à terra utilizando-se condutores de proteção conectados ao neutro ou à massa do equipamento. Seu objetivo é escoar as correntes de fuga e de falta para a terra. É um sistema formado por condutor de proteção e eletrodo de aterramento, formado por barras em contato direto com a terra. De acordo com a NBR 5410, o condutor de proteção (“terra”) é designado por PE, e o neutro pela letra N. Quando o condutor tem funções combinadas de condutor de proteção e neutro, é designado por PEN. A estrutura da edificação pode ser protegida de descargas atmosféricas pelo sistema de proteção contra descargas atmosféricas SPDA , ou chamado tradicionalmente de para-raios. Esse sistema é formado, geralmente,por captores, condutores de descida e aterramento. Podem ocorrer também correntes de “fugas” através das isolações, denominada corrente diferencial-residual. Para a proteção dos usuários contra essas correntes de fuga, é utilizado o dispositivo de proteção à corrente diferencial-residual ou dispositivo DR. Ele pode vir incorporado nos disjuntores termomagnéticos ou ser instalado isoladamente nos quadros terminais. 3.3.2. Luminotécnica Nas edificações, os projetistas devem se atentar às necessidades de iluminação dos ambientes para promover conforto aos usuários. A NBR 5410 estabelece uma quantidade mínima de pontos de iluminação por ambiente. No entanto, muitos ambientes podem pedir iluminação compatível com a atividade do local, além de uma boa distribuição luminosa e aspecto visual agradável e estético. Neste sentido, é importante o conhecimento de conceitos luminotécnicos. A NBR 5461 e a NBR ISO/CIE 8995-1 estabelecem requisitos para a iluminação dos ambientes. Para poder dimensionar a iluminação de um ambiente, primeiro, devemos entender algumas definições, conforme Niskier (2013, p. 218-221): Luz Energia radiante que o observador verifica pela sensação visual de claridade determinada pelo estímulo da retina, sob a ação da radiação; Intensidade luminosa Potência da radiação luminosa em uma determinada direção; Fluxo luminoso Potência de radiação total emitida pela fonte de luz percebida pelo olho humano. Sua unidade é o lúmen (lm); Iluminância Relação entre o fluxo luminoso e a superfície sobre a qual incide. Sua unidade é o lux (lx), definido como a iluminância de uma superfície de 1 m² recebendo de uma fonte puntiforme, na direção normal, um fluxo luminoso de um lúmen uniformemente distribuído; Luminância Razão entre a intensidade luminosa da superfície pela sua área aparente. As luminárias são os aparelhos que contêm as lâmpadas. Suas funções são proteger a lâmpada, orientar ou concentrar o facho de luz, difundir a luz, reduzir o ofuscamento ou a brilhância e ser decorativa. Para projetar um sistema de iluminação, deve-se escolher o tipo de lâmpada a ser utilizada e o tipo de iluminação (direta, indireta, concentrante etc.). Essa escolha envolve, principalmente, o conhecimento da ocupação do ambiente e das atividades que ali serão desenvolvidas. Além disso, deve-se ter conhecimento sobre as cores das paredes e do teto, bem como sobre as alturas das mesas e das bancadas de trabalho, se houver. As metodologias mais utilizadas para o projeto de iluminação de um ambiente são o método dos lúmens e o método do ponto a ponto, baseado na lei de Lambert. Veja como é feito o método dos lúmens: De acordo com a NBR ISO/CIE 8995-1 (ABNT, 2013), cada tipo de ambiente exige níveis de iluminância, limites de ofuscamento e índices de reprodução de cor mínima, conforme a atividade exercida no local. Por exemplo, escritórios de desenho técnico devem possuir 750 lux; salas de reunião, 500 lux; e salas de aula, 500 lux. Uma vez definido o índice de iluminância requerida, deve-se fazer uma distribuição adequada da luminância, limitar o ofuscamento, avaliar a manutenção e a luz natural. As escolhas da luminária e da lâmpada dependerão de vários fatores, como objetivo da instalação, questões econômicas, razões da decoração, facilidade de manutenção etc. Além disso, é indispensável a consulta de catálogos de fabricantes para obter os dados utilizados na metodologia (CREDER, 2018, p. 365). Para a determinação do fluxo luminoso, número de luminárias e espaçamento entre elas, utilizaremos as equações: E Nas quais Φ é o fluxo luminoso total em lúmens, S é a área do recinto em m², E é o valor do iluminamento ou iluminância, u é o fator de utilização, d é o fator de depreciação, n é o número de luminárias e φ é o fluxo por luminárias em lúmens. O fator de utilização relaciona o fluxo luminoso inicial emitido pela luminária e o fluxo recebido no plano de trabalho e depende das dimensões do local, da cor do teto, das paredes e do acabamento das luminárias (CREDER, 2018, p. 371). Esse fator é obtido em catálogos do fabricante, conforme o tipo de luminária, com base no índice local e no valor de refletância. Tabela 4 – Exemplo de tabela de um catálogo de luminárias Fonte: CREDER, 2007, p. 366. O índice local é dado pela fórmula: O espaçamento máximo entre luminárias depende da abertura do feixe luminoso, conforme Tabela 7. Conhecido o número a ser instalado de luminárias, deve-se promover a distribuição uniforme delas no ambiente. Tabela 7 – Espaçamento máximo entre as luminárias Fonte: CREDER, 2018, p. 372. Entendendo melhor : Vamos iluminar uma sala de aula de 7,5 m por 15 m, com pé-direito de 4 m. Nela, serão instaladas luminárias cujo coeficiente de utilização será de 0,75. Considerando o fator de manutenção de 0,67, o fluxo luminoso será: A partir dessa quantidade de lúmens, se adotarmos uma lâmpada fluorescente de 32 W, que possui em média 2950 W de fluxo luminoso, em luminárias com quatro lâmpadas cada, temos a quantidade mínima de lâmpadas: Ou seja, podemos adotar 20 luminárias distribuídas uniformemente na sala de aula. 3.4 Sistemas prediais de transportes: vertical e horizontal Para promover mobilidade e acessibilidade nas edificações, são fundamentais bons projetos de transporte, como elevadores, escadas rolantes e esteiras rolantes. Esses sistemas influenciam diretamente a produtividade e o desempenho das atividades dos usuários da edificação. O elevador é um mecanismo de elevação ou de descida para o transporte de pessoas e de carga no sentido vertical. Sua estrutura é composta de mecanismos de operação como cabina, motor, cabos de aços e freios. Seu esquema básico de funcionamento é uma cabine montada sobre uma plataforma, em uma armação de aço. Esse conjunto é denominado carro. O carro e o contrapeso são suspensos por cabos de aço que passam por polias, de tração e de desvio, que são instaladas na casa de máquinas ou na parte superior da caixa do elevador. A máquina de tração proporciona o movimento de subida e de descida em velocidade especificada. A parada é feita por meio da ação de freio. Além do freio normal, é instalado um freio de segurança para situações de emergência, fixado na armação do carro ou do contrapeso (ELEVADORES ATLAS SCHINDLER, 2001). O projeto do elevador deve obedecer aos requisitos especificados pela NBR NM 207, NBR NM 313 e NBR 5665. O planejamento correto de escadas e de esteiras rolantes em edifícios comerciais, como em shoppings centers, é essencial para a promoção do fluxo ininterrupto de pessoas. A NBR NM 195 fixa as condições mínimas a serem observadas na elaboração do projeto, na fabricação e na instalação desses dispositivos. Na avaliação da quantidade de elevadores necessários para uma edificação, é preciso realizar o cálculo de tráfego conforme a NBR 5665. Para edifícios de médio e de grande porte, é importante a avaliação detalhada do projeto e das informações do fabricante. De acordo com Elevadores Atlas Schindler (2001), para que se possa efetuar o cálculo do tráfego, deve-se conhecer: ● População do prédio; ● Número de paradas dos elevadores; ● Percurso dos elevadores; ● Tipos de portas dos elevadores; ● Capacidade das cabinas; ● Velocidade dos elevadores; ● Quantidade de elevadores. A população é calculada conforme tabela da NBR 5665. Por exemplo, em edifícios residenciais, calcula-se quatro pessoas para cada apartamento de dois dormitórios. Após definida a população total, considera-se que o conjunto de elevadores seja capaz de transportar, em cinco minutos, no mínimo, uma porcentagem da população (item 5.2 da NBR 5665). Para edifícios residenciais, é de 10% da população. A norma ainda especifica como fazer o cálculo do número de paradas, tempos de aceleração, retardamento, abertura e fechamentos de portas, e tempo gastona entrada e na saída de passageiros. Com base no cálculo do tempo total de viagem de acordo com a lotação máxima da cabina, é possível verificar se atende a quantidade de pessoas a ser transportada em cinco minutos. Isso permite a determinação da capacidade mínima de transporte do elevador e se há necessidade de mais elevadores.No dimensionamento do transporte vertical e horizontal, é fundamental a análise de acessibilidade do elevador e das escadas e esteiras rolantes. A NBR NM 313 especifica os requisitos para o acesso e o uso seguros e independentes de elevadores, incluindo por pessoas com deficiências. Por exemplo, esta norma estabelece as dimensões mínimas da cabina, a necessidade de exatidão de parada no nivelamento do piso, a distância entre soleiras, a sinalização de pavimento, a instalação de corrimãos, sons audíveis, entre outras questões. Assim, o projeto de transporte vertical e horizontal envolve inicialmente a avaliação de fluxo com base na população e na velocidade do equipamento e nas ações de análise de segurança e de acessibilidade. Com base nisso, determina-se os tipos de equipamentos adequados para a edificação e é feita a avaliação estrutural da instalação.