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TERAPÊUTICA MEDICAMENTOSA EM IMPLANTODONTIA
PROF. DR. RUBENS RODRIGUES FILHO
1- INTRODUÇÃO
Vários autores citam que os implantes osseointegrados apresentam elevado índice de sucesso na solução de problemas estéticos e funcionais. Para que isso ocorra é necessário mínimo trauma cirúrgico, ausência de infecção e processo de reparo e osseointegração sem complicações. Entretanto, o insucesso pode ocorrer por condições agregadas ao paciente, ao profissional ou a conjugação de ambos. Nas cirurgias para colocação de implantes o cirurgião de preocupar-se com:
- Controle do stress
- Escolha da solução anestésica local mais adequada ao caso
- Controle da dor e da inflamação
- Prevenção da infecção periimplantar
1- CONTROLE DO STRESS 
Os procedimentos odontológicos de modo geral podem induzir ansiedade e medo nos pacientes, o que constitui um problema muitas vezes sério a ser superado, pois prejudica a realização de procedimentos necessários a manutenção da saúde bucal. Alterações fisiológicas como dilatação pupilar, palpitação, palidez, sudorese nas palmas das mãos, tremores, taquipnéia, taquicardia, elevação da pressão arterial e da freqüência cardíaca, postura defensiva, excesso ou falta de comunicação por parte do paciente, sensação de formigamento das extremidades são sinais normalmente presentes nos pacientes que apresentam medo e ansiedade diante de procedimentos odontológicos. O procedimento básico no controle da ansiedade frente ao tratamento odontológico é a tranqüilização verbal. Quando não for possível um controle adequado, drogas que apresentam atividades ansiolíticas, sedativo-hipnóticas, anticonvulsivante e miorrelaxante, são clinicamente úteis. Desta forma os ansiolíticos e sedativos podem ser usados como medicação pré-operatória, o que certamente facilita as manobras trans-operatórias. 
Dentre os vários agentes que têm sido empregados, os benzodiazepínicos são os mais prescritos no mundo, apresentam grande margem de segurança e poucos efeitos colaterais. Suas propriedades sedativas, amnésicas e relaxantes musculares centrais contribuem para o efeito tranqüilizador. Ligam-se aos receptores do ácido (-amino butírico (GABA) e atuam aumentando a ação inibitória do GABA principalmente no sistema límbico. Os benzodiazepínicos são potentes ansiolíticos e relaxantes musculares. São absorvidos por todas as vias, sendo a via oral a preferida. Sua meia vida é de aproximadamente 24 horas, atingindo níveis plasmáticos máximos em média 8 horas após a sua administração. São excretados principalmente pela urina. Devem ser administrados com cuidado para pessoas idosas, normalmente sensíveis, podendo apresentar confusão mental.
Entre os medicamentos do grupo dos benzodiazepínicos, pode-se destacar o diazepam, lorazepam, bromazepam, cloxazolam e midazolam, sendo este último também indutor de sono fisiológico. 
O diazepam e o bromazepam devem administrados 1 hora antes do procedimento. O lorezepam por outro lado deve ser administrado 2 horas antes e finalmente o midazolan 30 ou 60 minutos antes da intervenção. Além dos esquemas descritos para doses únicas, em pacientes muito ansiosos e apreensivos os benzodiazepínicos podem ser tomados na noite anterior à consulta, proporcionando um sono mais tranqüilo. 
A tabela 1 apresenta os benzodiazepínicos mais empregados em Odontologia.
TABELA 1
	Nome Genérico
	Nome Comercial
	Apresentação
	Dose usual
	Diazepam
	 Valium(
Dienpax(
	Compr. 5 e 10 mg
Ampolas 10 mg (IM)
	Adultos – 5 a 10 mg
	Lorazepam
	Lorax(
Lorium(
	Compr. 1 e 2 mg
	Adultos – 1 a 2 mg
Idosos – 0,5 a 1 mg
	Midazolan
	Dormonid(
	Compr. 15 mg
Ampolas 5 mg (IM) 
	Adultos – 7,5 a 15 mg
	Bromazepam
	Lexotan(
Somalium(
	Compr. 3 e 6 mg
	Adultos – 3 mg
Idosos – 1,5 mg
Outras Especialidades Farmacêuticas 
1- Alprazolam( (Frontal) 
- Doses para adultos: comprimidos de 0,25; 0,5; 1,0; 2,0 mg
- Limite de dose: 4 mg dia 
 2- Clonazepam( (Rivotril, Clonotril)
- Doses para adultos: comprimidos de 0,5 e 2 mg
- Administrar de 1 a 2 mg por dia
- Comprimido sublingual de 0,25 mg
3- Cloxazolam( (Ocadil) 
- Doses para adultos: comprimidos de 1; 2 e 4 mg
- Administrar de 1 a 3 mg por dia
Vantagens do Uso
- Reduzem o fluxo salivar e o reflexo de vômito
- Provoca relaxamento da musculatura esquelética
- Diminuem o metabolismo basal
- Retardam a absorção dos anestésicos locais
- Podem induzir amnésia anterógrada
- Ajudam a manter a pressão arterial e a glicemia
Efeitos Colaterais
- Sonolência
- Cefaléia
- Visão dupla
- Confusão mental
- Incoordenação motora
- Ataxia
Indicações
- Quando o quadro de ansiedade, medo e apreensão não é controlável
- Como medicação pré-anestésica
- Imediatamente após traumatismos dentais acidentais
- Em diabéticos, hipertensos ou cardiopatas (controlados)
Receituário para prescrição de benzodiazepínicos (tipo B)
 
 Dose por unidade posológica
2- CONTROLE DA DOR 
2.1- Analgésicos não-opióides
2.1.1- Analgésicos não-opióides no pré-operatório
A inibição da hiperalgesia pelos analgésicos não opióides principalmente salicilatos e antiinflamatórios não-esteroidais pode justificar seu uso precoce em procedimentos implantodônticos. O tratamento da dor já instalada é mais difícil, pois inúmeros mecanismos envolvidos já foram desencadeados intensificando-a. Desta forma os analgésicos devem ser utilizados de acordo com esquemas de doses fixas e não como se costuma ver em receitas “se necessário”. Portanto, estes agentes farmacológicos podem ser usados antes de se iniciar o procedimento ou devem ser administrados imediatamente após o seu término, quando o paciente ainda esta sob efeito anestésico.
2.1.2- A escolha do analgésico
Os analgésicos não-opióides estão indicados para dores leves a moderadas. A escolha poderá ser feita em função do procedimento operatório, toxicidade relativa, diferenças farmacocinéticas, experiência de uso dentre outras.
2.1.3- Ácido acetilsalicílico
A aspirina é o protótipo desta classe de drogas. É indicada como analgésico, antipirético, antiinflamatório e antireumático. Tem boa atividade analgésica na dose de 500 mg. Para se obter ação antiinflamatória é necessário empregá-la na dose de 4 a 5 gramas diários. A aspirina tem numerosos efeitos secundários como ulceração, náusea, vômito e dor epigástrica. O ácido acetilsalícilico ainda aumenta o tempo de sangramento pois se une irreversivelmente a ciclooxigenase plaquetária prevenindo a produção de prostaglandinas e tromboxano, substâncias que são necessárias para a agregação plaquetária. Nos pacientes que fazem uso crônico de aspirina, após a sua retirada, são necessários de 7 a 10 dias para que novas plaquetas sejam produzidas e lançadas no sangue circulante. É importante lembrar que pelo fato de ser usuário crônico de AAS o paciente tem propensão a sangramento, entretanto tem sido uma prática freqüente a não suspensão do AAS antes de procedimentos cruentos, como os de implantodontia, pois o risco de evento tromboembólico no paciente e maior do que uma possível hemorragia trans ou pós operatória. 
Especialidades Farmacêuticas:
- Aspirina(, AAS(
Comprimidos de 500 mg 
Adultos: Administrar por via oral 1 comprimido de 4 em 4 ou de 6 em 6 horas
 2.1.4- Derivado do para-aminofenol
Os derivados do para-aminofenol (paracetamol) são muito utilizados em odontologia. Nas doses terapêuticas não tem ação antiinflamatória. Possui baixa toxicidade, não inibe a agregação plaquetária e causa efeitos insignificantes sobre a mucosa gastrointestinal. 
Especialidades Farmacêuticas:
- Dôrico( 500 mg
- Termol 750 mg
- Paracetamol 500 mg e 750 mg
- Tylenol( 500 mg, 650 mg e750 mg
Adultos: Administrar por via oral 1 comprimido de 4 em 4 ou de 6 em 6 horas
 ou 55 gotas de tylenol a cada 6 horas
2.1.5- Derivados da pirazolona
Neste grupo o fármaco mais utilizado é a dipirona. Seu mecanismo de ação ainda não foi totalmente elucidado, entretanto, admite-se que exerça sua ação deprimindo diretamente a atividade de nociceptores. É uma droga analgésica clássica efetiva sobre a dor já instalada. É rapidamente absorvida pelo tubo digestivo, e pode provocar problemas gastrointestinais, alergias e raramente agranulocitose.
Especialidades Farmacêuticas:
Novalgina( 500 mg
Dipirona( 500 mg
Anador( 500 mg
Magnopyrol( 500 mg
Adultos: Administrar por via oral 1 comprimido a cada 4 horas
2.1.6- Novos antiinflamatórios não-esteroidais (AINEs)
Os antiinflamatórios não-esteroidais compreendem um grupo de medicamentos alternativos intermediários entre o ácido acetilsalicílico e os demais analgésicos quando queremos tratar a dor em diferentes situações clínicas. Possuem potência analgésica e antiinflamatória que varia de acordo com a dose utilizada e também com a meia vida-plasmática da droga. 
As especialidades farmacêuticas deste grupo serão apresentadas quando abordarmos os antiinflamatórios.
 2.2- Analgésicos opióides
Neste grupo encontramos a morfina, a codeína, o propoxifeno dentre outros. São considerados analgésicos de ação central, pois atuam sobre o tônus afetivo e componentes emocionais da dor.
2.2.1 Indicações
Dores agudas moderadas e intensas, não responsivas a analgésicos menos potentes.
2.2.2 Efeitos adversos
 Sono, euforia, farmacodependência, depressão respiratória, miose, atividade antitussígena, aumento do tônus da musculatura gastrointestinal e redução de seus movimentos, atividade emética (que provoca vômito) e antidiurética.
 - Especialidades Farmacêuticas:
Doloxene A( 50 mg (Propoxifeno 50 mg + ácido acetilsalicílico 325 mg)
- Adultos: Administrar por via oral 1 cápsula de 4 em 4 horas.
Tylex( 30 mg (Paracetamol 750 mg + codeína 30 mg)
- Adultos: Administrar por via oral 1 comprimido por via oral cada 4 horas
Tylex( 7,5 mg (Paracetamol 500 mg + codeína 7,5 mg)
- Adultos: Administrar por via oral 1 comprimido a cada 4 horas
Sylador(, Tramal ( 50 mg (Tramadol (analgésico opióide agonista (() 
- Adultos: Administrar por via oral 1 comprimido de 8 em 8 horas
Dorless( 50 mg (Cloridrato de tramadol agonista ()
- Adultos: 1 cápsula a cada 8 horas (dose máxima 400 mg/dia)
- Adultos: 50 a 100 mg 2 a 3 vezes ao dia IV ou IM
Dorless 100 mg solução
1 mL (30 gotas)
- Adultos: 15 (0,5 mL) ou 30 (1 mL) gotas a cada 6 ou 8 horas
Codex 30 mg (paracetamol 500 mg + codeína 30 mg)
- Adultos: 1 comprimido a cada 4 horas via oral
Codaten 50 mg (codeína 50 mg + diclofenaco sódico 50 mg)
- Adultos: 1 comprimido 3 vezes ao dia via oral 
Receituário para prescrição das associações 
3- CONTROLE DA RESPOSTA INFLAMATÓRIA
Os antiinflamatórios são divididos basicamente em dois grupos:
Antiinflamatórios não esteroidais ou não hormonais
Antiinflamatórios esteroidais ou corticosteróides ou Glicocorticóides ou hormonais
3.1- Porque controlar o processo inflamatório
- Diminuir ou evitar a dor 
- Evitar edema de grande intensidade
- Facilitar a cicatrização
- Evitar grandes quantidades de exsudato, coágulo e pus 
- Incorporar o paciente rapidamente a sua vida social e familiar
Estímulo ativador Fosfolipídeos da membrana celular 
 Fosfolipase A2
 
 Antiinflamatórios esteroidais
 Ácido Araquidônico
 Lipooxigenase Ciclooxigenase 1 e 2
 
 Leucotrienos Prostaglandinas
 Prostaciclinas Antiinflamatórios
 Tromboxanas não-esteroidais
Fig. 1: Cascata do ácido araquidônico. Ação das enzimas fosfolipase, ciclooxigenase e lipooxigenase. Mecanismo de ação dos antiinflamatórios.
1- Antiinflamatórios não-esteroidais 
Os antiinflamatórios não esteroidais também podem ser classificados como analgésicos não opióides, pois apresentam propriedades analgésica, antitérmica, antiinflamatória e antitrombótica. Como visto anteriormente estes medicamentos agem por inativação da enzima ciclooxigenase que pode ser do tipo 1 e 2. É importante lembrar que a ciclooxigenase-1 (COX-1) também é denominada ciclooxigenase constitutiva sendo proveniente de células endoteliais, plaquetas, macrófagos, rins e estômago, e é permanentemente ativa produzindo uma quantidade basal de prostaglandinas. A ciclooxigenase-2 (COX-2) é também chamada de ciclooxigenase induzida sendo liberada por fatores liberados na lesão tecidual onde ocorre a inflamação. 
Conhecendo as características de cada uma das ciclooxigenases, parece interessante sempre que possível utilizar drogas antiinflamatórias que apresentem especificidade ou alta seletividade pela ciclooxigenase-2 o que certamente diminui os efeitos adversos decorrentes do uso. Este fato torna-se ainda mais relevante quando temos que medicar pacientes que apresentam alterações sistêmicas como úlcera e gastrite por exemplo. 
1.2- Antiinflamatórios inibidores altamente seletivos (específicos) de Ciclooxigenase-2
Há alguns anos foram desenvolvidos e lançados no mercado alguns inibidores potentes e altamente seletivos por COX-2. Entretanto, só estão no mercado para uso odontológico o celecoxib (celebra() e o etoricoxib (arcóxia(). Os demais não são mais comercializados ou apresentam fortes restrições ao uso, devido aos efeitos colaterais significativos que provocam.
 
1.3- Quando usar os antiinflamatórios não-esteroidais
Em processos inflamatórios clinicamente relevantes, onde existe limitação funcional do paciente. Quando temos apenas dor à escolha deve recair sobre os analgésicos como dipirona e acetaminofeno. Outro aspecto que merece ser comentado é o da utilização de antiinflamatórios em processos infecciosos que devem ser tratados com antibióticos e quando apresentam dor podem ser associados a analgésicos.
Em odontologia os antiinflamatórios não esteroidais devem ser administrados precocemente, ou seja, já no pré-operatório ou imediatamente após o término do procedimento. O tempo de utilização de ser em torno de 2 a 3 dias não devendo exceder a 5 dias a não ser em casos especiais.
 
1.4- Seleção
Como a eficácia é similar, a escolha deve ser feita a partir da avaliação da toxicidade relativa, do custo, da experiência de uso pelo profissional e da conveniência para o paciente. Na falha terapêutica trocar por outro de sub grupo diferente.
Os efeitos adversos são qualitativamente iguais, mas quantitativamente diferentes. Os inibidores de COX-2 podem ser prescritos para pacientes com complicações gastrointestinais. 
1.5- Efeitos adversos
Dentre os mais comuns podemos citar: eritema e erosões gástricas, ulceração gástrica e duodenal, dispepsia (dificuldade de digerir), flatulência (acúmulo de gases no tubo digestivo), diarréia e perda de sangue pelo tubo digestivo, agranulocitose.
1.6- Contra-indicações
Gravidez
Hipertensos
Úlceras gastrointestinais
Hipersensibilidade
Distúrbios circulatórios
Em períodos próximos de cirurgias
Nos casos de desidratação e hemorragia
1.7- Seguimento
- Redução da sintomatologia é o sinal principal
 - EspecialidadesFarmacêuticas:
Cataflam(, Flogan(, Diclo P( (diclofenaco potássico)
 - Drágeas de 50 mg 
 - Adultos: Administrar por via oral 1 drágea de 6 em 6 ou de 8 em 8 horas
 - Injetável (ampola de 75 mg) 
 - Adultos: Administrar por via intramuscular 1 ampola ao dia pôr 2 dias.
 Naprosyn( (naproxeno)
- Comprimidos de 250 mg 
 - Comprimidos de 500 mg 
 - Adultos: Administrar por via oral 1 comprimido de 12 em 12 horas
 Flanax ( (naproxeno)
- Comprimidos de 275 mg 
 - Comprimidos de 550 mg
 - Adultos: Administrar por via oral 1 comprimido de 12 em 12 horas
Motrin(, Uniprofen(, Algi-Danilon(, Ibuprofan(, Spidufen( (ibuprofeno)
- Comprimidos de 600 mg
 - Adultos: Administrar por via oral 1 comprimido de 12 em 12 horas
 Dalsy( (ibuprofeno)
- Comprimidos de 400 mg
 - Adultos: Administrar por via oral 1 comprimido de 12 em 12 horas
Ponstan(, Pontin( (ácido mefenâmico)
- Comprimidos de 500 mg
 - Adultos: Administrar por via oral 1 comprimido de 8 em 8 horas 
Voltarem(, Fenaren( (diclofenaco sódico) 
 - Comprimidos de 50 mg
 - Adultos: Administrar por via oral 1 comprimido de 6 em 6 ou de 8 em 8 horas
 - Injetável (ampola de 75 mg) 
 - Adultos: Administrar por via intramuscular 1 ampola ao dia por 2 dias.
Feldene(, Inflamene( (piroxicam)
- Cápsulas de 20 mg
- Adultos: Administrar por via oral 1 cápsula de 20 mg ao dia
Piroxene(, Piroxifen(, Piroxiflan( (piroxicam)
- Comprimido de 20 mg 
- Adultos: Administrar por via oral 1 comprimido de 20 mg ao dia
Scaflam(, Nisulid(, Anti Flogil(, Scalid(, Sintalgin( (nimesulide)
Comprimido de 100 mg
Adultos: Administrar por via oral 1 comprimido a cada 12 horas
Proflam( (aceclofenaco)
Comprimidos de 100 mg
Adultos: Administrar por via oral 1 comprimido a cada 12 horas
Movatec(, Bioflac(, Loxiflan(, Movoxicam(, Meloxil( (meloxicam) 
- Comprimidos de 7,5 e 15 mg 
- Adultos: Administrar por via oral 1 comprimido de 12 em 12 horas (7,5 mg) ou 1 comprimido a cada 24 horas (15 mg)
 Celebra( (celecoxib) 
 - Cápsulas de 200 mg
 - Adultos: Administrar por via oral 1 cápsula de 12 em 12 horas
 Etoricoxib( (arcóxia)
 - Comprimidos de 90 mg
 - Adultos: 1 comprimido a cada 24 horas via oral
 Artrinid( (cetoprofeno)
 - Cápsulas de 50 mg
 - Adultos: 1 cápsula a cada 8 horas via oral
 Teflan( (tenoxicam)
 - Comprimidos de 20 mg
 - Adultos: 1 comprimido a cada 24 horas
 Trandor (Fenoprofeno)
 - Cápsulas de 200mg
 - Adultos: Administrar 1 cápsula a cada 6 horas 
 Cetorolaco de Trometamina
 - Comprimidos de 10 mg
 - Adultos: administrar por via sublingual 1 comprimido a cada 6 ou 8 hs 
2- Antiinflamatórios Esteroidais 
2.1- Classificação
No grupo dos costicosteróides podemos citar: cortisona, prednisona, prednisolona, triancinolona, metilprednisona, parametasona, dexametasona e betametasona, etc.
2.2- Indicações
Inflamações da mucosa oral
Em distúrbios da articulação temporo-mandibular
Em endodontia fazendo parte da composição de pastas obturadoras de canal
No pré e pós-operatório de cirurgias odontológicas
Para reduzir o edema pós-extração traumática
Edema de glote
Choque anafilático
Nas pulpotomias e biopulpectomias
2.3- Contra-indicações
 As contra-indicações da terapia com esteróides por tempo prolongado incluem: psicose aguda, diverticulose, úlcera péptica, síndrome de Cushing, insuficiência renal, hipertensão, tendência tromboembólica, osteoporose, miastenia grave (doença que acomete nervos e músculos, de origem auto-imune; é caracterizada por fraqueza acentuada), tratamento com anticoagulantes e hipersensibilidade à droga. Os esteróides não devem ser prescritos a pacientes com histórico de infecção crônica ou aguda do tipo bacteriana, viral ou por fungos. 
Esquema posológico para administração de corticosteróides em dose única 
Decadron( 4 mg (Dexametasona)
- Adultos: Administrar em dose única 4mg (1 comprimido) uma hora antes da cirurgia
Celestone( 2 mg (Betametasona)
- Adultos: Administrar em dose única 4mg (2 comprimidos) uma hora antes da cirurgia
Estes são corticóides podem ser administrados antes ou depois de procedimentos implantológicos onde se tem expectativa de dor ou já existe dor. 
São corticóides de ação prolongada (betametasona ou dexametasona); possuem duração de ação de 5 a mais dias
Betametasona (diprospan): ampolas de 1 ml (7 mg)
Betametasona (celestone soluspam): ampolas de 1 ml (8 mg)
Dexametasona (decadronal): ampolas de 2 ml (8 mg/ml)
Posologia: 1 ampola em dose única IM (exclusivamente)
4- Antibióticos
1- Duração do tratamento
As infecções orofaciais têm um período de duração que varia entre 2 e 7 dias, desta forma o tempo médio de utilização dos antibióticos deve ser de 7 dias.
Penicilinas
Penicilinas V
- São destruídas mais lentamente pela penicilinase
- Não são destruídas pelo pH ácido do estômago
- O seu espectro de ação é idêntico ao da penicilina G, porém de potência muito inferior
Especialidade Farmacêutica:
 Pen-ve-oral(
- Comprimidos de 500.000 UI 
- Suspensão 400.000 UI/5 mL 
- Adultos: administrar por via oral 1 comprimido de 6 em 6 horas
Peniciligran V( 
- Comprimidos de 1.200.000 UI
- Adultos: administrar por via oral 1 comprimido de 8 em 8 horas
Obs: 1 mg corresponde a 1.600 UI
Penicilinas de amplo espectro
- Tipos: Ampicilina, Amoxicilina e Amoxicilina com ácido clavulânico
- A amoxicilina é melhor absorvida que a ampicilina atingindo níveis séricos e tissulares mais elevados.
- O ácido clavulânico por inibição da maioria das beta-lactamases, aumenta o espectro antimicrobiano da amoxicilina
- Especialidades Farmacêuticas
 Amplacilina( (Ampicilina)
- cápsulas de 250 e 500 mg 
- comprimidos de 250, 500 e 1000 mg 
- suspensão 250 mg 
- injetável 500 mg e 1 grama 
- adultos: 1 a 2 g/dia, dividida em 4 administrações
Binotal( (Ampicilina)
- Cápsulas de 500 mg 
- Adultos: Administrar por via oral de 1 a 2 g por dia, dividida em 4 administrações
Amoxil(, Amoxil BD(, Velamox( (Amoxicilina)
- cápsulas de 500 mg 
- comprimidos de 875 mg e 1000 mg
- suspensão de 125, 200, 250, 400 e 500 mg em 5 mL
- adultos: 1 cápsula ou comprimido de 8 em 8 horas
Clavulin(, Clavoxil(, Clavupen( (Amoxicilina/ácido clavulânico)
- Comprimidos de 500 mg de amoxicilina + 125 mg de clavulanato de potássio
- Comprimidos de 875 mg de amoxicilina + 125 mg de clavulanato de potássio
- Frasco-ampola de 500 mg de amoxicilina + 100 mg de clavulanato de potássio
- Frasco-ampola de 1000 mg de amoxicilina + 200 mg de clavulanato de potássio
- Posologia ( 1 comprimido de 8 em 8 horas (injetável idem)
Seleção 
As penicilinas constituem os antibióticos de primeira escolha no tratamento das infecções odontogênicas
Cefalosporinas
*NÃO PRESCREVER PRA QUEM TEM ALERGIA A PENICILINA.
Cefalexina
- É usado por via oral
- Nas doses habituais não são altamente efetivos para germes anaeróbios presentes nas infecções bucais
- Especialidade Farmacêutica
 Keflex( (Cefalexina) 
- Drágeas de 500 mg
- Cápsula de 500 mg
- Comprimido de 500 mg
- Gotas: 20 gotas = 100 mg (1 gota = 5 mg)
- Adultos: Administrar por via oral 1 drágea a cada 8 horas
Cefazolina
- É usado por via parenteral
- Não são efetivos contra anaeróbios
- Especialidade Farmacêutica:
Kefazol(
- Frasco-ampola (250, 500 e 1000 mg) 
- Adultos: Administrar por via intramuscular 250 ou 500 mg de 8 em 8 horas
Cefotaxima
- É uma cefalosporina de 3a geração
- Maior atividade contra aeróbios Gram (-)
- Atua em germes anaeróbios- Especialidade Farmacêutica:
Claforam(
- injetável 500 a 1000 mg 
- Adultos: Administrar por via intramuscular de1 a 2 g ao dia dividida em 2 administrações
Cefalotina
- É a cefalosporina mais usada para profilaxia de infecção pós-operatória
- Tem baixa toxicidade
- Especialidade Farmacêutica:
Keflin( 
- Frasco-ampola com 1000 mg 
- Adultos: Administrar por via intramuscular de1 a 2 g em dose única
Ceftazidima
- É uma cefalosporina de 3a geração 
- Atua em germes anaeróbios
- Especialidade Farmacêutica:
 Fortaz(
- Injetável de1000 mg e 2000 mg 
- Adultos: 1 g de 8 em 8 horas (IM ou IV)
Macrolídeos
Azitromicina
- Resulta de modificações estruturais da eritromicina
- É administrada em dose única durante 3 dias, proporciona 10 dias de ação antibacteriana
- Especialidade Farmacêutica
Zitromax(, Azitromin(, Mazitron( (Azitromicina)
- Comprimidos de 500 mg 
- Comprimido de 1 g
- Cápsulas de 250 mg 
- Pó para suspensão (5 mL = 200 mg) 
- Adultos: 500 mg/dia
b) Claritromicina
- Especialidade Farmacêutica
 Klaricid(
 – Comprimidos de 250 e 500 mg
- Adultos : Administrar por via oral 500 mg a cada 12 horas
Seleção
Os macrolídeos constituem uma alternativa de tratamento para os pacientes alérgicos às penicilinas, nas infecções de pequena ou média gravidade.
LincosamiNas
- A clindamicina é a mais indiciada, sendo derivada quimicamente da lincomicina.
- É bacteriostática e se torna bactericida em doses altas.
- Bem absorvida por via oral.
- Biotransformada no fígado e excretada na bile.
- Esta distribuída principalmente no tecido ósseo, o que a indica em muitas infecções odontogênicas.
- É contra-indicada diante das disfunções renais e hepáticas.
- A reação adversa mais freqüente é a diarreia.
- A complicação gastrointestinal mais importante é a chamada colite pseudomembranosa.
- Especialidade Farmacêutica
Dalacin C(
- Cápsulas de 150 e 300 mg 
- Adultos: Administrar por via oral 1 cápsula a cada 6 horas
- Injetável 300 mg/2 mL ou 600 mg/4mL
- Administrar por via IM ou IV 1 ampola a cada 
Seleção
Para as infecções graves que não respondem às penicilinas. Podem ser utilizadas na profilaxia da endocardite infecciosa.
Metronidazol
- Eficaz contra anaeróbios Gram (-)
- Bem absorvido oralmente, atravessando barreiras teciduais rapidamente e em grandes concentrações, sendo bem distribuído na saliva e no fluído do sulco gengival
- Atua sobre o DNA bacteriano levando à morte celular
- É bactericida
- Está indicado no tratamento das periodontopatias como a GUNA e as periodontites refratárias avançadas
- Pode também ser indicado no tratamento das infecções dentais por Gram negativos em associação às penicilinas, macrolídeos ou tetraciclinas
- As reações adversas mais comuns são: gosto metálico, dor estomacal, náuseas e vômitos, urina escurecida.
- Especialidades Farmacêuticas:
Flagyl( (metronidazol) 
- Comprimidos de 250 e 400 mg
- Adultos: Administrar por via oral 1 comprimido a cada 8 horas 
- Injetável 500 mg/100 mL
- Administrar por via endovenosa 1 ampola a cada 8 hs
7- ANTIBIOTICOTERAPIA PROFILÁTICA
A seguir apresentaremos os regimes profiláticos mais indicados para endocardite infecciosa e para procedimentos cirúrgicos ambulatoriais.
 
a) Pacientes não alérgicos às penicilinas
Via oral (adulto)
 - Amoxicilina – 2g, 1 h antes do procedimento 
 
Via parenteral (adulto)
- Ampicilina – 2g, intramuscular ou intravenosa, 30 min antes do procedimento
Pacientes alérgicos às penicilinas
Via oral (adulto) 
- Clindamicina – 600 mg, 1 h antes do procedimento
- Azitromicina – 500 mg ou 1000 mg, 1 h antes do procedimento
 
Via parenteral (adulto) 
- Clindamicina – 600 mg, intravenosa, 30 min antes do procedimento
5- SÍNTESE APLICADA A IMPLANTODONTIA
- Na colocação de implantes unitários, com mínima invasão tecidual a resposta inflamatória é geralmente autolimitada podendo causar dor de intensidade leve a moderada, que pode ser tratada com dipirona ou paracetamol. 
- Nas cirurgias mais extensas, com maior invasão tecidual como na colocação de vários implantes, de enxertos ósseos, a resposta inflamatória pode se tornar exacerbada. Nesse caso reomenda-se a administração de anti-inflamatórios esteroidais ou não esteroidais.
- O uso de antibióticos por tempo prolongado, além de não conferir proteção adicional, pode aumentar a frequência de reações adversas e a seleção de bactérias resistentes.
- Um artigo de revisão concluiu que não há suporte para recomendar ou mesmo desencorajar o uso de antibióticos como rotina nas cirurgias para colocação de implantes (Esposito et al. 2003).
- Outros autores são da opinião que na profilaxia antibiótica em implantodontia bastam 2 g da amoxicilina 1 h antes do procedimento (Quintana-Gomes, 2002; Peterson, 1996).
- Diferentes regimes profiláticos tem sido propostos e avaliados quanto ao sucesso ou insucesso do procedimento implantodôntico. O uso profilático de antibióticos (antes e/ou após as cirurgias) não aumentou a taxa de sucesso dos implantes, quando comparadas as obtidas sem o emprego de cobertura antibiótica (Morris, 2004; Mazzocchi, 2007).
6- REGIMES ANTIBIÓTICOS PROFILÁTICOS POSSÍVEIS EM IMPLANTODONTIA COM BASE NO GRAU DE INVASIVIDADE E NA DIFICULDADE DO PROCEDIMENTO.
	Classificação do Paciente
	Característica do Procedimento
	Regime Profilático Proposto
	ASA I ou ASA II
	Exodontia de elementos não infectados
Colocação de implantes unitários
Cirurgias de reabertura
Descolamento tecidual mínimo
	Sem uso de antibióticos
Fazer bochechos com clorexidine 0,12 % duas vezes ao dia
	ASA I ou ASA II
	Exodontia com enxerto alveolar e inserção imediata do implante
Colocação de múltiplos implantes
Descolamento tecidual moderado
	Amoxicilina 1g 1 h antes e 500 mg 6 hs após a cirurgia
	ASA I ou ASA II
	Inserção de implantes múltiplos logo após as exodontias
Utilização de membranas
Descolamento tecidual extenso
	Amoxicilina 1g 1 h antes e 500 mg a cada 8 hs, por 3 dias
	ASA II ou ASA III
	Inserção de enxertos ósseos em bloco
Descolamento tecidual extenso
Cirurgias de longa duração
Doença periodontal ativa
	Amoxicilina 1g 1 h antes e 500 mg a cada 8 hs, por 5 dias
	ASA I ou ASA II
	Qualquer intervenção que envolva o seio maxilar
	Amoxicilina 875 mg + Clavulanato de potássio 125 mg
Obs: Caso o paciente seja alérgico a penicilina a clindamicina será a medicação escolhida (600 mg 1 h antes do procedimento e 300 mg a cada 8 hs).
7- COLOCAÇÃO DE IMPLANTES COM DESCOLAMENTO TECIDUAL MÍNIMO 
- implantes unitários
- implantes unitários imediatamente após a exodontia, sem perda da parede alveolar
- reabertura cirúrgica
PROTOCOLO PROPOSTO:
a) Cuidados pré operatórios: adequação do meio bucal
b) Controle da ansiedade: administração de um benzodiazepínico (escolher um dentre os que foram apresentados)
c) Profilaxia antibiótica prévia: não é recomendada
d) Antissepsia intrabucal: bochechar por 1 min 15 mL de digluconato de clorexidine 0,12%.
e) Antissepsia extrabucal: solução de digluconato de clorexidina 2%
f) Anestesia local: a escolha da solução anestésica deve seguir critérios já definidos anteriormente. Recomenda-se soluções que tenham epinefrina 1:100.000 como vasoconstritor.
g) Analgesia preventiva: administrar antes do procedimento 500 mg de dipirona ou logo após o seu término dipirona 500 mg (20 gotas) a cada 4 hs por 1 dia. O paracetamol 750 mg ou o ibuprofeno 200 mg a cada 6 hs também podem ser usados. 
h) Cuidados pós operatórios: manter a higiene oral e bochechar a cada 12 hs, por 1 min, 1 mL de digluconato de clorexidine 0,12%.
8- COLOCAÇÃO DE IMPLANTES COM DESCOLAMENTO TECIDUAL EXTENSO 
- implantes unitários imediatamente após a exodontia, com perda de parede alveolar, na ausência de infecção bucal
- inserção de múltiplosimplantes
PROTOCOLO PROPOSTO:
a) Cuidados pré operatórios: adequação do meio bucal
b) Controle da ansiedade: administração de um benzodiazepínico (escolher um dentre os que foram apresentados)
c) Profilaxia antibiótica prévia: administrar 1 g de amoxicilina 1 h antes do procedimento
d) Antissepsia intrabucal: bochechar por 1 min 15 mL de digluconato de clorexidine 0,12%.
e) Antissepsia extrabucal: solução de digluconato de clorexidina 2%
f) Anestesia local: a escolha da solução anestésica deve seguir critérios já definidos anteriormente. Recomenda-se soluções que tenham epinefrina 1:100.000 como vasoconstritor.
g) Analgesia perioperatória: administrar 4 a 8 mg de corticoide pelo menos 1 h antes do procedimento e 1 g de dipirona (40 gotas) logo após o seu término. A dipirona 500 mg (20 gotas) a cada 4 hs deve ser prescrita por 1 dia. O paracetamol 750 mg ou o ibuprofeno 200 mg a cada 6 hs também podem ser usados. Caso a dor persista podemos prescrever cetorolaco 10 mg sublingual a cada 6 ou 8 hs ou nimesulida 100 mg a cada 12 hs. 
h) Cuidados pós operatórios: manter a higiene oral e bochechar a cada 12 hs, por 1 min, 1 mL de digluconato de clorexidine 0,12%.
9- COLOCAÇÃO DE IMPLANTES COMPLEMENTADA POR BIOMATERIAIS DE PREENCHIMENTO OU REGENERADORES, COM ENVOLVIMENTO OU NÃO DOS SEIOS MAXILARES
PROTOCOLO PROPOSTO:	
a) Cuidados pré operatórios: adequação do meio bucal
b) Controle da ansiedade: administração de um benzodiazepínico (escolher um dentre os que foram apresentados)
c) Profilaxia antibiótica prévia: administrar 1 g de amoxicilina 1 h antes do procedimento e 500 mg a cada 8 hs por mais 3 dias.
d) Antissepsia intrabucal: bochechar por 1 min 15 mL de digluconato de clorexidine 0,12%.
e) Antissepsia extrabucal: solução de digluconato de clorexidina 2%
f) Anestesia local: a escolha da solução anestésica deve seguir critérios já definidos anteriormente. Recomenda-se soluções que tenham epinefrina 1:100.000 como vasoconstritor.
g) Analgesia perioperatória: administrar 4 a 8 mg de corticoide pelo menos 1 h antes do procedimento e 1 g de dipirona (40 gotas) logo após o seu término. A dipirona 500 mg (20 gotas) a cada 4 hs deve ser prescrita por 1 dia. O paracetamol 750 mg ou o ibuprofeno 200 mg a cada 6 hs também podem ser usados. Caso a dor persista podemos prescrever cetorolaco 10 mg sublingual a cada 6 ou 8 hs ou nimesulida 100 mg a cada 12 hs. 
h) Cuidados pós operatórios: manter a higiene oral e bochechar a cada 12 hs, por 1 min, 1 mL de digluconato de clorexidine 0,12%.
10- TRATAMENTO DA INFECÇÃO PERIMPLANTAR (proposta de protocolo)
- As infecções são difíceis de tratar, ocasionam perda óssea vertical e quase sempre os implantes são removidos. 
- A prevalência de infecções varia de acordo com diferentes autores, mas, no geral é muito baixa.
- a etiologia da perimplantite é ainda pouco compreendida. Há evidências que demonstram uma correlação direta entre a microbiota oral e a mucosite perimplantar ou a perimplantite.
- Protocolo medicamentoso sugerido 
1. Amoxicilina 500 mg + metronidazol 250 mg a cada 8h por 7 dias.
2. Aplicação local de gel de digluconato de clorexidina 1%, diariamente. Se não for possível, prescrever bochechos com 15 mL de digluconato de clorexidina a 0,12% a cada 12 hs por 7 dias. 
Medicamento ou substância
IDENTIFICAÇÃO DO EMITENTE
Nome completo:
CRO: UF: 
Endereço completo e telefone:
Cidade: UF:
NÚMERO B 
Data:.....de........de.........
Posologia
Assinatura e carimbo do 
 emitente
 Quantidade e forma farmacêutica
 UF
NOTIFICAÇÃO DE RECEITA
 CARIMBO DO FORNECEDOR
 Assinatura do farmacêutico Data:
 IDENTIFICAÇÃO DO COMPRADOR
Nome:.................................................................................
Ident.:...........................Órgão Emissor:..........................
Endereço:..........................................................................
Cidade:.......................................UF:................................
Telefone:...........................................................................
Paciente:.......................................................................
Endereço:.....................................................................
........................
Dados da gráfica: Nome - Endereço Completo - CGC Numeração desta impressão: de........ a .......
Número da autorização dada pela Vigilância Sanitária: 
Receita de Controle Especial
1a VIA FARMÁCIA
2a VIA PACIENTE
IDENTIFICAÇÃO DO EMITENTE
Nome completo:
CRO: UF: 
Endereço completo e telefone:
Cidade: UF:
Paciente:.......................................................................................................................
Endereço:.....................................................................................................................
Prescrição:....................................................................................................................
. 
..........................................................................................................................................
IDENTIFICAÇÃO DO FORNECEDOR
Assinatura farmacêutica Data:
IDENTIFICAÇÃO DO COMPRADOR
Nome:.........................................................................
Ident.:...........................Órgão Emissor:..................
Endereço:..................................................................
Cidade:.......................................UF:........................
Telefone:...................................................................