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<p>Caderneta da Local em Odortologia Material produzido por Larissa Eulália @odonto.resumoslari</p><p>ANESTESIA LOCAL um breve resumo Os anestésicos locais são substâncias químicas capazes de bloquear de forma reversível a transmissão de impulsos nervosos no local onde forem aplicados, sendo fundamentais no âmbito da Odontologia para controle da dor. As soluções anestésicas agem provocando vasodilatação, e consequentemente facilitando a absorção, aumentando a toxicidade e diminuindo o tempo de duração. Sendo assim, com o objetivo de aumentar o tempo de duração, diminuir a absorção e a toxicidade sistêmica, uma substância vasoconstritora é adicionada às soluções</p><p>VASOCONSTRITORES um breve resumo substâncias químicas associadas aos sais anestésicos que têm como função a absorção lenta deste sal, redução da sua toxicidade, aumento no tempo de duração da anestesia e aumento da eficácia do bloqueio anestésico. Os tipos de vasoconstritores mais utilizados são a adrenalina/epinefrina, na, a fenilefrina e o A ADRENALINA se liga aos receptores a e dos órgaos inervado pelo SNS e prodz a célebre.Como efeitos: aumento da PA sistólica e da FC (frequencia cadíaca), em situaçoes mais extremas o paciente pode sentir palpitaçoes e dor torácica. A NORADRENALINA aumenta a PA sistólica e diastólica, mas nao altera a FC.</p><p>A FENILEFRINA pode aumentar a PA sistólica e diastólica, bem como determinar queda na FC. A FELIPRESSINA OU OCTAPRESSIN pode causar crises de angina com isquemia miocárdica, isso em pacientes com alteração na circulação coronariana. Os vasoconstritores estão contraindicados em pacientes com: Angina pectóris Infarto do miocárdio recente (até 6 meses), ; Acidente vascular cerebral recente; Cirurgia de revascularização miocárdica recente Arritmias refratárias insuficiência cardíaca congestiva intratável ou não controlada; Hipertireoidismo não controlado; Diabetes mellitus não controlado; Feocromocitoma; Hipersensibilidadea sulfitos.</p><p>ANESTÉSICOS LOCAIS É muito importante a condição prévia do paciente; se ele pode ou não receber aquele determinado sal anestésico, e depois disso vem a preferência e escolha do profissional. Os anestésicos locais utilizados na odontologia, são do tipo amida. ANESTÉSICO INÍCIO DE AÇÃO DURAÇÃO DOSE MÁXIMA e 3 a 5 min Polpa 60 min 7,0 mg/Kg adultos com sem Tecidos moles - 3 a 5 h Prilocaina (3% com 3 a 5 min Polpa 60 a 90 min 8,0 mg/Kg adultos Tecidos moles - 3 a 8 h Bupivacaina (0,5% com 6 a 10 min Polpa - 90 a 180 min 1,3 mg/Kg adultos ou sem vasoconstritor) Tecidos moles - a9h (2% com 3 min Polpa 60 min 6,6 mg/Kg adultos vasoconstritor ou 3% Tecidos moles - 3 a 5 h sem vasoconstritor) com ou 1 a 2 min Polpa - 60 a 75 min 7,0 mg/Kg adultos sem vasoconstritor) Tecidos moles - 3 a 6 h A fenilefrina é associada exclusivamente à lidocaína A felipressina é sempre associada à prilocaína</p><p>PRINCIPAIS ANESTÉSICOS LOCAIS DE USO ODONTOLÓGICO 1 LIDOCAÍNA É anestésico local mais comum na Odontologia, tem início de ação entre 2 a 3 minutos e eficácia na concentração de 2%. DOSE MÁXIMA: 7,0 mg/Kg em adultos, não ultrapassando 300 mg CONCENTRAÇÃO: 1% e 2%, com ou sem vasoconstritor, e 5% tópica 2 PRILOCAÍNA Considerada duas vezes mais tóxica e tem sua ação tardia em 2 a 4 minutos quando comparadda à lidocaína. DOSE MÁXIMA: 6,0 mg/Kg, não ultrapassando 400mg CONCENTRAÇÃO:</p><p>3 É bastante usado na Odonto, tem potencial de toxicidade duas vezes maior que a lidocaína, tem sua ação entre 1,5 a 2 minutos. DOSE MÁXIMA: 4,4 mg/Kg, não excedendo 300 mg CONCENTRAÇÃO: 2% com vasoconstritor e de 3% sem vasoconstritor 4 ARTICAÍNA Tem toxicidade semelhante à da lidocaína. Apresenta rápido início de ação, entre 1-2 minutos. DOSE MÁXIMA: 7,0 mg/Kg, nao ultrapassando 500mg CONCENTRAÇÃO: @ODONTO.RESUMOSLAR 4% com epinefrina 1:100.000 ou sem vasoc. A DM para pacientes sensíveis à epinefrina, como os pacientes ASA III e ASA IV, e os pacientes com sintomas clínicos de hipertireoidismo, é 0,04 mg de epinefrina (ou 2 tubetes de 4</p><p>10 COMO CALCULAR A DOSE MÁXIMA DE ANESTÉSICO ODONTOLÓGICO? ADULTO Cálculo da dose máxima em tubetes 1° passo 2° passo 3° passo Quantos mg de anestésico Qual a dosagem máxima Determinar a dose tem cada tubete? por peso estabelecida máxima em tubetes Ex.: paciente pesa 75 kg pela literatura? 1 tubete - 36 mg Ex.: Lid 2% 7,0 mg - 1kg X tubetes - 525 mg X - 75 kg X = 14,5 tubetes 100 mL - 2g 100 ml - 200 mg X = 525 mg 1 - 20 mg Se um tubete tem 1,8ml 20mg X 1,8 mL = 36 mg PEDIÁTRICO CÁLCULO DA DOSE MÁXIMA EM TUBETES 1° passo 2° passo 3° passo Quantos mg de anestésico tem Qual a dosagem máxima por Determinar a dose em cada tubete? peso estabelecida pela tubetes literatura? Ex.: paciente pesa 10kg 1 tubete - 36 mg Ex.: Lidoc. 2% 4,4 mg 1kg X tubetes - 44 mg X 10kg = 1,2 tubetes (arredondar para Se um tubete tem X = 1) 20mg 1,8 mL = 36mg</p><p>11 FATORES A SEREM CONSIDERADOS NA ESCOLHA DO ANESTÉSICO Fator clínico do paciente: Tipo de procedimento a ser realizado; Período de tempo de duração do procedimento; Necessidade de hemostasia; Necessidade ou não de controle da dor pós- operatória. Fator sistêmico do paciente: Pediátrico; Gestantes; Diabéticos; Insuficiência renal; Asmáticos; Alterações cardiovasculares (angina, infarto do miocárdio, insuficiência cardíaca congestiva, arritmias, etc); Hipertensos; Porfirias hepáticas.</p><p>12 PEDIÁTRICOS Lidocaína 2% + Epinefrina 1:100.000 ou 1:200:000 (Dose máxima: 1 tubete para cada 10 Kg) GESTANTES 2% + Epinefrina 1:100.000 ou 1:200:000 (Máximo 2 tubetes) (mepivacaína e prilocaína contraindicados) DIABÉTICOS Prilocaína 3% + Felipressina 0,03 UI/mL Lindocaína + Epinefrina 1:100.000 ou 1:200.000 (Máximo 2 tubetes) INSUFICIÊNCIA RENAL Articaína 4% ou 2% + Epinefrina 1:100.000 ou 1:200.000 (evitar mepivacaína)</p><p>ASMÁTICOS 2% ou Mepivacaína 2% ou Articaína 4% + FEpinefrina 1:100.000 ou 1:200.000 Histórico de alergia aos sulfitos usar: Prilocaína 3% + Felipressina 0,03 UI/mL ALTERAÇÕES CARDIOVASCULARES angina p., ICC, infarto do miocárdio 2% + Epinefrina 1:100.00 ou 1:200.000 Prilocaína 3% + Felipressina 0,03 UI/mL . Articaína 4% + Epinefrina 1:100.000 ou 1:200.000 Arritmias severas, sintomáticas e supraventriculares usar: 3% + Felipressina 0,03 UI/mL HEPATOPATAS USO SEGURO: Bupivacaína 0,5% com ou sem Epinefrina 3% + Felipressina 0,03 UI/mL USO COM PRECAUÇÃO: 2% + Epinefrina 1:100.000 ou 1:200.000 Mepivacaína 3% sem vasoconstritor Mepivacaína 2% + Epinefrina 1:100.000 ou</p><p>14 HIPERTENSOS CONTROLADOS: . 2% ou Articaína 4% + Epinefrina (máx. 2 tubetes) Prilocaína 3% + Felipressina 0,03 UI/mL DESCONTROLADOS ( (<180mmH): Mepivacaína 3% sem vasoconstritor Prilocaína 3% + Felipressina 0,03 UI/mL ALÉRGICOS AOS SULFITOS Prilocaína 3% + Epinefrina 1:100.000 ou 1:200.000</p><p>15 o que fazer quando o paciente tem alergia a anestésicos locais? Apesar de serem extremamente raras (menos de 20 casos em 50 anos), podem ocorrer reações alérgicas. Na maioria das vezes é devido à presença de outras substâncias que compõem a fórmula da solução anestésica. O cirurgião- dentista deve estar preparado para as situações de emergência no consultório. Apesar de as reações alérgicas não serem consideradas muito frequentes, deve-se ficar atento ao surgimento dos sintomas que indiquem a ocorrência e informar ao cirurgião-dentista, a fim de possibilitar a interrupção do medicamento ou substituição dele.</p><p>CADERNETA Autora: Laryssa Hillary O @odontostudyy This document is available free of charge on studocu</p><p>SUMÁRIO 1.1. Ácido Acetilsalicílico 4 1.2. Ibuprofeno 5 1.3. Diclofenaco 6 1.4. Nimesulida 7 1.5. Coxibes (Celecoxib e Etoricoxib) 8 2. ANTI-INFLAMATÓRIOS ESTEROIDAIS (AIES) - GLICOCORTICÓIDES 8 2.1. Betametasona e Dexametasona 9 3. ANALGÉSICOS NÃO OPIÓIDES 10 3.1. Dipirona 10 3.2. Paracetamol 11 4. ANALGÉSICOS OPIÓIDES 13 4.1. Codeína e Tramadol 13 5. ANSIOLÍTICOS 14 5.1. Diazepam, Lorazepam, Midazolam 15 6. ANTIBACTERIANOS 16 6.1. Penicilinas (Amoxicilina, Ampicilina e Penicilina V) 18 6.2. Clindamicina 20 6.3. Claritromicina e Azitromicina 21 6.4. Metronidazol 22 7. ANTIVIRAIS 24 8. 25</p><p>9. ANTISSÉPTICOS 26 9.1. Solução de iodopovidona (PVPI) 27 9.2. Clorexidina 27 10. ANESTÉSICOS LOCAIS 28 10.1. Sais anestésicos 28 10.2. Vasoconstritores 32 10.3. Escolha da solução anestésica 34 10.4. Observações importantes 35 11. TÉCNICAS ANESTÉSICAS: MAXILA 38 11.1. Nervo Alveolar Superior Posterior 38 11.2. Nervo Alveolar Superior Médio 39 11.3. Nervo Alveolar Superior Anterior 40 11.4. Nervo Infraorbital 41 11.5. Nervo Palatino Maior 42 11.6. Nervo Nasopalatino 43 12. TÉCNICAS ANESTÉSICAS: MANDÍBULA 44 12.1. Nervo Alveolar Inferior 44 12.2. Nervo Bucal 45 12.3. Nervo Lingual 46 12.4. Nervos Mentoniano e Incisivos 47 13. BÔNUS: RECEITUÁRIO 48 14. REFERÊNCIAS 48</p><p>1. ANTI-INFLAMATÓRIOS NÃO ESTEROIDAIS (AINES) 1.1. Ácido Acetilsalicílico 1.1.1. Efeitos terapêuticos: reduz a temperatura de forma rápida e eficaz; alívio da dor de baixa e média intensidade, originada de estruturas músculo- esqueléticas; é o medicamento padrão para o tratamento da artrite reumatóide, em doses maiores; usado na profilaxia de doença cardioembólica (100 mg/dia). 1.1.2. Efeitos adversos: salicismo (intoxicação - zumbido, tontura, diminuição da audição, náuseas, vômitos), distúrbios gastrointestinais, hipersensibilidade cutânea, alterações metabólicas, síndrome de Reye (não administrar em crianças com infecção viral). 1.1.3. Observações: não é indicado em pacientes com asma, não tem bom efeito anti-inflamatório. Não é utilizado na Odontologia, devido ao risco de sangramento. Atentar-se aos pacientes que fazem o uso desse medicamento, principalmente em procedimentos cirúrgicos. 1.1.4. Posologia: 500 mg - 4/4h. 1.1.5. Marcas comuns: aspirina, melhoral. 4</p><p>ASPIRINA® 500 mg acido de 1.2. Ibuprofeno 1.2.1. Efeitos terapêuticos: efeito analgésico, antipirético e anti-inflamatório significativos. Indicado para tratamento da dor e da inflamação, inclusive causados por procedimentos cirúrgicos. 1.2.2. Efeitos adversos: distúrbios gastrintestinais indesejados. 1.2.3. Posologia: Adultos: comprimidos 300 ou 600 mg - 6/6h por 1 a 3 dias. Crianças: 5 a 10 mg/kg, de 6/6h, dose máxima 40 mg/kg/dia. 1.2.3.1. Apresentação: comprimidos 300 e 600 mg; suspensão oral 30 mg/ml e 100 mg/5 ml; cápsulas 400 mg; envelopes com grânulos de 400 e 600 mg. 1.2.4. Marcas comuns: alivium, advil, ibupril.</p><p>Alivium FEBRE E DOR Sabor Advil ibuprofeno 400mg Ibupril 300m Dor de Alivium Use Dor nas costas 100 20 ibuprofeno Dor muscular Mais 1.3. Diclofenaco 1.3.1. Efeitos terapêuticos: promove efeito analgésico, antipirético e anti-inflamatório bastante significativos. Indicado para o tratamento da dor e da inflamação. 1.3.2. Efeitos adversos: apresenta efeitos gastrintestinais indesejados; pode aumentar o efeito dos anticoagulantes orais; interfere na ação de medicamentos anti- hipertensivos. 1.3.3. Posologia: Adultos: comprimidos 50 mg - 8/8h por 1 a 3 dias. Crianças: não administrado na Odontologia. 1.3.4. Marcas comuns: voltarén (diclofenaco sódico) e cataflan (diclofenaco potássico). NOVARTIS 6 Retard Cataflam 50 mg 100 mg 10 comprimidos de 6</p><p>1.4. Nimesulida 1.4.1. Efeitos terapêuticos: efeito analgésico, antipirético e anti-inflamatório significativos; inibe geração de citocinas inflamatórias; inibe a infiltração de polimorfonucleares e formação de edema no local inflamado; inibe contrações uterinas. 1.4.2. Efeitos adversos: não apresenta efeitos gastrintestinais adversos, por ser seletivo da COX-2 e não exerce efeitos tóxicos cardiovasculares. 1.4.3. Observação: fármaco bastante indicado em Odontologia. 1.4.4. Posologia: Adultos: comprimidos 100 mg - 1 a 2 vezes ao dia de 1 a 3 dias. Crianças: 5 mg/kg/dia (suspensão oral 10 mg/ml), ou 1 gota/kg (solução 50 mg/ml) duas vezes por dia. Marca comum: nisulid, nimelit Nimelit NISULID nimesulida nimesulida 50mg/mL DISPERSIVEL 100 ORAL = 12 15mL 12 7</p><p>1.5. Coxibes (Celecoxib e Etoricoxib) 1.5.1. Efeitos terapêuticos: são potentes em reduzir dor moderada a intensa, como a que se segue a exodontias. 1.5.2. Efeitos adversos: a incidência de efeitos gastrintestinais é baixa, porém aumentam o risco de eventos tromboembólicos (infarto agudo do miocárdio e AVC isquêmico). 1.5.3. Observações: pouco utilizado na Odontologia. São fármacos sujeitos a controle especial, com retenção de uma via da receita na farmácia. 1.5.4. Posologia: celecoxib - cápsulas 100 mg - vezes ao dia; etoricoxib - comprimidos 60 a 120 mg - 1 a 2 vezes ao dia. 1.5.5. Marcas comuns: arcoxia (etoricoxib) e celebra (celecoxib). CELEBRA MSD 100mg ARCOXIA 28 times PHARMACIA 2. ANTI-INFLAMATÓRIOS ESTEROIDAIS (AIES) - GLICOCORTICÓIDES 8</p><p>2.1. Betametasona e Dexametasona 2.1.1. Efeitos terapêuticos: são potentes anti- inflamatórios, inibem eritema, edema, calor, dor. Em Odontologia, são indicados no controle de processos inflamatórios agudos, como traumas pós-cirúrgicos e ulcerações bucais auto-imunes. 2.1.2. Efeitos adversos: comuns em terapia em longo prazo, como: úlceras pépticas, hipertensão arterial, aumento da gordura abdominal, síndrome de Cushing, catarata, glaucoma. 2.1.3. Observações: a corticoterapia só deve ser utilizada após tentativas com medicamentos de menor risco; empregam-se as menores doses eficazes, pelo menor tempo possível; descontinuação do tratamento prolongado deve ser lenta e gradual, a fim de permitir reativação funcional progressiva do eixo hipotálamo- hipófise-adrenal. 2.1.4. Posologia: dexametasona - comprimido 4 mg - 1 ao dia; betametasona - comprimido 2 mg - 12/12h. Na Odontologia, geralmente usado 1h antes do procedimento. Após, receitar um anti-inflamatório não esteroidal.</p><p>2.1.5. Marcas comuns: decadron (dexametasona) e celestone (betametasona). mg DECADRON CELESTONE CONTEM Use 10 COMPRIMIDOS 96 prescrição 3. ANALGÉSICOS NÃO OPIÓIDES 3.1. Dipirona 3.1.1. Efeitos terapêuticos: são potentes agentes analgésicos e antipiréticos; analgésico muito útil para modular a dor já estabelecida, após o estímulo álgico. 3.1.2. Efeitos adversos: toxicidade gastrintestinal e reações cutâneas. 3.1.3. Observações: possui fraca ação anti-inflamatória. Deve ser evitado na gravidez e lactação. 3.1.4. Posologia: Adultos: expectativa de dor leve a moderada após o procedimento - comprimidos 500 mg - 6/6h por 1 a 2 dias; expectativa de dor moderada, procedimentos mais 10</p><p>invasivos - 1g de dipirona logo após o término do procedimento + doses de manutenção de 500 mg por até 2 dias. Crianças: com mais de 3 meses e acima de 5 kg - 10 a 25 mg/kg/dose, de 6/6h, máximo 500 mg. Supositório - 3 a 7 anos - 300 mg, 1 a 4 vezes ao dia; 12 a 14 anos - 600 mg, 1 a 4 vezes ao dia. 3.1.4.1. Apresentação: gotas 500 mg/ml (usa-se 1 gota por kg; 1ml de solução gotas equivale a 20 gotas), comprimidos 500 mg, solução oral 50 mg/ml, supositório infantil 300 mg. 3.1.5. Marcas comuns: novalgina, anador, dorflex. Dorflex ANADOR 36 de Cabeça dipirona 500mg 24 comprimidos SANOFI 3.2. Paracetamol 3.2.1. Efeitos terapêuticos: utilizado como analgésico e antipirético. 3.2.2. Efeitos adversos: poucos e raros em doses ideais - reações cutâneas, náuseas, vômitos. 11</p><p>3.2.3. Observações: substituto eficaz da aspirina; fármaco de escolha em caso de dengue; alternativa quando a dipirona não for indicada; pode ser utilizado durante a gravidez. Atividade anti-inflamatória 3.2.4. Posologia: Adultos: expectativa de dor leve a moderada após o procedimento - comprimidos 500 a 750 mg - 6/6h por 1 a 2 dias; expectativa de dor moderada, procedimentos mais invasivos - 750 mg logo após o término do procedimento + doses de manutenção de 500 mg por até 2 dias. Crianças: via oral - 10 a 15 mg/kg de 6/6h, dose máxima 5 doses ao dia. Supositório - 10 a 20 mg/kg/dia, máximo 60 mg/kg/dia. 3.2.4.1. Apresentação: suspensão oral 100 mg/ml; gotas 200 mg/ml (usa-se 1 gota por kg; 1ml de solução gotas equivale a 20 gotas); comprimidos 500 e 750 mg; líquido em suspensão 160 mg/5 ml. 3.2.5. Marcas comuns: tylenol, piremol. TYLENOL paracetamol Piremol PARACETAMOL LOE HFLER 12</p><p>4. ANALGÉSICOS OPIÓIDES 4.1. Codeína e Tramadol 4.1.1. Efeitos terapêuticos: efeito analgésico significativo; reduz componente afetivo da dor, causa euforia e bem estar. Indicado para tratar dores moderadas, que não responderam bem a outros analgésicos, ou em caso de intolerância aos AINES. 4.1.2. Efeitos adversos: causa dependência e tolerância ao ser usado por muito tempo. Induz náusea e vômitos, provoca depressão respiratória. 4.1.3. Posologia: codeína - 15 a 30 mg - 4/4h por 2 a 3 dias; tramadol - 50 mg - 4/4h por 2 a 3 dias. Em Odontologia, comumente emprega-se a associação de analgésicos não-opióides e opióides em doses fixas, por 2 a 3 dias, período em que as dores pós-operatórias são mais intensas. - Fosfato de codeína + paracetamol (uso oral de 30 mg + 500 mg, a cada 4 horas); - Fosfato de codeína + diclofenaco sódico (uso oral de 50 mg + 50 mg, a cada 8 horas); - Tramadol + paracetamol (uso oral de 37,5 mg + 325 mg, a cada 4 ou 6 horas). 13</p><p>4.1.4. Marcas comuns: tylex (paracetamol + fosfato de codeína) e tramacet (paracetamol + tramadol). Tylex 7,5 mg de Tramacet 12 comprimidos tabletas 37.5 mg/325 mg caja con 20 tabletas 5. ANSIOLÍTICOS Os benzodiazepínicos são os ansiolíticos mais empregados em Odontologia para se obter sedação mínima por via oral, devido à sua grande eficácia, relativa seletividade de efeitos, baixa toxicidade e pouca capacidade de produzirem dependência. Os medicamentos ansiolíticos estão indicados no tratamento da ansiedade aguda, resultante de estresse transitório, não controlado por métodos não farmacológicos. Essa classe de medicamentos não cura, apenas trata os sintomas da ansiedade, permitindo que o paciente se adapte melhor à situação clínica. 14</p><p>5.1. Diazepam, Lorazepam, Midazolam 5.1.1. Efeitos terapêuticos: reduz a ansiedade, reduz a agressividade, sedação, indução do sono, redução do tônus muscular, efeito anticonvulsivante. 5.1.2. Efeitos adversos: sonolência (mais frequente com midazolam), efeitos paradoxais (efeitos contrários ao que seria esperado; lorazepam dificilmente produz efeitos paradoxais), amnésia anterógrada (esquecimento dos fatos que se seguem ao uso do medicamento; mais comum em midazolam e lorazepam), pode ocorrer discreta redução da pressão arterial e da frequência respiratória, pode provocar alucinações e fantasias. 5.1.3. Posologia: via oral, com uso de um comprimido em torno de uma hora antes do procedimento odontológico e, quando necessário, um comprimido na noite anterior. Adultos: midazolam 7,5 mg 30 minutos antes; diazepam - 5 a 10 mg - 1 hora antes. Idosos: lorazepam - 1 mg - 2 horas antes. 5.1.4. Cuidados adicionais: o paciente deve comparecer à consulta acompanhado; não dirigir ou operar máquinas após uso do medicamento; não ingerir bebidas alcoólicas, pelo risco de potencializar o efeito depressor no SNC. 15</p><p>5.1.5. Observação: para prescrição, deve-se utilizar notificação da receita B (azul). diazepam 10mg Lorax lorazepam 1mg Dormonid Maleato de not 7,5 mg G Med Genérico 20 Roche GERMED wyeth 6. ANTIBACTERIANOS Uso terapêutico: a principal conduta frente a uma infecção é a remoção da causa, geralmente de origem endodôntica ou periodontal, através da remoção de placa, cálculos, descontaminação do sistema de canais radiculares, drenagem de abscessos, etc. Então, na prática odontológica, no tratamento de processo infeccioso bacteriano localizado, delimitado, sem sinais de disseminação ou manifestações sistêmicas, o uso coadjuvante de antibióticos não é necessário. Essa recomendação é válida para infecções bacterianas agudas de origem endodôntica ou periodontal. Quando a descontaminação do local, por si só, não surte efeito desejado, e há sinais e sintomas que indicam 16</p><p>disseminação da infecção (edema pronunciado, trismo, linfadenite, febre, falta de apetite, disfagia, mal estar geral), o uso de antibióticos é recomendado, como auxiliar na terapêutica das infecções. Obs.: Recomenda-se iniciar o tratamento com uma dose de ataque (geralmente o dobro da dose de para atingir concentrações eficazes no sangue rapidamente. Uso profilático: consiste no uso de antibióticos em pacientes que não apresentam sinais de infecção, com o objetivo de prevenir a colonização por bactérias e suas complicações, no pós operatório. É utilizado em procedimentos mais invasivos, como nas exodontias de terceiros molares mandibulares inclusos, cirurgias periodontais e inserção de implantes dentários, mas há muita controvérsia quanto a necessidade de seu uso; em pacientes imunocomprometidos (diabetes descompensado, pacientes em tratamento quimioterápico contra câncer, pacientes que receberam transplante de medula óssea, pacientes com leucemias), mas deve-se avaliar cada caso; em pacientes que apresentam cardiopatias que podem predispor à 17</p><p>endocardite infecciosa, por ocasião de intervenções odontológicas (manipulação de tecido gengival ou região periapical de dentes ou perfuração da mucosa bucal) que causem bacteremia transitória (pacientes com histórico prévio de El, pacientes com cardiopatias congênitas, valvopatias adquiridas, portadores de prótese cardíaca valvar); portadores de próteses ortopédicas que apresentam algum imunocomprometimento ou que colocaram a prótese nos dois anos anteriores ao procedimento. 6.1. Penicilinas (Amoxicilina, Ampicilina e Penicilina V) 6.1.1. Indicações: penicilinas semissintéticas de primeira escolha para tratamento de infecções bucais bacterianas. São ativas contra gram positivos e e bacilos gram negativos. 6.1.2. Efeitos adversos: tontura, dor abdominal, náuseas, vômitos, diarréia. Muitos interpretam esses sinais como alergia à penicilina, sendo que nem sempre são sinais de hipersensibilidade. 6.1.3. Observações: algumas bactérias resistentes produzem enzimas betalactamases, que conseguem 18</p><p>destruir o anel betalactâmico das penicilinas, inativando- as. Nesses casos, deve-se associar o uso com clavulanato de potássio. A amoxicilina é a primeira escolha entre as penicilinas e entre os antibacterianos em geral, por ser mais bem absorvida por via oral, ter um tempo de meia vida maior e ser bem tolerada. 6.1.4. Posologia: 6.1.4.1. Uso terapêutico: Adultos: amoxicilina 500 mg - 8/8h por 7 dias; ampicilina e penicilina V - 500 mg - 6/6h por 7 dias; amoxicilina + clavulanato de potássio - 500 mg + 125 mg - 8/8h por 7 dias. Crianças: amoxicilina - suspensão oral 250 mg/5 ml - dose de manutenção 20 mg/kg - 8/8h por 7 dias. 6.1.4.2. Uso profilático: Adultos: amoxicilina - 2 g (4 cápsulas de 500 mg) - 1 hora antes do procedimento. Crianças: amoxicilina - suspensão oral 250 mg/5 ml - dose de manutenção 50 mg/kg - 1 hora antes do procedimento. 19</p><p>amoxicilina tri-hidratada ampicilina 500mg 500 Pen 500 mg G Medicamento G Genérico 50 A 6.2. Clindamicina 6.2.1. Indicações: usada para tratamento de infecções mais avançadas. Atualmente é o fármaco de primeira escolha para tratamento de infecções em pacientes alérgicos à penicilina em infecções graves ou profilaxia de endocardite infecciosa. 6.2.2. Efeitos adversos: diarreia. Complicação mais importante é a colite pseudomembranosa, caracterizada por diarreia com sangue. 6.2.3. Observações: possui espectro de ação semelhante às penicilinas, porém atingem bactérias produtoras de betalactamases e atua contra bacilos aeróbios gram negativos. É o fármaco de escolha em pacientes alérgicos as penicilinas. 6.2.4. Posologia: 6.2.4.1. Uso terapêutico: Adultos: clindamicina - 300 mg - 8/8h por 7 dias. 6.2.4.2. Uso profilático: 20</p><p>Adultos: clindamicina - 600 mg - 1 hora antes do procedimento. de clindamicina G 6.3. Claritromicina e Azitromicina 6.3.1. Indicações: espectro de ação semelhante às penicilinas, são eficazes no tratamento de abcessos periapicais agudos. Também são alternativas para tratamento de pacientes alérgicos à penicilina. 6.3.2. Efeitos adversos: a claritromicina inibe enzimas hepáticas, aumentando o efeito de anticonvulsivantes, opióides, midazolam, etc; azitromicina não possui interações clínicas relevantes com outras drogas. 6.3.3. Posologia: 6.3.3.1. Uso terapêutico: Adultos: claritromicina - 500 mg - 12/12h por 5 a 7 dias; azitromicina - 500 mg - 1 vez ao dia por 3 dias. Crianças: claritromicina - suspensão oral 250 mg/5 ml - dose de manutenção 7,5 mg/kg - 12/12h por 5 a 7 dias; azitromicina - suspensão oral 200 mg/5 ml - dose de manutenção 10 mg/kg - 1 vez ao dia por 3 dias. 21</p><p>6.4.3. Observação: não deve ser usado com álcool. Para Odontologia, deve ser usado associado a amoxicilina. 6.4.4. Posologia: 6.4.4.1. Uso terapêutico: Adultos: metronidazol - 250 ou 400 mg - 8/8h ou 12/12h por 7 dias. metronidazol G Medicamento Genérico Observação: exemplo de cálculo para antibióticos usados por via oral em crianças. Amoxicilina - suspensão oral 250 mg/5 dose de manutenção 20mg/kg Idade: 6 anos Peso = idade X 20 kg X 20 mg/kg = 400 mg 5ml 250mg X 400mg X= 8ml 23</p><p>6.3.3.2. Uso profilático: Adultos: claritromicina - 500 mg - 1 hora antes do procedimento; azitromicina - 500 mg - 1 hora antes do procedimento. Crianças: claritromicina - suspensão oral 250 mg/5 ml - dose de manutenção 15 mg/kg - 1 hora antes do procedimento; azitromicina - suspensão oral 200 mg/5 ml - dose de manutenção 15 mg/kg - 1 hora antes do procedimento. Claritromicina azitromicina 500mg 500 mg G Medicamento G Genérico VENDA PRESCRIÇÃO 6.4. Metronidazol 6.4.1. Indicações: muito eficazes contra bacilos anaeróbios gram negativos, em infecções agudas como pericoronarite, abscessos periapicais, periodontites agressivas, associado a amoxicilina. 6.4.2. Efeitos adversos: gosto metálico na boca, dor estomacal, náuseas, vômitos. Pode potencializar o efeito de anticoagulantes. 22</p><p>7. ANTIVIRAIS A infecção pelo herpes simples humano é muito comum na boca, cujo agente etiológico principal é o HSV-1, sendo adquirido geralmente na primeira infância. Costuma manifestar-se em duas formas, manifestação primária e manifestação recorrente. Estomatite herpética primária: afeta geralmente crianças de 1-6 anos, produz manifestações bucais nos lábios, gengivas, língua, mucosa, com vesículas e feridas doloridas, febre, perda de apetite dificuldade de deglutição. Geralmente é autolimitada, cicatrizando entre 10-14 dias. Tratamento: analgésico para dor, dieta líquida ou pastosa, repouso. Herpes labial recorrente: não há cura, mas podem-se reduzir os sintomas e a duração com uso de medicamentos administrados no início das manifestações. Começa com uma coceira, até formar bolhas com líquido altamente contagioso, essas bolhas estouram e formam úlceras no local. 24</p><p>Tratamento: aciclovir creme dermatológico 5% - aplicar 5 vezes ao dia por 5 dias; aciclovir - comprimidos 200 mg - administrar, por via oral, 5 vezes ao dia por 5 dias. Observação: caso o paciente esteja com herpes labial deve-se adiar a consulta, pois pode causar transferência do vírus para outros lugares da cavidade bucal, além da sensação dolorosa e desconfortável para o paciente e o risco de contaminação cruzada. aciclovir 200mg 250 CIMED G aciclovir G Genérico 8. As candidoses bucais são infecções fúngicas que afetam a mucosa bucal, geralmente oportunista, com variadas manifestações clínicas. Candida albicans é o agente etiológico mais comum. Possui como característica lesões esbranquiçadas na mucosa e pontos avermelhados no palato. Fatores predisponentes: uso de próteses, redução do fluxo salivar, idade avançada, distúrbios metabólicos, 25</p><p>imunossupressão, tratamento com antibiótico de largo espectro. Tratamento: remoção da causa, higienização da boca, higienização da prótese. - Nistatita: suspensão oral 100000 UI/ml - frasco com 50 ml - uso tópico. Bochechar com 5 ml 4 vezes ao dia por 14 dias. Reter a solução na boca por 2 minutos. Pode deglutir. - Cetoconazol: comprimidos 200 mg - uso oral - 1 comprimido por dia por 7-14 dias. - Miconazol: gel em bisnaga de 40 g - uso tópico - aplicar sobre a prótese 4 vezes ao dia por 7-14 dias. TEUTO Medley. nistatina G cetoconazol G Medicamento G Genérico Daktarin gel oral 40g 10 9. ANTISSÉPTICOS Antissepsia consiste na utilização de produtos sobre a pele ou mucosa com o objetivo de reduzir os micro- organismos em sua superfície. 26</p><p>9.1. Solução de iodopovidona (PVPI) Solução de iodopovidona 10% em solução aquosa com 1% de iodo ativo (PVPI) é empregado na antissepsia das mãos e braços da equipe e antissepsia extra bucal do paciente, com gaze estéril embebida na solução, por 10 minutos, antes de retirar o excesso. É removido facilmente com água, é seguro, pode provocar manchas nos dentes e tecidos bucais. 10 9.2. Clorexidina Muito utilizado para uso bucal tópico, por ser solúvel em água. Empregada no controle químico da placa bacteriana supra e subgengival e na assepsia extra e intrabucal previamente a intervenções cirúrgicas odontológicas. 9.2.1. Solução tópica para bochechos diários: digluconato de clorexidina 0,12%. 9.2.2. Solução para antissepsia pré-operatória intra oral: digluconato de clorexidina 0,2% 27</p><p>9.2.3. Solução para antissepsia extra bucal: digluconato de clorexidina 2%. 10. ANESTÉSICOS LOCAIS Os anestésicos locais são agentes que causam redução da sensibilidade, através do bloqueio reversível da condução nervosa, quando aplicados a uma região circunscrita do corpo, sem perda da consciência. Após sua remoção, há retorno completo e espontâneo da transmissão. 10.1. Sais anestésicos 10.1.1. anestésico padrão em Odontologia. Encontrada comercialmente nas concentrações de 2%. Possui ação vasodilatadora, por isso, não há indicação de seu uso sem vasoconstritor. Início da ação de 2 a 3 min. Quando associada a vasoconstritor, proporciona em 28</p><p>torno de 60 min de anestesia pulpar e até 180 min em tecidos moles. Dose máxima: 7,0 mg/kg, até o máximo de 500 mg (Malamed 2013). ALPHACAINE de 10.1.2. Prilocaína: potência anestésica pouco menor que o da lidocaína e um início de ação por volta de 2 a 4 min. Duração de 60 min (pulpar) e 180 min (tecidos moles). Encontrado na concentração de 3% tendo a felipressina como vasoconstritor. Menos tóxica que a lidocaína e mas em caso de superdosagem, pode aumentar os níveis de meta hemoglobina no sangue (cuidado com pacientes com deficiência de oxigenação). Dose máxima: 8,0 mg/kg, até o máximo de 600 mg (Malamed 2013). PRILONEST 3% de 10.1.3. amplamente utilizada no campo odontológico. Apresenta potência e toxicidade duas 29</p><p>vezes maior que a tendo seu início de ação por volta de 1 1/2 a 2 min. Duração de 60 min (pulpar) e 2 a 4h (tecidos moles). Produz pouca ação vasodilatadora, então consegue ter um tempo maior de anestesia do que os outros anestésicos sem o uso do vasoconstritor. A concentração eficaz é 2% (com vasoconstritor) e 3% (sem vasoconstritor). Dose máxima: 6,6 mg/kg, até o máximo de 400 mg (Malamed 2013). MEPIADRE 100 10.1.4. Articaína: início rápido de ação (1-3 min). Potência 1,5 maior que a Toxicidade semelhante à Duração média de 180 min (pulpar). Adequada para idosos e pacientes com disfunção hepática ou renal, pois é metabolizada no plasma e rapidamente eliminada pelos rins. Concentração ideal: 4%. Dose máxima: 7,0 mg/kg, até o máximo de 500 mg (Malamed 2005). ARTICAINE 30</p><p>10.1.5. Cloridrato de apresenta potência quatro vezes maior que a Encontrado na concentração de 0,5% (com ou sem vasoconstritor). Início de ação de 6 a 10 min. É anestésico de longa duração, e a anestesia pode persistir de 4 a 9 horas. Não é recomendada para menores de 12 anos pelo risco de mordedura nos lábios e língua. Útil para controle da dor pós operatória apenas nas primeiras horas, pois aumenta a intensidade da dor no local da aplicação 24h após o procedimento. Dose máxima: 1,3 mg/kg, até o máximo de 90 mg (Malamed 2005). 0,50% cloridrato de 5 bupivacaina com hemitartarato de epinefrina 1:200.000 em epinefrina 10.1.6. único anestésico do grupo éster disponível no Brasil. Empregado apenas como anestésico tópico. Na concentração 20% promove anestesia da mucosa superficial após 2 min, diminuindo a dor à punção da agulha. Não é muito utilizada, pois pode provocar reações alérgicas. 31</p><p>Benzotop 10.2. Vasoconstritores Todos os anestésicos locais possuem ação vasodilatadora, que promove sua rápida absorção para a corrente sanguínea, limitando o tempo de duração da anestesia e aumentando o risco de toxicidade. A associação de vasoconstritores a anestésicos locais possibilita que o sal anestésico permaneça por mais tempo no local na injeção, em contato com as fibras nervosas, prolonga a duração da anestesia, reduz o risco de toxicidade e ainda produz hemostasia, pela redução do calibre dos vasos, reduzindo o sangramento em procedimentos cirúrgicos. 10.2.1. Epinefrina (adrenalina): primeira escolha para a maioria dos procedimentos odontológicos na maioria dos pacientes, incluindo crianças, gestantes e idosos. Em pacientes com doenças cardiovasculares a dosagem de epinefrina deve ser reduzida. Concentração: 1:100000 (1g: 100000ml) - mais indicada. Dose máxima segura: em pacientes saudáveis - 0,2 mg por sessão (equivale a 32</p><p>11 tubetes de 1,8 ml); pacientes com doença cardíaca (ASA III ou ASA IV) - 0,04 mg (equivale a 2 tubetes). Pode elevar a glicemia. Evitar em pacientes diabéticos descompensados. Cálculo epinefrina 1:100000 1 g de epinefrina em 100.000 ml de solução 1000 mg 100.000 ml 1 mg 100 ml 0,01 mg/ml 0,018 mg/tubete (1,8 ml) 10.2.2. Norepinefrina (noradrenalina): não apresenta nenhuma vantagem sobre a epinefrina e a maioria dos relatos de reações adversas a vasoconstritores ocorre com o uso da noradrenalina, como cefaléias intensas, elevação da pressão arterial, necrose e descamação tecidual. Em função disso, seu uso em Odontologia está sendo abolido. 10.2.3. Corbadrina (levonordefrina): possui menor atividade vasopressora e não apresenta nenhuma vantagem sobre a epinefrina. Dose máxima: 1 mg por consulta para qualquer paciente (11 tubetes). Concentração disponível: 1:20000 (1 g: 20000 ml). 10.2.4. Fenilefrina: vasoconstritor sintético. Na concentração empregada, promove vasoconstrição 33</p><p>prolongada. Os efeitos adversos, quando na sobredosagem, também são mais duradouros. Não apresenta vantagem sobre a epinefrina. Dose máxima: 4 mg por consulta para pacientes saudáveis (5,5 tubetes) e de 1,6 mg para pacientes ASA III e ASA IV (2 tubetes). Concentração disponível: 1:2500 (1 g: 2500 ml). 10.2.5. Felipressina (octapressina): vasoconstritor sintético análogo da vasopressina (ADH). Por sua semelhança com a ocitocina, pode induzir contrações uterinas, sendo contra indicada para grávidas. Presente em soluções em que o sal anestésico é a prilocaína. Dose máxima: 0,27 UI por consulta para pacientes ASA III e ASA IV (5 tubetes). Em pacientes saudáveis, a dose máxima é maior. Concentração disponível: 0,03 10.3. Escolha da solução anestésica 10.3.1. Procedimentos de curta e média duração que demandem anestesia > 30 minutos: 2% com epinefrina 1:100000. 2% com epinefrina 1:100000. Articaína 4% com epinefrina 1:100000. Prilocaína 3% com felipressina 0,03 UI/ml. 34</p><p>10.3.2. Procedimentos mais invasivos ou de maior tempo de duração (tratamento endodôntico, exodontias, implantes, enxertos, etc): Lidocaína 2% com epinefrina 1:100000. Articaína 4% com epinefrina 1:100000 ou 1:200000. 0,5% com epinefrina 1:200000. 10.3.3. Na contra indicação absoluta ao uso de epinefrina, em procedimentos de curta e média duração que demandem anestesia pulpar de até 30 minutos: 3% sem vasoconstritor promove anestesia pulpar de 20 a 40 minutos. 10.3.4. Na contra indicação absoluta ao uso de epinefrina, em procedimentos que demandem de anestesia pulpar com duração > 30 minutos: Prilocaína 3% com felipressina 0,03 10.4. Observações importantes 10.4.1. É muito importante que o profissional conheça as doses máximas dos sais anestésicos, realize a injeção somente após aspiração negativa e de forma lenta (1 ml/minuto), ou seja, aproximadamente 90s para cada tubete. 35</p><p>10.4.2. fator limitante para a dose máxima é o sal anestésico, e não o vasoconstritor. 10.4.3. Situações especiais: 10.4.3.1. Pacientes com problemas cardíacos e hipertensão controlada: utilizar no máximo 2 tubetes de com epinefrina (1:100000) que é menos vasodilatador, ou com felipressina (influencia menos na PA). 10.4.3.2. Casos de hipertensão severa (PAS > 180 mm/HG): não tratar no consultório, encaminhar para atendimento hospitalar. 10.4.3.3. Se houver contra indicação absoluta ao uso de vasoconstritores, usar 3% sem vasoconstritor. 10.4.3.4. Lembrar que o mais importante em pacientes saudáveis e com comprometimento sistêmico é controlar a dor e ansiedade e o uso de anestésicos sem vasoconstritor reduz a duração da anestesia, requer suplementação, aumenta o estresse e a toxicidade. Gestantes: preferência para 2% com epinefrina 1:100000, no máximo 2 tubetes. Evitar prilocaína e (risco de metahemoglobina) e felipressina (induz contrações uterinas). 36</p><p>10.4.3.6. Diabéticos: dar preferência para prilocaína 3% + felipressina. Evitar o vasoconstritor epinefrina pelo risco de aumento da glicemia. 10.4.3.7. Idosos e pacientes com disfunção renal ou hepática: a articaína é metabolizada no plasma gerando metabólitos inativos e inertes, eliminados pelos rins. É o anestésico ideal para esses pacientes. 10.4.3.8. Crianças: preferência por lidocaína 2% com epinefrina 1:100000. maior cuidado deve ser em relação à dose, para não provocar sobredosagem, em função do peso corporal. 10.4.4. Exemplo de cálculo de dose máxima e número de tubetes de solução lidocaína 2%, por sessão, para adultos e crianças ASA I: LIDOCAÍNA 2% 2g do sal 100 ml solução 2000mg 100 ml 20 mg/ml Em 1 tubete há 1,8 ml Então: 20 mg X 1,8 = 36 mg de lidocaína em 1 tubete. Dose máxima para criança de 20 kg: 20 X 7,0 = 140 mg 37</p>