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3ª EDiÇÃo
2009
MEMENTO
TERAPÊUTICO
RELAÇÃO MUNICIPAL DE
MEDICAMENTOS ESSENCIAIS
RELAÇÃO MUNICIPAL DE
MEDICAMENTOS ESSENCIAISREMUME
Prefeitura�Municipal�
de�Vitória
3ª EDiÇÃo
2009
MEMENTO
TERAPÊUTICO
RELAÇÃO MUNICIPAL DE
MEDICAMENTOS ESSENCIAISREMUME
© 2009 PMV/SEMUS
É permitida a reprodução parcial ou total desta obra, desde que citada 
a fonte e que não seja para venda ou qualquer fim comercial.
Tiragem: 3ª edição revisada – 2009 – 1.000 exemplares
Projeto Gráfico e diagramação: Link Editoração – 27 3337.7249
Produção, distribuição e informações: 
Prefeitura Municipal de Vitória
Secretaria Municipal de Saúde
Gerência de Assistência Farmacêutica
Avenida Marechal Mascarenhas de Moraes nº 1.185,
Forte São João - CEP: 29010-331 - Vitória - E.S.
Telefone/Fax: 27 3132-5031
E-mail: assistencia.farmaceutica@vitoria.es.gov.br
Impresso no Brasil / Printed in Brazil
Gráfica Sodré
Ficha caTaloGráFica
Relação Municipal de Medicamentos Essenciais: REMUME/Prefeitura 
Municipal de Vitória, Secretaria Municipal de Saúde, Gerência de Assis-
tência Farmacêutica, Comissão Municipal de Farmacologia e Terapêuti-
ca – 3. ed. - Vitória: Secretaria Municipal de Saúde, 2009.
584 p.
1. Medicamentos Essenciais; 2.Uso Racional de Medicamentos
PrEFEiTUra MUNiciPal DE ViTÓria
 PREFEITo | João carlos coser
 VICE PREFEITo | Sebastião Barbosa
Secretaria Municipal de Saúde
SECRETáRIo | luiz carlos reblin
SECRETáRIA | Sônia Maria lievori do rego Pereira ExECUTIVA 
SUBSECRETáRIA dE | catarina labore Pelacani Gava APoIo ESTRATÉGICo
SUBSECRETáRIA dE | rosane Ernestina Mageste ATENÇÃo à SAúdE
GERENTE dA ASSISTÊNCIA | Mariana Meneguelli Dagustinho FARMACÊUTICA
Vitória, 2009
comissão Municipal de
Farmacologia e Terapêutica
cMFT (Portaria SEMUS nº 14/2007)
PRESIdÊNCIA | Maria José Sartório
SECRETARIA ExECUTIVA | Sheila Teixeira Zambon
MEMBroS EFETiVoS
MÉdICA | ana Maria Nogueira Servino
ENFERMEIRA | cátia rocha Gardioli
FARMACÊUTICA | Elza Pereira Sala
MÉdICA | Êrica auer Penha
FARMACÊUTICA | Gisele carvalho Fraga
ENFERMEIRo | lauer Marinho Sardenberg
CIRURGIÃ-dENTISTA | lucienne Venturim caldas
MÉdICA | Maria Francisca Moraes S. Scopel Silva
CIRURGIÃ-dENTISTA | rossana Bezerra de rezende
CoNSULToR EM | Prof. Dr. roney Welinton Dias de oliveira FARMACoLoGIA 
 CLíNICA
Elaboração do
Memento Terapêutico
ENFERMEIRA - SEMUS/GAS/ | cláudia Sumaia F. de oliveira Belonia CAB/IMUNIzAÇÃo
FARMACÊUTICo - SEMUS/CIS | Edson Franchini Júnior
FARMACÊUTICA - SEMUS/USFAL | Elza Pereira Sala
MÉdICA SEMUS/GAS/ | henriqueta Tereza do Sacramento FIToTERAPIA
ESTAGIáRIA dE FARMáCIA - | Karem cristina Martins Pires SEMUS/GAF
ENFERMEIRo - SEMUS/USFM | lauer Marinho Sardenberg
MÉdICo, PRoFESSoR dE 
|
 roney Welinton Dias de oliveira
 FARMACoLoGIA E
 doUToR EM CIÊNCIAS 
 FISIoLóGICAS –
 ASSESSoR EM
 FARMACoLoGIA
 CLíNICA
FARMACÊUTICA - SEMUS/GAF | Sheila Teixeira Zambon
ENFERMEIRA – SEMUS/GAS/CAB/IMUNIzAÇÃo | Simone lacerda Poton
“A verdadeira origem da descoberta
consiste não em procurar novas paisagens,
mas em ter novos olhos”
Marcel Proust
PREFáCIo
APRESENTAÇÃO
MEDICAMENTOS POR GRUPO FARMACOLÓGICO
MINI-MONOGRAFIAS
REFERÊNCIAS 
ANEXOS
ANEXO I – Recomendações para o Tratamento da Asma
ANEXO II – Recomendações para o Tratamento da Hipertensão 
Arterial Sistêmica
ANEXO III – Recomendações para o Tratamento do Diabetes 
Mellitus
ANEXO IV – Esquemas de Tratamento para a Hanseníase
ANEXO V – Esquemas de Tratamento para a Tuberculose
ANEXO VI – Esquemas de Tratamento para a AIDS
ANEXO VII – Assistência na Integridade Cutânea Comprometi-
da: Protocolo Básico
ANEXO VIII – Esquema Básico de Imunização
ANEXO IX – Calendário Básico de Vacinação da Criança
ANEXO X – Calendário Básico de Vacinação do Adolescente
ANEXO XI – Calendário Básico de Vacinação do Adulto e do Idoso
ANEXO XII – Recomendações para o Armazenamento de Imu-
nobiológicos em Refrigeradores
15
17
21
61
498
503
504 
507 
511
515
525
530
557
564
568
570
572
574
SUMÁRIO
15
PREFÁCIO
A Secretaria Municipal de Saúde vem, ao longo dos últimos 
anos, desenvolvendo importantes ações para consolidar a aten-
ção integral à saúde do cidadão, parte relevante do Programa Es-
tratégico de Governo de Políticas Sociais.
A ampliação do acesso da população a serviços de saúde re-
solutivos perpassa pela organização da Assistência Farmacêuti-
ca Municipal e o estabelecimento da Política Municipal de Me-
dicamentos.
A seleção de medicamentos, diretriz essencial de uma Políti-
ca de Assistência Farmacêutica, deve ser elaborada e dinamica-
mente revisada com a adoção de metodologia de trabalho que 
prima por valores como ética, respeito à democracia, controle so-
cial, valorização da pessoa e zelo do bem público.
o processo de revisão e atualização da Relação Municipal de 
Medicamentos Essenciais e elaboração da presente edição do Me-
mento Terapêutico, com observância a esses valores, contribuiu 
para a participação de usuários, profissionais, prestadores de servi-
ços, instituições de ensino e gestores, em espaços qualificados de 
discussão promovidos pela Gerência de Assistência Farmacêutica.
A concretização deste trabalho e a disponibilização, no local 
em que se faz necessária, das informações relevantes sobre os 
medicamentos selecionados são determinantes para ampliação 
qualificada do acesso a medicamentos seguros, eficazes e custo-
efetivos, além de constituir importante etapa na promoção do 
uso racional de medicamentos com efetivo impacto na melhoria 
da qualidade de vida da população de Vitória.
Luiz Carlos Reblin
Secretário Municipal de Saúde
17
APRESENTAÇÃO
A Relação Municipal de Medicamentos Essenciais – REMUME 
constitui instrumento fundamental para a qualificação do aces-
so aos medicamentos considerados essenciais.
Para a elaboração e a atualização desta relação, faz-se ne-
cessária a constituição de um grupo multiprofissional, que ava-
lie o perfil epidemiológico municipal para definição dos medi-
camentos imprescindíveis ao atendimento das necessidades de 
nossa população. 
A Comissão Municipal de Farmacologia e Terapêutica – CMFT, 
vinculada diretamente à Gerência de Assistência Farmacêutica, 
coordena esse trabalho através da realização de oficinas de far-
macologia e terapêutica, instrumento de consolidação de um 
trabalho democrático, multiprofissional, transparente, guiado 
pela ética e o conhecimento científico pautado na conduta te-
rapêutica baseada em evidências onde, cada medicamento sele-
cionado ou sugerido, é avaliado considerando os seguintes cri-
térios de seleção:
PriNciPaiS (hiErarqUiZaDoS):
1. Eficácia
2. Segurança
3. Qualidade
4. Custo total do tratamento
5. disponibilidade no mercado 
6. Comodidade posológica
SEcUNDárioS:
1. Propriedades farmacocinéticas adequadas
2. Facilidade de estocagem
3. Múltiplas indicações
4. Medicamentos com único princípio ativo
17
Por se tratar de processo dinâmico, a Comissão Municipal de 
Farmacologia e Terapêutica é de caráter permanente e atua nas 
áreas de assessoramento técnico com avaliação de pedidos de in-
clusão e exclusão de medicamentos, acompanhamento da utili-
zação dos medicamentos padronizados e ações educativas como 
elaboração e divulgação de informações sobre medicamentos.
A elaboração do Memento Terapêutico Municipal representa 
a sedimentação de relevante passo para o uso racional de medi-
camentos selecionados por nortear a farmacoterapia.
Em um trabalho realizado a tantas mãos, onde a dedicação 
e a sinergia de um grupo multiprofissional alcançam a concreti-
zação de excelente produto como o agora apresentado, torna-
se impossível registrar agradecimentos nominais.
Assim, nossos sinceros agradecimentos estendem-se a todos 
que direta ou indiretamentecontribuíram para tornar realidade 
a 3ª edição do Memento Terapêutico Municipal e, com a utiliza-
ção deste instrumento, continuarão sendo atores ativos na efe-
tivação da política municipal de medicamentos essenciais focan-
do a integralidade do cuidado à saúde.
18
20
21
MEdICAMENTOS 
POR GRUPO 
FARMACOlóGICO
22
Medicamentos utilizados 
em manifestações gerais 
de doenças
1 Anestésicos eAdjuvAntes
1.1. Medicamentos utilizados em 
Procedimentos Anestésicos de 
curta duração
n � AtropinA solução injetável 0,25 mg/mL
(sulfato de atropina)
 n �DiAzepAm comprimido 5 mg
	 	 comprimido 10 mg	
 solução injetável 5 mg/mL 
n � FentAnilA solução injetável 50 mcg/mL 
n � nAlbuFinA solução injetável 10 mg/mL
1.2. Anestésicos Locais
n � liDocAínA aerossol 10%
(cloridrato de lidocaína) gel 2%
 solução injetável 2% 
23
n ��liDocAínA solução injetável 2% + 1:200.000 
(cloridrato de lidocaína) solução injetável 2% + 1:100.000
+ epinefrina (uso odontológico)
(hemitartarato de epinefrina)
n �mepivAcAínA solução injetável 3% (uso odontológico)
n �prilocAínA�+
FelipressinA�� solução injetável 3% + 0,03 UI/mL
 (uso odontológico)
1.3. Bloqueadores neuromusculares
n �suxAmetônio pó para solução injetável 100 mg
(cloreto de suxametônio)
2 AnALgésicos, AntiPiréticos e MedicAMentos PArA 
ALívio dA enxAquecA
2.1. Analgésicos e Antipiréticos
n �DipironA�sóDicA solução oral gotas 500 mg/mL
 solução injetável 500 mg/mL
n �ibuproFeno comprimido 300 mg
 suspensão oral 20 mg/mL
n �pArAcetAmol comprimido 500 mg
 solução oral gotas 200 mg/mL
24
2.2. Analgésicos opióides 
e Antagonistas
n �coDeínA comprimido 30 mg
(fosfato de codeína)
n �FentAnilA solução injetável 50 mcg/mL 
n �morFinA solução injetável 1 mg/mL
(sulfato de morfina) solução injetável 10 mg/mL
n �nAlbuFinA solução injetável 10 mg/mL
n �nAloxonA solução injetável 0,4 mg/mL
2.3. Medicamentos para 
o Alívio da enxaqueca
n �AmitriptilinA comprimido 25 mg 
n �Atenolol comprimido sulcado 50 mg
oPÇõES dE FIToTERáPICoS
Tanacetum parthenium L. cápsula de extrato seco 120 mg
3 AntiinfLAMAtórios eMedicAMentos utiLizAdos 
no trAtAMento dA gotA
3.1. Antiinflamatórios não-esteróides
n �DicloFenAco solução injetável 25 mg/mL 
25
n �ibuproFeno comprimido 300 mg 
 suspensão oral 20 mg/mL
3.2. Antiinflamatórios esteróides
n �DexAmetAsonA solução injetável 4 mg/mL
(fosfato dissódico 
de dexametasona)
n �HiDrocortisonA pó para solução injetável 100 mg
(succinato sódico de pó para solução injetável 500 mg
hidrocortisona) 
n �preDnisolonA solução oral 3 mg/mL
(fosfato sódico 
de prednisolona)
n �preDnisonA comprimido 5 mg 
 comprimido 20 mg
n �triAncinolonA suspensão injetável 20 mg/mL
(hexacetonida de triancinolona)
3.3. Medicamentos utilizados 
no tratamento da gota
n �Alopurinol comprimido 100 mg
26
4 AntiALérgicos eMedicAMentos utiLizAdos 
eM AnAfiLAxiA
n �epineFrinA solução injetável 1 mg/mL
(cloridrato ou hemitartarato 
de epinefrina)
n ��HiDrocortisonA pó para solução injetável 100 mg
(succinato sódico pó para solução injetável 500 mg
de hidrocortisona) 
n �lorAtADinA comprimido 10 mg 
 xarope 1 mg/mL
n �preDnisolonA solução oral 3 mg/mL
(fosfato sódico de 
prednisolona)
n �preDnisonA comprimido 5 mg 
 comprimido 20 mg
n �prometAzinA solução injetável 25 mg/mL
(cloridrato de prometazina)
5 AntiinfectAntes
5.1. Antibacterianos
5.1.1. aminoglicosídeos
n �GentAmicinA solução injetável 40 mg/mL
27
5.1.2. cefalosporinas
n �ceFAlexinA�sóDicA cápsula 500 mg
 pó para suspensão oral 50 mg/mL
n �ceFAlotinA�sóDicA pó para solução injetável 1 g
n �ceFtriAxonA�sóDicA pó para solução injetável 500 mg 
 pó para solução injetável 1 g
5.1.3. Fluorquinolonas
n �ciproFloxAcino comprimido 500 mg
(cloridrato de ciprofloxacino)
n �norFloxAcino comprimido 400 mg
5.1.4. lincosamidas
n �clinDAmicinA cápsula 300 mg
(cloridrato de clindamicina)
5.1.5. Macrolídeos
n �AzitromicinA comprimido revestido 500 mg 
n �clAritromicinA comprimido revestido 500 mg
n �eritromicinA
(estearato de eritromicina) comprimido revestido/drágea 500 mg
(estolato de eritromicina) suspensão oral 50 mg/mL 
5.1.6. Penicilinas
n �AmoxicilinA cápsula 500 mg
 pó para suspensão oral 50 mg/mL
n �AmoxicilinA�+ comprimido revestido 875 mg
28
áciDo�clAvulânico + 125 mg
� pó para suspensão oral 80 mg/mL
 + 11,4 mg/mL
n �benzilpenicilinA�benzAtinA pó para suspensão injetável
 600.000 UI
 pó para suspensão injetável 
 1.200.000 UI
n �benzilpenicilinA�potássicA pó para solução injetável
 5.000.000 UI
n �benzilpenicilinA�procAínA� pó para suspensão injetável
+�benzilpenicilinA�potássicA 300.000 UI + 100.000 UI
5.1.7. Sulfonamídeos e anti-sépticos Urinários
n �nitroFurAntoínA cápsula 100 mg
n �sulFADiAzinA comprimido 500 g
 suspensão oral 100 mg/mL
n �sulFAmetoxAzol�+ comprimido 400 mg + 80 mg
trimetoprimA suspensão oral 40 mg/mL + 8 mg/mL
5.1.8. Tetraciclinas
n �DoxiciclinA� drágea 100 mg
(cloridrato de doxicilina)
5.1.9. outros
n �metroniDAzol solução injetável 5 mg/mL
29
5.1.10. Medicamentos para 
Tratamento da hanseníase
n �DApsonA�+�riFAmpicinA comprimido 50 mg 
 + cápsula 150 mg e 300 mg (blister)
 comprimido 100 mg 
 + cápsula 300 mg (blister)
n �DApsonA�+�riFAmpicinA comprimido 50 mg +
+�cloFAziminA cápsula 150 mg 
 e 300 mg + comprimido 
 50 mg (blister)
 comprimido 100 mg + 
 cápsula 300 mg 
 + comprimido 50 mg e 
 cápsula 100 mg (blister)
n �pentoxiFilinA comprimido revestido 400 mg
n �riFAmpicinA suspensão oral 20 mg/mL 
n �tAliDomiDA comprimido 100 mg
5.1.11 Medicamentos para 
Bloqueio da Meningite
n �riFAmpicinA cápsula 300 mg 
 suspensão oral 20 mg/mL
5.1.12. Medicamentos para 
Tratamento da Tuberculose
n �estreptomicinA pó para solução injetável 1 g
(sulfato de estreptomicina)
n �etAmbutol comprimido 400 mg
(cloridrato de etambutol)
30
n �etionAmiDA comprimido 250 mg
n �isoniAziDA comprimido 100 mg
n �isoniAziDA�+�riFAmpicinA cápsula 100 mg + 150 mg 
 cápsula 200 mg + 300 mg
n �pirAzinAmiDA comprimido 500 mg 
 solução oral 30 mg/mL
n �riFAmpicinA cápsula 300 mg
5.2. Antifúngicos sistêmicos
n �FluconAzol cápsula/comprimido 150 mg 
5.3. Antifúngicos tópicos
n �cetoconAzol creme dermatológico 2%
n �miconAzol gel oral 2% 
 creme vaginal 2% 
 loção 2% 
 pó 2%
n �nistAtinA suspensão oral 100.000 UI/mL
5.4. Antivirais
5.4.1. inibidores da Polimerase Viral
n �Aciclovir comprimido 200 mg 
31
5.4.2. anti-retrovirais
5.4.2.1. inibidores de Transcriptase 
reversa análogos de Nucleosídeo
n �AbAcAvir comprimido 300 mg
 solução oral 20 mg/mL 
n �DiDAnosinA comprimido 25 mg 
 comprimido 100 mg
 comprimido 400 mg
 pó para solução oral 2 g
n �lAmivuDinA comprimido 150 mg 
 solução oral 10 mg/mL
n �ziDovuDinA cápsula 100 mg
 solução oral 10 mg/mL
 solução injetável 10 mg/mL
n �ziDovuDinA�+�lAmivuDinA comprimido 300 mg + 150 mg
5.4.2.2. inibidores de Transcriptase 
reversa Não-análogos de Nucleosídeo
n �eFAvirenz cápsula 600 mg
 solução oral 30 mg/mL
n �nevirApinA comprimido 200 mg 
 suspensão oral 10 mg/mL
5.4.2.3. inibidores de Transcriptase 
reversa análogos de Nucleotídeo
n �tenoFovir� comprimido 300 mg 
32
5.4.2.4. inibidores de Protease
n �AtAzAnAvir cápsula 150 mg
 cápsula 200 mg
n �lopinAvir�+�ritonAvir cápsula 133,3 mg + 33,3 mg 
 solução oral 80 mg/mL + 20 mg/mL
n �nelFinAvir comprimido 250 mg 
 pó para solução oral 50 mg/g
n �ritonAvir cápsula 100 mg 
 solução oral 80 mg/mL
n �sAquinAvir cápsula 200 mg 
5.5. Antiparasitários
5.5.1. anti-helmínticos
n �AlbenDAzol comprimido mastigável 400 mg
 suspensão oral 40 mg/mL
n �mebenDAzol suspensão oral 20 mg/mL
n �prAziquAntel comprimido 600 mg
n �tiAbenDAzol comprimido 500 mg 
 suspensão oral 50 mg/mL 
5.5.2. antiprotozoários
5.5.2.1. amebicida, giardicida e tricomonicida
n �metroniDAzol comprimido 250 mg 
 suspensão oral 40 mg/mL
33
 creme vaginal 100 mg/g
n �tiniDAzol comprimido revestido 500 mg
5.5.2.2. Medicamentoscontra Toxoplasmose e adjuvantes
n �áciDo�Folínico comprimido 15 mg
 suspensão oral 5 mg/mL
n ��clinDAmicinA cápsula 300 mg
(cloridrato de clindamicina)
n �espirAmicinA comprimido revestido 500 mg
n �pirimetAminA comprimido 25 mg 
 suspensão oral 2 mg/mL
n �sulFADiAzinA comprimido 500 mg 
 suspensão oral 100 mg/mL
6 iMunoBioLógicos
6.1. vacinas
n �vAcinA�orAl�De suspensão oral
rotAvírus�HumAno
n �vAcinA�contrA solução injetável
o�pneumococo
23-vAlente
n �vAcinA�contrA�inFluenzA solução injetável
34
n �vAcinA�contrA suspensão injetável
DiFteriA�e�tétAno
(dupla bacteriana uso adulto)
n �vAcinA�contrA pó liofilizado para suspensão injetável
Febre�AmArelA
n �vAcinA�contrA�sArAmpo,� pó liofilizado para solução injetável
rubéolA�e�cAxumbA�
(tríplice viral)
n �vAcinA�contrA pó liofilizado para suspensão injetável
A�tuberculose�
(BCG intradérmica)
n �vAcinA�orAl suspensão oral
contrA�poliomielite
n �vAcinA�contrA�A�DiFteriA, suspensão injetável
o�tétAno e�A�coquelucHe
(tríplice bacteriana)
n �vAcinA�combinADA pó liofilizado para suspensão injetável
contrA�Dtp�e�
Hib�(tetravalente)
n �vAcinA�contrA�HepAtite�b suspensão injetável 
n �vAcinA�contrA�A�rAivA� pó liofilizado para solução injetável
HumAnA�obtiDA�em�
cultivo�De�célulAs�vero� 
6.2. soros
n �soro�Anti-rábico solução injetável
n �soro�Anti-tetânico solução injetável
35
7 MedicAMentos eAntídotos utiLizAdos 
eM intoxicAções 
exógenAs
7.1. não-específicos
n �bicArbonAto�De�sóDio solução injetável 1mEq/mL (8,4%)
n �cArvão�AtivADo pó
7.2. específicos
n �AtropinA� solução injetável 0,25 mg/mL
(sulfato de atropina)
n �FlumAzenil solução injetável 0,1 mg/mL
n �nAloxonA solução injetável 0,4 mg/mL
8 soLuçõesHidroeLetroLíticAs e 
corretorAs do equiLíBrio 
Ácido-BÁsico
n �áGuA�biDestilADA
n �bicArbonAto�De�sóDio solução injetável 1 mEq/mL (8,4%)
n �cloreto�De�potássio solução injetável 1,35 mEq/mL (10%)
n �cloreto�De�sóDio solução injetável 0,9%
 solução injetável 3,4 mEq/mL (20%) 
36
n �GliconAto�De�cálcio solução injetável 0,45 mEq/mL (10%) 
n �Glicose solução injetável 5%
 solução injetável 50%
n �sAis�pArA�reiDrAtAção�orAl pó para solução oral 
n �solução�De�rinGer solução injetável cloreto de sódio 
 (0,6 g) + cloreto de potássio (0,3 g) 
 + cloreto de cálcio (0,33 g)/L
n �solução�De�rinGer�lActAto solução injetável cloreto (109 mEq) 
 + sódio (129 mEq) 
 + potássio (4 mEq) 
 + cálcio (2,7mEq) 
 + lactato (26,8 mEq)/L
n �sulFAto�De�mAGnésio solução injetável 0,8 mEq/mL (10%) 
9 vitAMinAs esuBstânciAs MinerAis
n �áciDo�Fólico comprimido 5 mg
 solução oral 0,4 mg/mL
n �áciDo�Folínico comprimido 15 mg
 suspensão oral 5 mg/mL
n �cArbonAto�De�cálcio comprimido 500 mg Ca (II) + 200 UI
+�colecAlciFerol�
(Vitamina D)
n �cobre cápsula 0,2 mg/Kg/dose diária 
(sulfato de cobre) 
n �Fluoreto�De�sóDio pó
 gel 1,23% F 
 (fluoreto fosfatado acidulado)
37
n �HiDroxocobAlAminA solução injetável 2.500 mcg/mL
(cloridrato de 
hidroxocobalamina 
- Vitamina B12)
n �piriDoxinA comprimido 40 mg
(cloridrato de piridoxina 
- Vitamina B6)
n �retinol solução oleosa oral 150.000 UI/mL
(palmitato de retinol 
- Vitamina A)
n �sulFAto�Ferroso comprimido revestido 40 mg Fe (II)
 solução oral 25 mg/mL Fe (II) 
 xarope 5 mg/mL Fe (II)
n �sulFAto�De�mAGnésio solução injetável 0,8 mEq/mL (10%) 
n �tiAminA (Vitamina B1) comprimido revestido 300 mg
n �vitAminAs�b1�(tiamina) solução injetável 100 mg
+ B6 (cloridrato de + 100 mg + 5.000 mcg
piridoxina) + B12 
(cloridrato de 
hidroxocobalamina)
n �vitAminAs�(Vit. A + Vit. B solução oral gotas
+ Vit. C + Vit. D + Vit. E)
n �vitAminAs�(Vit. A + Vit. B1 comprimido revestido/cápsula/drágea
+ Vit. B6 + Vit. B12 + 
Vit. C + Vit. D + Vit. E) e 
sais minerais
n �zinco� cápsula 2 mg/Kg/dose diária 
(acetato de zinco)
38
Medicamentos utilizados 
em doenças de órgãos e 
sistemas orgânicos
1 MedicAMentos queAtuAM soBre o sisteMA 
nervoso centrAL e 
Periférico
1.1. Ansiolíticos e Hipno-sedativos
n �buspironA comprimido sulcado 10 mg
n �clomiprAminA drágea 10 mg 
 drágea 25 mg 
n �clonAzepAm comprimido 0,5 mg
 comprimido 2 mg 
 solução oral 2,5 mg/mL
n �DiAzepAm comprimido 5 mg
 comprimido 10 mg 
 solução injetável 5 mg/mL 
oPÇõES dE FIToTERáPICoS
Hypericum perforatum L. cápsula de extrato seco 300 mg
Melissa officinalis L. cápsula de extrato seco 80 mg
+ Valeriana officinalis L. + 120 mg
39
Passiflora incarnata L. solução oral 0,1 mL/mL 
+ Crataegus oxyacantha L. + 0,07 mL/mL + 0,05 g/mL
+ Salix alba L.
1.2. Anticonvulsivantes
n �áciDo�vAlpróico� cápsula 250 mg
 comprimido 500 mg
 xarope 50 mg/mL
n �cArbAmAzepinA comprimido 200 mg
 comprimido 400 mg 
 suspensão oral 20 mg/mL
n �clonAzepAm comprimido 0,5 mg
 comprimido 2 mg 
 solução oral 2,5 mg/mL
n �DiAzepAm solução injetável 5 mg/mL 
n �FenitoínA�sóDicA comprimido 100 mg 
 suspensão oral 20 mg/mL
 solução injetável 50 mg/mL
n �FenobArbitAl comprimido 100 mg
 solução oral 40 mg/mL 
 solução injetável 100 mg/mL 
n �miDAzolAm� solução injetável 5 mg/mL 
(cloridrato de midazolam)
n �sulFAto�De�mAGnésio solução injetável 4 mEq/mL (50%) 
1.3. Antidepressivos e 
estabilizadores de Humor
40
n �AmitriptilinA comprimido 25 mg
n �cArbonAto�De�lítio comprimido 300 mg
n �citAloprAm comprimido 20 mg
n �clomiprAminA drágea 10 mg 
 drágea 25 mg 
n �FluoxetinA cápsula 20 mg
n �nortriptilinA cápsula 10 mg
 cápsula 50 mg
1.4. Antiparkinsonianos
n �AmAntADinA comprimido 100 mg
(cloridrato de amantadina)
n �biperiDeno
(cloridrato de biperideno) comprimido 2 mg
(lactato de biperideno) solução injetável 5 mg/mL
n �levoDopA�+�benserAziDA comprimido bissulcado
 200 mg + 50 mg 
n �levoDopA�+�cArbiDopA comprimido 250 mg + 25 mg 
n �prAmipexol comprimido 0,25 mg
 comprimido 1 mg
n �seleGilinA comprimido 5 mg
1.5. Antipsicóticos e Adjuvantes
n �clorpromAzinA comprimido 25 mg
(cloridrato de clorpromazina) comprimido 100 mg
 solução oral 40 mg/mL
 solução injetável 5 mg/mL
HAloperiDol comprimido 1 mg
41
 comprimido 5 mg 
 solução oral 2 mg/mL
 solução injetável 5 mg/mL 
(decanoato de haloperidol) solução injetável 50 mg/mL
prometAzinA� comprimido 25 mg
(cloridrato de prometazina)
risperiDonA comprimido 1 mg
 comprimido 2 mg
1.6. Medicamentos utilizados no 
tratamento de Processos demenciais
n �memAntinA comprimido 10 mg 
n �rivAstiGminA cápsula 1,5 mg 
 cápsula 3 mg
 cápsula 6 mg 
 solução oral 2 mg/mL
2 MedicAMentos queAtuAM soBre o sisteMA 
cArdiovAscuLAr e renAL
2.1. Antiarrítmicos 
n �ADenosinA solução injetável 3 mg/mL 
n �AmioDAronA comprimido 200 mg
 solução injetável 50 mg/mL
n �AnloDipino comprimido sulcado 10 mg
(besilato de anlodipino)
42
n �Atenolol comprimido sulcado 50 mg 
n �DeslAnosíDeo solução injetável 0,2 mg/mL
n �verApAmil comprimido 80 mg 
 solução injetável 2,5 mg/mL 
2.2. Anti-Hipertensivos
2.2.1. antagonistas da angiotensina ii
n �losArtAnA�potássicA comprimido sulcado 50 mg 
2.2.2. Bloqueadores adrenérgicos
n �Atenolol comprimido sulcado 50 mg
n �metilDopA� comprimido revestido 250 mg 
n �metoprolol
(succinato ou tartarato comprimido sulcado 50 mg
de metoprolol)
(tartarato de metoprolol) solução injetável 1 mg/mL 
2.2.3. Bloqueadores de canais de cálcio
n �AnloDipino� comprimido sulcado 10 mg 
(besilato de anlodipino)
n �verApAmil comprimido 80 mg 
 solução injetável 2,5 mg/mL 
43
2.2.4. Diuréticos
n �espironolActonA comprimido 25 mg
n �HiDroclorotiAziDA comprimido 25 mg 
2.2.5. inibidores da Enzima 
conversora da angiotensina
n �cAptopril comprimido sulcado 25 mg
n �enAlApril� comprimido sulcado 10 mg
(maleato de enalapril)
2.2.6. Vasodilatadores Diretos
n �nitroprusseto�De�sóDio pó para solução injetável 50 mg
2.3. diuréticos
n �espironolActonA comprimido 25 mg
n �FurosemiDA comprimido 40 mg 
 solução injetável 10 mg/mL
n �HiDroclorotiAziDA comprimido 25 mg 
2.4. Hipolipemiantes 
n �FenoFibrAto cápsula 200 mg
(micronizado)n �prAvAstAtinA comprimido 20 mg 
n �sinvAstAtinA comprimido 20 mg
44
2.5. Medicamentos utilizados em 
cardiopatia isquêmica
n �áciDo�AcetilsAlicílico comprimido 100 mg
n �AnloDipino comprimido sulcado 10 mg
(besilato de anlodipino)
n �Atenolol comprimido sulcado 50 mg
n �cAptopril comprimido sulcado 25 mg
n �enAlApril comprimido sulcado 10 mg
(maleato de enalapril)
n �HepArinA�sóDicA solução injetável 5.000 UI/mL
n �isossorbiDA
(dinitrato de isossorbida) comprimido sublingual 5 mg 
(mononitrato de isossorbida) solução injetável 10 mg/mL
n �nitroGlicerinA solução injetável 5 mg/mL 
n �verApAmil comprimido 80 mg 
 solução injetável 2,5 mg/mL 
n �sinvAstAtinA comprimido 20 mg
2.6. Medicamentos utilizados 
no choque cardiovascular
n �DobutAminA solução injetável 12,5 mg/mL
(cloridrato de dobutamina)
n �DopAminA� solução injetável 5 mg/mL
n �epineFrinA� solução injetável 1 mg/mL
(cloridrato ou 
hemitartarato de epinefrina)
45
n �norepineFrinA solução injetável 1 mg/mL 
(hemitartarato de norepinefrina) 
2.7. Medicamentos utilizados 
na insuficiência cardíaca
n �DeslAnosíDeo solução injetável 0,2 mg/mL
n �DiGoxinA comprimido 0,25 mg 
n �enAlApril� comprimido sulcado 10 mg
(maleato de enalapril)
n �espironolActonA comprimido 25 mg
n �FurosemiDA comprimido 40 mg 
 solução injetável 10 mg/mL
n �HiDroclorotiAziDA comprimido 25 mg 
n �losArtAnA�potássicA comprimido sulcado 50 mg
n �metoprolol�
(succinato ou tartarato comprimido sulcado 50 mg
de metoprolol) 
(tartarato de metoprolol) solução injetável 1 mg/mL 
n �nitroprusseto�De�sóDio pó para solução injetável 50 mg
2.8. opções de fitoterápicos
n Ginkgo biloba L. cápsula de extrato seco 80 mg
46
3 MedicAMentos queAtuAM soBre o sAngue
3.1. Antiagregantes Plaquetários
n �áciDo�AcetilsAlicílico comprimido 100 mg
n �ticlopiDinA comprimido revestido 250 mg 
3.2. Antianêmicos
n �áciDo�Fólico comprimido 5 mg
 solução oral 0,4 mg/mL
n �áciDo�Folínico comprimido 15 mg
 suspensão oral 5 mg/mL
n �HiDroxocobAlAminA solução injetável 2.500 mcg/mL
(cloridrato de 
hidroxocobalamina 
- Vitamina B12)
n �sulFAto�Ferroso comprimido revestido 40 mg Fe (II)
 solução oral 25 mg/mL Fe (II) 
 xarope 5 mg/mL Fe (II)
3.3. Anticoagulantes e Antagonistas
n �FitomenADionA solução injetável 10 mg/mL
(Vitamina K)
n �HepArinA�sóDicA solução injetável 5.000 UI/mL
 solução injetável subcutânea 
 5.000 UI/0,25 mL
47
n �protAminA solução injetável 10 mg/mL
(sulfato de protamina)
n �vArFArinA�sóDicA comprimido 5 mg
3.4. Antitrombóticos
n �cilostAzol comprimido 100 mg
3.5. Antivaricosos sistêmicos
n �DiosminA�+�HesperiDinA� comprimido revestido 450 mg + 50 mg
(micronizada)
oPÇõES dE FIToTERáPICoS
Aesculus hippocastanum L. cápsula de extrato seco 250 mg
4 MedicAMentos queAtuAM soBre o sisteMA 
digestivo
4.1. Antiácidos
n �compostos�De�Alumínio suspensão oral
e�mAGnésio�
4.2. Antieméticos e 
Agentes Procinéticos
n �bromopriDA solução oral 4 mg/mL
 solução injetável 5 mg/mL 
48
n �DomperiDonA suspensão oral 1 mg/mL
n �metocloprAmiDA comprimido 10 mg 
 solução oral 4 mg/mL 
 solução injetável 5 mg/mL 
4.3. Antiespasmódicos
n �escopolAminA drágea 10 mg
(butilbrometo solução oral 10 mg/mL
de escopolamina) solução injetável 20 mg/mL
n �escopolAminA solução injetável 4 mg/mL + 500 mg/mL
(butilbrometo de 
escopolamina) 
+�DipironA�sóDicA
4.4. antimicrobianos 
(Erradicação de Helicobacter pylori)
n �AmoxicilinA cápsula 500 mg
n �clAritromicinA comprimido revestido 500 mg
n �metroniDAzol comprimido 250 mg 
4.5. Anti-secretores
n �omeprAzol
(sódico) cápsula 20 mg
(magnésico) comprimido revestido 10 mg
n �rAnitiDinA comprimido revestido 150 mg
(cloridrato de raniditina) solução oral 15 mg/mL 
 solução injetável 25 mg/mL
49
4.6. Laxativos
n �FosFAto�De�sóDio enema 160 mg/mL + 60 mg/mL
monobásico�
monoHiDrAtADo�+�
FosFAto�De�sóDio�
Dibásico�HeptAHiDrAtADo
n �óleo�minerAl óleo puro 
4.7. opções de fitoterápicos
n �Maytenus ilicifolia reissek cápsula de extrato seco 380 mg 
5 MedicAMentos queAtuAM soBre o sisteMA 
resPirAtório
5.1. Agentes para Prevenção e 
tratamento de síndrome do 
desconforto respiratório 
em neonatos
n �betAmetAsonA solução injetável 3 mg/mL + 3 mg/mL
(acetato de betametasona 
 + fosfato dissódico de 
betametasona)
50
5.2. Antiasmáticos
n �AminoFilinA solução injetável 24 mg/mL
n �beclometAsonA aerossol 50 mcg/dose
(dipropionato de aerossol 250 mcg/dose
beclometasona) 
n �epineFrinA solução injetável 1 mg/mL
(cloridrato ou hemitartarato 
de epinefrina)
n �Fenoterol solução para nebulização 5 mg/mL
(bromidrato de fenoterol)
n �HiDrocortisonA pó para solução injetável 100 mg
(succinato sódico de pó para solução injetável 500 mg
hidrocortisona)
n �iprAtrópio� solução para inalação 0,25 mg/mL
(brometo de ipratrópio)
n �norepineFrinA solução injetável 1 mg/mL
(hemitartarato de norepinefrina)
n �preDnisolonA solução oral 3 mg/mL
(fosfato sódico de prednisolona) 
n �preDnisonA� comprimido 5 mg
 comprimido 20 mg
n �sAlbutAmol aerossol 100 mcg/dose 
 xarope 0,4 mg/mL 
 solução injetável 500 mcg/mL
5.3. Medicamentos nasais
n �beclometAsonA aerossol aquoso nasal 50 mcg/dose
(dipropionato de 
beclometasona)
51
n �cloreto�De�sóDio solução nasal 0,9% + 0,1 mg/mL
+�cloreto�De�benzAlcônio
5.4. opções de fitoterápicos
n �Mikania glomerata Spreng xarope 0,0833 mg/mL 
6 MedicAMentos queAtuAM soBre o sisteMA 
endócrino e reProdutor
6.1. Hormônios sexuais e 
Medicamentos relacionados
6.1.1. contraceptivos hormonais injetáveis
n �AlGestonA�AcetoFeniDA solução injetável 150 mg/mL + 10 mg/mL
+�enAntAto�De�estrADiol 
n �meDroxiproGesteronA suspensão injetável 150 mg/mL
n �noretisteronA solução injetável 50 mg/mL + 5 mg/mL 
(enantato de noretisterona) 
+�estrADiol
(valerato de estradiol)
6.1.2. contraceptivos hormonais orais
n �ciproteronA comprimido 2 mg + 0,035 mg
(acetato de ciproterona) 
+�etinilestrADiol
n �levonorGestrel comprimido 0,75 mg (2 comprimidos) 
52
n �levonorGestrel comprimido 0,15 mg + 0,03 mg
+�etinilestrADiol
n �noretisteronA comprimido 0,35 mg
6.1.3. Estrogênios
n �estrADiol comprimido revestido 1 mg
 gel dermatológico 0,06 a 0,1%
n �estroGênios�conjuGADos creme vaginal 0,625 mg/g
6.1.4. Progestogênios
n �meDroxiproGesteronA comprimido sulcado 5 mg 
6.1.5. outros
n �tibolonA comprimido 2,5 mg
6.2. Hormônio tireoidiano e 
Medicamento Antitireoidiano
n �levotiroxinA�sóDicA comprimido 25 mcg 
 comprimido 50 mcg
n �tiAmAzol comprimido 10 mg
6.3. insulinas e Antidiabéticos orais
n �GlibenclAmiDA comprimido 5 mg
n �GliclAziDA�������������������������������comprimido 30 mg
 comprimido 80 mg
53
n �GlimepiriDA comprimido 2 mg
n �insulinA�HumAnA�npH solução injetável 100 UI/mL
n �insulinA�HumAnA�reGulAr solução injetável 100 UI/mL
n �metForminA comprimido revestido 500 mg
 comprimido revestido 850 mg
7 MedicAMentostóPicos utiLizAdos eM 
PeLe, MucosA e fâneros
7.1. Agentes ceratolíticos 
e ceratoplásticos
n �áciDo�tricloroAcético solução tópica 80 a 90%
n �óxiDo�De�zinco�+�retinol� pomada
(palmitato de 
retinol - Vitamina A) 
+�colecAlciFerol (Vitamina D)
n �uréiA loção 100 mg/mL
7.2. Anestésico Local
n �liDocAínA� aerossol 10% 
� (cloridrato de lidocaína) gel 2%
54
7.3. Anti-Hemorroidários
n �policresuleno pomada 100 mg/g + 10 mg/g
+�cincHocAínA
7.4. Antiinfectantes
n �metroniDAzol creme vaginal 100 mg/g
n �miconAzol gel oral 2% 
 creme vaginal 2% 
 loção 2% 
 pó 2%
n �nistAtinA suspensão oral 100.000 UI/mL
n �neomicinA pomada 5 mg/g + 250 UI/g
(sulfato de neomicina) 
+�bAcitrAcinA�zíncicA
n �permAnGAnAto comprimido para
De�potássio solução tópica 100 mg
n �riFAmicinA�sv�sóDicA creme 1,5 mg/g + 5,0 mg/g (uso
+�AcetAto�De odontológico) 
preDnisolonA
n �sulFADiAzinA�De�prAtA creme dermatológico 1% 
n �sulFADiAzinA�De�prAtA creme dermatológico 10 mg/g + 4 mg/g
+�nitrAto�De�cério
n �tiAbenDAzol pomada 5%
7.5. Antipruriginosos e Antiinflamatóriosn �HiDrocortisonA� creme dermatológico 1%
(acetato de hidrocortisona)
n �triAncinolonA orabase 1 mg/g
AcetoniDA
55
oPÇõES dE FIToTERáPICoS
Arnica montana L. gel 2%
7.6. escabicida e Pediculicida 
n �permetrinA loção capilar/creme capilar/
 shampoo 1% 
 loção 5%
7.7. Medicamentos 
utilizados em curativos
n �áciDos�GrAxos�essenciAis loção oleosa 
n �botA�De�unnA faixa de crepom embebida
 em óxido de zinco, glicerina, 
 gelatina incolor e água
n �cAmADA�De�contAto malha de acetato de
 celulose impregnada com 
 vaselina hidrolisada
n �curAtivo�De placa
AlGinAto�De�cálcio 
n �curAtivo�De�cArvão sachê
AtivADo�e�prAtA�0,15%
n �curAtivo�HiDrocolóiDe placa 
n �curAtivo�multicAmADAs sistema de compressão
n �HiDroGel gel
n �pApAínA solução tópica 2 a 10%
n �sulFADiAzinA�De�prAtA creme dermatológico 1%
n �sulFADiAzinA�De�prAtA creme dermatológico 10 mg/g
+�nitrAto�De�cério + 4 mg/g
56
8 MedicAMentostóPicos utiLizAdos 
no sisteMA ocuLAr
8.1. Agentes diagnósticos
n �ciclopentolAto solução oftálmica 1%
n �FluoresceínA�sóDicA solução oftálmica 1%
n �tropicAmiDA solução oftálmica 1%
8.2. Anestésico Local
n �proximetAcAínA solução oftálmica 0,5%
8.3. Antiglaucomatosos
n �pilocArpinA solução oftálmica 2%
n �timolol solução oftálmica 0,5% 
8.4. Antiinfectantes
n �Aciclovir pomada oftálmica 0,03 g/g
n �tetrAciclinA pomada oftálmica 1%
(cloridrato de tetraciclina)
n �tobrAmicinA solução oftálmica 0,3% 
57
8.5. Antiinflamatórios e Antialérgicos
n �cromoGlicAto�De�sóDio solução oftálmica 4% 
n �DexAmetAsonA suspensão oftálmica 0,1% 
8.6. Midriático e cicloplégico
n �FenileFrinA solução oftálmica 10% 
n �tropicAmiDA solução oftálmica 1%
8.7. substituto da Lágrima
n �Hipromelose solução oftálmica 0,5%
9 AgentesdiAgnósticos 
e AdjuvAntes
9.1. diagnóstico imunobiológico
n �tuberculinA�ppD�rt�23 solução injetável
9.2. Medicamentos utilizados 
no Preparo de exames
58
n �bisAcoDil comprimido revestido/drágea 5 mg 
n �DimeticonA comprimido 40 mg
n �FosFAto�De�sóDio enema 160 mg/mL + 60 mg/mL
monobásico�
monoHiDrAtADo�
+�FosFAto�De�sóDio�
Dibásico�HeptAHiDrAtADo 
n �mAnitol solução injetável 200 mg/mL
10 Produtos PArAo trAtAMento do 
tABAgisMo
n �bupropionA comprimido revestido 150 mg
n �nicotinA adesivo transdérmico 7 mg 
 adesivo transdérmico 14 mg
 adesivo trandérmico 21 mg
 goma de mascar 2 mg
11 MedicAMentosutiLizAdos no MAnejo 
dA osteoPorose
n �AlenDronAto�De�sóDio comprimido 70 mg
n �cArbonAto�De�cálcio� comprimido 500 mg Ca (II) + 200 UI
+�colecAlciFerol�
(Vitamina D)
59
60
61
MINI
MONOGRAFIAS
62
///////////////////////////////////////////////////////////////////
ABACAVIR
1. APresentAção
Comprimido 300 mg 
Solução oral 20 mg/mL 
2. disPoniBiLidAde
Exclusivamente na farmácia do Centro de Referência dST/
AIdS, com prescrição de especialista e em formulário próprio.
3. indicAção e PosoLogiA
n Terapia anti-retroviral:
• Adultos: 300 mg de 12 em 12 horas.
• Crianças: 8 mg/kg de 12 em 12 horas.
4. inforMAções coMPLeMentAres
consultar anexo Vi – ESQUEMAS PARA TRATAMENTo dA AIdS.
63
///////////////////////////////////////////////////////////////////
ACIClOVIR
1. APresentAção
Comprimido 200 mg
Pomada oftálmica 0,03 g/g
2. disPoniBiLidAde 
comprimido: Nas farmácias das unidades de saúde da rede 
municipal.
Pomada oftálmica: Exclusivamente nas farmácias das 
unidades de referência ao atendimento oftalmológico, com 
prescrição de especialista.
3. MecAnisMo de Ação 
Após conversão em trifosfato de aciclovir nas células infectadas, 
inibe a síntese de dNA viral ao competir com o trifosfato de deso-
xiguanosina como substrato para a dNA polimerase viral.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de infecções por vírus herpes simples (hSV):
• �Adultos�e�crianças�acima�de�2�anos:
 200 mg de 4/4 horas, em um total de 5 administrações 
omitindo-se a dose noturna. o tratamento deve conti-
nuar por cinco dias mas deve ser estendido em infecções 
iniciais sérias.
• Em pacientes severamente imunocomprometidos ou 
pacientes com distúrbios da absorção intestinal a dose 
pode ser duplicada (400 mg). 
 aTENÇÃo: o tratamento deve ser instituído tão cedo quan-
to possível após o início da infecção. Para os episódios re-
correntes, isto deve ser feito de preferência, durante o pe-
64
ríodo prodrômico ou imediatamente após aparecerem os 
primeiros sinais ou sintomas.
n Tratamento de ceratite por hSV: 
A pomada oftálmica deve ser aplicada 5 vezes ao dia sobre 
a região afetada. Após a cicatrização, deve-se continuar a apli-
cá-la, no mínimo, por mais 3 dias.
n Tratamento de infecções por herpes zoster:
• Adultos�e�crianças�acima�de�2�anos: 800 mg de 4/4 ho-
ras, em um total de 5 administrações omitindo-se a dose 
noturna, por pelo menos 7 dias.
• Em pacientes severamente imunocomprometidos ou pa-
cientes com problemas de absorção intestinal deve-se 
considerar a administração de doses intravenosas. 
 aTENÇÃo: o tratamento deve ser instituído tão cedo quan-
to possível após o início da infecção pois proporciona melho-
res resultados se for iniciado assim que apareçam as erup-
ções cutâneas.
5. interAções reLevAntes 
n observa-se redução do clearence renal de aciclovir na admi-
nistração concomitante com micofenolato de mofetil, cime-
tidina ou probenecida sem no entanto, necessitar de altera-
ção posológica.
6. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Atenção especial a gestantes, imunossuprimidos e nefropatas.
65
///////////////////////////////////////////////////////////////////
ÁCIdO ACETIlSAlICÍlICO
1. APresentAção
Comprimido 100 mg
2. disPoniBiLidAde
Nas farmácias das unidades de saúde e dos pronto-atendi-
mentos da rede municipal.
3. MecAnisMo de Ação
Sua ação ocorre por inibição da cicloxigenage, enzima ne-
cessária à síntese de tromboxano A2 e prostaciclina no endoté-
lio vascular e nas plaquetas. Nestas, sua ação é irreversível uma 
vez que as plaquetas são incapazes de sintetizar novas enzimas. 
Assim, a dose de 100 mg mostra-se efetiva para se atingir ade-
quada ação antiagregante plaquetária.
4. indicAção e PosoLogiA
n redução da agregação plaquetária na profilaxia da is-
quemia aguda:
• 100 mg após almoço ou jantar.
aTENÇÃo: Evitar jejum. 
 outras indicações (p. ex. Doença de Kawasaki) podem 
ser abonadas a critério médico.
aTENÇÃo: Esses casos devem ser notificados à CMFT.
5. interAções reLevAntes
n álcool, corticosteróides e outros antiinflamatórios não esteroi-
dais podem aumentar o risco de sangramento gastrintestinal.
66
n Pode aumentar a atividade de anticoagulantes, sulfoniluréias, 
fenitoína e valproato.
n Ibuprofeno pode abolir seu efeito cardioprotetor.
6. reAções AdversAs reLevAntes
n Risco de Síndrome de Reye em crianças e adolescentes.
n Pode provocar, em maior frequência, náuseas, vômitos e 
anorexia.
n Pode ocorrer irritação da mucosa gástrica com dor abdomi-
nal, ulcerações, hematemese e melena. o uso de bloquea-
dores de bomba de prótons (p. ex. omeprazol) está indicado 
para o manejo desta situação.
n Pode agravar quadros anêmicos, devendo esta situação ser 
corrigida em tempo hábil.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs
n Crianças abaixo de 16 anos, devido ao risco de causar Sín-
drome de Reye.
n Pacientes com história de hemorragia gastrintestinal, hemo-
filia ou outras desordens hemorrágicas.
n Suspeita de dengue.
n Cautela em pacientes asmáticos ou com desordens alérgicas 
confirmadas devido a maior ocorrência de hipersensibilidade.
67
///////////////////////////////////////////////////////////////////
ÁCIdO FólICO
1. APresentAção
Comprimido 5 mg
Solução oral 0,4 mg/mL
2. disPoniBiLidAde
comprimido: Nas farmácias das unidades de saúde da rede 
municipal.
Solução oral: Nas farmácias das unidades de saúde da rede 
municipal porém sob demanda específica.
3. MecAnisMo de Ação
Membro do grupodas vitaminas B, sendo uma coenzima em 
vários processos metabólicos, com destaque para a síntese de nu-
cleotídeos e, desta forma, de dNA.
4. indicAção e PosoLogiA
n Tratamento de anemias decorrentes da deficiência de 
ácido fólico:
• 5 mg em dose única diária por cerca de 4 meses. Em ca-
sos de má-absorção, recomenda-se 15 mg/dia.
n Suplementação na gravidez para prevenção de defei-
tos de formação do tubo neural: 
• 5 mg em dose única diária durante a gestação.
 aTENÇÃo: Nos casos de gravidez programada recomenda-
se iniciar 4 a 6 meses antes de engravidar.
n Tratamento de desnutrição infantil:
• 100 a 300 mcg em dose única diária.
68
5. interAções reLevAntes
n Antiepilépticos como fenitoína, fenobarbital, carbamazepi-
na e primidona em utilização crônica desenvolvem deficiên-
cia de folato. Sendo assim, pode ser necessária administra-
ção de ácido fólico durante o tratamento.
6. reAções AdversAs reLevAntes
n Pode provocar, em menor frequência, distúrbios gastrintestinais.
69
///////////////////////////////////////////////////////////////////
ÁCIdO FOlÍNICO
1. APresentAção
Comprimido 15 mg
Suspensão oral 5 mg/mL
2. disPoniBiLidAde
Nas farmácias das unidades de saúde da rede municipal po-
rém sob demanda específica.
3. MecAnisMo de Ação
o ácido folínico é a forma metabolicamente ativa do ácido 
fólico. Utilizado como antídoto aos antagonistas do ácido fólico 
por não ser afetado pelo bloqueio da enzima redutora desta vi-
tamina induzida por estes antagonistas. 
4. indicAção e PosoLogiA
n correção das alterações hematológicas decorrentes da 
utilização de antagonistas de folato: 
• Adultos:
 15 mg em dose única diária concomitante ao uso do an-
tagonista de folato.
• Crianças:
 5 mg em dose única em dias alternados concomitante ao 
uso do antagonista de folato.
5. contrA-indicAções e AdvertênciAs
n Atenção especial na suspeita de anemia perniciosa, pois a ad-
ministração de folatos neste caso pode mascarar o quadro e 
agravar o dano neurológico.
70
///////////////////////////////////////////////////////////////////
ÁCIdO TRIClOROACÉTICO
1. APresentAção
Solução tópica 80 a 90%
2. disPoniBiLidAde
Nas farmácias das unidades de saúde da rede municipal po-
rém sob demanda específica, com utilização exclusiva nos servi-
ços de saúde.
3. MecAnisMo de Ação
Atua como ceratolítico por desnaturar as proteínas essenciais 
do tecido epitelial de revestimento.
4. indicAção e PosoLogiA
n Tratamento de condiloma acuminado:
• Aplicar pequena quantidade somente nos condilomas e 
deixar secar, após o que a lesão ficará branca. Repetir se-
manalmente, se necessário.
 aTENÇÃo: Em caso de dor intensa, o medicamento pode 
ser neutralizado com sabão, talco ou bicarbonato de sódio.
5. contrA-indicAções e AdvertênciAs
n Cautela quanto à aplicação pois age tanto em tecidos aco-
metidos quanto em tecido normal.
71
///////////////////////////////////////////////////////////////////
ÁCIdO VAlPRóICO
1. APresentAção
Cápsula 250 mg
Comprimido revestido de 500 mg
xarope 50 mg/mL
2. disPoniBiLidAde
Nas farmácias das unidades de referência para atendimento 
a psicotrópicos e medicamentos sujeitos a controle especial, com 
prescrição em receita de controle especial em duas vias. 
 aTENÇÃo: A prescrição inicial deve ser realizada, obrigato-
riamente, por Neurologista ou Psiquiatra (este, nos casos de 
Transtorno Bipolar e discinesia Tardia).
3. MecAnisMo de Ação
Ainda incerto. Supõe-se que eleve a disponibilidade de GABA 
e iniba canais de cálcio do tipo T.
4. indicAção e PosoLogiA
 aTENÇÃo: deve-se procurar administrar o medicamento pre-
ferencialmente com as refeições.
n Tratamento de primeira escolha em crises convulsivas 
parciais e generalizadas:
• Adultos:
 500 mg ao dia fracionadas em 2 administrações. Pode-se 
elevar 250 mg, a cada 3 a 6 dias até a faixa de 1 a 2 g/
dia. Alguns casos podem exigir doses de 2,5 g/dia.
72
• Crianças:
 Abaixo de 20 kg: 15 a 20 mg/kg/dia. Alguns casos po-
dem exigir doses de 40 mg/kg/dia.
 Acima de 20 kg: 250 a 500 mg ao dia fracionadas em 
2 administrações. Pode-se elevar 250 mg, a cada 3 a 6 
dias até alcançar 15 a 30 mg/kg/dia. Alguns casos po-
dem exigir doses de 35 mg/kg/dia.
 aTENÇÃo: Monitorização hematológica e hepática deve 
ser realizada periodicamente, com prioridade para os regi-
mes de doses altas.
n Tratamento de transtorno bipolar e manejo da discine-
sia tardia:
• Posologia a ser definida pelo profissional médico, porém 
respeitando as faixas de doses acima descritas.
aTENÇÃo: A retirada do medicamento deve ser gradual.
5. interAções reLevAntes
n Associações de antiepiléticos devem ser criteriosamente 
avaliadas. A toxicidade destas associações pode aumen-
tar desproporcionalmente ao aumento da atividade antie-
piléptica. Atenção especial deve ser dada àqueles induto-
res enzimáticos como fenobarbital, fenitoína e carbama-
zepina.
n Cautela na co-administração com salicilatos e varfarina pela 
possibilidade de interferência com a coagulação sanguínea.
n Aumento da ocorrência de Síndrome de Reye com co-admi-
nistração de ácido acetilsalicílico, assim como aumento da 
meia-vida do valproato.
n Antidepressivos tricíclicos e antipsicóticos podem antagonizar 
seu efeito antiepilético pela redução do limiar convulsivo.
73
n Possibilidade, apesar de raro, de surgimento de estado de 
mal de ausência na associação com clonazepam.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Pode provocar, em maior frequência, reações gastrintestinais 
principalmente no início do tratamento, situação minimiza-
da com administração junto à alimentação.
n Aumento de apetite e ganho de peso são comuns e devem 
ser previamente abordados.
n Irregularidades menstruais e ovários policísticos podem sur-
gir em mulheres tratadas com valproato antes dos 20 anos 
de idade.
n Em menor frequência e mais relacionado a regimes de doses 
altas é o surgimento de distúrbios neurológicos (p.ex. alte-
rações de comportamento) e hematológicos (p.ex. leucope-
nia) devendo, no entanto, o paciente ou responsável ser in-
formado antes do início do tratamento.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs
n Crianças abaixo de 3 anos.
n Pacientes com disfunção hepática pré-existente e distúrbios 
de coagulação.
n Cautela em pacientes pré-cirúrgicos, portadores de lúpus eri-
tematoso sistêmico e pacientes renais crônicos.
74
///////////////////////////////////////////////////////////////////
AdENOSINA
1. APresentAção
Solução injetável 3 mg/mL
2. disPoniBiLidAde
Exclusivamente nos pronto-atendimentos municipais para uti-
lização interna no serviço de saúde.
3. MecAnisMo de Ação
Age como antiarrítmico pela ativação de receptores A1 de 
adenosina com lentificação da condução do nó atrioventricu-
lar. Atua também nos receptores A2 produzindo vasodilata-
ção coronariana e periférica. 
4. indicAção e PosoLogiA
n Tratamento de primeira linha na taquicardia supraven-
tricular paroxística:
• Adultos:
 3 mg IV com efetividade por 1 a 2 minutos. Em alguns 
casos, doses maiores (6 a 12 mg) podem ser necessárias.
• Crianças:
 50 a 100 mcg/kg. Em casos inefetivos, recomenda-se in-
crementos de 50 a 100 mcg/kg até o controle da arrit-
mia, não ultrapassando 300 mcg/kg.
5. interAções reLevAntes
n Risco de bloqueio atrioventricular quando associado com dro-
gas que reduzem a condução atrioventricular.
75
n Teofilina e outras xantinas antagonizam competitivamente a 
adenosina.
6. reAções AdversAs reLevAntes
n Apesar de transitórios devido a sua curta meia vida plasmáti-
ca, atenção especial deve ser dada ao risco de broncoespas-
mo, dispnéia e dor torácica tipo angina.
n Como outros antiarrítmicos, pode agravar a arritmia, levar a 
bradicardia e a parada cardíaca.
n Pode provocar, em altas doses, hipotensão e taquicardia.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs
n Pacientes com bloqueio atrioventricular de 2º ou 3º grau, pe-
ricardite ou estenose valvar.
n Asmáticos e portadores de doençapulmonar obstrutiva.
n Cautela em pacientes submetidos a transplante cardíaco, pois 
podem apresentar aumento da sensibilidade aos efeitos da 
adenosina.
76
///////////////////////////////////////////////////////////////////
Aesculus hippocastanum L.
(Castanha-da-Índia)
1. APresentAção 
Cápsula de extrato seco 250 mg
2. PArte utiLizAdA 
Sementes
3. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde da rede municipal.
4. ProPriedAdes fArMAcoLógicAs 
Suas propriedades devem-se principalmente aos saponí-
deos, hidroxicumarinas e derivados flavônicos que atuam so-
bre a fragilidade capilar e como vasoconstrictores periféricos 
exercendo ação sobre o sistema venoso e a circulação sanguí-
nea em geral.
5. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de insuficiência venosa crônica, inclusive 
varizes e hemorróidas:
• Dose�inicial:
 250 mg 3 vezes ao dia.
• Manutenção:
 250 mg 2 vezes ao dia, pelo período máximo de 6 meses.
77
6. interAções reLevAntes 
n Pode aumentar a atividade de anticoagulantes.
7. reAções AdversAs reLevAntes 
n Pode ocorrer náusea moderada e vômito. Em altas doses pode 
ocorrer irritação do trato gastrintestinal.
8. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n durante a gestação e a lactação.
n Crianças abaixo de 10 anos.
n Pacientes com insuficiência renal e hepática.
78
///////////////////////////////////////////////////////////////////
ÁGUA BIdESTIlAdA
1. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde e dos pronto-atendimen-
tos da rede municipal para utilização interna no serviço de saúde.
2. indicAção 
Preparo de soluções parenterais.
79
///////////////////////////////////////////////////////////////////
AlBENdAZOl 
1. APresentAção
Comprimido mastigável 400 mg
Suspensão oral 40 mg/mL
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde da rede municipal. Nos 
pronto-atendimentos municipais para utilização interna no ser-
viço de saúde.
3. MecAnisMo de Ação 
Atua através da inibição da captação de glicose e depleção 
de glicogênio, interferindo nas taxas de ATP dos parasitas e as-
sim nos processos de reprodução e manutenção dos mesmos.
4. indicAção e PosoLogiA 
 aTENÇÃo: o albendazol, assim como o mebendazol, não 
está indicado em crianças até 1 ano de vida.
n Tratamento de primeira escolha para helmintíases por 
Ancylostoma�duodenale,�Ascaris�lumbricoides,�Echino-
coccus�granulosus�e Enterobius�vermicularis:
• Adultos�e�crianças�acima�de�2�anos: 400 mg em dose 
única. 
• Crianças:�1 a 2 anos: 200 mg em dose única.
 aTENÇÃo: Em enterobíases a dose pode ser repetida após 
1 a 4 semanas.
n Tratamento alternativo para helmintíases por Stron-
gyloides�stercoralis:
80
• 400 (dose única) a 800 mg (2 administrações) durante 3 
dias, repetindo-se após 3 semanas.
n Tratamento de neurocisticercose: 
• 15 mg/kg/dia (dose máxima: 800 mg/dia) fracionadas em 
2 administrações, durante 28 dias.
n Tratamento alternativo para giardíase: 
• 400 mg em dose única diária por 5 dias.
5. reAções AdversAs reLevAntes 
n Pode ocorrer aumento de transaminases e icterícia nos tra-
tamentos prolongados como para neurocisticercose. 
6. contrA-indicAções e AdvertênciAs
n durante a gestação.
n Crianças até 1 ano de vida.
81
///////////////////////////////////////////////////////////////////
AlENdRONATO dE SódIO
1. APresentAção
Comprimido 70 mg
2. disPoniBiLidAde
Nas fármacias das unidades de saúde da rede municipal, 
com prescrição de geriatra, ginecologista, ortopedista ou reu-
matologista.
3. MecAnisMo de Ação
Melhora a rigidez óssea através de sua ligação com os cristais 
de hidroxiapatita. Ao mesmo tempo, é capaz de reduzir a ativida-
de e o número de osteoclastos, diminuindo a reabsorção óssea.
4. indicAção e PosoLogiA
n redução de risco de fraturas na osteoporose:
• 70 mg em dose única semanal.
 aTENÇÃo: os pacientes devem ser orientados previamen-
te quanto a forma de uso visando melhorar sua absorção 
e reduzir a ocorrência de efeitos adversos gastrintestinais:
ü Ingerir o medicamento com bastante água (200 mL ou mais);
ü Administrar preferencialmente após acordar, em jejum, pelo 
menos 30 minutos antes do café da manhã ou de ingerir 
outras medicações por via oral, não devendo voltar a deitar 
neste período.
5. interAções reLevAntes 
n Absorção prejudicada por compostos contendo alumínio, cál-
cio, ferro ou magnésio.
82
n Antiinflamatórios não-esteroidais podem aumentar a incidên-
cia de efeitos adversos gastrintestinais.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Sintomas gastrintestinais são mais comumente observados. 
Cuidado especial deve ser dado diante de queixas de disfa-
gia, pirose e dor retroesternal, sendo que a suspeita de ulce-
ração e esofagite indicam sua pronta interrupção.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Pacientes com histórico de distúrbios esofagianos e de ulce-
rações ou processos inflamatórios crônicos gastrintestinais.
83
///////////////////////////////////////////////////////////////////
AlGESTONA ACETOFENIdA 
+ ENANTATO dE ESTRAdIOl
1. APresentAção 
Solução injetável 150 mg/mL + 10 mg/mL 
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde da rede municipal.
3. MecAnisMo de Ação 
Exerce seu efeito principalmente pela inibição das gonadotro-
finas hipofisárias, impedindo a ovulação. Além disso, modifica o 
muco cervical tornando-o hostil à espermomigração.
4. indicAção e PosoLogiA 
n anticoncepção:
• Aplicar ampola IM, mensalmente, entre o 7º e o 10º dia, 
de preferência no 8º dia do ciclo menstrual.
5. interAções reLevAntes 
n Rifampicina, hidantoínas, barbitúricos, antibióticos penicilâ-
nicos, cloranfenicol, isoniazida, nitrofurantoína, sulfonamidas 
e tetraciclinas pode reduzir a eficácia contraceptiva ou pro-
vocar irregularidades menstruais. 
n Pode alterar a eficácia de anticonvulsivantes, anti-hiper-
tensivos, hipnóticos, hipoglicemiantes, anticoagulantes e 
antidepressivos. 
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Pode provocar cefaléias, náuseas, vômitos, tonturas, tensão 
84
mamária, hemorragias intermenstruais, dismenorréia, ame-
norréia, alterações emocionais e da libido, alterações do peso 
corpóreo e fenômenos de fotossensibilização. 
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n durante a gestação e a lactação.
n Pacientes com hipertensão, cardiopatias, diabetes mellitus 
grave ou com antecedentes de processos flebíticos, trombó-
ticos ou tromboembólicos.
85
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AlOPURINOl
1. APresentAção
Comprimido 100 mg
2. disPoniBiLidAde
Nas farmácias das unidades de saúde da rede municipal.
3. MecAnisMo de Ação
Reduz a síntese de ácido úrico por inibição competitiva da 
enzima xantina oxidase.
4. indicAção e PosoLogiA
n redução da formação de urato e ácido úrico, nas prin-
cipais manifestações de depósito dos mesmos:
• Adultos:
 100 mg em dose única diária, podendo-se elevar 100 mg 
a cada 7 dias até 600 mg/dia. 
 aTENÇÃo: Acima de 300 mg a dose diária deve ser fracionada. 
• Crianças:
 10 a 20 mg/Kg/dia até 400 mg/dia.
5. interAções reLevAntes
n Salicilatos podem aumentar as concentrações plasmáticas 
de ácido úrico e portanto, diminuir a eficácia de alopurinol. 
Ajuste de dose é requerido nesta situação.
86
6. reAções AdversAs reLevAntes
n Podeprovocar, em maior frequência, dermatites alérgicas.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs
n Crise aguda de gota.
n Ajustar dose na vigência de insuficiência renal ou hepática.
87
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AMANTAdINA 
(cloridrato de amantadina)
1. APresentAção 
Comprimido 100 mg
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de referência para atendimen-
to a psicotrópicos e medicamentos sujeitos a controle especial, 
com prescrição de geriatra, neurologista ou psiquiatra e em re-
ceita de controle especial em duas vias.
3. MecAnisMo de Ação 
Leve agonista dopaminérgico com algumas propriedades an-
timuscarínicas. Também é considerado um antagonista de recep-
tores NMdA.
4. indicAção e PosoLogiA 
n controle sintomático do parkinsonismo e redução de 
discinesias: 
• 100 mg em dose única, aumentado para 100 mg 2 ve-
zes ao dia após 1 semana e 100 mg 3 vezes ao dia após 
2 semanas (se necessário). Não exceder a dose de 400 
mg/dia.
 aTENÇÃo: o tratamento não deve ser descontinuado abrup-
tamente.
 aTENÇÃo: A resposta à terapêutica com amantadina deve 
ser periodicamente reavaliada, devido a comprovada perda 
de efeito benéfico com o prolongar do tratamento e surgi-
mento de efeitos adversos tardios.
88
5. interAções reLevAntes 
n Potencializa os efeitos de anticolinérgicos podendo levar a 
psicose aguda.
n Potencializa drogas estimulantes do sistema nervoso central.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Pode provocar, em maior frequência, hipotensão ortostática 
leve a moderada.
n Pode provocar, em tratamentos prolongados, livedo reticula-
res com edema em membros inferiores.
n Manifestações psiquiátricas (insônia, zumbidos, alucinações, 
entre outros) aparecem em maior frequência com doses ele-
vadas.
n Principalmente no inicio do tratamento pode ocorrer turva-
ção visual e prejuízo do estado de alerta, devendo o pacien-
te ser orientado para não dirigir.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Pacientes com doença renal grave, histórico de convulsões 
ou ulcerações gástricas.
n Cautela em pacientes idosos, devido ao aumento da sensibi-
lidade a antimuscarínicos.
89
///////////////////////////////////////////////////////////////////
AMINOFIlINA
1. APresentAção
Solução injetável 24 mg/mL
2. disPoniBiLidAde
Exclusivamente nos pronto-atendimentos municipais para uti-
lização interna no serviço de saúde.
3. MecAnisMo de Ação
droga do grupo das xantinas, atua relaxando a musculatura 
lisa brônquica, aliviando o broncoespasmo, além de possuir efei-
to estimulante sobre a respiração.
4. indicAção e PosoLogiA
n Tratamento de asma grave:
• Acima�de�16�anos:
 5 mg/Kg em infusão lenta (não exceder 25 mg/minuto) 
ou 250 a 500 mg em 20 a 30 minutos, acompanhado de 
500 mcg/kg/hora como manutenção (se necessário).
• Entre�10�e�16�anos:
 Mesma dose de ataque acima descrita com manutenção 
em 800 mcg/kg/hora.
• Entre�6�meses�e�10�anos:
 Mesma dose de ataque acima descrita com manutenção 
em 1 mg/kg/hora.
 aTENÇÃo: consultar anexo i - RECoMENdAÇõES PARA 
o TRATAMENTo dA ASMA.
90
5. interAções reLevAntes
n Amiodarona, cimetidina, dissulfiram, interferon alfa, macro-
lídeos, quinolonas, contraceptivos orais, tiabendazol, ritona-
vir, rifampicina, entre outros reduz seu clearence sendo ne-
cessária redução de dose.
n Potencializa hipocalemia causada por beta-2 adrenérgicos, 
corticosteróides e diuréticos.
n Toxicidade sinérgica com halotano e cetamina.
n Antagoniza os efeitos de adenosina e bloqueadores neuro-
musculares.
n Acelera a eliminação de lítio.
6. reAções AdversAs reLevAntes
n Pode ocasionar, em maior frequência, irritação gastrintesti-
nal, estimulação do sistema nervoso central, cefaléia, zum-
bidos, palpitação e tremor.
n Principalmente a administração intravenosa rápida pode le-
var a arritmias, hipotensão e convulsões, havendo relatos de 
morte súbita.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs
n Portadores de úlcera péptica, epilepsia, hipertireoidismo, hi-
pertensão, arritmias e outras doenças cardíacas.
n Atenção aos casos de disfunção hepática e alcoolismo, em 
neonatos e idosos.
91
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AMIOdARONA
1. APresentAção
Comprimido 200 mg
Solução injetável 50 mg/mL
2. disPoniBiLidAde 
comprimido: Nas farmácias das unidades de saúde e dos 
pronto-atendimentos da rede municipal.
Solução injetável: Exclusivamente nos pronto-atendimentos 
municipais para utilização interna no serviço de saúde.
3. MecAnisMo de Ação 
Antiarrítmico de classe III, ou seja, prolonga a fase de repo-
larização do potencial de ação das células cardíacas.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de arritmias ventriculares e supraventriculares:
• Uso�oral:
 200 mg, 3 vezes ao dia, por 1 semana reduzindo-se para 
200 mg, 2 vezes ao dia, por 1 semana. dose de manu-
tenção: 200 mg/dia. 
• Uso�parenteral:
 5 mg/kg em 250 mL de soro glicosado infundido entre 
20 minutos e 2 horas. Nos casos mais graves pode-se ad-
ministrar 150 a 300 mg em 10 a 20 mL de soro glicosa-
do lentamente (não menos que 3 minutos), podendo re-
petir a administração após 15 minutos ou mais.
 aTENÇÃo: Não deve ser administrado na ausência de pes-
soal treinado e equipamentos para monitorização cardíaca 
e ressuscitação.
92
5. interAções reLevAntes 
n Cautela na administração concomitante com outras drogas 
que induzam bradicardia como betabloqueadores e bloque-
adores de canais de cálcio.
n Evitar associação com drogas arritmogênicas como fenotia-
zinas, antidepressivos tricíclicos e terfenadina.
n Interage com indutores e bloqueadores da função do cito-
cromo P450.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
São comuns e, em grande parte, dose-dependente:
n Arritmias ventriculares, bradicardia e distúrbios de condu-
ção (chegando a bloqueio sinusal).
n Hipotensão (associada a velocidade de infusão).
n Pode precipitar ou agravar insuficiência cardíaca.
n Pode induzir hipo ou hipertireoidismo por interferir na sín-
tese de T3.
n Pode ocorrer, apesar de menos frequente, aparecimento de 
grave toxicidade pulmonar potencialmente fatal, reversível 
com a suspensão da droga.
n disfunção hepática evoluindo para hepatite ou cirrose.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Pacientes apresentando bradicardia, bloqueio sino-atrial, atrio-
ventricular ou outras desordens graves de condução, hipoten-
são, insuficiência respiratória grave e disfunção tireoidiana.
n Contra-indicação relativa em pacientes com insuficiência 
cardíaca.
n desequilíbrio hidroeletrolítico deve ser previamente corrigi-
do antes de utilizar amiodarona.
93
//////////////////////////////////////////////////////////////////
AMITRIPTIlINA
1. APresentAção
Comprimido 25 mg 
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de referência para atendimento 
a psicotrópicos e medicamentos sujeitos a controle especial, com 
prescrição em receita de controle especial em duas vias.
3. MecAnisMo de Ação 
Inibe a recaptação de noradrenalina e, em menor grau, de 
serotonina.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento da depressão:
• Adultos:
 50 mg à noite, aumentando se necessário, de 25 a 50 
mg até um total de 150 mg fracionadas em 2 a 3 admi-
nistrações.
• Adolescentes�e�idosos:
 25 mg à noite, aumentando se necessário, de 25 a 50 
mg até um total de 150 mg fracionadas em 2 a 3 admi-
nistrações.
 aTENÇÃo: Enquanto os efeitos adversos podem aparecer 
rapidamente, os efeitos antidepressivos podem levar de 2 a 
4semanas para surgir. Uma vez obtida resposta clínica sa-
tisfatória, o tratamento deve ser mantido por no mínimo 6 
meses para reduzir o risco de recidiva. Este período pode ser 
muito mais longo em alguns casos.
94
n Profilaxia da enxaqueca: 
 aTENÇÃo: Indicado quando ocorre falha terapêutica com o 
uso de beta-bloqueadores. 
• 12,5 mg à noite, podendo ser aumentada até 75 mg. 
 aTENÇÃo: A necessidade de manter sua utilização deve ser 
revista após 6 meses.
n Tratamento de dores neuropáticas:
• Adultos:
 50 mg à noite.
5. interAções reLevAntes 
n Inibidores do citocromo P450 isoenzima CYP2d6 aumentam 
substancialmente a concentração plasmática de amitriptilina 
e outros tricíclicos. Inversamente, os indutores do citocromo 
P450 podem reduzir sua concentração plasmática e seu efei-
to terapêutico.
n Em associação com antiarrítmicos aumenta efeitos depresso-
res cardíacos.
n depressores centrais, incluindo o álcool, e antimuscarínicos au-
mentam a ocorrência de efeitos adversos com amitriptilina.
n Medicamentos que aumentem a disponibilização de seroto-
nina devem ser evitados, sob risco de desenvolver síndrome 
serotonérgica. Estão aqui incluídos os inibidores seletivos da 
recaptação de serotonina e os IMAo’s reversíveis e irreversí-
veis. Para estes últimos deve-se respeitar um período de 3 se-
manas de intervalo entre sua interrupção e a introdução de 
amitriptilina ou outro tricíclico.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Pode provocar, em maior frequência em virtude de suas pro-
priedades antimuscarínicas, boca seca, constipação, aumen-
to de pressão ocular, retenção urinária, entre outros. Tendem 
95
a sofrer tolerância e, desta forma, ceder com a sequência do 
tratamento.
n Sonolência ocorre frequentemente no início do tratamento 
devendo o paciente ser alertado.
n Pode ocorrer, em menor frequência, efeitos centrais como 
cefaléia, convulsões e tremores.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Atenção especial na presença de retenção urinária, prosta-
tismo e constipação crônica, glaucoma, feocromocitoma, hi-
pertireoidismo e histórico de epilepsia.
n Pacientes com doenças cardiovasculares como arritmias e in-
farto recente.
96
///////////////////////////////////////////////////////////////////
AMOXICIlINA
1. APresentAção
Cápsula 500 mg 
Pó para suspensão oral 50 mg/mL 
2. disPoniBiLidAde
Nas farmácias das unidades de saúde e dos pronto-atendi-
mentos da rede municipal.
3. MecAnisMo de Ação
Como membro do grupo das penicilinas age interferindo na 
renovação da parede celular bacteriana, além de ativar um siste-
ma autocatalítico bacteriano levando a sua lise.
4. indicAção e PosoLogiA
n Tratamento de primeira escolha para amigdalite, farin-
gite, otite média aguda, pneumonia e sinusite aguda:
• Adultos:
 500 mg de 8 em 8 horas.
• Crianças:
 Abaixo de 3 meses: dose máxima de 30 mg/Kg/dia fra-
cionadas em doses para administração de 12 em 12 
horas.
 Abaixo de 40 Kg: 20 a 40 mg/Kg/dia fracionadas em do-
ses para administração de 8 em 8 horas.
 Até 10 anos: 125 a 250 mg de 8 em 8 horas.
97
aTENÇÃo: Duração do tratamento:
 1. amigdalite e faringite bacterianas:�Indicada como al-
ternativa ao tratamento com benzilpenicilina benzatina 
(primeira escolha):�10 dias.
2. otite média aguda: durante 7 a 10 dias.
3. Pneumonias comunitárias: casos leves a moderados 10 
a 14 dias.
4. Sinusite aguda bacteriana: 10 a 14 dias.
 aTENÇÃo: Em todas as situações acima espera-se melhora 
do quadro clínico em 48 horas. Quando isto não for obser-
vado, orienta-se a substituição por fármaco de retaguarda 
(amoxicilina + ácido clavulânico ou azitromicina).
n Erradicação de Helicobacter pylori em associação à 
claritromicina e omeprazol: 
• 1 g, de 12 em 12 horas, por 7 a 14 dias.
n Tratamento de abscesso periapical e periodontal:
• 3 g, com nova administração após 8 horas.
n Profilaxia da endocardite:
• 2 ou 3 g uma hora antes do procedimento.
5. reAções AdversAs reLevAntes 
n Reações gastrointestinais, especialmente diarréia, são fre-
quentes.
6. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Atenção especial deve ser dada a pacientes nefropatas, para 
os quais a posologia deve ser ajustada.
n Reações de sensibilidade cruzada são frequentes entre as pe-
nicilinas.
98
///////////////////////////////////////////////////////////////////
AMOXICIlINA
+ ÁCIdO ClAVUlÂNICO
1. APresentAção
Comprimido revestido 875 mg + 125 mg
Pó para suspensão oral 80 mg/mL + 11,4 mg/mL
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde e dos pronto-atendi-
mentos da rede municipal.
3. MecAnisMo de Ação 
o ácido clavulânico é um inibidor de beta-lactamase ampliando 
desta forma, a sensibilidade de diversos patógenos à amoxicilina.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de infecções não responsivas às drogas de 
primeira escolha:
 aTENÇÃo: Está indicada nos casos em que a terapia com 
amoxicilina não seja considerada adequadamente eficaz.
As doses apresentadas relacionam-se à amoxicilina isolada:
• Adultos:
 875 mg de 12 em 12 horas.
• Crianças:
 20 a 50 mg/Kg/dia fracionadas em doses para administra-
ção de 12 em 12 horas. dose máxima: 2 g/dia.
aTENÇÃo: duração do tratamento:
1. amigdalite e faringite bacterianas:�10 dias.
99
2. otite média aguda: durante 7 a 10 dias.
3. Pneumonias comunitárias: 10 a 14 dias.
4. Sinusite aguda bacteriana: 10 a 14 dias.
5. rEaÇõES aDVErSaS rElEVaNTES 
n Reações gastrointestinais, especialmente diarréia, são fre-
quentes.
6. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Atenção especial deve ser dada a pacientes nefropatas, para 
os quais a posologia deve ser ajustada.
n Reações de sensibilidade cruzada são frequentes entre as pe-
nicilinas.
100
///////////////////////////////////////////////////////////////////
ANlOdIPINO 
(besilato de anlodipino)
1. APresentAção
Comprimido sulcado 10 mg
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde e dos pronto-atendi-
mentos da rede municipal.
3. MecAnisMo de Ação 
Bloqueador de canal de cálcio (BCC) com propriedade vaso-
dilatadora coronariana e periférica.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de hipertensão arterial sistêmica:
• 5 mg em dose única diária, aumentando se necessário para 
10 mg em dose única diária. doses superiores a 40 mg/dia 
não parecem agregar melhora na resposta terapêutica.
 aTENÇÃo: consultar aNEXo ii – RECoMENdAÇõES PARA 
o TRATAMENTo dA HIPERTENSÃo ARTERIAL SISTÊMICA.
5. interAções reLevAntes 
n Pode alterar a resposta à insulina interagindo com o trata-
mento antidiabético. Ajuste de dose é requerido.
n devido a sua extensiva metabolização hepática sofre interfe-
rência de indutores e inibidores do citocromo P450.
101
6. reAções AdversAs reLevAntes
n Pode ocasionar, em maior frequência, edema periférico (mais 
comum em tornozelo), rubor, cefaléia, rash cutâneo e fadiga.
n Pode ocorrer hipotensão, taquicardia e palpitação apesar de 
em menor incidência que outros BCC (ex. nifedipina).
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Como outros BCC deve ser evitado em pacientes com insu-
ficiência cardíaca congestiva.
102
///////////////////////////////////////////////////////////////////
Arnica montana L.
(Arnica)
1. APresentAção
Gel 2%
2. PArte utiLizAdA
Flores
3. disPoniBiLidAde
Nas farmácias das unidades de saúde da rede municipal.
4. ProPriedAdes fArMAcoLógicAs
Ação antiinflamatória é atribuída aos terpenóides do óleo es-
sencial. No caso da helenalina, sua propriedade antiinflamató-
ria e analgésica deve-se a inibição da síntese de prostaglandinas.
5. indicAção e PosoLogiA
n Tratamento de processos inflamatórios comohemato-
mas, distensão e contusão, edema de fratura, flebite su-
perficial e inflamações decorrentes de picada de inseto:
• Aplicar uma fina camada do gel espalhando suavemente 
na região afetada, previamente higienizada, 3 vezes ao dia.
aTENÇÃo: Utilizar somente em peles íntegras. 
6. reAções AdversAs reLevAntes
n Pode provocar, sobretudo em pessoas muito sensíveis, der-
matite de contato.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs
n Em feridas abertas e em dermatites.
103
///////////////////////////////////////////////////////////////////
ATAZANAVIR
1. APresentAção
Cápsula 150 mg 
Cápsula 200 mg
2. disPoniBiLidAde 
Exclusivamente na farmácia do Centro de Referência dST/
AIdS, com prescrição de especialista e em formulário próprio.
3. indicAção e PosoLogiA 
n Terapia anti-retroviral:
• Adultos:
 400 mg em dose única diária.
4. inforMAções coMPLeMentAres 
consultar anexo Vi – ESQUEMAS dE TRATAMENTo PARA 
A AIdS.
104
///////////////////////////////////////////////////////////////////
ATENOlOl
1. APresentAção
Comprimido sulcado 50 mg
2. disPoniBiLidAde
Nas farmácias das unidades de saúde e dos pronto-atendi-
mentos da rede municipal.
3. MecAnisMo de Ação
Antagonista seletivo e competitivo de receptores Beta1 
de noradrenalina.
4. indicAção e PosoLogiA
n Profilaxia da angina pectoris: 
• 50 a 100 mg em dose única ou fracionadas em 2 admi-
nistrações.
n Tratamento de arritmias cardíacas:
• Adultos:
 50 a 100 mg em dose única ou fracionadas em 2 admi-
nistrações.
• Crianças:
 > 4 anos: 0,7 a 1,4 mg/Kg/dia em dose única ou fracio-
nadas em 2 administrações. dose máxima: 2 mg/Kg/dia.
n Tratamento da hipertensão arterial sistêmica: 
• Adultos:
 50 a 100 mg em dose única diária. os efeitos terapêuti-
cos são melhor evidenciados em 1 a 2 semanas.
• Crianças:
 1 mg/Kg/dia em dose única diária.
105
 aTENÇÃo: consultar aNEXo ii – RECoMENdAÇõES PARA 
o TRATAMENTo dA HIPERTENSÃo ARTERIAL SISTÊMICA.
n Profilaxia da enxaqueca: 
• 50 a 100 mg em dose única diária.
5. interAções reLevAntes
n Antiinflamatórios não-esteroidais reduzem seu efeito antihi-
pertensivo.
n Associação com depressores cardíacos, como antiarrítmicos 
e antagonistas de canais de cálcio, pode causar importante 
bradicardia e parada cardíaca.
n Reduz a resposta para insulina e hipoglicemiantes orais.
n Após uso prolongado os pacientes podem ficar hipersensí-
veis a ação da adrenalina, devendo esta ser administrada com 
cautela e quando sua utilização for imperiosa.
6. reAções AdversAs reLevAntes
n Pode mascarar os sintomas do hipertiroidismo e da hipogli-
cemia.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs
n Ajustar dose na vigência de insuficiência renal.
n Cautela em pacientes com brocoespasmos ou asmáticos pois 
apesar de sua seletividade, ainda agrega algum potencial de 
agravar broncoespasmos.
n Cautela em pacientes cardiopatas pois há risco de agravar in-
suficiência cardíaca pré-existente e levar à parada cardíaca.
106
///////////////////////////////////////////////////////////////////
ATROPINA
(sulfato de atropina)
1. APresentAção
Solução injetável 0,25 mg/mL
2. disPoniBiLidAde
Nas farmácias das unidades de saúde e dos pronto-atendimen-
tos da rede municipal para utilização interna no serviço de saúde.
3. MecAnisMo de Ação
Alcalóide antimuscarínico que, entre outras ações inerentes 
ao bloqueio muscarínico, deprime a ação vagal aumentando a 
frequência cardíaca.
4. indicAção e PosoLogiA
n Tratamento de bradicardia sinusal e bloqueio atrioven-
tricular durante a fase aguda do infarto do miocárdio: 
• 0,5 a 1 mg IV repetidos, se necessário, em intervalos de 
3 a 5 minutos, não ultrapassando uma dose total de 40 
mcg/kg.
 aTENÇÃo: Se um acesso venoso não é possível, administrar 
por tubo orotraqueal diluído em 10 mL de soro fisiológico.
5. interAções reLevAntes
n Amantadina, alguns antihistamínicos, antidepressivos tricícli-
cos, entre outros, pode aumentar os efeitos antimuscarínicos 
por também apresentarem essas propriedades.
107
6. reAções AdversAs reLevAntes
n Pode exacerbar a isquemia e a área de infarto.
n Em sua maioria dose-dependentes e derivadas de seu blo-
queio muscarínico no sistema nervoso autônomo, destaca-
se taquipnéia, taquiarritmias, hipertermia e hipertensão.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Pacientes com hiperplasia prostática, íleo paralítico e esteno-
se pilórica.
n Evitar uso em casos de colite ulcerativa, glaucoma, tireotoxi-
cose e cardiopatias.
n Cautela em crianças e idosos pois tende a apresentar efeitos 
adversos mais pronunciados.
108
///////////////////////////////////////////////////////////////////
AZITROMICINA
1. APresentAção
Comprimido revestido 500 mg
2. disPoniBiLidAde
Nas farmácias das unidades de saúde da rede municipal.
3. MecAnisMo de Ação
Antimicrobiano do grupo dos macrolídeos, atua inibindo a 
síntese proteica bacteriana por interferir na função ribossomal.
4. indicAção e PosoLogiA
n Tratamento de infecções não responsivas às drogas de 
primeira escolha:
 aTENÇÃo: observar os dados de sensibilidade antimicrobia-
na do Laboratório Central Municipal.
• Adultos:
 500 mg em dose única diária por 3 dias.
n Tratamento de infecção genital por clamídia: 
• 1 g em dose única.
n Tratamento de gonorréia não-complicada: 
• 2 g em dose única.
n Tratamento de granuloma inguinal: 
• dose inicial de 1 g seguida de 500 mg/dia até a regressão.
 aTENÇÃo: Como todos os macrolídeos, azitromicina deve 
ser administrada 1 hora antes ou mais que 2 horas depois 
das refeições. 
109
5. interAções reLevAntes
n Reduz o metabolismo intraluminal de digoxina e anticoncep-
cionais orais.
6. reAções AdversAs reLevAntes
n Reação de hipersensibilidade com risco de hepatotoxicidade 
pode raramente ocorrer, mas este efeito é cruzado com ou-
tros macrolídeos.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs
n durante a gestação.
n Cautela em pacientes com distúrbios hepáticos.
n Pode agravar fraqueza muscular em pacientes com miaste-
nia gravis.
110
///////////////////////////////////////////////////////////////////
BEClOMETASONA 
(dipropionato de beclometasona)
1. APresentAção
Aerossol aquoso nasal 50 mcg/dose
Aerossol 50 mcg/dose
Aerossol 250 mcg/dose
2. disPoniBiLidAde
Nas farmácias das unidades de saúde e dos pronto-atendi-
mentos da rede municipal.
3. MecAnisMo de Ação
Corticosteróide com atividade glicocorticóide, desenvolvido 
para exercer uma ação tópica no sistema respiratório sem ativi-
dade sistêmica significante nas doses recomendadas.
4. indicAção e PosoLogiA
n Tratamento de rinite alérgica:
• 50 mcg, em cada narina, 2 a 4 vezes ao dia. Não ultra-
passar 400 mcg/dia.
n Tratamento e controle de asma brônquica: 
• Adultos: 250 a 500 mcg 2 a 4 vezes ao dia não ultrapas-
sando 2.000 mcg/dia.
• Crianças: 50 a 100 mcg 2 a 4 vezes ao dia ou 100 a 200 
mcg 2 vezes ao dia.
 aTENÇÃo: consultar anexo i - RECoMENdAÇõES PARA 
o TRATAMENTo dA ASMA.
5. reAções AdversAs reLevAntes
n Pode provocar candidíase oral, principalmente em adultos. 
111
Este efeito é minimizado pela lavagem da cavidade oral com 
água após cada inalação.
n Pode ocorrer absorção sistêmica principalmente em doses ele-
vadas ou tratamento prolongado, podendo-se observar rea-
ções da corticoterapia sistêmica como supressão adrenal.
n Como os efeitos do tratamento prolongado são desconhe-
cidos, em crianças deve-se utilizar a menor dose possível e 
monitorar o crescimento.
6. inforMAções coMPLeMentAres
n o paciente deve ser orientado quanto aos fatores de-
sencadeantes de crises evitando a exposição desneces-
sária a eles. Deve ser recomendado ao paciente:
• Manter a casa limpa e arejada, livre de poeira, mofo e 
cheiros fortes;
• Evitar ter animais em casa, mas se tiver, dar banho toda 
semana e afastá-lo do quarto;
• Não fumar e ficar longe da fumaça;
• Praticar exercícios físicos sob orientaçãoprofissional;
• Evitar o uso de ácido acetilsalicílico e beta-bloqueadores 
ou utilizá-los somente sob orientação médica.
n o paciente deve ser orientado quanto ao uso correto 
do medicamento.
Sem espaçador:
• Manter-se em pé ou sentado;
• Retirar a tampa do frasco, segurá-lo na vertical e agitá-
lo vigorosamente;
• Posicionar o bocal do frasco 4 a 5 cm da boca;
• Abrir a boca;
• Expirar;
• Inspirar lenta e profundamente, acionando o dispositivo 
do frasco para liberar o medicamento;
112
• Prender a respiração por no mínimo 10 segundos;
• Respirar normalmente;
• Aguardar 15 a 30 segundos para novo acionamento;
• Tampar o frasco.
com espaçador:
• Manter-se em pé ou sentado;
• Retirar a tampa do frasco, segurá-lo na vertical e agitá-
lo vigorosamente;
• Adaptar o frasco ao espaçador;
• Expirar;
• Colocar o bocal do espaçador na boca ou a máscara so-
bre a boca e o nariz;
• Acionar o dispositivo do frasco (um jato por vez);
• Inspirar lenta e profundamente e prender a respiração 
por no mínimo 10 segundos ou fazer 4 a 6 respirações 
seguidas com o espaçador na boca;
• Retirar o espaçador da boca e respirar normalmente;
• Aguardar 15 a 30 segundos para novo acionamento;
• Tampar o frasco.
o espaçador deve ser lavado, em média a cada 5 dias, com 
água e enxugado com papel ou tecido limpo. deve ser submer-
so, ao menos uma vez por mês, em solução de água morna e 
detergente neutro (2 gotas de detergente/litro de água) por 30 
minutos. Neste caso, deve secar livremente sem ser enxugado.
113
///////////////////////////////////////////////////////////////////
BENZIlPENICIlINA
BENZATINA
1. APresentAção 
Pó para suspensão injetável 600.000 UI 
Pó para suspensão injetável 1.200.000 UI
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde e nos pronto-atendi-
mentos da rede municipal.
3. MecAnisMo de Ação 
Como membro do grupo das penicilinas age interferindo na 
renovação da parede celular bacteriana, além de ativar um siste-
ma autocatalítico bacteriano levando a sua lise.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de faringite estreptocócica: 
• Adultos: 1.200.000 UI, via IM, em dose única.
• Crianças: Até 27 Kg: 600.000 UI, via IM, em dose única.
n Tratamento de sífilis:
• Primária: 2.400.000 UI, via IM, em dose única (1.200.000 
UI em cada glúteo).
• Recente�secundária�e�latente: 2.400.000 UI, via IM, 
em dose única repetida após 1 semana.
• Tardia: 2.400.000 UI, via IM, em dose única semanal por 
3 semanas. 
• Congênita: 50.000 UI/Kg, via IM, em dose única sema-
nal por 3 semanas.
 aTENÇÃo: Todos os pacientes tratados para sífilis devem 
114
ser triados para investigação de outras doenças sexualmen-
te transmissíveis (dST).
n Profilaxia da febre reumática: 
• Adultos: 1.200.000 UI em dose única a cada 21 dias.
• Crianças: Até 25 Kg: 600.000 UI em dose única a cada 
21 dias.
 aTENÇÃo: o tratamento deve ser mantido até a criança atin-
gir 18 anos (sem cardite) ou até 25 anos (com cardite). Em 
adolescentes a terapia não deve durar menos que 5 anos.
5. interAções reLevAntes 
n outras penicilinas, imipenem e, em menor grau, cefalospo-
rinas (5 a 15%) podem causar reações alérgicas cruzadas.
n Associação com medicamentos de elevado potencial nefro-
tóxico não deveria ocorrer.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Anafilaxia pode ocorrer entre 0,015 a 0,04% dos pacientes.
n Reações alérgicas de menor gravidade podem ocorrer entre 
1 a 10% dos pacientes.
n Em doses elevadas pode reduzir limiar convulsivo e quadros 
psicóticos.
n Pode provocar alterações hematológicas transitórias (leuco-
penia, plaquetopenia, entre outros).
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Não há contra-indicações absolutas, exceto histórico de hi-
persensibilidade.
n Ajustar dose em nefropatas e idosos.
115
///////////////////////////////////////////////////////////////////
BENZIlPENICIlINA
POTÁSSICA
1. APresentAção
Pó para solução injetável 5.000.000 UI
2. disPoniBiLidAde
Exclusivamente nos pronto-atendimentos municipais para uti-
lização interna no serviço de saúde.
3. MecAnisMo de Ação
Como membro do grupo das penicilinas age interferindo na 
renovação da parede celular bacteriana, além de ativar um siste-
ma autocatalítico bacteriano levando a sua lise.
4. indicAção e PosoLogiA
n Tratamento de infecções por agentes penicilino-sensíveis:
• Adultos: 2.000.000 a 24.000.000 UI, via IV, fracionadas 
em 6 a 8 administrações ou em infusão contínua.
• Crianças: 100.000 a 250.000 UI/Kg/dia fracionadas em 
4 a 6 administrações.
5. interAções reLevAntes
n outras penicilinas, imipenem e, em menor grau, cefalospo-
rinas (5 a 15%) podem causar reações alérgicas cruzadas.
n Associação com medicamentos de elevado potencial nefro-
tóxico não deveria ocorrer.
6. reAções AdversAs reLevAntes
n Pode ocorrer choque anafilático apenas em indivíduos hiper-
sensíveis às penicilinas.
116
n Reações de hipersensibilidade incluindo febre, urticária e do-
res articulares podem ocorrer.
n Pode provocar alterações hematológicas usualmente transi-
tórias (leucopenia, entre outros).
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs
n Não há contra-indicações absolutas, exceto histórico de hi-
persensibilidade.
n Ajustar dose em nefropatas e idosos.
117
///////////////////////////////////////////////////////////////////
BENZIlPENICIlINA
PROCAÍNA 
+ BENZIlPENICIlINA
POTÁSSICA
1. APresentAção
Pó para suspensão injetável 300.000 UI + 100.000 UI 
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde e dos pronto-atendi-
mentos da rede municipal.
3. MecAnisMo de Ação 
São dois membros do grupo das penicilinas e desta forma 
agem interferindo na renovação da parede celular bacteriana, 
além de ativar um sistema autocatalítico bacteriano levando a 
sua lise. A forma potássica começa a agir poucos minutos após 
a aplicação e é logo eliminada, enquanto a forma procaína man-
tém o efeito por várias horas.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de infecções causadas por bactérias sensí-
veis como amigdalites, faringites, pneumonias, impe-
tigo e outras piodermites:
• Adultos: 400.000 a 800.000 UI, via IM, de 12 em 12 ho-
ras, por 10 a 14 dias.
• Crianças: 50.000 UI de procaína/kg/dia, via IM, fraciona-
das em 2 administrações, por 10 a 14 dias.
118
5. interAções reLevAntes 
n outras penicilinas, imipenem e, em menor grau, cefalospo-
rinas (5 a 15%) podem causar reações alérgicas cruzadas.
n Associação com medicamentos de elevado potencial nefro-
tóxico não deveria ocorrer.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Pode ocorrer choque anafilático apenas em indivíduos hiper-
sensíveis às penicilinas.
n Reações de hipersensibilidade incluindo febre, urticária e do-
res articulares podem ocorrer.
n Pode provocar alterações hematológicas usualmente transi-
tórias (leucopenia, entre outros).
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs
n Não há contra-indicações absolutas, exceto histórico de hi-
persensibilidade.
n Ajustar dose em nefropatas e idosos.
119
///////////////////////////////////////////////////////////////////
BETAMETASONA
(acetato de betametasona + fosfato dissódico 
de betametasona)
1. APresentAção
Solução injetável 3 mg/mL + 3 mg/mL
2. disPoniBiLidAde
Nas farmácias das unidades de saúde da rede municipal po-
rém sob demanda e com prescrição de ginecologista.
3. MecAnisMo de Ação
Acelera a maturação pulmonar e reduz a incidência de do-
ença de membrana hialina, hemorragia intraventricular e morte 
em recém-nascidos prematuros.
4. indicAção e PosoLogiA
n Prevenção da síndrome de angústia respiratória do recém-
nascido em gestantes entre 24ª e 34ª semanas de gesta-ção com risco de parto prematuro no período de 7 dias: 
• 12 mg (conteúdo de 1 ampola), via IM, por 2 dias con-
secutivos respeitando-se o intervalo de 24 horas entre as 
administrações.
 aTENÇÃo: A repetição deste esquema de administração caso 
o parto não ocorra dentro de 7 dias não está formalmente 
indicada como rotina.
120
///////////////////////////////////////////////////////////////////
BICARBONATO dE SódIO
1. APresentAção
Solução injetável 1 mEq/mL (8,4%)
2. disPoniBiLidAde
Nas farmácias das unidades de saúde e dos pronto-atendimen-
tos da rede municipal para utilização interna no serviço de saúde.
3. MecAnisMo de Ação
o efeito alcalinizante deve-se ao aumento do bicarbonato 
plasmático e consequente elevação do pH. 
4. indicAção e PosoLogiA
n Tratamento de acidose metabólica e reanimação na pa-
rada cardiorrespiratória:
• A dose é dependente do equilíbrio ácido-básico e hidro-
eletrolítico do paciente. Sua administração deve ser feita 
por infusão intravenosa contínua.
5. interAções reLevAntes
n Aumenta a excreção renal de barbitúricos, lítio, salicilatos e 
tetraciclinas.
6. contrA-indicAções e AdvertênciAs
n Cautela em pacientes com insuficiência renal, hipertensão, 
edematosos ou em quadros clínicos com retenção de sódio. 
121
///////////////////////////////////////////////////////////////////
BIPERIdENO
1. APresentAção
Comprimido 2 mg (cloridrato de biperideno)
Solução injetável 5 mg/mL (lactato de biperideno)
2. disPoniBiLidAde
Nas farmácias das unidades de referência para atendimento 
a psicotrópicos e medicamentos sujeitos a controle especial, com 
prescrição em receita de controle especial em duas vias.
3. MecAnisMo de Ação
Antagoniza os efeitos excitatórios de acetilcolina no estriado, 
bloqueando receptores muscarínicos pós-sinápticos. 
4. indicAção e PosoLogiA
n Tratamento do parkinsonismo idiopático:
• 2 mg, 3 a 4 vezes ao dia, aumentando-se de acordo com 
a necessidade até a dose máxima de 16 mg/dia.
n controle de sintomas extrapiramidais induzidos por 
drogas:
• 2 mg, via IM ou IV lenta, repetindo-se a cada 30 minu-
tos se necessário e até 4 doses em 24 horas.
5. interAções reLevAntes
n Amantadina, alguns antihistamínicos, antidepressivos tricícli-
cos, entre outros, pode aumentar os efeitos antimuscarínicos 
por também apresentarem essas propriedades.
6. reAções AdversAs reLevAntes
n Em sua maioria dose-dependentes, derivam de seu bloqueio 
122
muscarínico no sistema nervoso autônomo. Taquipnéia, taquiar-
ritmias, hipertermia e hipertensão requerem mais atenção.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs
n Pacientes com hiperplasia prostática, íleo paralítico e esteno-
se pilórica.
n Evitar uso em pacientes com colite ulcerativa, glaucoma, ti-
reotoxicose e cardiopatias.
123
///////////////////////////////////////////////////////////////////
BISACOdIl 
1. APresentAção
Comprimido revestido/drágea 5 mg 
2. disPoniBiLidAde
Nas farmácias das unidades de saúde da rede municipal.
3. MecAnisMo de Ação
Sua ação ocorre pela retenção de água no lúmen intestinal 
e aumento da motilidade. Promove estimulação da secreção de 
água e eletrólitos para a luz intestinal. 
4. indicAção e PosoLogiA
n laxante para preparo de exames:
• Raio x de Abdomem Simples, de Coluna Lombo Sacra ou 
de Coluna Lombo Sacra com oblíquas: 15 mg, na véspe-
ra do exame às 20:00 h.
• Colonoscopia: 15 mg, na véspera do exame às 14:00 h.
5. reAções AdversAs reLevAntes
n Pode ocorrer, em maior frequência, desconforto abdominal 
incluindo cólicas.
6. contrA-indicAções e AdvertênciAs
n Pacientes com íleo paralítico, quadros abdominais agudos e 
com intensa desidratação. 
124
///////////////////////////////////////////////////////////////////
BROMOPRIdA
1. APresentAção
Solução oral 4 mg/mL
Solução injetável 5 mg/mL 
2. disPoniBiLidAde
Solução oral: Nas farmácias das unidades de saúde da 
rede municipal.
Solução injetável: Exclusivamente nos pronto-atendimen-
tos municipais para utilização interna no serviço de saúde.
3. MecAnisMo de Ação
Assim como a metoclopramida, bloqueia diretamente a zona 
de gatilho e acelera o tempo de esvaziamento gástrico por au-
mento das contrações do corpo esofágico.
4. indicAção e PosoLogiA
n Tratamento de segunda escolha nas náuseas, vômitos 
e plenitude pós prandial:
• Adultos: 20 mg/dia, via IM ou IV.
• Crianças: 
 0,5 a 1 mg/Kg/dia fracionadas em 3 a 4 administrações.
 0,03 mg/Kg, via IM, de 8 em 8 horas.
5. reAções AdversAs reLevAntes
n Pode ocorrer, em maior frequência, sedação e em menor 
frequência diarréia e reação cutânea.
6. contrA-indicAções e AdvertênciAs
n Não há evidências científicas que comprovem a superioridade 
deste fármaco quando comparado à outros agentes antidopa-
minérgicos como metoclopramida e domperidona, incluindo-
125
se também poucas evidências sobre a segurança de sua utiliza-
ção, motivos pelos quais o mesmo deve ser utilizado SoMEN-
TE na impossibilidade de uso da METoCLoPRAMIdA.
 aTENÇÃo: Todo caso de hipersensibilidade à metocloprami-
da deve ser notificado à CMFT.
126
///////////////////////////////////////////////////////////////////
BUPROPIONA
1. APresentAção
Comprimido de ação prolongada 150 mg 
2. disPoniBiLidAde
Nas farmácias das unidades de referência para atendimento 
ao Programa de Controle do Tabagismo, com prescrição em re-
ceita de controle especial em duas vias.
3. MecAnisMo de Ação
Fraco inibidor da recaptação de noradrenalina e dopamina. 
Considerado um antidepressivo atípico, tem sido amplamente 
utilizado no tratamento de manutenção da abstinência ao há-
bito de fumar.
4. indicAção e PosoLogiA
n Tratamento de suporte à interrupção do tabagismo: 
• Iniciar duas semanas antes de parar de fumar com 150 
mg pela manhã por 3 dias, aumentando-se para 150 mg 
2 vezes ao dia, durante 12 semanas. 
 aTENÇÃo: o intervalo entre as doses deve ser de pelo me-
nos 8 horas e preferencialmente, a segunda dose deve ser 
administrada ao final da tarde ou início da noite para limitar 
a ocorrência de insônia.
5. interAções reLevAntes
n Não utilizar em conjunto ou em menos de 14 dias de inter-
valo com IMAo.
n Atenção às drogas que interferem no sistema de metaboli-
zação microssomal hepático.
127
n o uso concomitante de amantadina ou levodopa aumenta a 
incidência de efeitos colaterais por bupropiona.
6. reAções AdversAs reLevAntes
n Em maior frequência pode ocasionar insônia, boca seca, ce-
faléia, rash cutâneo e urticária.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs
n Pacientes com epilepsia ou história de convulsões ou uso con-
comitante de droga que abaixe o limiar convulsivante (por 
exemplo álcool ou neurolépticos).
n Pacientes com história de trauma do sistema nervoso central, 
incluindo acidentes vasculares cerebrais, cirurgia craniana ou 
traumatismo craniano com perda de consciência.
n Cautela em pacientes hipertensos.
128
///////////////////////////////////////////////////////////////////
BUSPIRONA
1. APresentAção
Comprimido sulcado 10 mg
2. disPoniBiLidAde
Nas farmácias das unidades de referência para atendimento 
a psicotrópicos e medicamentos sujeitos a controle especial, com 
prescrição em receita de controle especial em duas vias.
3. MecAnisMo de Ação
Apesar de possuir discreta atividade nos sistemas dopa-
minérgico, noradrenérgico e serotonérgico, suas propriedades 
ansiolíticas são atribuídas ao antagonismo parcial de recepto-
res 5-HT1A de serotonina.
4. indicAção e PosoLogiA
n Tratamento de transtornos de ansiedade (exceto trans-
torno de pânico): 
• 15 mg/dia fracionadas em 2 a 3 administrações. Pode-se 
elevar 5 mg, a cada 3 dias até 60 mg/dia.
5. interAções reLevAntes
n Não utilizar em conjunto ou em menos de 14 dias de inter-
valo com IMAo.
n Atenção às drogas que interferem no sistema de metaboli-
zação microssomal hepático.
6. reAções AdversAs reLevAntes
n Em maior frequência, pode provocar zumbidos, náuseas, ce-
faléia, fotofobia e distúrbios do sono.
129
7. contrA-indicAçõese AdvertênciAs
n durante a gestação.
n Pacientes com insuficiência renal ou hepática. 
130
///////////////////////////////////////////////////////////////////
CAPTOPRIl
1. APresentAção
Comprimido 25 mg
2. disPoniBiLidAde
Nas farmácias das unidades de saúde e dos pronto-atendimen-
tos da rede municipal para utilização interna no serviço de saúde.
3. MecAnisMo de Ação
Inibe a enzima conversora da angiotensina (ECA), a qual con-
verte angiotensina I em angiotensina II. Assim, possui efeitos va-
sodilatador e de redução da resistência vascular periférica.
4. indicAção e PosoLogiA
n Urgência hipertensiva: 
• 6,25 a 25 mg, via oral, repetindo-se após 1 h se necessário.
 �Início�da�ação: 15 a 30 minutos
 Duração�da�ação: 6 a 8 horas
5. reAções AdversAs reLevAntes
n Hipotensão.
6. contrA-indicAções e AdvertênciAs
n Pacientes com insuficiência renal, estenose bilateral de arté-
ria renal ou rim único com estenose de artéria renal.
131
///////////////////////////////////////////////////////////////////
CARBAMAZEPINA
1. APresentAção
Comprimido 200 mg 
Comprimido 400 mg
Suspensão oral 20 mg/mL 
2. disPoniBiLidAde
Nas farmácias das unidades de referência para atendimento 
a psicotrópicos e medicamentos sujeitos a controle especial, com 
prescrição em receita de controle especial em duas vias.
3. MecAnisMo de Ação
Interfere na condutância dos canais de sódio neuronais e 
na ativação de receptores de monoaminas, acetilcolina e NMdA 
entre outros.
4. indicAção e PosoLogiA
n Tratamento de crises convulsivas parciais simples e com-
plexas e generalizadas tônico-clônicas:
• Adultos: 100 a 200 mg ao deitar ou fracionadas em 2 ad-
ministrações, com aumentos graduais de 100 a 200 mg 
a cada 2 semanas até dose de manutenção entre 800 a 
1.200 mg/dia fracionadas em 2 a 4 administrações. Excep-
cionalmente, doses acima de 2 g podem ser necessárias.
 aTENÇÃo: Para a obtenção do adequado controle das 
crises a dose deve ser ajustada de acordo com a resposta 
individual.
• Crianças: 10 a 20 mg/kg/dia fracionadas em 2 a 4 admi-
nistrações.
132
n Tratamento de dores neuropáticas: 
• Adultos: 200 a 400 mg/dia, aumentando lentamente até 
a obtenção de analgesia (em geral, 200 mg, 3 a 4 vezes 
ao dia). Reduzir então, gradualmente, a dose para o me-
nor nível de manutenção possível.
• Idosos: a dose inicial é de 100 mg duas vezes ao dia. des-
continuar após cessação da dor.
n Síndrome de abstinência alcoólica: 
• 200 mg 3 vezes ao dia. Em casos graves, esta dose pode 
ser aumentada durante os primeiros dias para 400 mg.
5. interAções reLevAntes
n Por ser importante indutor hepático, interage com fárma-
cos que sofrem metabolização hepática: amitriptilina, anti-
coagulantes, anticoncepcionais, clomipramina, clonazepam, 
doxiciclina, haloperidol, mebendazol, entre outros.
n A utilização associada a ácido valpróico, cetoconazol, clari-
tromicina, eritromicina, fluoxetina, metronidazol, omeprazol, 
entre outros eleva o risco de toxicidade pois estes fármacos 
aumentam a concentração plasmática da carbamazepina.
n Perda no controle das crises convulsivas é observada na as-
sociação a fenitoína e fenobarbital.
6. reAções AdversAs reLevAntes
n Em maior frequência e dose dependentes: sonolência, fadi-
ga, tonturas, visão turva, diplopia e ataxia. Tendem a ceder 
com o tempo.
n Rash mobiliforme pode ocorrer em até 10% dos pacientes 
e levar a descontinuidade do tratamento.
n ocasionalmente pode ocorrer hiponatremia e retenção hí-
drica sendo indicada monitorização do sódio plasmático.
133
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs
n Pacientes com anormalidades de condução cardíaca, presen-
ça ou história de depressão de medula óssea.
n Cautela na presença de distúrbios renais ou hepáticos.
134
///////////////////////////////////////////////////////////////////
CARBONATO dE CÁlCIO
+ COlECAlCIFEROl
(Vitamina D)
1. APresentAção
Comprimido 500 mg Ca (II) + 200 UI
2. disPoniBiLidAde
Nas farmácias das unidades de saúde da rede municipal.
3. MecAnisMo de Ação
Favorece a homeostase mineral contribuindo para a manu-
tenção da massa óssea.
4. indicAção e PosoLogiA
n coadjuvante no tratamento da osteoporose: 
• 500 a 2.000 mg/dia, ajustado de acordo com as necessi-
dades do paciente.
5. interAções reLevAntes
n A associação a diuréticos tiazídicos pode levar a hipercalcemia.
n Corticosteróides reduzem sua absorção.
n Pode precipitar intoxicação digitálica.
n Reduz a absorção de quinolonas e tetraciclinas.
6. reAções AdversAs reLevAntes
n Irritação gastrintestinal.
n Em doses elevadas pode levar a hipercalcemia.
135
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs
n Cautela em pacientes com nefropatias, litíase renal, sarcoi-
dose e neoplasias associadas a hipercalcemia.
136
///////////////////////////////////////////////////////////////////
CARBONATO dE lÍTIO
1. APresentAção
Comprimido 300 mg
2. disPoniBiLidAde
Nas farmácias das unidades de referência para atendimen-
to a psicotrópicos e medicamentos sujeitos a controle especial, 
com primeira prescrição de psiquiatra e em receita de controle 
especial em duas vias.
3. MecAnisMo de Ação
Ainda não esclarecido. Todavia, o lítio interfere na ação das 
catecolaminas, segundos mensageiros e na expressão gênica.
4. indicAção e PosoLogiA
n Estabilização de humor: 
 aTENÇÃo: Antes de iniciar o tratamento é imperiosa a 
realização de provas de função renal e tireoidiana, ECG, 
eletrólitos e hemograma.
• 600 a 900 mg/dia fracionadas em 2 a 3 administrações. 
Aumentos gradativos a cada 3 dias podem ser realizados 
até se atingir a litemia adequada.
 aTENÇÃo: A litemia efetiva situa-se entre 0,6 a 1,2 
mEq/L. Sendo assim é essencial a dosagem do lítio du-
rante o tratamento para se garantir o êxito e a seguran-
ça da terapêutica.
5. interAções reLevAntes
n Aumentam a litemia: antiinflamatórios, bloqueadores de ca-
137
nais de cálcio, diuréticos, inibidores da ECA e metronidazol. 
n diminuem a litemia: agentes alcalinizantes, cafeína, inibido-
res da anidrase carbônica e xantinas.
6. reAções AdversAs reLevAntes
n o lítio possui uma faixa terapêutica estreita e apresenta mui-
tos e frequentes efeitos adversos, afetando diversos órgãos e 
sistemas. os efeitos gerais de ganho de peso, tremores, ede-
ma e tonturas são os mais frequentes.
 aTENÇÃo: Consulte literatura especializada ou a CMFT em 
caso de dúvidas sobre alterações apresentadas por pacien-
tes em tratamento com lítio.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Pacientes cardiopatas e com insuficiência renal grave.
n Cautela em nefropatas.
n Evitar até os 12 anos de idade.
n Possui risco (aproximadamente 11%) de causar malforma-
ções quando administrado na gestação.
n É encontrado em até 50% no leite materno.
138
///////////////////////////////////////////////////////////////////
CARVÃO ATIVAdO
1. APresentAção 
Pó
2. disPoniBiLidAde 
Exclusivamente nos pronto-atendimentos municipais para uti-
lização interna no serviço de saúde.
3. MecAnisMo de Ação 
Fixador adsorvente de grande quantidade de substâncias. Age 
no trato gastrintestinal formando complexos estáveis que impe-
dem a absorção do produto tóxico ingerido.
4. indicAção e PosoLogiA 
n adjuvante no tratamento de envenenamento agudo: 
• 1 a 2 g/Kg.
 aTENÇÃo: É mais efetivo dentro dos 30 minutos da in-
gestão do produto tóxico mas ainda é eficaz 2 horas após.
5. interAções reLevAntes 
n água gelada não deve ser empregada como veículo pois re-
duz a capacidade adsorvente do carvão.
6. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Pacientes inconscientes.
n Pacientes com envenenamento por cianeto, ácidos e bases 
fortes, metanol e etanol.
139
///////////////////////////////////////////////////////////////////
CEFAlEXINA SódICA1. APresentAção
Cápsula/comprimido 500 mg 
Pó para suspensão oral 50 mg/mL 
2. disPoniBiLidAde
Nas farmácias das unidades de saúde e dos pronto-atendi-
mentos da rede municipal.
3. MecAnisMo de Ação
Antimicrobiano betalactâmico que atua interferindo na re-
novação da parede celular bacteriana, além de ativar um siste-
ma autocatalítico bacteriano levando a sua lise.
4. indicAção e PosoLogiA
n Tratamento de infecções de pele e tecidos moles e in-
fecções das vias aéreas: 
• Adultos: 500 a 1.000 mg de 6 em 6 horas por 10 a 14 dias.
• Crianças: 25 a 50 mg/Kg/dia fracionadas em 4 doses 
iguais e administradas de 6 em 6 horas por 10 a 14 dias.
5. interAções reLevAntes
n diminui a eficácia de anticoncepcionais orais.
6. reAções AdversAs reLevAntes
n distúrbios gastrintestinais, em maior frequência.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs
n Cuidado em pacientes com histórico de hipersensibilidade a 
penicilinas ou outras cefalosporinas.
n Ajuste de dose pode ser necessário na presença de insufici-
ência renal grave.
140
///////////////////////////////////////////////////////////////////
CEFAlOTINA SódICA
1. APresentAção
Pó para solução injetável 1 g
2. disPoniBiLidAde
Exclusivamente nos pronto-atendimentos municipais para uti-
lização interna no serviço de saúde.
3. MecAnisMo de Ação 
Antimicrobiano betalactâmico que atua interferindo na re-
novação da parede celular bacteriana, além de ativar um siste-
ma autocatalítico bacteriano levando a sua lise.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de pneumonias, infecções da pele e de te-
cidos moles e infecções das vias aéreas superiores: 
• 0,5 a 1 g, via IV, de 4 em 4 ou de 6 em 6 horas.
5. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Cuidado em pacientes com histórico de hipersensibilidade a 
penicilinas ou outras cefalosporinas.
n Ajuste de dose pode ser necessário na presença de insufici-
ência renal grave.
141
///////////////////////////////////////////////////////////////////
CEFTRIAXONA SódICA
1. APresentAção 
Pó para solução injetável 500 mg 
Pó para solução injetável 1 g
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde e dos pronto-atendi-
mentos da rede municipal para utilização interna no serviço de 
saúde, com observância das orientações do manual de controle 
das doenças sexualmente transmissíveis (dST) e/ou sob deman-
da específica.
3. MecAnisMo de Ação 
Antimicrobiano betalactâmico que atua interferindo na re-
novação da parede celular bacteriana, além de ativar um siste-
ma autocatalítico bacteriano levando a sua lise.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de infecções por agentes sensíveis a cefa-
losporinas de terceira geração: 
• Adultos: 1 a 4 g administradas em 1 a 2 vezes, via IV len-
ta (2 a 4 minutos) ou infusão intermitente (30 minutos).
• Crianças: 20 a 80 mg/kg/dia em 1 a 2 vezes.
n Tratamento de infecção gonocócica em gestantes:
• 250 mg, via IM, em dose única.
5. interAções reLevAntes 
n Leva a efeito dissulfiram e portanto, o consumo de álcool 
deve ser abolido durante o tratamento.
142
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Alterações hematológicas podem raramente ocorrer e variam 
de neutropenia e hipoprotombinemia à hemólise fatal.
n devido a seu maior espectro e por sofrer excreção biliar, cau-
sa maior dano a flora bacteriana intestinal.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Cuidado em pacientes com histórico de hipersensibilidade a 
penicilinas ou outras cefalosporinas.
n Ajuste de dose pode ser necessário na presença de insufici-
ência renal grave.
143
///////////////////////////////////////////////////////////////////
CETOCONAZOl
1. APresentAção 
Creme dermatológico 2%
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde da rede municipal.
3. MecAnisMo de Ação 
Antifúngico que inibe a incorporação do acetato de ergosterol 
por interferência no citocromo P-450 da levedura, trazendo como 
conseqüência alterações na fluidez e permeabilidade da mem-
brana citoplasmática do fungo que resultam em necrose celular.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de micoses superficiais causadas por fun-
gos dermatófitos incluindo tinha do corpo, tinha do pé 
e tinha inguinal: 
• Aplicar nas regiões afetadas 1 a 2 vezes ao dia até aproxi-
madamente 3 dias após o desaparecimento dos sintomas.
144
///////////////////////////////////////////////////////////////////
CIClOPENTOlATO
1. APresentAção
Solução oftálmica 1%
2. disPoniBiLidAde
Exclusivamente nas unidades de referência ao atendimen-
to oftalmológico, com utilização interna no serviço de saúde por 
especialista e com solicitação em receita de controle especial.
3. MecAnisMo de Ação
Bloqueia a resposta do músculo esfíncter da íris e de acomo-
dação do corpo ciliar à estimulação colinérgica produzindo ci-
cloplegia e midríase.
4. indicAção e PosoLogiA
n indução de cicloplegia e midríase necessárias à realiza-
ção de exames oftalmológicos: 
• Aplicar 1 gota no saco conjuntival repetindo-se após 5 a 
15 minutos.
5. contrA-indicAções e AdvertênciAs
n Pacientes com glaucoma de ângulo estreito.
145
///////////////////////////////////////////////////////////////////
CIlOSTAZOl
1. APresentAção 
Comprimido 100 mg
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde da rede municipal po-
rém sob demanda específica, com prescrição de angiologista. 
3. MecAnisMo de Ação 
Por inibição da fosfodiesterase III e supressão da degrada-
ção do AMP cíclico e consequente aumento de sua concentra-
ção nas plaquetas e vasos sanguíneos, produz inibição da agre-
gação plaquetária e vasodilatação.
4. indicAção e PosoLogiA 
n redução dos sintomas da claudicação intermitente 
arterial: 
• 50 a 100 mg 2 vezes ao dia, em jejum ou pelo menos 30 
minutos antes ou 2 horas após café da manhã e/ou jantar.
5. interAções reLevAntes 
n Evitar co-administração com antiagregantes plaquetários, 
cetoconazol, eritromicina e omeprazol.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Pode provocar cefaléia, diarréia e arritmia.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n durante a gestação e lactação.
n Pacientes com insuficiência cardíaca congestiva.
146
///////////////////////////////////////////////////////////////////
CIPROFlOXACINO
(cloridrato de ciprofloxacino)
1. APresentAção
Comprimido 500 mg 
2. disPoniBiLidAde
Exclusivamente na farmácia do Centro de Referência dST/
AIdS, com prescrição de especialista.
3. MecAnisMo de Ação
Como membro do grupo das quinolonas, inibe a ação da dNA 
girase (topoisomerase) impedindo a formação do dNA bacteriano.
4. indicAção e PosoLogiA
 aTENÇÃo: Existem indicações mais restritas para o uso de 
ciprofloxacino, devendo estas ficar a cargo de infectologis-
tas ou de serviços especializados.
n Tratamento antibacteriano em imunossuprimidos:
• �Cancro�mole: 500 mg de 12 em 12 horas por 3 dias ou 
até a cura da lesão.
• �Donovanose: 750 mg de 12 em 12 horas até a cura 
clínica.
• �Infecção�urinária: 250 a 500 mg de 12 em 12 horas por 
7 a 14 dias.
• �Uretrite�gonocócica�e�gonorréia: 500 mg em dose única.
 aTENÇÃo: orientar o aumento da ingesta hídrica diária 
durante o tratamento com quinolonas visando reduzir a 
ocorrência de cristalúria.
147
5. interAções reLevAntes
n Inibe metabolismo hepático aumentando a meia-vida de di-
versos fármacos.
n Podem ocorrer convulsões em co-administração com AINE’s.
n Analgésicos opióides podem reduzirsignificativamente o ní-
vel sérico de ciprofloxacino.
n Antiácido reduzem sua absorção.
6. contrA-indicAções e AdvertênciAs
n durante a gestação e lactação.
n Crianças e adolescentes até 17 anos.
n Pacientes com epilepsia ou história de outras doenças neu-
rológicas.
n Cautela em pacientes com insuficiência renal ou hepática e 
miastenia grave.
148
///////////////////////////////////////////////////////////////////
CIPROTERONA
(acetato de ciproterona)
 + ETINIlESTRAdIOl
1. APresentAção 
Comprimido 2 mg + 0,035 mg 
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde da rede municipal.
3. MecAnisMo de Ação 
Ciproterona é progestógeno de propriedades antiandrogê-
nicas. Etinilestradiol é estrógeno natural com ação intracelular 
e indutora dos aumentos da síntese de dNA e RNA e de várias 
proteínas nos tecidos alvo.
4. indicAção e PosoLogiA 
n anticoncepção em mulheres com manifestações andro-
gênicas. Tratamento da síndrome do ovário policístico:
• �o primeiro comprimido da primeira cartela deverá ser ini-
ciado no 1º dia da menstruação. deve-se tomar diaria-
mente sem interrupção durante 21 dias, seguindo-se de 
pausa de 7 dias. Ao término desta, inicia-se nova carte-
la.
5. interAções reLevAntes 
n A administração simultânea e regular de medicamentos como 
barbitúricos e rifampicina pode reduzir sua eficácia.
n Pode diminuir a tolerância à glicose e aumentar a necessi-
dade de insulina ou antidiabéticos orais.
149
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Pode provocar cefaléia, distúrbios gastrintestinais, tensão ma-
mária, sangramentos intermediários, alterações do peso e da 
libido, estados depressivos e cloasma.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n durante a gestação e lactação.
n Pacientes com distúrbios graves da função hepática.
150
///////////////////////////////////////////////////////////////////
CITAlOPRAM
1. APresentAção
Comprimido 20 mg 
2. disPoniBiLidAde
Nas farmácias das unidades de referência para atendimento 
a psicotrópicos e medicamentos sujeitos a controle especial, com 
prescrição em receita de controle especial em duas vias.
3. MecAnisMo de Ação
Atua inibindo a recaptação do neurotransmissor serotonina 
na fenda sináptica.
4. indicAção e PosoLogiA
n Tratamento da depressão endógena e da depressão e 
distúrbio do comportamento resultantes de demência: 
• �A dose inicial é de 20 mg pela manhã. doses superiores a 
40 mg/dia não se mostram efetivas e devem ser evitadas.
5. interAções reLevAntes
n Inibe, de forma dose dependente, a atividade do citocromo 
P450 interferindo no metabolismo de diversas drogas.
n Associação a anticoagulantes pode facilitar a ocorrência de 
sangramentos.
n Administração em até 3 semanas após um IMAo, provoca 
síndrome serotonérgica. 
6. reAções AdversAs reLevAntes
n Redução da libido e retardo da ejaculação.
151
n Anorexia e perda de peso podem ocorrer, mas tendem a de-
saparecer com o passar do tratamento.
n Um espectro variado de sinais e sintomas neuropsiquiátricos 
pode surgir com o uso de um inibidor da recaptação de se-
rotonina (ISRS) exigindo a monitorização destes eventos.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs
n os ISRS possuem propriedades epileptogênicas e devem ser 
evitados em pacientes que apresentem tais desordens.
n Ajuste de dose pode ser necessário na presença de insufici-
ência hepática.
152
///////////////////////////////////////////////////////////////////
ClARITROMICINA
1. APresentAção
Comprimido revestido 500 mg
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde da rede municipal po-
rém sob demanda específica.
3. MecAnisMo de Ação 
Como membro do grupo dos macrolídeos atua inibindo a 
síntese proteíca bacteriana por interferir na função ribossomal.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de micobacterioses atípicas:
• �500 mg de 12 em 12 horas por tempo indeterminado.
n Erradicação de Helicobacter pylori em associação à 
amoxicilina e omeprazol: 
• �500 mg de 12 em 12 horas por 7 a 14 dias.
5. interAções reLevAntes 
n Inibe, de forma dose dependente, a atividade do citocromo P450 
interferindo no metabolismo hepático de diversas drogas.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Em maior frequência pode provocar distúrbios gastrintestinais.
n Pode ocasionalmente provocar distúrbios centrais como an-
siedade e convulsões.
153
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n durante a gestação e lactação.
n Cautela na presença de insuficiência renal ou hepática.
154
///////////////////////////////////////////////////////////////////
ClINdAMICINA
(cloridrato de clindamicina)
1. APresentAção
Cápsula 300 mg 
2. disPoniBiLidAde
Nas farmácias das unidades de saúde da rede municipal po-
rém sob demanda com observância das orientações do manual 
de controle das doenças sexualmente transmissíveis(dST).
3. MecAnisMo de Ação
Atua inibindo a síntese proteíca bacteriana por interferir na 
função ribossomal.
4. indicAção e PosoLogiA
n Tratamento de vaginose bacteriana: 
• �300 mg de 12 em 12 horas por 7 dias.
 aTENÇÃo: É fármaco alternativo para pacientes hiper-
sensíveis à betalactâmicos. 
5. interAções reLevAntes
n Antagonismo com macrolídeos e cloranfenicol.
6. reAções AdversAs reLevAntes
n diarréia e hipersensibilidade em até 20% e 10% dos pacien-
tes, respectivamente.
n Elevação de enzimas hepáticas.
155
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs
n durante a lactação.
n Cautela em mulheres e idosos.
n Pacientes com histórico de colite.
n Aumento da incidência de efeitos adversos em pacientes 
imunossuprimidos.
156
///////////////////////////////////////////////////////////////////
ClOMIPRAMINA
1. APresentAção
Comprimido revestido/drágea 10 mg 
Comprimido revestido/drágea 25 mg
2. disPoniBiLidAde
Nas farmácias das unidades de referência para atendimen-
to a psicotrópicos e medicamentos sujeitos a controle especial, 
com primeira prescrição de geriatra, neurologista ou psiquiatra 
e em receita de controle especial em duas vias.
3. MecAnisMo de Ação
Inibe a recaptação de serotonina e noradrenalina.
4. indicAção e PosoLogiA
n Tratamento de depressão:
• �10 mg à noite, com aumentos graduais a cada semana 
até faixa terapêutica esperada entre 25 a 150 mg fracio-
nadas em 2 a 3 administrações. doses maiores podem 
ser ocasionalmente necessárias.
 aTENÇÃo: Enquanto os efeitos adversos podem apare-
cer rapidamente, os efeitos antidepressivos podem levar 
de 2 a 4 semanas para surgir. Uma vez obtida resposta 
clínica satisfatória, o tratamento deve ser mantido por no 
mínimo 6 meses para reduzir o risco de recidiva. Este pe-
ríodo pode ser muito mais longo em alguns casos.
n Tratamento de distúrbio obsessivo-compulsivo e trans-
torno de pânico:
• �25 mg (10 mg em idosos) à noite, com aumentos gradu-
ais a cada semana até faixa de controle clínico esperada 
157
entre 100 e 250 mg (25 a 100 mg em idosos) fraciona-
das em 2 a 3 administrações.
n Tratamento de enurese noturna: 
•� �Iniciar�com�10�mg/dia�e�aumentar�após�10�dias�para:
� Crianças de 5 a 8 anos: até 20 a 30 mg/dia.
� Crianças de 9 a 12 anos: 25 a 50 mg/dia.
 Crianças > 12 anos: 25 a 75 mg/dia.
5. interAções reLevAntes
n Reduz o metabolismo de benzodiazepínicos e antipsicóticos.
n Medicamentos que aumentem a disponibilização de seroto-
nina devem ser evitados, sob risco de desenvolver síndrome 
serotonérgica. Estão aqui incluídos os inibidores seletivos da 
recaptação de serotonina e os IMAo’s reversíveis e irreversí-
veis. Para estes últimos deve-se respeitar um período de 3 se-
manas de intervalo entre sua interrupção e a introdução de 
clomipramina ou outro tricíclico.
n álcoole analgésicos opióides aumentam consideravelmente 
sua concentração plasmática.
n Em associação com antiarrítmicos aumenta efeitos depresso-
res cardíacos.
n Potencializa efeito hipotensor de anti-hipertensivos.
6. reAções AdversAs reLevAntes
n Pode provocar, em maior frequência em virtude de suas pro-
priedades antimuscarínicas, boca seca, constipação, aumen-
to de pressão ocular, retenção urinária, entre outros. Tendem 
a sofrer tolerância e, desta forma, ceder com a sequência do 
tratamento.
n Sonolência ocorre frequentemente no início do tratamento 
devendo o paciente ser alertado.
n A cardiotoxicidade representa a mais séria complicação rela-
cionada aos tricíclicos: hipotensão ortostática independente 
158
de dose e inotropismo negativo leve a moderado em doses 
terapêuticas, podendo chegar a bloqueio de condução e ar-
ritmias graves em doses elevadas.
n os sinais e sintomas neurológicos incluem sedação, distúr-
bios do sono e fadiga, tremor fino, mioclonias e, mais rara-
mente convulsões.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs
n Atenção especial na presença de retenção urinária, prosta-
tismo e constipação crônica, glaucoma, feocromocitoma, hi-
pertireoidismo e histórico de epilepsia.
n Pacientes com doenças cardiovasculares como arritmias e in-
farto recente.
159
///////////////////////////////////////////////////////////////////
ClONAZEPAM
1. APresentAção
Comprimido 0,5 mg
Comprimido 2 mg 
Solução oral 2,5 mg/mL
2. disPoniBiLidAde
Nas farmácias das unidades de referência para atendimen-
to a psicotrópicos e medicamentos sujeitos a controle especial, 
com primeira prescrição de geriatra, neurologista ou psiquiatra 
e em notificação de receita B.
3. MecAnisMo de Ação
Liga-se em sítio alostérico no receptor GABAA aumentan-
do a afinidade deste pelo GABA o que acarreta uma maior 
frequência de abertura dos canais de cloreto.
4. indicAção e PosoLogiA
n Tratamento agudo de crises epilépticas: 
• �Adultos: 1,5 a 8 mg.
• �Crianças: 0,05 a 0,2 mg/Kg.
n Tratamento de transtorno de pânico com ou sem ago-
rafobia:
• �0,25 mg 2 vezes ao dia, aumentando-se gradativamen-
te a cada 3 dias até 1 mg/dia em 2 administrações ou em 
dose única antes de deitar. Alguns pacientes necessitarão 
de doses maiores porém não deve-se ultrapassar 4 mg/dia. 
5. interAções reLevAntes
n Induz enzimas hepáticas e desta forma, acelera o metabolis-
160
mo de diversas drogas.
n outros indutores hepáticos como carbamazepina, fenitoína 
e fenobarbital aceleram seu metabolismo.
n álcool pode alterar a resposta ao clonazepam, em geral, am-
pliando seus efeitos sedativos.
n Analgésicos opióides e outros depressores centrais podem le-
var a depressão respiratória grave.
6. reAções AdversAs reLevAntes
n Em cerca de 50% dos pacientes ocorrerá sonolência impor-
tante no início do tratamento. Estes devem ser previamen-
te comunicados e orientados a utilizar o medicamento antes 
de deitar.
n Pode provocar dependência química. Sua retirada deve ser 
gradual devido ao risco de sintomas de retirada e recaída da 
doença de base.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs
n Evitar consumo de bebidas alcoólicas.
161
///////////////////////////////////////////////////////////////////
ClORETO dE POTÁSSIO
1. APresentAção
Solução injetável 1,35 mEq/mL (10%)
2. disPoniBiLidAde
Nas farmácias das unidades de saúde e dos pronto-atendimen-
tos da rede municipal para utilização interna no serviço de saúde.
3. MecAnisMo de Ação
o potássio participa da manutenção da osmoralidade celular, 
transmissão de impulsos nervosos, contração da fibra muscular, 
manutenção das funções renais e outros processos fisiológicos. 
4. indicAção e PosoLogiA
n Tratamento de alcalose hipoclorêmica, hipocalemia e 
intoxicação digitálica:
• �Adultos: 10 a 15 mEq 3 a 4 vezes ao dia. os pacientes 
em uso de diuréticos tiazídicos ou de alça podem exigir 
80 a 100 mEq/dia.
5. reAções AdversAs reLevAntes
n Transtornos gastrintestinais.
6. contrA-indicAções e AdvertênciAs
n Pacientes com insuficiência renal grave.
162
///////////////////////////////////////////////////////////////////
ClORETO dE SódIO 
1. APresentAção
Solução injetável 0,9%
Solução injetável 3,4 mEq/mL (20%)
2. disPoniBiLidAde
Nas farmácias das unidades de saúde e dos pronto-atendimen-
tos da rede municipal para utilização interna no serviço de saúde.
3. MecAnisMo de Ação
Possui alta importância para o equilíbrio eletrolítico e tonici-
dade do meio extracelular.
4. indicAção e PosoLogiA
n hiponatremia, hidratação:
• �Via intravenosa lenta, de acordo com orientação médica.
5. contrA-indicAções e AdvertênciAs
n Cautela em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva, 
insuficiência circulatória, disfunção renal ou hipoproteinemia.
163
///////////////////////////////////////////////////////////////////
ClORETO dE SódIO 
+ ClORETO dE BENZAlCÔNIO
1. APresentAção 
Solução nasal 0,9% + 0,1 mg/mL
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde e dos pronto-atendi-
mentos da rede municipal.
3. MecAnisMo de Ação 
Redução osmótica do edema da mucosa nasal facilitando o 
amolecimento das secreções com posterior drenagem.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Descongestionante nasal:
• �Instilar 2 a 3 gotas em cada narina sempre que necessá-
rio, sobretudo antes de deitar.
164
///////////////////////////////////////////////////////////////////
ClORPROMAZINA
(cloridrato de clorpromazina)
1. APresentAção
Comprimido 25 mg 
Comprimido 100 mg 
Solução oral 40 mg/mL 
Solução injetável 5 mg/mL
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de referência para atendimen-
to a psicotrópicos e medicamentos sujeitos a controle especial, 
com primeira prescrição de geriatra, neurologista ou psiquiatra 
e em receita de controle especial em duas vias.
A solução oral e a solução injetável também se encontram 
disponíveis nos pronto-atendimentos municipais para utilização 
interna no serviço de saúde.
3. MecAnisMo de Ação 
o efeito terapêutico deve-se ao antagonismo de receptores 
dopaminérgicos. os efeitos adversos relacionam-se principal-
mente a suas propriedades antimuscarínicas e ao bloqueio al-
fa-adrenérgico.
4. indicAção e PosoLogiA 
n antipsicótico:
• �Adultos:
 25 mg 3 vezes ao dia ou 75 mg em dose única à noite. 
A dose de manutenção situa-se entre 25 e 100 mg 3 ve-
zes ao dia. Em alguns casos doses superiores a 1 g po-
dem ser necessárias.
165
 25 a 50 mg, via IM, repetindo-se a cada 6 a 8 horas se 
necessário.
• �Crianças:
 1 a 5 anos: até 40 mg/dia.
> 5 anos: até 75 mg/dia.
 0,5 mg/Kg , via IM, repetindo-se a cada 6 a 8 horas se 
necessário.
5. interAções reLevAntes 
n A associação com depressores centrais como álcool por exem-
plo, pode causar letargia, hipotensão e insuficiência respiratória.
n Antiácidos tendem a reduzir sua absorção.
n o uso concomitante com antiarrítmicos está contra-indica-
do sob risco de levar a importantes alterações na condução 
cardíaca.
n Tende a retardar a ação de antianginosos.
n Potencializa o efeito hipotensor de anti-hipertensivos.
n Metoclopramida aumenta a ocorrência de efeitos extrapira-
midais.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n os efeitos extrapiramidais representam os principais distúr-
bios relacionados com os antipsicóticos de primeira geração, 
devendo o paciente ser periodicamente monitorado.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Pacientes com depressão importante do SNC e parkinsonismo.
n Cautela na presença de alterações cardíacas, renais, hepáti-
cas e hematológicas.
166
///////////////////////////////////////////////////////////////////
COBRE
(sulfato de cobre)
1. APresentAção
Cápsula 0,2 mg/Kg/dose diária
2. disPoniBiLidAde
Nasfarmácias das unidades de saúde da rede municipal po-
rém sob demanda específica.
3. MecAnisMo de Ação
Mantém a atividade de várias enzimas como superóxido dis-
mutase, lisil oxidase e citocromo oxidase presentes em maior con-
centração no cérebro, coração, fígado e rins.
4. indicAção e PosoLogiA
n Tratamento de desnutrição infantil:
• �0,2 mg/Kg/dia por 3 meses.
5. interAções reLevAntes
n zinco, em altas doses, pode inibir sua absorção.
6. reAções AdversAs reLevAntes
n Reações gastrintestinais.
167
///////////////////////////////////////////////////////////////////
COdEÍNA
(fosfato de codeína)
1. APresentAção
Comprimido 30 mg 
2. disPoniBiLidAde
Nas farmácias das unidades de referência para atendimento 
a psicotrópicos e medicamentos sujeitos a controle especial com 
prescrição em receita de controle especial em duas vias. 
3. MecAnisMo de Ação
Analgésico opióide bem menos potente que a morfina e com 
leves efeitos sedativos.
4. indicAção e PosoLogiA
n Tratamento da dor moderada: 
• �30 a 60 mg de 4 em 4 horas. Não ultrapassar 240 mg/dia.
5. interAções reLevAntes
n Associação com álcool, anestésicos, ansiolíticos, hipnóticos, 
tricíclicos e antipsicóticos exacerba seu efeito depressor.
n Parece reduzir as concentrações de ciprofloxacino.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Baixo risco de dependência quando utilizado adequadamente.
n Em maior frequência ocasiona náuseas, vômitos, constipação, 
sonolência, confusão mental e espasmos biliar e do ureter.
168
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Pacientes com depressão respiratória aguda ou doença pul-
monar obstrutiva.
n Cautela em alcoolismo agudo, crise convulsiva, traumatismo 
craniano e outras condições que cursem com aumento de 
pressão intracraniana.
169
///////////////////////////////////////////////////////////////////
COMPOSTOS dE
AlUMÍNIO E MAGNÉSIO
1. APresentAção 
Suspensão oral 
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde e dos pronto-atendi-
mentos da rede municipal.
3. MecAnisMo de Ação 
Inibe e neutraliza a secreção ácida gástrica.
4. indicAção e PosoLogiA 
n adjuvante no controle da hiperacidez gástrica:
• �Adultos:
 5 a 10 mL de 6 em 6 horas, de preferência entre as refei-
ções e ao deitar.
• �Crianças:
 5 mL de 8 em 8 horas.
5. interAções reLevAntes 
n Reduz a absorção de substâncias lábeis com o aumento do pH.
 20 a 30 gotas, diluídas em água, 3 vezes ao dia.
• �Uso�externo:
 Aplicar compressas nas articulações inflamadas com pele 
íntegra 3 vezes ao dia. �����
6. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
durante a gestação e a lactação.
170
///////////////////////////////////////////////////////////////////
CROMOGlICATO dE SódIO
1. APresentAção
Solução oftálmica 4%
2. disPoniBiLidAde
Nas farmácias das unidades de saúde da rede municipal.
3. MecAnisMo de Ação
Inibe a reação imediata ao alérgeno e a inflamação alérgi-
ca crônica.
4. indicAção e PosoLogiA
n Tratamento de distúrbios alérgicos oftálmicos: 
• �Instilar 1 a 2 gotas na conjuntiva 4 vezes ao dia.
171
///////////////////////////////////////////////////////////////////
CURATIVOS
A. Ácidos grAxos essenciAis (Age)
1. APresentAção
Loção oleosa
2. disPoniBiLidAde
Nas farmácias das unidades de saúde da rede municipal po-
rém sob demanda e supervisão específica.
3. MecAnisMo de Ação
Composto por ácido linoleico, ácido caprílico, ácido cápri-
co, vitamina A, vitamina E e lecitina de soja, promove quimiota-
xia para leucócitos, facilita a entrada de fatores de crescimento 
na célula e promove mitose, proliferação celular e angiogênese. 
Vitamina A, vitamina E e lecitina de soja auxiliam na restauração 
da integridade cutânea proporcionando nutrição celular local.
aTENÇÃo: Não é agente debridante, porém estimula o de-
bridamento autolítico ao manter o meio úmido.
4. indicAção e PosoLogiA
n adjuvante na prevenção:
• �Úlcera�de�pressão: previne escoriações pela formação de 
película protetora e pela sua capacidade de hidratação.
• �Úlcera�diabética: por manter a elasticidade dérmica é 
considerado importante adjuvante no cuidado diário com 
membros inferiores. Sua prescrição deverá ser precedida 
de avaliação das comorbidades dos membros inferiores 
e registro em prontuário.
172
n Tratamento de feridas abertas limpas:
• �Após a remoção do tecido inviável, utilizar quantidade 
suficiente de forma a umidecer todas as gazes e cobrir 
a extensão da lesão e bordas. Caso haja excesso de ex-
sudato, fazer a troca das coberturas. A troca do curativo 
deve ser feita a cada 24 horas. 
 aTENÇÃo: Não há necessidade de lavar a ferida antes 
deste prazo exceto nos casos de presença de sujidades ad-
vindas após a troca do curativo. Somente deve-se acres-
centar gazes umedecidas com o AGE. 
• �Fase�final�de�queimaduras: 
 Granuladas até total cicatrização: realizar curativo diário 
com gaze, mantendo-o sempre úmido no restante do dia 
com utilização do AGE.
• �Úlcera�por�pressão: 
 Estágio I: aplicar após o banho e sempre que for mudar 
de decúbito. 
 aTENÇÃo: Não massagear pois a pressão aplicada nes-
se momento pode ocluir os capilares, diminuindo a cir-
culação sanguínea e comprometendo o suprimento san-
guíneo dessas áreas. 
n Deiscências cirúrgicas, limpas ou infectadas: 
• �Irrigar a lesão com soro fisiológico 0,9% em jato. Não se-
car o leito da ferida à exceção das bordas e pele perilesio-
nal. Colocar gazes umidecidas com o AGE e cobrir a exten-
são da lesão e bordas. Fazer curativo oclusivo. A troca do 
curativo deve ser feita a cada 8 h ou conforme avaliação.
5. reAções AdversAs reLevAntes
n Uso excessivo e sem avaliação contínua pode ocasionar hi-
pergranulação. Neste caso, deve-se continuar a realização do 
curativo porém com leve compressão da área afetada com 
atadura ou esparadrapo.
173
6. inforMAções coMPLeMentAres
n Atentar para o fato deste não ser o óleo de girassol comes-
tível que possui alguns de seus compostos, mas não possui 
evidências científicas para utilização em feridas. 
B. BotA de unnA 
1. APresentAção
Faixa de crepom embebida em óxido de zinco, glicerina, ge-
latina incolor e água
2. disPoniBiLidAde
Nas farmácias das unidades de saúde de referência para aten-
dimento a pessoas com lesões cutâneas.
3. MecAnisMo de Ação
o enfaixamento com compressão ascendente facilita o re-
torno venoso, enquanto a glicerina mantém o meio úmido e 
a gelatina transforma o exsudato líquido em gel. o óxido de 
zinco tem ação secativa para as áreas de eczemas. 
4. indicAção e PosoLogiA
n Tratamento de úlceras venosas e linfedema:
• �Lavar a ferida, elevar o(s) membro(s) por 10 minutos, 
enfaixar desde os artelhos até o joelho de forma espi-
ral reversa, cobrindo 1/3 de cada camada de faixa ao 
se dar a volta na perna. A última camada é a faixa com 
indicador de pressão. A troca deve ser feita de 3 em 3 
dias chegando até 7 dias de intervalo.
5. contrA-indicAções e AdvertênciAs
n Na presença de úlceras arteriais ou mistas e infecção. 
174
c. cAMAdA de contAto
1. APresentAção
Malha de acetato de celulose impregnada com vaselina hi-
drolisada
2. disPoniBiLidAde
Nas farmácias das unidades de saúde de referência para aten-
dimento a pessoas com lesões cutâneas.
3. MecAnisMo de Ação
A camada de contado não adere ao tecido neo formado, fa-
vorecendo a epitelização sem agressão a esse tecido.
4. indicAção e PosoLogiA
n adjuvante no tratamento de feridas limpas granuladas 
e queimaduras de 2º grau:
• �Irrigar a ferida, colocar a camada de contato diretamen-
te na lesão e ocluir com gaze, fixando com atadura ou 
curativo adeviso. A troca deve ser feita de 3 em 3 dias ou 
conforme avaliação, não retirando o curativo primário. 
5. contrA-indicAções e AdvertênciAs
n Na presença de feridas infectadas ou com exsudação mode-rada a excessiva.
d. curAtivo de ALginAto de cÁLcio 
1. APresentAção 
Placa
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde de referência para aten-
dimento a pessoas com lesões cutâneas.
175
3. MecAnisMo de Ação 
o alginato de cálcio absorve o exsudato transformando-se 
numa camada firme de gel. Este gel forma um ambiente úmi-
do e aquecido entre a lesão e o curativo primário, permitindo 
que o mesmo seja removido do leito da ferida como uma úni-
ca peça de gel, sem trauma e sem dano ao tecido neo formado. 
Em contato com o sangue, promove hemostasia ao fazer troca 
iônica com o sódio.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de feridas de moderado a intenso exsu-
dato, com sangramento, limpas ou infectadas, agudas 
ou crônicas, superficiais ou profundas tais como: úlce-
ras de perna (venosas, arteriais ou mistas), úlceras dia-
béticas e por pressão, feridas deiscentes, incisões pós-
cirúrgicas, feridas traumáticas e fístulas:
• INTERVALo dE TRoCA:
 Feridas�infectadas: a cada 24 horas.
 Feridas�de�exsudato�intenso: quando o exsudato for visí-
vel através do curativo secundário ou conforme avaliação.
 aTENÇÃo: Utilizando-se um adequado curativo secun-
dário, por exemplo filme transparente ou hidrocolóide, a 
troca do curativo pode ser feita em intervalo de até 7 dias. 
5. interAções reLevAntes 
n Associação com antibacterianos tópicos pode inibir o proces-
so de gelificação do alginato de cálcio.
6. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Na presença de feridas insignificante ou levemente exsudativas, 
queimaduras de 3º grau e feridas com hemorragia intensa.
n Como esponja cirúrgica.
176
7. inforMAções coMPLeMentAres 
n o alginato de cálcio ou o gel deverá ser removido por com-
pleto nas trocas do curativo para não prolongar a fase infla-
matória da cicatrização. 
n o uso em feridas infectadas deverá ser feito sob supervisão 
e avaliação criteriosa do Enfermeiro.
e. curAtivo cArvão
AtivAdo eM PrAtA 0,15% 
1. APresentAção
Sache 
2. disPoniBiLidAde
Nas farmácias das unidades de saúde de referência para aten-
dimento a pessoas com lesões cutâneas.
3. MecAnisMo de Ação
o carvão tem propriedade adsorvente e a prata tem ação 
bactericida ao penetrar no dNA das bactérias, precipitando suas 
proteínas.
4. indicAção e PosoLogiA
n Tratamento de feridas infectadas com exsudado e odor 
fétido e feridas neoplásicas fétidas:
• Lavar a ferida, secar as bordas e aplicar o curativo direta-
mente na lesão, podendo ser dobrado, amassado ou en-
rolado mas não cortado. Colocar, de maneira uniforme, 
quantas gazes forem necessárias para absorver o exsu-
dato. ocluir totalmente a lesão. Trocar somente as gazes 
ao visualizar o exsudato no curativo secundário, quantas 
177
vezes for necessário. A troca pode ser feita de 3 a 5 dias, 
observando-se a saturação da placa.
 aTENÇÃo: Para fixação pode ser utilizado filme trans-
parente ou atadura de crepom de acordo com a região 
anatômica. 
5. interAções reLevAntes
n Não colocar produtos oleosos como curativo primário pois 
há diminuição da adsorção do curativo.
6. contrA-indicAções e AdvertênciAs
n Na presença de feridas limpas e/ou sem exudato e lesões por 
queimaduras.
f. curAtivo HidrocoLóide 
1. APresentAção 
Placa 
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde de referência para aten-
dimento a pessoas com lesões cutâneas.
3. MecAnisMo de Ação 
Age como barreira protetora e em contato com exsudato 
transforma-se numa camada de gel. Este forma um ambiente 
úmido e aquecido permitindo que haja remoção do leito da feri-
da sem trauma e sem dano ao tecido neo formado porém auxi-
liando na remoção de tecido desvitalizado (debridamento auto-
lítico). É composto por duas camadas: uma interna auto-colan-
te, contendo hidrocolóide (carboximetilcelulose sódica) e adesi-
178
vo e outra externa formada por filme de poliuretano que permi-
te visualizar e monitorar a saturação do curativo. 
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de feridas de leve a moderada exsudação 
como: úlceras por pressão, áreas doadoras de trans-
plantes de pele e feridas superficiais:
 aTENÇÃo: Para sua utilização em úlceras de pressão é 
necessário total preenchimento da placa ou seja, sem 
cavitações. Caso contrário pode-se ter seu uso associa-
do ao alginato com preenchimento total.
• Limpar a ferida com remoção do excesso de exsudato 
e tecidos desvitalizados e aplicar o curativo diretamente 
na lesão. A troca pode ser feita de 3 a 7 dias, observan-
do-se a saturação da placa. o tempo médio de troca, se 
não houver descolamento ou extravasamento de exsu-
dato, é de 5 dias. Caso ocorra extravasamento de exsu-
dato e/ou gel ou desprendimento das bordas o curativo 
deverá ser trocado.
5. reAções AdversAs reLevAntes 
n Uso excessivo e sem avaliação contínua pode ocasionar hi-
pergranulação. Neste caso, deve-se continuar a realização do 
curativo porém com leve compressão da área afetada com 
atadura ou esparadrapo.
6. inforMAções coMPLeMentAres 
n Secar bem a região perilesional e escolher adequadamente 
o tamanho da placa (exceder em minimamente 2 cm a feri-
da) para facilitar sua adesão.
n Evitar ao máximo o corte da placa.
179
g. curAtivo MuLticAMAdAs
1. APresentAção
Sistema de compressão 
2. disPoniBiLidAde
Nas farmácias das unidades de saúde de referência para aten-
dimento a pessoas com lesões cutâneas.
3. MecAnisMo de Ação
Proporciona ideal compressão para reverter insuficiência dos 
capilares e promover drenagem venosa, reduzindo edema. É cons-
tituído por uma camada de contato e três camadas não estéreis:
camada de contato: impede a aderência das ataduras sub-
seqüentes e facilita a passagem do exsudato para a camada se-
cundária. Preserva a regeneração do tecido e reduz dor e trauma.
Primeira camada: consiste em atadura de algodão prensa-
da em espuma de poliuretano que torna o produto resistente, 
respirável, absorvente e menos escorregadio.
Segunda camada: consiste em atadura de compressão com 
dispositivo que indica a pressão ideal para compressão.
Terceira camada: consiste em atadura aderente e de com-
pressão que contribui para uma pressão adicional (40 mmHg 
do dorso do pé à parte inferior da patela) e fixação do sistema.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de úlceras venosas e linfedema:
• Lavar a ferida, elevar o(s) membros por 10 minutos, en-
faixar desde os artelhos até o joelho de forma espiral re-
versa, cobrindo 1/3 de cada camada de faixa ao se dar a 
volta na perna. Aplicar o curativo da camada de conta-
to até a terceira camada. A troca deve ser feita de 3 em 
3 dias chegando até 7 dias de intervalo. 
180
H. HidrogeL
1. APresentAção 
Gel amorfo
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde de referência para aten-
dimento a pessoas com lesões cutâneas.
3. MecAnisMo de Ação 
Composto por carboximetilcelulose, propilenoglicol e alginato 
favorece a umidade do meio e consequentemente, debridamen-
to autolítico. o propilenoglicol estimula a liberação de exsudato.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de feridas abertas com crostas e/ou tecidos 
desvitalizados:
• Irrigar a ferida e aplicar camada de 1 mm. ocluir com fil-
me transparente em feridas de espessura parcial e gazes 
ou alginato em feridas de espessura total, fixando com 
um curativo adesivo. A troca deve ser feita de 3 em 3 dias 
ou conforme avaliação.
 aTENÇÃo: Em feridas infectadas, associar ao curativo de 
carvão ativado e prata.i. PAPAínA
1. APresentAção 
Solução tópica 2% a 10% (papaína 6.000 USP/mg) 
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde de referência para aten-
dimento a pessoas com lesões cutâneas.
181
3. MecAnisMo de Ação 
Possui ação bactericida, favorece o alinhamento das fibras de 
colágeno e aumenta a força tensional das cicatrizes. Sua proprie-
dade antiinflamatória ocorre por ação direta nas prostaglandinas. 
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de feridas abertas, limpas ou infectadas e 
debridamento químico:
• Lavar a ferida com a solução de papaína, secar a região 
perilesional, colocar gazes embebecidas com a solução 
de papaína e ocluir com atadura ou curativo adesivo. A 
troca deve ser feita diariamente se houver extravasamen-
to excessivo de exsudato para o curativo secundário.
 aTENÇÃo: No caso de placa necrótica, riscá-la com bis-
turi antes de aplicar a solução para facilitar a penetração 
da mesma.
 aTENÇÃo: A solução 2% é utilizada para tecido de gra-
nulação até a epitelização e a solução 6 a 10% para de-
bridamento em tecido desvitalizado.
5. interAções reLevAntes 
n Não aplicar com instrumental de metal.
j. suLfAdiAzinA de PrAtA 
1. APresentAção 
Creme dermatológico 1%
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde da rede municipal po-
rém sob supervisão específica.
3. MecAnisMo de Ação 
182
Sua ação ocorre fundamentalmente na membrana e parede ce-
lular inibindo a proliferação bacteriana, não sendo antagonizada pelo 
ácido para-aminobenzóico. Possui atividade contra microorganismos 
Gram positivos e negativos, incluindo Pseudomonas aeruginosa.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Profilaxia da colonização e tratamento de infecções 
bacterianas em lesões causadas por queimaduras. Tra-
tamento adjuvante em infecções bacterianas de úlcera 
de pele. Profilaxia para enxertos de pele:
• Lavar a área lesionada com água corrente, secar suave-
mente, espalhar fina camada de creme (com cerca de 5 
mm) sobre a região afetada de 12 em 12 horas, cobrir com 
gazes e ocluir com ataduras, até epitelização da lesão. Em 
caso de lesões localizadas em áreas suscetíveis à remoção 
por movimentação do paciente, a aplicação pode ser mais 
freqüente. Remover em todos os curativos a camada de 
precipitação protéica (camada de cor bege-amarelada que 
se forma com o uso do creme) com movimentos circula-
res ou por meio de debridamento instrumental com lâmi-
na de bisturi. 
 aTENÇÃo: Não utilizar soro fisiológico para lavar a área 
lesionada.
5. interAções reLevAntes 
n Pode antagonizar outros agentes debridantes. 
K. suLfAdiAzinA de 
PrAtA + nitrAto de cério 
1. APresentAção 
Creme dermatológico 10 mg/g + 4 mg/g
183
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde da rede municipal po-
rém sob demanda e supervisão específica.
3. MecAnisMo de Ação 
Sua ação ocorre fundamentalmente na membrana e parede 
celular inibindo a proliferação bacteriana acrescida da aglutina-
ção das membranas dos microorganismos promovida pelo cé-
rio. Nas queimaduras, o cério age como inibidor da ação tóxica 
do complexo lipoprotéico (LPC). o LPC é um agregado de lipo-
proteínas das membranas celulares da pele queimada, altamen-
te tóxico para o organismo. Possui atividade contra microorga-
nismos Gram positivos e negativos, vírus e fungos.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de primeira escolha em queimaduras:
 aTENÇÃo: Utilizar nos curativos nas primeiras duas se-
manas após a queimadura. Ao término deste período, 
utilizar sulfadiazina de prata 1%.
• Lavar a área lesionada com água corrente, secar suave-
mente, espalhar fina camada de creme (com cerca de 5 
mm) sobre a região afetada de 12 em 12 horas, cobrir 
com gazes e ocluir com ataduras, até epitelização da le-
são. Em caso de lesões localizadas em áreas suscetíveis 
à remoção por movimentação do paciente, a aplicação 
pode ser mais freqüente. Remover em todos os curativos 
a camada de precipitação protéica (camada de cor bege-
amarelada que se forma com o uso do creme) com mo-
vimentos circulares ou por meio de debridamento instru-
mental com lâmina de bisturi. 
 aTENÇÃo: Não utilizar soro fisiológico para lavar a área 
lesionada.
184
n Tratamento de suporte de feridas infectadas de difícil 
resolução:
• Trocar o curativo a cada 12 h em feridas muito exsudati-
vas ou em 72 h, quando a exsudação está reduzida.
 aTENÇÃo: Seu uso confere, in situ, à ferida um curati-
vo biológico que surge de 3 a 5 dias após o início da te-
rapia. Aparece como camada amarelo-palha (avaliada de 
forma errada por muitos profissionais como maceração 
ou resposta infecciosa) decorrente da precipitação do cál-
cio presente no exsudato da ferida. É um microambien-
te ótimo para o reparo lesivo. 
185
///////////////////////////////////////////////////////////////////
dAPSONA + RIFAMPICINA
1. APresentAção
Comprimido 50 mg + cápsula 150 mg e 300 mg (blister)
Comprimido 100 mg + cápsula 300 mg (blister)
2. disPoniBiLidAde
Nas farmácias das unidades de referência para o programa 
de eliminação da hanseníase.
3. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de hanseníase paucibacilar:
• Adultos:
 100 mg (dapsona) em dose única diária auto-administra-
da e 100 mg (dapsona) + 600 mg (rifampicina) em dose 
única mensal supervisionada.
• Crianças:
 0 a 15 anos: 50 mg (dapsona) em dose única diária au-
to-administrada e 50 mg (dapsona) + 450 mg (rifampici-
na) em dose única mensal supervisionada.
 aTENÇÃo: duração do tratamento: 6 meses.
 aTENÇÃo: consultar anexo iV – ESQUEMAS dE TRA-
TAMENTo PARA A HANSENíASE.
4. reAções AdversAs reLevAntes
n Intolerância gastrintestinal, febre, prurido e erupções cutâneas.
5. contrA-indicAções e AdvertênciAs
n Pacientes com anemia severa e anemia hemolítica (deficiên-
cia de glicose-6-fosfato desidrogenase).
186
///////////////////////////////////////////////////////////////////
dAPSONA
+ RIFAMPICINA
+ ClOFAZIMINA
1. APresentAção
Comprimido 50 mg + cápsula 150 mg e 300 mg + com-
primido 50 mg (blister)
Comprimido 100 mg + cápsula 300 mg + comprimido 50 
mg e cápsula 100 mg (blister)
2. disPoniBiLidAde
Nas farmácias das unidades de referência para o programa 
de eliminação da hanseníase.
3. indicAção e PosoLogiA
n Tratamento de hanseníase multibacilar:
• Adultos:
 100 mg (dapsona) + 50 mg (clofazimina) em dose úni-
ca diária auto-administrada e 100 mg (dapsona) + 600 
mg (rifampicina) + 300 mg (clofazimina) em dose úni-
ca mensal supervisionada.
• Crianças:
 0 a 15 anos: 50 mg (dapsona) em dose única diária 
auto-administrada + 50 mg (clofazimina) em dose úni-
ca em dias alternados e 50 mg (dapsona) + 450 mg (ri-
fampicina) + 150 mg (clofazimina) em dose única men-
sal supervisionada.
187
 aTENÇÃo: duração do tratamento: 12 meses.
 aTENÇÃo: consultar anexo iV – ESQUEMAS dE TRA-
TAMENTo PARA A HANSENíASE.
4. reAções AdversAs reLevAntes
n Intolerância gastrintestinal, febre, prurido e erupções cutâneas.
5. contrA-indicAções e AdvertênciAs
n Pacientes com anemia severa e anemia hemolítica (deficiên-
cia de glicose-6-fosfato desidrogenase).
188
///////////////////////////////////////////////////////////////////
dESlANOSÍdEO
1. APresentAção
Solução injetável 0,2 mg/mL
2. disPoniBiLidAde
Exclusivamente nos pronto-atendimentos municipais para uti-
lização interna no serviço de saúde.
3. MecAnisMo de Ação
Sua ação inotrópica positiva proporciona a disponibilidade de 
cálcio junto às proteínas contráteis, que resulta na dissociaçãode tropomiosina e maior possibilidade de sítios de interação en-
tre actina e miosina. Essa ação acontece principalmente por ini-
bição da Na+ - K+ ATPase.
4. indicAção e PosoLogiA
n Tratamento de arritmias e insuficiência cardíaca: 
• Digitalização�rápida: 0,8 a 1,6 mg via IV.
• Manutenção�na�impossibilidade�de�uso�oral�de�di-
goxina: 0,2 a 0,4 mg/dia via IV.
5. interAções reLevAntes
n Associação com diuréticos pode provocar arritmia cardíaca 
grave se houver desenvolvimento de hipocalemia.
6. reAções AdversAs reLevAntes
n Cardíacos: bradicardia sinusal, bloqueio atrioventricular, ta-
quicardia atrial e fibrilação ventricular.
n Gastrintestinais: anorexia, náuseas, vômitos e diarréia.
n Neurológicos: cefaléia, fadiga e desorientação. 
189
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs
n Pacientes com arritmias associadas à síndrome de Wolff-
Parkinson-White e fibrilação atrial.
190
///////////////////////////////////////////////////////////////////
dEXAMETASONA 
1. APresentAção
Solução injetável 4 mg/mL (fosfato dissódico de dexametasona)
Suspensão oftálmica 0,1% 
2. disPoniBiLidAde
Solução injetável: Exclusivamente nos pronto-atendimentos 
municipais para utilização interna no serviço de saúde.
Suspensão oftálmica: Nas farmácias das unidades de saú-
de da rede municipal.
3. MecAnisMo de Ação
Pertence a classe dos corticosteróides possuindo importante 
ação antiinflamatória e de supressão imunológica.
4. indicAção e PosoLogiA
n Tratamento de manifestações inflamatórias:
• Instilar 1 a 2 gotas no saco conjuntival 4 a 6 vezes ao 
dia. Em casos graves, de hora em hora diminuindo gra-
dativamente.
• A posologia para forma farmacêutica solução injetável é 
variável de acordo com o diagnóstico de base e a presen-
ça de comorbidades.
5. interAções reLevAntes
n Com antiinflamatórios não esteróides aumenta o risco de úl-
cera ou hemorragia gastrintestinal.
191
6. reAções AdversAs reLevAntes
n Uso oftálmico prolongado pode provocar aumento da pres-
são intra-ocular e alteração da função visual.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs
n Pacientes com processos infecciosos agudos inclusive oculares.
192
///////////////////////////////////////////////////////////////////
dIAZEPAM
1. APresentAção
Comprimido 5 mg 
Comprimido 10 mg 
Solução injetável 5 mg/mL 
2. disPoniBiLidAde
comprimido: Nas farmácias das unidades de referência para 
atendimento a psicotrópicos e medicamentos sujeitos a controle 
especial, com primeira prescrição de geriatra, neurologista ou psi-
quiatra e em notificação de receita B. Também se encontra dis-
ponível nos pronto-atendimentos municipais para utilização in-
terna no serviço de saúde
Solução injetável: Nas farmácias das unidades de saúde e 
dos pronto-atendimentos da rede municipal para utilização in-
terna no serviço de saúde.
3. MecAnisMo de Ação
Liga-se ao receptor GABAA potencializando a ação hiperpo-
larizante do GABA. 
4. indicAção e PosoLogiA
n Tratamento de ansiedade severa: 
• 5 mg em dose única diária antes de deitar até 40 mg/dia 
fracionadas em 2 administrações.
n Tratamento de estado de mal epiléptico:
• Adultos:
 10 a 20 mg , via IV lenta (no máximo 5 mg/minuto), re-
petidos após 30 minutos, se necessário. Após controle, 
193
infusão contínua de 3 mg/minuto pode ser mantida por 
24 horas para evitar recorrência.
• Crianças:
 200 a 300 mcg/kg.
5. interAções reLevAntes
n Co-administração com outras drogas depressoras do sistema 
nervoso provoca aumento do efeito de sedação e depressão 
respiratória e cardiovascular.
6. reAções AdversAs reLevAntes
n Em maior frequência pode provocar sonolência, confusão 
mental, prejuízo do desempenho motor e ataxia.
n Por via IV pode provocar depressão respiratória, hipotensão 
arterial, bradicardia e parada cardíaca.
n Pode provocar dependência química. Sua retirada deve ser 
gradual devido ao risco de sintomas de abstinência.
n Pode precipitar tentativa de suicídio em pacientes deprimidos.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs
n durante os primeiros meses de gestação.
n Pacientes em estado de choque ou coma por depressão central.
194
///////////////////////////////////////////////////////////////////
dIClOFENACO
1. APresentAção
Solução injetável 25 mg/mL 
2. disPoniBiLidAde
Nas farmácias das unidades de saúde e dos pronto-atendimen-
tos da rede municipal para utilização interna no serviço de saúde.
3. MecAnisMo de Ação
Antiinflamatório não-esteroidal que inibe a biossíntese de 
prostaglandinas, exercendo pronunciado efeito analgésico em 
estados moderados ou severamente dolorosos.
4. indicAção e PosoLogiA
n analgésico e antiinflamatório: 
• Dose�usual: 75 mg, via IM profundo, 1 a 2 vezes ao dia.
5. interAções reLevAntes
n Pode elevar as concentrações plasmáticas de lítio, digoxina e 
metotrexato.
n Pode aumentar os efeitos de anticoagulantes orais.
6. reAções AdversAs reLevAntes
n Em elevadas doses promove a inibição da agregação plaque-
tária, exigindo precaução sua associação a antiagregantes pla-
quetários.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs
n Pacientes portadores de gastrite e úlcera péptica, insuficiên-
cia renal moderada ou grave, hipovolemia ou desidratação.
195
///////////////////////////////////////////////////////////////////
dIdANOSINA
1. APresentAção
Comprimido 25 mg 
Comprimido 100 mg
Cápsula 250 mg
Cápsula 400 mg
Pó para solução oral 4 g
2. disPoniBiLidAde
Exclusivamente na farmácia do Centro de Referência dST/
AIdS, com prescrição de especialista e em formulário próprio.
3. indicAção e PosoLogiA
n Terapia anti-retroviral:
• Adultos:��>�ou�=�60�Kg: 200 mg de 12 em 12 horas ou 
400 mg em dose única diária. 
<�60�Kg: 125 mg de 12 em 12 horas ou 250 
a 300 mg em dose única diária.
4. inforMAções coMPLeMentAres
n consultar anexo Vi – ESQUEMAS dE TRATAMENTo PARA 
A AIdS.
196
///////////////////////////////////////////////////////////////////
dIGOXINA
1. APresentAção
Comprimido 0,25 mg 
2. disPoniBiLidAde
Nas farmácias das unidades de saúde e dos pronto-atendi-
mentos da rede municipal.
3. MecAnisMo de Ação 
Inibição reversível da Na+ - K+ - ATPase, através de ligação em 
sítio específico na face extra-citoplasmática da sub-unidade alfa 
desta enzima. Como resultado ocorre aumento da entrada de 
cálcio na célula, secundário ao acúmulo de sódio.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de insuficiência cardíaca: 
• Dose�inicial: 0,25 mg 1 a 2 vezes ao dia.
• Dose�de�manutenção: 0,125 a 0,5 mg/dia.
5. interAções reLevAntes 
n Agentes que causam hipocalemia como diuréticos, lítio e cor-
ticóides podem provocar aumento de sensibilidade à digoxina.
n o cálcio, se administrado rapidamente por via intravenosa, 
pode produzir sérias arritmias em pacientes digitalizados.
n os níveis séricos da digoxina podem ser aumentados pela ad-
ministração concomitante com amiodarona, espironolacto-
na, eritromicina, claritromicina, entre outros.
n os níveis séricos da digoxina podem ser diminuídos pela ad-
ministração concomitante com antiácidos, alguns laxantes 
197
formadores de massa e colestiramina, fenitoína, metoclopra-
mida e salbutamol.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Pode provocar manifestação tóxica, distúrbios gastrintesti-
nais, fadiga, cefaléia, distúrbios psíquicos e visuais.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Pacientes com arritmias associadas à síndrome de Wolff-
Parkinson-White.
n Pacientes com miocardiopatia hipertrófica obstrutiva.
198
///////////////////////////////////////////////////////////////////
dIMETICONA
1. APresentAção
Comprimido 40 mg
2. disPoniBiLidAde
Nas farmácias das unidades de saúde da rede municipal.
3. MecAnisMo de Ação
Reduz a tensão superficial das bolhas de ar presentes no tra-
to gastrintestinal, permitindo que as mesmas se desfaçam ou que 
formem uma grande massa de ar expelida facilmente por meio 
de eructaçõese flatos. 
4. indicAção e PosoLogiA
n antifisético para preparo de exames: 
• Colonoscopia: 40 mg, na véspera do exame às 14:00 h, 
seguindo-se com administração de 6 em 6 horas.
5. interAções reLevAntes
n Redução de efeito quando co-administrado com antiácidos.
6. reAções AdversAs reLevAntes
n Constipação. 
199
///////////////////////////////////////////////////////////////////
dIOSMINA + HESPERIdINA
1. APresentAção
Comprimido revestido micronizado 450 mg + 50 mg
2. disPoniBiLidAde
Nas farmácias das unidades de saúde da rede municipal po-
rém sob demanda específica, com prescrição de angiologista. 
3. MecAnisMo de Ação
Exerce ação sobre o sistema vascular de retorno diminuindo 
a distensibilidade e a estase venosas, normalizando a permeabi-
lidade e aumentando a resistência capilar.
4. indicAção e PosoLogiA
n alívio dos sintomas relacionados a veias varicosas. Tra-
tamento de linfedema:
• 450 mg + 50 mg pela manhã e à noite, preferencialmen-
te junto às refeições.
5. reAções AdversAs reLevAntes
n Transtornos gastrintestinais como epigastralgia, pirose e 
náuseas.
6. contrA-indicAções e AdvertênciAs
n Pela ausência de evidências, extrema cautela em pacientes com 
insuficiência renal ou hepática, durante a gestação e lactação.
200
///////////////////////////////////////////////////////////////////
dIPIRONA SódICA
1. APresentAção
Solução oral gotas 500 mg/mL
Solução injetável 500 mg/mL
2. disPoniBiLidAde
Solução oral gotas: Nas farmácias das unidades de saúde 
e dos pronto-atendimentos da rede municipal.
Solução injetável: Nas farmácias das unidades de saúde e 
dos pronto-atendimentos da rede municipal para utilização in-
terna no serviço de saúde.
3. MecAnisMo de Ação
Antiinflamatório não-esteroidal com importante ação anal-
gésica e antipirética.
4. indicAção e PosoLogiA
n analgésico e antipirético:
• Adultos:
 500 a 1.000 mg até 4 vezes ao dia. 
500 mg, via IM ou IV, de 6 em 6 horas.
• Crianças:
 3 a 11 meses: 2 a 5 gotas até 4 vezes ao dia.
1 a 3 anos: 3 a 10 gotas até 4 vezes ao dia.
4 a 6 anos: 5 a 15 gotas até 4 vezes ao dia.
7 a 9 anos: 8 a 20 gotas até 4 vezes ao dia.
10 a 12 anos: 10 a 30 gotas até 4 vezes ao dia.
13 a 14 anos: 15 a 35 gotas até 4 vezes ao dia.
 5 a 8 Kg: 50 a 100 mg somente via IM.
201
9 a 15 Kg: 100 a 200 mg, via IM ou IV.
16 a 21 Kg: 200 a 300 mg, via IM ou IV.
22 a 28 Kg: 300 a 400 mg, via IM ou IV.
29 a 40 Kg: 400 a 500 mg, via IM ou IV.
41 a 50 Kg: 400 a 500 mg, via IM ou IV.
5. interAções reLevAntes
n Administração simultânea com clorpromazina pode provo-
car hipotermia grave.
6. reAções AdversAs reLevAntes
n Pode causar, embora com raridade, discrasias sanguíneas 
como agranulocitose, leucopenia e trombocitopenia.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs
n Crianças menores de 3 meses ou com menos de 5 Kg.
n Em idosos considerar possibilidade de desenvolvimento de 
insuficiência hepática e renal. 
n durante a gestação e lactação.
n Cautela em pacientes com insuficiência hepática ou renal, hi-
pertensão arterial e alterações cardíacas graves.
202
///////////////////////////////////////////////////////////////////
dOBUTAMINA
 (cloridrato de dobutamina)
1. APresentAção
Solução injetável 12,5 mg/mL
2. disPoniBiLidAde 
Exclusivamente nos pronto-atendimentos municipais para uti-
lização interna no serviço de saúde.
3. MecAnisMo de Ação 
Agente inotrópico de ação direta, estimula diretamente os 
receptores beta-1 do coração, aumentando a contratilidade do 
miocárdio e o volume de ejeção.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de insuficiência cardíaca aguda, infarto do 
miocárdio e choque cardiogênico: 
• 0,25 a 5 mg/mL de solução final em soro glicosado ou 
fisiológico, via IV, na velocidade de 2,5 a 10 mcg/kg/mi-
nuto ajustada de acordo com a frequência cardíaca, pres-
são arterial e fluxo urinário.
5. interAções reLevAntes 
n Eficácia diminuída quando em associação a bloqueadores 
beta-adrenérgicos.
n Pode provocar aumento do débito cardíaco e redução da 
pressão pulmonar em associação a nitroprusseto de sódio.
203
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Aumento da frequência cardíaca e pressão arterial, angina e 
arritmias.
n ocasionalmente pode ocorrer dispnéia, cefaléia, náuseas e 
vômitos.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n durante a gestação e a lactação.
n Extrema cautela em pacientes com infarto agudo do miocárdio 
e choque cardiogênico complicado com hipotensão severa. 
n Hipovolemia deve ser corrigida antes do tratamento.
204
///////////////////////////////////////////////////////////////////
dOMPERIdONA
1. APresentAção 
Comprimido 100 mg
Suspensão oral 1 mg/mL
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde da rede municipal.
3. MecAnisMo de Ação 
Ação antidopaminérgica central, bloqueio de receptores d 
na zona de gatilho quimiorreceptora da medula oblonga aliada 
à estimulação da motalidade gastrintestinal, acelera o esvazia-
mento gástrico.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento da doença do refluxo gastroesofágico sin-
tomática, náuseas e vômitos:
• Adultos: 10 a 20 mg 3 a 4 vezes ao dia.
• Crianças: 0,25 a 0,5 mg/Kg 3 a 4 vezes cerca de 30 mi-
nutos antes das refeições e se necessário, ao deitar.
5. interAções reLevAntes 
n Analgésicos opióides e antimuscarínicos podem antagonizar 
seus efeitos pró-cinéticos. 
n Antiácidos e anti-secretores não devem ser administrados si-
multaneamente à domperidona pois diminuem a sua biodis-
ponibilidade. 
6. reAções AdversAs reLevAntes 
205
n Rash cutâneo transitório e cefaléia.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Em pacientes com doença de Parkinson deve ser utilizada por 
um período não superior a 12 semanas.
206
///////////////////////////////////////////////////////////////////
dOPAMINA
1. APresentAção 
Solução injetável 5 mg/mL
2. disPoniBiLidAde 
Exclusivamente nos pronto-atendimentos municipais para uti-
lização interna no serviço de saúde.
3. MecAnisMo de Ação 
Catecolamina com propriedades simpatomiméticas, tendo 
ação direta e indireta além de agonismo dopaminérgico intrínseco.
4. indicAção e PosoLogiA 
n choque e tratamento da insuficiência cardíaca e renal:
• 1,6 a 3,2 mg/mL de solução final em soro glicosado ou 
fisiológico, via IV, na velocidade de 1 a 5 mcg/kg/minu-
to, aumentando-se gradativamente até 5 a 10 mcg/kg/
minuto de acordo com a frequência cardíaca, pressão ar-
terial e fluxo urinário.
 aTENÇÃo: Administrar em veias de grosso calibre para evi-
tar extravasamento pois pode causar necrose no tecido.
5. interAções reLevAntes 
n Evitar ou reduzir dosagem quando administrado a pacientes 
em tratamento com inibidores da MAo.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Em maior frequência pode ocorrer taquicardia, angina, va-
soconstricção, náusea e vômito, cefaléia e dispnéia.
207
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Pacientes com feocromocitoma, hipertiroidismo ou na pre-
sença de taquiarritmias ou fibrilação ventricular.
n Hipovolemia deve ser corrigida antes do tratamento.
208
///////////////////////////////////////////////////////////////////
dOXICIClINA 
(cloridrato de doxicilina)
1. APresentAção 
drágea 100 mg
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde da rede municipal com 
observância das orientações do manual de controle das doenças 
sexualemente transmissíveis(dST).
3. MecAnisMo de Ação 
Como antimicrobiano do grupo das tetraciclinas, liga-se 
a subunidade 30S dos ribossomos inibindo a síntese proteica 
bacteriana.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de doenças sexualmente transmissíveis: 
• 100 mg de 12 em 12 horas.
 aTENÇÃo: duração do tratamento:
 1. cancro mole:�10 dias ou até cura clínica.
 2. clamídia: 7 dias.
 3. Doença inflamatória pélvica: 14 dias (em associa-
ção a outros medicamentos).
 4. Donovanose: até cura clínica (no mínimo por 3 se-
manas).
 5. linfogranuloma venéreo: 21 dias.
 6. Uretrite não gonocócica: 7 dias.
209
5. interAções reLevAntes 
n diminuição da absorção em co-administração com antiácidos.
n Uso concomitante com barbitúricos, carbamazepina ou feni-
toína pode resultar na diminuição da concentração plasmá-
tica de doxicilina.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Apesar de em menor frequência do que tetraciclina, pode 
ocorrer distúrbios gastrintestinais e descoloração nos dentes.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n durante a gravidez e lactação.
210
///////////////////////////////////////////////////////////////////
EFAVIRENZ
1. APresentAção 
Comprimido 600 mg
Solução oral 30 mg/mL
2. disPoniBiLidAde 
Exclusivamente na farmácia do Centro de Referência dST/
AIdS, com prescrição de especialista e em formulário próprio.
3. indicAção e PosoLogiA 
n Terapia anti-retroviral:
• Adultos:
 600 mg em dose única diária.
• Crianças:
 10 a 15 Kg: 200 mg em dose única diária.
 16 a 20 Kg: 250 mg em dose única diária.
 21 a 25 Kg: 300 mg em dose única diária.
 26 a 32 Kg: 350 mg em dose única diária.
 33 a 40 Kg: 400 mg em dose única diária.
 > 40 Kg: 600 mg em dose única diária.
4. inforMAções coMPLeMentAres 
n consultar anexo Vi – ESQUEMAS dE TRATAMENTo PARA 
A AIdS.
211
///////////////////////////////////////////////////////////////////
ENAlAPRIl 
(maleato de enalapril)
1. APresentAção 
Comprimido sulcado 10 mg
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde e dos pronto-atendi-
mentos da rede municipal. 
3. MecAnisMo de Ação 
Inibe a enzima conversora de angiotensina (ECA), impedindo 
a conversão de angiotensina I em angiotensina II, levando a va-
sodilatação e redução da resistência vascular periférica.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de hipertensão arterial e insuficiência car-
díaca congestiva:
• Inicialmente 5 mg ao dia. A dose de manutenção situa-se 
entre 10 a 20 mg ao dia em dose única ou até 40 mg ao 
dia em casos severos. Se o controle for inadequado com 
dose única, pode-se fracioná-la em 2 administrações.
 aTENÇÃo: consultar aNEXo ii – RECoMENdAÇõES PARA 
o TRATAMENTo dA HIPERTENSÃo ARTERIAL SISTÊMICA.
5. interAções reLevAntes 
n Pode ocorrer hipotensão na associação com álcool.
n Hipercalemia deve ser monitorada na associação com diu-
réticos poupadores de potássio e suplementos ricos em po-
tássio.
212
n Risco de nefropatia na associação com antiinflamatórios não-
esteroidais.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Tonteira, fadiga e cefaléia.
n Nefropatias podem ser agravadas.
n Pode provocar tosse apesar de em menor frequência que 
captopril.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n durante a gestação.
n Estenose aórtica.
n distúrbio renovascular (função renal deveria ser investigada 
antes do início do tratamento).
213
///////////////////////////////////////////////////////////////////
EPINEFRINA 
(cloridrato ou hemitartarato de epinefrina)
1. APresentAção 
Solução injetável 1 mg/mL 
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde e dos pronto-atendimen-
tos da rede municipal para utilização interna no serviço de saúde.
3. MecAnisMo de Ação 
Simpatomimético com ação agonista alfa e beta adrenérgica.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de broncoespasmos: 
• Adultos: 0,3 a 0,5 mg.
• Crianças: 0,01 mg/kg.
 aTENÇÃo: Solução 1:1.000.
n Tratamento de reações anafiláticas:
Via iM: 
 aTENÇÃo: Solução 1:1.000.
• Adultos: 0,5 mg, repetindo-se a cada 5 minutos se ne-
cessário. 
• Crianças: 0,12 a 0,25 mg. 
 <�6�meses: 0,05 mg. 
Via iV lenta:
214
 aTENÇÃo: Solução 1:10.000.
• Adultos: 0,5 mg.
• Crianças: 0,01 mg/kg.
n Tratamento de parada cardíaca: 
• 1 mg, via IV, podendo-se repetir a cada 3 minutos.
 aTENÇÃo: Solução 1:10.000.
5. interAções reLevAntes 
n São variadas e complexas. Relacionam-se principalmente com 
suas propriedades alfa e beta agonistas e deve ser avaliada 
medicamento a medicamento.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n As principais envolvem sua ação simpatomimética e incluem 
dispnéia, taquicardia, hiperglicemia, fraqueza, cefaléia e ex-
tremidades frias. Surgem mesmo em doses baixas.
n doses elevadas podem causar arritmias cardíacas, hiperten-
são e AVC hemorrágico.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Pacientes com glaucoma de ângulo fechado.
n Extrema cautela na presença de distúrbios da condução e de 
ejeção cardíaca, hipertensão, doenças tromboembólicas, hi-
pertireoidismo e doença cerebrovascular.
n Cautela em diabéticos.
215
///////////////////////////////////////////////////////////////////
ERITROMICINA
1. APresentAção 
Comprimido revestido/drágea 500 mg (estearato de eritro-
micina)
Suspensão oral 50 mg/mL (estolato de eritromicina)
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde e dos pronto-atendi-
mentos da rede municipal. 
3. MecAnisMo de Ação 
Como um membro do grupo dos antimicrobianos macrolí-
deos atua inibindo a síntese proteica bacteriana por interferir na 
função ribossomal.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de infecções por gram-positivos sensíveis. 
• Adultos: 1 a 2 g ao dia fracionadas em doses para admi-
nistração de 6 em 6 horas, até o máximo de 4 g ao dia 
em infecções severas.
• Crianças: 30 a 50 mg/Kg/dia fracionadas em doses para 
administração de 6 em 6 horas.
n Tratamento de infecções gonocóccicas e por Chlamydia 
em gestantes (sob a forma de estearato):
• 500 mg de 6 em 6 horas.
 aTENÇÃo: duração do tratamento:
 1. cancro mole, uretrite não gonocócica e clamídia: 
7 dias.
216
 2. Donovanose: até cura clínica (no mínimo por 3 se-
manas).
 3. linfogranuloma venéreo: 21 dias.
 4. Sífilis recente: 15 dias.
 5. Sífilis tardia: 30 dias.
 aTENÇÃo: coqueluche: 50 mg/Kg/dia fracionadas em 
doses para administração de 6 em 6 horas, por 14 dias.
5. interAções reLevAntes 
n Inibe, de forma dose dependente, a atividade do citocromo 
P450 interferindo no metabolismo hepático de diversos me-
dicamentos.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Em maior frequência, distúrbios gastrintestinais.
n ocasionalmente podem surgir distúrbios centrais: ansiedade 
e convulsões, entre outros.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n durante a gestação. 
n Cautela na presença de insuficiência renal ou hepática.
217
///////////////////////////////////////////////////////////////////
ESCOPOlAMINA
(butilbrometo de escopolamina)
1. APresentAção 
drágea 10 mg 
Solução oral 10 mg/mL 
Solução injetável 20 mg/mL
2. disPoniBiLidAde 
Drágea e solução oral: Nas farmáciasdas unidades de saú-
de e dos pronto-atendimentos da rede municipal.
Solução injetável: Nas farmácias das unidades de saúde e 
dos pronto-atendimentos da rede municipal para utilização in-
terna no serviço de saúde.
3. MecAnisMo de Ação 
Antimuscarínico com importante ação antiespasmódica, re-
dução de salivação, náusea e vômitos.
4. indicAção e PosoLogiA 
n antiespasmódico:
• Adultos: 10 a 20 mg de 8 em 8 horas.
 20 mg, via IV lenta repetindo-se, se necessário, após 30 
minutos, não devendo exceder o máximo de 100 mg/dia.
• Crianças: 0,2 mg/Kg de 8 em 8 horas.
5. reAções AdversAs reLevAntes 
n depressão central com tonteira e fadiga.
n doses tóxicas produzem estimulação central paradoxal.
6. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Cautela na presença de nefropatia, hepatopatia e desordens 
metabólicas graves.
218
///////////////////////////////////////////////////////////////////
ESCOPOlAMINA
(butilbrometo de escopolamina)
+ dIPIRONA SódICA
1. APresentAção 
Solução injetável 4 mg/mL + 500 mg/mL
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde e dos pronto-atendimen-
tos da rede municipal para utilização interna no serviço de saúde.
3. MecAnisMo de Ação 
Antimuscarínico com importante ação antiespasmódica, re-
dução de salivação, náusea e vômitos associado a antiinflamató-
rio não-esteroidal com importante ação analgésica e antipirética.
4. indicAção e PosoLogiA 
n analgésico e antiespasmódico: 
• Adultos:
 1 ampola, via IV lenta (5 minutos, no mínimo) se neces-
sário até 3 vezes ao dia.
5. interAções reLevAntes 
n Administração simultânea com clorpromazina pode provo-
car hipotermia grave.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n depressão central com tonteira e fadiga.
n doses tóxicas produzem estimulação central paradoxal.
219
n Pode causar, embora com raridade, discrasias sanguíneas 
como agranulocitose, leucopenia e trombocitopenia.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Crianças menores de 12 anos.
n Em idosos considerar possibilidade de desenvolvimento de 
insuficiência hepática e renal. 
n durante a gestação e lactação.
n Cautela em pacientes com insuficiência hepática ou renal, hi-
pertensão arterial, alterações cardíacas ou desordens meta-
bólicas graves.
220
///////////////////////////////////////////////////////////////////
ESPIRAMICINA
1. APresentAção 
Comprimido revestido 500 mg
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde da rede municipal po-
rém sob demanda específica.
3. MecAnisMo de Ação 
Atua inibindo a síntese protéica bacteriana por interferir na 
função ribossomal.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de toxoplasmose em gestantes: 
• 1 g de 8 em 8 horas durante toda a gestação.
 aTENÇÃo: deve-se iniciar o tratamento logo após con-
firmação do diagnóstico.
 aTENÇÃo: Quando PCR de líquido aminiótico for po-
sitivo ou não realizado, o esquema terapêutico acima 
deve ser alternado, a cada 3 semanas, com pirimetami-
na + sulfadiazina + ácido folínico entre a 20ª à 34ª se-
mana de gestação. Espiramicina deve ser mantida qua-
tro semanas antes da data provável do parto.
5. interAções reLevAntes 
n Inibe, de forma dose dependente, a atividade do citocromo 
P450 interferindo no metabolismo hepático de diversos me-
dicamentos.
221
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Em maior frequência pode provocar distúrbios gastrintestinais.
n Podem ocasionalmente surgir distúrbios centrais: ansiedade 
e convulsões, entre outros.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Cautela na presença de insuficiência renal ou hepática.
222
///////////////////////////////////////////////////////////////////
ESPIRONOlACTONA
1. APresentAção 
Comprimido 25 mg 
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde e dos pronto-atendi-
mentos da rede municipal.
3. MecAnisMo de Ação 
Atua na porção distal do túbulo renal como um antagonista 
competitivo da aldosterona. Sua ação leva a aumento da excre-
ção de sódio e água e redução da excreção de potássio.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de estados edematosos:
• 12,5 a 100 mg em dose única diária. Alguns casos po-
dem exigir doses de até 400 mg ao dia.
 aTENÇÃo: o regime de tratamento com espironolacto-
na deve incluir dosagens periódicas de eletrólitos e pro-
vas de função renal.
5. interAções reLevAntes 
n Hipercalemia pode ocorrer no uso concomitante de inibi-
dores da ECA, antagonistas de receptores de angiotensi-
na II, antiinflamatórios não-esteroidais e suplementos ricos 
em potássio.
n Risco de nefrotoxicidade aumentado em associação com an-
tiinflamatórios não-esteroidais.
223
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Pode provocar cefaléia, tonteira, distúrbios gastrintestinais, 
hipercalemia e hiponatremia.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Pacientes com hipercalemia e insuficiência renal grave.
n Cautela em pacientes idosos, diabéticos e com comprometi-
mento hepático ou renal.
224
///////////////////////////////////////////////////////////////////
ESTRAdIOl
1. APresentAção 
Comprimido revestido 1 mg
Gel dermatológico 0,06 a 0,1%
2. disPoniBiLidAde 
comprimido revestido: Nas farmácias das unidades de saú-
de da rede municipal, com prescrição de ginecologista.
Gel dermatológico: Nas farmácias das unidades de saúde 
da rede municipal.
3. MecAnisMo de Ação 
Aumenta a síntese de dNA, RNA e diversas proteínas. Reduz 
a liberação do hormônio liberador de gonadotrofina no hipotála-
mo, resultando em redução da liberação dos hormônios folículo 
estimulante e luteinizante, ambos hipofisários.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Terapia de reposição hormonal:
• 1 mg em dose única diária, via oral ou em aplicação do 
gel sobre a pele limpa do abdômen, ombros, coxas ou 
nádegas com exceção das mamas e mucosas.
5. interAções reLevAntes 
n Redução da concentração plasmática em associação a rifam-
picina, tetraciclinas, sulfas, cefalexina, carbamazepina, feni-
toína e barbitúricos.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Em maior frequência: náusea, anorexia, flatulência, aumen-
225
to do tamanho e sensibilidade da mama, edema periférico.
n Em menor frequência: cefaléia, alteração da libido, vômito e 
diarréia.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Pacientes com problemas coronarianos e tromboembólicos.
226
///////////////////////////////////////////////////////////////////
ESTREPTOMICINA 
(sulfato de estreptomicina)
1. APresentAção 
Pó para solução injetável 1 g 
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de referência para o programa 
de controle da tuberculose.
3. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento da tuberculose: 
• Até�20�Kg: 20 mg/Kg/dia, via IM profunda, em dose única.
• �>�20�a�35�Kg: 500 mg/dia, via IM profunda, em dose única.
• �>�35�Kg: 1.000 mg/dia, via IM profunda, em dose única.
• >�60�anos: 500 mg/dia, via IM profunda, em dose única.
 aTENÇÃo: duração do tratamento: 3 meses.
 aTENÇÃo: consultar anexo V – ESQUEMAS dE TRA-
TAMENTo PARA A TUBERCULoSE.
4. interAções reLevAntesn Aumento de nefrotoxicidade e ototoxicidade em associação 
a outros aminoglicosídeos, vancomicina, cefalosporinas e fu-
rosemida.
5. reAções AdversAs reLevAntes 
n ototoxicidade principalmente vestibular.
n ocasionalmente pode ocorrer parestesia na e em torno da 
boca, neuropatia periférica e neurite óptica.
227
6. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n durante a gestação.
n Cautela na presença de insuficiência renal.
228
///////////////////////////////////////////////////////////////////
ESTROGÊNIOS CONJUGAdOS
1. APresentAção 
Creme vaginal 0,625 mg/g 
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde da rede municipal.
3. MecAnisMo de Ação 
Sua principal ação é a regulação da síntese protéica intrace-
lular por meio de mecanismo receptor. 
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de sintomas urogenitais resultantes da de-
ficiência de estrogênios:
• �0,5 a 2 g de creme/dia durante algumas semanas até a 
melhora dos sintomas, podendo-se reduzir gradualmen-
te até 2 aplicações por semana.
5. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Pacientes com antecedentes pessoais ou familiares de cân-
cer genital.
n Pacientes com cardiopatias descompensadas, hipertensão ar-
terial ou diabetes mellitus.
229
///////////////////////////////////////////////////////////////////
ETAMBUTOl 
(cloridrato de etambutol)
1. APresentAção 
Comprimido 400 mg
Suspensão oral 25 mg/ml
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de referência para o programa 
de controle da tuberculose. 
3. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento da tuberculose:
• �Até�20�Kg: 25 mg/Kg/dia.
• �>�20�a�35�Kg: 600 mg/dia.
• �>�35�a�45�Kg: 800 mg/dia.
• �>�45�Kg: 1.200 mg/dia.
 aTENÇÃo: Duração do tratamento: 
 Esquema�III: 1ª fase: 3 meses e 2ª fase: 9 meses.
 Esquema�IR: 1ª fase: 2 meses e 2ª fase: 4 meses.
 aTENÇÃo: consultar anexo V – ESQUEMAS dE TRA-
TAMENTo PARA A TUBERCULoSE.
4. interAções reLevAntes 
n Sais de alumínio reduzem sua absorção.
5. reAções AdversAs reLevAntes 
n Hepatotoxicidade, depressão e distúrbios gastrintestinais.
6. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Crianças menores de 12 anos.
n Cautela em crianças e idosos, nos quais a acuidade visual 
deve ser monitorada.
230
///////////////////////////////////////////////////////////////////
ETIONAMIdA
1. APresentAção 
Comprimido 250 mg 
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de referência para o programa 
de controle da tuberculose. 
3. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento da tuberculose:
• �Até�20�Kg: 12 mg/Kg/dia.
• �>�20�a�35�Kg: 250 mg/dia.
• �>�35�a�45�Kg: 500 mg/dia.
• �>�45�Kg: 750 mg/dia.
 aTENÇÃo: Duração do tratamento:
 Esquema�III: 1ª fase: 3 meses e 2ª fase: 9 meses.
 aTENÇÃo: consultar anexo V – ESQUEMAS dE TRA-
TAMENTo PARA A TUBERCULoSE.
4. reAções AdversAs reLevAntes 
n distúrbios gastrintestinais dose-dependentes.
n depressão, ansiedade e psicose.
n Alterações visuais.
5. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Pacientes com insuficiência hepática grave.
n Cautela na presença de quadro psiquiátrico.
231
///////////////////////////////////////////////////////////////////
FENIlEFRINA
1. APresentAção 
Solução oftálmica 10%
2. disPoniBiLidAde 
Exclusivamente nas unidades de referência ao atendimen-
to oftalmológico, com utilização interna no serviço de saúde por 
especialista.
3. MecAnisMo de Ação 
Simpatomimético com atividade predominante sobre os re-
ceptores alfa-adrenérgicos, tendo efeito midriático.
4. indicAção e PosoLogiA 
n cicloplégico e midriático:
• �Instilar 1 gota no saco conjuntival repetindo-se após 5 
minutos.
5. reAções AdversAs reLevAntes 
n Mesmo tópico, ocorre alguma absorção sistêmica e altera-
ções do ritmo cardíaco podem ocorrer.
n Pigmentação anômala da íris, principalmente em idosos.
6. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Paciente com glaucoma de ângulo fechado.
n Cautela na presença de alteração importante de ritmo car-
díaco.
232
///////////////////////////////////////////////////////////////////
FENITOÍNA SódICA
1. APresentAção 
Comprimido 100 mg 
Suspensão oral 20 mg/mL 
Solução injetável 50 mg/mL 
2. disPoniBiLidAde 
comprimido e suspensão oral: Nas farmácias das unidades 
de referência para atendimento a psicotrópicos e medicamentos 
sujeitos a controle especial, com prescrição em receita de con-
trole especial em duas vias.
Solução injetável: Nas farmácias das unidades de saúde e 
dos pronto-atendimentos da rede municipal para utilização in-
terna no serviço de saúde.
3. MecAnisMo de Ação 
Interfere no transporte de sódio através da membrana neuronal.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de crises convulsivas parciais simples e com-
plexas e generalizadas tônico-clônicas:
• �Adultos:
 100 a 300 mg, com aumentos graduais se necessário, 
até 600 mg ao dia. Aumentos além dessa dose devem 
ser criteriosamente avaliados pelo especialista.
• �Crianças:
 3 a 5 mg/kg/dia fracionadas em 3 administrações. A dose 
diária de manutenção situa-se abaixo de 300 mg, sen-
do que, aumentos além dessa dose devem ser criteriosa-
mente avaliados pelo especialista.
233
n Status epilépticos refratário a benzodiazepínico: 
• �10 a 15 mg/kg, via IV lenta ou infusão contínua em ve-
locidade inferior a 50 mg/minuto. 
 aTENÇÃo: Mortes tem ocorrido por administração intra-
venosa rápida de fenitoína. É importante monitorar o ECG 
e a pressão arterial quando se optar por esse acesso.
5. interAções reLevAntes 
n É indutor (e auto-indutor) microssomal hepático.
n Cimetidina, dissulfiram, quimioterápicos e isoniazida inibem 
seu metabolismo.
n Anticoagulantes orais, ácido fólico, dexametasona e anticon-
cepcionais orais têm seu metabolismo aumentado por indu-
ção enzimática.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Dose-relacionados:
• �Nistagmo e ataxia (30 mcg/mL), disartria, letargia (30 a 
40 mcg/mL) e estupor (40 a 60 mcg/mL).
• �Em doses elevadas pode causar sinais extrapiramidais e 
efeito paradoxal (aumento das crises).
 aTENÇÃo:�o tratamento prolongado com altas doses 
pode levar a encefalopatia irreversível.
n relacionados à administração:
• �deve ser sempre feita em veia calibrosa. É comum a ocor-
rência de flebites com lesão arterial e de nervos periféricos.
• �Quando a velocidade de infusão de 50 mg/minuto é ul-
trapassada pode-se observar bradicardia e bloqueio AV.
n reações idiossincráticas:
• �Reações de hipersensibilidade podem ocorrer entre 2 a 12 
semanas de tratamento, incluindo reações cutâneas, insu-
234
ficiência renal ou hepática, síndrome de Stevens-Johnson 
e bronquiolite.
n Efeitos Tardios ou crônicos:
• �Hipertrofia gengival (40% dos casos). 
• �Alterações grosseiras faciais. 
• �deficiência de folato.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Cautela na presença de insuficiência hepática, em neonatos, 
gestantes e idosos.
n A administração intravenosa está contra-indicada em pacien-
tes com alterações clinicamente significantes de ritmo cardí-
aco, sendo contra-indicação relativa em pacientes hipoten-
sos, pós-infartados e na insuficiência cardíaca.
235
///////////////////////////////////////////////////////////////////FENOBARBITAl
1. APresentAção 
Comprimido 100 mg 
Solução oral 40 mg/mL
Solução injetável 100 mg/mL
2. disPoniBiLidAde 
comprimido e solução oral: Nas farmácias das unidades 
de referência para atendimento a psicotrópicos e medicamentos 
sujeitos a controle especial, com prescrição em receita de con-
trole especial em duas vias.
Solução injetável: Nas farmácias das unidades de saúde e 
dos pronto-atendimentos da rede municipal para utilização in-
terna no serviço de saúde.
3. MecAnisMo de Ação 
Aumenta a inibição promovida pelo GABA por aumentar as 
correntes pós-sinápticas de cloreto, além de inibir os potenciais 
de ação cálcio dependente.
4. indicAção e PosoLogiA 
 aTENÇÃo: É fortemente recomendada a dosagem da con-
centração plasmática de fenobarbital, sendo considerada ade-
quada na faixa de 15 a 40 mcg/mL.
n Tratamento de segunda escolha nas crises convulsivas 
parciais simples e complexas e generalizadas tônico-
clônicas:
• �Adultos:
 50 a 200 mg/dia à noite ou fracionadas em 2 administrações.
• �Crianças:
 3 a 8 mg/kg/dia à noite ou fracionadas em 2 administrações.
236
n Manejo de crises agudas:
• �Adultos:
 200 mg, via IM, repetindo-se após 6 horas se necessário.
• �Crianças:
 3 a 5 mg/Kg/dia, via IM.
n Tratamento de segunda escolha para estado de mal epi-
léptico: 
• �10 mg/kg, via IV diluído 1:10 e em velocidade inferior a 
100 mg/minuto.
 aTENÇÃo: É considerado o antiepiléptico mais seguro na 
gestação.
5. interAções reLevAntes 
n Atenção à interação com medicamentos que demandem me-
tabolização hepática por tratar-se de indutor hepático.
n Com outros antiepilépticos ocorre interação farmacocinética 
e farmacodinâmica.
n Antidepressivos e antipsicóticos podem antagonizar o efeito 
antiepiléptico.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Efeitos neurotóxicos centrais relacionados à depressão do SNC.
n Alteração da libido e potência sexual.
n Hiperatividade e déficit de aprendizagem em crianças.
n Rebaixamento intelectual.
n Efeitos idiossincráticos: agranulocitose, síndrome de Stevens-
Johnson, anemia aplástica, insuficiência hepática e trombo-
citopenia.
n A interrupção do tratamento deve ser gradual, visando mi-
nimizar efeito rebote.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Na presença de insuficiência respiratória grave.
n Cautela na presença de insuficiência hepática ou renal.
237
///////////////////////////////////////////////////////////////////
FENOFIBRATO
(micronizado)
1. APresentAção 
Cápsula 200 mg
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde da rede municipal, 
com primeira prescrição de cardiologista, endocrinologista, ge-
riatra e nefrologista.
3. MecAnisMo de Ação 
Atua diminuindo as lipoproteínas ricas em triglicerídeos, di-
minui a síntese hepática dos TG e catabolismo das VLdL. Nos 
pacientes hipercolesterolêmicos, pode ter uma maior interferên-
cia diminuindo a síntese de VLdL e acelerando a fase metabó-
lica hepática do LdL. Exerce também algum grau de “inibição” 
da HMG-CoA redutase. 
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento da hipertrigliceridemia quando a dieta, ri-
gorosamente seguida, demonstrar-se ineficaz: 
• �200 mg ao dia, durante almoço ou jantar.
 aTENÇÃo: A dieta deve ser mantida durante todo o tra-
tamento.
 aTENÇÃo: o perfil lipídico deve ser avaliado trimestral-
mente no primeiro ano de tratamento
5. interAções reLevAntes 
n Risco de exacerbação dos efeitos adversos sobre os mús-
culos em associação a inibidores da HMG CoA-redutase.
238
n Potencialização da ação dos anticoagulantes orais e aumen-
to de risco de hemorragias. 
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Pode ocorrer problemas gastrintestinais, reações alérgicas 
cutâneas, elevação transitória das transaminases e dores mus-
culares.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Crianças.
n Pacientes com insuficiência hepática e renal grave.
n durante a gestação e lactação.
239
///////////////////////////////////////////////////////////////////
FENOTEROl 
(bromidrato de fenoterol)
1. APresentAção 
Solução para nebulização 5 mg/mL
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde e dos pronto-atendimen-
tos da rede municipal para utilização interna no serviço de saúde.
3. MecAnisMo de Ação 
Agonista seletivo beta2-adrenérgico, com ação similar ao 
salbutamol.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento das manifestações agudas dos quadros as-
máticos, bronquite e outras doenças pulmonares obs-
trutivas:
• �1 gota/3 Kg (máximo 10 gotas) diluídas em 5 mL de so-
lução fisiológica, de 6 em 6 horas ou de 8 em 8 horas.
 aTENÇÃo: consultar anexo i - RECoMENdAÇõES 
PARA o TRATAMENTo dA ASMA. 
5. reAções AdversAs reLevAntes 
n Tremores, nervosismo, cefaléia, tonteira, taquicardia e palpi-
tações.
6. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Cautela em pacientes com hipertensão, diabetes mellitus e 
hipertiroidismo.
240
///////////////////////////////////////////////////////////////////
FENTANIlA
1. APresentAção 
Solução injetável 50 mcg/mL
2. disPoniBiLidAde 
Exclusivamente nos pronto-atendimentos municipais para uti-
lização interna no serviço de saúde.
3. MecAnisMo de Ação 
Analgésico opióide primariamente µ-agonista. Sua ação re-
laciona-se com depressão de mecanismos centrais envolvidos 
na nocicepção e sobretudo, com a interferência na interpreta-
ção afetiva da dor.
4. indicAção e PosoLogiA 
n adjuvante em procedimentos anestésicos de curta du-
ração:
• �50 a 100 mcg, via IM ou IV lenta.
5. reAções AdversAs reLevAntes 
n Altas doses pode provocar depressão respiratória.
n Hipotensão transitória pode ocorrer após administração in-
travenosa.
6. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Cautela em pacientes com miastenia gravis.
241
///////////////////////////////////////////////////////////////////
FITOMENAdIONA 
(Vitamina K)
1. APresentAção 
Solução injetável 10 mg/mL
2. disPoniBiLidAde 
Exclusivamente nos pronto-atendimentos municipais para uti-
lização interna no serviço de saúde.
3. MecAnisMo de Ação 
É um co-fator essencial para a síntese de protrombina, fa-
tores VII, Ix e x, proteínas C e S, além de auxiliar a atividade de 
proteínas como a osteocalcina.
4. indicAção e PosoLogiA 
n hipoprotrombinemia e hemorragias induzidas por an-
ticoagulantes: 
• �0,5 a 5 mg, via IV lenta.
 aTENÇÃo: o tempo de protrombina deve ser monitorado.
 aTENÇÃo: Não é um antídoto efetivo para heparina.
5. interAções reLevAntes 
n Reduz os efeitos de anticoagulantes orais.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Pode provocar reações de hipersensibilidade ou anafilaxia que 
apresentam-se em maior frequência quando a infusão é rea-
lizada rapidamente.
n Pode ocasionar hemólise principalmente em pacientes com 
deficiência de G6Pd ou vitamina E.
242
///////////////////////////////////////////////////////////////////
FlUCONAZOl
1. APresentAção 
Cápsula/comprimido 150 mg
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde e dos pronto-atendi-
mentos da rede municipal.
3. MecAnisMode Ação 
derivado azólico que age por inibição da esterol 14-a-de-
metilase, uma enzima essencial para a síntese de componen-
tes de membrana e para processos enzimáticos do fungo.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de infecções micóticas: 
• �150 mg em dose única diária.
 aTENÇÃo: duração do tratamento:
 1. candidíase vaginal: dose única.
 2. onicomicose: dose semanal por 2 a 4 semanas. Tra-
tamento por 6 semanas pode ser necessário.
5. interAções reLevAntes 
n diminuição da concentração plasmática de fluconazol em 
uso em múltiplas doses e concomitante a rifampicina.
n Aumento da concentração plasmática de midazolam, nor-
triptilina, fenitoína, sulfoniluréias, varfarina, entre outros, 
associado a múltiplas doses de fluconazol.
243
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Reações gastrintestinais em maior frequência.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Em pacientes imunossuprimidos pode ocorrer hepatotoxici-
dade potencialmente fatal.
244
///////////////////////////////////////////////////////////////////
FlUMAZENIl
1. APresentAção 
Solução injetável 0,1 mg/mL
2. disPoniBiLidAde 
Exclusivamente nos pronto-atendimentos municipais para uti-
lização interna no serviço de saúde.
3. MecAnisMo de Ação 
Antagonista competitivo de receptores benzodiazepínicos.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Manejo da intoxicação por benzodiazepínicos: 
• �Adultos: 200 mcg, via IV lenta, seguida de 100 a 200 
mcg a cada 60 segundos, se necessário e até dose máxi-
ma de 2 mg.
• �Crianças: 10 mcg/kg, via IV lenta, seguida de igual dose a 
cada 60 segundos, se necessário e até dose máxima de 1 mg.
 aTENÇÃo: Pacientes dependentes de benzodiazepínicos po-
dem necessitar de doses menores para minimizar a intensi-
dade dos sintomas de retirada.
5. reAções AdversAs reLevAntes 
Em pacientes dependentes de benzodiazepínicos, o fluma-
zenil pode precipitar sintomas de retirada.
245
///////////////////////////////////////////////////////////////////
FlUORESCEÍNA SódICA
1. APresentAção 
Solução oftálmica 1% 
2. disPoniBiLidAde 
Exclusivamente nas unidades de referência ao atendimen-
to oftalmológico, com utilização interna no serviço de saúde por 
especialista.
3. MecAnisMo de Ação 
Corante do grupo da fenolftaleína que além de corar de ver-
de a área lesada, tem características fluorescentes.
4. indicAção e PosoLogiA 
n realização de exames oftalmológicos:
• �Instilar 2 a 3 gotas na conjuntiva do olho a ser examina-
do, lavando-se o excesso antes da observação da lesão.
5. reAções AdversAs reLevAntes 
n Sensação de queimação e hiperemia conjuntival são frequentes.
n Reações alérgicas podem ocorrer eventualmente.
6. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Na presença de ferimentos penetrantes do olho.
246
///////////////////////////////////////////////////////////////////
FlUORETO dE SódIO
1. APresentAção 
Pó
Gel 1,23% F (fluoreto fosfatado acidulado)
2. disPoniBiLidAde 
Em toda a rede municipal, com utilização exclusiva no servi-
ço de saúde e por profissional habilitado.
3. MecAnisMo de Ação 
Aumenta a resistência do esmalte aos ácidos e também pro-
move a remineralização e/ou inibe a formação de ácidos de ori-
gem microbiana que são agressivos para o esmalte.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Prevenção de cárie dentária: 
• �Pó: Bochecho diário com solução 0,05% (2 g em 4 litros 
de água purificada).
 Bochecho semanal com solução 0,2% (2 g em 1 litro de 
água purificada).
• �Gel: usado apenas pelo profissional com auxilio de mol-
deiras especiais ou aplicação tópica por períodos indivi-
dualmente planejados.
5. interAções reLevAntes 
n Sais de cálcio e magnésio assim como clorexidina diminuem 
sua absorção.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Se ingerido provoca náusea e vômito.
247
n Sua ingestão durante a formação do germe dentário causa 
manchas permanentes conhecidas como fluorose dental.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Crianças até 5 anos ou com incapacidade de não ingerir a 
solução bochechada.
248
///////////////////////////////////////////////////////////////////
FlUOXETINA
1. APresentAção 
Cápsula 20 mg
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de referência para atendimen-
to a psicotrópicos e medicamentos sujeitos a controle especial, 
com primeira prescrição de geriatra, neurologista ou psiquiatra 
e em receita de controle especial em duas vias.
3. MecAnisMo de Ação 
Inibe seletivamente a recaptação de serotonina na fenda si-
náptica.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de depressão e transtorno obsessivo-com-
pulsivo: 
• �20 mg ao dia pela manhã. Não havendo resposta clínica 
após 4 ou mais semanas, aumentar gradualmente até 
80 mg ao dia (60 mg em idosos).
n Tratamento de transtorno do pânico: 
• �10 mg ao dia pela manhã. Se necessário, aumentar gra-
dualmente até 60 mg ao dia.
5. interAções reLevAntes 
n Inibe, de forma dose dependente, a atividade do citocromo 
P450 interferindo no metabolismo de diversos medicamentos.
n Pode facilitar a ocorrência de sangramentos quando asso-
ciada a anticoagulantes.
249
n Quando administrada em até 3 semanas após um IMAo pro-
voca síndrome serotonérgica.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Redução da libido e retardo da ejaculação.
n Anorexia e perda de peso podem ocorrer mas tendem a de-
saparecer com o passar do tratamento.
n Um espectro variado de sinais e sintomas neuropsiquiátricos 
podem surgir com o uso de um inibidor da recaptação de se-
rotonina (ISRS) exigindo a monitorização destes eventos por 
parte da equipe de saúde.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n devido a suas propriedades epileptogênicas, deve ser evita-
da em pacientes que apresentem tais desordens.
n Ajuste de dose pode ser necessário na presença de insufici-
ência hepática.
250
///////////////////////////////////////////////////////////////////
FOSFATO dE SódIO
MONOBÁSICO MONOHIdRATAdO 
+ FOSFATO dE SódIO
dIBÁSICO HEPTAHIdRATAdO
1. APresentAção 
Enema 160 mg/mL + 60 mg/mL
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde da rede municipal para 
o preparo de exames. Nos pronto-atendimentos municipais para 
utilização interna no serviço de saúde.
3. MecAnisMo de Ação 
Fragmenta, lubrifica e liquefaz as fezes e distende o lúmen 
intestinal, desencadeando o reflexo evacuatório.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Preparo de exames proctológicos:
• �Aplicar um enema 2 horas antes do procedimento.
 aTENÇÃo: Tempo médio para início de ação: 2 a 5 mi-
nutos.
 aTENÇÃo: Como laxante, tem sua utilização exclusiva 
nos pronto-atendimentos municipais para utilização in-
terna no serviço de saúde.
5. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Crianças menores de 12 anos.
n Quadro abdominal agudo.
251
///////////////////////////////////////////////////////////////////
FUROSEMIdA
1. APresentAção 
Comprimido 40 mg
Solução injetável 10 mg/mL 
2. disPoniBiLidAde 
 comprimido: Nasfarmácias das unidades de saúde e dos 
pronto-atendimentos da rede municipal.
 Solução injetável: Nas farmácias das unidades de saúde e 
dos pronto-atendimentos da rede municipal para utilização 
interna no serviço de saúde.
3. MecAnisMo de Ação 
diurético de alça que bloqueia o sistema co-transportador de 
Na+ K+ 2Cl- localizado na membrana celular lumial do ramo as-
cendente da alça de Henle.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Manejo de edema não-inflamatório: 
• �20 a 80 mg ao dia pela manhã.
• �20 a 50 mg, via IV lenta, acrescida de 20 mg a cada 6 a 
8 horas, se necessário.
5. interAções reLevAntes 
n Potencializa os efeitos nefrotóxicos e ototóxicos de antibió-
ticos como aminoglicosídeos, polimixinas, entre outros.
n Antiinflamatórios não-esteroidais podem atenuar sua ação 
e co-administração no caso de hipovolemia ou desidratação 
pré-existente pode causar insuficiência renal aguda.
252
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Podem ocorrer distúrbios eletrolíticos sintomáticos e alcalo-
se metabólica.
n depleção grave de fluidos pode levar a hemoconcentração 
com tendência ao desenvolvimento de tromboses.
n Retenção urinária aguda com possíveis complicações secun-
dárias pode ocorrer, por exemplo, em pacientes com distúr-
bios do esvaziamento da bexiga, hiperplasia prostática ou es-
treitamento da uretra.
n A concentração sangüínea de ácido úrico é freqüentemente 
aumentada, podendo levar a ataques de gota em pacientes 
predispostos.
n Intolerância a glicose.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Cautela com controle da hipocalemia na associação com di-
gitálicos.
n Presença de insuficiência renal com anúria, pré-coma e coma 
hepático associado com encefalopatia hepática, hipovolemia 
(com ou sem hipotensão) ou desidratação.
253
///////////////////////////////////////////////////////////////////
GENTAMICINA
1. APresentAção 
Solução injetável 40 mg/mL
2. disPoniBiLidAde 
Exclusivamente nos pronto-atendimentos municipais para uti-
lização interna no serviço de saúde.
3. MecAnisMo de Ação 
Inibição da síntese protéica bacteriana.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de infecções graves causadas por bactérias 
sensíveis a gentamicina, especialmente bacilos gram-
negativos e estafilococos:
• �3 a 5 mg/Kg/dia, via IM, fracionadas em doses para ad-
ministração de 8 em 8 horas por 7 a 10 dias.
5. interAções reLevAntes 
n Potencializa os efeitos nefrotóxicos e ototóxicos de outros 
aminoglicosídeos, polimixinas, entre outros medicamentos.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n ototoxicidade e nefrotoxicidade irreversíveis.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Hipersensibilidade a outros aminoglicosídeos.
n Evitar uso em pacientes com miastenia gravis, parkinsonismo 
e outras condições associadas a fraqueza muscular.
n Ajustar dose na vigência de insuficiência renal crônica.
254
///////////////////////////////////////////////////////////////////
Ginkgo biloba L.
(Ginkgo)
1. APresentAção 
Cápsula de extrato seco 80 mg 
2. PArte utiLizAdA 
Folhas
3. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde da rede municipal.
4. ProPriedAdes fArMAcoLógicAs 
o flavonol-glicosídeos e as terpenolactonas (ginkgolídeo 
e bilobaldeído) ativam a circulação sanguínea aumentando a 
resistência dos capilares e a oxigenação dos tecidos. Aumenta 
a resistência e diminui a permeabilidade vascular. Possui ação 
vasodilatadora periférica e inibidora da agregação plaquetária.
5. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de processos vasculares degenerativos e 
distúrbios circulatórios periféricos:
• �Adultos: 1 cápsula de 80 mg 2 a 3 vezes ao dia, antes 
das principais refeições.
6. interAções reLevAntes 
n Interfere na terapia com antiagregantes plaquetários.
255
7. reAções AdversAs reLevAntes 
n Pode provocar náuseas, vômitos, cefaléia e hipotensão arte-
rial passageira.
8. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n durante a gestação e a lactação.
256
///////////////////////////////////////////////////////////////////
GlIBENClAMIdA
1. APresentAção 
Comprimido 5 mg
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde e dos pronto-atendi-
mentos da rede municipal.
3. MecAnisMo de Ação 
Como membro do grupo das sulfoniluréias age estimulan-
do a secreção de insulina e aumentando a sensibilidade dos te-
cidos-alvo a ela, diminuindo a glicemia.
4. indicAção e PosoLogiA 
n hipoglicemiante oral: 
• �2,5 a 5 mg ao dia pela manhã, com aumentos graduais se 
necessário, de 2,5 ou 5 mg a cada 7 dias até 15 mg ao dia.
� �aTENÇÃo: doses superiores a 10 mg ao dia podem ser 
fracionadas em 2 administrações.
5. interAções reLevAntes 
n Corticosteróides, contraceptivos orais, diuréticos tiazídicos e 
hormônios tieroidianos reduzem seu efeito hipoglicemiante.
n Inibidores da ECA, beta-bloqueadores, álcool, salicilatos, de-
rivados azólicos, quinolonas, antidepressivos tricíclicos e sul-
fonamidas aumentam seu efeito hipoglicemiante.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Hipoglicemia e ganho de peso são os mais frequentes.
257
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n durante a gestação e lactação.
n Evitar uso em pacientes idosos.
n Presença de insuficiência renal ou hepática grave.
n diabetes tipo 1 isoladamente.
n Pacientes com complicações hiperglicêmicas agudas (cetoa-
cidose diabética e coma hiperosmolar não cetótico). 
258
///////////////////////////////////////////////////////////////////
GlIClAZIdA
1. APresentAção 
Comprimido de liberação modificada 30 mg
Comprimido 80 mg
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde e dos pronto-atendi-
mentos da rede municipal.
3. MecAnisMo de Ação 
Como membro do grupo das sulfoniluréias age estimulan-
do a secreção de insulina e aumentando a sensibilidade dos te-
cidos-alvo a ela, diminuindo a glicemia.
4. indicAção e PosoLogiA 
n hipoglicemiante oral: 
• �30 mg ao dia pela manhã, com aumento graduais se ne-
cessário, de 30 mg a cada 2 semanas, minimamente, até 
120 mg ao dia.
• �40 a 80 mg ao dia, com aumentos graduais se necessá-
rio, até 320 mg ao dia.
 aTENÇÃo: doses superiores a 160 mg ao dia devem ser 
fracionadas em 2 administrações.
5. interAções reLevAntes 
n Corticosteróides, contraceptivos orais, diuréticos tiazídicos e 
hormônios tieroidianos reduzem seu efeito hipoglicemiante.
n Inibidores da ECA, beta-bloqueadores, álcool, salicilatos, de-
rivados azólicos, quinolonas, antidepressivos tricíclicos e sul-
fonamidas aumentam seu efeito hipoglicemiante.
259
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Hipoglicemia e ganho de peso são os mais frequentes.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n durante a gestação e lactação.
n Presença de insuficiência renal ou hepática grave.
n diabetes tipo 1 isoladamente.
n Pacientes com complicações hiperglicêmicas agudas (cetoa-
cidose diabética e coma hiperosmolar não cetótico).
260
///////////////////////////////////////////////////////////////////
GlICONATO dE CÁlCIO 
1. APresentAção 
Solução injetável 0,45mEq/mL (10%)
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde e dos pronto-atendimen-
tos da rede municipal para utilização interna no serviço de saúde.
3. MecAnisMo de Ação 
Cálcio regula a permeabilidade aos íons sódio e potássio e é 
indispensável nos mecanismos de liberação de substâncias en-
volvidas na neurotransmissão e na integridade funcional de ner-
vos e músculos.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de hipocalcemia:
• �10 a 20 mL da solução 10%, via IV lenta.
5. interAções reLevAntes 
n Em pacientes digitalizados, a administração de altas doses de 
cálcio pode aumentar o risco de arritmias cardíacas.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Administração IV rápida pode levar a sintomas de hipercal-
cemia.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n A concentração plasmática de cálcio deve ser monitorada em 
pacientes com insuficiência renal e durante administração pa-
renteral.
261
///////////////////////////////////////////////////////////////////
GlICOSE
1. APresentAção 
Solução isotônica injetável 5% 
Solução hipertônica injetável 50% 
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde e dos pronto-atendimen-
tos da rede municipal para utilização interna no serviço de saúde.
3. MecAnisMo de Ação 
Substrato energético e hídrico e agente osmoticamente ativo.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Deficiência de carboidratos e fluídos, diurese osmótica 
e correção de hipoglicemia:
• �É determinada pela indicação, condições clínicas e peso 
do paciente.
5. reAções AdversAs reLevAntes 
n Infusões intravenosas podem levar ao desenvolvimento de 
distúrbios de fluidos e eletrólitos, incluindo edema, hipoca-
lemia, hipomagnesemia e hipofosfatemia.
n Soluções hipertônicas podem causar dor local, irritação das 
veias e tromboflebite.
262
///////////////////////////////////////////////////////////////////
GlIMEPIRIdA
1. APresentAção 
Comprimido 2 mg
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde e dos pronto-atendi-
mentos da rede municipal.
3. MecAnisMo de Ação 
Sulfoniluréia com maior ligação às proteínas do pâncreas 
(canais de potássio ATP-sensíveis: KATP) e menor ligação com as 
do miocárdio, em relação às demais sulfoniluréias de segun-
da geração.
4. indicAção e PosoLogiA 
n hipoglicemiante oral: 
• �1 a 2 mg ao dia, podendo se necessário, aumentar para 
4 mg ao dia na manutenção.
5. interAções reLevAntes 
n Corticosteróides, contraceptivos orais, diuréticos tiazídicos e 
hormônios tieroidianos reduzem seu efeito hipoglicemiante.
n Inibidores da ECA, beta-bloqueadores, álcool, salicilatos, de-
rivados azólicos, quinolonas, antidepressivos tricíclicos e sul-
fonamidas aumentam seu efeito hipoglicemiante.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Hipoglicemia e ganho de peso são os mais frequentes.
263
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n durante a gestação e lactação.
n Presença de insuficiência renal ou hepática grave.
n diabetes tipo 1 isoladamente.
n Pacientes com complicações hiperglicêmicas agudas (cetoa-
cidose diabética e coma hiperosmolar não cetótico).
264
///////////////////////////////////////////////////////////////////
HAlOPERIdOl
1. APresentAção 
Comprimido 1 mg
Comprimido 5 mg 
Solução oral 2 mg/mL
Solução injetável 5 mg/mL
Solução injetável 50 mg/mL (decanoato de haloperidol) 
2. disPoniBiLidAde 
comprimido, solução oral e solução injetável (decano-
ato): Nas farmácias das unidades de referência para atendimen-
to a psicotrópicos e medicamentos sujeitos a controle especial, 
com prescrição em receita de controle especial em duas vias.
Solução injetável: Nas farmácias do CPTT e dos pronto-
atendimentos da rede municipal para utilização interna no ser-
viço de saúde.
3. MecAnisMo de Ação 
Antagoniza receptores dopaminérgicos d1 e d2.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de distúrbios psicóticos agudos e crônicos:
• �Adultos: 0,5 a 5 mg 2 a 3 vezes ao dia. A dose de ma-
nutenção será definida de acordo com a resposta clínica 
e o monitoramento dos efeitos adversos.
 aTENÇÃo: Nos casos de psicose grave e/ou resistente, a 
dose pode chegar a 100 mg ao dia (situação de exceção).
• �Crianças: 25 a 50 mcg/kg/dia fracionadas em 2 adminis-
trações, com aumentos cautelosos se necessário.
265
n controle de quadros psicóticos agudos:
• �2 a 10 mg, via IM. Administrações subsequentes podem 
ser realizadas em intervalos de 4 a 8 horas.
n Na impossibilidade de utilização das formas orais:
• �50 a 150 mg de decanoato de haloperidol a cada 4 se-
manas. Situações mais graves podem requerer até 300 
mg. A dose de manutenção e o intervalo de administra-
ção serão definidos de acordo com a resposta clínica.
 aTENÇÃo: A dose de haloperidol decanoato correspon-
de a cerca de 10 a 20 vezes a dose diária por via oral.
5. interAções reLevAntes 
n Com álcool e analgésicos opióides: letargia, hipotensão e in-
suficiência respiratória.
n Redução da absorção no uso concomitante com antiácidos 
(observar intervalo mínimo de 2 horas).
n Aumento do risco de efeitos extrapiramidais na associação 
com metoclopramida.
n Risco de encefalopatia na associação com lítio.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Efeitos extrapiramidais representam seus principais inconve-
nientes.
n A incidência de efeitos adversos autonômicos é relevante, 
porém em grau menor que antipsicóticos de baixa potência 
como a clorpromazina.
266
///////////////////////////////////////////////////////////////////
HEPARINA SódICA
1. APresentAção 
Solução injetável 5.000 UI/mL 
Solução injetável subcutânea 5.000 UI/0,25 mL
2. disPoniBiLidAde 
Exclusivamente nos pronto-atendimentos municipais para uti-
lização interna no serviço de saúde.
3. MecAnisMo de Ação 
Atua acelerando a formação de complexos que envolvem an-
titrombina III e vários fatores da coagulação especialmente trom-
bina e fator xa, além dos fatores xIIa, Ixa e VIIa, talvez induzin-
do uma mudança na conformação da antitrombina III.
4. indicAção e PosoLogiA 
n indicada como medida profilática ou terapêutica nas 
seguintes situações:
1. Imediata anticoagulação na trombose venosa profunda 
maciça e embolia pulmonar.
2. Coagulação intravascular disseminada, de diagnóstico ine-
quívoco, especialmente nos pacientes com leucemia aguda do 
tipo promielocítico.
• �Há dois esquemas terapêuticos na administração da he-
parina: 
 a) Doses completas por via venosa.
 b) Doses baixas por via subcutânea.
 aTENÇÃo: os dois regimes posológicos não podem ser 
usados alternativamente.
267
 aTENÇÃo: Se um paciente requer doses completas, mas 
a heparinoterapia é contra indicada por causa do risco 
de sangramento, o esquema de baixas doses não é a te-
rapêutica preferida. Não há evidências disponíveis que 
sugiram que baixas doses de heparina possam prevenir 
a extensão de trombose venosa ou recorrência de em-
bolismo pulmonar quando estas condições já estiverem 
instaladas.
 a) Doses completas: podem ser dadas de forma intermi-
tente ou contínua.
 a.i) Infusão contínua: é a melhor forma de administração 
por manter a anti-coagulação mais estável e constante.
 5.000 a 10.000 unidades em forma de bolo einicia-se a 
infusão com 20.000 a 30.000 unidades por dia (aproxi-
madamente 1.000 unidades por hora), em 1.000 mL de 
solução fisiológica (0,9%) ou glicosada (5%). 
 a.ii) Infusão intermitente: se não for possível a adminis-
tração contínua.
 Em bolo de 5.000 a 10.000 unidades, em doses fixas a cada 
4 horas, num total de 24.000 a 30.000 unidades por dia.
 aTENÇÃo: Estes esquemas são mantidos na fase aguda 
do processo tromboembólico, por 10 a 15 dias, seguidos 
de anticoagulantes orais durante 3 a 6 meses, iniciados 
5 dias antes da suspensão da heparina.
b) Profilaxia com doses baixas: 
 5.000 unidades 2 horas antes da cirurgia, por via subcu-
tânea, seguindo-se, a cada 8 ou 12 horas, a mesma dose 
até a alta hospitalar. 
5. interAções reLevAntes 
n drogas que inibem a agregação ou causam disfunção pla-
quetária incrementam o risco de hemorragia.
n Anti-histamínicos, quinidina, fenotiazina, tetraciclinas e neo-
micina podem inibir a heparina “in vivo” ou quando presen-
tes na mesma solução.
268
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Hemorragia e trombocitopenia.
n Alopécia, necrose de pele e osteoporose.
n Reações de hipersensibilidade: calafrios, febre, urticária e até 
choque anafilático.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Absolutas: cirurgias recentes do SNC e olhos, metástases 
cerebrais, retinopatia diabética proliferativa, hemorragia ce-
rebrovascular, distúrbios hemorrágicos e hipertensão arterial 
sistêmica grave.
n Relativas: cirurgias recentes (exceto no SNC) e procedimen-
tos invasivos (punção lombar, biópsia de víscera, entre ou-
tros), úlcera duodenal ativa, colite ulcerativa, carcinoma vis-
ceral, pericardite, endocardite bacteriana, vasculite, gravidez, 
aneurisma aórtico, doenças renal e hepática graves, história 
de sangramento oculto, drenagem torácica e abdominal e 
trombocitopenia.
///////////////////////////////////////////////////////////////////
269
HIdROClOROTIAZIdA
1. APresentAção 
Comprimido 25 mg 
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde e dos pronto-atendi-
mentos da rede municipal.
3. MecAnisMo de Ação 
Membro do grupo dos diuréticos, tem seu efeito hipotensor 
baseado na depleção de sódio e na redução da volemia.
4. indicAção e PosoLogiA 
n hipertensão:
• �12,5 mg pela manhã, aumentando-se para 25 a 50 mg 
ao dia, se necessário.
n Estados edematosos:
• �25 a 100 mg ao dia, podendo alcançar 200 mg (nestes 
casos a furosemida é preferida).
5. interAções reLevAntes 
n Aumento de arritmias e prolongamento do intervalo QT com 
digitálicos.
n Aumento da depleção de potássio no uso conjunto de corti-
costeróides e beta2-agonistas.
n Efeito hipotensor pode ser antagonizado por corticosterói-
des e antiinflamatórios não-esteroidais.
n Aumento da toxicidade do lítio, devendo esta associação ser 
evitada.
n Reduz a resposta a hipoglicemiantes.
270
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n distúrbios metabólicos e eletrolíticos (hiperglicemia, uremia, 
hiponatremia, hipocalemia, hipocloremia, entre outros) indi-
ca necessidade de acompanhamento laboratorial de rotina.
n Anorexia, distúrbios gastrintestinais, cefaléia e hipotensão or-
tostática.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Presença de insuficiência hepática grave, insuficiência cardí-
aca grave, doença de Addison.
n Cautela em pacientes nefropatas, diabéticos e nos casos 
de gota.
271
///////////////////////////////////////////////////////////////////
HIdROCORTISONA
1. APresentAção 
Creme dermatológico 1% (acetato de hidrocortisona)
Pó para solução injetável 100 mg 
Pó para solução injetável 500 mg (succinato sódico de hi-
drocortisona)
2. disPoniBiLidAde 
creme dermatológico: Nas farmácias das unidades de saú-
de e dos pronto-atendimentos da rede municipal.
Pó para solução injetável: Nas farmácias das unidades de 
saúde e dos pronto-atendimentos da rede municipal para utili-
zação interna no serviço de saúde.
3. MecAnisMo de Ação 
Corticosteróide com ações glicocorticóide e em menor grau, 
mineralocorticóide.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de dermatites e eczemas:
• �Aplicar fina camada 2 a 3 vezes ao dia.
n Tratamento de distúrbios alérgicos agudos e crise asmática:
• �Adultos:
 100 a 500 mg, via IV, até 4 vezes em 24 horas, se ne-
cessário.
• �Crianças:
 até 1 ano: 25 mg, via IV.
 1 a 5 anos: 50 mg, via IV.
 6 a 12 anos: 100 mg, via IV.
272
5. reAções AdversAs reLevAntes 
n Em uso tópico e quando aplicado em áreas extensas ou pe-
ríodos prolongados pode ser absorvido e causar efeitos sis-
têmicos ou locais como atrofia da pele, dilatação dos capila-
res, alterações da pele, entre outros.
6. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n durante o primeiro trimestre de gravidez.
n Crianças até 4 anos não devem receber tratamento superior 
a 3 semanas.
273
///////////////////////////////////////////////////////////////////
HIdROXOCOBAlAMINA
(cloridrato de hidroxocobalamina - Vitamina B12 )
1. APresentAção 
Solução injetável 2.500 mcg/mL
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde e dos pronto-atendimen-
tos da rede municipal para utilização interna no serviço de saúde.
3. MecAnisMo de Ação 
Importante co-enzima na síntese de ácidos nucléicos e inú-
meros processos metabólicos.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de anemias determinadas por carência 
da vitamina B12:
• �Sem�envolvimento�neurológico: 250 a 1.000 mcg, 
via IM, em dias alternados por 1 a 2 semanas. Segue-se 
com 250 mcg por semana até normalização das conta-
gens sanguíneas. Mantém-se 1.000 mcg a cada 2 a 3 
meses.
• �Com�envolvimento�neurológico: 1.000 mcg em dias 
alternados até melhora. 
5. interAções reLevAntes 
n álcool, ácido acetilsalicílico, antagonistas H2 e contra-
ceptivos orais diminuem sua absorção.
274
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Arritmias cardíacas secundárias a hipocalemia podem ocor-
rer após as primeiras administrações.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Na doença de Leber.
275
///////////////////////////////////////////////////////////////////
HIPROMElOSE
1. APresentAção 
Solução oftálmica 0,5%
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde da rede municipal po-
rém sob demanda.
3. MecAnisMo de Ação 
Polímero de celulose usado para diminuir risco de resseca-
mento ocular.
4. indicAção e PosoLogiA 
n lubrificante ocular:
• �Instilar 1 ou 2 gotas no saco conjuntival, fechando os 
olhos por 1 a 2 minutos. Repetir conforme orientação.
5. reAções AdversAs reLevAntes 
n Pode ocasionar irritação e visão turva.
276
///////////////////////////////////////////////////////////////////
Hypericum perforatum L.
(Hipérico)
1. APresentAção 
Cápsula de extrato seco 300 mg 
2. PArte utiLizAdA 
Flores e Folhas
3. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde da rede municipal.
4. ProPriedAdes fArMAcoLógicAs 
Suas substâncias ativas: hipericina e pseudohipericina pos-
suem atividade antidepressiva.
5. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de distúrbios psicovegetativos, depressãomoderada, ansiedade e/ou agitação nervosa:
• �Adultos: 1 cápsula de 300 mg 3 vezes ao dia, por 3 a 6 se-
manas. Após intervalo de 15 dias, reiniciar o tratamento.
6. interAções reLevAntes 
n Pode reduzir as concentrações plasmáticas de medicamentos 
que utilizam o sistema enzimático do citocromo P 450 como: 
anticonvulsivantes, antidepressivos tricíclicos, anti-retrovirais, 
ciclosporina, contraceptivos orais, digoxina e varfarina.
n Interação com alimentos e plantas que contenham tiramina: 
a associação pode produzir elevação da pressão arterial.
277
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n durante a gestação e a lactação.
n Crianças abaixo de 12 anos.
n Paciente com depressão grave.
278
///////////////////////////////////////////////////////////////////
IBUPROFENO
1. APresentAção 
Comprimido 300 mg 
Suspensão oral 20 mg/mL
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde e dos pronto-atendi-
mentos da rede municipal.
3. MecAnisMo de Ação 
Como representante dos antiinflamatórios não-esteroidais 
atua na inibição de prostaglandinas.
4. indicAção e PosoLogiA 
n analgésico e antiinflamatório: 
• �Adultos: 600 a 1.800 mg/dia fracionadas em 3 admi-
nistrações.
• �Crianças: 20 a 30 mg/kg/dia fracionadas em 3 a 4 admi-
nistrações.
n antitérmico: 
• �Adultos: 300 mg de 6 em 6 horas.
• �Crianças: 20 a 30 mg/kg/dia fracionadas em 3 a 4 admi-
nistrações.
5. interAções reLevAntes 
n Pode elevar as concentrações plasmáticas de lítio, digoxina e 
metotrexato.
n Pode elevar os efeitos de anticoagulantes orais.
279
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Em maior frequência distúrbios gastrintestinais.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Presença de úlcera péptica ou sangramento gastrintestinal.
280
///////////////////////////////////////////////////////////////////
INSUlINA
1. APresentAção 
Solução injetável 100 UI/mL (insulina humana NPH)
Solução injetável 100 UI/mL (insulina humana regular)
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde e dos pronto-atendi-
mentos da rede municipal.
3. MecAnisMo de Ação 
Age no metabolismo dos carboidratos e exerce efeito direto 
no metabolismo de gorduras e proteínas. Mantém a glicose san-
guínea em níveis normais, impedindo aparecimento e progres-
são de complicações micro e macrovasculares.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de diabetes mellitus:
• �A dose deve ser ajustada de acordo com a resposta do 
paciente.
5. interAções reLevAntes 
n Antiinflamatórios não-esteróidais, álcool, esteróides anabo-
lizantes, beta bloqueadores (também podem mascarar os si-
nais de hipoglicemia), alguns inibidores da MAo, mebenda-
zol, amitriptilina, entre outros levam ao aumento da ação hi-
poglicemiante da insulina.
n Clorpromazina, corticosteróides, lítio, diuréticos tiazídicos, 
hormônios tireoidianos, entre outros levam a diminuição da 
ação hipoglicemiante da insulina.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
Hipoglicemia e lipodistrofia.
281
///////////////////////////////////////////////////////////////////
IPRATRóPIO 
(brometo de ipratrópio)
1. APresentAção 
Solução para inalação 0,25 mg/mL
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde e dos pronto-atendimen-
tos da rede municipal para utilização interna no serviço de saúde.
3. MecAnisMo de Ação 
Antimuscarínico que inibe a síntese de GMPc ACh-induzida 
e a liberação excedente de mediadores por bloqueio dos recep-
tores colinérgicos na superfície dos mastócitos.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento e controle do broncoespasmo: 
• �Adultos: 250 a 500 mcg até 4 vezes ao dia.
• �Crianças:
 1 mês a 3 anos: 62,5 a 250 mcg até 3 vezes ao dia.
 3 a 14 anos: 250 mcg até 3 vezes ao dia.
5. interAções reLevAntes 
n Potencializa efeito broncodilatador dos simpaticomiméticos 
inalatórios.
n Uso concomitante com outros anticolinérgicos, inclusive of-
tálmicos, resulta em efeito aditivo.
6. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Pacientes com glaucoma de ângulo agudo e hiperplasia pros-
tática.
282
///////////////////////////////////////////////////////////////////
ISONIAZIdA
1. APresentAção 
Comprimido 100 mg
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de referência para o programa 
de controle da tuberculose.
3. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento da tuberculose:
• �Até�20�Kg: 10 mg/Kg/dia.
• �>�20�a�35�Kg: 200 mg/dia.
• �>�35�a�45�Kg: 300 mg/dia.
• �>�45�Kg: 400 mg/dia.
 aTENÇÃo: Duração do tratamento: 
 Esquema�I: 1ª fase: 2 meses e 2ª fase: 4 meses.
 Esquema�IR: 1ª fase: 2 meses e 2ª fase: 4 meses.
 aTENÇÃo: consultar anexo V – ESQUEMAS dE TRA-
TAMENTo PARA A TUBERCULoSE.
283
///////////////////////////////////////////////////////////////////
ISONIAZIdA
+ RIFAMPICINA
1. APresentAção 
Cápsula 100 mg + 150 mg
Cápsula 200 mg + 300 mg
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de referência para o programa 
de controle da tuberculose. 
3. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento da tuberculose:
• �os fármacos associados têm ação sinérgica e diminui a 
resistência bacteriana.
 aTENÇÃo: consultar anexo V – ESQUEMAS dE TRA-
TAMENTo PARA A TUBERCULoSE.
284
///////////////////////////////////////////////////////////////////
ISOSSORBIdA 
1. APresentAção 
Comprimido sublingual 5 mg (dinitrato de isossorbida)
Solução injetável 10 mg/mL (mononitrato de isossorbida)
2. disPoniBiLidAde 
comprimido sublingual: Nas farmácias das unidades de 
saúde e dos pronto-atendimentos da rede municipal.
Solução injetável: Exclusivamente nos pronto-atendimentos 
municipais para utilização interna no serviço de saúde.
3. MecAnisMo de Ação 
Vasodilatador usado no manejo da angina pectoris.
4. indicAção e PosoLogiA 
n alívio da angina pectoris:
• �De�acordo�com�avaliação�clínica:
2,5 a 10 mg, via sublingual.
 2 a 20 mg, via IV.
5. interAções reLevAntes 
n Potencialização de hipotensão com álcool e antihipertensivos.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Taquicardia, zumbidos e cefaléia.
n doses altas podem levar a vômitos, visão turva, hipotensão, 
síncope e cianose.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Na presença de hipovolemia, insuficiência cardíaca e hemor-
ragia cerebral.
285
///////////////////////////////////////////////////////////////////
lAMIVUdINA
1. APresentAção 
Comprimido 150 mg
Solução oral 10 mg/mL
2. disPoniBiLidAde 
Exclusivamente na farmácia do Centro de Referência dST/
AIdS, com prescrição de especialista e em formulário próprio.
3. indicAção e PosoLogiA 
n Terapia anti-retroviral:
• �Adultos: 150 mg de 12 em 12 horas.
< 50 Kg: 2 mg/Kg de 12 em 12 horas.
• �Crianças: 4 mg/Kg de 12 em 12 horas até dose máxima 
de 150 mg/dose.
4. inforMAções coMPLeMentAres 
n consultar anexo Vi – ESQUEMAS dE TRATAMENTo PARA 
A AIdS.
286
///////////////////////////////////////////////////////////////////
lEVOdOPA
+ BENZERAZIdA1. APresentAção 
Comprimido birranhurado 200 mg + 50 mg
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde da rede municipal.
3. MecAnisMo de Ação 
Levodopa é precursor dopaminérgico, repondo estoques de-
pletados de dopamina no estriado. Benzerazida é inibidor peri-
férico da L-aminoácido aromático-descarboxilase-carbidopa que, 
não tendo atividade antiparkinsoniana própria, administrado em 
associação a levodopa reduz sua conversão periférica a dopamina.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento da doença de Parkinson:
• �50 mg (levodopa) 3 a 4 vezes ao dia com aumentos gra-
duais de 100 mg (levodopa) 1 a 2 vezes semanalmen-
te, até a faixa de manutenção de 400 a 800 mg/dia e de 
acordo com a resposta do paciente. 
 aTENÇÃo: Nos casos avançados da doença pode-se uti-
lizar como dose inicial 100 mg (levodopa) 3 vezes ao dia.
 aTENÇÃo: Para alguns pacientes, a dose inicial de 50 mg 
(levodopa) 1 a 2 vezes ao dia com aumentos de 50 mg 
(levodopa) a cada 3 ou 4 dias, pode ser mais adequada.
 aTENÇÃo: Avaliação hepática, psiquiátrica, hematoló-
gica, renal e cardiovascular deve ser periódica.
287
5. interAções reLevAntes 
n Bupropiona aumenta a incidência de efeitos adversos da le-
vodopa.
n Antiácidos e metoclopramida aumentam a absorção de le-
vodopa especialmente em pacientes com esvaziamento gás-
trico lento.
n Inibidores da MAo podem induzir hipertensão. A administra-
ção de levodopa deve ser posterior a minimamente 14 dias 
da interrupção do IMAo.
n Selegilina e amantadina, entre outros aumentam sua eficácia.
n Anticonvulsivantes, metildopa, piridoxina e dieta com alto 
conteúdo protéico, entre outros diminuem sua eficácia.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Anorexia, náuseas e vômitos são comuns no início do trata-
mento principalmente se houver rápido aumento de dosagem.
n Hipotensão postural e arritmias.
n Em maior frequência agitação, ansiedade, insônia, depressão 
e movimentos involuntários anormais. Agressividade, aluci-
nações, delírios e depressão severa são mais graves e reque-
rem redução de dose.
n Flutuações motoras costumam ocorrer em 2 a 5 anos de tra-
tamento.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Paciente com glaucoma de ângulo fechado. 
n Cautela na presença de glaucoma de ângulo aberto, doença 
cardiovascular e pulmonar, distúrbios endócrinos e psiquiá-
tricos e histórico de úlcera péptica.
n Apesar da alimentação interferir em sua absorção, levodo-
pa deve ser administrada junto às refeições a fim de reduzir 
náuseas e vômitos.
288
///////////////////////////////////////////////////////////////////
lEVOdOPA
+ CARBIdOPA
1. APresentAção 
Comprimido 250 mg + 25 mg
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde da rede municipal.
3. MecAnisMo de Ação 
Levodopa é precursor dopaminérgico, repondo estoques de-
pletados de dopamina no estriado. Carbidopa é inibidor periféri-
co da L-aminoácido aromático-descarboxilase-carbidopa que, não 
tendo atividade antiparkinsoniana própria, administrado em as-
sociação a levodopa reduz sua conversão periférica a dopamina.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento da doença de Parkinson:
• �125 mg (levodopa) 2 vezes ao dia com aumento gradual 
de 125 mg (levodopa), até a faixa de manutenção de 750 
a 2.000 mg/dia e de acordo com a resposta do paciente. 
5. interAções reLevAntes 
n Bupropiona aumenta a incidência de efeitos adversos da le-
vodopa.
n Antiácidos e metoclopramida aumentam a absorção de le-
vodopa especialmente em pacientes com esvaziamento gás-
trico lento.
n Inibidores da MAo podem induzir hipertensão. A administra-
289
ção de levodopa deve ser posterior a minimamente 14 dias 
da interrupção do IMAo.
n Selegilina e amantadina, entre outros aumentam sua eficácia.
n Anticonvulsivantes, metildopa, piridoxina e dieta com alto 
conteúdo protéico, entre outros diminuem sua eficácia.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Anorexia, náuseas e vômitos são comuns no início do trata-
mento principalmente se houver rápido aumento de dosagem.
n Hipotensão postural e arritmias.
n Em maior frequência agitação, ansiedade, insônia, depressão 
e movimentos involuntários anormais. Agressividade, aluci-
nações, delírios e depressão severa são mais graves e reque-
rem redução de dose.
n Flutuações motoras costumam ocorrer em 2 a 5 anos de tra-
tamento.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Paciente com glaucoma de ângulo fechado. 
n Cautela na presença de glaucoma de ângulo aberto, doença 
cardiovascular e pulmonar, distúrbios endócrinos e psiquiá-
tricos e histórico de úlcera péptica.
n Apesar da alimentação interferir em sua absorção, levodo-
pa deve ser administrada junto às refeições a fim de reduzir 
náuseas e vômitos.
290
///////////////////////////////////////////////////////////////////
lEVONORGESTREl
1. APresentAção 
Comprimido 0,75 mg (2 comprimidos)
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde da rede municipal.
3. MecAnisMo de Ação 
Progestógeno com potente atividade de inibição da ovulação.
4. indicAção e PosoLogiA 
n contracepção emergencial: 
• �1,5 mg administrado o mais breve possível no prazo de 
72 horas após a relação desprotegida ou�0,75 mg admi-
nistrado o mais breve possível no prazo de 72 horas após 
a relação desprotegida seguida de 0,75 mg após 12 ho-
ras da primeira dose.
5. interAções reLevAntes 
n drogas indutoras hepáticas reduzem sua eficácia.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Náuseas e vômitos. Se houver vômito dentro de 2 horas após 
administração, nova dosagem deve ser administrada.
n A próxima menstruação pode iniciar pouco antes ou depois 
do esperado.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n A anticoncepção emergencial não é tão eficaz como outros mé-
todos anticoncepcionais e não deve ser utilizada regularmente.
291
///////////////////////////////////////////////////////////////////
lEVONORGESTREl 
+ ETINIlESTRAdIOl
1. APresentAção 
Comprimido 0,15 mg + 0,03 mg
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde da rede municipal.
3. MecAnisMo de Ação 
Inibe a ovulação pela supressão da liberação de gonadotro-
finas. Mecanismos secundários que podem contribuir para efi-
cácia contraceptiva incluem alterações do muco cervical e mu-
danças no endométrio.
4. indicAção e PosoLogiA 
n anticoncepção: 
• �1 comprimido diariamente sempre à mesma hora, de 
preferência ao jantar ou deitar. Iniciar no 5º dia da 
menstruação. 
5. interAções reLevAntes 
n drogas indutoras hepáticas reduzem sua eficácia.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Cefaléia, retenção hídrica, ganho de peso, depressão e alte-
rações de libido.
n Hipertensão e aumento de risco cardiovascular.
292
n Tromboembolismo (baixo quando avaliado dentro do grupo 
dos anticoncepcionais orais).
n Icterícia colestática.
 aTENÇÃo: A eficácia é reduzida durante episódios de vômi-
tos ou diarréia.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Presença de função hepática sabidamente prejudicada, neo-
plasia dependente de estrógeno e história de tromboembo-
lismo ou fatores de alto risco associados.
n Possível gravidez.
n Cautela na presença de enxaqueca e depressão.
n deve ser realizada criteriosa avaliação cardiovascular.293
///////////////////////////////////////////////////////////////////
lEVOTIROXINA SódICA
1. APresentAção 
Comprimido 25 mcg
Comprimido 50 mcg 
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde da rede municipal.
3. MecAnisMo de Ação 
Hormônio tireoidiano cuja ação metabólica fundamental é 
calorigênica e anabólica protéica.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de hipotireoidismo: 
• �50 a 100 mcg/dia aumentando-se, quando necessário, 
25 a 50 mcg a cada 4 semanas. A dose de manutenção 
costuma situar-se entre 100 a 200 mcg.
 aTENÇÃo: Em idosos e cardiopatas as doses iniciais de-
vem ser menores e os aumentos mais graduais.
 aTENÇÃo: Em crianças o tratamento deve ser individu-
alizado.
5. interAções reLevAntes 
n Redução de efeitos na associação com lítio, sertralina e an-
tiepilépticos indutores hepáticos.
n Aumento do efeito de anticoagulantes orais.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Em maior frequência em doses elevadas pode ocorrer: taqui-
294
cardia, palpitação, arritmia cardíaca, angina, cefaléia, insô-
nia, febre, perda de peso, irregularidades menstruais, diar-
réia e vômitos. A redução da dose pode bastar para reverter 
estes efeitos.
n Terapia de longo prazo representa fator de risco para osteo-
porose.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Hipertireoidismo e insuficiência adrenal não compensada.
n Extrema cautela em cardiopatas, hipertensos e diabéticos.
295
///////////////////////////////////////////////////////////////////
lIdOCAÍNA 
(cloridrato de lidocaína)
1. APresentAção 
Aerossol 10% 
Gel 2% 
Solução injetável 2%
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde e dos pronto-atendimen-
tos da rede municipal para utilização interna no serviço de saúde.
3. MecAnisMo de Ação 
Anestésico local tipo amida, de duração intermediária, que in-
terfere em processos de geração de condução nervosa por reduzir 
ou evitar aumento transitório da permeabilidade aos íons sódio.
4. indicAção e PosoLogiA 
n anestesia local:
• �Uso�tópico: 
 Aplicar o gel sobre a mucosa que se deseja anestesiar, 
até 4 vezes ao dia não realizando nova aplicação no in-
tervalo de 2 horas.
 Aplicar o aerossol em orofaringe previamente à intubação.
• �Uso�injetável:
 A dose varia com o procedimento, o grau de anestesia 
desejado, a duração de efeito requerida e condição físi-
ca do paciente. Em crianças, idosos e pacientes debilita-
dos as doses usuais devem ser reduzidas. A dose máxi-
ma é 4,5 mg/Kg/dose.
296
5. reAções AdversAs reLevAntes 
n Pode resultar do anestésico ou de erros na técnica de aplica-
ção e levam a toxicidade cardíaca e central. derivam de: ad-
ministração IV acidental, dose excessiva ou absorção de gran-
des quantidades através de mucosas ou pele lesada.
6. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Presença de bloqueio de condução cardíaca.
n Cautela na presença de histórico de epilepsia ou cardiopatia.
297
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lIdOCAÍNA 
(cloridrato de lidocaína)
+ EPINEFRINA
(hemitartarato de epinefrina)
1. APresentAção 
Solução injetável 2% + 1:200.000
Solução injetável 2% + 1:100.000 (uso odontológico)
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde e dos pronto-atendimen-
tos da rede municipal para utilização interna no serviço de saúde.
3. MecAnisMo de Ação 
Bloqueio dos canais de sódio regulados por voltagem, impe-
dindo despolarização e consequente transmissão do potencial de 
ação neural, promovendo analgesia. Através da ação vasocons-
tritora da epinefrina diminui-se o fluxo sanguíneo local, promo-
ve-se um retardo na remoção do anestésico e diminui-se o risco 
de toxicidade do sistema nervoso central.
4. indicAção e PosoLogiA 
n anestesia local:
• �A dose varia com o procedimento, o grau de anestesia 
desejado, a duração de efeito requerida e condição físi-
ca do paciente. Em crianças, idosos e pacientes debilita-
dos as doses usuais devem ser reduzidas. A dose máxi-
ma é 7 mg/Kg/dose.
• �Procedimentos de curta e média duração com menor san-
gramento em odontologia: a dose máxima é de 4,4 mg/
298
Kg. Em um paciente padrão com 70 Kg recomenda-se o 
uso de até 5,5 tubetes.
 aTENÇÃo: Pode ser utilizado em gestantes.
5. interAções reLevAntes 
• �álcool e ansiolíticos podem diminuir ou aumentar seu tem-
po de ação.
• �A associação a medicamentos vasopressores e oxitotóxicos 
pode causar hipertensão severa.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
• �Pode resultar do anestésico ou de erros na técnica de aplica-
ção e levam a toxicidade cardíaca e central. derivam de: ad-
ministração IV acidental, dose excessiva ou absorção de gran-
des quantidades através de mucosas ou pele lesada.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
• �Presença de bloqueio de condução cardíaca.
• �Cautela na presença de histórico de epilepsia ou cardiopatia.
299
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lOPINAVIR
+ RITONAVIR
1. APresentAção 
Comprimido 200 mg + 50 mg
Solução oral 80 mg/mL + 20 mg/mL
2. disPoniBiLidAde 
Exclusivamente na farmácia do Centro de Referência dST/
AIdS, com prescrição de especialista e em formulário próprio.
3. indicAção e PosoLogiA 
n Terapia anti-retroviral:
• �400 mg (lopinavir) de 12 em 12 horas. Em associação a 
efavirenz ou nevirapina ajustar a dose para 4 cápsulas de 
12 em 12 horas.
4. inforMAções coMPLeMentAres 
n consultar anexo Vi – ESQUEMAS PARA TRATAMENTo dA 
AIdS.
300
///////////////////////////////////////////////////////////////////
lORATAdINA
1. APresentAção 
Comprimido 10 mg 
xarope 1 mg/mL 
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde e dos pronto-atendi-
mentos da rede municipal.
3. MecAnisMo de Ação 
Anti-histamínico não sedativo de longa duração sem ação 
antimuscarínica significante.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento sintomático de manifestações alérgicas:
• �Adultos: 10 mg em dose única diária.
• �Crianças:
 2 a 5 anos: 5 mg em dose única diária.
 > 6 anos: 10 mg em dose única diária.
5. interAções reLevAntes 
n Aumento da meia-vida e de efeitos adversos com drogas me-
tabolizadas nos subsistemas CYP3A4 e CYP2d6 do citocromo 
P450 como cetoconazol, fluconazol, fluoxetina, entre outros.
6. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n durante a gestação.
n Cautela em pacientes com hepatopatia grave.
301
///////////////////////////////////////////////////////////////////
lOSARTANA POTÁSSICA
1. APresentAção 
Comprimido sulcado 50 mg
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde da rede municipal. Nos 
pronto-atendimentos para utilização interna no serviço de saúde.
3. MecAnisMo de Ação 
Antihipertensivo que age bloqueando receptores de an-
giotensina II do tipo AT1.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Manejo da hipertensão arterial: 
• �50 mg (25 mg em idosos) em dose única diária aumen-
tando-se caso necessário, para 100 mg em dose única 
diária ou fracionadas em 2 administrações.
 aTENÇÃo: Este fármaco não é consideradoprimeira esco-
lha no tratamento do paciente hipertenso, sendo que na li-
teratura científica, para as mesmas indicações, os inibidores 
da ECA apresentam melhores resultados. Além disso, sua 
introdução precoce pode inviabilizar seu uso em um perío-
do posterior da terapêutica antihipertensiva, período este 
no qual esta droga possuirá mais indicações formais.
 aTENÇÃo: consultar anexo ii – RECoMENdAÇõES PARA 
o TRATAMENTo dA HIPERTENSÃo ARTERIAL SISTÊMICA.
5. interAções reLevAntes 
n Hipercalemia na associação com suplementos alimentares ri-
cos em potássio e diuréticos poupadores de potássio.
302
n Interação farmacocinética com drogas metabolizadas pelo ci-
tocromo P450.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Cefaléia, tonteira e hipotensão em maior frequência e dose-
dependente.
n Menos frequente, porém merecendo atenção: hipercalemia, 
mialgia e artralgia.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n durante a gestação.
n Cautela na presença de insuficiência renal ou hepática.
n Potássio sérico deve ser monitorado.
303
///////////////////////////////////////////////////////////////////
MANITOl 
1. APresentAção 
Solução injetável 200 mg/mL 
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde da rede municipal para 
preparo de exames. Nos pronto-atendimentos municipais para 
utilização interna no serviço de saúde. Nas unidades de saúde 
compõe o elenco do carro de urgência.
3. MecAnisMo de Ação 
Retenção osmótica de água no lúmen intestinal, estimulação 
da secreção de fluido e da motilidade induzida pelo aumento lu-
minal de colecistocinina.
diurético osmótico que em altas doses aumenta a osmolali-
dade de plasma e fluido tubular.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Preparo intestinal antes de procedimentos radiológicos: 
• �Colonoscopia: Na véspera do exame às 20:00 h, iniciar 
a ingestão do conteúdo de 1 copo, de 20 em 20 minu-
tos, de mistura de 750 mL de manitol com 750 mL de 
suco de limão ou laranja.
 aTENÇÃo: É necessário que todo o conteúdo seja inge-
rido para a realização do exame.
n Teste de função renal:
• �Adultos:�200 mg/kg infundidos em 3 a 5 minutos de for-
ma a produzir fluxo de 30 a 50 mL de urina por hora em 
2 a 3 horas.
• �Crianças:�200 mg/kg infundidos em 3 a 5 minutos de for-
304
ma a produzir fluxo de urina de 1 mL/Kg por hora em 1 
a 3 horas.
n hipertensão intracraniana:
• �Adultos:�1,5 a 2 g/Kg/dose por infusão IV rápida.
• �Crianças:�1 g/Kg/ por infusão IV rápida.
n redução emergencial da pressão intra-ocular:
• �Adultos:�1,5 a 2 g/Kg por infusão IV rápida, durante 30 
a 60 minutos, até 500 mL.
• �Crianças:�0,5 a 1 g/Kg, por infusão IV rápida, durante 30 
a 60 minutos.
5. reAções AdversAs reLevAntes
n Hipervolemia, congestão circulatória, hipertensão.
n Tromboflebite e necrose ao extravasamento.
6. contrA-indicAções e AdvertênciAs
n Edema agudo de pulmão e edema metabólico com fragilida-
de capilar anormal.
n desidratação.
n Insuficiência cardíaca congestiva e insuficiência renal graves.
n A função renal e o balanço de fluido e eletrólitos devem ser 
monitorados antes e durante a administração.
n Cautela em idosos.
305
//////////////////////////////////////////////////////////////////
Maytenus ilicifolia reissek
(Espinheira santa)
1. APresentAção 
Cápsula de extrato seco 380 mg 
2. PArte utiLizAdA 
Folhas
3. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde da rede municipal.
4. ProPriedAdes fArMAcoLógicAs 
Atividade antiulcerogênica tem sido atribuída a alguns triper-
tenos e aos taninos condensados. Esta ação ocorre pelo aumen-
to do volume e pH do conteúdo gástrico.
5. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de dispepsia:
• �Adultos: 1 a 2 cápsulas de 380 mg 2 a 3 vezes ao dia, 
antes das principais refeições.
6. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n durante a gestação e a lactação.
n Crianças abaixo de 6 anos.
306
///////////////////////////////////////////////////////////////////
MEBENdAZOl
1. APresentAção 
Suspensão oral 20 mg/mL
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde e dos pronto-atendi-
mentos da rede municipal.
3. MecAnisMo de Ação 
Anti-helmíntico que causa degeneração dos microtúbulos ci-
toplasmáticos do parasita e bloqueia seletiva e irreversivelmen-
te, a captação de glicose tanto em helmintos teciduais adultos 
como nas larvas.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de helmintíases:
• �Crianças: 100 mg 2 vezes ao dia por 3 dias.
• �Enterobíase: 100 mg em dose única repetindo-se após 
2 a 3 semanas, se necessário.
 aTENÇÃo: No tratamento da enterobíase recomenda-
se o tratamento de todos os contactantes devido a alta 
probabilidade de contaminação. 
5. reAções AdversAs reLevAntes 
n ocasionalmente pode provocar diarréia, dor abdominal e mi-
gração do Ascaris.
6. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n durante a gestação e lactação.
n Sua segurança e eficácia não estão determinadas nas crian-
ças até 2 anos de idade.
307
///////////////////////////////////////////////////////////////////
MEdROXIPROGESTERONA
1. APresentAção 
Comprimido sulcado 5 mg 
Suspensão injetável 150 mg/mL 
2. disPoniBiLidAde 
comprimido: Nas farmácias das unidades de saúde da rede 
municipal, com prescrição de ginecologista.
Suspensão injetável: Nas farmácias das unidades de saú-
de da rede municipal.
3. MecAnisMo de Ação 
Progestógeno sintético que possui ação antiestrogênica, di-
minuindo o número de receptores estrogênicos nos tecidos-al-
vo. No útero, transforma endométrio proliferativo em endomé-
trio secretor.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Terapia de reposição hormonal (Trh): 
• �Esquema�combinado�contínuo: 2,5 a 5 mg ao dia em 
uso contínuo.
• �Esquema�combinado�cíclico: 5 a 10 mg ao dia por 12 
a 14 dias do mês em ciclo de 28 dias.
 aTENÇÃo: Recomenda-se empregar TRH nas menores 
doses possíveis e por curta duração.
n Tratamento de amenorréia secundária e menorragia: 
• �2,5 a 10 mg ao dia durante 5 a 10 dias, iniciando entre 
o 16º a 21º dia do ciclo menstrual.
n Endometriose: 
• �10 mg 3 vezes ao dia por 90 dias consecutivos.
308
n anticoncepção:
• �150 mg, via IM profunda, nos primeiros 5 dias após o iní-
cio de um ciclo menstrual normal, repetindo-se a cada 12 
semanas.
5. interAções reLevAntes 
n diminuição da concentração sérica e aumento do metabo-
lismo por indução enzimática quando administrado com ri-
fampicina.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Em frequência maior que 10%: edema, anorexia, fraqueza 
muscular, amenorréia e sangramento.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Pacientes com perfil de risco para câncer de mama ou doen-
ça cardiovascular.
n Pacientes com doenças hepáticas, tromboflebites e transtor-
nos tromboembólicos.
309
///////////////////////////////////////////////////////////////////
Melissa officinalis L.
+ Valeriana officinalis L.
(Melissa + Valeriana)
1. APresentAção 
Cápsula de extrato seco 80 mg + 120 mg
2. PArte utiLizAdA 
Melissa: Folhas e Ramos floridos
Valeriana: Raízes e Risomas
3. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde da rede municipal.
4. ProPriedAdes fArMAcoLógicAs 
o óleo essencialda Melissa, com predominância de aldeídos 
monoterpênicos, também apresenta efeito sedativo suave e li-
geiramente hipnótico. A atividade sedativa da Valeriana deve-se 
aos ácidos valerênicos presentes no óleo essencial. Atua como 
depressora do sistema nervoso reduzindo a ansiedade.
5. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de ansiedade e insônia:
• �Adultos:
 2 a 3 cápsulas de 80 mg + 120 mg até 3 vezes ao dia.
6. interAções reLevAntes 
n Pode potencializar o efeito de outros depressores do sistema 
nervoso central.
310
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n durante a gestação e a lactação.
n Pacientes com comprometimento hepático.
311
///////////////////////////////////////////////////////////////////
MEMANTINA
1. APresentAção 
Comprimido 10 mg
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de referência para atendimen-
to a psicotrópicos e medicamentos sujeitos a controle especial, 
com prescrição de geriatra, neurologista ou psiquiatra e em re-
ceita de controle especial em duas vias.
3. MecAnisMo de Ação 
Antagonista não-competitivo de receptores glutamatérgi-
cos do tipo NMdA. Bloqueia os receptores de NMdA no esta-
do de repouso e desloca o seu sítio de ligação em condições 
de ativação fisiológica. Essa propriedade parece conferir à me-
mantina uma ação neuroprotetora contra a ativação excitotó-
xica de receptores glutamatérgicos.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento da demência de alzheimer nas fases mo-
derada e grave:
• �5 mg pela manhã, aumentando-se quando necessário, 
até 20 mg fracionadas em 2 administrações.
5. interAções reLevAntes 
n os efeitos de drogas dopaminérgicas e antimuscarínicas po-
dem ser aumentados quando administrado com a meman-
tina.
n Reduz a ação de barbitúricos e antipsicóticos.
312
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Alucinações, cefaléia e vômitos.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Precaução em pacientes com epilepsia.
n Ajuste de dose em pacientes com doença renal.
313
///////////////////////////////////////////////////////////////////
MEPIVACAÍNA
1. APresentAção 
Solução injetável 3% (uso odontológico)
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde e dos pronto-atendimen-
tos da rede municipal para utilização interna no serviço de saúde.
3. MecAnisMo de Ação 
Bloqueio dos canais de sódio regulados por voltagem, impe-
dindo despolarização e consequente transmissão do potencial 
de ação neural, promovendo analgesia. 
4. indicAção e PosoLogiA 
n anestesias infiltrativas e bloqueios periféricos em pro-
cedimentos odontológicos de curta duração:
• �A dose máxima é de 4,4 mg/Kg. Em um paciente padrão 
com 70 Kg recomenda-se o uso de até 5,5 tubetes.
5. interAções reLevAntes 
n Potencialização das ações cardiorrespiratórias com medica-
mentos depressores do sistema nervoso central.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Pode resultar do anestésico ou de erros na técnica de aplica-
ção e levam a toxicidade cardíaca e central. derivam de: ad-
ministração IV acidental, dose excessiva ou absorção de gran-
des quantidades através de mucosas ou pele lesada.
314
///////////////////////////////////////////////////////////////////
METFORMINA
1. APresentAção 
Comprimido revestido 500 mg
Comprimido revestido 850 mg
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde e dos pronto-atendi-
mentos da rede municipal.
3. MecAnisMo de Ação 
Induz o aumento do transporte de glicose através da mem-
brana celular de músculos esqueléticos.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de diabetes mellitus preferencialmente em 
pacientes obesos:
• �500 mg 2 a 3 vezes ao dia ou 850 mg 1 a 2 vezes ao dia, 
com ou após as refeições.
5. interAções reLevAntes 
n A absorção de vitamina B12 pode ser reduzida durante a te-
rapia prolongada com metformina.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Náuseas, anorexia e diarréia.
n Acidose láctica com reação rara.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n História prévia de acidose láctica e na insuficiência renal 
315
(creatinina >1,5 mg/dL em homens e >1,4 mg/dL em mu-
lheres).
n Alcoolismo.
n Hepatopatia ou condições que predispõem à hipóxia tecidu-
al devida a um risco aumentado de acidose láctica.
n diabetes tipo 1.
316
///////////////////////////////////////////////////////////////////
METIldOPA
1. APresentAção 
Comprimido revestido 250 mg 
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde e dos pronto-atendi-
mentos da rede municipal exclusivamente para doença hiperten-
siva específica da gravidez (dHEG).
3. MecAnisMo de Ação 
deprime o tônus simpático por ação agonista nos recepto-
res pré-sinápticos alfa-2-adrenérgicos do sistema nervoso central.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento da hipertensão na gravidez:
• �250 mg 2 a 3 vezes ao dia, com aumentos se necessário, a 
cada 2 dias, não ultrapassando a dose máxima de 3 g ao dia.
5. interAções reLevAntes 
n o uso concomitante de metildopa e levodopa pode alterar 
os efeitos antiparkinsonianos e também produzir efeito tóxi-
co aditivo no sistema nervoso central.
n Pode potencializar o efeito dos anticoagulantes.
n Antidepressivos tricíclicos e antiinflamatórios não esteróides 
podem reduzir seu efeito anti-hipertensivo.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n depressão, sinais extrapiramidais, lactação associada a um 
aumento da secreção de prolactina e bradicardia.
317
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Pacientes com antecedentes de hepatite medicamentosa.
n Pacientes que fazem uso de inibidores da MAo.
318
///////////////////////////////////////////////////////////////////
METOClOPRAMIdA 
1. APresentAção 
Comprimido 10 mg 
Solução oral 4 mg/mL 
Solução injetável 5 mg/mL 
2. disPoniBiLidAde 
comprimido e solução oral: Nas farmácias das unidades de 
saúde e dos pronto-atendimentos da rede municipal.
Solução injetável: Nas farmácias das unidades de saúde 
dos pronto-atendimentos da rede municipal para utilização in-
terna no serviço de saúde.
3. MecAnisMo de Ação 
Eleva a pressão no esfíncter inferior do esôfago, aumenta o 
clearance ácido esofágico e acelera o tempo de esvaziamento 
gástrico por aumento das contrações do corpo esofágico.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de náuseas, vômitos e plenitude pós prandial: 
• �Adultos:
 10 a 20 mg de 8 em 8 horas.
 Até 10 mg, via IV, de 8 em 8 horas.
• �Crianças:
 10 a 14 kg: 1 mg 2 vezes ao dia.
 15 a 19 Kg: 2 mg 2 a 3 vezes ao dia. 
 20 a 29 Kg: 2,5 mg 3 vezes ao dia. 
 > 30 Kg: 5 mg 3 vezes ao dia.
5. interAções reLevAntes 
319
n o uso concomitante de atropina e outros fármacos anticoli-
nérgicos pode impedir o efeito da metoclopramida na moti-
lidade gastrointestinal.
n Metoclopramida somente deve ser administrada após 2 se-
manas de suspensão de antidepressivos tricíclicos, adrenér-
gicos ou inibidores da MAo.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Sedação ocorre em 10% dos pacientes.
n Reações extrapiramidais (1%) mais evidenteem crianças e 
adultos jovens.
n ocasionalmente pode ocorrer constipação, diarréia, boca 
seca, entre outros.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Pacientes com câncer de mama. 
n Pacientes epilépticos ou com sintomas extrapiramidais.
320
///////////////////////////////////////////////////////////////////
METOPROlOl 
1. APresentAção 
Comprimido 50 mg (succinato ou tartarato de metoprolol)
Solução injetável 1 mg/mL (tartarato de metoprolol)
2. disPoniBiLidAde 
comprimido: Nas farmácias das unidades de saúde da rede 
municipal com prescrição de cardiologista. Nos pronto-atendi-
mentos para utilização interna no serviço de saúde.
Solução injetável: Exclusivamente nos pronto-atendimentos 
municipais para utilização interna no serviço de saúde.
3. MecAnisMo de Ação 
Bloqueador beta-1 seletivo. Reduz o efeito agonista das ca-
tecolaminas no coração.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento da insuficiência cardíaca congestiva: 
• �25 mg ao dia, com aumentos a cada 2 semanas, se ne-
cessário, até o máximo de 200 mg ao dia.
• �Até 5 mg, via IV, na velocidade de 1 a 2 mg/minuto, re-
petindo-se se necessário, em intervalos de 5 minutos até 
dose total de 10 a 15 mg.
5. interAções reLevAntes 
n Anestésicos inalatórios aumentam seu efeito cardiodepressor.
n o tratamento concomitante com indometacina ou outros fár-
macos inibidores da prostaglandina sintetase pode diminuir 
seu efeito anti-hipertensivo.
n Pode ser necessário ajuste de dose de hipoglicemiantes orais.
321
n Administração intravenosa de antagonistas de cálcio como 
verapamil não deve ser efetuada em pacientes tratados com 
beta-bloqueadores. 
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Bradicardia, fadiga, cefaléia e náuseas.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Redução de dose na vigência de insuficiência renal.
322
///////////////////////////////////////////////////////////////////
METRONIdAZOl 
1. APresentAção 
Comprimido 250 mg 
Suspensão oral 40 mg/mL
Creme vaginal 100 mg/g
Solução injetável 5 mg/mL
2. disPoniBiLidAde 
comprimido, suspensão oral e creme vaginal: Nas farmá-
cias das unidades de saúde da rede municipal. o comprimido tam-
bém se encontra disponível nos pronto-atendimentos municipais.
Solução injetável: Exclusivamente nos pronto-atendimentos 
municipais para utilização interna no serviço de saúde.
3. MecAnisMo de Ação 
Forma complexos que inibem a replicação e inativam o dNA, 
impedindo dessa forma as sínteses enzimáticas e causando a 
morte celular.
4. indicAção e PosoLogiA 
n amebíase e balantidíase:
• �Adultos: 500 a 750 mg de 8 em 8 horas por 5 a 10 dias. 
• �Crianças: 35 a 50 mg/Kg/dia fracionados em doses para 
administração de 8 em 8 horas por 10 dias.
 aTENÇÃo: Em amebíase intestinal recomenda-se admi-
nistrar o medicamento após as refeições para manter a 
concentração no intestino grosso.
n Giardíase: 
• �Adultos: 250 a 500 mg de 8 em 8 horas por 5 a 7 dias 
ou 2 g em dose única diária por 3 dias.
323
• �Crianças: 35 a 50 mg/Kg/dia fracionados em doses para 
administração de 8 em 8 horas por 5 a 7 dias.
n Tricomoníase: 
• �2 g em dose única ou 500 mg de 12 em 12 horas por 7 dias.
 aTENÇÃo: Se houver necessidade de se repetir o trata-
mento, intervalo de 4 a 6 semanas deve ser observado.
n Vaginose bacteriana: 
• �500 mg de 12 em 12 horas por 7 dias ou 2 g em dose única.
• �Creme vaginal: Aplicar 2 vezes ao dia por 5 dias.
n Tratamento de infecções por anaeróbios:
• �Adultos:
 500 mg de 8 em 8 horas por 7 dias.
 500 mg, via IV na velocidade de 5 mL/minuto de 8 em 
8 horas.
• �Crianças:
 7,5 mg/Kg de 8 em 8 horas por via oral ou por infusão 
intravenosa.
n Tratamento de infecções dentárias agudas:
250 mg 3 vezes ao dia por 3 dias.
5. interAções reLevAntes 
n Uso de bebidas alcoólicas pode causar reações do tipo dis-
sulfiram.
n Potencializa o efeito anticoagulante da varfarina.
n Barbitúricos e prednisona diminuem sua meia-vida.
n Hidróxido de alumínio e colestiramina diminuem sua absorção.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Náuseas, dor abdominal e gosto metálico na boca.
n Cefaléia e tonturas.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n durante o primeiro trimestre da gestação.
324
///////////////////////////////////////////////////////////////////
MICONAZOl 
1. APresentAção 
Gel oral 2% 
Creme vaginal 2% 
Loção 2% 
Pó 2%
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde da rede municipal.
3. MecAnisMo de Ação 
Interfere na biossíntese do ergosterol, provocando desorga-
nização da membrana plasmática dos fungos.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de infecções fúngicas: 
• �Candidíase�vaginal: Aplicar o creme 1 vez ao dia, pre-
ferencialmente à noite, por 7 dias.
• �Candidíase�de�cavidade�bucal: Aplicar o gel 4 vezes 
ao dia por 10 a 14 dias.
• �Micose�de�couro�cabeludo: Aplicar a loção à noite, la-
vando o cabelo somente na manhã seguinte, até desa-
parecimento das lesões.
• �Lesões�exudativas�e�de�dobras: Aplicar o pó.
5. interAções reLevAntes 
n Aumenta o efeito de anticoagulantes orais, fenitoína e hi-
poglicemiantes. 
325
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Ardência, prurido e irritação.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n durante o primeiro trimestre da gestação.
n Crianças < 6 meses ou aqueles em que o reflexo de deglutir 
ainda não está suficientemente desenvolvido.
326
///////////////////////////////////////////////////////////////////
MIdAZOlAM 
(cloridrato de midazolam)
1. APresentAção 
Comprimido revestido 15 mg
Solução injetável 5 mg/mL
2. disPoniBiLidAde 
comprimido: Nas farmácias das unidades de referência para 
atendimento a psicotrópicos e medicamentos sujeitos a contro-
le especial, com primeira prescrição de geriatra, neurologista ou 
psiquiatra e em notificação de receita B. 
Solução injetável: Nas farmácias das unidades de saúde e 
dos pronto-atendimentos municipais para utilização interna no 
serviço de saúde.
3. MecAnisMo de Ação 
Liga-se ao receptor GABAA potencializando a ação hiper-
polarizante do GABA. É um benzodiazepínico de curta duração.
4. indicAção e PosoLogiA 
n hipno-sedativo:
• �7,5 a 15 mg à noite.
n Tratamento do estado de mal epiléptico:
• �2 mg, via IV administrado por 30 segundos, com incre-
mentos (se necessário) de 0,5 a 1 mg em intervalos de 2 
minutos.
5. interAções reLevAntes 
n Podem ocorrer reações adversas graves quando administra-
327
do com outros depressores do sistema nervoso central.
n Cimetidina, isoniazida e alguns anticoncepcionais podem pro-
longar sua meia-vida de eliminação.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Hipotensão postural.
n diminuição da frequência respiratória.
n Sonolência prolongada.
n depressão respiratória.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Gestantes durante a fase embrionária (até o quarto mês de 
gestação).
n Alcoolistas.
328
///////////////////////////////////////////////////////////////////
Mikania glomerata spreng
(Guaco)
1. APresentAção 
xarope 0,0833 mg/mL
2. PArte utiLizAdA 
Folhas
3. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias dasunidades de saúde da rede municipal.
4. ProPriedAdes fArMAcoLógicAs 
Sua ação broncodilatadora deve-se ao relaxamento da mus-
culatura lisa respiratória produzida pelas cumarinas, um de seus 
constituintes.
5. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de tosses agudas e crônicas, traqueobron-
quites asmatiformes e catarrais em pacientes com bom 
estado geral:
• �Adultos: 5 mL 3 vezes ao dia.
• �Crianças:
 2 a 5 anos: 2,5 mL 2 vezes ao dia;
 Acima de 5 anos: 5 mL 3 vezes ao dia. 
 atenção: Evitar o uso prolongado pelo risco de acidentes 
hemorrágicos. Nos casos agudos, reavaliar o paciente após 
7 dias de tratamento e nos casos crônicos, reavaliar o pa-
ciente após 14 dias de tratamento. 
329
6. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n durante a gestação e a lactação.
n Crianças abaixo de 2 anos.
n Pacientes em uso de terapia anticoagulante.
330
///////////////////////////////////////////////////////////////////
MORFINA 
(sulfato de morfina) 
1. APresentAção 
Solução injetável 1 mg/mL 
Solução injetável 10 mg/mL
2. disPoniBiLidAde 
Exclusivamente nos pronto-atendimentos municipais para uti-
lização interna no serviço de saúde.
3. MecAnisMo de Ação 
Analgésico opióide com atividade agonista de receptores 
mu, kapa e delta.
4. indicAção e PosoLogiA 
n alívio de dor de forte intensidade, aguda e crônica:
• �Adultos:
 10 mg a cada 4 horas, via subcutânea ou IM, podendo 
oscilar de 5 a 20 mg.
 10 a 20 mg, via IV lenta ou por infusão contínua na ve-
locidade de 0,8 a 80 mg/hora.
• �Crianças:
 0,1 a 0,2 mg/Kg, via subcutânea, a cada 4 horas até dose 
máxima de 15 mg.
5. interAções reLevAntes 
n Efeito sedativo quando administrado juntamente com outros 
depressores do sistema nervoso central como álcool, benzo-
diazepínicos, barbitúricos e antipsicóticos. 
331
n Rifampicina pode reduzir as concentrações séricas de morfi-
na e diminuir seu efeito analgésico.
n Metoclopramida potencializa a depressão do sistema nervo-
so central.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n depressão respiratória.
n Retenção urinária.
n Prurido cutâneo.
n Ansiedade e alucinações.
n Vômitos e constipação.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n durante a gestação.
n Pacientes com problemas de coagulação ou desordens hema-
tológicas.
332
///////////////////////////////////////////////////////////////////
NAlBUFINA
1. APresentAção 
Solução injetável 10 mg/mL
2. disPoniBiLidAde 
Exclusivamente nos pronto-atendimentos municipais para uti-
lização interna no serviço de saúde.
3. MecAnisMo de Ação 
Analgésico opióide com atividade mista (agonista e antago-
nista) neste sistema.
4. indicAção e PosoLogiA 
n alívio de dor de forte intensidade:
• �Adultos:
 10 a 30 mg repetindo-se caso necessário, a cada 3 a 6 horas.
• �Crianças:
 0,3 mg/Kg repetindo-se caso necessário, 1 a 2 vezes. 
n infarto do miocárdio:
10 a 20 mg, via IV lenta, repetindo-se após 30 minutos se 
necessário.
5. interAções reLevAntes 
n Potencialização dos efeitos depressores centrais na associa-
ção com álcool, ansiolíticos, antidepressivos tricíclicos e an-
tipsicóticos.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n As mesmas descritas para analgésicos opióides porém em 
menor magnitude.
333
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Presença de depressão respiratória aguda e doença obstruti-
va pulmonar.
n Cautela na presença de insuficiência renal ou hepática.
n Atenção especial em pacientes alcoolistas, epilépticos e em 
risco de hipertensão intracraniana.
334
///////////////////////////////////////////////////////////////////
NAlOXONA
1. APresentAção 
Solução injetável 0,4 mg/mL 
2. disPoniBiLidAde 
Exclusivamente nos pronto-atendimentos municipais para uti-
lização interna no serviço de saúde.
3. MecAnisMo de Ação 
Antagonista competitivo específico de receptores opióides.
4. indicAção e PosoLogiA 
n intoxicação opióide: 
• �0,4 a 2 mg, via IV, repetidos em intervalos de 2 a 3 mi-
nutos, se necessário.
 aTENÇÃo: Se a obtenção da resposta não for observada 
após dose total de 10 mg, indica-se revisão do diagnóstico.
335
///////////////////////////////////////////////////////////////////
NElFINAVIR
1. APresentAção 
Comprimido 250 mg
Pó para solução oral 50 mg/g
2. disPoniBiLidAde 
Exclusivamente na farmácia do Centro de Referência dST/
AIdS, com prescrição de especialista e em formulário próprio.
3. indicAção e PosoLogiA 
n Terapia anti-retroviral:
• �Adultos:
 750 mg de 8 em 8 horas ou 1.250 mg de 12 em 12 horas.
• �Crianças:
 20 a 30 mg/Kg de 8 em 8 horas até dose máxima de 
700 mg/dose.
4. inforMAções coMPLeMentAres 
n consultar anexo Vi – ESQUEMAS PARA TRATAMENTo 
dA AIdS.
336
///////////////////////////////////////////////////////////////////
NEOMICINA 
(sulfato de neomicina) 
+ BACITRACINA ZÍNCICA
1. APresentAção 
Pomada 5 mg/g + 250 UI/g
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde e dos pronto-atendi-
mentos da rede municipal.
3. MecAnisMo de Ação 
A neomicina, como aminoglicosídeo, age nos ribossomas bac-
terianos induzindo a formação de proteínas anômalas. A baci-
tracina, antibiótico polipeptídeo, age interferindo na síntese da 
parede celular bacteriana.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de dermatites infecciosas, piodermites, fu-
runculose e ferimentos infectados:
• �Aplicar sobre a região afetada 2 a 3 vezes ao dia.
5. interAções reLevAntes 
n Pode haver sensibilidade cruzada com outros aminoglicosídeos.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Em maior frequência prurido, exantema, vermelhidão, ede-
ma ou outros sinais de irritação local.
337
///////////////////////////////////////////////////////////////////
NEVIRAPINA
1. APresentAção 
Comprimido 200 mg
Suspensão oral 10 mg/mL
2. disPoniBiLidAde 
Exclusivamente na farmácia do Centro de Referência dST/
AIdS, com prescrição de especialista e em formulário próprio.
3. indicAção e PosoLogiA 
n Terapia anti-retroviral:
• �200 mg 2 vezes ao dia por 14 dias, seguindo-se 200 mg 
de 12 em 12 horas.
4. inforMAções coMPLeMentAres 
n consultar anexo Vi – ESQUEMAS PARA TRATAMENTo dA 
AIdS.
338
///////////////////////////////////////////////////////////////////
NICOTINA
1. APresentAção 
Adesivo transdérmico 7 mg
Adesivo transdérmico 14 mg
Adesivo trandérmico 21 mg
Goma de mascar 2 mg
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de referência para atendimento 
ao programa de controle do tabagismo.
3. MecAnisMo de Ação 
Terapia de substituição da atividade central produzida pela 
nicotina do cigarro.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de suporte à interrupção do tabagismo: 
• �Goma�de�marcar:
 Pacientes que fumam até 20 cigarros por dia e fumam 
seu 1º cigarro nos primeiros 30 minutos após acordar: 
 1. Semana 1 a 4: 1 tablete a cada 1 a 2 horas.2. Semana 5 a 8: 1 tablete a cada 2 a 4 horas.
 3. Semana 9 a 12: 1 tablete a cada 4 a 8 horas.
 Pacientes que fumam mais de 20 cigarros por dia:
 1. Semana 1 a 4: 2 tabletes a cada 1 a 2 horas.
 2. Semana 5 a 8: 1 tablete a cada 2 a 4 horas.
 3. Semana 9 a 12: 1 tablete a cada 4 a 8 horas.
 aTENÇÃo: A dose máxima é de 15 gomas por dia.
339
 aTENÇÃo: A goma deve ser mastigada com força algu-
mas vezes, até sentir formigamento ou o sabor de nico-
tina. Nesse momento deve-se parar de mastigar e repou-
sar a goma entre a bochecha e a gengiva, até o formi-
gamento passar. Após, voltar a mastigar com força e re-
petir a operação por 30 minutos, quando deve-se jogar 
fora a goma de mascar. durante seu uso, a ingestão de 
qualquer líquido não é permitida.
• �Adesivo:
 Pacientes com escore do teste de Fagerström entre 8 a 
10 e/ou fumante de mais de 20 cigarros por dia:
 1. Semana 1 a 4: adesivo de 21 mg a cada 24 horas.
 2. Semana 5 a 8: adesivo de 14 mg a cada 24 horas.
 3. Semana 9 a 12: adesivo de 7 mg a cada 24 horas. 
 Pacientes com escore do teste de Fagerström entre 5 
a 7 e/ou fumante de 10 a 20 cigarros por dia e fumam 
seu primeiro cigarro nos primeiros 30 minutos após 
acordar:
 1. Semana 1 a 4: adesivo de 14 mg a cada 24 horas.
 2. Semana 5 a 8: adesivo de 7 mg a cada 24 horas.
 aTENÇÃo: Em casos especiais pode-se avaliar a possibi-
lidade da utilização de dois adesivos de 21 mg concomi-
tantemente.
 aTENÇÃo: o adesivo deve ser aplicado apenas na re-
gião do tronco ou braços (protegida da exposição direta 
do sol), fazendo-se rodízio do local da aplicação a cada 
24 horas.
5. inforMAções coMPLeMentAres 
n Consultar Consenso de “Abordagem e Tratamento do Fu-
mante”.
340
///////////////////////////////////////////////////////////////////
NISTATINA
1. APresentAção 
Suspensão oral 100.000 UI/mL
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde e dos pronto-atendi-
mentos da rede municipal.
3. MecAnisMo de Ação 
Forma poros na membrana plasmática fúngica por inibição 
do ergosterol.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de candidíase orofaríngea, esofageana e 
gastroduodenal: 
• �Adultos:
 500.000 a 1.000.000 UI 3 a 4 vezes ao dia por 7 a 10 dias 
e até 48 horas após o desaparecimento dos sintomas.
• �Crianças:
 100.000 UI a 400.000 UI 3 a 4 vezes ao dia por 7 a 10 
dias e até 48 horas após o desaparecimento dos sintomas.
 aTENÇÃo: Reter na boca o maior tempo possível e fazer gar-
garejo antes de engolir. 
5. reAções AdversAs reLevAntes 
n Pode induzir náuseas, vômitos e diarréia.
341
///////////////////////////////////////////////////////////////////
NITROFURANTOÍNA
1. APresentAção 
Cápsula 100 mg
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde da rede municipal.
3. MecAnisMo de Ação 
Inibe funções do dNA e RNA bacteriano através de mecanis-
mos ainda não bem entendidos.
4. indicAção e PosoLogiA 
n infecções urinárias em gestantes:
• �Tratamento: 100 mg de 6 em 6 horas por 7 dias admi-
nistrada com alimentos.
• �Profilaxia: 100 mg em dose única diária ao deitar.
5. interAções reLevAntes 
n Antagoniza os efeitos de quinolonas.
n É inibida por drogas que alcalinizam a urina.
n Sais de magnésio podem inibir sua absorção.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Sintomas gastrintestinais são mais comumente observados. 
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Pacientes nefropatas ou com doença pulmonar ou neuroló-
gica pré-existente.
n Cautela em pacientes com deficiência de glicose 6-fosfato 
desidrogenase.
342
///////////////////////////////////////////////////////////////////
NITROGlICERINA
1. APresentAção 
Solução injetável 5 mg/mL
2. disPoniBiLidAde 
Exclusivamente nos pronto-atendimentos municipais para uti-
lização interna no serviço de saúde.
3. MecAnisMo de Ação 
Promove vasodilatação por meio da liberação de óxido nítrico.
4. indicAção e PosoLogiA 
n angina instável: 
• �5 a 10 mcg/minuto ajustando-se, de acordo com a res-
posta, até cerca de 200 mcg/minuto.
n Fase inicial do iaM: 
• �5 a 25 mcg/minuto ajustado-se, de acordo com a respos-
ta, até cerca de 400 mcg/minuto.
 aTENÇÃo: o uso de nitroglicerina exige monitorização he-
modinâmica.
5. interAções reLevAntes 
n Potencialização hipotensora com álcool, outros vasodilatado-
res e antihipertensivos.
6. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Hipotensão severa, hipovolemia, anemia grave, doença car-
díaca obstrutiva, hipertensão ou hemorragia intracraniana.
n Cautela em nefropatas e hepatopatas.
343
///////////////////////////////////////////////////////////////////
NITROPRUSSETO dE SódIO
1. APresentAção 
Pó para solução injetável 50 mg
2. disPoniBiLidAde 
Exclusivamente nos pronto-atendimentos municipais para uti-
lização interna no serviço de saúde.
3. MecAnisMo de Ação 
droga hipotensora de curta duração que age aumentando a 
liberação de óxido nítrico.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Emergência hipertensiva: 
• �0,3 a 1,5 mcg/kg/minuto, via IV diluído, aumentando-se 
lentamente e sob rigorosa monitorização até 10 mcg/Kg/
minuto.
n insuficiência cardíaca aguda ou crônica: 
• �10 a 15 mcg/minuto, via IV diluído, com aumentos de 
10 mcg/minuto a cada 5 a 10 minutos e de acordo com 
a resposta até 280 mcg/minuto.
5. interAções reLevAntes 
n Potencialização de hipotensão com outras drogas hipotensoras.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Hipotensão severa.
344
n Toxicidade por acúmulo de tiocianato (com grande varieda-
de de efeitos centrais e periféricos).
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Cautela em nefropatas, hepatopatas e na presença de hipo-
tireoidismo.
n Hipertensão compensatória.
345
///////////////////////////////////////////////////////////////////
NOREPINEFRINA
(hemitartarato de norepinefrina)
1. APresentAção 
Solução injetável 1 mg/mL
2. disPoniBiLidAde 
Exclusivamente nos pronto-atendimentos municipais para uti-
lização interna no serviço de saúde.
3. MecAnisMo de Ação 
Simpatomimético de ação direta.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Estado hipotensivo agudo: 
• �diluir 4 mcg em solução fisiológica ou glicosada 5% e, 
através de catéter venoso central ou veia calibrosa, admi-
nistrar na velocidade de 2 a 3 mL/minuto (8 a 12 mcg/mi-
nuto) ajustando-se de acordo com a resposta pressórica. 
 aTENÇÃo: Não interromper a infusão subitamente.
5. interAções reLevAntes 
n Arritmias malignas quando associada a anestésicos gerais.
n Hipertensão severa e bradicardia reflexa na associação com 
beta-bloqueadores.
n Hipertensão e arritmias cardíacas com antidepressivos tri-
cíclicos.
346
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Hipertensão, cefaléia, isquemia periférica (com risco de gan-
grena).
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Na presença de hipertensão e hipovolemia.
n Avaliar criteriosamente o uso na gravidez.
347
///////////////////////////////////////////////////////////////////
NORETISTERONA
1. APresentAção 
Comprimido 0,35 mg
2. disPoniBiLidAdeNas farmácias das unidades de saúde da rede municipal.
3. MecAnisMo de Ação 
Progestágeno derivado da nortestosterona com fraca pro-
priedade estrogênica e androgênica.
4. indicAção e PosoLogiA 
n anticoncepção durante a lactação: 
• �01 comprimido ao dia continuamente.
5. reAções AdversAs reLevAntes 
n Pode ocorrer sangramento, amenorréia e edemas cíclicos.
6. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Gravidez.
n Antecedentes de hepatite, insuficiência hepática, suspeita 
de mastopatia, câncer de mama, doença tromboembólica e 
tromboflebite.
348
///////////////////////////////////////////////////////////////////
NORETISTERONA 
(enantato de noretisterona)
 + ESTRAdIOl 
(valerato de estradiol)
1. APresentAção 
Solução injetável 50 mg/mL + 5 mg/mL
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde da rede municipal.
3. MecAnisMo de Ação 
Inibe a ovulação e torna o muco cervical espesso, dificultan-
do a passagem dos espermatozóides.
4. indicAção e PosoLogiA 
n anticoncepção:
• �Aplicar 1 ampola, via IM mensalmente, entre os primei-
ros cinco dias do ciclo, de preferência no primeiro.
5. interAções reLevAntes 
n Administração simultânea e regular de barbitúricos, fenilbu-
tazona, hidantoínas, rifampicina e ampicilina pode reduzir o 
efeito contraceptivo.
n Pode modificar a biodisponibilidade de antidiabéticos.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Pode provocar cefaléia e vertigem.
349
n Pode alterar os ciclos menstruais e provocar alterações do 
peso corpóreo, apesar de em menor intensidade que outros 
anticoncepcionais.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Gravidez e na lactação até o sexto mês pós-parto.
350
///////////////////////////////////////////////////////////////////
NORFlOXACINO
1. APresentAção 
Comprimido 400 mg
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde e dos pronto-atendi-
mentos da rede municipal.
3. MecAnisMo de Ação 
Como membro do grupo das quinolonas, inibe a ação da dNA 
girase (topoisomerase) impedindo a formação do dNA bacteriano.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de infecção urinária: 
• �400 mg de 12 em 12 horas por 3 a 10 dias.
5. interAções reLevAntes 
n Inibe metabolismo hepático aumentando a meia-vida de di-
versos fármacos.
n Convulsões podem ocorrer devido ao uso conjunto com AINE.
n Sua absorção é reduzida por antiácidos.
6. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Epilepsia ou história de outras doenças neurológicas.
n durante a gestação e a lactação.
n Crianças e adolescentes até 17 anos.
n Cautela na presença de insuficiência renal ou hepática.
351
///////////////////////////////////////////////////////////////////
NORTRIPTIlINA
1. APresentAção 
Cápsula 10 mg
Cápsula 50 mg
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de referência para atendimen-
to a psicotrópicos e medicamentos sujeitos a controle especial, 
com prescrição em receita de controle especial em duas vias.
3. MecAnisMo de Ação 
Inibe a recaptação de noradrenalina e, em menor grau, de 
serotonina.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de depressão: 
• �Iniciar com baixas doses e aumentar gradativamente até 
dose de manutenção entre 50 a 100 mg ao dia.
n Tratamento de enurese noturna: 
• �Crianças:
 20 a 25 Kg: 10 mg.
 25 a 35 Kg: 10 a 20 mg.
 > 35 Kg: 25 a 35 mg.
 aTENÇÃo: deve-se administrar o medicamento à noite, 30 
minutos antes de deitar.
 aTENÇÃo: o tratamento não deve ser superior a 3 meses 
incluindo-se o período de retirada gradual.
n Tratamento de dores neuropáticas: 
• �10 a 25 mg à noite.
352
5. reAções AdversAs reLevAntes 
n Pode provocar, em maior frequência em virtude de suas pro-
priedades antimuscarínicas, boca seca, constipação, aumen-
to de pressão ocular, retenção urinária, entre outros. Tendem 
a sofrer tolerância e desta forma, ceder com a sequência do 
tratamento.
n Sonolência ocorre frequentemente no início do tratamento 
devendo o paciente ser alertado.
n Pode ocorrer, em menor frequência, efeitos centrais como 
cefaléia, convulsões e tremores.
6. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Atenção especial na presença de retenção urinária, prosta-
tismo e constipação crônica, glaucoma, feocromocitoma, hi-
pertireoidismo e histórico de epilepsia.
n Pacientes com doenças cardiovasculares como arritmias e in-
farto recente.
353
///////////////////////////////////////////////////////////////////
ólEO MINERAl
1. APresentAção 
óleo puro
2. disPoniBiLidAde 
Exclusivamente nos pronto-atendimentos municipais para uti-
lização interna no serviço de saúde.
3. MecAnisMo de Ação 
Provoca amolecimento do bolo fecal pelo retardamento da 
absorção da água.
4. indicAção e PosoLogiA 
n laxante:
• �10 a 15 mL.
5. interAções reLevAntes 
n Interfere na absorção de vitaminas lipossolúveis essenciais.
6. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Crianças menores de 6 anos e idosos.
354
///////////////////////////////////////////////////////////////////
OMEPRAZOl
1. APresentAção 
Cápsula 20 mg (omeprazol sódico)
Comprimido revestido 10 mg (omeprazol magnésico)
2. disPoniBiLidAde 
cápsula: Nas farmácias das unidades de saúde da rede mu-
nicipal.
comprimido revestido: Nas farmácias das unidades de saú-
de da rede municipal porém sob demanda específica e com pres-
crição de gastroenterologista pediátrico.
3. MecAnisMo de Ação 
Inibidor da bomba protônica (H+/K+ ATPase) reduzindo a se-
creção ácida gástrica.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de úlcera duodenal e gástrica:
• �20 mg em dose única diária por 4 semanas para úlcera 
duodenal e 8 semanas para úlcera gástrica.
aTENÇÃo: Casos severos podem requerer 40 mg.
n Tratamento da doença do refluxo gastroesofágico:
• �Adultos:
 20 mg em dose única diária por 4 semanas. Se necessário, 
o tratamento pode ser mantido por mais 4 a 8 semanas.
• �Crianças:
 > 2 anos: 0,7 a 1,4 mg/Kg/dia, até dose máxima de 40 
mg, por 4 a 12 semanas.
355
n Erradicação de Helicobacter pylori em associação à 
amoxicilina e claritromicina:
• �20 mg 2 vezes ao dia por 1 semana. o uso de omepra-
zol isoladamente e em dose única diária pode ser manti-
do por mais 2 a 8 semanas.
5. interAções reLevAntes 
n Altera o metabolismo de drogas que utilizam o sistema mi-
crossomal P450.
n Reduz a absorção de drogas que necessitem de ph gástrico 
ácido.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Em maior frequência pode provocar cefaléia e diarréia.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Cautela na presença de insuficiência hepática.
356
///////////////////////////////////////////////////////////////////
óXIdO dE ZINCO
+ RETINOl
(palmitato de retinol – Vitamina A)
+ COlICAlCIFEROl
(Vitamina D)
1. APresentAção 
Pomada
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde da rede municipal. Nos 
pronto-atendimentos para utilização interna no serviço de saúde.
3. MecAnisMo de AçãoProtetor tópico com ação hidratante e emoliente.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de dermatites das fraldas:
• �deve ser aplicado após o banho e a cada troca de fralda, 
após cuidadosa higienização da pele.
357
///////////////////////////////////////////////////////////////////
PARACETAMOl 
1. APresentAção 
Comprimido 500 mg 
Solução oral gotas 200 mg/mL
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde e dos pronto-atendi-
mentos da rede municipal.
3. MecAnisMo de Ação 
Inibidor das enzimas ciclooxigenase que são mediadores que 
sensibilizam os receptores da dor.
4. indicAção e PosoLogiA 
n analgésico e antitérmico: 
• �Adultos:
 500 a 1.000 mg de 6 em 6 horas ou de 4 em 4 horas.
aTENÇÃo: dose máxima diária: 4 g.
• �Crianças:
 Até 3 meses: 5 a 10 mg/kg de 6 em 6 horas.
 3 meses a 1 ano: 60 a 120 mg de 6 em 6 horas.
 1 a 5 anos: 120 a 250 mg de 6 em 6 horas.
 6 a 12 anos: 250 a 500 mg de 6 em 6 horas.
5. interAções reLevAntes 
n Risco de toxicidade pode ser aumentado em pacientes que 
fazem uso de outras drogas hepatotóxicas ou drogas que in-
duzem enzimas hepáticas.
358
n Absorção de paracetamol pode ser acelerada por drogas como 
metoclopramida.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Trombocitopenia e leucopenia.
n Hepatotoxicidade.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Em gestantes a administração deve ser feita em curto período.
n Evitar administrar como analgésico por mais de cinco dias em 
crianças ou dez dias em adultos. 
359
///////////////////////////////////////////////////////////////////
Passiflora incarnata L.
+ Crataegus oxyacantha L.
+ Salix alba L.
(Maracujá + Espinheiro alvar + Salgueiro branco)
1. APresentAção 
Solução oral 0,1 mL/mL + 0,07 mL/mL + 0,05 g/mL
2. PArte utiLizAdA 
Passiflora: Flores e Folhas
Crataegus: Flores e Folhas
Salix: Casca
3. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde da rede municipal.
4. ProPriedAdes fArMAcoLógicAs 
A sinergia dos efeitos de cada planta sobre o sistema nervo-
so central, resulta em ação sedativa e tranqüilizante.
5. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de insônia e ansiedade:
• �Adultos�e�adolescentes:
 15 a 20 mL 1 ou 2 vezes ao dia.
• �Crianças:
 Lactentes: 2,5 mL 1 ou 2 vezes ao dia; 
 2 a 5 anos: 5 mL 1 ou 2 vezes ao dia;
 Acima de 5 anos: 10 mL 1 ou 2 vezes ao dia. 
360
6. interAções reLevAntes 
n Pode potencializar o efeito de outros depressores do sistema 
nervoso central.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n durante a gestação e a lactação.
n Cautela em pacientes hipotensos.
361
///////////////////////////////////////////////////////////////////
PENTOXIFIlINA
1. APresentAção 
Comprimido revestido 400 mg
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de referência para o programa 
de eliminação da hanseníase.
3. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento alternativo de eritema nodoso hansênico 
(reação tipo ii) em mulheres em idade fértil, em substi-
tuição à talidomida:
• �400 mg de 8 em 8 horas por 2 a 3 meses.
 aTENÇÃo: consultar anexo iV – ESQUEMAS dE TRATA-
MENTo PARA A HANSENíASE.
4. interAções reLevAntes 
n Pode potencializar o efeito de anti-hipertensivos.
5. reAções AdversAs reLevAntes 
n Pode provocar náusea, distúrbios gastrintestinais e cefaléia.
n Angina e arritmias também podem ocorrer. 
6. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Ajustar dose em pacientes com insuficiência hepática ou renal.
362
///////////////////////////////////////////////////////////////////
PERMANGANATO
dE POTÁSSIO
1. APresentAção 
Comprimido para solução tópica 100 mg
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde da rede municipal.
3. MecAnisMo de Ação 
Bactericida que atua por oxidação com ação cicatrizante.
4. indicAção e PosoLogiA 
n anti-séptico no tratamento de afecções da pele:
• �Usualmente dissolve-se 1 comprimido para cada litro de 
água filtrada ou fervida, aplicando-se na pele através de 
banhos ou compressas umedecidas.
5. reAções AdversAs reLevAntes 
n Em concentração superior à recomendada provoca irritações 
tissulares.
363
///////////////////////////////////////////////////////////////////
PERMETRINA
1. APresentAção 
Loção capilar/creme capilar/shampoo 1%
Loção 5%
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde e dos pronto-atendi-
mentos da rede municipal.
3. MecAnisMo de Ação 
Atua no sistema nervoso do parasita promovendo retardo de 
repolarização e a paralisia do mesmo.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Pediculose: 
• �Aplicar a loção 1% nos cabelos e couro cabeludo, pre-
viamente molhados, especialmente na nuca e atrás das 
orelhas deixando-o em contato com essas áreas por dez 
minutos. Enxaguar bem e secar com uma toalha limpa. 
Após a secagem, sugere-se a remoção das lêndeas que 
tenham permanecido nas regiões tratadas com o auxí-
lio de um pente fino. Se forem observados piolhos após 
sete dias ou até 14 dias após a primeira aplicação, pode-
se efetuar nova aplicação.
n Escabiose: 
• �Aplicar a loção 5% em toda superfície corporal, exceto 
mucosas, removendo-a com banho após 8 a 12 horas. 
Pode-se repetir seu uso após 1 semana se ainda persisti-
rem lesões clinicamente visíveis.
364
5. interAções reLevAntes 
n Pode ocorrer sensibilização cruzada a piretrinas.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Prurido e queimação.
n Em menor frequência eritema, dormência e erupções cutâneas.
 aTENÇÃo: Não aplicar o produto sobre os olhos, mucosas, 
feridas ou queimaduras.
 aTENÇÃo: Em contato com olho, lavar abundantemente 
com água.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Inflamação aguda no couro cabeludo.
n durante a gestação.
365
///////////////////////////////////////////////////////////////////
PIlOCARPINA
1. APresentAção 
Solução oftálmica 2%
2. disPoniBiLidAde 
Exclusivamente nas unidades de referência ao atendimen-
to oftalmológico, com utilização interna no serviço de saúde por 
especialista.
3. MecAnisMo de Ação 
Simula a ação da acetilcolina na junção neuroefetora paras-
simpática.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de glaucoma agudo:
• �A concentração e a frequência de instilação necessárias 
para manter o controle da pressão intra-ocular devem ser 
individualizadas e conforme avaliação médica.
5. interAções reLevAntes 
n A atropina bloqueia competitivamente a pilocarpina nos re-
ceptores muscarínicos.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n deslocamento de retina, cefaléia, salivação e broncoespasmo.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Glaucoma por bloqueio pupilar.
366
///////////////////////////////////////////////////////////////////
PIRAZINAMIdA 
1. APresentAção 
Comprimido 500 mg 
Solução oral 30 mg/mL 
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de referência para o programade controle da tuberculose. 
3. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento da tuberculose:
• �Até�20�Kg: 35 mg/Kg/dia.
• �>�20�a�35�Kg: 1.000 mg/dia.
• �>�35�a�45�Kg: 1.500 mg/dia.
• �>�45�Kg: 2.000 mg/dia.
aTENÇÃo: Duração do tratamento: 
1. Esquema I e IR: 1ª fase: 2 meses.
2. Esquema III: 1ª fase: 3 meses.
3. Esquema II: 35 mg/Kg/dia, até dose máxima de 2.000 mg/
dia, por 2 meses.
 aTENÇÃo: consultar anexo V – ESQUEMAS dE TRATA-
MENTo PARA A TUBERCULoSE.
367
///////////////////////////////////////////////////////////////////
PIRIdOXINA 
(cloridrato de piridoxina - Vitamina B6) 
1. APresentAção 
Comprimido 40 mg 
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de referência para o programa 
de controle da tuberculose. 
3. MecAnisMo de Ação 
Atua como coenzima nos processos de transaminação, de-
sidratação, descarboxilação e clivagem da cadeia lateral, quase 
todos envolvidos no metabolismo dos aminoácidos. 
4. indicAção e PosoLogiA 
n Deficiência de vitamina B6: 
• �120 a 400 mg ao dia fracionadas em 2 a 3 administrações.
n Prevenção de deficiência de vitamina B6: 
• �80 a 160 mg ao dia fracionadas em 2 a 3 administrações.
5. interAções reLevAntes 
n Tem atividade antagonizada por isoniazida, cloranfenicol, ci-
closserina, hidralazina, penicilamina e imunossopressores.
n Aumenta biotransformação de levodopa em dopamina na 
periferia, diminuindo a atividade antiparkinsoniana.
n Em doses de 80 a 400 mg ao dia, aumenta metabolismo he-
pático de fenobarbital.
368
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Neuropatia periférica sensorial no uso muito prolongado.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n A relação risco-benefício deverá ser avaliada na presença do 
mal de Parkinson.
369
///////////////////////////////////////////////////////////////////
PIRIMETAMINA 
1. APresentAção 
Comprimido 25 mg 
Suspensão oral 2 mg/mL
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde da rede municipal po-
rém sob demanda específica.
3. MecAnisMo de Ação 
Inibe a dihidrofolato redutase e assim, a síntese de ácidos nu-
cléicos do parasita.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de toxoplasmose:
• �Adultos:
 50 a 200 mg ao dia por 1 a 2 dias seguido por 25 a 50 
mg ao dia por 2 a 4 semanas. 
 aTENÇÃo: o tratamento deve ser mantido preferencialmen-
te por mais algumas semanas após cura clínica.
• �Adultos�severamente�imunocomprometidos:
 100 a 200 mg ao dia por 1 a 2 dias seguido por 50 a 100 
mg ao dia por 3 a 6 semanas.
 aTENÇÃo: Manutenção do tratamento com 25 a 50 mg dia 
pode ser requerido por tempo indeterminado. 
• �Gestantes�a�partir�do�segundo�trimestre:
 Quando PCR de líquido aminiótico for positivo ou não re-
alizado, o esquema terapêutico com espiramicina deve ser 
alternado, a cada 3 semanas, com pirimetamina + sulfa-
diazina + ácido folínico entre a 20ª à 34ª semana de ges-
370
tação. Espiramicina deve ser mantida quatro semanas an-
tes da data provável do parto.
• �Crianças:
 1 mg/Kg/dia por 1 a 3 dias seguido por 0,5 mg/Kg/dia 
por 4 a 6 semanas.
 aTENÇÃo: o tratamento pode ser mantido por 6 meses a 1 
ano em crianças com toxoplasmose congênita.
5. interAções reLevAntes 
n Exacerbação de depressão medular quando associado a an-
tagonistas de folato.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n depressão hematológica.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Pacientes com anemia megaloblástica, convulsões ou arritmias.
371
///////////////////////////////////////////////////////////////////
Plantago major L.
(Tanchagem)
1. APresentAção 
Tintura 20%
2. PArte utiLizAdA 
Folhas
3. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde da rede municipal.
4. ProPriedAdes fArMAcoLógicAs 
devido às mucilagens, exerce ação protetora das mucosas in-
flamadas e das vias respiratórias promovendo a diminuição do 
processo inflamatório. Age sobre as vias respiratórias superiores, 
protegendo a mucosa e auxiliando a expectoração.
5. indicAção e PosoLogiA
n Tratamento de estomatites, glossites e gengivites e tra-
tamento sintomático do resfriado comum:
• �Uso�interno: 
� Adultos:
 50 a 70 gotas, diluídas em água, 3 vezes ao dia, duran-
te 7 a 15 dias.
� �Crianças:
 Abaixo de 6 meses: 3 a 8 gotas, diluídas em água, 3 ve-
zes ao dia;
 6 meses a 3 anos: 10 a 15 gotas, diluídas em água, 3 ve-
zes ao dia;
 4 a 12 anos: 20 a 30 gotas, diluídas em água, 3 vezes ao dia.
372
 aTENÇÃo: Em afecções inflamatórias da boca e faringe re-
comenda-se utilização concomitante de bochechos ou gar-
garejos: 50 gotas, diluídas em água, 3 vezes ao dia.
6. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n durante a gestação.
373
///////////////////////////////////////////////////////////////////
POlICRESUlENO 
+ CINCHOCAÍNA 
1. APresentAção 
Pomada 100 mg/g + 10 mg/g
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde da rede municipal po-
rém sob demanda específica, com prescrição de proctologista.
3. MecAnisMo de Ação 
Policresuleno é hemostático tópico e anti-séptico e cincho-
caína anestésico local de longa duração.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de hemorróidas:
• �Aplicar a pomada localmente, com massagem, 2 a 3 ve-
zes ao dia até melhora dos sintomas, continuando o tra-
tamento com 1 aplicação ao dia, preferencialmente ao 
deitar, até completo desaparecimento dos sintomas ou 
lesões e de acordo com avaliação médica.
5. reAções AdversAs reLevAntes 
n Sensações locais de ardência e prurido podem ocorrer no iní-
cio do tratamento.
374
///////////////////////////////////////////////////////////////////
PRAMIPEXOl 
1. APresentAção 
Comprimido 0,25 mg
Comprimido 1 mg
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de referência para atendimen-
to a psicotrópicos e medicamentos sujeitos a controle especial, 
com prescrição de geriatra, neurologista ou psiquiatra e em re-
ceita de controle especial em duas vias.
3. MecAnisMo de Ação 
Agonismo dopaminérgico.
4. indicAção e PosoLogiA 
n redução da incidência das flutuações motoras que ocor-
rem em pacientes em estágio avançado da doença de 
Parkinson: 
• �0,125 mg 3 vezes ao dia, aumentando-se para 0,25 mg após 
1 semana e para 0,5 mg após 2 semanas, de acordo com a 
resposta do paciente e até dose máxima de 4,5 mg/dia.
5. interAções reLevAntes 
n Cimetidina reduz o clearence renal de pramipexol.
n Evitar associação com álcool.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Sonolência ocasional súbita.
n Anormalidades visuais.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Ajustar dose na vigência de insuficiência renal.
375
///////////////////////////////////////////////////////////////////
PRAVASTATINA 
1. APresentAção 
Comprimido 20 mg 
2. disPoniBiLidAde 
Exclusivamente na farmácia do Centro de Referência dST/
AIdS, com prescrição de especialista.
3. MecAnisMo de Ação 
Inibidor da coenzima A redutase interferindo na síntese de 
colesterol.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de hipercolesterolemia,dislipidemia e pre-
venção secundária de coronariopatias em pacientes em 
tratamento com anti-retrovirais:
• �10 a 40 mg em dose única diária antes de deitar. de acor-
do com a resposta do paciente, a dose pode ser ajusta-
da, em intervalos de 4 semanas, até 80 mg/dia.
5. interAções reLevAntes 
n Não é significativamente metabolizada pelo sistema enzimá-
tico citocromo P450. 
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n distúrbios gastrintestinais.
n Toxicidade hepática.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n durante a gestação.
n Cautela em pacientes com insuficiência renal severa.
376
///////////////////////////////////////////////////////////////////
PRAZIQUANTEl 
1. APresentAção 
Comprimido 600 mg 
2. disPoniBiLidAde 
Exclusivamente na farmácia da U.S. Forte São João.
3. MecAnisMo de Ação 
Anti-helmíntico de amplo espectro com mecanismo de ação 
ainda desconhecido.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de infecções por Schistosoma mansoni: 
• �Adultos:
 50 mg/Kg fracionados em 2 administrações com interva-
lo de 4 horas.
 27 a 32 Kg: 2,5 comprimidos
 33 a 38 Kg: 3 comprimidos
 39 a 44 Kg: 3,5 comprimidos
 45 a 50 Kg: 4 comprimidos
 51 a 56 Kg: 4,5 comprimidos
 57 a 62 Kg: 5 comprimidos
 63 a 68 Kg: 5,5 comprimidos
 69 a 74 Kg: 6 comprimidos
 75 a 80 Kg: 6,5 comprimidos
 > 80 Kg: 7 comprimidos
377
• �Crianças�até�15�anos:
 60 mg/Kg fracionados em 2 administrações com interva-
lo de 4 horas.
 13 a 16 Kg: 1,5 comprimido
 17 a 20 Kg: 2 comprimidos
 21 a 25 Kg: 2,5 comprimidos
 26 a 30 Kg: 3 comprimidos
 31 a 35 Kg: 3,5 comprimidos
 36 a 40 Kg: 4 comprimidos
5. interAções reLevAntes 
n Antiepilépticos e antimaláricos reduzem a biodisponibilidade 
de praziquantel.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Em maior frequência mal-estar, cefaléia e tontura.
n ocasionalmente sedação, dor abdominal, febre, sudorese e 
náusea.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n durante a gestação.
n diagnóstico de cisticercose ocular.
n Ajustar dose na vigência de insuficiência hepática.
n orientar o paciente a não realizar tarefas que exijam atenção. 
378
///////////////////////////////////////////////////////////////////
PREdNISOlONA
(fosfato sódico de prednisolona) 
1. APresentAção 
Solução oral 3 mg/mL 
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde e dos pronto-atendi-
mentos da rede municipal.
3. MecAnisMo de Ação 
Pertence a classe dos corticosteróides possuindo importante 
ação antiinflamatória e de supressão imunológica.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de doenças inflamatórias nas quais a corti-
coterapia esteja indicada: 
• �2,5 a 60 mg ao dia em doses fracionadas ou em dose 
única diária após o café da manhã.
 aTENÇÃo: Após a obtenção de uma resposta favorável, a 
dose de manutenção deverá ser determinada diminuindo 
gradativamente a dose inicial a intervalos apropriados, até 
dose mínima efetiva.
 aTENÇÃo: Nunca interromper abruptamente um tratamento 
prolongado. Caso a interrupção seja necessária, a dose deve 
ser gradualmente reduzida.
5. interAções reLevAntes 
n Risco de hepatotoxicidade quando administrada junto a pa-
racetamol.
379
n Aumento do risco de úlceras ou hemorragias gastrintestinais 
com antiinflamatórios não-esteroidais.
n Antiácidos diminuem sua absorção. 
n Associação a glicosídeos digitálicos aumenta a possibilidade 
de arritmias.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Visão turva, diminuição do crescimento em crianças e ado-
lescentes, pertubações psíquicas e erupções cutâneas.
n Supressão hipotalâmica.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Na presença de infecções fúngicas sistêmicas.
n Na administração de vacinas de vírus vivos.
380
///////////////////////////////////////////////////////////////////
PREdNISONA 
1. APresentAção 
Comprimido 5 mg 
Comprimido 20 mg 
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde e dos pronto-atendi-
mentos da rede municipal.
3. MecAnisMo de Ação 
Pertence a classe dos corticosteróides possuindo importante 
ação antiinflamatória e de supressão imunológica.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de doenças inflamatórias nas quais a corti-
coterapia esteja indicada: 
• �2,5 a 60 mg ao dia em doses fracionadas ou em dose 
única diária após o café da manhã.
 aTENÇÃo: Após a obtenção de uma resposta favorável, a 
dose de manutenção deverá ser determinada diminuindo 
gradativamente a dose inicial a intervalos apropriados, até 
dose mínima efetiva.
 aTENÇÃo: Nunca interromper abruptamente um tratamento 
prolongado. Caso a interrupção seja necessária, a dose deve 
ser gradualmente reduzida.
5. interAções reLevAntes 
n Risco de hepatotoxicidade quando administrada junto a pa-
racetamol.
381
n Aumento do risco de úlceras ou hemorragias gastrintestinais 
com antiinflamatórios não-esteroidais.
n Antiácidos diminuem sua absorção. 
n Associação a glicosídeos digitálicos aumenta a possibilidade 
de arritmias.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Visão turva, diminuição do crescimento em crianças e ado-
lescentes, pertubações psíquicas e erupções cutâneas.
n Supressão hipotalâmica.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Na presença de infecções fúngicas sistêmicas.
n Na administração de vacinas de vírus vivos.
382
///////////////////////////////////////////////////////////////////
PRIlOCAÍNA 
+ FElIPRESSINA 
1. APresentAção 
Solução injetável 3% + 0,03 UI/mL (uso odontológico) 
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde e dos pronto-atendimen-
tos da rede municipal para utilização interna no serviço de saúde.
3. MecAnisMo de Ação 
Prilocaína interfere no bloqueio dos canais de sódio regu-
lados por voltagem, impedindo despolarização e consequente 
transmissão do potencial de ação neural, promovendo analge-
sia. Felipressina, em doses terapêuticas, determina apenas vaso-
constricção local.
4. indicAção e PosoLogiA 
n anestesia infiltrativa e bloqueio neural periférico, em 
procedimentos odontológicos:
• �A dose máxima é de 300 mg. Recomenda-se o uso de 1 
a 2 tubetes por sessão.
5. reAções AdversAs reLevAntes 
n Cianose pode ser observada após administração de grandes 
doses de prilocaína (> 400 mg) como resultado de sua de-
gradação metabólica a o-toluidina, um indutor conhecido da 
metemoglobina.
383
///////////////////////////////////////////////////////////////////
PROMETAZINA 
(cloridrato de prometazina) 
1. APresentAção 
Comprimido 25 mg
Solução injetável 25 mg/mL 
2. disPoniBiLidAde 
comprimido: Nas farmácias das unidades de referência para 
atendimento a psicotrópicos e medicamentos sujeitos a contro-
le especial.
Solução injetável: Nas farmácias das unidades de saúde e 
dos pronto-atendimentos da rede municipal para utilização in-
terna no serviço de saúde.
3. MecAnisMo de Ação 
derivado fenotiazínico com propriedades antihistamínicas, 
antimuscarínicas e de antagonismo serotonérgico.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de impregnação por butirofenonas:
A critério médico.
n Tratamento de manifestações alérgicasdiversas:
• �Adultos:
 25 a 50 mg/mL, via IM profunda ou 2,5 até no máximo 
25 mg/mL via IV em velocidade de infusão não superior 
a 25 mg/minuto.
• �Crianças:
 5 a 10 anos: 6,25 a 12,5 mg, via IM profunda.
384
5. interAções reLevAntes 
n Potencializa depressores centrais.
n Potencializa ototoxicidade de aminoglicosídeos.
6. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Evitar uso durante a gestação.
385
///////////////////////////////////////////////////////////////////
PROTAMINA 
(sulfato de protamina) 
1. APresentAção 
Solução injetável 10 mg/mL 
2. disPoniBiLidAde 
Exclusivamente nos pronto-atendimentos municipais para uti-
lização interna no serviço de saúde.
3. MecAnisMo de Ação 
Combina-se com a heparina formando um complexo está-
vel inativo.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de hemorragia por heparinização: 
• �A dose depende da quantidade de heparina que se de-
seja neutralizar; cada mg neutraliza 100 UI de heparina.
• �Se a heparina já foi administrada a algum tempo, tendo 
sido parcialmente depurada, deve-se diminuir a dose de 
protamina.
• �Se em esquema intermitente, a quantidade de heparina 
é estimada pela dose administrada e pelo tempo decor-
rido desde a administração.
• �Quando em infusão contínua, calcula-se a heparina ad-
ministrada na última hora de infusão e administra-se a 
quantidade correspondente do antagonista. A velocida-
de de infusão deve ser lenta e não mais do que 50 mg 
num período de 10 minutos.
386
• �Na�urgência:
 0,5 mg/Kg.
 aTENÇÃo: Evitar excesso de dose pois a protamina também 
tem efeito anticoagulante.
5. reAções AdversAs reLevAntes 
n Hipotensão, bradicardia e dispnéia.
6. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Extrema cautela durante a gestação e a lactação.
387
///////////////////////////////////////////////////////////////////
PROXIMETACAÍNA 
1. APresentAção 
Solução oftálmica 0,5%
2. disPoniBiLidAde 
Exclusivamente nas unidades de referência ao atendimen-
to oftalmológico, com utilização interna no serviço de saúde por 
especialista e com solicitação em receita de controle especial.
3. MecAnisMo de Ação 
Atua em canais iônicos da membrana celular interferindo na 
condução nervosa.
4. indicAção e PosoLogiA 
n anestésico tópico em procedimentos oftalmológicos:
 • �Instilar 1 a 2 gotas antes da intervenção.
388
///////////////////////////////////////////////////////////////////
RANITIdINA 
(cloridrato de ranitidina)
1. APresentAção 
Comprimido revestido 150 mg
Solução oral 15 mg/mL 
Solução injetável 25 mg/mL
2. disPoniBiLidAde 
comprimido e solução oral: Nas farmácias das unidades de 
saúde e dos pronto-atendimentos da rede municipal.
Solução injetável: Exclusivamente nos pronto-atendimentos 
municipais para utilização interna no serviço de saúde.
3. MecAnisMo de Ação 
Inibe a secreção ácida por bloqueio competitivo de recepto-
res H2 de histamina.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de úlcera péptica: 
• �Adultos:
 300 mg em dose única ao deitar ou 150 mg 2 vezes ao 
dia, inicialmente por 4 semanas.
• �Crianças:
 2 a 4 mg/Kg 2 vezes ao dia até dose máxima de 300 mg/dia.
n Doença do refluxo gastroesofágico:
• �Adultos:
 150 mg 2 vezes ao dia ou 300 mg ao deitar por 8 sema-
nas ou se necessário, por 12 semanas. Em casos severos, 
recomenda-se 150 mg 4 vezes ao dia por 12 semanas.
n Via parenteral: 50 mg, via IM ou IV a cada 6 ou 8 horas.
389
5. interAções reLevAntes 
n Absorção diminuída por antiácidos.
n A ranitidina inibe o metabolismo de estradiol, varfarina, feni-
toína, quinidina, carbamazepina, antidepressivos tricíclicos, 
metronidazol, teofilina, sulfoniluréias e antagonistas dos ca-
nais de cálcio.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n diarréia, cefaléia, fadiga e dor muscular.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Ajuste de dose deve ser avaliado em nefropatas.
390
///////////////////////////////////////////////////////////////////
RETINOl 
(palmitato de retinol - Vitamina A)
1. APresentAção 
 Solução oleosa oral 150.000 UI/mL ou 
Cápsula 100.000 UI ou 
Cápsula 200.000 UI
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde da rede municipal para 
utilização interna no serviço de saúde.
3. MecAnisMo de Ação 
Precursor de rodopsina, pigmento fotossensível indispensá-
vel à visão noturna, e coenzima em inúmeros passos do desen-
volvimento de tecidos germinativos e na embriogênese. Sua pre-
sença equilibra queratinização e secreção em tecidos epiteliais.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de deficiência de vitamina a:
Mega dose de vitamina A
• �Crianças:
 06 a 10 meses: 100.000 UI (20 gotas da solução oleosa).
 11 meses a 5 anos: 200.000 UI (40 gotas da solução oleosa).
aTENÇÃo: Consultar Protocolo Saúde da Criança.
 aTENÇÃo: Quando a administração de vitamina A é neces-
sária por períodos prolongados, recomenda-se interromper 
o tratamento ocasionalmente, a fim de evitar possível hiper-
vitaminose.
391
5. interAções reLevAntes 
n Suspeita-se que a vitamina A possa reativar reações inflama-
tórias controladas por corticosteróides, quando administra-
dos por via sistêmica.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Uso crônico em altas doses pode produzir graves intoxicações.
n Vertigens, náuseas e eritemas.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Pacientes em uso de corticosteróides.
392
///////////////////////////////////////////////////////////////////
RIFAMICINA SV SódICA 
+ ACETATO
dE PREdNISOlONA
1. APresentAção 
Creme 1,5 mg/g + 5,0 mg/g (uso odontológico)
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde e dos pronto-atendimen-
tos da rede municipal para utilização interna no serviço de saúde.
3. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento endodôntico em dentes sem vitalidade pulpar:
• �Compõe, juntamente com idodofórmio e paramonoclo-
rofenol em partes iguais, a Pasta de Guedes Pinto.
4. reAções AdversAs reLevAntes 
n Em contato com gengiva/mucosa pode ocorrer irritação, re-
ação alérgica, ardor local e prurido.
393
///////////////////////////////////////////////////////////////////
RIFAMPICINA
1. APresentAção 
Cápsula 300 mg 
Suspensão oral 20 mg/mL 
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de referência sob demanda es-
pecífica.
3. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento da hanseníase e tuberculose:
 aTENÇÃo: consultar anexo iV – ESQUEMAS dE TRATA-
MENTo PARA A HANSENíASE.
 aTENÇÃo: consultar anexo V – ESQUEMAS dE TRATA-
MENTo PARA A TUBERCULoSE. 
n Profilaxia de meningite:
• �Meningocócica:
� Adultos:
 600 mg de 12 em 12 horas por 2 dias.
� Crianças:
 < 12 meses: 5 mg/Kg de 12 em 12 horas por 2 dias.
 1 a 12 anos: 10 mg/Kg de 12 em 12 horas por 2 dias.
• �Por Haemophilus�influenzae:
� Adultos: 600 mg em dose única diária por 4 dias.
 Crianças: 
 1 a 3 meses: 10 mg/Kg em dose única diária por 4 dias.
 > 3 meses: 20 mg/Kg em dose única diária por 4 dias, até 
dose máxima diária de 600 mg.
394
///////////////////////////////////////////////////////////////////
RISPERIdONA 
1.APresentAção 
Comprimido 1 mg 
Comprimido 2 mg
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de referência para atendimen-
to a psicotrópicos e medicamentos sujeitos a controle especial, 
com primeira prescrição de geriatra, neurologista ou psiquiatra 
e em receita de controle especial em duas vias.
3. MecAnisMo de Ação 
Antagoniza receptores dopaminérgicos d2 combinado ao blo-
queio dos receptores serotoninérgicos 5-HT2. 
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de esquizofrenia:
• �1 mg 2 vezes ao dia por 1 a 3 dias, aumentando-se para 
2 mg 2 vezes ao dia e assim sucessivamente, de acordo 
com a resposta do paciente e até 10 mg/dia. 
n Tratamento de distúrbios psicóticos: 
• �2 a 3 mg em dose única diária, podendo-se realizar acrés-
cimos diários de 1 mg, até 6 mg/dia.
5. interAções reLevAntes 
n Hidróxido de alumínio e anticoagulantes orais promovem a 
diminuição de sua absorção gastrintestinal.
n Concomitantemente com álcool ocorre a potencialização de 
efeitos depressores no SNC.
n Administrada com fenitoína e outros anticonvulsivantes pode 
395
baixar o limiar convulsivo.
n Betabloqueadores apresentam potencialização de sua ação 
anti-hipertensiva quando administrados com risperidona.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Efeitos extrapiramidais porém em baixa incidência.
n discinesia tardia.
n Síndrome neuroléptica maligna.
n Tonteira.
n Hipotensão.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n durante o primeiro trimestre de gestação.
396
///////////////////////////////////////////////////////////////////
RITONAVIR 
1. APresentAção 
Cápsula 100 mg 
Solução oral 80 mg/mL 
2. disPoniBiLidAde 
Exclusivamente na farmácia do Centro de Referência dST/
AIdS, com prescrição de especialista e em formulário próprio.
3. indicAção e PosoLogiA 
n Terapia anti-retroviral:
• �Adultos:
 300 mg de 12 em 12 horas, com aumentos de 100 mg 
de 12 em 12 horas a cada 3 ou 4 dias, até atingir 600 
mg de 12 em 12 horas, no máximo, em 14 dias.
 aTENÇÃo: Seu uso isolado é raro, sendo mais comumente 
associado a outro inibidor da protease.
4. inforMAções coMPLeMentAres 
n consultar anexo Vi – ESQUEMAS dE TRATAMENTo PARA 
A AIdS.
397
///////////////////////////////////////////////////////////////////
RIVASTIGMINA 
1. APresentAção 
Cápsula 1,5 mg
Cápsula 3 mg
Cápsula 6 mg 
Solução oral 2 mg/mL
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de referência para atendimen-
to a psicotrópicos e medicamentos sujeitos a controle especial, 
com prescrição de geriatra, neurologista ou psiquiatra e em re-
ceita de controle especial em duas vias.
3. MecAnisMo de Ação 
Inibidor de acetilcolinesterase e butilcolinesterase.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de processos demenciais em fase inicial e 
intermediária:
• �1,5 mg 2 vezes ao dia com aumento gradual até 6 mg 2 
vezes ao dia.
5. interAções reLevAntes 
n Associado com betabloqueadores, digoxina e bloqueadores 
de canais de cálcio aumenta o risco de braquicardia.
n Concomitantemente a agonistas colinérgicos promove o au-
mento dos efeitos colinérgicos.
n Com álcool apresenta aumento de risco de sedação e irrita-
ção gastrintestinal.
398
n Aumento do relaxamento muscular quando associado a blo-
queadores neuromusculares.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Tonteira, cefaléia, náuseas, vômitos e dor abdominal.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Pacientes com hipersensibilidade a derivados de carbamato.
399
///////////////////////////////////////////////////////////////////
SAIS PARA
REIdRATAÇÃO ORAl
1. APresentAção 
Pó para solução oral 
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde e dos pronto-atendi-
mentos da rede municipal.
3. MecAnisMo de Ação 
Reposição de eletrólitos.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Desidratação e reposição de eletrólitos:
• �dissolver o conteúdo de um envelope em 1 litro de água 
filtrada ou fervida (após retorno à temperatura ambien-
te). A solução deve ser oferecida em pequenas quantida-
des, com grande frequência e a cada evacuação líquida. 
aTENÇÃo: depois de diluído conservar por 24 horas.
400
///////////////////////////////////////////////////////////////////
SAlBUTAMOl
1. APresentAção 
Aerossol 100 mcg/dose 
xarope 0,4 mg/mL 
Solução injetável 500 mcg/mL
2. disPoniBiLidAde 
aerossol e xarope: Nas farmácias das unidades de saúde e 
dos pronto-atendimentos da rede municipal.
Solução injetável: Nas farmácias das unidades de saúde e 
dos pronto-atendimentos da rede municipal para utilização in-
terna no serviço de saúde.
3. MecAnisMo de Ação 
Simpatomimético de ação direta com atividade e seletivida-
de para receptores beta-2-adrenérgicos.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de quadros asmáticos e bronquite:
• �Via�inalatória�em�aerossol:
� Adultos: 100 a 200 mcg a cada 4 a 6 horas. 
� Crianças: 100 mcg 4 vezes ao dia.
• �Via�oral:
� Adultos: 2 a 4 mg 3 a 4 vezes ao dia.
 Crianças: 0,1 a 0,15 mg/Kg 3 a 4 vezes ao dia.
• �Via�intramuscular�ou�subcutânea:
 Adultos: 500 mcg a cada 4 horas. 
� �Crianças: 
 Até 20 Kg: 0,05 a 0,1 mg 2 vezes ao dia. dose máxima 
= 0,2 mg.
401
 Até 30 Kg: 0,15 mg 2 vezes ao dia. dose máxima = 0,3 mg.
 30 a 50 Kg: 0,2 mg 2 vezes ao dia. dose máxima = 0,4 mg.
• �Via�intravenosa�lenta�ou�infusão:
� Adultos: 250 mcg. 
5. interAções reLevAntes 
n Hipocalemia na associação com corticosteróides, xantinas e 
diuréticos.
n Arritmias com digitálicos.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Tremores musculares principalmente de extremidades supe-
riores são comuns. 
n Pode provocar taquicardia, nervosismo e cefaléia. 
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Cautela na presença de diabetes mellitus, hipertiroidismo, hi-
pertensão arterial e arritmias.
402
///////////////////////////////////////////////////////////////////
SAQUINAVIR
1. APresentAção 
Cápsula 200 mg
2. disPoniBiLidAde 
Exclusivamente na farmácia do Centro de Referência dST/
AIdS, com prescrição de especialista e em formulário próprio.
3. indicAção e PosoLogiA 
n Terapia anti-retroviral:
• �Adultos: 400 a 1.000 mg (de acordo com a dose de ri-
tonavir) de 12 em 12 horas.
4. inforMAções coMPLeMentAres 
n consultar anexo Vi – ESQUEMAS dE TRATAMENTo PARA 
A AIdS.
403
///////////////////////////////////////////////////////////////////
SElEGIlINA
1. APresentAção 
Comprimido 5 mg
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de referência para atendimen-
to a psicotrópicos e medicamentos sujeitos a controle especial, 
com primeira prescrição de geriatra, neurologista ou psiquiatra 
e em receita de controle especial em duas vias.
3. MecAnisMo de Ação 
A selegilina reduz a degradação intraneural de dopamina no 
sistema nigroestriatal pela inibição da MAo-B.
4. indicAção e PosoLogiA 
n adjuvante no tratamento da doença de Parkinson: 
• �2,5 a 10 mg em dose únicadiária pela manhã ou fracio-
nadas em 2 administrações.
5. interAções reLevAntes 
n Intensifica e prolonga a ação da levodopa.
n Evitar uso concomitante de outro IMAo assim como de me-
peridina e outros opióides.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Transtornos gastrintestinais.
n Confusão, depressão e alterações da disposição e humor.
n Vertigem.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Na presença de úlcera pética.
n Cautela em pacientes com história de úlcera péptica e com 
hipertensão, arritmias, angina e psicose não controladas. 
404
///////////////////////////////////////////////////////////////////
SINVASTATINA
1. APresentAção 
Comprimido revestido 20 mg 
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde da rede municipal.
3. MecAnisMo de Ação 
Promove inibição da enzima HMG-CoA redutase que regu-
la a produção de colesterol intracelular no hepatócito e redução 
dos níveis de LdL. 
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de dislipidemias e prevenção primária e se-
cundária de coronariopatias: 
• �10 a 20 mg a tarde ou a noite. dose inicial de 40 mg 
pode ser necessária em pacientes em alto risco cardio-
vascular. Aumentos criteriosos e graduais podem ser re-
alizados.
 aTENÇÃo: Como a biossíntese de colesterol ocorre predo-
minantemente a noite, a sinvastatina deve ser administrada 
a tarde ou a noite, se for utilizada em única dose. 
5. interAções reLevAntes 
n Administrado concomitantemente com fibratos provoca mial-
gia clínica.
n Seu uso com amiodarona ou verapamil está associado a ris-
co aumentado de miopatia.
405
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Toxicidade hepática.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n durante a gestação.
n Presença de miopatia e insuficiência renal grave.
406
///////////////////////////////////////////////////////////////////
SOlUÇÃO dE RINGER
1. APresentAção 
Solução injetável cloreto de sódio (8,6 g) + cloreto de potás-
sio (0,3 g) + cloreto de cálcio (0,33 g)/L
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde e dos pronto-atendimen-
tos da rede municipal para utilização interna no serviço de saúde.
3. MecAnisMo de Ação 
Por veicular eletrólitos, realiza a correção dos desequilíbrios 
hídrico e eletrolítico (hiponatremia, hipocalemia e hipocalcemia).
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de acidose metabólica associada à desidra-
tação, correção de perdas excessivas de água e íons, re-
dução de hipotensão intracraniana:
• �Varia de acordo com peso, idade e condições clínicas.
407
///////////////////////////////////////////////////////////////////
SOlUÇÃO dE
RINGER lACTATO
1. APresentAção 
Solução injetável cloreto de sódio (6,0 g) + cloreto de potás-
sio (0,3 g) + cloreto de cálcio (0,2 g) + lactato de sódio (3,1 g)/L
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde e dos pronto-atendimen-
tos da rede municipal para utilização interna no serviço de saúde.
3. MecAnisMo de Ação 
Por veicular eletrólitos, realiza a correção dos desequilíbrios 
hídrico e eletrolítico (hiponatremia, hipocalemia e hipocalcemia).
4. indicAção e PosoLogiA 
n auxiliar no tratamento de acidose metabólica:
• �Varia de acordo com peso, idade e condições clínicas.
5. interAções reLevAntes 
n Pode ser incompatível com aditivos.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Risco de tromboflebites.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Pacientes com insuficiência cardíaca congestiva, insuficiência 
renal severa e alcalose respiratória.
408
///////////////////////////////////////////////////////////////////
SOROS
A. soro Anti-rÁBico - sAr
1. APresentAção, coMPosição e conservAção 
Solução injetável em ampolas de 5 mL (1.000 UI)
Trata-se de solução de imunoglobulinas específicas purifica-
das padronizada por comparação com soro anti-rábico padrão 
fornecido pela oMS. A imunoglobulina é obtida de plasma de 
equídeos hiperimunizados com vacina contra raiva e subsequen-
temente com vírus rábico fixo. 
deve ser mantido sob refrigeração, em temperatura entre + 
02º a + 08º C. Não deve ser congelado. 
2. disPoniBiLidAde 
No Hospital Universitário Cassiano Antônio de Moraes – 
HUCAM e no Hospital Infantil Nossa Senhora da Glória – HINSG.
3. indicAção e PosoLogiA 
n Profilaxia da raiva humana após exposição ao vírus rábico:
• �Sua indicação depende da natureza da exposição e das 
condições do animal agressor.
 aTENÇÃo: Consultar Quadro - Esquema para Tratamento Pro-
filático Anti-Rábico Humano apresentado a seguir.
• �Dose: 
 40 UI para cada quilo de peso. A dose máxima é de 3.000 UI.
aTENÇÃo:
• �Administrar a dose total recomendada até sete dias do 
início do tratamento.
• �Caso não houver disponibilidade da dose total recomenda-
409
da de soro administrar inicialmente a parte existente. A par-
te restante deve ser aplicada até 7 dias do início da terapia.
• �Quando o soro não estiver disponível iniciar imediata-
mente a administração da vacina.
• �Via�de�administração: 
 Via intramuscular, na região do deltóide, na face exter-
na superior do braço, no vastolateral da coxa ou no glú-
teo, no quadrante superior externo. Em crianças meno-
res de dois anos, dar preferência ao músculo vastolate-
ral da coxa.
410
esquemA�pArA�trAtAmento�proFilático�Anti-rábico�HumAno
TIPO DE 
EXPOSIÇÃO
CONDIÇÕES DO ANIMAL AGRESSOR 
n		Cão	ou	gato	sem
suspeita	de	raiva	
no	momento	
da	agressão
n		Cão	ou	gato
clinicamente	suspeito	
de	raiva	no	momento	
da	agressão
n		Animal	raivoso,	
desaparecido	ou	morto;	
silvestre	(inclusive	
domiciliados)	e	animais	
domésticos	de	interesse	
econômico	ou	de	
produção
n	 Contato indireto:
•	Manipulação	de	uten-
sílios	contaminados;	
•	Lambedura	de	pele	
íntegra.
Lavar	com	água	e	sabão;
Não	tratar.
Lavar	com	água	e	sabão;
Não	tratar.
Lavar	com	água	e	sabão;
Não	tratar.
n	 Acidentes leves:
•	Arranhadura;
•	Lambedura	de	pele	
lesada;	
•	Mordedura	única	e	
superficial	no	tronco	ou	
membros	(com	exceção	
das	mãos,	polpas	digi-
tais	e	planta	dos	pés).
Lavar	com	água	e	sabão;
Observar	o	animal	durante	
10	dias	após	a	agressão:
1.	Se	o	animal	permane-
cer	sadio,	encerrar	o	caso;
2.	Se	o	animal	morrer,	de-
saparecer	ou	se	tornar	rai-
voso,	administrar	5	doses	
da	vacina	nos	dias:	0,	3,	7,	
14	e	28.
Lavar	com	água	e	sabão;	
Iniciar	o	tratamento	com	2	
doses	(dias	0	e	3);
Observar	o	animal	durante	
10	dias	após	a	agressão:
1.	Se	a	suspeita	de	rai-
va	for	descartada,	suspen-
der	o	tratamento	e	encer-
rar	o	caso;
2.	Se	o	animal	morrer,	de-
saparecer	ou	se	tornar	
raivoso,	completar	o	es-
quema	até	5	doses.	Apli-
car	uma	dose	entre	o	7º	e	
o	10º	dia	e	uma	dose	nos	
dias	14	e	28.
Lavar	com	água	e	sabão;
Iniciar	imediatamente	o	
tratamento	com	5	doses	
de	vacina	nos	dias	0,	3,	7,	
14	e	28.
n	 Acidentes graves:
•	Lambedura	em	mu-
cosas;	
•	Mordedura	na	cabe-
ça,	face,	pescoço,	mãos,	
polpas	digitais	e	planta	
dos	pés;	
•	Arranhadura	profunda	
provocada	por	gato.
Lavar	com	água	e	sabão;	
Iniciar	o	tratamento	com	2	
doses		nos	dias	0	e	3;
Observar	o	animal	durante	
10	dias	após	a	agressão:
1.	Se	o	animal	permane-
cer	sadio,	suspender	o	tra-
tamento	e	encerrar	o	caso;
2.	Se	o	animal	morrer,	de-
saparecer	ou	se	tornar	rai-
voso,	administrar	soro	e	
completar	o	esquema	até	
5	doses.	Aplicar	uma	dose	
entre		7º	e	o	10º	dia	e	1	
dose	nos	dias	14	e	28.
Lavar	com	água	e	sabão;
Iniciar	o	tratamento	comsoro	e	5	doses	da	vacina	
nos	dias	0,	3,	7,	14	e	28;
Observar	o	animal	durante	
10	dias	após	a	agressão:
1.	Se	a	suspeita	de	rai-
va	for	descartada,	suspen-
der	o	tratamento	e	encer-
rar	o	caso.
Lavar	com	água	e	sabão;
Iniciar	o	tratamento	com	
soro	e	aplicar	5	doses	de	
vacina	nos	dias	0,	3,	7,	
14	e	28	.
ObS.:		Nos	casos	de	agressão	por	morcegos	deve-se	indicar	soro-vacinação	independentemente	da	gravidade	da	le-
são	ou	indicar	conduta	de	reexposição.
411
aTENÇÃo:
• �A dose pode ser dividida e administrada em diferentes 
músculos, simultaneamente.
• �Caso a região anatômica onde está localizado o ferimen-
to permita, a maior parte da dose do soro deve ser infil-
trada ao redor da lesão (ou das lesões).
• �Para administração do soro e da vacina utilizar diferentes 
regiões do corpo.
4. reAções AdversAs reLevAntes 
n As reações precoces são de freqüência variável e ocorrem den-
tro de 24 horas após a administração do soro. São de caráter 
anafilático ou anafilactóide e ocorrem com maior frequência 
entre pacientes anteriormente tratados com soros de origem 
eqüídea. 
n As reações tardias são, em geral, benignas e ocorrem entre 
5 a 24 dias após sua administração. Caracterizam-se por fe-
bre, urticária, dores articulares, aumento de gânglios e, rara-
mente, comprometimento neurológico e renal. Esta reação é 
também conhecida como�doença do Soro�e deve ser tratada 
de acordo com a sua intensidade. 
5. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Pacientes com antecedentes alérgicos ou sensíveis a soros.
B. soro Anti-tetânico - sAt
1. APresentAção, coMPosição e conservAção 
Solução injetável em ampolas de 5 mL (5.000 UI)
Trata-se de solução de imunoglobulinas específicas purifica-
das obtidas de plasma de equídeos hiperimunizados com toxói-
de e toxina tetânica.
deve ser mantido sob refrigeração, em temperatura entre + 
02º a + 08º C. Não deve ser congelado. 
412
2. disPoniBiLidAde 
No Hospital Universitário Cassiano Antônio de Moraes – HUCAM 
e no Hospital Infantil Nossa Senhora da Glória – HINSG. 
3. indicAção e PosoLogiA 
n Prevenção e tratamento do tétano, neutralizando a to-
xina secretada pelo Crostridium tetani:
• �Sua indicação depende do tipo e das condições do feri-
mento, assim como das informações relativas ao uso do 
próprio SAT e do número de doses de vacina contra té-
tano recebido anteriormente.
• �Esquema para Profilaxia do Tétano (Imunização Ativa e 
Passiva) em Caso de Ferimento
esquemA�pArA�proFilAxiA�Do�tétAno
(imunizAção�AtivA�e�pAssivA)�em�cAso�De�Ferimento
História de 
Imunização 
contra o tétano
Ferimento limpo 
ou superficial Outros ferimentos (1)
VACINA	(2)
IMuNIzAçãO	
PASSIVA	(3)
VACINA	(2)
IMuNIzAçãO	
PASSIVA	(3)
Menos	de	03	doses	
ou	ignorada	(4)
Sim Não Sim Sim	
Três	doses	ou	mais:
•		Última	dose
a	menos	de	5	anos
Não Não Não Não
•		Última	dose
entre	5		e	10	anos
Não Não Sim Não
•		Última	dose
a	mais	de	10	anos
Sim Não Sim Não
(1)		Considera-se	como	ferimentos:	fraturas	expostas,	ferimentos	à	bala	ou	provocadas	por	
arma	branca,	queimaduras	extensas,	ferimentos	com	retenção	de	corpos	estranhos,	feri-
mentos	profundos,	puntiformes	(provocados	por	agulhas,	pregos	e	similares)	e	outros.
(2)		Para	os	menores	de	sete	anos	utilizar	a	tríplice	(DPT)	ou	a	dupla	infantil	(DT)	ou	a	trí-
plice	acelular	(DPT	acelular).	A	partir	dos	sete	anos	utilizar	a	dupla	adulto	(dT).
(3)	Imunização	passiva:	imunoglobulina	humana	antitetânica	ou	soro	antitetânico.
(4)	Aproveitar	a	oportunidade	para	indicar	a	complementação	do	esquema	de	vacinação.
413
• �Dose: 
 5.000 UI para crianças e adultos. A dose terapêutica é de 
20.000 UI.
• �Via�de�administração: 
 Via intramuscular, na região do deltóide, na face externa 
superior do braço, no vastolateral da coxa ou no glúteo, 
no quadrante superior externo. Em crianças menores de 
dois anos, dar preferência ao músculo vastolateral da coxa.
aTENÇÃo:
• �Quando o volume do SAT for grande, dividí-lo entre os 
membros superiores e a região do glúteo.
• �Evitar a administração do soro em regiões com grande 
quantidade de tecido adiposo para não haver prejuízo de 
absorção.
• �Quando o SAT for administrado simultaneamente com a 
vacina contra o tétano, utilizar regiões musculares dife-
rentes.
• �Em casos graves, metade da dose pode ser diluída em 100 
mL de soro fisiológico e administrada por via endovenosa 
e a outra metade por via intramuscular (a critério médico).
4. reAções AdversAs reLevAntes 
n As reações precoces são de frequência variável e ocorrem dentro 
de 24 horas após a administração do soro. São de caráter ana-
filático ou anafilactóide e ocorrem com maior frequência entre 
pacientes anteriormente tratados com soros de origem equídea. 
n As reações tardias são, em geral, benignas e ocorrem entre 
5 a 24 dias após sua administração. Caracterizam-se por fe-
bre, urticária, dores articulares, aumento de gânglios e, rara-
mente, comprometimento neurológico e renal. Esta reação é 
também conhecida como doença do Soro e deve ser tratada 
de acordo com a sua intensidade. 
5. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Pacientes com antecedentes alérgicos ou sensíveis a soros.
414
///////////////////////////////////////////////////////////////////
SUlFAdIAZINA
1. APresentAção 
Comprimido 500 mg 
Suspensão oral 100 mg/mL
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde da rede municipal po-
rém sob demanda específica.
3. MecAnisMo de Ação 
Atua como inibidor competitivo do PABA e assim na via de 
síntese do ácido fólico, fator essencial ao crescimento celular.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Profilaxia e tratamento de toxoplasmose: 
• �Adultos:
 Inicialmente 2 a 4 g fracionadas em doses até o máximo 
de 6 g/dia durante 3 a 6 semanas.
• �Crianças:
 100 mg/Kg/dia fracionadas em doses para administração 
de 12 em 12 horas durante 3 a 6 semanas.
5. interAções reLevAntes 
n Anticoagulantes cumarínicos têm sua ação aumentada.
n deve-se evitar a administração simultânea de sulfonamidas 
uma vez que o formaldeído liberado pode formar precipita-
dos insolúveis na urina ácida.
n diminuição de sua atividade com anestésicos locais como 
benzocaína, procaína e tetracaína e derivados do PABA.
415
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Erupções cutâneas e coceiras, náuseas e cefaléia.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n No terceiro trimestre de gestação.
n Ajustar dose na vigência de insuficiência renal.
416
///////////////////////////////////////////////////////////////////
SUlFAMETOXAZOl 
+ TRIMETOPRIMA
1. APresentAção 
Comprimido 400 mg + 80 mg 
Suspensão oral 40 mg/mL + 8 mg/mL
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde e dos pronto-atendi-
mentos da rede municipal.
3. MecAnisMo de Ação 
A atividade antibacteriana dessa associação deve-se ao bloqueio 
de duas enzimas importantes para a síntese de ácido fólico pelas 
bactérias: sulfametoxazol inibe a enzima diidropeteriorato sinte-
tase enquanto trimetoprima inibe a enzima diidrofolato redutase.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de infecções respiratórias e gastrintestinais:
• �Adultos:
 800 mg (sulfametoxazol) de 12 em 12 horas durante 7 a 
21 dias.
• �Crianças:
 30 a 60 mg/kg/dia (sulfametoxazol) fracionadas em doses 
para administração de 12 em 12 horas durante 7 a 21 dias.
5. interAções reLevAntes 
n Potencializa ação de anticoagulantes, hipoglicemiantes orais 
e fenitoína.
417
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Reações hematológicas como anemiasaplástica, hemolítica 
e macrocítica.
n Cristalúria.
n Náuseas e vômitos.
n Cefaléia.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Pacientes com lesões graves do parênquima hepático, discra-
sias sanguíneas e insuficiência renal grave.
n Recém-nascidos, prematuros ou durante a gestação.
418
///////////////////////////////////////////////////////////////////
SUlFATO FERROSO
1. APresentAção 
Comprimido revestido 40 mg Fe (II) 
Solução oral 25 mg/mL Fe (II) 
xarope 5 mg/mL Fe (II)
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde da rede municipal.
3. MecAnisMo de Ação 
o ferro é absorvido em meio ácido na forma ferrosa, sendo 
utilizado na síntese de hemoglobina, mioglobina e outras enzi-
mas e permitindo o transporte de oxigênio pela hemoglobina.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de anemia ferropriva:
• �Adultos:
 40 a 200 mg/dia fracionadas em 3 a 4 administrações.
• �Crianças:
 Lactentes: 10 a 25 mg/dia fracionadas em 3 a 4 adminis-
trações.
 1 a 2 anos: 5 a 6 mg/Kg/dia fracionadas em 3 a 4 admi-
nistrações.
 2 a 5 anos: 15 a 45 mg/dia fracionadas em 3 a 4 admi-
nistrações.
 6 a 12 anos: 24 a 120 mg/dia fracionadas em 3 a 4 ad-
ministrações.
 aTENÇÃo: Para aumentar a tolerância ao medicamento, po-
de-se iniciar o tratamento em doses baixas aumentando-as 
gradativamente.
419
n Suplementação:
• �Gestantes�a�partir�da�12ª�semana:
 80 mg/dia até o final da gestação.
• �Mulheres�no�pós-parto�ou�no�pós-aborto:
 80 mg/dia até o 3º mês pós-parto ou pós-aborto.
• �Prematuros�>�1.500�g�e�recém-nascidos�de�baixo�peso,�
a�partir�do�30º�dia�de�vida:
 2 mg/Kg/dia durante o primeiro ano de vida, seguido de 
1 mg/Kg/dia até 2 anos.
• �Lactentes�a�partir�do�início�da�alimentação�comple-
mentar:
 25 mg 1 vez por semana até 18 meses.
 aTENÇÃo: deve ser administrado após as refeições para 
amenizar efeitos adversos gastrintestinais.
5. interAções reLevAntes 
n Associação a alopurinol pode acarretar acúmulo de ferro no 
fígado. 
n Antiácidos pode promover a diminuição de ferro no organismo.
n ácido ascórbico aumenta seu efeito terapêutico.
n Para administração de tetraciclina deverá ser observado in-
tervalo de pelo menos 3 meses.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n distúrbios gastrintestinais e cefaléia.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Pacientes portadores de tuberculose e hipertensos.
n Presença de intolerância gástrica ao ferro.
420
///////////////////////////////////////////////////////////////////
SUlFATO dE MAGNÉSIO
1. APresentAção 
Solução injetável 0,8 mEq/mL (10%)
Solução injetável 4 mEq/mL (50%)
2. disPoniBiLidAde 
Exclusivamente nos pronto-atendimentos municipais para uti-
lização interna no serviço de saúde.
3. MecAnisMo de Ação 
Inibe a entrada de cálcio nas células miometriais (antago-
nista competitivo) e reduz a liberação de acetilcolina na junção 
neuromuscular.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Profilaxia e tratamento de hipomagnesia, convulsões, 
eclâmpsia e taquicardia ventricular atípica: 
• �Varia de acordo com a indicação.
• �Como antiarrítmico e anticonvulsivante: 1 a 2 g, por in-
fusão intravenosa, à velocidade de 150 mg/minuto ou�4 
g, em bolo, via IV. 
5. interAções reLevAntes 
n Com digitálicos há risco de arritmias.
n Com sedativos, potencialização do efeito sedativo e risco de 
depressão respiratória.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n depressão respiratória, arritmias, sedação e diminuição do 
trânsito intestinal.
421
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Cautela na presença de insuficiência renal e pacientes digi-
talizados.
n Monitorar níveis séricos de magnésio, frequência respirató-
ria e função renal durante administração.
422
///////////////////////////////////////////////////////////////////
SUXAMETÔNIO 
(cloreto de suxametônio)
1. APresentAção 
Pó para solução injetável 100 mg 
2. disPoniBiLidAde 
Exclusivamente nos pronto-atendimentos municipais para uti-
lização interna no serviço de saúde.
3. MecAnisMo de Ação 
Bloqueador neuromuscular. 
4. indicAção e PosoLogiA 
n Bloqueador neuromuscular não competitivo ou despola-
rizante em procedimentos de curta duração. Tratamen-
to de laringoespasmo: 
• �100 mcg/kg, via IV, quando se suspeita de sensitividade 
aumentada. A dose efetiva varia de 0,3 a 1,1 mg/kg, via 
IV, com dose suplementar de 50 a 100 % desta, quan-
do necessário.
5. interAções reLevAntes 
n Incompatibilidade com bicarbonato de sódio, clorpromazina 
e tiopental.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Fasciculações musculares.
n Aumento da pressão intra-ocular.
n Bradicardia.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n durante a gestação e lactação.
423
///////////////////////////////////////////////////////////////////
TAlIdOMIdA
1. APresentAção 
Comprimido 100 mg 
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de referência para o programa 
de eliminação da hanseníase, com prescrição em notificação da 
receita especial da talidomida e preenchimento do termo de es-
clarecimento para o usuário da talidomida assim como do ter-
mo de responsabilidade.
3. MecAnisMo de Ação 
Ainda não bem elucidado. Inibe a produção do fator de ne-
crose tumoral, citocina envolvida em processos inflamatórios e 
imunológicos.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento dos casos graves de reação hansênica tipo 
ii ou tipo eritema nodoso:
• �100 a 400 mg/dia, conforme avaliação clínica, mantendo 
a mesma dose até a remissão clínica do quadro reacional.
n Úlceras aftóides idiopáticas nos pacientes portadores 
do vírus hiV, doença enxerto contra hospedeiro, lúpus 
eritematoso sistêmico e mieloma múltiplo:
• �Conforme recomendação do Ministério da Saúde e ava-
liação clínica.
5. reAções AdversAs reLevAntes 
n Teratogenicidade.
424
n Sonolência, cefaléia, distúrbios gastrintestinais, alterações 
cutâneas, edema de face e extremidades, hipotiroidismo, 
sangramento vaginal e ganho de peso.
6. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Está totalmente proibido o uso da talidomida em gestantes 
e mulheres em idade fértil (da menarca a menopausa, in-
dependente do uso de métodos contraceptivos), devido a 
seus conhecidos efeitos teratogênicos (Portaria n° 344, 12 
de maio de 1998).
425
///////////////////////////////////////////////////////////////////
Tanacetum partenium L.
(Tanaceto)
1. APresentAção 
Cápsula de extrato seco 120 mg
2. PArte utiLizAdA 
Flores e Folhas
3. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde da rede municipal.
4. ProPriedAdes fArMAcoLógicAs 
As lactonas sesquiterpênicas, destacando-se o partenolídeo, 
atuam inibindo a síntese de prostraglandinas e conferem proprie-
dades analgésica e antiinflamatória.
5. indicAção e PosoLogiA 
n Profilaxia da enxaqueca:
• �Adultos:
 1 cápsula de 120 mg ao dia, por no máximo 3 meses.
6. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n durante a gestação e a lactação.
n Pacientes em uso de anticoagulantes.
426
///////////////////////////////////////////////////////////////////
TENOFOVIR
1. APresentAçãoComprimido 300 mg
2. disPoniBiLidAde 
Exclusivamente na farmácia do Centro de Referência dST/
AIdS, com prescrição de especialista e em formulário próprio.
3. indicAção e PosoLogiA 
n Terapia anti-retroviral:
• �Adultos: 300 mg ao dia.
4. inforMAções coMPLeMentAres 
n Consultar Anexo VI – ESQUEMAS dE TRATAMENTo PARA A 
AIdS.
427
///////////////////////////////////////////////////////////////////
TIABENdAZOl
1. APresentAção 
Comprimido 500 mg
Suspensão oral 50 mg/mL 
Pomada 5%
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde da rede municipal.
3. MecAnisMo de Ação 
Parece inibir o sistema fumarato-redutase do parasita, inter-
ferindo em sua produção de energia.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de infestação por Strongiloides stercora-
lis, larva migrans visceral e cutânea, triquinose e dra-
cunculíase:
• �25 mg/kg 2 vezes ao dia, não ultrapassando 3 g, por 2 a 
8 dias dependendo do tipo de infecção.
 aTENÇÃo: Recomenda-se administrar com alimentos para 
amenizar efeitos adversos gastrintestinais.
• � Friccionar a pomada 3 vezes ao dia, por 3 a 5 dias, na 
extremidade ativa das trilhas ou túneis escavados pelo 
parasita.
5. reAções AdversAs reLevAntes 
n distúrbios gastrintestinais.
n dores musculares.
n Sonolência, vertigens e cefaléia.
428
6. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n durante a gestação e a lactação.
n Ajuste de dose na presença de comprometimento hepático.
n Cautela na presença de insuficiência renal e hepática, ane-
mia, desidratação e desnutrição.
n Infestações mistas com Ascaris lumbricoides por risco de mi-
gração.
429
///////////////////////////////////////////////////////////////////
TIAMAZOl
1. APresentAção 
Comprimido 10 mg
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde da rede municipal. 
3. MecAnisMo de Ação 
Atua pelo bloqueio de produção dos hormônios tiroideanos.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento clínico do hipertiroidismo:
• �10 a 60 mg em dose única diária ou fracionadas em 2 
administrações.
5. interAções reLevAntes 
n Pode potencializar a ação de anticoagulantes.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Exantema, prurido, transtornos gastrintestinais, sonolência, 
edema, artralgia, entre outros.
n Agranulocitose, granulocitopenia e trombocitopenia, anemia 
aplástica, hepatite, periarterite e hipotrombinemia. 
430
///////////////////////////////////////////////////////////////////
TIAMINA 
(Vitamina B1)
1. APresentAção 
Comprimido revestido 300 mg
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde da rede municipal.
3. MecAnisMo de Ação 
Transformada no organismo em tiamina pirofosfato (TPP) é 
coenzima no metabolismo dos glicídios. 
4. indicAção e PosoLogiA 
n hipovitaminose B1, principalmente em alcoolistas:
• �300 a 600 mg em dose única diária até normalização 
dos níveis de B1.
431
///////////////////////////////////////////////////////////////////
TIBOlONA
1. APresentAção 
Comprimido 2,5 mg
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde da rede municipal, com 
prescrição de ginecologista.
3. MecAnisMo de Ação 
derivado esteróide com propriedades estrogênica, progesto-
gênica e (fraca) androgênica.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Terapia de reposição hormonal:
• �2,5 mg ao dia em regime contínuo.
5. interAções reLevAntes 
n Tem sua atividade reduzida por indutores enzimáticos he-
páticos.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Sangramento vaginal irregular.
n Alteração de peso e intolerância gastrintestinal.
n Edema distal.
n Cefaléia e distúrbios visuais.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Presença ou histórico de tumores hormônio-dependente, 
tromboflebite e processos tromboembólicos.
432
n Presença de transtornos que possam exacerbar retenção 
hídrica.
n Avaliar necessidade imperiosa na presença de hipercoleste-
rolemia e intolerância à glicose.
433
///////////////////////////////////////////////////////////////////
TIClOPIdINA
1. APresentAção 
Comprimido revestido 250 mg 
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde da rede municipal, com 
primeira prescrição de angiologista, cardiologista ou geriatra.
3. MecAnisMo de Ação 
Inibe a agregação plaquetária mediada por adenosina-difosfato.
4. indicAção e PosoLogiA 
n redução da agregação plaquetária na profilaxia da isquemia agu-
da nos casos de intolerância a terapia com ácido acetilsalicílico: 
• �250 mg 2 vezes ao dia.
5. interAções reLevAntes 
n Aumento do risco de sangramento com outros antiagregan-
tes plaquetários e anticoagulantes.
n Inibe o metabolismo microssomal hepático.
n Corticosteróides podem antagonizar seu efeito.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Em maior frequência sagramentos, rash cutâneo e distúrbios 
gastrintestinais.
7. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Presença de discrasias sanguíneas e desordens hematopoiéti-
cas, úlcera péptica, hemorragia cerebral ou insuficiência he-
pática grave.
434
///////////////////////////////////////////////////////////////////
TIMOlOl
1. APresentAção 
Solução oftálmica 0,5%
2. disPoniBiLidAde 
Exclusivamente nas farmácias das unidades de referência ao 
atendimento oftalmológico, com prescrição de oftalmologista.
3. MecAnisMo de Ação 
Betabloqueador adrenérgico que provavelmente atua por di-
minuição da produção de humor aquoso.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Manejo da hipertensão ocular e glaucoma de ângulo 
aberto:
• �Instilar 1 gota no saco conjuntival 2 vezes ao dia.
5. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Paciente com asma, bradicardia, bloqueio cardíaco e insufi-
ciência cardíaca descompensada.
435
///////////////////////////////////////////////////////////////////
TINIdAZOl
1. APresentAção 
Comprimido revestido 500 mg
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde da rede municipal.
3. MecAnisMo de Ação 
Forma complexos que inibem a replicação e inativam o dNA, 
impedindo dessa forma as sínteses enzimáticas e causando a 
morte celular.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de tricomoníase: 
• �2 g em dose única.
5. interAções reLevAntes 
n Leva a efeito dissulfiram e, portanto, o consumo de álcool 
deve ser abolido durante o tratamento.
6. reAções AdversAs reLevAntes 
n Náuseas, dor abdominal e gosto metálico na boca.
n Cefaléia e tonturas.
5. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n durante o primeiro trimestre de gestação.
436
///////////////////////////////////////////////////////////////////
TOBRAMICINA
1. APresentAção 
Solução oftálmica 0,3%
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de saúde e dos pronto-atendi-mentos da rede municipal.
3. MecAnisMo de Ação 
Aminoglicosídeo cuja estrutura altamente polar dificulta a 
penetração ocular, determinando baixa distribuição sistêmica.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de infecções oculares externas: 
• �Instilar 1 a 2 gotas no saco conjuntival a cada 4 horas. 
 aTENÇÃo: Nos casos de infecções graves, instilar 2 gotas no 
saco conjuntival a cada hora até melhora, seguida de redu-
ção de dose antes do término do tratamento.
5. reAções AdversAs reLevAntes 
n Alergia e toxicidade ocular localizada podem ocorrem em fre-
quência menor que 3%.
437
///////////////////////////////////////////////////////////////////
TRIANCINOlONA
1. APresentAção 
orabase 1 mg/g (triancinolona acetonida)
Suspensão injetável 20 mg/mL (hexacetonida de triancinolona)
2. disPoniBiLidAde 
orabase: Nas farmácias das unidades de saúde e dos pron-
to-atendimentos da rede municipal.
Suspensão injetável: Nas farmácias das unidades básicas 
de referência, com prescrição de reumatologista.
3. MecAnisMo de Ação 
Corticosteróide com atividade glicocorticóide predominante.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento da estomatite aftosa recorrente:
• �Aplicar pequena quantidade sobre a lesão, sem esfregar, 
ao deitar.
n Tratamento de artrite reumatóide:
• �2 a 30 mg por injeção intra-articular.
5. reAções AdversAs reLevAntes 
n Uso prolongado da forma tópica pode provocar reações ad-
versas sistêmicas de corticoterapia em geral.
6. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Na presença de infecções.
438
///////////////////////////////////////////////////////////////////
TROPICAMIdA 
1. APresentAção 
Solução oftálmica 1% 
2. disPoniBiLidAde 
Exclusivamente nas unidades de referência ao atendimen-
to oftalmológico, com utilização interna no serviço de saúde por 
especialista.
3. MecAnisMo de Ação 
Anticolinérgico que bloqueia a resposta à acetilcolina do es-
fíncter da íris e a acomodação do músculo do corpo ciliar.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Midríase ou cicloplegia necessárias em fundo de olho 
e exame de refração:
• �Instilar 1 gota, repetindo-se após 5 minutos.
5. reAções AdversAs reLevAntes 
n Pode provocar ardor nos olhos, visão turva e fotossensibilidade.
439
///////////////////////////////////////////////////////////////////
TUBERCUlINA PPd RT 23
1. APresentAção, coMPosição e conservAção 
Solução injetável, em frasco-ampola multidoses
Constitui-se de solução de proteína purificada deriva-
da (PPd RT 23) preparada a partir da cultura de sete cepas de 
Mycobacterium tuberculosis, na concentração de 2 unidades de 
tuberculina (U.T.)/0,1ml (cada U.T. corresponde a 0,02 mcg de 
tuberculina PPd RT 23).
deve ser mantida sob refrigeração, em temperatura entre + 
02º a + 08ºC. Não deve ser congelada. Pode ser utilizada até o 
final após abertura do frasco.
2. disPoniBLidAde 
Na rede municipal de saúde, nas unidades de referência para 
a sua aplicação.
3. indicAção e PosoLogiA 
n Indicada para a realização do teste diagnóstico de hipersensi-
bilidade cutânea (Teste de Mantoux), como auxiliar no diag-
nóstico da tuberculose.
• �Dose: 0,1 mL.
• �Via de administração: Intradérmica, no terço médio da 
face anterior do antebraço esquerdo.
n interpretação do teste: 
• �A injeção de PPd faz aparecer uma área de limites pre-
cisos, pálida, de aspecto pontilhado como casca de la-
ranja.
• �A leitura da prova tuberculínica é realizada 72 a 96 horas 
440
após a aplicação, medindo-se o maior diâmetro transver-
so da área de endurecimento palpável:
• �0-4 mm: não reator, indivíduo não infectado ou com hi-
persensibilidade reduzida;
• �5-9 mm: reator fraco, indivíduo vacinado com BCG ou 
infectado por M. tuberculosis�ou por outras micobac-
térias;
• �10 mm ou mais: reator forte, indivíduo infectado que 
pode estar doente ou não e indivíduos vacinados com 
BCG nos últimos dois anos.
aTENÇÃo:
• �Todos os portadores de HIV devem ser submetidos ao tes-
te tuberculínico, sendo considerados reatores caso a re-
ação for maior que 5 mm. Para pacientes não reatores e 
em terapia anti-retroviral recomenda-se realizar o teste 
6 meses após o início da terapia, devido a possibilidade 
da restauração da resposta tuberculínica;
• �Nos indivíduos vacinados com BCG, sobretudo aqueles 
imunizados há até 2 anos, a prova tuberculínica deve 
ser interpretada com cautela, porque apresentam, em 
geral, reações de tamanho médio, podendo alcançar 10 
mm ou mais;
• �Recomenda-se a realização do teste em todos profissio-
nais de saúde, por ocasião da admissão.
4. interAções reLevAntes 
n Podem interferir no teste: desnutrição, AIdS, sarcoidose, ne-
oplasias, doenças linfoproliferativas, tratamento com corti-
costeróides ou imunossupressores, gravidez, infecções virais 
recentes (p.ex. gripe), vacinação recente com vacinas de ví-
rus vivos, entre outros.
441
5. eventos Adversos 
n Em indivíduos extremamente sensíveis à tuberculina pode ha-
ver formação de bolhas ou necroses epidérmicas no centro 
de uma reação tuberculínica. A necrose habitualmente de-
saparece em poucos dias. 
6. contrA-indicAções 
n Hipersensibilidade a componentes do teste.
442
///////////////////////////////////////////////////////////////////
URÉIA 
1. APresentAção 
Loção 100 mg/mL 
2. disPoniBiLidAde 
Nas farmácias das unidades de referência para atendimento 
ao programa de eliminação da hanseníase.
3. MecAnisMo de Ação 
Possui propriedades hidratantes e ceratolíticas.
4. indicAção e PosoLogiA 
n Tratamento de hiperceratoses, ictioses e outras patolo-
gias da pele seca:
• �Aplicar fina camada na região afetada 2 a 3 vezes ao dia.
443
///////////////////////////////////////////////////////////////////
VACINA COMBINAdA
CONTRA dTP E HIB
 (Tetravalente)
1. APresentAção, coMPosição e conservAção 
Pó liofilizado para suspensão injetável (componente Haemo-
philus influenzae - Hib), em frasco multidoses, acompanhado de 
frasco contendo suspensão diluente (vacina dTP)
o liófilo é composto de polissacarídeo capsular purificado 
de�Haemophilus influenzae tipo b (Hib) conjugado a uma prote-
ína, tendo a lactose como excipiente. A vacina dTP constitui-se 
de suspensão de toxóides tetânico e diftérico, combinados com 
a vacina pertussis inativada (coqueluche), adsorvidos em hidróxi-
do de alumínio. Apresenta ainda o timerosal como conservante. 
deve ser mantida sob refrigeração, em temperatura entre + 
02º a + 08ºC. Não deve ser congelada. Após reconstituição, deve 
ser utilizada em até 5 dias.
2. disPoniBiLidAde 
Nas salas de vacina das unidades de saúde da rede municipal.
3. indicAção e PosoLogiA 
n imunização contra tétano, difteria e coqueluche e contra 
infecções causadas por Haemophilus influenzae tipo b 
(meningite bacteriana, otite, pneumonia, artrite e sep-
ticemia):
• �Dose:
 0,5 mL.
• �Via�de�administração: 
 Via intramuscular, no vasto lateral da coxa.
444
• �Esquema�vacinal: 
 Três doses com intervalo de 60 dias entre as mesmas. Habi-
tualmente são administradas aos 2, 4 e 6 meses de idade. 
4. interAções reLevAntes 
n Terapias imunossupressoras podem reduzir ou anular a res-
posta imune à vacina. desta forma, deve ser aplicada até14 dias antes do início do tratamento ou aguardar que seja 
cessada a condição de imunossupressão.
n Pode ser administrada simultaneamente a outras vacinas po-
lissacarídeas (pneumocócica polivalente e meningocócica), de 
vírus atenuados (poliomielite, rotavírus, sarampo, caxumba e 
rubéola), inativada contra poliomielite e recombinante con-
tra a hepatite B, desde que aplicadas em sítios separados.
5. reAções AdversAs reLevAntes 
n Comuns e esperados: hiperemia, calor, endurecimento e ede-
ma, acompanhados ou não de dor, e nódulo indolor no local 
da aplicação. Febre, sonolência, anorexia e vômito. Necessi-
tam apenas de tratamento sintomático.
n Abscessos quentes e frios.
n Choro persistente, o qual se caracteriza por um choro contí-
nuo e inconsolável, que pode surgir nas primeiras 2 a 8 ho-
ras após a aplicação e perdurar mais de 3 horas. Notifica-se, 
mas não contra-indica doses posteriores.
n Reações de hipersensibilidade cutânea como urticária, exan-
tema ou aparecimento de petéquias. Notifica-se, mas não 
contra-indicam doses posteriores.
n Convulsão, episódio hipotônico-hiporresponsivo (EHH) e en-
cefalopatia. Contra-indicam a aplicação de doses posteriores 
da vacina. Notificar caso o paciente retorne a unidade de saú-
de (ver conduta em Contra-Indicações e Advertências).
n Choque anafilático. Contra-indica-se a administração de to-
dos os componentes da vacina. 
445
6. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Crianças a partir de 7 anos.
n História de choque anafilático após a aplicação da vacina. 
Caso o paciente sofra acidente com risco de contrair tétano, 
deve receber a imunoglobulina antitetânica.
n ocorrência de convulsões até 72 horas após a administração 
anterior da vacina. Completar o esquema com a vacina trípli-
ce bacteriana acelular - dTPa , disponível no Centro de Refe-
rência para Imunobiológicos Especiais – CRIE (na falta desta, 
utilizar a dupla infantil – dT).
n ocorrência de colapso circulatório, com estado tipo choque 
ou com episódio hipotônico-hiporresponsivo (EHH), até 48 
horas após a administração da vacina. Completar o esque-
ma com a a vacina tríplice bacteriana acelular - dTPa, dispo-
nível no CRIE (na falta desta, utilizar a dupla infantil – dT).
n ocorrência de encefalopatia nos primeiros 7 dias após a ad-
ministração de dose anterior da vacina. Contra-indica a ad-
ministração do componente�pertusis. Completar o esquema 
com a dupla infantil – dT, disponível no CRIE.
n Manifestação neurológica, doença convulsiva crônica e do-
enças neurológicas crônicas incapacitantes. Utilizar a tríplice 
bacteriana acelular - dTPa , disponível no CRIE.
n Recém-nascidos que permaneçam internados na unidade 
neo-natal por ocasião da idade de vacinação ou prematuro 
extremo (menor de 1.000 g ou 31 semanas), assim como 
menores de 2 anos de idade que apresentem cardiopatias 
ou pneumopatias crônicas com risco de descompensação 
em vigência de febre também devem receber a tríplice bac-
teriana acelular - dTPa , disponível no CRIE.
446
///////////////////////////////////////////////////////////////////
VACINA CONTRA
dIFTERIA E TÉTANO
(Dupla bacteriana uso adulto - dT)
1. APresentAção, coMPosição e conservAção 
Suspensão injetável, em frasco multidoses
Constitui-se de associação dos toxóides diftérico e tetânico, 
tendo ainda hidróxido ou fosfato de alumínio como adjuvante e 
o timerosal como conservante.
deve ser mantida sob refrigeração, em temperatura entre + 
02º a + 08º C. Não deve ser congelada. Pode ser utilizada até o 
final após abertura do frasco.
2. disPoniBiLidAde 
Nas salas de vacina das unidades de saúde e dos pronto-aten-
dimentos da rede municipal.
3. indicAção e PosoLogiA 
n Prevenção da difteria e do tétano em indivíduos maiores 
de 7 anos de idade, especialmente mulheres em idade fér-
til (10 a 49 anos) e gestantes contra o tétano neonatal. É 
administrada ainda naqueles que não tenham recebido 
as vacinas tríplice bacteriana-DTP ou dupla infantil-DT ou 
que tenham esquemas incompletos dessas vacinas:
• �Dose: 
 0,5 mL.
• �Via�de�administração: 
 Via intramuscular, na região do deltóide, face externa su-
perior do braço.
447
• �Esquema�Vacinal: 
 3 doses com intervalo de 60 dias entre elas (intervalo mí-
nimo de 30 dias). Uma dose de reforço deve ser aplica-
da a cada 10 anos.
aTENÇÃo:
• �Ver quadro “Esquema para Profilaxia do Tétano (Imuni-
zação Ativa e Passiva) em Caso de Ferimento” em SoRo 
ANTI-TETÂNICo para definição da conduta a ser adota-
da para prevenção e o tratamento do tétano.
• �deve-se sempre considerar doses recebidas anteriormen-
te. Não se deve reiniciar o esquema, independentemen-
te do tempo decorrido entre a aplicação das doses.
• �devem ser consideradas válidas as doses da vacina trípli-
ce dTP ou dupla infantil - dT recebidas anteriormente.
• �Caso o paciente tenha recebido a última dose há 5 anos 
ou mais e sofrer ferimento com risco de contrair tétano, 
o reforço deverá ser antecipado.
• �Vacinação�da�Gestante:
 Gestante não vacinada: Aplicar 3 doses, de dois em dois me-
ses (intervalo mínimo de um mês), aplicando-se a primeira 
o mais precocemente possível. Caso haja tempo somente 
para a aplicação de duas doses, a segunda deve ser aplica-
da até 20 dias, ou mais, antes da data provável do parto.
 Gestante vacinada:�Avaliar o cartão de vacina. Caso a ges-
tante já houver recebido uma ou duas doses da vacina con-
tra o tétano (dTP, dT ou dT), deverão ser aplicadas, respecti-
vamente, mais duas ou uma dose da vacina para completar-
se o esquema básico de três doses. Essa terceira dose deve 
ser aplicada até 20 dias antes da data provável do parto.
 Reforço: A cada 10 anos, devendo ser antecipado na 
ocorrência de uma nova gravidez a partir de 5 anos após 
a última dose. 
448
4. interAções reLevAntes 
n Terapias imunossupressoras podem reduzir ou anular a res-
posta imune à vacina. desta forma, deve ser aplicada até 
14 dias antes do início do tratamento ou aguardar que seja 
cessada a condição de imunossupressão.
n Pode ser aplicada simultaneamente com quaisquer outras va-
cinas do Programa Nacional de Imunizações – PNI.
5. reAções AdversAs reLevAntes 
n Comuns: dor, eritema, edema no local da aplicação, linfade-
nopatia, febre (raramente superior a 39º C). Não contra-in-
dicam a aplicação de doses posteriores. Notificar caso o pa-
ciente retorne à unidade.
n Reação de Arthur ou reação de hipersensibilidade do tipo III: 
evento local grave, no qual o paciente apresenta edema do 
ombro até o cotovelo, podendo ser acompanhado de cefa-
léia e mal-estar. Pacientes que a desenvolvem usualmente 
apresentam altos níveis séricos de antitoxina, o que contra-
indica o uso da vacina por 10 anos, mesmo que tenham so-
frido ferimento que não seja limpo ou superficial.
n Raras: Neuropatia periférica, Síndrome de Guillain-Barré, cho-
que anafilático. Contra-indicam doses posteriores e exige no-
tificação imediata.
6. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Reação anafilática ou história de hipersensibilidade aos com-
ponentes após recebimento de qualquer dose.
n Síndrome de Guillain-Barré nas 06 semanas após a vacinação.
 aTENÇÃo: Se uma pessoa que não completou o esquema 
básico de imunização contra o tétano tiver contra-indicação 
absoluta ao uso de uma preparação contendo toxóide tetâ-
nico e sofrer um ferimento que não seja limpo ou superficial, 
deverá receber somente imunização passiva (soro ou imuno-
globulina humana antitetânica).
449
///////////////////////////////////////////////////////////////////
VACINA CONTRA
dIFTERIA, TÉTANO E
COQUElUCHE
(Tríplice bacteriana - DTP)
1. APresentAção, coMPosição e conservAção 
Suspensão injetável, em frasco multidoses
Constitui-se de vacina de células inteiras da Bordotella per-
tusis inativada, combinada com os toxóides diftérico e tetânico, 
adsorvidosem hidróxido de alumínio e adicionados de timero-
sal como conservante.
deve ser mantida sob refrigeração, em temperatura entre + 
02º a + 08º C. Não deve ser congelada. Pode ser utilizada até o 
final após abertura do frasco.
2. disPoniBiLidAde 
Nas salas de vacina das unidades de saúde da rede municipal.
3. indicAção e PosoLogiA 
n imunização contra a difteria, o tétano e a coqueluche (per-
tussis). É adotada no calendário Básico de Vacinação da 
criança apenas para o reforço do esquema iniciado com 
a vacina combinada contra DTP+hib - tetravalente:
• �Dose: 
 0,5 mL.
• �Via�de�Administração: 
 Via intramuscular. Nas crianças menores de 2 anos a injeção 
é feita no vasto lateral da coxa; nos maiores pode ser utiliza-
da a região do deltóide, na face externa superior do braço.
450
• �Esquema�vacinal: 
 o 1º reforço deve ser aplicado aos 15 meses de idade e 
o 2ª reforço entre 4 a 6 anos de idade. 
 aTENÇÃo: As crianças que por atraso no esquema vacinal 
receberam o 1º reforço da vacina dTP após os 4 anos de ida-
de estarão dispensadas do 2º reforço.
4. interAções reLevAntes 
n Terapias imunossupressoras podem reduzir ou anular a res-
posta imune à vacina. desta forma, deve ser aplicada até 
14 dias antes do início do tratamento ou aguardar que seja 
cessada a condição de imunossupressão.
5. reAções AdversAs reLevAntes 
n Comuns: hiperemia, calor, endurecimento e edema, acom-
panhados ou não de dor, e nódulo indolor no local da apli-
cação. Febre, sonolência, anorexia, vômito.
n Abscessos quentes e frios.
n Choro persistente, o qual se caracteriza por um choro contí-
nuo e inconsolável, que pode surgir nas primeiras 2 a 8 ho-
ras após a aplicação e perdurar mais de 3 horas. Notifica-se, 
mas não contra-indica doses posteriores.
n Reações de hipersensibilidade cutânea, presença de urticá-
ria, exantema ou aparecimento de petéquias. Não contra-in-
dicam a aplicação de doses posteriores da vacina. Notificar 
caso o paciente retorne a unidade de saúde.
n Convulsão, episódio hipotônico-hiporresponsivo (EHH) e en-
cefalopatia. Contra-indicam a aplicação de doses posteriores 
da vacina. Notificar caso o paciente retorne a unidade de saú-
de (ver conduta em Contra-Indicações e Advertências).
n Choque anafilático. Contra-indica a administração de todos 
os componentes da vacina. 
451
6. contrA-indicAções e AdvertênciAs 
n Crianças maiores de 07 anos.
n Histórias de choque anafilático após aplicação da vacina. Caso 
o paciente sofra acidente com risco de contrair tétano, deve 
receber a imunoglobulina antitetânica.
n Crianças com quadro neurológico em atividade.
n ocorrência de convulsões até 72 horas após a administração 
anterior da vacina. Completar o esquema com a vacina trí-
plice bacteriana acelular - dTPa, disponível no CRIE (na falta 
desta, utilizar a dupla infantil – dT).
n ocorrência de colapso circulatório, com estado tipo choque 
ou com episódio hipotônico-hiporresponsivo (EHH), até 48 
horas após a administração da vacina. Completar o esque-
ma com a vacina tríplice bacteriana acelular - dTPa, disponí-
vel no CRIE (na falta desta, utilizar a dupla infantil – dT).
n ocorrência de encefalopatia nos primeiros 7 dias após a ad-
ministração de dose anterior da vacina. Contra-indica a ad-
ministração do componente�pertussis. Completar o esque-
ma com a dupla infantil – dT, disponível no CRIE.
n Menores de 2 anos de idade que apresentem cardiopatias ou 
pneumopatias crônicas com risco de descompensação em vi-
gência de febre também devem receber a tríplice bacteriana 
acelular - dTPa , disponível no CRIE.
452
///////////////////////////////////////////////////////////////////
VACINA CONTRA
FEBRE AMARElA
1. APresentAção, coMPosição e conservAção 
Pó liofilizado para suspensão injetável, em frasco de dose in-
dividual ou multidose, acompanhada de ampola com diluente
Constitui-se de vírus vivo atenuado da febre amarela (cepa 
17d) cultivados em ovos embrionados de galinha, tendo como 
adjuvantes sacarose, glutamato de sódio, sorbitol, gelatina bo-
vina hidrolisada, eritromicina e kanamicina.
deve ser mantida sob refrigeração, em temperatura entre + 
02º a + 08º C. Após reconstituição, deve ser utilizada em até 06 
(seis) horas.
2. disPoniBiLidAde 
Na rede municipal de saúde, nas unidades de referência para 
sua aplicação, para indivíduos maiores de 9 meses de idade que 
tenham de se dirigir para área de risco de transmissão da febre 
amarela.
 aTENÇÃo: Considerando a incidência da febre amarela, o 
Ministério da Saúde dividiu o território nacional da seguin-
te forma:
n Área�endêmica: onde há alta circulação do vírus amarílico 
em primatas ou ocorrência de casos em humanos. Inclui os 
estados do Acre, Amazonas, Amapá, distrito Federal, Goiás, 
Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, 
Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Nestas áreas recomen-
da-se vacinar toda a população a partir de 9 meses de idade.
n Área�de�transição: onde há a circulação do vírus amarílico 
em primatas não humanos em algumas regiões e casos em 
humanos em forma de surtos esporádicos. Aqui se incluem 
453
alguns municípios de Minas Gerais, São Paulo, Paraná, San-
ta Catarina, Rio Grande do Sul, Piauí e Bahia. Nesses estados 
deve-se vacinar todos aqueles maiores de 9 meses de idade.
n Área�de�risco�potencial: áreas com possibilidade de surgi-
mento de casos em humanos, sendo áreas contíguas às áre-
as de transição. No ES, 39 municípios* estão inclusos nes-
ta categoria, além de outros na Bahia e Minas Gerais. Como 
medida preventiva devem ser vacinados todos aqueles maio-
res de 9 meses de idade.
n Área�indene: não há a circulação do vírus amarílico. É re-
comendada a vacinação a partir dos 9 meses de idade para 
aqueles que se deslocarem para áreas de risco (endêmicas, 
de transição e de risco potencial) 10 dias antes de seu deslo-
camento. 
(*) Municípios do ES: Afonso Cláudio, água doce do Norte, 
águia Branca, Alto Rio Novo, Aracruz, Baixo Guandu, Barra de São 
Francisco, Boa Esperança, Brejetuba, Colatina, Conceição da Barra, 
Ecoporanga, Fundão, Governador Lindemberg, Ibiraçu, Itaguaçu, 
Itarana, Jaguaré, João Neiva, Laranja da Terra, Linhares, Mantenó-
polis, Marilândia, Montanha, Mucurici, Nova Venécia, Pancas, Pe-
dro Canário, Pinheiros, Ponto Belo, Rio Bananal, Santa Tereza, São 
domingos do Norte, São Gabriel da Palha, São Mateus, São Roque 
do Canaã, Sooretama, Vila Pavão, Vila Valério.
n áreas internacionais de risco para transmissão de febre 
amarela: 
• �Angola, Benin, Bolívia, Burkina Faso, Burundi, Camarões, 
Chade, Colômbia, Congo, Costa do Marfim, Equador, Eti-
ópia, Gabão, Gâmbia, Ghana, Guiana, Guiana Francesa, 
Guiné, Guiné Bissau, Guiné Equatorial, Libéria, Mali, Mau-
ritânia, Níger, Nigéria, Panamá, Peru, Quênia, Rep. Centro-
Africana, Rep. democrática do Congo, Ruanda, São Tomé 
e Príncipe, São Vicente e Granadinas, Senegal, Serra Leoa, 
Somália, Sudão, Suriname, Tanzânia, Togo, Trinidad e To-
bago, Uganda e Venezuela.
454
 aTENÇÃo: Para viagens internacionais, é necessária a emis-
são do Certificado Internacional de Vacinação (CIV) pela Agên-
cia Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Neste caso, é 
imprescindível que o lote da vacina aplicada esteja legível no 
cartão nacional. 
3. indicAção e PosoLogiA 
n imunização contra infecção por vírus da febre amarela:
• �Dose:
 0,5 mL.
• �Via�de�administração: 
 Via subcutânea, na região do deltóide, face externa su-
perior do braço ou face ântero-lateral externa do braço.
• �Esquema�vacinal: 
 01 dose a partir dos 9 meses de idade. 
reforço: 01 dose a cada 10 anos.
 aTENÇÃo: A vacinação pode, excepcionalmente, ser ini-
ciada aos 6 meses de idade. Antes, porém, deve ser evitada 
pois há um aumento do risco de complicações neurológicas.
4. interAções