Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Filariose linfática 
→ Filo Nemathelminthes 
→ Classe Nematoda 
→ Ordem Filarioidea 
→ Espécie Wuchereria bancrofti 
→ Ciclo Heteroxênico 
→ Parasitose de vasos linfáticos 
A filariose, filaríase ou elefantíase é uma parasitose endêmica das regiões tropicais e subtropicais do 
planeta atingindo as regiões mais pobres. Nessas regiões, é um problema de saúde pública, com um 
número estimado de 120 milhões de portadores. O vetor é um mosquito do gênero Culex e o homem 
é o único reservatório. Existem três agentes etiológicos: Wuchereria bancrofti, Brugia nalayi e B. timori. 
Nas Américas, a doença é causada somente pela Wuchereria bancrofti, nematódeo que vive nos vasos 
linfáticos dos indivíduos infectados. É conhecida também como filariose de Bancrofti ou elefantíase, 
devido a uma das manifestações na fase crônica, que ocasiona o aumento excessivo do órgão afetado, 
similar a uma pata de elefante. O parasito possui quatro formas diferentes: verme adulto macho, 
verme adulto fêmea, microfilárias (que circulam no sangue periférico no homem) e larvas 
(encontradas no inseto vetor). É uma parasitose que não se transmite de pessoa a pessoa. 
Transmissão: Pela picada dos mosquitos transmissores com larvas infectantes. No Brasil, o Culex 
quinquefasciatus e o principal transmissor. Em geral, as microfilárias tem periodicidade para circular no 
sangue periférico, sendo mais detectada a noite, entre as 23h e 1h. Não é uma doença transmitida de 
pessoa a pessoa. 
A fêmea do Culex quinquefasciatus quando exerce o hematofagismo em pessoas que estão parasitadas, 
ingere microfilárias que depois de poucas horas, no estômago do mosquito, perdem as bainhas e 
atravessam a sua parede, caem na cavidade geral e migram para o tórax, onde se alojam nos músculos 
torácicos e transforma-se em uma larva salsichóide ou L1. Seis a dez dias após o repasto sanguíneo 
ocorre à primeira muda originando a L2. De dez a quinze dias depois vai ocorrer um crescimento 
acentuado e a L2 vai sofrer uma mudança e transformar-se na larva infectante para o hospedeiro 
intermediário (L3). Esta com aproximadamente 2mm migra para a probóscida do mosquito mais 
especificamente para lábio. Quando o 
vetor volta a fazer novo repasto, as larvas 
L3 escapam do seu lábio e penetram no 
hospedeiro definitivo (homem) pela 
solução de continuidade causada pelo 
mosquito e migram para os vasos 
linfáticos, onde se tornam vermes adultos. 
Depois de sete a oito meses as fêmeas 
grávidas produzem microfilárias, que 
migram dos ductos linfáticos para a 
corrente sanguínea ficando alojadas nos 
capilares profundos de várias regiões e em 
torno da meia noite têm preferência pela 
corrente sanguínea periférica. 
VERMES: São vermes de corpo longo e 
arredondado e os adultos têm sexos 
distintos (macho e fêmea). A fêmea 
engravida e dá origem a milhares de 
pequenos vermes chamados de microfilárias que migram para a circulação sanguínea, nunca mais 
voltando ao sistema linfático. Os vermes adultos, entretanto, permanecem a vida toda dentro do sistema 
linfático até morrerem, seja pelo tratamento antifilarial, seja por morte espontânea. Caso a microfilária 
não seja sugada pelo mosquito, ela morre sem, aparentemente, causar nenhum dano ao ser humano, 
em um período de 6 a 24 meses. 
Wuchereria bancrofti 
→ Se desenvolvem em mosquitos hematófagos, principalmente do gênero Culex, que funcionam como 
hospedeiro intermediário. No vetor, as microfilárias sofrem 3 mudas e se transformam em larvas 
infectantes ou L3. 
Macho: Tem o corpo delgado e branco leitoso. Mede de 3,5 a 4 cm de comprimento e o,1mm de 
diâmetro. Extremidade anterior afilada e posterior enrolada ventralmente. 
Fêmea: Possui o corpo delgado e branco leitoso. Mede de 7 a 10cm de comprimento e 0,3mm de 
diâmetro. Tem órgãos genitais duplos, com exceção do órgão genital feminino, que é única e se 
exterioriza em vulva localizada próximo a extremidade anterior. 
Microfilária: São as formas que se movimentam ativamente dentro da corrente sanguínea do 
hospedeiro intermediário (homem) quando liberadas pelas fêmeas grávidas. São também chamadas de 
embrião. Apresentam uma bainha flexível, medem de 250 a 300 micrômetros. A bainha cuticular lisa é 
apoiada sobre numerosas células subreticulares (que vão formar os músculos e a hipoderme do helminto 
adulto) e células somáticas (que vão formar órgãos e tubo digestivo). 
Larvas: Encontradas no vetor. No primeiro estádio (L1) mede em torno de 300 micrômetros e é 
originada da transformação de microfilária. Depois se diferencia em L2, duas a três vezes maior, que 
sofre nova mudança dando origem a L3 que mede de 1,4 a 2,0mm. 
PATOGENIA: Fase aguda: linfagite e linfadenite | Fase crônica: linforragia, ascite linfática, hidrocele, 
quilúria, etc. 
Há a importância de distinguir-se os casos de infecção (presença de microfilárias e vermes se 
sintomatologia aparente) dos casos de doença. 
Os pacientes com manifestações clínicas discretas ou assintomáticos podem apresentar alta 
microfilaremia, e os pacientes com elefantíase ou outras manifestações crônicas geralmente não 
apresentam ou a quantidade de microfilárias no sangue periférico está reduzida. Quando ocorre infecções 
fúngicas ou bacterianas há um agravamento da elefantíase. Manifestações clínicas como as 
imunoinflamatórias se devem às microfilárias ou aos vermes adultos, sendo que as alterações provocadas 
por estes últimos são mais conhecidas, tendo um progresso longo que pode causar desde uma estase 
linfática até um estado crônico de elefantíase. 
Essas lesões podem ocorrer devido a duas ações desse parasita: 
Ação Mecânica: A presença de vermes adultos na corrente linfática pode ocasionar 
obstrução gerando distúrbios como: Estase linfática com linfangiectasia (dilatação 
dos vasos linfáticos) e derramamento linfático ou linforragia (quando ocorrido nos 
tecidos causa edema linfático, característico da filariose linfática). Pode ocorre nas 
pernas, na cavidade abdominal (ascite linfática), na túnica escrotal (linfocele), no 
tórax (linfotórax) e nas vias urinarias (linfúria/quilúria). 
Ação Irritativa: A presença dos vermes adultos nos vasos linfáticos, a excreção de 
produtos de seu metabolismo e sua degeneração após a morte provocam reações 13 inflamatórias. Em 
conseqüência teremos linfangite (inflamação dos vasos linfáticos) e linfadenite (inflamação e hipertrofia 
dos gânglios linfáticos). Geralmente aparecem reações alérgicas como urticárias e edemas extrafocais. 
Além dessas ações, fenômenos imunológicos, especialmente os alérgicos, induzem à patogenia. 
A elefantíase ocorre geralmente em pacientes com mais de dez anos de parasitose. Ela é caracterizada 
por um processo de inflamação e fibrose crônica do órgão atingido, com hipertrofia do tecido conjuntivo, 
dilatação dos vasos linfáticos e edema linfático. 
→ Geralmente a sequência de eventos da elefantíase é a seguinte: linfangite, linfadenite, linfangiectasia, 
linforragia, linfedema (edema dos vasos linfáticos), esclerose da derme, hipertrofia da epiderme e 
aumento do volume do órgão (principalmente pernas, mamas ou escroto). 
SINTOMAS: Podem existir indivíduos assintomáticos. Os casos sintomáticos apresentam os seguintes 
sintomas: febre recorrente aguda, astenia, dores musculares, fotofobia, urticárias, pericardite, cefaleia, 
infecção dos gânglios linfáticos. Em casos mais graves os indivíduos apresentam hidrocele (acúmulo de 
água nos testículos), quiluria (aparecimento de gordura na urina), aumento exagerado de membros (daí 
o nome elefantíase), mamas, órgãos genitais e asma. 
DIAGNÓSTICO: Como rotina de diagnóstico, é realizada a pesquisa de microfilária no sangue circulante 
(método de gota espessa). Em casos específicos,pode ser feita pesquisa no líquido ascítico (líquido no 
abdômen), pleural, sinovial, cefalorraquidiano (LCR ou líquor), urina, gânglios. Fora da rotina, pode ser 
peito pesquisa do verme adulto no sistema linfático, genitália ou outras lesões. Para pesquisa de 
antígenos circulantes, pode-se realizar teste de ELISA ou imunocromatográficos. Pode ser indicada nos 
homens a ultrassonografia da bolsa escrotal e nas mulheres a ultrassonografia da mama ou região 
inguinal e axilar. 
TRATAMENTO: As drogas mais utilizadas são: Dietilcarbamazina (DEC) e Ivermectina (IVM), ou uma 
associação de ambas. 
PREVENÇÃO: Uma das medidas de controle adotadas é a redução do mosquito vetor, através de 
biocidas, instalação de mosquiteiros ou cortinas impregnadas com inseticidas para limitar o contato entre 
o vetor e o homem; utilização de inseticidas no interior das residências; informar às comunidades das 
áreas afetadas, sobre a doença e as medidas que podem ser adotadas para sua redução/eliminação; 
identificação dos criadouros potenciais; e tratamento em massa para as populações humanas que 
residem nos focos.

Mais conteúdos dessa disciplina