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Pedagogia Hospitalar Núcleo de Pós-Graduação Pedagogia Hospitalar e seus Fundamentos 2 Sumário I. Introdução II. Atendimento Pedagógico Hospitalar III. Doenças Infantis IV. Obesidade infantil é doença V. O que é Pedagogia Hospitalar VI. Humanização em Hospitais VII. Breve histórico VIII. Aspectos legais da Educação e das Classes Hospitalares IX. O profissional pedagogo no ambiente hospitalar. X. Bibliografia XI. Saiba mais... 3 INTRODUÇÃO O Curso de pedagogia hospitalar vem se apresentando na área da Educação como uma nova possibilidade de trabalho para o educador dentro do ambiente hospitalar. Trata-se de uma Pedagogia do presente, centrando-se na situação emergencial e transitória do educando , auxiliando as crianças e jovens a darem continuidade às atividades educacionais, mesmo estando afastados da escola regular. Este curso como objetivo conscientizar, discutir e ampliar as ideias com os profissionais que trabalham na área hospitalar, na saúde e na educação, sobre a importância da pedagogia hospitalar, da nova função do profissional Pedagogo, especialista em educação, habilitado para desenvolver um trabalho mediador e intercessor no auxilio de atividades ludo pedagógica às crianças e jovens em tratamento. Buscando favorecer toda estratégia que ajude o desenvolvimento desta modalidade educacional e que sensibilize os agentes da educação e da saúde sobre a importância do atendimento educacional à criança hospitalizada. Faz-se necessário construir um espaço para profissionais dedicados à atenção às crianças e jovens que devem permanecer hospitalizados, com o objetivo de sensibilizar para a questão, trocar experiências e refletir sobre pedagogia hospitalar, oferecendo ferramentas para o desenvolvimento desta modalidade educacional e explorando sua relação com o sistema educacional formal. 4 “Todos os seres humanos têm direito de que respeitem sua vida, e só existe respeito quando a vida além de ser mantida, pode ser vivida com dignidade”. Dalmo Dallari ATENDIMENTO PEDAGÓGICO HOSPITALAR Visando aprimorar essas atividades, o Atendimento Pedagógico Hospitalar busca integrar e contribui para a construção individual de uma estabilidade de vida, oportunizando a continuidade e a segurança do vínculo social e do elo com a aprendizagem, além de trabalhar na identificação de possíveis alterações relativas às sequelas da terapia, possibilitando a reintegração escolar e contribuindo com a promoção da qualidade de vida dos pacientes de acordo com as necessidades de cada um. Em nosso país, verificamos que são poucos os hospitais que oferecem esse diferencial de atendimento em suas pediatrias, podemos mencionar o Hospital Infantil Joana de Gusmão no Sul; Hospital das Clinicas de Ribeirão Preto, Hospital de Clínicas – UNESP de Botucatu, Hospital Amaral Carvalho em Jaú, Hospital Materno Infantil de Marília; Centro Infantil Boldrini em Campinas e o INCA no Rio de Janeiro, em São Paulo há 20 classes na Capital e 13 no Interior, as classes hospitalares funcionam nos seguintes hospitais: Santa Casa de Misericórdia de São Paulo – são quatro classes, vinculadas à Escola Estadual Arthur Guimarães; Hospital Darcy Vargas – oito classes vinculadas à Escola Estadual Adolfo Trípoli; Hospital do Servidor Público Estadual – duas classes ligadas à Escola Estadual César Martinez; 5 Hospital de Clínicas de São Paulo – (com duas classes) e Hospital Emílio Ribas (com três classes), que mantêm vínculo com a Escola Estadual Vítor Oliva; Hospital AC Camargo – duas classes da Escola Estadual Presidente Roosevelt; Hospital Cândido Fontoura – uma classe pertencente à Escola Estadual Antônio Queiroz Telles; e o Instituto da Criança. Constatamos que na rede privada de hospitais é oferecido às crianças atividades recreacionistas e ludo pedagógico em brinquedotecas como cumprimento de Lei; sendo desenvolvidas muitas vezes pelo setor voluntariado, que não possui formação e capacitação para a realização deste atendimento. O atendimento pedagógico busca favorecer toda estratégia que ajude o desenvolvimento desta modalidade educacional e que sensibilize os agentes da educação e da saúde sobre a importância do atendimento educacional à criança hospitalizada. Faz-se necessário construir um espaço para profissionais dedicados à atenção às crianças e jovens que devem permanecer hospitalizados, com o objetivo de sensibilizar para a questão, trocar experiências e refletir sobre pedagogia hospitalar, oferecendo ferramentas para o desenvolvimento desta modalidade educacional e explorando sua relação com o sistema educacional formal. Tendo em vista o embasamento legal, contido nas legislações vigentes que amparam e legitimam o direito à educação, os hospitais devem dispor às crianças e adolescentes queremos agregar à equipe multiprofissional deste hospital, uma equipe pedagógica, desenvolvendo atividades de qualidade e igualdade que possam suprir as necessidades educacionais de cada aluno/paciente. 6 Está atuação pedagógica contribuirá também na prevenção, correção ou minimização dos problemas decorrentes de possíveis efeitos tardios no desenvolvimento cognitivo do paciente, garantindo seu direito ao ensino escolar, de acordo com o art. 205 da Constituição Federal Brasileira, no qual a educação é direito de todos e dever do Estado e da família. "A secretaria de Educação Especial do MEC reconhece a Classe Hospitalar como sendo uma das modalidades de atendimento educacional às crianças e jovens (internados) que necessitem de educação especial e que estejam em tratamento hospitalar." (MEC/SEESP, 1994, p. 20). A inserção do ambiente escolar no período de internação é importante para a recuperação da saúde da criança, já que reduz a ansiedade e o medo advindos do processo da doença. A implantação da Classe hospitalar no hospital pretende integrar a criança doente no seu novo modo de vida tão rápido quanto possível dentro de um ambiente acolhedor e humanizado, mantendo contato com seu mundo exterior, privilegiando suas relações sociais e familiares. O trabalho realizado pela Classe Hospitalar constitui parte integrante do tratamento pediátrico e estão de acordo com a Resolução n.º 2 do Conselho Nacional de Educação, de 11 de fevereiro de 2001, que em seu Art. 13 determina: "Os sistemas de ensino, mediante ação integrada com os sistemas de saúde, devem organizar o atendimento educacional especializado a alunos impossibilitados de frequentar as aulas em razão de tratamento de saúde que implique internação hospitalar, atendimento ambulatorial ou permanência prolongada em domicílio. 7 DOENÇAS INFANTIS Ficar doente faz parte da vida, e todos estamos sujeitos, mas são as crianças que são mais vulneráveis e ficam debilitadas. Algumas doenças sem tornam graves e com isso se faz necessário à internação por longos períodos de tempo. Encontramos nos hospitais, diversos tipos de atendimento às crianças hospitalizadas, segue as principais doenças e suas definições. Bronquite Inflamação dos brônquios, causada geralmente por invasão de invasão de vírus ou por complicação de outras doenças, como tuberculose, sarampo, resfriado ouqualquer infecção das vias aéreas. Desidratação Doença grave, e é uma ameaça à vida de crianças pequenas. Trata-se da queda do nível de água do organismo abaixo de um mínimo necessário para seu funcionamento. Pneumonias e Broncopneumonias São infecções das vias aéreas superiores. Na pneumonia, o foco de infecção é o pulmão; na broncopneumonia são os tecidos pulmonares que os envolve e os bronquíolos. 8 Anemias Doença causada pela queda da proporção de glóbulos vermelhos ou de hemoglobina no sangue. A mais comum é a causada pela deficiência de ferro no organismo. Desnutrição Podemos defini-la como um desvio nutritivo, resultante da ausência, na dieta da criança de elementos essenciais para seu crescimento. Diarreia Causada por infecção intestinal, em outros órgãos, por alimentos deteriorados (estragados) intolerância a determinados alimentos, distúrbios emocionais e defeitos congênitos. Escarlatina Doença infecciosa e eruptiva, frequente na infância, causada por bactéria chamada estreptococo. Hepatite Infecção aguda que lesa as células do fígado e compromete a função desse órgão. É provocada por vírus geralmente, também por bactérias e certos medicamentos. O contato ocorre também por transfusão de sangue , seringas e agulhas infectados. Laringite Caracteriza-se pela tosse seca e rouca, conhecida como “tosse de cachorro” pode ser acompanhada de febre e ronquidão. Meningite 9 Infecção das membranas que revestem o cérebro e a medula, pode ser bastante grave se não for tratada a tempo. Quando provocada por vírus é altamente contagiosa. Mononucleose Trata-se de moléstia infeciosa causada por vírus. È transmitida por contato direto com doentes, saliva e corrimento nasal. Nefrose Suas causas ainda não são conhecidas, é caracterizada pela insuficiência renal, pelo mau funcionamento dos rins, que não absorvem as substancias necessárias a uma boa saúde. Otite A otite externa é uma infecção da região da orelha externa, revestida por pele e constituída pelo pavilhão auricular e o conduto auditivo externo que termina numa membrana chamada tímpano. Pielonefrite Infecção das vias urinárias e dos rins, sendo causada por invasão de bactérias através da uretra ou corrente sanguínea. Poliomielite Conhecida como paralisia infantil, é uma doença infecciosa provocada por vírus. É uma moléstia grave e altamente contagiosa. Raquitismo 10 Caracteriza-se por deficiência na formação óssea, provocada por carência de vitamina D. Rubéola É uma doença infectocontagiosa aguda, benigna, cujo agente etiológico é o vírus da rubéola. Salmonelose Trata-se de intoxicação alimentar, resultando numa infecção intestinal, causada por bactérias chamadas salmonelas, encontrada em alimentos contaminados ou estragados. Sarampo Doença infecciosa, causada por um vírus transmitido por contato com, doentes e objetos contaminados. Tétano O Tétano é uma doença grave, provocada por um bacilo que entra no organismo através de corte, ferimentos e arranhões. Tuberculose Doença infectocontagiosa provocada por um bacilo transmitido por contato com doentes e alimentos contaminados. Varicela É uma patologia aguda benigna, com exantemas em forma de vesículas, causadas pelo vírus varicela zoster. 11 OBSIDADE INFANTIL É DOENÇA Prof. Dr. e Diretor da ABRAN, Carlos Alberto Nogueira. Até a algum tempo, era comum representar-se a criança obesa “esparramada” no sofá, assistindo à TV, com um saco de salgadinho em uma mão e um copo de refrigerante na outra. Essa imagem leva a que muitos indivíduos, inclusive profissionais da área de saúde, resumam a criança obesa a uma condição de pessoa “comilona e preguiçosa”. A pergunta que deveríamos fazer, entretanto, é: por que essa criança é assim? Por que ela prefere a TV às outras atividades menos sedentárias? Por que ela troca o prazer de soltar pipa pelo prazer de comer? Por que ela não gosta de esporte? Por que ela come mais que as outras crianças? Se nos propusermos a responder a essas e outras perguntas semelhantes, conseguiremos penetrar melhor no mundo de cada uma dessas crianças e entender que essa condição final que enxergamos é possivelmente o resultado e não a causa de um problema. Apesar de as estatísticas oficiais serem um pouco desatualizadas, pode-se dizer que talvez apenas 10 ou 20% das crianças obesas são assim porque simplesmente sempre comeram muito. Essa minoria de casos encontra-se dentro daquelas famílias em que a mãe, o pai e os filhos são obesos. É uma obesidade que 12 poderíamos chamar de “cultural”; a família toda sempre comeu muito e a criança cresce nesse ambiente. Há, ainda, uma proporção pequena de crianças, cerca de 5%, que desenvolvem obesidade por problemas médicos mais palpáveis. Doenças endocrinológicas pouco comuns, como hipotireoidismo e hipercortisolismo; uso de certas medicações por tempo prolongado; doenças cerebrais que afetem o controle da fome; doenças genéticas raras, como a Síndrome de Prader-Willi, entre tantos outros quadros. O problema é que a grande maioria dos casos não é assim. Hoje se acredita que os aspectos psicossociais do ambiente familiar em que a criança se desenvolve desempenham papel fundamental no início e na manutenção do processo. Questões como vinculação inadequada entre pais e filhos, problemas de autoestima dos pais, relações de simbiose ou de competição, alcoolismo e droga adição na família, separações, frustrações consecutivas, dificuldades na educação e no estabelecimento de limites, entre outros problemas, levam a que a criança comece a buscar no alimento sua fonte de prazer, de satisfação das frustrações, de fuga de sua realidade ou de busca de seu espaço no mundo. Com certeza, de alguma forma, a busca do controle desses problemas “paralelos” deverá estar sempre presente, ainda que de forma sutil e indireta, no tratamento da criança obesa. Muito mais importante que se pensar em uma “dieta” ou que se apostar todas as fichas em uma “doença da tireoide é preciso, na maioria dos casos, detectar e modificar estilos de vida, comportamentos, crenças, crendices, superstições, ideologias, etc. Se a criança está obesa, ele tem uma doença como outra qualquer. Ninguém condena um hipertenso por ter pressão alta; ninguém fica indignado quando uma pessoa não consegue sarar de uma rinite alérgica. 13 Mas quase todo mundo ainda olha para uma criança obesa como “comilona e preguiçosa”. É preciso, urgentemente, demolir essa ideia e buscar o caminho mais adequado para cada caso. Somente assim a família, junto ao médico nutrólogo, conseguirá ajudar a criança obesa a curar-se, sem impingir a ela sofrimentos desnecessários e infrutíferos, além daqueles que a própria obesidade já pode estar lhe causando. http://abran.org.br/para-publico/obesidade-infantil-e-doenca/ O QUE É? A Pedagogia Hospitalar vem se expandindo no atendimento à criança hospitalizada, em muitos hospitais do Brasil tem se enfatizado a filosofia humanística. Como pratica deste trabalho Humanista, o meu trabalho deverá ser o de ter os olhos voltados para o ser global, e não somente para o corpo e as necessidades físicas, emocionais, afetivas, e sociais do individuo. 14 Como referencial teórico, utilizo as experiências e pesquisas realizadas nos hospitais do Brasil onde a Classe EscolarHospitalar foi implantada no auxílio de tratamentos às crianças e adolescentes. A classe hospitalar constitui uma necessidade para o hospital, para as crianças, para a família, para a equipe de profissionais ligados a educação e a saúde; Sua criação é uma questão social e deve ser vista com seriedade, responsabilidade e principalmente promover uma melhor qualidade de vida. A classe hospitalar se dirige às crianças, mas deve se estender às famílias, sobretudo àquelas que não acham pertinente falar sobre doenças com seus filhos. A intenção neste projeto deve ser a humanização do hospital para o contato com as possibilidades da criança vítima de algum tipo de patologia. A classe hospitalar busca recuperar a socialização da criança por um processo de inclusão, dando continuidade a sua aprendizagem. Esta inclusão social será o resultado do processo educativo e re-educativo. A escola é um fator externo à patologia, é a criança irá mantém um vínculo com seu mundo exterior, através das atividades da classe hospitalar. Se a escola deve ser promotora da saúde, o hospital pode ser mantenedor da escolarização. O principal objetivo da classe hospitalar é, assim, fazer um acompanhamento pedagógico a crianças e jovens com dificuldades graves de saúde física ou mental e que estão definitiva ou temporariamente impedidos de frequentar a escola regular. 15 Não se trata de Educação Especial. É a Educação Escolar ordinária, aquela que nutre o sujeito de informações sobre o mundo dentro do currículo escolar definido pela educação nacional. Marca-se como diferença entre a classe hospitalar e a classe especial o fato de que a segregação das crianças não se deve à rejeição por outras classes, mas à doença que as impede de ir à escola. Longe de rejeitá- los, a escola vai até eles, no hospital. Lembramos que o atendimento a essas crianças é um direito de todos os educandos, garantidos por Lei, pelo tempo que estiverem afastados ou impedidos de frequentar uma escola, seja por dificuldades físicas ou mentais. Humanização nos hospitais Humanização é o efeito ou a ação de humanizar, de tornar humano, ou mais humano, afável, benevolente. A humanização é um processo que alterar as interações sociais, fornecendo um melhor atendimento, criando condições melhores e mais humanas para as pessoas, no caso dos hospitais, para os pacientes. A assistência hospitalar visa fornecer-lhe orientações quanto às medidas relativas a saúde e a prevenção das doenças, além de promover condições para que sua saúde se restabeleça. Os avanços tecnológicos prolongam a vida e diminuem o sofrimento de muitas pessoas, mas não se devem deixar as necessidades do paciente por conta somente dos aparelhos. 16 Recursos materiais, tecnologia e o ambiente físico são importantes para um bom atendimento, mas nada mais gratificante do que ter um bom atendimento, onde as ações da equipe, tornando-a capaz de criticar e construir uma realidade mais humana. A pratica da humanização está intimamente ligada à maneira como vemos o outro, e com a ampliação dos conhecimentos multidisciplinares os hospitais puderam atender grande parcela da sociedade, melhorando seu atendimento aos enfermos. Educação e Pedagogia Hospitalar De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, o direito a educação é dever não só da escola, mas da sociedade. Esta visão amplia a área de atuação do pedagogo fora do ambiente escolar. A finalidade da Pedagogia é desenvolver projetos pedagógicos, integrando atividades lúdicas e recreativas, adequadas para atender o enfermo no ambiente hospitalar, possibilitando a continuidade a sua vida escolar. CONSELHO NACIONAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Resolução nº 41 de 13 de outubro de 1995 O CONSELHO NACIONAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE, reunido em sua Vigésima Sétima Assembleia Ordinária e considerando o disposto no Art. 3º da lei 8.242, de 12 de outubro de 1991, resolve: 17 I – Aprovar em sua íntegra o texto oriundo da Sociedade Brasileira de pediatria, relativo aos Direitos da Criança e do Adolescente hospitalizados, cujo teor anexa- se ao presente ato. II – Esta reolução entra em vigor na data de sua publicação. NELSON JOBIM Presidente do Conselho DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE HOSPITALIZADOS. 1. Direito e proteção à vida e a saúde, com absoluta prioridade e sem qualquer forma de discriminação. 2. direito a ser hospitalizado quando for necessário ao seu tratamento, sem distinção de classe social, condição econômica, raça ou crença religiosa. 3. Direito a não ser ou permanecer hospitalizado desnecessariamente por qualquer razão alheia ao melhor tratamento da sua enfermidade. 4. Direito a ser acompanhado por sua mãe, pai ou responsável, durante todo o período de sua hospitalização, bem como receber visitas. 5. Direito a não ser separado de sua mãe ao nascer. 6. Direito a receber aleitamento materno sem restrições. 7. Direito a não sentir dor, quando existam meios para evitá-la. 8. Direito a ter conhecimento adequado de sua enfermidade, dos cuidados terapêuticos e diagnósticos a serem utilizados, do prognóstico, respeitando sua fase cognitiva, além de receber amparo psicológico, quando se fizer necessário. 9. Direito a desfrutar de alguma forma de recreação, programas de educação para a saúde, acompanhamento do curriculum escolar, durante sua permanência hospitalar. 18 10. Direito a que seus pais ou responsáveis participam ativamente do seu diagnóstico, tratamento e prognóstico, recebendo informações sobre os procedimentos a que será submetido. 11. Direito a receber apoio espiritual e religioso conforme prática de sua família. 12. Direito a não ser objeto de ensaio clínico, provas diagnósticas e terapêuticas, sem o consentimento informado de seus pais ou responsáveis e o seu próprio, quando tiver discernimento para tal. 13. Direito a receber todos os recursos terapêuticos disponíveis para a sua cura, reabilitação e ou prevenção secundária e terciária. 14. Direito a proteção contra qualquer forma de discriminação, negligência ou maus tratos. 15. Direito ao respeito a sua integridade física, psíquica e moral. 16. Direito a preservação de sua imagem, identidade, autonomia de valores, dos espaços e objetos pessoais. 17. Direito a não ser utilizado pelos meios de comunicação, sem a expressa vontade de seus pais ou responsáveis, ou a sua própria vontade, resguardo-se a ética. 18. Direito a confidência dos seus dados clínicos, bem como Direito a tomar conhecimento dos mesmos, arquivados na Instituição, pelo prazo estipulado em lei. 19. Direito a ter seus direitos Constitucionais e os contidos no Estatuto da Criança e do Adolescente, respeitados pelos hospitais integralmente. 20. Direito a uma morte digna, junto a seus familiares, quando esgotados todos os recursos terapêuticos disponíveis. DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO, 17/10/95 - Seção I, p.163/9-16320 - Brasília - Distrito Federal 19 BREVE HISTÓRICO A Classe Hospitalar tem seu início em 1935, quando Henri Sellier inaugura a primeira escola para crianças inadaptadas, nos arredores de Paris. Seu exemplofoi seguido na Alemanha, em toda a França, na Europa e nos Estados Unidos, com o objetivo de suprir as dificuldades escolares de crianças tuberculosas. Pode-se considerar como marco decisório das escolas em hospital a Segunda Guerra Mundial. O grande número de crianças e adolescentes atingidos, mutilados e impossibilitados de ir à escola, fez criar um engajamento, sobretudo dos médicos, que hoje são defensores da escola em seu serviço. Em 1939 é Criado o C.N.E.F.E.I. – Centro Nacional de Estudos e de Formação para a Infância Inadaptada de Suresnes, tendo como objetivo formação de professores para o trabalho em institutos especiais e em hospitais. Em 1939 é criado o Cargo de Professor Hospitalar junto ao Ministério da Educação na França. O C.N.E.F.E.I. tem como missão até hoje mostrar que a escola não é um espaço fechado. O centro promove estágios em regime de internato dirigido a professores e diretores de escolas; a médicos de saúde escolar e a assistentes sociais. 20 Dentre os objetivos da Classe Hospitalar está a possibilidade de compensar faltas e devolver um pouco de normalidade à maneira de viver da criança. O professor hospitalar será o tutor global da criança para que ela possa ser tratada de seu problema de doença, sem esquecer as necessidades pessoais. A intervenção faz com que a criança mantenha rastros que a ajudem a recuperar seu caminho e garantir o reconhecimento de sua identidade. O contato com sua escolarização faz do hospital uma agência educacional para a criança hospitalizada desenvolver atividades que a ajudem a construir um percurso cognitivo, emocional e social para manter uma ligação com a vida familiar e a realidade no hospital. Em termos de estratégias de crescimento cognitivo e intelectual, a Classe Hospitalar vem oferecer à criança ferramentas de comunicação com sua realidade familiar, com outras pessoas de sua idade e com outros pacientes; oferecer situações de jogos e entretenimentos; garantir a continuidade didática com a escola de origem além de ajudar a criança e a família a apreender os novos ritmos e os novos projetos, quando o projeto de antes se tornou impossível. 21 A Formação de Professores para atendimento escolar hospitalar no CNEFEI tem duração de dois anos. Desde 1939, o C.N.E.F.E.I. já formou 1.000 professores para as classes hospitalares, cerca de 30 professores a cada turma. A cada ano ingressam 15 novos professores no Centro. Isso faz com que hoje todos os hospitais públicos na França têm em seu quadro 4 professores: dois de ensino fundamental e dois de ensino médio. Cada dupla trabalha em expedientes diferentes, de segunda a sexta. No Brasil, a legislação reconheceu por meio do Estatuto da Criança e do Adolescente Hospitalizado, através da Resolução nº 41 de outubro de 1995, no item 9, o “Direito de desfrutar de alguma forma de recreação, programas de educação para a saúde, acompanhamento do currículo escolar durante sua permanência hospitalar”. Em 2002 o Ministério da Educação, por meio de sua Secretaria de Educação Especial, elaborou um documento de estratégias e orientações para o atendimento nas classes hospitalares, assegurando o acesso à educação básica. De acordo com esse documento, a educação tem potência para reconstituir a integralidade e a humanização nas práticas de atenção à saúde; para efetivar e defender a autodeterminação das crianças diante do cuidado; para propor outro tipo de acolhimento das famílias nos hospitais, inserindo a sua participação como uma interação de aposta no crescimento das crianças; para entabular uma educação do olhar e da escuta na equipe de saúde mais significativa à afirmação da vida. 22 A classe hospitalar constitui uma necessidade para o hospital. A criação de classes hospitalares é uma questão social e deve ser vista com a mesma seriedade e o mesmo engajamento que a promoção da segurança nas ruas. A classe hospitalar se dirige às crianças, mas deve se estender às famílias, sobretudo àquelas que não acham pertinente falar sobre doenças com seus filhos. A intenção grandiosa nesse projeto deve ser a humanização do hospital para o contato com as possibilidades da criança vítima de algum tipo de patologia. Aspectos legais da Educação e das Classes Hospitalares De acordo com a lei maior que rege o nosso país, a Constituição Federal de 1988, mais precisamente no Título VIII – Da Ordem Social, Capítulo III – Da Educação, da Cultura e do Desporto, Seção I, artigo 205: “a educação é direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”. 23 Conforme determina a Constituição Federal de 1988, podemos entender, portanto, que o direito à educação é de todos e para todos, em quaisquer circunstâncias que esteja e que necessite. Consoante às diretrizes da LDB – Leis de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei 9.394/96, a educação também é considera direito de todos da seguinte maneira: TÍTULO II Dos Princípios e Fins da Educação Nacional Art. 2º. A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. Art. 3º. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber; III - pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas; No Brasil, a legislação reconheceu através do estatuto da Criança e do Adolescente Hospitalizado, através da Resolução nº. 41 de outubro e 1995, no item 9, o “Direito de desfrutar de alguma forma de recreação, programas de educação para a saúde, acompanhamento do currículo escolar durante sua permanência hospitalar”. A educação sendo um direito de toda e qualquer criança e adolescente, entendemos que as crianças e adolescentes que estejam hospitalizadas também 24 devem ter garantido esse direito. A esse respeito, foram decretadas algumas leis, como a Lei nº 1.044/69 (que dispõe sobre tratamento excepcional para alunos portadores de afecções, em suas residências) e a Lei nº 6.202/75 (que discorre sobre exercícios domiciliares às estudantes gestantes), mas nada específico para as classes hospitalares. Dentre essas leis específicas podemos citar o Estatuto da Criança e do Adolescente, em especial, o artigo 9, que trata-se do direito à educação: “Direito de desfrutar de alguma forma de recreação, programa de educação para a saúde” e a lei dos Direitos das Crianças e Adolescentes Hospitalizados, através da Resolução n 41 de 13/10/1995. Essas leis visam a proteger a infância e a juventude, sendo um instrumento de tentar garantir uma sociedade mais justa. Em 2002 o Ministério da Educação, por meio de sua Secretaria de Educação Especial, elaborou um documento de estratégias eorientações para o atendimento nas classes hospitalares, assegurando o acesso à educação básica. Em Santa Catarina, a SED baixou Portaria que “Dispõe sobre a implantação de atendimento educacional na Classe Hospitalar para crianças e adolescentes matriculados na Pré-Escola e no Ensino Fundamental, internados em hospitais” (Portaria nº. 30, SER, de 05/ 03/2001). Tem direito ao atendimento escolar os alunos do ensino básico internados em hospital, em sérvios ambulatoriais de atenção integral à saúde ou em domicilio; alunos que estão impossibilitados de frequentar a escola por razões de proteção à saúde ou segurança abrigados em casas de apoio, casas de passagem, casas-lar e residências terapêuticas. 25 A classe hospitalar está inserida na LDB 9.394/96 como educação especial, em uma visão de educação inclusiva. Atualmente, incluem-se alunos com necessidades educacionais especiais os deficientes mentais, auditivos, físicos, com deficiências motoras e múltiplas, síndromes no geral e os que apresentam dificuldades cognitivas, psicomotoras e de comportamento, além daqueles alunos que estão impossibilitados de frequentar as aulas em razão de tratamento de saúde que implique internação hospitalar ou atendimento ambulatorial. Todo o aluno que frequenta a classe possui um cadastro com os dados pessoais, de hospitalização e da escola de origem. Ao final de cada aula o professor faz os registros nesta ficha com os conteúdos que foram trabalhados e outras informações que se fizerem necessários. O aluno que frequenta a classe por três dias ou mais é realizado contato telefônico com sua escola, comunicando da sua participação na classe e obtendo-se informações referentes aos conteúdos que estão sendo trabalhados, no momento, em sua turma. Após alta hospitalar, é enviado relatório descritivo das atividades realizadas, bem como do seu desempenho, posturas adotadas, dificuldades apresentadas. Tem direito ao atendimento escolar os alunos do ensino básico internados em hospital, em sérvios ambulatoriais de atenção integral à saúde ou em domicilio; alunos que estão impossibilitados de frequentar a escola por razões de proteção à saúde ou segurança abrigados em casas de apoio, casas de passagem, casas-lar e residências terapêuticas. Um dos objetivos da classe hospitalar área sócio-política, e o de defender o direito de toda criança e adolescente a cidadania, e o respeito às pessoas com 26 necessidades educacionais especiais e no direito de cada um ter oportunidades iguais. O profissional pedagogo no Ambiente Hospitalar. O trabalho do pedagogo no hospital é muito importante, pois atende as necessidades psicológicas e sociais e pedagógicas das crianças e jovens. Ele precisa ter sensibilidade, compreensão, força de vontade, criatividade, persistência e muita paciência se quiserem atingir seus objetivos. Deverá elaborar projetos que integrem a aprendizagem, de maneira especificas para crianças hospitalizadas adaptando-as há padrões que fogem da educação formal, resgatando e integrando-as ao contexto educacional. O pedagogo Hospitalar no atendimento pedagógico deve ter seus olhos voltados para o todo, objetivando o aperfeiçoamento humano, construindo uma nova consciência onde a sensação, o sentimento, a integração e a razão cultural valorizem o indivíduo. O professor hospitalar será o tutor global da criança para que ela possa ser tratada de seu problema de doença, sem esquecer as necessidades pessoais. A intervenção faz com que a criança mantenha rastros que a ajudem a recuperar seu caminho e garantir o reconhecimento de sua identidade. O contato com sua escolarização faz do hospital uma agência educacional para a criança hospitalizada desenvolver atividades que a ajudem a construir um percurso cognitivo, emocional e social para manter uma ligação com a vida familiar e a realidade no hospital. 27 O professor hospitalar deve ter a consciência dos monstros viventes na mente das crianças: o medo, o controle, a mudança e a incerteza. No hospital, tudo é incerteza para a criança: tiram-lhe as roupas, ela se vê igual às outras, sua mãe acompanhante se torna igual às outras mães, a criança ignora o que vai fazer comer, quem vai vê-la etc. Portanto, consciente dessa nova situação, a intervenção escolar deve se tornar parte dessa rotina, com muita ética. E ser ético é ser humano, é respeitar limites, é resgatar o lado saudável da criança, é dar-lhe singularidade. O interventor pedagógico deve ser um oportunizador da aprendizagem que, longe das paredes da escola, forma escola no momento do contato. 28 Saiba mais... Pedagogia hospitalar: uma possibilidade a mais Prof.ª Dr.ª Elizete Lúcia Moreira Matos De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, o direito à educação é dever não só da escola, mas da sociedade, na qual se devem buscar alternativas que amenizem as dificuldades encontradas em muitas situações. Neste contexto, surge uma nova área de atuação para os profissionais da educação: o hospital. O enfermo hospitalizado, principalmente em se tratando da criança e do adolescente, passa por uma experiência dolorosa de privação de saúde e de liberdade, vivida pela dor física e pelo desequilíbrio emocional, este acarretado devido à sensação de abandono no ambiente hospitalar, o que dificulta a cura e prolonga o tratamento. Este quadro reflete-se também na vida escolar da criança, que muitas vezes acaba perdendo o ano letivo. A finalidade da Pedagogia Hospitalar é integrar educadores, equipe médica e família, num trabalho em conjunto que permite ao enfermo, mesmo em ambiente diferenciado, integrar por meio de ações lúdicas, recreativas e pedagógicas novas possibilidades e maneiras de dar continuidade a sua vida escolar e, com isso, beneficiar sua saúde física, mental e emocional. Este trabalho gera mudanças no ambiente físico hospitalar, tornando-o mais alegre e aconchegante com projetos pedagógicos adequados. Para isso, é importante buscar educadores especializados e comprometidos profissionalmente e socialmente, pois a qualidade do trabalho é fundamental para alcançar os objetivos almejados. 29 O campo da Pedagogia Hospitalar surgiu da necessidade expressa de pessoas, que por motivos ligados a enfermidades, afastam-se do momento de escolarização e, com isso, tornam-se excluídos das instituições de ensino e da própria comunidade a que pertencem. De certa forma, as escolas não possuem nenhum tipo de tratamento especial para alunos que se enquadram nestas modalidades, desestimulando-os a continuarem sua escolarização e confrontando-se com o próprio Estatuto da Criança e do Adolescente, que garante uma educação gratuita, para todos e com qualidade. Contudo, este trabalho busca preservar o vínculo entre o processo educativo e a criança/adolescente, executando seu papel transformador da realidade presente. O profissional que tem a intenção de atender a essa educação hospitalizada necessita de uma formação diferenciada que desenvolva suas habilidades e competências, bem como um trabalho emocional qualificado que o beneficie diante de determinadas situações. Nesta perspectiva, propor a inserção, permanência e continuidade do processo educativo, aliviar possíveis irritabilidades e promover ocasiões que oportunizem a exteriorização de situações conflituosas do escolar doente, nela encontram-se alguns objetivos da Pedagogia Hospitalar.A estrutura física do hospital também deve favorecer condições de se efetuar com êxito este trabalho humanizador. Tanto ambiente como equipe hospitalar, a família e a escola devem trabalhar juntos, carregados de humanismo e com propostas pedagógicas, além das demais intervenções de fundamental importância que já estão envolvidas no contexto hospitalar, e, neste caso, a Pedagogia Hospitalar, mediada e coordenada por um educador da área, poderá vir a beneficiar de forma surpreendente determinados aspectos ali situados. 30 A Pedagogia Hospitalar tem como objetivo possibilitar à(ao) criança/jovem hospitalizada(o) a continuação de suas atividades educativas, envolvendo o lúdico e o pedagógico no seu contexto geral. O elo entre a escola e o hospital visa proporcionar ao educando enfermo a continuidade de seus estudos mesmo estando hospitalizado, pois algumas enfermidades requerem a permanência dos mesmos durante longo período em ambiente hospitalar. O afastamento do internado de sua família, da escola e dos amigos acaba alterando sua auto- estima, criando ansiedade, medo, desânimo, depressão e tornando lenta sua recuperação. As ações da pedagogia no hospital trouxeram novas perspectivas e desafios para o enfermo no que diz respeito a sua condição emocional, psicológica e criativa para instalar no hospital ambientes adequados a um procedimento próprio ao educando, respeitando contudo as condições ambientais e adequadas às restrições do tratamento médico do enfermo, buscando reduzir os impactos causados pela internação, tanto na vida escolar quanto no desenvolvimento da(do) criança/adolescente doente. A EDUCAÇÃO EM AMBIENTE HOSPITALAR Com a expansão da pedagogia no mercado de trabalho, surgiram novos caminhos na área empresarial, hospitalar, de recursos humanos, no ambiente escolar e em outros ainda a se desvendar. Com o surgimento destas novas vertentes da pedagogia, podemos considerar que a área hospitalar está em grande desenvolvimento por estar trabalhando e caminhando lado a lado com a escola. Surge assim um grande campo de atuação para o pedagogo junto com as equipes de saúde, criando um desafio para os cursos de Pedagogia, de preparar um profissional capaz de suprir as necessidades da formação continuada e do desenvolvimento de novas habilidades para corresponder à demanda do mercado de trabalho. Com isso fica claro que para a(o) criança/jovem que necessita de uma internação hospitalar também seria ideal uma especial atenção 31 as suas necessidades psíquicas e cognitivas e, neste tempo, a mesma receba a referência de socialização. Desta maneira, a pedagogia hospitalar representa uma nova vertente para a educação que visa dar subsídios educacionais pedagógicos ao enfermo para assegurá-lo de uma boa recuperação, pois uma(um) criança/jovem que recebe carinho, calor humano, atenção e afeto pode vir a se recuperar mais rápido. A Pedagogia Hospitalar, essa nova modalidade de atuação do pedagogo, nos põe à prova de um trabalho que aos poucos está criando raízes e muito ainda se tem a fazer. O importante é buscar alternativas para se desenvolver propostas nas instituições em que os discentes do curso de Pedagogia fiquem sensibilizados e desenvolvam projetos e pesquisas que venham a beneficiar e aliviar o sofrimento dessas(es) crianças/jovens, dando-lhes oportunidade para que não percam esse seguimento tão importante da educação em suas vidas. Assim, as(os) crianças/jovens hospitalizadas(os) continuarão com perspectivas, sem perder o contato com os livros, os cadernos, as brincadeiras, a afetividade e, o mais importante, mantendo o contato familiar e escolar e sentindo-se integrada à sociedade. Deixando de pensar na doença, eles podem se envolver de tal forma que até se sintam felizes e produtivos. Assim deixam de ser excluídos e despertam para a realidade, buscando forças no seu interior para reagir diante da doença e do lugar em que estão vivendo de forma mais positiva, criando expectativas para um futuro promissor, com muitas esperanças de cura e da volta ao convívio familiar e social. O papel da educação é o de proporcionar essas transformações sociais, levando uma nova alternativa para transformar o ambiente hospitalar de um lugar triste e muitas vezes desconfortante para um local mais descontraído, por meio de projetos lúdicos, pedagógicos e criativos, desenvolvendo habilidades de acordo com as especificidades pertinentes a este contexto, dentro de suas necessidades 32 no tempo em que os mesmos estiverem internados, envolvendo-os também em seu processo escolar. O pedagogo pode contribuir e agir por meio do trabalho pedagógico e se inter-relacionar no ambiente hospitalar num cenário inter/multi/transdisciplinar, procurando conciliar o fato de que lá está a(o) criança/jovem, com necessidades específicas. Assim deve agir de forma que o atendimento seja direcionado a cada um, de acordo com seus momentos e com a função que sua doença exige, estando atento a todo o cenário em que nele interagem multiprofissionais em prol da recuperação de cada enfermo, respeitando estes limites de espaço e, ao mesmo tempo, integrando-se aos mesmos. Não se pode generalizar o dia-a-dia em um hospital, portanto contar histórias, dramatizar, usar fantoches e outras tantas linguagens são comunicações que chamam a(o) criança/jovem para fora da realidade hospitalar, o que pode contribuir para melhorar a qualidade de vida dessas(es) crianças/jovens, pois esse diferencial, com certeza, contribuirá para que a hospitalização possa vir a ser mais amena em sua vida. Segundo Cardoso (1995, p. 48), Educar significa utilizar práticas pedagógicas que desenvolvam simultaneamente a razão, a sensação, o sentimento, a intuição, que estimulam a integração intercultural e a visão planetária das coisas, em nome da paz e da unidade do mundo. Assim, a educação, além de transmitir e construir o saber sistematizado, assume um sentido terapêutico ao despertar no educando uma nova consciência que transcenda do eu individual para o eu transpessoal. A(o) criança/jovem, em sua maioria, tem a mãe e a família como refúgio no seu dia-a-dia, e no ambiente hospitalar perde esse elo. Sem esse apoio ao qual estava habituada, cria grande ansiedade e insegurança, o que agrava o seu estado de saúde. Por isso a presença da família é muito importante, em especial a da mãe. A 33 atuação do pedagogo é uma necessidade de contribuição especializada no contexto lúdico-pedagógico. O público-alvo é formado por crianças/jovens enfermas(os). O objetivo do pedagogo é promover inserção, permanência e continuidade do processo educativo, aliviar as possíveis irritabilidades, a desmotivação e o estresse. A comunicação e o diálogo são essenciais, pois desenvolvem a relação de integração. O pedagogo e a equipe inter/multi/transdisciplinar devem promover ocasiões que oportunizem a exteriorização de situações conflituosas do enfermo, integrando saberes em ações integradas. O papel do pedagogo é fazer da práxis sua filosofia de trabalho e seu projeto deve estar carregado de humanismo e fundamentado teoricamente, pautado em pesquisas e planejamentos, porém sem esquecer que cada caso é um caso específico, e este é o desafio, como integrar sua prática em realidades tão iguais, que é cada contexto hospitalar, e tão diferentes quando voltadas a cada enfermo. O papel da educação torna-se importante em face da multiplicidade das demandas e necessidades sociais emergentes. Ninguém faz nada sozinho, precisamos da ajuda de outras pessoas. Por isso, necessitamos trabalharem equipe, unindo força e conhecimento. A obtenção do bem-estar pela evolução do processo de cura da(do) criança/jovem de maneira integral torna-se o principal objetivo de todos que ali estão a oferecer seus préstimos. Pensando nisso, foram criados alguns projetos levados à execução com sucesso, como por exemplo: Hospitalização Escolarizada, Sala de Espera, Enquanto o Sono não Vem, Mural Interativo, Inclusão Digital, entre outros. O hospital é um ambiente muito triste e deprimente e estas práticas, como a contação de histórias, em que pessoas tornam-se personagens da história, trazem mais alegria, encanto, brilho, sonhos e fantasia ao olhar, ouvir, pensar e sentir dos enfermos. O ambiente se transforma, ficando mais animador, mais colorido, mais descontraído. A energia desses momentos lúdicos devolve à(ao) criança/jovem a alegria e deixa mais ameno o clima frio e triste do ambiente hospitalar. 34 Acredita-se que a Pedagogia Hospitalar está avançando e ganhando reconhecimento notório perante a sociedade em geral. O objetivo da Pedagogia Hospitalar, que é orientar, acompanhar e administrar a educação de crianças e jovens que estejam incapacitados de freqüentar a escola por motivo de saúde, é um grande incentivo e tem dado resultados positivos nos hospitais em que esses projetos existem, além de abrir espaço para mais uma possibilidade profissional. Os enfermos que muitas vezes ficam longos períodos internados acabam perdendo o ano escolar porque não podem comparecer às aulas, e aí entra a questão: saúde ou educação? As duas coisas são extremamente importantes na vida de cada individuo e a Pedagogia Hospitalar visa fazer o máximo para que os dois fatores, tanto saúde como educação, possam estar caminhando juntos, lado a lado, quando há internação prolongada. Os pedagogos, dentro dos hospitais, só trazem benefícios para as(os) crianças/jovens, diminuindo a ansiedade dos mesmos e dos familiares e interagindo sempre com eles. Por fim, é necessário que a sociedade, os governantes e as escolas criem projetos diversificados, para atender qualquer tipo de problemas escolares que o indivíduo possa vir a ter, assim a educação abrangeria uma percentagem muito maior de brasileiros. As intervenções pedagógicas em ambiente hospitalar são fatores importantes na recuperação de crianças/jovens enfermas(os), pois conseguem fazê-los se desligar um pouco de seu problema e passarem a ter uma visão diferente do hospital. Essa nova possibilidade da pedagogia pode promover uma maior aceitação do enfermo ao hospital e com isso pode minimizar a ansiedade que gera a internação. Com este projeto da Pedagogia Hospitalar a recuperação pode vir a ser mais rápida, pois o enfermo se sente inserido em um novo fazer e agir, mesmo 35 que em contexto hospitalar. O profissional que atua na área da Pedagogia Hospitalar vem realizando grandes projetos e tem implantado várias formas que envolvem o processo ensino/aprendizagem, com atuações pedagógicas lúdicas, que são muito importantes para essas crianças/jovens hospitalizados. Esta proposta da Pedagogia Hospitalar levanta parâmetros para um constante estudo e até mesmo bases para desenvolver um bom trabalho em conjunto com o corpo clínico hospitalar e demais envolvidos para, cada vez mais, conhecermos e integrarmos as necessidades e a importância desse trabalho. Um fato importante, também, é o desafio aos cursos de Pedagogia, nos quais mudanças sociais são exigidas constantemente. UMA NOVA PEDAGOGIA A Pedagogia Hospitalar é hoje um novo desafio para os cursos de Pedagogia, que poderão adaptar-se a estas mudanças para incluir o aluno/enfermo em uma nova realidade para que não perca o ano letivo que vinha cursando. Apesar da grande evolução da medicina, com todas as descobertas, equipamentos avançados, da mesma maneira que se desenvolve rapidamente com a globalização, as doenças também se desenvolvem rapidamente. Com isso, o profissional em Pedagogia Hospitalar, o educador, o contador de histórias e outras dimensões pedagógicas que se leva para o contexto hospitalar (como a fantasia, o encantamento, a imaginação) podem resgatar novas possibilidade de conviver neste ambiente de forma mais harmoniosa entre aspectos relevantes a condição inata do organismo de saúde e bem-estar. A Pedagogia Hospitalar colocará o profissional da educação diante deste novo cenário, sendo o seu maior desafio levar esperança de vida às crianças e jovens para que possam enfrentar de maneira positiva as dificuldades, com isso diminuindo suas ansiedades e sofrimento. Para que isso aconteça, é preciso flexibilizar e agilizar os conteúdos do currículo escolar para 36 que se adaptem ao estado da criança ou jovem que se encontra internado no hospital ou que esteja em tratamento. Desta maneira, a escola estará exercendo seu real papel social em contexto diferenciado, levando o conhecimento a quem está debilitado e aumentando suas esperanças e expectativas em se tornar o cidadão do amanhã. Esta nova Pedagogia é uma maneira de humanizar o papel da escola sem renunciar a seus conteúdos, adaptando-os àquelas crianças ou jovens que estão passando por momentos difíceis, para que tenham novas perspectivas e esperança de vida e de um futuro melhor e que, ao retornarem à escola, possam estar acompanhando o processo de aprendizagem sem bloqueios ou atrasos. REFLEXÕES SOBRE PEDAGOGIA HOSPITALAR A Pedagogia Hospitalar apresenta-se como uma nova possibilidade de trabalho para o pedagogo, promissora dentro do ambiente hospitalar. Trata-se de uma Pedagogia do presente, centrando-se no emergencial e transitório do educando hospitalizado e fazendo com que interajam enfermos, equipe hospitalar, família e escola. É uma nova realidade interdisciplinar, multidisciplinar e transdisciplinar, pois envolve saberes em prol da vida. A formação dessas pessoas requer uma formação continuada, com o desenvolvimento de novas habilidades para fazerem frente a essas demandas, integrando os profissionais da saúde e educadores no mesmo espaço, visando o bem-estar geral da criança e do jovem no tratamento e recuperação ampla de sua saúde. Como sabemos todo cidadão tem direito à saúde e à educação, como consta no Estatuto da Criança e do Adolescente. Para que isso aconteça, o pedagogo 37 está procurando como alternativa trabalhar dentro dos hospitais e, com isso, apontando mais um campo de trabalho para aplicação da ação pedagógica. Apesar do hospital ter condições contraditórias para que ocorra a educação dessa(e) criança/jovem, se faz necessária sua presença, pois quando a(o) criança/jovem não tem esse acompanhamento pedagógico, poderá perder conteúdos e até mesmo perder o ano letivo, tudo isso dependendo do tempo em que o aluno ficará no hospital. Além dos conteúdos programáticos que as crianças fazem em seus quartos ou nos diferentes locais que alguns hospitais oferecem como sala de aula, laboratório com computadores, brinquedoteca e sala de jogos, é um novo cenário marcando presença, uma presença de fundamental importância também para a recuperação da saúde e do bem-estar. Para a(o) criança/jovem que está em procedimento de consulta, porém ainda não hospitalizada(o), existem propostas como a Sala de Espera, que oferece desenhos, histórias infantis, fantoches e outras modalidades lúdicas pedagógicas. Enfim, é importante a presença de um profissional da educação integrado aos profissionais da saúde e ao contexto hospitalar em seus aspectos diferenciados conforme a realidade, para que promovam açõesque possam envolver esta criança ou jovem que está hospitalizada (o) ou em processo de consultas de uma forma mais harmoniosa e humana, pois a vida com saúde é o maior patrimônio que cada um de nós tem, e quando isso está em jogo toda ação em prol de sua recuperação é bem-vinda. Para que esse atendimento seja realizado desde o momento em que o paciente entra no hospital até sua saída, é necessário que tenhamos profissionais preparados e, para que isso aconteça, torna-se importante que as instituições de ensino superior com os cursos de Pedagogia e Formação de Professores revejam 38 suas propostas e incluam esta temática de atendimento a educandos em contexto hospitalar, pois muitas crianças e jovens adoecem todo dia e às vezes necessitam ficar um bom tempo hospitalizados. Todas as realidades escolares deveriam começar a incluir essa forma de atendimento por meio da qual a educação e a saúde trilham juntas em seus diferentes contextos, especialmente quando for necessário coabitarem um mesmo espaço para a promoção humana nas suas diferentes facetas. A Pedagogia Hospitalar construiu, ao longo do seu tempo de existência, uma relação bem-sucedida entre os educadores e os profissionais de saúde e constitui um desafio aos cursos de Pedagogia ao relacionar teoria e prática para o alcance dos resultados pretendidos num contexto que é escolar, mas que se estabelece em realidade hospitalar. A Pedagogia Hospitalar é uma grande conquista, porque enfoca um trabalho de parceria entre educadores e profissionais da saúde que, juntos, podem vir a proporcionar ao doente educando uma recuperação mais aliviada e uma proposta com um olhar voltado para o lúdico, que facilita a adaptação de suas necessidades em ambiente hospitalar. Enfim, um sistema eficiente de comunicação voltado a valores e crenças sobre a realidade hospitalar. Todo esse trabalho está voltado àqueles que, por estarem hospitalizados, permanecem prejudicados em sua escolarização e alguns até em estado de analfabetismo. Um trabalho que tem a oportunidade de mostrar novos cenários e cenas em ambiente hospitalar e inserir um novo educador, o hospital em um novo hospital ainda mais humanizador, por meio de equipes multi/inter/transdisciplinares, onde o contador de histórias seja aventureiro, alegre e dinâmico, por meio de projetos que possibilitam sonhos, fantasias, e até mesmo um auxílio à cura, transformando a medicina em uma nova medicina, onde equipes de multiprofissionais são também 39 os atores neste cenário. O educador, com seu conhecimento didático, metodológico, lúdico e recreativo, pode integrar seus saberes aos demais saberes que já estão neste contexto e com isso promovermos novos olhares em ambiente hospitalar. Essa Pedagogia veio com o papel de trabalhar a transformação da doença em interação e vencer obstáculos que dificultam a autonomia das pessoas de expressão e compreensão de estímulos abstraídos do cotidiano. Cabe destacar, neste fechamento, MATOS e MUGGIATI (2001, p. 83): Muito há pela frente, considerando suas novas vertentes que aí estão para se associarem aos primeiros esforços que, certamente, servirão de base angular para uma edificação sólida, com a consistente participação de todos, em prol daquelas crianças e adolescentes que têm direito à saúde, mas também têm direito de se educar. Essa polêmica realidade, de ordem política, social, psicológica e educacional, com imensuráveis dimensões, veio, assim, se constituir em incontestes argumentos à necessidade de se buscarem alternativas de complementação e aprimoramento científico. A Pedagogia Hospitalar representa a segura resposta ao desafio que se instalou. Finalmente, pretende-se que este presente artigo, por mim organizado e produzido de forma espetacularmente integrada entre alunas formandas dos turnos manhã e noite, da disciplina Estudos Independentes do curso de Pedagogia da FACINTER, possa apontar para o leitor um novo olhar sobre esta nova área que está surgindo no campo da educação. Já temos várias instâncias legais do MEC, CNE e CEE de educação que nos garantem este trabalho. A inclusão e a humanização se fazem presentes em vários contextos, e este é um deles. 40 FILMES INDICADOS: Um Golpe do Destino. Jack McKee é um médico de sucesso, rico e arrogante. Até o dia em que descobre ter um câncer na garganta, o que o leva a uma reflexão profunda sobre sua vida. Como é a reação de um famoso cirurgião que por força do destino se vê na situação de paciente? Essa é uma experiência que certamente enriqueceria qualquer currículo, mas que para o doutor Jack, se traduz em uma lição de vida. O convívio com outros pacientes em igual condição o faz despertar para a importância do afeto e da compaixão, alterando radicalmente seu comportamento como médico. Um filme elogiado pela crítica e que reúne novamente após o sucesso de Filhos do Silêncio, a diretora Randa Haines e o brilhante Willian Hurt. Uma história emocionante que é retratada com doses exatas de sensibilidade e de bom humor. Cartas para Deus. Tyler Doherty (Tanner Maguire) é vítima de cancêr e trava uma batalha diária contra a doença que o consome. Amado por sua família e pelos amigos, o menino de apenas oito anos não se deixa abalar e escreve cartas diariamente endereçadas para Deus. O carteiro Brady (Jeffrey Johnson), vivendo problemas pessoais, não sabe o que fazer com elas num primeiro momento, mas a bravura do jovem autor acaba provocando grandes mudanças em suas vidas. Inspirado em uma história real. Patch Adams – O amor é contagioso Em 1969, após tentar se suicidar, Hunter Adams (Robin Williams) voluntariamente se interna em um sanatório. Ao ajudar outros internos, descobre que deseja ser médico, para poder ajudar as pessoas. Deste modo, sai da instituição e entra na faculdade de medicina. Seus métodos poucos convencionais causam inicialmente espanto, mas aos poucos vai conquistando todos, com exceção do reitor, que quer arrumar um motivo para expulsá-lo, apesar de ele ser o primeiro da turma. 41 Tudo por Amor. Victor Geddes (Campbell Scott) é um jovem de uma família rica, que faz tratamento quimioterápico por ter leucemia. Ele se apaixona por Hillary O'Neil (Julia Roberts), que cuida dele, mas este amor pode gerar conseqüências trágicas. Sempre Amigos Maxwell Kane (Elden Henson) é um garoto de 14 anos que tem dificuldades de aprendizado e vive com seus avós desde que testemunhou o assassinato de sua mãe, morta pelo marido. Quando Kevin Dillon (Kieran Culkin), um garoto que sofre de uma doença que o impede de se locomover, se muda para a vizinhança eles logo se tornam grandes amigos. Juntos vivem grandes aventuras, enfrentando o preconceito das pessoas à sua volta. Fale com Ela Em Madri, vive Benigno Martin (Javier Cámara), um enfermeiro cujo apartamento fica em frente a academia de balé comandada por Katerina Bilova (Geraldine Chaplin). Ele fica na janela da sua casa observando os ensaio com especial atenção a uma das estudantes de Katerina, Alicia Roncero (Leonor Watling). Quando Alicia é ferida em um acidente de carro, acaba internada no hospital onde ele trabalha. Benigno cuida dela, em coma, com um cuidado acima do normal. 42 BIBLIOGRAFIA BÁSICA CARDOSO, Clodoaldo Meneguello. Uma visão holística da educação. São Paulo: Summus, 1995. MATOS, E. L. M.; MUGIATTI, M. M. T. F. Pedagogia Hospitalar.Curitiba: Ed. Champagnat, 2001. MATOS, E. L. M. Pedagogia Hospitalar. Revista Educação em Movimento, Curitiba, v. 2, n. 5, p. 39-42, maio/ago. 2003. ______ . Aproximação conceitual da Pedagogia Hospitalar. Revista Anual da Faculdade de Pedagogia da Serra – Pedagogia em Ação, v. 4, n. 4, p. 89-92, jun. 2003. BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR BARROS, A.S. A Pratica Pedagógica em uma Enfermaria Pediátrica: Contribuições da Classe Hospitalar á inclusão do alunado. Revista Brasileira de Educação n.12, Set/Nov, p-84 e 93,1999. FONSECA, Eneida Simões da. Atendimento Escolar no Ambiente Hospitalar. Local: Editora, ano de publicação. MATOS, Elizete Lucia Moreira e MUGIATTI, Margarida Maria Teixeira de Freitas. Pedagogia Hospitalar: a humanização integrando educação e saúde. Local: Editora, ano de publicação http://www.educacao.salvador.ba.gov.br/site/documentos/espaco- virtual/espaco-educacao-saude/classes- hospitalares/WEBARTIGOS/pedagogia%20hospitalar%20-%20bases%20legais.pdf 43 REFERÊNCIAS o CLASSE HOSPITALAR E ATENDIMENTO PEDAGÓGICO DOMICILIAR - Estratégias e orientações http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/me000423.pdf o PEDAGOGIA HOSPITALAR E SUAS BASES LEGAIS http://www.smec.salvador.ba.gov.br/site/documentos/espaco-virtual/espaco- educacao-saude/classes- hospitalares/WEBARTIGOS/pedagogia%20hospitalar%20- %20bases%20legais.pdf o PEDAGOGIA HOSPITALAR: um breve histórico http://www.smec.salvador.ba.gov.br/site/documentos/espaco-virtual/espaco- educacao-saude/classes- hospitalares/WEBARTIGOS/pedagogia%20hospitalar....pdf o CLASSE HOSPITALAR E A PRÁTICA DA PEDAGOGIA http://www.revista.inf.br/pedagogia/pages/artigos/edic11-anovi-art10.pdf Apostila elaborada por: Profa. Cláudia Regina Esteves 44 o ATENDIMENTO EDUCACIONAL NOS AMBIENTES HOSPITALAR