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Pedagogia 
Hospitalar 
Núcleo de Pós-Graduação 
 
 Pedagogia Hospitalar e 
 seus Fundamentos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 
 
Sumário 
 
I. Introdução 
II. Atendimento Pedagógico Hospitalar 
III. Doenças Infantis 
IV. Obesidade infantil é doença 
V. O que é Pedagogia Hospitalar 
VI. Humanização em Hospitais 
VII. Breve histórico 
VIII. Aspectos legais da Educação e das Classes Hospitalares 
IX. O profissional pedagogo no ambiente hospitalar. 
X. Bibliografia 
XI. Saiba mais... 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 
INTRODUÇÃO 
 
O Curso de pedagogia hospitalar vem se apresentando na área da Educação 
como uma nova possibilidade de trabalho para o educador dentro do ambiente 
hospitalar. 
 
Trata-se de uma Pedagogia do presente, centrando-se na situação emergencial e 
transitória do educando , auxiliando as crianças e jovens a darem continuidade às 
atividades educacionais, mesmo estando afastados da escola regular. 
 
Este curso como objetivo conscientizar, discutir e ampliar as ideias com os 
profissionais que trabalham na área hospitalar, na saúde e na educação, sobre a 
importância da pedagogia hospitalar, da nova função do profissional Pedagogo, 
especialista em educação, habilitado para desenvolver um trabalho mediador e 
intercessor no auxilio de atividades ludo pedagógica às crianças e jovens em 
tratamento. 
 
Buscando favorecer toda estratégia que ajude o desenvolvimento desta 
modalidade educacional e que sensibilize os agentes da educação e da saúde 
sobre a importância do atendimento educacional à criança hospitalizada. 
 
Faz-se necessário construir um espaço para profissionais dedicados à atenção às 
crianças e jovens que devem permanecer hospitalizados, com o objetivo de 
sensibilizar para a questão, trocar experiências e refletir sobre pedagogia 
hospitalar, oferecendo ferramentas para o desenvolvimento desta modalidade 
educacional e explorando sua relação com o sistema educacional formal. 
 
 
 
 
 
 
4 
“Todos os seres humanos têm direito de 
 que respeitem sua vida, e só existe 
 respeito quando a vida além de ser 
mantida, pode ser vivida com dignidade”. 
Dalmo Dallari 
 
ATENDIMENTO PEDAGÓGICO HOSPITALAR 
 
Visando aprimorar essas atividades, o Atendimento Pedagógico Hospitalar busca 
integrar e contribui para a construção individual de uma estabilidade de vida, 
oportunizando a continuidade e a segurança do vínculo social e do elo com a 
aprendizagem, além de trabalhar na identificação de possíveis alterações 
relativas às sequelas da terapia, possibilitando a reintegração escolar e 
contribuindo com a promoção da qualidade de vida dos pacientes de acordo 
com as necessidades de cada um. 
 
Em nosso país, verificamos que são poucos os hospitais que oferecem esse 
diferencial de atendimento em suas pediatrias, podemos mencionar o Hospital 
Infantil Joana de Gusmão no Sul; Hospital das Clinicas de Ribeirão Preto, Hospital 
de Clínicas – UNESP de Botucatu, Hospital Amaral Carvalho em Jaú, Hospital 
Materno Infantil de Marília; Centro Infantil Boldrini em Campinas e o INCA no Rio de 
Janeiro, em São Paulo há 20 classes na Capital e 13 no Interior, as classes 
hospitalares funcionam nos seguintes hospitais: Santa Casa de Misericórdia de São 
Paulo – são quatro classes, vinculadas à Escola Estadual Arthur Guimarães; Hospital 
Darcy Vargas – oito classes vinculadas à Escola Estadual Adolfo Trípoli; Hospital do 
Servidor Público Estadual – duas classes ligadas à Escola Estadual César Martinez; 
 
 
 
 
5 
Hospital de Clínicas de São Paulo – (com duas classes) e Hospital Emílio Ribas (com 
três classes), que mantêm vínculo com a Escola Estadual Vítor Oliva; Hospital AC 
Camargo – duas classes da Escola Estadual Presidente Roosevelt; Hospital Cândido 
Fontoura – uma classe pertencente à Escola Estadual Antônio Queiroz Telles; e o 
Instituto da Criança. 
 
Constatamos que na rede privada de hospitais é oferecido às crianças atividades 
recreacionistas e ludo pedagógico em brinquedotecas como cumprimento de Lei; 
sendo desenvolvidas muitas vezes pelo setor voluntariado, que não possui 
formação e capacitação para a realização deste atendimento. 
 
O atendimento pedagógico busca favorecer toda estratégia que ajude o 
desenvolvimento desta modalidade educacional e que sensibilize os agentes da 
educação e da saúde sobre a importância do atendimento educacional à 
criança hospitalizada. 
 
Faz-se necessário construir um espaço para profissionais dedicados à atenção 
às crianças e jovens que devem permanecer hospitalizados, com o objetivo de 
sensibilizar para a questão, trocar experiências e refletir sobre pedagogia 
hospitalar, oferecendo ferramentas para o desenvolvimento desta modalidade 
educacional e explorando sua relação com o sistema educacional formal. 
 
Tendo em vista o embasamento legal, contido nas legislações vigentes que 
amparam e legitimam o direito à educação, os hospitais devem dispor às crianças 
e adolescentes queremos agregar à equipe multiprofissional deste hospital, uma 
equipe pedagógica, desenvolvendo atividades de qualidade e igualdade que 
possam suprir as necessidades educacionais de cada aluno/paciente. 
 
 
 
 
 
6 
Está atuação pedagógica contribuirá também na prevenção, correção ou 
minimização dos problemas decorrentes de possíveis efeitos tardios no 
desenvolvimento cognitivo do paciente, garantindo seu direito ao ensino escolar, 
de acordo com o art. 205 da Constituição Federal Brasileira, no qual a educação 
é direito de todos e dever do Estado e da família. 
 
"A secretaria de Educação Especial do MEC reconhece a Classe Hospitalar como 
sendo uma das modalidades de atendimento educacional às crianças e jovens 
(internados) que necessitem de educação especial e que estejam em tratamento 
hospitalar." (MEC/SEESP, 1994, p. 20). 
 
A inserção do ambiente escolar no período de internação é importante para a 
recuperação da saúde da criança, já que reduz a ansiedade e o medo advindos 
do processo da doença. 
 
A implantação da Classe hospitalar no hospital pretende integrar a criança 
doente no seu novo modo de vida tão rápido quanto possível dentro de um 
ambiente acolhedor e humanizado, mantendo contato com seu mundo exterior, 
privilegiando suas relações sociais e familiares. 
 
O trabalho realizado pela Classe Hospitalar constitui parte integrante do 
tratamento pediátrico e estão de acordo com a Resolução n.º 2 do Conselho 
Nacional de Educação, de 11 de fevereiro de 2001, que em seu Art. 13 determina: 
"Os sistemas de ensino, mediante ação integrada com os sistemas de saúde, 
devem organizar o atendimento educacional especializado a alunos 
impossibilitados de frequentar as aulas em razão de tratamento de saúde que 
implique internação hospitalar, atendimento ambulatorial ou permanência 
prolongada em domicílio. 
 
 
 
 
7 
DOENÇAS INFANTIS 
 
Ficar doente faz parte da vida, e todos 
estamos sujeitos, mas são as crianças 
que são mais vulneráveis e ficam 
debilitadas. Algumas doenças sem 
tornam graves e com isso se faz 
necessário à internação por longos 
períodos de tempo. 
 
 
 
 
Encontramos nos hospitais, diversos tipos de atendimento às crianças 
hospitalizadas, segue as principais doenças e suas definições. 
 
Bronquite 
Inflamação dos brônquios, causada geralmente por invasão de invasão de vírus 
ou por complicação de outras doenças, como tuberculose, sarampo, resfriado ouqualquer infecção das vias aéreas. 
 
Desidratação 
Doença grave, e é uma ameaça à vida de crianças pequenas. Trata-se da queda 
do nível de água do organismo abaixo de um mínimo necessário para seu 
funcionamento. 
 
Pneumonias e Broncopneumonias 
São infecções das vias aéreas superiores. Na pneumonia, o foco de infecção é o 
pulmão; na broncopneumonia são os tecidos pulmonares que os envolve e os 
bronquíolos. 
 
 
 
 
8 
Anemias 
Doença causada pela queda da proporção de glóbulos vermelhos ou de 
hemoglobina no sangue. A mais comum é a causada pela deficiência de ferro no 
organismo. 
 
Desnutrição 
Podemos defini-la como um desvio nutritivo, resultante da ausência, na dieta da 
criança de elementos essenciais para seu crescimento. 
 
Diarreia 
Causada por infecção intestinal, em outros órgãos, por alimentos deteriorados 
(estragados) intolerância a determinados alimentos, distúrbios emocionais e 
defeitos congênitos. 
 
Escarlatina 
Doença infecciosa e eruptiva, frequente na infância, causada por bactéria 
chamada estreptococo. 
 
Hepatite 
Infecção aguda que lesa as células do fígado e compromete a função desse 
órgão. É provocada por vírus geralmente, também por bactérias e certos 
medicamentos. O contato ocorre também por transfusão de sangue , seringas e 
agulhas infectados. 
 
Laringite 
Caracteriza-se pela tosse seca e rouca, conhecida como “tosse de cachorro” 
pode ser acompanhada de febre e ronquidão. 
 
Meningite 
 
 
 
9 
Infecção das membranas que revestem o cérebro e a medula, pode ser bastante 
grave se não for tratada a tempo. Quando provocada por vírus é altamente 
contagiosa. 
 
Mononucleose 
Trata-se de moléstia infeciosa causada por vírus. È transmitida por contato direto 
com doentes, saliva e corrimento nasal. 
 
Nefrose 
Suas causas ainda não são conhecidas, é caracterizada pela insuficiência renal, 
pelo mau funcionamento dos rins, que não absorvem as substancias necessárias a 
uma boa saúde. 
 
Otite 
A otite externa é uma infecção da região da orelha externa, revestida por pele e 
constituída pelo pavilhão auricular e o conduto auditivo externo que termina 
numa membrana chamada tímpano. 
 
Pielonefrite 
Infecção das vias urinárias e dos rins, sendo causada por invasão de bactérias 
através da uretra ou corrente sanguínea. 
 
Poliomielite 
Conhecida como paralisia infantil, é uma doença infecciosa provocada por vírus. 
É uma moléstia grave e altamente contagiosa. 
 
 
 
Raquitismo 
 
 
 
10 
Caracteriza-se por deficiência na formação óssea, provocada por carência de 
vitamina D. 
 
Rubéola 
É uma doença infectocontagiosa aguda, benigna, cujo agente etiológico é o 
vírus da rubéola. 
 
Salmonelose 
Trata-se de intoxicação alimentar, resultando numa infecção intestinal, causada 
por bactérias chamadas salmonelas, encontrada em alimentos contaminados ou 
estragados. 
 
Sarampo 
Doença infecciosa, causada por um vírus transmitido por contato com, doentes e 
objetos contaminados. 
 
Tétano 
O Tétano é uma doença grave, provocada por um bacilo que entra no organismo 
através de corte, ferimentos e arranhões. 
 
Tuberculose 
Doença infectocontagiosa provocada por um bacilo transmitido por contato com 
doentes e alimentos contaminados. 
 
Varicela 
É uma patologia aguda benigna, com exantemas em forma de vesículas, 
causadas pelo vírus varicela zoster. 
 
 
 
 
11 
 
 
OBSIDADE INFANTIL É DOENÇA 
Prof. Dr. e Diretor da ABRAN, Carlos Alberto Nogueira. 
 
Até a algum tempo, era comum representar-se a criança obesa “esparramada” 
no sofá, assistindo à TV, com um saco de salgadinho em uma mão e um copo de 
refrigerante na outra. Essa imagem leva a que muitos indivíduos, inclusive 
profissionais da área de saúde, resumam a criança obesa a uma condição de 
pessoa “comilona e preguiçosa”. A pergunta que deveríamos fazer, entretanto, é: 
por que essa criança é assim? Por que ela prefere a TV às outras atividades menos 
sedentárias? Por que ela troca o prazer de soltar pipa pelo prazer de comer? Por 
que ela não gosta de esporte? Por que ela come mais que as outras crianças? Se 
nos propusermos a responder a essas e outras perguntas semelhantes, 
conseguiremos penetrar melhor no mundo de cada uma dessas crianças e 
entender que essa condição final que enxergamos é possivelmente o resultado e 
não a causa de um problema. 
Apesar de as estatísticas oficiais serem um pouco desatualizadas, pode-se dizer 
que talvez apenas 10 ou 20% das crianças obesas são assim porque simplesmente 
sempre comeram muito. Essa minoria de casos encontra-se dentro daquelas 
famílias em que a mãe, o pai e os filhos são obesos. É uma obesidade que 
 
 
 
12 
poderíamos chamar de “cultural”; a família toda sempre comeu muito e a criança 
cresce nesse ambiente. 
Há, ainda, uma proporção pequena de crianças, cerca de 5%, que desenvolvem 
obesidade por problemas médicos mais palpáveis. Doenças endocrinológicas 
pouco comuns, como hipotireoidismo e hipercortisolismo; uso de certas 
medicações por tempo prolongado; doenças cerebrais que afetem o controle da 
fome; doenças genéticas raras, como a Síndrome de Prader-Willi, entre tantos 
outros quadros. O problema é que a grande maioria dos casos não é assim. Hoje 
se acredita que os aspectos psicossociais do ambiente familiar em que a criança 
se desenvolve desempenham papel fundamental no início e na manutenção do 
processo. 
Questões como vinculação inadequada entre pais e filhos, problemas de 
autoestima dos pais, relações de simbiose ou de competição, alcoolismo e droga 
adição na família, separações, frustrações consecutivas, dificuldades na 
educação e no estabelecimento de limites, entre outros problemas, levam a que a 
criança comece a buscar no alimento sua fonte de prazer, de satisfação das 
frustrações, de fuga de sua realidade ou de busca de seu espaço no mundo. 
Com certeza, de alguma forma, a busca do controle desses problemas “paralelos” 
deverá estar sempre presente, ainda que de forma sutil e indireta, no tratamento 
da criança obesa. Muito mais importante que se pensar em uma “dieta” ou que se 
apostar todas as fichas em uma “doença da tireoide é preciso, na maioria dos 
casos, detectar e modificar estilos de vida, comportamentos, crenças, crendices, 
superstições, ideologias, etc. Se a criança está obesa, ele tem uma doença como 
outra qualquer. Ninguém condena um hipertenso por ter pressão alta; ninguém 
fica indignado quando uma pessoa não consegue sarar de uma rinite alérgica. 
 
 
 
13 
Mas quase todo mundo ainda olha para uma criança obesa como “comilona e 
preguiçosa”. É preciso, urgentemente, demolir essa ideia e buscar o caminho mais 
adequado para cada caso. Somente assim a família, junto ao médico nutrólogo, 
conseguirá ajudar a criança obesa a curar-se, sem impingir a ela sofrimentos 
desnecessários e infrutíferos, além daqueles que a própria obesidade já pode estar 
lhe causando. 
http://abran.org.br/para-publico/obesidade-infantil-e-doenca/ 
 
 
 
 
O QUE É? 
A Pedagogia Hospitalar vem se expandindo no atendimento à criança 
hospitalizada, em muitos hospitais do Brasil tem se enfatizado a filosofia 
humanística. 
 
Como pratica deste trabalho Humanista, o meu trabalho deverá ser o de ter os 
olhos voltados para o ser global, e não somente para o corpo e as necessidades 
físicas, emocionais, afetivas, e sociais do individuo. 
 
 
 
 
14 
 
Como referencial teórico, utilizo as experiências e pesquisas realizadas nos 
hospitais do Brasil onde a Classe EscolarHospitalar foi implantada no auxílio de 
tratamentos às crianças e adolescentes. 
 
A classe hospitalar constitui uma necessidade para o hospital, para as crianças, 
para a família, para a equipe de profissionais ligados a educação e a saúde; Sua 
criação é uma questão social e deve ser vista com seriedade, responsabilidade e 
principalmente promover uma melhor qualidade de vida. 
 
A classe hospitalar se dirige às crianças, mas deve se estender às famílias, 
sobretudo àquelas que não acham pertinente falar sobre doenças com seus filhos. 
 
A intenção neste projeto deve ser a humanização do hospital para o contato com 
as possibilidades da criança vítima de algum tipo de patologia. 
 
A classe hospitalar busca recuperar a socialização da criança por um processo de 
inclusão, dando continuidade a sua aprendizagem. Esta inclusão social será o 
resultado do processo educativo e re-educativo. 
 
A escola é um fator externo à patologia, é a criança irá mantém um vínculo com 
seu mundo exterior, através das atividades da classe hospitalar. Se a escola deve 
ser promotora da saúde, o hospital pode ser mantenedor da escolarização. 
 
O principal objetivo da classe hospitalar é, assim, fazer um acompanhamento 
pedagógico a crianças e jovens com dificuldades graves de saúde física ou 
mental e que estão definitiva ou temporariamente impedidos de frequentar a 
escola regular. 
 
 
 
15 
 
Não se trata de Educação Especial. É a Educação Escolar ordinária, aquela que 
nutre o sujeito de informações sobre o mundo dentro do currículo escolar definido 
pela educação nacional. Marca-se como diferença entre a classe hospitalar e a 
classe especial o fato de que a segregação das crianças não se deve à rejeição 
por outras classes, mas à doença que as impede de ir à escola. Longe de rejeitá-
los, a escola vai até eles, no hospital. 
 
Lembramos que o atendimento a essas crianças é um direito de todos os 
 educandos, garantidos por Lei, pelo tempo que estiverem afastados ou impedidos 
de frequentar uma escola, seja por dificuldades físicas ou mentais. 
 
 
Humanização nos hospitais 
 
Humanização é o efeito ou a ação de humanizar, de tornar humano, ou mais 
humano, afável, benevolente. 
 
A humanização é um processo que alterar as interações sociais, fornecendo um 
melhor atendimento, criando condições melhores e mais humanas para as 
pessoas, no caso dos hospitais, para os pacientes. 
 
A assistência hospitalar visa fornecer-lhe orientações quanto às medidas relativas a 
saúde e a prevenção das doenças, além de promover condições para que sua 
saúde se restabeleça. 
 
Os avanços tecnológicos prolongam a vida e diminuem o sofrimento de muitas 
pessoas, mas não se devem deixar as necessidades do paciente por conta 
somente dos aparelhos. 
 
 
 
16 
 
Recursos materiais, tecnologia e o ambiente físico são importantes para um bom 
atendimento, mas nada mais gratificante do que ter um bom atendimento, onde 
as ações da equipe, tornando-a capaz de criticar e construir uma realidade mais 
humana. 
 
A pratica da humanização está intimamente ligada à maneira como vemos o 
outro, e com a ampliação dos conhecimentos multidisciplinares os hospitais 
puderam atender grande parcela da sociedade, melhorando seu atendimento 
aos enfermos. 
 
 
Educação e Pedagogia Hospitalar 
 
De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, o direito a educação é 
dever não só da escola, mas da sociedade. Esta visão amplia a área de atuação 
do pedagogo fora do ambiente escolar. 
 
A finalidade da Pedagogia é desenvolver projetos pedagógicos, integrando 
atividades lúdicas e recreativas, adequadas para atender o enfermo no ambiente 
hospitalar, possibilitando a continuidade a sua vida escolar. 
 
CONSELHO NACIONAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE 
 
Resolução nº 41 de 13 de outubro de 1995 
 
O CONSELHO NACIONAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE, reunido 
em sua Vigésima Sétima Assembleia Ordinária e considerando o disposto no Art. 3º 
da lei 8.242, de 12 de outubro de 1991, resolve: 
 
 
 
17 
 
I – Aprovar em sua íntegra o texto oriundo da Sociedade Brasileira de pediatria, 
relativo aos Direitos da Criança e do Adolescente hospitalizados, cujo teor anexa-
se ao presente ato. 
 
II – Esta reolução entra em vigor na data de sua publicação. 
 
NELSON JOBIM 
Presidente do Conselho 
 
DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE HOSPITALIZADOS. 
 
1. Direito e proteção à vida e a saúde, com absoluta prioridade e sem qualquer 
forma de discriminação. 
2. direito a ser hospitalizado quando for necessário ao seu tratamento, sem 
distinção de classe social, condição econômica, raça ou crença religiosa. 
3. Direito a não ser ou permanecer hospitalizado desnecessariamente por qualquer 
razão alheia ao melhor tratamento da sua enfermidade. 
4. Direito a ser acompanhado por sua mãe, pai ou responsável, durante todo o 
período de sua hospitalização, bem como receber visitas. 
5. Direito a não ser separado de sua mãe ao nascer. 
6. Direito a receber aleitamento materno sem restrições. 
7. Direito a não sentir dor, quando existam meios para evitá-la. 
8. Direito a ter conhecimento adequado de sua enfermidade, dos cuidados 
terapêuticos e diagnósticos a serem utilizados, do prognóstico, respeitando sua 
fase cognitiva, além de receber amparo psicológico, quando se fizer necessário. 
9. Direito a desfrutar de alguma forma de recreação, programas de educação 
para a saúde, acompanhamento do curriculum escolar, durante sua permanência 
hospitalar. 
 
 
 
18 
10. Direito a que seus pais ou responsáveis participam ativamente do seu 
diagnóstico, tratamento e prognóstico, recebendo informações sobre os 
procedimentos a que será submetido. 
11. Direito a receber apoio espiritual e religioso conforme prática de sua família. 
12. Direito a não ser objeto de ensaio clínico, provas diagnósticas e terapêuticas, 
sem o consentimento informado de seus pais ou responsáveis e o seu próprio, 
quando tiver discernimento para tal. 
13. Direito a receber todos os recursos terapêuticos disponíveis para a sua cura, 
reabilitação e ou prevenção secundária e terciária. 
14. Direito a proteção contra qualquer forma de discriminação, negligência ou 
maus tratos. 
15. Direito ao respeito a sua integridade física, psíquica e moral. 
16. Direito a preservação de sua imagem, identidade, autonomia de valores, dos 
espaços e objetos pessoais. 
17. Direito a não ser utilizado pelos meios de comunicação, sem a expressa 
vontade de seus pais ou responsáveis, ou a sua própria vontade, resguardo-se a 
ética. 
18. Direito a confidência dos seus dados clínicos, bem como Direito a tomar 
conhecimento dos mesmos, arquivados na Instituição, pelo prazo estipulado em 
lei. 
19. Direito a ter seus direitos Constitucionais e os contidos no Estatuto da Criança e 
do Adolescente, respeitados pelos hospitais integralmente. 
20. Direito a uma morte digna, junto a seus familiares, quando esgotados todos os 
recursos terapêuticos disponíveis. 
 
 DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO, 17/10/95 - Seção I, p.163/9-16320 - Brasília - Distrito Federal 
 
 
 
 
 
 
 
19 
 
 
 BREVE HISTÓRICO 
A Classe Hospitalar tem seu início em 1935, quando Henri Sellier inaugura a primeira 
escola para crianças inadaptadas, nos arredores de Paris. Seu exemplofoi seguido 
na Alemanha, em toda a França, na Europa e nos Estados Unidos, com o objetivo 
de suprir as dificuldades escolares de crianças tuberculosas. Pode-se considerar 
como marco decisório das escolas em hospital a Segunda Guerra Mundial. 
 
O grande número de crianças e adolescentes atingidos, mutilados e 
impossibilitados de ir à escola, fez criar um engajamento, sobretudo dos médicos, 
que hoje são defensores da escola em seu serviço. 
 
Em 1939 é Criado o C.N.E.F.E.I. – Centro Nacional de Estudos e de Formação para 
a Infância Inadaptada de Suresnes, tendo como objetivo formação de professores 
para o trabalho em institutos especiais e em hospitais. Em 1939 é criado o Cargo 
de Professor Hospitalar junto ao Ministério da Educação na França. 
 
O C.N.E.F.E.I. tem como missão até hoje mostrar que a escola não é um espaço 
fechado. O centro promove estágios em regime de internato dirigido a professores 
e diretores de escolas; a médicos de saúde escolar e a assistentes sociais. 
 
 
 
20 
 
Dentre os objetivos da Classe Hospitalar está a possibilidade de compensar faltas e 
devolver um pouco de normalidade à maneira de viver da criança. O professor 
hospitalar será o tutor global da criança para que ela possa ser tratada de seu 
problema de doença, sem esquecer as necessidades pessoais. A intervenção faz 
com que a criança mantenha rastros que a ajudem a recuperar seu caminho e 
garantir o reconhecimento de sua identidade. 
 
O contato com sua escolarização faz do hospital uma agência educacional para 
a criança hospitalizada desenvolver atividades que a ajudem a construir um 
percurso cognitivo, emocional e social para manter uma ligação com a vida 
familiar e a realidade no hospital. 
 
Em termos de estratégias de crescimento cognitivo e intelectual, a Classe 
Hospitalar vem oferecer à criança ferramentas de comunicação com sua 
realidade familiar, com outras pessoas de sua idade e com outros pacientes; 
oferecer situações de jogos e entretenimentos; garantir a continuidade didática 
com a escola de origem além de ajudar a criança e a família a apreender os 
novos ritmos e os novos projetos, quando o projeto de antes se tornou impossível. 
 
 
 
 
21 
 
A Formação de Professores para atendimento escolar hospitalar no CNEFEI tem 
duração de dois anos. Desde 1939, o C.N.E.F.E.I. já formou 1.000 professores para 
as classes hospitalares, cerca de 30 professores a cada turma. 
 
 A cada ano ingressam 15 novos professores no Centro. Isso faz com que hoje 
todos os hospitais públicos na França têm em seu quadro 4 professores: dois de 
ensino fundamental e dois de ensino médio. Cada dupla trabalha em expedientes 
diferentes, de segunda a sexta. 
 
No Brasil, a legislação reconheceu por meio do Estatuto da Criança e do 
Adolescente Hospitalizado, através da Resolução nº 41 de outubro de 1995, no 
item 9, o “Direito de desfrutar de alguma forma de recreação, programas de 
educação para a saúde, acompanhamento do currículo escolar durante sua 
permanência hospitalar”. 
 
Em 2002 o Ministério da Educação, por meio de sua Secretaria de Educação 
Especial, elaborou um documento de estratégias e orientações para o 
atendimento nas classes hospitalares, assegurando o acesso à educação básica. 
 
De acordo com esse documento, a educação tem potência para reconstituir a 
integralidade e a humanização nas práticas de atenção à saúde; para efetivar e 
defender a autodeterminação das crianças diante do cuidado; para propor outro 
tipo de acolhimento das famílias nos hospitais, inserindo a sua participação como 
uma interação de aposta no crescimento das crianças; para entabular uma 
educação do olhar e da escuta na equipe de saúde mais significativa à 
afirmação da vida. 
 
 
 
 
22 
A classe hospitalar constitui uma necessidade para o hospital. A criação de classes 
hospitalares é uma questão social e deve ser vista com a mesma seriedade e o 
mesmo engajamento que a promoção da segurança nas ruas. 
 
A classe hospitalar se dirige às crianças, mas deve se estender às famílias, 
sobretudo àquelas que não acham pertinente falar sobre doenças com seus filhos. 
 
 A intenção grandiosa nesse projeto deve ser a humanização do hospital para o 
contato com as possibilidades da criança vítima de algum tipo de patologia. 
 
 
 
 
Aspectos legais da Educação e das Classes Hospitalares 
 
De acordo com a lei maior que rege o nosso país, a Constituição Federal de 1988, 
mais precisamente no Título VIII – Da Ordem Social, Capítulo III 
 
 – Da Educação, da Cultura e do Desporto, Seção I, artigo 205: 
 “a educação é direito de todos e dever do Estado e da família, 
 será promovida e incentivada com a colaboração da 
 sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, 
 seu preparo para exercício da cidadania e sua qualificação 
 para o trabalho”. 
 
 
 
 
23 
Conforme determina a Constituição Federal de 1988, podemos entender, 
portanto, que o direito à educação é de todos e para todos, em quaisquer 
circunstâncias que esteja e que necessite. 
Consoante às diretrizes da LDB – Leis de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, 
Lei 9.394/96, a educação também é considera direito de todos da seguinte 
maneira: 
 
TÍTULO II 
Dos Princípios e Fins da Educação Nacional 
 
Art. 2º. A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de 
liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno 
desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua 
qualificação para o trabalho. 
 
Art. 3º. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: 
I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; 
II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o 
pensamento, a arte e o saber; 
III - pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas; 
 
No Brasil, a legislação reconheceu através do estatuto da Criança e do 
Adolescente Hospitalizado, através da Resolução nº. 41 de outubro e 1995, no item 
9, o “Direito de desfrutar de alguma forma de recreação, programas de 
educação para a saúde, acompanhamento do currículo escolar durante sua 
permanência hospitalar”. 
 
A educação sendo um direito de toda e qualquer criança e adolescente, 
entendemos que as crianças e adolescentes que estejam hospitalizadas também 
 
 
 
24 
 
devem ter garantido esse direito. A esse respeito, foram decretadas algumas leis, 
como a Lei nº 1.044/69 (que dispõe sobre tratamento excepcional para alunos 
portadores de afecções, em suas residências) e a Lei nº 6.202/75 (que discorre 
sobre exercícios domiciliares às estudantes gestantes), mas nada específico para 
as classes hospitalares. 
 
Dentre essas leis específicas podemos citar o Estatuto da Criança e do 
Adolescente, em especial, o artigo 9, que trata-se do direito à educação: “Direito 
de desfrutar de alguma forma de recreação, programa de educação para a 
saúde” e a lei dos Direitos das Crianças e Adolescentes Hospitalizados, através da 
 
Resolução n 41 de 13/10/1995. Essas leis visam a proteger a infância e a juventude, 
sendo um instrumento de tentar garantir uma sociedade mais justa. 
 
Em 2002 o Ministério da Educação, por meio de sua Secretaria de Educação 
Especial, elaborou um documento de estratégias eorientações para o 
atendimento nas classes hospitalares, assegurando o acesso à educação 
básica. Em Santa Catarina, a SED baixou Portaria que “Dispõe sobre a 
implantação de atendimento educacional na Classe Hospitalar para crianças e 
adolescentes matriculados na Pré-Escola e no Ensino Fundamental, internados em 
hospitais” (Portaria nº. 30, SER, de 05/ 03/2001). 
 
Tem direito ao atendimento escolar os alunos do ensino básico 
internados em hospital, em sérvios ambulatoriais de atenção 
integral à saúde ou em domicilio; alunos que estão 
impossibilitados de frequentar a escola por razões de proteção 
à saúde ou segurança abrigados em casas de apoio, casas de 
passagem, casas-lar e residências terapêuticas. 
 
 
 
 
25 
A classe hospitalar está inserida na LDB 9.394/96 como educação especial, em 
uma visão de educação inclusiva. Atualmente, incluem-se alunos com 
necessidades educacionais especiais os deficientes mentais, auditivos, físicos, com 
deficiências motoras e múltiplas, síndromes no geral e os que apresentam 
dificuldades cognitivas, psicomotoras e de comportamento, além daqueles alunos 
que estão impossibilitados de frequentar as aulas em razão de tratamento de 
saúde que implique internação hospitalar ou atendimento ambulatorial. 
 
Todo o aluno que frequenta a classe possui um cadastro com os dados pessoais, 
de hospitalização e da escola de origem. Ao final de cada aula o professor faz os 
registros nesta ficha com os conteúdos que foram trabalhados e outras 
informações que se fizerem necessários. 
 
O aluno que frequenta a classe por três dias ou mais é realizado contato 
telefônico com sua escola, comunicando da sua participação na classe e 
obtendo-se informações referentes aos conteúdos que estão sendo trabalhados, 
no momento, em sua turma. Após alta hospitalar, é enviado relatório descritivo das 
atividades realizadas, bem como do seu desempenho, posturas adotadas, 
dificuldades apresentadas. 
 
Tem direito ao atendimento escolar os alunos do ensino básico internados em 
hospital, em sérvios ambulatoriais de atenção integral à saúde ou em domicilio; 
alunos que estão impossibilitados de frequentar a escola por razões de proteção à 
saúde ou segurança abrigados em casas de apoio, casas de passagem, casas-lar 
e residências terapêuticas. 
 
Um dos objetivos da classe hospitalar área sócio-política, e o de defender o direito 
de toda criança e adolescente a cidadania, e o respeito às pessoas com 
 
 
 
26 
necessidades educacionais especiais e no direito de cada um ter oportunidades 
iguais. 
 
O profissional pedagogo no Ambiente Hospitalar. 
 
O trabalho do pedagogo no hospital é muito importante, pois atende as 
necessidades psicológicas e sociais e pedagógicas das crianças e jovens. 
 
Ele precisa ter sensibilidade, compreensão, força de vontade, criatividade, 
persistência e muita paciência se quiserem atingir seus objetivos. 
 
Deverá elaborar projetos que integrem a aprendizagem, de maneira especificas 
para crianças hospitalizadas adaptando-as há padrões que fogem da educação 
formal, resgatando e integrando-as ao contexto educacional. 
 
O pedagogo Hospitalar no atendimento pedagógico deve ter seus olhos voltados 
para o todo, objetivando o aperfeiçoamento humano, construindo uma nova 
consciência onde a sensação, o sentimento, a integração e a razão cultural 
valorizem o indivíduo. 
 
O professor hospitalar será o tutor global da criança para que ela possa ser 
tratada de seu problema de doença, sem esquecer as necessidades pessoais. A 
intervenção faz com que a criança mantenha rastros que a ajudem a recuperar 
seu caminho e garantir o reconhecimento de sua identidade. 
 
 O contato com sua escolarização faz do hospital uma agência educacional para 
a criança hospitalizada desenvolver atividades que a ajudem a construir um 
percurso cognitivo, emocional e social para manter uma ligação com a vida 
familiar e a realidade no hospital. 
 
 
 
27 
 
O professor hospitalar deve ter a consciência dos monstros viventes na mente das 
crianças: o medo, o controle, a mudança e a incerteza. No hospital, tudo é 
incerteza para a criança: tiram-lhe as roupas, ela se vê igual às outras, sua mãe 
acompanhante se torna igual às outras mães, a criança ignora o que vai fazer 
comer, quem vai vê-la etc. 
 
Portanto, consciente dessa nova situação, a intervenção escolar deve se tornar 
parte dessa rotina, com muita ética. E ser ético é ser humano, é respeitar limites, é 
resgatar o lado saudável da criança, é dar-lhe singularidade. O interventor 
pedagógico deve ser um oportunizador da aprendizagem que, longe das paredes 
da escola, forma escola no momento do contato. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
28 
 
Saiba mais... 
 
Pedagogia hospitalar: uma possibilidade a mais 
Prof.ª Dr.ª Elizete Lúcia Moreira Matos 
De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, o direito à educação é 
dever não só da escola, mas da sociedade, na qual se devem buscar alternativas 
que amenizem as dificuldades encontradas em muitas situações. Neste contexto, 
surge uma nova área de atuação para os profissionais da educação: o hospital. O 
enfermo hospitalizado, principalmente em se tratando da criança e do 
adolescente, passa por uma experiência dolorosa de privação de saúde e de 
liberdade, vivida pela dor física e pelo desequilíbrio emocional, este acarretado 
devido à sensação de abandono no ambiente hospitalar, o que dificulta a cura e 
prolonga o tratamento. Este quadro reflete-se também na vida escolar da criança, 
que muitas vezes acaba perdendo o ano letivo. A finalidade da Pedagogia 
Hospitalar é integrar educadores, equipe médica e família, num trabalho em 
conjunto que permite ao enfermo, mesmo em ambiente diferenciado, integrar por 
meio de ações lúdicas, recreativas e pedagógicas novas possibilidades e maneiras 
de dar continuidade a sua vida escolar e, com isso, beneficiar sua saúde física, 
mental e emocional. Este trabalho gera mudanças no ambiente físico hospitalar, 
tornando-o mais alegre e aconchegante com projetos pedagógicos adequados. 
 
Para isso, é importante buscar educadores especializados e comprometidos 
profissionalmente e socialmente, pois a qualidade do trabalho é fundamental 
para alcançar os objetivos almejados. 
 
 
 
 
 
 
29 
 
O campo da Pedagogia Hospitalar surgiu da necessidade expressa de pessoas, 
que por motivos ligados a enfermidades, afastam-se do momento de 
escolarização e, com isso, tornam-se excluídos das instituições de ensino e da 
própria comunidade a que pertencem. De certa forma, as escolas não possuem 
nenhum tipo de tratamento especial para alunos que se enquadram nestas 
modalidades, desestimulando-os a continuarem sua escolarização e 
confrontando-se com o próprio Estatuto da Criança e do Adolescente, que 
garante uma educação gratuita, para todos e com qualidade. Contudo, este 
trabalho busca preservar o vínculo entre o processo educativo e a 
criança/adolescente, executando seu papel transformador da realidade 
presente. 
 
O profissional que tem a intenção de atender a essa educação hospitalizada 
necessita de uma formação diferenciada que desenvolva suas habilidades e 
competências, bem como um trabalho emocional qualificado que o beneficie 
diante de determinadas situações. Nesta perspectiva, propor a inserção, 
permanência e continuidade do processo educativo, aliviar possíveis irritabilidades 
e promover ocasiões que oportunizem a exteriorização de situações conflituosas 
do escolar doente, nela encontram-se alguns objetivos da Pedagogia Hospitalar.A estrutura física do hospital também deve favorecer condições de se efetuar 
com êxito este trabalho humanizador. Tanto ambiente como equipe hospitalar, a 
família e a escola devem trabalhar juntos, carregados de humanismo e com 
propostas pedagógicas, além das demais intervenções de fundamental 
importância que já estão envolvidas no contexto hospitalar, e, neste caso, a 
Pedagogia Hospitalar, mediada e coordenada por um educador da área, poderá 
vir a beneficiar de forma surpreendente determinados aspectos ali situados. 
 
 
 
30 
A Pedagogia Hospitalar tem como objetivo possibilitar à(ao) criança/jovem 
hospitalizada(o) a continuação de suas atividades educativas, envolvendo o 
lúdico e o pedagógico no seu contexto geral. O elo entre a escola e o hospital 
visa proporcionar ao educando enfermo a continuidade de seus estudos mesmo 
estando hospitalizado, pois algumas enfermidades requerem a permanência dos 
mesmos durante longo período em ambiente hospitalar. O afastamento do 
internado de sua família, da escola e dos amigos acaba alterando sua auto-
estima, criando ansiedade, medo, desânimo, depressão e tornando lenta sua 
recuperação. As ações da pedagogia no hospital trouxeram novas perspectivas e 
desafios para o enfermo no que diz respeito a sua condição emocional, 
psicológica e criativa para instalar no hospital ambientes adequados a um 
procedimento próprio ao educando, respeitando contudo as condições 
ambientais e adequadas às restrições do tratamento médico do enfermo, 
buscando reduzir os impactos causados pela internação, tanto na vida escolar 
quanto no desenvolvimento da(do) criança/adolescente doente. 
 
A EDUCAÇÃO EM AMBIENTE HOSPITALAR 
 
Com a expansão da pedagogia no mercado de trabalho, surgiram novos 
caminhos na área empresarial, hospitalar, de recursos humanos, no ambiente 
escolar e em outros ainda a se desvendar. Com o surgimento destas novas 
vertentes da pedagogia, podemos considerar que a área hospitalar está em 
grande desenvolvimento por estar trabalhando e caminhando lado a lado com a 
escola. Surge assim um grande campo de atuação para o pedagogo junto com 
as equipes de saúde, criando um desafio para os cursos de Pedagogia, de 
preparar um profissional capaz de suprir as necessidades da formação continuada 
e do desenvolvimento de novas habilidades para corresponder à demanda do 
mercado de trabalho. Com isso fica claro que para a(o) criança/jovem que 
necessita de uma internação hospitalar também seria ideal uma especial atenção 
 
 
 
31 
as suas necessidades psíquicas e cognitivas e, neste tempo, a mesma receba a 
referência de socialização. Desta maneira, a pedagogia hospitalar representa 
uma nova vertente para a educação que visa dar subsídios educacionais 
pedagógicos ao enfermo para assegurá-lo de uma boa recuperação, pois 
uma(um) criança/jovem que recebe carinho, calor humano, atenção e afeto 
pode vir a se recuperar mais rápido. 
 
A Pedagogia Hospitalar, essa nova modalidade de atuação do pedagogo, nos 
põe à prova de um trabalho que aos poucos está criando raízes e muito ainda se 
tem a fazer. O importante é buscar alternativas para se desenvolver propostas nas 
instituições em que os discentes do curso de Pedagogia fiquem sensibilizados e 
desenvolvam projetos e pesquisas que venham a beneficiar e aliviar o sofrimento 
dessas(es) crianças/jovens, dando-lhes oportunidade para que não percam esse 
seguimento tão importante da educação em suas vidas. Assim, as(os) 
crianças/jovens hospitalizadas(os) continuarão com perspectivas, sem perder o 
contato com os livros, os cadernos, as brincadeiras, a afetividade e, o mais 
importante, mantendo o contato familiar e escolar e sentindo-se integrada à 
sociedade. 
 
Deixando de pensar na doença, eles podem se envolver de tal forma que até se 
sintam felizes e produtivos. Assim deixam de ser excluídos e despertam para a 
realidade, buscando forças no seu interior para reagir diante da doença e do 
lugar em que estão vivendo de forma mais positiva, criando expectativas para um 
futuro promissor, com muitas esperanças de cura e da volta ao convívio familiar e 
social. O papel da educação é o de proporcionar essas transformações sociais, 
levando uma nova alternativa para transformar o ambiente hospitalar de um lugar 
triste e muitas vezes desconfortante para um local mais descontraído, por meio de 
projetos lúdicos, pedagógicos e criativos, desenvolvendo habilidades de acordo 
com as especificidades pertinentes a este contexto, dentro de suas necessidades 
 
 
 
32 
no tempo em que os mesmos estiverem internados, envolvendo-os também em 
seu processo escolar. O pedagogo pode contribuir e agir por meio do trabalho 
pedagógico e se inter-relacionar no ambiente hospitalar num cenário 
inter/multi/transdisciplinar, procurando conciliar o fato de que lá está a(o) 
criança/jovem, com necessidades específicas. Assim deve agir de forma que o 
atendimento seja direcionado a cada um, de acordo com seus momentos e com 
a função que sua doença exige, estando atento a todo o cenário em que nele 
interagem multiprofissionais em prol da recuperação de cada enfermo, 
respeitando estes limites de espaço e, ao mesmo tempo, integrando-se aos 
mesmos. 
 
Não se pode generalizar o dia-a-dia em um hospital, portanto contar histórias, 
dramatizar, usar fantoches e outras tantas linguagens são comunicações que 
chamam a(o) criança/jovem para fora da realidade hospitalar, o que pode 
contribuir para melhorar a qualidade de vida dessas(es) crianças/jovens, pois esse 
diferencial, com certeza, contribuirá para que a hospitalização possa vir a ser mais 
amena em sua vida. Segundo Cardoso (1995, p. 48), 
 
Educar significa utilizar práticas pedagógicas que desenvolvam simultaneamente 
a razão, a sensação, o sentimento, a intuição, que estimulam a integração 
intercultural e a visão planetária das coisas, em nome da paz e da unidade do 
mundo. Assim, a educação, além de transmitir e construir o saber sistematizado, 
assume um sentido terapêutico ao despertar no educando uma nova consciência 
que transcenda do eu individual para o eu transpessoal. 
 
A(o) criança/jovem, em sua maioria, tem a mãe e a família como refúgio no seu 
dia-a-dia, e no ambiente hospitalar perde esse elo. Sem esse apoio ao qual estava 
habituada, cria grande ansiedade e insegurança, o que agrava o seu estado de 
saúde. Por isso a presença da família é muito importante, em especial a da mãe. A 
 
 
 
33 
atuação do pedagogo é uma necessidade de contribuição especializada no 
contexto lúdico-pedagógico. O público-alvo é formado por crianças/jovens 
enfermas(os). O objetivo do pedagogo é promover inserção, permanência e 
continuidade do processo educativo, aliviar as possíveis irritabilidades, a 
desmotivação e o estresse. A comunicação e o diálogo são essenciais, pois 
desenvolvem a relação de integração. O pedagogo e a equipe 
inter/multi/transdisciplinar devem promover ocasiões que oportunizem a 
exteriorização de situações conflituosas do enfermo, integrando saberes em ações 
integradas. O papel do pedagogo é fazer da práxis sua filosofia de trabalho e seu 
projeto deve estar carregado de humanismo e fundamentado teoricamente, 
pautado em pesquisas e planejamentos, porém sem esquecer que cada caso é 
um caso específico, e este é o desafio, como integrar sua prática em realidades 
tão iguais, que é cada contexto hospitalar, e tão diferentes quando voltadas a 
cada enfermo. O papel da educação torna-se importante em face da 
multiplicidade das demandas e necessidades sociais emergentes. 
 
Ninguém faz nada sozinho, precisamos da ajuda de outras pessoas. Por isso, 
necessitamos trabalharem equipe, unindo força e conhecimento. A obtenção do 
bem-estar pela evolução do processo de cura da(do) criança/jovem de maneira 
integral torna-se o principal objetivo de todos que ali estão a oferecer seus 
préstimos. Pensando nisso, foram criados alguns projetos levados à execução com 
sucesso, como por exemplo: Hospitalização Escolarizada, Sala de Espera, 
Enquanto o Sono não Vem, Mural Interativo, Inclusão Digital, entre outros. O 
hospital é um ambiente muito triste e deprimente e estas práticas, como a 
contação de histórias, em que pessoas tornam-se personagens da história, trazem 
mais alegria, encanto, brilho, sonhos e fantasia ao olhar, ouvir, pensar e sentir dos 
enfermos. O ambiente se transforma, ficando mais animador, mais colorido, mais 
descontraído. A energia desses momentos lúdicos devolve à(ao) criança/jovem a 
alegria e deixa mais ameno o clima frio e triste do ambiente hospitalar. 
 
 
 
34 
 
Acredita-se que a Pedagogia Hospitalar está avançando e ganhando 
reconhecimento notório perante a sociedade em geral. O objetivo da Pedagogia 
Hospitalar, que é orientar, acompanhar e administrar a educação de crianças e 
jovens que estejam incapacitados de freqüentar a escola por motivo de saúde, é 
um grande incentivo e tem dado resultados positivos nos hospitais em que esses 
projetos existem, além de abrir espaço para mais uma possibilidade profissional. Os 
enfermos que muitas vezes ficam longos períodos internados acabam perdendo o 
ano escolar porque não podem comparecer às aulas, e aí entra a questão: saúde 
ou educação? As duas coisas são extremamente importantes na vida de cada 
individuo e a Pedagogia Hospitalar visa fazer o máximo para que os dois fatores, 
tanto saúde como educação, possam estar caminhando juntos, lado a lado, 
quando há internação prolongada. 
 
 Os pedagogos, dentro dos hospitais, só trazem benefícios para as(os) 
crianças/jovens, diminuindo a ansiedade dos mesmos e dos familiares e 
interagindo sempre com eles. Por fim, é necessário que a sociedade, os 
governantes e as escolas criem projetos diversificados, para atender qualquer tipo 
de problemas escolares que o indivíduo possa vir a ter, assim a educação 
abrangeria uma percentagem muito maior de brasileiros. 
 
As intervenções pedagógicas em ambiente hospitalar são fatores importantes na 
recuperação de crianças/jovens enfermas(os), pois conseguem fazê-los se desligar 
um pouco de seu problema e passarem a ter uma visão diferente do hospital. Essa 
nova possibilidade da pedagogia pode promover uma maior aceitação do 
enfermo ao hospital e com isso pode minimizar a ansiedade que gera a 
internação. Com este projeto da Pedagogia Hospitalar a recuperação pode vir a 
ser mais rápida, pois o enfermo se sente inserido em um novo fazer e agir, mesmo 
 
 
 
35 
que em contexto hospitalar. O profissional que atua na área da Pedagogia 
Hospitalar vem realizando grandes projetos e tem implantado várias formas que 
 
envolvem o processo ensino/aprendizagem, com atuações pedagógicas lúdicas, 
que são muito importantes para essas crianças/jovens hospitalizados. Esta proposta 
da Pedagogia Hospitalar levanta parâmetros para um constante estudo e até 
mesmo bases para desenvolver um bom trabalho em conjunto com o corpo 
clínico hospitalar e demais envolvidos para, cada vez mais, conhecermos e 
integrarmos as necessidades e a importância desse trabalho. Um fato importante, 
também, é o desafio aos cursos de Pedagogia, nos quais mudanças sociais são 
exigidas constantemente. 
 
UMA NOVA PEDAGOGIA 
 
A Pedagogia Hospitalar é hoje um novo desafio para os cursos de Pedagogia, que 
poderão adaptar-se a estas mudanças para incluir o aluno/enfermo em uma nova 
realidade para que não perca o ano letivo que vinha cursando. Apesar da grande 
evolução da medicina, com todas as descobertas, equipamentos avançados, da 
mesma maneira que se desenvolve rapidamente com a globalização, as doenças 
também se desenvolvem rapidamente. Com isso, o profissional em Pedagogia 
Hospitalar, o educador, o contador de histórias e outras dimensões pedagógicas 
que se leva para o contexto hospitalar (como a fantasia, o encantamento, a 
imaginação) podem resgatar novas possibilidade de conviver neste ambiente de 
forma mais harmoniosa entre aspectos relevantes a condição inata do organismo 
de saúde e bem-estar. A Pedagogia Hospitalar colocará o profissional da 
educação diante deste novo cenário, sendo o seu maior desafio levar esperança 
de vida às crianças e jovens para que possam enfrentar de maneira positiva as 
dificuldades, com isso diminuindo suas ansiedades e sofrimento. Para que isso 
aconteça, é preciso flexibilizar e agilizar os conteúdos do currículo escolar para 
 
 
 
36 
 
que se adaptem ao estado da criança ou jovem que se encontra internado no 
hospital ou que esteja em tratamento. Desta maneira, a escola estará exercendo 
seu real papel social em contexto diferenciado, levando o conhecimento a quem 
está debilitado e aumentando suas esperanças e expectativas em se tornar o 
cidadão do amanhã. Esta nova Pedagogia é uma maneira de humanizar o papel 
da escola sem renunciar a seus conteúdos, adaptando-os àquelas crianças ou 
jovens que estão passando por momentos difíceis, para que tenham novas 
perspectivas e esperança de vida e de um futuro melhor e que, ao retornarem à 
escola, possam estar acompanhando o processo de aprendizagem sem bloqueios 
ou atrasos. 
 
 
REFLEXÕES SOBRE PEDAGOGIA HOSPITALAR 
 
 
A Pedagogia Hospitalar apresenta-se como uma nova possibilidade de trabalho 
para o pedagogo, promissora dentro do ambiente hospitalar. Trata-se de uma 
Pedagogia do presente, centrando-se no emergencial e transitório do educando 
hospitalizado e fazendo com que interajam enfermos, equipe hospitalar, família e 
escola. É uma nova realidade interdisciplinar, multidisciplinar e transdisciplinar, pois 
envolve saberes em prol da vida. A formação dessas pessoas requer uma 
formação continuada, com o desenvolvimento de novas habilidades para 
fazerem frente a essas demandas, integrando os profissionais da saúde e 
educadores no mesmo espaço, visando o bem-estar geral da criança e do jovem 
no tratamento e recuperação ampla de sua saúde. 
 
Como sabemos todo cidadão tem direito à saúde e à educação, como consta 
no Estatuto da Criança e do Adolescente. Para que isso aconteça, o pedagogo 
 
 
 
37 
está procurando como alternativa trabalhar dentro dos hospitais e, com isso, 
apontando mais um campo de trabalho para aplicação da ação pedagógica. 
 
Apesar do hospital ter condições contraditórias para que ocorra a educação 
dessa(e) criança/jovem, se faz necessária sua presença, pois quando a(o) 
criança/jovem não tem esse acompanhamento pedagógico, poderá perder 
conteúdos e até mesmo perder o ano letivo, tudo isso dependendo do tempo em 
que o aluno ficará no hospital. Além dos conteúdos programáticos que as crianças 
fazem em seus quartos ou nos diferentes locais que alguns hospitais oferecem 
como sala de aula, laboratório com computadores, brinquedoteca e sala de 
jogos, é um novo cenário marcando presença, uma presença de fundamental 
importância também para a recuperação da saúde e do bem-estar. 
 
Para a(o) criança/jovem que está em procedimento de consulta, porém ainda 
não hospitalizada(o), existem propostas como a Sala de Espera, que oferece 
desenhos, histórias infantis, fantoches e outras modalidades lúdicas pedagógicas. 
Enfim, é importante a presença de um profissional da educação integrado aos 
profissionais da saúde e ao contexto hospitalar em seus aspectos diferenciados 
conforme a realidade, para que promovam açõesque possam envolver esta 
criança ou jovem que está hospitalizada (o) ou em processo de consultas de uma 
forma mais harmoniosa e humana, pois a vida com saúde é o maior patrimônio 
que cada um de nós tem, e quando isso está em jogo toda ação em prol de sua 
recuperação é bem-vinda. 
 
Para que esse atendimento seja realizado desde o momento em que o paciente 
entra no hospital até sua saída, é necessário que tenhamos profissionais 
preparados e, para que isso aconteça, torna-se importante que as instituições de 
ensino superior com os cursos de Pedagogia e Formação de Professores revejam 
 
 
 
 
38 
 
suas propostas e incluam esta temática de atendimento a educandos em 
contexto hospitalar, pois muitas crianças e jovens adoecem todo dia e às vezes 
necessitam ficar um bom tempo hospitalizados. Todas as realidades escolares 
deveriam começar a incluir essa forma de atendimento por meio da qual a 
educação e a saúde trilham juntas em seus diferentes contextos, especialmente 
quando for necessário coabitarem um mesmo espaço para a promoção humana 
nas suas diferentes facetas. 
 
A Pedagogia Hospitalar construiu, ao longo do seu tempo de existência, uma 
relação bem-sucedida entre os educadores e os profissionais de saúde e constitui 
um desafio aos cursos de Pedagogia ao relacionar teoria e prática para o 
alcance dos resultados pretendidos num contexto que é escolar, mas que se 
estabelece em realidade hospitalar. 
 
A Pedagogia Hospitalar é uma grande conquista, porque enfoca um trabalho de 
parceria entre educadores e profissionais da saúde que, juntos, podem vir a 
proporcionar ao doente educando uma recuperação mais aliviada e uma 
proposta com um olhar voltado para o lúdico, que facilita a adaptação de suas 
necessidades em ambiente hospitalar. Enfim, um sistema eficiente de 
comunicação voltado a valores e crenças sobre a realidade hospitalar. Todo esse 
trabalho está voltado àqueles que, por estarem hospitalizados, permanecem 
prejudicados em sua escolarização e alguns até em estado de analfabetismo. Um 
trabalho que tem a oportunidade de mostrar novos cenários e cenas em 
ambiente hospitalar e inserir um novo educador, o hospital em um novo hospital 
ainda mais humanizador, por meio de equipes multi/inter/transdisciplinares, onde o 
contador de histórias seja aventureiro, alegre e dinâmico, por meio de projetos 
que possibilitam sonhos, fantasias, e até mesmo um auxílio à cura, transformando a 
medicina em uma nova medicina, onde equipes de multiprofissionais são também 
 
 
 
39 
os atores neste cenário. O educador, com seu conhecimento didático, 
metodológico, lúdico e recreativo, pode integrar seus saberes aos demais saberes 
que já estão neste contexto e com isso promovermos novos olhares em ambiente 
hospitalar. 
 
Essa Pedagogia veio com o papel de trabalhar a transformação da doença em 
interação e vencer obstáculos que dificultam a autonomia das pessoas de 
expressão e compreensão de estímulos abstraídos do cotidiano. 
 
Cabe destacar, neste fechamento, MATOS e MUGGIATI (2001, p. 83): 
Muito há pela frente, considerando suas novas vertentes que aí estão para se 
associarem aos primeiros esforços que, certamente, servirão de base angular para 
uma edificação sólida, com a consistente participação de todos, em prol 
daquelas crianças e adolescentes que têm direito à saúde, mas também têm 
direito de se educar. Essa polêmica realidade, de ordem política, social, 
psicológica e educacional, com imensuráveis dimensões, veio, assim, se constituir 
em incontestes argumentos à necessidade de se buscarem alternativas de 
complementação e aprimoramento científico. A Pedagogia Hospitalar representa 
a segura resposta ao desafio que se instalou. 
 
Finalmente, pretende-se que este presente artigo, por mim organizado e produzido 
de forma espetacularmente integrada entre alunas formandas dos turnos manhã 
e noite, da disciplina Estudos Independentes do curso de Pedagogia da FACINTER, 
possa apontar para o leitor um novo olhar sobre esta nova área que está surgindo 
no campo da educação. Já temos várias instâncias legais do MEC, CNE e CEE de 
educação que nos garantem este trabalho. A inclusão e a humanização se fazem 
presentes em vários contextos, e este é um deles. 
 
 
 
 
 
40 
 
FILMES INDICADOS: 
 
 
 
 
 
 
Um Golpe do Destino. 
Jack McKee é um médico de sucesso, rico e arrogante. Até o dia em que 
descobre ter um câncer na garganta, o que o leva a uma reflexão profunda 
sobre sua vida. Como é a reação de um famoso cirurgião que por força do 
destino se vê na situação de paciente? Essa é uma experiência que 
certamente enriqueceria qualquer currículo, mas que para o doutor Jack, se 
traduz em uma lição de vida. O convívio com outros pacientes em igual 
condição o faz despertar para a importância do afeto e da compaixão, 
alterando radicalmente seu comportamento como médico. Um filme 
elogiado pela crítica e que reúne novamente após o sucesso de Filhos do 
Silêncio, a diretora Randa Haines e o brilhante Willian Hurt. Uma história 
emocionante que é retratada com doses exatas de sensibilidade e de bom 
humor. 
 
 
 
Cartas para Deus. 
Tyler Doherty (Tanner Maguire) é vítima de cancêr e trava uma batalha diária 
contra a doença que o consome. Amado por sua família e pelos amigos, o 
menino de apenas oito anos não se deixa abalar e escreve cartas 
diariamente endereçadas para Deus. O carteiro Brady (Jeffrey Johnson), 
vivendo problemas pessoais, não sabe o que fazer com elas num primeiro 
momento, mas a bravura do jovem autor acaba provocando grandes 
mudanças em suas vidas. Inspirado em uma história real. 
 
 
Patch Adams – O amor é contagioso 
 
Em 1969, após tentar se suicidar, Hunter Adams (Robin Williams) 
voluntariamente se interna em um sanatório. Ao ajudar outros internos, 
descobre que deseja ser médico, para poder ajudar as pessoas. Deste modo, 
sai da instituição e entra na faculdade de medicina. Seus métodos poucos 
convencionais causam inicialmente espanto, mas aos poucos vai 
conquistando todos, com exceção do reitor, que quer arrumar um motivo 
para expulsá-lo, apesar de ele ser o primeiro da turma. 
 
 
 
41 
 
 
Tudo por Amor. 
 
 
Victor Geddes (Campbell Scott) é um jovem de uma família rica, que faz 
tratamento quimioterápico por ter leucemia. Ele se apaixona por Hillary 
O'Neil (Julia Roberts), que cuida dele, mas este amor pode gerar 
conseqüências trágicas. 
 
 
 
Sempre Amigos 
 
Maxwell Kane (Elden Henson) é um garoto de 14 anos que tem dificuldades 
de aprendizado e vive com seus avós desde que testemunhou o assassinato 
de sua mãe, morta pelo marido. Quando Kevin Dillon (Kieran Culkin), um 
garoto que sofre de uma doença que o impede de se locomover, se muda 
para a vizinhança eles logo se tornam grandes amigos. Juntos vivem 
grandes aventuras, enfrentando o preconceito das pessoas à sua volta. 
 
 
 
Fale com Ela 
Em Madri, vive Benigno Martin (Javier Cámara), um enfermeiro 
cujo apartamento fica em frente a academia de balé 
comandada por Katerina Bilova (Geraldine Chaplin). Ele fica 
na janela da sua casa observando os ensaio com especial 
atenção a uma das estudantes de Katerina, Alicia Roncero 
(Leonor Watling). Quando Alicia é ferida em um acidente de 
carro, acaba internada no hospital onde ele trabalha. 
Benigno cuida dela, em coma, com um cuidado acima do 
normal. 
 
 
 
 
42 
 
BIBLIOGRAFIA BÁSICA 
CARDOSO, Clodoaldo Meneguello. Uma visão holística da educação. São Paulo: 
Summus, 1995. 
 
MATOS, E. L. M.; MUGIATTI, M. M. T. F. Pedagogia Hospitalar.Curitiba: Ed. 
Champagnat, 2001. 
 
MATOS, E. L. M. Pedagogia Hospitalar. Revista Educação em Movimento, Curitiba, 
v. 2, n. 5, p. 39-42, maio/ago. 2003. 
 
______ . Aproximação conceitual da Pedagogia Hospitalar. Revista Anual da 
Faculdade de Pedagogia da Serra – Pedagogia em Ação, v. 4, n. 4, p. 89-92, jun. 
2003. 
 
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR 
BARROS, A.S. A Pratica Pedagógica em uma Enfermaria Pediátrica: Contribuições 
da Classe Hospitalar á inclusão do alunado. Revista Brasileira de Educação n.12, 
Set/Nov, p-84 e 93,1999. 
 
FONSECA, Eneida Simões da. Atendimento Escolar no Ambiente Hospitalar. Local: 
Editora, ano de publicação. 
 
 
MATOS, Elizete Lucia Moreira e MUGIATTI, Margarida Maria Teixeira de Freitas. 
Pedagogia Hospitalar: a humanização integrando educação e saúde. Local: 
Editora, ano de publicação 
 
http://www.educacao.salvador.ba.gov.br/site/documentos/espaco-
virtual/espaco-educacao-saude/classes-
hospitalares/WEBARTIGOS/pedagogia%20hospitalar%20-%20bases%20legais.pdf 
 
 
 
43 
 
REFERÊNCIAS 
 
o CLASSE HOSPITALAR E ATENDIMENTO PEDAGÓGICO DOMICILIAR - Estratégias e 
orientações http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/me000423.pdf 
 
 
o PEDAGOGIA HOSPITALAR E SUAS BASES LEGAIS 
http://www.smec.salvador.ba.gov.br/site/documentos/espaco-virtual/espaco-
educacao-saude/classes-
hospitalares/WEBARTIGOS/pedagogia%20hospitalar%20-
%20bases%20legais.pdf 
 
 
 
o PEDAGOGIA HOSPITALAR: um breve histórico 
http://www.smec.salvador.ba.gov.br/site/documentos/espaco-virtual/espaco-
educacao-saude/classes-
hospitalares/WEBARTIGOS/pedagogia%20hospitalar....pdf 
 
 
o CLASSE HOSPITALAR E A PRÁTICA DA PEDAGOGIA 
 http://www.revista.inf.br/pedagogia/pages/artigos/edic11-anovi-art10.pdf 
 
 
Apostila elaborada por: 
Profa. Cláudia Regina Esteves 
 
 
 
 
 
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o ATENDIMENTO EDUCACIONAL NOS AMBIENTES HOSPITALAR

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