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UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS CENTRO DE CIÊNCIAS QUÍMICAS, FARMACÊUTICAS E DE ALIMENTOS DISCIPLINA DE BIOQUÍMICA (1650024) PROTEÍNAS – IMAGENS Prof. Luciano do Amarante Características de composição de algumas proteínas Proteínas Números de aminoácidos Número de cadeias polipetídicas Insulina (bovina) 51 2 Lisozima (clara do ovo) 129 1 Mioglobina (equina) 153 1 Hemoglobina (humana) 574 4 Aspartato transcarbamoilase (E. coli) 2700 12 RNA polimerase (E. coli) 4100 5 Apoliproteína B (Humana) 4536 1 FUNÇÕES BIOLÓGICAS DESEMPENHADAS (Alguns exemplos). PROTEÍNAS ENZIMÁTICAS (Catálise) Reação catalisada pela enzima glutamina sintetase: Glutamato + ATP + NH3 → Glutamina + ADP + fosfato Estrutura em Raio-X de glutamina sintetase. Substrato Complexo enzima-substrato Produtos Enzima maltase PROTEÍNAS TRANSPORTADORAS Estrutura quaternária da hemoglobina (a) e eritrócitos (b). PROTEÍNAS TRANSPORTADORAS Ex.: Leg-hemoglobina PROTEÍNAS CONTRÁTEIS OU DE MOVIMENTO Actina e miosina. PROTEÍNAS ESTRUTURAIS Ex.: Colágeno A tríplice hélice do colágeno. Electromicrografia de fibrilas de colágeno da pele. A estrutura de uma queratina. A organização microscópica do cabelo. Ex.: Queratinas PROTEÍNAS DE DEFESA Ex.: Imunoglobulinas. Anticorpo Complexo antígeno-anticorpo Antígeno PROTEÍNAS NUTRIENTES E DE RESERVA Ex.: - Ovoalbumina (ovo) - Caseína (leite) - Proteínas de sementes. Ex.: Zeína (milho); gliadina (trigo), legumina (grão de bico),... Estrutura da legumina. Holoproteína e suas subunidades ácidas e básicas dissociadas por tratamentos sequenciais com tampão contendo altas concentrações salinas e -mercaptoetanol (-ME). PROTEÍNAS REGULATÓRIAS - Regulam atividade celular ou fisiológica. PROTEÍNAS TÓXICAS Estrutura da ricina Cristais de insulina CLASSIFICAÇÃO: QUANTO À COMPOSIÇÃO QUÍMICA A) PROTEÍNAS SIMPLES B) PROTEÍNAS CONJUGADAS Hemoproteínas Ex.: citocromos Ex.: Leg-hemoglobina Hemoproteínas Glicoproteínas Glicoproteína de membrana Estensina de parede celular altamente glicosilada Ex.: Dinitrogenase Modelos de proteínas Fe-S da cadeia respiratória mitocondrial Metaloproteínas QUANTO À FORMA (CARACTERÍSTICAS FÍSICAS) A) GLOBULARES QUANTO À FORMA (CARACTERÍSTICAS FÍSICAS) A) GLOBULARES B) FIBROSAS HIERARQUIA DA ESTRUTURA PROTEICA Cristais de proteína. a) Azurita de Pseudomonas aeruginosa ,b) flavodoxina de Desulfovibrio vulgaris, c) rubredoxina de Clostridium pasterianum, d) azidomete mio-hemeritatina do verme marinho Siphonosoma funafuti, e) hemoglobina de lampréia e f) bacterioclorofila uma proteína de Prosthecochloris aestuarii. Fotografia de difração de raio-X de um cristal de mioglobina de esperma de baleia. Mapas de densidade eletrônica de proteínas. Um mapa de densidade de elétrons. O contorno tridimensional da densidade dos elétrons (em laranja) é mostrada com a superposição de um modelo atômico do segmento correspondente do polipeptídeo (em branco). Esta estrutura é uma parte do rinovírus humano (o agente da gripe comum). Representação da estrutura de raio X de mioglobina de esperma de baleia. A proteína e seu grupo heme são desenhados no modelo de bastão. Representação da estrutura de raio X de mioglobina de esperma de baleia: Um diagrama no qual a proteína é representada por seu esqueleto C gerado em computador. Representação da estrutura de raios- X da mioglobina do esperma de baleia: Um desenho gerado em coputador. Estrutura Primária A figura mostra a ligação peptídica envolvendo o grupo carboxílico de um aminoácido com o grupamento amino de outro aminoácido, deixando livre a extremidade aminoterminal (aminoácido 1) e uma extremidade carboxiterminal (no aminoácido 2) Unidade ou grupo peptídicoLigação peptídica (amida substituída) Uma cadeia polipeptídica inteiramente estendida mostrando a planaridade de cada um de seus grupos peptídicos Cadeia principal Cadeia lateral Carboxil terminal Amino terminal Cadeia polipeptídica arranjo flexível de unidades planas conectadas por uma articulação: o C Expressão gênica Transcrição Tradução Proteína (cadeia de aminoácidos) A sequência de aminoácido da porção C-terminal da região tríplice hélice da cadeia de colágeno bovino 1(I). A tríplice hélice do colágeno. Seqüências de aminoácidos dos citocromos c de 38 espécies Seqüências de aminoácidos dos citocromos c de 38 espécies Seqüência de aminoácidos no citocromo c humano (proteína homóloga). Substituições de aminoácidos em outras espécies listadas abaixo dos resíduos individuais. Aminoácidos invariantes: sombreados em amarelo. Substituições conservadoras: sombreadas em azul. Substituições não conservadoras: não sombreadas. A comparação da sequência de aminoácidos de proteínas homólogas permitiu concluir que as partes conservadas durante a evolução dos organismos, provavelmente são as mais importantes para manutenção da estrutura e consequentemente da função de determinada proteína. Isto é, são as regiões que especificam a atividade biológica da mesma. Árvore filogenética do citocromo c. Estrutura primária da lisozima HEW. Estrutura Secundária Estrutura de uma cadeia polipetídica em -hélice, estabilizada por pontes de H intracadeia a) -hélice Grupo lateral C - hélices: enrolamento da cadeia ao redor de um eixo *As pontes de H estabelecidas entre átomos que participam das ligações peptídicas estabilizam a estrutura helicoidal e são paralelas ao eixo da cadeia *As cadeias laterais são projetadas para fora da hélice Representação de preenchimento estereoespacial de um segmento de alfa-hélice de mioglobina de esperma de baleia, determinado por análise por raios-X do cristal. -hélice da queratina Duas cadeias enoveladas Protofilamentos Protofibrilas Células Filamento intermediário Protofibrila Protofilamento Duas cadeias enoveladas -Hélice Secção tranversal de um fio de cabelo Pontes dissulfeto entre -hélices -hélices adjacentes Interligações de cistina (dois resíduos de cisteína ligados pelos grupos sulfidrílicos) entre -hélices adjacentes da -queratina. Nas queratinas “duras” como aquelas do casco da tartaruga, as interligações por resíduos de cistina são muito numerosas. -Hélices em proteínas globulares b) Folhas -pregueadas: Organização de duas cadeias polipeptídicas em folha -pregueada, estabilizadas por pontes de H intercadeias *Folhas pregueadas: interação lateral de unidades peptídicas por pontes de hidogênio: - Na mesma cadeia -Entre cadeias diferentes *Pontes de H entre átomos que participam das ligações peptídicas, são perpendiculares ao eixo da cadeia Disposição antiparalela das cadeias polipeptídicas Visão superior Visão lateral Visão superior Visão lateral Disposição paralela das cadeias polipeptídicas Cadeia lateral de Ala Cadeia lateral de Gly Secreção de fibroína em aranhas -Estrutura em proteínas globulares. Forças que mantêm a estrutura terciária se deve à interação entre as cadeias laterais dos aminoácidos. ➢ interaçoes hidrofobicas ➢ pontes de H ➢ forças de Van der Waals ➢ ligações iônicas ➢ pontes dissulfeto (S-S) Estrutura Terciária Mioglobina de esperma de baleia: Um diagrama no qual a proteína é representada por seu esqueleto C gerado em computador. Estrutura de raio-X daenzima com 247 resíduos de aminoácidos, triose fosfato isomerase (TIM), isolada de músculo de frango. Exemplos de estrutura terciária de proteínas – observe que o esqueleto peptídico está arranjado em estrutura secundária (folha -pregueada e/ou -hélice) Interações que mantêm a estrutura terciária de proteínas – (1) hidrofóbica (2) ponte de H (3) eletrostática -Amilase salivar humana (Ptialina) Estrutura quaternária da hemoglobina. Forças que mantêm a estrutura quaternária se deve à interação entre as cadeias laterais dos aminoácidos de duas ou mais cadeias polipeptídicas: ➢ interaçoes hidrofobicas ➢ forças de Van der Waals ➢ pontes de H ➢ ligações iônicas Estrutura Quaternária Estrutura da desoxihemoglobina. Estrutura da RUBISCO, enzima responsável pela fixação de CO2 no Ciclo de Calvin, rota biossintética responsável pela síntese de açúcares durante a fotossíntese. A enzima consiste de oito subunidades grandes (56 KDa) e oito subunidades pequenas (14 KDa). As subunidades pequenas estão representadas em vermelho e as subunidades grandes estão coloridas em azul e verde. Estrutura da ribulose 1,5-bisfosfato carboxilase (RUBISCO) de folhas de espinafre. Possui oito subunidades grandes (azul) e oito subuninidades pequenas (cinza), altamente empacotadas em uma estrutura de PM= 550.000. Em amarelo estão demonstrados os aminoácidos do sítio ativo. (a) Vista superior (b) Vista lateral A hierarquia da estrutura proteica Estrutura primária Estrutura secundária Estrutura terciária Estrutura quaternária Resíduos de aminoácidos -Hélice Cadeia polipeptídica Subunidades associadas A) Estrutura primária: ligação peptídica (B e C) Estrutura secundária: - hélice (B) e -estrutura (C) (grupos R não mostrados) (D) Estrutura terciária (E) Estrutura quaternária B A C D E Alterações Estruturais em Proteínas A) Substituição de Aminoácidos Ex.: Anemia falciforme. RNA DNA Thr Pro Glu Lys Thr Lys Pro Glu Glu Val A mudança em uma única base leva a uma doença chamada anemia falciforme RNA DNA mutado Hemácia normalsubstituição Hemácia alterada Electromicrografia de fibras desoxihemoglobina vazando de um eritrócito rompido . Estrutura da fibra da desoxi- hemoglobina. (a) O arranjamento das desoxihemoglobinas na fibra. (b) O mutante contendo Val 6 2 fixa-se próximo a um bolsão hidrofóbico formado principalmente por Phe 85 e Leu 88 de uma subunidade 1 adjacente. a b Estado nativo, cataliticamente ativo Adição de uréia e mercaptoetanol Remoção de uréia e mercaptoetanol Estado nativo, cataliticamente ativo. Pontes dissulfeto corretamente refeitas Estado desenovelado, inativo. Pontes dissulfeto reduzidas formando resíduos de Cys B) Ação de Agentes Desnaturantes Proteína nativa (Em conformação cataliticamente ativa) DESNATURAÇÃO Proteína desnaturada (Em conformação sem atividade biológica) RENATURAÇÃO Ponto isoéletrico (pI) de algumas proteínas e sua composição em aminoácidos ácidos e básicos Aminoácidos (%) Ácidos Básicos Proporção Ácidos/ Básicos Proteínas pI Asp Glu Arg His Lys Pepsina 1,0 16,6 11,3 1,0 0,5 0,4 15 Albumina 4,8 10,4 17,4 6,2 3,5 12,3 1,3 Mioglobina 7,0 4,7 8,3 1,9 7,5 12,8 0,6 Citocromo c 10,6 3,6 5,9 2,2 2,5 15,2 0,5 pH pI pH pI pH pI pI Solubilidade de uma proteína do tipo globulina próximo ao seu ponto isoelétrico (pI). Solubilidade de proteínas em função do pH do meio Esquema com os passos gerais envolvidos na caracterização de uma proteína Purificação de Proteínas Grande carga líquida positiva Carga líquida positiva Carga líquida negativa Grande carga líquida negativa Esferas contendo polímeros com grupos funcionais carregados negativamente Mistura de proteínas é adicionada à coluna contendo trocadores de cátions As proteínas se movem através da coluna em taxas determinadas pela sua carga líquida no pH em uso. Com os trocadores de cátions, as proteínas com carga líquida mais negativa se movimentam mais rapidamente e eluem primeiro. Cromatografia de troca iônica Esferas de polímero porosos A mistura protéica é adicionada à coluna contendo o polímero entrecruzado em forma de rede As moléculas de proteína são separadas segundo seus tamanhos; as moléculas maiores passam mais livremente e aparecem nas primeiras frações Cromatografia de exclusão por tamanho Mistura de proteínas Proteína que interessa Ligante Ligante unido à esfera de polímero Solução do ligante A mistura protéica é adicionada à coluna que contém um polímero ao qual está unido um ligante específico para a proteína que interessa As proteínas indesejadas são retiradas por lavagem da coluna A proteína que interessa é eluída pelo emprego de lavagem com uma solução de ligante Cromatografia de afinidade Sentido da migração Amostra a) b) Eletroforese a) amostras diferentes são colocadas nos poços ou depressões no topo do gel de poliacrilamida. As proteínas movem-se para o interior do gel quando um campo elétrico é aplicado. b) as proteínas podem ser visualizadas depois da eletroforese pelo tratamento do gel com um corante. Cada banda no gel representa uma proteína diferente (ou uma subunidade protéica). Aparato de eletroforese. Inibidor da tripsina da soja Lisozima Anidrase carbônica Ovoalbumina Soroalbumina bovina Glicogênio fosforilase b -galactosidase Miosina Padrões Mr Proteína desconhecida Migração relativa Proteína desconhecida a) proteínas de peso molecular conhecido são submetidas à eletroforese (pista 1). Estas proteínas padronizadoras podem ser empregadas para se determinar o Mr de uma proteína desconhecida (pista 2). b) um gráfico, no qual o logaritmo dos pesos moleculares (Mr) das proteínas marcadoras é analisado em função da migração relativa de cada proteína durante a eletroforese, permite que seja determinado o peso molecular da proteína desconhecida. Uma solução de anfólito é incorporada ao gel Um gradiente estável do pH é estabelecido no gel através da aplicação de um campo elétrico A solução protéica é adicionada e o campo elétrico reaplicado A coloração das proteínas mostra que elas estão distribuídas ao longo do gradiente de pH Focalização isoelétrica – essa técnica separa as proteínas de acordo com seus pontos isoelétricos. Eletroforese bidimensional: primeiro as proteínas são separadas por focalização isoelétrica. Depois o gel é colocado horizontalmente sobre uma outra placa de gel de poliacrilamida contendo SDS e as proteínas separadas por eletroforese. Nesse processo, as separações no sentido horizontal refletem diferenças de pI e no sentido vertical diferenças de peso molecular Focalização isoelétrica pI decrescente Primeira dimensão Gel de focalização isoelétrica é colocado em gel de poliacrilamida com SDS Segunda dimensão Eletroforese em gel de poliacrilamida com SDS Mr decrescente pI decrescente