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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 1
NOTA DE AULA N.01: PRINCÍPIOS BÁSICOS DE FORMAÇÃO DA IMAGEM
RADIOGRÁFICA E RADIOPROTEÇÃO
1) Terminologia Radiográfica
 Termos comumente usados compatíveis com a terminologia de
posicionamento e incidência adotada na radiologia médica ou
radiodiagnóstico.
RADIOGRAFIA VS. FILME DE RAIOS X 
O filme de raios X refere-se ao material sobre o qual a imagem
radiográfica é exposta. O termo “radiografia” inclui o filme de raios X e a
imagem processada de uma parte anatômica de um paciente nele
contida.
EXAME OU PROCEDIMENTO RADIOLÓGICO INCLUI 
• Posicionamento da parte do corpo; e alinhamento do RC
(raio central);
• Seleção de medidas de proteção radiológica;
• Seleção de fatores de exposição (técnica radiológica);
• Início ou “realização” da exposição;
• Processamento (revelação) do filme.
POSIÇÃO ANATÔMICA 
Uma posição de pé, braços aduzidos (abaixados), palmas para
frente, cabeça e pés para a frente. Posição usada como referência para
outros termos de posicionamento.
IMPORTANTE : RADIOGRAFIAS SÃO ANALISADAS DE FORMA QUE O PACIENTE FIQUE DE
FRENTE PARA O OBSERVADOR, COM O PACIENTE NA POSIÇÃO ANATÔMICA.
PLANOS E LINHAS DO CORPO 
Plano é uma superfície em linha reta que conecta dois pontos.
Na radiologia os planos imaginários que atravessam o corpo na posição
anatômica, são referência para os ângulos do raio central.
1. PLANO SAGITAL: Plano vertical que divide o corpo em partes
direita e esquerda. 
2. PLANO CORONAL OU FRONTAL: Plano vertical que divide o corpo
em partes anterior e posterior.
3. PLANO TRANSVERSAL OU AXIAL: Plano horizontal que divide o
corpo em porções superior e inferior.
SUPERFÍCIES E PARTES DO CORPO 
TERMOS PARA AS PORÇÕES POSTERIOR E ANTERIOR DO CORPO
POSTERIOR OU DORSAL: Refere-se à metade posterior do paciente;
ANTERIOR OU VENTRAL: Refere-se à metade frontal do paciente.
TERMOS PARA SUPERFÍCIES DAS MÃOS E DOS PÉS
PLANTAR: Refere-se à planta ou superfície posterior do pé;
DORSO: Refere-se ao topo ou à superfície anterior do pé;
PALMAR (VOLAR): Refere-se à palma da mão;
POSICIONAMENTO E POSIÇÕES DO CORPO 
Estudo do posicionamento de um paciente em determinadas
posições do corpo para demonstrar ou visualizar radiograficamente
partes específicas do corpo na radiografia ou outros receptores de
imagem.
DECÚBITO DORSAL: Deitado sobre o dorso, com a face voltada para
cima (anteriormente);
FIGURA 1.1 – POSIÇÃO ANATÔMICA
FIGURA 1.2 – PLANOS ANATÔMICOS
FIGURA 1.3 – SUPERFÍCIES DO CORPO
FIGURA 1.4 – DECÚBITO DORSAL
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 2
DECÚBITO VENTRAL: Deitado sobre o abdômen, com a face voltado
para baixo;
ERETA OU ORTOSTÁTICA: Uma posição vertical, de pé ou sentado
ereto;
DECÚBITO LATERAL: Deitado de lado (lateral direito ou esquerdo);
TRENDELENBURG: Uma posição de decúbito com o plano do corpo
inclinado de forma que a cabeça fique mais baixa do que os pés;
FOWLER: Uma posição de decúbito com o plano do corpo
inclinado de forma que a cabeça fique mais alta do que os pés;
LITOTOMIA: Uma posição de decúbito (decúbito dorsal) com os
joelhos e quadril fletidos e coxas abduzidas e rodadas externamente,
sustentadas por suportes para perna e tornozelo.
POSIÇÃO LATERAL: Refere-se ao lado de, uma vista lateral, parte
mais próxima do filme ou do receptor de imagem, ou por aquela parte
do corpo da qual sai o RC.
POSIÇÃO OBLÍQUA: Um posição inclinada ou angulada na qual nem
o plano sagital nem o coronal do corpo são perpendiculares com o filme
ou receptor de imagem.
– OBLÍQUA POSTERIOR ESQUERDA (OPE): a face posterior esquerda do
corpo está mais próxima do filme, ou receptor de imagem;
– OBLÍQUA POSTERIOR DIREITA (OPD): a parte posterior direita do
corpo está mais próxima do filme;
– OBLÍQUAS ANTERIORES DIREITA E ESQUERDA (OAD E OAE): a face
anterior direita ou esquerda do corpo está mais próxima do
filme ou do receptor de imagem.
INCIDÊNCIA RADIOGRÁFICA 
Descreve a direção dos raios X quando este atravessa o
paciente, projetando uma imagem no filme radiográfico ou em outros
receptores de imagem. (O feixe de raios X pode ser descrito como o raio
central ou RC).
INCIDÊNCIA PÓSTERO-ANTERIOR (PA): O RC entra na superfície posterior
e sai na anterior. Não há rotação intencional, o que requer que o RC
seja perpendicular ao plano coronal do corpo e paralela ao plano sagital
(figura 1.11);
FIGURA 1.5 – DECÚBITO VENTRAL
FIGURA 1.6 – TRENDELENBURG
FIGURA 1.7 – FOWLER
FIGURA 1.8 – LITOTOMIA
FIGURA 1.9 – POSIÇÃO LATERAL
FIGURA 1.10 – POSIÇÃO OBLÍQUA
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 3
INCIDÊNCIA ÂNTERO-POSTERIOR (AP): O RC entra em uma superfície
anterior e sai em uma posterior (figura 1.12);
INCIDÊNCIAS OBLÍQUAS: Deve incluir um termo de qualificação
descrevendo a posição do corpo como OAD etc.; as incidências oblíquas
de partes dos membros superiores e inferiores são mais precisamente
descritas como incidências oblíquas AP ou PA com rotação lateral ou
medial (figura 1.13);
INCIDÊNCIA LATERAL: Deve incluir um termo de qualificação da
posição como uma posição lateral direita ou esquerda (figura 1.14);
INCIDÊNCIA AXIAL: Descrever qualquer ângulo do RC acima de um 
determinado número de graus ao longo do eixo longitudinal do corpo.
INCIDÊNCIA TANGENCIAL: Significa tocar uma curva ou superfície
apenas em um ponto; Exemplos: Incidência do arco zigomático;
incidência do crânio para demonstração de fratura impactada; incidência
especial da patela.
TERMOS DE RELAÇÃO 
A seguir são apresentados pares de termos de posicionamento
e/ou anatômicos que descrevem as relações com as partes do corpo.
MEDIAL: Em direção ao centro, ou em direção ao plano mediano
ou linha média. Exemplo: a face medial do braço é a mais próxima do
plano mediano.
LATERAL: É o oposto de medial. Exemplo: Na posição anatômica,
o polegar esta na face lateral da mão.
PROXIMAL: Parte mais próxima do tronco, a origem ou o início
daquele membro. Exemplo: o cotovelo é proximal ao punho.
DISTAL: Distante da origem ou distante do tronco. Exemplo: O
punho é distal ao cotovelo. 
CEFÁLICO OU SUPERIOR: EM DIREÇÃO A CABEÇA. Um ângulo cefálico é um
ângulo em direção a cabeça.
CAUDAL OU INFERIOR: Distante da cabeça, em direção aos pés
(figura 1.15).
FIGURA 1.11 – INCIDÊNCIA PA
FIGURA 1.12 – INCIDÊNCIA AP
FIGURA 1.13 – INCIDÊNCIA OBLÍQUA
FIGURA 1.14 – INCIDÊNCIA LATERAL
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 4
TERMOS RELACIONADOS AOS MOVIMENTOS 
FLEXÃO:Ao fletir ou dobrar uma articulação, o ângulo entre as
partes é diminuído.
EXTENSÃO: Ao estender ou retificar uma articulação, o ângulo
entre as partes é aumentado (figura 1.16).
HIPEREXTENSÃO: Extensão de uma articulação além da posição
reta ou neutra;
FLEXÃO ULNAR DO PUNHO: Diminuir o ângulo (fletir) entre a mão e a
face ulnar do antebraço;
FLEXÃO RADIAL DO PUNHO: Diminuir o ângulo (fletir) entre a mão e
a face radial da parte distal do antebraço (fletir em direção ao lado do
polegar);
ABDUÇÃO: Um movimento de afastamento do braço ou da perna
em relação ao corpo;
ADUÇÃO: Um movimento de braço ou de perna em direção ao
corpo, movimentar em direção a uma linha central ou medial (figura
1.17);
SUPINAÇÃO: Um movimento de rotação da mão para a posição
anatômica;
PRONAÇÃO: Uma rotação da mão para a posiçãooposta à
anatômica(figura 1.18).
2) Princípios Básicos De Formação Da Imagem
O objetivo de todo tecnólogo não deve ser apenas fazer uma
radiografia “passável” ou “diagnóstica” mas produzir uma imagem ótima
que possa ser avaliada por um padrão definível, segundo critérios de
avaliação.
POSICIONAMENTO DA REGIÃO ANATÔMICA NO PORTA-FILME: 
Inclui primeiro a colocação correta da região a ser demonstrada
sobre o chassi, de forma que toda a anatomia a ser visualizada esteja
dentro das bordas colimadas, mas não devem ser irradiadas partes
desnecessárias.
O eixo longitudinal da região anatômica deve estar alinhado com
o eixo longitudinal do filme.
A exceção é quando, para garantir a inclusão de ambas as
articulações no filme, ela precisa ser colocada sobre o chassi de um
ângulo ao outro.
Não deve haver rotação da região anatômica a ser radiografada,
a mesma deve estar perfeitamente posicionada.
MARCADORES DE FILME E IDENTIFICAÇÃO DO PACIENTE 
Devem-se imprimir no mínimo em toda radiografia a
identificação do paciente e data, e indicação do lado anatômico, por
meio de marcadores radiopacos ou sistema de sensibilização de filme.
FIGURA 1.15 – TERMOS DE RALAÇÃO
FIGURA 1.16 - FLEXÃO_EXTENSÃO
FIGURA 1.17 - ABDUÇÃO_ADUÇÃO
FIGURA 1.18 - SUPINAÇÃO_PRONAÇÃO
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 5
IDENTIFICAÇÃO DO PACIENTE E DATA 
Deve incluir dados como nome, data, número de identificação do
paciente e a sigla instituição.
Esta identificação deve ser feita de modo que não se
superponha à anatomia essencial que esta sendo demonstrada.
Uma regra geral comum no exame de radiografias é colocá-las
de forma que o paciente fique de frente para o observador, com o
paciente na posição anatômica.
MARCADOR DO LADO ANATÔMICO 
Deve ser identificado na radiografia o lado direito ou esquerdo
do paciente, tornando claro qual membro esta sendo radiografado.
Podem ser usadas as palavra “direita” ou “esquerda” ou apenas as
inciais “D” ou “E”.
Entretanto, lembre-se de que estes são marcadores radiopacos
e, portanto, devem ser colocados dentro do campo de colimação, de
forma que sejam expostos ao feixe de raios X e impressos na emulsão
do filme.
Geralmente não é pratica aceitável escrever estas informações
no filme após seu processamento, em virtude da existência de
problemas legais e de responsabilidade devido a possíveis erros.
OUTROS MARCADORES OU IDENTIFICAÇÃO 
Alguns outros marcadores ou identificadores também podem ser
usados, tais como as iniciais do tecnólogo, que geralmente são
colocadas sobre o marcador D ou E para identificar o tecnólogo
responsável pelo exame. Algumas vezes, o número da sala de exame
também é incluído, assim como indicador de hora (urografia excretora).
Obs.:
Formatos de filmes radiográficos médicos:
13x18; 18x24; 30x40; 35.6x35.6; 35.6x43.2; 20.3x25.4;
15x30; 15x40; 27.9x35,6
3) Técnica Radiográfica E Qualidade De Imagem
FATORES DE EXPOSIÇÃO (TÉCNICA)
Há três variáveis ou fatores de exposição que são ajustados, no
painel de controle do aparelho de raios X, pelo tecnólogo, toda vez que é
feita uma radiografia. Estas três variáveis de exposição ou fatores,
algumas vezes denominados fatores técnicos, são: 
1. Alta-tensão ou quilovoltagem (kV)
2. Corrente ou miliamperagem (mA)
3. Tempo de exposição (s)
Obs.: mAs = mA x s
Corrente (mA) e tempo (s) (tempo de exposição em segundos)
geralmente são combinados em miliampere segundos (mAs), que
determinam a quantidade de raios X emitidas do tubo de raios X a cada
vez que é “feita” uma exposição.
A alta-tensão (quilovoltagem) determina a energia do feixe de
raios X ou o quanto “duro” é o feixe.
Estes fatores de exposição podem ter um efeito de controle
sobre a qualidade da imagem radiográfica.
FIGURA 1.19 – IDENTIFICAÇÃO DO PACIENTE
FIGURA 1.20 - MARCADOR
FIGURA 1.21 - COMANDO
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 6
FATORES DE QUALIDADE DA IMAGEM 
São quatro os fatores pelos quais se avalia a qualidade de uma
imagem radiográfica:
1. DENSIDADE 3. DETALHE
2. CONTRASTE 4. DISTORÇÃO
DENSIDADE
Densidade radiográfica pode ser descrita como o grau de
enegrecimento da radiografia processada.
O fator primário de controle da densidade é o mAs , assim, a
duplicação do mAs duplicará a quantidade de raios X emitida e a
densidade.
Para que haja uma modificação notável na densidade
radiográfica o mAs, deve ser alterado em no mínimo 30% a 35%, mas
geralmente não seria suficiente para corrigir a radiografia. Para corrigir
uma radiografia subexposta (uma que seja muito clara) é necessário
duplicar o mAs.
CONTRASTE:
É definido como a diferença de densidade em áreas adjacentes 
de uma radiografia, tem por objetivo tornar mais visível seus detalhes
anatômicos.
O fator de controle primário para contraste é a kV . Quanto maior
a kV, maior a energia e mais uniforme é a penetração do feixe de raios X
e por conseguinte, menor variação na atenuação (absorção diferencial),
resultando em menor contraste.
A quilovoltagem (kV) também é um fator de controle secundário
da densidade. Uma regra simples e prática afirma que um aumento de
15% na kVp produzirá aumento da densidade igual ao produto
produzido pela duplicação do mAs (Geradores trifásicos ou
multipulsados).
Obs.: Uma técnica que privilegie o aumento do kV em
detrimento do mAs resultará em menor exposição do paciente.
DETALHE
Pode ser definido como a nitidez de estruturas na radiografia. A
ausência de detalhes é conhecida como borramento ou ausência de
nitidez. A radiografia ideal apresentará boa nitidez da imagem.
A perda de detalhes é causada com maior freqüência por
movimento, seja voluntário ou involuntário, basicamente controlado pelo
uso de dispositivos de imobilização, controle respiratório e uso de
pequenos tempos de exposição.
O uso do pequeno ponto focal, a menor DOF possível e uma
DFoFi maior, também melhora os detalhes registrados ou a definição na
radiografia.
DISTORÇÃO
O quarto e último fator de qualidade da imagem é a distorção,
que pode ser definida como a representação errada do tamanho ou do
formato do objeto projetado em meio de registro radiográfico.
Nenhuma radiografia é uma imagem exata da parte do corpo
que esta sendo radiografada, devido à divergência do feixe de raios X.
A distorção, que é um erro na representação do tamanho e do
formato da imagem radiográfica, pode ser minimizada por quatro fatores
de controle:
FIGURA 1.22 - DISTORÇÃO
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 7
DFOFI : Aumento da DFoFi diminui a distorção (também
aumenta a definição).
DOF: Diminuição da DOF diminui a distorção (combinada a um
pequeno ponto focal, a diminuição da DOF também aumenta a
definição).
ALINHAMENTO DO OBJETO: A distorção é diminuída (o plano do
objeto está paralelo ao plano do filme).
RC: O posicionamento correto do RC reduz a distorção porque a
porção mais central do feixe de raios X com a menor divergência é mais
bem utilizada.
EFEITO ANÓDICO 
Descreve um fenômeno no qual a intensidade da radiação
emitida da extremidade do catodo do campo de raios X é maior do que
aquela na extremidade do anodo. Isso é devido ao ângulo da face do
anodo, de forma que há maior atenuação ou absorção dos raios X naextremidade do anodo.
A diferença na intensidade do feixe de raios X entre catodo e
anodo pode variar de 30% a 50%.
4) Radioproteção
Na utilização dos raios X, os tecnólogos devem ter em mente a
otimização da proteção radiológica nestes procedimentos, para que as
doses nos pacientes, público e principalmente neles próprios sejam tão
baixas quanto razoavelmente exeqüíveis (Princípio ALARA).
PORTARIA 453/98 DO S.V.S. DO M.S. 
Regulamento técnico que estabelece os requisitos básicos de
proteção radiológica em radiodiagnóstico e disciplina a prática com os
raios X para fins diagnósticos e intervencionistas, visando a defesa da
saúde dos pacientes, dos profissionais envolvidos e do público em geral.
PONTOS DE RELEVÂNCIA DA PORTARIA 453/98:
– A dose efetiva média anual não deve exceder 20 mSv em qualquer
período de 5 anos consecutivos, não podendo exceder 50 mSv em
nenhum ano (2.13a).
– A tecnóloga em radiologia deve notificar ao titular do serviço sua
gravidez, tão logo seja constatada (2.13b.i).
– Durante a gravidez as condições de trabalho devem garantir que a
dose na superfície do abdome não exceda 2 mSv (2.13b.ii).
– Menores de 18 anos não podem trabalhar com raios X diagnóstico,
exceto em treinamentos (2.13c).
– Titulares e empregadores devem (3.25):
• Prover monitoração individual e o controle de saúde do
pessoal ocupacionalmente exposto, conforme descrito neste
regulamento.
• Prover as vestimentas de proteção individual para proteção
dos pacientes, da equipe e de eventuais acompanhantes.
FIGURA 1.23 - DFOFI
FIGURA 1.24 - DOF
FIGURA 1.25 - ALINHAMENTO
FIGURA 1.26 – EFEITO ANÓDICO
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 8
– Compensações ou privilégios especiais para os indivíduos
ocupacionalmente exposto não devem, em hipótese alguma,
substituir a observância das medidas de proteção e segurança
estabelecidas neste regulamento (3.46).
– Todo indivíduo que trabalha com raios X diagnóstico deve usar,
durante sua jornada de trabalho e enquanto permanecer em área
controlada, dosímetro individual de leitura indireta, trocado
mensalmente (3.47b).
– O dosímetro individual é de uso exclusivo do usuário no serviço para
o qual foi designado (3.47f).
– Todo indivíduo ocupacionalmente exposto deve estar submetido a um
programa de controle de saúde baseado nos princípios gerais de
saúde ocupacional (3.48a).
– A cabine deve permitir ao operador, eficaz comunicação e observação
visual do paciente (4.3b.i).
– É permitida a utilização de biombo dentro da sala de raios X,
contanto que seja fixo, com altura mínima de 210 cm e que não seja
atingida diretamente pelo feixe espalhado pelo paciente (4.3b.ii).
– Manter junto ao painel de controle de cada equipamento de raios X
um protocolo de técnicas radiográficas (4.4).
– O feixe de raios X deve ser limitado à menor área possível e
consistente com os objetivos do exame radiológico, tendo no máximo
o tamanho do receptor de imagem (4.30a.i)
5) Princípios De Posicionamento
Cada departamento de radiologia deve estabelecer um protocolo
para a realização de todos os procedimentos radiológicos gerais (previsto
na Portaria 453).
SEQÜÊNCIA E ROTINA DE POSICIONAMENTO 
ETAPA 1. POSICIONAMENTO GERAL DO PACIENTE
Assegurar que o RC da luz do colimador esteja centralizado na
linha central da mesa ou do bucky mural(estativa), antes do paciente ser
conduzido para o interior da sala.
ETAPA 2. MEDIDA DA ESPESSURA DA REGIÃO DE INTERESSE
A região de interesse radiográfico deve ter sua espessura
medida, utilizando um espessômetro, para que fatores de exposição
(técnica) corretos sejam ajustados.
ETAPA 3. POSICIONAMENTO DA REGIÃO DE INTERESSE
O paciente deve ser movido, conforme necessário, para
centralizar a região de interesse radiográfico em relação ao RC da luz do
colimador.
ETAPA 4. CENTRALIZAÇÃO DO FILME
O filme deve estar centralizado em relação ao RC. No caso de
procedimentos utilizando o porta-chassi, isso é feito movendo-o
longitudinalmente para centralizar o filme(chassi) na luz central
projetada do RC.
COLIMAÇÃO :
As bordas da luz do colimador devem ser ajustadas para incluir
apenas a anatomia essencial e estar limitada as dimensões do filme
(chassi).
FIGURA 1.27 – ETAPA 1
FIGURA 1.28 – ETAPA 2
FIGURA 1.29 – ETAPA 3
FIGURA 1.30 – ETAPA 4
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 9
MARCADORES :
O marcador D ou E deve ser colocado corretamente para ficar no
campo de exposição sem superpor-se à anatomia essencial.
ESCUDOS :
Devem ser sempre utilizados escudos plumbíferos de proteção, a
não ser que, a região de interesse radiográfico seja afetada.
INCIDÊNCIAS ESSENCIAIS :
INCIDÊNCIAS DE ROTINA (BÁSICAS): As incidências de rotina ou básicas são
definidas como aquelas comumente feitas em todos os pacientes médios
que são úteis e podem cooperar totalmente. Isso, obviamente, depende
de cada serviço de radiologia.
INCIDÊNCIAS ADICIONAIS: São incidências definidas como aquelas realizadas
mais comumente para melhor demonstrar partes anatômicas específicas,
ou em determinadas condições patológicas, ou aquelas que podem ser
necessárias para pacientes que não conseguem cooperar
completamente.
NO MÍNIMO DUAS INCIDÊNCIAS: Uma regra geral em radiologia diagnóstica
sugere que são necessárias no mínimo duas incidências feitas o mais
próximo possível de 90o entre si para a maioria dos procedimentos
radiológicos.
As três razões para esta regra geral de no mínimo duas
incidências feitas com uma diferença mais próxima de 90o entre si são:
Problema de superposição de estruturas anatômicas; Localização de
lesões ou corpos estranhos; Determinação de alinhamento das fraturas .
6) Pontos De Reparo De Posicionamento Topográfico
Pontos de Reparo Ósseos
Pontos de Reparo
Usado para posicionamento destas partes do corpo
Nível correspondente da
coluna vertebral
1. Vértebra proeminente
Margem superior do tórax, coluna C ou T
C7 - T1
2. Incisura jugular
Tórax, esterno, clavícula, coluna T
T2 - 3
3. Ângulo do esterno
Tórax, esterno
T4 - 5
4. Processo xifóide
Esterno, estômago,vesícula biliar, coluna T, margem
superior do abdome
T9 - 10
5. Margem costal inferior
Estômago, vesícula biliar , costelas
L2 - 3
6. Crista ilíaca
Abdome médio, estômago, vesícula biliar, cólon, coluna L,
sacro
Espaço intervertebral
L4 - 5
7. Espinha ilíaca ântero-superior (EIAS)
Quadris, pelve, sacro
S1 - 2
8. Trocânter maior
Abdome, pelve, quadril
Cóccix distal ou
ligeiramente inferior
9. Sínfise púbica
Margem inferior do abdome, pelve, quadril, sacro e cóccix
≅ 2,5 cm inferiores ao
cóccix distal
10. Tuberosidade isquiática
Abdome em decúbito ventral, cólon, cóccix
2,5 a 5 cm inferiores ao
cóccix distal
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 10
NOTA DE AULA N.02: POSICIONAMENTO RADIOLÓGICO DO TÓRAX
1) Considerações Sobre Posicionamento
O preparo do paciente para radiografia do tórax inclui a remoção
de todos os objetos opacos das regiões do tórax e pescoço.
Cabelos longos trançados ou amarrados com prendedores de
borracha ou de outro tipo podem causar imagens suspeitas na
radiografia se estiverem superpostos à área torácica.
2) PROTEÇÃO RADIOLÓGICA
Os pacientes devem ser protegidos da radiação desnecessária
em todos os exames radiológicos para diagnósticos.
EXPOSIÇÕESREPETIDAs: Embora as radiografias de tórax sejam
freqüentemente consideradas os mais simples de todos os
procedimentos radiológicos, também são o exame de maior número de
repetições em muitos departamentos de radiologia.
COLIMAÇÃO: A colimação rigorosa é importante na radiografia do tórax.
PROTEÇÃO GONODAL: Além da colimação cuidadosa, deve ser usado um
protetor gonodal de chumbo na área abdominal baixo dos pulmões. 
3) FATORES TÉCNICOS
QUILOVOLTAGEM (KV): Deve ter o valor adequado para resultar em
contraste suficiente para demonstrar os vários tons de cinza necessários
à visualização das impressões pulmonares mais finas.
Menor kV que produz elevado contraste, não proporcionará
penetração suficiente para visualizar bem as finas impressões
pulmonares nas áreas do coração e nas bases pulmonares. O contraste
muito grande é evidente quando o coração e outras estruturas do
mediastino parecem subexpostos, embora os campos pulmonares
apresentem penetração suficiente.
Os pacientes com pulmões expandidos, menos densos, tais
como aqueles com enfisema ou pulmões hiperexpandidos, exigirão uma
diminuição da kVp ou de outros fatores de exposição.
TEMPO DE EXPOSIÇÃO E MILIAMPERAGEM (MAS): Geralmente a radiografia de
tórax requer o uso de elevado mA e pequenos tempos de exposição para
minimizar a chance de movimento e conseqüente perda de nitidez.
Deve ser utilizado mA suficiente para proporcionar densidade
ótima dos pulmões e estruturas do mediastino. Um fator determinante
para isso em radiografias do tórax em PA é ser capaz de ver contornos
tênues, ao menos das vértebras médias e superiores e costelas
posteriores através da imagem do coração e de outras estruturas do
mediastino.
4) INSTRUÇÕES RESPIRATÓRIAS
É obrigatório que as radiografias de tórax sejam feitas em
inspiração total para demonstrar os pulmões totalmente expandidos. O
paciente deve ser instruído a prender a segunda respiração profunda e
não a primeira , pois pode ser inalado mais ar sem grande esforço na
segunda respiração em comparação com a primeira.
5) RADIOGRAFIAS DE TÓRAX ORTOSTÁTICAS
Todas as radiografias do tórax devem ser feitas em posição
ortostática se a condição do paciente o permitir. Há três razões para
isso:
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 11
I. PERMITIR QUE O DIAFRAGMA DESLOQUE-SE MAIS PARA BAIXO. Uma posição
ortostática causa a queda do fígado e de outros órgãos abdominais,
permitindo que o diafragma desloque-se mais para baixo na
inspiração profunda, possibilitando, assim, total aeração dos
pulmões.
II. MOSTRAR POSSÍVEIS NÍVEIS HIDROAÉREOS NO TÓRAX. Se houver ar e líquido
dentro do pulmão ou do espaço pleural, o líquido mais pesado, tal
como sangue ou soro, ficará na posição inferior, enquanto o ar
subirá. 
III.EVITAR INGURGITAMENTO E HIPEREMIA DOS VASOS PULMONARES. O termo
ingurgitamento literalmente significa “distendido ou tumefeito por
líquido”. Hiperemia refere-se a um excesso de sangue, em parte
devido a um relaxamento dos pequenos vasos sangüíneos distais ou
arteríolas.
6) PA - DFOFI DE 180 CM
As radiografias de tórax em AP com uma DFoFi mínima de
100cm em lugar de PA a 180cm causarão maior ampliação da imagem
do coração, o que complica o diagnóstico de possível cardiomegalia. A
razão primária disso é a a maior ampliação devida ao aumento da
divergência ou do ângulo do feixe de raios X em uma DFOFI menor. Uma
segunda razão é a localização anterior do coração.
7) CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
POSICIONAMENTO DO TÓRAX PA: É importante que NÃO haja rotação. A
rotação em radiografias PA do tórax pode ser avaliada se as
extremidades esternais direita e esquerda das clavículas estão
eqüidistantes da coluna vertebral (figura 2.1).
Estendendo o queixo: Para que não cubram as regiões superiores do
pulmão, os ápices pulmonares, ou superponham-se a ele (figura 2.2).
Minimizando as imagens da mama: Deve-se solicitar à paciente com
grandes mamas pendulares que as leve para cima e para fora. Isso
reduzirá o efeito das imagens da mama sobre os campos pulmonares
inferiores (figura 2.3).
8)POSICIONAMENTO LATERAL DO TÓRAX
O lado do paciente mais próximo do filme é mais bem
demonstrado numa radiografia.
DIREÇÃO DA ROTAÇÃO: Algumas vezes, é difícil determinar a direção da
rotação em uma radiografia lateral do tórax. Entretanto,
freqüentemente, esta pode ser determinada por identificação do
hemidiafragma esquerdo pela bolha de ar gástrica, ou pela borda inferior
da imagem cardíaca, ambas as quais estão associadas ao
hemidiafragma esquerdo.
BRAÇOS LEVANTADOS AO ALTO: Certificar-se de que o paciente levanta ambos
os braços suficientemente, para evitar superposição no campo torácico.
Quando os braços do paciente não estão suficientemente levantados, os
tecidos moles do braço superpor-se-ão às porções do campo pulmonar.
FIGURA 2.1 - ROTAÇÃO
FIGURA 2.2 – IMAGEM DO QUEIXO
FIGURA 2.3 – IMAGEM DAS MAMAS
FIGURA 2.4 – ROTAÇÃO LATERAL
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 12
9)LOCALIZAÇÃO DO RAIO CENTRAL
Dois pontos de reparo topográficos ósseos são importantes na
localização do RC no centro dos campos pulmonares.
VÉRTEBRA PROEMINENTE (TÓRAX PA): A vértebra proeminente corresponde ao
nível de T1 e à margem superior do ápice dos pulmões. Para a mulher
média, está abaixo cerca de 18cm; para homem, aproximadamente
20cm. Uma forma de determinar esta distância é por uma mão
estendida. A maioria das mãos pode alcançar 18cm (figura 2.5).
INCISURA JUGULAR (AP DO TÓRAX): A incisura jugular facilmente palpada é o
ponto de reparo recomendado para a localização do RC em radiografias
AP do tórax. O nível de T7 em um adulto médio é 8-10 cm abaixo da
incisura jugular. Esta distância pode ser estimada com a mão, pois a
largura da mão de tamanho médio com os dedos juntos tem
aproximadamente 8cm (figura 2.6).
10) ORIENTAÇÕES PARA COLIMAÇÃO
Deve-se ajustar as margens do campo iluminado às margens
cutâneas externas, lembrando-se de que os pulmões expandem-se
durante a inspiração profunda.
Para a colimação do tórax superior e inferior ajustar o campo
iluminado à vértebra proeminente, que com os raios divergentes
resultará em uma margem de colimação superior em 4cm acima da
vértebra proeminente (figura 2.7).
11) Procedimentos Operacionais Padronizados E Adicionais
Região anatômica
Incidências
Básicas (rotina) Adicionais
TÓRAX PA e Lateral AP lordótica
Oblíqua anterior
Oblíqua posterior
VIAS AÉREAS SUPERIORES Lateral e AP
ESTERNO OAD e Lateral
ARTICULAÇÃO
ESTERNOCLAVICULARES
PA e Oblíquas
COSTELAS AP costelas posteriores
PA costelas anteriores
Oblíquas anteriores
Oblíquas posteriores
INCIDÊNCIAS DO TÓRAX
Incidência PA
POSIÇÃO:
• Ereta queixo levantado, mãos nos quadris com as palmas das mãos
para fora, ombros para a frente;
• Centralizar o RC na região de T7 (o filme deve ser automaticamente
centralizado no RC). O topo do filme estará aproximadamente 5 cm
acima dos ombros no paciente médio;
• Centralizar o tórax bilateralmente em relação às bordas do filme com
margens iguais de ambos os lados, assegurar que não haja rotação
do tórax.
FIGURA 2.5 – LOCALIZAÇÃO RC (PA)
FIGURA 2.6 – LOCALIZAÇÃO RC (AP)
FIGURA 2.7 – COLIMAÇÃO
FIGURA 2.8 – PA DE TÓRAX
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 13
RAIO CENTRAL: RCperpendicular a T7, ou 18-20 cm abaixo da vértebra
proeminente (também esta quase ao nível do ângulo inferior da
escápula); Distância DFOFI = 180 cm.
COLIMAÇÃO: Borda superior do colimador luminoso coincidindo com a
vértebra proeminente; lados nas bordas cutâneas laterais.
RESPIRAÇÃO: Expor na segunda inspiração profunda.
TAMANHO DO CHASSI / FILME: 35x35 ou 35x43 cm.
ESTRUTURAS MAIS BEM DEMONSTRADAS:
Pulmões, incluindo ambos os ápices, traquéia cheia de ar, brônquiolos,
coração e grande vasos, diafragma para incluir os ângulos costofrênicos,
e a caixa torácica.
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO:
1. Ausência de rotação ambas as articulações esternoclaviculares devem
estar eqüidistantes da coluna vertebral; a distância das bordas
laterais das costelas até a coluna vertebral deve ser a mesma de cada
lado, da parte superior à inferior da caixa torácica.
2. As escápulas não devem superpor-se aos pulmões se os ombros
estiverem suficientemente rodados para a frente.
3. As margens de colimação devem parecer nos quatro lados nos
pacientes. O centro do campo de colimação deve ser na área T7 dos
pacientes.
4. Os pulmões devem ser totalmente incluídos no filme, desde os ápices
até os seios costofrênicos.
5. Imagens maiores de mamas devem ser basicamente laterais aos
campos pulmonares, com localização correta durante o
posicionamento.
6. A inspiração total deve resultar em visualização de no mínimo 10 (11
na maioria dos pacientes) costelas posteriores acima do diafragma.
7. A AUSÊNCIA DE MOVIMENTO deve resultar em contornos nítidos do
diafragma e das bordas cardíacas.
Incidência Lateral
POSIÇÃO:
• Ereta, lado esquerdo contra o filme (exceto se estiver indicada lateral
direita).
• Braços levantados, cruzados acima da cabeça, queixo levantado.
• Lateral verdadeira, não há rotação ou inclinação. Plano médio sagital
paralelo ao filme.
• Tórax centralizado em relação ao RC, e ao filme anterior e
posteriormente.
RAIO CENTRAL: RC perpendicular à região média do tórax ao nível de T7.
Geralmente o filme e o RC devem ser abaixados ≈ 2,5cm em relação à
PA; Distância DFOFI = 180cm.
COLIMAÇÃO: Borda superior ao nível da vértebra proeminente, laterais nas
margens cutâneas anterior e posterior.
RESPIRAÇÃO: Expor ao fim da 2a inspiração completa.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 30x40 ou 35x43cm.
ESTRUTURAS MAIS BEM DEMONSTRADAS:
Pulmões, traquéia, coração e grandes vasos, diafragma para incluir os
ângulos costofrênicos posteriores, e caixa torácica.
FIGURA 2.8A – PA DE TÓRAX
FIGURA 2.9 – LATERAL DE TÓRAX
FIGURA 2.9A – LATERAL DE TÓRAX
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CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO:
1. O queixo e os braços devem estar suficientemente elevados para
evitar a superposição dos ápices.
2. A imagem deve incluir os ápices pulmonares no topo e os seios
costofrênicos na margem inferior do filme.
3. As margens de colimação devem parecer em todos os quatro lados
do filme. O centro do campo de colimação deve ser ao nível de T7
dos pacientes.
4. A região hilar deve estar aproximadamente no centro do filme.
5. A ausência de movimento deve ser evidenciada por contornos nítidos
do diafragma e das impressões pulmonares.
6. Deve haver exposição suficiente e contraste em longa escala para
visualizar os contornos costais e as impressões pulmonares através
da imagem cardíaca e áreas pulmonares superiores, sem
superexposição de outras regiões dos pulmões.
Incidência AP Lordótica
POSIÇÃO:
• Paciente de pé ≈ 30cm distante do filme, inclina-se para trás contra a
estativa vertical.
• Mãos nos quadris, palmas para fora, ombros deslocados para frente.
• Centralizar meio do esterno e filme em relação ao RC, o topo do
chassi deve estar 8-10cm acima dos ombros.
RAIO CENTRAL: RC perpendicular ao filme*, 10-12cm abaixo da incisura
jugular; DFOFI = 180cm.
*Caso o paciente esteja em decúbito dorsal, angular o RC 15-20o
cefálico.
COLIMAÇÃO: Nos quatro lados dos campos pulmonares.
RESPIRAÇÃO: Expor ao fim da 2a inspiração completa.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 35x35 ou 35x43 cm.
ESTRUTURAS MAIS BEM DEMONSTRADAS:
Ápices sem superposição clavicular e derrames interlobares. Para excluir
calcificações e massas sob clavículas.
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO:
1. Sem movimento, os contornos do diafragma, das costelas e do
coração devem aparecer nitidamente.
2. Uma escala de contraste e uma exposição ideais devem promover a
visualização da tênue trama vascular pulmonar, especialmente nas
áreas apicais e superiores dos pulmões.
Incidência Oblíquas anteriores
POSIÇÃO
• Ereta, rodada 45o, ombro direito contra o porta-filme (OAD)*. Alguns
estudos do coração OAE, rotação de 60o em relação à PA ..
• Braço distante do filme, levantado e apoiado sobre a cabeça ou sobre
o porta-filme.
• Braço mais próximo do filme abaixado sobre o quadril, manter o
queixo levantado.
• Centralizar o tórax lateralmente nas margens do filme; verticalmente
no RC em T7.
RAIO CENTRAL: RC perpendicular ao nível de T7; DFOFI = 180cm.
FIGURA 2.10 – AP LORDÓTICA
FIGURA 2.11 – OBLÍQUA DE TÓRAX
FIGURA 2.11A – OBLÍQUA DE TÓRAX
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COLIMAÇÃO: Nos quatro lados dos campos pulmonares.
RESPIRAÇÃO: Expor ao fim da 2a inspiração completa.
*Para oblíquas anteriores, o lado de interesse geralmente é o mais
distante do filme. Assim a OAD permitirá melhor visualização do pulmão
esquerdo.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 30X40 35x43 cm.
ESTRUTURAS MAIS BEM DEMONSTRADAS:
OAE: Pulmão direito, traquéia, caixa torácica com o coração e a aorta na
frente da coluna vertebral.
OAD: Pulmão esquerdo, traquéia, caixa torácica, com coração e aorta na
frente da coluna vertebral.
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO:
1. Sem movimento, os contornos do diafragma, das costelas e do
coração devem aparecer nitidamente.
2. Uma escala de contraste e urna exposição ideais visualizam os
contornos da trama vascular em toda a área pulmonar e das costelas,
exceto através de regiões cardíacas mais densas.
INCIDÊNCIAS DAS VIAS AÉREAS SUPERIORES
Incidências AP e Lateral
POSIÇÃO:
• Ereta, sentada ou de pé, centralizar vias aéreas superiores em
relação ao RC.
• Braços abaixados, queixo levemente levantado. 
• Lateral: Abaixar os ombros e puxa-los para trás.
• Centro do chassi ao nível do RC.
RAIO CENTRAL: RC perpendicular ao ponto médio entre a margem inferior
da cartilagem tireóide e a incisura jugular (C6-7); ou ≈ 5cm abaixo se a
traquéia for de interesse primário; DFOFI = 180cm.
COLIMAÇÃO: Na área de interesse.
RESPIRAÇÃO: Exposição durante inspiração suave lenta.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 24x30 cm.
ESTRUTURAS MAIS BEM DEMONSTRADAS:
Laringe e traquéia cheias de ar, a região das glândulas tireóide e timo e
o esôfago superior se opacificado.
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO:
1. AP: A exposição ideal deve ser apenas escura o suficiente para
visualizar a traquéia repleta de ar através das vértebras cervicais e
torácicas;
2. LATERAL: A exposição ideal inclui a técnica usada para tecidos moles,
na qual a laringe e a porção superior da traquéia não são
superexpostas. As vértebras cervicais aparecerão sub expostas.
INCIDÊNCIAS DO ESTERNO
Incidência oblíqua
POSIÇÃO:
• Ereta (preferida) ou semidecúbito ventral, virada 15-20o com o lado
direito para baixo (dependendo do biotipo pode requerer uma
obliqüidade maior).
FIGURA 2.12 – AP E LATERAL
FIGURA 2.12A – LATERAL (ESTRUTURA)
FIGURA 2.13 – OBLÍQUA ESTERNO
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• Centralizar o esterno em relação ao RC na linha média da mesa ou
porta-chassi.
RAIO CENTRAL: RC perpendicular, na porção média do esterno (a meio
caminho entre a incisura jugular e extremidade xifóide); DFOFI = 100cm.
COLIMAÇÃO: Campo de colimação estreito e longo, na área do esterno.
RESPIRAÇÃO: Exposição durante inspiração suave lenta.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 24x30 cm.
ESTRUTURAS MAIS BEM DEMONSTRADAS:
Todo o esterno superposto à imagem cardíaca.
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO:
1. Corrigir rotação do paciente, o esterno deve ficar ao longo da coluna
vertebral sem superposição das vértebras. 
2. Contraste e densidade bem-definidos, ou seja, vê-se o contorno do
esterno até costelas, pulmões e coração sobrepostos. 
Incidência Lateral
POSIÇÃO:
• Ereta (sentada ou em pé), ou em decúbito lateral com RC vertical; ou
decúbito dorsal com RC transversal à mesa no traumatismo forte.
• Levar os ombros e os braços para trás.
• Alinhar o esterno em relação ao RC na linha média do porta-chassi.
• Topo do chassi 4 cm acima do nível da incisura jugular.
RAIO CENTRAL: RC perpendicular, na porção média do esterno; DFOFI =
100cm.
COLIMAÇÃO: Nos quatro lados da área do esterno.
RESPIRAÇÃO: Expor em inspiração completa.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 24x30 cm.
ESTRUTURAS MAIS BEM DEMONSTRADAS:
Todo o esterno com superposição mínima dos tecidos moles.
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO:
1. Nenhuma superposição do úmero, ombros ou tecido mole no esterno.
2. Todo o esterno com nenhuma superposição das costelas.
3. Contraste e densidade ótimos para visualizar o esterno inteiro
4. Nenhum movimento, como indicado pelas margens ósseas nítidas.
INCIDÊNCIAS ARTICULAÇÃO ESTERNO-CLAVICULAR
Incidências PA e oblíqua
POSIÇÃO:
PA:
• Decúbito ventral ou ereta, plano médio sagital na linha central do RC.
• Pode-se virar a cabeça para um lado, sem rotação do tórax.
• Centralizar o filme em relação ao RC.
Oblíqua:
• Rodar o tórax 10-15o para afastar as vértebras do esterno.
RAIO CENTRAL:
PA:
RC perpendicular, no PMS e ≈ 7cm distal à vértebra proeminente (2,5cm
inferior à incisura jugular).
FIGURA 2.13A – OBLÍQUA ESTERNO
FIGURA 2.14 – LATERAL ESTERNO
FIGURA 2.14A – LATERAL ESTERNO
FIGURA 2.15 – PA ESTERNO-CLAVICULAR
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 17
Oblíqua:
RC perpendicular, ≈ 5cm lateral ao PMS (em direção ao lado elevado) e ≈
7cm distal à vértebra proeminente; DFOFI = 100cm
COLIMAÇÃO: Nas áreas das articulações esternoclaviculares.
RESPIRAÇÃO: Interromper a respiração.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 18x24 cm.
ESTRUTURAS MAIS BEM DEMONSTRADAS:
1. Faces mediais de ambas as clavículas e das articulações
esternoclaviculares para possível luxação ou outra patologia (PA)
2. visualiza melhor (OA) a articulação esterno clavicular do lado mais
próximo do filme.
INCIDÊNCIAS DAS COSTELAS
Incidência AP (acima ou abaixo do diafragma)
POSIÇÃO:
• Alinhar o plano médio sagital em relação ao RC e à linha da mesa
e/ou porta-filme
• Rodar os ombros para frente a fim de remover as escápulas dos
campos pulmonares
• Levantar o queixo a fim de evitar superposição das costelas
superiores, olhar direto para frente
• Não rodar o tórax ou a pelve.
RAIO CENTRAL:
Acima do diafragma:
• RC perpendicular ao porta-filme, centralizado 8 a 10cm abaixo da
incisura jugular (nível de T7)
• Centralizar o chassi ao nível do RC (o topo do chassi deve estar cerca
de 4cm acima dos ombros).
• DFOFI = 180cm
Abaixo do diafragma:
• RC perpendicular, centralizado a meio caminho entre o processo
xifóide e a caixa torácica inferior.
• Centralizar o chassi ao nível do RC (a parte inferior dele deve estar
aproximadamente ao níveis da crista ilíaca).
• DFOFI = 100cm
COLIMAÇÃO: Colimar nas margens externas do tórax.
RESPIRAÇÃO: Interromper e expor em inspiração nos casos acima do
diafragma, e em expiração nos casos abaixo do diafragma.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 30x40 ou 35x43 cm.
ESTRUTURAS MAIS BEM DEMONSTRADAS:
Costelas posteriores, acima ou abaixo do diafragma.
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO:
1. Contraste e densidade ótimo para visualizar costelas através dos
pulmões e sombra cardíaca ou através dos órgãos abdominais densos
se abaixo do diafragma.
2. Sem movimento, como demonstrado pela nitidez dos marcadores
ósseos.
FIGURA 2.15A – PA ESTERNO-CLAVICULAR
FIGURA 2.15 – OBLÍQUA ESTERNO-
CLAVICULAR
FIGURA 2.15A – OBLÍQUA ESTERNO-
CLAVICULAR
FIGURA 2.16 – AP COSTELAS
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 18
Incidência Oblíqua (anterior)
(Lado de interesse afastado do filme;ou oblíquas D & E para incluir toda
a caixa torácica)
POSIÇÃO:
• Ortostática, ou decúbito se necessário
• Oblíqua 45o, rodar a coluna vertebral para fora da área de interesse.
• Todo o tórax está centralizado no filme bilateralmente, com o topo
do chassi ≈ 4cm acima dos ombros.
NOTA: É preferido o ortostatismo nos casos acima do diafragma se a
condição do paciente permitir; ou decúbito dorsal para casos abaixo do
diafragma.
RAIO CENTRAL: RC perpendicular, no centro do filme (nível de T7); DFOFI =
180cm em ortostatismo, 100cm em decúbito.
COLIMAÇÃO: Na área de interesse.
RESPIRAÇÃO: Acima do diafragma expor em inspiração; abaixo do
diafragma expor em expiração.
ESTRUTURAS MAIS BEM DEMONSTRADAS:
Costelas posteriores, acima ou abaixo do diafragma.
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO:
Contraste e densidade ótimos para visualizar costelas através dos
pulmões e sombra do coração ou através dos órgãos abdominais densos
se estiverem abaixo do diafragma.
FIGURA 2.17 – OBLÍQUA COSTELAS
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 19
NOTA DE AULA N.03: POSICIONAMENTO RADIOLÓGICO DO ABDOME
1) Quadrantes E Regiões
O abdome pode ser dividido em quatro quadrantes ou em nove
regiões para ajudar a descrever as localizações de vários órgãos da
cavidade abdomino-pélvica.
QUATRO QUADRANTES ABDOMINAIS: Se dois planos perpendiculares
imaginários atravessassem o abdome ao nível do disco intervertebral de
L3 e L4 (3a e 4a vértebras lombares (umbigo), dividiriam-no em quatro
quadrantes: quadrante superior direito (QSD), quadrante superior
esquerdo (QSE), quadrante inferior direito (QID) e quadrante inferior
esquerdo (QIE). Exemplo: o fígado esta localizado no QSD e o baço
QSE.
NOVE REGIÕES ABDOMINAIS: A cavidade abdomino-pélvica também pode ser
dividida em nove regiões pelo uso de dois planos horizontais ou
transversais e dois verticais. Os dois transversais são o plano
transpilórico e o plano transtubercular. Os dois planos verticais são os
planos laterais direito e esquerdo. O plano transpilórico está ao nível da
borda inferior da 1a vértebra lombar e o transtubercular, ao nível da 5a
vértebra lombar. Os planos laterais direito e esquerdo são paralelos ao
plano médio sagital e estão situados a meio caminho entre ele e cada
espinha ilíaca ântero-superior.
NOMES DAS REGIÕES: 
Os nomes destas nove regiões são:
1. Hipocôndrio direito
2. Epigástrica
3. Hipocôndrio esquerdo
4. Lateral (lombar) direita
5. Umbilical
6. Lateral (lombar) esquerda
7. Inguinal (ilíaca) direita
8. Púbica (hipogástrica)
9. Inguinal (ilíaca) esquerda
Entretanto, a localização geral da maioria das estruturas e
órgãos dentro do sistema de quatro quadrantes é suficiente para fins
radiológicos devido às variáveis que afetam localizações específicas de
órgãoscomo biotipo, posição do corpo, idade etc.
2) Pontos De Reparo Topográficos
As bordas e órgãos abdominais não são visíveis do exterior, e,
como estes órgãos de tecidos moles não podem ser palpados
diretamente, determinados pontos de reparo ósseo são usados para
este fim.
2.1)SETE PONTOS DE REPARO DO ABDOME
Os sete pontos de reparo palpáveis a seguir são importantes no
posicionamento do abdome ou para localização de órgãos no abdome.
1. APÊNDICE XIFÓIDE (NÍVEL DE T9-10): A extremidade do processo xifóide
é o processo mais distal ou inferior do esterno. 
Este ponto de reparo aproxima-se da porção ântero-superior
do diafragma, que também está na margem superior do abdome.
Este, entretanto, não é um ponto de reparo primário para
posicionamento do abdome devido as variações dos biotipos e à
importância de incluir todo o abdome inferior na maioria das
radiografias do abdome.
FIGURA 3.1 - QUADRANTES
FIGURA 3.2 - REGIÕES
FIGURA 3.3 – PONTOS DE REPARO
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 20
2. MARGEM COSTAL INFERIOR (NÍVEL DE L2-3): Este ponto de reparo é usado
para localizar a vesícula biliar, o estômago e outros órgãos
abdominais.
3. CRISTA ILÍACA (NÍVEL DO ESPAÇO INTERVERTEBRAL L4-5):A crista ilíaca é a
porção mais alta da borda curva do ílio. Ela pode ser facilmente
palpada pressionando-se para dentro e para baixo ao longo da
margem médio-lateral do abdome. A porção mais superior desta
crista é o ponto de reparo abdominal usado mais comumente e
corresponde aproximadamente ao nível da porção média do abdome,
que também está ao nível do umbigo ou ligeiramente abaixo deste na
maioria das pessoas. Se o centro do chassi estiver centralizado neste
nível, a área inferior do abdome geralmente será incluída na margem
inferior do filme. (É importante incluir todo a parte inferior do
abdome, se alguma parte superior não for incluída deve-se fazer um
complemento, mas para o biotipo médio não será necessário).
4. ESPINHA ILÍACA ÂNTERO-SUPERIOR (EIAS): A EIAS pode ser encontrada
por localização da crista ilíaca, depois palpando-se anterior e
inferiormente até ser percebida uma projeção ou saliência (mais
proeminente em mulheres). Este é um ponto de reparo comumente
usado para posicionamento de estruturas pélvicas e vertebrais, mas
também pode ser um ponto de reparo secundário para
posicionamento geral do abdome.
5. TROCÂNTER MAIOR: Este ponto de reparo é palpado mais facilmente em
pacientes magros. Geralmente é necessária palpação delicada mas
muito firme, para se perceber o movimento do trocânter com uma
mão, enquanto se roda a perna interna e externamente na área do
joelho com a outra mão. Este não é tão preciso como ponto de
reparo quanto os outros pontos de reparo ósseos da pelve, porém a
margem superior do trocânter geralmente situa-se ligeiramente (3-
4cm) acima do nível da sínfise púbica. Com a prática, este também
pode ser usado como um ponto de reparo secundário para
posicionamento do abdome.
6. SÍNFISE PÚBICA: A sínfise púbica é a junção (articulação) anterior de
dois ossos pélvicos. A porção mais ântero-superior do púbis pode ser
palpada quando o paciente está em decúbito dorsal. Esse ponto de
reparo corresponde à margem inferior do abdome. Entretanto, a
palpação desta área pode ser constrangedora para alguns pacientes.
Portanto, com a prática pode-se também determinar o nível da
sínfise púbica ou a margem inferior do abdome palpando-se o
trocânter maior, ou em referência a crista ilíaca como estando ao
nível do centro do chassi. Isso então coloca a margem inferior do
filme na sínfise púbica.
7. TUBEROSIDADES ISQUIÁTICA: Estas podem ser usadas para determinar a
margem inferior em uma incidência PA do abdome com o paciente
em decúbito ventral. Estas duas proeminências ósseas, que podem
ser mais facilmente palpadas em pacientes magras, sustentam a
maior parte do peso do tronco quando se está sentado. As margens
inferiores das tuberosidades isquiáticas estão cerca de 4cm abaixo ou
distais à sínfise púbica. Este ponto de reparo pode ser usado para
posicionamento de uma incidência PA do cólon a fim de que a área
retal seja incluída no filme. Isso, entretanto, também pode ser
desconfortável e constrangedor para o paciente, e outros pontos de
reparo podem e devem ser usados, quando possível.
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 21
3) Posicionamento Radiográfico
PREPARO DO PACIENTE: O preparo do paciente para radiografia abdominal
inclui a remoção de toda a roupa e de quaisquer objetos opacos na área
a ser radiografada. Deve ser vestido um roupão do hospital com
abertura e fitas para amarrar atrás.
Algumas radiografias do abdome, particularmente aquelas que
exigem contraste, necessitam de instruções especiais para o paciente
antes do exame. As instruções podem incluir itens como jejum ou um
laxante na noite anterior, mas a radiografia “simples” do abdome (RUB)
ou a rotina para abdome agudo geralmente são feitas “como está”.
CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE POSICIONAMENTO: Colocar o paciente o mais
confortável possível sobre a mesa de raios X. Colocar lençol limpo sobre
a mesa e cobrir as pernas do paciente a fim de mantê-las aquecidas e
para proteger seu pudor.
INSTRUÇÕES RESPIRATÓRIAS: Um dos fatores básicos na boa radiografia
abdominal é o impedimento do movimento. Este pode ser devido aos
movimentos voluntários da respiração ou aos involuntários, como a
ação peristáltica do intestino. Ë importante lembrar de empregar-se o
menor tempo de exposição possível, para evitar ou minimizar os
efeitos do movimento involuntário.
As radiografias do abdome são expostas em expiração, com o
diafragma em uma posição superior para melhor visualização das
estruturas abdominais.
MARCADORES DE FILME: Os marcadores de filme, tais como informações de
identificação do paciente, devem ser claros e legíveis.
3.1) PROTEÇÃO RADIOLÓGICA
Observar boas praticas de proteção radiológica são
particularmente importantes na radiografia abdominal devido à
proximidade das gônadas radiossensíveis.
REPETIÇÃO DE EXPOSIÇÕES: O posicionamento cuidadoso e a seleção de
fatores de exposição corretos são formas de reduzir exposições
desnecessárias por repetição de exames. O seguimento cuidadoso das
instruções respiratórias também ajuda a evitar repetições devidas ao
movimento causado pela respiração durante a exposição.
COLIMAÇÃO: A colimação no topo e na base deve ser ajustada diretamente
nas margens do porta-filme, permitindo divergência do feixe de raios X.
A anatomia essencial será cortada em adultos grandes se forem
mostradas margens de colimação adicionais nas bordas superior e
inferior da radiografia do abdome.
PROTEÇÃO GONODAL: Para todos os pacientes em idade reprodutiva é
necessário proteção das gônodas, exceto se esta proteção cobrir uma
área de interesse primário no receptor de imagem.
FATORES DE EXPOSIÇÃO: Os principais fatores de exposição para
radiografias abdominais são:
1. kV média
2. Pequeno tempo de exposição
3. mAs adequado para densidade suficiente
Radiografias abdominais em pacientes de tamanho médio com
fatores de exposição corretamente ajustados devem permitir visualização
das bordas laterais dos músculos psoas, da margem inferior do fígado,
dos contornos renais e dos processos transversos das vértebras
lombares. Isso requer contraste moderado utilizando exposição com
kV média para permitir visualização de várias estruturas abdominais,incluindo possíveis pequenos cálculos semi-opacos na vesícula biliar ou
nos rins.
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 22
4) Procedimentos De Operação Padrões E Especiais
A radiografia básica do abdome é freqüentemente denominada
AP em decúbito dorsal ou RUB (rins, ureteres e bexiga).
Condições mais agudas exigem o que é denominado uma rotina
para abdome agudo (RAA), que inclui radiografias abdominais realizadas
com o paciente em várias posições, tais como em posição ortostática ou
em decúbito lateral utilizando um feixe de raios X horizontal. As rotinas
para a rotina do abdome agudo podem variar dependendo da
preferência do médico e do que é habitual ou comum em diferentes
instituições. Normalmente adota-se como rotina para RAA:
03 INCIDÊNCIAS: AP em decúbito dorsal, AP ortostática e PA de tórax ou
02 INCIDÊNCIAS: AP em decúbito dorsal (RC acima da crista ilíaca para
demonstrar diafragma) e PA de tórax
5) Procedimentos Operacionais Padronizados E Adicionais
Região anatômica
Incidências
Básicas (rotina) Adicionais
Abdome (RUB) AP decúbito dorsal PA em decúbito ventral
Decúbito Lateral (AP)
Decúbito Dorsal (Lat.)
Lateral em decúbito lateral
INCIDÊNCIAS DO ABDOME
Incidência AP (RUB)
POSIÇÃO:
• Decúbito dorsal, pernas estendidas, braços ao lado do corpo;
• Plano médio sagital alinhado e centralizado na linha central;
• Assegurar que não haja rotação (EIAS eqüidistantes do tampo da
mesa;
• Centro do chassi a nível das cristas ilíacas, assegurando que a
margem superior da sínfise púbica esteja incluída na margem inferior
do filme. Um paciente hiperestênico (Anexo I) grande pode exigir
colocação transversal do filme com um segundo file centralizado mais
alto.
RAIO CENTRAL: RC perpendicular, no centro do chassi (nível das cristas
ilíacas), DFOFI = 100cm.
COLIMAÇÃO: Colimar rigorosamente os lados nas margens cutâneas e no
topo e na base nas bordas do filme.
RESPIRAÇÃO: Expor ao fim da expiração.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 35x43 cm.
ESTRUTURAS MAIS BEM DEMONSTRADAS: Fígado, baço, rins, massas anormais,
calcificações ou acúmulos de gás. Pelve, coluna lombar e costelas
inferiores também são bem demonstradas.
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO:
1. A margem inferior da radiografia deve incluir no mínimo a porção
superior da sínfise púbica.
2. A parte superior do abdome deve ser incluída, visualizando-se as
margens superiores dos rins, bem como a porção inferior do fígado e
a área do baço.
3. A coluna vertebral deve ser alinhada no centro da radiografia.
FIGURA 3.4 – AP EM DECÚBITO DORSAL
FIGURA 3.4A – AP EM DECÚBITO DORSAL
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 23
4. Ausência de rotação: A caixa torácica inferior, a pelve e as vértebras
lombares devem apresentar-se simétricas. As margens externas das
costelas devem ser eqüidistantes da coluna vertebral; e as asas do
osso ilíaco D e E devem apresentar-se de igual tamanho e formato. O
alongamento de uma asa ilíaca indica rotação naquela direção.
5. As margens de colimação laterais devem ser visíveis na maioria dos
pacientes, exceto se cortarem a anatomia essencial do abdome.
6. Ausência de movimento: As margens das costelas e as bolhas de gás
apresentam-se nítidas.
7. Deve haver exposição (mAs) suficiente e contraste de escala longa
(kV) para visualizar os contornos do músculo psoas, os processos
transversos lombares e as costelas. 
Incidência PA (decúbito ventral)
POSIÇÃO:
• Decúbito ventral, pernas estendidas, braços para cima ao lado da
cabeça;
• Plano médio sagital alinhado e centralizado na linha central;
• Centro do chassi a nível das cristas ilíacas, assegurando que a
margem superior da sínfise púbica esteja incluída na margem inferior
do filme.
RAIO CENTRAL: RC perpendicular, no centro do chassi (nível das cristas
ilíacas), DFOFI = 100cm.
COLIMAÇÃO: Colimar rigorosamente os lados nas margens cutâneas e no
topo e na base nas bordas do filme.
RESPIRAÇÃO: Expor ao fim da expiração.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 35x43 cm.
ESTRUTURAS MAIS BEM DEMONSTRADAS:
Fígado, baço, rins, massas anormais, calcificações ou acúmulos
de gás. Também são mostradas a pelve, coluna lombar e as costelas
inferiores.
Nota:Esta incidência não é recomendável se os rins são de interesse
primário devido ao aumento da DOF.
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO:
1. A margem inferior da radiografia deve incluir no mínimo a porção
superior da sínfise púbica.
2. A parte superior do abdome deve ser incluída, visualizando-se as
margens superiores dos rins, bem como a porção inferior do fígado e
a área do baço.
3. A coluna vertebral deve ser alinhada no centro da radiografia.
4. Ausência de rotação: A pelve e as vértebras lombares devem
apresentar-se simétricas (as asas do osso ilíaco D e E apresentam-se
de tamanho e formato iguais, e os processos espinhosos devem
aparecer no centro das vértebras).
5. As margens de colimação laterais devem ser visíveis na maioria dos
pacientes, exceto se cortarem a anatomia essencial do abdome.
6. Ausência de movimento: As margens das costelas e as bolhas de gás
apresentam-se nítidas.
7. Deve haver exposição (mAs) suficiente e contraste de escala longa
(kV) para visualizar os contornos do músculo psoas, os processos
transversos lombares e as costelas. As margens do fígado e dos rins
devem ser visíveis em pacientes de tamanho pequeno a médio.
FIGURA 3.5 – PA EM DECÚBITO VENTRAL
FIGURA 3.5A – PA EM DECÚBITO VENTRAL
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 24
Incidência Decúbito lateral (AP)
POSIÇÃO:
• Paciente em decúbito lateral, joelhos parcialmente fletidos, braços
levantados próximo da cabeça;
• Ajustar o paciente e a maca de forma que o centro do chassi e o da
mesa (e RC) estejam 3-5cm acima do nível da crista ilíaca (para
incluir o diafragma);
• Ajustar a altura do chassi a fim de assegurar que “o lado de cima” do
abdome esteja incluído no filme para detecção de possível ar livre;
RAIO CENTRAL: RC horizontal, no centro do chassi e no da mesa (3-5cm
acima da crista ilíaca), DFOFI = 100cm.
COLIMAÇÃO: Assegurar que o “lado de cima” não seja cortado por
colimação.
RESPIRAÇÃO: Expor ao fim da expiração.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 35x43 cm.
ESTRUTURAS MAIS BEM DEMONSTRADAS:
Fígado, baço, rins, massas anormais, níveis hidroaéreos, acúmulos de
gás ou de ar livre intra-abdominal.
NOTA: O paciente deve ficar em decúbito lateral por, no mínimo, 5
minutos antes da exposição (para permitir que o possível ar livre infra-
abdominal ascenda ou líquidos anormais se acumulem).
O decúbito lateral esquerdo demonstra melhor o ar livre na cavidade
abdominal na área do fígado, na área superior direita do abdome.
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO:
1. A margem superior da radiografia deve incluir o diafragma.
2. Ausência de rotação: A pelve deve apresentar-se simétrica com as
asas do osso ilíaco direito e esquerdo que se apresentam de tamanho
e formato iguais, e as margens externas das costelas devem ser
eqüidistantes da coluna vertebral.
3. Se não podem ser incluídos ambos os lados, o lado superior deve ser
incluído.
4. Ausência de movimento: As margens do diafragma, costelas e das
bolhas de gás apresentam-se nítidas.
5. A exposição geral e a densidade devem permitir a correta visualização
dos níveis hidroaéreos e do as livre abdominal, se presente.
Incidência Decúbito Dorsal (Lateral)
POSIÇÃO:
• Paciente em decúbito dorsal, lado contra a mesa, braços acima dacabeça;
• Prender a maca (travar as rodas);
• O centro do chassi e o da mesa (e RC) estão 3-5cm acima do nível da
crista ilíaca (para incluir o diafragma);
• Ajustar a altura do chassi para alinhar o plano médio coronal na linha
central do chassi.
RAIO CENTRAL: RC horizontal, no centro do chassi e no da mesa (3-5cm
acima da crista ilíaca), DFOFI = 100cm.
COLIMAÇÃO: Colimar rigorosamente as bordas dos tecidos moles
superiores e inferiores do abdome.
RESPIRAÇÃO: Expor ao fim da expiração.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 35x43 cm.
FIGURA 3.6 – AP EM DECÚBITO LATERAL
FIGURA 3.6A – AP EM DECÚBITO LATERAL
FIGURA 3.7 – LATERAL EM DECÚBITO
LATERAL
FIGURA 3.7A – LATERAL EM DECÚBITO
LATERAL
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 25
ESTRUTURAS MAIS BEM DEMONSTRADAs:
Massas anormais de tecidos moles, hérnias umbilicais, região pré-
vertebral para possíveis aneurismas da aorta ou calcificações.
CRITÉRIOS DE EXPOSIÇÃO:
1. Sem movimento: Costelas e todas as bolhas gasosas com margens
nítidas.
2. As vértebras lombares devem parecer cerca de 50% sub expostas
com os detalhes dos tecidos moles visíveis no abdome anterior e na
região pré-vertebral das vértebras lombares inferiores
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 26
NOTA DE AULA N.04: POSICIONAMENTO RADIOLÓGICO DA COLUNA
VERTEBRAL
1) Considerações Sobre Posicionamento : 
1.1)MARCOS TOPOGRÁFICOS
Coluna
Vertebral Pontos de reparo Níveis aproximados
Cervical
A. Extremidade mastóide (2,5 cm inferior ao
MAE)
B. Ângulo da mandíbula
C. Cartilagem tireóide
D. Vértebra proeminente
C1
Espaço inter-vertebral C2 ou
C2-3
C 4-5
C7 – T1
Torácica
E. Incisura jugular
F. Ângulo esternal
G. Meio caminho entre ângulo esternal e
processo xifóide
H. Processo xifóide
T 2-3
T 4-5
T7
T10
Lombar
I. Margem costal inferior
J. Crista ilíaca
L 2-3
Espaço vertebral L4-5
Sacro K. EIAS S2
Cóccix L. Trocânter maior (2,5 cm acima da sínfisepúbica)
Cóccix distal
2) PROTEÇÃO RADIOLÓGICA
Exposição dos tecidos radiossensíveis como tireóide,
paratireóide, mamas, testículos e ovários pode ser minimizada pela
colimação fechada e o uso de escudos corretamente colocados. A dose
tireoidiana pode ser reduzida significativamente durante radiografia
cervical oblíqua anterior, em vez da posição posterior oblíqua.
RADIAÇÃO DISPERSA 
Uso de kV mais altos e tecidos espessos ou densos resulta em
produção aumentada de radiação dispersa, que degrada a imagem
radiográfica. Os efeitos da radiação dispersa podem ser minimizados
com colimação fechada, e com grades. A colimação reduz a quantidade
de dispersão produzida e as grades impedem que a radiação dispersa
alcance o filme.
A radiografia da coluna vertebral exige o uso de grade, com
exceção de algumas radiografias de coluna cervical, como de pacientes
pequenos com o pescoço medindo menos de 10 cm. Na radiografia
lateral cervical cria-se uma lacuna de ar que reduz a quantidade de
radiação dispersa que alcança o filme. Essa distância objeto-filme
aumentada também contribui para maior ampliação da imagem.
3) ALINHAMENTO DA PARTE/FILME
Alinhamento correto é importante durante radiografia espinhal.
Isso pode exigir a colocação de suporte radiolucente sob a cintura do
paciente para manter a coluna quase paralela ao porta-filme durante o
posicionamento torácico lateral (exame em mesa).
FIGURA 4.1 – MARCOS TOPOGRÁFICOS
FIGURA 4.1A – CURVATURAS
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 27
4) Procedimentos Operacionais Padronizados E Adicionais
Coluna
Incidências
Básicas
(rotina)
Adicionais
Cervical AP
Lateral
AP para Atlas e Axis (C1 e C2)
Oblíqua
Lateral Cérvico-torácica (Método do Nadador)
Lateral (Hiperflexâo Hiperextensâo)
Torácica AP
Lateral
Oblíqua
Lombar AP
Lateral
Lateral L5 – S1
Oblíqua
Rotina para escoliose (Método de Ferguson)
Sacro AP
Lateral
Cóccix AP
Lateral
Incidências de coluna cervical
Incidência AP
POSIÇÃO
• Coloque o paciente em decúbito dorsal ou ereto, com os braços ao
lado do corpo;
• Alinhe o plano médio-sagital ao RC e à linha média da mesa e/ou ao
filme;
• Levantar ligeiramente o queixo, quando necessário, de forma que o
ângulo do RC superponha-se ao mento da mandíbula sobre a base
do crânio ( para evitar que a mandíbula se superponha mais que C1-
2);
• Centralizar o chassi em relação ao RC projetado;
• Assegure-se que não há rotação da cabeça ou tórax.
RAIO CENTRAL: RC 15-20o cefálico, para entrar em C5 (borda inferior da
cartilagem tireóidea); DFOFI = 100 cm.
COLIMAÇÃO: Nos quatro lados da região da coluna cervical.
RESPIRAÇÃO: Interromper durante exposição.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 18x24 cm.
ESTRUTURAS MOSTRADAS
Corpos vertebrais de C3 até T2 ou 13, espaço entre pedículos e espaços
dos discos intervertebrais claramente vistos. 
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
1. Na ausência de rotação os processos espinhosos e articulações
esterno-claviculares (se visíveis) devem estar eqüidistantes das
bordas laterais da coluna. 
2. A mandíbula e a base do crânio estarão sobrepostas sobre as duas
primeiras vértebras cervicais.
Incidência Lateral
POSIÇÃO
• Posicione o paciente na posição ereta lateral, sentado ou em pé, com
os ombros contra o porta-filme vertical;
FIGURA 4.2 – AP COLUNA CERVICAL
FIGURA 4.2A – AP COLUNA CERVICAL
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 28
• Alinhe o plano coronal médio ao RC e à linha média da mesa e/ou do
filme;
• A centralização do filme ao RC deve posicionar o topo do filme cerca
de 2,5 cm acima do MAE;
• Relaxar e deprimir ambos os ombros igualmente (podem ser
necessários pesos em ambas as mãos para visualizar C7);
• Estenda levemente o queixo para a frente (a fim de evitar a
sobreposição da região cervical superior pela mandíbula).
RAIO CENTRAL: RC perpendicular, no nível de C4 (cartilagem tireóidea
superior); DFOFI = 180cm;
COLIMAÇÃO: Nos quatro lados da região da coluna cervical.
RESPIRAÇÃO: Expor em expiração completa.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 18x24 cm
ESTRUTURAS MOSTRADAS
Corpos vertebrais cervicais, espaços intervertebrais articulares, pilares
articulares, processos espinhosos e articulações zigapofisárias.
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
1. Ausência de rotação da cabeça é indicada pela sobreposição de
ambos os ramos da mandíbula. 
2. Rotação cervical inferior é evidenciada pela perda das articulações
zigapofisárias dos lados D e E, e bordas posteriores dos corpos não
estão superpostas.
Incidência AP (Atlas e Axis)
POSIÇÃO
• Decúbito dorsal, paciente centralizado em relação ao RC e à linha
central;
• Ajustar a cabeça sem abrir a boca – superfície de mordida dos
incisivos superiores (junção dos lábios) alinhada com a base do
crânio (extremidades mastóides);
• Centralizar o chassi em relação ao RC;
• Como última etapa antes de fazer a exposição – abrir bem a boca
sem mover a cabeça (fazer verificação final do alinhamento da
cabeça);
• Trabalhe rapidamente, pois é difícil manter essa posição.
RAIO CENTRAL: RC perpendicular através da porção média da boca aberta;
COLIMAÇÃO: Rigorosa na região de C1-2.
RESPIRAÇÃO: Interromper durante a exposição.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 18x24 cm; DFOFI = 100cm;
Estruturas MOSTRADASDente (processo odontóide) e corpo vertebral de C2, massas laterais de
C1 e articulações zigapofisárias entre C1 e C2 devem ser claramente
demonstrados através da boca aberta.
Incidência Oblíquas
POSIÇÃO
• A posição ereta é preferida (sentada ou em pé), mas a posição
deitada é possível se a condição do paciente assim o exigir;
• Centralize a coluna em relação ao RC e à linha média da mesa e/ou
do filme;
FIGURA 4.3 – LATERAL COLUNA CERVICAL
FIGURA 4.3A – LATERAL COLUNA CERVICAL
FIGURA 4.4 – AP PARA C1 E C2
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 29
• Coloque os braços do paciente ao lado do corpo; se o paciente
estiver deitado, ajuste os braços de modo a manter a posição;
• Rode o corpo e a cabeça a 45°. (Use goniômetro para garantir o
ângulo de 45°);
• Estenda o queixo para evitar que a mandíbula fique superposta sobre
as vértebras. Elevar muito o queixo sobreporá a base do crânio em
C1;
• A posição oblíqua anterior resulta em menor dose tireóidea.
RAIO CENTRAL:
(Oblíquas posteriores): RC 15-20o cefálico em C5; DFOFI = 100cm;
(Oblíquas anteriores): RC 15o caudal em C5.
COLIMAÇÃO: Na região da coluna cervical.
RESPIRAÇÃO: Interromper durante a exposição.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 18x24 cm
Incidência Lateral cérvico-torácica (Método do Nadador)
POSIÇÃO
• A posição ereta é preferida (sentado ou em pé), mas a radiografia
pode ser feita na posição deitada se a condição do paciente assim o
exigir;
• Alinhe o plano coronal médio ao RC e à linha média da mesa;
mantenha o tórax e a cabeça na posição mais lateral verdadeira
possível.
• Levante o braço e o ombro do paciente próximos do filme,
flexionando o cotovelo e deixando o antebraço apoiado na cabeça;
• Posicione o braço e o ombro distantes do filme para baixo e
ligeiramente anteriores a fim de situar a cabeça umeral
anteriormente às vértebras
RAIO CENTRAL: RC perpendicular em T1 (vértebra proeminente); DFOFI =
180cm;
COLIMAÇÃO: Rigorosamente na região de interesse.
RESPIRAÇÃO: Expor em inspiração completa.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 18x24 cm
Incidência Lateral (Hiperflexão – Hiperextensão)
POSIÇÃO
• Ereta lateral, tanto sentado quanto em pé, braços ao lado do corpo.
• Alinhe o plano coronal-médio da vértebra em relação ao RC e à linha
média do filme.
• Garanta uma verdadeira posição lateral, sem rotação da pelve,
ombros ou cabeça.
• Relaxe e abaixe os ombros o quanto possível (pesos em cada braço
podem ser usados).
• Hiperflexão: O queixo deve estar abaixado até que toque o tórax ou
até onde o paciente conseguir tolerar (não permita que o paciente se
mova para a frente a fim de garantir que toda a coluna cervical esteja
incluída no filme).
• Hiperextensão: O queixo deve ser elevado e a cabeça inclinada para
trás o quanto possível (não permita que o paciente se mova para trás
a fim de garantir que toda a coluna cervical esteja incluída no filme).
FIGURA 4.5 – OBLÍQUA COLUNA CERVICAL
FIGURA 4.6 – MÉTODO DO NADADOR
FIGURA 4.7 – LATERAL HIPERFLEXÃO -
HIPEREXTENSÃO
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 30
RAIO CENTRAL: RC perpendicular, em C4 (nível da borda superior da
cartilagem tireóidea); DFOFI = 180cm;
COLIMAÇÃO: Na área da coluna cervical.
RESPIRAÇÃO: Expor em expiração completa.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 18x24 cm
INCIDÊNCIAS DA COLUNA TORÁCICA
Incidência AP
POSIÇÃO
• Posicione o paciente em decúbito dorsal com os braços ao lado do
corpo e a cabeça na mesa ou em um travesseiro fino;
• Alinhe o plano médio-sagital ao RC e à linha média da mesa;
• Flexione joelhos e quadris para reduzir a curvatura torácica;
• Topo do chassi 3 cm acima do ombro.
RAIO CENTRAL: RC perpendicular, no centro do chassi (ao nível de T7
como para uma AP do tórax, 8-10 cm abaixo da incisura jugular); DFOFI
= 100cm; 
COLIMAÇÃO: Campo de colimação longo e estreito na coluna torácica.
RESPIRAÇÃO: Expor em expiração para densidade mais uniforme.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 15x40 cm, 30x40 cm ou 35x43 cm
ESTRUTURAS MOSTRADAS
Corpos vertebrais torácicos, espaços intervertebrais articulares,
processos espinhosos e transversos, costelas posteriores e articulações
costovertebrais.
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
1. A coluna de C7 a L1 deve ser centralizada em relação à linha média
do filme. 
2. Articulações esternoclaviculares devem estar eqüidistantes da coluna
vertebral, indicando ausência de rotação.
Incidência Lateral
POSIÇÃO
• Paciente na posição decúbito lateral, com a cabeça em um travesseiro
e os joelhos fletidos. A radiografia pode ser feita com o paciente na
posição ereta, com os braços apoiados anteriormente a cabeça;
• Alinhe o plano coronal médio ao RC e à linha média da mesa;
• Eleve os braços do paciente em ângulos retos em relação ao corpo
com os cotovelos flexionados;
• Dê suporte à cintura do paciente, de modo que toda a coluna esteja
paralela à mesa. (palpe os processos espinhosos para determinar
isso.);
• Assegure-se de que não há rotação da pelve ou dos ombros.
RAIO CENTRAL: RC perpendicular à coluna torácica, no centro do chassi
(T7); DFOFI = 100cm;
COLIMAÇÃO: Campo de colimação longo e estreito na coluna torácica.
RESPIRAÇÃO: Expor em expiração para densidade mais uniforme.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 30x40 cm ou 35x43 cm
FIGURA 4.8 – AP COLUNA TORÁCICA
FIGURA 4.8A – AP COLUNA TORÁCICA
FIGURA 4.9 – LATERAL COLUNA TORÁCICA
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 31
ESTRUTURAS MOSTRADAS
Corpos vertebrais torácicos, espaços intervertebrais articulares e forames
intervertebrais são mostrados. As vértebras torácicas mais superiores
(T1 a T3) não serão bem visualizadas. Obtenha uma imagem lateral
usando o método do nadador se as vértebras torácicas superiores
possuírem interesse especial.
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
1. Os corpos vertebrais devem estar em perfil lateral sem rotação, como
evidenciado pelas regiões posteriores superpostas das vértebras. 
2. As margens ósseas das vértebras devem aparecer com nitidez,
indicando ausência de movimento das vértebras.
Incidência Oblíqua
POSIÇÃO
• Decúbito, rodado posteriormente 20o em relação à lateral. (Usar
algum tipo de indicador de ângulo);
• Alinhar e centralizar a coluna vertebral na linha central, colocar o
braço distante do filme para trás e o próximo da mesa levantado
(OP) ou o braço mais próximo da mesa deve estar abaixado e
posterior; o próximo ao tubo deve estar levantado (OA);
• Topo do chassi 3 cm acima dos ombros.
RAIO CENTRAL: RC perpendicular à coluna torácica, no centro do chassi
(T7); DFOFI = 100cm;
COLIMAÇÃO: Campo de colimação longo e estreito na coluna torácica.
RESPIRAÇÃO: Expor em expiração.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 30x40 cm ou 35x43 cm
INCIDÊNCIAS DE COLUNA LOMBAR
Incidência AP
POSIÇÃO
• Decúbito dorsal, coluna vertebral alinhada na linha central;
• Fletir os quadris e joelhos (para reduzir a curvatura lordótica);
• Centralizar o chassi em relação ao RC;
• PA alternativa: Decúbito ventral para melhor abertura dos espaços
intervertebrais por raios divergentes.
RAIO CENTRAL: RC perpendicular 2,5 cm acima da crista ilíaca (L3); ou
centro na crista para filme 35x43 cm; DFOFI = 100cm;
COLIMAÇÃO: Campo de colimação longo e estreito na coluna lombar.
RESPIRAÇÃO: Expor ao fim da expiração.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 15x40 cm, 30x40 cm ou 35x 43 cm
ESTRUTURAS MOSTRADAS
Corpos vertebrais lombares, articulações intervertebrais, processostransversos e espinhosos, articulações S1 e sacro são mostrados. T12
até S1 devem ser incluídos.
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
Ausência de rotação as EIAS eqüidistantes da mesa e, processos
transversos D e E, iguais em comprimento.
FIGURA 4.9A – LATERAL COLUNA TORÁCICA
FIGURA 4.10 – OBLÍQUA COLUNA TORÁCICA
FIGURA 4.11 – AP COLUNA LOMBAR
FIGURA 4.11A – AP COLUNA LOMBAR
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 32
Incidência Lateral
POSIÇÃO
• Decúbito em posição lateral verdadeira, fletir os quadris e os joelhos,
alinhar e centralizar o plano coronal médio na linha central;
• Colocar apoio sob a cintura, quando necessário, para colocar toda a
coluna vertebral paralela ao tampo da mesa (paciente com pelve
larga pode exigir um RC 5o caudal). Colocar apoio entre os joelhos;
• Centralizar o chassi em relação ao RC.
RAIO CENTRAL: RC perpendicular 2,5 cm acima da crista ilíaca (L3); ou
centro na crista para filme 35x43 cm; DFOFI = 100cm;
COLIMAÇÃO: Campo de colimação longo e estreito na coluna lombar.
RESPIRAÇÃO: Expor ao fim da expiração.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 15x40 cm ou 30x40 cm
ESTRUTURAS MOSTRADAS
Forames intervertebrais de L1 a L4, corpos vertebrais, articulações
intervertebrais, processos espinhosos e a junção de LS e S1 são visíveis.
Dependendo do tamanho do filme utilizado, todo o sacro pode também
ser incluído.
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
1. Forames intervertebrais abertos; espaços das articulações
intervertebrais abertos. 
2. Margens ósseas nítidas indicam ausência de movimento.
Incidência Lateral L5 - S1
POSIÇÃO
• O paciente deve estar na posição lateral deitada, com um travesseiro
para a cabeça e os joelhos fletidos, com suporte entre os joelhos e
tornozelos para melhor manter uma posição lateral verdadeira e
garantir conforto ao paciente.
• Alinhar o plano coronal médio ao RC e à linha média da mesa. Fletir
os joelhos.
• Colocar suporte radiotransparente sob a cintura.
• Assegurar-se de que a pelve e o tronco estão em posição lateral
verdadeira.
RAIO CENTRAL
A) RC perpendicular ao filme se toda a coluna vertebral estiver paralela
à mesa; ou 5-10o caudal se toda a coluna vertebral não estiver
paralela (mais freqüente em mulheres); DFOFI = 100cm;
B) RC centralizado 4 cm posterior e 2,5 cm superior a EIAS (pode variar
com pelve de homem e mulher); DFOFI = 100cm;
COLIMAÇÃO: Rigorosamente na área de interesse.
RESPIRAÇÃO: Interromper durante a exposição.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 18x24 cm ou 24x30 cm
Incidência Oblíqua
POSIÇÃO
• Semi-decúbito dorsal, OPD e OPE a 45o. (Usar blocos angulados sob a
pelve e ombros para manter a posição);
• Alinhar e centralizar a coluna vertebral em relação ao RC e à linha
central;
FIGURA 4.12 – LATERAL COLUNA LOMBAR
FIGURA 4.12A – LATERAL COLUNA LOMBAR
FIGURA 4.13A – LATERAL L5-S1
FIGURA 4.13B – LATERAL L5-S1
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 33
• Centralizar o chassi em relação ao RC.
RAIO CENTRAL: RC perpendicular no corpo de L3, 4 cm acima da crista
ilíaca e 5 cm medial à EIAS do lado de cima; DFOFI = 100cm;
COLIMAÇÃO: Campo de colimação longo e estreito na coluna lombar.
RESPIRAÇÃO: Na área de interesse.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 30x40 cm
Rotina para escoliose (Método de Ferguson)
POSIÇÃO
• Posicionar o paciente, em pé ou sentado, com os braços ao lado do
corpo.
• Para segunda imagem, colocar um bloco sob o pé (ou quadril, se
sentado) no lado convexo da curva, de modo que o paciente mal
possa se manter na posição sem assistência. Um bloco de 8 a 10 cm
de qualquer tipo pode ser usado sob as nádegas se estiver sentado,
ou sob os pés se estiver em pé.
• Alinhar o plano médio-sagital em relação ao RC e à linha média da
mesa, com os braços ao lado do corpo.
• Assegurar-se de que não haja rotação do tronco ou da pelve, se
possível. 
• O filme inclui no mínimo 3 a 5 cm abaixo da crista ilíaca.
RAIO CENTRAL: RC perpendicular no centro do chassi; DFOFI = 100cm;
COLIMAÇÃO: Longa e estreita na coluna vertebral.
RESPIRAÇÃO: Em expiração completa.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 30x40 cm ou 35x43 cm
INCIDÊNCIAS DO SACRO
Incidência AP
POSIÇÃO
• Paciente em decúbito dorsal, com um travesseiro para cabeça e as
pernas estendidas, e suporte sob os joelhos para dar conforto ao
paciente;
• Alinhar o plano médio-sagital ao RC e à linha média da mesa;
• Assegurar-se de que não haja rotação da pelve (Ambas as EIAS
eqüidistantes da mesa).
RAIO CENTRAL: RC 15o cefálico, no ponto médio entre o nível da EIAS e a
Sínfise púbica; DFOFI = 100cm;
COLIMAÇÃO: Nos quatro lados da área do sacro.
RESPIRAÇÃO: Interromper durante exposição.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 24x30 cm;
ESTRUTURAS MOSTRADAS
Visão não-encurtada do sacro, articulações S1 e junção de L5-S1.
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
O correto alinhamento do sacro e do RC mostra o sacro livre de
encurtamento, e o púbis e os forames sacrais não estão sobrepostos.
FIGURA 4.14 – OBLÍQUA COLUNA LOMBAR
FIGURA 4.15 – MÉTODO DE FERGUSON
FIGURA 4.16 – ESCOLIOSE
FIGURA 4.17 – AP SACRO
FIGURA 4.17A – AP SACRO
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 34
Incidência Lateral
POSIÇÃO
• Decúbito lateral, quadris e joelhos fletidos, posição lateral verdadeira;
• Centralizar o sacro em relação ao RC e á linha central. (Alinhar o
paciente e o chassi para RC corretamente centralizado).
RAIO CENTRAL: RC perpendicular, direcionado 8-10 cm posterior à EIAS.
COLIMAÇÃO: Nos quatro lados da área do sacro.
RESPIRAÇÃO: Interromper durante exposição.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 24x30 cm;
ESTRUTURAS MOSTRADAS
Vista lateral do sacro, articulação L5-S1 e cóccix.
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
Margens posteriores da pelve (incisuras isquiáticas maiores e cabeças
femurais) estão sobrepostas, indicando ausência de rotação do paciente.
INCIDÊNCIAS DO CÓCCIX
Incidência AP
POSIÇÃO
• Decúbito dorsal, apoio sob os joelhos, proteção gonodal para
homens;
• Alinhar e centralizar o plano médio-sagital na linha central, sem
rotação;
• Centralizar o chassi ao nível do RC projetado;
RAIO CENTRAL: RC 10o caudal, centralizado a meio caminho entre o nível
das EIAS e a sínfise púbica; DFOFI = 100cm;
PA alternativa: decúbito ventral, RC com ângulo cefálico de 10o
(paciente que não consegue sustentar o peso em decúbito dorsal).
COLIMAÇÃO: Rigorosa na área do cóccix.
RESPIRAÇÃO: Interromper durante exposição.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 24x30 cm;
ESTRUTURAS MOSTRADAS
Cóccix não-superposto sobre si mesmo e sem sobreposição da sínfise
púbica.
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
1. O cóccix sem sobreposição e projetado superiormente ao púbis. 
2. O cóccix deve parecer eqüidistante das laterais da abertura pélvica,
indicando ausência de rotação.
Incidência Lateral
POSIÇÃO
• Paciente em decúbito lateral. com um travesseiro para a cabeça.
• Fletir os joelhos. Colocar um suporte sob a cintura e entre os joelhos
e tornozelos.
• Alinhar o eixo longitudinal do cóccix com o RC, mesa. (Lembre-se da
localização superficial do cóccix.)
• Assegurar-se de que a pelve e o corpo estão em posição lateral
verdadeira.
FIGURA 4.18 – LATERAL SACRO
FIGURA 4.18A – LATERAL SACRO
FIGURA 4.19 – AP CÓCCIX
FIGURA 4.19A – AP CÓCCIX
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 35
RAIO CENTRAL: RC perpendicular, 5 cm inferior ao nível das EIAS e 8-10
cm posterior;DFOFI = 100cm;
COLIMAÇÃO: Na área do sacro distal e cóccix.
RESPIRAÇÃO: Interromper durante exposição.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 24x30 cm;
ESTRUTURAS MOSTRADAS
Vista lateral do cóccix. Os inter-espaços devem aparecer abertos, se não
estiverem fundidos.
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
A ausência de rotação do paciente é indicada pela sobreposição das
incisuras isquiáticas maiores. O cóccix deve aparecer no centro do
campo de colimação.
FIGURA 4.20 – LATERAL CÓCCIX
FIGURA 4.20A – LATERAL CÓCCIX
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 36
NOTA DE AULA N.05: POSICIONAMENTO RADIOLÓGICO DOS MEMBROS
SUPERIORES
1) Considerações Gerais Sobre Posicionamento
DISTÂNCIA: Uma DFoFi mínima comum de 100cm. 
Nota: As grades não são usadas para membros superiores, exceto se a
parte do corpo (como o ombro) medir mais de 10 cm. (algumas
referências sugerem um a grade para mais de 13 cm.)
PROTEÇÃO GONODAL: A proteção gonodal é importante para exames do
membro superior devido à proximidade entre as gônodas e o feixe
divergente de raios X, bem como à radiação espalhada. Portanto, um
avental ou saia plumbífera deve ser colocada sobre o colo ou área
gonodal do paciente.
COLIMAÇÃO, POSICIONAMENTO GERAL E MARCADORES: As bordas de colimação
devem ser visíveis em todos os quatro lados se o filme for
suficientemente grande para permitir isso sem cortar a anatomia
essencial. 
Deve-se usar o menor tamanho de filme possível par a parte
específica a ser radiografada, podem ser feitas duas ou mais incidências
em um filme (isso exige colimação rigorosa).
Sempre colocar o eixo longitudinal da parte a ser radiografada
paralelo ao eixo do filme.
A identificação do paciente sobre o chassi sempre deve ser
colocado de modo a evitar superpor à anatomia essencial.
CENTRALIZAÇÃO CORRETA: Visa evitar a distorção de formato e tamanho e os
espaços articulares estreitos claramente demonstrados.
a) A parte a ser radiografada deve estar paralela ao plano do filme.
b) O RC deve estar a 90o ou perpendicular à parte e ao filme.
c) O RC deve ser direcionado para o ponto de centralização correto.
FATORES DE EXPOSIÇÃO: Os principais fatores de exposição para
radiografias dos membros superiores são:
1. kVp baixa a média (50 – 70)
2. Tempo de exposição curto
3. Pequeno ponto focal
4. mAs adequada para densidade suficiente
Radiografias corretamente expostas dos membros superiores
devem permitir a visualização de margens de tecidos moles e finas
impressões trabeculares de todos os ossos radiografados.
AUMENTO DA EXPOSIÇÃO COM IMOBILIZAÇÃO: Um membro superior imobilizado
exigirá um aumento da exposição. A espessura do aparelho gessado e a
parte do corpo afetarão o aumento da seguinte forma:
Tabela de Conversão para imobilização
Tipo de imobilização Aumento da exposição
Gesso seco pequeno a médio: - aumentar 5 – 7 kVp
Gesso grande ou úmido: - duplicar mAs ou
- aumentar 8 – 10 kVp
Fibra de vidro: - aumentar 3 – 4 kVp
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 37
2) Procedimentos Operacionais Padronizados E Adicionais
Determinadas incidências básicas e adicionais são descritas a
seguir como rotinas ou procedimentos padrões básicos e especiais
departamentais sugeridos.
Membros Superiores
Incidências
Básicas Adicionais
Dedo
(2o – 5o quirodáctilo)
- PA
- Lateral
- Oblíqua
Polegar
(1o quirodáctilo)
- PA
- Lateral
- Oblíqua
- AP
Mão - PA
- Oblíqua
- Lateral
Punho - PA
- Lateral
- Oblíqua
- PA (Flexão ulnar)
- PA (Flexão radial)
- Túnel do carpo
Antebraço - AP
- Lateral
Cotovelo - AP
- Lateral
- Oblíqua (int e ext)
Úmero - AP
- Lateral
INCIDÊNCIAS DOS DEDOS (2O – 5O)
Incidência PA
POSIÇÃO:
• Paciente sentado à extremidade da mesa, cotovelo fletido a 90o
(escudo de chumbo sobre o colo);
• Pronar a mão, separar os dedos;
• Centralizar e alinhar, com a parte do filme exposta, o eixo
longitudinal do(s) dedo(s) afetado(s).
RAIO CENTRAL: RC perpendicular, centralizado na articulação IFP; DFOFI =
100cm;
COLIMAÇÃO: Nos quatro lados da área de interesse.
FATORES TÉCNICOS:
Alta-tensão = 60kVp; mAs = 2; Tamanho do filme = 18x24 cm (Simens
monofásico: 40kVp; 3mAs).
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 13x18 cm ou 18x24 cm;
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO:
• Todo o dedo em questão e aproximadamente o terço distal do
metacarpiano devem ser incluídos, com colimação visível nos quatro
lados;
• As articulações interfalangianas devem apresentar-se abertas,
indicando completa pronação da mão e localização correta do RC.
FIGURA 5.1 – PA DE DEDO
FIGURA 5.1A – PA DE DEDO
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 38
Incidência Lateral
POSIÇÃO:
• Paciente sentado, mão sobre a mesa (escudo de chumbo sobre o
colo);
• Mão na posição lateral, lado do polegar para cima para 3o – 5o dedos
(se houver apoio), lado do polegar para baixo para o 2o dedo ;
• Alinhar o dedo em relação ao eixo longitudinal da parte do filme
exposta.
RAIO CENTRAL: RC perpendicular, centralizado na articulação IFP; DFOFI =
100cm;
COLIMAÇÃO: Nos quatro lados da área do dedo afetado.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 13x18 cm ou 18x24 cm;
ESTRUTURAS MAIS BEM DEMONSTRADAS
Falanges, articulações interfalangianas e metacarpo-falangianas em
posição lateral.
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO:
1. Todo o dedo em questão (falanges distal, média e proximal) e
articulação metacarpo-falangiana devem ser incluídos, com colimação
visível nos quatro lados;
2. Os espaços articulares interfalangianos devem estar abertos,
indicando localização correta do raio central e que as falanges estão
paralelas ao filme. O dedo deve estar em posição lateral verdadeira.
Incidência Oblíqua
POSIÇÃO:
• Paciente sentado, mão sobre a mesa, cotovelo fletido a 90o (escudo
de chumbo sobre o colo);
• Alinhar os dedos com o eixo longitudinal da parte do filme exposta;
• Rodar a mão 45o, apoiando contra o bloco de sustentação com
ângulo de 45o.
• Separar os dedos, assegurar que o(s) dedo(s) afetado(s) esteja(m)
paralelo(s) ao filme
RAIO CENTRA: RC perpendicular, centralizado na articulação IFP; DFOFI =
100cm;
COLIMAÇÃO: Nos quatro lados da área do dedo afetado.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 13x18 cm ou 18x24 cm;
ESTRUTURAS MAIS BEM DEMONSTRADAS
Falanges, articulações interfalangianas e metacarpo-falangianas em
posição oblíqua.
INCIDÊNCIAS DO POLEGAR
Incidência PA e AP
POSIÇÃO PA:
• Colocar a mão em uma posição quase lateral e apoiar o polegar sobre
um bloco de esponja suficientemente alto para que o polegar não
esteja oblíquo;
• Ou Apoiar a região anterior do dedo no chassis, que deverá estar
colocado numa extremidade da mesa;
• Alinhar o polegar em relação ao eixo longitudinal da parte do filme
exposta.
FIGURA 5.2 – LATERAL DE DEDO
FIGURA 5.2A – LATERAL DE DEDO
FIGURA 5.3 – OBLÍQUA DE DEDO
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 39
RAIO CENTRAL: RC perpendicular, centralizado na 1a articulação MF DFOFI
= 100cm;
COLIMAÇÃO: Colimar rigorosamente na área do polegar (incluir todo 1o
metacarpiano estendendo-se até os carpianos)
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 13x18 cm ou 18x24 cm;
ESTRUTURAS MAIS BEM DEMONSTRADAS
Falanges distal e proximal, primeiro metacarpiano e articulações
associadas.
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO:
1. Todopolegar (até a 1a articulação carpometacarpiana) deve ser
centralizado em relação ao filme, com inclusão do trapézio.
2. As articulações interfalangianas e metacarpianas devem apresentar-
se abertas;
Incidência Lateral
POSIÇÃO:
• Paciente sentado, mão sobre a mesa, cotovelo fletido (escudo sobre
o colo);
• Alinhar o polegar com o eixo longitudinal da parte do filme exposta;
• Com a mão em pronação e ligeiramente curva, rodar a mão
medialmente até que o polegar esteja em posição lateral verdadeira.
RAIO CENTRAL: RC perpendicular, centralizado na 1a articulação MF; DFOFI
= 100cm;
COLIMAÇÃO: Colimar rigorosamente na área do polegar (incluir todo 1o
metacarpiano estendendo-se até os carpianos)
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 13x18 cm ou 18x24 cm;
ESTRUTURAS MAIS BEM DEMONSTRADAS
Falanges distal e proximal e metarcapiano do 1o dedo em posição lateral
juntamente com as articulações abertas associadas e ossos sesamóides
se presentes.
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO:
1. Todo polegar (desde a sua extremidade distal até a 1a articulação
carpometacarpiana) deve ser centralizado em relação ao filme, com
inclusão do trapézio, e bem visualizado. O polegar deve estar em
posição lateral verdadeira.
2. As articulações interfalangianas e metacarpianas devem apresentar-
se abertas;
Incidência Oblíqua
POSIÇÃO:
• Paciente sentado, mão sobre a mesa, cotovelo fletido (escudo sobre
o colo);
• Alinhar o polegar com o eixo longitudinal da parte do filme exposta;
• Com a mão em pronação, abduzir o polegar ligeiramente. Esta
posição tende naturalmente a rodar o polegar até uma posição
oblíqua a 45o.
RAIO CENTRAL: RC perpendicular, centralizado na 1a articulação MF; DFOFI
= 100cm;
COLIMAÇÃO: Colimar rigorosamente na área do polegar (incluir todo 1o
metacarpiano estendendo-se até os carpianos)
FIGURA 5.4 – PA POLEGAR
FIGURA 5.4A – PA POLEGAR
FIGURA 5.5 – LATERAL POLEGAR
FIGURA 5.6 – OBLÍQUA POLEGAR
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 40
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 13x18 cm ou 18x24 cm;
ESTRUTURAS MAIS BEM DEMONSTRADAS
Falanges distal e proximal e metacarpiano e articulações associadas e
ossos sesamóides se presentes.
INCIDÊNCIAS DE MÃO
Incidência PA
POSIÇÃO:
• Paciente sentado, mão sobre a mesa, cotovelo fletido (escudo sobre
o colo);
• Alinhar o eixo longitudinal da mão e do punho paralelos à borda do
chassi;
• Mão totalmente pronada, dedos ligeiramente separados.
Raio central: RC perpendicular, centralizado na 3a articulação MF;
DFOFI = 100cm;
Colimação: Incluir toda a mão e o punho.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 18x24 cm ou 24x30 cm;
Estruturas mais bem demonstradas
Falanges, metacarpianos, ossos do carpo e todas as articulações da mão.
Critérios de avaliação:
1. Toda a mão, o punho e cerca de 2,5cm da parte distal do antebraço
devem estar incluídos com as margens de colimação visíveis nos
quatro lados;
2. O eixo longitudinal da mão e do punho deve ser alinhado com o do
filme;
3. Os dedos devem estar ligeiramente separados sem superposição de
tecidos moles;
4. As articulações metacarpo-falangianas e interfalangianas devem
apresentar-se abertas, indicando a localização correta do RC e que a
mão estava em pronação total;
Incidência Oblíqua
POSIÇÃO:
• Paciente sentado, mão sobre a mesa, cotovelo fletido ;
• Rodar toda a mão e o punho lateralmente 45o, apoiar com bloco em
cunha ou escada. Alinhar a mão e o punho em relação ao chassi;
• Assegurar que todos os dedos estejam ligeiramente separados e
paralelos ao filme.
RAIO CENTRAL: RC perpendicular, centralizado na 3a articulação MF; DFOFI
= 100cm;
COLIMAÇÃO: Incluir toda a mão e o punho.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 18x24 cm ou 24x30 cm;
ESTRUTURAS MAIS BEM DEMONSTRADAS
Falanges, metacarpianos, ossos do carpo e todas as articulações em
posição oblíqua.
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO:
1. Toda a mão, o punho e cerca de 2,5cm da parte distal do antebraço
devem estar incluídos com as margens de colimação visíveis nos
quatro lados;
FIGURA 5.7 – PA MÃO
FIGURA 5.7A – PA MÃO
FIGURA 5.8 – OBLÍQUA MÃO
FIGURA 5.8A – OBLÍQUA MÃO
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 41
2. A oblíqua é evidenciado por:
– As porções médias das diáfises do 3o, 4o e 5o metacarpianos não
devem superpor-se;
– A superposição excessiva dos metacarpianos indica rotação
excessiva e a separação muito grande rotação insuficiente.
3. As articulações devem apresentar-se abertas, indicando a localização
correta do RC;
Incidência Lateral
POSIÇÃO:
• Paciente sentado, mão sobre a mesa, cotovelo fletido;
• Mão em posição lateral, lado do polegar para cima, dedos separados
e afastados na posição de leque e sustentados por bloco em degraus
radiotransparente ou suporte semelhante;
• Ou lateral em extensão (na possibilidade de corpo estranho e lesão
do metacarpo).
Raio central: RC perpendicular, centralizado na 2a articulação MF;
DFOFI = 100cm;
Colimação: Incluir toda a mão e o punho.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 18x24 cm ou 24x30 cm;
Estruturas mais bem demonstradas
Falanges separadas (uso da escada); metacarpianas e ossos do carpo
superpostos em uma posição lateral, exceto pelo polegar, que é
mostrado em uma incidência PA verdadeira (com alguma ampliação).
INCIDÊNCIA DE PUNHO
Incidência PA
POSIÇÃO:
• Paciente sentado, braço sobre a mesa;
• Alinhar a mão e o punho paralelos à borda do chassi;
• Abaixar o ombro, apoiar o braço sobre a mesa para assegurar que
não haja rotação do punho;
• Mão pronada, dedos fletidos e mão ligeiramente curva para colocar o
punho em contato direto com a superfície do chassi.
RAIO CENTRAL: RC perpendicular, centralizado no meio do carpo; DFOFI =
100cm;
COLIMAÇÃO: Incluir no mínimo 2/3 proximais dos metacarpianos e 1/3
distal do antebraço.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 18x24 cm;
ESTRUTURAS MAIS BEM DEMONSTRADAS
Partes médias e proximal dos metacarpianos, ossos do carpo, partes
distais do rádio e da ulna e articulações associadas, e tecidos moles
pertinentes da articulação do punho.
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO:
1. Devem ser visualizadas as partes distais do rádio e da ulna, e todos
os ossos do carpo, centralizados em relação à parte média e ao eixo
longitudinal daquela parte do filme usada com margens de colimação
nos quatro lados.
FIGURA 5.8 – LATERAL MÃO
FIGURA 5.9 – PA PUNHO
FIGURA 5.9A – PA PUNHO
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 42
2. PA verdadeiro evidenciado por:
– Concavidades iguais de cada lado das diáfises dos metacarpianos
proximais;
– Distâncias aproximadamente iguais entre os metacarpianos
proximais; e separação das partes distais do rádio e da ulna,
exceto por possível superposição mínima na articulação radioulnar
distal.
Incidência Lateral
POSIÇÃO:
• Paciente sentado, braço sobre a mesa, cotovelo fletido, ombro
abaixado para colocar o úmero, o antebraço e o punho no mesmo
plano horizontal;
• Alinhar a mão e o punho paralelos à borda do chassi;
• Colocar a mão e o punho em uma posição lateral verdadeira, usar
apoio para manter essa posição se necessário.
RAIO CENTRAL: RC perpendicular, centralizado no meio do carpo; DFOFI =
100cm;
COLIMAÇÃO: Incluir no mínimo 2/3 proximais dos metacarpianos e 1/3
distal do antebraço.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 18x24 cm;
ESTRUTURAS MAIS BEM DEMONSTRADAS
Partes médias e proximal dos metacarpianos superpostas, ossos do
carpo, partes distais do rádio e da ulna e articulaçãodo punho. Algumas
fraturas características podem ser visualizadas como a fratura de Colles
(não traumática) com deslocamento posterior do fragmento da porção
distal do rádio .
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO:
1. Devem ser visualizadas as porções distais do rádio e da ulna, ossos
do carpo, e ao menos a área média do metacarpo, centralizados em
relação à parte média e ao eixo longitudinal daquela parte do filme
utilizada.
2. Posição Lateral verdadeira evidenciado por:
– A cabeça da ulna em sua porção distal deve estar centralizada e
diretamente superposta ao rádio;
– As porções proximais dos metacarpianos devem aparecer todas
alinhadas e superpostas;
3. As finas impressões trabeculares de todos os ossos devem
apresentar-se nítidas e evidentes.
Incidência Oblíqua
POSIÇÃO:
• Paciente sentado, braço sobre a mesa, cotovelo fletido;
• Alinhar a mão e o punho paralelos à borda do chassi;
• Rodar a mão e o punho para a posição oblíqua a 45o;
• Fletir os dedos para apoiar a mão nesta posição, ou usar bloco de
apoio a 45o.
Raio central: RC perpendicular, centralizado no meio do carpo; DFOFI =
100cm;
Colimação: Incluir no mínimo 2/3 proximais dos metacarpianos e 1/3
distal do antebraço.
FIGURA 5.10 – LATERAL PUNHO
FIGURA 5.10A – LATERAL PUNHO
FIGURA 5.11 – OBLÍQUA PUNHO
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 43
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 18x24 cm;
Estruturas mais bem demonstradas
Partes médias e proximal dos metacarpianos, ossos do carpo
(principalmente trapézio e escafóide), partes distais do rádio e da ulna e
articulações associadas.
Incidência PA (flexão ulnar – incidência para escafóide)
Posição:
• A partir da posição PA do punho, delicadamente fletir o punho em
direção à face ulnar até onde o paciente puder tolerar.
RAIO CENTRAL: Angular o RC 10-15o em direção ao cotovelo (RC de 20-30o
pode demonstrar melhor fraturas do escafóide), centralizado no
escafóide (lado do polegar da área do carpo); DFOFI = 100cm;
COLIMAÇÃO: Na região do carpo
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 18x24 cm ou 15x40 cm (para rotina
completa);
ESTRUTURAS MAIS BEM DEMONSTRADAS
Escafóide sem encurtamento com espaços abertos entre os ossos do
carpo adjacentes.
Incidência PA (flexão radial)
POSIÇÃO:
• A partir da posição PA do punho, delicadamente fletir o punho em
direção à face radial até onde o paciente puder tolerar.
RAIO CENTRAL: RC perpendicular, na área média do carpo; DFOFI = 100cm;
COLIMAÇÃO: Colimar rigorosamente na área do carpo (quadrado de
7,5cm)
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 18x24 cm ou 15x40 cm (para rotina
completa);
ESTRUTURAS MAIS BEM DEMONSTRADAS
Os ossos do carpo com espaços interarticulares mais abertos na face
ulnar do punho, principalmente semi-lunar, piramidal, pisiforme e
hamato
Incidência Túnel do carpo (Método Gaynor-Hart)
POSIÇÃO:
• Paciente sentado, mão sobre a mesa (escudo sobre o colo);
• Hiperestender o punho até onde o paciente puder tolerar com o
paciente usando a outra mão para manter os dedos para atrás;
• Rodar um pouco a mão e o punho internamente (5-10o);
• Trabalhar rapidamente.
RAIO CENTRAL: RC formando 25-30o com o eixo longitudinal da superfície
palmar, centralizado 3cm distal à base do 3o metacarpiano; DFOFI =
100cm;
COLIMAÇÃO: Colimar na área do carpo (quadrado de 7,5cm)
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 18x24 cm;
ESTRUTURAS MAIS BEM DEMONSTRADAS
Vista tangencial dos ossos do carpo, principalmente para a
demonstração de possíveis calcificações ou patologia da face dorsal dos
ossos do carpo.
FIGURA 5.12 – PA FLEXÃO-ULNAR
FIGURA 5.12A – PA FLEXÃO-ULNAR
FIGURA 5.13 – PA FLEXÃO-RADIAL
FIGURA 5.14 – TÚNEL DO CARPO
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 44
INCIDÊNCIAS DO ANTEBRAÇO
Incidência AP
Posição:
• Paciente sentado à extremidade da mesa, com o braço estendido e a
mão em supinação (escudo sobre o colo);
• Assegurar que as articulações do punho e do cotovelo estejam
incluídas, exceto se contra-indicado;
• Solicitar que o paciente se incline lateralmente, conforme a
necessidade, para uma AP verdadeira do antebraço.
RAIO CENTRAL:
RC perpendicular, centralizado no ponto médio do antebraço; DFOFI =
100cm;
COLIMAÇÃO:
Colimar dos quatro lados, incluir no mínimo 2,5 cm além das articulações
do punho e cotovelo.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 30x40 cm;
ESTRUTURAS MAIS BEM DEMONSTRADAS
Todo o rádio e a ulna, fileira proximal dos ossos do carpo, cotovelo e
extremidade distal do úmero.
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO:
1. O eixo longitudinal do antebraço deve estar alinhado com o da
metade do filme exposta;
2. Os ossos do carpo devem estar incluídos distalmente, e a parte distal
do úmero proximalmente;
3. Os epicôndilos do úmero devem ser visíveis em perfil com a cabeça, o
colo e a tuberosidade do rádio ligeiramente superpostos pela ulna.
Deve haver apenas discreta superposição na articulação rádio-ulnar
distal;
4. Os espaços articulares do punho e do cotovelo estarão apenas
parcialmente abertos devido à divergência do feixe;
5. As bordas de colimação laterais devem ser visíveis de cada lado do
antebraço, e as bordas em ambas as extremidades devem incluir a
anatomia essencial das articulações;
6. A exposição ótima sem movimento deve permitir a visualização de
margens ósseas nítidas e de impressões trabeculares evidentes em
todo o osso.
Incidência Lateral
POSIÇÃO:
• Paciente sentado na extremidade da mesa (escudo sobre o colo);
• Cotovelo deve estar fletido 90o;
• A mão e o punho devem estar em uma posição lateral verdadeira (o
rádio e a ulna distais devem estar ligeiramente superpostos);
• Assegurar que as articulações do punho e do cotovelo estejam
incluídas, exceto se contra-indicado.
RAIO CENTRAL: RC perpendicular, centralizado no ponto médio do
antebraço; DFOFI = 100cm;
COLIMAÇÃO: Colimar dos quatro lados, incluir no mínimo 2,5 cm além das
articulações do punho e cotovelo.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 30x40 cm;
FIGURA 5.15 – AP ANTEBRAÇO
FIGURA 5.15A – AP ANTEBRAÇO
FIGURA 5.16 – LATERAL ANTEBRAÇO
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 45
ESTRUTURAS MAIS BEM DEMONSTRADAS
Vista lateral de todo o rádio e a ulna, fileira proximal dos ossos do carpo,
cotovelo e extremidade distal do úmero, olecrânio em perfil.
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO:
1. O cotovelo deve ser fletido a 90o e o antebraço deve estar alinhado
com o eixo longitudinal da metade exposta do filme;
2. Os ossos do carpo devem estar incluídos distalmente, e a parte distal
do úmero proximalmente;
3. Ausência de rotação: A cabeça da ulna distal deve estar diretamente
superposta e centralizada sobre o rádio, e os epicôndilos umerais
devem estar diretamente superpostos.
4. A cabeça do rádio deve superpor-se ao processo coronóide, e a
tuberosidade radial não deve ser observada de perfil;
5. As articulações do punho e do cotovelo estarão apenas parcialmente
abertas devido à divergência do feixe;
6. As bordas de colimação laterais devem ser visíveis de cada lado do
antebraço, e as bordas em ambas as extremidades devem incluir a
anatomia essencial das articulações;
7. A exposição ótima sem movimento deve permitir a visualização de
margens ósseas nítidas e de impressões trabeculares evidentes em
todo o osso.
INCIDÊNCIAS DO COTOVELO
Incidência AP
POSIÇÃO:
• Cotovelo estendido e mão supinada (escudo sobre o colo);
• Inclinar lateralmente, quando necessário, para AP verdadeira (palpar
epicôndilos);
• Se ocotovelo não puder ser totalmente estendido, fazer duas
incidências AP com RC perpendicular ao úmero e antebraço fletido , e
RC perpendicular ao antebraço com úmero fletido.
RAIO CENTRAL: RC perpendicular, centralizado no meio da articulação do
cotovelo; DFOFI = 100cm;
COLIMAÇÃO: Na área de interesse.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 18x24 cm;
ESTRUTURAS MAIS BEM DEMONSTRADAS
Parte distal do úmero, espaço articular do cotovelo e partes proximais do
rádio e da ulna.
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO:
1. O eixo longitudinal do braço deve ser alinhado com o da parte do
filme exposta;
2. O espaço articular do cotovelo deve estar aberto e centralizado na
área exposta do filme;
3. As bordas de colimação devem ser visíveis nos quatro lados, com o
meio da articulação do cotovelo no centro do campo de colimação;
4. Ambos os epicôndilos devem estar em perfil, sendo o medial mais
proeminente;
5. Uma parte da cabeça do rádio e cerca de metade do colo devem ser
superpostas pela ulna;
6. Exposição e contraste ótimos sem movimento permitirão a
visualização de margens ósseas nítidas. A impressão trabecular deve
ser clara e nítida.
FIGURA 5.16A – LATERAL ANTEBRAÇO
FIGURA 5.17 – AP COTOVELO
FIGURA 5.17A – AP COTOVELO
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 46
Incidência Lateral
Posição:
• Cotovelo fletido a 90o, ombro abaixado, quando necessário, para
apoiar o antebraço e o úmero sobre a mesa e o chassi (escudo sobre
o colo);
• Centralizar o cotovelo no centro do chassi ou na parte do filme
exposta, com o antebraço alinhado paralelo à bordas do chassi;
• Colocar a mão e o punho em uma posição lateral verdadeira.
RAIO CENTRAL: RC perpendicular, centralizado no meio da articulação do
cotovelo; DFOFI = 100cm;
COLIMAÇÃO: Colimar nos quatro lados, incluir um mínimo de 5cm do
antebraço e do úmero.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 18x24 cm;
ESTRUTURAS MAIS BEM DEMONSTRADAS
Vista lateral da parte distal do úmero e proximal do antebraço. Visualiza
claramente o olecrânio com epicôndilos superpostos.
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO:
1. O eixo longitudinal do braço deve ser alinhado com o do filme, com a
articulação do cotovelo fletida a 90o e no centro do filme e do campo
de colimação de quatro lados;
2. O olecrânio deve ser visualizado em perfil;
3. Cerca da metade da cabeça do rádio será superposta pelo processo
coronóide,
4. A exposição ótima sem movimento deve permitir a visualização de
margens ósseas nítidas e de impressões trabeculares evidentes em
toda a radiografia e margens de tecidos moles.
Incidência oblíqua
POSIÇÃO:
Interna:
• Cotovelo estendido, mão em pronação (escudo sobre o colo);
• Palpar epicôndilos para verificar rotação interna de 45o.
Externa:
• Supinar a mão e rodar o cotovelo 40-45o externamente (isso é mais
difícil para o paciente)
• Inclinar todo o tronco lateralmente quando necessário.
RAIO CENTRAL: RC perpendicular, centralizado no meio da articulação do
cotovelo; DFOFI = 100cm;
COLIMAÇÃO: Na área de interesse.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 18x24 cm;
ESTRUTURAS MAIS BEM DEMONSTRADAS
interna: Processo coronóide da ulna em perfil; Externa: Cabeça e colo do
rádio.
INCIDÊNCIAS DO ÚMERO
Incidência AP
POSIÇÃO:
• Ortostática ou decúbito dorsal com úmero alinhado com o eixo
longitudinal do chassi (exceto se for necessário posicionamento
diagonal para incluir as articulações do cotovelo e ombro). Colocar
escudo sobre as gônodas.
FIGURA 5.18 – LATERAL COTOVELO
FIGURA 5.18A – LATERAL COTOVELO
FIGURA 5.19 – OBLÍQUA COTOVELO
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 47
• Abduzir o braço ligeiramente, supinar a mão para AP verdadeira
(epicôndilos paralelos ao filme)
RAIO CENTRAL: RC perpendicular, na área média do úmero; DFOFI =
100cm;
COLIMAÇÃO: Na área de interesse.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 30x40cm;
ESTRUTURAS MAIS BEM DEMONSTRADAS
Vista frontal de todo o úmero.
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO:
1. Todo o úmero, incluindo as articulações do ombro e do cotovelo, e
cerca de 3cm da parte proximal do antebraço devem ser visualizados,
com margens de colimação nos quatro lados;
2. Incidência AP verdadeira evidenciada por:
– Tubérculo maior observado em perfil lateralmente;
– Cabeça do úmero observada em perfil medialmente com apenas
superposição mínima da cavidade glenóide;
– Contorno do tubérculo menor observado logo medialmente ao
tubérculo maior;
– Epicôndilos lateral e medial da parte distal do úmero observados
em perfil;
3. A exposição ótima sem movimento permitirá a visualização de bordas
nítidas e impressões trabeculares finas de todo o úmero. As porções
proximal e distal do úmero devem apresentar-se quase iguais em
densidade de exposição. (A utilização correta do efeito anódico
facilitará isso.)
Incidência Lateral
POSIÇÃO:
• Ortostática (PA): Cotovelo fletido em 90o, paciente rodada 15-20o
em relação à PA ou o necessário para colocar o úmero e o ombro em
contado com o porta-filme (epicôndilos perpendiculares ao filme para
lateral verdadeira)
• AP ortostática ou em Decúbito Dorsal: Cotovelo ligeiramente fletido,
braço e punho rodados para posição lateral (palma para trás),
epicôndilos perpendiculares ao filme;
• Filme centralizado para incluir as articulações do cotovelo e ombro.
RAIO CENTRAL: RC perpendicular, na área média do úmero; DFOFI =
100cm.
COLIMAÇÃO: Na área de interesse.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 30x40 cm;
ESTRUTURAS MAIS BEM DEMONSTRADAS
Vista lateral de todo o úmero, incluindo a articulação do cotovelo.
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO:
1. Todo o úmero, incluindo as articulações do ombro e do cotovelo,
devem ser visualizados, com margens de colimação nos quatro lados;
2. Incidência lateral verdadeira evidenciado por:
Epicôndilos diretamente superpostos;
Tubérculo menor mostrado em perfil medialmente, parcialmente
superposto pela parte inferior da cavidade glenóide;
FIGURA 5.20 – AP ÚMERO
FIGURA 5.20A – AP ÚMERO
FIGURA 5.21 – LATERAL ÚMERO
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 48
3. A exposição ótima sem movimento permitirá a visualização de bordas
nítidas e impressões trabeculares finas de todo o úmero. As porções
proximal e distal do úmero devem apresentar-se quase iguais em
densidade de exposição. (A utilização correta do efeito anódico
facilitará isso.)
FIGURA 5.21A – LATERAL ÚMERO
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 49
NOTA DE AULA N.06: POSICIONAMENTO RADIOLÓGICO DA CINTURA
ESCAPULAR
1) Radiografias Da Porção Proximal Do Úmero
Incidências em rotação da porção proximal do úmero ou cintura
escapular são comumente obtidas em pacientes sem história de
traumatismo, quando foram descartadas fraturas importantes ou
luxações do úmero. Essas incidências rotacionais em AP avaliam bem a
articulação escapuloumeral (ou articulação do ombro) quanto à presença
de depósitos de cálcio ou outras patologias. Observe especificamente as
localizações e os formatos do tubérculo maior (A) e do tubérculo menor
(B) nessas radiografias obtidas em rotação interna, externa e neutra.
ROTAÇÃO EXTERNA: A posição de rotação externa representa uma incidência
AP verdadeira do úmero em posição anatômica, conforme determinado
pelos epicôndilos do úmero distal. O braço e o cotovelo são rodados
externamente até que a palma da mão esteja voltada para a frente. Issoposiciona uma linha imaginária entre os epicôndilos medial e lateral
paralela ao chassi.
OBSERVAÇÃO: Você pode conferir isso em si mesmo deixando o braço em
repouso ao lado do corpo e em seguida rodando externamente a mão e
o braço enquanto apalpa os epicôndilos na região distal do úmero.
Com essa incidência obtida em rotação externa, o tubérculo
maior (A),está agora posicionado em perfil lateral. O tubérculo menor
(B) está agora localizado anteriormente, logo medial ao tubérculo maior.
ROTAÇÃO INTERNA: A rotação interna ocorre quando a mão e o braço estão
rodados internamente até que os epicôndilos do úmero distal estejam
perpendiculares ao chassi, colocando o úmero em uma posição lateral
verdadeira. A palma da mão está voltada para trás, ou posteriormente o
suficiente para posicionar os epicôndilos perpendiculares ao chassi.
A incidência AP do ombro obtida na posição de rotação interna é
portanto uma posição lateral do úmero na qual o tubérculo maior (A)
está rodado em relação às faces anterior e medial da porção proximal do
úmero. O tubérculo menor (B) é visto no perfil medialmente.
ROTAÇÃO NEUTRA: A incidência obtida com a rotação neutra do ombro,
como aquela que é realizada na vítima de traumatismo quando as
incidências em rotação não podem ser feitas, geralmente posiciona os
epicôndilos do úmero distal em um ângulo de cerca de 45° em relação
ao chassi. Isso resulta em uma posição oblíqua do úmero situada a 45°
quando a palma da mão está voltada para dentro, contra a coxa. A
posição neutra é portanto intermediária entre as posições externa e
interna, colocando o tubérculo maior anteriormente, mas ainda lateral
em relação ao tubérculo menor, conforme visto na radiografia a seguir.
2) Posicionamento. Considerações Sobre Técnica E Uso De Protetores 
As considerações gerais sobre o posicionamento da porção
proximal do úmero e da cintura escapular (clavícula e escápula) são
similares àquelas que envolvem os outros procedimentos relacionados
aos membros superiores e inferiores.
2.1) CONSIDERAÇÕES TÉCNICAS
Os ombros dos adultos geralmente medem entre 10 a 15 cm, o
que torna necessário o uso de uma grade . Crianças e adultos magros
podem ter ombros com menos de 10 cm, necessitando de ajustes no
fator de exposição sem o uso das grades. 
FIGURA 6.1 – ROTAÇÃO EXTERNA
FIGURA 6.2 – ROTAÇÃO INTERNA
FIGURA 6.3 – ROTAÇÃO NEUTRA
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 50
2.2) PROTEÇÃO
GÔNADAS: A relação entre o feixe de raios X divergentes e a região
pélvica quando o paciente está sentado com o tronco ereto torna
necessária a proteção das gônadas. 
TIREÓIDE, PULMÕES E MAMAS: A radiografia da região do ombro pode
resultar na exposição da tireóide, das regiões pulmonares e das mamas
a doses potencialmente significativas de radiação. Trata-se de órgãos
radiossensíveis . Portanto, uma colimação rigorosa da área de interesse
é muito importante.
3) Procedimentos Operacionais Padronizados E Adicionais
Algumas incidências básicas e adicionais do ombro, clavícula,
articulações AC e escápula são demonstradas e descritas nas páginas
seguintes
Região anatômica
Incidências
Básicas (rotina) Adicionais
Clavícula AP 
Axial
Articulação acrômio-claviculares AP bilateral
Escápula AP
Lateral
Ombro AP Rot interna
AP Rot externa
Oblíqua
Axial
INCIDÊNCIAS DE CLAVÍCULA
Incidência AP e Axial
POSIÇÃO:
• Ortostática ou decúbito;
• Centralizar a clavícula e o filme em relação ao RC (a meio caminho
entre a incisura jugular medialmente e a articulação AC lateralmente)
RAIO CENTRAL:
• RC na área média da clavícula.
– AP: RC perpendicular, na área média da clavícula.
– AP axial: 15 a 30o cefálico (ombros magros exigem ângulo 5-10o
maior que ombros largos).
– DFOFI = 100cm.
COLIMAÇÃO: Colimar rigorosamente na área da clavícula.
RESPIRAÇÃO: Expor em expiração.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 24x30 cm;
PATOLOGIAS DEMONSTRADAS
Fraturas e/ou luxações da clavícula são demonstradas.
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
1. AP 0°: Os limites da colimação devem ser visíveis com a clavícula
inteiramente visualizada, incluindo tanto as articulações AC quanto as
articulações esternoclaviculares.
FIGURA 6.4 – AP E AXIAL
FIGURA 6.5 – AP CLAVÍCULA
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 51
2. Axial AP: A correta angulação do RC projetará a maior parte da
clavícula sobre a escápula e as costelas. Apenas a porção medial da
clavícula estará superposta pela primeira e segunda costelas. A
exposição adequada mostrará a clavícula distal e a articulação AC
sem densidade excessiva. As margens ósseas e o trabeculado devem
aparecer com aspecto nítido, indicando que não houve
movimentação. A região medial da clavícula e a articulação esterno-
clavicular também devem ser visualizadas através do tórax.
INCIDÊNCIA DA ARTICULAÇÃO ACRÔMIO-CLAVICULAR
Incidência AP Bilateral
POSIÇÃO:
• Ortostática, de pé, se possível, ou pode estar sentado em cadeira;
• Braços ao lado do corpo, uma exposição para bilateral sem pesos, e
uma segunda exposição bilateral com pesos de 1,6-2 kg amarrados
aos punhos, ombros e braços relaxados, centralizar o chassi em
relação ao RC.
RAIO CENTRAL: RC perpendicular na incisura jugular; DFOFI = 180cm.
COLIMAÇÃO: Campo de exposição horizontal estreito longo.
RESPIRAÇÃO: Interromper durante a exposição.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 30x40, 34x43 cm ou 18x24 cm (x2);
PATOLOGIAS DEMONSTRADAS
A separação da articulação acrômio-clavicular é demonstrada. Um
alargamento do espaço articular, quando comparado à outra incidência
com pesos, geralmente indica uma separação da articulação AC
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
1. Pesos: Após a realização da primeira exposição sem os pesos e da
troca does) chassi(s), em pacientes adultos de grande estatura, fixe
pesos de 1,6-2 kg em cada punho. Em seguida, com os ombros
relaxados, cuidadosamente deixe que os pesos pendam dos punhos,
rebaixando os braços e ombros. Pesos iguais devem ser usados em
cada punho. Pesos menores (1-1,6 kg por membro) podem ser
usados em pacientes de menor porte ou emagrecidos, e pesos
maiores, em pacientes maiores. 
2. Nota: Os pacientes NÃO devem ser solicitados a segurar os pesos
nas mãos. Os pesos devem ser fixados nos punhos de forma que as
mãos, os braços e os ombros estejam relaxados para determinar uma
possível separação da articulação AC. O ato de segurar os pesos pode
conduzir a resultados falso-negativos, porque o paciente tenderá a
puxar os pesos, contraindo os músculos do ombro, em vez de relaxa-
los.
INCIDÊNCIAS DA ESCÁPULA
Incidência AP
POSIÇÃO:
• Ortostática ou decúbito dorsal (ortostática é preferida com dor na
área da escápula);
• Abduzir suavemente o ombro 90o se possível, mão em supinação (a
abdução resulta em menor superposição das costelas sobre a
escápula),
FIGURA 6.6 – AP BILATERAL
FIGURA 6.6A – AP BILATERAL
FIGURA 6.7 – AP ESCÁPULA
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 52
• Centralizar o chassi e toda a escápula em relação ao RC.
Raio central: RC perpendicular na área média da escápula (=5cm
inferior ao processo coracóide e = 2,5cm medial à borda lateral); DFOFI
= 100cm.
Colimação: Nos quatro lados das bordas escapulares.
Respiração: Interromper durante a exposição.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 24x30 cm;
Patologias Demonstradas
Fraturas da escápula.
Critérios de avaliação
1. A porção lateral da escápula estálivre de superposição. A porção
medial da escápula será vista através das estruturas torácicas.
2. A combinação adequada de densidade e contraste sem nenhuma
movimentação mostrará o trabeculado ósseo da porção lateral da
escápula de forma clara e definida. As costelas e as estruturas
pulmonares aparecerão distorcidas com a técnica de respiração
adequada.
Incidência Lateral
POSIÇÃO:
• Ortostática ou decúbito (prefere-se ortostática)
• Palpar as bordas da escápula e rodar o tórax até que o corpo da
escápula esteja perpendicular ao filme (VARIARÁ DE ROTAÇÃO DE 45-60O EM
RELAÇÃO À PA).
• A ÁREA DE INTERESSE É O CORPO DA ESCÁPULA: Braço levantado, o paciente
cruza o braço e segura o ombro oposto (figura 6.8a).
• A ÁREA DE INTERESSE É A PARTE SUPERIOR DA ESCÁPULA: Braço para baixo e
para trás, colocar o braço afetado atrás das costas, fletir o cotovelo,
palma da mão para fora (figura 6.8b).
RAIO CENTRAL: RC perpendicular no meio da borda medial (vertebral) da
escápula; DFOFI = 100cm.
COLIMAÇÃO: Na região escapular.
RESPIRAÇÃO: Interromper durante a exposição.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 24x30 cm;
PATOLOGIAS DEMONSTRADAS
Fraturas horizontais da escápula são evidenciadas. O braço deve ser
posicionado de acordo com a área escapular de interesse.
Nota: Na posição em decúbito resulta em uma imagem magnificada por
causa do aumento da DOF.
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
1. Toda a escápula deve ser visualizada em posição lateral.
2. Uma incidência lateral verdadeira é vista pela superposição direta das
bordas vertebral e lateral. O corpo da escápula deve ser visto em
perfil, livre da superposição das costelas. O quanto for possível, não
se deve superpor o úmero em relação à área de interesse da
escápula.
3. A exposição adequada sem nenhuma movimentação mostrará as
margens e o trabeculado ósseo de forma definida. Toda a escápula
deve ser visualizada sem densidade excessiva na área do ângulo
inferior. As margens ósseas do acrômio e do processo coracóide
devem ser vistas através da cabeça do úmero.
FIGURA 6.7A – AP ESCÁPULA
FIGURA 6.8A – LATERAL ESCÁPULA
FIGURA 6.8B – LATERAL ESCÁPULA
FIGURA 6.9 – LATERAL ESCÁPULA
(DECÚBITO)
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 53
INCIDÊNCIAS DO OMBRO
Incidência AP (com rotação ext e int)
POSIÇÃO:
• Ortostática (sentada ou de pé) ou em decúbito dorsal, braço
ligeiramente abduzido;
• Rodar o tórax, quando necessário, para colocar a face posterior do
ombro contra o porta-filme;
• Centro do chassi na articulação glenoumeral e RC.
• Rotação Externa: Rodar o braço externamente até que a mão
esteja em supinação e os epicôndilos, paralelos ao filme.
• Rotação interna: Rodar o braço internamente até que a mão esteja
em pronação e os epicôndilos, perpendiculares ao filme.
RAIO CENTRAL: RC perpendicular no meio da articulação glenoumeral (≈
2,5cm inferior ao processo coracóide); DFOFI = 100cm.
COLIMAÇÃO: Nos quatro lados da área de interesse.
RESPIRAÇÃO: Interromper durante a exposição.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 24x30 cm;
PATOLOGIAS DEMONSTRADAS
Fraturas e/ou luxações da porção proximal do úmero e cintura escapular
são demonstradas. Essa incidência pode revelar depósitos de cálcio no
interior dos músculos, tendões ou estruturas da bolsa. Algumas
patologias, como a osteoporose e a osteoartrite, também podem ser
evidenciadas.
CRITÉRIOS AVALIAÇÃO
1. Estruturas Mostradas: Na incidência lateral da porção proximal do
úmero são mostrados os dois terços laterais da clavícula e a porção
superior da escápula, incluindo a relação entre a cabeça do úmero e a
cavidade glenóide.
2. Posição: A rotação externa completa é evidenciada pelo tubérculo
menor visualizado em perfil completo na face medial da cabeça do
úmero. Um contorno do tubérculo maior deve ser visualizado
superpondo-se à cabeça do úmero.
3. Critérios de Exposição: A combinação adequada de densidade e
contraste sem nenhuma movimentação mostrará o trabeculado ósseo
de forma bem definida, permitindo a visualização de detalhes dos
tecidos moles para avaliação de possíveis depósitos de cálcio.
Incidência Axial ínfero-superior (Lawrence)
POSIÇÃO:
• Paciente em decúbito dorsal, na borda frontal da mesa, com suporte
sob o ombro para centralizar parte na linha central do chassi, cabeça
voltada para o lado oposto ao do chassi.
• Braço abduzido a 90o do corpo.
• Rodar o braço externamente, mão em supinação.
RAIO CENTRAL: RC horizontal, direcionado para a axila (colocar tubo
próximo da mesa ou maca ao mesmo nível da axila); DFOFI = 100cm.
COLIMAÇÃO: Na região de interesse.
RESPIRAÇÃO: Interromper durante a exposição.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 18x24 cm;
FIGURA 6.10 – AP ROTAÇÃO EXTERNA
FIGURA 6.10A – AP ROTAÇÃO EXTERNA
FIGURA 6.11 – AP ROTAÇÃO INTERNA
FIGURA 6.11A – AP ROTAÇÃO INTERNA
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 54
PATOLOGIAS DEMONSTRADAS
Fraturas e/ou luxações da porção proximal do úmero; também pode
demonstrar osteoporose, osteoartrite e o defeito de Hill-Sachs* com
uma rotação exagerada.
*Fratura por compressão e possível luxação anterior da cabeça do
úmero
Incidência Oblíqua
POSIÇÃO:
• Ortostática ou decúbito dorsal (a ortostática é preferida);
• Oblíqua 35-45o em direção ao lado de interesse (o corpo da escápula
deve estar paralelo ao filme), mão e braço em rotação neutra;
• Centralizar a articulação glenoumeral e o chassi em relação ao RC.
RAIO CENTRAL: RC perpendicular no meio da articulação glenoumeral;
DFOFI = 100cm.
COLIMAÇÃO: Rigorosamente na região de interesse.
RESPIRAÇÃO: Interromper durante a exposição.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 18x24 cm;
FIGURA 6.12 – AXIAL OMBRO
FIGURA 6.12A – AXIAL OMBRO
FIGURA 6.13 – OBLÍQUA OMBRO
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 55
NOTA DE AULA N.07: POSICIONAMENTO RADIOLÓGICO DOS MEMBROS
INFERIORES
1) Considerações Sobre Posicionamento
Geralmente, os exames radiográficos envolvendo a porção do
membro inferior abaixo do joelho são realizados na mesa de exame. 
1.1) DISTÂNCIA
Uma DFOFI comum é de 100 cm, também deve ser usada
quando se radiografar diretamente na maca.
1.2) PROTEÇÃO GONODAL
A proteção das gônadas é importante para exames do membro
inferior devido à proximidade das gônadas com o feixe de raios X
divergentes. Por conseguinte, um avental ou campo de chumbo deve ser
usado.
Bandeja Bucky Fora do Campo de Exposição é uma prática
recomendável de modo que não fique sob a região pélvica para reduzir
possível dispersão e radiação secundária dessas estruturas.
1.3) COLIMAÇÃO
As bordas da colimação devem estar visíveis em todos os quatro
lados se o chassi permitir, sem cortar partes essenciais da anatomia. 
1.5) POSICIONAMENTO GERAL
Sempre colocar o eixo longitudinal da parte a ser radiografada
paralelo ao eixo longitudinal do chassi. Se uma ou mais incidências
forem obtidas no mesmo chassi, a parte deve estar paralela ao eixo
longitudinal da parte do chassi que vier a ser exposta. Além disso, todas
as partes do corpo devem estar orientadas na mesma direção, quando
duas ou mais incidências são obtidas no mesmo chassi.
1.6) CENTRALIZAÇÃO CORRETA
A parte a ser radiografada deve estar paralela ao plano do
chassi, o raio central deve ser perpendicular ao plano da estrutura e
deve estar direcionado para o ponto de centralização correto.
1.7) FATORES DE EXPOSIÇÃO
Os fatoresde exposição para as radiografias de membros
inferiores são os seguintes:
1. kV baixa a média
2. Tempo de exposição curto
3. Pequeno ponto focal
4. mAs adequado para uma densidade suficiente
As radiografias de membros inferiores devem visualizar às finas
tramas trabeculares dos ossos a serem radiografados.
1.8) POSICIONAMENTO DOS MARCADORES DO FILME E IDENTIFICAÇÃO DO PACIENTE
A consideração importante é sempre colocá-lo na posição com
menor probabilidade de superpor-se à anatomia de interesse.
1.9) AUMENTO DA EXPOSIÇÃO COM IMOBILIZAÇÕES
Guia de conversão para imobilização
Aparelho gessado seco
pequena a médio
- Aumentar 5-7 kVp
Aparelho gessado grande ou
úmido
- Duplicar mAs ou aumentar
8-10 kVp
Aparelho de fibra de vidro - Aumentar 3-4 kVp
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 56
2) Procedimentos Operacionais Básicos E Especiais
Região anatômica
Incidências
Básica (rotina) Adicionais
Dedo - AP
- Oblíqua
- Lateral
Pé - AP
- Oblíqua
- Lateral
- AP e Lateral com carga
Calcâneo - Axial
- Lateral
Tornozelo - AP
- Lateral
- Oblíqua medial
Perna - AP
- Lateral
Joelho - AP
- Lateral
- Oblíqua
- AP ou PA com carga
- Tunnel view
Patela - PA
- Lateral
- Tangencial
Fêmur - AP
- Lateral
INCIDÊNCIA DE DEDOS
Incidência AP
POSIÇÃO 
• Paciente em decúbito dorsal ou sentado na mesa de exame; o joelho
deve estar flexionado com a superfície plantar do pé repousando no
chassi.
• Centralizar e alinhar o eixo longitudinal do (s) dedo(s) com o RC e o
eixo longitudinal da porção do chassi que vai ser exposta. Assegurar
que a(s) articulação(ões) MF(s) do(s) dedo(s) em questão está(ão)
centralizada(s) com o RC.
RAIO CENTRAL
• RC angulado 10-15o posteriormente (perpendicular ao eixo
longitudinal dos dedos);
• RC centralizado na(s) articulação(ões) MF de interesse.
• Distância DFOFI = 100cm.
COLIMAÇÃO: Nos dedos de interesse.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 18x24 cm;
ESTRUTURAS MOSTRADAS:
Dedo(s) de interesse e, pelo menos, a metade distal dos metatarsos
devem ser incluídos.
PATOLOGIA DEMONSTRADA
Fraturas e/ou luxações das falanges dos artelhos em questão são
demonstradas. Patologias, como a osteoartrite, podem ser evidenciadas
no 1o dedo.
FIGURA 7.1 – AP DEDO
FIGURA 7.1A – AP DEDO
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 57
Incidência Oblíqua
POSIÇÃO 
• Paciente em decúbito dorsal ou sentado na mesa de exame; o joelho
deve estar flexionado com a superfície plantar repousando sobre o
chassi.
• Centralizar e alinhar o eixo longitudinal do(s) dedo(s) com o RC e
como eixo longitudinal da porção do chassi que vai ser exposta. 
• Assegurar que a(s) articulação(ões) MF(s) do(s) dedo(s) em questão
esteja(m) centralizada(s) com o RC.
• Rodar a perna e o pé medialmente, a 30-45° para o primeiro,
segundo e terceiro dedos e lateralmente para o quarto e quinto
dedos.
• Usar um apoio radiotransparente a 45° sob a porção elevada do pé
para impedir movimentos.
RAIO CENTRAL
• RC perpendicular, centralizado na(s) articulação(ões) MF de interesse
• Distância DFOFI = 100cm.
COLIMAÇÃO: Nos dedos de interesse.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 18x24 cm;
ESTRUTURAS MOSTRADAS:
Dedo(s) de interesse e, pelo menos, a metade distal dos metatarsos
devem ser incluídos, sem sobreposição.
PATOLOGIA DEMONSTRADA
Ver incidência AP.
Incidência Lateral
POSIÇÃO 
• Rodar a perna e o pé afetados medialmente (látero-medial) para o
primeiro, segundo e terceiro dedos e lateralmente (médio-lateral)
para o quarto e quinto dedos.
• Ajustar o chassi com o centro e alinhar o eixo longitudinal do artelho
em questão com o RC e com o eixo longitudinal da porção do chassi
que está sendo exposta.
• Assegurar que a articulação IF ou a articulação IFP em questão
esteja centralizada com o RC.
• Usar fita crepe, ataduras ou abaixador de língua para flexionar e
separar os dedos não-afetados de modo a evitar a sobreposição.
RAIO CENTRAL
• RC perpendicular, na articulação IF para o 1o dedo, e na articulação
IFP para o 2o – 5o dedos
• Distância DFOFI = 100cm.
COLIMAÇÃO: Nos dedos de interesse.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 18x24 cm.
INCIDÊNCIAS DO PÉ
Incidência AP
POSIÇÃO 
• Paciente em decúbito dorsal; fornecer travesseiro para apoiar a
cabeça; flexionar o joelho e colocar a superfície plantar (sola do pé)
afetada sobre o chassi.
FIGURA 7.2 – OBLÍQUA DEDO
FIGURA 7.2A – OBLÍQUA DEDO
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 58
• Estender o pé (flexão plantar), mantendo a superfície plantar
repousando plana e firmemente sobre o chassi.
• Alinhar e centralizar o eixo longitudinal do pé com o RC e com o eixo
longitudinal da porção do chassi a ser exposta. (Use sacos de areia,
se necessário, para evitar que o chassi deslize sobre a mesa de
exame.)
RAIO CENTRAL
• RC perpendicular nos metatarsianos, que estão aproximadamente 10o
posteriormente (em direção ao calcanhar), centralizado na base do 3o
metatarsiano.
• Distância DFOFI = 100cm.
COLIMAÇÃO: Quatro lados nas margens do pé.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 24x30 cm.
ESTRUTURAS MOSTRADAS:
O pé, por inteiro, deve ser demonstrado, incluindo as falanges, os
metatarsos e o navicular, os cuneiformes e o cubóide.
PATOLOGIA DEMONSTRADA
Localização e extensão de fraturas e alinhamento de fragmentos,
anormalidades nos espaços articulares, derrames de tecidos moles e
localização de corpos estranhos radiopacos são demonstrados
Incidência Oblíqua
POSIÇÃO 
• Paciente em decúbito dorsal ou sentado; flexionar o joelho, com a
superfície plantar sobre a mesa de exame; girar ligeiramente o corpo
na direção oposta do lado em questão.
• Alinhar e centralizar o eixo longitudinal do pé com o RC e com o eixo
longitudinal da porção do chassi a ser exposta.
• Rodar medialmente o pé para colocar a superfície plantar a 30 a 40°
em relação ao plano do chassi.
• O plano geral da região dorsal do pé deve estar em paralelo com o
chassi e perpendicular ao RC.
• Usar um bloco de apoio radiotransparente a 45° para impedir o
movimento.
• Usar sacos de areia, se necessário, para evitar que o chassi deslize
sobre a mesa de exame.
RAIO CENTRAL
• RC perpendicular e centralizado na base do 3o metatarsiano.
• Distância DFOFI = 100cm.
COLIMAÇÃO: Quatro lados nas margens do pé.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 24x30 cm.
ESTRUTURAS MOSTRADAS:
O pé, por inteiro, deve ser demonstrado, desde as falanges distais até as
porções posterior do calcâneo e proximal do tálus.
PATOLOGIA DEMONSTRADA
Ver incidência AP.
FIGURA 7.3 – AP PÉ
FIGURA 7.3A – AP PÉ
FIGURA 7.4 – OBLÍQUA PÉ
FIGURA 7.4A – OBLÍQUA PÉ
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 59
Incidência Lateral
POSIÇÃO 
• Paciente em decúbito lateral; fornecer travesseiro para descanso da
cabeça.
• Flexionar o joelho do lado afetado cerca de 45°; colocar a perna
oposta atrás do membro em questão para evitar super-rotação da
perna afetada.
• Com cuidado, flexionar dorsalmente o pé, se possível, para ajudar o
posicionamento para uma incidência lateral verdadeira do pé e
tornozelo.
• Colocar um apoio sob a perna e o joelho, se necessário, para que a
superfície plantar esteja perpendicular ao chassi. Evitar a super-
rotação do pé.
• Alinhar o eixo longitudinal do pécom o eixo longitudinal do chassi (a
menos que a colocação em diagonal seja necessária para incluir o pé
por inteiro)
RAIO CENTRAL
• RC perpendicular e centralizado na área média da base dos
metatarsianos.
• Distância DFOFI = 100cm.
COLIMAÇÃO: Quatro lados nas margens do pé.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 24x30 cm.
Incidência AP e Lateral com carga
POSIÇÃO DA PARTE E DO RC
AP:
• Paciente em posição ortostática, com o peso total do corpo bem
distribuído em ambos os pés.
• Os pés devem estar apontados para a frente, paralelos entre si.
• Permitir ao RC uma angulação de 15° posteriormente, em direção ao
ponto médio entre os pés ao nível da base dos metatarsos.
LATERAL:
• Posição ortostática, com o peso distribuído igualmente.
• O paciente deve ficar em pé sobre blocos de madeira colocados em
cima de uma escadinha ou banqueta de madeira, adaptada à mesa
de exame. (É preciso que ele esteja em uma altura suficientemente
grande do chão, de modo a ser possível descer o tubo de raios X com
o feixe na posição horizontal.)
• Fornecer algum apoio ao paciente para lhe dar segurança.
• Apoiar o chassi verticalmente entre os pés, com o eixo longitudinal do
pé alinhado com o eixo longitudinal do chassi.
• Trocar o chassi e girar o paciente para a incidência lateral (perfil) do
outro pé, para comparação, após o primeiro perfil ser obtido.
• Direcionar o RC horizontalmente, ao nível da base do terceiro
metatarso.
• Distância DFOFI = 100cm.
COLIMAÇÃO: Quatro lados nas margens do pé.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 24x30 cm.
PATOLOGIA DEMONSTRADA
Essas incidências são úteis para demonstrar os ossos dos pés e mostrar
a condição dos arcos longitudinais sob o peso total do corpo.
FIGURA 7.5 – LATERAL PÉ
FIGURA 7.6 – AP E LATERAL COM CARGA
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 60
INCIDÊNCIAS DO CALCÂNEO
Incidência Axial
POSIÇÃO 
• Paciente em decúbito dorsal ou sentado na mesa de exame, com a
perna completamente estendida.
• Centralizar e alinhar a articulação do tornozelo com o RC e com o
eixo longitudinal da porção do chassi que vai ser exposta.
• Flexionar o pé dorsalmente, de modo que a superfície plantar esteja
quase perpendicular ao chassi (fazer uso de uma alça de atadura).
(Não mantenha o paciente nessa posição além do tempo necessário.)
RAIO CENTRAL
• Direcionar o RC para a base do terceiro metatarso de modo a emergir
ao nível logo abaixo do maléolo lateral.
• Inclinar o RC em um ângulo de 40° cefalicamente, a partir do eixo
longitudinal do pé (que também pode ser de 40° partindo da posição
vertical se o eixo longitudinal do pé estiver perpendicular ao chassi).
• Distância DFOFI = 100cm.
COLIMAÇÃO: Quatro lados na área de interesse.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 24x30 cm.
ESTRUTURAS MOSTRADAS:
O calcâneo, por inteiro, deve ser visualizado, desde a tuberosidade,
posteriormente, até a articulação talocalcânea, anteriormente.
PATOLOGIA DEMONSTRADA
Patologias ou fraturas com deslocamento medial ou lateral podem ser
demonstradas.
Incidência Lateral
POSIÇÃO 
• Paciente em decúbito lateral, o lado afetado para baixo. Flexionar o
joelho do membro afetado cerca de 45°; colocar a perna oposta atrás
do membro a ser radiografado.
• Centralizar o calcâneo com o RC e com a porção do chassi, com o
eixo longitudinal do pé paralelo ao plano do chassi.
• Posicionar a superfície plantar perpendicular ao chassi.
• Posicionar o tornozelo e o pé para uma lateral verdadeira, o que
coloca o maléolo lateral cerca de 1 cm posterior ao maléolo medial.
• Flexionar o pé dorsalmente, de modo que a superfície plantar esteja
em ângulo reto com a perna.
RAIO CENTRAL: RC perpendicular no meio do calcâneo, 3 cm ao maléolo
medial; Distância DFOFI = 100cm.
COLIMAÇÃO: Quatro lados na área do calcâneo, incluir a articulação do
tornozelo na margem superior.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 24x30 cm.
ESTRUTURAS MOSTRADAS:
O calcâneo, lateral com o tálus, as porções distais da tíbia e da fíbula
demonstradas superiormente; o navicular, o espaço articular aberto do
calcâneo e o cubóide, demonstrados distalmente.
PATOLOGIA DEMONSTRADA
Será demonstrada qualquer lesão óssea envolvendo o calcâneo, o tálus e
a articulação talocalcânea, bem como a extensão e o alinhamento das
fraturas.
FIGURA 7.7 – AXIAL CALCÂNEO
FIGURA 7.7A – AXIAL CALCÂNEO
FIGURA 7.8 – LATERAL CALCÂNEO
FIGURA 7.8A – LATERAL CALCÂNEO
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 61
INCIDÊNCIAS DO TORNOZELO
Incidência AP
POSIÇÃO 
• Realizar a radiografia com o paciente em decúbito dorsal;
• colocar um travesseiro para apoiar a cabeça;
• As pernas do paciente devem estar totalmente estendidas.
• Centralizar e alinhar a articulação do tornozelo com o RC e o eixo
longitudinal da porção do chassi que será exposta.
• Não forçar a dorsiflexão do pé para permitir que ele permaneça em
sua posição natural.
• Ajustar o pé e o tornozelo para uma incidência AP verdadeira.
• Certificar-sede que a perna não esteja rodada. A linha interrnaleolar
não estará paralela ao chassi.
RAIO CENTRAL: RC perpendicular a meio caminho entre os maléolos;
Distância DFOFI = 100cm.
COLIMAÇÃO: Colimar na região do tornozelo.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 24x30 cm.
ESTRUTURAS MOSTRADAS: Os terços distais da tíbia e da fíbula, os maléolos
lateral e medial, o tálus e a rnetade proximal dos rnetatarsos devem ser
demonstrados.
PATOLOGIA DEMONSTRADA
Quaisquer lesões ou doenças ósseas envolvendo a articulação do
tornozelo, as porções distais da tíbia e da fíbula e as porções proximais
do talo e do quinto metatarso são evidenciadas.
Incidência Lateral
POSIÇÃO (Incidência médio-lateral)
• Paciente em decúbito lateral, com o lado afetado para baixo; fornecer
ao paciente apoio para a cabeça; flexionar o joelho do membro
afetado cerca de 45°; colocar a perna oposta atrás do membro a ser
radiografado para evitar super-rotação.
• Centralizar a articulação do tornozelo com o RC e com a porção do
chassi a ser exposta.
• Suporte sob o joelho, se necessário, para adequar a perna e o pé em
uma posição lateral verdadeira.
• Flexionar o pé dorsalmente, de modo que a superfície plantar esteja
em ângulo reto com a perna ou ao máximo que o paciente puder
tolerar; não forçar.
RAIO CENTRAL: RC perpendicular ao maléolo medial;Distância DFOFI =
100cm.
COLIMAÇÃO: Colimar na região do tornozelo.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 24x30 cm.
ESTRUTURAS MOSTRADAS:
O terço distal da tíbia e da fíbula, com a porção distal da fíbula
sobreposta pela porção distal da tíbia, tálus e calcâneo, aparecerão na
incidência lateral. A tuberosidade do quinto metatarso, o navicular e o
cubóide também devem ser visualizados.
PATOLOGIA DEMONSTRADA
Essa incidência é útil na avaliação de fraturas, luxações e derrames
articulares associados a outras patologias que acometem as articulações.
FIGURA 7.9 – AP TORNOZELO
FIGURA 7.9A – AP TORNOZELO
FIGURA 7.10 – LATERAL TORNOZELO
FIGURA 7.10A – LATERAL TORNOZELO
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 62
Incidência Oblíqua
POSIÇÃO 
• Paciente em decúbito dorsal; colocar travesseiro sob a cabeça do
paciente; as pernas devem estar completamente estendidas
(pequenos sacos de areia ou outro suporte sob o joelho aumentam o
conforto do paciente).
• Centralizar e alinhar a articulação do tornozelo com o RC e com o
eixo longitudinal da porção do chassi que será exposta.
• Se as condições do paciente permitirem, flexionar o pédorsalmente,
se necessário, de modo que a superfície plantar esteja pelo menos a
80-85° do chassi (10 a 15° a partir do eixo vertical).
• Rodar a perna e o pé internamente a 45°.
RAIO CENTRAL: RC perpendicular a meio caminho entre os maléolos;
Distância DFOFI = 100cm.
COLIMAÇÃO: Colimar na região do tornozelo.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 24x30 cm.
Incidência da Perna
Incidência AP
POSIÇÃO 
• Paciente em decúbito dorsal; fornecer ao paciente um travesseiro
para apoiar a cabeça; a perna deve estar TOTALMENTE ESTICADA.
• Ajustar a pelve, o joelho e a perna para uma incidência AP
verdadeira, sem rotação.
• Colocar sacos de areia contra o pé, se necessário, para estabilização,
e flexionar o pé dorsalmente a 90° com a perna, se possível.
• Certificar-se de que tanto a articulação do tornozelo quanto à do
joelho estejam a 3 a 5 cm das extremidades do filme (de modo que
os raios divergentes não "joguem" nenhuma das duas articulações
para fora do filme).
• Para a maioria dos pacientes adultos, a perna deve ser colocada no
sentido diagonal (canto a canto) em um chassi de 35 x 43 cm para
garantir que ambas as articulações estejam incluídas. 
RAIO CENTRAL: RC perpendicular no meio da perna (no meio do filme);
Distância DFOFI = 100cm.
COLIMAÇÃO: Nos quatro lados, para incluir as articulações do joelho e do
tornozelo.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 30x40 cm.
ESTRUTURAS MOSTRADAS:
A tíbia e a fíbula, por inteiro, devem estar incluídas, com as articulações
do joelho e do tornozelo demonstradas em um (ou dois, se necessário)
filme(s).
PATOLOGIA DEMONSTRADA
Patologias envolvendo fraturas, corpos estranhos ou lesões ósseas
Incidência Lateral
POSIÇÃO 
• Paciente em decúbito lateral, com o lado afetado para baixo; 
• A perna oposta deve estar colocada atrás da perna afetada e apoiada
por um travesseiro ou sacos de areia.
FIGURA 7.11 – OBLÍQUA TORNOZELO
FIGURA 7.12 – AP PERNA
FIGURA 7.12A – AP PERNA
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 63
• Flexionar o joelho cerca de 45° e se certificar de que a perna esteja
em uma posição de perfil verdadeiro. (O plano da patela deve estar
perpendicular ao chassi.)
• Certificar-se de que tanto a articulação do tornozelo quanto a do
joelho estejam a 3 a 5 cm das extremidades do filme (de modo que
os raios divergentes não "joguem" nenhuma das duas articulações
para fora do filme).
• Para a maioria dos pacientes adultos, a perna deve ser colocada no
sentido diagonal (de ângulo a ângulo) em um filme de 35 x 43 cm
para garantir que as duas articulações estejam incluídas. 
RAIO CENTRAL: RC perpendicular no meio da perna (no meio do filme);
Distância DFOFI = 100cm.
COLIMAÇÃO
Nos quatro lados, para incluir as articulações do joelho e do tornozelo.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 30x40 cm.
ESTRUTURAS MOSTRADAS: 
A tíbia e a fíbula, por inteiro, devem estar incluídas, com as articulações
do joelho e do tornozelo demonstradas em um (ou dois, se necessário)
filme(s).
PATOLOGIA DEMONSTRADA
Localização de lesões e corpos estranhos, além de determinação da
extensão e do alinhamento de fraturas.
INCIDÊNCIAS DO JOELHO
Incidência AP
POSIÇÃO 
• Paciente em decúbito dorsal sem rotação da pelve; fornecer
travesseiro para descanso da cabeça; a perna deve estar
completamente estendida.
• Alinhar e centralizar a perna e o joelho com o RC e com a linha média
da mesa ou do chassi.
• Rodar a perna internamente, 3° a 5° para AP do joelho verdadeira
(ou até que a linha interepicondilar esteja paralela ao plano do
chassi).
• Colocar apoio no pé e tornozelo para os estabilizar, se necessário.
RAIO CENTRAL: Alinhar o RC em paralelo ao platô tibial; para paciente de
porte médio, o RC fica perpendicular ao chassi; Direcionar o RC a um
ponto localizado 1,25 cm distal ao ápice da patela; DFOFI = 100cm.
COLIMAÇÃO
Laterais nas bordas cutâneas, extremidades nas bordas do filme.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 30x40 cm.
ESTRUTURAS MOSTRADAS: 
As porções distal do fêmur e proximal da tíbia e da fíbula são mostradas.
O espaço articular fêmuro-tibial deve estar aberto com as facetas
articulares da tíbia visualizadas na extremidade com uma área de
superfície mínima visualizada.
PATOLOGIA DEMONSTRADA
Quaisquer fraturas, lesões ou alterações ósseas secundárias a doenças
articulares degenerativas envolvendo a porção distal do fêmur, a porção
proximal da tíbia e da fíbula, a patela e a articulação do joelho.
FIGURA 7.13 – LATERAL PERNA
FIGURA 7.13A – LATERAL PERNA
FIGURA 7.14 – AP JOELHO
FIGURA 7.14A – AP JOELHO
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 64
Incidência Lateral
POSIÇÃO 
• Realizar a radiografia com o paciente em decúbito lateral, com o lado
afetado para baixo; fornecer travesseiro para descanso da cabeça;
fornecer apoio para o joelho do membro oposto colocado atrás do
joelho que está sendo imaginado para evitar super-rotação,
• Ajustar a rotação do corpo e da perna até que o joelho esteja na
posição de lateral verdadeira (epicôndilos femurais diretamente sobre
postos e o plano da patela perpendicular ao plano do chassi).
• Flexionar o joelho 20 a 30°.
• Alinhar e centralizar a perna e o joelho com o RC e com a linha
média da mesa ou do chassi.
Raio Central: O ângulo do RC é de 5° a 7° cefalicamente. Direcionar o
RC para um ponto localizado a 2,5 em distal ao epicôndilo medial; DFOFI
= 100cm.
Colimação: Laterais nas bordas cutâneas, extremidades nas bordas do
filme.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 18x24 cm.
Incidência Tunnel view
POSIÇÃO 
• Paciente em decúbito ventral; colocar travesseiro sob a cabeça. Pedir
ao paciente que se ajoelhe sobre a mesa de exame.
Decúbito ventral (método Camp Coventry):
• Flexionar os joelhos a 40° a 50°; colocar apoio sob o tornozelo.
• Centralizar o chassi com a articulação do joelho considerando a
incidência do ângulo do RC.
De joelhos (método de Holmblad):
• Com o paciente ajoelhado e as mãos apoiadas sobre a mesa de
exame, colocar o chassi sob o joelho afetado e centraliza-lo com a
crista poplítea.
• Solicitar ao paciente que apóie o peso do corpo principalmente no
Joelho oposto (não-afetado).
• Solicitar ao paciente que, lentamente, se incline para a frente 20° a
30° e se mantenha nessa posição. (Resulta em uma flexão do joelho
de 60° a 70°.)
RAIO CENTRAL: Decúbito ventral: Direcionar o RC perpendicular à perna
(40° a 50° caudais para se compatibilizar com o grau de flexão); De
joelhos: Direcionar o RC perpendicular ao chassi e à perna; Direcionar o
RC à linha média da crista poplítea; Distância DFOFI = 100cm.
COLIMAÇÃO: Quatro lados na área de interesse.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 18x24 cm.
PATOLOGIA DEMONSTRADA
São demonstrados patologias ósseas ou cartilaginosas, e estreitamento
do espaço articular.
Incidência Oblíqua
POSIÇÃO
• Decúbito dorsal, perna estendida e centralizada em relação ao RC e
linha média da mesa ou chassi;
FIGURA 7.15 – LATERAL JOELHO
FIGURA 7.15A – LATERAL JOELHO
FIGURA 7.16 – TUNNEL VIEW
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 65
• Rodar toda a perna incluindo o joelho, tornozelo e pé internamente
45o para oblíqua medial, e 45o externamente para a oblíqua externa;
• Centralizar o chassi em relação ao RC.
RAIO CENTRAL: RC perpendicular ao filme no paciente médio; RC no
espaço articular médio (1,25 cm abaixo da patela)
COLIMAÇÃO: Laterais nas bordas cutâneas, extremidades nas bordas do
filme.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 18x24 cm.
IncidênciaAP ou PA com carga
POSIÇÃO 
• Paciente em posição ortostática, sobre um degrau acoplado ou
banqueta de madeira, de modo a ficar suficientemente alto para
receber o feixe horizontal do tubo de raios X.
• Posicionar os pés apontando para a frente, com o peso igualmente
distribuído em ambos os pés; fornecer apoio para as mãos para que
o paciente adquira estabilidade.
PA ALTERNATIVA: 
• Paciente de frente para a mesa ou para o porta-filme, joelhos
flexionados cerca de 20°, pés apontados para a frente, coxas contra
a mesa de exame ou o porta-filme.
RAIO CENTRAL: RC no ponto médio entre as articulações do joelho, cerca
de 1,25 cm distal ao ápice das patelas.
AP: RC horizontal , perpendicular ao filme no paciente médio;
PA: RC 10o caudal (para pernas fletidas 20o)
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 30x40 cm.
INCIDÊNCIAS DE PATELA
Incidência PA
POSIÇÃO 
• Paciente em decúbito ventral, as pernas estendidas; colocar um apoio
sob o tornozelo e a perna, para evitar pressão direta sobre a patela.
• Alinhar e centralizar o eixo longitudinal da perna e do joelho com
alinha média da mesa de exame ou do filme.
PA: Alinhar a linha interepicondilar em paralelo com o plano do chassi.
(Habitualmente, isso exige uma rotação interna da região anterior do
joelho de cerca de 5°.)
RAIO CENTRAL: RC perpendicular ao filme; Direcionar o RC para a região
média da patela (aproximadamente no meio da crista poplítea);
Distância DFOFI = 100cm.
COLIMAÇÃO: Na área da patela e articulação do joelho.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 18x24 cm.
ESTRUTURAS MOSTRADAS:
A articulação do joelho e a patela com registro ideal dos detalhes da
patela devido à DOF diminuída se realizada na incidência PA são
mostradas.
PATOLOGIA DEMONSTRADA
Fraturas da patela são avaliadas antes de se flexionar a articulação do
joelho para outras incidências.
FIGURA 7.17 – OBLÍQUA JOELHO
FIGURA 7.18 – AP COM CARGA
FIGURA 7.19 – PA PATELA
FIGURA 7.19A – PA PATELA
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 66
Incidência Lateral
POSIÇÃO 
• Paciente em decúbito lateral, o lado afetado para baixo; fornecer
apoio para o joelho do membro oposto, colocando atrás do joelho
afetado.
• Ajustar a rotação do corpo e da perna até que o joelho esteja em
posição lateral verdadeira (epicôndilos femurais diretamente
sobrepostos e plano da patela perpendicular ao plano do chassi).
• Flexionar o joelho apenas de 5° a 10°. (Uma flexão maior pode
separar fragmentos de fratura, se presentes.)
• Área da articulação patelofemural centralizada em relação ao RC e
linha média do chassi.
RAIO CENTRAL: RC perpendicular, centralizado no meio do espaço articular
patelofemural; Distância DFOFI = 100cm.
COLIMAÇÃO: Na área da articulação do joelho, patela e articulação
patelofemural.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 18x24 cm.
ESTRUTURAS MOSTRADAS:
Uma imagem lateral demonstrando a patela, a articulação patelofemural
e a articulação tibiofemural.
INCIDÊNCIAS DO FÊMUR
Incidência AP
POSIÇÃO 
• Paciente em decúbito dorsal, o fêmur centralizado na linha média da
mesa de exame. (Também pode ser feita em uma maca)
• Alinhar o fêmur com o RC e com a linha média da mesa ou do chassi.
• Rodar a perna internamente cerca de 5° para uma incidência AP
verdadeira, similar à AP do joelho. (Para a porção proximal do fêmur,
uma rotação interna da perna a 10 a 15° é necessária, similarmente
à AP do quadril.)
• Certificar-se de que a articulação do joelho está incluída no chassi,
considerando a divergência do feixe de raios X. A borda inferior do
chassi deve estar 5 cm abaixo da articulação do joelho.
RAIO CENTRAL: RC perpendicular, no meio do filme; Distância DFOFI =
100cm.
COLIMAÇÃO: Longa e estreita na área do fêmur.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 30x40 cm ou 35x43 cm.
ESTRUTURAS MOSTRADAS:
Os dois terços distais do fêmur incluindo a articulação do joelho são
mostrados. O espaço articular do joelho não aparecerá completamente
aberto devido ao feixe de raios X divergente.
PATOLOGIA DEMONSTRADA
As porções média e distal do fêmur, incluindo a articulação do joelho
para a detecção e avaliação de fraturas e/ou lesões ósseas.
Incidência Lateral
POSIÇÃO 
• Realizar a radiografia com o paciente em decúbito lateral ou, no caso
de paciente traumatizado, em decúbito dorsal.
FIGURA 7.20 – LATERAL PATELA
FIGURA 7.20A – LATERAL PATELA
FIGURA 7.21 – AP FÊMUR
FIGURA 7.21A – AP FÊMUR
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 67
Advertência: Essa posição não deve ser tentada no caso de paciente
com traumatismo grave.
• Flexionar o joelho aproximadamente 450 com o paciente deitado
sobre o lado afetado e alinhar o fêmur com a linha média da mesa ou
do chassi.
• Colocar a perna não-afetada por trás da perna afetada para evitar
super-rotação.
• Ajustar o chassi para incluir a articulação do joelho (a margem
inferior do chassi deve estar cerca de 5 cm abaixo da articulação do
joelho). 
RAIO CENTRAL: RC perpendicular, no meio do filme; Distância DFOFI =
100cm.
COLIMAÇÃO: Longa e estreita na área do fêmur.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 30x40 cm ou 35x43 cm.
ESTRUTURAS MOSTRADAS:
Os dois terços distais do fêmur, incluindo a articulação do joelho.
PATOLOGIA DEMONSTRADA
Ver incidência AP.
FIGURA 7.22 – LATERAL FÊMUR
FIGURA 7.22A – LATERAL FÊMUR
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 68
NOTA DE AULA N.08: POSICIONAMENTO RADIOLÓGICO DA CINTURA
PÉLVICA
1) Considerações Sobre Posicionamento
LOCALIZAÇÃO DA CABEÇA E DO COLO DO FÊMUR: O tecnólogo deve ser capaz de
localizar a cabeça e o colo do fêmur por dois pontos de reparo de
posicionamento proeminentes, que são a EIAS e a borda superior da
sínfise púbica. Um método primário para localizar a cabeça e o colo do
fêmur é primeiro encontrar o ponto médio de uma linha imaginária
desenhada entre a EIAS e a sínfise púbica. O colo do fêmur está a
aproximadamente 6 a 7 cm ou 3 a 4 dedos de largura distal ao ponto
médio desta linha. A cabeça do fêmur está aproximadamente a 4 cm ou
2 dedos de largura abaixo do ponto médio desta linha.
ASPECTO DA PORÇÃO PROXIMAL DO FÊMUR EM POSIÇÃO ANATÔMICA: Quando a
perna está na posição anatômica correta, como na verdadeira AP da
perna, a porção proximal do fêmur está na verdade rodada
posteriormente. Logo, o colo femural aparece encurtado, e o trocanter
menor é visível quando a perna e o tornozelo estiverem em verdadeira
AP, como na posição anatômica correta.
PELVE: A pelve total (significando uma bacia) serve como a base do
tronco e forma a conexão entre a coluna vertebral e os membros
inferiores. A pelve consiste em quatro ossos - dois ossos do quadril
(também denominados ossos inominados), um sacro e um cóccix. Às
vezes o termo cintura pélvica é usado em referência à pelve inteira. Esse
termo, no entanto, é incorreto, já que cintura pélvica consiste apenas
em dois ossos do quadril, e o termo pelve inclui o sacro e o cóccix.
OSSOS DO QUADRIL: Cada osso do quadril é composto por três divisões:
(1) ílio, (2) ísquio e (3) púbis. Em uma criança, essas três divisões são
ossos separados, mas eles fundem-se em um osso único durante a
adolescência. A fusão ocorre na área do acetábulo. O acetábulo é uma
cavidade profunda, em forma de taça, que recebe a cabeça do fêmur
para formar a articulação do quadril.
ROTAÇÃO INTERNA DA PERNA: Na rotação interna da perna inteira, a porção
proximal do fêmur e a articulação do quadrilsão projetadas em uma
incidência AP correta. O colo do fêmur agora está paralelo à superfície
de imagem e não aparecerá encurtado.
O trocanter menor é fundamental na determinação do correto
posicionamento da perna e do pé (em uma imagem radiográfica). Se
toda a perna estiver rodada internamente no máximo de 15° a 20° o
trocanter menor não é visível.
EVIDÊNCIA DE FRATURA DO QUADRIL: O colo femural é um local de fratura
comum em pacientes mais velhos que sofreram uma queda. O típico
sinal físico dessa fratura é a rotação externa do pé envolvido, enquanto
o trocanter menor é claramente visualizado em perfil.
ADVERTÊNCIA SOBRE O POSICIONAMENTO: Se houver evidência de fratura de
quadril (rotação externa do pé), uma radiografia da pelve deve ser feita
"como está", sem tentar rodar internamente a perna, como seria
necessário para uma incidência AP correta do quadril.
2) Efeito Da Rotação Do Membro Inferior 
As fotos e radiografias pélvicas associadas nesta página
demonstram o efeito da rotação na aparência dos fêmures proximais.
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 69
1- POSIÇÃO ANATÔMICA: Eixos longitudinais dos pés na posição vertical;
Colos femurais parcialmente encurtados; Trocanteres menores
parcialmente visíveis (figura 8.1).
2- ROTAÇÃO MEDIAL DE 15° A 20° (a posição desejada para visualizar pelve
e quadril): Eixos longitudinais dos pés e membros inferiores rodados
internamente em 15° a 20°; Cabeças e colos femurais em perfil
Incidência correta AP dos fêmures proximais; Trocanteres menores não
visíveis ou ligeiramente visíveis em alguns pacientes (figura 8.2).
3- ROTAÇÃO EXTERNA: Eixos longitudinais dos pés e membros inferiores
igualmente rodados lateralmente em uma posição normal de
relaxamento; Colos femurais grandemente encurtados Trocanteres
menores visíveis em perfil internamente (figura 8.3).
4- ROTAÇÃO TÍPICA COM FRATURA DO QUADRIL: Eixo longitudinal do pé
esquerdo rodado externamente (do lado da fratura do quadril); Pé
direito e membro não-afetados em posição neutra; Trocanter menor no
membro rodado externamente (esquerdo) mais visível; área do colo
encurtada (figura 8.4).
3) Protocolos De Proteção
PROTEÇÃO MASCULINA Pequenos escudos de contato podem ser usados
com facilidade em todos os homens. Os protetores são colocados sobre
a área dos testículos sem cobrir a anatomia essencial da pelve ou
quadris.
PROTEÇÃO FEMININA Escudos de contato ovarianos exigem colocação mais
criteriosa a fim de proteger a área dos ovários sem cobrir a anatomia
essencial da pelve ou quadril. Material composto de chumbo coberto por
vinil, cortado em vários formatos e tamanhos, pode ser usado com essa
finalidade em uma radiografia pélvica ou bilateral do quadril em AP.
FATORES DE EXPOSIÇÃO E DOSE DO PACIENTE A fim de reduzir a dose total de
radiação recebida pelo paciente, um limite de kVp mais alto de 90 ± 5
pode ser usado nos exames pélvicos e de quadril. Essa técnica de kVp
mais alta, com mAs mais baixo, resulta em uma dose mais baixa de
radiação fornecida ao paciente.
4) Procedimentos Operacionais Básicos E Especiais
Região
anatômica
Incidências
Básicas (rotina) Adicionais
Pelve AP (pélvica ou quadril
bilateral)
AP perna de rã bilateral
(método de Cleaves
modificado)
Axial AP – ossos pélvicos
anteriores - (método de
Taylor)
Oblíqua posterior do
acetábulo (método de
Judet)
Quadril e fêmur
proximal
AP unilateral do quadril
Lateral - perna de rã
unilateral 
Articulações
sacroilíacas
Axial AP
Oblíquas posteriores
FIGURA 8.1 – POSIÇÃO ANATÔMICA
FIGURA 8.2 – ROTAÇÃO MEDIAL
FIGURA 8.3 – ROTAÇÃO EXTERNA
FIGURA 8.4 – ROTAÇÃO TÍPICA FRATURA
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 70
INCIDÊNCIAS DE PELVE E/OU QUADRIL BILATERAL
Incidência AP
POSIÇÃO 
• Com o paciente em decúbito dorsal, os braços ao lado do corpo ou
cruzados sobre o tórax; forneça um travesseiro para a cabeça e um
suporte sob os joelhos.
• Alinhe o plano médio-sagital do paciente à linha central da mesa e ao
RC .
• Assegure-se de que a pelve não está rodada, à distância do tampo da
mesa até cada EIAS deve ser igual.
• Separe pernas e pés, então rode internamente os eixos longitudinais
dos pés e membros inferiores em 15° a 20°.
• O tecnólogo pode precisar colocar bolsas de areia entre os
calcanhares e unir a parte superior dos pés com fita ou usar bolsas
de areia adicionais para que os pés permaneçam nessa posição.
RAIO CENTRAL: O RC é perpendicular ao filme, direcionado ao ponto
médio entre o nível da EIAS e a sínfise púbica. Esse ponto está = 5cm
abaixo do nível da EIAS; DFOFI = 100cm.
COLIMAÇÃO: Faça a colimação para as margens laterais da pele e para as
bordas superiores e inferiores do filme.
RESPIRAÇÃO: Prender a respiração durante a exposição.
PATOLOGIA DEMONSTRADA: Fraturas, luxações articulares, doença de lesões
ósseas são demonstradas
ADVERTÊNCIA: Não tente rodar internamente as pernas quando se suspeita
de fratura ou luxação do quadril. Faça a incidência com a perna afetada
"como está".
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 30x40 cm ou 35x43 cm.
ESTRUTURAS MOSTRADAS:
Cintura pélvica, LS, sacro e cóccix, cabeças, colo femurais e trocanteres
maiores são visíveis.
Incidência AP perna de rã bilateral
(método de Cleaves modificado)
POSIÇÃO 
• Com o paciente em decúbito dorsal, os braços cruzados sobre o
tórax; forneça um travesseiro para a cabeça.
• Alinhe o paciente à linha média da mesa e/ou do filme e ao RC;
• Assegure-se de que a pelve não está rodada; (distâncias iguais do
tampo da mesa até as EIAS);
• Centralize o filme em relação ao RC, ao nível das cabeças femurais, o
topo do filme aproximadamente ao nível da crista ilíaca;
• Fletir ambos os joelhos como demonstrado;
• Una as superfícies plantares dos pés e abduza ambos os fêmures 40°
a 45° a partir da vertical;
• Assegure-se de que os dois fêmures estão igualmente abduzidos e
que a pelve não está rodada;
• Coloque suportes sobre cada perna para estabilizar se necessário.
RAIO CENTRAL: RC é perpendicular ao filme, direcionado a um ponto 7,5
cm abaixo do nível da EIAS (2,5 cm acima da sínfise púbica); DFOFI =
100cm.
FIGURA 8.5 – AP PELVE
FIGURA 8.5A – AP PELVE
FIGURA 8.6 – MÉTODO DE CLEAVES
MODIFICADO
FIGURA 8.6A – MÉTODO DE CLEAVES
MODIFICADO
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 71
COLIMAÇÃO: Faça a colimação para as margens laterais da pele e para as
bordas superiores e inferiores do filme.
RESPIRAÇÃO: Prender a respiração durante a exposição.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 30x40 cm ou 35x43 cm.
PATOLOGIA DEMONSTRADA: Essa incidência é útil para a evidenciação de um
quadril não-traumatizado ou de displasia do desenvolvimento do quadril
(DDQ), também conhecida como luxação congênita do quadril (LCQ).
ADVERTÊNCIA:
Essa incidência é freqüentemente realizada em exames periódicos de
acompanhamento em pacientes mais jovens, assim proteção gonadal
adequadamente colocada é importante tanto em homens quanto em
mulheres, garantindo que as articulações do quadril não estejam
cobertas. 
ESTRUTURAS MOSTRADAS: 
Cabeças e colos femurais, acetábulo e áreas trocantéricas são visíveis em
uma radiografia.
Incidência Axial AP – ossos pélvicos anteriores
(método de Taylor)
POSIÇÃO 
• Com o paciente em decúbito dorsal, pernas estendidas com suporte
sob os joelhos e forneça um travesseiro para a cabeça, para obter
conforto.
• Alinhe o plano médio-sagitalao RC e à linha média da mesa e/ou do
filme;
• Assegure-se de que a pelve não está rodada (distância entre a EIAS e
o tampo da mesa igual em ambos os lados);
• Centralize o filme em relação ao RC projetado.
RAIO CENTRAL: Ângulo do RC (no sentido cefálico) 20° a 35° em homens
e 30° a 45° nas mulheres. (Esses ângulos diferentes são devidos às
diferenças nos formatos entre as pelves masculinas e femininas.).
Direcione o RC a um ponto na linha média 3 a 5 cm distal à borda
superior da sínfise púbica ou trocanteres maiores; DFOFI = 100cm.
COLIMAÇÃO: Faça a colimação fechada dos quatro lados na área de
interesse.
RESPIRAÇÃO: Prender a respiração durante a exposição.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 30x40 cm ou 35x43 cm.
ESTRUTURAS MOSTRADAS: 
Ramos superiores e inferiores dos ossos púbicos e corpo e ramo do
ísquio são bem demonstrados.
Incidência Oblíqua posterior do acetábulo
(método de Judet)
POSIÇÃO 
• Posições Oblíquas Posteriores. Com o paciente em posição semi-
supina, forneça um travesseiro para a cabeça e posicione o lado
afetado para cima ou para baixo, dependendo da anatomia a ser
demonstrada.
• Posicione o paciente em oblíqua posterior a 45°, tanto o tórax quanto
à pelve a 45o do tampo da mesa. Faça um suporte com uma esponja
em forma de cunha;
FIGURA 8.7 – MÉTODO DE TAYLOR
FIGURA 8.7A – MÉTODO DE TAYLOR
FIGURA 8.8 – MÉTODO DE JUDET
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 72
• Alinhe a cabeça femural e o acetábulo de interesse à linha média da
mesa e ou do chassi;
• Centralize o chassi em sentido longitudinal em relação ao RC ao nível
da cabeça femural.
RAIO CENTRAL: Quando a anatomia de interesse está na parte inferior, RC
direto perpendicular e centralizado a 5 cm distal e 5 cm medial à EIAS da
parte inferior. Quando a anatomia de interesse está na parte superior,
RC direto perpendicular e centralizado a 5 cm diretamente distal a EIAS
da parte superior; DFOFI = 100cm.
COLIMAÇÃO: Faça a colimação dos quatro lados na área de interesse.
RESPIRAÇÃO: Prender a respiração para a exposição.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 30x40 cm ou 35x43 cm.
INCIDÊNCIAS DE QUADRIL E FÊMUR PROXIMAL
Incidência AP unilateral do quadril
POSIÇÃO 
• Com o paciente em decúbito dorsal, posicione os braços ao lado do
corpo ou sobre a parte superior do tórax.
• Localize o colo femural e alinhe-o em relação ao RC e à linha média
da mesa e/ou do filme.
• Assegure-se de que não há rotação da pelve (distância igual das EIAS
até a mesa).
• Faça a rotação interna da perna afetada entre 150 a 200.
RAIO CENTRAL: RC perpendicular ao filme, direcionado para 2,5 a 5 cm
distal ao meio do colo femural (para incluir todos os dispositivos
ortopédicos do quadril se presentes). O colo femural pode ser localizado
cerca de 3 a 5 cm medial e 8 a 10 cm distal a EIAS; DFOFI = 100cm.
COLIMAÇÃO: Faça a colimação dos quatro lados na área de interesse.
RESPIRAÇÃO: Prender a respiração durante a exposição.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 30x40 cm ou 35x43 cm.
ADVERTÊNCIA: 
Não tente fazer a rotação das pernas em caso de suspeita de fratura.
Uma AP básica da pelve, incluindo ambos os quadris para comparação,
deve ser feita antes que a AP unilateral do quadril seja feita em casos de
possível trauma pélvico ou do quadril.
ESTRUTURAS MOSTRADAS: 
O terço proximal do fêmur deve ser visualizado, juntamente com o
acetábulo e partes adjacentes do púbis, ísquio e ílio. Qualquer aplicação
ortopédica existente deve ser visível em sua totalidade.
Incidência Lateral - perna de rã unilateral
POSIÇÃO
• Com o paciente em decúbito dorsal, posicione a área afetada do
quadril para que essa fique alinhada ao RC e à linha média da mesa
e/ou do filme.
• Flexione o joelho e o quadril do lado afetado, como demonstrado,
com a sola do pé contra a parte interna da perna oposta, próxima ao
joelho se possível;
FIGURA 8.8A – MÉTODO DE JUDET
FIGURA 8.9 – AP QUADRIL
FIGURA 8.9A – AP QUADRIL
FIGURA 8.10 – LATERAL QUADRIL
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 73
• Abduza o fêmur a 45° a partir da vertical, colocando o colo femural
quase paralelo ao filme;
• Centralize o colo femural afetado em relação ao RC e à linha média
do filme e tampo da mesa. (O colo femural está 7,5 a 10 cm distal à
EIAS).
RAIO CENTRAL: RC é perpendicular ao filme, direcionado ao meio do colo
femural (centro do filme); DFOFI = 100cm.
COLIMAÇÃO: Faça a colimação dos quatro lados na área de interesse. 
RESPIRAÇÃO: Prender a respiração durante a exposição.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 24x30 cm.
ADVERTÊNCIA: 
Não tente essa posição em pacientes com doença destrutiva ou luxação
ou fratura potencial do quadril. Isso poderia resultar em deslocamento
significativo dos fragmentos da fratura.
NOTA: Uma modificação dessa posição é o método de LAUENSTEIN/HICKEY,
com o paciente iniciando na mesma posição, rodando então para
o lado afetado até que o fêmur esteja em contato com o tampo
da mesa e paralelo ao filme. Essa posição encurta a região do
colo mas pode demonstrar bem a cabeça e o acetábulo se a
perna afetada puder ser abduzida suficientemente, como
mostrado em detalhe.
ESTRUTURAS MOSTRADAS: 
Nas visões laterais do acetábulo e da cabeça e do colo femurais, a área
trocantérica e o terço proximal do fêmur são visíveis.
INCIDÊNCIAS DA ARTICULAÇÕES SACROILÍACAS
Incidência AP axial
POSIÇÃO 
• Com o paciente em decúbito dorsal, forneça um travesseiro para a
cabeça; com as pernas do paciente completamente estendidas,
coloque um suporte sob os joelhos para oferecer-lhe conforto.
• Alinhe o PMS ao RC e à linha média da mesa e/ou do filme.
• Assegure-se de que a pelve não está rodada (distância entre a EIAS e
o tampo da mesa igual em ambos os lados);
• Angule o centro do filme em relação ao RC projetado.
RAIO CENTRAL: Ângulo do RC no sentido cefálico a 30° a 45° (geralmente
homens exigem cerca de 30° e mulheres 35°, ou aqueles com um
aumento na curva lombossacral). Direcione o RC a um ponto na linha
média cerca de 5cm abaixo do nível da EIAS; DFOFI = 100cm.
COLIMAÇÃO: Faça a colimação da área de interesse, mas garanta que as
margens laterais não cortem as articulações sacroilíacas.
RESPIRAÇÃO: Prender a respiração durante a exposição.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 24x30 cm.
PATOLOGIA DEMONSTRADA: Essa incidência é útil na avaliação de fratura e
luxações nas articulações SI.
INCIDÊNCIA ALTERNATIVA AXIAL PA: Se o paciente não consegue ficar em
decúbito dorsal, essa imagem pode ser obtida como uma incidência PA,
com o paciente pronado, usando um ângulo caudal de 30° a 35°. O RC
seria centralizado ao nível de L4 ou ligeiramente acima da crista ilíaca.
ESTRUTURAS MOSTRADAS: Articulações sacroilíacas, junção L5-S1 e todo o
sacro são visíveis.
FIGURA 8.10A – LATERAL QUADRIL
FIGURA 8.11 – AP AXIAL
FIGURA 8.11A – AP AXIAL
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 74
Incidência Oblíquas posteriores
Posição
• Com o paciente em decúbito dorsal, forneça um travesseiro para a
cabeça.
• Gire para 25° a 30° na direção posterior oblíqua, o lado de interesse
sendo elevado;
• Visualize a articulação direita com a OPE e a articulação esquerda
com a OPD;
• Use um dispositivo para medição do ângulo para assegurar que os
ângulos estejam corretos e coerentes em ambas as oblíquas;
• Posicione um suporte sob o quadril elevado e flexione o joelho
elevado;
• Alinhe a articulação de interesse em relação ao RC e à linha média da
mesa ou filme.
RAIOCENTRAL: O RC é perpendicular, direcionado a um ponto situado 2,5
cm medial a EIAS do lado superior; DFOFI = 100cm.
COLIMAÇÃO: Faça a colimação fechada dos quatro lados na área de
interesse.
RESPIRAÇÃO: Prender a respiração durante a exposição.
TAMANHO DO CHASSI / FILME:: 24x30 cm.
PATOLOGIA DEMONSTRADA
A posição demonstra articulações sacroilíacas distantes do filme, sendo
úteis na avaliação de luxação ou subluxação da articulação SI. Ambos os
lados são examinados para comparação.
ESTRUTURAS MOSTRADAS: 
As articulações sacroilíacas (SI) mais distantes do filme são visíveis, com
o espaço articular aparecendo aberto.
FIGURA 8.12 – OBLÍQUA POSTERIOR
ESQUERDA
FIGURA 8.12A – OBLÍQUA POSTERIOR
DIREITA
FIGURA 8.12B – OBLÍQUA POSTERIOR
DIREITA
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 75
ANEXO I _ BIOTIPOS
O pos icionamento radiográf ico requer o
conhecimento das var iações mais comuns na forma do
corpo (biot ipo). Essa var iação no formato do corpo possui
um efeito importante na forma e local ização dos órgãos
internos. Portanto, cada prof iss ional de radiodiagnóstico
deve aprender a reconhecer esses t ipos corpóreos e a saber
o seu efeito nos órgãos internos, como descr ito em cada
capítu lo referente ao posicionamento desses s istemas
orgânicos.
Os quatro t ipos de corpo mais comuns estão
i lustrados nos desenhos abaixo, com as suas respect ivas
percentagens da população nos EUA em geral representada
por cada t ipo.
HI P ER ES TÊ N I C O : Este t ipo representa apenas 5% da
população nos EUA, também conhecido como o mais
"atarracado", maciço. A cavidade torácica é larga e
profunda de frente para trás, com uma dimensão vert ica l
curta, o que indica um diafragma alto. Isso faz também
com que o abdome superior seja também muito largo,
al terando a local ização de órgãos como vesícula bi l iar,
estômago e cólon, como mostram os desenhos e descrevem
capítulos poster iores.
EST ÊN I C O : Este representa o mais próximo da média, mas
ainda é l igeiramente troncudo e freqüentemente o t ipo de
pessoa mais musculosa. Os órgãos torác icos e abdominais
são próximos da média em forma e local ização, mas tendem
mais ao t ipo de const i tu ição corporal compacto e
hiperestênico, como se vê nos desenhos abaixo.
HI P O ES T ÊN I C O : Este representa o mais próximo da média
porém é mais esbelto e às vezes o t ipo corpóreo de maior
estatura. A vesícula bi l iar e o estômago estão mais baixos e
próximos da l inha média, bem como o cólon, que se local iza
em algum lugar no abdome inferior.
AST ÊN I C O : Este é o extremo do t ipo corpóreo delgado
(10%), com uma cavidade torácica mais estrei ta e pouco
profunda, porém com uma grande dimensão vert ical
ind icando um diafragma mais baixo. O abdome superior
também é mais estrei to na porção superior e mais largo nas
dimensões infer iores, o que posic iona os órgãos abdominais
em andares mais infer iores.
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 76
ANEXO II _ Princípio ALARA
Esse pr incípio postula que a exposição ocupacional
deve ser mantida "As low As Reasonably Achievable" (tão
baixo quanto razoavelmente exeqüível) . Esse é um
princípio importante a que todo técnico/radio logista deve
estar atento. Eis um resumo de quatro formas importantes
pelas quais isso pode ser alcançado:
1 . Sempre usar o dosímetro ou outro disposit ivo de
monitoração. Apesar do dosímetro não diminuir a exposição
do trabalhador, os regis tros a longo prazo são importantes
para a determinação de prát icas de proteção.
2 . Disposit ivos de imobi l ização ou bandas de retenção
devem ser usados sempre que poss ível , e apenas como
últ imo recurso a lguém deve permanecer na sala para conter
o paciente - nunca deve ser o profissional de
radiodiagnóstico . Se a contenção dos pacientes for
necessária, ela deve ser fei ta por uma outra pessoa que
não seja um prof iss ional ocupac ionalmente exposto. Essa
pessoa nunca deve permanecer no feixe pr imário e sempre
deve usar um avental e luvas de proteção.
3 . A prática do uso de col imador restrito, filtração do
feixe primário, técnicas de kVp ideais, telas e filmes
de alta velocidade e exames pouco repetidos . A
exposição do prof iss ional de radiodiagnóst ico é devida
basicamente à radiação d ispersa do paciente e de outras
fontes. Além disso, a redução da exposição do paciente
resulta conseqüentemente na redução da exposição do
profissional de radiodiagnóstico.
4 . Siga as três regras cardinais de proteção contra a
radiação, o tempo, à distância e blindagem . O
profissional de radiodiagnóstico deve minimizar o tempo de
exposição, permanecer o mais d is tante poss ível da fonte e
usar um escudo de chumbo quando exposto.
Isso é importante em trauma e em radiograf ias
móveis, especia lmente com as unidades de f luoroscopia
digi ta l em braço C móvel. A proteção contra a dispersão é
importante para as unidades f luoroscópicas móveis como o
braço em C por aumentar a dose potencia l no paciente e no
profissional de radiodiagnóstico.
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 77
ANEXO III _ Equipamento FNX 200
RENDIMENTO 
• Gerador de Raios-X de Onda Plena Bifásico. 
• 100 kV ( Regulagem de 50 a 100 kV): 10 kW. 
• 1 a 500 mAs. 
• Potência de 10 kVA. 
CÚPULA DE RAIOS-X 
• Potência do tubo máx: 20/40 kW 
• Tubo de anodo giratório, com foco de 1,0 mm. 
• Blindagem completa do tubo de raios-X. 
• Filtração total igual ou maior que 2,5 mm Al. 
• Cúpula exclusiva com isolamento a seco, imune a vazamentos e
maior capacidade térmica. 
• Incorpora Angulador. 
COLIMADOR LUMINOSO 
• Timer integrado com temporização automática.
• Ajuste preciso da congruência entre o campo luminoso e o feixe de
radiação.
COMANDO 
• Design prático e objetivo. 
• Ajustes de kV e mAs. 
• Ajuste de precisão da rede com indicação à LEDs. 
• Disparador com retardo automático no painel. 
• Disparador à distância de 2 estágios de 2,5 m. 
• Acionamento de Bucky. 
ESTATIVA, TRILHO E MESA
• Tubo com movimentos vertical, horizontal e angular. 
• Movimento deslizante do conjunto Cúpula-Braço na horizontal
acoplado a mesa ou sobre trilho no piso. 
• Movimentação com frenagem por atrito macromolecular
(dispensa freios). 
• Bucky com sistema oscilante e grade antidifusora de alta
qualidade. 
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 78
ANEXO IV _ TABELA DE EXPOSIÇÃO FNX 200
Região anatômica Espessura (cm) kV mAs DFoFi (cm)
Crânio
Crânio PA 19 75 40 100
Crânio-Face Lateral 16 65 24 100
Crânio Cérebro Lateral 16 70 24 100
Crânio Axial 22 85 80 100
Crânio Sela Turca 17 80 48 100
Idem Segundo Stevens 17 75 48 100
Maxilar Inferior 11 70 48 100
Inclinado Segundo Eisler 11 60 20 100
Tórax
Costelas 1 a 7 AP / PA 20 65 24 120
Costelas 8 a 12 AP / PA 22 70 48 120
Esterno PA 21 65 48 120
Esterno Lateral 30 65 48 120
Clavícula PA 14 65 12 120
Escápula AP 17 65 20 120
Escápula Lateral 14 60 48 120
Pulmões PA 21 65 5 150
Pulmões e Coração Lateral30 75 10 150
Coração PA 21 85 8 200
Esôfago Oblíqua 28 75 10 120
Coluna vertebral
Cervical C1 a C3 oral 13 65 48 100
Cervical C4 a C7 AP 13 65 32 100
Cervical C1 a C7 Lateral 12 65 20 150
Cervical C1 a C7 Oblíqua 13 70 24 100
Torácica superiores AP 18 70 40 100
Torácica inferiores AP 21 80 48 100
Torácica Lateral 30 75 80 100
Lombar L1 a L4 AP 19 75 40 100
Lombar L1 a L4 Lateral 27 80 100 100
Lombar L1 a L4 Oblíqua 22 80 48 100
Lombar L5 AP 22 80 48 100
Lombar L5 Lateral 33 85 150 100
Pelve
Pelve e Bacia AP 20 75 40 100
Sacro e Cóccix AP 19 80 40 100
Sacro e Cóccix Lateral 33 85 100 100
ECRAN: Kodak tipo LANEX de
sensibilidade verde com
respectivos filmes (ou
equivalente).
ATEN Ç Ã O : 
Para cada cm a mais ou a
menos da espessura
normal, acrescentar ou
diminuir uma pos ição do
mAs.
Para a a lta-tensão:
kV = (2x espessura + Q)
onde Q é a constante de
rendimento do aparelho
ou (kV I) / (espessura I) =
(kV F) / (espessuraF)
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 79
ANEXO IV _ TABELA DE EXPOSIÇÃO FNX 200
Região anatômica Espessura (cm) kV mAs DFoFi (cm)
Abdome
RUB AP/PA 19 65 48 100
Idem Lateral 27 80 80 100
Bexiga Axial 21 70 100 100
Relevo-Estômago PA 22 80 16 100
Estômago. PA 22 85 16 100
Bulbo PA 22 85 16 100
Intestino, Estômago PA
decúbito 22 85 20 100
Gravidez PA 32 80 80 100
Idem Lateral 28 90 80 100
Pelvimetria 29 90 48 100
Braço
Ombro AP 11 65 7 100
Ombro Axial 11 65 8 100
Braço AP Lateral 8 60 6 100
Cotovelo AP 6 60 5 100
Cotovelo Lateral 8 60 6 100
Antebraço AP 6 55 6 100
Antebraço Lateral 7 55 6 100
Punho AP 4 50 3 100
Punho Lateral 6 50 5 100
Mão AP 3 50 3 100
Mão Lateral. Oblíqua 6 50 4 100
Dedos Lateral Oblíqua 2 50 3 100
Pernas
Colo do Fêmur Lateral 22 65 48 100
Coxa parte superior 13 70 24 100
Coxa parte inferior 12 65 16 100
Joelho AP 12 60 8 100
Joelho Lateral 10 60 6 100
Patela Axial 7 60 8 100
Perna AP 11 60 8 100
Perna Lateral 9 60 8 100
Articulação Pé AP 9 60 8 100
Articulação Pé Lateral 7 60 6 100
Calcanhar Lateral 7 55 6 100
Calcanhar Axial 10 55 6 100
Metatarso AP 5 50 5 100
Metatarso Oblíqua 6 50 5 100
Pé Lateral 7 55 5 100
Dedos do Pé 3 50 3 100
ECRAN: Kodak tipo LANEX de
sensibilidade verde com
respectivos filmes (ou
equivalente).
ATEN Ç Ã O : 
Para cada cm a mais ou a
menos da espessura
normal, acrescentar ou
diminuir uma pos ição do
mAs.
Para a a lta-tensão:
kV = (2x espessura + Q)
onde Q é a constante de
rendimento do aparelho
ou (kV I) / (espessura I) =
(kV F) / (espessuraF)
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Incidências Radiológicas Básicas – Notas de aula 80
Referência bibliográfica:
LEAL, Robson. Radiologia: Técnicas Básicas. 1a ed. – São Paulo:
EDITORA ESCOLAR, 2004
BONTRAGER, Kenneth L. Tratado de Técnica Radiológica. 5a ed. – Rio de
Janeiro: GUANABARA-KOOGAN,2002
BONTRAGER, Kenneth L. Tratado de Técnica Radiológica. 4a ed. – Rio de
Janeiro: GUANABARA-KOOGAN,2000
BONTRAGER, Kenneth L. Atlas de Bolso. - Técnica Radiológica e Base
Anatômica. 3a ed. – Rio de Janeiro: GUANABARA-KOOGAN,1999
MÖLLER,Torsten B. ; REIF, Emil. Atlas de Anatomia Radiológica. 2a ed. –
Porto Alegre: ARTMED, 2001
DIMENSTEIN, Renato; GHILARDI, Thomaz. Bases Físicas e Tecnológicas
aplicadas aos Raios X. 1a ed. – São Paulo: SENAC, 2002
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