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Curso: Técnico em Radiologia Docente: Audisea Barbosa Tórax Rotina ÁpicoLordótica AP Oblíquas Decúbitos lateral Derrame pleural Pneumotórax Tórax em leito Tórax em cardeirante - Lateralidade: quando realizamos uma radiografia de tórax, existe uma série de coisas que devemos avaliar , sendo a primeira delas a lateralidade. Nunca podemos confiar na posição do coração para definir a lateralidade, pois o paciente pode ter dextrocardia. Por isso, sempre deve haver uma marcação indicando a lateralidade, na radiografia. LATERALIDADE inversus As radiografias de tórax são mais comuns dentre todos os procedimentos radiológicos. Entretanto, antes de principiá-la é importante aprender e compreender a anatomia do tórax, incluindo as relações concernentes a toda a anatomia no interior da cavidade torácica. O tórax é a porção superior entre o pescoço e o abdome. A anatomia radiografica do tórax é divida em três seções: a caixa tóracica, o sistema respiratório propriamente dito e o mediastino. ANATOMIA DO TÓRAX NOS RAIOS-X A caixa torácica: é parte do esqueleto que fornece uma estrutura de proteção para as partes do tórax envolvidas na respiração e circulação sanguínea. Vamos pesquisar Sobre a anatomia da caixa torácica? Sistema respiratório: A respiração é a troca de substâncias gasosas entre o ar que nós respiramos e a corrente sanguínea. O sistema respiratório consiste naquelas partes do corpo através das quais o ar passa, desde o nariz e boca até o interior dos pulmões. As quatros divisões gerais do sistema respiratório, são faringe, a traquéia, os brônquios e os pulmões. Mediastino: a porção medial da cavidade torácica entre os pulmões é chamada de mediastino. Quatro estruturas radiologicamente importante localizada no mediastino são: coração e grandes vasos, traquéia e esôfago. POSICIONAMENTO RADIOGRÁFICO Os tipos físicos requerem consideração especial na radiográfia de tórax. MOVIMENTO RESPIRATÓRIO A primeira delas é o diâmetro vertical, o qual vai aumenta, principalmente, com a contração e o movimento inferior do diafragma, ampliando então o volume torácico. Segundo é o diâmetro transverso que sofre aumento durante a inspiração. As costelas deslizar para fora e para cima, ampliando o diâmetro transverso do tórax. A terceira dimensão é o diâmetro anteroposterior, que também aumenta durante a inspiração pela elevação dos arcos costais, especialmente da segunda à sexta costelas. GRAU DE INSPIRAÇÃO PREPARO DO PACIENTE O preparo do paciente inclui a remoção de todos os objetos opacos das regiões do tórax e pescoço, incluindo roupas com botões, colchetes, ganchos ou quaisquer outros objetos que poderiam formar artefato indesejável na radiografia. PROTEÇÃO RADIOLÓGICA Protetor de gônadas: além de uma colimação cuidadosa, um protetor de gônadas de chumbo deve ser utilizado para a área abdominal abaixo dos pulmões. É especialmente importante para crianças, gestantes e todas as mulheres e homens em idade fértil. FATORES TÉCNICOS KV em geral, deve ser alto o bastante para resultar em contraste suficiente a fim de demonstrar os muitos tons de cinzas necessários à visualização das finas tramas pulmonares. Isso requer um alto KV em torno de 110 à 125. VANTAGENS DO EXAME MAIS USADO NA RADIOLOGIA: Baixo custo; Disponibilidade; Facilidade de execução; Dose de radiação adequada; Distância de 180 cm entre o receptor –fonte da imagem. As radiografias em AP, em vez de PA com 180 cm, causam aumento da magnificação da sombra cardíaca, o que complica o diagnóstico de possível aumento cardíaco. PA DE TÓRAX Posicionamento: Paciente na posição ortostática ou sentado, pés afastados, peso igualmente distribuído sobre ambos os pés queixo elevado as mãos sobre os quadris, palmas para fora; Ombros rodados encostados no Buck para permitir movimento lateral das escápulas RC: perpendicular ao filme e centralizado no plano médio sagital ao nível de T7 DFOFI: 1 metro e 80 cm Respiração: fazer a exposição ao fim da segunda inspiração completa a fim de radiografar este tórax com os pulmões cheios de ar. Colimação: devem ser incluídos ambos os pulmões, desde os ápices até os ângulos (ou seios) costofrênicos e a traquéia até a carina. Articulações esternoclaviculares simétricas. A circulação pulmonar deve estar nítida. PATOLOGIAS DEMONSTRADAS FATORES TÉCNICOS E PROTEÇÃO Patologias: Quando realizada em ortostase, PA demostra derrames pleurais, pneumotórax, atelectasia e sinais de infecção. Fatores técnicos: Tamanho do RI 35 x 43 cm ( longitudinal ou transversal. Kv 110 à 125 Proteção: colocar a proteção de chumbo sobre a região pélvica do paciente para proteger as gônadas. PA DE TÓRAX PERFIL DE TÓRAX Posicionamento: Paciente na posição ortostática ou sentado lado esquerdo cardíaco mais próximo do filme, peso igualmente distribuído sobre ambos os pés; Levantar os braços cruzando-os acima da cabeça e flexionar um pouco o tronco para frente para obter melhor visualização da região retro cardíaca; Centralizar o paciente em relação ao filme, verificando as bordas anteriores e posterior do tórax; RI: 35X35 OU 35x 43 L RC: perpendicular ao filme abaixo da cintura escapular e centralizado no plano médio sagital ao nível de T7 de 8 a 10 cm abaixo do nível da incisura jugular; DFOFI: 100 cm. O paciente deve estar posicionado simetricamente o esterno deve estar em perfil e arcos costais da mesma forma. Os ângulos costofrênicos devem estar demonstrados na radiografia. PATOLOGIAS DEMONSTRADAS FATORES TÉCNICOS E PROTEÇÃO Patologias: Quando realizada em ortostase, PA demostra derrames pleurais, pneumotórax, atelectasia e sinais de infecção. Fatores técnicos: Tamanho do RI 35 x 35 ou 35 x 43 cm ( longitudinal) Kv 110 à 125 Proteção: colocar a proteção de chumbo sobre a região pélvica do paciente para proteger as gônadas. PERFIL DE TÓRAX OBLÍQUAS POSTERIORES - OPD E OPE Posição do Paciente (Ortostática): Paciente em posição ortostática, rodado a 45°, coma região posterior do ombro direito contra o chassi para a OPD, e a 45°, com a região posterior do ombro esquerdo contra o chassi para a OPE. Braço o mais próximo possível do chassi, elevado, e a cabeça apoiada; o outro braço colocado sobre o quadril com a região palmar para fora .Paciente olhando reto à frente Posição de Decúbito: Se o paciente não puder se levantar ou sentar, realizar as incidências oblíquas posteriores na mesa. Colocar apoios sob a cabeça e sob o quadril e o ombro elevados. Posição da Parte : Parte superior do chassi cerca de 2 cm (1 polegada) acima da vértebra proeminente, ou cerca de 12 cm (5 polegadas) acima do nível da incisura jugular (5 cm acima dos ombros). Centralizar o tórax com o RC e com o chassi RI: 35x43 longitudinal RC: perpendicular, ao nível de T7 DFOFI: 180 cm Respiração: A exposição é feita após a segunda inspiração profunda e completa. Observação: As oblíquas posteriores visualizam melhor o lado mais próximo ao chassi. As posições posteriores mostram a mesma anatomia que o seu oposto, as oblíquas anteriores. Assim, a posição OPE corresponde a OAD, e a OPD corresponde a OAE. OBLÍQUAS ANTERIORES - OAD E OAE Posição: Paciente na posição ortostática, rodada a 45°, com a porção anterior do ombro esquerdo contra o chassi para a OAE; e a 45°, com a porção anterior do ombro direito contra o chassi para a OAD. Os braços do paciente flexionados o mais próximo possível do chassi, com a mão colocada sobre o quadril e espalmada para fora Braço oposto elevado de modo a não obscurecer os campos pulmonares, repousando a mão sobre a unidade de cabeça ou tórax para apoio, mantendo os braços levantados o mais alto possível. Paciente olhando reto à frente; queixo levantado. Posição da Parte O técnico deve se posicionar ao lado do tubo de raios X e centralizar o paciente com o RC e com o chassi, colocando a parte superior do chassi cerca de 2,5 cm (1 polegada) acima da vértebra proeminente. RI: 35x43 longitudinalRC: perpendicular, ao nível de T7 DFOFI: 180 cm Respiração: A exposição é feita após a segunda inspiração profunda e completa. AP - LORDÓTICA Posição do Paciente: Paciente de pé cerca de 30 cm distante do chassi, de costas, reclinando-se para trás, de modo a encostar os ombros, o pescoço e a região posterior da cabeça contra o chassi. As duas mãos do paciente devem ser apoiadas nos quadris, com as regiões palmares voltadas para fora; os ombros devem ser rodados para a frente. Posição da Parte: Centralizar o plano médio sagital com o RC e com a linha central do chassi. Centralizar o chassi com o RC (A parte superior do chassi deve estar cerca de 7 a 8 cm ou 3 polegadas acima dos ombros no paciente de porte médio.) RI: 35x43 longitudinal RC: perpendicular ao chassi, centralizado com a porção média do esterno 9cm ou 3 a 4 polegadas abaixo da incisura jugular) DFOFI: 180 cm Estruturas Mostradas: Devem ser incluídos completamente os campos pulmonares e as clavículas. Patologias Demonstradas: Essa incidência é realizada principalmente para descartar calcificações e massas sob as clavículas. Estruturas Mostradas: Devem ser incluídos completamente os campos pulmonares e as clavículas. Realizar o exame ao final da 2ª inspiração profunda. AP (EM DECÚBITO) RECEPTOR DE IMAGEM:35x35 POSICIONAMENTO: Paciente em decúbito dorsal ou em posição semiereta (geralmente para pacientes em cadeira de rodas ou macas), com o PMS no centro do receptor. RAIO CENTRAL: Perpendicular ao chassi e centralizado com o PMS em direção ao osso esterno. DFoFi de 180 cm (72 polegadas) Respiração: A exposição é feita na segunda inspiração profunda e completa AP (EM DECÚBITO) Patologias Demonstradas Quando realizada com o tronco ereto, a incidência AP demonstra derrame pleural, pneumotórax, atelectasia e sinais de infecção. AP EM DECÚBITO LATERAL (PNEUMOTÓRAX E DERRAME PLEURAL) RECEPTOR DE IMAGEM: 35X43 Transversal à estativa ou Longitudinal em relação ao paciente) POSICIONAMENTO: Paciente em decúbito lateral sobre a maca, que deve estar apoiada à estativa, com o PMS, na linha central horizontal da estativa. Flexionar e elevar os cotovelos, apoiando as mãos atrás da nuca, promovendo uma abdução das escápulas, a fim de retirá-las de sobreposição aos pulmões. A cabeça do paciente também deve estar elevada e apoiada sobre o braço, para que o mento não se sobreponha. Manter as pernas flexionadas para manter o equilíbrio. RAIO CENTRAL: Perpendicular horizontal à sétima vértebra torácica, ou 10 cm abaixo da incisura jugular. DFOFI: 180 cm Patologias Demonstradas: É importante identificar o lado que deve estar para cima nesse estudo, podendo ser direito ou esquerdo. Porém para: Líquidos na cavidade pleural (derrame pleural) o lado suspeito deverá estar para baixo. Pequenas quantidades de ar (pneumotórax), o lado suspeito deverá estar para cima. Estruturas Mostradas: Devem ser evidenciados completamente ambos os pulmões, incluindo os ápices, e ambos os ângulos costofrênicos, além de ambas as bordas laterais das costelas VIAS RESPIRATORIAS ALTAS RECEPTOR DE IMAGEM: 24 x 30 Longitudinal POSICIONAMENTO: Posicionar o paciente de modo a centralizar as vias respiratórias altas com o RC e com o centro do chassi (laringe e traquéia repousam anteriormente às vértebras cervicais e torácicas).Rodar os ombros posteriormente com os braços pendentes, prendendo as mãos atrás do dorso. Elevar o queixo ligeiramente e pedir para o paciente olhar reto à frente. Ajustar a altura do chassi, de modo a colocar a parte superior do chassi no nível do meato auditivo externo (MAE), que é a abertura do canal auricular externo. Patologias Demonstradas: Patologias que acometem as vias aéreas, como a laringe e a traquéia, a região da glândula tireóide e do timo e a porção superior do esôfago, no caso da presença de objeto opaco ou de contraste. Uma "radiografia” dos tecidos moles frequentemente é obtida para descartar a presença de corpos estranhos, que pode impor risco de vida em crianças. ARCABOUÇO TORÁCICO, ESTERNO E COSTELAS A principal função do arcabouço torácico é servir como uma câmara expansível semelhante a um fole cuja capacidade interior aumenta e diminui durante a inspiração e a expiração, respectivamente. Isso é causado pela ação alternada dos músculos inseridos no gradil costal e pela pressão atmosférica fazendo com que o ar se mova para dentro e para fora dos pulmões durante a respiração. O arcabouço torácico consiste no esterno anteriormente, nas vértebras torácicas posteriormente e nos 12 pares de costelas ligando o esterno à coluna vertebral. OBLÍQUA ANTERIOR DIREITA OAD RECEPTOR DE IMAGEM: 18X24 ou 24X30 Longitudinal POSICIONAMENTO: Paciente em posição ortostática com o corpo rodado (obliquado) de 15° a 20° de frente para a estativa, apoiar o ombro direito para OAD, manter os braços ao longo do corpo. RAIO CENTRAL: Perpendicular horizontal, entrando à esquerda do PMS, direcionado a sair no centro do osso esterno e no centro do receptor. DFOFi: 1 metro Respiração: final da 2ª inspiração profunda. Patologias Demonstradas: Patologia do esterno, incluindo fraturas e processos inflamatórios. PERFIL ESTERNO RECEPTOR DE IMAGEM: 18X24 ou 24X30 POSICIONAMENTO: Paciente em ortostase com a região lateral do tórax apoiada à estativa, pernas entreabertas e o osso esterno alinhado à LCE. Levar os braços para a região posterior, evitando assim possível sobreposição. RAIO CENTRAL: Perpendicular horizontal (laterolateral), ao centro do osso esterno, saindo no centro do receptor. DFOFI: 1 metro Respira fundo e PRENDE Respira e não pira. audio1.wav image1.png image2.jpeg image3.png image4.jpeg image5.jpeg image6.jpeg image7.jpeg image8.png image9.png image10.jpeg image11.png image12.png image13.png image14.png image15.jpeg image16.jpeg image17.png image18.png image19.jpeg image20.jpeg image21.jpeg image22.png image23.png image24.png image25.jpeg image26.png image27.png image28.png image29.png image30.png image31.png image32.png image33.jpeg image34.png image35.png image36.jpeg image37.jpeg image38.jpeg image39.jpeg image40.jpeg image41.png image42.png image43.jpeg image44.jpeg image45.jpeg image46.png image47.png image48.png image49.png image50.jpeg image51.jpeg image52.png image53.png image54.png image55.png image56.png image57.png image58.png image59.jpeg