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INTRODUÇÃO A manutenção de uma saúde de qualidade é o reflexo que se dá através de muitas exigências, sendo uma delas a qualidade da água, que tem como objetivo principal a proteção à saúde pública. Para que tal qualidade seja atingida é necessária a criação de ações que irão garantir a segurança no fornecimento dessa água, através da eliminação dos compostos da água que trazem malefícios à saúde (D’AGUILA et al., 2000). A água além de ser essencial para a existência da vida, também pode se tornar um precursor para o aumento de doenças, pois a associação da falta de conhecimento da população com a falta de vigilância pelas partes governamentais tem aumentado a incidência de doenças de origem hídrica (CAVALCANTE, 2014). Pois a contaminação dos mananciais por excrementos de origem humana, tem se tornado um meio de transmissão de doenças infecciosas e parasitárias, tais como cólera, febre tifoide e paratifoide, gastrenterite, salmonelose e diarreias. Ainda de acordo com o artigo, cerca de 60% das doenças no país tem origem da água de má qualidade (MORMUL et al., 2006). Um tratamento adequado perante os padrões sanitários, pode ser perdido se não tiver um fornecimento com garantias de qualidade, principalmente se o fornecimento for por meios convencionais, tais como o uso de caminhões pipas e poços artesianos (MENDONÇA et al., 2017). Segundo Freitas, Brilhante, Almeida (2001) a qualidade da água se deteriora cada vez mais rápido, além de está se tornando um bem que a cada dia que passa se encontra cada vez mais necessitada, mesmo apesar de todas as tentativas para armazenar e diminuir o seu consumo. Vale ressaltar, que ainda é possível verificar, principalmente em países que se encontram em desenvolvimento áreas densamente povoadas carentes de saneamento básico adequado, o que acaba tornando a água um precursor de muitas doenças. Além de coliformes fecais podem ser encontrados níveis de nitrato e alumínio muitos elevados na água subterrânea, ultrapassando os níveis permissíveis, levando diversos riscos aos consumidores em geral. Em virtude desse quadro de deterioração dos sistemas aquáticos, teve a necessidade da criação medidas para assegurar a qualidade, proteção e o uso corretor dos mananciais. Neste sentido em 1997 a Lei Federal nº 9.433 instituiu a Política Nacional de Recursos Hídricos, a qual fala o enquadramento dos corpos de água em classes, segundo os usos preponderantes da água. Estas regras visa a assegurar a qualidade das águas compatível com os usos mais exigentes a que forem destinadas e diminuir os custos de combate à poluição, mediante ações preventivas permanentes. Em 2005, o enquadramento dos corpos de água segundo suas classes foi reformulado com o intuito de alcançar as condições adequadas de qualidade da água a ser utilizada nas mais diversas finalidades, conforme estabelecido pelas Resoluções Conselho Nacional do Meio Ambiente nº 274 e nº 357 (BRASIL, 2005). Mediante os fatos mencionados acima, conclui-se que tanto a população precisa de mais consciência, quanto os órgãos governamentais precisam fiscalizar e buscar meios de preservar os mananciais aquáticos da poluição, e consequentemente melhorar a qualidade da água que é fornecida para a população. 1 OBJETIVO 1.1 Objetivo Geral Explanar a importância da utilização da água devidamente tratada na prevenção de doenças transmitidas por alimentos 1.2 Objetivos Específicos Caracterizar os contaminantes alimentares, as fontes de contaminação e as principais vias de transmissão dos microrganismos ao alimentos; Verificar os microrganismos e protozoários mais comumente relacionados a contaminação da água e agravos a saúde da população humana no Brasil; Ajuizar as condutas exigidas pela legislação brasileira quanto ao abastecimento de água nos serviços de alimentação; Ressaltar a importância do nutricionista para o controle higiênico-sanitário e, consequentemente, para a prevenção das doenças transmitidas por alimentos 2 METODOLOGIA A metodologia foi a revisão literária baseada em análise descritivo-reflexiva dos referencias bibliográfica publicados no formato de artigos em revistas indexadas, disponível na base de dado Scielo e revistas publicadas, e foram consideradas as palavras-chaves: Qualidade, preservação, água, saneamento básico e abastecimento, bem como em livros e publicações oficiais, sendo respeitado o período de 1992 a junho de 2018. Como critérios de inclusão foram observados: a disponibilidade na íntegra dos artigos nacionais e internacionais e a publicação no período 1992 a junho de 2018. Os critérios de exclusão foram baseados no artigo não encontra-se disponível na íntegra e, apesar de apresentarem os descritores selecionados, o escopo não expor relação direta à temática proposta. Foi realizado entre os meses de fevereiro e junho de 2018 por acadêmicos do Curso de Graduação em Nutrição da Universidade Estácio de Sá campus Campos dos Goytacazes/RJ. 3 REVISÃO DE LITERATURA 3.1 Segurança Alimentar Tratando-se de segurança e qualidade há muitos requisitos a serem preenchidos. Devem-se respeitar corretamente todas as etapas de produção desde a matéria prima ate o produto final, e as condições higiênico-sanitárias que ocupam um lugar preponderante. Ocorrendo uma falha em qualquer um dos processos o alimento poderá torna-se contaminado. Dentre esses processos, podemos citar: falhas na escolha de produtos, na técnica de conservação e armazenamento, na técnica de preparo e nas normas de higiene (FERREIRA et al., 2004) São diversos os fatores que podem contribuir para que o alimento deixe de ser seguro, tornando-se um fator de risco para a saúde humana. Segundo Riedel, 1992, esses fatores são: as matérias-primas contaminadas, instalações deficientes, refrigeração inadequada, manipuladores portadores de microrganismos patogênicos, equipamentos mal lavados, deficiência no cozimento, contaminação por vetores, equipamentos de difícil higienização e manutenção inadequada de temperatura. Esses problemas fazem como que aumente a probabilidade de haver alteração nos alimentos. Segundo Silva Jr., 1995, os alimentos podem se contaminar mediante o contato com utensílios, superfícies e equipamentos insuficientemente limpos. Os microrganismos patogênicos podem se manter em partículas de alimentos crus ou em água sobre utensílios lavados inadequadamente. Do ponto de vista sanitário, representa risco o uso de recipiente e utensílios contaminados, particularmente quando se refere aos alimentos cozidos que não se destinam ao consumo imediato. 3.2 Utilização de água de boa qualidade Nas ultimas décadas tem ocorrido um aumento expressivo do numero de casos de doenças transmitidas por alimentos, o que torna sua contaminação um serio problema de saúde publica. A mudança dos hábitos alimentares, com a preferencia pelos alimentos frescos como uma medida de preservar sabor e nutrientes, é uma das principais causas do aumento do número de casos de doenças de origem alimentar (TAKAYANAGUI et al., 2007). Os riscos potenciais para a saúde relacionados com a prática da agricultura urbana respondem ao uso indiscriminado de agrotóxicos e as contaminações microbiológicas dos produtos, provenientes principalmente de fontes de contaminação no cultivo, como a utilização de resíduos orgânicos ou águas residuais não tratadas, e da falta de higiene no processamento e comercialização. A qualidade de frutas e hortaliças relaciona-se diretamente a tais fatores (DUBBELING; SANTANDREU, 2003). A água quando contaminada por efluentes não tratados, principalmente esgoto doméstico, é um dos mais eficientes meios transmissão e disseminação de doenças ao homem, que podem ser causadas por protozoários, helmintos, vírus, fungos e bactérias (MAROUELLI; SILVA, 1998). No caso de uso para irrigação, uma agua de baixa qualidade pode acarretar contaminação dos alimentos irrigados, comprometendo a qualidadedo produto e, principalmente, a saúde humana, uma vez que hortaliças e frutas, especialmente aquelas consumidas cruas, podem servir de veículo de transmissão de uma série de doenças aos consumidores. Dessa forma, o controle da qualidade da água é de extrema importância (FRANCO; VANZELA, HERNANDEZ, 2006). O grau de contaminação fecal da agua e de alimentos é avaliado preferencialmente pela contagem de coliformes fecais, atualmente conhecidos como coliformes termotolerantes. Esses microrganismos além de estarem presentes em fezes humanas e de animais homeotérmicos, ocorrem em solos, plantas ou matrizes ambientais que não tenham sido contaminados por material fecal, sendo Escherichia coli a única espécie do grupo de coliformes termotolerantes cujo habitat exclusivo é o intestino humano e de animais homeotérmicos, onde ocorre em densidades elevadas, se constituindo no principal representante do grupo indicador mais especifico de contaminação fecal e de eventual presença de organismos patogênicos (CONTE et al., 2004). 3.3 Abastecimento de água em serviços de alimentação A água utilizada para o consumo direto ou no preparo dos alimentos deve ser controlada independente das rotinas de manipulação dos alimentos. É obrigatória a existência de reservatório de água. O reservatório deve estar isento de rachaduras e sempre tampado, devendo ser limpo e desinfetado nas seguintes situações: quando for instalado, a cada 6 meses, na ocorrência de acidentes que possam contaminar a água (animais, sujeira, enchentes). Para a manipulação de alimentos deve ser utilizada somente água potável. Quando utilizada uma solução alternativa de abastecimento de água, a potabilidade da água deve ser semestralmente mediante laudos laboratoriais. A água utilizada pode ser proveniente de: Rede pública; Poços artesanais com posterior tratamento; Comprada de terceiros, caminhão pipa. Em qualquer uma dessas circunstâncias a água deve ser potável, límpida, transparente, incolor, inodora e insípida. As águas de poços, minas e outras fontes alternativas só devem ser usadas desde que não exista risco de contaminação (fossa, lixo, pocilga) e quando submetidas a tratamento de desinfecção. Após a desinfecção da água deve ser realizada análise bacteriológica em laboratório próprio ou terceirizado. A utilização de sistema alternativo de abastecimento de água deve ser comunicada à Autoridade Sanitária. O gelo para utilização em alimentos deve ser fabricado com água potável, de acordo com os Padrões de Identidade e Qualidade vigentes. O vapor, quando utilizado em contato com produtos ou superfícies que entram em contato com alimentos, não pode representar riscos de contaminação. E para higiene (lavagem e desinfecção) dos reservatórios, devem ser utilizadas metodologias oficiais. 3.4 Controle higiênico-sanitário A qualidade higiênico-sanitária como fator de segurança alimentar tem sido amplamente estudado e discutido, uma vez que as doenças veiculadas por alimentos são um dos principais fatores que contribuem para os índices de morbidade nos países da América Latina. Os alimentos podem contaminar-se mediante contato com utensílios, superfícies e equipamentos insuficientemente limpos. Para a produção adequada de uma refeição, é de extrema importância a participação de um nutricionista, onde o mesmo saberá os cuidados necessários na manipulação dos alimentos, nas técnicas de preparo, na temperatura que garanta que o alimento não seja contaminado por bactérias e fungos, no armazenamento correto, entre outros aspectos fundamentais. É sempre necessária a limpeza adequada dos equipamentos e utensílios utilizados para processar, transportar, preparar, conservar e servir alimentos. Durante o preparo, tudo entra em contato com o alimento, desde as mãos do homem até os utensílios e equipamentos utilizados. Após o término do trabalho deve-se higienizar a área de preparação do alimento e quantas vezes forem necessárias, tomando cuidados para não contaminar os alimentos através dos saneantes utilizados, e evitar o uso de substâncias odorizantes nas áreas de preparação e armazenamento dos alimentos. Qualquer pessoa que entra em contato direto ou indireto com o alimento é um manipulador de alimentos e uma vez que trabalhando em contato com produtos, superfícies que ficam em contato com alimentos e materiais para embalagem de produtos devem seguir práticas de higiene pessoal durante o trabalho, a fim de evitar a contaminação dos alimentos e possíveis DTA's, garantindo dessa forma uma qualidade higiênica e, consequentemente, a segurança alimentar. CONCLUSÃO A água está exposta a mudanças na sua qualidade durante todas as suas fases, e pode ser um meio de contaminação para população em geral, por isso cada dia mais, a sociedade precisa pressionar o poder publico por demandas de politicas adequadas e efetivas que garantam a qualidade e a disponibilidade da água para a população em geral. Conclui-se que é preciso desenvolver em paralelo com o setor publico medidas que ajudam na educação do cidadão sobre a importância da água para a nossa sobrevivência, pois a água além de ser essencial para a existência da vida, também pode se tornar um precursor para o aumento de doenças, visto que está presente a todo o momento no dia a dia, e das preparações em geral, desde seu cultivo ate o consumidor final. REFERÊNCIAS CAVALCANTE, 2014. Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH / UFRGS), Porto Alegre, RS, Brasi. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1980-993X2014000300015&lng=pt&nrm=iso. Acessado em 04/04/2018. D’AGUILA et al., 2000. Departamento de Saneamento e Saúde Ambiental, Escola Nacional de Saúde Pública, Fundação Oswaldo Cruz. Rua Leopoldo Bulhões 1480, 5o andar, Rio de Janeiro, RJ 21041-210, Brasil. Disponível em: file:///C:/Users/gabri/Downloads/%C3%A1gua%20(1).pdf. Acessado em 10/05/2018. DUBELLING; SANTANDREU, 2003. Orientações para formulação de politicas municipais para a agricultura urbana. Disponível em: http://www.fomezero.gov.br/download/agricultura_urbana_parte. Acesso em: 15/04/2018 FERREIRA et al., 2004. A importância das condições higiênico sanitárias na produção de alimentos. Disponível em: http://www.unibem.br/cursos/nutricao/kath/8.doc. Acessado em: 03/05/2018. FRANCO; VANZELA, HERNANDEZ, 2006. Avaliação biológica da qualidade da água para irrigação do córrego Três Barras, Marinópolis, SP. In: CONGRESSO NACIONAL DE IRRIGAÇÃO E DRENAGEM, 16., 2006, Goiânia. Anais...Brasília: Associação Brasileira de Irrigação e Drenagem, 2006. FREITAS; BRILHANTE; ALMEIDA., 2001. Núcleo de Estudos de Saúde Coletiva, Universidade Federal do Rio de Janeiro. Av. Brigadeiro Trompowski s/no, Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, 5o andar, Ala Sul, Rio de Janeiro, RJ. Disponível em: file:///C:/Users/gabri/Downloads/%C3%A1gua%203.pdf. Acessado em: 01/05/2018. MAROUELLI; SILVA, 1998. Aspectos sanitários da água para fins de irrigação. Disponível em: http://bbeletronica.cnph.embrapa.br/1998/cot/cot_5.pdf. Acesso em: 22/05/2018. MENDONÇA et al., 2017. universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Recife, PE, Brasil. Medicina Tropical. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1980-993X2017000300468&lng=pt&nrm=iso. Acessado em: 20/04/2018. MORMUL et al., 2006. AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DA ÁGUA EM NASCENTES DA FAVELA SÃO FRANCISCO DE CAMPO MOURÃO/PR. Disponível em: file:///C:/Users/gabri/Downloads/ARTIGO%20SOBRE%20%C3%81GUA%2055%20(1).pdf. Acessado em 05/04/2018. RIEDEL, 1992. 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