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Imprimir SISTEMA DE TRATAMENTO DE ÁGUA Aula 1 - Doenças de veiculação hídrica Aula 2 - Poluição e contaminação do solo e da água Aula 3 - Características das águas para tratamento Aula 4 - Sistema de tratamento de água Aula 5 - Revisão da unidade Referências SISTEMA DE TRATAMENTO DE ÁGUA Aula 1 - Doenças de veiculação hídrica Aula 2 - Poluição e contaminação do solo e da água Aula 3 - Características das águas para tratamento Aula 4 - Sistema de tratamento de água Aula 5 - Revisão da unidade Referências SISTEMA DE TRATAMENTO DE ÁGUA Aula 1 - Doenças de veiculação hídrica Aula 2 - Poluição e contaminação do solo e da água Aula 3 - Características das águas para tratamento Aula 4 - Sistema de tratamento de água Aula 5 - Revisão da unidade Referências 14/01/2025, 14:22 wlldd_241_u3_tra_agu_eflu https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202402/WHITE_LABEL/TRATAMENTO_DE_AGUA_E_EFLUENTES/LIVRO/U3/index.html 1/35 INTRODUÇÃO Olá, estudante! Atualmente, cerca de uma a cada quatro pessoas no mundo não tem água potável em sua casa, e duas a cada cinco pessoas não têm acesso aos serviços de saneamento – ou possuem acesso de forma ine�ciente. Esse quadro apresenta como resultado a morte de centenas de crianças, todos os dias, por doenças como diarreia e outras mazelas causadas pela falta de saneamento ou pelo consumo de água não tratada. Nesta etapa de aprendizagem, você entenderá que investir na implantação e e�ciência dos serviços que compõem o saneamento básico é uma questão de saúde pública. Tal investimento não apenas previne casos de várias doenças que podem colocar em risco a saúde das populações, como também poupa o sistema público de saúde, que, muitas vezes, �ca sobrecarregado com o tratamento dessas patologias. Vamos lá? Bons estudos! Aula 1 DOENÇAS DE VEICULAÇÃO HÍDRICA Olá, estudante! Atualmente, cerca de uma a cada quatro pessoas no mundo não tem água potável em sua casa, e duas a cada cinco pessoas não têm acesso aos serviços de saneamento – ou possuem acesso de forma ine�ciente. 14/01/2025, 14:22 wlldd_241_u3_tra_agu_eflu https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202402/WHITE_LABEL/TRATAMENTO_DE_AGUA_E_EFLUENTES/LIVRO/U3/index.html 2/35 O INÍCIO DAS PREOCUPAÇÕES COM SANEAMENTO E QUALIDADE DA ÁGUA Você aprenderá, neste bloco de estudos, que a falta de saneamento básico e o consumo de água sem tratamento podem causar sérios riscos à saúde humana e até mesmo a morte. A importância da água para as civilizações provém de um contexto histórico, quando os aglomerados populacionais e cidades buscavam estabelecer-se em locais onde esse recurso estava disponível em abundância. Hoje, ter acesso à água ainda é um dos principais fatores limitantes tanto para o desenvolvimento econômico e adequado das cidades quanto para o bem-estar dos habitantes dessas regiões, em função da essencialidade desse recurso para a manutenção da vida e o andamento dos processos produtivos. Até o �nal do século XIX, a água era considerada própria para o consumo somente tomando como base a sua aparência, ou seja, de forma empírica (Martins, 2014). Contudo, em 1854, especi�camente no bairro de Soho, em Londres, um grande surto de cólera, que provocou a morte de mais de 120 pessoas em três dias, desmisti�cou essa concepção. O médico John Snow, considerado o pai de epidemiologia, se propôs a demarcar os locais das mortes no bairro. Como resultado, ele veri�cou a proximidade de todas essas áreas com uma mesma bomba pública d’água. Por meio dessa constatação, Snow correlacionou o consumo da água da bomba (com possível contaminação fecal) à cólera. Após a retirada da bomba de serviço, a epidemia se encerrou. Assim, Snow formulou e comprovou sua teoria de propagação da cólera a partir do consumo de água contaminada (Wilson, 2012). Depois de John Snow, Louis Pasteur, em 1863, descobriu a existência de microrganismos que poderiam transmitir doenças. Por �m, Robert Koch, em 1883, desenvolveu um método de identi�cação desses microrganismos – como o bacilo Vibrio cholerae, bactéria da cólera (Martins, 2014). As descobertas desses três cientistas – John Snow, Louis Pasteur e Robert Koch – constituíram a base cientí�ca determinante para a correlação entre o consumo de água imprópria e os danos à saúde pública. A partir dessa tese e da eclosão de diversos surtos de cólera e febre tifoide na Europa no início do século XX, tais ocorrências passaram a ser contidas por meio da aplicação de técnicas de desinfecção da água dos sistemas de abastecimento público (Vieira et al., 2005). Atualmente, sabe-se que uma água com qualidade inapropriada pode afetar a saúde humana por meio da ingestão direta, do preparo de alimentos, da agricultura, da higiene pessoal, da higiene do ambiente, em atividades de lazer ou em processos industriais. Podem-se dividir os riscos à saúde relacionados à água nos seguintes grupos: Relacionados à ingestão de água contaminada por agentes biológicos. Relacionados a poluentes químicos e radioativos, geralmente originados de e�uentes industriais ou de acidentes ambientais (Brasil, 2004). Porém, ainda hoje, de acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 3,6 bilhões de pessoas (quase 50% da população global) ainda vivem sem saneamento básico. Esse índice alarmante indica que cerca de 2 bilhões de pessoas consomem água contaminada, acarretando a morte aproximada de 700 crianças com menos de cinco anos de idade todos os dias, ao redor do mundo, por doenças como diarreia e outras infecções (ONU News, 2021). Considerando esse contexto, nos próximos blocos de estudos você aprenderá que investimentos em saneamento básico e�ciente e de qualidade podem representar não apenas um grande ganho na saúde pública a partir da prevenção de inúmeras doenças, mas também avanços sociais, ambientais e econômicos. 14/01/2025, 14:22 wlldd_241_u3_tra_agu_eflu https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202402/WHITE_LABEL/TRATAMENTO_DE_AGUA_E_EFLUENTES/LIVRO/U3/index.html 3/35 ÁGUAS IMPRÓPRIAS E TRANSMISSÃO DE DOENÇAS Você já descobriu que somente a partir da metade do século XIX questões relacionadas à qualidade da água consumida passam a ser correlacionadas a ocorrências de doenças. Nesse sentido, estudos identi�caram que os principais agentes biológicos encontrados em águas contaminadas são bactérias patogênicas, vírus e parasitas. De maneira geral, a maior parte das morbidades de origem hídrica é transmitida por patógenos decorrentes de contaminação fecal. Sobre esse assunto, é importante saber que morbidade se refere ao conjunto de causas capazes de produzir uma doença, isto é, de características comuns a uma dada população/grupo de indivíduos, as quais desencadeiam doenças. Já a mortalidade corresponde ao conjunto dos indivíduos que vieram a óbito em um determinado intervalo de tempo, ou seja, à probabilidade de um componente dessa população vir a morrer por causa de uma certa doença (Pereira, 2007). Detectadas na maioria dos casos, as bactérias patogênicas – presentes nas águas ou alimentos contaminados – representam uma das principais fontes de morbidade para doenças como enterites, diarreias infantis e doenças epidêmicas, como a cólera e a febre tifoide. Também estão entre as principais responsáveis por mortalidades (Brasil, 2004). As bactérias mais comuns em águas contaminadas são: Campylobacter jejuni, Salmonella, Shigella, Vibrio cholerae e Yersinia enterocolitica. Já os vírus são microrganismos patogênicos. Alguns se desenvolvem especi�camente no intestino de animais (vírus entéricos). Os mais encontrados nos sistemas de abastecimento são: Adenovírus, Enterovírus, Hepatite A, Norwalk, Reovírus, Coxsackie e Rotavírus (Di Bernardo; Sabogal Paz, 2010, Libânio, 2010). Por �m, a Giardia e o Cryptosporidium são os principais protozoários transmissores de doenças por veiculação hídrica. Apresentam-se como cistos e oocistos, respectivamente. Podem sobreviver em águas limpas e permanecer resistentesO conteúdo trabalhado durante as aulas também destacou que os mananciais de abastecimento podem ser super�ciais (formados pelo escoamento da água na superfície ou pelo acúmulo e armazenamento das chuvas nas depressões do terreno, resultando em rios, córregos, lagos, represas) e subterrâneos (aquíferos abaixo da superfície, freáticos ou artesianos, cujas captações são realizadas por poços ou galerias de in�ltração). Você aprendeu, ainda, que a escolha de um manancial abastecedor é uma decisão importante, pois trata-se do resultado de múltiplas avaliações sobre quantidade (oferta versus demanda), qualidade (parâmetros biológicos, físicos e químicos) e viabilidade técnica e econômica (Souza, 2007, Brasil, 2004). Por �m, foi possível entender que há três tipos de tratamentos concedidos às águas para abastecimento: tratamento simpli�cado (ou simples desinfecção), com adição de cloro; tratamento convencional (ciclo completo), composto por clari�cação e desinfecção em ETA; e tratamento avançado (quando o tratamento convencional é insu�ciente para eliminar poluentes), composto por técnicas avançadas, como pré-oxidação, adsorção por carvão ativado, troca iônica, �ltração por membranas, entre outros métodos. Porém o tratamento mais adequado deve ser determinado em laboratório com condições controladas, por meio de testes de tratabilidade, também chamados de jar tests (Brasil, 2006, Brasil, 2020, Richter, 2009, ABNT, 1992). Por �m, você aprendeu que, após tratada, a água para consumo deve obedecer ao padrão de potabilidade estabelecido pela Portaria GM/MS nº 888/2021, constituído de parâmetros bacteriológicos, de turbidez, de substâncias químicas orgânicas e inorgânicas, de agrotóxicos e metabólitos, de subprodutos da desinfecção, de cianotoxinas, padrão organoléptico e para pH (Brasil, 2021). REVISÃO DA UNIDADE Parabéns, estudante! Você �nalizou a aula de revisão desta unidade de aprendizagem, intitulada “Sistema de tratamento de água”. Percebeu como o consumo de uma água fora dos padrões de qualidade pode acarretar vários riscos à saúde da população? Portanto, devem-se escolher criteriosamente os mananciais para abastecimento e submeter qualquer água para consumo ao tratamento mais apropriado, a �m de torná-la potável segundo a atual legislação. Agora você está convidado a assistir ao vídeo-resumo a seguir para relembrar os principais pontos trabalhados nesta unidade de aprendizagem. Vamos lá? Bons estudos! ESTUDO DE CASO Para contextualizar sua aprendizagem, imagine a seguinte situação: você é um técnico responsável pela Estação de Tratamento de Água (ETA) que compõe um Sistema Público de Abastecimento (SAA). A ETA realiza o tratamento convencional da água para o abastecimento de uma cidade por meio das seguintes etapas: Pré-tratamento: gradeamento e desarenação. Tratamento: coagulação, �oculação, decantação, �ltração e desinfecção. Após vários dias sucessivos com chuvas intensas, que alcançaram índices pluviométricos históricos, o rio utilizado como manancial super�cial de abastecimento teve a qualidade das suas águas muito comprometida. Houve um aumento visível na turbidez por causa dos deslizamentos de encostas e das margens do rio, o que ampliou a quantidade de resíduos e terra nas águas. A turbidez também foi intensi�cada pelo movimento dos sedimentos que estavam no fundo do corpo hídrico, provocado pela alta vazão atingida pelas águas no sentido do exutório. 14/01/2025, 14:22 wlldd_241_u3_tra_agu_eflu https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202402/WHITE_LABEL/TRATAMENTO_DE_AGUA_E_EFLUENTES/LIVRO/U3/index.html 26/35 Além da elevação da turbidez, outra preocupação para o abastecimento promovida pelo período de chuvas intensas está relacionada ao fato de que algumas comunidades localizadas no percurso do rio são carentes de saneamento básico. Seus moradores utilizam para o esgotamento sanitário soluções individuais alternativas rudimentares, como sumidouros, ou até lançam seus e�uentes in natura no próprio corpo hídrico. Nesse sentido, há a preocupação de que a água bruta a ser captada tenha sofrido um aprofundamento da contaminação sanitária, tanto pelo lançamento de dejetos in natura (que outrora, por sua carga ser relativamente baixa em relação à capacidade do rio, era neutralizado pelo processo natural de autodepuração, mas que agora está comprometido pelas condições climáticas) quanto pelo aumento do lençol freático e a provável lixiviação dos e�uentes sanitários dos sumidouros para as águas do rio. A partir de uma primeira avaliação dos integrantes do corpo técnico da ETA, concluiu-se que o rio sofreu uma deterioração da qualidade das suas águas de forma temporária. Os pro�ssionais também chegaram ao consenso de que, mantidas as condições de tratamento-padrão empregadas, o consumo da água pela população pode exercer impactos sobre a saúde. Contudo, foi descartada a interrupção do abastecimento por considerarem que a situação pode ser contornada pela própria ETA. Durante uma reunião realizada, você comunicou aos demais técnicos que a ETA possui unidades de tratamento fora de operação no tratamento convencional padrão empregado, mas que podem ser utilizados, como aeradores e �otadores. Considerando que você é um técnico experiente no tratamento de água para o abastecimento público, quais ações você tomaria para garantir a e�ciência do tratamento da água para consumo e não gerar riscos à saúde da população abastecida? Re�ita Você aprendeu que a escolha do tratamento adequado às águas utilizadas para o abastecimento humano está diretamente relacionada ao nível de qualidade que os mananciais apresentam in natura. Também descobriu que a maior parte dos SAA no país aplicam o tratamento convencional nas águas, tanto pela maior utilização das águas super�ciais (como mananciais de abastecimento) quanto pelas variações sazonais que interferem diretamente na qualidade dessas águas. Contudo, há casos em que o tratamento convencional não é su�ciente para garantir o padrão de potabilidade às águas, sendo necessária a utilização de tecnologias avançadas de tratamento. Entretanto, ressalta-se que o uso de técnicas avançadas acarreta maiores custos à potabilização, o que por vezes torna essas opções inviáveis do ponto de vista técnico e econômico. Dessa maneira, para o abastecimento público em larga escala, no qual a produção de água potável não pode representar um grande custo �nanceiro ao consumidor, devem-se desenvolver testes de tratabilidade e simulações operacionais para determinar o tipo de tratamento empregado mais e�ciente do ponto de vista sanitário e com os menores custos �nanceiros ao SAA e à população (isto é, com maior viabilidade econômica). Portanto, para o abastecimento público em larga escala, muitos dos tratamentos avançados são inviáveis. Assim, geralmente as ETAs dos SAA convencionais no país apenas ajustam sua operação-padrão conforme a necessidade. RESOLUÇÃO DO ESTUDO DE CASO Diante da piora da qualidade da água bruta captada, o tratamento convencional padrão empregado pela ETA tornou-se insu�ciente. Porém, como destacado, algumas tecnologias avançadas para o tratamento de água devem ser a última opção a ser escolhida em virtude da inviabilidade técnica e/ou econômica em grande 14/01/2025, 14:22 wlldd_241_u3_tra_agu_eflu https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202402/WHITE_LABEL/TRATAMENTO_DE_AGUA_E_EFLUENTES/LIVRO/U3/index.html 27/35 escala. Por exemplo, a �ltração por membranas nessas condições provocaria a rápida contaminação das membranas, além do fato de que essa técnica produz, em um mesmo período de tempo, um volume de água tratada bem inferior em comparação ao tratamento convencional, sem considerar seu alto custo. Portanto, a solução para esse caso, tanto técnica quanto economicamente, é o ajuste do tratamento convencional às atuais condições de qualidade da água. Nesse sentido, primeiro deve-se efetuar uma análise da água bruta para veri�car os parâmetros biológicos, químicos e físicosatuais. Em seguida, será preciso realizar o teste de tratabilidade (jar test), a �m de determinar as doses apropriadas de coagulantes e �oculantes para as novas condições de qualidade veri�cadas. Portanto, nessas condições, somente o ajuste das doses de coagulantes e �oculantes às novas concentrações de turbidez e matéria orgânica seria su�ciente para reduzir a turbidez e a quantidade de matéria orgânica. Contudo, levando em consideração suas observações técnicas, de forma complementar, mas não obrigatória, há a possibilidade de integrar a unidade de aeração ao pré-tratamento. A aeração auxiliaria na ativação do processo de oxidação da matéria orgânica e na remoção de gases dissolvidos que podem produzir odor e sabor. Assim, antes do tratamento, a água já sofreria uma melhora nas condições de qualidade, otimizando o processo de clari�cação subsequente. No caso de a ETA possuir aeradores em escada, por exemplo, essa opção não representaria um aumento nos custos do tratamento, já que tal tipo de aeração é realizada apenas hidraulicamente, a partir do tombamento da água por sucessivos degraus. O emprego de aeradores mecânicos ou por cascata também seria uma boa alternativa. Outra opção complementar e não obrigatória seria colocar os �otadores em operação. Essa unidade produziria uma nova aeração após a etapa de decantação, ascendendo os �ocos de impurezas remanescentes da etapa anterior até a superfície da água, a �m de removê-los. Desse modo, o e�uente resultante (anterior à �ltração) já contaria com uma concentração de partículas suspensas, coloidais e matérias orgânicas bem reduzida, ampliando a e�ciência da �ltragem. Entretanto, caro estudante, é importante enfatizar que o ajuste dos agentes químicos coagulantes e �oculantes após o jar test da água bruta já seria su�ciente para assegurar a e�ciência do tratamento e potabilização; as demais alternativas são opcionais. Contudo, se empregadas, não são excludentes entre si. Ou seja, as duas abordagens podem ser postas em operação de forma individual ou simultânea, complementarmente ao ajuste dos produtos químicos, redundando na e�ciência da clari�cação. Por �m, a etapa de desinfecção completará o tratamento, e o cloro residual garantirá a qualidade alcançada. RESUMO VISUAL Figura | Mapa mental da unidade de aprendizagem – “Sistema de tratamento de água” 14/01/2025, 14:22 wlldd_241_u3_tra_agu_eflu https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202402/WHITE_LABEL/TRATAMENTO_DE_AGUA_E_EFLUENTES/LIVRO/U3/index.html 28/35 Fonte: elaborada pela autora. Aula 1 BITTENCOURT, C.; PAULA, M. A. S. de. Tratamento de água e e�uentes: fundamentos de saneamento ambiental e gestão de recursos hídricos. São Paulo: Saraiva, 2014. BRASIL. Fundação Nacional de Saúde. Manual de saneamento. 3. ed. Brasília, DF: Fundação Nacional de Saúde, 2004. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_saneamento_3ed_rev_p1.pdf. Acesso em: 23 nov. 2023. DI BERNARDO, L.; SABOGAL PAZ, L. P. Seleção de tecnologias de tratamento de água. São Carlos, SP: LDiBe LTDA, 2010. FALTA de saneamento básico mata 700 crianças abaixo de cinco anos por dia. ONU News, 19 nov. 2021. Disponível em: https://news.un.org/pt/story/2021/11/1771012. Acesso em: 23 nov. 2023. GOUVEIA, A. G. de; JOHNSSON, R. M. F.; BRITTO, A. L. N. de P. Escassez hidrossocial no município de São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Política e Planejamento Regional, Rio de Janeiro, v. 8, n. 2, p. 161-183, maio/ago. 2021. Disponível em: https://www.revistappr.com.br/artigos/publicados/artigo-escassez- hidro-formatado.pdf. 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Disponível em: REFERÊNCIAS 14/01/2025, 14:22 wlldd_241_u3_tra_agu_eflu https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202402/WHITE_LABEL/TRATAMENTO_DE_AGUA_E_EFLUENTES/LIVRO/U3/index.html 29/35 https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_saneamento_3ed_rev_p1.pdf https://www.revistappr.com.br/artigos/publicados/artigo-escassez-hidro-formatado.pdf https://www.revistappr.com.br/artigos/publicados/artigo-escassez-hidro-formatado.pdf https://bibliotecadigital.ipb.pt/bitstream/10198/9311/1/Martins_Tiago.pdf. Acesso em: 17 an. 2024. PEREIRA, S. D. Conceitos e de�nições da saúde e epidemiologia usados na vigilância sanitária. São Paulo: [s. n.], 2007. Disponível em: https://cvs.saude.sp.gov.br/pdf/epid_visa.pdf. Acesso em: 23 nov. 2023. PESQUISA Nacional de Saneamento Básico. IBGE, 24 jun. 2021. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/estatisticas/multidominio/meio-ambiente/9073-pesquisa-nacional-de-saneamento- basico.html. Acesso em: 23 nov. 2023. RICHTER, C. A. 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BRASIL. Ministério da Saúde. Vigilância e controle da qualidade da água para consumo humano. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2006. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/vigilancia_controle_qualidade_agua.pdf. Acesso em: 16 jan. 2024. MARTINS, T. J. C. Sistemas de abastecimento de água para consumo humano: desenvolvimento e aplicação de ferramenta informática para a sua gestão integrada. 2014. 113 f. Dissertação (Mestrado em Tecnologia Ambiental) – Escola Superior Agrária, Instituto Politécnico de Bragança, Bragança, PA, 2014. Disponível em: https://bibliotecadigital.ipb.pt/bitstream/10198/9311/1/Martins_Tiago.pdf. Acesso em: 17 jan. 2024. PEREIRA, S. D. Conceitos e de�nições da saúde e epidemiologia usados na vigilância sanitária. São Paulo: [s. n.], 2007. Disponível em: https://cvs.saude.sp.gov.br/pdf/epid_visa.pdf. Acesso em: 23 nov. 2023. RICHTER, C. A. Água: métodos e tecnologia de tratamento. São Paulo: Blucher, 2009. SILVEIRA, S. S. B.; SANT’ANNA, F. S. P. Poluição hídrica. In: MARGULIS, S. (Ed.). Meio ambiente: aspectos técnicos e econômicos. Rio de Janeiro, IPEA; Brasília, IPEA/PNUD, 1991. SOUZA, W. A. de. Tratamento de água. Natal: CEFET/RN, 2007. 14/01/2025, 14:22 wlldd_241_u3_tra_agu_eflu https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202402/WHITE_LABEL/TRATAMENTO_DE_AGUA_E_EFLUENTES/LIVRO/U3/index.html 35/35 https://storyset.com/ https://www.shutterstock.com/pt/ https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/vigilancia_controle_qualidade_agua.pdf https://bibliotecadigital.ipb.pt/bitstream/10198/9311/1/Martins_Tiago.pdfà desinfecção diante do uso de compostos de cloro (Di Bernardo; Sabogal Paz, 2010, Libânio, 2010). Por causa das consequências danosas à saúde pública que um saneamento precário (ou a falta dele) pode provocar, a Organização das Nações Unidas (ONU) adverte que a cada US$ 1 investido em infraestrutura de saneamento básico, gera-se uma economia de US$ 5 em custos de saúde. Além disso, tal medida proporciona melhorias na educação e geração de empregos (ONU News, 2021). Dentre diversas possibilidades, investimentos na infraestrutura de saneamento geralmente consistem em (Brasil, 2004): Implantar sistemas de abastecimento e tratamento da água, com oferta em quantidade e qualidade adequadas para o consumo, uso doméstico e coletivo. Aplicar medidas de proteção da contaminação dos mananciais e fontes de água. Implantar sistemas adequados de esgotamento sanitário. Instalar sistemas de abastecimento de água apropriados, preferencialmente com encanamento no interior do domicílio. Investir em melhorias sanitárias domiciliares e coletivas. Instalar reservatórios de água domiciliares adequados (como caixas d’água tampadas), com limpeza sistemática. Eliminar criadouros de insetos e outros vetores de doenças com inspeção sistemática e implantação de medidas de controle (drenagem de águas pluviais, limpeza de ruas, entre outras ações). 14/01/2025, 14:22 wlldd_241_u3_tra_agu_eflu https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202402/WHITE_LABEL/TRATAMENTO_DE_AGUA_E_EFLUENTES/LIVRO/U3/index.html 4/35 Coletar e dar a destinação �nal adequada aos resíduos sólidos (em aterros sanitários, e não em lixões). Porém, não é incomum, mesmo em nosso país, encontrar sistemas rudimentares de abastecimento de água, como poços, cisternas ou nascentes sem nenhum tipo de controle da qualidade hídrica (Gouveia; Johnsson; Britto, 2021). Sendo assim, no próximo bloco você aprenderá que a implantação de sistemas públicos de abastecimento de água potável, principalmente em áreas adensadas demogra�camente, sempre será a solução mais apropriada e indicada do ponto de vista sanitário, além de oportunizar ganhos econômicos, sociais e ambientais em médio e longo prazo (Guedes; Carvalho, 1997). SANEAMENTO BÁSICO COMO SAÚDE PÚBLICA, DESENVOLVIMENTO SOCIOECONÔMICO E AMBIENTAL Você veri�cou, nos blocos de estudo anteriores, como a falta de saneamento básico e o consumo de água contaminada podem causar diversas doenças que levam à morte. Agora, aprenderemos que o avanço das pesquisas sobre a atuação dos microrganismos e da contaminação hídrica na saúde pública demonstrou a necessidade de normatizar parâmetros que contemplassem limites (como para microrganismos e elementos químicos) nas águas destinadas ao consumo humano (Martins, 2014). Assim, em 1958, a Organização Mundial de Saúde (OMS) publicou o primeiro documento destinado a normatizar padrões para a água consumida. O material, intitulado International standards for drinking-water, trazia uma metodologia para a veri�cação de valores numéricos preestabelecidos, os quais determinariam o nível de qualidade da água para o consumo humano. O International standards serviu como base para diversos documentos normativos de controle da qualidade em vários países (WHO, 1958, Martins, 2014). Hoje, inúmeras experiências pelo mundo têm comprovado que a implantação dos serviços de saneamento básico, bem como o controle da qualidade da água consumida, previne a ocorrência de diversas doenças por veiculação hídrica que ainda desencadeiam centenas de mortes diárias. As doenças mais comuns para as quais são criadas medidas de prevenção são (Brasil, 2004): Cólera: transmitida pela bactéria Vibrio cholerae. Febre tifoide: transmitida pela bactéria Salmonella typhi. Leptospirose: transmitida pela bactéria Leptospira interrogans. Disenteria bacilar: transmitida pela bactéria Shigella. Giardíase: transmitida pelo protozoário Giardia lamblia. Amebíase: transmitida pelo protozoário Entamoeba histolytica. Hepatite infecciosa: transmitida pelo vírus Hepatite vírus A. Diarreia aguda: transmitida pelas bactérias Balantidium coli, Cryptosporidium, Bacillus cereus, aureus, Campylobacter, E. coli (enterotoxigênica e enteropatogênica), Shigella, Yersinia enterocolitica e pelos vírus Astrovírus, Calicivírus, Norwalk, Rotavírus A e B. Como resultado, investimentos em sistemas e�cientes de saneamento e abastecimento público de água potável proporcionam (Guedes; Carvalho, 1997): Prevenção e controle de doenças. Boas condições sanitárias domiciliares. 14/01/2025, 14:22 wlldd_241_u3_tra_agu_eflu https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202402/WHITE_LABEL/TRATAMENTO_DE_AGUA_E_EFLUENTES/LIVRO/U3/index.html 5/35 Segurança sanitária coletiva. Desenvolvimento seguro de práticas recreativas e de esportes. Desenvolvimento turístico, industrial e comercial. Salienta-se, ainda, que a diminuição do número de casos de pessoas doentes promove: Aumento da expectativa de vida média por pessoa. Redução de índices de mortalidade (principalmente infantil). Aumento da produtividade econômica e do desenvolvimento social e coletivo. Pessoas saudáveis e sem preocupações quanto à sua provisão alternativa individual de água e saneamento possuem mais disposição para trabalhar e para o desenvolvimento de atividades e capacidades individuais. Redução de custos �nanceiros com o serviço público de saúde, permitindo maiores investimentos em outros setores da sociedade. Por �m, em relação à água, sistemas de abastecimento por rede geral são os mais indicados pela e�ciência no controle da quantidade e qualidade hídrica, considerando desde o manancial de captação até a distribuição domiciliar (Guedes; Carvalho, 1997). Esse controle é realizado por diversos pontos de monitoramento de vazões (do manancial às aduções) e análises de qualidade (monitoramento da presença de compostos químicos nocivos, microrganismos patogênicos, entre outros elementos). A Escherichia coli (E. coli), espécie do grupo dos coliformes termotolerantes (de origem fecal, raramente desenvolvida em ambientes naturais não poluídos) é o microrganismo mais utilizado como indicador de contaminação (Di Bernardo; Sabogal Paz, 2010; Libânio, 2010). Nesse sentido, sistemas de abastecimento efetuam o monitoramento sistemático de coliformes totais, dentre outras análises, com o objetivo de veri�car a e�ciência do tratamento e desinfecção das águas a serem distribuídas. Tais medidas, portanto, garantem não apenas a segurança hídrica e ambiental, mas também o desenvolvimento social e econômico das populações. VIDEO RESUMO Parabéns, estudante! Você �nalizou a aula “Doenças de veiculação hídrica”. Percebeu como investir em um saneamento básico e�ciente previne a ocorrência de diversas doenças por veiculação hídrica, proporcionando vários benefícios para toda a sociedade? Agora você está convidado a assistir ao vídeo-resumo desta etapa de aprendizagem. Assim será possível relembrar os principais pontos estudados nesta aula e conhecer um pouco mais sobre o tema. Vamos lá? Até a próxima aula! Bons estudos! Saiba mais Você sabia que a primeira pesquisa a efetuar um levantamento sobre as condições do saneamento básico no Brasil foi realizada somente no ano de 1974? Esse levantamento foi articulado por meio de um convênio entre o Ministério da Saúde e o Instituto Brasileiro de Geogra�a e Estatística (IBGE). Enquanto o IBGE teve a responsabilidade de operacionalizar e coletar os dados, ao Ministério da Saúde coube realizar a análise. A Pesquisa Nacional de Saneamento Básico tem o objetivo de investigar as condições do saneamento em todos os municípios brasileiros. Trata-se de um estudo que propõe uma avaliação sobre a oferta e a qualidade dos serviços prestados, fornecendo uma análise das condições ambientais e seus re�exos na 14/01/2025, 14:22 wlldd_241_u3_tra_agu_eflu https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202402/WHITE_LABEL/TRATAMENTO_DE_AGUA_E_EFLUENTES/LIVRO/U3/index.html 6/35 saúde e qualidade de vida da populaçãobrasileira. Dentre outros pontos, as principais questões analisadas são: Captação e adução de água. Caracterização das Estações de Tratamento de Água (ETA). Número de ligações de água e número de economias abastecidas. Sistemas de coleta de esgotos sanitários. Tratamento dos esgotos. Número de ligações de esgotos sanitários e número de economias atendidas. Sistema de coleta, varrição e capina. Quantidade e disposição �nal de lixos coletados. Coletas seletivas municipais. Sistemas de drenagem de águas pluviais urbanas. Ficou interessado nessas informações? Então acesse os resultados e análises da pesquisa do ano de 2017: PESQUISA Nacional de Saneamento Básico. IBGE, 24 jun. 2021. INTRODUÇÃO Olá, estudante! Nesta aula você entenderá que a poluição e a contaminação do solo e das fontes das águas podem inviabilizar o aproveitamento dos recursos hídricos em seus múltiplos usos. Nesse contexto, padrões que caracterizam a água como própria para o consumo precisaram ser estabelecidos a �m de garantir a saúde e o bem-estar dos indivíduos. Considerando esse panorama, você aprenderá a diferenciar os conceitos de poluição e contaminação, bem como conhecerá as principais causas desses eventos. Em seguida, será apresentado o arcabouço legal que de�ne as condições mínimas de exigência para os diversos usos das águas por meio de uma hierarquia de níveis de qualidade. Por �m, será possível veri�car o padrão de potabilidade requerido para a água, com limites máximos a serem atendidos, na intenção de que seja considerada própria para o consumo humano. Vamos lá? Bons estudos! Aula 2 POLUIÇÃO E CONTAMINAÇÃO DO SOLO E DA ÁGUA Olá, estudante! Nesta aula você entenderá que a poluição e a contaminação do solo e das fontes das águas podem inviabilizar o aproveitamento dos recursos hídricos em seus múltiplos usos. 14/01/2025, 14:22 wlldd_241_u3_tra_agu_eflu https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202402/WHITE_LABEL/TRATAMENTO_DE_AGUA_E_EFLUENTES/LIVRO/U3/index.html 7/35 AS ATIVIDADES HUMANAS E A POLUIÇÃO DOS SOLOS E DAS ÁGUAS Neste bloco de estudos, você entenderá que a água suspensa nas nuvens em forma de vapor ou gotículas é praticamente pura, contudo, ao se precipitar como chuva, absorve substâncias e impurezas suspensas no ar. Além disso, quando toca o solo, a água incorpora sais minerais, poluentes e demais elementos presentes. Ainda no solo, parte da água se in�ltra, abastecendo os lençóis freáticos, e outra parte �ca sobre a superfície, abastecendo rios, lagos e oceanos. Por causa de sua alta capacidade de solvência e de transporte de partículas, é possível encontrar nas fontes de águas (super�ciais ou subterrâneas) diversas impurezas que interferem diretamente na qualidade desse recurso captado para as atividades humanas. A captação em mananciais super�ciais advém predominantemente de rios, que, se comparados às fontes subterrâneas, estão mais sujeitos à degradação na qualidade da água, além dos processos de eutro�zação (Guedes; Carvalho, 1997, Medeiros Filho, [s. d.]). É importante salientar que, de modo geral, o que torna as águas impróprias para os diversos usos resulta da intensi�cação das atividades humanas. O crescimento demográ�co acelerado e sem planejamento, o aumento da industrialização e urbanização das cidades (descarregando e�uentes sanitários e industriais sem tratamento), a disposição e destinação inadequada de resíduos sólidos nos solos, a grande utilização de fertilizantes e pesticidas na agricultura, entre outras práticas, têm gerado graves consequências ao ambiente humano e aos usos múltiplos das águas super�ciais (Brasil, 2004). São considerados usos múltiplos as utilizações em irrigação, abastecimento público, geração de energia, atividades industriais, aquicultura, extração mineral, navegação, turismo e lazer. Tais usos podem ser consuntivos (quando retiram e consomem água, como no abastecimento público) ou não consuntivos (quando não consomem diretamente, mas dependem da manutenção das condições naturais ou adequadas para operação, como na aquicultura e no lazer). Os usos múltiplos são interdependentes, de forma que a má gestão e gerenciamento de um uso pode impactar ou impedir os demais (Gov.br, 2023). Em nosso país, com vistas a garantir os usos das águas, a Lei Federal nº 9.433/1997, que instituiu a Política Nacional de Recursos Hídricos, também estabeleceu, em seu art. 5º, o “Enquadramento dos corpos de água em classes, segundo os usos preponderantes da água”. O enquadramento é de�nido pelo art. 2º da Resolução nº 91 do Conselho Nacional de Recursos Hídricos como “[...] o estabelecimento de objetivos de qualidade a serem alcançados através de metas progressivas intermediárias e �nal de qualidade de água” (Brasil, 2008). Dessa maneira, o processo de enquadramento estabelece uma meta de qualidade a ser mantida ou alcançada em um corpo hídrico conforme os usos pretendidos. Seus objetivos são: Assegurar qualidade às águas compatível aos usos mais exigentes a que forem destinadas. Reduzir os custos de combate à poluição das águas mediante ações preventivas permanentes (Brasil, 1997). Em conjunto ao enquadramento das águas, o Ministério da Saúde publicou a Portaria nº 888, em 2021, que dispõe “sobre os parâmetros necessários para que uma água seja considerada potável ao consumo humano e os procedimentos necessários para o controle e vigilância da sua qualidade” (Brasil, 2021, [s. p.]). Em seu escopo, a Portaria discrimina uma série de parâmetros e características necessários para que a água esteja apta ao consumo. Ressalta-se que a legislação abrange tanto os Sistemas de Abastecimento de Água (SAA) quanto as Soluções Alternativas Coletivas de Abastecimento de Água (SAC). Nos próximos blocos de estudo, você poderá aprofundar sua análise sobre o escopo e a importância do enquadramento dos corpos hídricos e da Portaria GM/MS nº 888/2021 para o tratamento das águas. 14/01/2025, 14:22 wlldd_241_u3_tra_agu_eflu https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202402/WHITE_LABEL/TRATAMENTO_DE_AGUA_E_EFLUENTES/LIVRO/U3/index.html 8/35 POLUIÇÃO, CONTAMINAÇÃO E GARANTIA DA QUALIDADE HÍDRICA AOS DIVERSOS USOS Você já aprendeu que as atividades humanas desenvolveram diversas fontes de poluição e contaminação das águas, tornando-as muitas vezes inadequadas aos usos múltiplos. Nesse contexto, é interessante destacar que os principais poluentes hídricos encontrados são: matéria orgânica, compostos químicos e detergentes sintéticos, pesticidas, combustíveis, metais, fertilizantes, microrganismos patogênicos (bactérias, vírus, protozoários), sólidos em suspensão, calor e radioatividades (Gomundanhe, 2015). Para dar continuidade aos seus estudos, é necessário diferenciar os conceitos de poluição e contaminação. Enquanto a poluição se refere a qualquer modi�cação na qualidade química ou biológica da água que afete diretamente o homem ou prejudique sua utilização, a contaminação consiste na introdução de elementos nocivos à saúde humana e a espécies aquáticas, como microrganismos patogênicos, elementos químicos nocivos e metais pesados (Silveira; Sant’anna, 1991, Brasil, 2004). Logo, nem toda água poluída está contaminada. A inserção de águas com temperaturas elevadas no mar, por exemplo, não representa uma contaminação, mas sim uma poluição térmica que pode provocar a morte de peixes, mesmo sem a existência de um elemento nocivo. Portanto, uma água poluída possui características que alteram suas propriedades, tornando-a imprópria ou inadequada. Já uma água contaminada contém necessariamente germes patogênicos e/ou substâncias nocivas à saúde (Guedes; Carvalho, 1997). De acordo com o Manual de saneamento, da Fundação Nacional de Saúde (Brasil, 2004), além da contaminação, os principais processos poluidores das águas super�ciais são: Assoreamento: acúmulo de substâncias minerais (areia, argila) ou orgânicas (lodo) em um corpo d’água, provocando a redução da profundidade e do volume útil. Eutro�zação: fertilização excessiva daágua pelo recebimento de nutrientes (nitrogênio, fósforo), causando o crescimento descontrolado de algas e plantas aquáticas. Acidi�cação: diminuição de pH decorrente da chuva ácida (chuva com elevada concentração de íons H+ oriundos de dióxido de enxofre, óxidos de nitrogênio, amônia e dióxido de carbono suspensos na atmosfera). Nesse sentido, com os objetivos de assegurar aos corpos hídricos uma qualidade compatível aos usos mais exigentes a que forem destinados e de reduzir os custos de combate à poluição, o enquadramento dos corpos d’água em classes, estabelecido pela Lei de Recursos Hídricos, foi implementado pela Resolução Conama nº 357/2005. A Resolução classi�cou as águas como: Águas doces: águas com salinidade igual ou inferior a 0,5%. Águas salobras: águas com salinidade entre 0,5% e 30%. Águas salinas: águas com salinidade igual ou superior a 30%. Além disso, com base em suas características, as águas destinadas aos usos múltiplos foram elencadas em 13 classes de qualidade: As águas doces foram divididas em cinco classes de qualidade, hierarquizadas desde a Classe Especial, com um nível de qualidade mais exigente (destinada ao abastecimento humano após desinfecção, preservação do equilíbrio das comunidades aquáticas e preservação dos ambientes aquáticos em unidades de conservação integral) até a Classe 4, com menor exigência de qualidade (indicada somente para navegação e harmonia paisagística). Já as águas salobras e salinas foram divididas em quatro classes de qualidade cada uma, hierarquizadas desde a Classe Especial, com um nível de qualidade mais exigente (destinada à 14/01/2025, 14:22 wlldd_241_u3_tra_agu_eflu https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202402/WHITE_LABEL/TRATAMENTO_DE_AGUA_E_EFLUENTES/LIVRO/U3/index.html 9/35 preservação dos ambientes aquáticos em unidades de conservação integral e à preservação do equilíbrio das comunidades aquáticas) até a Classe 3, com menor exigência de qualidade (indicada somente para navegação e harmonia paisagística). Observa-se que apenas as águas doces e salobras podem ser destinadas ao abastecimento humano, dependendo de sua classe e do nível de tratamento a que são submetidas (Brasil, 2005). Porém, independentemente do tratamento desenvolvido, as águas a serem distribuídas à população devem seguir aos padrões de potabilidade da Portaria GM/MS nº 888/2021. APLICANDO A QUALIDADE DAS ÁGUAS AO CONSUMO HUMANO Você veri�cou que as fontes de captação das águas podem ser super�ciais ou subterrâneas, como também que a intensi�cação das atividades humanas tornou os recursos hídricos mais vulneráveis à poluição e à contaminação. Nesse contexto, as principais fontes de contaminação das águas subterrâneas são: lixões; aterros mal operados; acidentes ambientais com elementos tóxicos; armazenamento, manuseio e descarte inadequados de produtos, subprodutos, e�uentes e resíduos industriais (químicos, petroquímicos, metalúrgicos, eletrônicos, galvanoplásticos, etc.); atividades minerais que exponham aquíferos; sistemas de saneamento in situ (como sumidouros); vazamento de redes de esgotamento; agrotóxicos e fertilizantes; irrigação (promovendo salinização e lixiviação de contaminantes para o lençol freático); e outras fontes difusas de poluição (Cetesb, 2018). Além disso, você aprendeu que, de modo associado ao enquadramento das águas em classes (que objetiva garantir os diversos usos hídricos), foi promulgada uma legislação especí�ca, a qual estabelece um nível mínimo de qualidade às águas para consumo humano. A Portaria nº 888/2021 determina o padrão de potabilidade a ser seguido e traz algumas de�nições que precisam ser conhecidas: Água para consumo humano: água potável para ingestão, preparação de alimentos e higiene pessoal, independentemente da sua origem. Água potável: água que atenda ao padrão de potabilidade estabelecido pela legislação e que não ofereça riscos à saúde. Padrão de potabilidade: conjunto de valores permitidos para os parâmetros da qualidade da água para consumo humano. Padrão organoléptico: conjunto de valores permitidos para os parâmetros que provocam estímulos sensoriais e afetam a aceitação para consumo humano (como sabor e odor), mas que não necessariamente implicam risco à saúde. O padrão de potabilidade é subdividido em: padrão bacteriológico; de turbidez; padrão para substâncias químicas inorgânicas e substâncias químicas orgânicas com risco à saúde; padrão para agrotóxicos e metabólitos; padrão para subprodutos da desinfecção com risco à saúde; padrão de cianotoxinas; padrão organoléptico de potabilidade e pH (Brasil, 2021). O escopo da legislação determina, dentre outros índices, os seguintes limites máximos: Tabela 1 | Parâmetros de potabilidade Substância/característica* Unidade de medida Valor máximo permitido 14/01/2025, 14:22 wlldd_241_u3_tra_agu_eflu https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202402/WHITE_LABEL/TRATAMENTO_DE_AGUA_E_EFLUENTES/LIVRO/U3/index.html 10/35 Padrão para substâncias químicas inorgânicas que representam risco à saúde Arsênio mg/L 0,01 Bário mg/L 0,7 Cádmio mg/L 0,003 Chumbo mg/L 0,01 Cobre mg/L 2 Cromo mg/L 0,05 Mercúrio total mg/L 0,001 Níquel mg/L 0,07 Nitrato (como N) mg/L 10 Nitrito (como N) mg/L 1 Selênio mg/L 0,04 Urânio mg/L 0,03 Padrão para substâncias químicas orgânicas que representam risco à saúde 1,2 Dicloroetano μg/L 5 Benzeno μg/L 5 Cloreto de Vinila μg/L 0,5 Diclorometano μg/L 20 Etilbenzeno μg/L 300 Pentaclorofenol μg/L 9 Tetracloroeteno μg/L 40 Tolueno μg/L 30 Tricloroeteno μg/L 4 Xilenos μg/L 500 14/01/2025, 14:22 wlldd_241_u3_tra_agu_eflu https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202402/WHITE_LABEL/TRATAMENTO_DE_AGUA_E_EFLUENTES/LIVRO/U3/index.html 11/35 Padrão de agrotóxicos e metabólitos que representam rico à saúde Aldrin + Dieldrin μg/L 0,03 Atrazina + S-Clorotriazinas (Deetil-Atrazina – Dea, Deisopropil-Atrazina – Dia e Diaminoclorotriazina – Dact) μg/L 2,0 Carborfurano μg/L 7 DDT+DDD+DDE μg/L 1 Difenoconazol μg/L 30 Diuron μg/L 20 Hidroxi-Atrazina μg/L 120,0 Metolacloro μg/L 10 2,4,6 Triclorofenol mg/L 0,2 2,4-diclorofenol mg/L 0,2 Ácidos haloacéticos total mg/L 0,08 Bromato mg/L 0,01 Cloraminas total mg/L 4 Clorato mg/L 0,7 Clorito mg/L 0,7 Cloro residual livre mg/L 5 Trihalometanos total mg/L 0,01 14/01/2025, 14:22 wlldd_241_u3_tra_agu_eflu https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202402/WHITE_LABEL/TRATAMENTO_DE_AGUA_E_EFLUENTES/LIVRO/U3/index.html 12/35 Padrão organoléptico de potabilidade Alumínio mg/L 0,2 Amônia (como N) mg/L 1,2 Cloreto mg/L 250 Cor aparente uH 15 Dureza total mg/L 300 Ferro mg/L 0,3 Gosto e odor Intensidade 6 Manganês mg/L 0,1 Sódio mg/L 200 Sólidos dissolvidos totais mg/L 500 Sulfato mg/L 250 Sulfeto de hidrogênio mg/L 0,05 Turbidez uT 5 Zinco mg/L 5 *A referida tabela não apresenta todos os parâmetros contidos na Portaria nº 888/2021 do Ministério da Saúde. Para o acesso completo deve-se consultar o referido documento. Fonte: adaptada de Brasil (2021). Vale ressaltar que, em relação aos parâmetros bacteriológicos e de turbidez, a Portaria apresenta as seguintes determinações: Bacteriológico Após o tratamento: coliformes fecais, ausentes em 100 ml. No sistema de distribuição e pontos de consumo: Escherichia coli, ausente em 100 ml. Turbidez Por �ltração rápida (tratamento completo/�ltração direta): máximo de 0,5 uT em 95% das amostras. Por �ltração lenta: 1,0 uT em 95% das amostras. Por pós-desinfecção (para águas subterrâneas): 1,0 uT em 95% das amostras (Brasil, 2021). A legislação ainda fornece padrões para o monitoramento da qualidade da água potável, com o mínimo de amostras (para análises físicas, químicas e microbiológicas) e a frequência das coletas, em função dos pontos de amostragem, da população abastecida e do tipo de manancial. Nesse sentido, além do monitoramento contínuo nos SAA e SAC, a Portaria de�ne que essas entidades devem manter um histórico de monitoramento, de nomínimo dois anos, da qualidade da água bruta (anterior ao tratamento) e da água distribuída (presente nas redes de distribuição). 14/01/2025, 14:22 wlldd_241_u3_tra_agu_eflu https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202402/WHITE_LABEL/TRATAMENTO_DE_AGUA_E_EFLUENTES/LIVRO/U3/index.html 13/35 Por �m, caro estudante, é importante entender que uma água aceitável ao consumo deve possuir aspecto agradável, além de ausência de odor (inodora), de cor (incolor) e de sabor (insípida). Também deve ser conservada/reservada domiciliarmente de maneira adequada, preferencialmente em caixas d’água tampadas, compostas de material inerte (polietileno ou �bra de vidro) e submetidas a limpezas sistemáticas para evitar a proliferação de algas ou o acúmulo de resíduos (Brasil, 2006). VÍDEO RESUMO Parabéns, estudante! Você �nalizou a aula “Poluição e contaminação do solo e da água”. Percebeu como a intensi�cação das atividades humanas tornou as fontes das águas mais vulneráveis à poluição e à contaminação? Entendeu que para garantir os usos múltiplos, padrões de qualidade foram estabelecidos, bem como o padrão de potabilidade, para que uma água esteja apta ao consumo humano e não traga riscos à saúde? Agora você está convidado a assistir ao vídeo-resumo desta etapa de aprendizagem. Assim será possível relembrar os principais pontos estudados nesta aula e conhecer um pouco mais sobre o tema. Vamos lá? Até a próxima aula! Bons estudos! Saiba mais Você sabia que em nosso país 82,3% da população é abastecida por fontes super�ciais e apenas 17,7% é abastecida por águas subterrâneas? Mesmo parecendo pouco, estima-se que o volume de água extraída dos aquíferos chegue a 1.660 milhões/m³ ao ano! Dos municípios brasileiros, 52% utilizam águas subterrâneas para o abastecimento. Esse índice é composto por 36% que são abastecidos exclusivamente por água subterrânea e 16% que são abastecidos parcialmente por essas águas. Um ponto curioso é que a utilização desse recurso é inversamente proporcional ao tamanho dos municípios. Por exemplo, levando em consideração cidades com mais de 500 mil habitantes, apenas 2% delas usam as águas subterrâneas para abastecimento integral. Esses dados, estudante, foram retirados de um estudo de 2019 desenvolvido pelo Instituto Trata Brasil, em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), denominado A revolução silenciosa das águas subterrâneas no Brasil: uma análise da importância do recurso e os riscos pela falta de saneamento básico. Con�ra: HIRATA, Ricardo et al. A revolução silenciosa das águas subterrâneas no Brasil: uma análise da importância do recurso e os riscos pela falta de saneamento. [São Paulo]: Instituto Trata Brasil, 2019. Quer saber mais sobre a utilização das águas subterrâneas para o abastecimento humano no Brasil? Então, consulte: ÁGUAS subterrâneas: o que é e qual a importância? Gov.br, 29 set. 2020. Aula 3 CARACTERÍSTICAS DAS ÁGUAS PARA TRATAMENTO 14/01/2025, 14:22 wlldd_241_u3_tra_agu_eflu https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202402/WHITE_LABEL/TRATAMENTO_DE_AGUA_E_EFLUENTES/LIVRO/U3/index.html 14/35 https://repositorio.usp.br/directbitstream/e7d9e125-7b22-4706-915b-a397f8a91784/2928658.pdf https://repositorio.usp.br/directbitstream/e7d9e125-7b22-4706-915b-a397f8a91784/2928658.pdf https://www.gov.br/fundaj/pt-br/destaques/observa-fundaj-itens/observa-fundaj/revitalizacao-de-bacias/aguas-subterraneas-o-que-e-e-qual-a-importancia INTRODUÇÃO Olá, estudante! Você aprendeu que a ingestão, os usos diretos ou até indiretos de uma água imprópria para o consumo podem desencadear várias doenças por veiculação hídrica, as quais, se não forem tratadas, levam à morte. Também já descobriu que a intensi�cação das atividades humanas tornou as fontes de água, tanto super�ciais quanto subterrâneas, mais vulneráveis à poluição e à contaminação. Nesta aula você saberá quais características as águas super�ciais e subterrâneas devem apresentar para que sejam passíveis de tratamento e consumo. Além disso, será possível aprofundar seus conhecimentos sobre a importância da gestão dos recursos hídricos a partir do enquadramento das águas em classes, segundo os usos preponderantes desse bem, a �m de atender aos parâmetros mínimos de qualidade para águas brutas destinadas ao abastecimento público da população. Vamos lá? Bons estudos! MANANCIAIS DE ABASTECIMENTO: O QUE SÃO? Você aprenderá, neste bloco de estudos, que as fontes de captação de água com condições sanitárias adequadas e vazão su�ciente para atender ao abastecimento doméstico, industrial, comercial e outras demandas são chamadas de mananciais de abastecimento (Guimarães; Carvalho; Silva, 2007). Esses mananciais são classi�cados como: Super�ciais: mananciais formados pelo escoamento da água na superfície terrestre, como córregos, ribeirões, rios, lagos e reservatórios arti�ciais. Também são compostos por mananciais constituídos pelo acúmulo e armazenamento das precipitações atmosféricas nas depressões do terreno, como lagos, lagoas e represas. Subterrâneos: mananciais localizados completamente abaixo da superfície terrestre, que compreende os lençóis freáticos e profundos (cuja captação é realizada por poços rasos ou profundos) e galerias de in�ltração (Brasil, 2004). Atualmente, há poucos mananciais super�ciais sem interferências signi�cativas das atividades humanas, isto é, que mantenham características semelhantes aos naturais (prístinos). Logo, para o abastecimento, é preciso escolher mananciais que reúnam as melhores condições para captação, principalmente de qualidade. De modo geral, um manancial super�cial com boa qualidade hídrica apresenta características ecológicas bem desenvolvidas, como comunidade aquática diversi�cada, forte interação entre organismos, cadeia alimentar extensa e equilibrada (Brasil, 2006). Ressalta-se que mananciais poluídos ou contaminados exigem técnicas mais avançadas e uso de mais produtos e reagentes no tratamento das águas. Os mananciais subterrâneos, por sua vez, exibem algumas vantagens, se comparados aos super�ciais. A princípio, os principais benefícios relacionam-se às características da água bruta resultante da percolação entre os poros formados entre os grânulos do solo. Essa �ltragem natural, salvo algumas exceções, substitui várias etapas inerentes ao tratamento, reduzindo signi�cativamente os custos referentes à potabilização. Por Olá, estudante! Você aprendeu que a ingestão, os usos diretos ou até indiretos de uma água imprópria para o consumo podem desencadear várias doenças por veiculação hídrica, as quais, se não forem tratadas, levam à morte. 14/01/2025, 14:22 wlldd_241_u3_tra_agu_eflu https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202402/WHITE_LABEL/TRATAMENTO_DE_AGUA_E_EFLUENTES/LIVRO/U3/index.html 15/35 essa razão, de maneira geral, o tratamento de águas subterrâneas restringe-se às ações de desinfecção, �uoretação e possível correção de pH. Outras vantagens dizem respeito à dispensa de adutoras de água bruta e à instalação da unidade de desinfecção próximo à captação. Agora, é preciso diferenciar as formas de captação das águas subterrâneas. Para esse processo, podem-se utilizar: Poços rasos: captação de aquífero freático, de menor profundidade, situado acima da camada impermeável do solo e submetido à pressão atmosférica. Possui menor custo de escavação. Poços artesianos: captação de aquífero con�nado entre duas camadas impermeáveis, com maior profundidade e submetido a uma pressão superior à atmosférica. Possui maior custo relacionado à perfuração pela utilização de maquinário especí�co. Apesar de os poços rasos possuírem menor complexidade para captação hídrica, apresentam como desvantagem uma maior área de recarga, que abrange praticamente toda a extensão do lençol, aumentando a possibilidade de contaminação por fossas, postos de combustíveis e outras fontes de poluição difusas. Por outro lado, poços artesianos têm uma zona de recarga restrita, o que reduz as chances de contaminação (Brasil,2006). Por �m, como foi possível aprender na aula anterior, a Lei Federal nº 9.433/1997, que instituiu a Política Nacional de Recursos Hídricos, também estabeleceu o enquadramento dos recursos hídricos em classes com o objetivo de restringir e padronizar o uso hídrico, garantindo às águas uma qualidade compatível às �nalidades mais exigentes, como o abastecimento. O enquadramento toma como princípio a prevenção permanente, que é útil tanto para a segurança sanitária quanto para a economia. O alcance das metas de qualidade minimiza os custos de tratamento nos sistemas de abastecimento e desonera o sistema público de saúde por ocorrências de doenças de veiculação hídrica. Logo, trata-se de um instrumento de planejamento do poder público sobre os recursos hídricos a ser aplicado em conjunto com o setor de saneamento básico (Brasil, 1997, ANA, 2013, ANA, 2020). DIFERENCIANDO AS CARACTERÍSTICAS DE MANANCIAIS SUPERFICIAIS E SUBTERRÂNEOS Você já descobriu que a escolha do manancial para o abastecimento consiste em uma decisão importante, a qual deve ser resultante da análise de múltiplos fatores, que abrangem aspectos relativos ao tipo de manancial, qualidade das águas, quantidade, fatores técnicos e econômicos. Agora, aprofundaremos nossa investigação sobre questões associadas à qualidade das águas para o abastecimento. De acordo com Rego (2004), mananciais super�ciais normalmente apresentam: elevadas quantidades de materiais em suspensão; elevada carga orgânica; e baixo teor de sais dissolvidos. Já as águas subterrâneas tendem a ser: duras ou ácidas (em solos calcários e graníticos, respectivamente); límpidas (resultado da �ltração das camadas terrestres); e com a possível presença de elementos químicos dissolvidos (mais ou menos nocivos). Assim, as águas subterrâneas variam conforme as características e o estado do solo no qual estão con�nadas. Nesse contexto, a presença de contaminantes químicos, como nitratos, detergentes ou metais pesados, advém, sobretudo, da proximidade com atividades agrícolas ou industriais (Martins, 2014). Logo, controlar os riscos à saúde da população em um Sistema de Abastecimento de Água (SAA) é um processo que se inicia na escolha de um manancial com menor carga poluidora natural e, principalmente, protegido de contaminações químicas ou biológicas oriundas de atividades antrópicas (Brasil, 2006). Por causa da importância da qualidade da água bruta para o abastecimento humano, o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) implementou o instrumento de enquadramento dos recursos hídricos (Lei nº 9.433/1997) a partir da Resolução nº 357/2005 (complementada pela Resolução Conama nº 397/2008), que classi�ca as 14/01/2025, 14:22 wlldd_241_u3_tra_agu_eflu https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202402/WHITE_LABEL/TRATAMENTO_DE_AGUA_E_EFLUENTES/LIVRO/U3/index.html 16/35 águas super�ciais em doces, salobras e salinas, vinculando-as a 13 classes de qualidade. Porém somente águas doces e salobras podem ser utilizadas para o abastecimento público de água ao contemplar as seguintes condições: Águas doces: apenas da Classe Especial (submetidas à desinfecção); Classe 1 (submetidas a tratamento simpli�cado); Classe 2 (submetidas a tratamento convencional); e Classe 3 (submetidas a tratamento avançado). Águas salobras: apenas da Classe 1 (submetidas a tratamento convencional ou avançado). Para as águas subterrâneas, o enquadramento é aplicado pela Resolução Conama nº 396/2008, que classi�ca as águas subterrâneas em seis classes de qualidade: da Classe Especial (para a preservação de ecossistemas em unidades de conservação) à Classe 5 (para usos que não requerem qualidade das águas). De acordo com o Manual de saneamento, da Fundação Nacional de Saúde (Brasil, 2004), havendo mais de uma opção de manancial, os seguintes critérios deverão ser levados em conta: Realização de análises de compostos orgânicos, inorgânicos e bacteriológicos do manancial para veri�cação de substâncias prejudiciais, segundo a Resolução Conama nº 357/2005. Vazão mínima do manancial que atenda à demanda pelo período de anos projetado. Mananciais que dispensem tratamento (mananciais subterrâneos sem possibilidade de contaminação). Mananciais que exijam apenas desinfecção (mananciais subterrâneos e mananciais super�ciais de áreas de proteção, sujeitos a baixo grau de contaminação). Mananciais que exijam tratamento simpli�cado (mananciais super�ciais protegidos, com baixos teores de cor e turbidez, sujeitos somente a �ltração lenta e desinfecção). Mananciais que exijam tratamento convencional. Vale destacar que apesar do menor risco de contaminação, águas subterrâneas com elevada dureza ou concentração de sais dissolvidos poderão conferir sabor e odor à água, fato que, sem a devida correção, pode fazer com que a população rejeite a água e opte pelo abastecimento por mananciais sanitariamente comprometidos (Brasil, 2006). No próximo bloco de estudos, serão apresentadas diversas características que devem ser observadas para a avaliação da qualidade da água bruta que seguirá para o tratamento e distribuição à população. Tais características são divididas em: parâmetros físicos, químicos, biológicos e estéticos (Gomundanhe, 2015). AVALIANDO E GARANTINDO A QUALIDADE DAS ÁGUAS BRUTAS A SEREM TRATADAS E CONSUMIDAS Você já reconheceu a importância da avaliação da qualidade da água bruta de um manancial para tornar esse recurso viável ao tratamento. Agora será possível aprender que para promover a captação de águas super�ciais, parte-se do princípio sanitário de que a qualidade do manancial sempre é suspeita, pois está naturalmente sujeita a processos de poluição e contaminação. Assim, os seguintes parâmetros devem ser avaliados para a utilização de uma água bruta no abastecimento humano (Gomundanhe, 2015, Souza, 2007): Biológicos Algas: além de gerar turbidez, reduzem o oxigênio e atribuem sabor e cheiro desagradáveis. 14/01/2025, 14:22 wlldd_241_u3_tra_agu_eflu https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202402/WHITE_LABEL/TRATAMENTO_DE_AGUA_E_EFLUENTES/LIVRO/U3/index.html 17/35 Microrganismos patogênicos: provocam riscos à saúde. Físicos Turbidez: além da presença de bactérias, protozoários, plânctons, constitui-se de partículas de matéria inorgânica, de diâmetros superiores a 1μ (1 mícron). Cor: partículas de impurezas em suspensão �na (com dispersão opaca à luz, separadas por �ltração), em solução (com dispersão transparente à luz, que não podem ser separadas por simples �ltração) ou em estado coloidal (com nível intermediário de dispersão, entre a suspensão e a solução). Possui diâmetros entre 1mμ (1 milimícron) a 1μ (1 mícron). Odor: pode indicar presença de gás sulfídrico (H S), cloro (Cl ) ou metano (CH ). Sabor: pode indicar presença de sais minerais, metano, cloro e matéria orgânica. Químicos Salinidade: alto teor de sais (bicarbonatos, cloretos, sulfatos). Pode indicar contaminação por esgotos domésticos. Dureza: resultante de substâncias na água que causam a precipitação do sabão, impedindo a formação de espuma (como bicarbonato de cálcio, bicarbonato de magnésio, sulfato de cálcio, sulfato de magnésio). Alcalinidade: capacidade de neutralizar ácidos fortes. Águas alcalinas possuem alto teor de hidróxido de sódio, de magnésio ou de cálcio; carbonato de cálcio, de magnésio, de sódio ou de potássio; e de bicarbonato de cálcio. Corrosividade: alta presença de gases (como gás carbônico), sais, ácidos, cloretos e outros dissolvidos que podem causar corrosão e incrustação. pH: característica que interfere na coagulação química durante o tratamento, controle da corrosão, abrandamento e desinfecção da água. Águas com pH baixo tendem a dani�car instalações metálicas. Atualmente, considera-se ideal no Brasil uma faixa de pH entre 6,5 e 8,5. Deve-se investigar, ainda, a presença de possíveis fontes de poluição. A detecção de coliformes, bactérias, protozoários ou substâncias tóxicas também pode ser um indicativo de contaminação. Diantedisso, buscando reduzir os efeitos da poluição das águas, a Resolução Conama nº 430/2011 propõe que qualquer e�uente de qualquer atividade humana somente poderá ser lançado em corpos hídricos, direta ou indiretamente, após o devido tratamento e obedecendo às condições e aos padrões estabelecidos. Contudo, águas de Classe Especial, em nenhuma hipótese, poderão receber e�uentes nem a disposição de resíduos domésticos, agropecuários, de aquicultura, industriais ou de qualquer outra fonte, ainda que tratados. Por �m, além da escolha dos melhores mananciais tanto qualitativamente como quantitativamente, em rios e córregos busca-se a captação a montante das descargas poluidoras e de núcleos populacionais. Em reservatórios, a captação ocorre nem muito super�cialmente nem muito profundamente, para evitar problemas físicos, químicos ou biológicos. Em captações super�ciais, pode haver a interferência de corpos �utuantes e/ou a captação de altos teores de gases dissolvidos (como CO2), ferro, manganês, dureza e outros elementos, além de algas (mais presentes na superfície das massas d’água, conferindo gosto e odor desagradáveis, sobretudo em locais quentes e ensolarados). Já captações muito profundas podem conter sedimentos com metais pesados ou massa biológica (plâncton) que também tornam as águas dessas regiões impróprias (Guimarães; Carvalho; Silva, 2007). 2 2 4 14/01/2025, 14:22 wlldd_241_u3_tra_agu_eflu https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202402/WHITE_LABEL/TRATAMENTO_DE_AGUA_E_EFLUENTES/LIVRO/U3/index.html 18/35 VIDEO RESUMO Parabéns, estudante! Você �nalizou a aula “Características das águas para tratamento”. Percebeu como as águas provenientes de mananciais super�ciais e subterrâneos possuem características distintas? Entendeu que, mesmo sendo tratadas, essas águas devem apresentar uma qualidade mínima anterior à captação? Agora você está convidado a assistir ao vídeo-resumo desta etapa de aprendizagem. Assim será possível relembrar os principais pontos relacionados aos mananciais de abastecimento, bem como aos parâmetros a serem avaliados para que as águas estejam aptas ao tratamento e à distribuição para a população. Vamos lá? Até a próxima aula! Bons estudos! Saiba mais Você sabia que de acordo com o art. 3º, inciso II, do Novo Código Florestal Brasileiro (Lei nº 12.651/2012), uma Área de Preservação Permanente (APP) consiste em uma “área protegida, coberta ou não por vegetação nativa, com a função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica e a biodiversidade, facilitar o �uxo gênico de fauna e �ora, proteger o solo e assegurar o bem- estar das populações humanas” (Brasil, 2012, [s. p.])? E que, ainda segundo o Novo Código, toda nascente perene (com �uxo de água contínuo) deve possuir uma APP com raio de 50 m ao redor da surgência hídrica? De acordo com a Lei Federal, as APPs cumprem inúmeras funções ecológicas, mas a APP de nascentes possui um potencial ainda maior por preservar os recursos hídricos. Uma das funções desempenhadas pela APP de nascentes é a �ltragem de sedimentos e coloides provenientes de erosões dos ambientes a montante, especialmente em casos de atividades como agricultura e pecuária. Quer conhecer outros critérios considerados na aplicação de APPs? Então consulte o Novo Código Florestal Brasileiro, instituído pela Lei Federal nº 12.651/2012: BRASIL. Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012. Dispõe sobre a proteção da vegetação nativa; altera as Leis n 6.938, de 31 de agosto de 1981, 9.393, de 19 de dezembro de 1996, e 11.428, de 22 de dezembro de 2006; revoga as Leis n 4.771, de 15 de setembro de 1965, e 7.754, de 14 de abril de 1989, e a Medida Provisória nº 2.166-67, de 24 de agosto de 2001; e dá outras providências. Diário O�cial da União, Brasília, DF: 28 maio 2012. Também convido você a conhecer um caso exitoso de APPs de nascentes articulado pelo Governo do Estado do Paraná para o alcance da qualidade hídrica necessária aos mananciais de abastecimento. Saiba mais detalhes sobre essa experiência de sucesso: KACHAROUSKI, M.; CURCIO, G. R.; BONNET, A. Área de preservação ambiental – nascentes. Governo do Estado do Paraná, [s. d.]. os os 14/01/2025, 14:22 wlldd_241_u3_tra_agu_eflu https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202402/WHITE_LABEL/TRATAMENTO_DE_AGUA_E_EFLUENTES/LIVRO/U3/index.html 19/35 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12651.htm https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202402/WHITE_LABEL/TRATAMENTO_DE_AGUA_E_EFLUENTES/LIVRO/U3/%C3%81rea%20de%20preserva%C3%A7%C3%A3o%20ambiental%20%E2%80%93%20nascentes. INTRODUÇÃO Olá, estudante! Você aprendeu na aula anterior sobre a importância da escolha de um manancial adequado para o abastecimento de água, seja ele super�cial ou subterrâneo, segundo sua disponibilidade quantitativa, condições de qualidade e viabilidade técnica e econômica. Também observou que mananciais com baixa qualidade hídrica podem gerar altos custos para o tratamento, além de di�cultar a própria operação de captação da água bruta e o processo de potabilização. Nesta etapa de aprendizagem serão apresentados os métodos de tratamento das águas para abastecimento humano conforme o nível de qualidade da água bruta captada. Esses métodos são: tratamento simpli�cado, tratamento convencional e tratamento avançado. Você descobrirá as características de cada uma dessas abordagens, entendendo sob quais condições hídricas devem ser escolhidas e suas etapas constituintes. Vamos lá? Bons estudos! TRATAMENTO DA ÁGUA PARA CONSUMO: O QUE É? Você conhecerá, neste bloco de estudos, a etapa fundamental para o abastecimento público de água: o tratamento. O tratamento consiste em “retirar impurezas presentes nas águas nocivas à saúde e, após, torná- las potáveis” (Guimarães; Carvalho; Silva, 2007, p. 106). Nesse contexto, é importante considerar as seguintes de�nições: Tratamento de água: conjunto de medidas necessárias para enquadrar a água nos padrões de potabilidade preestabelecidos. Estação de Tratamento de Água (ETA): unidade do Sistema de Abastecimento de Água (SAA) responsável por enquadrar a água distribuída à população nos padrões de potabilidade (Guimarães; Carvalho; Silva, 2007). Em resumo, os principais objetivos do tratamento são: Sanitário: promover a remoção de organismos patogênicos e substâncias químicas nocivas à saúde. Organoléptico: remover a turbidez, cor, gosto e odor, além de tornar a água aceitável ao consumo (Brasil, 2020). Sob a ótica tecnológica, qualquer água pode ser tratada, porém suas condições de qualidade ou a localidade de captação podem tornar os custos ou métodos de tratamento inviáveis. Portanto, a água potabilizável reúne características técnicas e econômicas in natura viáveis ao processo de tratamento e potabilização, de acordo Aula 4 SISTEMA DE TRATAMENTO DE ÁGUA Olá, estudante! Você aprendeu na aula anterior sobre a importância da escolha de um manancial adequado para o abastecimento de água, seja ele super�cial ou subterrâneo, segundo sua disponibilidade quantitativa, condições de qualidade e viabilidade técnica e econômica. 14/01/2025, 14:22 wlldd_241_u3_tra_agu_eflu https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202402/WHITE_LABEL/TRATAMENTO_DE_AGUA_E_EFLUENTES/LIVRO/U3/index.html 20/35 com a Portaria GM/MS nº 888/2021 (Brasil, 2006). A depender das condições dos mananciais, as águas brutas serão submetidas aos seguintes tipos de tratamento – do mais simples ao mais complexo (Souza, 2007): Tratamento simpli�cado, por simples desinfecção ou cloração: tratamento com adição de cloro na água antes da distribuição à população (com adição ou não de �úor). Tratamento convencional ou completo: tratamento completo na ETA, em que a água é submetida a coagulação, �oculação, decantação, �ltração, desinfecção (cloração), correção de pH + �uoretação. Tratamento avançado: tratamento avançado da água por tecnologias de pré-oxidação, carvão ativado, troca iônica, �ltração por membranas,entre outros métodos. A complexidade do tratamento empregado estará diretamente relacionada à degradação da qualidade do manancial e aos resultados do ensaio de tratabilidade. Contudo, apesar da crescente vulnerabilidade das fontes hídricas à poluição, ainda há sistemas públicos de abastecimento que aproveitam nascentes de bacias protegidas ou captam água em poços profundos, de maneira que apenas uma simples desinfecção se faz necessária (Brasil, 2004). Entretanto, estudante, o tratamento convencional (ciclo completo) é o mais utilizado no país, principalmente em virtude das variações sazonais que in�uenciam as características da água bruta (Brasil, 2006). Um sistema convencional de abastecimento é formado por: Manancial: fonte de água. Captação: estrutura para a tomada d’água. Adução: dutos de transporte da água do manancial às redes de distribuição. Tratamento em ETA: retirada de impurezas e potabilização. Reservação: grandes estruturas de armazenamento d’água. Distribuição: rede de tubulações/canalizações até os ramais prediais (Guedes; Carvalho, 1997). Assim, o tratamento convencional (ou ciclo completo) em ETAs de SAAs é composto pelas seguintes etapas (Brasil, 2006): Clari�cação: para a remoção de impurezas, composta pelos processos unitários de coagulação, �oculação, sedimentação, �otação (opcional) e �ltração. Desinfecção: para a inativação de organismos patogênicos. Por �m, salienta-se que a presença, ou o excesso, de alguns elementos químicos, metais ou sais podem in�uenciar a e�ciência do tratamento e potabilização da água para consumo. Nesses casos, o tratamento convencional pode não ser su�ciente, exigindo um tratamento avançado das águas brutas. Nos próximos blocos de estudo, serão detalhadas as etapas que constituem o tratamento convencional, bem como algumas tecnologias usadas para o tratamento avançado das águas. TRATAMENTO DAS ÁGUAS PARA CONSUMO: DO SIMPLIFICADO AO AVANÇADO Você aprendeu que o tratamento objetiva tornar a água potável, eliminando riscos à saúde humana, além de torná-la aceitável organolepticamente. A partir de gora, será possível entender mais detalhes sobre as tecnologias utilizadas. A NBR 12216/1992 dispõe sobre as condições para o tratamento e a produção de água potável destinada ao abastecimento. Segundo a norma, os tratamentos simpli�cado, convencional e avançado são aplicados nas seguintes situações: 14/01/2025, 14:22 wlldd_241_u3_tra_agu_eflu https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202402/WHITE_LABEL/TRATAMENTO_DE_AGUA_E_EFLUENTES/LIVRO/U3/index.html 21/35 Tratamento simpli�cado: somente em águas subterrâneas ou super�ciais, de bacias sanitariamente protegidas e com parâmetros estabelecidos pela norma, em que bactérias do tipo coliforme estejam permanentemente inferiores a 50 por 100 ml. Portanto, é utilizado para águas de boa qualidade, caracterizadas como do tipo A. Tratamento simpli�cado seguido de decantação ou �ltração para retirada de sólidos sedimentáveis ou de turbidez: em águas subterrâneas ou super�ciais, de bacias não protegidas, em que o tratamento não necessita de coagulação (classi�cadas como do tipo B). Tratamento convencional (por coagulação) seguida ou não de decantação, �ltração em �ltros rápidos, desinfecção e correção do pH: em águas super�ciais de bacias não protegidas, que necessitam de coagulação para os padrões de potabilidade (classi�cadas como do tipo C). Tratamento convencional somado a tratamento avançado (complementar): em águas super�ciais de bacias não protegidas, sujeitas a fontes de poluição e que exijam processos avançados de tratamento (classi�cadas como do tipo D). No entanto, estudante, a de�nição do tratamento apropriado a ser aplicado dependerá das características da água bruta e dos “ensaios de tratabilidade”. Os testes de tratabilidade – ou jar tests (testes de jarro) – são realizados em laboratório, com condições controladas, a �m de determinar as dosagens ideais de produtos químicos (coagulantes e �oculantes) a serem utilizados, além dos parâmetros ótimos de operação das ETAs (Richter, 2009, Brasil, 2020). Quando veri�cada a necessidade de tratamento convencional para as águas, o processo de clari�cação é composto pelas seguintes etapas em uma ETA (ABNT, 1992, Guedes; Carvalho, 1997, Brasil, 2020): Pré-tratamento Grades e crivos: impedem a entrada de materiais grosseiros em suspensão na ETA. Sedimentação simples ou desarenação (etapa opcional): a água passa a uma baixa velocidade em caixas de areia e por um tanque de decantação, propiciando a sedimentação de partículas suspensas antes do tratamento. Aeração (etapa opcional): remove gases dissolvidos que podem produzir odor e sabor, e ativa os processos de oxidação da matéria orgânica. Pode ser realizada por aeradores em cascata, aeradores em escadas (em que a água tomba sucessivamente por degraus), aeradores de ar comprimido difuso, aeradores mecânicos ou por torre de aeração. Tratamento Coagulação: em um tanque de mistura rápida (geralmente Calha Parshall), adicionam-se produtos químicos coagulantes – como sulfato de alumínio (mais utilizado no país), sulfato ferroso e cloreto férrico –, objetivando neutralizar as cargas das partículas e aglomerá-las em �ocos. Floculação: em tanques de mistura lenta (tanques hidráulicos com anteparos ou tanques mecânicos), adicionam-se polieletrólitos (polímeros) que auxiliam no aumento do tamanho dos �ocos. Decantação (sedimentação): em decantadores convencionais (retangulares ou circulares) ou em decantadores tubulares, os �ocos formados sedimentam pela ação da gravidade no fundo do decantador. Flotação (etapa opcional): em �otadores, são produzidas bolhas que se aderem aos �ocos ou partículas remanescentes em suspensão, provocando sua ascensão até a superfície da água, onde serão removidos. 14/01/2025, 14:22 wlldd_241_u3_tra_agu_eflu https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202402/WHITE_LABEL/TRATAMENTO_DE_AGUA_E_EFLUENTES/LIVRO/U3/index.html 22/35 Filtração: em �ltros (rápidos ou lentos), a água atravessa um leito �ltrante, geralmente com camadas de areia e brita, que remove as partículas em suspensão, produzindo um e�uente clari�cado. Desinfecção (ou cloração): eliminação/inativação de organismos patogênicos a partir da adição de agentes desinfetantes. TRATAMENTO CONVENCIONAL, ETAPAS COMPLEMENTARES E TECNOLOGIAS AVANÇADAS PARA A POTABILIZAÇÃO DA ÁGUA Você veri�cou, nos blocos anteriores, que o nível de tratamento empregado às águas para o alcance do padrão de potabilização dependerá da sua qualidade in natura. Também percebeu que os tratamentos variam de uma simples desinfecção (para águas subterrâneas e super�ciais protegidas) a tratamentos avançados (para águas mais degradadas). Além disso, foi possível entender que o tratamento convencional em ETA é o mais empregado, mas há casos em que os tratamentos avançados são necessários. Essa questão será aprofundada a partir de agora. Como você já aprendeu, durante o tratamento convencional, após as etapas de clari�cação (para remoção dos sólidos em suspensão, coloidais ou dissolvidos, �xos ou voláteis, sedimentáveis ou não), faz-se necessária a desinfecção (Brasil, 2006). Essa etapa é responsável por eliminar/inativar organismos patogênicos utilizando agentes químicos desinfetantes (como cloro e derivados, hipocloritos e ozônio). Grande parte das ETAs no Brasil utiliza cloro gás (Cl ) ou hipocloritos (NaOCl, Ca(OCl) ) para a desinfecção. Em menor proporção, são usados dióxido de cloro, cloramina e agentes físicos, como a radiação ultravioleta (UV). É importante destacar que os desinfetantes devem ser aplicados em doses su�cientes tanto para o tratamento quanto para a permanência de concentrações residuais mínimas (cloro residual), que garantam a qualidade adquirida até as redes de distribuição e o consumo da população. Findada a desinfecção, a água é submetida à �uoretação. Ressalta-se que a �uoretação não compõe o tratamento (não remove impurezas da água ou a torna potável),mas atua na prevenção de cáries dentárias por meio da adição de substâncias químicas à base de �úor nas águas tratadas (Brasil, 2020). Posteriormente, talvez seja preciso promover a correção da dureza (remoção de concentrações remanescentes de sais de cálcio e magnésio, como carbonatos, bicarbonatos e sulfatos) ou da corrosão (acidez excessiva) – processo denominado de estabilização da água (Brasil, 2006, Brasil, 2004). Por �m, estudante, é interessante destacar que algumas águas brutas possuem constituintes especí�cos, com capacidade nociva à saúde (como fármacos, agroquímicos, hormônios), de modo que o tratamento convencional se torna insu�ciente. Logo, fazem-se necessárias técnicas avançadas de tratamento para que tais elementos sejam removidos de forma efetiva e, assim, se alcance o padrão de potabilidade. Alguns tratamentos avançados aplicados às águas são: Pré-oxidação (química ou por aeração): reduz a concentração de matéria orgânica, algas e metais que não são removidos nas ETAs. Adsorção por carvão ativado: são retidos na superfície do carvão (por interações químicas ou físicas) compostos dissolvidos na água (como substâncias orgânicas indesejadas que podem causar problemas de sabor, odor, cor, toxicidade e mutagenicidade). Troca iônica (aniônica ou catiônica): remove contaminantes dissolvidos na água sob a forma de íons (como bário, cádmio, arsênio e nitrato) a partir da substituição do íon que se deseja remover por outro da resina utilizada. 2 2 14/01/2025, 14:22 wlldd_241_u3_tra_agu_eflu https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202402/WHITE_LABEL/TRATAMENTO_DE_AGUA_E_EFLUENTES/LIVRO/U3/index.html 23/35 Filtração/separação em membranas: remove contaminantes dissolvidos com dimensões extremamente reduzidas pela passagem pressurizada da água por membranas semipermeáveis. A dimensão dos poros das membranas determinará suas características e poluentes a serem removidos. A �ltração por membranas pode ocorrer por: Micro�ltração: remove microrganismos, partículas coloidais e sólidos em suspensão de maiores dimensões (micropartículas). Ultra�ltração: remove microrganismos, partículas coloidais e sólidos em suspensão de menores dimensões (partículas micro-híbridas). Nano�ltração: remove microrganismos, partículas coloidais e sólidos em suspensão de menores dimensões (nanopartículas) e alguns contaminantes, como herbicidas e pesticidas. Osmose inversa ou hiper�ltração: remove microrganismos, partículas coloidais e sólidos em suspensão de menores dimensões (nanopartículas), contaminantes (como pesticidas e herbicidas). Também é utilizada em outras �nalidades, como na dessalinização de águas salobras e salinas (água do mar) (Brasil, 2020). VIDEO RESUMO Parabéns, estudante! Você �nalizou a aula “Sistema de tratamento de água”. Percebeu como a qualidade da água bruta interfere diretamente no tipo de tratamento empregado para o alcance da potabilidade? Agora você está convidado a assistir ao vídeo-resumo desta etapa de aprendizagem. Assim será possível relembrar os principais pontos relacionados aos processos de tratamento das águas, como também cada fase que compõe o tratamento convencional em uma ETA. Vamos lá? Até a próxima aula! Bons estudos! Saiba mais Como você aprendeu, ainda existe uma parcela signi�cativa da população brasileira que é abastecida por poços rasos. Esse quadro permanece em nosso país por causa da ausência do serviço de abastecimento de água por rede geral em muitas localidades. Contudo, aquíferos freáticos são bastante suscetíveis à poluição e podem promover riscos à saúde a partir do consumo de suas águas. Ainda há o fato de que grande parte dos poços rasos são escavados e construídos de forma inapropriada, desrespeitando medidas básicas de segurança, como a necessidade da aplicação de um revestimento interno que reduza os riscos de contaminação por fossas, por exemplo. Sendo assim, mesmo em poços rudimentares, há a necessidade e a possibilidade de realizar o tratamento simpli�cado das águas. Uma das soluções viáveis é a instalação de um clorador por difusão. O clorador por difusão é um equipamento para dosagem de cloro que pode ser instalado no interior de poços rasos. Ele libera cloro em concentrações relativamente iguais, mantendo um teor residual até o término de sua vida útil. O difusor consiste em um recipiente com uma mistura de areia (com a função de promover a liberação lenta do cloro para a água) e hipoclorito de cálcio. O sistema do difusor pode ser construído manualmente a partir de garrafas plásticas, casca de coco, bambu, entre outros materiais. 14/01/2025, 14:22 wlldd_241_u3_tra_agu_eflu https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202402/WHITE_LABEL/TRATAMENTO_DE_AGUA_E_EFLUENTES/LIVRO/U3/index.html 24/35 Interessou-se por essa solução simples para a desinfecção das águas de poços rasos? Então leia o manual Vigilância e controle da qualidade da água para consumo humano, do Ministério da Saúde, publicado em 2006. Você descobrirá como produzir e instalar essa e outras soluções simples para o tratamento de águas captadas em poços. Acesse o conteúdo a seguir: BRASIL. Ministério da Saúde. Vigilância e controle da qualidade da água para consumo humano. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2006. TRATAMENTO E POTABILIZAÇÃO DAS ÁGUAS COMO MEDIDAS DE SAÚDE PÚBLICA Olá, estudante! Nesta unidade de aprendizagem, você aprendeu que até o �nal do século XIX a avaliação da qualidade da água para consumo era realizada apenas tomando como base a aparência desse bem. Contudo, hoje se sabe que a água pode conter vários poluentes (substâncias químicas, radioatividades, microrganismos patogênicos) que geram sérios riscos à saúde. Sobre esse contexto, você pôde entender que os vírus, protozoários e bactérias de origem fecal são responsáveis pela maior parte das doenças por veiculação hídrica, com destaque para as bactérias (Martins, 2014, Brasil, 2004). Diante disso, tornam-se necessários investimentos em saneamento básico, bem como em outros setores, para aumentar a expectativa de vida da população e reduzir índices de mortalidade. Em relação a esse tema, foi possível aprender que morbidade se refere ao conjunto de causas capazes de produzir uma doença em uma dada população, enquanto mortalidade relaciona-se à probabilidade de um indivíduo vir a morrer por uma determinada doença (Pereira, 2007). Você também descobriu que a intensi�cação das atividades humanas aprofundou a degradação na qualidade das fontes de águas, tornando-as mais vulneráveis à poluição e à contaminação. Para obter um melhor entendimento, foi necessário diferenciar esses dois conceitos: a poluição está associada a qualquer modi�cação na qualidade química ou biológica da água que afete diretamente o homem ou prejudique sua utilização; e a contaminação relaciona-se à introdução de elementos nocivos à saúde humana e espécies aquáticas, como microrganismos patogênicos e metais pesados (Silveira; Sant’anna, 1991, Brasil, 2004). Com vistas a garantir os usos múltiplos, você aprendeu que a Lei Federal nº 9.433/1997, que constituiu a Política Nacional de Recursos Hídricos, estabeleceu o “enquadramento dos corpos de água em classes, segundo os usos preponderantes da água”, assegurando aos corpos hídricos qualidade compatível aos usos mais exigentes, como o abastecimento (Brasil, 1997). Além disso, foi possível veri�car que o enquadramento é aplicado pela Resolução Conama nº 357/2005 (que classi�ca as águas super�ciais em 13 classes de qualidade, diferenciando-as em doces, salobras e salinas), pela Resolução Conama nº 396/2011 (que categoriza as águas subterrâneas em seis classes de qualidade) e pela Resolução Conama nº 430/2011 (que estabelece condições para o lançamento de e�uentes em corpos hídricos). Aula 5 REVISÃO DA UNIDADE 14/01/2025, 14:22 wlldd_241_u3_tra_agu_eflu https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202402/WHITE_LABEL/TRATAMENTO_DE_AGUA_E_EFLUENTES/LIVRO/U3/index.html 25/35 https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/vigilancia_controle_qualidade_agua.pdf