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UERJ – Faculdade de Educação / Consórcio CEDERJ 
Licenciatura em Pedagogia 
Língua Portuguesa Instrumental 
Coordenadora: Professora Helena Feres Hawad 
Avaliação a Distância 2 – 2018.1 
 
 
Nesta atividade, você vai escrever um resumo do texto anexo a esta 
proposta de trabalho – “Sobrecarga de memória”. 
 
 
 
ATENÇÃO: Antes de fazer a AD2, é indispensável que você estude a Aula 16. 
A avaliação de seu trabalho levará em conta a observância das orientações contidas 
na aula. 
 
 
 
Observe as seguintes especificações sobre o formato do trabalho: 
 
O resumo deve ter, no mínimo, 240 e, no máximo, 280 palavras, e deve se 
organizar em um único parágrafo. 
 
O título será simplesmente “Resumo do texto Sobrecarga de memória”. 
 
Apresente o texto em um arquivo PDF, digitado em fonte Times New Roman 
12 ou Arial 11 (como preferir), em espaço 1,5, alinhamento justificado. 
 
Envie seu trabalho por meio da sala de aula virtual até o dia 5 de maio de 2018. 
 
 
 
ATENÇÃO: 
 
 
a. O prazo se encerra às 23h45min do dia 5/5/18. Em nenhuma hipótese ele 
será prorrogado. Organize-se e faça a postagem do trabalho com antecedência para 
evitar contratempos na última hora. 
 
 
b. Após postar seu trabalho, saia da ferramenta da atividade, entre novamente 
e abra o trabalho, para verificar se a postagem foi feita corretamente. Erros na 
postagem ou na formatação do arquivo são de inteira responsabilidade do aluno. 
 
 
c. Em caso de dificuldade na formatação do arquivo ou no uso da ferramenta 
da atividade, peça ajuda a seu tutor de Informática Instrumental. 
 
 
 
 Critérios de avaliação: 
 
 O valor total do trabalho é de dez pontos, que serão assim atribuídos: 
 
1. Coerência com a proposta, organização e clareza (observância do gênero 
textual pedido, do formato gráfico e da extensão estipulados na proposta; coerência, 
coesão, impessoalidade da linguagem) – 2,0 pontos 
2. Correção ortográfica e gramatical (pontuação, ortografia, concordância, 
regência, colocação, estruturação das frases, seleção vocabular) – 3,0 pontos 
3. Conteúdo e desenvolvimento (fidelidade às ideias do texto original, boa 
seleção dos conteúdos incluídos, relação adequada entre as informações) – 5,0 
pontos 
 
Na disciplina Língua Portuguesa Instrumental, as AD´s têm peso 2, e as AP´s têm 
peso 8 na composição da N1 e da N2. 
 
ATENÇÃO: Receberão nota zero: 
 
 Trabalhos que fujam à proposta feita; 
 
 Trabalhos que sejam compostos principalmente de cópia de fragmentos do texto 
proposto para o resumo; 
 
  Trabalhos idênticos ao trabalho de outro aluno, independentemente de qual deles 
seja a fonte e qual seja a cópia; 
 
 Trabalhos em que se caracterize cópia do trabalho de outras pessoas (de sites da 
internet ou de quaisquer outras fontes, mesmo com a indicação da fonte). 
 
 
ANEXO – Fragmento de 
 
HARARI, Yuval Noah. Sapiens: uma breve história da humanidade. Tradução Janaína 
Marcoantonio. 25 ed. Porto Alegre: L&PM, 2017. p. 128-130. 
 
 
Sobrecarga de memória 
 
Os impérios geram quantidades enormes de informação. Além das leis, os impérios 
precisam manter registro de transações e impostos, inventários de suprimentos militares e 
navios mercantes e calendários de festividades e vitórias. Durante milhões de anos, as 
pessoas armazenaram informações em um único lugar: o cérebro. Infelizmente, o cérebro 
humano não é um bom dispositivo de armazenamento para bancos de dados do tamanho de 
impérios por três razões principais. 
 A primeira razão é que sua capacidade é limitada. É verdade que algumas pessoas 
têm memória impressionante, e em tempos antigos havia profissionais da memória que 
podiam guardar na cabeça a topografia de províncias inteiras e os códigos jurídicos de 
Estados inteiros. No entanto, há um limite que nem mesmo os mestres da mnemônica 
conseguem transcender. Um advogado poderia saber de memória todo o código jurídico do 
estado de Massachusetts, mas não os detalhes de cada procedimento jurídico que aconteceu 
em Massachusetts dos julgamentos das bruxas de Salém em diante. 
 A segunda razão é que os humanos morrem, e seu cérebro morre com eles. Toda 
informação armazenada em um cérebro será apagada em menos de um século. É possível, 
é claro, transmitir memórias de um cérebro para outro, mas, depois de algumas transmissões, 
a informação tende a ser deturpada ou se perder. 
 A terceira razão, e a mais importante, é que o cérebro humano foi adaptado para 
armazenar e processar apenas certos tipos de informação. Para sobreviver, os antigos 
caçadores-coletores tinham de lembrar as formas, as características e os padrões de 
comportamento de milhares de espécies de plantas e animais. Eles tinham de lembrar que 
um cogumelo amarelo enrugado crescendo no outono debaixo de um olmeiro é, muito 
provavelmente, venenoso, ao passo que um cogumelo de aspecto similar crescendo no 
inverno debaixo de um carvalho é um bom remédio para dor de estômago. Os caçadores-
coletores também precisavam ter em mente as opiniões e as relações das várias dezenas de 
membros do bando. Se Lucy precisasse da ajuda de um membro do bando para fazer John 
parar de molestá-la, era importante que se lembrasse que na semana anterior John brigou 
com Mary, que, portanto, seria uma aliada provável e entusiasta. Consequentemente, as 
pressões evolutivas adaptaram o cérebro humano para armazenar quantidades imensas de 
informações botânicas, zoológicas, topográficas e sociais. 
 Mas quando, depois da Revolução Agrícola, começaram a aparecer sociedades 
particularmente complexas, um novo tipo de informação se tornou vital: os números. Os 
caçadores-coletores nunca precisaram lidar com grandes quantidades de dados matemáticos. 
Nenhum caçador-coletor precisava lembrar, por exemplo, a quantidade de frutas em cada 
árvore na floresta, de modo que o cérebro humano não se adaptou para armazenar e 
processar números. Mas, para manter um reino grande, dados matemáticos eram 
fundamentais. Nunca foi suficiente criar leis e contar histórias sobre deuses guardiães. 
Também era preciso cobrar impostos. Para arrecadar impostos de centenas de milhares de 
pessoas, era fundamental recolher dados sobre a renda e a posse das pessoas; dados sobre 
atrasos, dívidas e multas; dados sobre descontos e isenções. Isso somava milhões de dados, 
que tinham de ser armazenados e processados. Sem essa capacidade, o Estado jamais 
saberia de que recursos dispunha e que recursos adicionais poderia obter. Quando 
confrontado com a necessidade de memorizar, lembrar e manipular todos esses números, o 
cérebro da maioria dos humanos se sobrecarregava ou ficava letárgico. 
 Essa limitação mental restringia severamente o tamanho e a complexidade dos 
coletivos humanos. Quando a quantidade de pessoas em determinada sociedade 
ultrapassava um limite crítico, passava a ser necessário armazenar e processar grandes 
quantidades de dados matemáticos. Como o cérebro humano não era capaz de fazer isso, o 
sistema ruía. Durante milhões de anos após a Revolução Agrícola, as redes sociais humanas 
permaneceram relativamente pequenas e simples. 
 Os primeiros a superar o problema foram os antigos sumérios, que viviam no sul da 
Mesopotâmia. Lá, um sol abrasador banhando planícies lamacentas e férteis produziu 
colheitas fartas e cidades prósperas. Conforme o número de habitantes cresceu, também 
aumentou a quantidade de informações requeridas para coordenar seus assuntos. Entre os 
anos 3.500 e 3.000 a.C., alguns gênios sumérios desconhecidos inventaram um sistema para 
armazenar e processar informações fora do cérebro concebido especialmente para lidar com 
grandes quantidades de dados matemáticos. Com isso, os sumérios libertaram sua ordem 
social das limitações do cérebro humano, abrindo caminho para o surgimento de cidades, 
reinos e impérios. O sistema de processamentode dados inventado pelos sumérios é 
chamado “escrita”.

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