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MÓDULO 2: PRODUTIVIDADE E LEI DOS RETORNOS DECRESCENTES. CUSTO DE OPORTUNIDADES E BENEFÍCIO MARGINAL. 
Os Recursos ou Fatores de Produção
Para que se obtenha a satisfação das necessidades humanas é necessário produzir bens e serviços. E a produção exigiria o emprego de recursos produtivos e bens elaborados. 
Os recursos de produção, ou fatores de produção da economia são aqueles utilizados no processo produtivo para obter outros bens e serviços, com o objetivo de satisfazer as necessidades dos consumidores.
Os fatores de produção são: a terra, ou recursos naturais, incluindo água, minerais, madeiras, solo para fábricas; recursos humanos, englobando o trabalho enquanto faculdades físicas e intelectuais dos seres humanos que intervêm no processo produtivo, e a capacidade empresarial, que constitui-se daqueles indivíduos que reúnem os capitais para adquirir recursos produtivos e produzir bens e serviços para o mercado; capital, que engloba os bens e serviços necessários para a produção de outros bens e serviços, como máquinas, equipamentos, instalações, dinheiro, ferramentas, capital financeiro; tecnologia.
É importante ressaltar que para cada fator de produção corresponde uma remuneração. Ao trabalho corresponde o pagamento de salários. O juro paga o uso do capital. O aluguel constitui a remuneração da terra. A tecnologia é paga com royalties. À capacidade empresarial corresponde o lucro.
	FATOR DE PRODUÇÃO
	TIPO DE REMUNERAÇÃO
	 TRABALHO
	SALÁRIO
	CAPITAL
	JURO
	TERRA
	ALUGUEL
	TECNOLOGIA
	ROYALTIES
	CAPACIDADE EMPRESARIAL
	LUCRO
 
A produção, portanto, seria o processo de transformar matérias-primas em produtos acabados utilizando para tanto os bens de capital, os bens intermediários e a mão-de-obra.
 
 
A produção, portanto, seria o processo de transformar matérias-primas em produtos acabados utilizando para tanto os bens de capital, os bens intermediários e a mão-de-obra.
 
Custos de Oportunidade e Curva de Possibilidades de Produção
 Custo de Oportunidade
Conforme vínhamos analisando, os recursos produtivos são escassos e as necessidades humanas ilimitadas, e porque existe a escassez os agentes econômicos têm que decidir onde e como aplicar os recursos disponíveis. Fazemos isso todo o tempo no nosso dia-a-dia, no supermercado, em nossas decisões de compras. Isto porque como os fatores de produção são limitados, só é possível satisfazer uma necessidade abrindo mão da satisfação de uma outra.
 
Não há capital, nem trabalho, nem terra, nem tecnologia suficientes para produzir tudo aquilo que se deseja. E a remuneração destes fatores também é restrita, restringindo as possibilidades de consumo.
 
A escassez força os indivíduos, as famílias, as empresas e até os governos a fazer escolhas. Os indivíduos, por exemplo, têm de decidir como gastar sua renda e que necessidades devem priorizar. As empresas têm de decidir se ampliam o capital produtivo ou investem no mercado financeiro. Os governos precisam decidir se pagam uma parcela de suas dívidas ou fazem investimentos em educação e saúde.
 
Mas uma vez que um destes agentes econômicos tome uma decisão, estarão necessariamente abrindo mão de outras possibilidades. Assim, num mundo de recursos limitados, a oportunidade de produzir um bem significa deixar de produzir outro. Como toda escolha, a escolha de satisfação de certas necessidades em detrimento de outras envolve ganhos e perdas. Por isso, quando decidem gastar ou produzir, empresas, governos ou famílias estarão renunciando a outras possibilidades. A opção que se deve abandonar para poder produzir ou obter outra coisa se associa ao conceito de custo de oportunidade.
 
O custo de oportunidade de um bem ou serviço é a quantidade de outros bens ou serviços a que se deve renunciar para obtê-lo. Em outras palavras, o custo de oportunidade é o sacrifício do que se deixou de produzir, o custo ou a perda do que não foi escolhido e não o ganho do que foi escolhido. O custo de oportunidade também é chamado custo alternativo, por representar o custo da produção alternativa sacrificada.
 
 Curva de Possibilidades de Produção
Dada a escassez de recursos da economia, os agentes econômicos são obrigados a fazer escolhas. Quando um bem é escasso, os indivíduos são forçados a escolher como usá-lo. Em conseqüência passa a haver uma troca – satisfazer uma necessidade significa não satisfação de uma outra. 
A curva de possibilidades de produção mostra as trocas que os indivíduos, as empresas, ou os governos são obrigados a fazer por causa da escassez de recursos.
 Suponhamos uma determinada sociedade, onde exista um certo número de indivíduos, uma tecnologia dada, uma quantidade definida de empresas, instrumentos de produção e de recursos naturais. Como os fatores produtivos são limitados, a produção total desta sociedade tem um limite máximo a que chamaremos de produto de pleno emprego. Neste nível de produção, todos os recursos disponíveis estão empregados, todos os trabalhadores que querem estão trabalhando, todos os instrumentos de produção estão sendo utilizados, todas as fábricas estão a pleno funcionamento, e os recursos naturais estão sendo plenamente aproveitados.
 Vamos supor ainda que esta economia produza apenas alimentos e roupas. Haverá sempre uma quantidade máxima de alimentos produzidos mensalmente quando todos os recursos forem destinados à sua produção, sem que nenhum se destine à produção de roupas. Haverá também uma quantidade máxima de roupas produzidas mensalmente quando todos os recursos forem destinados à sua produção, sem que nenhum se destine à produção de alimentos. Entre as quantidades máximas de roupas e alimentos que podem ser produzidas, existem uma série infinita de possibilidades de combinações de quantidades de roupas e alimentos que podem ser produzidos naquela sociedade, com aquele nível de tecnologia e aqueles recursos disponíveis, com todos os recursos sendo plenamente utilizados. Suponhamos que as alternativas de produção de roupas e alimentos sejam as colocadas na tabela abaixo.
 
	Alternativas de produção
	Alimentos(toneladas)
	Roupas (milhares)
	1
	10
	160
	2
	20
	150
	3
	30
	130
	4
	40
	100
	5
	50
	60
	6
	60
	0
 
FIGURA 1 – CURVA DE POSSIBILIDADES DE PRODUÇÃO
A essa curva que ilustra essas possibilidades de combinações intermediárias entre roupas e alimentos eu vou chamar de curva de possibilidades de produção ou curva de transformação. Ela indica todas as possibilidades de produção de alimentos e roupas nessa construção econômica hipotética. A curva de possibilidades de produção é um conceito teórico para ilustrar a capacidade produtiva de uma sociedade.
 
Através desta curva podemos perceber claramente que numa economia em pleno emprego, ao produzir um bem estaremos sempre desistindo da produzir uma certa quantidade de um outro bem. Em outras palavras, Para conseguirmos uma quantidade constante adicional de um bem (alimentos), precisaremos renunciar a quantidades crescentes do outro bem. 
Tendo em vista que cada uma das combinações sobre a curva de possibilidades de produção é tecnicamente eficiente, a sociedade escolherá uma delas em função dos preços dos produtos e das quantidades desejadas de cada um deles.
 
E para as firmas também é possível construir uma curva de possibilidades de produção semelhante ao exemplo que elaboramos acima. Mas no lugar dos bens produzidos pela sociedade, construiremos a curva de possibilidades de produção contrapondo os produtos a serem produzidos por essa firma. Uma empresa precisa sempre decidir quais produtos produzir e em que quantidade produzir. E será a interação entre preços e quantidades de mercado que darão essa resposta, supondo-se que os empresários são agentes racionais, e procuram sempre economizar os fatores escassos com o objetivo de maximizar lucros.
Observemos a figura abaixo:
FIGURA 2 – CURVAS DE POSSIBILIDADES DE PRODUÇÃO E CRESCIMENTO
De acordo com o gráfico acima, se houver uma expansão dos fatores de produção,ou se houver um melhor aproveitamento dos recursos produtivos já utilizados, ou ainda se a tecnologia utilizada sofrer algum avanço, haverá crescimento econômico naquela sociedade, e a curva de possibilidades de produção se deslocará para cima e para a direita. Isto significa que a economia poderá dispor de maiores quantidades tanto de alimentos quanto de roupas.
 
A expansão dos fatores produtivos ou a melhora no seu aproveitamento, bem como os avanços tecnológicos dependem significativamente de um aumento nos investimentos. Isto significa que os agentes econômicos – famílias, empresas e governo – precisam reduzir o seu consumo atual e direcionar parte de seus recursos para a poupança, a fim de que ela esteja disponível para investimento. Um outro elemento importante para o crescimento econômico, tanto quanto o investimento, é a divisão do trabalho. Um aumento da divisão do trabalho permite que os trabalhadores se tornem mais produtivos, com um aumento da especialização do trabalho, elevando também os volumes negociados no comércio.
 
 
Análise Marginal
Diante do que foi exposto, como então a população poderia alocar seus recursos escassos de modo a obter o maior proveito possível? A fim de responder a esta pergunta fundamental da economia, os economistas utilizam a chamada análise margina. Esta técnica é amplamente utilizada na tomada de decisão das firmas, onde se faz a análise dos custos e benefícios de uma unidade adicionada de um bem ou insumo para o montante da produção, a chamada unidade marginal. Em qualquer situação, os indivíduos querem maximizar os chamados benefícios líquidos. O benefício líquido seria o benefício total subtraídos os custos totais.
 
 
BENEFÍCIO LÍQUIDO = BENEFÍCIO TOTAL – CUSTO TOTAL
 
A fim de maximizar seus benefícios, pode-se alterar alguma das variáveis envolvidas no processo, como a quantidade de um produto que compram ou a quantidade que produzem. Essa variável seria chamada de variável de controle. A análise marginal identifica se a alteração da variável de controle proporciona um aumento do benefício total e de quanto seria esse aumento; ou se a alteração da variável de controle ocasiona um aumento do custo total, e em que medida esse custo aumenta.
Sendo assim, é preciso primeiro identificar a variável de controle. Feito isto, deve-se determinar qual seria o aumento do benefício total se fosse acrescentada uma unidade da variável de controle. O aumento do benefício total decorrente do aumento de uma unidade da variável de controle determinaria o chamado benefício marginal da unidade adicional.
 
Por outro lado, devemos identificar a variável de controle, para depois determinar também qual seria o aumento do custo total se houvesse uma elevação de uma unidade desta variável de controle. O custo marginal seria justamente o aumento no custo total decorrente do aumento de uma unidade da variável de controle.
Se o benefício marginal da unidade adicional da variável de controle for maior ou igual ao custo marginal, teremos uma variação positiva do benefício líquido. Portanto, o benefício líquido aumenta e a unidade marginal da variável de controle deve ser adicionada, pois desta elevação resulta um impacto positivo, de maximização de benefício líquido. 
BENEFÍCIO MARGINAL = AUMENTO DO BENEFÍCIO TOTAL
É preciso ter em mente que apenas as alterações do benefício total e do custo total devem ser analisadas, porque o benefício marginal representa o aumento do benefício total, enquanto que o custo marginal representa o aumento do custo total.
CUSTO MARGINAL = AUMENTO DO CUSTO TOTAL
Portanto, teremos que a variação do benéfico líquido é dada pela diferença entre benefício total e custo total.
 
 
VARIAÇÃO DO BENEFÍCIO LÍQUIDO = BENEFÍCIO MARGINAL – CUSTO MARGINAL
Em uma firma, o benefício líquido ao atuar nos negócios é o lucro. O benefício total corresponderia à receita total auferida pela empresa, e os custos totais teriam a mesma denominação. Assim, a análise marginal estudaria as repercussões sobre o lucro total, a partir dos efeitos sobre a receita total (preços x quantidades) e o custo total (custo médio x quantidades). A decisão do empresário dependerá da análise marginal que efetuar, a partir de uma equação fundamental, derivada daquelas que construímos acima. Sendo assim, numa empresa, a fórmula acima apresentada seria modificada para:
LUCRO = RECEITA TOTAL – CUSTO TOTAL
A variação do lucro total seria dada pela diferença entre receita marginal e custo marginal. A receita marginal seria a receita proporcionada pela venda de uma unidade adicional do produto. O custo marginal seria o custo da produção de uma unidade adicional de produto.
VARIAÇÃO DO LUCRO TOTAL = RECEITA MARGINAL – CUSTO MARGINAL
A firma continuará a produzir unidades adicionais do produto até o ponto em que o custo marginal for igual ao preço. O ponto de equilíbrio da produção de uma firma, para a teoria econômica, é justamente quando o custo marginal iguala o seu preço. 
 
  
Os Fluxos Reais e Monetários da Economia
O funcionamento de uma economia de mercado depende do entendimento de quem são os principais agentes econômicos que interferem no sistema econômico e que papel cada um deles exerce dentro da organização do sistema econômico.
Como já vínhamos citando ao longo desta aula, os principais agentes econômicos são as famílias, as empresas e o governo. São estes agentes os responsáveis por toda a atividade econômica de uma determinada sociedade.
 
As famílias são proprietárias dos fatores de produção, e os fornecem para as empresas, ao mesmo tempo em que consomem os bens e serviços produzidos por estas mesmas empresas.
 
As empresas utilizam os fatores de produção fornecidos pelas famílias, e através de sua combinação, produzem bens e serviços que são fornecidos para o consumo das famílias. O governo cuida da segurança, educação, saúde, da defesa dos cidadãos e de seus direitos. Além disso, o governo assegura o pleno funcionamento da economia, através da coordenação e regulação dos mercados (bens e serviços e mercado de fatores de produção). Ao longo do século XX, o governo assumiu outras funções, atuando como empresário fornecendo bens públicos.
 
Numa economia de mercado, estes diferentes agentes econômicos podem ser agrupados em três grandes setores: o setor primário, que engloba a agricultura, a pesca, a pecuária e a mineração; o setor secundário, onde há combinação de fatores de produção para a transformação de bens, e inclui as atividades industriais; e o setor terciário, ou setor de serviços, que inclui serviços, comércio, transporte, bancos, educação, entre outros.
 
Para entender melhor o funcionamento do sistema econômico, vamos supor uma economia de mercado que não tenha interferência do governo, não tenha transações comerciais nem financeiras com o exterior e não possua um setor financeiro desenvolvido. As atividades econômicas estarão centradas nas ações de dois grandes agentes: as empresas, que reúnem os fatores produtivos para a produção de bens e serviços, e as famílias, constituídas pelos indivíduos que são proprietárias dos recursos de produção (terra, trabalho, capital e capacidade empresarial).
 
Como vimos, as unidades familiares fornecem recursos produtivos para as empresas, e as empresas fornecem bens e serviços finais para as unidades familiares. A interação entre as famílias e as empresas é feita através do mercado de bens e serviços e do mercado de fatores de produção. Desta interação, resultam dois fluxos:
a) Fluxo real da economia ou circulação real: quando houver deslocamento físico do bem; pode ser definido a partir do fornecimento de recursos de produção, do uso destes recursos e de sua combinação na produção de bens e serviços intermediários e finais. Há emprego efetivo de fatores produtivos e dos produtos gerados. Há troca material de recursos produtivos e de bens e serviços. Engloba o mercado de recursos de produção e o mercado de bens e serviços. O fluxo real da economia, no entanto, só se torna possível com a presençada moeda, que é utilizada para pagar os bens e serviços e os fatores de produção. Paralelamente ao fluxo real temos o fluxo monetário da economia.
GRÁFICO 1 – FLUXO REAL DA ECONOMIA
Fonte: VASCONCELOS (2000, p.06)
b) Fluxo monetário da economia: quando há apenas transferência de propriedade, representada pelos pagamentos monetários efetuados pelos produtos (bens e serviços) e pelos fatores de produção. Também vai englobar o mercado de recursos ou fatores de produção e o mercado de bens e serviços.
GRÁFICO 2 – Fluxo Monetário da Economia
Tanto o fluxo real quanto o fluxo monetário vão envolver as famílias e as empresas, bem como os mercados de recursos e de bens e serviços.
No mercado dos recursos de produção serão transacionados recursos necessários às atividades de produção, tais como mão-de-obra, matérias-primas, tecnologia, formação de capital, capacidade administrativa, entre outros. Neste mercado quem oferta recursos são as famílias, e a demanda é representada pelas empresas. Neste mercado, as unidades produtoras, ou seja, as empresas, pagam às famílias uma remuneração pelos fatores de produção de sua propriedade, na forma de salários, aluguéis, juros e lucros.
 
As famílias (ou os indivíduos que as compõem) vão até o mercado de fatores de produção e oferecem seus “produtos” ou “serviços”, em busca de uma renda (oferta de fatores). As empresas, por sua vez, precisam destes fatores produtivos a fim de combiná-los na produção de seus produtos, e vão ao mercado de fatores com o objetivo de comprá-los (demanda de fatores).
 
Os preços dos fatores (salários – trabalho, aluguéis – terra, juros – capital, lucros – capacidade empresarial) serão determinados pela interação entre a oferta e a demanda. A soma dos salários, aluguéis, juros e lucros formam a renda da economia. Ao receberem essa renda, as famílias têm condições de comprar produtos ofertados pelas empresas no mercado de bens e serviços.
 
Assim, as empresas combinam os fatores de produção adquiridos no mercado de fatores e produzem bens e serviços, e vão ao mercado de bens e serviços oferecê-los para as famílias, que estão de posse de suas respectivas rendas. Os preços de cada bem ou serviço vai ser determinado a partir da interação entre a oferta e a demanda de cada um deles. A nossa hipótese inicial foi a de que não haveria um setor financeiro, portanto os consumidores gastam toda a sua renda neste mercado. As empresas acabam absorvendo essa renda. Ao se dirigirem ao mercado de fatores, as empresas acabam distribuindo esta renda na forma de salários, aluguéis, juros e lucros.
 
No mercado de bens e serviços são transacionados bens e serviços necessários à satisfação humana, tais como alimentação, saúde, vestuário, habitação, calçados, transportes. Quem representa a oferta neste mercado são as empresas, na condição de produtores, e quem representa a demanda são as famílias, na condição de consumidores. Aqui, as famílias ou os consumidores acabam transferindo os pagamentos recebidos das empresas pelo uso dos fatores de produção, para essas mesmas empresas, como forma de pagamento monetário dos bens e serviços adquiridos.
 
O fluxo circular da renda é constituído pela união dos fluxos real e monetário, onde em cada um dos mercados atuam conjuntamente as forças da oferta e da demanda, determinando o preço.
GRÁFICO 3 – FLUXO CIRCULAR DE RENDA
Como podemos observar, famílias e empresas exercem um duplo papel. No mercado de bens e serviços, as famílias demandam bens e serviços enquanto as empresas ofertam estes mesmos bens e serviços; no mercado de fatores de produção, as famílias é que oferecem os serviços dos fatores de produção, de sua propriedade, e as empresas vão demandar estes mesmos fatores.
 
No equilíbrio, então, teremos o seguinte esquema:
 
FLUXO REAL = FLUXO MONETÁRIO
 
FLUXO REAL DE FATORES = RENDA
 
FLUXO REAL DE BENS E SERVIÇOS = FLUXO MONETÁRIO DO MERCADO DO PRODUTO
 
 
É necessário fazer uma observação importante. Para a teoria econômica, tanto os consumidores, na figura das famílias, como os produtores, representados acima pelas empresas, são racionais nas suas decisões. O que isto significa? Significa que os indivíduos, enquanto consumidores, buscam obter o máximo de produtos gastando o mínimo possível. Já as empresas, ou os produtores, buscam obter o maior lucro possível, e para isto quer diminuir custos e vender os seus produtos o mais caro possível. Cada um dos agentes que interferem no processo econômico age buscando o seu próprio interesse, a partir de uma racionalidade meramente econômica.
 
É importante ressaltar que estes fluxos sofrem algumas alterações com a introdução do setor público (governo) e das transações com o setor externo.
 
Com a incorporação do setor público ao fluxo anterior, teremos o impacto dos impostos e dos gastos públicos no fluxo da renda. Ao se incluir o governo, este impõe sobre empresas e famílias impostos, que diminuem tanto o poder de compra das unidades familiares, como o lucro das empresas. Por outro lado, ao conceder subsídios[1], que nada mais é do que uma ajuda do governo a determinados setores produtivos ou parcelas da sociedade, aumentam as possibilidades de investimentos das empresas.
 
Por outro lado, se eu introduzo no esquema acima o comércio internacional, há um aumento da demanda por produtos no mercado de bens e serviços, na medida em que parte dos bens e serviços disponibilizados pelas empresas irão ser exportados. Há também um aumento na oferta neste mesmo mercado, através das importações, o que acaba por elevar a concorrência, podendo ocasionar uma queda nos preços destes produtos e uma melhoria na qualidade.
 
 
Divisão do Estudo Econômico
Quando pensamos ou discutimos a economia podemos definir se queremos ter uma visão mais ampla ou mais restrita dos fenômenos econômicos. Para analisar o sistema econômico podemos nos concentrar no estudo das unidades familiares e produtivas, ou podemos trabalhar com os grandes agregados. Neste sentido, sobretudo por razões didáticas, costuma-se dividir a economia em quatro ramos de estudo fundamentais: microeconomia, macroeconomia, desenvolvimento econômico e economia internacional.
 
A microeconomia ou teoria de formação de preços estuda a formação de preços em mercados específicos, ou seja, como consumidores e empresas se relacionam no mercado, por meio da ação conjunta de oferta e demanda, e definem os preços para que as necessidades tanto dos consumidores quanto dos produtores sejam satisfeitas ao mesmo tempo. Em outras palavras, a microeconomia ocupa-se da análise do comportamento das unidades econômicas, como as famílias, os consumidores ou as empresas. Para a microeconomia, as diferentes unidades econômicas atuam como se fossem unidades individuais, e estuda a racionalidade dos indivíduos (consumidores e empresas) diante do problema da escassez de recursos, bens e serviços.
 
A macroeconomia estuda o funcionamento da economia em seu conjunto, ocupando-se da determinação e do comportamento dos grandes agregados nacionais, como o produto interno bruto (PIB), que mede o total do que é produzido no país, investimento agregado, a poupança agregada, o emprego, o consumo agregado, o nível geral de preços, os juros da economia, os índices econômicos. O objetivo da macroeconomia é oferecer uma visão simplificada da economia, mas que forneça condições para o conhecimento e atuação sobre o nível de atividade econômica de um país, através das políticas governamentais. A análise macroeconômica trabalha com as condições de equilíbrio estável entre a renda e a despesa nacionais, e com as políticas econômicas de intervenção que procuram estabelecer este equilíbrio.
 
Os estudos do desenvolvimento econômico se concentram no entendimento dos processos econômicos e na busca de melhorar as condições de vida da sociedade ao longo do tempo, através da acumulação de recursos escassos e da geração de tecnologia capazes de aumentar a produção de bens e serviços daquela sociedade. Para isto, o desenvolvimentoeconômico discute medidas que devem ser adotadas pelos países no longo prazo, a fim de que uma sociedade obtenha um crescimento econômico equilibrado, autossustentado, e com uma distribuição de renda mais equitativa. Busca, portanto, entender como se processa a acumulação de recursos escassos e a geração de tecnologia que resultariam no aumento da produção de bens e serviços para a sociedade.
 
A economia internacional por sua vez procura compreender as relações econômicas internacionais, através do estudo dos fluxos comerciais e financeiros que interligam os países e os indivíduos habitantes em cantos distintos do globo. É o ramo da economia que estuda, portanto, as condições de equilíbrio entre importações e exportações, e os fluxos de capital entre as nações do mundo. Ocupa-se, portanto, das relações econômicas entre residentes e não-residentes do país, sejam elas transações de bens e serviços ou de capital.
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[1] Auxílio concedido pelo governo de um país a determinados setores ou empresas (públicas ou privadas), tecnicamente definido por: benefícios pagos, sem contrapartida em produtos ou serviços; transferência de recursos de uma esfera do governo em favor de outra; despesas governamentais para cobrir prejuízos de empresas; benefícios a consumidores, sob a forma de preços inferiores aos níveis normais do mercado; benefícios a produtores e vendedores mediante preços mais elevados. Disponível em: http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&q=o+que+são+subsÃdios&meta=. Acesso em 20 jun. 2006.
 
 
 
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Produtividade e Lei dos Retornos Decrescentes - Custo de Oportunidade e Benefício Marginal
 
A Produtividade está intimamente ligada à Lei dos Retornos Decrescentes, numa lógica de gestão dos recursos escassos a curto prazo e a longo prazo.
O Custo de Oportunidade é delimitado pelo Benefício Marginal incorrido.
 
 
Custo de Oportunidade e Produção
Curva das Possibilidades da Produção: representa graficamente o Custo de Oportunidade incorrido numa situação de “trade off”. ”
 
http://www.google.com.br/imgres?q=curva+das+possibilidades+de+produção&um=1&hl=pt-BR&sa=N&biw=1280&bih=635&tbm=isch&tbnid=Mtxg3HUZuWWffM:&imgrefurl=http://www.iscap.ipp.pt/~asaraiva/recursos.htm&docid=uTyjdXdivfTR3M&imgurl=http://www.iscap.ipp.pt/~asaraiva/Ficheiros/Modellus/LLPP.gif&w=1024&h=742&ei=HbqGUOfQBJKe8QThqIHYBw&zoom=1&iact=hc&vpx=971&vpy=215&dur=6700&hovh=191&hovw=264&tx=145&ty=133&sig=101579756836983643006&page=1&tbnh=138&tbnw=191&start=0&ndsp=20&ved=1t:429,r:9,s:0,i:96
 
A maior  ou menor restrição ou emprego dos fatores de produção definirão os pontos da curva CPP.
 
Produção e Produtividade
A produção é o montante ou quantidade (q) de mercadorias produzidas num dado intervalo de tempo (hora, dia, mês ou ano). A produção – tende a aumentar com o maior emprego de recursos e a diminuir com a limitação desses.
 
A produtividade é um indicador que mede a eficiência da unidade produtiva ou de seus fatores, por exemplo, a quantidade produzida por um trabalhador ou por uma máquina.
O acréscimo de trabalhadores repercute positivamente na produtividade até determinado número, a partir do qual se torna improdutivo, uma vez que, outros fatores de produção deverão ser incorporados ou ampliados para continuar a ser detectada elevação da produtividade. No curto prazo, fatores como mão-de-obra e matérias-primas são ‘facilmente” incorporados ou retirados da produção, sendo portanto considerados variáveis de curto prazo. No longo prazo, imóveis, infra-estrutura, maquinários etc podem ter sua participação modificada na produção, mas no curto prazo pode  ser considerados constantes. Ou invariáveis. Lembra sempre que os equipamentos poderão operar em ociosidade, ou seja,  aquém de sua capacidade produtiva.
 
Lei dos Retornos Decrescentes
O retorno ou ganho de produtividade começa a decair à medida em que vamos adicionando trabalhador no processo. Isto demonstra que o retorno de produtividade proporcionado por cada trabalhador é decrescente. Chegará um momento em que os custos da incorporação de mão-de-obra não repercutirá nos ganhos de produtividade, logo tornando decrescentes os benefícios de produção propiciado por cada trabalhador adicionado.
Portanto, retorno ou benefício decrescente está intimamente ligado aos custos crescentes.
 
Benefício Marginal e Custo Marginal
Aquele trabalhador adicionado ao processo fabril que faz com que a curva da produtividade saia do seu ponto de máximo indicará o benefício marginal dos custos  e produção da mão-de-obra.
Do mesmo modo, estamos dispostos a adquirir um dados bem até saturar o benefício que ele nos traz. Quando não temos um par de sapatos teremos muito prazer em adquiri um, mas à medida em que vamos comprando sapatos, chegara um momento que estaremos dispostos a comprar qualquer outra mercadoria, exceto sapatos, pois estes já não nos são mais úteis.. Estamos aí numa situação de utilidade marginal, revelada por aquela unidade a mais que modificará minha disposição de continuar a comprar sapatos.
Maximização do Lucro
L = R – C. Quando a curva de lucro se encontra no seu ponto máximo, dL/dq = 0. Assim, dR = dC.

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