Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Auditoria Regular – Teoria e Exercícios 
Professores: Davi Barreto e Fernando Graeff 
Aula Demonstrativa 
Davi Barreto e Fernando Graeff www.pontodosconcursos.com.br 1
Introdução . ...................................................................................... 01 
Noções gerais sobre auditoria: conceituação e objetivos .......................... 04 
Distinção entre auditoria interna, auditoria externa ou independente . ....... 16 
Lista de questões . ............................................................................. 24 
Bibliografia . ...................................................................................... 27 
Introdução 
Prezado Aluno, 
Antes de darmos início a nossa aula, permitam-nos falar um pouco sobre nós: 
Meu nome é Davi Barreto, sou cearense, me graduei em engenharia 
eletrônica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Atualmente, sou 
Auditor Federal de Controle Externo do Tribunal de Contas da União (TCU), 
tendo obtido o 1° lugar no concurso de 2007, e mestrando em economia na 
UNB. 
Meu nome é Fernando Graeff, sou Gaúcho de Caxias do Sul. Sou formado em 
Administração de Empresas e, antes de entrar no serviço público, trabalhei 
mais de 15 anos na iniciativa privada. Sou ex-Auditor Fiscal da Receita Federal 
do Brasil, trabalhei nas Unidades Centrais deste Órgão. Atualmente, exerço o 
cargo de Auditor Federal de Controle Externo do Tribunal de Contas da União. 
No serviço público, exerci ainda os cargos de Analista de Finanças e Controle 
da Secretaria do Tesouro Nacional - área contábil – em Brasília e de Analista 
de Orçamento do Ministério Público Federal em São Paulo. 
É com muita satisfação que ministraremos para você, a quatro mãos, o Curso 
Regular de Auditoria Contábil – Teoria e Exercícios. 
Nossa proposta é ministrar um curso completo de auditoria contábil, capaz 
de prepará-lo, principalmente, para concursos da carreira fiscal como AFRFB, 
Fiscos Estaduais e Municipais; bem como outros concursos que abrangem a 
disciplina, tais quais CGU, TCU, APOFP, Agências Reguladoras etc. 
Esse será um curso de teoria e exercícios, no qual trataremos os conceitos 
teóricos que envolvem o conteúdo programático adotado pela maioria dos 
concursos e resolveremos questões de provas anteriores, com foco nos últimos 
certames promovidos pelas principais bancas examinadoras: ESAF, FCC, FGV, 
Cespe/UnB, Cesgranrio etc. 
Outro detalhe muito importante desse curso é que será baseado nas novas 
normas de auditoria. 
Opa, que novas normas? 
 
 
Auditoria Regular – Teoria e Exercícios 
Professores: Davi Barreto e Fernando Graeff 
Aula Demonstrativa 
Davi Barreto e Fernando Graeff www.pontodosconcursos.com.br 2
Para quem não sabe ainda, no final do ano de 2009, o Conselho Federal de 
Contabilidade – CFC promoveu uma profunda modificação na estrutura das 
Normas Brasileiras de Auditoria e publicou 38 novas resoluções, no intuito de 
alinhar as disposições brasileiras com os padrões internacionais ditados pela 
International Federation of Accounting – IFAC. 
As novas normas serão aplicáveis aos balanços com exercícios iniciados a 
partir do dia 1º de janeiro de 2010, portanto logo passarão a ser cobradas em 
provas de concursos públicos, em substituição à NBC T 11 e seus 
complementos. 
No entanto, faremos uma relação entre as normas antigas e as novas,
ou seja, você não será pego de surpresa caso a banca traga questões que 
envolvam aspectos das normas antigas. 
Ressaltamos, ainda, que nossa navegação pelo conteúdo programático do 
edital não será linear, pois, faremos referência de um mesmo assunto em 
diversas ocasiões, isso, que a primeira vista pode parecer um empecilho, na 
verdade, facilitará a memorização do conteúdo. Pois você sabe que para 
memorizar é necessária a repetição. 
Portanto, o cronograma de aulas é apenas um indicativo para nortear nosso 
estudo, não nos prenderemos a ele. Assim, um tópico visto nessa aula poderá 
ser retomado nas próximas, claro que de forma mais sucinta. 
Muitas vezes, notamos que os alunos se esforçam muito tentando decorar as 
diferentes normas de auditoria, sem entender os conceitos e a lógica que 
envolve essa disciplina. 
Você verá que auditoria é uma ciência muito intuitiva e, se conseguir 
entender os diferentes conceitos envolvidos e compreender como as coisas se 
relacionam, não será difícil ter sucesso na hora da prova. 
Nosso curso será dividido em dez aulas, uma por semana (contando com a 
aula demonstrativa). As aulas terão entre 30 e 50 páginas, variando de acordo 
com o assunto tratado, trazendo exercícios comentados de provas passadas, 
adaptados, se necessário, às novas normas, e com a base teórica necessária 
para seu perfeito entendimento. 
O quadro abaixo resume como será distribuído nosso cronograma de aulas: 
 
 
Auditoria Regular – Teoria e Exercícios 
Professores: Davi Barreto e Fernando Graeff 
Aula Demonstrativa 
Davi Barreto e Fernando Graeff www.pontodosconcursos.com.br 3
Aula Data Tópicos abordados 
Aula 00 
• Noções gerais sobre auditoria: conceituação, objetivos e 
responsabilidades. 
• Distinção entre auditoria interna, auditoria externa ou 
independente. 
• Princípios fundamentais de contabilidade. 
Aula 01 08/06/2010
• Normas profissionais do auditor independente: competência 
técnico-profissional, independência, responsabilidades, 
formação de honorários, sigilo e guarda da documentação. 
• Supervisão e controle de qualidade. 
• Normas sobre fraude e erro. 
Aula 02 15/06/2010
• Controle interno: conceito; responsabilidades; princípios 
fundamentais dos controles internos. 
• Risco de auditoria. 
Aula 03 22/06/2010
• Planejamento de auditoria 
• Evidências e teste de auditoria. 
• Procedimentos de auditoria. 
• Amostragem. 
Aula 04 29/06/2010 
• Documentação da auditoria (papéis de trabalho) 
• Opinião do auditor e relatório de auditoria. 
Aula 05 06/07/2010
• Representações formais (carta de responsabilidade da 
administração). 
• Estimativas Contábeis. 
• Continuidade Operacional. 
• Contingências. 
Aula 06 13/07/2010
• Eventos Subsequentes. 
• Utilização do trabalho de outros profissionais: auditor 
interno, especialistas e outros auditores independentes. 
• Normas específicas de auditoria interna. 
Aula 07 20/07/2010
• Tipos de auditoria: auditoria de conformidade, auditoria 
operacional e avaliação de programas de governo; auditoria 
de sistemas contábeis e financeiros informatizados; 
auditoria fiscal. 
• Procedimentos específicos de auditoria contábil (1/2). 
Aula 08 27/07/2010 • Procedimentos específicos de auditoria contábil (2/2). 
Aula 09 03/08/2010 • Simulado de toda a matéria. 
Outra coisa: sempre colocaremos as questões discutidas durante a aula no 
final do arquivo, caso você queira tentar resolver as questões antes de ver os 
comentários. 
 
 
Auditoria Regular – Teoria e Exercícios 
Professores: Davi Barreto e Fernando Graeff 
Aula Demonstrativa 
Davi Barreto e Fernando Graeff www.pontodosconcursos.com.br 4
E, por último, participe do Fórum de dúvidas, que é um dos diferenciais do 
Ponto. Lá você poderá tirar suas dúvidas, auxiliar outras pessoas e nos ajudar 
no aprimoramento dos nossos cursos. 
Dito isto, mãos à obra... 
 
 
Auditoria Regular – Teoria e Exercícios 
Professores: Davi Barreto e Fernando Graeff 
Aula Demonstrativa 
Davi Barreto e Fernando Graeff www.pontodosconcursos.com.br 5
Noções gerais sobre auditoria: conceituação e objetivos 
Vamos começar nosso curso do início, olhando para o passado para entender 
como surgiu a auditoria e qual o seu objetivo...A auditoria surgiu para atender uma necessidade decorrente da evolução do 
sistema capitalista. No início, as empresas eram fechadas e familiares, 
posteriormente, a evolução da economia trouxe, para algumas empresas, a 
necessidade de captar dinheiro de terceiros. 
Ou seja, para crescer é necessário dinheiro e, em muitas ocasiões, esse 
recurso tem que vir de investidores externos à empresa (bancos, credores, 
acionistas etc.) 
Bom, agora se coloque na posição desses investidores. Com certeza, você vai 
querer saber onde está colocando seu dinheiro – vai se perguntar se o 
investimento é seguro, se a empresa é saudável, quais são seus ativos e 
passivos... 
Em resumo, esses investidores precisavam conhecer a posição patrimonial e 
financeira das empresas em que iriam investir. Essa necessidade de 
informação era essencial para que pudessem avaliar a segurança, a liquidez e 
a rentabilidade de seu futuro investimento. 
As empresas passaram, então, a publicar suas demonstrações contábeis 
(balanço patrimonial, demonstrativo de fluxo de caixa1 etc.), como forma de 
prover informações sobre a sua situação econômico-financeira para o mundo 
exterior. 
Entretanto, ainda havia um problema: como garantir a completude, correção e 
idoneidade dessas informações? 
 
1 A Lei nº 11.638/07 substituiu a demonstração das origens e aplicações de recursos pela demonstração dos fluxos de 
caixa, em função da facilidade de melhor entendimento da posição financeira da empresa. 
Fique atento: Você deve saber que a Lei nº 11.638/07 instituiu várias 
modificações nos padrões de contabilidade até então vigente no Brasil. 
Porém, ficou mantida na norma a expressão “demonstrações 
financeiras” ao invés de “demonstrações contábeis”, que é a 
nomenclatura correta, por ser mais abrangente do que a adotada na 
legislação. Assim, você pode encontrar na prova tanto uma como outra 
expressão, indistintamente. 
 
 
Auditoria Regular – Teoria e Exercícios 
Professores: Davi Barreto e Fernando Graeff 
Aula Demonstrativa 
Davi Barreto e Fernando Graeff www.pontodosconcursos.com.br 6
É nesse momento que surge a necessidade de uma avaliação 
independente da real situação da empresa. Nasce, então, a auditoria! 
Auditar é, antes de tudo, avaliar. 
Podemos definir auditoria como o exame sistemático e independente das 
atividades desenvolvidas em determinada empresa ou setor. 
De forma geral, a auditoria pode ser dividida em dois grandes grupos: 
auditoria externa e auditoria interna. 
A auditoria externa (=independente) é aquela executada por profissionais ou 
empresas que não possuem vínculo e/ou subordinação à empresa auditada, 
com o objetivo de trazer uma opinião independente sobre a entidade. 
Já a auditoria interna é aquela executada por profissionais (geralmente 
funcionários da empresa) ou empresas que possuem vínculo e/ou 
subordinação à empresa auditada, com o objetivo de auxiliar a entidade a 
atingir seus objetivos, por meio de uma avaliação sistemática do seu sistema 
de controle interno. Falaremos com mais detalhes sobre auditoria interna nas 
próximas aulas. 
Outra forma de classificar a auditoria é de acordo com seus objetivos 
específicos. 
 
Como o próprio nome diz, a auditoria contábil é uma técnica da 
contabilidade que objetiva avaliar as demonstrações contábeis de uma 
entidade. 
Chegamos então onde reside o interesse desse curso: na auditora contábil ou, 
mais precisamente, na auditoria independente das demonstrações contábeis. 
De agora em diante, trataremos apenas por auditoria independente, OK? 
Nesse ponto, é importante esclarecer que as recentes inovações nas normas 
brasileiras de auditoria, apesar de em grande quantidade, não alteraram o 
espírito, nem os objetivos, muito menos, a lógica da auditoria independente. 
Essas alterações vieram no intuito de convergir as normas brasileiras (NBC 
TAs) às internacionais, ainda que nomenclaturas e definições tenham sido 
alteradas, a dinâmica por detrás das normas continua exatamente a mesma. 
Veja, por exemplo, o comparativo entre a definição da auditoria das 
demonstrações contábeis antes e depois das alterações: 
 
 
Auditoria Regular – Teoria e Exercícios 
Professores: Davi Barreto e Fernando Graeff 
Aula Demonstrativa 
Davi Barreto e Fernando Graeff www.pontodosconcursos.com.br 7
NBC T 11 (revogada) NBC TA 200 (em vigor a partir de 
1º/1/10) 
A auditoria das demonstrações 
contábeis constitui o conjunto de 
procedimentos técnicos que tem por 
objetivo a emissão de parecer sobre a 
sua adequação, consoante os 
Princípios Fundamentais de 
Contabilidade e as Normas Brasileiras 
de Contabilidade e, no que for 
pertinente, a legislação específica. 
O objetivo da auditoria é aumentar o 
grau de confiança nas demonstrações 
contábeis por parte dos usuários. Isso 
é alcançado mediante a expressão de 
uma opinião pelo auditor sobre se as 
demonstrações contábeis foram 
elaboradas, em todos os aspectos 
relevantes, em conformidade com 
uma estrutura de relatório financeiro 
aplicável. 
Observe que o objetivo do auditor é emitir um parecer (norma antiga), que 
nada mais é que uma opinião (norma nova), sobre a adequação das 
demonstrações contábeis, levando em consideração: 
NBC T 11 (revogada) NBC TA 200 (em vigor) 
• os Princípios Fundamentais de 
Contabilidade 
• as Normas Brasileiras de 
Contabilidade 
• a Legislação específica (no que 
for pertinente) 
• a estrutura de relatório 
financeiro aplicável. 
Ora, a estrutura de relatório financeiro aplicável é a estrutura de relatórios 
financeiros (Balanço Patrimonial, Demonstração de Resultados do Exercício 
etc.), adotada pela administração que é considerada aceitável em vista da 
natureza da entidade e do objetivo das demonstrações contábeis ou que seja 
exigida por lei ou regulamento, ou seja, nada mais é do que seguir os mesmos 
parâmetros citados pela revogada NBC T 11, enfim, apesar das palavras 
diferentes, nada mudou... 
Mas, e caso a banca continue usando o termo parecer? A questão estará certa 
ou errada? 
Nesse caso, existem bancas que cobram a literalidade das normas, outras são 
um pouco mais flexíveis. Porém, temos que considerar que essas alterações 
são recentes, as novas normas devem ser aplicadas na análise das 
demonstrações referentes ao período que tenha início em 1º/1/2010. 
A tendência é que as bancas não misturem normas novas e antigas, até para 
não criar polêmica. 
 
 
Auditoria Regular – Teoria e Exercícios 
Professores: Davi Barreto e Fernando Graeff 
Aula Demonstrativa 
Davi Barreto e Fernando Graeff www.pontodosconcursos.com.br 8
Porém, o cuidado deverá será redobrado, por exemplo, se aparecer um item 
correto, mas, citando parecer em vez de relatório, desde que não tenha outro 
item totalmente correto à luz das novas normas, ele será o gabarito da 
questão. 
Bom... voltando à nossa linha de raciocínio, vimos que o objetivo da auditoria 
é expressar uma opinião sobre se as demonstrações contábeis foram 
elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com uma 
estrutura de relatório financeiro aplicável. Ou seja, opinar sobre a adequação 
das demonstrações contábeis. 
Podemos afirmar então que, ao conduzir a auditoria de demonstrações 
contábeis, os objetivos gerais do auditor são: 
(a) obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis como um 
todo estão livres de distorção relevante, independentemente se causadas 
por fraude ou erro; 
(b) expressar sua opinião sobre se as demonstrações contábeis foram 
elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com a 
estrutura de relatório financeiro aplicável; e 
(c)apresentar relatório sobre as demonstrações contábeis e comunicar-se, 
em conformidade com suas constatações. 
Resta-nos agora identificar tudo aquilo que não é objetivo do auditor: 
(a) elaborar relatórios financeiros – as demonstrações contábeis sujeitas 
à auditoria são as da entidade, elaboradas pela sua administração2, com 
supervisão geral dos responsáveis pela governança3; 
(b) identificar erros e fraudes – compete aos responsáveis pela 
governança da entidade e à sua administração a prevenção e detecção 
de erros e fraudes, cabendo ao auditor realizar seu trabalho de acordo 
com as normas de auditoria e obter segurança razoável de que as 
demonstrações contábeis, como um todo, não contém distorções 
relevantes, causadas por fraude ou erro; 
(c) assegurar a viabilidade futura da entidade; e 
(d) atestar a eficiência ou eficácia dos negócios conduzidos pela 
administração da entidade. 
 
2 As NBC TAs não impõem responsabilidades à administração ou aos responsáveis pela governança e não se sobrepõe 
às leis e regulamentos que governam as suas responsabilidades. Contudo, a auditoria é conduzida com base na premissa 
de que a administração e, quando apropriado, os responsáveis pela governança, têm conhecimento de certas 
responsabilidades que são fundamentais para a condução da auditoria. 
3 São as pessoas com responsabilidade de supervisionar a direção estratégica da entidade e, consequentemente, de 
supervisionar as atividades da Administração (isso inclui a supervisão geral do relatório financeiro). 
 
 
Auditoria Regular – Teoria e Exercícios 
Professores: Davi Barreto e Fernando Graeff 
Aula Demonstrativa 
Davi Barreto e Fernando Graeff www.pontodosconcursos.com.br 9
Vejamos algumas questões sobre o que acabamos de discutir... 
01. (ESAF/AFRFB/2009) A responsabilidade primária na prevenção e 
detecção de fraudes e erros é: 
(A) da administração. 
(B) da auditoria interna. 
(C) do conselho de administração. 
(D) da auditoria externa. 
(E) do comitê de auditoria. 
Resolução: 
Questões como essa são bastante “batidas” em provas concurso e exploram as 
responsabilidades e objetivos da auditoria independente. 
Vimos que, diferente do que muitos pensam, a detecção de erros e fraudes 
não é responsabilidade do auditor independente, mas da administração da 
empresa e dos responsáveis pela governança. 
Logo, o gabarito é a letra “A”. 
02. (FGV/Fiscal de Rendas – Sefaz RJ/2010) No momento da elaboração 
das demonstrações contábeis, o profissional de contabilidade responsável 
deverá definir a estrutura do balanço patrimonial, considerando a 
normatização contábil. Esse procedimento tem como objetivo principal: 
(A) aprimorar a capacidade informativa para os usuários das demonstrações 
contábeis. 
(B) atender às determinações das autoridades tributárias. 
(C) seguir as cláusulas previstas nos contratos de financiamento com os 
bancos. 
(D) acompanhar as características aplicadas no setor econômico de atuação da 
empresa. 
(E) manter a consistência com os exercícios anteriores. 
Resolução: 
Vimos que a NBC TA 200 (Resolução CFC nº 1.203/09) é a norma basilar da 
auditoria independente e traz seus principais conceitos e objetivos. 
Segundo essa norma, o objetivo da auditoria é aumentar o grau de confiança 
nas demonstrações contábeis por parte dos usuários. Isso é alcançado 
mediante a expressão de uma opinião pelo auditor sobre se as demonstrações 
contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em 
conformidade com uma estrutura de relatório financeiro aplicável. 
 
 
Auditoria Regular – Teoria e Exercícios 
Professores: Davi Barreto e Fernando Graeff 
Aula Demonstrativa 
Davi Barreto e Fernando Graeff www.pontodosconcursos.com.br 10
Estrutura de relatório financeiro aplicável é a estrutura de relatório financeiro 
adotada pela administração na elaboração das demonstrações contábeis, que é 
aceitável em vista da natureza da entidade e do objetivo das demonstrações 
contábeis ou que seja exigida por lei ou regulamento. 
Assim, um profissional de contabilidade define a estrutura do balanço 
patrimonial, considerando a normatização contábil, para aumentar o grau de 
confiança nas demonstrações contábeis por parte dos usuários, ou seja, para 
aprimorar a capacidade informativa para os usuários das demonstrações 
contábeis. 
Dessa forma, o gabarito é a letra “A”. 
03. (ESAF/APOFP – Sefaz SP/2009 - Adaptada) Sobre a auditoria 
independente, é correto afirmar que tem por objetivo: 
(A) auxiliar a administração da entidade no cumprimento de seus objetivos. 
(B) apresentar subsídios para o aperfeiçoamento da gestão e dos controles 
internos. 
(C) emitir opinião sobre a adequação das demonstrações contábeis. 
(D) levar à instância decisória elementos de prova necessários a subsidiar a 
justa solução do litígio. 
(E) recomendar soluções para as não-conformidades apontadas nos relatórios. 
Resolução: 
Item A: errado 
O objetivo do auditor independente não é ajudar a administração a cumprir 
seus objetivos, isso é papel do auditor interno ou de um consultor. O objetivo 
primordial da auditoria externa é aumentar o grau de confiança nas 
demonstrações contábeis por parte dos usuários. 
Item B: errado 
O auditor independente até pode apresentar esses subsídios, mas isso não é o 
seu objetivo principal. 
Item C: certo 
As normas em vigor dispõem que o objetivo da auditoria é aumentar o grau de 
confiança nas demonstrações contábeis por parte dos usuários. Isso é 
alcançado mediante a expressão de uma opinião pelo auditor sobre se as 
demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, 
em conformidade com uma estrutura de relatório financeiro aplicável. 
 
Fique atento: essa opinião é emitida por meio de um relatório de auditoria, as 
novas normas não utilizam mais o termo “parecer”. 
 
 
Auditoria Regular – Teoria e Exercícios 
Professores: Davi Barreto e Fernando Graeff 
Aula Demonstrativa 
Davi Barreto e Fernando Graeff www.pontodosconcursos.com.br 11
Item D: errado 
A afirmação dessa assertiva representa o papel de um advogado ou de um 
consultor jurídico, não do auditor independente. 
Item E: errado 
O auditor externo também pode e deve fazer recomendações para a 
administração por intermédio do chamado “relatório-comentário”, mas esse 
não é seu objetivo final. 
Ainda há um ponto que não discutimos, mas que também é bastante 
relevante. 
Provavelmente, você já deve ter percebido que a auditoria tornou-se 
necessária para o correto funcionamento das atividades econômicas de hoje e 
que, apesar de já termos uma boa intuição sobre o assunto, ainda não 
falamos, explicitamente, sobre os motivos que levam a contratação do auditor. 
Bom… o primeiro e mais óbvio motivo são as determinações legais. Vejamos 
algumas empresas que são legalmente obrigadas a serem auditadas: 
• a Lei 6.404/76 (lei das sociedades anônimas por ações) estabelece que 
as companhias abertas devem ser auditadas por auditores 
independentes registrados na CVM; 
• a Lei 11.638/07, que alterou a lei das S.A., estabelece que as empresas 
de grande porte4, ainda que não constituídas sob a forma de sociedade 
por ações, devem ser auditadas por auditores independentes registrados 
na CVM; 
• o Banco Central determina que as instituições financeiras sejam 
auditadas por auditores independentes; 
• a CVM, por meio da Instrução 247/96, obrigou que as demonstrações 
consolidadas de controladoras e controladas sejam submetidas à 
auditoria independente; 
• A SUSEP por intermédio da Res. CNSP5 nº 118, de 2004, determinou que 
as demonstrações contábeis, inclusive as notasexplicativas das 
sociedades supervisionadas (sociedades seguradoras, de 
capitalização, resseguradoras locais e entidades abertas de previdência 
complementar) devem ser auditadas por auditor independente; 
• Etc. 
 
4 As empresas de grande porte são aquelas que tenham, no exercício anterior, ativo total superior a R$240 milhões ou 
receita bruta anual superior a R$300 milhões. 
5 Conselho Nacional de Seguros Privados 
 
 
Auditoria Regular – Teoria e Exercícios 
Professores: Davi Barreto e Fernando Graeff 
Aula Demonstrativa 
Davi Barreto e Fernando Graeff www.pontodosconcursos.com.br 12
Atenção: fique de olho na exigência da Lei 11.638/07 que inclui as empresas 
de grande porte no rol daquelas que necessitam ser auditadas. As bancas 
sempre gostam de novidade. 
Além das obrigações legais, existem outros motivos que podem levar uma 
empresa a se submeter a uma auditoria externa, entre eles citamos: 
• como medida de controle dos próprios proprietários; 
• imposição de credores ou bancos, para possibilitar compras a prazo ou 
empréstimos; 
• exigências estatutárias da própria empresa; 
• para efeito de fusão, incorporação ou cisão. 
04. (Cesgranrio/Profissional Júnior de Ciências Contábeis – Petrobrás 
Distribuidora/2008) De acordo com a Lei no 6.404/76 e a Lei no 11.638/07, 
estão obrigadas à auditagem por auditores independentes, registrados na 
Comissão de Valores Mobiliários (CVM), as sociedades anônimas 
(A) e as demais sociedades. 
(B) de capital aberto, somente. 
(C) de capital aberto e de capital fechado, somente. 
(D) de capital aberto e as sociedades de grande porte. 
(E) de capital aberto, de capital fechado e as sociedades de grande porte. 
Resolução: 
Acabamos de falar que as sociedades anônimas de capital aberto devem 
ser passar por auditoria independente, conforme dita a Lei no 6.404/76. 
Além disso, vimos também que a Lei no 11.638/07 estabelece que as 
empresas de grande porte, ainda que não constituídas sob a forma de 
sociedade por ações, devem ser auditadas por auditores independentes 
registrados na CVM. 
Logo, a resposta é o item “D” 
Finalmente, para falar de conceitos e objetivos da auditoria, temos que 
lembrar os princípios fundamentais da contabilidade. Você lembra que a 
opinião do auditor deve tomar como base esses princípios, não é mesmo? 
 
 
Auditoria Regular – Teoria e Exercícios 
Professores: Davi Barreto e Fernando Graeff 
Aula Demonstrativa 
Davi Barreto e Fernando Graeff www.pontodosconcursos.com.br 13
Esses princípios foram estabelecidos pelo Conselho Federal de Contabilidade na 
Resolução nº 750/93. Acreditamos que você já estudou ou estudará, com mais 
detalhes, esses princípios na disciplina específica de Contabilidade Geral. 
De qualquer forma, gostaríamos de citá-los. São sete princípios fundamentais, 
a saber: 
1. Princípio da Entidade: necessidade da diferenciação de um patrimônio 
particular no universo dos patrimônios existentes (=autonomia 
patrimonial), independentemente de pertencer a uma pessoa, um conjunto 
de pessoas, uma sociedade ou instituição de qualquer natureza ou 
finalidade, com ou sem fins lucrativos. 
Por consequência, nesta acepção, o patrimônio da entidade não se 
confunde com aqueles dos seus sócios ou proprietários. 
2. Princípio da Continuidade: a continuidade ou não da entidade deve ser 
considerada durante a classificação e avaliação das mutações patrimoniais, 
quantitativas e qualitativas. 
A continuidade influencia o valor econômico dos ativos e dos 
passivos, especialmente quando a extinção da entidade tem prazo 
determinado, previsto ou previsível. 
3. Princípio da Oportunidade: refere-se, simultaneamente, à tempestividade
e à integridade do registro do patrimônio e das suas mutações. 
Esse registro deve ser feito de imediato e com a extensão correta, 
independentemente das causas que as originaram. 
4. Princípio do Registro pelo Valor Original: os componentes do patrimônio 
devem ser registrados pelos valores originais das transações com o 
mundo exterior, expressos a valor presente na moeda do País. 
5. Princípio da Atualização Monetária: os efeitos da alteração do poder 
aquisitivo da moeda nacional devem ser reconhecidos nos registros 
contábeis. 
A atualização monetária não representa nova avaliação, mas, tão-somente, 
o ajustamento dos valores originais para determinada data, mediante a 
aplicação de indexadores, ou outros elementos aptos a traduzir a variação 
do poder aquisitivo da moeda nacional em um dado período. 
Atenção: apesar da Lei 9.249/95 ter extinguido a atualização monetária 
das demonstrações contábeis para efeitos comerciais e fiscais, esse 
princípio continua a ter aplicação em relação aos direitos e às obrigações 
em que haja previsão de correção contratual. 
 
 
Auditoria Regular – Teoria e Exercícios 
Professores: Davi Barreto e Fernando Graeff 
Aula Demonstrativa 
Davi Barreto e Fernando Graeff www.pontodosconcursos.com.br 14
6. Princípio da Competência: as receitas e as despesas devem ser 
incluídas na apuração do resultado do período em que ocorrerem, 
independentemente de recebimento ou pagamento. 
7. Princípio da Prudência: determina a adoção do menor valor para os 
componentes do ativo e do maior para os do passivo, sempre que se 
apresentem alternativas igualmente válidas para a quantificação das 
mutações patrimoniais que alterem o patrimônio líquido. 
Vejamos como são bem simples as questões sobre esse tema... 
05. (FCC/Agente Fiscal de Rendas – Sefaz SP/2006) São princípios 
contábeis enunciados pela Resolução CFC no 750/93, do Conselho Federal de 
Contabilidade: 
(A) continuidade, prevalência da essência sobre a forma e tempestividade. 
(B) registro pelo valor atualizado, regime de caixa e materialidade. 
(C) entidade, competência e reavaliação de ativos. 
(D) ajuste de bens ao valor de mercado, recuperação de despesas e 
uniformidade. 
(E) prudência, oportunidade e continuidade. 
Resolução: 
Bom… essa questão é bem fácil, basta saber quais são os princípios 
fundamentais da contabilidade. 
1. Prudência
2. Registro pelo Valor Original
3. Entidade
4. Continuidade
5. Oportunidade
6. Competência
7. Atualização Monetária
Mudamos a ordem de apresentação dos princípios para formar um pequeno 
mnemônico: PRECOCA. 
Pronto, agora você não pode mais esquecer! 
O gabarito é a letra “E”. 
06. (FCC/APOFP – Sefaz SP/2010) A integridade do registro do patrimônio 
e das suas mutações, determinando que este seja feito de imediato e com a 
extensão correta, independentemente das causas que as originaram, está 
relacionada ao Princípio Fundamental de Contabilidade da 
 
 
Auditoria Regular – Teoria e Exercícios 
Professores: Davi Barreto e Fernando Graeff 
Aula Demonstrativa 
Davi Barreto e Fernando Graeff www.pontodosconcursos.com.br 15
(A) Competência. 
(B) Entidade. 
(C) Oportunidade. 
(D) Continuidade. 
(E) Prudência. 
Resolução: 
Segundo a resolução CFC nº 750/93, o Princípio da Oportunidade refere-se, 
simultaneamente, à tempestividade e à integridade do registro do patrimônio e 
das suas mutações. Esse registro deve ser feito de imediato e com a extensão 
correta, independentemente das causas que as originaram. 
Portanto, entendemos que o gabarito é a letra “C”. 
 
 
Auditoria Regular – Teoria e Exercícios 
Professores: Davi Barreto e Fernando Graeff 
Aula Demonstrativa 
Davi Barreto e Fernando Graeff www.pontodosconcursos.com.br 16
Distinção entre auditoria interna, auditoria externa ou independente 
Comovimos as auditorias também podem ser classificadas em dois grandes 
grupos: auditoria externa e auditoria interna. 
A auditoria externa ou independente é aquela executada por profissionais ou 
empresas que não possuem vínculo e/ou subordinação à empresa auditada, 
com o objetivo de trazer uma opinião independente sobre a entidade. 
A auditoria interna, por sua vez, é aquela executada pela própria organização, 
com o objetivo de garantir o atendimento de seus objetivos institucionais, por 
meio da avaliação contínua de seus procedimentos e controles internos. 
Os controles internos são o conjunto integrado de métodos e procedimentos 
adotados pela própria organização para proteção de seu patrimônio e 
promoção da confiabilidade e tempestividade dos seus registros contábeis 
(falaremos sobre os detalhes dos controles internos de uma organização nas 
aulas seguintes). 
Assim, a auditoria interna funciona como um órgão de assessoramento da 
administração e seu objetivo é auxiliar no desempenho das funções e 
responsabilidades da administração, fornecendo-lhes análises, apreciações, e 
recomendações. 
Observe que o auditor interno vai além da simples verificação da correta 
aplicação de normas e procedimentos. Ele atua como um consultor para a 
empresa, por exemplo, promovendo medidas de incentivo e propondo 
aperfeiçoamentos no funcionamento organizacional. Dizemos que, além da 
auditoria contábil, também realiza auditoria operacional. 
Trata-se, portanto, de uma atuação muito mais proativa, quando comparada à 
do auditor externo ou independente. 
Isso quer dizer que o auditor independente, no decorrer do seu trabalho, não 
pode propor melhorias à organização? 
Claro que não! O auditor independente deve descrever os principais problemas 
organizacionais, constatados no curso do seu trabalho, e emitir recomendações 
sempre que necessário. Contudo, esse não é o seu objetivo principal. A 
auditoria independente é, primordialmente, contábil, enquanto que a auditoria 
interna é contábil e operacional. 
Assim, a principal diferença entre as auditorias interna e externa é a finalidade 
do trabalho. 
 
 
Auditoria Regular – Teoria e Exercícios 
Professores: Davi Barreto e Fernando Graeff 
Aula Demonstrativa 
Davi Barreto e Fernando Graeff www.pontodosconcursos.com.br 17
Na auditoria independente, o objetivo é a emissão da opinião sobre as 
demonstrações contábeis, destinado, principalmente, ao público externo 
(acionistas, credores, fisco etc.). Já na auditoria interna, o objetivo é a 
elaboração de um relatório que comunique os trabalhos realizados, as 
conclusões obtidas e as recomendações e providências a serem tomadas. 
É importante ressaltar que, de acordo com as novas normas de auditoria6, 
tanto o auditor independente quanto o auditor interno emitem relatórios para 
fundamentar, respectivamente, sua opinião e suas recomendações. 
Outra diferença que caracteriza o auditor interno é a sua subordinação à 
empresa auditada. 
O auditor interno, geralmente, é um empregado da empresa. Isso não quer 
dizer que essa atividade não possa ser desenvolvida, de forma terceirizada, 
por uma firma de auditoria. O que interessa é o grau de subordinação 
existente, seja do “empregado pessoa física” ou do “empregado pessoa 
jurídica”. 
Já o auditor externo ou independente, como o próprio nome remete, não é 
subordinado à administração, pois deve emitir uma opinião sobre as 
demonstrações contábeis fidedigna e livre de qualquer pressão da empresa 
auditada. 
Ainda sobre esse tópico, apesar de ser subordinado à administração, o auditor 
interno deve ter certa autonomia, naturalmente, menor que a do auditor 
independente. Contudo, aquele auditor deve produzir um trabalho livre de 
interferências internas. 
Dessa forma, a auditoria interna deve ser subordinada apenas ao mais alto 
nível da administração, como, por exemplo, à Presidência ou ao Conselho de 
Administração. O responsável pelas atividades de auditoria interna deve, 
portanto, reportar-se a um executivo ou órgão cuja autoridade seja suficiente, 
para garantir uma ação efetiva, com respeito aos assuntos levantados e à 
implantação das recomendações efetuadas. É fundamental que os auditores 
internos atuem com liberdade dentro da organização, sem medo de serem 
demitidos. 
Em algumas empresas e conglomerados, os auditores internos são 
subordinados diretamente à holding, permitindo que atuem livres de pressão 
em todas as controladas, pois apenas a administração da empresa investidora 
pode admitir ou demitir esses profissionais. 
 
6 A NBC TA 700 define que a opinião do auditor independente deve ser expressa em um documento denominado 
relatório de auditoria. As normas de auditoria anteriormente vigentes e hoje revogadas faziam uma distinção na 
nomenclatura dos documentos emitidos pelo auditor independente (parecer) e o auditor interno (relatório). 
 
 
Auditoria Regular – Teoria e Exercícios 
Professores: Davi Barreto e Fernando Graeff 
Aula Demonstrativa 
Davi Barreto e Fernando Graeff www.pontodosconcursos.com.br 18
Outro ponto importante se refere à extensão do trabalho nesses dois tipos de 
auditoria. 
Na auditoria interna, os trabalhos são desenvolvidos de forma contínua ao 
longo do tempo, pois isso é inerente às atividades de acompanhamento e 
avaliação. Enquanto isso, na auditoria independente, os trabalhos são 
realizados esporadicamente, de acordo com as exigências legais ou outras 
demandas para esse tipo de auditoria. Consequentemente, o volume de testes 
e procedimentos realizados pelo auditor interno é maior que aquele realizado 
pelo auditor externo. 
A auditoria interna, assim como a independente, pode ser exercida nas 
pessoas jurídicas de direito público, interno ou externo, e de direito privado. 
Além disso, o auditor interno também deve ser contador registrado no 
Conselho Regional de Contabilidade. 
Vamos resumir as principais diferenças entre a auditoria interna e a auditoria 
externa no quadro abaixo. 
Auditor Interno 
Auditor Externo ou 
Independente 
Relação com a 
empresa 
é empregado da empresa 
não possui vínculo 
empregatício 
Grau de 
independência 
menor maior 
Finalidade 
elaboração de um relatório 
que comunique os trabalhos 
realizados, as conclusões 
obtidas e as recomendações 
e providências a serem 
tomadas 
emissão de uma opinião 
sobre a adequação das 
demonstrações contábeis 
 
 
Auditoria Regular – Teoria e Exercícios 
Professores: Davi Barreto e Fernando Graeff 
Aula Demonstrativa 
Davi Barreto e Fernando Graeff www.pontodosconcursos.com.br 19
Tipos de 
auditoria 
contábil e operacional contábil 
Público alvo interno 
interno e externo 
(principalmente o último) 
Duração contínua pontual 
Volume de 
testes 
maior menor 
Quem exerce a 
atividade 
contador com registro no CRC 
Documento que 
produz 
Relatório 
Onde é 
realizada 
em pessoas jurídicas de direito público, interno ou externo, 
e de direito privado. 
07. (FCC/APOFP – Sefaz SP/2010) As auditorias internas e externas atuam 
em diferentes graus de profundidade e de extensão nas tarefas de auditoria. 
Embora exista uma conexão nos trabalhos de ambas, é função da auditoria 
externa 
(A) prevenir erros e fraudes, sugerindo aos administradores da empresa os 
ajustes necessários. 
(B) acompanhar o cumprimento de normas técnicas e a política de 
administração da empresa, na consecução dos seus objetivos. 
(C) avaliar e testar os sistemas de controles internos e contábil, em busca da 
razoável fidedignidade das demonstrações financeiras. 
(D) desenvolver continuamente o trabalhode auditoria na empresa, concluindo 
as tarefas com a elaboração de relatórios. 
(E) seguir as normas e procedimentos de auditoria na execução dos trabalhos, 
com grau de independência limitado. 
Resolução: 
Essa é uma questão bem recente, cobrada no último concurso para APOFP da 
Sefaz-SP. Vamos ver como não é difícil respondê-la, com base no que 
acabamos de discutir. 
Analisando rapidamente os itens A, B, D e E, é possível identificar o que os 
torna errados. 
No item A, não é função do auditor externo prevenir erros e fraudes. 
 
 
Auditoria Regular – Teoria e Exercícios 
Professores: Davi Barreto e Fernando Graeff 
Aula Demonstrativa 
Davi Barreto e Fernando Graeff www.pontodosconcursos.com.br 20
No item B, acompanhar o cumprimento de normas técnicas e a política de 
administração da empresa (=controle interno) é função da auditoria interna. 
No item D, o trabalho do auditor externo é esporádico e não contínuo. 
No item E, a afirmação de que o grau de independência do auditor externo é 
limitado está errada. 
Logo, o único item correto é o item D que afirma que compete ao auditor 
independente avaliar e testar os sistemas de controles internos e contábil, em 
busca da razoável fidedignidade das demonstrações financeiras. 
08. (FCC/Agente Fiscal de Rendas – Sefaz SP/2009 – Adaptada) O 
trabalho de auditoria interna 
(A) tem maior independência que o de auditoria externa. 
(B) é responsável pela implementação e pelo cumprimento dos controles 
internos. 
(C) deve estar subordinado ao da Controladoria da empresa. 
(D) deve emitir opinião, que será publicado com as demonstrações contábeis. 
(E) deve efetuar a revisão e o aperfeiçoamento dos controles internos. 
Resolução: 
Essa é uma questão bem recente, cobrada no último concurso para fiscal do 
ICMS-SP. Vamos ver como não é difícil respondê-la, com base no que 
acabamos de discutir. 
Item A: errado. 
É exatamente o contrário, a auditoria externa é mais independente que a 
auditoria interna. 
Item B: errado. 
O auditor interno não é responsável pela implementação e pelo cumprimento 
dos controles internos, ele é responsável por verificar se os mesmos estão 
sendo cumpridos. 
Item C: errado. 
O auditor interno deve ser subordinado ao mais alto nível da administração, e 
não a controladoria. 
Item D: errado. 
O auditor interno não emite opinião sobre as demonstrações contábeis. O seu 
objetivo é elaborar um relatório que comunique os trabalhos realizados, as 
conclusões obtidas e as recomendações e providências a serem tomadas em 
relação aos controles internos da entidade. 
 
 
Auditoria Regular – Teoria e Exercícios 
Professores: Davi Barreto e Fernando Graeff 
Aula Demonstrativa 
Davi Barreto e Fernando Graeff www.pontodosconcursos.com.br 21
Item E: certo. 
Como já falamos, o auditor interno é responsável por verificar a necessidade 
de aperfeiçoamento e propor novas normas para o sistema contábil e de 
controles internos. 
09. (FUNRIO /Auditor – Suframa/2009) A Auditoria Interna é exercida: 
(A) somente nas pessoas jurídicas de direito público interno. 
(B) somente nas pessoas jurídicas de direito privado. 
(C) somente nas pessoas jurídicas de direito público externo. 
(D) somente nas pessoas jurídicas de direito público externo e de direito 
privado. 
(E) nas pessoas jurídicas de direito público, interno e externo e de direito 
privado. 
Resolução: 
Vimos que a auditoria interna e a externa podem ser exercidas em qualquer 
tipo de pessoa jurídica, seja de direito público (interno ou externo) ou de 
direito privado. 
Isso está explícito na NBC T 12: “A Auditoria Interna é exercida nas pessoas 
jurídicas de direito público, interno ou externo, e de direito privado.” 
Portanto, a resposta correta é a letra “E”. 
10. (FCC/Auditor Fiscal Tributário Municipal – ISS SP/2006) Uma das 
diferenças entre o auditor independente e o auditor interno é que o primeiro 
(A) necessita de registro no Conselho Regional de Contabilidade e o segundo, 
não. 
(B) está dispensado de recomendar modificações no controle interno e o 
segundo, não. 
(C) precisa ter conhecimento sobre tecnologia da informação e o segundo, 
não. 
(D) não pode ficar subordinado a pessoas que possam ter seus trabalhos por 
ele examinados a ao segundo, sim. 
(E) tem por obrigação emitir uma opinião sobre as demonstrações contábeis 
da entidade e o segundo, não. 
 
Resolução: 
Vamos analisar, mais uma vez, item a item. 
Item A: errado. 
 
 
Auditoria Regular – Teoria e Exercícios 
Professores: Davi Barreto e Fernando Graeff 
Aula Demonstrativa 
Davi Barreto e Fernando Graeff www.pontodosconcursos.com.br 22
Vimos que tanto o auditor interno quanto o independente precisam ser 
contadores, registrados no CRC. 
Item B: errado. 
Opa! Esse item é interessante. Em uma primeira análise podemos pensar que 
o item está correto, pois a principal função do auditor externo é emitir uma 
opinião sobre as demonstrações contábeis. 
Contudo, lembre que ele também descreve os principais problemas 
organizacionais, constatados no curso do seu trabalho, e emite 
recomendações, em um documento denominado relatório-comentário. 
Portanto, o auditor independente pode e deve emitir recomendações sobre o 
sistema de controle interno, apesar de essa não ser sua função principal. 
Item C: errado. 
Vamos falar, em outra aula, sobre as demandas que a tecnologia da 
informação acrescenta às atividades exercidas pelo auditor. 
Contudo, não precisamos disso para saber que, no ambiente atual em que as 
empresas estão inseridas, o conhecimento sobre tecnologia da 
informação é essencial tanto para os auditores internos quanto 
externos. Não faz sentido pensar que apenas um deles precisaria desse tipo 
de conhecimentos. 
Item D: errado. 
O auditor independente não deve estar subordinado a ninguém dentro da 
empresa auditada. 
Já no que se refere ao auditor interno, vimos que, apesar de subordinado à 
administração, deve ser ao mais alto nível possível. Ou seja, nunca 
subordinado aos responsáveis pela operação do dia-a-dia ou àqueles que 
definem os procedimentos e normas de controle interno. 
O auditor interno não deve ficar subordinado a pessoas que possam ter 
seus trabalhos por ele examinados. 
Isso é bem lógico. Como alguém poderia monitorar e avaliar o trabalho do 
superior hierárquico? Não faz o mínimo sentido, pois resultaria em um 
significativo conflito de interesses. 
Item E: certo. 
 
 
Auditoria Regular – Teoria e Exercícios 
Professores: Davi Barreto e Fernando Graeff 
Aula Demonstrativa 
Davi Barreto e Fernando Graeff www.pontodosconcursos.com.br 23
Realmente o auditor externo emite um parecer sobre a adequação das 
demonstrações contábeis e o auditor interno, não. 
Finalizamos, aqui, a nossa aula demonstrativa, foi uma pequena amostra da 
metodologia que utilizaremos. 
Esperamos que você tenha gostado, nos vemos na próxima aula. 
Um grande abraço, 
Davi e Fernando 
 
 
Auditoria Regular – Teoria e Exercícios 
Professores: Davi Barreto e Fernando Graeff 
Aula Demonstrativa 
Davi Barreto e Fernando Graeff www.pontodosconcursos.com.br 24
Lista de Questões 
01. (ESAF/AFRFB/2009) A responsabilidade primária na prevenção e 
detecção de fraudes e erros é: 
(A) da administração. 
(B) da auditoria interna. 
(C) do conselho de administração. 
(D) da auditoria externa. 
(E) do comitê de auditoria. 
02. (FGV/Fiscal de Rendas – Sefaz RJ/2010) No momento da elaboração 
das demonstrações contábeis, o profissional de contabilidade responsável 
deverá definir a estruturado balanço patrimonial, considerando a 
normatização contábil. Esse procedimento tem como objetivo principal: 
(A) aprimorar a capacidade informativa para os usuários das demonstrações 
contábeis. 
(B) atender às determinações das autoridades tributárias. 
(C) seguir as cláusulas previstas nos contratos de financiamento com os 
bancos. 
(D) acompanhar as características aplicadas no setor econômico de atuação da 
empresa. 
(E) manter a consistência com os exercícios anteriores. 
03. (ESAF/APOFP – Sefaz SP/2009 - Adaptada) Sobre a auditoria 
independente, é correto afirmar que tem por objetivo: 
(A) auxiliar a administração da entidade no cumprimento de seus objetivos. 
(B) apresentar subsídios para o aperfeiçoamento da gestão e dos controles 
internos. 
(C) emitir opinião sobre a adequação das demonstrações contábeis. 
(D) levar à instância decisória elementos de prova necessários a subsidiar a 
justa solução do litígio. 
(E) recomendar soluções para as não-conformidades apontadas nos relatórios. 
04. (Cesgranrio/Profissional Júnior de Ciências Contábeis – Petrobrás 
Distribuidora/2008) De acordo com a Lei no 6.404/76 e a Lei no 11.638/07, 
estão obrigadas à auditagem por auditores independentes, registrados na 
Comissão de Valores Mobiliários (CVM), as sociedades anônimas 
(A) e as demais sociedades. 
(B) de capital aberto, somente. 
(C) de capital aberto e de capital fechado, somente. 
 
 
Auditoria Regular – Teoria e Exercícios 
Professores: Davi Barreto e Fernando Graeff 
Aula Demonstrativa 
Davi Barreto e Fernando Graeff www.pontodosconcursos.com.br 25
(D) de capital aberto e as sociedades de grande porte. 
(E) de capital aberto, de capital fechado e as sociedades de grande porte. 
05. (FCC/Agente Fiscal de Rendas – Sefaz SP/2006) São princípios 
contábeis enunciados pela Resolução CFC no 750/93, do Conselho Federal de 
Contabilidade: 
(A) continuidade, prevalência da essência sobre a forma e tempestividade. 
(B) registro pelo valor atualizado, regime de caixa e materialidade. 
(C) entidade, competência e reavaliação de ativos. 
(D) ajuste de bens ao valor de mercado, recuperação de despesas e 
uniformidade. 
(E) prudência, oportunidade e continuidade. 
06. (FCC/APOFP – Sefaz SP/2010) A integridade do registro do patrimônio 
e das suas mutações, determinando que este seja feito de imediato e com a 
extensão correta, independentemente das causas que as originaram, está 
relacionada ao Princípio Fundamental de Contabilidade da 
(A) Competência. 
(B) Entidade. 
(C) Oportunidade. 
(D) Continuidade. 
(E) Prudência. 
07. (FCC/APOFP – Sefaz SP/2010) As auditorias internas e externas atuam 
em diferentes graus de profundidade e de extensão nas tarefas de auditoria. 
Embora exista uma conexão nos trabalhos de ambas, é função da auditoria 
externa 
(A) prevenir erros e fraudes, sugerindo aos administradores da empresa os 
ajustes necessários. 
(B) acompanhar o cumprimento de normas técnicas e a política de 
administração da empresa, na consecução dos seus objetivos. 
(C) avaliar e testar os sistemas de controles internos e contábil, em busca da 
razoável fidedignidade das demonstrações financeiras. 
(D) desenvolver continuamente o trabalho de auditoria na empresa, concluindo 
as tarefas com a elaboração de relatórios. 
(E) seguir as normas e procedimentos de auditoria na execução dos trabalhos, 
com grau de independência limitado. 
08. (FCC/Agente Fiscal de Rendas – Sefaz SP/2009 – Adaptada) O 
trabalho de auditoria interna 
(A) tem maior independência que o de auditoria externa. 
(B) é responsável pela implementação e pelo cumprimento dos controles 
internos. 
 
 
Auditoria Regular – Teoria e Exercícios 
Professores: Davi Barreto e Fernando Graeff 
Aula Demonstrativa 
Davi Barreto e Fernando Graeff www.pontodosconcursos.com.br 26
(C) deve estar subordinado ao da Controladoria da empresa. 
(D) deve emitir opinião, que será publicado com as demonstrações contábeis. 
(E) deve efetuar a revisão e o aperfeiçoamento dos controles internos. 
09. (FUNRIO /Auditor – Suframa/2009) A Auditoria Interna é exercida: 
(A) somente nas pessoas jurídicas de direito público interno. 
(B) somente nas pessoas jurídicas de direito privado. 
(C) somente nas pessoas jurídicas de direito público externo. 
(D) somente nas pessoas jurídicas de direito público externo e de direito 
privado. 
(E) nas pessoas jurídicas de direito público, interno e externo e de direito 
privado. 
10. (FCC/Auditor Fiscal Tributário Municipal – ISS SP/2006) Uma das 
diferenças entre o auditor independente e o auditor interno é que o primeiro 
(A) necessita de registro no Conselho Regional de Contabilidade e o segundo, 
não. 
(B) está dispensado de recomendar modificações no controle interno e o 
segundo, não. 
(C) precisa ter conhecimento sobre tecnologia da informação e o segundo, 
não. 
(D) não pode ficar subordinado a pessoas que possam ter seus trabalhos por 
ele examinados a ao segundo, sim. 
(E) tem por obrigação emitir uma opinião sobre as demonstrações contábeis 
da entidade e o segundo, não. 
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 
A A C D E C D E E E 
 
 
Auditoria Regular – Teoria e Exercícios 
Professores: Davi Barreto e Fernando Graeff 
Aula Demonstrativa 
Davi Barreto e Fernando Graeff www.pontodosconcursos.com.br 27
Bibliografia 
BRASIL. Conselho Federal de Contabilidade. Resolução CFC 1.203/09 - NBC TA 
200 (Objetivos Gerais do Auditor Independente e a Condução da Auditoria em 
Conformidade com Normas de Auditoria). 
BRASIL. Conselho Federal de Contabilidade. Resolução CFC 1.231/09 - NBC TA 
700 (Formação da Opinião e Emissão do Relatório do Auditor Independente 
sobre as Demonstrações Contábeis.). 
BRASIL. Conselho Federal de Contabilidade. Resolução CFC 986/03 - NBC T 12 
(Normas de Auditoria Interna). 
Lei no 6.404, de 15 de dezembro de 1976 (e suas atualizações). 
ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti. Auditoria: um curso moderno e completo. São 
Paulo: Ed. Atlas, 2007. 
ATTIE, Wiliam. Auditoria – Conceitos e Aplicações. São Paulo: Ed. Atlas, 2009. 
BOYNTON, Marcelo Willian C. Auditoria. São Paulo: Ed. Atlas, 2002. 
BRAGA, Hugo Rocha & Almeida, Marcelo Cavalcanti. Mudanças Contábeis na 
Lei Societária. São Paulo: Ed. Atlas, 2009. 
FERREIRA, Ricardo J. Manual de Auditoria: teoria e questões comentadas. Rio 
de Janeiro: Ed. Ferreira, 2009.

Mais conteúdos dessa disciplina