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Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP ENGENHARIA DE PRODUÇÃO MATERIAL INSTRUCIONAL ESPECÍFICO Tomo IX Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 2 Questão 1 Questão 1.1 Uma empresa comercializa produtos de limpeza para restaurantes, hotéis, hospitais e escolas. O ambiente em que ela atua possui um cenário altamente competitivo, de forma que o prazo de entrega dos pedidos pode determinar a viabilidade de uma venda. O sistema de distribuição deve ser projetado de maneira a proporcionar diferentes níveis médios de prazo de entrega de acordo com o número e a localização dos armazéns, níveis de estoques, além de uma adequada previsão de demanda e procedimentos de processamento de pedidos. Com base na previsão de demanda, pode-se analisar a prioridade e a urgência de se atender o pedido considerando que, embora o ambiente seja competitivo, o produto possui baixa perecibilidade. O gerente da distribuição física fez as estimativas a respeito do custo de fornecer tais níveis e de como o serviço afeta as vendas, conforme segue. Porcentagem dos produtos entregues no mesmo dia 50% 60% 70% 80% 90% 95% 100% Custo do serviço (R$ mi) 5,8 6,0 6,5 7,0 8,1 9,0 14,0 Vendas estimadas (R$ mi) 4,0 9,0 10,0 11,0 11,5 11,8 12,0 Com base no quadro das estimativas das percentagens de vendas no mesmo dia e o custo para se manter este nível, no curto e no médio/longo prazo, apresente subsídios para um adequado dimensionamento e planejamento para entregas, de acordo com suas urgências e prioridades. 1. Introdução teórica Análise de sistemas logísticos Na logística empresarial, uma das principais funções logísticas é o transporte, sendo que, na cadeia de suprimentos, o transporte representa a maior parte do custo. Assim, é natural que as organizações busquem formas de minimização de seus custos e, para isso, é importante que seja feita a análise de qual modalidade de transporte é mais viável para cada tipo de produto (PACHECO, 2016). 1Questão Discursiva 3 – Enade 2014. Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 3 Decidir o modal é uma tarefa que envolve o estudo das suas características operacionais no que se refere à velocidade, à disponibilidade, à confiabilidade, à capacidade e à frequência. Além disso, também é importante considerar os custos das atividades logísticas que envolvem as diferentes modalidades (PACHECO, 2016). Os modais de transporte apresentam diferentes características. Alguns são mais seguros; outros são mais rápidos no atendimento às demandas do comprador; outros, ainda, têm menores custos do frete em relação ao valor, ao tipo e à natureza da mercadoria etc. Dessa forma, é necessário avaliar as características dos modais existentes para determinar qual deles traz o melhor custo/benefício para o transporte da mercadoria desejada (FERREIRA, 2016). De acordo com Ballou (2011), o serviço de transporte deve ser utilizado de maneira a proporcionar vantagem competitiva. A agilidade e a confiabilidade do transporte afetam os níveis de estoque do embarcador e do comprador tanto quanto o nível de estoque em trânsito entre o embarcador e o comprador. Quando são escolhidos transportes menos ágeis e de menor confiabilidade, há mais estoques. Assim, o gerenciamento da distribuição vai muito além da movimentação de um produto de um ponto a outro; é uma atividade fundamental para que sejam alcançados o custo e a qualidade desejados por todos os membros da cadeia logística. Segundo Bowersox (2014), em termos de logística, um pedido é considerado perfeito quando ele é entregue pontualmente, de modo completo, sem danos oriundos do processo de transporte e com a fatura correta. Um indicador de desempenho usado em logística é aquele que mede o percentual de entregas ou de coletas efetuadas no prazo estipulado ou no prazo acordado com o cliente. De acordo com Neves (2014), as práticas de mercado indicam que os clientes ficam satisfeitos quando, em serviços de distribuição ou de transferências, em áreas de alta densidade, com rotas de curto e médio percurso (inferiores a 24 horas de viagem), esse percentual fica acima de 95% e entre 85% e 90% para serviços de distribuição em regiões de baixa densidade com rotas de longo percurso ou que utilizem mais de um modal. A decisão pela mudança para um serviço mais ágil requer análise do custo da administração dos estoques e do custo do novo serviço de transporte. A escolha deve recair na situação que proporcionar o menor custo global (BALLOU, 2011). Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 4 2. Padrão de resposta do Inep Espera-se que o estudante observe que, a menos que haja prioridade e/ou emergência em alguma entrega, o nível ótimo de lucro (vendas - custo) para a empresa, no curto prazo, encontra-se em 80%, sendo o nível a ser dimensionado. Quanto ao médio/longo prazo, o cenário de alta competição demandará um nível de serviço maior que 80% e menor que 100%. O cenário competitivo demanda alto nível de serviço, sendo necessária a redução do lucro no curto prazo para aumentá-lo, porém esse valor ainda deve ser abaixo de 100%, visto que neste nível haverá prejuízo. A possibilidade de trabalhar abaixo de 80% de nível de serviço no médio/longo prazo deve ser descartada, dado o cenário competitivo apresentado no texto. Disponível em <http://download.inep.gov.br/educacao_superior/enade/padrao_resposta/2014/padrao_resposta_engenharia_de_producao.pdf>. Acesso em 20 dez. 2016. 3. Resolução da questão Observando o quadro do enunciado da questão, podemos notar que, em função da porcentagem de entregas no mesmo dia, o custo de entrega pode ser maior ou menor do que o valor das vendas. Para a análise dessa situação, com base nos dados fornecidos, foi construído o quadro 1, que mostra a relação entre o valor das vendas e o custo do serviço de transporte para cada porcentagem de produtos entregues no mesmo dia. Quadro 1. Relação entre valor de vendas e custo. Porcentagem dos produtos entregues no mesmo dia 50% 60% 70% 80% 90% 95% 100% Custo do serviço (R$ mi) 5,8 6,0 6,5 7,0 8,1 9,0 14,0 Vendas estimadas (R$ mi) 4,0 9,0 10,0 11,0 11,5 11,8 12,0 Relação vendas /custo 0,69 1,50 1,54 1,57 1,42 1,31 0,86 O quadro 1 mostra que, em função da porcentagem dos produtos entregues no mesmo dia, há lucro (relação maior do que 1) ou prejuízo (relação menor do que 1). O quadro 2, construído a partir do quadro 1, apresenta os dados ordenados em função da relação entre o valor de vendas e o custo do serviço (do maior para o menor). Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 5 Quadro 2. Relações entre valor de vendas e custo, ordenados por valor. Porcentagem dos produtos entregues no mesmo dia Custo do serviço (R$ mi) Vendas estimadas (R$ mi) Relação vendas/custo 80% 7,0 11,0 1,57 70% 6,5 10,0 1,54 60% 6,0 9,0 1,50 90% 8,1 11,5 1,42 95% 9,0 11,8 1,31 100% 14,0 12,0 0,86 50% 5,8 4,0 0,69 Nota-se, pelo quadro 2, que a maior relação ocorre quando 80% dos produtos são entregues no mesmo dia. Com esse percentual de entregas, a empresa tem maior interesse em trabalhar. Ocorre que, em áreas competitivas, é importante que a empresa procure manter um padrão de entregas que satisfaça os indicadores de desempenho estipulados pelo mercado. Logo,a porcentagem de produtos entregues no mesmo dia deve ser próxima a 95%, mesmo que a relação vendas/custo seja menor do que a obtida em 80%. Devemos observar, ainda, que não deve existir interesse em entregar 100% dos pedidos no mesmo dia, pois, nessa condição, ocorrerá prejuízo, já que a relação vendas/custo é menor do que 1. 4. Indicações bibliográficas BALLOU, R. Gerenciamento da cadeia de suprimentos/logística empresarial. 5. ed. Porto Alegre: Bookman, 2011. BOWERSOX, D. J. et al. Gestão da cadeia de suprimentos e logística. Porto Alegre: AMGH, 2014. FERREIRA, M. A. Tipos de modais. Disponível em <http://www.techoje.com.br/site /techoje/categoria/detalhe_artigo/670>. Acesso em 16 mar. 2016. NEVES, M. A. O. Indicadores de desempenho em logística. Disponível em <http://www. guiadotrc.com.br/logistica/indicadores_desempenho_logistica.asp>. Acesso em 09 out. 2014. PACHECO, E. A.; DROHOMERETSKI, E.; CARDOSO, P. A. A decisão do modal de transporte através da metodologia AHP na aplicação da logística enxuta: um estudo de caso. Disponível em <http://www.excelenciaemgestao.org/Portals/2/documents/cneg4/ anais/T7_0071_0180.pdf>. Acesso em 16 mar. 2016. Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 6 Questão 2 Questão 2.2 A figura a seguir apresenta os elos que integram uma rede de suprimentos em que a informação é um dos principais insumos, apoiando a gestão e tomada de decisão. CORRÊA, H. L. Gestão De redes de suprimentos. São Paulo: Atlas, 2012 (com adaptações). São exemplos de soluções de Tecnologia de Informação aplicadas à gestão da cadeia de suprimentos que relaciona fornecedores à empresa (1), gestão da empresa (2) e empresa clientes (3), respectivamente, A. plano mestre de produção (MPS), capacidade do plano de produção (CRP) e controle do chão de fábrica (SFC). B. gestão de relacionamento com fornecedores (SRM), sistema de execução de produção (MES) e capacidade do plano de produção (CRP). C. identificação por radiofrequência (RFID), gestão de relacionamento com o cliente (CRM) e sistema de planejamento avançado de produção (APS). 2Questão 25 – Enade 2014. Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 7 D. sistema de gerenciamento de armazém (WMS), sistema de gestão de transporte e logística (TMS) e planejamento das necessidades de distribuição. E. intercâmbio eletrônico de dados (EDI), sistema integrado de gestão (ERP) e gestão de relacionamento com o cliente (CRM). 1. Introdução teórica 1.1. Intercâmbio Eletrônico de Dados (EDI) Embora o telefone, o fax e a conexão direta por computador tenham possibilitado a troca de informações entre empresas no passado, o Intercâmbio Eletrônico de Dados (EDI) e a Internet são, hoje, os meios que propiciam essa troca de forma mais efetiva e com menor custo (BOWERSOX, 2014). O uso do EDI propicia alta produtividade (interna e externa), melhoria nos canais de comunicação entre a empresa e seus clientes e fornecedores, capacidade de competição internacional e redução nos custos operacionais (BOWERSOX, 2014). A produtividade é aumentada pela rapidez da transmissão de informações; a comunicação fica mais aberta e precisa e é observada a redução do custo operacional de mão de obra e do material associado à impressão e ao envio de documentação (TURBAN, 2008). As informações trocadas entre as empresas também são utilizadas para o gerenciamento e para o controle das operações (SLACK, 1997). Segundo Slack (1997), o EDI pode ser utilizado internamente como um sistema de troca de informações entre os diversos setores de uma mesma unidade e/ou entre unidades diferentes. 1.2. Sistema de Gestão Empresarial (ERP) O Sistema de Gestão Empresarial (ERP), devido à sua própria natureza, pode ser considerado um sistema de informações. O ERP é composto por sistemas integrados que têm como finalidade agregar e fornecer dados e informações confiáveis entre os diversos setores de uma empresa, a partir de uma base central de dados (SACCOL et al, 2004). O ERP pode ser entendido como uma evolução dos sistemas de planejamento de recursos de manufatura. Segundo Oliveira (2004), o ERP não pode ser classificado como um Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 8 sistema estratégico, mas como uma tecnologia de suporte com a finalidade de integrar e controlar toda a informação compartilhada nas empresas. Na primeira década do século XXI, isso foi modificado: o ERP deixa de ser somente um sistema operacional e passa a ser um sistema de gestão e suporte às decisões por meio da integração com diversos outros sistemas, como os sistemas de gerenciamento de relacionamento com o cliente, de gerenciamento da cadeia de suprimentos e de inteligência do negócio (Business Intelligence). Ele oferece, também, importantes contribuições para a eficácia organizacional e, especialmente, para a eficiência interorganizacional, o que facilitando a gestão, a integração e a comunicação entre diferentes unidades organizacionais e com outras organizações (SACCOL et al, 2004). 1.3. Customer Relationship Management (CRM) O CRM é um termo em inglês que pode ser traduzido para a língua portuguesa como “Gestão de Relacionamento com o Cliente”. Trata-se de uma nomenclatura criada para definir toda uma classe de ferramentas que automatizam as funções de contato com o cliente. Essas ferramentas compreendem sistemas informatizados e mudanças de atitudes corporativas, com o objetivo de ajudar as companhias a criarem e a manterem um bom relacionamento com seus clientes, armazenando e inter-relacionando, de forma inteligente, informações sobre suas atividades com a empresa (TURBAN, 2010). Segundo Kotler e Keller (2012), conquistar clientes novos custa entre 5 a 7 vezes mais caro do que manter os clientes que já existem. Em virtude desse fato, empregar ferramentas como o CRM, que permitam a fidelização de um cliente, é uma estratégia corporativa interessante de ser definida e implementada. O CRM é uma estratégia de gestão de relacionamento com o cliente voltada ao entendimento e à antecipação das suas necessidades. É uma ferramenta direcionada ao processo de aquisição, transação, atendimento, retenção e construção de relacionamento de longo prazo com os clientes (STRAUSS, 2011). Os softwares que auxiliam e apoiam essa gestão são, normalmente, denominados sistemas de CRM. Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 9 2. Análise da questão As soluções de tecnologia de informação aplicadas à gestão da cadeia de suprimentos relacionam: fornecedores à empresa (por meio do sistema EDI, que melhora os canais de comunicação entre a empresa e seus clientes e fornecedores e reduz custos operacionais); fornecedores à gestão da empresa (por meio do sistema ERP, que dá suporte à gestão e às decisões, integrando diversos outros sistemas, como os sistemas de gerenciamento de relacionamento com o cliente, de gerenciamento da cadeia de suprimentos e de inteligência do negócio); fornecedores às empresas clientes (por meio do sistema CRM, que auxilia no processo de aquisição, atendimento, retenção e construção de relacionamento de longo prazo com os clientes). Alternativa correta: E. 3. Indicações bibliográficas BOWERSOX, D. J. et al. Gestão da cadeia de suprimentos e logística. Porto Alegre: AMGH, 2014. KOTLER, P.;KELLER, K. L. Administração de marketing. São Paulo: Pearson, 2012. OLIVEIRA, C. C. et al. A interdisciplinaridade dos sistemas ERP. Disponível em <http://leandrocampos.com.br/academico.php>. Acesso em 27 out. 2010. SACCOL, A. Z. et al. Avaliação do impacto dos sistemas ERP sobre variáveis estratégicas de grandes empresas no Brasil. RAC, v. 8, n. 1, jan./mar 2004, p.9-34. Disponível em <http://www.scielo/pdf/rac/v8n1/v8n1a02pdf>. Acesso em 27 out. 2010. SLACK, N. et al. Administração da produção. São Paulo: Atlas, 1997. STRAUSS, J. E-marketing. São Paulo: Pearson, 2011. TURBAN, E. et al. Tecnologia da Informação para gestão: transformando os negócios na economia digital. Porto Alegre: Bookman, 2010. Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 10 Questão 3 Questão 3.3 O desenvolvimento de novos produtos é uma atividade complexa, envolvendo diversos interesses. Considere a situação em que uma empresa A lança no mercado a primeira caneta esferográfica, atinge sucesso comercial, mas com preço elevado e restrito a uma pequena parcela de consumidores. O entusiasmo inicial dos consumidores desaparece, principalmente devido a problemas de qualidade, tais como a estrutura metálica ser constituída de aço polido, o vazamento da carga e a escrita não uniforme, ocasionando a queda da venda ao longo do tempo. Percebendo a oportunidade de inovar, uma outra empresa B utilizou uma estratégia nitidamente defensiva. Ela copiou a tecnologia básica das canetas esferográficas da empresa A e adotou um conceito revolucionário, introduzindo no mercado uma caneta plástica, vendida a um preço consideravelmente mais baixo, enquanto as outras tinham um preço elevado. BAXTER, M. Projeto de Produto: Guia prático para do desenvolvimento de novos produtos. 2. ed. São Paulo: Edgard Blücher, 1998 (com adaptações). Considerando o pioneirismo da empresa A no lançamento de seu produto, cujo objetivo era criar mercado, e as mudanças feitas pela empresa B nesse mesmo produto, discorra sobre os elementos que embasaram a estratégia inovadora da empresa B. 1. Introdução teórica 1.1. Desenvolvimento de produtos Segundo Corrêa e Corrêa (2012), o projeto de um produto deve levar em conta não só o produto em si, mas também o processo de sua produção. Os processos, muitas vezes, restringem as possibilidades dos projetistas, assim como pequenas alterações no produto são capazes de promover grande alteração no processo de sua produção. O desenvolvimento de um produto deve passar por algumas fases que, segundo Slack et al (2009), são: a geração do conceito; a triagem feita por diferentes partes da organização; o projeto preliminar; a avaliação e a melhoria; a prototipagem; o projeto final. Na fase de geração do conceito, várias são as fontes de alimentação de informações. Essas fontes, que podem ser internas e externas à organização, devem informar as 3Questão Discursiva 5 – Enade 2014. Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 11 características necessárias que o produto deve ter levando-se em conta o mercado, as novas ideias advindas da área de pesquisa e desenvolvimento, da observação da concorrência, das necessidades dos clientes etc. (SLACK et al, 2009). As informações colhidas junto a essas fontes orientam com relação ao design, melhorias no processo de produção, adequação dos processos de distribuição, desenvolvimento de fornecedores etc. A figura 1 é uma representação das fontes que podem colaborar para a geração do conceito de um produto. Figura 1. Fontes de alimentação para a geração do conceito. Fonte. SLACK et al, 2009. O processo de desenvolvimento de produtos prevê a filtragem das ideias por diversos setores de dentro e de fora da organização. Esse processo tende a limitar os conceitos até que seja definido um conceito geral que deve ser perseguido (CORRÊA e CORRÊA, 2012). A figura 2 mostra alguns desses filtros. Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 12 Figura 2. Processo de filtragem de ideias. Fonte. SLACK et al, 2009. Nos ambientes competitivos atuais, é de suma importância que os produtos sejam desenvolvidos de forma a atender os anseios dos mercados objetivados, ou seja, é preciso ouvir e atender o cliente. Segundo Baxter (2011), no lançamento de um produto, a orientação para o mercado representa cinco vezes mais chances de sucesso. Ela é considerada a ação mais importante, pois estuda quais diferenciais o produto pode ter em relação aos concorrentes, com a apresentação de características valorizadas pelo consumidor. Uma forma para que o produto seja reflexo do desejo do cliente é o chamado "Desdobramento da Qualidade" ou na, terminologia original, Quality Function Deployment (QFD) (CORRÊA e CORRÊA, 2012). Os requisitos formam o que se chama de "casa da qualidade", conforme figura 3. Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 13 Figura 3. Casa da qualidade. Fonte. FARIA, 2013. A partir da década de 1990, as empresas passaram a usar métodos interativos para o desenvolvimento de produtos. Esses métodos utilizam equipes multidisciplinares que realizam, simultaneamente, muitas partes do projeto. As vantagens desse tipo de abordagem para o desenvolvimento do produto estão na redução dos problemas na produção, de problemas de qualidade do produto produzido, de tempo para lançamento, de custos de desenvolvimento e de tempo de retorno do investimento (SLACK et al, 2009). 1.2. Importância do desenvolvimento de novos produtos para as organizações A importância do desenvolvimento de novos produtos para uma organização pode ser resumida em três aspectos principais: o produto é o motivo da existência da organização; a organização está vinculada a produtos que possam ser oferecidos a um mercado que os deseje e/ou necessite; o produto é a chave do sucesso, já que a sobrevivência da empresa está associada ao grau de sucesso de seus produtos. Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 14 No produto, materializam-se características que podem trazer um diferencial para a empresa (FUSCO et al, 2003). As principais causas de fracassos no lançamento de novos produtos são oriundas de fatores internos, ou seja, que deveriam estar sob controle da empresa. Em geral, apenas uma causa está fora de controle da empresa, que é a reação da concorrência (FUSCO et al, 2003). A maioria dos fatores que levam ao fracasso de um produto está relacionada à qualidade do seu processo de desenvolvimento. Esses fatores passam pela análise inadequada de marketing, pelos problemas ou defeitos dos produtos, pelos custos mais altos do que os previstos, pelo mau gerenciamento do tempo e pelos problemas técnicos de produção (FUSCO et al, 2003). 2. Padrão de resposta do Inep O aluno deve reconhecer e discorrer sobre a estratégia da empresa B, em relação ao reposicionamento do produto com a mudança do público-alvo; às inovações incrementais na tecnologia, que elevam a qualidade do produto, partindo dos pontos fracos do produto inicial; ao possível modelo de negócio de baixo custo. Disponível em <http://download.inep.gov.br/educacao_superior/enade/padrao_resposta/2014/padrao_resposta_engenharia_de_producao.pdf>. Acesso em 20 dez. 2016. 3. Solução da questão Ao observar o mercado, a empresa B percebeu que a caneta introduzida pela empresa A apresentava problemas de qualidade, além de ser comercializada porum preço que, segundo o texto da questão, era relativamente elevado, fazendo com que o mercado ficasse restrito a uma pequena parcela de consumidores. Segundo Baxter (2011), no desenvolvimento de um produto, é necessário estudar quais são os diferenciais que ele pode ter em relação aos concorrentes e quais são as características valorizadas pelo consumidor. Com base nessa ideia, a empresa B inovou ao lançar as canetas plásticas e ficou atenta à necessidade de corrigir os defeitos existentes na predecessora fabricada pela empresa A. Além disso, ao alterar o preço, a empresa B mudou o público-alvo, pois passou a atingir também camadas de poder aquisitivo mais baixo. Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 15 4. Indicações bibliográficas BAXTER, M. Projeto de produto. São Paulo: Edgard Blücher, 2011. CORRÊA, H. L.; CORRÊA, C. A. Administração da produção e operações manufatura e serviços: uma abordagem estratégica. São Paulo: Atlas, 2012. FUSCO, J. A. et al. Administração de operações: da formulação estratégica ao controle operacional. São Paulo: Arte e Ciência, 2003. SLACK, N. et al. Administração da produção. São Paulo: Atlas, 2009. Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 16 Questão 4 Questão 4.4 Os lucros da produção sustentável Qual é o impacto de substituir uma vegetação nativa pela produção agrícola? A pergunta, geralmente respondida com uma lista de conhecidos benefícios que as florestas prestam para a sociedade e para a própria agricultura, acaba de ganhar uma explicação mais concreta: um valor. Não preservar o meio ambiente pode causar prejuízos reais ao produtor. É o que mostra o projeto Teeb (Economia dos Ecossistemas e Biodiversidade) para o Setor de Negócios Brasileiro, que estabeleceu uma valoração para os serviços ambientais - ou para o "capital natural", como eles chamam - em dois estudos de caso: um com a Empresa A e outro com a Empresa B. O trabalho, coordenado por uma ONG e baseado no modelo do Teeb global, considerou diferentes práticas agrícolas na produção de soja e de óleo de palma (dendê) em estudos-piloto nas plantações das duas empresas. Ao considerar nos cálculos o valor da biodiversidade e dos serviços que ela presta, como proteger o solo da erosão ou garantir a oferta de água, o valor da produção nos cenários em que houve adequação ao ambiente foi maior do que na situação tradicional de cultivo - o chamado “business as usual”. No estudo da Empresa A, realizado no oeste do estado da Bahia, comparou-se um hectare de terra coberto só com a monocultura de soja com um outro em que a cultura convive com o Cerrado - bioma hoje mais ameaçado do Brasil e também por onde a soja mais se expande. Neste cenário, baseado na proporção definida pelo Código Florestal - 80% de área cultivada e 20% de Reserva Legal -, o valor ambiental foi 11% maior que no cenário só com a monocultura. No caso da Empresa B, os pesquisadores compararam os dados de um hectare de monocultura de palmeira de dendê, de onde se extrai o óleo de palma, com os de um hectare de um sistema agroflorestal, que combina árvores nativas, como cacau e maracujá, com os dendezeiros. Ambos localizados no estado do Pará. No cenário agroflorestal, o valor ambiental total da produção - calculado pela diferença entre os ganhos prestados pelos serviços florestais e os impactos ao ambiente e à sociedade provocados pela cultura plantada - foi 200% maior do que na versão “business as usual”. Disponível em <http://exame.abril.com.br>. Acesso em 6 de ago. 2014 (com adaptações). A partir das ideias centrais apresentadas no texto, redija um texto dissertativo relacionando as bases e os objetivos do desenvolvimento sustentável. 1. Introdução teórica 1.1. Resolução CONAMA Nº 001/86 De acordo com a Resolução CONAMA Nº 001/86, considera-se impacto ambiental quaisquer alterações das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente causadas por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que, direta ou indiretamente, afetem a saúde, a segurança e o bem-estar da população; as 4Questão Discursiva 4 – Enade 2014. Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 17 atividades sociais e econômicas; a biota; as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente e a qualidade dos recursos ambientais. O licenciamento de atividades modificadoras do meio ambiente depende de elaboração de Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e de respectivo Relatório de Impacto Ambiental (RIMA), submetidos à aprovação do órgão estadual competente. Essas atividades modificadoras podem ocorrer em: estradas de rodagem com duas ou mais faixas de rolamento; ferrovias; portos; aeroportos; aterros sanitários, de processamento e de destino final de resíduos tóxicos ou perigosos; complexos e/ou unidades industriais e agroindustriais e projetos urbanísticos, acima de 100ha; áreas consideradas de relevante interesse ambiental. 1.2. Tripé da sustentabilidade O tripé da sustentabilidade, também chamado de triple bottom line, ou People, Planet, Profit, corresponde aos resultados de uma organização medidos em termos sociais, ambientais e econômicos. Esses resultados são apresentados nos relatórios corporativos das empresas comprometidas com o desenvolvimento sustentável. As empresas que adotam essa contabilidade tripla de resultados perceberam que, no futuro, o consumidor se tornará cada vez mais responsável e exigirá saber qual é o impacto econômico, ambiental e social que geram os produtos ao comprá-los. O conceito foi criado na década de 1990 por John Elkington, co-fundador da organização não governamental internacional SustainAbilit, que defende a expansão do modelo de negócios tradicional para um novo modelo que passe a considerar o desempenho ambiental e social da companhia, além do financeiro (DIAS, 2015). Agricultura sustentável é aquela que respeita o meio ambiente, é justa do ponto de vista social e consegue ser economicamente viável. A agricultura, para ser considerada sustentável, deve garantir, às gerações futuras, a capacidade de suprir as necessidades de produção e de manter qualidade de vida no planeta. Entre os princípios e as características da agricultura sustentável, encontramos: Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 18 o uso de técnicas que não provoquem a poluição do ar, do solo e da água, como a prática da agricultura orgânica, que não utiliza pesticidas e adubos químicos; a criação e o uso de sistemas de captação de águas de chuva para ser utilizada na irrigação; a manutenção das florestas e das matas existentes; a coexistência de cultura desejada e de bioma existente; o uso de fontes de energia geradas no campo, como, por exemplo, biocombustíveis, como biodiesel, biogás, etanol e outros derivados de restos da produção e biomasssa; a preferência pelo uso de fontes de energia limpa e renovável; a adoção do Sistema de Plantio Direto, que preserva a capacidade produtiva do solo, baseado em não arar o solo antes do plantio, cobrir o solo com folhagens secas e fazer a rotação de culturas (DIAS, 2015). 1.3. Economia dos ecossistemas e da biodiversidade Segundo Bishop et al (2010), a economia dos ecossistemas e da biodiversidade tem sido objeto de estudo global, iniciado pelo grupo de países conhecido como G8 e por cinco grandes economias em desenvolvimento, que tem enfoque no benefício econômico global da diversidade biológica, na redução dos custos da perda da biodiversidade e na diminuiçãodas falhas em se adotarem medidas de proteção versus o custo da efetiva conservação. A maioria dos indicadores do status da biodiversidade aponta declínios. As causas diretas da perda da biodiversidade incluem a perda e a degradação de habitats, as mudanças climáticas, a poluição, a super exploração e a disseminação de espécies invasoras. As projeções dos impactos das mudanças climáticas, em particular, demonstram alterações contínuas na distribuição e na abundância das espécies e dos habitats, resultando em aumento da extinção de espécies. O setor de negócios está começando a perceber a ameaça imposta pela perda da biodiversidade. Há o entendimento de que os serviços ecossistêmicos oferecidos às pessoas são significativos do ponto de vista econômico e dependem tanto da diversidade (qualidade) quanto da vasta quantia (quantidade) de genes, espécies e ecossistemas encontrados na natureza. Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 19 O valor econômico da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos é função de fatores relacionados à demanda ou de causas subjacentes às mudanças, assim como as restrições relacionadas à oferta, como, por exemplo, as mudanças climáticas, o aumento na escassez de recursos naturais e/ou o declínio na qualidade dos serviços ecossistêmicos. A visão da biodiversidade como uma oportunidade de negócio talvez seja mais aparente no ecoturismo, na agricultura e no manejo florestal sustentável, onde a demanda é crescente por bens e serviços “sustentáveis” (BISHOP et al, 2010). 2. Padrão de resposta do Inep O estudante deve redigir um texto dissertativo, abordando os seguintes aspectos: O desenvolvimento sustentável é aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem às suas próprias necessidades. O objetivo da sustentabilidade é que os recursos naturais sejam consumidos de forma consciente e suficiente pelos seres humanos, sem que a biodiversidade, o meio ambiente, os valores sociais e também culturais sejam abandonados. O modelo do Triple Bottom Line (ou ainda, Tripé/Pilares/Dimensões da Sustentabilidade) é uma lógica de atuação ambientalmente correta, economicamente viável e socialmente responsável. Temos, a seguir, exemplos de relacionamentos entre os objetivos e as bases. O desenvolvimento sustentável requer uma nova postura em relação ao consumo, por parte tanto dos produtores, quanto dos consumidores. A empresa B é mais sustentável que a empresa A, obtendo resultados produtivos melhores e respeitando a capacidade de recuperação da terra (menor pegada ecológica). É necessário reverter a dissociação da sustentabilidade econômica com a sustentabilidade ambiental. Essas duas dimensões da sustentabilidade precisam ser consideradas simultaneamente. Disponível em <http://download.inep.gov.br/educacao_superior/enade/padrao_resposta/2014/padrao_resposta_engenharia_de_producao.pdf>. Acesso em 20 dez. 2016 (com adaptações). Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 20 3. Indicações bibliográficas BISHOP, J. et al A economia dos ecossistemas e da biodiversidade - TEEB para o setor de negócios - Sumário executivo. New York: UNEP, 2010. Disponível em <http://www.mma.gov.br/publicacoes/biodiversidade/category/143-economia-dos- ecossistemas-e-da-biodiversidade>. Acesso em 23 mar. 2016. DIAS, R. Sustentabilidade. Origem e Fundamentos. Educação e Governança Global. Modelo de Desenvolvimento. São Paulo: Atlas, 2015. MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE - CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE – CONAMA. Resolução CONAMA 001/1986 - Dispõe sobre critérios básicos e diretrizes gerais para a avaliação de impacto ambiental. Disponível em <http://www.mma.gov.br/port/conama/res/res86/res0186.html>. Acesso em 22 abr. 2015. Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 21 Questão 5 Questão 5.5 O conceito de produtividade global considera que os benefícios obtidos pela melhoria dos processos devem ser mensurados no conjunto, considerando os fatores econômicos, sociais e ambientais de todos os setores ou departamentos da organização. Nessa lógica, as organizações que executam projetos para melhorar seus ganhos globais buscam implantar os denominados Escritórios de Projetos, também conhecidos com PMO, do inglês Project Management Office. PMBOK – Guia do conhecimento de projetos. 5 ed. Project management Institute, 2013 (com adaptações). A respeito do Escritório de Projetos, avalie as afirmações a seguir. I. É uma unidade funcional responsável pela tomada de decisões sobre quais projetos devem ser executados pela organização. II. Tem como função prover recursos financeiros para os projetos da organização. III. É uma estrutura de gestão que padroniza os processos de governança relacionados aos projetos. IV. É responsável pela decisão de encerramento de projetos. V. Facilita o compartilhamento de recursos, métodos, ferramentas e técnicas nos projetos de seu domínio. É correto apenas o que se afirma em A. II e IV. B. III e V. C. I, III e IV. D. I, II, III e V. E. I, II, IV e V. 1. Introdução teórica Project Management Office (PMO) Em um ambiente global cada vez mais competitivo e dinâmico, as empresas vêm encontrando necessidade de serem mais ágeis e organizadas. Logo, as empresas estão buscando a formalização e o aprimoramento na condução de seus projetos. Nesse contexto, o Project Management Office (PMO), ou escritório de projetos, aparece como uma estrutura de grande importância, por ser uma unidade organizacional responsável pela condução 5Questão 23 – Enade 2014. Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 22 integrada dos projetos da organização, assim como responsável por prover produtos e serviços a esses projetos (GIORGINI, 2016). Além disso, a implantação do escritório de projetos contribui para o alinhamento dos objetivos dos projetos com os objetivos estratégicos da organização, além de cooperar para a aproximação entre a equipe de condução dos projetos e a alta direção (GIORGINI, 2016). Para Crawford (2002), o PMO é a estrutura organizacional estabelecida para facilitar as atividades da gestão de projetos e trazer melhorias ao próprio processo de gestão da organização por meio da gestão do portfólio e do alinhamento de projetos com a estratégia corporativa. Assim, o PMO é responsável por reunir todo o portfólio da empresa e conduzir, planejar, organizar, controlar e finalizar as atividades dos projetos da melhor forma possível, assim como aprovar novos projetos de acordo com o plano estratégico da empresa. As principais atribuições do PMO são padronização, assessoria à alta administração, assessoria aos gerentes de projeto, auditoria, treinamento, garantia de qualidade e comunicação. Segundo Hobbs e Aubry (2007), as funções de um PMO podem ser agrupadas em cinco principais categorias: atividades de monitoramento e controle do desempenho dos projetos; desenvolvimento de competências e metodologias de gestão de projetos; gerenciamento de multiprojeto; gestão estratégica; aprendizagem organizacional. Podem ser identificadas outras atividades consideradas importantes, como a execução de tarefas especializadas para gerentes de projeto, o gerenciamento das interfaces com clientes e as atividades de recrutamento, seleção, avaliação e determinação dos salários dos gerentes de projeto (BARBALHO e TOLEDO, 2016). 2. Análise das afirmativasI - Afirmativa incorreta. JUSTIFICATIVA. O PMO é o responsável por reunir todo o portfólio da empresa e conduzir, planejar, organizar, controlar e finalizar as atividades dos projetos. Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 23 II - Afirmativa incorreta. JUSTIFICATIVA. O PMO não provê recursos aos projetos: ele organiza, controla e finaliza os projetos da empresa. III – Afirmativa correta. JUSTIFICATIVA. O PMO é responsável por reunir todo o portfólio da empresa para conduzir, planejar, organizar, controlar e finalizar as atividades dos projetos, assim como aprovar novos projetos de acordo com o plano estratégico da empresa. IV - Afirmativa incorreta. JUSTIFICATIVA. O PMO verifica o término de um projeto. Não cabe ao PMO a decisão de encerrar ou não encerrar um projeto. V – Afirmativa correta. JUSTIFICATIVA. O PMO é a estrutura organizacional que deve facilitar as atividades da gestão de projetos e trazer melhorias ao próprio processo de gestão da organização por meio da gestão do portfólio e do alinhamento de projetos com a estratégia corporativa. Alternativa correta: B. 3. Indicações bibliográficas BARBALHO, S. C. M.; TOLEDO, J. C. Perfil das funções dos escritórios de projetos em empresas desenvolvedoras de novos produtos. Disponível em <http://www.scielo.br/pdf/prod/v24n2/aop_0709-12.pdf>. Acesso em 23 mar. 2016. CRAWFORD, L. The strategic project office: A guide to improving organizational performance. New York: Marcel Dekker, 2002. GIORGINI, D. L. PMO – A importância do escritório de projetos nas organizações. Disponível em <http://www.techoje.com.br/site/techoje/categoria/detalhe_artigo/543> Acesso em 23 mar. 2016. HOBBS, B.; AUBRY, M. A multi-phase research program investigating project management offices (PMO): the results of phase 1. New York: Project Management Journal, Vol. 38, No. 1, 74-86, março de 2007. Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 24 Questão 6 Questão 6.6 Em seu livro Open Innovation: The New Imperative for Creating and Profiting for Technolgy (Inovação Aberta: o novo imperativo para criar e lucrar com a tecnologia) Henry Chesbrough criou, em 2003, o termo “inovação aberta” para explicar como as corporações podem buscar ideias externas para alavancar seu desenvolvimento, além de compartilhar as próprias inovações. Disponível em <http://www.petrobras.com>. Acesso em 27 ago. 2014 (com adaptações). Usando o texto acima como referência inicial, avalie as afirmativas a seguir. I. Empresas líderes de mercado são capazes de agregar todo conhecimento por conta própria, independentemente de seu tamanho ou eficiência. II. O grau de abertura do modelo de inovação de uma empresa depende da diversidade e da amplitude de sua rede de comunicação interna e externa. III. Em um modelo de inovação aberta, alguns dos possíveis participantes no processo de desenvolvimento podem ser: empresas concorrentes, órgãos de fomento, instituições de pesquisa, universidades, clientes, fornecedores e sociedade. IV. Os riscos na abertura e na partilha de conhecimento, entre departamentos, filiais e empresas, são desprezíveis V. As formas conhecidas e aceitas de propriedade intelectual atendem integralmente ao cenário cultural próprio de um modelo de inovação aberta. É correto apenas o que se afirma em A. I e II. B. I e IV. C. II e III. D. III e V. E. IV e V. 1. Introdução teórica Inovação aberta As inovações são resultado de intenções elaboradas com o objetivo de gerar resultado econômico. A capacidade de inovar está entre os fatores mais importantes no desempenho 6Questão 28 – Enade 2014. Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 25 do negócio: a empresa inova para crescer e para conquistar espaço no mercado competitivo (THOMAS e BIGNETTI, 2009). As relações com parceiros são fatores diferenciadores nos processos das organizações inovadoras. Isso ocorre porque a atividade de pesquisa e de desenvolvimento (P&D) é, por natureza, intensiva em conhecimento e se beneficia da interação de diversos atores internos e externos à organização (TIDD, BESSANT e PAVITT, 2008). Nesse tipo de relação, os parceiros compartilham conhecimento e promovem a transformação e a ampliação do conhecimento de cada participante. O conhecimento e a tecnologia têm se tornado cada vez mais complexos, aumentando a importância das interações entre empresas e outras organizações, como forma de adquirir conhecimentos especializados para os processos de P&D. O conceito de inovação aberta foi cunhado com base na necessidade da interação entre empresas, clientes, instituições, universidades e órgãos de fomento, a fim de que todos fossem beneficiados com o compartilhamento do conhecimento. A inovação aberta pode ser descrita como o processo de inovação no qual as organizações promovem ideias, processos e pesquisas abertos, com a finalidade de melhorar o desenvolvimento de seus produtos, prover melhores serviços para seus clientes, aumentar a eficiência e reforçar o valor agregado. Trata-se da combinação de ideias internas e externas, de caminhos internos e externos para o mercado, de modo a avançar o desenvolvimento de novas tecnologias para produtos e processos. Nesse contexto, deve haver uma mudança na forma como as pessoas veem a empresa e seu ambiente. Os departamentos fechados de pesquisa e desenvolvimento devem se abrir para ouvir, principalmente, seus parceiros dentro da própria empresa (áreas de vendas, produção, serviços de campo etc). A empresa deve considerar o estabelecimento de cooperações com instituições de pesquisa, universidades, seus fornecedores e usuários de seus produtos, pois envolver outros parceiros quando do desenvolvimento de novos produtos, tecnologias ou serviços pode agregar muito valor (USP, 2016). 2. Análise das afirmativas I – Afirmativa incorreta. JUSTIFICATIVA. As empresas líderes mostram-se mais propensas à inovação aberta do que à inovação gerada apenas internamente. Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 26 II – Afirmativa correta. JUSTIFICATIVA. A inovação aberta prevê o compartilhamento de conhecimentos entre os diversos atores. O grau de abertura depende da complexidade de seus produtos e de sua rede de comunicação. III – Afirmativa correta. JUSTIFICATIVA. Como afirmam Thomas e Bignetti (2009), o conceito de inovação aberta foi cunhado a partir da necessidade da interação entre empresas, clientes, instituições, universidades, órgãos de fomento etc. IV – Afirmativa incorreta. JUSTIFICATIVA. Os riscos não são desprezíveis, já que podem existir na rede de compartilhamento empresas concorrentes. V – Afirmativa incorreta. JUSTIFICATIVA. As formas conhecidas de propriedade intelectual fornecem a autoridade sobre determinado conhecimento apenas ao detentor dessa propriedade. Não é possível utilizar o conhecimento de outro no desenvolvimento do produto de um terceiro, sem a anuência do primeiro. Alternativa correta: C. 3. Indicações bibliográficas AGÊNCIA USP DE INOVAÇÃO - USP. O que é Inovação Aberta (Open Innovation)? Disponível em <http://www.ufrgs.br/icd/o-que-e-inovacao-aberta-open-innovation/>. Acesso em 23 mar. 2016. THOMAS, E.; BIGNETTI, L. P. Entre a Inovação Aberta e a Inovação Fechada: Estudo de Casos na Indústria Química do Vale do Rio dos Sinos. Trabalho apresentado no XXXIII Encontro da ANPAD - São Paulo 19 a 23 de setembro de2009. Disponível em <http://www. anpad.org.br/admin/pdf/GCT2521.pdf>. Acesso em 23 mar. 2016. TIDD, J.; BESSANT, J.; PAVITT, K. Gestão da Inovação. Porto Alegre: Artmed, 2008. Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 27 Questão 7 Questão 7.7 O compartilhamento de veículos de particulares, também conhecido como a locação de veículos entre particulares, é uma alternativa para pessoas que necessitam utilizar um carro e não querem, ou não podem adquiri-lo. Nesse serviço, o proprietário do veículo, pessoa física, aluga seu veículo para um terceiro. Embora esse seja um serviço praticamente desconhecido no Brasil, ele já ocorre em Paris, França. O aluguel é cobrado pelo número de horas, ou diárias em que o veículo foi utilizado, estando incluído nesse valor um seguro para reduzir os riscos do proprietário. O aluguel é intermediado por uma empresa estruturada com o objetivo de reduzir o risco para o proprietário e garantir, por meio de tecnologia de informação como sites específicos e GPS, a facilidade de utilização do serviço por parte do interessado. Traz como principal vantagem para os usuários tarifas menores que as praticadas nos serviços de taxi e de locação de automóveis, em empresas que possuem uma frota para aluguel. Ainda o usuário tem à sua disposição uma ampla diversidade de veículos, possibilitando a escolha que mais se adapte às suas necessidades, sem ter que arcar com gastos de manutenção e com impostos sobre o veículo. Com base no texto e, sob o ponto de vista da viabilidade econômica, avalie as afirmações a seguir. I. Ao se comparar esse serviço à alternativa de compra do veículo, o gasto com manutenção é a variável mais importante nos cálculos. II. A compra de um veículo por um usuário passa a ser economicamente vantajosa, em comparação com o serviço de compartilhamento de veículos a partir de determinado nível de utilização (número de horas ou diárias) mais os custos de manutenção e impostos. III. O serviço, de compartilhamento de veículos, sob o ponto de vista do proprietário do veículo, é interessante porque reduz o desperdício por ociosidade causado pelo não uso do veículo. É correto o que se afirma em A. I, apenas. B. III, apenas. C. I e II, apenas. D. II e III, apenas. E. I, II e III. 7Questão 31 – Enade 2014. Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 28 1. Introdução teórica Custo da ociosidade Para Teixeira, Souza e Dalfior (2016), a capacidade ociosa de um equipamento é a diferença entre a capacidade normal de produção e a produção real. Para Rossetti et al (2008), a ociosidade é o potencial produtivo não utilizado. Logo, podemos entender que a ociosidade é toda a capacidade que um equipamento tem, mas não lhe é demandada. Todo equipamento ocioso gera custos, que são de natureza fixa e dependem do nível de ociosidade. Os custos inerentes à ociosidade não fazem parte do custo de aquisição e transformação. Esse custo de ociosidade não é necessário e não faz parte da produção normal (TEIXEIRA, SOUZA e DALFIOR, 2016). O melhor custo de ociosidade que pode haver é o nulo, isto é, o equipamento está em condições normais de instalação e funcionamento e produz a quantidade esperada. A ociosidade pode, então, ser encarada como uma despesa, pois, de acordo com o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) em seu pronunciamento técnico CPC-16, a alocação de custos indiretos fixos às unidades produzidas deve ser baseada no volume normal de produção, que é aquele que se espera atingir, em média, ao longo de vários períodos ou de períodos sazonais, em circunstâncias normais, levando-se em consideração a não-utilização da capacidade total, resultante da manutenção planejada, de férias coletivas planejadas, etc. Os custos fixos relativos à capacidade não-utilizada em função de volume de produção inferior ao normal devem ser registrados como despesas no período em que são incorridos, não podendo ser alocados aos estoques. É importante observar que as empresas devem atuar para que seus custos fixos sejam minimizados em períodos de baixa utilização, visto que os resultados serão onerados pela ociosidade de qualquer forma. Considerando que o valor real do custo é fundamental para a gestão econômica de um negócio, o custo da ociosidade representa uma perda. Integram esse custo: os gastos de natureza fixa como depreciação das instalações e equipamentos não utilizados; o aluguel da área ociosa; os gastos com pessoal de operação e supervisão mantidos para manutenção da estrutura (ROSSETTI et al, 2008). Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 29 2. Análise das afirmativas I - Afirmativa incorreta. JUSTIFICATIVA. A decisão entre a compra ou o compartilhamento é baseada no tempo de utilização em relação ao montante investido. II – Afirmativa correta. JUSTIFICATIVA. Quanto menor a ociosidade do veículo, menor o custo de ociosidade. A redução da ociosidade aproxima a decisão para a compra do veículo, em detrimento do compartilhamento. III – Afirmativa correta. JUSTIFICATIVA. O compartilhamento reduz a ociosidade e, por consequência, os custos a eles inerentes. Alternativa correta: D. 3. Indicações bibliográficas COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS – CPC. CPC 16 (R1) – Estoques. Disponível em <http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/ Pronunciamento?Id=47>. Acesso em 30 mar. 2016. ROSSETTI, J. P. et al. Finanças corporativas. Teoria prática empresarial no Brasil. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. TEIXEIRA, M. O.; SOUZA, C. A. e DALFIOR, V. A. O. Capacidade normal e ociosa-uma análise comparativa das publicações financeiras e exigências contábeis do CPC 16 de estoques. Disponível em <http://www.aedb.br/seget/arquivos/artigos15/512244.pdf>. Acesso em 30 mar. 2016. Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 30 Questões 8 e 9 Questão 8.8 Uma fábrica produz dois refrigerantes: A e B. Para produzi-los, utilizam-se vários recursos, entre os quais os extratos e a água são os mais limitantes, devido a problemas ecológicos. Para produzir um litro do refrigerante A, o processo envolve a dissolução de um pacote de extrato (denominado Delta) em um litro de água, além de outros recursos que não são limitantes. Já a produção do refrigerante B. além da dissolução de um pacote de extrato (denominado Gama) em um litro de água, exige mais um litro de água para o processo de arrefecimento, além de outros recursos que não são limitantes. Sabe-se que: a) O lucro gerado por litro de A é R$5, enquanto o lucro por litro de B é R$2. b) O fornecedor de extratos só consegue entregar 3.000 pacotes de extrato Delta e 4.000 pacotes de extrato Gama, semanalmente. c) Há um fator limitante de 9.000 litros de água por semana. Denominando de X1 a quantidade de litros de refrigerante A e de X2 a quantidade de litros do refrigerante B a serem produzidos, qual deverá ser o plano de produção semanal viável para gerar o maior lucro a essa fábrica dentro das condições apresentadas? A. X1=0; X2=0 B. X1=0; X2=4.000 C. X1=3.000; X2=4.000 D. X1=3.000; X2=3.000 E. X1=1.000; X2=4.000 Questão 9.9 A figura a seguir ilustra um sistema produtivo que opera na produção de dois tipos de produto: P e Q. Os preços de venda líquidos de P e Q são, respectivamente, de R$80,00 e R$90,00 por unidade. A demanda semanal do produto P é de 100 unidades e a demanda do produto Q é de 50 unidades. Existem quatro centros detrabalho (ou recursos) no sistema produtivo: A, B, C e D. Cada centro de trabalho possui capacidade máxima de processamento igual a 2400 minutos por semana (8h x 60min x 5dias). A figura identifica, ainda, (i) o tempo em minutos (min), requerido em cada centro de trabalho para realizar a 8Questão 19 – Enade 2014. 9Questão 24 – Enade 2014. Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 31 operação específica necessária para a produção de cada unidade (und) dos produtos finais; e (ii) as matérias primas (MP e embalagem) utilizadas nos produtos, com os respectivos custos de aquisição. GOLDRATT, E. M. A síndrome do palheiro: garimpando informações num oceano de dados. 2 ed. São Paulo: Educator, 1992 (com adaptações). Considerando as informações apresentadas, é correto afirmar que o mix de produtos semanal que maximiza economicamente a utilização do sistema produtivo é composto por: A. 100 unidades do produto P e 30 unidades do produto Q. B. 100 unidades do produto P e 50 unidades do produto Q. C. 100 unidades do produto P e 100 unidades do produto Q. D. 75 unidades do produto P e 75 unidades do produto Q. E. 60 unidades do produto P e 50 unidades do produto Q. 1. Introdução teórica Programação linear Segundo Medri e Yotsumoto (2016), a programação linear (PL) é o instrumento de pesquisa operacional mais comumente empregado na solução de problemas decisórios Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 32 objetivos e de certa complexidade. A programação linear consiste na descrição de um sistema organizado por meio de um modelo matemático, cujo objetivo é encontrar a melhor solução. A programação linear prevê a otimização (maximização ou minimização) de uma função linear, chamada de Função Objetivo, respeitando-se um sistema linear de igualdades ou desigualdades, que recebe o nome de Restrições do Modelo (MEDRI e YOTSUMOTO, 2016). Na análise de um problema por meio de um modelo de programação linear, é fundamental que se consiga distinguir quais são as variáveis fora do controle, isto é, os parâmetros de valores já fixados e variáveis de decisão, ou seja, aquelas cujo valor se quer conhecer (YBARRA, 2016). Matematicamente, a função objetivo a ser maximizada pode ser escrita da seguinte maneira (MEDRI e YOTSUMOTO, 2016): 0,...,, ... ... ... :.. ... 21 2211 2222121 11212111 2211 n mnmnmm nnn nn nn XXX bXaXaXa bXaXaXa bXaXaXaas XCXCXCZ Nas expressões, temos o que segue. Xj = número de unidades do produto j produzidas num certo período de tempo (variáveis de decisão). Z = função a ser otimizada (maximizada ou minimizada). Cj = aumento no lucro Z pelo acréscimo de uma unidade Xj (coeficiente de lucro). aij = quantidade do recurso i consumida na produção de uma unidade de atividade j (coeficiente de restrições). bi = quantidade de recurso i disponível no período para as n atividades (limitação de capacidade da restrição). Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 33 Pode-se apresentar esse modelo de forma a seguir. n ..., 2, 1, j 0 m ..., 2, 1, i :.. 1 1 paraX parabXaas XCZ j i n j jij n j jj 2. Resolução das questões Questão 8. O problema informa que o lucro por litro do refrigerante A é 51 C e o lucro por litro do refrigerante B é 2C2 . Com esses valores, a função objetivo a ser maximizada é 21 25 XXZ Na expressão, X1 é a quantidade a ser produzida do refrigerante A e X2 é a quantidade a ser produzida do B. As restrições apresentadas pelo problema são: 000.9XX 21 000.3X1 000.4X 2 Nas expressões, 1X é o consumo, em litros, de água para a produção do refrigerante A e 2X é o consumo, em litros, de água para a produção do refrigerante do B. O problema informa que o consumo relativo de água é: 12 X2X A condição de restrição que relaciona X1 e X2 fica como segue. 000.9XX 21 Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 34 000.9X2X 11 000.3X1 Para maximizar o lucro Z, a quantidade de litros utilizada para produzir o refrigerante A é 3.000. Com isso, é possível produzir 3.000 litros de refrigerante A, pois é necessário um litro de água para cada litro de refrigerante produzido. Assim, dos 9.000 litros disponíveis, restam 6.000 que serão usados na produção do refrigerante B. Considerando que a produção do refrigerante B consome dois litros de água para cada litro produzido, será possível produzir 3.000 litros do refrigerante B. O lucro máximo da operação é o que segue. 000.32000.35 Z 21.000,00 $R Z Alternativa correta: D. Questão 9. Considerando o preço de venda e as despesas com matéria-prima e embalagem, o lucro de cada produto é o que segue. 20,00-20,00-10,00- 0,008 P 0,003 P 20,00-20,00-0,009 Q 0,005 Q Com esses valores, a função objetivo a ser maximizada é a que segue. Q50P30 Z As restrições apresentadas pelo problema estão vinculadas à disponibilidade de tempo de cada estação de trabalho que é 2.400 horas. Considerando a demanda de tempo em cada estação de trabalho, por cada produto, as equações de restrições são: Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 35 400.2Q10P15 (1) 400.2Q30P15 (2) 400.2Q5P15 (3) 100P 50Q Considerando que Q deve ser menor do 50 ou igual a 50 e que P deve ser menor do que 100 ou igual a 100, a redução de P implica o aumento de Q. Assim, tomando o limite máximo de P e substituindo na expressão (1) e (3), a quantidade Q fica maior que a demanda. Quando fazemos essa substituição na expressão (2), temos o que segue. 400.2Q30P15 400.2Q3010015 30Q Alternativa correta: A. 3. Indicações bibliográficas MEDRI, W.; YOTSUMOTO, A. S. Pesquisa operacional na tomada de decisão. Disponível em <http://www.uel.br/pos/engproducao/arquivos/pesquisa%20operacional%20na%20 tomada%20de%20decisao.pdf>. Acesso em 30 mar. 2016. YBARRA, L. A. C. A programação linear e o processo de decisão. Disponível em <http://www.facom.ufms.br/~ricardo/Courses/OR- 2009/Materials/Programacao%20linear %2027-09.pdf>. Acesso em 30 mar. 2016. Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 36 ÍNDICE REMISSIVO Questão 1 Cadeia de suprimentos. Projeto e análise de sistemas logísticos. Nível ótimo de lucro (vendas-custo). Cenário competitivo. Questão 2 Engenharia organizacional. Intercâmbio Eletrônico de Dados (EDI). Sistema de Gestão Empresarial (ERP). Gestão de Relacionamento com o Cliente (CRM). Questão 3 Engenharia do produto. Processo de desenvolvimento de produtos. Inovação. Fontes de alimentação para a geração do conceito. Processo de filtragem de ideias. Questão 4 Engenharia da sustentabilidade. Desenvolvimento sustentável. Lucros da produção sustentável. Tripé da sustentabilidade. Economia dos ecossistemas e da biodiversidade. Questão 5 Engenharia organizacional.Gestão de projetos. Project Management Office (PMO). Questão 6 Engenharia do produto. Gestão do desenvolvimento de produto/inovação. Inovação aberta. Questão 7 Engenharia econômica. Gestão de custos. Custo de ociosidade. Compartilhamento de veículos. Questão 8 Pesquisa operacional. Modelagem, simulação e otimização. Programação linear. Questão 9 Pesquisa operacional. Modelagem, simulação e otimização. Programação linear. Maximização de utilização de sistemas produtivos.