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Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ENGENHARIA DE PRODUÇÃO 
 
 
 
MATERIAL INSTRUCIONAL ESPECÍFICO 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tomo IX 
Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 
2 
Questão 1 
Questão 1.1 
Uma empresa comercializa produtos de limpeza para restaurantes, hotéis, hospitais e 
escolas. O ambiente em que ela atua possui um cenário altamente competitivo, de forma 
que o prazo de entrega dos pedidos pode determinar a viabilidade de uma venda. O sistema 
de distribuição deve ser projetado de maneira a proporcionar diferentes níveis médios de 
prazo de entrega de acordo com o número e a localização dos armazéns, níveis de estoques, 
além de uma adequada previsão de demanda e procedimentos de processamento de 
pedidos. 
Com base na previsão de demanda, pode-se analisar a prioridade e a urgência de se atender 
o pedido considerando que, embora o ambiente seja competitivo, o produto possui baixa 
perecibilidade. 
O gerente da distribuição física fez as estimativas a respeito do custo de fornecer tais níveis 
e de como o serviço afeta as vendas, conforme segue. 
 
Porcentagem dos produtos 
entregues no mesmo dia 
50% 60% 70% 80% 90% 95% 100% 
Custo do serviço (R$ mi) 5,8 6,0 6,5 7,0 8,1 9,0 14,0 
Vendas estimadas (R$ mi) 4,0 9,0 10,0 11,0 11,5 11,8 12,0 
 
Com base no quadro das estimativas das percentagens de vendas no mesmo dia e o custo 
para se manter este nível, no curto e no médio/longo prazo, apresente subsídios para um 
adequado dimensionamento e planejamento para entregas, de acordo com suas urgências e 
prioridades. 
 
1. Introdução teórica 
 
Análise de sistemas logísticos 
 
Na logística empresarial, uma das principais funções logísticas é o transporte, sendo 
que, na cadeia de suprimentos, o transporte representa a maior parte do custo. Assim, é 
natural que as organizações busquem formas de minimização de seus custos e, para isso, é 
importante que seja feita a análise de qual modalidade de transporte é mais viável para 
cada tipo de produto (PACHECO, 2016). 
 
1Questão Discursiva 3 – Enade 2014. 
Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 
3 
Decidir o modal é uma tarefa que envolve o estudo das suas características 
operacionais no que se refere à velocidade, à disponibilidade, à confiabilidade, à capacidade 
e à frequência. Além disso, também é importante considerar os custos das atividades 
logísticas que envolvem as diferentes modalidades (PACHECO, 2016). 
Os modais de transporte apresentam diferentes características. Alguns são mais 
seguros; outros são mais rápidos no atendimento às demandas do comprador; outros, 
ainda, têm menores custos do frete em relação ao valor, ao tipo e à natureza da mercadoria 
etc. Dessa forma, é necessário avaliar as características dos modais existentes para 
determinar qual deles traz o melhor custo/benefício para o transporte da mercadoria 
desejada (FERREIRA, 2016). 
De acordo com Ballou (2011), o serviço de transporte deve ser utilizado de maneira a 
proporcionar vantagem competitiva. A agilidade e a confiabilidade do transporte afetam os 
níveis de estoque do embarcador e do comprador tanto quanto o nível de estoque em 
trânsito entre o embarcador e o comprador. Quando são escolhidos transportes menos ágeis 
e de menor confiabilidade, há mais estoques. 
Assim, o gerenciamento da distribuição vai muito além da movimentação de um 
produto de um ponto a outro; é uma atividade fundamental para que sejam alcançados o 
custo e a qualidade desejados por todos os membros da cadeia logística. 
Segundo Bowersox (2014), em termos de logística, um pedido é considerado perfeito 
quando ele é entregue pontualmente, de modo completo, sem danos oriundos do processo 
de transporte e com a fatura correta. 
Um indicador de desempenho usado em logística é aquele que mede o percentual de 
entregas ou de coletas efetuadas no prazo estipulado ou no prazo acordado com o cliente. 
De acordo com Neves (2014), as práticas de mercado indicam que os clientes ficam 
satisfeitos quando, em serviços de distribuição ou de transferências, em áreas de alta 
densidade, com rotas de curto e médio percurso (inferiores a 24 horas de viagem), esse 
percentual fica acima de 95% e entre 85% e 90% para serviços de distribuição em regiões 
de baixa densidade com rotas de longo percurso ou que utilizem mais de um modal. 
A decisão pela mudança para um serviço mais ágil requer análise do custo da 
administração dos estoques e do custo do novo serviço de transporte. A escolha deve recair 
na situação que proporcionar o menor custo global (BALLOU, 2011). 
 
 
 
Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 
4 
2. Padrão de resposta do Inep 
 
Espera-se que o estudante observe que, a menos que haja prioridade e/ou 
emergência em alguma entrega, o nível ótimo de lucro (vendas - custo) para a empresa, no 
curto prazo, encontra-se em 80%, sendo o nível a ser dimensionado. 
Quanto ao médio/longo prazo, o cenário de alta competição demandará um nível de 
serviço maior que 80% e menor que 100%. 
O cenário competitivo demanda alto nível de serviço, sendo necessária a redução do 
lucro no curto prazo para aumentá-lo, porém esse valor ainda deve ser abaixo de 100%, 
visto que neste nível haverá prejuízo. A possibilidade de trabalhar abaixo de 80% de nível de 
serviço no médio/longo prazo deve ser descartada, dado o cenário competitivo apresentado 
no texto. 
Disponível em 
<http://download.inep.gov.br/educacao_superior/enade/padrao_resposta/2014/padrao_resposta_engenharia_de_producao.pdf>. Acesso 
em 20 dez. 2016. 
 
3. Resolução da questão 
 
Observando o quadro do enunciado da questão, podemos notar que, em função da 
porcentagem de entregas no mesmo dia, o custo de entrega pode ser maior ou menor do 
que o valor das vendas. Para a análise dessa situação, com base nos dados fornecidos, foi 
construído o quadro 1, que mostra a relação entre o valor das vendas e o custo do serviço 
de transporte para cada porcentagem de produtos entregues no mesmo dia. 
 
Quadro 1. Relação entre valor de vendas e custo. 
Porcentagem dos produtos 
entregues no mesmo dia 
50% 60% 70% 80% 90% 95% 100% 
Custo do serviço (R$ mi) 5,8 6,0 6,5 7,0 8,1 9,0 14,0 
Vendas estimadas (R$ mi) 4,0 9,0 10,0 11,0 11,5 11,8 12,0 
Relação vendas /custo 0,69 1,50 1,54 1,57 1,42 1,31 0,86 
 
O quadro 1 mostra que, em função da porcentagem dos produtos entregues no 
mesmo dia, há lucro (relação maior do que 1) ou prejuízo (relação menor do que 1). 
O quadro 2, construído a partir do quadro 1, apresenta os dados ordenados em 
função da relação entre o valor de vendas e o custo do serviço (do maior para o menor). 
 
 
 
 
 
 
Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 
5 
Quadro 2. Relações entre valor de vendas e custo, ordenados por valor. 
Porcentagem dos produtos 
entregues no mesmo dia 
Custo do serviço 
(R$ mi) 
Vendas estimadas 
(R$ mi) 
Relação 
vendas/custo 
80% 7,0 11,0 1,57 
70% 6,5 10,0 1,54 
60% 6,0 9,0 1,50 
90% 8,1 11,5 1,42 
95% 9,0 11,8 1,31 
100% 14,0 12,0 0,86 
50% 5,8 4,0 0,69 
 
Nota-se, pelo quadro 2, que a maior relação ocorre quando 80% dos produtos são 
entregues no mesmo dia. Com esse percentual de entregas, a empresa tem maior interesse 
em trabalhar. 
Ocorre que, em áreas competitivas, é importante que a empresa procure manter um 
padrão de entregas que satisfaça os indicadores de desempenho estipulados pelo mercado. 
Logo,a porcentagem de produtos entregues no mesmo dia deve ser próxima a 95%, 
mesmo que a relação vendas/custo seja menor do que a obtida em 80%. 
Devemos observar, ainda, que não deve existir interesse em entregar 100% dos 
pedidos no mesmo dia, pois, nessa condição, ocorrerá prejuízo, já que a relação 
vendas/custo é menor do que 1. 
 
4. Indicações bibliográficas 
 
 BALLOU, R. Gerenciamento da cadeia de suprimentos/logística empresarial. 5. ed. Porto 
Alegre: Bookman, 2011. 
 BOWERSOX, D. J. et al. Gestão da cadeia de suprimentos e logística. Porto Alegre: AMGH, 
2014. 
 FERREIRA, M. A. Tipos de modais. Disponível em <http://www.techoje.com.br/site 
/techoje/categoria/detalhe_artigo/670>. Acesso em 16 mar. 2016. 
 NEVES, M. A. O. Indicadores de desempenho em logística. Disponível em <http://www. 
guiadotrc.com.br/logistica/indicadores_desempenho_logistica.asp>. Acesso em 09 out. 
2014. 
 PACHECO, E. A.; DROHOMERETSKI, E.; CARDOSO, P. A. A decisão do modal de 
transporte através da metodologia AHP na aplicação da logística enxuta: um estudo de 
caso. Disponível em <http://www.excelenciaemgestao.org/Portals/2/documents/cneg4/ 
anais/T7_0071_0180.pdf>. Acesso em 16 mar. 2016. 
Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 
6 
 Questão 2 
Questão 2.2 
A figura a seguir apresenta os elos que integram uma rede de suprimentos em que a 
informação é um dos principais insumos, apoiando a gestão e tomada de decisão. 
 
 
CORRÊA, H. L. Gestão De redes de suprimentos. São Paulo: Atlas, 2012 (com adaptações). 
 
São exemplos de soluções de Tecnologia de Informação aplicadas à gestão da cadeia de 
suprimentos que relaciona fornecedores à empresa (1), gestão da empresa (2) e empresa 
clientes (3), respectivamente, 
A. plano mestre de produção (MPS), capacidade do plano de produção (CRP) e controle do 
chão de fábrica (SFC). 
B. gestão de relacionamento com fornecedores (SRM), sistema de execução de produção 
(MES) e capacidade do plano de produção (CRP). 
C. identificação por radiofrequência (RFID), gestão de relacionamento com o cliente (CRM) 
e sistema de planejamento avançado de produção (APS). 
 
2Questão 25 – Enade 2014. 
Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 
7 
D. sistema de gerenciamento de armazém (WMS), sistema de gestão de transporte e 
logística (TMS) e planejamento das necessidades de distribuição. 
E. intercâmbio eletrônico de dados (EDI), sistema integrado de gestão (ERP) e gestão de 
relacionamento com o cliente (CRM). 
 
1. Introdução teórica 
 
1.1. Intercâmbio Eletrônico de Dados (EDI) 
 
Embora o telefone, o fax e a conexão direta por computador tenham possibilitado a 
troca de informações entre empresas no passado, o Intercâmbio Eletrônico de Dados (EDI) 
e a Internet são, hoje, os meios que propiciam essa troca de forma mais efetiva e com 
menor custo (BOWERSOX, 2014). 
O uso do EDI propicia alta produtividade (interna e externa), melhoria nos canais de 
comunicação entre a empresa e seus clientes e fornecedores, capacidade de competição 
internacional e redução nos custos operacionais (BOWERSOX, 2014). 
A produtividade é aumentada pela rapidez da transmissão de informações; a 
comunicação fica mais aberta e precisa e é observada a redução do custo operacional de 
mão de obra e do material associado à impressão e ao envio de documentação (TURBAN, 
2008). 
As informações trocadas entre as empresas também são utilizadas para o 
gerenciamento e para o controle das operações (SLACK, 1997). 
Segundo Slack (1997), o EDI pode ser utilizado internamente como um sistema de 
troca de informações entre os diversos setores de uma mesma unidade e/ou entre unidades 
diferentes. 
 
1.2. Sistema de Gestão Empresarial (ERP) 
 
O Sistema de Gestão Empresarial (ERP), devido à sua própria natureza, pode ser 
considerado um sistema de informações. O ERP é composto por sistemas integrados que 
têm como finalidade agregar e fornecer dados e informações confiáveis entre os diversos 
setores de uma empresa, a partir de uma base central de dados (SACCOL et al, 2004). 
O ERP pode ser entendido como uma evolução dos sistemas de planejamento de 
recursos de manufatura. Segundo Oliveira (2004), o ERP não pode ser classificado como um 
Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 
8 
sistema estratégico, mas como uma tecnologia de suporte com a finalidade de integrar e 
controlar toda a informação compartilhada nas empresas. 
Na primeira década do século XXI, isso foi modificado: o ERP deixa de ser somente 
um sistema operacional e passa a ser um sistema de gestão e suporte às decisões por meio 
da integração com diversos outros sistemas, como os sistemas de gerenciamento de 
relacionamento com o cliente, de gerenciamento da cadeia de suprimentos e de inteligência 
do negócio (Business Intelligence). 
Ele oferece, também, importantes contribuições para a eficácia organizacional e, 
especialmente, para a eficiência interorganizacional, o que facilitando a gestão, a integração 
e a comunicação entre diferentes unidades organizacionais e com outras organizações 
(SACCOL et al, 2004). 
 
1.3. Customer Relationship Management (CRM) 
 
O CRM é um termo em inglês que pode ser traduzido para a língua portuguesa 
como “Gestão de Relacionamento com o Cliente”. Trata-se de uma nomenclatura criada para 
definir toda uma classe de ferramentas que automatizam as funções de contato com o 
cliente. Essas ferramentas compreendem sistemas informatizados e mudanças de atitudes 
corporativas, com o objetivo de ajudar as companhias a criarem e a manterem um bom 
relacionamento com seus clientes, armazenando e inter-relacionando, de forma inteligente, 
informações sobre suas atividades com a empresa (TURBAN, 2010). 
Segundo Kotler e Keller (2012), conquistar clientes novos custa entre 5 a 7 vezes 
mais caro do que manter os clientes que já existem. Em virtude desse fato, empregar 
ferramentas como o CRM, que permitam a fidelização de um cliente, é uma estratégia 
corporativa interessante de ser definida e implementada. 
O CRM é uma estratégia de gestão de relacionamento com o cliente voltada ao 
entendimento e à antecipação das suas necessidades. É uma ferramenta direcionada ao 
processo de aquisição, transação, atendimento, retenção e construção de relacionamento de 
longo prazo com os clientes (STRAUSS, 2011). 
Os softwares que auxiliam e apoiam essa gestão são, normalmente, denominados 
sistemas de CRM. 
 
 
 
Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 
9 
2. Análise da questão 
 
As soluções de tecnologia de informação aplicadas à gestão da cadeia de suprimentos 
relacionam: 
 fornecedores à empresa (por meio do sistema EDI, que melhora os canais de 
comunicação entre a empresa e seus clientes e fornecedores e reduz custos 
operacionais); 
 fornecedores à gestão da empresa (por meio do sistema ERP, que dá suporte à gestão e 
às decisões, integrando diversos outros sistemas, como os sistemas de gerenciamento de 
relacionamento com o cliente, de gerenciamento da cadeia de suprimentos e de 
inteligência do negócio); 
 fornecedores às empresas clientes (por meio do sistema CRM, que auxilia no processo de 
aquisição, atendimento, retenção e construção de relacionamento de longo prazo com os 
clientes). 
 
Alternativa correta: E. 
 
3. Indicações bibliográficas 
 
 BOWERSOX, D. J. et al. Gestão da cadeia de suprimentos e logística. Porto Alegre: AMGH, 
2014. 
 KOTLER, P.;KELLER, K. L. Administração de marketing. São Paulo: Pearson, 2012. 
 OLIVEIRA, C. C. et al. A interdisciplinaridade dos sistemas ERP. Disponível em 
<http://leandrocampos.com.br/academico.php>. Acesso em 27 out. 2010. 
 SACCOL, A. Z. et al. Avaliação do impacto dos sistemas ERP sobre variáveis estratégicas 
de grandes empresas no Brasil. RAC, v. 8, n. 1, jan./mar 2004, p.9-34. Disponível em 
<http://www.scielo/pdf/rac/v8n1/v8n1a02pdf>. Acesso em 27 out. 2010. 
 SLACK, N. et al. Administração da produção. São Paulo: Atlas, 1997. 
 STRAUSS, J. E-marketing. São Paulo: Pearson, 2011. 
 TURBAN, E. et al. Tecnologia da Informação para gestão: transformando os negócios na 
economia digital. Porto Alegre: Bookman, 2010. 
 
Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 
10 
Questão 3 
Questão 3.3 
O desenvolvimento de novos produtos é uma atividade complexa, envolvendo diversos interesses. 
Considere a situação em que uma empresa A lança no mercado a primeira caneta esferográfica, 
atinge sucesso comercial, mas com preço elevado e restrito a uma pequena parcela de 
consumidores. O entusiasmo inicial dos consumidores desaparece, principalmente devido a 
problemas de qualidade, tais como a estrutura metálica ser constituída de aço polido, o vazamento 
da carga e a escrita não uniforme, ocasionando a queda da venda ao longo do tempo. 
Percebendo a oportunidade de inovar, uma outra empresa B utilizou uma estratégia nitidamente 
defensiva. Ela copiou a tecnologia básica das canetas esferográficas da empresa A e adotou um 
conceito revolucionário, introduzindo no mercado uma caneta plástica, vendida a um preço 
consideravelmente mais baixo, enquanto as outras tinham um preço elevado. 
BAXTER, M. Projeto de Produto: Guia prático para do desenvolvimento de novos produtos. 2. ed. São Paulo: Edgard 
Blücher, 1998 (com adaptações). 
 
Considerando o pioneirismo da empresa A no lançamento de seu produto, cujo objetivo era 
criar mercado, e as mudanças feitas pela empresa B nesse mesmo produto, discorra sobre 
os elementos que embasaram a estratégia inovadora da empresa B. 
 
1. Introdução teórica 
 
1.1. Desenvolvimento de produtos 
 
Segundo Corrêa e Corrêa (2012), o projeto de um produto deve levar em conta não 
só o produto em si, mas também o processo de sua produção. Os processos, muitas vezes, 
restringem as possibilidades dos projetistas, assim como pequenas alterações no produto 
são capazes de promover grande alteração no processo de sua produção. 
O desenvolvimento de um produto deve passar por algumas fases que, segundo Slack 
et al (2009), são: 
 a geração do conceito; 
 a triagem feita por diferentes partes da organização; 
 o projeto preliminar; 
 a avaliação e a melhoria; 
 a prototipagem; 
 o projeto final. 
Na fase de geração do conceito, várias são as fontes de alimentação de informações. 
Essas fontes, que podem ser internas e externas à organização, devem informar as 
 
3Questão Discursiva 5 – Enade 2014. 
Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 
11 
características necessárias que o produto deve ter levando-se em conta o mercado, as novas 
ideias advindas da área de pesquisa e desenvolvimento, da observação da concorrência, das 
necessidades dos clientes etc. (SLACK et al, 2009). 
As informações colhidas junto a essas fontes orientam com relação ao design, 
melhorias no processo de produção, adequação dos processos de distribuição, 
desenvolvimento de fornecedores etc. 
A figura 1 é uma representação das fontes que podem colaborar para a geração do 
conceito de um produto. 
 
 
Figura 1. Fontes de alimentação para a geração do conceito. 
Fonte. SLACK et al, 2009. 
 
O processo de desenvolvimento de produtos prevê a filtragem das ideias por diversos 
setores de dentro e de fora da organização. Esse processo tende a limitar os conceitos até 
que seja definido um conceito geral que deve ser perseguido (CORRÊA e CORRÊA, 2012). A 
figura 2 mostra alguns desses filtros. 
 
Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 
12 
 
Figura 2. Processo de filtragem de ideias. 
Fonte. SLACK et al, 2009. 
 
Nos ambientes competitivos atuais, é de suma importância que os produtos sejam 
desenvolvidos de forma a atender os anseios dos mercados objetivados, ou seja, é preciso 
ouvir e atender o cliente. 
Segundo Baxter (2011), no lançamento de um produto, a orientação para o mercado 
representa cinco vezes mais chances de sucesso. Ela é considerada a ação mais importante, 
pois estuda quais diferenciais o produto pode ter em relação aos concorrentes, com a 
apresentação de características valorizadas pelo consumidor. 
Uma forma para que o produto seja reflexo do desejo do cliente é o chamado 
"Desdobramento da Qualidade" ou na, terminologia original, Quality Function Deployment 
(QFD) (CORRÊA e CORRÊA, 2012). 
Os requisitos formam o que se chama de "casa da qualidade", conforme figura 3. 
Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 
13 
 
Figura 3. Casa da qualidade. 
Fonte. FARIA, 2013. 
 
A partir da década de 1990, as empresas passaram a usar métodos interativos para o 
desenvolvimento de produtos. Esses métodos utilizam equipes multidisciplinares que 
realizam, simultaneamente, muitas partes do projeto. As vantagens desse tipo de 
abordagem para o desenvolvimento do produto estão na redução dos problemas na 
produção, de problemas de qualidade do produto produzido, de tempo para lançamento, de 
custos de desenvolvimento e de tempo de retorno do investimento (SLACK et al, 2009). 
 
1.2. Importância do desenvolvimento de novos produtos para as organizações 
 
A importância do desenvolvimento de novos produtos para uma organização pode ser 
resumida em três aspectos principais: 
 o produto é o motivo da existência da organização; 
 a organização está vinculada a produtos que possam ser oferecidos a um mercado que 
os deseje e/ou necessite; 
 o produto é a chave do sucesso, já que a sobrevivência da empresa está associada ao 
grau de sucesso de seus produtos. 
Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 
14 
No produto, materializam-se características que podem trazer um diferencial para a 
empresa (FUSCO et al, 2003). 
As principais causas de fracassos no lançamento de novos produtos são oriundas de 
fatores internos, ou seja, que deveriam estar sob controle da empresa. Em geral, apenas 
uma causa está fora de controle da empresa, que é a reação da concorrência (FUSCO et al, 
2003). 
A maioria dos fatores que levam ao fracasso de um produto está relacionada à 
qualidade do seu processo de desenvolvimento. Esses fatores passam pela análise 
inadequada de marketing, pelos problemas ou defeitos dos produtos, pelos custos mais altos 
do que os previstos, pelo mau gerenciamento do tempo e pelos problemas técnicos de 
produção (FUSCO et al, 2003). 
 
2. Padrão de resposta do Inep 
 
O aluno deve reconhecer e discorrer sobre a estratégia da empresa B, em relação 
 ao reposicionamento do produto com a mudança do público-alvo; 
 às inovações incrementais na tecnologia, que elevam a qualidade do produto, partindo 
dos pontos fracos do produto inicial; 
 ao possível modelo de negócio de baixo custo. 
Disponível em 
<http://download.inep.gov.br/educacao_superior/enade/padrao_resposta/2014/padrao_resposta_engenharia_de_producao.pdf>. Acesso 
em 20 dez. 2016. 
 
3. Solução da questão 
 
Ao observar o mercado, a empresa B percebeu que a caneta introduzida pela 
empresa A apresentava problemas de qualidade, além de ser comercializada porum preço 
que, segundo o texto da questão, era relativamente elevado, fazendo com que o mercado 
ficasse restrito a uma pequena parcela de consumidores. 
Segundo Baxter (2011), no desenvolvimento de um produto, é necessário estudar 
quais são os diferenciais que ele pode ter em relação aos concorrentes e quais são as 
características valorizadas pelo consumidor. Com base nessa ideia, a empresa B inovou ao 
lançar as canetas plásticas e ficou atenta à necessidade de corrigir os defeitos existentes na 
predecessora fabricada pela empresa A. 
Além disso, ao alterar o preço, a empresa B mudou o público-alvo, pois passou a 
atingir também camadas de poder aquisitivo mais baixo. 
Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 
15 
4. Indicações bibliográficas 
 
 BAXTER, M. Projeto de produto. São Paulo: Edgard Blücher, 2011. 
 CORRÊA, H. L.; CORRÊA, C. A. Administração da produção e operações manufatura e 
serviços: uma abordagem estratégica. São Paulo: Atlas, 2012. 
 FUSCO, J. A. et al. Administração de operações: da formulação estratégica ao controle 
operacional. São Paulo: Arte e Ciência, 2003. 
 SLACK, N. et al. Administração da produção. São Paulo: Atlas, 2009. 
 
Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 
16 
Questão 4 
Questão 4.4 
Os lucros da produção sustentável 
Qual é o impacto de substituir uma vegetação nativa pela produção agrícola? A pergunta, geralmente 
respondida com uma lista de conhecidos benefícios que as florestas prestam para a sociedade e para 
a própria agricultura, acaba de ganhar uma explicação mais concreta: um valor. 
Não preservar o meio ambiente pode causar prejuízos reais ao produtor. É o que mostra o projeto 
Teeb (Economia dos Ecossistemas e Biodiversidade) para o Setor de Negócios Brasileiro, que 
estabeleceu uma valoração para os serviços ambientais - ou para o "capital natural", como eles 
chamam - em dois estudos de caso: um com a Empresa A e outro com a Empresa B. 
O trabalho, coordenado por uma ONG e baseado no modelo do Teeb global, considerou diferentes 
práticas agrícolas na produção de soja e de óleo de palma (dendê) em estudos-piloto nas plantações 
das duas empresas. 
Ao considerar nos cálculos o valor da biodiversidade e dos serviços que ela presta, como proteger o 
solo da erosão ou garantir a oferta de água, o valor da produção nos cenários em que houve 
adequação ao ambiente foi maior do que na situação tradicional de cultivo - o chamado “business as 
usual”. 
No estudo da Empresa A, realizado no oeste do estado da Bahia, comparou-se um hectare de terra 
coberto só com a monocultura de soja com um outro em que a cultura convive com o Cerrado - 
bioma hoje mais ameaçado do Brasil e também por onde a soja mais se expande. Neste cenário, 
baseado na proporção definida pelo Código Florestal - 80% de área cultivada e 20% de Reserva 
Legal -, o valor ambiental foi 11% maior que no cenário só com a monocultura. 
No caso da Empresa B, os pesquisadores compararam os dados de um hectare de monocultura de 
palmeira de dendê, de onde se extrai o óleo de palma, com os de um hectare de um sistema 
agroflorestal, que combina árvores nativas, como cacau e maracujá, com os dendezeiros. Ambos 
localizados no estado do Pará. No cenário agroflorestal, o valor ambiental total da produção - 
calculado pela diferença entre os ganhos prestados pelos serviços florestais e os impactos ao 
ambiente e à sociedade provocados pela cultura plantada - foi 200% maior do que na versão 
“business as usual”. 
Disponível em <http://exame.abril.com.br>. Acesso em 6 de ago. 2014 (com adaptações). 
 
A partir das ideias centrais apresentadas no texto, redija um texto dissertativo relacionando 
as bases e os objetivos do desenvolvimento sustentável. 
 
1. Introdução teórica 
 
1.1. Resolução CONAMA Nº 001/86 
 
De acordo com a Resolução CONAMA Nº 001/86, considera-se impacto ambiental 
quaisquer alterações das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente 
causadas por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que, 
direta ou indiretamente, afetem a saúde, a segurança e o bem-estar da população; as 
 
4Questão Discursiva 4 – Enade 2014. 
Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 
17 
atividades sociais e econômicas; a biota; as condições estéticas e sanitárias do meio 
ambiente e a qualidade dos recursos ambientais. 
O licenciamento de atividades modificadoras do meio ambiente depende de 
elaboração de Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e de respectivo Relatório de Impacto 
Ambiental (RIMA), submetidos à aprovação do órgão estadual competente. Essas atividades 
modificadoras podem ocorrer em: 
 estradas de rodagem com duas ou mais faixas de rolamento; 
 ferrovias; 
 portos; 
 aeroportos; 
 aterros sanitários, de processamento e de destino final de resíduos tóxicos ou perigosos; 
 complexos e/ou unidades industriais e agroindustriais e projetos urbanísticos, acima de 
100ha; 
 áreas consideradas de relevante interesse ambiental. 
 
1.2. Tripé da sustentabilidade 
 
O tripé da sustentabilidade, também chamado de triple bottom line, ou People, 
Planet, Profit, corresponde aos resultados de uma organização medidos em termos sociais, 
ambientais e econômicos. Esses resultados são apresentados nos relatórios corporativos das 
empresas comprometidas com o desenvolvimento sustentável. 
As empresas que adotam essa contabilidade tripla de resultados perceberam que, no 
futuro, o consumidor se tornará cada vez mais responsável e exigirá saber qual é o impacto 
econômico, ambiental e social que geram os produtos ao comprá-los. 
O conceito foi criado na década de 1990 por John Elkington, co-fundador da 
organização não governamental internacional SustainAbilit, que defende a expansão do 
modelo de negócios tradicional para um novo modelo que passe a considerar o desempenho 
ambiental e social da companhia, além do financeiro (DIAS, 2015). 
Agricultura sustentável é aquela que respeita o meio ambiente, é justa do ponto de 
vista social e consegue ser economicamente viável. A agricultura, para ser considerada 
sustentável, deve garantir, às gerações futuras, a capacidade de suprir as necessidades de 
produção e de manter qualidade de vida no planeta. 
Entre os princípios e as características da agricultura sustentável, encontramos: 
Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 
18 
 o uso de técnicas que não provoquem a poluição do ar, do solo e da água, como a 
prática da agricultura orgânica, que não utiliza pesticidas e adubos químicos; 
 a criação e o uso de sistemas de captação de águas de chuva para ser utilizada na 
irrigação; 
 a manutenção das florestas e das matas existentes; 
 a coexistência de cultura desejada e de bioma existente; 
 o uso de fontes de energia geradas no campo, como, por exemplo, biocombustíveis, 
como biodiesel, biogás, etanol e outros derivados de restos da produção e biomasssa; 
 a preferência pelo uso de fontes de energia limpa e renovável; 
 a adoção do Sistema de Plantio Direto, que preserva a capacidade produtiva do solo, 
baseado em não arar o solo antes do plantio, cobrir o solo com folhagens secas e fazer a 
rotação de culturas (DIAS, 2015). 
 
1.3. Economia dos ecossistemas e da biodiversidade 
 
Segundo Bishop et al (2010), a economia dos ecossistemas e da biodiversidade tem 
sido objeto de estudo global, iniciado pelo grupo de países conhecido como G8 e por cinco 
grandes economias em desenvolvimento, que tem enfoque no benefício econômico global da 
diversidade biológica, na redução dos custos da perda da biodiversidade e na diminuiçãodas 
falhas em se adotarem medidas de proteção versus o custo da efetiva conservação. 
A maioria dos indicadores do status da biodiversidade aponta declínios. As causas 
diretas da perda da biodiversidade incluem a perda e a degradação de habitats, as 
mudanças climáticas, a poluição, a super exploração e a disseminação de espécies 
invasoras. 
As projeções dos impactos das mudanças climáticas, em particular, demonstram 
alterações contínuas na distribuição e na abundância das espécies e dos habitats, resultando 
em aumento da extinção de espécies. 
O setor de negócios está começando a perceber a ameaça imposta pela perda da 
biodiversidade. Há o entendimento de que os serviços ecossistêmicos oferecidos às pessoas 
são significativos do ponto de vista econômico e dependem tanto da diversidade (qualidade) 
quanto da vasta quantia (quantidade) de genes, espécies e ecossistemas encontrados na 
natureza. 
Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 
19 
O valor econômico da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos é função de 
fatores relacionados à demanda ou de causas subjacentes às mudanças, assim como as 
restrições relacionadas à oferta, como, por exemplo, as mudanças climáticas, o aumento na 
escassez de recursos naturais e/ou o declínio na qualidade dos serviços ecossistêmicos. 
A visão da biodiversidade como uma oportunidade de negócio talvez seja mais 
aparente no ecoturismo, na agricultura e no manejo florestal sustentável, onde a demanda é 
crescente por bens e serviços “sustentáveis” (BISHOP et al, 2010). 
 
2. Padrão de resposta do Inep 
 
O estudante deve redigir um texto dissertativo, abordando os seguintes aspectos: 
O desenvolvimento sustentável é aquele que atende às necessidades do presente sem 
comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem às suas próprias 
necessidades. 
O objetivo da sustentabilidade é que os recursos naturais sejam consumidos de forma 
consciente e suficiente pelos seres humanos, sem que a biodiversidade, o meio ambiente, os 
valores sociais e também culturais sejam abandonados. 
O modelo do Triple Bottom Line (ou ainda, Tripé/Pilares/Dimensões da 
Sustentabilidade) é uma lógica de atuação ambientalmente correta, economicamente viável 
e socialmente responsável. 
Temos, a seguir, exemplos de relacionamentos entre os objetivos e as bases. 
 O desenvolvimento sustentável requer uma nova postura em relação ao consumo, por 
parte tanto dos produtores, quanto dos consumidores. 
 A empresa B é mais sustentável que a empresa A, obtendo resultados produtivos 
melhores e respeitando a capacidade de recuperação da terra (menor pegada ecológica). 
 É necessário reverter a dissociação da sustentabilidade econômica com a 
sustentabilidade ambiental. Essas duas dimensões da sustentabilidade precisam ser 
consideradas simultaneamente. 
Disponível em 
<http://download.inep.gov.br/educacao_superior/enade/padrao_resposta/2014/padrao_resposta_engenharia_de_producao.pdf>. Acesso 
em 20 dez. 2016 (com adaptações). 
 
 
 
 
Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 
20 
3. Indicações bibliográficas 
 
 BISHOP, J. et al A economia dos ecossistemas e da biodiversidade - TEEB para o setor 
de negócios - Sumário executivo. New York: UNEP, 2010. Disponível em 
<http://www.mma.gov.br/publicacoes/biodiversidade/category/143-economia-dos-
ecossistemas-e-da-biodiversidade>. Acesso em 23 mar. 2016. 
 DIAS, R. Sustentabilidade. Origem e Fundamentos. Educação e Governança Global. 
Modelo de Desenvolvimento. São Paulo: Atlas, 2015. 
 MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE - CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE – 
CONAMA. Resolução CONAMA 001/1986 - Dispõe sobre critérios básicos e diretrizes 
gerais para a avaliação de impacto ambiental. Disponível em 
<http://www.mma.gov.br/port/conama/res/res86/res0186.html>. Acesso em 22 abr. 
2015. 
Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 
21 
Questão 5 
Questão 5.5 
O conceito de produtividade global considera que os benefícios obtidos pela melhoria dos processos 
devem ser mensurados no conjunto, considerando os fatores econômicos, sociais e ambientais de 
todos os setores ou departamentos da organização. Nessa lógica, as organizações que executam 
projetos para melhorar seus ganhos globais buscam implantar os denominados Escritórios de 
Projetos, também conhecidos com PMO, do inglês Project Management Office. 
PMBOK – Guia do conhecimento de projetos. 5 ed. Project management Institute, 2013 (com adaptações). 
 
A respeito do Escritório de Projetos, avalie as afirmações a seguir. 
I. É uma unidade funcional responsável pela tomada de decisões sobre quais projetos 
devem ser executados pela organização. 
II. Tem como função prover recursos financeiros para os projetos da organização. 
III. É uma estrutura de gestão que padroniza os processos de governança relacionados aos 
projetos. 
IV. É responsável pela decisão de encerramento de projetos. 
V. Facilita o compartilhamento de recursos, métodos, ferramentas e técnicas nos projetos 
de seu domínio. 
É correto apenas o que se afirma em 
A. II e IV. 
B. III e V. 
C. I, III e IV. 
D. I, II, III e V. 
E. I, II, IV e V. 
 
1. Introdução teórica 
 
Project Management Office (PMO) 
 
Em um ambiente global cada vez mais competitivo e dinâmico, as empresas vêm 
encontrando necessidade de serem mais ágeis e organizadas. Logo, as empresas estão 
buscando a formalização e o aprimoramento na condução de seus projetos. Nesse contexto, 
o Project Management Office (PMO), ou escritório de projetos, aparece como uma estrutura 
de grande importância, por ser uma unidade organizacional responsável pela condução 
 
5Questão 23 – Enade 2014. 
Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 
22 
integrada dos projetos da organização, assim como responsável por prover produtos e 
serviços a esses projetos (GIORGINI, 2016). 
Além disso, a implantação do escritório de projetos contribui para o alinhamento dos 
objetivos dos projetos com os objetivos estratégicos da organização, além de cooperar para 
a aproximação entre a equipe de condução dos projetos e a alta direção (GIORGINI, 2016). 
Para Crawford (2002), o PMO é a estrutura organizacional estabelecida para facilitar 
as atividades da gestão de projetos e trazer melhorias ao próprio processo de gestão da 
organização por meio da gestão do portfólio e do alinhamento de projetos com a estratégia 
corporativa. 
Assim, o PMO é responsável por reunir todo o portfólio da empresa e conduzir, 
planejar, organizar, controlar e finalizar as atividades dos projetos da melhor forma possível, 
assim como aprovar novos projetos de acordo com o plano estratégico da empresa. 
As principais atribuições do PMO são padronização, assessoria à alta administração, 
assessoria aos gerentes de projeto, auditoria, treinamento, garantia de qualidade e 
comunicação. 
Segundo Hobbs e Aubry (2007), as funções de um PMO podem ser agrupadas em 
cinco principais categorias: 
 atividades de monitoramento e controle do desempenho dos projetos; 
 desenvolvimento de competências e metodologias de gestão de projetos; 
 gerenciamento de multiprojeto; 
 gestão estratégica; 
 aprendizagem organizacional. 
Podem ser identificadas outras atividades consideradas importantes, como a execução 
de tarefas especializadas para gerentes de projeto, o gerenciamento das interfaces com 
clientes e as atividades de recrutamento, seleção, avaliação e determinação dos salários dos 
gerentes de projeto (BARBALHO e TOLEDO, 2016). 
 
2. Análise das afirmativasI - Afirmativa incorreta. 
JUSTIFICATIVA. O PMO é o responsável por reunir todo o portfólio da empresa e conduzir, 
planejar, organizar, controlar e finalizar as atividades dos projetos. 
 
Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 
23 
II - Afirmativa incorreta. 
JUSTIFICATIVA. O PMO não provê recursos aos projetos: ele organiza, controla e finaliza os 
projetos da empresa. 
 
III – Afirmativa correta. 
JUSTIFICATIVA. O PMO é responsável por reunir todo o portfólio da empresa para conduzir, 
planejar, organizar, controlar e finalizar as atividades dos projetos, assim como aprovar 
novos projetos de acordo com o plano estratégico da empresa. 
 
IV - Afirmativa incorreta. 
JUSTIFICATIVA. O PMO verifica o término de um projeto. Não cabe ao PMO a decisão de 
encerrar ou não encerrar um projeto. 
 
V – Afirmativa correta. 
JUSTIFICATIVA. O PMO é a estrutura organizacional que deve facilitar as atividades da 
gestão de projetos e trazer melhorias ao próprio processo de gestão da organização por 
meio da gestão do portfólio e do alinhamento de projetos com a estratégia corporativa. 
 
Alternativa correta: B. 
 
3. Indicações bibliográficas 
 
 BARBALHO, S. C. M.; TOLEDO, J. C. Perfil das funções dos escritórios de projetos em 
empresas desenvolvedoras de novos produtos. Disponível em 
<http://www.scielo.br/pdf/prod/v24n2/aop_0709-12.pdf>. Acesso em 23 mar. 2016. 
 CRAWFORD, L. The strategic project office: A guide to improving organizational 
performance. New York: Marcel Dekker, 2002. 
 GIORGINI, D. L. PMO – A importância do escritório de projetos nas organizações. 
Disponível em <http://www.techoje.com.br/site/techoje/categoria/detalhe_artigo/543> 
Acesso em 23 mar. 2016. 
 HOBBS, B.; AUBRY, M. A multi-phase research program investigating project 
management offices (PMO): the results of phase 1. New York: Project Management 
Journal, Vol. 38, No. 1, 74-86, março de 2007. 
 
Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 
24 
Questão 6 
Questão 6.6 
Em seu livro Open Innovation: The New Imperative for Creating and Profiting for Technolgy 
(Inovação Aberta: o novo imperativo para criar e lucrar com a tecnologia) Henry Chesbrough criou, 
em 2003, o termo “inovação aberta” para explicar como as corporações podem buscar ideias 
externas para alavancar seu desenvolvimento, além de compartilhar as próprias inovações. 
Disponível em <http://www.petrobras.com>. Acesso em 27 ago. 2014 (com adaptações). 
 
Usando o texto acima como referência inicial, avalie as afirmativas a seguir. 
I. Empresas líderes de mercado são capazes de agregar todo conhecimento por conta 
própria, independentemente de seu tamanho ou eficiência. 
II. O grau de abertura do modelo de inovação de uma empresa depende da diversidade e 
da amplitude de sua rede de comunicação interna e externa. 
III. Em um modelo de inovação aberta, alguns dos possíveis participantes no processo de 
desenvolvimento podem ser: empresas concorrentes, órgãos de fomento, instituições de 
pesquisa, universidades, clientes, fornecedores e sociedade. 
IV. Os riscos na abertura e na partilha de conhecimento, entre departamentos, filiais e 
empresas, são desprezíveis 
V. As formas conhecidas e aceitas de propriedade intelectual atendem integralmente ao 
cenário cultural próprio de um modelo de inovação aberta. 
É correto apenas o que se afirma em 
A. I e II. 
B. I e IV. 
C. II e III. 
D. III e V. 
E. IV e V. 
 
1. Introdução teórica 
 
Inovação aberta 
 
As inovações são resultado de intenções elaboradas com o objetivo de gerar resultado 
econômico. A capacidade de inovar está entre os fatores mais importantes no desempenho 
 
6Questão 28 – Enade 2014. 
Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 
25 
do negócio: a empresa inova para crescer e para conquistar espaço no mercado competitivo 
(THOMAS e BIGNETTI, 2009). 
As relações com parceiros são fatores diferenciadores nos processos das organizações 
inovadoras. Isso ocorre porque a atividade de pesquisa e de desenvolvimento (P&D) é, por 
natureza, intensiva em conhecimento e se beneficia da interação de diversos atores internos 
e externos à organização (TIDD, BESSANT e PAVITT, 2008). Nesse tipo de relação, os 
parceiros compartilham conhecimento e promovem a transformação e a ampliação do 
conhecimento de cada participante. 
O conhecimento e a tecnologia têm se tornado cada vez mais complexos, 
aumentando a importância das interações entre empresas e outras organizações, como 
forma de adquirir conhecimentos especializados para os processos de P&D. 
O conceito de inovação aberta foi cunhado com base na necessidade da interação 
entre empresas, clientes, instituições, universidades e órgãos de fomento, a fim de que 
todos fossem beneficiados com o compartilhamento do conhecimento. 
A inovação aberta pode ser descrita como o processo de inovação no qual as 
organizações promovem ideias, processos e pesquisas abertos, com a finalidade de melhorar 
o desenvolvimento de seus produtos, prover melhores serviços para seus clientes, aumentar 
a eficiência e reforçar o valor agregado. Trata-se da combinação de ideias internas e 
externas, de caminhos internos e externos para o mercado, de modo a avançar o 
desenvolvimento de novas tecnologias para produtos e processos. 
Nesse contexto, deve haver uma mudança na forma como as pessoas veem a 
empresa e seu ambiente. Os departamentos fechados de pesquisa e desenvolvimento 
devem se abrir para ouvir, principalmente, seus parceiros dentro da própria empresa (áreas 
de vendas, produção, serviços de campo etc). 
A empresa deve considerar o estabelecimento de cooperações com instituições de 
pesquisa, universidades, seus fornecedores e usuários de seus produtos, pois envolver 
outros parceiros quando do desenvolvimento de novos produtos, tecnologias ou serviços 
pode agregar muito valor (USP, 2016). 
 
2. Análise das afirmativas 
 
I – Afirmativa incorreta. 
JUSTIFICATIVA. As empresas líderes mostram-se mais propensas à inovação aberta do que 
à inovação gerada apenas internamente. 
Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 
26 
II – Afirmativa correta. 
JUSTIFICATIVA. A inovação aberta prevê o compartilhamento de conhecimentos entre os 
diversos atores. O grau de abertura depende da complexidade de seus produtos e de sua 
rede de comunicação. 
 
III – Afirmativa correta. 
JUSTIFICATIVA. Como afirmam Thomas e Bignetti (2009), o conceito de inovação aberta foi 
cunhado a partir da necessidade da interação entre empresas, clientes, instituições, 
universidades, órgãos de fomento etc. 
 
IV – Afirmativa incorreta. 
JUSTIFICATIVA. Os riscos não são desprezíveis, já que podem existir na rede de 
compartilhamento empresas concorrentes. 
 
V – Afirmativa incorreta. 
JUSTIFICATIVA. As formas conhecidas de propriedade intelectual fornecem a autoridade 
sobre determinado conhecimento apenas ao detentor dessa propriedade. Não é possível 
utilizar o conhecimento de outro no desenvolvimento do produto de um terceiro, sem a 
anuência do primeiro. 
 
Alternativa correta: C. 
 
3. Indicações bibliográficas 
 
 AGÊNCIA USP DE INOVAÇÃO - USP. O que é Inovação Aberta (Open Innovation)? 
Disponível em <http://www.ufrgs.br/icd/o-que-e-inovacao-aberta-open-innovation/>. 
Acesso em 23 mar. 2016. 
 THOMAS, E.; BIGNETTI, L. P. Entre a Inovação Aberta e a Inovação Fechada: Estudo de 
Casos na Indústria Química do Vale do Rio dos Sinos. Trabalho apresentado no XXXIII 
Encontro da ANPAD - São Paulo 19 a 23 de setembro de2009. Disponível em 
<http://www. anpad.org.br/admin/pdf/GCT2521.pdf>. Acesso em 23 mar. 2016. 
 TIDD, J.; BESSANT, J.; PAVITT, K. Gestão da Inovação. Porto Alegre: Artmed, 2008. 
 
 
Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 
27 
Questão 7 
Questão 7.7 
O compartilhamento de veículos de particulares, também conhecido como a locação de 
veículos entre particulares, é uma alternativa para pessoas que necessitam utilizar um carro 
e não querem, ou não podem adquiri-lo. Nesse serviço, o proprietário do veículo, pessoa 
física, aluga seu veículo para um terceiro. Embora esse seja um serviço praticamente 
desconhecido no Brasil, ele já ocorre em Paris, França. O aluguel é cobrado pelo número de 
horas, ou diárias em que o veículo foi utilizado, estando incluído nesse valor um seguro para 
reduzir os riscos do proprietário. O aluguel é intermediado por uma empresa estruturada 
com o objetivo de reduzir o risco para o proprietário e garantir, por meio de tecnologia de 
informação como sites específicos e GPS, a facilidade de utilização do serviço por parte do 
interessado. Traz como principal vantagem para os usuários tarifas menores que as 
praticadas nos serviços de taxi e de locação de automóveis, em empresas que possuem uma 
frota para aluguel. Ainda o usuário tem à sua disposição uma ampla diversidade de veículos, 
possibilitando a escolha que mais se adapte às suas necessidades, sem ter que arcar com 
gastos de manutenção e com impostos sobre o veículo. 
Com base no texto e, sob o ponto de vista da viabilidade econômica, avalie as afirmações a 
seguir. 
I. Ao se comparar esse serviço à alternativa de compra do veículo, o gasto com 
manutenção é a variável mais importante nos cálculos. 
II. A compra de um veículo por um usuário passa a ser economicamente vantajosa, em 
comparação com o serviço de compartilhamento de veículos a partir de determinado 
nível de utilização (número de horas ou diárias) mais os custos de manutenção e 
impostos. 
III. O serviço, de compartilhamento de veículos, sob o ponto de vista do proprietário do 
veículo, é interessante porque reduz o desperdício por ociosidade causado pelo não uso 
do veículo. 
É correto o que se afirma em 
A. I, apenas. B. III, apenas. C. I e II, apenas. 
D. II e III, apenas. E. I, II e III. 
 
 
 
7Questão 31 – Enade 2014. 
Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 
28 
1. Introdução teórica 
 
Custo da ociosidade 
 
Para Teixeira, Souza e Dalfior (2016), a capacidade ociosa de um equipamento é a 
diferença entre a capacidade normal de produção e a produção real. Para Rossetti et al 
(2008), a ociosidade é o potencial produtivo não utilizado. Logo, podemos entender que a 
ociosidade é toda a capacidade que um equipamento tem, mas não lhe é demandada. 
Todo equipamento ocioso gera custos, que são de natureza fixa e dependem do nível 
de ociosidade. Os custos inerentes à ociosidade não fazem parte do custo de aquisição e 
transformação. Esse custo de ociosidade não é necessário e não faz parte da produção 
normal (TEIXEIRA, SOUZA e DALFIOR, 2016). 
O melhor custo de ociosidade que pode haver é o nulo, isto é, o equipamento está 
em condições normais de instalação e funcionamento e produz a quantidade esperada. 
A ociosidade pode, então, ser encarada como uma despesa, pois, de acordo com o 
Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) em seu pronunciamento técnico CPC-16, 
 
a alocação de custos indiretos fixos às unidades produzidas deve ser baseada 
no volume normal de produção, que é aquele que se espera atingir, em 
média, ao longo de vários períodos ou de períodos sazonais, em 
circunstâncias normais, levando-se em consideração a não-utilização da 
capacidade total, resultante da manutenção planejada, de férias coletivas 
planejadas, etc. Os custos fixos relativos à capacidade não-utilizada em 
função de volume de produção inferior ao normal devem ser registrados 
como despesas no período em que são incorridos, não podendo ser alocados 
aos estoques. 
 
É importante observar que as empresas devem atuar para que seus custos fixos 
sejam minimizados em períodos de baixa utilização, visto que os resultados serão onerados 
pela ociosidade de qualquer forma. 
Considerando que o valor real do custo é fundamental para a gestão econômica de 
um negócio, o custo da ociosidade representa uma perda. Integram esse custo: 
 os gastos de natureza fixa como depreciação das instalações e equipamentos não 
utilizados; 
 o aluguel da área ociosa; 
 os gastos com pessoal de operação e supervisão mantidos para manutenção da 
estrutura (ROSSETTI et al, 2008). 
 
Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 
29 
2. Análise das afirmativas 
 
I - Afirmativa incorreta. 
JUSTIFICATIVA. A decisão entre a compra ou o compartilhamento é baseada no tempo de 
utilização em relação ao montante investido. 
 
II – Afirmativa correta. 
JUSTIFICATIVA. Quanto menor a ociosidade do veículo, menor o custo de ociosidade. A 
redução da ociosidade aproxima a decisão para a compra do veículo, em detrimento do 
compartilhamento. 
 
III – Afirmativa correta. 
JUSTIFICATIVA. O compartilhamento reduz a ociosidade e, por consequência, os custos a 
eles inerentes. 
 
Alternativa correta: D. 
 
3. Indicações bibliográficas 
 
 COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS – CPC. CPC 16 (R1) – Estoques. 
Disponível em <http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/ 
Pronunciamento?Id=47>. Acesso em 30 mar. 2016. 
 ROSSETTI, J. P. et al. Finanças corporativas. Teoria prática empresarial no Brasil. Rio de 
Janeiro: Elsevier, 2008. 
 TEIXEIRA, M. O.; SOUZA, C. A. e DALFIOR, V. A. O. Capacidade normal e ociosa-uma 
análise comparativa das publicações financeiras e exigências contábeis do CPC 16 de 
estoques. Disponível em <http://www.aedb.br/seget/arquivos/artigos15/512244.pdf>. 
Acesso em 30 mar. 2016. 
Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 
30 
Questões 8 e 9 
Questão 8.8 
Uma fábrica produz dois refrigerantes: A e B. Para produzi-los, utilizam-se vários recursos, 
entre os quais os extratos e a água são os mais limitantes, devido a problemas ecológicos. 
Para produzir um litro do refrigerante A, o processo envolve a dissolução de um pacote de 
extrato (denominado Delta) em um litro de água, além de outros recursos que não são 
limitantes. 
Já a produção do refrigerante B. além da dissolução de um pacote de extrato (denominado 
Gama) em um litro de água, exige mais um litro de água para o processo de arrefecimento, 
além de outros recursos que não são limitantes. 
Sabe-se que: 
a) O lucro gerado por litro de A é R$5, enquanto o lucro por litro de B é R$2. 
b) O fornecedor de extratos só consegue entregar 3.000 pacotes de extrato Delta e 4.000 
pacotes de extrato Gama, semanalmente. 
c) Há um fator limitante de 9.000 litros de água por semana. 
Denominando de X1 a quantidade de litros de refrigerante A e de X2 a quantidade de litros 
do refrigerante B a serem produzidos, qual deverá ser o plano de produção semanal viável 
para gerar o maior lucro a essa fábrica dentro das condições apresentadas? 
A. X1=0; X2=0 
B. X1=0; X2=4.000 
C. X1=3.000; X2=4.000 
D. X1=3.000; X2=3.000 
E. X1=1.000; X2=4.000 
 
Questão 9.9 
A figura a seguir ilustra um sistema produtivo que opera na produção de dois tipos de 
produto: P e Q. Os preços de venda líquidos de P e Q são, respectivamente, de R$80,00 e 
R$90,00 por unidade. A demanda semanal do produto P é de 100 unidades e a demanda do 
produto Q é de 50 unidades. Existem quatro centros detrabalho (ou recursos) no sistema 
produtivo: A, B, C e D. Cada centro de trabalho possui capacidade máxima de 
processamento igual a 2400 minutos por semana (8h x 60min x 5dias). A figura identifica, 
ainda, (i) o tempo em minutos (min), requerido em cada centro de trabalho para realizar a 
 
8Questão 19 – Enade 2014. 
9Questão 24 – Enade 2014. 
Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 
31 
operação específica necessária para a produção de cada unidade (und) dos produtos finais; 
e (ii) as matérias primas (MP e embalagem) utilizadas nos produtos, com os respectivos 
custos de aquisição. 
 
 
 
GOLDRATT, E. M. A síndrome do palheiro: garimpando informações num oceano de dados. 2 ed. São Paulo: Educator, 
1992 (com adaptações). 
 
Considerando as informações apresentadas, é correto afirmar que o mix de produtos 
semanal que maximiza economicamente a utilização do sistema produtivo é composto por: 
A. 100 unidades do produto P e 30 unidades do produto Q. 
B. 100 unidades do produto P e 50 unidades do produto Q. 
C. 100 unidades do produto P e 100 unidades do produto Q. 
D. 75 unidades do produto P e 75 unidades do produto Q. 
E. 60 unidades do produto P e 50 unidades do produto Q. 
 
1. Introdução teórica 
 
Programação linear 
 
Segundo Medri e Yotsumoto (2016), a programação linear (PL) é o instrumento de 
pesquisa operacional mais comumente empregado na solução de problemas decisórios 
Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 
32 
objetivos e de certa complexidade. A programação linear consiste na descrição de um 
sistema organizado por meio de um modelo matemático, cujo objetivo é encontrar a melhor 
solução. 
A programação linear prevê a otimização (maximização ou minimização) de uma 
função linear, chamada de Função Objetivo, respeitando-se um sistema linear de igualdades 
ou desigualdades, que recebe o nome de Restrições do Modelo (MEDRI e YOTSUMOTO, 
2016). 
Na análise de um problema por meio de um modelo de programação linear, é 
fundamental que se consiga distinguir quais são as variáveis fora do controle, isto é, os 
parâmetros de valores já fixados e variáveis de decisão, ou seja, aquelas cujo valor se quer 
conhecer (YBARRA, 2016). 
Matematicamente, a função objetivo a ser maximizada pode ser escrita da seguinte 
maneira (MEDRI e YOTSUMOTO, 2016): 
 
0,...,,
... 
 
... 
... :..
... 
21
2211
2222121
11212111
2211





n
mnmnmm
nnn
nn
nn
XXX
bXaXaXa
bXaXaXa
bXaXaXaas
XCXCXCZ

 
 
Nas expressões, temos o que segue. 
 
 Xj = número de unidades do produto j produzidas num certo período de tempo 
(variáveis de decisão). 
 Z = função a ser otimizada (maximizada ou minimizada). 
 Cj = aumento no lucro Z pelo acréscimo de uma unidade Xj (coeficiente de lucro). 
 aij = quantidade do recurso i consumida na produção de uma unidade de atividade j 
(coeficiente de restrições). 
 bi = quantidade de recurso i disponível no período para as n atividades (limitação de 
capacidade da restrição). 
 
Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 
33 
Pode-se apresentar esse modelo de forma a seguir. 
 
n ..., 2, 1, j 0
m ..., 2, 1, i :..
1
1







paraX
parabXaas
XCZ
j
i
n
j
jij
n
j
jj
 
 
2. Resolução das questões 
 
Questão 8. 
 
O problema informa que o lucro por litro do refrigerante A é 
51 C
e o lucro por litro 
do refrigerante B é 
2C2 
. Com esses valores, a função objetivo a ser maximizada é 
 
21 25 XXZ 
 
 
Na expressão, X1 é a quantidade a ser produzida do refrigerante A e X2 é a 
quantidade a ser produzida do B. 
As restrições apresentadas pelo problema são: 
 
000.9XX 21 
 
 
000.3X1 
 
 
000.4X 2 
 
 
Nas expressões, 
1X
é o consumo, em litros, de água para a produção do refrigerante 
A e 
2X
 é o consumo, em litros, de água para a produção do refrigerante do B. 
O problema informa que o consumo relativo de água é: 
 
12 X2X 
 
 
A condição de restrição que relaciona X1 e X2 fica como segue. 
 
000.9XX 21 
 
Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 
34 
 
000.9X2X 11 
 
 
000.3X1 
 
 
Para maximizar o lucro Z, a quantidade de litros utilizada para produzir o refrigerante 
A é 3.000. Com isso, é possível produzir 3.000 litros de refrigerante A, pois é necessário um 
litro de água para cada litro de refrigerante produzido. 
Assim, dos 9.000 litros disponíveis, restam 6.000 que serão usados na produção do 
refrigerante B. Considerando que a produção do refrigerante B consome dois litros de água 
para cada litro produzido, será possível produzir 3.000 litros do refrigerante B. 
O lucro máximo da operação é o que segue. 
 
000.32000.35 Z
 
 
21.000,00 $R Z 
 
 
Alternativa correta: D. 
 
Questão 9. 
 
Considerando o preço de venda e as despesas com matéria-prima e embalagem, o 
lucro de cada produto é o que segue. 
 
20,00-20,00-10,00- 0,008 P 
 
 
0,003 P 
 
 
20,00-20,00-0,009 Q 
 
 
0,005 Q 
 
 
Com esses valores, a função objetivo a ser maximizada é a que segue. 
 
Q50P30 Z 
 
 
As restrições apresentadas pelo problema estão vinculadas à disponibilidade de tempo 
de cada estação de trabalho que é 2.400 horas. Considerando a demanda de tempo em 
cada estação de trabalho, por cada produto, as equações de restrições são: 
 
Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 
35 
400.2Q10P15 
 (1) 
 
400.2Q30P15 
 (2) 
 
400.2Q5P15 
 (3) 
 
100P 
 
 
50Q 
 
 
Considerando que Q deve ser menor do 50 ou igual a 50 e que P deve ser menor do 
que 100 ou igual a 100, a redução de P implica o aumento de Q. Assim, tomando o limite 
máximo de P e substituindo na expressão (1) e (3), a quantidade Q fica maior que a 
demanda. Quando fazemos essa substituição na expressão (2), temos o que segue. 
 
400.2Q30P15 
 
 
400.2Q3010015 
 
 
30Q 
 
 
Alternativa correta: A. 
 
3. Indicações bibliográficas 
 
 MEDRI, W.; YOTSUMOTO, A. S. Pesquisa operacional na tomada de decisão. Disponível 
em <http://www.uel.br/pos/engproducao/arquivos/pesquisa%20operacional%20na%20 
tomada%20de%20decisao.pdf>. Acesso em 30 mar. 2016. 
 YBARRA, L. A. C. A programação linear e o processo de decisão. Disponível em 
<http://www.facom.ufms.br/~ricardo/Courses/OR-
2009/Materials/Programacao%20linear %2027-09.pdf>. Acesso em 30 mar. 2016. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Material Específico – Tomo IX – Engenharia de Produção – CQA/UNIP 
36 
ÍNDICE REMISSIVO 
Questão 1 
Cadeia de suprimentos. Projeto e análise de sistemas logísticos. Nível ótimo 
de lucro (vendas-custo). Cenário competitivo. 
Questão 2 
Engenharia organizacional. Intercâmbio Eletrônico de Dados (EDI). Sistema 
de Gestão Empresarial (ERP). Gestão de Relacionamento com o Cliente 
(CRM). 
Questão 3 
Engenharia do produto. Processo de desenvolvimento de produtos. 
Inovação. Fontes de alimentação para a geração do conceito. Processo de 
filtragem de ideias. 
Questão 4 
Engenharia da sustentabilidade. Desenvolvimento sustentável. Lucros da 
produção sustentável. Tripé da sustentabilidade. Economia dos ecossistemas 
e da biodiversidade. 
Questão 5 
Engenharia organizacional.Gestão de projetos. Project Management Office 
(PMO). 
Questão 6 
Engenharia do produto. Gestão do desenvolvimento de produto/inovação. 
Inovação aberta. 
Questão 7 
Engenharia econômica. Gestão de custos. Custo de ociosidade. 
Compartilhamento de veículos. 
Questão 8 
Pesquisa operacional. Modelagem, simulação e otimização. Programação 
linear. 
Questão 9 
Pesquisa operacional. Modelagem, simulação e otimização. Programação 
linear. Maximização de utilização de sistemas produtivos.

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